comerciominho_29121875_438.xml
- conteúdo
-
Assigna-see
vende-se
no
escriplorio
do
editor
e
proprietário
José
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.*
3
E,
para
onde
deve
ser dirigida
ioda
a
correspondência
franca
de
porte.
«
As
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas;
assim
corno
as
correspondên
cias
de
Interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
P
reços
:
Braga,
anno
10600
rs.=Se»iestre
850
rs.
—
Provín
cias,
anno
2&400
rs
e
sendo duas
4&000
rs.«Semestre 1&25Ô
rs.
—
Brazil,
anno
4^*400
rs.«Semestre
2&300
rs.
moeda
forte,
ou
10&000
reis
e
5^500
reis moeda
fraca.«Annuncios
por
linha
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os assignantes
iO
d'abatimento.
AS
TERÇAS,
QUINTAS
E SABBADOS.
MMauúunáúÂã
BRAGA—9UARTA-FEIKA 8» BE
15
EZ EM IS 8X0
Esperas
!
«Legitimislas, se
sois
fieis,
esperae
!
O
meio
mais
facil
de
caminhar
é
estar
pa
rado».
Já
em
leltra
redonda
houve
quem
tal
escrevesse
!
Oh
!
século
luminoso
1
Fizeste
macaca
a
alma
liumaoa,
inventaste em
Alcoy
o
homem
pavio, agora
descobres
na
política
de
PoHogal
o
similia
similibus
!
—
Doutor,
tenho
a
espinhela
•cabida,
metteiam-me
uma
cosiella dentro
!
—
Não
tenha
cuidado
:
já,
á
botica.
«llecipe:
—
Uma
carg.»
de
páo.
Misture
e
mande
»
Senso
Polilico.
—Doutor,
não é só
isto
;
faltam-me
as
foiças,
falla-me
sangue.
«
llecipe
:
-
Oleo
de
mamona—
duas
on
ças.
Bixas
—
tres
dúzias.»
Legitimismo
velho.
Está
pois assente
:
o
melhor
meio
de
agitar
é
dormir; o meio
mais
eílicaz
de
avançar
é
andar
para
traz,
o
meio
de
vencer
é
ser
derrotado,
o
meio
de
viver
é
morrer.
Temos
a
explicação
do
feuomeno
que
ha
meio
século
se
dá
entre
os legitimislas
porlugot
z.es I
Quereis
vencer
o
liberalismo?
Fazei-
vos
lodos
liberaes.
Quereis
o
mundo
to
do
catholico?
deixae-o
qoe se
faça
lodo
pagão.
Para
avançar
é
preciso estar
pa
rado !
Esle
é
o
nosso grande
segredo
! Se
os
liberaes
o
chegam
a
descobrir,
ai
de
nós
por
que se
fazem
lodos
legitimislas,
en
tregam-nos
o
poder,
põem
a
corôa
na
cabeça
do
nosso
rei,
e
adeus
legitimida
de !
Cuidado
com
elles I
E
’
preciso
que
estejamos
unidos,
muito
omdinhos, como
um
rebanho
de
cordeiros
pastando
per-
guiçosos
no
verde.
O
verde
é
esperança
e
é
côr
que
allrahe
cerlos
animaes...
Unidos
para a
lucta
e
para
o
trabalho
é
desunião
e
é
traição
alé!
Cuidado! Os
liberaes
se
uos
vêem
unidos
a
trabalhar,
perdem-nos
o
medo.
Emquanto
nos
virem
unidos
no
ocio, respeitam-nos.
Se
um
dia
triunfamos,
nào é
nosso
o
triunfo,
é
d
’
el-
les
! Estar
parado é
caminhar
!
Eis a
rasão
por
que
o
legitimismo
não
tem
cuidado do
futuro
;
é
para
que o
fu
turo
triunfe.
Quereis
ser
ulets
aos
vivos?
Então
dedicae-vos complelamente aos
mor
tos.
Santa
lógica
!
Ó
S
beis
porque
não
triunfa
Pio IX?
Por
que
liei
lem
a seu
lado
duzentos mi
lhões de homens,
que
ainda
uão
viram
em
hcoismo
ninguém
maior. £ Sabeis
por
que Carlos VII
não
eslá
no
throno
de
seus
maiores?
Porque
cem
mil
legiiimis-
tas
de
armas na
mão,
cem
u.il
traido
res,
ver lem
o
sangue homoso da
lealda
de
peio
triunfo
glorioso
da
sua
bandeira.
iS.
beis
porque
Henrique
V,
venerado
de
lodos
os
partidos,
não
conquista
o
throno
da
França
palmo
a
palmo,
e
o
seu partido
se
impõe
respeitoso
a
ludos
os
partidos
?
E
’
porque
II
nrique
V,
instrumento
do
governo
de
Versailles,
uniu e
agita
o
seu
partido
em
um
trabalho
assíduo.
Nós
cá
em
Portugal,
para
uão
sermos
traidores
aos
princípios
da
legitimidade,
estejamos
unidos eiu
lazer
tudo
ao
contra
rio
de todos.
O
unico
meio
que
tivemos para im
pedir
o roubo
dos
bens
da
Egreja,
foi
deixal-os
roubar
lodos. O
unico
meio
de
proteger
os
mártires
da
nossa
causa, é
deixal-os morrer de
fome.
O
uuico
meio
de
venerarmos
o
sacrifício
das
miseras
fa
mílias lançadas
á desgraça
por
nossos
paes,
é
fechar-lhes
a
poria,
quando
nos
implo
ram
<>
obulo da caridade
!
Deixa^sem-nos
a
nós
a
missão
de
fa
zer
triunfar
a
Egreja,
de
cobrir
de
glo
ria
Carlos
VII,
de
elevar
Henrique
V,
e
veriam
como
sabiamenle fazíamos
tudo
O
Papa
mandavam<d-o
para
a
Turquia,
e por
prudência
fechávamos
todas
as
egre
jas,
dizendo
aos
catholicos
—
esperae!
Bas
ta
que eslejaes
com
Deus no outro mun
do
!
Cá
n
’e>te
valle
de
lagrimas
não
façaes
sequer
o
signal
da Cruz,
porque
se
o
fi
zerdes
será
o
demooio que
vos
lenta
!
E
de
ce io!
No
ceo
onde
chegam
os
po
bres do espirito
haveriam
triunfado
os ca
tholicos
qoe
unidos
seguissem
este
ca-
min
ho.
Carlos
VII!
Pois
não veio
Dorregaray
da
ilha
de
Cuba, lendo
servido
Izabel
II? Horror!
Traição!
Que
importa
que
em cem
combates
elle arriscasse
já
a
vida
pelo rei
legitimo?!
Mestre !
Mestre!
o
ge
neral
artilheiro!
Que
faz
Mestre
alli?!
A
Mestre,
que
ainda
hontem
servia a
Hispa
nha
sob
o
domino
liberal,
que
imporia
que
Carlos
VII
lhe
deva
os mais
relevan
tes serviços
no
seu
exccilo?! Traição!
O
exercito
carlista
L>i
organisado
por
or
dem
do governo
de
Madrid,
e
o
pioprio
Carlus
VII
é
seu instrumento
!
E
o go
verno
de Madrid
qne quer
matar
a
legi
limidade
pondo
em
campo os
que
con
quistam
a
corôa ao rei
legitimo!
Veriam!
Veriam
!
se
uos
entregassem
a
direcção da
causa
o
que
faríamos
!
Couquislava-se
tu
do
n
’
uio
sopio!
—
Dorregaray
enforcávamos
>nós
como
traidor.
A
Mestre
lançavamos-
ihe
em
rosto
a
sua
infame
dedicação,
a
sua
traiçoeira
lealdade,
a
sua inerte acli-
viuade
e
zêlo
!
Aos
voluntários
de
Deus,
Patria
e
Bei (lavamos
uma
ração
de
opio,
e
que
se
deitassem
a
dormir.
Em
poucos
dias
estaria
Carlos
VII
em
Madrid,
e
lhe
diríamos
—esperae !
Tudo
estaria
con-
emido.
Henrique
V
!
Pois
é
coisa
que
se
con
sinta
que
Henrique
V
esteja atraiçoando
a
causa legitimista
1
Pois não
se
vê
claro
que
indo
isto
é
utn
plano
do
liberalis
mo?!
Pois
quem
póde crêr
que
uão
é
o
governo
de
Madrid
de combinação
com
o
de
Versailles
que eslá
ajudando
os
le-
gitimislas
de
toda a
parle
a
porem-se
em
campo, para
quando
os
apanhar
fortes
e
unidos com
as arruas
ua
mão,
fazer
como
o general
Boom
fez aos
inimigos da Grau
Duquesa de
Gerolstain,
que
«Com
biscouto,
e
mais biscouto.
Foi
deitando
tudo em
terra
!»
Ah!
Olhos de linces
que
nós
temos!
Isto
é
que
é
vêr
claro
!
E
digam
lá
se
Bouaparie
não
conquistaria
o
mundo
em
peso
com
um exercito
tão
leal e
tão
de
dicado
como
esse
que
ahi grita
«união
a
dormir».
Durregaray,
Mestre,
Lizarraga,
Elio,
Trislauy,
homens
malditos
da
legitimida
de,
pois
que
nos
sacriíicaes
por ella!
Trai
dores!
traidores
sois
lodos!
Nós
é
que
não
somos
traidores:
somos
constantes
na
prudência,
como
foi
o
heroico,
o
virtuoso,
o
pairiuiico
general
Cabrera,
que
como
nós
disse
ao
partido
legitimista
:
«legili-
misla
sou
eu, recostado
na
minha
cons
tância e
prudência,
uos
lôfos
cumtnodos
<lo
meu
paLcio
de
Virgínia
Water.
Vós,
ó
soldadas da
legitimidade—esperae,
ireis
comigo,
quando
eu
fôr.»
E
loi
I
Mas os
soldados
de
Carlos
VII
não
acompanharam
o
heroe
da
conslancia
e
prudência;
e
o
seu
esperae
traduziu-se
em
infamia.
•
Nos cá
lambem
lemos
Cabreras, que
são
laureados
heroes
da
antiga
legitimi
dade,
mas
que pregos
ao
governo
liberal
pelas conveniências da
barriga,
ainda
gri
lam aos
legitimislas—
esperae !
Esle
esperae quer
dizer:
esperae que
nos
engordemos
mais.
Não
deis á
legiti
midade
o
que
queremos
para
nós,
a-
vos-
«a
actividade,
o
vosso
serviço.
A
Carlos
VII
qoe
espera
ainda
o
vosso
apoio,
não
lhe
deis
um
real,
dai-o antes para nós.
Quem
vos
pedir
dinheiro
para Carlos
VII
é
traidor,
por
qoe
d’
esse
dinheiro
nós
não
aproveitamos
nada para as
nossas
pes
soas.
Já
vistes
que
especuladores
abusa
ram
da
vo<sa
boa
lé
para
vos
roubarem
em
nome
da
causa
carlista
;
isto
é
cili
ciai,
logo,
é
logico
que
não
deveis dar
os
vossos
cabedaes
por
meio
nenhum,
ainda
o
mais
seguro, para
a
causa
qoe
lucta
com
as extremas
dilficuldades
!
Embora
por
falia
de
recursos
possa
morrer,
isso
pouco
imporia
;
mas
quando
vos
batermos
á
porta
e
vos
pedirmos o
vosso
apoio
pa
ra
os
nossos caprichos
e
ostentações,
que
uão
revertem
em
proveito
da
nação,
mas
sim
em
nosso
proveito
;
ostentações
que
não
são
honras para
o
partido,
mas
sir-
vilismos
nossos
que
nos
dão
utilidade,
não
nos
recuseis
coisa alguma.
Esperae,
como
esperaram
nossos
paes
;
encontrareis
o
que
elles
encontraram,
a
paz
dos
túmulos!
Depois
sereis
heroes
e
felizes.
Havereis
sacrificado toda
a
vida,
mas
lá
da
eternidade,
ao
lado
do conde
de
Bastos.
d’esse
honrado
legitimista,
que
dei
xando livre
a
capital
ás
hordas
liberda-
deiras,
dizia aos
seus
—
esperae; lá
das
aluíras,
onde
vos
chegará
sem
duvida
ás
portas
da
eternidade um
jornal
qualquer,
lereis
como gloriosa recompensa,
senão
om
insulto,
pouco
mais
ou menos
as
seguin
tes
pala
vi
as:
«Falleceu
o nosso
amigo
o
ex.
’
no
e
rev
1110
snr.
Anastaeio
Esperança,
sineiro
que
foi da
egreja
da
mesma. Honrado
le-
gilimisla,
nunca
nos
voltou
as
costas.
A
’
soa
familia, qoe
ficou
a
morrer
de
fome,
sentimos
nào
poder
enviar
mais
do
que
os
nossos pesames.
Uin
Padre
Nosso
por
sua
alma».
E
se
deixardes
filhos,
um
dia
sobre
a
terra
que
vos
cobrir
a
ossada
na
va'a
ra
sa
dos
esquecidos
elles
vos
dirão: ah
meu
pae, por
quem
le
sacrificaste
tu ! Por
quem gastaste
vida,
fortuna,
gloria,
tran
quilidade
e trabalho!
Elles
te
mentiram
oas
buas
esperanças,
elles
me
insultam
na
minha
orfandade!
Tu
lhes
consagras
te
a
tua
honra,
elles
me
assaltam a
mi
nha,
que
é
a
tua
lambem!
Ensinaste-
me
a
religião
das
crenças
que linhas,
não
vês
lá
do
tumulo
que
elles
n/as
arran
cam?
Jurei
á
lua
memória
vingar-te
das
allroulas
do
adversário,
mal
arranco
a
es
pada,
feiem-me
os
teus
com
ella própria.
Eu
quero a
vida,
a
gloria
do
teu
Deus
e
da
tua
patria,
elles impõem-me
o
si
lencio
dos
tumulos
e
a
apathia
em
que
te sentiste
morrer.
Quizetde
viver
para
elles,
elles
querem
matar-me
para
si
!—
Ah!
oão posso
vingar-te!
Deixaste
qoe
se
esterelisasse
o
campo
onde
podiam
ve
getar as
flores
que
le
adornariam
o
tu
mulo,
dorme,
dorme
ua
paz
do
olvido.
Entregaste
a
patria, a
honra,
tudo
ao
«es
perae»,
que
elles
te
disseram;
espera,
pois,
ainda,
que quando
eu ahi
chegar
a
esses
bumbraes,
levar-te-hei
a
noticia de
uma
desillusào
mais
e
de
uma
patria
de
me
nos
!
Esperae
!!
B.
DE
SENNA FREITAS.
A
?«
*&!
acção» do
aApostolo».
Londres,
23
de
novembro
de
1875.
(.Conclus&oJ
III.
—
Nos
despachos telegráficos
do
«Ti
mes»,
acha-se
o
seguinte de
Roma,
em
data
de hontem:
«As
questões sobmettidas ao
Vaticano
pelo
bispo
de Oliuda
em
nome
do
Gover
no
do
Brazil
foram
apresentadas ao
secretario
de
estado
para
os
negocios
<c-
clesiaslicos.
A
Congregação
ainda
não
as
sentou
em
decisão
dos
pontos de
que
se
trata.»
IV.
—
Hontem
se
anuunciou
o fallecimen-
to
do
duque
de
Modeua,
em
Vienua, no
dia
20,
de
apoplexia.
Era
urn
excedente
homem
e
um excellenie
príncipe;
perém
tinha
o
grande vicio
de
ser Itgitimo
e
catholico
principalmenle
;
portanto,
de
vem
ter
todos
os
defeitos
moiaes
e
po
líticos
com
que
um
soberano
póde
arruinar
uma
nação
;
e
por
consequência,
é uu» al
vo
excelleole
para
os
tiros
protestantes do
«Times»,
cujas
sympalh
as só acompanham
pérfidos
Cavonrs,
flibusteiros
Garibaldis,
truculentos
Bismarks,
e
indo
quanio mili
te
contra
os sãos
princípios
de
governo
apoiados
na
religião catholica, e
na
«;
<
ral
que
cila
inculca
e
prega.
Fiel
á sua detestável
missão,
o jornal
inglez
aproveita o
ensejo
para
cuspir
seu
fel
protestante
ou anli-catholico
(que
é
a
es-
senc'a
da
folha),
contra
todos
os
prínci
pes
e governos
que
se
não prestaram ob
sequiosos
a
admitiir
as
lheorias
inglezas
;
em
cujo
fundo
está
como
hase
constante,
guerra
ao
Papa,
isto
é,
á
Egreja
Catholica,
para
tratarmos
de
limpar o
terreno, e
plan
tar
netle
o
protestantismo
anglicano,
por
el
le
dominarmos
então e
desfi
ularmos
o
mun
do, como
senhores
absolutos
delle
no
espiri
tual
e
no
moral,
como
no
polilico
e
finan
ceiro, no
commercial
; e por
ahi
virmos
a
ter
um
domínio
quasi
universal.
«Era,
(diz a
folha
arrogante
a
respei
to
do
duque)
um
representante do amigo
sistema
monarchico,
que nós
tivemos
a
for
tuna
de
quebrar
uo século
XVII,
sem
des
truir
a
continuidade
de
nossas
instituições.>
E
a
Inglaterra,
e
o
«Times»,
que
as-im
se
gabam
de
ter
conservado,
aprsar
da
revolução,
o
fundo
de
suas imiluições e
constituição,
nào lem f
ilo
outra
cousa
n
’
es-
te
século,
e
já
nos
lios do
passado, senão
incitar
e
iutugar
paia
destruir
as
institui
ções
e
constituições
de
outros
paizes,
e
embutir
lhes uma
similhauça
falsa
das
suas
próprias
d
’
ella
!
E
’
porém
muito
notav
I
e
de
advertir,
como
tod..s
ts
esforços
in
gleses,
maquinações, intrigas,
inlcrveuções
tem sido exercitados
cout
a
as potências
catholicas,
e
suas
possessões
ou tolouias.
Primeiramente nào ha
duvida,
que
o
li
beralismo
inglez, de accordo
com
o
stu
protestantismo,
loi
um
«los
motores
e
in-
ciiautes
da
primeira
e
grande
revolução
franceza
;
que
prend
J
u,
julgou,
coud<
mouu,
e
assassinou
Luiz
XV|,
como
a
Inglaterra
o
tinha
feito
a
Carlos
I.
Se
depois
a
mes
ma
Inglaterra
se
poz
a
combater
e a
coa-
lisai
ioda
a
Europa,
contra
a
mesma
Fran
ça,
é
porque
esta,
sob
os
auspícios
de
Bo-
naparte,
começou
de
ameaçar
os
interes
ses
inglezes.
Pois
é
sabido,
que
ao
prin
cipio,
e
ainJa ua
occasião
do
assassinato
de
Luiz
XVI,
havia
aqui
muito quem
sym-
palhisasse
com a
tal republica
franceza
—
ale
porque
enião
a
França
linha
cessado
de
ser
a
nação
chrrtianissima
e
o
braço
direilo
da
Egreja
Catholica.
Depois
d’
isso,
veja-se
como
as
in
trigas
inglezas
foiam
sempre
contra
a
Hispanha,
Portugal,
a
França
da
restaura
ção,
Áustria,
Nápoles,
e
os
outrus
E-iados
de
Italia
menos
o
Piemonte,
que se tor
nou um
instrumento
imeiramenle
nas
mãos
da
Inglaterra
e
dirigido
por
ella.
—
Comp-
lon,
o
ministro
ingiez, que
tantos
annos
esteve
em Turim,
sendo alli
um
verdadei
ro
procônsul
inglez,
de
quem
o
proprio
Cavour
(que
aqui
linha
imhebido
todas
as
ideias
e
sympalhias
ingleza-)
não
era
mais
que
um
instrumento
e
mascara.
Já
quan
do
fui
da
revolução
de 1819,
que
o
Pie
monte,
aproveitando
os
trnbaraços
da Áus
tria,
pelos
efieitos
da
mesma revolução,
se
apoderou
da
maior
parle
da
Lombardia,
todas
as
negociações foram
conduzidas
por
Compton e Palmertlon,
como
se o
negocio
fosse
inglez.
Tanto assim,
que a
Áustria
nrndou
aqui
de
proposito
o
con
selheiro
Hummebaur,
a
tratar
os negocios
concernentes
á
Lombardia (occupada então
pelo
Piemonte),
não
com
os
representan
tes
d
’este,
mas
com
Lord
Palmerston e
o
governo
inglez.
A
Inglaterra
teve
sempre
relações
de
grande
fraternidade
e sympathia
com
os
Waldenses
no Piemonte,
protestantes
co
mo
ella
;
e
cultivou
e
fomentou
ali sem
pre
aquella
semente ou
fermento,
com
que,
segundo
a
sentença
de S.
Paulo,
es
perava,
e
afinal
conseguiu
corromper ao
menos
politicamente
toda a massa
«Italia
na».
U
artigo
do
«Times»
é
recheado
de
revelações
deste
rancor
eniranhavel con
tra
o
calholicismo
e
instituições
caiholicas;
vê-se
que
o
odio
contra
líorna catholica
domina
em
cada
palavra,
em
cada
syllaba.
Nada
menos de
tres
vezes vem
couce aos
jesuítas
no
artigo
;
e
ioda
a
pessoa
que
oão
seja
céga
de
espirito,
perceberá
logo,
como esta
raiva
anli-jesuilica
é
por tabel
la
dirigida
contra
o
Papa.
A
proposito
do
duque
de
Modena,
traz
o
«Times»
á baila
ern
sua
linguagem
ar
rogante
e
insultante,
Henrique
V,
Dom
Carlos,
e
os
mais
príncipes,
vil
e
traido-
rarnente
despojados na
Italia
de
seus Es
talos
;
nào
tendo
na minima
conta
direi
tos,
posse,
equidade,
justiça
; mas
trocan
do
isso
tudo pelo
interesse
protestante
do
liberalismo,
que
deve
preferir
a
iodos
os
outros
interesses
por
mais indubitáveis,
le
gítimos
e
sagrados
qne
sejam
!
V.
—
Ha,
sem
duvida,
motivo particu
lar
para
os
papeis
inglezes
esconderem
as
noticia de
Hispanha
concernentes á
guer
ra
de
D.
Carlos
;
pois,
sei
que
não
teem
querido
publicar
algumas
cartas,
oltima-
tnenle,
de
seus
proprios
correspondentes.
Nào
deixa,
comtudo,
de
haver
alguns
lac
to
que merecem
ser
referidos.
Os
carlis
tas
não
leem,
é
verdade,
adiantado
muito
sobre
o
território
occupado
pelo
inimigo;
tem
porém
repllido,
com
perdas
considerá
veis
de
seus
adversários,
vários
ataques
*
*
parciaes
feitos
por
estes.
E
ha um
facto
assás curioso,
e
que
mostra
como
elles
estão
em
Navarra
sollrivelmenle
senhores
de
si;
basta
dizer,
que foram, ha dias,
to
mar
duas
locomotivas
ferroviaes á
estação
mesmo
junio
a
Pamplona, e
as levaram
para
seu
proprio serviço
nas
linhas
qoe
tem
suas
nas
provincias
;
sem
que d’
aquel-
ia
forte
praça
occupada pelos
Aflonsiuos,
accudissem a
impedir
os
carlistas
em
sua
empresa.
A
carta
de
D
Carlos
a
D.
Af
fonso,
oílerecendo-lhe
tregoa
e
cooperação
para
defender
Cuba,
parece
cousa
de
di
vertimento
;
porém
mostra
que D.
Carlos
está
desaffogado.
Será
bom
que
o
«Commercio do
Mi
nho»
ajude
lambem
a
desmascarar
a
In
glaterra,
e
a
despapalvar
os
nossos tolei
rões
liberangas,
antes
que
as
orelhas
de
Mídas
continuem
a
crescer-lhes
de
tal
ma
neira
que mais oão possam
usar
de cha
péo,
pois
que
já
são
de
respeitável
ta
manho
—
benza-as
Deus
!
Londres,
12
de
dezembro
de
1876.
Â. R.
SARAIVA.
Noticia» d’fili»panha.
Sào
do
correspondente
de
Madrid
para
a
«Palavra»
as
transcripções
que
passamos
a
fazer
:
O
facto de
que
dous
membros
das
de
putações
vascas
affectas
ao
governo,
e
ás
quaes os
carlistas
chamam iliegaes,
por
que na
realidade
não
loram
eleitas
na
conformidade
do
foro,
mas
qoe
oão dei
xam de
ter
importância,
o
facto,
digo,
de
qoe
dous
d’
e»ses
membros
abandonas
sem
repenliuainenle a
côrte
e
se
retiras
sem
para
o
seu
paiz,
não
se
sabe se
com
intenções
hostis ou
se
para
renunciar
aos
cargos
que
exercem,
o
que
já
seria
mui
lo,
impressionou
bastante o
governo,
mas
nào tanto como
a
decisão
do
antigo
che
fe
carlista Ugarte.
Este
veterano da
guerra
dos
sete
an
nos,
muilo
bem
conceituado
no
seu
par
tido,
e
a
cuja
popularidade
nas
provin
cias
vascas
apenas
se
podia
oppor
ao
do
defuncto
Andechaga
que
em 48 horas
su
blevou
nos
valles de
Biscaya
4.000
ho
mens,
permanecia retirado
em
sua
casa
sem
querer
entrar
na
Iucta,
considerando
que
ain
la
era
possível resolver
as
ques
tões
pendentes
de
um
modo
pacifico;
po
rém
ao
conhecer pelo
que
vae
vendo
que
se
tracla da
velha
e
veneranda
le
gislação
do
paiz
em
que
nasceu,
aban-
donou
o
seu lar e
apresentou-se
a
D.
Carlos
pedindo-lhe um
posto
d
’honra
e
de
perigo
para
defender
as
franquias
e
li
berdades herdadas
de
seus
maiores,
a cu
ja
sombra
nasceu
e quer
morrer
(palavras
textuaes).
O
príncipe,
como
póde
conce-
th
*
r-se,
recebeu-o
com
as
considerações
devidas a
um
homem
de
sua
importância,
e
que
lanios
serviços
póde
pvestar-lhe»
Primeiro
que
tudo aconselho
os
leito
res
a
que
não
dèem
ouvidos
ás
noticias
publicadas pelos
periódicos
d
’
aqui sobre
dissidências
e
desgostos
entre
os
chefes
do
caHismo
em
armas,
pois todas
as
no
ticias
que lenho
affirmam
o
contrario.
No
conselho
de
generaes
celebrado
ut
limamente
em
Tolosa,
sob a
presidência
de
D. Carlos,
deram
muitos
d
’
eiles
pro
vas
de
verdadeira
abnegação offerecendo
se
a
desempenhar
cargos
inferiores
á
sua
calhegoria,
ou a
trocar
os
qne
exerciam
por outros
mais
modestos,
se
assim se
(julgasse
conveniente
para
o
melhor
ser
i
viço
da
causa
que
defendem,
e
as
nomea
ções
feitas
e
sem
lilubiar
acceilas
provam
que
isto
é
exacto.
Nas
medidas
adoptadas
nota-se
o
pre
domínio concedido
ern
vespera
de
opera
ções
ao
elemento
joven
dos
chefes
milita
res,
e
sem
que
eu
me
julgue
habilitado
para
dar
opinião
a
esle
respeito,
lenho
ouvido
dizer a
generaes
que a
guerra
mo
derna,
e
sobretudo
a
que
se
faz
no
Nor
te,
exige
o
vigor
e
a
resistência
dos
che
fes
moços, sobretudo
depois
de
adopta-
do
um
plano
de
campanha
com
o
conse
lho
dos
experimentados.
Seja
como
fór, é
certo
que
o
cargo
de
chefe d
’
estado
maior
general
do
exercito
carlista,
que
é
o
primeiro
depois
do de
commaodante
em
chefe,
qne I).
Carlos
reservou
para
si,
fui
conferido
ao
joven
conde
de
Caserta,
príncipe a
quem
se
atlribuem
muitos
dotes
militares,
que
fez
a
sua
carreira
no
exercito
austríaco
e pro
vou
o
seu
valor
e
inteiligencia
na
guerra
que
hoje
vae
dirigir.
Enlre
esses
rasgos de
modéstia,
a
que
alludi
mais
acima,
destaca-se
o
do
velho
general
Sesca
que
de
chefe
da
divisão
navarra
não
hesitou
em
descer
ao
segundo
posto
para
que
se conceda o
primeiro
a
Pérula,
tornando-lhe
assim
meoos
penoso
o
passar
de
chefe
d
’eslado-ma'or
general
a
cornmandanie
general
da
dita
divisão,
ficando
assim
o
referido
Sesca
ás
ordens
de
um
chefe
que
nem
era
militar
quando
elle
já
tinha
chegado
aos postos
elevados
da
profissão,
pois
qoe
é um
veterano
da
guerra
dos
sete
annos
que
tinha
tres
ga
lões no
canhão
do
seu
casaco
ao
terminar
aquella
Iucta.
Os
carlistas
melhoraram
lambem estes
dias
em
quanto
a
petrechos
e
vestuário,
graças aos
4
milhões
de francos
que por
conta
de
sua
herança
recebeu
D.
Carlos,
sendo
de
lodo o
ponto
inexacto
que
im
petrasse
mais
recursos
do
que
os que
com
elle
são
co-herdeiros,
porque
a
sua
exce
de
a
80
milhões
de
francos.
O
que
esle
faz
é
continuar
negociando
em
Paris
a
entrega de maiores
quantias
para
pol-as
á
disposição
de Trislany,
que
de
Catalunha
annuncia
estar
o
paiz dis
posto a
reprodusir
o
levantamento
se
se
lhe
facilitar
dinheiro,
porque
as
povoações
estão muito fatigadas
pelas
exacções
que
leem
supporlado
em
tres
annos
e
meio
de
Iucta.
Alguma
coisa
de
exacto
deve haver
n’aqueiia
esperança
porque
o
general
Mar-
linez
Campos,
esquecendo-&e
da
sua
mo
deração,
publicou
um
bando
verdadeira
mente
feroz,
impondo
penas
terríveis
aos
que
se
levantem
em
arinas;
e isto
só
se faz quando
ha
verdadeiros
receios.
D
’
es-
le
bando
me occuparei
na
minha próxi
ma.
GAZETILHA
Cura
miraeuloBa
operada por
Pio IX.—
Na
secção
Chronique
du
Vali-
can
dos
Annales
Calholiques,
de
18
do
corrente
desembro,
lemos
o
seguinte
facto,
narrado
por
um
correspondente
do
Cour-
rier
de
tíruxelles
:
Estou
no
caso,
diz
o
correspondente,
de vos
narrar
em
todos os
seus
detalhes,
por
informações
as
mais seguras,
a
cura
milagrosa
operada pela
bênção
pontifical.
Traia-se
(fuma religiosa
do
Sagrado
Co
ração,
a
R.
Madre
Juha
N..
, íilha
d
’
um
dos diplomatas
mais
distinctos
da
Bélgi
ca.
Em
consequência d’um
violento
ataque
de nervos,
a
R.
Madre Julia
tinha
o braço
direito inteiramente paralitwo
e
disforme,
a
tal
ponto
que
lhe
era
pi
eciso
susten-
!al-o
sobre
uma
pequena
*
p<r
ancha
com
o
auxilio
de
ligaduras.
As
«tenhas
da
mão
tinham-se
tornado
negras
e
os
ossos
dos
dedos
e
do
cotovelo
eaèa-va
m
deslocados.
Vãmente
os
médicos
tiohafla
aconselhado
á
enferma
a
mudança
de
clima, na
espe
rança
de
que
por
esse
mei-o
acharia
al-
livio
ás
suas
dôres.
Ena
Vienna,
para onde
immediatameale
se
fex-
transportar,
depois
em
Roma,
onde
chegou pelos
fins
de
se
tembro,
o
mal
peioroa
*
de
ruais
em
mais.
No
entretanto
a
R. Madre Julia nuiria
uma secreta
confiança
de
ser
curada,
e
de
o
ser em Roma
mesmo,
comtanto
que
ella
podes-se
ver
o
Santo
Padre.
Esta
con
fiança
manifestou-a
ella
a
muitas das
suas
companheiras.
Com
efleito,
uma
audiência
foi
solli-
citada
e
obtida
a
19 d’oulubrv
passado.
A
doenle,
que
se
achava
em
Lanl,
casa
de recolhimento
dirigida
pelas
Damas
do
Sagrado
Coração,
transportou-se
ao
Vati
cano,
acompanhada
por
algumas
religiosas
e
por uma
sobrinha
de
S.
Sanlidaoe
que
passa
uma
vida
retirada
em
Triniié-du-
Mont,
estabelecimento
de
educação que
igualmenle
dirigem
as
Damas
do
Sagrado
Coração.
U
Santo
Padre,
surprehendido
com
o
pedido
da
cura
que
lhe
era
feito,
e
tal
vez
querendo
laiabem
pôr á
prova a fé
da
doenle,
lhe
diz: «Minha
filha,
eu
não
lenho
o
dom
dos
milagres»;
mas
acres
centou
:
«Tende
confiança
em
Deus,
por
que
nada
é
impossível
á
sua
misericór
dia»,
No
entretanto
como as religiosas,
e
parlicularmeote
a
sobrinha
do
Sanio
Padre,
insistissem para
que
elle
proprio
houvesse
por
bera
recornmendar
a
enfer
ma
a
Deus
e
abençoal-a, o Papa
reco
lheu-se
um
instante
em
oração,
com
as
mãos
erguidas
e
os
olhos elevados
para
o
céo,
e
depois
dirigindo-se
á
doente:
«Minha
filha,
tende
a
fé,
lhe diz,
esta
fé
que
transporta
as
montanhas».
Repetiu
lhe
muitas
veses esias
mesmas
palavras,
e
tendo-lhe
pe<guniado o seu
nome,
tor
nou
a
insistir
sobre
a
sua
íé
;
«Santa
Ju
lia,
diz elle,
deu
a
vida por
Jesus
Christo,
e
provou
pelo
seu martírio
quanto
a
sua
íé
era
ardente».
Tendo
em
seguida
to
mado
o
anel
da
profissão
religiosa
que
a
doente
levava
na
mão
esquerda,
o Santo
Padre
abençoou-o
e
fel-o
coliocar
oa
mão
direita.
—«N’esle
mesmo instante,
conta
a
R.
Madre
Julii,eu
senti
a
vida renascer
na parle
paralisada,
e
o
sangue
circular
tle
novo
em todo
o
braço
direito».
O Pa
pa
mandou-lhe
então
fa-
*
er
o
signal
da
cruz,
mas
como
insiiuclivamenle
e
em
consequência
do
habito
adquirido ella
o
ia
faser
com
a
mão
esquerda:
«Não,
oão,
d
’
esse modo,
diz o
S^oto Padre, é
ne
cessário
faser
o
sigoal
da cruz
com
a
tnão
direita,
um
sigoal
da
cruz
catholico».
E,
com
efleito,
a
R.
Mádre
Julia ponde
persiguar-se
com
a
niâo direita, postoque
hesitando
ainda
e
com
alguma
dilliculda-
de.
Por
ordem
do
Santo
Padre
fez
um
segundo signal da
cruz,
e
d
’
esla vez
sem
a
menor
hesitação,
e
d’
um
modo
perfeito.
Ella
estava
curada.
De
regresso
a
Lanl,
a R.
Madre
Julia
poude
escrever,
no
pro
prio
dia,
uma
longa
carta
de agradeci
mento
ao Santo
Padre,
e
a
escreveu
com
a
mesma
mão,
que,
algumas
horas
antes,
eslava
paralisada. A
cura
não
deixa nada
a
desejar.
As
unhas
das
mãos
retomaram
a
sua
côr
natural
e
os
ossos
dos
dedos
e
do
cotovelo
se
removeram
ao
seu
lo-
gar normal.
E
’
sem
duvida á
reserva por
mui
pru
dente e
modesta
das
Damas
do Sagrado
Coração
que
é
forçoso
attribuir
o
silen
cio
que
alé
hoje
tera
sido
guardado
sobre
esle
fado
prodigioso.
Tive
a primeira
no
ticia,
ha
alguns
dias,
pelo
proprio
medico
que
assistia
á
R.
Madre
Julia.
Muitas
pes
soas
m
’
a
teem
depois
confirmado.
Emfitn,
eu
colhi
os
detalhes
acima expostos
das
próprias
religiosas
que
tinham
acompa
nhado
a
enferma
á
audiência. Era
tempo
que
a
verdade
toda
inteira
fosse
divulgada,
para
gloria
de
Deus
e
de seu
Vigário.
Eleição.
—
A
eleição
a
que
no
domin
go
ultimo se
procedeu
ua
Assembleia Bra
carense, deu
o
resultado
seguinte:
Presidente.
—
João
Carlos
Pereira
Loba
to
d
’Azevedo.
Vice-presidenie.—
José
Joaquim
Gomes
d
’Araujo
Alvares.
1.
°
secretario.—
João
Feio
Soares
d
’Aze-
vedo.
2.
°
secretario.—
Anlonio
José
Pereira
de
Magalhães
Júnior.
Thesoureiro.—
José Baptista
Corrêa.
Directores.
—Anlonio
de
Simas
Macha
do.
José
Alves de
Moura.
Maooel José
da
Silva.
Bento
da
Luz
Pereira
da
Silva.
Antonio
Plácido
de
Vasconcellos
Pei
xoto.
Anlonio
Mana Pinheiro
Ferro.
Maooel
Ignacio
d
’
Oíiveira
Braga.
João
de
Paiva
de
Fana Leite
Brandão.
José
Brandão
Pereira
Anlonio
Maria
Pinheiro
Torres
e
Al
meida.
Anlonio
Santos d
’
Azevedo
Magalhães.
José Luiz
d
’
Oliveira
Pessa.
Substitutos.
—
Bernardo
Marques
Coelho.
Claudino
de
Souza Menezes.
Gaspar
Falcão
Cotia de Menezes.
Albino
Pimenta d’Aguiar
Castello
Branco.
José
Jusiino
Fernandes
Dias.
Antonio
Adelino
de
Magalhães
Mou-
liobo.
Agostinho
Alves
de
Moura.
Joaquim
Maria
da
Cosia
Rebello.
Alfredo
Alves
Passos.
Simão
d
’
Araujo Esmeriz.
Álvaro
d’
Almeida Navarro.
Manoel
Simões B>aga.
Correapoadeneia
de .TIadrid.-—
Não
recebemos
hoje
carta
do
nosso
illus-
ire
correspondente
de
Madrid,
talvez
por
ser
extraviada
nos
correios.
As
eleições de
eamarn muniei-
pal
no
concelho
de
MUraitdella.—
Escrevem-nos
d’
aquella
localidade
o
se
guinte
:
•
O
partido
historico,
que tão arrogante
se mostrou
no
dia 9 de julho
de
1871,
qne
alé
um
de
seus
membros
chegou
a
dizer
ptiblicamenle
,
na
assembleia
de
Avidagos:
«não
hão
de
aqui tornar»,
diri
gindo-se
aos seus
adversários
políticos;
quatro annos
depois
soffre
uma derrota
eleitoral,
e
não
voe
a
urea
eleição.
A
camara
municipal
ao
ver
aproximar
a
eleição para o
bienuio
de 1876
a 77
receiou
perdel-a
e
como
ultimo
recurso
manda
qoe se
faça
em
cinco
assembleias
e
não
em
tres
como
era
de
costume
ha
muitos
tempos.
O
concelho de
dislriclo
não
approvou
a
deliberação
da camara,
mas ella
não
cedeu
e
fez-se
a
eleição per
dendo-a
os
hisloricos por
472
votos.
A
eleição
ficou
nuila
pela
desobediencia
da
camara ao
concelho
de
districto,
e
leve
de
se
fazer
nova
eleição
no
dia
19
de
dezembro.
Os
hisloricos
temendo
maior
derrota
não
foram á
eleição,
ficando elei
tos, como
da
primeira,
os seguintes
cida
dãos
:
Antonio
de
Sousa
Pavão.
Dr.
Cândido
J.
M.
Baptista.
Frederico
A.
d
’
A.
Leite.
João
A.
X.
Ferreira.
João
S.
de
S.
P.
Lago.
Adriano
J.
B.
Pinto.
Sebastião
M.
de
Sampaio.
21-12-75.
Um
imparcial
d'aldeia
ihi
um
riWMrjaMCBWBWWPWMPMPaiPWMMMm»
NECROLOGIA
Mais
uma
vida
atirada
aos
abismos
da
eternidade
!
O
dia
21
de
novembro
de
1875
enlu
tou
uma
familia
!
Consummaram-se
os decretos
da
Provi
dencia.
Do
livro
do
destino
apagou-se
mais
um
nome.
A
sciencia
medica
não
ponde curar
os
estragos
d
’
uma
enfermidade.
Depois d
’
al-
gum
soffrimento
deixou de
existir
aos 33
annos
de
edade
a
exm.
a
snr
a
D.
Mana
Emilia
Moutinho de Sousa
Machado,
es
posa
exemplar,
mãe
carinhosa,
amiga pres
tante
e
sincera,
e
isto
a
par
d
’
um
espi
rito
esclarecido,
tornava-a
respeitada
de
todos.
Aquelles
que a
conheceram,
a
cho
ram,
porque
ella
foi
muitas
vezes
refri
gério
de
grandes
magoas;
e chora-a
lam
bem
a
pobresa
para
quem
a
sua
falta
se
torna
irreparável.
Era
aquella existência
muito
querida, pois
que
durante
o
seu
padecimento
não
deixou o
seu
leito
de
estar
cercado
dos
seus
parentes
e
de
mui
tas
outras
pessoas
que presavam
as
suas
qualidades.
E’
profunda
a
magua
que
aíllige
seu
constante
esposo
o
illm.
0
snr.
José
An
lonio
de
Sousa
Machado,
mas
sirva-lhe
de lenitivo
á
sua
dôr
os
muitos
desvdlos
e
caricias
com
que sempre tratou aquel
la
que
foi por
espaço
d
’
alguus
annos sua
companheira
fiel,
esiimando-se,
porém,
du
rante o
tempo
que
ella
soflreu.
Agora
levantemos
uma
supplica
ao
To
do
Poderoso, não
pelo
eterno
descanço
da
illustre
finada,
porque
essa certo
tem
o
prémio
das
suas
acções,
porque
Deus
lhe
cingiu
a
fronte
com
a
corôa
mais
bella
e
refulgente
do
que
todas
as
que
ornam
as
vaidades
do
mundo
—
a
corôa
da virtu
de—
;
mas
Para ff
ue
derrame
o
balsamo
da
resignação
no
seio
da
sua
familia,
qoe
hoje
deplora com
a
mais intensa
dôr
a
perda d
’
aquella que sempre
lhe
foi
cara.
Deixou
4
ou
5
íilhinbos
orfãos.
Ao
funeral
concorreram
muitas
pessoas
do
concelho
(Valle
Passos)
e
pode-se
di
zer
aíloutamente
que
na
freguezia
de
Car-
razedo
Monte
Negro,
onde
a
finada
falle
eeu,
nunca
houve funeral
tão
concorrido.
Avidagos 10
de
dezembro
de 1875.
M.
I.
M.
de
Moraes.
ASSOCIAÇÃO
CATHOLICA
AnHimeia-se
nos snrs. associa
dos
e
associadas qu» no «lia 1«le
janeiro
liaverá no salão «la Casa da
Associação, uma conferencia do
líirector Espiritual, que começa
rá
ás sete horas da noite.
a
rum
sem
medicina,
pur
gantes
nem
despezas
com
o
uso
da
delicio
sa
farinha
de
saúde,
DU
BARRY
de
Londres.
2?
3 annos
d’iaavariav©i
««©cesso
3 Depois
das
adessiões
de
muitos
mé
dicos
e de
vários
hospilaes, ninguém
po
derá
duvidar
da eílicacia
d
’
esta deliciosa
farinha
de
saude
que
cura as
indigestões
(despepzias)
gastrica,
gastralgia
, flegma,
arroios,
venlos,
flatos,
amargor
na
bocca,
pituitas,
nauseas,
vomilos,
irritação
intes
tinal,
diarrea,
dizenteria
,
cólicas,
tosse,
athsma,
falta
de
respiração, oppressão.
con
gestões,
mal
aos
nervos,
diabelhe,
debili
dade,
Iodas
as
desordens
no
peito,
na
gar
ganta,
do
alito,
das
bronchiles,
da
bexi
ga,
do
íigado,
dos
rins,
dos intestinos,
da
mucosa,
do
cerebro
e
do
sangue.
75.000
curas
enlre
as
quaes
contam-se
a
de
S.
S. o
Papa, do
duque
de
Pluskow,
da
ex
mfl
snr.
a
marqueza
de
Brehan,
do
doulor
Manoel
Saenz
de
Tejada,
da
Universidade
de
Cordova,
etc.
etc.
Cura
72.448.
Cadiz
3
de
junho de 1868
Não
posso
fazer
menos de
manifestar
a
vv.
s.
a8
os bellos
resultados
que
obtive,
administrando
o
seu
chocolate
de
Revales
ciére
á
minha
senhora.
Havia
muitos
an
nos
que
padecia
intensissimas
dores
in
testinas,
e insomnias
pertinazes
;
graças
a
este
surprehendente
especifico ficou
cotn-
pletainenle
restabelecida.
Ficando
reconhe
cidos,
aproveito esta
occasião
para
demon
strar a consideração
com
a
qual o
distin
gue
o
seu
altento venerador
—
V
icente
M
oyano
.
Cura
69.718.
Ticheville
(Orne)
20
de
março
de
1867.
Achando-me
peifeitamente
com
o
uso
que
fiz
durante
certo
lapso
de
tempo
da
Revalesciére,
tenho-a
administrado
a
varias
pessoas,
ás
quaes
produziu
inestimáveis
efleitos,
em
particular
modo
n’
aquelles
que
padeciam
de
hydropesia.
Tres d’
esles
cu
raram
completamente.
—A
tosse
produzida
por
uma
constipação
desappareceu
instan
taneamente
e
lambem
produziu
os
mesmos
resultados
nas
moléstias
da
retenção
de
orina
e
das
moléstias de
estomago,
afas
tando
de
qualquer
indivíduo
a
hypocon-
dria
P
adre
L
angevin
.
Seis
vezes
mais
nutritiva
do
que
a
car
ne
sem
esquentar,
economisa
cincoenta
vezes
o
seu
preço
em remedios.
—
Preços
fixos
da
venda
por
miudo
em
toda
a
pe
nínsula
:
Em
caixas
de
folha
de lata,
de
*
/
4
kilo,
500
;
de
4
|
2
kilo
800
rs
;
de
ura
kilo,
15400
reis;
de
2
*
/
2
kilos,
35200
reis;
de 6
ki
los, 65400 reis,
e
de 12
kilos,
125000
reis.
Os
biscoitos
da
Revalesciére
que
se
po
dem comer
a qualquer hora, vendem-se
em
caixas
a 800
e
15400 reis.
O
melhor
chocolate
para
a saúde
é
a
Revalesciére
elioeolaSada $
ella
res-
titue 0
appettite,
digestão, somoo,
energia
as
carnes
duras
ás
pessoas,
e
ás
creanças
e
mais
fracas,
e
sustenta
dez
vezes
mais
que
a
carne,
e
que
0
chocolate
ordinário,
sem
esquentar.
Em
paus,
ou
em
pó
em
caixas
de
folha
de
latadelO
chavenas,
500
reis;
de
24
chave
nas, 820 reis; de
48
chavenas,
15400;
de
120
chavenas,
35200
reis,
ou 25
reis
cada
chavena.
BARRY
DU
BARRY
C.a
—Pla-
ce
Vendòme, 26, Pariz; 77
Regent
Street
Londres
; Valverde,
1,
Madrid.
Os
plnrmaceuticos,
droguistas,
mer-
cieiros, etc., das ptoviacias
devem
diri
gir
os
seus
pedidos
ao deposito
Central
;
snr.
Serzedello
&
C.
a
Largo do Corpo
Santo
16,
ILisfeoa,
(por
grosso e miudo)
;
Carlos
Barreio,
rua
do Lorelo,
28;
Bar
ra!
&
Irmãos,
rua
Aurea,
12.
Forto,
J.
de
Sousa
Ferreira
&
irmão,
rua
da
Ba
nharia
77; de
bequeira ;
J.
Pinto
;
Desí-
ré
Rahir;
Coimbra,
V.
Botelho de Vas-
concellos
;
Aveiro,
F.
E.
da
Luz
e
Costa,
pharm.;
Barcellos,
Ramos,
pharm.;
Braga,
Pharmacia
Maia,
rua
dos
Chãos,
Pipa Óc
Irmão,
rua
do
Souto,
Domingos
J.
V.
Machado,
praça
Municipal.
Figueira,
Anlonio
Vieira, pharm.;
Guimarães,
A. J.
Pereira Martins,
pharm.
;
Fena-
fiel,
Miranda,
pharm.
;
Ponte
«lo Lima,
A.
J.
Rodrigues Barbosa,
pharm.
;
Po
voa
«So Varzim, P.
Machado
de
Oli
veira,
pharma.
;
Vianna
do Castello,
Affonso
e
Barros,
droguistas;
Villa
do
Conde, A.
L.
Maia
Torres,
pharm.
AGRADECIMENTOS
João
Leite
de
Macedo e
sua molher D.
Maria
da
Conceição Taveira e
Silva
Leite,
seu
pae
e
sogro
Manoel
José
da
Silva,
agra
decem
a
lodos
os
ill
mos
e
ex."
10
*
snrs.
que
os
cumprimentaram
e
assistiram
ao
enter
ro
de sua
presada
filha e
neta,
Maria
Bel-
mira,
que
teve
logar
no
dia 26 de
novem
bro proximo,
por
cuja
graça
lhes
protes
tam sua
eterna
gratidão.
(2878;
O
visconde e
viscondessa
da
Torre,
José
d
’Araujo
Azevedo
e
Vasconcellos,
Anlonio
d
’
Araujo
Azevedo e
Vasconcellos
Feio,
e sua
esposa
D.
Maria
José Vieira
Marques d
’
Araujo
Feio,
João de Sá
Cou-
tinho
e
sua
esposa
D.
Anna
Carolina
de
Araújo
Azevedo
e
Vasconcellos
Feio,
An
lonio
Alberto
da
Rocha
Paris
e
sua
es
posa
D. Maria
José
d’
Araujo
Azevedo Vas
concellos
Feio,
D.
Carlota
d’
Araojo
Azeve
do
Vasconcellos
Feio,
Álvaro
d
’Araujo
Aze
vedo
Vasconcellos
Feio, Francisco
d
’Arau-
jo
Azevedo
Vasconcellos
Feio,
José
Augus
to
d
’
Araujo
Azedo
Vasconcellos
Feio,
Ben
to
d
’
Araujo
Azevedo
Vasconcellos
Feio,
Vic-
torio
d
‘Araujo
Azevedo
e Vasconcellos
Feio
e
Alberto d’Araujo Azevedo
Vasconcellos
Feio, sentindo
immenso
não
lhes
ser
pos
sivel
agradecer
pessoalmente,
como
tanto
desejavam,
e
era
de
seu
rigoroso
dever
a
todos
os
ill
m
°s
e exc.mos
snrs.
tanto ec
clesiasticos
como
seculares,
que
no
dia
9
do
corrente
mez,
na
egreja
parochial
de
Soutello
honraram
com
a
sua
assistência
e
serviços,
o
funeral
de
seu
muito
presa
do
irmão,
cunhado
e
thio
Antonio
Feio
de
Magalhães
Coutinho,
barão
de
Soutello;
veem
por
esta
forma
testemunhar
a
lodos
0
seu
mui
vivo
reconhecimento
pelos
ob
séquios
recebidos, e
pelir-lhes
mil
descul
pas
de
0
não
fazerem
por
outro modo.
(2861)
(1G3)
Maria
Miqoelina
de
Jesus,
e
soa
filha
Anna
Emilia
de
Jesus
Vieira,
e
suas
sobri
nhas
e
sobrinho,
agradecem
a
todas as
pessoas
que
se
dignaram
cumprimenial-os
por
occasião
do
fallecimento
de seu prtsa-
do
irmão
e
thio
Francisco
José
Baplisla,
e de 0
acompanharem á
egreja dos
Congre
gados,
confessando-se
eteniamenle
reconhe
cidos
por
este
meio,
por
não
lhe
ser
pos
sivel
fazel-o
pessoalmente.
(2859)
Os
abaixo
assignados,
filhas,
neta e
genro,
vem
por
este meio
agradecer
a
to
dos
os
ill.nioS
e exc.inos
snrs.
que
se
dig-
uaram
cumpnmenlal-os
e
assistiram
ao
oílicio de
corpo
pieseule
na
egreja
dos
Congregados, e
responso
de
sepultura no
ceumerio
publico,
no
dia
3
do
corrente
pelo
eteino
descanço
da
alma
de
sua
muito
pre
sada
mãe,
avó
e
sogra,
D. Joanna
Maria
de
Brito,
protestando
a
lodos
0
seu
mui
vivo
e
eterno reconhecimento
e
gratidão.
Joanna
Maria
Gomes
de
Brito
Maria
da
conceição
Gomes d’
Araujo
Braga
Anna
Olímpia
de Brito
Sampaio
Anlonio
Lourenço
d
’
Araujo
Braga.
(2873)
José
de
Lima
Pereira,
e
suas irmãs,
fi
lhos
e
sobrinhos,
agradecem
por
este
meio
na
impossibilidade
de
0
fazerem
de
outra
forma
como
era
do seu
dever,
a
todas as
pessoas, especialmente
ás
de
suas
relações
que
se
dignaram cumprimentai
os
por
oc
casião
do
fallecimento
de
seu
presado
ir
mão
e
thio
José
Maria
de
Lima,
e
que
se
dignaram
assistir
aos
oflicios que
por
sua
alma
tiveram
logar
no
dia
25
do
correu-
te
na real egreja
de Santa
Cruz,
d
’
e-la
ci
dade, a lodos
protestam
seu
eterno
reco
nhecimento
e
gratidão.
(2876)
Maria
do
Soccorro Paiva
e
Aguiar,
Barlhoiomeu
José
de
Paiva,
capitão
em
Loanda,
João
Luiz
de
Paiva,
ausente
no
Rio
de
Janeiro,
e
Domingos José
de
Sou
sa
Aguiar,
agradecem
por
esta
fórma,
nao
0
podendo
fazer
pessoalmente,
a
todas
as
pessoas
que
se dignaram
cumprimenlal-os
e prestar-lhes
seus
serviços
por
occasião do
fallecimento
de
seu
presado pae
e
sogro,
Antonio
José
de
Paiva,
a
lodos agradecem
seus obséquios e
protestam seu
reconhe
cimento.
D.
Rosa
Clara
de
Lima,
seus
irmãos,
cunhado
e
sobrinhos,
agradecem
por
este
meio,
na
impossibilidade
de
0
fazer
pes
soalmente,
a
todos
os
ill.
m0S
e
exc.
mos
snrs.
que
os
visitaram
e
obsequiaram
por
occaõão
do
fallecimento
e
enterro
de
seu
presado
irmão,
cunhado
e
thio
0
ill.
mo
sur.
José
Maria
Lima da
Silva, cujo enterro
teve
logar
no
dia
18 do
corrente.
(2875)
Os
abaixo
assignados
siuceramenie
gra
tos a
todos os
cavalheiros
e
reverendos
ec
clesiasticos
e
mais
pessoas,
que no
dia
21
do
corrente
se
dignaram
assistir
aos offi
cios
de corpo
presente
na
parochial egre
ja
de Santa
Maria
de
Palmeira,
assim
co
mo
na
condução
para
0
cemitério
publico
d’
esta
cidade
de
Braga,
dos restos
mor-
laes
de
sua
sempre
chorada
mãe a
snr.a
Auna
Maria
Correia
Granja,
vem
por
es
le
meio
testemunhar
a
todos
a
sua
eter
na
gratidão
e
pedir-lhe
desculpa
de
algu
ma
falta
que
involuntariamente
tenham
commetiido.
Palmeira,
28
de
dezembro
de
1875.
Manoel
Anlonio
Fernandes
Granja
Antonio
José
Fernandes
Granja
José Fernandes
Granja
José
Maria
Fernandes
Granja
Manoel
Fernandes
Granja.
(2877)
-
0'2^^
AMNUN0Í0S
BANCO
C-U17IARÃÍÍS
Sociedade anonyma
—
responsabilidade
limi
tada.
São
convidados
os snrs. accionistas
do
Banco
de Guimarães
a
reunirem-se
em
assembleia geral
ordinária
no
dia
10
de
janei
ro
pelas
10
horas
da
manhã,
na
casa
do
mesmo
Banco,
para
os
efleitos
do artigo
41.°
dos
Estatutos.
A
lista
dos
snrs.
accionistas
está
á
disposição
dos
mesmos
—
em Guimarães,
na
séde
do Banco;
no Porto
e
Braga,
nas
respeclivas agencias.
Banco
de
Guimarães,
24
de
dezembro
de
1875.
O
secretario
da
assembleia
geral
(2878)
José
Joaquim
de
Lemos.
PREVENÇÃO
Antonio
José
Fernandes
e
sua
sobri
nha
Maria
Emilia Fernandes
d
’
Azevedo,
cereeiros
na
rua
Nova
de
Sousa,
d
’
esta ci
dade, previne
os
seus
amigos
e
fregue
zes,
que
continuam
com
0
seu
estabele
cimento
de
cera,
na
dita
rua.
Mais pre
vinem
os
seus amigos
e freguezes
de
que
sahiram
da
sua
casa
os seus
caixeiros
Manoel
Ferreiia
Pinto e
José Joaquim
Ferreira
Duarte,
no
dia
d
’
lioj?,
24,
cessando
n
’
es-
le
dia
toda
a
responsabilidade
que tinham
tomado
sobre
os
mesmos.
Braga
24
de
dezembro de 1875.
2872
RELOGIO
Perdeu-se um
relogio
no
largo
ou
boc
ca
das
rua
das
Agoas.
Que
0
achasse
e
0
queira
restituir,
dirija-se a
Paulo José
da
Costa,
no largo
da
Praça
do
Barão
de
S.
Martinho,
n.°
11, que
sabe
quem é
0
dono,
e
receberá
alviçaras.
f
„&^&.
(2880)
A17IS
O
Banco
Agrícola
e
Industrial
da
Estremadura
São
convidados
os
snrs.
accionistas
d
’
es-
te
banco
a
fazerem a
quinta
e
ultima
en
trada de
20
p.
c. ou
105000
reis
por
acção desde
0
dia
3
a
8
de
janeiro
pro
ximo.
Porlo,
séde
do
banco,
praça
de
Car
los
Alberto,
92.
Lisboa, rua
dos
Bacalhoeiros,
51,
ca
sa
de
David
Gonçalves
Chaves.
Braga,
casa
de
João
Baplisla
Lopes.
Em
conformidade
com 0
arligo
56,
§
unico
dos
estatutos
d
’este
banco previ
nem-se
os
snrs.
accionistas
que
nao
fize
rem
a entrada
acima
pedida
dentro
do
pra
so acima
marcado
que
lerão a
pagar
mais
utn
p.
c.
por
mez
pela
demora
que
hou
ver em
fazer
até
0
máximo
de
12
mezes
r
a contar
do
ultimo
dia
acima
indicada
e
findo
esse
praso
serão
as
acções
em
questão
consideradas
propriedade
do
ban
co,
sem
que
tenham
direito
a
reclamação
alguma.
Previnem-se
os
snrs.
accionistas
que
ainda
não
completaram
as
entradas
pedi
das,
que
se acham
ern
debito
de
1
p.
c.
por
mez
pelas
chamadas
em
divida.
Porto,
22
de dezembro
de
1875.
Os
directores,
Eduardo
Lyon.
Eduardo Ribeiro
Mendes.
(287!) Felix Plácido
de Sande.
EXEQO^S
A
Mesa
da
Sancta
Casa
da
Misericór
dia. d’esta
cidade,
deliberou
mandar
ce
lebrar
missas geraes,
e
uma
missa
solem-
ne
de
requiem
por
alma
do
fdlecido
Bem-
feitor
do
Hospital
de
S.
Marcos,
o
Rev.'110
Padre
Antonio
Joaquim
Nunes
de
Abreu,
Parocho
que
foi
na
freguezia
de
Moure;
roga
portanto,
a
todos
os
confrades
da
mesma
Irmandade
e
aos
amigos
do
finado
para
assistirem
áquelle
religioso
acto,
que
ha
de
ter
logar ás
10 horas
da
manhã
do
dia 3
do
proximo
janeiro
na
egreja
do
mencionado
Hospital.
Braga 27
de Dezembro de 1875.
O
Provedor,
Manoel
Juslino
Marques
Murta.
(2874)
(164)
ACHADO
Quem
perdesse
um
guarda-chuva
de
se
da
na
noute
de
19
para"
20,
desde
a
esta
ção
do
caminho
de
ferro até
ao arco
da
Porta
Nova, íalle
na
rua Nova
de
Sousa
n.
50.
(2869) (162)
ALFAIATE
Pinheiro,
alfaiate,
morador
no
campo
de
Sant
’
Anna,
n.°
3,
participa
ao
respei
tável
publico,
qoe
faz
todo e qualquer
fa
lo
que se
lhe
encommende,
pela
ultima
moda,
respoosabilisando-se
pelo
bom
tra
balho
que
sae
do seu estabelecimento.
(2865)
Machinas
de
costura
C'amg>o
«le 19. I
jíbíz
l.°
n.° 1
[Entrada
da
rua
dos Capellistas)
ARAÚJO
RIBEIRO
Acaba
de
receber
no«o
sortimento
das
afamadas
machinas
de
Singer,
legitimas,
e
silenciosas,
especialidade
na
verdadeira cons-
trucçào
e
perfeição
de
trabalho,
leveza
e
so
lidez.
Vende
a dinheiro
ou
prestações
meu-
saes.
Ensino
grátis.
Concerta
toda
e
qualquer
machina
de
costura
por
mais
diílicil
que seja
0
concer
to,
e
lem
pessoa
competente
para
isso, por
preço
commodo.
O
estojo
completo
para as
machinas
são
:
Costura
direita
—
bordar
a
soutache
—
fazer
pregas
em
peitos
—acolchoar
—
franzir
—
infiladeira
—
pregar
guarnições
sem
ali
nhavar
—
sobre-coser
—
melier cordões
—
abainhadeira
de
diversas
larguras
—
relroz,
algodões,
agulhas,
oleos,
etc.
N.
B.
De
lodos
estes
objectos
vende
se
separados,
ou
como
as
mesmas
machinas
PRIMEIRA
E
ANTIGA
PORTO
1
-
RUA
DAS
FLORES
-
3
NA
QUINTA
DE ROIUZ
FOBTO
(
junto
à
egreja
da
misericórdia
)
COHPHA
E VENOE
InseripçSes
de assentanaeBito
3-EUA
DAS
FLORES-
1,3
(
junta
á
egraja
da
misericórdia
)
SORTE GRANDE
«
è
.»
5.000$000
fe
RORIZ
JOSE
’
I.
FERREIRA
RORIZ
CASA
FELIZ
Eoteria
da
Santa Casa da
Misericórdia de
liisboa
Extracção
a
28
do
Corrente
ti
A
FORNECEDOR
DA CASA REAL
DEPOSITO
CENTRAL,
RUA IMS FLORES, 35 37 E 39
O
proprietário
annuncia
aos
seus freguezes, e
ao
publico,
qoe
ern
todo
o
sabão
fabricado
na
sua
fabri-
í
ca,
e que
na
mesma
se
vender,
ou no
Deposito
Cen-
£
trai,
se
fará
o
desconto
de 6
por
cento
sobre
o?
pre-
?
ços
estabelecidos,
de
uma
caixa
para
cima.
Satisfaz-se
tf
com promptidão
qualquer pedido
qoe
seja
feito do
di-
Ó
to
genero,
tanto d’
esta
cidade
como
das
provincias
e
se
garante
a
soa
boa qualidade.
Ditas de coupons
Ditas
de divida externa
Titulos
laispanlaoes internou
Ditos
externos
Coupons
dos
ditos já vencidos
'
Sacca,
loma
leiras
e
dá
cartas
de credito
bre
Lisboa e diversas
praças
estrangeiras,
e
se
encar
rega
de
compra
e
venda
de
titulos
de
divida
publica
nas
mesmas
praças.
SO-
JOSE
IGNACIO
FERREIRA
RORIZ
AFIANÇADO
NO GOVERNO CIVIL DO PORTO, NA CONFOR
MIDADE DO
EDITAL
DE
28
DE JULHO DE 1860
Tem
á
venda
no
seu
estabelecimento
bilhetes
intei
ros
a
55000
rs.
—
Meios
ditos,
a
25600
—
Quartos,
a
15300—
Oitavos,
a
680
—
Cautellas
de
500,
250
e
130
rs.
O
mesmo satisfaz com
promptidão
iodas
e
quaesquer
encommendas
que
lhe
sejam
feitas
das
provincias,
ain
da
que
sejam
em
grande
quantidade,
e
vindo acompa
nhadas do
seu
importe
ern
vales
dos
correio
;
e
no
íim
da
extracção
remelle
a
lista
dos
prémios
aos
seus
freguezes,
mas quando
a
não
recebam
em
tempo
com-
petente
lerão
a
bondade
de a
requisitar.
(Y *
)
V;
Alta novidade
para
inverno
Campo
de D.
Luiz
I,
n.e 1
(Entrada
da
rua
dos
Capellistas)
A. HI3EIRD
Fazendas
para
vestidos,
transparentes,
a
50
réis
;
ditas
de
lã,
claras,
a
100 réis;
ditas de
lã, escuras,
de 120
a
160;
saccas
de viagem
para
senhora,
de
500
réis
até
25000;
guarda-solinhos
para
senhora,
côr
de
café,
15000
e
1$200
réis;
ditos
para
hem
em,
I58OO
;
Manias
de
seda
pera
ho
mem e
senhora
120 e
140
réis;
ditas
mo-
dertas,
que
eram
de 600
réis
vende
por
240
; lenços
de
seda,
grandes, que
erão
de
900
rs.,
a
COO;
chitas
largas
com
barras,
a
90
téis;
ditas
de
côres,
sortidas, 90
e
400
réis,
e
fazendas de
novidades
tanto
para
banem
como
para
senhcra,
de tudo
tem de
maior
preço.
CÈPiCA
PARA
ÃRRÊNDÃR
A
Direcção
do
Asylo
de
Infancia
Des
valida
de
D.
Pedro
V.
d’
esta
cidade,
faz
publico
que
no dia
9
do
proximo
mez
de
janeiro
será
arrendada
a
quem
maior
lanço
oflertcer
na
secretaria
do
mesmo
Asylo,
roa
do
Alcaide,
a
cerca do
exlincto
con-.
vento
das
religiosas
da
Penha,
da
qual
a
mesma
Direcção
se
acha
em
posse
confe
rida
peia
auctoridade
competente
em
20
do
corrente
mez. A
chave do
portal
da
cêrca
póde ser
procurada
lodos
cs
dias
não
santificados
das
9
ás
3
horas
da
tar
de,
em
casa
de
Francisco
Xavier
Gonçal
ves
Lima,
no
largo da
Senhora
A
Branca.
Secretaria
do
Asylo,
22
de
dezembro
de
1875.
0
1."
societário
Antonio
José
Pereira
de
Magalhães
Júnior.
M
CHAPELERIA
DE
ALMEIDA
MAIA
(ANTIGA
CHAPELERIA
CAMPOS)
44—Bua do Souto—44—
Braga
Faz
publico,
por
este
meio
para
todos
cs
efieitos,
que lendo-se dissolvido
a
so
ciedade
que
girava,
sob
a
firma,
Campo»
«fe
AEi»eid&,
fica
de
hora avante girando
sob
3
firma
de
Almeida Maia,
onde
ba
«m
variado
sortido
de
chapeos
de
feltro,
caximira
seda,
das melhores
fabricas
Também
fabrica,
concerta
e
põe
á
moda,
com perfeição, todo
e
qualquer
chapéu.
Preços
os
mais rasoaveis.
(1-
*
)
BOdm
ffi OWU
O
professor em
artes,
lettras e
scien-
cias,
membro
do
clero
e
magistrados,
todo
o
medico,
cirurgião,
dentista
e
artista,
que
desejem
obter
0
titulo
e
diploma de
doutor
ou
bacharel
honorário,
podem
diri
gir-se a
Medicus,
rua
do
Rei,
46,
em
Jer-
sey
(Inglaterra).
(T
*
)
«
rua
DES.
MARCOS,
N?
5.1
3
V
ende papeis pinta
dos
liara
guarnecer
sallas,
lindíssimos
gostos,
a prin
cipiar
em
80
reis
a
peça.
Vende
olio,
tintas
e
vernizes
para
pinturas
de
?,
casas,
tudo
de
boa
quali-
B
dade.e
preços
muito
résu-
®
midos.
®
Vende
cimento
rorna-
do
para
vedar
aguas,
ges-
so para estuques
de
ca-
sas,
tudo
de
primeira
qua-
SI.
ie.
(ZD
g
Agente
esn
EBs*aga
ANTONIO
JOSE
’
ALVES DE
CASTKO
31.
Largo
da
Senhora
A
Branca,
31
Faz
as
seguinies operações
:
Desconta
leiras
da
terra
e
de
cambio.
Encarrega-se
da
compra
e
venda
de
pa
peis
de
credito.
Rtcebc
dinheiro
á
ordem
e
a
praso
abo
nando
juros.
Empresta
sobre
penhores
d
’
ouro,
pra
ta,
inscripções,
acções
de
bancos
e
com
panhias.
Saca sobre
praças
do
reino
e
estran
geiras,
onde
0
Banco
tem
agencias
(3
*
)
escola
americana
.
Extrai,
cura
e
conserta
cs
dentes
ca
riados, colloca
demes
artificies
com
pre-
feição.
Presta-se
a
chamados
fóra da
cida
de.
Consullorio,
Campo
de
SanfAnra
n.°
1,
das
8
da
manhã
ás
5
da
tarde
(2792;
João
Manoel
da
Silva
Guima
rães.—
Rua
do
Souto
n.°
43.
Compra e
vende
Acções
de
todos
os
Bancos
e
Companhias,
Inscripções
de
As
sentamento
e coupons.
(X»)
FOLHINHA
BRACARENSE
Para
a
cathedral, colegiadas, e
coros
do arcebispado, que
resam
o rito bracarense
Coordenada
e
mandada
observar
por
ordem
de S. Ex.
a
Bev.
ma
o
senhor
Ar
cebispo
Coadjutor.
Preço
..................................
200
réis
FOLHINHA
DE
RESA
Lo rito romano para a Archidio-
cese
Bracarense
Aticlorisada
e
coordenada
por
ordem
de
S. Exc.
a
Rev.
,na
o
Senhor
Arcebispo
Coa
djutor,
augtnenlada
com notas.
Preço.
.
.
.
140
rs.
FOLHINHA D’ALGIBE1RA
Ou a’manak ecclesiastico e civil
para o Arcebispado
de
Braga
Consideravelmente
augmentado,
com
notas
e
certeza
das abstinências
e
festivi
dade.
Preço
.................................
40 rs.
Vendem-se
em
mraga,
rua
Nova,
n.°
3, defronte
da
Misericórdia,
em
casa
do
snr. Bernardino
J.
da Cruz,
rua
do
Souto,
em
casa
do
snr.
Rocha,
e
Germano=CJ«i-
Btiarftes,
ern
casa dos
snrs.
F.
Martins
da
C.
Guimarães,
largo
da Misecordia,
e
livraria de
Teixeira
de Freitas,
a
S.
Dama-
SO,
Villa
Real, diaves, ViaB&Bva
C
A
b
-
cw
»,
nas
lojas
costumadas,
e
em
?5«r-
eeiBo»,
em
caza
do
illm. sr. Fernando
Cordeiro
em
frente
da
egreja
do
Senhor
da
Cruz.
ALMEIDA
&
PEREIRA
Largo do
Barão
de
S.
Martinho
n.°
18
Compram
e
vendem
acções de
todos
os
bancos
e
companhias,
e inscripções
(Fassentamento
e
coupons.
(I)
CHEGADO
Chegou
á
Livraria
Bracarense,
um
gran
de
sortimento
de
perfumarias,
da
melhor
qualidade.
Champanha, do
preço
de
I5OOO
até 15800
réis.
Assim
como
todas
as pu
blicações
mordernas.
Kalendarios,
para 1876,
por
diversos
preços.
Agendas
francesas,
para 1876, preços
diversos.
Paraiso
Perdido,
edição
de
luxo
(fran-
çais),
85000.
Tomam-se
assignaturas
de
qualquer
jor
nal
para
0
estrangeiro,
ou onira qual
quer
encommenda,
com
a maior
brevidade.
(2867)
BRAGA
: TYPOGRAPHIA LUSITANA — 1875. - É o formato de
-
comerciominho_29121875_438.pdf
Parte de Comércio do Minho (O)