comerciominho_27111875_426.xml
- conteúdo
-
Assigna-see
vende-se
no
escriptorio
do
editor
e
proprietário
J<3si
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova n.°
3
E,
para
onde
deve
ser
dirigida
toda a
correspondência
franca
de
porte.
—
As
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas;
assim
como
as
coiresponden-
cias de
Interesse
particular.
Folha
avulso 10
rs.
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS E
SABBADOS.
P
reços
: Braga,
anno
1 $600
rs.=«Semeslre
850rs.==Pron»n-
cias,
anno
2&4Ó0
rs
e sendo
duas
4â0G0
rs.=Semestre
t$25u
rs.
—
Brazil,
anno
4&400
rs.—
Semestre
2&300
rs.
moeda
forte,
ou
10^000
reis
e
5&500
reis moeda
fraca.
—
Annuncios
por
linha
20
rs.,
repetição 10
rs.
Para
os assignanles
20
%
d
’
abatimento.
Iplona
e
que
foram
cortadas.
O
unico
re
curso
que
fica
á
cidade são
as
aguas
do
rio
Arga, que
apesar
de
fi
tradas
não
po
derão
salisfaser
ás
necessidades
da
povoa
ção, pela dilfietildade
que
ha
em
as
ele
var,
não
obstante
os
trabalhos
já
feitos,
pelo
machinista
Pinaqui,
para
este-
fim.
Pamplona está cômpletamente incom-
municavel
por
todos
os
lados.
Alé ao
pre
sente só
tinham
os
liberaes
livre
a
e«
irada
de
Tafalla,
no
dia
20.
porem,
uma
força
carlista
occopou Mendirre.
povoação
enlre
Biunune
Carrinoain,
e
que
domina
complelamente
assim
a
estrada
real
co
mo
a
linha ferrea,
e
que está
a urna
lé
gua
de
Tafalla.
A*
*
hora em qne
estou escrevendo
acha-se
o
governo
reunido
em
conselho
corn
iliversõs
geueraes,
enlre
os
quaes
se
acha
lambem
Martinez
Campos, recern
che
gado
a
•
sta
capital.
BK.iÉ.l-
SABI5ABW S» DE
AOVKMBBO
Madrid XX
de novembro.
[Correspondência particular
do
i
Commer
cio
do
Alinho»)
Continuam
com
mais
ou
menos
vero
similhança
os
boatos
de
crise
ministerial.
O
go
verno
tem celebrado
repelidos
conse
lhos
;
e
diz-se
que
é
talvez
possível
con
jurar
as
<lesiijielligeocias
suscitadas
no
seio
x
do
gabinete,
do
que
duvido, pois
que
nào
é
coisa
lacii
a
conciliação dos
elementos
lielerogeneos
que
se
acercam
do
governo
com
ambições
e
intentos
oppostos.
Além
d’
isio
parece
que
nas
medidas
de
ordem
public»,
que
todos
os
dias
vão
au
gmeutando
de
rigor
se
inovem
influencias
e
dtsaccordos de
tliíficil
solução.
•
E
’
pois
certo
que
as
circumstancias
se
mostram
cada vez
mais graves
e
amea
çam
in
iis
ruidoso
desenlace.
A
urdem
do
dia
prende-se
principalmeote
á*
tentativas
republicanas
em
diversos pon
tos
do
paiz,
e
aos
rumores
mais
ou
me
nos gtaves, mais
ou
menos
verdadeiro?
sobre
os
acontecimentos
do Norte.
Estes
dias
e a
cada hora tld
dia
e
da
noite
se
lem
repelido grande
numero
de
prisões
de diversos
vultos
do
partido
m
puhlicaoo.
Entre
os
muilo*
presos
ha
já
alguos
ex-deputados,
ex-auclc
ridades
e
muiios
oolros
indivíduos
da
piimeira
pia
na,
muno
conhecidos
em
Madrid.
Consta
que
se
leem
evadido muilas
pessoas cujos
nomes
se
achavam mais
publicamtnle
vin
colados
ao
partido
republicano.
E
’
possível, pois
que
esles
acontecimen
tos
augmentem
as
incompatibilidades que
se
altribuem
a
alguns
dos
ministros
ac-
luaes,
e
que
a
recomposição
do
governo,
de
que
se
falia
ha dias,
se
verificará
no
proximo
desembro,
entrando
para
a
pre-
sideucia
o
sur.
Caninas.
Do
Norte
as
noticias
continuam
sendo
favoráveis
á?
armas
carlistas,
apesar
do
exforço
com
qoe
a
imprensa,
obrigada
e
monopolisada
pelo
governo,
pretende
faser
crer
o
contrario.
Sabe se
que
os
generaes
Quesada
e
Maidonado,
pretenderam
apossar-se
de al
guns
pontos,
dominados
pelos
carlistas,
e
cs
atacaiam
á
frente
de
14:000
homens,
dois
regimentos
de
cavallaria
e
tres
bate
rias.
sendo os liberaes
postos
em
completa
dorola
pelo brigadeiro
Fontecha
á
frente
unicamente
do
3.°
e
4.°
batalhões
de
Alava
e
4
companhias
do
1°,
que
prati
cai
ain
inauditos actos
de
valor;
perdendo
as
forças
liberaes
bastantes
prisioneiros
munições
e
armas,
e
grande
numero
de
mortos
e
feridos.
Grandes
forças carlislas
occupam
uma
extensa linha
uas proximidades
de
Victo-
na,
e
accumulam
grande
numero
de
ma-
leriaes
e munições.
Commuoicações
rece
bidas hoje
peio
governo disetn
que
o
ata
que
áquella
praça é
esperado
a
todo
o
inomento.
O
bombardeamento
de
Pamplona con
tinua
vivo e
ininterrompido.
-
Na
ultima
quaria-feira
a bateria
cai-
lEta
de
Mircivalles
lançou
sobre
aquella
praça
cem
granadas,
que
produsiram
gran
des
e-tragos.
Nas eminências
de An-
soam
e
de
Badoslani
estão
construindo
novas baterias.
Para
os
pontos
fortificados
em
redor
de
Pamplona eslão-se
construindo
com
grande
s
aclividade
diversas
estradas
pelas
quaes
será
facii
a
condução
da
artilheria.
A
que
conduz
a
Lumbier
eslá
quasi
cun-
cluida,
trabalhando
u’
ella
de
dia
e
de
noiie
mais
de
1:000
operários.
Em
Ansoain
lambem
se
estão
fasendo
muilas
fortificações.
As
forças carlislas
occuparam
um
d’
es-
tes dias o
monte
Subizer,
d
’onde
partem
as
vertentes
qoe
abasteciam
de
agua
Pam-
O
motivo
d’
este
con-elho
são
as
no
ticia»
recebidas
do
Norte
Transpira
já,
e
acaba
de
me
ser
assegurado
por
pes
soa
competente,
que
o
general
Jovellar
partirá
immedialameuie
para
o
Norte.
li
caiido substituído
no
ministério
da
guerra
pelo
genrrai
Lelona.
Jovellar
teve antes
do
coo-elho uma
larga
entrevisia
com
Mar-
tinez
Campos
sobre
o
meio
de recomeçar
as
operações
m>
Norte.
Apesar de
tudo
quanto
se
diz
da
Ca
talunha a
tal
pacificação apregoada
pelo
governo
é
um
mons parluriens.
Martinez
Campos
não
quer
o
pe-o
das
ovações
qne
se
lhe
fasem
dando
como
completa a
guerra
na
Catalunha,
porque
as acha
ridículas e
intempestiva
*
,
quando
os
seus
uliimos
ac-
los
furam para
perseguir e sem
resultado
as lorç.s
carlistas
que
existem
na
pro
víncia
dessitninadas.
O
general
não
escon
de
dos
seus
amigos
e
*
ta circumsiancia.
Os decanta
os
somale.ns
lambem
não
deram
nenhum
resultado,
sendo alguns
d
’
elles
dissolvidos
immediatainente.
As
armas
encontradas,
e
que
tanto
ba
rulho
fizeram,
limiiam-se
a
25
espingar
das,
uma
porção
pequena
de
chumbo
em
barra
e
umas
100
granadas
e
boles
de
metralha,
que
estavam
escondidas
em
Ca-
laf,
bem
como
dois
canhões
de
ferro,
que
por
inúteis
estavam»
abandonados
em
um
barranco.
Eis
tudo, segundo
a
participação
oíTicial
que
o
gove-no
recebeu
tio
comman-
dante
militar
de
Santa
Coloina.
As
fatiadas
appresenlações,
sobem a
4
5^0 segundo
as
noticias
publicadas pelo
governo.
Sabe-se
agora
que
não
chegam
a
400
os
indivíduos appresentados,
enlre
es
tes
os
desertores
do
exercito
liberal,
se
gundo a
nola
enviada
ao
governo,
que
acaba
<le
ordenar
a
liberdade
dos
prove
nientes
do
exercito carlista,
e
o
ingresso
dos
desertores
nas
fileiras
do
exercito
li
beral.
Carlos
VJ!
continúa
á
frente
do
seu
valoroso
exercito,
preparando-se
para
pas
sar o
Ebro.
O
enthusiasmo
é
inexcedivel
em
todas as
tropas,
e
a
actividade
qu<
*
se
desenvolve
por
toda
a
parle
não
tem
imitação.
A
noticia
de
que
o
governo
vae
enviar
para
alli
novos
reforços augmen-
ta
o
valor
dos voluntários, desejosos
de
se
medirem
com
as
novas
tropas,
apesar
de
e?tas
seretn
em
iriplicido
numero.
Eis
como
se
acha composto
actualmen-
te
o
e»tado maior
do
sur.
D.
Carlos,
e
o
governo
de
S.
M.
bem
como
o
cominan
do
das
forças carlistas do
Noite
:
Chefe
do
quarto
milirar
de
S.
M.,
o
general
D.
Rafael
Trislany.
Ajudantes de
campo:
Tenentes
gene-
raes
:
Mungrovejo, Marquez
de Valdespiua
e
o
marechal
de
campo
Velasco.
Secreta
rio
de
campanha,
o
marechal
Iperragoir-
re.
Oíficiaes
d
’ordens
:
Tenente
coronel
Zu-
biri,
commandante
Orbe,
commandante
D. I
José
Ponce
de
Leon
e
os
capitães
Zabala
e
Suelves.
Capelião:
Conde.
Medico
da
real
camara:
Ocatiz
Chefe
do
batalhão
de
guias,
coronel
Vallejo.
Capitão
general do
exercito
do
Norte
:
S.
M.
El-Rei
o
snr.
D.
Carlos
VII.
Che
fe
d’
Eslado
Maior
general,
Perula.
Briga
deiros
do
Estado
Maior g-neral,
Guzman
e
Argiielles. Commandante
general
de
Bvs-
caya,
Carasa.
Commandante
general
de
Alava,
Portou. Commandante
general rle
Navarra, Lerga.
Commandante
general
de
Gnipuzcoa.
Rodrignez.
Commandante
ge
neral
de
Castilla,
Cabero.
Commanilautr
general
de
la
Rioja,
Eerron.
Comman
dante
ge>al
de arma
de
artilheria,
gene
ral
Maestre.
Commandante
geral
de
cge-
nheria,
Alemani.
Supremo
tribunal
de
justiça
militar
—
presidente
D.
Rarnualdo
de
Viíialeie, le-
nente
general.
Vogaes,
os
marechae
*
de
campo
Benavides,
Feixas,
Velasco
e
Itur-
meodi.
Ministro
da guerra, Bernis.
Mini?tro
da
governação
(reino)
e
fazenda,
conde
<lel
Pinar.
Mimst-o
de
Estado,
Soares
Brabo.
Mi
nistro
das Graças
e justiça,
Del
Rio.
Minis
tro
da
Marinha
(vago)
Continuam
as
forças
do exercito
li
beral a
praticar
toda
a casta
de
crimes
e
de
violências,
nas
povoações
por
onde
passam.
Na
estrada
de
Viana
assassinaram
ba
dias
uma
pobre
velli.» de
70
annos,
»ó por
que
era
servenla
de
um
convento
de
freiras
d
’
aqnelle
ponto!
O
corpo
da
desgraçada
viclima
tinha
mais
de
trinta
baioneladas.
Em Logrono
deu-se
um
facto
mais
hor
roroso
ainda.
No
dia em
que
se
festejavam
os
an
nos
da
ex-rainha
Izabel,
ao dar-se
a
pri
meira
salva,
foi
antes
do
primeiro
tiro
amarrado
á
bocca
de
uma
peça uma
velha,
mãe de
um
voluntário
carlista,
cujo cor
po
voou
pelos
ares
em
pedaços
ao pri
meiro
disparo
I
! Costa
a
crèr
tal
mons
truosidade,
mas
uão
é
a
primeira
feroci
dade,
que
pratica
a
selvageria
liberal.
Por brvje
basta.
Y.
P.
S.
Acabo
de
sab<'r
que
o
goverm»
deu
as
ordens
necessárias
para
se
prepa
rarem
a
toda
a
pressa
os 80:000
homem
e
40
canhões
que
vao
ser
nnmediaiau
tnie
enviados
para
o
Norte.
Parece
que
Martinez Campos
partirá
lambem
para
alli antes
mesmo
de
mar
chai esla
força.
O
quartel
general
de
Quesada
inudou-se
para
Tafalla.
crê
se
com
o
fim
de
ii
suc-
corier
Pamplona
mais
uma
vez.
A Carta.
Disem
o*
liberaes
que
a
Carta
Consti
tucional
é
o
codigo
poiilico
das
suas li
berdades,
e
alguns
alé accrescentarn
—
mo
ral
e
religioso
!
!
Nós
acceitamos-lhes
a
sua
confissão,
notando
que
elles
são
os
primeiros
a
re
conhecer
a
insuíliciencia
e a
oullidade
da
Carla
Constitucional,
pedindo
que
se
re
forme
de
harmonia
com o
espirito
avan
çado
da
epuca
para
u
’ella
se
inirodusir
a
liberdade
de cultos,
o
casamento
civil,
e
umas
outras lautas
liberdades,
que
ainda
faltam
ao
conjuncto
de
libeidades
liybri-
das
que
vieram
implantar
n
’
esle
reino
fi-
delissitno
para
o
protesiantisarem.
Os
partidos
liberaes
engeitando a
Car
la,
pedem
voz
em
grita
a
sua
reforma,
porque
já
ihes
não enche
as suas
aspira
ções
de progressistas,
que
querem um
progresso
avançado,
que
uão repudia
a
commuaa,
qoe
é
o
non
plus
ullrà
do
pro
gresso
moderno
e
liberal.
Pobre
Carla
!
nasceste
para
ser
con
ílantemente
lacerada
pelos
teus partidá
rios,
que
le
procuram
devorar,
porque
já
le
reconhecem
inútil
para
a
obra
qoe
plaueiam uos antros
revolucionários
aonde
tu
tiveste
a
Ofigem.
i
A
Carla
Constitucional
profundaoienie
immoral
e
desmoralisadora,
promulgada
em
Portugal
por
uiu
homem,
que
nem
de
portuguez
queria
o nome,
que
bens
veio
semear
n’
este
reino?
Uma
constituição?!
dirão
os
liberaes.
Mas
nào
era
mister
que
a
Carta
a
trouxesse
e
a
estabelecesse,
i.orque
a
constituição
verdadeiramenle
fun
damental
do Estado
já cá existia
promul
gada
nas
côrtes
de
Lamego,
quando
us
portugueses
d’aqueile
lempo
conclamaram
unanunes
:
nus
hberi
surnus,
el
tex
nuster
líber
est.
Esta
constituição
legitima
tna:»ife.sia>a-
se
por
actos
d
’
uiua
liberdade
a mais
am
pla,
actos
que «»ào
iam embaraçar
u iin-
peiio
da
lei, oem
o
livre
exercicio
do
culto
calhuhco
uas
variada? mantíeslaçôis
do
mesmo.
A
constituição
da
Carlu
}oe
bens
nos
trouxe?
au<piiuu-i»us
a
liberdade?
não,
pelo contra
*
tu
a
coarctou,
probibindu
a»
associações
religiu
as
de
ambos
os
»exus.
Veio
subsiiiuir
unicamente
a
legitima re
presentação
eu»
côrtes
dus
lies
estados
tla
nação,
nubre&a,
clero
e povo,
pela
buria
do
pariaineiilaiismo,
e
peio
escaudaío
de
uma
eleição
feita
pur
meio
da
pena
e
do
soboruo
profusanícote
espalhado
peia
mes
ma
auctoridade.
A
constituição’
da
Carta
é
essencial
mente
hostil
á
leligiãu,
supposlo
qtu-
:á
se
diga
que
a
religião
du Estado
cominós
sendo
a
catholica,
tí
ispo» içá
o
e»ta,
que
tem
concitado
contra
tl
a
o
udiu
dc
tudos
os
liberaes,
que
pedem
a
sua
teloima
para
de
lá
expuugueui
estes
velharias,
e sub-
slituirein-uas
pelas ideias
revoluciunaiia».
De»de
que
vigu»a
cm
Portugal a
con
stituição,
não
se
hão
poupado
dissabines
ao
Vigano
de
Christo
na
leira,
desaca
tando
por
lodos
us
iUuduà
a
rehg»ao
e
a
Egreja,
cujo
chefe
elle
é.
Po;?
que siguiiiCd
u pretendido
dinito
da
corôa,
chamado Hjsiuuaçâu?
e
u
pla-
ccl
?
e
u
in
*
app>csenlaçao
ou
nut.
jção
para
os
be» elictus
tccleiuaslicos ? Tudo
isto
sau
peias,
que
se
hao ai
mado
au
liv<e
exe
cicio
e
govtino
ua
E^ieja:
n
uma
palavra,
a
Cci-siitoiçau
tem se desencadeia-
uo
em
acto?
huvtis
á
reiigiãu
do
Estado,
e se
alé
agora
na
lellra
e.u
bipocdla
ou
paiecia
acatar
a
lebgiau
do
Estado,
que
mandava
rtspeila', quticm boje
os
libe-
raes
que
se
lotnc
descaradamente
Ímpia,
desliveliandu a
inasCara
da
impostura.
Nus
estimamos
que
assim
seja, para
que
de
lodos
sejam
conhecidos
os
fias,
a que visam
os
liberaes
da
constituição.
Em
periodicoã
da
seita
temo»
nós
visto
muilas ve»es
liaiar
a
Carta
Looslituciuiul
por
o
Evangelho
da
democracia,
e
da
li
berdade,
e
uutras
que
laes
lilasfemias.
Pois
o
chamado
Evaogeího da
detoociacia
cada
vez
*
ae
perdendo
mais
u
teneno
enlre
os
seus
adeptos,
que
chamam
a
estes
governos
cunstiiuciouaes
governos
de
transição
—
mas
de
transição
paia
o
que?
provavelmente paia
a
republica
federal,
socialista,
ou
para
a cummuua,
e
alíim
,para
o
baratino
iiumettso,
aonde
se
des
penham
todas
as
nações,
que
?e
desviam
do
reclu
caminho
traçado
pela
norma
da
justiça,
e
alluiniadu
peiu
brilhante
facho
da
religião do
Crucilicadu.
Nós
aiuda
nutrunu»
esperanças de
que
a
nação
portuguesa
nào
?e
deixará ar<as-
lar
a
este
ultimo
grau
de
luue.qga,
por
que
contéiu
em
si
grandes
eicinentus,
que
reunidos
a
salvarão
du
precipício,
para
omie
a
condusem
os seus
governantes.
O
descrédito
tio
sistema representativo
é
completo,
e
o
paiz
atravessa
um
perio
do
de
corrupção,
de
indilTerença,
de
aba
timento
da
sua
antiga gloiia, de
itnmo-
ralidade
e de egoismo. cuino
nenhum ou-
tro
se
encontra
etn
toda
â
historia
p.>tr;a,
devido
tudo
ao
sistema,
que ['elizmenle
nos
rege,
na
frase
do
insuspeito Almeida
Gatrelt. Temos
fé
em Deus
que
ainda
ha
vemos
de
surgir
ti’
vsie
abaliineaiu,
qual
radiante
o
sol desponta
uo
hoiisonte
em
ormtKd
manhã
de
primavera,
mas
quan
do? só
Deus
o
sabe,
e
o
futuro,
que não
virá
longe,
nol-o dirá,
porque
as grandes
crises
nunca
podem
duiar
muito,
e
não
é
provável
que a
historia
haja
de
regis
trar
para
nós
uma
excepção.
M.
ALMEIDA
BARBOSA.
União
cio
clero
REVISTA ESTRANGEIRA
Eltapaniaa.
Havendo
alguma
diflerença
entre
a
carta
de
D.
Carlos
VH
a seu
primo,
que
publicámos,
extrahida
dos jornaes liberaes
hispanhoes, com a
que
hoje
encontramos
nos
jornaes
recebidos da França
torna-
mol-a
a
reprodusir
tal
como
estes
a
in
serem
:
A
meu
primo
Aflonso,
II
A
’ união do
clero
importa,
primeiro
que
tudo,
um dever, deduzido da
própria
constituição
e
natureza da
Egreja
Catho
lica.
Uma
na
sua
fé,
na
sua
moral e
dis
ciplina,
poderia
ella
acaso
fraccionar-se
ou
dividir-se
nos
miniatros
que
a
servem?
Não por
certo.
A unidade,
primeiro
caracteristico
da
Egreja,
deixaria de ser,
no
momento
em
que
se
afrouxassem
os
laços,
que
vincu
lando
todos
os
lieis
aos
seus
pastores
le
gítimos,
fazem
de
tantos
miliiões de
creu-
tvs
um
so
lodo moral.
Tío
calholicismo
ha lambem
centros
de
gravitação
que
exercem
sobre
lodos
•os
que
o
professam uma
constante
altrac-
çào
e
ailiiiidade.
U
Papa,
como Vigário
de
Christo
e
Chefe
da
Egreja,
é
o
primeiro
d’
esses
cen
tros
em
volta
do qual
se
opéra
o
grande
movimento catholico.
Os bispos,
lodos
convergindo
para
o
Papa,
e
por
tanto
vinculados
entre
si,
constituem
nas
suas
dioceses
novos
ceu
*
-
tios
<ie
unidade,
para
os
quaes
pende
necessariamente
lodo
o clero
com
os
lieis
que
lhe
sào
aggregados.
E
assim
como
no
mundo physico
tudo
seria em
uesordem,
logo
que
fosse
dado
aos
corpos o
sublrahirem-se
á
mysteriosa-
lei d
’aluacção
que os
rege,
assim
na
Egreja
Catholica não havéua
mais
harmo
nia
desde
o
instante em
que
se
quebrasse
essa
poderosa'
unidade.
Fortalecidos
por
ella,
conseguiram
os
catholicos
ein
todos
os
tempos
alfrontar
as
tempestades
que
contra
a
Egreja
se
de
sencadeavam
furiosas.
E
se algumas vezes
a
victoria
não
foi
a
mesma
em toda a
parle,
onde
se
pele
java,
a
historia
aponta
o
scisma,
isto
é
a
desunião,
como
a
causa
de
taes
reve
zes.
O
clero,
que
não permanece
intima-
meule
unido ao
seu
prelado,
está
por
força
desunido entre
si, e esta
desunião
se
prejudica
á
causa da
Egreja,
pela
qual
se
alistaram
no sacerdócio
os
que por ella
juraram
pugnar,
a
ninguém
é
tão nocivo
como
au
proprio
clero,
que
assim
se
en
fraquece
e arruina.
A
Egreja
representa
um
corpo
mysli-
co,
cuja
cabeça
é
o
proprio
Jesus
Chris
io,
seu
fundador.
E
se
os
membros
precisam
estar
in-
teira
mente
unidos
ao
corpo,
para
que
possam
ler
vida
e
acção, que
sorle
deve
ser
a
do
clero
desligado
do
seu
Pastor,
e
por
lanlo
separado
(ia
Egreja
?
Como
o
ramo
que
cortado
da
arvore
logo
séca,
assim
o
ecclesiastico
distancia
do
do
seu
prelado
se
anniquila.
A
unidade é
um
dos
principaes
ele
mentos
de
vida
na
Egreja Catholica.
,
N
’
ella
encontraram
sempre
os
obreiros
do
chrislianismo
alento-
para
superarem
todas
as dilliculdades,
consolações
para
vencerem
todos
os
soílrimentos.
Nos
primitlivos
tempos
do
Christianis-
mo,
os
lieis
congregavam-se
repetidas
ve
zes,
para
fortalecerem
entre
si
a
união
que
devia
suslenlal-os
nas
horas
terríveis
do
combate.
E
esta
união
era
tão
intima, que
nem
as
ameaças,
nem as
perseguições,
nem
a
mesma morte
conseguiram
nunca
enfra
quecei-».
Nos
séculos
seguintes,
não afrouxou
ella
entre
os que
se
presavam
de
ser
ver
dadeiramente
catholicos.
E'
ainda
hoje,
apesar
da
diversidade
dos
tempos,
ella
persiste
tão
viva
em
quasi
todos
os
paizes,
que nos prepara Irium-
phos
taes,
como
os
que
actualmente
ce
lebram
os
catholicos brazileiros.
Era
assim
que
nós
desejáramos
ver
uni
do
todo
o
nosso
clero, procurando
estreitar
por
novas
e
mais
intimas
relações
esta
amizade
e
confiança
mu
lua
que
devem
existir
sempre
entre
os
membros
de
uma
classe
qualquer.
M. MARINHO.
(Semana
Religiosa).
«A
altitude
do
presidente
da
republica
dos
Estados-Unidos póde ser
considerada
como o
preludio
de
uma
guerra,
se
tu
não
reconheceres
a
independeucia
de
Cuba.
«A
revolução
que
representas
é
res
ponsável
pelo grau de
ignominia
a
qtie
a
Hispanha
chegou
;
sem
a
revolução
esta
tebellião pameida não
leria
nascido.
«Eu reinante,
jámais
ella
leria adqui
rido
íorças!
o
direito
legitimo
d’
aquel!e
que
ordena é
o unico
que
póde
reformar
sem
violência,
ceder
sem
fraquesa,
repri
mir
sem
cholera,
governar
sem paixão.
«.Mas
trata-se
da integridade
da
patria,
e
lodos os seus
filhos
a
devem
defender
Quando
a
patria
está
em
perigo,
os
par
tidos
desapparecem,
oão
fica
reais
que his
panhoes.
«Se
a guerra rebentar
oflereço-te
tré
guas
pelo
tompo
que
a
lucta
contra os
Estadus-Uoidos
durar.
«Mas note-se
que
a
guerra
estrangeira
é
a
unica
causa
das
tréguas
qne te
pro
ponho,
e
qoe
eu
mantenho
firme
os
meus
direitos
á
corôa,
como
conservo
a
cer-
tesa
de
a
cingir
um
dia.
«Além
dos
mares
não
tenho
territó
rio
dominado
pelas minhas
armas, e
não
posso enviar a
Cuba
os
meus
leaes
volun
tários.
Mas
defenderei
estas
provincias
e
o
litoral
cantabrico
;
armarei
em
côrso os
filhos indomáveis
d
’estas
costas que viram
nascer El
Cano,
Legazpi
e
Chunuca;
per
seguirei
o
commercio
marilimo
dos nossos
inimigos
indo procural-os.
talvez
nos
seus
propnos
porto
*
.
«Em
caso
de
guerra
estrangeira,
ac-
ceitas
tu as
tréguas
qoe
te oflereço
? No
meamos então
os
representantes
que devem
regidansal-as.
«
Becusal-as! O
mundo será
lestimunha
de
que a Hispanha
catholica
cumpriu
no
—
bremeote o seu
dever.
«Preferes
pedil
as
ao
inimigo
que
te
ameaça?
Humilha-te,
se
para
isso
tens
coração,
obterás
talves
uma
dilação
mo
mentânea,
mas
procurarão
suscitar-te
no
vos
conliictos
e
a
patria
perderá
Cuba I
«Restar-to-ha
a
deshonra
da
humilha
ção
e
a
vergonha
de
te
teres
humilhado
em
vão.
«Teu primo
•
Carlos».
O
«Quartel
Real» protesta
contra
a
in
terpretação
dada pelos
inimigos
á carta
do
rei
Carlos
VII
a Aflonso
Xíl.
Desmente as
proposições
de
paz
das
quaes
queriam
ver
um
indicio
n
’
esle
do
cumento
e
aflirma
que
o
paiz
eslá
mais
que
nuoca
disposto
a
continuar
a
guerra.
—
Chegaram a
Estella
alguns
dos
pri
sioneiros
feitos
em
Lumbier.
Algumas
tropas carlistas
tendo
passado
o
Ebro, de
noite,
apoderaram-se
de
200
cavallos
em
Agoncilío.
—O
comité
carlista
da
Bélgica
mandou
a
D. Carlos
uma
somma
considerável.
Esta
somma
foi
acompanhada por
uma
felicita
ção por
occasiào
de
S.
Carlos.
---
-
Grande eseandalo maçonieo!
Arrenegam-se
as
comadres
descobrem-se
as verdades.
(Adagio
popular).
Em
regra
geral
o
escaodalo
é
perigo
so e
faz
um
mal
terrível. E
’
por
isso
qoe julgamos
uma
grande
imprudência,
pe
lo
menos,
publicarem-se
certo peccados
e
certos
crimes,—
os de
suicídio
sobretudo;
por
que se
lodos
os
actos
maus,
em vis
*
ta de
nossa
naturesa
despravada,
são
mais
ou
menos
cornmunicalivos,
quasi
lodos
os
homens
entendidos
concordam
(especial
mente os
confessores
e
os
médicos),
que
este o
é muito
mais
que
vários.
O
«Dia-
rio
de
Noticias»
parece
ignorar isto,
ape
sar
de
já
ler
consignado
o
facto
em
suas
próprias
columnas!..
O
escaudalo maçonico
porém
é
uma
excepção.
Esse, em
logar
de
ser mau o
propagal-o,
é
utilíssimo
para
a
gente
de
bem.
—
para
os
profanos,
afim de
jámais
se
deixarem
illudir
pelas
tramoias
dos filhvs
da viuva.
O
snr.
Joaquim
Martins
de
Carvalho,
redactor
do
«Conimbriceuse»
e
antigo
ma
ção,
como
elle
proprio
já
confessou
(oão
constando
até
hoje
que
tenha abjurado
a
maldita
seita
embora
não
frequente as
lo
jas),
está
muito
zangado com
o
Ir.
*
.
Oito
profanamente
«bacharel
Joaquim
de
Almei
da
da
Cunha,
amanuense do
governo
ci
vil
de
Coimbra.» D’
ahi
a
polemica
inte
ressantíssima
em
que
ambos
se
acham em
penhados.
Muiio
se
póde
aprender
de
taes
mestres.
Ora
leiam
todos,
e guardem
para
amos
tra.o
seguinte, que
transcrevemos
do
«Co-
nimbricense»
de
2
de
outubro,
e
que
vem
assignado
pelo
snr.
Carvalho.
E
’ magni
fico
!
«Accusa-nos
o
snr.
Almeida da
Cunha
de
sermos
espião,
que
vamos
espreitar
o
que
se
pas>a
na
casa
alheia
pa<a
se
vir
delatar
ao
publico,
se
é
que
mesmo
não
inventamos
o* fidos.
Engana-se
o
redactor
do
«Partido
Li
beral».
Não
precisamos
de ir
espionar o
que
se
passa
nas
casas
particulares.
O
fa
do
qoe
narramos,
pa-sado
entre
um
in
fluente
eleitoral
e
um
dos
membros do
po
der occullo,
era
por
ahi
publicamente
di
vulgado
; e
não fui
necessário
incomino-
dar-nos
para
o
saber.
Apesar
de
não
possuirmos
as
proprie
dades
do
diabo
coxo,
sabemos
moitas
coi
sas, sem termos
grande
trabalho
para
is
so;
e
até
mesmo
não
poucas
vezes
aqui
noi-as
vem
contar
a
nossa
casa.
Por exemplo,
no
anno
de
1868
tra
zíamos
entre
mãos
a
histoda
das
socie
dades
secretas
de
Coimbra,
um
do
*
obje-
dos
de
mais
dilficil
investigação que
te
mos
tra-lado.
Muitas
pessoas
suppuntum
então
que
nós
abu-âvamos
para
isso
de
segredos
que
nos
haviam sido confiados,
mas
enganavam-se
completarnente.
Uma das
lojas
maçónicas
(1’
esta
cida
de, de
que
mais
desejávamos
saber
com
perfeita
exaclidão
o quadro profano e
ma-
çonico,
assim
como
as
particulares
cir-
cumsiancias
da
sua fundação, e
as
famo
sas
intrigas
que
entre
os
irmãos
tinham
lavrado,
era
a
L.
’
.
Liberdade,
que
func-
cionará
no
collegio
da
Estrella,
e
que
com
o
mesmo
titulo
de
Liberdade
publicara
ura
jornal,
que
se
tornou
muito
cele
bre.
Esta
loja
maçónica
havia
sido um
va
lioso
auxiliar
do
governo
historico,
o
ins
trumento
do
governador
civil
de
Coimbra
Caqlaoo de
Seixas
e
Vasconcellos.
Tinham
pertencido
a
ella muitos
lentes
da
Uni
versi
*
lade,
lodos
os
quaes
ainda
são
vivo
*
<
com
a
unica
excepção
do Dr. Anlonio
da
Cunha
Vieira
de
Meirelles,
lr.-.
Martim
de
Freitas,
já
fallecido
; diversos
empre
gados
públicos,
proprietários,
e
escriplo-
res
;
e
por
lodos
os-
titulos
tinha
repre
sentado
um
papel
importante
na
polilica
da
época.
Q
ilhk
I
o
havíamos
quasi
perdido a
es
perança
de
conseguir
o
que
pretendíamos,
veio-nos
á
mão
o
que
tanto
desejávamos.
Ura
dia entra
n
’este
mesmo
escriptorio
em
que
agora
estamos
a
escrever
esle
artigo,
o
snr.
bacbaref
Joaquim
de Almeida da
Cunha,
Ir.-.
Oito, qu- na
mesma
loja
ma
çonica
—
Liberdade
—
havia
tido o
grau
de
iV!.’.
Maç.
’, e o
cargo
de
M.
*
.
de Cer.
’
;
sendo
aciualmenie
com
o
mesmo
nome
de
Ir.
*
.
Oito
venerável da L.\
—Federação—e
entrega-uos
a lista
completa
dos
irmãos
ua
loja, com os
nomes
profanes
e
maçóni
cos,
graus
na
ordem,
e
empregos
na lo
ja-,
assim
como uma
narração das
frases
porque
linha passado
a
loja
desde
a
sua
fundação,
até haver terminado
os
seus
trabalhos.
Póde-se
avaliar
o
apreço
que
demos
a
esses
importantíssimos
esclarecimen
tos !
A
relação dos
irmãos
da
L
—Liber
dade
—
com
os
seus
graus
e
cargos
a
qual
nos
forneceu
o
snr.
bacharel Joaquim
de
Almeida
Cunha, é exactameute,
sem
al
teração
de
uma
letra,
a
mesma
que
pu
blicamos
em
o folhetim
do
«Conirabiicen-
se>
de
21
de
julho
de
1868,
e
que tan
to
espanto
causou
no
publico,
em
rasão
de
apparecerem
alli
os
nomes de
indiví
duos,
que
ninguém
suppunha
que
haviam
pertencido
a
essa
L
•.
Também
n
’
esse
fulhetim nos
aproveita
mos
de
alguns
dos
esclarecimentos, que
nos
deu
o
snr.
Almeida
da
Cunha,
reser
vando
outros,
que então
por
prudência
entendemos não
dever publicar.
Vamos,
pois, publicar
hoje
na
integra
os
esclarecimentos
taes
quaes
nol-os
offe-
receu
o
snr.
Almeida
da
Cunha, e
que
aqui
lemos
n
’
este
momento
sobre
a
nossa
mesa
de
trabalho
escripto
pela
sua
própria
letra.
Antes
de publicarmos
essa
j
narração
precisamos
de
chamar toda
a
aitençào
dos
nossos
leitores
para
alguns
pontos
d
’
ella.
O
Ir.-.
Asclepiades,
de
que repelidas
vezes
falia
o
snr.
Almeida
da
Cunha na
sua
narração,
é
o
actual
chefe
do
poder
occullo
d
’esta
cidade.
Diz
o snr.
Almeida
da
Cunha por
sua
própria
letra,
que
o
Ir.
*
.
Asclepiades
aban-
donáia
a
L.’
.
Liberdade,
por
ja
’
ter
CONSEGUIDO
DAS LL.
’. A INFLUENCIA QUE
pretendia
tanto do collegio
;dos
Loyos,
isto
é,
do
governo
civil
de
Coimbra,
co
mo
em
Lisboa
no
Grande
Oriente
Também
diz o sur.
Almeida
da
Cu
nha
que
a
segunda
rasão
porque
o
lr.
*
.
Asclepiades
abanionára
a
L.
*
.
Liberdade,
foi
por
não
se
prestarem
os
IL.’
a
ser
instrumentos
malleaveis
nas
suas
mãos.
Vejj-se
como
são as
coisas
d
’
esle
mon
do !
Os
motivos
de
queixa
que
actualmen
te
ha
contra
o
chefe
do
poder
occullo,
de
querer
que
tudo se
sujeite
cegainente,
são
exactameute
os mesmos
porque
lá se
queixavam
o
snr.
Almeida da
Cunha
(Ir.
*
.
Oilo)
e outros
muitos
li.’
.,
da L.
’
Liber
dade.
E
é
por
nós,
e
todas
as
pessoas
impendentes
não
consentir
mos
em
ser
mal
leaveis
nas
suas
mãos,
qne
contra
dós
se
conspira
occullo
!
Ha
só
urna
diflerença,
e
essa
bem
no
tável.
E
’
que
em
quanto
o
Ir.
-
.
Oito,
snr.
Almeida
da
Cuolia,
se
queixava
anligameo-
te
d
’es
*
e
caracter
de^polico
do
chefe do
aciual
poder occulto;
asora,
sendo
o
pro
cedimento d
’
elle o
mesmo
que
então,
vae
para
o
«P>rtido
Liberal» defendel
o
e
elo-
gial-o,
insultando-nos
a
nós
por
uão
o
imitarmos
o
’
esse
inqualificável
procedimen
to
!
Igualmenle
chamamos
a
allenção
do
pu
blico
para
outro
po^to
da
narração
do
snr.
Almeida
da
Cunha.
Vem a
ser
o
fa
do
de
se
tencionar
inelter
em
processo
o
Ir.
*
.
Sempronio. qne
era
correspondente
n’
esta
cidade
para
o
«Diário
Mercantil»,
por haver
escripto
em
1864,
em
seulido
de'favoravel
ao
goveraador
civil d
’
esle
(iis-
tricto,
Caetano
de
Seixas,
na
occasiào
de
celebre
*
desordens
académicas,
motivadas
por
não
haver ■ sido
concedido
aos
estu
dantes
o
perdão
d’aclo
que
elles
preten
diam.
O
qoe ba
de
curioso
em
a narrativa
que
nos
faz
o
snr. Almeida
da
Cunha, é
o
bavel-o
consultado
o
ir.
*
.
Asclepiades
sobre
o
modo de punir
o
Ir.-.
Sempronio
SEM
OS
TRAMITES DE UM PROCESSO ! IslO
é,
queria
castigai
o
á
tuica
!
Que
liberal chefe do
poder
occulto
es
te,
que
pretendia
o
que
nunca
se
lembrou
de
lazer a
própria
inquisição
!
Esta
era
despótica,
barbara e
iniqua
nas
suas
sen
tenças; (ás vezes
a
regalista o
foi
com
efleilo Se
alé
queimou
no
largo do Ro->
cio
o
virtuoso
padre
Malagrida,
da Com
panhia de Jesus!)
mas
ao
menos
prece-
di-as de
uma
certa
forma
de processo,
muito
embora
n
’
elle
não
tivessem
os
reus
as
decidas garantias:
emquanio
que
o
chefe
do
acloal
poder occullo de
Coimbra,
segundo
o
que
nos
conta
o
snr
Almei
da da
Cunha, que o Ir.-.
Sempronio fosse
punido,
prescindindo
para isso
de
todas
as
foimulas
do
procts>ô!
Era
justiça
sutn-
maria
!
Não
sabia
isto
o
nosso
amigo
o
Ir,
*
.
Sempronio\
Pois
saiba-o
agora,
p»raava-
fiar
o
caracter e
os
sentimentos
liberaes
ílus
seus
actuaes
amigos......
A
narrativa
escripta integralmenle
pelo
snr.
bacharel Joaquim de
Almeida
da Cu
nha
Ir.
*
.
Oito, e presentemeoie
redactor
do
«Partido
Liberal»,
é
a seguinte?
«Nas
eleições para
Gr.
*
.
M.
*
.
no anno
de
1863
a
í864,
a
L
*.
votou
para
Gr,
*.~
M.
*.
no
lr.
*
.
Virialo
fJoaquim
Thomaz
Lobo
de
Avila).
Entretanto
a
maioria
das
LL.
‘
. votára
oo
Ir.
*
.
Cincinato
(duque
de
Louléj. Por
esle
motivo
houve
scisma
no
Gr.
*
.
Or.
.,
o
qual
foi
funestissimo
á
L
•.
Liberdade.
«Quando
fechadas
as
côrtes,
vieram
os
Ir.
-.
Virialo l.° e
Langiewiez
e
expoze-
ram
o
estado
do
Gr.
*
.
Or.
*
.,
não saben
do
quem
triunfaria,
se
o
Ir.
*
.
Lobo
de
Avila, ou
o
duque
de
Loulé,
ficaram
sem
saber
que
Gr.
*
.
Or.-.
deviam
seguir.
Creio
que isto
foi
em
Julho;
e
muito
poderosamente
influiu
para
o
adormeci
mento
da
B.
*
.
L.
*
.
«Houve
ainda
outra
causa, e
era
a
desintelligencia surda
que
havia
entre
al
guns
irmãos.
*
Antes
das
eleições
o
k.
*
«
Samuel
(utn
padre
liberal,
doutor
em
Theologia, lente!... Parece
impossível
;
mas
por
desgraça...)
deu
pirte
de
que
alguns
,
espalhavam
o
boato
de
que
elle
queria
ostentar
de
chefe
da
oflicina,
e
dominar
a
todos.
Os
Ir.
*
,
protestaram
unanime-
mente
contra
esses boatos ;
deram-lhe
um
voto
de louvor, e
nas
eleições próximas
queriam
elegel-o
Ven. .. e
uão
o
fizeram
desconsiderar
o
Ir.
*
.
Cuvier,
ex-Ven.
*
.
Ele
geram-fi
’
o, porém l.°
v
ig.
*
.,
e
tenciona
vam
conferir-lhe
o
1.°
malhete,
caso
o
Ir.-. Cuvier
o
acceitasse
como
se
dizia.
Porém
o
Ir
*
-
Cuvier
continuou
com
o
titulo de
Ven.
*
.,
mas
como
era
pouco
regular
em
comparecer
nos
trnbalhos
sub
stituía-»
sempre
o
Ir.
*
.
Samuel.
«Não
era,
porém,
só
contra
o Ir.
*
.
Sarnuej
que se
espalharam
rumures
;
tam
bém não
escapou a elles o
Ir.
*
.
Asclepia
des,
que
era
accusado
de
servir-se
da
L
*.
como
meio
para
influencia
pessoal
«Por
occasião
dos
estudantes
irem
pa
ra
o
Porto,
a
L.
*
se
declarou em
ses
são
permanente.
Alli
se
expoz
o
estado
da
cidade.
«O
Ir.
*
.
Sempronio,
que
então
era
correspondente
do
«Diário
Mercantil»,
ex
poz
os
actos
pouco
fo»oravelmente
para
auctoridade.
Os
Ilr.
*
,
que
privavam
com
Caetano
de
Seixas
quizeram
accusal-o e
riscai
o do
quadro,
chegando
o Ir.-.
4s-
clcpiades
a
consultar o Ir.
*
,
Oito,
que era
membro
da
camara de
justiça,
«sobre
o
mudo
de
o punir
sem
os
tramites
nume
rosos
de um
processo.
«Valeram
para que
similhante
cousa
se
não
fizesse
o
Ir.
*
.
Gomes
Freire,
maçon
probo,
que
nunca
tran-igio
com
uma.
ir
regularidade,
e'o
Ir.-. Mello
Freire.
«Em
consequência
d’
estas
questões,
di
zendo-se
na
L.
‘
.
que
era
impossível
es
capar
algum inteirameote
a
suspeitas,
ci
tou o
Ir.
*
.
Chalterlon
o
proprio
Ir.
•.
As-
clepiades.
que
apesar
de
ser
cavalheiro
ir-
reprebensivel
e
um
Ir.
*
,
dedicado
não
es
tivera
ao
abrigo
(1
’
ellas.
O
Ir.
-
.
Asclepiades
declarou
que,
visto
ter
incorrido
no
uesgrado,
ou
desconfiança
de
alguns
irmãos,
deixava
de
pertencer
á
L.
e
não
houve
fazel-o
desistir
da
sua
toso]
ução.
*
«A sessão correu
tumultuosa,
e
foi
a
ultima,
porque
reunindo-se
d
’
ahi
por
dean-
te
os
Ir.
*
,
para
abrir
os
trabalhos,
nun
ca
obtiveram
o
numero
determinado
nos
estatutos.
A
meu
ver,
porém
a
verdadeira
cau
sa
do
abando a
qne
os
II.•.
Asclepiades
Viriato
1F, Mello
Freire,
e
os
seus
vo
taram
a
L.
.
está uo
seguinte
:
«1.°
Em
já
terem
conseguido das
LL
*.
a
influencia
que
pretendiam
tanto
no
col
legio
dos
Lovos, como
em
Lisboa
no
Gr.
*
Or.
*
.
«2.° Em verem
que
os
Ilr.
*
.
se
não
prestavam a
ser
instrumentos
malleaveis
em
suas
mãos
<3.°
Em não quererem
declarar-sé
aberiameme
pelo
Or.
*
.
de
Lobo
d
’
Avila,
ou de
Loulé, porque
esta
declaração
linha
então
grande
significação política.
«Mais
tarde,
alguns
Ilr.
*
.
quizeram
tor
nar
a
abrii
os
trabalhos,
«mas
era
for
çoso
riscar
do
quatro
os
Ilr.
*
.
que
ti
nham
sido
causa
do
somno
da
L.
*
.»;
e
recuou
se
perante
estes
embaraços
e
ou
tros
que
for.im apparecendo.
«O
archivo
da
L.
*
.
ficou
em
poder
do
Ir.
*
.
Pompeu.
Muitas
vexes
lhe
foi
pedido
pelo
Ir
*.
Chalterlon,
mas
o
Ir.-.
Pom-
peu recusou enlregar-lh
’o
pois
que não
sendo
delegado
pelo
Gr.
*
.
Or.
*
.
para
re
ceber
o
archivo
tinha
tanto
direito
a
guar-
dal-o
como o
Ir.
*
.
Pompeu.
Este
Ir.
*
,
foi
em
tempo
accusado
de
ler mostrado
o
archivo,
o
que
não
é
verdade,
porquan
to
desde
o
somno
da
L.
*
.
nunca
ninguém
o
viu
a não
ser
algum
membro da
oílí-
cina
da
Liberdade.
«A
L.
*
.
foi
fundada
para
apoiar
o
Caetano
de
Serias.
Foi primeiro
V.
*
.
o
Ir
•.
Challerlon.
Depois
de
regularisada
foi Ven.
*
.
o
Ir.
*
.
Cuvier.
Nada
mais
precisamos
accrescentar.
ao
que
deixamos
exposto,
para mostrar ao
redaclor
do
«Partido
Liberal»,
o
snr.
ba
charel
Joaquim de
Almeida
da
Cunha,
que
para
saber
o
que
por
ahi
occorre,
ainda
os
casos
mais
graves
e
occultos,
não
precisamos,
como
diz, com
a
sua cos
tumada
«delicadeza,
ir
esprei<ar
as
con
versas
intimas»,
a
fim
de
as
vir
delatar,
quando
mesmo
as
não
inventamos
!
Joaquim
Martins
de
Carvalho.»
De
maneira
que o Ir.
*
.
Oito,
deixan
do
correr
sua
cansa á
reveba
e
a
causa
de
sua
mãe
viuva
(filho
ingrato
!)
na
ma-
çonaaia
desmascarada,
provocada
por seus
destemperos
e
calumnias;
depois
de
fazer
o
mal
(?)
relevando
segredos
maçonicos
para
serem
divulgados
entre
os
profanos,
pretende
agora
fazer
lambem a
caramu
nha, aííir
mando
como
outros
já
afiirma-
fam,
que
o
Ir.-.
Carvalho
do
«Conimbri-
cense»
«pecca
pelas guelas!»
(A
este snr.
Carvalho,
ainla
que
pro
vavelmente
elle
o
não
previsse,
e
o
re
sultado
estivesse
muito
longe
de
suas
in
tenções,
pois tem
de
costume
subordinar
a
Religião
á
poiitica—
ao
liberalismo,
—
de
ve
todavia
a
Egreja
Catholica
em
Portu
gal
não
pequenos
serviços,
em
razão
de
suas
relações
)
Ao
snr.
bacharel
Cunha
(Ir.
*
.
Oito)
só
perguntamos
por
ultimo.
—
Sendo
ver
dade
o
que
afiirmoii
do ir.
*
.
Asclepiades.
Viriato, Freire,
etc.,
e
em
presença
do
seu
proprio
proceder,
aonde
fica
o
principio
maçonico
ião
cacarejado
de
que
«os
in
dignos
são
logo
expulsos
da maçonaria,
porque
nas «lojas»
não
se
consentem
ho
mens
que não
sejam
virtuoses»? Se elles
lem
de
cavar
«masmorras» ao vicio
e
«templos»
á virtude!
N
’uma
«prancha»
que
o
Ir.-.
Oito
bem
conhece,
—«prancha»
que é
citada
na
3.
a
parte
da
«Maçonaria
desmascarada»
(pag.
179),
lêmos
com
todas
as
leltras
o
se
guinte
:
«Dizei-lhes que...
se
entre
nós
algum
aberra
dos
sãos
princípios
da
Maçou.
esta
é
a
primeira
a
repelhl
os,
porque
o
homem
que
é
vil
e
traidor
não
é
nos
so».
Corno
se
emende
isto «irmãosinho?
!»
Pela
nossa
parle
só
sabemos dizer
que
lemos
conhecido
muitos
homens
indignos
(até
capitães
negreiros,
reus
de
gran
de
numero
de assassinatos,
por
sua
pró
pria
confissão;
os
quaes
são
todos
ou
quasi
todos
maçõ:s,
fazem
gala d
’isso,
e
otioca alguém
se
lembrou
de
os
expulsar
da
maçonaria.
Por
coosegtntrte...,
«histo-
torias
da
carochinha,
e
quem
vos
não
co
nhecer
que vos
compre
»
(
á
Nação).
GAZETILHA
Visita.—
Na
quana-feira,
24
do
cor
rente.
em
que
a
Egreja
celebra
a
festa
do
Bemaventurado 8.
João
da
Cruz,
s.
exc.
a
rev.
“a foi
de
tar
te
visitar
a
egre
ja
das
religiosas
de
Santa
Theresa,
(Fes
ta
cidade;
e
tendo
depois
ido
á grade
do
convento
dar
a
sua
bênção
pastoral
ás
mesmas
religiosas,
deixou-lhes
de
esmo
la
270000
rs.
E
bem
empregada
foi
esta
esmola
aquellas religiosas, não só porque
eslão muno
necessitadas de
meios
de
sub
sistência,
mas
lambem
porque
a
sua
vir
tude,
nunca
desmentida,
é por
todos
os
habitante!}
d’e*
ta
cidade
reconhecida
e
lou
vada.
Como exctpção
na
Ordem das
Carme
litas
descalças,
vulgsfmente
chamadas
The-
resinhas,
e4e convento
loi sempie
sobjti-
lo á
jurisdicção
dos senhores
arcebispos
de
Braga,
e
mereceu sempre (Felles
es
pecial
consideração
e
auxilio.
«Boletim
«Biadáciol».
—
Foi
bem
re
cebido
o’t>sla
cidade o «Boletim
Judicial»;
faz
honra
ao
seu
director
e aproveita
muito
ao
foro,
empregados judiciaes
e
geralmen
ie
tbdos.
O
«Boletim Judicial»
traz
acordàos
de
lodos os
tribunaes
imperiaes, decretos pu
blicados no
«Diário
do Governo»
e
dtver
sa-
fôrmas e
modos
(le
requerer
;
em
íim
torna-se
recommtndavel
por
tudo e
alé
pelo
seu
preço
que
é
muito
diminuto,
e
está
ao
alcance de
lodos.
E
porque
gostamos
do
progresso
bem
entendido,
bom
era
que
todos
os
nossos
collegas
lhe
dessem
publicidade.
Theatro,
—
Na
quarta-feira
subiu á
á
scena
o
drama
«Filha
e
mãe»,
as
sce-
nas
cómicas «Alto,
vareta!»,
«O
actor
no
camarim»,
e
a
comedia «Izidoro,
o
va-
q
ueiro».
Todas
estas
peças
agradaram,
princi
palmente
a
scena-comica
«Alto,
vareta!»,
desempenhada
pela actriz
Virginia,
que
é
notável
uo
genero
comico.
Para
ámanhã
está
annunciada
a
repe
tição
do drama
«Filha
e
mãe»,
a
aria
buffa
«O poeta
faminto»,
e
a
comedia,
«A
marnja»
Novenn da
Immaculada Con
ceição,—
Em
rasão
das
obras começadas
na
egreja
do
Carmo
não
pode
ler
logar
alli a
novena
da
Conceição, que
por
es
sa
causa
será
feita
na
egreja
do
Populo
pelas
3 horas
da
tarde.
E
’
a
Associação
Catholica
d
’
esta
cidade
que
a
íaz
á
sua
custa.
Curaode
agrieultu
r».
—No
«Dia-
rio
dp
Governo»
ja
foi publicado o
pro
gramma
do
curso
de
agiicullura
que
deve
ser
regido
no
lyceu d
’
e
*
ta
cidade.
Companhia
exportadora
de vi
nho» portuguezes.—
Estão
impressas
e
teem
sido
já
destribuidas
as
bases
para
uma
companhia
exportadora
de vi
nhos portuguezes.
O
capital
é
de
contos,
cuja
emissão
de
acções
feita
em
tres
series.
A
companhia
propõe-se
a
levantar
o
credito
dos
vinhos portuguezes
em
todos
os
mercados
principaes
do
mundo,
para
o
que
cons
truirá
ollicinas
e
galerias
subterrâneas
pa
ra
a
boa
conservação
dos
seus
vinhos e
segundo
os
melhores
modelos
que
se
acham
adoplados,
nas
mais importantes
casas
de
exportação na
Europa
e
na
America
eque
forem
escolhidos pelo seu director
technico
Antonio
A.
de
Aguiar.
A
companhia
fa-
biiçará
os
seus
vinhos,
vinagres
e
aguar
dentes
com a maior
pureza
e
educará o
pessoal necessário
para
o
serviço das
suas
ollicinas.
Publicará lambem
um
jornal
vi
nícola.
aSerõe»
R«»mantieos»
—
Esta ex-
cellenle
Empreza
editora,
de
que
os
lei
tores
já
leem
noticia,
começa
no dia
G do
proximo
dezembro a
publicação
do
magni
fico
romance
Os
Deshérdados.
Prevenimos
as
pessoas
que
desejarem
assignar
esta
obra,
que
o
devem
fazer
antes
d
’aquella
data.
Chamamos a
altenção
dos
leitores
para
o annuncio
que vae
na
secção
própria.
A
maledíeeiicia.—
Lê-se
no
Diário
de
Noticias:
«Conhecel-a
?
Se
tens
algum
préstimo,
mora paredes
meias comligo esta
mui
to
respeitável
matrona, qué
segundo
é
fa
ma,
fui
gerada
de
certas
fezes
que
caí
ram
da
boceta
de
Pandora,
quando
o
im-
prudeme
Epimelheo a
abriu.
Não
seave-
sinha
senão
dos que
valem
alguma
cousa
n
’
esle mundo.
Não
eras capaz
de
a
ver
acantoada
na
choupana do pastor
obscu
ro,
mas
lopal-a a
toda
a hora
no
teu
,ca-
inmho,
desde
a
oílicina do
operário labo
rioso
e
hahil,
até
á
sala do
throno
do
rei.
Como
o
fabuloso Prolheu,
ella,
que
não
é
fabula,
com
quanto se
alimente
d
elias
assume
diversis-simas
fôrmas.
No paço
trans-
v»
sle-se
no
corlezão
ignorante,
para
a
oc-
cultas
salpicar
de lama
o manto
do
rei,
ao
qual
aliás
vae arrancando em
seu
pro
veito
as
mais
brilhantes
lantejoulas.
Nas
industrias,
encarna-se
no
operário
pregui
çoso
e
inhabil,
que
occupa
os
succéssi-
vos
ocio» em
fabricar
infamias
para
arras
tar
aquelles
que
lidam
em
proveito
da
nação
o
dia inteiro.
No
commercio,
dis
farça-se
no
coinmercianle
taralhão,
que
faz
menos
negocio porque
é
menos
esper
to,
ou
menos
liso
em
contas,
e
que
in
tenta
desforrar-se
á
custa
da
reputação
inconcussa
do
collega
mais
feliz.
Nas
le
tras,
vtl-a
condecorar-se
com
os
fóros
de Arislarcho,
usurpar
os
trophéos
de
Zoilo,
envergar
a
cabeleira
de
Boilleau,
mas
em
vez
de
ser
:
«..
Oracle
du
gout
dans
cerl
art
diílicile
«Ou
s’égayait
Horace, ou travaillait
Ver-
gile
»
reproduz-le
ensossas
rapsódias,
asmos
conceitos,
salyras
soezes,
epigrammas
vi
lões.
insultos
banaes
por
espiritualidades
selectas,
reparos
insulsos
e
desproposita
dos,
e
á
mistura
uma calumniasila
bran
da,
uma
insinuação
imfamante
para
com
estes
guizos
de
Rigolelo altrair a
si
as
al-
le.ições e
os
sorrisos
da
turba
mais
igna
ra,
(prompla
sempre a
applaudir
esses
«pierrols»
da
letra
redonda)
e
disfarçar
certas
nódoas
indeleveis,
que traz
no
es
buracado
sobretudo.
Mas
assocega
le,
que
só
dizem
mal
os
que
não
podem fazer
mal.
Pasquino
não
linha
pés
nem
mãos,
nem nariz,
e
de todos
dizia
mal.
O
papa
Adriano
VI
quiz
mandai-o
lançar
no
Ty-
bre, e
respondeu-lhe:
—
«Também
debaixo
d
’agua canta a
rã
».
E
bem
avisado
andou
quem
acertou
de
chamar
rã
ao
maldizen
te,
porque
tem
a
voz
rouca,
e
só coaxa
nos
charcos.
Quem
quizer
brigar
com
es
tas
rãs
ha
de
por
força
enlameai-se
ao
en
trar-lhes
nos
peslilenciaes
dominks.
O
mal
dizente
só
lem
uma
aspiração :
denegrir,
Busca
alamar-se, diífamando
;
subir,
rebai
xando
; é
verdugo
da
reputação
;
homi
cida
do
credito;
semeia
confusões,
mas
lambem
colhe
discórdias.
Se
conheces
al
gum
e
lhe
sabes
as
manhas,
cala-te,
como
eu
faço,
para
que
te
não
confundam
com
elle »
(De
um
almanach).
Eduardo
Coelho.
Estatística.—
Durante
o
anno
de
1855
andaram
nos
omnibus
em
Paris
40
milhões
de pessoas,
em
1860
72
milhões
;
em
1867
anno
da
exposição,
121
milhões;
em
1869,
119
milhões;
em
1871,
78 mi
lhões;
em
1872, 111
milhões:
e
em
1874,
115
milhões.
Abundancia
de
azeitona.
—
Em
Moimenla da
Beira
é
tanta
a
quantidade
de azeitona
que
as
oliveiras
teem
de
es-
lar
todas
especadas,
e muitas
quebram
ao
pezo
do
fructo.
AGBADECIMENTOS
O
general
de brigada
Rodrigo .Maria
da
Maia
Lermont,
sua
filha
D.
Matilde
Candi-
da
da
Maia
Lermont
e
seu
filho
Joaquim
Maria
da
Maia
Lermont,
agradecem
a
to
dos os
snrs.
que
se
dignaram
assistir
aos.
responsos de
sepultura
que,
por
alma
de
soa
presada
esposa
e
mãe
D.
Anua Elisa
da
Costa
Lermont,
(oram resados
na
capel
la
do
cemitério
no dia
10
do
corrente,
ou
que
os
honraram
com
as
suas
visitas,
pro
testando
a
lodos
o
seu
reconhecimento
e
gratidão.
(2818)
EIJITUS
DE
30
DIAS
Pelo
juiso
de
direito
d
’
esla
comarca
e
cartorio du
escrivão
Esmenz,
a
requeri
mento
de
Boaventnra
da
Silva,
solteiro,
da
maior
idade,
da
freguezia de
S.
Pedre
de
M
relim,
d
’
esia
comarca,
correm
éditos,
de
30
dias
a
citar
toda
e
qualquer
pes
soa
incerta
que se julgue
com
algum
di
reito
a
impugnar
e
eoote>tir
os itens jus-
t.licativos
por amparo,
para
materià
de
recruiamemo
o
venham allegar
e deduzir
na
2.
a
audiência
que
lhes
hade ser
assig-
da
na
audiência
do
dia
16 do
proximo
mez
de
dezembro
pelas
10
horas
da
ma
nha, no
respectivo
tribunal,
silo
oo largo
de
Santo
Agostinho.
<l
’
esia
mesma.
E
sen
do
dia
feriado
se
acusará
no
dia
immediato-
O
solicitador
2824
Paulino
Evarislo
da Rocha.
Carreira diari.a
Teixeira
k
Mesquita, d’
esla
cidade
fa
zem publico,
qne
o
seu
carro
que
sai do
escriptorio
do
Ribeiro
Braga
para
a
Povoa
de
Lanhoso
ás
6
horas
da
manhã,
princi
pia
a
sair
ás
7,
desde
o
dia
28
do cor
rente,
e
chega-á
Povoa
á<
9
da
manhã;
e
o
carro
que
sae
ás
2
horas
da
tarde,
contimia
ás
mesmas horas.
Braga
26
de
novembro
de 1875. 2826
Pela
repartição
districtal
de obras
publicas
de Braga
Faz-se saber
que
no
dia 15 de
dezem
bro,
pelas
11
horas
da
manhã perante
o
administrador
do
concelho de Fale
e
d
’
um
empregado
da
repartição
acima menciona
da
se
procederá
á
arrematação,
por
licita
ção
verbal
em
hasta
publica
das
seguin
tes
empreitadas da
estrada
districtal
n
°
10,
de
Paços
de
Ferreira
a
Fafe, lanço
si
tuado
entre
Fafe
e
Silvares.
1F
Empreitada
l.
a
Parte
Terraplenagens
entre
os
perfis 0 e
90
na
extensão
de
1:30r
n
,l84
comprebendendo
muros
d
’
espera
aos atterros
entre
os
per
fis
67
e
68,
76
e
77 no
cumprimento
de
I9,
,u
,54.
2. a
Parte
Constrticção
de
seis
aqueductos
de ly-
po n.°
1
e
um
de
typo
n.°
2.
3.
a
Parle
Pavimento
entre
os
perfis 0
e 90
na
ex
tensão
de 1:301,84.
4.
a
Parte
Servidões
entre
os
perfis
0
e
90.
Base
de
licitação
de
l.a
empreitada
2.4310000
réis.
2F
Empreitada
l.a
Parle
Terraplenagens
entre
os
perfis
90
e
202
na
exlemão
de
1:922,79.
2. a
Parte
Construcção
de
doze
aqueductos
de
typo
u.°
1
e
um
de
typo
n.°
2.
3.
a Parle
Pavimento
entre
os
perfis
90
e
202.
4.
a
Parle
Servidões
entre
os
perfis
90
a
202.
Base
de
licitação
da
2.
a
empreitada,
3
6650000
rs.
3.
d Empreitada
1.a
Parte
Terraplenagens
enlre
os
perfis
202 e
260
na
extensão
de
783,83.
2.
a Parle
Construcção
de
tres
aqueductos
de
ty
po
n.°
1 e
quatro
de
typo
n.°
2.
3.
a
Parte
Pavimento
entre
os
perfis
202
e
260
na
extensão
de
783,83.
4.
a
Parte
Servidões
entre
os
perfis
202
e
260.
Bise
de
licitação
da 3.
a
empreitada,
1:9610000
rs.
4,
a
Empreitada
1.
a
Parle
Construcção
d
’um
pontão
de
rove
me
lros
daberlura
sobre
o
Ranha.
2.
a
Parte
Construcção
d
’tim
pontão de
qualro
me
lros
íTabertura
sobre
o
ribeiro
das
Josuas.
Base
*
de
licilação
da
4.
a
empreitada,
3
2500000
rs.
As
condições
para a arrematação e
execução
das
obras,
assim
como
a
quanti
dade de
obra
de
que
se
compõe
cada
par
le
das
empreitadas acima mencionadas, plan
ta,
perfil
longitudinal,
perfis
transversaes,
desenhos
de
obra
d
’
arte,
cadernos
de
des-
cripção
e
medição
das
obras
acham-se
pa
lentes
na
repartição
districtal
de Obras
Publicas
de
Braga
todos
os
dias
não
san
tificados
desde
as
9
da
manbã
alé
ás
3
da
tarde.
Repartição
districlal
de Obras
Publicas
de
Braga, 24
de
novembro
oe
1875.
O
engenheiro
(2823)
Antonio
Plácido
de
Vasconcellos
Peixoto.
Rapaz
para negocio
Precisa-se
de
um
rapaz com um anno
de tempo
em
loja
de
mercearia
para uma
das
melhores
d
’
esta cidade
Recebem-se
e
dão
se
esclarecimentos
n’
esta
redacção.
(2825)
MIO
M Mi
Agente em
Braga
ANTONIO
JOSE
’
ALVES DE
CASTRO
31,
Largo
da
Senhora
A Branca,
31
Faz
as
seguinies
operações:
Desconta
leiras
da
tetra
e
de
cambio.
Encarrega-se
da
compra
e
venda
de
pa
peis de credito.
Recebe dinheiro
á
ordem
e
a praso
abp-
naudo
juros.
Empresta
sobre
penhores
d’ouro,
pra
ta,
inscripções,
acções
de
bancos
e
com
panhias.
Saca
sobre
praças
do reino
e
estran
geiras,
onde
o
Banco
tem
agencias
(3
*
)
Banco
Mercantil
de
Braga
Soeiedutíe
anonyma
de reNponsa-
bilidade
limitada.
São
convidados
os
snrs.
accionistas
d
’
esle
banco
a fazerem
a 4
a
entrada
de
20
p. c.
ou
100'100
por acção
de
1
a
6
de
dezembro proximo
futuro.
Em
Braga
no
edifício do
Banco.
No
Porto,
na
sua
agencia,
praça
de
D.
Pedro n.°
22.
Braga
e
Banco
Mercantil
10
de
novem
bro
de
1875
Pelo
Banco
Mercantil de
Braga
/
José
Antonio
Rebello
da
Silva
Joào
da Costa
Palmeira
José
Joaquim
Lopes
Cardoso.
(149)
(2827)
VENDA
IMPORTANTE
Vendem-se
as
quintas
do Barrai
e
de
Fund-Villa,
ou
as
do
Paço
e
Sandarâo
em
grupos
de doas
para
um
lado
e
doas
pa
ra
ouiro,
por
assim
«e
scharem
ligadas,
ou
cada
uma
sobre
si,
com
soas
respecli
vas
pertenças,
conforme
soa
discripção
no
respeclivo
inventario,’
e
todas sitas
na
fre
guezia
de Semelhe,
soburbios
d
’
esta
cidade.
Tratam-se
com
a
excm.a
gerencia do
Banco
do
Minho.
(2819)
João
da
Costa
Palmeira,
tem
para
ven
der
na
sua
quinta
de Santa
Euialia
de
Teoões
os seguintes
:
Enxertos
de
pereira, macieira,
Peceguei-
ro
de
Amarante, ameixoeiras
de
varias
qualidades, la.nasqueiros,
nogueiras,
sal
gueiros,
estacas
de
choupo com raiz
e
sem
ella
e
vides,
ludo
bom e
preços
rasoaveis.
(2821)
lia
dois
dias
achou-se
no
campo
de
D.
Luiz
I,
um
aunei de
oiro.
Quem
c
perdesse
dirija-se
a
casa
do
sur.
Antonio
Alves
Monteiro
Braga..
(2822)
VENDA
DE
CASAS
Vende-se duas
moradas,
com
os
n.
os
JíisL
2 e
3
’
,!a
rua
de
S.
Paulo
d
’
esia
ci-
•
-
’-'^À
dade.
Trata-se
na
rua
de
D.
Pedro
V,
o.®
105.
(2813)
ESPECIALIDADE
Alexandre
Casalme,
com estabeleci
mento
de
chapéus
oa
rua
de
Santo
An
tonio,
n.°
90
—
Porto.
—
Acaba
de
abrir
n’
es-
ta
cidade
uma
filial,
qoe
oflki
ce
ao
res-
peit.avf
l
publico
bracarense,
t-ia
lindo
e
varL
io
sortido
de
chapéus,
tanto
para
se
nhora
como
para
creança, lodos
executa
dos
pelos
últimos
figurinos
parisienses.
i
a »
bem
tem.
á
venda
lul prelo,
llores
e
plumas
etc.,
etc.
Preços
convidativos
e
fixos.
Recebem-se
encommendas
32-
Rua
do
Souto—
32
(2806)
BANCO
DA
POVOA
DE
VAB-
Z1M
Sociedade
anonyma
«le
responsabilidade
limitada.
Os
snrs.
accionistas
são convidados
a
entrarem
com
a
3.
a
prestação
de
20
p.
c.
ou
100000
reis por
acção,
de
20
a
30
do
cor
rente
mez.
Na
Povoa
de
Varzim
no
mesmo Banco.
No
Porto,
em
casa
dos
sins.
Vieira
&
Lião.
Em Braga,
no
Baoco
Coinmercial de
Braga.
Povoa
de
Varzim 9
de
novembro
de
1875.
Os
directores.
J. Gomes
Moreira
(2812)
A.
R.
da S.
Vieira.
João
Manoel
da
Silva
Guima
rães.—
Rua
do
Souto
n.°
43.
Compra
e
vende
Acções
de todos
os
Bancos
e
Companhias,
Inscripções
de
As
sentamento
e coupons.
(X«)
Vende-se
uma
morada
de
casas si
tas
oa
rna
do
Forno,
com
o
n.°
8
A,
com
dois
andares
e
aguas
furtadas
e
tem
bous
commodos
para
qual
quer
familia.
Quem
pertender falle
na
rua
de
Guadalupe,
n.°
2
C.
(2787)
LIVRARIA
DE
JACINTO
A.
P.
DA
SILVA
1:6,
Hiia do
.Almada,
136
8®
O
«.TTO
Manual
do registante
de
hypothecas, direitos e encar
gos prediaes
Pelo
bacharel
em
direito
J.
Carneiro Leão
Queiroz,
administrador
de
Paços
de
Fer
reira.
Obra
de máximo
interesse
e
utilidade
para
todas
as
pessoas
que
nas
respeclivas
conservatorias
tenham
de promo
ver
o
registro
d
’
bypothecas,
direitos e
en
cargos prediaes,
porque
n
’
ella
encon
tram
compiladas
todas as
disposições
legaes
que
para
tal
íim
lhes
interessa
sa
ber
:
e
além
d
’
isso
contém
mais esle
MANUAL
um—
ABUNDANTE
FORMULÁ
RIO
—
para
a
promoção
do
mesmo
registo
Está á venda, por 500 reis,
na
livraria
do
editor,
Jacinto
A.
P.
da
Sil
va,
rua
do
Almada
n.°
136
—
Porto.
Será
remeltido
pelo
correio
a
quem
enviar
500
reis
em
estampilhas
de
25
réis.
Elucidário do viajante em Braga,
100 léis.
Elucidário
do
viajante no Porte,
300
réis.
Synonymia
chimico-pharmaceu-
lica,
por Agostinho da
Silva Vieira,
phar-
maceuiico
de
primeira
classe.
.
10200
Thesouro
do
cosinheiro,. confei
teiro
e
do
copeiro
—3.
a
edição.
.
500
Considerações
sobre
a prova
por
escripto
particular, segundo
o
Codigo
Civil
.............................................
200
Manual do regedor,
cabos de
po
licia
e
juntas
de
parochia.
.
.
.
2
>0
Repertório das
circulares da pro
curadoria
iegia
do Porto.
.
.
.
500
Livros
para o
registo parochial,
quer
sejam impressos, ou em
bom
papel
almasso pautado,
preparam-se
n’esta
livraria.
<2815)
Esta
acreditada
empreza
editora
vae
publicar
o
notável
romance
—
Os
desher-
dados.
de M.
Fernandez
y
Gonzalez,
ver
são
de
L.
Quirino
Chaves,
e
ornado
de pri
morosas
estampas,
desenho
do
bem
co
nhecido
Manoel
de
Macedo.
Distribuirá
a
empreza
40
paginas
por
semana,
pelo
mo-
<Jico
preço de
50.
rs.
Dá
dois brindes:
um
de 50000
rs.,
em
cada voluirn?;
o
ou
tro
um
rnappa
da
Europa
a
lodos
os
as
signantes.
Este
romance
é
dividido
em
qua
tro
parles
com
os
titulos
seguinies: —
Feio
do
corpo bonito
de
alma
—
A
carne
e
o
espirito
—
O
que ha
por
baixo
das ap-
parencias—
Morrem
uns
e
outros
perdem-se.
l<aa» Braga é
unico correspon
dente
d esta JEnipreza o snr. Bias
'Freitas,
rua
Niova
n. 3, lí,
ao
qual
devem
ser
feitas
todas
as
requisições.
DA
CASA
BB VILLA POUCA
RUA
DO
SOUTO
N.°
15
FOLHINHA DE RESA
Do
rito
romano para a Archidio-
cese Bracarense
Auctorisada
e
coordenada
por ordem
de
S.
Exc.
a
Rev
‘
.ina
o
Senhor
Arcebispo
Coa
djulor, augmenlada
com
notas.
Preço.
.
.
.
140
rs.
FOLHINHA
D
ALGIBEIRA
Ou
almanak ecclesiastico e civil
para o Arcebispado
de
Braga
Consideravelmente
augmentado,
com
notas
e
certeza
das abstinências
e festivi
dade.
Preço
.................................
40 rs.
Vendem-se
em
Braga,
rua
Nova,
n.°
3, defronte
da
Misericórdia,
em
casa
do
snr.
Bernardino
J.
da
Cruz,
rua
do
Souto,
em
casa
do snr.
Rocha,
e Germano=Cui-
marãeH,
em
casa
dos
snrs.
F.
Martins
da
C.
Guimarães,
largo da
Misecordia,
e
livraria
de
Teixeira
de
Freitas,
a S.
Dama-
SO,
Villa
Keal, Claawcs,
Vianna
e
Areos,
nas
lojas
costumadas.
Alta
novidade para
inverno
Campo
de B.
Luiz I, n.® 1
(Entrada
da
rua
dos
Capellistas)
A.
Acaba
de
receber
de
Paris um grande
sorlimentç
de
fazenda
de
lã
com
xadrez
e
lisas
C‘
m
bonitas
côres.
prupiias
para
a
presente
estaçao,
o
qual
por
seu
esmera
do
gosto
e novidade,
merece
a altenção
dos
seus
amigos
e
fieguezes
e
exm.
as
Ire-
guezas,
sendo
os
pregos mais
baratos
do
que
em
outio
qualquer
estabelecimento.
Lenços
e manias
de
malha
de
lâ,
pla
tinas,
regalos
de
pelie,
efieitos
de pelle
para
pescoço,
capas
mglezes
á
Reduina,
failes
prelos
e
de
cores,
merinos
preios de
pura
lã,
cintos
de
verniz, dito
*
prateados,
laços de
seda
dos
mais
modernos que
ha
para senhora,
golas
bordadas,
caiuisollas
para
homem,
saccas
de
viagem,
guarda-
solinhos
para
senhora,
mantinhas
de
seda
para
senhora,
a 80, 120,
até
800
rs.
Um
saldo
de
fazendas
de
lã,
que
eram
de
300
rs.,
a
160.
Outro
dilo
de
fazendas
de
lã,
que
eram
de
240,
a
120.
Chitas
largas
de
cores
80,
90,
100
e
120.
Fazendas
transparentes
a 50
rs.
300
lenços
de
seda
sem
defeito,
a
300
réis.
100
ditos
sarjados
sein
defeito,
a
500 rs.
200
ditos
fullards
»
a a
600
»
100
ditos
sarjados
com
deíleiio, a 240.
Lindos
selins
de
lã, de
bonitas
co
res,
a 300
rs.
Guarda-solinhos
para
senhora, a
10000
e
10200.
Colleirinhos
de
bretanha
para
homem,
a 50
rs.
Sortimento
Je
perfumarias
do
Piver.
E
muitos
outros
artigos proprios do
seu
estabelecimento,
que
veode
por
preços
baratíssimos.
BRAGA.
,
Acaba
de
ser
sortido
este
armazém
com
as
seguintes
qualidades
de
vinhos
engarrafados
e
aquartilhados
:
v
ENGARRAFADOS
Vinho
tinto
de
meza.
.
.
.
.
150
»
>
......
190
»
Lagrima
.
.............................
200
»
Branco
de
meza.......................
210
»
tinto
de
meza
fino.
.
.
270
»
de
prova
secca.
.
.
,
.
300
«> Malvasia
de
2.
“
........................
360
»
»
velho.
'.....
400
»
Bastardo...................................
500
»
Moscatel
..................................
500
»
Malvasia
............................
.
500
» Roncão
..................................
700
» Alvaralhão
..................................
560
» Velho
de
1854
.
. .
.
600
A
RETALHADO
Vinho
pari
meza
50
e
80,
o quar-
cilho
Unto
e
120 o
branco.
Responde-se
e
garante-se
a
pureza
e
boa
qualidade
de
lodos estes
vinhos,
po
dendo todo e
qualquer
consumidor
rnan-
dal-o
experimentar por
meio
de
qualquer
processo
cbymico.
N'estes preços
nãa
fica
incluído
o
valor
da
garrafa que
o
comprador
apre
sentará
ou
pagará
50
reis
por
cada
utna.
Extrai,
cora
e
conseria
cs
dentes
ca
riados,
colloca dentes
artificiaes
cotn
pre-
feição.
Presta-se
a
chamados
fóra
da
cida
de.
Consullorio,
Campo
de
SanCAnna n.
1,
das
8
da
manhã ás
5
da
tarde
(2792)
BRAG
à
:
TYP0GRÀPHIA
LUSITANA
— 1^75. - É o formato de
-
comerciominho_27111875_426.pdf
Parte de Comércio do Minho (O)