comerciominho_03081876_525.xml
- conteúdo
-
4.°
ANNO
1876
FOLHA
COMMERCIAL
RELIGIOSA E NOTICIOSA
NUMERO
525
Assigna-see
vende-se
no
escriptorio
do
editor
e
proprietário
Josi
Maria
Dias
da Costa,
rua
Nova
n.
* 3
E,
para
onde
deve
»er dirigida
toda
a
correspondência
franca
de
porte.
—
As
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas
;
assim
como
as
correspondên
cias
de Interesse particular. Folha
avulso
10
rs.
Sa»? ■wSwnaii
Í’
ÍÍ8I.IÍLV-S
SS
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
anno
l$600
rs.
—
Semestre 850 rs.^Promn-
cias,
anno
2&000
rs
e
sendo
duas
3&600
rs.
—
Semestre
1&050
rs.=Brazil,
anno
3&600 rs.—
Semestre
1&900
rs.
moeda
forte,
ou
8&000
reis
e
4&500
reis
moeda
fraca.
—
Annuncios
por
linha
20
rs.,
repetição
10
rs. Para
os
assignantes
20
d
’
abatimento.
BHWl-ytlVTA-Fl
iKA 3 »E
AGOSTO
O aapeeto
dn guerra
Turco-Servia.
Uma
lucla
encarniçada
e
sangrenta
es-
tá-se
ferindo
na
peniosula
dos
Bulkans,
sem
que
a
Europa
erga
um
brado
de
in
dignação
contra
os
crimes
e
horrores
de
toda
a especie, perpeirados
por
essa
hor
da
de baibaros,
que
na
sua passagem se
meiam a
morte, a
desolação
e
o
lucto.
seguidos
dos
mais
horríveis atteotados
contra
a
honestidade
das
famílias.
E
ainda
ha
quem
nos
elogie
a
civi
lisação
do
século
XIX?
que
preconisada
civilisação é
essa, que
consente
de
mãos
crusadas
os barbares
procedimentos
dos
turcos
contra
as
populações chri-tãs!
Em
que
codigo
serão
lícitos
como
direitos
de
guerra
o
roubo, o
incêndio,
a
violação
de
mulheres
aos
olhos de seus
proprios
ma
ridos,
e
por
fim
a morte
acompanhada
dos
mais
horríveis
tormentos?
Quando
lemos
a
narração d’
aquellas
de
vastações
que
os tmeos
commetlem na
população
inoftensiva
dos
christãos, jul
gamo-nos
recuados
á edade
media,
em
que
se
perpetravam
os
maiores
crimes
á
sombra
do
feudalismo,
que
animava
os
si
cários
de
punhal
nas
trevas da
noite.
Vemos
portanto
em
scena
uma
guerra
religiosa
com
todas
as
suas
consequências,
e
as
nações,
que
deviam impedir
esses
horrores,
que
empanam
o
brilho
da
civi
lisação,
assistem impassíveis
a
taes
scenas,
que
nos
fazem
amaldiçoar
essa
tropa de
barbaros,
saida
lá
dos
confins do
Oriente
para
embeberem
o
alfange
mahometano
no
sangue
dos
christãos
Ressuscitou Ma-
homet em
pleno
século
XIX, e
com
elle
to
da
essa
serie
de
horrores,
que
acompa
nham
as
victorias
dos
turcos
sobre os
christãos.
O
fanatismo
os
impelle pois
crèem
que
serão
benemerilos
do
pseudo
profeta
os
qué
maiores atrocidades
commetlerem,
e
dignos
da
recompensa
que
os
aguarda
no
paraiso,
que
o
Alkorão
lhes
pinta
á
sua
imaginação
como
um
logar
de
delicias
e
praseres
sensoaes.
Quando
se
convencerão
as
nações ci-
vilisadas
da
Europa
da
necessidade
de
pôr
um
dique
a
estas atrocidades, que espan
tam
o mundo
pela
sua
gravidade,
e
que
fazem ressuscitar
o
ominoso
tempo
das
invasões
sarracenas?
o
B
*
1
HlSTOKIA i>’L Vl UESCOAIHECÍOO
III
O
doutor Tirsang.
[Conlinu.ção]
—
E
’
assustador!
disseram
ao
mesmo
lempo Jacques
e Mathurin.
Mas,
prose-
guiu
este,
é
bem
certo
que
tudo
isso
se
encontra
no
Syllabus
?
—
Não
ha a
menor
duvida.
—Leslesl-o,
snr.
Tirsang?
—
De
certo, li-o,
pelo menos
conheço
os
trechos
principaes
como o
meu
jornal,
a
«Republique
Française»,
copiou
mais
d
’uma
vez.
—
Como,
não o
lestes
todo?
—Seria
inútil.
—
Traduzistes
esses
trechos do
latim,
não
é
assim,
ja
que
os
comprehendeis
?
—Ora
!
quem poderia
comprehender
si
milhante
latim?
latim
macarronico,
peior
do
que
o
d
’um
boticário.
—Mas
então,
se se
não
podesse com
*
hender...
W
grande milagre de Lourdes.
0
«Gaulois»,
que tinha mandado um
correspondente
para
Lourdes
publicava
o
outro
dia
a
seguuinle
parte
telegráfica
:
«Lourdes,
domingo,
ao
meio
dia.
Esta manhã
teve
logar
um
accidente,
pelas
duas
horas
em um
comboio
de
pe
regrinos.
O
trem
deNiord,
encontrou,
sain
do
de
iMontauban,
na
estação
de
Ygos,
outro
trem
de
viajantes
vindos
de
Tarbes.
O
choque
foi allenuado
pela
prudência
dos
mecanistas,
de tal
sorte que
só
hou
ve
um
wagon
desfundado
e
alguns
bancos
quebrados.
Não foi
ferido
nenhum
viajan
te.
Deve-se
a salvação
a
duas horas
de
atrazo. Os
peregrinos
altribuem
a
sua
sal
vação, tão extraordinária,
somos
obrigados
a
confessal-o,
á
intervenção
divina.»
Por
este
telegrammas,
o correspon
dente
do
«Gaulois»,
que
não é suspeito
de
credulidade,
notava
a impressão
produ
zida
n
’aquelles
logares
por
um
fado
que
parece
verdadeiramenle
extraordinário.
Nós
podiamos
tel-o
affirrnado,
e
se não
temos
(aliado,
é
por
um
sentimento
de
reserva
que
se
impõe naturalmenle
a
todo
aquel-
le
que,
conhecendo
a
prudência
da
Egre
ja.
está
em frente
de
um
acontecimento
que
se
não
explica
por
nenhuma
das
re
gras
ordinárias.
Hoje
julgamos
dever
de
ferir
ao pedido dos
peregrinos
de
Niort,
publicando
a
narração
d’
esle
facto
que
nos
manda o
organisador da
peregrina
çào.
Os
piedosos
fieis
acharão
n
’elle
uma
nova
occasião
de
reconhecer
a
protecção
com
a
qual
Nossa
Senhora
de
Lourdes
não cessa
de
cobrir
seus devotos ser
vos.
«Entre
os
100:000
fieis
que
a
sua
pie
dade
para
com
a
Rainha
Immaculada
do
ceu
tinha
conduzido
a
Lourdes,
para
as
grandes
solemnidades
da
coroação,
não
se
viram
prostrar
diante
da
gruta
bemdita
com
maior commoçào
e
sentimento,
ne
nhuns
outros
peregrinos
que
os
de
Niort.
Podiam
elles
na
verdade, fazer
esquecer,
como
ao
organisador
da
procissão
o
fa
ziam
notar
muitos
dos
illustres
prelados
que
assist
am
a
estas
esplendidas
ceremo-
mas,
podiam
elles
esquecer
que
o
primei
ro
milagre
do
dia
tinha
sido
feito
em
seu favor
pela
Virgem
de
Lourdes?—
Mi
lagre
?
Sim,
verdadeiramente
!
é
a
unica
palavra pela
qual
convém
designar
a
pro
tecção
especial que
os
arrancou
sãos
e
—
Comprehende-se
bem
para
se
saber
o
que
quer
dizer.
—
Está
bom,
desejava
ver
a
coisa
de
perlo,
rummal-a
eu
mesmo.
Não
o
tendes
em vossa
casa
?
—
De
certo que
não.
—
Então
onde
o
poderemos
encontrar?
—
O
mais
certo,
meus
amigos,
é
que
só
se
encontra
em
casa
do
snr.
cura,
por
aqui
perto.
—
Julgas
que
não
o
deixará
lèr
?
—
Deixa;
offereceu-m
’o
algumas
vezes
para
o
lèr
e
pensar
ao
mesmo
tempo
ácerca
deile
;
mas
comprehcndeis que
le
nho
oulros
galos
a
açoutar...
Eil-o
que
ahi
chega
ao
fim da
rua.
Sem duvida
vem
fazer
uma
visita
a
Lajoie...
Não
me
engano
:
lá
entra
em
casa
do
seu
doente.
Vereis
que
se não
ha
de
demorar
muito.
Es
perae um
pouco,
não
tardareis
a
vel-o
sahir,
e
podeis
ao
mesmo tempo
pergun
tar-lhe
novas
de Lajoie
e
do
Syllabus...
Até
á
vista,
meus
amigos,
tenho
dois
ou
tres
doentes
que
me
esperam
na ex
tremidade
da
aldeia,
não
se deve empa-
ciental-os.
—Até
á
vista,
snr.
Tirsang,
disse
Ma
thurin.
—Alé
á vista,
snr.
Tirsang,
e
perdãojpelo
menos
salvos
do
medonho
encontro
de
que fo
ram
victimas
em
Ygos. e
que
devia
ser,
segundo
as
regras
ordinárias
das
cousas,
uma
das mais espantosas
catástrofes que
leem
ainda
o
registrar
os
annaes
das
vias
ferreas.
Esperando
que
uma
offeria.
deposta
na
Roxa-Massabielle.
lestimunhe
sobre
o
mármore
o
nosso
inalterável
reconhecimen
to
para
com
a
Rainha Immaculada,
seja-
nos
permittido
o
convidar
a
imprensa
a
prestar-nos
os
orgãos
de
sua
publici
dade
para
ofTerecer
ás
almas
piedo
sas
um alimento
novo
ao
louvor
e
ao
amor
com
que ellas cercam
a Virgem
de
Lourdes.
Foi entre
Morcenx e
Ygos
que
leve
logar
o
terrível
encontro.
Aos
cânticos
alegres da oração, que,
durante
tudo
o dia,
tinham
feito
de
nos
sos
wagons
como
outros
tantos oratorios
em
movimento,
acabava
de
succeder
a
cal
ma
e
o
recolhimento
da
noite,
e
os
700
peregrinos
niorteses
tentavam
procurar
no
socego
uma
preparação
a
suas
fadigas
fu
turas.
Era
uma
hora
e
meia
da
manhã
o
nosso
trem
devia parar
e
desviar-se
em
Ygos
para
deixar
passar
o expresso
de
Mont-de-Marsan,
que
no
mesmo momento
tinha
partido
do
outro
lado
da
linha
e
ca
minhava sobre Morcenx.
Acabavamos
de
passar
a
curva
que
descreve
a
via
á
en
trada
de
Ygos,
e
a
nossa
machina
chega
va
ja
ao
primeiro
disco,
que
eslava
apa
gado.
Surprehendidos
por esta
negligencia
do
chefe
da
gare,
o mecanisla
e
o
condu-
ctor
do trem
principiavam
a
communicar
os
seus
receios,
quando
de
repente,
a
300
melros
para
a
frente,
elles
descobrem
o
expresso
que
a curva
linha
até
alli
oc-
cultado
a
seus
olhos
e
que
caminhava
com
uma rapidez de
60
kilometros
por
hora?
Que
fazer?
o
perigo
é
imminenie
e
o
encontro
inevitável;
o
perigo
não
po
de
ser
conjurado,
nada
mais
se
pode
la
zer
que
allenuar
os
effeitos
da
horrível
catástrofe.
Com um
sangue
frio
e
uma
presença
de
espirito
acima
de
lodo
o
elo
gio,
e
de toda
a
recompensa, o
meca
nista mede
a sua
situação
n
’
um
abrir
e
fechar d
’
olhos.
Deter
a
sua
marcha,
fa
zer
cerrar
os freios
e
inutilisar
brusca
mente
todo
o
vapor
para
imprimir ao
trem
um
movimento de
recuo,
tudo
isto foi
executado
com
a rapidez
do
pensamen
to,
emquanlo
o
conductor
se
precipita
sobre
a
via
e
corre
para
a
frente
com
por
vos
ler tanto
dilacerado,
disse
Jac
ques.
—
Nada,
nada,
meus
amigos
; eslou
sa
tisfeito
por
fallar
um
instante
comvosco.
Até
á
vista.
E
o
snr.
Tirsang
seguiu
o
seu
ca
minho.
IV
Onde
Jacques e
Mathurin
tornam
um
bom
partido.
Quando
o
doutor ia
já
longe
:
—
Sou
d
’
opiniào,
disse
Mathurin,
que
todos
estes
senhores
que
nos
faliam
com
tão
estravaganle
medo
do
Syllabus
que
nem
mesmo
o
conhecem.
—
A
’
fé, replicou
Mathurin,
que
co
meço
a
não
perceber
nada
de
ludo
isto.
—Reparaste
cumo
leem receio
de
se
encontrarem
?
O
professor
retirou-se
logo
que
viu Tirsang;
este
fez
o
mesmo
quan
do
viu
o
snr.
cura.
E
’
singular.
—
Sim,
Mathurin,
é
singular.
—E
depois,
Jacques, notaste
no
que
disse
o snr.
Tirsang,
que o
cura
lhe
dis
sera
para
disculirem
ambos
a
respeito
do
Syllabus?
Porque
rasão
o medico
não
ac-
ceitou
um
offerecimento
tão
rasoavel?
E
’
tão
intendido
como
o
snr.
a
sua alanterna
para
dar
os
signaes
d’
alarme
ao
mecanisla
do
expresso;
mas
por
uma
circumsUncia
fatal,
estes
signaes
não
são
apercebidos;
porque
o
mecanista
e
o
fogueiro
atiçavam
n’
este
momento
o
seu lume,
não viram
nem
ouviram
nada.
De
repente
um
choque
espantoso
abala
os
nossos
wagons;
as
duas machinas
batem
uma
contra
a
outra.
Em
immenso
grito
de
terror
e
de
afllicção foi
lançado
atra-
vez
da
noite, escapando
de
todos
os re-
partimentos
ao
mesmo
tempo
e
domina
do
por
dois
novos
abalos,
mais
horríveis
que
o
primeiro;
os
wagons
estalam
e
pa
recem
abrirem-se, as luzes
apagam-se,
os
peregrinos
são
arremessados
uns
sobre
os
outros;
a
imagem
da
morte
domina
co
mo soberana
sobre
esta scena
de
espanto
Comtudo
o silencio
estabeleceu-se
de
pressa,
silencio
lugubre
e
cheio
d’angus-
lias
!
—
«Que
ha?»
E’
a
pergunta
de
to
dos,
a palavra
que
escapa
de
lodos
os
lábios.
—
E’
um encontro,
tudo
acabou
es
tamos
salvos!
—
Sim...
mas ha
muitas
des
graças,
mortos...
Com
que terror
e
com
que anciedade
se
esperam
as
noticias
!
Emíim,
esta
palavra
consoladora
corre
de
todos
os
carros,
como
um
luzeiro
de
alegria,
e
acalma
um
pouco
a
pungente
commoçào
que
aíUigia
todos
os
corações
:
«Não
ha
ninguém
ferido!»
(1)
Cada um
desce
e
quer
vèr
com
os
seus
próprios
olhos
a verdade
das
cou
sas.
Que
espectaculo
então
se
offerece
a
todos
!
a
frente
da
locomotiva
muito
ar
ruinada,
os
tambores
inteiramente
moí
dos;
mas
o
fogueiro
e
o mecanista
não
tiveram
nem
uma
contusão;
o
verifica
dor
que
eslava
n
um dos
carros
das
ba
gagens.
foi
arrojado
d
’
tima
a
outra
ex-
tremidada, mas
não
soffreu
nada
; o
wa
gon
de
primeira
classe
que se
segue
ao
das
bagagens,
eslava
sem
fundo;
pela
vio
lência do
choque,
os
dous
bancos
do
pri
meiro
reparlimento
estavam
aproximados
como
as
capas
de
um
livro;
os
oito
pere
grinos
que
estavam
no
interior
devem
ter
as
pernas
moidas!
—
Não,
nem
uma
só
arranhadura...
No
resto
do
trem',
sómen
te
quatro
pessoas,
entre
as
quaes
o R.
(1) O
organisador
do
trem,
depois
de
ler
verificado
os
resultados
do
choque,
ti
nha
saltado da
locomotiva
ao
wagon
cer-
ra-freio
tranquillisando
todos
os
viajantes
inclinados
nas
portinholas.
L’--
—!
-----------------------
-
.1
cura ;
não
é
estúpido
e
não
tem
a
sua
língua
na
algibeira. Eu,
em
seu logar,
te
ria
acceilado
e
mostraria
ao
cura
tudo
o
que
ha
d
’
liorrivel
no
seu
Syllabus.
Porque
rasão
recusa
?
—
Sim,
Mathurin,
é
verdade,
porque
recusaria
?
—
Eu,
Jacques, começo
a
acreditar
que
o
tal
Syllabus
só
é
um
grande
papão
pa
ra
meller
medo
ás
creanças.
—
Oh!
n
’
isso,
Malhurim.
enganas-te,
e
muito. Sem
elle
todos
os
obreiros
estariam
agitados
como
o
estão
?
todos
os
jornaes
criticariam
como
o
fazem?
lodos
discuti
riam
a
seu
respeito?
—
Sim,
bem
vejo
que
deve
haver al
guma
coisa,
mas
porora
ainda
não
está
esclarecido.
Sabes
o provérbio:
«Quando
se
quer
malar o cão,
diz-se
que
está
damnado
!»
Todas
estas
queixas
não
tem
por
fim
o
desembaraçar-se
dos
curas?
—
Mas, Mathurin,
se
os
curas
não
fi
zessem
tanto
mal
e
não promettessem
al
guma
coisa
de
peior,
porque
se
lhes
de
sejaria
isso?
Deixando
.
o mundo em
paz,
este
os
deixaria
tranquillos.
—
E
’
isso, Jacques,
e
porisso
mesmo
eu
creio
que
não
tenho
semrazão...
—
Então,
explica-te.
1
(CoHlíntbi)
I’
.
Briant,
director
da
peregrinação,
teem
no rosto
ligeiras
contusões.
O
milagre
é
evidente para
todos,
e
uma fervente
oração
de
acção
de
graças
rompe
de
todos
os
corações!
Algum
tempo
depois
chegava
a
Ygos,
conduzido
por
um
trem
de
Bordeos, o
director
do
movimento
das
linhas do
Meio-
dia,
e
nas
suas felicitações
elle
aífirma-
va
que
só
um
milagre
nos
tinha
podido
salvar.
«Apesar
da energia
e
prevenção
do
nosso
mecanista,
nós
devíamos,
dizia
elle, ter
numerosas
victimas
n
’esta
degra-
çada
collisão,
e
se
o
encontro
tivesse
tido
logar
dous
minu
os
antes,
no
meio
da
curva descripla
pela
via
ferrea,
a catás
trofe
teria
sido
espantosa
!
A
este
lestimunho
tão
precioso,
vamos
juntar
outro d
’
uma
personagem
igualmen
te
competente. Na
sua volta, n’
uma
das
principaes
estações
da
linha
do
Meiodia,
o
director
da peregrinação
foi
abordado
pelo
commissario
da
gare:
«Felicito-vos,
lhe
diz elle, por terdes
escapado
a
um
perigo
tão
grande
!
Des
de
a
invenção
do
vapor,
nunca
um fa
cto
igual
se
produziu,
e
não
é
possível
que
elle
se
renove
nas
mesmas
circums-
tancias.
Vós
devieis
eslar
todos
feitos
n
’
um
bolo!
Ah!
fallaes
muito
dos nossos
mila
gres
que
se
fazem
em
Lourdes...
Ora
bem
!
acreditae
-me,
nunca
se
fez
um
co
mo
este,
e
o
vosso
livramento
na
outra
noite
é
para
mim
o
mais seguro
de
lo
dos
os
milagres!»
Sim,
na
verdade, é
um milagre
mui
evidente e certíssimo! A
Santíssima Vir
gem
devia
proteger
os
seus
peregrinos
:
Ella
os
protegeu
:
mas
paremos
aqui,
por
que
o
acontecimento
falia
por
si
mesmo
com
uma
irrefutável eloquência
;
é
um ar
gumento
acrescentado
a
todos
os
outros,
que estabelece
de
um
modo
tão
perem
ptório
a divindade
do
que
se
passa
na
gru
ta
de
Massabielle;
e
um
motivo
mais
de
confiança
para
esperar
tudo
da protecção
de
Nossa Senhora
de
Lourdes
!
Vm
peregrino
de
Niort.
......... ------------------------------------ ----
.
A
Júlio
Verim
Julio
Verim da
Lucla
veiu
galharda
e
generosamenle
á
arena
da
imprensa
que
brar
uma
lança
em
defeza
do
seu
«inti
mo amigo»
Luiz
d
’
Andrade
da# «Carica
turas.»
Assim
o
diz
elle
proprio.
Sim,
senhor:
é sem
duvida
digno
de
encomio
que
a
amizade
intima
gere
d
’
estas
nobres
de
dicações
que
nem
em
piesença
do
sangue
e
di
fumaça
dos combates
se
desmentem;
e
lá
que
Julio
Verim seja
amiginho
de
Luiz
d’Andrade
duvide
quem
quizer,
me
nos
eu.
Se
se
entendem
como
duas
comadres
!...
Se
são
ião
dignos
um do
outro'...
Se
até
a
natureza
os
fez
nascer
gerneos,
e
a
elevação
dos
sentimentos
fez
d
’
elles duas
valvulas
de
um
só
coração!...
Talvez haja
por
ahi
algum
leitor
que
não
atlinja
o grau
e
alcance
d
’esta
inti
midade
aié
hoje
inédita.
Fallemos,
por
tanto,
mais
claro;
Julio
Verim
e
Luiz
d
’Andrade
são
duas faces
do
mesmo
rosto
sob
a
synthese...
de
uma
só
pelle,
como
Apodo
e
Phebo
nos
tempos
dos
deuses
de
d
pequeno,
ou,
mais
claro,
são
dous
nomes
distinctos
e
nm
só
atheu
verdadeiro.
Morrendo d’
amores
um
pelo
outro,
que
não
diria
o
articulista da
Lucla
em
prol
do
auctor
das
«Caricaturas»
?
Quem
tiver
pouca imaginação
que
leia
a
Lucla
de
26
de
julho.
Que iras não
lhe
assomam
da
bilis,
que
bilis
tão
genuina
não
segregam,
ou
antes,
não
espirram
os
bi
cos
da
penna
de
Verim
a
favor
do
vade
mecum
ou
do
«inseparável»
do
seu An
drade»?!
Era
lacil
alphabetisar
com o
ar
tigo d
’eile
todo um vocabula>io
de con-
tuinelias,
qual
d'ellas
mais incisiva.
O
heroe
legendário de Cervanles não
arre-
meltia moinhos
da
Mancha,
de
durinda-
na em
ponho,
do que o
D.
Quichote
por-
toguez
contra
nós.
Ah
já!!
Então
s
s.’
sentiu-se
viva
mente
offendido
por
ousarmos
pôr mão
proíana
na arca saneia
da
sua
persona
lidade
inviolável,
e
nós
não
tínhamos
já
antes
o
direito de
nos
julgarmos
feridos
até
o
coração
por
ousar
mão
ignóbil e
sacrílega,
não
só
tocar
senão
inquinar
a
Arca
Saneia das
nossas
crenças
catholicas
e
portuguezas,
dos
dogmas
mais
adoraveis
da
nossa religião,
que
valem
alguma
cou
sa
mais
do
que
o
nome,
digo,
nomes,
e
do
que a
epiderme,
e
a
massa,
e
a
personalidade
coir.píeta
de
um
artista de
ciricaturas,
ou
do
que
um simples
Rigolet-
to da
imprensa?
Fazer
visagens
a
Deus
(cuja crença s.
s.a
poz
em
perigo
de vida!...
ah!
ah!
ah
!),
burlar
da
fé
de
uma
nação de
quem
s.
s.
a
faz parte,
escarnecer
da
expressão
candidamente sublime de
sua
religiosida
de,
sublinhar
sarcasticamente
a«
piedosas
frases
da
sua
confiança
na
Divindade,
não
é
nada,
ou
antes
é,
até
me<itorio,
e
colloca
o
caricaturista
no
Pantheon
dos
«homens
de bem»
!
E
denunciar ao
pu
blico
christão
o
motejador
impudente
da
sua
crença
intima,
o
escriptor
deplorável
que
faz
da penna
um
estylete
envenenado
para
contaminar estas duas fontes
da
so
ciedade,
a
religião
(pela impiedade
cyni-
ca)
e
a
família
(pela lubricidade
do
pensa
mento
e
da
linguagem)
é
um «crime»,
uma
«calumnid»,
é
«má fé»,
é
«cólera»
é
manha
«jesuítica»
(móla de
reserva,
pa
ra
fazer
effeito,
como
certas
expansões
de
voz
nos cantores de
opera)
é
«rancor»,
e
«insinuação
miserável»
!
!
Bravo
!
Que
lhe
parece
a
s. s.
a
este
ideal
de equidade?
Como
qualificava
lá
com
os
seus
botões
esta bitola de
afferir
susceptibilidades
?
Olhe,
não
sue, que
não
vale
a
penna:
eu mesmo
lhe
ensino
a
réplica
que
me
deve
dirigir;
diga
que
são
«avalanches
rhetoiica
.»
e
responde ad-
miravelmele.
Nada
de
esquecer
estes
logar-
sinhos
commtins,
tão
idoneos
para
sair
de
uma
entalação. .
Fique
certo
que
a
elle»
não respoudo eu.
E
é
fora
de
duvida
que
o
snr.
Joho
Verim
precisa
um
pouco
de
que
até
se
lhe
suggira
as
respostas
com
que
deve
etnmudecer
o
seu
franco
oppositor
porque
não
é
nada
feliz
nas
que
lhe
suggere
o
seu
pobre
critério
destalhado.
Ora
ouçam
lá.
e
decidam;
«Pobre Pa
lavra
l
Ella
começa
por
dizer
(ailusão
ao
artigo
critico
d
’aquella
folha)
que
o
livro
«Caricaturas
em
prosa»
«premanece,
[aliás,
tem
o
privilegio
de permanecer)
prova
velmente
inatacado
e
inatacavel,
porque
nenhum
homem
de
dignidade
medíocre
lhe
poderá responder,
sem
a
depôr
eetc.»
E
,
de
facto,
o
que
dissemos,
e
estorce-
mo
nos
soffrivelmente
no
espartilho
da
prudência
para
não
dizer
muito
mais.
«Lo
go
em
seguida o
indivíduo, que
faz
esla
aflirmação, diz
Julio
Verim,
dedica
ao
li
vro
nada
menos
do
que
duas
columnas
e
meia
de
prosa
(elfectivamenie
foi
talvez
de
mais
para
a
importância
do
dicto
li
vro),
atacando
o
furiosamente.»
Poftanto,
respondeu,
quando
dissera
que
o
livro
não
merecia
resposta.
E
’
a
conclusão
um
tanto
pueril,
que
tira
o
critico d’
escada
a
baixo..
Seria
inepta,
se
não fosse
ma-
licios.mente
arguta,
como
as
dos
bancos
de baixa
escola
de
lógica.
Nós
pensávamos
que não tínhamos
respondido
ao tal
livrorio,
e
que tal
in
tenção
não
tivéramos,
mas
simplesmente
que
o
Unhamos
denunciado
badaodo
ao
publico:
«ecce
hislrio
!
»
depois
de
o
haver
mos
amarrado snccessivamenle
a
duas
co
lumnas
da
Palavra.
Chama
se
a
isto
responder,
meu ratão?
Digam
’o
aqui
á
puidade,
e
fique
só
en
tre nós
dous. Responder!
Mas i/essa
não
caia eu! Se o
fosse
a
fizer, que
não
leria
a
dizer-lhe. Saneio Deus
!
Pois
não
havia
de
analy-ar
aquelle
artigo
dos
«tar
tufos»
(d’
illusão
oplica),
do
«Orfeu
nos
infernos»
(uma
baboseira
monumental
até
para
Guerra
Junqoeiro),
da
«procissão
da
quaresma»
no
qual
chovem
mais incon
veniências
impiamente
gordas, do
que
cordas
d
’
agua)
da
dos
«garotos»,
que
não
fica
muito
a dever
ao precedente,
do
«bom
Padre»
etc
etc.!
Só
a
glosa
do
tal
bom
Padre
me
tomaria
cinco
numeros,
ao
menos, da Palavra,
se
fosse
possível
fazer entender razão
ao
Meíistófeles
leito
á
pressa,
que caracterisou
a
seu
talante
um
simplório
de
tonsurado, que
nem
res
ponder
sabia
ás
questões
mais-
elementa
res
<!
’
Historia
Ecclesiaslica,
e
que
n
’
uma
discussão
improvisada
com
o autor,
com-
promettia
ainda
mais
a
cau
s
a
que
preten
dia
defender,
metteodo
a
cada
passo
pré-
go
por estopa,
que
nem
um
aprendiz
de
calafate.
E
é
d
’
esle
«sandeu»
(como
lhe
chama
o
autor)
que
Luiz
d
’Andrade se
gaba e
gloria
de
ler
triunfado!!
Que
en
tende
s.
s.
a
por
covardia?
o
mesmo
que
o
editor
das
caricaturas ?...
Se
s.
s.
a
me
escolhesse
de
preferen
cia
para
as
mesmas
discussões
para
as
;uaes
teve...
o
b
>m
senso de
escolher
um
incapaz,
talvez
que
apezar
da
minha
minguada
illustração, lhe
fizesse metler
a
viola
no
sacco.
Quem
me déra
que
se
lembrasse
de
bater
á
minha
porta!
Ve
nha-me
para
cá
com
as
suas
oljecções
(já
sebáceas
de
andarem
tanto
pela
algi
beira] de
Josués
e
Gallileu-,
de
Inquisi
ções
e
papisas
Joannas,
de
concílios
de
Constança
e
Saiut
Barlhélémis,
de
Grego-
rios
VII
e
Alexandres VI
etc., etc.,
que
eu
lhe
protesto,
com a
mão
na
consciên
cia,
que não
fugirei
um
instante
pela
tangente
do
«mysterio» nem
da «declara
ção»,
e
que
se
s.
s.
a
não
puder
verificar
(por
desgraça
minha)
que
eu
seja
um
bom
Padre...
verificarei
eu
por
desgraça
sua,
que
s.
s *
sabe
tanto
de
historia co
mo
eu de
sansciito.
E
diga
lá
que
o
clero
tem
mêdo
da
discus-ão
e
da luz!
Outro
exemplo de critica
verinense.
E
’
a
analyse
de
outro
periodo
do
nosso
ar
tigo:
«O
traço
da
caricatura
blasfema é
tão
accentuado,
tão
fundo,
que
não
é pos
sível
corrigil-o
sem
deixar
em
seu
logar
um
perfil
informe, ou
aoles
disforme,
que
degradaria
o
seu
auctor».
Até aqui
nós.
Só
os
desherdados ou
orfãos
de
senso
commutn
não
comprehendem
que
isto
quer
dizer,
o
estylo
das «Caricaturas»
e
o
proprio
fundo
da
ideia
são
tão
burles
cos
e
repugnantes,
que
não
ha respon
der-lhes
sem
cair
pela
mesma
fôrma
no
ridículo
e
no
caricato;
n
’
uma
palavra,
que
aquella
cousa
brochada
em
ar
de
li
vro, não
é
susceptivel
de
uma
refutação
séria,
porque o
não é
nem
póde
ser
o
que
por todas
as
faces
só
ofierece
o as
pecto
das cynicas
producções
do
auctor
do
Maudit,
e quejandas.
Julio
Verim interpretou-nos d’oulro
modo: «Essas
palavras,
escreve
elle,
que
rem
dizer
que
se
um
indivíduo,
justa
mente
indignado,
imprimisse com
vigor
na
face
d
’
um
tartufo
(quem
será
o lar-
tufo?
será
o
dogma da
Eucharistia,
da
Santíssima
Trindade,
da
Immaculada
Con
ceição,
(pie
s.
s.
a
pollue
com
a
baba
do
seu
escarneo?
Quando
apparecerá
um
se
gundo
Moliére
que
stereotype
os
tartufos
da imprensa!)
esse
tartufo
não
poderia
desfazer
o
estygma
sem
deixar
em
logar
d’
elle
um
petíil
disforme».
Depois d’isto,
o critico
póde limpar
os
pés
á
parede,
e
despedir-se
do
mister
de
herméneutico,
para
que
não
tem
grande
vocação.
São estes os
unices
períodos
de
Julio
Verim
que
aspiram
ás
honras
de
uma
resposta.
O
mais
não passa
de
uma
interminável
trovoada,
ao
longe, de
insultos,
que
netn
nos
lembra o recurso
desnecessário de
nos
in^olvermos
entre cobertores
de
lã.
O
facto de ser
o
seu
livro
uma
col-
lecção
revoltante
de
destemperos
tão
bo-
çaes
como
impios,
não
o
negou
elle,
nem
o
póde
negar, que
cá
estamos, sendo
pre
ciso,
pa^a
lh
’
o provar,
Tanto
nos
ba-ta.
Com
o
que
é
pessoal
pouco se
nos
dá.
Reserva-nos
a
grande questão
de
prin
i-
pios,
deixamos-lhe a
outra
com
capitai
e
juros.
Este
artigo
é
o primeiro
e
o
ultimo
que
responde
aos
seus
Em
breve
estarei
bem
distante
do
Porto,
para
lhe
poder
responder.
Aproveite
o
prospero ensejo;
falle,
atassalhe,
açoute...
os
ares
á
sua vontade;
deixo-lhe
o
campo
livre,
agradecendo
á
distancia
de
centenares
de
léguas
o
silen
cio
e
o
comedimento
que o
meu coração
sacerdotal
e
as
minhas
crenças
profundas
não
saberiam
talvez
guardar.
Padre
Senna
Freitas.
&AZETILH1
Santa fiaria
Jlagdiilena.—
E’
ho
je,
por
5
horas
e
meia
da
tarde,
condu
zida
procisstoualmente da
capella de
S
João
da
Poute
para a
da
Misericórdia,
a
devota
Imagem
de
Santa
Maria Magdalena,
que
se
venera
no
alto
da
Falperra.
Na
Misericórdia
começam preces
ad
pelendam
pluviam.
Aayin «1’
Snfancia desvalida de
».
Pedro
V.
—
Visitamos, ha
dias,
o
Asylo
dTnfaocia
desvalida
de
D.
Pedro
V,
e
tivemos
o
feliz
ensejo
de
examinar
mi-
nuciosameute
o
aceio
que
u’
e!le
se nota,
e
que
deixa
o
mais agradavelmente
im
pressionado
quem
alli
vae.
Na
verdade,
nada mais
póde
exigir-se
d
’um estabelecimento
d’
aquella
natureza,
oo
respeitante á
decencia
e
boa
ordem.
Foram-nos
mostrados
vários
trabalhos
de
renda,
que
atleslam muito adiantamen
to
da
parte
das alumoas,
e
a
sollicilude
estrememente
paternal
da
ex.
“
la
Begente,
a
snr.a D. Maria
José
Soares
Pinto,
se
nhora
de
muita
illustração
e
d
’um
tracto
delicadíssimo,
verdadeiramenle
palaciano.
A
escola
tem
boas
condições hygieoi-
cas,
e
possue
todos
os
ulensilios
proprios,
na
disposição
methodica
dos
quaes
se
re
vela
d’
um
modo
eloquente
a
illustração da
digna
professora,
a
ex.
,Da
snr.
a
D.
Mar
garida
Figueira.
Foi-nos peimittido
examinar
algumas
provas
calbgraficas,
nas
quaes
notamos
tal correcção
de traços
e
propriedade de
fôrma
realmeute
para
admirar
em
meninas
da mais
tenra
edade,
e
com
pouco
tem
po
de
apren
iizado.
Conhecemos
perfeilamente
o
que
é
um
collegio,
porque
n
’
um
collegio
passamos
a
nossa
infancia
e
os
primeiros
annos
da
mocidade;
por
isso
podemos
avaliar
ein
certo
modo
as
condições
qoe
se
requerem
nos
institutos
de
natureza
essencialmente
aproximada. Eis
a
rasão
porque
não
he
sitamos
em
dizer que o
Asylo
d
’
lnfancia
desvalida
de
D.
Pedro V
é
um
dos mais
inielligeutemeole dnigidos
do
paiz.
Com
grande
satisfação
registramos
(fes
tas
columnas
um
voto
de
louvor
ás
ex.
mas
Regente
e
professora,
e
á zelosa
e bene-
merita
Direcção
d
’
aquelle
Asylo.
S. XIoniíngoM.—
Fesleja-se
ámanhã
na
Tamaoca
a
Imagem
do
glorioso
S.
Domingos,
havendo
missa
a
instrumental
e
sermão.
Boletim
atiiiolada da I»egisla-
çAo
Portugueza. —
Recebemos um
fas
cículo
d
’
esta
importantissima
publicação
de
que
são
redactores
os
snrs. drs.
Fre
derico
Augusto
franco
de
Castro e Vicente
Rodrigues
Monteiro,
advogados
em
Lisboa.
A
administração
do
Bolelim
eslá a car
go
do
sor.
Chrislovão A.
Rodrigues,
rua
do
Norte,
145,
1.°
andar, Lisboa.
A
’
ex.
ma
eamara. —
Pedimos
á
ex.
raa
camata
que
mande íiscalisar
devidamente
a
fructa
do
nossa
mercado, alguma
da
qual eslá
ainda
estremamente
verde,
e
quasi
toda
mal
sazonada.
Esperamos
ser
atlendidos,
como
é
de
suprema
justiça.
Aoticias
de
Honu.
—
Roma
25
de
julho.
—
Por
ordem
do
Papa,
o
cardeal vi
gário
enviou
ao
presidente
{do
conselho
dois
protestos
contra
a
espoliação
de
tres
egrejas.
Estes
protestos
não
tendo
obtido
ne
nhum
resultado,
o
«Osservatore»
publica
uma
longa
relação
do
vicariato
a
este
res
peito.
0
Santo
Padre
gosa de
perfeita
saude.
Roma 26.
—
0
Papa
pronunciou
um
discurso
commovenle
em
resposta
a
uma
deputação dos
coilegios
estrangeiros.
Fulminou
as machinações dos
sectários
que
trabalham
em
fazer
a
eleição
do
Pa
pa pelo
sufbagio
popular.
0
chamado
sullragio
popular, é o
suf-
fragio
do
suborno,
da
mentira
e
da pou
ca
vergonha. E’ a
capa
com
que
se quer
legalisar
os grandes
e sacrílegos roubos
da
epoca.
0
snr. Tíengo e
os seus a>Xnii-
radorea.—
Lê-se
na
«Pzlavr.i»,
do
Por
to,
de 31
do
passado o
seguinte:
Commelteu-se
ahi
em
plena
rua, em
um
dos
pooctos
mais
concorridos d’
esla
cidade,
e
sob
os
raios
do
sol
meridiano,
um
odioso
atlentado
contra
a
pessoa
de
um
dos redactores
d
’
este
jornal,
ecclesias-
tico
digníssimo
a
todos
os
respeitos
e
pes
soa
inoffensiva.
0
auctor
do
atteotado
assaltou-o
de
surpresa,
traiçoeiramente,
sem
o
prevenir
por
palavras
ou por
gestos
da
violência
que
ia
exercer,
precaução
desnecessária
para
quem
conhecesse
o
caracter, a
com
pleição
e
o temperamento da
viclima
es
colhida
para
satisfazer as
iras
do
covarde
aggressor.
As
pessoas
honestas
censuraram
e
la
mentaram
amargamente
o
facto;
alguns
indivíduos,
cuja
illustração
não
é
mais
elevada
do
que a
sua
moral,
applaudiram
o valente
de
encruzilhada, só
porque
o
vexado
era
um
ecclesiastico
cujos
costu
mes
irreprehensiveis
são
uma
censura per
manente
dos
seus
proprios.
Uma
folha
que
ahi
se
publica
periodi
camente
é
que
vive de
insultar
a
religião
e
os
seus
ministros
saiu
a campo
applau-
dindo
o
acto
brutal,
só
proprio
de
uma
aldeia
sertaneja.
Papel
tão
villão
só
ella
o
poderá
assumir!
Vamos
reproduzir
as
suas
palavras
para
que
os
leitores
conhe
çam
o
grau
de
veracidade,
o
commedido
da linguagem, o
nobre
do
pensamento
do
Triboulel
jornalístico:
«Bazeado
n
’esle
periodo
diffamatorio
(transcreve
algumas
linhas
da
noticia
por
nós
publicada
sobre
o
livro Caricaturas
em
prosa),
linha
o
sor.
Mengo
regressado
de
casa
de
seu
advogado, éncarregaJo de
instaurar
um
processo
ao
jornal
religioso,
quando
passeava
pela
Praça
Nova
o
snr.
padre Mesquita,
membro
da
Associação
Catholica
e redactor
da
«Palavra»,
encar
regado
da
secção
do
noticiário.
0
snr-
Mengo,
que
vinha
de
pedir
aos
tribnnaes
uma
desaflroma
ás
indignas insinuações
e
torpes
insultos
da
folha papista
julgou
do
seu
dever
como
homem,
pedir
ao
andor
do
escripio
a
responsabilidade
das
iofainias
que
o
seu
punho
traçara
sobre
o
papel.
«Dirigiu-se,
portanto,
ao
snr.
padre
Mesquita,
e
administrou-lhe
uma
correc-
ção,
iofelizmeme
muito
inferior
áquella a
que
o
insolente
calumniador,
tinha incon
testável direito. Viu-se então
que,
se
es
ses
discípulos
de
Santo
Ignacio
de
Loyola,
eram
d’
uma
insolência
revoltante nas
co-
lumnas
de
um
jornal,
á
sombra
do
ano-
nymo,
outro
tanto
não lhe
(sic)
succedia,
quando
um
indivi
luo
conscio
da
sua
digni
dade,
lhe
(sic)
pedia
publicamente
—de
homem
para
homem
—
a
responsabilidade
das palavras
calumniosas que
escrevera».
Aqui são
tantas
as
inexactidões como
as
palavras.
Quem
disse ao redaclor
da
«Lucta» (é
a
este jornal
que
nos
dirigi
mos)
que
o snr.
padre Mesquita
é
o
en
carregado
da
secção
do noticiário
da
«Pa
lavra
»?
Com esta
mentira
procura justificar
a
acção
inqualificável
do seu constituinte,
que
se
dirigiu
a
um
homem
que não sabia
se
sim
ou
não
tivera
parte
na
elaboração
da
noticia, que tanto
lhe
irritou
a
bílis.
O
snr.
padre Mesquita
presta
a
este
jor
nal
todos
os
serviços
que
póde,
sem ler
a
seu cargo
esta
ou
aquella
secção,
e
o
mesmo
os
demais
collaboradores.
O
re-
dactor
da
«Lucta»
falta
á
verdade,
e
essa
mentira
attenua
o
acto do
snr.
Meogo,
pois
ninguém
desconhece
a
causa
que
o
levou
a dirigir-se
de
preferencia
áquelle
ecclesiastico,
a
quem
a
natureza
recusou
os
músculos
de um
valente
de
feira.
A
que
vem
no
periodo
que
deixamos
transcripto o
epilheto
de calumniador
di
rigido ao
snr.
padre
Mesquita?
Que
ca-
lumnia
havia
na
noticia
que
deu
causa
ao
atteotado?
O
redaclor
da «Lucta»
saberá
o
que significa
a
palavra
calumnia?
Ca-
lomntas
são as
suas
invectivas
diarias
con
tra
a
Egreja,
o
Papa,
o
clero
e
tudo
o
que
pren
ie
com
a
religião;
nós,
aprecian
do
o
livro
do
snr.
Luiz
de
Andrade,
uão
calomniámos,
dissemos
apenas
metade
do
que
elle
merece.
Quanto
ás suas insolências sobre
a
di
gnidade
dos
redactores d’
este
jornal, não
lhe
reconhecemos
auctoridade
alguma
para
julgar
da
dignidade
de quem
quer
que
seja.
Sempre
diremos
todavia, mais ao
publico
do
que
ao
redaclor
da
«Lucta»,
que
nem
o
snr.
Mengo
nem
outro
indi
víduo,
Meogo
ou
não,
aggrediria
impune-
uieote
qualquer
dos
outros
redactores
ou
empregados
d
’
este
jornal.
Aqui
não
ba
valentes
de botequim,
não
ha
cihso
aberto
de
box
nem de
es
grima,
mas
ha
a
co
*
agem
bastante
para
repellir
a
violência
com
a
violência;
não
está
nos
nossos
princípios
provocar
nin
guém no
terreno
da força
material,
mas
sabemos
eviiar que qualquer
volteiro
im
pudente
nos
enxovalhe
na
nossa dignidade
de
homens;
e,
por
Deus!
se
o snr.
Men
go
uão
houvesse
escolhido
para
sua
victi-
ma
um
indivíduo
que
todos
conhecem
com®
incapaz de
defender-se de
uma
ag-
gressào
brutal,
não
leria
hoje
a
«Lucta»
motivo
para
cantar
vicloria.
Saiba-o
o
snr.
Mengo,
e
saibam-no
todos
quantos
se
tentarem
a
imitar-lhe
o
procedimento
covarde
e
ignóbil.
U«»»
fforjirsoso
livr inha,—
Foram-
nos
oflerecidos
dois
exemplares
d’um
li-
vriuho
recentemeote
editado
pela
Livraria
Catholica
desta
cidade,
e
que
se intitula:
Aos
meninos
—
Conselhos práticos
sobre
a
pri
meira
Communhão,
—
por
Mgr. de Ségur
—Tràdusida
da
decima
quarta
edicção
de
Paris
por
M.
A.
Mendonça
Cardozo.
E
’
uma
obrinha
preciosa
como
todas
as
do
notável
prelado
francez,
o
escriptor
catholico
mais popular
de
que
hoje
se ufa
na
a França.
Becommendamol-o
particularmente
aos
paes
de família
e
aos
directores
de
colle-
gios.
O
seu preço é
apenas
de
30
reis.
Drsnstre.—
Na
noute
de
sabbado
deu-se
ria
freguezia
de
Creixomil
d
’
este
conselho
um
lamentável
desastre,
diz
a
«Aurora
do
Cavado».
Na
occasião em
que
Luiz
Sebastião
Martins
da
mesma
freguezia
lançava fogo
a
um
morteiro
em
honra
do
santo,
cuja
festividade
era
no
dia
seguinte,
arrebentou
elle
e
ferindo-o,
deixou-o
morto.
E'
amiudada
a
repetição
de
casos
idên
ticos,
mas
sem
que,
infeiizmente,
seja
lic-
Ção
proveitosa
para
o
futuro.
Phenomeno.—
Lê-se
na
Religião
e
Palria:
Acha-se
nas
enfermarias
do
hospital
de
S.
Francisco, em Guimarães,
uma
doente,
Rosa
Maria
da
Silva,
que
ha
dois
tnezes
perdeu
o
uso
da
falia,
sem
con
seguir
á
custa
dos
maiores
exfoços pro
nunciar
a
mais
simples
palavra:
todavia
olferecendo
se-lhe
um
livro
lê tão
clara
e
distinctamente
em
voz alta,
como
se
nada
padecesse
!
Fechado o
livro,
pede-se-lhe a
repeti
ção
da
ultima
palavra
que acabou
de
ler,
mas
não
consegue
ferir
nem
a
primeira
syllaba.
Como
se
explica
o
caso?
Portuguezes
falleeidos.—
Em 4
e
5
de
julho
falleceram
uo
Rio
de
Janei
ro
os
seguintes;
Em
4.
Antonio
José
Domingues, 13
annos;
Custodio
Tavares
Couto, 26;
Al
fredo
de Carvalho Lyoon,
30;
Mario, filho
de Manoel
Francisco Marques
da
Cruz,
3
meses;
José
do
Couto, 41; Antonio
José
Duarte,
46.
Em
5;
José
de
Sousa, 40,
Joaquim
Pinto,
19
annos.
Cazeata
de
cryatal.—
Entro
os
projeclos
que se fórmam
para
solemnisar
a
exposição
universal
de
Paris
de
1878,
merece
conhecer-se
o
seguinte:
Um
architecto
francez
inventou
e
sub-
melteti
á
approvação
do
gove.no um
pro-
jeclo
de
decoração
do
Trocadero,
no qual
campeia
como
pensamento
fundamental
uma
cascata
artificial,
que
se
estenderá
sobre
uma superfície
de
150
metros,
com
uma
queda
de
30,
e
inteiramente
construí
da
de
crystal.
A
massa
de
agua
que
consumira
uma
queda
de
agua d’esta importância,
reduz-
se
a
uma
quantidade
relativamenle
insi
gnificante
(nm
metro
cubico
por
segundo)
pela
disposição
dos
cyliudros
de
crystal,
movidos
pela
força hydralica,
e
que
da
distancia
a
que
se
acha
o
espectador,
si-
milha
ou
tinge
perfeilamente
uma catadu
pa
natural.
As
bordas
da
cascata,
cobertas
por
uma
franja
de
folhagem,
serão flanquea
das
de
jorros
naturaes
de agua,
que,
dan
do
frescura ao
sitio,
completarão
a
illusão
optica.
Um
tanque
com
capacidade
para
20:000
melros
cúbicos
de
liquido,
e imi
tando
uma
gruta,
dará
nos
dias
de festa,
durante hora
e
meia,
uma
quantidade
de
quatro
metros
cúbicos
por
segundo.
O
effeito
das
camadas
de
crystal, dis
postas
eugenhosamente
para
reílectirem á
luz
do
dia,
será
certamente um
dos
es-
pectaculos
mais deslumbi antes.
O aspecto
da
cascata
durante
a
noite,
assimilhar-se-ha
ás
maravilhas
que
os
poe
tas
orieulaes
apresentam
nos
seus
contos.
Uma
rede
itnmensa
de
tubos
de
gaz
es-
lender-se-ha
por
todo
o
perímetro. Ao
choque
da
centelha
electrica,
o
monumen
to
illuminar
se-ha
instantaneamente.
Pare
des,
jarrões,
estatuas,
jardins, jogos de
agua,
tudo
apparecerá
como
focos
lumino
sos,
espadanando
para
o
ar
pennachos de
chammas
e
ondas
de
fogo,
em
que
appa-
recerão
os
matizes
de
todas
as
cores.
O
monumento
póde
resistir
á
intem-
perie,
e
sobreviverá
á
exposição
para con
tinuar
a
ser uma
das maravilhas
parisien
ses,
depois
de
ler
sido
um
dos
principaes
attractivos
durante
a
grande
festa
inter
nacional
de
1878.
Explosão
em
Tolosa. —
Deu-nos
ha
dias
o
telegrafo
a
noticia de
ter ha
vido
uma
explosão
formidável
em
Tolosa,
França.
Os
jornaes recentemente
chega
dos
dão
os seguintes
promeoores
a
respei
to d
’aque!la
catástrofe;
A
primeira
detonação ouvida
foi
tre
menda.
Eram
sete
horas
e
meia pouco
mais
ou
menos.
A
fabrica
de polvora acabava
de
ir pe
lo
ar,
não
toda
inteira,
mas duas
offlci-
nas
estavam
feitas
em
migalhas.
D
’
alli
a
pouco
viu-se
as charamas
sair
debaixo
dos
entulhos
e
por momentos
julgou-se
que
o incêndio
se
ia
comrnunicar
ao
res
to
da
fabrica;
felizmente
os
empregados
do
estabelecimento
e
os bombeiros
pude
ram
immediatamenle
obstar
ao
progresso
das
chammas.
Foram
pelo
ar
cincoenla
mil
kilogram-
mas
de
polvora.
Este cincoenla
mil
kiiogrammas
esta
vam
avariados
pela
inundação.
Um
ope
rário
que
pernoitava
não
longe
dos
apo
sentos
destruídos
ficou
gravemenle ferido
e
transportaram-no
para
o
hospital.
A
sala
de
deposito está
absolulamen-
te arruinada;
não
resta
d
’
elia
coisa
al
guma.
Maximum de temperatura.—O
maximum
da
temperatura
nos
lugares
mais
conhecidos
do
globo,
é
o
seguin
te:
No
Tibet,
o
lhermometro
tnaica
á
sombra
65
graus
centígrados.
Na
Guadalupe,
Senegal,
o
calor
estival
chega a
55
graus.
Na
Pérsia
sobe até
52
graus;
em
Cal-
cutlá,
no
Delata
do
Ganges,
e na Ame
rica
Central,
50
graus.
No
Afghanestan,
nos desertos
da
Áfri
ca
e
nas
costas
d
’Abyssinia,
72
graus.
Na
Grécia
e
na
Arabia
o
termo
da
temperatura
durante
os
dias
calorosos
é
de
40 graus.
No
Canadá e
no
Monterial,
o
maximum
é
igual.
No
con
lado
de
New-York
registraram-
se
39
graus;
por excepção chegou
a
esta
altura
o
lhermometro
em
Argel.
Em
Hespanha,
na
ítalia,
ua
Argélia e
na
China,
o
calor
não
passa
geralmente
de
39
graus.
Em
Dinamarca,
S.
Petersburgo,
San-
ghai
e
no império Biemon,
o
calor
extre
mo
chega
apenas a
32
graus.
Contentemo-nos,
pois,
com
o
que
es
tamos
obrigados
a
soffrer,
que
ainda
não
é
de mais,
vamos
lá.
As
pérolas.—
(Conto
de
Schmid).
—
I.
Perdera-se
certo
viageiro
n
’
una
des
ses
abrazadores
desertos
de arêa, por
onde
se
anda semanas
inteiras
sem
encon
trar
habitação alguma.
A
ponto
de
pere
cer
de
fome
e
sede,
descobriu
uma
pal
meira,
a
cuja
sombra
borbulhava
um
ma
nancial
de
agua
fresca
e cristalina,
e
alli
proximo
um
saquinho.
—Louvado
seja
Deus!
exclamou
reani
mando-se;
talvez
sejam
ervilhas,
com
que
possa
obstar
a
que
morra
de
fome.
Dizendo
estas
palavras abriu
com
avi
dez
o
saco
e
exclamou
cora
terror
e
ma
goa :
—
Ah,
Deus meu
!
não
vejo
senão
pé
rolas.
II. Ia
morrer
de
fome
aquelle
pobre
viageiro
ao
lado
d
’
aquellas
pérolas
que
valiam
muitos
milhões.
Em
tal
apuro
ora
va a
Deus
com
fervor.
De
repente
appa-
rece
um
homem
sobre
um
camello
e
se
aproxima d’
elle com
grande
pressa
:
era
o
que
linha
perdido
o
saco.
Contente
por
havel-o
encontrado,
teve
compaixão
do
viageiro
e
deu-lhe
pão
e
deliciosas
fru-
ctas.
Depois
de
havel-o
reanimado,
mon
tou-o
sobre
o
seu
camello
e
levou-o ao
termo da
sua
viagem,
sem
que
corres
se
novos
perigos.
—
Olha, disse-lhe
o
mouro,
como
são
admiráveis
os
desígnios
da
Providencia
!
Considerava
eu como
uma
grande
desgra
ça
o
ler
perdido as
minhas
pérolas,
em
tanto
que
nada
mais
feliz
podia
aconte
cer-me:
Deus
assim
o
permittiu
a
fim
de
que,
vendo-me
forçado
a retroceder, che
gasse
a tempo
de
salvar-te
a
vida.
—
(Exlr.)
ÚLTIMOS TEIiEGR 4MMAS OA
AWESICIA
USAVAS
PARIS
29.
—
N
’
um
«meeling»
celebra
do
em Ligue a favor
dos
christãos
do
Oriente,
sob
a presidência de
Shafteburg,
foi
lido
um
despacho
concernente
á Servia,
dizendo
que
os
servios
combaterão
até
á
morte,
e
forçarão
assim
a Rússia
a
soc-
correl-os. O
hispanhol
Segundo,
que
as
sassinou
o
padre
Blanquet,
foi
condem-
nado
á
morte.
A
ex-rainha
Isabel,
antes
de
partir
para Hispanha,
escreveu
uma
carta
a
Mac-Mahon,
agradecendo
as
sim-
palhias
que
lhe fo<am
dispensadas
em
Fran
ça
durante oito
annos de
residência
n’es-
le
paiz.
Tem
circulado
o boato
da
mor
te
do
sultão
Mourad,
mas
até
ao
pre
sente
ainda
não
foi confirmada.
Diversas
informações
fazem considerar
proximo
um
armistício.
PARIS
29.
—
O
«Messagier»
de
Paris
annuncia
que
as
bases
para
a consolida
ção
da
divida
fluctuanle
externa
de
His
panha
estão
definitivamenle
assentes.
E’
de
250
milhões
a
totalidade
da divida
que
será
reembolsada
mediante
a
creação
de titulos de
6
p.
c.
dos
quaes
um
po
deroso
sindicato se
encarregará
do
curso
de
85 0|0
com
uma
commissão
do
ban
co
de
Hispanha. A
casa
Rolschdd,
um
poderoso
guipo de
hispanhoes e
outro
idêntico
de
francezes
compõem
o sindi
cato.
O
tribunal
correccional
de
Pariz.
jul
gou
hoje
improcedente
a
querella
dada
por
Salaverria
contra
o
gerente
da
«Ga
zeta
de Paris»
e
Lubaslidas, declarando
que
não
houve
diífamação
para o
homem
publico
ou
particular,
mas
unicamente
fo
ra
atacada
a sua
operação financeira.
MADRID. 3I
—
-O
«Imparcial»
diz
que
no
leilão
publico para
a compra dos
valo
res
consolidados
e
outros valores
venci
dos,
fixado
para
10 de agosto ao
meio
dia
em
Madrid,
na direcção
geral
da di
vida
publica,
é indispensável
apresentar
os
titulos antes
de
dez
de
agosto.
PARIS
31.
—O
jornal
oílicial
insere
uma
carta
de
despedida
de
D.
Isabel
a
Mac-
Mahon.
Assegura-se
que
os
montenegri-
nos
derrotaram
outra vez
os
turcos
apri
sionando
um
general.
LONDRES
31.
—
O
«Slandart»
de
hoje
annuncia
que
3
columnas
torças
passa
ram
a
fronteira
servia
perto de
Nisch.
Dervich,
commandante
turco
na Bosnia,
não
dá
quartel aos
christãos.
RAGUSA
30.
—
Confirma-se
que
os
mon-
tenegrinos
alcançaram,
depois de renhi
do
combate,
uma
grande
vicloria
em
Ve-
ritza.
Foram
mortos
Selin-Pachá
e
vários
ou
tros
ofliciaes
turcos.
Mouktar
procede
á
juncção
dos
res
tos
d'spersos
do
seu
exercito.
Também
os montenegrinos em
nume
ro
de
2
500
repeiliram
um
novo
ataque
dos
turcos
em Kulchi.
MADRID
30.
—
A
ex-rainha Isabel
desembarcou
hoje
em
Santander
ás
11
horas da
manhã.
VERSALHES 29
—A
camara
dos
de
putados
approvou
a
conservação
da facul
dade
de
theologia
em Bordéus,
mas
sup-
primiu
as de
Rouen
e
Aix.
O
arcebispo
de
Paris
protestou
por
carta
contra
a
suppressão
proposta
pela
commissão
de
orçamentos
de diversos
cré
ditos
destinados
ao
clero
ou
estabeleci
mentos
religiosos.
MADRID,
1
—
Os ministros partiram pa
ra o
Escurial
para
receberem
o
rei
e
a
sua
irmã
que
regressam
para
a
Granja
muito
satisfeitos
da
sua viagem
a
Sanlan-
der.
VIENNA,
31—
Os
jornaes austríacos
desmentem
a
abdicação do
sultão
Mourad
V.
ea
supposta
insurreição
do
Caucaso
rus
so, e
que
não foi
mais que
tumulto
por
motivo
dos
impostos.
SAUDE
A
TODOS
sem
medicina,
pur
gantes
nem
despezas
com
o
uso da
delicio
sa
farinha
de saúde,
DU
BARRY
de
Londres.
annos «l
’
ãnvari«iveJ aueoeMo
3
Depois
das
adessiões
de
muitos mé
dicos
e
de vários hospitaes,
ninguém
po
derá
duvidar
da
ellicacia
d’esla
deliciosa
farinha
de
saude
que
cura
as
indigestões
(despepzias)
gastrica,
gastralgia,
ílegma,
arrotos,
ventos,
flatos. atnargôr na
bocca,
pituiias,
nauseas,
vomitos,
irritação
intes
tinal,
diarrea,
dizenleria
,
cólicas,
tosse,
athsma,
falta
de respiração,
oppressão,
con
gestões,
mal
aos
nervos,
diabethe, debili
dade,
todas
as
desordens
no
peito,
na gar
ganta,
do
alilo,
das
bronchites,
da
bexi
ga,
do
fígado,
dos
rins,
dos
intestinos,
da
mucosa,
do
cerebro
e
do
sangue.
75.000
curas
entre as
quaes
contam-se
a
de
S.
S.
o
Papa,
do duque
de
Pluskow, da
ex.
ma
snr.
*
marqueza
de
Brehan,
do
doutor
Manoel
Saenz
de
Tejada,
da
Universidade
de Cordova,
etc. etc.
Cura
72.448.
Cadiz
3
de
junho
de
1868
Não
posso
fazer menos
de
manifestar
a
vv.
s.
as
os
bellos
resultados
que obtive,
administrando
o
seu chocolate
de
Revales
ciére
á
minha
senhora.
Havia
muitos an
nos
que
padecia
iotensissímas
dores
in
testinas,
e
insomnias
pertinazes
;
graças
a
este
surprehendente
especifico
ficou
com-
pletamenle
restabelecida.
Ficando
reconhe
cidos,
aproveito esta
occasião
para
demon
strar
a
consideração
com
a
qual
o
distin
gue
o seu
attento
venerador
—
V
icente
M
oyano
.
Cura 69.718.
Ticheville
(Orne)
20
de
março
de
1867.
Achando-me
perfeilamente
com
o
uso
que
fiz durante
certo
lapso
de
tempo
da
Revalesciére, lenho-a
administrado
a
varias
pessoas,
ás
quaes
produziu
inestimáveis
effeitos,
em particular
modo n'aquelles
que
padeciam
de
hydropesia.
Tres
d
’estes cu
raram
completamente.
—
A
tosse
produzida
por
uma
constipação
desappareceu instan
taneamente
e
lambem
produziu
os rnesmos
resultados
uas
moléstias
da retenção de
urina
e
das
moléstias
de
estomago,
afas
tando
de
qualquer
indivíduo
a
hypocon-
dria.
P
adre
L
angevin
.
Seis
vezes
mais nutritiva do que
a
car
ne
sem
esquentar,
economisa
cincoenla
vezes
o seu
preço
em
remedios.
—
Preços
fixos
da
venda
por
miudo
em
toda
a
pe
nínsula
:
Em
caixas
de
folha
de lata,
de
*
/
4
kilo,
500
; de
*
/
4
kilo
800
rs
;
de um
kilo,
1^400
reis
;
de
2
*
/,
kilos,
3^200
reis
;
de
6
ki
los,
6^400
reis,
e
de 12 kilos,
12$000
reis.
Os
biscoitos
da
Revalesciére
que
se
po
dem
comer
a
qualquer
hora,
vendem-se
em
caixas
a
800
e
l$400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a saúde
é
a
Revaleseière elioeolutaila;
ella res-
tilue
o appettite, digestão,
somoo,
energia
as
carnes
duras
ás
pessoas,
e ás
creanças
e
mais
fracas,
e
sustenta
dez
vezes
mais
que a carne,
e
que
o
chocolate
ordinário,
sem
esquentar.
Em
paus,
ou
em
pó
em
caixas
de
folha
de
latadelO
chavenas,
500
reis;
de
24
chave
nas,
820 reis;
de
48
chávenas,
l$400
;
de
120
chavenas, 3$200
reis,
ou
25
reis
cada
chavena.
BAKItY Dl »
1HKY «fc C.a -
Pia-
ce
Vendòme,
26,
Pariz; 77 Regent
Street
Londres
;
Valverde,
1,
Madrid.
Os pharmaceuticos,
droguistas,
mer-
cieiros,
etc.,
das
províncias
devem
diri
gir
os
seus
pedidos
ao
deposito
Central
;
snr.
Serzedello &
C.
a Largo
do
Corpo
Santo
16,
JLishoa, (por
grosso
e miudo)
;
Carlos
Barreto,
rua
do
Lorelo,
28;
Bar
rai &
Irmãos,
rua
Aurea,
12.
Porto,
J.
de
Sousa
Ferreira
&
Irmão,
rua
da
Ba
nharia 77
;
de
Seqqeira
;
J.
Pinto ;
Desí-
ré
Rahir;
Coimbra,
V.
Botelho
de
Vas-
concellos
;
Aveiro,
F.
E.
da Luz
e
Costa,
pharm.;
Bareellog,
Ramos,
pharm.;
Braga,
Pharmacia
Maia,
rua
dos
Chãos,
Pipa
&
Irmão, rua
do
Souto,
Domingos
J.
V. Machado,
praça
Municipal.
Figueira,
Antonio Vieira, pharm.;
CtuimarSe»,
A.
J.
Pereira
Martins,
pharm.
;
l
*
ena-
Del,
Miranda,
pharm.
;
Ponte do lima.
A.
J. Rodrigues
Barbosa,
pharm.
;
Po
vea
do
Varzim,
P.
Machado
de
Oli
veira,
pharma.
;
Vianna
do
Castello,
Aflonso
e
Barros,
droguistas;
Villa de
Conde,
A.
L.
Maia
Torres,
pharm.
propriedade
arrematada
livre
e
expurgada
de
quaesquer
onus
reaes ou
hypolhecas
para
as
mãos
do
arrematante,
e
bem
sub
stituído
pelo
producjo
consignado
no
de
posito
geral.
(4198)
Pelo
juiso
de
direito
da
comarca
de
Braga, escrivão
Pessa,
e
por
deliberação
no
inventario
ortanologico
a
que
se proce
de
por fallecimenlo de
José Lourenço
Dias,
marido
de
Thereza
Lourenço
Gomes
do
logar
da
Agra,
da freguezia
de
Se
queira d
’
esta comarca, se
tem
de
proce
der
no
dia
13
do
corrente
mez
de
agos
to
pelas
9
horas
da
manhã na Praça
das
arrematações
no largo de
Santo
Agosti
nho
d’esta
cidade
de
Braga,
á
arremata
ção
de
todos
os
bens
moveis
semoventes
e
de
raiz,
pertencentes
ao casal
do
dito
fallecido,
para
pagamento
de
dividas
do
mesmo
casal,
cujos
bens
são
differenles
caixas,
dornas,
cascos,
objectos
de
lavou
ra e
outros
moveis,
uma
junta
de
bois
avahada esta
em 76$000
rs.
A
casa
de
habitação
com
suas pretenças
e
campo
junto
alodial,
duas
pequenas
leiras
de
pra
so
dentro
da
dita
propriedade,
tudo
ava
liado
em
2:183^375
rs.
Um
campo
cha
mado
Cabeçalhas
ou Ribeiro
de
naluresa
de
praso.
avaliado
em
174^915
rs. Um
campo
chamado
Abbadeça
de que
é
uso-
fructurio
Manuel
Joaquim
Lourenço
Dias,
avaliado
em
48:000
rs.
O
campo chama
do
da
Casa
Velha ou
Silveira,
avaliado
em
260^000
rs.
Uma Leira
de
terra
la
vradia
alodial sita
no
logar
de
Souleli-
nho
avaliada
em
88$000
rs.
Um
eido
e
casa
junta
sito
no logar
de
Soutelinho
circuitado
sobte
si
de
natureza
de praso,
avaliado
em
47$531
1/4.
Uma
leira
de ter
ra
no
logar
da
Nogueira
de
que
é
usofru-
ctuario
o
dito
Manuel
Joaquim
Lourenço
Dias, avaliada
em
26-3000
rs.
Um
mon
te
solto no
logar
da
Nogueira,
de
nature
za
de
praso
avaliado
em
349$830
rs.
A
leira
da
Sardinheira
no
logar
da
Feitei-
Iha,
avaliada
em
16^000 rs.; todo
sito
na
dita
freguezia
de
Sequeira.
— Um
pedaço
de
monte
solto
alodial,
sito
na freguezia
de
Avelleda
d
’
esta
comarca,
avaliado
em
4di8000
rs. O
foro
de
80,595
de
milho
alvo
e
centeio
que
paga
Francisco da
Costa,
da
Tomada,
imposto
no
eido
e
ca
sas
que
possue
no
logar
de Cenaboente,
da
freguezia
de
Sequeira,
avaliado
em
reis
25$0C0.
E o
foro annual
de
80,595
de
milho
alvo
e
centeio
que
paga
José
de
Araújo imposto
nas
casas
e
eido
que
es
te
possue
no
logar das
Caídas
da
mes
ma
freguezia
de
Sequeira,
avaliado
em
25^000
rs.
De
lodos
os
ditos
bens
de
raiz
e
foros
é
usulructuaria
a
mãe
do
in
ventariado,
excepto
das
duas
proprieda
des
de que
é
usufructuario
Manuel
Joa
quim
Lourenço
Dias,
e
o
valor
d
’
esses
usofructos
já
está
abatido
na dita
avalia
ção.
(4195)
ANNUNCIOS
O
conselho
administrativo
do
regimen
to d’iofanteria
8,
faz publico,
que no
dia
17
do corrente
mez
por
11
horas
da
ma
nhã
e
na
sala
das sessões
do
mesmo
con
selho,
se
hade
proceder
á
arrematação
das
rações
de pão
e
forragens
para
a
tropa
aqui
estacionada,
que
vier
estacionar
ou
transitar
por
esta
localidade,
no periodo
de
um
anno
a
contai
do
1.®
de
outubro
proximo
futuro.
As
condições
para
a
dita
arrematação
acham-se exaradas
no
regulamento de
ad
ministração
da
fazenda
militar
de
17
de
novembro
de 1864 e ordem
do
exercito
n.° 20
de
29
de
julho
lindo,
as quaes
estarão
patentes
no
mesmo
conselho,
to
dos
os
dias
não santificados
desde
as
10
horas
da
manhã
até
ás
2
da
tarde.
Quartel
em
Braga l.°
d
’agosto
de
1876.
O
secretario
do
conselho
flernardo
Ozorio,
(4197)
Alferes
d
’
iofanteria 8.
Carreira para a Povoa do
Varzim
ÉDITOS
DE
30 DIAS.
Pelo
juiso
de
direito desta
cidade
e
comarca
de
Biaga,
pelo
cartorio
do
es
crivão
Simão
d
’
Araujo
E^meriz,
correm
éditos
de
30
dias,
e
por
elles
são
chama
das,
ciladas e
requeridas
todas
as
pessoas
e
credores
incertos,
que
tenham
algum
direito,
joz,
acção ou hypolheca
sobre
o
prédio
d
’uma
morada
de
casas sobradadas
de
dois
andares
na
esquina
da
rua
dos
Sapateiros
e
frente
para
a
mesma
com o
n.° 11,
e
freme para
o
largo
da
Praça
com
n.°
10
e
10
A, penhoradas á
executa
da
Julia
Amélia
do
Carmo,
solteira
sui
juris,
residente
na freguezia
de
Cedovim,
comarca de
Villa
Nova
de
Foscôa,
na
execução
hypothecaria que
lhe
movem
o
juiz
e mesarios
da irmandade
de
S.
Chrys-
pim
e
S.
Chryspiano,
dos
claustros
da
Sé
Primaz,
arrematadas
por
Ignacio
Fer
reira
da silva
Braga,
d
’
esla
cidade,
para
que
o
venham
deduzir
e
allegar sobre
o
seu
produclo
consignado
no
deposito
ge
ral
no
praso
de
duas
audiências
que
con-
junclamenle
com os credores
cettos
a
lo
dos
lhes
tem
de
ser
assignadas
na audiên
cia
de
7
do corrente
agosto
por 9
ho
ras
da
manhã
no
tribunal
judiciário ao
largo
de Santo
Agostinho,
pena
de
que
não
o
fazeudo
serem
lançados
os
que
não
tiverem comparecido
e
se
julgar
a
dita
Braga
2
de agosto de
1876.
•4
.
Pelos
annunciantes
—
Ribeiro
Braga.
(4199)
Teixeira
&
Mesquita, da rua
da
Sé,
annunciam
ao respeitável
publico,
que
prin
cipiam
com
as
suas carreiras
diarias
pa
ra
a
Povoa
do
Varzim,
dia 7
do
corrente
mez,
a
sair
de
Braga ás
4
horas
da
manhã,
chega
a
Barcellos
ás
6
emeía,
demora
meia
hora,
sae
ás
7,
chega
á
Povoa
ás
9
1/2
da
manhã.
Volta
da
Povoa
do Varzim
ás
4
da manhã,
chega
a
Barcellos
ás
7,
demora
meia
hora,
soe
ás
7
e meia,
chega
a Bra
ga
ás 9 e
meia
horas
da
manhã
Preços==Dentro
600
rs.
e
fó>a 500
rs.
Cada passageiro
tem
oito
kilos
de
baga
gem,
e
o
excesso
paga
20
rs.
por kilo.
Os
seus
escriptorios
são
em
Braga
no
bem
conhecido
Ribeiro Braga
na Praça
do
Barão de
S.
Martinho,
e
na
Povoa
do
Varzim
no
seu
antigo
escriptorio
no
Rego.
Talbas
de
todos
os
tamanhos,
para
agoa
ou
azeite
—
Rua
das
Chagas
—Antooia.
aguadeira.
(4194)
Banco Nacional Ultramarino.
Faz-se
publico
que
no Banco
do
Mi
nho
está
aberto
o pagamento
do
dividen
do
d
’
aquelle
banco
relativo
ao
1.
’
semes
tre
de
1876
na
rasão
de 3
por
cento ou
reis
2$700
por
acção.
Braga
29
de
julho de
1876.
Os
gerentes
do
Banco
do
Minho.
Francisco
Casimiro
da
Cruz
Teixeira,
Domingos
José
Soares.
(4191)
Na
freguezia
de
Adaufe
concelho
de
Braga
e
logar
do Oiteiral,
vende-se
Ires
propriedades rústicas
a
saber
:
A
quinta
de
Fontella
e
do
Barrai e
a
Malta deCima,
terras
de
l.
a
qualidade;
tem
matos e
agoas
precizas
bem
avinha
das
e
não
tem
onus
que
estorvem
a
sua
venda
de qualidade
alguma.
Quem
as per-
tender
enlenda-se
com
seu
dono
na
rua
da
Oliveira
n.°
10, Bqaga.
Também
se
vende
as
duas
moradas
de
casas,
de n.°
9,
9
A,
e
11
e
11
A
na
rua
acima
da
Oliveira.
(4190)
CARRASEDA
D’ANCIÃES
Previne-se
o
snr.
Moraes
Neves,
estu
dante
que
foi
no
lyceu
d
’
esta
cidade,
e
morador
no
Paul
da
Snr.a
ABranca
n.°
66.
para
que no praso
de 20
dias
da
data
deste
annuncio
se
digne
mandar
receber
os objectos
que
na
mesma
deixou
depo
sitados
com certas
condições
e
dignar-s
dár
cumprimento
áquillo
a que é
ohrig
e
do
sob
pena
de
os
mesmos
objectos
se
rem
entregues
á
auctoridade
competente.
Braga
31
de
julho
de 1876.
Marianna
Paiva.
(4194)
PREVENÇÃO
AO
PUBLICO
Joaquim
Carlos
da
Silva
Pereira
an-
nunciou
no
Commercio
do
Minho,
n.°
523,
com
grande
surpresa do
abaixo
assignado,
que
continuava
com
o
seu estabelecimen
to
de cera,
na
rua
Nova
de
Souza,
d
’
es-
ta
cidade,
n.°
22,
independentemente
do
socio
Manoel José
de
Souza,
que
é
o
a-
baixo
assignado,
e
de quem, diz,
se
des-
ligára,
accrescentando
que
era
completa
mente
estranho
a
qualquer
acto
ou
con
tracto
do
mesmo.
O
que o
snr.
Silva Pereira
d’
este
mo
do
annuncia
é
completamente
falso,
pois
que
o
estabelecimento
de
cera,
que
diz
pertencer-lhe,
é
exclusivo
do
abaixo
as
signado,
como
é
certo
e
sabido,
e
por
tanto
qualquer
acto
ou
contracto,
relati
vo ao dito estabelecimento,
que Jaça
o
mesmo
snr.
Silva
Pereira,
não
lerá
valor
algum,
será
nullo,
e
poderá
redundar
em
prejuízo
de
pessoas
desprevenidas.
E
’
por
isso que faço esta prevenção
ao
publico.
Braga
31
de
julho
de
1876.
Manoel
José
de
Souza.
(4192)
Éditos
de.oO dias
Pelo
cartorio
do
escrivão
de
direito
Antonio
Carlos
de
Araújo
Mattos,
d'esta
cidade
e
comarca
de
Braga,
correm
e
pen
dem
éditos
de
30
dias,
que
findam
no
dia
8
do proximo
tutoro mez
de agosto,
a
chamar
todas
as
pessoas
incertas,
que se
julguem
com direito
á herança
da
falleci-
da
D.
Joaquina
da
Fonseca
Pereira
Gui
marães,
mulher
que
foi
de
Manuel
José
Martins Tinoco,
da
freguezia
de
Fiscal,
da
comarca
d
’Amares,
e
residente
n
’
esta
cidade
de
Braga,
e
assim
contestarem
a
este
a
qualidade
de
herdeiro
universal
da
dita
fallecida
mulher,
e
por esta
instituí
do no
testamento
com
que
a
mesma fal-
lecera
n
’
esta
mesma
cidade;
para o
virem
fazer e
deduzir
no
prazo
de
duas
audiên
cias
qoe
se
teem
de
assignar no
tribu
nal judicial
Testa
mesma
depois
do
pra
so
dos
éditos,
sob
pena
de revelia;
visto
qoe
pelo
dito
cartorio
o
dito
marido
da
fallecida
promove
os
termos d’
uma
habili
tação
para
averbar
em
seu
nome
as
se
guintes
inscripções
da
junta
de
Credito
Publico,
averbadas
em
nome
de
sua
fal
lecida
mulher,
as quaes tem
os
seguin
tes
numeros
a
saber
:
do valor
nominal
de
cem
mil
reis as
seguintes:
—
57.708
—
57:710
—57:732—
109:373
—
109:374
—
109:375
—140:569
—140:570—
109:372
—
e
do
valor
nominal
de
um conto
de reis
as
seguintes:—
22:757
—
35:700
—
64:669
—
■
64:671-83:609-83:610-94:460
—
96:662
—
96:663-
96:664
—
96:665
—
96:666
—
96:825
—
101:505
—101:506—
101
507.
VENDA
DE
MADEIRA
Vende-se
uma partida
de
madeira
de
castanho
na
rua
Direita
de
S.
Pedro
de
Maximinos,
d
’
esta
cidade.
Quem
a
perlen-
der, falle
com
João
da
Rocha,
n.°
35,
na
mesma
rua.
(4196)
O
que se
faz
publico
para
os
devidos
e
legaes
efleitos
: cuja
citação
se
tem
de
accosar
no
dia
14
de agosto,
proximo
futuro
pelas
9
horas
da
manhã
no
tri
bunal
judicial
d
’esta
mesma
comarca
de
Braga.
O
solicitador,
(4187)
Paulino
Evarislo
da
Rocha.
Estabelecimento
de
cera
Joaquim
Carlos
da
Silva
Pereira,
com
estabelecimento
de
cera
na
rua
Nova
de
Sousa,
d
’
esta
cidade,
n.° 22,
faz
publico
que
continúa
a
tornecer
a
todos
os
esta
belecimentos
de
Irmandades
e
Coofrarias,
e
partidos
que
tem,
bem
como
a
lodos
os
seus
amigos
e
freguezes,
toda
a
cera
preciza.
independente do
socio
Manuel
Jo
sé
de
Sousa,
de
quem
se
desligou,
e
não
responde
por
qualquer
acto
<
u
contracto
d
’
esle.
a
que
é
completamente
estranho»
(4188)
&
Aluga-se
ou
vende-se
a
casa
n
°
C
na
ei)lrat
'
a
da
rua
de
D.
Pedro
V.
Foi
conslruida,
ha
dois
annos,
tem
quintal e
poço
e
excel-
lentes
commodos.
Tracta-se
do
seu
ajuste
ua
rua
de
S
Victor
n.°
50,
e
mostra-se
todos os
dias
das
5
horas
da
tarde
etn
diante.
(4144)
VENDA
DE CASAS
AR
Vende-se
uma
casa feita de
novo,
gjtíi|| sita
na
rua
das
Aguas
n.°
91; po
*
de-se vêr
desde
as
9
horas
da ma
nhã,
até
ás
3
da
tarde. Trata-se
na
rua
dos
chãos
n.
*
13
(3086)
Parte de Comércio do Minho (O)
