comerciominho_02121876_575.xml
- conteúdo
-
4.
’ ANNO
1876
FOLHA
COMERCIAL
RELIGIOSA
E
KOTICIOSA
NUMERO
575
Àssigna-see
vende-se
no
escriptorio do
editor
e
proprietário
/
qw
Afaria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.®
3
E,
para
onde
deve
w.r
dirigida
todas
correspondência
franca
de
porte.—
As
assi-
giaturas
são
pagas
adiantadas; assim
como
as
correspondên
cias
<ie
Interesse particular. Folha
avulso
10
rs.
AS
TERÇAS, QUINTAS
E
SABBADOS.
P
recos
•
Braga,
annoWOO
rs.
—
Semestre
850
rs.—
Prom-
csoí
,
anno 3&0Ó0
rs
e
sendo
duas
3^600 rs.
—
Semestre
140
*
0
rs
^Brazil,
anno
8&600
rs.
—
Semestre 1&900 rs. moeda
for!
.
ou 8&000
reis
e
44500
reis
moeda fraca.
—Ánnuncios
por
lií»‘-a
20
rs.,
repetição
19
rs. Para
os
assignantes
29
£
7
S
d
'abati
ciem
.
ZàSl»
.'
a
'
OE25E.UE516O
Mais
uma
apostasia
acaba
de
ler
logar.
í
Mais
um
apóstata
foi
engrossar
a
fa-
<
lange
dos
desgraçados, que
renegaram
a
i
Deus.
*
E
era
um
padre,
o
que
acaba
de
de
clarar-se
fóra
do
grémio
catholico... e
:
tinha
occupado
já
um
logar
importante
na
Egreja,
que
agora repudia!!
Não
nos
surprehende
o
facto,
de que
já
falíamos.
Lamentamol-o
do
fundo
d
’
alma,
mas
só
pelo infeliz, que
não
via,
nem
conhece
o
abismo,
em
que
se
precipitou.
Ainda
bem,
que
a
impiedade
não
póde
gosar-se
dos
miseráveis
que
vão
augmen-
tar-lhe
o
numero
de
seus
adeptos.
Os
que até
hoje
temos
visto
passarem-
se
do
campo
catholico
não
honram
nem
acreditam
por
certo
a
causa
pela
qual
se
alistam.
Em
Portugal,
a
par
de
um
bom
clero,
felizmente
ainda
numeroso,
avultam
os
maus
padres,
que
não
cessam
de
compro-
meller
a
santidade
de
seu
ministério.
E’
com
estes
que
a
maçonaria
vae
augmenlando
o
seu
numero,
e
é
por
es
tes,
á
falta
d
’
outros
melhores,
e mais
sãos,
que
a
sua
imprensa
não
cessa
de
entoar
louvores.
Que
lhes
prestem.
Pela
nossa parle
julgamos até
de
certo
modo
proveitoso
para
os
interesses
catbo-
licos,
que
a
Egreja
vá
alijando
estes
mem
bros podres que
a
prejudicam,
E’
bom
que
os
campos
se
estremem.
«Quem
não
é
por
mim,
é
contra
mim»;
disse
um
dia
o
Salvador.
Assim
deve
ser
pois.
Que
aquelles,
que pelos
seus
ados
reprehensiveis,
pela
sua
vida
escandalosa,
zombam
da
Egreja
e
de
seus
preceitos,
deixem cair
de
uma
vez
para
sempre
a
mascara
hipócrita,
com
que
ainda
se
con
servam
no
meio
dos
calholicos.
E
’
justo
que cada
um
esteja,
onde
deve estar.
O
ultimo
apóstata, que
renegou
do
catholicismo,
invocando
|
tos
que
ainda
mais
o
condemnam,
assim
o
comprehendeu
e
fez
bem.
Mas
estes
factos
são
ainda
assim
uma
advertência
aos
snrs.
bispos,
alguns
dos
quaes,
permilta-se-nos
o
dizel-o,
lem
sido
indulgentes
em
demasia
nos processos
de
ordenação.
Temos
dito
repetidas
vezes,
que
o
nos
so
clero
necessita
de
uma
reforma
radi
cal.
Mas
esta
reforma
para
que
surta
os
desejados eífeitos
deve
começar
por
uma
escrupulosa escolha
d
’aquelles,
que
se
dedicam ao sacerdócio.
Antes
poucos
e
bons,
do
que muitos
ruins
E’
este
o
nosso
modo
de
sentir.
Infelizmenle
a
classe
sacerdotal
está
muito
reduzida, e
as
vocações,
se
nos
não
acode,
de
cada
vez
estão
sendo
menos.
Mas
a
sua
falta
torna-se mais
sensí
vel
por
isso
que
nem
todos os que es
tão,
cumprem
com o
seu
dever.
Appellamos
pois
para
os
snrs.
bispos,
que
podendo
remediar
tantos
males,
nos
constituem
no
direito
de fazermos
esta
appellação.
E
’
preciso
remover
o
escandalo
que
deturpa
a
casa
de
Deus.
Que vão para
o
protestantismo, ou
para
onde
quiçerem,
aquelles,
que
escar
necem
das
leis
da
Egreja,
mas
que
dis
pam
a
pelle
de
ovelha,
com
que
enco
brem
aos
olhos
dos
fieis os
instindos de
lobo.
e
Deus
os
para
isso
pretex-
---------
«wcXHSi,
----
—
liímdfres,
8 «2e SoveinbrO)
ÍSÍG.
(A'
redacção
do
*
Apostolo».)
("Continuação do
n.°
57-A)
«Tendo
deixado
á
nossa
direita
montículos que a
tradição da
antiguidade
indica
como sendo os
tumulos
de
Achiles
e
Palroclus,
passámos
a
vao
o
Scaman
dro,
que
actualmente
leva
mui
pouca
agoa,
não
tendo
aqui
chovido
ha
dez
me-
zes,
e
fomos
direitos
á
aldea
Koum
koi,
onde
eu
mostrei
a S.
M. o
antigo
leito
do
Scamamlro,
chamado
agora
Kalifa-
■
lli-asmak,
e
o
ainda
mui
profundo
antigo
*
leito
do Simois,
chamado
agora
Dumbrek-
■
sou,
que antigamente
entrava
aqui
no
Sca-
1
mandro
por
um
angulo
recto;
em
quanto
agora,
tendo-se
feno
dividir
em
vários
braços
para mover
moinhos de agoa,
for
ma
immensos
pantanos por
onde
nunca
se
pode
passar.
«Em
Hissarbk
examinou
Sua
Majestade
as
minhas
escavações
com o
mais
prolun-
do
interesse,
e
deleitou
a
companhia
com-
citações
que
foi
fazendo
da
«liiada»,
que
elle
parece
que
sabe
quasi
toda
de
cor.
Todas as
indicações
que
Homero
dá
para
a
topographia
d’Ilium
estavam
presentes
no
seu
espirito,
e
encontrou que
no
todo
a
situação
de
Hissarlik
concorda
com
el-
las; mas, em
sua
opinião,
as
duas
grandes
fontes
do Scamandro,
uma
de
agoa quen
te,
outra
de
agoa
fria,
perto
das
quaes
Hector
foi
morto
por Achiles eram ne
cessárias
para
estabelecer
á
identidade.
Como estas
duas
fontes
de
agoa
quente
e
fria donde
sahe
o Scamandro
nao
existem
aqui,
mas
a
uma
distancia
de
çessenta
milhas,
perto do
cume
do
monte Ida,
o
imperador
duvidava
dar sem
mais
hesita
ção
a sua
decisão
quanlo
á identidade de
Hissarlik
com
o
Ilion
de
Homero.
«Não
sei
na
verdade
o
que
mais
me
admirou,
a
profunda
instrucção
do
Impe
rador,
ou
sua memória verdadeiramenle
admiravel.
,
«Em
relação
á
disputa
sobre
a
exis
tência
do
que
eu
chamo
a
Porta
Scaeana,
não
tive
difliculdade
em
mostrar
a
Sua
Majestade
que
realmenle
existe
uma
pas
sagem
ao norte
da
porta, e
que
está
tapa
da,
não
por
uma
parede
de
pedras,
mas
pelo
entulho
que
eu
deixei
como
eslava,
simpleraente
para
provar
que
á
grande
mansão
ao
norte
da
porta
estava
já
sobre
posto
um
palacio
posterior
pre-histórico;
porque
temi
que
d’
outra
sorte
os
meios
ditos
não
seriam
acreditados.
«Quando
depois
viémos ao altar
dos
sacrilicios, mostrei ao
imperador
o
restan
te
do
seu pedestal
de
adobes,
que linha
!
sido
destruído
pelas
chuvas
do
inverno,
os
restos
da
ultima lapa
porque
eslava
coberto,
e que
tinha
sido
quebrada
pelos
aldeões
como também
a
ultima
pedra
sa
crificial
cortada
em
duas
por
elles,
e
se
acha
agora no
chão
meio
coberto
de
en
tulho. Sua
Majestade
ficou
indignado
peio
vandalismo
dos
actuaes
Troyanos.
«O
Imperador
foi
muito cuidadoso
em
determinar
por
meio da
sua
btissola
d
’
al-
gibeira,
a
direcção
exacta
da
estrada
cal
çada
que
desce
da
porta Scaeana
para
a
jlanicie,
e
achou
que
era
entre
sueste
e
oeste o
que
mais
pareceu
admirar
a
Sua
Majestade
nas
minhas
excavações
foi
enor
me
augmento
d
’este
solitário
monte
de
Hissarlik,
que pelas
relíquias
de
habitações
de
cinco
cidades
sucessivas
tinha
augumen-
tado
53
pés
largura.
«Depois
a
examinar
duas
horas
o
Imperador
o
signal
para
nossa
partida,
e
cavalgámos
atravéz
da
planície,
pelo
ca
minho
de
Kalifalli,
para
Neochori, aldea
na
alta
praia
do
.Mar Acgeao,
onde
S.
M.
perguntou
peia
loja
de
Mr.
Gonstan-
tinos
Kolobos,
de
quem
falei
em
ambas
as minhas
obras
sobre
Troya.
(llhacti,
o
Peloponezo,
e
Troya,
1869 ê
Troya
e
seus
Restos
em
1875).
Aiuda
que
nascido
sem
pernas,
ha
com
tudo
accomulado
uma
grande
fortuna,
por
sua
industria
e
eco
nomia,
em
urna
pequena
loja
de aldea,
e
o
que
mais admira,
—
se
ha
perfeitamente
instruído,
sem
mestres,
e
só
por
meio
de
,
livros,
do
Francez,
Italiano,
e
o Grego
antigo.
Depois de
ter
conversado
com
elle
1
por
algum
tempo
em
Francez
e
Italiano,
perguntou-lhe
o
Imperador,
a
quanto
mon
tava
annualmente
o
que
lhe
rendia
a
lo
ja
?
—
«Quatro
mil piaslras»
(lib.
25),
res
pondeu.
«Pediu-lhe
então
S.
M.
que
recitasse
alguma
cousa
de
Homero,
e
Kolobos de
clamou
immediatamente,
com
grande
ener
gia, quasi
toda
a
primeira
rhapsodia
da
ilíada.
«Continuámos
então
para
a
Bahia
de
Besika,
onde
o
vapor
Aquilla
Imperial#
estava
esperando
por
Sua
Majestade. Fi-
’
,
e
na
manhã
seguinte
ás
partimos
a cavallo
para
Bunarbas-
ki.
Sua
Majestade
é
de
opinião
que
o
ca-
em
altura,
e
132
-263
em
de
as
com
ler
examinado
e
tornado
ruinas
de
Hissarlik
por
a
maior
attenção, deu
cou
ali
ancorado,
6
1|2
22
DR.
DE
MACEDO.
®s
bois
h
»
ROMANCE BRAZILEIRO
VOLUME
I
X.1
Velando
e
sonhando.
[Continuação]
O
coração
do
mancebo
estava repleto
de
felicidade
e
de
esperança,
e
seu
pen
samento
cheio
de bellas
imagens.
Estava
Cândido
em
uma
d
’
essas
noi
tes
de
magia,
em
que
a
vida
se
desenha
toda em
tintas
côr
de
rosa...
noites
de
mentira,
em
que
a
imagmaçao
nos
pinta
tão
facil
tudo, que ambicionamos!...
Um
bom
velho, cujos pés
elle
quere
ria
beijar
agradecido,
lhe
marcára,
duran
te
cinco
minutos,
um
logar
junto
d
aquel-
la
que era
em
sua
opinião
a mais
perfei
ta
das
creaturas:
ahi
elle bebera o ar,
que
ella
respirava,
mais
perfumado
ainda,
que
o
aroma
das
melhores
flôres
:
ahi
tivera
elle
sobre as
suas
duas
mãosinhas mais
arancas,
mais
livres,
que
as
pennas
de
uma
garça:
alli
ouvira
elle frases,
mono- <
syllabos
tão
doces,
tão
melodiosos,
como
larmonias
moduladas
por um
anjo.
E
depois
por
detraz
das cortinas
de
1
um
leito
virgem, que
era
como
o
brando
calix
da flôr,
que
n
’
elle
se
deitava,
ouvi
ra
Cândido a
relação
do sonho
de uma
donzella:
sonho, que
todo
inteiro respira
va
amor;
mas
um
amor
tão
puro,
tão
poético,
tão
celeste,
qual
só
caberia
no
coração
de
um
cberubim...
Oh!
como
realmente
ficaria a
cabeça
d
’aquelle pobre
mancebo, que
tinha
tam
bém
imaginação ardente,
escutando aquel
le
romance
enfeitiçado,
onde
o coração
de
uma
virgem
se
transformava
em
bo
tão
de
rosa,
que
não
podia
ser
colhido
nem
I
nela
riqueza,
nem
pelas
factícias
gt.ande-
zas
sociaes;
mas
e
somente
pelo
mento |
dislincto e
real ?...
.
Portanto
para
aquella
meiga
pomba
do
Senhor
Deus,
para Celina a
pobreza
nao
era
um
crime, não
era
a
mortea
.
a
riqueza,
embora
mal
adquirida,
não
era
o
tudo
que
governa
o
mundo:
o
bello,
isto
é, o
mérito
ea
virtude;
que
são
as
gran
des
bellezas aos
olhos
de
Deus,
o
bello,
é
que
podia ganhar
o
—
pomo
da
ventura
—
colher
o
botão
de
rosa
!
Portanto
não
lhe
estava
fechada
a
por-
ta
d
’
aquelle paraiso:
não
havia
alli
nol
alpendre
do
Ceo
cór-de-rosa
um
demonio
com
uma
bolsa
por
coração,
que,
ao
que
rer
um pobre
penetrar
n
’aquelle
sanctua-
rio
de
amor,
lhe
bradasse
com
a
voz
si-
querida
companheira
das
tristezas
e
daá
saudades,
commigo
;
esperança.
Então
guidão
notável
nistra
dos demonios
da
época: «aqui
não
entras!»
Portanto
se
elle
fosse
nobre
e
activo:
se
trabalhasse,
se
procedesse
corno
homem
de
honra,
se
com
estudo
profundo
e
in
cessante
mostrasse
que
tinha
capacidade
e
engenho, se
com
a
observação
das
leis
da
afinou-o promptamente,
e senlando-se
de
religião
de
Christo
sómente
tporqueasdos
x
—
—
-
homens
ou
são
essas
mesmas
leis
ennun-
Ciauas cuiii
mais umuoav, v o w,..
- ---------
------- -----
•-»-----,
-i-~
-----
-
diversas
especialidades,
ou
são
leis
falsas si
mesma
eslava
fazendo
dos
mistérios
de
e
barbaras)
trilhasse
sempre
as vias
da
seu
innocente
coração.
virtude,-
podia,
linha
o
direito
de
preten-
A
Bella Orfã
estendeu
um
pouco
o
pes-
der
o
pomo da
ventura, de
colher
o bo- coço,
e
applicou
apurada
attenção:
tão
de
rosa.
Infelizmente
as
auras
da
noite
levava)»
A
felicidade
enchia
poisa
alma
de
Can- os
sons
para
o lado
opposto,
e
o
cantor
dido:
já
um
abismo
não
o
separava
de
noclurno
parecia
empregar
bastante
cui-
Celina
; já
não
se
envergonhava
de
con-|
'
1~',
‘
’
fessar
a
si
mesmo
que
a
amava:
c
“
lhava-se
antes
de
amal-a,
e
com
o
cora
ção
na
terra
prezo
aos
pés
da
Bella
Or
fã,
e
a alma
voltada
para
o
ceo,
e
toda'
embebida
na
bondade
immensa
do
Crea-
,
dor,
elle
concebia
a
mais
lisongeira
das
>
esperanças,
e
a
cifrava
em
uma
palavra
sagrada
:
—
Deus.
—
Em
um
momento
de
explosão
de
ar
dor,
e
esperança,
o
mancebo
sahiu
da
ja-lceu,
e
passou
todo
o
dia
pensativa
e
ab-
nelía,
e senlando-se
junto
á
meza
escre-l
sorla.
.............................
veu durante
muito
tempo
com
a
rapidez
|e
o fogo
de
um
poeta
enthusiasmado.
vem
mas
com
outra
vez
emparceirar-te
sè-me agora parceira
na
prazer
imrnenso,
e
soffre-
encordoou
o
instrumento.
novo á
janeila, cantou em
meia
voz...
__ _______
Era
essa
a voz,
que
surprehendera
Ce-
ciadascom
mais
diflusão,
e
apropriadas
a
I
lina
no
meio
das
revelações,
que ella
a
•
I
dado
para
não
elevar
a
voz,
que
era
do-
orgu-
ce,
maviosa
e
tocante.
Um
unico
verso
do
canto
poude ser
ouvido
distinctamente
por
Celina:
ella
co
rou
escutando
:
«Quem
colhera
o
terceiro
botão
!»
No
dia seguinte a
Bella
Orfã
amanhe-
,1
E
o
filho adoplivo
da
velha
Irias
ca-
iuui>i
_____ _________
I
hiu
de
novo
em
sua
habitual melanco-
Quando
acabou
de
escrever
correu
ao|lia:
a
noite
de
esperanças
tinha
sido
uma
w
.
.
i,.
.
..
.i_
------
com a
r
onde estava
ha
tanto
tempo
esque-
hora
de
mentirosas
imaginações...^
harpa,
e
abraçando-se
comi
volta
do
dia
elle
enconlrára
a
reaiidade...
|a
sua
desgraça.
(Continua)
logar
cida
a
sua
ella:
.
—
Oh!
minha
harpa!
exclamou;
minha
do
seu
paiz,
acabando
com
a
emigração.
E, ainda
mais,
ponha
barcos
á
dis
posição de
nós
outros,
que
a
ambição
lan
çou
n
’este
abysmo,
a
que
chamam
Bra
sil,
e
qne
não
é
mais
que
um
foco
des-
vastador
da
mísera
humanidade. D’
este
modo
terá
centenares de
braços
promplos
a
coadjuvarem com
seu
trabalho
o desen
volvimento
agrícola nas
terras
africanas.
A
África
fez com
que
o
nome
dos
por
tuguezes
se
estendesse
por
todos
os
pai
—
zes
do
globo,
como
povo
verdadeiramente
descobridor;
assim
pois,
poderá
agora
fa
zer
com
qne
a
fama
das
riquezas
alli
ex
istentes
se
divulgue
por
toda
a
parte,
chamando
barcos
para
a
exploração
des
sas
mesmas
riquezas
até
hoje occultas
pe
la
nossa
pouca
actividade,
e
não termos
um
barco
que nos
guiasse
a esse
novo
mundo!
Esperamos,
pois,
que
o
governo
de
sua
magestade
fidelíssima
nos
propor
cionará
os
meios
de nos
transportarmos
ao
seio
d
’
essa
nova
patria, já
por
meio
de transportes,
já
por
meio
do
seu
apoio,
depois
de
nos
lá
acharmos.
Admittindo
mesmo
que
ao
principio
se
lucte
com
dif-
íiculdades,
mais
tarde
se
lhe
acharão
as
conveniências,
que d
’
esta
nossa
suplica
resultarão.
Aconselhamos,
por
tanto,
a
todos
os
nossos
compatriotas,
se não
dei
xem
cahir
nas garras d’esle
abutre
Brazil,
quer
pelos
inconvenientes,
quer
pelas
dis
sensões
que
reinam
entre
os
dois
povos
(tio
pessoal).
A nossa
linguagem
é
ardua,
mas
espe
ramos
que
v.
nol-a
corrigirá, confessan
do-nos
desde
já summamente
gratos.
Rio
de
Janeiro
16 de
outubro
de
1876.
Muitos
compatriotas.»
Eriíaqíãoa
d
’
Aresatts».
—
Já
dissemos
e repetimos
que
a
estação
d’Arentim
está
nas
condições
de
mostrar
Unta
conveniên
cia
como
outras
da
linha
férrea
do
Minho.
A
falta
de premissão para
nella
se
des
pacharem
objectos
excedentes
a
50
kilos,
e
o
não
pararem
alli
os dois
combois
do
correio,
são
as
causas
que
se
oppõem
ás
grandes
vantagens
que
resultam
da
sua
creação.
Logo
que se
estabeleça
a
importação
e exportação
de
generos
em
maior
quan
tidade,
a estação d
’Arentim,
que fica for
mosamente
localisada,
será
bem
mais
ren
dosa
do
que
algumas
outras
da mesma
li
nha.
SMfêtsseía.
— Lembra-se
aos
associados
que
está
chegada
a
epoca
de
realisarem
o
pagamento
annual,
e
aos
col-
lectores
que deverão
fazer
entrega
dos
pro-
ductos
recebidos
ao
sub
director
padre
José Maria
Vieira
de Rocha, até
o
dia 20
do
corrente.
nova
para aa Setrais
pn-
trías.
—A
Academia
real das sciencias
resolveu
proceder
á
impressão
dos
nossos
melhores
clássicos,
começando
pela publi
cação
das
Carlas
do
Padre
Anlonio
Vieira,
juntando-lhes
as
inéditas
qne
existem
na
Bibliolheca
Nacional
e
na
Torre
do
Tom
bo.
Só
na primeira
d
’
eslas
repartições,
o
numero
de
cartas
inéditas
eleva-se
a
106.
Apesar
de
ter
havido
successivas
edições
d
’
estas Carlas,
é
sabido que
a
maior
parle
d’
ellas teem
sido
deturpadas
em varias
publicações,
e
a
própria
sentença
que
condemnou
o
erudito jesuíta
aos cárceres
da inquisição
e que corre impressa,
diffe-
re
muito
da que existe
em
manuscripto
na
Bibliolheca
Nacional,
diz o
«Tribuno
Popular»
.
nal
artificial,
pelo qual
o
regato
das
qua
renta
fontes
de
Bunarbaski
é
conduzido
á
Bahia
de
Besika,
deve
ser
de
remota
an
liguidade;
porque
a
immensa
planície
de
fronte
deste
golfo deve necessariamente
haver
sido
formada
por sua
alluvia
(ter
reno
allevial).
S.
M. subiu
ao
montículo
de
75
pés
de
altura,
chamado
Udjek
Te-
pe,
e
achou
muito
estranho
que
houvesse
jámais
sido
identificado
como
tumulo
de
Aesyeles,
donde
Poliles,
filho
de
Priamo,
observou
quando
os
Gregos
sahiam
em
chusma
dos
navios;
porque
é
a
uma
dis
tancia
de
tres
legoas
do
Hellesponto;
quando,
a
olho
desarmado,
não podia
a
gente
ver
homens
mesmo
á
distancia
de
meia
legua.
«Tomando
o
diâmetro
do
montículo
na
base
em
42) pés,
e
sua
altura
em 75 pés,
calculou
o
imperador
immedialamente,
que
deve
conter
a
enorme
quantidade
de
346,173
pés
cubiços
de
terrra.
Sua
Ma
jestade
estimou
muito
de
ver
as
40
fon
tes
frias
de
Bunarbaski,
e
admirou-
se
da
theoria
dos
defensores
de
Troy-Bu-
narbashi,
que
as
remodelavam
em
só
duas
(ontes
—
uma
Iria
e
outra
quente—
para
com
isso
sustentar
sua
theoria
impossí
vel.
«■O
terreno
puramente
virgem
entre
a
fonte e
Bunarbashi,
em
Bunarbashi
mes
mo,
e
entre
este
aldea
e
os
tres
tumu
les
no
Balidagh,
assim
como as
rochas
pontudas,
ou
abruptas, e sempre
desiguaes,
que
evidenlemente
nunca
tinham
sido
to
cadas
por
mãos
de
homem,
e
íinalmente
a
total
ausência
de
cacos
de
louças,
pro
varam
alem
disso,
ao
Imperador
que
nun
ca houve
ali
habitações
humanas.
(Continua
)
A.
R.
SARAIVA.
Temporal.
—
Desabou
sobre
esta
ci
dade,
em
a
noite
d
’
ante-hontem
para
hontem,
um
fortíssimo temporal,
que
nos
dizem
ler
causado
grandes
desastres
em
algumas
povoações
ao
nascente e
ao
sul
da
cidade.
Até
á
hora
em
que
escrevemos, con
sta-nos
haver
desabado
parte d
’uma
casa
na
rua
da
Boa-Visla,
outra
na
rua
das
Chagas,
caido
alguns
muros,
um
na
Praça
Municipal,
outros
para
o
bairro
das
Tra
vessas,
terem
sido
partidos
grande
nume
ro
de vidros
de
clarabóias
e
janellas,
e
arrancadas
muitas arvores.
Hontem
continuou
tempestuosíssimo,
e
de
manhã
.fazia
um vento
tão
sacudido
e
eram
tão
successivos
e
fortes
os
pés
d
’
agua,
que
tornavam
quasi
impossível
o
transito.
A
trovoada
tem
sido
das
mais
horrorosas
de
que
lemos
memória.
Efffei
t
<
msí
«Sn temporal na
JinEin
ferrea.—
0
comboio
que
hontem
seguia
para
o Porto
ás
6
e
10 m.
da
manhã,
assim
como um
outro
especial
que
tinha
chegado
ante-hontem
á
noite,
acham-se
estacionados
em
Nine,
não
podendo
seguir
para
diante
em
rasão
de
ter
desabado
um
aterro
entre
aqueila estação
e
a
de Villa
Nova
de Famalicão.
Está
também
parado
entre
Villa
Nova
e
a
Trofa
o
comboio
do
Porto
que
aqui
devia
ler
chegado
ás
9
horas,
em
rasão
de
também
haver desabado outro
aterro
entre
aquellas
estações.
Julgamento da atfi&lavrsi».—A
«Palavra»
foi
chamada
a
policia
correc-
cional
pelo
snr.
Francisco
da
Silva
Men-
go,
por
causa
de
um
juizo
critico,
que
este
jornal
fez
de
uma
obra
obscena,
itn-
moral
e
anli-religiosa,
que
se
publicou
em
julho
passado.
A
audiência de
julgamento
teve
logar no
dia
24
do
corrente
sendo
juiz
o snr.
Adriano
de
Moraes.
0 jornal
foi
condemnado
em
12
dias
de
prisão
na
pessoa
do
editor
responsável,
a
remir
na
razão
de
300 réis diários.
Quando
tomos
para
o tribunal sabíamos
que
era
certa
a
condemnação
por
isso
que
o
feroz
juiz
não
tinha
sido
parco
em pro
nunciar o
seu
voto
muitos
dias
antes
da
audiência.
Se
podessetnos
tomar
a
serio
este
membro
da
magestratura
devíamos
es
perar
qne
s.
s.a
se
tivesse
dado de
sus
peito;
mas
como
o
não
podíamos
ter
n’
es-
sa
conta,
quando
comparecemos
perante
s.
s,a sabíamos que
éramos
condemnados,
assim
como
já
sabemos
que
quando
o
snr.
Mengo
houver
de
comparecer
perante
o
mesmo
feroz
juiz,
por
ler
espancado
trai
çoeira,
covarde
e
vilmente
um
digníssimo
ecclesiastico,
a
ferocidade
se
mudará
em
benignidade
e
o
snr. Mengo
ha-de ser
absolvido,
e
também
o
juiz
se
não
dará
ue
suspeito.
Declarou
s.
s.a
insolentemen
te
em
audiência
que
o tempo
da
censura
já
passou,
e
que
por
isso não
admittia
que
se
censurassem
livros,
embora
como
o
censurado
elles atacassem
a religião
do
Estado,
a
moral
publica,
a dynastia rei
nante
e
a monarchia,
que
é a
fórma
do
governo,
que
rege
o
paiz.
Quando
o
snr.
Mengo
fôr sentar-se
no
banco
dos
reus
o
benigno
juiz
declarará
queé licito
insul
tar, espancar
e
até
matar
qualquer
cida
dão,
que
seja
—
papisla
—
palavra
que
lhe
pendeu
dos lábios,
no
meio
das
suas
ba
foradas
de anti-clericismo
e
republicanis
mo.
Não
nos
surprehendeu
pois
a senten
ça:
sabíamos
com quem estávamos
e
ha
muito
que o
voto de
s.
s.a
era
conheci
do,
e
ainda
ames
de findo
o
inquérito
das
testemunhas
a
sentença
estava
lavra
da.
Fiquem
pois
de.
sobreaviso
todos
os
papislas
—que
não caiam
nas
garras do
juiz
feroz,
poVque
se
lá
cairem hão-de
ser
con
demnados
por
fas
ou por
nefas.
Como appenso
á
sentença
o
digno
juiz
deveria
juntar
os
titulos
de
distineções
e
informações,
que
teve
na
universidade,
que
leve
na
universidade,
onde
deixou
quanto
a
sciencia
os
créditos
que
tem
conservado
na
magistratura,
sendo
arre
messado
das
comarcas,
onde
se
tratam
questões
eiveis
para
esta,
onde
o
gover
no
do
Estado
entendeu
que
a
sua pre
sença
era
mais.
proveitosa,
porque
a
vas
tíssima sciencia
jurídica
de
s.
s.a
tinha
mais
larga
area
para
se
exercer
em
proveito
da
causa
publica.
O
tempo
da
censura
acabou,
mas
nós
continuaremos
a
affirmar
que
o
livro
é
obsceno
e
repugnante,
foco
de
devassidão
permanente,
e
quanto
ao feroz
juiz,
da-
mol-o
de
presente
ao sur.
Mengo; e
ape-
zar
de
não
nos
deixarem
pobres tres mil
e
seiscentos
réis,
recorremos
para
o tri
bunal
superior,
onde
esperamos
encontrar
justiça,
e
com
certeza
nos
não
pergunta-'
rão
lá’
com
ar
de
má
creação
e supina
insolência—
quem
é você?
Isso
é
que
na
Relação
do
Porto
se não
usa, porque
alli
é
tribunal
e
não
é
taberna.
Dizemos
além da certeza
de encon
trarmos
alli
delicadeza
e
cavalheirismo,
esperamos
também
justiça,
porque
em
to
do
o
tempo
foi
libérrimo o direito de
discutir o
valor
e mérito
de uma
obra,
e este
jornal
nunca
se importou, nem
im
portou,
nem
importa
para
cousa
alguma,
com
quem
a
edita
ou
vende.
Lembramos
finalmente
ao
julgador,
que,
se
a
lei
lhe
dá
o
direito
de julgar,
não
lhe
concede
os
fóros de
não
se mostrar
bem
educado.
Quanto
á
decisão
final
d’
esle
insigni-
ficantissimo
pleito,
lembrar-nos-emos
sem
pre
que
em
urna
questão
com
um
—
papis-
ta—
em
que
o
juiz
de I
a
instancia
e
até
os
de
2.
a
instancia,
apoiados
por todas
as
forças do
poder
executivo, quizeram
condemnal-o,
o Supremo
Tribunal
mos
trando-se
superior
a
papismos, republica
nismos,
e
outros
ismos,
cortou
as
vazas,
fazendo
plena justiça
a quem a
tinha
dan
do
lição,
que
deve
aproveitar
a
quem
tem
na
mão a
balança
da
justiça,
e
nas
suas
decisões
deve
regular-se
por
ella,
e
não
por
paixões,
preconceitos
ou
alguma
cousa
ainda
peior,
como
é a
falta
de
senso
com-
mum.
—(«Palavra»).
A ecaaigjraçíso.
—0
«Campeão
das
Províncias»
publica
a
seguinte
carta
e
documento
que
do
Rio
de
Janeiro
lhe
foi
enviado:
«Snr.
redactor
—
Muitos
compatriotas,
aqui
existentes,
n
’
esta cidade
do
Rio
de
Janeiro,
pedem
a
v.
se
digne
publicar
nas
columnas
do
seu
jornal
o
artigo
seginte:
«Ao
povo
E
ao
governo
de
S.
M.
Fidelíssima
«E
’
sempre
com
o
amago
no
coração,
que
os
homens
se
lamentam,
e,
com
ra
zão,
principalmente
os
portuguezes.
Termos
de procurar
em
um paiz
es
trangeiro o
que
no
nosso proprio
podemos
encontrar
com
tanta ou
mais
abundancia
que
em
outro
qualquer,
é
triste!
e
bem
triste!
Riqueza
e trabalho,
unico
susten
táculo
de
um
povo
livre,
como
o
nosso,
é
o
que
menos
se encontra
no
continen
te,
mas
que
poderíamos
encontrar
nas
pos
sessões
d
’alemmar
onde,
com tanta
fartu
ra,
ha
o
café,
o
algodão
e
tudo o mais
que
não
é
preciso
notar-se. Acaso
o
go
verno
pode
extinguir
de
uma
vez
a
emi
gração,
que
de
dia
para
dia
está
augmen-
tando
n
’
estas plagas
brazileiras,
onde
se
acham
talvez
mais
de
20:000
homens,
que
o paiz
podia
ter
emprgados
no seu
serviço?
Pode,
mas
não
quer.
E’
preci
so,
pois,
que o
governo
de
s.
m.
fide
líssima tome
em
consideração
o augmento
Monumento
«lo Sameift». — A
commissão
promotora
do
monumento
da
Immaculada
Conceição
no
monte
Sameiro,
convida
por
este
modo a
todas
as
pessoas
que
queiram
concorrer
com seus donati
vos
para
a
projectada
procissão,
que
de
verá
realisar-se,
quando chegue
de
Roma
a
Imagem
da
SS.
Virgem,
benzida
e
in-
dulgenciada
por
S.
S.
Pio
IX,
a
entre
gai
os
ao
thesoureiro,
o
snr.
Anlonio
José
Vieira
Machado,
na
Praça
Municipal.
Oulrosim
pede
áquellas
pessoas
que
tenham
de
prestar
alguns
anginhos
para
a
mesma
procissão,
tenham
a bondade
de
dirigir-se
previamente
ao snr.
Joaquim
José
Vieira
da Rocha, na
livraria
Calho
lica,
rua
do
Souto,
ou
ao
snr.
Manoel
Ignacio
da
Silva Braga,
Praça d
’
Alegria.
Padre João
Dias
Corrêa.
A
’ caridade publica.
—
Na
rua
de
D.
Pedro
V
n.°
61,
existe
uma
familia
honesta
e
envergonhada, passando
muita
necessidade,
achando-se
um
filho
por
no
me
Clemente,
unico
que
ganhava
os meios
para
a
subsistência
de
todos,
lutando
com
uma
grave
enfermidade.
I
Roga-se
ás
almas
bemfazejas
que
os
soccorram
pelo
Amor
de
Deus.
ieç
M
o
C
ia
Beati
mortui,
qui
in
Domino
moriunlur.
A
morte
acaba d
’extinguir uma
pre
ciosa existência,
que
se
assignalou
na car
reira
da virtude,
.e
amor
da
sciencia.
Foi
mais
um
digno
sacerdote
que
des
ceu
á
sepultura,
e
se
sumiu
no
pó
do tu
mulo.
Foi
mais
uma alma
virtuosa,
que su
biu
aos ceos
para receber
da
mão
de Deus
a
aureola
immorlal,
que só
é
dada
ao
justo.
Está
aberta
a
campa,
que
deve
encerrar
as cinzas
venerandas
do virtuoso
ecclesias
tico
o
padre
Luiz
de
Sousa
:
assim
o
af-
íirma
a
toada
melancólica
do
bronze no
campanario,
que
nos
brada=—
morfe
/
Finou-se
uma
vida
exemplar,
quebran
do-se para nunca
mais
se alar
uma ca
deia
de virtudes.
Uma
grave
enfermidade
atlingindo
ra
pidamente
a sua
crise,
se
resolveu
d
’
um
modo
funesto.
Em
tres
dias,
em
que
o
en
fermo
lactou
contra a
terrível
doença, fo
ram
outros tantos
d’
anciedade para
esta
povoação
surprehendida pela
noticia
fatal.
No intimo
das
famílias, nas reuniões
pariculares,
e
até
nos lugares públicos,
todos
se
interrogavam
áccrca
do
estado
do
digno
sacerdote,
porque
a
vida
d'este
res
peitável
varão
era
um
livro
já feito
des
de
muitos
annos,
em
que
o
assumpto
es
tava
já
tractado,
o
titulo
composto
pela
estima
de
todos,
e
agora o
sepulcro
vinha
dar-lhe
a
encadernação.
Depois
dos
cantos
fúnebres
no
tem
plo,
para
os
quaes
os
fieis vinham
de
tropel
á
casa
do
Senhor,
lá
desce ao
seio
da
terra
o
involucro
que
conteve
aqueila
alma
pura,
qne
o
animava.
Placila
en>m
erat
Deo
anima
illius:
propter
/wc
prope-
ravit
educere
illum
de
medio
iniquita-
tum.
(1)
Respeitemos
a
sentença
inexorável
do
Altíssimo,
cujos
desígnios
não
se
prescru-
tam
!
Não
queremos
agora,
para
escreveres-
tas
linhas,
folhear
apontamentos
para lhe
fazer
a
sua
biografia,
o que
seria
uma
ta
refa
diílicil
e
espinhosa
;
nem
queremos
interrogar
os
átomos,
que
íluctuam
na
su
perfície,
para
nos descobrir
aqui
uma
af-
féição
perdurável,
e
acolá
um
traço
fun
do
e caracterislico,
que
o tempo
não
po
derá
apagar.
Não
aspiramos
a
tanto;
apenas
temos
em
vista prestar
esta
homenagem
de
ver
dadeiro
sentimento
de
gratidão,
como
tri
buto
de
saudade
á
memória
d
’
um
vene
rando
sacerdote,
nosso
digno mestre,
cu
jas
virtudes admiramos.
A
data
d
’
um
nascimento,
o
nome
d
’
u-
ma
familia,
a
duração
mais
ou
menos
prolongada
do
seu
trajecto
n’
este
mun
do,
póde servir
de
pagina
d
’experiencia
para
os
verdadeiros
discípulos
da
Cruz,
que
tem
por
pae
a
Jesus
Chrislo,
por
mãe
a
Santa
Egreja
Calholica,
por
irmãos
a
humanidade,
mas
esses também
não
pre
cisam
de
mais
grandiosa
arvore
de
gera
ção.
Todavia
diremos
que
este
respeitável
ecclesiastico,
nascido
na
freguezia
d'Areias
de
Villar
de
Frades, era
da Congregação
do
Oratorio
de S.
Filippe
Neri da cidade
de Braga.
Foi alli que
elle
concluiu,
com
muita
distineção
e
approveitamenlo,
os
seus
es
tudos,
sendo ordenado
de
presbytero.
Estava
dentro
do
claustro, onde
lhe
foi
reconhecido
o
seu
talento
e
vida
exem
plar,
e quando
em
fim
era
prevenido
para
ser
elevado
aos
diversos
cargos
da
Ordem,
veio
então
em
1834
o
vendaval
político,
que extinguiu todas as
ordens
do
clero
regular.
Lançado
fóra do
convento
conseguiu
partir
para
Roma,
onde
se
demorou
por
alguns
annos
recolhido
no
convento
de
Santo
Antonio
dos portuguezes.
Voltando
depois
á terra natal,
accei-
lou
o
logar
de
preceptor
dos
filhos
d’uma
familia
nobre
d
’
esta
Villa
do
Conde,
para
onde
veio
então
habitar,
e
residiu
sem
pre
até
ao
seu
fallecimento.
Era
versado
em
todas
as
sciencias
ecclesiaslicas,
e
porisso
digno
d
’
exercer
o
magistério em
qualquer
d
’ellas,
mas
dis
tinguia-se
muito em
Theologia
Dogmáti
ca,
e
ainda
mais
em
Moral
e
Liturgia.
Não obstante
a
sua
aptidão,
nunca
so
licitou
despacho
ou
favor
dos
governos,
e quando
porventura
lembravam
d
’elle,
pedia
as
escusas
aconselhadas
pela
sua
mo
déstia.
Consentiu
apenas
em
ser
nomeado
pre
sidente
das
conferencias
moraes
n
’
esta
lo
calidade.
por
entender
que o
seu
préstimo
era
reclamado
em
favor
do
serviço da
Egreja
e
da Religião,
para
utilidade
dos
seus
irmãos
no
sacerdócio.
Estas
conferencias
moraes,
sob
a pre
sidência
do
illustre
tinado,
eram, talvez,
as
mais
regulares
em
todo
o
arcebispado
de
Braga,
pois
não consta
que
em
parle
al
guma
houvessem
outras, que
tivessem
to
das as
apparencias,
quasi
d’
uma
aula
re
gular.
Não
obstante
a
sua edade
de
sexage
nário,
dedicava-se
muito
ao
estudo,
e
lei
tura
dos
andores
clássicos,
gastando
os
seus lucros
em
assignaturas,
e
compra
dos
bons
livros
Convém
que
digamos
também,
que
es
te
digno
padre,
era
conhecido
por
um dos
mais
hábeis
paleografos
de
Portugal.
Col-
lodabunl
nulti
sapientiam
ejus,
et
usque
in
sceculum
non
delebitur.
(2)
Seria
diíficil,
descrever
o
quadro
d’
aquella
existência
ge
nerosa
e
prestante,
porque
todo
elle
era
um
relevo magnifico
de virtudes
civicas,
prestando
os
seus
serviços,
quando
eram
reclamados
com
proveito
publico
e
prin
cipalmente
religioso.
Como orador
sagrado
as
suas
orações,
todas
didacticas,
eram
escutadas
com at-
tenção
pelo
geral
dos
ouvintes,
e
pelos
mais
entendidos.
Era finalmente
o
unico
talento
que
nos
esclarecia
todas
as
duvidas,
e
appla-
nava
todas
as
difficuldades,
além
de
que
a
gravidade
dos
seus vestidos,
a
compos
tura
de
seus costumes,
a
docilidade
de
seu
caracter,
emfim a
esmerada
educação
que
o
distinguia,
tudo
isto
fazia
com
que
o
povo
o
respeitasse crendo
nas suas
pa
lavras.
Para
nós
a
sua
biografia
não
tem
se
não
uma
data,
aquella
em que
o
perde
mos.
O
clero
de
Villa
do
Conde
e
das
suas
visinhanças,
só
ha
de
dar
verdadeiramente
pelo
valor
d
’
aquella
vida,
quando
a
con
trastar
com
esta
morte.
Foi
um
verdadeiro
ministro
do
Senhor,
o
qual
vimos
muitas
vezes,
junto
dos
al
tares,
parecendo engolfar-se
na
contem
plação
dos Divinos
Mistérios
da
nossa
Re
ligião.
Eis
ahi
tocada,
apenas
em largos
tra
ços,
a
biografia
do
padre
Luiz
de
Sousa,
nome
singelo,
mas
capaz
de
se
apresentar
como
um
modelo digno
de
ser
emitado.
Oremos por elle,
ainda
que
piamente
acreditamos
que fallecera
—
in
osculi
Do-
tnini.
Requiescat
in
pace;
Villa
do
Conde.
7
’
.
e Albano
Silvestre.
(1)
Sap.
4—14.
(2) Eccl.
39-12.
UÍ/TIMOS WEIaEGlSAAIIIAS BA
MADRID
28.
—A
ex-rainha
Isabel
es
tá
doente
de
cama,
atacada
de
febre bi
liosa.
O
duque
Charles
é
esperado
em
Se-
vilha
no
palacio
de
S.
Teimo.
Esteve
muito concorrida
a recepção
hoje
no
palacio
real.
Sagasta
e
os
seus
amigos
assistiram
á
recepção.
Nas
exequias
celebradas
em
Palencia
pela
duqueza
de
Aosta,
estiveram
presentes
mais
de
600
pessoas.
O núncio
Simeoni
e
prelados
da
com-
postela
e
Gerona
felicitaram
Canovas
pe
lo
seu
discurso
uo
Congresso
em
defesa
da
interpretação
dada
pelo
governo
ao
artigo
11.°
da
constituição.
PARIS 28
—
As
impressões,
sobre
a
questão
do
Oriente
são
mais
pacificas: A
camara
dos
deputados
franceses
discute
a
proposta de
elevar
a 600:000
francos
a
verba
do
orçamento
destinado
aos
curas.
A
commissão
do
orçamento
propõe
a
ver
ba
de
200:000
francos. A
discussão
con
tinuava.
Desappareceu
um
creado
de
D.
Carlos
subtrahindo-lhe
importantes
joias.
VIENNA
27.
—A
fase em que
se
acha
a
questão
do
Oriente
póde
resumir-se
assim:
A
Inglaterra
e
a Rússia
estão
de
ac
cordo
sobre
as
reformas
sendo
as
diver
gências
antes
formaqs
que
essenciaes.
A
Inglaterra
mantém
na
apparencia
o
tracta-
do
de
Pariz. A
Rússia
pretende
constatar
a
abolição formal
das
divergências
acer
ca
da
questão
das
garantias
não
essenciaes
Entretanto
a
questão
da
occupação
póde
traser
comsigo as
difiiculdades.
NEW-YORK
27.
—
Por ordem
do pre
sidente
Granti
o ministro
da
guerra
deter
minou
telegraíicamente
ás
tropas
federaes
que
appoiem o
governador
da
Caroiina
no
caso
de desordens.
BERLIM,
28
—
E’
inexacto
que
Bis-
mark
dissesse ao
marquez
Salisbury
que
a
occupação
da
Bulgaria
é
indispensável.
PARIS,
28.—A
camara
dos
deputados
approvou
a
verba
de
300 mil
francos
des
tinados
aos curas
catholicos
em
vez
de
seis
centos mil pedidos peio
ministro
dos
cultos.
Também
approvou
apesar
da opposição
de
Dufaure,
outras
reducções
propostas
pe
la
commissão.
ROMA
28
—
Chegou
a
esta
cidade
o
marquez
Salisbury.
O
estado do
cardeal
Patrizzi
é
desesperado.
NEW-YORK
28
—Os
democratas
da
Caroiina
do
Sul,
protestaram
contra
a
or
dem
do
governador
d
aquelle
estado
ás
tro-
pas
federaes.
Os
democratas
affirmam
não
havler
perigo
algum
que
provoque
tumultos.
Começou
na
Florinda
a
verificação dos
votos.
Antonio^‘
Cardoso
e
Silva,
tendo
de
retirar-se d
’esta
cidade
de
Braga,
despe-
pe-se
por
este'
meio
de lod-ss
as
pessoas,
que o
honraram
com
as
suas
relações
e
favores,
e
aproveita:
esta
occasião
para
agradecer
a
benevolencia
e
obséquio,
com
que
sempre
foi
tratado,
oíferecendo
a
to
dos,
como
testimunho
de
sincera
gratidão,
os seus
serviços
na
cidade
do Porto.
Braga
29
de
Novembro
de
1876.
CaST-TESA
AfSXUSJCa®
Li nos
jornaes
«Commercio
do
Minho»
e «Jornal
do
Minho»
um annuncio
com
data
de
26
de
novembro
do
corrente an
no,
assignado por
J.
J. Teixeira
da
Cruz,
e
em
resposta
cumpre-me
dizer o
seguin
te :=Que
deixei
de
ser
empregado
d
’
aquel-
!e
snr.
haverá
cinco mezes,
e
é
para
no
tar,
que
até
hoje
se
não
tenha
apresen
tado
para
justar
contas.
A
redacção
de
similhante
annuncio,
está
irregular,
c
quem
o
fez
bem
mostra
que
é
estranho
aos
prin
cípios
mais
elementares
da
lingua
portu-
gueza,
e
por
esta
falta
limito-me
só
a pro
testar,
e
em
occasião
opportuna
farei
va
ler os
meus
direitos.
Braga
1
de
dezembro de
1876.
Bento
Desiderio
Peixoto
Querido.
(4464)
.muzs»vsr-a-atnBnetrtmcsti>Mtw
*
manntaitserxaaatamnu»
NOVO
HORÁRIO
Antonio
Garcia,
de
Villa
Verde,
leva
ao conhecimento
uo publico
que o carro
que
d
’
esta cidade
sae
para
o
Pico
ás
3
horas
da
tarde,
principia a
sair
no
dia
4
do corrente
ás
2
da
tarde, chega ao
Pico
ás
4,
sae
do
Pico
para
Braga ás
7
da
manhã,
chega
a
Braga
ás
9.
O
carro
que
ás
terças-feiras
saía
ás
2
horas
da
tarde
fica
saindo
ás
3.
Braga
1
de
dezembro
de
1876.
(4463)
Antonio
Garcia.
BLalendarias
SerapSiicoa, para
âS77
Vendem-se
em
Braga
na casa do
illm.®
snr.
Manuel
José
Vieira
da
Rocha,
na
rua
do
Souto.
Preço
240
rs.
No
Porto na rua
das
Flores,
á
Esqui
na
do
Souto,
na
casa
do
snr.
José
Carlos
das
Neves.
(4461)
BUA
JJ®S
CAPEIMSTAS, ST.° 4 7
Grande
sortimento
de
chá hysson
su
perior de
900,
l$100
e
1$200
rs.
(ou
439
gr.)
Sterina
com
o
pezo
de
459
gr.,
de
4,
5
e
6
velas por
210
reis,
e
muitos
mais
artigos
que
vende
por
preços
commodos.
|
(4432)
No
dia
de
hoje
30 de
Novembro
de
1876,
perdeu-se
uma
letra
á ordem sa
cada
em
23
do
mesmo
a
dous mezes
de
trazo,
por
Adriano
Teixeira
e
acceita
por
Manoel
d’
Oiiveira
da
quantia
de
75$000
reis.
Foi
perdida
na
estação
de
Nine.
As
providencias, para
que
não
seja
descon
tada
estão
já
dadas,
mas a pessoa
que
a
achasse
e
a
queira entregar,
póde
fázel-o
n
’esta
cidade
na
rua
do
Carvalhal
n.°
29,
a
Lourenço
José Corrêa
Braga.
(4462)
Arrematação
No
dia
3
de
dezembro
proximo,
pelas
10
horas
da
manhã,
no tribunal
judicial
d
’esta cidade,
se
tem
de
proceder
á
arre
matação
d’uma morada
de
casas
novas,
com
seu quintal
e
poço,
situada na rua
de
S.
Victor,
d’esta
mesma
cidade,
com
o n.°
57,
que
paga
de
foro
á
Miira da
Sé
Primaz
400
avaliada,livre
de
fôro e
laudemio
na quantia
de
l:941$420;
isto
por
deliberação
docon-
selho
de
familia,
no
inventario
de
meno
res
a
que
se
anda procedendo
por
falle
cimento
de
Theresa Maria
de
Jesus,
pelo
cartorio
do escrivão
Freitas.
(300)
(4446)
No
dia
6
de
dezembro
p.
f.
ás
tres
ho
ras da
tarde,
na
casa
do
snr.
Adelino
José
Vieira
da
Silva,
em
frente
á
Mise
ricórdia,
constando
de
dois
bahús
de
fo
lha
com
roupa
d
’
uso, papeis,
livros
e
qua
dros,
pertencentes
ao
snr.
Bento
Querido,
que
deixou
ficar
em
casa
do annunciante
de
quem
era caixeiro,
quando
pediu
para
ir
a
Braga
buscar
I46$288
reis
que
con
fessou
ter-lhe
roubado,
sendo
o
seu
liquido
producto
para oílerecer ao
Asilo
de Men
dicidade
d’
essa
cidade,
mas
que
levarei
em
desconto
a quantia
roubada,
se
antes
do
dia do
leilão
a
não
vier
resgatar.
Porto
26
de novembro
de
1876.
(4457)
J.
J.
Ferreira
da
Cruz.
~TABACARIA
portuensè
mu
27
e
27
A, Rua
do
Carvalhal, Esquina
do
Carmo,
2
e
2 A.
Grande Deposito «Se T&Bíaeos das
©'aferleas
ISaeíonaes,
taes
como
Por
tuense,
Santa
Ap
lonia
Utilidade
e Liber
dade,
etc.
Descontos
sem
competidor
Bilhetes
e
cautelas
de
todos
os
preços
da
Loteria.
Satisfaz
qualquer
pedido
dos
generos
d
’
este
annuncio
com
a
maior
promplidão.
O
gerente,
Antonio
Martins
da
Silva
Mattos.
(4447)
Muita
attenção
KSeposiCo de
foiseoutoa <3®
Valong»
no
estabeleeitnento de Cerejuei-
ra
«Ia Silva
«&
Gonçalves (casa re-
donda).
LARGO DA LAPA
N.°
1
Preços
Biscouto
valonguense
kilo
280
Ditos
Macarrão
»
280
Dito
Brazileiro
D
300
Dito
Imperial
D
330
Bolacha
xloce
»
280
Bolachinha d
’
araruta'
»
340
Tosta
azeda
D
190
Dita
doce
(4430)
D
280
ESCOlâ
lÈBRJGâm.
Consultorio
a
toda
a
hora,
tanto
de
dia
como
de
noite.
Rua
do
Campo
(antiga
Porta
de
S. Francisco)
n.°
22. (4332)
A Agencia d’
Annuncios Portuense
Bua de D. Pedro, n.° 3®, ®.°
andar
O
annuncio,
cuja
utilidade
é
geralmen
te
reconhecida
em
Portugal,
mas não
tan
to
ainda como
nos
paizes
estrangeiros,
adquire
dia
a
dia
maior
importância
e
tenta
emancipar-se
da rotina das
columnas
do
jornal,
do
aviso
da
esquina
cu
da
carta
de
recommendação.
Effectivamente
qne
decessita
o
hospe
deiro,
o
commerciante,
o
artífice,
o
pro-
ductor
em
fimfim?
Ser
conhecido
do
pu
blico,
cuja
freguezia ha
de
disputar
pela
melhoria,
depois
de
conhecidos
os
seus
produclos.
Conseguintemente,
torna-se
necessário
fazer
bem publico,
o
mais
publico
possí
vel,
a
existência
do
hotel, da
casa
de
modas,
do
estabelecimento
fabril, da espe
cialidade
em
qualquer
ramo.
N
’
esta
época
de
movimento
nenhum
meio
se
presta
mais
a
este
fim
do
que
o
caminho
de ferro.
Nas
estações
acotove
lam-se
os
viajantes e os
wagons
enchem-
se
de
pessoas
de
todas
as
classes,
com
especialidade
nos
caminhos
de
ferro
do
Douro,
Minho
e
Povoa,
os
primeiros
por
ligarem povoações importantes, em
me
nos
contacto ainda
com
o
Porto,
o
se
gundo
pela
muita
gente
que
afflue
áquel-
la
praia
na
estação de
banhos.
Levada
d
’esta ideia,
a
Agencia
de
An
nuncios
Portuense,
que
tem
concessão
ex
clusiva
de collocar annuncios
nos
wagons
d
estas
tres
vias,
apresenta
ao
publico
ura
meio
d
’
annunciar
os seus estabelecimentos,
e
os
seus
produclos.
por
inodicos
preços,
abrindo
uma
assignatura
por
tempo
deter
minado
com
as
condições
abaixo
declara
das.
Aiitiitneioseiii 3 carruagens «Se co
tia
taatta
dan Sisi8»as
ferreas in-
dica <5s«.<J.
Por
mez
......................
600
reis.
O
annuncio
occupa o espaço
d
’
este pros-
pecto.
A impressão
do
annuncio
(500
reis
em
preto
e
1^000 rs. em
cores)
é
paga
separadamente,
quando
o
snr.
Assignante
não
queira
mandar
fazer
a
impressão
por
sua
conta,
ou
não
prefira
que
o
annuncio
seja
manuscriptoc.
Os
snrs.
assignantes
que
queiram
o
annuncio
em
mais carruagens
pagarão,
por
cada
um
a
maior,
50
»eis por mez.
O
pagamento
da mensalidade
é adian
tado.
Oeseonta
Aos senhores
que
publicarem
annuncios
ou
communicados
por
intervenção
<b
mes
ma
Agencia,
em
um
jornal,
sendo
d
’
elle
assignante
o
que
annuncia
23
por
cento.
Não
sendo
assignante
10
p.
c.
Ao
qne
fizer
a
publicação
em
quatro
jornaes,
seja ou
não
assignante
25
p.
c.
Aos que
annunciarem
ou
publicarem
communicados
em
seis
jornaes
do Perto,
Lisboa
ou
províncias,
sejam
ou
não
as
signantes
30
p.
c.
O
desconto
é
sobre
a
importância
dos
recibos
dos
jornaes
que
serão
presentes
ao
annunciante.
O
preço
d
’
annuncios
por
6
mezes
ou
um anno
tem
maior
abatimento
que
será
previamente
justo
com
a
Agencia.
Ainda
que
a
publicação
seja
feita
em
mais
do que
um
jornal,
é
sufficiente
en
viar
uma
só
copia,
mencionando
u
’
el!a
o
numero
de
vezes,
jornaes
em
que deve
ser
publicada,
nome,
morada
do annunciante
e
declaração dos
jornaes
de
que
é
assi
gnante.
N.
B.
Na
administração
d
’
este jornal
em
Braga, rua
Nova
n.°
3,
d’
acordo
com
a
gerencia
d'Annuncios
Portuense
e
sob
as
condições
da
mesma,
se
recebem
igual
mente
annuncios
para
serem
transmittidos
logo
para
o
Porto,
ou
onde
convenha.
FLUIDE
IATIF
de
JONES
Por
suas propriedades benéficas, goza este pro—
dueto
de alta e merecida reputação. Suaviza e ama
cia
a pelle,
allivia as irritações causadas
pelas
mu
danças
de
clima, pelos
banhos do mar,
impressões
desagradaveis do vento ou do calor, etc,
etc.
Uma simples applieaçso
faz desapparecer as
ra
chaduras
das mSos e dos beiços.
Preço
650 reis.
PARA
OS CUIDADOS 00
TOUCADOR
Ê
muito digno de ser recommandado ó
Sabão
■atif,
que
possue todas
as
propriedades suavizan-
tes
do Fluide, e um aroma delicadíssimo.Preço500
r".
1
23, Boulevart
des
Capucines, Paris,
De
Fronte
da
entrada
do
Graad-hotel.
Fabricante
de Escovas Inglesas Perfumeria, Loja
de
papel. Objetos de Fantasia, Estojos
diversos,
Cutelaria,
Artigos
de
Luxo,
Luvas, etc.
Deposito em Lisboa, snr. Barreto. Lorêto n.‘
28
—30
(26 *)
~i_
2?
zjíí2!£ZSSÍí2S2S?2S2í2£i112^5ií'J!í' tS^'SZ’^'?^^Z^i'^SS2S?£5£2^55Si2E2-22^Fi”
dr'‘r::?r'££22^^i’1,i-:'!-
(INCORPORADA
POR
CARTA REAL)
LINHA
QUINZENAL
DE
PAQUETES
A
VAPOR
Para
S.
Vicente, Pernambuco,
Bahia, Rio de Janeiro,
Montevideo
e
Buenos-Ayres
Acceitando
também
passageiros
de
3.a
classe
para
SANTOS
e
RIO GRANDE
DO
SUL
com
trasbordo
no
Rio
de
Janeiro
PAQUETES
A
SAIR
DE
LISBOA
TAGUS.
.
.
.
13
de
Dezembro
GUADIANA
.
.
29
de
Dezembro
DOURO.
.
.
.
13 de
Janeiro
MONDEGO
...
28
de Janeiro
PREÇOS COMMODOS
Cada
j»í»qwete
tUeaía eoaipanhia
leva
a
bordo
criados
© eosisaBaeãro®
poríugtaezeg
para
commodidade
dos
passageiros
de
toda®
ne
ciasses.
Sendo
as
passagens
pagas
na
Agencia
Central
no
Porto
ou
em
qualquer
Agencia
proiincial,
a
conducção
para
Lisboa é
por
conta
da
Companhia.
A.
bordo <
jb
5»«ss«geir®H teem
grátis cama,
roupa d® cama,
eo-
ntida feita por cosinheiroH portuguezei, viuho duas veies por dia,
assistência
medica, serviço de criados e «saíras despezas,
A EXPERIENCIA de
mais
que
um
quarto
de século tem
feito
com
que
os
pa
quetes
d’
esta
companhia
(a
mais
antiga
na
carreira
do
Brazil)
sejam
conhecidos
peia
regularidade,
velocidade
e
segurança excepcional
;
além
d
’isso
pela
limpesa,
boa or
dem,
bom
tratamento e
accommodações
a
bordo,
e pelos melhoramentos
mais
moder
nos
tanto
para
a
hygiene
como
para
a
commodidade
dos
passageiros.
ISTO
É
COMPROVADO
pela
grande
concorrência
que
teem
de
passageiros
e
pelos
agradecimentos
de
mais
de
mil e cem
passageiros
d
’
entre elles leitos
por
es-
cripta
como
consta
de documentos
archivados
em
varias
agencias.
SÀO
ESTES OS
PAQUETES
preferidos
peio
Governo
Inglez
para a
conducção
das
suas
malas do correio,e por
este
serviço
recebe
a companhia
um
importante
subsidio.
TIVERAM
ESTES PAQUETES
a
honra
de
conduzir
Suas
Magestades
o
Impera
dor
e
Imperatriz
do
Brazil,,
como
também
S.
A.
o
Infante
D.
Augusto.
TODAS
AS
INFORMAÇÕES
e bilhetes
de
passagem
podem
ser
obtidos
no
POR
TO
na
AGENCIACENTRAL,
rua
dosInglezes,
23,
do
agente GUILHERME
C. TAIT;
e
nas
províncias
nas agencias e correspondências
estabelecidas
em
todas
as
princi
paes
cidades
e
villas.
Agente
em
Braga
o snr. João
Manoel
da
Silva
Guimarães,
Rua
do
Souto.
DQ
ALTO DOTJBO
ar
ílMm
A
,OA
©ASA VJMA JP®ITCA
k
BRAGA
. D
O
C3
WJE
3E®
XVa S-S
Z
IJLOYB E3E E3KEH2EM
NORDDEUTSCHER
LLOYD
NOMES
DOS
VAPORES
D
’
ESTA
COMPANHIA
Hohenzolern
—
Hohenstaufen
Salier
—
Habsburg—
Hansa
America
—
Hermann —
Weser
Rhein
—
Main—
Donau
—
Mosel
Neckar
—
Oder
Kron
Prinz
Fr.
Wdhelni
Graf
Uismark
General
Werder
Sperber
CasB-E-eia-a mensal
Baltimore—
Berl
im—Ohio
Leipzig
—
Braunschweig
Nurnberg—
Frankfurt—Han-
nover
—
Koln—Strassburg
Adler
— Falke
—
Mowe —
Reiher
Schwalbe
—
Schwan
—
Strauss
Albatross
Para
Pernambuco,
Bahia,
Rio
de
Janeiro,
Monlevideu
e
Buenos-Ayres
Os
paquetes
que
a Companhia
está
empregando
na
carreira
do
Brazil
são todos
de
grande
lotação, lendo
logares
para 170 passageiros
de primeira
classe
e
750
de
terceira.
Sã®
de grande
velocidade,
e
o
serviço
esta-se
fazendo
com toda
a
regularida
de,
pelo
que
vae
adquirindo
uma
boa
e
bem
merecida
reputação.
Os
preços
das passagens
são
muito
rasoaveis,
como
se
póde
verificar
pela
tabel-
la
que
se
acha
patente
nas
agencias.
Sendo as pesiagen» pagai no Porta ou saats gab-ageneiai da pro-
vineia
o transporte do
passageiro a Idsfeo® pelo eaminho de ferro
è
g>or eoiffiía da Companhia.
Estes
paquetes são
notáveis
pelos
seus
modernos
aperfeiçoamentos
e
esplendidas
accommodações
para
passageiros
de
todas
as
classes.
Estão
já
contractados
cosinbeiros
e
creados
portuguezes
para
estes
paquetes.
Aos
passageiros
de
terceira
classe
é
fornecido
gratãs
pela
Companhia,
cama,
cobertor,
uteucilios
de
mesa,
e
além
de
ser
a
comida
á
porlugueza
teem
vinho
duas
vezes
por
dia.
A
bordo
de
cada
paquete
ha
um
medico
que
é
obrigado
a
prestar
seus
serviços
gratuitamenle
aos
snrs.
passageiros,
assim como
são
fornecidos
todos
os
medicamen
tos
necessários.
Quaesquer
informações ou
bilhetes
de passagens
podem obter-se
dos
agentes
Rawei
<&
®.3,
rua
de
S.
Francisco
n.°
4,
2
0
andar—
Porto
—
e
em
Braga
ao
agente
Ricardo
Malheiro
Dias,
na
thesouraria
do
Banco
Mercantil,
ou
largo
do
Barão
de
S.
Martinho
n.°
27.
(4408)
RLIâl
Oâ
CAIXA
E©©NOJ?ai©A MKHOISSS^A
Sociedade anónima
de
responsabilidada
li
mitada
©apitai................ 5®O
í
®O©^®®0
RUA
NOVA
DE
SOUSA,
N.°
9
(Também
com
entrada
peia
rua
do
Campo)
BRAGA.
RUA
DO SOUTO
N.°
15-Braga.
N
’este
armazém se encontram
a
retalho
»
as
seguintes
qualidades
de
rrafados
:
vinhos
enga-
Vmho
tinto
de
meza.
(sem
garrafa) 150
»
s
s
b
.
190
v
Lagrima
....
. . . 200
x
Branco
de
meza.
.
.
.
.
210
»
tinto
de
meza
fino.
.
.
.
270
x
de
prova
secca.
.
.
.
300
■>
Malvasia
de
2.
a
.
.
360
»
v
velho.
.
.
.
400
*
Malvasia,
Bastardo
e
Moscatel
a 509
»
Roncão
....
.
.
.
700
»
Alvaralhão.
.
.
.
. .
560
»
Velho de
1854
.
.
.
600
3
Vende
papeis
pinta-
dos
para
guarnecer
stillas.
lindíssimos
gostos,
a
prin-
piar
em 80 reis
a
peça
Vende
olio,
tintas e
vernizes
para
pinturas
de
casas,
tudo
cle
boa
quali-
dade.e
preços
muito
resu-
■íF
30
r.
/
a
retalho
pan
meza
50
e 80,
o
quartilho
tinto,
e
branco
120.
Responde-se
e
garante-se
a
pureza
e
qoa
qualidade
de
todos
estes
vinhos,
po
dendo todo
e
qualquer consumidor
man-
dal-o
experimentar
por
meio
de
qualquer
processo
cbymico.
(N
*
)
Vende
cimento
roma
no
para
vedar
aguas,
ges
so
para,
estuques
de
ca
sas,
tudo de primeira qua
lidade.
(Z
*
)
CIRVB6IÃO
OEXTJÍSTA
APPROVADO
PELA ESCOLA MEDICO-CIRURGI-
CA
DO PORTO
Largo
do
Barão
de
8.
Martinho
n.°
5
BRAGA.
Faz
tudo
quanto
diz
respeito
á
sua
arte e continúa
operando
grátis,
pobres
e
soldados.
(
36-H-)
Lecciona-se
o
curso
da
lingua
france-
na
rua
do
Anjo
n.°
11,
desde
as
6
ho-
za
na
rua
do
Anjo
n.°
11,
desde
as
6
ho
ras
da
tarde
até
ás
7,
pela
quantia
de
800
reis
mensaes,
pagos
adiantados.
(4412)
Empresta
dinheiro
sobre
ouro,
prata,
joias, papeis
de
credito, cereaes,
roupas,
moveis,
ferramentas, e
sobre
todo
e
qual
quer
objecto do valor
não
inferior
a
100
réis.
Recebe
pequenas
quantias
em
deposito
a
praso
ou
á ordem
abonando juros
aos
depositantes.
A
caixa
está
aberta
todos
os
dias
des
de
as
9 hora
da
manhã
até
ás
7
da
noite,
e
nos dias santificados
estará
aberta
só
até
ao
meio
dia.
0
gerente
—
A.
G. Ferreirinha.
AGIJIS
AE.CAE.ÍA’©-GAS0SAS
DAS
PEDRAS
SALGADAS
Premiadas
na
Exposição
de
Vienna
em
1873.
Estas
aguas que
a
analyse
e
experien-
cia
tem
mostrado
serem
das
primeiras
da
Europa, aplicam-se cem
vantagem em
mui
tas
moléstias,
mas
os
seus
efleilos
mais
notáveis
são:
nas
moléstias
de
estomago,
bexiga,
ulceras
chronicas
e moléstias
de
pelle.
A
Companhia
só garante
a
pureza
das
aguas
vendidas
nos
seus
depositos,
ou
nos
estabelecimentos
que se
sortirem
dos
mesmos.
Deposito
principal
no
Porto
—
B.
T.
de
Mesquita
.Moatenegro.
R.
de
D.
Maria
2?
n.°
30.
Braga
—
Antonio
Alexandre
Pereira
Maya.
R.
dos
Chãos.
(4105)
ATTENÇÁO
Trocam-se
por
Promissórias
do
Banco
do
Minho ou
Commercial
duas
moradas
de
casas
n
’esta cidade.
No
escriptorio
da
administração
d
’
este
ornai
se
diz quem.
(4445)
IIHCÇÃO
SIGIEiKÁ
BAfcSAMIIC©
PR0PHITATIC9
Esta
injecção
é
a
unica
e
eílicaz que
cura
em
seis
ou
oito
dias
toda
a
qualida
de
de
purgações tanto
antigas
como
mo
dernas,
ainda
as
mais
rebeldes.
Vende-se
em
Braga
na
pharmacia
Alvim,
á
Porta
Nova. Em
Coimbra,
pharmacia
Barata
Di-
niz,
rua
de
S.
Bartholomeu.
Deposito
principal no
Porto
na
phar
macia
Madureira,
rua
do
Triunfo
n
0
142,
proximo
ao
Palacio
de
Crystal.
Preço
de
cada
frasco
—
400
rs.
(4149)
Retratòs
baratos — A rs.
a duzia.
&— EÍ3JA
CAPFIXISTAS—
4
(V
ulgo
F
onte
da
C
arcova
)
Theophiio Santiago,
photographo,
tira
retratos
pelos
syslemas
mais
modernos
e
aperfeiçoados,
garantindo
a
perfeição
do
trabalho,
todos
os
dias,
das
10
horas
da
manhã
ás 2
da
tarde,
mesmo
com
os
dias
innevoados.
(4343)
Linimento
BOYER-MICHEL para caval-
los, fazendo as vezes de fogo
e não deixando
vestígios
do
seu
emprego M
ichel
,
pharma-
ceutico em Aix
(na Provença) França. —
Preço
1,000 reis.—Em
Lisboa
o
snr.
Barreto, Loreto,
n
0
28
—30.
(25.)
Substitutos militares
Braga.
Rua
do
Campo
n.°
15.
Ha
sempre
homens
promptos
para
sen
tar
praça.
Preços
commodos.
(4440)
BRAGA,
TYP0GRAPHIA
LUSITANA
-1876.
Parte de Comércio do Minho (O)
