comerciominho_02051876_488.xml
- conteúdo
-
ÈBII
m
&?
$$w
te
V ANNO
1876
FOLHA
COMMERCIAL RELIGltfSÀ E HÕtiCIOSA
NUMERO
488
P
reços
:
Draga, anno
1^600
rs.-=Se»iestre 850
rs.^
Provín
cias,
anno
2&400
rs
e
sendo
duas 4&000
rs.
—
Semestre
l&25t»
rs.=firazi/,
anno
3&600
rs.=Semestre
1&900
rs.
moeda
forte,
ou
8&000
reis
e
4^500 reis
moeda
fraca.=Annuncios
por
imhá
20
rs.,
repetição
10rs.
Para
os
assignanles
!0
°/
e d'abatimento.
Assigna-se
e
vende-se no
escrip
íorio
do
editor
e
proprietário
Josi
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Novan.’
3E,
para
onde
deve
ser
dirigida
todas correspondência
franca
de
porte.
=As
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas.;
assim
corno
as
correspondên
cias
de
Interesse
particular.
Folha
avulso 10
rs.
ÍMMmiin
1F»
KJffiS
KxH.C3A.-S SS
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
TEIIÇA-IEJHI
3 ÍJK
.VIA
IO
Coocentram-se
hoje
todas
as
atteuções
na
questão do
Oriente.
A
insurreição
tem
assumido
proporções
assustadoras,
e
de dia
a
dia
se
torna
mais
diflicil a
pacificação
das
províncias
suble
vadas
contra
o
sultão.
Os últimos
despachos
mencionam
a
derrota
das
tropas
do
governo, derrota
que
é
confirmada
ainda
por
noticias
de
origem
ottomana.
Depois
de
seis dias
de
combates,
as
forças imperiaes
tiveram
de
retirar,
dei
xando
os
insurgentes
de posse
do campo
de
batalha.
Na
parte
dada
pelo
general
turco
diz-se.
postoque
dislarçadamenle,
que
os
insur
gentes
devem
a
sua
victoria á despropor
ção
do
numero,
ao
cança^so,
e
á
falta
de
munições
da
parte
das suas
tropas.
Fossem
quaes
fossem os
motivos, é
certo
que
a
sublevação
caminha
a
passos
de
gigante,
e
que
está
longe de
ser
de-
bellaua.
como
ha
pouco
se
acreditava.
Alguos
jornaes
estrangeiros
referem
que
se
abriram
novas
negociações
para
conseguir a
pacificação
dos
principados
in-
suriectos.
Falia
se lambem
na
occupação
militar
pela
Áustria
das
províncias
da
Herzegovina
e
da
Bosnia,
como
meio
para
restabelecer
a
paz.
Este
ultimo
boato,
porém,
,
parece
re
puguar
á
côrte
de
Vienua;
porque
essa
in
tervenção
só
deveria
ter
logar
quando
a
Porta
aunuisse
ás
reformas
propostas:
no
entanto
é provável
que
a
Áustria
obre,
quando
a
isso seja impeliida por
toda
a
Europa.
As
anteriores
negocações
não
deram
resulta
io
algum,
como
é de
todos
sabido.
O
Monteuegro,
a
Servia
e
a
Romania
estão
em
vesperas
de
se
associarem
ao
movimento
iusurreciooal contra
o
império
otlomano,
que
parece
prestes
a
esfacelar-se.
O
«Uuivers»
fecha
do
seguinte
modo
um
dos
seus
últimos
artigos
sabre
esta
importante
qoeslão:
Na
organisação
mili
tar
dos
insurgentes ha
muito
mysterio,
e
diriam-nos
que
a
Rússia
sopra
a”
insur
reição,
o
que
por
outro
lado nos
não
sur-
preheude. Quem se
não
lembra
das
pala
vras
do
imperador
Nicolau
publicadas ha
pouco
por um
jornal
e
que,
sobre
este
ponto,
abriram
o
campo
a
todas
as
sup-
pusições
sobre
a
política
de
seus
herdei
ros
?
Seja
coroo fôr,
o estabelecimento
turco
em
Constantinopla
soffre
n’
este
momento
um
rude
golpe
dg
que
podem
sair
difia-
reiites
complicações.
Quem
sabe
se
não
veremos
realisar-se
mais
uma
vez
a
profecia
de
Palmerston,
dizendo
que
a
questão
do
Oriente
é
a
faísca
que
abrasará
a
Europa?
NOXICIAS ESTKAXGEIHA<Í.
Sobre a
questão
financeira
d Hespanha
diz
a
«Palavra»:
São
graves
os
brados
e
clamores
con
tra a
exposição
e
projecto
financeiro
do
ministro
Salaverrta
em
Madridid,
proje
cto
e
exposição
que
equivale
á
formal
declaração
da
banca-rota.
Estes
brados
fa
zem-se ouvir
assim
em
Hespanha
como
no
estrageiro,
principalmente
em
Portu
gal,
França
e
Inglaterra,
porque grande
numero
dos
credores
do
thesouro
do
vi-
sinho
remo
pertencem
a
estes paizes.
A
nós
paiecem-nos
naluraes
estes
gri
tos
de
afflicção e
de
indignação,
porque
ficam
muitas
famílias
na
miséria,
muitas
casas
commerciaes
e
bancarias,
umas
cai
rão,
outras
soílrem
grande
abalo, e
gran
de
numero
de
particulares,
que
teern
ou
tros
haveres,
perdem
ainda assim
aquel
la
parle
de
sua
fortuna
que
estava
repre
sentada
na
divida
de
Hespanha.
Por
outro
lado também
nos par<ce
muito
natural
que
o governo
hespanhol
não
possa
pagar,
em
vista
rias
enormes
despezas
que
teem
pesado sobre
o
thesou
ro e também
dos
grandes
desperdícios
que
hão
levado
a
cabo
ha
annos
a
esta
par
te
não
poucos dos gerentes do erário.
Bom
será que
esta
lição
amarga
fique
co
mo
aviso
a
todos
os
poucos
acautellados
3
que
estes
vão conhecendo
a
confiança
que
devem
ter
nos
titulos
de
divida
pu
blica.
Segundo
o
correspondente
do
jorual
tUuivers»
de
Paris,
o
pequeno
pu»o
ser-
vio
está
preparado
para
representar mui
proximamente
um
papel
immenso
nos ne
gócios
do
Oriente.
Parece
o
encarregado
de
dar o gripe
mortal no
império
oiho-r
mano
Portanto
é
muito
util conhecer
as
for
ças
de
que
a Servia
dispõe
neste
momen
to,
e
as
dos
povos visinhos
ligados
com
ella
pela
solidariedade
dos
interesses,
e
sobre
cujo
concurso
ella
confia
com se
gurança.
Os
jornaes
russos
e
de
Varsóvia
tem
publicado
a
este
respeito
esclarecimen
tos
e
dados
minuciosos
que
podemos
con
siderar
verdadeiramente
oíliciaes.
Vamos
reproduzil-os
em
resumo.
A
Servia
conta
1.323:000
habitantes,
sobre
uma
soperlicie
de
731
milhas
qua
dradas ou 43,533
kilomet'03
quadrados
;
mas
ella
póde
pôr
em armas
a
decima
parte
da
sua
população,
isto
é,
113:000
homens
porque
ha
mais
d’
um
quarto
de
século
lodos
os cidadãos
validos de
20
a
30
estão obrigados
ao
serviço
militar,
3
no
exercito
permanente
e
27
na
milícia
coino
na
Suissa.
Quando estalou
a
insurreição
da
Her-
zegovina,
a
milicia
estava
armada
com ar
ruas
anli.as
e
pouco exercitada.
N
’esle
es
tado não
podia
medir-se
com
tropas
tur
cas
e
eis
a
razão
de
sua
altitude
espe-
clanle
até agora. No
entanto
não
cruzou
os braços ;
desenvolveu
uma
actividade
fe
bril e
durante todo
o anno
que
findou
tratou de
fabricar
armas, munições
e
exer
citar
a
milicia.
Nos
últimos
mezes
tem
reunido
provi
sões
de viveres,
estabelecido armazéns
de
munições
ao
longo
da
fronteira
do
lado
da
Turquia.
Hoje
está
bem
preparada pa
ra
a
guerra
e
apresenta
uma
força
mui
to
respeitável;
e
dentro
de
poucos
dias
piovavelmente
entrará
em
campanha
para
dar
a
todos
os
povos
chrislãos
da
penín
sula
balkanica
o
signal
d’
nn>
levantamento
geral
contra
os
(orces.
Eis o
estado
em
detalhe
de suas
tropas:
1.
®
—Exercito
permanente:
—
Este
é
pou
co
numeroso,
e
por
isso
se reputa
uma
escola
de
instrucção
para
a
milicia.
Conta
apenas
5.600
homens
e 600
ca-
vallos,
4
baterias
de campanha
e
4
de
montanhS.
2.
°
—
Milicia
do
1
bando,
que
está
mobilisado
e
com
ordem
de
estar
prompto
á
primeira
voz
para
entrarem
campanha.
Compõe-se de
:
10
brigadas
de
infantera
a
oito
bata-
Ihões
cada
uma:
80
batalhões.
5
regimenles
de
dragões
a
4
esquadrões,
cada
om
:
20
esquadrões.
!8
baterias
d
’
artdheria
de
campanha
a
6
canhões
cada
uma:
108
canhões.
4
baterias
d
’
artilheria
de
bater
for-
l CS
.
18
companhias
de
peoneiros.
Total
:
90:000
homens,
3:000 cavallos,
108
canhões.
2
Milicia
do
2.°
bando—61
bata
Ihões
d
’infanteria,
13
esquadrões
de
cavallaria
e
18
ifartilheria. Total:
40:000
homens,
1.3
cavallos,
108
canhões:
tudo
dividido
em
8
brigadas.
Em
caso
de
guerra
o
l.°
bando
cota
o
exercito
permanente
entra
logo
em
cam
panha
na
força
de
35:600 homens,
3:600
cavallos,
e
1
50
canhões.
As
armas são
do
melhor
sistema
mo
derno,
e
lem
500:000
de
reserva
nos
at
-
senaes.
Os
canhões
são
na
maior
parte
do
sistema
Krupp,
e
o resto
é
fabricado
no
paiz.
A
Servia
tem
duis
escolas
militares, e
os
ahmnos
mais
distinctes
depois
dos
cur
sos
são
mandados
frequentar
as
melhores
escolas
da
Áustria
e
da
Prussia.
A
ins-
jau-
O
LIBERALISMO GATHOLICO
SEGUNDA
PARTE
Valor praetieo do sistema.
IV
O
liberalismo
calholico
dá apparencias
de
revolta
á
fidelidade
de
seus
adherenles.
[ConlintiMçào]
Esta
definição
refere-se evidentemente
tanto ao estado democrático
como
á
mo-
narchia
aulocratica.
Os
catholicos
liberaes
são
pois
obrigados
a
aduiittil
a,
se
que
rem
permanecer
catholicos
;
mas
se
a
ad-
millem,
que
deixem
de
se
chamar
liberaes.
pois
que
o
liberalismo
consiste
precisa
mente
na negação d
’
esta
doutrina.
Colidemuado
em
seu
principio
com
o
cezarismo
monarchico
de
Pbilippe
o
Bello,
o
liberalismo
só
no
fim
do
decimo
oitavo
século
é
que
se apresentou
com
sua
fórma
própria,
e
foi
então
proscripto
por
Pio
YI,
como
tendente, de
uma
maneira
di-
recta,
á
destruição
da
religião
Catholica.
»E
’
com
estas
vistas,
diz
o
Ponlitice.
que
se
estabelece
como um
direito do
homem
em
sociedade,
esta
liberdade
absoluta
que,
«ao somente
assegura o
direito
de
não ser
Aquietado
por
suas
opiniões
religiosas,
mas
que
concede ainda a
licença
de
pensar,
de
dizer,
de
escrever,
e
até
de
fazer
impri
mir
impunemente,
em
matéria
de
religião,
udo
o
que
pode
suggerir
a
imaginação
mais
desregrada
:
-
direito
monstruoso
que
parece
no
entanto
á
Assembleia
(france
sa,
dos
fins
do século
passado)
resultar
da
igualdade
e
da liberdade
necessárias
a
todos
os
homens. Mas
o
que poderá
ha
ver
de
mais
insen ato do
que
estabelecer
para os homens
uma
igualdade
e
uma
li
berdade
’
que
não
leem
nenhuma
conla
das
prerogalivas da
rasão,
pela
qual
todavia
o
homem
se
eleva
acima
dos animaes?
Deus,
depois
do
ler
cteado
o
homem,
depois
de
o
haver
estabelecido
em
um
logar
de
deli
cias,
não o ameaçou
com
a
morte
se
el
le
comesse
do
fructo
da
arvore
da
scien-
cia
do
bem
e do
mal,
e por
esta
pri
meira
prohibição
não
poz
limites
á
sua
liberdade?
Onde
esiá
pois essa
liberdade
de
pensar
e
de
operar
que a
Assembleia
nacional
concede
ao
homem
social
como
um
direito
impiescripiivel
de
sua
nature
za? Este
direito
chimerico
não
é cootrario
aos
direitos
do
Creador
?»
Pio
VI
conclue
recordando
as
condemnações
proferidas
cou-
ira
erros similhaoles
suslentadts
pelos
val-
deoses,
os
adikleífitas
e
os
lutberanos. (1)
Já
no
anno
precedente
(a
10 de
julho
de
1790),
n
’
om
breve
dirigido
ao
arcebis
po
de
Bordéus,
o
mesmo
Ponlitice tinha
iiiui
clara.metile
formulado
ojuizoda
Egre
ja
sobre
os
grandes
princípios
de
1789.
«Os
prejectos
dos
innovadores
acluaes,
diz
ei
le
n
’
esie
breve,
não
tem
outro
tiro
senão
o
de
abolir
o
Caihohcismo,
de
firmar
os
tncridulos
etn
sua
incredulidade,
e
de
des
truir
a
fé
dos
crentes.
Eis
onde
se
quer
(1)
Breve
Quod
aliquantum,
ditigido
□o
cardeal
de Rochefoucauld,
membro
da
Assembleia
nacional,
a
10
de
março de
1791.
chegar proclamando
uma
liberdade
que
de
baixo
de
um
bello
nome
só
promeile
ins
tabilidade
e
licença.
Havendo
apenas
subido
ao
throno
pon
tifício,
Pio
Vil,
em
sua
encyclica
Diu
sa-
lis
videmur,
de
13
de
maio
de
1800,
apressou-se
a
condeinnar
as
liberdades
fu
nestas,
proscriplas
apenas
nascidas
por
seu
predecessor
; e
como
esclarecido
por
urna
luz
profética,
annunciou
que
a
força
ma
terial seria
impotente
para
reprimir
as
desordens
da
revolução
emquaolo
que es
ta
licença
desenfreada
de
pensar,
de
fallar,
de
escrever
e
de
lèc
não
fosse
coarctada.
«Não
seudo
arrancadas
as
raízes
do
rnal,
este
se
propagará
ao
longe
e
abraçará o
mundo
inteiro.»
Estas
mesmas
condemnações,
estas mes
mas
advertências
são
de
novo
promulgadas
por
Leão
XII
e
por
Pio
V11I.
soccessor
de
Pio
Vil
nas
eocyciicas que dirigiram
ao
universo
çhristão
logo
depois
de
sua
elevação
á
cadeira
de
S.
Pedro.
(2)
(2)
Encontrar-se-hão
estes
textos e ou
tros
documentos relativos
á
presente
ques
tão
r>a
«Civiltà Catholica»,
serie
4.
a,
vol.
l.o
—
o
rev.0
padre
Onclair
inseriu
a
ira
ducção
em francez
d
’
esles
artigos
na
obra
De
la
Bevolution
et de
la
Reslauration
des
vrais
príncipes
sociaux,
vol. III,
pag.
227
e
seg.
No
ultimo
fascículo
dos
Eludes que aca
bamos de
receber
(de
novembro)
vem
an-
nuuciada
uma
obra
do
rev.
0
padre
Ramiè
re
sobre
este
mesmo
assumpto,
isto
é
sobre
as
condemnações
fulminadas
pela Egre
ja
coulia
o liberalismo
e
o
calhohcismo
li
beral.
Recommendatnol-a,
como
tudo
o
que
sae
da peona
d’este
sabia
religioso.
Mas
de
todas
as
condemnações
cora
qne
a
Egreja
tem ferido as
liberdades
ião
que
ridas
do
iiberabsmo
calholico,
a
mais
so
lemne
e
a
mais
expressa
é
aquella
que
este
mesmo
liberalismo
provocou
per sua
primeira
grande
manifestação.
Já
o
dis
semos;
ate
1830
este
èrro
não
se
tinha
apresentado
senão obscuramente
e
s<
rn
li
gação,
nos
escriptos
de
alguns
aticion-s
isolados
;
mas
n
’
esta
data
a
escola
forma-
se
debaixo
da
direcção
de
um
mestre
ce
lebre
e
adquire
um
orgào
famoso.
Cada
du
nas
paginas
do
Futuro [1
’
Avenirj
es-
criptores
de
talento
não
vulgar
desenvol
vem
com
iodas
as
seducções
de
seu
es
tilo
e
com
o
fogo
de
sua
mocidade
as
theonas
de
La
Mennais
sobre
as
relações
da
Egreja
e do
Estado.
Combalidos
em
França
pelos
catholicos
fieis
ás
aol
ges ira-
dicções,
os
novos
controversistas
appella-
ram
para
Roma,
e Roma
respondeu
lhe
peia
encyclica
Mirari
vos:
não
citaremos
agora
este
documento,
que
é
assás
conhe
cido.
Sabe-se
com
que
severidade
o
Papa
siigmatisa
«esta
opio
ão absurda
e
erró
nea,
ou
antes
este
delirio,
—
que
se deve
revindicar
para
cada
homem
a
liberdade
de
consciência,
—èrro
cont
gioso ao
qual
aplana
e
facilita
o
caminho
essa
liberdade
absurda
e
este
íreio das
opiniões
que,
com
detrimento
da
Egreja
e
do
Estado
’
se
vae
espalhando
por
toda
a
parte,
gra
ças
á
impudência
de
certos
homens
qué
não
temem
de
a
representar como
van
tajosa
de
alguma
maneira, á religião.
Mas
que
morte
mais
funesta
pode
ferir
a
al
ma
que
a
liberdade
do
èrro
?
exclam.,
San
to
Agostinho.»
(Conli.rúu)
trucção
dos
ofliciaes
servios
é
muito su
perior
aos dos
exercitos
torcos
e
aos
dos
exercito*
da Roumania.
A
instrucção
mi
litar
está
quasi
ao
oivel
da
dos
ofliciaes
austriacos,
o
que
já
não
é
pouco.
O exercito
turco
reunido
na Europa
é
de
270.000
homens
segundo
d'zem.
Na
apparencia
tem
grande
superioridade
sobre
o
dos
servios
que
apenas
lhe póde
oppôr
de
momento
33:000
homens.
Mas
o
exer
cito
turco
tem
de
guardar
Constantinopla
e
Andri.ropole,
vigiar
a
Roumania,
o
Epi-
ro,
a
Albana
e
Thessalia.
Por
consequên
cia
a
Turquia
não
póde
empregar
contra a
Servia, quando
muito,
senão
a
metade
do
seu
exercito,
admittindo
que ella na
rea
lidade
tenha
270 inil
homens
em
armas,
de
que
muitos
duvidam.
Os
jornaes
austriacos
fingem
acreditar
nas intenções
pacificas
do
príncipe
Nico-
lau
de
Montenegro
;
mas
o
sequestro
de
23
mil
fuzis
comprados
pelo
príncipe
em
Vienna
prova
que o governo
austríaco
pensa
d
’
outro
modo:
elle
sabe
que o
prín
cipe
não
póde
conter
os
seus súbditos que
sustentam abertamente
a
insurreição da
Heizegovina.
O
Montenegro
conta
23 mil
homens
bem
disciplinados
e
armados
á
moderna,
e cada um
d’estes
soldados
é
um
heroe.
Emquanto
aos
roumanos,
a
sua
entra
da
na
lucta
precipitaria
incontestavelmen
te a
crise final da
Turquia.
A
Roumania
conta
perto
de
5
milhões
de
habitantes
e
tem
uma
organisação
mi
litar
muito
poderosa.
Pela
lei
de
11
de
junho
de
1868.
mo
dificada pela
de
27
de
março
de
1872,
a
soa
força
armada
compõe-se:
4.°
Do
exercito
permanente
com
sua
reserva.
2.° Do
exercito
territorial
com
as
suas
reservas.
3
0
Das milícias.
4.°
Da
guarda urbana
e
das
levas em
massa.
Em
caso
de
guerra
a
Roumania
póde
pôr
immediatamente
em
linha, uni
exer
cito
d
’operação de
100
mil
homens
e
cha
mar
á
defeza
do
território 200 homens
pelo
menos.
Ora
a
Roumania
armou-se
durante
o
inverno
e
acha-se
tão
bem
pre
parada
como
a
Servia.
Ambos
estes
povos
e
o
Montenegro
com elles,
apresentam
uro
effectivo
de
mais de
200
mil
homens
em
armas.
N
’nma
situação
tal,
será
possível ain
da
a
manutenção
da paz?
A
esta
pergunta
eis
como
acaba
de
responder
o
jornal semi-oflicial
russo
—
os
«Petersburski
Wiedomusli»
no
seu nume
ro 36. «A diplomacia
europea
está
muito
enganada
se
crê
poder
paciticar
a
Turquia
com
palavras
e
notas.
Para
isso
é necessário
recorrer
ás
baionetas,
e
as baionetas
europeas
não de
vem
pôr-se
ao
serviço
da
barbaria
rnusul-
mana.»
Debaixo
de
uma
forma
mais decisiva
foi
o
que
respondeu
o
general
Jgnatief
ao
cande
Zichi quando
este propunha
a
occupação
militar
da
Servia
pela Áustria
e
Rússia
em
commum, no
caso
de
que
a
Servia
não
quizesse
prestar-se
ás
intenções
pacificas
das
potências.
«Mas
é
que
nós
já
não
temos
di-eiio
de o
fazer,
diz
elle
Jgnatief;
o
tratado
de
Paris
não
existe
já.—
Foi a
Rússia que
o
rasgou
; respon
de
Mr.
Zichi.—
Não
é
assim
—
replicou
Mr.
Ignatief:
as
potências
modificaram
no n
’
um
ponto
sómente,
o
resto
é
obrigatorio.»
O
que
é
verdade é
que
a
Rússia
dei
xa
a
Áustria
perder o
seu
tempo
em ne
gociações
eslereis; mas
reuniu
um
exer
cito
na
fronteira
para
conter
a Áustria,
no caso de
que
esta
se
lembrasse
de
in
tervir
activamente
nos
negocios
do
Orien
te,
occupando
a
Servia
ou
a
Herzegovina.
A
Rússia
entraria logo
na
Gallicia orien
tal,
povoada
de
Ruthenos
greco-unidos,
sobre
os quaes
ella
crê
ter
direito
em
vir
tude
de
Czar
«imperador
de
todas
as
Rus-
sias»
isto
é, de
lodos
os
Ruthenos.
Ha pois
bem
pouca
espeiança,
apesar
de
tudo
o
que
digam
os
jornaes
de
Vien
na
e
os
telegrammas de
S.
Petersburg, de
de
que
a
questão
do
Oriente possa
ainda
ser
addiada
mais uma
vez.
Cremos
que
dentro
de
breve
prazo
ella recebetá
pro
vavelmente
a
sua
solução
definitiva.
i
TIlAXSCKIPÇtO
RF.I.ICJIÁO
E
POLÍTICA.
A
política
e a
religião
com-
plelam-se
mutuamente.
AO
VISCONDE
DE
JUROMENHA
MEU
CARO VISCONDE
Lembras-te
de
que
conversámos,
ha
tempos,
sobre
a
indifferença da
Religião
na
Política?
e
da Política
na
Religião?
Pois
fiquei
a pensar
no
ponto,,
e ra
bisquei,
como
pude,
estas
poucas
linhas,
que
peço
licença
para
te
offerecer.
Não
as
tomes
nem
como
agradeci
mento
ao
teu
excellente
escripto
sobre
o.
Isthmo
de
Suez,
que
não
chegam
para
tan
to;
nem como acto de
leigo,
que
rece
beu
Reverendíssima,
e
que
não
quer
ficar
em
divida
na cortezia.
E
cousa
mais
singela.
Foram
as
tuas
reflexões
que
me
des
pertaram
a
idéa;
venho,
portanto,
entre-
gar-le
este
fruclosinho
da
semente,
que
me
lançaste
no
espirito.
Não
te
admires que
de
tão
boa
se
dente sahisse
o
fructo
assim
tão
encolhi
do e
enfezado.
Bem
sabes
que
a
enfermidade
do
cor
po
também
ioflue
a
alma;
e
que
além
d
’
is-
to,
se
pude
sempre
admirar-te o
enge
nho,
não
se
segue
que
estivesse
obriga
do
a
acompanhal-o
com
iguaes
manifes
tações.
Adeus.
Crê-me
sempre
Teu
primo
e
amigo
J.
L.
I
Ha
proposições,
que
se recebem
como
incontestáveis,
porque
o
são
em
determi
nado
sentido,
e
que,
transportadas
da
refe
rencia,
em
que eram
verdadeiras,
para
outra
diflerente,
produzem
absurdos,
por
que,
mudando
de
natureza,
se
tornaram
falsas.
Quando
taes
proposições
oflerecem
pe
rigos
praticamente,
importa
submettel-as
á
analyse,
discriminando
a
verdade
do
er
ro,
para
que
a boa
fé, surprehendida,
não
cáia
no
engano.
A
Religião
não tem
Política.
E’
pro
posição
que frequenlemente se
repete,
e
que
frequentemente
se
acceita
sem
exa
me.
Parece-me,
todavia,
que
seria
conve
niente
examinal-a,
porque
da
sua
accep-
ção
demasiado
absoluta,
teem resultado,
e
podem
resultar
ainda
funestas
conse
quências
para a
Religião
e
para
a
Polí
tica.
A
malicia póde
aproveitar-se,
e
já
se
tem
aproveitado,
da
referencia
verdadeira,
em
seu
proveito,
dando-lhe
uma
elasti
cidade
inadmissível,
com
a qual
procura
introduzir, nas
deducções
naturaes
da
par
te
acceitavel
e
concedida, algumas
de
lor-
çada
derivação,
que
pertencem
á
outra
parte,
que
se
não
devem
acceitar
nem
conceder.
Assim,
á sombra
da
these
adraitiida,
confundindo as
cousas,
e
com
o
pretexto
de
que
a
Política
não
seja
capa
da
Reli
gião,
faz-se
muitas
vezes
da
Religião
ca
pa
da
Política.
Isto
é
que
é
necessário
precaver, joei
rando
as idéas,
por
meio
de
uma averi
guação
sisuda.
Averiguemos,
pois.
II
Quando
se
diz
que
a
Religião
não tem
Política com
o
intituito
de
aflirmar
que
ella paira acima
da
esphera
dos
aconte
cimentos
humanos;
que se
não
decide
nem
contra
as
fôrmas
de governo, como
nem
a
favor
nem contra
os
chefes
dos
Esta
dos,
diz
se
uma
verdade
incontestável,
que
se
infere
logicamente
da
própria
nature
za
da
Religião.
A
Religião
não se immobilisa
nas
fôr
mas
políticas;
vive
independente
e
supe
rior a
todas ellas;
póde
coexistir
com
to
das,
uma
vez
que
estas
permaneçam
nos
limites essenciaes
da
ordem,
da
moral,
da
verdade
e
da
justiça,
A
Religião
só
pertende
um
cousa:
a
liberdade
de
cumprir
a
sua
divina
missão;
a
liberdade
de
trabalhar
na
salvação
das
almas.
Concedam-lhe
isto
as
fôrmas políticas,
quaesquer
que
elles
sejam;
concedam-lhe
is
to,
ou
antes,
reconheçam-lhe
este
seu
di
reito
fundamental
os
diflerentes
governos,
que
a
Religião
não
quer
mais
nada
e
pou
co
lhe
importará
que
esta
liberdade
lhe
venha
de
monarchia
ou
de
republica.
A
Religião
não
quer
senão
o
império das
almas,
não
empunha
outro
sceptro
senão
o
que rege
as
consciências.
«Ella sabe
(como
diz
um
eminente
es-
criptoi)
que todas
as
fôrmas
são
legiti
mas quando
resultam
dos costumes,
das
tradições,
e
do estado
dos
espíritos;
sa
be
que
nenhuma
é
radicalmente
boa
netn
radicalmente
má,
porque tudo
depende
do
espirito
que
a
anima;
sabe
que se
a
es
sência
do
poder
não
varia,
poiquç
vem
de
Deus, não
ha
governo
que
seja,
com
exclusão
dos
outros,
essencialmente
cor
relativo
ao
espirito
chnstão;
que
as
fôr
mas
variam,
modificara-se,
e
que
os
po
deres
mudam
de nome e
de
mãos,
por
que
são
cousas
humanas.»
«Deixa
(prosegue
o
mesmo escriptorj
que
os homeos
mudem,
reformem suas
terrestres
constituições,
segundo
a
neces
sidade
dos
tempos;
que
guardem
ou
re
novem
suas
antigas
leis:
ella não
desce
a
essa
arena,
não
intervera
n’
estas
luclas.
Mas todas
essas
fôrmas
políticas
tão
ra
pidamente
quebradas umas
pelas
outras,
á
medida
que
se
succedem, a
Religião
as
abençoa
e
consagra.
Os
poderes
de
toda
a
ualureza,,
que
passam
por
diante
da
Igreja,
que
é
só
quem
não
passa,
a Igre
ja
os
acceita.
Faz mais,
auxilia-os
tanto,
quanto
póde,
a
Lzel-o.s
acceitar
pelos
po
vos; préga
a
obediência e
itnpõe
a
ora
ção.
«O
que
a
Igreja quer e
proclama,
é
o
ideal
da
grandeza,
da
dignidade moral
e
da
justiça;
e
por conseguinte o
prin
cipio
necessário,
o
principio
fecundo
não
só
de
todas
as
virtudes,
mas
de todas
as
verdadeiras
prosperidades,
de
todas
as
verdadeiras
liberdades,
e de
todas
as
ver
dadeiras glorias.»
III
Não ha
duvida
que a
Religião
é
im-
mutável
em
suas
doutrinas, inominável
so
bre
os
deveres
do
homem, immulavet so
bre
suas
crenças
e preceitos;
n’
estes pon
tos
não
póde
adinitiir
nenhuma
alteração,
e
permanece
estacionaria;
a
carreira
das
innovações
está-lhe
para
sempre
fechada.
A
Igreja
ensina
a
Religião
como
a
re
cebeu,
e
não
recebe
nem
reconhece
ne
nhuma
reforma
u
’
este
ponto essencial;
mas,
de
resto,
admitte
qualquer
progres
so
social
e
político,
e
faz
brotar
de
seu
seio
lodos
os
melhoramentos
uleis
á
bti
tuanidade, ajudando
o
desenvolvimento
normal
e
continuo
da
civilisação,
que
nas
ceu
á voz
de
Jesus Christo.
É
esta
a
sua
historia no
passado;
é
esta
a
sua
historia no presente; e não
pó
de
deixar de
ser
a
sua
historia
no
futu
ro.
Quando
os
romanos
se
apoderaram
de
Syracusa,
foram
achar
Archimedes
absor
vido em
seus
problemas, d
’
oode
o
não
tinham
dislrahido
os
estrondosos
rumores
que o
cercavam.
Assim
é
a
Igreja
ou
a
Religião;
no meio
dos
tumultos
e
das ruí
nas
da
terra,
a Religião
conserva
os
olhos
fitos no
céo,
absorvida
sempre
na
sua
sciência
da
salvação
das
almas,
e
quando
os
homens, cançados
de
suas
discórdias
e
desvarios,
tomam
folego
por
um
pouco
e
já
teem os
ou
idos
menos
cheios
dos
sons
terríveis
de seus
estragos
e
de
suas
pai
xões,
levanta
ella então a sua
voz
augus
ta
e
lança,
através
das
regiões
devasta
das, e
por
cima das cidades
entristecidas,
o
seu
grande
grilo
de
resurreição.
[Continúa]
J.
DE LEMOS.
GAZETILHA
Doarão.—
Consta
que
a
Senhora
In
fanta
D.
Izabel
Maria
fizera
ha
tempo,
por
escriptura nas Notas do
tabellião
Car
doso,
doação
do
seu
casal
d
’Alfarrobeira
ás
irmãs
da
caridade
porluguezas.
Breve
Pontifício.—O
Nosso
San
tíssimo
Padre
o
Papa
Pio
IX
por
seu
breve
de
2
de
setembro
de
1873,
dignou-se con
ceder
á
religiosas
da
Ordem
de
S.
Fran
cisco
do convento
dos
Remedios,
d
’
esta
cidade,
e
a
todas
as
mais
pessoas,
que
vivem
dentro do
mesmo
convento,
indul
gência
plenaria
e
remissão
de
lodos
os
peccados,
na 3.a
dominga
do
mez
de
se
tembro,
desde
as
primeiras
vesperas
e
na
sexta-feira
da
semana
da
paixão, desde o
nascer
do
sol
até
ao
occaso
d
’estes
dias,
com tanto
que
confessadas
e
communga-
das
visilem
das
grades
a
egreja
do
mes
mo
convento,
e
a
capella
da
Virgem
Mãe
Dolorosa,
situada dentro
do
dito
convento,
e
ahi
orem
pela concordia dos
príncipes
christãos,
extirpação das heresias,
conver
são
dos
peccadores
e
exaltação da
Santa
Madre
Egreja.
Além
d
’
isto concede
sete
annos
e
s te
quarentenas
ás mesmas pessoas, que,
ao
menos
contriclas,
visitarem
a
dita
capella
era
qualquer
dia do selenario,
precedente
á
dita
sexta-feira
e ahi
orarem na
fôrma
acima
declarada.
Todas
estas
indulgências,
remissão
de
peccados
e
relaxação
de
pe
nitencias
podem
ser
applicadas
em
modo
de
suffragio
pelas
almas
do
Purgatório,
e
são
perpetuas
Capella «le S. Vietor—o-Velho—
Nota
das
quantias
recebidas para
a
re-
construcção
d’
esla
obra,
e
que
se
acham
depositadas
nas
casas bancarias d
’e*ta
ci
dade:
Transportadas
verbas
já publicadas
no
n.°
487
d
’
esle
jornal
715$
HO
Carlos
Antonio
Ribeiro
4$500
Mathias
Dias da
Fonseca
4^300
Francisco
Antonio
d
’
Araujo
Reis
4$30í)
Anonimo
4$300
Bernardo
José Fernandes
Carneiro
4$300
João
Francisco
da
Silva
Broga
4$300
Antonio
Joaquim
da
Motta
4$300
Antonio
Baptista
Gonçalves
4$
500
Maooel
José
de
Miranda
4-3300
Somma
7333940
Continúa
a
publicar-se
a
relação
das
verbas
recebidas.
IlliiHtre
enfermo.—
Dizem
de
Ro
ma
em
dala
de
27
do
pissado,
que
eslá
muito
doente
o
cardeal Aotonelli.
Crê-se
que
o
seu
estado
é
desesperado. Os
ne
gocios
eslão
entregues
ao
cardeal
Vennti-
leíi
Estabeleeimento
em Visella.
—
-
Principiaram
hontem
os
trabalhos para
o
novo
estabelecimento
tbermal
em
Visella.
Felicitamos
o
paiz.
«A
IBarbaleta».
—
Publicou-se
o
n.°
8
d’
este
jornal
de
liileratura
dedicado
ás
damas
bracarenses.
Contém:
O teu
olhar,
por
D.
Amélia
Janny;
O
pae
de
Bocage, pelo d>. Pereira-Caídas;
Declaração,
por
Dias
Freitas; A
minha
amiga
D.
Maria
da
Conceição
de Sousa
Pereira,
por
D.
Anua Amalia
Moreira
de
Sá;
Margarida
de
Loibo, por Soares Ro
meu
Júnior;
A
li,
por
C. Vianna;
Solidões
(continuação);
Conjectura,
pelo
dr.
Alber
to
Cruz;
Planta
singular;
Soneto,
por
Cor-
reia Júnior;
Scenas
vulgares
(continuação),
por
I.
J.;
A
minha
mãe,
por
B.
Passos;
Rumores
lillerarios;
Papeis
velhos
(I),
por
Dias
Freitas;
Os
rainunculos;
A
Profelina
de
Telles
Barbosa,
por Felix
d
’Oiiveira;
Expediente.
Exames.
—Começaram
hontem
os exa
mes
d
’
instrucçao
primaria
no
Lyceu d
’
e*la
cidade,
por
provas
escriptas,
sendo
197
os
candidatos
que
para elles
requereram.
Entram
cada
dia
30
ás duas
mezas
que
se
compõem dos
professores
os snrs.:
José
Joaquim da Silva
Pereira
Caídas,
Joaquim Maria
Lamego
da
Maya,
João
Ma
noel
Moreira,
Julio Celestino
da
Silva,
Jo
sé Alves
de
Moura e
José
Joaquim
Lopes
Cardoso.
Religião e político.—
O
mognifico
artigo
que
hoje começamos
a
transcrever
com
este
titulo,
pertence
aos
bellos Se
rões
d
’
aldeia do grande
lirico,
o
nosso
pre-
sadissimo,
João
de
Lemos.
E
’
o
bastante para
que
os
leitores,
que
ainda
não
leram
este
importante
tra
balho,
o
leiam
com
o
maior
interesse.
O linho.—
(Conto de
Schmid).
—
Uma
senhora uca,
que
cultivava linho nas
suas
fazendas,
intentou
melhorar
esta
produção.
Um
homem
que
se
occupava
no
commer
cio
d’
este
artigo,
se
lhe
apresentou
e
lhe
disse:
—
Dê
a
senhora um
saco
de
semente
do
seu linho,
que
não é
de
boa
qualidade,
e
lhe
darei
em
troca
semente
de linho
es
trangeiro,
cuja
especie
e
qualidade
é
muito
mais superior;
mas
tem
que
dar-ine
dois
mil
reis.
A
senhora
annuiu
de
boa
mente á
pioposta,
e
fez-se
o
contracto.
O
tratante,
que
era
um
refinado
ve
lhaco,
pensou lá
comsigo:
—
vou
enganar
aquella
pobre
mulher,
porque
lhe
devol
verei
a
mesma
semente
que
me
dá,
e
ga*
nharei
os meus
dois mil
reis
sem
risco
algum.
Se
depois
se
queixar
de
que
o
linho
não
saiu
bom,
imputarei
a culpa
ao
mau
tempo
ou á
rná
qualidade,
ou
mau
amanho
da
terra.
Levou
o
saco
com
a
semente
á
se
nhora;
esta
recebeu-o
e o fez
despejar
com
alegria.
Eis
porém
que
utn objecto
luzente
resplandece
no
meio da
linhaça;
era um
bonito
annel
de
ouro,
e
a
senhora
exclama
com
surpreza:
—E
’
com
certeza
o meu
annel
!
O
an
nel que
perdi
o
verão
passado;
caiu
do
dedo
quando
escolhia as
sementes,
não
padece duvida.
Depois
dirigindo-se
ao
mer
cador,
disse-lhe:
—
Vossemecê
é
um...
mau homem;
aqui
está descoberta
a sua
maldade;
traz-
me
a
minha
própria linhaça:
em
vez
de
pagar-lhe
dois
mil
reis, vossemecê
é
que
terá
de.
pagar-m’
os
a
mim,
pelo
engano
que me fez
e
que não
póde
negar.
E com
effeito foi
o
homem coudemna-
do
pelo juiz
a
ir
para
a
cadeia.
E
este
facto
prejudicou-lhe tanto
a
sua
reputação,
que
teve
que
abandonar
o
seu
commercio
Quem foi
infiel
uma
vez,
será
infiel
duas
e
tres.—
(Extr.)
Chrisma,
—
S.
ex.
a
rev.
ma
o
snr.
arcebispo
coadjutor
administrou
no dia 30
no
real
sanctuario
do
Senhor
Bom
Jesus
do Monte o Santo
Sacramento
do
Chrisma
a
grande
numero
de
fieis,
que
não obstan
te
a
inclemência
do
tempo
alli
concorre
ram.
s
exc.a da mesma
fónna
que
já
ti
nha
praticado
no
anterior
domingo
na
egreja
de
S.
Victor,
fez uma bella
e
mui
inslructiva
pratica,
em
que
mostrou
com
argumenios
da
mais vigoiosa
lógica,
ves
tidos
de
bellas
flores
d’
eloquencia
a
ne
cessidade
d
’
este
Sacramento
n’
um século
que
é
tudo
d'indiflerença
e
descrença,
pois
que
sem
este
fortíssimo
escudo
mal
po
deremos
resistir ás
hervadas
selas
da
im
piedade
de
nossos
dias.
S.
ex.
a
fallou com toda
a
energia
e
eloqueocia,
porque
as
palavras saíam-lhe
do coração.
Consta-nos
que tanto
em S.
Victor
co
mo
no
Bom
Jesus
do
Monte
deixou
algu
mas
esmolas
para
repartir
pelos
pobres.
Pag»eíH
com sello. —
O
valor
dos
sellos creados na
respectiva
officina
da
casa
da
moeda,
no
mez
de janeiro
ulti-
timo,
elevou-se
a
31:579^015 rs.
A
mesma
repartição,
no referido
mez,
entregou a
dinheiro
e
enviou
a
credito
ao
governo
civil
de
Lisboa,
a
diversos par
ticulares
e aos
thesoureiros
pagadores
dos
cofres
centraes
dos
uislrictos
de
Braga,
Bragança,
Coimbra,
Faro,
Guarda,
Leiria,
Portalegre,
Villa
Real,
Vizeu, Horta e
Pon-
ta
Delgada,
e
aos
recebedores
das sec
ções
l.a
e 4.
a
do
bairro
central de
Lis
boa,
bairro
Occidental
da
mesma
cidade,
comarca de Villa
Franca
de
Xira
e
al-
fandegas
de
Lisboa e Porto, os
seguintes
papeis
com
sei
lo
:
Papel
sellado,
e
custo
do
papel,
reis
22
808^090; lettras
de
cambia
selladas,
10:002^020 reis
;
impressos
sellados,
reis
742^000;
baralhos
de cartas de
jogar
sel
lados,
95$280
reis;
e
cooperação
lithogra-
íica
e lipogratica,
para
a
creação
d
’estes
valores,
351$63a
reis
; total, 33
999^025
reis,
se<>do
a
dinheiro
6:383^775
reis,
e
a
credito
27:615^25'1
rs.
Ficou
em
deposito,
no
respectivo
ar
mazém da
casa
da
moeda,
o
seguinte
:
Papel
sellado,
incluindo
o
custo
do
mes
mo
papel,
4:143^870 reis;
letras
de
cam
bio
selladas,
168:355^260
reis;
conheci
mentos
marítimos
sellados,
370$020
reis;
impressos
sellados,
102:033^020
reis;
e
l:206$690
reis,
custo de
lilhografar
e
im
primir
os
referidos valores;
total, reis
276:108^860.
O
príncipe <le Galles.—
Devia
che
gar
hontem
a
Lisboa
ás
3
horas
da
tarde,
o
principe
de
Galles.,
para
a
recepção
do
qual
estão
destinados
os
festejos
seguintes
:
No
dia
1.—
Recepção
na
gare do
cami
nho
de ferro
ás 3
horas da
tarde
e
copo
d
’
agua
oílerecido ao
principe
no
pavilhão
levantado
junto
ao Hotel
Central.
No
dia
2.
—
Recita
de
gala no
theatro
de
S.
Carlos.
No
dia
3.
—
Baile
no
paço
da
Ajuda.
No
dia
4.
—
Fogo
de
artificio no
Tejo
e
brilhantes illuminações no
Aterro.
No
dia 5.
—
Corridas
no
hyppodromo
de
Pedrouços
e
jantar
no
paço
da
Ajuda.
No
dia
7.—Partida
do
principe.
Consta
estar passado
o
decreto,
agracian
do
o
principe
de
Galles
com
as
tres
ordens
militares
portuguezas.
—
Uma
folha
de
Sevilha
dá
os
seguin
tes
pormenores sobre
o
que
seja
a
festa
campestre,
mui
caracteristica
de
Andalu
zia,
a
que
assistiu
o
principe
de
Galles,
c
que
é
conhecida
pela
designação
de
der-
riba
de
rejes.
A
lucta
durou
desde as
duas
horas
até
ás cinco
da tarde. Assistiam
o
principe
de
Galles, seu
irmão
o
principe
Arthur,
muitas
pessoas
da
sua
comitiva, todos
a
cavallo, innumeraveis
carruagens, occupa-
das por
distmclas
damas
e
algumas
ama-
sonas,
entre
as quaes a
senhora
de
Mur-
rieta,
que
montava
um
brioso
corcel.
Os
heroes da
festa foram seis
cavallei-
ros, divididos
em
tres
parelhas.
Um
dos
ajudantes
do
principe
também quiz
tomar
parte
no
combate
e,
de
aguilhão
na
mão,
derrubou
um
enorme
boi
de
135
kilogram-
mas,
sendo
muito
festejado
o
seu
arrojo
por
todos
os
espectadores.
Nenhuma
desgraça
pessoal occorreu nem
houve
outro
incidente
desagradavel
a
não
ser
a ferida que occasionou uma
vacca
ao
cavallo
em
que
montava
um
dos
persona
gens
da
comitiva
do
principe
de
Galles.
O
Serapis.
—
N
’
um jornal
da
índia,
a
<
Imprensa»,
extraímos
a
seguinte
e
curio
sa
descripção
do
vapor
«Serapis»
que
trans
portou
da
índia
a
Gibraltar
o
principe
de
Galles
e
devia
conduzil-o
a
Lisboa, se
o
principe
não
tivesse
resolvido
ir
a
Madrid.
O
«Serapis»
é
de ferro,
serve para
transporte
de
tropas,
e
tem
capacidade
pa
ra
2:000
homens;
é
de
6211 tonelladas, e
possue
machina
a helice,
da
força
de
700
cavallos.
Foi
agora
expressamente
equipa
do
e
adornado para
a
viagem do
prínci
pe.
O
costado
é
oleado a
branco
e
tem
ao
meio,
em toda
a
extensão,
um
largo
filete
de
oiro
e
azul. A prôa
é ornada
com
um
grande
capacete,
cobrindo
o
distico
Heavens light
our
guide
(a
luz
do
céo
é
nosso
guia)
em
meio
de
arabescos,
tudo
doirado.
A
popa
mostra
as
seguintes
pa
lavras
encimadas
por
um
escudo:
Índia,
Pérsia, China. Scinde
Burmah,
Punjaub,
também
doiradas.
No
centro
do
costado,
a bombordo,
fica
o
portaló
da
entrada
:
um verdadeiro
e lindo
porlico
com
frizos
e
arabescos
doirados,
e
junto
d
’
elle
uma
pequena
e
suave
escada ao
longo
do
cos
tado, cercada
de
gradaria
pintada
a bran
co
e oiro.
Logo
á
entrada
o visitante
acha-se
na
segunda
coberta,
em um
claro
e extenso
corredor.
Pela
direita,
para
a
parte
da
ré,
vê-se
umlu
xuoso
salão
sobreoqual
se
abrem
20
grandes
camarotes
da
comitiva
do prin
cipe.
Em frente ficam
as
acommodações
dos
officiaes
de
prôa, mestre
de
musica,
crea
dos
graves,
etc.
O commandante
e
os
offi-
ciaes
tem
lambem
os seus
bellos
aposen
tos
n
’esla coberta, á
prôa. As
camaras
aqui
são
providas
de
moveis
de
mogno;
e
o
archibanco da
pôpa
é
estofado de
marroquim verde.
Todos
os
camarotes
teem
campainhas
electricas.
No salão
ha
uma
elegante escada
que
dá accesso
para
a
primeira
coberta,
re
servada
exclusivair.enle
para
o
uso
do
prin
cipe,
e
onde
pela
ré
se
acham os
oposen-
los
reaes, divididos em
tres
compartimen
tos
:
salão
de honra,
sala
de
visitas
e
salão
de
jantar;
os
quaes
todos
podem
ser
com
facilidade transformados
n
’
um
extenso
sa
lão
de
baile.
A
mobilia
é
de
carvalho
com
embuti
dos
de
metal
amarello,
e
de
um lindo gos
to.
Os
tabiques
são
pintados
a
branco
com almofadas
cercadas
de filetes
d’
oiro.
As
cornijas
e pilastras
da
casa de
jantar
são
azues.
As
janellas
da
pôpa
e
do
cos
tado
tem
transparentes
de
seda verde, com
moías
de
patente,
e
também
bambinellas
de
seda
brancas
com sanefas
verdes.
Pelas
pafedes laleraes
das
salas
vêem-
se
grandes
espelhos
emoldurados de
car
valho
e
oiro.
As
secretárias,
mezas, ca
deiras,
fauteuils,
sofás,
e
ottomanas
são
co
bertas
de
marroquim
amarello
torrado.
Todos
estes
objeclos
trazem
estampa
das
em
oiro
as
insígnias
da
Edrella
da
Índia
com
as
iniciaes
4.
E
O
salão
lem
também
um
piano
de
Bro-
dwood
do
valor
de
170
libras.
Não
queremos
nem podemos
descreve
aqui a
belleza
e
opulência
dos
ornatos
e
dos
moveis
dos
aposentos-
reaes.
Por
to
da
a
parte
oiro,
prata,
cristaes,
tapetes,
mármores,
procelanas,
flores,
estatuas,
lus
tres,
candelabros
e riquíssimas
estantes
de
livros.
Entre
os
objeclos
curiosos
que
ador
nam o
salão,
vê-se
um
mappa
da
Índia
emoldurado
em
nm
dos
tabiques,
com
as
montanhas
em
relevo
e
toda
a
viagem
do
principe traçada
a
vermelho,
e
que
foi
feito debaixo
da
direção
do
dr.
Birdwood,
sabio
naturalista
que
ha
pouco regressou
de Bombaim
para Londres.
N
’esta
sala
ha
também
um retrato
de
sua alteza
a
prin-
ceza de
Galles.
D
’aqui
passa-se para
a
sala
de visitas,
onde se vê
a
mesma
elegancia
e
rique
za,
e
os
retratos
dos
dois
filhos
mais
ve
lhos
do principe,
vestidos
á marinheira.
D
’
esta
sala
passa-se
para o
salão
do
jan
tar,
que
tem
extenção
para
uma
meza
de
60
pessoas,
e
onde
existem duas
fileiras
de
pankás, que são movidos
por
6
chinas,
com
pratica
do
serviço
nos
vapores
da
companhia
peninsular
e
oriental.
A
cada
lado
d
’este
salão
ficam
uma
al
cova, um
boudoir
e
uma
casa
de
banho,
destinados ao principe, e
similhantemen-
te
adornados,
para
que
tanto
na
viagem
da
vinda
como
de
volta possa
sempre
gozar
dos
melhores
ventos.
A
cama
é
suspensa,
e
construída
de
modo
a nãosoffrer
balanço.
O
«Serapis»
tem
uma
casa
de
correio,
cavalhariças,
curraes,
gailinheiro,
etc.
Re
petimos ainda:
só
vendo é
que
se
faz
com-
jleta
ideia
cTelle.
E’
commandante
do
barco
honorable
ienry
Carr Glyn,
ajudante
de
campo
da
rainha.
Está
tripulado
por
2t)0
homens, e
traz
a
banda
de
musica
do
regimento
de
arlilheria
real.
Tem
á
prôa
2
peças
de
grosso
calibre,
e
penduradas
nos
turcos
12
anchas,
fóra
outras
muitas
a
vapor.
A
guarnição
está
armada
com
carabi
nas
do
systema Henry-Mar
tini.
Osborne.
—
Elegante
barco
a
vapor
de
rodas
e
com machina
dupla;
é
hyale
real,
e
acompanha
o
«Serapis» servindo
de avi
so.
Tem
1536 tonelladas,
2
canhões e
145
praças de
guarnição.
E
’
pintado
a
tranco,
e
está
mobilado e
ornado
com
sumptuosidade
e
bom
gosto.
E
’
da
força
de
300 cavallos.
Raleigh.
—
A
fragata
«Raleigh»
que
guar
da ao
transporte «Serapis»,
lem
3:215
to-
toneladas,
22
peças
e
250 homens de
tri
pulação.
O
seu casco é
pintado a
preto
com
ornatos
de
bronze
á
pôpa.
entre
os
qíiaes
se
vê
um
escudo
de armas com
a
divisa
Amore
et
virtuie.
Tem
machina
a
vapor
de
helice,
e
está
forlemente
guarnecida.
Todas
as
suas
peças
são
raiadas
;
e
duas
de
9
pollegadas
de bocca
e
com
rodi-
sios,
nos
castellos
da
pôpa
e
da
prôa.
A
jateria
é
na
primeira
coberta,
e
tem
14
peças
de
grosso
calibre,
7
por
banda.
No
coovez
acham-se
as
«8
peças restantes:
4
de desembarque
montadas
era
carretas
com
os
competentes
armões,
e
quatro
para
guar
necer
as
lanchas
que
são
lambem
movi
das
a
vapor;
todas
estas
peças
são
de
pequeno
calibre
e
de
carregar
pela
cula
tra.
A praça de
armas
apresenta
uma
exhibição
de
espingardas
de agulha,
de
sabres, de
baionetas
e
de
rewolvers
no
melhor
estado
de
aceio.
O
salao da oíli-
cialidade,
assim
como
os
seus
camarotes
são
adornados
com
muita
riqueza
e
ele
gancia.
Traz
uma
banda
de musica
a
bordo.
Livro
curioso.—
A
livraria
do
Mu
seu
Britânico
acaba
de
receber
um
livro
curioso.
E
’
uma
historia
era
oito
volumes
da
guerra
franco-prussiaua,
esciipta
por
dous
mandarins chinezes
que
se chamara
Wang
Tou
e
Chang
Tsung-Lcanz.
Os
authoies
dizem
no prefacio
que
colligiram
os
materiaes
para
a
sua
oina
nos
jornaes estrangeiros
e
as
noticias
que
elle-
recopilaram
com
estas
informações quo
tidianas
ȋo
consideradas
pelo
seu
senso
critico
altamente
dignas
de
credito.
Os
aulhores,
uo
presente
estado
da
iuropa, acham
um
certo parallehsmo
na
situação
da
china
quinhentos
annos
antes
de
Christo
e
como
esse
período
foi
ura
dos
mais
tempestuosos
da
historia
chine-
za,
consideram evidenteinente que
não
é
provável que
a paz se
mantenha
por
mui
to
tempo entre
nós.
De
facto
o
unico
modo
que elles
vêem de
evitar
hostili
dades
está n’
uma
firme allíança,
entre a
Inglaterra,
a
França,
a
Rússia e a Prus-
sia
!
A Hitoria
principia
por
um
esbuco
geral
da
Europa,
e
depois
narra
as
cau
sas imiuediatas
da
guena.
A
celebrada
en
trevista
entre
Benedetli
que
ó
chamado
Peeo-ni-teh-ti,
e
o
rei
da
Prussia
em Ems,
a
que
chamam
Im-sze,
as
varias
batalhas
com
o
de«astre final
em
Sze-tan
(Sedan)
e
o
cerco
de
Paris,
tudo
se descreve
lar
gamente,
e
o livro
termina
pela
eleição
de
Mak-Mahqu
para presidente
da
republi
ca
franceza.
—
(D.
P.)
A
missão
das
aves.—
O
ministro
da instrucção
publica
de
França
mandou
recouatneudar
aos
directores
de collegios e
professores
de
instrucção
primaria,
que
ensinem
aos
seus
alumnos
e
discípulos
qual
é
a
missão
beuefica
das
aves
e o
gran
de prejuízo
causado
á
agricultura
pela
sua
desli
uição.
Na
Hungria,
por causa
da guerra
de
morte
que
os
lavradores
fizeram
aos
par
daes,
apresentam
os
campos
um
tal
esta
do
de
devastação,
era consequência
da
es
pantosa multidão
de
insectos,
que
do
mesmo
modo
que
era
Nova
York
os
la
vradores,
conhecendo
o
mal que
tinham
feito,
trataram
de
chamar
as
aves
por
melo
de
abrigos
arliticiaes,
pendurando
nas
paredes
das
casas
gaiolas abertas e cheias
de
grãos.
Ainda
as
mesmas
aves
granivo-
ras
são
uleis
pelo
extraordinário
consumo
de
insectos
que
para
ellas
é
o
melhor
sa-
boreante. Toussenel
diz
que
o
troglodyta,
uma
pequena
ave,
distribue
diariamente
á
sua
prole
cerca
de
150
mil
larvas.
Uma
andorinha
come
por
dia
não
menos
de
500
insectos.
É
pois necessário
rehabililar
as
avesinhas
tão
calumuiadas
entre
os
lavra
dores,
e
provar-lhes
que ellas
beneficiam
mais
a
agricultura
pelos
insectos
que
de
voram,
que
por
alguns
grãos
de
trigo
que
consomem.
Em
França
o
prejuízo
causado
pelos
insectos
eleva-se
a
300 milhões
de
francos
annuaes,
cêrca
de
54 mil contos.
SECÇÃO
DE
COMMDJÍICADOS
No
dia
6
do
corrente
lem
de
respon
der
perante os
tribuoaes d
’
esta
cidade
José
de
Meira,
casado,
da
freguezia
de
S.
Pe
dro
de
Escudeiros, o
qual se
acha
recluso
nas
cadeias
d
esta
mesma
cidade,
pelo
crime
de desíloraraento
na pessoa d
’uma
menor,
filha
de
José
Rodrigues,
da
refe
rida
freguezia.
O
criminoso
é
um
indivíduo
de
pés
simos
costumes,
e
dos
mais
reprováveis
precedentes.
Estando
a
servir
em
casa do
snr.
José
Pereira,
do logar da
Egreja.
freguezia
da
Morreira,
tentou
estuprar
uma
menina
de
6
annos
de
idade,
a
’
consumação
d
’
este
nefando
crime
obstou
o
referido
snr.
Pe-
reica,
e
a
mãe
da
creança,
que
acu
firam
aos gritos
d
esta. Sendo
por
este
motivo
despedido
da
casa
do sor. Pereira,
e
indo
servir
para
casa
do
revd.
0
reitor
da
mes-
tna
freguezia,
tentou lambem
levar a
efleito
uin cruue idêntico
em
uma
creada
do
mesmo
snr.
reitor,
a
qual
regula
pela
mesma
idade d
’aqueila a
que
acabo
de
tne
referir.
Além
d’
estes
factos,
ha
muitos outros
que
fazeiu
d’
aquelle
hoiuetn,
um monstro
de
perversidade.
Para
elle
não
ha
nada
respeitável,
nem
meios
de
que não
lance
raáo
para
cevar
os
seus
instinclos
bru-
taes.
Até
na
própria
occasião
em
que,
tendo
fallecido
um seu
cunhado,
foi
levar
á
filha
J
’
este
a noticia
da
morte
do
pae
d
’
ella,
tentou
contra
a
honra
da
orfã,
a
qual
conseguiu livrar-se do
rualvalo
defen-
deudo-se
com
uma
foice a
que
ponde
lan
çar
mão
!
E
’
quasi
incrível
I
Podia
enumerar
muitos
outros
crimes,
alguns
d’
elles
que
a
penna
se
recusa
a
narrar;
porétn
basta
os
que
deixo
apon
tados,
e
cujas
circumstrncias
aggiavames
me
abstenho
de
apresentar
ao
publico.
Direi lambem
que
o
criminoso
tem um
irmão, que
se
acha
igualtneme
preso,
na
mesma
cadeia.
Vê
se,
pois,
que
é
uma
familia
honrada.
E'
d
’
espe<ar
que
o^ inlegerrimos snrs.
Juiz
de
direiio
e
delegado
d’esta comarca
tomem
em
consideração
estes
factos.
(4016)
José
Rodrigues.
AGBADECmENTOS
Os abaixo
assignados não
lhes
sendo
possível
agradecer
pessoalmente
a
todas
as
pessoas
que
lhes
lizeram
a
honra
de
os
cumprimentar
por
occasião
do
fallecimen
to
de
sua
querida
filha,
irmã,
sogra,
cu
nhada
e
sobrinha,
Maria
da
Luz
de
Oli
veira,
o
fazem por
este
meio
testimunhan-
do
a
todos
o
seu
eterno
reconhecimento.
Egualmente
agradecem
a
todos
os
ill.
raos
e exc.
0108
snrs.
que
se
dignaram
assistir
aos
oflicios
fúnebres,
e
bem
assim
aos
ir
mãos
das
irmandades
que
se
dignaram
acompanhar
o
cadaver
ao
cemilerio.
Manoel
José
Carneiro
Benlo Lourenço
da
Conceição
Francisco
José
Gomes
Lima
Antonio
José
Pereira
Francisco
Freitas
de
Carvalho
Custodio
José da
Silva
Amorim
Antonio
José
Burboza
Pinto
Joaquim
José
Marques
da
Rocha.
(4018)
(209)
Raimundo
Vicente
Ferreira,
summa-
menic
grato
a todos
os
ill.
raos
e
exc.mo*
snrs.
que
o cumprimentaram
por
occasião
do
fallecimento
de
sua
muito
presada
mãe
D.
Leocadia
Maria Soares
Ferreira,
e
bem
assim a
todas pessoas
que
se dignaram
assis
tir
aos
cilícios
funebies
e
acompanhar
o
cada
ver
até
ao
cemiterio
pui lico d’esla
cidade,
vem
por
este
meio
agradecer-lhes,
na
nn-
possibilidade
de
o poder
fazer
pessoalmen-
le, protestando a
lodos
o
sen
mais
vivo
reconhecimento
e
sincera
gratidão.
Braga,
28
de
abril
de
1876.
(4014)
ANNUNCI08
Novo horário
Teixeira
&
Mesquita,
de
Braga,
annun-
ciana
ao
publico,
que
mudam
as
suas
car
reiras,
que
d’
esta
cidade
saem
para
a
Po
voa
de
Lanhoso,
Cruz de
Real
e
Penedo,
ás
6
e
7 horas
da
manhã
e
duas
da
tarde,
ficam
saindo
desde
o
dia
2
do
corrente
mez
de
maio,
para
a
Povoa
de
Lanhoso
as
5
horas
e
meia
da
manhã
e
3
da
tarde,
e
para
a
Cruz
de
Real
e Penedo
ás
6
ho
ras
da
manhã.
Volta
Da
Povoa
de
Lanhoso
para
Braga
ás
6
horas
da
manhã
e
3
da
tarde,
e
do
Pene
do
ás
11
e
meia
da
manhã.
Preços
os
mesrnos já
annunciados.
Escriptorio®
Em
Braga,
no bem
conhecido
Ribeiro
Braga,
na
Povoa
de
Lanhoso,
em
casa
do
Pelúcia,
e
no
Penedo, na
antiga
hospe
daria
do
Fufu
B>aga
29
de abril
de 1876.
Pelos
annunciantes
(4020)
Ribeiro
Rraija.
Bicnrilo Mallieiro Dia®,
torna
car-
ga
para
o
Rio
de Janeiro,
Bahia
e
Mara
nhão,
assim
como
passageiros
para
o
Ma
ranhão.
(4021)
l
_ _---- -
■
w
jkmmk
<
wm
>
m
ur'.~w<'a->a«r»vij
í-
ti
Xi
M
nm
a
Vende-se
a casa
e
quinta
deno
minada
—Casa
Nova
—
oa
fregue
zia
d
‘
Adaufe.
Trata-se
com
Ber
nardo
José
Vieira
da
Ciuz,
rua
do
Sou
to,
n.°
16.
(4022)
Manoel
Ignacio da Silva Braga
11—
PRAÇA PE ALEGRIA—II
Com estabelecimento de mercea
ria
e cera
BRAGA.
Tem
á
venda bolacha
doce.
.
.
.
a
120
>
5
miuda .
. .
a
120
»
D
Luiz.
. . a
180
»
»
iugleza.
. .
a
180
»
agoa
e sal. .
a
180
»
requife..................
.
a
160
»
doce
de chá.
.
.
.
.
a
200
>
(3084)
paciências..............
. a
240
ESTANCIA
DE
MADEIRAS
A
Companhia
Edificadora
e
Industrial
Bracarense
tem
á
venda no
seu armazém,
situado
na
Nova Praça da Feira
do
Ga
do
(lado
Occidental)
grande
porção
de
boa
madeira
de castanho,
bilólla,
forro
e
meio
e
couçoeiras, por
preços
commodos.
Espera
brevemenle
um
carregamento
de
Flaòdres
e
Riga,
de
variada
qualidade
e
preço.
Toda e
qualquer
requisição
deve
ser
dirigida
ao
escriptorio
da Companhia,
cam
po
de
SanTAnna,
71.
(
’4019)
No
Pico de Regalados
Vende-se
um
campo
no
Pico,
que
foi
do
Ligeiro,
podendo
ficar
parte
do
dinhei
ro
na
mão do
comprador,
senão
poder
pa
gar
todo.
Justa-se
com
Anlonio Louren-
ço,
d
Araujo
Braga; rua
de
D.
Pedro
V,
em
Braga.
’
(4OI5)
ASSOCIAÇÃO
CATHOLICA
A
Junta
Ditectora
lesolveu mandar
ce
lebrar
uma
missa
resada
no
dia
4
de
maio
pela
alma
do
exc.
mo
snr.
Roberto
Woo-
dbouse,
que foi
o
primeiro
presidente
da
Associação
Calholica
porlugueza.
Terá
logar
na
egreja
do
Populo
pelas
7
horas
da
manhã
Convidam-se
lodos
os
snrs. associados.
O
secretario
Dr.
Moreira
Guimarães.
o
o
w
zz-z:
s.
2^.
IX®1D
15 E BMEME.V
NORD1íEUTSCHER
LLOYI1
NOMES
DOS VAPORES
D
’ESTA
COMPANHIA
Hohenzolern —
Hohenstaufen
Salier
—Ilabsburg
—
IIansa
America
—
Hermann —
Weser
Rhein
Main
—
Donau
—
Mosel
Neckar
—
Oder
Kron Prinz
Fr.
Wilhelm
Graf
Hismark
General
Werder
Sperber
Carreira
mensal
Ballimore
—
Berlim
—
Ohio
Leipzig
—Braunschweig
Nurnberg—
Frankfurl
—
Ilan-
nover—Koln—Slrassburq
Adler
—
Falke
—
Mowe
— Reiher
Schwalbe
—
Schwan
—
Strauss
Albatroz
Para
Pernambuco,
Bahia,
Bio
de
Janeiro,
Monlevideu
e Buenos-Ayres
Os
paquetes
que
a
Companhia
esiá
empregando
na
carreira
do
Brazil
sãojcdos
de
grande lotação,
tendo
legares
par^
170
passageiros
de
primeira classe
e
750
de
terceira.
.
São
de grande velocidade,
e
o
serviço
esta-se
fazendo
com
ioda
a
regularida
de,
pelo
que
vae
adquirindo
urna
boa
e
bem
merecida
reputação.
Os
preços das
passagens
são
muilo
rasoaveis,
como
se
póde
verificar
pela
tabel-
la
que
se
acha
patente
nas
agencias.
Sendo as passagesms píngs»® no Porto
ow naa ssilj-ageincia® da pro
vinera, o
transporte do passugeiro a Eislsca pelo caminho de ferro
è
por conta da Companhia.
Estes
paquetes
são
notáveis
pelos
seus
modernos
aperfeiçoamentos
e explendidas
accommodações
para
passageiros
de
todas
as classes.
Estão
já coniraclados
cosinheiros
e
creados
portuguezes para
estes
paquetes.
Aos
passageiros
de
terceira
classe
é
fornecido
grátis
poda
Companhia,
cama,
cobertor,
otencilios
de
mesa,
e
além
de
ser
a
comida
á
porlugueza
teem
vinho
duas
vezes por
dia
A
bordo
de
cada
paquete
ha
um
medico
que
é
obrigado
a
prestar
seus
serviços
gratuitameute
aos
snrs.
passageiros,
assim
como
são
fornecidos
lodos
os
medicamen
tos
necessários.
Qnaesquer
informações
ou
bilhetes
de
passagens
podem
obter-se
dos
agentes
Bawe®
«fc
C.
a,
rua
de
S. Francisco
n.°
4.
2
0
andar
—
Porto
—
e
cm
Braga
ao
agente
Ricardo
Malheiro
Dias,
na
lhesonraria
do
Banco
Mercantil,
cu
largo
de
8.
Miguel
O
Anjo
o.0
20.
(6*)
|
WU'
IWfàGaÀPIIU
«I
4,
RUA
DOS
CAPELLISTAS,
4
g
*
ã
f
Vulgo
Fonte da
Carcova)
2
Theophilo
Santiago,
phologra-
J
pho,
tira
retratos
pelos
systemas
“
<
mais
modernos e
aperfeiçoados,
S
S
garantindo
a
perfeição
do traba-
lho,
todos
os
dias,
das
10
horas
g
da
manhã
ás 3
da
tarde,
mesmo
com
os
dias
innevoados.
(3064)
ALVIÇÃR&S
Dão-se
a
quem achasse
e
queira
entre
gar
no
escriptorio
da
administração. d
’
esle
jorpal, a
quantia
de
22^740
rs.
que se
per
deram
na
quarta-feira 26 do corrente,
des
de
a
rua
dus
Sapateiros
pela
de
S.
João
e
Granginhos
até
S.
Lazaro.
REBECA
Vende-se
uma
que
foi
avaliada
de
100 a
150
mil
reis,
e
que
se vende
por
menos
da avaliação.
Quem
a
pertender
póde
(al
iar
na
rua.
de
S.
Marcos,
n.°51.
(4012)
VENDA
DE
CASAS
â
Vende-se
uma casa
feita de
novo,
sita
na
rua
das
Aguas
n.°
91; po
de-se
vêr
desde
as
9
horas
da ma
nhã,
até
ás 3 da
tarde. Trala-se na
rua
dos
chãos
n.°
13
(3086)
_____
No
largo de D.
Gualdim n.°
1
casa
de
José
Maria
Torres
Machado
vende-se
milho
branco
a 580,
e
550
reis
a
reta
lho,
por
junto
á
abatimento,
pelo
mesmo
preço
se
vende
nas casas
do
annuncian-
te
na
ponte
de
Prado.
(3087)
Venda
de propriedades
Na
freguezia
de
S.
João
de
Villa
Chã,
concelho
de
Espozende,
ha para
vender
umas
terras
lavradias
e
medidas
de
milhão
de
praso,
que
tudo
rende
10
cartos.
O
encar
regado
de
mostrar
iodas
estas
propriedades
é Bernardo
Gonçalves
do
Outeiro,
da dita
freguezia.
E vende-se mais
31 medidas de
milhão
na
freguezia
de
8. Miguel da
Carteira,
concelho
de
Barcellos;
tudo
islo
»e
con
trata
com
sen
dono
Anlonio
Ernilio
Fez-
reira
de
Macedo,
da
freguezia
de
Gondifel-
los
comarca
e
concelho
de Famalicão.
(4011)
Na
rua da
Oliveira, vende-se
duas
mo
radas
de
ca^as
novas,
bem
construídas
com
os
numeros
9
e
9
A
e
11
e
11
A,
as
quaes
são
foreiras
á
casa
do
exc.
mo
visconde
de
Lousada.
Quem
as
pertender
falle
com sêu
dono
na
mesma
rua
n.°
10.
Braga
22
de
abril
de
1876.
(4007)
José
Custodio
da
Silva
Mattos.
ESCOLA
âMERICAMA
Extrai,
cura
e conserta
os
dentes
ca
riados,
colloca
dentes artificiaes
com
per
feição.
Presta-se
a
chamados
fóra
da
cida
de.
Consullorio,
Campo
de
Sanl
’Ant>a
n.°
1,
das
8
da manhã
ás
5
da
tarde
(3051)
Nova
Companhia
de Seguros
DOURO
D0
ALTO
DOWO
B.% CASA
BE V
í
Í
í
I
j
A
IPOUCA
RUA
DO
SOUTO
N.°
15-Braga.
N
’
este
armazém
se
encontram
a retalho
as
seguintes
qualidades
de
vinhos
enga
rrafados
:
Madeira de castanho
fina
Ha
uma porção
de
madeira
-de
casta
nho
para vender,
tresentas
e
tantas
dúzias,
tendo
bastantes
coussueiras,
e
entre
ellas
algumas
de
nogueira
e
freixo.
A
qualida
de
é
superior
e
seus
preço
rasoavel.
Trata-se
com
Francisco
Ferreira
Dias,
na
freguezia
de
Gondisalves,
logar
do
Quin
teiro,
ou em
Braga, rua
Nova,
n.° 50.
■
(4008)
ISe Fego
e marítimo
Agente
em
Braga
—
Ricardo
Malheiro
Dias.
Banco
Mercantil,
ou
Largo
de
8.
Miguel
O
Anjo,
n.°20.
(3090)
MIBElilÕ
CIB8UEKGIî
BÉTVTISTA
APPROVADO
PELA ESCOLA MEDICO
CIRÚRGI
CA DO
PORTO
Largo
do
Barão
de
S.
Martinho,
n.°
5
BRAGA.
Faz
tudo
quanto
diz
respeito
á
sua
arte
e continua
operando
grátis,
pobres
e
soldados.
(3092)
Vinho tinto
de
meza.
(sem
garrafa)
150
»
»
»
» .
190
j
Lagrima
................................
200
»
Branco
de meza
....................
210
»
linto
de
meza
fino.
.
. .
270
»
de
prova
secca.
.
. ,
.
300
v
Malvasia
de
2.a
.....................
360
»
velho...........................
400
»
Malvasia,
Bastardo
e
Moscatel
a
500
» Roncão.................................
700
» Alvaralhão................................
560
»
Velho
de
1854
....
600
>
a
retalho
psr&
meza
50
e
80,
o
quartilho
tinto,
e
branco
120.
Responde-se e
garante-se
a
pureza
e
boa
qualidade
de
todos
estes
vinhos,
po
dendo
lodo
e
qualquer
consumidor
man-
dal-o
experimentar
por
meio
de
qualquer
processo cbymico.
(N«)
Parte de Comércio do Minho (O)
