comerciominho_04051876_489.xml
- conteúdo
-
4.
’
ANNO
1876
FOLHA
COftWEHCIAL RELIGIOSA
E NOTICIOSA
NUMERO
489
Assigna-see
vende-se
no
escriptorio do
editor
e
proprietário
José
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova n.°
3E,
para
onde
deve
«er
dirigida
toda
a
correspondência
franca
de porte.=As
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas;
assim
como
as
correspondên
cias
de
Interesse particular. Folha
avulso
10
rs.
licdvs
e
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
anno
1^600
rs.=Semestre
850
rs.=Provtn-
cias,
anno
2&400 rs e sendo
duas
4&000
rs.=Semestre
1^259
rs.=lirazil,
anno
3&600
rs.=Semestre
1&900
rs.
moeda
forte,
ou
8&000
reis
e
4&500
reis
moeda
fraca.=Annuncios
por linha
20
rs., repetição
10
rs.
Para
os
assignantes
!0
®/a
d
’abatimento.
B181C-A—
QUINTA-FEIRA 4 »E
MAIO
A
situação
financeira da visinha
Hes-
panha é,
como
ludo demonstra,
das
mais
depfoiaveis.
As
grandes
felicidades
que o
reinado
de
D.
Aflonso
vinha
trazer
áquelle
paiz,
teem
desapparecido
ante a
realidade
dos
factos.
E
aquelles
que
foram
os
primeiros
a
folgar
com
o
advento
d
’esse
reinado,
são
hoje
lambem
dos
primeiros
a
receiar
pe
la
sorte
da malaventorada
Hespanha.
Como®!
Pois
as
festanças
ruidosas
com
qne
celeb
astes a
terminação
da
guerra
carlista
não
vos
deixaram
euthusiasmo
so-
brexcedente
para
vos
esquecerdes
das vos
sas desgraças
reaes?
Tinheis
o
erário
exhaosto,
o
paiz
so
brecarregado
de
enormíssimas
dividas,
e
não hesitastes em
consumir
uma
quantia
fabulosa,
nessas
demonstrações
ridículas
com
que
pretendestes
disfarçar
a vossa
penúria....
E’
conveniente
ir archivaudo.
Não
obstante,
porém,
o
estado
desgra
çadíssimo
das
suas
finanças,
querem
os
leitores
conhecer
as
economias
que
o
go
verno de
D.
Affonso
realisa
para
obsiar
á
bancarrota
imminente?
Leiam
a
seguinte
nota
ha
dias
apre
sentada
pelo
ministro
da
fazenda:
«Art.
l.°
Para o
rei
e
sua casa,
sele
milhões
de
pesetas;
mais
de
mil
duzentos
e
sessenta
contos
de
reis.
«Para
o
príncipe ou
princesa
das
As-
urias,
quinhentas
mil
(90
contos).
«Para
a
infanta
que,
havendo
sido
prin-
ceza
das
Aslurias, deixe
de
o
ser,
duzen
tas
e
cincoenta mil
pesetas
(45
coutes).
«Para
cada
um
dos
infantes,
filhos
va
rões
do rei
ou
do
príncipe
das
Asturias,
desde
que
prefaçam
a
edade
de
sete
an
nos,
duzentas
e
cincoenta mil
pesetas.
(4o
contos).
«Para
cada
uma
das
infantas,
filhas do
rei
ou
do
príncipe
das
Aslurias,
desde
a
mesma
edade,
cento
e cincoente
mil
pe
setas
(27
contos).
«Art. 2.°
Quando
o
rei
ou o
príncipe
das
Aslurias
contraia
matrimonio,
deler-
minar-se-ha
por
uma lei,
em
conformidade
com a constituição,
a
dotação
aunual de
sua
esposa, e
a
que terá de
perceber
no
caso
de ficar
viuva.
«Art.
3.°
Em
virtude do
determinado
no
artigo primeiro,
lerão
consignadas
a
seu
favor
nos
orçamentos
geraes
do
Es
tado.
«A
infanta
D.
Maria
do
Pilar
Beren-
guela,
cento
e
cincoenta
mil
pesetas
(27
contos).
«A
infanta
D.
Maria da
Paz Joanna,
cento
e
cincoenta mil
pesetas,
(27
contos).
<A
infama
D.
Maria Euladia
Francisca
de
Assis,
cento
e
cincoenta
mil
pesetas
(27
contos).
«A
infanta
D.
Maria Luiza Fernanda,
que
foi
immediata
herdeira
do
throuo,
duzeotuS
e
cincoenta
mil
pesetas
(43
con
tos).
«Art.
4.® Terão
também
assignaladas
para
cada
anno:
«A
D.
Izabel,
setecentas
e
cincoenta
mil
pesetas
(135
contos).
«O
rei
D.
Francisco
de
Assis,
tresen-
las
e
cincoenta
mil
pesetas
(63
conios).
«Art.
5.®
A
pensão remuneratoria,
con
cedida
a
D.
Maria
Chrisliua
pela
lei
dos
orçamentos
de
1843,
fica reduzido á
verba
de
duzentas
e
cincoenta
mil
pesetas
(43
contos).
«Art.
6.®
As
dotações
assignaladas
nos
tres
artigos
anteriores
teem
caracter
de
vitalícias
e cessarão
pelo
respectivo
falle-
cimento
de
cada
uma
das
pessoas
dota
das».
Agora
só accrescentaremos uma
reflexão,
e
é que tirando
a
«prova
real» portu-
gueza
a
cada
uma
das
quantias
propostas,
dá-uos
em
resultado simplesmente zero!
E
’
notável,
e
quiçá
um
pouco
signifi
cativo.
rjr
at
s»
cl
:
hci
s-a;
Jko
MEEICIÃO
E
POLÍTICA
A
política
e
a
religião
com
pletam-se
mutuamente.
[Continuação]
IV
A
Igreja
ou
a
Religião
tem
a
sua
bandeira
e
aceita,
á
sombra d
’
ella,
tudo
o
que
lhe
não
contraria
sua divina
mis
são
e
seus
superiores
intuitos.
A
Religião é
pela
ordem
contra a
de
sordem;
pelo
direito
contra
a
revolução;
pela
propriedade
contra
o roubo;
pelo
rei
nado
de
Deus
contra
o reinado
dos ho
mens
sem
Deus;
porque
ella não
póde
fa
vorecer
os
systemas
desorganisadores
e
as
maximas
dissolventes, que
incendeiam
as
paixões
e
incitam
tolo o
genero
de
cri
mes.
Incêndio
devorador, cujas
chammas
alimentadas
pelos
desejos
dos
gozos
ma-
teriaes,
levam
a
a
desolação a
todos os
corações
e
a
destruição
a
toda
a
par
te
!
V
Mas
se a
Religião
se
não
envolve
nas
luctas
dos
povos
dos
partidos,
e
fica
de
lado
contemplando
o
céo
e
orando
por
todos;
se a
Religião não
entra
no
com
bale,
não favorece
nenhum
combatente,
e
só
pede
que
lhe
consintam
moderar
os
vencedores,
confortar
os
vencidos,
soccor-
rer
e
tratar
aos
feridos
de
todos
os
la
dos,
e,
tanto
nas
elegrias
como
nas
dores,
proteger
na
terra a peregrinação
das
al
mas
e
cuidar
em
lhes assegurar
seus
im-
mortaes
destinos,
se
a
Religião
só
quer
e
só
pretende
isto,
é
innegavel que
por
isto
mesmo,
por
força
imperiosa
de sua
própria
missão, não
póde
ser
indifTerente
para
com os
governos
e
as
fôrmas
políti
cas,
que
lhe
contrariam
a
sua
salutar
in
fluencia.
E
n’este
sentido
que
a
Religião
não
póde deixar
de
ter
política.
VI
Pois
se
a
Religião
se
vê
opprimida
e
estorvada
em
todas
as
suas
manifestações,
se
a
sua
acção
salvadora
é
conslaulemeu-
te
invalidada, contrariada,
soptiismada
e
calumniada,
póde
a
Religião
parecer
que
approva
os
princípios
políticos,
d
’onde
na-
luralmente
dimanam
taes
resultados?
Nao
póde.
A obediência
aos
poderes
da
terra,
conforme
a
expressão
etiam
dis-
colis,
não obriga
tanto, porque
temos
o
preceito
que
nos
manda
obedecer
primei
ro a
Deus
do
qoe
aos homens.
Essa apparencia
de
approvação
é
n
’
es-
le
caso
uma
lisonja
cobarde
e
uma
cum
plicidade condemnavel.
Ella, que
não
foi
coberta
nunca
dian
te
do
martyrio,
nem
cúmplice
com o
er-
O
LIBERALISMO CATHOLIGO
SEGUNDA PARTE
Valor praetico do
«istema,
IV
O
liberalismo
catholico
dá
apparencias
de
revolta á
fidelidade
de
seus
adherenles.
[Continuação]
Quanto á liberdade
de
imprensa,
Gre-
gorio
XVI
lhe
chama
uma
liberdade
de
testável
e
digna
de execração
;
e
elle
deplo
ra
a
audaeia
insultante
d
’
aquelles
que
ou
sam
aílirmar
ser
este
montão
de
êrros
abundantemente
compensado
por lai
ou
tal
obra
boa
publicada
no
meio
d
’este
diluvio
de
iniquidades,
em
defesa
da
religião
e da
verdade.
«Ora,
accrevcenla
o
Papa,
é
cer-
tameule
coisa
illicila
e
contraria
a
todas
as
noções
da
equidade
fazer,
com
desígnio
premeditado,
um mal
certo
e maior, na
esperança
de que
d
’
ahi
resultará
algum
bem.
Que
homem
de
bom
senso
dirá
que
os
venenos
se
espalhem
livremente, se
transportem
sem
o
menor cuidado,
e
até
se
comam,
se
bebam,
por
que
ha
um
ie-
medio
tal
que
quem
d'elle
faz
uso chega
muitas
vezes
a
escapar
á
morte'*’
»
D
’aqui
se
vê
claramente
que
quando
Pio
IX, na
sua
eocyclica
Quanta
cura
e
no
Syllabus,
novamenle
condemnou
o
sis
tema
liberal,
não
fez
mais
do
que
seguir
fielmente
os
vestígios
de
seus
predecesso
res
;
e
o
liberalismo
não
pode
recusar
sub-
metter-se
a
esta
ultima
sentença
sem
re
negar
a
tradicção
constante
da
Egreja. Se
ria
para
elle
caso
de
se
lembrar
da ma-
sima
de
8.
Vicente
de
Lerins,
que recor
dou
tão
mal a
proposito
no
tempo
do
Concilio
Vaticano
para
impedir
a
definição
da
infallibilidade pontifícia
:
Quod
semper,
quod ubique, quod
ab
omnibus
traditum
est. Quem
não
vê
que
esta
maxima
o
esmaga
debaixo
de
si
com
todo o
seu
pe-
zo
?
8e
a
opposição
de
uma
só
escola,
durante
um
tempo
limitado,
podia
impe
dir
a
infallibilidade de
ser
declarada
dogma
de
fé,
como
permiitem duvidar
que
o
li
beralismo
seja
um
êrro
contra
a
fé
as
condemoações
constantemente
renovadas pe
los
Soberanos
Ponliíice*s
com
o assenti
mento
de
todo o Episcopado
e
de
todas
as
escolas
catholicas
?
Por
estes actos
reiterados
os
Papas
não
tem
pretendido
glorificar
os
abusos
do
antigo
regunen,
(1)
nem
proscrever
os
progressos
da
sociedade
moderna
; mas
tem
querido
dizer
e
tem
dito
clarameote
que
no
antigo
regímen
havia
uma
coisa
ex-
cellente,
—o accordo
dos
dous
poderes
;
e
que,
na sociedade
moderna,
ha
oma
coi
sa
detestável,
—
a
apostasia
social.
Quando,
(1)
No
proprio
breve
em
que
condem
na os êrros dogmáticos
iuvoividos na
de
claração
dos Direitos do
homem.
Pio VI
protesta
energicamente
contra
a
accusação
de querer
restabelecer
os
abusos
ou
mes
mo
as formaes
políticas
do
antigo
regimen.
«Devemos
todavia advertir...
que
nossa
intenção
não
é
atacar
as
nuvas
leis
civis
a
que
o
rei pode dsr
seu
consentimen
to
e
que só
tem relação
com
o
gover
no
temporal de
que
elle
está
encarrega
do...
Não
temos
em
vista,
recordando
es
tas
maximas,
provocar
o restabelecimento
do
regimen
antigo
da
França.
Suppôl-o
seria
renovar
uma
calumnia que se
tem
procurado
espalhar
tão
sómente
para
tor
nar
a
religião
odiosa.»
Apesar
dos
protes
tos
do
Papa
a
calumnia
continuou
a
es
palhar-se
até
aos
nossos
dias.
O
liberalis
mo,
que
é uma
mentira,
não
tem,
para
se
defender
contra
a
verdade
melhores
armas
que
a
calumnia.
por
conseguinte,
depois
de
declarações
tão
explicitas,
o
caiholicismo
liberal
ousa
di
zer,
como
disse
em
Malioes,
pela
bocca
do
snr.
de
Montalembert,
que
«na
ordem
antiga
os
catholicos
nada
perderam
que
hes
deixasse
saudades,
e
que na
ordem
moderna
nada
tem a
temer»,
elle
oão
só
oppõe
seu
juizo ao
da
Egreja,
mas
em
prega
a
eloquência
e
o
credito
de
seus
defensores
em desviar
a
mocidade
catho-
íca
de prestar
fé,
n’
este
ponto,
aos
ensi
nos
da
mesma
Egreja
?
Não
tivemos
razão
dizendo
que
uma
dedicação
manifestada
por
stmilhante
maneira
toma
todas a apparen
cias
de
revolta
?
Teríamos
pois
provado
nossa
segunda
lhese
ainda
mesmo
que não
podessemos
apresentar
nenhum
texto
que
mencionas
se
em
termos
expressos
o
liberalismo
ca
tholico;
mas
quem não
sabe
que
sua
per
sistência
em
considerar
como não exis
tentes as
sentenças
menos
explicitas
forçou
a
Santa
Sé
a
deixar
ou
a
pôr
de parte
as
considerações
e
a
longanimidade
com
que
por
muito
tempo
o
havia
tratado?
Vendo
que
esta
condescendência
oão
ser
via
senão para
confirmar
os
catholicos li
beraes
em
seu
êrro
cada
vez
mais,
Pm
IX
aproveitou
todas
as
occasiões para dis
sipar
sua illusão
e
lhes
tirar
os
vãos
pre
textos
com
que
se embalavam.
E’
verda
de
que
os
documentos em que
tem
con
signado
suas
advertências
não
são
bulias
solemnes,
mas
não
devem
por isso
cou-
fundir-se
com
simples
cartas
de
animação
dirigidas
pelo
Papa
aos
escriptores
catho-
liccs
que
lhe
fazem
homenagem
de
seus
trabalhos.
Muitos
d
’
esles
breves
tem,
é
verdade,
sido
escripios
por
occasião
de
similhantes
homeuagens;
mas
em
logar
de
enviar
uma
simples
beoção,
o
Santo
Pa
dre
dá
uma
direcção
precisa
aos
escripto-
res
catholicos,
reprova,
chamando-lhe por
seu
nome,
o
catholicismo liberal, cara-
clerisa-lhe
as
doutrinas,
critica-lhe
as ten
dências
e
lhe
assignala
os
perigos. Elle
nol-o
dá a
conhecer como
«uma
dou
trina equivoca que,
embora sustentada
por
um grupo
amigo,
é
mais temível
que
a
própria
impiedade».
(2)
Com
effeito,
aquel-
les
que sustentam estas
doutrinas
que
se
chamam
catholicas liberaes...
são mais
pe
rigosos
e
mais
funestos
que
os
ioimigos
declarados,
pois
que
os
auxiliam
com
seus
esforços
sem
serem notados
;
e
por
que,
conservando-se
para
assim
dizer,
no limi
te
das
opiniões
coudernnadas,
dão-se
a
ap
parencia
de
uma
verdadeira
probidade
e
de
uma
doutrina sem
mancha,
que
atlraha
os
imprudentes
amadores
de
conciliação,
e
qoe
engana
as
pessoas
honestas,
as
quaes
saberiam
sem
isso
oppôr-se
a
um
êrro
de
clarado.
DV.ssa
maneira
dividem
os
espí
ritos,
quebram
a
unidada,
e
enfraquecem
as forças
que
se
deveriam reunir para
as
empregar
todas juntas contra
o inimi
go.»
(3) Também
o
Santo
Padre
felicita
os
membros
da
Federação
dos
círculos
catho
licos
da
Bélgica
«por
sua
aversão para
com
os
princípios
catholicos
liberaes»
.
Re
conhece
que
aquelles
que
estão
imbuídos
d
’
esles
princípios fazem
profissão
de amor
e
de
respeito
para
com
a
Egreja,
e
pare
ce
consagrarem
á
sua
defeza
seus
(alen
tos
e
seus
trabalhos
; mas
apesar
d
’
isso,
esforçam-se
em
perveiter
sua doutrina
e
seu espirito;
e cada om
d
’
elles, segundo
a
diversidade
de
seus
gostos
c
de
seu
tem
peramento,
inclina-se,
ora
a
se
pôr
a
ser
viço
de
Cesar,
ora
a fazer
causa
commum
com
os
defensores
de
uma
falsa
liberda
de».
(4)
(Continua)
(2)
Breve
dirigido
ao «isconde
de
Moro-
gues
e
á Junta
Catholica
de
Orleães.
(3)
Breve
ao
Pres'deme e
aos
associa
dos
do
Circulo
de
Santo
Ambrosio,
de
Milão.
1
(4) Breve ao senador
Caunart dTlarua-
le e
aos
membros
da
Federação
dos
círcu
los
catholicos
da Bélgica.
ggujjggg
ro, quando apenas
estava
nas
faxas da
in
fância.
ha-de
sêl-o
agora
nes
tempos
da
soa
virilidade?
Se
a
Religião
se
prestasse
a
compla
cências
imprudentes
e
tolerâncias
com
a
mentira,
falsificava
a
sua
própria
essencia
e
abdicava
uma
grande
parte
de
sua
for-
ça
-
Não
podem
obter
as
suas
sympathias,
nem
sequer as
suas
condescendências,
os
systemas
políticos,
que,
ou
por
nature
za
são contrários
aos
seus
dogmas,
ou
por
longa
pratica tem
mostrado
que,
quando lhe
não
contestam
as
doutrinas
abertameule,
impedem
o
seu
efficaz
de
senvolvimento
e
obstam,
em
grande
par
te,
á
realisação
do
seu
máximo
fim.
N
’
estas
circumstancias,
a
Religião
é
forçada
pela Política,
que
lhe
é
adversa,
a
inclinar-se para
a
Política,
que
lhe
é
favoravel.
J.
DE
LEMOS.
[ Continúa]
LIVROS E IMPRESSOS
O
INFERNO
DOS CIÚMES,
por
H.
P-
Es-
crich
—
Versão
de
Cruzeiro
Seixas.
Recebemos
o
fascículo
n.°
1
d
’este
ro
mance,
em
continuação
do
Amor
dos
amo
res,
magnifica
producção
do grande
ro-
maacisla
hispanhol
Escrich.
As
obras
d
’
este
escriptor
não
precisam
de recommendaçào.
O
escriptorio
da
empresa
editora
é
na
rua
do
Almada,
n.°
271,
1.®
andar,
Porto.
—
D
iccionario
popular — HISTORICO,
GEOGRÁFICO,
M1TII0L0GIC0, BIOGRÁFICO AR
TÍSTICO,
BIBLIOGRÁFICO E LITTERARIO, por
Uma sociedade de
homens de
iettras.
Distribuiu-se o
fascículo n.°
17
d
’
este
diccionario.
Corre
de
paginas
257
a
272
e
é
a
folha
33
do
volume
primeiro.
—
D
everes
dos
filhos
para
com
os
paes
,
por
Tb-H.
Barrau—
Versão
de
João
de
Deus.
Acaba
de
publicar-se
uma
nova
edic-
ção,
melhorada,
d
’este precioso
livrinho,
que
muito
recommendamos aos
paes
de
fa
mília.
E
’
publicação da
Livraria
Catholica,
de
Lisboa,
que
grandes
e
relevantes
serviços
tem
prestado
á
religião
e
á
sociedade.
—
Os
médicos
e
os
milagres
de
lour
-
des
, por
A
Anus—
Traduzido
por
A.
Men
des
Lages,
medico.
Sobre
este livrinho
nada
diremos.
Pre
ferimos
transcrever as
eloquentes
palavras
com
que
o
illustradissimo
traductor prefacia
o
seu
importante
trabalho.
Leiam-nas
atteniameute
os
nossos
lei
tores
:
Ha
dias
appareceu
ahi a
tradocção de
um
folheto
do
snr.
dr.
Diday.
intitulado
:
E
xame
medico
dos
milagres
de
L
ourdes
.
A
extracção
foi
enorme,
a
multidão
pre-
cipttára-se
sobre
o
pamphleto
e
devorou-o
com
uma
avidez
fabulosa.
Desde
a
sua
publicação
até
ao momento,
em
que
tive
mos
conhecimento
d
’ella,
mediaram
poucos
dias;
julgamos
estar
de
posse
de
uma
no
vidade
fresquíssima
;
qual
porém
não foi
o
nosso
espanto, quando, ao
annunciar
esta
novidade
a
alguns
das
nossas
relações,
nos
responderam
distrahidainente
: ah!
sim,
o
folheto
do
dr.
Diday!...
já li.
Já
li
era
a
resposta
que
encontráva
mos em todos
os
lábios,
mais
ou
menos
acondimenlada
com
uns
impercepliveis
sor
risos
ironicos,
de
quem
queria
dizer:
con
tra
tão
ruim
causa
nem
tanto
era neces
sário
;
tolo
é
quem
crê
em
milagres.
Isto
é
significativo.
O
gosto
e
a
moda
está
por
aquellas
leituras
;
o
paladar
estragado
da
moderna
geração
anda
pelo
da
byena :
ambas
gos
tam
do
corrupto,
da
podridão.
E
’
um
grande
mal,
de certo,
contra
o
qual
não
vejo
humanamente
remedio.
O historiador
avançado
mofa
da
velha
historia
;
diz
que
Christo
é
um
mytho,
os
Apostoles
uma
ficção,
o
povo
judeu
um
povo
sem
tradições próprias,
um
povo
er
rante, sem
lei
nem grei,
e
que
a
verda
deira,
a
mais
antiga
historia,
é a
mo
derna.
Sim,
a
moderna,
pois
não
sabem?
Ha
duas
historias
:
a
antiga,
que
fica
sendo
a
mais
nova,
segundo
os
taes
his
toriógrafos;
e
a
moderna,
que
está
sendo
a
mais antiga.
A
primeira, a
vulgar, a
corrente,
a
patriarchal,
que
sempre
serviu
de
guia
e
de
mestra
a
nossos avós,
é
falsa
e
cheia
de
prejuízos.
A
segunda,
a
dos
sábios,
a
recente
e
predestinada
a
ser
o
fanal da
civilisação,
que
ahi vem
pelo
caminho
de
ferro
e
pelo
telegrafo,
essa
começou
no
começo
de
todas
as
coisas,
veio
vindo por ahi
fóra,
mas
depois,
não
sei
porque
cataclismo,
levou
cambaluz,
su
miu-se,
enterrou-se
e
ninguém
mais
a
viu,
deixando-nos
ás
escuras.
Eoi
eutáo
que
a
imaginativa
dos
povos
ignorantes
começou
a
inventar
fabulas
estupendas, que
os
sé
culos se
encarregaram
de
nos
transmiltir.
Felizinente
aquella
brilhante
luz
extincta
tornou
a
apparecer,
similhante
á
eslrella
dos
Magos,
apenas
elies
sahiram
de
Je
rusalem.
Após
de
não
sei
quantos
sécu
los
de
sepultura,
onde
dormira
longo
e
profundo
somno,
acordou finalmente gra
vada
em
hyerogriphos
sobre
tijolos
para
remvindicar
os
seus direitos de mestra
fiel,
usurpados grosseiramente
pela
fabula
ridícula.
Ah!
pobre
humanidade!
só
pelo
de-
monio
nos
podia
acontecer
uma d
’estas!
E
a
turba
folga
com
a
descoberta
e
applande!
E
todavia essa
decifração
das cunei
formes
e hyerogliphos,
longe de
negar
con
firma
a
authenticidade
dos
livros
sagra
dos.
O
naturalista,
em nome
do
positivismo,
recusa-se
ao
estudo
das
verdades
meta
físicas,
e,
por
uma
evolução
contradicto-
ria,
vce
além
dos fados,
para
se
lançar
abertamente
no
materialismo,
onde
se
ne
ga
o
que
os
factos
não
auctorisam
a ne
gar,
como
é o
espirito,
a
vida futura, e
n'uma
palavra,
todo
o
mundo
invisível
e
sobrenatural.
Mas
a
turba
applaude.
O
jurista,
acceitando
o
principio
da
so
berania
popular,
obrigado
pela
inflexibili
dade da
lógica,
tem
que
negar
todo
o
principio da auctoridade
pessoal,
encami
nhando
a
sociedade
e
a
familia
á
desobe
diência,
á
revolta,
e
ao
despreso
da
Egre
ja
e
de
Deus, onde melhor
é
simbolisada
a
ideia
de
auctoridade.
Mas
a
turba
continúa
a
applaudir
Por
ultimo,
até
o
snr.
dr.
Diday,
pon
do
por
momentos
de
parte
os
cartapacios
de
siphlographia,
arre<nessa-se
impetuosa
mente
sobre
o
livro
do
snr.
Henri
Las-
serie
e
sobre
o
Desafio Publico
do snr.
Artus
e
.. zás
traz,
propõe-se,
nada me
nos
que
a
destruir,
a
pulverisar
tudo
qtian
to
se
ha
dito
e
feito
sobre as
aguas
mi
lagrosas
de
Lourdes.
Melhor lhe
seria
qne
não
abandonasse
o
seu
reducto da
syphilis,
em
cuja
especialidade
medica
ninguém
lhe
contesta
a
competência nem o
merecimento.
Mas
que?!
a
turba
applaude
sempre..
Como
se
vê,
nem
os
historiadores,
nem
os naturalistas,
nem
os
juristas,
nem
o
sor.
Diday,
estão dispostos
a
favor
da
Egreja;
todo o empenho
é
o
contrario, e
as
mul
tidões
lá
estão
á
espera
com
as
palmas
e
os
applausos.
Quem
não
desejará
ser
heroe
com
tal
gente ?
Por
isso,
em
toda
a
parte
poluíam os
apostolos
da
ideia
nova,
na tribuna,
na
imprensa,
nas
cathedras escolares
e
uni
versitárias.
O
êrro
pois
é geral,
invade
todas
as
camadas,
ascendeu
ás
mais
altas
regiões
sociaes,
e tem
assumido
um
caracter
ver-
dadeiramente
oílicial.
Quem
lhe
póde
im
pedir
a
propaganda?
Por
outro
lado,
o
amor
aos
prazeres,
ás
commodidades,
ao luxo,
o
egoismo,
o
orgulho,
a
seducção,
a
luxuria,
a
occiosi-
dade,
a
sensualidade,
n
’
uma
palavra,
todas
as
paixões
ruins, todos
os vicios humanos,
sem freio, sem
temor,
e
sem
re<peito a
Deus
e
aos
homens, arrastam
cada
vez
mais
ao
abismo
a
humanidade,
cujo
pen
dor
natural
é
desgraçadamente
o da
ma
lícia.
Não
é
este
ou
aquelle
defeito,
esta
ou
aquella
paixão,
que
hoje
mata
a
nossa
vida
social;
é o
homem
todo,
é
toda
a
sua
individualidade,
o
pensamento
e
o
sen
timento, as
ideias
e as
obras, a
cabeça
e
o
coração.
A
corrente
é
pois
impetuosa, vasta,
tre
menda
e
fatal.
Entretanto,
n’
este
marulhar
de
paixões
e opiniões
enconliadas,
n’este
occeano
de
gostos
e
ideias
depravadas,
vagueia
um
certo
grupo de
homens,
lutando
comsigo
mesmo,
combatido
pelas paixões e
êrros dos
outros,
asfixiado,
por
assim
dizer,
no meio
de
uma
atmosfera,
que não
é
a
sua,
e só
mente
agarrado
com
tanta
ancia
á
sua
fé,
como
o
naufrago
a
um
fragmento
do
seu
baixel.
Este
grupo
de
homens
é
o
dos
ver
dadeiros
calholicos,
o
dos
calholicos
prá
ticos
:
é
a
Egreja.
Lançados
no
meio
d
’
essa
tempestade
calligioosa,
rodeados de
trevas
espessas,
onde
o
clarão
do
inferno,
o raio
da im
piedade
fosila
a
cada
momento,
talvez sos-
sobrassem
e
fossem
ao
abismo,
se
a
Es-
trella
Matutina, a
Conceição Immaculada,
os
não
viesse
illuminar
no
meio
da
tem
pestade
com
os
seus
raios
suaves
e
pu
ros,
levando-lhes
a esperança
ao
cora
ção.
E
a
Virgem
com
efieito illumina-nos,
raostr.ando-se-nos
da gruta de
Lourdes.
Aos
que
querem
impedir
esta
luz
con
soladora
com
lheorias
e
asserções
de
todo
o
ponto
Lisas
e
insensatas
confunde
ella
com
outros,
em
cujo
coração reina
a
fé,
e
em
cujo espirito,
a
verdade
e
a
justi
ça.
A
um
Diday
e
Voisin,
oppõe
um
Ar-
lus
e
um
Lasserre.
Ave
Consolalrix
afílictorum
!
Fez-se
ahi
conhecer
essa
producção
pes
tilencial
e
venenosa do
snr.
dr. Diday,
justo
é
fazer-se
lambem
conhecer
o
reme
dio
e
o
antidoto.
Traduzindo
e
publicando
o presente
es-
cripto,
devido
á
elegante
pena
do
deno
dado
Artus,
não
tivemos
tanto
em
vista
converter
os
endurecidos, como
preservar
os
crentes
de
algum
contagio
maligno.
Este
é
o nosso fim,
Deus
abençoe
a
intenção,
e
nos guarde dos
males
até
pas
sar
o
diluvio
da corrupção.
A.
Mendes
Lagos,
medico.
—
P
ortugal
antigo
e
moderno
,
diccio
nario
geográfico
,
estatístico
,
choro
»
GRAFICO,
HERÁLDICO, ARCII10L0GIC0, CORO
GRÁFICO
E
EIYMOLOGICO DE TODAS AS CI
DADES.
VILLAS
E
FREGUEZIAS DE PORTU
GAL
—
por
Augusto
Soares d
’
Azevedo
Bar
bosa
de
Pinho
Leal.
Recebemos
o
fascículo
n.° 98 d
’
es-
ta
obra
importantíssima
e geralmente
li
da
por uma
das
mais
notáveis
que
teem
apparecido
n
’
esle
paiz,
nos
últimos
tem
pos.
Compreheude
as
folhas
33
e
3í
do
volume
sexto
e
traz
curiosíssimas
noticias
e
descripções.
A
publicação
é
feita
com
a
maior re
gularidade.
—0
DOURO ILLUSTRADO —REDIGIDO PE
LO
VISCONDE
DE VILLA MAIOR, REITOR DA
UNIVERSIDADE
DE
COIMBRA.
Distribuiu-se
as
cadernetas 13,
14,
15
e
16.
que
também
recebemos,
do
Douro
Illuslrado,
edição
dos
snrs
Magalhães
&
Moniz, do
Porto.
São
acompanhados
de
4
bellas
gravutas.
GÀZETILIl
Clirísmt*.
—
No
dia
7 S.
Exc.a
Rev.ma
o
Snr.
Arcebispo administrará
o
Santo
Sacramento
da
Chrisma
na
egreja
de S.
Jeronymo
de Real,
como
annuociámos.
No
dia
14
na
egreja
de
Tadim e
não
na
de
Sequeira
como
em duvida
se tinha
annuneiado,
e
deverão
concorrer
os
fieis
d
’
aqoella
freguezia
e
das
freguezias
d
’
Ave-
leda,
Arentim,
Cabreiros,
Cunha,
Fradel-
los,
S.
Juiião
de Passos,
Priscos,
Ruilhe,
Sequeira
e
Villaça.
Incendi®. —
Relas
3
horas
da
madru
gada
d’
hontem deram
as torres signal
dhncendio, que
tinha
pegado
na
loja
de
cera
dos
snrs.
Fernandes,
Pinto
& C
a
,
na
rua
Nova.
Felizmente
ponde
ser
ata
lhado
de
prompto:
no
entanto
os
prejuisos
calculam-se
em
60<^000
reis.
A
casa
onde
se
mmifestou o
incêndio
pertence
á
freguezia da
Sé,
da
egreja
da
qual
fica
muito
próxima.
As
torres d
’esta
egreja
foram porém
umas
das
ultimas a
dar
os
signaes.
Que
regularidade
!
Mysterío.
—
Um
jornal
fraucez
conta
o
seguinte:
Um
extranho
descobrimento
acaba
de
pôr em sobresalto
a
communa
de
Elival
e todas
as
povoações circumvisinhas.
Ha cerca
de
oito
dias,
os
operários
de
M.
Gaulu,
constructor
mechanico
em
Bru,
occupavam-se
em
extrair
saibro d
’uma
sai-
breira
situada
n
’
oma
floresta
do
Etival.
Na
hora
do
descanço,
os operários
pas
seavam
pelos
arredores,
quando
um
d’elles
descobriu
entre
o
silvedo
uma
abertura
que
lhe
pareceu,
bem
como
aos
seus
com
panheiros, a entrada
d
’
uma
gruta.
Revestindo-se
de
coragem,
o
operário
peoetrou
com
uma
luz
na
abertura
de
que
falíamos
e
effectivamente
em
breve
se
en
controu,
como
o
tinha supposlo,
n
’
uma
gruta
que
mede
50
metros
d’
alto
e
20
de
largura.
Um
homem andava á
vontade
sob
a
abobada.
Chamou
os
seus companheiros
e
lodos
se
deram
ao
trabalho
de
explorar
esta
excavação.
Mas
qual
não
foi
o
seu
es
panto
quando
se
encontraram
na
extremi
dade
da
gruta
em
presença
de
um esque
leto
humano
estendido
no
chão
com
os
pés
voltados
para
a
abertura! De
vestidos
não
se
encontrou
vestígios,
exceptuando
os sapatos
que
ainda
se
conservavam
nos
pés.
O
tribuna!
de
Saint-Dié,
informado ha
dias
pela
voz
publica
do
sucesso,
tomou
conhecimento
do
caso,
desceu á
gruta
e
procede
a
averiguações.
Até
então
ninguém
sabia
da
existência
d
’
aquella
gruta
Coniliaailiia Lloyd de Breinen,
—
O
agente
d
’
esta companhia
de
vapores
n
’esta
cidade
pede-nos
para
que
declare
mos
que
não é
exacto
o
boato
que
se
espalhou
de
que naufragára
o
vapor
«Salierv,
da
mesma
companhia.
O
thesouro
enterrado.—
(Conto
de
Schmid).—
I.
Em certa
comarca
d
’aqui
mui
dislanie,
compareceram,
um
dia,
pe
rante
o
juiz dois aldeões;
um
dellcs
fal
tou
assim:
—O
meu
visioho, que
presente
está,
vendeu-me
uma
terra,
e
quando
fui
la-
vral-a
encontrei
lá um
lhesotiro. Repugna
á
minha consciência
ficar
com
elle,
por
quanto
não
comprei
mais do
que
a
terra,
e
não tenho
direito
algum
sobre
o
the
souro.
O
outro
disse:
—
Também
a
minha
consciência
me
não
consente
que
eu
tome
para
mim esse
ouro
e
essa
prata,
porque
não
fui eu
que
o achei,
e
por
conseguinte
não
me
per
tence
por
modo
algum.
O
senhor
juiz
que
decida a
quem elle
peitence.
U
juiz
respondeu:
—
Sei
que
o
filho
de
um
e
afilhado
de
outro
de
vós
teem tenção
de
casar-se;
é
dar-lhes
o
thesouro
para
que
lhes
sirva
de
dote e
para
as
despezas
do
casamento,
o
qual
Deus
não
poderá
deixar
de
aben
çoar,
alteodendo á honradez
de
tão
bons
paes.
Os
dois
honrados
lavradores
acceitaram
o
conselho
e
recolheram
para
suas
casas
alegres
e
contentes.
11.
Um
estrangeiro
que
eslava
presente
a
este
julgamento,
mostrou
a
maior
sur-
preza.
—No
meu
paiz,
disse
elle,
um
tal
ne
gocio
teria
terminado
por
outra
fôrma; o
comprador
não
teria
sequer
pensado
em
dar um
real
ao
outro,
e
por
isso teria
evitado
o
divulgar
a
sua
descoberta.
Se
apesar
d’
isso
o segredo
tivesse
transpirado,
o
vendedor
tel-o-ia
demendado
em
juiso
para revindicar
o
seu
thesouro. Ter-se-ia
formado
um
processo
que
custaria
mtrlo
mais
do
que
valia
o
thesouro
todo.
Ouvindo
isto,
o
juiz,
muito
assombrado
exclamou:
—
E
o
sol
também
allumia n
’
esse
paiz?
—
Sim,
senhor,
respondeu
o
estran
geiro.
—
E
lambem
lá
cae
chuva
?
—Cerlameule.
—
Pois
admira.
E
também
ha
ovelhas
e
vaccas
n
’
essa
terra?
—Temos
d
’ellas
numerosos
rebanhos.
—
Pois
então
é
cerlamente
por
causa
d
esses
innocentes
animaes
que
Deus
faz
que
ahi resplandeça o
sol e caia
a
chuva
benefica,
porque
os homens
não
merecera
taes
benefícios.
—
(Extr.)
Serões
<1:*
aldeàa.—
Do
nosso ex
cedente
collega
a
«Palavra»
transcrevemos
o
seguiute:
Serões
da
aldeia.
Como
tudo
o
que
sae
da
penna
d
’
este
primoroso
escriptor,
acaba
o
snr.
João
de
Lemos
de
publicar
um
novo livro, não
de
versos,
como
poderá
suppor-se,
o
ge-
nero
em
que
tem conquistado, como
poe
ta,
um
dos
primeiros
logares no
nosso
paiz.
mas
de
prosa
fluente,
natural,
cor»
recta
e
sobre
tudo
tão porlugueza
que
nos
chegamos
a
persuadir,
já
isto
é tão
raro
ver-se,
que
estamos
lendo
alguma
produc
ção
d
epoca
já
passada
da
iitteralma
pa-
tria,
quando
os
escriptores
tinham
apruino
e outra pujança e,
n
’um
estylo
viril,
dei
xavam
bem
impresso
o
sello
do
génio,
como
o
sabiam
estampar,
em suas
obras,
Garrelt,
Castilho,
Herculano
e
outros
no
táveis
puristas
d'esta
nossa
tão
bella
lín
gua
porlugueza.
Muito
do que
torna dislinctos
estes
mestres
das
Iettras
patrias
se
encontra
em
João
de
Lemos, e
alguma
coisa
a
maior
que
nos
encanta
e
é
mais
um
titulo va
lioso
á
nossa
predilecção:
elegancia
na
fôrma,
propriedade
na
dicção,
nobreza
de
palavras,
elevação
de
ideias
e,
a
realçar
taes
dotes,
presidindo
sempre,
em todos
os
seus
escriptos,
um
pensamento
çhristão
e
civilisador.
Intitula-se
o
novo
livro
Serões
da
aldeia.
Como
no
prefacio
adverte
o
esçriptor,
não
se
pense que
elle
traz
á critica
po
lida
da
côrte
e
das
cidades
os
paiqeis
in-
nocentes
e modestos
do
viver
campesino;
seria,
como
elle
muito
bem
diz,
meiter
a
gaita
de
folie
na
orchestra
do
tbeatrq
de
8.
Carlos.
O
titulo
do livro tem
outra
justifica
ção:
os
serões
são
da
aldeia,
porque
é
lá
que vive,
não
ignorado
mas
menos
aproveitado
do
que
o
devera
ser,
este pe
regrino
talento.
São
da
aldeia,
mas
são
os
serões
d
’
uma
alma
d’
escolha,
d
’um
es
pirito
privilegiado,
que
se
incommo^la
com
o
rugir
da tormenta
que abala
o
século
e
faz
estremecer
todos
os
fundamentos
sociaes,
e
para
o
qual
o isolamento
cam
pestre
não
basta
para
desculpar
o.
retra-
bimento
egoista
e
o
silencio
peccaminoso,
que é
como
que
o
suicídio,
em
vida,
das
intelligencias
distinctas.
D
’esta
culpa
não quer
elle
sçr
reu;
hija
vista
o
novo
livro.
Como
amostra,
rogaria
á
«Palavra,
transcrevesse
em folhetim
o
serão decimo.
Refere-se ao
famoso
D
Quixole
e
á
influencia
que,
nos
costumes
públicos,
exerceu este
notável
livro
de
Miguei
Cer-
vantes.
Corta
tantos
prejuisos
enraisados
de
critica
e
segue,
n
’esta
traça,
trilhos
já
tão
abandonados do
vulgo
que
é,
princi
palmente
aqui, n
’
este
serão,
que
se re-
ilecle,
a
toda
a
luz,
a
alma
do
poeta,
do
cavalheiro
e
do
çhristão.
Que
leia
ao
menos
este
trecho,
quem
não
quizer ler
o
livro
e
depois
que
o
não
procure,
se
poder,
paa
o
ler
todo
com
avidez.
Ao
notável
esçriptor
os
nossos
para
béns.
S.
João
da
Foz, 25
d
’
abril de
1876.
* * «
Cã
prineipe
de
Mattenbery—
Es
te
príncipe
que
tem posto
de
tenente
na
marinha
britanica
e
faz parte
da
guarni
ção
de
Serapis,
pertence
á
familia
gráo-
ducal
d'Hesse.
Chama-se
Luiz Alexandre
e
nasceu
a
24
de
maio
de
maio
de
1854.
Casa
yrã)-ducal
d
’
Hespanha.
—Luiz
III
grão-duque
d
’Hesse,
príncipe
hereditário
de
Bade.
Nasceu
em
1806
e
casou
com
a
princeza
Mathide,
filha do
finado
rei
de
Baviera,
Lu
z
l.°
Sem
descendencia.
Irmãos do
grão-duque.
—
1.—
O
prínci
pe
Carlos,
nas,eido
em
1809
e casado
com
a
princeza
Isabel
Maria,
filha
do
finado
Guilherme,
príncipe
da
Prussia,
tio
do
rei.
Tem
os
seguintes
filhos:
O
príncipe
Luiz
Frederico
Guilherme
Carlos,
tenente
general
prussiano, com-
mandante
da
divisão
grão-ducal,
chefe
do
regimento
russo
dos
hu*sards
de
Kliasti-
tsy. Tem
o
titulo
de alleza real em
vir
tude
de
um
decreto
da
rainha
de
Ingla
terra.
Nasceu
em
1837
e
casou
em
1862
com
sua
alteza
real,
princeza
de
Grã-Bre
tanha
Irlanda,
Alice
Matilde.
Tem
5
fi
lhos.
O
príncipe
Henrique
Luiz,
major
ge
neral
prussiano,
commandante
da
14
a
brigada
de
cavallaria
d
’
Hesse.
Nasceu
em
1838.
O
príncipe
Guilherme
Luiz,
tenente
coronel
e
2.°
proprietário
do
3.°
regime»-
de
infantaria
d
’Hesse.
Nasceu
em
1845.
2
—
O
príncipe Alexandre
Luiz,
gene
ral
de
cavallaria
austdaco,
proprietário
do
8.
u
regimento
de
lanceiros
russos
e
do
2.
°
(finfaritària
d
’
Hesse.
Nasceu
em
1823
e
casou
em
1851
com
a
princeza
de
Bat-
teoberg,
Julia.
Tem
os seguintes
filhos.
A
princeza
de
Battenberg,
Maria
Ca
colina
Nasceu
em
1852
e
casou em
1871
com
o
conde
Gustavo d
’
Erbach-Schone-
berg.
O
príncipe
de
Battenberg,
Luiz Ale
xandre,
nascido
a
24
de
maio
de
1854,
tenente
na
marinha
britânico.
O
príncipe
Alexandre
José, nascido
em
1857.
O
príncipe
Henrique
Maurício,
nascido
em
1858
O
prineipe
Francisco
José,
nascido
em
1861.
3,
—
a
princeza
Maximiliana
Guilherini-
na
Augusta
Maria
(actualmenle
Maria
Ale-
xandroyna)
nascida
em
1824
e
casada
em
1811
com
Alexandre
2.°,
aetual
impera
dor
da
Rússia.
Com
este
príncipe
é
que os
jornaes
inglezes
disseram
ha
pouco
que
ia
cazar
a
filha
da rainha Vicloria.
—
A
comitiva
do príncipe
compõe-se
dos
seguintes cavalheiros:
O duque
de
Sutherland.
O Right
honorable
sir
Barlle
Frere,
antigo
governador
de
Bombaiam,
hoje
con
siderado
o
guia
direclor
do príncipe
du
rante
a
viagem.
Lord
Suffield,
camarista,
e
chefe
da
casa
do
príncipe
de
Galles.
Major
general
lord Alfred
Paget, Clerk
Marshal
de
S.
M.
rainha.
O
conde
de
Aylesford.
Major general
Probyo,
eslri
beiro
do
príncipe.
Tenente
coronel
Arthur
Ellis,
dos
gra
nadeiros
da
guarda,
estribeiro
do
prínci
pe.
Mr. Francis Knollys,
secretario
parti
cular
de S.
A.
R.
Cirurgião
mór
Frayer,
medico
de
S.
A.
R.
Capitão,
o
honorable
H. Carr
Glyo,
da
armada
real
ajudante
de
campo
da
rai
nha,
e
commandante
do
Serapis,
Coronel
Owe<>
Williams,
commandante
do
regimento
real
de
cavallaria da
guar
da.
Tenente
Lord
Charles
Beresford,
da
armada
real,
ajudante
de
campo
de
S.
A.
R.
Capitão
Lord
Carington,
da cavallaria
real das guardas,
ajudante
de
compo
de
S. A.
R.
O
reverendo
conego Duckworth,
ca-
jellão
de
S.
M.
a
rainha
e
de
S.
A.
Tenente
Augustos
Fitz
George,
da
bri
gada
de
caçadores,
ajudante
de
campo ex-
trordmario
de
S
A.
Commandante
Durant,
da
armada real,
commandante
do
hiate
real
Osborne.
Mr.
W.
H.
Russell,
secretario hono
rário
de S.
A.
e
correspondente
do
Ti
mes
de
Londres.
Mr.
Albert
Grry,
secretario
particular
de
sir
Barile
Frere
e
futuro
Lord
Grey.
Mr.
Sydney
Hall, artista
desenhador,
adido
á
comitiva de
S. A.
.issomhroso
!
—
Lemos
no
«Primeiro
de
Janeiro»—Contam
os
jornaes
recente
mente
chegados
do
Brazil,
que
um
laza-
rista
francez
que
na
.Misericórdia
do
Rio
de
Janeiro,
ministrava
os
sacramentos aos
doentes
atacados
da
febre
amarella,
ao
dar
o
Vialico
a
um
enfermo
este
fôra repen
tinamente
accommettido
de
vomito negro
quando
ia
a engulir
a
hóstia,
arremessan
do-a
assim
para fóra da
bocca
e
macula
da
do
vomito. O
sacerdote
então
pegou
na
partícula,
limpou-a e
enguliu-a
julgando
obedecer
ao
dever
sagrado
que
lhe
impu
nha
o
seu
sacerdócio
ante
uma hóstia con
sagrada
e
repellida
por
um moribundo.
Uma
irmã
da
caridade
que viu
este
acto
do
corajoso
e
heroico
fanatismo
(sicj
tentou
impedir
o
padre
de
commungar
a
hóstia
maculada
pelo
vomito
da
febre
que
podia
pôr
em
risco
a
sua
vida.
O
sacer
dote porém
ouvindo
só
a voz
da
sua
es
crupulosa
consciência
respondeu
lhe:
—
Não
importa,
cumpro
o
meu
dever!
Assim
fez,
e
24
horas
depois
morria
nas
ancias
da
terrível
doença.
Com
razão
diz
um
collega
lisbonense
que
n
’aquelle
homem
havia o
estofo
e
ab
negação
d’
um
heroe.
tVoticini*
de
VSs»c«»w.
—
Foram
agar
rados
uns
15
piratas
e uma
embarcação,
no
sabbado
3
do
passado, pelo
segundo
tenente
d
’
armada
o
snr.
Sampaio,
ajudan
te
do
capitão
do
porto
e
pelo tenente Por-
phirio
Zeferino
de
Sousa,
fiscal
do
corpo
da
policia,
e
alguns
policias
do
mar.
Consta-nos
que
era
uma embarcação
pequena
tripulada
por
uns 15 ou
29
pi
ratas,
disfarçada
em
embarcação
dos
pos
tos
fiscaes.
que
abordara
uma
embarcação
de
bom
commercio
que
havia
sahido
de
Hongkong
para
Tec
hoi
acima
de
San-hui
com
carga
de
muito
valor.
Roubaram 8
caixas
de
opio,
5,000
em
moeda
sonante
e
vários
outros
artigos,
tanto quanto
era
suíficiente
para
(abarro
tar
a
embarcação
dos
piratas
e
vieram
pa
ra
Macau,
abandonando
a
embarcação
do
commercio ainda
com
muita
carga
a
bor
do,
a
qual
seguiu
depois
viagem
até
San-
hui.
Os
piratas
logo
que cá
chegaram
desem
barcaram
as
8
caixas
de
opio
e
as
$5,000
deixando para
logo,
muitos
artigos
que
foram
encontrados pelos
referidos
snrs.
of-
ficiaes.
Dizem
que
está
provada
a pirataria
e
os
homens
acham-se
presos
no
calabouço
da
policia
ás
ordens
de
s. ex.
a
o
snr. go
vernador,
que,
segundo
nos
affirmam,
es
tá
resolvido
a
mandal
os
para
o
tribunal
da Procuralura.
—
Consta
que
o
cabeça
da
rua
da
po
voação
da
Lapa,
induzido
pelos
mandarins,
está a
extorquir
dinheiro
aos habitantes
d
’
a-
quella
ilha,
obrigando-os
a
pagar
maiores
contribuições.
Um
dos
principaes
logistas
d
’
aquella
ilha
uus assevera que,
em consequência
d
’
es-
ta nova
exigencia
o
do
receio
de
estabele
cer
alli
nova
alfandega,
vão
ser
removidos
para
a
Taipa
a
fabrica
de
paochões
e
os
depositos
de
peixe
salgado.
Sfaufragio. —
O hiate
«Lisonjeiro»,
hontem (I) de
tarde,
na
occasião
em
que
vinha
a
entrar
a
barra,
desgovernou,
e
foi
encalhar ao
sul
das
pedras
denomina
das
«Felgueiras»
.
Alguns
barcos
saveiros
que
se
achavam
no
local
do
sinistro,
pres
taram bastantes
serviços
ao
hiate:
virou-se
»o
meio
da
azafama,
um
d
’
elles,
salvando-
se
os tripulantes
a
nado.
O
hiate
está
em
grande
risco
de
per-
der-se.
O salva-vidas prestou
relevantes
servi
ços,
salvando a tripulação.
—
(«C.
do
Porto»)
Chegada
do príncipe de Galles.
—
A
’
s
tres
horas
da
tarde
de
hoje
chegou
á estação
do
caminho
de
ferro
do
norte
o
comboio
expresso
que
conduzia
o
prineipe
de Galles
e
a
sua
comitiva.
Vinham
também
o
snr.
presidente
do
censelho, outros
ministros,
e
alguns
perso
nagens que
tinha
ido.
esperal-o
ao
entron
camento,
para onde
partiram
ás
sete
horas
da
manhã.
A
gare do
caminho
de
ferro
produzia
um
lindo
effeito.
Estava decorada
com
vis
tosas
bandeiras,
galhardetes e
escudos.
To
das as
jaoellas
eram
occupadas
por
senho
ras.
Na
plata-fórma
estavam
:
na
frente
a
banda
de
musica de
caçadores
5,
que
to
cou
o
bymno
do
prineipe
á
chegada
do
comboio;
do
lado
esquerdo
ou
do
sul,
a
côrte,
alguns
camaristas,
deputados,
pares
do reino, militares,
oíTiciaes
da
marinha
in-
gleza, etc.
e
ao
direito muitas
senhoras
e
cavalheiros
em
ties
filas
de
cadeiras,
que
alli
tioham
(logar
(com
os
bilhetes
de admissão distribuídos
pelo
governo
civil.
O
príncipe
foi
recebido
pelo
snr.
D.
Luiz
e
pelo snr. D Fernando. Demorou-
se
na
sala
que
estava
preparada
para
a
recepção, vinte
e
cinco
minutos,
e
ao
diri
gir-se
para o
coche
ia
á
direita
do
snr.
D.
Luiz,
e
á esquerda
d
’este
o
snr.
D.
Fer
nando.
Quando
o
prineipe
saiu
da
estação, a
banda
da
caçadores
5
locou
outra
vez
o
hyrnno
inglez
Fazia
a
guarda
de honra
a
primeira
bri
gada
d’
infanteria.
O
préstito
seguiu
por
esta fórma :
Na
frente,
dois sargentos de
cavallaria
4,
de
carabina não;
dois
batedores
da casa
real,
um
coche
de
duas
parelhas,
em
que
ia
a
comitiva,
seguido
de outro
dos
dias
ordinários,
com
outros
personagens
ingle
ses.
Charanga
de
cavallaria
4
e
o respecti-
tivo regimento, seis
batedores,
dois
co
ches
de
uma
só
parelha,
conduzindo
os
aju
dantes
de
sua
alteza e
de
sua
magestade
el-rei:
um
de
duas
parelhas,
com
os
ca
maristas
de
sua
magestade,
e
outros
de
tres
parelhas
de
cavallos
russos,
ricamente
ajaezados
e adornados
de
fitas
azues
e
brancas,
conduzindo
o
augusto
viajante
e
sua
magestade el-rei,
que
lhe
dava
a
direi
ta.
Seguia-se
sua alteza
o
snr.
infante
D.
Augusto
a
cavallo
e os
regimentos
de
lati-
ceiros,
a
carroagem
de sua
magestade
el-
rei
o
snr.
D.
Fernando
com o
seu
cama
rista
puchada
a tres
parelhas,
em
tudo
si
milhante
ao coche
que
conduzia
o
prineipe.
Fechavam
o préstito
as
carroagens
dos
ministros,
ofliciaes
da
armada,
e
de
vários
dignatarios.
Ao
passar
o
cortejo
no
aterro,
as
em
barcações
de
guerra, que
estavam vistosa
mente
embandeiradas, salvaram,
ao
subirem
ao
ar
as
primeiras
girandolas
de
foguetes,
e
achando-se
nas
vergas
as
re=peclivas
guarnições.
Era
grande
o
ajuntamento
de
povo
des
de
o
caes
dos
Soldados
até
ao
tira
do
Ater
ro,
que
íoi
o
caiuioho
que
percorremos;
e
as
jaoellas
de
todos
os
prédios
estavam
com
pletamente
cheia
de
senhoras.
A
’
noite
illuminaram-se vários
edifícios
e
no
caes
do
Sodré
tocavam
todas as
ban
das
marciaes.
N’este
sitio,
e
em
muitos
outros
da
cidade
passeiam,
a
estas
horas
que
escre
vemos,
alguns
milhares
de pessoas.
(«Paiz»)
vivinos
TEí-Ktisiimiis ma
.
AGiVtll BJÍAVAS
MADRID
29
de abril
—No
banquete
da
embaixada
ingleza
o
prineipe
de Galles
levantou
um
bride
ao
rei
e á
prosperida
de
Hespanha;
a
este
brinde respendeu
o
íei
levantando
outro
á
rainha
de
Inglater
ra e
ao
povo
inglez.
O
prineipe
dansou
com
a
princeza
das
Asturias
e
o
rei
com
niadame Layard.
O sarau esteve esplendi
do,
terminando
ás
duas
horas
da
manhã.
E*
provável
que o
prineipe
de
Galles
as
sista
esta tarde
á
sessão
do
congresso,
onde
se
discutirá
a
tolerância
religiosa.
São
dez
as
emendas
apresentadas
ao
arti
go
1I.°
do projecto do
governo.
Os
jor
naes
continuam
a
desmentir
os
boatos
de
casamento
do
rei
com uma
princeza al-
lemã.
MADRID
30
de
abril
—
Está
decidido
que
o
prineipe
de
Galles
partirá
hoje
á
noute
para
Lisboa.
O
prineipe
visitou
hon
tem
a
Canovas.
O presidente do
conse
lho declarou
no
congresso
que
discutirá
qualquer
emenda
ao
orçamento que
seja
apresentada.
PARIZ 29 de abril—
Os
bonapariistas
opporão
um
concorrente
â
candidatura
de
Jeronymo
Napoleão
para
deputado
por
Ajaccio
(Co'sega).
LONDRES
29
de
abril—
Annuncia-se
para breve uma
interpellação
na
camara
dos
deputados sobre
o novo
titulo
de
im
peratriz
conferido
á
rainha.
NEW
YORK
29
de
abril—
O
impera
dor do
Brazil
partiu
para
Chicago.
MADRID 30
—O prineipe
de
Galles
partiu
no comboyo
expresso
ás
3
horas
e
um
quarto
da
tarde
para
Lisboa.
O
rei
e
al
tos
íunccianaiios
faram
despedir-se
á es
tação.
MANZ
a
NARES
30
de
abril
—
O
com
boyo
expresso
conduzindo o
príncipe
de
Galles,
chegou
aqui
ás
7
e
utn
quarto
da
tarde. Demorou-se apenas
5
minutos;
par
tiu
ás
7
horas
e
20
minutos
em
direcção
a
Lisboa
por
Cidade
Real
e
Badajoz.
De
ve
entrar
em
Portugal ás 7 horas
da
ma
nhã.
CONSTANTINOPLA
30.
—
Mouchtar-
Pachá,
depois
de
haver
balido
completa
mente
os
insurgentes
entrou
honletn
em
Neksich.
a
LGER
30.—Está
deíioitivamento
do
minada
a
insurreiião
da
tribo
arabe.
PARIZ
30.-No
17.o
districto
de
Pa
riz
foi
eleito
o
deputado
Pascal
Duperat,
republicano
moderado,
contra
Clubert, ra
dical.
Em
Bordéus
lambem
foi
eleito um
candidato
republicano
moderado,
Senuiut.
No
departamento
Cher,
foi
eleito Rollel,
republierno.
Houve
boje
grande
jantar
da
do
por
Mac-Mahon
no
palacio
do
Elyseu.
Entre
os
convidados
estavam
a
ex-rainha
Isabel, o
duque de
Mootpeosier,
o
Mar-
quez
de
Molins
e
outros
embaixadores.
ET
infundado
o
boato
que
circulou
nas fo
lhas
estrangeiras
de
haver
a
França
pro
posto
um congresso para
tratar
da
ques
tão
do
oriente.
MADRID,
1—
O
ministro
do
interior
declarou
a
«arios
deputados,
reunidos
na
sala
do
congresso,
que
o governo
faz
questão
de
gabinete
ua
approvação
dos
orçamentos
taes
coiuo
foram
apresentados
por
Salaverria.
Começaiam as
conferencias
relativas
aos
fueros
entre
Canovas
e
os
de
legados
da
Biscaia
e
Navarra.
O
rei
as
siste
hoje
ás
festas
cominoinoraiivas
da
mdependeticia hespanhola.
V1ENNA,
1
—
E
’
inexaclo
que
o
im-
aerador
da
Áustria
va
a
Berlim
durante
a
permanência
do
czar
n
’
aquella
cidade.
Andrussy,
acreditado
pessoalinente
é
quem
irá
á
capital
Prussia.
HAYA,
1
—
Houve
explosão
a bordo
do
vapor
de
serviço
no
Rheno entre Rudes-
hem
e
Bergen.
A
explosão
fez
victitnas.
PÍ1ILADELPHIA,
39
—
A
exposição
de
Riiladelphia
abrir-se-ha
a
10
de maio, pe
la
manhã.
LONDRES,
2
—
Burke
disse
na
cama
ra
dos
deputados
que
em
consequência
de
observações
qne
lhe
foram
feitas
pelo
go
verno hespanhol,
mandou
pôr
etn
liber
dade a
guarnição
do
vapor
«Uctavia»,
apresado
em
tempo
por
cruzeiros bespa-
ntioes em
Cuba.
O
carregnneoto, o
ca-
pilao
e
a
barca continuam
detidos,
mas
proseguem
as negociações.
NECROLOGIA
«
Tu
vas
rnourir,
penses
tlu;
non,
tu
vas
vtvre.»
ROLSSEAU
Já
não
existe!...
Ella,
a mãe
da
pobre
za
—
a
virtuosa senhora
baixou
á
campa
fria
e lá foi
junto
do
solio
do
Omnipotente
gosar
a gloria
eterna,
sublime
galardão
das
almas
puras
—
d
‘
essas,
cuja
guia
çá
na
terra
é sempre a
caridade
—a
virtude
ex
celsa
!
Já
não
era
joven,
pois
contava
77
an
nos
de
idade;
mas
pereceu
muito
cedo
e
devera
viver
mais e
muito
mais
para
não
deixar
tão
breve em
triste
orfandade
os
seus
filhos
adoptivos—
os
seus
irmãos
em
Chrislo
—
os
pobres,
por
quem
ella,
a
san
ta,
distribuía
com
mão
larga
o
melhor
dos
seus
parcos
haveres.
Como
filha
foi
o
modelo
das
filhas ;
como
esposa,
a
esposa
exemplar;
como
viuva
o
prololypo
das
viuvas
honestas
e
virtuosas.
Em
quanto
peregrinou
n
’
este
mundo
de
atribulações
incessantes,
a
sua
vida
foi
um
complexo
de
dôres
—
uma constante
amargura.
Em
quanto
casada,
passou
o
melhor
da
vida a
tratar
de
seu
marido
paralytico,
com
uma
ternura
inexcedivel—com
a
re
signação
mais
evangélica.
Em
seus
hábitos
foi
sempre
d’
uma
ini
mitável
modéstia—
d
’uma
singeleza
admi
rável.
Alfim...
ceiíou-a
a
fouce
cruenta
da
implacável
morte
e
hoje...
jaz
o
seu
cor
po n’
uma
humilde
campa
na
Egreja
de
S.
Pedro
d
’
Azurem, a
sua
alma
no
seio
de
Deus
e
a
laureada
memória
no
coração
de
todos,
que
a
amaram
na
terra
e
a
quem
legou
infinitas
saudades
e
no
dos
penurio-
sos,
que
viviam na vida
d
’
ella,
que
era
a
mais
beneficente
proteclora—
e
seu
anjo
tutelar.
Dura
condição
da
humanidade!
Inson
dáveis
mistério
do
Altíssimo!
Quil
est
heureux, mon Dieu!
le
coeur
humble
et
docile
Queclaire
le
(lambeau de
tou
saint
Evangile
;
Par
ta
grace
conduit,
il
ne
cherche
que
toi,
Et
sou
bonheur
unique
est
d’
accomplir
ta
loi.
(I
recourt
)
No
dia
14
do
preterilo
abril,
ás 6
ho
ras
e
meia
da
tarde,
a
exc.
ma
snr.
a D.
Ma
ria
Thomasia
Alves
Pinto
de
Magalhes
era
um
cadaver apenas
!
A
sua morte foi co
mo
a
de
lodos
os justos
!
Exhalou
o
ultimo
alento
n
’
uma
doce
placidez
de
modo
que
se póde
dizer
tão
santo
o
passamento
co
mo
o
seu
viver
temporal.
eJuslum
deduxit
Dominus
per
viam
irectam
etoslendil
illi regnum
Dei.
Agora...
nós
intimo
amigo
da
virtuosa
finada,
vimos
por
este
modo
render
o
de
vido
preito
á
sua
bemdita
memória
e
des
folhar
uma
saudade
sobre
sua
campa,
es
pargindo-lhe
lagrimas
de
profunda
triste
za
pelo
seu
tão
chorado
trespasso.
A
sua
dosolada
sobrinha,
a
ex.
ma
snr.a
D.
Helena
Maria
Pinto
de
Magalhães,
a
quem
a distincta
finada serviu
sempre
de
mãe,
e
que
tanto
e
tanto
a
tem
carpido,
endereçamos
d’
esle
modo
os
nossos
mais
cordiaes
pesames,
aconselhando-lhe a
maior
resignação—refrigério
divino
e
unico
nes
tes
tão
alflictivos
transes,
graças
á sagra
da
religião
do
Martyr
do
Golgotha.
E
agora...
pedimos
aos
christãos
uma
oração
fervorosa
pelo
descanço
eterno
da
nossa
tão respeitável
como
saudosa
(inada.
Guimarães
1
de
maio
de
1876.
G.
L.
P.
ANNUNCIOS
Pelo
juiso
de direito
d
’
esta
comarca
e
cartorio
de
Esmeriz,
correm
éditos
de
10
dias
a
contarem
do
dia
28 do
passado
mez
de
abril
citando
e
chamando
todas
as
pes
soas
incertas
que
se
julgarem
com
algum
direito
ás
quantias
que
se
acham
deposita
das
na
arca
dos
oríãos,
e no
deposito
pu
blico
da
cidade
de
Guimarães,
que
são as
seguintes:
710$854
rs.=-7$315“-7$b00=«
6$750=-18$600=e
tudo penhorado
ao
exe
cutado
Joseíino
da
Graça,
menor,
e
repre
sentado
por
sua
mãe
Maria
Mendes
da
Gra
ça,
da
freguezia
de
S.
Loureoço
de
Sande,
da
comarca de
Guimarães,
na
execução
que
lhe move
Almeida
à
Pereira,
d’
esia
ci
dade,
e
por
isso
toda a
pessoa
que
se
jul
gar
com algum direito
ás referidas
quan
tias
o
venham
deduzir dentro
d
’aqoelle
praso,
com
a
pena
de
lançamento. (4023)
NOVO
HORÁRIO
Manoel
Rodrigues
Santa
Marinha &
An
tonio
do
Couto
Vinagreiro,
da
cidade
de
Guimarães,
annunciam
ao publico, que
mu
dam
as
suas
carreiras,
que
saem
de
Bra
ga
para
Guimarães,
Amarante, Fafe,
Ar
co e
Cavez
ás 5
e
6
horas
da
manhã,
do
escriptorio
do
bem
conhecido
Ribeiro
Bra
ga,
ficam
saindo
desde
o
dia
6
do
corren
te
mez
de
maio,
ás
41[2
e
5
horas
da
manhã.
s
N
s
8)
8
-c: 5?
AGRADECIMENTOS
Braga
3
de
maio
de
1876.
A
rogo
dos
annunciantes
(4024)
Ribeiro
Braga.
Rio
de
Janeiro e Dahia
Tomão-se
cargas para os navios
de
vélla
Alves,
e Feliz Ventaira
a
sahirem
com
toda
a brevidade.
Trata-se
em
Braga
com Ricardo Ma-
Ibeiro Dias.
Também
se
tomão
passageiros
e
carga
para
um
paquete
Inglez,
a
tratar
com
a
mesma
pessoa.
(4021)
'iRliÊMÃTÃCÃir
o
Por este juizo
e
cartario
do
escrivão
Freitas, se
tem
de
proceder
no
dia
7
do
corrente
mez
de
maio,
pelas
9
horas
da
manhã
no
tribunal
judicial,
no
largo
de
Santo
Agostinho
d
’
esta
mesma,
a
arrema
tação
de
todas as
dividas
activas
do
falle-
cido
Manoel
José
Pereira
Braga
Júnior,
morador
que
foi
da
rua
da
Misericórdia
d
’
es-
ta
mesma,
com
os
abatimentos
da
5.
a
par
te;
e
quando
não
haja
lançador,
com este
abatimento,
então
arrematar-se
hão
n
’
este
mesmo
dia
com
o
abatimento
de
60
p.
c.
na
importância
de
1:824$I15
rs.
com
to
dos
cs abatimentos.
(4025)
s
Ml
1’IIOTiflllÃl’Hll
5
4,
RUA
DOS
CAPELLISTAS,
4
|
"
-
[Vulgo
Fonte da
Carcova)
£
Theophilo
Santiago,
photogra-
J
u
pho,
lira
retratos pelos systemas “
<
mais
modernos
e
aperfeiçoados,
2
8
garantindo
a
perfeição
do
traba-
§
lho,
lodos
os
dias,
das
10
horas
w
g da manhã ás
3
da
tarde,
mesmo
com
os
dias
innevoados.
(3064)
Nova Companhia de Seguros
DOURO
De
Fogo
e Marítimo
Agente
em
Braga—Ricardo
Malheiro
Dias.
Banco
Mercantil,
ou
Largo
de
S.
Miguel
O
Anjo,
n.°
20.
(3090)
ESTANCIA DE MADEIRAS
rsx
Us stó y tóàáài-Uiá
V
M
Manoel
Bento
de
Carvalho,
summamen-
te
grato
a
todos
os
ill.mo3
e
ex.
mos
snrs.
que
o
cumprimentaram
por occasião
do
passamento
de
seu
iunocente
filho
Eduar
do
Latia
de
Carvalho,
e
bem
assim
a to
das
as
pessoas
que
se
dignaram
assistir
ao responso
de
gloria,
na
capella
do
ce-
miltrio publico
d
’
esta cidade,
vem
por
es
te
meio
agradecer-lhes,
na impossibilidade
de
o poder
fazer
pessoalmente,
protestan
do
a
lodos
o
seu
mais
vivo lecouhecimeuto.
Braga 2
de
maio
de
1876.
(4026)
Raimundo
Vicente
Ferreira,
stimma-
mente
grato
a
lodos os
ill.
mos
e
exc.
niOa
snrs. que
o
cumprimentaram
por
occasião
do
fallecimento
de
sua
muito
presada
mãe
D
Leocadia
Maria
Soares
Ferreira,
e
bem
assim
a
todas
pessoas
que
se
dignaram
assis
tir
aos cílicios
fúnebres
e
acompanhar
o
cada
ver
até
ao
cemiterio
pullico
d
’
esta
cidade,
vem
por
este meio
agradecer-lhes,
na
im
possibilidade
de o
poder
fazer
pessoalmen-
le,
protestando
a
lodos
o
seu
mais
vivo
reconhecimento
e
sincera gratidão.
Braga,
28 de
abril
de 1876.
(4014)
FILIAL DA
CAIXA
ICUVOHltA PENHORISTA.
Sociedade
anónima
de
responsabilidada
li
mitada
Capital................ AOOtOOO^OOO
RUA
NOVA
DE
SOUSA,
N.°
9
(Também
com eot.-ada
pela rua
do
Campo)
BRAGA.
Empresta
dinheiro
sobre
ouro,
prata,
joias, papeis
de
credito,
cereaes,
roupas,
moveis,
ferramentas,
e
sobre
todo e
qual
quer
objecto
do
valor
não inferior
a
100
réis.
Recebe
pequenas
quantias
em
deposito
a
praso ou
á
ordem,
abonando
juros
aos
depositantes.
A caixa
está
aberta
todos
os
dias
des
de
as
9
horas
da
manhã
até ás 9 da
noite,
e
nos dias
santificados
estará
aberta
só
até
ao
meio dia.
O
gerente
A.
G.
Ferreirinha.
Vende-se
a
casa
e
quinta
deno
minada
—
Casa
Nova—na
fregue
zia d’Adaufe.
Trata-se
com Ber
nardo
José
Vieira
da
Cruz,
roa
do Sou
to,
n.°
16.
(4022)
A
Companhia
Edificadora
e
Industrial
Bracarense
tem
á venda no seu
armazém,
situado
na
Nova
Praça
da
Feira
do
Ga
do
(lado
Occidental)
grande
porção
de
boa
madeira
de
castanho,
bitólla,
forro
e
meio
e couçoeiras,
por
preços
commodos.
Espera
brevemente
utn carregamento
de
Flandres
e
Riga,
de
variada
qualidade
e preço.
Toda e
qualquer
requisição
deve
ser
dirigida
ao
escriptorio
da
Companhia,
cam
po
de
Sanl
’
Anna,
71.
(
’
4019)
No
Pico
de
Regalados
Vende-se
um
campo
no
Pico, que
foi
do Ligeiro,
podendo
ficar
parte
do
dinhei
ro
na
mão
do
comprador,
senão
poder
pa
gar
todo.
Justa-se
com
Antonio Louren-
ço,
d
’Arauio
Braga,
rua
de
D.
Pedro
V,
em
Braga.
’
(4015)
S
bhrõ
CIRURGIÃO DENTISTA
APPROVADO
PELA ESCOLA MEDICO CIRÚRGI
CA
DO PORTO
Largo do
Barão
de
S.
Martinho,
n.°
5
BRAGA.
Faz
tudo
quanto
diz
respeito
á
sua
arte
e
continúa
operando grátis, pobres
e
soldados.
(3092)
Venda de
propriedades
Na
freguezia
de
S.
João
de
Villa
Chã,
concelho
de
Espozende,
ha
para
vender
umas
terras
lavradias
e
medidas de
milbào
de
praso,
que
tudo
rende
10
carros.
O
encar
regado
de mostrar
todas
estas propriedades
é
Bernardo
Gonçalves
do
Outeiro,
da
dita
freguezia.
E
vende-se
mais
31
medidas
de
milhão
na
freguezia de
8.
Miguel
da
Carreira,
concelho de Barcellos;
tudo
isto
se
con
trata
com seu
dono
Antonio
Emilio
Fei-
reira
de
Macedo,
da
freguezia
de
Gondtfel-
los
comarca
e
concelho
de Famalicão.
_
________________ _
<4011
)
KEBECA
Vepde-se
uma que
foi
avaliada
de
100 a
150
mil
reis,
e
que
se
vende
por
menos
da
avaliação.
Quem
a
pertender
póde
fal-
lar na rua
de
S.
Marcos,
d
.®
51.
(4012)
VENDA
DE CASAS~~
â
Vende-se uma
casa
feita
de
novo,
sita
na
rua
das
Aguas
n.°91;
po
de-se vèr
desde
as
9
horas
da
ma
nhã,
até
ás 3
da
tarde.
Trala-se
na rua
dos
chãos
n.°
13
(3086)
ÃTTÊNÇ
ã
Õ
No
largo
de D.
Gualdim
n.°
1
casa
de
José
Maria
Torres
Machado
vende-se
milho
branco
a
580, e 550
reis
a
reta
lho,
por junto
á abatimento, pelo
mesmo
preço
se vende
nas casas
do
annuncian-
le
na ponte
de
Prado.
(3087)
O
professor
em artes,
lettras
e
jcien-
cias,
membros
do
clero
e
magistrados,
to
do o
medico,
cirurgião,
dentista
e
artista,
que
desejem obter
o
titulo
e
diploma
de
doutor ou
bacharel
honorário,
pódem
di
rigir-se a
Medicus,
rua
do
Rei,
46, em
Jersey
(Inglaterra).
(3070)
BRAGA
:
TYPOGRAPHIA LUSITANA —
1876.
Parte de Comércio do Minho (O)
