comerciominho_06051876_490.xml
- conteúdo
-
Assigna-see
vende-se
no
esçriptorio
do
editor
e
proprietário
José
Maria Dias da
Costa,
rua Nova
n.'
3E,
para
onde
deve
«er
dirigida
toda a
correspondência
franca
de porte.
== As assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas
;
assim como
as
correspondên
cias
de
Interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
PUBMCA.-S
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
anno
1^600
rs.-^Semestre
850
rs.WVomn-
cias,
anno 2&400
rs
e
sendo
duas
4-$000
rs.«=*Semestre
1^250
rs.=Brazil,
anno
3<S600 rs.=Semestre 1&900
rs.
moeda
forte
ou
8&000
reis
e
4&500
reis
moeda
fraca.=Annuncios
po>-
linha
20rs., repetição
10
rs.
Para
os
assignantes
20
%
dabatimento
ÍIÍKASA-8ABB.4DO
6 IDE
JIAIO
londres,
39 de nbril de 1996.
fA
’
redacção
do
cCommercio
do
Minho*/
Sou
velho
bastante,
infelizraenie,
para
me lembrar
de muita
cousa,
de muita
pouca-vergonha, de
muita
mentira.
Uma
das
mais descaradas era
a
que
a
nossa
liberangada
aflirmava
aos
pés
jun
tos,
em
1820,
a 1823,
etc.,
que
a
Ma
çonaria
nada
tinha
com
as
mudanças
po
líticas
e
revoluções
(que
ella
própria
pro
movia
e
dirigia).
Nem podia ser de
outra
maneira, porque
toda
a tal
futrica
é
fun
dada
em mentiras
e
imposturas
desde
o
principio
ao
fim.
Agora
gaba-se
a
pedreirada
d
’
aqui!lo
mesmo
que negava,
e
cada
dia
vae
arro
jando
mais
e
mais
a
mascara,
e
exhibiodo
os
infames
e
hediondos
focinhos.
A
nossa
pedreirada
porém
quer
primar
em ridiculana.
e
tolice,
e
indignidade;
quer arrastar
essa
pobre
Patria
no lodaçal
da
baixeza,
da
adulação
fedorenta,
e ab-
jecção
ridicuia.
Veio
aqui
em
1833,
se
bem me
lem
bro
o
Senhor
D.
Pedro,
reconhecido
por
este
paiz
e
corte
como
Rei
e
Soberano
de
Portugal
(tanto
quanto á
tal
ficção
de
rois
pairseans
se póde
dar
tal
nome).
Foi
recebido
com
o
respeito
e decencia
que
lhe
eram
devidos;
foi
hospedado
no
pala-
cio
da
Rainha,
foi
tratado
com
grande
consideração
nos
estabelecimentos
públicos
que
visitou;
fez
sua recepção
dos
Portu
guezes
que
lhe
quizeram
ir
apresentar suas
homenagens
na
casa
da
Legação
Portu-
gutza—
enalim,
mostrou-se-lhe
lodo
decen
te
e
decoroso
respeito.
Mandar
porém
fazer
esse
ridículo
e
custoso
espalhafato
que
preparam
e.n
Por
tugal
para
o
Príncipe
de
Galles,
que
nem
é
Rei,
por
ora,
é a maior
indignidade
e
baixeza,
e
tolice
ao
mesmo
tempo,
que
só
hberangas
etarn
capazes de
commetter
!
Bem sabemos porém,
que
todos esses
«mosquitos
por
cordas»,
que
a
futricada
libeianga
lá vae
exhibir a
um
manequim
Real, destinado a
servir
de
mascara
mo-
narchica
a
esta republica-em-disfaree,
não
sam
ao
Soccessor
da
uominal
corôa
d
’
esta
farça
de
Realeza.
Sabemos que tudo
isto é
manifestação
pueril
do
tnumpho
da
nossa
maçonaria,
que
o ganhou
á força
de
mentiras,
de
perfídias,
e
de
baixezas
da
sua
parte,
e
de loucuras
de
seus
adversários.
Mas
não
deixa
por
isso
de
fazer
ferver o sangue
de
indignação,
e
córar
as
faces
de
vergo
nha, a
quem
tenha
ainda nas veias
uma
gota
de
sangue
Portuguez
incorrupto!
Se querem
uma
prova
oflicial
de
que
todo
esse
espalhafato,
todas
essas
despezas,
iodas
essas
baixezas
e
vergonhas, são obra
infame da
Maçonaria,
leiam
o
seguinte,
que
(ielmente
verto
do
artigo
epigraphado
«Grande
Loja
dos Maçons»,
que
apparece
no
Telegrapho Diário d’esta manhã
—
e
sem
duvida
nas
demais
folhas
diarias
d
’
a-
qui:
—
Lord
Carnarvon,
presidindo
á
reunião,
na
ausência
do
Príncipe
«Grão-Mestre»
(que
n’
elie
significa
grande
pao
de
ca-
belleira),
disse:
—«Que S. A. R. tinha,
du
rante
os
últimos
poucos
mezes.
não
só
executado
uma
jornada
de
grande
interes
se
pessoal,
mas
cumprindo
também
um
alto
dever
mdilico»
(grandes
applausos)
«Que
ao
mesmo
tempo
também
podiam
sentir
grande
satisfação,
ao
ver,
que
em
quanto
a-sim
cumpria
aquelles
grandes
deveres
políticos,
nunca
se
tinha
esqueci
do de
suas obrigações
maçónicas. Por
toda
a
extensão
e
largura
da
Índia
tinha re
cebido
deputações,
e
feito
discursos
com
referencia
á
Maçonaria,
que
tinham
dado
grande
satisfação.
Tinha
desempenhado
seus
deveres
maçonicos
em
Gibraltar,
e
estava
a
ponto
de
fazer
a
mesma cousa
em
Lisboa;
e que,
se
de
ptoposito
tinha
dei
xado
de
cumpiir seus
deveies
maçonicos
em
Malta, fôra
por
sua
apreciação
de
cir
cunstancias
políticas».
Esta
«apreciação
de circumstancias
po
líticas»,
quer dizer, como
outra
folha
o
explica, porque
a
gente
importante
em
Malta, que
é
catholica
de
veras,
se
offen-
deria
muitíssimo
com
tal
ceremonia
ma
çónica,
e
não
se
julgou
prudente
ir contra
seus sentimentos.
*
Em
Portugal
hoje
não
ha
esses
incon
venientes
!
A.
R.
SARAIVA.
--
—-- .
Felicitação no Priucipe de Galles.
A
Nação
publicou
no
seu n.° 9328
uma
felicitação
ao
Príncipe
de
Galles
redigi
da
em inglez
e
portuguez.
Tarnscrevemos
a
versão
portugueza,
que
é
como
segue:
Em
nome
do
partido
legitimisla
por
tuguez,
e
corno
seu
reconhecido
ergam,
saudamos
o
Príncipe
de
Galles,
e
apre
sentamos
a
Sua
Altesa
Real
a
homena
gem
da
nossa
sympalhia.
Bem
vindo
seja
o
Príncipe, successor
da
Rainha
de
Inglaterra,
ás
nossas
praias.
Bera
vindo
seja o
representante
do
flo
rescente Tamisa
ao,
hoje,
abatido
Tejo.
Saudamos
e
festejamos,
no Príncipe
de
Galles, a
própria ‘
Inglaterra,
o
mais
antigo
e
melhor
alliado
da
monarchia
le
gitima.
Datam
de
séculos
os
laços.
que
unem
os
dois
reinos
de
Inglaterra
e
Portugal;
alliança
de
familias
reinantes;
alliança
de
povos;
alliança de interesses; alliança
de
glorias.
Em
melhores
tempos,
jnnctos
prospe
rámos,
junctos
combatemos,
junctos
nos
coroámos
de
louros,
nas paginas
da
his
toria.
Antes
da
revolução
nos
visitar
a
nós,
portuguezes,
eram,
entre
os
dois
reinos,
communs
os
aggravos;
communs
as
des
venturas.
Depois,
a
revolução
conseguiu
enganar
o
poderoso
Leopardo,
e
triumphar á som
bra
do
seu
poder,
para
lhe
pagar
com
in
fidelidades
de todo
o
genero.
A
monarchia
legitima foi
sempre
con
stante
em
sua
amisade
ao
povo
inglez;
a
revolução...
esse
nobre
povo
dirá
se
ou
tras
influencias a
não
teem
dominado.
Os
benefícios
pesam
aos
ingratos,
como
se
fossem
injurias,
e
os
novos
amigos
fa
zem
esquecer
os velhos.
Nós
não;
nós
não
nos
esquecemos,
porque
em
nossas
boas
tradicrôes,
em
nosso
culto
do
passado,
entra
affectuosa-
mente a
alliança
ingleza.
E
’
por
isso,
pois,
que
o
partido
le-
gitimista
portuguez
saúda
jubilosamenle
a
vinda
do herdeiro
de
Inglaterra
ás
praias
de
Portugal.
Bera
vindo
sejaes.
Príncipe!
E
possa,
um dia,
o
futuro,
reparando
injustiças,
e
restabelecendo
o
direito,
reviver
com
a
antiga
fidelidade a
alliança
dos
dois po
vos,
em beneficio de
ambos.
Bem
vindo,
Príncipe!
Deus derrame
diante de
vossos
passos
na
vida
as
flô-
res
da
prosperidade,
que
vos
desejamos,
e
b*m
assim
sobre
a nação briíann
ci,
a
cojos
destinos
presidireis,
um
dia
!
rJT
E S
rw
SS
iSSL H
>■ ix
L w <a »
KELIGIÃ4»
E
POLÍTICA.
A política e
a religião
com
pletam-se
mutuamente.
Oh
!
Mas
ha
seguidores
d’aqiiella
Po
lítica
em
outros
pontos,
que
desapprovam
estes, desfavoráveis á
Religião,
e
então
é
preciso
contemporisar
e
não
os
afastar,
ferindo
lhes
as susceptibilidades.
A
Religião
não
afasta
ninguém,
mas
não
póde
contemporisar
com
os
erros,
O
LIBERALISMO
CATHOLICO
SEGUNDA
PARTE
Valor practico do sistema.
IV
O
liberalismo
catholico
dá
apparencias
de
revolta á
fidelidade
de
seus
adherentes.
[Continuação]
Poderíamos
ainda
prolongar
bastante
estas
citações, mas
para
que? O
pensa
mento do chefe
da
Egreja
não
se
mani
festa
bem
claramente
nas
que
acabamos
de
apontar,
e
não
deve
dizer
todo o ho
mem de
boa fé
com
o
exm.
0
bispo
de
Poniers
«que
depois de ter lido
n esies
breves
a
coodetnnação
explicita
e
motiva
da
do
liberalismo
religioso,
é
precisa
uma
singular
teimosia
para
querer
conciliar es
te
sistema
com
a
orthodoxia
catholica?»
(I)
Assim,
um
dos
canonistas
romanos
mais
estimados,
o
doutor
Avanzini,
em
seu
commentario da
bulia
Apostolicce
sedis,
faz
a
respeito
dos
catholicos
liberaes
uma
per
gunta
que
deve
dar-lhes que
pensar.
Ccm-
tnenlando
o
artigo
3.°
d
’
esta
iiulla,
que
declara
sexcoinmungados
lodos
aquelles
que
se
subtraem
com
obstinação á
obediên
cia
devida
ao
Soberano
Pontífice», per
gunta
elle
se
esta
censura
fere os
calho-
(1)
Oeluvres
completes
de
Mgr.
Pie,
Bis
po de
Poiiièrs,
t. VII.
iicos
chamados
liberaes,
que
repellindo as
leis
e as
determinações
do
Pontífice
ro
mano,
se
conduzem
publicamente como
se
estivessem
isentos
de
sua
auctoridade,
ain
da
que
se
não
sugeitem
a
nenhuma ou
tra
auctoridade
religiosa.—
Sim,
responde
o
doutor,
eu creio
que
elles
estão
com-
prehendidos
na
censura,
por
que
sã)
ver-
dateirami
nte
rebeldes
á
auctoridade
do
Pa
pa.
Não é necessário
para
incorrer
oa
excommunbão
adherir
a
uma
auctoridade
scbismatica
;
basta desobedecer
obstinada
mente
á
auctoridade
legitima».
(2)
Nada
temos
pois
exagerado
qualifican
do
de
revolla
a
persistência
que
poriam
os
catholicos liberaes
em seguir
um
plano
de
batalha
reprovado
por
aquelles
que
Deus
nos
deu
por
chefes.
Resta
nos
exami
nar
o
sistema
debaixo
de um
terceiro as
pecto,
e
provar
a
quasi-lraiçào
dos
ca-
tholicos
liberaes.
V
O
liberalismo
torna
os
serviços de
seus
adeptos
tão
funestos como
uma
traição.
Ha
duas
coisas
na
traição,
—
a
intenção
e os resultados; a intenção
que
faz
d’
el-
la
um
crime,
e
os
resultados
que
a
tor
nam
um
perigo
lemivel.
Longe
de
impu
tar
aos
catholicos
liberaes
a
intenção
de
atraiçoar
a
Egreja,
nós reconhecemos
fran-
cameule
e
do
coração
que
desejam
ser
vil
a,
e
que
muitos
d
’eol:e
elles
a
lem
servido
com
efleito
mui utilmente; mas
aflirrnamos
e
vamos
demonstrar
que
o
sis-
(2)
Commentario
da
Bulia
Apostolicce
Sedis,
do
padre
Avanzini,
junto
aos
Acta
Sanctce
Sedis, 2.
a
edição,
p. 10.
tema
liberal
pelo
qual,
apesar
d
’
ella,
el
les
pretendem
servil-a,
produz
exactamen-
te
os
mesmos
effeitos
que uma
traição
de
liberada.
Que
um
oflicial,
recusando executar o
plano
de
batalha
determinado por
seus
chefes exponha
o
exercito
sem
defeza
aos
golpes
do
inimigo ;
que
elle
lance
a
desunião
nas
fileiras,
desanime
os
melhores
solda
dos
e
desmoralise
os
recrutas
;
que
afaste
emtim
no
momento
decisivo
o soccorro
de
que
depende
a
victuria
;
não terá
elle
feito
com
isso
tudo
quanto
era
preciso
para
que
sua
conducta
se
assimilhe
a
uma
traição?
Pois bem,
não
ha
uma
só
des
tas
causas
de
rutoa
de
que
a
sociedade
chrislã
não
seja
devedora ao
liberalismo
catholico.
1.° —
Certamente,
se
era
sua
divina
fraqueza
a
Egreja
conserva
em
face
dos
poderes
humanos
uma
força invencível,
é
d’
isso
devedora
sobretudo
á
verdade de
que
ella
é
guarda
incorruptível,
e
á
sin
ceridade
invencível
com que
a
tem
con
fessado
era
presença
de
.todas
as
liran-
nias.
O
êrro,
pelo
contrario,
tem-se sem
pre
encontrado
fraco
em
presença
d
’
ella.
apesar
dos
exercilos
que
o
defendiam,
por
que se
tem
sempre
visto forçado a
des
mentir-se a
si mesmo.
Eis
no
entanto
que.
graças
ao
liberalismo
catholico,
e
á
Egre
ja
que,
em
sua
lucta
com
o
liberalismo
anti
chiislio
lem
as
apparencias
de
má
fé,
ao
passo
que
seus
adversários
apoiam
as
medidas
oppressivas
que
tomam
a
seu
respeito
sobre
as
pretendidas
contradiçõe»
de sua
victima.
Esculae-os na Suissa, na
Allemanha,
na
Inglaterra
justificar
as
leis
de
proscripção
em
que
a
Egreja
não
pede
a
libetdade
senão
para d’ella
privar
seus
adversários
logo
que,
graças
á
generosida
de dos
mesmos,
ti
ver adquirido
poder
bas
tante
para
se
tornar
peseguidora.
Mas
os
inimigos
da
Egreja
oào
são
os
únicos
a
fazerem
valer contra ella este
argumento.
Os catholicos
liberaes voltam-se
contra
nós
com
uma
violência
de
linguagem
fói
a
de
toda
a
medida.
Ouçam<l-os:
«Não
demos
a
ninguém
o
direito
de
levantar
uma
du
vida,
uma
suspeita,
sobre
a
equidade,
a
delicadeza,
a
slricia
lealdade
de
nossas
in
tenções
como
de
nossos
processos.
Não
tenhamos
as
apparencias
de
nos
querer
mos
introduzir
na
sociedade
moderna
ar
vorando
suas
côres,
invocando
seus
prin
cípios,
reclamando
d
’
ella
garantias
emquan-
lo
somos
os
mais
fracos,
afim
de
nos
po
dermos
voltar
n’um
dia determinado,
con
tra
os
direitos de
no.-sôs
adversários,
sob
o
pretexlo
de
que
o
êrro
não
tem direi
tos..
.
E
’
colorir
—
direi
antes
—
é
auelori-
sar,
é
justificar
todas
as
exclusões,
to
das as oppressões,
todas
as
iniquidades
com
que
elles
não
deixarão
d»
tios
im
pedir
a
acquisição
ou
o
goso
pleno
e
pa
cifico
da
liberdade
da qual
se
lhes
ao-
nuocia
antecipadamenle
que
serão
priva
dos
desde
que
formos
mais
fortes que
el
les.
Ah
!
eu
appello
para
todos
os
cora
ções
honestos
e
leses
que
me
escutam,
e
appello sobre
tudo
para
os
jovens
qoe
vão
substituir-nos
na
lucta
; eu
lhes
peço
que
reprovem
comigo
oa
polemica
catholica
o
que
na
vida
publica
cu
privada
seria
uma
deslealdade
sem
desculpa,
i
(3)
(Continúa)
(3) L’
Eglise
libre
dans
VElat
libre,
p.
136.
para
ferir
susceptibilidades
injustas,
e
que
derivam
de
incontestáveis
aberrações
da
lógica.
A
Religião
não afasta
ninguém,
mas
não
póde
querer
que
com
capa
religiosa
se
introduza
a
Política, que
a
combate
nas
suas doutrinas
e
nas suas
praticas.
Pois
a
Religião póde ser
indiílerente
á
Política,
que
lhe
usurpa
os
bens;
qoe
Ibe
restringe
as
demonstrações
do
seu cul
to; que
lhe
prohibe
aos
povos
o
cumpri
mento
dos
deveres
e
mesmo
dos
conselhos
evangélicos
?
Pois
a
Religião
póde
ser
indiílerente,
por
exemplo,
á
Política
unitaria
do
Pie
monte,
que
lhe
destroe
a
liberdade
e
in
dependência
do
seu
Chefe
Supremo?
Não
póde;
não
deve.
Todos
concordam
n
’isio,
mesmo
aquel
les,
que,
por
considerações
políticas,
se
abstém
de
fallar
alto
e
desassotnbradamen-
te
n
’
este ponto.
Então
reconheçam
que
a
lógica
os
não
deixa
parar
aqui.
Reconheçam
que
a
Religião
não
póde
ser
indiílerente
a
qualquer
Política,
que
lhe tolha
a
liberdade
e
independencia
de
sua acção
benefica.
A
Religião não
póde
vê'
com
bene
volência
igual
tanto
a Política,
que
deduz
o
respeito,
a
obediência,
a
protecção
ef-
ficaz
a
todos
os
preceitos
e
conselhos
re
ligiosos,
da
própria
natureza dos
seus
mesmos
princípios,
como
a
Polilica,
que,
pelo
contrario,
mostra
praticam-nte
que
lambem
dos
seus
princípios
deduz
uma
systematica
hostilidade.
Pretendem
alguns
que
essa
hostilida
de
oão
procede
naturalmente
dos
princí
pios
d’
aqoella
Polilica,
mas
dos homens
que os
applicara
mal.
Mas
quando
o
mesmo
facto
se
repete
inalieravelmente
em toda
a
parte,
com
razão
deve
a Religião presumir
que
o
de
feito
não
vem
só
dos
homens,
mas
priu-
cipalmente das
bases
e
maximas,
em
que
assenta
semelhante
Política, que os
obri
ga,
com
vontade
ou
sem ella, seguir sem
pre
o
mesmo
caminho.
E
os
tartufos,
que
para
desculparem
ou
salvarem
as
instituições
ou
as
dynas-
tias,
ligadas
com
aquelles
nocivos
princí
pios,
procuram
atlribuir
suas funestas
consequências
aos
homens
e
não
ás
cou
sas,
cuido
que
são
prégadores
por
extre
mos perigosos,
que
induzem
a
boa
fé
em
tristíssimo
engano,
e
andam,
como
lobos,
no
meio
do
rebanho, disfarçados
com
pel-
le
de
cordeiros.
Para
estes taes
me
parece
que
vie
ram
de
molde
as
notáveis
palavras
do
tm-
mortal
Pio
IX,
na
sua
resposta
á
Com
missão
Catholica
Franceza,
e
de
que
ha
pouco
nos
fallou
o
Univer».
O
Pontífice
estendeu a mão,
e
arran
cou
a
mascara
aos
hypocritas.
Ainla
bem.
De
ha
muito
o mereciam
esses
calholicos por
especulação
polilica.
Ainda
bem.
Nem
o
Pontífice
podia ad-
mittir
que
se
andasse
por
traz
da Reli
gião
a
fazer
Política
contra
ella.
Ou
ser,
ou
não
ser.
São
pontos
em
que
não
póde
haver
ambiguidades
nem
meios
termos.
Quem
applaude,
e
sustenta
os
meios,
é
porque
se
conforma
com
os
fins.
E
se
diz
que
se
não
conforma
com
elles,
só
póde
ser
por
inépcia,
ou
por
hypocrisia.
Se
desconhece
a
força
lógica
das
cou
sas,
é
enganado
ineptameote;
se
lhes per
cebe
o
alcance, e
persiste,
quer
enganar
os
outros
com
hypocrisia.
Escolhiam,
que
não
ha
outra
alterna
tiva.
VIII
É,
pois,
innegavel
que a
Religião
não
póde
ser
indifferente
á
Política,
porque
tendo
a boa
Polilica
obrigação
de
a au
xiliar,
e
tendo
a má
Política
o
costume
de
a
combater,
é
claro
que
a
Religião
vai
levada
naturalmente
a
sympalhisar
com
o
bom
e
a
aborrecer
o
mal.
Mas
se
a
Religião
não
póde
ser
indif
ferente
á
Polilica,
lambem
a
Política
não
póde
ser
indifferente
á
Religião.
Na
verdade,
sendo
a
Política
a
scien
cia
de
reger
os
povos,
como
lhe
ha-de
ser
indifferente
a
Religião,
que,
por
sua
natureza
e destino,
tem
de
formar
e
di
rigir
o
espirito
dos
mesmos
povos?
°
A
Religião empunha
o sceptro das
consciências,
é
certo, mas,
por
isso
mes
mo,
póde
uma
Polilica
verdadeiramente
ilustrada
ser-lhe
indifferente
que
seja
a
verdade
ou
o
erro
quem
se
lhe apodere
das
almas,
que
são
a
pane
mais nobre
e
importante
dos
homens,
que
a
Polilica
tem
de
guiar na estrada da
vida
?
A
Polilica
e
a
Religião completam-se
muluamente,
e,
por
conseguinte,
não po
dem
ser
indifferenies
uma á
outra.
Não
póde
haver
indifferença
nem
da
Religião
para
a
Polilica,
nem
da
Polilica
para
a
Religião.
Carecem
uma da
outra,
até
certo
pon
to,
e
em
determinada
medida; devem, por
isso,
dar-se
as
mãos
affecluosa
e
não
in-
differentemente,
para
melhor
conseguirem
que
os
homens
confiados
aos
seus
cuida
dos
sejam
felizes n
’
este
mundo
e
no
ou
tro.
IX
Em
vez
da
formula
revolucionaria
—
Igreja
livre
no
Estado
livre
—
cuido
que
seria
melhor
adoptar
outra
no
facto
e
nos
costumes,
outra qoe
dissesse
—
A
Igreja
no
Estado,
e
o
Estado
na
Igreja.
Que
a
Religião
e
a
Igreja
façam
par
te
integrante
e
essencial
do
Estado.
Que
o Estado
se
ligue
estreita
e
inti-
mamente
com
a
Religião
e
com
a
Igre
ja-
Que
a
Igreja
infiltre o
seu
espirito
re
ligioso
no
Estado.
Que
o
Estado
reconheça o
primeiro
dever
a
Religião
e
n
’ella
assente
os
ali
cerces
da
moral,
da
justiça,
e
da
ordam
na
sociedade
É
isto que
eu
entendo
por
Igreja
no
Estado
e
Estado
na
Igreja.
Consorcio
effectuoso
e
moral
da
Igreja
com
o
E
i
tado.
sendo
duas
entidades
dis-
tinctas, mas
unidas
no
mesmo
pensamen
to
social
pelos
vínculos
do espirito
chris
tão.
Não
domine
o Estado a
Igreja,
antes
a
considere
como
mãi,
a
quem
deve
au
xilio.
protecção
e
obediência.
.
Não
domine
a
Igreja o
Estado
senão
pela
influencia
benetica
das
suas
doutri
nas.
Amem-se
muluamente
e
contribuam
pelos efleitos
d’
esse mesmo
amor,
sem
ri
validades
nem
ambições,
para
a
felicidade
dos
homens
no tempo
e
na
eternidade.
X
Se
a
Igreja
e
o
Estado
viverem
no
mundo
esta
vida
de familia christã,
que
parece
ser
a
que
Deus
lhes
prescreveu,
cuido
que
desapparecerão
todos
os
attri-
los,
que até agora
se
leem
lamentado,
e
que
teem
produzido
tão
perniciosos
resul
tados.
Se a
influencia
da
Igreja
sobre
o
Estado
derivar
naturalmente
do espirito salutar
de
suas
maximas,
a
sociedade
só
terá
que
applaudir
e
agradecer
essa
fecunda
influen
cia,
que
lhe
creará
povos
dóceis
e
sub-
misos
ás
leis, como
fará
igualmenle
go
vernos
paternaes
ânimos
pelas
noções
da
verdade
e
da
justiça.
Se
o
Estado,
em
lugar
de
opprimir
ou
tolher
a acção
da
Igreja, a
ajudar
smceramente
e
a
proteger
na
sua
grande
mis>ão, veremos
novamenle
os
povos
no
verdadeiro
caminho
da
civilisação,
no
qual
se
não entra
de
certo,
nem por
meio das
conquistas
violentas
dos
gozos
materiaes
ou
das paixões
excitadas,
netn
por meio
dos
horríveis
crimes
que
teem
assombra
do o
mundo.
Possa
a
Cruz e-tender
desassombrada
e
placidamente
seus
bemfazejos
braços
so
bre
a
terra,
e
ficarão
desarmados
os
bra
ços
dos
assassinos,
quo
a
teem
enchido
de
sangue.
Acceoda-se
na Cruz o pharol,
que
alumia
as
glorias
da
vida,
e
ficarão
para
sempre
extmctos os
incêndios,
cujo sinis
tro
clarão
alumia
as ruinas da
morte!
J.
DE
LEMOS.
PARTE
OFFICIAL
MINISTÉRIO DOS
NEGOCIOS
EÇCLE-
slASTICOS
E
DE
JUSTIÇA
Direcção geral dos
negocias
ecclesiaslicos
I
a
repartição
Em
virtude de
resolução
superior
se
declara
aberto
concurso,
na
conformida
de
do
artigo
13.°
do
decreto
de
2
de
janeiro
de 1862,
publicado
no
«Diário
de
Lisboa» n.°
4
do
dito
anno, para
provi
mento
das
egrejas parochiaes
constantes
da
relação
seguinte
:
Barcouço
(Nossa
Senhora
do
Ó), concelho
da
Mealhada,
diocese
de
Coimbra.
Eivas
(Santa
Maria
de
Alcaçova),
conce
lho
de
Eivas,
diocese
de
Eivas.
Gemunde (S.
Cosme
e
Damião),
concelho
de Maia,
diocese
do
Porto.
Gondarem
(S.
Pedro
Apostolo),
concelho
de
Villa
Nova
de
Cerveira,
diocese
de
Braga.
Luz
(Nossa
Senhora
da
Luz),
concelho
de
Mourão,
diocese
de
Evora.
Penella
(S.
Miguel),
concelho
de
Penella,
diocese
de Coimbra.
Poiares
(S.
Miguel),
concelho
do
Peso
da
Regua, diocese
de
Braga.
x
Prazins (Santa
Eufemia),
concelho
de Gui
marães,
diocese
de
Braga.
Tolões
(Santo
André),
concelho
de Ama-
rante,
diocese
de Braga.
GAZETILHA
Banco
Mereantil
de Braga.—
O
Banco
Mercantil
de
Braga
abriu,
n>»
dia
3
do
corrente,
no
Porto,
no largo
dos
Loyos
n.°
29,
uma
Caixa
Filial, da
qual
são
directores
os
snrs.
João Evangelista
da
Silva
Mattos
e
José
Cardoso
Cortes
e
Telles,
substituindo
por
esta
fôrma
a
agen
cia
que
estavi
estabelecida
n
’
aquella ci
dade.
Contra
o escandalo, —
Ha
na
rua
dos Pellaroes,
proximo
á
capella
de
Santa
Justa,
uns
taes
Barreiros,
que
andam
de
ha
muito
em
rixa
com
um celebre
Feli-
cíano,
da
mesma rua,
os
quaes
tem
por
varias
vezes
insultado
uns
aos outros
com
palav>as
as
mais
indecorosas
No dia
2
do
corrente foi
tal
o
excesso
de
injurias
de
parte
a
parte,
que
algumas
famílias
honestas
que
estavam
ás
suas
janellas, tiveram
de
retirar-se
e
fechal-as
para
não
ouvirem
os
palavrões
que
elles
proferiam. Por
ultimo,
e
ao
fim
de
muito
tempo,
foram
conduzidos
á
presença
do
regedor,
o
qual
ouvindo
as
partes,
os
mandou
para
suas
casas,
porque
lodos
tinham
a
mesma
culpa.
Isto
pratica-se
amiudadas
vezes,
e
por
isso
pedimos
providencias
para
que
cesse
tal
escandalo.
A«
lentilhas.—
(Conto
de
Schmid).—
Houve
nm homem
muito
rico,
que vivia
com
muita
economia
e
parcimónia.
Não
comia senão
lentilhas,
porque
entendia que
era
aquelle
legume
o
mais
barato
e
nu
tritivo
alimento.
Além
d
’
isso,
para
não
gas
tar
senão
o
estriciamente necessário
para
não
morrer
de
fome,
contava
to
los
os dias
as
lentilhas
uma
a
uma
para
metel-as
no
seu
pucarinho.
Divertindo-se
assim
em
contar
as
suas
lentilhas,
esqueceu-se
de
tratar
dos
seus
negocios
e soflreu
consideráveis perdas.
En
tretanto
que
se occupava
no
vão
e
mes
quinho calculo
de
suas
lentilhas,
o
seu
creado,
pouco
e
pouco,
lhe
ia
roubando
mais de
um
saco
de
figo
;
até
qtie
por
fim
aquelle
homem rico morreu
pobre.
—
(Extr.)
Partido
rejiuMieano
portuguez.
—
I
Bem
Publico)—
Deparou-se-nos
no «Dia-
rio
de
Noticias»
o seguinte
que
não
dei
xa
de ter
logar
mui
acommodado
em con
tinuação
ao
que
precede:
«Dos
32
indivíduos
qtie
formam o
cen
tre
republicano,
que
ha
dias
se
organi-
sou em
Lisboa,
3
são
militares, 8
bachi-
reis
formados,
3
advogados,
9
emprega
dos
públicos, 3
negociantes,
2
vereadores
e
2
prof
ssores
de
ensino superior.»
Entre
estes
cidadãos
republicanos
desin
teressados existe
um
padre,
que
considera
que isto
de
ser
padre
é
o
mesmo
que
ser
caixeiro—
deixa-se
o
altar
como
<■
bal
cão
quando
o
patrão
não
agrada
;
ha
lam
bem
ibéricos e
socialistas
Elles todos, ou
alguém
em
nome
ifelles,
mandou
recla
mos
para
os jornaes
aflirmando
a
sua
exis
tência,
e
prometlendo
que
ha
de
procu
rar
o
desenvolvimento
das
ideias
democra
ticas
pelos
meios
paci/icos
e
desinteressa
dos
Ha
de
fazer
como
fez
a
democracia
pacifica,
em
França,
que
só
o
foi
e.
desin
teressada,
emqtianto
não
achou
ensejo
pa
ra
deixar
de
ser
ambas
as
cousas,
que
são
muito
boas
para
se prometterera
de
longe,
mas excessivameute
prejudiciaes
pa
ra
se
cumprirem
de
perlo.
Bicharia a bordo. — O
«Serapis»
conduz
a
bordo
dois
tigres,
um
urso,
dois
leopardos,
um
cheelah,
um
gato Viverrino,
uma
antilope
indiana,
dois
veados de Axis,
um
veado de
Cachemira,
dois
elephantes,
um
rnanis
morto
(é
uma
especie
de
lagar
to
grande
com
o
corpo
coberto
de
escamas)
dois
macacos
de
Rhesus,
16
faisões
do
Hi-
malaya,
um
tragopan
sotyrus
(é
um
pavão
do
Bengala,
lindíssimo,
e
que
tem
por
cima
dos
olhos
nina
especie
de
chavelhinhos,
de
onde
vem chamar-se-lhe pavão
bode)
2
fai
sões
de
Pueras,
25 faisões
Cheer,
4
faisões
Kalleege,
7
perdizes
dos
montes, 3
aves
dos
junyles, 4 perdizes
de Chickore.
8
ro
las,
10
pombos
verdes,
1
melro
de
azas
cinzentas,
2
zebus
(uma
especie
de
bufa-
los,)
3
avestruses
e
pavões
vulgares.
A
bordo
do
«Osborne»
—7 antílopes
in
dianas,
4
ovelhas
de Cachemira,
4
ovelhas
domesticas,
nm
gorai
ou
cabrito
montez
do
Hunalaya,
2
gamos,
2 elephantes,
uma
perdiz
branca.
A bordo
do
«Raleigh»—2
tigres,
1
ur-
■só(
3
leopardos,
2
cãs
bravos
da
índia,
uma
vacca
de
Nylghau,
uma
ovelha do
mestica,
1
antilope
indiana.
Os
tigres
pequenos são
muito
brinca
lhões.
O
rnanis
era
um
animal
engraçadis-
simo. Expirou
quando
o
príncipe
embar
cou.
Escondia-se todo dentro
das
suas
for
tes
escamas,
que constituem
uma verda
deira
armadura.
O
unico
modo
de
o fazer
sahir
era deiiar-lhe
agua.
Então
sacava
a
cabeba
para
fóra,
como que
adelgaçava
o
corpo,
e
d’
ahi
a um
instante,
estava
etn
pé,
firme
nas
suas
quatro
pernas,
e
com
uma
longa
cauda
a
arrastar
no
chão.
Pa
recia
o lypo
dos
dragões
mylhologicos
e
heráldicos.
O
leopardo de
Calcnttá
deixa
se
afagar
sem
descobrir
as
garras, e
agradece
dei
xando apenas
alvejar
a
dentadura
Ha
dois
elephantes,
ainda
bastante
no-
vovos.
Dão
pelos
nomes
de
Jung
Persbad
e
Safur
Kulley.
Tem
o
seu cornaca,
cotn
o
qual
estão
perfeitamente
familiarisados.
De
búfalos,
cobras,
vaccas,
merinos,
corsas,
veados,
avestruzes,
macanos,
cães,
lambem
ha
exemplares.
Sobre
o
convez
do «Serapis»
acham-se
diversas gaiolas
com
alguns exemplares
da
faunia
asialica,
a
que
já
nos
referimos.
Dois
tigres
estão
já
um
pouco
domesticados.
Ha
porém
um
que
ainda
se
não
rendeu
ás
ca
ricias
do marinheiro.
Dá
rugidos
pouco
agradaveis
quando
se
avisinha
alguém
da
sua
jaula.
Tres
dos
cães
apresentam
originalida
de
Pucha-se-lhes
pela
pelle
e
esta
vae-se
affastando
do
corpo
do animal,
parecendo
de
borracha,
sem que
o
animal aceuse
dôr.
Pode
dizer-se
que
lhe
anda a
carne
sepa
rada
do
coiro
cabelludo.
São
muito
meigos
e
lambem
a
mão
que
os
acaricia.
Um
burrinho,
de
Gibraltar, é pouco
maior
do
que a cabra.
Em
aves
ba
exemplares
lindíssimos
tan
to
pela
elegancia das
fôrmas
como
pela
côr
das
pennas.
Também
é soberbo animal
um
dos
cães
do
Himalaya.
Conaellio
de
districto.
—
O con
selho
de
districto
na
sua
sessão
de
28
d
’
abril
ultimo
tomou
as
seguintes
resoluções
:
—
Confirmou
o
aforamento
feito
pela
camara
municipal de
Villa
Verde
á
condessa
de
Berliandos,
d
’
um
terreno
maninho
na
freguezia
de
S.
Martinho
de
Valbom.
—
Approvou
a
postura
da
camara
mu
nicipal
de
Guimarães
para
ser
derramado
sobre
os
parochianos,
da
freguezia
de S.
Paio
de
Vizella,
a
quantia
de
4d$500
rs.
—
Approvou
a
postura da camara
mu
nicipal
de
Vieira,
para
ser
derramada
so
bre
os
parochianos
da
freguezia
do Mos
teiro
a
quantia
de
46$8!0
rs.
—
Approvou
a
postura da
camara
de
Famalicão,
para
ser
derramada
sobre
os
parochianos
da
freguezia
de
Ribeirão,
a
quantia
de
56$065
rs.
—
Approvou
a postura
da
camara
de
Villa
Verde,
para
ser
derramada
sobre
os
parochianos
de Prado, a
quantia
de
11$3OO
reis.
Foi de
phrecer
que
podiam
ser
appro-
vados
os
orçamentos
das
seguintes
corpo
rações,
relativos
ao anno
economico
de
1875-1876:
—
No
concelho
de
Barcellos
—Do
San
tíssimo
Sacramento,
das
fregúezias
de
Re-
melhe,
Macieira,
Adães,
Qumtiães,
S.
Paio
de
Carvalhal
e
Senhora
da
Gloria,
da
fre
guezia
de
Tamel.
—
No
concelho
de Braga
—Das
Almas,
da freguezia
da
Sé
Primaz
e
Senhora
da
Graça,
da
freguezia
de
Padim.
—
No
concelho
de
Celorico
—
Do
Santís
simo
Sacramento,
da
freguezia
d
’
Arnoia.
—
No
concelho
de
Guimarães—
Do
San
tíssimo
Sacramento,
da freguezia
de
S.
Thiago
de
Ronfe
;
Senhora
do Rosário, da
freguezia
de
Nespreira
; Senhor
Jesus, da
freguezia
de
S.
João
da
Ponte
;
S.
Nico-
lau,
Senhora
do O
’
e
Ordem
Terceira
de
Nossa
Senhora
do
Carmo,
de
Guimarães.
—
No
concelho
de Terras
de
Bouro—
Do
Santíssimo
Sacramento,
da freguezia
de
Valdozendo
;
Santo
Antonio
e
Almas,
da
freguezia
de
Gibões;
S.
Roque,
da
fregue
zia
de
Souto
;
Senhora
do
Rosário,
da
fre-
guezrn
de
Ronfe.
—
No
concelho
de
Vieira—Do
Bom Je_
sus
da
Paz,
da
freguezia
de
S.
João
da
Cova.
—No
concelho
de
Famalicão
—De
Nos
sa
Tenhora
do
Rosário,
da
freguezia
do
Bairro
e
Santo
Antonio, da
freguezia
do
Louro.
A custodia da
Bempoata.—
Es
ta
custodia
que,
desde
abril
de
1847,
es
tava
emprestada
á
snr.
a
infanta
D. Izabel
Maria,
foi
hoje
(30)
pela
I
hora
da
tarde res
tituída
á
casa
da Moeda,
onde
foi
recebida
pelo
director,
chefe
de
contabilidade,
the-
soureiro,
íiel
de
oiro
e prata,
ensaiador
de
oiro
e
prata,
e
o
segundo
gravador.
Foi
apresentada
pelo
ex-veador
de
sua
alteza o
snr.
Correia
de
Sá,
que vinha
acompanhado
do
delegado
do
thesouro,
o
snr.
Marques
Caldeira.
Lavrou-se
o auto
competente,
e foi
guardado
na
casa
for
te
da
Moeda.
O
valor
oílicial da custodia
foi
fixado
em 1847
em
6.000$00'
>
reis,
mas
hoje
procedendo-se
a
nova
avaliação,
é
natural
que
chegue
a
muito
mais
do
dobro.
A
custodia
é de
prata
dourada,
guar
necida
de
pedras
preciosíssimas, de
tama
nho
pouco
vulgar.
Tem
sete
brilhantes
de
um
valor
enorme,
e
além
d
’
isso
uma
pro
fusão
de
todas as
pedras
de
côr,
como
topasios
amarellos
e
encarnados,
rubins,
grandes
amelhistas,
grisolytas
granadas,
etc.
etc.
Pesa
tudo
14,
633
grammas.
Póde-se
reputar
uma
maravilha.
E
’
su
perior
em
valor
intrínseco
á
celebre
cus
todia dos
Jeronymos,
porque
se
esta
bri
lha
em esmaltes
aquella
prima
era pedra
ria.
Ao
snr.
director
da casa
da
Moeda,
nos
termos
da
portaria
do
governo,
deve-
se
a
promplidão
com
que se
realisou
a
entrega.
Sendo
hoje
feriado,
ordenou
aos
empregados
que
tinham
de
assistir
á
en
trega, que
viessem
á
repartição.
O
snr. Correia
de
Sá
jurou
perante
o director
e
mais
empregados
da
casa
da
Moeda, que a
custodia se
achava
no
mes
mo
estado
em
que
tinha sido
recebida
pe
la
snr.
a
infanta.
(Jornal do
Commercio.)
VLTIMOS
T11LEGR
IMMAg »A
AGEUTÁ
IIAVAS
MADRID
2.
—O
«Chronista»,
periodico
ministerial,
crê
que
se pagarão
os
conso
lidados
hispanhoes
a
partir
do
l.° semes
tre
do proximo
exercício
e
que a
amorti-
sação
da
divida
também
começará
no
pro
ximo
exercício.
A
commissão
do orçamen
to
da
camara
dos
deputados,
reunida esta
noite,
approvou o
regulamento
da
divida
depois
de
curta discussão.
Acredila-se que
o
governo
admittirá
algumas emendas
ao
orçamento.
CONSTANTINOPLA
2
—
A
folha
cili
cia!
diz
que
Moukhtar-Pachá
regressou
a
Gatzko
depois
de
ter
reabastecido Niksich
e
batido
completamente
os
insurgentes.
BAGUS
a
2.
—Moukhtar-Pachá
não
con
seguiu
reabastecer
completamente
Niksich,
pois
que
os
insurgentes
obrigaram-o
a
abandonar
Docega
e
a
refugiar-se
ein
Ga
tzko.
As
perdas
foram
2
500 homens; a
Aos
insurgentes
400.
BERLIM
2.—
O
Landstag
approvou
de
finitivamente
o
projecto
de
compra
de
ca
minhos
de
ferro
pelo
império.
LONDRES
2.
—
A
rainha
confirmou
o
novo
titulo
imperial.
O
ministro
inglez
em
Hispaoha,
o
snr.
Layard,
vae
para
a
embaixada
de
Constantinopla.
LONDRES
3.
—
Chegou
o
imperador
da
Allemanha.
MADRID
3—
No
congresso
o
deputa
do
Alvarez
defendeu
a
intolerância
religio
sa
Canovas.
respondeu
que
a
Uespanha
possue
colonias
na America,
África
e Asia
as
quaes
estão
era
liguações
com
todo
o
mundo
e
que
não
poderá
conserval-as se
o
seu
governo
fôr
intransigente.
Depois
dos
discursos
de Alvarez,
Pidal
e
Cano
vas,
o
congresso
rejeitou
por
226
votos
contra 39 a
emenda
Alvarez
em
favor
da
intolerância
religiosa.
LONDRES
s—
O
«Times» publica
um
telegramma
datado
de
Berlim
em 2,
in
dicando
que
a
Rússia
não
se
oppõe a
que
as
tropas
turcas e
austríacas
reuni
das
occupetn
varias
povoações
na
Busnia
e
Hersegoviua,
sob
certas
e
convenciona
das
condições.
PARIS,
4
—O
periodico
«Soleil»
an-
nuucia
qoe
a
ex-rainha
Isabel
começou
etn
preparativos
de
partida
e
irá a
S.
Sebas
tião.
A
ex-raiuha
jantou
hontem
no
palacio
de
Mac-Mahon
assistindo
tatnbem
ao
jan
tar
o
príncipe
Arthur
de
Inglaterra
MADRID,
4—
(Colações
ofliciaes).
In
terior,
13,80;
exterior, falta;
bilhetes
hy-
pothecarios,
163,00;
bouds
do
thesouro,
56,00;
cambio
sobre
Londres,
48,50;
di
to
sobre
Paris,
5,07.
Depois
de
fechada
a
bolsa
os
fundos
hespanhoes
internos
regularam
a 13,80,
dinheiro;
e
para
o
fim
do
mez
a
13,85.
EXPEDI li.VTE I)
t AD.YIIXIST11A-
ÇÃO.
Rogamos
a
todos
os nossos assignan-
tes
em
divida
de suas
assignaluras,
o
fa
vor
de
mandarem
o quanto
antes
salisfa-
zel-as,
pois
com o
atraso
em
que
alguns
se
acham
nos causam
grandes
enbaraços,
aquelles
aonde
não
temos
corresponden
tes,
podem
fazel-o
por
meio
de
casas
ban
carias
ou
vales
do
correio.
Os
nossos
correspondentes
nas
seguin
tes
localidades
são:
Porto,
o snr.
José Carlos das
Neves
—
■
rua
das
Flores.
Vianna do
Caslello,
o
snr.
Francisco
José
d
’Araujo
Júnior.
Guimarães,
o
snr.
José
Antonio
Tei
xeira
de
Freitas
—
Livraria
Internacional,
a
S.
Damaso.
Covilhã,
o
snr.
Luiz
Antonio
de Car
valho
Todos
estes
snrs.
estão munidos
recibos
devidamenle
assignados.
de
Assignaluras recebidas
do
sé
de
s.
31
portanto,
as
se-
medidas.
i*lo,
as
irmãs
hos-
o
alvo
de
línguas
movidas
pelo
seu
pela
maldita
inveja
Coimbra.
—
Luiz
Gomes
d
’
Abreu
Couto
de
Amorim
Novaes,
até
19
de
mar
ço
de
1876.
Prado.
—
Manoel
José
da
Rocha
Vello-
zo,
até
18
de
ab<il
de
1876.
Ponte
do
Lima.—
Padre
Manoel
Antu
nes
d
’Oliveira.
até
15
de
junho
de
1876
Povoa
de Varzim.—Prior
Antonio
Jo-
Dantas
da
Gama,
até
31 de
dezembro
1876.
Coura.—
João Manotl d’
Azevedo
Pôço.
até
19 de setembro
de 1876.
Celorico
de
Fasto.
—Padre
José
Alves
de
Carvalho, até
30
de
novembro
de 1876.
Arcos.
—
Padre
Antonio
Gomes
da
Ro
cha,
até
30 de
abril
de
1876.
Porlella
de Penella.
—
Padre
Luiz
de
N.
da
Guia,
até 15
de
junho
de
1876.
Villa
Flor.
—
Rvd.
u
Arcypresle,
até
de
dezembro
de 1875.
Espozende.
— Pad'e
Pedro
Paulino
de
Faria,
até
15 de abril
de
1876.
Pezo
da
Regoa.
— Bernardo
Antonio
Pinto,
até
11
de
junho
de
187o.
Vianna
do
Caslello.
—
Rvd.° abbade
de Geraz
do
Liwa,
até
15
de
junho
de
1876.
Celorico
de
Basto.
—
Padre
Antonio
Ma
noel
de Campos
Pinto,
até
30 de junho
de
1876.
Povoa
do
Varzim.—
Parodio
de
Balla-
zar,
até
15
de
junho
de
1876.
Famalicão.—
D.
Maiia
José
de
Aguiar,
até
15 de
dezembro
de 1875.
Ponte
do
Lima.—Padre
José Antonio
de
Amorim,
até
7
de
fevreiro
de
1876.
Paços
de Ferreira.
—
José
Pinto
d
’Aze-
vedo
Dias
Torres,
até
11
de
maio
de
1876.
Arcos.
—Padre
Manoel
José
F.
F.
Vel-
lozo,
até
21
de outubro
de
1876.
SECÇÃO
DE
COMMUNICADOS
O hospital de S. Jíitreos e irmãs
hospitaleira» da Ordem de
8. Francisco
tados
por
tão
excellentes
e
caritativas
se
nhoras, que
generosa
e
desinleressadamen-
te
se
promptiíicam
a
fazer
constantemente
lodo
o trabalho,
e
com
o
qual
já
teem
inscripto
uma pagina brilhante
no
grande
livro
da
caridade
evangélica; a
este
res
peito
nada
diremos.
Os
seus actos
de
per
feito
heroísmo e
amor
e dedicação
para
com
o
proximo
e
indigência
enferma,
se
rão
um
padrão
de gloria
immorredoura
na
vida
d
’
essas
heroinas
consagradas, d’
a!ma,
vida
e
coração, ao serviço do
Senhor;
as
quaes
passam
seus
dias
só
com
as
vistas
no
céo
esperando
recompensa
sómente
d
’A-
quelle
a
quem
tomaram
por
esposo
:—de
Jesus.
Não
teem
sido
poucas
as
reformas
que,
ha
mezes,
tem havido
no
hospital
de
S.
Marcos;
assim
como as
acertadissimas
me
didas
que
a
meza administradora
tem
to
mado,
todas
tendentes
ao bem
estar
dos
doentes,
que
no
leito
da
dor
gemem
mui
tas
vezes
com
atrozes
sofirimeotos.
Algu
mas
d
’
aquellas
medidas
terão
sido
recebi
das,
por
certos indivíduos,
com
indiffe'ença
ou
desagrado;
mas
pela maioria,
acolhidas
com
enthusiasmo
e
louvor.
Terão
mesmo
sido
julgadas,
como
principaes
promoto
ras
d
’essas (para alguns)
desairosas
medi
das,
as
senhoras,
que
boje
se
encontrara
ao
serviço
dos
doentes,
chamadas
irmãs
hospitaleiras;
o
que
é
uma
falsidade,
pois
que ellas
nenhuma
ingerência
tomam n
’a-
quelles
negocios, mas
sim
tudo
determi
nações
da
mesa
gerente;
e
tão
acertadas
leem
ellas
sido
que
só,
inspiração
de
co
rações
tão
generosos,
as
poderiam
dictar:
Nenhuma
parte
tomam,
nhoras
irmãs
em
taes
Não
obstante
tudo
pitaleiras
estão
sendo
mal-dizeotes,
que
já
proprio
interesse,
já
(o
que
não admira
pois
que
esta
vem
de
longas
datas
e
já nas
primeiras
eras
fez
comelter
entre
dois
irmãos
ura
fratricídio)
não cessem
de
procurar
deprimir
tão vir
tuosas creaturasl...
A
’
falta
de
outro
pretexto
lembraram-
se
de
fallar
do
augmento
da
despeza
que
estas
senhoras
trazem ao
hospital
com
a
comida.
Ora
a
tabella
publicada
em
o
n.°
487
d
’
este
jornal,
mostra
qoe
essa
co
mida
é
apenas
uma parca alimentação:
pois
ellas
comem
para
viver
e
não
vivera
para
comer.
Não
duvidamos
que
ás
ditas
senhoras,
fosse
algumas
vezes
por
delicadeza
ou
fios
sinistros,
ofíerecido. ou
mesmo
apresen
tado,
algum
prato
a
maior
do
que
ellas
exigiam,
mas
também
é
certo
e
podemos
afliançar
sem
receio
de
se'mos desmenti
dos,
que
esses
voltariam
inlaclos para
o
logar
d
’
oode
foram
ruandados.
Isto
por
va
lias
rasões,
mas
piiucipalmente
porque
el
las timbram
era
serem
rigorosas
observan
tes das
regras
que
lhes prescreve a
ordem
religiosa que
abraçaram
voluntariamente.
E,
sendo
isto
certo
corno
é,
e
do
qoe
ha
testimunhos
mui
auctorisados,
como
dizem,
o
hospital
não
lucra?
L
1
lucra
o
hospital
e
lucram
os
doentes:
aquelle
porque
econo-
misa
certas
despezas,
tendo
a
satisfação
d
’encerrar dentro de
suas
paredes,
e
co
brir sob seus
telhados,
um
pessoal
digno
e
illustrado,
o
qual
oxalá
podesse formar
a
totalidade
dos
empregados
de
todos os
estabelecimentos
d
’esta
ordem, o
que
se
ria
d
’
oma
grande vantagem:
e
os
últimos
(os
enfermo*) porque
teem
a
felicidade
de
verem,
constantemenle, junto a seu
leito,
essas
senhoras
que,
animando-os
já
com]
doces
e
meigas
palavras,
já
com
outros
meios
de
que
dispõem;
curando-os
com
ver
dadeiro
amor,
e
ministrando-lbes
os
re
médios,
lhes
servem
d
’
alivio
em
suas
do
res,
miuorando-lhes
os
sofiriraentos,
e
sen
do
assim
ao
lado
do
irmão que
geme
um
verdadeiro
e
perfeito
anjo
con-olador
I...
E
’ muito
natural,
no
entanto, qne
nem
lodos
sirapalisem
com
tudo
aquillo que
é
bom;
porque,
se
assim
acontecesse,
tería
mos,
urna
sociedade
formada de
anjos;
porém
consentir que
a
virtude
e
a
verdade
sejam
livremenle
assim
vilipendiadas
sem
levan
tar
um
brado
d
’
indiguação,
seria cobardia
inqualificável.
As
seitas
hervadas
que
os
maldizen
tes
perteodem
arremessar
áquellas
senho
ras, iriam primeiramente
ferir
a
actual
Mesa
da
Misericórdia,
e os
irmãos
que
fazem
al
mordomia
do
rnez
no
hospital.
Grandes
são
os
louvores
de
que
a
Meza
da
Santa
Casa
da
Misericórdia
d
’
esta
ci
dade
se torna credora
pelos
melhoramen
tos
que
tem
introduzido
no
hospital
deS.
Marcos, e
esperamos
continuarão dotando
este
estabelecimento
com
todas
as
refor
mas
uteis
e possíveis
que
ainda
entendam
convenientes.
Principiamos
por
chamai a
atienção
do
,
beuevolo
leitor
para
a
local
que,
no
logar
competente
d
’
este
jornal,
n.°
487,
se
en
contra
com
a
epigraphe
:
Irmãs
Terceiras
Hospitaleiras.
Não
é
por certo
o
interesse
que
em
nós
desperta
estas
linhas,
mas simplesmen
te
o amor
que sinceramenie tributamos
á
verdade.
Repellindo
deveras
essa
malé
vola
doutrina
de Voltaire,
que
do coração
detestamos.
dè
’—
mentir,
e
mentir
sempre=
já
mais
deixaremos
de
levantar
nossa
dé
bil e
desauctorisada
voz
em abono
do
bem
e
da
verdade
que
sempre
sahirá tiiunfati-
le
na
desenfreada
guerra
de
seus
inimigos.
Vamos
ao
caso:
E
’
de
lodo
o
publico
já bem
sabido
o
modo honroso
corno
a
benemerita Meza
da
Santa
Casa
da
Mise
ricórdia d
’esia
cidade,
administradora
do
hospital
de
S.
Marcos,
procurou
melhorar
este
pio
estabelecimento
de
caridade man
dando vir,
do
collegio
de S.
Patrício
de
Lisboa,
irmãs
hospitaleiras
com
o
fim
de
tratarem
dos enfermos,
que
áquelle
hos
pital
vão
procurar
alivio
aos
s-us
padeci-
tneoios.
Tão
louvável
pensamento tornou se
su
perior
a
todo
e
qualquer
elogio
que
dis-
pensar-se-lhe
poderia.
Com
relação
ao
relevantes
serv
iços,
pres-
Deixemos
correr
os
tempos, e
a
ver
dade
oprimida, apparecerá
brilhante
ao
sair
victoriosa
do
combate que
lhe
movem
os
que
a
odeiam
com
mortal
rancor.
D.
R.
AGRADECIMENTOS
ex.
mo
*
snrs.
Manoel
Bento
de
Carvalho,
summamen-
le
grato
a lodos
os
ill.
mos
e
que
o
cumprimentaram
por
occasião
do
passamento
de
seu
innocente
filho
Eduar
do Lalta
de Carvalho,
e
bem
assim
a
to
das as
pessoas
que
se
dignaram
assistir
ao
responso
de
gloria,
na
capella do ce
mitério
publico
d’
esta
cidade,
vem
por
es
te
meio
agradecer-lhes,
na
impossibilidade
de o
poder
fazer
pessoalmenle,
protestan
do a
lodos
o
seu mais
vivo reconhecimento.
Braga
2
de
maio de
1876.
(4026)
AWUNUWS
SATISFAÇÃO
Nós
abaixo
assignados
declaramos que
tendo
havido
entre
nós e o
sor.
Antonio
de
Lemos
Amorim
e
mulher
da
rua
do
Car
valhal,
no
dia
1.°
de
março,
certas
alter
cações, declaramos,
que
não
tivemos
in
tenção
alguma
de os
offeoder,
e
por
isso
vimos
por
este meio
dar-lhes
solemne
sa
tisfação.
Braga 3
de
maio
de
1876.
José
Antonio
d
’
Oliveira
Gonçalo José
Fernandes.
Quem
tiver
cevada em
verde
e
a quei
ra
vender
para
os
cavallos
do
destacamen
to
de
cavallaria
n.°
6,
que
ora
reside
n
’
es-
ta edade,
póde comparecer
querendo,
no
quartel
do
mesmo destacamento, no
campo
de
D.
Luiz
l.°,
desde
as
5
horas
da
manhã
ás 8
da
noite,
para
se
ajus-lar.
Braga 5
de
maio
de
1876
D.
Correia.
Alferes.
(4030)
NOVO
HORÁRIO
Joaquim
José
de
Birros, annuncia
ao
publico
que
o
carro
que
tem
para Carra-
zedo
ás
terças-feiras
e
sabbados, a
sair
de
Carrazedo
ás
6
horas
da
manhã,
fica
sain
do
desde
o
dia
8 d
’esle
mez,
inclusivé,
ás
5
horas da
manhã.
(4027)
Companhia
Cerifica Portuense
^oeiedade
anonyma de responsa
bilidade limitada
CAPITAL
não
uma
sociedade
d
’
homens,
mas
200:000^000
Emprazam
se
alguns
cereeiros que
se
tem
occupado
com
os
negocios
d
’
esta
com
panhia,
a
virem
pela
imprensa
declarar
no
praso
de
3
dias
que
a cera
vendida
com
a marca
da
Companhia
é
falsificada:
e
se
o
não
fizerem,
ficarão
tidos
e
havidos
co
mo
infames caltimniadores.
Porto
4
de
Maio
de
1876.
Os directores
4029)
Manoel
Vieira
Borges
João
Bernardino
de
Moraes.
ttIBIIKO
CIRUHGIIÃO
EÍEXTISTA
APPROVADO
PELA
ESCOLA MEDICO CIRÚRGI
CA
DO
PORTO
Largo
do
Barão
de
S.
Marlinho,
n.°
5
BRAGA.
Faz
ludo
quanto
diz
respeito á
sua
arte
e
continúa
operando
grátis,
pobres
e
soldados.
(3092)
SãBSSSBS®*
’!* SS*
|
E.n
13
1
(INCORPORADA POR
CARTA
REAL)
LINHA
QUINZENAL
DE
PAQUETES A
VAPOR
Para
S. Vicente, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro,
Montevideo
e
Buenos-Ayers
Acceitando
também
passageiros
de
3.3
classe
para
SANTOS
e
RIO
GRANDE
DO
SUL
com
trasbordo
no
Rio de
Janeiro
PAQUETES
A
SAIR
PE
LISBOA
ELBE
.... 13
de
Maio
MINHO.
.
.
. 28
de
Maio
NEVA
....
13
de
Junho
r
PREÇOS
COMMODOS
(Ma
paquete
d’
e8ta companhia
leva
a
bordo
criados e coainheiros
porteigiiezeH
para
commodida
dos
passageiros
de
toiSnB
ns classes.
Sendo
as
passagens pagas
na
Agencia
Central
no Porto ou
em
qualquer
Agencia
proiincial,
a
conducção
para
Lisboa é
por
conta
da
Companhia.
A h»r«So
ns passageiros
teem jjratis cama, roupa de cama, co
mida
feita por
cosinheiros portugwer.es, viHho duas vezes por
dia,
assistência
medica,
serviço
de eriados e outras
despezas.
A
EXPERIENCIA
de
mais que um
quarto
de
século
tem feito
com
que
os
pa
quetes
d’
esta
companhia
(a mais
antiga
na
carreira do Brazil)
sejam
conhecidos
pela
regu
aridade,
velocidade
e
segurança
excepcional
;
além
d
’
isso
pela
limpesa,
boa
or
dem,
bom
tratamento
e
accomodações
a bordo, e
pelos melhoramentos mais moder
nos
tanto
para
a
hygiene
como para
a commodidade
dos
passageiros.
ISTO
É COMPROVADO
pela
grande
concorrência
que
teem
de
passageiros
e
pelos
agradecimentos
de
mais
de
mil
e
cem
passageiros
d’
entre
elies
feitos
por
es
cripta como consta
de
documentos
arehivados
em
varias
agencias.
SÀO
ESTES
OS
PAQUETES
preferidos pelo Governo
Inglez
para
a
conducção
das
suas
malas
do correio,e
por este
serviço
recebe
a
companhia
um
importante
subsidio.
TIVERAM
ESTES
PAQUETES
a honra
de
conduzir
Suas
Magestades
o
Impera
dor
e
Imperatriz
do
Brazil, como
também
S. A.
o
Infante
D.
Augusto.
TODAS
AS
INFORMAÇÕES
e
bilhetes
de passagem
podem
ser
obtidos
no
POR
TO
na
AGENCIA
CENTRAL,
rua
dos
Inglezes,
23;
o
agente
GUILHERME
C. TA1T;
e
nas
províncias
nas
agencias
e
correspondências
estabelecidas
em
todas
as
princi-
paes
cidades
e villas.
Agente
em
Braga
o snr.
João
Manoel
da Silva
Guimarães,
Rua
do
Souto.
PAVÕES
Na
residência
parochial
de S.
João
das
Caídas
de
Visella,
vendem-se
um
pavão
e
tres
pavôas.
(4028)
Na rua do Souto,
n"
33
e
34
A.
Abriu-se
utn
novo
estabelecimento
de
ca
mas
de
ferro
do
Porto
e
Lisboa,
assim
como
iabatorios
grandtsá
ingleza
com
espelho
e
deposito
de
zinco,
ditos
pequenos
com
es
pelho
e sem elle,
baldes
de
zinco,
banhei
ras oet-etes,
vides,
lanzeiras,
gaiollas
e
col
chões
feitos
no
Porto.
NOVO
HORÁRIO
Manoel
Rodrigues
Santa
Marinha
&
An
tonio
do
Couto
Vinagreiro,
da
cidade de
Guimarães,
annunciam
ao
publico,
que
mu
dam
as
suas
carreiras,
que
saem
de
Bra
ga
para
Guimarães,
Amarante,
Fafe,
Ar
co
e
Cavez
ás
5
e
6
horas
da manhã,
do
escriplorio
do
bem
conhecido
Ribeiro
Bra
ga,
íicam
saindo
desde
o
dia
6 do
corren
te
mez
de
maio, ás 41(2
e 5
horas
da
manhã.
Braga
3
de
maio
de
1876.
A
rogo
dos
annunciantes
(4024)
Ribeiro
Braga.
VENDA
DE
CASAS
Vende-se
uma
casa
feita
de novo,
sita na
rua
das
Aguas
n.°91;
po-
de-se
vêr desde as
9
horas
da ma
nhã,
até
ás
3
da
tarde.
Trata-se
na
rua
dos
chãos
n.’
13
(3086)
GUADIANA
.
.
DOURO.
.
.
.
MONDEGO.
.
.
í
MIWIH»
«1
*
4,
RUA
DOS
CAPELLISTAS,
4
g
fi
(Vulgo
Fonte
da
Carcova)
iS Theophilo
Santiago,
photogra-
*
ú
pho,
tira
retratos pelos systemas
“
mais
modernos
e
aperfeiçoados,
§
*
garantindo
a
perfeição
do
traba-
©.
lho,
todos
os
dias,
das
10
horas
v«
g da
manhã
ás
3
da
tarde, mesmo
«j*
com
os
dias
innevoados.
(3O'a4)
Nova
Companhia de Seguros
DOURO
Be Fogo e
Mas-ctlmo
Agente
em
Braga
—
Ricardo
Malheiro
Dias,
Banco
Mercantil,
ou Largo
de
S.
Miguel
O
Anjo,
n.°
20.
(3090)
Rio
de
Janeiro e
Bahia
Tomão-se
cargas
para
os
navios
de
véila
Alvea,
e
Feliz Ventura
a
sabirem
com
toda
a
brevidade.
Trata-se
em
Braga
com
Ricardo
Ma-
Iheito Dias.
Também
se tomão
passageiros
e
carga
para
um
paquete
Inglez,
a
tratar
com'
a
rnesma
pessoa.
(4021)
1
.. II
I
I
lli
n
n
i
W
ll
W
I
MJj
niI
LlI
l
LUmT-W
------
No
Pico
de Regalados
Vende-se
um
campo
no
Pico,
que
foi
do
Ligeiro,
podendo
ficar
parte
do
dinhei
ro
na
mão do
comprador,
senão
poder
pa
gar
todo.
Justa-se
com
Antonio
Louren-
ço,
d
’Araujo
Braga,
rua
de
D.
Pedro
V,
em
Braga.
’
(4OI5)
LLO1D
DE BREMKIV
NORDDEUTSCHER
LLOYD
NOMES
DOS
VAPORES
D
’
ESTA
COMPANHIA
H<
henzolern
—
Hohenstaufen
Salier
—
Habsburg
—Ilansa
America
—
Ilermann —
Weser
Rhein
—
Main
—
Donau—
Mosel
Neckar
—Oder
Kron
Prinz
Fr.
Wtlhelm
Graf Hismark
General
Werder
Carreira mensal
Sperber
Para
Pernambuco,
Bahia,
Rio
de
Janeiro,
Monlevideu
e
Buenos-Ayres
Os
paquetes
que
a
Companhia
está
empregando
na
carreira
do
Brazil
são
todos
de
grande
lotação,
tendo
legares
para 170
passageiros
de
primeira
classe
e 750
de
terceira.
São de grande veiweislade,
e 0 serviço
esta-se
fazendo
com
toda
a
regularida
de,
pelo
que
vae adquirindo
nma
boa
e
bem merecida
reputação.
Os
preços
das
passagens são
muito
rasoaveis,
como
se
póde
verificar
pela
tabel-
la
que
se
acha
patente
nas
agencias.
Sendo
as
passagens pagas no Porto ou nas
gub-ageneias da pro-
vincêa,
o transporte do passageiro a Lisboa pelo eaminlio de
ferro
è
por conta
da
Companhia.
Estes
paquetes
são
notáveis
pelos seus
modernos aperfeiçoamentos e
explendidas
accommodaçôes
para
passageiros
de
todas
as
classes.
Estão
já
contractados cosinheiros
e
creados
porluguezes
para
estes
paquetes.
Aos
passageiros
de
terceira
classe
é
fornecido
grátis
pela Companhia,
cama,
cobertor,
uteucilios
de
mesa,
e
além
de
ser
a
comida
á
portugueza
teem
vinho
duas
vezes por
dia.
A
bordo
de
cada
paquete
ha
um
medico
que
é
obrigado
a
prestar
seus serviços
gratuitamente
aos
snrs.
passageiros,
assim como
são
fornecidos lodos
os
medicamen
tos
necessários.
Quaesquer
informações
ou
bilhetes
de
passagens
podem
obter-se
dos agentes
Hnwes
C.
a
,
rua
de
S.
Francisco
n.°
4.
2
0
andar
—Porto
—
e
em
Braga
ao
agente
Ricardo
Malheiro
Dias,
na
lhesouraria
do
Banco
Mercantil, ou largo
de 8.
Miguel
O
Anjo
ti.°
20.
(6*)
28
de
Junho
14
de
Julho
28
de
Julho
ECMWMICA
PKXBSBKISTA
Vende-se a
casa
e quinta
deno
minada
—
Casa
No*a—na
fregue
zia
d'Adaufe. Trata-se
com
Ber
nardo
José
Vieira
da
Cruz,
roa
do
Sou
to,
n.°
16.
(4022)
Venda
de propriedades
Na
freguezia
de
S.
João
de
Villa
Chã,
concelho
de
Espozende,
ha
para
vender
umas
terras
lavradias
e medidas
de
milhão
de
praso,
que
tudo rende
10
carros.
O
encar
regado
de
mostrar
todas
estas
propriedades
é
Bernardo
Gonçalves
do
Outeiro,
da
dita
freguezia.
E
vende-se
mais
31
medidas
de
milhão
na
freguezia
de
8. Miguel
da
Carreira,
concelho
de
Barcellos;
tudo
isto
se
con
trata
com
seu
dono
Antonio
Ernilio
Fer-
reira
de
Macedo,
da
freguezia
de
Gondifel-
los
comarca
e
concelho
de
Famalicão.
(4011)
Rallimore
—
Berl
im
— Oh
io
Leipzig—Braunschweig
Nurnberg—
Frankfurt
—
Han-
nover
—
Koln
—Strassburg
Adler —
Falke
—
Mowe —
Reiher
Schwalbe—
Schwan
—
Strauss
Albatross
Sociedade
anónima
de
responsabilidada
li
mitada
Capital
................
500:000^000
RUA
NOVA
DE SOUSA,
N.°
9
(Também
com
entrada pela rua
do Campo)
BRAGA.
Empresta dinheiro
sobre
ouro,
prata,
joias,
papeis
de
credito,
cereaes,
roupas,
moveis,
ferramentas,
e
sobre
todo
e
qual
quer
objecto
do
valor
não
inferior
a
100
réis.
Recebe
pequenas quantias em deposito
a
praso
ou
á
ordem,
abonando
juros
aos
depositames.
A
caixa
está
aberta
todos
os
dias des
de
as 9
horas
da
manhã
até
ás 9
da
noite,
e
nos
dias
santificados
estará
aberta
só
até
ao
meio
dia.
0
gerente
A. G.
Ferreirinha.
ATTENÇÂO
No largo de
D.
Gualdim n.°
1
casa
de
José
Maria
Torres
Machado
vende-se
milho
branco
a
580,
e
550
reis
a
reta
lho,
por
junto
á
abatimento,
pelo
mesmo
preço
se
vende
nas
casas
do
annuncian-
te
na
ponte
de
Prado.
(3087)
ESCOLA
AÍ
ERO.KA
Extrai,
cura
e conserta
os
dentes
ca
riados,
colloca
dentes
artificiaes
com
per
feição. Presta-se
a
chamados
fora da
cida
de.
Consultorio,
Campo
de
Sanl
’
Am
a
n.°
I,
das
8
da
manhã
ás
5
da
tarde
(3051)
BRAGA:
TYPOGRAPHIA LUSITANA
—
1876.
Parte de Comércio do Minho (O)
