comerciominho_04011876_440.xml
- conteúdo
-
ÁS
TERÇAS, QUINTAS
E
SABBADOS
l»E
Londres,
11
de
dezembro de
1875.
Noticias
d’-EiBjíaaslBa
Dura
15
de
dezembro
SARAIVA
Apostolo
bo
Brazil.)
Londres,
6
de
deteuibro de
1874
(Continua)
SARAIVA
sejam
aflectados
de por-
Fuluro»
redacçã
Bolonha
reu
sexta-
Santo
prepa-
salvou
linha
nosso
carta
estimem
da
grau-
é
tido
o
is
nao
Varrão
22
de novembro,
1873
emb'»ra
é
mn
ternos
pensa-
em
ma-
missa
O
nosso
collega
da
«Nação»
publico
dias
o
seguinte artigo
:
que
se
contentam
Deus
o
permitia
!
então
não tem
du-
nossos
soccorrcs».
Providencia
divina,
retlitcção
do
«Coaninercio do
Xlinlto».
aiada
hoje
,
ia
terra
!
morte.
que
hajam
catho-
que
possam
e
que
mo
cansa carlisia
;
uma
e
que
por
o
quanto
no mon
de
impio,
de
he-
quem
sabe
!
tal-
que
Carlos
VII
então
soccorrer
a
falia
de
recursos
i
revolução
e
se
não
permitia)
procurar
utn
a
morrer
com
mas
então,
tanto
o
’om
já
será
tarde,
e
por
oqjra
,
não
como
nosso
bom
colle
artigo, ajunta
seguinte,
que
cias,
anno 2*<
rs.=iirazil,
.
ou
10*00(1
r/s
e
5*500
reis
moeda
fraca.=Annuncio.s
por
knh;
20
rs.,
rendição
lôrs.
Para
os
assignantes
20
a
/
9
d
’abatimeuto
A
egreja
e
jazigo
do
nosso
Santo
Antonio
em
Padua.
vez :
haja
entre
nós
pudermos,
mas
causa
carlisia,
catholica,
co-
é
tempo; e
se
parecer
conlra-
’
nosso
campe,
não
é
entre
nós,
inimigos,
porque
ou
Assim
e assim
Assigna-see
vende-se
no
escriptorio
do
editor
e
proprietário
Jost
Alaria
Dias
da
Costa,
rua
Nova n?
3
E,
para
onde
deve
aer
dirigida
todas
correspondência
franca
de
porte.==
As
assi-
gnaturas
são
pagas
uhantadas
;
assim
como
as correspondên
cias
de
interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
P
reços
:
Dra/,
annõljgOOO
rs.=Semestre 850 rs.=.Procm-
8
e
sendo
duas
4*000
rs.=Semestre
1*250
4M00
rs.=Semestre
2*300
rs.
moeda
forte.
que
estrangeiros
lhe
inculca-
ledusir Ponugal
de
nobre
gigante
,
a
despresivel anão
qual
está,
nome honroso
de
nossos
o,
com
um
cava-
que
me
acompa-
mui grande
egre-
■er
a
do
no*so
Santo
íisemos
por
algum
t,
boa parte
dirigida
pois
das
devidas
sair,
já luz-que-
nào
era
aquella
mas
sim
outra
nos
dirigimos,
e
illuminada,
sem
cessar,
nosso gran-
a
egreja,
e
depois
tumu-
O
seguinte
que
vou
referir
não
deixa
rá,
creio,
de
dar
gosto
aos
leitores
do
«Futuro»,
que,
sem
duvida,
apreciam
de-
vidameole
as
glorias
nacionaes
da
nossa
palria;
e
não
é
pequena
gloiia
a
de ter
dado
nascimento
a
um
heroe christãu,
qual
o
nosso
Santo
Antonio,
a quem
tão
notáveis
homenagens
são
prestadas
no
inundo
calholico.
BRlt.l-TEKÇA-FEMEtA.
JAVI.iíU)
a
noite
onda
ouvido
Taumaturgo,
e
descrevo), me
permanecemos
no
nosso
posto, u
queremos
que
as
impaciências
de
nos
tragam
desastres
similhaj/es
Canas.
/
A
prudência
de
Fabio
Míximo
rou
as
victorias
de Scipiãfl.
ella
Roma,
ella
destruiu
Carta/o.
Uuamo-uos
todos,
nãy
haja
entre
nó
divisões,
e
aos
que
en/re
nós
pertende-
rem lançar
a
discórdia; semear a descon-
fiança,
voliemos-lhey
as
costas
dizendo-
lhes :
/
—
Vós
não
soit/legitiraistas
!»
<0
governo
não
cauça em
buscar os
meios
para espalhar
a
divisão
entre
os
legitimislas
;
porque
a
nossa união
o ater
ra,
a
nossa
paciência
o
desconforta.
Quereria
elle,
quando
se nos abrem
os
hoiisontes
da
esperança,
nós
mesmos
os
fossemos
cerrar
com
a
imprudência.
Está
enganado,
não o
consegue.
Ha
muitos
ânuos
temos
soílndo,
temos
visto
cair,
uos
apoz
outros
os
nossos
me
lhores
soldados,
que
todos
cerrando
os
olhos
á
vida
para
se abraçarem
com a
morte,
nos
diziam :
Esperae
!
E
lemos
esperado,
esperaremos ainda,
e
a
nossa esperança
não
é
*ã,
porque
Deus
te
»
abençoado
a nossa
constância.
A
dôr
tem
sido o cadinho
que
nos
tem
purificado,
separando
de
nós
as
es
corias
que
tornavam
o
metal
impuro.
Severas
lições
nos
letn
dado
a
expe-
riencia, mas
d’
ellas
temos aproveitado.
Os
tempos não
leem passado
debalde
e
os
que
nos
julgavam
estacionários
te
mem-nos,
porque
avançamos
parados.
Indifferentes
ás
accusações de muitos,
lembra
ler
visto
este
artigui-
to
copiado
em
papel
portuguez
da
Europa,
bem
que
o
«Apostolo»
do Rio
de
Janeiro
o
haja
publicado
nos princípios
d’
este
an
uo.
Por
isso,
encontrando
agora a
con
comitante
copia
da
minha carta ao
duo
«Apostolo»,
aqui
a
remetto
ao
«Conamer-
cio
do
Minho»,
a
quem
creio
não
preju
dicará
o
dar-lhe
legar
em
suas
columnas.
Como
deixei
noiado,
na
minha
missiva
ao
papel
do
Rio,
creio
que
o
«Futuro»
nunca
chegara
a
receber
a
minha
carta
de
Bolonha,
que
só
lhe
remetli
de Roma
quando
lá
cheguei
nos fins
de
novembro;
ella
aui
vae,
creio
que ainda
hade
haver
algumas
pessoas
ein
Portugal
qu
receber
assim
noticias
auihenlica
de
veneração
em
que ;
nosso
milagroso
Santo,
lustrou em
sua
vida
e
podemos
comprehend
licos
e
legitimislas
queiram
proteger
causa
que
é
a
causa
de
Deu
isso
tem
contra si
tudo
do
ha
de
revolucionário,
retico
e
de
mau ;
mas
vez
que
elles
esperem
esteja
em
Madrid
para
sua
causa,
ou
que
por
elle
não
possa
vencer
veja
obrigado (o
que
Deus
a
abandonar a palria
e
refugio
no
estrangeiro, ot
as
armas
na
mão,
como
n
’
otitro
caso,
isso
digamos
ainda
Uoamo-nos
todos
divisões,
protejamos
sempre
com legalidade,
a
que
é
nossa causa
tanto
mo
legitimista, emquanto
algum
d
’
entre
nós
lôr
de
rio,
que
saia
para fóra
d<
pois
que
o
seu
logar
mas entre
os
nossos
elle
diga
o
contrario
imbecil
ou um
hipócrita
pensado,
assim
pensamos,
remos
sempre.
Transçrevendí
este
«Direito»,
doy/orto,
<
zemos
nosso/
tende
desde
que
este,
farrices
aos
fados,
começar um
movimento
qualquer
sobre um ou
vários
pontos.
Da
sua
parte,
os
co
mm
anil
a
tiles
generae*
se
cundam
optimameote
as
hábeis
disposições
do
príncipe,
que
leem
na
maior
confian
ça,
e
que cercam d’
affeições,
de
estima
e
respeito.
Sob
as
inspirações
do
rei,
cuja
alta
direcção
e
interessante
trabalho hoje
re
conhecem
os
jornaes
e
os
despachos
de
Madrid,
e
com generaes
divisionários
co
mo
o
bravo
Carasa
na Bhcaya, Rodri-
guez
na
Guipuzcoa
e
Ugarte
em
Alm,
o
conde
de
Caserla
está
hoje
apto
'para
contrabalançar pela
íorça
das
armas,
ape
sar
da
inferioridade
do
numero,
os
ge-
neraes
affunsislas Qnesada,
Marlinez
Cam
pos.
Moriones,
Loma,
Echevarria,
Despu-
jols,
esperando
que
Jovellar
e
seu pupilo
venham,
se
o coração
lh
’o dictar.
tomar
parte na
«.derrota
do
exercito
liberal
pe
los
voluntários
ieaes.
Ao
tomar
posse
do
seu
cominando,
o
velho
general
D
Francisco
Saenz
de
Ugarte
dirigiu
aos
alavezes
uma
ordem
do
dia
na
qual
lhes
recorda
que
a
lealdade
e
a
disciplina
são
de
immensas vantagens
contra
um
exercito
mercenário e
infi
I
a
todos
os seus
juramentos,
e
que
se
tra
ta
de
salvar a religião, de
restituir
á
pa
lria
a
sua
gloria
e
esplendor
passados,
de
dar
á
Hispanha
inteira
um
rei
catho-
lico,
cavalheiroso,
e
de
conservar
intaclas
as
veneráveis
instituições
da província,
contra
as
quaes
se
desencadeiam
actual-
menle
todos
os
odios
do
partido
liberal.
Esta
campanha
contra
os
foros
das
pro
víncias
vascas
suscita
em
Hispanha
gran
des
agitações,
e a
opinião
publica
está
vivatnenle
praoccupada.
Uns,
aquelles
que
querem
destruir
tudo,
applaudem
a
de
apagar
lodos os
vestígios,
de
lir
todas
as
instituições
do
passado
;
tros,
aquelles
que
se
exfo
çam
em
nir
duas
cousas
que
se
combalem
tradicções
nacionaes
e
o
elemento
revo'
Faz
agora
mesmo
ura
nino, que,
lendo
eu
chegado
a
Roma,
dãlli
reaielti
ao
«Futuro»,
em
Braga,
a
carta
que
por
copia
envio,
e
que
não
creio
desagrade
aos
leitores
do «Apostolo».
Sem duvida,
não
foi
recebido
na
redacção d’aquella
folha
mui
honrada
e
catholica
o
meu
ar
tigo,
pois,
decerto,
não
deixaria
ella
de
publicar
o
que tanta
honra
faz á
nação
que
ioi
palria
e
berço
de
tão
giande
santo,
e
tão venerado
em
lada
a
christan-
dade.
Provavelmente,
os barbaros
moder
nos,
que
agora invadiram a capital
do
mundo
calholico
(muito
tnais
bárbaros,
odiosos,
e
ladrões
que
os
invasores
do
império
romano)
qiuseran
ver
o
que
eu
escrevia de Roma
á
folha
de
Braga,
e
se esqueceram
de fechar
de
novo a minha
carta
e deitai-a
no
correio.
Creio
que
vai
a
pena
o
pubiical-a,
e
nio
duvido
que
ainda
lenha
interesse
para
muitos
brazilei-
ros
dos
que
náo
luguezo-phobia
:
S.
a.
r.
o
conde
de
Caserla,
ch
fe
d
’
estado
maior general
do
exercito
real
em
o
norte
d
’
Hispanha,
cuja
nomeação
tem
sido
acolhida
com
enlhusi,sVr(
io
nes
tas
províncias,
desenvolve
a
mai-.r
acti-
vidade
na
organisação
das
linhas de
de
fesa
e
repartição
das
forças
que
oppor
victoriosamedte
ao
assando
etntim
começar
obre
um
ou
vários
os
commandarrtes
Não
syernos
ga da
«N/ção»
está
bem
ou
mal
informa
do
resp/to
a
manejos
do
govetno
para
conseg/r a
divisão
do
partido
legilimis-
r/érn esteja
o
collega bem
ou
mal
Arado,
nós
também
diremos
:
namo-nos todos,
não
haja
entre
nós
di/sões,
e
aos
que
entre
nós
perteode-
/m
lançar
a
discórdia,
semear
a descon-
Junça,
voltemos-lhes
as
costas,
dizeudo-
c
ihes
;
vós
não sois
legitimislas!»
Mas
acrescentemos:
Uoamo-nos
todos
os
que
somos
ver
dadeiros
caiholicos
e
legitimislas
;
prote
jamos
por
todos
os
meios,
ao
nosso
al
cance,
e
que
estão
dentro
da
eslera da
lei,
a
causa
carlisia,
que
é
a
nossa
causa,
sigamos
o
exemplo
dos
legitimislas
e ca-
ihohcos
fraucezes,
imitemos
os
calholicos
allemães,
inglezes.
belgas,
italianos,
e
em
geral
de
todo
o
mundo;
lembretuonos
de
que
se
D.
Carlos
irwufa,
nós
lam
bem
um
dia
triunfaremos,
e
se
a
legiti
midade
não
vence em Hispanha
nós
pode
mos
desenganai-uos
de
que
nunca
vence
remos.
A
causa
porque
peleja
D. Carlos, é
a
cáusa
do calholicismo,
é
a
causa
da
le
gitimidade,
não
só
hispanhola,
mas
lam
bem
europeia
;
quem
pensar
o
contrario
engana-se, ledondamente.
Será
mau
calholico,
será
péssimo
legi-
timista
aquelle
qoe
se
tem
por
tal,
póde
e
não
quer
proteger
a
causa
de
D.
Car
los,
que é a
causa da
ordem,
a
causa
da
justiça
e
da
sociedade,
e
para
isso
não é
necessário
fazer
outro
sacrifício
que
algu
mas
pequenas
economias,
cortar
por
al
gumas
despezas
supérfluas
e
mui secun
darias,
couio
são
os
lhealros,
O
jogo,
o
tabaco,
etc.,
e
aquillo
que
se
havia
de
gastar
superfluamente
com
os
vicios
em
bora
tolerados,
não
seria
melhor
empre-
gal-o
em
soccorrer
os
feridos,
em
matar
a
fome
e
cobrir
a nudez
a taolos
infeli
zes
que
o
governo de
Madrid
conderanou
innocente
e
barbaramente
ao ostracismo
liberal
?
Não
comprehendemos
que calholicos
e
que
legitimislas
sejam
aquelles
que
assim
se
appellidam,
que
pódem e
que
não
que
rem
proteger
a
causa
caiiisia soccorrendo
os
seus
feridos
e
necessitados
!
Ah
!
esses
não
são
calholicos
nem le-
gilimislas
:
são
egoistas,
são aquelles
que
em
Hispanha
se
chamam
ojalateros
e
en
tre
nós
oxalaleiros
e
<
com
o
dizer:
toxalá,
a
causa é de
Deus
e
<
vida,
não carece
dos
Isto
não
é
confiar
na
I
mas
sim abusar
d elia.
A
esses
oxalaleiros,
a
esses
verdadei
ros
fariseus
da
legitimidade
religiosa
e
poliiica,
lambem
nós
diremos,
quando el
les acobertados
com
a
mascara da
impos
tura
e
da
hipocrisia,
quiserem
entrar
no
nosso
campo
:
P
ara
traz
,
aqui
não
en
tra NINGUÉM QUt. NÃO SEJA CATIIOLICO E
LEGITIMISTA ; VÓS MÃO SOIS NEM
UMA
NEM
OUTRA
COUSA ; QUEM NÃO
È POR NÓS
É
CONTRA NÓS, FÓRA »’AQUI !
Repetimos
arada
mais
uma
vez:
não
Chegando
eu
a Padua
aote-hontsra
á
noile (lendo
de manhã
passado
em
Tremo,
o
logar
do
penúltimo
Concilio
Ecuménico
—
o
Trideotino),
fui
log
Iheiro
inglez
meu
amigo,
nha,
a
uma
bellissima
e
ja,
que
tomamos
por
si
Antonio.
Entramos,
I
espaço
nossas
orações
ao
Santo
portuguez,
ao
Santo
dos Santos;
fusque,
percebemos
q
a
egreja
de
Santo
Antonio
a
certa
distancia.
Ahi
ao
entrar,
achamos estar
ainda
e
ardendo
as
oito
luzes,
que
brilham no
altar
e
tumulo do
de
Santo;
mas
ia-se
a
fechar
assim
tivemos
nós
então
de
sair,
de um
curto
ajoelhar ante
o
altar
lario.
Na
manhã
seguinte
(hontern,
feira;,
fumos
de
novo á
egreja
do
para ouvir
missa
e
faser
nossas
orações.
D
’
esla
vez
não
nos
enganamos,
e
nem
precisamos
perguntar
pelo
caminho,
por
que
todas
as ruas da
vasta
cidade, que
se
dirigem
á
praça
onde
se
acha
de
Santo Autonio,
letn
quinas,
com
letiras
maiores
cima,
Al
Santo
(Ao
Santo)
em
meoores
feltras,
o
nome
da
rua.
Esta
circuinsiancia,
que
lo,
recordou-ine
o
que
relata
Santos, o
distiocto
e
mui
erudjfo
menos que
pio,
Albano Bultlei
diz,
que oo
dia
em
que lallecejm
Santo
Anlomo,
os
meninos
fuíBn:
do
e
proclamando
pelas
rua/de
«Morreu
o Santo
I
Mor/u
o
Ao
entrarmos
estava-se
diseudo
começava-se
outra
tumulo
do
nosso
tumulo,
estão
elevados acima
do pavimento
commum
da
egreja,
por uui
estrado
d
’
uui
degrau
tfe
mármore,
lavrado
na
face
ver
tical.
Sobra este
estrado,
e
a
alguns
pal
mos
de
distancia
.ia
borda,
sobe-se
por
7
degraus
de
bello
uiarmore
branco,
e
bordas
lateraes
de
balaustrada
do
mesmo
marmoie,
ao
segundo
estrado
ou
plata
forma,
tawb-.m ornada
de
balaustres,
era
que
esiao
o
itiinulo
do
Santo,
e
o
aliar
a
elle
encostado.
Acima
do
tumulo,
e
baseado
u’elle,
está o
retábulo
atraz
do
altar,
com
sacrario,
imagens,
bunquelas,
Parece-me
que
o
seguinte
artigo,
que
escrevi
em
Bolonha,
no
dia
que
alli cheguei do
Padua (i
obã
do
precedente
junto
ao
lumulo
do
observado
o que
na
rece
ser
lido
pelos
nossos
portugueses
que
ainda o
são.
Acrescento
esia ult
rna
clau
sula,
porque
essa
liberangada
almejante
só
por
despir
quanto
n
’
ella poude
iiaver
de
vtfdadeirameute
nacional,
para
correr
a
traz
do
rara,
e
que
era
não
merece
maiores.
Não
me
egreja
escripto
nas
es/
dZUCS,
6
['Á
e
por
bai/o,
respeZiva
me
deygos-
na
Vj«a
dos
não
(
quando
O
nosso
corren-
Padua
:
Santo
!»
na
egre/&,
as
9
horas,
missa
Tm
aliar-roór,
e
no
altar
encostado
ao
Sauto.
Este altar, e
o
Iiicioiwtfío,
protestam
energicamente
con
tra
toda a
lendeucia que
affecte
essas
im-
munidades,
que
são
a
condição
essencial
da
união
das províncias
vas
cas
á Hispa-
nha.
No
entretanto, os
verdadeiros
interes
sados,
os
vascos,
sem
se
occtiparem
do
que
póde
dizer
ou
fazer
o
governo
de
Madrid
e seus approvadores
ou
contra-
dictores,
estreitam
as
suas fileiras
em
vol
ta
do
rei legitimo
que
legalmente
pro
clamaram
por
seu
senhor
e mestre, e
sabe<ão,
com elle, impôr
pelas
armas,
ao
resto
da
Hispaoha,
o
respeito
de
seus
di
reitos,
de
suas
franquias
e
de suas insti
tuições.
O
general
Egana
completamente
resta
belecido
da
sua
quéda,
que
poderia
ter
graves
consequências sobre
um corpo
co
mo o
seu, crivado de 18
feridas,
reto
mou
o
seu
serviço
de
ajudante
de cam
po
junto
de s. m. o
rei
Carlos
Vil.
Os
generaes
Mogroviejo,
Valdespina,
Iparraguirre
e
Lizarraga,
assim como
o
brigadeiro
B.»el,
fasem
igualmente
parte
da
comitiva
do
rei
durante
a
sua
estada
em
Durango,
que
íica
apenas
a
6
léguas
de
Vitoria,
residência do
general
Quesa-
da,
e
3
de Bilbau,
a
cidade
rebelde
e
toquée,
como
a
classificaram
seus habitan
tes
depois
que
reconheceram a loucura
de
se
sacrificarem
por
ingratos,
insurgindo
se
contra o
rei
legitimo,
que,
por
vontade
ou
á
força,
deverão
dentro
em
pouco
ad
miilir
por
senhor
de
Biscaya.
Na
manhã
do
dia
23
os
carlistas
as
sestaram
uma
nova bateria
contra
o
forte
de
Santa
Barbara
-de Hernani.
Esta
ba
teria.
estabelecida
sobre
o
píncaro
de Ar-
ricarte,
tem occasionado
sérias perdas
ao
inimigo e
causado
grandes
damnos
áquelle
forte.
O
fira
principal
d
’
este
ataque,
ergani-
sado
pelo
general Rodrigues,
commandan-
te
general
da
Guipuzcoa,
era
obrigar
o
ini
migo
a
sair
do
recinto
de
seus
fortes
para
o
bater
e
vencer
a
descoberto.
Por
volta
do meio
dia
um
espesso
ne
voeiro
fez suspender
o
fogo, sem
que
o
inimigo
tivesse
tentado a
menor
sortida.
Não
saberaos
ainda
se
é necessário
allri-
buir a
sua
ioacção,
ou
insufficiencia de
suas
forças,
ou
ao
nevoeiro,
ou
à confu-
fusão erp
que
o
poz o
fogo
dos
nossos
ca
nhões.
Por
extracto
:
De
Saint-Chéron
.
GAZETILHA
SIorroroMo
iiiees«dio.—
Nb
madru
gada
de
domingo accordou
esta cidade
aos
repetidos
loques de incêndio,
manifestado
n
’
um prédio,
na
Cruz
de
Pedra,
onde
vivia
o
snr.
dr.
João
de
Mendonça
e
per
tencente
ao mesmo
snr.
Quando
poderam
ser
prestados
os pri
meiros
soccorros,
já
o
incêndio
havia to
mado
terríveis
proporções
e
reduzido
a
cinzas
grande parte
d’
aquelle
formoso
edi
fício.
Poucos
momentos
depois
era horroro
so
o espectaculo
que-se
apresentava
aos
olhos
dos
que
tinham
concorrido
ao
lo-
gar
do
sinistro.
Por
toda
a
parte lingoas
de
fogo
saiam
com
tal
impetuosidade e
ruido
que
parecia
procederem
de
toda
uma
cidade
em
charamas.
Fragmentos
de
telha
ou
de
madeiras cortavam
os
ares
em
to
das
as
direcçôes,
impellidos pelo
terrivel
elemento,
e
iam
cair
a
espantosa
distan
cia,
ainda
chammejando.
Não
obstante
os
exforços
heroicos
da
companhia
de bombeiros
e
de
numerosos
particulares,
o
prédio
ficou
reduzido
a
cin
zas,
sendo
poucos
os
objectos
que
po-
deratn ser salvos,
e
ainda
assim
quasi
to
dos
damniíícados
O
fogo
communicon-se
a
duas
casas
próximas,
que
lambem
soflreram
bastante.
Para
se conseguir
a
completa
extinc-
ção do
incêndio,
um
dos
mais
horroro
sos
que
tem
presenciado
esta cidade, foi
preciso
trabalhar
todo
o
dia
de
domingo.
Um
dos
indivíduos
que alli
concorreu,
por
nome
João
Macieira,
caiador,
acha-
se em
perigo
de
vida,
em consequência
de
ser
contundido
no
peito
por
um
bar
rote,
na
occasião
em que
abateu
parte
do
telhado.
Não nos
consta
que
haja
mais
des
graças
pessoaes
a
lamentar.
Prisão.
—
Já
se
acha preso o
creado
que Ita
dias
dissemos
ter
industriosamente
furtado
vários
objectos
ao
snr.
Falcão,
das
Carvalheiras.
Suspensãn.
—
O
nosso
illustrado col-
lega
da
capital,
«Jornal
do
Lisboa»,
suspen
deu
por alguns dias
a
sua
publicação.
Deu
causa a
esta
suspensão,
a
mu
dança
das ofiicinas
e do
escriptorio
do
mesmo
jornal.
Azeite novo.
—
Tem
já
apparecido
no
mercado
de
Coimbra
muita
quantidade
de
azeite
novo
;
mas sustenta
o
preço de
1$220
rs.
o
alqueire.
Noticias
de
Ulaenu.
—Alcançam
as
ultimas
a
2
de novembro. Continuava
desgraçadíssimo
o
estado
da
colonia.
Da missão
que
o
governador
enviára
ao
vice-rei
do Cantão,
ácerca
das
vexa
ções
que
os
cruzeiros
chinezes faziam
ao
commercio
licito
de
Macau,
não
era
co
nhecido
o resultado,
e
mal
d’
elle
se
agou
rava.
Muitas
lojas
das chinas
estavam
fe
chadas,
e
era
geral
a
desanimação,
es
careando
cada
vez
mais
os
rendimentos
públicos.
O
Deão
e
governador
do
bispado,
o
reverendo
Manoel Lourenço de Gouveia,
parece
que
decidira
continuar
n
’
este
car
go,
que
aceitára
com
grande
repugnân
cia,
até
chegar o
novo
bispo o
snr.
D.
Manuel Ennes,
cuja
demora
tão
lastima
da
e
prejudicial
é,
o
que
muito
animára
a
gente
boa
de
Macau,
receiosa
de
que
ião digno
sacerdote
deixasse
de
governar
o
bispado,
e
tudo
caisse
na
precedente
anarchia
e
vergonha
na
administração
ec-
clesiastica.
Consta-nos
que
o
dicto
snr.
bispo
D.
Manuel,
solicita
e
consegue,
em
atten-
ção
á
sua
edade
e
péssimo
estado
de
saude,
ser
transferido
para
alguma
diocese
do
reino,
e
que
se
trata
de
apresentar
novo
bispo
para
Macau.
Deus
permitta
que o
governo faça
boa
escolha,
não
só
nos
dotes intellectuaes
e
moraes,
mas
também
nas
forças
físicas
e
edade
de
ac-
ção
e
energia,
que
tão
necessária
é
nos
bispos
do
ultramar.
O
seminário
de
Macau
muito
tem
me
lhorado
do anterior
estado
de
desorga-
msação,
desleixo,
e
desperdícios
de
seus
fundos
e
rendimentos, a que o
levou
a
deplorável
e
criminosa
administração
do
snr
padte
Antonio
Luiz de
Carvalho,
tx-
governador do
bispado.
Os
sacerdotes
alumnos
do
collegio
das
Missões
de
Sernache,
alli
fazem
bons
ser
viços, e
alguns
iam
partir
para
a
missão
de Timor.
Gin
d
’elles o
rev.°
padre
Go
mes
tem-se
distinguido
entre
seos
com
panheiros,
e
até
no-púlpito,
corno
se
vê
na
noticia
que em
seguida
copiamos
do
«Jornal
de
Macau», de 20
d
’
outubro
ácer
ca da
solemnidade
do
Jubileu
do
Anno
Santo,
praticada
com
muita
concorrên
cia e
esplendor
n
’
aquella
cidade
:
«Como
estava
annuociado
tiveram
lo-
gar
nos
dias
13,
16 e
17
do
corrente
as
procissões
em visita
ás
egrejas
determi
nadas
e
os
exercícios
e
praticas
religio
sas.
A
primeira
pratica
do dia 15
foi
feita
pelo
rev.°
padre
Medeiros,
reitor
do
Se
minário,
na
qual
desenvolveu
com
argu
mentos
solidos
o
verdadeiro
fim
do
ho
mem,
e
conçluiu
por
exhortar
a
todos
que
seguissem
os
preceitos
da
nossa
san
ta
Religião,
observando
os
Mandamentos
de
Deus
e
da Egreja,
como
os
únicos
meios
que
nos
levam
ao
nosso
verdadeiro
fim.
Etn á
seguida
á
pratica
houve um
bocado
oe
leitura
espiritual
feita
pelo
rev.°
padre
Alves,
que
acabou
ao
meio
dia.
De
tarde
tez
a
pratica
o
exm.°
snr.
Governa
dor
do
bispado, a
qual
versou
sobre
o
Jubileu,
sua
instituição,
e
as
condições
indispensáveis
para o
ganhar.
Depois
da
pratica
começou
logo
a
procissão.
No
dia
seguinte
(16)
ás
mesmas
horas
e
com
a
mesma
ordem
tiveram
logar
os
exercícios
e
praticas
do
dia antecedente,
sendo
porém
feita a
pratica
de
manhã
pe
lo
rev.°
padre
Gomes,
o
qual
sei
vindo-se
do texto, Qui
vult
venire
post me
abne-
gel
semelipsum el lollat
crucern
suam,
fal
tou
admiravelmente
sobre
as
cruzes ;
que,
com
animo
e
fortaleza,
devemos
levar
até
ao
fim
da nossa
carreira
mortal
No
terceiro
dia
(17) tornou
a
appare-
cer
no
púlpito
o
rev.°
padre Medeiros,
fazendo
a
pratica
de
manhã,
a
qual
ver
sou
sobre
o peccado
e
sobre
as
suas
fu
nestas
consequências.
A um sacerdote
ou
vimos
nós
dizer
que,
depois
da
saída dos
jesuítas,
não
linha
ainda
havido
pratica
igual
á
que
n
’
este
dia
fez
o
rev.°
padre
Mediros.
Foram,
emíira,
3
dias
de
verdadeira
penitencia
;
3
dias
de muita
edificação
religiosa,
e
em
que
houve
mais de
3.000
communhões!
São
muitos
os
fructos
que
d’
elles
se
tiraram,
e
dum
indivíduo
sa
bemos
nós,
que,
depois
de
ouvir
uma
das
praticas,
fôra ter
com o
padre
pré-
gador
e
lhe
dissera pouco mais
ou
me
nos
n’estes
termos:
«Padre,
ha
16 annos
que
me não
confesso.
Reconheço
o
mal
que
fiz,
e
estou
resolvido
a
emendar-me
e
a
mudar
de
vida;
quero
confessar-me
e
observar
as
condições
necessárias
para
ganhar
este
jubileu !»
A
Cathedral
esteve
quasi
apinhada de
fieis
em todos
os
3
dias,
e todos ou
a
maior
parle
animados
do
espirito
de
Deus,
e
do
desejo
do
bem
de
suas
almas.
To
dos
observavam
o
mais
profundo silencio,
e
lodos
mostravam
sentimentos
de
gran
de
compuneção
e
respeito,
chegando
mui
tos
indivíduos
a
estarem de
pé
quasi 2
horas,
sem
mostrarem
o
menor
movimen
to
de enfado
ou
cansaço.
O
ex.
ra°
governador
do bispado
anda
va
sempre
risonho,
e
parecia
indicar
que
grande
alegria
e
consolação
experimenta
va
ao
ver
a
gloria
que
a
Deus
davam
os
seus
diocesanos, que
ião
dispostos
es
tavam
a
ganhar
o
Jubileu.
A’s
piocissões
concorreu
um
numero
incalculável
de
calholicos
que
tomavam
grande
extensão,
caminhando
todos
com
muito
respeito
e
devoção.
A
ordem
da
procissão
era
a
seguinte
:
Adiante
de
lodos
ia
a
cruz
da
Se, em
seguida
a
confraria
de Nossa
Senhota
do
Rosário,
a
cruz
e
a
confraria
da
Ordem
Terceira,
e
atraz d
’esta
os
homens.
Depois
dos
homens
seguia-se
a
communidade
do Se
minário
e
o
clero lodo.
Fechavam
etn
fim
a
procissão
as mulheres que
excediam
o
numero
de
homens.
Quem
chegasse
a
Macau
n
’esses
dias
não
poderia
deixar de
exclamar
admirado:
«0
povo de
Macau é
profundamente
re
ligioso!»
E
é
com
eff-ito:
religião,
tem-
n
’
a
elle
arraigada
uo
coração,
o
que
lhe
falta
e
bastante
é
urna
sólida
insirucção
religiosa.
E
’
por
isso,
que
muito
seria
para
desejar, que
sua ex.
a o
snr.
go
vernador
do
bispado,
para
não
deixar
também
perder
o Gueto
d
’estes dias de
santificação,
ordenasse que
em
todos os
domingos houvesse,
pelo
menos
na
Ca-
thedral,
uma
pratica
e
explicação
do ca
tecismo feita
’
por
algum
dos
<ev.os pa
dres
que
tiveram
a
graça de
n
’esles
dias
tocar
o
coração
dos
fieis.
Antes
de
acabar
este
artigo,
não
po
demos
deixar
de
manifestar
«
nossa
ma
goa,
por vermos
um
militar
que
appa-
recia
n’esses
dias
no
meio
das
ruas
pa
ra
mostrar
a
soa
ignorância
e
falta
de
educação conservando-se
com
o bonet
na
cabeça
e
com
o
charuto
na
bocea
ao
passar
em
frente
do
augusto
símbolo
da
nossa
rederopção,
em
frente
d
’
utn
Deus
humanado
e
pregado
n
’
uma
cruz
por
cau
sa
dos homens!
Um
militar,
e
ura mili
tar
catholico
e
porluguez
portar-se
assim
!
Que
escândalo!
que
vergonha!
que
mi
séria
!
ikd
protestante
não
faria
outro
tan
to
!
O
snr.
Ebele
e
mais
outro
protes
tante
pararam,
tiraram
o
chapéu,
e
se
conservaram
com
toda a
seriedade
em-
quanto
passava
a
procissão.
E
o
que
fa
zem
os
protestantes
por
civilidade
sómen
te,
não
fará
um
militar
catholico
e
por-
tuguez
?
!»
—
(Palavra).
Voticãa
geugraftea.—
O
tenente
in-
glez
Cameron,
chegou
no
dia
19 de
ou
tubro
ultimo
a
Loanda,
na
costa
Occiden
tal
de
Aírica,
procedente
de
Ujidji,
d
’
onde
partira
ein
maio
de
1874,
isto
é
ha
atrno
e
meio.
Esta
noticia tem
para
os
geógra
fos uma
importância
de
primeira
ordem.
E
’
a
primeira vez
que
o
continente
afri
cano
é
atravessado
de lado
a
lado.
M.
Cameron padeceu
grandes
trabalhos
de
pois da sua
partida de Zanzibar,
para
chegar
á
cidade
de
Ujidji,
no
lago
Tan-
ganika;
no
caminho
perdeu
dois
compa
nheiros
europeus.
N
esta
viagem o
viajante
Cameron
re-
ctificou
o
mappa
do
lago
Tanganika,
ex
plorou
o
Loukonga,
rio
pelo
qual o
grande
lago africano
derrama
as
suas
aguas
para
oeste,
na
região
onde
morreu
o
dr.
Li-
vingstone,
e
onde
este
celebre investiga
dor
encontrára
uma
serie
de
lagos
e
de
rios
que
tomou
pelas
nascentes
do
Nilo
e
que
podem
muito
bem
ser
as
do
Con
go.
A
chegada
do
tenente
Cameron a
Loanda
parece
demonstrar
a
realidade
d'esta
ultima
hipolhese.
Jtlonumento a ClirictovAo Co
lombo.—
Eis
a
discripção
de
um
monu
mento
que
vae
ser
levantado
a
Christovão
Colombo
n
’
oma
das
grandes
praças publi
cas
do
México.
O
celebre
navegante
está
de
pé,
com
uma
das
mãos
erguida
para
o
céo, como
quem
dá
graças
á
Providencia
e
com
a
outra
desigoando no mappa-mundi a
des
coberta
da
America.
Ao
seu
lado
estão:
Leon
Diego,
a
quem
Colombo
deveu
o
não
ser
queimado
pela
inquisição: Juan
Perez
de
Marcheno,
superior
do convento
Probido,
cuja activa
ccllaboração contribuiu para
a
descoberta
do Novo-Mundo:
Lascasas,
bispo que se
expatriou
para
ir
catechisar
os
infiéis
das
Novas
índias;
e
emfim
um
missionário
prégando
a
palavra
de Deus
a
um joven
indio.
Estas
5
figuras
de
bronzo,
habilmente
agrupadas
em
volta do personagem
prin
cipal,
produsem
um
bello
effeilo.
A
altura
total
do monumento
é
de
10
metro
’
.
O pedestal é ornado de
dois
baixos
relevos, representando a
egreja
e
o
desem
barque
de
Christovão
Colombo.
As
estatuas
são
obra
do
esculptor
Cor
deiro,
e pesam
150:000
kilogrammas.
ExeijiiinH.—
No
dia
3
do
corrente
ti
veram
logar
na
egreja
do
Hospital
da
S.
Marcos
d
’esta
cidade
as exequias
previa-
mente
annuuciadas.
stifiragaodo a
alma
do
generoso
berafeilor
d
’
aquelle
estabelecimen
to,
o
revd.°
abbade Antonio Joaquim
Nu
nes d
’
Abreu,
ullimamente
fallecido.
A
es
te
aclo
assistiu
a
exc.
“
ia
Mesa
da
Santa
Casa
da
Misericórdia,
os
testamenteiros
e
alguns
amigos
do
finado.
Cabe
aqui
louvar
a
respectiva
adminis
tração
pela
resolução
que
tomou
em
tribu
tar
d
’
esta
forma
toda
a
sua
gratidão
e
re
conhecimento
a
tão
insigne
bemíeilor.
Honra
lhe
seja.
Jfobreza dhoinens
celebres.—
Homero
viveu
e
morreu
na
mendicidade.
Tasso
não
poude
comprar
uma
vela
para
escrever
de
noute
a
famosa
Jerusalem.
Eso-
po
foi
um
desgraçado
que
se
despenhou
no
monte
Delphos.
Oiivay expirou
n’
um
palheiro.
Bethneis morreu
de
miséria
t>
’
um
celleiro. Murillo
percorria
descalço
as
roas
de Sevilha.
Le Sage
viveu
de esmolas.
Coroeille
oão
teve
no dia
da
sua
morte
uma
lijella
de
caldo.
Adamsou não
sahia
á
rua
por
não
ter
calçado.
Cervantes
es
creveu
o
seu
immoital
D
Quixole
n’
utn
calabouço,
e
morreu
de
miséria
e
desespe
ração.
Camões morreu
n
’
nm hospital.
ír,oub» ««erslego.
—
Na
noite
de
21
para 22
do
passado,
foram
roubados
da
egreja
parochial
de
Santo
Aleixo,
do
con
celho
de
Moura,
no
Alemtejo,
os
vasos
de
prata
eia
que
achavam
os
santos
oleos
e
as
formulas
sagradas.
Suppõe-se
que
foi
mais
do
que
um
delinquente.
Para
perpetrarem
o
roubo,
arrombaram
as
portas
da egreja
com
uma
pua,
depois
arrombaram
o
sacrario
e
fizeram
ainda
ou
tros
arrombamentos
interioies.
Calcula-se o
valor
do
roubo
em
60$
a
70$000
réis.
Passe
gratuito.
—
Por portaria
do
ministrio
das
obras
publicas
foram
aucto-
risados
os
direclores
dos
caminhos
de fer
ro
do Minho
e
Douro
a
conceder
passe
aos
indivíduos
que
forem
indicados
pela socie
dade
agrícola do Porto
para
transitarem
n
’aquellas linhas
graluitamenle
nos
mes
mos
caminhos
todos os
produclos desti
nados
á
exposição da Philadelphia.
Sinistros
marítimos,—
Continuam
os
sinistros
marítimos.
Um
despacho de
Hong-Kong,
de
21 do
passado,
dirigido
ao
Lloyd,
annuncia
que
o
navio
francez
«Amiral
Duvaox»,
indo
de
Wampoa
para
Londres, se perdeu
comple-
lamente
no estreito de
Sonda.
—
Escrevem
de
Cberburgo:
O
paquete
Ja
companhia
transantlanli-
ca
«Labrador»,
procedente
de
Nova
York,
teve
que
arribtr
aqui
por
causa
do
nevoei
ro
e deserabanou
as
malas
e
os
passagei
ros.
I
juk
eleetrien.—
Uma
das
mais utois
applicações
da
luz
electrica
é
a
illuinina-
ção
dos
pharoes.,
No
littoral
da
Ingl: terra
e
França
já
fuaccionatn
alguns
pharoes ele-
ctricos,
que
[restam
relevantes
serviços
á
navegação,
evitando
naufrágios,
e o cho
que
e
abalroassento
dos
navios,
quasi sem
pre
perigoso
efatal.
lautos.
—0
loto
pesado em
Portugal
até
ao
reinada
de
D.
Manoel,
era
de
bu
rel
branco,
sendo até
então
o
trajo
negro
indicio
de
prazer
e
alegria.
O
primeiro
lu
to negro
que
se usou, foi
pela
morte
de
D.
Philippa,
tia
de
el-rei
D.
Manoel.
A
côr
do
luto
entre
os
chinas
é
o
branco,
symbolo
da
pureza
das almas seitas
dos
laços
terrestres.
Entre
os
Arménios,
Sy-
rios e
Turcos
é
o azul,
côr
de
c<
u.
Na
Ethiopia
é
a
côr
da
terra
que
recebe
os
restos
mortaes.
No
Egypto
é
o amarello,
côr
de folha
quando
cae
e
morre.
©
Veauvio. —
A
erupção
do
Vesuvio
continua
acentuando-se
cada
vez
mais,
len
do
apparecido
o
fogo
uo
interior da
crate
ra
;
para
vel-o
é
necessário
subir
ao
ci
mo
do
monie
;
o penacho
de fumo
é
im-
inenso,
e
como
o
professor
Palmieri
an-
nuncia
do observatorio
situado
a
meio
da
montanha,
que
a erupção
durará provavel
mente
muito
tempo,
é grande
o
desas-
socego
nas
povoações
da Torre
del
Greco,
—
T.
I
U
Resina,
Somma
e
outras situadas
proxi-
mo
do
Vesuvio.
Estatística.
—
Segundo
dados
estatís
ticos
publicados
no
Almanach
de
Golha
para
1876,
ba
e<n
França
35
milhões
de
catholicos,
cerca
de
506:000 protestantes,
49:009
judeus,
3:071
indivíduos
pertencen
tes
a
diversos
cultos,
isto
é,
mahometanos,
boudhistas,
etc.
e
82:000 francezes
que
de
clararam
não
reconhecer
religião
alguma.
Scena «lo
nevoeiro esn Pariz.—
Um sugeilo
e
uma
senhora,
que
apesar
de
estarem
um
ao
pé
do
outro
não
differen-
çavam
senão
os
vultos
:
—
Permitte-me
que a
acompanhe
a
casa
?
—
E'
inútil,
senhor,
estou
quasi
ao
pé
da
minha
porta.
—Tenho
immensa pena,
minha
senhora.
—
Eu
vou
com
pressa porque
meu ma
rido
deve
estar
com
cuidado
se
já chegou
a
casa.
—
.Ah
!
E
’ casada
?
—Infelizmente
!
—
Também
eu
!
desgraçadamente I
Suspiraram
ambos.
D’alii
a
passos
:
—
Peço-lhe
que se
vá
embora.
Eis-me
chegada
a
casa.
—
Também
eu.
—
A minha
é
esta.
—Não,
esta
é a
minha
!
Ora
essa !...
Entram.
E
á
luz
do
gaz
da
escada
reco
nhecem-se.
O
marido
tinha
acompanhado
a casa
sua
própria
mulher.
Conselhos nog barbeie-ON.
—
Na
America
um
mestres
barbeiro
teve
de
lu
cros
o
anno
passado
a
bagatella de oito
mil
duros,
mas
para
isso
empregou
na
soa
loja
ofliciaes
surdos-mudos
; de
maneira
que
não
podendo
elles
ser
tagarellas,
não
afu
gentavam
os
freguezes.
Aproveitem
o conselho
que
se
não
ar
rependerão
;
a
difliculdade
está
em
encon
trar
os
oíficiae.s,
que
se
encontram
na
Ame
rica.
Cavaco
sobre
os Lazaristits,
do
isnr.
Cnsteg.
Deixemos
D.
Joaquina
que
recomenda
a
Ernesto
que
acompanhe
seu
pae,
e
por
fim
faz
uma careta
ao primo,
quando
este
lhe
falia
da
irmã,
e
venham á
scena
o
snr.
Carlos
e
o
snr.
Ernesto.
A
conveisação
é
ediiicante.
Ernesto
receia
que
a priminha
tenha
dado
em
beata
e
que
se
não
realise
o
seu
casamento
com
eila.
Pode
querer
profes
sar
no
instituto
de
S. Vicente de Paulo
e
por isso
fugir-lhe
a
pequena (e
a
fortuna
que talvez,
em
efle
casando,
podesse
es-
palltar-se
pelas
cantoras da
«Opera»).
Carlos
de Magalhães,
liberal
pelos
qua
tro
costados,
protesta
pela
firmeza
de
suas
convicções;
aborrece
os
jesuítas
e
irmãs
da
caridade,
injuria-as,
chama
corvos
aos
padres,
e Ernesto
lisongea
as
ideias
do
velho
liberal
e
o
nome
glorioso
de
seu
futuro sogro.
A
pequena
chega
alfim
acompanhada
pela
mana
e
pelo
padre
Bergeret; mostra-
se
timida;
baixa
os
olhos
encarando
com
o
primo,
que
deve
usar a
luneta
do
snr.
Ennes;
o
pae
abraça
a
filha
em
eílusões
de
ternura;
e
depois
engelha a
caraoto-
nha
ao
titar
o
padte
;
Ernesto
dirige
a
este
um
doesto;
e
os
dois
lá
se
bispam
com
a
pequena,
ficando
Joaquina
e
D.
José
Em
plena
scena
instailados
Com
o
padre
Bergeret.
(O
drama
do snr.
Ennes não
tem
mono-
logos.
Fez
bem
o
dramaturgo.
O
aclor,
achado-se
só
em
scena, póde
encavacar,
e
o
drama
do
snr.
Ennes
poderia
perder
com
isso
d
’aquella
força
e
animosidade
que
o
caracterisa).
Na quarta
scena
d’
este
acto
já
se
dei
xa conhecer
bem
todo
o enredo.
O
pae
liberal, a
tilha
beata, o sobrinho
peralvi
lho,
lá
andam
pelo jardim
a
fazer
ramos
de
macacos amarellos,
em
quanto a mana
Joaquina,
o
D.
José,
com
quem
deseja
ca
sar,
e
o
padre
Bergeret
urdem
a
lea
em
que
procuram
apanhar a pequena
e
a sua
fortuna.
Ora
o
sor. Ennes
não
foi
feliz
na
concepção
do
tal
drama.
Por
honra
do
seu heroe
Carlos
de
Ma
galhães, não
lhe
concedeu
um
filho
ou
fi
lha,
que
fosse
modelo
de
virtudes,
que
de
viam
brotar
do
seio
d
’
uma família
emba
lada
no
berço
da
liberdade.
D.
Joaquina,
a
fiiba
mais
velha
do
heroe
liberal,
era
já péssima
espasa
e
dessipadora,
antes
de
ser
beata.
Isto
foi esquecimento
imperdoá
vel
do
sor.
Ennes.
Os lazaristas
é
que
deviam
fazer
perder
Joaquina,
como
per
deram
a
irmã,
e
não o
despeito
das
hon
ras
de
seu
marido,
do
seu
talento,
ou
tal
vez
as
suas
ideias
liberaes. Não
se
afflija
o
snr.
Ennes
com
este
desar
;
pense
emen
dar
n
’esta
parte o
seu
drama,
fume
um
charuto
e
limpe
a
luneta
ao
seu lenço branco.
Segundo
acto
—
Que o
snr.
Ennes,
ames
trado
em coisas
de
egreja,
farejasse conver
sações
em
sachristia, vá;
mas
que
n’
el-
la
encaixasse
um
padre
a
arengar
homibas,
isto
só
do snr. Ennes!
Com
que
então,
snr.
Ennes,
o
sermão
de
Santo
Ignacio
é
feito
na
sachristia?!
Provavelmente
será
a
missa no
còro e
a
procissão
no
telhado.
Além
d’estes
disparates
do
snr.
Ennes,
onde
viu
o
dramaturgo
um
padre,
fazen
do
uma
prédica,
dirigir-se
"n
’elia
particu-
larmente
a
uma
ouvinte
e
cair
esta
aos
pés
d
’elle confessando
sua
culpa
1
O
padre
no
púlpito
reprehende
geral
mente
o
vicio
e
exalta
a
virtude,
mas
nunca
ninguém
disse
que um
piégador
se
dirigiu
a
um
quidam, a
não
ser
fallando
d
’algom
itnpio
que
com o
poder do
man
do
affltge a
Egreja
Catholica.
Talvez
que
na
egrejinha
maçónica
se
jam
os
seus
membros
repreheadidos
em
particular
;
em
nossos
templos,
não. Díz-
se, sim,
que
o
ceo
é
para os bons e 0
in
ferno
para
os
maus.
Ora
o
sor.
Enoes
com
a
gloria
das
campainhas
não
se
importa
com
ceu
nem
inferno e contenla-se
com
pouco—cobres
no
bolso
e
bravos
e
palmas
no
Gymnasio
e
S.
Geraldo,
etc.
Apoiado!
Terceiro
acto.—
No
segundo
acto
toquei
de
leve
na conversação
própria
de
lupa
nar,
porque
«não
sei
de
nojo
como
o con-
te»
;
agora
do
(im
do
mesmo
quando
o
tal
Ernesto
acaba
—
a
guerra,
a guerra, por
honra
da
liberdade
—
,
direi
que
á
platea
cumpria
acabar
por
um
famoso—
PUM
!
Fallemos
do terceiro
acto.
O
pae
das
filhas
perdidas, das
quaes
nem
a
primeira
floriu
á sombra
da
liberda
de,
netn
a segunda se
casou
por
causa
dos
«lazaristas»,
anda
n’
este
acto
agonisanle
amparado
pelas
filhas e
sobrinho. Conti
nua
ainda
a
vociferar
contra os
padres
e
diz
sempre,
sempre,
para
qua
não
reste
duvida,
que é
liberal.
•
Lamenta
que
a
filha
seja beata
e
que
não
queira casar-se. No fim
de
contas
morre
(o acior,
para
ir
dormir
no
Hotel
Real),
mas antes
de
morrer
assigna
um
papel
que
Ernesto
rasga,
p<ipel que
con
tém
uma
relractação
de
suas
ideias
falsas.
O
D.
Jocé já
não
casa
cem
a
D.
Joa
quina,
e
esta
com
o
primo
injuria
o
padre
Bergeret,
(lazarisla
d
’
uma
certa escola)
que
leva
a
pequena
e
o dinheiro,
e
contem-
tatis-se
com
urrar
com
toda
a
força
do
de
sespero
:
—
Salvemos
a
liberdade!
E
’
este,
em
o resumo,
o
drama
os
«Laza
ristas»,
que
tem
sido
objecto
de
guerra
en
tre gregos
e troianos
e
com
que
julgaram
os
bandeirinhas
do
Porto
vinrem
esmagar
Braga,
trazendo
d
’aili
uma
plateia
comple
ta.
Muitos d’elles
não
podiam
medir
no
dia
seguinte
um
metro
de
basofia
e
outros
nem
sequer
forar
com a
sovela.
Tal
era
o
estado
em
que
tinham
as
mimosas
mãos
por
causa
das
palmas
!
E
digam
lá
que
custa
muito
a
gloria
e
um
nome
illustre
!
Para
o
snr.
Ennes
apenas alguns
dias
de
liça
com
sua
penna
d
’oiro.
Um
povo
enlhusiasta
o
saudou
em
mui
tos
theatros
do fidelíssimo reino.
Parbleu
1
Agora
ser.
Ennes,
ao
reino
dos ma
cacos
!
ao
reino
dos
macacos
!
E
digo
is
to
por
honra
da
liberdade, que
de
lá
nos
veio.
ZOPIRO
SA0DE
A
TODOS
sem medicina,
pur
gantes
nem despezas
com
o
uso
da delicio
sa
farinha
de.
saúde,
DL
BARRY
de Londres.
3
9
anuas «Finvaríavel
Biicoesso
5
Toda
a
moléstia acaba com o uso
da
deliciosa
Revalesciére
du
Barry
que
tor
na
a
dar a
saude,
a
energia,
a boa
di
gestão
e
o
somno.
Cura as indigestõe,
(dispepsia)
gaslrica,
gastralgia,
flegmas,
arrotos,
flatos,
amargor
na bocca,
pilui-
tas,
nauseas,
vomilos,
irritações
intesli-
naes,
diarrhea,
dizenteria,
cólicas,
tosses
asthma,
íalta
de
respiração,
oppressào,
con
gestões,
mal
aos
oervos,
diabelhe,
debi
lidade,
todas as
desordens no
peito,
na
garganta,
do
alilo,
das
broochiles,
da
be
xiga,
do
figado,
dos
rins, dos
intestinos,
da
mucosa,
do cerebro e
do
sangue.
75:000
curas
entre
as
quaes
contarn-se
a
do
du
que de
Pluskow da
exc.
ma
snr.a
marqueza
de
Brehan,
dos
doutores
Manoel
Saens
de
Tejada
da
Universidade
de
Cordova
etc.
etc.
Certificado
do celebre
dr.Rudolph
Wur-
zer
*
Bonn,
19
de
Julho de
1854.
Esta
ligeira
e
agradavel
farinha
é
o
melhor
absorvente;
ao
mesmo
tempo
nu
tritiva
e
restaurante
substitue
admiravel
mente
toda
a
medicação
em
muitas
doen
ças.
E
’
de
grande
utilidade,
sobre
tudo
nas
renitências habituaes
do
ventre,
bem
como
nas diarrheas,
affecçôe
’
nos
rins
e
na
bexiga,
na
pedra,
irritações, inflamações,
e caimbras
da
uretra,
e
bexiga,
nos
aper
tos e hemorroides
bem
como
nas
enfermi
dades
pulmonares,
bronchites,
na
tosse
e
consumpção.
Tenho
a
convicção
que
a
Re
valesciére du
Barry
tem
a propriedade
pre
ciosa
de
cutar
as
moléstias hecticas.
Dr.
Rud.
W
urzer
membro
de
muitas
socidades
scientificas.
Seis
vezes
mais
nutritiva
do
que
a
car
ne sem
esquentar,
economisa
cincoenta
vezes
o seu
preço
em
remedios.
—
Preços
fixos
da
venda
por
miúdo
em
toda
a
pe
nínsula
:
Em
caixas
de
folha
de lata,
de
kilo,
500
;
de
*/2
kilo
800
rs
;
de
um
kilo,
1$400
reis;
de
2
4
/j
kilos,
3^200
reis;
de
6
ki-
los,
6$400
reis,
e
de
12
kilos,
12$000
reis.
Os
biscoitos
da
Revalesciére
que
se
po
dem
comer
a
qualquer
hora,
vendem-se
em
caixas
a
800
e l$400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a
saúde
é
a
Revaleaeière
ehoeolatndtk ;
ella res-
tilue
o appetlile,
digestão,
somno,
energia
as carnes duras
ás
pessoas,
e
ás
creanças
e
mais
fracas,
e
sustenta
dez
vezes
mais
que
a
carne,
e
que
o
chocolate
ordinário,
sem
esquentar.
Em
paus,
ou
em
pó
em
caixas
de
folha
de
lata
delO
chavenas,
500
reis;
de
24
cháve
nas,
820
reis;
de 48
chavenas,
l$400
;
de
120
chavenas,
3$200
reis,
ou
25
reis
cada
chavena.
IHKRY
»5J
BARSY «S
C.
a
—
Pia-
ce Vendòme,
26,
Pariz;
77
Regent
Street
Londres
;
Valverde,
1,
Madrid.
Os pharmaceuticos,
droguistas, mer-
cieiros,
etc.,
das
províncias
devem
diri
gir
os
seus
pedidos
ao
deposito
Central
;
snr.
Serzedello
&
C.a
Largo
do
Corpo
Santo
16.
Lisboa,
(por
grosso
e
miúdo)
;
Carlos
Barreio,
rua
do
Loreto,
28;
Bar
rai
&
Irmãos, rua Aurea, 12.
Porto,
J.
de
Sousa
Ferreira
& Irmão,
rua da
Ba
nharia
77;
de Sequeira
;
J.
Pinto
;
Desí-
ré
Rahir;
Coimbra,
V.
Botelho
de
Vas-
concellos
;
Aveiro,
F. E.
da
Luz
e
Costa,
pharm.
;
Barcelloa,
Ramos, pharm.;
Braga,
Pharmacia
Maia,
rua
dos
Chãos,
Pipa
& Irmão,
rua do
Souto,
Domingos
J.
V.
Machado,
praça
Municipal.
Figueira,
Antonio
Vieira,
pharm.
;
Guimnrãt!i,
A.
J.
Pereira Martins,
pharm.
;
Pena-
fiel,
Miranda,
pharm.
;
S®®Mte do
Lima,
A. J.
Rodrigues
Barbosa, pharm.
;
Po
voa
do
Varsiís»,
P.
Machado
de
Oli
veira,
pharma.
;
Vianna do Caatello,
Aflonso
e
Barros,
droguistas;
ViiJi»
do
Conde,
A. L.
Maia
Torres,
pharm.
AGRADECIMENTOS
Manoel
José
Marques,
Narciso
José
Mar
ques,
José
Antonio
Marques,
Bernardo
Jo
sé
Fernaudes
Carneiro
e
Antonio Joaquim
Loureiro,
agradecem
por este meio,
na
impossibilidade
de
o
fazer
pessoalmente,
a
todas
as pessoas
que
os
obsequiaram
por
occasião
do
fallecimento
de
sua
presada
esposa,
mãe
e
sogra.
A
lodos
protestam
sua
indelevel
gratidão
e
eterno
reconheci
mento.
(2884)
Manoel
José
Barbosa
de
Brilo,
e
suas
eotheadas
Candida
Gonçalves
de
Carvalho
e Brito, e Antonia Maria
Gonçalves de
Car
valho
e
Brito,
não
podendo
pessoalmente
como
muito
desejavam
agradecer
a
todas
as excelieotissimas
senhoras e senhores,
que
se
dignaram
cumprimenial-os
por
oc
casião
do
fallecimento
de
sua
chorada
es
posa
e
mãe
Maria
Rosa
de
Carvalho
e Bri
to,
veem
por este
meio
dar
publico
teste
munho
de
seu
reconhecimento
e
gratidão,
com
especialidade
ao
snrs.
ecclesiasticos
que
gratuitamenle
se
prestaram
assistir
aos
suflragios
que
por
alma
da
mesma
se
fize
ram
na
venerável
Ordem
Terceira.
(2883)
José
de Lima
Pereira,
e suas
irmãs,
fi
lhos
e
sobrinhos, agradecem
por
este
meio
na
impossibilidade
de
o
fizerem
de
outra
forma
como
era
do
seu
dever,
a
lodrs
as
pessoas,
especialmenle
ás
de
suas
relações
que
se
dignaram
cumprimenlal-os
por
oc
casião
do
fallecimento
de
seu
presado
ir
mão
e
thio
José
Maria
de
Lima,
e
que
se
dignaram
assistir
aos
oílicios
que
por
sua
alma
tiveram logar
no
dia
25
do
corren
te
na
real
egreja
de
Santa
Cruz,
d
’
esta
ci
dade,
a
todos
protestam
seu
eterno
reco
nhecimento
e
gratidão.
(2876)
Maria
do Soccorro
Paiva
e
Aguiar,
Barlholomeu
José
de
Paiva,
capiião
em
Luanda,
João Luiz
de
Paiva,
ausente
no
Rio
de
Janeiro,
e
Domingos
José
de
Sou
sa
Aguiar,
agradecem
por
esta
fórma,
não
o
podendo fazer pessoalmente,
a
todas
as
pessoas que
se
digoaram
cumprimental-os
e prestar-lhes seus
serviços
por
occasião
da
fallecimento
de
seu
presado
pae
e
sogro,
Antonio
José
de
Paiva,
a
lodos
agradecem
seus
obséquios
e
protestam
seu reconhe
cimento.
D.
Rosa
Clara
de
Lima,
seus
irmãos,
cunhado
e
sobrinhos,
agradecem
por
este
meio, na
impossibilidade
de
o
lazer
pes
soalmente,
a todos
os
ill.“
‘os e
exc.
inos
snrs.
que
os
visitaram
e
obsequiaram
por
occasião
do fallecimento
e
enterro
de
sm presado
irmão, cunhado
e
thio
o
ill.n>0
snr.
José
Maria
Lima da
Silva,
cujo
enterro
teve
logar
no
dia
18
do
corrente.
(2875)
ANWNÕlÕãT
Machinas
de
pequenas
impres
sões.
Livraria Ctatholiea
DE
Joaquim
José
Vieira da
Rocha,
10
—
Rua
do
Souto—
10
BRAGA.
Imprime
cartões
de
visita
e
de
casamen
to;
marca
papel,
enveloppes
e
faz
pequenas
facturas.
Preços
commodos.
(2870)
Banco
Gommercial
Agrícola
e
Industrial
de
Villa
Real
Sociedade
anonyma de respansabi-
lidade
limitada.
Por
ordem
do
exc.1”
0
snr.
presidente
da
Assembleia geral,
são
convidados
os
snrs.
accionistas do
mesmo
Banco
a
comparece
rem
na
sessãor
rdinaria
da
assembleia
geral,
que
hade
ter
logar
pelas
11
horas
da
manhã
do
dia
18
de
janeiro
proximo,
na
casa
do
Banco,
para
o
fim
declarado
no
art.
45.°
dos
Estatutos.
São igualment*!
convidados,
para
n’es-
sa
sessão
ou
na
immediata, se
proceder
á
eleição
do
Vice-presidente
e
do
primeiro
secretario
da
assembleia geral
e
d
’
um
vogal
elfeclivo
do^conselho
fiscal,
cujos cargos
se
acham
vagos.
Villa
Real,
30
de
dezembro
de
1875.
O
2.°
secretario
da
Assembleia
geral,
(2886)
Anselmo
Pereira
Bahia.
URGENTE
Precisa-se
alugar
uma
loja
ou
salão,
que
tenha
as
condições
necessárias
para
dança.
Também se
precisa d
’um
piano.
Quem
os
tiver
e
queira
arrendar,
diiíja-se
ao
Hotel Particular,
no
largo da
Porta
No
va.
(2885)
ASYLO
DE S.
JOSE
’
São
por
este
meio
convidados
os
bem-
feitores
do
Asylo
dos
entrevados
Je
S"
José
a
reunirem-se
no
dia
9
do
corrente
pelas
11
horas
da
manhã no
edifício
do
mesmo
Asylo,
afim
de
elegerem
a
Junta
administradora
que
tem
de
gerir
o mes
mo
estabelecimento
no
corrente
anno
de
1876.
O
secretario
(2887)
José
da
Rocha
Veiga.
luziotraíío,
protestam
energicamente
con
tra
toda a
lendencia
que
affecte
essas
im-
munidades,
que
são
a
condição
essencial
da
união das províncias
vas
ças
£
Hispa-
nha.
No
entretanto,
os
verdadeir
fis
interes
sados,
os vascos,
sem
se
occtq,arem do
que
póde
dizer
ou
fazer
o
governo
de
Madrid
e seus
approvadores
ou eontra-
dictores, estreitam
as
suas
fileiras
etti
vol
ta
do
rei
legitimo que
legãlmenle
pro
clamaram
por
seu
senhor
e mestre,
e
saberão,
com
elle, impôr
pelas
armas,
ao
resto
da
Hispaoha,
o
respeito
de
seus di
reitos,
de
suas
franquias
e
de suas
insti
tuições.
O
general
Egana
completamente
resta
belecido
da
sua quéda,
que poderia
ter
graves
consequências sobre
um
corpo co
mo o
seu, crivado de 18 feridas,
reto
mou
o
seu
serviço
de ajudante
de
cam
po
junto
de s. m.
o
rei
Carlos
Vil.
Os
generaes
Mogroviejo,
Valdespina,
Iparraguirre
e
Lizarraga,
assim como
o
brigadeiro
Buet,
fasem
igualmente
parte
da
comitiva
do
rei
durante
a
sua
estada
em
Durango, que
fica
apenas
a
6
léguas
de
Vitoria,
residência do
general
Quesa-
da,
e
5
de Btlbati,
a
cidade
rebelde
e
toquée.
como
a
classificaram
seus habitan
tes
depois
que
reconheceram a loucura
de
se
sacrificarem
por
ingratos, insurgindo
se
contra
o
rei
legitimo,
que,
por
vontade
ou
á
força,
deverão
dentro
em
pouco
ad
mittir
por
senhor de
Biscaya.
Na
manhã
do
dia
23
os
carlistas
as
sestaram
uma
nova
bateria contra
o
forte
de
Santa
Barbara
-de
Hernani.
Esta
ba
teria.
estabelecida
sobre
o
piricaro
de
Ar-
ricriie,
tem
occasionado
sérias
perdas
ao
inimigo
e
causado
grandes
damnos áquelle
forte.
O
fim
principal
d
’
este
ataque,
crgani-
sado
pelo
general
Rodrigoez,
commandan-
le
general
da
Guipnzcoa,
era
obrigar
o
ini
migo
a
sair
do recinto
de
seus
fortes
para
o
bater
e
vencer
a
descoberto.
Por
volta
do
meio
dia um
espesso
ne
voeiro
fez suspender
o
fogo, sem
qne
o
inimigo
tivesse
tentado a
tnenor
sortida.
Não
sabemos
ainda
se
é necessário allri-
buir
a
sua
ioacção,
ou
insufficiencia de
suas
forças,
ou
ao
nevoeiro,
ou
à
corifu-
fusão epa
que
o
poz o
fogo
dos
nossos
ca
nhões.
Por
extracto
:
De
§ainl-Chéron
.
GAZETILHA
Horrnroio
ineesitlio.—
Nh
madru
gada de
domingo accordou esta cidade
aos
repetidos
loques de incêndio,
manifestado
n
’
um
prédio,
na
Cruz
de
Pedra,
onde
vivia
o
snr.
dr.
João
de
Mendonça
e
per
tencente
ao mesmo
snr.
Quando
poderam ser
prestados
os pri
meiros
soccorros,
já
o
incêndio
havia
to
mado
terríveis
proporções
e
reduzido
a
cinzas
grande parte
d’
aquelle
formoso
edi
fício.
Poucos
momentos
depois
era
horroro
so
o espectaculo
que-se
apresentava
aos
olhos
dos
que tinham
concorrido
ao
lo-
gar
do
sinistro.
Por
toda a parte
lingoas
de
logo
saiam
com
lai
impetuosidade e
reido
qne
parecia
procederem
de
toda
uma
cidade
em ctiammas.
Fragmentos
de
telha
ou
de
madeiras
cortavam
os
ares
em
to
das
as
direcções,
impellidos
peio
terrível
elemento,
e
iam
cair
a
espantosa
distan
cia,
ainda
chammejando.
Não
obstante
os
exforços
heroicos
da
companhia
de bombeiros
e
de
numerosos
particulares,
o
prédio
ficou
reduzido a
cin
zas,
sendo
poucos os
objectos
que
po-
deram ser salvos,
e
ainda
assim
quasi
to
dos
damniticados
O
fogo
communicon-se
a
duas
casas
próximas,
que
também
soffreram
bastante.
Para
se conseguir
a
completa
extinc-
ção
do incêndio,
um
dos
mais
horroro
sos
que
tem
presenciado
esta cidade,
foi
preciso
trabalhar
todo
o
dia
de
domingo.
Um
dos
indivíduos
que
alli
concorreu,
por
nome
João
Macieira,
caiador,
acha-
se
em
perigo
de
vida,
em consequência
de
ser
contundido
no peito
por um bar
rote,
na
occasião
em
que
abateu
parte
do
telhado.
Não
nos consta que haja
mais des
graças
pessoaes
a
lamentar.
Prisão.—
Já
se
acha
preso o
creado
que
lia
dias
dissemos
ter
lodustriosamente
furtado
vários
objectos
ao snr.
Falcão,
das
Carvalheiras.
Huspeiirôo.—
O
nosso
illustrado
col-
lega
da
capital,
«Jornal
do
Lisboa»,
suspen
deu
por
alguns dias
a
sua
publicação.
Deu
causa
a
esta
suspensão, a
mu
dança
das oíTtcinas
e
do escriptorio
do
mesmo
jornal.
Aceite novo.
—
Tem já
apparecido
no
mercado
de
Coimbra
muita
quantidade
de
azeite
novo
;
mas
sustenta
o
preço
de
1$220
rs.
o alqueire.
Noticias
de
Maenu.
—
Alcançam
as
ultimas
a
2
de novembro.
Continuava
desgraçadíssimo o
estado
da
colonia.
Da
missão
que
o
governador
enviára
ao
vice-rei
do
Cantão,
ácerca
das
vexa
ções
que
os
cruzeiros
chinezes faziam
ao
commercio
licito
de
Macau,
não
era
co
nhecido
o
resultado,
e
mal d
’
elle
se
agou
rava.
Muitas
lojas
das
chinas
estavam
fe
chadas,
e
era
geral
a
desanimação,
es
careando
cada
vez
mais
os
rendimentos
públicos.
O
Deão e
governador
do
bispado,
o
reverendo
Manoel Lourenço de Gouveia,
parece
que decidira
continuar
n’
este
car
go,
que
aceitára
com
grande
repugnân
cia,
até
chegar
o
novo
bispo
o
snr.
D.
Manuel
Ennes.
cuja
demora
tão
lastima
da
e
prejudicial é.
o
que
muito
animára
a
gente
boa
<te
Macau,
receiosa
de
que
tão digno
saceidote
deixasse
de
governar
o
bispado,
e
tudo
caisse
na precedente
anarchia
e
vergonha
na
administração
ec-
clesiastica.
Consta-nos
que
o
dicto
snr.
bispo
D.
Manuel,
solicita
e
Consegue, em atten-
ção
á
sua
edade
e
\>essimo
estado
de
saude,
ser
trao-ferído
pira
alguma
diocese
do
reino,
e
que
se IraU
de apresentar
novo
bispo
para
Macau,
Deus
permitta
que o
governo
laça
boa
escolha,
não
só
nos
dotes
intellectuaes
e
moraes,
mas
também
nas
forças
tísicas
e
edade
de
ac-
ção
e
energia,
que
tão
necess.ria
é
nos
bispos
do
ultramar.
O
seminário
de
Macau
muito
tem
me
lhorado
do
anterior
estado
de
dnsorga-
msação,
desleixo,
e
desperdícios
de
seus
fundos
e
rendimentos,
a
que o
levnu
a
deplorável
e
criminosa
administração
do
snr
padie
Antomo
Luiz
de
Carvalho,
ex-
governador
do bispado.
Os
sacerdotes
alumnos
do
collegio das
Missões
de
Sernache,
alli fazem bons
ser
viços, e
alguns
iam
partir
para
a
missão
de
Timor.
Lm
d
’
elles
o
rev.°
padre
Go
mes
tem-se
distinguido
entre
seus
com
panheiros,
e
até
no-púlpito,
como
se
vê
na
noticia
que
em
seguida
copiamos
do
«Jornal
de
Macau»,
de
20
d
’outubro
ácer
ca da solemnidade
do
Jubileu
do
Anuo
Santo,
praticada
com
muita
concorrên
cia e
esplendor
n*aqttella
cidade
:
«Como
esiava
annttnciado tiveram
lo-
gar
nos
dias
15,
16
e 17
do
corrente as
procissões
em visita
ás
egrejas determi
nadas
e
os
exercícios
e
praticas religio
sas.
A
primeira
pratica
do dia
15
foi
feita
pelo
rev.°
padre
Medeiros,
reitor
do
Se
minário,
na
qual
desenvolveu
com
argu
mentos
solidos
o
verdadeiro
fim
do
ho
mem,
e
conçluiu
por
exhortar
a
todos
que
seguissem
os
preceitos
da
nossa
san
ta
Religião,
observando
os
Mandamentos
de
Deus
e
da
Egreja,
como
os
únicos
meios
que
nos
levam
ao
nosso
verdadeiro
fim.
Em
á
seguida
á
pratica
houve um
bocado
ue
leitura
espiritual
feita
pelo
rev.°
padre
Alves,
que
acabou
ao
meio
dia. De
tarde
fez
a
pratica
o
exm.°
snr.
Governa
dor
do
bispado, a
qual
versou sobre
o
Jubileu,
sua
instituição,
e
as
condições
indispensáveis
para o
ganhar.
Depois da
pratica
começou
logo
a
procissão.
No
dia
seguinte
(16)
ás
mesmas
horas
e
com
a
mesma
ordem
tiveram
logar
os
exercícios
e praticas
do
dia antecedente,
sendo
porém
feita a
pratica
de
manhã
pe
lo
rev.°
padre
Gomes,
o
qual seivindo-se
do texto,
Qui
vult
ventre
post me
abne-
get
semelipsum
el
lollat
crucem
suam,
fal-
lou
admiravelmente sobre
as
cruzes
;
que,
com animo
e
fortaleza,
devemos levar
até
ao
fim
da
nossa carreira
mortal.
No
terceiro
dia
(17)
tornou
a
appare-
cer
no púlpito
o rev.°
padre Medeiros,
fazendo
a
pratica
de
manhã,
a qual
ver
sou
sobre
o peccado
e
sobre
as
suas
fu
nestas
consequências.
A
um
sacerdote ou
vimos
nós
dizer
que,
depois
da
saida dos
jesuítas, não
linfia ainda havido pratica
igual
á que
n
’
este
dia fez
o rev.°
padre
Mediros.
Foram,
emfun,
3
dias
de
verdadeira
penitencia
;
3
dias
de
muita
edificação
religiosa,
e
em
que
houve
mais
de
3.0U0
communhões
!
São
muitos
os
íruclos
que
d
’elles
se tiraram,
e dum
indivíduo sa
bemos
nós,
que,
depois
de ouvir
uma
das
praticas,
fôra
ter
com o
padre
pré-
gador
e
lhe dissera
pouco
mais
ou
me
nos
n’
esles
termos:
«Padre,
ha
16
annos
que me
não
confesso.
Reconheço
o
mal
que
fiz,
e
estou
resolvido
a
emendar-me
e
a
mudar
de
vida; quero
confessar-me
e
observar
as
condições necessárias
para
ganhar
este
jubileu!»
A
Cathedral
esteve
quasi
apinhada
de
fieis
em
todos
os
3
dias,
e
todos
ou a
maior
parte
animados
do espirito
de
Deus,
e
do
desejo
do
bem
de
soas
almas.
To
dos
observavam o
mais
profundo
silencio,
e
todos
mostravam
sentimentos
de
gran
de
compuncção
e
respeito,
chegando
mui
tos
indivíduos
a
estarem
de
pé quasi
2
horas,
sem mostrarem
o
menor
movimen
to de
enfado
ou cansaço.
O
ex.
mo governador
do
bispado
anda
va
sempre
risonho,
e
parecia
indicar
que
grande
alegria
e
consolação
experimenta
va
ao
ver
a
gloria
que
a
Deus davam
os
seus
diocesanos,
que
tão dispostos
es
tavam
a
ganhar
o Jubileu.
A’
s
piocissões
concorreu
um
numero
incalculável
de
calholicos
que
tomavam
grande
extensão,
caminhando
todos
com
muito
respeito
e
devoção.
A
ordem
da
procissão
era
a
seguinte
:
Adiante de
lodos
ia a
cruz
da
Se, em
seguida
a
confraria
de
Nossa Senhora
do
Rosário,
a
cruz
e
a
confraria
da
Ordem
Terceira,
e
atraz
d
’esta os
homens.
Depois
dos
homens
seguia-se
a
communidade do
Se
minário
e
o
clero todo.
Fechavam
em
fim
a
procissão
as
mulheres
que
excediam
o numero
de
homens.
Quem
chegasse a
Macau
n’esses
dias
não poderia
deixar de
exclamar
admirado
:
«O
povo
de
Macau
é
profuudamenle
re
ligioso!»
E
é
com
efLito
:
religião,
tem-
n
’
a
elle
arraigada
no coração,
o
que
lhe
falta
e bastante é
urna
sólida
instrucção
religiosa. E
’
por
isso,
que
muito
seria
para
desejar, que
sua ex.a
o snr.
go
vernador
do
bispado,
para
não
deixar
lambem
perder
o
Duelo
d’estes
dias
de
santificação,
ordenasse que
em todos
os
domingos
houvesse,
pelo
menos
na
Ca-
ihedrai,
uma
pratica
e
explicação
do ca
tecismo
feita
-
por
algum
dos
<ev.os
pa
dres
qne
tiveram
a
graça de n
’esles
dias
locar
o
coração
dos
fieis.
Antes
de
acabar
este
artigo,
não
po
demos
deixar
de
manifestar
a
nossa
ma
goa,
por
vermos
um
militar
que
appa-
recia
n’esses
dias
no
meio
das
ruas
pu
ra
mostrar
a
sua
ignorância
e
falta
de
educação
conservando-se
com
o
bonel
na
cabeça
e
com
o
charuto
na
bocca
ao
passar
em
frente
do
augusto
simbolo
da
nossa
redempção,
em frente
d’
um Deus
humanado
e
pregado
n
’
uma
cruz
por
cau
sa
dos homens!
Um
militar,
e
um mili
tar
catholico
e
porluguez
portar-se assim
!
Que
escandalo!
que
vergonha!
que
mi
séria
!
um
protestante
não
faria
outro tan
to
!
O
snr.
Ebele
e
mais
outro
protes
tante
pararam,
tiraram
o
chapéu,
e
se
conservaram
com
ioda a
seriedade
em-
quanto
passava a
procissão.
E
o
que fa
zem
os
protestantes
por
civilidade
sómen-
le,
não
fará
um
militar
catholico
e
por-
tuguez
?
!»
—(Palavra).
Notiena
geugi-aftea.—
O
tenente
in-
glez
Cameron, chegou
no
dia
19
de
ou
tubro
ultimo a
Loanda,
na
costa
Occiden
tal
de
África,
procedente de
Ujidji,
d
’
onde
partira
em maio
de
1874, isto é
ha
atino
e meio.
Esta
noticia
tem
para
os geógra
fos
uma
importância
de
primeira
ordem.
E
’
a
primeira
vez
que
o
continente
afri
cano
é
atravessado
de
lado a
lado.
M.
Cameron padeceu
grandes
trabalhos
de
pois
da sua
partida de Zanzibar,
para
chegar
á
cidade
de
Ujidji,
no
lago
Tan-
ganika;
no caminho
perdeu
dois
compa
nheiros
europeus.
N
esta
viagem o
viajante
Cameion
re-
clificou
o
mappa do
lago
Tanganika,
ex
plorou
o Loukonga,
rio
pelo
qual
o
grande
lago africano
derrama
as
suas
aguas
para
oeste,
na
região
onde
morreu
o
dr.
Li-
vingstone,
e
onde
este celebre
investiga
dor
encontrára
uma
serie de lagos
e
de
rios
que
tomou
peias
nascerdes do
Nilo
e
que podem
muito
bem
ser
as
do
Gon
go.
A chegada
do tenente Cameron
a
Loanda
parece
demonstrar
a realidade
d'esta
ultima
hipothese.
Monumento
a Cliristovíío
t’o-
lombo.—
Eis
a
discripção
de
um monu
mento que
vae
ser
levantado
a
Christovão
Colombo
n
’
oma
das
grandes
praças publi
cas
do
México.
O
celebre
navegante
está
de
pé,
com
uma das
mãos
erguida para
o
céo,
como
quem
dá graças á
Providencia
e
com
a
outra
designando
no
mappa-mundi
a
des
coberta
da
America.
Ao
seu
lado
estão:
Leon
Diego,
a
quem
Colombo
deveu
o
não
ser
queimado
pela
inquisição:
Juan
Perez
de
Marcheno,
superior
do
convento
Probido,
cuja activa
ccilaboração contribuiu para a descoberta
do
Novo-Mundo:
Lascasas,
bispo
qne
se
expatriou
para
ir catechisar
os
infiéis
das
Novas
Índias;
e
emfim
um
missionário
prégando
a
palavra de
Deus
a
um
joven
indio.
Estas
5
figuras
de
bronzo,
habilmente
agrupadas
em
volta do personagem
prin
cipal,
produsero
um
bello
effeito.
A
altura
total
do
monumento
é
de
10
metros.
O
pedestal
é ornado de
dois
baixos
relevos,
representando
a
egreja
e
o
desem
barque
de
Christovão
Colombo.
As
estatuas
são
obra
do
esculptor
Cor
deiro,
e
pesam
150:000
kilogrammas.
Exéquias.—
No
dia
3
do
corrente
ti
veram logar
na
egreja
do
Hospital
da
S.
Marcos
d
’
esia
cidade
as
exequias
previa-
mente
annuticiadas,
suflragatido a
alma
do
generoso bemfeitor
d
’aquelle
estabellecimen-
to, o
revd.0
abbade Antonio
Joaquim
Nu
nes d
’Abreu, utlimamente
fallecido. A
es
te
acto
assistiu
a
exc."
‘a
Mesa
da
Santa
Casa
da
Misericórdia,
os
testamenteiros
e
alguns
amigos
do
finado.
Cabe
aqui
louvar
a
respectiva
adminis
tração
pela
resolução
que
tomou
em
tribu
tar
d’esta
forma
toda
a
sua gratidão
e
re
conhecimento
a
tão
insigne
bemfeitor.
Honra
lhe
seja.
Pobreza dliomens
c»lefer®s.—■
Homero
viveu
e
morreu
ua
mendicidade.
Tasso
não
poude
comprar
uma
vela
para
escrever
de
noute
a famosa
Jerusalem.
Eso-
po
foi um
desgraçado
que
se
despenhou
no
monte
Delphos.
Olivay
expirou
n
’
um
palheiro.
Bethneis
morreu
de
miséria
u
’
um
celleiro.
Muiillo
percorria
descalço
as
roas
de Seviiha.
Le
Sage
viveu
de
esmolas.
Gorueille
oão
leve
no
dia
da
soa
morte
uma
lijella
de
caldo.
Adamsou não
sahia
á
rua
por
não
ter
calçado.
Cervames
es
creveu o
seu
immoital
D
Quixole
n
’uin
calabouço,
e
morreu
de
miséria
e
desespe
ração.
Camões morreu
n
’
um
hospital.
Eoubo
Haerilego.
—
Na
noite
de
21
para
22
do passado,
foram
roubados
da
egreja
parochial
de
Santo
Aleixo,
do
con
celho
de
Moura,
no
Aíemtejo,
os
vasos
de
prata
em
que
achavam
os
santos
oieos
e
as
formulas
sagradas.
Suppõe-se
que
foi
mais
do
que
um
delinquente.
Para
perpetrarem
o
roubo,
arrombaram
as
portas
da
egreja
com
uma
pua,
depois
arrombaram
o
sacrario
e
fizeram
ainda
ou
tros
arrombamentos
interioies.
Calcuia-se o
valor
do
roubo
em
60$
a
70$000
réis.
Passe
—
Por
portaria
do
ministrio
das
oóras
publicas
foram
aocto-
risados
os
direclores
dos
caminhos
de fer
ro
do Minho e Douro
a
conceder
passe
aos
indivíduos
que
forem
indicados
pela socie
dade
agrícola do
Porto
para
transitarem
n
’
aqueilas
linhas
giaiuitamenle
nos
mes
mos caminhos
todos
os
productos desti
nados
á
exposição da Philadelphia.
Sinistros
marítimos,—
Continuam
os
sinistros
marítimos.
Um
despacho
de
Hong
Kong,
de
21
do
passado,
dirigido
ao
Lloyd, annuncia
que
o
navio
francez «Atniral
Duvaox»,
indo
de
Warnpoa
para
Londres,
se
perdeu
comple-
lamenle
no
estreito
de
Sonda.
—
Escrevem
de
( herburgo:
O paquete Ja
companhia transantlanli-
ca
«Labrador»,
procedente
de
Nova
York,
teve
que
arribtr
aqui
por
causa
do
nevoei
ro
e
desembarrou
as
malas
e
os passagei
ros.
JLuz.
electi-ica.—
Unja
das
mais uteis
applicações
da
luz
electrica
é
a
illumina-
ção
dos
pharoes.
No
Iittoral
da
Ingl.
(erra
e
França
já
fuiccionam
alguns
pharoes
ele-
clricos,
que
[restam
relevantes
serviços
á
navegação,
evitando
naufrágios,
e o cho
que
e
abalroamento dos
navios, quasi
sem
pre
perigoso efalal.
I.utos.
—
Q
luto
pesado
em
Portugal
até
ao
reinado
de
D. Manoel,
era
de
bu
rel branco,
sendo até
então
o
trajo
negro
indicio
de
prazer
e
alegria.
O
primeiro
lu
to
negro
que
se
usou,
foi
pela
morte
de
D.
Philippa,
lia
de
el-rei
D.
Manoel.
A
côr
do
luto
entre
os
chinas
é
o
branco,
symbolo
da
aureza
das
almas
soltas
dos
laços
terrestres.
Entre
os
Arménios,
Sy-
rios
e
Turcos
é
o azul,
côr
de
ctii.
Na
Ethiopia é
a côr
da
terra que
recebe
os
restos
morlaes.
No
Egypto
é
o
amarello,
côr
de
folha
quando cae
e
morre.
©
Veauvto. —
A
erupção
do
Vesuvio
cominúa acentuando-se
cada vez mais,
ten
do
apparecido
o
fogo
uo
interior
da
crate
ra
; para
vel-o
é
necessário
subir
ao
ci
mo
do
monte;
o
penacho
de
fumo
é
im-
menso,
e
como o
professor
Palmieri
an
nuncia
do
observatorio
situado
a
meio
da
montanha,
que
a
erupção
durará provavel
mente
muito
tempo,
é
grande
o
desas-
socego nas
povoações
da
Torre
del
Greco,
Resina,
Somma
e
outras
situadas
proxi-
mo
do
Vesuvio.
EstatiHCiea.
—
Segundo
dados estatís
ticos
publicados
no
Almanach
de
Golha
para
1876,
ha
e<n
França
35
milhões
de
catholicos,
cerca
de
500:000
protestantes,
49:000
judeus,
3:071
indivíduos
pertencen
tes
a diversos
cultos,
isto
é,
mahometanos,
bondhistas, etc.
e
82:000 francezes
que
de
clararam
não
reconhecer
religião
alguma.
Scena <lo
nevoeiro ean Paria:.—
Una
sugeilo
e
uma
senhora,
que
apesar
de
estarem
um
ao
pé
do
outro
não
differen-
çavam
senão
os
vultos
:
—Permitle-me
que a
acompanhe
a
casa
?
—
E'
inútil, senhor,
estou
quasi
ao
pé
da
minha
porta.
—
Tenho
immensa
pena,
minha
senhora.
—
Eu
vou
com pressa
porque
meu
ma
rido
deve
estar
com
cuidado
se
já
chegou
a
casa.
—
Ah
! E
’
casada
?
—
lufelizmente !
—
Também
eu!
desgraçadamente!
Suspiraram
ambos.
D
’alli
a
passos
:
—
Peço-lhe que
se
vá
embora.
Eis-me
chegada
a
casa.
—
Também
eu.
—A
minha
é esta.
—
Não,
esta
é
a
minha
!
Ora
essa
!...
Entram.
E
á
luz
do
gaz da
escada
reco
nhecem-se.
O
marido
tinha
acompanhado
a
casa
sua
própria
mulher.
Conselhos
aos barbeiros.
—
Na
America
um
mestres barbeiro
leve
de
lu
cros
o
anno
passado a
bagatella
de oito
mil
duros,
mas
para
isso
empregou
na
sua
loja
ofliciaes surdos-mudos
;
de
maneira
que
não
podendo
elles
ser
tagarellas,
não
afu
gentavam
os
freguezes.
Aproveitem
o
conselho que se
não
ar
rependerão
;
a
diíliculdade
está
em
encon
trar os
ofliciaes,
que
se
encontram
na
Ame
rica.
vajue
:
djl
»
ks
Cavaco
sobre
os Viazaríistas,
do
snr. Itnnea.
Deixemos
D.
Joaquina
que
recomenda
a
Ernesto
que
acompanhe
seu
pae,
e
por
íim
faz
uma
careta
ao primo,
quando
este
lhe
falia
da
irmã,
e
venham á
scena
o
snr.
Carlos
e
o snr. Ernesto.
A
conveisação
é
edificante.
Ernesto
receia
que
a priminha
tenha
dado
em
beata
e
que
se
não
realise
o
seu
casamento
com
eila.
Pode
querer
profes
sar
oo
instituto
de
S. Vicente de Paulo
e
por
isso
fugir-lhe
a
pequena
(e
a
fortuna
que
talvez,
em
ede
casando,
podesse
es-
palhar-se
pelas
cantoras da
«Opera»).
Carlos
de
Magalhães,
liberal
pelos
qua
tro
costados, protesta pela
firmeza
de suas
convicções;
aborrece
os
jesuítas
e
irmãs
da caridade, injuria-as,
chama
corvos aos
padres,
e
Ernesto
lisongea
as
ideias
do
velho
liberal
e
o
nome
glorioso de
seu
futuro
sogro.
A
pequena
chega
alfim
acompanhada
pela
mana
e
pelo
padre
Bergeret; mostra-
se
tímida;
baixa
os
olhos encarando
com
o
primo,
que
deve
usar
a luneta
do snr.
Ennes;
o
pae
abraça
a
tilha
em
eflusões
de
ternura;
e
depois
engelha
a
caranto-
nha
ao
íitar
o
padie
; Ernesto
dirige a
este
um
doesto;
e
os
dois
lá
se
bispam
com
a
pequena,
ficando
Joaquina
e
D.
José
Em
plena
scena
ioslallados
Com
o
padre
Betgeret.
(0
drama
do
snr.
Ennes
não
tem
mono-
logos.
Fez
bem
o
dramaturgo.
O
aclor,
acliado-se
só em
scena, póde
encavacar,
e
o
drama
do
snr.
Ennes
poderia
perder
com
isso
d
’aquella
força
e
animosidade
que
o
caracterisa).
Na
quarta
scena
d
’
este
aclo
já
se dei
xa
conhecer
bem
lodo o
enredo.
O
pae
liberal,
a
tilha
beata,
o
sobrinho
peralvi
lho,
lá
andam
pelo
jardim
a
fazer
ramos
de
macacos
amarellos,
em
quanto a
mana
Joaquina,
o
D.
José,
com
quem
deseja
ca
sar,
e
o padre
Bergeret
urdem
a
tea
em
que
procuram
apanhar
a
pequena
e
a
sua
fortuna.
Ora
o
sor. Ennes
não
foi
feliz
na
concepção
do
tal
drama.
Por honra
do
seu heroe
Carlos
de
Ma
galhães, não
lhe concedeu
um
tilho
ou
fi
lha,
que
fosse
modelo
de virtudes,
que
de
viam
brotar
do
seio
d
’
uma
família emba
lada
no
berço
da
liberdade.
D. Joaquina,
a
fiiha
mats
velha do
heroe
liberal,
era
já
péssima
espasa
e dessipadora,
antes
de
ser
beata.
Isto
foi
esquecimento imperdoá
vel
do
snr.
Ennes.
Os lazaristas
é
que
deviam
fazer
perder
Joaquina, como
per
deram
a
irmã,
e
não
o
despeito
das
hon
ras
de
seu
marido, do
seu
talento,
ou
tal
vez
as
suas
ideias
liberaes.
Não
se afflija
o
snr.
Ennes
com este
desar
; pense emen
dar
n
’
esta
parte
o
seu
drama,
fume
um
charuto
e limpe
a
luneta
ao
seu
lenço
branco.
Segundo
aclo.
—
Que
o
snr. Ennes,
ames
trado
em coisas
de
egreja,
farejasse
conver
sações
em
sachristia,
vá;
mas
que
n
’
el-
la
encaixasse
um
padre a
arengar
homibas,
isto
só
do
snr. Ennes!
Com
que
então,
snr. Etmes,
o
sermão
de
Santo
Igcacio
é
feito
na sachristia?!
Provavelmente
será
a
missa
no
còro e
a
procissão
no
telhado.
Além
d’estes
disparates
do
snr.
Ennes,
onde
viu
o
dramaturgo
um
padre,
fazen
do uma
prédica, dirigir-se
*n’ella
particu
larmente a
uma
ouvinte
e
cair
esta
aos
pés
d
’elle
confessando
sua
culpa
?
O padre
no
púlpito reprehende
geral
mente
o
vicio
e
exalta
a
virtude,
mas
nunca
ninguém disse
que um
piégador
se
dirigiu
a
um
quidam, a
não
ser
faliando
d
’
algom
impio
que
com
o
poder
do
man
do
afilige a
Egreja
Calholica.
Talvez
que
na
egrejinha
maçónica
se
jam
os
seus
membros
reprehendidos
em
particular
;
em
nossos
templos,
não.
Diz-
se,
sim,
que
o
ceo é
para os bons
e
o
in
ferno
para os
maus.
Ora
o sor. Ennes
com
a
gloria
das
campainhas
não
se
importa
com ceu
nem
inferno
e
conlenta-se
com
pouco
—
cobres
no
bolso
e
bravos
e
palmas
no
Gymoasio
e
S.
Geraldo,
etc. Apoiado
I
Terceiro
aclo.—
No
segundo
aeto
toquei
de
leve
na conversação
própria
de lupa
nar, porque
«não
sei
de
nojo como
o
con
te»
;
agora
do
tim
do
mesmo
quando
o
tal
Ernesto
acaba
— a guerra,
a
guerra,
por
honra
da liberdade—
,
direi
que
á
platea
cumpria
acabar
por
um
famoso—
PUM
!
Fatiemos
do
terceiro
acto.
O
pae
das
filhas
perdidas, das
quaes
nem
a primeira
floriu
á sombra
da
liberda
de,
nem
a
segunda
se
casou
por
causa
dos
«lazaristas»,
anda
n’
este
acto
agonisante
amparado
pelas filhas
e
sobrioho.
Conti
nua
ainda
a
vociferar
contra
os padres
e
diz
sempre,
sempre,
para
quo
não reste
duvida,
que
é
liberal.
. Lamenta
que
a
filha
seja
beata
e
que
não
queira
casar-se.
No
tim
de
contas
morre
(o
acior,
para
ir
dormir
no Hotel
Real),
mas antes
de
morrer
assigna um
papel
que
Ernesto
rasga, papel
que
con
tém
uma
retractação
de
suas
ideias
falsas.
O
D.
José
já
não
casa
com
a
D.
Joa
quina,
e
esta
com
o
primo
injuria
o
padre
Bergeret,
(lazarisla
d
’
uma
certa
escola)
que
leva
a
pequena
e o dinheiro,
e
contem-
iam-se
com
urrar
com
toda
a
força do
de
sespero
:—Salvemos a
liberdade!
E’ este,
em
o
resumo,
o
drama
os
«Laza-
ristas»,
que
tem
sido
objecto
de
guerra
en
tre gregos
e troianos
e
com
que
julgaram
os
bandeirinhas
do
Porto
vinrem
esmagar
Braga,
trazendo
d’
alli
uma
plateia
comple
ta.
Muitos d’elles não
podiam
medir
no
dia
seguinte um
metro
de
basofia
e
outros
nem
sequer
furar
com
a
sovela.
Tal
era
o
estado
em
que tinham
as mimosas
mãos
por
causa
das
palmas !
E
digam
lá
que
custa
muito a
gloria
e
um
nome
illustre
!
Para
o
snr.
Ennes
apenas
alguns
dias
de liça com
sua
penna
d
’
oiro.
Um
povo
enthusiasta
o
saudou
em
mui
tos theatros do
fidelíssimo reino.
Pa^bleu
f
Agora
snr.
Ennes,
ao
reino
dos
ma
cacos !
ao
reino
dos
macacos !
E
digo
is
to
por
honra
da liberdade,
que
de
lá
nos
veio.
ZOPIRO
SAflDE
A
TODOS
sem
medicina,
pur
gantes
nem
despezas
com
o uso da
delicio
sa
farinha
de
saúde,
DU
BARRY
de
Londres.
39
anno* d’invariavel aueeeaso
5
Toda
a
moléstia acaba
com
o
uso
da
deliciosa
Revalesciére
du
Barry
que
tor
na
a
dar
a
saude,
a energia,
a
boa
di
gestão
e
o
somno.
Cura
as indigestõe,
(dispepsia)
gaslrica,
gastralgia,
flegmas,
arroios,
flatos,
amargor
na
bocca, pitui-
tas,
nauseas,
vomilos,
irritações
intesli-
naes,
diarrhea,
dizenteria,
cólicas,
tosses
asihma,
lalta
de
respiração,
oppressão,
con
gestões,
mal
aos
nervos,
diabethe, debi
lidade,
todas
as
desordens
no
peito,
na
garganta, do
alilo,
das
bronchiles, da
be
xiga, do
figado,
dos
rins,
dos
intestinos,
da
mucosa,
do
cerebro
e
do sangue.
75:000
curas
entre as
quaes
contam-se
a
do du
que de
Pluskovv
da exc.
ma
snr.a
marqueza
de Brehan, dos
doutores
Manoel
Saens de
Tejada
da
Universidade
de
Cordova
etc.
etc.
Certificado
do
celebre
dr.Rudolph
Wur-
zer
z
Bonn,
19
de
Julho
de
1854.
Esta
ligeira
e
agradavel
farinha
é
o
melhor
absorvente
;
ao
mesmo tempo
nu
tritiva
e
reslauiante
substitue
admiravel
mente
toda
a
medicação
em muitas
doen
ças.
E
’
de
grande utilidade, sobre
tudo
nas
renitências
habituaes
do
ventre,
bem
como
nas
diauheas,
affecçôe»
nos
rins
e
na bexiga,
na
pedra,
irritações,
inflamações,
e
caimbras
da
uretra,
e
bexiga,
nos
aper
tos
e hemorroides
bem
como
nas
enfermi
dades
pulmonares,
bronchiles,
na
tosse
e
consumpção.
Tenho
a
convicção
que
a
Re
valesciére du
Barry
tem
a
propriedade
pre
ciosa
de
curar
as
moléstias hecticas.
Dr.
Rud.
W
urzer
membro
de
muitas
socidades
scientificas.
Seis
vezes
mais
nutritiva do
que
a car
ne sem
esquentar,
economisa
cincoenla
vezes
o
seu
preço
em
remedios.
—
Preços
fixos
da
venda
por
miudo
em
toda a
pe
nínsula
:
Em
caixas
de
folha
de lata,
de
*/4
kilo,
500
;
de
*/
2
kilo
800
rs
;
de
um
kilo,
1$400
reis; de
2
4
/j
kilos,
3$200
reis;
de
6
ki-
los,
6$400
reis,
e
de
12
kilos,
12$000
reis.
Os
biscoitos
da
Revalesciére
que
se
po
dem
comer
a
qualquer
hora, vendem-se
em
caixas a
800
e
l$400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a
saúde
é
a
Kevale^eière choeolatada;
ella
res-
titue
o
appettite,
digestão,
somoo,
energia
as
carnes
duras
ás
pessoas,
e
ás
creanças
e
mais fracas,
e
sustenta
dez
vezes
mais
que
a
carne,
e
que
o chocolate
ordinário,
sem
esquentar.
Em
paus,
ou
em
pó
em
caixas
de
folha
de
lata
delO
chavenas,
500
reis;
de
24
cháve
nas,
820
reis;
de
48
chavenas,
1$40(J
;
de
120
chavenas,
3$200
reis,
ou
25
reis
cada
chavena.
Í54KRY
»5J
C.
a
—
Pia-
ce Vendòme,
26,
Pariz;
77
Regent
Street
Londres
;
Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharmacetilicos,
droguistas,
roer-
cieiros,
etc., das
províncias
devem diri
gir os
seus
pedidos
ao
deposito
Central
;
snr.
Serzedello
&
C.
a
Largo
do
Corpo
Santo
16,
íLisboa,
(por
grosso
e miudo)
;
Carios
Barreio,
rua
do
Lorelo,
28;
Bar
rai
&
Irmãos, rua Aurea, 12.
í*orro,
J.
de
Sousa
Ferreira
<& Irmão,
rua da Ba
nharia
77;
de
Sequeira
;
J.
Pinto
;
Desí-
ré
Rahir
;
Coimbra,
V.
Botelho
de
Vas-
concellos
;
Aveiro,
F.
E. da
Luz
e
Costa,
pharm.;
ESureellos,
Ramos,
pharm.;
SSrssg»,
Pharmacia
Maia,
rua
dos
Chãos,
Pipa
& Irmão,
rua do
Souto,
Domingos
J.
V.
Machado,
praça
Municipal.
Figueira,
Antonio
Vieira,
pharm.
;
GuimarSt»,
A.
J.
Pereira
Martins,
pharm.
;
Peno-
fiel,
Miranda,
pharm.
;
K
“
®s«te do Lima,
A.
J.
Rodrigues
Barbosa,
pharm.
;
Po
voa
do
Varzim,
P.
Machado
de
Oli
veira,
pharma.
;
Vianna do
Castello,
Aflonso
e
Barros,
droguistas;
Viila
do
Conde,
A.
L.
Maia
Torres, pharm.
16BADECIDEST0S
Manoel
José
Marques,
Narciso
José
Mar
ques,
José
Antonio
Marques,
Bernardo
Jo
sé
Fernandes
Carneiro
e Antonio
Joaquim
Loureiro,
agradecem
por este meio,
na
impossibilidade
de o fazer
pessoalmeute,
a
todas
as pessoas
que
os
obsequiaram
por
occasião
do
fallecimento
de
sua
presada
esposa,
mãe
e
sogra.
A
todos protestam
sua
indelevel
gratidão
e
eterno
reconheci
mento.
(2884)
Manoel
José
Barbosa
de
Brito,
e
suas
eotheadas Candida
Gonçalves
de
Carvalho
e Brito,
e
Anlonia
Maria Gonçalves
de
Car
valho
e
Brito,
não
podendo pessoalmente
como muito
desejavam
agradecer
a
todas
as excellentissimas
senhoras
e
senhores,
que
se dignaram
cumprimental-os
por
oc
casião
do
fallecimento
de
sua
chorada
es
posa
e
mãe
Maria
Rosa
de
Carvalho
e
Bri
to,
veem por
este
meio
dar
publico
teste
munho
de
seu
reconhecimento
e
gratidão,
com
especialidade
ao
snrs.
ecclesiasticos
que
gratuitamenle
se
prestaram assistir
aos
sufiragios
que
por
alma
da
mesma
se fize
ram
na
venerável
Ordem
Terceira.
(2883)
José
de
Lima
Pereira,
e
suas
irmãs,
fi
lhos
e sobrinhos,
agradecem
por
este
meio
na
impossibilidade
de
o
fizerem de
outra
forma
como era do seu dever,
a
todas
as
pessoas,
especialmente
ás de
suas
relações
que
se
dignaram
cumprimenlal-os
por
oc
casião
do
fallecimento
de
seu
presado
ir
mão
e
thio
José
Maria
de
Lima,
e
que
se
dignaram
assistir
aos
oflicios
que
por
sua
alma
tiveram
logar
no
dia
25
do
corren
te
na
real
egreja
de
Santa Cruz,
d
’
e>ta ci
dade,
a
todos
protestam
seu
eterno
reco
nhecimento
e
gratidão.
(2876)
Maria
do
Soccorro
Paiva
e
Aguiar,
Barlholomeu
José
de
Paiva,
capitão
em
Loanda,
João
Luiz
de Paiva,
ausente
no
Rio
de
Janeiro,
e
Domingos
José de
Sou
sa
Aguiar,
agradecem
por
esia
fórma,
não
o
podendo
fazer
pessoalmente,
a todas
as
pessoas
que se
dignaram cumprimenlal-os
e
prestar-lhes
seus
serviços por
occasião da
fallecimento
de
seu
presado
pae
e sogro,
Antonio
José
de
Paiva,
a
lodos
agradecem
seus
obséquios
e
protestam
seu
reconhe
cimento.
D.
Rosa
Clara
de
Lima,
seus
irmãos,
cunhado
e
sobrinhos,
agradecem
por
este
meio,
na
impossibilidade
de o
lazer
pes
soalmente,
a
todos
os
ill.m0S
e
exc.
inos
snrs.
que
os
visitaram
e
obsequiaram
por
occasião
do
fallecimento
e
enterro de
seu
presado
irmão,
cunhado
e thio
o
ill.
ino
snr. José
Maria
Lima
da
Silva,
cujo
enterro
teve
logar
no
dia
18 do
corrente.
(2875)
ÂHNOTCIOS
Machinas
de
pequenas
impres
sões.
Livraria Catholiea
DE
Joaquim José
Vieira da
Rocha,
10
—
Rua
do
Souto
—
10
BRAGA.
Imprime
cartões
de
visita
e
de
casamen
to;
marca
papel,
enveloppes
e
faz
pequenas
facturas.
Preços
commodos.
(2870)
Banco
Commercial
Agrícola
e
Industrial
de
Villa
Real
Sociedade
BHonynia de
responsabi
lidade
limitada.
Por
ordem
do
exc.
mo
snr.
presidente
da
Assembleia geral,
são
convidados
es
snrs.
accionisias
do
mesmo
Banco
a
comparece
rem
na
sessão <rdinaria
da
assembleia
geral,
que
hade
ter
logar
pelas 11 horas
da
manhã
do
dia
18
de
janeiro
proximo,
na
casa
do
Banco, para
o
fim
declarado
no
art.
45.°
dos Estatutos.
São igualment-? convidados,
para
n’es-
sa
sessão
ou
na
immediata,
se
proceder
á
eleição
do
Vice-presidente
e
do
primeiro
secretario
da
assembleia
geral
e
d
’um
vogal
effectivo
do^conselho
fiscal,
cujos cargos
se
acham
vagos.
Villa
Real, 30
de
dezembro
de
1875.
O
2.°
secretario
da
Assembleia
geral,
(2886)
Anselmo
Pereira
Bahia.
(J KG ENT E
Precisa-se
alugar
uma
loja
ou
salão,
que
tenha
as condições
necessárias
para
dança.
Também
se
precisa
d
’um
piano.
Quem
os
uver
e
queira
arrendar,
dirija-se
ao
Hotel
Particular,
no
largo
da
Porta
No
va.
(2885)
ASYLO
DE S.
JOSE
’
São
por
este
meio convidados
os
bem-
feitores
do
Asylo
dos
entrevados
de
José
a
reunirem-se
no dia
9
do
corrente
pelas
11
horas da
manhã no
edifício
do
mesmo
Asylo,
afim
de elegerem
a
Junta
administradora
que
tem de
gerir
o
mes
mo
estabelecimento
no
corrente
anno
de
1876.
O
secretario
(2887)
José
da
Rocha
Veiga.
Responde-se
e
garante-se
a pureza
e
boa
qualidade
de
todos
estes
vinhos,
po
dendo
todo
e
qualquer
consumidor
man-
da!-o
experimentar
por
meio
de
qualquer
processo
cbymico.
(N*)
AVZSO
Banco
Agrícola e Industrial
da
Estremadura
São
convidados
os snrs.
accionistas
d
’
es-
te
banco
a
fazerem
a
quinta
e
ultima
en
trada
de
20
p.
c.
ou
10$000
reis por
acção
desde
o
dia
3
a
8
de
janeiro
pro-
ximo.
Porto,
séde
do
banco,
praça
de
Car
los
Alberto, 92.
Lisboa,
rua
dos
Bacalhoeiros,
51,
ca
sa
de
David
Gonçalves
Chaves.
Braga,
casa de
João
Baplista
Lopes
Em
conformidade
com
o
artigo
56, §
unico
dos
estatutos
d
’
este
banco
previ
nem-se os
snrs.
accionistas
que
não
fize
rem
a
entrada
acima
pedida dentro
do pra-
so
acima
marcado
que
terão a
pagar
mais
um
p. c.
por
mez
pela demora
que hou
ver
em
fazer
até
o máximo
de
12
mezes,
a
contar
do
ultimo
dia acima
indicado
e
findo
esse
praso
serão
as
acções
em
questão
consideradas
propriedade
do
ban
co,
sem
que tenham
direito
a
reclamação
alguma.
Previnem-se
os
snrs.
accionistas
que
ainda
não
completaram
as
entradas
pedi-
Paquetes
DOURO
.
14
de
Janeiro
MONDEGO
.
29
de
»
ELBE
.
. 13
de
Fevereiro
a
sair
de Lisboa
:
29
13
| GUADIANA
.
29
de
«
|
MINHO
|
NEVA
de
de
Fevereiro
Março
O
paquete de
13
toca
em
S.
Vicente, Pernambuco,
Bahia, Rio
de
Montevideu
e
Buenos-Ayres.
O
paquete
de 29 toca
em
S.
Vicente,
Rio de
Janeiro,
Montevideu
nos-Ayres.
B
h
preços
gâo
muito
rasoaveU
das,
que
se
acham
em
debito
de
1
p.
c.
por
mez
pelas
chamadas
em
divida.
Porto, 22
de
dezembro
de
1875.
Os directores,
Eduardo
Lyon.
Eduardo
Bibeiro
Mendes.
(2871)
Felix
Plácido
de
Sande.
Nova
fundição
de
ferro e
me-
taes
Be
Antonio
Germano Ferreirinlia
Travessa
de
S. João—Braga.
O
proprietário
d
’esta officina
funde
to
da
a
obra de
ferro e
metal,
de qualquer
Esta
companhia
para
maior
vantagem,
resolveu
ter a
bordo
de
todos
os
seus
vapores,
criados
e cosinheiros
portuguezes
para
servirem
os
passageiros
de
todas
as
classes,
cujo
tratamento
se
torna
hoje
o melhor
possível.
Cada
passageiro
de
3.
a
classe
tem
grátis, belixe
com
colchão
e
roupa
de
cama,
vinho
e
comida
á
portu-
gueza,
tudo
em
abundancia.
O
transporte
do
caminho
de
ferro
até
Lisboa
é
por
conta
da companhia
bem
como
outras
despezas.
Para
mais
esclarecimentos
prestam-se
em
casa
do
agente
n
’
esta
cidade,
rua
do
Souto
n.°
43.
—
Em Braga.
João
Manoel da
Silva
Guimarã
s.
(V*)
Carreira
semanal
A
’
s
quartas
feiras
tamanho
e
natureza
que
seja,
assim
como
lambem
faz
memórias
de
ferro
ou
metal,
tudo
pelos
preços
do
Porto,
e
com
a
ma-
xima
perfeição.
NOVA CHAPELERIA
DE
ALMEIDA
MAIA
(
antiga
ciiapeleria
campos
)
44
—Bua
do Souto—44
—
Braga
Faz
publico,
por
este
meio
para
todos
os
efleitos,
que
tendo-se
dissolvido
a so
ciedade
que
girava,
sob
a firma,
Campos
A Almeida,
fica
de
hora
avante
girando
sob
a
firma
de
Almeida
Haia,
onde
fia
um
variado
sortido
de
chapéus
de
feltro,
caximira
seda, das
melhores fabricas.
Também
fabrica, concerta
e põe
á
moda,
com
perfeição,
todo
e
qualquer
chapéu.
Preços os
mais
rasoaveis.
(1-*)
Dif
ecção
do
correio
de
Braga.
Por
esta
Direcção
se
annuncta
que
es
tá
aberto
concurso
por
espaço de
15
dias
a
cornar
da
data
do
presente
annuncio
pa
ra
a
nomeação
de
nm
carteiro
supranume
rário d
’
esta
Direcção
com
vencimento
de
200
reis
em
cada
dia
util.
Os
concorrentes
instruirão
os
seus
re
querimentos
com
os
seguintes
documentos
:
Certidão de
que
não
teem menus
de
18
anno-
nem
mais
de
35.
Documentos
com
que
provem
ler
con
ferido
as
obrigações
impostas
pelas
leis do
recrutamento.
Atiestado
de
bom comportamento,
mo
ral
e
civil.
Certidão
extraída
do
registro
criminal.
Certidão
de facultivo, de
que
goza saude.
Os
concorrentes
tem
de
prestar
aboeação
idonia
de
30$000
reis,
e sujeitar-se
a
exa
me
de
ler,
escrever
e
contar,
o qual
exa
me
terá
logar
n
’
esta repartição
no
dia
15
de
janeiro
proximo
pelas 9
horas
da
manhã.
Direcção
do
correio
de Braga
29
de
de
zembro
de 1875.
O director
João
Anlonio
d’
Oliveira
Braga.
Janeiro,
e
Bue-
Agetste em ÍSraga
ANTONIO
JOSE
’
ALVES
DE CASTRO
31,
Largo
da
Senhora
4
Branca,
31
Faz
as
seguintes operações
:
Desconta
letras
da
terra
e
de
cambio.
Encarregs-se
da
compra e
venda
de
pa
peis
de
credito.
Recebe
dinheiro
á
ordem
e
a
praso
abo
nando juros.
Empresta
sobre
penhores
d
’
ouro,
pra
ta,
ínscripções,
acções
de
bancos
e
com
panhias.
Saca
sobre
praças
do
reino
e estran
geiras,
onde
o
Banco
tem
agencias
(3*)
COfiPAHIA BB NâMAOiO
A VAPOll
BOPAOieO
Rio
de
Janeiro,
Montevideu,
Buenos-Ayres, Valparaiso,'
Arica,
Islay
e
Callao
ÍARREIRA
UUVEE3JAE
PAKA
FERWIBITO E BAH14
A
Companhia
reduziu
os
preços,
conservando
as mesmas
vantagessa
como
até
aqui
tem
offerecido
aos
snrs.
passageiros:
eseellesates cammodoa,
bom
tr«-
tamento,
baatasite espaça
para imgngesis e viagena rapidaa,
pois
que
OS
Baqueie» do JPíseãíIco
tem
gasto
SÓmente
13
dia» de Eiaboa ao Kio de
Janeiro.
Preços
das
passagens
incluindo
o
caminho
de
ferro
do
Parto
para
Lisboa
Criança»
dos passageiros
Até
aos 12
annos
meia
passagem.
Até aos
8
annos
a quarta
parte.
Até
aos
3
annos
grátis,
uma
só
de
cada
familia.
3.
’
CLASSE
2.*
CÂMARA
1.*
CÂMARA
Pernambuco
.....................................................
Mo oo
81&000
108^000
Bahia
..............................................................
40&000
90&000
117&000
Rio
de
Janeiro
...............................................
45^000
90^000
121^500
Montevideo e
Buenos-Ayres
..........................
54&000
90&000
157^500
Valparaiso,
Arica,
Islay “
e
Callao .
.
.
.
126&000
189&000
308^500
Todas
as
terças
feiras
sahirá
de
Lisboa um
paquete,
os
passageiros de
3.*
classe
teem
beliche
com
colchão
e
roupa,
comida
á portugueza
em
abundancia
e vinho
duas
vezes
por
diz
AGENTES
EM BRAGA-
Almeida
&
Bereria.
Trata a passagem a, pagar â vista
e a prazo com fiança.
PREVENÇÃO
Antonio
José Fernaodes
e
sua
sobri
nha
Maria
Emilia
Feinamles
d
’
Azevedo,
cereeiros
na
rua
Nova
de Sousa,
d
’
esta
ci
dade,
previne
os
seus
amigos
e
fregue-
zcs,
que
continuam
com
o
seu
estabele
cimento
de
cera,
na
dita
rua.
Mais
pre
vinem
os
seus
amigos
e
fregnezes
de
que
sahiram
>Ja
sua
casa
os
seus
caixeiros
Manoel
Ferreita
Pimo
e
José
Joaquim
Ferreira
Duarte,
no
dia
d’
tioje,
24,
cessando
n
’
es-
le
dia toda a
responsabilidade
que
tinham
tomado
sobre
os
mesmos.
Braga
2^1
de
dezembro
de
1875.
2872
D0
ALTO
D0UB0
B»A
CASA BE VILLA
BBltCA
RUA
DO
SOUTO
N.°
15-Braga.
N
’este armazém
se encontram a
retalho
as
seguintes
qualidades
de
vinhos
enga
rrafados
:
O abbade
de
Ruilhe
precisa
de
fallar
com
D.
Maria
Rosa
d
Assis Mascarenhas,
para
tratar
de
negocios
d
’
altos interesses
«Testa
senhora.
(2882)
O professor em
artes,
lettras
e
scien-
cias,
membro
do
clero
e
magistrados,
todo
o
medico,
cirurgião,
dentista
e
artista,
que
desejem
obter
o
titulo
e
diploma de
doutor
ou
bacharel
honorário,
podem
diri
gir-se
a
Medicus, rua
do
Rei,
46,
em
Jer-
sey
(Inglaterra).
(T*)
Vinho tinto
de
meza.
(sem
garrafa)
150
»
»
»
»
.
190
»
Lagrima
........................................
200
»
Branco
de
meza............................ 210
»
tinto
de
meza fino.
.
.
.
270
»
de
prova
secca.
....
300
»
Malvasia
de
2.
a............................. 360
»
>
velho.................................... 400
»
Malvasia,
Bastardo
e Moscatel
a 500
a
Roncão........................................
700
t
Alvaralhão
........................................
560
»
Velho
de
1854
....
600
»
a
retalho para
meza 50
e
80,
o
quartilho
tinto,
e branco
120.
Alta novidade para inverno
Vampo
«Se B. Euiz 5, n.9 fi
(Entrada
da
rua
dos Capellisias)
A.
RIBEIRO
Fazendas
para vestidos,
transparentes,
a
50
réis;
ditas
de
lã,
claras,
a
100
réis
;
ditas
de
lã,
escuras,
de
120 a
160;
saccas
de
viagem
para senhora,
de
500
réis
até
2$000;
guarda solinhos para
senhora,
còr
de
café, 1$000
e
f$200
réis;
ditos
para
homem,
1
$800;
Manias
de
seda
pera
ho
mem
e
senhora
120
e
140
réis;
ditas
mo
dernas, que eram
de
600
réis
vende
por
240
;
lenços de
seda,
grandes,
que
erão de
900
rs..
a
600;
chitas
largas
com barras,
a
90
réis
;
ditas
de
côres,
sortidas,
90
e
100
réis,
e
fazendas
de
novidades tanto
para
homem
como
para senhora, de
tudo
tem
de
roaior
preço.
i
SIOTOA
37
8
r
UA
DBS.
MARCOS,N.
5
Jg
w
Vende
papeis
pinta-
dos
para
guarnecer
sallas,
g
lindíssimos
gostos,
a
prin-
J
cipiar
em 80 reis
a peça.
Vende
olio,
tintas
e
|/
vernizes
para
pinturas
de
casas,
tudo
de
boa
quali-
B
dade.e
preços
muito resu-
midos.
gp
jg
Vende
cimento
roma-
S?
no
para
vedar
aguas,
ges-
B
so para
estuques
de
ca-
W
t
ÍJ
sas,
tudo
de
primeira
qua-
S
lidade.
(Z*)
1
Parte de Comércio do Minho (O)
