comerciominho_04111876_563.xml
- conteúdo
-
Assigna-see
vende-se
no
escripmrio
do
editob
e
propbieio
.
iíio
AW Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.
*
3
E,
para
onde
deve
*-'/
dirigida todas
correspondência franca de
porte.
=As
assi-
rmaturas
são
pagas adiantadas
;
assim
corno
as
correspondên
cias
de
Interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
(*)
A-carta
a
que
o
snr.
padre
Senna
Freitas
allude,
appareceu
na
«Palavra»,
posteriormenle
á
data
em
que
recebemos
a
presente
correspondência.
Será publicada
no
proximo
n.°
A
Redacçào.
^■EjEsiaj^c^^L-s
s
UINTAS
E SABBADOS
P
reços
:
Braga,
anno
l$600 rs.-^Semestre
850
rs.^Prows-
cias,
anno
2&000
rs
e
sendo
duas 3^600
rs.~«Seniestre
1&0IW
rs.
—Brazil,
anno
3^6t)9 rs.^Semestre
i£-900
rs. moeda
forte.
■
ou
8^000
reis
e
A?>500
reis moeda fraca.«=».\jjnunciospor
linha
I
20 rs.,
repetição
10rs. Para
os
assignanles
29
#/
:)
d’
abalimento.
SRAGA-S -tI5B
Mit-fc 4 S»E
AOV
li II15X10
Nútprtleti,
$3 <l’ou(ut»ro i!®
11870.
Amigo
redactor.
Não
estranhe
a
procedência
d’
esla,
que
não
tive
outro
remedio
senão deixar
Ro
ma
a
toda
a
pressa,
porque
se
lá
me
demorasse
mais
tempo,
parece-me
que
morria. Já
por
si
a
atmosphera
de
Roma
é
pesada
em
extremo,
impregnada
dos
miasmas
do
Tibre,
verdadeiro rio
d
’en-
xurrada,
e
das
lagoas
da
campagna
ro
mana;
ajunte
a
isto
um
calor asphixiante
como
<ie
machina
de
vapor
(em pleno
mez d
’
outubro),
e
veja
lá
que
horrível
abalo
não
havia
de
dar
uma semelhante
atmosphera
ao
meu phisico
ainda
em con
certo,
e
de
mais
a mais
acostumado á
nossa
temperatura
sempre
discreta, da
Península.
O
ar
de
Nápoles,
pelo
contrario,
é
suavíssimo,
e
o
seu
céo
não
conhece
nu
vens.
Desde
que
cheguei
já
me
sinto
to
do
outro,
o
que
quer
;
‘f3«r,
que até
que
possa partir
da
Italia,
não
ía;’
garei
Ná
poles.
Deve
já
por
força
ter
tido
noticia
da
grande
peregrinação
hespanhola,
composta
de
8:000
peregrinos,
que
ultimamente
foi
admitlida
a
urna
audiência
do Santo
Pa
dre,
na
Basílica
de
S.
Pedro. Esta au
diência teve toda
a
importância
de
um
acontecimento,
e
por
mais
de
quinze
dias
foi
em
Roma
a
ordem
do
dia
dos
grupos
da
praça
dTlespanha,
dos
cales
do
Corso,
e
do
jornalismo
de fodas
as
cores,
desde
o
«Osservatore»
e
da
«Voce
delia
Verilá»
até
á «Liberlá» e
ao
«Bersagliere».
Como)
porém,
a
estas
horas
já
pro
vavelmente
a
«Palavra» terá publicado
uma
carta
que
escrevi
a
um
amigo
do
Port»
sobre
a
dita
audiência,
(
*
)
e
o
«Commercio»
a
terá
transcriplo,
para
evitar
repetições,
ou
n-dundancias
de
noticias,
communica
rei
a
v.,
com
minuciosos
pormenores,
alguns
incidentes qne tiveram
logar
por
occasião
da
referida
audiência,
e
que
to
quei
um pouco
perhinctoriamenle
na caria
a
'que
acima
alludi,
além
de
outros
que
de
todo
omiiti,
brevilalis causa
Alguns
redactores
dos
jornaes
dema
gogos
de
Roma
tiveram
a
imprudência
de
apresentar-se
á
porta
de
S.
Pedro,
para
assistirem á
audiência
dos
peregrinos
hes
panhoes,
e
chegaram
a
obter
subrepti-
ciamente
um bilhete
para
tal
fim.
Que
parte
vinha
tomar esta
gente
de
trolha
na
íilial homenagem dos
cathoiicos
hes
panhoes
ao
seu
chele
espiritual?
Feliz
mente
foram
reconhecidos
pela
policia
se
creta
do
Santo
Padre
(que
tão precisa
te
torna
ás vezes)
e
vedou-se-lhes
termi
nantemente
a
entrada.
Alguns
jornalistas
mais
moderados
ob
tiveram
ingresso
na
audiência
(não
sem
custo),
para
serem
testemunhas
de
que
esta
manifestação
da
calholica
Hespanha
era
pura
e
simplesmente religiosa,
Convém
saber
que
diversas
gazetas
li-
beraslas
tinham
precedentemenle
espalha
do,
tanto
em
Roma como
em
outras
ci
dades
da
Italia,
que
a peregrinação
hes-
panhofa
tinha
um
lim
«mais
político que
religioso»,
provavelmente
um
lim
carlista.
Houve
até
quem dissesse
que D. Carlos
fazia parte
da
pia
caravana!
Eu
é
que
não
concebo
que
fim
político
podia
trazer
8:000
homens,
atravez
de
centenares
de
legoas
e
de
sacrifícios,
aos
pes
d’
um
ve
lho
despojado
do
seu poder
temporal,
e
N
’essa
occasião
passava
eu
com
alguns
hespanhoes
que
voltavam
de
S.
Pedro,
e
fomos
testemunhas
do facto.
Parámos
para
vêr-
em
que
a
cousa
dava,
e
gostei
im
menso
da
presença
d’
espirito
de
um
ter
ceiro
peregrino,
cuja
cittadina
(carro
des
coberto)
também
assaltaram,
porque
o
dicto
trazia
uma
medalha,
que
qnizeram
tomar
por
uma
recordação
da
acção
de
Castelfidardo
(I),
e
que não
passava
de
uma
medalha
da
Immaculada
Conceição.
(Tinha
ou
não
linha
razão
o
bom
do gi-
boso
Esopo,
inventando
a
fabula
do
lobo
e o
cordeiro O cavalheiro
a
quem
me
retiro
mediu
esta
gentalha
indecente
com
um
nobre
sobrecenho
de
profundo
des-
dem,
e puxando
d
’
um
cigarro, accendeu-o
tranquiliamente,
e
poz-se
a
fumal-o
com
nina
fleugma
d
’
escocez
ou
com um
garbo
altivo
e
accenluado
de
navarro.
nas
bar
bas
d
’
aquelle
refugo
de buzzurri,
que
por
desgraça
ainda não
tinha
regressado
ao
Piemonte.
Bravo,
disse
commigo,
um
se
cular
nào
podia
responder
com
mais
elo
quência
ê aproposito.
No
entretanto
a
celeuma
augmentava;
os
peregrinos
hespanhoes não
cediam da
sua
dignidade
inoífensiva,
e
diflicilmente
um
íiiho
da
altiva
Ibéria
cederia
a
um
romano
!
de sorte
que
por
pouco
teria
havido
aguaceiro, se
os
policias
não
ti
vessem
corrido
immediatamente,
em nu
mero
assaz
considerável,
e
dispersado
a
canalha,
á
ponta
da
espada.
Nem
por
isso
acabaram aqui
as
vel-
leidades
de demonstrações
commv.nosas.
Um
dos
cabeças
de
motim
furou
por en
tre
a
chusma,
c
levou á praça
da
ponte
de
S.
Angelo
a
noticia
das pretendidas
manifestações
políticas
hespanhoes,
donde
resultou
que
um
estouvado, de
melena
ao vento,
constituindo-se
em
chefe
im
provisado
de comicio,
entrou
em
casa,
pegou
n'uma
bandeira
tricolor
(que
pro
vavelmente
serviu
a
21
de
setembro
de
71.,.),
e segui
io
por
uns
sessenta
cida
dãos
de chmello,
começaram
a
vozear
co
mo
os
primeiros:
«viva
a
Italia,
etc.»,
e
foram
no
encalço
dos peregrinos
que
re
gressavam,
com a maxima ordem,
ao
centro
da
cidade.
Cojn
igual
promptidão
acudiram
ao
segundo
motim,
carabineiros,
e
guardas
de
segurança
publica,
que,
ven
do
a
resistência
impudente
que
lhes
que
riam
fazer
os
turbulentos,
prenderam
um
bom numero
d
’eiles,
entre
os
quaes
um
advogado,
por
nome
Belardi.
Consta
que
fóra
por equivoco, conhecido
o
qual, foi
logo
posto
em
liberdade.
Tenho
esta
no
ticia
por verídica, porque,
havendo eu
assistido
a
maior
parte
do
tal motim,
observei
com
certa
satisfação
que
nenhum
dos
que d
’
ellc faziam
parte,
altingia a
altura
do
tacão
honesto
do
burguez.
Não
houve
outras
demonstrações
nem distúr
bios.
Isso
que
houve não
foi
mais do
qne
um
incidente
sem importância,
que
quando
muito,
teve
a triste
utilidade
de
provar-nos
que
em
Roma também ha
quem saiba
entender a
liberdade
á
moda
de
certos
paizes
e
certos
lypos
que
nos
são
familiares.
Foi uma
sombra
de D-
Verrumão n
’
um
magnifico
quadro
de
Mu-
rdlo;
serviu
apenas
para
lhe augmentar
o
esplendor.
Os peregrinos
teem
sido
a
admiração,
e
a
edificação
de
Roma,
durante
lodo
o
tempo da
sua
estada
na
cidade
eterna.
O
profundo
espirito
de
fé
com
que
visitam
as
basílicas,
os
»anctnarios,
os
monumen
los
históricos do Chrislianismo
lem
acor
dado
sensivelmente
da
sua
apathia
reli
giosa,
e
do
seu
indifferentismo
pratico,
esta
população
romana
demasiado
faimlia-
risada
com
<>s
mais ricos
thesouros da
historia
ctirislã, e
com
as
primeiras
ma
gnificências
da
archilectura
sacra.
Invejj,
com toda a
rabida ingenuidade
de
uma
creança,
o
exemplo
glorioso
que
a
Hespanha acaba
de
dar
ao mundo
ca
lho
lico.
reduzido
a
primeiro
capellão
de
Victor
Manoel
(se
jamais
acceitasse
a
posição
que
lhe
fizeram).
Mas
com
a
deslealdade
sys-
tematica
não se
raciocina;
basta
conhe
cer-lhe
a
taclica,
e
a
lactica,
que
ninguém
Imje
ignora,
é
deturpar os
traços
ama
reis
da
verdade
com as feições
odiosas
da
mentira,
para
a tornar
suspeita e
mes
mo
repellente
aos
simples,
que
se
levam
pela
ponta.
do
nariz.
Uni
certo
caballero,
D.
Coelho,
embai
xador
do governo
hespanhol
perante
o
go
verno
de
Victor
Manoel,
apresentou-se
igualmente
á
porta
da
Basílica,
munido
de
uma senha
obtida
ardilosamenle,
m«s
foi
reconhecido
pela
commissão
hispanhola,
que
se
oppoz
formalmente
a
que
entrasse.
Õ
embaixador reclamou,
invocou
,a
sua
alta
gerarchia,
fez
soar
forte
todos
os
seus
pendrucalhos
suspenso.»
da
uolia
da
casa-
ca,
mas a auctpridade
ecclesiastica
appoiou
o
procedimento
da
commissão,
e o
em
baixador
audaz
e
inconveniente leve
de
retirar-se;
e
consta
pela
imprensa
suspeita
que
se
queixara
perante o
governo
de
D.
Affonso, ’
para
haver uma
reparação.
E’
muito
possível
que
assim
fosse.
Custa,
todavia,
a
crer
que
*
um
diplomata
levasse
a
itlsCElíãloz.
e
direi
mais,
a
grosseria
atroz
a
ponto
de
qm.rcr
assistir
á
audiên
cia
de
S.
Pedro,
não
como
simples
par
ticular, o
que
facilmente
conseguiria,
mas
revestido
da posição oflicial
de
embaixador
perante
o
governo
italiano,
na
côrte
de
Roma;
e,
por
tanto,
devendo
tomar
um
logar
d
’honra,
proxiino
do
Sacro
Colle-
gio,
e
do
Samo
Padre,
que não
póde
re
conhecer
semelhante
governo sem deixar
de
se
reconhecer
a
si
proprio!
A
presença,
pois,
olíicial
de
D Coe
lho,
na
audiência
de
S.
Pedro era
um
insulto
cruel,
direclo
ou indirecto,
volun
tário
ou
......
impen.-ado
(?)
feito á pessoa
de
Pio
IX.
Foi
um
desgosto
que
se pou
pou
a
esse
ancião
do
Vaticano,
saciado
de
tantos
dissabores.
Drpois da
solemne
audiência, que
ter
minou
pelas
duas
horas
da
tarde, deu-se
na
rua
do
Burgo
nuovo,
em
frente
da
praça
do Vaticano,
um
incidente
desagra
dável.
que
revoltou
toda
a
gente
séria,
e
que
todos
os
jornaes, até
os
mais
insus
peitos. reprovaram.
Estava
reservado
aos
bachantes
de
tasca
o
insultarem
n
’
uma
das
ruas
de
mais
movimento de
Roma
o
estrangeiro
inoílensivo,
que
vinha
despe
jar
generosamente
a
bolsa,
no meio
dpsta
classe
comraercianie
e
industrial,
que
hoje
em
dia
sua
para
viver,
desde
que
cessa
ram
as
grandes
solemmdades
do
Vaticano.
Tinha-se agglomerado
em
frente
da
Basílica de S.
Pedro,
e
nas
ruas
próxi
mas,
uma
multidão
enorme
de
pessoas de
todas
as
classes
para
assistir
á
saliida
dos
peregrinos.
Entre
estes,
viam-se dois
ca
valheiros
da
melhor
nobreza
hespanhola,
que
traziam
pendente
do
pescoço
uma
fa
cha
auiarelia,
que
posti
normente
se
disse
ser
uma insígnia
da
ordem
pontifícia
da
Annunziata,
mas
que
o
era
realmenle
de
uma
ordem
estabelecida
pela
ex-rainha
D.
Izabel.
Esta
facha produziu o
efleito
de
um
mal
d
’
ulhado
em
meia
duzia
de
farrou
pilhas
acalcanhados,
que
rodearam
a car
ruagem
em
que
iam
os
ditos
cavalheiros,
para os
impedir de seguirem o
seu
ca
minho,
e
pozeram-se
a berrar,
que
nem
pregoeiros
de
Nápoles: «viva
a
Italia.
viva
Victor
Manoel».
Estes cerebros
es
braseados,
atravez da
nebula
de
certos
vapores, tinham
visto
na
tal
côr
amarella
que
por
si
só nada significava
de
político,
uma
demonstração
em
favor
do
poder
temporal
do
Papa. A
causa
é
tão
fóra de
proposito,
que
eu penso
e
tenho como
mais verosímil,
que
os tunantes
foram
simplesmente
assalariados
para
aquella
vo-
zeria
de
congosla
(passe-me
o
provincia-
nismo),
cujo motivo
ninguém
poude
com-
prehender
por
muito tempo.
A
sua
peregrinação,
por
ser
a
mais
longínqua e
incommoda,
nem
por
isso
deixou de
ser
a
mais
numerosa
que
a
Europa
calholica
tem
feito
aos
tumulos
dos
dois grandes Apostoles
e
aos,
pés
do
Santo
Padre.
A pr
oximidade
em
que
aquella
se
acha
de
nós
provoca
o
confronto, e
faz
singularmente
resair
o
contraste
da
sua
energfoa
iniciativa
com
a
nossa
indolência
de
lamechas.
Paciência.
Um
dia,
tal
vez,
tornaremos
a
ser
porluguezes;
esta
mos
por
ora n
’
um
estado
de
larva;
quan
do
romperá
a crysalida
o seu
grosseiro
invólucro
?
Basta por
hoje.
Deixo
esta
em
inter
rogação,
estado
tão
natural
do espirito
humano
na
crise
que
atravessamos.
Se
estranha
a
demora
que
levei em
escrever-lhe
a
minha
segunda,
lembre-se
de
<)ue
Roma
lem
dois
an.igramas
—
Amor,
e
—
Mora
(demora).
Creia
que
se o pri
meiro
é
bello,
o
segun
lo
é
exactissimo.
Tudo
em
Roma
se faz com
lentidão,
des
de
um
creado
que
nos
serve
uma
pollenla,
até
a
uma
resposta
das
Sacras Congrega
ções.
Nào
se admire,
portanto,
que
a
Ro
ma
do
segundo anagrama
me tivesse
tran-
smiltido
por
influencia
a
sua...
preciosa
qtialidade.
Adeus.
Creia-me
utn
JAmigo
certo
PADHE
i.
i. SENNA FREITAS.
-----------------------------------
O illuslrado auctor
da Revista
critica,
da
«Correspondência
de Portugal»
escre
veu
para
aquella
secção
um
excellen
e
ar
tigo, que
vamos
trancrever.
Tencionávamos
ajuntar-lhe
algumas
re
flexões;
porém
é
trabalho
de
que
nos
dis
pensa
o
nosso
presado
collega
da
«Pala
vra»,
como
os
leitores
vão
apreciar.
Segue
o
artigo,
cuja
leitura
recommen-
damos
aos
hberaes
de
todos
os matizes:
Somos
reaccionarios
é
verdade:
já
nin
guém
duvida d
’
Uso
nem
nós
perlenJemos
occultar
um facto
de
que
nos
g
oriamos.
Mas, para
melhor
fazer
comprehénder
a
nossa
reacção,
vamos
primeiro
copiar
da
«Correspondência
de
Portugal»
de
28
de
setembro
ultimo
o seguinte chistoso e cri
tico
artigo e
depois
os
nossos cornmen-
tarios
completarão
a
nossa
explicação.
«Se
Lisboa
tem alma,
a
sua
séde
é
incontestavelmente
no
bairro
alto,
onde
nào
chega, nem
faz
nenhuma
falta
a agua
da
companhia.
E
’
só
alli,
por
aqueilis
estreitas
viellas
povoadas
de
livres pensa
dores,
que
á
noite
se
escuta
com
as
sein-
lillantes
lamúrias
da
guitarra,
o
intimo
canto
da alma. Fóra
d’esta privilegiada
região
são
raras
-as
manifestações di>
es
pirito.
Não
é
que
faltem
artistas
nem
sá
bios.
Todos
os
dias
diz a gazela
que
par
tiu
para Vidago
um
pintor
celeb
e,
que
foi
para
as
e
Caídas
de
9izella um
escul-
ptor
famoso,
nns
a
cultura
das
artes
só
a
demonstram
os
teimosos
padecimentos
d
’estes
achacados
ministros
do
bello.
A
’
sciencia
lambem
não
faltam
culto
res.
Não
ha
semana
em
que
a
academia
não
codifique
novos
sábios extravagantes
do
paiz
e
do estrangeiro
mas
é
lambem só
por
estas
codificações que
a
prodmção
scienliliea
se
manifesta.
Em revelações
de
espirito
só
a política
Immbreia
com
o
bair
ro
alto,
grandes
aíleclos
e
grandes
com-
meltimentos.
Recebi
um
IRro
intitulado
Os
lazaris-
las
nus
Açores que me
enviou
graciosamen-
te
o seu
illustie
auctor
o
snr.
Augusto
Ribeiro,
a
quem
devo e
muito
agradeço
além
do
livro
as
penhorantes
expressões
Ido
seu
offerecimenlo.
Prevenido
apenas
pelo
reconhecimento da
extrema
benevo
lência
de
tão
dislinclo
escriplor
para
com
a
minha
obscura
pessoa, li
este
livro,
que
tanto
me deliciou com
a
sua
fôrma lite
rária
como
me
contrariou
com
a
sua
donirina.
Como
o
titulo
o
denuncia
é
o
fantas
ma
da
reacção
que
apavora
o
esclarecido
espirito do
auctor,
paciente
também
d
’
es-
ta
enfermidade
nervosa
que
tem
atacado
outros
brilhantes
talentos
e
respeilabilisr
simos
caracteres.
Quiz
a
fortuna,
para
que
mais
damnosa
fosse
esta
moléstia,
que
fossem
precisa,mente
as
mais
altas
inlelli-
gencias
que
ella
invadisse.
Ha
muitos
annos
que
ando com
uma
candeia
á
procura
da
reacção
política
e
ainda
a
não
encontrei,
e
lendo
aprovei
tado
a
occasiào
para
observar
os
prici-
picios
da
liberda.de
ainda
não
vi
senão
um,
que
é a
republica.
Reacção
religiosa,
reani
mação
do
sentunento
religioso,
sei
que
ha,
e
não
chegam
as
gralulações
da
minha
alma
para festejar
dignamenle
este
grande
acontecimento. Reacção
política
não
ha
nem
póde
haver,
porque a
liberdade
não
é
ins
tituição
humana
é
instituição da
natureza,
que
pertence
á
estructura
moral
<la
hu
manidade
como
a
circulação
do
sangue
pertence
á
economia
do
corpo
humano. Se
a natureza constituiu
psychologicamente
o
homem
de
modo
que
nem
o
proprio
in
divíduo
póde tolher
a
liberdade
do
seu
pensamento,
como
será possível
hoje
to
lher
a liberdade política
que
não
ó
senão
a
expressão
da liberdade
psychologica
?.
O
que é
muit>
de
notar
é
que
são
os
proprios
monteadores
do
fantasma
reac-
cionario
que
tomam
a
si
o
trabalho de
demonstrar
que a
reacção
é
uma
impressão
visionaria
do
seu
espirito
Ainda
não
li
nem
ouvi
nenhum
que
me
não dissesse
como
o
snr
Augusto Ri
beiro:
«Embora
a
reacção
procure
desviar
da
sua
marcha
a
corrente
magnética
da
opinião não
conseguirá o
seu
fim.
Os
tempos
que
passam
são
esscncialmenle
li-
beraes.
O
pensar
livre
da
sociedade
actiiai
presente-se
como
o bater
compassado
da
artéria,
que
denuncia
a
vida.
E
quando
uma
ideia
caminha
acariciada
pela
cons
ciência
livre
de
uma
socidade
não
pára
assim.
E
’ inútil
o
esforço que
proeufa
desval-a.»
Se
a
liberdade
é.
como
todos
elles
aílirmam
e
eu
confirmo,
uma fortaleza
inexpugnável,
se
contra
ella
nada podem
os
esforços
titânicos
do
absolutismo,
ou
o
partido
reaccionario
é
uma visão,
ou
é
um
partido-
de
mentecaptos,
que
só se
recommenda
á
consternação geral. Em
Coimbra
vi
eu,
certa
noite
depois
de
uma
festa
de
capello,
um
lente
e
um
eslulante
metlendo
hombro, cada
qual
de
seu
lado
ao
edifício
de
S.é
velha com
manifestas
intenções
de o
derrubar,
e
eu
foi
seguin
do
para
casa
sem
receio
de
que
as
iras
pagãs
de
Baccho
e
de Minerva
desmoro
nassem
aquelle monumento
do
chrislia-
nismo.
«Mas
se
temos fé
em
que
ella não
morre
(a
liberdade)
diz
o
auctor,
não
de
vemos
no
'
entanto
abandonar
o campo
áquelles
que
tentam
assaltar-nos
a
família
e
ferir-nos
no
que
lemos
de
mais
caro
e
sancto
na nossa vida
social
—
a
mu
lher.
O
jesmlismo,
ultramonlanismo,
laza-
rismo
ou
vaticanismo,
nomes
por
que
são
conhecidas
varias
seitas
da reacção
tenham
firmar
o
seu
throno
no
coração
da
mu
lher,
principio
da
familia e
que
uma
vez
conquistado
era
um
poderoso
elemento pa
ra
uma
obra
salanica
Obstar-lhes
aos
de
sígnios
deve
ser
o empenho
de
todos
o-
lib.
raes.
E’
precisa
a
guerra,
e
guerra
de
morte
em nome
da sociedade.»
Já
não
é
a
liberdade,
é
a
familia, que
não
devemos
abandonar
aos
que
tentam
assallal-a
e
feril-a
no
que
ella
tem
de
mais
caro
e
sancto.
De
perfeito
accordo.
Defender a
familia contra todos
os
seu->
inimigos,
entre
os
quaes
figuram
com
mais
torvo sobresenho
os matei
ia
listas
deve
ser
o
empenho
não sé
de
lodosos
hberaes
mas
de
todos
os
homens
de
bem.
Nao
conheço as travessuras
que
os
la-
zarislas
leem
praticado
nos
Açores
ou
em
outra qualquer
parte.
Como
são ho
mens,
embora
ao
serviço
de uma
saneia
instituição,
é
natural
que
alguns
se
tenham
desviado
algumas
vezes
do
caminho
do
de
ver
e
da
virtude
Condemnar
porém
uma
corporação
que
rege
o
mais sancto
ins
tituto,
e
que
tão
importantes
serviços
tem
prestado
em
arriscadas
missões
nos
ser
tões
da
África
e
da
America,
só
porque
algum
de
seus
membros
succumbiu
ao
demonio
da tentação,
parece-me
injusto
como
injusto
me
pareceria
que
pela
mes
ma jurisprudência se
condemuassem
as
monarchias
e
todas
as
magistraturas,
em
cujos
seios se
leem
consnmmado
os
mais
atrozes
commeltimentos.
Esta
minha
doutrina
é
o proprio
au-
clor
que
parece reconhecel-a
no
seguinte
periodo:
«Mas não
se
diga
que
nós
que
remos
que
se
desconsidere
a classe
eccle-
siastica
e
se
menospreze
os
seus
serviços
históricos
á
civilisação.
Não
condemnamos
a
honradez, stygmatisamos o
crime.
Não
nos
esquecemos
de
Caetano
Brandão
e
de
Barlholomeu
dos
Mariyres.
Não
olvida
mos frei
Luiz
de
Sousa
nem
Antonio
Vieira. Queremos
fulminar
os
abutres,
que
conspiram
conira
a
liberdade
e
con
demnar
áquelles
que
nos
querem
ferir
os
seiosd
’
alma e
suflocar
a
consciência
nas
suas
manifestações.»
Condemne
todos
esses
mal
vados,
mas,
só
para
os nã
>
imitar
privan
do-os de
uma
garantia
de
liberdade,
não os
condemne
sem
processo,
e
sobre
tudo
não
amplie
os
effeitos
da
sentença
a
toda
a
corporação
a
que
pertencer
o
delinquen
te.
Quanto
aos
hymnos,
que
o
elegantís
simo
escriptor
entoa
em
namoradas
me
lodias
á
liberdade,
permilla-me
que
lhe
associe
as
vozes
de
Lacordaire,
de
Du-
panloup
e
de
tolos
os
illustrados e
vir
tuosos
ministros
da
religmo
calholica.»
Damos
aqui logar a
este
artigo,
ape
sar
de
certas
concessões
que
n’elle
se
fa
zem e
que
nós
não podemos
acceitar,
porque,
na
sua
maior
parte,
faz
justiça
ás boas
intenções
d
’aquelles
que,
como
nó-,
são
apodados
de
reaccionarios.
Con
cordamos
em
que o partido
reaccionario,
no
sentido
geral
que
ahi
se
dá
a essa
pa
lavra, não existe;
pelos
menos
nós, que
somos
tidos
na
conta
de
pertencer
a
essa
confraria,
ignoramos
a
sua
existência.
Ora
agora reacção
no
sentido
moral
e
religio
so
existe:
porque
é
necessarta,
urgente,
impreterivel:
e
só
sentimos
que
ella
náo
seja
tão
elficaz,
como
era
para
desejar
•
Mas
esta
reacção
não
é
inimiga
das
ins
tituições
vigentes,
nem
planea
conquistas
políticas,
nem
tem
sêde de
dominação
e
de
mando,
porque
é
essencialmente
con
servadora
e
amiga
da
ordem
que
é
pre
cisamente o
que são
os
homens de
boa
vontade,
as
pessoas
honestas
de todos
os
partidos,
principalmente
aquellas
que
leem
a religião
e
a
moral
na
altura
em
que
a
devem
Cer.
Quando
a
acção
é
má,
é péssima,
a
reacção
é
boa,
é
excellente;
quando o
par
tido
iie
acção
só
procura
destruir
e
cal
car
aos
pés
todas
as
crenças
desde
a
fé
em
Deus
até
á
confiança na
virtude;
to
das as inslituicções
desde
o
estado até
á
familia
era urgente
a
creação
do
partido
de
reacção
que
contraminasse
e opposesse
um
dique á
corrente
das
ideias
subversi
vas
da
internacional,
N’
esle
sentido
ha
pois
reacção
e
lemos
a
honra
de nos
con
tarmos
no
numero
dos
seus
rnais
humil
des obreiros.
No
sentido
em
que o
pre
conceito
dos
soi-disant
liberaes
a tem
to
mado,
repetimos,
ignoramos
a
sua
exis
tência e
cremos com
o
articulista
da
«Correspondência
de
Portugal»
que
não
passa
de
uma
visão,
de um
espantalho,
arvorado
para
servir
de
pretexto
a
certos
elementos,
que
vão
sendo
bem
conheci
dos como
pouco
ou
nada
ordeiros,
para
aggredirem
a
parte mais
pacifica e
con
servadora da
sociedade e
por isso
alvo
dos
seus odios
e
das
suas
constantes
in
vestidas
a rasão
é
obvia.
Vé-se
porém
que
alguns
dos nossos
homens
de
estado
vão
abrindo
os
olhos
ácerca
d
’
este
terrível
qui
pro quo,
em
que
teem
vivido
ha
algumas
dezenas
d
’
an-
nos,
e
com
isso
nos
congratulamos;
por
que
nunca
foi
mais necessária
a
união
sincera
e
forte
de
todos
os
elementos
conservadores,
do
que
agora.
E
se
não
fôra
a
desconfiança reciproca,
em
que
uns
e
outros
teem
vivido,
temos
a
certeza de
que
as
coisas
não
teriam ido tão
longe;
comlulo
talvez
se
possa
ainda
evitar
mui
ta
desgraça.
Diz
George
Sand
na
Historia
da
sua
vida:
«Aquelle
que
caminha
com os
olhos
sempre
fitos
na
sua
mela,
dando
encon
trões
e
repelhndo
quantos topa
no
seu
ca
minho
arrisca-se
a
ver
um
inimigo
onde
acharia
sem
duvida
um amigo
elficaz,
um
auxiliar
indispensável.»
Permitiam
os
nos
sos
polilicos,
que
lhes
appliquemos
estas
bellas
palavras
da
esc<iplora
franceza e
que
exprimem precisamente
o
escorso
biográfico de
quasi
todos
desde
certa
epo-
cha,
que
é
inútil
precisar.
Bom
é
no
en
tanto
que
o
preconceito
acabe
e
se
po
nham
de
parle
vão
declarnações, para
se
attender
ao
perigo
real
e
imminente.
Nós
lambem
prégimos
a
liberdade,
a
egual-
dade
e
a
fraternidade, não
a
<los
demago
gos,
mas
a
que
nasceu
á
sombra
da
cruz,
e
que
tem
medrado
á
luz vivificante
do
Ghnslianismo.
Nós,
os
portnguezes,
ílore-
cemos
e
brilhamos
na
era
das
cenças
vi
vas
e puras
e
sentou-se-nos
a
patria
no
convívio
das
grandes
nações.
A
’
voz
des
sas recordações ainda
hoje
o mundo
tre
me:
evocando
a
lembrança
do
Mestres de
Calatrava
fogem
espavoridas
as hordas
da
mourisma,
e
evocando
a
do
Mestre
d’
Aviz.
treme
Castella.
E
hoje
somos
pequenos,
porque
não
cremos
em
coisa alguma,
pois
geralmenle
se
faz
alarde
de
um
sceplicis-
mo
estulto
levado até
á
insania; e
para
se
ser grande
é
preciso, como
muito
bem
disse
um
escriptor
(Festa
terra,
crer
em al
guma
coisa.
Hoje
somos
miseráveis,
porque
se vae
apagando
enire
nós
a
fé,
a
religião
e
a
virtude,
porque estamos
caindo
na
mais completa
abjecção
moral.
Nós
que
não
falíamos
aos
que
nós
leem em
nome
de
um
credo
político,
mas
unicartienle
em
nome
das verdades
evangélicas
e
que
nos
julgamos
por
isso
superiores a todas
as
facções,
seitas
e
partidos,
temos o
direi
to
de
ser
severos
com
todos
os
que,
oc-
cupando
cargos
importantes
na
administra
ção
do
estado
teem
postergado e
sacrifi
cado sempre
os
interesses
religiosos
e
moraes, os
verdadeiros
inleress-s,
a
mesquinhas
e
vás
considerações
de
pre
ponderância
e
de
supremacia
politica;
o
que
tem
dado
em resulldo
a
perda
da
con
fiança
reciproca,
a
desordem
em
todos
os
ramos
de
administração,
a
descrença (i-
nalmenle
em
todas
as
verda
les
eviden
tes,
ou que
devem considerar
se
taes,
pa
ra
formarem
o
centro
solido
e
seguro
em
torno
do
qual
giram
os
princípios
funda
mentaes
das
sociedades
bem
organisadas.
Vão-lhe
agora
achando
o erro:
vale
mais
tarde,
do
que
nunca.
E
aos que se
incommodam
com
a
nos
sa
reação
diremos
apenas que
têm
um
meio
infallivel
de
acabar
com ella,
me
o
facil
de
pôr
em pratica,
suppomos
nós:
é
supprimiretn
a sua
acção
nefasta
e
sub
versiva,
que
assim
tornam
desnecessária
a
reacção
conservadora.
Doutra
fôrma não
se
cansem,
que
é
tempo
perdido.
Podem
apupar,
insultar,
assassinar,
prender,
pro
cessar
e
fuzilar,
que,
em
quanto houver
um
indivíduo
que
ten
*li.i
temor
de
Deus,
que
preze
a sua
honra
e
a
oua
(itgnid.i-
de
de
homem,
haverá reaccionarios.
Pelo
fltífíôs
é
esta
a
nossa
convicção. A
unica
coisa
que não
disputaremos
aos
partidá
rios
da
acção
é
a
honra
que se attribuem
de
descender
de um
qorilla
ou de chim
panzé, porque
isso
é
lá
negocio
intimo
de
familia
com
que
nada temos;
mas
sem
pre
que
derem alguma
investida a
qual
quer
dos
ângulos
do
edifício
social,
de
vem
contar,
que
nos
encontrarão
pela fren
te.
E’
essa
a
nossa
missão;
ctitnpril-a-
hemos.
Foeos d’
isifecçAo. —
Fez
se
grande
berreiro
com
os
enterramentos
tias
egre
jas,
porque
se
dizia
que
eram
perigosos
focos
de
infecção
:
o
cemiterio
publico
satisfez
os
zelosos amigos
da
saude
publica,
e
nin
guém
fadou
mais
nos enterramentos
nas
egrejas,
nem
mesmo
no
melhoramento hy-
giemeo
da
cidade.
Mas o
estado
sanitario
d
’
esla
terra
não
melhorou,
antes
é
eviden
te
que
peorou
muito,
pela
tendência
que
ha*
poucos
annos se
nota
em
tomarem
mau
caractor
as
mais simples
moléstias.
E
co
mo
não
ha
de
ser
assim
tendo
o
deslei
xo
consentido
e
tolerado
uma
repugnante
imundície
em
grande
parte
das
ruas
da
cidade
!
0
que
porém
repugna
e
se
torna
digno
das
mais
asperas
censuras,
é
o
deposito
que se
faz
no
Monte de Crasto
de ani-
maes
mortos,
entregues á
putrefaeção
!
Não
ha
desculpa
para
um
tão
grave
desleixo,
não
só
porque
fica
o
dito
mon
te
á
distancia
d
’
tim
tiro
de
pedra
do
co
ração
da
cidade,
e
porisso
de
perigosissi-
ma
influencia
na
saude
do povo,
como
tam
bém
porque,
sendo
dos
mais formosos
pas
seios
dos
subúrbios
d
’
esta
terra, não póde
ser
visitado
sem
asquerosa
repugnância
e
sem
perigo
quasi
certo
da
saude
Isto
faz-nos
acreditar
em
que
o
zêlo
dos
removedores
dos
enterramentos
nas egrejas
para
nm
cemiterio
era
farisaico.
Não indicamos
as
providencias
a
tomar;
seria
isso
ensinar
o
padre-nosso
ao
vigá
rio
;
mas
soltamos
um
grito
de
indignação
contra
tanto desprezo
pela
saude
publica.
—
Na
semana
passada
falleceu
em
Gouvea,
concelho
d
’
Alfandega
da
Fé,
o
snr.
José
Paulo
d’Azevedo
Magalhães,
pae
do
snr.
Antonio
Santos
Azevedo Ma
galhães,
(Festa
cidade.
Tinha
94
annos
e
fizera
a
guerra
da
Península.
OOTM/Ã
Ao
sor.
Azevedo
os
nossos
pezames.
Rose
«Se
lourdes e lae Vles-
l’In»is»»aei»Hée Coiseepiion
eehó Manctuwirei» de Is» Sivinte
Wíerge.
—
N
’
esles
tempos
em
que
a
fé
parece
vacilar,
em
que
a
filosofia
Sofisti
ca
do
século
quer
atacar
a
sã filosofia
da
Religião
Catholjca,
lançando
assim
o
de
sanimo
da
incredulidade
nos
espíritos
me
nos
robustecidos,
veem,
por
forlana,
em
auxilio
dos
que
zelam
a
causa
de
Deus
e
da
Santa
Egreja,
publicações
piedosas
que
tentam
a
pôr
um dique
a
essa
onda
de
descrença
que
ameaça
invadir
a
socieda
de.
Recebemos,
■
como
especimen
um nu
mero
do
jornal
acima
indicado
e
não
po
demos
deixar
de recommendar
ás
pessoas
devotas,
aos
chefes de
familia exemplares,
ás
associações,
ao
clero,
ás
communidades
e
collegios,
a
aequisição
d
’este
thesouro,
tão
agradaxel
ao
espir-ito
como
util á
al
ma e
ao
coração.
Le Messager
de
VImmaculée
Conceplion
offerece
além
de
todas
as
vantagens
mo
raes
que
da
sua
feitura
pódem
resultar,
em
prémio
aos
seus assignanles
a
magnifi
ca
Rosa
de
Lourdes,
Imagem
delicadamen
te
recortada
em
fôrma
de rosa
e
fecha
da
de
modo
a
occultar
em
suas dobras
14
grandes
medalhões
representando
pas
sagens
da
vida
da
Santíssima
Virgem, co
piados
de
quadros
dos
grandes
mestres,
e
outros
14
mais
pequenos reproduzindo
varias
scenas
da
poética
apparição
de
Lourdes.
Só
o
prémio por
si
é
valiosissi-
mo
;
encerrado
em uma
linda
enveloppe
de
papei
glacé,
tendo
ein
cima uma
rica,
fotografia
da
nova
egreja
de
Lourdes e
seus
piltorescos
arredores.
E
’
devida
esta
nova
e
interessante
pu
blicação
ao
zêlo
verdadeiramente
catho-
lico
de
Mr.
A.
Normand,
livreiro
e
edi
tor
em
Paris.
Redig'e
lambem
antro jor
nal
não
menos
interessante,
Le liberateur
des
ámes
du Pu>g
iloire,
revista
mensal,
destinada
a
procurar
os
meios
de
aliviar
as
almas
que
padecem
a
expiação
de suas
culpas,
os
serviços
que
podçmçs
prestar
aos
nossos
imã",, defunclos,
em
tudo
con-
forire
cem
as
ideias
da
Santa
Egreja.
0
preço
do
Menageiro
é
de 1$600
por
anno,
o
Libertador
das
almas
do Purgatória 809
reis,
a
Posa
de Lourdes
separada
3
)0
rs.
Assignam-se
na
Livraria
de
Madame
Ma-
rie François
Lallemant, rua
do
Thesouro
velho,
22,
Lisboa.
N
’
este
estabelecimento
se encontra gran
de
sortimento
de livros,
essencialmente
piedosos,
taes
como:
Jesus
Christ,
por
Louis
Veuillot, La
Vie
de
la
Sainle
Vier-
eje,
Imilalion
de
J
Christ
e
Jmitation
de
la
Sainle
Vierge,
(grande
e
pequeno
forma
to);
Jeanne
d'Arc,
poema
religioso,
e
mui
tas outras
obras
edificantes.
.4
nova eataçôo <le
A.rentism.—
Foi
ha
tempos
inaugurada
esta
nova
esta
ção
na
via
ferrea
do Porto
a
esta
cidade,
com o que muito
lucraram as
povoações
próximas.
Informam-nos
que
tem
sido
grande
a concorrência
de povo áquella
estação,
que
ficou situada em sitio lin-,
dissimo.
Seria
muito
para
louvar
que
o
governoi
elevasse
aquella
paragem
a
cathegoria
’
de
estação
de
3.a
classe,
<io que
resultariam
sensíveis
vantagens
para
a
linha
e
para
os
povos
das
freguezias
limitrofes.
Este
melhoramento
foi
devido
á
solli-
cilude
dos
snrs.
abbades
de
Cunha
e
de
Rudhe,
cavalheiros
estimáveis
e
justamep-
le considerados.
dos»
íleis de-
ffsmctos.
—
Foi
grande
a concorrência
de
pessoas
ao
cemiterio
publico,
onde
quasi
todas as
campas
se
achavam
adornadas.
A
R
Irmandade
da
Misericórdia
fez
a
sua
visita
na
tarde
do
dia
1,
indo
cresci
do numero dhrmãos
presididos
pelo
digno
Provedor
e
capellães
da
casa.
Foram
muitas
as
via-sacra que
alli
se
resaram,
e
sempre
acompanhadas
de
immenso
povo.
Foiee em
seaea propríia.—Úm fo
gueteiro
da
freguesia
de Priscos, por
no
me
Domingos Marques, incendiou
a
pró
pria
casa
em
que
habitava,
e
de
q(
ue
era
dono,
a
qual ficou
redusida
a
cinzas.
Informam-nos
que
fôra
levado
a
pra
ticar
este
acto
brutal
por
snggestões
(Fu
ma
mulher
com
quem
o
referido
fogue
teiro
vivia
amancebado,
e com
quem
ten
cionava ausentar-se,
abandonando
esposa
e filhos.
Berlnraçâo.
—
Em
a nossa
local
epi~
grafada Trasladação,
dissemos
que
a
remo
ção
da ossada
da
snr.
a
D.
Maria
Joanna
Teixeira
Fonseca,
fora
feita
pela
familia
dos
snrs. Fonsecas,
o
que
não
é exacto.
So
tarde
soubemos
que
aqu-lle
acto
foi
praticado
a
expensas do
snr.
Manoel
de
Pa,iva,
genro
da fallecida.
Mais
wm.—
Começou
a
publicar-se
em
Lisboa
mais
um
jornal. Intitula-se
Au
rora
Commercial,
e
diz-se
orgão
dos
cai
xeiros
poriuguezes.
AiiniverMiirin stau Almas.—
Cele
bra-se á
manhã
e
segunda-feira
o anniver-
sario da
irmandade
das
Almas,
erecta
na
Sé.
Informam-nos
que
o orador
nesta
so-
lemnidade
será
o
nosso
illustrado
patrí
cio,
o
revd.0 Joaquim
Antonio
de
Bar
ros.
•
Despaehos ecclesi as ticos.—
Pelo
ministério
dos
negocios
ecclesiáslicos
e
de
justiça
eflectuaram-se
os
despachos
seguin
tes:
O
presbytero
Francisco
Martins
Perei
ra—
apresentado
na
egreja
de
Nossa Se
nhora
da
Luz
de
A
dos
Cunhados, da
dio
cese
de
Lisboa.
O
presbytero
Manuel
Carlos
de
Paiva
—apresentado
na
egreja
de
Santa
Maria
Magdalena
de
Agadão, diocese
de
Avei
ro.
O
presbytero
Manuel
de
Almeida
Dias
Costa,
parocho
collado
na
egreja
de
Santa
Eulalia
de
Balões,
do
bispado
de
Vizeu
—
declarado
sem
effeito,
a
requerimento
do
interessado,
o
decreto
de
17
de
fevereiro
ultimo,
pelo qual
fôra
apresentado
na
egreja
de
S.
Miguel
da
Bodiosa,
do mesmo
bis
pado.
O
presbytero
Luiz
Thotnaz
da Fonse
ca—apresentado
na egreja
de
Nossa
Se
nhora da
Graça
de
Fornotelheiro,
da
dio
cese
da
Guarda.
O
presbyterio
Julio
César
Pereira
da
Silva
—
provido na serventia
vitalícia
da
thesouraria
da
egreja
parochial
de
Nossa
Senhora
da
Conceição'de
Villa
Viçosa,
do
arcebispado
de
Evora.
•
•
O
presbytero
José
Peres Galvão, paro
cho
collado
na
egreja
de
Santa
Maria
do
Sobrado,
da
diocese
de Lamego
—
apresen
tado
na
egreja
de Santa
Marinha
da
Cor-
tegaça,
da
diocese
do
Porto.
O
presbytero
Valentim
Gonçalves
Ri
beiro
—apresentado
na
egreja
parochial
de
S.
Mamede
de Ribatua,
da
diocese primaz
de
Braga.
O
presbytero
Luiz.
Antonio
Martins
—
apresentado,
precedendo
concurso
por
pro
vas
publicas
na
egreja
parochial de
Nossa
Senhora do
Rosário,
do
concelho
do
Alan-
droal,
diocese
de
Eivas.
O
presbytero
Manuel
Tgnacio
de
Araú
jo
Cominho,
parocho
collado
na
egreja
•de
S.
Pedro
de Cabide
de
Rei,
da
dio
cese
primaz
de Braga
—
apresentado
na
egreja
de
Santo
André,
de
Villa
Boa
de
Quires,
da
diocese
do
Porto.
O
presbytero
Euzebio
Correia
de
Sou
sa
—
apresentado,
precedendo
concurso
por
provas,
na
egreja parochial
de
Nossa
Se
nhora
da
Annunciação
de
Espáriz,
do
bis
pado
de
Coimbra,
O presbytero
Lourenço
Manuel de
Car
valho—
apresentado
na
egreja parochial
de
S.
João
Baptista
da
Figueira,
da
diocese
de
Lamego.
O
presbytero
Manuel
Gonçalves
de
Oliveira
de
Aro/o,
parocho
collado
na
egre
ja
de
S.
Nicolau,
da
Villa
da
Feira—
da
diocese do
Porto
-
apresentado
na egreja
parochial
de
S. Cosme
e
Damião
de
Ge-
tnunde,
da
mesma
diocese.
O
presbytero
Antonio
de
Freitas Pin
to
e
Sousa
—
apresentado
na
egreja
paro-
dlnal
de S.
Miguel
de
Lazarim, da dio
cese
de
Lamego.
■
O
presbytero
Antonio
Ribeiro
da
Sil
va.
parocho
collado na
egreja
de
S.
Marli-
nho
de
Valdigem,
da
diocese
de
Lamego
—apresentado
na
egreja
parochial
de
S.
Pelagio
das
Ovadas,
da
mesma
diocese.
O
presbytero Paschoal
Rodrigues,
pa
rocho
collado
na
egreja
de Nossa
Senhora
da
Annunciação
de
Romeu,
da
diocese
de
Bragança—
apresentado,na
egreja
parochial
de
S.
Miguel
de
Palaçoulo,
da.
mesma
diocese.
O
presbytero
Joaquim
de
Almeida
Cha
ves,
parocho
collado
na
egreja
de
S.
João
Baptista
de Sanjotí-nho,
da
diocese
de
La
mego—
apresentado
na egreja de
Nossa
Senhora
da
Assumpção
de
Pendilhe, da
mesma
diocese-
v
O presbytero
Francisco
Manuel Nunes
Saraiva
—
apresentado
na
egreja
parochial
de
S.
Pedro
de
Penedeno,
da
diocese
de
Lamego.
presbytero Joaquim
José
da
Costa
—
apresentado,
precedendo
concurso
por
provas
publicas, na
egreja
parochial
de
Santa
Maria
de
Pindêllo,
da
diocese do
Porto.
O
presbytero
Manuel
Pinto Correia-^
apresentado
na
egreja
parochial
de
S.
Maninho,
do
concelho
e
diocese
do
Fun
chal.
Acceita
as
presbytero Francisco José
dos
seus
correligionários
na
vespera
da
sua
derrota,
annuncia
a morte
dos
seus
adversários
na
vespera
do
seu triunfo,
pregoa
a
estabilidade
do
ministério que
apoia,
duas
horas
antes
de
sua
demissão,
exonera
os
ministros
que
combate, quan
do
o
seu
poder
está
mais
seguro;
alian
ça
a
paz
quando
está
para romper
a
guerra;
prognostica
uma
conflagração
ge
ral,
quando as
nações
desarmam
e
licen-
ceam
os
seus
exercitos.
O
parvo
antigo
era
o
que
não
sabia
nada,
nem
de
que
freguezia
era:
o
par
vo
moderno
não
é só
o
que não sabe,
é
o que
pensa
que
só
elle
sabe
tudo.
O
parvo
antigo
estragava
o que
fazia;
o parvo
moderno
arrebenta se
não
estra
ga
o
que
os
outros
fazem melhor
de
que
elle.
O
summo
curião
em
Roma,
designava
aos
parvos
antigos
a
sua
vez
e
logar
nas
festas
pagãs;
o
parvo
moderno
toma
ho
je
a
dianteira
a
lodo o
mundo.
Não
sabe
de
que
freguezia
é. não
sabe
onde
tem
a
cara,
mas
a
deusa
For
naco
compadece-
se
da
sua
situação,
e
fornece-o
de
pão.
José
Daniel
construiu
o
barco
da
car
reira
dos
tolos,
fez-se
arraes
d
’
elle,
quiz
tranportd-os
para
a ilha
Anlycira,
mas
depois
da
duodécima viagem
quiz
repou
sar
das
suas
gloriosas
fadigas,
para
não
se
arriscar,
disse
elle,-
a perder
a
gloria
adquirida.
A
estupidez,
que
veiu
entre
nós
esta
belecer
o
seu império,
leve
lambem
o
seu
Homero.
Se
o
parvo
não
tem sido ha
mui
to
adorado
é
porque
elevando-se
lodos
a
idolos
não
ficou um
só
para
adorador.
Cremos
piamente
que
a
raça
dos
par
vos
não
acabará
nunca.
Se
as
antigas
fes
tas
dos
asnos
foram
abolidas
(asno,
parvo
e
tolo
são
synonimos),
substituiu-as
o
bo
do
do
orçamento,
onde
o parvo come
sem
o
risco
de
estragar
o
pão,
e
sem
necessi
dade
de saber
de
que
freguezia
é.
Mas
se
muito
come
o parvo,
mais
parvo
é
quem
lh’
o
dá,
como
diz
o
nosso
velho
adagio».
Cnntribsiãções.—
Desde
2
de
novem
bro
a
1
de
dezembro
proximos
estará
aberto
o
cofre
da
recebedoria, para
a
co
brança
das
contribuições
predial,
e
deci
ma
de
juros
do
corrente annõ.
Acha-se
já
aberto para
as contribuições
industrial
e
de
rendas
de
casas e
sumpttiaria
de
1875.
Pereira
de
Magalhães
a
renunc
da
egreja
parochial
de
Nossa
Senhoraias
Neves
de
Villares, da
diocese
prití
de
Bra
ga.
A
run Queimadn.—
E
no
dia
se
guinte
ao
da
entrada
das
tras
allemãs
em Strasburgo. Os
entulhosfumegavarn
ainda,
atleslando
de que
modcracioso
de
vem ser
tratados
os
irmãos.
Um
oflicial gorducho
e
uilo
senhor
de
si approximou-se
d’
um
aiato
e
per
gunta-lhe:
—
Ouves!
onde fica
a
ru
Queimada
?
E
’
o
nome d
’uma
rua
delrasburgo.
O
garoto
alsaciano
respoeu.
—
A
fua
Queimada?
oratssa!
em
to
da
a
parte.
Graças
a
vós, das
as
nossas
ruas
o
são.
E
’
historico,
diz
um
mal parisien
se.
ÍSestiIlado
da trisdeção livre.
—Um
professor
de
latim,
aborrecido
de
ouvir
muitos
erros
e
asnets
a
um
discí
pulo,
perguntni-lhe:
—
Como
traduz
—
Deunde
Deo?
—Traduzo—dé
onde
ir.
—
Bem
como
dé
ondider ahi tem,
e
—
zás,
a
irou-lhe
em
segda
com
o
livro
á
cara,
fazendo-lhe
espinr
o
sangue
pelo
nariz.
D
’
alli
por
diante
o
scipulo
traduziu
mais
á letra.
Kxeefieíate.
—
No
.manack
de
Lis
boa para
1877 vem
oseguinte artigo,
que
a
«Palavra#,
que
rimeiro o extra-
hiu,
diz
ser
firmado do
snr. Anlonio
Rodrigues Sampaio,
amai ministro
do
reino:
«A
antiguidade er
mais
avisada
e
mais
sincera
do
que ns.
porque
chama
va
ás
cousas
peio seuproprio
nome.
O
parvo
moderno
resisleá
denominação,
e
quer
ser
considerado
fina
força
um
sa
bio.
Acabaram as
fess
que
aos
parvos
se
faziam
na
antiguidse
pagã,
e
durante
vários
séculos
de
Clistianismo,
mas
o
numero
dos
parvos
nã
diminuiu
e
fizeram-
se
atheus.
Ha parvos
sabio^i
parvos
ignorantes
Os
parvos
mais parvs
são
os
parvos
sá
bios,
segundo
Moliérc que diz:
Um
sol
savanl
esl
sotplus
qiCun
ignorant
Segundo
Jony
ha
res
especies
de
par
vos:
os
que
não
sabm
inteiramente
nada,
os
que sabem
mal,e
os
parvos
qne sa
bem
tudo
menos
o
qe
deviam
saber.
Esta
ultima
*
classe
é
hoje
a
mais
numerosa.
José
Pereira Villa,
de
S.
Jeronimo,
novamente
voltou
a Lisboa.
As pessoas
que
pertenderem
as
propriedades
tratem
com
0
seu
procurador,
Bernardo
da
Cunha
Pin
to
Barbosa.
(4391)
O
parvo
tem
adriradores,
e enlhusias-
tas
nos
mais
parvospie
elle, como
se
vê
n’
esta
sentença
de
oileau:
Un
sot
trouve
toujors
un
plus
sot
qui
l’admire.
Ha
parvos
muós
e parvos fallantes.
Os
parvos,
mud
"S
ão
os
que
nunca de
ram
provas
do
seu
saber,
rnas
qúe
solta
ram
alguns
monosyabos
misteriosos
e bai-
xinhos,
n’
uma
rod d
’
outros mais parvos,
que
os
contemplar
sem
os
contrariar.
Os
parvos
fallantes
sã)
os melcatreles,
que
se
intromeltem
a deedir
aqoillo
de que
nada
entendem.
O
parvo
ench o
mundo
de
suas
faça
nhas,
porque
nã(
falia
se não de
si.
Se
é
militar,
julga
das
campanhas
de
Ale
xandre,
de
Cezai
e
de
Bonaparte, e
no-
ta-lhes
os
erros;
mas nunca
soube
com-1
mandar
um
desacamento:
condemna ao
mesmo
tempo
a
rapidez
dos
movimentos
de
Napoleão,
e
a
morosidade
dos de
Fabio.
Se é
juiz,
<
parvo
declama
contra
a
administração
th
justiça,
e
nunca
profe
riu
sentença
qie
não
fosse
annullada,
por
contraria
á
lei
ou
por
falta de
solemni-
dade
essencial do
processo.
Se
é
medico
ou cirurgião,
o
parvo
discorre
sobre todas as
doenças, censura
todo o
tractamento,
mas
não ha
noticia
de
enfermo
ene
não
lhe
morresse
nas
mãos.
Se
é
advogado, o parvo
nunca
falia
se
não
na
letra
e
no
espirito
da
lei
mas
o
escriptorio
está deseito
como
as
ruas
de
Sião;
porque
o
parvo
não
advoga
causa
que
não
perca.
Se é
industrial,
o
parvo
explica
com
admira'el
verbosidade
todos
os
segredos,
e
todos
os
processos
da
industria,
mas
falham-lhe
completamenle
na
pratica
lodos
os
cálculos.
Se é
candidalo
em
algumas
eleições
o
parvo
tem
sempre
a
seu
favor
o
voto
de
todos
os eleitores;
mas consultada
a
ur-
Aj#j»eJo
d
cnriilatle publien.—
Lembramos
ás
almas
caridosas,
Joanna
Teixeira,
viuva,
de
86
annos
de edade,
moradora
na
rua
de
Inlias
n.°
85,
a
qual
se
acha
entrevada
ha
14
annos,
e
sem
meios
de
subsistência.
■
jw
.
iir i
cni~~;t.v.i «L11n,
itil
/
ji
~n
~
tl
r
iri ii.
ji
1i i
r
ir—air Tirtnmif
11
na
só
se
lhe encontra
no
fundo
um
voto
a
seu
favor,
que
é
0
d’
elle.
Se
é
jornalista,
0
parvo
não
expõe
opi
niões,
g
.
nulos,
canta
a
victoria
I
Pierola,
no
Perú.
ASRADECDKSTOS
Os
abaixo
assignados
não
lhes
sendo
possível
agradecer
pessoalmente
a
to
las
as
pessoas
que
se
dignaram
cumprimentai-os,
e
assistiram
ao
officio
de
córpo
presente
que
teve
logar
no
dia
19
de
outubro,
na
egreja
dos
Terceiros,
por
alma
do
seu
sempre
chorado
filho
e
irmão Anlonio
Mar
tins Jacomo,
o fazem
por
este
meio pro
testando a
todos
seu
eterno
reconheci
mento
e
indelevel
gratidão.
Igualmenle
agradecem
aos
illm.os
e
exm.os
snrs. reverendos ecclesiáslicos
que
gratuilamente
se
dignaram
dizer
missa
e
assistiram
ao
officio,
e
ás
corporações
das
irmandades
de
que o
fallecido
era i
mão,
e
aos
devotos
de
S.
Vicente
Ferreira
que
gratuitamente
lhe
mandaram
dizer
uma
missa
e
pagaram
á
musica
qne o
acom
panhou
á
sua
ultima
morada,
bem
como
á
musica
dos
snrs.
Paivas
&
Oliveira.
Braga
27
de outubro de
1876.
Ilosa
Maria
da
Luz
Domingos
Martins
da
Luz
Braga
(■1390)
Anna
Maria
de
Jesus.
Rosa
Joaquina
Pereira
de Carvalho,
seus filhos,
e
genros,
José
Maria
Rodri
gues
de Carvalho.
Joaquim
Augusto
de
Carvalho
Braga, João Antonio
d
’
Oliveira
Braga,
e
Ricardo
Rodrigues
de
Azevedo,
exlremamenle
reconhecidos
para com
to
das
as
pessoas,
qne
se
dignaram dirigir-
lhes
cumprimentos
de
pezames,
pelo
fal-
lecimento
de
seu
muito
prezado
sobrinho,
e
primo,
o
snr
Domingos
José
de
Car
valho
e
Silva,
a
todos
agradecem
por
este
meio,
na
impossibilidade
de
cumprirem
pessoalmente
este
dever, protestando-lhes
a
mais
sincera
e
indelevel
gratidão.
(4397)
Anna
Emilia
de
Jesus
Vieira,
Maria
Miquelina
de
Jesus
Viera
e
Joaquim
José
de
Araújo, e
seus
filhos
e filhas,
agrade
cem
a todas
as pessoas
que
se
dignaram
cumprirnental-os
por
occasião
do
falleci-
mento
de
sua
sempre chorada
mãe,
so
gra
e
avó
Maria
Miquelina
de
Jesus,
e
pe
dem
desculpa
de
o
não
fazerem
pessoal
mente.
(4395)
VENbE-SE
Uma
caixa própria
para
azeite
que pó
de
levar
5
pipas.
No
escriptorio
da
ad
ministração d’
este
jornal
se
diz
quem
a
vende.
(4394)
Olllffiô
-
Oflerece-se
um
da
província
com
ha
bilitações
para
retalho,
por
junto
etc
Tam
bém
se
encarrega
de
qualquer
escriptorio
e
cobrança.
O
mesmo
tem
pratica
para
tabacaria
e
se
encarrega da
escriptura-
ção pertencente
á
mesma.
Dá
fiador
ido-
neo.
Quem
precise
dirija-se
á
adminis
tração
do
«Commercio
do
Minho»
se
diz
quem.
(4393)
Vende-se
duas
casas:
uma
OtóíSíríÉ
”°
*
ar8°
rfa
I
’
orla
Nova
n.
8
oulra
na
P
ra,
;
a
d
’Alegria
n.°
20.
Trata
se
na
rua
da
Ponte
n.°
24.
(4398)
XÃ110PE PEMWL 1ULSA1TO
DE
■VI
E
ste xarope,
depois
de numerosas
ex
periências,
foi
reconhecido
como
etíicaz
na
cura de todas
as
tosses
rebeldes,
(>ron~
chites,
coqueluches,
calai
rhos
e
todas as
aflecçôes
do
reito.
Deposito
na
Pharmacia
do
Hos;iital
de
S.
Marcos.
(264)
(4282)
LÊGÍÕ^STÃ?
Na
rua
do
Anjo
n.°
W^fctrffnaVse
a
lingua
franceza
por a
quantia
méhsal
de
800
reis,
paga
adiantada.
(4336)
ÍJI/riMOS TEIiEÍSH ATI.VIAS MA
AUESIIA BI1XVAS
CONSTANTINOPLA
1
—
Ainda
não
foi
assignado
o
armistício.
O
«tiltimalum» da
Rússia foi
somente
entregue
hontem á
tarde.
RAGUSA
1
—
Os montenegrinos
rom
peram
o
bombardeamento
contra
Podgor-
tza.
Roma
1
—O bispo
de
Urgel
chegou
a
esta
cidade,
e
apresentou-se
á
embaixada
hespanhola.
O
Papa
prohibiu
a
publicação
do
dis
curso
do
arcebispo
de
Granada.
MADRID
31-Decidiu-se
ofticialmente
que
<fs
despachos ordinários,
transmiltidos
pelo cabo
submarino
entre
Barcelona
e
Marselha,
paguem
a taxa
de
quatro
pese
tas
e
60
cêntimos,
a
partir
d
’
amanhã, e
seis
pesetas
para
as
outras
estações
de
Fran
ça
ou
vice-versa.
Os despachos
pela
via
terrestre
conservam
a
laxa
anterior.
PARIS,
31—
Depois
de
ler
recebido
a
communicação
da
derrota dos
servios,
o
príncipe
de
Gorlschakoff
ordenou
ao
em
baixador russo
era
Constantinopla
general
Ignalieff,
que partisse,
rompendo
as
re
lações
com
a'Sublime
Porta,
se
o
gover
no turco,
no
praso
de
dois dias,
não
accei-
tar
o
armistício
mandando
cessar
as hos
tilidades. Noticias
de
Constantinopla,
de
hontem
á
tarde,
disem
que
estava
immi-
nente a
assignatura
do armistício.
PETERSBURGO,
31
—
0
czar
desap-
provou
o
artigo
dó
«Golos»
contra
Dis-
raeli.
Os
lelegrammas
olíicias
servios
con
fessam
a
victoria
dos
turcos
e a
occupação
de
Djunis.
ROMA,
31—Conlirma-se
o
boato
de
se
ter
aggravado
a enfermidade do
cardeal
Antonelh
.
LONDRES,
31
—
Mallogrou-se
uma
ten
tativa
de
«pronunciamento»
que
houve
em
CARNEIRO
BRAGA
H
uh
dos Capellistas, AO.
Tendo dissolvido
a sociedade
que
li
nha
com
o snr.
José
Cardoso
Guimarães,
resohen
fazer
redução
em
preços
das
fa
zendas
que
vende
com
grande
abatimen
to,
como
:
Um
grande
lote
de
chilas
finas
a
90
e
100
reis. Um
lote
de
fazendas
de
100,
120
e 140
reis.
Grande
sortimento
de
fa
zendas
próprias da
estação a
200 reis
e
inais
preços.
Camisas
de
perealle
e
cre
tone
a
800
reis
cada
uma.
Tem
um lin
do
sortimento
de
chailes
de
malha alta
novidade;
Capas, guarda-lamas,
guarda-
soes para
snr.
a
e
homem,
mantinhas
lar
gas
para
homem
alta novidade
em gostos,
collarinhos
bordados,
perfumarias
e chá
de
superior
qualidade
; o
que
tudo
vende
por
preços
rasoaveis.
(4385)
Na
rua
do
Carvalhal,
n.°
4, lecciona-
se
lustrucção
Primaria,
Francez,
Rhetori-
ca
e
Philosophia.
Km
todas
estas disciplinas se
liahilita
para exnnie.
•—
-
-iiiiTrtfi
pf
i
i
—
i
i
t
-
-
i •
«fcioiMi
w
,■■■
ir
—
çja>^<anr»i
—
—
NOVO
HORÁRIO
Narciso
José
Marques,
d’esta
cidade,
faz
publico,
que
a sua diligencia estabe
lecida
entre
Braga,
Guimarães,
Fafe,
Ar
co
e
Cavez,
que
até
aqui
partia
ás
5
ho
ras
da
manhã
fica
partindo
desde
o
dia
1.°
de
novemvro
ás 6
horas
da
manhã.
Os
snrs.
passageiros
que
quizerem
seguir
para
Amarante
tem
de
seguir n
’esla
me»-
ma.
Os
bilhetes
vendem-se no
escripto
rio
de
José
Antonio
Marques,
Largo do
Barão
de
S.
Maninho,
n.°
6.
Braga
28
de
outubro
de
1876.
^4396)
Narciso
José
Marques
Companhia
Edificadora e Indus
trial Bracarense
Seeiedade niionymn de
responar»-
bãl
idade limitada
São
convidados
os
snrs.
accionistas
d
’
esta
Companhia,'a
realisarem,
do
dia
6
a
11
do
proximo
mez
de
novembro,
no
escriptorio
da
Companhia
na
rua
da
Cruz
de
Pedra
n.® 6 a
12,
desde
as
10
horas
da
manhã
ás
2
da
tarde,
a
sua
entrada
de
10
por c. on
2$500
rs.
por
acção,
con
forme
a
deliberação
da assembleia
geral
ordinaria
de
17
de
julho,
e
extraordinária
de
26
do
corrente,
na
qual
foi
igualmen
te
resolvido,
que
pela
ultima
vez
fossem
prevenidos os poucos snrs. accionistas
em
atraso,
para
dentro
dos
mesmos
dias mar
cados
no
presente
annuncio
satisfazerem
as
suas
prestações
em
debito.
Braga
e
Escriptorio
da Companhia
em
26
de
outubro
de 1876.
Os
directores,
Francisco
da
Silva
Araújo
José
Alves
de Moura
(4388)
João
Carlos
Pereira
Lobato.
(280)
A
Meza
da
Real
Irmanda
de
de
Santa
Cruz
(.festa cida
de
faz publico,
que
no
dia
5
de
novembro
proximo,
pelas
10
horas
da
manhã,
terá
logar
na
antê-sala
das
sessões
da
meza a
arrematação
dos
foros
e
pensões em
generos
perten
centes
á
mesma
Irmandade,
ven
cidos
no
S.
Miguel
de 1876.
Braga
26
de
outubro
de
1876.
()
P
rovedor
,
Domingos
Manuel de Mello Freire
Barata.
(4387)
MCTION
BROU
ALCATRÃO BAFBERON
Único
que
contém todos os principios balsâmicos e aromais de Alcatrão de Noruega. No«
fortes
calores
e nas mudanças de estação, impede que a agua icorrompa : é uma bebida hygie-
nica
e preservadora de moléstias epidemicas. — Dóse : ur colherzinha n’um copo dagua
accrescentada
a bebida ordinaria. — Preço 400 reis.
ALCATRÃO
RECONSTITUINTE
BARBERON,
Cl
chlorhydrophosphato.
de cal.
Consumpção,
moléstias
do peito,
tísica, anemia,
dyspepi, rachitismo, moléstias dos
ossos,
das
mulheres e das criancas. — Preço : 500 reis.
ELIXIR
FERRUGINOSO
BÃR8ER0N.
com
chlorhyòphosphato de
ferro. — Recon
stituo
o sangue sem causar o
estomago. Muito Xgradavel,
diativo e tonico.—Preço : 800 r«.
FOGO
BARBERON
PARA.
OS
CAVALLOS.
substi
tuo
ferro candente sssa destruir
o
pello. Exito infallivel e
facil applicação. — Preço : 950 n.
i Farmaoia
de
HOGG, 2, rue de Gastiglione, Paris Jico proprietário). i
DK
HIGADOS
FRESCOS
I
Dl
______ __
BAGALAO
de
Prescripto
por todos os
médicos e empregado ci o mayor succeso
contra
: a>>
enfermidades do peito, aífeiôes escrofu
losas,
tosses
ehronicas. rlieumatismi,
incgrcza crianças, das impigriuc,
filssxos
brancos, debilidade jçerai,
etc., et.
Agradavel
e facil de tomar.—Desconfiar d^sfalsificaçõ.
«.
,
Exigir-se-ha
a marca da Fabrica
juntó que encob i—"
a
capsulo de
cada
frasco de feitio triangular, e a fim
1I0GG
e Cia, que devera achar-se sobre o rotulo.
Deposilos
nas principaes
Pharmacias e em E.isboa, nas cas
OLEO
(INCORPORADA
POR CARTA
RELL)
LINHA
QUINZENAL
DE
PAQUETES
A
VAPIR
Para
S. Vicente, Pernambuco, Bahia, Rio
cb Janeiro,
Montevideo
e
Buenos-Ayres
Acceilando
lambem
passageiros
de
<?.
a
classe
para SANTOS
e
RIO3RANDE
DO
SUL
com
trasbordo
no
iíto
de
Janeiro
P
à
QL‘
íí
T
í
GS
A
S
a
IR
DE LISBO
a
Depositas
: BARBERON
&
C1’, en Ghâtillon-sur-Loire (Loiri, França. Em
Lisboa,
o
snr.
Barreio,
r.
do
Lorêlo,
n.°
28
—30.
23
-H-)
Deposilos
nas principaes
Pharmacias e em I.isboa, nas cas de B
arreto
,
rua
«8» I.orcto, 38
e
30. A
zevedo
e
Filhos, B
arrai
.
e
iii.ro
; em Porto.
nas*casas de
A
lbano
A
bílio
A
ndrade
,
S
ouza
F
erreira
e
I
rmao
J
osé
P
into
;
em
Coimbra,
Salvador F
erraz
.
ELBE
.
MINHO.
NEVA.
13
de
Novembro
28
de
Novembro
13
de
Dezembro
'
preços
Cada
5>a<s«ete d
’esta
companhia
leva
a
bordo
eriados
p eoaiinheiros
jmrtuguezes
para
commodidade
dos
passageiros
de
toslas
ais ciasses.
Sendo
as passagens
pagas
na
Agencia
Central
no
Porlo ou em
qtalquer
Agencia
protinciul,
a
conducção para
Lisboa
è
por
conta
da
C
mpanhia.
A
bordo »«s
passageiras teem grisiis cam»,
roupa «!e cama, co
mida
feita
por eosinltriro» portuguezes, viiraho «Sww» vtzes por dia,
assistência
medica, serviço de criados e ®ssts-as despeziM.
A
EXPERIENCIA
de
mais
que
uni
quarto
de
século
tem
feito
tom
que
os
pa
quetes
d
’
esta
companhia
(a
mais
antiga
na
carreira
do Brazil)
sejam
conhecidos
pela
regularidade,
velocidade
e
segurança
excepcional
;
além
<i’
isso
pela
iimpesa,
boa
or
dem, bom
tratamento
e
accomniodações
a
bordo,
e
pelos melhoramentos
mais
moder
nos
tanto
para
a
hygiene
como
para
a
commodidade
dos
passageiros.
ISTO
É
COMPROVADO pela
grande
concorrência
que teem
de passageiros e
pelos
agradecimentos
de
mais
de
mil
e cem
passageiros
d
’
enlre
elles leitos
por
es-
cripta
como
consta
de
documentos
archivados em
varias
agencias.
SÀO
ESTES
OS
PAQUETES preferidos
pelo Governo
Inglez
para
a
conducção
das.
suas
malas
do correio.e por
este
serviço
recebe
a
companhia
um
importante
subsidio.
TIVERAM
ESTES
PAQUETES
a
honra
de
conduzir
Suas
Magestades
o
Impera
dor
e
Imperatriz
do
Brazil,
como
também
S.
A.
o
Infante
D.
Augusto.
TODAS AS
INFORMAÇÕES
e bilhetes
de passagem
podem ser
obtidos
no
POR
TO na
AGENCIA
CENTRAL,
rua
dos
Inglezes.
23,
do
agente
GUILHERME
C. TAIT;
e nas
províncias
nas
agencias
e
correspondências
estabelecidas
em
todas as
princi
paes
cidades
e villas.
Agente
em
Braga o snr. João
Manoel
da
Silva
Guimarães,
Rua
do
Souto.
Rygieniea
iriivel ypreservativa; absolutamente
a
unicaque
q
sem lhe
juntar mais nada.Vende-CM
se
nas princis pharmacias do mundo. Exigir a
j
instrucçâo
d<jo.
(30 anos de
exfto.)
Paris, casa do. •
.
inv®r
B^ Maga,
< 58. Usboa, Sr Barreto Loreto 28 e 30»
GUADIANA
DOURO.
.
I
COMMOPOS
.
.
29
de
Dezembro
.
.
3
de
Janeiro
Para
os
engenheiros,
pharmaceulicos,
médicos,
dentistas,
professores
e
outras
pessoas que
desejarem
obter
o
diploma
<!e
doutor
ou de
bacharel
de
uma
universida
de
estrangeira.
Dirigir
carta
registada
a
Medicus,
13, praça
do
Rei,
Jersey.
(In
glaterra.)
(31
T?)
Uma
morada
de
casas,
perto
da
Tj’
’
;W
egreja
de
S.
Vicente,
assim
co-
-ii
ni0
Stí vende
a mobília
(nova)
de
toda
a casa.
Para
tractar,
no
largo
do
Barão
de
S. Marlinho
n.°
27.
(4392)
Pelo juiso
de
direito
d
’
esla
comarca
e
cartorio
de
Esmeriz,
no
dia
5
do
cor
rente
mez, pelas
10
horas da
manhã e
nas
casas
da murada de
José
da
Silva
Rocha,
morador
na
rua
da
Cruz
de
Pe-
dra,
d
’esta cidade,
se tem
d
’
arrematar
os
moveis
e
objectos,
penhorados
a Narciso
da
Cunha
da
Silva
Braga,
e
mulher,
na
execução
que
lhe
move José
Gomes
de Sá,
negociante,
e
todos
d
’
esta
mesma, cuja
arrematação
estava
annunciada.
e
devia
ter
logar
no
dia
29
do
passado
mez
de
ou
tubro,
e
se
não
verificou
por
tal
dia
ser
feriado,
e
os bens
a
arrematar
constam
dos
editaes
já afixados,
e
porisso
toda
a
pessoa que quizer
lançar
póde
compare
cer
no
dito dia
hora
e
local.
(4101)
An RKHfl> AHEKTO
•
No
dia
12
do
corrente,
pelas
11 ho
ras
da
manhã,
na
sala
das
sessões
do
Asylo de
D.
Pedro
V,
se
ha
de
proce
der
ao arrendamento,
a
quem
mais
der,
da
cerca
do
convento
da
Penha, provi
soriamente
pertencente
ao
mesmo
asylo.
Os
interessados
devem comparecer no
dia,
hora
e
local
mencionado.
Braga,
secretaria
do
Asylo, 2 de no
vembro
de
1876.
O
secretario,
(4100)
P.
a
Luiz
Gomes
da
Silva
É
íX
Qtteni
quizer
comprar
uma
casa
[H sobradada,
com
oratorio
para
dizer
éÈa missa,
e
terras
iuntas á
casa, na
freguezia
da
Graça,
falle
com
José
Mana
Torres
Machado,
que
recebe
propostas
até
o
dia
14
do
corrente.
Braga 2
de
novembro
de 1876.
(4399)
'Ti-ntutlo
pristsco, sobre a refórnin
ntatrizeH
preiiiaes, g»»r Al
berto
Eduardo
de
Sousa,
esert-
v«« «Io
coiteeiho de Albergaria-
Velha.
Acaba
de
sair
á
luz
esta
interessante
publicação,
preço
110
(tão
sómente
para
fazer
face
ás
despezas).
Pelo
correio
170
rs.
A
’
venda
na
livraria
de
Jacinlho
D.
P.
da
Silva,
136,
rua
do
Almada,
Porlo.
Aluga-se
um
sotão
bom
para
dous
es
tudantes.
Quem
pretender
dirija-se á
Li
vraria
Catholica
na
rua do
Souto,
que
ahi
se
indica
onde
é.
(4384)
•
Aluga-se
a
casa n.°
48 da rua
dos
Chãos
de
Baixo,
de
fronteira
com
a
hos
pedaria
hispanbola. Tem
dois
andares
ele
gantes
de
rica
esquadria,
boa loja
e
gran
de
armazém.
Para
tratar
na
mesma.
(4378)
CIRUR6KÃO
DENTISTA
APPROVADO
PELA
ESCOLA MEDICO-CÍRURGI-
CA
DO PORTO
Largo
do
Barão
de
S.
Marlinho
n.°
5
BRAGA.
Faz
tudo
quanlo
diz
respeito
á
sua
arte
e
continúa operando
grátis,
pobres
e
soldados.
(22
-jr)
braga
:
typographia
lusitana
—
18
6
Parte de Comércio do Minho (O)
