comerciominho_01071876_511.xml
- conteúdo
-
u
4.
’
ANNO
1876
O
DO
MINB
FOLHA
COMMERCIAL RELIGIOSA
E NOTICIOSA
Assigna-see
vende-se
no
escriptorio
do
editor
e
proprietário
Josi
Maria
Dias
da
Costa, rua
Nova
n.°
3E,
para onde
deve
ser
dirigida
todas
correspondência
franca
de
porte.
=As assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas; assim
como
as
correspondeu-
'
das
de
Interesse
particular.
Folha avulso
10
rs.
•
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E SABBADOS.
NUMERO 511
I
P
reços
:
Braga,
anno
1^600
ré.—
.Semestre
850
rs.
—
Prom-
*
cias,
anno
2&400
rs
e sendo
duas 4^000
rs.
—
Semestre
1S2FÍ
rs.=Braz»/,
anno
3&600
rs.
—
Semestre
1&900
rs.
moeda
forte,
I
ou
8&000
reis e
4&500 reis
moeda
fraca.
—
Annuncios
por
linha
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para os
assignantes
80
d
’
abatimênto.
I58lAG'i — SABB ABO fi S3E
Atlaeneu
AroheoS»<;ieo.
Teve
logar
a
inauguração
do
Atlieneu
Arclieologico
Bracarense
no
dia
29,
com-
niemorativo
dos
Apostoles
S.
Pedro
e
S.
Paulo,
no
salão da
galeria
dos
Prelados
Primazes
nos
paços
archiepiscopaes.
Presidiu o
venerando
Arcebispo,
e foi
numerosa
e
selecta
a
reunião
alli
con
gregada
:
compunha-se
de
quanto
ha
em
Braga
em
illustração e
amadores,
e
em
cultores
das
bellas-artes.
E’ a
primeira
das
reuniões n
’esta
especie,
que
tem tido
lo
gar
n
’esta
capital
do
Minho,
tanto
em
quantidade
como em
qualidade.
O
venerando
Arcebispo,
ao
approximar-
se
o
meio-dia,
appareceu
em
meio
dos
seus
convidados,
a
quem
saudou
com
a
delicadeza
e
mimo
em
que
timbra,
e leu
um
brilhante
Discurso
em
relação
á
utili
dade
e
inauguração
do
instituto
projecta-
do,
pedindo
por
fim
a
nomeação d
’
uma
Mesa
Provisória.
O
snr.
Pereira-Galdas,
iniciador
da
con
cepção,
agradeceu
ao
venerando
Prelado
a
voz
eloquente
e
a
mão
poderosa,
com
que
S.
Ex.
a tomou
a
peito
esta
institui
ção;
agradeceu
igualmente
a
solicitude
e
dedicação
dos cavalheiros
presentes;
e
di
rigiu-se
depois aos
representantes
da
im
prensa da
localidade
e
de fóra.
que
no
salão
se
achavam
como
convidados.
Dizendo, que
não
devia
alçar
a
voz
em
presença
do venerando
Prelado,
en
tregou
ao
director
decano
da
imprensa
lo
cal,
o
snr. José
Maria
Dias
da
Costa,
director do
«Commercio
do
Minho»,
uma
Allocução
impressa
em
cartão
dourado,
que
no
mesmo
dia disse
começar
a
mandar
distribuir
pelos
cavalheiros
reunidos,
e
de
certo enviará também ao
jornalismo
do
paiz.
Logo
depois,
entregou
outra
Allo
cução
igual
ao
decano
dos
corresponden
tes
da
imprensa
de
fóra
da
cidade, o
snr
Antonio
Maria
da
Fonseca,
corres
pondente
do
«Commercio
do
Porto».
Pe
diu
a
um
e
outro,
que
recebessem
esta
homenagem,
como
consideração
ao modo
como
a imprensa
do
paiz
tinha annuncia-
do
a
sua
concepção,
realisada
alli
nobre
mente
pelo
venerando
Arcebispo,
a
quem
-~TT~rr
—
-nin.ii»Brr-i»i
■^«■L7ímiõiirãii~w«MTiÍMMi
HISTOKíA
B’IJ£ UESCONMECIJ»O
I
Onde
se veem
Jacques
e
Malhurin
muito
assustados.
[Conti
IlUAÇào]
Jacques,
que
fóra
fazer
uma
vizita
a
M.
Poussaboire
entre duas
viagens
ao
seu
campo
de
beterrabas,
encontrara
um
dos
emissários
da republica
anti-clerical,
—
é
este
um
dos seus
titulos—
ahi
tinha
oti-
Tido
pela
primeira
vez
o nome
do
mons
tro,
com
a
enumeração
de
todas
as
atro
cidades
de
que
a
sua presença
ameaçava
as
cidades
e
os
campos.
Ouvindo
o
resto
da sua
conversação
com
Malhurin,
saberemos
o
que
elle
ou-
Tira,
porque não
se ignora
que a
maior
parte
dos
espíritos
fortes
não
são senão
mui
fortes
e
mui
palradores
papagaios.
—
Sim,
Malhurin,
o
Papa,
os
bispos,
os
curas
e
todos
os
clericaes...
—
Que
dizes,
Jacques?
—
Digo
que
todos
os
clericaes.
—
Mas
o
que
é
isso?
—
Ahi
está:
tu não
lês
os
jornaes,
andas muito
atrazido,
não
sabes
as
pala
vras
que
por
ahi
correm.
Ora
bem,
cle-
ncaes
é
como
se
dissesse
os
devotos,
os
tinha
em primeiro
logar
entregado
duas
Allocuções
analogas,
cada
uma
d’
ellas
dou
radas
com
todo o
mimo,
e
em
cartão
de
superior
formato.
Publicaremos
o
Discurso
do
veneran
do
Arcebispo,
se
nol-o permiltir
S.
Ex.
a
,
de
quem
nos
honraremos
de
o
solici
tar.
A
Allocução
do snr.
Pereira-Caldas
aqui
a
publicamos
agora
:
ALLOCUÇÃO
S
enhores
«Vereis amor
da
patria
não
movido
«De
prémio
vil,
mas
alto
e
quasi
eterno ;
«Que
não
é
prémio
vil
ser
conhecido
«Por
ura
pregão
do
ninho
meu
paterno.
Camões
—
L
csiabas
.
Ao
manusear
pela primeira
vez
as
Dé
cadas
da
Asia
do nosso
João de Barros,
calaram-me
com
magua
no
coração
algu
mas palavras
exprobatorias,
irrogadas
alli
contra
a
nossa
negligencia
geral
na
coor
denação
de
memórias
históricas,
enuncia-
doras
dos nossos
feitos
assombrosos.
Eis-aqui
estas
palavras
censuratorias,
escriptas
pela
penna
eloquente
do
nosso
clássico
famigerado,
filho
talvez
dos
mais
gloriosos
de
Braga,
no
meio
da
incerteza
ge
ral
dos
seus biographos
:
«Certo
grave
e
piedosa cousa
d'ouvirl
—
«Vêruma
nação
a que
Deus
deu
tanto
ani-
<mo,
que —se
tivera creado outros
mun
idos
—
já lá
tivera metlido
outros
padrões
«de
victorias,
assim
é descuidada
na pos-
«teridade
de
seu
nome
:
—
como
se
não
fos-
<se
tam
grande
louvor
dilatal-o
por pen-
«na, como
ganhal-o pela
lança»!
Falla-nos
assim
o
nosso
Tito
Livio
Por-
tuguez
na
Década
I,
Livr.
V,
Cap.
XI.
Eram
justas então
estas
palavras, sem
deixarem
de
o
ser ainda
em parle
até
os
nossos
dias.
Provêm
essa
negligencia
dos
nossos
maiores—
educados
no
meio
do
clangor
das
tubas-guerreiras
—
da
origem
tumultuaria
da
lirmação
da
nossa
independencia, ro-
borada
no
campo
da batalha
ao
estridor
fremente
das
armas.
Cortava
então
a espada
todas
as
diííicul-
dades
do
mundo.
—
Cada
um
dos
nossos
u.
.xfKunti «jaaxf.-xsxnau.
beatos,
os
que
vão
á
missa
todos
os
dias,
que
se
confessam,
e
que
dizem
muitos
pa-
(ire-nossos
para fazer
perecer
de
tedio.
—Comprehendo
agora,
Jacques;
são
os
que leem
religião.
—Justamente.
—
Bem.
Então
o que
é
que fazem es
ses
clericaes ?
—Oh
!
querem fazer-nos
retrogradar
ás
trevas
da
edade
media,
tornar-nos
cervos
dos
senhores,
ligar-nos
á
gleba
e
fazer-
nos
pagar
o
dizimo.
—Declaro-te,
Jacques,
que não
com
prehendo
muito
bem
o
que
me dizes.
En
tão
o
que
são
cervos
e
como
se
entende
ligar-nos
á gleba?
—
Malhurin,
és
tapado
como
uma gar
rafa
de
chatnpagne.
Olha,
os
cervos, eram
escravos
obrigados
a
correr
por
toda
a
parte
onde
os
mandassem,
e
tão
ligeiros
como
os
animaes
cujo
nome
se
lhe deu,
e
a gleba,
n.i
minha
opinião,
a
gleba,
era
uma
coisa
muito cruel,
um
supplicio
in
suportável
que
se
aboliu
na
grande Revo
lução.
Comprehendes
que não
seria
agra-
davel
que
isto
voltasse
para
este tempo,
porque
se
diz
que
os
infelizes
lavradores
viviam
como
animaes, e
estavam
muitas
vezes
obrigados
a
comer
herva
nos
cam
pos,
como
os
bois
que
puxavam
á
char
rua.
E
isto
ainda
não
é
tudo.
E’
que
era
preciso
passar
a noite a
agitar
a
agua
dos
lagos
para
se
fazerem
calar as rãs
que
inquietavam
o
somno
do senhor!
E
coisas
maiores
era
um
Alexandre
Magno
em
Gor-
dio
na
Phrygia.
O
bulício
aprasivel
das
palestras
liltera-
rias,
convívios feracissimos
de fruclos va
liosos,
não
era
o
alvo
dos
nossos
maio
res.
—
-Cifravam-se
as
lettras
então
n
’
algu-
mas
endeixas de
paladino enamorado,
e nal
guma canção
de
poeta
cavalleiro.
O
nosso
paizfoi
dtsencravado
da
co
roa
mussulmana
á
ponta
de
lança,
assim
como
os
outros
territórios
da península,
desde
os
primeiros
arrôjos
dos
lieroes
de
Covadonga
nos
alcantis
das
Asturias
no
século
VIU.
Foi
assim,
que
esses
gigantes
da
monarchia
goda,
salvos
da batalha
sangrenta
do
Gua-
dalete,
firmaram
os
lineamentos
do reino
d
’
Oviedo,
e serviram
de
modelo
patriótico
aos
nossos maiores
no
século
XII.
Com
o
volver
dos
annos,
sumiram-se
na
voragem
dos
evos
as
aspirações
guer
reiras,
e
assumiram a
sua
posição
outras
aspirações
sociaes.
Apenas
os nossos
maiores
firmaram
a
nossa
nacionalidade,
começaram
para
lo
go
a não vèr
com
bons
olhos,
que o
mon
tante
do
senhor
feudal
—
encaslellado
no ci
mo
da
montanha
—
pezasse
mais
que
o
Co-
digo
das
Leis
na balança
da
justiça.
Affervoraram-se então
em
organisar-se
em
communas.
e
cimentaram
com
perse
verança
os
lineamentos
das nossas
liber
dades
municipaes.
—Firmaram
a
emancipa
ção burgueza
contra
o
despolismosenho-
real.—Codificaram assim os
germens
da
soberania
popular.
—
Libertaram
em
fim
das
peas do
feudalismo,
alliados
á
realeza,
o
burguezismo
enobrecedor
do nosso
paiz.
Existem
ainda
vestígios
da
lucta, entre
a
feudalidade
moribunda
ea
burguezia
nas
cente,
em
não
poucos
dos
nossos
Jconce-
Ihos,
ainda que
menos
desastrosa
que
neu
tras
partes.
Começaram
então
as
lettras
a
florir
entre
nós
auspiciosas,
deixando
entrever
com
fulgor,
o
como
no
campo
da
civili-
sação
—a
travez
da
estrada
dofuturo
—
nos
daria
o
progresso
um
logar
d
’
honra
no
mundo.
Atreitos
ao
manejo
das
armas,
empu
nhamos
de
nova
a
espada
limpadora
das
hostes
mussulmanas,
arrojadas
corajosamen-
te
do
paiz
Jpara
fóra.
—
/Abrimos
com
ella
penetraes
immensos
na
Alrica,
na
Asia,
na
ainda
mais
detestáveis.
Finalmente
era
ura
triste
tempo
para
o
povo.
—
E’
verdade,
Jacques, se
isso
fosse
como
dizes.
—
Se
fosse
como
digo?
Pões-lhe
algu
ma
duvida?
Li
tudo
isso
espalmado
na
folha
de
M. Poussaboire;
está
em
lettra
redonda,
vês?
e
como
se
ousariam
im
primir
coisas
similhanles,
que
devem
ser
lidas
por
toda
a
gente,
se
não
fosse
ver
dade
?
—
Tens
razão, Jacques.
—
Acabamos
de
reentrar
as nossos
co
lheitas
; os
nossos
trigos, as
nossas
aveias
estão
encelleiradas
;
tiouxemos
hoje
a
nos
sa ultima
carroça
de
beterrabas.
Vamos
pôr-nos
a
amontoar
e
moer
os
nossos
po
mos,
e
é-me
noticia
que teremos
ambos
um
bom
numero
de
porção de
cidra.
Diz
então,
julgas que seria
agradavel
dar a
M.
o
cura
um
tonel
sobre
dez,
um
fei
xe
sobre
dez,
uma
carroça
de
beterra
bas
sobre
dez!
Que
poderia
fazer
d
’
isso?
—
Por
certo,
seria
muito
rico,
e
se
as
coisas
passassem
como
agora,
era
injusto
e
cruel
para
o
pobre povo.
—
Ah
bem
!
é
talvez
o
que
se
vae
re
pelir.
—
Mas, finalmente,
então
como se
po
deria
repetir?
—Sabes
Malhurin,
que
quando
o Pa
pa
falia,
todos
os
bispos,
curas, devotos,
hipócritas,
beatos,
dizem: Amen, e
que
se
lhe
obedece
sem
hesitar.
America,
e
na
Oceánia.
dando
logar
as
sim
a
entrar
por
elles
a
civilisação mo
derna,
guiada
pelos
padrões
que
nós
alli
hasteamos
á
sombra
da Cruz.
Existem
ainda
alguns
d
’
elles
nos
ser
tões que descobrimos,
para
attestarem
ao
mundo
inteiro,
que
nós
fomos
um
povo
de
gigantes,
quando
outros
ainda
poucos
si-
gnaes
davam
de si.
Quem
vir
alli
esses
padrões
d'outr
’
ora,
ha
de
maravilhar-se
d
elles,
como
quem
se
maravilha das
pyramides
do
Egypto
:
—
collossos
de
granito,
assentes
no
meio
d
um
oceano
d
arcas,
de
que
a
maré
sub-
terradora
não
tem
refluxo
!
Deixamos
os
nossos lares
em
abando
no,
para
irmos
á
descoberta
de
regiões
longínquas
:
—
e
concitamos d’
esde
logo
cou-
tia
nós
as
invejas dos
estranhos,
ao mes
mo
passo
que
também
abrimos
a
porta
ao
viver luxuoso.
Seguiram-se
então
as
pbases
que
deviam
seguir-se.
depois de
lançados
entre
nós
ao
solo
do
paiz
estes
germens
sociaes.
Deslruiram-se
não
poucos dos
nossos
monumentos
históricos
durante
as
quadras
que
bosquejo:
—
e
deixaram-se
de pres
crutar
outros
muito^,
que
depois appare-
cerarn
em
vários
pontos
do
paiz.
Não
foi
senão
no
século
X
VIU,
no
rei
nado
do
rei D.
João
V,
que
por
Decreto
de
8
de
Dezembro
de
1720
se
crcára en
tre
nós
uma
associação
litteraria,
consa
grada essencialrnente
aos
estudos
históricos
dn
nosso
paiz,
e
com
elles
á
guarda
e
conservação
dos nossos
monumentos archeo-
logicos.
Refiro-me
á
Academia
Real
da
Historia
Portugueza,
de
que foram
confirmados
os
Estatutos
em
Decreto
de
4
de
Junho de
1721.
Foi
mais
tarde,
que se
inaugurára
en
tre
cós
também
a
Academia
Real
das
Scien
ces,
de
que
foram
confirmados
os
Esta
tutos
que
primeiro
tivera,
em
Aviso
de
24
de Dezembro
de
1779.
—
Promoveu
esta
inau
guração
o
Duque
de
Lafões,
tio
da
rainha
D
Maria 1,
varão
de
provada
illustração
e dedicado
amor da
patria.
Na
Collecção das
Memórias
da
Academia
Real
da
Historia
Portugueza,
nas
publica
ções
de
1733,
lê-se
impresso
um
Discur
so
sobre
os
antiquíssimos
e
rudes
altares
que
se
acham
em
varias
partes
de Portugal,
—
Postoque
é
o
chefe,
é
preciso
neces
sariamente
obedecer.
—Sim,
mas,
deveria
contentar-se
em
ordenar
em
matéria
de religião:
cada
um
tomaria
d
’ella
o
que quizesse,
e
ficaria
tranquillo.
Mas
já
não
é
assim
agora
;
pa
rece
que quer
ser
o
arbitro
de
todos
os
impérios,
reinos,
e
republicas,
ser.
como
diz
M.
Poussaboire,
o
soberano
absoluto
do mundo inteiro, o monareba
univer
sal.
'
—E
’
demais.
—
Sim.
e
para
chegar
ao seu fim, lan
çou
por
ultimo um
não
sei
quê, um...
Syllabus,
eis
a
palavra
—
que
vae
pôr
tu
do
em
desordem,
anniqtiillar
as
bases
da
sociedade
moderna,
supprimir
todas
as
liberdades
conquistadas
etn
89,
abolir
lo
dos
os
progressos
que
se
leem
feito
des
de esse tempo; em
duas palavras, redu
zir
lodo o mundo
á
escravidão
e
fazer-
nos
lodos
mui
humildes
servos
dos
bispos
e
curas.
—
E’
realmente
assustador
o que
dizes,
Jacques.
A
que
nos
vamos
reduzir?
—
Vivemos
n’
um tempo
bem
triste.
—E
’
verdade,
Jacques.
Então não ha
veria
meio
d
’
escapar
a
esse...
a
esse...
como
disseste
agora?
—Syllabus.
—
Sim,
a esse
Syllabus?
—
Não
será facil.
(ConLn/io)
e que
vulgarmente
se
chamam
antas.—Es
creveu-o
Marlinho
de
Pina
e Proença,
e
recitou-o
em
conferencia de 30
de
Julho
:
—
e
fez-se
a
impressão
d
’elle na
<Parte
Se
gunda»
da
Collecção
das Memórias
do
allu-
dido
anno.
Foi
alli,
que
pela
primeira
vez
se
trac-
tára
dós
monumentos
celiicos
entre
nós.
descrevendo-se
com
individuação
á
luz
da
epocha.
—
Não
foi
no
entanto
senão
em
1868,
que
o
Dr.
Francisco
Antonio
Pe
reira
da
Costa,
um dos meus illustrados
contemporâneos universitários,
escrevêra
á
luz
da
nossa
edade
um
trabalho
prestimo
so
a
este
respeito.
Tem
por
titulo
Monumentos
prehistori-
cos
:
noções
sobre
o
estado
prehislorico
da
ter
ra
e
do
homem,
seguidas
da
descripção
d
’
al
guns
dólmens ou
antas
de
Portugal,
com
a
traducção
franceza
de Dalhunly
Foi
impresso
na
typographia
da
Aca
demia
Real
das
Sciencias
de
Lisboa,
publi
cando-se
em
4
0
máximo
:
—
e
é
accompa-
nhado de
3
estampas
lithographicas.
Em 8
de
Setpembro
do
mesmo
anno,
n
’
um
«folhetim curioso»
da
Revolução
de
Qltmbro.
dá-nos
uma
relação
d
’
estes mo
numentos
muito
numerosa,
existentes
em
Portugal,
o
nosso
estudiosíssimo
Dr.
José
Silvestre
Ribeiro.
—
Memora
alem
Jde
300,
estando
ainda
muito
pouco
prescrutado
o
paiz
a este
respeito,
como sabem os
que
são
dados ás
letlras.
Os
que
memora
o
Dr.
Pereira
da.Cos-
ta
—
alem
d
’
uma
vintena
—são existentes
só
mente
nas
visinhanças
de
Castello
de
Vide
no
Alemlejo.
São
olhados
estes
monumentos
celticos
em
geral, como
documentos
comprovativos
dos
primeiros
povos
que
vieram
invadir
os
iberos
em
nossa
península,
nos
tempos
mais antigos
a
que
nos
é
dado
remontar.
—
Deu-se
esta
invasão
com
plausibilidade
uns
16
séculos
antes
da
era
vulgar.
No
Armslrong’s Gaelic.
Diction.,
deduz-
se
a
etymologia
do
nome
celta
—
derivação
a
que
não
assinto
—ou
da palavra
ceil
,
oc
-
cultar—ou
da
palavra
ceiltach
,
assistente
nos
bosques
—
ou ainda
da
palavra coille,
significativa
de
fl
resta
Conforme
os trabalhos
recentes deSleur,
na
sua
Elhnograph.
des
peupl.
del
’Europ.
avanl
Jésus-Christ,
outra
é
a
etymologia
da
palavra
celta.
Nas linguas
do
norte
da Europa,
d’
on-
de
vieram mediatamente
os celtas
para
o
sul
d
’ella,
exprime-se a
qualidade
frio
pela
raiz
kelt, euphonisada
algumas
vezes
em
kalt.
Nos
povos
de
raça
indo-germanica,
são
usuaes
ainda
as expressões
correlativas
des
tas
raizes.
—
Ha
no
inglez,
por
exemplo,
a
palavra
coll;
no
belga
e
hollandez,
a
pa
lavra
koud;
e
no
allemão,
a
palavra
kald.
Na palavra
celta,
assim
como na
corre
lativa
kalta,
luz
a fusão
litteral
das raizes
kelt
e
da
—
significando
ambas
em
lingua
celtica povos
dos paizes
frios
—
«gentes
das
regiões
do
norte
»
— em contraste
com
os
povos
dos
paizes
quentes
do (sul.
Seria
êrro
olhar
os
nomes
kéltòi e
kélli-
kè,.
usuaes
nos
escriptores
gregos,
como
nomes
proprios, e
não
como
nomes
appel-
lativos.
—
Nem
seria
êrro
menor,
o
altri-
buir-se-lhe
ainda
uma procedência
heilenica.
Não
tem
os nomes
dos
povos
primiti
vos
da
Europa
outra
procedência
vocabu
lar,
senão
a
dos
nomes
appellalivos,
como
palavras
indicadoras
da
situação das
suas
hordas,
e
do
viver
caracterislico
de
cada
uma
d
elias.
Nos
escriptores
latinos,
não
são
usuaes
os
nomes
kéltòi
e
kélliké
dos
gregos
—
ex
pressões
ainda
com
a
fórma
kéllài
em
Apol-
lodóro.
—
Acha-se
em
logar
d
’
eslas
pala
vras
o nome
galli,
de
que
os
escriptores
francezes
derivaram
o
nome
gaulezes.
Foi
dos
insúbros
—
a
tribu
mais
nu
merosa
dos
invasores
de
Roma,
e
cognomi
nada
então
gaãlen
entre
os
germanos—
que
os escripiores
da
cidade
dos septe
montes
assimilaram
para
a
sua lingua
o
nome galli.
Não
faltam
historiadores
no
entanto,
a
quem
esta
palavra
não passa
d
’
uma
ado-
ptação
antonomastica
do
gallo,
de
que
usa
vam
os
gaulezes
como
emblema
nacional.—
Olham
para
isto
apenas,
como
olham
para
a
pomba, emblema
dosassyrios
e baby- lo-
nios;
para
o
crocodilo e
o
hippopólamo
.
em
blema
dos
egypcios
; para
ó
boi,
emble
ma
dos
cimbros,
em
que
nós
euphonisa-
mos
os
kimris;
para
o
dragão,
emblema
dos
chinezes
;
para
a
aguia,
emblema
dos
persas
e
romanos;
para
o
lobo e
o tigre,
emblema
dos
germanos
e
francezes;
para
o
gato,
emblema
dos
alanos
;
e
para
a
cau
da
de cavallo,
emblema
das
tribus
nóma-
das
do
interior
da
Asia.
Este nome
gaãlen
dos,
insúbros
em geral
—
vindos
do
norte da
Europa
com
os
seus
congéneres
d
’invasão
para as
Gallias,
d
’
on-
de
se
dirigiram todos
ao depois sobre
Roma
— deriva-se
da
raiz
gaál,
a
que
é
equivalente
a
raiz
gaèl
—
ambas euphonisa-
das
pela
raiz gal.
Significam
todas
ellas inimigo
na lin
gua
celtica :
—
e
são
a
designação
cumula
tiva
dos
povos aggressores
da
Europa,
dis-
tinctos
como
brancos
de pelle
e
arruina
dos
de cabello,
como
a
nenhum
cultor
das
lettras
é
licito
deixar
de
crêr.
De serem
celtas
e
gallos
um
e
o
mes
mo
povo, acha-se
em
Cesar
um
teslimunho
de
toda
a
prova,
ao
fallar-nos
dos
povos
das
Gallias
nos
seus
Commentarios
fami
gerados.
Eis-aqui
o
contexto
a
que
me
refiro
:—
Quiipsorum
lingua
Céllae,
nostrâ
Galli
appellanlur
.
Não
se
esqueça
no
entanto,
que
não
se
allude
na
phrase
nostrâ
lingua senão
a
um
nome
de
novo romanisado:
—
o
que
se
vê
expressamente
em
Tito
Livio,
nas
phrases
correlativas
gens
nova
et
novum
nomen romanorum.
Resulta
o que
deixo
dicto,
do
estudo
das
antiguidades
a
que
os cultores
das
let
tras
se
têm
consagrado
modernamente,
coa
djuvando-se
mutuamente
nas
suas
investi
gações
archeologicas,
e
auxiliando-se
pres-
limosamente
dos
monumentos
archivados
nosmuseus.
Conforme
os
estudos
ulteriores
dosethnó-
graphos,
não
são
atlinentes
aos
celtas, co
mo
se
têm
crido
atégora,
os
«monumen
tos rudes
e
toscos
»,
a
que
os
nossos
maio
res
davam
o
nome
d
’
antas «m
geral,
e a
que
os
estrangeiros
dão em geral
o
nome
de
dólmens.
Os
archeólogos
allemães, e
com
elles
os
inglezes e
os
francezes,
olham
estes
monumentos
da
primitiva
edade
de
pedra
—
«estas
relíquias cyclopeas
venerandas»
— como
attinentesa
povos
da
raça
amarella,
que
antes
da invasão
dos
celtas
estancearam
em
nossas
regiões.
E
asserto
sem
curso
entre nós
esta
opinião
ethnographica
recente;
porque
nin
guém
sonhou
nunca
até
os
nossos
dias
com
vestígios
primitivos
da
raça
amarella
na
Europa,
e muito
especialmenle
nas
suas
re
giões
do
sul.
Apesar
das concitações
de
Wormsaae
contra estas
doutrinas
hodiernas,
conjuncto
com
outros
sábios
do
norte;
ha de procla
mar-se
contra
elles
convictamente,
quem
se
der a
lêr
a
obra
de
Gobineau,
a que
elle
se
consagrára
a
este
respeito
com
toda a
dedicação.
Vêr-se-ha
d
’este
escripto
Sur
inégalité
des
races
humaines,
que
não
foram
os
ibe
ros
e
os
celtas,
mas
«
outros
povos anterio
res
a
elles»,
os
que
n
’
esta
nossa
penín
sula
estancearam
como
auloclhónos—Eram
povos
da
edade
de pedra,
a
que
não
perten
cem
evidentemente
os
celtas,
«
raça
bran
ca
mais
illustrada
que
elles,
e
que
é
ho
je
collocada
nas
edades de
bronze
e
de
fer
ro pelos archeólogos
cultivados
dos
nossos
dias
».
Aos
argumentos
das
investigações
geoló
gicas
e da
anatomia
comparada
—
incon
cussos
na
sua
especie
—
accresce
ainda
uma prova
archeologica
de egual valor
para
o
caso.
Os
monumentos
cyclopeus,
a
que
nin
guém
contesta
a
existência,
estendem-se
do
sul
da
Europa
ao norte
pela
Dinamarca,
pela
Suécia,
e
pela
Rússia.
—
Atravessam
o Ourai
pela
Alta-Siberia :
—
passam
o
es
treito
de
Behring:—
penetram
nas flores
tas
da
America
do
norte:
— descem
ás
margens
do
Mississipi : —
e
na
maxima
par
te d
’estas
regiões iinmensas
não
estancea
ram
os
celtas.
Contam
por
isso 3000
annos
d
’exis-
tencia
ao
menos
—
como é
plausível
de
vêr
aos
estudiosos
de
datas
—
os perlustra-
menlos
dagnossa península
pelos
antecesso
res
dos
ibéros
e
dos
celtas,
olhados
atégora
como
os
nossos
maiores
primitivos.
Vê-se d’
este
quadro que
deixo
esboçado
—
ede
que me
sirvo
de
preferencia
no
meio
d
’outros de que
não fallo
—
qual
éa
prestimosissima
utilidade
da inauguração
d
’
um
Atheneu
Archeologica
aqui
n
’
esta
nos
sa
Braga,
para
dessiminação
mutua
des
tes
conhecimentos
entre
nós,
e
das
illucida-
ções
accessorias
em
correlação
com
elles.
Com
o
mutuo
concurso
de
todos
nós,
em
cujos
corações
vive
enlhusiastico
o
amor
da
patria,
aprenderemos
muitíssimo
uns
dos
outros
;
e
daremos
a
esta
capital
do
Minho —
berço
natalício
para
uns,
e
pa-
tria
adoptiva para
outros
—
o
renome de
que
ella é
crédora,
não
só
como
povoação
alegre
e
ridente,
circumdada
d
’
um hori-
sonte
amplo
e vistoso,
e
coberta
por
um
ceo
limpido
e
fascinador,
senão
ainda
co
mo
repleta
de recordações
gloriosas
em
to
das
as
edades,
e
em
todas
as
phases
da
historia.
Não
é sem
espinhos
a
estrada
que
va
mos
trilhar
:
—
mas
nada
ha,
que
os
não
tenha
de
sobra,
em
quanto
peregrinamos
na
terra
em
que
vivemos.
Removel-os
com gloria
;
ceifal-os
em
proveito
da
humanidade
;
é dos
homens
inquebrantáveis,
a
quem o
porvir
allumia
com
o
facho do
progresso
nos
páramos
da
civilisação.
O genio
da
gloria patria,
que
nos
olha
como
filhos
dilectos,
brada-nos
avante
a
cada
um
de
nós,
colíocando-nos
sob a égi
de do
Venerando
Prelado
Primaz.
Diz-nos
a
um
por
um
no
intimo
do
coração,
o que
o
meu
finado
contemporâ
neo
de
Coimbra
Antonio
Gonçalves
Dias
—
honra
da
villa
de
Cachias
na
província
do
Maranhão
—
pozera
na
Canção
do
Tamoio
nos
lábios
do
pae
a enthusiasmar
o filho
:
<
As
armas
ensaia
;
<
Penetra
na
vida
:
«
Pezada
ou
querida,
<
Viver
é
luctar.
<
Se
o
duro
combate,
o
Os
fracos
abate
;
«
Aos fortes,
aos
bravos,
«
Só
póde
exaltar.
Braga,
29
de
Junho
de
1876.
Pereira-Caídas.
A
Mesa
Provisória
ficou
composta do
Venerando
Arcebispo
como
presidente,
e
dos snrs.
visconde
de
Pindella
como
pre
sidente
da
camara,
Deão
da
Sé
Primaz,
Director
das
Obras Publicas,
e
Professor
Pereira-Caldas
como
secretario.
No
fim
d
’este
ado
solemne
recitaram
mimosas
e
arrebatadoras
poesias
os snrs.
Alfredo
Campos,
Correia
Júnior,
e
Cunha
Vianna.
Solicitamos
estas
poesias,
que publica
remos
apenas
as
tenhamos.
GAZETILHA
S.
Marçal.—
Festeja-se
ámauhâ
na
capella
de
Guadalupe
a Imagem de
S.
Marçal, advogado
contra
os
incêndios.
F«lleeimento.
—
No
dia
27
falleceu
em
Lisboa
o
snr.
Innocencío
Francisco
da
Silva,
auclor
do
Diccionario
Bibliográ
fico
Portuguez.
Tinha
nascido
em
1810,
e
por
tanto
contava
cerca
de
66 annos.
O Diccionario
já
tinha
nove tomos,
e
entre
os
massos
dos
manuscriptos
inédi
tos,
em
que o
snr.
lunocencio
ia
accu-
mulando
farto
material
para
a
conclusão
do
Diccionario, encontram-se
vários
arti
gos
bibliogralico-criticos,
fructo
de
são
es
tudo
e
inestimável
investigação.
Um d
’
el-
les, ao que
sabemos,
respeita
ás
edições
das obras do egregio
poeta
Luiz
de
Ca
mões;
outro
é concernente
aos
subsídios
que podem
servir
para
aperfeiçoar
a
nossa
historia
lideraria.
Além
d’
isto,
o
illustre
escriptor
deixa
importantes
documentos
para
a
mais
completa
biografia
de
José
Agostinho
de
Macedo,
que
o
snr.
Inno-
cencio,
como
é
sabido,
annunciára
no
tomo IV.
Reeenseameato
na índia.—
Se
gundo
o
ultimo
recenseamento
feno,
o im
pério
britânico
na
índia
abrange
uma
po
pulação
de
190 milhões
563:000 habitan
tes,
repartidos
por
uma superfície
de
904:0
j
Ó
milhas
ioglezas
quadradas.
Cada
milha
quadrada dá abrigo
a
211
habitan
tes,
distribuídos
por
41 casas.
Contando
os
estados
íeudatarios,
a
superfície
total
da
índia
é
de um
milhão
430:000
milhas
quadradas,
e
a
população
de
238.830:000
almas.
Em Inglaterra,
a população por
mi
lha
quadrada
é
de 422
habitantes.
As
cidades
da
índia
mais populosas
são
Calcuttá,
que
contra
795
000
habitan
tes,
não
coutando
os
dos
arrabaldes
cujo
numero
se
eleva
a
100:000;
Bombaim,
644:000;
Madrasta,
382:000;
Lucknow,
285:000.
Na
metropole,
as
cidades
mais
populosas
depois
de
Londres,
não
chegam
a
contar
tantos
habitantes como
as
mais
populosas
cidades
da
índia.
Assim
Manches-
ler
e
Birtuinghan
não
contam
mais
de
350:000
habitantes
cada
uma
á sua
par
te;
Leeds
e
Sbeflield
250:000.
Classificados
segundo
a
religião que
profe?sam
os habitantes
da
índia
mgleza
dividem-se
em
140
milhões
e
meio
de
hin
dus,
incluindo
os
sicks;
40
milhões
e
ires
quartos
de mahometanos,
e
9
milhões
e
um quarto
pertencentes a
outras
cren
ças,
taes
como
o
budhismo,
o chrislianis-
mo,
o judaísmo,
etc.
O
numero
de europeus
é
apenas
de
250.000;
pela
maior
parte
empregados
do
governo.
Os
diverssimos
idiomas
fallados pelos
naturaes
são
perlo
de
23,
não
iocluindo
n’
este
numero
os
dialectos
que
são
innu-
meraveis.
Todavia,
a
diversidade
das
linguas
não
é
nada
em
comparação
da
diversidade das
castas.
Só
nas
província»
de
noroeste,
con-
tam-se
307
castas
diOerenles,
cada
uma
com
seu nome
particular,
seus
usos,
e ás
quaes
é
defeso
crusar-se
estrangeiros
ou
com
outras
castas.
Em
Bengala,
o nume
ro
das
castas
eleva-se
a
mil.
Incêndio
em Portimío.—
No
dia
13
houve
em
Villa
Nova
de
Portimão um
incêndio
que
reduziu a cinzas
a
casa de
um
pobre
trabalhador d’aquella
villa.
mor
rendo
queimada
uma
criancinha.
Entre
as
pessoas
que
correram
ao
logar do
sinistro,
appareceu
o
Snr.
Manoel
José
de
Sarrea
Garíias,
que
teve
a
feliz
idéa
de
crear
uma
subscripção
para
reconstruir
a
casa
do
po
bre trabalhador. Sua ex.a
não hesitaria em
mandar
fazer
a
recoostrucção
á
sua
custa,
mas
pareceu-lhe mais
delicado
convidar
os
seus
patrícios
a
tomarem
parte n
’
esla
boa
obra.
Fatal
brinquedo.—
Lê-se
na
ultima
Gazela
de
Bardez
o
seguinte:
Contam-nos
que
nos
dias
passados
uns
pobres
rapazes de
Assonorá,
vendo
que
ti
nham
entrado
papagaios
na
concavidade
de
uma arvore,
quizeratn
apanhar
os
seus
pintos,
que
suppunhatn
existir
n
’aquelle
esconderijo.
Um
d
’elle»,
subindo
a
arvore
fatal
metteu
uma
das
suas
mãos
na con
cavidade,
e
sentiu
uma picada
no
dedo.
Satisfeito
grita
então
peU
collega, e
diz:
=Eslão
aqui
realmente
os
pintos
que
procuramos
!=O
collega,
cheio
de
prazer
sobe
de
um
só
pulo
á
mesma
arvore,
mette
a
sua
mão na
concavidade, sente
igual
picada,
e
grila como
um
doudo:=
Não
ha
duvida,
aqui
esião
elles.
«Enganavam-se,
coitadinhos
!.
.
.
As
pi
cadas
não
eram
dos pintos dos
papagaios;
eram
sim
de
uma
cobra
venenosa
que com
a
sua
terrível
mordedura
lhes
insuflava
nas
veias
o
veneno
da
morte,
pois
d
’
ahi
a
um
momento
ambos
eram
cadáve
res!.
.
.
Progresso
«lo
eatlkoIieiHino.—
Lê
se
no Apostolo:
«A
Egreja
catholica
nos
Estados-Uni-,
dos,
segundo
Gibsons
«Ecclesiastical
alma-
nak,»
teve
de 1839
a
1868
um
augmento
de
adherentes
na
razão de
cento
por cen
to,
ao
passo
que
os
protestantes
de
todas
as
seitas
só tiveram
um
acréscimo
de
29
por
cento.
E’
curioso
ver
que
de
1830
a 1870
os
catholicos
dobraram
o
numero
lodos
os
dez
annos,
sendo
o
augmento
da
população
gerai
sómente
de 35
por
cen
to.
Depois
dos
Methodistas
é
a Egreja
Ca-
tholica
a
mais rica;
no
entanto
de
1850
a
1870
ella
adquiriu
em
bens
mais
um
terço
do
que
elles.
Suppôe-se
que dentro
de
alguns
annos
os
catholicos
poderão
eleger
um presidente
seu.
A
’
vista
da
estatística
apontada
não
é
de
admirar que
os inimigos
da
Egreja
Catholica, quer
protestantes,
quer
athêos
e
materialistas,
se
unam
para
sofíocal
a,
Temos,
porém
confiança
no
bom
senso
dos
americanos
e
na
vitalidade
da
fé
catholica
nos
Estados-Unidos.
»
Unia cereinoni» conimoverlflra.
—Lemos
em um
periodico
estrangeiro:
«Morreu
de
febre
tyfoide
em
Strasbur-
go
uma
religiosa
das
que
se
consagram
ao
inestimável
serviço
dos
hospitaes, em
consequência
de
seu
excessivo
zelo
para
com
um soldado
enfermo.
Os
allemães
deram
então
uma
prova
eloquente
do
quanto
prezam
o caracter
veroadeiramenle
religioso.
No
dia
destinado
para
o
seu
enterro,
converteu-se
este
em
uma
ceremonia im
ponente.
Rompia
a
marcha
um
soldado condu
zindo
sobre
um
coxim
de
velludo
preto
e
no centro
de uma coroa de
louros
o
rosário
da
irmã
Toban;
seguia
o
caixão
le
vado
nos
hombros
dos
ofiiciaes
de
todos
os
regimentos
de
guarnição
e o funeral
era
presidido
pelo
general
Stein,
rodeado
de
numerosos
chefes
e
ofliciaes,
sem
mencio
nar
as
costumadas
pompas
religiosas
que
ao
cadaver
consagra
a
Egreja
Catholica.
O
préstito
atravessou
toda
a
povoação
aos acordes
da
musica do regimento
saxo-
nio,
e
os
habitantes
francezes
ficaram
’
i*
vamente
impressionados
á
vista
de
seme
lhante
espetáculo.»
Que
dirão
a isto ennes
e
erres
f
ViafSo.
—
Ha
trinta
annos,
gastavam
os
esploradores seis
mezes
para
percorrer
por
terra a
distancia
que
ha desde
New-
Yotk,
a S.
Francisco,
tendo
que
arrostar
com
as
neves,
com
a
fome
e
com
os
ata-
ques
dos
índios
e
ainda
com
muitos
outros
perigos.
Em
1852.
lomou-se
por
um
aconteci
mento
extraordinário, a
partida
da
primei
ra
carroagem
de
mallaposta
ou
diligencia,
que
percorreu
etn
tres
semanas,
a
distan
cia
que
mede
o
caminho
entre
o
Misori
e
o
Sacramento;
e
em
1860
produziu ver
dadeiro
assombro
o
saber-se que
um
via
jante
a
cavallo,
levava,
em seis
dias,
des
pachos
olficiaes
de
um
a
outro
dos
citados
pontos.
Em
1869
o
caminho
de
ferro
inter-
ocianico,
reduziode seis mezes a
seis
dias,
a
viagem
de
New York a
S. Francisco,
e
actualmente
está
demonstrado,
que
se
pode
realizar
em
metade
d’
este
tempo,
sem
rasão
para
temer qualquer acontecimento
desastroso.
Disse
um notável
homem
de estado,
inglez,
que
depois
das
maravilhosas,
in
venções
da escripta
e
imprensa,
não co
nhecia
outras
que
tanto fizesse
progredir
a
humanidade
como as
que
tendem
a en
curtar
as
distancias
entre
os
povos.
noença.—
Tem
estado
enfermo
o
snr.
conselheiro
e
desembargador
Amaral.
No
dia
27
soífreu
uma
operação
de
que
se
es
pera
efíicaz
allivio
de
seus
padecimentos,
o
que
do
coração
desejamos
a tão
pres
tante
e
honrado
cidadão.
Pio
ix.. —
No
dia
16
do
corrente,
sua
santidade
entiou
no trigésimo
anno
do
seu
Pontificado.
Depois
de
ter
recebido,
a
5
de
janeiro
de
1817,
em
Roma,
na edade
de
vinte
e
cinco
annos,
as
ordens
menores
das
mãos
de
mgr. Caprano,
João
Maria
Mastai
Fer-
reti
foi
ordenado
em
Roma,
a
20
de
de
zembro
de
1818
subdiacono,
e
a
10
de
abril
de
1819
presbytero
pelo
mesmo
pre
lado.
Preconisado
arcebispo
de
Spoleto
a
21
de
maio
de
1826
por
Leão
XII,
sagrado
a
3
de
junho
seguinte
na
cidade
eterna
pelo
cardeal
Casliglioni,
depois
papa sob
o no
me
de
Pio
VIII,
foi
transferido
para
o
bis
pado
de
Imola
a 17
de
dezembro
de
1832,
por
Gregorio
XVI.
Creado
in
peito
cardeal,
a
23
de
de
zembro
de
1839,
por Gregorio XVI,
pu
blicado
cardeal
pelo
mesmo
a
14
de de
zembro
de
1840,
foi
eleito
papa
a
16
de
junho
de
1846
no
Quirinal,
coroado
em
S.
Pedro
a
21
de
junho
de
1846,
e
en-
thronisado
em
S.
João
de
Latran
a 8
de
novembro
de
1846.
O
velho
pontífice
que nasceu
em
Sini-
gaglia
a
13
de
maio
de 1793,
sente-se
com
tão
boa
saude
que
falia
como da
coisa
roais natural
do
mundo
em
celebrar
em
1877
o
jubileo
dos
seus cincoenta
annos
de
episcopado.
A
eitlade <le
Londres.—
A
maravi
lhosa
estatística
ofíicial
da
cidade
de
Lon
dres,
comprehendida
em
diversos
mappas
enviados ao governo
pelo
commissario
ge
ral
da
policia,
apresenta
debaixo
da
fórma,
a
mais
concisa,
um prodigioso
alimento
para
a imaginação dos
pensadores.
Londres
é
um
colosso
que
difíicilmen-
te
póde
ser
avaliado.
E
’
quatro
vezes maior
que
New-York
e
S.
Pelersbourg;
duas
vezes
maior
que
Constantinopla,
quasi
dous
terços
mais
que
Pavia e
um
quarto
mais
que
Pekin.
En
cerra
tanta
gente
como
toda a
Escócia
;
tem
o
duplo
da
população
de
Dinamarca
e
o triplo da
Grécia.
Não
obstante
tamanha agglomeração,
o seu
estado
sanitario
é relalivamente
ex-
cellenle
e melhor
do
que
o
de
muitas
ca
pitães
da
Europa.
N
’aquella
Babylonia
do Tamiza,
morre
uma
pessoa
em
cada
18
minutos
e
nasce
outra
de
lo em
1o.
Existem
no
seio
de
Londres 10
mil ca
sas
de
pasto
de
todas
as
categorias
que
são
frequentadas
regularmente
por
500
mil
pessoas.
Os
padeiros
estão
na relação
de
1
pa
ra 1.207 pessoas
;
os
carniceiros
na de
1
339;
os mercieiros
de
1
para
1.890;
e
os
agentes
de
policia
de
1
para
680.
O
porto
de
Londres, termo
medio,
tem
sempre
sobre
as
suas
aguas
1.700
a
2:000
embarcações.
As
entradas
e sahidas ascen
dem
diariamente
a
140,
e
o
numero
total
de
navios que
no
decurso
do
anno
o
visi
tam
sobe
a
50
mil.
Ha
em
Londres
300 missionários,
a
maior
parte
jesuitas.
A
população
de
Londres
passa
de
tres
milhões
de
habitantes.
Londres,
disse
o
«London Figaro»,
que
Publicou
os
mappas
estatísticos,
não
é uma
nação;
é
mais
que
isso,
é um
mundo.
Explorações
da
Afriea.—
A
Ingla
terra
eslá-se
occupando vivamente
da
ex
ploração do
interior
da
África.
O
sr.
Young,
contiuuador
da
missão
de
Livingstone,
trans
portou
para
o
lago Nyanza um
vapor
que
ali
está
navegando.
Agora
chegaram
cartas
de
Young,
que
foram
lidas
na
Sociedade
Real
Geographi-
ca.
O
explorador
inglez
afiirma
que
o
lago
Nyanza
é
muito
maior
do
que
Livingsto
ne
suppunha,
e
que
é
um
verdadeiro
mar
interior.
Todos
os
annos
sáem
das
mar
gens
d
’
esse
lago
uns
20:0o1)
escravos.
Os
habitantes d
’essa região
vivem
em
habitações lacustres,
ou em
rochedos
es-
tereis.
Para
fazer
viagem
o
sr.
Young
foi pe
las nossas possessões
de
Moçambique,
su
bindo
o
rio
Zembeze.
Ao
mesmo
tempo
o
sr.
Cameron
ex
punha
as
suas idéas
ácerca
da
colonisação
da África
Central,
dizendo que
essa colo
nisação
seria
facillima
e
altamente
pro-
ductiva,
e
afíirmando
que
enconlrára ali
minas
de
ouro,
de
prata,
de
ferro
e
de
carvão
e
que
o
paiz
era
em
geral
salubre'
Instou
muito pela
formação de
uma
grande
companhia
com
largos
poderes,
pa
ra
emprehender
estes
trabalhos
colonisa-
dores.
SECÇÃO
DE
COMUNICADOS
Snr.
redactor.
Sem
descermos
a
dar
importância
ás
baboseiras d
’
um
papelucho que
por
ahi
se
espalha
com
o
titulo
de
Espreitador,
que,
com
sabidos
intuitos,
pretendeu
des-
conceituar
o
snr.
Franqueira,
dono do
hotel
da
Boa-Vista,
no
Bom
Jesus,
por
causa
d’
um
communicado
que
n
’
este jornal
publicamos anonymameute;
vimos
hoje,
desembrulhados
das
estreitas,
confirmar tu
do o
que
no alludido communicado
disse
mos, e que
póde
ser
confirmado
por
27
pessoas.
Esta
satisfação
é
ao
publico, e não
aos
rabiscadores de
veleidados
parvoalhas,
a
cujas
palavias
não damos
nem
daremos
importância,
e
com
quem
não
sabemos
discutir.
Se ao
principio
occultamos
os
nossos
nomes,
não
é
preciso
olhos
de
lynce para
descortinar
os
motivos
que
para
isso
ti
vemos.
Braga, 30
de
junho de
1876.
Joaquim
Marianno
d
’
Oliveira.
Maria
d'Assumpção
Oliveira.
Leonardo
Pinto
d
’
Oliveira.
Snr.
redactor.
Tendo
apparecido
no
«Cominercio
do
Minho»
algumas
correspondências
datadas
de
Mirandella,
e assignadas
com
o
pseu-
donymo
de «Heitor»,
e
constando-me
que
alguém,
malévola
e
cavilosamente,
se
lem
bra
attribuir-me
a
sua
paternidade;
de
claro
solemne
e
cathegoricameote
e em
penho
a provadissima
tionra e
probidade
d
’essa
conspícua
redacção
a
declarar,
coo-
juntamente
comigo,
se
eu
em
algum
tempo
e encapotado
com
tal
pseudooymo,
escrevi
ou
escrevo
para
o alludido jornal.
Como,
porém,
nas
mencionadas
cortes-
pondencias
(cujas
temos liJo)
se
faz um
juiso
menos
favoravel
do
revd.
0
abbade
d
’
Asmoz,
um
dos
concorrentes
á
freguezia
do
Villarinho
da
Castanheira,
e
como
s.
s.a
,
ignorando
a
procedência dos
mesmos
escriptos,
póde
atlribuil-os
á
minha
hu
milde
peona.
é
a
rasão
porque
me
apresso
a
escrever
estas
linhas,
ás
quaes
me
obri
ga
o
amor
á
verdade,
e,
sobre
tudo,
o
espirito
de
classe
e
a consideração que
me
merece
o snr.
abbade, como
homem,
como
clérigo
e
como
amigo
e
patrício.
Para
mim
é
inteiramente
indiílerente,
que
seja
este
ou
aquelle
ecclesiastico
provido
no tão
cobiçado
beneficio do
Villarinho,
a
nomeação
ou
apresentação de
qualquer
dos
concorrentes
em nada póde
compro-
metter
a
minha
parochialidade,
por isso
nada
me
obrigavaa
deprimir
a
reputação
dos
interessados
e
muito
menos
do
rev.°
abb.
e
de Asmóz,
em quem reconhecemos
todo
o
merecimento.
A quem
não
lôr
superficial
(como
o
snr.
abbade)
em
objectos
d
’esta
natureza,
não
escapará
á
sua
prespicacia
a
mão
que dirige
os
tiros das
correspon
dências
do
«Heitor»
de
Mirandella,
e
o
que
com ellas
se
leve
em
vista,
sobre
tudo,
e
por
tanto
nada
mais
diremos
n
’este
logar,
pois são
realmente
admiráveis
cer
tas
evoluções...
!
Sirva-se,
snr.
redactor, o
dar
cabimen
to
nas
columoas
do
«Commercio»
a
esta
declaração,
á
qual se
dignará
juntar
lam
bem a
d
’
essa
illustre
redacção,
no
que
muito
obrigará
o que
se
assigna
De
v.
etc.
Padre
Antonio
Augusto
d
’
Azevedo
e
Moura.
Declaramos
que
o signatário
não
é
au-
clor
das
correspondências
a
que
se
refe
re.
E
’
esta a
ultima
declaração
que
a
este
respeito
fazemos.
A
RR.
uxzrmos TFLEdRinnis
da
AGENCIA
HAVAS
MADRID
27.
—O conde
de
Chaudor-
dy
foi
nomeado
gran
cruz
da
Ordem
de
Carlos III.
O
senado
approvou
o
orçamento
de
despezas.
A
commissão
mista
de
de
putados
e
senadores
approvou
o
titulo 3.°
da
constituição
relativo
ás eleições
sena-
toriaes.
S.
PETERSBURGO
27.
—O
«Golos»
diz
que
a Inglaterra
tendo
fornecido
armas
e
dinheiro
á
Turquia
para
atacar
a
Servia
justifica
a
Rússia,
que
começou
por
con
servar-se
na
espectaliva,
mas
que
não
va-
cillará
em
ateiar
antes
fogo
na
Europa
que
deixar
esmagar
seus
irmãos da
Servia.
BUCHAREST
26
—
Um telegramina
de
Constantinopla,
datado
de
23,
aonuncía
que
o
conselho
de
ministros
da
Turquia
accor-
dou
qual
o
plano
de
campanha
a
seguir
contra a Servia
e
Montenegro.
Corrre
o
boato
de
que
está
imminente
um
rompi
mento
de hostilidades.
BERLIM 27.
—
Os
imperadores
da Al-
leinanha
e
da
Rússia foram informados
de
que
a
guerra
entre
a
Turquia
e
a
Servia
está
próxima.
A
Servia
enviou
a
Constan
tinopla
um
«ultimatum»
que
a
Turquia
não
admitlirá.
Entretanto
fazem-se gran
des esforços
para
a
manutenção
da
paz
e
para
um
accordo
directo
da Inglaterra
com
a Rússia.
MADRID
18
—O
«Imparcial»
crê
que
a
commissão
do
orçamento
suspendeu
a
apresentação
do relatorio
sobre
o
regula
mento
da
divida
publica
até
depois de
vir
a
um
accordo
com
Canovas.
O
«Popular»
crê
que
o
publico
brevemente
conhecerá
as
bases
propostas
pela
commissão do
or
çamento.
BELGRADO
27.—
O
príncipe
de
Mil-
lan
parte
para
unir-se
ao
exercito
servio,
no
dia
30
do
corrente
e
publicará então
o
seu
manifesto
de
guerra.
No
Montenegro
foram
chamados ás
ar-
mos
lodos
os
homens
de 17
a
60
an
nos.
PARIZ
28—
A
folha
ofíicial
publica um
decreto,
perdoando
e
commutando penas
a 87
condemnados
cúmplices
na
insurrei
ção
de
1871. Também
insere
uma
carta
de
Mac-Mahon
annunciando
a cessação
de
processos
por
causa
da
mesma
insurrei
ção, salvo
em
caso
excepcional de
contu
mácia.
LONDRES
28
—
Na
camara
dos deputa
dos
o
chanceler da
fazenda
Northcote
des
mentiu
que a
Inglaterra tenha
fornecido
aos
turcos
armas
e
dinheiro.
As
tropas
turcas e servias
estão
pres
tes
a
combater
na
fronteira da Servia.
O
«Times»
annuncia
que
os
bosniacos
pro
clamaram
o
príncipe
Millan,
rei
da Bos-
nia.
LONDRES
28—
O
consolido
inglez
man
teve-se
hoje
no
Stock
Ex-Change
a
94
e
94
1|8;
e
o turco a
11
3j8
e
11
5;8.
Esta
baixa
no
consolidado
turco
foi
cau
sada
pelos
persistentes
boatos
de
hostili
dade
imminente
entre
a
Turquia
e a
Ser
via.
SAÍDE Ã
TODOS
sem
medicina,
pur
gantes
nem
despezas
com
o
uso da
delicio
sa
farinha
de saúde,
DE
BARRY
de
Londres.
S»
anno» d’invariavel »ueee»»o
4
Qualquer
doente acha
por
meio da
deliciosa
Revalesciére,
saude,
energia,
ap
pelile,
boa
digestão
e
bom
somno.
Cura
as
indegestões
(dispepsia)
gastricas,
gas-
tralgias,
ílegmas,
arrotos,
ventos,
flatos,
amargôr na bocca,
pituitas,
nauscas, vo-
mitos,
irritação intestinal,
diarrea, disente
ria, collicas,
asthma,
falta
de
respiração,
oppressão,
congestões, mal
aos
nervos,
diabethe,
debilidades,
todas
as
desordens
no
peito,
na
garganta,
do
ahto,
das
bron-
chites,
da
bexiga,
do
fígado, dos
rins,
dos
Intestinos,
da
mucosa,
do
cerebro
e
do
sangue
:
75:000
curas
entre
as
quaes
con
tam-se
a
do
duque
de
Pluskow
e
da
ex.
raa
snr.
a
marqueza
de
Bréhan,
do
doutor
Manuel
Saens
de
Tejada
da
universidade
de
Cordova,
etc.
etc.
Adra,
província
de
Almeria,
(Hispanha),
10
de
outubro
de
1867.
Meus
senhores:
—
Tenho
a
satisfação
em
fazer-lhe
sciente
que
minha
filha
com
o
uso
d
’
esta
deliciosa
farinha
chamada
Re-
valeseière
ehoeolatad»,
curou
radi-
calmente
de
uma
erupção
cutanea,
que
lhe
impedia
dormir
por causa
da
comixão
insuportável que
padecia.
—
De
V.
S.
a
at-
lento
venerador,
P
errin
de
la
H
ittoles
,
ao
Visconsulado
de França.
Cura
78:421.
(Herpes)
—
Valença
14
de
setembro
de 1873.
Uma
minha
amiga
que
padecia
havia
muitos
annos
de Herpes, foi
curada
com
pletamente
com
a
Revalesciére.
—J.
B
atl
-
lori
,
fabrica
de
massa, Praça
de
S. Ca-
tharina,
9.
Cura
36:936.
Barr
(Baixo
Reno)
4
de
junho
de
1862.
Senhor
:—
A
Revalesciére
tem
feito
na
minha
pessoa
uma mudança
maravilnosa,
tendo
readquirido
não sómente
as
minhas
forças,
mas também
parecendo-me
que
es
tou
complelamente
remoçado, tornou-me
o
appelile,
que desde
muito
tempo
linha
per
dido,
e a
oppressão
e
o
pezo
que
padecia
haviam
já
40
annos,
já
não
me.
atormen
tam.
D
avid
R
uff
,
proprietário.
Seis
vezes
mais
nutritiva
do
que
a
car
ne
sem
esquentar,
economisa
cincoenta
vezes
o
seu
preço
em
remedios.
—
Preços
fixos
da venda por
miudo
em
toda
a
pe
nínsula
:
Em
caixas
de
folha
de
lata,
de
*
/
4
kilo,
500
; de
’
/
s
kilo
800
rs
;
de um
kilo,
l$400
reis
;
de
2
*
/,
kilos,
3$200
reis
;
de
6
ki-
los,
6$
400
reis,
e
de
12
kilos,
12^000
reis.
Os
biscoitos
da
Revalesciére que
se
po
dem
comer
a
qualquer
hora,
vendem-se
em
caixas
a
800
e l$400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a
saúdeé
a
Revaleseière ehoeolatada;
ella
res
tituo
o appettite,
digestão,
somno,
energia
as
carnes
duras
ás
pessoas,
e
ás
creanças
e
mais
fracas,
e
sustenta
dez
vezes
mais
que
a
carne,
e
que
o chocolate
ordinário,
sem esquentar.
Em
paus,
ou
em
pó
em
caixas
de folha
de
lata
delO chavenas,
500
reis; de
24
cháve
nas,
820 reis;
de
48
chavenas, 1^400;
de
120
chavenas,
3$200
reis,
ou
25
reis
cada
chavena.
BARRY DU BARRA’ «fe C.a
-Pla-
ce
Vendòme,
26,
Pariz
; 77
Regenl
Street
Londres
;
Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharmaceuticos,
droguistas,
mer
cieiros, etc., das
províncias
devem
diri
gir
os
seus
pedidos
ao
deposito
Central
;
snr.
Serzedello
&
C.
a
Largo
do
Corpo
Santo
16,
(por
grosso e
miudo)
;
Carlos
Barreio,
rua
do
Loreto,
28;
Bar
rai
&
Irmãos,
rua Aurea,
12.
ff»orío, J.
de
Sousa
Ferreira
&
Irmão,
rua
da Ba
nharia
77;
de
Sequeira
;
J.
Pinto
;
Desí-
ré
Rahir;
Coimbra,
V.
Botelho
de
Vas-
concellos
;
Aveiro,
F.
E.
da
Luz
e
Costa,
pharm.
;
Bareello»,
Ramos,
pharm.
;
Braga,
Pharmacia Maia, rua
dos
Chãos,
Pipa
&
Irmão,
rua
do
Souto,
Domingos
J.
V.
Machado,
praça
Municipal.
Figueira,
Antonio
Vieira,
pharm.;
GuimarSet,
Ã.
J.
Pereira
Martins,
pharm.
;
Pena-
ftel,
Miranda,
pharm.
;
Ponte «lo Lima,
A.
J.
Rodrigues
Barbosa,
pharm.
;
Po
voa «lo Varzim,
P.
Machado
de
Oli
veira,
pharma.;
Vianna
do Castello,
Aflonso
e
Barros,
droguistas;
Villa do
Conde,
A. L.
Maia
Torres,
pharm.
ANNUNCIOS
Acha-se
na
freguezia
de
Villarinho,
co
marca
de
Villa
Verde,
em
casa
de
Fran
cisco
Ferreira,
uma egoa,
que
o
mesmo
desconfia
ter
sido
roubada
;
porsso se
al
guém
se
julgar
com
direito
a
ella,
dando
os
signaes
certos
e
pagando
as despesas
lhe
será
entregue.
(4120)
Banco
Mercantil
de Braga
Roga-se
aos
illm.
os
snrs.
accionistas
d
’
este
Banco,
que
ainda
não
receberam
as
suas
acções
definitivas,
para
as
procurarem
no
mesmo
Banco
todos
os
dias
não
san-
clificadoos
desde
as 9
horas
da
manhã
até
ás 3 da tarde,
aonde
lhes
serão
en
tregues
em
troca
dos
recibos
em
seu
po
der.
Arrematação
Na
freguezia
de
S.
Miguel
de
Frós-
sos,
pelas
duas horas
da
.
tarde
do
dia
nove,
junto
da
egreja,
se tem de
proce
der
em praça
voluntária,
para
pagamentos
de
dividas
illegitimas,
á
arrematação
de
12
moradas
de
casas
com
seus
quintaes
e
poços,
separadamente,
incluindo
a que
é
habitada
pela
Exm.a
D.
Maria
José
d
*
Agonia
Graça,
viuva,
que
ficou
do
Dr.
Ricardo
José
da Silva
Lisboa;
bem
como
de
dous
carros
descobertos de
quatro
lo-
gares
cada
um.
(4122
Alloga-se
a
casa
n.°
125,
sita
na
rua
da Boa-Vista;
tem
boas
lojas,
quintal e
poço.
Os
per-
lendenles
queiram
dirigir-se
á
casa
o.°
113,
em
a
dita rua.
(412o)
jd.
X B 3K X Et O
CIRI
KGIÃO
IIEMISTA
APPKOVADO
PELA ESCOLA MEDICO-CIIWRGI-
CA
DO PORTO
Largo
do
Barão
de
S.
Marlinho
n.°
5
braga
.
Faz
tudo
quanto
diz
respeito
á
soa
arte
e
continúa
operando
grátis,
pobres
e
soldados.
(22
-H-)
Casa
para alugar
Arrenda-se
uma
na
rua
do
Anjo
n.®
20,
com coramodos
para
gran-
de
família.
Para
tratar
roa
de
S.
Lazaro
n.°
4,
oh
rua
de
S.
Marcos
n.°
5-
(4126)
Faz-se
publico
que está aberto
o
pa
gamento
do
dividendo
d
’
este
Banco
relati
vo
ao
l.°
semestre
de
1876,
na
razão
de
3 0|0
ou
35000 reis
por
acção, todas
as
terças, quintas
e
sabbados,
desde
as
10
horas
da manhã até
á
1
da
tarde,
Os
surs.
accionistas
residentes
no
Porto,
podem
receber os seus
dividenlos
na Caixa
Filial
do
mesmo
Banco,
n'aqtiel
la
cidade.
(4128)
B>3ga
30
de
junho
de
1876.
Os
Gerentes
do Banco
do Minho,
Francisco
Casimiro
da
Cruz
Teixeira.
Manuel
Luiz
Ferreira
Braga.
No
dia
9
de
julho do
corrente anno,
pelas
9
horas
da
manhã,
na
rua de
S.
João
do
Souto,
d’
esta
cidade,
e
casas
do
falle-
cido
o
revd.° Anlonio Joaquim
Nunes
de
Abren,
abbade
que
foi
da
freguezia
de
Mou-
re,
continua
a arrematação de
todos
os
mais
objectos,
que
se
não
poderam
arre
matar
no
dia
25
de
junho,
e
consistem
em
ouro,
pratas,
painéis,
pinturas,
rou
pas
brancas
e
decôr,
louças,
livraria,
tras
tes
existentes nas
quintas
de
Candoso,
de
S.
Paio
d
’Arcos,
e
casa
da residência
em
Moure
; e
bem assim
se
arrematam
as
ditas
casas
sitas
na
rua
de
S.
João
do
Souto,
de n.°
10,
avaliadas
livres
de
fóros
na
quantia
de
3:9765'40
reis,
e
os
valores
dos
mais objectos
constam dos
editaes,
e
inventario
do
dito
fallecido, pendente
no
cartorio
do
escrivão
Esmeriz.
Como
um
dos
testamenteiros,
(240)
Bernardo
da
Cunha Pinto Barbosa.
(4123)
BANCO
DE
PORTUGAL
Faz-se publico
que
no
Banco do
Mi
nho,
está
aberto
o
pagamento
do
dividen
do
do
Banco
de
Portugal
com
referen
cia
ao
1.°
semestre
de
1876, na
razão
de
3
OI
q
ou
155000
reis
por
titulo
de
a
ac
ções
todos,
os
dias
não
santificados
des
de
as
10
horas
da
manhã
até
ás
3
da
tar
de.
Braga
30
de
junho de 1876.
Os
gerentes
do
Banco
do
Minho,
Francisco
Casimiro da Cruz
Teixeira.
Manoel
Luiz
Ferreira
Braga.
(4129)
SgaPMRÇP
LINHA
QUINZENAL
DE
PAQUETES
A
VAPOR
Para
S. Vicente, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro,
Montevideo
e Buenos-Ayers
Acceitando
também
passageiros
de
3.
3
classe
para SANTOS
e
RIO GRANDE
DO
SUL
com
trasbordo
no
Bio de
Janeiro
DOURO. .
MONDEGO.
ELBE
.
.
PAQUETES
A
.
14
de
Julho
.
28
de
Julho
.
13
de
Agosto
PREÇOS
Ca<3a
s>n<it«eíe rl’eíiía
eocsipasilsia
leva
a
bordo
criados c
eosinheiros
portuguezes
paria
commodidade
dos
passageiros de
to<9»s
iih
classett.
Sendo
as
passagens
pagas
na
Agencia
Central
no
Porto
ou
em
qualquer
Agencia
provincial,
a
conducção
para
Lisboa
è
por
conta
da
Companhia.
A
bordo os
pnBsreseirws
teeíM
grátis
cama, roupa de e:amn, co
mida feita
por
eosinliesros portuguezes, vinho
dnas vezes por dia,
assêsteneia
medica, serviço de criados e outras despezas.
A
EXPERIENCIA
de
mais que
um
quarto
de século
tem
feito
com
que
os
pa
quetes
d
’
esta companhia
(a
mais
antiga
na
carreira
do
Brazil)
sejam
conhecidos
pela
regularidade,
velocidade
e
segurança
excepcional
;
além
d
’
isso
pela
limpesa,
boa
or
dem,
bom
tratamento
e
accommodações
a
bordo,
e
pelos
melhoramentos
mais
moder
nos
tanto
para
a
hygiene
como
para
a commodidade
dos
passageiros.
ISTO
É
COMPROVADO
pela
grande
concorrência
que
teem
de
passageiros
e
pelos
agradecimentos
de mais
de
mil
e
cem
passageiros
d
’entre
elles
leitos
por
es-
cripta
como
consta
de
documentos
arehivados
em
varias
agencias.
SÂO ESTES
OS
PAQUETES
preferidos
pelo
Governo
Inglez
para a conducção
das
suas
malas
do
correio,e
por
este
serviço
recebe
a
companhia
um
importante
subsidio.
TIVERAM
ESTES PAQUETES
a
honra
de
conduzir
Suas
Magestades
o
Impera
dor
e
Imperatriz
do
Brazil,
corno
também
S.
A.
o
Infante
D.
Augusto.
TODAS
AS INFORMAÇÕES
e
bilhetes
de passagem podem
ser
obtidos
no
POR
TO
na
AGENCIA
CENTRAL,
rua
dos Inglezes,
23;
o agente
GUILHERME
C. TAIT;
e nas
províncias
nas
agencias
e
correspondências
estabelecidas
em todas
as
princi-
paes
cidades
e
villas.
Agente
em
Braga
o
snr.
João
Manoel
da Silva
Guimarães,
Rua
do
Souto.
Citação
edital.
Pelo
juízo
de
direito
d
’
esta
comarca
de
Braga e
cartorio
do
escrivão
Freitas,
a
requerimento
do visconde
de
Montariol.
e
seu
irmão
o
conego
da
Sé Primaz
Ma
noel Antonio
da
Costa,
d’
esta
cidade,
na
qualidade
de únicos
filhos
que
sobrevive
ram
a
sua
fallecida
mãe
D.
Maria Rita
do
Carmo
;
e
como
seus
nnicos
e
universaes
herdeiros,
assim
se
querem
habilitar
pa
ra fazerem
averbar
em
seus
nomes as se
guintes
acções
:
—
2
do
banco
Mercantil
Portuense,
do
valor
nominal
de 200-5060
reis
cada
uma
designadas
comosn.°®602
e
603
;
outras
2
do
banco
Commercial
do
Porto, no
valor
nominal
de
200$000
reis
cada
uma, designadas
com os
n.
os
2762
e
2763;
e
3
do banco
de
Portugal,
no
valor
nominal
de
100$ÓOO
reis
cada
uma designadas
com os
n.
os
210,
504
e
1160.
E para
tal
fim
correm
éditos
de
10
dias
a
contar
desde
22
de
junho
fin
do,
a
citar
todas
as
pessoas
incertas
que
se
considerem ícom
algum
direito
e
acção
ás
referidas acções,
para
na
segunda
au
diência
d
’
este
jtiizo
posterior
á
citação
ve
rem
offerecer
os
competentes
artigos
de
habilitação,
e
assignar-lhes
2
audiências
jara
os
contestar,
ou
opporem
o
que
ti
verem
; cuja
audiência
hade ter
logar
no
dia
6
de
julho
do corrente
anno,
pelas
9
horas
da
manhã,
no
tribunal
judicial,
col-
locado
no
largo
de
Santo
Agostinho
desta
cidade.
Como
procurador,
(4124)
Bernardo da Cunha Pinto
Barbosa.
GRANDE
LEILÃO
Na
rua
do
Souto n.'
14
A
Domingo 2
do
corrente
pelas II
horas
da manhã
haverá leilão
constando
de
mo
SAIR
DE
LISBOA
MINHO.
.
.
TAGUS.
.
.
GUADIANA
.
C0MM0D0S
28
de
Agosto
13
de
Setembro
29
de
Setembro
bílias,
guarda-vestidos, guarda-louça, tre-
mó,
aparador,
ineza
elastica,
commodas,
se
cretaria,
camas
á
franceza,
ditas
de ferro,
lavatórios
com
pedra,
3
pianos,
roupas,
relogios,
objectos
de
ouro
e
de
prata,
e
muitos
outros.
(4125)
Anlonio
Anlhero
Fiães.
VENDA
DE
CASAS
Vende-se
uma
casa
feita
de
novo,
sita
na
rua
das
Aguas
n.°
91;
po-
de-se
vêr
desde
as 9
horas
da
ma
nhã,
até
ás
3
da
tarde.
Trata-se
na
rua
dos
chãos
n." 13
(3086)
O
abaixo
assignado
declara
que
não
se
responsabilisa
por
cousa
alguma
que
seu
filho
José
Maria
da
Costa
pratique,
por
este
tomar
a
liberdade
de
se
governar
a
si
proprio.
Braga
26
de junho
de
1876
Manuel
Joaquim
da
Costa.
(4117)
Proprietário
do
Hotel
Particular.
Na
conservatória
de
Braga
precisa-se
de
pessoa,
que
saiba
lèr e
escrever
corrente
mente
e
que
tenha
boa letlra. (4113)
Substituição
de recruteis
Ha
homens para assentar
praça
com
documentos
legaes,
afiançados
conforme
as
ordens
do
Ministério
do
Reino.
Preços
commodos
para
o
districto
de
Braga.
No
Largo
de
S.
Paulo
n.°
8.
(4092)
’
(232)
Companhii)
Edificadora
e Indus
trial
Bracarense.'
Sociedade
annonyma
de
responsabilidade
limitada.
São
convidados
os
snrs.
accionistas
de
esta
Companhia a
effecinar
a
7.a
entrada
de
5
por
0|0
ou
l$250
reis
por
acção
nos
dias
10
a
15
do
corrente
mez
de
julho
no
escriptorio
da
Companhia,
campo
de
San
ta
Anna n.°
71
D
2.°
andar,
das
10
horas
da
manhã
até
ás
2
da
tarde.
Braga
1
de
julho
de
1876.
Os directores,
José
Alves
de
Moura
Francisco
da
Silva
Araújo
(4127)
João Carlos
Pereira Lobato.
JOSE’ DA
SILVA FUNDÃO
Com loja de
fato feito
68,
Campo
de
SanfAnna
(lado
de
baixo).
68
e
Participa
aos
seus
amigos
e
fie
*
guezes,
tanto
d esta cidade
como
das
proviocias
que
tem
uru
bonito
e
variado
sortimento
de
fato
fei
to,
casimiras
para
fato
muito
baratas,
cortes
de
calça
a
15500, 2$000
e
2^500
reis;
tudo
fazendas
modernas.
Guarda
pés de casimira e
de
alpa-
ques
inglezes,
roupa
branca,
assim
como
camisas
de
600
reis
para
cima,
ceroulas
de
400
reis
até
800,
de
panno
familiar,
e
meoles,
bonets de
gorgurão
de seda
e
de casimira de
todas
as
qualidades,
de
500
rs.
até
800; manias
de
seda
de
to
dos
os
feitios.
Encarrega-se
de
fazer
qualquer
obra
que
lhe
seja
eucommendada,
e
prompt'
*
fica-se
a
ficar
com
ella
quando
não
fique
á
vontade
do
freguez.
(1
*
)
Parte de Comércio do Minho (O)
