comerciominho_05101876_551.xml
- conteúdo
-
4.
’
ANNO
1876
FOLHA COMMERC1AL 8ELÍGÍ0SA E NOTICIOSA
NUMERO 551
Assigna-see
vende-se
no
escriptorio
do
editor
e
proprietário
José
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.°
3
E,
para
onde
deve
ser
dirigida
toda
8
correspondência franca
de
porte.=As
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas
;
assim como as
correspondên
cias
de interesse particular.
Folha
avulso
10
rs.
BRAGA-ÇCISTA-FEKRA
5 SSK
OSJTljBK®
Boma,
8®
í3e setembro de 9S.
Snr.
redaclor.
Tomando
n
’
este
momento
a
penna
para
enviar
a
essa
iliustre
redacção
do
«Com-
|
mercio
do
Minho» a
minha
primeira
cor-
:
respondencia
de
Roma, não faço
mais do
que
cumprir
uma
palavra dada,
satisfaço
uma
necessidade
do
meu
espirito,
pouco
ambicioso
de
guardar
exclusivamente
para
si
impressões,
factos,
e
sentimentos
em
que
lhe
parece
que
outros
poderão
tomar
agradavelmente parte.
Quando
se vem
a Roma,
ou
se
reside
n
’
ella
pela
primeira
vez,
dão-se
tantas
surprezas
aprazíveis,
tantas
circurnstancias
particulares,
tantas
impressões
novas
em
folha,
para
o viajante
chiistão,
que exhi-
bil-as
n
’
uma
correspondência
é
tão
facil
quanto
recordal-as,
e tão
instinclivo
quan
to
conversar
do que
nos
é
grato.
Já
agora
narremos
ab
inilio.
Eu
tinha
chegado...
Começo
logo
por
odioso,
é
man,
quando
do
que
e
como
a
trama
de cousas
que
nada
teem de
in-
dividuaes,
e
de
sentimentos
que
perten
cem
a
lodos
os
corações
catliolicos,
es
tou
que este
meio
só
serve
para tornar
a
descripção
mais
familiar,
carecterislica,
suave,
e
animada, e
por
conseguinte,
mais
I
interessante.
Eu
tinha
chegado
ás
11
horas
da
noite I
á
estação
de Florença
(onde eslanceára l
4
dias),
a
tim
de tomar
o
comboio
ex-
1
presso
que partia para
Roma.
Eslava
assaz,
por
não
dizer,
extrema
mente,
cançado
de viajar
por
mar
e
pqr
terra,
de
tanto
me
baldear de
comboio
para
comboio,
de
tanto
andar
a
pé,
e,
de
tanto
contemplar
na
formosíssima
Italia,
onde
arte
nascem
no
mesmo
as
mãos
como as
Gra-
ver
mais
nada que
não
e
bem
resolvido
a pactuar
com
a
fadiga, tinha-me
atirado
para
um
canto
do
wagão
que
devia
conduzir-me,
e
esperava
paciente
e
mesmo
indifferen-
temenle
a
hora
da
partida
para
a
cidade
eterna, aonde
a
final
me
dirigia.
O
es
pirito
estava
semelhante
á
móla
gasta
e
regasta
d
’
um
instrumento,
a
qual
não
funcciona
mais.
Envergonhava-me
perante
mim
mesmo
d
’esla
indifferença
por
aquiilo
que
pre
cisamente
mais
me
devia
interessar,
e
to
davia,
não
queria
tirar
ao interesse
a
sua
espontaneidade;
que
o
sentir
nasce,
não
se impõe.
Quando,
porém,
os trens
softreram
de
improviso
o
primeiro
abalo,
ou
arranco,
seguido
de
um movimento
cada
vez
mais
accelerado,
e
eu,
sahido
do meu espasmo
violento,
recordei,
e
noticiei
a
mim
pró
prio:
é
para
Roma
que
agora
partes;
a
primeira
cidade
em
que te
apeares do
vagão, será eila—n
’
essa hora
solemne
de
claro
que
senti
uma palpitação
dez
vezes
mais
forte
que
a ordinaria,
e
uma
espe-
cie
de
calafrio
que
me tranziu
todo
o
corpo,
desde
a
planta
dos
pés
até
á
poma
dos
càbellos,
análogo
áquelle
timido
estre
mecimento
que
se
experimenta,
quando
de
repente
nos
annunciam
n
’
uma
ante-salla
o
ingresso
á
presença
de
um
alto
perso
nagem,
a
quem
pretendemos
íallar.
°O
leitor
não póde estranhar-me
esta
sensação
de
profundo
respeito,
á
lembran
ça
da terra
santa
que
meus
pés iam
pi-
zar
dentro
d
’
algurnas
horas.
A'
de Horeb
não
o
era
muito
mais.
Com
essa
sensação
confundia-se
o
de-
este
adjectivo
pessoal,
em
regra
Bem
sei
que
faltar
a
gente
de
si
e
escrever de si
ainda
peor;
mas
o
Eu, em
vez
de
ser
o
scópo
se
diz,
é
simplesmente o
meio.
inais que
tudo,
admiração
esta
a natureza
e
a
berço,
c
se
dão
ças. Incapaz
de
fosse
Boina,
<
ÁS
TERÇAS, QUINTAS
E
SABBADOS
Boma,
cujo
nome
por
si
só
encerra
toda
uma synthese
christã,
para
o
que
a
não
contempla
com o
olhar
incrédulo
de
Pel-
letan
ou
de Taine.
No
vagão
em
que
eu
ia,
iam
igual
mente
tres
indivíduos
bem
vestidos,
que
pelo
todo
me
pareceram
negociantes.
Um
d
’
elle.s
accendeu
um
longo
charuto
piemontez
(que
não
é
por
certo
um
dos
artigos
em
que
a
Italia
prima)
e
poz-se
a
fumai-o
tranquillamente;
os
outros
dois
tractaram
de
pôr
a
bom recado
os
seus
saccos
da
noite,
depois
do
que
começa
ram
a
improvisar
um
leito
um
pouco
mais
commodo
que
o
de
Procuslo
(que é de
ordinário
o
do vagão),
para
ver
se
pas
savam
na ellypse
de
um
somno
profundo
7
longas
horas
de
viagem,
atravez
da es
curidão
da
noite.
Quiz
fazer outro
tanto;
impossível.
Parecia-me
uma
affectação
de
apathia,
im
perdoável,
que
chegasse
á
séde
do
catho-
licismo sem
me ter
preparado
de
antemão
por
um
cerio
intervallo
de
recolhimento
meditativo.
Era
necessário
primeiro
concentrar-me,
retirar-me
lodo
para
dentro
de
mim mes
mo,
a
n
’
uma
cidade,
que
não
é
Paris,
nem
Lon-
i
dres,
>
Roma.
i
Paris
é
um
lindo
boulevard,
Londres
.
uma
Bolsa,
Berlim
uma
diplomacia á
Ne-
ro,
Roma
é
um templo. Paris
ri,
Londres
conta,
Berlim
avassala,
Roma ora.
Paris
paganisa,
Londres
melalisa,
Berlim
gela,
Roma
accende,
inspira,
e
eleva
para
Deus.
Roma
é
a
patria
terrestre
da
alma
christã.
Prevejo
a
objecção
que
se
me
póde
fazer,
e
admitto-a
em
parte,
mas
a
Roma
burlesca
de
Victor
Manoel
não
apagou ain
da
nem
póde
apagar
aquella
que fizeram
os
Apostolos,
e
que
os
Papas
continuaram
por
XIX
séculos....
Vamos;
disse
eu
commigo,
até
aqui
viajaste
como
observador,
e
tomaste
o
(I
iia
de
turista,
agora
viajas
como
pere
grino,
toma
o
bordão
de
romeiro.
Sursum
corda.
Partes
para
a
ex.melropole
do
po
vo-rei,
ainda
hoje
altivo
nas
ruínas
eter
nas dos
seus
magníficos
monumentos,
só
;
por
si
bastantes
para
recompor
a
sua
historia; mas
não
pares
aqui:
para o
que
só
vê em
Roma
a
antiga cidade
dos Le
sares,
dos
patrícios
e
dos
triumviros,
Roma cheira
a
defunclo,
e
nausea,
como
a
presença
d
’
um
cadaver,
embora
amor
talhado
na
purpura.
(Infelizmente, ha
muitos
homens,
cuja
pupilla
tão
convexa
como
a
dos
moxos,
só
vêem
Roma
na
noite
profunda
do
pas-
, sado,
incapazes de
vel-a
aos
raios
darde-
. jantes
de S. Pedro
e
do
Vaticano).
Parles
para
a
séde
do
príncipe
dos
Aposlolos,
para
esse
sólo
todo empapado
do sangue dos
marlyres.
Só
por
si o
Co-
liseo
é
uma urna sagrada.
Vaes
visitar
o
berço subterrâneo,
de
nasceu
o
cbristianismo; que
assim
dizer,
o
segundo
seio
da
sua
tação.
Alli
foram
suppliciados
os
mandes
Aposlolos,
alli
jazem
as
suas
zas;
e
alli
cahiram
de
sobre
suas hastes
1
tantos
lyrios
mimosos
de
virgindade,
por
lerem
trocado
um
amor
por
outro amor.
Lá
me
espera toda
uma
iconographia
custo
poderei
cada
templo,
é
um
capi-
incomparavel-
que
o que
se
livro.
ípois,
u
vuiuiiv, « sede,
a
resi-
e
a
prisão
Mamertina
de
Pio
IX
o
cardeal
New-
o
ter
ainda
vis-
melhor
por
que
fim
de
entrar
convenientemente
nem
Berlim,
mas
que
se
chama
de
pedra,
onde
sem
grande
estudar
os
fastos
da Egreja;
cada
lapide,
cada
localidade
tulo
da
vida
de
um
santo,
mente
mais
interessante
do
lê
nas
paguias
frias de
um
E
depois,
o throno,
a
dencia,
(
é
lá.
«Vel-o
é
amal-o»,
diz
man;
não,
eu
amo-o
sem
to,
mas
vendo-o saberei
o amo.
I
De
longe te
saúdo,
ó
foi,
P
regos
:
Braga,
anno
1^600
rs.-=Seiaestre
850
rs.
—
ProcíB-
ii
cias,
anno 2&000
rs
e
sendo
duas 3$600
rs.
—
Semestre
1&050
I
rs.=Braztl,
anno
3&600 rs.=Semcstre
1&900
rs. moeda
forte,
j
I
ou
8&000
reis
e
4&500
reis moeda fraca.-
—Annuncios
por
linha
II
20
rs.,
repetição
10
rs. Para
os
assignantes
29
9/a
d’
abatimento.
ao
devisarem
a
Terra
Santa, a
saudavam,
descobrindo-se,
e ajoelhando-se,
para
bei
jarem
o
sólo
que
Jesus
pisou.
Não
recu
ses
abrir-me
as tuas
portas,
revelar-me
o
teu
mysterio,
communicar-me,
como
di
zia
Veuillo, ó
teu
«perfume»,
trago
o
coração
e
a
crença,
não
dem
nem
a incredulidade.
Depois
d
’
isto
busquei
conciliar
o
somno.
Como
éramos
poucos
no wagão, facil
me
foi
tomar
uma posição
horisonlal,
a
linha
normal
do
somno;
mas
a
alma
es
tava
demasiado
agitada para
deixar
cahir
os
sentidos
na
suspensão
da vida exte
rior.
O irmão—
pó—queria
assentar,
mas
o
irmão—
espirito
—
levantado
e
inquieto,
só
queria
vaguear
pela
região
que
lhe
é
própria.
Como
apagar
a
faisca
que
accende
na
mente o
atirito
de
um
poderoso
motivo?
Os
meus
companheiros
de
wagão
dor
miam
e resonavam a
metter
inveja,
cada
um
na
situação caprichosa
que
a
sua
com-
modidade relativa
lhe
linha
feito
inventar.
Debaixo
d’
aquelle
exterior
de quiestismo
perfeito,
produzido
pela
acção
soporifera
do
deus-narcotico,
e
debaixo
”
physionomias
Ião
genuinamente
tão
desveladamente
arredondadas
guma
cousa
que
se
parecesse
com o de
sejo
de
ir
visitar a
mesma
Roma
que
eu
demandava? Unico
espectador
d
’
esta
sce-
'
na
d
’
immobilidade,
tal
era
a
pergunta
se
creta que
dirigia
aos
tres
dormentes,
que
i
me
ladeavam. Mas,
como
se,
contra
mi-
'
nha vontade,
me
tivesse
sahido
estridula
e
sonora
do
pulmão,
parecia-me
que
a
minha pergunta
os
acordava
de
repente,
e
que
me
respondiam
um redondo
não,,
acompanhado
d
’
uma
risada
sarcastica.
Porque
não?
Visionário
em
tempos
de
prosa
e
de
positivismo,
não merecia
eu
talvez senão
a
hilaridade
de Sancho
Pan
sa.
Procurar
a Roma que
se
não
apalpa,
que
em
grande
parte
se
advinha;
a
Roma
do
passado,
a
que não
é
a
da
bolsa,
nem
a
da
culinaria,
nem
a
do
Café,
nem
a
do
Corso,
nem
a
da elegancia,
mas
a da
alma,
a
do
coração,
a
das
recordações
históricas
e
chrislãs,
que
é
isto senão
uma
completa
demencia
para
os
nossos
spor-
tmen
da
actualidade?
Louvado
Deus,
que
seja
o
meu
cere-
bro
um
d
’aquelles
em
que
ainda
se
abri
gam
d
’essas
loucuras.
A
matéria
bem
quizera
suffocar
o es
piritualismo
debaixo
das
suas
pilhas
de
carvão,
e
asphixial-o
nas
suas
espessas
columnas
de
vapor,
se
elle
fosse
tangível.
O
espiritualismo
ainda
tem
vida, e
para
muitos
deitou
No
pouco
de
da
pliera.
A
que
te
o
des-
em
poderoso
motivo
d
’
aquellas
londrinas,
,
havia
al-
on-
por
ges-
dois
cin-
Roma
calholica,
licioso^pensamentTde
Ta^fím
ver
essa
I como
os
crusados
de
Godofredo
Bouillon
annos.
Sancho
Pansa
ainda
não
crepe por D.
Quixote.
entretanto,
o
sol ia
a
pouco
e
descerrando
a
monotona
obscurida-
noite,
e
colorindo
de luz
a
almos-
primeira
perspecliva
que
elle
me
offereceu,
fui
o campo
de
Roma,
nú,
ari
du,
triste,
quando muito
pioprio
para
a
pastagem
do
gado, que
effeclivamente q
cobre,
e
em
tamanha
quantidade,
que
foi
necessário
beirar
toda
a
estrada
de
íerro,
de
um
tapume
de
madeira,
a
fim
de
evi
tar
os
sinistros
consideráveis
a que
deu
por
vezes
logar
a
accumulação
de
gado
sobre
a
linha
percorrida
pela locomotiva
Os
antigos romanos
curavam
de
en
cobrir
a
fealdade
da
immensa
charneca
que
avisinha Roma,
povoando-a
de
mo
numeotos.
Aqui um
palacio,
ameaçando
completa
ruina,
alli um aqueduclo ainda
todo
de
pé,
mais
além
uma
lherma,
desenhando-
se
’
por
entre
essa
forma indecisa
que
o
inexorável
demolidor
do
tempo
dá
aos
edi
.
ficios
dos
homens,
ao
longe
um
circo já
meio
esboroado,
e,
todavia,
ainda
bello
e
imponente.
Quanto
mais o comboio
se
approxima
da
cidade,
mais
se
patenteia esse
enorme
ossuario
de
tijolo»
e
de
mármore,
que
alastra
toda
a área
suburbana
do povo-rei,
como
a
necrópole
magestosa,
e
o man-
soleu
perpetuo
d
’
uma nação gigante
e po
derosa,
mesmo
na
sua
queda,
que
ainda
d
’
entre
as
suas
ruinas,
parece desaíiar
a
magnificência das
unções
modernas.
O
observador
vacilla
se
liade
chamar
a
esse
conjunclo
de
soberbas
ruinas. as
relíquias d
’um
povo
que passou para sem
pre.
ou
o padrão eterno
d
’
um
povo que
não
póde
passar.
Finalmente
o
terrível
e
prolongado
as
sobio
da
chegada
final,
sempre
sinistro
como
o
uivar d’
um cão
a
deshoras,
deu
signal
aos viajantes
para
se
prepararem,
e
terem
á
mão
os
seus
bilhetes.
Entramos
sob
enorme
toldo
de
vidro
da
estação;
ainda
dois
arrancos,
e...
eis-
nos
chegados.
Será
certo
que
estou
em
Roma,
—
per
guntava
então a mim
proprio—
,
ou
estarei
simplesmente
sonhando?
fazia-se
demasiado
sentir;
alguma
sorte
por
todos
lodos
os
póros.
Partido
do
Porto,
da
vezas,
no
dia
31
de julho,
pois
de um rnez
e
meio
de viagem, ao
termo
final
d’
ella,
sem um
só
accidente
desagradavei,
sem
um
unico
contratempo
a
lamentar
em
todo
o longo
roteiro
per
corrido
desde
a
Hespanha
até
ao
centro
da
Italia.
Benedictus D-us.
Chamar
por
um
cochiere,
e
metter-me
n
’
um
legno (carruagem),
foi
objecto
d
’
um
momento.
A
minha
bagagem
era
pequena,
como
o
leitor
póde
suppor.
Conduza-me
a
Monle-Citorio,
n.°
0,
e
tir
’avanli, sa?
disse
ao cocheiro.
Cousa
notável
!
parecia-me
ter
estado
já
em
Roma
muitas
vezes,
quando
é
certo
que
era
a
primeira.
Durante
o
trajecto
até
Monte-Citori,
o
que
se
passava
em
mim era muito
mais
um exercício
de
reminiscência
despertada,
que
de
surpreza
propriamente
dieta.
Este
phenomeno
explica-se.
Quantas
vezes
não
linha
eu
visto
Ro
ma nas
gravuras
photographicas
avulsas,
nos
cosmoramas
de
familia,
nos
livros
que
tractam
de
viagens,
e
nos
innumeraveis
iornaes
illustrados, desde
o
clássico
«Pa
norama»,
e
do
«Magasin
Pittoresque»,
até
ao
aclual «Tour
du
Monde»?
Outro
dividuos,
soalmente,
mas
de
quem
já
por
vezes
vi
ramos
o
retrato
fiel.
Aquella não
é
a
famosa
fonte
de
Trevi
?
Lá
está
o
Pantheon,
pois
não?
Aquella
é
por
força a
columna
de
Tra-
jano !
Este
obelisco
hade
ser
o
de
Augusto,
■
se
não
me
engano?
Outras
tantas
perguntas
que
eu
fazia
1
ao cocheiro,
e a
todas
elle
respondia:
!
éccolo,
appunlo
(é
elle,
tal qual).
Meu
caro
rédactor.
Estou,
por
conse
guinte,
nesta
incomparável
cidade
de Ro
ma, e
vae-se
a
ver.
posso
bem
dizer
que
ainda não comecei
a
fallar-ihe
d’
ella.
estranhe Ha
apenas
tres
dias
que
che
guei.
Pouco
lhe
posso
dizer
por
ora.
Não
estou para
communicar-lhe
as
primeiras
impressões,
que
a observação
refleclida
quasi
sempre corrige.
Annunciar-'he
que
por
cá
ainda
dura
a
canicula,
e
que
só
falta
ao
estrangeiro
a
grelha
de
S.
Lou-
renço,
para
ser
martyr
como
elle,
pouco
lhe
póde
interessar.
Até
breve.
Faça
provisão
de
curiosi
dade
para
a
minha
segunda
correspondên
cia,
que
não
faltará
que.noticiar-lhe.
Mas
a
realidade
entrava-me
de
os orgãos,
por
estação
das
chegava
De-
de-
tanto
nos
succede
com
os
in-
a quem
não
conhecemos pes
Não
PADRE SENNA
FREITAS.
Hais eplteunerides do
—
«1823
(17 de setembro),
chega
ao
Rio
de
Janeiro a
corveta
«Voador»,
le
vando
o
conde
de
Rio
Maior
e
Francisco
José
Vieira,
como
emissários
de
D.
João
VI.
D.
Pedro
1,
do
Brazil, não
os
rece
be,
manda-os
voltar
para
Portugal,
e apri
siona
a
corveta.
(Os
emissários
chegaram
a Lisboa
em
2
de
outubro
no
brigue «Tre-
se
de
Maio.)»
Propomos
que
ésta
heroicidade
libera
líssima
seja
recordada
no
fuste da colum-
na
que ao snr. D.
Pedro,
o
Libertador,
se
mandou
erigir
no
Rocio
para testi-
munhar
a
gratidão
dos
portuguezes
por
quem tanto
se
interessava pela
nossa
ma
rinha,
como
mais
tarde
pela
nossa
liber
dade.
(Desejando
muito
mostrar
a
nossa
gra
tidão
ao
«Paiz»
pelas
espirituosas notas
nas
suas
ephemertdes,
aqui
lhe
offerece-
mos
ésta,
para
a
qual pedimos
também
uma
annotação).
«17
de
setembro
de
1604.
—Expira
o
protestante Henning
Brabant
no cadafalço,
em
Brunswich,
cidade
também
protestan
te
da Allemanha,
depois
de
se
lhe
ter
arrancado
o
coração,
e
açoutado
com
elle
a
boca.»
Este
sectário
tinha
feito
uma
revolução
para
derribar
o
governo
aristocrático
des
ta
cidade,
onde
fundou
a democracia;
e
logo
ésta
proclamou
pelo
seu
orgão
que,
sendo
inimiga
de
todas
as
tyrannias,
não
queria
mais
supportar
a
do
clero
(protes
tante).
Este
excommungou-o
solemnemen-
te,
amotinou
o
povo
contra
elle,
e
fez
correr
o boato
de
que
o
diabo,
sob
a
fi
gura
de
um
corvo,
o
perseguia pelas
ruas
O povo
creu
o
que
os
seus
pastores
lhe
diziam,
prendeu
Henning,
que
foi
encar
cerado
e
posto
á
tortura mais
cruel.
De
pois
de
lhe deslocarem
os
membros,
aper-
taram-lh
’os
com
cavilhas,
mutilaram
lhe
ignominiosamente
o
corpo,
e
mataram-
n’
o
depois da
operação
já
dita.
0 desgraçado
repetia:
«Eis aqui
o
que
se
chama
combater
pela
sua
patria.)»
—
A
proposito da
eleição a
Papa do
«portuguez Tuscuiano
Pedro
Julião
natu
ral
de
Lisboa»,
em
20
de
setembro
de
1276,
lastima-se
o
«Paiz»
(20
do
actual
rnez) de
que
«não
maisjporluguezes»
fos
sem
eleitos
para
o
Papado:
mas
não
se
lastima
de
que Portugal
tivesse
adoptado
o
systema
de
não
acceitar bispos
senão
os
que
fossem
naturaes
do
reino.
Ignorava-o
talvez;
assim
como
outras
rasões
que
também
vieram
a
prevalecer
para
a
eleição
dos Summos
Pontífices.
«
—
1761,
o
tribunal
da
Inquisição ex
pulsa
da
Egreja,
e
relaxa
á
justiça
para
ser castigado
(como
foi
com
a
pena
de
fo
go)
o
famigerado
jesuita
Gabriel
Malagri-
da,
que
presumia
de
inspirado
por
Santa
Anna
e outros
ornamentos
da
côrle
celes
tial.»
Podia
o
sofisma
do
tribunal
da
inqui
sição
ser
um
vil
instrumento
dos
odios
e
vinganças do marquez
de Pombal, para
«relaxar
á
justiça»
secular o innocente
e
virtuoso
padre
Malagrida.
O
rei
e
Pombal
deram-lhe
esse
poder,
e
usou
d’
elle;
mas
não
tinha
aucloridade
para
expulsar al
guém
da
Igreja:
e
com effeito
o
Papa,
e ninguém
fóra
de
Portugal,
nem
dentro
dos
seus
domínios,
fez o
menor
caso da
sentença,
a
qual
em
todo
o
caso,
e
com
a
devida
permissão
de «Paiz»
o
dizemos,
não mandava
castigar
com
a
pena
do
fo
go
o
venerando
missionário. Este
foi
gar
rotado,
e
depois
o
seu cadaver
queima
do,
o
que
não
é
a
mesma
cousa.
Quanto
ás
cousas
a que
se
attribue
a
sua condemnação,
além
de
que
não
fo
ram
devidamente
provadas
em
processo
regulai,
são
realmente
bem
ridículas,
e
só
mostram
a fereza
do ministro
seu
inimi
go,
quando
mesmo
tivessem
sido
prova
das,
e
a
indignidade
dos
inquisidores
ad-
hoc.
«—
187
q
,
entra
em
Roma
o
exercito
italiano.
(Adeus
poder
temporal...)»
Já
não
é
a
primeira
vez,
mesmo n
’
es-
te
século que
se
disse
com
ainda
maiores
applausos
isso
mesmo;
e
comtudo
a
profecia
falhou.
Atraz do
tempo,
tempo
vem; e
até
ao
lavar
dos
cestos
é
vindima.
«
—
1872,
o
governo
da
Suissa exo
nera
das
suas
fnncções
o
cura Mermilard
(Mermillod)
e prohibe-lhe
qualquer
acto
que
pertença
ao
ordinário
de
Genebra
(Inconve
nientes
de juntar o que
deve
ser
sepa
rado.)»
Não
era
simplesmente
cura,
mas
Bis
po de
Hebron;
e
como era
o
unico
or
dinário
de
Genebra,
como
tal
continuou
a ser considerado
e
obedecido
pelos
ca-
tholicos
d
’
esta
cidade,
apezar
da
exone
ração
do governo
protestante. A
explicação
que pertende
que
se
dê
ao
despotismo
insensato
do
governo,
serve
também
a
lodos
os
crimes que
aquelle
governo,
muitos
outros,
e
até
particulares,
lêem
commetlido—
está
junto
o
que
deve
ser se
parado
—o
corpo
e
a
alma.
«
—
183o
(21
de
setembro),
mandam-
se estabelecer
cemitérios públicos
em
todas
as
povoações,
e
prohibem-se
os enterros
nas
egrejas
por
falta
de
cemitérios
!...)»
Não
diremos que ésta delonga
de
41
annos
prova desleixo,
pois
não
queremos
ser
injustos
com
pessoa,
ou
partido
algum;
mas
dizemos
que,
por
uma
parte
mostra
a
pobreza
de
quem
tem
de
fazer
os
ce
mitérios,
ou
a
pouca
vontade
de
gastar
dinheiro
para,
depois
de
feitos,
o
gover
no
chamar-lhes
seus.
Também
nos parece
mostrar
que
os
enterramentos
nas
igre
jas
não
eram
tão
prejudiciaes
á saude
pu
blica;
e
que
mais
uma
vez
foi
o
libera
lismo
apanhado
em mentira.
Tudo
isto
se
encontra
nas
palavras
do
«Paiz».
E
ainda
bem
«
—1874,
é
condemnado
a
quatro
me-
zes de
prisão
em
uma fortaleza
o bispo
Martin
de
Paderborn,
por
ter
publicado
uma
pastoral
sediciosa
contra
o
governo
prussiano.
(Efleitos
do
casamento
do
tem
poral
com
o
espiritual.)»
Desde
que N.
S.
Jesu-Christo
foi
con
demnado
ao supplicio
da
Cruz,
e
que
se
tentou
justificar
este
deicidio,
accusando-o
de
sedicioso,
assim
por
imitação
se tem
praticado
pelo espaço
de
mais
de
18
sé
culos.
E
’
pois
notável
a
ingenuidade
do
«Paiz»
diante da taxa
de
sediciosa posta
pelo
governo
da
Prnssia
á
pastoral do snr.
Bispo
de
Paderborn.
E o que
diremos
á
sua
observação
a
respeito
do
casamento
do
temporal
com
o
es
piritual
!
Também
esse
casamento
existi
rá
entre os
paizes
protestantes,
ou
infleis,
ou idolatras?
Se
nos
disser
que
não,
co
mo
parece á
primeira
vista, a
sua
refle
xão
não tem
senso
comrnum,
porque
os
factos
que
dá
como
efleitos
d
’
elle, são-n
’
o
da maldade
e
despotismo
dos
homens:
se
nos
disser
que
sim,
não
é
mais judiciosa
a
observação,
porque
esse
casamento
es
tá
na natureza
das
cousas,
e
não
póde
obstar
a
elle
todo
o
poder
dos
homens.
«
—
1503
(22
de settembro),
é
eleito
Papa
o cardeal
Picolomini,
que
toma
o
nome
de
Pio
III;
estava
doente
no
acto
da eleição,
e
veiu a
morrer
2a
dias
de
pois,
a
18
de
outubro.
(Os historiadores,
ainda
os
Pedreiros-livres,
não
dizem
mal
d’
este
Papa...).»
E
’
que
n
’
esse
tempo
ainda
não
havia
pedreiros livres,
que
só
appareceram 200
annos
depois.
Está
muito
atrazado
o
«Paiz»
na
sua
historia
'
Se
os
houvesse,
cremos
que
lhe
não
faltariam
calumnias, apezar
dos
25
dias apenas.
«—1632,
«para
evitar
inconvenientes»
prohibe-se
em
Portugal que
sejam
nomea
dos
juízes
dos
orfãos
licenciados
solteiros,
(Nem
sempre
os homens
casados
deixam
de
ter
os
taes
inconvenientes. .]»
Tem
rasão,
e
é
por
isso
que
nos
op-
pômos
aos
que
pedem
o
casamento
dos
padres
como
remedio
infallivel
para
os
males,
que
vèmos lambem
nos
leigos
ca
sados.
Totjavia
é
certo
que
o
remedio
do
Alvará
de
1632
evitou
muitas
poucas
vergonhas
dos
juizes;
e
se
não
evitou
mais,
é
pelo
mesmo
defeito
das
garantias
cons-
tilucionaes
que
não
garantem
nada
hoje
em
dia,
e
com
todos
os
partidos, que
fal
iam
bem/e
obram
mal.
«
—
Novo
ministério:
(24
de
setembro
de
1834)
presidência
do conselho
de
mi
nistros,
duque
de
Palmella; reino,
bispo
conde
D.
Francisco
de
S.
Luiz;
fazenda,
José
da
Silva
Carvalho;
justiça,
Antonio
Barreto
Ferraz
de
Vasconceiíos;
guerra,
duque
da
Terceira;
marinha,
Agostinho
José
Freire;
estrangeiros,
conde
de
Vil-
la
Real.
(Já
morreram
todos.)»
Esqueceu-lhe
de
accrescentar
que to
dos
elies
calumniados
pelo partido
do
«Paiz»:
um
de
ter envenenado
o
prínci
pe
D. Augusto;
outro
de
receber
peitas;
outro
de ler envenenado
um
gr.-.
m.
*
.
para lhe
occupar
o lugar;
e
os
demais
accusados
quaes
de
um
crime,
quaes
de
outro,
até
Agostinho
José
Freire,
que
foi
assassinado
na
Pampulha.
São
louros
do
seu
partido.
«
—
1872
(25
de
setembro),
o
bispo
de Ermeland, que
não
tinha
querido
tomar
parte
na
celebração,
em
Marienbourg,
do
centenário
da
reunião da Prussia
Occi
dental
á monarchia,
é
privado do
seu
vencimento,
mas
não
das
funcções. (Ataque
ao
estomago...
)»
Nem
mais
nem menos
que
se
tivessem
supprimido
os
seus
ordenados
a
algum
prelado
historico
por
não
ter
posto
lumi
nárias
no
anniversario
natalício
d
’
el-rei.
Seria
também
guerra
ao
estomago
por
ter
usado
da
sua liberdade sem
prejuízo
de
terceiro.
O
crime
seria
o
mesmo,
e
a
pu
nição
egual.
«
—
1874,
o
principe
de
Galles
acceita
a
dignidade
de
grão-mestre
dos
maçons
inglezes.
(Se fosse
portuguez
estava
excom-
mungado, como
é
protestante,
não tem
duvida.)»
E'
uma
observação
tão
sensata,
como
a
de
quem
notassse que
não
tinha
sido
expulso
de
uma casa
certa pessoa que
nunca
tinha entrado
n’
ella,
nem
queria
entrar.
Nós
é
que
podêmos
observar ao
ephemeridista
que
só
por
engano pô<[e
ter
escripto
portuguez, em
logar
d
’
escrever ca-
tholico.
Bem
vê
que
não
são
palavras
sy-
nonimas.
Póde
o
«Paiz»
informar-nos
se
teria
sido
por
esta
acceitação
que,
mostrando
o
principe de Galles seu
filho primogénito
a
uma
grande notabilidade
franceza,
lhe
disse:
Eis
aqui
o
ultimo
rei
d
’Inglater-
ra
?
Seria
instructivo
saber
isso
!
O
principe
teve
provavelmente
alguns longes
da
histo
ria
da
maçonaria, como
seu
antecessor o
marquez
de
Ripon;
embora
os
efleitos
fos
sem
differentes.
N
’este,
esse
conhecimen
to
inspirou-lhe
o
desejo, que realizou.de
abandonar
a
maçonaria,
e
fazer se
catho-
lico;
e
n
’aquelle
apresentou-lhe
o
quadro
funesto
do fim
a
que
ella
tendia.
Errou,
talvez,
suppondo
que
só
sé
realizaria
em
seu
filho,
quando
póde
ser
que
o
sinta
elle mesmo. Nós
não
conhecemos
principe
que
fosse
mação
e
tivesse
um bom fim.
Exemplos:
D.
Pedro
l.°
do
Brazil.
Luiz
Filippe
1
0
da
França,
e
seu
pae
o
Ega-
lilé.
—
('Bem
Publico»).
OZITMÃ
S. Frasseise®.
—
A
Imagem
d
’
este
glorioso
Palriarcha,
festejou-se hontein,
com lodo
o esplendor:
No templo
dos
Terceiros,
com
missa
solemne, exposição do
SS.
Sacramento
e
sermão
pelo
rev.°
reitor
de
Ferreiros ;
No
extincto
convento da
Penha,
,com
missa
solemne,
exposição
e
sermão,
sen
do
orador
o
rev.°
conego
Figueiredo.
To
da a festividade
foi
feita
a
expensas
do
dislinclo
cirurgião
de
brigada,
o
snr.
Ro
drigues
Valle;
No
convento
dos
Reinedios,
com
mis
sa
solemne,
exposição,
e
de
tarde
sermão
prégado
pelo
rev.°
padre
Luiz
Gomes
da
Silva.
Como
noticiamos, s.
ex.
a revm.a
o
snr.
arcebispo
coadjutor,
celebrou
alli
missa
resada
em honra
do
seu
inclyto
Palriarcha.
Carro
virado.—
Um
carro
que
hon-
lem
de
manhã
seguia
para
a
Povoa do
Varzim,
virou-se,
ao
passar
na
rua
da
Cruz
de
Pedra,
em
consequência
de
lhe
ter
quebrado
uma
das rodas.
Alguns
passageiros
ficaram
bastante con-
tusos.
«A
Vig
ilia».—
Recebemos
o
primei
ro
n.°
d
’
esle
jornal
de
lilteralura,
que
começou
a
publicar-se
no Porto,
e de
que
é
director o
snr.
Almeida
Chaves,
moço
simpalhico
e
talento formosíssimo.
Contém
artigos
em
prosa
e
verso,
de
leitura
amena
e
instrucliva.
Quasi
todos
os
seus
collaboradores
já
são
vamajosamente
conhecidos na
repu
blica
das leltras.
E’
um bonito jornal.
A
’ illm.
a
eassiarís.
—
Em
nome
das
pessoas
que
teem
de
transitar pela rua
da
Misericórdia
pedimos
á
illm.a
camara
a
graça
de
fazer
desapparecer o
lameirão
em
que
o
leito
d
’
aquella
rua
se
acha
trans
formado.
Para
isto
podem
ser
aproveita
dos
alguns
carros
do
cascalho
das
obras
que andam
a
construir-se
em
vários
pon
tos
da
cidade.
A
satisfação d’
esle
pedido
não
irá one
rar
o
município.
Aproposito.
Acarinhamos
a
persuasão
de
que
estas
linhas
também
não
irão
crispar
os
nervos
d
’
uns
nervosíssimos es-
■crevedores
de
certo
jornal,
que
para
glo
ria
da
imprensa
vê
a
luz,
ou
espalha
a
luz
n
’
esta
cidade.
Este
infeliz
papel,
que
é
o
orgão
olli-
cial
da actual vereação,
não
sabe
procu
rar
defender
a
sua
pupilla,
senão
garotal-
mente
—
jogando
pedrada,
ou
dando
á
lín
gua,
como qualquer
senhora
alminha de
capote e lenço.
Porque
—
tendo
exclusivamente
em
vista
o
bem publico
—
estranhamos alguns
aclos
da
merelissima
farnara;
começam
a ro
lar das
montanhas
históricas
tão
horro
rosas
avalanches,
e
tão
certeiramente
im
pulsadas,
que por
um
triz
não
ficamos
esmagados
sob
aquella
massa
enorme,
fa
tídica,
impossível.
Como os calafrios passaram,
e pas
saram
muito
bem,
sem
novidade
—
só
mais
duas
palavras.
A
folha,
a
que
nos
referimos,
desce
estullamente
a
querer
inculcar-nos
como
quebrantadores
de
juramento
polilico.
Is
to
é
simplesmente
ridiculo,
se
não
essen
cialmente
infame.
Este
aleive
não
é
no
vo nos
pacientes
bicos
da
penna
dos
es-
crevedores
d
’aque!le
papelejo. Já
ha
tem
pos
d’
alli
se
tartamudeou
igual
brinqui
nho.
N’aquella
occasião
dissemos
o
míni
mo,
porem
o
sufliciente, que
tínhamos
a
dizer;
e
ainda
hoje
estamos
á
espera
da
resposta
ao seguinte: provem-nos
se
em
toda
a
nossa vida
prestamos
mais
do
que
um
juramento politico, ou
se
teem
encon
trado o
nosso
nome
firmando
alguma
pre-
tenção
a
empregos.
Fique
dicto
(furna
vez
para
sempre
:
aqui
não
ha
cataventos,
perjuros,
e
.
.
.
.
gar
.
.
. .;
como
se
encontram
entre
a gen
te
a
que
pertence
o
vosso
papelucho.
Vós
dizeis
que
nós
fugimos
do arrocho
do
Se
nhor
D.
Miguel
para
nos
unirmos
ao
ar
rocho
do
snr.
Fontes.
Quizeramos
que
nos dissésseis aproposito
de quê
veem
es
tas
coisas,
enfaxadas
em
trapos
de fadis-
tão da
Baixa,
na
«cidade
de
mármore
e
de granito»,
ou
próprias
do
calão
das co-
larejas.
Mas
não
vos
esfalfeis, que
pouco
cui
dado
nos
daes.
Podíamos
encher
algumas
columnas
com
varias
considerações
despertadas
pelas
pa
lavras
que
intentastes
dirigir-nos.
Não
o
faremos.
Os
nossos leitores,
que,
como
vós
dizeis,
são
pios,
nada
tinham
a
ga
nhar
com
uma
discussão,
que
vós
não
sabeis,
ou
não
quereis, sustentar
na
sua
altura
devida.
N»da
de
desperdícios.
Como
já
somos
velhos,
ide
armando
a
esparrella
para
os
imberbes.
«Os
«t»»s
«nwreg».
—
Por
absoluta
falta
d
’
espaço
ainda
hoje
não encetamos
a
promellida
reproducção
do
magnifico
romance
brasileiro,
Os
dois
amores.
Co
meçada
a
sua
publicação,
será alternada
com
o
escripto, que
sob o
titulo
de
His
toria
d
’um
desconhecido
tem
saido n'este
jornal.
Temos
o
dqsvanescimento
de
afiançar
aos
leitores
do
«Commercio»
que,
com
a
reprodução
d
’
aquelle
romance, lhes
va
mos
proporcionar
momentos de
pleníssi
mo
deleite.
O
tempo
o
dirá.
Kseolt
*
practica
«Tagriciiltura.
—
Abaixo
transcrevemos
da
«Palavra»
a
noticia
d
’
uma
festa
religiosa que
se
ef-
fectuou
na Quinta
Regional
de
Cintra,
por
occasião
da
distribuição dos
prémios.
Este
instituto
é
d’
uma
utilidade
incontes
tável,
e
a
todos
os
respeitos
indispensá
vel
para
um
paiz
essencialmente
agríco
la,
como
é
o nosso.
Chamamos
a
attenção
dos
leitores
pa
ra
o
seguinte
:
«Na
quinta
.regional
de
Cintra,
escola
practica
d
’agricultura,
houve
em 27 de
agosto
ultimo uma
festa
religiosa
e
dis
tribuição
de prémios,
de
que
vamos
dar
resumida
noticia.
Ha
muito
se
projectava
esta
solemni-
dade, na
capella da quinta,
antiga
edifi
cação
do
primeiro
marquez
de
Pombal,
na sua
magnifica
propriedade,
denomina
da
Granja
do
Marquez;
mas
pela
primei
ra
vez
se
realisou
este
anuo,
pelas
dili
gencias
do
digno
capellão
e
professor
n’
a-
quelle
estabelecimento
o
snr.
padre
An
tonio
Maria
Rodrigues, coadjuvado
pelo
director
o snr.
Gagliardini,
que
ora
ad
ministra
a
quinta
regional.
A
festividade
religiosa
consistiu
em
missa
cantada
e
sermão
pelo snr.
prior
da respecliva
freguezia
de
Mortelavar.
Fin
da
ella
seguiu-se
a
distribuição
dos
pré
mios,
que
eram
medalhas de
prata
em
filas
de
6
diversas
côres,
designando ca
da
uma
a
natureza do prémio
conferido
aos
seis
alumnos
que as
mereceram.
O
prémio
á
virtude
foi
concedido
ao
collegial
José
Luiz
;
ao
talento,
a
Ernes
to
Lacerda;
ao
engenho,
a
Manuel
de
Carvalho
; ao
amor
do
trabalho,
a
Joaquim
de
Jesus
;
ao
amor
pelos
gados,
a
Alexan
dre
de
Sousa;
e
finalmente
ao
amor
pela
casa,
a
Antonio
da
Silva.
Estes
prémios
particularmente
destina
dos á
educação
ou formação
do caracter
da mocidade,
promovendo
as
boas qua
lidades moraes,
e
exaltando-as
n’aquellas
juvenis
intelligencias,
serão
de
optimo
eí-
feilo
;
e
hão
de
fazer
realçar
as
outras,
que
annualmente
se
conferem
relativas
á
instrucção
agrícola, e
ao
merecimento
lil-
terario.
0
snr.
Ernesto
de
Lacerda fez o
se
guinte
discurso
:
«Respeitáveis
superiores,
queridos
col-
legas
e
mais
senhores:—
O
acto
de
con
sideração
que
acabamos
de
receber
é
pa
ra
nós
de
summo
valor,
porque
não
só
representa
a
corôa suave
dos
nossos tra
balhos escolares
no
anno
findo
mas
é
a
manifestação
do
juizo
que
os
nossos
su
periores
formam
ácerca
do
nosso
proce
dimento.
Sim
:
qual
de
nós
esquecerá
a
solemnidade d’
este
dia em
que somos
con
templados
com taes
distincções?
Quem olvidará
a circumstancia
de
ser
hoje o
ultimo
dia,
em
que
no
anno le-
ctivo
de
1875
a
1876
nos
achamos
todos
reunidos
no
util
estabelecimento
de
que
somos
filhos?
Eu
bem sei
que
é
natural
ao
homem
sentir-se
lisongeado
em
seu
amor
proprio
quando
elle
é
o
alvo
de
tan
tas
demonstrações
de
regosijo
;
mas,
col-
legas,
sejamos
humildes
para
que
nos
exal
tem,
e
não
nos exaltemos
a
nós
mes
mos.
Lembramo-nos
de
que
á
solicitude
dos nossos
mestres
é
devido
em
grande
parte
tão
feliz
resultado,
e
não
sómente
aos
merecimentos
proprios.
Também é
certo
que
do
brio
e
intelligencia
de
to
dos
vós
muito
ha
que
esperar
;
e,
se
nem
todos
fostes
contemplados
na
presente dis
tribuição.
sel-o-eis
sem
duvida
nos
annos
seguintes,
quando
as
vossas
propensões
se
tornarem
mais
manifestas.
Se
bem
que
ha
pouco conclui
o
curso
de
regrantes
agricolas,
e deixei
por esse
facto
de
ser
collegial,
nem por
isso
deixei
de
recor
dar-me
com
saudade do
bom
tratamento
que
no
collegio
recebi
;
e
mesmo
ainda
posso
deixar
de
recommendar
vos
que
fa-
çaes
quanto
em
vós
couber
por
harmoni-
sar
vossas acções
com
a
lei,
evitando
a
sua
trangressão.
E
’
,
como a
qualquer
ma
nifestação
de regosijo
deve
achar-se
sem
pre
ligada
uma
solemnidade
religiosa,
por
que
Deus
é
a fonte
de
todos
os
bens,
vamos
em
seguida
render-lhe
graças não
só
por
este,
mas ainda
por
todos os
benefícios
recebidos,
implorando
sua
omni
potente
prolecção
para
o bom
exito de
todos
os
actos
da
nossa
vida.
Disse.»
A
quinta
regional
admitte
alumnos
gra
tuitos,
que não
tenham
menos
de
12
an
nos
de
edade,
e
de
comprovada pobreza,
ministrando-lhes
comida,
vestuário
e
en
sino
;
habilitando-os para
uma
carreira
uti
líssima,
a de
tegentes
agricolas
ou
feito
res,
que
facilmente
acham
collocação,
sen
do até
ultimamente
muito
procurados
pe
los grandes
lavradores.
Também nas mes
mas
condições
admitte
alumnos,
pagando
6$000
reis
por
mez.
O
referido
capellão,
o
snr.
Padre
Rodrigues esta
auctorisado
para
receber
em
sua
casa,
jovens que
queiram
seguir
aquelles
estudos,
e
outros
a
que
elle
se
presta,
por
ajuste
particular
com
suas
famílias.
Alguns
distinctos
man
cebos
leem
aproveitado
este
meio
de
prin
cipiarem
a
adquirir
as
sciencias
agricolas,
segundo o
curso
de
regrantes
agricolas,
como
preparatório
para
a
escola
superior
do
instituto
geral
de agricultura.
Entre
outros
sabemos
terem sido
hospedes
d
a-
quelle
sacerdote, o
snr.
Abreu
dos
An
jos, filho
do abastado
capitalista
o
snr.
Antonio
Lopes
Ferreira
dos
Anjos,
de
Lisboa
; o snr. Pancredo
Caldeira,
sobri
nho
do
snr.
conde
do
Casal
Ribeiro
;
um
filho
do
snr.
barão
de
Fornellos,
etc.»
Sistiisír®
marítimo. —
As
noticias
da
Austrália
dão
conta
da
perda
do vapor
«Queensland»,
vapor-correio
de Queens-
land
que
levava
a
correspondência
pelo
estreito
de
Torres. O «Queensland»
tinha
2:500
toneladas
e
era
barco de
grande
valia. Este
vapor que
acabava
de
fazer
uma
rapida
viagem
entre
a
China
e
Mel-
bourne,
onde
descarregara
49:296
caixas
de
chá,
ia de
Melbourne
para
Sidney
e
e
acabava
de
dobrar
o cabo
Wilson,
quan
do
veio
abalroar
com
elle
o vapor
«Bar-
raboot»
que
ia de Sidney para
Melbour
ne.
Os
dois
barcos
navegavam
a
todo
o
vapor
e
o
«Barraboot»
apanhou
o
outro
por
travez
de
bombordo, mettendo-a
a
pique
em
menos
de 45
minutos.
O
«Barraboot» perdeu
o
talhamar
e
ainda
teve
mais
algumas avarias,
mas
pô
de
continuar
a
sua
viagem. A
tripulação
do
«Queensland»
conseguiu
salvar-se,
mas
um
dos
oíHciaes
ficou
com
ires
costellas
quebradas e
com
contusões
graves.
O
abal
roamento
altribue-se
a
uma
manobra
falsa
do
«Barraboot».
—
»Nos
mesmo
dias
houve
em
Rivali
Bay,
Auslralia
do
sul,
a
perda
total
do
«Gallivood»,
procedente
de Liverpool,
mor
rendo
parte
da
tripulação,
e
a
do
«Lith-
ning»
que
deu
á
costa
perlo
da
entrada
do
golfo
S.
Vicente,
levando
a
bordo
406
emigrantes,
sem
que
houvesse
desgraças
pessoaes.
Exemgtlo
de heroísmo. —
O
«Fi-
garo»
conta
o
seguinte exemplo
de
he
roísmo
de um
jardineiro
de
Bougival:
Era
durante
a
guerra
de 1870.
No
mez
de
setembro,
alguns
dias
de
pois
de
se
terem
fechado as
portas
de
Pariz
um
regimento
prussiano,
o
46.°,
veio
installar-se
em
Bougival.
O
seu
primeiro
cuidado
foi
estabelecer
um
fio
electrico
que ligasse
aquella
communa
com Ver
salhes.
No
dia
seguinte,
o
fio
eslava cortado.
Compuseram-no,
e
foi
tomado
a
cortar
sem
se
saber
por
quem.
Ao
fim
de
al
guns
dias,
as
suspeitas
do
inimigo
cahi-
ram
sobre
um
tal
Francisco
Debergue,
jardineiro
e
encarregado
ca
occasião
de
velar
pela
casa
de
campo
de
mr.
Paul
A
venal.
Francisco
Debergue cortava
o
fio
te
legráfico
com
o instrumento
de
aparar
as
arvores.
Foi
levado á
presença
de
uma
comis
são
militar.
O
major
prussiano disse-lhe
:
—
Fostes
vós
que cortastes
o
tele
grafo
?
—
Sim,
snr.
—
E
porque
?
—
Porque
sois
meu
inimigo.
—
E
continuareis?
—
Sim, snr.
—Porque!
—
Porque
sou
francez.
Debergue
toi
condemnado
á
morte.
Como lodos
em
Bougival
conheciam
e
estimavam
o
velho
Debergue
(tinha 60
an
nos)
não
tiveram
muito
trabalho
em
jun
tar
a
quantia
de
10
mil
frarcos
que
foi
olfereeida,
como
resgate,
á justiça
militar
prussiana.
Debergue
soube-o e
disse
muito
sim
plesmente
;
—
Não
quero
que
deem
coisa
alguma
para
me
salvarem
a
vida.
A’manhá
reco
meçaria.
E a
todas as
instancias
respondia
:
—Cumpro
o
meu
dever
de francez.
A
26
de
setembro,
um
pelotão
de
soldados
prussianos
conduziu
o
velho
pa
triota
a
um
campo,
a
pouca distancia
de
Bougival.
O
oflicial
não
podia
conter
a
sua
com-
moção.
Alguns
habitantes
que
acompa
nharam
o
fúnebre
cortejo,
ouviram
sair-
lhe
da bocca
estas
palavras
com
accento
allemão:
Patriotismo!
patriotismo!
O
prisioneiro
foi atado
com
uma
cor
da
ao
tronco
de
uma
arvore.
O
oflicial
pediu
um
lenço
para
lhe
vendar
os
olhos.
—
Tenho
um
na
minha algibeira,
dis
se
Francisco Debergue,
lomae-o.
O
que
se
fez.
Um momento
mais
tar
de,
o
p'>bre
jardineiro
cahia
cora
o
pei
to varado
por
desoito
balas.
O nome
do
bravo Francisco
Debergue
não
morrerá.
Abriu-se
em
Bougival
uma
subscripção para
se lhe erguer
um
mo
numento
cuja
execução está
confiada
ao
esculptor Lanzinolti.
Caso
<le soninambulismo.
—
O
jornal
froncez
«Echo
do Norte», conta
um
acto de
somnambulismo bastante
cu
rioso.
Uma
rapariga
dos
arredores
de Mar-
chiennes,
que
serve
em
casa
do snr.
D...
e
que
pertencia
a
uma
familia
de
la
vradores
honrados, levanta-se
todas
as
noites
á
mesma
hora,
accende
o
lume,
faz
café,
dispõe
a
meza
como
para
uma
refeição
e
não
esquece
colheres,
nem
gar
fos,
nem
facas.
Quando
acaba o
seu
ser
viço,
vae tornar a deitar-se.
Uma
hora
depois pouco
mais
ou
me
nos,
levanta-se
outra
vez, altende
ás
ne
cessidades
da
casa,
levanta a
meza e
põe
tudo
no
seu
logar.
Pega
então
na vassou
ra,
limpa
todo
o
andar terreo
e
espana
os
moveis.
Torna
a
metter-se na'
cama pelas
cin
co
horas
e
dorme
até
á
hora
que se
levantam
os
amos.
Isto
dura
ha
quinze
dias.
Da
primeira
vez, pareceu
muito
admi
rada
quando
lhe
disseram
o
que
se
linha
passado
e
julgou
que
estavam
a
brincar
com
ella.
O
que ha
de
singular,
é
que Sidonia
D...
que trabalha
na
herdade, não
é
quem
ordinariamente
trata
do
amanho
da
ca
sa.
Nota-se
também
que
só
põe
a
meza
para
ires
pessoas, emquanto
que
ha
duas
creanças
e
um
creado,
a quem
é
preci
so accrescentar o
dono
e
a
dona da
casa
e
sua
mãe.
Abertura das aula» <!s Semi
nário
Conciliar.
—
No
domingo,
9
do
corrente,
pelas
19
horas
da
manhã,
na
capella
do
Paço
Archiepiscopal,
haverá
a
missa
chamada do
Espirito
Santo,
a
que
são convidados
a
assistir
todos
os
dignos
professores
do
Seminário
Conciliar,
assim
como
os
collegiaes
e
estudantes
externos
do
mesmo
Seminário,
havendo
no
fim
a
profissão
de
fé
e
discurso
d’
abertura,
co
mo
no
anno
antecedente.
destruição dos recifes
de 9[ell-
Ctate.
—
Referem
de
Nova-York,
que no
dia
25
do
mez
ultimo,
pelas
2
horas
e
50
minutos
da
tarde
fizeram-se
voar
os
rochedos
que
obstruíam
a
passagem
de
Hell-Gate,
á
entrada
da
bahia
de
Nova-
York.
A
explosão, que
attrahira uma
multi
dão
considerável,
realísou-se
sem
causar
accidenles
nem
prejuízos
ás
propriedades
próximas.
Haviam-se
introduzido
52
206
libras
de
matérias explosivas
em
4:462
buracos.
Vinte
e
tres
baterias
communi-
cando
com
960
cellulas tinham
sido
em
pregadas
a
650
pés
de distancia
da
mina.
Barcos
de
guarda
haviam
sido
postos
a
uma
distancia igual
para
impedir
a
apro
ximação
dos
navios.
Um
grande
destaca
mento
de
policias
fôra
igualmente
posto
em
serviço
para
manter
a
ordem.
Os
ha
bitantes,
em
geral,
tinham
abandonado
os
seus prédios,
deixando
portas
e janellas
abertas. Uma massa
immensa
de
especta
dores
tinha-se dirigido
para
a
margem
da
bahia
deNova-York
e
uma
multidão
de em
barcações
coalhava as
aguas
do
rio
de
Es
te.
Durante
o
curso
da
operação
cahira
uma
chuva
fria. A
verificação
dos
effei-
tos
produzidos
pela explosão
sobre
o re
cife
e
os
trabalhos de
desconjuncção das
ruinas
começaram
immediatamente
depois.
A
vibração
das terras
próximas
produzi
da
pela
detonação
foi
muito ligeira.
Não
houve
commoção atmosférica,
nem
o som,
nem o
abalo
se
produziram a
maior dis
tancia
do
que
a
um
raio
de
cinco
milhas
da mina.
A
diSistnção
«los
eorpn».—
A
’
cer
ca
da
variação
da
dilatação dos
corpos,
escreve
o
seguinte
a «Independencia»:
Todo
o
mundo
sabe
que
em
geral,
o
nosso
pezo
diminue
no inverno e
atigmeu-
ta
no
estio,
fenomeno
que
os
sábios ex
plicam
do
seguinte
modo:
Durante
o
inverno,
consumindo
mais
dispendemos
lambem
mais
carbone para
luctar contra
o
frio,
do
que
resulta
dis-
pendermos
pelo
menos
tanto
como
o
que
temos
aproveitado. No
estio,
comendo
menos
reduzimos
igualmente
a
nossa des-
peza de
carbone
e
bebemos
mais do
que
no
inverno,
o que
faz
engordar.
Temos
pois que o
calor
dilata
o
cor
po;
está
bem
entendido.
Ora
temos
ahi
um
sabio, mais sabio
que
os
outros,
que
acaba
de
estabelecer,
por
cifras,
o
augmento e
adminuição
do
corpo
humano,
o
que vai
dar
lugar
a
uma importante
modificação
nos
calendá
rios.
Em
lugar
de
se
fazer, no
cimo
de
cada
mez,
a
mensão
habitual:
«Os
dias
diminuem
I
hora
e
45
m.»,
ou
então;
«Os
dias
crescem
1
h.
e
45
m.»
dir-se-
ha:
Janeiro
—
Os
homens
diminuem
0,14
Fevereiro
—Os
homens
diminuem
0,24.
Março
—
Os
homens
diminuem
0,95.
Abril
—Os homens
augmentam
0
01.
Maio—
Os
homens
augmentam
0,01.
E
assim
por
ahi
adiante:
junho,
0,25;
julho,
0,08;
agosto
0,70. Mas
em
Setembro—
Os
homens
tornam
a
dimi
nuir
0,21;
em
outubro
0,10;
em
novem-
aro
(mal
determinado
ainda
por
causa
das
lerias,
que
lançam
tanta
perturbação
nos
hábitos,
no
regimen; etc.);
em
dezembro
0,3.
De
onde
se
vê:
no
estio engorda-se;
e
no
inverno
emagrece
se.
Telegrammas «Je Lisboa,—
LIS
BOA
2.—O
«Diário»
publica
o
seguinte:
Aviso
declarando
estar
aberto
concurso
para
os
exames
dos
candidatos
ao magis
tério
primário
dos
dous
sexos;
despachos
concedendo
licenças,
por
12
dias
ao
juiz
de
direito
da comarca
do
Pezo
de
Regoa.
e
por 30
ao delegado
de
Baião,
aos
con
servadores
do
registro
predial
de Vou-
zella
e
Aveiro,
e
ao
juiz ordinário
de
Ponte
do
Lima;
novo
horário
do
cami
nho
de
ferro
de
sueste;
parlaria
appro-
vando
o
projecto
relativo
ao
lanço
de es
trada
entre
Darque
e
Vianna
do
Castello.
A
despeza
é
orçada
em
192:090^000
réis;
declarados quites
para
com
a
Lzenda
os
snrs.
João
Evaristo
Dias,
recebedor
da
co
marca
de Miranda pela
sua
gerencia
de
1873
a
1874; José
Thomaz
Gomes,
pa
gador
da
obras
publicas de Vianna
do
Castello
de 1874
a 1875;
Souza
Bastos,
fiel
da
administração
do
correio
de Coim
bra,
como
interino
desde
10
de
julho
a
16
de
agosto
de
1874;
Cândido
José
Al
ves
do
Valle,
recebedor
do
concelho
da
Maia,
de
1874
a 1875.
Na
Bolsa
venderam-se
hoje
os
seguin
tes
titulos:
Obrigações
dos caminhos
de
ferro
do
Minho
e
Douro,
assentamento
91$100;
inscripções
de assentamento
46,30
e
46,35.
LISBOA
3.—
Foram hoje distribuídos
no
Supremo
Tribunal
de
Justiça
os
pro
cessos
de
revista
em
que
é
recorrente
o
snr.
José Ignacio
Ferreira
Roriz,
pelas
querellas
intentadas
contra
elles
pelos
snrs.
Joaquim
Alves
da
Silva
e
visconde
da
Trindade.
O
ministério
da
Justiça mandou
ao
mesmo
Supremo
Tribunal
uma
portaria
pedindo consulta
sobre
uma
nova
promo
ção
judicial.
A
direcção
da
Associação
Commercial
pedirá
á
assembleia
geral
que
nomeie
uma
commissão
encarregada
de
estudar
a
crise.
O
Tribunal
de
Contas
resolveu
propor
para
primeiro
contador
o
snr.
João
Gual-
berto
de
Oliveira.
O
vapor
«Bengo» chegou
hoje
da
Ma
deira.
O
paquete
«África»
sáe
da barra de
Lisboa
no
dia
8.
O
«Diário» confirma sollicitador da
comarca
do
Porto
o
snr. Acurcio
Teixei
ra.
Na
ultima
ordem
da
armada
foram
promovidos:
a
capitão
de
fragata,
o
snr.
Carlos
Eugênio;
a
capitão
tenente, o snr.
Esteves
de
Freitas;
ao
posto immediato,
diversos
guardas
marinhas;
a
guardas
ma
rinhas
diversos
aspirantes.
Foi
exonerado
do seu
cargo
o
snr.
Quintino
de
Macedo,
governador
de
Cabo
Verde,
sendo
nomeado
para
o
substituir
o
snr.
Vasco
Guedes.
O
marechal
duque
de Saldanha
não
sahiu
de
Londres.
Cotações
da
Bolsa;
Inscripções,
46.25; obrigações
prediaes,
91$990
réis;
acções
do
banco
do
Povo,
8$700
réis;
acções da
Caixa de
Credito,
10$)00
réis;
fundos
hespanhoes,
13,09.
UJLTÍJIOS
TELEdRAUHAS »A
AUMCIA
BIAVAS
PARIZ
30.
—
Falla-se
em que
o
czar
escreveu
uma
carta
ao imperador de
Áus
tria,
insistindo
novamenle
por um armis
tício,
e
pedindo
que
a
Áustria
acceda
á
proposta
da
conferencia
reclamada
peta
Rússia
em
virtude
das
prescripções
do
tratado
de
1856.
Assegura-se que a
Áustria
está
dis
posta
a
acceder
aos
desejos
da
Rússia.
O combale
entre
servios
e
turcos
du
rou
todo
o
dia
28
e
recomeçou
no
dia
29.
De
Constantinopla
annunciarn
que
os
turcos
repelliram o
ataque
dos
servios
com
perdas.
PARIZ
2
—Já são
conhecidos
os
re
sultados
de
seis
eleições
complementares.
Foram
eleitos
4
republicanos
e
2
bonapar-
listas.
CÔNSTANT1NOPL
A
1.
—
Celebrou-se
hoje
um
novo conselho
para discutir
a
resposta
que
deve
dar-se
ás
propostas
das
potências.
MUNICH
2.—
Não
se
celebrou
o casa
mento
do
conde
de
Bardi
com
a
prince
sa
Aldegundes
de
Bragança
em conse
quência
de
haver
o
governo
bavaro
exigi
do auclorisações
do
rei
da
Italia
e
rei
de
Portugal,
as
quaes
nem
o
conde
de
Bardi
nem
a
princesa
Sofia
Amélia,
mãe
da
desposada
quizeram
pedir.
Crê
se
que
o
casamento
se
realisará
na
Áustria.
VIENNA
1.
—
Reina
viva
emoção
na
Áustria
em
consequência
da
carta
do
czar
propondo
occupação
pela
Áustria
e
Rússia
das
províncias
clirislãs
da
Turquia.
A
resposta
da
Turquia ás propostas
é
espe-
perada
esta
noute,
crê-se
que recusará.
RIO DE
JANEIRO
2.
—
Sahiu
para a
Europa
o
paquete
inglez
«Ibéria»,
da
com-
pampanhia
do
Pacifico.
nnno» d’
invaríavel BueeoiMH®
Depois
das
adessiões
de
muitos
me-
e
de
vários
hospitaes,
ninguém
po-
duvidar
da eflicacia d’
esta
deliciosa
SAtflffi
A
TODOS
sem
medicina,
pur
gantes
nem
despezas
com
o
uso
da
delicio
sa
farinha
de
saúde,
DL BARRY
de
Londres.
St»
3
dicos
derá
farinha
de saude
que
cura
as
indigestões
(despepzias)
gastrica,
gaslralgia
,
flegma,
arrotos, ventos,
flatos,
amargôr
na
bocca,
pilnitas,
nauseas,
vomitos, irritação
intes
tinal,
diarrea,
dizenteria
, cólicas,
tosse,
alhsma,
falta
de respiração,
oppressão,
con
gestões,
mal
aos nervos,
diabelhe,
debili-
pade,
todas
as
desordens
no peito, na
gar
ganta, do alito,
das
bronchites,
da
bexi
ga,
do
(igado,
dos
rins, dos
intestinos,
da
mucosa,
do
cerebro
e
do
sangue.
75.000
curas
entre
as
quaes
contam-se
a
de
S.
S.
o
Papa,
do duque de
Pluskow,
da
ex.
ma
snr.a
marqueza
de
Brehan,
do
doutor
Manoel
Saenz
de
Tejada,
da
Universidade
de
Cordova,
etc.
etc.
Cura
72.448.
Cadiz
3
de
junho
de
1868
Não
posso
fazer
menos
de
manifestar
a
vv.
s.
as
os
bellos
resultados
que obtive,
administrando
o
seu
chocolate
de
Revales-
ciére
á
minha
senhora.
Havia
muitos
an-
nos
que
padecia
intensissimas
dores
in
testinas,
e insomnias
pertinazes
;
graças
a
este
surprehendente especifico ficou
com
pletamente
restabelecida.
Ficando
reconhe
cidos,
aproveito
esta
occasião para
demon
strar
a
consideração com a
qual o
distin
gue o
seu
attbnto
venerador
—
V
icente
M
oyano
.
Cura
69.718.
Ticheville
(Orne)
20
de
março
de
1867.
Achaodo-me
perfeitamente
com
o
uso
que
fiz
durante
certo lapso
de
tempo
da
Revalesciére,
tenho-a
administrado
a
varias
pessoas,
ás
quaes
produziu
inestimáveis
eiíeitos,
em particular
modo
n’aquelles
que
padeciam
de
hydropesia.
Tres d
’
estes
cu
raram
completamente.—
A
tosse
produzida
por
uma constipação
desappareceu
instan
taneamente
e lambem
produziu
os
mesmos
resultados nas
moléstias
da retenção
de
orina
e
das
moléstias
de
estomago,
afas
tando
de qualquer indivíduo a
hypocon-
dria
P
adre
L
angevin
.
Seis
vezes
mais
nutritiva
do
que
a
car
ne sem
esquentar,
economisa
cincoenlt
vezes o
seu
preço
em remedios.
—
Preços
fixos
da
venda
por
miúdo
em
toda
a
pe
nínsula
:
Em
caixas
de folha
de
lata,
de
‘
/
4
kilo,
500
; de
l
/i
kilo
800
rs
;
de
una
kilo,
1^400
reis;
de
2
i
/i
kilos,
3$200
reis;
de
6
ki-
los, 6$400
reis, e de 12
kilos,
12^000
reis.
Os
biscoitos
da
Revalesciére que se po
dem
comer
a
qualquer
hora,
vendem-se
cm
caixas
a 800 e l$400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a saúde
é
a
n&evuSeseíève
elwealatadsi
ç
ella
res-
titue
o
appettite, digestão,
somoo,
energia
as
carnes
duras
ás
pessoas,
e
ás
creanças
e
mais
fracas,
e
sustenta
dez
vezes
mais
que
a carne,
e
que
o chocolate
ordinário,
sem
esquentar.
Em
paus,
ou em
pó
em
caixas
de
folha
de
latadelO
chavenas,
560
reis;
de
24
cháve
nas,
820 reis;
de
48
chavenas,
1^400;
de
120
chavenas,
3£200
reis,
ou
25
reis
cada
chavena.
BARRY
BU BABBY «fc
C.
a
—
Pia-
ce
Vendòme,
26,
Pariz
;
77
Regent
Street
Londres; Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharmaceuticos,
droguistas,
mer-
cieiros, etc.,
das
províncias
devem
diri
gir
os
seus
pedidos
ao
deposito Central
;
snr.
Serzedello &
C.
a
Largo
do
Corpo
Santo
16,
HAsfcow,
(por
grosso
e
miado)
;
Carlos
Barreio,
rua
do
Loreto, 28;
Bar
rai
&
irmãos,
rua
Aurea,
12.
Fort®,
J,
de
Sousa
Ferreira
&
Irmão,
rua da
Ba
nharia
77;
de
Sequeira
; .1.
Pinto
;
Desí-
ré
Rahir;
Coimbra, V.
Botelho
de
Vas-
concellos
;
Aveiro,
F.
E.
da Luz
e
Costa,
pharm.; Bareelloa, Ramos,
pharm.;
Braga,
Pharmacia
Maia,
rua
dos
Chãos,
Pipa
&
Irmão,
rua do
Souto,
Domingos
J. V.
Machado,
praça
Municipal.
Figueira.
Antonio
Vieira, pharm.
;
Guimarães,
A
J.
Pereira
Martins,
pharm.
;
?en«-
fflel,
Miranda,
pharm.
;
í*
®a#4e
do
A.
J. Rodrigues
Barbosa,
pharm.
; X
”
®-
voa
d® Varzitsi,
P.
Machado
de
Oli
veira,
pharma.
;
Viannn
d®
CastíXio,
Aflouso
e
Barros,
droguistas;
Viiía
Conde, A. L.
Maia
Torres,
pharm.
ÂGAÃBSCIMENTOS
Cosme José de
Almeida
Anlas,
abba-
de
da
fregnezia
de
S.
Julião
de
Sarafão,
e
seu
sobrinho,
o
padre Antonio
José
Cândido
d
’
Almeida,
da
casa
das
Antas,
de
S.
João
de
Rey,
extremamente
penho
rados
para
com
lodos
os
snrs.
ecclesias-
ticos
e
mais
seculares
qce lhes
prestaram
seus
serviços por
occasião
da
dolorosa
mor-
e
de
sua
estimável
irmã,
e
thia,
a
se
nhora
Rita
Joaquina
d
’
Almeida,
da
casa
as
Antas,
de
S.
João
de Rey,
aproveitam
d
ste
meio
para
protestar a
todos
o
seu
r
econhecimento
e
gratidão.
(4321)
ANNUNOIOS
/
—
Largo
da
Lapr
—
1
MUITA
ATTEMÇÀO
deposito
de biaeoit®» <3e Valongo
Estes
biscoitos
são
muito recommen-
daveis
tanto pela
qualidade
das
farinhas,
perfeição
porque são
feitas,
como
pelo
seu
baixo
preço
em
relação
a
qualidades.
Preços porque
são
vendidos:
Biscoito
valonguense,
kilogramma
280
Tosta
doce
D
280
Biscoito
maçarão
»
280
Bolacha
doce
»
280
Biscoito
Brazileiro
»
300
Dito
imperial
330
Bolachinha
de
araruta »
340
Tosta
azeda
190
(4331)
m
.zuna.
Dinheiro a
juro
A
meza
da
confraria
de
Santo
Ama
ro
da
Sé,
d
’
esta
cidade,
tem,
da
mesma
confraria,
a
quantia
de 632$560
rs.;
quem
pretender
até
esta
quantia
a
juro,
de
o
°/0
ao
anno
dirija-se
com
requerimento
á meza,
mencionando
boa
hipotheca
e
fia
dores,
ou
falle
ao
seu
procurador
na
lar
go
do
Paço
n.°
3.
(4333)
ERSESTO CAPESTDU
DOLÕRES
Scenas
da
guerra
carlista,
2
volumes
illuslrados.
Preço
800
rs.
Está
á
venda em
todas
as
livrarias
de
Lisboa e
Porto.
Para
os
que
.apreciaram
as
scenas
que
se
desenvolvem
no
Estudante de
Sala
manca,
certamente
será
esta
obra
uma
agradavel
surpreza
porque
a
Dolores é
uma 2.
a
parle
do
Estudante,
que
com
pleta
o
interesse
de
quem leu
aquelle
ro
mance
e
que
só
por
si
é
um
outro
que
satisfaz
todas as exigências
do
leitor.
Remelte-se
a
quem
enviar
o
seu
im
porte,
pelo
correio,
840.
Antonio José
Gonçalves
Costa,
parti
cipa
aos
seus
amigos
e
freguezes
que
mu
dou a
sua
residência e
oíficina
de alfaiate
da
rua
da
Sé para
a
rua
Nova n.°
24,
onde
espera que
os
seus
freguezes
o
con
tinuem
a
obsequiar.
(4330)
EJIAS
IE&3EÃO,
de
Barcellos,
fa
zem
publico
que
a
carreira
que
teem
entre
esta
cidade
e
aquella
villa,
fica
transi
ferida
d
’ora
em diante:
de
Braga
para
Barcellos, ás
3
horas
da
tarde,
e
vice-
versa
ás
6
da
manhã.
(4324)
Em casa
do
illm.°
snr.
Mattos,
na rua
de
S.
Marcos n.°
53,
acha-se desde
já
aberta
a
matricula
para
lições
de
dansa,
que
deverão
começar
no
dia
22
d
’
oulu-
bro
na
cerca
dos
Congregados,
onde
se
vae construir
um
salão
para bailes
na pró
xima
epocha
carnavalesca.
Preços
:
Por dous mezes
a
duas
lições por
se
mana,
1$500
reis
pagos
no
primeiro
dia
de
aula.
Os
alumnos
tem
direito
a
um bilhete
grátis
para
o.baile
da inauguração.
(272)
(C.
4327)
MUDANÇA
Rodrigo
d’
Oliveira e Sousa,
mudou
o
seu
armazém de
vinhos
da casa
n.°
19,
da
rua
do
Alcaide,
para
a
casa
n.®
11,
da mesma
rua; onde
continua
a
servir
bem
os
seus
amigos
e
freguezes
com
bons
vinhos,
assim
como
com
oplimos petiscos.
(4326)
Alluga-se
uma
para
dous
ou
tres
es
tudantes
que
não
excedam
a
44
annos
cada
um.
Rua
do
Souto
n.°
13, 1.®
andar.
(4325)
CAIXEIRO
Pertende-se
um,
com
habilitações
com-
rrerciaes,
para
uma
TABACARIA.
Quem
se
achar
nas
condições
dirija-se
ao
encarregado
da
administração d
’
este
jor
nal.
(4328)
■
Mudança de escripiorio
José
Joaquim
Penha
Fortuna,
mudou
o
seu escripiorio
de escrivão
e
tabel-
lião,
que
tinha
na
rua
Nova
de
Sousa
d
’esta
cidade
de
Braga,
para a
sua casa
designada
pelo
n.° 20—
a—
situada
no
cam
po
da
Vinha,
hoje
chamado
—
campo
de
D.
Luiz
l.°
—
Braga 29 de
setembro
de 1876.
(271)
José
Joaquim
Penha
Fortuna.
Tendo-se
desencaminhado,
ao
abaixo
assignado,
entre outros
papeis
de impor
tância o
bilhete
de
passagem
para
o
Rio
de
Janeiro
da
Companhia
Franceza,
po-
risso
pede-se
a
quem o
achasse
de
o
en
tregar
em
Braga
em
casa
dos
snrs.
Al
meida
&
Pereira,
em
Caklellas,
ao
Rev.°
Reitor, em
Villa
Verde
em
casa
do
snr.
José
Joaquim
Peixoto,
que
receberão
al-
viçaras.
Pois
as
providencias já
estão
da
das.
Braga
20
de
setembro
de
1876.
Antonio
Pires
da
Costa
Arraes.
(4312)
LECCIOMAMENTO
Antonio
José
Fernandes
de
Carvalho,
faz
saber
que
continúa
a
leccionar
em
instrucção
primaria,
latim,
latinidade
e
philosophia,
desde
o
dia
16
do corrente
em
diante.
A
matricula acha-se
aberta
desde
já
na
rua
do
Poço,
n.° 18,
onde
se
dão
todos
os
esclarecimentos
exigidos.
(4329)
■W
Offerece-se
um
sufflcientemente
habili
tado
em
contabilidade
mercantil
para
to
do
e
qualquer
ramo
de
commercio.
Dá
abono
á
sua conducta.
Quem
precisar,
dirija
carta
a
esta
re
dacção
com
as
iniciaes
D. V.
0.
(4320)
à BOfiBOLSTA
Hebdomadario de liíteratura.
DIRECT0R D.
F.
Proprietário
e
editor—
Antonio
José
Pe
reira
de
Magalhães
Júnior.
No
proximo
3.°
domingo,
15
do
cor
rente,
sairá
á
luz
o
1.®
n
0
do
2.
6
volu
me
da
BORBOLETA,
que
o
novo
editor
tem
procurado
melhorar
lideraria
e
ma
terialmente.
A
correspondência,
tanto
concernente
á
redacção, como á
administração,
deve
ser
enviada
d
’
hoje
em diante só ao pro
prietário,
no
escripiorio
do jornal,
largo
da
Senhora
A
Branca,
n.u 36.
Braga.
ÓSÀ
ES
SWO-BW
E.Yl
I5 3XAGA
10—Rua
de
S.
João
—10
FACULTATIVOS
—
Operador e assisten
te
Manuel
Joaquim
Alves
Passos.
—
Dire-
clor,
assistente
e
residente
na
mesma
ca
sa
Alfredo
Alves
Passos.
Ha tres
classes'de
logares,
a
l.a
clas
se
a
3$000,
a
2.
a
a
2$000
reis
e
a
3.
a
a
1^500
rs.
As
mais
particularidades
consta
dos
programmas,
os quaes
serão
remeltidos
a
quem
os
exigir.
Regente para cartorio.
Quem
se
achar
nas
condições
de
desem
penhar
bem,
dirija-se
em
carta,
para
tra
tar,
ao
escrivão
de
direito
na
comarca
de
AMARES.
(4322)
Pinto
Barbosa.
,
Aluga-se
na
rua
da Ponte
uma
■
morada
de
casas
apalaçada,
com
quintal e
pôço
;
e
bons
commodos
para
uma familia.
Quem
pertender
alugal-a
queira
dirigir-
se
á
mesma
rua,
casa
n.®
58
C.
(4309)
- •
-
—
E S E Z 2EX íO
CIRUBGilÃO
IIEJVTISTA
APPROVADO
PELA ESCOLA MEDICO-CIRURGI-
CA
DO PORTO
Largo
do Barão de
S.
Marlinho
n.°
5
BRAGA.
Faz tudo quanto diz
respeito
á
sua
arte
e continúa
operando
grátis,
pobres e
soldados.
(22
tt
)
Vende-se
a
casa
n.°
4,
na
entra
da
da
rua
de
D.
Pedro
V.'
Foi
construída,
ha
doisannos,
tem
quin
tal
e
poço
e
excellentes
commodos. 1
ra-
cta-se
do seu
ajuste
na
rua
de
S.
Viclor
n.°
50.
(4218)’
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BRAGA
: TYPOGRAPHIA LUSITANA — 1876.
Parte de Comércio do Minho (O)
