comerciominho_01041876_476.xml
- conteúdo
-
4.°
ANNO
1876
FOLHA
COMMERCIAL
RELIGIOSA
E
HOTICIOSA
NUMERO 476
Assigna-see
vende-se
no
escriptorio do
editor
e
proprietário
José
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova n.
’
3
E,
para
onde
deve
ser
dirigida
toda
a
correspondência
franca
de
porte.=As assi
gnaturas
são
pagas
adiantadas
;
assim
como
as
correspondên
cias
de
Interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
P
reços
:
Braga, anno
1^600
rs.=Semestre
850
rs.^Provín
cias,
anno
2&400
rs.
e sendo duas
4&000
rs.=Semestre
l$250
rs.=Brazil,
anno
3&600
rs.=Semestre
1&900
rs. moeda
forte
ou
8&000
reis e
4$500
reis moeda fraca.=Annuncios
por
linha
20 rs.,
.repetição 10rs.
Para os
assignantes
20
®/
8
d
’
abatimento
ÁS
TERÇAS, QUINTAS E
SABBADOS.
BRA«iA-»ABBA»O 4 EJE
ABRIL
ilhislres,
as
damas
nobres
e
os demais
fieis
que
pertencem
a
todas
as
classes so-
ciaes.
Este
desejo o
manifestam já
com
as
exposições
que fazem subir
aos
governan
tes
do
reino,
já
com
as
fervorosas
pre
ces
que
dirigem
ao
Senhor
no
seio
de
suas
familias e
publicamente
nas
egrejas,
ani
mados
de
zêlo
commum.
Este
nobilíssimo
esforço
de
todos
vós
sobremodo
corresponde
a
todos
os
Nos
sos
desvelos
e
cuidadosa
solicitude, por
que
nada
desejamos
com
mais
vehernen-
cia
do
que
não chegar
a
introduzir-se
entre
vós
tão
funesto
e
pernicioso
mal
como
seria
o
rompimento
da
unidade
re
ligiosa.
N
’
este
intuito
não
deixamos de
em
pregar
com
todo
o
afan,
em
harmonia
com os
deveres
de
Nosso
cargo,
todos
os
meios
e
bons
oíhcios
que
nos
teem
sido
possíveis
juncto
d
’
aquelles
perante
os
quaes
importava
enipregal-os.
Pois
desde
o
mo
mento em
que,
accedendo
ás reiteradas
instancias
d
’
esse
governo, enviamos
Nos
so
Núncio
a
Madrid,
ordenamos
ao
mes
mo
Núncio
que
por
todos c-s
meios
qoe
pudesse
procurasse
junto
dos
que
go
vernam a nação
do
serenssimo
rei
catho-
lico
fazer
com
que
fossem
reparados
os
damnos
irrogados
á
Egreja
de Hispanha
pelas
turbulências
civis
durante o
tempo
da revolução, e que tudo aquillo
que
se
havia
pactuado
na
Concordata
de
1851 e
depois
nos
convénios
addicionaes fosse
fiel
mente
observado.
E
como
estabelecida
a
liberdade
de
cul
tos na
Constituição
de
1869 se
inferiu
uma
injuria gravíssima
á
Egreja
n’
esse
reino e
á
cilada
Concordata,
que
linha
força de
lei,
Nosso
Núncio, seguodo
as
instrucções
de
Nós
recebidas,
tanio que
chegou
a Ma
drid
poz
todo
o
seu
cuidado
e
esforço
em
que
se
estabelecesse
em
lodo
o
seu
vigor
a
Concordata,
repellindo
absolutametite
io
das
as
innovações
contra
o
estipulado nos
artigos
do
dito
pacto
que
redundassem
em
detrimento
da
unidade
religiosa.
Ao
mesmo
tempo
Nós
mesmos
julga
mos
ser
do
Nosso
dever declarar
ao
rei
calholico
Nosso
modo
de
sentir
sobie
es
te
ponto
em carta
que
com
este
fii»
lhe
di
rigimos.
Posteriormente,
havendo-se
publicado
nos
jornaes
hispanhoes
uma
formula
ou
modelo
da
futura
Constituição,
que
havia
de
ser
submettida
ao
exame
dos
supremos
congressos
do
reino,
cujo
artigo
undécimo
tende
a
que se
estabeleça em
Hispanha
a
liberdade ou
tolerância
de
cultos
não ca-
tholicos,
determinamos
logo
que
se
tratas
se esta
questão
entre
o
Cardeal
nosso
se
cretario
d’
estado
e
o embaixador
de
His
panha
junto
d'esta
Santa
Sé,
entregando
aquelle
a
este
uma
nota
em
data
de
13
de
agosto
de
18'5
na
qual
se
deelassem
as
justas
causas
de
Nossos
protestos,
que
con-
ira
o dito
artigo
exigia
de
Nós
o
direito
e
o
dever
de
Nosso
elevado
cargo.
As
declarações
feitas
por
este
moiivo
foram
reiteradas
por
esla
Santa
Sé
na
res
posta que julgou
conveniente
dar
a
algu
mas
observações
feitas
pelo
governo
bispa-
nbol em
sua defeza,
declarações que
lam
bem
não
deixou
de
repetir
Nosso
Núncio
na
côrte
de
Madrid
ao
ministro
de
estado
(dos
negoeios
estrangeiros), exigindo-lhe
em conferencias
havidas
com
elle
que
de
suas
reclamações ofiiciaes se
lavrasse
acta
no
ministério
a
seu
cargo.
Com
graudíssima
dòr,
porém,
vemos
que
quantos
esforços
havemos
feito,
já
por
Nós
mesmo,
já
por
intermédio
do
Cardeal
Nosso secretario
de
Estado,
já
finalmente
por meio
de
Nosso
Núncio
etn
Madrid,
não
tiveram
até
agora o
exito
desejado.
Tam
bém
vós, amado
filho e
veneráveis
irmãos,
com
toda a
razão
e
justiça
haveis desen
volvido vosso
zelo,
feito reclamações
e
apre
sentado
exposições
a
fim
de affastar de
vos
sa
patria
o
funesto
mal
da
referida
tole
rância.
A
estas
reclamações
e
ás
demais
ígíMSÉt»® reiigsoMí»
na HigpanEia.
João Ignacio,
pela misericórdia divina
do
Ululo
de
Sancta
Maria
da
Paz
da
san
cta
Egreja
romana
presbylero
Cardeal
Moreno, Arcebispo
de
Toledo,
primaz
das
Hispanhas.
.chanceller-mór
de
Cas-
lella,
capellão-mór
da
real
egreja
de
San
eio
Isidoro
da
vilia
de
Madrid,
cavallei-
ro
Grau-Cruz
da real e dishncla
ordem
de
Carlos
111
e
da
americana
de
Isabel,
a
Catholica,
commissario
geral
da
San
eia
Cruzada,
ele
,
ele.
A
nossos
veneráveis irmãos
Deão
e
Cabi
do
de
nossa
sancta
Egreja
primaz,
ao
Abbade
e
Cabido
da
Magistral
de
Alca
lá,
ao
presidente
e
Clero
da
real
eg»e-
ja
de
Saneio
Isidoro
d
’
esta côrte,
aos
veneráveis
Parochos,
economos
e demais
ecclesiasticos da
diocese,
e
a
nossos
amados
filhos,
as
religiosas
e
lieis
d
’utn
e
outro
sexo
da
mesma,
saude
e
graça
em
Nosso
Senhor Jesus
Christo.
Cumprimos
hoje,
veneráveis
irmãos
e
amados
filhos,
o
grato
dever
de
partici
par-vos
um
successo
que
enebeu
nossa
alma
de
extraordinária consolação,
e
qoe
esperamos
ha
de
influir
para
que
se
re
solva
com o
devido
acerto
a
gravíssima
questão
religiosa
que
hoje
se
ventila
em
Hispanha.
Nosso
Saoctissimo
Padre,
o
Papa
Pio
IX,
ao
qual
julgamos conveniente
e
até
necessário
dar
conta
de
nossos
insignifi
cantes
trabalhos
e
dos
de nossos
dignís
simos
suffraganeos,
em
defeza
da
unidade
catholica,
inteirando-o de
tudo;
como
era
justo,
e enviando-lhe também
uma copia
impressa
da
exposição
que
todos
os
Pre
lados
d
’
esta
província
ecclesiastica,
uni
dos,
dirigimos
com
tão
sancto
íim,
coroo
sebeis,
ás
cortes
geraes
do
reino,
dignou-
se
responder-nos
com
sua
costumada
be
nignidade
por meio
da
seguinte carta,
cu
ja
alta
itnporlancia
e
grande
significação,
conhecereis
apenas
leiaes
tão
magnifico
do
cumento.
Seu contexto
litieral
e
a
tra-
ducção
que
com a
maior
fidelidade
fize
mos
para
melhor
inteíligencia
de
todos
é
como
se
segue
:
(Só
publicamos
a
traducçãs).
A
Nosso amado
filho
João
Ignacio,
da
san
eia
Egreja
Romana
presbylero
Cardeal
Moreno,
Aacebispo de
Toledo,
e
aos
ve
neráveis
irmãos
seus
tufraganeos.
PIO
PAPA
IX
Atuado
filho Nosso
e
veneráveis
irmãos,
saude
e
bênção
apostólica.
Foi-nos apresentada
vossa
carta,
á qual
vinha
juncto
um
exemplar
impresso
da
exposição
cu
petição,
que escrevestes e
apresentastes
aos
supreroos congressos
da
nação
em
defesa
da
unidade
do
culto
ca-
tliolico
n
’
esse
mesmo
reino.
Com
summo
gosto
lemos,
assim a referida carta,
co
mo
o
insigne
documento
publicado
por
vós,
no
qual
resplandece
o
zelo
sacerdo
tal,
e
que
está
cheio
de sábios,
graves
e
nobres
pensamentos,
como
era
de
esperar
de
vós
que defendeis
urna
causa justa
e
santa,
e
com
grande
consolação
vimos
què
haveis
prestado
com
coragem
um
serviço
digno
de
vossso ministério pastoral
á
ver
dade,
á
religião
e
á
patria. Pelo
que
não
podemos
deixar
de
tributar-vos
os
devidos
louvores
a
vós
e
lambem
a todo
esse
calholico
reino, que
de
tal
modo
manifes
ta
ao mundo
ser
grata
a seu
coração
a
unidade
religiosa,
que
na
manifestação
do
enpei.ho
de
conservar
essa
unidade
se reú
nem
os
Prelados
e
Clero
das
dioceses
e
piovincias
ecclesiasticas,
os
cavalheiros
mais
que
teem
feito
os
Bispos
e
ás
que
proveem
de
uma grandíssima parte
dos
fieis
da na
ção hispanbola,
unimos
de
novo
n
’
esla
oc
casião
as
Nassas,
e
declaramos
que
o dito
artigo,
que
se
pretende
propor
como
lei
do
reino,
na
qual
se
tenta
dar poder
e
força
de
direito
publico
á
tolerância de qualquer
culto
não
calholico,
quaesquer
que
sejam
as
palavras
e
a
fórnia em
que
seja
propos
to,
viola
complelamente
os
direitos
da ver
dade
e
da
religião
catholica;
abroga
con
tra
toda
a
justiça
a
Concordata
estabeleci
da
entre
esta
Santa
Sé
e
o
governo bispa-
nhol
na
parte
mais
nobre
e mais
preciosa
da
mesma
Concordata;
torna
responsável
o
proprio
Estado de
tão
gra»e
alternado;
e,
aberia
a
entrada
ao
erro, deixa
expe
dito
o
caminho
para
combater
a
religião
catholica,
e
acarreia
maieria de
funestis-
simos
males
em damno
d
’
essa
illustre
na
ção,
tão
amante
da
religião
catholica,
que,
ao
passo
que
rrgeita
com
desdem
a
dita
liberdade
ou
tolerância,
pede
com
lodo
o
empenho
e
com todas
as
suas
forças
que
se
lhe
conserve
intacta
e
incólume
a
uni
dade
religiosa
que
lhe
legaram
seus
paes,
a
qual
está
unida
á
sua
historia, a
seus
monumentos,
a
seus costumes,
e
com
a
qual
esireitissimamenie
se
enlaçam
todas
as
glorias
nacionaes.
E
esta
Nossa
declaração
mandamos
se
faça
publica
e
por
todos
conhecida por
meio
de
vós,
amado filho
e
veneráveis
ir
mãos,
e
desejamos
ao
mesmo
tempo que
todos
os
fieis
hispanhoes estejam
bem
per
suadidos
de
que
nos
achamos
iuteiramen-
le
dispostos
a
defender
a
vosso
lado e
jun-
lamenle
comvosco
a
causa
e
os
direitos
da
religião
catholica,
valendo-nos
de
lodos os
meios
que
estejam
em
Nosso
poder.
Do
imlimo
do
coração
rogamos
a
Deus
Todo
Poderoso
que
inspire
saodaveis
con
selhos aos
que
dirigem
os
destinos
d essa
nação;
que
lhes
dô
o
auxilio
poderoso
dé
sua graça
para
com
a
gloria
Je
sua
vir
tude
levem
a
cabo
esses
salutares
conse
lhos
com
auxilio
feliz
para
bem
eslar
e
irosperidade
d
’
esse
reino.
E
com
este
mesmo
fim
vós,
amado
filho
Nosso
e veneráveis
irmãos,
continuae
dirigindo
vossas
preces
ao
Senhor
coro
fer
vor
e
constância,
como o
fazeis,
e rece
bei
a
bênção
apostólica
que tanto a
vós
e
aos
rebanhos
confiados a
vosso
cuidado
como
a
todos
os
fieis
do
reioo hispanhol,
com
todo
o
amor no Senhor vos
conce
demos.
Dado
em
Roma
em
S.
Pedro
a
4
de
março
de
1876,
anno
trigésimo
de
nosso
pontificado.
Pio
Papa
IX.
[Continua]
*
--------------------------------------------
As
coriespondencias
que
publicam
os
ornaes
inglezes
ácerca
do
partido
car
lista
são
importautissimas,
concluindo
em
geral
por
atíirmar
que
os
carlistas
ensari
lharam-
apenas
as
armas,
e
uão
está
tal
vez
longe
o
momento em
que
de
novo
lhe
iaucem
as
mãos;
e
os
corresponden
tes,
que
não
tiram
-esta
conclusão,
termi
nam
as
suas
correspondências
por
afiiançar
que
será
eíemero
o
reinado
do
filho
de
D.
Izabel,
porquanto
o
futuro é
dos
re
publicanos.
Alguns
jornaes portuguezes
lambem
publicam
correspondências,
com
ba-iante
interesse, d’
elhs
vamos transcrever
algtus
pei
iodos.
O
correspondente
da
«Palavra»;
fal
laodo
da
entrada
de
D.
Aflonso
em Madrid,
diz
;
«A'
recepção
foi
affectuosa
e
cor
tez,
mas
não
expansiva
e enlhusiastica
como qua
si
lodos
esperavam,
notando-se
pouca ani
mação
e
não muitos
vivas
entre
a
ina-
inensa multidão
que
enchia o
extenso
trajecto
que
tive
a
paciência
de
percor
rer.»
Da correspondência
de
Madrid
para
o
«Diário
Popular»
também
extraímos
as
se
guintes
linhas:
No
dia
da
entrada
das
tropas
vimos os
preliminares
das
scenas que
vão
passar
em
Madrid.
N
’
esse
dia houve
senhoras
que
offereceram
corôas a
Quesada e
corôas
a
Martinez
Campos,
com
os
disticos
Reli
gião e
Unidade
Catholica.
Nem
uma
corôa
para
Moriooes
!
De
algum
modo se
ha
de
começar,
e
são
as pequenas coisas que
costumam
produzir
os
grandes
resulta
dos.
«Não
é
sera
motivo
que
D.
Aflonso
se
mostra
preoccupado por
ter
sido
re
cebido
em
Durango
com
todas
as
janei-
las
fechadas
por
se
lêr
no
arco á
entrada
da
vilia
o
seguinte
letreiro:
Durango
é
sempre
leal
A
’
corôa real
;
por
terem desapparecido
as chaves
da
vilia, que
tres vereadores
lhe
apresenta
ram
e
íinalmenle
porque
um
rapasinho
a
quem tinha
mandado
dar
vivas
ao
rei
exclamou:
Esle
não
é
o
meu
rei.»
«Correio da
Tarde».
AS
ROSAS ME SAXTA
ISABEL.
Onde
ides,
correndo,
asinha,
Onde
ides,
bella
Rainha,
Onde
ides,
correndo,
assim
?
Porque
andaes
fóra
dos
Paços?
Que
pezo
levaes nos braços?
Oh |
Dizei-m
’o
agora a
mim....
El-Rei,
pergunta,
e se espanta,
A’
no-.sa
Rainha
Santa,
Pergunta El-Rei D.
Diniz,
Qoe,
de
industria,
portas
fóra,
Pelos
caminhos
agora.
De
industria, encoutral-a quiz.
A
Santa,
regalos
novos,
Fruclas,
pão,
e
carne,
e
ovos,
No
regaço e
braços
seus.
Sem
cuidar
ser
surprehendida,
la levar
farta
vida
Aos
pobresinhos
de
Deus!
Coram-lhe
as
faces
formosas,
E
responde—
«levo
rosas...»
Dom
Diniz
deitou-lhe a
mão
Ao
regaço, de.
repente,
Mas
de
rubra
côr
virente
Só
rosas
lá
viu
então!
.,
Como
o
tempo
era passado
Nos
jardins,
no
monte
e
prado,
De
rosas
e
toda
flor,
El-Rei,
cheio
de
piedade,
,
Nas rosas
da
caridade
Viu
a
bênção
do
Senhor
!
E
d
’
aquclle
rosal d
’
ella.
Tirando
uma
rosa
b.-lla,
Que
guardou no
peito
seu,
Disse-lhe:
«em paz
ide
agora,
Que eu
me.
encommendo,
Senhora,
A’
Santa,
ao
anjo
do
céo.»
CMABITAS, 18®
EST, AM»»!
Quando,
incenso
no
thuribulo,
’
Chrisio
pendeu
no
patíbulo
Morrendo
por
nós,
ua
cruz;
Quando,
no
cruel
supplicio,
Se
ofl
’receu
ao
sacrifício,
Sobre
o
Calvario,
Jesus;
No
momento
era
que
era
exangue,
E
olhava,
expirando,
o
céo,
Na
terra,
onde
cae
o
saugue,
Ura anjo
novo
nasceu
!
Mesmo
d
’
ao
pé
do
Madeiro,
D’
entre
o
sangue
do
Cordeiro,
Surge
o
anjo,
e
diz—
amor!,..
Depois,
ergue-se
nas
azas,
Contempla
as
longínquas casas....
Parte
em
missão
do
Senhor.
Parte,
voa,
corre
a
terra,
Nunca
mais
paragem
faz.
Lida
sempre,
ora
na
guerra
Ora
nos
males
da
paz.
Não
ha miséria,
no
mundo.
Não
ha
mal,
por
duro
e
fundo,
Que
o
anjo
não
torne
a
si.
Aqui,
a
velhice ampara,
Faz
de
mãe,
virtude
rara,
A
’
s
criancinhas,
alli,
Enfermo
nenhum
lhe escapa,
A
lodos
estende
a
roão;
Aos
nús
dá
vestido
e
capa;
Aos
famintos,
dá-lhes
pão.
E
’
dos
tristes
companhia;
Procura
de
noite
e
dia
Onde
haja
no
mundo
dôr;
Nem
pobres
encarcerados
Esquecem
aos
seus
cuidados,
Aos
perfumes
d
’
esta
flor;
Toda
a
desgraça
conforta,
E
como
quem
vera
da Cruz,
Leva
ahi
de
porta
em poria
A
todos
carinho
e
luz.
Oh!
Quem
és,
anjo
divino.
Com leu
fulgor
peregrino,
Com
teus
carinhos
dos
céos
?
Oh!
Quem
és?
Se
a
fé
não
fora,
Cuidaria
o
mundo
agora
Que
eras
tu
o
proprio
Deus!...
—
Venho
de
Deus,
mas
sómente
Sou
a
missão do
Senhor,
Mão
do braço
Omnipotente,
A
caridade,
o
amor
!
JOÃO
DE
LEMOS
GAZETILHA
ILanispereEtne. —
Expõe-se
ámanhã
na
egreja
do
Hospitrl.
Meeting
em Brnga.—
Recebemos
a
seguinte carta,
cuja
publicação
nos pe
dem:
«Snr.
redactor.—Li
no
n.°
475 do
Commercio
do
Minho
uma carta
firmada
por
Um
conterrâneo,
a
qual
diz
respeito
ao
meeling projectado
pelo
partido
histó
rico,
e
que
deve
realisar-se
em
breve
n
’
esta
cidade.
Achei
bem cabidas
as
sensatas
consi
derações
feitas
pelo seu
auctor, e
a
ellas
subscrevo
inteiramente.
No entanlo
permilla-se-me
que
diga,
que
não
posso
tomar
a
sério
o
boato
do
ta!
meeting;
porque
confio
muito
na
sisu-
dez
e bom
senso
do
povo
bracarense,
para
qoe
me
incline
a
acreditar
que
elle
se
associe á
comedia
em
projecto.
O
povo
senle-se
caoçado
de
aturar
esses
tartufos, e
estou certo'que
os
man
dará
prégar
a
outra
freguezia, quando
porventura
queiram roais
uma
vez
espe
cular
com
sua
boa
fé,
ou ignorância.
E
assim
ha
de
acontecer.
Li
um telegramma onJe
se
aflirma
que
o
-
snr.
Ennes
virá presidir
ao
meeling,
caso
elle
se
eíLctue.
Ora
o
snr.
Ennes
é
o
auctor
do
drama-calumnia
Us
Laza-
ristas,
contra o
qual
protestou
a
Roma
portugueza,
e
geialmeote
todos
os
calho
licos
do
paiz.
0
snr.
Ennes é
membro
do
partido
que inscreve
no
seu
labaro
a
liberdade
de
cultos,
e
que
mais
hostil se
tera
mostrado
á
religião
da
maioria
da
nação
de que
somos
filhos.
Esta
circumstancia
basta
a
desenganar
os
ingénuos,
os
simplices,
que
ainda
po
nham fé
na
sinceridade
dos
meelingueiros.
Não
é
o interesse
publico,
não
é o
bem
do
paiz,
o
movei
d
’
estes
especulado
res:
é
a
ambição
do
poder,
são
os
in
teresses
de corrilho
que
os
levam
a
usar
de
taes
meios,
cujo objectivo os
homens
de
ordem
reprovam
com toda
a
energia,
e repulsam
indignados
Venha,
pois,
o
meeting
e
ficareis
de
senganados
de qtfe não
mais
caçoareis
com
o pobre
povo,
que
já
vos
conhece
e
tem
pelas
vossas
palavras
o
desprezo
que
me
recem.
variedades de
peras,
e
entre
estas
uma
das
mais
celebres
é
a
Pera
Dorice
de
Por
tugal,
introduzida
pelo
grão-duque
em
um
enxerto
que
lhe
custou
100
dobrões
de
ouro.
Esia
qualidade
ainda hoje
é
conhe
cida
pelo
uouie de
Pera
Duque.
Em
Portugal
cultivam-se
desde tempos
remotos muitas
variedades
de
pereiras,
de
que
se
faz
menção
na
Flora
Lusita
na.
Algumas
são
excellentes,
e o
seu
fru-
cio
não
é
inferior aos
mais
famosos
dos
paizes
estrangeiros.
Entre as
qualidades
nacionaes
mais
apreciadas,
podem
citar-se
de
preferencia
as
inarqtiezas,
virgulosas,
bergamotas,
correas,
rangeis,
flamengas,
bojardas,
verdeaes,
carvalhaes,
etc.
Esta arvore
é
su«ceptivel
de
todas as
fôrmas
que
quizermos
imprimir-lhe,
como
a pyramidal,
de
palma,
de
espaldeira, etc.
E’
porém
mais vigorosa,
mais corpulen
ta,
e
de
maior
longevidade, abandonada
á
sua
fórma
natural,
escreve
o
«Conimbri-
cense».
Contrn
a
tosse.—
Quereis
saber
um
antídoto
excelleote
e
infallivel contra
es
te
mal
(tosse
con
vulsa),
que
tantas
crean-
ças
arrebata
annualmente
no
meio
de
horríveis
aíflicções
?
Eu vol
o
digo
E
’
um
amigo
que
vol-a
conta,
e
aquém
o
facto
(trovou a
evidencia
na
cuia
de
um
filhinho
de
tenra
edade. Entrae
etn
qual
quer
farmacia
e
pedi
uma
porção
de
fo
lhas
de
larangeira
azeda;
fazei
com
ellas
ura
pouco
de chá e
applicae-o quotidia-
namente
á
creança,
ou mesmo
adulto,
que
padeça
tosse
convulsa
e
tereis
em pou
cos
dias a
prompta
cura.
Em tudo
este
remedio é facílimo
e
mesmo
quando as
creançrs
o não queiram
tomar succinta-
mente,
mistura-se
com
parles iguaes
de
agui
e
pode
dar-se-lhe
quasi
em logar
d
’
este
alimento.
Ahi
fica,
pois,
esta
re
ceita
que
nos
parece
de
grande
utilidade
e
que
as
mães
de
família
não
devem
es
quecer.
Agora
só.
desejamos
que
os
nos
sos leitores
não
façam
uzo
do
remedio
que
lhe
oílerecemos,
diz
o
«Boletim
do
Clero
e
do
Professorado».
Jornal
das
dama».—
Publicou-se
o
n.°
111
d’
esta
interessante
revista
de
lit
leratura
e
mudas,
unico
jornal
que
se pu
blica
em
Portugal
dedicado
ás
seuhoras.
contendo
a
descripção
das
mais
elegantes
loilelles
para
passeio,
baile,
visita,
jantar,
noiva,
para
meninas,
etc.,
detalhe
dos
mais
modernos
chapéus,
e
todas
as indi
cações
tendentes
a
modas;
artigos
de lit
leratura,
poesias,
etc. Acompanha
este
‘
numero
tres
bellos figurinos
gravados
e
illuminados
em
Paris.
Tomatn-se
desde já
assignaturas
pelo
corrente
anno
de
1876,
na
livraria
do
edi
tor,
Joaquim
José
Bordalo, travessa
da
Victoria
42
1.®
andar,
Lisboa.
No
Por
to,
Coimbra,
Braga, Setúbal,
etc,
nas
principaes
livrarias
e
em
S. Miguel
na
li
vraria
do
snr.
Mariano
Machado.
—
Preços
da
assignatura—
Lisboa
1
anno
2$000
rs.
—
Províncias
1
anno
2$400 rs.
Erupção
«lo
Vesuvio. —
Um
tele
gramma
de
Nápoles
anuuncia o
comêço
de
utna
erupção
do
Vestivio,
que se
as-
signaiava
como
iinminente,
já
ha
dias.
A
lava
corre
na
direcção a
Pompeia.
Uma
irnmeosa
columna
de
vapor
branco,
colo
rido
de
vez
etn
quando
pelas
chammas,
ergue-se
do
cimo
da
montanha,
offere-
cendo
um
espectaculo
magnifico.
Dos
flan
cos
do
vulcão sahern
grandes
quantidades
de
lava.
Theatro
«3e
S. Geraído.
—
Diz-se
que
brevemente
virá
a
esta
cidade
dar
dois
espectaculos
uma
companhia drama-
lica do
Porto.
Tempestadea
no» Estatlos-lfni-
<los.—
Conta-se
que
se
operara
urna
ver
dadeira
revolução
no
Niagara,
sob
a
in
fluencia
do
vento.
Durante
dous
dias,
a
10 e
11
de
março,
as
quedas
tem offe-
recido
um
espectaculo
extraordinário
ta
como
se
não
ha
visto
desde
1848
Os
immensos
rochedos
situados
abaixo
das
quedas,
e
que
estão
ordinariamente
co
bertos
de
agua
a
grande
profundeza,
ap-
pareceram
subitamente
nus
e
sob
a
fór
ma
de
grandes
montanhas.
O
velho
barqueiro,
William
Glassbrook,
pretende
que
se
poderia
caminhar
desde
a
entrada du Shadou
of
lhe
Rock
até
á
Cave of lhe
Wmds
em
direcção
das
que
das
americanas.
O
rio
entre Gout-Irland
e
Prospecl Park
no
sitio
onde
a
agua
de
ordinário
corre
com
uma
ligeiresa
de
20
milhas
por
ho
ra, estava
de
tal
modo
paralisado
que
se podia
por
instantes atjavesssar a
vau.
Jtfeve.
—
Nas
noites que
precederam
a
chuva
qoe
caiu
nos
últimos
dias, grande
quantidade de
neve
cobriu
todas
as
mon
tanhas,
especialmente
a
serra
do
Marão,
aonde
se
avistavam grossas
camadas
gla-
Peço-lhe
a
inserção
d
’
estas
linhas,
es-
criptas «corrente
calamos,
pelo
que
lhe
fica
obrigado—
Um
seu assignanle,
que
delesla
os
embustes
e
os
embusteiros.
Anniveraario
nutalieio.—No dia
3
completa 45
annos
a Senhora D Ade
laide
Sophia,
mãe
do
Senhor
D.
Miguel
de
Bragança.
Receba n
’esta
occasião
aquel
la
senhora
os
respeitos
e
protesto
de de
dicação
de
todos
os
portuguqzes
que
ve
neram
e
admiram
as
soas
virtudes.
«le
Passum,—
Hoje
á
noite
é
conduzida
do
templo
de
Santa
Cruz
para
o
Collegio
a
devota
Imagem
do
Senhor
dos
Passos,
pela irmandade
e uma
força
d
’
infanteria
8
com
a
respecliva
ban
da,
na
fórma
dos
annos
anteriores.
A
’tna<ihã, se o
tempo
o permittir,
e
se
não
no
primeiro
dia
seguro
até
ao
dia
6,
sairá
do
Collegio
em
via-crucis
a
mes
ma
devota
Imagem.
Sendo
esta
procissão
uma
des
mais
magestosas
que
já
se
faziam
em
Braga,
de
verá
este
anno
tornar-se
mais
edificante
porque s.
exc.
a
revd.
ma o snr.
arcebispo
coadjutor
tenciona
acompanhal-a,
com
80
seminaristas
de
S.
Pedro,
acto este
que
os
bracarenses
da
presente geração
ainda
não
tiveram
a
satisfação
de
presencear e
que
muilo
honra
o
digno
Prelado
que
hoje
rege a
Sé
Primacial.
0
sermão
do
Pretorio
é
pregado
pelo
revd.0
padre
Luiz
Gomes,
e
o
do
Calvario
pelo
revd.®
padre
Manoel
Pereira
Pinto
da
Nobrega,
bacharel
cm
theolog
;
a
e
direito
e
actual
eucorumendado
em
Santa Maria
d
’
Arno*o.
Este
ultimo
piéga
pela
primeira
vez
n
esta cidade.
Não
obstante
a
inconstância
do
tempo,
em
a
maior
parte
dos Passos trabalha-se
para
os
apresentar
bem
decorados.
No
da
Galeria
ha
jardim
e gradeamento
feitos
de
novo.
Carta».
—
Depois
de já
distribuída to
da
a
matéria
para
o
presente
n.°,
rece
bemos
mais
duas
cartas
ácerca
do
meeling.
São ambas de
dois
artistas
diatioctos,
e
bem escriptas.
Dal-as-bemos
á
medida que
o
espaço
nol-o
permitia.
Vê-se
que
a
opinião
publica
se
vae
mostrando
muito
favoravel
aos
promotores
da
patuscada.
Falleeimento.
—
Deu
ante-hontem
a
alma
ao
Creador
a
snr.
a
D.
Monica Tei
xeira,
esposa
do
snr.
Bernardo
José
da
Cunha,
proprietário
da
rua
da
Cruz
de
Pedra.
A
finada
tem
hoje
oflicios funebres
uo
templo
da
Ordem
Terceira,
antes
de
ser
conduzida
paia o
cemiterio.
A
’
família
anojada
damos
os nossos
pesarnes.
IlltiBtre
enfermo
—
Tem
estado
bas-
lantemente
enfermo
em
Leiria
o
nosso
ami
go
dr.
Vicente Pedro
Dias,
professor
do
lyceu.
So.niraan-we
o» pticnpeiroa. —
Quando
nós,
de
rojo
no
convés,
espera
vamos
ver
desencadear-se
a
mais
terrível
das
tempestades
que
desse
com
nossa
pe
quenina
rasca
em
pantana,
uma
mão
po
derosa
nos
levanta
e
nos
aponta
o
hori-
sonte,
oode
já
uão
havia
apenas
a
mais
pe
quena
sombra.
Podemos,
pois,
continuar
a nossa
der
rota, visto
que
o
Tonante se
amerceou
de
nós.
Decididamente somos muilo
bemfada-
dos.
Que
lhe preate ! —
0
«Progrès de
1
’Esl»
(França)
dirigiu
ataques
inqualificá
veis,
de
difiamação
contra
os
irmãos
da
doutrina
cbrrstà.
Por
sentença
de
20
de
março
do
corrente
anno,
o
tribunal
de
Nancy
condemnou
este
jornal em
4:000
francos
(720$000
rs.)
por
percas e dam-
nos,
ás
despezas
e
á
inserção
da
senten
ça
era
10
jornaes, á
escolha
do
reque
rente.
Mcseiiberta»
importante».—
Quan
do
o coração
bate
auorinalmente
apressa
do,
é
signal
de
muita vida.
(Vid.
Jornal
do
Minho,
n.°
129).
—
Pode-se
escancarar
a
goela
com
um
berreiro
que
faz
dó.
(Idem, idem).
—
Umas
bornbas,
que
estalam
sobre
a
cabeça
de
alguém,
podem
ter
olhar
tor
vo,
sora
cavo,
rosto
tisnado, mãos
enfar
ruscadas,
etc.
(Idem,
idetn).
Oh
!
Deuses
immorlaes
!
A
pereira. —
A
cultura
d
’esta
bella
arvore
froctifera
é
antiquíssima.
Já
d
’
ella
se
faz menção mil
annos
antes
da
era
chrislã,
sendo
conhecida
na
Pérsia
antes
da
época de
Alexandre
Magno.
Os
agro-
uotnos
romanos
já
conheciam e
mencio
navam
39
variedades
de
peras.
No
rei
nado
de
Medieis,
em
uma
lista
de
fru-
ctos
consumidos
anuualmenle
á
mesa
do
grão-duque
Cosme 111, já
figuravam
232
ciaes;
foi
por
isto
que nos
últimos
dias
se
fez
sentir
tão rigoroso frio.
X
o
S
ícbb
»
de
is
o sn
t».
—
Roma,
22.
—
O Papa,
cercado de sua
côrte,
aonde
se
notava
S.
Em.
a
o
cardeal
Ledochowski
e
Monsenhor Mermiílod,
recebeu
hoje
a
de
putação
internacional
dos
peregrinos
ca-
tholicos.
Foi
o
snr.
duque
Des
Cars
que
eu
a
felicitação.
Na
sua
resposta,
que
tinha
um carac
ter
de
solemnidade.
Sua
Santidade
descre
veu
o
espectaculo
que
apresenta
a
revo-
ução
desencadeada
por
todo
o
mundo,
e,
ao lado
d
’este
espectaculo. elle
collocou
a
embrança
da
maravilhosa
visão
de
Ezequiel,
a
quem
Deus
disse,
por
causa
dos
ossos
espalhados
:
Valicinare
de ossibus istis.
Es
tes
ossos
reviverão;
elles
representam
os
calholicos,
que
estão
como
os
nervos,
o
sangue,
e
as
carnes
espalhadas
sobre
to
da a
superfície
do mundo.
A
Egreja
os
animará,
e
elles
apparecerão cheios
de
vida.
O
Papa
acrescentou
que
tinha
recebido
um
livro
tratando
do
fim
dos
persegui
dores
e
d
’elle
tirou
conclusões
tocantes
a
respeito
dos
acontecimentos
actuaes.
A
’
manhã
os
membros
da
deputação
as
sistirão
á
missa
pontifical
e
serão
admit-
tidos
a
receber
a sagrada
communhão
das
mãos
do Santo Padre.
O
Papa
receberá
de
pois
as
deputações
das
senhoras.
Horror.
—
O
R.
P.
Crovilliere,
jesoita,
escreve
de
Haitnen
(China) que um
dos
vi
gários
da
sua
missão
teve
a dôr
de
vêr
paes
chinezes
queimar vivas
duas meninas
re-
cemnascidas,
para
se desembaraçar
d
’ellas.
Este
acto
l
arbaro
foi
praticado
na
presen
ça
de
muitos
chinezes,
dos quaes
nenhum
pareceu
commover
se.
a®i»ra
o
nreliivo.—
A’
s
muitas
far
falhadas, que temos archivado,
do
pape-
lejo
dos
sabichões,
accrescentaremos
mais
as
seguintes
:
O
leão
muitas
vezes
dorme,
mas
quan
do
desperta
o
seu
rugir
é
medonho,
e
as
suas
garras
despedaçadoras.
Que
significa
um
tal
procedimento
(o
da
maioria)?
Aggredir um
governo, di
zendo
que
praticou
toda a
ca'sla
de
escân
dalos
e
illegalidades
que
falsificou
docu
mentos,
esbanjou dinheiros
públicos
etc....
declarar
isto
mesmo
a opposição
e
impren
sa;
e
quando
o
povo
e
a
opposição,
no
meada por este,
quer
averiguar
a
verdade
dos
factos,
propõe
para
ser
nomeada
tima
commissão
que examine
os
actos
do
go
verno,
a
maioria
vota
contra
a
discussão
da
proposta;
que
é
o
mesmo
que
decla
rar
em
pleno
parlamento—queremos
um
governo
que
esbanja
os
dinheiros
da
nação,
faça
concessões
illegaes
e
escandalosas
;
queremos,
sim,
que
elle
seja
falsificador
de
documentos, que
faça
tudo
quanto
lhe
agradar,
desprezando
sempre
a
lei e
as
conveniências geraes
!
! !
Pouco
nos
falta
para
isto
acontecer!
o
descontentamento
é
geral
e
vae-se
tor
nando
bera
patente;
até
á pouco
fallava
a
imprensa,
agora
é
o
mesmo
povo
que
se
levanta
em
comício
e
condemna
a
actal
si
tuação
!
Assiste-lhe
o
direito,
cs
motivos
superabundam.
Absolvição.—
José
Veríssimo
d
’
Au-
drade,
a
quem
fora
imposta
a
pena
d
’
ex-
commnnbão
maior,
pelos
motivos
constan
tes
da
Portaria
de S. Exc.
a
Revd.
ma
o
Snr.
Arcebispo
Coadjutor
na
data
de
21
de
de
zembro,
acaba
de
ser
ab-olvido
da
men
cionada
pena
de
excommunhão,
por
des
pacho
de
S.
Exc.a
Revd.
ma
,
de
24
de
mar
ço
corrente.
Reconhecendo
o
seu
errado
modo
de
proceder,
e subjeitando-se
á
saudave!
pe
nitencia que
lhe
foi
imposta,
acha-
e
ho
je
felizmente,
reconduzido
ao
grémio da
grémio
da Egreja Catholica
Nossa Mãe,
es
te
mancebo
desvairado por
maus
conse
lhos.
Deus
queira
que
este
exemplo
salu
tar
de
severidade,
seja
proveitoso
aos fieis
d’
e»te
arcebispado.
—
(-Semana
Religiosa»)
A
situação
da ISi&panba. —
Lemos
n’
uma
correspondência
de
Madiid:
«fia
um
mez
que
as
cortes
estão
reu
nidas,
os
deputados
das
sessões
tumultuo
sas
que tem
tido,
só
tem
feito
pedir
em
pregos,
intrigar
nos
corredores
e
entre
gar-se
a
chocalhices ou
combinações
mi-
nisleriaes.
A
maioria
não
é tão
compacta
como
os
officiosos
affoclam e
dizem.
Ella
está
na
vespera
de
se dividir.
Nolam-se-lhe
tendências
mui
pronunciadas
de
divisão.
Uns
estão
dispostos
a
continuarem
unidos
a
Canovas,
em
quanto
que outros
procu
ram
levar
para
o
seu
logar
Posada
Her
rera,
o
chefe
principal
da
antiga
união
li
beral.
Estas
duas
personagens
observam-se
mutuamente.
Canovas,
perguntava,
n
’
estes
últimos
dias,
ao
seu
compadre
«o
que
elle
«poderia
fazer
de
tantos
generaes
que
elle
«ia
abraçar
todos
os
dias
—é
justamente
«no
qoe
eu
pensava,
replicou logo
Posada
«flerrera;
eu
não
sei
o
que
lhe responde-
«ria
quando elle
teve
a fantasia
de
se
«dirigir
a
mim».
Este
desígnio
preoccupa-os
já;
e,
é
o
que
nos
demonstra
peremptoriamente
a
instabilidade
das
cousas
de
Hispanha.
O
militarismo
devorará
o
seu
ultimo
pimpo
lho»
fi.ição
«le
geografia.—
Conta-se
que
ao
visitar D.
Aflonso
o hospital
de
Du-
rango, perguntou
a
um
soldado
ferido
a
que
província
pertencia.
A
’
provinda
maior
de
Hispanha,
á
de
Caceres,
respondeu o
soldado.
—Geograficamente
faltando,
Caceres
não
é
a
maior
província
de
Hispanha,
disse
o
rei.
— Eu
não
percebo
de
geografia,
repli
cou
o
ferido;
sei
que
sou
provinciano,
disseram-me
que
só
serviria
na
minha
província,
mas
como
ha seis
mezes
ando
em,
marcha,
para
o
governo ainfa
estou
na
minha
província.
Fallecimento tl’um eserõjitor.—
Falleceu
em
Paris
um dos
mais
eminen
tes
escriptores
legilimistas,
o
snr.
Arthur
Pouroy.
K&eletgõo
il!vamina<lo. —
Em Nova-
York
começou
a
funccionar
na
caixa
Eco
nomica
de
Albany
um
relogio curioso
porque acende o
gaz
no
principio da
noi
te
e
apaga-o
ao
amanhecer.
Tem
um
mechan
s no
tão
perfeito
que
por
si,
e
sem
modificação
ou
auxilio,
adianta
ou
atraza a
hora
de
acender
ou
apagar
conforme
variam
as
estações.
Sumero
fatal.O
numero
28
deve
ser
de
uma
bem
triste
recordação
para
a
Franç atlenta
a
influencia
fatal
d
’
este
numero
em
alguns
dos
principaes
factos
da
ultima
guerra.
No
dia
28 de
julho de 1870
foi
dis
parado
o
primeiro tiro;
no dia
28
de
ou
tubro
caiu
Strasburgo;
em
28
de novem
bro
foi
assignada a
capitulação
de Metz;
e
a
28
de
janeiro
de
1871
rendeu-se
Pa
riz
!
Csirdeaes
jesuítas.
—
Recebemos
d
’
um
amigo
a
seguinte
carU:
«Li
na
Palavra
de
21
de março
uma
local
com a
epígrafe Alegre
nova,
em
que
se
diz
que
Pio IX
acaba
de elevar
ao
cardinalato
o
jesuita
Franzelio.
No
meio
das
beilas
considerações
que
se
fazem
n'essa
local
aífirma-se,
ainda
que
com hesitação, «ser Pio IX o
primeiro
Pon
tífice
Romano
que
nomeia
em
sua
vida
dous
jesuítas Cardaes».
Peço
licença
a
v.
para dizer o
que
é
certo
a
este
respeito.
Doze
jesuítas teem
vestido
a
purpura
romana,
a
ser
verda
de
o que
se
conta
de
Franzelio.
São
os
seguintes:
Bellarnpino.
Lugo,
Pallavicini,
Puzmani,
Toledo,
Tdotnei,
Cienfuegos,
Nidbard,
Saleron, Mai,
Tarpuiui
e
Fran-
zelin.
Clemente
VIII nomeou
deus:
Bellarmi-
no
e
Toledo.
Urbano
VIII outros
deus: Lugo
e
Paz-
mani.
Clemente
XI
tres:
Tolomei,
Cienfue
gos
e
Salerno.
Alexandre
VII um:
Pallavicini.
Clemente
X um:
Nidhard.
Gregorio
XVI
um:
Mai
Pio
IX, emfim,
dous:
Tranquini
e
Franzelio.
O
Parde
Tarquini,
ultimo jesuita
Car
deal,
foi
promovido
a
esta
dignidade
em
22 de
dezembro
de
1873.
Mo
reu
em 15
de
fevereiro
de
1874.
Houve
ainda
outro
jesuita
Cardeal,
João
Casimiro,
filho
de
Segismundo
III,
rei
da Polonia.
Foi
creado
por Innocencio
X.
Mas
commutnente
não
se
conta
como
jesuita, porque,
suposto
fez o
nojiciado
da
Companhia,
não
professou,
e
o Papa
o
forçou
a
receber
o
chapéu
de
Cardeal,
saindo da
Ordem.
João
Casimiro
foi
depois
rei
da
Polo-
nia com
o nome de
Casimiro
V, e
não
desmentiu
a
educação
que
teve
na
Com
panhia
de
Jesus.
Peço
desculpa
a
v.
pela
liberdade que
tomo
em
dar
estas
noticias.
—(«Palavra»)
Esclarecimentos
—
Uma
carta de
Manila
dá
os
seguintes esclarecimentos
com
respeito
ao assassinato
do
enviado inglez,
sir
Margary:
#
«Parecia
que
o
confliclo
anglo-china
tinha
terminado;
porém
agora recomeça,
segundo as
ultimas
revelações
feitas
por
um
padre
francez, missionário na
provín
cia
de
Huiuan, onde
foi
morto
o
enviado
inglez
Margary.
Os
chins disseram
que
tinha
sido
mor
to
pelos
rebeldes
de
Huinao,
acompanhan
do
a
narração
de
outras
muitas
mentiras
próprias
do
mau
caracter d
’
aquella
gente,
mas
o
caso
passou-se
da
seguinte
forma
Sir
Margary
linha
recommeudações
pa
ra
todas
as àuctoridades.
N’
uma
prefei
tura, foi convidado
pelo
mandarim
para
um
jantar
oflicial; quando
estavam
senta
dos,
á
mesa
o
mandarim deu
tres
pal
madas,
e
um
empregado
forense
agarrou
.a
victiraa
pela rectaguarda
e
degolou-a
n
’um
momento.
Um
padre
Pancez,
qtie
se
achava
pre
sente,
foi
testemunha
ocular
d
’
este
alei
voso
assassino.»
Psrtnyiií-zes
fallecidos.—
Desde
3
a
7
de março
falleceram no
Bio
de
Janeiro
os
seguintes
súbditos
portugue
zes:
Alaria
da
Conceição,
25
annos casada;
José de Souza, 28 a.,
c.;
José
Lourenço,
32
a.,
c.;
André
dos
Santos,
43
a.,
c.;
Joaquim
Miranda
Palha,
47
a
,
c.;
José
Soares,
23
a.,
c.;
Angelo
de
Magalhães
22
a.,
c.;
José
Amaro,
64
a.,
viuvo,
Fran
cisco
José
Fernandes,
34
a.,
v.;
Luiz
Henrique,
15
a.;
Juaquim
Ferreira
da
França,
24
a.,
solteiro;
Nicolau
Rodri
gues,
24
a.,
s.;
José
Cândido Teixeira
dos
Santos,
24
a.,
s.;
José
Teixeira, 23
a.,
s.;
Francisco
de
Freitas
Júnior,
32
a.,
s.;
Autonio da Rocha
Pinto,
24
a.,
s.;
Maiia
de
Jesus, 28
a., s.;
Joaquina
Rosa
de
Jesus,
27
a
,
s.;
Manoel
Tava
res
de
Carvalho,
23
a., s.;
Antonio
Tei
xeira
Fraga,
49 a.,
c.,
José
Fiancisco
da
Silva,
50
a.,
c.; Manoel Pereira,
35
a.,
v.; Joaquim
José
de
Azevedo,
36
a.,
v.;
Antonio
Thumaz
dos
Reis,
38
a., s.; Ma-
ria
do Espirito
Santo,
16
a.;
Manoel José
B
rnordes,
25
a.,
s.;
José
Pereira
de
Mattos,
34
a.,
s.;
Manoel
Pereira
Borges,
14
a.;
Ttioiné
Gonçalves
da
Silva
Carva
lho,
21
a.,
s.;
Ricardo
José
da
Cruz, 35
a.,
v.;
Bernardiuo
José
Ribeiro,
36
a.;
Manoel
José de
Lima,
46
a.,
c,; Joaquim
Martins,
39 a.,
s.;
Miguel
Francisco
da
Rosa,
77
a.,
c.;
Ermelinda
Pereira,
46
a.,
v.;
Etnilio
Soares
Perei<a,
20
a.,
s.;
Jo-
sé
de
Souza,
43
a.,
c.;
João
Dias,
48
a.,
c.; João
dos
Santos
Guardado,
40
a.,
c.;
Custodio
Soeiro
Cláudio,
23
a
, s.;
Manoel
José
de
Andrade
Novaes,
25 a., s.,
Francisco
JLsé
Vieira,
15
a.;
Luiz
de
Carvalho
Machado, 14
a.;
Antonio Perei
ra
da
Silva,
15
a.;
Rita
Deltina,
14 a.;
Joaquina Fe
reira, 28
a.,
s.;
Manoel
Joa
quim
Gonçalves,
21
a.,
s.;
Rosa
Ferrei
ra
dos
Santos,
15
a.;
Antonio
Soeiro
Sar
mento,
25 a.,
s.;
Joaquim
Pereira,
26
a.,
s.; Julia
Candida,
40
a.,
c.;
loez
Joaqui-
ua
da
Conceição,
32 a.,
c.;
José
Luiz
Moreira,
26
a.,
c.;
Joaquim
Antonio de
Figueiredo, 56
a.,
c.;
Antonio
Soares
45
a.,
c.;
Luiza
Marianoa
46
a.,
s.;
José
Coelho,
37 a.,
c.;
Jacimo
Ignacio
Bitten-
couil,
31
a.,
c.;
Jorge
José
da Silva,
14
a.; Manoel
Gunçalves
Toledo,
24
a.,
s.;
José
Gomes, 40
a.,
s.;
Rodrigo Francis
co
da
Silva
Guimarães,
28
a., s.;
José
Cândido
Ferreira, 18
a.,
s.; Manoel
Anto
nio
Gomes, 21
a.,
s.;
Daniel
Soares
Lo
pes,
22
a.,
s.;
João
AL-Lrir,
30
a.,
s.;
Manoel
Joaquim
Magalhães,
20
a.,
s.;
Fori.unalo
dos
Sautos;
Luiza
Francisca,
22
a.,
s.;
Manoel
Ferreira
da
Cunha
16
a.;
Manoel
de
Souza
Júnior,
27
a.;
s.;
Fran
cisco
Lima,
38
a.,
c.;
Manoel
Alves
Mar
tins,
14
a
;
Antonio Joaquim Lopes,
15
a.;
Manoel
lhomaz,
50
a.,
s.; Manoel Jo
sé
Ribeiro,
20
a.,
s.;
Francisco
Coelho
da
Rocha, 30
a.,
s.;
Joaquim
Pereira
dos
Sautos,
33
a.,
c.;
Jerouymo
Pinto
Mon
teiro
38
a.,
s.;
Mana
Joaquina,
20
a.,
c.;
Antonio
Lopes,
23
a.;
Rua
Augusta
Vieira,
17
a.,
Josefa,
15
a.;
Cosme
Luiz
Cordeiro,
36
a.,
c.;
Antonio
Aflonso,
25
a.,
s.;
Francisco
Rodrigues
de
Almeida,
Luiz
Martins da
Costa,
14
a.;
Maria
da
Conceição
Vargas,
27
a.,
c.;
Manoel
Car
doso,
65
a.,
c.;
José
Alves
Rabaço,
27
a.,
c.;
Francisco
Machado
do Nascimento,
22 a.,
s.;
Manoel
Maiques
Novaes,
30 a.,
».,
Joào
Caxuilo
da
Trindade, 26 a
,
s.,
Rosa
E.
da
Silva,
25
a.,
s.,
Antonio
Augusto Pereira,
24
a.;
Manoel
Nogueira,
22
a.;
Manoel
Pereira Lopes, 21
a.,
s.;
Aolunio
dos
Santos
Tavares,
40
a.,
c.;
Manoel
Antonio
Moreira,
37
a.,
s.;
Auto
nio
Rodugues,
28
a.,
s.;
José
Mariano
Machado,
23 a.,
s.;
Joào
Luiz
da
Cunha,
15
a.,
Antonio
Cardoso,
26
a.,
c.
A’ caridade pwbliea.—
Imploramos
a
caridade
publica
para
uma
infeliz
mu
lher,
que se
acha
cotn
uma doença
que
a
impossibilita
de
prover á
sua
subsistência
e
muito
avançada
em annos.
Mora
na
Tra
vessa
de
S.
Vicente,
n.“
4.
VLTIKeS
MXEGRAMMAS
BA
AGENCIA
MAVAS
ROMA
26.
—
Um
periodico,
orgão
da
esquerda
da
camara,
diz
que
o
program-
roa
do
novo
ministério
será,
na
questão
ecclesiastica,
de política vigorosa
como
actualmente
na
França,
Áustria
e
Alle-
matiha.
VERSALHES
27.
—
A
camara
dos
de
putados
validou
a
eleição
do bonapartista
Mitchell
de la Gironde,
e
antiullou
a de
Joaentjens
(?)
bonapartista
pelo
Sarlhe.
A
Servia
declarou que
não
impedirá a
pa
cificação
da
Herzegovina
nem
atacará
a
Turquia.
PARIZ
28.
—
A
rainha
de
Inglaterra
é
esperada
hoje em
Cherburgo
de
caminho
para
a Ailemantia.
Está
muito ameaçada
a
existência
do
gabinete
Disraeli.
ROMA
28.
—
O jornal
«Diritto»
diz
que
o
programma
do
novo
gabinete
é
de política
ecclesiastica,
vigorosa
e
rigo
rosa,
ajudando
a
Allemanba
contra
o
ultra-
montanismo.
LONDRES
28.
—
Estão
annuociadas pa
ra
ámanhã
duas
inlerpellações
ao
gover
no ácerca
da
viagem
da
rainha.
O
«biil»
conferindo
á
rainha
o
titulo
de
impera
triz
das
índias
tem
produzido
impressão
desfavorável.
MADRID
28.
—
O
periodico ullramoo-
tano
«La
Espana»,
dizendo-se
atithorisado
pelo
núncio
Simeoni
e cardeal
arcebispo
de
Toledo,
nega
que
o
Vaticano
houvesse
feito
a
menor
concessão
ao
ministério
de
Sagasta,
com
relação
á
liberdade
reli
giosa.
A
«Epoca» diz
que
a
tolerância
religio
sa
será
approvada
pelas
côrtes
e
que
o
Va
ticano
ver-se-ha
obrigado
a acceital-a.
VERSALHES
28
—
A
camara
dos
de
putados
approVou
uoanimemente
um
cre
dito
de
1.750:000
francos
destinado a
soc-
correr
os prejudicados
com as
inundações
de 1875
e
1876.
RAGUZv
28
—
Na
entrevista
celebra
da
hoje
com
o
delegado
austríaco Ro-
dicb, Montar-pachá
declarou-lhe
que
con
sentirá
no
armistício,
se
os
insurgentes
permittem
o
reabastecimento de
Neksich.
PARIZ
28.
—
A
folha
oflicial
publica
um
decreto,
cujo
considerando
annuncia
que
proximamente se
realisará
em
Pariz
uma
exposição
universal
ou
internacio
nal.
ROMA
23.—
O
presidente
do
conse
lho
Depretis expoz
ás
camaras
o
progam-
ma
do
ministério.
Prepõe
reformar
a
lei
eleitoral.
Quanto
á
sua
política
ecclesias-
tica,
não
será
aggressiva
nem
de conci
liação,
mas
fará
executar
rigorosamenle
as
leis
existentes,
reservaodo-se
para
apre
sentar
outras,
que
assegurem,
além
d’
is-
so,
a
liberdade
de
consciência. Continua
rá
a
política
estrangeira
em
sentido
pru
dente
como
seus
predecessores.
MADRID29.
—Chegou
a
Madrid um em
baixador
do
Japão
acompanhado
de
4
se
cretários.
Está
decidido
que
se
realize
no
sab-
bado
o
banquete
em
honra
de
Conovas,
offerecido por
250
deputados
e
senadores.
O
núncio
Simeoni,
qoe
esteve-
incommo-
dado,
ja
se
acha
restabelecido.
Um
padre
que
em
Elarrio,
na
Navarra, insultou
do
púlpito
os
carlistas
por
não
haverem
per
sistido
na
lucta,
foi
ameaçado
ao
sahir
da
igreja.
PARIZ
29.
—
Pensa-se
em
enviar
para
Algeria
os
refugiados
cadistas
que
se
re
cusam a
entrar
em Hespanha,
acceitan
do
o
indulto. A
rainha
da
Inglaterra
deve
chegar
a
Baden
hoje
á
noite.
O
impera
dor
Guilherme
vistlal-a-ha
no
dia
7
de
abril.
Os
alfaiates
e
pedreios
de
Nantes
com
binaram
declarar-se
em
gré'e
no
dia
3
de
abril.
S.
PETERSBURGO
29.
—
O
imperador
Alexandre
estava
doente;
mas
agora
com
plica-se a
enfermidade
com uma
bronchi-
te
aslhmatica.
MADRID
30.
—
Depois
de
um discurso
oe
Canovas.
o
senado
approvou
por 123
votos
contra 14,
a
resposta
ao
discurso
da
corôa.
Dizem
os
periódicos
que
chegou
a
Madrid,
Rothscliid,
banqueiro.
Contiuú»
enfermo
o
embaixador
hespanhol
era
Lisboa
D.
Alexandre
de
Castro.
VERSALHES
29.
—
Quando
se
discutia
a
eleição do
republicano
Guyho,
o
depu
tado bonapartista
Páris
censurou
a
maio
ria
da
republica
por
falta
de
imparciali
dade,
pois
que
anuullava
unicamente
as
eleições
dos
seus
adversários políticos.
A
eleição
de
Guyho
foi
validada por
grande
maioria.
A
sessão
correu
muito
agitada.
ROMA
30
—
Até
agora Cardenas,
em
baixador
hespanol
junto
do
Vaticano,
ain
da
não
recebeu
nota
alguma
do
seu
go
verno,
relativa
ao
breve do
Papa ao
ar-
cebi-po
de Toledo.
Assegura-se
que
Aolo-
nelli
ignorava
a
remessa do
breve
ao
presidente
da
camara
dos
deputados.
Biao-
cheri
pediu
a
sua
demissão,
que
não
lhe
foi concedida.
A
camara
addiou
a
sessão
até
25
de
abril
por
haver
o
ministério
declarado
que
tinha
necessidade
de
estu
dar
as leis ultimamente
apreseladas
ao
parlamento.
AGRADECIMESTOS
Manuel José
Pereira da
Cunha
Couto
e
sua familia,
summamente
penhorados
pelas
provas
de
estima
que
receberam
durante
a
sua
permaoencia
em
Braga,
não
poden
do
despedir
se
pessoalmente
de
todas
as
pessoas
de
soa
amisade,
em
rasão de
sua
rapida
partida
para
o
Rio
de
Janeiro, o
fazem
por
este
meio,
protestando
a
todos
um eterno
reconhecimento
e
gratidão.
Igualmente
agradece
a
todas
as
exm.
as
snr.a8
e
cavalheiros
que se dignaram
acoin-
panhal-o
até
á
estação do
caminho
de
fer
ro,
e
aos
qne
assistiram no Porto
á sua
partida
para
Lisboa.
(3063)
ANNUNCIOS
Pelo
juizo
de
direito
d
’
esta comarca
de
Braga, cartorio do
escrivão
Ribeiro,
vol
ta
novamente
á
praça,
com
o abatimento
da
5.a
parte, no
dia
2
do
proximo
mez
d
’abril,
palas
9
horas
da
manhã,
á
porta
do
tribunal
judicial,
no
largo
de
Santo
Agostinho,
uma bouça
de
matto,
com car
valhos
e
pinheiros,
sita
no
logar
do Mi
radouro,
freguezia
d’
Aveleda,
d
’
esta
co
marca,
de
natureza
de
prazo
á
Collegiada
de
Guimarães,
penhorada
a João Lourenço
da
Costa
e
mulher, do
logar
das
Laran-
geiras,
da
predita
freguezia,
na
execução
que
lhes
move Joaquina
Jacome
Ferreira,
solteira,
de
maior
edade,
da freguezia
de
Villaça.
Com
o
dito abatimento
fica
o
se a
valor
reduzido
a 270$000
rs.
O solicitador,
Paulino
Euaristo
da
fíocha.
(3060)
Para os
'■
nados
no
art.
1:225 do
Codigo
Civil,
faz-se
publico,
que
tendo
sido
instaurada
uma
acção
de
se
paração
de
pessoa
e
bens,
a
requerimen-
lo
de
Thereza
Joanna
de
Sá
Gorreia,
con
tra
seu
.marido
Narciso
Barbosa,
ambos
do
logar
de
Covas,
da
freguezia de Cel
eiros,
foi
afinal,
era
audiência
de
23 do
mez
corrente,
deliberada
pelo
conselho
de
lamilia
que
não
auctorisaram
a
separação,
visto
que
se
não
provaram os
fundamen
tos
allegados
pila
auctora.
Esta
deliberação
foi
homalogada por
sentença
de
juizo
de
direito
d’
esta
comarca,
na
mesma
data,
a
qual foi
devidamente
intimada
ás
partes.
O
escrivão
do
processo.
(3061)
João
Marcos
d'Araújo
Ribeiro.
S.
MARCOS—
14
Papel
e
aprestes
para
escriplorio.
Álbuns
para
retratos.
Stereoscopos
—
e
vistas.
Perfumarias
de
vários
auctores.
Grande
variadade de
sabonetes.
Chá
de
800, 10200,
10300
e
10800
reis
cada
459
grammas.
(3062)
A
camara
do concelho d
’
Espozende,
faz
publico
que
no
dia
15
d
’
abril proximo
futuro,
pelas
11
horas
da
manhã,
terá
logar,
nos
paços
do
concelho,
a
arrema
tação
por
licitação
verbal
das
obras
do
lanço,
da
estrada
municipal
n.°
29,
cotn-
prefiendido
entre
as
Almas
do
Amparo
e
a
rua
da
Apulia
na
extensão
de
1816
m
08,
sendo
a
base
de licitação
a
quantia de
2:0500000
reis.
O
projecto
e
condições
eslão
patentes
no
Paço
do
concelho todos
os
uias não
sanctificados
desde
as
9
ho
ras
da
manhã
ás 3
da
tarde.
Espozende
24
de
março
de
1876.
O presidente
da
camara,
(3064)
Delfino de
Miranda.
NA
QUINTA DE
RORIZ
PORTO
JO^E*
I. FERREIRÂ RORIZ
FORNECEDOR
DA
CASA REAL *
DEPOSITO
CENTRAL,
RUA
DAS
FLORES, 35
37
E
39
O
proprietário
annuncia
aos
seus
freguezes,
e
ao
publico, que
em
todo
o
sabão
fabricado
na
sua
fabri
ca, e
que
na
mesma
se
vender,
ou
no
Deposito
tea
tral,
se
fará
o desconto
de
6
por
cento
sobre
os
pre
ços
estabelecidos,
de
uma
caixa
para cima. Satisfaz-se
com
promptidão
qualquer
pedido que
seja
feito do
di
to genero,
tanto
d’esta
cidade como
das
províncias
e
se
garante
a
sua
boa
qualidade.
PORTO
1,3-RUA
DAS FLORES-
1,3
(JUNTO
à EGREJA
DA MISERICÓRDIA)
COIIPRA
E
VENfDE
Inseripções
«le assentamento
Ditas
«le
eoiapans
Ditas
«le
diviila externa
Títulos
hispanhoes internos
Ditos
externo»
Coupons
dos ditos já vencidos.
Sacca,
toma
letras
e
dá
cartas
de
credito
so
bre
Lisboa
e
diversas
praças
estrangeiras,
e
se
encar
rega
de
compra
e
venda de
titulos
de
divida
publica nas
mesmas
praças.
PRIMEIRA
E ANTIGA T RORIZ T ASA FELIZ
POiVTO
1
-
RUA
DAS
FLORES
-
3
(
junta
á
egraja
da
misericórdia
)
SORTE
GRANDE
««»
5.000$000
Eoteria dn Santa Casa da Misericórdia de
líisboa
Exlracção
a
10
de
Abril
JOSÉ
IGNACIO
FERREIRA
RORIZ
f
AFIANÇADO
NO
GOVERNO CIVIL DO PORTO,
NA
CONFOR- 'ÍN
M1DADE
DO
EDITAL DE 28 DE JULHO DE 1860
Tem
á
venda
no
seu
estabelecimento
bilhetes
intei-
V®
ros
a
5$000
rs.
—
Meios
ditos,
a
2$600
—
Quartos,
a çlç
I$300—Oitavos,
a
680
—Cautellas
de
500,
250
e 130
rs.
ftó
O
mesmo
satisfaz
com
promptidão
todas
e
quaesquer
encomtoendas
que
lhe
sejam
feitas das
províncias,
ain-
da
que sejam
em
grande
quantidade,
e
vindo
acompa-
nhadas
do seu importe
em
vales
dos
correio ;
e
no
fira
da
extracção
remette
a
lista
dos
prémios
aos seus
freguezes,
mas
quando
a
não
recebam
em
tempo
com-
^5
petente
lerão
a
bondade
de
a requisitar.
(8*)
comfai
^
oia
L&OYD
DE BÍSLÍIUV
MAU RIAl IWHIA
NORDDEUTSGHER LLOYD
(INCORPORADA
POR
CARTA
REAL)
HOHENZOLLERN...
3:100
tonel.
HOHENSTAUFEN...
3:100 »
LINHA QUINZENAL
DE PAQUETES
A
VAPOR
Para
S.
Vicente, Pernambuco, Eahia,
Rio de Janeiro,
Montevideo
e
Euenos-Ayres
Acceilando
também
passageiros
de
3.
a
classe para
SANTOS
e
RIO GRANDE DO
SUL
com
trasbordo
no
liio de
Janeiro
PAQUETES
A
SAIR
i/E LISBOA
DOURO.
.
.
MONDEGO. .
ELBE
.
.
.
.
14
de
Abril
. 28
de
Abril
.
13
de Maio
MINJIO.
.
.
NEVA
.
. .
GUADIANA .
28
de
Maio
13
de
Junho
28
de
Junho
PREÇOS
GOMMODOS
HAPSBUBG...
3:100
tonel.
SALIER
___
.3:100
»
Carreira
mensal
Para Pernambuco,
Bahia, Bio
de
Janeiro,
Monlevideu
e
Buenos-Ayres
O
segundo paquete
d
’
esla
Companhia
a sahir
n
’esta
nova carreira
é o
«Saliers
de
3:100
tonelladas
de
Lisboa
em
10
d
’
abril
para
os
portos
acima
mencionados.
Estes
paquetes
já
tão
acreditados
na carreira
que a
Companhia
tem
sustenta
do
durante
alguns
annos
entre
Bremen
e
Nova-York.
vão
tendo
em
Portugal
a
pro-
lecção
que
merecem,
pois
teem
os
mais
modernos
aperfeiçoamentos
e
explendidas
ac-
commodações
para
passageiros
de todas
as
classes.
Estão
já
cootractados
cosinheirôs
e
criados
portuguezes
para
estes
paquetes.
A
bordo
de
cada
paquete
ha
um
medico
que
é
obrigado
a prestar
seus
serviços
gra-
tuitamente
aos
snrs.
passageiros,
assim
como
são
fornecidos
todos
os
medicamentos
necessários.
Quaesquer
informações ou
bilhetes
de
passagens
podem
obter-se
dos
agentes
Hawes
«fe
C.a,
rua
de
S.
Francisco
n.°
4.
2
0
andar
—
Porlo
—
e em
Braga
ao
agente
Piicardo
Malheiro
Dias,
na
lhesouraria
do
Banco
Mercantil, ou
largo de
8.
Miguei
Anjo n.°
20.
(6*)
Cada
paquete «Testa
companhia
leva a
bordo
eriados
e
cosinheiros
portuguezes
para
commodida
dos
passageiros
de
toda»
a»
classes.
Sendo
as
passagens pagas
na
Agencia
Central
no
Porlo
ou
em
qualquer
Agencia
proiincial,
a
conducção para
Lisboa
é
por
conta
da
C
niponhia.
A
bordo
o» pa»»ageir«t» trena grátis
eamu, roupa de tansa, co
mida feita
por cosinheiros
portuguezes, vinho
duas vezes por dia,
assistência
medica,
serviço de
criados ®
outras
despezas.
A
EXPERIENCIA
de
mais
que um
quarto
de
século
tem
feito
com
que
os
pa
quetes
d’
esta
companhia
(a
mais
antiga
na
carreira
do
Brazil)
sejam
conhecidos
pela
regu
aridade,
velocidade
e
segurança
excepciohal;
além
d
’isso
pela
limpesa,
boa
or
dem,
bom
tratamento
e accomodações
a
bordo,
e
pelos
melhoramentos
mais
moder
nos
tanto
para
a hygiene
como
para
a commodidade
dos
passageiros.
ISTO
É
COMPROVADO
pela
grande
concorrência
que
teem
de
passageiros
e
pelos
agradecimentos
de
mais
de
mil e cem
passageiros
d’
entre
elles leitos
por
es-
cripta
como
consta
de
documentos
archivados
em
varias
agencias.
SÀO
ESTES
OS PAQUETES
preferidos
pelo
Governo
Inglez
para
a conducção
das
suas
malas
do
correio,e
por
este
serviço recebe
a companhia
um
importante
subsidio.
TIVERAM
ESTES
PAQUETES
a
honra
de
conduzir
Suas
Magestades
o
Impera
dor
e
Imperatriz
do
Brazil,
como
também
S.
A.
o
Infante
D. Augusto.
TODAS
AS
INFORMAÇÕES
e
bilhetes
de passagem
podem
ser
obtidos
no POR
TO
na AGENCIA
CENTRAL, rua
dos Inglezes,
23;
o
agente
GUILHERME
C.
TA1T;
e
nas
províncias
nas
agencias
e
correspondências
estabelecidas
em
todas
as
princi
paes
cidades
e
villas.
Agente
em
Braga o
snr.
João
Manoel
da
Silva
Guimarães,
Rua
do
Souto.
VENDA DE PROPRIEDADES
No
dia oito do
proximo
abril
pelo
meio
dia
na
casa
numero
29
do
Campo
de
D.
Luiz
l.°,
tem
de
arrematar-se
as
quinta-
ditas
de
Santo
Adrião,
a
da
Picota,
eada
Ribeira
e
suas
pertenças
sitas
nos
subúr
bios
d
’
esta
cidade e
freguezia
de
S.
La-
zaro;
a
quinta
de
Paços
e
suas
perten
ças,
sita
na freguezia
de
S
Victor
;
e
a
casa
n.°
48 do
campo
de
Sam
’
Anna; per
tencentes
ao
casal
do
fallecido
exc.
n10
Manoel
de
Magalhães
de
Araújo
Pimentel
;
e
isto
por
deliberação
da
Commissão
li
quidatária
do
mesmo
casal
Braga
20
de
Março
de
1876.
Henrique
Freire
de
Andrade
(3048)
Manoel
Luiz
Ferreira Braga
João
Evangelista de
Sousa
Torres e Almeida.
^
en(
^
e
‘fe
uma
mor<|da
de
casas
si-
tuada
na
rua
da
Ponte,
com
o
o.°
tíJsàgf.
Vê-se
das
3
ás
4
da
tarde.
Quem
a
pertender
falle
com
Antonio
des
Santos
de
Azevedo
Magalhães.
(2981)
AfflÃDOR
João
Baptista
Ribeiro
56
—
rua iVova—5®
Participa
aos seus
amigos
e
freguezes
que
o
seu
estabelecimento se acha
augmen-
lado,
com grande
porção
de
damascos
para
forrar
egrejas,
cortinas
bordadas,
etc.
Riquíssimos
vestidos
para
anjos,
em
nu
mero
muito
abundante;
o
mesmo
em
corti
nados
pretos
para
enterros,
tendo
para
os
mesmos
um
dos
melhores carros nera-
rios.
Faz
caixões
e
hábitos
de
toa
o
preços,
seja
o
mais
rico
que
lhe
que..am
encommendar,
promptifieando-se
como
é
do
seu costume, a
desempenhar
tudo
o
me
lhor
possível
e
por
preços
muito
baratos.
No
mesmo
estabelecimento
se
vende
uma
eça
com
tudo
que
lhe
pertence,
em
muito
bom
estado.
(3037)
BRAGA
:
TYPOGRAPHIA
LUSITANA
—
1876.
Parte de Comércio do Minho (O)
