comerciominho_04071876_512.xml
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-
4.
’
ANNO
1876
FOLHA
COMMERCIAL
RELIGIOSA E NOTICIOSA
NUMERO
512
Assigna-see
vende-se
no
escriptorio do
editor
e
proprietário
Josi Maria Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.’3
E,
para onde
deve
«er
dirigida toda a correspondência
franca
de porte.=As
assi
naturas
são
pagas
adiantadas
;
assim como
as
correspondên
cias
de interesse particular.
Folha
avulso
10
rs.
KJgeru
0C A.-S
ES
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
ÁS
P
reços
:
Braga,
anno
1^600
rs.=Semestre
850 rs.-=>Provín
cias,
anno
2&400
rs. e
sendo
duas
A&OOO
rs.^Semestre
1^250
rs.=Ar<zzt/,
anno
3&600 rs.=Semestre
1&900
rs. moeda
forte
ou
8&000
reis
e
4&500 reis
moeda fraca.=Annuncios
por
unha
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignantes
10
®/
0
d
’
abatimento.
tâtuasae
HKAGA
—TESSÇA-FEIKA 4
I»E
JULHO
Foi este
anno
quasi geral
a
celebra
ção
do
trigésimo
anniversario
pontifício
de
Pio
IX
o
Grande.
Não
só no
paiz
differeotes cidades
e
villas
commemoraram
com
festas
pompo
sas
este
acontecimento
feliz,
mas
até
no
estrangeiro
ern
algumas
nações
tomaram
a
peito
manifestarem
os
catholicos
por
actos
de
regosijo
o
seu
amor
entranhado
e
aífectuosa dedicação
ao
irnmortal
Suc-
cessor
de
S.
Pedro.
E nós,
como filhos d’
esla augusta
Primaz
das
Hispanhas,
alegramo-nos
lauto
com o
desenvolvimento,
que
esta festa vae
tomando,
quanto que
foi
Braga
a
locali
dade
do
orbe
calholico
que
primeiro
leve
o
pensamento de
manifestar
por
esta
fót-
nia
e
n
’este
dia,
tão feliz,
o
seu
aflecto
para
com
o
magnânimo
Pontífice.
E
’
pois
uma gloria
para
nós,
os
bra-
carenses,
que
os
estranhos
nos
seguissem
n’
este
tesiimunho
de
dedicação
para
com
o
Representante
de
Christo
na
terra.
Não
podemos
commemorar
este
dia,
sem que
nos recordemos
uo
modo,
talvez
providencial,
por
que
se
augmentou e
di
vulgou
o
pensamento d’
esta
festa.
Quem
se
não
lembra
de
que
uma
sim-’
pies
serenata,
com
que
a
mocidade
estu
diosa
celebrava
o
anniversario
natalício
de
Pio
IX chamou
sobre
si
as iras
da
au-
cloridade
administrativa,
a
tal
ponto, que
foi
mandada
a
força
militar
correr
os
pobres
estudantes
que percorriam
as
ruas,
locando
o
hymno
do Papa?
Quem
se
não
recorda
do
despotismo,
com
que se
pretendeu
abafar
em corações
juvenis
o entranhavel
aflecto
ao
Pae
com
mum
dos
fieis?
Btaga
inteira
presenceou
.essas
scenas
de
tirannia
liberal;
e,
ferida
em
seus
sen
timentos
de
piedade
e
affeição
para com
o Vigário
de Christo, protestou
vingar-se.
O
que
até
então
não
passava
de
uma
pequena
manifestação de
regosijo
entre
es
tudantes,
tornou-se
uma
verdadeira
festa
para
a
cidade
inteira,
que deixou
á
mo
cidade
estudiosa
o
commemorar
só
por
si,
e
de
um
modo
mais
solemne
o
anm-
versario
natalício de
Pio
IX,
para
ella
ce-
lebar
por
sua
conta
o
da
Sua
exaltação
ao
Solio.
A
vasta
cathedral
repleta
de fieis,
a
magnificência
dos
actos
religiosos
por
tão
fausto
acontecimento;
e
nas
ruas
as
mu
sicas.
os
embandeiramentos,
os fogueies,
as
illuminações
e
o
enthusiasmo,
tudo
concorreu
a
demonshar
de
um
modo
claro
e
preciso, que
Braga
não
se
acovarda
pe
rante
poder
algmn
humano,
toda
a
vèz
que
a
força pretender
cohibil-a no
direito
que
lhe
assiste
a
manifestar
suas
crenças
e sentimentos religiosos.
Perante
esta
altitude
dos
bracarenses,
franca
e
decidida,
cederam
os
caprichos
do
despotismo;
e
de
então
nem
um
só
anno tem
passado,
sem
que
se
renovem
estas
homenagens
publicas ao
maior vulto
do
nosso
século.
Assim
nasceu
este
pensamento, que
hoje
é
geral
em
toda
a
parte.
Oxala
que
Braga não
esqueça
nunca
as
difficuldades
que
no
começo
tentaram
oppor-se
á
sua manifestação,
para
que
não
mais
olvide
esia
festa
que
mais
exalça
o
glorioso
titulo
da
sua primazia.
eOitllIS Ptt VDEXCKA
Fainalieão,
3<
*
<le
junho de B89G.
HISTGB5IA »
’UH 0ESCOXHEC1DO
I
Onde se veem
Jacques
e Mathurin
muito
assustados.
[Continuação]
Os
nossos
dois
excellentes
campone-
zes
fallavam
d
’
este
modo
quando avista
ram
um
obreiro
da
sua
aldeia
que
tra
balhava
em uma
fabrica
da aldeia
visinha,
e
que passava
por
um
malvado,
por
cau
sa
dos
seus
procedimentos
decididos.
Cor-
tejaram-n’
o
quando
passou
diante
d
’elles.
—
Por aqui
bem
cedo?
disse
Jacques
ao obreiro.
O
sol
ainda
não
se
poz
; por
que
é
que
já
estás
aqui?
—
Esqueces
pois,
Jacques, que
é
hoje
segunda
feira?
Hoje,
desejo
divertir-me
um
pouco, e
todos
nos
entendemos
para
a
tarde.
Trabalhamos
hontem
bastante,
de mais,
nenhum
momento
de
descanço,
só
deixamos
a
fabrica
ás
nove horas
da
noite.
Pelo
que
disse
o
patrão,
foi
uma
encommenda
de
pressa.
—
Então,
replicou
Mathurin,
trabalhaes
no
domingo e
descançaes
na
segunda-
feira.
Snr.
redactor.
Falleceu,
ha
pouco,
ern
S
Julião do
Callendario,
suburbios
d’
esta
villa,
ura
ho
mem,
o
qual
ha muitos
annos
vivia
em
publica
mancebia incestuosa
com uma sua
irmã 1
E
ha
tanto
tempo
se
dava
este
horrí
vel
escandalo,
que
já
uma
filha
d
’
ambos
era casada.
Não
procurava
sacramentos,
(e
n
’
este
ponto
procelia
coherente
com
o
seu
viver,)
e
quando,
pouco
antes
da
sua
morte,
a
irmã
perigosamente
enferma,
os
quiz
re
ceber,
a
isso
se
oppoz
obstinadamente.
Um
dia,
depois
de
ceiar,
o
Supremo
Juiz
charnou-o
a
contas
por
meio
d
’
uma
morte
repentina.
Talis
vila,
finis
ita.
Adoremos os
juisos
de
Deus
I
No dia
seguinte
fazia-se
circular o
boato,
que
viera
ordem
de
S. Ex.
3
fíevd.
ma
para
se lhe
fazer
signal,
officios
e
dar
lhe
sepultura
ecciesiaslica,
etc.
etc.
Em
vista
d
’este
boato,
espalhado
de
proposito,
os
revd.os
padres
convidados
concorreram
á
egreja
de
S.
Julião.
Mas,
apenas
alli chegados,
souberam
que
tal*
1
ordem,
ou
antes
licença,
não
existia
Questionou-se,
argumenlou-se
em
pró
e
contra os
Cauones,
e
a
final
fizeram
o
que
deviam
fazer;—reliraram-se.
Mais
tarde,
o
revd.°
abbade
da
fregue-
zia
alcançava
faculdade
para o
sepultar
em
um
cauto
do
adro, sem
sigoaes,
nem
cilícios.
D
’
aquelle
acertado
proceder
dos revd.
os
ecclesiasticos
levantou-se
eotre
os
filosofos
de
trapeira
grande
celeuma.
Podéra
I
tra
tava-se
das
íeis da
Egreja!...
Mas,
que
diz
a
lei?
a
quem
deve
ser
negada
a
sepultura ecclesiastica
?
O
Direito
Canonico
nega-a.
em
geral,
a
todos
aquelles
com
quem
em
vida não
coramunicamos.
(
Cap.
12
de
Sepull.J
Em
particular,
porém,
enuumerando
as
pessoas incursas u’esta pena, entre ou
tras
conta:
—
os
pagãos
e
iulieis,
as
crean-
ças
fallecidas
sem baptistuo,
os
suicidas,
os moitos
em
duello, os usurários
pú
blicos,
os
que não
cumpriram os preceitos
annuaes
da
confissão
e communhão,
os
excomtnungados
de
excommunhão
maior,
e outros
peccados
manifestos
e.
públicos,
que
sem
nenhuma
penitencia
e
no
mesmo
peccado
morreram
Isto
mesmo
é
determinado
pelas Con
stituições,
que
todas
são baseadas no
Di
reito
Publico da
Egreja.
Será
essa
disposição
urna
injustiça
?
Não,
porque
é
legal;—
póde
a
lei
ser
dura,
mas em
quanto
não
fôr
revogada,
é
lei.
Mas
é
uma
cousa
inaudita, que
se
metiam
a
julgar
das intenções,
do
inte
rior,
de
cada
um!—
exclamam
os
taes
censores
da
legislação
da
Egreja.—
Sim,
senhores;—
bonito
argumento
!
De
sorte
que
a
Egreja
não póde
ajuisar
das
intenções do fallecido,
pelos
aclos
da
sua
vida,
e
na
continuação
dos
quaes
morreu;
—
e
o
juiz
secular,
—ainda
mais,
os pró
prios
juisos
de
sóccos
e caroça,
—
esses
podem
peneirar
a
consciência do
crimi
noso e decidirem
se
a
intenção
foi,
ou
não,
criminosa!!!
Miríficos
argumentadores
!
O
que
era
paia
desejar, é
que
aquel-
les
que
se
dizem
catholicos,
fossem
os
primeiros
a
dar o
exemplo
do respeito
ás
leis
da
Egreja,—
d’essa
sociedade
a
que
se
jactam
de
pertencer,
—
e
não
alentassem
a
escandalosa
rebeldia d
’outros,
que
se
affoi-
tam
com
os seus
exemplos
e
lições...
O
que
é
muito
para
lamentar,
é
que
aquelles
infelizes
vivessem
tanto
tempo
em
tamanho
escandalo,
e
que
tal
fosse
a
ce
gueira,
que
em
tal
espaço
de annos,
nem
uma
só
vez,
a
voz
da
consciência crimi
nosa
lhes
accordasse
no
coração
o remor
so
salutar
que
é
prenuncio
do
arrependi
mento
!
E’
verdade
que
a
misericórdia
de
Deus
é
grande,
infinita;
mas
é
preciso
que
nós
queiramos livremente
aprove
lar-nos
d’
ella.
E.
quem
assim vive e
morre,
sem que
rer,
nem
dar
signaes
de
querer
salvar-se,
por
emenda
de
vida,
pelo
sacramento
da
Penitencia devidaraente
recebido,
é na
tural,
é
verosiinil,
que
se
condetnne,
—
a
menos
que
Deus
não
queira fazer
utn mi
lagre.—
Mas,
quem
o
’elles
espera,
lenta
a
Deus,
commette
uma
temeridade,
e por
tante
um
crime.
E
eil-o
ahi, só
por
isso,
indi
gno
de
graça
e
misericórdia.
Desculpe,
pois, snr.
redacbr, esta
di
gressão,
que
só
teve
por (itn
vindicar
a
sã doutrina
da
Egreja.
c.
GAZETILHA
Atheneu archeologico braea—
renge.
—
Beune
no
proximo
domingo,
no
salão
do
Paço,
a
meia
provisória
do Athe-
neu arclieologico, atira
de
lhe
serem
apre
sentados os
estatutos
d’
aquella sociedade.
Anniversaria da
eoronção de
Pio
IX. —
Este
anniversario
foi
este
an
no
coinmemorado
em varias
localidades,
onde
até
boje
se
não
fizeram festejos
por
tal
fim.
Na
freguezia
de
S. Migue! de
Guisan-
de,
d
’
este
concelho,
o
actual
encomrnen-
dado,
padre
João
Porlella, celebrou
este
fausto
acontecimento,
com rnissa
solemne,
sermão
e
Te Deum,
/C
noite
illuminou-se
o
ftontespicio
da
egreja
e
locou no adro uma
banda
de
musica.
Falleeimeato,
—
Falleceu
ha
dias
o
’esta
cidade
o
joven estudante
João
Ber-
sane
Leite
Perry,
(ilbo
da ex
ma
snr.a
D.
Maria
Brigida
Bersaoe
Perry,
viuva
do
penúltimo
juiz
de
direito
da
Povoa
de
Lanbozo. O cadaver
do
finado
foi
condu
zido
para
o
Porto,
para
alli
ser
deposi-
Si?
<3?
—Oh
!
nós
não
damos
attenção
a
isso;
é
como
acontece.
—
Mas
isto
agora
vae mudar.
—
Como assim?
—O
Syllabus!
disse
Mathurin
com
uma
voz
solemne.
—
O
Syllabus!
repeliu Jacques
côm
ac-
cenlo lugubre.
—Ah
! sim,
replicou
o obreiro
rindo
ás
gargalhadas, o
Syllabus,
conheço
esse
estúpido.
O
jornal
que
lèmos no restau
rante
já
nos
enjoa com
tanto
fallar
d
’
el-
le
lodos
os
dias.
O
Syllabus
d
’
aqui,
o
Syllabus
d
’
alli
;
só
falia
de
Syllabus. Mas
estamos
cá,
meus
caros. O
obreiro
fran-
cez
não
se
deixará
captivar.
O
obreiro
francez
é
livre
e
independente, e livre
e
independente
ha
de
ficar.
Irá
á
missa
se
lhe
convier.
Trabalhará festas
e
domingos
se
lhe
der
prazer.
Temos
o
solfragio
uni
versal
para
nos
defender,
e
ainda
uma
ou
tra
cousa.
—
Falias
bem!
disse
Jacques
com
ad
miração.
—
Como um advogado, disse
Malhu-
rin.
—
Sim,
proseguiu
o
obreiro que
se
ani
mava,
dizem
que
nos
querem
escravisar,
mandar-nos
como
creanças,
imperiosamen-
te
;
não
somos
ainda
seus
amigos.
An
te
*
de
o
sermos,
haverá....
—
Então,
disse
Jacques
acreditaes,
na
fabrica,
que o perigo existe.
—
Se existe?
disse
o
obreiro,
Calilina
está
ás
portas
de
Roma.
—
Quem
é
Calilina
?
perguntou
Mathu
rin.
—Imb... Mathurin,
meu
amigo, pare
ce que
nunca
lestes
grande
cousa.
—
Que
tenha
lido
ou
não,
Baplista,
re
plicou
Mathurin
um
pouco magoado
da
palavra
que
fallará
ao
obreiro, não
faz
nada
a
batilina.
Não
queres
dizer
Gari-
baldi
?
O
obreiro
encolheu
os
hombros.
Jacques
ouvia
sem
saber
d
’
islo
mais
do
que
Mathurin
;
mas
aifeclava
uma
cer
ta
gravidade
que
parecia
comprehender.
—
Ah
bem
I
Calilina
está
ás
portas
de
Roma,
é
um
modo
de
fallar,
para
dizer
que
o
inimigo
vae
no
alcance.
Este
Ca
lilina
era
um
aristocrata
que
queria
ani-
quillar
a
Republica,
perder
o
pobre
po
vo
e
tornar-se
rei.
O
Calilina
d
’agora,
é
o
Syllabus;
mas
o Syllabus
não
vingará;
o
povo
vigia,
a
civilisação
moderna
não
se
deixará
surprehender.
—
Visto
isso
o
Syllabus.
disse
Mathu
rin,
é
um
general
?
—
Ah
I
Ah
I
Ah
I
articulou
Baplista,
dan
do
uma
grande
risada,
decididamente
meu
Ícaro
Mathurin,
será
preciso
mandar-te
pa
ra a
escola.
—
Talvez
que
hajam
outros
que não
fariam
mal
se
fossem
para
lá.
—
Não
nos
encolerisemos,
meu
caro.
Somos
amigos
velhos, não
é'assim?
Sou
um pouco
mais
novo
do
que
tu,
é
ver
dade,
mas
o
meu defunclo
pae
era
teu
camarada,
e
eu tomei o costume de
te
tractar
por
tu
assim
como
elle.
Depois
d
’islo, também
já
não
sou
nenhuma
crean-
ça
;
de
trinta
annos,
já
se
sabe o
que
se
faz e
se
diz;
mas
admiro
que
Mathurin
ainda
não
saiba
quem
é
Syllabus,
e
con-
fundil-o
com um
general.
—
Elle
não
lê
os
jornaes,
replicou Jac
ques.
—
Ora
ahi
está.
Hoje,
é
preciso
lêr
os
jornaes,
os
bons,
enlende-se,
os
que
de
fendem
os
interesses
do
povo,
e
que
não
querem
congraçar-se
com
o
antigo
regí
men,
e as
trevas
da meia
edade.
E’
nes
tes
bons
jornaes
que
a
gente
se
inslrue;
advertem-nos dos
perigos
porque
passa
a
civilisação
; são
os
verdadeiros
amigos
do
povo.
Jacques,
que
não
ousava
fallar dema
siado
quando
Baplista
ahi
eslava,
mas
que
gostava
muito
de
perorar
para
fazer
a
sua parle
no
concerto, poz-se
por
sua
vez
a fazer
o
elogio dos
bons jornaes,
elogio
que
terminou
por
uma
nova
ex
clamação
contra
o
Syllabus.
|
(C»ntinúa)
talo
no
psigo
de
fanoilia.
A’
gare
foram
acompanha!-o
o* seus collegas, alumnos
do
collegio
do
Espirito
Santo e
muitos
outros.
Damos
sentidos
pesaraes
á
desolada
mãe.
Chronien i-eligioMt
*
.
—•
Fizeram-se
ante-hootem
as
festividades
seguinte»;
Na
Sé,
de
N.
Senhor
da
Piedade,
ha
vendo
missa
solemne,
exposição
do
SS.,
sermão
e
Te-Deum a
intrumental.
Nos
Remedios,
do
SS.
Sacramento,
e
conclu-ão
do
Mez
Eucharistico
Em
Guadelupe, de
S. Marçal,
feita
a
expensas
da
companhia
de
bombeiros.
Em
S.
Lazaro,
de
N.
Senhor
dos
De
samparados.
Na
capella
do
extincto
convento
da
Penha,
conclusão do Mez Eucbaristico,
a
expensas
d'alguns
devotos.
Igual
solemni-
dade
se
eílectoou
no
sabbado
no
convento
de
Santa
Thereza.
Festividade
«Io
SS.
Sacramento
em
S. João d o
Souto, dias
S
e
9
tio corrente.—
No
dia
8,
ao
rom
per
da
aurora,
uma banda
de
musica
per
correrá
as
ruas
do
transito
da procissão.
e
subirão ao
ar
algumas
dúzias
de
fo
guetes
de
salva.
Ao
meio
dia
repetir-se-
lião
as
mesmas
demonstrações
de rego-
sijo.
De
tarde,
pelas
5
e
meia
horas,
se
cantarão
vesperas solemoes,
a instrumen
tal,
e
á
noite
haverá
uma
vistosa
illutni-
tração,
subindo
ao
ar
lindo
fogo
de cores,
durante
o
qual
locará
a
banda
Filarmó
nica.
No
dia
9,
ao
romper
da
aurora,
iguaes
demonstrações,
das
do
dia
antecedente.
A’s
10
e
meia
horas
principiará
a
missa
solemne
a
instrumental,
e
sermão,
e
de
tarde finalisará
cora uma
brilhante
procissão, que
levará
subido
numero
de
anginho».
Na
procissão
irão
eheorporadas
todas
as
irmandades
e confrarias da
fre
guezia.
No
couce
irá
todo
o
regimento
d
’
infanleria
8,
precedido da
banda respe-
ctiva.
O
itinerário
da procissão
é
o
seguin
te:
rua
de
S.
João,
Senhora
do
Leite,
Traz
da
Sé,
rua da
Sé,
Traz
de
S. Mi-
guel-o-Anjo,
Praça
da
Alegria,
rua
Nova,
rua
do Souto, largo
do
Barão
de
S.
Mar-
linho
e
rua de
S.
.Marcos.
jV«va
Meza.—
Fez-se
no
domingo a
eleição
da
nova
Meza
da
irmandade
da
SS.
Trindade
e
Uniões,
no
templo
do
Po
pulo,
ficando
reeleitos da
Meza
velha
o
juiz,
o
snr.
José
Joaquim
Lopes
Cardoso
e
o
lhesoureiro,
o
snr.
Antonio
Manoel
Ayres
d
’
Oliveira.
Companhia
Edificadora.—
Desde
10
a
15
do
corrente
estará
em cobrança
a
7.
a
prestação
de
5
por cento
ou l$250
reis
por
acção,
da
Companhia
Edificadora
e
Industrial
Bracarense.
a
*
oíste
soltre
o
ttlouro.—
Uma
folha
do
Porto
Jiz
que
foi
demorada
a
visita,
que
o
snr.
ministro
das
obras
publicas
fez
ultimamenle aos
trabalhos
para
a
ponte
sobre
o
rio
Douro.
Em
Quebranlões
e
no
Seminário estão
muito
adiantados os
apeadeiros
e
quasi
concluídos
os do
primeiro
local
Os
túneis proseguem com grande
acti-
vidade, trabalhando-se
na
sua perfuração
todos
os dias, inclusiié
aos
santificados
e
aos
domingos.
A
maior
parte
dos
trabalhadores
n
’
elles
empiegados
são
biscainhos.
aos
domingos
é grande o
numero
de
curiosos
que
alli
vão
ver
os
trabalhos,
que,
a
continuarem
assim,
dentro
de
alguns me-
zes
deverá
estar
collocada
a
ponte feita
pela
casa
G.
Eiffel.
A
ponte,
sobre
o leito
do rio,
será
apoiada
n
’um
arco,
que
terá
de
compri
mento
526
metros,
150
de
largura
e 62
altura.
Na
parte
superior
á
terra
será apoia
da,
de
cada
lado
do
rio,
por
quatro
gran
des
columnas;
de
cada
curva do
arco
sai
rão
lambem
quatro
rpoios.
Caminho de ferro.—
Em
Vianna
já
principiaram
os
trabalhos
de
terraplena-
gem
na
linha
ferrea,
dentro
do
quintal
do
Camarido.
onde
tem de
ficar
a estação
ou
as
suas
dependências.
Festejos
a
IX.
em Villa do
Conde.
—
.Meus
caros
amigo» e
collegas.
—
Dizia-vos
eu, faz
agora
quasi
um anno,
que
a
festividade commemorativa
da
exal
tação
do immorlal
Pio
IX
ao
solio
pon
tifício, nunca
tinha
alcançado,
n
’
esta
vil-
la,
o
rebrilho d’aquelle
anno.
O
mestno
vos
aflirmo,
hoje,
com
relação
aos feste
jos
que,
por
idêntico
motivo,
aqui
se
ce
lebraram
em
17
do corrente mez.
A
Palavra
appelidou-os
já
—
esplendi
dos,—
e
com
eíleiio disse
a
verdade.
Se
a
commissão
de
1875
se
esmerou
em
abrilhantar
a
commemoração,—
a
de
1876
foi
muitíssimo
mais
adiante,
em
pompa
e
esplendores,
para
cujo
augmento
se
fez
tudo
quanto
coube
no
possível", consoan
te
as
eircumstancias
locaes.
Não
hesito
em
asseverar
que,
consideradas
no
seu
conjuncto,
ainda
em
Portugal
se
não
ce
lebraram
melhores
festas
em
honra
do
ve
nerando
Pontífice;
e
consideradas
era
al-
algumas
de
suas
partes,
Villa
do
Conde
collocou-se
na
vanguarda
do
Porto,
Lis
boa
e
mesmo
de Braga,
nos
annos
do
seu
mais
festivo
enthusiasmo
ponlificie.
E
se
não attendei:
N
’aquelle
dia 17
d’
este
mez,
logo ao
romper
d
’
alvorada,
os
repiques
dos
sinos
na torre
da
egreja
matriz
e
de
todas
as
capellas
e
egrejas,
uma
salva
de mortei
ros
e
foguetões,
e
duas
bandas
de
musi
ca
entoando
o
byrnno
de
Pio
IX,
annun-
ciaram
o
começo
dos
festejos
comtnetno-
rativos
da
eleição
do
immortal
pontífice.
No
centro
do
Campo
da
feira
achava-
se
levantado
um
elegante
obelisco,
em
cu
ja
base
se
viam
desenhados—
o
brazão
na
cional
—as armas
de Villa
do
Conde
—a
theara
pontifical
—
e
a
data—
17
de
junho
de
1876
—
Nos
quatro
ângulos
da
plata
forma
existiam,
sobre
pedestaes, quatro
formosas
estatuas
representando
as
quatro
parles do
mundo:
Europa,
Asia,
África
e
America. Ao
lado
do
obelisco estava
um
lindíssimo
palanque,
onde
tocava
uma
das
bandas
de
musica.
Todo
o
campo
era
cir-
cumdado
de
bandeiras
jem
mastros,
e
a
maior
parte das
casas
briIhaotemente
em
bandeiradas.
Ao
sahir
do
adro
em frente
da
facha
da
da
egreja
matriz
erguia-se
nm elegan
tíssimo
e
custoso
a<co
iriumfal
sobre
qua
tro
grandes
pedestaes,
com
duas
frentes,
terminando
em
pyramide
quadrangular.
cotn
um
globo
ua
cúspide,
e
»obre
elle
a
cruz
pontifical,
tudo
com
lindos desenhos
de
lloròes e
tingindo
alto
relevo.
Nos
pedes
taes
da frente
via-se,
de
um lado,
o
bra-
zào
porluguez,
e
do
outro
o
brazão
villa-
condense,
que
tem desenhada
uma
nau
á
vella,
um
castello,
e
as
cinco
quinas;
—
e
sabre
a
curva
do
arco
lia-se
esta
inscri-
pção
—
A
PIO IX,—e
no
cimo
o
vistoso
brazão da
ca-a
familiar
dos
condes Mas-
tai
Ferretli
cora
a
theara
pontifícia
so
breposta.
Os
cantos
do
arco, ao
alto
dos
pedestaes,
estavam
encimados
com
pyra
rnides cónicas
terminadas
em
esfera,
to
das
ornadas
de
galhardetes.
Os
brazões
enfeitavam-se de estandartes
com
as
res-
pectivas
côres.
Sobre
a
curva
da frente
do
arco
voltada
para
a
egreja
lia-se
a
daia
—
17
de junho
de
1876.
O
adro
e a
torre da
agreja,
bem co
mo
differentes
ruas, especialmesnte
a
rua
Nova, e
magesto<o
convento
das
freiras de
Santa
Clara,
tudo
se
via
pompeaodo
galas,
com
grande
profusão de
bandeiras
e ga
lhardetes.
A
Egreja
matriz,
cuja
armação
esme-
radissiraa,
com
muito
aceio,
bom
gosto,
e
riqueza
nunca
vistos,
foi
obra
do
excel-
lenle
armador
d’
esla villa Carlos José da
Silva,
offerecia
ura
aspecto
deslumbrante.
Nada
faltou
para
tornar
esplendida
aquella
festa.
De
manhã
a
missa a
grande
instrumen
tal,
regendo
o
côro
o
rev.rao
Albano
Sil
vestre
Peixoto
Flores,
auxiliado
por alguns
músicos
do
Porto,
nada
deixou
a
desejar,
celebrando
o
rev.
mo
arcypreste
d’este
dis-
uicto
ecclesiastico,
Antooio
José
d
’Antas
da
Gama, Prior
da
Povoa de
Varzim.
O
sermão
foi
do
rev.,no Padre
Senna
Freitas,
bem
conhecido
de
todos
os
ca-
tholtcos,
por
seus
talentos,
escriptos
e
in
temerata
fé.
Da
sua
oração
nada
vos
di
rei,
senão
que foi
mais nm
brilhantíssimo
florão
que
engastou na
sua immarcescivel
corôa
de
eminente orador
sagrado.
Os
dous
pontos
principaes
de
que
se
occu-
pou: a
revolução
perante
Pio
IX
e
Pio
IX
perante
a
revolução
vel-os-eis
breve
mente
submettidos,
em
seu
desenvolvi
mento,
á
vossa
admiração,
porque
s.
exc.a
vai publicar
o
sermão,
e
por
nauito
que
eu
diga
não
poderei
fazer
avultar
os
pri
mores
de
tão
notável
peça,
receando
era-
panar-lbe
o
esmalte,
o
brilho
e
a
eloquên
cia.
Havia-se
enviado
a
Sua
Eminência
o
Cardeal
Antonelli
o
seguinte
telegram-
tna:
«A
commissão
dos
festejos
commemora-
livos
da
eleição
do
Saneio
Padre
ao
Ihro-
no
Pontifício,
em
Villa
do
Conde,
felici
ta
a
Sua
Santidade,
em seu
nome
e
no
de lodos
os
fieis
concorrentes,
e implora
para
todos
a
bênção
aposlolica.í
Pelas
10
horas
da
manhã
do
dia
17
recebi
de
S.
Eminência
esta
resposta lam
bem
pelo
telegrafo,
em
idioma italiano,
que
traduzo:
<
O
Saneio
Padre
agradece e abenbóa
a
commissão
e
concorrentes
das
festas
com-
memorativas
da
sua
exaltado
çao
throno
ponti/icio
em
Villa
do
Conde.
O
Cardeal
Antonelli.»
E»te
telegramma
foi
lido
no
fim
do
sermão
pelo
rev.
m
°
snr.
Senna Freitas,
que,
precedendo-o
de breves,
mas
enthusias-
ticas palavras
exhortativas,
lançou,
em
nome
de
Sua Santidade,
a
bênção
apostó
lica a
todos
os
fieis
presentes, sendo
por
todos recebida
com
religiosa
e
profunda
Commoção.
De
tarde
subiu
ao púlpito
o
rev.mo
dr.
Luiz
Maria
da
Silva
Ramos, lente
cathedra-
tico
de
theologia
na
Universidade.
Sabeis
muito
bem
os
subidos méritos
d’
tsle
valente
campeão
do
Catholicistno,
e
basta-vos
aferir
por
elles
a oração
que
prégou.
A
clareza
casada com
eloquência,
a
pureza da
dic
ção
a
par
da
propriedade,
o
esplendor
das
imagens,
a
energia
da
expressão
acompa
nhando
os
rigores
da
lógica,
taes
são
per
summa
capita
os
caracteres
mais
salientes
do
primoroso
sermão d’
aquelle
talentoso
pa-
negyrista
de Pio
IX.
Tanto
de
manhã, como
de
tarde,
a
concorrência de povo na egreja era
sem
conta,
principalmente
de
tarde,
em
qoe,
com
quanto
stja
grande
a
vastidão do
templo,
intiila
gente
não
entrou
por não
caber,
porque
a
egreja
regurgitava
de
lieis.
O
clero
era
lambera
em
grandíssimo
nu
mero,
o
que
augrnentou
a
pompa
da
so-
lemnidade.
Do
Porto
vieram
muitos
cava
lheiros
e
senhoras,
notando-se
os
exc.
11108
dr.
Casimiro
de
Castro Neves,
Duarte
Huet
de
Bacellar,
José
Joaquim
Guima
rães,
Miguel
Pestana,
José
Antonio
Pesta
na,
e
muitos
outros.
Terminado
o
Te-Deum
depois
do
sermão,
saiu
da
egreja
e
percorreu
as
ruas
prin
cipaes
da
villa,
uma
procissão
em
honra
e
gloria
do
Pontificado
da
egreja
catholi-
ca,
representado
por
S.
Pedro,
cuja
ima
gem,
vestida
de
riquíssimos
paramentos,
era
conduzida
em
andor
por
6
sacerdo
tes,
e
adiante d
’elle
a
imagem
de
N.
Se
nhora
da
Conceição,
cujo
dogma
foi
de
finido
por
Pio
IX,
a
de
S.
José
procla
mado
Protector
da
Egreja
universal
pelo
mesmo
venerando
Pontífice,
e
a
de
San
eio
Aflonso
de
Ligorio
também
por
elle
declarado
doutor
da
Egreja.
Differentes
anjinhos
levavam
bandeiras
com
legendas memorativas
dos
factos
mais
notáveis
da
vida
de
Pio
IX,
e outras
lembrando
os
lugares
sagrados
d
’onde
se
deriva
a instituição
divina
do
pontificado,
do
primado de
S.
Pedro,
da
Infallibilida-
de
pontifícia
etc.,
tudo
ordenado
consoan
te
o
programma
coinpetenteineole
appro-
vado
por
s.
exc.
a
rev.
!,,a
o
snr.
Arcebis
po
Coadjutor.
Acompanhavam
a procissão
diflerentes
confrarias,
os membros
da
com
missão
dos festejos, e
s.
exc.a o
snr.
dr.
Luiz
Maria
da
Silva
Ramos;
o
pallio
era
coodusido
por
ecclesiaslicos
quasi
to
dos parochos
e
o
sancto
Lenho
pelo
rev.
ino
arcypreste;
e
a
fechar
iam
as
duas
bandas de
musica e
uma
força
de
infan-
teria
de
30
e
tantas
praças
vindas
ex-
pressatnente
do
Porto
para
realçarem
os
festejos.
A
’
noute
illuraioaram-se
o
arco,
e
o
obelisco
produsindo
surprehendente
effeito.
Ambos
avistados
de
longe
pareceiam
uma
maravilha
fantastica.
Os
moradores
das
roas
por
onde passou
a
procissão, il-
luminaram
também
quasi
todas
as
suas
casas,
bem
como
as
digníssimas religiosas
de
Saocta
Clara
o
seu convento.
Lançaram-
se
alguns
balões,
queimou-se
muito
fogo;
e
o
concurso do
povo tanto
da
villa,
co
mo
das
aldeias
fui
imtnenso,
terminando
os
festejos
depois
da
meia
noite.
A
commissão
que
promoveu
tão
so-
lemnes
e
e
pomposas
festas,
soilicitando
a
sobscripção para
ellas, foi
assim
cons
tituída:
Presidente,
o
Prior
Arcypreste
Anlo-
nio
José
d’
Antas
da
Gama.
Vice-presidente,
o
Prior
Antonio
Jo
sé
Pereira
d
’Andrade.
Secretários,
Padre
Luiz
de
Sousa
e
Padre
João
de
Sousa
Reis
Cerqueúa.
Vogaes,
Padre
José
Gonçalves
I.yra,
Padre
Pedro
Antonio
da Silva
Coelho,
Padre
Valenlira
José
de Faria,
Padre
José
Gomes
d
’
Agonia,
Bacharel
Custodio
Vello-
so,
Antooio
Maria Pereira,
José
Fernan-
des
Beiriz.
Joaquim
Gomes
da
Silva
Ro
drigues,
Joaquim
Antonio
Felismino
Go
mes,
Miguel José
Velloso,
Manoel
Fernan-
des
Pereira.
lhesoureiro,
José
Maria
de
Castro.
Os
trabalhos
do
arco
foram
dirigidos
pelo
ill.
1
"
0
sor.
Joaquim
Gomes
da
Silva
Rodrigues, e
os
do
obelisco
pelo
ill.mo
snr.
José
Feruaudes
Beiriz,
cabendo-lhes
especial
menção
honrosa
pelo
enthusiasti-
co
afan
e
excellente
desempenho da
par
te dos
festejos
de
que
se
encarrega
ram.
Tudo
correu
excellentemente,
com
vi
va
satisfação
de todos,
e
sem
inciíente
desagradavel;
exceptuando
o
facto
de
ser
recebido,
pela
commissão, na
quarta-feira
14,
vespera da
funeção
de Corpus Chrisli,
ora
oflicio do
presidente
da
camara,
re-
commendando
qoe se
cobrissem
as
inscri-
pções
do
arco,
fazendo-se idêntica
recom-
raendação
verbal
aos armadores
da
egre
ja,
a pretexto
de
que
havia certa
incon
veniência
e
falta
de
respeito
para
com
o
Augusto
Sacramento
de
Nossos
Altares
que a
procissão
de
Corpus Chrisli
tivesse
de
passar
por
baixo
do
arco
estando
des
cobertas
as
inscripções!
Quando
se rece
beu
este
oflicio
o
arco
já
estava
coberto
para
se
não
deteriorar
com
a
chuva
que
ameaçava
cair
e
se
receiava:
mas
a
lem
brança do oflicio não deixou
de
fazer
rir
muita gente
pela
sua
originalidade.
Eu
lamentei-a
muito,
porque
entrevi
no
oflicio
um
espirito
de
arrogancia
e
sera
rasão,
que
revelava
má
vontade
da
parle
de
seu
audor
ou
anctores,
o
que
destoou
de
al
gumas
valiosas
finezas
prestadas
de
bom
grado
peio
signatorio
do
oflicio
em
auxi
lio
da
commissão
dos festejos!
Exphcae,
se
podeis, o fenomeno.
Aqui
tendes,
meus
caros
collegas,
a
descripção,
singela
e
sem
arrebiques de
fórma,
da
nossa
lesta
ao
Vigário
de
Chris-
lo,
Chefe
da
nossa
augusta
religião;
e
vereis
se
eu
lenho
rasão
no
que
vos
digo
no
começo d’esta.
Louvores, pois,
aos
catholicos
qoe
con
correram
para
ella,
e tão
elevado
teste
munho
souberam
dar
de
seus
entranhados
sentimentos
de
respeito
filial,
enlhusiasli-
ca
admiração,
e
ardente
affecto
para
com
a sagrada
Pessoa
de
Pio
IX
por
occasião
do
30,°
anmversario
da
sua elevação ao
ao solio
Pontifical.
Villa
do
Conde,
21
de
junho
de
1876.
Todo
vosso
Custodio
Velloso.
.4.
revoíução «le
Conatiintino-
pla.
—
Dizem os jornaes
estraojeiros
que
é
hoje evidentissitno
o ter
sido
preparada
a
revolução
de
Constantinopla
pela
politi
ca
ingleza.
O
ministério
teve
para
isso
varias
conferencias
com
a
rainha,
que
mostrava
a
maior
repognancia
era
acceder
a isso,
mas
que,
em
presença
das razões
de
estado apresentada»
pelo
ministério,
te
ve
de sujeitar-se
á
resolução
dos
seus
con
selheiros
responsáveis.
Comtudo,'
quando
a
revolução
rebentou,
a
rainha Victoria,
sem
mesmo
consultar
os
seus
ministros, en
viou
um
telegramma
ao
embaixador
inglez
em
Constantinopla, sir
H. Elliott, em
que
lhe
dizia
estas
simples
palavras.
«Ab-
dul
Aziz
foi
meu
hospede,
vele
por
elle.»
O
embaixador inglez
exerce
actualmen-
te
no
espiiilo
de
Amurai
V
a
mestna
in
fluencia
que
o embaixador
russo
o
gene
ral
Igualieff
exercia
no espirito
de
Ablul-
Aziz.
IXevoluçúío
ft-ansez» de 1593.—
Soldados,
reis,
duques
e
príncipes
do
tem
po
da revolução
franceza
de
1793.
Augereau,
duque de Castiglione—
filho
de
um
homem
que
vendia
fructa
em
Pa
ris,
foi
soldado
era
1790 e
general
em
1794!!!
Bernadolte,
rei
da Suécia
e
Noruega
—filho de
um
letrado
da
cidade
de
Pau!
Berlhier,
príncipe
de
Neiifehalel e de
Waggram
—
filho
de
um
porteiro
da
secre
taria
da
guerra
!
Bessieres,
duque de
Islria
—
filho
de ura
particular
de
Preisac,
foi
soldado
tm
1792,
capitão
em
1796
e
marechal
em
1809!
Brune—
filho
de um
letrado
de Brives,
foi
impressor
e
soldado
!
Jourdan
—
filho
de
ura
particular
de
Li-
moges,
foi
soldado
!
Kleber
—
filho de
um
particular
de
Strasborgo,
foi
soldado
!
Kellerman,
duque
de
Valmy
—
filho
de um
particular de
Strasborgo,
foi
sol
dado
!
Lannes, duque de Monlebello—íiibo
de
um
tintureiro
de
Lectoure
(Gers);
foi sol
dado
em
1792,
general
de
divisão
era
1800,
marechal
em
1804!
Lefebvre,
duque
de
Dantzick
—
filho
de
um
antigo
hussar
de
Rauffach,
foi
solda
do.
Massena,
príncipe
d
’
Essling
—
filho
de
negociante
de
vinhos
de
Nice,
foi
solda
do
!
Moncey,
duque
de
Conegliano—filho
de
utn
letrado
de Besançon,
era
soldado
ã
idade
de
16
annos
!
Mortier,
duque
de
Treviso
—
-filho
de
um
negociante de
Chateau-Cambrésis,
foi
sol
dado da
guarda
nacional
!
Mural,
rei
de
Nápoles
—
filho
de
um es
talajadeiro de
Bastide,
perlo
de
Cahors,
foi
caçador
a
cavallo
em 1792!!!
Ney,
príncipe
de Moskwa
—filho
de
um
tanoeiro
de Sarrelouis; foi
htissar
em 1787
e
general
em
1796
I
Oudinot,
duque
de
Beggio—filho
de
um
logista
de Bir, foi
soldado!
Perignon
—
filho
de
um particular
de
Grenada,
foi
soldado
!
Serrurier
—
filho
de
um
particular
de
Laon,
foi
soldado!
Scult,
duque
de
Dalmacia
—
filho
de
um
lavrador
de
Saint-Amand,
perto de
Castres,
foi
soldado
!
Suchet,
duque
de Albufeira
—
filho
de
um
fabricante de
Lyon,
foi
soldado
!
Victor
Perrin,
duque
de
Belluno
—
foi
moço
de
um
armazém
em
Troyes,
pifano,
soldado,
etc!
!!
Estes
foram
os
principaes
auctores
d
’a]uella epocha,
cujo
chefe
foi
Napoleào,
e
que
começou
nas
planícies
de
Valmy e
acabou
nos
campos
de Warteloo.
Fort
tijpirzen
fallecidos.—
Nos
dias
8
e
9
de
junho
succumbiram
de
febre
amarella,
no
Rio
de
Janeiro,
os
seguintes
súbditos
portuguezes:
Manoel
Antonio
da
Costa,
17
annos,
solteiro;
João da
Assumpção,
22
a.
s.;
Francisco
José
Vieira,
21
a.
s.;
Sebastião
Moreira
da
Costa,
38
a.
s.;
Manoel
da
Cunha,
13
a.;
José
Maria
da
Silva,
44
a.
casado;
Joaquim
Rodrigues Barreiros,
5a
a.
c.;
Antonio
Gonçalves,
55
a.
c.;
Francisco
Cardoso
Botelho,
22
a.
s.
—
N.os
mesmos
dias
lambem
falleceram
n
’
aquella
cidade, victimas
de
diversas
mo
léstias,
os
seguintes
portuguezes:
José
Dutra de
Vargas,
23
annos,
sol
teiro;
Felisberta
de
Oliveira,
36
a.,
casa
da;
Antonio
Gonçalves
Novaes,
50
a.
s.;
Jesuíta
Magdalena
Bittencourt,
31
a.,
c.;
Francisco
de
Almeida
Varella,
25
a.,
s.;
Joaquim
Machado
Godinho,
35
a.,
s.
ESetrs&los
«1»
Snr. 99.
IVIiçjuel 99.
—
Os retratos
ultimamente
chegados e pró
prios para
album
grande,
vendem-se
no
escriplorio
da
administração
d
’este
jornal.
Preço de
cada
um
300
reis.
EJesap
[nii'eei:iiento. —
No
dia
2i
desappareccu
do
local
de
S.
João
da
Pon
te
uma
mulher,
já
idosa,
da
freguezia
de
Ribeirão,
concelho de
Villa
Nova
de
Fa-
malicão.
Pede-se
a quem
souber onde
ella
se
acha
o
favor
de
o
communicar
no
escrip-
torio
da
admidistração d’este
jornal,
por
cujo
trabalho
será
devidamente
remune
rado.
A
’
caridade
publica,,—
Imploramos
a caridade
publica
para
duas
senhoras
que
vivem
na
maior
penúria,
e
pelos
seus
padecimentos
privadas
de
ganhar
os
meios
de
subsistência.
Habitam
na
rua
de
Infias,
n.°
85.
A
’
caridade
publica. —
Na rua
do
Alcaide
n.°
22,
acha-se
entrevado
e
impossi
bilitado
de
poder
trabalhar
Joaquim
da
Silva;
tendo
estado
no
hospital
8
mezes,
d
’
onde
saiu
por
ser
incurável
sua
doença.
Vive
na
maior
penúria.
SA3SE
A
TODOS
sem
medicina,
pur
gantes
nem
despezas
com
o
uso da
delicio
sa
farinha
de
saúde,
DE
BARRY de
Londres.
31
iiCT.nrsH d’ànvarií»veJ «uecesiso
5
Toda
a
moléstia
acaba
com
o
uso
da
deliciosa
Revalesciére
du
Barry
que
tor
na
a
dar a
saude,
a energia,
a
boa di
gestão
e
o
somuo.
Gora
as
indigestõe,
-(dispepsia)
gastrica,
gastralgia,
flegmas,
arrotos,
fiatos,
amargor
na
bocca, pitui-
tas,
nauseas,
vomilos,
irritações intesli-
naes,
diarrhea,
dizenteria,
cólicas, tosses
asthma,
falta
de
respiração,
oppressão,
con
gestões,
mal
aos
nervos, diabelhe, debi
lidade, todas
as
desordens
no
peito,
na
garganta,
do
alito,
das
broochites,
da be
xiga,
do
íigado,
dos
rins,
dos
intestinos,
da
mucosa,
do
cerebro
e
do sangue.
75:000
curas
entre as
quaes
conlam-se
a do
du
que
de
Pluskow
da
exc.
ma
snr.
a
marqueza
de
Brehan,
dos
doutores
Manoel
Saens
de
Tejada
da
Universidade
de
Cordova
etc. etc.
Certificado
do
celebre
dr.Rudolph
Wur-
zer
:
Bonn,
19
de
Julho
de
1854.
Esta
ligeira
e
agradavel
farinha
é o
melhor
absorvente;
ao
mesmo tempo nu
tritiva
e
restaurante
substitue admiravel
mente
toda
a
medicação
em
muitas
doen
ças.
E
’
de
grande
utilidade,
sobre
tudo
nas renitências
habimaes
do
ventre,
bem
como
nas
diarrheas,
aífecçõe»
nos
rins
e
na bexiga,
na
pedra,
irritações,
inflamações,
e
caimbras
da
uretra,
e
bexiga,
nos
aper
tos
e
hemorroides bem
como
nas
enfermi
dades
pulmonares,
bronchites,
na
tosse
e
consumpção.
Tenho
a
convicção
que
a
Re
valesciére
du
Barry
tem
a
propriedade
pre
ciosa
de
curar
as
moléstias
hecticas.
Dr.
Rud.
W
urzer
membro
de
muitas
socidades
scientificas.
Seis
vezes
mais nutritiva
do
que
a car
ne sem
esquentar,
economisa
cincoenta
vezes
o
seu
preço
em
remedios.—
Preços
lixos
da
venda
por
miúdo
em
toda
a
pe
nínsula
:
Em caixas
de
folha
de
lata,
de
*
/
À kilo,
500
;
de kilo
800
rs
;
de
ura kilo,
l$400
reis;
de
2
J
/
s
kilos,
3^200
reis;
de
6 ki-
os,
6$400
reis,
e
de 12
kilos,
12$000 reis
Os
biscoitos da
Revalesciére
que
se
po
dem
comer
a
qualquer
hora,
vendem-se
em
caixas a
800
e
l$400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a
saúde
é
a
X4eval®seière
eboeoEatadt»;
ella res-
titue
o
appettile,
digestão,
sorano,
energia
as
carnes
duras
ás
pessoas,
e
ás
creanças
e
mais
fracas,
e
sustenta
dez
vezes
mais
que
a
carne,
e
que
o
chocolate
ordinário,
sem esquentar.
Em
paus,
ou
em
pó
cm
caixas
de
folha
de
atadelO
chavenas,
500
reis;
de
24
cháve
nas,
820
reis;
de
48
chavenas,
l$400
; de
120
chavenas,
3$200
reis,
ou
25
reis
cada
chavena.
B4EISY
»U
BARnY
«fe
C.a
-Pia-
ce
Vendòme,
26,
Pariz;
77
Regent Street
Londres;
Valverde,
1,
Madrid.
Os pharmaceulicos,
droguistas,
mer-
cieiros,
etc.,
das
provincias
devem
diri
gir
os
seus
pedidos
ao
deposito Central
;
snr.
Serzedello
&
C.
a
Largo
do
Corpo
Santo
16,
ILisb®»,
(por
grosso
e
miude);
Carlos
Barreio,
rua
do Loreto,
28;
Bar
rai
&
Irmãos,
rua
Aurea,
12.
Fort®,
J.
de
Sousa Ferreira
d
Irmão,
rua
da
Ba
nharia
77
;
de
sequeira
;
J.
Pinto
;
Desí-
ré
Rahir
;
Coimbra,
V.
Botelho
de
Vas-
concelios
;
Aveiro,
F. E.
da
Luz
e
Costa,
pharm.;
BareelSoa,
Ramos,
pharm.;
Braga,
Pharmacia
Maia,
rua
dos
Chãos,
Pipa
&
Irmão,
rua do
Souto,
Domingos
J.
V.
Machado,
praça
Municipal.
Figueira,
Antonio
Vieira,
phartn.;
Suimarães.,
A.
J.
Pereira
Martins,
pharm.
;
Pena-
Sel,
Miranda,
pharm.
;
Poaíe
do
Lima,
A.
J.
Rodrigues
Barbosa, pharm.
;
I»o-
vb
»
do
Varzim,
P. Machado
de
Oli
veira,
pliarma.
;
VUnna do Castcllo,
Allotiso
e
Barros, droguistas;
Villa
de
Cossd®,
A.
L.
Maia
Torres,
pharm.
ASaiDECIMBÍTOS
Maria
Brigida B^essane
Leite
Perres,
summamente
penhorada
com
os
relevantes
serviços
prestados
pelas
Irmãs
Hospita
leiras
do
Hospício
de
Santa
Margarida,
d
’
esta
cidade, durante
a
gravíssima enfer
midade
de
seu
presado
filho,
João
Bres-
sane
Leite
Perres,
junto
de
cujo
leito
de
ram
as
mais
evidentes
provas de zelo
e
caridade
inimitáveis;
vem
por
este
meio
manifestar-lhes
o seu
eterno
reconhecimento
e
gratidão,
visto não lhe
ser possível recom
pensar
do
modo
que
desejava
e
as
suas
forças permittiam,
os
seus serviços,
traba
lhos e
desvelos.
Braga
3
de julho de
1876.
Maria
Brigida
Bressane Leite
Perres.
José
Antonio
dos
Santos
Coelho,
ne
gociante na roa
do
Souto
d’
esta
cidade,
tendo
sido
procurado
por
seus
amigos
na
grande enfermidade
porque
passou
ultima
mente
e
de
que
ainda
não está
plenamen-
te
restabelecido,
agradece
por
este
meio
desde
já as
muitas
provas
de
considera
ção
e
interesse
que por
elle
tomaram
as
pessoas de
suas
relações e promette
pes-
soalmenle
ir
dar
a
cada uma
seus
agra
decimentos, logo que o
permitia
seu es
tado
de
saude
;
protestando
desde
já
a
to
dos
seu
muito
reconhecimento
e
eterna
gra
tidão.
Braga 3
de
julho
de 1876.
(4135)
José
Antonio
dos
Sontos
Coelho.
Os
abaixo
assignados,
em
extremo
pe
nhorados
para
com
as
pessoas
que
se di
gnaram
visital-os
por
occasião
do
falle-
cimento de sua filha
e
irmã,
Leopoldina
do
Soccorro
Tinoco,
não
podendo
em
ri
gor
agradecer pessoalmente como
era
seu
dever,
veem
fazei
o
por
este
meio,
protes
tando
a
todos
seu
reconhecimento e
gra
tidão;
especialmente a
todos
os
snrs.
que
fizeram
a
fineza
de acompanhar
ao cemiu-
rio
o
cadaver
da
finada.
Braga
30
de
junho
de
1876.
Manuel
José
Tinoco
d
’
Azevedo
Maria
do
Carmo
Pinto
Caiolina
do
Soccorro
Tinoco
Maria
do
Soccorro
Tinoco
Luiz
Maria
Tinoco
d
’
Azevedo.
(4131)
Pelo
juizo
de
direito
d
’
esta
comarca
de
Braga,
e
carlorio
do
escrivão
Fortuna,
no
dia
16
do
corrente
mez
de
julho,
por
9
horas
da
manhã,
á
potia
do
tribunal
de
justiça sito
no
largo
de Santo
Agostinho
d
’
esta
cidade,
se
tem
de
arrendar
por
tem
po
de
4
annos,
a
principiar no
S.
Miguel
do
corrente
anno
de
1876, e
tem
de
fin
dar
em
outro
igual tempo
do
anno
de
1880,
os
rendimentos
dos
bensdoorphão
João,
filho
de
Joaquim
Barbosa
e
Maria
Ramos,
da
freguezia.
de Pedralva,
d
’
esta
mesma
comarca
;
e
cujos bens são
situa
dos na
referida
freguezia,
e
avaliados no
rendimeule
annual
de
23$275
reis;
com
declaração,
de
que
o preço
do
arrenda
mento
é
livre
para o
dito
orphão
de
de
cimas,
lintas, derramas,
ou
outras
quaes
quer
contribuições,
e
pensões
que
pesem
nos
mesmos bens.
(4134)
BAXCO
WERCA.VTiL
»E BHAGA
Sociedade
anonyma de responsabilidade
limitada
Está
aberto em
todas
as
segundas,
quar
tas
e
sextas-feiras,
desde
as
10
horas
da
mantiã
até
á 1
da tarde
o
pagamento
do
dividendo das
suas
acções no
1."
semes
tre
do
corrente
anoo
a razão
de
3
0[0
com
relação
á
época
das
entradas,
ou
l$400
rs.
por
cada
acção,
em
Braga
na
casa
do Banco,
e
no
Porto
na
Caixa
Fi
liai.
Braga
3
de
julho
de
1876.
Pelo
Banco
Mercantil de Braga
Os
directores,
José
Antonio
Rebello
da
Silva.
João
da
Costa
Palmeira.
THESOURO
DO
SACERDOTE
Acha-se
já
á
veoda a
impertantissima
obra
Tkeaouro «i»
Sacerdote,
escri-
pta
pelo
sabio p.eJ. Mach
e
vertida
e am
pliada
pelo
padre
Manuel
Ferreira
Maruo-
co
e
Sousa.
.
As requisições
devem
ser
feitas
á
casa
Chardron,
editora,—Porto
e
Braga.
Preço
...............
2$400
rs.
BANCO
C0MMEBC1AL
DE
BBAGA
Sociedade
anonyma de rewpoiiHa-
bilidade limitada
A
Direcção
aununcia
que
o dividendo
do
primeiro
semestre
de 1876,
é
de
3
0(U
ou l$500
reis
por
acção
da
l.a
emissão
e
l$310
rs.
para a da 2.
a
O
pagamento
terá
logar
na
Thesoura-
ria
do
referido
Banco ás
segundas,
quar
tas
e
sextas-feiras
das
10
horas
ás
2
da
tarde,
começando no dia.5
do
corrente.
Os
snrs.
aecionistas
residentes
no Por
to
podem
recebei
na
sua
Caixa
Filial,
nos
mesmos
dias
e horas.
Braga 3
de
julho
de
1876.
José
Joaquim
Penha
Fortuna,
escrivão
do
quinto
oilicio
de
direito
n
’esta
comar
ca
de
Braga,
por
Sua
Magestade-Fidelís
sima
que
Deus guarde,
faz
publico,
em
cumprimento
do
disposto no
artigo
tre
zentos
e
desanove
do
codigo
civil,
que pe
lo
meu
carlorio
corre
e
pende
seus regu
lares
termos
um
processo
de
interdicção
em
que
é
requerente
o
Agente
do
Minis
tério Publico,
n’
esta
comarca,
contra
o
arguido
Antonio José de
Oliveira,
natural
da
villa
de
Fafe,
e
preso
nas
cadeias
des
ta cidade,
em
cujo processo, foi pelo Dou
tor
Juiz
de Direito, d
’
esta
comarca,
pro
ferida
a
sentença
do
theor seguinte
:
Vis
tos
os
autos
et
utra.
O
reu
Antonio
José
de
Oliveira,
accusado
do
crime
de
ferimen
tos.
deu
signaes
sensíveis
de
alienação
na
audiência
de
julgamento,
o
que
levou
o
Agente
do
Ministério
Publico
a requerer
um
exame
no reu,
e
depois
d
’
elleo
pro
mover
o
espaçamento
ou
adiamento
do
jul
gamento,
ao
que se
deferiu. Posterior-
mente,
e
porque
o
reu
não
apresentava
melhoras no seu
estado,
requereu
o
pro
cesso
de
interdicção,
de que agora
se
tra
ta,
e
pelo
exame
a
que
ultimamente
se
pro
cedeu,
e
se
encontra
a
folhas
mostra-
se
que
o
reu
arguido continua no
mes
mo
estado
de
desarranjo
em
suas faculda
des
menlaes,
padecendo
menomanias
reli
giosas,
e
tal
que
lhe
tira
o
conhecimen
to
do bem
e
do
mal,
confundindo
todas
as ideias,
e
mostrando
que
não
tem
a
con
sciência
do
que
diz
ou
faz.
N
estas
circuin-
slancias julgo
iuterdicto
do exercício dos
seus
direitos
ao
referido
Antonio
José
de
Oliveira,
o
qual
pelo estado
anormal
de
suas
faculdades
mentaes
se
mostra
inca
paz
de
reger
a
sua pessoa
e
administrar
seus
bens.
Faça-se
o
registo,
e
publica
ção
ordenadas
no
artigo iresentos e
desa-
nove
do
codigo
civil.
Intime-se
ao curador
nomeado
e ao
snr.
Doutor
Delegado.
Bra
ga
vinte
e
dois
de
junho
de
mil
oitocen
tos setenta
eseis
—
Ayres
Frederico
de
Cas
tro
e
Sollq.
Braga 26
de
junho
de
1876.
O
Escrivão,
(4133)
José
Joaquim
Penha
Fortuna.
Previne-se
o
publico,
para
que
não
possa allegar-se
ignorância,
de
que
nin
guém
contrate
com Antonio
José
Cerquei-
ra
da
Silva
Braga
e sua
mulher
Maria
dos Santos
Gomes
da
Silva,
residente
na
cidade
de
Braga, a
respeito
da
casa
e
quinta
que
os mesmos estão possuindo
em
Baixelos
de
Cima,
na
freguezia
de
San
ta Eulalia
de
Tenões,
pois
que
o
abaixo
assignado
trata
de
pôr
emjtiizo
orna
ques
tão
a
que
estão
sugeitas
as
referidas
casa
e
quinta.
Porto,
27
de junho
de 1876.
Ignacio
José
Femandes
Braga.
(1
130)
’
(Segue-se
o
reconhecimento)
Acha-se
na
freguezia
de Villnioho,
co
marca
de
Villa
Verde,
em
casa
de
Fran
cisco
Ferreira,
uma
egoa,
que o
mesmo
desconfia
ter
sido
roubada
;
porsso
se
al
guém
se
julgar
com direito
a
ella,
dando
os
signaes
certos
e
pagando
as
despesas
lhe
será
entregue.
(4120)
Arrematação
Na freguezia de
S.
Miguel
de
Frós-
sos,
pelas
duas
horas
da
tarde do
dia
nove,
junto
da
egreja,
se
tem
de
proce
der
em
praça
voluntária, para pagamentos
de
dividas
illegilimas,
á
arrematação
de
12
moradas de
casas
com
seus
quintaes
e poços,
separadamente,
incluindo
a
que
é
habitada
pela
Exm.
a
D.
Maria
José
d
’
Agonia
Graça,
viuva,
que
ficou
do
Dr.
Ricardo
José
da
Silva
Lisboa;
bem
como
de
dous
cairos
descobertos
de
quatro
to
gares cada um.
(1122)
Companhiv Edificadora e Indus
trial Bracarense.
Sociedade
annonyma
de
responsabilidade
limitada.
São
convidados os
snrs.
accionistas
de
esta
Companhia
a efíectuar a 7.a
entrada
de
5
por
0[0
ou
i$250
reis por acção
nos
dias
10
a
15
do
corrente
mez
de
julho
no
escriptorio
da
Companhia,
campo
de
San
ta
Anna
n.°
71
D
2.°
andar,
das
10
horas
da
manhã
até
ás
2
da tarde.
Braga
1
de julho
de
1876.
Os
directores,
José Alves
de
Moura
Francisco da Silva
Araújo
1(4127)
João
Carlos
Pereira
Lobato.
a\i;o
no
íiimií
)
Faz-se
publico
que
está
aberto
o
pa
gamento
do
dividendo
d
’este
Banco
relati
vo
ao
|.°
semestre de
1876,
na
razão
de
3 OjO
ou 3$000 reis por
acçâo,
todas
as
terças,
quintas
e
sabbados,
desde
as
10
horas
da
manhã
até
á
1
da
tarde.
Os
snrs.
accionistas
residentes
no
Porto,
podem
receber
os
seus
dividendos
na
Caixa
Filial
do
mesmo
Banco,
n'aquel
la
cidade.
Braga 30
de junho
de
1876.
Os
Gerentes
dó
Banco
do
Minho,
Francisco
Casimiro
da
Cruz
Teixeira.
Manuel
Luiz
Ferreira
Braga.
(4128)
BANCO
DE
PORTUGAL
Faz
se
publico
que
no
Banco
do
Mi
nho,
está
aberto
o
pagamento
do dividen
do
do Banco
de
Portugal
com
referen
cia
ao
1.°
semestre
de
1876,
na razão
de
3
0l<)
ou
15^000
reis
por
titulo
de
5
ac-
ÇÕes
todos,
os
dias
não
santificados
des
de as
10
horas
da
manhã
até
ás
3
da
tar
de.
Braga 30
de
junho
de 1876.
Os
gerentes
do
Banco
do
Minho,
Francisco
Casimiro
da
Cruz
Teixeira.
Manoel
Luiz
Ferreira
Braga.
(4129)
LIOU» BE BKE3IES
NORDDEUTSCHER LLOYLi
NOMES
DOS
VAPORES
D’ESTA
H"henzolern
—
Hohenstaufen
Salier
—
Uabsburg—
IIansa
America
—
Ilermann
— IVeser
Bhein
-
Main—
Donau
—
Mosel
Neckar—
Oder
Kron
Prinz
Fr.
Wilhelm.
Graf
IJismark
General
Werder
Sperber
Carreira
mensal
Para
Pernambuco,
Bahia,
Bio
de
Janeiro,
Monlevideu
e
Buenos-Ayres
Os
paquetes
que
a
Companhia
está
empregando
na
carreira
do
Brazil
sãojodos
de
grande
lotação,
tendo
logares
para 170
passageiros
de
primeira classe
e
730
de
terceira.
São
de grande
velocidade,
e
o serviço
esta-se
fazendo
com
toda
a
regularida
de,
pelo
que
vae
adquirindo uma
boa e
bem merecida
reputação.
Os
preços
das
passagens
são
muito
rasoaveis,
como
se
póde
verificar
pela
tabel-
la
que
se
acha
patente
nas
agencias.
Sendo
ai passagens pagas
no
E
*
orto
ou
nas
sub-agencias da pro
víncia,
o
transporte do passageiro a Lisboa pelo raminho de ferro
è por eonta da Companhia.
Estes
paquetes são
notáveis
pelos
seus
modernos
aperfeiçoamentos
e
explendidas
accommodações
para
passageiros
de
todas
as
classes.
Estão
já
contractados
cosinbeiros
e
creados
porluguezes
para
estes
paquetes.
Aos
passageiros
de
terceira classe é
fornecido
grátis
pela
Companhia,
cama,
cobertor,
ulencilios
de
mesa, e
além
de
ser
a
comida
á
porlugueza
teem
vinho
duas
vezes por
dia.
A
bordo
de
cada
paquete
ha
um
medico
que
é
obrigado
a prestar
seus
serviços
gratuitamente
aos
snrs.
passageiros,
assim
como
são
fornecidos
lodos
os
medicamen
tos
necessários.
Quaesquer
informações
ou
bilhetes
de
passagens
podem
obter-se
dos
agentes
Rawea
«fc
C.a,
rua
de
S.
Francisco
n.°
4, 2
0
andar
—
Porto
—
e
em
Braga
ao
agente
Ricardo
Malheiro
Dias,
na
thesouraria
do
Banco
Mercantil,
ou
largo de 8.
Miguel
O
Anjo
n.°
20.
(4040)
FILIAL
DA
CAIXA
ECO.VOJ11CA
PES1WK1STA
Sociedade
anónima
de
responsabilidada
li
mitada
Capital
..................
SOOtOOO^OOO
RUA
NOVA
DE
SOUSA,
N.°
9
(Também
com
entrada
pela
rua
do
Campo)
BRAGA.
Empresta
dinheiro
sobre
ouro,
prata,
joias, papeis
de
credito,
cereaes,
roupas,
moveis,
ferramentas,
e
sobre
todo
e
qual
quer
ebjecto do
valor
não inferior
a
100
réis.
Recebe
pequenas
quantias
em deposito
a
praso
ou
á
ordem,
abonando
juros
aos
depositantes.
A
caixa
está
aberta
todos os
dias
des
de
as
9
horas
da
manhã
até
ás
9
da
noite,
e
nos dias
santificados
estará
aberta
só
até
ao
meio
dia.
JV.
w. Previne
se
toda
a
pessoa
que
ti
ver
objectos
empenhados
na
mesma,
e
que
tenham
3
mezes
de
atraso
nos
juros,
que
os
venham
pagar
ou
resgatar, e
quando
assim
não
proceda
lhe
serão
vendidos
na
fôrma do
Regulamento
da
mesma
Caixa.
O
gerente—
A. G.
Ferreirinha.
JOSE
!
DA SILVA FUNDÃO
Com
loja de
fato feito
68,
Campo
de
Sanl’
Anna
[lado
de
baixo],
68
Participa
aos seus
amigos
e
fre-
guezes,
tanto
d
’
esta
cidade
como
das
províncias
que
tem
um
bonito
b variado
sortimento
de
lato
fei
to, casimiras
para
fato
muito
baratas,
cortes
de
calça
a
l$ò00,
2$000
e
2$500
reis;
tudo
fazendas
modernas.
Guarda
pós de
casimira
e
de
alpa-
ques
inglezes, roupa
branca,
assiin
como
camisas
de 600
reis
para
cima,
ceroulas
de
400 reis
até
800,
de
panno
familiar,
e
meotes,
bonets de
gorgurão
de
seda
e
de
casimira de
todas
as
qualidades,
de
300
rs.
até
800
;
mantas
de seda
de
to
dos os
feitios.
Encarrega-se
de
fazer
qualquer obra
que
lhe seja
encommendada,
e
prompti-
tica-se
a
ficar
com
ella
quando
não
fique
|á vontade
do
freguez.
(1
*
)
COMPANHIA
Ballimore
—
Berl
im
—
Ohio
Leipzig
—
Braunsch
weig
Nurnberg
—
Frankfurl
—
Han-
nover
—
Koln
—
Strassburg
■
Adler
— Falke
—
Mowe
—
Beiher
Schwalbe
—Schwan
—Strauss
Albatross
ÊRM»
llls VllilIOS
DO ALTO
DOURO
BA CASA BE VILLA POUCA
RUA
DO
SOUTO
N.°
15-Braga.
N
’
este
armazém
se
encontram
a
retalho
as
seguintes
qualidades
de
vinhos
enga
rrafados
:
Vinho
tinto de meza.
(sem
garrafa)
130
>
» »
» .
190
»
Lagrima
....................................
200
»
Branco
de
meza
........................
210
s
tinto
de
meza
fino.
.
.
.
270
»
de
prova
secca.
....
300
«
Malvasia
de
2.a
.........................
360
»
»
velho
...............................
400
t>
Malvasia,
Bastardo
e
Moscatel
a
300
»
Roucão
....................................
700
»
Alvaraihão
....................................
360
»
Velho
de
1834
....
600
»
a
retalho
para meza 30
e
80
,
0
quartilho tinto,
e branco
120.
Responde-se
e
garante-se
a
pureza
e
boa
qualidade
de
todos
estes
vinhos,
po
dendo
todo
e
qualquer
consumidor
man-
dal-o
experimentar
por
meio
de
qualquer
processo
chymico.
(N
*
)
AGUAS ALCALIXO-GAZOZAS
DAS
PEDRAS
SALGADAS
Premiadas
na
Exposição
de
Vienna
em 1873
Estas
aguas
que a
analyse
e
experien-
cia
tem
mostrado serem
das
primeiras
da
Europa, aplicam-se
com
vantagem
em
mui
tas
moléstias,
mas
os
seus
effeitos
mais
notáveis
são:
nas
moléstias
de
estomago,
bexiga,
ulceras
chronicas e
moléstias
de
pelle.
A Companhia
só garante
a
pureza das
aguas
vendidas
nos
seus depositos,
ou
nos
estabelecimentos
que
se
sortirem
dos
mesmos.
Deposito
principal
no Porto
—
B.
T. de
Mesquita
Montenegro.
R.
de
D.
Maria
2.
a
o.°
30.
Braga
—Antonio
Alexandre
Pereira
Maya.
R.
dos
Chãos.|
(4103)
íMOUBZU
|'RUA
DE S.
MARCOS, N.
5.|
Vende
papeis
pinta- g
dos
para
guarnecer
sal!as, g
lindíssimos
gostos, a
prin-
g?
cipiar
em
80
reis
a
peça.
£
Vende
olio, tintas
e
vernizes para
pinturas
de
casas, tudo
de
boa
quali-
á
dade.e
preços
muito
resu-
midos.
jg
Vende
cimento
roma-
no
para
vedar aguas,
ges-
so para
estuques
de ca-
43
sas,
tudo
de
primeira
qua-
W
lidade.
(Z
*
j
^IÃO
ESCOLA.
ÂMERIGâHA
Consullorio,
Campo
de
Sant
’
Anua
n.°
1,
das
7
da
manhã
ás
7 da
tarde
(4033)
Alluga-se
a
casa
n.°
12a,
sita
na
rua
da
Boa-Vista;
tem
boas
lojas,
quintal
e
poço.
Os
per-
tendentes
queiram
dirigir-se á
casa
n.°
113,
em
a
dita
rua.
(4125)
CIRURGIÃO
DESÍTISTA
APPROVADO
PELA ESCOLA MEDICO-CIRURGI-
CA
DO
PORTO
Largo
do
Barão
de
S.
Martinho
n.°
5
BRAGA.
Faz
tudo
quanto
diz
respeito
á
sua
arte
e
continua
operando
grátis,
pobres
e
soldados.
(22 ■
—
)
Casa
para
alugar
Arrenda-se
uma
na
rua
do
Anjo
n.®
20.
com
commodos
para
gran-
(j
e
família.
Para
tratar rua
de S.
Lazaro
n.°
4,
ou
rua
de
S. Marcos
n.°
3.
(4126)
Pela Direcção
do
Correio
de Braga
se
faz
publico,
que
no
dia
10
do corrente,
pelas 10
horas
da
manhã,
tem
de
andar
em
praça
a
conducção
das
malas,
em
car
ro
ou cavalgadura,
entre esta
Direcção,
e a estação
do
caminho
de
ferro,
por
is
so
quem
na
mesma
quizer
lançar,
pó'ie
comparecer
n
’
esl
Direcção
no
referido
dia
e
hora
indicada.
Braga
1
de
julho
dê
1876.
O
Director,
João Antonio
d
’Oliveira
Braga.
Substituição
de recrutas
Ha
homens
para
assentar
praça
com
documentos legaes,
afiançados
conforme
as
ordens
do
Ministério
do
Reino.
Preços commodos
para
o
districto de
Braga.
.,
No
Largo
de
S.
Paulo
n.°
8.
(409-)
BRAGA
:
TYPOGRAPHIA
LUSITANA —•
Parte de Comércio do Minho (O)
