comerciominho_05091876_539.xml
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-
4." ANNO 1876
FOLHA
COMERCIAL
UELÍGIOSA E StUTtOIOSâ
NUMERO 539
Assigna-see
vende-se
no
escriptorio
do
kmtor
b
proprietário
Josi
Mana
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.’3
E,
para
onde
deve
»er
dirigida toda
a
correspondência
franca
de
porte.
=
As
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas
;
assim
como
as correspondên
cias
de interesse
particular. Folha
avulso
10 rs.
i
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
anno
1^600
rs.^Semestre
850
rs.=-Pronm-
cias,
anno
2$ÓÓ0
rs
e sendo duas
3^600 rs.
—
Semestre
1&050
rs.=Braztl,
anno
3&6Ô0
rs.=Sem«stre
1&900
rs.
moeda
forte,
ou
8$000
reis
e
4&500 reis
moeda
fraca.«=Annuncios por
linha
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignantes
20 °/0
d
’
abatimento.
uiiííMMfiããMÍãaia^díii^ãsirji»âwí^^
BHAGA—TE3BÇ.%-FBHI& <
& DE
SESEniJBO
O
forum
da
calumnia
é
d’
uma
ampli
tude
interminável;
e
assim
era preciso
para
conter
toda
essa
chusma
de boas
almas
que
vão
macaqueando
na piugada
do
pa-
triarcha
de-Feroey, que
ainda
assim,
com
parado
com alguns
dos
seus
discípulos,
não
era
tão
mau
como
se
diz.
Para
conseguir
ingresso
áquelle
vasto
aoíitheatro,
é
sufficiente
uma
consciência
maleavel,
um
coração
obdnrado
pelas
pai
xões,
ou
uma
insciencia chapada
com
pre
tensões
ridículas.
Querem saber
quem
hoje
vamos
alli
surprehender,
acocorado junto
ao
obelisco
do angulo
mais extremo?
E
’ um
padre'!!
E’
um
padre,
aquelle
que
devia
ser
o
sal
da
terra
e
a
luz
do mundo,
que
des
pe
a
batina
para
envergar
a
bluza dos
sans-culolles,
para,
em
nome d’uma
liberdade
que
é
licença, vociferar cootra
uma instituição
que
elle
deveria ser
o pri
meiro a
defender,
contra
uma
instituição
que
é
abençoada
por
todo
o
mundo!!!
E'
um
padre,
aquelle
que
devia
arvo
rar
o
íabaro
da paz,
—
sustentando
o
pen
dão
negro
da
rebelhào
!
E
’ um
padre,
aquelle
que
devia
apos
tolar
a
doctrina
que
edifica—prégando o
verbo
que
destroe!
Leiam
a
carta
que
de
Barcellos
nos
envia
um
nosso
illustrado
amigo,
e
que
em
seguida
publicamos.
A
simples
noticia
de que se
resolvera
em
Meza
da
Santa
Casa
da
Misericórdia,
d
’
aquella
villa,
a
admissão
de
cinco
irmãs
hospitaleiras
para
Iractatnenlo
dos
enfer
mos
pobres, irritou
a
bílis
do
sacerdote
indigno,
que logo
foi espalmar
os
seus
desabafos,
os
seus
teceios pela
periclita-
ção
da
«santa
liberdade»,
nas
magras co-
iumuas
do
jornal, onde,
segundo
se
diz,
costuma
exhibir
os
seus
bonitos dotes
de
livre-pensador
!
Custa-rios
a
acreditar
n
’estas
aberra
ções
deploráveis;
no
entanto
o
facto
não
é,
infelizmente,
único,
nomeadameule
des
de
que Portugal
vive á
sombra
d
’
uma
coisa
que
por
ahi
chamam «liberdade»,
que
não
é
senão
a
antimonia
da
verdadeira
liber
dade,
e
o
eufemismo
de
licença.
Na
correspondência que
abaixo
segue,
allude
o
nosso
amigo aos
actos
de admi
nistrações
anteriores,
no hospital
d
’
aquella
villa.
Sobre
isto
nada diremos,
deixando ao
nosso
presado
correspondente
plena
liber
dade
para
publicar n
’
estas
columnas o
que
julgar
justo
e
conveniente
para
esclarecer
esta
questão,
que seguiremos
de perlo
conforme
nos
impõe
o
dever
de
jornalis
tas
catholicos.
-------- ------~««B®MS®ágJXSasa»
—------
Barcellos,
3W d
’a<gosto
de
ISSO.
(Do
nosso correspondente).
Appareceu
aqui
hontem
no
jornal
da
terra
—
«Aurora
do
Cávado»,
—
um
artigo
editorial,
ou
da
redacção,
em
que
o
seu
auclor,
referindo-se
á
resolução
da
Meza
da
Santa
Casa
da
Misericórdia,—
que
to
davia
ignoramos
se
é,
ou
não,
verdadeira,
—
de
admiltir
cinco
irmãs
hospitaleiras
para
tratamento
dos
pobres enfermos,
estranha
tão
apaixonadamente
o
caso
nefando,
que
facilmente
sei
ia
o
publico
tentado
a
sus
peitar
de
tamanho
zelo pelo
bem-estar
dos
enfermos
do
hospital
d
’
esta
villa.
Infelizmente,
assim
como
pelo
dedo
se
conhece
o gigante,
lambem
o
tonsurado
articulista
não
teve
o
bom
senso
de
oc-
culiar
o bico
da
pala,
que deixou
muiio
a
descoberto.......
S.
revd.
ma
agoura
mal
da
empresa,
e
é
pena;
porque
ao
menos d’
antes
não
era
assim.
Felizes
tempos!
de,
de
S.
Patric'0,
etc.,
e
viva
o
posli-
bulo
!....
Outra
infelicidade
não
somenos é, que
s.
s.
a
,
ao
terminar
o
seu substancioso e
lib/eralissimo artigo,
menle
d
’uma
maneira
descarada,
quando
diz.
que
ha
muita
gen
te
que
professa
as
suas
ideias
no tocante
ao assumpto,
resolvendo-se
a
sollicilar a
a
reunião
da assembleia
geral
dos
irmãos
da
Santa
Casa
para
pedir
á
Meza
contas
d'esle
seu
passo,
(a
admissão
das
cinco
ir
mãs
hospitaleiras.)
Na
verdade,
a
não
ser
s.
s.
a
,
ou
o
sabio
Solitário de
biliosa
memória,
não
sabemos
aqui de
ninguém,
(e note
qtie
dizemos
—ninguém,
—
)
que
desconheça os
importantíssimos
serviços
d
’
essas mulheres
admiráveis,
voluntariamente
sacrificadas á
practica
heioica
da
santa
e
celestial
vir
tude
da
caridade,
lidas
na
conta
de
anjos
do
céo
na
capital
da
Turquia,
e
aqui,
no
reino
fidelíssimo.
todos
os
dias
apedreja
das pelos
libeialões
de
marca
maior,
her
deiros
dos
frades,
assassinos
da
moral
e
da
honra,
e
para
quem
o
malar
um
pa
dre
era
menos
difficil
que
beber
um
copo
d
’
agua
.......
Mas
deixemos
isto,
—
que é
velho,—e
vamos
ao
melhor.
Valha-te
Deus
!
Então
irão
tão
longe
os
tempos,
em
que
a
administração
inter
na
da
Santa Casa andava—
Deus
sabe,
—
por
que
mãos?
Será
preciso
ir
folhear
velhos
alfarrabios
para
saber-se
aqui,
em
Barcellos,
o
que
por
lá ia,
nos
annos
das
vaccas
gôrdas...
quando
o
açougue
e
as
gallinhas
dos
pobres
davam
para
tudo!...
E
vem-nos depois
fallar
em augtnento
de
despeza,
(quando
tal
não
ha,
porque
ainda
n
’
isto
quer
mentir
o
pseudo-apos-
tolo !)
sem
se
lembrar
do zélo
de
Judas
o
traidor,
quando
em nome
dos pobres
la
mentava
o
desperdício
do bdsatno
precioso,
derramado
aos pé>
do
Salvador!...
Quem
le
não
conhecer,
que
te
compre...
E
que
pena,
por
a
benemerita
Meza,
onde
avultam
caracteres,
como
Simões da
Silveira,
Costa
Guimarães,
etc.
etc.,
pas
sar
a
si
mesmo
carta
de
incapacidade
para
a
missão
que
os irmãos
da
Misericórdia
lhe
confiaram
com
seus
votos!...
E
depois,
os
perigos
—
naturalmente,
a
per
la
da
nossa
independencia,
ou
do
Banco
cá
da
terra,—que
comsigo
póde
trazer,
e
por
certo
trará,
esta
cousa
de
hábitos de
íreiras,
de
institutos
religiosos, ou cousa
que
o pareça!
dir-se-ia que
o
sugeito
her
dou
por
lá
algum
catre,
ou
cama
apare
lhada, da
Franqueira,
ou
de Villar
!....
Deus sabe! mas
ás
vezes,
por
artes
de
Mephislopheles....
Porque,
sobretudo,
o
que
encanta,
é
este
zelo
da santa
libe>dade,
(entendida
á
moda
de 1834,)
queremos
dizer,
a
li
berdade
do
mal,
a
escravidão
do
bem
e
da
virtude!—
Isto
sim,
que
é
progresso.
—
Naturalmente,
o articulista
do
jornal,
onde
expectoravam
infatmas,
nunca
ouvi
das,
os
Brunos,
os Boavenluras,
os
Soli
tários,
e
outros
patifes
de
igual
jaêz,
la
menta
com
accettlos de Jeremias a
escra
vidão
d
’
aquellas
jovens,
que,
desprezando
o
mundo,
se
devotam
á
vida
do
claustro,
para
viverem
para
Deus,
para
si
e
para
o
proxitno,
ligadas
pelos
votos
religiosos;
—
mas talvez
nunca
teve
uma
frase,
uma
palavra d’indignaçào, contra
os
devassos,
sem sentimentos
nem sombra
de consciên
cia,
que
desde
1871
a
fins
de
1875,
ar
remessaram
aos
prostíbulos do
Porto
mil
trezentas
e
setenta
e
tantas
victimas!!!
E
isto
impunemente!
e
isto
á
sombra
da
arvore
florida
da
liberdade!
e
isto
em
no
me
do
progresso
e
das
aspirações
livres
da
humanidade
I...
Que lhe
parece
ao
sabio
articulista?
talvez ache
isto
bonito
e
sobremodo
ci-
vilisador
!
Tem
razão;
—
á
vista
d
’este
sol
que
nos
illumina,
viva a liberdade
!
E,
se
a
cousa
é
assim,
—
conclusão
final,
—
enfor-
jquem-se
as irmãs
hospitaleiras,
de
carida
ILondres, & de
Julho
de 1S
*
ÍL
(*)
Allude
a
que
os Bilualistas,
em
que
veio
a
transformar-se
a
parcialidade
da
Igreja
Anglicana
que
antes
chamavam
Pu-
suyistas, adoptam
e
imitam
as
vestimen
tas,
fôrmas
e
ritos
da
Igreja
Calholica,
assim
como
as
praticas
dos
Catholicos,
co
mo a
confissão
auricular,
o
rosário,
o je
jum,
etc.
lA
’
redacção
do
«Apostolo»./
(.Concluaãoj
Noticiei
ultimamente
a
conversão notá
vel
de
tres
clérigos
Protestantes
;
pois
ago
ra
noticiarei
a
de
um
joven
da
aristocra
cia, segundo
dois
documentos
os
mais
authenticos,
que
appareceram
respectiva-
mente
no
Times
de
tres-antehontem,
e ante-
hontem.
E
’
a
conversão do
filho segundo
de
Lord
Nelson,
da
qual
seu
pai mesmo
foi
o
primeiro
a
dar-nos
noticia
em
uma
carta
que
ao
Times dirigiu.
Queixa-se
Mi-
lord
principalmente,
de
que
o
padre
Ca
tholico
que
recebeu
o
filho
na
Igreja,
con
sentisse
em
que
este
de'sse
aquelle
passo
sem
o consultar
a
elle
pai, ou
lhe
dar
préviamente
parte
da
sua
determinação
de
fazer-se
Catholico.
A
carta
é
mui
longa
e
contem
outras
accusações;
mas
como
par
ticipam
muito
mais
de
declamação
que
de
argumento,
não
vale
a
pena transcrevel-a.
No
Times
do
dia
seguinte,
ante
hon
tem,
o
padre
que recebeu na religião
Ca
lholica
o
joven
aristocrata
responde
ás
ac
cusações
de Lord
Nelson.
O
dito
padre
é
um
do
convento
dos
Congregados
de
S.
Fi-
lippe
Neri.
o
maior
dos
convenlòs
em
Lon
dres,
edificado ha menos
de 30
annos,
se
bem
me
recordo,
e
onde
tem
entrado,
pela
maior
parle, clérigos
Protestantes
que
se
tem
feito
catholicos,
e
que
eram dos
mais
hábeis
e
distinctos
na
religião
Anglicana.
O
facto,
por
exemplo,
que como eu
toda
a gente
que entrara
na
beila
e
vas
ta
igreja
do
convento
(junto
do
grande
e
celebre
Museu
de
Kensington)
póde
teste
munhar
de
lerem
os
8
ou 10
confissiona-
rips,
ao
longo
dos
dois lados
da
mesma
igreja,
nomes
dos
confessores
a
quem
per
tenciam,
e
lodos
estes
nomes
sem
excep-
ção,
serem
de
clérigos
e doutores
Protes
tantes
que
se
tenham
feito
catholicos,
pa
rece-me
bastante significativo.
A
um d’estes
Padres,
pois,
o
joven
Nelson, (neto
do
grande Nelson
Almircen-
te)
recorreu
para
que
o
recebesse
na
Igre-
a
Calholica, e
o mesmo
sacerdote, o
Re
verendo
Henrique
G.
Bowden, satisfez o
seu
desejo,
mas
depois
de competente exa
me
da
seridade
de resolução,
da
compe
tente
inslrucção
na
doutrina
Calholica,
etc.
Como
este caso
vai,
sem
duvida,
fazer
alguma
bulha
(e
além
d
’isto
estou
persua
dido
que
havemos
de ter
frequentes
exem
plos
de
casos semelhantes)
entendo
convir
o
apresental-o mais
por
extenso.
E
pare
ce-me,
que
nada poderá
d
’
elle
dar
ideia tão
comprehensiva
como
a
carta
que
ao
Times
escreve
o Padre
Bowden,
no
papel
de
7
do
corrente,
em
resposta ás
accusações
de
Lord
Nelson.
Abreviarei quanto
possa,
sem
ommittir
o
essencial,
para
se
poder
ajui
zar
correctaraente
do
caso.
Escreve
o Pa
dre
do Oratorio
ao
Times:
«Sou
eu
o
padre
a
cuja
conducta
se
re
fere
Lord
Nelson
em
sua carta
de
hontem.
Eis
aqui
os
motivos
que
determinaram
o
meu
procedimento
:
«Em 5
de
Junho
procurou-me
um jo
ven
e
disse-me,
queria
ser
admittido
na
Communhão
Romana.
Examinei-o
e
achei
sabia
e
cria
a
doutrina
Calholica
Romana,
e
d
’
ella
usava
por
livros
competentes
e
approvados,
ha
3
ou
4
annos.
«Verifiquei,
lambem,
que
ia
a
fazer
os
seus
20
annos
de
idade;
capaz
assim
de
formar
suas
opiniões
religiosas
e
proceder
conforme
a
ellas.
«
Perguntei-lhe,
além d
’isso, se eram
vivos
seus
pais,
cujo nome
ou
classe
não
conhecia. Disse-me,
que
viviam, mas pre
feria
não
os informar
do passo
que
dava
senão
depois d’
elle
dado
;
porque, ha
tres
annos,
seu
pai
se
tinha
enfadado
muito
com
a
ideia
de
tal conversão.
«Entendi
então
que
o continuar
MT
Nelson
como
protestante
seria
um acto
de
hypocrisia
e
como
parecia
ser o
só
motivo
inlelligivel
para
sua
inconsistência
passada
consenti
em
recebel-o
sem o
conhecimen
to
de
seu
pai;
mas
disse-lhe
que
de’
sse
parte
a
seu
pai
no
dia mesmo
em
que
fôra
recebido.
«Farei,
portanto,
notar
que:
1.
°
—
Nunca
aconselhei,
e
menos
ainda
encoragei decepção
qualquer
da parte
de
M.r Nelson
para
com
seu
pai;
mas
pelo
contrario,
que
foi
por
minha
expressa
re-
commendação
que
elle
o
informou
a
primei
ra
vez
que
o
viu depois.
2.
°
—
Que
posto
eu
não
considere
a or
dem
de
um
pai
em
matérias
de
crenças re
ligiosa
como
perentória
e
suprema, não
me
podem
accusar
de
querer
destruir
e
abolir
a
auctoridade
paternal?
3.
°
-
Accusa-ine
Lord
Nelson
de «pres
sa-indecente»
em
receber
seu
filho que
dez
dias antes
era
«membro
comente
da
Igreja
Ingleza».
Eu
perguntaria,
se
o
fre
quentar
os
ofiicios
da
Igreja
Calholica e
praticar
devoções
essencialmente
Romanas
por
espaço
de
tres
annos,
é
consistente
com
tal
disposição
de
animo?
4.
°
—
M.r
Nelson
informa-me,
que
o
mi
nistro
Protestante
a
que
elle
estava ha
bituado
a
confessar-se
durante
os
últimos
tres
annos,
e
que Lord
Nelson
diz
havia
tranquilizado
as
suas
duvidas,
nunca en
trou
com
elle
em
controvérsia
religiosa
;
e
pelo
contrario,
o
animou
na
pratica
de
suas
favoritas
devoções
Romanas, systema
de
direcção
que
eu
não
posso
emprehen-
der
de
explicar.
5. °—
Lord
Nelson
diz, que
seu
filho
não
tinha
receio
d
’
elle.
Eu
não
posso
impedir-
me de
pensar,
que
o
seu
forte
apêgo
á
sua própria
religião
lhe fez
exercer
incons-
cio
terrorismo
sobre
seu
filho,
como
póde
ver-se
das
severas
prohibições
que
lhe
im
punha;
e
que
isto,
juntamente
com
a
direc
ção
espiritual
quasi
Romana
(
)
sob
que
o
ha
via
sido
posto,
lhe
impediu
apreciar
distin-
ctamente
o
estado
de
seu
espirito.
*
«Em quanto
certos
membros
da Igreja
ngleza
estiverem
no
habito
de
imitar
a
devoção Romana
de celebrar
a
Missa,
in
vocar
os
santos,
confissão
oral, recitar
o
rosário,
e
outras
semelhantes,
seguir-se-
tam
conversões,
que,
apesar
de
parece
rem súbitas, sam
só
consequência
neces
sária
de
semelhante
conducta.
«Seu
obediente
servo,
Henrique
G.
Bowden.
Oratorio.
S.
W.
6
de
Julho
de 1876.»
JLondrea
Stt
d’ALyosto de 18SO.
Ao
Commercio
do
Minho.
Eis
ahi
outra
carta
que
pela
mesma
rasão que
a
precedente,
eu não
tinha
envia
do—faltando-me
o
tempo
para
rever
a
có
pia
(que
não
é de
minha
lettra),
e
não
querendo
envial-a
sem
as
correcções
de
que muito
carecia.
Londres,
20
de
Julho
de
1876.
A.
R. SARAIVA.
rrar
D
qtie
fomos, e o qtie
hosugs
.
Fomos
offl
povo
que,
depois
de
uma
longa
oppressão
do
jugo
inauritano,
nos
levantamos
como
um
só
homem,
com
a
espada
na
mão,
e
com
a
cruz
sobre
o
peito,
e capitaneados por
um
príncipe
magnanimo
e
guerreiro,
despedaçamos
as
cadeias,
que
prendiam
a
nossa liberdade,
e
expulsado
os
barbaros
do
nosso
terri
tório,’
e laureados com
a
victoria, nos reu-
niraos
*
era
cortes,
para
lazer
leis
com
aquel
le
tjue,
sendo
portuguez,
e
com o
pres
tigio
das
victorias,
que
lhe
a
soa
bravu
ra
elegemos
e
proclamámos
rei,
e
ao
juramento
que
deu
de
manter
e
observar
o
codigo
fundamental
lhe
correspondemos
com o do nosso
preito
e homanagem.
O
que
fomos?
Uma
nação
pequena
na
extensão
do
seu território,
mas
que
em
Ceuta renovou
o
seu
valor,
e quasi
dos
confias
do Occidente
se
tornou
a
rainha
dos
mares
e
com
os
esporões
das
suas
naos
abriu
as
portas
do
Ouente,
que foi
o
theatro
dos
nossos
feitos
que assombra
ram
o
mundo.
O
que
fomos?
Está
escripto
na
nossa
historia,
sendo
cada
pagina
o
brado
do
nosso
valor
e
patriotismo.
A
idéa predo
minante
d
’
essas
eras
de
saudade
foi
dila
tar os
nossos domínios
com
a
luz
do
Evan
gelho,
que
hoje
se
prentende
apagar,
e
alienar
talvez
parte
d
’essas
possessões,
que
os
nossos
maiores
alcançaram
com
o
va
lor
e
com
o
sangue,
e
que
ímam
o
as
sumpto
da
grande
epopêa
do
nosso
pri
meiro
poeta.
O
que fomos? Attestam-no as
cathe-
draes,
os
templos
magestosos,
que
a
pie
dade
chrislã.
que
era o
sentimento
geral
da
nação
e
dos
nossos
monarchas,
levan
tou
á
Virgem,
que,
depois
de Deus, é
a
rainha
dos
nossos
cultos
e
solemnidades,
como
são
os
de
Sancta
Maria da Batalha,
e
de
Belem,
monumentos
de
recordações
heroicas,
que
a
picareta
e
alvião do
sce-
pticismo
religioso
ainda
respeita,
e ou
tros,
cujo
material foi
convertido
em
edi
fícios,
onde
se
representam
scenas,
não
para
corrigir
e
adoçar costumes,
mas
pa
ra
desmoralisar os
espectadores.
O
que
fomos7
Um
povo
unido
pelo
sentimento
religioso
e
político,
em
cujos
corações
sempre
palpitou
o
amor
da
pa-
tria, que
nos
deu
a
força
e
a
bravura
para
obrarmos
os
altos feitos,
com
que
restauramos
em
1610
a
nossa liberdade
e
independeucia.
O
que
fomos?
Ura
povo, em
que
a
religião
tjnha
por
primeiro
templo
a
cons
ciência,
o
respeito
á
lei
um
dever
sagra
do, e
o
amor
ao
rei
quasi
que
tocava
o
fanatismo.
O
que
somos?
Somos
filhos
dos
que
encanecidos
no serviço
da
palria,
morre
ram
com
as
cicatrizes
da
honra
e
do
va
lor,
escarnecidas
por
tal
modo,
que
os
ex
pulsastes das
(ileirass
do
exercito, dando-
lhes
como
recompensa
dos
serviços a li
berdade
de
esmolar,
muitas
vezes
con
trariada
pela
falange dos
assassinos.
O
que
somos?
Descendentes
d
’
esses
benemeritos
magistrados
que,
em
nome
da
liberdade
maodasle-lhes
despir
a
toga
adquirida
pela sciencia,
integridade
de
ca
rácter,
e
justiça
cora
que procediam
aos
julgamentos.
O
que
somos?
Somos
oriundos d
’esses
zelosos
empregados,
que
substituístes
por
homens
extanbos
aos
processos
das
re
partições,
na
maior
parte
analfabetos,
sen
do
alguns
batefolhas,
barbeiros,
e
correios
das
vossas
confidencias.
O
que
somos?
Somos
parentes
e
ami
gos
d
’
essas
poucas
relíquias,
que
ainda
transitam
entre
nós, que
expulsastes
dos
claustros,
que
muitos
illustraram
com
as
suas
lettras
e virtudes,
e
que
condemnas-
tes
á
miséria
e
irrisão.
O
que
soraos? Somos
portuguezes
que,
quando
pretendemos
beneficio, ou
qual
quer
emprego,
o
nosso
mérito
é descon
siderado,
só
porque
v
oltamos as
costas
a
certas
seducções.
O
que
somos?
Somos
um
povo, era
que
o
cynismo
mais revoltante
explora o
lar
domestico,
dando
publicidade
ao
que
se
passa
no
intimo
da
familia.
O
que
somos?
Somos um
povo,
em
que
a
missão
da
imprensa,
devendo unir
as
iutelligencias,
e
lazer de todos
os
po
vos
um
povo
de
irmãos
unidos pela su
blime
caridade,
tornou-se o
orgão
da
de
vastação
e
da
ruína,
proclamando
as
más
doutrinas,
atacando
a
verdade,
servindo-se
do
jornal
e
dos
livros
como
meios,
para
os
lazer
pa.-sar de
mão
em
mão
nos
es
tabelecimentos
dos
operários
e
dos pala-
cios,
com
o
fira
de preverter
as
intelli-
gencias
e
approximaruos
ao
ultimo
gráo
da
decadeucia.
Rita de
Cassia,
antiga
casa
Fernandes
Ir
mãos,
e
o
estabelecimento
de
ferragens
do
snr.
Ferreira
Braga,
seguro
na
Fedeli-
dade
em
réis
10:000-3000.
No
prédio
contíguo
moravam,
no
l.°
andar,
esquerdo, o
snr.
Henrique
Grego-
rio
Maia,
seguro
na
Fidelidade
em reis
4:0003000;
direito o
snr.
Tugman
com
o
escriptorio
das
biblias,
seguro
na
London
New-Castle;
no
2.°,
esquerdo,
o
snr.
A.
Theodoro
de
Birros,
seguro
na
Queen
em
5:0003000
reis;
direito,
a
Associação
au
xiliadora
dos
fabricantes
de
pão,
sem
se
guro;
no
3.°,
esquerdo,
o
snr.
Estevão
Nu
nes,
seguro
na
Fidelidade;
direito,
o
snr.
•Marques
de
Magalhães,
seguro
na
dita
companhia;
no 4.°,
esquerdo,
o
snr.
Fran
cisco
Matheus,
seguro
na
dita
companhia
5003000 reis;
direito,
a
snr.a
D.
Rosa
Maria
e
0 snr.
João
Teixeira
e
tres
fi
lhos,
sem
seguro,
e
mais
a
snr.a
D.
Ma
ria
Gertrudes
da
Silva,
seguro
na
Bonan
ça
4003000
reis. Nas lojas,
0
deposito
de
vinhos
do
snr.
João
Brito; a
droga
ria
dos
snrs. Raposo
&
Sobrinho,
seguro
oa
Bonança;
0
escriptorio
do
dono
dos
prédios,
0
snr.
visconde
de
Carnide,
e
uma
officina
de carpinteiro;
e
0 armazém
de
ferro
e
carvão
do snr.
José
Gregorio,
seguro
na
Fidelidade.
Para
0
lado
do
Pelouro,
residiam:
l.°
andar,
Companhia
das
aguas;
2.°,
direi
to,
Edificadora,
e
esquerdo
0
pintor
hes-
panhol,
1).
José
Ceballos;
3.°,
direito,
0
snr.
Vidal,
esquerdo,
0
snr.
Raposo
e
sua
familia,
seguro
na
Phenix
3:0003006;
4.°,
direito,
as
cinco
pobres
snr
as
Santos,
e
esquerdo
o
snr.
José
Damoso.
As
perdas
nas
mobílias,
em
todos
os
andares,
são
grandes.
A
Companhia
Edi-
ficdora,
como a
das
Aguas,
salvou
os
li
vros
da
sua
escripturação,
e
aquella
um
cofre
com
6:0003000
reis,
que
alli esta
vam
para
as
ferias
de
hoje.
Em
diflerentes
casas
encontraram
os
bombeiros
dinheiro,
que
fôrara
depositar
na
inspecção.
Uma
das
quantias
era
de
383000
réis,
além
de
um
pequeno
cofre
que
stippôe
ter
ouro.
Impressões
de wm
protestaist®
relativnmente
sí
Egreja CotSsoliea
—
Do
Uiítvers,
de
Paris.
«Meu
caro
senhor.
—
Não
tenho
neces
sidade
de
argumento
algum
para
me
con
vencer,
de
que
a
Egreja
Catholica
é
a
verdadeira
Egreja
chrislã.
Pelos
seus
feu
dos
conhecel-os-heis;
tem
sido
esta
para
mim
uma
prova
constante
e
indubitável;
tenho
sempre
observado
que
todas
as
ou
tras
communhões,
são sómente
lheoticas
nas
suas
boas
obras.
Os
catholicos
são
únicos
que
nas
suas
boas
obras
são
práticos
e
theoricos
ao
mesmo
tempo.
Nascido
no
protestantismo,
descobri
desde
a
idade
de
16
annos,
que
todos
os
protestantes
são
similhantes
aos
sepulchros
caiados,
e
n
’estas
circumstan-
cia»
tornei-me
infiel,
e
0
meu
espirito
está
ainda
subjugado
pelas
sombras
da
incredulidade.
Se
eu
podesse
crèr
na
di
vindade
de
Chrislo
fazia-me
catholico.
Te
nho-me
esforçado
por
fazer
nascer
em
mim
essa
fé,
mas
a
minha
rasão rebella-
se
contra
as
inclinações
do
coração.
Nãu
obstante
amo
a
Egreja
Catholica
e
as
suas
obras,
e
quero
que os
meus
filhos
sejam
educados
no
catholicismo.
»
(Jisutro conversões
notáveis nos
últimos
dias! —
l.a
A
do
filho
mais
velho
de Michelet,
estudante
distincto
de
medicina
em
Slrasburgo.
O
pae quiz
en
terrar
0 cadaver do
filho
civilmente
(ou
á
maneira
dos
brutos),
mas
não
0
con
seguiu.
O illustrado
mancebo
tinha
pedi
do
e
recebido
os
Sacramentos
com
admi
rável
fervor
e
devoção.
2
a
Tocqueville,
grande
escriptor, se
nador
francez.
Falleceu
munido
de
todos
os
Sacramentos
e
com
grande
edificação
de
quantos
lhe
assistiram.
3. a O príncipe
Odescalebi. Abjurou
pn-
blicamente
seus
erros em
Nápoles.
Seus
antigos
companheiros,
impios
e
revolucio
nários,
quiseram-o
lazer passar
louco,
lo
go
que
isto
souberam,
chegando
a
enga
nar
muita
gente
boa;
mas a
calomnia
descubriu-se
e
triunfou
a
verdade
com
des
crédito
dos
perversos.
4.
a
Paulo
de
Féval,
notável
romancis
ta.
Não
se
guardou
para
a
ultima
hora;
e
o
fervor
com
que
tem
abjurado
seus
erros,
acompanhado
devotas
procissões
e
frequentado
os
Sacramentos,
tem
dado
mnito
que
fallar,
alegrando
summamente
os
catholicos.
Louvores
a Deus
!
'
Incêndio
a bordo.—
Em
data
de
25
do
mez passado
participam
de
Anvers
para
Pariz
a
seguinte
noticia:
O
vapor
«Funch»,
capitão
Knudsen,
da
White
Gross
Line
(linha
da
cruz
bran
O
que
somos?
Um
povo onerado
de
tributos
que,
na
sua
escala
ascendente,
nos
reduziram
a
pão
e
agua,
e
a
esque
letos
ambulantes
-
parando
na
presença
da
opulência
dos barões,
que
teem
levantado
sumptuosos
palacios
com
os capitaes
dos
enormes
juros,
extorquidos
pela
usura
ao
thesouro
da nação
O
que
somos?
Ura
povo,
em
que
a
apostasia
dos
Mirandas,
e
outros
da
mes
ma
laia,
nascida,
não
espirito,
porque
es
te
não está
na
altura
da
sciencia,
mas
do
coração
... a
da
ambição
das
libras,
com
inqualificável
cynismo
estabelece
o
publico
ensino
do
protestantismo, sem
que
a
auctoridade
se
opponha
á
propa
gação
do
erro
e
da
falsa
doutrina.
O que
somos?
Um
povo,
era
que
se
quer extinguir
a
fé,
e
com
o
apagador
da
indifferença
e
da
incredulidade apagar
a
luz
do Evangelho.
—
(A
Nação).
GAZETILHA
Caau
de aaude. —
Diz-se
que
bre-
vemente
vae inaugurar-se,
na
rua de
S.
João, este
utilíssimo
estabelecimento, di
rigido
pelo
ex.
,no
snr.
Alfredo
Passos.
Cabrera.
—
-Um
telegramma
de
Wind-
sor, em
30, refere
o fallecimento
de
D.
Ramon
Cabrera,
noticia
que
é
hoje
ple
namente
confirmada
pelos
jomaes.
Sobre
as
peripécias
que acompanha
ram
os
seus
últimos
momentos,
guardamos
inteira
reserva,
esperando
as
informa
ções
do
nosso
dedicado
correspondente
de
Londres.
ííomageaoí.
—
Verifica-se
nos
dias
7
e
8
a
romagem
de
N.
Senhora
do Porto
d
’Ave,
uma
das
mais
coocoriidas
da pro-
viucia.
Como
se acha
já
concluída a nova
es
trada
até
ao
sanctuario, é
licito
esperar
que
neste
anno
a
concorrência
será
du
plicada.
No
dia
da
romagem,
8,
ha
comboios
a
preços
reduzidos
do
Porto a
esta
cidade
e
estrções
intermediárias.
Deposição.
—
As
agencias
telegráficas
coromunicam-nos
que
Murad
V
acaba
de
ser
deposto,
sendo substituído
por
AbJ-ul-
Kamid.O reinado
d
’estes
porém
parece
que
terá
curta
duração,
porque
vários
médi
cos
são
concordes
em
que
a
raça
Ostnan,
combalida
pelos
excessos
de
lodo
o
genero,
estará
extincta
no
espaço
de
10
annos
quando
muito.
Natividade «3a SS.
Virgem.—
Fes-
teja-se
no
proximo
dia
8
a
Natividade
da
SS. Virgem,
na
Misericórdia,
Carvalheiras,
Santa
Cruz,
S. Lazaro e Bom
Jesus
do
Monte.
Feira.
—
Effectua-se
na
sexta
feira
pró
xima
a
feira
que
annualmente
se faz
no
logar
da
Misericórdia,
freguezia
de
Fer
reiros.
®bíto.
—
Falleceu
ha
dias
em
Lisboa
o
notável
escriptor dramático,
o
snr.
Duar
te
de
Sá,
diiector
do
Conservatorio.
Grande
inetmdio
em Lisboa.—
Os
joroaes
e
correspondentes
da
capital
noticiam
um horroroso
incêndio
que
alli
houve
na
madrugada
do dia
1.
O corres
pondente
para
o
«Cotaruercio
Portuguez»
diz
assim:
O
incêndio manifestou
se no
segundo
andar
do prédio
que
faz
esquina
para
o
largo
de
Pelourinho
e
de
S.
Julião.
O
fogo
reduziu
quasi
a
rainas
tres
prcdios.
Para
o
largo de S,
Julião,
estes
pré
dios,
que
pertencem
ao
snr.
visconde de
Carntde,
tem tres
andares
e
aguas
forta-
das;
o
primeiro,
o
do
largo
de
Pelouri
nho,
numeros
1
a
7,
7
janellas
de
frente
e
3
trapeiras;
o
segundo,
o
central,
n/
’
s
8
a
12,
4
janellas
e
2
trapeiras;
e
o
ter
ceiro,
o
do
canto,
n.
os
12
a 14,
3
ja-
oelias
e
2
trapeiras;
em
toda
a
frente
pa
ra
S.
Julião,
14
janellas
de
frente
em
ca
da
um
dos andares
e
7
trapeiras.
Para
o
largo
do
Pelourinho,
o
prédio,
com
os
n.
os
3I a
38, apresenta
8
janellas
de
frente
e 3
trapeiras.
Total,
76
janellas.
O segu
ro
é
nas
companhias
inglezas
Norwicb-
Union
e
Londoo New-Castle.
Os
inquilinos
eram:
lado
de
S.
Julião,
á
esquina, no
l.°
andar,
Companhia
das
aguas;
e fronteiro
o
deposito
de
ferragens
do
snr.
Braga;
no 2.°,
a
Edificadora,
se
gura
na
Indemnisadora
em
réis
2
OOO3OOO
no
3.°, o
snr.
Pina
Vidal,
seguro
na
Fi
delidade;
no
4.°,
lado
direito, as
cinco
se
nhoras.
irmãs
Santos,
das
quaes
adiante
fallarei,
D.
Maria
Henriqueta,
D.
Mathil-
de
Rosa,
D.
Felicidade;
D. Victoria
Maria
e
D.
Etnilia
Atnalia,
cora
o
sobrinho, snr.
Alfredo
Augusto
dos
Santos
e
um hospe
de allemão,
snr.
Jcseph
Gross, sera
se
guro;
e
nas
lojas,
a
drogaria
da
snr.
D.
ca),
procedente
de Nova-York
com
um
carregamento
completo, chegou
honlem
á
noite
á
enseada
de
Flessmgen,
trasendo
fogo
a
bordo.
Apesar de
todos
os
esforços
foi
impossível
ixtinguir
0
incêndio.
O
navio
e
0 carregamento
são
con
siderados
como
perdidos. A
tripulação
sal
vou-se.
Estava
tudo
seguro
por
2
milhões
em
Auvrs
e
em
Pariz.
Drama misterioso.
—
Ura
drama
misterioso
lançou
0
sobresalto entre
os
habitantes
da
aldeia de
Kerbimbim,
perto
de
Plogostel,
Finisierra.
A
aldeia
compõe-se,
alem
dos
edifícios
que
servem
para
a
exploração
agrícola,
de
uma
casa
dividida
em
dois
corpos
ha
bitados,
um
pelo proprietário,
sua
mulher
e seus quatro
filhos,
e
outro
pelo
casei
ro
e
sua
familia.
Sabbado
passado,
pelas
seis
horas
e
meia
da
manhã,
0
caseiro,
saindo
de
sua
casa,
ficou
muito
espantado
ao
ver
uma
fumarada
espessa
que
se
escapava
pelas
fendas
da porta
e
da
janella
do
quarto
occupado
pelos
esposos
Cornec
e
seos fi
lhos.
Bateu
com
força e
repetidas
vezes
a
seguir
tanto
á porta
como
á
janella,
e
como
não
obtivesse
resposta,
chamou
por
soccorro
e
tratou
entrar
á força
no
apo
sento
dos
esposos.
Na
occasião
em
que
arrombava
a
ja
nella, 0
fogo
irrompeu
de
repente
ao con
tacto
do
ar
e
com
violência
extrema,
pe
la
abertura
que
acabava
de
ser
pratica
da.
O
caseiro
esteve
em riscos
de ficar
gravemente
queimado. De
balde
tentaram
por
diversas
veses
approximar-se
da
por
ta; estava
também
em
fogo.
Tornou-se
então
evidente
que
toda a
esperança
estava
perdida
de
levar
soccor
ro
ás
seis
victimas
que
se achavam
no
meio
d
’
aquelia
fornalha
ardente.
No
entanto
não
se
cuvia
lamento
nem
gemido
no
interior.
Correram
a
prevenir
immediatamente
as
auctoridades
e
a
gendarmeria,
e
houve
que
esperar
que
0
fogo tivesse
acabado
a
sua
obra
terrível
antes de penetrar
na
casa.
Só
no
domingo
foi
possível
começar
os
trabalhos do
desentulho,
e
em
presen
ça
dos
membros
do
tribunal
de
Qoimper
que
acabavam
de
chegar,
acompanhados
de
um
facultativo,
conseguiu-se
descobrir
seis cadáveres
completamente
carbonisa-
dbs
na
camada
espessa
de
cinzas.
Eram
os
de
Cornec
pai,
de
sua
espo
sa,
e
de
quatro
filhos.
Suppõe-se
que
0
incêndio
foi
posto
pelo
pioprio Cornec que, havia
muito
tem
po
já, não
gosava
da
plenitude
das
suas
faculdades
imelleciuaes
A
punição da embriaguez.—
Já
uma
vez
aqui
dissemos,
diz 0
«Primeiro
de
Janeiro»
como
na Suécia
eram
tratados
os
ébrios,
hoje
temos
a accrescentar
0
se
guinte:
Ao
primeiro
acesso
de
embriaguez,
0
ehrio
é
punido
com
uma
multa de
15
francos
ao
segundo,
de
30
francos;
ao
terceiro,
perde
os seus
direitos
de eleitor
e
de
elegível;
ao
quarto,
0
seu
nome
é
pronunciado
com
despreso
na igreja
paro-
chial
e
ao
quinto, é
condemnado
a
6
mezes
de
trabalhos forcados.
Qualquer ecclesiastico,
qualquer
fuoc-
cionario
surprehendido
em
estado de
em
briaguez,
suspenso
ou demittido. Uai ho
mem
morto
por
embriaguez é
sepultado
como
um
cão.
A
principio
não
faltou
quem
appellas-
se
para
os
sentimentos
filantrópicos
a
fa
vor dos
ébrios;
mas
depois
entendeu-se
que
os
meios
rigosos
eram
os
mais
efli-
cases.
Telegramnias
d® Idabor».—
LIS
BOA
2.—
O
«Diário»
publica:
portaria
lou
vando
João
da Camara Leme
ptlos dis-
tinclos
serviços
prestados para
a
educação
do
sexo
leminino
nas
escolas
do
Funchal;
aviso
declarando
aberto
concurso
para
pro
vimento
das
seguintes
egrejas:
S.
Pedro
de
Abbaças,
no
concelho
de Villa
Real;
Nossa
Senhora
da
Gloria,
no
concelho
de Aveiro;
S. Pedro
da
Varzea
de
Goes,
no
concelho
de
Coimbra;
despachos
con
cedendo
licenças,
por
30
dias,
ao
juiz
da
comarca
de
Oliveira do
Hospital;
por 20
ao
delegado
de
Caminha;
por 60 ao
de
legado
de
Penacova
e por
20
ao
da
Vil-
ia
da Feira;
portaria
nomeando
João
Da
maso
da
Silva
director
da
alfandega.
Falleceu
a
bordo
do
«Eqiiateur» vindo
do
Brazil,
0
passageiro
AnUnio
José
Dias.
Chegaram
tres
navios
de
guerra
fran-
cezes.
Na
Bolsa
fizeram-se
hoje
as
seguintes
transacçõe;
Acções
do
Banco
Lusitano
8O3OOO
réis;
obrigações
dos caminhos
de
ferro
do
Minho
e
Douro,
coupon,
84$800;
ioscripções
de
assentamento
49,00;
ditas
de
coupon
49,00;
fundos
hespanhoes,
coupon,
primei-o
semestre
12.71;
ditos;
coupon
corrente
12,39;
ditos
para
30
do
corrente
12,83
e
12,84.
—
Fizeram
se
hoje
na
casa
da
moeda
as
experiencias
das libras falsas.
Verificou-
se
serem
de
platina.
Conhece-se
a
falsi
ficação
pelo loque,
pela
imperfeição do
gra
vado
das
palavras
Gratia Dei.
e
pela pe
quena
elevação
do
cunho.
São
todas
de
1862.
•
—
Hoje
um
soldado
de
artilheria
atirou
um
tiro
contra
um
cábo
que o
tinha
ac-
cusa-ío
aos
seus
superiores.
A
bala
matou
um
soldado
que
estava
perto
do
cabo.
O
assassmo
suicidoti-se
em
seguida.
Retinião
«le
eredorea.—
Hontem
(1)
n
’
nma
das
salas
do
tribunal
do
commer-
cio
houve
reunião
de
credores
da casa
ban-
ria
Carmo,
Sobrinho
&
C.
a
,
a
fim
de de
clararem
se
concediam
a
moratoria
d’um
anno,
pedida
pela
mesma
casa,
a fim
de
n
’
este
praso
solver
os
seus
débitos.
A
moratoria foi
concedida
unanitne-
mente.
/P.
de
Janeiro.)
PrcHtnção.—
Amanhã
verifica
se
a
re
cepção da
2.
a
prestação
da
4.a
emissão
do
empréstimo
para
os
caminhos
de
fer
ro
do
Minho
e
Douro,
perdendo
os
por
tadores
dos
titulos que
faltarem
ao
paga
mento,
a
importância da 1.
*
prestação.
Xoticiais militares.—
Da
Ordem
do
Exercito
n.
e
24,
transcrevemos
o seguin
te
:
Estado
maior
de
artilheria.
—
Coronel,
o
tenente coronel,
Emygdio José
Xavier
Machado.
Regimento
de
artilheria
n.°
2.
--Tenen
te
coronel,
o
major
do
regimento
de
arti
lheria
n.°
1,
Francisco Ernesto
da
Silva,
e
capitão
da 3.
a
companhia,
o
primeiro
tenente
de
artilheria,
Feliciano
Henrique
Bor-lallo
Prosles
Pinheiro.
Regimento de
artilheria
n.°
3.
—
Major,
<i
capitão
do
estado
maior
de
artilheria,
João
Correia
de
Mesquita.
Batalhão
de
caçadores
n.°
3.
—
Tenente
ajudante,
o
alferes
ajudante,
Antonio
Au
gusto
Botelho.
Batalhão
de
caçadores
n.°
10.
—
Alfe
res,
os
alferes
graduados,
do batalhão
de
caçadores
ti.° 5,
Manuel
Alves
da
Silveira,
e
do
regimento
de
infanteria
n.°
14, Fran
cisco Joaquim
de
Cerqueira
Júnior.
Batalhão
de caçadores n.°
12.
—
Tenen
te ajudante,
o alferes
ajudante,
Christovão
Gil
Curvo
Semmedo de
Portugal
da Sil
veira.
Companhia
de
correcção
do caslello
de
Angra.
—
Tenente,
o
alferes,
João
Maria
de
Montes
e
Freitas.
Praça
de
Eivas.
—
Exonerado
do
go
verno,
o
general
de brigada,
Francisco
Xavier
Lopes,
pelo
pedir.
Governador,
o
general
de
brigada,
Ro
que
Francisco
Furtado
de
Mello.
Exonerado
do
exercício
de ajudante de
campo
do
governador, o capitão
do
corpo
de
estado
maior, Alberto Ferreira
da
Silva
Oliveira,
pelo pedir.
Commissões.
—
Coronéis
de
artilheria,
os
tenentes
coronéis,
Antonio
da Rosa
Gama
Lobo,
e
José
Maria Cabial Calheiros,
con
tinuando
no
serviço em
que
se
acham.
Os
tenentes,
do
batalhão
de
caçadores
n.°
10, Jayme.Arlhur
de
Mascarenhas
Bas
tos,
e do
batalhão
de
caçadores
n.°
12,
Eduardo
.'
ugusto
Rodrigues
GalharJo.
Fabrica
da
polvora.
—
Director,
o
te
nente
coronel
do
regimento
de
artilheria
n.°
2,
José
Gonçalves.
Praça
de
S.
Julião
da Barra.
—
Major
da
praça,
o
major
da
praça
de Eivas,
Joaquim
Bento
da Cunha.
A
h
eòre»
que desbotam.—
Ahi
vão
algumas
palavras
sobre
a
conservação
das
tapeçarias
e
das
fazendas
:
Ninguém
ignora
que
a
luz
do
sol,
co
mo
a
da
lua,
come
as
cores.
Os
raios
ac-
linicos
da
luz
decompõem
a
matéria
colo-
rante, e
os
matizes
mais resistentes
aca
bam
por
alterar-se.
O
snr.
Campronnier,
natural da Bélgi
ca
fez
utlimamente algumas
experiencias
interessantes,
não
sobre
tecidos
coloridos,
u.as
sobre borboletas.
Todas
as
collecções
de
insectos
são
desbotadas
pela
luz
;
só
na
escuridão
éque
podem
ser
conservadas.
O
snr.
Compron-
nier
quiz
verificar
em
quanto
tempo
as
bellas
cores
das
borboletas
desapparecem
e estudou
a influencia
relativa
dos diífe-
rentes
raios
que
compõem
a
luz
branca.
Como
são
ss
côres
verdes
e
carmim
as
que
desbotam
mais
depressa
á
luz
do
dia,
o
snr.
Campronnier
escolheu
para
estas
experiencias
algumas
azas
inferiores
deu-
chelia
jaubcea,
que
tem
uma
magnifica
côr
de
carmim.
Encerrou
essas azas
em
pequenas cai
xas,
fechadas por
vidros
de côres
diffe-
rentes
e expostas
ao
sol.
Foram
estes
os
resultados
observados
:
Vidro
sem
côr.
—
Quinze dias
depois
da
exposição,
o
carmim
já
começava
a
decom
por-se
visivelmente;
trinta
dias
depois a
alteração
era
mais
sensível,
e
noventa
dias
depois
a
alteração
era
mais sensível,
e
no
venta
dias
depois
estava
tão adiantada a
de
composição
que
o
carmim
passára
a
ama
rello.
Vidro azul.—
Resultado
igual.
Vidro
verde.—
Esta
côr demora
a
decom
posição,
não
começando
esta
senão
no
fim
de
um
mez.
Vidro
roxo.
—
Mal se
percebe
a decom
posição
ao
cabo
de
cincoenla
dias.
Vidro
amarello.
—
Foi
o
unico
que
con
servou
quasi
inalterável
a
côr
de carmim
das
azas,
mesmo
noventa
dias
depois
da
exposição
aos
raios solares.
Não ha,
pois,
preservativo
absoluto.
A
luz
consuma
sempre
a
sua
obra
de
destrui
ção;
é
entretanto
atravez
de
vidros
ama-
rellos que
a
decomposição
das
côres
se
torna
mais
demorada.
As
collecções
ento-
mologicas
devem,
pois
ser
guardadas
sob
vidros
d
’essa
côr.
Estas
experiencias
teem
inteira
applicação
aos tecidos
das
tapeça
rias
e
das
mobílias.
Os
tecidos
verdes,
as
mobilias
forra
das
de
vermelho
carmesim
desbotam
com
muita
facilidade.
O
verde
transforma-se
bem
depressa
em
amarello.
As
novas
tin
tas
extrabidas
do
alcatrão
teem
um
co
lorido
lindíssimo,
mas
de
bem
pouca
du
ração.
Disse-se com razão
:
«são
um
al
moço de
sol.»
Cortinas
tintas
com
a
fre-
cheina,
a
alizarina,
etc.,
embranquecem
em
menos
de
um
mez.
Quando,
durante
o
verão, não
se
pô
de manter
os
aposentos
na
escuridão,
nem
cobrir
os
moveis
com
uma
capa
espessa,
é
sem
duvida
alguma
de
grande
vantagem
adoplas
como
preservativo,
senão
os
vi
dros
amarellos,
pelo
menos
as
cortinas
amarellas.
O
amarello
não agrada
a
todos,
bem
o
sei ;
mas
o
azul
pouco
mais
preser
va
do
que
o
branco.
A
côr
amarella
é,
com
efleito,
a
qne
adoptaram
os
photographos
para
impedir
que
a
luz
activa
penetre
na
camara
escu
ra
; ella
assim
fica sem influencia
sobre
os
saes
de
prata do
cliché.
Uma
dupla
cortina,
sendo uma
d
’
ellas
amarella,
não
deixa
ividenlemente
que
pe
netrem
no
aposento
os
raios
solares,
do
tados
de
actividade
chimica
e
preservam,
tanto
quanto
é
possível,
a
decomposição
da
côr
do
velludo,
das
sedas-das
cadei
ras
e
das
poltronas,
as tapeçarias, quadros,
etc.
A
experiencia
é
facil
e
está
ao
alcan
ce
de
todos.
(Do
J. do
Porto.)
Contracto.
—
O
jornal
Campeão
das
Províncias
refere
o seguinte
caso que
não
deixa
de
ter
a
sua
graça
:
«Em
Estarreja
quatro
indivíduos
fize
ram
entre
si
o contracto
de
não
fumarem
durante
um
anno,
e
o
que
transgredisse
esta
condição, desde
que
lhe
fosse
prova
do por
lestimunhas
ou
indícios claros,
obri-
gava-se
a
pagar
aos
outros
25
moedas.
Foram
a
casa
de um tabellião da vil
la,
fizeram
titulo
d
’
esie
contracto,
com
hypolhecas,
reconheceram
as
assignaturas
e
desde
logo
depositaram
na mão
do
ta
bellião
o
titulo,
pois
que da
meia
noite
d
’
esse
dia
em
diante
começava
a correr
o
anno.
Elles
lá
andam
espreitando-se uns aos
outros,
com os
bolsos
sempre
cheios
de
cigarros
para
tentarem
os
collegas,
e a
competente
caixa
de
rapé
no
bolso
para
entreterem
as
impaciências
do
vicio.
O
mais
bonito
é
que,
como nenhum d
’
el-
les
eslava
affeito
a
tomar
rapé,
agora,-
quando
se
juntam
todos
quatro
na
praça
e
sorvem
a
respeitável
pitada,
é
uma
ar
tilheria
de
espirros
que
mette
medo;
mas
tem
graça
para
elles
mesmos, porque
es
tas
salvas
são
companhadas
de francas
gar
galhadas
dos
quatro
amigos,
patuscos
de
boa
feição.
Como
são
todos
homens
pacatos
e
bons
amigos,
não ha
a
receiar
que
d’
esta
brin
cadeira
nasça
contenda.»
UI
j
TIMOS
TELEGRAMAS
da
AUEXCU
HAVAS
ROMA 1—O
cardeal
Antonelli
está
melhor
Terminou
o
julgamento
do
marquez
de
Montegazza
que
foi
condemnado
a
oi
to
annos
de
grilheta
por
falsificar
a
assi-
gnatura
do
rei
Victor
Manuel.
CONSTANTINOPLA
1
—
O
ex-sultão
Mourad
foi
installado
com
sua
familia
no
palacio
Tchegareno.
A
apresentação
oflicial
do
sultão
Abdul
Harned na
mesquita
de
Eyoud
e na
próxima
sexta-feira
e
no
sab-
bado
a
leitora
de
«hatt»
imperial.
LONDRES,
1
—
Realisou-se em Nottiii-
ghan
um «meeting»
para
protestar
contra
as barbatidades
commettidas
pelos
tur
cos.
Leu-se
uma
carta
do
subsecretário
do
ministro
dos
estrangeiros
disendo
que
o
governo
inglez
di-igiu
á
Porta
as
mais
enérgicas
representações
a
fim
de lhe ía-
ser
compreh-nder
que
as
crueldades
pro-
dusirão
o
efleito
de
ilte alienar
as sympa-
thias
da
Inglaterra
de
uma forma desastrosa
para
a
Turquia.
MADRID
1
—A
«Po!itica«
diz
que
foi
assignado
o
regulamento
para executar
a
convenção
entre
Portugal
e
Hespanha
re
lativa
á
navegação
do
Douro
e
ao tran
sito
dos
caminhos
de
ferro.
Um
despacho
oflicial
de
Cuba diz
que
os
negociantes
cubanos
subscreveram por
cinco
milhões de
piaslras
para
o
novo
empréstimo.
A
primeiro
expedição
dos
reforços
par
tirá
de
Santander
para
Cuba
em
20
do
corrente.
O
«Eco
de
Cvtagena»
noticia que o
duque e a
duqusa
Saxe
Meningen
são
es
perados
brevemente
n’
aqtiella
cidade.
O
núncio
Situeoni
regressou
dos
banhes
de
Ceslona
(Biscaia)
a
Madrid.
PARIS,
í
— <L’
Estafetie»
annuocia
que
a
ex-rainha
Izabel
depois
de
tomar
os
ba
nhos
do mar,
regressará
a
Paris onde
pas
sará
o
inverno.
O
marido
de D.
Izabel
chegou
á
ca
pital
da
Baviera.
MADRID,
2
—
Diversos
jornaes
noticiam
que
os
bandidos
roubaram e
abandonaram
vasia,
sobre
a via
ferrea
de Madrid
a
Hen-
daya,
uma
caixa
que
continha 24:000
trancos.
As
aucloridades
procuram
os
auctores
d
’este
roubo.
PARIS
2
—
A
Servia
repelle
as
exigên
cias
rigorosas
da
Turquia relativas
á
paz
e
prepara-se
para
campanha
no
inverno.
Os
turcos
operam
iuneção
para
renovar
o
ataque
contra
Alexmatz.
SAÚDE
À
TODOS
sem
medicina,
pur
gantes
nem
despezas
com o uso da
delicio
sa
farinha
de
saúde,
DL
BARRY
de
Londres.
37
aunou «Finvarinvel
Huecesso
2
Saude
a todos
pela
deliciosa
Ilevalescié-
re
Du
B
arry
,
que
cura
as
indigestões
(dis-
pepzia)
gastrica,
gastralgia,
ílegma,
arro
tos,
amargor
na
bocca,
pituilas,
nauseas,
vomitos,
irritações
intestinaes, diarréa,
desenteria,
cólicas, tosse,
asthma,
falta
de
respiração,
opressão,
congestões,
mal
aos
nervos,
diabethe,
debilidade, todas
as
de
sordens
no peito, na garganta,
do
alito,
das
bronchites,
da
bexiga,
do
figado,
dos
rins,
dos
intestinos,
da
mucosa,
do
cerebro
e do
sangue.
73:000
curas,
entre
as quaes
contam-se
a
de
S.
S.
o
Papa,
do
duque
de
Pluskow,
da exc.ma
snr.“
marqueza de
Brehan,
do
doutor
Manuel
Saenz
de Teja-
da da Universidade
de
Cordova,
etc.
etc.
Certificado
do
dr.
Manuel
Saenz de
Te-
jada,
doutor
da
faculdade
medica
e
cirúr
gica,
lente
da
Universidade
livre
de
Cor
dova,
medico
em
proprio
e
do
caminho
de
ferro
de Merida a
Sevilha, etc.
Certifico
:
Que
com
uso da
Revalescié
re,
obtive
na
minha
clinica
virias
curas
era
moléstias
gravíssimas
em
alguns
clien
tes
residentes
n
’
esta,
cidade,
lembrando-
me
o
de
D. Filippe
Zappina
empregado
pu,
blico,
hoje
administrador
da
alfandega d-
Manila nas
ilhas
Filippinas,
a
de
D.
Amelie
Gomes,
casada
com um
chefe
do
exercitoa
a
qual
continua
a
melhorar
com o
seu
uso;
de
D.
Ramon
Alonzo, rapaz de vinte
annos
que
soílria
havia
alguns
mezes
de
uma
moléstia
de peito
de
muita
gravidade.
E
para
fazer constar em
toda
a
parte, a
assigno
em
Cordova
em
13
de
outubro
de
1873.
Dr.
Manuel
Saenz
de
Tejada.
Seis
vezes
mais
nutritiva do que
a car
ne
sem
esquentar,
economisa
cincoenla
vezes
o seu
preço em
remedios.—
Preços
fixos
da
venda
por
miudo
em
toda
a
pe
nínsula
:
Em caixas
de
folha
de
lata,
de
kilo,
500
; de
*
/
s kilo
800
rs
;
de
um
kilo,
l$400
reis;
de 2
*
/,
kilos, 3$200
reis;
de
6
ki
los, 6$400
reis,
e
de
12
kilos,
12$000
reis.
Os
biscoitos
da Revalesciére
que
se
po
dem
comer
a
qualquer
hora,
vendem-se
em
caixas
a
800
e
l$400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a
saúde
é
a
ECevnleneière
stioetííistafia;
ella res-
titue
o
appettite,
digestão,
somno,
energia
as
carnes
duras
ás
pessoas,
e
ás creanças
e
mais
fracas,
e sustenta dez
vezes
mais
que
a
carne,
e
que
o
chocolate ordinário,
sem
esquentar.
Em paus,
ou
em
pó
em
caixas
de
folha
de
lata
de
10
chavenas,
500 reis;
de
24
chave
nas,
820 reis;
de
48
chavenas,
1$40O;
de
120
chavenas,
3$200
reis,
ou
25
reis
cada
chavena.
bahry
dv
suma
«fe
c.a -Pla-
ce
Vendòme,
26,
Pariz;
77
Regent
Street
Londres;
Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharmaceuticos, droguistas,
mer-
eieiros,
etc., das
províncias
devem
diri
gir
os
seus
pedidos
ao
deposito
Central
;
snr.
Serzedello
&
C.a
Largo
do
Corpo
Santo
16,
ILisbos»,
(por
grosso
e
miudo)
;
Carlos
Barreto,
rua
do
Loreto,
28;
Bar
rai
&
Irmãos,
rua
Aurea,
12.
Porío, J.
de
Sousa
Ferreira
&
Irmão, rua da
Ba
nharia
77
; de
bequeira
;
J.
Pinto ;
Desí-
ré Rahir
;
Coistibra,
V.
Botelho
de
Vas-
coticelios
;
Aveiro,
F.
E.
da Luz
e
Costa,
pharm.;
EJ^rcelSos,
Ramos,
pharm.;
íSrwgj»,
Pharmacia
Maia,
rua
dos
Chãos,
Pipa
óc
Irmão,
rua
do
Souto,
Domingos
J.
V.
Machado,
praça
Municipal.
Antonio
Vieira,
pharm.;
Ctuhtxaríeo,
A
J.
Pereira
Martins,
pharm.
;
«'rna-
ílei,
Miranda,
pharm.
;
<:«»
A.
J.
Rodrigues
Barbosa,
pharm.
;
vo» do Varzim,
P.
Machado
de
Oli
veira,
pharma.
;
Vianna
do
Castello,
Aflonso
e
Barros,
droguistas;
Villa da
Conde,
A. L. Maia
Torres
pharm.
ÀGamcUÍESTOS
H
á»
tí
sá
M
L
-ísg
’
à
Summamente
grato
a
todos
os
ill.
m
s
e
exc.
mos
snrs.
que
assistiram ao acom
panhamento
e
responso
de Gloria que por
alma
de
minha filha
Branca tiveram
logar
na capella
de
S.
Miguel
O Anjo,
aqui
lhes
dou
os
meus
agradecimentos
e
consigno
os
protestos
de minha
eterna
gratidão.
Braga
1
de
setembro
de 1876.
Manoel
Ijnacio
da
Silva
Braga.
Sí^
Si.:
-
££?
íSj
'■5?:
0jt
J®?
D.
Felizarda
Rosa
Vieira
de
Campos,
o
académico
Antonio
Bernardino
Ribeiro
de
Vieira
e
Brito,
o
bacharel
padre
Francisco
José Ribeiro
de
Vieira
e
Brito,
o
p.
e
José
Narci'O
Ribeiro
de Sousa
e
Brito,
e
o abba-
de
José
Bento
Vieira de Campos
não
lhes
sendo
possível
agradecer
pessoalmente
a
todos
os
exc.
os snrs.
e
snr.
as,
e
revd.
os
ecclesiasticos
e
mais
pessoas,
que
os vi
sitaram
e
prestaram
serviços
no
funeral
de
seu
sempre
chorado
marido,
pae,
irmão
e
cunhado
o
snr.
dr.
Francisco
Hilário
Ribeiro
de
Sousa
e
Brito,
o
fazem
por
es
te
modo,
promeltendo
a todos eterna gra
tidão.
ÂNNOTCIOS
O
conselho
administrativo
do
regimento
d
’infanteria
8,
faz
publico
que
para
cum
primento
das
ordens
do
ministério
da
guer
ra
de
30
de
agosto
findo,
tem
de
proceder
novamente
á arrematação
das
rações
de
pão
e
forragens para
a
tropa
estacionada
e que
vier
estacionar
n
’
e<la cidade,
ou
por
ella
transitar,
no.
periudo
que
decorrer
do
1.
*
de
outubro
do
corrente
a
30
de
Setem
bro
de 1877 ;
cuja
arrematação
lerá
logar
no
dia
18
do
presente
mez,
por
11
horas
da
manhã,
na
sala
das
sessões
do
mesmo
conselho.
Os
preponentes
á
dita
arrematação
de
verão
apresentar
os
seguintes
depositos,
em
metal
ou em
inscripções
d
’
assentamen-
to
pelo
seu valor
no
mercado;
para
pão
alvo
50^000
réis,
misturas
250$000,
e
for
ragens 300$000
rs.
As
condições para
a referida
arremata
ção
acham-se
exaradas no
regulamento
da
administração
da
fazenda
militar
de
16
de
Setembro de 1864
e
ordem
do
exercito
n.®
20
de
29
de
Julho
proximo
passado,
as
quaes
estarão
patentes
no
mesmo
conselho-
lodos
os
dias
não
santificados
desde
as
O
horas
da
manhã
até
2
da
tarde.
Quarteiem
Braga
2
de
Setembro
de
187G
Bernardo
Ozorio
(4272)
Alferes
secretario.
Ã1M&W&0
No
dia
12
do
corrente
mez
de
Setem
bro,
pelas
11
horas
da
manhã,
na rua
de
Santa Catharina.
n.
os
126
e
128,
da
cidade
do
Porto,
ha de arrematar-se
uma
grande
porção
de
guarda-soes
de
seda,
lã
e
paninho,
em
diíferentes
lotes;
varas
d
’
a-
ço
e
junco,
bengalas,
peças
de
fazenda
e
mais
objectos proprios
para
o
fabrico
de
guarda-soes, castiçaes, torneiras e
outros
objectos
de latão;
diflerentes
tornos
e
fer
ramentas
de
latoeiro,
e
finalmente
trinta
acções da
Companhia
União
Popular
Pe
nhorista:
isto
pelo
processo
de
fallencia
de
João
Vieira
de
Mello
(hoje
fallecido),
de
que
é escrivão
Ferreira
Pinto.
(4270)
Sobaluga-se
uma
casa
de
dous
andares
construída
de
novo com
bellas
vistas,
si
ta
á
entrada
da
rua
de
S.
Domingos
da
Tamanca.
Trata-se
do ajuste
com
João
Augusto
da
Cunha,
em Braga.
(4274)
Na
rua
do
Becco,
n
0
8,
troca-se
a
di
nheiro
um
rico
santuario.
A
cruz
é
de
pau
preto,
e
a
imagem
de
marfim
com
accessorios
de
prata.
(4268)
BOM
VINHO
Vende-se
ás
pipas
na
casa
da Eira
Ve-
Iba
em
Crespos.
(4271)
Aluga-se
na
rua
da Ponte
uma
,nora(^
a
de
cazas
apalaçada,
com
quintal
e
pôço ; e
bons
commo
dos
para
uma familia.
Quem
pretender aiugal-a queira dirigir-
se
á
mesma
rua,
caza
n.° 58 C.
(262)-(4269)
o
o
w
zdz
x
LLOVD
BE BKE.WKX
NORDDEUTSCHER
LL.OYD
NOMES
DOS
VAPORES
D
’ESTA
COMPANHIA
Hohenzolern
—
Hohenstaufen
Salier
—
Ilabsburg—
Hansa
America —
Hermann
—
Weser
Rhein
—
Main—
Donau
—
Mosel
Neckar
— Oder
Kron
Prinz
Fr.
HVdhelm
Gra[
liismark
General
Werder
Sperber
Carreira iweoiHal
Para
Pernambuco,
Bahia,
Rio
de
Janeiro, Monlevideu
e
Buenos-Ayres
Os
paquetes
que
a
Companhia
está
empregando
na
carreira
do
Brazil
são
todos
de
grande lotação, tendo
logares
para
170
passageiros
de primeira
classe
e
750
de
terceira.
Bwo
de grande
velocidade,
e
O
serviço
esta-se
fazendo
com toda
a
regularida
de,
pelo que
vae adquirindo
uma
boa
e
bem merecida
reputação.
Os
preços
das
passagens
são
muito
rasoaveis,
como
se
póde
verificar
pela
tabel-
la
que
se
acha
patente
nas agencias.
Sendo
as passagens pagas no Horto ou nas sub-agencias da pro
vinda,
o transporte
do
passageiro
ta IHaboa pelo caminho de ferro
è
por conta da Companhia.
Estes
paquetes
são
notáveis
pelos
seus
modernos
aperfeiçoamentos e
explendidas
accommodações para
passageiros
de
todas
as classes.
Estão
já
contractados
cosinbeiros
e creados
portuguezes
para
estes
paquetes.
Aos
passageiros
de
terceira classe
é fornecido
grátis
pela
Companhia,
cama,
cobertor,
utencilios
de
mesa,
e
além
de ser
a
comida
á
portugueza
teem
vinho
duas
vezes por
dia.
A
bordo
de
cada paquete
ha
um
medico
que
é
obrigado
a
prestar
seus
serviços
gratuitamente
aos snrs.
passageiros, assim
como
são
fornecidos
todos
os medicamen
tos
necessários.
Quaesquer
informações
ou
bilhetes
de
passagens
podem
obter-se
dos
agentes
Rawet
«fe
C.a,
rua
de
S.
Francisco n.°
4,
2
0
andar
—Porto—e em
Braga
ao
agente
Ricardo
Malheiro
Dias,
na thesotiraria
do
Banco Mercantil,
ou
largo
de
8.
Miguel
O
Anjo
n.°
20.
ALCATRÃO BARBERON
Unico
que
contém todos os princípios balsâmicos e
aromalicos de Alcatrão de Noruega
*
Nof
fortes
calores e nas
mudanças de estação, impede que
a agua se corrompa: é uma bebida bygie-
nioa
e preservadora de moléstias epidemicas. — Dóse : uma colherzmha num copo d agua
accrescentada a
bebida ordinaria. — Preço 400 reis.
ALCATRÃO
RECONSTITUINTE
BARBERON.
Com
chlorhydrophosphato
de cal.
Consumpção,
moléstias do peito,
tísica, anemia, dyspepsia, rachitismo, moléstia
*
aos
ossos,
das
mulheres
e das crianças. — Preço : 500 reis.
ELIXIR
FERRUGINOSO
BARBERON
,
Com
chlorhydrophosphato
de ferro. — Recon-
stitue o sangue sem causar o estomago. Muito
^gradavel, digestivo
e tonico.—Preço : ouu r.
FOGO
BARBERON
PARâ.OS
ÇAVILLCS,
Substitue
o
ferro candente
tssa
deatruir
O
pello.
Êxito infallivel e facil
applicação. — Preço :
950
reis.
Devositos
:
BARBERON
&
C
1»,
en Châtillon-sur-Loire
(Loiretí,
França.
Em Lisboa, o snr.
Barreio,
r.
do
Loreto,
n.°
28—
30.
(23
-H-)
Hygieniea
infallivel y preservativa; absolntamente
a unicaqae
cura sem
lhe juntar
mais nada.Vende-
oo
se
nas principaes pharmacias do mundo. Exigir a I
instrucçâo
do
uso. (50 anos de axtío.)Paris, casa do
...
invor
B^Magenta, 15S. Lisboa. S'BarretoLoreto28
e30.
-I-
INJECTION
BROU
EXLIUMAÇÃO
Tendo
de
proceder-se
á
remossão
das
campas
de
pedra
que
estão
no
cemiterio
do Hospital
de
S.
Marcos para o
novo
ce
miterio da R. irmandade da
Misericórdia,
esta
convida
as
famílias
d
aquellas
pessoas,
que
ali
tenham
ossadas
e
as queiram
re
mover,
de
o
mandarem fazer
o quanto
an
tes,
pois
do
contrario terão
de bir
para
o
deposito
geral.
(4263)
1,
ESCGL A. AM.E 3.ICA.M A
Consullorio, Campo
de
SanCAnna
das 7
da
manhã
ás
7
da
tarde
(4215)
n.°
Vende-se
a
casa
n.°
1,
na
entra
da
da
rua
de
D.
Pedro
V.
Foi
construída,
ha dois
annos.
tem
quin
tal e
poço
e
excellentes
commodos.
Tra-
cta-se
do
seu
ajuste
na
rua
de
S.
Viclor
n.°
50.
(4218)
’
Alugam-se
os
altos
da casa
n.°
22,
da
rua
do
Campo,
com
excellentes
com
modos
para
uma
numerosa
familia. Quem
os
pretender
dirija-se
á
mesma.
(4261)
Ballimore—Berlim
—
Ohio
Leipzig—
Braunschweig
Nurnberg-Frankfurl
—
Han-
nover--K°ln—
Strassburg
Adler —
Falke
—
Mowe
— Beiher
Sch
walLe
—
Sch
wan—
Slrauss
Albalross
S
|
rua
de
s
.
MARCOS,
N.
5.|
||
Vende papeis
pinta-
dos
para
guarnecer
sallas, |
fe
lindíssimos
gostos,
a
prin-
|
jg
cipiar em
80
reis
a
peça.
g
<3
Vende
olio,
tintas
e
vernizes
para
pinturas de
casas,
tudo
de
boa
quali-
dade.e preços
muito
resu
midos.
Vende
cimento
roma-
no
para
vedar
aguas,
ges-
S
so
para
estuques
de
ca-
0
sas,
tudo de
primeira
qua-
S
lidade.
(Z
*
)
£
Quem
pertender
um
altar
para
dizer
missa,
falle
na
rua
de
S.
Marcos
n.°
33
(4259)
Linimento
BOYER-MIGHEL
para caval-
los, fazendo as vezes de fogo
e não deixando
vestígios
do
seu emprego M
ichel
,
pharm
v
-
ceutico em Aix
(na
Provença) França. —
Preço
1,000 reis.
—Em
Lisboa
o snr.
Barreio,
Lorelo, n.°28—30. Ó25.)
Para
os
engenheiros,
pharmaceulicos,
médicos,
dentistas,
professores
e outras
pessoas
que desejarem
obter
o
diploma
de
doutor
ou
de
bacharel
de
uma
universida
de
estrangeira.
Dirigir
carta
registada
a
Medicus,
13,
<
praça
do
Rei,
Jersey.
(In-
glaterra.)
(31
-H-)
Armas
de
caça e
rewoívers,
á
loja
do
—
Cachapuz
—acaba
de
chegar
um
bom
sortimento.
(4247)
Praticante
de
pharmacia
Precisa-se
d’
um
para
Guimarães
na
pharmacia—
Martins,
que
tenha
pelo me
nos
dous
annos
de
boa
pratica
pharmaceu-
tica
e
bons
costumes.
Quem
estiver
nas
circumstancias
dirija-se ao
mesmo,
ou
ao
snr.
Alvim,
á
Porta
Nova
—
Braga.
(4258)
BOM
VINHO
Vende-se
as
pipas
na
adega
da
casa
da
Deveza
em
Adaufe.
Quem
pertender
diri
ja-se á mesma.
(4250)
VENDA
DE CASAS
a
Vende-se
uma
casa
feita
de
novo,
sita
na rua
das
Aguas n.°91;
po
de-se
vêr
desde
as
9
horas
da
ma
nhã,
até
ás 3
da
tarde.
Trata-se
na rua
dos
chãos
n.°
13
(3086)
3FR.
K
3S
JES
s:
EI O
CIRURGIÃO
OBKTISTA
APPROVADO
PELA ESCOLA MEDICO-CIRURGI-
CA
DO PORTO
Largo
do
Barão
de
S.
Martinho
n.°
5
BR
a
GA.
Faz tudo quanto diz
respeito
á
sua
arte
e
continúa operando
grátis,
pobres
e
soldados.
(22
-H-)
,IIIM
M
VlilllfiX
po
ALTO
DOURO
RA
CASA »E VHJLA POUCA
RUA
DO
SOUTO
N.°
15-Braga.
N
’
este
armazém
se
encontram a
retalho
as
seguintes
qualidades
de
vinhos
enga
rrafados
:
Vinho
tinto
de
meza.
(sem
garrafa)
150
»
t
»
»
.
190
s
Lagrima
....................................
200
»
Branco
de
meza
........................
210
»
tinto
de
meza fino.
.
.
.
270
»
de
prova
secca.
....
300
t>
Malvasia
de
2.
a
.........................
360
»
»
velho...............................
400
»
Malvasia,
Bastardo
e
Moscatel
a
500
»
Roncão
........................
700
»
Alvaralhão....................................
560
8
Velho
de
1854
....
600
»
a
retalho
pm
meza
50
e
8C
, 0
quartilho
tinto,
e
branco
120.
Responde-se e
garante-se a
pureza
e
boa
qualidade
de
todos
estes
vinhos,
po
dendo
todo
e
qualquer
consumidor
man-
dal-o
experimentar
por
meio
de
qualquer
processo
cbymico.
(N
*
)
Rebuçados
peitoraes balsâmicos.
Uleis
nas
tosses chronicas
ou recentes,
catharros,
coqueluches
e
em
geral
nas
mo
léstias
dos
orgãos
respiratórios.
Em Braga
pharmacia
do
Hospital
de
S.
Marcos.
No
Porto,
pharmacia
«Rica»,
Bomjar-
dim,
370.
(4l5a)
braga
:
typographia
lusitana
—
IS/G
*
Parte de Comércio do Minho (O)
