comerciominho_05081876_526.xml
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-
■■
K
•«
4."
ANNO 1876
FOLHA
COMMERCIAL
RELIGIOSA
E NOTICIOSA
NUMERO
526
Assigna-see
vende-se no
escriptorio do
editor
e
proprietário
Joti
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.
*
3
E, para
onde
deve
ser
dirigida toda
a
correspondência
franca
de
porte.=As
assi-
gnaluras são
pagas
adiantadas
;
assim
como
as
correspondên
cias
de interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
rCBLIALK-S
12
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
anno 1^600 rs. —
Semestre
850
rs.^Provín
cias,
anno 2&000
rs
e
sendo
duas
3&600
rs
—
Semestre
1^050
rs
’
-S
~
e
U900
rs-
mo
«da
forte,
ou
8&000
reis e
4&500 reis moeda fraca.—
Annuncios
por hnhá
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignantes
20
»/
e
d
’
abatimento.
BHAGA-SABBADO
5 BE
AGOSTO
Projccta-se etn
Lisboa,
segundo
al
guns
jornaes,
uma
representação ao
go
verno,
pedindo a reforma no
programma
d’
esludos
e
exames
de instrucção
elemen
tar.
Não
seremos
nós
dos últimos
em
ap-
pfaudir
a
ideia;
e
muito
mais
se
para
a
levar
a
bom
êxito, se pozerem
de
parle
todas
as
preoccupações
de partidos.
E
’ preciso
acabar
de uma vez
para
sempre
com essa
anarchia
que
reina
em
lodos
os
nossos
estabelecimentos
de
in
strucção
secundaria.
E
pelo
que
lemos, algumas
questões
apresentadas
para serem
discutidas
na gran
de
reunião
que
se
promove,
para
esse
tim,
são
eflectivamente
dignas
de
toda
a
con
sideração, por
isso
que
tendem
a
este
re
sulta dq
*
..
Não
se
comprehende,
por
exemplo,
qné
iendo,
ou pela
menos
devendo
ser
a
mesmo
em
todos
os
lyceus,
cada
um
esteja
adoplanlo
parlicularmente
os
towpendios
que
bem Ibe parece.
D
’
esta
diversidade
de
compenJios
para
o
estudo
das
mesmas
matérias,
resulta
em
grande
parle o
risco que
o estudante
corre
em
ser
reprovado,
quando
por
ter
lido
por
compendio diverso,
não
satisfaz
nas
suas
respostas
á
paixão
que
o
exami
nador
nutre
por
um
outro
compendio.
Se
por
ventura
os
examinadores
todos
estivessem
á
altura
de avaliar
o grau de
habilitação
do
estudante,
independentemen-
te
do
modo
ou
palavras
pelas
quaes
elle
manifesta
os
conhecimentos
que
possue,
seria
esta
questão
de
minima
importância.
Mas
infehzmente
não
succede
assim,
e
muito
principalmente
desde
que
se
es
tabeleceu
a
ambulancia
de
examinadores.
Vae
ainda
n
’
um anno,
que
os
jornaes
deram
conta
de
um
indivíduo,
nomeado
para
os
exames
de
geografia,
que
nunca
soubera o que
era
esta
sciencia.
E
comtudo
um
tal
examinador
po
dia muito
bem
habilitar-se para reprovar
quem
lhe
não
respondesse
pelas mesmas
palavr-as
que
lêra
em
algures,
quando
es
tudara essa
meia
duzia
de
perguntas
com
que
depois
saia
a
publico.
Outro
p^ojecto
que
também
encontra
mos
ser
de
justiça,
é
o
que
pede,
que
os
professores
particulares
sejam
chamados
a
fazer
parle
do
jury
nos exames
dos
alumnos
que
apresentarem
para
serem
examinados.
Eflectivamente
não
é
raro
acontecer,
que
os
melhores estudantes
da matricula,
venham
a
set
reprovados
por
um
inci
dente
mau no
exame;
quando
também ha
soccedido,
que
os
cabulas
durante
o anno
leclivo,
sendo
ás
vezes
os
mais
favoreci
dos
da
sorte, na
occasião
das
provas
li-
naes,
obtenham
por esta
fórma
uma
clas
sificação honrosa.
O
exame
de
meia
hora
não
basta
para
que
o
exammador
possa
conhecer
a
fundo
o
estado
do
estudante.
Parece-nos
que
a
matricula
deve
ser
um
auxiliar
para se emtllir
um
juízo
mais
■seguro,
e
do grau
de
aproveitamento
do
estudante
ninguém
sabe
melhor
do
que
o professor
que
o leccionou.
Emfim,
oxalá,
que
os
iniciadores
da
representação
não
esfriem,
e
que
o gover
no
os
escute,
se
não
para
fazer
tudo
quanto
lhe
seja pedido, para
tomar
em
consideração o
assumpto,
esludal-o
ou
encarregar
quem
o
estude,
e
aproveitar
os
alvitres,
que
mais
promeltedores
forem
de
um
resultado
satisfatório.
O
que
é certo,
é
que
no
estado
em
que
está
a
instrucção
secundaria,
um
dos
ramos
mais
importantes
do
serviço
pu
blico,
não
póde,
nem deve
continuar,
sem
que
haja o proposilo
de
acabar
com
ella
a
breves
prasos.
dos,
disvellos
e soccoroos
d’
uma boa
en
fermeira.
Tanto
este
como
o
mendigo,
que
se
estorce
na
possilga
immunda
luctando
com
a miséria e
com
a
dôr.
pódem
chamar
para
junto
de
si a
Irmã
Hospitaleira,
que
esquecida
da
sua
natural
fraqueza
e
abra-
zada
só
em caridade tem como
que
uma
santa
alegria,
em
velar
de
noute
e
gas
tar o
dia
á
cabeceira
do
enfermo
minis
trando-lhe
todos
os
soccorros,
que
lhe
póde
inspirar
o
seu
zêlo
ardente
e
in
comparável. Mas
não
é
só
no
tractamen-
to
dos
doentes
que
a irmã
se emprega
com
proveito e
que
revela,
a seu
pezar,
o
amor
ardente, que
a
inflamma,
para
com
Deus
e
para
com
a
humanidade.
E
’
na educação
morai
e
social das
crean
ças
do
seu
sexo,
que
a irmã
gasta
admi
ravelmente
o
tempo,
que
póde
dispensar
das
obrigações, que
o
seu
Instituto
lhe
prescreve.
Estabelecida,
ha
pouco,
esta
casâ tem
sido assaz
fecunda
em
fructos
d
’
ambos
os
generos.
Vários
doentes
se
teem
aproveitado
dos
relevantes
serviços
das
boas Irmãs,
e cer
ca
de
70
meninas
frequentam
a
escola
do
hospício,
e tanto aquelles, como
os
paes
d
’
estas não
cessam
d
’
abendiçoar
aquelles
anjos de caridade,
heroinas
de
zêlo e
abne
gação,
que
Deus
chamou
a
esta
cidade
para
á imitação
do
Seu
Amado passarem
por
toda
a
parle fazendo
o
bem.
Nós
em
a
nossa
humilde
obscuridade
não
podemos
deixar
de
unir
a
nossa
voz
debil,
mas
sincera á
de
todos
os
habi
tantes
d
’esta
terra
e
no
meio
da alegria,
que
nos
transborda
do coração deixar es
capar
uma
palavra
em
desempenho
da
di
vida
impagavel,
que
todos
nós
temos
pa
ra
com
este
instituto
abençoado.
E’
isto o
que
unicamente
intentamos
fazer
n
’
estas
poucas e
sinceras palavras,
que
deixamos
escriptas.
Braga I d’agosto.
M.
M.
III—
I
Bl
UnTrin
i
GAZETILHA
Coimbra,
3 «Tagogto.
(Do
nosso correspondente).
Partiu
hontem
para
Lisboa
uma
com
missão
de
quatro estudantes
para
apre
sentar
ao governo
o
protesto
contra
as
auctoridades
administrativas
d
’
esta
cidade
por
não
evitarem
os tristes
acontecimen
tos
do
dia
22,
o
qual
enviei
para
essa
redacção
na minha
ultima.
O
governo
de
S.
M
não
pode
deixar
de
dar
o
mais
breve
possível
uma
satis
fação
a
esta
cidade,
demittindo
já
todas
essas
auctoridades
desde
o
governo
civil
até
ao
regedor,
sem
poupar
o
reitor
da
Universidade,
qoe
durante
o
anno
leclivo
consentiu
toda
a
sorte
de
desacatos
ao
pudor,
á
moral
e
á ordem
publica
por
parte
dos
díscolos
da
academia
Não
bas
ta
as reprovações
e as
más
informações,
que
este
anno
houve
em
todas
as
facul
dades,
e
de
que
o
snr.
V.
de
Villa
Maior
é
responsável,
porque
não
admoestou,
não
reprehendeu,
não
castigou
os
estudantes
relaxados no
cumprimento
dos
seus
de
veres, porque
animou
ao crime,
á
disso
lução,
dando
desenas
de feriados,
não
pu
nindo
filtas,
etc.
Quebraram-se
os
bancos
da
estrada
da
Beira,
iovadiram-se
os
hotéis
com fins
si
nistros,
maltrataram-se
os
seus
donos,
que
perlenderam
impedir
que
se offendessem
os
seus
hospedes,
oflenderam-se,
emfim,
os
indivíduos
da
maneira
mais
torpe,
tu
do
isto
por
parte
d
’esses
arruaceiros, que
são
o
descrédito
dos
estudantes
de
Coim
bra
;
indigiiam-se
os
auctores,
e
o
snr.
de Villa
Maior
não
toma
medidas,
deixa
campear a
anarchia
!
E
’
mister
pôr
côbro
a
eslas
demasias
de
que
esta
cidade
está
farta.
As famí
lias
honestas carecem
de
segurança
;
que
remos
moialidade
e
ordem,
basta
de
de
vassidão,
snrs.
Nãu
façam
d
’
esta bella ci
dade,
d’
esta
bella
rainha
do
Mondego,
tou
cada do
mais bello
ceo,
dos
mais
es
plendidos
atlraclivos,
utn
vasto
prostíbu
lo,
uma
torpíssima
Babyloma.
Respeite-se
a
ionocencia,
essas
louras
creanças, que
todos
os
annos
aqui
veem
buscar
a
ins
trucção
e
educação.
Que
Coimbra deixe
de
ser
um
sorvedouro
dos
sentimentos
religiosos,
das
virtudes domesticas,
dos
sãos
princípios,
que
ellas
trazem
do
lar.
Mandem-nos
para aqui auctoridades
in-
telligr
ntes,
enérgicas,
amigas
da
morali
dade e
justiça,
porque
nada
d
’
islo
tem
ha
vido
n
’
estes
últimos
annos.
Que
tem
feito
ellas,
essas
auctoridades,
que
devem ga
rantir
o
decoro
publico,
a
ordem,
e
a
inviolabilidade
do
cidadão
?
nada,
absoluta
mente
nada.
Peio
contrario
tem fomenta
do
a
desordem
com
a
impunidade,
tem
animado a
anarchia,
o insulto
e
o
does
to.
Porque
se
não «prenderam
logo
esses
estudantes,
que
na
feira
insultaram
o
exa
minador
?
para
que
os
animaram as au
ctoridades
(porque
foram
ellas)
aos
des
temperes
do
dia
seguinte?
Porque
aqui
não
ha
quem nos
go
verne,
porque
aqui
não
se
tespetla nin
guém,
porque
esta
cidade, é
excepcional,
é
uma
teria
d
’escandalos,
em
que
os
mais
graves
crimes
ficam
impunes;
e
é
porisso,
que
se
tem
chegado
a
estes
resultados.
------- --------------------------
Hospieio de
Santa
Margarida em
Braga.
Como
todas as
obras,
que nascem
e
se
desenvolvem
á
sombra
da
Cruz,
é
esta
casa
arvore
fecunda,
a
cujos
fructos sa-
sonados
e
doces
todos
pódem
estender
o
braço,
respirar-lhes
a
suave
fragrancia
e
saciar-se
com
o
gosto
peregrino,
que se
alia
a
todos
os
paladares.
I
E
com
effeito não
é
só
o
visitado
da
fortuna,
que
a
braços
eom
a
enfermidade
póde
gosar
junto
do
seu
leito
dos
cuida
Corpu» Cliristi, em 5. Vietor.
—
Tem
áuianhã
logar
em
s.
Vietor
a
fes
tividade
de
Corpus
C/irisli,
uma das mais
brilhantes da
cidade.
Hoje
de
tarde
cautam-se
alli
vesperas
solemnes
a
grande
instrumental,
e
á
noite
será
a
fachada do
templo
e
a
rua
visto-
samenle
illuminadas,
queimaudo-se lam
bem
grande quaotidade
de
fogo.
A
’
marhã
ha
missa solemne,
sermão
e
procissão
de
tarde.
Dizem-nos
que
este
anno toda a
festi
vidade
será feita com
pompa superior
á
dos
anteriores.
E’
juiz
d’
esta
festividade
o
ex.
ino
snr.
Simões
Braga.
Aos
ordenandus.—
Os
snrs.
orde-
nandos
que teem
de
requeter
aviso
regio.
devem
entregar
os
seus
requerimentos,
devirlameote documentados, até
19
do
cor
rente
mez,
na
camara
ecclesiastica.
.Honte-piu
do
elero portuguei.
—
A
pedido
dos nossos collegas
da
«Ga
zeta
Eclesiastica
«
começamos
hoje
a
pu
blicar
os
Eslaiulos
do
monte-pio do
clero
portuguez,
instituição
devida
á
iniciativa
dos
redactores d
’aquelia folha.
Enfermidade.—
Tem
estado
enfermo
o ex.
ni
°
desembargador
da
Relação,
Ama
ral,
por
cujo
prompto
restabelecimento
fazemos
votos ao
céo.
Afogado.
—
Ha
dias
indo
Francisco
de
Carvalho,
da freguezia
da
Lage,
banhar-se
ao
rio
Cavado,
afogou-se
no sitio
deno
minado Veiga
de
Villar.
Donativo.—
O
snr.
Francisco
da
Cos
ta
Faria,
recentemente
chegado
do
impé
rio do
Brazil
a
Villa
Nova
de Famalicão,
sua
naturalidade,
acaba
de
entregar
á
Di-
recção
do
hospital
em
construcção
n
’
aqoel-
la
villa
a
quantia
de
5:00(^000
reis
em
mscripções
para
fundo,
e
2:472^020
reis
em
metal
para
a
continuação
das
obras
do
mesmo.
Attentado.
—
Em Chaves
commelteu-
se
um alternado,
que
um
jornal
conta
do
modo seguinte:
Pela
uma
hora da noite,
de
28,
quan-
do
o
snr.
tenente
de
infanteria
13,
Bento
Rodrigues Goudim,
recolhia
para
a sua
habitação, ao
passar
no
largo do
Anjo,
sairam-lhe
ao
encontro
tres
desconhecidos
e
deram-lhe
umas
pauladas
de
que
Ibe
resultou
um
grande
ferimento
na cabeça
e
n
’
um
braço:
aos
grilos
do
ferido
acu-
diram-lhe
alguns amigos
que
o
conduzi
ram
a uma
botica,
onde
se
lhe
fez
o
respectivo
curativo,
havendo
todas
as
es
peranças
que
tenha
em breves
dias
prom
pto
restabelecimento.
Rua d«s PeiianicH. —
Parece
in
crível
o
que
n
aquella
rua
se
tem
feito
com
pleno
assentimento da
illm.
a
camara.
Os
passeios
vão
um
mais
alio
que
o
outro ;
os
traineis
são
tantos quantos os
morado
res
d’
aquella
rua
que
estão
nas
boas
gra
ças
da
zelosa
vereação.
Aquillo
é
uma
vergonha
e
um
escân
dalo.
Agoia
vão
fazer
o
pavimento
da
rua
de
maedam,
posto
que estivesse
arrematado
para
ser
-de
calcetaria.
Esta
mudança
se
ria
por
economia,
ou
porque
a
calcetaria
é
mais mcommoda
para
quem
padece
de
ca
los
?—
(Da
Begeneração)
Aviso
eollegiaeu
«lo Seminá
rio Coneiliar
de
Braga.—
Os colle-
giaes
que
desejarem
ser
readmiltídos
do
Seminário
Aichiepiscopal,
devem
fazer
seus
requerimentos
até
o
dia
10
de
Setembro,
juntando-lhes
attentado
dos
respectivos
pa
rochos
acerca
da sua
vocação para
o
es
tado
ecclesiaslico,
e
de
seu
bom
compor
tamento
durante,
as
ferias,
assim
como
de
que
teem
comprido
as determinações
de
S. Exc.a
Rev.M1 o
s„r
.
Arcebispo
Coad
jutor.
Aquelles
estudantes
que desejarem en
trar
de
novo
para
este
Seminário como
collegiaes
porciomstas,
deverão
lambem
fazer
os
seus
requerimentos,
juntando-lhes
certidão
d
edade, certidão dexames em
algum
lyceu.
(pelo
menos
de
instrucção
primaria),
altestado
jurado
do
seu
respe-
ctivo
parodio,
em
como
tem
vocação
para
o
estado
ecciesiaslico,
e
que são
de
cos
tumes
irrepreheosiveis.
Biaga,
Seminário
Archiepiscopal,
3
de
Agosto
de
1876.
O Vice-Reilor
do
Seminário
Con
ciliar.
—
Padre
João
Bebelio
Cardozo
de
Me
nezes.
Começa
n
desabar
a
futrica___
Vários
jornaes
publicam
o
segu
nte
lele-
gramma
da
Agencia
Americana:
Eivas, 1
de
agoslo
—Circula
em
Bada
joz
o
boaio
de
ter
abonado
no
dia
27,
em
Madrid,
um
movimento
revolucionário,
’
que
se
leria
manifestado
no
quartel
de
s
’
Francisco.
O
chefe
ia
ser
fusilado,
e
seriam
en
viados
para Fernando
Pó alguns
dos mui
tos
geneiaes
ja
presos
e
meommuoica-
veis.
Alinbuese
o
mau
exilo
de
movimen
to
a
precipitação
resultanie
de
ler
sido
a
conspiração
descoberta
ptdo
governo.
Muito
bem
—
Mais
de
306
estudan
tes
da
Universidade
de
Toulouse
protesta
ram
contra
as
doutrinas
atm-calholicas,
positivistas
esocialistas
de
um certo nume
ro
de
estudantes
de
Paus.
merendo
de
Pernn<nbueo.—
Con
tinuam
a
decrescer
consideravelmente
as
entradas
de
generos
do
interior,
pode-se
dizer que não
ha
produclos do
paiz pa
ra
dispor.
Entretanto
os
preços
conservam-
se
baixos,
o
que
muito cuncotre
para
o
sos
mais difficeis
e
intrincados
da
moral,
e
da
muita sciencia pratica
do
douto
prior
de
Santa Sabina,
e
conhecendo
igualmente
o
amor
do
snr.
Franco
em
diflun
iir
os
bons
livros,
lhe
suscitaram
a
ideia
da
versão.
Portanto
é
facil
conjectnrar,
desde já,
qual’ será
a extracção
da
sobredicta
obra
logo
que
se effectue
a
sua publicação,
e
cum
qual
acolhimento
será
recebida
prin
cipalmente
pelo
clero
e por
todos
os
bons
catholicos
portuguez.es
.
Rrinemleira
fatal.—
0
«Mensagei
ro
da
Mancha» conta
um
fado
que
se
passou
em a
noite
de
segunda feira
em
Quibou.
Pelas
onze horas
da
noite, os
gen-
dartnes
Durand
e
Verlande,
de Canisy,
passavam
por
em
frente
da
casa
de
um
tal
V...,
alveitar.
Durand
foi
bater
á por
la
do
alveitar,
mas
esle não
respondeu;
o
gendarme
que conhecia
o
interir
da
ca
sa,
passou
pelas
traseiras
e
subiu
ao
pri
meiro
andar
onde
estava V...,
depois
ba
teu
á
porta
e mudando
a
voz
pediu,
por
gracejo,
a
bolsa on
a
vida.
V .. respondeu
que
não
tinha
dinhei
ro:
Durand repeliu
as
mesmas
palavras;
então
V...,
assustado,
lançou
mão
da
sua
espingarda
e
convidou
o
desconhecido
que
elle
suppunha
ser
um
malfeitor
a
reti
rar-se,
arneaçando-o
com
um tiro.
0
gen
darme replicou,
sempre com
a
voz
con
trafeita
que
não
lhe
queria
a
vida,
mas
sim
a bolsa.
V...,
muito
impressionado,
disparou
contra
a
porta,
e
o
tiro
feriu
gravemenie
o
gendarme,
que caiu.
Quando
accudi-
ram
em
seu
auxilio,
estava
a expirar.
V... está
desesperado.
A
victima
era
um
dós
seus
bons
amigos
Cnptiveit-o Itnrrivel.—
0
«Correio
de
Bayona»
conta
uma
historia
de
tal
modo
horrível
que
quasi
parece
invero
símil
:
Ha
dez
annos
que
já
se
não
ouvia
fallar
em
S.
João
da
Luz de
um ba
nheiro
que perdera
a
vista; suppunham
que estava
de cama
e
ninguém
se
in
quietava
com o
que seria
feito
(Paquelle
infeliz
que
todos
julgavam
paralítico ou
morto
Sua
mulher
e
sua
cunhada
não
faziam
senão
confirmar
aos
visinhos aquella
sup-
posição
que
lhes
servia
de
pretexto
para
solicitarem
a
caridade
publica,
cujo
pro-
ducto
era
consagrado
por
eilas
a
orgias
ignóbeis.
No
entanto
aquelle
homem
que
ninguém
via
ha
dez
annos
e
de
que
nin
guém
já
fallava,
era
ainda
d
’
este
mundo
e
apodrecia n
’
uma
verdadeira
pocilga
pri
vado
de ar
e
de
luz,
onde
só
recebia
por
alimento
o
pão,
agua
e
algumas
ba
tatas,
emquanto que
sua
mulher
e
sua
cunhada
se
entregavam
ás
bebidas.
0
cego,
vestido
mesmo
de
inverno,
com uma
simples
camisa,
occnpava
uma
enxerga
horrível
que
lhe
servia
de
leito;
podia
ouvir
no
quarto
proximo,
cuja
por
ta
de
communicação
tinha
sido
vedada
por
meio
de
taboas, as
gargalhadas e di
chotes
de sua
mulher
e
de
sua
cunhada.
0
tribunal,
informado d’estes
factos,
apresentou-se
sabbado
em
S.
João
da
Luz
e
procedeu-se
á
captura
das
duas
mu
lheres
que
estão
actualmente
na
casa
de
detenção de Bayona.
0
estado
de
extenuamento
em
que
se
acha
o
pobre
cego,
não
permitte esperar
tornar
a
vel-o
com
saude,
e
tudo
le
va
a
crer
que
não
poderá
resistir
por
muito
tempo
ás
consequências
de
tal
ca-
pliveiro.
A
’
caridade.—
Pede-se
ás
almas
ca
ritativas
soccorram
uma
pobre
velhinha,
entrevada
com um
schirro
na
cara,
mo
radora
em
Guadelupe
n.°
6.
desanimo,
que
de
ha
tempo
existe
enlre
os
lavradores: o
estado
de decadência
tnostra-se,
pois,
cada
vez
mais
triste.
Do
estrangeiro
tinham
chegado
seis
navios
e
dois
vapores
com
diversos
car
regamentos.
O
mercado
de
estivas
permanece
re
gularmente
sopprido
da
maior
parte
dos
generos,
para
uma parte dos
quaes
são
frouxos
os preços,
havendo
limitada
saí
da
para
o
consumo.
Baixaram as taxas
cambiaes
sobre
Lon
dres,
e
subiram
sobre
as outras
praças
da
Europa.
Mantem-se
o
mercado
monetário.
IVKereado de
azeite no estran
geiro.—
São
do
mez
de
Junho as
infor
mações
que
obtivemos,
e
que
vamos trans-
miltir.
Em
Nápoles
baixaram
os preços
As
noticias
ácerca
da
futura
colheita
são
fa
voráveis,
posto
que
em
algumas
partes
prevaleça
o
receio
de
qoe,
pela
falta
de
chuvas
suflicientes. at
oliveiras
não tenham
forças
para
conservar
a quantidade
de
frucio
que
mostram:
o
que
infelizmente
já
vae
acontecendo.
Na
Sicilia
augmentaram
os
pedidos,
e
os
preços
elevaram-se,
com
especialidade
os
do
azeite
de
Metsina
Em
Malta
o
mercado
lera estado
com
pletamente
quieto,
e
não ha
pelidos
que
em
breve
o
laçam
animar.
Em
Trieste
os depositos
diminuíram.
Não obstante
os
preços
declinarem,
o
que
é devido
a
uma
grande
subida
no
cambio,
pelos
últimos
avisos,
porém,
o
cambio
tem
baixado.
Nas
ilhas
Jonias
não
se
têem feito
transacções.
O
olivedo
mo-tra-se
bom.
Em
Londres continua
o
mercado
qtia-
si
estacionário,
pois
só
ha
pedidos
a
re
talho.
Em
Liverpool
os
preços
não
têem
si
do
alterados,
e o
mercado
está
sem
ani
mação.
Se
houver
pedidos,
as
quantida
des
qoe
se
offerecerem,
principalmeute
as
das
qualidades
mais
baratas,
desappa-
recerão,
e
como
ha
muito
pouco
azeite
em
caminho,
o
mercado
melhorará de
certo.
Em Hespanha
está-se
vendo
o azeite
para
o
consumo,
por
preços
altos;
preços
que
não
podem
convir
pira
exportação,
diz
o
«Conimbricense»
.
Vae
frwetlficantlo...
—
Os
estudan
tes
do
lyceu
(1
’
Aveiro.
seguindo
o
pernicio
so
exemplo
dos
de
Coimbra,
apuparam o
sur. Epifanio,
um
dos
membros
da
me-
sa
do francez.
Se
os
snrs.
estudantes
as-
soviassem
um
pouco
menos e
estudassem
um
pouco
mais!...
A proposito:
ha
dias
foi
chamado
o
estudante
Valas,
daqnelle
lyceu,
para
fa
zer
exame de
francez.
O
indivíduo
que
t>e
tinha
matriculado
com
este
nome
er
gueu-se
e
disse:
—
O
meu
appellido em
francez
é
Va
la. Pois
eu
não
vou.
'
Objeclaram-lhe
qoe
fosse
occupar
o
lo
gar.
—
Não
senhor,
não
vou,
qorque
alli
(apontando
para
a
mesa)
cheira
muito a
raposa.
E
não
foi. A
assembêa
festejou com
uma
salva
de gargalhadas
a
facécia
do
estudante
que
pessnía
tão
bom
olfato,
mas
que
era
francez
só
sabia
pronunciar
o
seu
nome.
O
qoe
não
nos diz
o
jornal,
que
refere
este
caso
é
se
o
examinando
também o
saberia
escrever..
—
(Palavra).
FtibliençAo
importante,
—
E
’ já
bem
conhecido
o
zêlo
do
snr.
José
Fran
co
de
Sousa
em
propagar
os
bons li
vros.
Depois de
ler imprimido
e
publi
cado
com
geral
acceitação
do
publico, o
livro
de N.
S.
de
Lourdes,
de
Lasserre, a
traducção
do Novo
Testamento,
vae
bre
vemente
consignar á
imprensa
uma
obra
não menos
interessante
que
as duas
ci
tadas,
e, pela
falta
que
ha
enlre
nós
de
livros
de moral,
muito
mais
necessária
principalmente
ao
clero
e
aos novéis
con
fessores:
é
a
trasladação
a
portuguez
do
compendio
de
Theologia
moral
de
Santo
Aflonso,
pelo
Padre
Frassinetli prior
de
Santa
Sabina
em
Génova.
Esta
Theologia,
exposta
segunda
a
men
te
do
auctor
e
illustrada
de
notas
e
dis
sertações
fundadas
na sua
longa
experien
cia
assaz
conhecida
no
estrangeiro, mor-
mente
em
Italia, patria
do
auctor,
onde
é
adoplada em
muitos seminários,
e
acon
selhada
pelos
mais
insignes moralistas,
co
mo Ballerini,
Pepi
e
outros
a
seus
discí
pulos,
e
usada
geralmenlte
pelo
clero,
não é
inteiramente
desconhecida
em
Por
tugal
pelos nossos
melhores
theologos
;
ao
contrario
foram alguns
d
’estes,
amigos
do
snr. Franco
que,
enlevados
da
expo
sição
facil
e
ao
alcance
de
todos
dos
ca
Retratos do
Snr. Sá.
Tliguel II.
—
Os
retratos
utlimamente
chegados
e pró
prios
para
album
grande,
vendera-se
no
escriptorio da
administração
d
’este
jornal.
Preço
de
cada
um
300 reis.
Estatutos da
Aaaoei»çdo «Io Itlon-
te-pio
do
Clero
Portuguez.
CAPITULO
I
Denominação,
otganisação
e
fins
Art.
l.°
—Com
o
titulo
de
«Associa
ção
do
Monte-pio
do
Clero
Portuguez»,
vae
estabelecer-se em
Lisboa,
uma
assso-
ciação,
que
compôr-se-há
de
numero
in
determinado
de
sacerdotes
residentes
em
Portugal.
Art.
2.°
—
a
’
assemblêa
geral,
pertence
a
auctoridade
governativa
da
associação
e
a
uma
direcção
annualmente eleita,
com
pete
a
gerencia interna
e
administração
económica
da
associação,
Art.
3.°
—
A
associação
usará
de um
timbre
de
fórma circular,
tendo
em volta
a
inscripção
«Associação
do
Moote-pio
do
Clero
Portuguez;»
no
centro
um
barrete
de
presbytero,
e
sob
esle,
a
era
de
1876.
Art.
4.°
—
A
associação
tem
por
fins:
1.
Prestar
a
todos
os
associados
os
socorros
espirituaes
e
lemporaes,
de
que
carecerem;
2. Soccorrer,
quando
o
permitiam
os
fundos
da
associação,
a
lodos
os
socios
que
viverem
em
atlestada
pobreza e
não
forem
suíficienies
os
soccorros
prestados
pela
associação.
CAPITULO
II
Socios
e
sua
admissão
Art.
5.°
—
A associação
compõe-se
de
quatro
classes
de socios,
sendo
uma
de
socios
protectores
e
tres
de
socios
efíe-
ctivos.
Art.
6
0
—Consideram
se socios
prote-
clores,
lodos
os
que
contribuem
sem
go
zarem
dos soccorros
lemporaes
como
o
podem
ser
as
aucloridades
ecclesiaslicas;
e
socios efleclivos,
lodos
os
que
comri-
buem para
gozar dos
soccorros
lemporaes
e
espirituaes,
designados
n’
estes estatu
tos.
Art.
7.°
—
Para a
admissão a
socios,
é
necessário ter
os
seguintes
requisi
tos:
1.
Ter
ordens
sacras;
2.
Estar
no
exercício
do
ministério
sa
cerdotal;
3.
Possuir
boa
saude;
4.
Ter
bom comportamento civil mo
ral
e
religioso;
5.
Comprovar
a edade,
cargo
que
exer
ce
e
resisdencia.
Art.
8.°—
Os
requedtos
reclamados no
artigo
sete
e
seus
paragrafos,
só se
re
ferem
aos
socios
efleclivos
e
não aos
pro
tectores,
devendo
provar-se o
exigido,
por
meio
de
documentos authenticos.
Art.
9.°
—A
admissão
de
socios, per
tence
á
direcção
e
os
que
pretenderem
'nscreverem-se
como
tal,
deverão enviar
á
direcção
as
suas
propostas,
nas quaes
devem
declarar
o
seguinte:
1.
O
nome;
2.
A
edade;
3.
O
catgo
que
exercem;
4.
A
naturalidade;
5.
A
filiação;
6. A
residência;
7.
As
classes
a
que
querem
perten
cer.
Art.
10.°
—Logo
que
a
direcção
rece
ba a pioposta procederá
ao
exame
do«
documentos,
afim
de
verificar
a
aulhenlici-
dade
dos
mesmos.
Art.
I l.°—
Provado que
os
candidatos
têem
os
requisitos exigidos, serão inscri-
ptos como
socios
entregando-se-lhes
o
respectivo
diploma
e
um
exemplar
dos
es
tatutos,
pelo
que
satisfarão
300
réis;
sen
do 100
réis
do
diploma
e
200 réis
dos
estatutos.
CAPITULO
111
Joias
e
quolas
Art.
12.°
—
As
joias
que
os
socios
effe-
divos
têem
a
satisfazer, são as
seguin
tes:
1. Na
ptimeira
classe,
dos
22
aos
35
annos
de
edade,
é
a
de
13^300 réis.
2. Dos
35
aos
50
annos,
é
a
de
27^000
réis;
*
3.
Dos
50
annos
em
diante,
é
a
de
40^500
réis;
4. Na
segunda
classe,
dos
22
aos 35
annos de
edade,
é
a
de
9$000
réis;
5. Dos
35
aos
50
annos,
é
a
de
18$000
réis;
6. Dos
50
anuos
em
diante,
é
a
de
27$000
réis;
7.
Na
terceira
classe,
dos
22
aos
35
annos
de
edade,
é
a
de
45$l)00
réis;
8.
Dos
35
aos
50
anuos,
é
a de
9$000
réis;.
9.
Dos
50
annos
em
diante
é
a
de
13$500
réis.
Art.
13.°
—A
joia
dos socios
prolecto-
res,
é
de
4$500
réis
sem
referencia
a
edades.
Art.
14.°
—A
joias
são
pagas adianta
das
e
para
aquelles
a
quem
convier,
po
dem
ser
satisfeitas
em
duas
ou
tres
pres
tações,
para a
recepção
das quaes,
e
pra
so
é
de 3
mezes.
Art.
15.°
—
As
quolas
mensaes
que
os
socios
efleclivos
têem
a
satisfazer
são
as
seguintes:
1.
Na
primeira
dasse é
a
de 14800
réis:
2.
Na
segunda
classe
é
de
réis
1$200
réis;
3.
Na
terceira classe
é
a
de
600
réis.
Art.
16.°
—A
quota
meosal
que
os
socios
protectores
têem
a satisfazer, é
a
de
600
réis.
Art.
17.°
—
As
quotas,
são
mensaes
e
pagas
adiantadas
e
para
aquelles
a
quem
convier pódem
ser
satisfeitas
por
um
tri
mestre,
ou anno.
CAPITULO
IV
Direitos
e
deveres
dos
socios
Art.
18.°—
Os
socios
têem
direito:
1.
Aos
soccorros
lemporaes,
designa
dos
no
capitulo V:
2.
Aos
soccorros
espirituaes,
depois de
inscriptos
como
socios;
3.
A
fazerem
quaesquer
propostas
e
a
emitlirem. o
seu
voto
em
assemblêa
ge
ral
sobre
todos
os
negocios
de
indicarem
por
escripto
á
direcção
tudo
o
que julga
rem
util;
4.
A requererem
a
convocação da
as
semblêa
geral
extraordinária
declarando
o
objecto
sobre
que
requererem;
5.
Examinarem
os
livros
e contas
da
assocraçí.o
das épochas
competentes.
Art.
19.°
—
Os
socios
são
obrigados:
1. A
pagarem
as joias e
qootas
des
de
o
primeiro
toez
em que
se
inscreveiem
e segundo
a
soa classe;
2.
A
servirem
graluitamente
os
cargos
da
associação, para que
legaimeote
forem
eleitos,
não
sendo todavia
obrigados
a
ac-
ceitar
a
sua reeeleição
sem
que
haja
de
corrido
um anno;
3.
A
darem
parte
por
escripto
á di
recção,
ou
suas
delegações,
quando
preci
sarem
de
soccorros;
4.
A
passarem
recibo
das
quantias
que
receberem
como
subsidio;
5.
A darem
parte
por
escripto
á di
recção
ou
suas
delegações,
todas
as
vezes
que
mudarem
de
residência;
6.
A
celebrarem
uma
missa
pela alma
de
cada
socio
fallecido
enviando
á
direc
ção
ou
suas
delegações
a
declaração
do
dia,
igreja
ou capeíia
e
hora
em
que a
disseram.
capitulo
v
Socorros lemporaes
e espirituaes
Art.
20.°—
Os
socios
efleclivos
têem
direito
mu
anno
depois
de
satisfeitas
as
suas
joias
e
estando
correntes
no
paga
mento
das
suas
quotas,
aos
seguintes
soc
corros
tetnporaes;
1.
Na
l.
a classe,
doença
aguda,
1-4200
réis diários;
2. Na
2
a
classe
doença aguda
809
réis
diários;
3.
Na
3,
a
classe, doença
aguda,
400
réis
diários;
4.
Na
1.a
classe,
doença
chronica
que
os
imposibilite
de
exercerem
o
seu
minis
tério,
ou
smpenção
do exercício
de
suas
ordens, 900
réis
diários;
5. Na
2.a
classe,
doença
chronica
que
os
imposibilite
de
exercerem
o
seu
mi
nistério,
ou
suspensão
tio
exercício
de
suas
ordens,
600
réis
diários;
6.
3.
’
classe,
doença
chronica
que
os
impossibilite
de
exercerem
o
seu
mi
nistério,
ou suspenção
do
exercício
de
suas
ordens,
300
réis
diários;
Art. 21.°
—Os
socios
efleclivos
pode
rão
deixar
por suas
mortes,
os
seguintes
subsídios:
1.
Na
l.a classe,
600
réis
diários;
2.
Na
2.a
classe,
400
réis
diários;
3.
Na
3.
a
classe,
200
réis
diários;
§
unico.
Os
subsídios
a
que
se
refe
re
este
artigo,
só
serão
satisfeitos,
quan
do
as
pessoas
subsidiadas
satisfaçam
pon
tualmente
as
respectivas
quotas
mensaes
de
600,
l$200
ou
l$800
réis,
segun
do
as
clases
porque
receberem os
subsí
dios
Art.
22.°
—Os
subsídios
a
que
se
re
fere o
artigo
21
0
e
seus
paragrafos,
po
dem
ser
divididos
por
mais
de
uma
pes
soa,
se
assim o
declarar
por
escripto
o
socio
finado,
cuja
declaração
devera
ser
entregue
á
respectiva
direcção
centros
fi-
liaes
on
suas
delegações,
logo que
a
laça
e
assigne.
§ unico.
O
subsidio
termina
com
o
fallecimeuto
das pessoas a
quem
os
so
cios
subsidiarem por
suas
mortes.
Art.
23.®
—
Os
subsidiados, que
se
re
tirarem
para
fóra
do
paiz,
devera
juntar
sempre
ao
recibo
do
seu
vencimento, em
cada
trimestre
documento
autlienlico,
q
ue
prove
a
continuação
da
sua
inhabilid»"
de.
Art.
24.®
—
Os
socios que,
por
deter-
1
minação
de
seus
superiores,
ou
por
mo
tivo
de
seus
interesses,
forem
obrigados
a
residir
em
paiz
estrangeiro,
continuarão
a
ser
considerados
socios se
pootualmen-
te
satisfizerem
as
quotas
mensaes,
para
o
qua
devem
dar
parte
por
escripto
á
di
recção,
centros
filiaes
ou
suas
delegações,
da
pessoa
que
fica
encarregada
de
as
sa
tisfazer.
Art,
25.
0
—
Os
subsídios
ou
soccorros,
serão
pagos
na
casa
da
associação,
centros
vencidos,
descoutando-se
por
esta
occasião
as
quotas que
se
acharem em
debito.
Arr.
26.°
—Nas
sedes
das
dioceses
do
continente
do
reino
Açores
e
Madeira,
es-
tabe!ecer-se-hão
centros
filiaes
em
que
também
se
satisfarão
os subsídios para
o
que
os
subsidiados
devem
apresentar
o
atiestado
reconhecido
do
facultativo
cor
roborado
pelo
revd.0
arcypreste,
vigário
da
vara
oti
ouvidor
do
districto.
Art.
27.°—Em
cada
concelho
do
con
tinente
do
reino
Açores
e
Madeira,
esta
belecer-se
hão
delegações
filiaes
da direc
ção sendo
eleitos
para
delegados
os
so
cios
residentes nos
concelhos.
CAPITULO
VI
Penas
Art.
28.°
—
Perdem
o
direito
de
socios:
1.
Todos
os
que
deixarem
de
satisfa
zer tre»
quotas
sucessivas,
sendo
previa-
mente
avisados;
2.
Os
que
empregarem
meios
illegaes,
para obterem
qual;uer
subsidio;
3. Os que
sem
motivo
justificado
se
recusarem
exercer
qualquer
cargo
para
que
hajam
sido
ekitos,
só
receberão
metade
do
subsidio, durante
o
anno era que
de
viam
servir,
quando
estejam
doentes ou
inhabilitados.
Art.
29.®
—Os
socios
que
estiverem
em atrazo
de
quotas
só
têem
direito
ao
subsidio,
trinta
dias
depois
de
satisfaze
rem
as
quotas
etn
debito.
Art.
30.®
—
A
exclusão de
socios por
motivo
de atrazo de
quotas,
pertence
á
direcção
podendo os
socios
exciuidos,
rec-
coner
á
a^semblêa
geral.
Art.
31.
0
—
Os
socios
exciuidos
ou
que
voluntariamente
sairem
da
associação,
per
dem
por
isso todo
o
direito
aos
fundos
d’
ella.
§
uttico. Os
que
deixarem
de
ser
socios
são
considerados
para o
caso de readmissão,
como
se nunca
houvessem
pertencido
á as
sociação.
Art.
32.°
—
A
exclusão
de
qualquer
so-
cio, excepto
o caso
previsto
no
artigo
30
0
pertence
á
assémblèa
gerai
expressamen
te
convocada
para esse
fim
não
podendo
o socio
excluído
ser
readmitido
sem
que
a
assembléa
haja
auctorisado
a
sua
admis
são.
(Contínua}
UI/TIIBOS
T.UECR IflUl» BA
AGLVCIA
MAY AS
MADRID 2.
—
0
rei
acompanhado
pe
las
princezas
suas
irmãs,
regressou
á
Granja.
Canovas e
os
outros
ministros
também
regressaram
a Mídrid. Não é
verdade
que
haja
crise
ministerial
VERS.ALHEts
1.—
A
camara
dos depu
tados
approvou
todo
o
orçamento
do
mi
nistério
de instrucção
publica.
Começará
a
disculir-se
ámanliã
o
orçamento
do
da
guerra.
Foi
approvado
por
unanimidade
o
credito supplementar
pedido
pelo
minis
tro
da
guerra.
A
esquerda da
camara
no
meará
uma
junta
de vigilância
para
sub
stituir
a
commissão
de
permanência
du
rante as
ferias
parlamentares.
Estas
co
meçarão
provavelmente
no
dia
8
do
actual
mez.
0
centro
esquerdo
do
senado
offe-
receu
a Dufaure a
candidatura
de
sena
dor
inamovial
para
o
logar
vago
pelo
fal-
lecimento
de
Casemiro
Perier.
PARIS.
—0
embaixador
hispanhol
mar
quez
de
Molins
regressou
de Santander
onde foi
acompanhar
a
ex-rainha
Isabel.
Dirigiu-se
a
Raudau,
residência
de
Monl-
pensier. D.
Isabel
ao
retirar-se
d
’
esla
ca
pital
fez
doação
de
í>:000
fr.
para
os po
bres de
Paris.
PERNAMBUCO.—29.—
Chegou
a
esle
porlo o
vapor
«Tagus»
da
Mala
Real
In-
•
PERNAMBUCO
30. —
Partiu hontem
para
Lisboa
o
paquete
inglez
vSorata»
da
companhia
do
Pacifico.
BEMLIM
I.
—
Corre
o
boato
de
que
tendo
os
turcos
derrotado
um
destaca-
to
.servio
de
Paudevali
marcham
sobre
Kinajevatz,
por
consequência
confirman
do-se
o boato
de
que as
fronteiras
servias
do
Timok
estariam
compromettidas.
AMSTERDAM
1.
—
Hontem
á
noite
rea-
lisou-se
um «meeting»
dos hollandezes
pos
suidores
dos
titulos
da
divida
hispanhola,
no
qual
se resolveu
adherir
á
lei
e
re
gulamentos da
divida
constituinte
e
que
a
conversão
dos
conpons
e
seu
pagamento
aos
possuidores
hollandezes
sejam
feitos
em
Amsterdam.
LONDRES 1.—
A
opposição
nas
cama-
ras
dos
lords
e
deputados
atacou
a
po
lítica
do
governo na
questão
do
Oriente;
pediu
um
inquérito
ácerca
das
atrocida
des
commeltidas
pelos
turcos
na
Bulgá
ria e
reclamou
a
autonomia
das
provín
cias
slavas.
Os ministros
justificaram
sua
polilica.
Disraeli
reconheceu
que
a
Turquia
é
incapaz
de proceder
a
reformas
mas
que
é
constante
o
accordo
das
potências
no
principio
da
não
intervenção.
Comtudo
a
Inglaterra
esperará
para
intervir
no
mo
mento
favoravel
á
pacificação.
LONDRES 2.—A
camara
dos
deputa
dos
rejeitou
a
proposta
de
amnistia
para
os
presioneiros irlandeses.
WASHINGTON
1.—
O
senado
absolveu
o
ex-minislro
da
guerra
Belknop
accusa-
sado
de
prevaricação.
VIENNA 2.
—
Os servios
abandonaram
Gramada
e
Pandiralo
que
os
turcos oc-
cuparam.
Proximo
de Gramada
em
Ber-
sens
conservam-se
ainda
intrincheirados
4:000
servios.
Estão
refugiados
na
Servia
cerca de
10:000
búlgaros.
PARIS
2.—
Annunciam
vários
perió
dicos
a
chegada
de
D.
Carlos
de
Bour
bon
a
Paris.
Um
despacho
servio
con
fessa
que
os
turcos
entraram
na
Servia
e
accusa-os
de incendiarem as
aldeias.
SAÚDE
A
TODOS
sem
medicina,
pur
gantes
nem despezas com
o
uso
da
delicio
sa farinha de
saúde,
DU
BARRY
de
Londres.
9
9
annos «M’ i nvariavel saeeeag®
4
Qualquer
doente
acha
por
meio
da
deliciosa
Revalesciére,
saude,
energia,
ap-
petite,
boa
digestão
e
bom
soinno.
Cura
as
lodegestões
(dispepsia)
gastncas,
gas
tralgias,
flegmas,
arrotos,
ventos,
flatos,
amargôr
na
bocca,
piluitas,
nauscas,
vo-
mitos,
irritação intestinal,
diarrea,
disente
ria,
collicas, asthma,
falta
de
respiração,
oppressão,
congestões,
mal
aos
nervos,
diabethe,
debilidades,
todas
as
desordens
no
peito,
na
garganta,
do
alito,
das
bron-
cliiies,
da
bexiga,
do
ligado,
dos
rins,
dos
Intestinos,
da
mucosa,
do
cerebro
e
do
sangue:
75:000
curas
entre
as
quaes
con
tam-se
a
do
duque
de
Pluskow
e
da
ex.
ma
snr.
a
marqueza
de
Bréhan,
do
doutor
Manuel
Saeus
de
Tejada
da
universidade
de
Cordova,
etc.
etc.
Adra, província
de
Almeria,
(Hispanha),
10
de
outubro
de
1867.
Meus
senhores:—
Tenho
a
satisfação
em
fazer-lhe sciente
que
minha
filha
com
o
uso
d
’esla
deliciosa
farinha
chamada
Ke-
valeneière ehoeolAladn,
curou
radi-
calmeute
de
utna
erupção
cutanea,
que
lhe impedia
dormir
por
causa
da
comixão
insuportável
que
padecia.
—
De
V.
S.
a
at-
tetilo
venerador,
P
errin
de
la
H
ittoles
,
ao Visconsulado
de
França.
Cura
78:421.
(Herpes)
—
Valença
14
de
setembro
de
1873.
Uma
minha
amiga
que
padecia
havia
muitos
annos
de
Herpes,
foi
curada
com-
pletamente
com
a
Revalesciére.
—
J.
B
atl
-
LORI,
fabrica
de
massa,
Praça de S.
Ca-
lharina,
9.
Cura
56:936.
Barr
(Baixo
Reno)
4
de
junho
de
1862.
benhor:
—
A
Revalesciére
tem
feito
na
minha
pessoa
uma mudança
maraviluosa,
tendo
readquirido
não
sómente
as
minhas
forças, mas tombem parecendo-me
que
es
tou
completatneote
remoçado,
tornou-me
o
appetile,
que
desde
muito tempo
tinha per
dido,
e
a
oppressão
e
o
pezo
que
padecia
haviam
já
40
annos,
já
não
me
atormen
tam.
D
avid
R
uff
,
proprietário.
Seis
vezes
mais nutritiva do
que
a car
ne
sem
esquentar,
economiza
cincoenla
vezes
o seu
preço
em remedios.—
Preços
fixos
da
venda
por
miudo
em
toda
a
pe
nínsula
:
Em
caixas
de
folha
de
lata,
de
1
/4
kilo,
500
;
de
kilo
800
rs
;
de
ui®
kilo,
1$400
reis
;
de
2
4
/
a
kiios,
3^200
reis
; de
6
ki-
los,
6$400
reis, e
de
12
kiios,
12(5000
reis.
Os
biscoitos
da
Revalesciére que
se
po
dem
comer
a
qualquer
hora,
vendem-se
em
caixas
a
800
e
l$400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a
saúde
é
a
Revalesciére ehoeolatada;
ella
res-
titue o
appetlite,
digestão,
sornoo,
energia
as
carnes
duras
ás
pessoas,
e
ás
creanças
e
mais
fracas,
e
sustenta
dez
vezes
mais
que
a
carne,
e
que
o
chocolate
ordinário,
sem esquentar.
Em
paus, ou
em pó em
caixas
de
folha de
atadelO
chavenas,
500
reis;
de
24
chave
nas,
820
reis;
de
48
chavenas,
1(5400;
de
120
chavenas,
3$200
reis,
ou 25
reis
cada
chavena.
BARRY
Dl
BARRA «fc
C.
a
-Pla-
ce
Vendòme,
26,
Pariz
; 77
Regent
Street
Londres
;
Valverde, 1,
Madrid.
Os
pharmaceulicos,
droguistas,
roer-
cieiros,
etc.,
das
províncias
devem
diri-
jir
os
seus
pedidos
ao
deposito
Central
;
snr. Serzedello
&
C.a
Largo
do
Corpc
Santo
16,
ILisbon,
(por
grosso
e
miudo);
Carlos
Barreio,
rua
do Loreto, 28; Bar
rai
&
Irmãos,
ma Aurea,
12.
Porío,
J
de
Sousa
Ferreira &
Irmão,
rua
da
Ba
nharia
77
;
de
bequeira
;
J.
Pinto
; Desí-
ré
Rahir;
Coimbra,
V.
Botelho
de Vas-
concellos
;
Aveiro,
F.
E.
da
Luz
e
Costa,
pharm.;
Bareello»,
Ramos,
pharm.;
Braga,
Pharmacia
Maia, rua dos
Chãos,
Pipa
<Jc
Irmão,
rua
do
Souto,
Domingos
J.
V.
Machado,
praça Municipal.
FigMciro,
Antonio
Vieira,
pharm.
;
CSuianarãe»
A. J.
Pereira
Martins,
pharm.
;
Pen»-
fiel,
Miranda,
pharm.
;
Ponte
do
Lima
A.
J.
Rodrigues
Barbosa,
pharm.;
Po
voa do
Varzim,
P.
Machado
de
Oli
veira,
pliarma.
;
Viamns
do
Cnatelío,
Aílonso
e
Barros,
droguistas; Viiâa
do
Conde,
A.
L.
Maia
Torres,
pharm.
No
dia
13
do
corrente mez d’agosto
pelas
9
horas
da
manhã,
na
rua
de
S.
João
do
Souto
d
’esta cidade,
e
casas
da
ultima morada do
fallecido
rev.°
Antonio
Joaquim
Nunes
d
’
Abreu,
abbade que
foi
da
freguezia
de
Moine,
se
lera
d
’
arrema-
tar
a mesma
casa
de n.°
10,
sobre
o
lanço
que
já
tinham
offerecido
por
ella.
da
quantia
de 4:501^000 rs.;
e
bem as
sim
se
tem
d
’
arrematar
varias
pinturas,
e
livraria,
e
Irastes
que
no
acto
estarão
patentes
pelo
maior
preço que
se
oflere-
cer;
quando
convenha
fazer
entrega
dos
mesmos,
tudo
constante
do
inventario
lei
to
por
fallecimenlo
do
dito
fallecido,
pen
dente
no cartorio
do
escrivão
Esmeriz.
Um
dos
testamenteiros,
Bernardo
Ca
Cunha
Pinto
Barbosa.
(4202)
Bernardo
José
Fernandes
Carneiro,
de
clara
que
desde
o
dia
31
de
julho
em
diante
deixou
de
ser
seu
empregado,
no
armazém
de
vinhos,
Francisco
José
Fer-
nandes,
o
que
previne
os
seus
fregnezes
para
os
devidos
efleitos.
(420
í)
PIANO
Vende-se
utn piano
bom pa
ra
estudo.
Quem
pertender
di
rija-se a
esta redacção.
(4200)
Dissolução
de sociedade
Os
abaixo
assignados dissolveram
a
so
ciedade
commercial
que
tinham
n’
esta
ci
dade sob a
firma
—
Ferreira
Borges
<5c C.
a—
ficando
o
activo
e
passivo
da
mesma
so
ciedade
a
cargo
do
socio
o
snr.
Manuel
Ferreira
Borges
desde
a
presente
data
em
diante.
Braga 2
de
Agosto de
1876.
Manuel
Ferreira
Borges
Bento
José de
Sousa
Brilo
de
Barros
Antonio
Teixeira
Barbosa. (4203)
CSRLK6IÃO DENTISTA
APPROVADO
PELA ESCOLA MEDICO-CIRURG1-
CA
DO
PORTO
Largo
do
Barão
de
S.
Martinho
n.°
5
BRáGA.
Faz
tudo
quanto
diz
respeito
á
sua
arte
e continua
operando
grátis,
pobres
e
soldados.
(22
-H-)
Carreira
para a Povoa do
Varzim
Teixeira
<fc
Mesquita,
da
rua
da
Sé,
annunciam
ao
respeitável
publico,
que
prin
cipiam
com
as
suas
carreiras diarias
pa
ra
a
Povoa
do
Varzim,
dia
7
do
corrente
mez,
a
sair
de
Braga
ás
4
horas
da
manhã,
chega
a Barcellos
ás
6
emeia,
demora
meia
bora,
sae
ás
7,
chega
á
Povoa
ás
9
1/2
da
manhã.
Volta
da
Povoa
do
Varzim
ás
4
da
manhã,
chega
a
Barcellos
ás
7,
demora
meia
bora,
sõe
ás
7
e
meia,
chega
a
Bra
ga
ás
9
e
meia
horas
da
manhã.
Preços=Dentro
600
rs.
e
fóia
500
rs.
Cada
passageiro
lera oito
kiios
de
baga
gem,
e
o
excesso
paga
20
rs. por
kilo.
Os
seus
escriplorios são
em Braga
no
bem
conhecido
Ribeiro
Braga
na
Praça
do
Barão
de
S.
Martinho, e
na
Povoa
do
Varzim
no
seu
antigo
escriptorio
no
Rego.
Braga
2
de
agosto
de
1876.
Pelos
annunciantes
—
Ribeiro
Braga.
(4199)
w:«a'MiettTZ;
■■
nu»i
—
i
u
»■ mm
iiiir
uuuuw
iB
uuMMMgwoocBatMV—vit
—
—
bm
—
mw
PiíEVENÇÂO AO PUBLICO
Joaquim Carlos
da
Silva
Pereira
an-
nunciou
no
Commercio
do
Minho,
n.°
523,
com grande
surpresa
do
abaixo
assignado,
que
continuava
com
o seu
estabelecimen
to de
cera,
na
rua
Nova
de
Souza, d
’es-
la
cidade,
n.° 22,
independentetnenle
do
socio
Manoel José
de
.
Souza,
que
é
o
a-
baixo
assignado,
e
de
quem,
diz, se
des-
ligára, accrescentando que era completa
mente
estranho
a
qualquer
acto
ou
con
tracto
do
mesmo.
O
que
o snr.
Silva
Pereira
d
’
este
mo
do
annuncia
é
complelamenle
falso,
pois
que
o
estabelecimento de cera,
que
diz
pertencer-lhe,
é
exclusivo
do
abaixo
as
signado,
como
é
certo
e
sabido,
e por
tanto
qualquer
acto ou
contracto,
relati
vo
ao
dito
estabelecimento,
que
laça
o
mesmo
snr.
Silva
Pereira,
não terá
valor
algum,
será
nullo,
e
poderá redundar
em
ptejuizo
de
pessoas
desprevenidas.
E’
por
is>o que
faço
esta prevenção
ao
publico.
Braga 31
de
julho
de
1876.
Manoel
José
de
Souza.
(4192)
Aluga-se
ou
vende-se a
casa
n
0
1,
na entrada
da
rua
de
D.
Pedro
V.
Foi
construída,
ha
dois
annos, tem quintal
e
poço
e
excel-
lentes
commodos.
Tracta-se do seu
ajuste
i.
a
rua
de S
Viclor
n.°
50,
e
mostra-se
lodos
os dias
das
5 horas
da
tarde
em
diante.
(4144)
VENDA
DE
CASAS
Vende-se
uma
casa
feita
de
novo,
sita
na
rua
das
Aguas
n.°
91;
po-
de-se
vêr desde
as 9
horas
da
ma
nhã,
até
ás
3
da
tarde. Trata-se
na
rua
dos
chãos
n.°
13
(3086)
COMF
A.
LLOYD DE BREIHEM
MALA
SEAL
1NGLEZA
NORDÒEUTSCHER
LLOYD
NOMES
DOS
VAPORES
D
’
ESTA
COMPANHIA
(INCORPORADA POR CARTA
REAL)
LINHA
QUINZENAL
DE
PAQUETES A VAPOR
Hohenzolern
—
Hohenstaufen
Salier
—Habsburg
—
Hansa
America
—
Hermann
—
IVeser
Rhein
—
Main—
Donau
—
Mosel
Neckar
—Oder
Kron
Prinz
Fr.
'Wdhelm
Graf
fíismark
General
Werder
Sperber
Carreira mensal
Ballimore
—
Berlim
—
Ohio
Leipzig—
Braunschweig
Nurnberg
—
Frankfurl—
ílan-
nover
—
Koln
—
Strassbu
rg
Adler
—
Falke
—
Mowe—
Reiher
Schwalbe
—
Schwan—
S
trauss
Albalross
Para
Pernambuco,
Bahia,
Rio
de
Janeiro,
Monlevideu
e
Buenos-Agres
Para
S. Vicente, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro,
Montevideo
e
Buenos-Ayers
Acceilando
também passageiros
de
3.3
classe
para
SANTOS
e
RIO GRANDE
DO SUL
com
trasbordo
no
Rio
de
Janeiro
PAQUETES
A
SAIR
PE
LISBOA
ELBE
. . .
MINHO.
. .
TAGUS.
.
.
.
13
de Agosto
.
28 de
Agosto
.
13
de
Setembro
PREÇOS
Cada
paquete d’esta eompanhia
leva
3
bordo
eriados
e eosinheiros
portuguezea
para
commodidade
dos
passageiros
de
todas
as
classes.
Sendo
as
passagens
pagas
na
Agencia
Central
no Porto ou
em
qualquer
Agencia
provincial,
a
conducção
para
Lisboa
é
por
conta
da
Companhia.
A
bordo os passageiros teem grátis cama, roupa de cama, co
mida feita
por cosinlieiros portuguezes, vinho duas vezes por
dia,
assistência
mediea, serviço de criados e outras
despezas.
A
EXPER1ENCIA
de
mais
que
um
quarto
de século
tem
feito
com
que
os
pa
quetes
d
’
esta
companhia
(a
mais
antiga
na
carreira do
Brazil)
sejam
conhecidos
pela
regularidade, velocidade
e
segurança excepcional;
além
d
’isso pela limpesa,
boa
or
dem,
bom
tratamento
e
accommodações
a
bordo,
e
pelos
melhoramentos
mais
moder
nos
tanto
para
a
hygiene
como
para
a commodidade dos
passageiros.
ISTO
É
COMPROVADO
pela
grande
concorrência
que
teem
de
passageiros
e
pelos
agradecimentos
de
mais
de
mil
e
cem
passageiros
d
’
enlre
elles
leitos
por
es-
cripta como consta
de
documentos
archivados
em
varias
agencias.
SÂO ESTES
OS
PAQUETES
preferidos
pelo
Governo
Inglez
para a conducção
das
suas
malas
do
correio,e
por este serviço
recebe
a
companhia
um
importante
subsidio.
TIVERAM
ESTES
PAQUETES
a
honra
de
conduzir Suas Magestades o
Impera
dor
e
Imperatriz
do
Brazil,
como
também
S.
A.
o
Infante
D.
Augusto.
TODAS
AS
INFORMAÇÕES
e
bilhetes
de passagem
podem ser
obtidos
no
POR
TO
na
AGENCIA
CENTRAL,
rua
dos
Inglezes.
23;
o
agente
GUILHERME
C.
TAIT;
e
nas
províncias
nas
agencias
e
correspondências
estabelecidas
em
todas
as
princi-
paes
cidades
e
villas.
Agente
em
Braga
o snr.
João
Manoel da
Silva
Guimarães,
Rua
do
Souto.
CARRASEDA D’ANCIÃES
Previne-se o
snr.
Moraes
Neves,
estu
dante
que
foi
no
lyceu
d
’
esta cidade,
e
morador no Paul
da
Snr.
a
ABranca
n.°
66.
para
que
no
praso
de
20
dias
da
data
deste
annuncio
se
digne
mandar
receber
os
objectos
que
na mesma
deixou depo
sitados com
certas
condições
e
dignar-se
dár
cumprimento
áquillo
a
que
é
obriga
do
sob
pena
de
os
mesmos
objectos se
rem
entregues á
auctoridade
competente.
Braga
31
de
julho
de
1876.
Marianna
Paiva.
(4191)
Na
freguezia
de
Adaufe
concelho
de
Braga
e
logar
do
Oiteiral,
vende-se tres
propriedades
rústicas
a
saber :
A
quinta
de
Fontella
e
do
Barrai
e
a
Malta
deCima,
terras
de
1.
a
qualidade;
tem
matos
e
agoas
precizas
bem
avinha
das
e
não tem
onus
que
estorvem
a
sua
venda
de
qualidade
alguma.
Quem
as
per
tender
enlenda-se
com
seu
dono
na
rua
da
Oliveira
n.°
10,
Braga.
Também
se
vende
as
duas
moradas
de
casas,
de n.°
9, 9
A,
e
11
e
1
1
A
na
rua
acima
da Oliveira.
(4190)
KSCOI.A.
AMERICANA.
Consuilorio,
Campo
de
Sanl
’
Anna
n.°
1,
das
7
da
manhã
ás
7
da
tarde
(4136;
GUADIANA
.
DOURO.
.
.
MONDEGO. .
COMMODOS
.
29
de
Setembro
.
13
de
Outubro
.
28
de
Outubro
Banco
Nacional
Ultramarino.
Faz-se
publico que
no
Banco
do
Mi
nho
está
aberto
o
pagamento
do
dividen
do d’aquelle
banco
relativo
ao 1.°
semes
tre
de
1876
na
rasão
de
3
por
cento
ou
reis
2-37(10
por
acção.
Braga
29
de
julho
de
1876.
Os
gerentes
do Banco
do
Minho.
Francisco
Casimiro
da
Cruz
Teixeira,
Domingos
José
Soares.
(4191)
mi
dk
viiiiios
DO
ALTO
DOURO
0A CASA
DE V61.1- A POUCA
RUA
DO
SOUTO
N.°
15-Braga.
N
’
este
armazém
se
encontram
a
retalho
as
seguintes
qualidades
de
vinhos
enga
rrafados
:
Vinho
tinto
de
meza. (sem
garrafa)
150
»
»
*
>
.
19(i
»
Lagrima.........................................
200
»
Branco
de
meza
.............................
210
»
tinto
de
meza
fino.
.
.
.
270
»
de
prova
secca.
....
300
»
Malvasia
de
2.
a
..............................
360
»
»
velho
....................................
40(i
»
Malvasia,
Bastardo
e
Moscatel
a
500
t>
Roncão.....................................
700
»
Alvaralhão........................................ 560
>
Velho
de
1854
....
600
»
a
retalho
par
*
meza
50
e
80,
o
quartilho
tinto,
e
branco
120.
Responde-se e
garante-se a
pureza
e
boa
qualidade
de
lodos
estes
vinhos,
po
dendo
todo
e
qualquer consumidor man-
dal-o experimentar
por
meio
de
qualquer
processo
cbymico.
(N
*
)
Os
paquetes
qoe
a Companhia
está
empregando
na
carreira
do
Brazil
são
todos
de
grande
lotação,
tendo
logares
para
170
passageiros
de
primeira
classe
e
7o0
de
terceira.
.
.
SRo de
grande veloeídade,
e
o
serviço
esta-se
fazendo
com
toda
a
regularida
de,
pelo
que
vae
adquirindo
uma
boa
e
bem
merecida
reputação.
Os
preços
das
passagens são
muito
rasoaveis,
como se
póde
verificar
pela
label-
la
que
se
acha
patente
nas
agencias.
Sendo
as passagens pagas no Porío on nas sub-ageneias da pro
vineia,
o
transporte do passageiro a Eisboa pelo eaiuinho de ferro
è
por
eonta da Companhia.
Estes
paquetes
são notáveis
pelos
seus
modernos
aperfeiçoamentos
e
explendidas
accommodações
para
passageiros
de
todas as
classes.
Estão
já
contraclados
cosinheiros
e
creados
porlugnezes
para
estes
paquetes.
Aos passageiros
de
terceira classe
é
fornecido
gratie
pela
Companhia,
cama,
cobertor,
utencilios
de
mesa,
e
além
de
ser
a
comida
á
portugoeza
teem
vinho
duas
vezes
por
dia.
A
bordo
de
cada
paquete
ha
um
medico
que
é
obrigado
a
prestar
seus
serviços
gratuitamente aos
snrs.
passageiros,
assim
como
são
fornecidos
lodos
os
medicamen
tos
necessários.
Quaesquer
informações
ou
bilhetes
de passagens podem
obter-se
dos
agentes
Hawes
«fe
C.a,
rua
de
S.
Francisco
n.°
4.
2
0
andar
—Porto
—
e
em
Braga
ao
agente
Ricardo
Malheiro
Dias, na lhesouraria
do
Banco
Mercantil,
ou largo de
8. Miguel
O
Anjo
n.°
20.
(4132)
FILIAL
DA
CAIXA
ECONO1HICA
PENHORISTA
Sociedade
anónima
de
responsabilidada li
mitada
Capital................. 500(000^000
RUA
NOVA
DE
SOUSA,
N.° 9
(Também
com
entrada pela
rua
do
Campo)
BRAGA.
Empresta
dinheiro
sobre ouro,
prata,
joias,
papeis
de
credito,
cereaes,
roupas,
moveis,
ferramentas,
e
sobre todo
e
qual
quer objecto
do
valor
não
inferior
a
100
réis.
Recebe
pequenas quantias em
deposito
a
praso
ou
á
ordem,
abonando
juros
aos
depositantes.
A
caixa
está
aberta
lodos
os
dias
des
de
as 9 horas da
manhã
até
ás
9 da
noite,
e
nos dias
santificados
estará
aberta
só
até
ao
meio
dia.
IU.
B.
Previne
se toda
a
pessoa
que
ti
ver
objectos
empenhados
na
mesma,
e
que
tenham
3
mezes de
atraso
nos
juros,
que
os venham
pagar
ou resgatar,
e
quando
assim
não
proceda lhe serão
vendidos
na
fórma
do
Regulamento
da
mesma
Caixa.
O
gerente—
4.
G.
Ferreirinha.
JOSE
’
DA
SILVA FUNDÃO
Com
loja de
fato feito
68,
Campo
de
SanCAnna
(lado
de
baixo],
68
Participa
aos
seus
amigos
e fre-
(Vj/O
guezes,
tanto
d
esta
cidade
como
das
províncias
que
tem um
bonito
IÍL
1
e
Vacado
sortimento
de
fato fei-
ILfcuz
1
to,
casimiras
para
faio moilo
baratas,
cortes
de
calça
a
l$500,
2$000
e
2$500 reis
;
tudo
fazendas
modernas.
Guarda
pós de
casimiia
e
de
alpa-
ques
inglezes, roupa branca,
assim
como
camisas
de 600 reis
para
cima,
ceroulas
de
400
reis até
800,
de
panno
familiar,
e meotes,
bonets
de
gorgurão
de
seda e
de
casimira
de
todas as
qualidades,
de
500
rs.
até
800
;
manias
de
seda
de
lo
dos
os
feitios.
Encarrega-se
de
fazer
qualquer
obra
que
lhe
seja
encommendada,
e
prompli-
fica-se
a
ficar
com ella quando
não
fique
á
vontade
do
freguez.
(1
*
)
£
I
rua
de
s
.
MARCOS, N.
5.
Vende
papeis
pinta-
dos
para
guarnecer
sailas,
lindíssimos
gostos,
a
prin-
B
cipiar
em
80
reis
a
peça.
$
|
Vende
olio,
tintas
e
Ê
vernizes
para
pinturas
de
|
casas,
tudo
de
boa quali-
dade.e
preços
muito
resu
midos.
Vende
cimento
roma
no
para
vedar
aguas, ges
so
para
estuques
de
ca
sas,
tudo
de
primeira
qua
lidade.
(Z
*
)
&
'
V
h
teí
VENDA
DE
MADEIRA
Vende-se
uma
partida
de
madeira
de
castanho
na
rua
Direira
de
S.
Pedro
de
Maximinos,
d
’esta
cidade.
Quem
a
perten
der,
falle
com
João
da
Rocha, n.°
35, na
mesma
rua.
(4196)
aviso
uintinti
Para
os
engenheiros,
pharmaceuticos,
médicos,
dentistas,
professores
e
outras
pessoas
que
desejarem
obter
o
diploma
de
doutor
ou
de
bacharel de
uma
universida
de
estrangeira.
Dirigir
carta
registada
a
Medicus,
13,
praça
do
Rei,
Jersey.
(1
“'
glaterra.)
BRAGA
:
TYPOGRAPHIA LUSX TABA
—
Parte de Comércio do Minho (O)
