comerciominho_06011876_441.xml
- conteúdo
-
ANNO
1876
FOLHA
COMMEfWIAL
RELIGIOSA
E
fôOTICIOS^
NUMERO
441
Assigna-see vende-se
no
escriptorio do
eoitor
e
proprietário
José
Maria
Dias
da Costa,
rua
Nova
n.
’
3
E,
para
onde
deve
ser
dirigida
toda
a
correspondência
franca
de porte.
=As
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas
;
assim
como
as
correspondên
cias
de
interesse
particular. Folha
avulso
10
rs.
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
P
reços
:
Draga, anno
1^600
rs.=Semestre
850
rs.=Protnn-
cias,
anno
2&400
rs.
e
sendo
duas
4&000
rs.=Semestre
1&250
rs.=Draztl,
anno
4§400
rs.=Semestre
2&300
rs.
moeda
forte,
ou
10&000
reis e
5&500
reis
moeda
fraca.=Annuncios
por
linha
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignantes
?0
°/0
d
’abatimento.
BB iW.l- QUINTA-FEIRA « g) E
JANEIRO
DIA
DE REIS.
Vimos
a
sua,estrella
no
Orien
te
e
viemos
a
adoral-o.
(S.
MATII. GAP. 2.° V. 2.°)
E
vieram,
e
cam Magos,
e eram
gen
tios
embrenhados
nos
meandros
do
erro
e do
paganismo,
fóra
do
alcance
da
lei
judaica,
das
luzes
das
professias,
e
vieram
porque—
Vidimus
stellam
ejus
in
Oriente,
el venimus
adorare
eum.
E
então
ainda o
tremendo
diama
do
Calvario
não
havia
fechado o
complexo
de
provas
a
convencer o
homem
da
ver
dade
profetisada.
Então
era
apenas
nasci
do
o
Salvador
n
’
um
pobre
estábulo,
entre
o
gado
e
os
pastores,
sobre
uma
palhas.
Não
havia
ainda
dado
vista
aos
cegos,
acção aos
paralíticos,
multiplicado
os
pães
e
obrado
outros
tantos
prodígios
que
só
a
um
Deus
era
dado
praticar
;
não
havia
libado
até
ás
feses
o
calix da
amargura,
soflrido
mil
tormentos,
derramado
seu
pre
cioso
e
divino
sangue
para
redemir
a
hu
manidade.
Era
na
apparencia
um
pobre
menino
filho de uns simples
artistas!
E
todavia
os anjos, de
envolta
com
os
pas
tores,
entoavam
harmouiosos
hiranos
e
hossaoas;
os
reis
Magos
coiriam
do
Orien
te
após
o
aslro-guia,
e
prostrados
ante
o
Menino
rendiam-lhe
humildes
as
home
nagens
devidas
e
rs
místicas
oífereodas
de
seus
thesourosl
Era
então
o
raiar
da
aurora
explendida da graça
e
da
redem-
pção,
e
o
culto
ao
verdadeiro
Deus
tinha
começo
com a (é
pura
que
não
alcançou
a
nossos
dias.
Depois,
que
vimos
os martírios,
que
admiramos
os milagres,
que
ouvimos
as
doutrinas, que
testimuohamos
os
prodígios,
que
contemplamos
abismados
e
confundi
dos
as sabias
leis
da
sua Egreja; onde
está
a
lé,
onde
está
a
nossa adoração,
onde
estão
as
oflereodas
?
E
todavia
não
somos
Magos
ou
pagãos;
chamamo-nos
civilisados,
vivemos
sob
o
influxo das
leis
da
Egreja
instituída
pelo
Salvador,
chamamo-nos
einfim
christãos
e
calholicos
!
Mais
ditosos do
que
nós
por
certo
fo
ram
aquelles reis da
gentilidade,
porque,
inspirados
da
graça
divina,
não
hesitaram
em
abandonar
seus
estados
e
aposentos
orientaes,
uaturalmente
confortáveis
e
aprasiveis
á
vida,
para
se
exporem
aos
perigos
e fadigas
de
uma
longa
derrota
que
íiseram
até
ao
presepio
de
Bethlem,
sem
que
os
amedrontasse
a
ignavia
e
per
versão
de
Herodes.
E
chegados
ao
termo
desejado,
prestes
se
prostraram
ante
o
Salvador
a
quem
tiveram
a
ventura
de
contemplar,
offerecendo-lhe ouro
como
ao
Rei
dos
reis,
incenso
como
ao
supremo
e
verdadeiro
Deus,
e
myrrba
—
symbolica
oílerenda
da
naturesa
humana
e
mortal
que
o Senhor
quiz
assumir
para
nos
exem
plificar
como
homem
a
virtude.
Ditosos,
sim,
aquelles
Magos
que,
a
despeito
da
sua
gentilidade
e paganismo,
foram alumiados
pelo
facho
vivicante
da
fé,
reconhecendo
no
Recemnascido o po
der
Supremo, o
Deus
e
Senhor do
céo
e
da
terra
!
Tanta
fé,
tão
entranhada crença,
qui
séramos
ver
nestes
tempos
de
tanto
des-
preso
e
indifierença
por tudo
quauto
res
peita
á
glorificação
do
Altíssimo
e
Su
premo
Poder
de
Deus.
Mas,
resignados
em
nossa
magoa e
consternação pela
prespectiva
horrorosa
com
que se
nus
apresenta
o
indiílerentis-
mo
religioso,
e
a
pratica
insidiosa
do
erro
e
do vicio, resta-nos o
fervor
com
que
impetremos
do
Altíssimo
um
raio
de
sua
divina
graça,
que
alumie
o
espirito
dos
homens
e
os
fortaleça
em
a
fé
para
que,
militares
do
direito
com
que
exercem
também
a
sua
filantropia?
Não vae
ha
muito,
que
dois
denodados
nspos
brazileiros
sofreram
da
parte
da
imprensa
soi-disant
liberal,
crua
guerra,
só
porque,
como
prelados catholicos
e
em
obediência
ás
leis
civis
e
religiosas,
ful
minavam
tão
perigosas
associações.
O
<Paiz», se
a
memória
nos
não
tra-
he,
lambem fez côro
cora
os
que
calum-
niavam
e
deprimiam
os
ínclitos
bispos de
Oiinila
e
Pará.
Mas
se
estes
prelados
andaram
mal,
dando cumprimento
ás
leis,
com
que
di
reito
exige que
os
poderes
públicos, cm
Portugal,
façam
outro
tanto?
Nós
combatemos
sem dislineção
todas
as
sociedades
secretas,
porque
em todas
ellas
vemos
não
só
um
perigo
para
a
so
ciedade,
mas
também
um
desacato ás
leis.
Se
o
«Paiz»
está
portanto
de
accordo
cotnnosco, deixe-se
d
’esclusivismos,
que
não
abonara
a
sua
sinceridade.
Entre
o
ser
e
o
não
ser
não
ha
termo
medio.
E
ou
a
maçonaria
é um
crime
para
todos,
ou
o uáo
é
para
ninguém.
O
contrario
poderá servir
a
fios
polí
ticos, mas
não
serve á
rasão,
nem
á
jus
tiça,
nem
á
boa
fé
de
quem
o emprega.
á
imitação
d
’
aquelles
Magos, lhe
rendam
incessantemente
as
homenagens
que
lhe
são devidas e
sigam
por conseguinte
o>
preceitos
que
elle
e
sua
Egreja
nos pre
screvem,
que
são
por
certo os
que
fasem
a
nossa
felicidade
n
’
esla
e
na
vida
eterna.
J.
MACHADO JUNIOK.
-----
—
—
Twr^tl-El-íTi-iiir-
—
Accusa
o
<Paiz»
a
existência
de
so
ciedades secretas
no
exercito,
com o
que
este
jornal
tem
dado
grande
cavaco.
A
nós,
porém,
que
vemos
as
coisas
por
um
prisma,
muito
diflerenie,
do
que
as
vê
a
folha histórica,
parece-nos
este
seu
ferro
poi
tal
motivo,
quando
menos,
uma
incohereucia.
Longe
de
nós
a
ideia
de
desculpar
se
quer
laes
associações,
de
que
o
orgão
do
partido
historico
tem
exibido
documentos
comprovativos.
Inimigos
declarados
da
maçonaria,
com-
batel-a-hemos
sempre,
como
sempre
a
le
mos
combatido,
em
toda
a
parle
onde
possamos
lobrigal-a.
U
que
porém
se
não
compreliende,
por
ser
uma
inconsequência
formal,
é que
quem
mais
a
tem
defendido,
em
outras
occa-
siòes,
e
quem
tanta
guerra
ha
feito
aos
catholicos
por
haverem
patenteado
os
pe
rigos
de
taes
associações,
appareça
agora
bramindo
de
raiva
contra
as
que
existem
uo seio
da classe militar.
Por
ventura
será
a
maçonaria
um
cri
me
exclusivo
do
exercito?
Será
ella
illegal unicamente quando
se
desenvolve
no
meio
das casernas?
Os
factos
e
as
leis
nao
permittem
se
laçam
taes
excepções.
Todos
sabem,
que
infelizmente o
ve
neno
tem
já
chegado a
todas
as
classes.
Não
é
só
uo
exercito,
não,
que
abun
dam
os
desgraçados
que
vivem
nas
tre-
vas,
escravisados
a
um
poder
occullo,
por
elles
desconhecido
e
ignorado.
A cada
passo
se
citam
factos
e
se
mencionam
nomes,
que
bem
provam,
quan
to
esta
seita
tenebrosa
se
ha
ramificado.
Como
é
pois
que
esses
factos
e
esses
uomes
tem
passado
desapercebidos ao
«Paiz»,
que
tão
serodiameote
despertou,
e
só
para
ralhar
da
maçonaria
militar?
Se
ella
é
um
crime
á
face
das
leis,
por
ventura tem
estas
força
obrigatória
apeoas
para
os
que,
professando
a
nobre
carreira
das
armas,
assim
a
deturpem?
Não.
A
lei
conderana
e
pune
indistinctamen-
te
todas
as
sociedades
secretas,
sejam
ou
não
militares
os
que
as constituem.
E
n
’este caso
ha
uma
inconsequência
da
parte
do
«Paiz»,
sendo
que
uào
póde
ser
uma
virtude
nas
outras
classes,
aquillo
que
na
militar
é
um
crime.
Nao
nos
admira,
nem
nos
causa
sur
presa,
a
leveíaçáo
a
tal
respeito
feita
ul-
timamente
pelo
jornal
do
partido
histó
rico.
Ha
muno
que
é
publico,
que
em
Por
tugal
existem
sociedades
secretas,
sem
que
até
hoje
ninguém
com
isso
se
tenha
im
portado,
a
não
serem
os
catholicos.
E
se
receutemeole
ellas
se
tem
con
stituído
mais particularmente
entre
os
mi
litares,
isso
prova
apeoas,
que
a
corrupção
e
o
despreso
das
leis
vão
em
augmeuto
de dia para
dia.
Sejamos consequentes
e
logicos.
Ou
a
maçonaria
é
um
crime,
e
n'esle
caso
o
«Paiz*
peça
indistinctamento
com-
nosco
a
applicação
das
leis
que
a
punem.
Ou
ella é
uma
virtude,
e
então
com
que
direito
se
hade
castigar
ella
nos
mi
litares?
Não
nos
tem dito
miríades
de
veses,
que
a
seita
é
ionocenle,
e
que
os
seus
íins
são
unica e
essencialmente
humanitá
rios
e
filantrópicos?
Mas
se assim é,
como esbulhar
os
----- ---------------------------- --
A’
redaoção do iComiuereio de
Minho».
Londres,
17
de
dezembro de
1875.
redor
entre
o
tumulo do
Santo
e
a
pa
rede
da
Egreja.
Vi
então
que
toda
a
gente
estendia
os
braços
ou
braço,
segundo
podia,
e
pu
nha
a
mão espalmada contra
o
sarcofago
que
contém
os
ossos
do
Santo,
e
assim
se
conservavam
por
algum
tempo,
oran
do
e
meditando
com
o
maior
fervor
e
devoção, que
se
percebiam
ser
os
mais
cordiaes.
Como
o
lado
do
tumulo,
que
parecia
ser
de
pedra
grosseira
ou
már
more
arrouxado por
polir,
estava lille-
raimente
corbelo
das muitas
mãos, que,
tanto quanto
podiam,
lhe
chegavam,
tive
difliculdade
para,
com
espera
de
minu
tos,
applicar
eu
lambem
a
minha
mão
direita,
de
longe,
e
uo
aperto,
á pedra
sagrada.
Os
sentimentos
em
mim
excitados
o
’
esse
momento,
juntos
com
um
cardu
me
de memórias,
de
recordações
de
varias
especies,
tocantes
á nossa
patria antiga
e
moderna,
á
sua
grandesa,
á
sua
reli
giosidade
(que
principalmente
foi
causa
d’essa
gtandesa)
e
ao
mesmo
tempo
á
sua
degradação,
abatimento,
e
insignifi
cância
actual
—
procedendo
principalmente
da
degradação
do caracler
nacional,
nas
classes
que
mais
o
deviam
zelar,—confes
so,
e
não
me
envergonho
de
dizel-o,
que
não
pude
conter
as
lagrimas
em
presen
ça
de
taes
emoções.
Hootem
todo
o dia,
durante
a
jornada
para
aqui,
não
me
dei
xavam
estas
ideias,
que
as circutnslaucias
de
hoje
vieram
ainda
avivar,
como
logo
direi.
Mas
não
quero
deixar
ainda,
de
notar,
que
emqtianlo
eu
fazia
diligencia
por
tocar
o
sepulcro
de
meu
Santo
An
tónio.
outro
clérigo
se
apresentou
a
di
zer
missa
ao
mesmo
altar,
e
de
novo
ain
da
veio
quasi
tanta
gente
e
tão
devota
como
ás duas
outras
missas ;
quantos
ainda
communganam
não
sei,
pois sahi-
mos
da
egreja
antes
que
terminisse
o
santo
sacrifício.
Hoje
deinorei-me
n
’e>ta cidade,
com
o
fim
principalmente
de ver
a
celebre
Universidade,
que
é mãe e avó
de
to
das as
outras
na
Europa
;
e
que
não
só
é
o
fóco
donde
primeiro
radiaram
pa>a
a
Europa
moderna
as
luzes e
as
scien-
cias,
d
’
onde
os
Antonio-Pinheiros,
os
João-
das-Regras,
etc.,
levaram
para
o
nosso
Portugal
as
semeyites
da
instrucção
e do
saber, que lá
tão prosperamente
fruclifi-
caram,
inas
d
’
onde
as
sciencias
físicas e
naturaes,
os
fenotneoos
da
electricidade
sobretudo,
contribuíram
aos
prodígios
da
locomoção,
da
telegrafia,
da
medicina,
etc.
Depois
de
visitar
pela manhã
uma mui
bella
egreja
adornada
com
a
elegância
e
gosto
qoe
uos
italianos
parecem ser
um
iustincto.
fui
visitar
o
Campo
Santo,
ou
cidade
magnifica
dos
mortos, onde
milha
res
de
monumentos,
inscripções,
memó
rias,
em
galerias
multiplicadas
e
longuís
simas,
apresentara
tantas
provas
de
co
mo
a
vaidade humana
até
se
esforça
de
sobreviver
á
morte.
Para
dar
ainda uma
escassa
descripção
d
’aquelle
labiriolho
da
morte,
seria
preciso
escrever
um grande
volume.
Baslar-me
ba,
pois,
dizer,
que
na
riquesa,
variedade,
bellesa.
engenho
e
rivalidade,
por
assim
dizer dos
monu
mentos,
se
observam
alli
immensos
es
forços
do
talento
Italiano,
bem
conhe
cido.
Fui
ver
depois
a
rica
e
bella
gale
ria
de pinturas
onde
brilham
com
abun-
dancia
obras
dos melhores
mestres
e
ar
tistas.
Afinal
fui
á
Universidade,
onde
por
vários
indícios, percebi
a
evidente
pa-
reulagem
da
nossa.
Não
posso
entrar
etn
detalhes;
mas
direi,
que tudo
ahi
mere
ce
a
fama
que
adquiriu.
A
livraria
é
im-
tnensa,
e
está
na
melhor ordem.
O
que
ahi
ha
de
mais
interessante
agora
é
um
Museu
de
Antiguidades
Egygcias, Etrus-
cas
sobretudo, e
Gregas
:
as
Etruscas
são
("Conclusão
do
n.° antecedente)
A
egreja, que
é
muito
espaçosa,
com
dois zimborios,
capella-mór,
capellas
e
galerias
lateraes,
eslava
cheia
mais de
me
tade com
multidão
de
gente,
de
todas
as
classes,
pobres,
ricos,
bem
vestidos
uos,
outros
pobremeute,
senhoras,
mulheres
do
povo,
meninos
e
meninas,
tudo
de
mis
tura,
como
se via
em
nossas egrejas
ha
40
ou
E0
ânuos
(hoje
não
sei
se
tam
bém o
liberanguismo
lerá
reformado
isso,
e
separado na
egreja
os
pobres
dos
ri
cos).
O
que
porém
com
muito gesto ad
mirei,
foi
vêr
a
egreja assim cheia
de
gente
a
ouvir
missa,
com tanta
devoção
e
compostura,
em
uma
sexta-feira,
em
que
não
havia
obrigação
de
missa.
Ao
tini
d
’esla
primeira
missa, que
ouvimos
desde
o
conftleor
(que
n
’este
momento
entrámos),
apresentaram-se
a
commungar
26
pessoas
;
descendo
o
sacerdote os
sete
degraos,
e
vindo
dar
a
communhão
em
baixo,
na
primeira
plataforma.
Finda
es
ta
missa
(que
devia
já
ser
a
terceira
ou
quarta,
pois
eu
já
tinha
ouvido
tocar a
ellas
ás
9
da
manhã) satna
a
gente
que
assistira
;
e
vindo
immediatamenle
outro
sacerdote
paramentado,
começou
outra
mis
sa. Então mais ainda
me
admirou
vêr de
novo eucher-se
a
egreja
de
gente
a
ouvir
esta missa,
a
que
assisti
lambem
com
o
meu
amigo. A
esta
missa
commungzram
mais
doze pessoas.
No
fim
d
’
esta
missa
levantamo-nos,
e
fomos
examinando
as
preciosidades numerosas
por toda
a
par
le,
de
pintura
e de
escultura que se ob
servam
na egreja
e
nas
varias
capellas
e
altares
; u
’
isto
vem
ouiro
clérigo
ao
al
tar
de
Santo
Aotonio,
e
torna-se
a
en
cher
de
nova
gente
a
egreja,
quasi
lanto
como das
primeiras
vezes
!
Não
assistimos
ao fim
d
’esta missa,
assim
não
sei
quantas
pessoas
ainda com-
mungaratn,
e
se
ainda
haveria
missas
e
mais
multidão
de
assistentes.
Vendo, po
rém,
correr muita gente
para
deiraz
do
altar
e
retábulo
de
Santo
Antonio,
que
fica
arredado
da
parede
posterior
da
egre-,
ja
uns
15
ou
20
palm<>s,
fui lambem,
com
ddliculdade, e
depois
de
alguns
mi
nutos
de
espera,
para
poder
entrar
com
a pinha
de
gente,
n
esta
especie
de
cor
■
pwv
. rrEia-.ngpas
-.-ir-r
rwr-
rv:
KsmTtsaaiESsvcsiERaKaa^^siKSj-
’
descobertas
mui
recentemenle,
e
são
no
tabilíssimas
e
singulares.
Talvez
diga
ou
tro
dia, alguma
coisa
mais
sobre
elllas.
A.
II.
SARAIVA.
P.
S.
de 6 de dezembro
de
1874.
—
Os
factos
escrupulosamente
por
ruim
re
latados
na
carta
precedente,
faz
agora
pouco
mais
de
um
anuo
taes
quaes
os
presenciei
na
egreja
onde
jazem
os
os
sos
do
nosso
Thauíiialurgo,
exemplificam
e
provam
de
maneira
notavelmente
im
pressiva
o
dicanl
Paduani,
(Padua
assim
o
confessa/
do
Responso
de Santo
An
tooio.
E,
como
os
leitores
não
deixaram
de
notar,
a circumstancia
que
referi,
de
indicar-se,
em
grandes lettras
azoes,
a
dtrecção
enfática,
nas
longas
ruas
que
le
vam
á
egreja
do
Santo
Portuguez,
á
sin-
gulatmenle
honrosa
e notável.
SARAIVA.
Leu-se
a
precedente
relação
com
inte
resse
no
Brasil;
porque
se não lerá
com
o
mesmo
em
Portugal
?
s
-----
—
r«wticiai8
d’3li0panhn.
A’
cerca
da
surpresa
d’
um
comboio aí-
fousista, na
estrada
de
Sanguesa
a
Tafalla,
temo»
os
seguintes
promenores
[Jma
pequena
columna
inimiga,
com-
pos
a
de
um
esquadrão
de
cavalleria
e
de
uma
companhia
de
imita,
deixava
lodos
os
dias,
pelas
10
horas
da
manhã,
Pam-
plom
para
e-cchar*
o
correio
á Venda
Branca,
situada
no
cammho
de Talalla,
entre
Tiebas
e
Noain.
Chegada
á
Venda,
esta
tropa
reunia-se
com
30
cavalleiros
pouco
mais oti
menos
e
uma
companhia
da
guarda
nacional
que
serviam de
es
colta
ao
correio que
partia
de
Talalla.
Quatro
companhias
carlistas
do
quar
to
batalhão
navarrez
e
um
destacamento
de
cavalleria,
ás
ordens
do
coronel
Or-
tigosa
e
do
commandante
Barraut,
foram
po-ta
fos
no
dia
16,
pelo
coronel
Men-
doza.
que
dirigia
a
operação,
nas
visinhan-
ças
da
Venda.
Duas
companhias
com
uma
secção
de
cavalleria
estavam
na aldeia
de
Oriz
e
outras
duas
companhias
com
a
ca
valleria
na
mesma
Venda.
Pelas
dez
e
um
quarto,
algumas carre
tas
do
comboio
principiaram
atravessar
o
caminho.
Um
voluntário
carlista
vestido
á
pai-ana
deteve-as.
Os
outros
que
vinham
atr
z
desconfiaram
cTalguma
cousa
e
pro
curaram
salvar-se-
A
nossa
cavalleria
não
os
deixou.
As
forças aíTrOsislas
conhecen
do
a
emboscada que
lhe
estava
armada,
em
logar
de
se
adiantar
fecharam-se
nas
casas
da
aldeia
de
Tiebas.
0
chefe
car-
!i'ta
não
pensou
n
aquelle
momento
senão
a
pôr etn
segurança
a
parte
do
comboio
que
tinha
tomado,
e
ordenou
ao
coronel
Orbgosa
de
marchar
immediataraente
pela
estrada
e
de
tomar
a
aldeia de
Noain
para
defender
o
caminho
de
Sanguesa.
Outras
tropas
se
preparavam
e
nre
tan
to
para
fazer
frente
ás
forças
de
Tiebas.
O
inimigo chegando
ao
entroncamento
do
cammho
de Saogucsa,
.
foi
atacado
pela
nossa
cavalleria
ás
«rdens
dos
chefes
Or-
tigosa
e
Barraut.
e
posto
em
fugida
até
as
alturas
de
Espelegana.
aonde outras
forças
aílonsinas
tinham
tomado
posição.
Depois
de
uma hora
e
me
a
de
fogo,
as
nossas
tropas,
que se propunham
-só
mente
a
conter
o
inimigo
para
dar
tem
po
ao conboio de
se
afastar, se
retira
ram
pouco
a
pouco
pela
montanha
de
Zolina,
e
foram
reunir-se
na
tilheira
de
Monteai. 0
chefe
carlista
mandou
vir
300
cavalgaduras
para
conduzir
o
comboio.
As
perdas
do inimigo
foram de
4
mor
tos,
muitos
feridos
e tres
prisioneiros
Além
d
’
isto
os
carlistas
apoderaram-se
de
um
comboio
de
grande
valor
(avalia
se
em
muitos
milhares de
piastras),
de
seis
ma
gníficos
carros,
de
cincoenta
e
dons
ma
chos
e
de
cinco
cavallos
com
seus arne-
zes.
GAZETILHA
Cortes. —
Abriram-se
no
dia
3
pela
uma
liora da
tarde. 0
chefe
d
’
estado
leu
o
discurso
da abertura.
Assistiram
á
ses
são
lodo o
ministério,
muitos
dignos
pa
res
e
alguus
deputados.
Incendi® a bordo.
—
Foi
destruído
por
um
incêndio o
navio-escola
inglez,
«Goltalh».
estacionado
no Tamisa.
Dos
463
alutanos
que
tinha a
bordo,
morre
ram
uns
20
e
o
professor
Wbeeler.
Os
restantes
salvaram-se
a
nado.
Tlaxismis. —
Dizia
Platão
:
o
maior
de
todos
os
males,
é
fazer
mal
a qual
quer pessoa.
—
E
’
melhor
soffrer
uma
injuria,
do
que
fazel-a,
dizia
o
mesmo
filosofo.
—
Aprendei
nas
conchas tio
Oriente,
diz
um
poeta
persa,
a
amar
os
vossos
ini
migos,
a
encher
de
pérolas
a
mão
que
vos
faz
mal.
Não
vêdes
aqoella
arvore
cober
ta
d
’
uma
nuvem
de
pedras?
Ella
não
dei
xa
cair sobre
quem
lh
’as
atira,
senão
po
mos
saborosos
ou auríferas
flores.
E
’
a
mesma
voz
da natureza
que
nos
grita
:
será
o
homem
o
unico,
que recuse
cu
rar
a
mão,
que
ficou
ferida
e
maltratada
de
lhe fazer
mal,
quando
as plantas
dão
o
balsamo,
que
vae
curar a
mão
de
quem
as
corta
?
®
luxo.—O
luxo,
dizia
Salignac,
con
-
funde
todas
as
condições,
eleva
a
obscu
ridade,
que
chegou
á opulência quasi
de
golpe por
meios
odiosos,
acima
da
ver
dadeira
nobresa. O
luxo
corrompe
os
cos
tumes
públicos,
excita
a
cobiça,
habitua
ás
intrigas
e
ás
acções
mais
indecorosas,
e
vae
minando
pouco
a
pouco
todas
as
bases ua
probidade.
Se
todos
olhassem
seriamente
para
es
tas
profundas verdades, quantas
misérias
se
não
evitariam
das
muitas
que
por
abi
se
ostentam
á
luz
do
dia
!
AlgtaiiH
faetog
laistorieos do
mez
eorrente.
—
Dia
1
—
Descobrimento
do
Rio
de Janeiro
por
Martins
Affonso
de
Sou-sa
—
Acclamação
de
João
V.
Dia
3
—
Morte
do
arcebispo
de
Lisboa,
D.
Rodrigo,
um
dos
restauradores
de
1640.
Dia
4
—
Morre
D.
Sancho
II.
Dia
6
—
Vasco
de
Gama descobre
a
An
gra dos
Reis,
em
1498.
Dia
7
—
Morre
D.
Diniz,
1323, —
morte
de
D.
Ignez de Castro,
1333.
Dia
9
—
Conquista
de
Silves,
em
1242.
Dia
10
—
Parte
segunda
vez
para
a
Ín
dia
Vasco
da
Gama, 1302—
E
’
eleito
o
1.®
palriarcha
de
Lisboa.
1717.
Dia
14
—
Vicloria das
linhas
d’
Elvas,
1639
Dia
16—E
’
coademnado
á
morte
Luiz
XVI.
1793.
Dia
21
—
E
’
guilhotinado
Luiz
XVI,
1793
Dia
27
—E
’
estabelecido
por
Clemente
VI
o
jubileu
secular,
1343.
Csxfsa
<le
penhere*.
—
Consta-nos
que
se
vae
abrir
n
’
esta
cidade
uma
caixa
fi
lial
da
Caixa
ecooomica
penhorista
do
Porto,
a
qual,
além
de
todas
as
opera
ções
bancarias,
dará
dinheiro
sobre
penho
res
de
qualquer
naturesa,
até á
diminu
ta
quantia
de 100
rs.
®rde>n do dia. —
O
commandante
general
da
província
de
Alava
publicou
a
seguinte
ordem
do
dia,
a 16
de
dezembr
o
de
1873
.
Voluntários
:
U
rei
nosso
senhor
(q.
D. g.)
dignou-
se
nomear-me,
pela
segunda
ver,
com-
mandatsle
general
d’
csta
provincia,
que
rendo
recompensar,
por
um
tão
grande
favor,
a
minha
fidelidade
ínabalavel
para
com
a
sua
augusta
pessoa
e
os
meus
sa
crifícios constantes
pela
causa
da
legitimi
dade
htspanhola.
Alavezes
!
vós
todos
me
conheceis
per-
feilatnenle
:
combati
ao lado
de
vossos
paes
durante
a gloriosa
guerra
dos
sele
amios.
Puz-me
á
vossa
frente
nos
primei
ros
dias
de
agosto
de
1870,
e
recordo
esta
data
com
enthusiastno,
porque
n
’
es-
las
tristes
circumstancias vós
vos
mos
trastes
os dignos
filhos
de
meus
antigos
companheiros de
armas,
e
provastes
o vos
so
animo
e
admirável
disciplina.
Desde então
nunca
vos
abandonei.
O
meu
pensamento seguia-vos
por
toda a
parte,
e
admirava a
vossa
paciência
nas
fadigas, o vosso valor
nos
combates,
a
vossa
dedicação
no sacrifício
e
a
vossa
generosidade
na
vicloria.
A
minha única
ambição
era
ser
vesso
companheiro
no
heroísmo
: hoje este so
nho
cumpriu-se.
porque
eu
combaterei
comvosco
a
revolução impia que
detesta
a
relegião
de
nossos
paes,
empobrece
e
humilha
a
patria
de Pelaio,
e
repelle
o
rei
legitimo
de
Hispanha.
Contando
com
a
vossa
lealdade
e
disciplina,
nós com
bateremos
sempre
com
vantagem,
contra
esse
exercito mercenário que
atraiçoa
os
seus
juramentos.
Cem
vossas
virtudes
militares,
t;ós
sal
varemos
a
religião
de
Jesus Chrislo no
nosso
paiz,
restituiremos
á
patria a
sua
antiga graudesa,
daremos
á
Hispanha
um
rei
chrislão
e
fidalgo,
e
conservaremos
em toda
a
sua integridade
as
nossas ve
neráveis
franquias;
porque
se
a
revolu
ção
ameaça
arrancar-nol-as
e
rasgar
o
co-
digo
em
que
ellas
estão escriptas, nós
não
devemos
deixal-as
arrancar
até
que
as
folhas
d’
este
codigo
não
caiam
por
terra,
molhadas
no
vosso
sangue
e co
brindo
de
gloria
os
nossos
cadáveres, por
que
mais
vai
morrer
com
dignidade do
que
viver
escravos
envilecidos.
Voluntários
:
Eu
espero
impaciente
a
hora
do
com
bate,
porque
o
combate é
a
vicloria
pa
ra
os
alavezes
disciplinados
ainda
que
el-
les
luctem
com
forças
muito
mais
nume
rosas.
Marchemos
tinidos
e
cerrados
a
colher
novos
loures,
tanto
mais
gloriosos
quanto
mais
numerosos
forem
os
nossos
inimi
gos.
Se entre
vós
houver
algum
inimigo
occulto
que
procure
desanimar-vos,
mos-
trae-m
’o
e
justiça
será
feita
Alaveses
;
Viva
a
religião
!
Viva
Carlos
VII
!
Vivam os
nossos
fueros !
Vosso
compatriota
e
commandante
general,
Francisco
Saenz
de
Ugarte.
lEgíailo
«lo
mercatlo
em
4 <1<»
correBate.—
litros
ou
Alqueire
16,110.
Trigo
50
800
Milho
abo
37.5
600
Centeio
34
545
Milhão
branco
41
6f>0
Dito
amarello
39
625
Cevada
32
5
520
Feijão
vermelho
62,5
10000
Dito
amarello
52
5
840
Dito
branco
56
895
Dito
rajado
45
720
Dito
mitido
37.5
600
Balatas
30
480
Azeite
181
almude
40330
®3
eaffrea
dto
íP»E-sá.—Lemos
n
’uma
correspondência
do
Rio
de
.lanei
ro
:
«Chegam-nos do Pará
noticias
de gru
vidade
com
rela
ção ao
cpníliclo
em
que
ha
muito
alli
se
encontram
portugueses
e
brasileiros.
Tendo cumprido
sentença
judicial
o
celebre
proprietário
da
«Tribuna»,
capitão
Nery,
fora
posto
em
liberdade.
Aprovei
tando
esse
facto
promoveram
os
tribunos
uma
manifestação
com musicas, foguetes
e
vivonos.
Era
facil
de
prever
que
dege
neraria em
scenas
anarchicas
lodo
aquelle
enthusiasmo.
Para
evitar
desagradaveis
con
(lidos,
a
manifestação
foi
mandada
dissol
ver.
Os
tribunos
procuram
resistir,
pri
meiro
desacatando
a
ordem
superior,
de
pois
recorrendo
a
meios
violentos.
A auctoridade
para se
faser
respeitar
teve
de
empregar
a
força,
resultando
ha-
»er
alguns brides
e
varias
prisões.
Como
eia
de
esperar,
os
ânimos
fica
ram
exallsdissimos
e
o tribuno Nery
pro
clamara
convidando
o
povo
a
nova ma
nifestação,
mas aconselhando-lhe
a
íisesse
armado».
Vê-se.
pois,
que
é
grave
a
situação
dos
nossos
compatriotas
residentes
no
Pa
rá.
Veremos
que
medidas
toma
o nosso
governo,
em face
d
’
eslas
noticias
verda-
deirameote
inquietadoras.
^•wrtidía.—
Partiu
hontem
para
Lis
boa
o
ex.
mo
conde
de Berliaudos,
que
vae
tomar assento
na
camara
dos
deputados.
S.
ex.
a
foi
acompanhado
até
á
estação
do
caminho
de
ferro
por
grande
numero
de
cavalheiros,
alguns
dos
quaes
o
acom
panharam
até ao
Porto.
Novena.
—
Na
próxima segonda-feita
começa
a
novena
de
S.
Sebastião,
nas
Carvalheiras.
«Slinrio alo Ctomsnoreio». —
Com
este
titulo
começou
a
publicar-se
em
Lis
boa
mais
um
jornal,
cujo
piimeiro
n.0
recebemos.
No
seu
artigo-programma
de
clara que não
está
filiado
em
nenhum par
tido,
e
que
a
sua
política
será
a
política
do
paiz;
que «o
commercio.
a
industria,
todas
as
fontes
de
que
dimana
o
progresso
moral
e material
do
povo»,
são o
topo
das
Mias
aspirações.
Noticiando
a
sua
apparição,
saudamos
o
no
o
coilega.
tLoteriA <1<
b
@3 sle dezembro
<le
astS.
—
Na
lista
dos
prémios
que
na
loja
feliz
do
snr.
Loucenço
Marques
d
’
Ali»eida,
do
Porto,
se
venderam
na
loteria
de
23
de
dezembro,
incluem-se
os
seguintes
:
N.u
1:908—
90:000^000
réis; 19.499-
22:500^000
réis;
4
712-4:590^000
réis
;
683—4:500^000
réis;
4:480
—
4:500^000
réis;
1:907—4:0500000; 1:909—4.0300
réis;
além d’
esles, 2
de
9000000
réis
;
17
de 5400000 reis
;
152 de
4300000
réis
;
e
287 de
900000
réis.
D
’
esles
prémios
foi
a maior
parle
vendida
nas seguintes
ter
ras
:
Agueda,
Barcellos,
Castro
Marim,
Ce
lorico
de
Basto,
Celorico
da
Beira,
Gui
marães,
Izeda,
Lagoa, Lagos,
Leiria, Mi-
randella.
Monção,
Oliveira
d
’
Azemeis,
Pe-
nafiel,
Ponte
do
Lima,
Regoa,
Vallença,
Vianna,
Villa
Beal
e
Vizeu.
CaHBpanhiii
littems-ia
<2o
BBr»rêo.
—
Vimos
uma
crdlecçào
das
bellas
gravu
ras
de
que
é adornada
a
edicção
do ro
mance
1). Quixole
de
la
Mancha,
que
está
sendo
feita
pela
«Companhia
litteraria» do
Porto.
Os
desenhos
são
do
afamado
artista
Gustavo
Diré
e
as
gravuras
de
H.
Pisan.
A
traducção
portugueza
foi
em parle
feita
pelo
finado visconde
de
Castilho
e
com
pletada
pelo
snr.
Pedro
d’
Amorim
Vianna.
Sabemos
que
d
’
esta
edicção
sómente
se
rão
tirados
tantos
exemplares
quantos
fo
rem os
assiguantes
;
por isso
aquelles
que
desejarem
fazer
esta
óptima
aequisição
de
vem dirigir-se
quanto
antes
ao
gerente
da
«Companhia
litteraria»,
Largo
dos
Marty-
res
da
Patria,
n.°
132, Porto.
Resta-nos
agradecer
a
estampa
qoe
ga
lhardamente
nos
foi
oflerecida
pelo snr.
Campilho, agente d’
aquella
companhia.
Chegada.—
Regressou
ante-hontem
a
cidade,
vindo
da
do
Porto,
onde
foi
pas
sar
com
sua
faindia
as
festas
do
Natal,
o
exc.
mo
dr.
Antonio
Cardoso
e
Silva
Joaior,
digníssimo
administrador
d’
este
concelho.
Fasse.
—
No
dia
3
tomou
posse
da
ad
ministração o’
este
municipio
a
nova cama
ra,
ficando
com
a
presidência
e
incêndios
visconde
de
Pindella, vice-presidente
e
fis
cal dr.
Penha
Fortuna,
obras
e
ageas
Fer
nando
Castiço,
expostos
Madureira,
illumi-
nação
Bahia, cemiterio Ribeiro
da
Cruz
e
arvoredo
Faria
Ribeiro.
Recebedor.
—
Foi
nomeado
recebe
dor
da
nova
comarca
d’Amares
o
snr.
Jo
sé
Joaquim Barbosa.
Hospêtal «1» s. ivflfta-effls.—
Conhe
cendo
a
Mesa da
Misericórdia,
administra
dora do Hospital de
S.
Marcos,
os
iele-
vautes
serviços
alli
prestados
pelas
ires
irmãs
hospitaleira»
da
ordem
de
S.
Fran
cisco,
cuja
entrada n'aquelle
estab-
lecometi-
lo
ha
tempos
noticiamos,
um
dos
dignos
mesarios
foi
a
Lisboa
a
fim
de
acompanhar
mais lies
das
teiigiosas
d’
aquella
ordem,
as
quaes
chegaram
hontem
a
esla
cidade.
Tão
óptima
medida
merece
os
maio
res
louvores de
todos
os
homens
de
hem,
que
sabem
apiedar
devidamenle
as
cha
madas
«ideias
modernas».
Felicitamos
os
pobres
enfermos
que
precisam
ou venham
a
precisar
dos
bene
fícios
d
’aqtielle
pio
estabelecimento.
MnsítisaieiaS®
á int!ej»ens!eneta tS<»
—
Lê-se
uo
«Bem
Publico»:
Trata
se
de
levantar um
monumento
á
iodependeocia do
Brazil,
proclamada
por
D.
Pedro
i.°
A este respeito
lè-se
no
«Apos
tolo»
:
«O
Monumento
do
Ypyranga
—
Recebe
mos
e
publicamos
com
muito
gosto
a
se
guinte
proclamação,
para
a
qual
chamamos
á
atleoção
dos
brasileiros.
E
’
triste
qtie
até
o
presente
ainda
não
se
tenha
assig-
oaiado
o
logar
onde
foi
ouvido
o
grilo
—
Independencia
ou
morte
—
pelo
fundador
do
impei
io
!
«D
’
este
criminoso
olvido
são
pritici-
palmente
responsáveis
os
governos
que
suc-
cederam-se
ua
provincia
de
8.
Paulo
e
mais
uma
vez
deram
inconveniente
desti
no
ás
quantias
recebidas
para
serem
;
p-
plicadas
exclusivamente
ua
erecção de
um
monumento
oas
campinas
do
Ypyranga.
«Tratou-se
de
levantar
uma
estatua
a
José
Bonifácio,
aqui
na
corte,
e
o
Ypyrau-
ga
continuou
a ser
um campo
deserto
!
«Ainda
bem
que
S.
Paulo
não
s-:
fez
representante
ua
inauguração
de
titi'.,
es
tatua
informe
e
que
foi
feita
para
embelle-
zar
um
largo,
mui»
do
que
para
significar
a
gratidão
dos contemporâneos
a
um
dos
cooperadores
da
independencia
do
império.
«Fazemos
sinceros
votos
para
que
seja
feliz
a commissão
encarregada
de colher
donativos
para
o
monumento
do
Y
;<yrai>ga,
e
consiga
levar a
efleilo
tão
patriótica idéa
que
de outro
modo
nunca se
realisará.»
Fazem
muito
bem
os
brazileiros
em
quererem
levamar
no
Ypyraoga
um
mo
numento
ao príncipe
que
retalhou
a
sua
patria
para
se
arranjar mais
depressa
um
throno, a
que
se
ambicionava
subir
aules
de
tempo.
O
que
havemos
de
qualificar
sempre
de
acto
de
grande
vileza
é
o
mo
numento
que
a
esse
mesmo
príncipe
se
levantou
aqui
no
Rocio.
Os
porttignezes
podem
perdoar
o
grito
do Ypyranga,
po
dem
invocar
as
circumstancias
altenuantes,
mas
não
podiam,
nem
deviam
esquecei-o.
Notieãaa
«2t*
BS»ajpwnlí»sa.—
O
gover
no
de
Madrid
alardea
tanto
das
snas
foiças
contra
os
carlistas,
que
se
torna ridículo,
e
faz
suppor
que
faz como
as
creanças
que
cantam
e engrossam
a
voz
quanto
pó-
dem
quando estão
com
medo.
Ultiuiamen-
te
os
seusjornaes,
fazendo
alardo
das
suas
forças,
elevaram-n
’
as
a
perto
de
300:000
homens,
dos
quaes
160:000
só
de
infm-
teria,
estão
actualmenie tio Norte,
já
não
fallamlo
da cavailaria
e arlilheria
;
e
ao
mesmo
tempo
não
se
envergonham
de
di
zer,
e
os
seus
amigos
de
repetir,
qne
<a«
forças
caHislas
não
passam de 25:000.
ho
mens
e
100
canhões.»
Isto
é
lavar
a
co
bardia
até
ao
cynismo
!
Que
fazein
pois
esses
valentes,
que
sendo
mais
de
6
con
tra
1, não
se
atrevem
ainda
a
altacar
!
Nós
sabemos que
os
carhstas
estão pos
suídos
de
animo
até
ao
heroísmo,
e
arro
jo
até
á
temeridade;
os
jornaes estran
geiros
são
unanimes
etn
dizer
que
nas pro
víncias
vascas
até
os liberaes
de
boa
fé,
vão
abandonando
a
causa
de
D.
Affonso,
e
se
alistam
nas
liteiras
carlGtas
para
de
fenderem
os
seus
caros
fueros,
que o
go
verno
d
’
este desgraçado
teve
a
insigne
torpeza
de
ameaçar,
e
de
açular
os
seus
mastins
para
ladrarem
contra
esta
institui
ção,
mais
que
secular,
e
que
é
a
condi
ção sine
qua
non
da
sua união
á
Hispa-
nha.
Sabemos
isso,
mas
lambem sabemos
que
o
povo
e soldados
napolitanos
acha
vam-se
possuidos
de
eguaes
sentimentos,
e
comtudo
foram
vencidos
pela traição
com
os
dinheiros
do
Piemonte,
e
com
a
hypo-
criía
cumplicidade
de
Napoleão
III.
Quando
vemos
os
preparativos
impo
nentes
do
governo de 1).
Aflonso
para
es
magar
o
carlisrao,
dá-nos
que
pensar a
cegueira
dos
que
não
véem
que
é
D.
Car
los
que
sustem
os
partidos
revolucionários
para se
não
lançarem
como
lygres
contra
o
principe
de
Madrid;
e
far-lh
’
o-hatn
lo
go
que
se
abata
a
bandeira
carlista.
Segurua de vida.—
Na
Allemanha
conta-se
um
seguro de vidas
por 29
ha
bitantes;
nos
Estados
Unidos
da
America
1 por
34; na
Inglaterra
1
por
48
; e
na
França
1
por
350.
Em Portugal
também
n
’estes
últimos
tempos
se
tem
geneialisi-
do
este rysteina, e
só
o
banco
União
do
Porto
tem
realisado
grande
numero
des
tas
operações.
Inatrueção
primaria.—
Nos
Esta
dos
Unidos
da
America, na
Suissa
e
Di
namarca
a despeza
annual
d’
esle
ramo
de
serviço
impõe
a
cada
habitante
a
contri
buição
de
5
francos.
Na
França
e Norue
ga
este
imposto
é
de
I
e
meio
franco.
Na
Suécia
é
de
1
franco
e
25
cêntimos. Na
Hispanha
e Grécia
é
de 1
franco.
Na
Ita-
lia
é
de
55
cêntimos ;
e
em
Portugal
de
33
cêntimos,
ainda
menos de
60
réis !
Parece-nos
que o jornal
francez,
d
’on-
de
exlrahimos
esta
noticia,
não
está
bem
informado
a recpeito
do
nosso
paiz
; por
que
abrindo
as
paginas
do
orçamento
não
vimos
consignada
verba de despeza
que
corresponda
a
laxa
tão
devida.
A
TODOb sem
medicina,
pur
gantes
nem despezas
com
o
uso
da
delicio
sa
farinha
de
saúde,
Certifico:
Que
com
o
uso
da
Reva
lesciére, obtive
na
minha clinica
varias
cu
ras
etn
moléstias
gravíssimas
em
alguns
clientes
residentes
n
’
esta
cidade,
lembran
do-me
o
de D.
Filippe
Zappina
emprega
do
publico,
hoje
administrador
da
alfan-
dega
de
Manila
nas
ilhas Filippinas,
a
de
D.
Amélia
Gomes,
casada
com
um
chefe
do
exercito,
a
qnal
continua
a melhorar
tom
o
seu
uso;
de
D.
Ramon
Alonzo,
rapaz
de
vinte
annos que
soffria
havia
al
guns
mezes
de
uma
moléstia
de
peito de
muita
gravidade.
E
para
fazer
constarem
toda
a parte,
a
assigno
em
Cordova em
13
de
outubro
de
1873.
Doutor
Manuel
Saens
de
Tejada.
Seis
vezes
mais
nutritiva
do
que
a
car
ne
sem
esquentar,
economisa
cincoenta
vezes
o seu
preço
em
remedios.—
Preços
fixos
da
venda
'
por miúdo em toda
a
pe
nínsula
:
Era
caixas
de
folha
de lata,
de
4
/
4
kilo,
500
;
de
*/
s kilo
800
rs
;
de
ura
kilo, IçiíOG
reis;
de
2
l/
t
kilos,
3$200
reis;
de
6
ki
los,
6$400
reis,
e
de
12
kilos,
12^000
reis.
Os
biscoitos
da
Revalesciére
que se
po
dem
comer
a
qualquer hora,
vendem-se
em
caixas
a 800 e l$400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a
saúde
é
a
ílevRÍemrière
cheveolatasfia
;
ella
res
titua
o
appetlite,
digestão,
somno, energia
as
carnes
duras
ás
pessoas,
e
ás
creanças
a
mais
fracas,
e
sustenta
dez vezes
mais
que a
carne,
e
que
o
chocolate
ordinário,
sem esquentar.
Etn
paus, ou em
pó
em
caixas
de
folha
de
laia delO chavenas, 500 reis;
de
24
chave
nas,
820
reis;
de
48
chavenas,
l$400
;
de
120
chavenas,
3^200 reis,
ou
25
reis
cada
chavena.
BAItBY
BARBT
C.a
--*Pla-
ce
Vendòme,
26,
Pariz; 77
Regent
Street
Londres;
Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharmacuilicos,
droguistas,
mer-
cieiros,
etc.,
das
províncias
devem
diri
gir
os
seus
pedidos
ao
deposito Central
;
snr.
Serzedello
&
C.a
Largo
do
Corpo
Santo 16,
Sbisbwa»,
(por
grosso
e miudo);
Carlos
Barreto,
rua
do Loreto,
28;
Bar
rai
&
Irmãos,
rua
Áurea,
12.
Porto, J.
de
Sousa
Ferreira
&
Irmão,
rua
da
Ba
nharia
77
; de
Sequeira
;
J.
Pinto
;
Desí-
ré
Rahir
;
Cetmhra,
V.
Botelho
de
Vas-
concellos
;
Aveiro,
F. E.
da
Luz
e Costa,
pharm.;
Boreelloa,
Ramos,
pharm.;
ítriiga,
Pharmacia
Maia,
rua
dos
Chãos,
Pipa & Irmão,
rua
do
Souto,
Domingos
J.
V. Machado,
praça
Municipal.
Figweira,
Antonio
Vieira, phartn.;
Gsismarães,
A.
J.
Pereira
Martins,
pharm.
;
Pena-
filei,
Miranda,
pharm.
;
Ponte do
X4nsa,
A.
J.
Rodrigues
Barbosa,
pharm.;
Po-
voa
d® TssrKíen,
P.
Machado
de
Oli
veira,
pharraa.
;
íia>
Cw»tel8»,
Aflonso
e
Barros,
droguistas; V1J1»
da
Cende, A. L.
Maia
Torres,
phartn.
Torquato
Ribeiro,
de
Guimarães,
an-
nuncia
ao
publico,
que
os
seus carros
que
tinha
de
sociedade
com
José
Martins
Fon-
tão
Lage,
dLsta cidade
para
Guimarães,
fica
do
dia
6
em
diante
com
sociedade
com
Bernardo
José
Pereira.
Sae
de
Braga
ura
ás 5 horas
da
manhã
e
outro
ás
6,
che
gando
a
Guimarães
o primeiro
ás
8
e
o
outro
ás
9
da
manhã,
e
de
tarde
sae
de
Braga
ás
2
e
chega
a
Guimarães
ás
5
Vi-
ce-versa.
Sae
de
Guimarães
ás
6
da ma
nhã.
um,
chegando
a
Braga
ás
9.
e
de
tarde
sae
um á uma
hora
e outro
ás
duas
chegando
a
Braga
o
primeiro
ás
4,
e
o
segundo ás
5.
Tem
um quarto
(''hora
de
demora
tanto
na
ida
como
na
volta,
nas
Taipas.
e
®
as
Paquetes
a
sair de
Lisboa:
DOURO
14
de Janeiro
|
MINHO
.
.
29
de
Fevereiro
MONDEGO
.
29
de
»
|
NEVA
.
.
13
de
Março
ELBE
.
.
13
de
Fevereiro
|
GUADIANA .
29
de
«
O
paquete
de 13
toca
em
S.
Vicente, Pernambuco,
Bahia,
Rio
de
Janeiro,
Montevideu
e Buenos-Ayres.
O
paquete
de
29
toca
em
S.
Vicente,
Rio
de
Janeiro,
Montevideu
e
Bue
nos-Ayres.
Qs
gsreços gtio muito
raMaveiK
Esta
companhia
para
maior vantagem,
resolveu ter
a
bordo
de todos
os
seus
vapores,
criados
e
cosinheiros portuguezes
para
servirem
os
passageiros
de
todas as
classes,
cujo tratamento
se
torna
hoje o melhor
possível.
Cada
passageiro
de 3.
a
classe tem
grátis,
belixe
com
colchão e roupa
de
cama,
vinho
e comida
á
portu-
gueza,
tudo
em
abundancia.
O
transporte
do
caminho
de
ferro
até
Lisboa
é
por
conta
da companhia
bem
como
outras
despezas.
Para
mais
esclarecimentos
prestam-se em
casa
do
agente
n
’
esta
cidade,
rua
do
Souto
n.°
43.
—
Em
Braga.
João
Manoel da
Silva
Guimard s.
(V«>
Preços t
De
Braga
ás
Taipas
160
e
a
Guimarães
240
rs.
Vice-versa
de
Guimarães
ás
Tai
pas
80
rs.
e
a
Braga
240.
Eseriptorioa >
Em
Braga,
em
casa de
Domingos
Al
ves
Pereira,
Praça
do
Barão
de
S.
Marti-
nho,
n.°
1,
e
em Guimarães em
casa
de
Francisco
José
de
Sousa
Guimarães,
no
Tomai,
n.°
4
e
5.
2902
Bernardo
José Pereira
BANCO
DE
BRAGANÇA
2888
No
dia.
10
de
janeiro
proximo pelas
11
horas da
manhã,
terá
logar
a primeira
reunião
ordinária
da
assembleia
geral
na
edilicio
do
Banco
para
os fins
designados
uo
artigo
33.°
do
Estatuto.
Bragança,
31
de
dezembro
de
1875.
O
presidente
da
assembleia
geral
José
Carlos
Ledesma
Pereira de
Castro.
DU
BARRY
de
Londres.
ST
anno» «Vinvarimvei
aatoesao
1
Nenhuma
enfermidade
resiste
á de
liciosa
Revalesciére Mue cura
as
indiges
tões
(despepzias)
gasttica,
gastralgia,
lie,
gma,
arroios,
amargor
na
bocca,
piluiias-
nauseas,
vomites,
irritação intestinal, dia<-
rliea,
dizeuteria,
cólicas,
tosse,
alhsma,
fal
ta
de
respiração,
oppressão, congestões,
mal
aos nervos,
diabethe, debilidade,
todas
as
desordens
no
peito,
na
garganta,
do
alito, das bronchites,
da
be\iga,
do
fíga
do,
dos
rins,
dos intestinos,
da
mucosa,
do
cerebro
e
do
sangue,
75:000
curas
en
tre
as
quaes
contam-se
a
de
8.
S. o
Pa
pa,
do
duque
de
Pluskow,
da
ex.
ma
snr.
a
marqueza
de
Brehan,
do
doutor
Manuel
Saens de
Tejada
da
Universidade
de Cor
dova, etc.
etc.
Mr.
Liviugstone,
celebre
explorador
da
África
central,
no
seu relatorio
que
fez
á
Sociedade
Real
Geográfica de
Londres
so
bre
a
sua
viagem diz:
sOs
habitantes
da
província d
’
Aogola
«parecem
gozar
uma
grande
fellicidade,
el-
«les
não
precisam
nem
médicos
nem
pur-
«ganles,
o
seu
principal
alimento
sendo
a
«.Revalesciére
que
Du
Barry
trouxe em
«Europa,
veem-se
isentos
das
moléstias,
«e
a
tisica
pulmonar,
escrophulas,
eropin-
«gens, câncer,
febres,
difliculdade
de
eva-
»cuar.
diarrhea,
etc.,
etc.,
são
moléstias
«complelamente
desconhecidas, como
lam-
«bem
desconhecem
as
bexigas,
o
saratn-
«po,
etc.»
Certificado
do
Dr.
Manuel
Seans
de
Te
jada,
doutor
da
faculdade
Medica
Cirúr
gica,
lente
da
Universidade
livre
de
Cor
dova,
medico
em
proprio
e
do
caminho
de
feno
de Merida a
Sevilha,
etc.
DESPEDIDA
O
deputado
Jeronymo
da
Cunha
Pimen-
lel
despede-se
por
este
meio
das
pessoas
das
suas
relações,
pedindo
desculpa
de o
não
poder
fazer
pessoalmente,
e
a
todos
ufferece em
Lisboa
o
seu
limitado
présti
mo.
Manoel
José
Marques,
Narciso
José
Mar
ques,
José
Antonio
Marques, Bernardo
Jo
sé
Fernaodes
Carneiro
e
Antonio
Joaquim
Loureiro,
agradecem
por
este
meio,
na
impossibilidade
de
o
fazer
pessoalmente,
a
todas
as
pessoas
que
os
obsequiaram
por
occasião
do
fallecimento de soa presada
esposa,
mãe
e
sogra.
A
lodos
protestam
sua
infelevel
gratidão
e
eterno
reconheci
mento.
(2884)
Manoel
José
Barbosa
de
Brito,
e
suas
emheadas
Candida
Gonçalves
de
Carvalho
e Brito, e
Antonia
Maria
Gonçalves
de
Car
valho
e
Brito,
não
podendo
pessoalmente
como
muito
desejavam
agradecer
a
todas
as
excelieotissimas
senhoras
e
senhores,
que
se
dignaram
cumprimenlal-os
por
oc
casião
do
fallecimento
de
sua
chorada
es
posa
e
mãe Maria
Rosa de
Carvalho
e
Bri
to,
veem
por
este
meio
dar
publico
teste
munho
de
seu
reconhecimento
e
gratidão,
com
especialidade
ao snrs.
ecclesiasticos
que
graluitaraenle
se prestaram assistir
aos
suflragios que
por
alma
da
mesma
se
fize
ram
na
venerável Ordem
Terceira. (2883)
Rio
de
Janeiro,
Montevideu,
Buenos-Ayres,
Valparaiso,
Arica,
Islay e Callao
CARREIRA
QUlKZESTAIt
PARA PERNAWBVCO K UAH1A
A
CosíipimEain
reduziu
os
preços,
conservando
as
mesmas
vantagens
como
até
aqui
tem
offerecido
aos
snrs.
passageiros:
exeeíJentes eotmnoilo», liam
tra-
tmuento,
bastante
espaeo
para bajjnçjens e viag«na rapidas,
pois
que
OS
JPasqwetes
alo
Pzteiíleo
tem
gasto
sómente
8 3
dias de lãsboa ao Rio de
Janeiro.
Preços
das
passagens
incluindo
o
caminho
de
ferro
do
Porto
para
Lisboa
3.*
CLASSE
2.*
CAMARA
1.*
CAMARA
Pernambuco
....................................................
40&000
81&000
108&000
Bahia..............................................................
4(4000
90S000
117&000
Rio
de
Janeiro...............................................
45^00(1
90^000
121&500
Montevideo e
Buenos-Avres
..........................
54^000
90&000
157^500
Valparaiso,
Arica,
Islay
e
Callao
....
126&000
189P00
308^500
Críatnçaa
dos
paissageiros
Até
aos 12
annos
meia
passagem.
A
‘
é
aos
8
annos a
quarta
parte.
Até
aos
3
annos
grátis,
uma
só
de
cada
família.
Todas
as
terças
feiras
sahirá
de
Lisboa
um
paquete,
os
passageiros
de
3.
‘
classe
teem
beliche
com
colchão
e
roupa, comida
a
portugueza em
abundancia
e vinho duas
vezes
por
diz
AGENTES EM BRAGA
—
Almeida &
Bereria.
Trata
a passagem a
pagar á vista e a prazo com fiança,
fK
*)
DTO.JE5.
SUMIA
1
Wllil
PRIMEIRA
E
ANTIGA
|g
RORIZ
I
CASA
FELIZ
POKTO
NA QUINTA DE
RORIZ
PORTO
3-EUA DAS
FLORES-1,3
(
junto
à
egreja
da
misericórdia
)
1
-
RUA
DAS
FLORES
-
3
(JUNTA
à EGRAJA DA
MISERICÓRDIA)
.
SORTE
GRANDE .ín
5.0C0S000
JOSE
’
I.
FERREIRA
RORIZ
fornecedor
da
casa
real
DEPOSITO
CENTRAL,
RUA
DAS FLORES,
35
37
E 39
CI
proprietário
annuncia
aos
seus
fregueses,
e
ao
publico,
que
em
todo
o sabão
fabricado
na
sua
fabri
ca,
e que
na
mesma
se
vender,
ou
no
Deposito
Cen
tral,
se
fará
o
desconto
de
6
por
cento
sobre
os
pre
ços
estabelecidos,
de
uma
caixa
para cima.
Satisfaz-se
com
promptidão
qualquer
pedido
que
seja
feito
do
di
to
genero,
taoto
d’
esta
cidade
como
das
províncias
e
se
garante
a
sua
boa
qualidade.
BANCO
DO
MINHO
São
convidados
os
snrs.
accionistas
d’
es-
te
Banco
a
reunirem-se
em
assembleia
geral
ordinaria,
no
dia
15
do
proximo
futuro
mez
de
Janeiro
pelas 11
horas
da
manhã,
na
casa
do
mesmo Banco,
para
os
fins
determinados no
artigo 34.®
dos
Esta
tutos.
As
listas
dos
snrs.
accionistas
entre
gam-se
aos
que residem
no
Porto,
na Cai
xa
Filial
do
mesmo
Banco.
Braga
e
Banco
do
Minho,
31
de
dezem
bro
de
1875.
O
vice-presidenle
do
Conselho
Fiscal,
2889
João Luiz
Pipa.
Amoreiras
e
nogueiras
2900
Vendem-se
na
quinta
do
Avellar,
na rua
de
S.
Geraldo.
Banco
Comrnercial do
Braga
Convidam-se
os
snrs.
accionistas
d
’este
Banco
a
reunirem-se
em
assembleia
geral
no
dia
10
do corrente,
pelas
10
horas
da
manhã,
na
casa
do
mesmo
Banco,
para
os
fins
designados
no
art.
25
dos
Estatutos.
Por
ordem
do
exc.mo
presidente
da
as
sembleia
geral.
O
secretario
Gonçalo
Antão
de
Macedo
Sá
e
Abreu.
As
listas
dos
snrs.
accionistas
acham-
se
á disposição dos
mesmo
snrs. na
lhe
—
souratia
do
Banco,
e
no
Porto
na
Caixa
Filial.
COADJUTOR
Precisa-se
d
’
um
em
uma
freguezia
pro
ximo
d
’
esta
cidade.
Quem se
achar
ha
bilitado para
isso
queira
participar
n
’esla
redacção.
290
1
Banco
Agrícola e Industrial
dá
Estremadura
São
convidados
os
snrs.
accionistas
d
’
es-
le banco
a
fazerem
a
qninla
e
ultima
en
trada
de
20 p.
c.
ou
10^000
reis
por
acção
desde
o
dia
3
a 8
de
janeiro
pro
ximo.
Porto,
séde
do
banco,
praça
de
Car
los
Alberto,
92.
Lisboa,
rua
dos
Bacalhoeiros,
51,
ca
sa
de
David
Gonçalves
Chaves.
Braga,
casa
de
João
Baptista
Lopes.
Em
conformidade
com
o
artigo
56,
§
unico
dos
estatutos
d’
este
banco
previ
nem-se
os snrs.
accionistas
que
não
fize
rem
a
entrada
acima
pedida
dentro
do pra-
so
acima
marcado que
terão
a
pagar
mais
um p.
c.
por
mez pela
demora
que hou
COMPHA
E
VENDE
InscripçSes de
assentamento
Ditas
de
eoupons
Ditas de
divida externa
Títulos hispanhoes
internos
Ditos
externos
Coupons dos ditos já vencidos
©O* Sacca,
toma
letras
e
dá
cartas
de
credito
bre
Lisboa
e
diversas
praças
estrangeiras,
e
se
encar
rega
de
compra
e
venda
de
titulos
de
divida
publica
nas
mesmas
praças.
ver
ern fazer
até
o
máximo
de
12
mezes,
a contar do
ultimo
dia acima
indicado
e
findo esse praso
serão as
acções
em
questão
consideradas propriedade do
ban
co,
sem
que
tenham
direito
a
reclamação
alguma.
Previnem-se
os
snrs.
accionistas
que
ainda
não
completaram
as
entradas
pedi
das,
que
se
acham
em
debito
de
1
p.
c.
por
mez
pelas
chamadas
em
divida.
Porto,
22
de
dezembro
de 1875.
Os directores,
Eduardo
Lyon.
Eduardo
Ribeiro
Mendes.
(2871)
Felix
Plácido
de
Sande.
Machinas
de
pequenas
impres
sões.
livraria
Catholica
DE
Joaquim José
Vieira
da
Rocha,
10
—
Rua
do
Souto
—10
BRAGA.
Imprime
cartões
de
visita
e
de
casamen
to ;
marca
papel,
enveloppes
e
faz pequenas
facturas.
Preços
commodos.
(2870)
UKGENTE
Precisa-se
alugar
uma
loja ou
salão,
que
tenha
as
condições
necessárias
para
dança.
Também
se
precisa
d
’
um
piano.
Quem
os
uver
e
queira
arrendar,
dirija-se
ao
Hotel
-ParticuLr,
no
largo
da
Porta
No
va.
(2885)
ASYLO
DE S.
JOSE’
São
por este
meio convidados os
bem-
feitores
do
Asylo
dos
entrevados de
8-
José a
reunirem-se
no
dia
9
do corrente
pelas
11
horas da
manhã
no
ediíicio
do
mesmo
Asylo,
afim de
elegerem
a
Junta
administradora
que
tem de
gerir
o mes
mo
estabelecimento
no corrente
anno
de
1876.
O
secretario
(2887) José
da
Rocha
Veiga.
Nova
fundição
de
ferro e
me-
taes
De
Antonio
Germano
Ferreiriulaa
Travessa
de
S. João—
Braga.
O
proprietário
d
’esta
ofiicina
funde
to
da
a
obra
de ferro
e
metal, de
qualquer
tamanho
e
natureza
que
seja,
assim
como
lambem
faz
memórias
de
ferro
ou
metal,
tudo
pelos
preços
do
Porto,
e
com
a
ma-
xima
perfeição.
so-
Loteria
da Santa Casa da
Misericórdia de
Idsboa
Exlracção
a
5
de
Janeiro
JOSÉ
IGNACIO
FERREIRA
RORIZ
>
AFIANÇADO NO
GOVERNO CIVIL
DO PORTO, NA
CONFOR-
M1DADE
DO EDITAL DE 28
DE JULHO DE
1860
Tem
á
venda
no
seu
estabelecimento
bilhetes
iniei-
W
ros
a
5s5OOO
rs.-
Meios
ditos, a
2$600—Quartos, a
1$300
—Oitavos,
a
680
—
Cautellas
de
500,
250
e
130 rs.
O
mesmo satisfaz com
promptidão
todas
e
quaesquer
jV
encommendas
que
lhe
sejam
feitas
das
provincias,
ain-
da
que
sejam
em
grande
quantidade,
e
vindo
acompa-
ohadas
do
seu
importe
em
vales
dos
correio;
e
no W
fim
da
extraeção
reme.tie
a
lista
dos
prémios
aos
seus
í^-ji
freguezes,
mas
quando
a
não
recebam
em
tempo
com-
O
petente
lerão
a bondade
de
a
requisitar.
(Y
*)
JÁ»
•
limão
O
abbade
de
Ruilhe
precisa
de
fallar
com
D.
Maria
Rosa
d
Assis
Mascarenhas,
para
tratar
de
uegocios
d’altos interesses
d
’
esta
senhora.
(2882)
Alta novidade para inverno
tnmpo de D. I.uiz I, n.9 1
(Entrada da rua
dos Capellistas)
A.
RIBEIRO
Fazendas
para
vestidos,
transparentes,
a
50
réis;
ditas
de
lã,
claras,
a
100
réis
;
ditas de
lã,
escuras,
de
120
a
160;
saccas
de
viagem
para
senhora, de
500
réis
até
2^000;
guarda-solinhos
para
«enhora,
côr
de
café,
1$(
j
O0
e 1$200
réis;
ditos
para
hemem,
1$800;
Manias
de
seda
pera
ho
mem
e
senhora
120
e
140
réis;
ditas mo
dernas,
que eram de 600
réis
vende
por
240 ;
lenços
de
seda,
grandes,
qne
erão
de
900
rs.,
a
600; chitas largas
com
barras
a
90
réis
;
ditas
de
côres,
sortidas, 90
e
100
réis,
e
fazendas
de
novidades tanto
para
homem como
para
senhora,
de
tudo
tem
de
maior preço.
ESCOLA ÍMERim
Extrai,
cura
e
conserta
os
yentes
ca
riados,
colloca
dentes
artificiaes
com
pre-
feição.
Presta-se
a chamados
fóra
da
cida
de. Consultorio,
Campo
de
SanUAnna
n.°
1,
das 8 da
manhã
ás
5
da
tarde (2792
Machines
de
costura
Campo
de D.
I
juíz
l.° n.° 1
/
Entrada
da
rua
dos
Capellistas)
ARAÚJO
RIBEIRO
Acaba
de
receber
novo
sortimento
das
afamadas
machinas
de
Singer,
legitimas,
e
silenciosas,
especialidade
na
verdadeira
cons-
trucçào
e
perfeição
de
trabalho,
leveza
e
so
lidez.
Vende
a
dinheiro
ou
prestações
men-
saes.
Ensino
grátis.
Concerta toda
e
qualquer
machina
de
costura
por
mais
diflicil
que
seja
o
concer
to,
e
tem
pessoa competente
para
isso,
por
preço
commodo.
O
estojo
completo
para
as
machinas
são:
Costura direita
—bordar
a
soulache
—
fazer
pregas
em
peitos
—
acolchoar
—
franzir
—
infiladeira—
pregar guarnições
sem
ali
nhavar
—
sobre-coser
—
melter
cordões —
abainha
leira
de
diversas
larguras
—
relroz,
algodões,
agulhas,
oleos,
etc.
N.
B.
De
todos
estes
objectos
vende
se
separados,
ou como
as
mesmas
machinas.
«e
a
<
cs
o
c-
a
z
o
a
CS
o
—*
>
—4
NOVA
CHAPELERIA
DE
ALMEIDA
MAIA
(ANTIGA CHAPELERIA
CAMPOS)
44
—
Rua
do Souto
—
44
—
Braga
Faz
publico,
por
este
meio
para
todos
os
eíleitos,
que teodo-se dissolvido
a
so
ciedade
que
girava,
sob
a
firma,
Campos
Almeida,
fica
de
hora
avante
girando
sob
a
firma
de
Almeida Maia,
onde
ha
um
variado
sortido de
chapéus de
feltro,
caximira
seda,
das
melhores fabricas.
Também
fabrica,
concerta
e
põe
á
moda,
com
perfeição, todo
e
qualquer
chapéu.
Preços
os
mais
rasoaveis.
(1-*)
O
professor
em
artes,
lettras
e
scien-
cias,
membro
do
clero
e magistrados,
todo
o
medico,
cirurgião,
dentista
e
artista,
que
desejem
obter
o
titulo e
diploma
da
doutor
ou
bacharel honorário,
podem
diri
gir-se a
Medicus,
rua
do
Rei, 46,
em
Jer-
sey
(Inglaterra).
(T*)
BRAGA
:
TYPOGRAPIHA
LUSITANA
— 1876.
Parte de Comércio do Minho (O)
