comerciominho_07031876_465.xml
- conteúdo
-
Assigna-see
vende-se no
escripiorio do
editou
e
proprietário
José
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.’
3E,
para
onde
deve
ser
dirigida
toda
a
correspondência
franca
de porte.
=
As
assi-
gnatufas são
pagas
adiantadas
;
assim
corno
as
correspondên
cias
de
Interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
anno
1^600
rs.«=Semestre
850
rs.=Provtn-
cias,
anno
2&400
rs
e
sendo
duas
4$000
rs.-=Semestre
1&250
rs.=£ras!/,
anno 3$600
rs.=Semcstre
1&900
rs.
moeda
forte,
ou
8&000
reis
e
i^oOO
reis moeda fraca.
=Ánnuncios
por linha
20 rs., repetição
10
rs. Para
os
assignantes
20
d
’abatimento.
zrssp-íópit»
BBAGA-TEBÇA-FEIRA í gJE
masiço
A
terminação
da
guerra
de
Hispanha,
grjças
á neutralidade
fielmente
observada
pelo
governo
francez,
e
outras causas que
o
futuro
mostrará, enche
de
jubilo
os
re
volucionários
de todos
os paizes.
Mais uma
vez
a
força
do
direito
é
sup-
plantada
pelo direito
da força, facto
la
mentável que
mostra
que o
suspirado
mo
mento
da
regeneração
social
ainda
não
está
mui
proximo.
Crè-se,
pois,
que a gueira
carlista está
extincta
Adormeceu
nas
quebras
das
monta
nhas
a
voz
imponente
que
bradava
á
Re
volução;
não
mais
além.
Tornou
a
escurecer
o horisonte, quando
esperávamos
ver
principiar
a
colorir-se
o
iris
da
bonança, precursor
de
salvamento
para a sociedade,
que
se
deixa
arrastar
descuidada
na
corrente
lodosa
que
a
as
soberba.
E
’
que
a
justiça
divina
ainda
não
está
satisfeita.
Mas
nada
faz
abalar
as
nossas
crenças.
Qne
importa
a
victoria
efemera
do
er
ro
contra
a
verdade,
do
injusto
contra
o
justo?
Carlos
VII
pelejava
heroicamente
por
Deus
e
pela
patria,
e
se
não
venceu,
é
porque,
humanamente
faliaodo,
lhe
era
impossível.
Contra
elle
combatiam não
só
os
filhos
renegados
da
sua
patria,
mas
a
Revolução cosmopolita,
qoe
se senta
nos
tbronos
enfeudados
ao liberalismo,
ou
se
espéssa
nas cafurnas, onde
se
planeia
o
exício
da
ordem,
minando
pelos
alicerces
o
edifício
social.
O
mistério
que
envolve
as
deíecções
d
’eise
punhado
de
lieioes
que
no campo
da
honra
pelejavam
pelas
causas
sacrosan-
tas
de Deus
e
da
patria,
ainda
não
está
bastaolemente
revelado.
O
tempo
encarregar-se-ha de o
desven
dar,
e veremos
então
se
ha alguns
nomes
a
accrescer
aos
dos
infames
que
a
his
toria
tem registado
na
sua pagina
mais
negra.
A
nós, catholicos,
a
nós,
legitimistas,
não
nos
desalenta
a terminação da
guerra;
porque
cremos que
o
reinado
do erro
é
momentâneo,
e
que ás trevas da
noite
succederá
a
luz
da
manhan.
MME
OFFíCiaii
MINISTÉRIO
DOS
NEGOCIOS
ECCLE-
SIASTICOS
E
DE
JUSTIÇA
Direcção
geral dos negocias ecclesiaslicos
l.
a
repartição
Em
virtude
da
resolução
superior
se
declara
aberto concurso
documental,
pelo
prazo de
30
dias,
a
contar
de 29
de
fe
vereiro,
para provimento das
egrejas
paro-
chiaes
constantes
da
relação
seguinte
:
Agrella
(S.
Pedro),
concelho de
Santo
Thyrso,
diocese
do
Porto.
Alcochete
(S.
João Baptista),
concelho
de Alcochete,
diocese
de.Lisboa.
Aldreu
(S.
Thiago),
concelho
de
Barcel
los,
diocese
de
Braga.
Alquéva
(S.
Lourenço),
concelho
de
Portei, diocese
de
Evora.
Amieira
(Nossa
Senhora
das
Neves),
concelho
de
Portei,
diocese
de
Evora.
Boalhosa
çSanto
Estevão),
concelho
de
Ponte
do
Lima,
diocese
de
Brãga.
Cabração (Santa
Maria),
concelho de
Ponte
do
Lima,
diocese de
Braga.
Charneca
(S.
Bartholomeu),
concelho
dos
Olivaes,
diocese
de
Lisboa.
Fontoura
(S.
Miguel),
concelho
de
Va-
lença.
diocese
de
Braga.
Frossos
(S.
Miguel),
concelho de
Bra
ga,
diocese
de
Braga.
Gafete
(S.
João
Baptista),
concelho
do
Crato,
diocese
de
Lisboa.
Gemeos
(Santa
Maria),
concelho de
Gui
marães, diocese
de Braga.
Labrnjó
(Santa
Maria),
concelho
de
Ponte
de
Lima,
diocese
de Braga.
Lisboa
(Nossa
Senhora
da
Pena),
bairro
oriental,
diocese
de
Lisboa.
Matto
e
S.
Torquato
(Sant
’
Anna),
con
celho
de
Coruche,.
diocese de
Evora.
Paderne (Salvador),
concelho
de
Melga-
ço,
diocese
de
Braga.
Povoa
do Concelho
(Nossa
Senhora
da
Graça),
concelho
de
Trancoso,
diocese
de
Pinhel.
Santa
Comba
Dão
(Nossa
Senhora
d’
As
sumpção),
concelho
de
Santa
Comba
Dão,
diocese
de Coimbra.
Santa
Suzana (Santa
Suzana),
concelho
do
Redondo,
diocese
de
Evora.
Sobral
de
Mortagoa
(S. Miguel),
conce
lho
de
Mortagoa,
diocese
de
Coimbra.
LIVROS
E IMPRESSOS
DlCCIONARlO POPULAR—IIISTORIGO,
GEO
GRÁFICO,
M1THOLOG1CO,
BIOGRÁFICO
ART1S
TICO,
BIBLIOGRÁFICO E LITTERARIO, por
Uma
sociedade de homens de lettras.
Está
publicado
o
fascículo
n.°
13
d
’
es
ta
obra.
Corre
das
lettras
AFR
até
AGN,
comprehendendo
de
paginas
193
a
208
do
primeiro
volume.
Continúa
este
dicciooa-
rio a sustentar
os
créditos
de
que
justa
mente
gusa
como
uma
das
obras
mai>
notáveis
e importantes
que
actuahnenle
estão
em
via
de publicação,
pela
variedade
e importân
cia
dos
conhecimentos
que
encerra.
—
D
e
lisboa
ao
C
airo
—
scenas
de
viagem
,
pelo viscoade
de Benalcanfor.
E’
este livro
precedido
d
’
um
esboço
biográfico
do
auctor,
escripto pelo
snr.
Pinheiro
Chagas.
E
’ urn
volume
curiosissimo,
vasado
n’uraa
linguagem scintilante,
rendilhada,
bella,
como
sóe
notar-se
ern
todos
os.es-
criptos
de
Ricardo
Guimatã-s.
Com
tão
gentilíssimo
conversador
não
é
possível
sentir-se
as
fadigas
d
’
uma viagem,
por
mais longa
que
seja.
Quer
o
leitor a
verdade do
que
dizemos?
Compre
o
li
vro
de
que
vimos
fallando
que não
ha
de
chegar
a
arrepeoder-se.
—
O
DOURO
ILLUSTRADO —REDIGIDO PE
LO
VISCONDE DE
VILLA MAIOR. REITOR DA
UNIVERSIDADE DE
COIMBRA.
Estão publicadas
as
cadernetas
7
e
8
do
Douro
llluslrado
editorado
pelos
snrs.
Magalhães
&
Moniz, do Porto.
Acompa
nha-as
duas
excellentes
gravuras repre
sentando
a
Barca
d
’
Alva
e
Valmór.
Esta
magnifica
publicação
é
feita
com
a
maior
regularidade.
—
V
islumbres
—
por
David
de Castro.
Recebemos
a
primeira folha
d
’este livro
de
versos,
qne
está
sendo
editorado
pelo
snr.
Chardron,
a
quem
tanto
deve
a
nos
sa
lilteratura.
A primeira
poesia
contida
n
’esta
folha é
um
epinicio
recitado
pelo
auctor
no
theatro
de
S.
João,
do
Porto,
por
occasião
de
ser
inaugurado o
cami
nho de
ferro
do
Minho.
Parece-nos
tra
balho de algum
mérito,
postoque,
por
ve
zes,
levemente
incorrecto
na metrificação.
—
P
ortugal
antigo
e
moderno
,
diccio
nario GEOGRÁFICO, ESTATÍSTICO, CIIORO-
iSTO
ET
K»
O LIBERALISMO CATHOLICO.
vai
(.Conclusão)
Seguramente,
nunca
a Esposa
de
Je
sus
Christo
consentiu
em
ser
escrava,
nem
em paiz
escravo,
nem
em paiz
livre:
se
pois
Mootalembert
iec>
nhece
que a
sua
solução
da Egreja
livre
no Estado
livre
não fóra
até
hoje admittida,
visto
que
d
’
ella
faz
o
motins
vivendi da
Egreja
com
as
sociedades
modernas,
certo
é
que
o
anterior
estado
de coisas,
o
que os
ca-
tholicos
consideravam
até
hoje
como
o
es
tado
notmai,
não
póde
ser
exprimido
se
não
pela
formula.
Egreja
livre
em paiz
«scravo. Mas
quem
tal
ousaria
sustentar?
quem
poderia,
sem
desmentir a
historia,
chamar
á França
de
S.
Luiz
um
paiz
es
cravo?
Não
acaba
Montalemberl de
nos di
zer
que,
ha
cem
annos,
depois
que
a
or
dem christã
fóra
sistematicamente
per-
luibada durante
quatro
séculos
pelas in
vasões
do
despotismo
real,
«havia
em
França
uma
ordem
inteira
de
garantias,
de
liberdades
individuaes,
locaes,
muni-
cipaes,
que
já
hoje não existe.»
Quando
pois
lazemos votos
pelo
restabelecimento
da
ordem
christã,
não
é
seguramente a
escravidão
que
invocamos.
Demais,
aquel
le
que
uos
apresenta
esta
alternativa
en
tre
Egreja
livre
em
paiz livre e Egreja
livre
em
paiz
escravo,
apressa-se
a
dizer-
nos
que
esta
segunda
solução
ainda
não
fui realisada,
nem
o
será
nunca.
Mas
en
tão
em
que
vem
a
parar
esta
argumen
tação
toda?
Qual
é
o
logar
da doutrina
catholica
n
’estes
quatro
sistemas
entre
os
(juaes
se
pretende que devemos necessa-
riamente
escolher?
Não
seria
empalmado
para
nos
obrigarem
a
acceitar a
solução
liberal
?
Não
vão
equivocar-se
a
respeito
do
nos
so
pensamento
: tomando
o discurso
de
Montalemberl
no
congresso
de Malines co
mo
objecibo
especial
d’
esta
primeira
par
te
da
nossa
discussão,
não
intentamos ag-
gredir
o
homem.
Escolhemos
este discurso
porque
não
conhecemos
exposição
mais
fiabil,
mais
completa
e
mais auctorsada
do
liberalismo
catholico.
Examinando-o
de
perto,
acabamos
de
ver
que
se
reduz
a
uma
serie
de equívocos
que
sómente
são
especiosos
no
esconderem
o pensamento
cuja expressão
parecem
ser,
vindo
a
re
matar
em êtros repulsivos
mal lhes
po
mos o
pensamento
em
plena
luz.
VIII
Quanto
ao
mais,
não
ha
porque
nos
censurem
por
havermos
remontado
mui
alto
para
combater
a
doutrina
catholico-
liberal
;
porque
em
vão
procuraríamos
exposição
mais
recente
d’
esta
doutrina
nos
escriptos
dos
chefes da
escola
que
sobre
viveram
a
Montalemberl
(1.)
(1) Na
sua
noticia
ácerca
de
Agosti
nho
Cochio,
o senhor
conde
de
Falloux
não
justifica
a
doutrina
liberal
do Conres-
pondenl
senão
por
vivas
accusações
con
tra
os
adversários.
E
que
lhes
exprobra
elle
?
confundirem
a
causa
da
Egreja
com
a
do
absolutismo,
o
declararem
guerra
á
sociedade
moderna
inteira
;
envenenarem-
lhe
as
chagas
em vez
de Ib
as
cicatriza
rem
;
segunem
marcha
opposta
á
do
Sal
vador
que
nunca
desafiou
a
multidão;
tor
narem iuaccessivel
o caminho
que
conduz
á
fonte
das
aguas
salutares;
datarem
to
do
o
mal de
1789,
ao
passo
qne
o hou
ve
notoriamente
e
muito
nos
séculos
pre-
Desde
qoe
o
Soberano
Pontífice
foi
mais
explicito
na reprovação
das suas
ideias,
renunciaram
a
defendel-as,
e
na
maxima
parte
não
hesitam
em
repudiar o
nome
de
catholicos
liberaes,
que
para
elles
ha
pouco
era
um titulo
de
gloria.
Não;
di
zem,
em
religião,
somos
puramente
ca
tholicos
;
só
ern
política é
que
somos
li
beraes.
Sob
esta
formula
que
exprime
a
ulti
ma
evolução
da
escola,
de
temer
é
que se
disfarce
ainda
um
equivoco.
Que
libera
lismo
politico
é
esse,
a
cuja sombra
es
peram
escapar
aos
anáthemas
da Egreja?
Trata-se
da
preferencia dada
ás
institui
ções
representativas
sobre
a
monarchia
absoluta
? Mas
isto
é
absolutaineme
alheio
á
questão. Onde
viram
portanto qne
os
adversários
do
liberalismo
catholico
os
arguissem
por esta
preferencia
?
Suppôr em
nós
este
desígnio
é
evidentemente
querer
lograr
os
oulros.
Tudo
concorre
para
se
acreditar
que
o
liberalismo politico
a
cu
ja
sombra
se
acolhem
não
é
mais
que
a
theoria
liberal
das
relações
da socieda
de
civil
com
a
sociedade
religiosa.
Este
liberalismo
é
politico,
de
feito,
porque
at-
cedentes
(Conrespondent,
10 de
março
de
1874).
Estas
accusações
todas
são
como
se
vê,
estranhas
á
controvérsia
entre
os
li
beraes
e
seus
adversários.
Se
entre
estes
últimos
alguns
se
tornaram
culpados
das
exagerações
que
lhes
assaca
o illustre
es
criptor,
carreguem
elles
com
toda
a
res
ponsabilidade.
Mas
não
se
busque
lograr
os
leitores
deixando-lhes
intender
que
o
liberalismo
catholico
não
está
exposto
a
mais
serias
arremettidas.
A
amisade
tem
seus
direitos
;
mas
a
egreja
e
a
verdade
lambem
tem
os
seus.
E
não
será
violar
estes
direitos,
de
todos
os
mais
sagrados,
occultar
os
motivos
reaes
das
condemna-
ções
lançadas
pela
Egreja
;
dizer,
por
exem-
tioge
igualmente
os
direitos
da
Egreja.
Pretender
que a
Egreja
nada
tem
que ver
com
elle,
seria suppor a
verdade
do
prin
cipio
fundamental
da
heresia
liberal.
Se
os
homens
que
ha pouco
se
mos
traram
favoráveis
a
este
êrro
quizerem
que
se
deixe
de
!h
’
o
imputar,
é
indispen
sável
que o
reneguem;
nem
elles
podem
coutentar-se
com
oppôr-nos
uma formu
la
pelo
menos
ião
ambigoa
como
aqutlla
com
que
tentavam
acobertar-se
os
semi-
arianos.
Seja
pois
esta
a
nossa primeira
con
clusão
:
em
vez
de
argumentos
sérios,
o
liberalismo
catholico
não
lem
por ponto
1
’
appoio
senão
equívocos,
e por
conse
guinte,
é
absolutamente
insustentável, co
rno
sistema
pratico,
no
duplo
aspecto
do
fim
qne
se
propõe,
do
andamento
que
le
va
e
dos
resultados
que
obtem.
Nada
fal
tará
á
nossa
demonstração,
se
provarmos
que.
sob
esta
tríplice
relação,
vem
a
rea
lidade
desmentir
as
brilhantes promessas
com
que
ha
quarenta
annos
nos embala
o
liberalismo
catholico.
FIM
pio.
que
o livro
do
senhor
padre
Godard,
A
Doutrina
da
Egreja
e
os
princípios
de
89,
foi
censurada
pela
Congregação
do
In
dex por
eausa
do
seu
titulo
irritante
e
do
mau
campo
escolhido
pelo
auctor
«que
referia
os
princípios
essenciais
do
est.-do
social
actual
e
da
legislação
moderna á
declaração
dos
direitos
do
homem»?
t)
Snr.
de Falloux
tem
evidentemente
intelligen-
cia
d
‘
e
sobejo
para
conhecer
que
se o
que
chama
princípios
essenciaes
do
Estado so
cial
actual
nada
contivessem
contrario
á
doutrina
da
Egreja,
esta
não
houvera
ceo-
Isurado o
sor.
Godard
só
por
ter
referido
estes
princípios
a
uma declaração
qual
quer.
GRÁFICO,
HERÁLDICO,
ARCIIIOLOGICO, CORO-
GRÁFICO
E ETYMOLOGICO
DE
TODAS AS
CI
DADES, VILLAS
E FREGUEZIAS DE PORTU
GAL
—
por
Augusto
Soares
d
’
Azevedo
Bar
bosa
de
Pinho
Leal.
Já
foi
distribuído
o fasciculo
94.°
do
Por
tugal
antigo
e moderno, que,
como
temos
dito,
é
obra
notabilíssima
,
e muito
ulil.
Continua
as lettras
PAÇ
e
segue
até
PAI.
Conclue
uma
erudicta
noticia
ácerca
de
Egas
Motiiz
e
traz outras
noticias
e
des-
cripções
interessantes.
—Os
filhos
do
capitão
G
rant
,
por
Julio
Verne—
Versão
de
Cunha
e
Sá.
Pertence
este
volume
á
collecção
das
obras
do
sabio
Júlio
Verne,
que
está
sen
do
loxuosamente
edilorada
pela bibliolhe-
ca
Horas
Românticas, empresa
benemerita
que
lem
enriquecido
a
litleratura
nacio
nal
com
tantas
e
tanlissimas preciosida
des.
Como em todas
as
obras
d
’
este
auctor,
no
ta-se
n’
esles
volumes
uma
erudicção
pro
funda,
apar
d
’
uma
imaginação
admiravel
:
assim,
ao
mesmo
tempo que
tão
liberal
mente
oos
abre
os
thesouros
dos seus
vas
tos
conhecimentos, Julio
Verne
deleita-nos
o
espirito
com
episódios
realmente
altra-
hetites
e
interessantes,
alliaodo
o
util ao
agradavel
—a
mais
sublime das
missões
do
escriptor.
As
obra»
de
Julio
Verne
formam
uma
collecção
inestimável,
digna
de
occopar
um
dos primeiros
iogares
em
qualquer
bi
bliolheca.
—
A
mar
a
deus
é
a
minha
vida
,
ou
COLLOQUIOS
DA ALMA COM
0 SEU CREA-
DOR.
Tirado
das
obras
de
Santo
Agosti
nho
pelo
padre C*«*.
Seguido
d
’
uma
col
lecção de
ladainhas,
e
accrescentado
com
diversas
devoções
—
Traducção de
A. Mo
reira
Bello.
A
recommendação
d
’
esla
obra
está
tio
seu
titulo
e
em
o
nome
do
traductor,
que
tantos
serviços
está
prestando á
religião
e
á
sociedade.
E
’ um
volume
de
304
paginas
em oi
tavo
pequeno,
que
se
vende
pelo
dimi
nuto
preço
de
210 reis, na
Livraria
Ca-
tholica.
—I
mpressões
da
naturesa
,
por
Au
gusto
Luso
da Silva.
E’
ura
volume
notável, que
o
auctor
offerece
aos
alumnos
do
liceu
do
Porto,
onde
é
professor
distinctissimo.
O
nome
de
A.
Luso
é
mui vantajosarnente
conheci
do
em
a
nossa
liiteratura,
como bom
poe
ta e
prosador.
No
livro
de
que
falíamos
não
ha
só
mente
a
notar
a
fórma,
que é
correctis-
sima
;
ha
a
erudicção
que
sobresae
em
va
rias
das
composições
de
que
elle
consta,
especial
mente
no
poema
Esboços
do
natu
ral,
e
ha lambem
a
moralidade, aposto
lada
nos
Apologos e
outras
poesias.
O
rimance
Nossa
Senhora do Salto é
lindíssimo
;
as
poesias
Dia e
noite,
a Ma
dragada, o Espelho de
Deus,
as
Trinda
des
na
aldeia, a Noite, etc.,
são
d’
uma
suavidade
que
enleia,
que
nos
laz
esque
cer
a.
vil
prosa
da
existência,
que,
com
mais
ou
menos
custo, arrastamos.
Em qua
si
todas
as
composições
de
A
Luso
se
nota
uma
doce
e vaga
melancolia,
que
nos encanta.
Que
contraste
entre
os
versos
de
A.
Luso
e
os
alexandrinos muito
pesados,
mui
to
fortes
e
muito
exdruxulos
d
’uns
verse
jadores da
chamada
poesia moderna?
!...
Este
livro
é
editorado
pela
casa
Char
dron,
onde
as
edicções
se
contam
pelos
dias,
ou
talvez
pelas
horas
do
dia.
—
i.
GAZETILHA
Iiausperenne.
—Expõe-se
hoje
na
egreja
de
Nossa
Senhora
da
Lapa.
Desgraça.
—
Um
operário
que
hontem
eslava
trabalhando
n
’
umas
obras
da
rua
da
Ponte
deu
com
um
machado
um
pro
fundo
golpe
n
’
um
pé,
que licou em es
tado
lastimoso.
Exercício
de
bombeiros. —
A
com
panhia
da
bomba
teve
ante-hontem
exer
cício.
Todos
os
trabalhos
foram
bem
executados.
Ao
snr.
capitão
da companhia
lemos
a
observar
que
será
mui
conveniente
que
alguns
dos
seus
subalternos
sejam
um
pouco
mais prudentes
e
se
abstenham
de
gingar
com
as
pessoas
que assistem
aos
exercícios.
Um
tal
snr.
Palha
lem
por
costume,
segundo
nos
informam,
de
in
clinar
a
ponteira
da
mangueira para
onde
vê
ajuntamento
de indivíduos,
afim de,
com muita graça,
os
ensopar
em
agoa.
E’ uma
travessura
bonita,
mas
que
póde
dar
azo
a
muita
inconveniência.
Os
que
vão
ver
os
exercícios
da
bomba,
dis
pensam
os
banhos
de
chuva.
Lnuiperenne no Poço.—A
or-
chestra
que funccionou no
Sagrado
Laus-
perenne
no
Paço,
foi,
como
noticiamos
a
capella
do
snr.
Luiz
Bapiista
coadjuvado
pelos
snrs. Esmerizes.
Todos os
trechos
foram
muito
bem
desempenhados
e
com
a
maior
regulari
dade
e
mimo.
«Serões
Ilomantieos».—
Está
em
distribuição
o fasciculo
n.°
6
dos Desher-
dados,
romance
que a
bibliolheca
dos
Se
rões
Românticos está
publicando.
Theatre.—
Debutou
ante-hontem
no
theatro
de
S.
Geraldo
a
companhia
dia-
matica
hispauhola
dirigida
pelo
ex.
rao
snr.
D.
José
de
Sepulveda,
cavalheiro notável
por
todos
os
títulos.
Subiu
á
scena
o
doma de
S.
Larra
Bemaventurados
os
que
choram
e
a come
dia em 1
acto
Mal
de
olho.
O
desempenho
correu
tnuito
bem e os
actores foram
varias
vezes calorosamenle
applaudidos.
E’
uma
óptima
companhia
e
conta
em
seu
seio
artistas
de grande
merecimento.
S.
João
de SJews.—
Festeja-se
áma-
nhã
a Imagem de
S.
João
de Deus no
templo
do
Hospital
de S
Marcos.
Eausperenne
na Vlisericordia.
—
Foi
feito
com
muita
pompa
o Lausperen-
ne
no
templo
da
Misericórdia. Aote-hon-
tem
e
hontem
cauiaratn
se matinas, sendo
a
capella
dos
snrs.
Paivas.
Noticias
de Elispatilm.
—
A
causa
carlista
foi
vencida, mas
tinou-se
com
honra. Duzentos
mil
homens
venceram
trinta
mil,
mas
custou-lhes
immenso
para
isso. O
medo
que
os
carlistas
causavam
era
tamanho,
que
se
conhece
tanto
na
alegria
doida
que
mostram
todos
os orgãos
do
liberalismo,
como
na
ferocidade
com
que
exigem
que se
esmaguem
as
piovin
cias
vascongadas
com
uma guarnição
de
oitenta mil
homes
pelo
menos,
que se lhes
arranquem
os
seus
foros,
condição com
que se uniram
á
monarchia
hispanhola,
e
que
as retalhem
dividindo-as
pelas
outras
províncias.
Esta
falta de
fé, mostra-nos
o
que
é
o iberismo
e
o
que
quer fazer
depois.
O
snr.
bispo
de
Urgel,
declarado
in-
nocente
dos
crimes
que
falsamente
lhe
imputaram
os
liberaes,
ainda
não
foi
sol
to.
O
governo
conserva-o
preso
até
achar
uma
formula
que,
reconhecendo-o
inno-
cente,
não
venha
accusar
a
si
mesmo
da
infamia
com
que
se
prestou
a
ser
cúm
plice
dos
falsos
accusadores
do
prelado.
Que
miséria!
—(«Bem Publico»)
A
’
cerca
de
Hespanha
apesar
do
qoe
continuam a
dizer
os
jornaes
e
despachos
de Madrid,
o
estado
das
cousas
nos
perece
confuso,
pois
no
meio
de
uma
multidão
de
despachos
que
asseveram-
estar termi
nada a
guerra,
apparecem
alguns
d
’
onde
se
infere
que
ella
continua
posto
que em
mais
diiTicultosas
circumstancias
para
os
car
listas.
Na
Catalunha
os
companheiros
de
Tris-
tany
parece
que
se
conservam
em
armas
e no centro
que
os
carlistas
se
reforçam
com
tropas
que conseguiram
deixar
as
pro
víncias
theatro
da
dissolução
de
uma
par
te
considerável do exercito.
Mas estarão
as
províncias
do
norte
sem
forças
carlistas
e compleiamente
domina
das
pelos
affonsinos?
Parece
que
não,
pois
se
nos
afigura
que
nas
Encarlaciones
appareceram
diffe-
rentes
bandos
carlistas.
Talvez
os
liberaes
agora
chamem
ban
dos
aos batalhões.
A
fortuna
muda
muitas
vezes a
lin
guagem.
A
passagem
de
D. Carlos
á França é
agora o
thema
sobre
que
discorrem
os jor
nae*
liberaes,
e
ás
suas
apreciações
só
replicaremos
que
durante
as
eventualidades
da
guerra
muitas vezes
Carlos
VII passou
a
fronteira
e
fez
largas digressões
sem
que
os
carlistas
acabassem.
Será
agora
o
mesmo
?
O
tempo
mostrará
se
se
enganam
os
que
desatinam
com
a
sua
ventura
ou
os
que
a
ella
são superiores.—(«Correio
da
Tarde».)
Incêndio
no mar.—
O
«New-York
Heraid»
registra
um
novo
sinistro succe-
dido
no
oceano Atlântico.
O
capitão
do
vapor
allemão
«Pomerania»,
chegado
a
10
de
fevereiro
ao porto
de
New-York,
vindo
de Hamburgo, conta que,
a
8
do
mez
passado
encontrára
em pleno
mar
um
gran
de
navio
incendiado.
Mandou uma
chalupa
com apparelhos
de
salvação;
mas
a
vio
lência
do
incêndio
era
tal,
que
foi
im
possível
aproximar
se
do
navio
em
charn-
inas,
assira
como
saber
o
seu
nome
e
a
sua
nacionalidade.
Receia-se que
a
equi
pagem
tenha
perecido.
Caminho
de ferro do Minho.—
A
sexta
secção
do
caminho
de
ferro
do
Minho comprehendida
entre
Caminha
e
Valença,
consta
de
5
lanços, que
são:
Lanço
15,
que
começa etn Caminha,
comprehendendo
a
passagem
por
Valença
e
termina
em
Lanhellas.
Este
lanço
é
talvez
o
mais
importante
da
secção,
pois
que
comprehende
um
tú
nel
em
Caminha,
uma
ponte
sobre
o
rio
Coura
e
mais
ura
ou
dois túneis
e
a
res-
pectiva
estação, cujo
local
até agora
des
tinado entre
o
túoel
e
a
ponte
d
’
aquella
villa,
é o melhor
que
poderia
escolher-se
para
esse
effeito.
Lanço
16,
que
começa
em
Lanbellas
e
termina
em
Villa Nova
da
Cerveira.
Lanço
17,
que
começa
em
Villa
Nova
da
Cerveira
e
termina
na
freguezia
de
Torre.
Este
Lanço
é
o
que
mais adiantado está,
pois
tem
as
terrapleoagens
em bom
anda
mento
e trata-se da
abertura
de
caboucos
para
aqueductos,
pontões,
e ponte
de
Cam
pos.
Lanço
18
que
principia
na
freguezia
de
To^e,
e
termina
em
Valença.
Está
todo
em terraplanagens; tem
cons
truídos
6
aqueductos
de differentes
typos
e
outros
em
conslrucção.
Vae
proceder
se
em
breve
á
abertura
dos
caboucos
para
as
pontes
de
Segadães,
Torre
e
Veiga
da
Mua.
Lanço
19,
que
começa
em
Valença
e
termina
na
ponte sobre
o
Minho.
A
mãe piedosa
e seus
Alhos.—
(Conto
de
Schmid,
1
.—
Uma
senhora
de alta
jerarchia
e
nascimento,
a quem
desgraça
dos
acontecimentos
haviam
reduzido
á
mi
séria
e
a
viver
desterrada,
dizia
n’um
dia
de
grande
festa
a
seus
dois filhos:
—
<Como
sou
infeliz
por
não
poder
ir
ao
templo
do
Senhor,
era
dia
tão
solemne
unir
minhas
orações ás de
milhares
de
fieis
qne
ali
se
reúnem
para
adoral-o
!
E
’
porém
muito
lon
ge
d
’aqui
ao
povoado;
minha
idade
e
doen
ças
me
impedem
de ir
a
pé,
e
oão
pode
mos
servir-nos
da
carruagem, visto
que
a
necessidade
nos
obrigou
a
vender
os
ca-
va
1
los.»
Immediatamente
os
dois
filhos
fizeram
de
grandes
ramos
de
arvore
uma
especie
de
cadeira
de
mãos,
sobre
a qual
levaram
sua
mãe
á
egreja.
Todo
o
povo ficou
maravilhado com
tal
espectaculo;
e
commovido
a
ponto
de
der
ramar
lagrimas,
e
cobriu
de verdura e
de
flores todo
o
caminho
desde
a
entrada
da
povoação
até
á
porta
da
egreja.
Por
toda
a
parte
se
ouvia
o
grito
de
honra, honra
e
gloria
á
mais
feliz
das mães
e
aos
mais
virtuosos
filhos!
D
’este
modo,
entre
os
gritos
de
alegria
do
povo,
chegaram
aqeulles
bons
filhos
até
á
porta
do
templo.
Sua
piedosa
mãe
se
ajoe
lhou
ao
pé
do
altar
e orou
do
intimo
do
seu
coração.
«Deus
de
bondade,
dizia
ella,
dignae-vos
derramar
torrentes
de
graça
so
bre
os
meus
dois
filhes
e
dar-lhes
a
re
compensa
da
qual
se
fizeram crédores
por
haverem
cumprido
seus
deveres
filiaes.»
Na manhã
do
seguinte
dia,
quando
sua
mãe
foi
para
despertai
os,
encontrou-os
so
bre
as
camas1
'
formosas
e
resplandecentes
como
dois
anjos
adormecidos...
Mas
não
tornaram
a
acordar.
No
momento
a
piedoza
mãe
aterrada
com
a
morte
súbita
dos
seus queridos
fi
lhos,
soltou
grilos
de
profunda
dôr;
mas
logo
se
tranquillisou
diseodo:
—
«Deus
de
bondade,
ouvistes minhas
supplicas.
Ago
ra
vejo que
uma
morte placida
e
santa
é
a
melhor
cousa
que
os
mortaes
podem de
sejar.
Estão
ao
vosso
lado os
meus
filhos;
a
terra
não
era
bastante rica
e
poderosa
para
recompensar
dignamente
sua
ternu
ra
filial;
por
isso
quizesles
recolhei-os
em
vosso
seio e
incluil-os
em
o
numero
dos
bemaventurados.»
Se
lua
mãe
chora,
chora
com ella
ain
da
que não saibas
a
causa.—(Estr.)
1
’ina
embaixada birinare.—
O
rei
da Birmama
enviou
para
Pekin
uma em
baixada
com
o
fim
de restabelecer
entre
a
Birmania
e
a
China,
as
relações
antigas,
interrompidas
pela
insurreição
do
lunnan.
E’
extremameote
curiosa
a
lista
dos
objectos
entregues
ao embaixador
e
aos
sens
secretários.
São
os seguintes:
Uma
carta
cora
as
folhas
bordadas
a
ou
ro;
ura
idolo
do
deus
da
antiguidade,
em
pedra
da Birmania; cinco
elephantes
domes
ticados;
dois dentes de
marfim,
pesando
120
libras; oito caixas
com
espelhos,
guarne
cidos
de
ouro;
dois anneis
de
ouro
com
esmeraldas;
dois
anneis
prectos,
oito
peças
de
panno,
lustroso
como a sêda; dez peças
de
algodão;
dez
toalhas
bordadas;
outras
de
trança
finíssima;
vinte
tapeies
estrangeiros;
dez
mil
folhas
de
ouro;
outras
dez
mil
de
prata;
onze libras
d
’
aloés;
seis
libras
de
aloés vermelhos;
dez
frascos
de
essencias;
outros
dez
de perfumes;
quatro
giandes
caixas
e outras
cinco
de
grandes
dimen
sões;
nove
quadros; cinco caudas
jde
pa
vão,
e
dez
peças
de
crepe
de
producção
estrangeira.
Febre
amnrella.
—
Foi declarado
inficionado
de
febre
amarella o
porto
de
Pernambuco
desde
1
de
fevereiro
ultimo,
e
suspeitos
da
mesma
moléstia,
e
desde
a
mesma
data,
os
mais
portos
da mesma
pro
víncia.
Cera
artificial,—
A
chimica
faz dia-
rirmente
novos
progessos,
e quer
devas
sar
os
segredos das
abelhas
fabricando
ce
ra
chimica,
cuja
base
é
a
coluphana
ou
o
galipodio.
Segundo
Pauvert
funde-se
a
colophana
com
metade
de seu
peso
de
parafina
não
excedendo
a
108.°
defusão,
d
’onie
resulta
uma
substancia
com apparencia
e
compo
sição
chimica
muito
similhante
á
cêra:
se
gundo
Moussay
y
Chauveau funde-se
a
pa
rafina
com
um
terço
de
sebo
ou
de
acido
esteárico,
e
purifica-se
com
a
potassa
A colophana
faz
defferença
da cêra por
conter menos
quantidade
de
hydrogenso,
ou
de
oxigeneo:
e
por
isso
julga-se con
verter esta
substancia
em
cêra
addicionan-
do-lhe
hydrogeneo ou subtrahindo-lhe
car
bono
e oxigeneo.
—
(«C.
de C«.)
liados.
—
A
cachemire
da índia
que
ha
sido
tomada
para
os
vestuários
de
in
verno
sel-o-ha
ainda para
os lindos
ves
tuários
de
primavera,
que
já
bem
perto
es
tá.
Como ha
muito
quem
confunda
a
ca
chemire
da
índia
em
peça,
com
a cache
mire chale,
diremos
que
a
que
se loma
pa
ra
os
vestidos,
ou seja
de
riscas,
xadrez
ou
lisa,
se
vende
ao
metro
coino a
seda
ou
alpaca
;
e diremos
mais
que
a
cache
mire
occupa
hoje
um
papel
importante
no
vestuário
feminino
Continuará
a
associar-
se
a
cachemire
lisa
com
as
riscas
e
os
quadrados;
ha
um
grande
numero de
com
binações
em
riscas,
algumas
no
genero
«limousine», um
numero
maior
sombrea
das,
formando
o
aspecto
da
vaga
que
a
mo-
da actual
exige
para
os
desenhos
a
mesma
regra
que
para
as
côres;
desenhos
imper-
cepliveis, côres
sem
nome,
o que
prova que
nós
estamos
na epocha
do
indefinido
a
fa
vor
das matérias.
Ha
dias
vi
um
lindo
estofo
de
lã
e
se
da,
com quadrados
quasi
microscopicos
; as
côres não
posso
dizer
bem
quaes
eram
;
a
uns
ouvi
dizer
que
o
estofo
era
verde,
a
outros
cinzento azul,
a
outros
cinzento
ver
de,
etc.,
etc.,
que
fiquei
devéras
indecisa
qual
o
nome que
daria
á
côr do
estofo,
que
na
realidade era de
um
effeito
surpre-
hendente.
No
entanto
entre
as
côres
que
serão mais a
moda, terão
a
preferencia
a
cor
de
cinza, o
cinzento
rato,
a castanha,
bicha
e noz, azeitona, azul
celeste,
e
de
pois
d
’
estas
todas
a ameixa
(côr
preferida
sobre
todas),
as
côres
classicas
em
grande
numero.
Entre
a mistura
das
fazendas
lisas
com
as
quadradas
e
de
riscas,
é
mister indi
car
mistura
de
duas
fazendas
lisas:
a amei
xa
e
a
crua,
azeitona
e
crua,
azul
celeste
e
azeitona,
ameixa
e
roxo,
cinzento
ralo
e
cinzento
azul.
Esta
mistura
opera
por gra
duações
;
uma
cor
vem sempre
attenuar
outra
cor, sendo sempre a
cor
mais
clara
para
debruns,
virados,
guarnições
e ac
cessorios.
Mas
que precauções
é
preciso
usar
para
estas
misturas
!e
como
ellas
se
tornariam
grotescas
se
lhes faltasse
oins-
tincto
do
colorido, o
gosto das
linhas
e
guarnições
moderadas,
mesmo
ainda
que
sejam
complicadas.
A
cachemire
da
índia
com
riscas
far-se-ha
de
côres muito
claras.
E
adivinho
o
futuro?... A
côr
creme,
mas
a verdadeira
côr
creme
e
não
o
branco
sujo,
o
amarello
pouco
carregado,
por
ou
tra
a
cachemire,
creme
com
riscas
ama-
rellas,
ou
bem
toda lisa, será
mesmo a
mais
pr
ferida
para
os
voluntários
de
maior
luxo.
Para
guarnições
se
tomará senão
exclusivamente,
principalmente
a
renda
da
Ilalia
cor
creme.
Mesmo
as damas
mais
ra-
soaveis,
as
que não
gostam
de
adoptar
pa
ra si e
suas
filhas
as
modas
pouco
durá
veis,
poderão
usar
esta
sendo-lhe
agrada
vel
e
depois
de
terem
brilhado
entre
os
ves
tuários
elegantes,
poderão
mandar
tingir
a
cachemire
e a
renda
e
formarem
depois
ura
vestuário
serio
e durável.—
Elelvina
de
Alencastre.
—(«Diário
de
Noticias»).
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MALA
IIEAL
INGLEZA
X
S.
Vice
nte,
Perna
mbuco
,
ahia,
Rio
de
Jane
iro,
Montevi
deo
e
Buenos-A
yres
Aceitan
do
lambe
m
pass
agei
ros
de
3.
3
class
e
para
SANTOS
e
RIO
GRANDE
DO
SUL
com
trasb
ordo
no
Rio
de
Janeiro
NEVA
Este
paquete
da
Companhia
Mnla
Keal
Ingleza
sahi
rá
de
Lisbo
a
em
13
<le
Março.
Para
mais
esc
larec
iment
os
dirij
am-se
á
Agencia
Centr
al
no
Porlo,
rua
dos
Ingle
zes
,
23
—
o
agent
e
Guilhe
rme
C.
Tait,
e
nas
provi
ndas
ás
agen
cia
s
e
corr
es
pondências
nas
principaes
cidades
e
villas
.
(V«)
Agent
e
em
Braga
o
snr.
João
Manoe
l
da
Silva
Guimarã
es,
Rua
do
Souto.
rgraM
MniMqtrEffiWMnnwwwmTD^^
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J
J
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PRIMEIRA
E ANTIGA
S
RORIZ I
CASA FELIZ
I
PORTO
NA
QUINTA
DE RORIZ
• FOBTO
JO^E
’
I.
FERREIRA RORIZ
FORNECEDOR
DA CASA REAL
DEPOSITO
CENTRAI,
RUA
DAS
FLORES,
35
37
E 39
l
0
proprietário
annuncia
aos
seus
freguezes,
e
ao
?
publico, que
em
todo o
sabão
fabricado na
sua
fabri-
t
ca,
e
que
na
mesma
se
vender,
ou
no
Deposito Cen-
£
trai,
se
fará
o desconto de 6
por
cento
sobre
os
pre-
? ços
estabelecidos, de
uma
caixa
para cima.
Satisfaz-se
p
com
promptidão qualquer
pedido
que
seja
feito
do
di-
Ò
to
genero,
tanto
d
’
esta
cidade
como
das
províncias
e
se
garante
a
sua
boa
qualidade.
J
3-KUA DAS FLORES-
1,
(
junto
à
egreja
da
misericórdia
)
conpni
e
vexde
InscripçSeo
de
nMentnmento
Ditas
de
eoupons
Ditas de
divida externa
Titulas
laispanhoes internos
Ditos externos
Coupons dos ditos já vencidos
©3
“
Sacca,
toma
letras
e
dá
cartas
de credito
bre
Lisboa
e diversas
praças
estrangeiras,
e
se
encar
rega
de
compra
e
venda de
titulos
de
divida publica
nas
mesmas
praças.
so-
1
-
RUA
DAS
FLORES
-
3
(
junta
á
egraja
da
misericórdia
)
SORTE
GUINDE
5.000$000
Coteria
da Santa Casa da Misericórdia de
Lisboa
Extracção
a
11
de
Março
JOSÉ
IGNACIO
FERREIRA
RORIZ
AFIANÇADO
NO GOVERNO
CIVIL DO
PORTO, NA CONFOR
MIDADE
DO EDITAL DE 28 DE JULHO DE 1860
Tem á
venda
no
seu
estabelecimento
bilhetes
intei
ros
a
5^000
rs.
—
Meios ditos,
a
2$600
—
Quartos,
a
1$300—Oitavos,
a
680
—
Cautellas
de
500,
250
e
13!)
rs.
0
mesmo
satisfaz
com
promptidão
todas
e
quaesquer
encommendas
que
lhe
sejam feitas
das
províncias,
ain
da
que
sejam
em
grande
quantidade,
e
vindo
acompa
nhadas
do
seu
importe
em
vales
dos
correio
; e
no
fim
da
extracção
remette
a
lista
dos
prémios
aos seos
freguezes,
mas
quando a
não
recebam
em
tempo
com
petente
lerão a
bondade
de a
requisitar.
(Y
*)
PILLLAS
DE GVIBOURT
Especifico
contra
as
tosses
catarrhos,
brochites
etc.
Injecção Janin
Efficaz
contra
todas
as
purgações.
Qua
tro
annos
de exislencia e
de seguro
resul
tado.
__________
Especifico
contra a tosse
Xarope
Peitoral
Seilz
Este
xarope
preparado
unicamente
de
vegetaes,
é
o melhor
especifico
contra
as
tosses
rebeldes, crónicas
e
convulsivas,
rouquidões,
catarrhos,
asthma,
escarros
san
guíneos,
e finalmente
em todas
as
affec-
ções
do
peito.
Injecção Bichat
Cura
em
seis dias
todas
as
purga
ções.
EM
SÉRIES DE 6,12, OU 24 LOTERIAS
(SUCCESSIVAS
OU
ALTERADAS)
I.ourenço
Marques
d
’
Almeida, desejando satisfazer
o
desejo
d
’
alguns
dos
nu
merosos
e
muito
estimáveis
freguezes do seu
estabelecimento, deliberou
abrir
esta
secção
d
’entradas, que
já,
pela
reducção
dos
preços,
já pela
commodidade
de
poder
qualquer
habilitar-se,
sem
mais
ter
d’
encommodar-se,
é
de
summa vantagem
para
os
amadores
do
jogo
da
Loteria.
Recebe
ainda
assignaturas,
para
o
que
remette
as
listas
de
subscripção
e
mais
inslrucções,
a
quem
as
pedir.
As
requisições
devem
ser
dirigidas
a
Unguento
anti-dartroso
O
mais
precioso
para
fazer
desappare-
cer
todas
as
moléstias
cutaneas,
como
em-
pigens, ozagre,
sarna,
eczema,
e todas
as
comichões
ou
prurido
que
sobrevem
á
pel-
le.
Elixir
Americano
São
tão
prodigiosos
os
eíTeitos
produ-
sidos
por
este
elixir,
que
é
sem
duvida
superior
a
todos
d
’
esta
naturesa
Impede
a
carie, conserva
o esmalte
dos dentes,
commnnica-lhe
uir
magnifico
brilho,
for
tifica
as
gengivas,
e destrôe
o
mau
chei
ro
da
bocca,
antes
que
lhe
dá
um
enex-
cedivel arôma
e
suavidade.
E
’
muito
util
fazer
uso
d
’
este elixir
para
um aturado
aceio
e
preservar
as
dô-
res
de dentes.
Porto—
Pharmacia
central
rua
de San
to
Antonio
227.
Braga
—
Na
do
hospital
de
S.
Marcos.
Aveiro
—Na
do
sr.
Moura
rua da Ve
ra
Ciuz.
(2997)
Ao
commercio
e
a quem convier.
Manoel
José
de
Campos
e
Rodrigo
d
’Oliveira,
com
sufficientes
conhecimentos
e
pratica
da
pequena e
grande
velocidade
nos
caminhos
de
ferro,
e
correspondentes
d
’
alguraas
casas commerciaes
do
Porto,
promptilicam
se
a
expedir
cu
receber
toda
a
sorte
de
mercadorias,—o que
será
feito
com
maior
cuidado
e
zêlo.
Não
só
rece
bem
mercadorias
para
as
dilíerentes
terras
do reino,
como também
para
o
estrangei
ro,
tudo mediante
uma
pequena commis-
sãò.
Para
commodidade e
vantagem
das
pessoas
que se queiram
ulilisar
do
seu
prés
timo,
achar-se-ha
todos os
dias
um
dos
annunciantes,
na
estação
do
caminho
de
ferro,
desde
as
8
horas
da manhã
até
ás
5
da
terde.
Recebe-se
qualquer
encommenda
na
rua
do
Souto,
n.°
44,
1.°
andar.
Braga—
fevereiro
de
1876.
(2991)
LOUBEKÇO NI&KQUES
D’ALHEíDl-Rua das Flores, n.°
ItS-POKTO.
OS
PREÇOS
D
’ENTRADA,
SÃO
OS SEGUINTES
:
SÉRIES
DE 6 LOTERIAS
Preços
de
entradas
com
direito
a
1
cautella
de
600
réis
3$550
1
decimo
de
I$350
réis
8$000
1
quinto
de
2$600
rs.
15$400!
‘
/
2
bilh.
de
60500
rs.
380600'
1 bilh.
de
130000
rs.
770000
SÉRIES
DE
12
LOTERIAS
Preços
de
entradas
com
direito
a
I
cautella de 600
rs.
70000
I decimo
de
10350
rs.
150600
1
quinto
de
20600
rs.
300500
J
/
2
bilh
de
60500
rs.
770000
1
bilh.
de
13^000 rs. 1520000
SÉRIES
DE
24
LOTERIAS
Preços
de
entradas
com
direito
a
1
cautella
de
600
rs.
130800
1
decimo
de
10350
rs
310000
1
quinto
de
20600
rs. 600000
*/
2
bilh.
de 60500
rs. 15';
0OOO
1
bilh. de
130000
rs.
3000000
Joaquim
José
de
Barros,
largo dos
Pe
nedos
n.° 23,
faz
publico
que
além
dos
carros
que
tinha
tem
mais
um
bonito
ca
leche
novo e de
bom
gosto,
que ailuga
ga por
preços commodos, e
bom gado.
'
(3011)
Cântico
ao
Sagrado
Coração de
Jesus, para canto e
piano ou
orgão, pelo
Padre M.
M. de
Aguiar,
poesia pelo Padre
M.
J.
Martins.
A
’
venda
em
casa
do
snr.
F.
José
de
Paiva,
rua
Nova,
n.°
17,
e
na
Livratia
Ca
tholica,
rua
do Souto.
Preço.
120
rs.
Companhia Edificadora e Indus
trial
Bracarense
Durante
a
Quaresma e
até
nova
alte
ração
nos
preços
das
carqes^
resolveu
a
direcção,
supprimir
a classe
de
carne
sem
osso,
Braga
28
de
fevereiro
de 1876.
O
fiscal
(3010)
Marques
Moita.
iw®§ ®§ Ma® s® mmu s Mmm
Assim, a
série
de
6 loterias,
sendo
successiva,
terminará
em
2
mezes;
sendo
alterada,
póde prolongar-se
a
3
ou
6
mezes.
A
série
de
12
loterias,
sendo
successiva, terminará
em
4
mezes
;
alterada,
póde
prolongar-se
a
6
ou
12
mezes.
A
série
de
24
loterias,
seudo
successiva,
terminará em 8 mezes;
alterada,
póde
prolongar-se
a
12
ou
21 mezes.
BANCO DE VIELA
REAL
Vende-se
grande
porção
de
acções
d’es-
te
estabelecimento
ou
trocam-se,
cnmvindo,
por
propriedades
urbanas
ou
de
raiz.
Para
tratar-se
de
seu
ajuste,
em
carta
fechada
com as
iniciaes
A. S.
P.
ao
escriptorio
da
administração d
’este jornal.
(2984)
PIANO
HABILITAÇÃO EM
NUMEROS CERTOS
OU VARIAVEIS
A
habilitação
póde
ser em
numeros
certos ou variareis,
isto
é,
póde
o
subscriptor
jogar
no
mesmo
numero
em
todas
as
loterias,
como
póde
em
cada
uma
d
’ellas
jogar
com
numero
differente.
Em qualquer dos
casos,
receberá
opportunamente,
em todas
as
loterias
respecti-
vas,
a
fraeção
ou
bilhete
correspondente
á
sua
entrada.
brinde
:
A
todos
os
Snrs.
qoe subscreverem
para
a
HABILITAÇÃO LOTER1CA,
será
opportunamente
enviado
como
brinde,
um
apparatoso
folheto,
nitidamente
impres
so,
contendo
a
relação
completa
de
todos
os
numeros
que desde
a
abertura d’
este
es
tabelecimento
(julho
de
1872)
até
ao
fim
do
corrente
anno,
n
’elle
sahiram
premiados
com
prémios
superiores
á
quantia
de
1000000
réis,
os
quaes entre si
formam
uma
importante
collecção.
Conterá
além d’isto o
mesmo
folheto
o
calendário
para
o
anno
de
1876; a
tabella
dos
portes
do correio,
lei
do
sello
;e
horário
dos
Caminhos
de Ferro
do
Mi
nho,
bem como
outras
varias
annotações
d.utilidade.
Vende-se
um
proprio para
ensino
por
130500
rs.
na
rua
da
Cruz
de
Pedra
n.°
6.
(2995)
açcasavw
uuij
a
i
■w—
wr.MWimiv«™
111
mi
,
,,,,
n,„.
ra
t»u>
Vende-se
uma
morada
de
casas
si-
tuada
»a
rua
da Ponte,
com
o n.°
<O=Sagi.
Vè-se
das
3
ás
4
da
tarde.
Quem
a
pertender
falle com Antonio
dos
Santos
de
Azevedo
Magalhães.
(2981)
LITHOGRAPHIA
7 —Rua
do Campo — 7
M.
J.
F.
d
’Oliveira,
satisfaz
com
promp-
lidão
e
nitidez
todo
e
qualquer
trabalho
pertencente
á
sua
olficina:
estampas
em
gra
vura
e
a
creion,
chromo-lithographia
map-
pas,
etc.
(2978)
braga
:
typographia
lusitana
—
1876,
Parte de Comércio do Minho (O)
