comerciominho_31121875_439.xml
- conteúdo
-
3°
ANNO
1875
NUMERO
439
Ássigua-see
veiide-se
uo
escriptorio
do
editor
e
proprietário
José
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
u.°
3
E,
para
onde
deve
sar
dirigida toda
a
correspondência
franca
de
porte.
=
As
assi-
gnaturas
são pagas
adiantadas;
assim
como
as
correspondên
cias
de
interesse
particular.
Folha
avulso
10 rs.
B15
Sb
>
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
anno
l$600
rs.=Semestre 850
rs.=Prov»n-
cias,
anno
2&400
rs
e
sendo
duas
4&000
rs.
—
Semestre
fôáoO
rs.=~Brazil,
anno
U400
rs.==Semeslre
2&300
rs.
moeda
forte
oulO&OOO
reis
e
oAoOO
reis
m^fda fraca.=lnnúncios
por
linha
20
rs.,
repetição
10
rs. Para
os
Issignantes
10
% d
’
abatimenlo.
FOLHA
COM^EBCIAL
BRIGA--SEKTA-FBIRA
3fl
EÍE
1)EZILHBRO
A
INFÂNCIA DE JESUS.
Durante
quinze
dias
não cessa
a
Egreja
de pôr-nos
diante
dr-s
olhos
uma
gruta,
um
presepio
e
um
menino.
O
*
commoventes
mistérios
da
santa in
fanda
de
Jesti
*
,
são
durante
esle
tempo,
o
objeclo de
mi!
cantos
leslivaes
que
le-
soam
alegres
desde
as
sumptuosas
naves
da
soberba
cathedral.
até
ao
limitado
re
cinto da mais humilde
egreja do
campo.
E em
toda a
parle
este
coito
ião
poé
tico
sublime
e
encantador,
ostenta o
seu
quê de
terno, amavel
e
palheticu,
que
perfeitameute
se
adapta
a
todas
as
con
dições
da
vida.
A
creança
exultando
de
jubilo
vae de
por
no
presepio
cercado
de
lumes
e
orna
do
de
Oures,
uma
esperança,
em
quanto
que
em volta
do
lar
a
Lmilia
escuta
com
vivo
interesse a narração,
que
da
gruta,
dos
anjos,
e dos
pastores,
lhe
eslá
faseodo
0
encanecido
avô.
E
a
alegria
brilha
em
lodos
os
sem
blantes,
como
o
amor
perfumado
da mais
pura initocencia
reina em
tudos
os
cora
ções.
Tudo
a‘
li
é
grande
e
sublime,
como
a
ideia
que
o inspira,
tudo
magnanimo
e
generoso,
como
o
sentimento
que
o
de
termina.
E
alli
é
também
a melhor
e
mais
fecunda
escola
de
todas
as virtudes do
mesticas
e
sociaes.
No
soflrimento
de
um
Deus, Menino,
encontra o
pobre o
balsamo mais suave
para
as
soas
dòres
;
como
o
rico,
cujo
c<
ração
parecia
insensível aos
gemidos
da
miséria,
sente-se
commovido
ac
ver
o
Rei
dos
céos enue
as
privações
da
maior
in
digência.
Foi
d’
alli,
d
’
aqoelle
presepio humilde,
que
brotára
a
caridade,
arvore
frondosa,
que,
á
sombra
de
seus
copados
ramos,
abriga
a
humanidade
inteira.
D
’alli
se
irradiam,
como
de
um foco
de
luz,
todas
as
grandes
verdades que en
caminham
o
homem á
posse da
verdadei
ra
gloria.
E
é
d
’alli
tambe
n,
que
as
ideias
mais
sublimes
nos
acodem
ao
espirito,
quando
ao
começar
de
novo
anno,
remontamos
o
curso
das
idades,
se
queremos
indagar qual
o
fado
que
deu
origem
a
esta
era
de
lo
do o
mondo
civilisado.
Trabalhem
embora
espíritos
levianos
por
apagar
no
coração
dos
povos
lodos
os
sentimentos
de
virtude, que
a
Religião
do
Presepio
e
do
Calvario
lhes
inspira,
que
náo
conseguirão
nunca
destruir as
santas
e
salutares recordações
que
estes
dias
de
jubilo lhes
accendem n’
alrna.
Náo,
o
mundo
não
póde esquecer
n’
es-
tes
dias
festivos
o
que
laz
o
caro objeclo
de
suas
desusadas alegrias,
como
não
póde
olvidar
a
epoca em
que
principiou a
re
nascer
para
tudo
quanto
de grande e
ma
ravilhoso
aponta
a
historia
de
quasi
mil
e
nove
centos
annos.
Embora
atrofiado
pela
embriaguez
dôs
praseres
mundanos,
embora aturdido
pelo
reboliço
das paixões,
nào
será
nunca
de
todo
iudifferenle
á
mais
grata
das re
cordações.
E
bom
é
que
assim
seja, pois
que
os
rôales
que
o
atormentam
nào
parlem
senão
de
um
tal
ou
qual esquecimento
das
lições que
lhe
dá
o
presepio.
E
que
lições
essas
I
Que
solemne
condemnação
para
os
or
gulhosos
de
nossos dias,
que,
dominados
do
espirito
de
soberba,
nào
cessam
de
proclamar o
desacato ás leis, e
a
revolta
contra
todas
as
auctoridades!
Que
exemplo
de
humildade e obediên
cia,
dado
aos
vaidosos
da
epoca,
por
um
Deus, que
para
mover
os
homens
ao
res
peito
ás
leis,
se
subgeita
elle
mesmo
á
do
lorosa
lei
da
circumcisão,
em
que todavia
não
era
compreheudidu
!
Que reprovação
a
lodos
esses
sistemas,
elaborados
pelo
orgulho,
em
que
se
in
cuica
aos
povos
uma
independencia
absur
da,
uma liberdade
sem
limites,
uma
licença
desenfreada
I
Que
ensinamento
poderoso para
aquel
les,
que
trabalhando
por
dissolverem
os
vínculos,
mais
sagrados,
que unem as
fa
mílias
e
as
sociedades, absolvem todas
as
revoltas
e
apostasias
I
Oxalá,
que no
anno
que vae
entrar
possam
estas
lições calar
mais
profunda
mente
no
animo
dos
povos,
que
assim
se
firmarão
melhor, e da
unica
maneira
pos
sivel,
a paz e
a
felicidade
social,
dê cuja
falta
o
mundo, por
não
assentar sobre
uma
base,
verdadeiramente
christã,
tanto
se
resente.
E
’
n
estes desejos,
que endereçamos
a
lodos
os
nossos
leitores
as boas
vindas
do novo
anuo
de
1876.
--------
—
---------
l.° de janeiro de
Mais
um
anno dedisado
na
voragem dos
tempos.
E
que
de
decepções e desenga
nos
mais
n’
esie
periodo
da
chronologia
!
Vamos
entrar
em
o
anuo
de
1876;
abun
dará
elle
em
progressiva
escala
no êrro.
no
desvario,
na
desordem
de
que
os
an
nos
precedentes
até
ao
que
acaba
<ie
ex
pirar
leem
sido
opulentos
e
fartos
;
uu
se
amerceará
de
nós
a
Divina
Providen
cia,
pondo
dique
á
torrente
devastadora
que
a
revolução
pôz
em
vertiginosa
car
reira
para
nos
arrastar
ao pélago da
per
dição
e
da
ruina
total
?
Não
nos cabe
o
dom
de
predizer
o
futuro,
cujos
arcanos
são
reservados
a
quem dispõe
do
omnipotente
e
unico
po
der
que
nunca
foi
delegado
senão
aos
predestinados,
aos
dignos
da
Divina
es
colha
;
mas
a
fé,
a
crença
entranhada
em
nossa
alma
no
muilo
alto a
que se
ele
va a Misericórdia
Divina,
leva
nos a
alen
tar
a
hipolhese
de
que
não
se
espaçará,
além do
anno
em
que
vamos entrar,
a
restauração da
honra e
dignidade
politica
e
religiosa,
alé
aqui
espesinhada e
rude
mente
trabalhada pelos
empuxões
selvagens
da
revolução.
O
que
hemos
visto
em
o
decurso
de
quasi meio
século,
faz-nos
abismar
ante
a
misericórdia
Divina
!
Por
maior
que
se
ja
o
nosso
temor
pela
cliolera
de
Deus,
não
está
elle
nas
proporções
do muilo
que
a
Sua
Misericórdia
infinita
dispõe
para
por
limites
a
essa
cliolera
que
bon
dosamente nos
retarda.
E
*
mister
que o
amor
paternal
exceda
o
imprevisto,
para
tolerar
sem
um
terrível
corredivo
tanto
êrro,
tanta
ingratidão!
E
todavia
o
ma
ná
do
ceo, conliniía
a
íertilisar
a
terra.
Nào
sabemos
se
o
mundo
anii-diluvia-
no
sobrepujava
o
actual
no
êrro
e
no
peccado;
afigura-se-nos
impossível; e
no
entanto
a
choleia
divina
não
he>itou,
a
destruição
do
genero
buinano
fui
quasi
total.
Dura licç-o
que
parece
nào
ler
aproveitado
a
esta geração
tornada
mais
que
pagão.
Civilisação,
civilisação,
é
o
mot
d
’
ordre
nos
tempos que
vào
coriendo.
Mas
que
cHIição
esla
!
?
Civilisação
sem o
temor
de
Deus
!
Civilisação
que
se
expande
co
mo
o
desenroscar
da
serpente
ti
’
um
char
co de
peçonha
e
immundice
!
A
chamada
civilisação
e
progresso
mo
dernos
limita-se
a
quanto concorra
para
o
conforto
da
c»rne,
para
a
satisfação
libi
dinosa
da
luxuria,
para
o
enfarte
dos
commodos
e du
regalismo bestialisador.
D
ahi
o
egoísmo, o
despreso
do amor
de
Deus
e
do
proximo.
Se
os
estofos
do
Jivan em
que nos
recostamos
no
auge
da
orgia
e
devassidão
teem de vir á
cus
ta
da
miséria
e
das
lagrimas do nosso
similhante
que
para isso
ficasse
andrajoso
ou
nú.
ve»
liam
todavia,
que
primeiro es
lá
o
dessedentar
a nossa
sede
de
rega
los,
o
nosso
esladear
em
tudo
mundano.
E
a
alma
é
urna
chimera,
a
eternidade
um
milho,
Deus
a
rasão,
a
Providencia
o
acaso,
e
a
cuita
e
limitada
vereda
da
vida
mundana
a
causa
unica
do nosso
ser
humano
!
Bonita
civilisação esta
que
ahi
se
bla
sona,
só
porque
o
cibilar
da
lomotha
re-
sôa
uos
valles
cortando
longos
percursos
em
breve
tempo;
porque
no
passo
que
além do atlântico
se
manilesta
um
pen
sarnento elle
é
aqui
repercutido
pela
ele
ctficidade;
porque
a
inielligencia
humana
parecendo
atliogir um
certo grao
de per
feição, não cessa em
descobertas
e
novi
dades.
E
o
que
era
isto,
estas
descobertas,
estes
ffiicios da
inielligencia
humana
se
a
inspiração Divina os nào produzisse
?
Abso-
lulamente
nada I
Mas
oãu
o
comprehendem assim os
il-
lutninados da
geração
presente,
os
cori
feus
da
revolução que
regeitam
loila
a
edeia
da
Divindade
em
apego
ao
exclusivo
amor
da
matéria.
D
ahi
o
alheismo
desenfreado
com
o
seu
nefasto cortejo
de
horrores,
a
pratica
e
exemplo do
vicio
e do
êrro
se
guidos.
ainda
mal,
com
um
afinco
tio
pertinaz
que
mal
se póde
ajuisar
de soas
lunestas
consequências.
A
tanto
mal—
de
vemos
ter
fé
—
Deus
se
dignará
pôr
ter
mo
amerceaudo-se
da
humanidade
tão
vi
lipendiada
e
perdida.
São
estes
os
nossos
votos,
e
que
o
anno
que
começa
hoje
assim traga
aos
nossos
leitores
e
em
geral
a
lodo
o
nos
so
similhante
o
cumulo
das
felicidades
que os
inaufcriveis
duns
da
Providencia
e
Divina
graça só
são capazes
de
propor
cionar.
J. MACUÂDO
JÚNIOR.
----------------------------------------------
ui/ri.wos
teij
K
g
:«.4JWL
via
.8
es
-
TRANGBIROS.
HENDAYA,
24.
—
Hontem
os
carlislas
lançaram
sobre
Hernani
cerca
de
7(J()
projeclis
disparados
por
dez
cauhões
col-
locados
em
oiversus poolos
que
dominam
a
cidade.
Fizeram
numerosas
viclimas;
ao
forte
Sanla-Barbara
4
mortos
e 9 fe
ridos.
De
manhã
foraiu
enviados
reforços
para S.
Sebastião
CONST
a
NTINOPLA,
27.
—
Annuncia-
se
a
derrota
dos
insurgentes
em
Kers-
lac.
PARIZ,
27.
—
Foi
hoje
novamenle
coi-
locada
sobre
a
columna
da
praça
Vendô-
me
a
estatua
de
Napoleão
1.
Na
Capella
dos
Inválidos
houve
ceremonia
fuiiebre
em
honra
dos
geoeiaes
Clemenl
Thotnas
e
Lecomle, fuzilados pela
communa.
Os
corpos
foram
trasladados
para
o
Pére
La-
chaise.
a
trasladação
foi
com
giande
so-
lemnidade miiilar.
VERSAILLES,
27.—
A
assembleia
ap
provou os
dois
primeiros
artigos
da
lei
de
imprensa.
O
arligo
primeiro
reprime
os
ataques
contra
as
luis
conslitucionaes e
o
governo
republicano.
PARIZ,
28.
—
Estão
organisados comi
tés
eleitoraes
em
toda
a
França. Sobre
tudo
os
republicanos
moslram-ae
activis-
sirnos
e
contam
triuotar.
—
Thiers
publicou
uma caria
recusan
do
outra
candidatura
para
o
senado
que
nao
seja
a
que lhe
uffereceu
Belfocl.
O
duque
de
Aucnale
lambem
publicou
uma
carta
recusando
toda
a
candidatura.
A
ex-iaiuba
Isabel
eslá
ha
6
dias
com sa
rampo. O
seu estado
nào offtrece
perigo.
L
ondres
,
27.—
díz
o
penotiico
«Gio-
bo»
que,
para obviar
ás
dilliculdades
que
repetidamente
surgem
enlre
as
auclori-
dades
inglezas
e
hispanbolas,
vão
ser
de
finidos
os
limites
de jurisdicção maiiliina
nas
aguas
de
Gibraltar.
ATHENAS,
28
á
larde.
—
A
camara
enviou
perante
o alto
tribunal
de
justi
ça
todos
o
membros do
gabinete
Bulga-
ris,
accusados
de
nsorpação
de
poderes,
illegalidades
e
falsificações.
MONTEVIDEU
27
á
tarde.—Foi
a pi-
que no
estreito
de
Magalhães o vapor
al-
lemão
«Karnack»;
felizmeuie
porém
sal-
vatam-se
todos
os passageiros.
VERSALHES
28.
— A assembleia
ap
provou
os
artigos
lerceiio
e
quaito
da
lei
de imprensa.
LIVROS
E
IMPRESSOS
A
morte e
n
ãmmortaEhiade, ou
reiaoEuçuo em breves palavras «ías
graindcs
saca
flor» reS
iejãcjMa.^, pelo
abbade
de
Berseaux,
accoramodado
á
lin
gua
porlugu
za
por
Marianoo
Cordeiro
Feyo
Occupa
se
o
auctor
d
’
este livro
em
examinar
e
confutar
os argumentos
op-
poslos
pelos incrédulos
uas
questões
re
lativas
á
morte
e
á
immortalidade.
D’
<iqui
resulta
a
importância
d’
esle optimo
volu
me, recentemente publicado pela empresa
editora
dos
snrs.
Mattos Moreira &
C
de
Lisboa.
Escripto
n
’
nma
linguagem ao
alcance
das
rneoos
felizes
intelhgencias,
e
opu-
lentado
da
mais
sã
filosofia,
o
livro
<iA
morta
e
a
immuriaiidade»
é
um
d
’aquel-
les
qoe
devem
adornar
a
estante
do
lei
tor
calholico, de
preferencia
á
livrocba-
da
íutil
que,
ainda
mal, todos
os dias
vemos
tão
afanosamenie
procurada.
Nos
nossos
tempos,
que o são de
lu
cia,
e
Iucta
renhida
e
geral,
deve
todo
o
calholico
achar-se
sempre
apercebido
pa
ra
o
c-mbate
;
e
é
nos
livros
de
con
trovérsia
religiosa
que
existem
os
petre
chos
necessários
para isso. O
livro
a
que
nos
vimos
referindo,
não
só
acclara
e
avigora a crença
nas
grandes
verdades
da
religião
relativas á
morte
e
á
immor-
lalidade
;
mas
fornece
ao
qne
o
compul
sar
ailenlámeote
as auras
para
combater
as
objecçõe
*
dos indiferentes
e
dos
ma
terialistas
;
«resolve
dilliculdades,
refuta
so
fismas,
dissipa
duvidas,
illumina
ignorân
cias,
proclama verdades»,
como
justamen-
te
se
diz
no aotelogio
que
precede o
for
moso
volume.
A
traducção portuguesa
está
feita
cora
muito
esmero e
fidelidade.
Concluímos
recommendando
aos
leito
res
o livro
«A
morte
e
a
immortalidade»,
certos
de que
hão
de
lazer
uma preciosa
acquisiçâo.
—
E9àecions;awií)>
popular t Biiísto-
rã©o, íjeograflco, suaitbl».
fjraílaro,
arítatico,
bifoíÊogratfíc» «
litterurio,
por
Uma
sociedade
de
ho
mens de
leliras.
Distribuiu-se o
fascículo
n.°
9
do
«Dic-
cionario
popular»,
cuja publicação está
sendo feita
por
uma
benemerita
empreza
de
Lisboa.
Pelos
fascículos
alé
hoje publicados
con-
clue-se
qual
é a
grande
importância
d
’
es-
le
diccionario,
que
só
de
per
si
consti
tuirá
uma
bibliolheca quanto
possível
com
pleta.
Cada fascículo
contém
16
paginas in-
quarlo,
a
tres
columnas,
em
tipo miudo,
e
custa
apenas
100
reis
aos assignanles
tanto
da
capital
como
<!as
provincias
O
escriptorio
da
empresa
é
na
rua
da
Atalaya,
n.°
173,
Lisboa.
— l&etatorio
e conta» alo
de Santa E»Cepbani
m
,
Acaaor
de
Deus
e do proximo, da
eidade de
Guimarães, do anoto eeonomieo
d© 1S94-4S95.
Dos
documentos
apresentados
n
’
este
relalorio
vé-se
qee
é
crescente
a
prosperi.
dade
do
Asylo
de Santa
Estephania,
ius
i
liluido
na
cidade
de
Guimarães,
prospe”
ridade
devida
ás
intelligentes
e
zelosas
di-
recções
que
lem
lido.
A
receita
no
decurso
do
tempo
indi
cado
foi
de 3
824^029
reis e
a
despesa
de
3:444^865. havendo portanto
um
saldo
a
favor
de
379$164
rs.
Em 30
de junho
de
1875
ficaram exis
tindo
36
asylados,
masculinos
e
femini
nos,
14
pensionistas
internos,
55
alumnos
externos
e
5
alumnos
graciosos.
O
capital
d’
este
pio
eMabelecimente é
de
rets
23
410^150.
—
We»l»er«tacfios
(Geenas da
desgraça),
por
D. Manuel
Femandez
y
Gonzalez—
Versão
de L.
Quirino
Chaves.
Recebemos
o
fascículo n.°
1
d
’
este
ro
mance,
editado
pela empresa
Serões
Ro
mânticos,
de
Lisboa.
Acompanha
este
fas
cículo uma
primorosa
gravura
desenhada
por
Manoel
de Macedo,
e
gravada
pelo
habil
gravador
Alberto.
Como
temos
dicto,
a
empresa
«Serões
Românticos»
é
uma
das
mais
acredita
das
da
capital,
e porisso
digna
da
coad-
juvação
dos
amadores
da
Literatura
ame
na.
Uma boa
parte das
nossas
empresas
editoras
de
romances, são
pouco
escru
pulosas
na
escolha das
suas
publicações,
mórmente
de
novellas
estrangeiras.
E
’
um
mal
qoe muito desejáramos ver
saneado.
Não
se
póde
negar
que
a
leitura
de
ro
mances torna-se
hoje
como
que
uma
im-
prelerivel
necessidade para
todas
as clas
ses,
ainda
as
menos
instruídas.
E quem
ha
’
ht
qne
desconheça
o
mal
que
certos
romances
teem
causado
e
causarão
na
sochdade
?
E
ha
de
o
povo
sacrificar-se
para
ha
ver
c»m
o
seu
dinheiro a
cicuta
que
lhe
envenenará
a
alma
!
Nós
uão
somos
dos
que
condemnamos
ab-ioluiamenie a leitura
de
novellas,
bem
pelo contrario; também
temos
empregado
grande parle
das
nossas poucas
horas
de
lazer, n
’esse
pas-atempo
inoffeosivo e
gra
to
;
nem
mesmo procura
remo
*
agora re-
codar-nos
se
já
em
melhores
tempos
ra
biscamos
alguma
coisa
com
suas
preteri
ções
a romance.
Quiséramos, porém, que
o
joio
fosse separado
do
trigo;
e
visto
que
tanto se
ba
generalisado
o
amor
a
es
te
genero
de
lilleratura,
para
o
que
lem
poderosamenle contribuído
a
organisação
d
’
empresas
editoras,
pela
modicidade
do
preço
das
suas
publicações,
muito
pode
riam
essas
empresas
fazer
em
bem
da
moralidade
e
da
civilisaçâo,
proporcionan
do
aos
seus
assignantes
leituras
que edi
fiquem
e
não
destruam.
Oxalá que
muitas
d
’essas
empresas
ti
vessem
em
vista
um
fim
mais
elevado
do que
o mesquinho
interesse
pecuniário,
que
é
o
seu
unico
movei
e
conselheiro.
—
O
ainer «los amore»
por
Hen
rique
Perez
Escrich, traducção
de
J.
Cru
zeiro
Seixas.
Recebemos
o
fascículo n.° 5, conten
do
as
6
primeiras
folhas do
volume
se
gundo
d
este
bello
romance,
publicação
d
’
oma excellente
empresa
do
Porto.
Recoinmendar
as
producções de
Escrich,
o
laureado
auctor do
admirável
Marlyr
do
Golgollia,
seria
superfluidade
Só
diremos
qne
a
versão
é óptima,
assim
como
a impressão
e
as estampas
de
que
vem
adornada.
O
escriptorio
da
empresa
é
na
rua
do
Almada,
n.°
271,
l.°
andar,
Porto.
—Jornni
daa
Damns
—
redactor
principal
Barbosa
Nogueira,
—editor
J.
J.
Bordallo.
Recebemos
o
n.°
108 (dezembro)
d
’
es-
la
revista
de
modas,
unica
que
n
’esle
ge
nero
existe
em
Portugal,
e
que
já
couta
9
annos
de
existência.
Além d’
uma longa
revista
das ultimas
modas,
e
de
vários
artigos
liilerarios,
acompanham
este
n.°
dois
figurinos
grava
dos
e
illutninados
em
Paris.
Assigna-se
na
livraria do
editor,
Tra
vessa
da
Victoria,
42,
Lisboa.
GiZETILIi
O «Commercio do Minho».
Termina
hoje
o
Commercio
do
Minho
o
terceiro
anno
da
sua
publicação.
Durante
este
periodo
não
nos
poupa
mos
a
sacrifícios
para corresponder
digna
mente
—
tanto
quanto
o
permittem
os
meios
ao
nosso
alcance—
á
coadjuvação
com
que
nos
tem
honrado
os
nossos
illustres
e
obsequiosos
assignantes,
favor
que force
jaremos
por
continuar
a
merecer-lhes.
E
’
curta
a
existência
do
nosso
hu
milde
jornal;
insignificantes
os
serviços
por
elle
prestados
â
santa
causa que
nos
proposemos
advogar. Se
não
temos
feito
mais,
é
porque o
não permute
a exigui
dade
de
nossas
forças
;
resta-nos,
porém,
a
consolação
de
haver
cumprido
um
de
ver
de
consciência,
á
qual
não
sabemos
desobedecer.
Que
nos
creiam os
homens
de
boa
fé
:—o
escopo
a
que
visamos,
é
juntar
o
nosso
pequenino
contingente
ao
dos
be
neméritos
obreiros da regeneração
social,
que
tão
instante
e
nece«saria
se
torna
nos
calamitosos
tempos
que
atravessamos
;
nunca
fomos
ambiciosos,
nem
em
tempo
nenhum nos
seduziram as
gloriolas
mun
danas.
Deixamos a
nossa
obscura
lenda
para
acompanhar,
a
respeitosa
distancia,
os ro
meiros
da
verdadeira
civilisaçâo
;
não
re
trocederemos
jámais,
emquanio
a
fadiga
oão
nos
exhanrir
de
todo as
forças.
Que
nos
importa
os
espinhos
de
que
está
juncada
a
senda que
pisamos,
quan
do
nos
deslumbra
uma
esperança
riso
nha,
quando
nos
alenta uma
crença de
dia
a
dia
robustecida
?
Conhecemol-o
demasiado:
o
espirito
do
século não
oos
é
favoravel
;
no
entanto
esperamos
em
Deus
que
não
nos
desam
parará
ua
cruzada a
que
do
melhor gra
do
nos
associamos. E’
humilde
o
nosso
obtilo;
mas
não
será
porisso
despresado,
cremol-o piamenle.
Vae,
pois,
o
nosso
jornal
entrar
no
quarto
anno
da
sua
existência.
Oxalá
que
não
lhe
falle
a
protecção
do
publico,
a
qiiem
profundamente
agradecemos
a
coadju
vação
que
nos
lem
dispensado.
0
medico e
o
caleeteiro. —
São
das
«Canções
da
Tarde»,
do
grande
poeta
João
de
Lemos,
os
seguintes
versos:
Ao
pagar
em
bom
dinheiro,
Certo doutor criticava,
Em
rija
disputa
brava
A
obra
d’
um calceleiro.
Mas esle acabou a
guerra,
Dizendo
:
olhe,
pelos
geitos,
De
nós
ambos
os
defeitos,
Seu
doutor,
cobre-os
a
terra.
Concurso.
—
Eslá
a
concurso
um lo
gar
de
carteiro
supranumerário
da
direc
ção
do
correio
d
’
esta
cidade.
O
concurso
termina
no
dia
15
do
mez
de
janeiro.
Partida. —
Partiu
hontem
para
Va
lença
o
snr.
Antonio
Augusto
de
Carva
lho
Salazar,
tenente
coronel
de
caçadores
7,
que
para
alli
foi
ha
pouco
transferido.
Abertura
de nova
rua.—
Já
co
meçaram
os trabalhos para
a
nova
rua
que
se
vae abrir
no
bairro
das Travessas.
Está-se
procedendo
á
demolição
do arco
do
Postigo.
Conferencia.
—
Pelas
7
horas
da
tar
de
de
ámanhà
tem
de
haver
uma
confe
rencia
na
casa
da
Associação
Catholica.
Nomenfão. —
O
snr.
coronel
Izidoro
Marques
da
Co
*
ta
foi
nomeado comman
danle f/infanteria
11.
Curso
d’agrieultura
no
lyceu
de
Bragança.—
No
proximo
mez
de
janeiro
abre
o
curso
d'agricullura
no
lyceu
de
Bragança,
que
será nocturno
e
pro
fessado
em
48
lições,
havendo
duas
por
semana.
Incêndio
em lourenço Mar-
«lues.
—
No
dia
12
de
setembro
hou^e
um
grande
incêndio
em
Lonrenço
Mar
ques,
que
redusiu a
cinza
uma grande
par
le
da
povoação.
Fuga
de
presos.—
Os
presos
na
ca
deia
do
Fundão,
sentenciados
nas ultimas
audiências,
evadiram-se
na noite
de
Natal,
anombando
as
portas
da
cadeia,
que
está
em communicação
com o
edifício
munici
pal
e
saltando
pelas
jatiellas
(la
camara.
Ignora-se
a
direcção
que
tomaram.
Cronde desastre.—
Em
Helliken,
Suissa,
durante
a
distribuição
dos
brindes
do
Natal abateu
a
sala
da
escola
em
que
se
celebrava a
ceremonia,
morrendo
80
pessoas e
ficando
feridas
50.
Furto.—
Um
serviçal
do
snr.
Manoel
Falcão,
das
Carvalheiras,
evadiu-se
no
dia
23,
levando
vários
objectos
qoe,
manco
munado com
uma rapariga
que
lambem
havia
sido
creada
do
mesmo
snr.,
linha
mandado
buscar
a algumas
lojas
em
nome
do
snr.
Falcão.
Disem-nos
que
o
importe
das
fasendas
furtadas
eleva-se
a
uma
cifra
bastante
crescida.
Feisttávidade em
S.
Victor.—
No
proximo
domingo
festeja-se em
8.
Viclor
o
Menino
Deus,
havendo
de
manhã missa
cantada
a
instrumental,
e
de
tarde
sermão
e
calhandra.
Préga
o
joven
e talentoso
orador,
padre
Conslantino
Ferreira
d
’
AI-
meida.
Irn»aãos
«la «loutràna
cBarísítl
e
irnsãs
caridade, existeiateN
«ao
Fgyi»l«>.—
Segundo
afDrma
um
jornal fran
cez,
existem no
Egypto
85
irmãos
da
dou
trina
chfislã,
que
dão
escola
a
1650
dis
cípulos,
e
46
irmãs
da
caridade.
55
iáleremça
entire
o igasoratite e
o
smbio.
— Perguntado Platão
qne
difle-
rença
havia
entre
o
ignorante
e
o
sabio.
respondeu
:
a
mesma
que
ha enire
o
medico
e
o
enfermo.
Óbitos.
—
Falleceu
em
Barcellos
o
snr.
dr.
Francisco
Eduardo
Simões
da
Silveira,
juiz
d
’
Angra
do
Heroísmo.
—
Ein
Te
te falleceu
o
governador,
o
snr.
Pedro
Barahona.
Maximas.
—
Democrito
dizia que
oão
é
menos
forte
quem
vence
o
seu
ape
tite,
que
quem
vence
o seu
inimigo.
—
Não
ha
maior
miséria,
dizia
Juve
nal,
do
que
buscar
honra
da
fama alheia,
quando
podemos ter
a
nobreza
da
virtu
de
pmpria.
Pela
posta inte3
*
na.
—
Acabamos
de
receber
uma
carta,
na
qual
alguém
nos
pergunta
sp
nos esquecemos
do
comica-
mente
celebre
«mestre
Roque»,
le
saint
du
jour
da
Parvónia.
Não,
senhor
;
e
até
ao anno.
O
snr. arcebispo coadjutor.—
Partiu
hontem
para
Coimbra,
no
comboio
da
1
e
meia
da
tarde,
s.
ex.a
revd.m’,
o snr.
arcebispo
coadjutor,
por
se
tei
achado enferma
sua
ex.
rna
irmã,
que
ha
bita
o
’
aquella
cidade.
S.
ex.
’
tenciona
ter
pouca
demora
alli
e
regressar
no
proximo domingo.
Calhandra.—
No
proximo
domingo,
pelas
3 horas
da tarde,
tem
de
haver
calhandra,
r
instrumental, em
louvor do
Menino
Deus,
na
capella
de
N.
Senhora
de
Guadalope, a
expensas
dos
devoias
da
Senhora
da
Piedade,
erccta
na
mesma ca
pella.
Falleeimento.
—
Falleceu
ha
dias
n’
esta
cidade
o
snr.
Antonio
José
de
Pai
va,
sogro
do
nosso
amigo
o
snr.
Domingos
José
de Sousa Aguiar,
empregado no
es
criptorio da
administração
d’
esie
jornal.
Sentimos
a
perda
que
acaba
de
soffrer
a
farnilia
do
finado,
á
qual
enviamos os
nossos pesames.
Friagem.—
Tem
continuado
a
sentir-
se
n
’
esta
cidade
uma
friagem
inlensissi-
ma,
como
no
diser
dos
velhos
não
ha
memória.
A
mortalidade lem tomado
proporções
assustadoras,
devido,
segundo
opiniões
au-
ctorisadas,
á
intenaperie
da
estação.
«3>iario «Sn
.TIauhã».—
O
‘excellente
jornal
que com o tilulo
de
«Discussão»
se
publica em
Lisboa,
passa
a intitular-se,
do
1,°
de
janeiro
ern
diante,
«Diário
da
Manhã.
B
K
O
A
Si
Cavaco
ts«»bt<«e
os Ijaseariístag^
«Sn »nr.
Ennes.
ISTRODUCÇÁO
DEDICATÓRIA
O
snr.
Ennes
julgou
dever
dedicar
o
seu
drama
original,
e
começou
a
ruminar
ideias.
Evocou
a
memória
de vivos
e
de
mortos
e...
pensou
Isto
foi
um
embaraço
para
o
snr.
En
nes,
e
se
elle acreditasse
na
ressurreição
dos
mortos,
pediria
a
Deus
que
lhe
em
prestasse a trombeta do dia
de
juiso,
pa
ra
com
elle
chamar
ao
seu
quarto todos
os
perseguidores
da
Egreja, desde
Nero
alé
aos
communistas
de
Paris,
Alcoy
e
Car-
tagena.
Mas
o
snr.
Ennes,
como é bom
por-
luguez,|remediou-se
com
prata
da
casa,
evo
cou
a
sombra
do
duque
de
Loulé, e
ofle-
receu-lhe
o
seu
trabalho. Bem haja. Se o
offerecesse
a
qualquer
vivente
talvez
que
este
não
desse
apreço
á
mimosíssima
of-
feria
;
além
d
’
isso
o
dramaturgo
crê
no
reapparecimento
do
jornal
«Diabo
a
quatro»
onde
deverá
lêr-se
uma carta
do
duque,
accusando
a
recepção.
O
nobie
duque
era cortez,
e
o
snr.
En
nes
hade
ser
retriLuido
da
sua
tão galanti-
nha
ofíerenda.
PERSONAGENS
Afora
magna
caterva
de
Irmãs
da
ca
ridade
francesas,
sócias
da
confraria
das
«Filhas
de
N.
Senhora»
e
collegiaes,
o
sor.
Ennes
escolheu
treze
personagens
para
o
seu drama.
Ha
um prejoiso
que
resa
ser
fatal o
nu
mero
treze,
e
tanto
se
estende
esle
pre-
juiso,
que,
não ha
muito,
houve
uo
Paço
certos
embaraços
n
’
um
jantar,
que conta
va
treze
talheres.
Vê-se,
porém,
que
o
snr. Ennes
não é
homem
de prejuisos
e
para
elle
o
numero trese tem
apenas
as
propriedades
que
lhe
indica
a
matbemali-
ca,
e
nada
mais.
Ora,
estes
treze
personagens
desempe
nham papeis
importantíssimos
no
drama
os
«Lazarista»,»
muito
principalmenle
Car
los
de
Magalhães
e
Ernesto
da Silveira.
Passemos
ao
drama
:
Primeiro
aclo.
—
D.
Joaquina
toca
n
’
um
timbre.
Foi
esta
a
primeira
ideia
do
snr.
Ennes
na confecção
do
drama,
ideia
de
cam
painha.
ideia
que
o
acompanhou desde
Lis
boa
a
Braga.
E
o
sor.
Ennes
bola
figura
com
as
campainhas,
e
auda
bem
ao
som
do
metal
que
tine.
Campainha
antes de
levantar
o
pano,
campamba
no^principio
do
drama,
campai
nha
no
principio
e
fim
de
cada
acto, cam
painha
nas
repetidas
chamadas
de
sua bi
zarria
ao
paico
;
por
toda a
parte
campai
nhas
e
mais campainhas,
a
ferir
os orgãos
auriculares
do
snr. Ennes,
que
alguém
diz
que,
já
tão
aborrecido
de
sons
agudos,
roandára tirar
o
marlello
do
seu
relogio
de
parede,
e
promette,
quando
for
depu
tado,
requerer
a
destruição
de
todos
os
sinos,
sinetas,
campainhas,
guizos,
chu-
calhos
e
tudo
quanto
avesar
badalo.
(Continua)
ZOPIRO
Dopois de
tanta»
criticas
ao
drama
os
«Lazarislas»;
depois
de
tantos
elogios d
’
u-
ma parle da
imprensa liberal;
depois
de
tan
ta
bulha
que
por
ahi
se
fez,
resolvi
passeiar
os
olhiuhos
pelo
drama
(?)
do
Ennes,
que,
na
verdade, não
merecia
alienção,
senão
fosse
a
importância
que
lhe
quizeram
dar
os
illutninados
amantes do
Casino.
Ora,
para
não
gastar alguns
tostões
no
tal
drama, original
em...
3
actos,
man-
dei-o pedir
emprestado
a
um
amigo'meu,
no
dia
22
de novembro
do
anno
do
Se
nhor
de
1875;
da
leitura
do
referido
drama
direi
pouco,
porque pouco
ou
na
da
vai
a
um
chrislão
malbaratar
lempo
com
abortos de
moiros.
Cora
licença :
O
RETRATO
Como
guarda-avançada
d
’
aquelle
séqui
to
de
bonitos, perfila-se
o
retrato
do
snr.
Ennes
com
o
cabello
frisado,
e
bigode
amoladinho.
O
snr.
Ennes
é,
ao
que
pa
rece, um
guapo
rapaz,
e, se
assumisse
o
papel
do
snr.
Polia,
na
representação
do
drama,
poderia
colher
dobrados
louros.
Sem
duvida, o
papel
de
Ernesto
havia
de
lhe
ficar
a
matar.
E
o bigodinho
e
aquel
la
magica
luneta
1
O
’
snr.
Ennes
!
Eu
acho-o
um
typo
so-
beranamenle
seduclor
I
E
faça
favor
de
se
uão
desengonçar
em
comprimentos,
que
não
lem
de
quê.
Deus lhe depare
uma
galan
te
pequena,
que
possa
contemplar
atravez
de
sua
catita
luneta,
mas
que
não
esteja
fanalisada
pelos
diachos
dos
seus
lazaris-
tas. Amen.
A.
IUDUÒ
sem
medicina
pur
gantes nem
despezas
com
o
uso
da
delicio
sa
farinha de
saúde,
DU
BARRY
de
Londres.
97
rhshoiii
d
’
invariável sueeesso
4
Qualquer
doente
acha
por
meio
da
deliciosa
Revalesciére, saude, energia, ap-
petite, boa
digestão
e
bom
somno.
Cura
as
iodegestões (dispepsia)
gastricas,
gas§
tralgias,
flegmas,
arrotos,
ventos,
flatos,
amargor
na
bocca,
pituitas,
nauscas,
vo-
mitos,
irritação
intestinal,
diarrea,
disente
ria,
collicas,
asthraa,
falta
de
respiração,
oppressão,
congestões, mal aos
nervos,
diabethe,
debilidades,
todas
as
desordens
no peito,
na
garganta,
do alito,
das
bron-
chites,
da
bexiga,
do
fígado,
dos
rins,
dos
Intestinos,
da
mucosa,
do
cerebro
e do
sangue:
75:000
curas
entre
as
quaes
con
tam-se
a
do
duque
de
Pluskow
e
da
ex.ma
snr.
a marqueza
de
Bréhan,
du
doutor
Manuel
Saens
de
Tejada
da universidade
de
Cordova,
etc.
etc.
Adra, provincia
de
Almeria, (Hispanha),
10
de outubro de 1867.
Meus senhores:—Tenho
a
satisfação
em
fazer-lhe
sciente
que
minha
filha
com o
uso
d
’
esta
deliciosa farinha chamada
Be-
valeseière
cliocolatada,
curou
radi-
calmeme
de
uma
erupção
cutanea,
que
lhe
impedia
dormir
por causa
da
comixão
insuportável
que
padecia.
—
De
V.
S.a
at-
tenlo
venerador,
P
errin
de
la
H
ittoles
,
ao
Visconsulado de
França.
Cura
78:421.
(Herpes)—
Valença
14
de
setembro
de
1873.
Utna
minha
amiga
que
padecia
havia
muitos
annos
de
Herpes, foi
curada
com
pletamente
com a
Revalesciére.
—J.
B
atl
-
loi
U,
fabrica
de massa,
Praça
de S.
Ca-
tharina,
9.
Cura
36:936.
Barr
(Baixo
Reno)
4
de
junho
de
1862.
Senhor
:
—A
Revalesciére
tem feito
na
minha
pessoa
uma
mudança
maravilnosa,
tendo
readquirido
não
sómente as
minhas
forças,
mas
tombem parecendo-me
que
es
tou
completamente
remoçado,
tornou-me o
appetile,
que
desde
muito
tempo
tinha
per
dido,
e
a
oppressão
e
o
pezo
que
padecia
haviam já
40
annos,
já
não
me
atormen
tam.
D
avid
R
uff
,
proprietário.
Seis vezes mais nutritiva
do
que
a
car
ne
sem
esquentar,
economisa
cincoenla
vezes
o
seu
preço
em
remedios.—
Preços
fixos
da
venda por
miudo
em
toda
a
pe
nínsula :
Em
caixas
de
folha
de
lata,
de 1
/4
kilo,
500
;
de
*
/
2
kilo
800
rs
;
de una
kilo,
10400
reis;
de
2
*
/,
kilos,
30200
reis;
de
6 ki
los,
60100
reis,
e
de
12
kilos,
120000
reis.
Os
biscoitos
da
Revalesciére
que
se
po
dem
comer a qualquer
hora,
vendem-se
em
caixas
a 800
e
10400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a
saúde
é
a
Revalesciére
cboe«>2si4a?i«8a
5
ella
res-
titue
o
appeitite,
digestão,
somno,
energia
as
carnes
duras ás pessoas,
e
ás
creanças
e
mais
fracas,
e sustenta
dez
vezes
mais
que
a
carne,
e
que
o
chocolate ordinário,
sem
esquentar.
Em
paus,
ou
em
pó
em caixas
de
folha de
lata
de
10
chavenas,
500
reis;
de
24
chave
nas,
820 reis;
de
48
chavenas,
10400;
de
120
chavenas, 30200
reis,
ou 25
reis
cada
chavena.
RARKY DU BARRY «fe C.a —
Pla-
ce
Vendòme,
26,
Pariz;
77 Regent Street
Londres;
Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharmaceulicos,
droguistas,
mer-
cieiros,
etc.,
das
províncias
devem
diri
gir
os
seus pedidos
ao
deposito
Central
;
snr.
Serzedelio
&
C.
a
Largo
do
Corpo
Santo
16,
Lisboa,
(por grosso
e
miudo);
Carlos
Barreio,
rua
do
Loreto, 28; Bar
rai
k
Irmãos,
rua
Aurea,
12.
Porto,
J.
de
Sousa Ferreira
á
Irmão,
rua da Ba
nharia
77
;
de
Sequeira
;
J. Pinto
;
Desí-
ré
Rahir;
C®ssaafcr«,
V.
Botelho de Vas-
conceilos
;
Aveiro,
F. E.
da
Luz
e
Costa,
pharm.
;
ííarcn
BS®»,
Ramos,
pharm.
;
Braga,
Pharmacia
Maia,
rua dos Chãos,
Pipa
k Irmão,
rua do
Souto,
Domingos
J.
V.
Machado, praça
Municipal.
Fígeaenra,
Antonio
Vieira,
pharm.;
Guimarães
A.
J.
Pereira
Martins,
pharm.
;
Peno-
fiel,
Miranda,
pharm.
;
«1® Lima,
A.
J.
Rodrigues
Barbosa, pharm.;
P®-
vea
d® Varzim,
P. Machado
de
Oli
veira,
pharma.
;
Viaram»
«Jo
Castello,
Affonso
e
Barros,
droguistas;
ViBia
d»
Conde, A. L.
Maia
Torres,
pharm.
CONVITE
Maria
do
Soccorro Paiva
e
Aguiar,
e
Domingos
José
de
Sonsa
Aguiar,
convidam
todos os
seus
parentes
e
pessoas
de
suas
relações,
para
assistirem
a
uma
missa
de
requiem,
que
deverá
ter
iog.tr pelas
10
ho
ras
da
manhã
de
seguod.i feira,
3
de ja
neiro,
na
capella
de S.
Miguel-O-Anjo,
por
alma
de
seu
presado pae e
sogro
Anlonio
José
de
Paiva.
Agradem
desde já
a
todas
as
pessoas
que
se
dignarem
assistir
a
tão
religioso
acto.
João
Leite
de
Macedo
e
sua
molher
D.
Maria
da
Conceição Taveira
e
Silva
Leite,
seu
pae
e
sogro
Manoel
José
da
Silva,
agra
decem
a
todos
os
illmos
e
ex.
m0
‘
snrs.
que
os
cumprimentaram
e
assistiram
ao
enter
ro
de sua presada filha e
neta, Maria
Bel-
mira,
que
teve
logar
no
dia
26
de
novem
bro
proximo, por
cuja
graça
lhes
protes
tam
sua eterna
gratidão.
(2868)
D.
Maria
José
Nunes
d’
Abreu,
e
sua
irmã
D.
Anna
de
Jesus
Nunes d
’
Abreu,
e
os
testamenteiros
o
revd.0 Manoel
An
tonio
da
Costa,
o
bacharel
João Marcos
Dias,
e Bernardo
da
Cunha
Pinto Barbo
sa,
agradecera
a
lo-las
as
illuslres
corpo
rações,
e
bem
assim
aos
illm.°
s e
exm.os
snrs. que
assistiram
ao offiuo
de
corpo
presente na
egreja
de
Santa
Cruz,
e
acom
panharam
até
ao
responso
de sepultura uo
cemiterio
publico no dia
22
do
corrente,
pelo
eterno descanço
da
alma
de
seu
pre
sado
irmão e
amigo
o
revd.
0
Antonio
Joa
quim
Nunes,
abbade
que
foi
da
freguezia
de
Moure,
protestando
a
todos
o
seu
eter
no
reconhecimento
e gratidão.
(2879)
CL
abaixo assignados, filhas, neta
e
genro,
vem
por
este
meio
agradecer
a
to
dos
os
ill.
11108 e
exc
mos
snrs.
que
se
dig
naram
cumprimental-os
e
assistiram ao
cilicio
de
corpo
presente
na
egreja
dos
Congregado
**
,
e
responso
de
sepultura
no
cemiterto
publico,
no dia
3
do
corrente
pelo
eletno
descanço
da
alma
de
sua
muito
pre
sada
mãe,
avó
e
sogra,
D.
Joanua
Maria
de Brito, protestando
a
lodos
o
seu mui
vivo
e
eterno
reconhecimento
e
gratidão.
Joanna Maria Gomes
de
Brito
Maria
da conceição
Gomes d
’
Aranjo
Braga
Anna
Olímpia
de
Brito
Sampaio
Antonio
Lourenço
d
’
Araujo
Braga.
(2873)
José
de
Lima
Pereira, e
suas
irmãs,
fi
lhos
e
sobrinhos,
agradecem
por
este
meio
na
impossibilidade
de
o
Lzerem
de outra
forma
como
era
do
seu
dever,
a
todas
as
pessoas,
especialmente
ás
de
soas
relações
que
se
dignaram cumprimentai-os por
oc
casião do
fallecimento
de
seu
presado ir
mão
e
thio
José
Maria
de
Lima,
e
que
se
dignaram
assistir
aos
oflicios que
por
sua
alma
tiveram
logar
oo
dia
23
.do
corren
te
na
real
egreja
de
Santa
Cruz,
d
’esta
ci
dade,
a
todos
protestam
seu
eterno
reco
nhecimento
e
gratidão.
(2876)
Maria
do
Soccorro
Paiva
e
Aguiar,
Bartholonieu
José
de Paiva,
capitão
em
Loanda,
João
Luiz
de
Paiva,
ausente
no
Rio
de Janeiro,
e
Domingos
José
de
Sou
sa
Aguiar,
agradecem
por
esta
fórma,
oão
o
podendo
fazer
pessoalmente,
a
todas
as
pessoas
que se
dignaram
cumprimental-os
e
prestar-lhes
seus serviços
por
occasião
do
fallecimento
de
seu
presado
pae
e
sogro,
Anlonio
José
de
Paiva, a
todos
agradecem
seus
obséquios
e
protestam
seu
reconhe
cimento.
D.
Rosa
Clara
de
Lima,
seus
irmãos,
cunhado
e
sobrinhos,
agradecem
por
este
meio,
na
impossibilidade
de o
fazer
pes
soalmente,
a
lodos
cs
ill.
m0S
e
exc.mt
'
s
snrs.
que
os
visitaram
e
obsequiaram
por
occasião
do
fallecimento
e
enterro
de
seu
presado
irmão,
cunhado
e
thio
o
ill.1U0
snr.
José
Maria
Lima
da
Silva,
cujo
enterro
teve
logar
no
dia 18
do corrente.
(2875)
Os abaixo assignados sinceratneole
gra
tos
a
todos
os ..cavalheiros
e
reverendos
ec
clesiasticos
e
miis
pessoas,
que no
dia
21
do
corrente
se dignaram
assistir
aos cilí
cios
de cerpo
presente
na
parochial
egre
ja
de Santa
Maria
de
Palmeira,
assim
co
mo
na
condução
para o cemiterio
publico
d
’
esta
cidade
de
Braga,
dos restos
mor-
laes
de
sua
sempre
chorada
mãe
a
snr.
a
Anna
Maria
Correia Granja,
vem
por es
te
meio
testemunhar a
lodos
a
sua
eter
na
gratidão
e pedir-lhe
desculpa
de algu
ma
falta
que
involuntariamente
tenham
comtnetiido.
Palmeira,
28
de
dezembro
de
1875.
Manoel
Antonio
Fernandes
Granja
Anlonio
José
Fernandes
Granja
José
Fernandes Granja
José
Maria
Fernandes
Granja
Manoel
Fernandes
Granja. (2877)
ANNUNÚÍOS
Nova
fundição
de
ferro
e
me
taes
De
Antonio Germano Ferreiriuha
Travessa de
S.
João
—Braga.
O
proprietário d’esla
officina
funde
to
da
a
obra
de
ferro e
metal,
de
qualquer
tamanho
e
natureza
que
seja,
assim
como
larabem
faz
memórias
de ferro
ou
metal,
tudo
pelos
preços
do
Porto,
e
com
a
ma-
xima
perfeição.
CARREIRA
QUINZENAL
Paquetes
a
sair
de
Lisboa
:
GUADIANA .
29
de Dezembro
[
ELBE
.
.
13
de
Fevereiro
DOURO
.
13
de
Janeiro
| MINHO
.
.
29
de
<
MONDEGO
.
29
de
b
|
NEVA
.
.
43
de
Março
O paquete
de
13
toca
em
S.
Vicente,
Pernambuco,
Bahia,
Rio
de
Janeiro,
Montevideu
e
Buenos-Ayres.
O paquete
de
29
toca
em
S.
Vicente,
Rio
de
Janeiro,
Montevideu
~e
Bue
nos-Ayres.
©s
preçns
são muito rnmoaveiM
Esta
companhia
para maior
vantagem,
resolveu
ter
a
bordo
de
todos
os
seus
vapores,
criados
e
cosinheiros
portuguezes
para
servirem
os
passageiros
de
todas
as
classes,
cujo
tratamento
se
torna
hoje
o melhor
possível.
Cada
passageiro
de
3.a
classe
tem
grátis,
belixe
com
colchão
e
roupa de
cama,
vinho
e
comida
á
portu
gueza,
tudo
em
abundancia.
O
transporte
do caminho
de
ferro
até Lisboa
é por
conta
da
companhia
bem
como
outras despezas.
Para
mais
esclarecimentos
prestam-se
em
casa
do
agente n
’
esta
cidade,
rua
do
Souto
n.°
43.
—
Em
Braga.
João Manoel da Silva
Guiniarã
s. (V
*
)
Alé
aos
42
annos
meia passagem.
A)é
aos
8
annos
a
quarta parte.
Até
aos
3
annos
grátis,
uma
só
de
cada
familia.
Todas
as
terças
feiras
sahirá
de
Lisboa
um
paquete,
os
passageiro^
de 3.a
classe
teem
beliche
com
colchão e
roupa,
comida
a
portugueza
em
abundancia
e vinho duas
vezes
por
diz
AGENTES EM
BRAGA
—Almeida
&
Pereria.
Trata a passagem
a
pagar
á
vista
e
a
prazo
com
fiança.
fK
Kio
de Janeiro,
Montevideu,
Buenos-Ayres,
Valparaiso,
Arica
*
Islay
e
Callao
CARREIRA QUINZENAL
PARA PERNAMBUCO E RABEIA
A Companliia
reduziu
os
preços,
conservando
as
mesmas
vantagens
como
até
aqui
tem
offerecido
aos
snrs.
passageiros:
excelEenates commodos, bom
tra
tamento, bastante
espoeo
pnra
bagagens
e viagens rapidas,
pois que
OS
Paquetes
do
Paeifleo
tem
gasto sómente 18
dias
de Lisboa ao Rio de
Janeiro.
Preços
das
passagens
incluindo
o
caminho
de
ferro
do Porto
para
Lisboa
Crianças
dos
passageiros
3/
CLASSE
2/
CAMARA
1/
CAMARA
Pernambuco...................................................
Bahia
.............................................................
Rio
de
Janeiro..............................................
Montevideo
e
Buenos-Ayres
.........................
Valparaiso,
Arica,
Islay
“
e
Callao
....
«000
«000
«000
54^000
126^000
81&000
«000
«000
«000
18(
4ooo
108&000
117^000
121^500
1570300
3080300
BANCO
DE GUIMARÃES
Sociedade anonyma
—responsabilidade
limi
tada.
São
convidados os snrs.
accionistas
do
Banco
de
Guimarães
a reunirem-se
era
assembleia
geral
ordinaria
no
dia
10
de
janei
ro
pelas
10
horas
da
manhã,
na
casa
do
mesmo Banco,
para os
efleitos
do
ai
ligo
41°
dos
Estatutos.
A lista
dos
snrs.
accionistas
está
á
disposição
dos
rnesmos
—
em
Guimarães,
na
séde
do
Banco;
no
Porlo
e
Biaga,
nas
respectivas
agencias.
Banco
de
Guimarães,
24
de
dezembro
de
1875.
O
secretario
da
assembleia
geral
(2878)
José
Joaquim de
Lemos.
T
rêvênçãõ
Anlonio
José
Fernandes
e
sua
sobri
nha
Maria
Emilia Fernandes d
’
Azevedo,
cereeiros
na
rua
Nova
de Sousa,
d
’esta ci
dade,
previne
os
seus
amigos
e
fr^gue-
zes,
que continuam co<n
o
seu
estabele
cimento
de
cera,
na
dita
rua.
Mais
pre
vinem
os
seus
amigos
e
freguezes
de
qne
sahiram
<la
sua
casa
os
seus
caixeiros
Manoel
Ferreira
Pinto
e
José
Joaquim
Ferreira
Duarte,
no
dia
d’hoje,
24,
cessando
n
’
es-
te
dia
toda a
responsabilidade
qne
tinham
tomado
s-obre
os
mesmos.
Braga
2
4
de
dezetnbro
de
1875. 2872
NOVA
CHAPELERIA
i>E
ALMEIDA MAIA
(ANTIGA
CHAPELERIA CAMPOS)
44—Rua do
Souto
—44
—
Braga
Faz
publico,
por este meio
para
todos
os
efleitos, que
tendo-se
dissolvido
a
so
ciedade que
girava,
sob
a
firma,
Campos
áe
Alsneida,
fica
de hora
avante
girando
sob
a
firma
de
Almeida
Maia,
onde
ha
um
variado
sortido
de
chapéus
de
feltro,
caximira
seda,
das
melhores fabricas.
Também
fabrica,
concerta
e
põe
á
moda,
com
perfeição,
todo
e
qualquer
chapéu.
Preços
os
mais
rasoaveis.
(!■
*
)
PORTO
3
FOHTO
(
junto
â
egreja
da
misericórdia
)
COMPRA
E VENDE
Extracção
a
5
de
Janeiro
Inacripçõe»
de
assentamento
Ditas de eoupong
FORNECEDOR DA
CASA REAL
Ditas de divida externa
3-BtJA
DAS
FLORES-1,
1
-
RUA
DAS
FLORES
-
3
(
junta
ã
egraja
da
misericórdia
)
SORTE
GRANDE
««
5.0008000
Loteria
tín
Santa Casu <Ia Nliserieordia de
Lisboa
NA
QUINTA DE RORIZ
JOSE
’
I.
FERREIRA
RORIZ
DEPOSITO
CÍ5ÍTRAL, 8UI
IMS FLORES, 35 37 E 39
»«®e”
Titulos
hispanhoes internos
PRIRE1RA E
ANTIGA
te
RORIZ
CASA
FELIZ
.11»
0
proprietário
annuncia aos
seus
freguezes,
e
ao
7^
publico,
que
em
todo
o
sabão
fabricado
na
sua
fabri-
ca, e
que
na
mesma
se
vender,
ou no
Deposito
Cen-
trai,
se
fará o
desconto
de 6
por
cento
sobre
os
pre-
ǰ
5
estabelecidos,
de urna caixa
para cima.
Satisfaz-se
com
promptidâo
qualquer
pedido
que seja feito do di-
to
genero,
tanto d
’
esta
cidade
corno
das
provincias
e
se
garante
a
sua
boa
qualidade.
Ditos
externos
Coupons dos ditos já vencidos.
so-
Sacca,
toma
letras
e
dá
cartas
de
credito
bre
Lisboa
e
diversas
praças
estrangeiras,
e
se
encar
rega
de compra e veada
de
titulos
de
divida
publica
nas
mesmas
praças.
JOSÉ
IGNACIO
FERREIRA RORIZ
AFIANÇADO
NO GOVERNO CIVIL
DO PORTO, NA CONFOR- 4^
M1DADE DO
EDITAL DE 28
DE JULHO DE 1860
Tem
á
venda
no
seu
estabelecimento
bilhetes
intei-
ros
a
55000 rs.—
Meios
ditos,
a
25600
—
Ouar
os, a
'4z
,-
15300
—
Oitavos,
a
680
—
Ca
ulellas
de 500,
2<,0 e
133 rs.
££
O
mesmo satisfaz com
promptidâo
todas
e quaesquer
W
encornmendas
que lhe
sejam
feitas
das
provincias,
ain-
da
que sejarn
em
grande
quamidade,
e
vindo
acompa-
■££
nhadas
do
seu
importe
em
vales
dos
correio
;
e no
fim
da
extracção remetie
a
lista
dos
prémios
aos
seus
freguezes, mas
quando
a
não
recebam
em
tempo
com-
petente
lerão
a
bondade
de
a
requisitar,
(Y
*
)
O
professor
em artes,
lettras e
scien
cias, membro
do
clero
e
magistrados,
todo
0
medico, cirurgião,
dentista
e
artista,
que
desejem obier
o
titulo
e
diploma
do
doutor
ou
bacharel
houorario,
podem
diri
gir-se
a
Medicus,
rua do
Rei,
46,
em
Jer-
sey
(Inglaterra).
(T*)
!
S>2v
$
1
«
3
Direcção
do
correio
de
Braga.
Por
esta
Direcção
se annuncia
que
es
tá
aberto
concurso
p«
r
espaço
de
15
dias
a
cornar
da
data
do
presente
annuncio
pa
ra a
nomeação
de
um
carteiro
supranume
rário
d
’esla
Direcção
com
vencimento
de
200
reis
em
cada
dia util.
Os
concorrentes
instruirão
os
seus
re
querimentos
com
os
seguintes
documentos
:
Certidão de
que
não leem
menos
de 18
anno» nem
mais
de 35.
Documentos
com
que
provem
ler
con
ferido as obrigações
impostas pelas
leis
do
recrutamento.
Aitestado
de
bom
comportamento,
mo
ral
c
civil.
Certidão
extraída
do
registro
criminal.
Certidão
de
facultivo,
de
que
goza
saude.
Os
concorrentes
lem
de
presiar
abonação
idooia
de
305000
reis,
e
sujeitar-se
a
exa
me
de
ler,
escrever
e
contar,
o
qual
exa
me
lerá
logar
n
’esta
repartição
r.o
dia
15
de
janeiro
proximo pelas
9
horas
da
manhã.
Direcção
do
correio
de
Braga
29
de
de
zembro
de
1875.
O
direclor
João
Anlonio
d
’
Oliveira Braga.
Éditos
de
30 dias
Pelo juizo
de
direito
d
’
esta
cidade
e
cariorio
do
escrivão
Pessa,
a
requerimen
to
de
José
Maiia
da
Silva,
u
’
esta
cidade,
correm
éditos
de 30
dias
a
contar
do
dia
25
de
novembro
passado,
e
por
elle
é
re
querido,
chamado
e
citado
Francisco
José
Ribeiro,
lavrador
da freguezia
de
S.
Pe
dro
d
’Escudeiros,
auzente
em parte
incer
ta,
por
se achar culpado
no
mesmo
juiso
para
ver assignar
dez
dias na
audiência
de
10
de
janeiro
proximo,
do
anno
que
vem,
e
dentro
d
’
rlles
pagar
ou
nomear
bens
á
pe
nhora, na execução que
aquelle
José
Maiia
da
Silva, conjunclainente com
cuiros
da
freguezia
de
Telhado,
lhes
move,
ptna
de
se
devolver
io
exequtnie o
direito
de no
meação,
e
deotro
do
mesmo decendio
es
colher
a
morada
em
que
quizer receber
as
citações
alé
final,
sob
pena
de
se
proceder
á
st.a
revelia,
cujas
audiências
se
costu
mam
fazer
iodas
as
segundas e
quintas-fei
ras
de cada
semana,
não sendo dia
san
tificado,
por
dez
horas
da
manhã
no
tri
bunal
judsciario
ao
largo
de Santo
Agos
tinho.
•
•
'
O
solicitador,
(2881) João
Bapl'isla
Pereira da
Silva.
OTNÇ10
O
abbade
de
Ruilhe
precisa
de
fallar
com
D.
Maria
Rosa d
Assis
Mascarenbas,
para
tratar de
negocios
d
’
altos
interesses
d
’esta
senhora.
(2882)
Banco Agrícola
e
Industrial
cta
Estrema
dut
a
São convidados
os
snrs.
accionistas
d
’es-
le
banco
a
fazerem a
qninla
e ultima
en
trada
de
20
p.
c.
ou
105000
reis
por
acção
desde
0
dia
3
a
8
de
janeiro
pro
ximo.
Porto,
séde
do
banco,
praça
de
Car
los
Alberto,
92.
Lisboa,
rua
dos
Bacalhoeiros,
51,
ca
sa
de
David
Gonçalves
Chaves.
Braga,
casa
de
João
Baptista
Lopes
Em
conformidade
com
0
artigo 56,
§
unico dos
estatutos
d
’esie
banco
previ
nem-se
os
snrs.
accionistas
que
não
fize
rem
a
entrada
acima pedida
dentro
do
pra
so
acima
marcado
que
terão a pagar
mais
um
p.
c.
por
rnez
pela
demora
que
hou
ver
em fazer alé
0
máximo
de
12
mezes,
a
contar
do
ultimo
dia
acima
indicado
e
findo
esse
praso
serão
as
acções
em
questão consideradas
propriedade
do
ban
co,
sem
que tenham
direito
a
reclamação
alguma.
Previnem-se
os
snrs.
accionistas
que
ainda
não
completaram
as
entradas
pedi
das,
qoe
se
acham
em
debito
de
1
p. c.
por
mez
pelas
chamadas
ern
divida.
Porto,
22
de
dezembro
de
1875.
Os
directores,
Eduardo
lÃjon.
Eduardo
Ribeiro
Mendes.
(2871)
Felix
Plácido
de
Sande.
ÊXÊÕUÍÃS
A
Mesa
da
Sancta Casa
da Misericór
dia. d
’
esta
cidade,
deliberou rnandar
ce
lebrar
missas
geraes,
e
uma
missa solem-
ne
de
requiem
por
alma
do
fallecido Bem-
feikr
do
Hospital
de
S.
Marcos,
0
Rev.1110
Padre
Anlonio
Joaquim
Nunes
de
Abreu,
Parocho que
foi na
freguezia
de
Moure;
roga
(orlanto,
a
todos
os
confrades da
mesma
Irmandade
e
aos
amigos
do
finado
para
assistirem
áquelle
religioso
aclo,
que
ha
de
ter
logar
ás
10
horas
da
manhã
do
dia
3
do
proximo
janeiro
na
egreja
do
mencionado
Hospital.
Braga
27
de Dezembro
de
1875.
O Provedor,
Manoel
Juslino
Marques
Murta.
(2874)
(165)
RELOGIO
Perdeu-se
um
relogio
no
largo
ou
boc
ca
das
rua
das
Agoás.
Que
0
achasse
e
0
queira restituir,
dirija-se
a
Paulo José
da
Costa,
no
largo
da
Praça
do
Barão de
S.
Martinho,
n.°
11,
que
sabe
quem
é
0
dono,
e
receberá
slviçaras.
(2880)
FOLHINHA
BRACARENSE
Para a
òathedral, colegiadas, e
coros do arcebispado,
que
resam
o rito bracarense
Coordenada
e
mandada
observar
por
ordem
de
S.
Ex.a
Rev.
,na
0
senhor
Ar
cebispo Coadjutor.
Preço
..................................
200
réis
FOLHINHA DE RESA
Do
rito romano
para a Ar
chidio
cese
Bracarense
Auctorisada
e
coordenada
por
ordem de
S.
Exc.a
Rev.
ma
0
Senhor
Arcebispo
Coa
djutor,
augmenlada
com
notas.
Preço.
.
. . 140 rs.
FOLHINHA
D
ALGIBE1RA
Ou almanak ecclesiastico e civil
para o
Arcebispado
de
Braga
Consideravelmente
augmentado,
com
notas
e
certeza
das abstinências e
festivi
dade.
Preço
............................
40
rs.
Vendem-se
em
Draga,
rua
Nova,
n.°
3, defronte da Misericórdia,
em
casa
do
snr.
Bernardino
J.
da Cruz,
rua
do
Souto,
em
casa
do
snr.
Rocha,
e
Germano=Guí-
inarâes,
em
casa
dos
snrs.
F.
Martins
da
C. Guimarães,
largo da
Misecordia,
e
livraria
de Teixeira
de
Freitas,
a
S.
Dama-
SO,
Villa
IGeal,
Chaves, Vianna
e
nas
lojas
costumadas,
e
em
Bar-
eelio»,
em
caza
do
illm.
sr.
Fernando
Cordeiro
em frente
da
egreja
do
Senhor
da
Cruz.
Machinas
de
costura
Campo de
SB. Luiz 9.° n.° 1
(Entrada
da rua
dos
Capellistas)
AKAITJO
KKDRIRW
Acaba
de receber
novo
sortimento
das
afamadas machinas
de
Singer,
legitimas,
e
silenciosas,
especialidade
i>a
verdadeira
cons-
irucçào
e
per
feição
de
trabalho,
leveza
e
so
lidez.
Vende
a
dinheiro ou
prestações
men-
saes.
Eosioo
grátis.
Concerta
toda
e
qualquer
machina
de
costura
por
mais
difiicil
que
seja
0
concer
to,
e
lem
pessoa
competente
para
isso,
por
preço
cominodo.
O
estojo
completo para as
machinas
são:
Costura
direita
—bordar
a
soutache
—
fazer
pregas
em
peitos
—acolchoar
—
franzir
—infitadeira
—
pregar
guarnições
sem
ali
nhavar
—
sobre-coser —
melter
cordões
—
abainhadeira
de
diversas
larguras
—
retroz,
algodões,
agulhas,
oleos,
etc.
N.
B.
De
lodos estes
objectos
vende
se
separados,
ou como as mestnas machinas.
DO
ALTO DOUEO
DA
CASA
DE VILLA POUCA
RUA
DO
SOUTO
N.°
15-Braga
N
’
este
armazém
se
encontram
a
retalho
as
seguintes
qualidades
de
vinhos
enga
rrafados
:
Vinho
tinto
de
meza.
(sem
garrafa) 150
»
>
»
. 190
£
Lagrima
....
•
•
.
200
9
Branco
de
meza.
.
•
•
.
210
»
tinto
de
meza fino.
•
.
270
»
de
prova
secca.
•
o
.
300
J)
Malvasia
de
2.
a
.
•
.
360
»
velho.
.
400
Malvasia,
Bastardo
e
Moscatel a 500
>
Roncão
....
.
700
»
Alvarálhão.
.
560
Velho
de
1854
. 600
>
a
retalho para
meza 50
e
80,
o
quartilho
tinto,
e
branco 120.
Responde-se
e garante-se
a
pureza
e
boa
qualidade
de
lodos
estes
vinhos,
po
dendo
todo e
qualquer
consumidor
man
dai-o
experimentar
por
meio
de
qualquer
processo
chymico.
(N
*
)
Alta
novidade
para
inverno
Compo
«le D.
Luiz
I, n.° 1
(Entrada
da
rua
dos
Capellistas)
A. RIBEIRO
Fazendas
para
vestidos,
transparentes,
a 50
réis
;
ditas de
lã,
claras,
a
100
réis
;
ditas
de
lã,
escuras, de
120
a
160;
saccas
de
viagem
para
senhora,
de 500
réis
alé
25000;
guarda-solinhos
para
senhora,
côr
de
café, 15000
e
15200
réis;
ditos
para
homem,
15S00
;
Manias
de
seda
pera ho
mem
e
senhora 120 e
140
réi»
;
ditas
mo
dernas,
que
eram
de
600
réis vende
por
240
;
lenços
de seda, grandes,
que
erão
de
900
rs.,
a
600;
chilas
largas
com
barras,
a
90
réis
;
ditas
de
côres,
sortidas,
90
e
100
téis,
e
fazendas
de
novidades
tanto
para
homem
corno
para
senhora,
de
tudo
lem
de
maior
preço.
BRAGA
:
TYPOGRAPHIA LUSITANA — 1875. - É o formato de
-
comerciominho_31121875_439.pdf
Parte de Comércio do Minho (O)