comerciominho_03101876_550.xml
- conteúdo
-
FOLHA
CO
ííí
MERC
íâ
L
RELIGIOSA
E NOTICIOSA
i:
ANNO 1876
NUMERO
550
A
«signa-sé e
vende-se
no
escripmno
do
sditob
e
pboprki
TAM
o
José
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova n.
’
3
E,
para
onde
neve
s®r
dirigida
toda
a
correspondência
franca
deporte.
As
assi-
1S TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
gnattiràs
são
pagas adiantadas;
assim
como
as correspondeu-
j
ejas
de
interesse
particular.
Folha
avuiso
10
rs.
j
I
Poços
:
Braga,
anno
1^600
rs.~=SeKiestre
850
rs.-=»Pro«n-
cias
anno 2&0Ó0 rs
e
sendo
duas 3^600
rs.■
“
■Semestre
lôOuã
I
rs
J=Braztí,
anno
3&600 rs.=Semcstre
1&900
rs. moeda
forte,
ou
8&000
reis
e
4^500
reis
rnoeda
fraca.
=>knnuncios por
linha
!
20
rs.,
repetição
10rs.
Para
os
assignantes 2f»
»/
d
d
’
abatimento.
nrêaafi
BKAGA—TESIÇ.A-FE.ISS A S
OVTUBUO
O®
Velejaes de vento
em
pòpa,
mente
captos.
1
A
caminbardc
’
assim,
pela
mesma
senda,
ireis,
na
estrema
d
’
ella,
esbarrar
■
com
uma
enormíssima
casa
de
orates,
1
onde
vos
fecharão
a
sete
chaves.
Sois,
bem
se
vê, d
’
uma
ignorância
supina,
d
’
uma
ousadia
selvagem,
—
d
’
uma
idiotia
crassa;
ou,
na
maior
parte,
‘
dócil
joguete
das
cafurnas
revolucionarias, e
dos
espíritos
fortes...
de cueiros.
Pois
não
distinguis,
ó
deliciosos
ton
tos, ó
malvados
inconscientes,
—
aquelle
inequívoco
sorriso
que
se refoge
ao
canto-
da
bocca do
hislrião-mór
que
vos im-
pelle ao
tablado
das
gaifonas?
Pois
não
vedes
como
elle se
desaga-
cha
por delraz
de
vós,
e
alonga
0
pes
coço
por
sobre
0
vosso
hombro
direito,
e,
perdido
de
riso,
gesticula
para
os
es
pectadores,
apontando-vos
á
irrisão d’
elles:
uns
que
vos
escorraçam
com
0
rostro
da
gar
galhada
zombeteira,
outros
que
vos
cor
rem
com
um
gesto
de
compaixão,
—
por
que estaes
alli
deslocados?
Doidos,
cem
vezes
doidos,
olhae
que
em
Rilhafoles
existem
muitos
dos
vossos
irmão-,
que
no mercado
a
que
concorraes
podem
inslallar
vendagem
opulentada
de
juizo,
em
quanto
que
vós
não
passareis
de
remendado
pedinte.
Tomae,
pois, juiso, tontinhos.
—
Mas
a
que
proposito
virá
esta
apos
trofe incomprehensivel?—dirá
0 leitor.
Oiçam.
Agora
mesmo
acabamos
de
ler
em
vários
jornaes
da
capital
que
muitos
dos impagáveis
republiqueiros
vão
fundar
uma
associação
(...)
para
os
enterros
civis
!!!
Dizem
alguns
d’
esses
jornaes que
já
se
leem
realisado
reuniões
preparatórias
para
levar
a
efleito
a
tal coisa.
Perguylamos:
esia
estapafurdice
póde
ser
traclada
a
sério?
Ames
que
nos
respondam
á
pergunta,
negativa
ou
allirmativamenlé,
vamos
an-
ticipar
a
replica.
Distinguimos:
—
Se
aquelles,
que
estão
á
frente
da gestão dos
negocios
d
’
um
paiz,
110
qual
a religião
catholica
apostó
lica
romana
é
considerada
religião
do es
tado, não forem
genuinamente
liberaes,
affirmativamente; dada
a hipothese
con
traria. negabva
mente.
Os
muitos
desenganos
leem-nos leito
raciocinar
assim.
da
idade,
e
deixaram-o
reduzido
a
um
estado
de meia demencia.
Ha
pouco,
diz
uma
folha,
davam
os
jornaes
noticia
de
ler
saido
de
casa do
snr.
conselheiro,
saa
filha
e
seu
genro,
os
snrs.
viscondes
de
Santa
Luzia.
Era
isto
devido
a
intrigas
do
snr.
Castro,
gen
ro
do
snr.
Conselheiro,
qne
procurava
assim
descarlar-se
da influencia de
sua
cunhada,
a
snr.a
viscondessa,
que
era
a
filha
mais
querida
e
estimada
do
snr.
Pe
reira
de
Magalhães.
Diz
a
visinhança
que
0
snr.
Castro
empregára
para
este
fim
os
meios mais
torpes,
como
era
o
de
in
culcar
no
animo
do
snr.
conselheiro
que
0
seu
genro,
0
snr.
visconde,
0
queria
assassinar.
Affastados
os
snrs.
viscondes, 0
snr.
Castro
leve
lambem
artes
de se separar
de
outro
seu
concunhado
e de
alguns
cria
dos
de
confiança
para
realisar
a sua
obra.
—
Hoje
pela
1
hora
da
tarde
e
por
ordem
do
snr.
dr.
Godinho
substituto
do
juiz
do
2.°
districto
criminal,
furam
man
dados buscar
os
tres caixotes
que
hontem
ficaram
em
deposito,
a
fim
de
se
proce
der
a
exame
e
avaliações.
Os
caixotes
conteem objeclos
de gran-
valor.
O
snr.
juiz
mandou
arrombar
a caixa
folha
encontrada
em
caza
da snr
a
.
Os objeclos que foram
para 0
tribunal
•
nTirna
carroça, são:
.
1
73
contos nominaes
em inscripções
coupons
da
junta
do credito publico.
79
.
conpons
do
segundo
semestre
de
1876
no
valor
real
de
155000 réis
cada um,
3
letras,
uma
de
1:5005000
réis,
outra
de
7305000
réis
e
outra
de
4405000
réis,
uma
caixa
de
cartão
com varias joias d’ou-
ro,
brilhantes
e esmeraldas, uma
caixinha
contendo
um
annel
com
um
grande
bri
lhante.
Outra
caixa
de
cartão
com
duas
peças
de
85OOO
réis
cada
uma
e
15000
réis
em
ouro,
uma
caixa
com
um
reló
gio
esmaltado
a
azul
e
um
trancelim,
um
de
ouro,
uma
caixa
com
papeis, um pa
cote
com
16
inscripções d’
assentamenlo
da
junta
de
credito
publico no
valor
no
minal
de 1:0005000
réis
cada
uma,
e
uma
inseripção
coupon
no
valor nominal
de
réis
1:0005000,
um
caixote
contendo
pra
tas,
um
bahú
com
roupa
de
vestir,
per
tencente
a homem,
um
rewolver
de
seis
tiros,
carregado,
e
uma
bengala
de
esto
que,
outro
rewolver
pertencente
ao
snr.
Fernandes,
uma
bolsa
de
prata
com réis
5O58OO
réis,
dinheiro
pertencente
ao
snr.
Castro—
-a
bolsa
linha
réis
595300,
mas
0
snr.
commissario
deixou-lhe
em
seu
po
der
95000 réis
para
seu
sustento
—
um
lençol
de
linho,
tres
cadeiras
polidas,
uma
mesa,
um
lavalorio
de ferro,
um banco
de
madeira,
uma
bacia,
copos
e
garrafas
1
de
cristal.
Diz 0
nosso collega
do
«Diário da
Ma-
’
nhã«
que
os
interrogatórios
na
Boa
Ho
ra
terminaram
ás 9
horas
e
3
/*
da
noi
te.
.
Alguns
dos
prezos
foram
acartados
por
difíerentes
vezes
com
0
indigitado
auclor
<
do
crime.
O
juiz
aceitou fiança
a
todos 1
os
prezos,
exceplo
a
Guedes
de
Castro ■
que
foi
hontem
á
noite
mesmo para
0
Limoeiro.
O
snr.
Fernandes
prestou
fiança de
2
1
contos de
réis,
dando como
fiador
0
snr.
João
da Moita
Gomes,
negociante
e
pro-
!
prielario.
A
snr.
a
condessa
de
Lagoaça
prestou
fiança
de 1 conto
de
réis,
fiador
0
snr.
conselheiro
Pedro Roberto
da
Silva,
e
to
dos
os
oulros
fianças
de
2005000
réis.
Foram
todos
posios
em
liberdade im
mediatamente
menos
a
criada
Maria de
Jesus,
que
ioi
conduzida
para
0
Carmo,
onde
ficou relida
por
não
ter
podido
apre
sentar
(iador
hontem,
devendo
apresental-o
hoje.
O
processo
por
emquanto
corre
pelo
cartorio
do snr. Neves
—
escrivão
de
se
mana.
A
snr.
a
condessa
de
Lagoaça
passou
a
noite
de
anle-honlem
para
hontem
cus-
1
todiada
em
casa
do
snr.
conselheiro
Pe-
,
dro Roberto
da
Silva, que
ficou
por seu
•
fiador.
.
Ao
snr.
Fernandes
foi
apprehendido
no commissariado
um
rewolver
de 6
ti
ros
carregado.
O
prezo
entregou
também
um
embrulho
com
17
inscripções.
O
reu
Pereira
de Castro,
depois
de
lhe
ser intima
a
ordem
de
prisão,
fez
um
requerimento
ao
juiz
citando
0
artigo
43
1.°
.§
2.°
do
codigo,
para
poder
ser
afian
çado.
Foi infederido.
O
snr.
conselheiro
Felix
Pereira
de
Magalhães
tem
tres
filhas
casadas:
uma,
a
snr.a viscondessa de
Santa
Luzia,
casada
com 0
snr.
visconde
do
mesmo
titulo;
outra,
casada
com
um
sugeito da
provín
cia,
chamado
José
Guedes
Pereira
de
Cas
tro;
e
a
terceira
casada
com
0
snr.
Fran
cisco
Ignacio
d
’
Aguiar
Pimenta
(.arneiro,
honrado cavalheiro
e
proprietário
da
fre-
«uezia
de Vermoim,
concelho
de
Famali-
©
:
cão.
,
Quando
0
snr.
conselheiro adoeceu
ha
alguns
mezes, suas
filhas
e
genros
vie
ram
para
sua
casa.
S.
ex.
a
melhorou
mas
as
suas
facul
dades
inentaes
sentiram-se
da
doença
e
dos,
tendo-se-Ihe
encontrado
uma
grande
caixa
com
pratas;
Maria
dos
Prazeres.
re-
1
sidente
na
rua
de
Santo
Antonio
do
Con
vento
Novo
do Coração
de
Jesus
72,
1
também
como
receptadora;
Maria
Anloma
victorina,
residente na
rua
do
Arco
de
S. Mamede 32.
loja, por
haver
recolhido
em
casa
os
objeclos
apprehendidos
a
Ma
ria
dos
Prazeres;
Maria
da
Conceição
de
Oliveira,
creada
do prezo
Fernandes,
por
falsas
declarações;
José
Bento, caseiro da
quinta
do
snr.
Fernandes,
pelo
mesmo
motivo.
Os
prezos
foram
ao
tribunal
em
trens
da
preça e
acompanhados
por policias
ci
vis,
seguindo
esta
ordem.
|-o
um
caleche
fechado
com
as
cor
tinas
corridas,
condusindo a
snr.
a
condes
sa
de
Lagoaça,
acompanhada
por
uma
ami
ga intima
e
um
filho.
Na
almofada
ta
um
policia.
2.
°
um
caleche
fechado
com
Pereira
de
Castro,
acompanhado
pelo
cabo
n.°
5
da
3.
a
divisão,
e
um
policia na almofada.
3.
°
um
calehe
fechado,
com
as
cortinas
corridas,
conduzindo
o
snr.
Diogo
Fernandes,
caseiro
e
a
creada, indo
um
policia
na
mofada.
4
0
um
caleche
com
Maria
de
Jesus,
aria
Victoria
e
Maria
dos
Prazeres,
indo
um
policia
na almofada.
Também
foram remettidos os
objeclos
que
se
apprehenderam
com desenvolvido
e
amplo
relalorio, historiando os factos,
escripto
pelo
inlelligenle
e
zelozo
commis-
sario
o snr. Moraes Sarmento,
que
se hou
ve
em
todas
estas
diligencias
com
ex
traordinária
sensatez,
habilidade
e
prudên
cia.
i
Acompanhavam
o
oficio
duas
cartas
,
encontradas
ao snr.
Pereira
de
Castro,
uma para
o
snr.
Manuel
Cezario
de
Araú
jo
e Silva
e
outra
escripta
por
Soledade
de
Jesus
Nogueira, tendo declarado
o
snr.
Castro
havel-a
recebido do
Porto
e
ser
escripta
pela governante
do
interdicto.
Soledade
de
Jesus
eslava
no
Porto em
casa
de
um
súbdito
brazileiro,
onde
por
ordem
do snr. commissario,
a
policia
d
’
aquella cidade
apprehendeu
já
3
bahus
pertencentes
ao
roubado e que chegaram
já
a
Lisboa.
Quando
foram
conduzidos
os
bahus
ao
commissariado
geral,
foram
alli
arromba
dos,
encontrando-se
n
’
um
d
’
elles
um
co
fre
de
pau
prelo
com os
objeclos seguin-
les
z
Em
dinheiro,
60
libras
e
mais 30
di
tas,
5
peças
de 8-5000
reis,
45000
reis,
2
moedas
de
55000
reis,
uma
de
25000
reis,
11
de
reis
15000,
2
crusados
novos
de
prata,
uma
medalha
d
’
ouro
com
as
inipiaes
C. F. P.
M..
uina
j
gargantilha
com
medalha,
um
par
de
brincos
de
hlagrana,
um
alfinete
d’
ouro
e
coral, uma
fivella,
3
passadores,
um topasio,
e
uma
nota
de
205000
reis.
1
No
segundo
baliu
foram
encontrados
1
os
seguintes
objeclos.
Uma
colxa
de
damasco
da
índia
tor
rada
de
nobresa,
22
libras,
uma
peça de
reis
45000, 2
moedas
de
25000
reis,
8
meias
libras,
o
moedas
de
55000
reis,
1
de
25000,
1 par
de
brincos
d
’ouro,
1
norte-monnaie
de
prata
com
4
libras
e
meia,
uma
moeda
de
25000
reis,
1
de
de
Í5OOO
reis,
1
porte-monnaie
com
uma
libra,
roupas,
etc.
etc.
Total
em dinheiro
encontrado
7115260
reis.
Calcula-se
0
valhor
real
dos
objeclos
e
dinheiro
em
2
contos.
_
Na
primeira
busca
não
foram
encon-
iradas
as
chaves,
e
passando-se
a
novo
exame
acharam-se
mais
2
chapéus
e ~
vestidos
no
bolso
dos
quaes
estavam
as
chaves.
Soledade
de
Jesus
ausentou-se
para
0
Douro
no
dia
20
do
corrente,
não
poden
do ser
por
isso
presa.
o
a
---------- -------------------------
1
í
O
roubo a®
e®t»s»iíseiro
SFilix
Pe
reira
«Se
Na
tarde
de
26
de
setembro
foram
re-
metlidos
ao
juizo
do
2.°
districto
crimi
nal
de
Lisboa
em
que
está
servindo
0
substituto
0
snr.
dr.
Godinbo,
pelo snr
commissario
da
3.a
divisão
policial, os 9
indivíduos
implicados
no
roubo
feito
em
casa
do
snr.
conselheiro
Felix
Pereira
de
Magalhães,
José
Guedes
Pereira
de
Castro,
cazado
com
a
snr.
a
D.
Margarida
Pereira
de Magalhães, Diogo Pereira Fernandes.
negociante,
residente
á
Penha
de
França,
por
encubri.r
0
andor
do
roubo
e ter
em
seu poder
alguns
dos objeclos rouba
dos
e
haver-se
aproveitado
de alguns
d
’
el-
ies,
Maria
de
Jesus,
creada do
conselhei
ro,
por
se
aproveitar
de
vários
objeclos
roubados
de
caza
d’esle, condessa
de
Lagoaça,
residente
na
caza n.°
56
da
rua
Nova dos
Martyres,
por
ter
recolhido al
guns
dos
valores
subtraídos,
que
sç
lhe
apprehenderam;
esta
snr.
a
conhecia
Pe
reira
de
Castro
desde
pequeno,
porque
tivera
intimidade
com
sua
mãe
e
consta
que
recebera
os
objeclos
que
lhe
foram
confiados,
sem
a
mais
leve
suspeita
do ca
so;
Casimiro
Coelho
Seabra,
soldado, re
sidente na
rua
dos
Franqueiros
n.
96,
por
receptador
de
oulros
valores
suolrai-
reis
mas
de
de
condessa
de
Lagoaça, na
qual
estavam
pa
peis
de importância
e
coupoos.
Outro
caixote
encontrado
no
estabele
cimento
de
algodões,
na
rua
dos
Fanquei
ros,
continha
prata
coberta
de
linhagem,
simulando
um
fardo
de
fazendas.
Consta que
o juiz
da 4 a
vara
civil,
o
snr.
Rddrigues
vae embargar a
favor
do conselheiro
interdicto
todos
os
valores
apprehendidos
pela
policia
e
remettidos
ao
2.°
districto
criminal.
Consta
lambem
que Pereira
de
Castro
esteve
hospedado
no
hotel
dos
Irmãos
Uni
dos, no Rocio,
quando sahiu
de
seu
so
gro.
Apenas
lhe constou
que a
policia
o
procurava,
tratou
de
refugiar
se
na
caza
do
Lumiar,
onde
foi
encontrada
a
maior
parte
dos
valores.
A
snr.
a
condessa
de
Lagoaça
dirigiu
aos
jornaes
de
Lisboa
a seguinte
carta;
Alguns jornaes
teem
sido menos
exa-
ctos
nas
informações
que
deram
ao
pu
blico,
explicando
a
minha
presença
nos
acontecimentos
respectivos ao
snr.
Perei-
,
ra
de
Castro
e
ao
snr.
Felix
de Maga-
lães.
Julgo pois
do meu dever
informar
exa-
ctamente
‘
'*
*
"
J
'
“
para que
suspeitar
Desde creança
que
conheço
o
snr.
Pe
reira
de
Castro.
Fomos
visinhos
na
pro
víncia.
E
’ de
lá,
e
d
’
aquelle
tempo
que
datam
as
nossas
relações.
Até
á
data
dos
últimos
acontecimentos,
tive
sempre
o
snr.
Pereira
de
Castro
por
um
verdadeiro
homem
de
bem,
digno
de
toda
a
estima.
Nunca
a
seu respeito
ouvi
coisa
alguma
que
empalidecesse a
consideração
a
que
teem
direito
os homens
que
se presam.
Como
podia
então
suspeitar
que
o
sri
Pereira
de
Castro,
um
proprietário
abas
tado, abusasse
da
minha
confiança,
para
alojar
em
minha
casa
objeclos
que
havia
roubado
a
seu
sogro
9! Era impossível
pas
sar-me
pela
idéa
a
mais
ligeira
sombra
do
que
era
e
do
que
significava
o pedido
do
snr.
Pereira.
Este
sr.
dirigiu-se
a
minha
casa,
e
disse-me,
que sua
esposa se
retirava
j
para
o
Douro;
que
sendo
muito
melindroso
.
o estado de
saude
de seu
sogro,
e
não
querendo
nem
devendo
aggraval-o
com
o
choque
que
lhe
causaria
a
despedida
da
filha
que
elle
extremecía,
determinara
sair
sem
elle
o perceber:
por isso
pedia-me
para
receber
em minha
casa
uma
caixa
de
lata
com
vestidos
de
sua
esposa.
Tão
a
v.
de
tudo
quanto
se
passou,
nem
a
própria
maledicência
ouse
do
meu
nome.
longe
estava
eu
d
’imaginar
o
que anda
va
tramando o
sik
.
Pereira
de
Castro,
que nem
snrprehendida
fiquei
vendo-me
entrar
em
casa
conjunctamenle
com
a
cai
xa, mais tres
bahus;
e
pouco
depois
3
caixas.
Apenas
fiz
a
reflexão
de
que
era
im
possível
alojar
tanta
coisa
pelo
acanhado
espaço
da
minha
habitação.
Dois dos
ba-
lius
sairam
logo
para
o
Douro; uma
caixa
maior
de
lonna
mandou
elle
buscar:
fica
ram
apenas
em
minha
casa,
um
bahu
e
duas
caixinhas.
Eu
ignorava
completamente
quanto
se
passava. V.
comprehenderá
qual
foi
o
meu
espanto,
quando
reconheci
que
havia
sido
snrprehendida
a
minha
boa
fe.
Felizmente
o
bahu
que
entreguei
á
pocia
tinha
apenas
roupa
do
snr.
Pereira
de
Castro, e
as
caixinhas,
que
egualmente
entregei, disseram-me
-
que
continham
pa
peis de
pouca
imporiancia.
Também
não
é
exacto
que
a
policia desse
busca
á
minha
casa.
Graças
a
Deus
não
precisava fazel-o
Disse-me
ao
que
vinha,
e
eu
entreguei
immediatamente,
quanto
tinha
em
meu
poder
pertencente
ao
snr.
Pereira
de
Cas
tro;
e
que
era,
repilo,
um
bahu
com
rou
pa
delle,
e
as
duas
caixas
com
papeis;
ignorando
o
que
continham
os
bahus
e
as
caixas
que
entraram
e
sairam
depois de
minha
casa.
E
’
esta a
verdade
inteira,
esta
a rasão
porque
o
meu
nome
figura em tão
de
plorável
questão.
O
publico julgará na sua
consciência
se
me era
possível
suspeitar
que
o
snr.
Pereira
de
Castro
procurava
illudir
a minha
boa
fé.
Pela
inserção
destas
linhas
muito
agra
decida
se
confessa
a
De
v.
etc.
Condessa
de
Lagoaça.
Lisboa,
27
de
setembro
de 1876.
Segue
o
reconhecimento.
---------------------------------------------------------------------------------------------
&
gnr.
bispo eleito
JFsisieS»aI.
Lêmos
oa
«Verdade»,
periodico reli
gioso
do
Funchal:
Ha
quasi dois
annos
que
se
acha
vaga
esta
diocese.
O
governo
de Sua
Magestade
proveu
muito acertada e
honrosamente
esta,
vagatura,
nomeando para occupar
a
cadeira
episcopal
do
Funchal o douto
e
virtuoso couego
vigário
geral
da
sé
de
Lamego,
o
revd.
mo Manoel
Agostinho
Bar
reto.
Esta
nomeação
faz
honra
ao
gover
no
que
tão
bem
soube
distinguir
um sa
cerdote
digno
e illustrado
e
dar
a
uma
diocese
importante
e
visitada
por
estran
geiros
iliust-res,
um
prelado
que,
pugnan
do
pelos
mais
caros
interesses da Egreja
Funchalense,
ha
de
honrar o episcopado
porluguez,
pertencendo
a
essa
pleiade
de
prelados
illuslres
que
leem
feito
a
gloria
d
’
esia
nação
fidelíssima.
Todos
sabem
os
graves
inconvenientes
que
provem
da
longa
vacancia
de
qual
quer
diocese,
'
especialmente
d
’aquellas que
se
acham
distantes
do
continente
do
reino
e
fóra
de
communicação facil
com
outras
dioceses.
A ordenação dos novos
clérigos
tor
na-se
dispendiosa
e
demorada,
porque
leem
elles
de
emprehender
uma
viagem
dispen
diosa
a
Lisboa,
fazendo
sacrifícios
pecu
niários
que
lhes
são
penosos
no
princi
pio
da
sua
carreira, ou leem
de
esperar
que
termine
a
viuvez
da
diocese.
Ora é
sabido
que
no
bispado
do
Funchal
ha
grande
falia
de
clérigos;
quasi
todas
as
parochias
ruraes
estão
entregues
a
um
sé
sacerdote.
Accresce
a
tudo
isto
que
con
tinuam
a
propagar-se
doutrinas
erróneas
e
hereticas em
algumas
povoações
da ilha,
onde
os
propagandistas
da
intitulada
re
forma
protestante
teem
feito
chegar
a
sua
pestífera influencia.
A
vinda
do
novo bispo
do
Funchal
para
a
sua
dioctise
é
de
urgente
necessi
dade;
será
um
elemento
de
consolação
e
satisfação
para os madeirenses.
Pela
sua
prudência,
aclividade,
rectidão
e
tino
go-
vernalivo,
poderá
s.
exc.
a
como habil
chefe
dirigir
e animar
a sagrada milicia,
com
a
sua
voz
auctorisada e
sapiente,
ungida pela
graça
divina,
que
assiste
aos
membros
do
episcopado
catholico, augmen-
tará
o
numero
dos
pregoeiros
evangélicos
e será
mais
um denodado
combalenie
para
o
glorioso
combale
da
fé.
Pela
administração dos
sacramentos
da
Ordem
e
da
Confirmação,
robustecerá
e
augmentará as
fileiras
dos
levitas
sagrados
e
d
.s
soldados
de
Chrislo.
E
’
,
pois,
mister
para
o
bem
geral,
e
interesse
d
’
esta
província
que o
gover_
no
de Sua
Magestade, que
tão
acertada-
mente
escolheu
o
chefe
espiritual
d’
ella,
se
empenhe
para
que se não
faça
esperar
muito
tempo
a
confirmação
do iliustre
sacerdote
que
elegera
para
bispo
do
Fun
chal.
fazendo-nos
participarjem pouco tempo
dos
beneíicos
fructos
de
tão
honrosa
elei
ção.
Venha,
pois, em
breve
o
douto
pre
lado
abençoar
e
confortar
o
rebanho
que
o
céo
lhe destinára
e
que
anciosamente
o
espera.
je
:
es
.
atet
uiia
.
A
PASTORA
E O
CORVO.
(
do
iiespanhol
)
Phylis, candida pastora.
Lá
na
cabana
em que
móra,
Criou
um
corvo,
propondo
Arrancar-lhe
o
vicio
hediondo
De
comer
a
carne
morta.
Mas,
elle
que
não
se
importa
Cotn
a
desejada
emenda,
Addia
mudar
de senda,
Sem
que
o
cumpra,
o
machacaz,
Dizendo
sempre:
crás, crás
!
(i)
Em
vão
a
dona
indulgente
Muita
manjar
lhe
apresente,
Fructas,
queijo,
leite,
mel,
E
outras
coisas, o
infiel
Em
carne
morta
encontrando,
Logo-logo
a
está filando.
E,
quando
á
dona
se
torna,
Todo maricas,
o
sórna
Vem
entoando
sagaz
O já
sabido:
crás,
crás!
Por
fim,
a
meiga
pastora
Apanha
o
corvo
em
má
hora,
Cevando
o
seu
negro
bico
Na
lombada
de um
burrico.
E,
pegando
no
cajado.
Lhe
castigou
o
peccado.
Deixando-o
lá...
estendido!
—
E
morreu
arrependido?
—
Não, por certo... Crêl-o-has
?
Morreu,
gritando:
crás,
c>'ás
!
Peccador,
que,
d
’
esta
sorte,
Não vês
acercar-se
a
morte,
E
addías
a
conversão
Para outra
occasião !
Não
brinques, não!
com
as
iras
Do
céo,
que
soberbo
miras;
Pois, se
com
maldade
céga
Dás
um
praso,
que
não
chega,
Como
o
corvo
morrerás.
Dizendo
lambem: crás,
crás!
.1.
B. BOSSA.
(I)
Crás,
é
adverbio
latino,
que
signi
fica:
amanhã.
GAZETILIÃ
K5eit®r do
—
Acaba
de
ser
nomeado
reitor do
Lyceu
d
’esta
cidade
o
nosso
amigo,
o
snr. dr.
Moreira
Guima
rães.
Parabéns.
BJescn&í-rtí»
«3’siisiia réabs impor-
tantiHBiíBsr».—
O
«Jornal
da Noite»
re
fere
do
modo
que
os
leitores
lêem
neu
tro logar,
o
grande
roubo que
ha
dias
se
descobriu,
feito
em casa
do
conselheiro
Felix
Pereira
de
Magalhães,
em Lisboa.
A
’
s
palavras do
nosso
collega
lisbo-
nense
additamos
alguns
outros
detalhes
alli
ommissos.
Diremos
mais
que
com
este
roubo,
se
por
infelicidade
se
não
des
cobrisse,
ficariam
grandemente
prejudica
das
as duas filhas do snr.
conselheiro
Felix
de
Magalhães,
uma casada
com
o
snr.
visconde
de
Santa Luzia,
,e
a
outra
com
o
nosso
presado
e
estimável
amigo,
o snr.
Francisco
Ignacio
d
’Aguiar
Pimenta
Carneiro,
da
freguezia
de
Vermoim,
con
celho
de
Villa
Nova
de
Famalicão.
Este
honrado
cavalheiro
ainda
ha
pou
co
tinha
soífrido
um
grande
prejtiiso
cau
sado por um
incêndio
que
lhe
destruiu
e
devorou
o
palacete,
moveis,
casa
de
lavoura
e
gados.
Agora
quiz a
Providen
cia compensal-o dos
immensos
desgostos
de
que aquelle
acontecimento
semeou
tan
tos
dias
d’existencia,
fazendo
voltar
a
a’egria,
dissipando
as
apprehensões
do
futuro,
á
sua virtuosa esposa
e filhos. Pa
rabéns
ao
nosso
amigo.
Os
empregados da
policia
que
desco
briram
e
apprehenderam
os
objectos
rou
bados,
andaram neste negocio
com
tino
e
prudência
superiores
a
todo
o
elogio.
Corre que se
pretendeu,
com
o
offereci-
mento
de
avultadas
quantias,
subornar
al
guns
d
’
elles;
mas
vãmente,
porque
aquelle
que
tem
a
consciência
do
dever
não
tran
sige
com
a
infamia.
Espregados
d
’
esta
or
dem
respeitam
se.
Collegi® de S. Esiiz sin «jnaimts»
da
Armada.—
Effectua-se
no proximo
domingo
a
abertura
solemne
do
collegio
de
S.
Luiz,
de
que
já
nos
occupamos
n
’um
dos
n.08
passados.
<A
Oorboieta».—
Este
bem
concei
tuado
periodico litierario,
que
suspendeu
por alguns
dias
a sua publicação,
reappa-
rece
melhorado
material
e
litterariamenle,
no
dia
15
do
corrente.
A
«Borboleta»
passou
agora
a
ser
pro
priedade
dó
ex.
‘
no
snr.
Antonio
José
Pe
reira
de
Magalhães
Jumor.
como
se
depre-
hende
do
annuncio
que
vae
n
’
outro logar.
A
direcção
continua
a
cargo
do
nosso
collega
Dias
Freitas.
nndançit.
— O
agente
n
’
esla,
da
Companhia
Lloyd
de
Hremen,
Ricardo
Ma-
Iheiro Dias,
mudou
o
seu
escriptorio do
Largo
de
S.
Miguel-o-Anjo,
para o
Largo
do
Barão
de
S.
Marlinho
n
0
27.
A tabu
leta
que
se
acha
collocada
na
testeira do
escriptorio,
é
prodticção
d
’
mn
nosso
com
patriota,
muito
digna
de ser
vista
Casa
de
HaaitSe.
—
Inserimos no
lo
gar
competente
um
annuncio respeitante
a
este
novo
utilíssimo
estabelecimento, que
foi
ha dias inaugurado
nesta
cidade.
O
nome
do
direclor,
o
snr.
Alves Passos, e
o
dos
facultativos
são
garantia
segura
pa
ra
os
pretendentes.
lyceu
nacional
de ESraga. —
Foi
hontern
a
abertura
das
aulas
do
lyceu
d
’
esta
cidade
no anno
leclivo
de
1876-
1877.
O
discurso
inaugural
foi
pronunciado
pelo
decano dos
professores
d’
aquelle
es
tabelecimento
litlerario,
actualmenle
ser
vindo
de
reitor
do
mesmo, o
erudicto dr.
Pereira-Caldas.
S.
Francisco d’AsHss.
—
Celebra
ámanhã
a
Egreja
a
festividade d’
este
gran
de
Santo,
Patriarcha
das
Ordens
Menores,
ou do
Cordão.
Em
sua
vida
instituiu
Ires
classes
de
ordens que
tiveram
milhões
de
filhos.
Estas
foram
posleriormente
subdi
vididas
em
diversos
institutos,
todos
po
rém
debaixo
da
Ordem Franciscana : só
n’
este
reino
havia
nove.
No templo
do
convento
dos
Remedios
faz-se
ámanhã, na
fórraa
dos
annos
pre
cedentes,
a
sua
festividade. Consta-nos
que
s.
ex.
a
revm.
a
o
snr.
arcebispo
coadjutor
irá
alli
celebrar
missa
resada
em
honra
do
seu
inclyto
Patriarcha.
Telegranimas
«le
H.iaboa.
— LIS
BOA
30.
—
Foram
creadas
cadeiras
d
’in-
slrucção
primaria
nas
freguezias
de
Silvã
de
Cima
e
Palia.
Poi
nomeado
administrador
do
conce
lho
de
Penacova o snr.
David
Ubaldo
da
Silva Leitão.
Foi
approvado
o
orçamento
supple-
mentar
dos
hospitaes
da
Universidade.
Foram
agraciados;
com
a
commenda
da
Conceição,
o
snr.
João
Arthur
de Sou
sa
Correia
; commenda de
Aviz, o
snr.
Vasconcellos.
capitão
tenente
do
batalhão
de
saude;com
o
habito
de
Aviz
os
snrs.
Francisco
Antonio
Caetano
Pereira.
O
«Diário» publica
varias
licenças a
funccionarios,
e
declara
aberto
o
concur
so
para
aspirantes
a
facultativos
navaes
e
do
ultramar.
Na.bolsa
fizeram-se
as
seguintes
trans-
acções
:
fundos
portuguezes,
46,40,
obri
gações
prediaes,
9l$100
reis; acções
do
Banco
Lusiiano, 80$500 reis;
ditas
do
Banco
de
Lisboa
e
Açores,
80$i)00
rs.
Um general
«a>ae
se
b
»
s
»
o
euver-
gcmSna
*3® resrar
o 0®«a eostsirão.—O
general
francez
Boneau
du Maslray,
assis
tindo
ultimamente
a
uma
reunião
em Au-
tun,
fez a
seguinte
profissão
de
fé:
«Creio
e
quero
que
se
reconheça
a
minha
fé,
porque
creio
firmamente
no dia
do
domingo,
assisto
á missa,
crédo;
vou
muitas
vozes
ajoelhar-me
á
Santa
Meza
para
commungar
ao
lado
da
humilde
mulher
piedosa,
crédo,
e
quando
reso
o
meu
ro
sário
não
me envergonho
que
me
vejam
nas
mãos
as
contas
porque
é
necessário
dar
um
exemplo
visivel
áquelles
que
não
refleclem,
e de
que
ha
tão
considerável
numero.
•
Empréstimo.—
O
governo, está
a
ne
gociar
um empréstimo
de
1:009
contos na
praça
de
Londres, para
melhoramentos
nas
nossas
colonias.
SBilagre
de V. SeuJlsorw de Eottr-
des.
—
Entre
os últimos
milagres
feitos
em
Lourdes,
ha
um
que
impressionou
muito
a
peregrinação
de
Nimes.
Mademoiselle
Pocheville,
paralylica
ha
desoito
annos,
privada
desde
esta epoca;
de
assistir
aos
officios
divinos,
tinha
posta
a
sua
esperan
ça
em
Maria
Immacnlada.
Conduziram-na
ao caminho
de
ferro,
como
á
piscina
logo
que chegou
a
Lour
des.
Eila
sarou
immediatamente
e
faz
uso
dos
seus
membros:
Caminhou
na
presen
ça de
mil
e
tresentos
peregrinos
seus com
panheiros.
Caminhos
de ferro.—
Nos
últimos
dias
de
1875
a
extensão
das
linhas
fér
reas
exploradas
era:
na
Europa
136:298
kilometros;
na
America
130:685
e
na
Ocea-
nia
2
113;
compondo
um
total
de
283:072.
As
datas
em
que
inauguraram
o
pri
meiro
caminho
de
ferro
diversas
nações,
são
respectivamenle:
Inglaterra,
a
25
de
setembro
de
1825;
de
Slockton
a
Dirlalon;
França,
em
1828;
Estados-Unidos,
em
1830:
Bélgica
e
Allemanha,
em
1835;
ilha
de
Cuba,
em
1836;
Rússia,
em
1838;
llalia
e
Dinamarca,
em
1841;
Hespanha
em
1848;
Hollanda,
em
1858;
Suissa,
Sué
cia
e Noruega,
em
1854;
Turquia,
em
1864;
Roumania,
em 1869;
Japão,
em
1874; China,
em
1876.
A
primeira
locomotiva
fm a chamada
Cohete, construída por Jorge
Slefenson.
A
velocidade
augmenlou
de
21 kilome
tros
por
hora,
em
1829,
até
169
kilome
tros
e
(
m
egual
tempo,
que
se
obteve
em
1858,
feita
a
abstracção
da
despeza
e
do
perigo,
pois na
pratica
não
tem
excedi-
a
velocidade
de
71
kilometros por
hora
em
Inglaterra
e
75
kilometros
em
Fran
ça.
Compttuiiia-ViaçSo
«1®
.VMíssls®.—
á
companhia-Viação
do
Minho
—
acaba
de
celebrar
com
a
companhia
do
caminho
de
ferro do norte
e
com
a direcção
do
ca
minho
de
ferro do
Minho,
um
contracto
addicional
que
tem
por
fim
tomar
exten
sivo
á
cidade
de
Vianna
do
Castello
e
a
Monsão o serviço
especial,
que
entre
aquellas
emprezas
tinha
sido
combinado
em
maio
ultimo, para
o transporte
de
passageiros
e
bagagens
entre
Lisboa. Tuy
e
Vigo.
E
’
objecto
de
incontestável inte
resse
publico.
O
governo
confirmou
o
cotracto.
IVIartires,
e eanibn«8.—
Participam
de
S.
Francisco, emjdata
de
7
de
outubro,
ao
«World»
de
Nova
York,
de
8 :
O
paquete
de
Hong
Kong, saido
a 15
de
agosto
pela
via
de Shangai
e
do
Japão,
traz-nos
as
seguintes
informações:
A
noticia
dos morticínios
commetlidos
em
Ning
Koue Fou
confirmou-se.
A
egreja
calholica
romana
foi
destruída.
O
sacer
dote
ofYiciante
foi
torturado
e
morto
e o
seu
ajudante
feito
em
bocados.
Alguns
ca
dáveres
foram tirados
das
suas sepulturas
e
passeiados
na
cidade
e foram
degolados
uns
com
membros
da congregação.
O
mi
nistro
francez
empenha-se
activathente
pa
ra
que
os
auctores
d
’
esles
crimes
odiosos
sejam
punidos
;
entre
elles,
contam-se
al
guns
funccionarios
de
alta
jerarchia.
Ou
tros
ataques
seguidos
de
assassinato
tive-
aam
ainda
logar
contra
os
christãos
e
fo
ram
demolidas umas
quarenta
casas.
Avalia-se
em
69
mil
dollars
o prejuiso
causado
á
propriedade.
A
isM|sa-ezsisa ecsa
IsígSaUesrs».
—O
400."
anniversario
da
introducção da arte
de
imprimir
em
Inglaterra
será
celebrado
em
todo
o
Reino
Unido,
no
mez
de
junho
de
1877,
com
festas
publicas.
Em
Londres
acaba
de
formar-se
uma
commissão
a
fim
tomar
as
primeiras
dis
posições
a
este
respeito.
Decidiu
se
que
houvesse
uma
exposição
de
antiguidades
e
de
curiosidades
que
se
relacionem
com
a
arte
lypographica.
Entre
1
outros
objectos
interessantes
exhibir-se
hão
a
maior parle
das obras
de
William Gaxton.
Todos
sabem
que os
livros
do
celebre
edilor
que
foi
o primeiro
que
introdusiu
a
impressão
na
Gran
Bretanha,
são extrema
mente
raros
e vendem-se
por
bom
preço.
Vários
'
d’aquelles
livros
são
tradusidos do
francez
«a fim
de instruir os ignorantes»,
e
coloridos
pelo
proprio
Gaxton.
Encontram-
se-lhes
muitas
correcções
á
mão
e
a tinta
ta
vermelha.
O
Museu brittanico empresmrá
dois
exemplares
que
contém
as
primeiras
gra
vuras
com
data
qtlb
se
publicaram
na
In
glaterra.
O
phUoxera.—
Apesar de
todos
os
estudos
e
experiencias
feitas,
parece
que
ainda
não
se
descubriu
remedio
algum
que
se poisa
considerar
ellicaz
para extermi
nar o
philoxera.
Entre
os
meios
mais
ou
menos
enge
nhosos
destinados
a
preservar
a
vinha,
ha
um
novo que
mr.
Gachez
apontou
á
aca
demia
das
sciencias
de
Paris
na
sua
ultima
sessão
de
25
de
setembro.
Este
meio
consiste
não
em
destruir o
insecto
mas
em
deslocal-o.
O
auclor
plan
tou
entre
as
vinhas
atacadas
do phyloxera
uma grande
quantidade
de
milho
verme
lho. O
phylloxera
abandonou
as
raises
da
vinha
com uma
promptidão
maravilhosa
afim
de
precipitar
nas
do
milho.
Encontrar-
se-ha
n
’isto
o remedio
efficaz tão
procura
do
?
E
’
permittido
duvidar.
Um
outro
correspondente
affirma que
se
podem
salvar
todas
as vinhas doentes
por
uma
cultura
intelligenle
e por
bons
adubos.
E’
certo
que
todos
os
viticultores
que
assim
o
teem
querido,
se
desembara
çavam
do
phylloxera
por
processos
muito
diversos,
com a
unica
condição
de
se
mos
trarem
perseverantes.
Da
administração
E
’
por
mais
uma
vez que
somos
for
çados,
bem
contra
nossa vontade,
a rogar
mos
aos nossos
assignantes
que
ainda se
acham
em
grande
atraso
de
suas
assigna-
turas,
e
aos
quaes,
já
por
esta
fôrma,
já
por
cartas
particulares
nos
temos
dirigido,
e
muitos
d
’esles
não
se
teem até
hoje
di
gnado
responder-nos,
que
se
dignem
man
dar
pagar,
sem
perda
de
tempo
os
seus
débitos,
pois
não
o
fazendo
até ao
fim
do
corrente
anno, não
só
lhes
será
sustada
a
remessa
do
jornal,
mas
até
serão
pu
blicados
no
mesmo,
os
nomes
de todos
que
não
tenham
attendido
ao nosso
pe
dido.
Os
nossos
correspondentes nas seguin
tes
localidades
são;
Porto,
o snr.
Carlos
das
Neves
&
So
brinhos—rua
das
Flores.
Vianna
do
Caslello,
o
snr.
Francisco
José
d
’
Araujo
Júnior.
Guimarães,
o
snr.
José
Antonio
Tei
xeira
de Freitas
—
Livraria
Internacional,
a
S.
Damaso.
Covilhã,
o snr.
Luiz Antonio
de Car
valho
ijltios
teeegrajimas
ba
AGENCIA
21 AS
PERNAMBUCO
29.
—
Todas
as
linhas
submarinas
do
sul
da
America
funccio-
nam
agora
sem
interrupção
exceptuando o
cabo
entre
Pernambuco
e
Pará,
PAR1Z
27.
—
A
folha
ofiicial
publica
um
decreto
confirmando
no
cominando
dos
corpos
do
exercito
os generaes
que
actiial-
mente
desempenham
esses
logares,
pois
que
restando
ainda
graves
problemas
pa
ra
resolver,
com
respeito
á reorganisa-
ção
do
exercito
é
muito
essencial
que
aquel-
les
que
começaram
essa
importante
obra
a
concluam.
Noticias
particulares
de
Vienna e
Prus-
sia,
dizem
que
alli
se
julga
necessário,
no
caso
de ser
desthronado
o
Prínci
pe
Milan,
intervirem
militarmente
contra
Tchernaieff.
PARIZ
30.—
As
hostilidades
foram
de
cididamente
renovadas.
Os servios
passa
ram
hontem
o
rio
Morava.
A
batalha
con
tinua.
Entretanto, as
potências proseguem
nos
seus
esforços
para
a
pacificação.
LONDRES
29.—Lord
Derby
recebendo
uma
deputação
que
foi
representar
con
tra
a
perseguição
que
soffrem
os pro
testantes
na
Hispanha,
aconselhou
que
se
consultasse
um
jurisconsulto
hispanhol
acerca
da
interpretação
do
artigo
11.°
da
Constituição,
e
proinetteu
mandar
proce
der
a
um
inquérito
ácerca
de
cada uma
das
queixas
que
foram apresentadas.
O
«Daily News» publica
um
telegram-
ma
de
Belgrado
dizendo
que
Tchernaieff
prepara-se
para
atacar
em
toda
a
linha.
MADRID 29.—
Canovas
depois
de
con
ferenciar
com
o
marquez
de
Cabra
e
em
seguida
com
o
rei,
partiu
esta
noute
pa
ra
o
Escurial
acompanhado
pelo
ministro
do interior, a fim
de
visitar
D.
Isabel.
nervos,
diabethe,
debilidade,
todas
as
de
sordens
no
peito,
na
garganta,
do
alito,
das
bronchites,
da
bexiga,
do
ligado,
dos
rins,
dos
intestinos,
da
mucosa,
do
cerebro
e
do
sangue.
75:000
curas,
entre
as
quaes
contam-se
a
de
S.
S.
o
Papa,
do
duque
de
Pluskow,
da
exc.
ma
snr.
’
marqueza
de
Brehan,
do
doutor
Manuel
Saenz
de Teja-
da
da
Universidade
de
Cordova,
etc.
etc.
Certificado
do
dr.
Manuel
Saenz
de
Te-
jada,
doutor da
faculdade
medica
e
cirúr
gica,
lente
da
Universidade
livre de
Cor
dova,
medico
em
proprio
e
do
caminho
de
ferro
de Merida
a
Sevilba, etc.
Certifico
:
Que
com
uso
da
Revalescié-
re,
obtive
na
minha
clinica
varias curas
em
moléstias
gravíssimas
em
alguns
clien
tes
residentes
t/esta,
cidade,
lembrando-
me
o
de D.
Filippe
Zappina
empregado po,
blico,
hoje
administrador
da alíandega
d-
Manila
nas
ilhas
Filippinas,
a
de
D.
Amelie
Gomes,
casada
com um
chefe
do
exercito;
a
qual
continua
a
melhorar
cora
o
seu
uso
a
de
D.
Ramon
Alonzo,
rapaz
de
vinte
anuos
que soffria
havia
alguns
mezes
de
uma
moléstia
de peito
de
muita
gravidade.
E
para fazer
constar
em
toda
a
parte,
a
assigno
em Cordova
em
13
de
outubro
de 1873.
Dr.
Manuel
Saenz de
Tejada
.
Seis
vezes
mais
nutritiva
do
què
a
car
ne
sem
esquentar,
economisa
cincoenla
vezes
o seu
preço
e;n
remedios.
—
Preços
fixos
da
venda
por
miúdo
em
toda a
pe
nínsula
:
Em
caixas
de
folha
de
lata,
de
*
/
4 kilo,
500
; de1
^
kilo
800
rs
; de
um
kilo,
1-3400
reis;
de
2
kilos,
3$200
reis;
de
6 ki-
los,
6$400
reis,
e
de
12
kilos,
12$000
reis.
Os
biscoitos
da
Revalesciére
que
se
po
dem
comer
a qualquer hora,
vendem-se
em
caixas
a
800
e
l$400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a saúde
é
a
SSevaleBetèire eSiGswliiâsida
ç
ella
F6S-
titue
o appettite,
digestão,
somuo,
energia
as
carnes
duras
ás
pessoas,
e
ás
creanças
e
mais
fracas,
e
sustenta
dez
vezes
mais
que
a
carne,
e que
o
chocolate
ordinário,
sem
esquentar.
Em
paus,
ou
em
pó
em
caixas
de
folha
de
lata
de
10
chavenas,
500
reis
;
de
24
cháve
nas,
820 reis;
de
48
chavenas,
l$400
;
de
120
chavenas,
3$200
reis,
ou
25 reis
cada
chavena.
HAESKY
DU
e.a
—Pia-
ce
Vendòme,
26, Pariz;
77
Regent Street
Londres;
Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharmaceuticos,
droguistas,
mer-
cieiros,
etc.,
das
províncias
devera
diri
gir
os
seus
pedidos
ao
deposito
Central
;
snr.
Serzedelio
&
C.
a
Largo
do
Corpo
Santo
16,
ILísboa,
(por
grosso
e
rniudo)
;
Carlos
Barreio,
rua
do Lorelo,
28;
Bar
rai
&
Irmãos,
rua
Aurea,
12.
Porto,
J.
de
Sousa
Ferreira &
Irmão,
rua
da
Ba
nharia
77
;
de
Sequeira
; J.
Pinto ;
Desí-
ré
Rahir;
Coinabra,
V,
Botelho
de
Vas-
concellos
;
Aveía-o,
F.
E.
da
Luz
e
Costa,
pharm.
;
BareeHas,
Ramos,
pharm.;
SSraga,
Pharmacia
Maia,
rua
dos
Chãos,
Pipa
&
Irmão,
rua
do
Souto,
Domingos
J.
V.
Machado,
praça
Municipal.
Fígueig-s»,
Antonio
Vieira,
pharra.;
©wimarães,
A.
J.
Pereira
Martins,
pharm.
;
Feno-
fiel,
Miranda,
pharm.
;
FoiaCe
«5o
Lima,
A.
J.
Rodrigues
Barbosa,
pbarai.;
Po
voa
s5o Varzisn,
P.
Machado
de
Oli
veira,
pharma.
;
Vianna
«3o
®«8«elío,
Afionso
e
Barros,
droguistas;
Viiía
«?»
Comle,
A.
L.
Maia
Torres,
pharm.
ASBAÍICfflSMTOS
EE«-J»e!o?tiads»rto
de
liiteratura.
DIUECTOR D.
F.
Proprietário e
editor
—
Antonio
José
Pe
reira
de
Magalhães
Júnior.
No
proxiino
3.°
domingo,
15
do
cor
rente,
sairá
á luz
o
l.°
n
0
do
2.
6
volu
me
da
BORBOLETA,
que
o novo
editor
tem
procurado
melhorar
litteraria
e
ma
terialmente.
A
correspondência,
tanto
concernente
á
redacção,
como
á administração, deve
ser
enviada
d
’hoje
em
diante
só
ao
pro
prietário,
no
escriptorio
do
jornal,
largo
da
Senhora
A
Branca, n.°
36,
Braga.
Mudança
de
escriptorio
José
Joaquim Penha
Fortuna,
mudou
o
seu escriptorio
de
escrivão
e
tabel-
lião,
que tinha
na
rua
Nova
de Sousa
d’
esla cidade
de
Braga,
para
a
sua
casa
designada
pelo n.°20—a—situada
no
cam
po
da
Vinha,
hoje
chamado
—
campo
de
D.
Luiz
1.°—
Braga
29 de
setembro
de
1876.
(271)
José
Joaquim
Penha
Fortuna.
Antonio
José
Gonçalves
Costa, parti
cipa
aos seus
amigos
e
freguezes
que
mu
dou a sua
residência e
oíficina
de
alfaiate
da
rua
da
Sé para a
rua
Nova
n.°
24,
onde
espera que
os
seus
freguezes
o
con
tinuem
a
obsequiar.
(4330)
BIA.S
«fc
ibw
A
o
,
de
Barcellos,
fa
zem
publico
que
a
carreira
que
teem
entre
esta
cidade
e
aquella
villa.
fica
trans
ferida
d
’
ora
em
diante:
de
Braga
para
larcellos,
ás
3
horas
da
tarde,
e
vice-
versa
ás
6
da
manhã.
(4324)
N.
S. DE LOURDES
As
festas
da
sua coroação e
o grande
milagre operado
por
Nossa Senhora
em
Ygos
em
que foram
salvos
700
peregri
nos
de
Niort.
Vende-se
por
80
reis
no
Porto,
na
ivraria
Catholica,
praça
de D.
Pedro
n.°
31,
e
na
livraria
Portuense
de
Nanuel
lalheiro,
rua
do
Almada
n.°
121
a 123;
em
Braga
na
livraria
Catholica,
rua do
Souto;
em
Lamego
na
loja
do
snr.
Fran
cisco
Marques
da
Rocha
CÃSâ M SAÚDE
E.TS
8ÍMÍM
10
—
Rua
de
S.
João—
10
FACULTATIVOS
—Operador
e
assisten
te
Manuel
Joaquim
Alves
Passos.—Dire-
clor,
assistente
e
residente
na
mesma
ca
sa
Alfredo Alves
Passos.
Ha
tres
classes
de
logares,
a 1.
a
clas
se
a
3^000,
a
2.a
a
2$000
reis
e
a
3.
a a
1-3500
rs.
As
mais particularidades consta
dos
arogrammas, os
quaes
serão
remetlidos
a
quem
os
exigir.
A
TODOS
sem
medicina,
pur
gantes
nem
despezas
com
o uso da delicio
sa
farinha
de
saúde,
DU
BARRY
de
Londres.
31
nnnoa d’iíivariavel sueeem
2
Saude
a todos
pela
deliciosa
Ilevalescié-
re
Du
B
akry
,
que cura as
indigestões
(dis-
pepzia)
gastrica,
gastralgia,
flegma,
arro
tos,
amargor
na
bocca,
pituilas,
nauseas,
vomitos,
irritações
intestinaes,
diarréa,
desenteria,
cólicas,
tosse, asthma,
falta
de
respiração,
opressão,
congestões,
mal
aos
azssMaaKRSBsasmnKSS
Cosme José
de
Almeida
Antas,
abba-
de
da
freguezia
de
S.
Julião
de
Sarafão,
e
seu
sobrinho,
o
padre
Antonio
José
Cândido
d
’
Almeida, da casa das
Antas,
de
S.
João
de Rey, extremamente
penho
rados
para
com
todos
os
snrs.
ecclesias-
ticos
e
mais
seculares
que
lhes
prestaram
seus
serviços
por
occasião
da dolorosa
mor
te
de
sua
estimável
irmã,
e
thia,
a
se
nhora
Rita
Joaquina
d
’
Almeida,
da
casa
das Antas,
de 8.
João
de Rey, aproveitam
este
meio
para
protestar
a
todos
o
seu
reconhecimento
e
gratidão.
(4321)
Em
casa
do
illm.°
snr.
Mattos,
na
rua
de
S.
Marcos n.°
53,
acha-se
desde
já
aberta
a
matricula
para
lições
de
dansa,
que
deverão
começar
no
dia
22
d
’outu-
iro
na
cerca
dos
Congregados,
onde
se
vae
construir
um salão
para
bailes
na
pró
xima epocha
carnavalesca.
Preços
:
Por
dons
mezes
a
duas
lições
por
se
mana,
1$500
reis
pagos
no
primeiro
dia
de aula.
Os
alumnos
tem
direito
a
um
bilhete
grátis
para o
baile
da
inauguiação.
(272)
(C.
4327)
Alugam-se
os
altos
da casa
n.°
22,
da
rua
do
Campo,
com excellentes com-
modos
para
uma
numerosa
familia.
Quem
os
pretender
dirija-se
á
mesma.
(4261)
MUDANÇA
o
Rodrigo
d
’Oliveira
e Sousa,
mudou o
seu
armazém
de
vinhos
da
casa
n.°
19,
da
rua
do
Alcaide,
para a
casa
n.
9
11,
da
mesma
rua;
onde
continua
a
servir
bem
os
seus
amigos
e
freguezes
com
bons
vinhos,
assim
como
com
oplimos
petiscos.
(4326)
LECCIONAMENTO
Antonio
José
Fernandes
de Carvalho,
faz
saber
que
continua
a
leccionar
em
instrucção
primaria,
latim,
lalinidade
e
philosophia,
desde
o
dia
16
do
corrente
em
diante.
A
matricula
acha-se
aberta
desde
já
na
rua
do Poço,
n.°
18,
onde
se
dão
todos
os
esclarecimentos
exigidos.
(4329)
Tendo-se
desencaminhado,
ao
abaixo
assignado,
entre outros
papeis
de
impor
tância
o
bilhete
de
passagem
pira
o
Rio
de Janeiro
da
Companhia
Franceza, po-
risso
pede-se
a
quem
o
achasse
de
o
en
tregar
em
Braga
em
casa
dos
snrs.
Al
meida
&
Pereira,
em Caldellas,
ao
Rev.
*
"
Reitor,
em
'Villa
Verde
em
casa
do
snr.
José
Joaquim
Peixoto,
que
receberão
al-
viçaras.
Pois
as providencias
já
estão
da
das.
Braga
20
de
setembro de
1876.
Antonio
Pires da
Costa
Arraes.
(4312)
SALA
Alluga-se uma
para
dous
ou
tres
es
tudantes
que
não
excedam
a
14
annos
cada
um.
Rua do
Souto
n.°
13, i.°
andar.
(4325)
CAIXEIRO
Perlende-se
um,
com habilitações com-
merciaes,
para
uma
TABACARIA.
Quem
se
achar
nas
condições
dirija-se
ao
encarregado
da
administração
d
’este jor
nal.
(4328)
SUBSTITUIÇÃO
Ha
um
indivíduo
prompto
e
habilita
do
com
todos
os
documentos
legaes
pa
ra
substituição
no
serviço
militar.
Quem
precisar
pode
dirigir-se
á
rua
da
Boa-Vis-
la
n.°
32.
Braga.
(4323)
Regente pai a castorio.
Quem
se
achar
nas
condições
de
desem
penhar
bem,
dirija-se
em
carta,
para
tra
tar,
ao
escrivão de
direito
na
comarca
de
AMARES.
(4322)
Pinto
Barbosa.
btiiiiii
ii
—BMmir
Hii
inMiwmnmKiBwaaBMM
COLIEGIO
DE
S.
WH
IXO1I)
!»!•: BKEMEN
NORDDEUTSCHER
LLOYD
NA
QUINTA
DA
ARMADA,
SUBURBIOS
DE BRAGA.
NOMES
DOS
VAPORES
D
’
ESTA
COMPANHIA
Não
foram
os interesses
materiaes,
mas
os
interesses
mais
ponderosos
e
transcen
dentes
da
religião
e da
sociedade,
que
inspiraram
o
estabelecimento
d
’
este
Colle-
gio,
que
tem
por
fim
formar
as
gerações
nascentes
na
crença,
na
sciencia
e
na
ver
dadeira
civilisação.
Asseguramos
desde
já
despertenciosa-
mente aos
paes
de familia,
que
seus fi
lhos
encontrarão
n
’esle Instituto
todas
as
condições
e
elementos
d
’uma
verdadeira
e
solida
educação,
e
que
animados sómen
te
da
ideia de
fazer
o
bem,
envidaremos
nossos
esforços
para
que
essa educação
sobre
ser
esmerada,
seja também
pouco
dispendiosa.
O intuito da
obra
revela
bem
clara
mente
as
partes
que
ella
abrange
—
parte
religiosa
e
parte
litteraria.
No
que
respeita
á
religião
os
alumnos
não
sómenle
serão
n
’
ella
instruídos,
mas
unindo
á
theoria
a
pratica, se
lhes
forma
rá
a
intelligencia
e
o
coração
nos
princí
pios
e
na
moral
sublime do
Evangelho.
Para
isto
haverá
n
’
este
Coliegio
eccle-
siaslicos
de
reconhecida
illuslração
e vir
tude,
especialmente
encarregados
d
’
esle
mister.
No
que respeita
á
parte
litteraria
e
scientifica,
o
curso
geral
dos
estudos
com-
prehende
:
1.
°
A
instrucção
primaria
a
saber: lêr,
escrever,
contar,
princípios
de
civilidade,
grammatica
portugueza,
historia
e
choro-
rographia
palria.
2.
°
O
curso
das linguas
portugueza,
latina,
franceza
e
ingleza.
3.
°
A
philosophia
e
rhetorica.
4. °
As mathematicas.
5.
° A
geographia,
chronologia
e
histo
ria.
6.
°
O
desenho
e
a
calligraphia.
Parte
disciplinar e economien
Os
alumnos
lerão
uma
alimentação
abun
dante,
bem
preparada
e
servida
com
lim
peza
e
decencia.
Dormirão em
salões
bem
arejados,
e
estarão
sempre,
mesmo
du
rante
o
somno,
debaixo
das
vistas
dal
gum
dos superiores.
Terão exercícios
e
passeios
hygienicos,
e,
quando
houver
nu
mero
sufliciente,
academias
e
representa
ções
religiosas.
Todos
os
trimestres
se
mandarão ás
famílias
as
qualificações
de estudo
e
com
portamento,
que
o
respectivo
alumno
ti
ver merecido,
e
os
nomes
dos
mais
bem
conceituados
serão
inscriptos
sobre
um
quadro
d
’honra.
Serão
dias
feriados além
dos
Domin
gos
e
quintas-feiras,
o
dia de
S.
Luiz
Gonzaga,
protector
do
Coliegio.
a
semana
do
Natal,
os tres
dias
de Carnaval,
os
oi
to
dias
que
decorrerem
desde
a
quarta-
feira
da
Semana
Santa até igual
dia
da
semana
seguinte
inclusive;
e
finalmente
todo
o
mez
d'agosto
e
setembro.
As
condições
para
a
admissão
são
as
seguintes
:
1.
a
Edade
de
sete
a
doze
annos
não
completos.
2. a
Informação
previa
de
bom
compor
tamento.
3.
a
Certidão
do baptismo, reconhecida
por tabellião,
e
certidão
do
medico
que
atteste
ter
sido
o
alumno
vaccinado,
e
não padecer moléstia
contagiosa.
4.
a
Pensão
de 9^000
reis
mensaes,
pagos em
tres
trimestres
adiantados.
O
partido
do
medico,
as
despezas
de
Phar
macia,
os
livros,
a
lavagem
da
roupa,
assim
como
as
lições
de
muzica,
formam
uma
verba
em
semparado.
5. a
Enxoval
que
deverá
comprehender
:
um
leito
de
ferro
de
1
m
,72
centímetros
de
comprimento,
e
80
centímetros
de
largu
ra
;
um enxergão,
um
colxão,
um
tra
vesseiro
e
almofadinha;
um
lavatório de
ferro;
uma
coberta
(todos
estes
objectos
pódem
ser
fornecidos
pelo Coliegio;)
3
cobertores;
3
fronhas
de
travesseiro
e
6
d
’
almofadinha
;
um
jarro
e
bacia, e
uma
dita
de cama ;
6
lençoes
; 6
toalhas
de
mãos;
6
guardanapos;
6
pares
de
ce
roulas,
8
camizas
de dia e
4
ditas
de noi
te
;
2
camizolas; 8
pares de
meias;
12
lenços
d
’assoar;
uma
sacca
para
roupa
suja
;
roupa
decente
para
uso,
e
um
fa
to
para os
dias
festivos
e
para
os
pas
seios,
segundo
o
modelo
do
Coliegio, que
consistirá
de
calças,
collete
e
jaqueta
de
panno
preto;
um talher
e
uma
colher
para
chá;
pentes,
escovas
de
dentes,
d
’
unhas,
de fato
e
de
cabeça.
D
irector
,
P.
e
Luiz
Augusto
Rodrigues
Vianna.
Hohenzolern
—
Hohenstaufen
Salier
—
Habsburg
—
Hansa
America
—
Hermann —
Weser
Rhein
—
Main—Donau—
Mosel
Neckar
—Oder
Kron
Prinz
Fr.
V/dhelm
Graf
fíismark
General
Werder
Sperber
Carreira mensal
Ballim
ore—
Berlim
—
Ohio
Leipzig
—
Braunsch
weig
Nurnberg
—Frankfurl—
Han-
nover
—
Koln
—
Strassburq
Adler —
Falke
—
Mowe
—
Reiher
Schwalbe—
Schwan
—
Strauss
Albatross
Para Pernambuco,
Bahia,
Rio
de
Janeiro,
Montevideu
e
Buenos-Ayres
Os paquetes
que
a Companhia
está
empregando
na
carreira do
Brazil
sãojodos
de
grande
lotação,
tendo
logares
para 170
passageiros
de
primeira
classe
e
750 de
terceira.
São
«íe grande veloeidade,
e o
serviço
estã-se
fazendo
com
toda a
regularida
de,
pelo
que
vae
adquirindo
uma
boa
e
bem merecida reputação.
Os
preços
das
passagens
são
muito
rasoaveis, como
se
póde
verificar
pela
tabel-
la que
se
acha
patente
nas
agencias.
Sendo as jsaBisagens pagas no Porto ou nas
sub-agencins da pro-
vineia
o
transporte do passageiro a X.isboa peio eaminho de ferro
è por eonata da Companhia.
Estes
paquetes
são
notáveis
pelos
seus
modernos
aperfeiçoamentos
e
explendidas
accommodações
para
passageiros
de
todas
as
classes.
Estão já
contractados
cosinheiros
e
creados
portugoezes
para
estes
paquetes.
Aos
passageiros
de
terceira
classe
é
fornecido
gratiM
pela
Companhia,
cama,
cobertor,
utencilios
de
mesa,
e
além
de
ser
a
comida
á
portugueza leem
vinho
duas
vezes
por dia.
A
bordo
de
cada
paquete ha
um
medico
que
é
obrigado
a prestar
seus
serviços
gratuitamenle
aos
snrs. passageiros,
assim como
são
fornecidos
todos
os
raedicameo-
tos
necessários.
Quaesquer
informações
ou bilhetes
de
passagens
podem
obter-se
dos agentes
Kaweg
•A:
C.a,
rua
de
S.
Francisco
n.°
4,
2°
andar
—
Porto
—
e
em Braga
ao
agenle
Ricardo
Malheiro
Dias,
na
thesouraria
do
Banco
Mercantil,
ou
largo
do
B.rão
de S.
Marlinho
n.°
27.
(4276)
'fâ
1'
rua
de
s
.
MARCOS,
N.
5.1
B
â
W
Vende
papeis
pinta-
A"
dos
para
guarnecer
sailas,
H
Linimento
BOYER-MICHEL
para caval-
los, fazendo as vezes de fogo
e não deixando
vestígios
do
seu emprego M
iguel
, pharma-
ceutico em
Aix (na
Provença) França.
—
Preço 1,000 reis.—Em
Lisboa
o snr. Barreio,
Loreto, n
“28 — 30. Ó25.)
N.
B.
Os
pretendentes
deverão
dirigir-se
á
Livraria
Calholica
de
Joaquim
José
Vieira
da
Rocha,
rua
do
Souto,
n.°
40.
(4
lindíssimos
gostos,
a
prin-
g
cipiar em 89 reis
a
peça
REWOLVERS
E
ARMAS DE1
CAÇA
E
BOJWBAS
PAPA E»4ÈÇOS
A
’
loja do
—
Cachapuz
—
aca
ba
de
chegar
uni
bom
sorti
mento.
(4247)
ESCOLâ
ÀMBBJGÁKA
Consultorio
a
toda
a
hora,
tanto
de
dia
como
de
noite.
Rua
do
Campo
(antiga
Porta
de
S.
Francisco)
n.°
22.
(4215)
Aluga-se
na
rua
da
Ponte
uma
morada
de
casas
apalaçada,
com
tLJskA quintal
e
pôço
;
e
bons
commodos
para
uma
familia.
Quem
perlender
alugal-a
queira
dirigir-
se
á
mesma
rua,
casa
n.°
58
C.
(4309)
Para
os
engenheiros,
pharmaceuticos,
médicos,
dentistas,
professores
e
outras
pessoas
que desejarem
obter
o
diploma
de
doutor
ou
de
bacharel
de
uma
universida
de
estrangeira.
Dirigir
carta
registada
a
Medicus,
13,
praça
do
Rei,
Jersey.
(In
glaterra.)
(31
-H-)
Vende
olio,
tintas e
vernizes
para
pinturas
de
casas,
tudo
de
boa
quali-
dade.e
preços
muito
resu
midos.
Vende
cimento
roma
no
para
vedar
aguas,
ges-
so
para
estuques
de
ca
sas,
tudo
de
primeira
qua
lidade.
(Z
*
)
pudii
jT
í
ha
Offerece-se
um
sufficienlemente
habili
tado
em
contabilidade
mercantil
para
lo
do
e
qualquer
ramo
de
commercio.
Dá
abono
á sua
conducia.
Quem
precisar,
dirija carta
a
esta
re-
dacção
com
as
iniciaes
D.
V.
O.
(4320)
ATTEÍVÇÃO.
Os snrs.
que
pertendem
fallar com
a
familia
do
fallecido
Domingos
José
Pe
reira, morador que
foi
defronte
da
egreja
de
S.
Lazaro,
o
qual
deixou
duas
filhas,
que
ainda
existem,
podem
fallar
na
Rua
da
Ponte,
casa
n.°
9,
íreguezia
de
S.
José
de
S.
Lazaro.
GERMANO JOÂQUM
BARRETO
BUA
130 SOUTO Jí.° 33
E3
a
.
Faz
publico
que
todos
os
livros
adoptados
no
Lyceu
d
’
es-
ta
cidade, e
aulas
particulares
se
acham
á
venda
na
sua
acre
ditada
livraria.
Preços
do
Porto
com
aba
timento.
(270)
(4317)
EI X
B 2Z2 X O
CEBUKGIÃO
S3EXTISTA
approvado
pela
escola
medico
-
cirurgi
-
CA
Do-
PORTO
Largo
do
Barão
de
S.
Marlinho
n.°
5
BRAGA.
Faz tudo
quanto
diz
respeito
á
sua
arte
e
continua
operando
grátis,
pobres e
soldados.
(22
—
•)
Vende-se
a
casa
n.°
1,
na
entra-
da
da
rua de
D.
Pedro
V. Foi
^^^construida,
ha
dois
annos,
tem quin
tal
e
poço
e
excellentes
commodos.
Tra-
da-se
do
seu aiuste
na
rua
de
S.
Victor
n.°
50.
(4218)
’
aramm,,--
................. ..
........
braga
:
typographia
lusitana
—
1876.
Parte de Comércio do Minho (O)
