comerciominho_02091876_538.xml
- conteúdo
-
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^^^
^.ras^cj^^-As*-.- ■■■--'AW'
A-~ ’.-■«>•■
Assigna-see
vende-se
no
escriptorio do
editor
e
proprietário
Josi
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.
’
3E,
para onde deve
ser
dirigida
toda
a
correspondência
franca
de
porte.
== As
assi
naturas são pagas
adiantadas
;
assim
como
as
correspondên
cias
de Interesse particular.
Folha avulso 10
rs.
WHLTMMLC2.A.-S
®S
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
£
SABBADOS.
0
P
reços
:
Braga,
anno
1^600
rs.=--Semestre
850
rs.
*
=-Promn-
I
cias,
anno
2&000
rs
e
sendo
duas
3^C00
rs.-—
Semestre
1&050
í
rs.=//rasi/,
anno
3&600
rs.«=Semestre
1&900
rs.
moeda
forte,
I
ou
8&000
reis
e
íSoOO reis
moeda fraca.=Annuncios
por
liniia
I
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignantès
23
®/
e
d
’
abaliinen'o.
aam-
aybm
mwtír «roarei
BitAGÃ
—
SABBADO 8 OE
SETEMBííO
Londres,
SiieJialiio de LSI®.
IA
’
redacção
do «
Apostolo».}
I.—
Ninguém
se
engane
attribuindo
a
mola
real
da
política
actual
dos
Governos
Europeos
(com
excepção
talvez
dos
da
Bélgica,
e
da
Hollanda
—
este
ultimo
oc-
cupando
se
principal
e
sensalamente
de
suas
cousas
e
interesses
internos)
a outro
movei
ou
objecto
principal,
que
o
de
aba
ter
a
influencia
moral
e
política
da Igre
ja
Catholica,
e
substituil-a
no
mundo
pela
do
Protestantismo,
e
seu
concomitante
e
ajudante
a
Maçouaiia.
Ha
outra
divergência
também
n
’
este
objecto,
em
parte,
isto
é,
a
política
Rus
sa; a
qual,
fazendo
a
guerra
ao
Catholi-
cismo,
não
tem
por
filo avançar
os
in
teresses
Protestantes, mas
os
seus
proprios
nacionaes;
e como
entrára
n
’estes
tanto
o
interesse da religião
scismatica
e
Grega,
da
qual
o
Czar
é
chefe
nominal,
(como
a
Rainha
ou
Rei
de
Inglaterra
o
é
do
Protestantismo
Anglicano;,
para
esse
in
teresse,
e
não
para o
do
Protestantismo,
reservam
os
Russos
as
suas sympathias.
Mas
associam
na
hostilidade
ao
Catholicis
mo,
porque
este
se
não submette
e reco
nhece
em
graves matérias
espiriluaes,
ou
tra
auctoridade
que
a
do
Pontífice,
c
dos
respectivos
legítimos
Pastores
a Elle
su
bordinados.
No
primeiro
e
principal
directivo,
em
26
de
Junho,
aproveita
o
Times
a
oc
casião
do
anniversario
trigésimo
do
Pon
tificado
de
Pio
IX,
e
da grande
concor
rência
de Catholicos
fieis,
de
Italia
e
de
outras
partes,
entrando
uns
400
vindos
de
Allemanha,
para
vomitar
o
concentra
do
veneno
Protestante
sobre o
venerando
Pontífice.
Diz
o
orgão
do
Protestantismo
político,
e
da
Maçonaria,
sua alliada
e
servente
:—
«O
Papa
Pio
IX
acabado
de completar
0
trigésimo
anno
do
seu
pontificado,
e
coincidindo
a
occasião
com
a
grande
festa
do
Corpus
Christi, foi esta
natural
mente
assignalada por
demonstrações
em
honra
d
’
elle
Pontífice.
Os
Cardeaes,
a No
breza
Romana,
os
Representantes
das
Po
tências
Calholicas,
grandes e
pequenas,
fo
ram
successivamente
admittidos
a
apresen
tar
suas
congratulações,
e
a
receber
em
resposta
os
couselhos
e
seguranças
do
Papa.
«Como
para
dar
á
occasião
uma dis-
tincção
especial,
um
bando
de
perlo
de
quatrocentos
peregrinos
vindos
dos domí
nios
do
Imperador
Allemão,
o
principal
antagonista
do
Papado no momenio
actual,
assistiu,
para
alegrar o
coração
do
Papa
com maldições
contra
o
procedimento
de
seus
proprios
compatriotas,
e
accusações
da
guerra
Satanica
actuahnente
feita
á
moral e
sã instrucção.
As
auctoridades
Papaes
sabem
muito
bem
como
organi
zar,
e
em
que
tempo,
demonstração
se
melhante,
e
n
’
este caso
foi
ella
sem
du
vida
opporluna.»
Depois
d
’esta
introducção
e
de
o
Ti
mes
ter
indicado
ao
Pontífice
o
que
este
houvera
podido
dizer
mais a satisfação
d’
elle
Times, continua o
jornalista
que
tem
a
moléstia
de
presumir
o
dar
lições
a
to
do
o
mundo):
«Podéramos
esperar
alguma
obvia
revis
ta
do
passado; alguma
reflectida
aprecia
ção
do
presente;
algumas
graves
e
decoro
sas
admoestações
quanto
ao
futuro,
quaes
compeliam
a
um
Bispo venerável,
passan
do
em
revista
uma
variada
e
anciosa
car
reira.
Os
poucos
homens
aquém
occasiões
taes
se
outorgam,
fariam
bem
de
olhai-as
como
opporlunidades
para
communicarem
uma dignidade
final
a
suas
vidas;
para
adoçar algumas das
asperezas
que
lião si
do
provocadas
pela lutas
da
vida,
e
para
acalmar
as
paixões
da
nova
geração.»
Isto
significa (em
bom
Portuguez)
que
o
Times
não
queria
que
o
Papa
chamasse
ás
cousas
por
seus
nomes;
porém
que
en
contrasse
desculpas
para
as descaradas
usur
pações
e
violências
da
maçonaria,
do
Pro
testantismo,
da revolução,
do
roubo, da
profanação,
do sacrilégio,
da
oppressão
das
nações
e
das
consciências,
sob
a mascara
de uma
«liberdade»
mentirosa
e
egoisla
,
que
consiste
em illudir,
fascinar,
os
mui
tos
homens
ignorantes
e
simples
com
pa
lavras
e
promessas
òccas,
em
proveito
de
poucos
especuladores.
No resto
do
artigo
transpira
o
charla-
nismo
«liberal»
ordinário;
onde
se
desco
bre
o
fixo
proposilo
de
abater
a
Igreja
Ro
mana,
e
encaminhar
o
mundo
ao
predo
mínio Protestante e maçonico.
II.
—
Mais
de
uma
vez,
se
bem
me
re
cordo,
tenho
exprimido
ao
Apostolo
a
mi
nha persuasão,
de
que
a
Providencia
Di
vina’
,
que
dispõe
como Lhe parece,
não
obstante
o
que
os
homens
—e
até
os
gran
des
Potentados
do
mundo
—
propõem,
ao
passo
que,
em
Seus
altos
e
insondáveis
desígnios,
tem
deixado
que
a
Inglaterra
haja
por
já
3()0
annos.
sido
um
flagello
e
antagonista
do
Catholicismo;
por
outra
par
te,
ha
disposto,
que
esta
mesma
nação
tenha
ajudado
muito
a
dissiminar
a
Re
ligião
Catholica
pelas
posições
mais
novas
na civilisação
do
Globo.
E
tanto
mais
se
conhece
que
isto succede
por
determina
ção Suprema
do
Altíssimo,
quanto,
se
ella
Inglaterra
ojpodesse
impedir,
muito
de sua
vontade
o tivera
feito.
Sem
querer
isso,
porém
tem querido
e
praticado
aquillo
que
produz
esse
resul
tado.
Com
seu desdem pela
Irlanda
e
pelos
Irlandezes;
com
sua
conducta
por
muito
tempo
grandemente e
ainda
hoje,
bastan
te
excepcional
para
com
a
Irlanda,
tem
feito
que
esta
haja estado
dissiminando
muitos
milhões
de
zelozos
Catholicos
pelas
novas
partes
do
Globo.
D
’
ahi
tem
resultado
o
prodigioso
au-
gmenlo
do
Catholicismo
nos
Estados-Uni-
do«
da America;
e
o
não
menos
notável,
proporções
guardadas, no
grande continen
te
da
Àustralia.
Nas
outras
Possessões
In-
glezas,
e
até
na
índia,
os
progressos
do
chrislianismo
Protestante
(tal
qual
é) não
me
parece
valha os
do
Catholicismo;
não
obstante
vários
inconvenientes
e
impedi
mentos
sob
que
as
missões
Calholicas têm
laborado.
Porém,
cá
mesmo
dentro
da
Inglater
ra, se
manifestam
factos
e
progressos de
monstrativos
da
vitalidade
inherente á
Re
ligião
verdadeira
;
que
vai
vingando
e cres
cendo
até
no
meio
das
maiores
opposições
e
contrariedades,
até
cá
dentro
do
paiz
mesmo;
não
obstante
as
arrogantes
decla-
mações
do
Times
e
companhia.
(Continua)
LIVROS E IMPRESSOS
RECHEIO
INFANTIL—EDITORADO
PCR J .
H. VERDE.
Recebemos
o
n.°
la
d
’esta
excellenle
rublicação
periódica,
dedicada ás creanças
jortuguezas
e
brasileiras.
O
presente
n.°
contém
lindas
gravu
ras,
e vários
artigos
de
instrucção
e
re
creio.
DICCIONAR1O
DE GEOGRAPHIA UNIVERSAL
COMPOSTO POR
UMA SOCIEDADE D 'HOMENS
DE SCIENC1A.
Já
foram
distribuídos
os
fascículos
3
e
4
d’
esle
diccionarin,
que
inquestionavel
mente
ficará
sendo
a
obra
mais
acabada
das
que
possuímos
n
’
aquelle
genero.
Os
fascículos
que
temos
presentes
cor
re
m
de
paginas
33 a
64.
O
methodo
empregado
r:a
confecciona-
ção
do
diccionario é
excellenté,
e
vanta-
josissimo
para
o
ensino.
A
parte
material
é
primorosa, como
costumam
ser
as
publicações
da
empreza
Horas
Bomanticas.
GÀOTHBi
Esmola.—
O
snr.
Mznoel
José
Vieira
da
Rocha
distribuiu ante-hontem
pelos
pre
sos
das
cadeias d’
esta
cidade, a
quantia
de 13$000
reis,
que
para
ta!
fim
um
ano-
uirno
lhe
remetteu.
tocando
220
reis
a
cada
um
dos contemplados.
EnHecinaenl
*
».
—
Fci
ante-hontem
conduzido
pa<a
o
cemiterio, com
acom
panhamento
de
grande
numero
de irman
dades
de que
era confrade,
o
snr.
Manoel
José
de
Souza
Rebello,
proprietário
da
rua
das
Palhotas.
Contava
já
93
annos
e
era
um des
honrados
decanos dos
negociantes
d
’
esta
cidade.
Achava-se
ha mezes entrevado,
mas
no
pleno
uso das
suas
faculdades
mentaes.
Nãs»
é
verdade.—
Noticiou
um
jor
nal
d
’
esta
cidade
que
o
snr.
Manoel
Joa
quim
Antunes,
digno
sollicitador d'esta
cidade,
unha
D.ilecido
na
Povoa,
para
on
de se acha
a
uso
de
banhos.
Felizmème não
é
exacta
a
noticia,
porque
o
snr.
Antunes
ainda
pertence a
este mundo;
embora
continue
doente, o
que
com
todos os
seus
amigos sentimos.
ArethiveMios.
—
Leia-se
(e
calem-se
muito
caladinhos
os
jornaes
liberangas,
pelo amor
que
teem
á
justiça
e
á
publi
cidade):
CT«narr»mnrinmiií«imuii'»<wiii
»n>i>uiwi»ihiiu
iti
'.rt.
^euut
;
uvuinnaH
IllSTWKIA
I
* ’UU DESCONHECIDO
V
O
fun
d’uma
vida
alegre.
[Continuação]
Recahiu no
leito, e
o
estertor
da
ago
nia
começou,
durante
o
qual
se
lhe
ou
via
pronunciar
palavras
apenas
articuladas
que testimunhavam
terrores
de que
sua
alma
estava
cercada.
A
criada
Catharina
quiz
ir
ao pres-
byterio
;
impediram-n
’
a.
Ao
estertor
tornava-se
cada
minuto
mais
forte,
depois
enfraqueceu,
os
olhos
torna
ram-se
extraordinariamente
fixos,
e
leve
um
ultimo
soluço...
O
thio
Lajoie já
não
existia...
—
Morreu
!
disse
um dos Solidários.
—
Pobre thio Lajoie! disse
um
outro;
pelo
menos não
se
desdisse
por
mêdo.
—
Bem
!
Baplisla,
disse
o
terceiro,
eis-te
herdeiro
?
—
.Meu
pobre
thio! disse
este
fingindo
enxngar
uma
lagrima
ausente.
—
Meu
pobre
amo,
exclamou
Catharina
que
chorava
na
realidade,
mas tão eslre-
pitosamenle
que
não
indicava
uma
dôr
mui
profunda.
Tal
foi
a
primeira
oração
fúnebre
pro
nunciada
sobre
o
cadaver
do
thio
Lajoie,
assim como o fim
d’
uma
alegre
vida
que
o tornára
celebre
em
todas
as
tabernas
e
nos
maus
logares
da
aldeia
de...
e
nos dos
arredores,
na
circumferencia
de
dez legoas.
Triste
fim,
frio
e
lugubre
como
o
de
sespero
e
o
nada.
Que
differença
do
passamento
chrislão
!
O pai
de
familia
está
ahi
em
seu
leito
de
morte,
cercado de
sua
esposa
e
filhos
chorosos,
que
elle
proprio
consola
dando-
lhes seus
últimos
conselhos
e
fallando-lhes
da
reunião
futura
e próxima
no
seio
de
Deus.
Chora-se
e
supplica-se;
esta-se
afllicto,
mas
ha
ao
mesmo
tempo as
immortaes
esperanças
da
religião,
e
se
os
que
ficam
soflrem
a cruel
separação,
o
que
morre
parece
sómenle
precedel-os
alguns
dias no
logar
do
eterno
repouso
e
eterna felici
dade.
O
padre
entra,
leva
ao
moribundo
o
sacramento
que
é
o
penhor
da feliz
re-
surreição.
Só
pronuncia
palavras
d
’
espe-
rança
;
reanima
os
corações,
e
leva
ás
al
mas
á
contemplação
d
’aquella
alegria
sem
sombra;
e a
própria
dôr
é
como
que
ven
cida pelas
consoladoras
certezas
que
dá
a
fé.
—
Parti,
alma
christã,
diz o
padre, par
ti
na
companhia
dos
anjos,
sob
a
prolec-
ção
da
bem-aventurada
Virgem,
ide rece
ber
a
recompensa
de
vossas
virtudes.
A
morte
vem,
mas
parece
que só
ousa
tocar
com
uma
mão
ligeira
e
quasi
ma
ternal
aquelle
rosto
que
fica
calmo
e
riso
nho.
Toda a
familia
está
de
joelhos; ora-se
telo
caro
defuncto,
e
também
se
lhe
pe
de
para
proteger do
alto
do céo
os
que
ainda
ficam
no
meio
das
provações.
E
a
torre
que
dá
signal,
annunciando
a
partida
d
’
uma
alma para
a
celeste
pa-
tria,
parece
cantar
ao
mesmo
tempo
os
triunfos
do athleta saido victorioso
do
combate.
Eis
a
morte do christão;
não é
esta
a
morte
do Solidário.
No
dia
seguinte,
quando na
aldeia de...
se
soube
da
morte
de
Lajoie,
foi
geral
a
admiração.
Apenas se
sabia
da sua
doen
ça,
e
como
os
alegres
de
vida
alegre
que
gostavam
de
beber
com
este,
pouco
caso
faziam
de
o
ver
doente,
ignorava-se
ge-
ralmenle
que
na
verdade
a
noticia
fosse
verídica.
O
snr.
Tirsang
absteve-se
de
di
zer
que
elle
se
achava
seriamente
doente,
e
o
snr.
cura,
por
caridade,
occultára
tan
to
quanto
possível
os
seus
receios e
tris
tezas.
Foi
incidenlemente
que
es
vira
como
obrigado
o
coníial-os
a
Jacques e
Malhu
rin,
que
não
sabiam
a
ultima refusa
sof-
frida
pelo
sollicito
pastor;
e
como
o thio
Lajoie tinha
morrido
de
noite,
a
uma
ho
ra
em
que
a
maior
parte dos
habitantes
1
da
aldeia
de...
estavam
já deitados,
nada
se
sabia
cá por
fóra.
O
espanto
foi
ainda
muito maior
quan
to
se notou
que
a
torre não dava
sig-
naes
fúnebres.
—
Bem
!
Jacques,
disse
Malhurin
ao
seu
visinho,
parece-me
que
morreu.
—
Sim, morreu
esta noite,
ás
dez ho
ras, disse-me
Catharina que
acabo
de
vèr
vir
do
presbyterio.
—
Porque
se não
dará
signal
?
—
Ah!
parece
que
não
deve
ser
enter
rado
na
egreja.
—
Então o
snr.
cura
linha
razão?
—
Sim,
acabo
de
receber
aviso
que
o
enterro
terá
logar
ámanhã,
e
se
conduzi
rá
directamenle
da
casa
morluaria
ao
ce
miterio..
—
Não
me
vieram
prevenir
como
a
li.
—
Porque
és
conhecido
por
um
devoto.
—Eu
?
—
Oh
!
sim,
Malhurin;
apesar
dos
teus
ares,
bem
se
sabe
que
és do partido dos
curas.
—
E
tu,
Jacques, és
seu
inimigo?
—
Bem
sabes,
Malhurin,
o
que
penso
a
esse
respeito.
Não
os
detesto
precisa
mente;
só
lhes
peço
que
me
deixem
tran-
quillo, mas não
concordo
com elles como
tu,
e
não
preciso
d
’e!les
para desatolar
o
meu
carro.
(Continua)
No
dia
1!
do
corrente,
a(Tixou-se
o
resultado
do
concur=o
(desde 20 de
julho
a
3
d
’agoslo)
para
as
bolsas
externas
das
escolas
primarias
superiores
em
França,
que
deu
este
resultado:
entre
os
20o
de
clarados
admissíveis,
59
pertenciam
ás
es
colas
commuoaes
leigas,
e 146
ás
com-
iBunaes
religiosas.
Entre
estes 205
concorrentes
ás 80
bolsas,
obtiveram
66
os
das
escolas
reli
giosas,
e
14
sómetiíe
os
das
leigas.
As
escolas
religiosas
apenas
são
51,
em
quanto
que
as
leigas
são
86.
Estes
resultados
fazem
arder
etn
raiva
os
liberaes, que
se
vrogam
d
’
isso
guardando
o
mais
profundo
mutismo,
diz
a
«Nação».
Aogínbtos.
—
Ha
dias
deu-se
á
sepul
tura
o
cadaver d
’
ura ionoceote
íilhinho
do
sor.
Araújo
Correta,
tenente
d
’
infanleria
8
Também
falleceu na
freguezia
de
Santa
Lucrecia
um
íilhinho
do
ex.
rao
snr.
João
de
Mello
Falcão.
Xosia Senhora
da
Cosasolação.
—
Festrja-se
átnanbã
no
Populo,
na
forma
dos
annos
precedentes,
a
Imagem
de
N.
Senhora
da
Consolação.
ProcíHgr^í»
essa
Lomar.—
A’
manhã
faz
se
na
freguezia
de
Lornar
a
festa,
com
procissão,
do
Rosário,
que
costuma
ser
concorrida
por
muito
povo
d
’esta
cidade.
Asaassíajsiêo.
—
0
snr. Rodrigo
Ler-
tnont,
2.°
sargento
d
’
infanteria
6
estacio
nado em
Penaíiel,
e
filho
do
sor.
general
reformado
Lermonl,
residente
n’
esta
cida
de de
Braga,
recolhendo
ha
dias
d’um
passeio
que
era
companhia
do
brigadas
do
seu
regimento
linha
dado
extra-muros
d
’aquella
terra,
foi
tão
brutalmente
aggre-
dido
por
um
oíficial
de
pedreiro,
que pou
cas
horas
depois
era
cadaver
!
Sentimos
este
fatal
acontecimento,
tan
to
mais
porque reconhecíamos
n
’aquelle
infeliz
moço
qualidades
muito apreciáveis.
Dizem-nos
que
o
aggressor
já
está
preso.
«A
Vigília».—
Com
este
titulo
vae
publicar-se
no
Porto
um
jornal
litterario,
dirigido
pelo
snr.
Mattos
Chaves,
profes
sor
distinctissimo
n
’
nnj
dos
collegios
do
Porio.
0
seu
primeiro
n.°
sairá
no
l.° d’oo-
tubro
proximo.
ii
dr. SeSitiesnantà.—
Voltou
á
Gre-
cia
o
dr.
Schliemann
com
o
fim
de
co
meçar
as
escavações
n
’
uma
parte
de
Tir-
gnlo
(Argoltda) Como
é
sabido
assenta
a
antiga
cidade
de
Preatus
no
sopé
d’um
serro
occupado
outr
’
ora
pela
Acrópolis
0
recinto,
formado
de
muralhas
cyclopeas
de
12
melros
de
altura
e
15
de
espessu
ra,
acha-se
ainda
bem
conserva
lo,
confir
mando
assim
o
vaticínio
de
Pausanias,
que
assegurou
para
tão
prodigiosa
construcção
eteroidade
igual
á
das
pyramides
do
Egy
pto
As
escavações
do
dr.
Schliemann
tem
por
objecto
descobrir
os
edifícios
que
de-
sappareeeram
nas
proximidades da
Acró-
polis,
principalraente no circuito
das
ce
lebres
galerias
de
Tiryntho.
Circulstr.—
Foi
coinmunicado
aos
go
vernadores
civis
dos
districtos do
conti
nente
e
ilhas
que,
quando
lhes
fossem
solicitadas
pelas
juntas
de
parochia
licen
ças
para a
alheação de quadros,
de
al
faias
ou
de
objectos
de
ouro ou
prata,
destinados
ao
culto,
não concedam
os
res-
pectivos alvarás
sem
previamente
se in
formarem
do
verdadeiro
valor
d
’
esses
bens
moveis,
devendo
participar ao
governo,
quando
haja presumpção de
que
elles
te
nham
merecimento
historico
ou
artístico,
afira
de
que
este,
ouvidas
as
informações
competentes,
possa
decidir
se
convirá
a
sua
acquisiçáo
para
o
museu
nacional.
Episodio
tocante di» vid:» de Pio
IX.
—(«União»)
—
Approximou-se,
um dia
uma
creança
do
Soberano
Pontífice,
e ajoe-
Ihaoòo-se
disse-lhe:
—
Sei
tu
il
Papa?
(E
’
s tu
o
Papa?)
—
Sim, meu
amigtiinho,
eu
sou
o
Papa,
respondeu-lhe
Pio
IX.
Então o
menino
poz-se a
chorar,
di
zendo:
—
Não
tenho
mais
pae!...
—
Consola-te,
tneu
filho,
replicou-lhe
o
Soberano
Pontífice,
porque
etn
mim
acha
rás
um
pae.
E immediatamente
deu
ordens,
para
que
o
pequeno
orlão
fosse conduzido
e
admiltido
por
sua
conta
etn
uma
casa
de
educação.
Eis
conto o
Vigário de
Jesus
imita
seu
Divino
Mestre,
que
disse:
Sinile párvulos
venire ad
me.
(Deixae
que
venham
a
mim
os
pequeninos).
«A
Cruz».—
Recebemos
o
n.°
1
da
Cruz,
semanário
religioso,
que
começou
a
ver
a
luz
em
Nova
Goa.
0
novo
campeão
do
catholicismo
pro
põe-se
diflundir
luzes
sobre
vários
assum
ptos,
concernentes
á
religião
e
á
sua
dis
ciplina
e regímen;
dar
publicidade
do
que
se
passa,
e
se
escreve
a
este
respeito,
e
com
relação
ás
diversas
questões,
que
se
suscitam,
e
se
combatem
na
mãe
patria,
e
em outros
paizes
catholicos;
e
pel-o
tu
do
ao alcance
de
todos
neste
paiz,
desde
o
clero, até
o
ultimo leigo,
desde
a pri
meira
sociedade,
até
a
sua
ultima
camada,
de
maneira
que
os
interesses
de
nossa
re
ligião, incólumes
de mão
ioimiga,
e
puros
sem corrupção,
venham
a
encontrar
se
e
ligar
de
um
pólo
a
outro,
e
ser
mesma
a
fé,
mesma
a
doutrina,
mesma a discipli
na
em
toda a
parte,
e
em
toda
a
pleni
tude.—Occupar-se-ha
também
dos
inieres-
ses
especiaes
da
religião em
Goa,
e
de
suas
vastas
missões.
Damos
as
boas
vindas
ao
novo collega,
e
fazemos
votos
para
que
seja
longa a
sua
existência.
Obíto.—Falleceu
em
Lisboa o
ex.
mo
D
Christovão Manoel
de
Viihena,
vulto
notável
do partido
iegitiwisla.
Escrevendo
sobre
o seu
passamento,
diz
o
orgão
do
nosso
partido:
Como
fidalgo, ninguém
melhor
que
D.
Christovão
Manuel de
Vilheoa
se
soube
conservar
na altura da
sua
posição;
ten-
taram-o
’
o,
mas
não
o
poderam
seduzir.
Como
soldado, todos
sabem
o
valor
com
que
sempre
se
houve,
e
como
pelos
mais distinctos gçneraes
era
sempre
es
colhido
para
as
coramissões
mus
delica
das.
Como
legiiimista,
vimol-o
embainhar
a
sua
espada
só
em
Evora
Monte;
conser
vando-se
fiel áqnelle
que
jurara
Rei,
e
com
parecendo
sempre
que
o
seu partido o
chamava.
Como
christão
todos sab-m
o
que
era
D.
Christovão
Manoel
de
Viihena.
Baixa
ao
sepulchro, teodo
passado
a
maior
parte
dos
seus
dias
na
vida
priva
da,
um
h
miem
que
pelo
seo nascimen
to,
pela
sua illusiração,
e
pela
su»
hon
ra
devia
ter
occupado
os
primeiros
loga-
res
do
estado;
mas
deixa
um nome
que
faz honra
aos
seus,
utn
nome
proprio
de
de
urn
dos principaes
membros
do
partido
legititnista.
EEÍSB'-
‘
!
\
Trlegraítnnas
de
Eisboa.—
LIS
BOA
29.
—
0
«Diário»
publica:
um
tele-
gramraa anuunciando
a
chegada
de
S.
M
a
Villa
Real;
portaria
approvando
a
dis
tribuição
de
38
0384000
réis
quantia
pro
posta
pela
junta
da
Bulia
da Santa
Cru
zada
para
subsidio
aos seminários
de
cur
sos
ecclesiasticos
e
mais
16:0004000
réis
para
subsidiar
as
igrejas
parochiaes
pobres;
despachos
concedendo
licenças
par
30
dias
aos
juizes
de
direito
cas
comarcas
de
Fa-
malicão
e
Anadia; aviso
declarando
estar
aberto
concurso
documental
para provi
mento
do
lugar
de
curador
geral
dos
or-
fãos
da
terceira
e
quarta
‘
ara
de
Lis
boa
No
dia 6
de
outubro
veriíici-se
a re
cepção
da
segunda
prestação
para a
quar
ta
emissão
do caminho
de
ferro
do Mi
nho.
Na
Bolsa
venderam-se
hoje
os seguintes
titulos:
Obrigações
dos caminhos
de ferro
do
Minho
e
Douro
liberadas,
824250;
inscripções
de
assentamento
49,05
e
49,25.
—
A
’
S
9
H
E
41
M
DA NOUTE.
—
Acabou
agora
a
reunião
da
assembleia
geral
do
Banco
de
Portugal,
para
a
qual
foram
con
v
idados
os
maiores
accionistas,
conforme
dispõem
os estatutos;
Lido
o
relatório
dos
últimos
aclos
da
direcção
e
depoi
’ de
alzumas
observações
dos
snr.
Carlos
Bento,
Arrobas, R
bello
de
Carvalho
e
visconde
de
Ouguelta,
vo-
taram-se
alguns
votos de
louvor
á
direcção.
Foi
approvada a rescisão
do
contracto
para
pagamento
ás
classes
inaclivas.
—
IDEM 31.
—
0
«Diário»
publica
o
seguinte:
Despachos
efifectuados
pelo
mi
nistério
do
reino,
já concurso
para
pro
vimento
de
cinco
lugares de
amanuense
do
ministério
do reino;
idem,
abrindo
con
curso
para provimento
da
igreji
de
Santo
André
de
Barro,
no
concelho
de
Agneda;
despachos
concedendo licenças,
por
30
dias
ao
juiz
de
Monsão;
por
60
ao
contador
da
comarca
da
Ponte
da
Barca;
e
por
30
ao
snr.
Antonio
Casimiro
Monteiro
escri
vão
de
Cabeceiras
de
Basto;
diversas
pro
moções
no
corpo
de engenheiros
constru-
ctores
navaes.
O
vapor
inglez
«London»
trouxe
250:000
libras
para
o governo
e
600
para
o
snr.
J.
Rodrigues.
Na
Bolsa
venderam-se
hoje
os
seguin
tes
titulos:
Obrigações
dos
caminho
de
ferro
do Minho
e
Douro,
liberadas.
824150;
inscripções
de assentamento
49,48
e
49,86;
ditas
de
coupon
49,00.
Conservação da
carne fresca.
Como
mais vantajoso
do
que
o
licor
de
de
Herzen para
conservação
da
carne fres
ca,
apresenta
o
sor.
Bizzari a
seguinte
formula:
Agua 100
gramroas.
Biboralo
de
soda
6
grammas.
Acido chlorhydrico
2
grammas.
Estas proporções
são
óptimas
para
o
effeito
acima
indicado.
O auctor
recommen-
da
dissolver
primeiramente
o
acido
e
o
borato
n
’uma
capsula
de pau
em
20
par
tes
de
agua,
agitando
bem
por
espaço
de
um
quarto
de
hora,
findo
o
qual
se
ajunta
o
resto
da
agua.
Depois
se
mer
gulha
a
carne
n
’este soluto
d
’onde
se
li
ra
vinte
e
quatro
horas
antes
de
a
que
rer
utilisar,
tendo
a
de
molho
em
agua
fresca
por
todo
este
tempo,
com
o cui
dado
de
lhe
renovar a
agua
por
algumas
vezes.
A
carne
assim
conserva-se
por
al
guns
mezes.
A dignidade
cardinalícia.—Na
da
se
sabe
de
positi
‘
0
acerca
da
origem
da
dignidade
cardinalícia.
Segundo
o car
deal
Beilarrnino,
os
primeiros
cardeaes
foram
os
parochos
e
os
sacerdotes
tilo
lares
de
Roma.
O
nome
de
cardeaes
ptoveiu-lhes
que
de
quando
o
papa
celebrava
a
missa,
elles
estavam
aos
cautos
ou
ângulos do
altar
ad
cornua
ou
ad
cardines
ullaris.
E
como
havia
era
Roma
duas
especies
de
egrejis,
umas
verdadeiras
parochias
destinadas
á reunião
dos
fieis
e
servidas
por sacerdotes;
outras,
simples
capellas
annexas
aos
hospilaes
e administradas
por
diáconos,
os cardiaes estiveram
a
principio
divididos
em
duas cathegorias:
cardeaes
presbyleros e
cardeaes
diáconos.
Os
bispos
snflragaueos de Roma
que
assistiam
ás
reuniões
ecclesiaslicas
e
to
mavam
parte
na
eleição do
papa,
constituí
ram
no
11.°
século
a
terceira
cathegoria:
cardeaes
bispos.
Só
mais
tarde se
estendeu
aos prela
dos estrangeiros
aquella
dignidade,
exclu
sivamente
atlribinda
ao
clero
de
Roma
e
dos
ariedores.
Corado
Willelspach.
bispo
de
Moguncia,
passa
por
ser
o
primeiro
que
a
recebeu.
As insígnias que
distinguem
os cardeaes,
foram-lhes
concedidas
em
épocas
differen-
tes. O
chapeo
vermelho
vem
de
Linocen-
cio
4.°
e
data
de
1225;
a
sotaina
ou
veste
talar
da
mesma
côr
é
devida a
Bo
nifácio
3.°, morto
em
1313;
o barreie
ver
melho,
o
cavallo branco
e o
manto
de
purpura
foram
estabelecidos
por
Paulo
2.
°
em
1464.
Emiim
o
titulo
de
emi
nência
foi-lhes
dado
por
Urbano
8.° em
1630.
Os
barrete
cardinalício
é de
forma
quadrada,
sirailhante
ao
dos
parochos
que
o
usam
preto.
Quanto
á
formula
actual
do
juramen
to
que
os
novos
cardeaes
prestam
oas
mãos
do
papa,
foi
determinado
por Pio
5.o
na
celebre
constituição Admonet
nos
de 1567.
O
6.°
paragraío
d
’
esta
constituição
fala
do
juramento
que
devem
prestar
os
car-
deaes—
«de
não
cederem
uma
só
pollega-
da
do
território
pertencente
ao
poder
tem
poral
do
papa,
de
não
darem
o
seu con
sentimento
aos
pontífices
que,
por
acaso,
quizessem cedel-o,
de
não pedirem
a
dis
pensa
do
juramento
assim
prestado
e
de
não
acceitarem,
se
ella
fosse
oflerecida
ou
concedida»,
e
accerescenta:
«Decretamos
que
esta
promessa
e este
jnramento
se
accresceutem
e
se insiram
na
formula
do
juramento
que
fôr presta
do
pelos
futuros
cardeas,
na
occasião de
receberem
o
chapeo,
c
que
aquelles
que
obrarem
de
forma contraria,
incorram
na
pena
de
perjúrio
e
na
infamia
perpetua
de
direito
de
facto.
—
(C.
de
Portugal],
Origem
de alguns frwctos.—
Lê-
se
no
«Conitnbricense»:
«O
ananaz
é
originário
da
America
central.
Já em
1535
esta
deliciosa
íructa
foi
descripta
por
escriptores
hespanhoes
O
primeiro
que se
cultivou
em
França
amadureceu
nas estufas
de Versalhes
em
1794.
Suppõe
se
que
foram
os
portugue-
zes
que
lhe
deram
o nome
de
ananaz,
por
ser
o
que
lhe
davam
os
indios do
Brazil.
«O
demasqueiro
veiu
da Syria,
e
foi
a
Italia
o
primeiro
paiz
da
Europa
que
o
cultivou.
«O
milho foi traduzido do
México
e
Peru
pelos
hespanhoes
e
portuguezes.,
Pa
rece
averiguado,
que
a
introdução
d
esta
utilíssima
planta
em
Portugal,
se
deve
a
um
lavrador
dos
campos
de
Coimbra,
que
trouxe
de
Cadiz
um alqueire
de milho,
que
semeou
em
terra
sua,
e
de
que
obteve
abundantíssima
colheita.
«A
laranjeira
é
originaria
da
China;
e
uma
das
opiniões
que
mais credito
me
rece,
a
respeito
da
introducção
d
’
esta
planta
na
Europa,
attribue a
D.
Fran
cisco
Mascarenhas
a
acquisição
do
primei
ro
exemplar que
plantou no
seu
jardim
do
Xabregas
pelos
annos
de 1550.
«O
pecegueiro
é
natural
da
Pérsia.
No
tempo
de
Carlos
Magno
já
era
conhe
cido
era
França.
«A amoreira
veiu
de Asia,
e
já Plí
nio
a
conhecia.
Este
naturalista dá a
se
guinte
etymologia
do
nome
murus,
deri
vando
o
de
mora,
pela
tardança
de
re
bentarem
as
folhas
d’
esta
arvore
na
pri
mavera.
Na
Inglaterra
só
em
1609
se
plantou
a primeira
amoreira.
«A romeira
é
da África,
e
foi
intro
duzida
na
Europa
pelos
carthiginezes
e
romanos.
«A
figueira
é
oriunda
da
Asia.
Já
se
cultivava
nas mais
antigas rupublicas
da
Grécia,
e é
anterior
na
Italia
e
edificação
de
Roma.
«Não
se
sabe
ao
certo
a
data
da
in
troducção
do melão na
Europa,
que
al
guns
altribuetn
aos
arabes.
Em
França
a
cultura
d
’
este
soboroso
fructo
parece
que
só
data
de
1536.»
Caminhos
d®
ferro. —
Durante
a
semana
decorrida
entre
12
a
18
do
pas
sado,
a
receita
total
aproximativa
dos ca
minhos
de
ferro
portuguezes
fui
de
réis
31:8484519.
Em
idêntica
semana
do
anno
passado
fòra
de
réis
33 4944-40,
havendo
por
tanto
na
d
’
este
urna
diíferença
para
menos
de
1:645472!
réis.
Xaufragio.
—
O
«Diafio
da
Bahia.»
de
12 de
agosto,
traz
a seguinte
noti
cia:
«Era a
ooite
de
ante-honlem,
ás
8
1/2
horas,
encalhou
defronte
<!o
povoação
da
Barra,
pouco
adiante do
logar
onde
nau
fragou
o
Miraldi, de Liverpool,
o
paque
te
allemão
Germania,
da
companhia
de
Hamburgo,
commaodado
por
P.
Nielsen.
Segundo
somos
informados,
era o Ger
mania
de
força
da
força
de
300
cavallos
e
tinha
20
16
toneladas.
Vinha
de Hamburgo
por Lisboa
com
20
dias
de viagem,
carregando
diíferentes
generos
paia
a
Bahia,
Rio
de
Janeiro,
Santos
e
Rio
da Prata.
Trazia
o
rumo
do
norte;
e,
em
che
gando
á
altura
do
farol
Santo
Antonio,
reconheceu o
capitão
que
estava
muito
perlo de terra,
e
receiando
qualquer
si-'
nistro,
tentou
lançar
ferro
ao
mar e
fun
dear.
Já era
tarde,
poiém,
para
essa
mano
bra;
porque
a
correnteza
das
aguas,
mui
to
frequente
no
logar
do
sinistro, impel-
lindo
o
navio
para
os arrecifes,
fel-o en
calhar,
ficando
a
caixa
da
machina,
em
poucas
horas,
completamente
cheia
d’
a-
gua.
A
carga
que
até
á
hora
em
que
es
crevemos
se
ha
retirado
dos porões,
está
avariada,
e
é
de suppôr que o
restante
do
carregamento
se
ache
no
mesmo
es
tado.
No
logar
do
sinistro tem-se conserva
do
o &nr. guarda
mór
d
’
alfandega,
acom
panhado
de
guardas
e
oíficiaes
de
des-
carga,
que
procedem
a
fiscalisação
e
des-
cargas.
Reputa-se
o
navio
complelaraente
per
dido.
Segundo
ainda
nos informam,
o
Ger
mania que
pela
primeira vez
vinha
ao
Brazil,
é
propriedade de
uma
companhia
de
navegação
entre
New-York
e
a
Alle-
tnanha,
e
íôra
engajado
pela
companhia
de
que
são
agentes
n
’
esta
praça
os
snr.
Schramm
Wylli
e
C.
a,
para
esta
viagem,
em
que
foi
tão
mal
succedido.
O
vapor
era
elegante,
ricamente
pre
parado
e
de
excellente
marcha.
Não ha
felizmente
nenhuma
perda
de
vida
a
lamentar.»
Exploração
geograftea.
—
Segundo
noticias
de
Tomsk,
cidade
da
Rússia
asia-
tica,
deve
sair
d
’
esla
cidade
uma
expedi
ção
no
intuito
de
verificar
se
ha
uma
passagem
fluvial
entre
a
bahia
de
Obi
e
o
mar
de
Kara,
por meio
de
dois
rios,
dos
quaes
um
o
Schtchoutchia,
se
lança
na
bahia
de
Obi,
e
o
outro,
que
não
tem
nome,
no
mar
de
Kara.
Mr.
Orlow,
oíficial do
corpo
dos
to-
pografos
foi
nomeado
chefe
d
’
esta
expe
dição.
Cura
da
febre amarella.—
Lê-se
no
«Jornal
do
Recife»:
«Enviaram-nos
o
seguinte:
«A
solução
do
grande
problema
era
vão
e
ha
tanto
tempo
esperada—
o
reme
dio
contra
a
febre
amafella
—
está
finalmeo-
te
descoberta.
«O
capitão
P.
Martin,
ha
muito co
nhecia
um
remedio eíficaz
contra
esta
moléstia,
vomito
preto,
cholerina
e
febres
intermitlenies,
das
quaes
conseguiu
pre"
senar-se
e
curar todo
os
seus
marujos
nos
peiores
climas
do
globo;
occupado,
porém,
nos
árduos deveres
de
sua
pro
fissão,
nào
tivera
até
agora
occasião
de
pensar que
podia
prestar
um
serviço
im-
menso á
humanidade
aproveitando-se
da
descoberta
que fizera.
»Eil-o,
pois
que
se
apresenta
agora
e
deseja
ser
util
aos
que
sofftem
com
uma
o
seu
Diasoslico.
«Muitas
experiencias
coroadas
de
bom
exito
se
leem
leito
tio
estrangeiro,
e
aqui
especialmeate
por
um
distincto medico,
que
altestou
a.
eflicacia
do
Diasoslico
em
um
caso de
lebre rebelde
a outros
medica
mentos
diariamente empregados.
«Esta
noticia
deve
encher
de satisfação
o
Brasil,
pois
da
a
certeza
de
que
os
estrangeiros
não
encontrarão
mais
perigos
sob
o
nosso
clima.»
Chama-se
Linimento
Calsamico
este
re-
medio.
iVoEstenção.
—
Foram
já
nomeados
os
facultativos
militares
destinados
a
fazer
parle
nas
inspecções
de
recrutas
nos
difle-
rentes
districtos
do reino, durante os me-
zes
de setembro
e outubro
proxitnos.
No districto
de
Lisboa
são os snrs.
ci
rurgião
mór de engenheiros,
Carlos
José
dos
Santos
e
Silva,
e
cirurgião
ajudante
de
artilheria
1,
João
Vicente
Barros
da
Fonseca.
Nos
districtos
de Coimbra, Leiria,
San
tarém
e
Caslello
Branco,
os
snrs.
cirurgião
ajudante
de
artilheria 3,
Eugênio
Coelho
de
Campos
de
Azevedo
e
Menezes,
e
cirur
gião
ajudante
de
infanteria
17,
Antonio
José
Pereira
Borges.
Nos
districtos
de
Aveiro,
Porto, Bra
ga
e Vianna,
os snrs.
cirurgião
mór
de
in
fanteria
6,
Joaquim
Almeida
Simão,.
e
ci
rurgião
mór
de
infanletia 7,
João
Antonio
Carvalho
e
Almeida.
Nos
districtos
de
Bragança
e Villa
Real,
os
snrs.
cirurgião-ajudante
de
cavallaria
6,
Antonio
Joaquim
Rodrigues d
’Oliveira,
e
cirurgião-ajudante
de
infanteria
13,
Ma
noel
Antonio
Ferreira
Pinto
da
Cunha.
Nos
districtos
de
Vizeu
e
Guarda,
os
snrs.
cirurgião
mór
de
caçadores
7,
João
Lourenço
de
Almeida
Soares,
e
cirurgião
ajudante
de
infanteria
10,
José Antonio
An
ciães
Proença.
Nos
districtos
de
Evora,
Beja
e Faro,
os
snrs.
cirurgião
mór
de
cavallaria
3,
Joaquim
Augusto da
Silva,
e
cirurgião
ajudante
de
caçadores
4,
Joaquim
José
Pimenta
Tello.
No
districto
de Poitalegre,
os
snrs.
cirurgião-mór
de
infanteria
1,
Eduardo
José
Pessoa, e
cirurgião-ajudante
de
in
fanteria
16,
Carlos
Mouiz
Tavares.
A
’ caridade
publica.—
Maria
The-
reza
de
Cai
valho,
recolhida
tio
convento
das
Convertidas,
tendo
lhe
sido
aconselhado
o
uso
de
banhos
de
caídas,
por
causa
dos
seus
padecimentos,
implora
o
soccorro
das
almas
caridosas
para
conseguir
adoptar
o
conselho
da
medicina.
A
’ caridade publica.
—
Indicamos
ás
almas
caritativas
o
infortunado
Joaquim
da
Silva,
que foi jornaleiro,
e
que
actoal-
roente se
vè
na
impossibilidade
de
ganhar
os
meios
para
a
sua subsistência.
Mora
na
rua
de
S.
Thiago,
n.°
6.
A
’ caridade.
—
Pede-se
ás
almas
ca
ritativas
soccorram
uma
pobre
velhinha,
entrevada
com
um
schirro
na
cara,
mo
radora
em
Guadelupe
n.°
6.
Retratos do Sair. 19. ÀVIiguel II.
—
Os
retratos
ultimamente
chegados
e pró
prios
para
album grande,
vendem-se
no
escriptorio
da
administração
d
’
este
jornal.
Preço
de
cada jutn
300
reis.
NECROLOGIA
Fuil.
Existiu,
e já
não
existe.
A
riquezas
e
vaidades do
mundo aca
bam
com
a
morte
do
homem; mas
a
honra,
que se
adquire pelos
princípios re-
ligiosos,
pela
firmeza
de
caracter,
pelos
serviços
prestados
á nossa
religião
santa,
e
á
patria,
estes passam
além
do
tumulo,
porque
ficam
legados
á
sua
familia
para
exemplo
dos
conterrâneos
e
á
admiração
dos
vindouros
!
I
!
.
O
ex.'
“
°
snr.
dr.
Francisco
Hilário
Ri
beiro
de
Souza e
Brito,
da
comarca
de
Lanhozo,
já
não
existe
no
meio
da
sua
familia, sua
alma
passou
d
esle
ao
outro
inundo no
dia
23
do corrente
rnez,
e
seu
corpo
entrou
na
fria
terra
no
dia
2a
do
mesmo.
A
enfermidade,
que
soffreu
mais
d
um
anno,
o
desenganou,
de
que
a
vontade
do
Altíssimo
era
chamal-o
á
sua
divina
pre
sença,
por
isso
o
snr.
dr. Hilário como
verdadeiro
catholico
recebeu
com
a
maior
devoção
lodos
os
sacramentos
da hora da
morte,
e
chamrndo
seus
filhos
junto
de
seu
leito lhes recommendou,
que
conser
vassem
entre
elles
as
maiores
relações
de
amisale
atnanJo
e
respeitando
sempre
sua
viuva
mãe.
A
patria
perdeu
um
advogado
erudito
e
honrado,
e
o
partido
legitirnista
um
cam
peão
firme,
que
deixou
a
seus
filhos um
titulo escripto
com
letras d
’
ouro.
O
snr.
dr.
Hdario
seguiu
sempre
‘
o
partido
legitirnista
por
convicção,
mas
com
tal
grandeza d
’alma,
que
era
respeitado
pelos
sectários
de
todos
os partidos,
por
conhecerem
o
desinteresse
com
que
elle
seguia a
sua
política.
O snr.
dr.
Hilário
foi
sempre
muito
devoto
da
Santíssima
Virgem,
sua
madri
nha,
lembrando-se
d
’ella
na
saude
e
na
doença.
Na
saude,
sendo o que
mais
des
pendia com
a
sua
festa,
na
doença,
pe
dindo sua
protecção
para
salvamento
de
sua
alma.
Ah!
quanto
é
verdadeiro
o
que
con
tem os
Santos
Evangelhos!
Aquellas pa-
lavras=çu«/is
vila,
finis
i/a=verificajam-
se
no snr.
dr.
Hdario,
porque
tendo
uma
vida
exemplar,
teve
a
morte
do
justo,
foi
amado
e
respeitado
de
lodos
em
vida,
foi
amado
e
respeitado
na
morte.
Seu
funeral
foi
feito
com
toda a
de
cência,
cantando
a
missa
o
muito
revd.0
arcipreste
da
Povoa
de Lanhozo,
sendo
acolitado
dos abbades
do
mosteiro
de
Viei
ra
e
do
de
Santa
Marlha.
Foi
mestre de
ceremonias
o
muito
revd.
0
arcipreste
de
Amares,
e
convidaram
para
as
lições
os
abbades
de
Rio
Caldo
e
Rossas,
sendo
o
numero
dos
ecclesiasticos
presentes
125.
O
rico
caixão
tinha
duas
chaves,
que
foram
entregues
aos
ex.mos
drs.
deputado
Guilherme
e
juiz
de
direito
da
Povoa,
pegando
ás fitas
do
referido
caixão
quatro
doutores;
delegado
e
conservador
da Po
voa,
e
os
dois fidalgos
da
casa
de
Recu-
bello.
Assistindo
lambem o
dr.
Azevedo,
d
’
esla'
comarca,
os
drs.
Silva,
Andrade,
e
Peixoto,
da comarca
da
Povoa,
e
o
dr.
Cunha,
da
comarca
de Amares,
escrivães
e
contador
do
juiso
de
direito
da
Povoa,
recebedor
e
medico
do
partido,
e
o
escri
vão
de
fazenda
d
’esta comarca, e
outros
muitos
cavalheiros,
que
para
não
ser en
fadonho
deixo
de nomear, sendo
o
total
de
leigos
317,
não
fallaodo
no
povo
da
freguezia, das
senhoras
de
fóra
e
de
700
pobres.
Finalmente
foi
uma
romaria
de
triste
za,
porque
todos
choravam
a
falta
do
ho
mem
honrado.
A terra
lhe
seja
leve, e
a
sua
alma
gose
eterna
felicidade,
para
o
que
peço
as
orações
dos
leitores
d
’
este
jornal.
Vieira
27
de
agosto
de 1876.
Vieira
de
C.
UETIXIOS
TEEEG EI ATI VI AS DA
AGENCIA
1IAVAS
CONSTANTINOPLA
29-Midhat
Pa-
chá
no
conselho
de ministros e
dignata-
rios decidiram a
deposição
do
Sultão
Mou-
rad
e
proclamar
o
seu irmão
o
príncipe
herdeiro
Abdul
Harmed,
que
é
esperado
a
todos
os
momentos.
MADRID
29—
O
general
commandanle
de
Porto
Rico
foi
oíficalmente
informado
do
decreto
real ordenando
a
emissão
de
títulos
destinados
a
indemnisar
os
proprie
tários
dos
escravos
libertados.
«El-Tempo»
diz
que
o
príncipe
Constantino
Pedro,
du
que
de
Oldenburgo
e
primo
germano do
czar
chegará a
Madrid
ámanhã
de
madru
gada.
Canovas
já
restabelecido
regressa
a
Madrid
no
dia
2
de
setembro.
A
«Gace-
ta»
publicará
o
resultado
da
subscripção
dos
bilhetes
hypolhecarios
da
serie
inter
na.
O
rei
presidirá
á
sessão da recepção
do imperador
do
Brasil como
membro
da
Sociedade
Economica
Madrilena.
S.
PETERSBURGO 29—
O relatorio
de
Schuyler,
encarregado
dos negocios
da
America,
o
qual
foi
á
Bulgaria
proceder
a
um inquérito
confirma
as
crueldades
de
que
são
accusados
os
turcos.
As
tropas
regulares
commetleram
numetosas
atroci
dades,
foram
quitnados
63
aldeias
e
mor
tas
13 mil
pessoas.
Estes
massacres
eram
desnecessários
para
dominar a
insurrei
ção.
Os búlgaros
não
provocaram
de
forma
alguma
os
turcos.
BELGRADO,
19.
—
Os turcos
foram
hontem
novamenle
derrotados
em
frente
de
Alexinatz
depois
de um
combate
de
cinco
horas
abandonando
os
seus
mortos,
armas
e
munições.
Outro
ataque
de
turcos
contra
o
pe
queno
Zorurneck
foi
egualmente
repelli-
do.
MADRID,
30—
0
«Imparcial
diz
que o
rei
de
Portugal
addiou
para
a
próxima
pri
mavera a
viagem
a
Madrid e
Paris.
O
Imperador
do Brasil
é
esperado em
Madrid
a
7
do
proximo
mez.
O
rei
irá
recebel-o
á
estação
do
caminho de
fer
ro.
Um
telegramma
de
Windsor
diz
que
falleceu
hoje Cabrera.
BAHIA,
30
—
Está
restabelecido
o
ca
bo
entre
esle porto
e o
Rio
de
Janei
ro.
PARIS,
30
—
A
«Europe
diplomatique»
annuncia
que
Chandordy
fora nomeado
em
baixador
de
Constantinopla
em
substituição
de
Bourgoing
que irá
para
Madrid.
BELGRADO,
30
—
Os
embaixadoies
em
Constantinopla
receberam
instrucções
pa-
ta
tratarem
com a
Porta
a
questão
do
armistício.
Os
ministros
turcos
reunidos
hoje
em
conselho
examinaram
as
commonicações
das
potências
relativas
á
suspensão
de
hostili
dades.
SA0D£ A TODOS
sem
medicina,
pur
gantes
nem
despezas
com
o
uso da
delicio
sa
farinha de
saúde,
DU
BARRY
de
Londres.
8
7
anfiun dFinvariavei «uteensio
1
Nenhuma
enfermidade
resisie
á
de
liciosa
Revalescière
que
cura
as
indiges
tões
(despepzias)
gastrica,
gasiralgia,
He.
gma,
arroios,
amargor
na
bocca,
piluilas-
nauseas,
vomites,
irritação
intestinal,
diar-
rhea,
dizeuteria,
cólicas,
tosse,
athsma,
fal
ta
de
respiração,
oppressão,
congestões,
mal
aos
nervos,
diabethe,
debilidade,
todas
as
desordens
no
peito,
na
garganta, do
alilo,
das bronchites,
da
bexiga,
do
liga
do,
dos
rins,
dos intestinos,
da mucosa,
do cerebro e
do
sangue, 75:000 curas
en
tre
as
quaes
contam-se
a
de
8.
S.
o
Pa
pa,
do
duque
de
Piuskow,
da
ex.'na
snr.a
marqueza
de
Breban,
do
doutor
Manuel
baens
de
Tejada
da
Universidade
de
Cor-
dova,
etc. eic.
Mr.
Livingslone,
celebre
explorador da
.África
central, no
seu
relatorio
que
fez
á
Sociedade
Real
Geogralica
de
Londres
so
bre
a sua
viagem
diz
:
«Os
habitantes
da
província
d
’
Angola
«parecem
gozar
uma
grande
feiiicidade,
el-
«les
não
precisam
nem
médicos
nem pur-
«gantes, o
seu
principal alimento
sendo
a
«.Revalescière
que
Du
Barry
trouxe
em
«Europa,
veem-se isentos
das
moléstias,
«e
a lisica pulmonar,
escropbulas,
empin-
«gens,
câncer,
febres,
diiliculdade
de
eva
cuar,
diarrhea,
etc.,
etc.,
são moléstias
«completamente
desconhecidas,
como
tam-
«bem
desconhecem
as
bexigas,
o
saram-
«po,
etc.»
Certificado
do
Dr. Manuel
Seans
de
Te
jada,
doutor
da
faculdade
Medica Cirúr
gica, lente
da
Universidade
livre
de
Cor-
dova,
medico
em
proprio
e
do
caminho
de
ferro
de
Merida
a
Sevilha,
etc.
Certifico:
Que
com
o uso
da
Reva-
lesciére,
obtive
na
minha
clinica
varias
cu
ras
em
moléstias
gravíssimas
em
alguns
clientes
residentes n’
esla
cidade,
lembran
do-me
o
de
D.
Filippe
Zappina
emprega
do
publico,
hoje
administrador
da
alfan-
dega
de
Manila
nas ilhas
Filippinas,
a
de
D.
Amélia
Gomes,
casada
com um
chefe
do
exercito,
a
qual continua
a
melhorar
com
o
seu
uso;
de
D.
Ramon
Alonzo,
rapaz
de
vinte
annos
que
soffria
havia
al
guns
mezes
de
uma
moléstia
de
peito
de
muita gravidade.
E
para
fazer
constarem
toda a
parte, a
assigno
em Cordova
em
13
de
outubro
de
1873.
Doutor Manuel
Saens
de Tejada.
Seis
vezes
mais
nutritiva do
que
a
car
ne
sem
esquentar,
economisa
cincoenla
vezes
o seu
preço
em
remedios.—
Preços
fixos
da
venda
por
miúdo
em toda
a
pe
nínsula
:
Em caixas
de
folha
de
lata,
de
*
/
4
kilo,
300
; de
*
/
4
kilo
800
rs
;
de
um
kilo,
1^400
reis;
de 2
*/
4
kilos,
3$200
reis;
de
6
ki-
los,
6$400
reis,
e
de
12
kilos,
12$000
reis
Os
biscoitos
da
Revalesciére
que
se
po
dem
comer
a
qualquer
hora,
vendem-se
em
caixas
a 800
e
l$400
reis.
O
melhor chocolate
para
a
saúde
é
a
Revalescière
ehoeolatada;
ella
res-
tilue
o
appettite,
digestão,
somno,
energia
as
carnes
duras
ás
pessoas,
e
ás
creanças
e
mais fracas,
e
sustenta dez
vezes
mais
que
a
carne,
e
que
o
chocolate
ordinário,
sem esquentar.
Em
paus,
ou
em
pó
em
caixas de
folha
de
lata deli)
chavenas,
500
reis;
de
21
cháve
nas,
820
reis,
de
48
chavenas,
1^400;
de
120
chavenas,
3$200 reis,
ou
25
reis
cada
chavena.
BAREXY
DU
BABRT <© C."
-Plâ-
ce Vendòme, 26,
Pariz
;
77
Regent
Street
Londres
;
Valverde,
1,
Madrid.
Os pharmaceuticos, droguistas, mer-
cieiros,
etc.,
das
províncias
devem
diri
gir
os
seus
pedidos
ao
deposito
Central
;
snr.
Serzedello
&
C.
a
Largo
do
Corpo
Santo
16,
l«isSsoa,
(por
grosso
e miudo)
;
Carlos
Barreto,
rua
do Loreto,
28;
Bar
rai
&
Irmãos, rua
Aurea,
12.
J.
de
Sousa
Ferreira
&
Irmão, rua
da
Ba
nharia
77
; de
bequetra
;
J.
Pinto
;
Desí-
ré
Rahir;
Coimbra,
V.
Botelho
de
Vas>-
conceilos
;
Aveiro,
F.
E.
da
Luz
e
Costa,
phartn.
; Bareetíos,
Ramos,
pharm.;
Braga,
Pharmacia
Maia,
rua
dos
Chãos,
Pipa
&
Irmão, rua
do
Souto,
Domingos
J.
V.
Machado,
praça
Municipal.
Figueira,
Antonio
Vieira,
pharm.
;
Gruimarãíe»
,
A.
J.
Pereira
Martins,
pharm.
;
l*
ena-
fiel,
Miranda,
pharm.
;
Ponte
<Io
Lim»,
A. J.
Rodrigues
Barbosa,
pharm.
;
Pe-
«a®
p.
Machado
de
Oli
veira,
pbarma.;
Viauraa do
©aiatelS®,
Aftonso
e
Barros,
droguistas;
Willí
*
do
Conde,
Á.
L.
Maia
Torres,
pharm.
«ta
rixuKKzvrenan!
jautSMttdBsetKME
xuabuaccuuMKnMHBaaBnKNt
ASHADECIMESTOS
Summamente
grato
a todos
os
ill.
IIljS
e
exc.mjS
snrs. que
assistiram
ao
acom
panhamento
e
responso de
Gloria
que
por
alma de
minha
filha
Branca
tiveram
logar
na
capella
de
S.
Miguel
O
Anjo,
aqui
lhes
dou
os
meus
agradecimentos .e
consigno
os
protestos
de
minha
eterna
gratidão.
Braga 1
de
setembro
de
1876.
Manoel
Ijnacio
da
Silva
B^aga.
D.
Felizarda
Rosa
Vieira
de
Campos,
o
académico
Antonio
Bernardino
Ribeiro
de
Vieira
e
Brito,
o bacharel padre
Francisco
José
Ribeiro
de
Vieira
e Brito,
o
p.e
José
Narciso
Ribeiro
de
Sousa
e
Brito,
e
o
abba-
de
José
Bento
Vieira
de
Campos
não lhes
sendo
possível
agradecer
pessoalmente
a
todos
os exé.os
snrs.
e
snr.
as
,
e
revd.
os
ecclesiasticos
e
mais pessoas,
que
os
vi
sitaram
e
prestaram
serviços
no funeral
de
seu
sempre
chorado
marido,
pae,
irmão
e
cunhado o
snr.
dr.
Francisco
Hilário
Ribeiro
de
Sousa
e Brito,
o
fazem por
es
te
modo,
promellendo
a
todos
eterna
gra
tidão.
ANNUNCIOS
v
en
d
er
á
p
o
r
p
re
ço
s
co
m
m
o
d
o
s.
CONCURSO
A Meza
da
R.
Irmandade
da
Miseri
córdia
e
administradora
do
Hospital
de
S.
Marcos
da
cidade
de
Braga,
annuncia
que
se
acha
a
concurso
documental
por
espa
ço de
oito
dias
a
contar
do
presente
an-
nuncio
um
logar
de
facullivo
do
dito
hos
pital
com ordenado
de
200^000
rs. Os
snrs.
facultativos
que
ao
mesmo
quizerem
concorrer, apresentarão
os
seus
requeri
mentos
documentados
na
secretaria
da
re
ferida
Real Irmandade.
Braga 2
de
setembro
de
187G.
(4266)
|
Em
13
!
EXUUMACAO
Tendo
de
proceder-se
á
remossão
das
campas
de
pedra
que
estão
no
cemiterio
do
Hospital
de
S. Marcos
para
o
novo
ce
miterio
da
R.
irmandade
da
Misericórdia,
esta convida
as
famílias
d
aquellas
pessoas,
que ali tenham ossadas
e
as
queiram
re
mover,
de
o
mandarem
fazer
o quanto
an
tes,
pois
do
contrario
terão
de hir
para
o
deposito
geral.
(4263)
.1U
44X1
(INCORPORADA
POR CARTA
REAL)
LINHA
QUINZENAL
DE
PAQUETES
A
VAPOR
FLUIDE
IATIF
«
JOHES
Por suas propriedades beneficas,
goza
este
pro-
ducto de alta e merecida reputação. Suaviza e
ama
cia
a
pelle, allivia
as irritações causadas pelas mu
danças
de
clima, pelos banhos do mar, impressões
desagradaveis
do
vento ou do calor, etc, etc. ‘
Uma
simples applicação faz
desapparecer as ra
chaduras das mãos e dos beiços.
Preço 650 reis.
PARA
0S
CUIDADOS
D0
TOUCADOR
É
muito digno de ser
recommandado ó
Sabao
Katif?
que possue
todas as propriedades suavizan-8
tes
doFluide,e um aroma delicadissimo.PreçooOOr
*
I
23,
Boulevart
des
Capucines,
Paris,
De
Fronte da entrada
do Grand-dotel.
Fabricante
de
Escovas Inglesas Perpumeria, Loja |
de
papel,
Objetos
de Fantasia, Estojos diversos, I
Cutelaria, Artigos
de Luxo, Luvas, etc.
Deposito
era
Lisboa,
snr.
Barreto,
Lorêto
n.°
28
—
30
(26
*
)
DICCIONAHIO
DE
POR
Uma
Hoeiedade
de homens de
Heiencia
Comprehendendo
todos
os
esclarecimentos
e
informações
indis
pensável
com
relação
ao
commercio, ás
artes
e
industrias
fabris
;
DESENVOLVIDO
CONSIDERAVELMENTE
NA
PARTE
QUE DIZ
RESPEITO A
PORTUGAL.
PROVÍNCIAS
ULTRAMA
RINAS
E
BRAZIL
Sahiram
os
fascículos
n.
os
1
e
2
termi
nando
a
palavra
Ahanta
e
comprehendendo
mais
de
d$000
artigos
muitos
dos
quaes
se não
encontram
em nenhum
dos
dic-
cionarios portuguezes
ou
estrangeiros
até
hoje
publicados.
Preços
de
cada fasciculo
100
rs.
fortes
(franco
de
porte)
Continúa
a
receberem-se
assignaluras
na
administração da
Empreza Horas
Ro
mânticas,
Rua
da Atalaya,
42,
e
em
casa
dos
snrs.
correspondentes
na mesma
Em
preza.
BANCO
Para
S.
Vicente, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro,
Montevideo
e Buenos-Ayers
Acceilando
também
passageiros
de
3.a
classe
para
SANTOS
e
RIO GRANDE DO SUL
com
trasbordo
no
Rio
de
Janeiro
PAQUETES
A
SAIR
DE
LISBOA
TAGUS.
...
13
de
Setembro
GUADIANA
.
.
29
de
Setembro
DOURO. ...
13
de
Omubro
PREÇOS
II
MONDEGO.
.
.
28
de Outubro
1
ELBE
....
13
de
Novembro
MINHO.
.
.
.
28
de
Novembro
COMMODOS
Cada
paquete
companhia
leva
a
bordo
e
cosinheiro» "
^•rtnguezei par»
commodidade
dos
passageiros
de toaSas
as eSasses.
Sendo
as
passagens
pagas
na
Agencia
Central
no
Porto
ou
em
qualquer
Agencia
9
provincial, a
conducção
para Lisboa
é
por
conta
da
Companhia.
A
h«r«lo oa passageiras teem
grátis
canta, roupa de eama, co- j
nilila
feittt por cozinheiros portugntzes,
vinho ditas vezes por dia,
assistência medica, serviço de criados e outras despezas.
A
EXPERIENCIA
de mais
que
um
quarto
de
século
tem
feito
com
que
os
pa
quetes
d
’esta companhia
(a
mais
antiga na
carreira
do Brazil)
sejam
conhecidos
pela
regularidade,
vêlocidade
e
segurança
excepcional
;
além
d
’
isso
pela limpesa,
boa
or
dem,
bom
tratamento
e
accommodações
a bordo,
e pelos
melhoramentos
mais
moder
nos
tanto
para
a
hygiene
como
para
a
commodidade
dôs
passageiros.
ISTO É
COMPROVADO
pela
grande
concorrência
que
teem
de
passageiros
e
pelos
agradecimentos
de mais
de
mil e
cem passageiros
d
’
entre
elles feitos
por
es
cripta
como
consta
de documentos
arehivados
em
varias
agencias.
SÀO
ESTES
OS
PAQUETES
preferidos
pelo Governo
inglez
para a
conducção
das
suas
malas do
correio.e
por
este
serviço
recebe
a
companhia
um
importante
subsidio.
TIVERAM
ESTES
PAQUETES
a honra de conduzir
Suas
Magestades
o
Impera
dor
e
Imperatriz
do
Brazil,
como
também
S.
A.
o
Infante
D. Augusto.
TODAS
AS
INFORMAÇÕES
e
bilhetes
de
passagem
podem
ser
obtidos
no
POR
TO
na
AGENCIA
CENTRAL,
rua
dos
Inglezes.
23;
o
agente
GUILHERME
C.
TAIT;
e
nas províncias
nas
agencias
e
correspondências
estabelecidas
em
todas
as
princi
paes
cidades
e
villas.
Agente
em
Braga
o snr. João
Manoel
da
Silva
Guimarães,
Rua
do
Souto.
c
/
j
CD
</}
Q
3
*
s
s
a
c
t.
a
E
s
•s
s.
SB
ATAFONA
Vende-se
uma
atafona
de
moer
trigo,
e
toda
a qualidade de
grão.
Trata-se
na
casa
e
quinta
do
Lopo
do
Tanque.
(4242)
BOM
VINHO
Vende-se
as
pipas
na
adegada
casada
Reveza
em
Adaufe. Quem
pertender
diri
ja-se
á
mesma.
(4250)
|
Em
28
|
a
S
s
O
Constando
á
Direcção que al
guém
tem procurado convencer
alguns possuidores de
promis
sórias d’este Banco de que será
grande
o
seu prejuízo para es
pecular com
a sua
credulidade,
e
obter
assim essas promissó
rias
por um baixo preço,
vae
por
esta
forma assegurar a to
dos
os credores d’este
Banco que
nenhum
prejuiso
terão
com a
demora
na
créditos.
Braga
25
Pelo
Banco
recepção doa
seus
cPagosto
de 1876.
Comercial de
Braga
OS
D1RECTORES,
Costa
Guimarães.
Manoel
José
da
Jaão
Evangelista
de Sousa
Torres
e
Almeida.
Luiz Antonio
da
Costa Braga.
Venda
voluntária
José
Pereira
Villa,
do
logar da Capel-
la,
da
freguezia
de
S. Jeronimo
de Real,
suburbios
da
cidade
de
Braga, vende a
sua
propriedade
de
casas
e
campo,
tudo
unido
e
circuitado
por
parede,
em
frente
da estrada
real
que
vae para
Ponte
do
Li
ma.
Quem
pertender
comprar
pode
diri
gir-se
ao
mesmo
vendedor,
ou
ao
solici
tador
Bernardo
da
Cunha Pinto
Barbosa,
morador
na
rua
do
Corvo,
da
dita
cidade
de
Braga.
(4246)
Quem
pertender
um
aliar
para
dizer
missa,
falle
na
rua
de
S.
Marcos
n.°
33.
(4259)
RUA DA ESPERANÇA N-° 224
a.Ei?-» EEO.sk
director
geral
J.
L.
Carreira
de
Mello
director
gerente
J.
Baptista
Ferreira
Este
collegio
continúa
com
uma
Direcção zelosa,
instruída,
e
vigilante,
não
se
poupando,
a
qualquer
melhoramento que
a
educação
e
instrucção reclamem.
Profes
sores
de
linguas
naturaes
com internato
no
estabelecimento,
professor
de
commer
cio,
habil,
guarda
livros
de
grande
pratica
na
escripiuração
em
qualquer das linguas,
Porlugueza,
Franceza
e
Ingleza
Todos
os
mais
professores
e
pessoal
escolhidos
com
esmero. A
regencia
dos
estudos
a
cargo
do
professor
Allemão
Hugo
Cramer.
Gabinetes
de
physica
e chimica
e
museu
de
historia
natural;
as
aulas
de
geo-
graphia,
malhematica
e desenho,
devidamenle
montadas,
gymnastica;
finalmente
to
dos
os
estabelecimentos parciaes
auxiliares do
ensino
que
devem
fazer
parte
integrante
de um
estabelecimento
d
’
esta
ordem.
Recebem-se
alumnos
para todos
os
preparatorios
de estudos
superiores,
e
estu
do
de
commercio
e
linguas.
No
escripiorio
do collegio
se
dão
os
estatutos,
e
todos
os
mais
esclarecimen
tos precisos.
Os nossos
foram
todos
approvados.
O Director
proprietário
(32a
)
Joaquim
Lopes
Carreira
de
Mello.
Armas
de
caça
e
rewolvers,
á loja
do
—
Cachapuz—
acaba
de
chegar
um
bom sortimento.
(4247)
Vende-se
a
casa
n.°
1,
na entra-
jijllL
da da
rua
de
D. Pedro
V.
Foi
construída,
ha
dois
annos,
tem quin
tal
e
poço
e
excellentes commodos.
Tra-
cta-se
do
seu ajuste
na
rua
de
S.
Viclor
n.°
50.
(4218)
’
Alugam-se
os
altos
da casa
n.°
22,
da
rua
do
Campo, com
excellentes
com
modos
para
uma
numerosa
familia.
Quem
os
pretender
dirija-se
á
mesma.
(4261)
Praticante
de
pharmacia
Precisa-se
d’um
para
Guimarães na
pharmacia
—Martins,
que
tenha
pelo me
nos
dous
annos
de boa
pratica
pharmaceu-
tica
e
bons costumes.
Quem
estiver
nas
circumslancias
dirija-se
ao
mesmo,
ou
ao
snr.
Alvim,
á Porta
Nova—
Braga.
(4258)
â
Vende-se
uma
casa
feita
de
novo,
sita
na
rua
das
Aguas
n.°
91; po
de-se vêr
desde
as
9
horas
da
ma
nhã,
até
ás
3
da
tarde.
Trata-se
na
rua
dos
chãos
n.°
13
(3086)
CIRURGIÃO
DFAT1STA
APPROVADO
PELA ESCOLA MEDICO-CIRURGI-
CA
DO PORTO
Largo
do
Barão
de
S.
Marlinho
n.°
5
BRAGA.
Faz tudo
quanto
diz
respeito
á
sua
arte
e
continúa
operando grátis,
pobres
e
soldados.
(22
£■)
Para os
engenheiros,
pharmaceuticos,
médicos, dentistas,
professores
e
outras
pessoas
que
desejarem
obter
o
diploma
de
doutor
ou
de
bacharel
de
uma universida
de
estrangeira.
Dirigir
carta
registada a
Medicus,
13,
praça
do
Rei, Jersey.
(In-
glaierra.)
(31 -jr)
Rebuçados peitoraes
balsâmicos.
Uteis
nas
tosses
chronicas
ou
recentes,
catharros,
coqueluches
e
em
geral
nas
mo
léstias
dos
orgãos respiratórios.
Em
Braga
pharmacia
do
Hospital
de
S. Marcos.
,
No
Porto,
pharmacia «Rica»,
Bomjar-
dim,
370.
(415a)
BRAGA :
TYPOGRAPHIA LUSITANA
—
1876'
Parte de Comércio do Minho (O)
