comerciominho_04041876_477.xml
- conteúdo
-
4/
ANNO
1876
FOLHA
COíOERCUL
RELÍGIOS
â
E
HOUCiOSA
NUMERO 477
Assigna-see
yende-se
no
escriptorio do
eiiitob
e
proprietário
José
Maria
Dias
da Costa,
rua
Nova
n.°
3E,
para
onde
deve
ger
dirigida
todas
correspondência
franca
de
porte.=As
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas
;
assim
como
as
correspondên
cias
de interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
anno
1^600
rs.=Semestre 850
rs.^Provín
cias,
anno
2^400
rs
e
sendo
duas
4&00Q
rs.-^Semestre
1^256
rs.=/?ruzi/,
anno
3^600
rs.=Semestre
1&900
rs.
moeda
forte,
ou
8&000
reis
e
4&500
reis
moeda
fraca.=Annuncios
por
linha
20rs., repetição
10
rs.
Para os
assignantes 10 e/#
d
’abatimenlo.
ISRAftA
—■
TERÇA-^EIKA
£
BE
ABRIL
Já
tarde,
e
depois
de
impresso
o n.°
antecedente
do
nosso
jornal,
é
que
pudé-
mos
lêr
o
Jornal
do
Minho
do
dia
31,
no
qual
o
nosso
delicadíssimo
e
amavel
col
lega
consigna
cinco
locaes
e
cento
e
qua
rema
e
cinco
linhas
ao
compadre
Com
mercio
do Minho.
Para trabalho
tão
mo
numental
empregou
de
certo
cinco
dos
seu*
numerosos
collaboradores,
a julgar
pela
re
dacção
das
mesmas.
Resaern alli
os
safados
e
horripilantes
nomes feios de
-miguelistas,
carlistas.
reac-
cionarios,
instigadores
dos
maus
liberaes,
etc.
E
’
certo
que
isto
nos
incommoda
im-
mensatnente.
E
querem
os
leitores
saber
quem
é
o
alvo
das
nossas
fustigadelas
?
Diga-o
o
Jornal
do
Minho
:
São
os
que
teem
a
paciência
de
nos
deixarem
escrever
e
viver
no
meio
d’el
les.
E
’
duro,
e
muito
duro.
Ora
vamos
lá,
collega.
Emquanto
aos
tres
primeiros
epithetos
com
que
nos
mimoseia,
diremos
que
o fo
mos,
somos,
e
seremos.
Já
agora,
perro
velho
não
muda.
Emquanto ao
usarmos
da
petina,
para fustigaras demasias
e
im
piedades,
estamos no
nosso
direito
como
cidadão
poriuguez,—
direito
que
pagamos
caro
pelas
contribuições
que'
satisfazemos,
por
certo
bem
maiores
do
que
as
de
mui
tos
escrevinhadores
do
Jornal
do
Minho.
Tem
muita graça
dizerem
esses
escre
vinhadores
que
são
nossos
amigos,
paren
tes e
visinhos,
—
com
quem
tractarnos,
—
que
admittimos
em
nossa
casa,
—
a
quem
apertamos
a
mão,
e
que
ATÉ
NOS SUS
TENTAM
!
Suslenlam-nos
? !
E
’
boa.
Mas
por
cer
to
que
não
é
com
nenhum
osno
á
custa
do
estado:
e
se
o
fôra,
não
ea
mais
do
que
o
cumprimento d
um
dever
sagrado,
que
a
cós
e
aos
nossos
companheiros
d
’um
numeroso
exercito
garantiu
uma
convenção
e
tractado solemne, faz
42
an
nos
para
26
do
proximo
mez.
.Mas
percamos
pouco
tempo
com crean-
ças
.que
só
sabem
dizer
palavras
banaes.
O
Jornal
do
Minho
deu
tento
de
mais
dois
fenomeuos
na redacção
do
Commercio.
Viu-nos a
limper caçarolas
na
cosinha
de
D.
Ca<los,
e
de
braço
dado,
em
amigavel
compadrio,
com
a
Degeneração.
Ura
para
que
se
metem
estes
senho
res
a
fallar
de. caçarolas,
quando
os
ve
lhotes
podem
fazer
sair
d
’ellas
enfarrus
cados
muitos
calavenlos, renegados,
Irai
......
,
e
até
den
............
!
1
Os
escriptores
do
Jornal
do
Minho
es
tão
ainda
muito
verdes. A
nossa
vida
publica
e
particular
não
anda
escondida
em
nenhum
folie,
e
não
receia as
abo-
canhações de
nenhum taréllo. O
nosso
no
me
já
apparece
nas
ordens do dia,
e al-
mauachs,
de
1831 e
1834,
que
se
acham
»as
estantes
das
bibiiolhecas publicas, quan
do
esses
creançolas ainda
estavam
na
mas
sa
dos
impossíveis.
Emquanto
ao
compadrio,
diremos
só
mente:
Damos
um
doce
e
um copo
de
Vinho
áqueile
senhor
que
aífiime
ter-nos
encontrado
em
casa
dos
taes
compadres
fegetieradores,
quando
elle por
lá
andava
a
lamber
os pratos,
ou
aos
cunhos,
co
mo
vulgarmenle se
diz.
Rir-uos-iamos
perdidamente
com
o
der-
r
\f°
do
Jornal
do
Minho,
se
na
quarta
das
vinco
locaes
com
que
elle
nos
honra,
não
Víssemos
expressões
que melindram
a nos
sa
honra
e
as
nossas
crenças,
que muito
presamos.
g
A
ellas
respondemos
do
modo que
se-
Emprasamos
o «Jornal do Mi-
fino»,
na
pessoa de seu proprie
tário,
a que
nos diga franca
e
cathegoricamenteo
que sabe das
Q
íisíú
.» religjiosa na
Hispanha.
(.ConclusãoJ
João
Ignacio,
pela misericórdia
divina
do
titulo
de
Saneia
Maria da Paz
da
san
eia
Egreja
romana
presbytero
Cardeal
Moreno,
Arcebispo de Toledo, primaz
das Hispanhas
chanceller-mór de
Cas-
lella,
capellão-mór
da
real
egreja de Sen
do
Isidoro
da
villa
de Madrid,
cavallei-
ro
Gra>;-Cruz
da
real
e dislincla
ordem
de
Carlos 111
e
da
americana
de
Isabel,
a
Catholica,
commissario
geral
da
San
eia Cruzada,
etc
,
etc.
A
nossos
veneráveis irmãos
Deão
e
Cabi
do
de
nossa
saneia
Egreja
primaz,
ao
Abbade
e
Cabido
da Magistral
de
Alca
lá,
ao
presidente
e
Clero
da real
egre
ja
de
Sãiicto
Isidoro
d’
esta
côrle,
aos
veneráveis
Paroch.s,
ecoiiotuos
e
demais
ecclesiaslicos
da diocese,
e
a
nossos
amados
filhos,
as
religiosas
e
lieis
d
’
um
e
outro
sexo
da
mesma, saúde
e
graça
em
Nosso Senhor Jesus
Chrislo.
Tal
é.
veneráveis
irmãos
e
amados
fi
lhos,
a
carU
que
tivemos
a
subida
hon
ra
de
receber
e
que
em
justa
e
devida
obedienc
a
ao
que
n
’
ella
nos
ordena
Sua
Sanctidade,
uos
apressamos
a
publicar
na
fórma
mais
soiemne
que
nos
é
possível.
Cumprindo
tão
sagrado
dever,
estamos
compietameute
seguros
de
que
ella
será
re
cebida
per
todos
com
o
mais vivo
inte
resse,
com
o
maior
acatamento
e
com
a
mais
profunda
veneração; e esperamos
ao
mesmo
tempo
que
seu
conteúdo
derrama
rá uma
torrente
de
luz,
dissipe
muitas
irevas
em
oiluscadas
inteiligeocias, desva
neça
enganosas
illusões
que
malévolos
es
trangeiros
fomentam
em incautos
e
sim
ples
corações,
e
faça
apparecer
a
verda
de
catholica
com
lodos
os
seus
divinos
resplendores,
para
que
na
legislação,
na
política
e
’
nos
diversos
ramos
da
adminis
tração
publica
occupe
o
logar
que
lhe
to
ca
e
que
hoje
disputam
tenazmente
fu
nestos
iunovadores,
apoiados em falsas
razões
de
estado
e
em
supposlas
ou
exage
radas
couveniencias.
Por
isso
mesmo
vos
encarregamos
que
leiaes
uma
e outra
vez
essa carta
vene
randa.
Não
vos contenteis
com
iel-a
só
vós;
é
necessário
além
d
’isso
que
a façaes
conhecer
a
vossa
familias
e
a
vossos
amigos
persuadidos
de
que
sua
leitura lhes
servi
rá
de
preservativo
coutra
toda
a
sedueção
ou
erro
em
matéria
tão
vital
para
nossa
patria,
como
é
a
construção
legai
de
sua
unidade
religiosa;
e
de
que
enconlratão
u
’
ella
uma
regra
segura a que
deve
sub
jeitar-se
o
catholico
u
’este
pondo
qualquer
que
seja seu
critério
politico
com
que
apre
cie
ou
resolvu
as
demais
questões
que
só
referencias
contidas nalocal epi-
grafada «Trabalho de Hercules»,
publicada
na 3.’ pagina, 3.a co-
lumna
do seu n.° 129, de 31 de
março:
«.... o compadre «Com-
«mercio
do Minho». Pobre com-
«padre
,
tinham-lhe promettido
«um
osso...» etc.
Repetiremos este emprasamen-
to
—
-
e
o
emprasado será tido por
calumniador,
se
a
elle
não res
ponder
precisamente—emquan
to não se nos
disser qual
é o tal
«osso»,
quando o
requeremos, e
em
que
secretaria ou repartição
se
acha a
supplica
do
Braga, 3
d’abril
de
1876.
Proprietário
do
«Commercio
do
Minho
»
‘
JOSÉ
MARIA DIAS DA COSTA.
affectam
aos
interesses
meramente
tenopo-
raes.
Tão
grande
é a
importância
do
dicto
documento!
Por
meio
d
’elle
o saneio
e
immortal
Pontífice
Pio
IX,
julgou
conveniente
nes
tas
circumstancias
levantar
sua
segrada
e
vigorosa
voz
em
dtfeza
da
nossa
unidade
religiosa,
e
para
declarar
como
contrario
e
prejudicial aos
direitos
da
verdade
catbo-
lica
e
da
religião,
bem
como
ao
estipula
do
em
públicos
e
solemnes
tramados,
qual
quer pojeclo que lenda
a
destruir
a
dieta
umdade
e
a
estabeleça
em
Hespanha,
n
’uma ou
n
’outra
forma, a
liberdade
ou
a
tolerância
dos
falsos
cultos.
Ouçam todos
com
docilidade
essa
voz:
ao menos
ouvi-a
vôs,
veneráveis
irmãos
e
amados
filhos,
com
a
devida submissão,
conservando
em
vossos
corações
quando
o
excelso
Pontífice expõe
no dicto augusto
e
memorável
documento.
Considerae-o
um
rico
lhesouro
de
doutrina
baixado de
ceu;
e
ainda
que
um
anjo
quizesse
ensinar-vos
contraria
á
sua
não
o
acrediteis.
Analhe-
matisae-o;
(Gal. I,
8)
fugi
d
’elle
com
hor
ror;
é
anjo
das
irevas,
espito
de
Satanaz.
Este
é
o
proceder que
deve observar
todo
o
catholico,
assim
na
vida
publica
como na
vida
praticular,
sabendo,
como
sa
be,
que
essa doutrina
nol-a ensina
Aquel
le,
que,
em
razão
de
sua
eminente
digni
dade,
é
na
terra, segundo S.
Bernardo,
o
maior
d
’
um
e
outro Testamento.
Um
Abra-
hãr,
um
Melchisedech,
una
Moysés,
um
Aaião,
um
Pedro, um
Jesus Christo /
S
Bem,
lib.
2
de
Consid.,
cap.
8).
Ninguém
como
elle
merece
nosso respeito,
nossa
obdiencia
e
nosso
amor.
Se
não
vède
o
sublime
espetáculo
qne
absorpto,
está
presenceando
o
mundo
n
’
es-
tes
nossos
mesmos
dias.
Observae
essa mul
tidão
de
gente,
essas
caravanas
de
pere
grinos
que
de
iodas
as partes
correm
pres
surosos
a
admirar e
a
consolar
o
romano
Pontífice,
o
immortal
Pio
IX.
Vão
de
ter
ras
longínquas,
como
a
rainha
de
Sabá,
ver
e
ouvir
este
novo
Salomão, inspirar-
se
em
sua
celestial
doutrina, confortar suas
almas.
E
quaudo
vèetn
sua
segunda
pessoa,
ante
a
qual
todos,
até
os
não
crentes,
dobram
quasi
involuntariamente
o
joelho;
quando
ouvem
sua
palavra,
essa
palavra
que
captiva,
allrahe
e
enternece
os
cora
ções,
domiuados
d’
uma
força
irresistível
se
vêern
obrigados
a
exclamar
como
aquel
la
rainha na
presença
do
grande
Rei
de
Israel:
Verus
est
sermo
quem
audivi
in
ter
ra
mea
{lll Reg. X, Ôj
Muitas
coisas
e
muito
boas,
ó
Pontífice,
ouvíramos
de
ti
em
nossos
respectivos
paizes;
tudo
isso
é
a
verdade,
mas
nào
é
a
uietade
do
que
real
mente
sois. Maior é tua
sabedoria,
maio
res
tuas obras
do
que
publica
tua
fama.
Ditosos
os
que
dependem de
lua
divina
auctoridade
e
gostosos
vivem
submetlidos
a
lua
suprema
junsdicção
espiritual!
Bem-
dicto
seja
o Senhor.
Nosso
Deus,
que
ein
bem
da
sociedade,
e
quando
esta
se
acha
no
maior
perigo,
pelo
amor
que sempre
teve
á
Sua
Egreja,
collocou
no
throno
pon
tifício,
e
te’ estabeleceu
como
rei
para
que
faças
equidade
e
justiça!
(111
Reg.
X,
7,
8
e
9]
Repitamos
também
nós,
veneráveis ir
mãos
e
amados
filhos,
com
saneio eothu-
siasmo,
este
cântico
de jubilo,
estes
tão
justos
e
tnere
idos
louvores;
e
inda
quan
do
vos
cen-ure -ou
vos
moteje
com
epi-
theujs
ridículos
a
impiedade
do
nosso
sé
culo
que
tem
a
louca
pretensão
de
dar
li
ções
de
moral
e de
religião
ao mesmo
a
quem
Jesu*
Christo
confiou
o
supremo
e
uifallivel
magistério
d’
essa
moral
e d
’
essa
religião,
estae
sempre
attenlos
ao que vos
disser
nosso
saneio Pontífice.
Amae
o
que
elle
ama,
aborrecei
o
que
elle
aborrece,
coodemuae
o que
elle
condemna. E
no re
lativo
á
grave
questão
religiosa,
que
hoje
eorn
razão
tanto
preoccupa
nossa
querida
Hespanha,
não
vos
separeis
nem
um
apice
do
que com
tanta
eloquência
e
sabedoria
VOS
diz
na
admiravel
carta
que
publi
camos.
Persevemos
na
oração
corno
n
’
el-
la
se
nos
manda,
procurando
que
esta
se
ja
cada
vez
mais
humilde,
fevorosa
e
con
stante.
O
sancto
tempo
da
Quaresma
em
que
nos
achamos
é
muito
a
proposito
para
in
teressar
em uosso
favor o
Deus
d -s mise
ricórdias; mas.
para
isso
se
faz
muito
mis
ter
que
observeis
fiel
e
exatameote
os
pre
ceitos
do jejum,
da abstanc
a,
da
confissão
e
communhao
pessoal.
Cumprindo
vo
sos
deveres
christãos,
conduzindo-vos como
verdadeiros
catholicos,
ah! não
,o
duvideis,
o
Senhor
se
compadecerá
de v'ós,
illumi-
nará
derramará suas
graças sebre os
po
deres
públicos,
para
que
conformando-se
com
a
doutrina
e
sábios
ensinos
da
San
ta
Egreja
e
do
augu.,to
P. i.tifice,
sua
Ca
beça
visível,
resolvam
a
questão religiosa
como
couvem
á
dignidade
e
reclama
o
bem estar
da
nação
catholica
por
excel-
lencia.
E em
teslimunho
do
amor
que
vos
temos
do
intimo
do nosso coração vos
damos
nossa
bênção
em
nome
do
Padre
do
Filho
e
do
Espirito
Sancto.
Em
Nosso
Paço
Arcbioi-copal
de
Ma
drid
aos
19
de
março de
‘
1876.
João
Ig-
nacio, Cardeal
Moreno,
Arcebispo
do
To
ledo.
Por
ordem
de
S.
Em.
a
Rev.
raa
O
Car
deal
Arcebispo, meu senhor.
TIIIAGO
PASTOR
JtJST
Conego
secretario.
Logar
£g
do
sello.
Esta carta
pastoral
será
lida
no
offer-
torio
da
missa
popular
em
todas
as
e"re-
jas
parochiaes
no
dia
festivo
mais
imme-
dialo
á
sua
recepção.
AÍOTECJAS
ESTRAACÍEIRAS.
As
questões
que
mris
chamam
a
atlen-
ção publica na
Hispanha
são a
da
unidade
catholica
e a
do
projeclo da
constituição,
ambas
importantes
e
que
trazem
em
con
stante
perturbação
os
differentes
grupos
li
beraes.
Uíloa
apoiou
no congresso
a
proposta
para
que
os
abusos
eleitoraes
sejam
con
siderados
deliclos
comrnuns.
Espera-se
a
transferencia
de
alguns
capitães
generaes
de
umas
para
outras
ca
pitanias
e
direcções geraes.
Verificaram
se
solemnes
exeqnias
na
egreja
de
S.
Francisco,
suffragatido
as
vi-
ctitnas
da
guerra.
Foram
celebradas
a
expensas
das
se
nhoras
da
Cruz
Roxa.
O
governo
francez
desistiu
da
ideia de
enviar
os
carlislas
internados
para
a
Al-
gerra,
em
consequência
de
residirem
alli
numerosos em-grados
canlonalistas
empre
gados
em
diversos
trabalhos,
e
receiar
que
houvesse
rixas
entre
uns
e
outros.
Aguardando
a
apresentação
e
votação
da
lei
organica
das
municipalidades
fran-
cezas,
o
governo
deseja
conseguir
que
to
dos
os
«maiíes»
sejam
escolhidos
d
’
enlre
os
membros
do
conselho
municipal
da
soa
respectiva
comrnuna.
Os
eleitores
de
Monlaubau
foram
con
vocados
para
eleger
o
seu
deputado no
dia
23
do
mez proximo.
Parece
que
o ministro
da
justiça
co
meçou
já a examinar
os
processos
de
al-
gans
deportados,
para
lhes
ser
concedido
o
indulto.
Suppõe-se
que
a
eleiço
de Rouher
pela
Córsega
será
invalidada.
Apresentar-se-bia
nesse
caso
a
disputar o
mandato,
com
o
apoia
dos
republicanos,
o
príncipe
Nape-
leão.
A
esquerda republicana
reuniu-se no
dia
26
para
tratar
da
lei
dos
maires.
De
pois
de
calorosa
discussão,
a
reunião
di-
cidiu
por
grande
maioria
que
um projec-
to
de
lei
tendente
á
rdvogahao
da
lei
de
1874
sobre
a
nomeação
dos
maires
e ao
restabelecimento
da
lei
de
1871 fosse
apresentado,
com
urgência,
em
nome
da
esquerda
republicana.
O
novo
ministério
italiano
pertence
á
esquerda
reconciliada
com
a
monarchia:
e
compõe-se
de
Deprelis,
presidente
do
con
selho
e
fazenda; Nicotera,
interior;
gene
ral
Mezzacapo,
guerra;
almirante
Brio,
marinha;
Zenardelli, obras
publicas;
Co-
ppino,
instrucção
publica;
Mancini,
com
mercio
e
industria.
Diz-se
que
um
d
’esles
fôra
pago por
Mazzim, para
com
Gallen-
ga,
assassinar
Carlos
Alberto.
O
proximo
consistorio
está
definitiva
mente
marcado
para
o
dia
3
d
’
abril.
Pio
IX
procederá
por
essa
occasião
ás cere-
monias
complementares
da
promoção
dos
arcebispos de
Poseu
e
Rennes
ao
cardi-
nalato,
e
fará
cardeaes,
entre
outros
per
sonagnes,
os
bispos de
Calvi
e
de Viter-
bo,
e o
padre
Fratizelin,
theologo
jesuita,
um dos
redactores
Sytlabus.
Ao
mesmo
tempo
preconizará
alguns
bispos.
ggryMffi.i
.M
........-.1
11
BL.STT3T
E3C
BS.7a.TT
A.
Ave Maria
I
—
Sois
vós,
ó
Maria,
a
lyra sacratíssi
ma
vibrada
pelas
mãos
de
Deus.
Sois
a
pomba
da
innoceocia
que
nos
ceos
presi
de
aos cânticos
dos
archanjos.
O
vosso
nome,
Virgem
Bainha,
é
pronunciado
cora
louvor
pelo
chnstão
em
todps os
ân
gulos
da
terra,
fazendo tremer o
descren
te
filiado
na
impiedade
!
Por
toda
a
par
te
himuos
de
gloria
são
cantados
em
hon
ra
do
vosso
nome,
e
a
essas
saudações
de
jubilo,
que
se
ouvem
entre
os
rugidos
dos
mares
e
as
revoluções
da
terra
repe
te
o
éco
sagrado em
todo
o
universo
—
Ave
Maria
!
—
Formosa
Fiôr
d
’hrael,
pérola
brilhan
te
da
corôa
do
Altíssimo;
a vossa
bel-
lesa
é
tão
grande
como
respeitável
e
pu
ra
é
a
vossa
virgindade.
Bem
brilhante
é
o
sol,
Senhora,
mas
mais
resplandecente
é
a
vossa
face
de
Virgem
Mae.
Bem
bellas
e
fulgentes
são
as
estrelias
que
oscillam
no
firmamento,
mas
encantos
da
mais
ma-
gestade
se encontram em
vós
por sêrdes
toda=C/ieia
de
Graça!
—
Eu
vos
adoro,
qual
outro Gabriel,
arca
sancía da lei
da
graça.
Nos
proprios
infernos
reina
o
terror
quando o
vosso
nome
augusto
é
pronunciado
no
auge
da
desesperação
dos
condemnados,
porque sen
do
vós a
Esposa
immaculada
do
Espirito
Sauclo==O
Senhor
é
comvosco
!
—
Não
ha
nome
de
mais
sanctidade
e
pureza
do
que
o nome
de
Maria,
porque
Maria sois
vós,
Filha
querida
do
Divino
Cordeiro.
Na
maternidade
das
mulheres,
Senhora,
ha
dôres
porque
o
peccado
ori
ginal
não as
isentou
das fraquezas
hu
manas;
em
vós,
Virgem
sagrada
e
me
dianeira
de
Deus, ha heroicidade,
houve
pureza
no
parlo,
e
em
antes
do
parlo,
e
por isso
nas
montanhas
de Bethelem
os
povos
e
reis
se curvam á
vossa
virgin
dade
sandíssima,
brada
a
Egreja
de Chris
to
aos
povos
do
universo
inteiro=Z?emrfi-
cta
sois
vós
entre
as
mulheres
!
—
Deus
seja
comvosco
bella
rosa
de
•
Jericó. No
meio
das
excruciações
da
des
graça,
o
vosso
nome
encontra
sempre
éco
no
coração
do
mártir,
por
sêrdes
a
Mãe
de
Deus
e
dos
homens.
Sois vós,
senho
ra, a
Mulher
forte que
mostrastes
com
inabalavel
firmeza
a
vossa
heroicidade ao
la
io
da
Cruz
do
Golgotha.
Desde
a
vossa
fugida
para o
Egyplo
até
ás
dôres
que
sof-
frestes,
quando
vistes
incerrar
o
corpo
do
vosso
Filho
Innocente
no
sepulcro
de
Ni-
codemos
ensinastes
ao
mundo o amor
que
lodos
devemos ter
a
vós Senhora, a
quem
o
archanjo da
embaixada
se referiu
dizen-
do=-
Bemdiclo
é
o
fruclo
do
vosso
ventre
!
—
Foi
o
Redemptor
dos
homens
o
vos
so
Filho
unigénito.
Salvè, ó
Alaria,
Mãe
dos
justos
e
peccadores.
Os
habitantes
do
orbe catholico vos
saudara
reverentes
co
mo
Esposa
casta
do
Espirito
Saneio
e
Mãe
Immaculada
de Christo.
As
gerações
e
os
séculos
vos
acclamarara augusta
Padroeira
de
Portugal,
e por
isso
como
portuguez
e
christão
eu
vos
adoro
lambem
como
Mãe
de=Jesws.=
Manuel
Bernardino.
«Borboletas.
GAZETILHA
Lagisperenue.
—
Expõe-se
hoje
na
egreja
de
S.
Pedro
de
Maximinos,
e
na
quinta-feira ua
egreja
dos
Congregados.
Procissão
de
Passos.—
Foi
feita
com
toda a
pompa
esta
imponente procis
são,
qoe
no
domingo
se
fez
n’
esta
cidade.
Em
seguida ao
guião
e Senalus
ia a
irmandade
de
Santa
Cruz,
composta por
grande
numero
de irmãos,
e
depois a com-
mitoidade do
seminário
de
S.
Pedro,
le
vando
á frente
a
cruz.
Antes
e depois
d»
andor
onde
era
con
duzida
a
veneranda
Imagem do Bom
Jesus
dos
Passos
iam
muitos
anginhos
com
os
emblemas da
Paixão.
Junto
do
palio ia
o
ex.
rao
snr. arce
bispo
coadjutor,
e
depois
o
snr.
provedor
Barata.
Fechava o
préstito
o regimento
de
in-
fanteria 8, precedido
da
banda
respectiva.
Era
numerosíssimo
o
povo
que
enchia
as ruas
do
transito da
procissão,
a
maior
parte
do
qual
vindo
das
aldeias
circum-
visinhas,
e
do
Porto.
lEeeting
no
Porto.—
Segundo
um
telegramma
publicado
n
’
um
jornal d’
esta
cidade, a
opposição
histórica do
Porto
de
sistiu
do
meeling
que
alli
tencionava
rea
lisar.
PuKHog.
—
Achavam-se
ante-hontem
lindamente
decorados
todos os
Passos
Nos
do
campo
de
S. Thiago
e
no da
Porta Nova
houve
no
sabbado
Miserere
a
instrumental,
sendo
no
ultimo
desempe
nhado
inagistralmente
pela
capella
do
sur.
Luiz
Baptista
da
Silva.
As
via
sacras
começaram
á
meia
noite
de sabbado,
e
prolongaram-se
por
todo o
dia
de
domingo.
Meeting ena Viila
Real.—
Segundo
consta,
realisou se
no domingo
2,
em
Viila
Real,
o
meeling
annunciado.
Con
correram
ao
mesmo
cerca de
700 pessoas,
na
sua
maioria
trabalhadores
e
gente
das
freguezias
ruraes,
acompanhada
de
mu
sicas.
O
conde
de
Viila
Real
não
appareceu
ao
meeling.
lima anedoeta de tempo de
Henrique
iv.—
Uma
dama da
corte
foi
um dia
queixar-se
de
seu
marido
ao
monarcha.
—
Até
me bate,
disse
ella
chorando.
—
Não
tenho
nada
com
isso,
respondeu
o
rei.
—Oh!
mas
não
disse
tudo
ainda,
tor
nou
a
queixosa,
elle, o
pérfido
conspira
contra
vossa
magestade.
—
Ah
!
então
é
outra
coisa
! replicou
o
rei
!...
A
senhora
nâo
lera
nada
com
isso
1
Noticias agrícolas.—
Diz um
jornal
de
Valença
que
os camponezes
já
vão
dando a
primeira
lavra
ás
terras de
se
queiro
para
milho
temporão,
e
continuam
a
plantar
os
batataes
serodios.
Os
trigos
e
centeios
estão
bons;
mas
estão
ruins
os linhos
moutiscos.
De
pas
tagens
e
forragens
para
os
gados
ha
bas
tante falta.
As
vinhas,
que
se compõem,
na
maior
parte,
de
videiras arrimadas
aos
salguei
ros
e maceiras
plantadas
em
volta
dos
campos, começam a
abrolhar,
o
que
n/ou-
tros
annos
acontecia
mais
cedo: a
tempe
ratura
do
inverno passado
produziu
este
atraso
na
vegetação;
mas
é
de
bom
signal;
porque, como
diz
o
proverbio:
Saison
lardive
ne
fui
jamais
oisive.
Até
as
aves
viajantes
tiveram
este
anno
seu atraso;
pois
costumando
a
poupa
ouvir-se
aqui
por
fins
de
fevereiro,
por
ora
ainda
cá
não
appareceu.
Angínho.
—
Falleceu
ante-hontem
o
innocente
Jorge
Pimeotel,
filho
do
ex.
mo
snr.
Jeronymo
da
Cunha
Pimentel,
depu
tado
por
Barcellos.
Foi
hontem
conduzido
para
o
cemi
tério,
na
capella
do
qual
teve
responsos
de
Gloria,
pelas
5
horas da
tarde.
Outro.
—
No
sabbado
passado
houve
na
real capella
da Misericórdia
uma
mis
sa,
a
grande
instrumental,
por
uma
filhi-
nha
de
7
annos
de
edade,
do
snr.
Anlo
nio
José
da Silva
Mello,
o
cadaver
da
qual
foi
em
seguida
apparatosamente
levado pa
ra
o
cemilerio.
Os paes
da
finada
enviaram-nos os
se
guintes
saudosos versos
:
A
nossa
chorada
filhinha, Lucinda
Matildes
da
Silva
Mello.
Velou-te
alfim
da
morte
o negro
manto
!
Solven-te
Deus
o fio da
existência
!
Voaste
para
o
ceo!,,. Nós
adoramos
A
sempre
terna
e
sabia
Providencia
!
Os
anjos
te
acenaram,
e pressurosa,
Fugiste
ás
seducções
que
o
mundo
encerra
:
Porém
oh
!
que
saudade
tão
pungente
Tua
morte
nos
legou
aqui
na
terra
!
Não
poude retrahir-te
ao
duro
golpe
O affeclo paternal
que
em
nós
ardia
!
Mas
ah!
perdão,
Senhor... que
a
morte
é
vida
Se
Vós
fazeis
brilhar
o
eterno
dia
I
E
cremos
que assim
foi.
Pois da
inno-
ceucia
Não
sois
o
Pae
bondoso, o
terno Amigo?
E
a
fé diz'que
a
innocencia,
irmã
dos
anjos,
Encontra
em
Vós
ternura
e
doce
abrigo.
Lucinda
!
se
hoje
lúcida já
vives
Na
patria divinal
com
teu
Jesus,
Alcança
para
nós
que
o
golpe
extremo
Nos
colha estanciando
aos
pés
da
cruz.
Não
canses de
pedir,
ó
filha,
exora
A’
Fonte
perennal do
eterno
Amor
Que
ahi
nos
seja dado,
após
a
morte.
Cantar
hymnos
de
gloria
era
seu
louvor!
Braga,
3
de
abril
de 1876.
Teus
saudosos
paes.
Representação.
—
Subiu
ao
governo
uma representação
da
camara
municipal
de
Monsão,
districlo
de
Vianna
do
Cas-
tello,
renovando
o
pedido
feito
em
tem
po para
que
se
mande
proceder
aos
es
tudos
e
seja
decretado
o
prolongamento
da
linha
lerrea
do
Minho
até
Brejos,
a
cin
co
kilomelros
proximamente
d
’
aquella
vil-
la.
A
mesma camara
pede
também
para
qoe,
no
caso
de
se
decidir
que
o
en
troncamento
das linhas
portugueza
e
his-
panhola
seja
em
frente
de
Valença,
se
man
de
proceder
á
construcção
de
um
ramal,
ainda
mesmo
que
seja de
via
reduzida,
que
se
estenda
até
Melgaço,
podendo
mais
tarde
continuar
até
á
região
de
Chaves.
Subseripção.
—
Tem
continuado
a
da
reconslrncção
da
capella de S.
Victor
o-Ve
lho .
Custodio
Machado..............................
6$000
Francisco
José
de
Freitas
Braga 4$500
Manoel
José
de Miranda . . .
4$500
João
Francisco da
Silva
Braga.
4$500
Manuel
Rodrigues
Vianna.
.
.
4$500
Anlonio
Lourenço
d
’Araujo Braga. 4$500
José
Maria
Ribeiro
Júnior.
.
.
4$500
Antonio
Bapiisla
Gonçalves
.
.
4$5'>O
Carlos
Antonio
Ribeiro. .
.
.
4$500
João
Lourenço
Cerqueira.
.
.
4$500
José
Maria
cTOliveira
deu
duas
traves
de castanho,
Constantino
Vieira
de
Cas
tro,
Manuel
Gomes
da
Silva
Mattos,
Cons-
lantino
José da
Silva,
deu
cada
um
a
sua
trave,
Antonio
d
’
Araujo
Vasconcellos
■
Feio
deu
também
duas.
Continua
abarta
a
sobscripção.
Nnufragio.
—
Em
30
do
passado
es
crevem
de Caminha ao
Commercio do
Por
to»
:
Seriam 2
horas
e
meia
da
tarde
nau
fragou
já dentro
da
barra
do
norte
d
’
este
porto
a
barra
ingleza
«Bnlliatil»,
capitão
Ruberto W.
Whyte,
com
12
tripulantes,
e
mais
a
consorte
e
orna
filhinha
do capi
tão,
qoe
todos
se
salvaram,
suas
equipa
gens
e
alguns
utensílios
do
navio.
Media
303
toneladas,
e
pertencia
á
pra
ça
de
Liverpool ;
vinha
do
Havre
de
Gra-
ce
com
destino
ao
Rio
Acha (America
do
Sul)
em
lastro
e
fazendas
diversas,
como
fato
feito,
calçado,
vinho, garrafões,
etc.
O
navio
velejou
por
algum
tempo
em
frente
d’
este
porto;
porém
como
se
achas
se
com
grande quantidade
de agua
no
po
rão,
augnientando
de
cada
vez
mais,
sem
lhe
poderem dar vencimento,
metteu
proa
á
barra,
e entrou,
como
se
viesse
politado
com prático;
logo
porém
pegou
em
«ecco,
não
pôde
safar,
e
abordou
a
um
lado.
Fehzmente
o mar
estava
bom,
e a
não
ser
assim,
a
gente
teria
perecido.
Hoje o
mar
continúa
bom,
e
já se
sal
vou
o
valor
de
400
a
500^000
réis;
po
rém
cessaram
os
trabalhos,
porque estan
do
a
encher
a
maré,
o
mar não deixa
atra
car
ao
navio.
Continuará
pois
nos dias
seguintes
o
mesmo
serviço,
se
o
mar
consentir
;
mas
também
muitas
cousas virão
parar
ás
nos
sas
praias,
como
outras
irão
ás
de
Galliza,
para
onde
me
consta,
se
pediram
provi
dencias,
para
se arrecadar
o
que
fôr
appa-
recendo.
Uoeumento
importante,—
Os
de
putados e
senadores
da
republica
do
Equador,
dirigiram
ao
Santo
Padre
o
seguinte
docu
mento,
em
que mostram
o
seu
espirito
chris
tão.
A
SUA
SANTIDADE
PIO
IX
O corpo,
legislativo
da
republica
doEquador
Os
senadores
e
deputados
da republi
ca
do
Equador abaixo
assignados
tiveram
de começar os
seus
trabalhos sob
a im
pressão
da
mais
amarga dor,
sendo
o
seu
primeiro
acto
o
de honrar e
bem
dizer
a
memória
do
grande
magistrado
catholico
que
foi roubado á
patria
pela
impiedade
e
pelo
crime.
Hoje
que
vamos
fechar
os
nos
sos
trabalhos,
devemos
mostrar-nos
dignos
successores
da
grande
escola
política,
moral
e
religiosa
que
fundou
e
arreigou
entre
nós
o grande
genio
do
illustre
Garcia More
no.
Nós
somos
catholicos,
apostolicos
roma
nos. Reconhecemo-vos
como
Vigário
de
Jesus
Christo,
e
unico chefe
infallivel
da
unica
e verdadeira
Egreja.
Tal
é
nossa
fé,
e
nós
queremos
que
todos
os
nossos
actos,
quer
na
vida
privada,
como na
publica,
não
sejam
em
nada
contrários
a
esta
fé.
Nossos
princípios
políticos
terão
sem
pre
por
base
a doutrina
catholica,
na
qual
está encarnada
a
eterna
verdade, e
a
eter
na
justiça,
e
que é
a
unicaorigem
do
pro
gresso
dos
povos
e
por
o
qual só
podemos
esperarum
solido
futuro.
Nós
queremos
ser
livres,
mas
com
a
liberdade
de
Deus.
Queremos
que
nossas
leis
sejam
confor
mes
com
as
leis
do
Evangelho,
que
o
nosso
progresso
material
não
exclua
o
progres
so
dos
bons costumes, que nossa
felici
dade terrestre
nos
não
faça esquecer de
buscar
com
zelo as
felicidades
do céo.
O
diluvio
das
más
ideias,
da
iniquidade
e
da
impiedade,
grassam
e
se
espalham
por
todo
a
terra;
Garcia
Moreno,
esse
ho
mem
providencial,
é
juslamenle reconhe
cido
e proclamado
pela
opinião
imparcial
da
Europa
e
da
America
como
um
gran
de
genio,
porque
o
empregou
com
todas
as
suas
forças
para
proteger
o Equador con
tra
essa calamidade.
Ah
!
hoje
porém,
esse
infatigável
e
sublime
obreiro
do
bem.
desa
pareceu,
e
quem
sabe se
as
aguas
d
’
esse
diluvio
não
invadirão
de
longe
nossa des
graçada
patria
?
Antes
do
6
d
’agosto,
nós
viamos
atravez
d
’uma
luz
brilhante,
o
fu
turo
da
nossa
republica;
mas
o
sangue
der
ramado
n
’
esse
dia
execravel
a
eclipsou,
e
hoje
só
aparecem
funestas
sombras,
Comtudo
nós
lemos
a
esperança, a gran
de
esperança
de
que
o
céo
não
consenti
rá
que
essa calamidade
suscitada
pelo
in
ferno
seja
fatal
a causa
da
Cruz.
As
trevas
passarão,
o
império
dos
maus será
destruí
do,
e póde ser
que
elle
nunca
se
possa
estabelecer
entre
nós.
Esperamos
que
o
sangue
do
martyr
não
fosse
esteril,
e
que
seu
espirito
junto
aos
pés
do throno
de
Deus,
implore
e
obtenha
a
felicidade
para
os
equatorienses.
Nada
é
impossível.
Assim
nós
fortalecidos
com
esta
confiança,
não
cessaremos
de espalhar
gradualmente
os
ele
mentos
da
moral e
do
verdadeiro
progres
so
derramado
entre
o
povo
eqnatorense,
mudando favoravelmente
as
condições
do
seu
futuro.
Sim,
Santissimo
Padre,
nossa
confian
ça
cresce,
dizemos
ainda,
sabendo
que nos
não recusareis
nunca
a
Vossa
bênção,
e
que
não
cessareis
de
nos
reconhecer
como
filhos
os
mais
submissos
da
Egreja.
Dignai-vos,
pois,
nós
vos
suplicamos,
abençoar
este
povo
que
se
gloria
da
sua
fé
e
de
se
dizer
vosso
:
abençoae
o
novo
magistrado
que
o
vae governar, atirn de
que
como
catholico
sincero
e
patriota
ardente,
atraia
a admiração dos
equatorenses
como
obteve
a
grande
maioria
de
seus
votos,
pa
ra
podermos
chegar
a
um
bom
futuro;
em
fim, abençoae-nos,
hoje
que
nós dei
xamos
a legislatura para
voltarmos
ao
ceio
de nossas
famílias.
15
de
dezembro
de
1875.
(Seguem-se
as
assignaluras)
Crisma.—
S. Exc.a
o
snr.
Arcebispo
coadjutor
mandou
publicar
a
portaria
seguin
te
:
Não
sendo possível abrir
já
a
visita
pastoral
n
’
esta
diocese,
como
é
nosso
im-
preterivel
dever
e
muito
sincero
desejo
;
mas
querendo
ao menos
fazer
o
que
é
com
patível
com as
circumstancias
pjspeciaes,
em
que
Nos
achamos;
Havemos
por
bem
declarar,
que
temos
deliberado
administrar
o
Sacramento
da
Confirmação
em
algumas
das
egrejas da
cidade e
seus
arrabaldes
pe
la
ordem
e
maneira
seguinte
:
No
dia
23
do
proximo
mez
d
’
Abril,
na
egreja
parochial
de S.
Victor,
aos
fieis
das
freguezias
da
cidade.
No dia
30
do
mesmo
mez,
na
egreja
do
Bom Jesus
do
Monte,
aos
fieis das
fre*
guezias de Espinho,
Este
(S.
Mamede,)
Es
te
(S.
Pedro,)
Fraião,
Gualtar,
Lainaçães,
Nogueira
e Arcos,
Nogueiró,
Pedralva,
Sobreposta
e
Tenões.
No
dia
7
de
Maio,
na
egreja
parochial
de
S.
Jeronymo de
Real, aos
fieis d
’aquel-
la
freguezia
e
das
freguezias
de
S.
Martinho
de Dume,
Frossos,
S.
Paio
de
Merelim,
S.
Pedro
de
Merelim,
Mire
de
Tibães,
Pa-
dim
da
Graça,
Panoias,
Parada
e
Semelhe.
No dia 14,
na
egreja
parochial
de
San
ta
Maria
de
Sequeira,
ou
em S.
Bartholomeu
de
Tadim,
aos
fieis d
’
aquella
freguezia
e
das
freguezias
d
’
Avellpda,
Arentim, Cabreiros,
Cunha,
S.
Julião
de
Passos,
Priscos,
Rui-
lhe,
Tadim
e
Fradellos
e
Villaça.
No
dia 21,
na egreja
de
S.
Salvador
de
Figueiredo,
aos
fieis
d’aqnella
freguezia
e
das
freguezias
de
Celleirós,
Escudeiros,
Esporões,
Ferreiros,
Guisande, Lamas,
Lornar,
Morreira,
S.
Pedro
d
’Oliveira,
San
to
Eslevam
de
Penso,
S.
Vicente
de
Pen
so,
Tebosa,
Trandeiras
e
Vimieiro.
No
'dia
28,
na
egreja
de
Santa
Maria
d
’Adaufe,
aos
fieis
d
’
aquella
freguezia,
e
das freguezias
de
Crespos,
Santa
Lucrecia,
Navarra,
Palmeira e
Pousada.
No
dia
4
de
Junho,
ha
egreja
de
Santa
Maria
do
Populo
em
Braga.
O
Sacramento
da
Confirmação será
por
Nós
administrado
pelo
mesmo
modo
que
seguimos
no
proximo
passado
anno
de
4875.
Paço
Archiepiscopal
de
Braga,
28
de
Março
de
1876.
Congelho
«le dHgtrieto. —
O
con
selho de
districlo
na
sua
sessão
de
22
de
março
ultimo
tomou
as
seguintes
resolu
ções
:
Approvou
a
deliberação
da camara
de
Barcellos
ácerca
da
conslrucção
do cemi
tério publico
d
’aquella
villa.
—
Confirmou
os aforamentos
feitos
pela
camara
de
Villa
Nova
de Famalicão
a
João
Domingues
Calharino
e
Miguel
José
d
’
Arau
jo,
da
freguezia
de
Gondifellos
e
a
José
de Castro Thurino,
da
freguezia
de
Joanne.
—
Foi
de
parecer
que
fossem
approva-
dos
os orçamentos
das
seguintes
corpora
ções
relativos
ao
actual anno
economico de
1875-1876
:
No
concelho
de
Barcellos
—
Da asso
ciação
de Nossa
Senhora
das
Neves,
da
freguezia
de
Viatodos
;
da Senhora do
Ro
sário,
das freguezias
do
Abbade
do
Neiva
e
Christello
; da
Senhora
da
Piedade,
da
freguezia
de
Sequiade.
—
No
concelho
d
’Espozende
—
Do
San
tíssimo
Sacramento,
d
’
aquel!a
villa.
—
No
concelho
de
Guimarães —Do
San
tíssimo
Sacramento,
da
freguezia
de
Santo
Estevão
de
Brileiros
;
de
Santo
Eloy
Almas
e
Senhora
do
Soccorro,
da
freguezia
de
S.
Sebastião
; Senhor
da
Agonia
Santa Cruz,
da
freguezia
d
’
Uliveira
;
Senhora
do
Rosa-
rio,
da freguezia
de
Santo
Thirso
de
Prasins.
—
No
concelho
de
Terras
de
Bouro
—
Do
Santíssimo
Sacramento,
Santo
Antonio
e
Santa
Eufemia,
da
freguezia
de
Souto.
Serões
ssomaintieos. —
Recebemos
o fasciculo
n.°
7
do interessante
romance
Os
Desherdados,
que
a
empresa dos
Serões
Românticos
anda-
a
editorar.
A
iKorholeta. —
Publicou-se
O
n.°
4
da
Borboleta,
semanario
de
lilteratura
diri
gido pelo
snr.
Dias
Freitas.
Este
numero
contém
:
—Sem titulo (con
tinuação)
por
D.
Elisa
de
A***
:
Delírio,
por
D.
Profetina
de
Telles
Barbosa
:
Poesia
oriental,
pelo
dr.
Pereira-Cal
las:
Ecce
Ilomo,
pelo
dr.
Alberto
Cruz :
A
mulher
e
o
diabo,
por
F.
Sarmento
:
Ao
exm."
dr.
José
Joa
quim da
Silva
Pereira-Caldas,
por Correia
Júnior
:
Catania
(conclusão)
:
Poetas
(II),
por Gastão
de
Tavora.
Ave
Maria,
por
Ma
noel B>rnardino
:
Rimas
(II),
por
IvoJaco-
me
: Solidões
: Flores da
Barca,
por
S.
C.
:
Amor
conjugal, por
S.
M.
:
Honlem,
por
Alberto
Malheiro
:
O
livro
e a
dama
:
Spes
única,
por
F.
de
Menezes
:
Dito
senten-
cioso
:
Impressões
d.
’
uma
noite,
por
A.
S.
:
Expediente.
SuonçgeviíSatle.
—Falleceu
ha
dias
em
Guimarães,
no
asylo dos entrevados
da
or
dem T-rceira de
S.
Domingos
um indivíduo
que
contava
idade
superior
a
100
annos
—Na
freguezia das
Agoas
virtuosas
fal
leceu
no dia
22
de
fevereiro
(indo
uma
mulher
que
contava
126 annos de
edade;
e
no completo
gozo
das
suas
faculdades
!
CSceorreneia
pnlicinl. —
No
dia
24
deu
entrada
nas
cadeias
d
’
esta
cidade,
An
na
Thcresa,
solteira,
da
rua
dos
Congrega
dos,
por
suspeitas
de
ter
abandonado
um
recem
nascido,
no
pateo
du’tna
habitação
do
campo
de
SanfAnna.
A
creança
foi
recolhida
no
Hospício
dos
expostos,
por
ordem
do
digníssimo
admi
nistrador
do
concelho.
Boença.
—
Acha-se
ha
dias
encom-
modado
e
de
cama
o
nosso
amigo
o dis-
tinclissimo
advogado,
o
exm?
snr.
dr.
lento
Antonio
d’
Oliveira
Cardoso,
de
Gui
marães.
’
Fazemos
votos
pelo prompto restabe-
ecimento.
A
’
enridnde publica.—
Imploramos
a
caridade
publica
para uma
infeliz mu
lher,
que
se
acha
cora uma
doença
que
a
impossibilita
de
prover
á
sua
subsistência
e
muito avançada
etn annos.
Mora
na
Tra
vessa
de
S.
Vicente, n.°
4.
EXPEBIESTE
19A
AOJSSSTISTKA-
ÇÃO.
Rogamos
a
todos
os nossos
assignan
tes
em
divida
de
suas
assignaturas,
o
fa
vor de
mandarem
o
quanto
ames
salisfa-
zel-as,
pois
com o
atraso
em
que
alguns
se
acham
nos
causam grandes
enbaraços,
aquelles
aonde
não
temos
corresponden
tes,
podem
fazel-o
por
meio
de
casas
ban
carias
ou
vales
do
correio.
Os
nossos
correspondentes nas
seguin
tes
localidades
são
:
Lisboa,
o
revd.
0
snr.
José Feliciano
Coelho
dos
Reis—
Hospício
do
Sacramento.
Porto,
o
snr.
José Carlos
das
Neves
—
rua
das
Flores.
Vianna do
Castello,
o
snr.
Francisco
José d
’
Araujo
Júnior.
Guimarães,
o snr.
José
Antonio
Tei
xeira
de
Freitas
—
Livraria
Internacional,
a
S.
Damaso.
Covilhã,
o
snr.
Luiz
Antonio
de Car
valho.
Todos
estes snrs.
estão
munidos
de
recibos
devidamente
assignados.
SAÚDE
i
TODOS
sem medicina,
pur
gantes
nem despezas
com
o
uso
da
delicio
sa
fariuha
de
saúde,
DE
BARRY
de
Londres.
tsrsnoa
dPinvariavel auecesso
4
Qualquer
doente
acha
por
meio
da
deliciosa Bevalesciére,
saude,
energia,
ap-
petite,
boa
digestão
e
bom soinno.
Cora
as
iodegestões
(dispepsia)
gastricas,
gas
tralgias,
flegmas,
arrotos,
ventos, flatos,
amargôr
na
bocca,
piluitas,
nauscas,
vó
mitos,
irritação
intestinal,
diarrea, disente
ria, collicas,
aslhma,
falta
de
respiração,
oppressão,
congestões,
mal
aos
nervos,
diabethe,
debilidades,
todas as
desordens
no
peito,
na
garganta,
do
alilo,
das
bron-
cbites,
da
bexiga,
do figado,
dos rins,
dos
Intestinos,
da
mucosa,
do
cerebro
e
do
sangue
:
75:000
curas
entre
as
quaes con
tam-se
a do
duque
de
Pluskow
e
da
ex.
ma
snr.a
marqueza
de
Bréhan,
do
doutor
Manuel
Saeus
de
Tejada da
universidade
de Corjova,
etc.
etc.
Adra,
província
de
Almeria,
(Hispanha),
10
de
outubro
de
1867.
Meu«
senhores:—
Tenho
a
satisfação em
fazer-lhe
scienle
que
minha
filha
com
o
uso
d
’
esta
deliciosa
farinha
chamada
Re-
valeseière ehocolataela,
curou
radi-
calmente
de
uma
erupção
cmanea,
que
lhe
impedia dormir
por
causa
da comixão
insuportável
que
padecia.
—
De
V. S.a
at-
tento
venerador,
P
errin
de
la
H
ittoles
,
ao
Visconsulado
de
França.
Cura
78:421.
(ílerpes)
—
Valença
14
de
setembro
de
1873.
Uma
minha
amiga
que
padecia
havia
muitos
annos de
Herpes,
foi
curada
com-
plelamente
com
a
Revalesciére.
—
J.
B
atl
-
lori
,
fabrica
de
massa,
Praça de
S.
Ca-
tharina,
9.
Cura
56:936.
Ba>r
(Baixo
Reoo)
4
de
junho
de
1862.
Senhor
:
—
A
Revalesciére
tem
feito
na
minha
pessoa uma mudança
maravilhosa,
lendo
readquirido
não sómente
as
minhas
forças,
mas
lambem
parecendo-me
que
es
tou
completamenle
remoçado, tornou-me
o
appetile,
que
desde
muito
tempo
tinha
per
dido,
e
a
oppressão
e
o
pezo
que
padecia
haviam
já
40
annos, já
não
me
atormen
tam.
D
avid
R
dff
,
proprietário.
Seis
vezes
mais
nutritiva do
que
a
car
ne
sem
esquentar,
economisa
cincoenta
vezes
o seu
preço
em
remedios.
—
Preços
fixos
da
venda
por
miudo
em
toda
a
pe
nínsula
:
Em
caixas
de folha
de
lata,
de
1[
i
kilo,
500
; de
l
ji
kilo
800
rs
;
de um kilo,
l$400
reis;
de 2
*/2
kilos,
3$200
reis;
de
6
ki-
os,
6$400
reis,
e
de
12
kilos,
12$000
reis.
Os
biscoitos
da
Revalesciére
que
se
po
dem
comer
a
qualquer
hora,
vendem-se
em
caixas a
800
e
l$400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a saúde é
a
Revafieseière
ehoeulatania;
ella
res-
titue
o
appettite,
digestão, somoo,
energia
as
carnes
duras
ás pessoas,
e
ás
creanças
e mais
fracas,
e
sustenta
dez
vezes
mais
que
a
carne,
e
que
o chocolate
ordinário,
sem
esquentar.
Em
paus,
ou
em
pó
em
caixas
de
folha
de
ala
delO
chavenas, 500
reis
;
de
24
chave
nas,
820
reis;
de
48
chavenas,
l$400
;
de
'
20
chavenas,
3$200
reis,
ou
25
reis
cada
chavena.
BARRY
Dl
BAHBY «fe C.a-
Pla
ce
Vendôme,
26,
Pariz;
77
Regem
Street
uOndres
;
Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharmaceuticos,
droguistas,
mer-
cieiros,
etc.,
das províncias
devem
diri
gir
os
seus
pedidos
ao
deposito
Central
;
snr.
Serzedello
&
C.
a
Largo
do
Corpo
Santo
16,
IGisb&a,
(por
grosso
e miudo);
Carlos
Barreio,
rua
do
Loreto,
28; Bar
rai
&
Irmãos,
rua
Aurea, 12.
Forto,
J.
de
Sousa
Ferreira
<&
Irmão,
rua
da
Ba
nharia
77
;
de
Sequeira
; J.
Pinto
;
Desí-
ré
Rahir;
Coimbra,
V.
Botelho de Vas-
concellos
;
Aveiro,
F.
E.
da
Luz
e Costa,
pharm.;
SSareelSos,
Ramos,
pharm.;
Braga,
Pharmacia
Maia, rua
dos
Chãos.
Jipa à
Irmão,
rua
do
Souto,
Domingos
.
.
V.
Machado,
praça
Municipal.
Figueira,
Antonio
Vieira,
pharm.;
Cluíaurarães
A.
J.
Pereira
Martins,
pharm.
;
Pena-
fiei,
Miranda,
pharm.
;
Ponte do
Lima.
A.
J.
Rodrigues
Barbosa,
pharm.
;
Po
vo»
do
Vnrzim,
P.
Machado
de
Oli
veira,
pharma.
;
Vianna do
Ctastello,
Aflonso
e
Barros,
droguistas;
Viilo
do
Conde,
A.
L.
Maia
Torres,
pharm.
AGRADECIMENTOS
Manuel
José
Pereira
da Cunha
Couto
e
sua
farnilia,
summamente
penhorados
pelas
trovas
de
estima
que
receberam durante
a
sua permanência
em
Braga,
não
poden
do
despedir
se pessoalmente
de todas
as
tessoas
de
sua
amisade,
em
rasão
de
sua
rapida
partida
para
o Rio
de
Janeiro,
o
azem
por
este
meio,
protestando
a
lodos
um
eterno
reconhecimento
e gratidão.
Igoalmente
agradece a todas as exm.
as
snr.
as
e
cavalheiros
que
se
dignaram
acom-
panbal-o até
á
estação
do
caminho
de fer
ro,
e
aos
qne
assistiram
no
Porto
á
sua
partida
para
Lisboa.
(3063)
Domingos
José
Alves
Braga,
D.
Maria
Julia, João
Baplista
Gomes
da Silva,
D.
Maria
do
Carmo,
João
Baplista
Lopes.
João
Japlista
Gomes
Ferreira,
Simão
José
Go
mes Ferreira,
João
Henrique
Pereira
Pi
nheiro,
e
José Cândido
Pereira
Pinheiro
;
não
podendo
agradecer
pessoalmente
a
to
das as
pessoas que
se
dignaram
assistir
ao
funeral
de
sua
chorada
irmã,
cunhada,
sobrinha
e
prima,
que
teve
logar
na
egre-
a
da
Ordem
Terceira
no
dia
26
de
mar
ço
passado,
vem
por
este
meio
agradecer-
lhes
seu
eterno reconhecimento
e
grati
dão.
(3069)
NOVO
HORÁRIO
João
Baplista
da
Portella,
leva
ao
co
nhecimento
do
publico
qoe o
carro
que
sae
da
Portella
para
Braga
ás
6
horas
da
manhã
principia
a
sahir
desde
o
dia
5
do corrente
inclusivè
ás
5
horas da
ma
nhã,
e
chega
a
Braga
ás
8.
Braga
3
de
abril
de
1876.
(3067)
João
Baptisla
Fernandes.
19
—
Rua
do
Carvalhal
—
21
Chitas
largas
a
90
reis,
percaes
a
100
reis,
e
percaes
côr
de
café
e
prelos
com
rodas de
côres que
eram
de 210
rs. a
120 rs.
(3066)
Torquato
Ribeiro
&
C.a
fazem
publico
que
os
seus
carros
que
trazem
de
Braga
para
Guimarães
ás
6
horas
da
manhã
e
2
da tarde,
ficam
sahindo
desde
o
dia
6
de
abril
inclusive
ás
6
horas
da
manhã
e
2
da tarde,
e
de
Guimarães
para
esta
cida
de ás
5
da
manhã e 1 da
tarde.
Os
preços
e
escriptorios
os
já annun-
ciados.
(3068)
DENTISTA
Acha-se
n
’
esta
cidade
domiciliado
no
largo
dos Penedos, n.°
17,
onde
residirá
até
ao
dia
15
d
’abril,
o
distincto
dentis
ta
mr.
Germano
Cortes,
habilitado
legal
mente
em
diflerentes
academias
e escolas
d
’
instrucção
superior
da
Europa
e designa-
damenle
pela
Escola
Medico-Cirurgico
do
Porto.
Todas
as
operações
da sua
arte
são
executadas
segundo
os
mais modernos
e
profícuos
processos
da
arte
dentaria,
pos
tos
já
em
pratica
pelos
mais
abalisados
professores
da
Europa
e
da
America
In-
gleza.
Essas
variadas
operações,
taes
como
exlracção
de
dentes
ou
raizes,
limpesa
das
dentaduras,
chumbagem,
orificações.
collo-
cação
de
um
ou
mais
dentes,
até
den
taduras
completas
artificiaes,
qoe
podem
ser
guarnecidas
em ouro
com
esmilte
ou
sem
elle,
ou
com
base
de
cautchou;
—
tle
platina
(ouro
branco)
com
esmalte ou
sem
elle,
ou
com
cautchout;—
de
cautchout
com
rei
de
platina
no
interior;
e
final
mente
de
cautchout.
Serão
executadas com
todos
os
exquisilos
e
primores
da
arte,
conforme
os
últimos
inventos,
e
seus
pre
ços
serão
os
mais
diminutos do
seu
es
tabelecimento
no
Porlo.
Com
relação
ás
curas
das
enfermida
des da
bocca
e
collocação
dos
obturado
res,
seus
preços
serão
convencionaes.
Tem
também
á
venda
elixires
curati
vos
e
preventivos,
calmantes,
opiatas,
pós,
escovas,
etc.
Recebe
das 9 da
manhã
até
ás
7
da
tarde.
Opéra
grátis
aos
pobres.
(3065)
(204)
14
—
RUA
Di£
S.
MARCOS
—14
Papel
e
aprestes
para escriptorio.
Álbuns
para
retratos.
Stereoscopos
—
e vistas.
Perfumarias
de vários
auctores.
Grande
variadade
de
sabonetes.
Chá
de
800,
1$200,
l$300
e
l$80O
reis
cada
439
grammas.
(3062)
EBITAX.
A
camara
do
concelho
d
’
Espozeude,
faz
publico
que no
dia
15
d
’
abril
proximo
futuro,
pelas
11
horas
da
manhã,
terá
logar,
nos
paços
do
concelho,
a
arrema
tação
por
licitação
verbal
das
obras
do
lanço,
da
estrada
municipal n.°
29,
com-
prehendido
entre
as
Almas
do
Amparo
e
a rua
da
Apulia
na extensão
de
1846
ra08,
sendo
a
base
de licitação
a
quantia de
2:050$000
reis.
O projecto
e
condições
estão
patentes
no
Paço do
concelho
todos
os
dias não sanctilicados
desde
as
9
ho
ras
da
manhã
ás
3
da
tarde.
Espozende 24
de
março
de 1876.
O
presidente
da
camara,
(3064)
Delfino
de Miranda.
VENDA
DE
PROPRIEDADES
No
dia
oito do
proximo
abril
pelo
meio
dia
na
casa
numero 29 do Campo
de
D.
Luiz
l.°, tem
de
arremalar-se
as
quinta-
ditas
de
Santo
Adrião,
a
da
Picota,
eada
Ribeira
e
suas
pertenças
sitas nos
subúr
bios
d
’
esta
cidade
e
freguezia
de
S.
La-
zaro;
a
quinta
de
Paços
e
suas
perten
ças,
sita
na freguezia
de
S. Victor
;
e
a
casa
n.°
48
do
campo
de
Sant
’
Anna
; per
tencentes
ao
casal
do
fallecido
exc.
m<
*
Manoel
de
Magalhães
de
Araújo
Pimentel;
e
isto
por
deliberação
da
Commissão
li
quidatária
do
mesmo
casal.
Braga
20
de
Março
de
1876.
Henrique
Freire
de
Andrade
(3048)
Manoel
Luiz
Ferreira
Braga
João
Evangelista
de Sousa
Torres
e
Almeida.
ó
o
MALA
REAL
INGLEZA
S.
Vicente
,
Pernam
buco,
Bahia,
Rio
de
Janei
ro,
Monte
video
e
Buenos-
Ayre
s
Aceitando
também
passa
geiro
s
de
3.
3
clas
se
para
SANTOS
e
RIO
GRANDE
DO
SUL
com
tras
bordo
no
Rio
de
Jane
iro
Este
paquete
da
Companhi
a
ITIala
Real
Inglez
a
sah
irá
de
Lisboa
em
fl-t
<le
Ab
ril.
Para
mais
escl
arecim
entos
diri
jam-s
e
á
Agencia
Centra
l
no
Porto,
rua
dos
Inglez
es,
23
—
o
agente
Guilher
me
C.
Tait,
e
nas
províncias
ás
agenc
ias
e
corre
s
pondências
nas
principaes
cidades
e
villas
.
(V*)
Agente
em
Braga
o
snr.
João
Manoel
da
Silva
Guimarães
,
Bua
do
Souto.
f
arm
aoia
de
HO
GG
,
2,
rue
de
Gast
igl
ione
,
Paris
{Un
ico
prop
rie
tári
o)
.
.
.......
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......
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ger
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et
e.,e
tc
.
S
Agrad
avel
e
facil
de
toma
r.
—
Descon
fiar
das
falsi
ficaçõ
es.
3
Exigir
-se-ha
a
mar
ca
da
Fabr
ica
junt
ó
qu
e
enco
bro
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a
capsul
o
de
cad
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frasco
de
feit
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gul
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,
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Ci
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s
nas
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Pharm
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em
Lisho
n,
nas
casas
de
B
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,
rua
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Porto,
nas
casas
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vado
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Parte de Comércio do Minho (O)
