comerciominho_03061876_501.xml
- conteúdo
-
4.°
ANNO
1876
mmboi
do
mm
FOLHA
COMMERCIAL
RELIGIOSA E KOTICIOSA
NUMERO
501
■
í
Assigna-see
vende-se
no
escriptorio do
editor
e
proprietário
Josi
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.*3E,
para onde
deve
ser
dirigida toda
a
correspondência
franca
de
porte.
=As
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas
;
assim
como
as
correspondên
cias
de Interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
JfíJUB
I.ULV-S
BS
ÂS
TERÇAS,
QUINTAS
E SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
anno
1^600
rs.=Semestre 850
rs.=Protu«-
cias,
anno
2&400
rs. e sendo duas 4&000
rs.—
Semestre 1&250
rs.=Braztl,
anno
3&600
rs.
—
Semestre
1&900
rs.
moeda
forte,
ou 8&000
reis
e
4&500
reis
moeda fraca.
—Annuncios
por
iinhà
20
rs.,
repetição
10rs.
Para
os
assignantes
20
%
d
’
abatimento.
BRAKA — SABBADO 3 DE
JUNHO
Pentecostes.
Paradilus
autem
Spiritus
Sanclus quem
mittel
Paler
in
nomine
meo, ille
vos
do-
cebit
omnia,
(s.
JOÃO
cap
.
14.)
Jesus
Christo
subira
glorioso
aos
ceos.
Eram
passados
dez
dias
—
contavam-se
dous
do
mez
de
Sivan.
Doze
humildes
e
grosseiros
pescado
res,
n
’
esse
mesmo dia,
aguardavam
reu
nidos
no
Cenáculo,
o
cumprimento
das
promessas
do
Mestre.
O
quadrante
do tempo
marcava
nove
horas
da
manhã.
Um
grande estrondo,
como
de
um
vento impetuoso,
se
fez
sen
tir
em
toda
a casa,
e
sobre
as
cabeças
d
’
aquelles
homens
desceram
línguas
de
fo
go,
que
os
transformou
em
outros
ho
mens,
dando-lhes
o
dom
das
linguas
e
dos
milagres.
Deus
os encheu
de
seu
Espirito.
Re-
pleli
sunl
omnes
Spirilu
Sancto.
Jerusalem
via em
suas
ruas
e
praças
uma
multidão
immensa
de
povos
de
dif-
ferenles
nações,
de
seitas,
de
religiões,
de
costumes differentes. E
omni natione
quod
sub
ccelo
est.
Alli
haviam
concorrido
para
assistirem
á
festa com
que
os
judeus
ce
lebravam
a
promulgação
da
Lei
dada
a
Moysés
no
alto
do
Sinai.
Era
a
—
Festa
do Pentecostes.
E
aquelles
doze
pescadores,
inflamma-
dos
e
cheios
do
Espirito
Divino,
tornados
aposlolos
das doutrinas do
Mártir do
Gol-
golha,
deixam
o
Cenáculo,
e
vem
fallar
a
essas
multidões,
e
lhes
annunciam
a
—
Boa
Nova
;
e
Pedro,
um d’
elles,
con
verte
logo
alli,
com
a
força
da
sua
pala
vra,
tres
mil
pessoas.
Todos
pasmam
do
prodígio
; todos
ad
miram,
que
esses
homens,
que
lodos
co
nhecem
por
Galileos
;
que
esses
homens,
que
ainda
pouco
antes
apenas
fallavam
uma
lingua
grosseira e
rude;
que
ape
nas
sabiam
dirigir
uma
pobre
barca
no
mar
de
Tiberiades,
fallassem agora
todas
as
línguas,
e
fossem
entendidos
ao
mes
mo
tempo
por
Médos e
Parthos,
pelos
habitantes
da
Mesopotamia,
e
pelos
que
habitam
no interior
da
Lybia e
do
Egy-
pto
;
e
finalmente
por
todos
os
povos
do
Universo
:
todos
pasmam
de
vêr
que
a
sua
voz
poderosa
faz
emmudecer
os
fal
sos oráculos,
e
cahir
por
terra
feitos
pe
daços
os
idolos
da
genlilidade,
começan
do
a
levantar-se
sobre suas ruínas
o
no
vo
edifício
da
Egreja
de
Jesus
Christo,
que
desde
então
se
apresenta
formidável
e indestruclivel nas
margens
do Tibre
Embora
a Synagoga
se
oppõe
aos Apos
lolos
do
Crucificado.
Embora
a
Idolatria,
que
se
tinha espalhado
por
toda
a
par
te,
e
tomado
assento
sobre
o
mesmo
thro-
no
dos
reis,
se
empenha
em suffocar
no
berço
a
Religião
nasceute.
—
A
Synagoga e
a
Idolatria
expiram,
e
o
Evangelho
faz
progressos
inauditos. O
índio, o
Persa,
o
Godo, o mesmo Egypcio,
curvam-se
á
luz que
começa
a
esclarecer
o
mundo.
Os
visinhos
da
Tracia,
os
barbaros
do
nor
te
despem
sua
fereza
e
amenisam
seus
costumes
com
a
doce
melodia
da
Cruz, e
o
frio
Scitha,
sente
aquecer-se-lhe
a
al
ma
com o
lume
da Fé.
—
O
gentilismo
vê
desertas
suas
aras, e
as
purpuras
e
as
corôas
dos
reis
adornam-se
com
o
si-
gnal
da
Redempção.
Roma,
a
soberba
Roma,
ria-se
da
lou
ca
pertensão
d
’
esses
homens
grosseiros
e
humildes
em
querer
supplanlar
os
deuses
do
império, e
encostada
á sua
espada de
gigante
dormia
tranquilla,
despresando
es
ses
fracos
discípulos
do
—Nazareno
—
.
Um
brado
supremo,
porém,
eccoa
do
septen-
trião
ao
meio
dia,
do
oriente
ao
occiden-
te
—
Christianismo.
—
Então,
a
senhora do
mundo
acorda
do
seu somno
—
mas
já
tar
de.
Quer
ainda
oppor-se
á
nova
crença,
que
já
lhe
bate
ás
portas;
quer
malar
as
novas
doutrinas, marlirisando
e
matando
seus propagadores.
Por
toda
a parte
aon
de
vão
as
aguias
do
império, voam
édi
tos
de
perseguição
e
de
morte;
mas,
na
lucta
tremenda,
Roma
cae
com
seus
ido
los,
as
aguias
rojam
no
pó
diante
do es
tandarte
da
Cruz,
que
se
arvora
triunfan
te,
e
o
Capitolio
cede
em
fim
ao
Calva-
rio.
Doze
pobres
e
humildes
pescadores,
ar
rostam
armados
só
com
o poder
da
pa
lavra, as
legiões
aguerridas
dos
Cezares
;
zombam
dos furores
dos
tyrannos
;
e
cal
cando
todos
os
obstáculos,
sugeitam
por
toda
a
parte
as
nações
da terra
á
nova
religião
do
Evangelho
de
Jesus
Christo.
A
Egreja
Sancta,
que
elles
por
toda
a
parte
fundam
se
fortifica
com
a
mesma
perseguição,
que
o
espirito
do
èrro e da
mentira
lhe
urde
para
a
supplantar.
Eis
o
augusto
Mysterio
que
a
Egreja
Sancta
nos
apresenta
n
’
este
dia
em suas
religiosas
ceremonias.
Taes
foram
os
fru-
ctos
da
descida
do
Espirito
Sancto
sobre
os
Apostolos.
Eu
te
saudo,
ó
Egreja
Sancta
1
Tu
não
podias
ser obra
dos homens
!
Eu
te
re
conheço
e
admiro
como a
filha
e
esposa
do
Espirito
Sancto.
CORREIA
JÚNIOR.
Escrevem
de
Constantina ás
«Missões
Calholicas»:
Uma
freguezia
do
rito
grego acaba
de
ser
construída
na
diocese
de
Constantina.
Os
habitantes
d
’
esta
nova
freguezia
são
descendentes
d
’
antigos
gregos,
que,
para
exercer
o
seu
culto
em plena
liberdade,
abandonaram
o
seu
paiz,
quando
foi
in
vadido
pelos
turcos.
Estes
generosos chris-
lãos
foram
collocar-se
sob
a
protecção do
doge
de
Veneza ;
este,
porém,
não
os
quiz
receber, com o
receio
de
se
compro-
metter
com
o
sultão
de
Constantino
pla.
Os
exilados
voluntários não
se
desgos
taram
com
tal
recusa.
Fieis
em
sua
cren
ça,
que
queriam
por
todo
o
preço
con
servar
inlacla,
e
inflammados
de
novo
zè-
lo
foram procurar
abrigo
em
paiz
christão.
Acabaram por
o
encontrar
no
lerritorio
da
republica
de
Génova,
que
os
auctorisou
a
ficar
na
ilha
de
Córsega,
subjeita então
ao
seu dominio.
Ahi
ficaram
até
hoje, on
de
formam
a
freguezia
grega
de
Cargè-
se.
Foi
ahi que
se
desligaram
cincoenta
a
sessenta
farnilias para
se
virem
estabele
cer
na
província
de Constantina.
Obte-
ram
lenas
concedidas
a
Sid-Mérouan,
perto
da
antiga
Milevè,
que
illuslram
os
seus
dois
concílios,
principalmente
o
de
416,
que
condemnou
a
heresia
pelagiana.
S.
Em.
o
cardeal-prefeito
da
Congregação
da Propaganda
dignou-se
abraçar
de
to
da
a
sua
solicitude
e
benevolencia
esta
nova
colonia grega
da terra
d
’
Africa,
e
pelo pedido
de
Mgr.
o
bispo
de
Constan
tina,
dispensou
ura
padre
d
’
esle
rito
para
a
dirigir.
Este padre
chegou
na
Segun-
da-feira-Sanla,
10
de
abril.
Foi
recebido
com
transportes
d
’
alegria
inexplicável
pe
los
gregos
catholicos,
que
poderam
fazer
as
imponentes
ceremonias
da
grande
se
mana
e
preparar-se
para
celebrar
com
to
das
as
prescripções
do
seu
rito
a solem-
nidade
da
Resurreição, e
para cumprir
o
dever
da Communhão
pascal.
Ha,
julga
mos,
na
aldeia
gregji
de
Sid-Mérouan,
um
elemento
poderoso
clè
[ttosperidade
para
a
colonia
argentina.
Leva-lhe,
com
braços
vigorosos
e
ha
muitp
tempo
acostumados
aos
trabalhos
agrícolas,
os
exemplos
de
cos
tumes
palriarchaes
e
profundamente
chris-
lãos.
Ainda
a peregrinação nacional da
França
a Boina.
Na manhã
de
22
de maio,
o
ultimo
acto
da
peregrinação
nacional
a
Roma
cumpria-se
no
santuario
de
Nossa
Senho
ra
das
Victoiias.
Qoe acções
de
graças
não
Unham
a
dar,
na
verdade,
á
Mãe
imraa-
culada,
estes
feliz
peregrinos
cuja
passa-
guem
tinha
sido'
saudada
por
toda
a
par
te
da
Italia por
lesterafinhos
do
mais
vi
vo
afíecto
e
por
pro.leátos^de união
á
Egre
ja
e
ao
soberano
Pontífice!
Na' partida
de
Paris
cm numero
de
cento
e
cincoeu-
ta,
viram
augmentar
o
seu
numero
no
ca
minho,
a
ponto
de
exçeder
mil
e
qui
nhentos
quando
&
srares-eritaram
á
audiên
cia
do Papa.
Na
vólta,
^s
representações
das diversas províncias
Iwnaram
cada
uma
o
caminho
da
sua
diocese,
e
os
conto
e
cincoenta
membros dp
grupo
central
não
quizeram
separar-se
sem itera
ajoelhar
jun
tamente ao pé
dos
altares.
O
R p.
Hippolyto,
siib-director
da
pe
regrinação,
falloú-lhes
pela
ultima
vôz,
e
agradecendo
a
Maria
pela
protecção visi-
vel
com
que
ella
cobriu
os
peregrinos
da
França
á
Italia:
«Como
Maria
depois
O
HI SritE DOS MESTRES.
Elegius
ou
Eloy
era
um
humilde
cam-
ponez
de
Limousin.
Dotado
de
extraordinária
sagacidade,
de
génio
jovial
e
prasenteiro,
Eloy era
o
menino
querido
de
toda
a aldeia
de
Ca-
daillac,
sua
terra
natal.
Utn habil
ourives
de Liraoges,
encan
tado
do
espirito
e
vivacidade
do
rapazito
tomou-lhe
tanta
affeição
que
resolveu
in
dustrial-o
no
seu
officio.
Elegius,
porém,
com
a
admiravel
pres-
picacia
que
Deus
o
havia
dotado,
tomou
tanto
sentido
no
que
lhe
ensinavam,
e
fez
tão
rápidos
progressos,
que
em
bre
ve
o mestre
nada
mais
tinha
que
ensi
nar
ao
discípulo.
Então
Eloy
fez-se
presumpçoso
e
a
sua
vaidade
chegou
aos maiores limites.
Mas
Deus
não
gosta
dos
orgulhosos
e
castiga-os.
Acabava
Eloy
de
deixar
o
seu
mestre,
e,
como ainda
não
possuísse
os
fundos
necessários
para
se estabelecer,
esperou
para melhor,
occasião,
e entretanto
fez-
se
ferrador.
Mas
—
coisa
estupenda
!
—jámais
se
viu
ferrador
algura
que
fosse
capaz
de
lhe
levar
a
palma
I...
Com o marlello,
a te-
naz
e
a
bigorna
o
joveu
limousense
fazia
maravilhas
incomparáveis.
As
ferraduras
que
elle
fabricava
(e
for
java-as
sem
as
levar
mais que
tres
ve
zes
ao
fogo!)
tinham
todo
o
brilho
da
prata
polida e
eram
d
’um
lavor
sorpre-
heodenle. Os cravos
que
preparava
eram
facetados
como
o
diamante.
Emfira
ferra
dura
fabricada
e
collocada
por
Eloy era
uma verdadeira joia
que se
admirava
em
todos
os
diversos reinos
dos
Fraocos.
Ao
vêr
que
a
sua fama enchia
toda
a
Europa,
Eloy
exultou,
e
o
demonio
do
orgulho
veiu
subjugal-o.
Então
mandou
pintar
uma
grande
ta-
boleta,
no
qual
elle
se
mostrava
ferrando
um
cavallo
e
no
topo
a
seguiute
vaido
sa
ioscripção:
ELOY, O
MESTRE DOS
MESTRES
O MESTRE
SEM
EGUAL
Na
madrugada
do
dia
seguinte
todos
quantos
passavam olhavam
para
a tabo-
lela
e
sorriam
ao
vêr
tanta
filaucia; os
mestres
ferradores
vinham
de
todas
as
parles
do
mundo
para
admirar
a
prodigio
sa
habilidade
de
Eloy,
mas
ao
venera
o
vaidoso
quadro
murmuravam,
e
esses
mur
múrios
iam
subindo... subindo
até
aos
céos, porque
Deus,
como
já
dissemos,
não
gosta
d
’
aquelles
que
não
sabem
do
minar
o
seu orgulho
e
se
compraz
em
humilhal-os.
Um
dia
de manhã,
estando
Eloy
a
acabar
uma
ferradura
porventura
a
mais
brilhante,
a mais
primorosa
de
todas
quantas o
habil
artista havia
fabricado até
ali,
viu
elle
um
mancebo
vestido
em
tra
jes
de operário,
parado
ante
a
soleira
da
porta
e
que
o estava considerando
alt-
n-
lamente.
A
manhã
estava
eslendida
e
d
’
uma
frescura
agiadavel,
o
sol,
insinuando-se,
como
que
a
furto,
atrazez
as
gotas
d
’
or-
valho
ia
esclarecer
as
messes
de aveia
postadas
ante
a
casa
do
santo;
os
passa
rinhos
esvoaçando
por entre a
ramagem
dos
arvoredos
ou
pousando
nos
coruchéus
dos
telhados
faziam
ouvir
os
seus
doces
gorgeios
harmónicos.
Tudo
isso fazia
que
o
santo
se
achasse
de
humor;
e,
ao
aperceber
o rapaz
perguntou-lhe
em
tom
amigavel:
—
E
’
lá,
ó
rapazola,
queres
alguma
cousa
?
—Estou
vendo
se
tu
és
o
tal
mestre
sem rival
como
dizem a tua
fama
e
a
tua
taboleta.
—
Siml...
E
para
que
te
importa
ti
saber
isso,
ó
rapaz?...
—
Importa-me
muito
porque
dado
o
caso
que
tu
sejas
mais
habil
do
que
eu
faço-me
teu aprendiz.
—
Com
que
então
és
muito
habil?
—Sou-o
bastante
para
julgar
que
não
se
póde
ser
mais.
—
Siml...
Olha
cá...
Já
viste
a
minha
obra
?
—
Vim aqui
de
proposilo
para
vêr-te
trabalhar.
—
Eh!
ehl...
Cheira-me
isso
assim a
modo
a desafio...
—
Sem
duviada.
—
Muito bem:
quantas
vezes escande-
ces
uma
ferradura como
esta?
Sabes
que
eu
não
preciso
leval-a
ao
lume
mais que
tres
vezes.
—
Tres
vezes
I...
São
duas amais!..
—
Safa!...
ia
apostar,
meu
amiguinho,
que
tu
não
tens
o
juizo
muito
seguro.
—
Pois
bem;
deixa-me
fntrar.
Então o
desconhecido
toma
um
peda
ço
de
ferro,
leva-o á
fornalha,
aviva
o
fo
go, volta
e
revolta o
metal
esc^ndecente,
vira-o
novamente,
retira-o
rapidamente
e
leva-o
á
bigorna.
E
’
um
pedaço
argenleo,
iriado
de
veios
azulados,
verdes,
côr
dé
rosa,
brando
e
macio
como
a
cera.
Elle
o
agarra
e,
ora
com
a
raão
ora
com o
marlello,
lhe
vae
dando
a
fôrma
sem
com-
tudo
tornar
a
metter
na
forja.
Em
um
instante
a
ferradura
se
achar
concluída,
encurvada
e
cinzelada
como
um
bracele
te.
Eloy
mal
póde
crer
o
que
está
ven
do.
—
Aqui
ha
o
quer
que
seja
de
sorti
légio,
murmura
elle
estupefacto.
—
Não.
Aqui
ha
sómente
o que
tu
vês.
E
’
que
sou
um
soílrivel mestre
no
officio.
, —
Mas, esse
ferro
não
póde
ficor
soli
do...
-Examina-o.
Eloy
toma
o
ferro
e
observa-o minu
ciosamente;
não
Ínvia
n’
elle
o
menor
de
feito.
da
encarnação do
Verbo
em
seu
casto
ventre
oós
podemos, diz
elle,
exclamar
também:
Magnificai
anima
mea
DominumJ
Minha
alma
glorifica
o
Senhor,
porque
Elle
olhou
para o
nossa
humildade
e ope
rou
em
nós
grandes
cousas
!
«Mas
estas
graças
assigoaladas
impõe-
nos
novos
deveres.
Deveres
de
reconhe
cimento
para
com
Maria
pelas
victorias
que
ella
nos
fêz
alcançar,
e que
nós
vie
mos
cumprir
n
’
este momento.
«Deveres
para
com o Papa e
a
Egre
ja.
O
Saucto Padre,
recebendo
os
nossos
protestos
de
amor
e
dedicação, disse-nos:
Ide
fallar
do
reino
de
Deus
na
vossa Fran
ça a
lim
de
que
esta
muito
amada
palria
encontre a vida,
que
a
filha
mais
velha
da
Egreja
resuscite,
porque ella tem
ain
da
a
cumprir
grandes
cousas.
Nós
falla-
remos
pois
d
’
este
reino
de
Deus,
fallare-
mos
muito, e
tudo
o
que
oós
dissermos
ainda
não
está
em
consonância
do que
deixamos
no
fundo
dos
nossos
cora
ções.
«Deveres
de
conhecimento para
com
a
juventude
catholica
de
Italia
que
por
toda
a
parte
nos
recebeu
com
esta
fra
ternidade
que
é
o
caraeter
dos
catholicos
de
todo
o paiz.
e
com
está
esquisita
ci
vilidade
que
é
particular
á
nação italiana.
E
quando,
pela
sua
vêz,
elles
vierem vi
sitar,
como já
o
fizeram,
os
grandes
santuários
de
França,
Lourdes,
Paray-le-
Moòial,
e
Nossa Senhora das
Victorias.
nós
os
receberemos
também
com a
cor-
tezia
fránceza
e a caridade
christã.»
Ta!
foi
a
causa d
’
este
ultimo
entrete
nimento,
pronunciado
com
a
energia
da
fé
e
com
o
ardor
eloquente
que
dá
a con
vicção
do
coração.
Durante
a missa
a
que
assistiram
os
peregrinos,
não sómente
pela
união
do
coração,
mas também pela
communlião
sa
cramental,
os cânticos
da
peregrinação
eccoaram
de
novo.
O
Ave
maris
Slella
e
a
cantata
a
Pio VI
fôram
cantadas
em
consonância,
com
este
andar
rápido
e
es
te
modo
maravilhoso
qne dão
á piedade
dos
peregrinos
um caraeter
particularmen
te
vivo.
O
cântico
era
dirigido
por
o
vis
conde
de
Damas, presidente
da
peregri
nação.
Sabe-se
qoe
os piedosos reis
de
Fran
ça
se
honravam
antigamenle
de
cantar na
egreja
e
tomar
lugar
na
estante
do
co
ro.
Depois
da
missa
uma grandiosa
sur-
preza
esperava
os peregrino-;.
Tem-se
visto nos
combales
desgraça
dos
da
patria,
os
soldados dividirem
en
tre
si
os
restos
da bandeira
para
a
sal
var
do
captiveiro e
da
vergonha,
e
cada
um
d
’
elles
conservar com
um respeitoso
amor
os
fragmentos
d
’
es*e
estofo
precio
so,
signal
de união
e
penhor
do
futuro.
O visconde
de
Damas
quiz
fazer
alguma
cousa
de
similhante
e
dar
a
cada
pere
grino
uma
lembrança
da
campanha
pacifi
ca
que
elles acabam
de fazer
juntamente,
e
que
não fêz
derramar,
em
logar
de
san
gue,
senão
lagrimas de
alegria
e
d
’
amor.
Todos
elles
receberam
um
bocadinho
da
toga
do
Papa.
Se
a
sombra
de
S. Pedro
bastava
para
curar
os
doentes, pode-se
muito
bem
crêr
que a
toga do seu
succes-
sor
traz
comsigo
algumas
cousas
das
beo-
çãos
unidas
á
cadeira
de
Pedro.
PARTE
OFFICiaii
MINISTÉRIO
DOS
NEGOCIOS
ECCLE-
SláSTICOS
E
DE
JUSTIÇA.
Direcção
geral dos negocias ecclesiasticos
I.
a
repartição
Por
portaria
de
31 de maio
do
cor
rente
anno,
está
aberto
concurso
para
as
seguintes
egrejas
parochiaes
:
Alfandega
da
Fé
(S.
Pedro),
concelho
de
Alfandega
da
Fé.
diocese
de
Braga.
Lamas (Santa
Maria),
concelho
de
A-
gueda.
diocese
d
’
Avéiro
Lisboa
(S.
Pedro
em
Alcantara),
bair
ro
Occidental,
diocese
de
Lisboa.
Macieira
de Alcoba
(S. Martinho),
con
celho
de
Agueda,
diocese
de
Aveiro.
Moure (Santa
Maria),
concelho
da
Po
voa
de
Lanhoso. diocese
de
Braga.
Riba
Tua
(S.
Mamede), concelho
de
Ali-
jó, diocese
de
Braga.
Rio
Frio
(S.
João
Baptista),
concelho
dos
Arcos,
diocese
de Braga.
Rio de
Moinhos
(Santa
Eulalia),
con
celho dos
Arcos,
diocese
de
Braga.
Segadães
(S.
Pedro),
concelho
de
A-
gueda,
diocese
de Aveiro.
Sequeira
(Santa
Maria),
concelho
de
Braga,
diocese
de
Braga.
Sohradelloda
Goma
(Santa
Maria),
con
celho
da Povoa de Lanhoso, diocese de
Bra
ga-
Souto
(Nossa
Senhora
da
Conceição),
concelho
do
Sabugal,
diocese
de
Pinhel.
Torre
dos
Coelheiros
(Nossa
Senhora
do
Rosário),
concelho
de Evora,
diocese
de
Evora.
Villa
Nova
de Muhia
(Santa
Maria),
con
celho
de
Ponte
da Barca,
diocese
de Braga.
GAZETILHA
Triduo
e
romaria.—
Começa
hoje
no
R. Sanctuario
do
Bom
Jesus
do
Mon
te
o
triduo
da festividade
do Espirito
San-
cto.
E
’
a
romaria
principal
que
se
costu
ma
fazer
n
’
aquelle
bellissimo local,
e
uma
das
mais concorridas, se não
a
mais
con
corrida
de
toda
a
província.
Chrisma.—
Sua
ex.
a
revm.
3
adminis
tra
átnanhã
na
egreja
do
Populo
o
Chris-
ma
a
todos os
fieis
d’
esta cidade
que
ain
da
não
receberam
aquelle
Sacramento.
To
dos
devem
ir
munidos
de
bilhetes passa
dos
pelo seu
parocho.
Festiviiiade.
—
Celebrou-se
no
dia
31,
como
se
havia annunciado.
a
festividade
da
conclusão
do
mez
de
Maria
na
egre-
h
do
convento
dos
Rernedios.
Foi
uma
festa
imponente
e
essencialmente
reli
giosa.
A
egreja
estava
admiravelmente deco
rada, sobresaindo
o
altar
do
SS.
Coração
de
Maria,
que
vislosamente guarnecido
a
rosas
arlificiaes
oíferecia um
espectaculo
deslumbrante.
Estreiaram-se
n
’
esta
solemnidade
qua
tro
lustres,
pertencentes
á
confraria.
As
vesperas
foram cantadas
a
instru
mental
e canto-chão. Todos os
snrs. ec
clesiasticos
prestaram
grátis
seus
servi
ços.
No
dia
31,
terminado
o
exercício
e
con
sagração dos
fieis
á
SS.
Virgem,
proce
deu-se
á communhão solemne,
sendo
pa
ra
cima de
350
pessoas
que
se
acercaram
da
Mesa
Eucharislica.
Ministrou
a
communhão
o
rev.0 capel-
lão do convento,
prégando
o
rev.°
Luiz
Gomes
da
Silva,
capellão
da archiconfra-
ria.
Durante
a communhão
as
meninas
do
córo
cantaram
a
espaços
vários
responso-
rios
das
Matinas
do
SS.
Sacramento,
com
postos
por
Gallassi.
Calcula-se
em
duas
mil
as
communhões
feitas
n
’
esle templo
durante
o
mez
de
maio I
A
’
s 10 horas
e
meia
começou-se
a
fes
ta
com
a exposição
do
SS.
Sacramento,
cantou-se
Tertia,
e
seguiu-se
a
nrifcsa
so
lemne.
A
orchestra
executou a
lindíssima
missa.
composta
pelo snr.
Badoni, e
o
Tanlutn
ergo, composto
pelo
snr.
Antonio
Fernandes
Gomes
de Campos.
Cerca
das
seis
horas
da
tarde
subiu
ao
púlpito
o
rev.
0
abbade
de
Requião,
que
tomando
o
texto
—
Tu
super
gresse
es
uni
versas
—
teceu por
tal
fórma
o
elogio
da
Virgem,
que
nada
deixou
a
desejar.
0
seu discurso
agradou
a
todos
Cantou-se
em seguida
o
Te-Deum, composição
de
Jordani,
e
concluiu-se
esta
apparatosa
so
lemnidade
com
a
bênção
do
SS.
Sacra
mento.
Toda
esta
festividade
foi
á
custa
dos
devotos
que
generosamente
concorreram
para
ella
com
suas
esmolas.
0
mez
de
maio
d
’
este
anno
ficará
por
certo
gravado na
memória
de
todos
os
servos
de
Maria,
que
alli
se
reuniam
to
das as
manhãs
a
celebrar
seus
louvo
res.
A
SS.
Virgem os cubra
a
todos
com
seu
manto
de misericórdia,
e
derrame
co
piosas
bênçãos
sobre
as
boas
religiosas,
me
ninas
do côro e
communidade
d’
este
con
vento,
que
tanto
promovem
o
seu
culto,
tão
devotas
são
do
seu SS. e
Immacu-
lado Coração.
O diabo
e vim maf»n. —
M.
Vi-
ctor
Tissot
publicou
ainda
ha pouco,
na
«Revista
de
França«,
um
interessante
es
tudo
a
respeito
da Bavière
e
os
Bavarois.
Ahi
recorda
a
bonita
parabola
que
publi
cou
a
«Germania» no
fim
da
«lucta
civi-
lisadora».
Um celebre
ministro,
residia.em
Ver-
sailles,
com
um estrangeiro
diserto
em
todas
as
cousas,
que
fallava
com
a
mes
ma
facilidade
em
política,
religião,
scien-
cias
e
artes.
Um
dia,
o
estrangeiro
disse
ao
mi
nistro:
—
E
’
com
grande commoção
que
vejo
a
vossa
polilica
tornar-se
hostil
á
Egreja
Catholica.
—Ah!
por
certo!
Vereis
muitas
ou
tras
coisas.
Em
quatro
annos,
dae-me al-
tenção,
farei
mesa
rasa
da
padraria.
Então
o
estrangeiro levantou-se
e
de
satou
a
rir:
—
Os
meus
cumprimentos
a
vossa
ex-
cellencia;
eu
trabalho
na
mesma
obra
sem
duvida
ha dezoito
séculos,
e
ainda
não
me
sahi
bem
d’
ella;
porque,
sabei-o,
eu
sou...
o
diabo.
tVSez
Euelaariatieo.—
Começou
quin
ta-feira
na
egreja
dos
Rernedios
esta tão
edificante
devoção. O
devoto
exercício
co
meça
ás
7
horas
da tarde,
com
o
SS.
Sacramento
exposto
sobre
o
altar, e
é
cantado
pelas
devotas
meninas
do
côro
d
’
aquelle
convento.
A concorrência
n
’estes
primeiros
dias
tem
sido
numerosíssima.
Esmola e agradecimento. —
O
abaixo
assignado
recebeu
hoje pelo
cor
reio,
dentro
d
’
utn
enveloppe,
50$000
reis
em
uma
cédula
do
Banco do
Minho
com
destino
ao
Hospital
de S.
Marcos,
e
como
ignora
a
pessoa que tal
esmola
fez, apro
veita
este
meio
para em nome do
mesmo
Hospital
agradecer o
cavalheirismo
com
que
soube
cumprir
os
preceitos
da
cari
dade
christã.
Braga
1
de
junho
de
1876.
Antonio
Joaquim
Moreira.
As ntossas e as
aranhas,—(Couto
de
Schmid).
—
Com
que
vistas
poderia
Deus
crear
as
moscas
e as
aranhas?
dizia
com
frequência
ura
principezinho.
Taes inseclos
para
nada
são
uleis
ao
homem, e,
se
eu
tivesse
poder,
fal-as-hia
desapparecer
da
terra.
Este
príncipe
viu-se
um
dia
obrigado,
durante
uma
batalha a
fugir
diante do seu
inimigo.
Sentindo-se
já
mui
fatigado,
dei-
tou-se
no
chão
debaixo
d
’
utna
arvore,
no
meio
do
bosque
e
não
tardou
que.
não
dormisse.
Foi
descoberto
por
uai
soldado
inimigo,
o
qual
de
sabre
em
punho,
foi-
se
aproximando
devagarinho
para matal-o.
N
’
aquelle
momento
foi
repentinamente
pousar-se
sobre
a
face
do
príncipe
uma
mosca,
a
qual lhe
deu
tamanba
picada
que
o acordou.
Levantou-se
sobresaltado
lançou
mão
á
espada
e
fez
fugir
o
soldado.
Foi
d
’
alli
o
príncipe
occullar-se n
’uma
caverna
do
mesmo
bosque.
Durante
a
noi
te,
uma
aranha
teceu
sua
têa
na
bocca
da
caverna.
Dois
soldados,
que
iam
era
cata
d’
elle,
passaram
de
manhã
em
frente
da
gruta
e
o
príncipe
ouviu-lhes
a
conver
sação.
—
Olha,
disse
um
d
’elles,
é de
certo
aqui
qne
elle
está
escondido.
—
Nada, nada, disse
o
outro,
porque
não
teria podido
entrar
sem
romper
a
têa
de
aranha.
Quando
o
príncipe
percebeu
que
se
haviam
ausentado
já,
ergueu
as
mãos
ao
céo
todo
commovido, exclamando:
—
Meu
Deus!
quaulas
graças
teuho
que
dar-vos
1
Homem
me salvastes a
vida
por
meio
d
’
utna
mosca, hoje
in
’
a
conservaes
—
Vamos,
diz
elle,
declaro
que
não
comprehendo
nada
d’
isto...
E
tu
sabes
ferrar
o
animal?
-Dá-me
ura
ca
vai
lo
Eloy
chamou
ura
carreiro
seu
visinho
que
lhe
trouxe
a
sua
cavalgadura,
e
ia
como
é co-tume
collocal-a
ao trabalho,
is
to
é
ao
apparelho
destinado
a
segurar
as
bestas
quando
se estão feirando.
-Para
qde
é
isso?
pergunta o
jovem
ferrador
ao
carreiro.
—
Para
que
é isso?
Ora
essa!...
Pois
você
não
vê
que
o
macho
não
se
deixa
ferrar
sem
estar
aqui seguro?!...
—
Qual
historia!...
Sei
o
meio
de o
ferrar u’
um
prompto
e aceadamente...
ora
espere.
.
Eloy,
no
cumulo
do
espanto, não
sa
bia
o
que
havia
de
dizer.
Seu
rival approxima-se
do
animal,
agarra-lhe
na perna esquerda
trazeira,
corta-a pelas
cartilagens
da
curva
d
um
só
golpe, e sem que
uma
unica
gota de
sangue
seja
vertido.
Depois
vae apertar
a
pata
no
torno,
pega-lhe
a
ferradura
n
’
um
abrir
e
fechar
d
’olhos,
desaperta
o
pé,
aproxima-o
da
perna
onde
colla
cora
um
sopro.
Era
seguida
faz
a
mesma
opera
ção
á
.perna
direita
e
ás
duas
deanteiras.
Tudo
isto
ei» menos
tempo
do
que
é
neces
sário para o
descrever.
—
Eutão
que
tal?
Sahi-me
bem
ou
não
?
__
Não
ha
duvida...
Sim...
esse
syste-
ma
não
me
é
desconhecido,
mas...
—
Mas?
..
—
Eu
entendi
que
devia
preferir
o
sys-
tema
ordinário.
—
Pois
f
zias mal
disse
rindo
o
des
conhecido.
Eloy
não
se
podia
conformar
a
decla
rar
se
vencido
ante
este
singular
ferrador
d'arribação.
—
Fica
comigo,
lhe diz
elle,
ainda
as
sim
tenho
que
te
ensinar.
O
outro
consentiu
.
Logo
que
o
novo
ferrador
foi
instal-
lado,
Eloy
tratou
mandal-o
a
uma
aldeia
visinha
cotn
o
pretexto
de
o encarregar
d
’
uma
mensagem.
Uma
vez
só
Eloy
esperou que
passas
se
um
cavallo desferrado,
paia
n
’
elle
pra
ticar
o
que
linha
visto
fazer
e
assim
sustentar
a
sua
reputação.
Cinco minutos
depois passa
um
caval-
leiro
armado
de
ponto
era
branco,
e
pá-
ra
ante
a ofilcina.
Traz
o
cavallo
desfer
rado do
.
pé
trazeiro
e
pede
a Eloy
para
que
lh
’o
ferre.
Eloy
no
cumulo da
alegria
aproxima-
se
do
cavallo
depois
de
ter
afiado
a
sua
faca...
O
cavalleiro
sorri,
mas
Eloy
de
oada
se
apercebe,
e
tomando
a
perna
trazeira
desferrada
a
decepa
pelos tendões
d
’
um
só
golpe...
O
animal
sentindo-se
ferido
solta
ruí
dos
doloros
e o
sangue
corre
a
borbo
tões.
O
cavalleiro
empallidece
de
cólera.
Eloy,
se
bem
que
surprezo
não
quiz
dar
o
seu braço
a
torcer.
—
Esperae,
disse
elle,
isto
é
apenas
um
instantinho...
Ests
melhodo
é
o
me
lhor.
Depois
vae
collocar
a
pata
no
torno
prega-lhe
a
ferradura
e
em
seguida
pre
tende
collal-a á
perna
cortada,
como
ha
via
visto
fazer.
O
cavallo
estava
furioso, o
sangue
cor
ria
sempre
e o pobre
animal
ia
desfalle-
cer...
—
A!
exclama
o cavalleiro
cheio
de
có
lera,
eis
alli uma
engraçada
taboleta
—
ELOY,
O
MESTRE
DOS MESTRES.
O MESTRE
sem
egual
.
—
Se
esta
é a lua
scíencia
não
vale
ella
lá
grande
cousa
e
ha-de
custar-
te
cara.
Eloy descoroçoado
não
sabia
a
que
santo
se pegar;
quando
eis
de
supito
ap-
paiece
o
seu
novo
companheiro
já
de
vol
ta
da
tal
aldeia
onde
elle
o
havia
man
dado.
—
Vês,
lhe
diz
elle
em
tora
plangen
te,
vês
o
que acadio
de fazer?
Estou
pu
nido.
bem
punido
por
me
julgar
mais
há
bil do
que
tu...
Oh
!
Deus meu, que
hei-
de
agora
fazer!...
—
Não
te
amofines;
isto
nada
é, res
pondeu
o
outro;
vou
já
dar
remedio
a
tu
do.
E,
em um
instante
a
perna
cortada
loi
posta
em
bom estado
e
o
cavallo
res
tabelecido.
Vendo
isto,
Eloy
pega
n'uma
escada,
toma
d
’
um
martello, sobe até
á
taboleta
e
a
faz
em
astilhas
exalamando:
—
Já
não
sou
mestre
dos
mestres;
agora
apenas
um
official
e nada
mais.
O
cavalleiro
eslava
montado
e
o
ope
rário
desconhecido
havia-se
transfigurado
repentinamente;
formoso, resplandecente,
circundada
d
’
uma
aureola estai-a na
garu
pa
e
disse
a
Eloy
com uma voz
que
es
palhava
um
ambiente
de
perfumes
e
como
a
doce
harmonia celestial:
—
Eloy,
tu
te humilaste
e
eu
te per
doo
Fica
sabendo
qne só
Deus
é
o
mestre
dos
mestres
Caminha
nas
veredas
do
Evangelho,
que
são
as da
virtude
e
do
humildade;
sê
modesto
sem
aíleetação e
justo
sem alarde,
e
jámais
te abandonarei.
Eloy
prostrou-se de
joelhos. O
anjo
e
S.
Jorge,
que
tal era
o
cavalleiro
de
ponto
em
branco,
haviam
desapparecido.
A
partir
d’
esse
dia
Eioy
nunca m
alS
teve
orgulho.
Vejam-se
os
vaidosos
n’
este
espelho,
e reparem
bem
os
moralistas e
filosofo*
que
não
ha
sobetba
que não
seja
m
ais
tarde
ou
mais
cedo
abatida.
Jesus
Christo
nos deu
um
raro
exeio*
pio
de humildade,
deixando-se
morrer
o®
alto
da
cruz.
Bemavetiturados
os
humildes
porq
ue
elles
serão
exaltados
(S.
Lucas XIV.)
O
que
se
fizer
pequeno
fia
terra
será
o
maior
do reino
dos
céos.
(S. Mato-
XV11I.)
(«C.
T.»)
s.
pereira
-
Bertiandos
com
a
ex.
ma
snr.
a
de
Bragança.
Este
enlace
terá
por
meio'
d’
uma
aranha
!
A
mais alta sa
bedoria
presidiu
á
creação
de
todas
as
vossas
obras,
ainda
as
mais
insignifican
tes.
—
(Exlr.)
Aíoticia
importante.—
Paris
30.
—
Rebentou
em Constantinopla
a
insurreição
organisada
pelos
sophtas.
O
sultão
foi obri
gado
a abdicar, e
dizem
que
desappareceu
da
capital
do
seu
império.
Horrorosa
trovoada.—
Chuva
tor
rencial
—
Grandes
prejuízos
—
Victimas
—
Não
foi
só
nos
concelhos
de
Alvaiazare
e
Pénella
qoe
as
tfovoadas
fizeram
grandes
estragos,
diz a
«Correspondência
de Leiria.»
Sobre
as fregúezias
d’
Agúeda,
Chão de
Couce,
Avellar, Maçãs
de
D.
Maria
e
Are-
ga,
do concelho
de
Figueiró
dos
Vinhos,
descarregou
uma
horrorosa
trovoada,
im-
pellida
pelo
vento
sudoeste,
acompanhada
de
grande
quantidade
de
graniso
de
ex
traordinário
tamanho,
e
chuva torrencial
que
causou muitos prejuízos
ás
searas,
vinhas
e
oliveiras,
sendo
até
arrebatadas
pela cheia algumas terras
de
semeadura.
Foi horrível
este
espectacolo
da
natureza,
e
desastroso
e
lamentável
pelas
suas
con
sequências.
Muito
gado
lanígero,
caprino
e
suino,
que
passeia
no
monte
e
quebra
das,
morreu afogado,
e
desappareceu
um
pastor
que
se
presume
ter
também
mor
rido
afogado na
ribeira
do
Malhou.
O
in
feliz
era
menor,
chamava-se
Antonio
e
era
filho
de José
Gorge, da
Charneca,
fregue
zia
de
Maçãs
de
D.
Maria.
Comorei» do snr, eonde de Iter-
tioMidos.
—
-Casa-se
hoje
em
Lisboa
o
snr.
conde
de
D.
Anna
logar
na
capella
do
palacio
da
ill.ustre
noivp.
O snr
duque de S.
Fernando
Luiz,
de
uma
das
mais dislinclas
famílias
da
aristocracia
franceza,
e
qoe
é
aparentado
com
as
casas
Lafões
e
Cadayal,
acha-se
em
Lisboa
para
assistirá ceremonia nupcial.
Mos-te
do
ultimo
imperador
eliriHtiio
de
Constantinopola —
Constantino succedeu
a
seu
irmão
em
1449,
e
o
império,
que
havia 15
séculos
abar
cava
metade
do
mundo
conhecido,
encer
rava-se
então
nas
muralhas
de
Conslanti-
nopola.
Constantino
teve
o
valor
de
se
defen
der
só
com
9:000
contra
cs
400:000
ol-
tomanos de
Mahomet
2.°
Luctou
até
á
ultima
extremidade:
der
ribado
do
cavado chegou
a combater
de
joelhos,
e no
momento
em
que
bradava:
—
«não
ha
um*christão
que
me
livre da
vida?»
um
turco
Ibe
levou
de
uma
cuti
lada
metade
da
cabaça.
Um
Constantino
fundou
este
império,
nas
mãos
de
outro
acabou.
Ainda si
dos
gafanliotos.
—Noticias
de
Pinhel
datadas
de
28
do
corrente,
dizem
que
os
gafanhotos
levan
taram
da
raia
e
se
acham
devastanrjo
pre-
sentemente
a
parte
central
do
concelho
da
Figueira
d
’onde
passarão
sem
duvida
para
outros
concelhos
se
não
se
lhes
op-
pozerem
meios
energicos
de
destruição.
A
’s
quatro
botas
da
madrugada
de 29
devia
ter
partido
de
Piuhel
para
a
Figuei
ra,
o
sor.
intendente
de pecuaria
José
A.
Mooteiro,
com
o
fim
de aconselhar
os
meios
de
atacar
tão
grande
ílagello,
e
de
trabalhar energicamente
para
a
sua
exlinc-
ção.
—Receberam-se
no
commando
da
4.
a
divisão militar
as
ordens
que
o
ministé
rio
da
guerra
para
ali
transmittiu
em
27
do
corrente,
a
fim
de
que
numerosa for
ça
de soldados
dáquella
divisão
militar
fos
se para
Eivas
e
Campo
Maior
coadjuvar
os
tiabalhos para
a
exlincção
dos
gafanho
tos.
CongeUao
<le
«listrieto.—
O
conselho
de
districto,
na sua sessão
de
27
do
corren
te,
tomou
as
seguintes
resoluções
:
—
Approvou o
orçamento
geral
da
re
ceita
e
despeza
da
camara
municipal
de
Villa
Verde,
para
o
anno
éconothico
de
1876-1877.
—
Approvou
o
orçamento supplemen
tar
da
camara
de
Vieira,
relativo
ao
actual
anno
ccconomico.
-^Approvou
o
auto
de arrematação
de
12
tarefas para
fei
tura
do "lanço
da
estra
da
districtar
n. 5,
comprehendida entre
Prado
e
Cabánellas.
—
Approvou
o
termo
de adjudicação
das
obras
d
’
arle
do
lanço
da
estrada
districtal
n.MO, de
Paços
de Ferreira
a
Fafe,
com
prehendida
entre
está
villa
e
S.
Martinho
de
Silvares.
—
Foi
de
parecer
que
eslava
nos
ler
mos de ser
approvadó
o
orçamento
da
ca
mara
de
Guimarães,
para
o
anno
de
1876
4877.
Foi
mais
de
parecer
que
fossem
ap-
provados
os
orçamentos
das
seguintes
cor
porações,
relativos
a
1875-1876:
—
No
concelho
de
Barcellos,
da
Se
nhora
das
Dores,
da
fregnezia
de
Roriz
;
Santíssimo
Sacramento,
da
freguezia
de
Cossourado.
—
No
concelho
de
Braga,
de
S.
João
Baptista,
da
freguezia
de
S.
João
do
Sou
to
;
Santíssimo Sacramento,
da freguezia
de
S.
Pedro d
’Este;
Almas
de S.
Vicen
te
;
supplementar
de
Nossa
Senhora
das
Dores
;
Senhora
do
Rosário,
da
fregue
zia
de
S.
Pedro
de
Maxtminos.
No
concelho
d
’
Esposende,
do
Santís
simo
Sacramento,
da
freguezia
da
Gandra.
—
No concelho
de Guimarãés,
de
Nos
sa
Senhora
do Rosário,
dás
fregúezias
de
Mathamá
e
S.
Martinho
de
Sande.
—
No
concelho
de
Terras
de
Bouro,
de
S.
Gonçalo
e Senhora
da
Lapa,
da
fre
guezia
de
Chamoim.
—
Goníirmou
os
aforamentos
feitos pe
la
camara
de
Famalicãoa
Joaquim
José
Go
mes,
e
a Joaquim
Correia
de
Oliveira,
da
freguezia
de
Telhado.
—
Approvou
a
pbstura
da
camara
de
Barcellos
para
se
derramar
sobre
os
paro
chianos
da
freguezia
de
Santa
Eugenia
de
Rio
Cóvò
a quantia
de 15$500
reis.
—
Approvou
a
postura
da
camara
de
Braga
para
se
derramar
sobre
os
parochia
nos da
freguezia
de
Esporões
a
quantia
de
70$900
reis.
—
Approvou
a
postura
da
camara
de
Famalicào
para
se
derramar
sobre
os
pa
rochianos
da freguezia de
Telhado a
quan
tia de
109$970 reis.
—
Approvou
a
postura
da
camara
de
Villa
Verde,
para
a
derrama
sobre
os
pa
rochianos
da freguezia
de
Riomau
a
quan
tia
de
217á500
reis.
Os
devotos,
e
promotores ila
festivida
de»
SS.
Rosto,
que
está
collocado
na
de
roa
de
N.
Senhora
do
Leite
(atraz
da
Sé),
não
podendo
pessoalmente
agradecer
a
to
das
as
pessoas
que
os
coadjuvaram
com
os
seus
serviços
e esmolas
para
tornar
mais
esplendida
a festividade
que
teve
logar
no
dia 28
de
maio, na
real
capel
la
da
Misericórdia,
significam
por
este
meio
o
seu agradecimento
a
todas
ellas,
e
es-
pecialmente ao
exm.°
snr.
commendador
Manuel
Justino
Marques
Murta,
que,
como
D.
provedor,
lhes
franqueou
em
beneficio
da
devoção
não
só
a
egreja, como todas
as
alfaias
necessárias;
ao rev
0
snr. Pa
dre
José
Alaria de
Lacerda,
D.
capellão-
mór,
que
se
prestou
da
melhor vontade
a
celebrar
gratuitamenle
a
missa
capitu
lar, e
o
Te-Deum
e
todos
os
atais
servi
ços
qoe
estavam
ao
seu
alcance;
ao
snr.
Padre
Luiz
Gomes
da
Silva,
que
gralui-
tamente
acolytou
á
missa; e
á
irmanda
de
das
Almas
da Sé,
que
se
dignou acom
panhar a
procissão.
A
todos
o
nosso
mais
profundo
reco
nhecimento.
Bragà,
3
de
junho
de
1876.
(4081)
de
217^500
reis.
PARIZ 30.
—
A
embaixada ottomana
em
Paris
também
recebeu
um
despacho
do
gran-vizir
annunciando
que
fôra
desthro-
nado
o
sultão
Abdul
Aziz
Khan.
sendo
proclamado
sultão
seu
sobrinho
e
herdei
ro
presumptivo
Mahamed
Mourão Effendi,
filho
primogénito
do
fallecido
sultão
Ab
dul
Medgid.
Constantinopla está
perfeita
mente
tranquilla.
MADRID
31.
—
A
commissão
do
orça
mento
do
congresso
ouviu
as
reclamações
dos credores
hispanhoes.
os
quaes
pedem
que
a amertisação
de
20
milhões
de
pe
setas
seja
mensal
;
que
os juros
das
di
vidas
sómente
sejam
reduzidos
a metade;
que
se
façam economias
em
todos os
ra
mos de
serviço
do
Estado
e
que
se
au-
gmente
diversos
impostos.
Os
delegados
estrangeiros
serão
recebidos
hoje
á
noule.
Já
foram apresentadas,
no
senado,
nove
emendas
ao
artigo
do
projecto constitu
cional
que tracla
da
tolerância
religiosa.
MADRID
31.
—
Os
delegados
inglezes
dos
passuidores
de
fundos
hispanhoes
pe
diram que
fosse
prorogado por
8
dias
o
praso
para
reclamações
a
fim
de
poderem
vir
a
Madrid.
A
commissão
accedeu ao
pedido
immmediatamente.
A
mesma
com
missão
prescreveu
a economia
de
122
000
pesetas
no orçamento
da
despeza
do
mi
nistério
das
finanças.
O congresso
appro
vou
os
primeiros
artigos
do orçamento
das
despezas.
Canovas
e
o
embaixador
fran-
cez
tiveram
hoje
uma longa conferencia
no
ministério
da
guerra. Preparam-se
24 ba
talhões
de infanleria
e
2
de
cavalleria
pa
ra
reforçar o
exercito
de Cuba
no
pro
ximo
outono.
CONSTANTINOPLA
31. —
E
’
falsa
a
noticia,
de
que
os
softas
hajam estran
gulado o
deposto
sultão
Abdul
Aziz.
Os
patriarchas
christãos
prestaram
homenagem
ao
novo
sultão
Mahemmed Mourad.
Falla-se
em
que
vae
ser
chamado
a
S. Petersburgo o embaixador russo
Sgna-
trent.
QUEBEC
31.
—
Um
violento
incêndio
destruiu
proximamente
mil
casas
n
’
esta
ci
dade
;
não
houveram
victimas.
NEW-YORK
31.—
A
republica
de
Gua
temala
depoz o
presidente.
Na
de
San
Sal
vador
está ajustada
a
paz.
MADRID
1.
—
Sanchez Ayona, deputado
pela
Extremadura,
pediu
a Salaverria,
que
de
accorrdo
com
Portugal,
modifique
as
pautas
aduaneiras
que
estão
prejudicando
as
províncias
limítrofes.
Canovas
instou
com
a
commissão
do
senado
para
activar
o
seu
relatorio
sobre o projecto de
lei
da abolição
dos
fueros.
Partiram
hontem
para
Cuba
mais
704
soldados
e
com
el-
les
o
intendente
Aldaya.
PARIZ
31.
—O imperador
da
Allema-
nha
irá
a
Ems
no
dia
7
de
junho.
Nigra,
embaixador
da Italia,
entregou
hoje
ao
marechal-presidente
as
suas
credenciaes.
Partirá
no
dia
5
de
junho
a
Ems,
onde
estão
actualmente
o
imperador
da Rússia
e
o
seu
chanceller
Gortschakoff.
Falleceu
hontem em Trevas
o
bispo
Ebernhard,
UIiTIMOS
TF.ÍiKGÍ*
AMM4.S »A.
AíJEXiCIA
ÍIAVAS
LONDRES
30.
—O
«Times»
publica
um i
despacho
de
Berlim
datado
de
29
dizen
do que
a
Áustria
não
conseguiu
resulta-
•.
do
da
reunião
dos
embaixadores
em
Perth
;
para
obter
modificações
ao
programma
de
Berlim
a
fim
de
que
a
Inglaterra
o ac-
ceitasse.
CONSTANTINOPLA
30
(official).
—Foi
deposto
o
sultão
e
proclamado
em
seu
logar
seu
sobrinho
Effendi.
PARIZ
31.
—
Assegura-se
que o
Sultão
desthronado
está
guardado
á
vista
e
que
o
novo Sultão adíterira
ao
programma
revolucionário,
o
qual
comprehende
a
crea-
ção
de
uma
assembleia
de
notáveis,
a
suppres-ão
do
serralho
e
a
reducção
da
lista
civil.
A
revolução
realisada
na
Turquia
foi
favoravelmente
acolhida
no mundo
políti
co
e
financeiro
pois
crê-se
que
facilitará
a
solução
das
difficuldades
da
questão do
Oriente.
Houve
alta
em
todas
as
bolsas
prin
cipalmente
nos
fundos
turcos.
COASTANTINOPLA
30.
—Ha
completa
tranqtidlidade.
Effendi,
novo
sultão,
era
herdeiro
presumptivo.
MADRID
31.
—Foi
promulgada a
lei
relativa
á
divida
íluctuanle
do
lhesouro.
O
congresso
discutiu
hontem
á
noule
o
traciado
commercial
com
a Bélgica.
A
discussão
continuará
hoje,
O
sultão
de
Marrocos
encarcerou
cá
culpados
da
vio
lação
do
território
neutro
de
que
se
quei
xava
a
Hispanha.
EXPEBIESTE »A ADXinSTRl-
ÇÃO.
Rogamos
a
todos
os
nossos assignan-
tes
em
divida
de
suas
assignaluras,
o
fa
vor
de
mandarem
o
quanto
antes
satisfa-
zel-as,
pois
com o
atraso
em
que
alguns
se
acham
nos
causam
grandes
enbaraços,
aquelles
aonde
não
temos
corresponden
tes,
podem
fazel-o
por
meio de
casas
ban
carias
ou
vales
do
correio.
Os
nossos
correspondentes
nas
seguin
tes
localidades são
:
Porto,
o
snr.
José
Carlos
das Neves—
rua
das
Flores.
Vianna do
Castello,
o snr.
Francisco
José
d
’
Araujo
Júnior.
Guimaraes,
o snr.
José
Antonio
Tei
xeira
tie
Freitas
—
Livraria
Internacional,
a
S.
Damaso.
Covilhã,
o
snr. Luiz Antonio de
Car
valho
Todos
estes
snrs. estão munidos
de
recibos
devidamente
assignados.
Assignaluras
recebidas
lho
10
até
Lanhozo.
—Antonio
Joaquim
de
Carva-
e
Mello,
atá
30
de
setembro
de
1876.
Prado.—MJtioel
Joaquim
de Sousa,
até
de outtibro
de
1876.
Arcos.
—
Abbadè
do
Rio
de
30
d
abril
de
1876.
—
Abbade
de
Senharei,
até
nho
de
18'6.
Espozende.
—
Vigário
de Mar,
junho
de 1876.
—Cura dôs
Marinhas,
até
de
1876.
alé
13
de
30
d
’abril
19
Fafe.
—
Reitor
de Pedraído,
até
26
de
abril
de 1876.
Amares.—Padre
Bernardo
Antonio
de
Lima
Machado,
até
14
de
maio
de
1876.
—
José
Cândido
de Magalhães
Menezes,
até
12
d’
abril
de 1876.
Barcellos.—Padre
Antonio Pereira
Lom
ba,
até
12
de
maio de
1876.
Penedo.
—
Domingos
Manoel
Ribeiro, até
de
maio de
1876.
Estarreja.—Manoel
Soares
da
Silva,
até
d
’outui>ro
de
1876.
Povoa do
Varzim.
—
Padre
Manoel
An
dré
Fernandes, até 15
de junho
de
1876.
Terras
de
Bouro.—
Padre
Jeronymo Jo
sé
Gonçalves,
até
27 de
julho
de
1876.
Famahcão.
—
Padre
Joaquim
José
d
’Aze-
vedo,
até
31
de
dezembro
de 1875.
—
Reitor
de
Pedome,
até
30
de
junho
de
1876.
—
Manoel
Augusto
Correia
Guimarães,
até
12
de
maio
Je
1876.
Pico.
—
Padre
João
José
da
Rocha, até
5
d
’agosto
de
1876.
—
Reitor
de
Coucieiro,
até
30
de ju
nho
de
1876.
Monção.
—
Reitor
de
Merufe,
até
8
de
junho
de
1876.
—
Caetano
Pereira
da
Silva,
até 15
de
junho
de
1876.
—
Padre
João
Affonso,
até
23
de maio
de
1876.
Felgueiras.
—
Antonio
José Fonseca
Mo
reira,
até
30 d
’agosto
de
1876.
Celorico.—Reitor
de
Moreira,
até
30
de
setembro
de
1876.
Vidago—Antonio
Victor
de
Carvalho
e
Souza,
até 21
de
novembro
de
1876
Pesqueira.
—Padre
Manoel
Antonio
de
Figueiredo,
até
30
d
’abril
de
1876.
Ponle do
Lima.—
Revd.
,no
arcipreste,
até
30
d
’
abril
de
1876.
—
José
Peneira
Pinto
de
Castro,
até
19
de
março
de
1877.
Melgaço.—
Reitor
da
Gave,
até
27
da
julho
de 1876.
Porto.
—
Antonio
José
de
Paiva,
até
31
de
dezembro
de
1876.
ÀGBiDECIWTOS
D.
Maria
Augusta
da
Assumpção
Ma
galhães,
D. Maria
Angelina
Rangel
de
Ma
galhães,
Antonio
José Pereira
de
Maga
lhães,
seu
filho
Antonio
Jo-é
Pereira
de
Magalhães
Júnior
e suas
filhas,
em extre
mo penhorados
pelas
provas
de
alta
con
sideração,
arnisade
e
estima
qoe receberam
de
todos quantos
os
procuraram
e
por
tan
tos
modos obsequiosos
pretenderam
alliviar-
Ihes
o
profundo
pesar
e
a
acerba
dôr,
pelo,
triste
passamento
de
seu
querido
filho,
irmão
e
cunhado
José Maria
de Maga
lhães
Alvão,
major commandante
de
ca
çadores
3
de
Aínca oriental,
veem por
es
te
modo pagar
o
seu
tributo de agrade
cimento
e
protestar
a
todos
a
sua
índele-
vel
gratidão.
ANNUNOIOS
Mez
Novíssimo do Coração de
Jesus
Catholica
e
Um
volume
em
12,
de 323
paginas,
em
bom
papel e
typo.
Vende-se
em
Braga oo
escriptorio
d
’
es-
le
jornal,
e
nas
livrarias
Germano.
No
Porto
na
livraria
de
Mouiz,
e
na de Jacintho.
Preço
.......................
Magalhães
&
400
réis.
VENDA
DE CASAS
A
Na
freguezia
de
Palmeira,
ven-
gtóTi
Wra
de-se
duas
moradas
de
casas,
uma
á
entrada
da Ponie
do
Bico,
outra
no
logar
da
Cavalgada,
ambas
na
eslraba
nova, construídas
de
novo
e
i
com
quintal. Para
tratar-se
do
setr
ajus
te.
com
João
Dias
Correia
Braga,
seu
pro
prietário,
na
mesma
freguezia.
(4074)
15
de
ju-
Moinhos,
Quem
tiver
uma
casa
que
queira
em-
prazar,
dirija
carta
a
esta
redação
ou
ad
ministração
com
as iniciaes
M. T.
J.
A.
(4069)
Veadese
o prédio
n.°
119,
sito
na
rua
da Ponte.
Tem casa
com
bastantes
commodos,
um
grande quintal,
com
arvores
de fructa
e vinho,
poço
de servidão
e
um
tanque
COtn
agoa
corrente.
Quem
a
pretender
pode dirigir-se
aos
herdeiros
do
tallecido
Bento
José
Gomes,
moradores
na
mesma
casa.
(227)
(4077)
MALA
UEAL
INGLEZA
Quem
perdesse
um
objecto
d
’
ouro na
terça-feira
23
do
corrente
n
’
esla cidade,
póde
fallar
no escriptorio d
’este
jornal.
(4075)
1*011
ORDEM DO
Govmo
COMEÇARÁ
a 14
DE
JUNHO a. c.
em
Hamburgo,
Allemanha
do
Norte,
a
extracção da
loteria
de
dinheiro,
apro
vada
e
garantida pelo
governo
da
cidade
livre
de
Hamburgo.
Só
existem
51,500
títulos,
dos
quaes
agora
devem
garantiar
43,400. A
probabilidade
de
ganhar
é
pois
muito
grande
porque a
metade
de
todos
os
tilulos
ganha
seguramenle. A
decisão
de todos
os
prémios
faz-se em
7
series
e
todas
as
series
acabarão,
em
alguns
me
ies.
A
extracção
começará
já,
como
é
di
to
acima
a
14
de
junho.
O
prémio maior
é event.
de
395,000 ou Ra. 85,3380000
mark
moeda
portugueza
Além
d
’
isso
a
loteria
conta
prémios
priocipaes
de
250,000
—
125,000
—
80,000
—
60,000
—
50,000—
40,000
36,000
—3
a
30
000
—
25,000-5
a
20
000
—
6
a 15,000—
7
a
12,000
—
11
a
100000
—
26 a
6,000—
55
a 4,000 —
3,000
—
2,500
—
200
a 2,400—
5
a
2,000
—
3
a
1,500
—
412
a
1,200
—
621
a
500
Reichsmaik
etc.,
etc.,
total
43,400
pré
mios.
O
prémio
menor
é
mais
importante
■que
o preço
d’um
titulo.
Immediaiamenie
depois
da
extracção. o
emholsamento
dos
prémios
será
pago
de
contado
sob
o
con
traste
do
Estado.
A
casa
abaixo
assigna-
da como
Agencia
geral
da
renda
compoz-
se
para
fazer
pagar
os
prémios
aos ga-
nhantes estrangeiros
em
suas casas.
Con
tra
remessa
do
importe
em bilhetes de
banco, coupons,
estampilhas
do
correio
etc.,
etc.,
a
casa
abaixo assignada
remetterá
os
titulos
originaes,
revestidos
do
seilo
de
Estado,
em
qualquer
praça
;
eis
aqui
os
preços
:
í Ululo
original
inteiro
Bs.
i$500
5
tilulos
originaes
inteiros
Bs.
7
$400
iO
tilulos
originaes
inteiros
Bs.
14&500
Cada
freguez
receberá
os
tilulos
origi
naes,
nada
de
promessas
ou
outros
papeis
de
loteria
prohibidus.
Com
esses
titulos
originaes
remetterá também
aos
seus
fre-
guezes
o
plano
circumstanciado
oílicial
da
extracção,
contendo as
datas
fixas
das
ex-
tracções
de
todas
as
series,
as
quaes,
se
gundo
acima
indicado,
serão
feitas
em
breves
intervallos.
Depois
de
cada extrac
ção,
cada freguez
receberá
immediata-
mente
a
lista
oílicial
da
extracção
con
tendo
os
resultados
exactos
d’
essa.
O
nu
mero
de
tilulos
por
vender
é
muito
pe
queno
e
a
parlicipação
será
esta
vez
evi
dentemente
grande.
—
Isto
é
provado
pela
experiencia,
porque
esta
loteria
do
Estado
tem
até
agora
logar
pela
27O.
a
vez
depois
de
100
annos.
Regamos
pois
de
oão
demorarem
as
ordens.
JSENYHAL
&
C.a
banqueiros
HAMBOIJRG
Agentes
empregados pelo
Estado
para
a
loteria
de
Brunsric
e
de
Hambourg.
_____________________________
(18
4
t
)
VENDA
DE
CASAS
f
ftk
Vende-se uma
casa
feita
de
novo,
jH
sita
na
rua
das Aguas
n.«
91;
po-
Jft de-se
vêr
desde
as 9
horas
da
ma
nhã,
até
ás
3
da
tarde.
Trata-se
na
rua
dos
chãos
n.°
13
(3086)
Vende-se
duas
moradas
de
casas
no
largo
de
S.
Miguel-o-Anjo,
com
os
n.
os
21
22.
Para
tratar-se
do
seu ajuste,
na
casa
n.°
16
do
mesmo
largo.
(4036)
VENDA
DE
PRÉDIO
Vende-se
o
prédio
n.°
12
no
Largo
dos
Penedos.
Para
tratar
dirigir-se
a
Antonio
Rodrigues.
(4078)
(INCORPORADA
POR
CARTA REAL)
LINHA
QUINZENAL
DE
PAQUETES A
VAPOR
Para S.
Vicente, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro,
Montevideo
e Buenos-Ayers
Acceitando também
passageiros
de
3.
3
classe
para
SANTOS
e RIO GRANDE
DO
SUL
com
trasbordo no
Bio
de
Janeiro
PAQUETES A
SAIR
DE
LISBOA
Vende-se
as
casas
n.° 7,
8
e
9
Ui®.
da
rua
dos
Biscainhos,
e
a
de n.°
3
<ja
rua
(]
0
Farto
perto da Sé,
a
tratar
com
o
senhorio dr.
Manuel Fer-
nandes
de
Araújo Jorge no
hotel
Estrella,
rua
de S.
João
n.°
4.
(4076)
Costados das Famílias
lllustres
de Portugal, Algarves, Ilhas
e
índias,
obra que a
El-rei Fi
delíssimo
Senhor D. Miguel Pri
meiro
offerece o seu auctor Jo
sé
Barbosa Canaes
Figueiie-
do
Castello Branco.
2
volumes..........................
3$D00
A
’
venda
na
livraria
de
Eugênio
Char-
dron,
Braga.
(4066)
tagus
. .
GUADIANA
DOURO.
.
13
de
Junho
28
de
Junho
14
de
Julho
MONDEGO
ELBE
. .
MINHO. .
.
28
de Julho
.
13
de
Agosto
.
28
de Agosto
PREÇOS
COMMODOS
Cada paquete
«Testa companhia
leva
a
bordo
eriados
e eoainheiros
portuguezea para
commodidade
dos
passageiros
de
todas
as elnsaea.
Sendo
as
passagens
pagas
na
Agencia
Central
no
Porto
ou
em
qualquer
Agencia
proiincial, a
conducção
para Lisboa
é
por
conta da
Companhia.
A
bordo
os passageiros teem grátis
eaina, roupa de eama, co
mida
feita
por eosinheiros portuguezea, vinho duas vezes por dia,
assistência
medica, serviço de criados e outras despezas.
A
EXPERIENCIA
de mais
que
um
quarto
de século tem
feito
com
que
os
pa
quetes
d
’
esta
companhia
(a
mais
antiga
na
carreira do Brazil)
sejam
conhecidos
pela
regularidade,
velocidade
e
segurança
excepcional
;
além
d
’
isso
pela
limpesa,
boa
or
dem,
bom
tratamento
e
accommodações
a
bordo,
e
pelos
melhoramentos
mais
moder
nos
tanto
para
a
hygiene
como
para
a commodidade
dos
passageiros.
ISTO
É COMPROVADO
pela
grande
concorrência
que teem
de
passageiros
e
pelos
agradecimentos
de
mais
de
mil
e
cem
passageiros
d
’entre
elles leitos
por
es-
cripta como
consta
de
documentos
archivados em
varias
agencias.
SÀO
ESTES
OS
PAQUETES
preferidos pelo
Governo
Inglez
para a conducção
das
suas
malas do
correio,e
por
este
serviço
recebe
a
companhia
um
importante
subsidio.
TIVERAM
ESTES
PAQUETES
a
honra
de
conduzir
Suas
Magestades o
Impera
dor
e
Imperatriz
do
Brazil,
como também
S. A.
o
Infante
D.
Augusto.
TODAS
AS
INFORMAÇÕES
e
bilhetes
de
passagem
podem
ser obtidos
no
POR
TO
na
AGENCIA CENTRAL,
rua
dos
Inglezes, 23;
o
agente
GUILHERME
C. TAIT;
e nas
províncias
nas agencias
e
correspondências
estabelecidas
em
todas
as
princi-
paes
cidades
e villas.
Agente
em
Braga
o
snr.
João
Manoel
da
Silva
Guimarães,
Rua
do
Souto.
JÁ
ESTA'
PROMETO
0
BREVIARUM
ROMANUM
Nova edição da
imprensa
Nacional
Estará
brevemente
á
venda
na
livraria
de
E.
Chardron,
cor
respondente
da
IMPRENSA
NA
CIONAL.
ÉDITOS
DE
30
DIAS
casa
e
freguezia
de
Veade
da
dita
comar
ca
de
Celorico
de
Basto,
para
o
irem
de
duzir
até
ao
referido
dia,
com
a
pena
de
lançamento.
(4073)
575.000 REICHSMARK
ou
Rs. 85,3380000
é
este
o maior prémio
da
270.a
loteria
de
dinheiro
approvada
e
garantida pelo gover
no,
contendo
81,500
titulos
e
43,400
pré
mios.
Todos
os
prémios
sairão em
alguns
mezes
em
7
extracções.
A
mais do
sobredito
prémio maior
even
tual. a
loteria
conta
especialmente
prémios
de
Reichsmaik
:
250,000
|
125,000
|
80,000
|
60,000
|
50,000
j
40,000
|
36,000 |
3
a
30,000
|
25,000 |
5
a
20,000
|
6
a
15,000
7
a
12,000
11
a 10,000
26
a
6,000
etc.
etc.
uamOii
No
dia
18
de
junho hão
de
ser
arre-
mattadas
em
hasta
publica
no
adro
da
egreja
Matriz d’
esta
villa,
as
obras
de
pin
tura,
estuque
e
caiador
na dita
egreja
e
estão
orçadas
em
5820600
reis,
bem como
o
concerto
do
orgão
orçado
em
2000000
reis.
Monsão
26
de Maio
de
1876.
O secretario
da
Junta
de
Parochia,
(4068)
João
Carlos
Martins.
RUA
DO
FORNO
EM
BRAGA
Contra
remessa
da
importância
em
bi
lhetes
de banco,
coupons,
estampilhas
do
correio,
etc.,
etc.,
a
casa
abaixo assigua-
da expede
1
titulo
original
inteiro
por
rs. l$500
5
titulos originaes
inteires
»
>
70400
10
»
»
>
>
>
14$000
Beroardino
Fernandes,
alfaiate,
mora
dor
que
foi
no
Paço
Archiepiscopal
d
’es-
ta
cidade
e
hoje
na rua
do Forno
n.°
14,
faz
sciente
a
todas
as
pessoas
de
suas
re
lações
que,
se
encarrega
de
fazer toda
a
obra, tanto
de
ecclesiastico
como
de
secu
lar
por
preços
rasoaveis,
e
com
perfeição
e
brevidade.
(4062)
Pelo
juiso
de
direito da comarca
de
Celorico
de
Basto
e
cartorio
do
escrivão
Mesquita,
estão
correndo
éditos
de 30
dias
que
hão
de
findar
no dia
26
do
pro-
xitno mez
de
junho,
a
requerimento
de
D.
Anna
Casimira Brandão
e
irmã
D.
Ma
ria
José
Brandão
e
maridos
da
comarca
de
Barcellos,
pelos
quaes
são
chamadas
todas
as pessoas
que
se
julgarem
com
me
lhor
direito
á
herança
e
espolio
de
José
Teixeira
de
Carvalho
Brandão, que foi
da
Cada
freguez
receberá
também
com
os
titulos pedidos o plano
oílicial
das
extrac
ções
de todas
as
series.
O
pagamento
dos
prémios
se faz
por
intermédio da
casa
abaixo
assignada
em
qualquer
praça.
Principiando
já
a
extracção
da premei-
ra
serie,
ao
14
JUNHO a. e.
Manoel
Ignacio
da Silva
Braga
Com
estabelecimento de
mercea
ria
e cera
BBAGA.
deve
dirigir-se
sem
demora
o
pedido
a
ADOLPHE
LITIENFELD
CASA
DE BANCO
(17
-H-) MAMBOI KG,
11—
PRAÇA DE ALEGRIA—11
Tem á
venda
bolacha
doce.
. . .
a
120
>
»
miuda
.
.
.
a
120
>
>
D.
Luiz.
.
.
a
180
a
>
ingleza.
. .
a
180
>
»
agoa
e sal.
.
a
180
>
requife..................
.
a
160
>
doce
de
chá.
.
.
. .
a
200
>
(3084)
paciências
..............
.
a
240
Parte de Comércio do Minho (O)
