comerciominho_28101875_414.xml
- conteúdo
-
uni
nm«n^Pitjowu*)EKgwi
Assigna-see
vende-se
no
escriptorio
do
editor
e
proprietário
José
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.*
3
E,
para
onde
deve
ser
dirigida
todas
correspondência
franca
de
porte.==»
As
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas
; acsim
como as
correspondên
cias
de
interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
A-SS SU
ÁS TERÇAS,
QUINTAS
E SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
anno
1^600
rs.=Semestre
850
rs.^Provtn-
l
cias,
anno 2&Í0Ô rs
e
sendo
duas 4&000 rs.==Semestre
1&250
I
rs.
—
Braztl,
anno
4&400 rs.=Semestre
2&300
rs.
moeda
forte,
i
oulO&OOO
reis
e
5<&500
reis
moeda
fraca.
—
Annuncios
por
linha
|
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignantes
?0
°/
0
d
’
abatimento.
!
.
BK1GA-QinTA-FmU
SS BE
OUTUBRO
Correapoudencia
estrangeira
PARIS,
16
OE
OUTUBRO
/
Correspondência particular
do
«
Commer-
.
cio do
Minho»)
fConchiMão
<!o
n.°
antecedente)
A
preoccopação polilica tem
enfraque
cido,
ba
alguns
dias,
cedendo
logar
á
preoccopação
íiuancei<a.
O
governo
lurco
acaba,
como
sabem,
de
redusir
a
metade
o
serviço
da
divida. E»ta
bauca-roia
faz
perder
aes banqueiros
franceses
uma
?om-
ma
de
dois milliards
pouco
mais
ou
me
nos
O
governo nada
tem
feito
corn
o
íim
de minorar
tal
desastre,
mas
ninguém
couta que Ipe
d
isso
bom
resuliado.
Partiu
homem
a
maioria
dos
parisien
ses,
convidados
a
assistir
ás
festas
de
Mi
lão;
isio
é,
á
entrada
do
imperador
Gui
lherme
n’
aqueila
edade.
Felizmente
o
nu
mero
d
’
elles
não
é
grande,
assim
como
não
teem,
u’
esia
occasião,
mostrado
o
euihusiasmo
do
costume,
significando
bem,
com
tal
proceder,
a
pouca
simpaihia
que
sentem
pelo
imperador
da
Allemanha.
Ac-
lualmenle
ninguém
pensa
senão na entre
vista
que
vae
ler
logar
enlre
os
dois
mo-
uarchas, e
todos
estão
persuadidos
que
Guilherme
pedirá
á
Italia
medidas
contra
o
Papado,
e
com
especialidade
contra
a
Companhia
de
Jesus.
Victor
Manoel
hade
prometler
aeceder a
todos
os
pedidos
do
imptrador,
mas
é
de
esperar
que
não
cumpra as
suas
promessas.
Emíim,
o
rei
da
Italia
nào
é
ainda
tão
inimigo
do
Santo
Padre,
como
pretendeiu
os
proles
lanies
allemães e alguns catholicos
italia
nos.
isto
mesmo
acaba
elle de
provar
;
e,
se
se
tem
retardado
tanto
essa
entre
vista, que agora se vae eílecluar, o
mo
tivo
nào
lem
sido
outro
senão
a
opposi-
çào
continuada
que elle
tem
feito
para
que
tal
entrevista
não tenha
logar em
Roma,
mesmo
por
baixo
das
janellas
do
Vaticano,
como
era
vontade do
imperador,
em
de^preso
de
iodas
as
conveniência».
E
’
este
lambem
o
motivo
que
impede
M.
de
Bismark
de
dirigir-se
a
Italia
com
seo
senhor;
em
quanto
ao
chanceler, tendo
a
entrevista
legor
em
Milão
e
não
em
Roma,
o
successo
ficará
incompleto,
e
elle
não
é
homem
que
se
contente
cem
meio
triunfo.
Os
leitores
não
poderiam
ficar
estra
nhos
ao
movimento
que
entre nós tem
suscitado a
lei
relativa á
liberdade
do
en
sino
superior.
Direi
pois,
alguma
coisa
com
referencia
a
esse
movimento
causado
pela
restauração
dos
estudos
e
reurgani-
sação
do
eusiuo.
Ha
dois meses,
a
imprensa
livre-pen-
sadoia
nào
lem
cessado
de
clamar
contra
essa
lei
que
acaba
de
ser
votada;
segundo
ella,
tudo
está
perdido,
—
sciencia,
liberda
de
e
sociedade
civil
;
porque
segundo ella,
o
clericalismo
lodo
isso
vae
invadir.
E
estes
homens
que
leem
sempre
na
poula
da
língua a
palavra
liberdade,
declaram
que
supprimirào
esta
liberdade
apenas fo
rem
elevadus
ao
poder.
Se
tudo
está
per
dido
para elles,
que
ficam
com
a
Univer
sidade
do
Estado,
com
o
thesouro,
e
cotu
todos
os estabelecimentos
públicos,
ern
quanto
que
os
catholicos
devem
prover
ao
ensino
que
vão
crear,
n’
isso
mesmo
se
vê
a
fraquesa
da
sua
causa.
Apesar,
todavia,
d
’
es>»es
ataques, os
catholicos
deram principio
á
sua
obra,
cheios
de
zelo
e
dedicação.
Nào
seria
alé
mau,
que
esfriassem
um
pouco
esse
en-
thusiasmo,
não
em
crear
Universidades
livres,
mas
em
muiliplical-as.
E
’
fóra
de
duvida
que
nào sào
muitas
20
ou
30
Universidades
em
França;
mas somos
de
opioião
que, ao
começar,
se
deve
olhar
antes
para
a
qualidade
do que
para
a
1
quaulidade,
atiepdendo
á
rude
concorrên
cia
que
ha
a
sustentar,
e
que
tudo
se
deve
faser para
honra
do ensino
catholico.
Hoje
sabe-se
já
com
certesa
que
6
Uni
versidades
vão
abrir
seus
cursos,
mais
ou
menos
completo»,
desde
o
1.° de
novem
bro
proximo.
Lille,
Paris,
Angers,
Tolo
sa,
Lyon
e Poitiers
vão,
pois,
ser os
pri
meiros centros
universitários.
A
de
An
gers
abrir-se-ha
primeiro.
O
bispo
d
’
esta
cidade,
aconselhado
por
seus
honrosos
pen-
samentus,
creou
tres
novas
cadeiras, que
serão
de
g-aude
utilidade
para
a
França,
e
sao
as
seguintes:
de
direito
fpublico,
de
direito
natural
e
de
direito
canonico.
As
outras
Universidade»
adoptaram
o
mesmo programma, e
em
breve
experi
mentaremos
seus
salutares
efRitos.
Foi, como
sabem, oo dia
29
de
se-
tembio
o
auniversario
natalício do
conde
de
Chambord.
L’
já
um
pouco
larde para
fallar
em
acontecimentos
qne
tiveram
lo
gar
então;
mas
occorrem-me
alguns
pro-
menores
lào importanies que
uão
posso
deixar
d«
noticial-os.
Haviam
corrido com antecipação,
cer
tos
boatos
relativos
a
éssa
data.—
Falla-
ra-se
n
’uma
peregrinação
em
massa
de
legiumistas
a
Frohsdorff,
d
’
um
discurso
do
príncipe,
(fuma
manifestação em
regra,
etc.
Porém
a
prudência
do
neto
de
Carlos
X.
desmentiu e^sas predições
sem funda
mento,
e
o
dia
29
de
setembro
conservou
o caracler
particular
que
convém
á
realesa
em
terra
estranha.
De
lodo
o
tempo,
o
8.
Miguel,
como
se
diz
no
proprio
castello,
foi
sempre
objecto
d
um
culio
especial
para
a
real
familia,
e
celebrado
sempre
com
solemni
dade.
Ha 99
annos,
em
igual
epoca,
tudo
eram
lestas,
acciaiuações
e
dubyrambos
por
toda
a
França.
U
«Moniteur» enchia
as
suas colomuas
de
felicitações dirigidas
a
Luiz
XVI1I
por
occasião
do
natal d’
um
herdviro
do
throno,
e
Victor
Hugo
can
tava
na
sua
lyra
mais sonorosa,
um
lào
fausto
acontecimento.
Paris
ioda
era des
pertada pelo
estrondo
do
canhão
que
lhe
aunuuciava
o
nascimento
d
um
pimeipe.
Foi
um dia
de
regosijo,
um
dia
de
ver
dadeiro tulliusiasmo
para
a
capital
da
França.
Mais
de
meio
Século
lem
passado
pur
sobie
essas
alegrias.
Foi
na
modesta
capella
do
castello
de
Frohsdorff
que
e>le
anuo
se
celebrou
e
*
te
anmversario.
A
’
s
9
horas
foi
dita
uma
missa,
a
que
assistiram,
da
tribuna
que
domina
o
sauluano,
o
conde e condessa
de
Chambord
e
os
príncipe»
de
sua
fa
mília.
A
capella
estava
adornada
com
mui
lo gosto
;
viam-se
ahi
dois
quadros
devi
dos
ao
pincel
da
sempre
chorada
duquesa
de
Parma.
A
’
s
7
huras
da
larde
foi
servido
um
grande
jamar.
A
condessa de Chambord
apresentuu-se
com
um
vestido
de
seda
cinzenta,
guarnecido de
rendas
pretas.
A
unica
juia
com
que
>e
adornava
era
o
magnifico
bracelete
que
lhe foi efierecido
peias
damas
de
Marselha,
por
occasião
du
seu
casamento.
E’
geralmente
sabido
que
á
condessa
nada
resta
que
nào
seja
manufaturado
em
França.
A
roupa
branca,
vestidos
e
ador
nos,
ludo
llie
vem
da patria
do
seu
ma
rido.
Pur
occasião
do
seu
annhersario, o
conde
de Chambord enviou
numerosos
soccorros
para
França, e
prescreveu
a
seus
amigos
que
apphcassem
a
despesa,
que
tinham
tenção de faser,
em
honra
do
dia
29
de
setembro, a
obras
patrióti
cas
e á subscripçcto
dos
innuudados do
Meio-dia.
E
’
escusado
diser
que
este
nobre
aclo
fui
satisfeito.
E
’
costume, em
muitos caslellos
de
França,
depois
da
gueria,
organisar
col-
lectas,
chamadas
<de
29
de
setembro»
cujo
producio
é
destinado
a
obras
de
be
neficência,
d’
alguma
sorte
nacional,
como
-ão
:
os
Alsacios-Lorenos,
os
orfãos da
guerra,
de
modo
que
a
verdadeira
cele
bração
d
’
esla
festa é soccorrer
os
desgra
çados.
----------
instigado
por
alguns
chefes ingratos
e
es
peculadores,
operou
a destituição
d
aquel-
la senhora
do
throno
que
lambem
a
re
volução
lhe
tinha
dado,
usurpando-o
á
le
gitimidade
;
que
esses
chefes
e
a
soldades
ca
rebelde
que
os
seguia
miravam
maior
latitude
aos
princípios
revolucionários.
Co
mo pois esperar
d
’
elles
um
viva
.'
a
D
Carlos,
d’
elles
qoe
se
rebelaram
em
pró
de
princípios
lào
oppostos
aos
que
D.
Cados representa
e
de
que
é
chefe?
Mas se
oo
acto
da
sedição,
e
do
meio
dos
sediciosos não
se
ouviu
um
»iva!,u(na
acclamação
áquelle
príncipe,
não
deixou
lambem
o
expediente
revolucionário
de
dár
motivo
para
se
a»aliar
a
imponência
do
partido
carlista,
e
se
conhecer
que
esse
partido
é
o
mais
numeroso
em
Hispa
nha.
Continuando
a
seu modo
a
historia
dos
acontecimentos,
o
snr.
Girardin
alude
que,
consumidas
as
côrtes
e tratando
se
da
eleição
do
rei,
entre
encontrados e
op-
posios
nomes
não
tem
D.
Carlos
um
uni
co
voto.
Esta
asserção é
de
um
despejo
pouco
invejável.
Como
se
umas
côrtes
forjadas
pela
revolução
tumulluosamente,
umas
côrtes
que
ninguém
póde
asseve
rar
representantes dj
nação,
pudessem
eleger
um
rei
que
não
fosse
o
imposto
pe
la
revolução!
No
escuro
lança
o
snr.
Girardin
q
es&eocial
da
historia
quando nos
não
diz,
que
a
despeito
de
mil
prepotências,
de
perseguições
tenazes
e
de
quanta
violên
cia
o
goveino
revolucionário
poude
pôr
em
acção
no
acto
eleitoral,
o
partido car
lista
não
deixou de
eleger
um numero
de
deputados
relativamente
elevado;
que
o
pauido
carlista
tentando
na
senda da
ordem
e
da
paz,
haver
o
governo
que
por
direito
lhe
pertencia,
‘
foi
perseguido
na
pessoa
de
seus representantes
pur
modo
o
mais
repugnante
e
violento,
e
que
assim
desenganado
é
que
tomou as
armas.
E
’
vèr
desde
então
quantos
votos
lem
D.
Carlos,
e
a
opposição
pelo
snr.
Girar
din
decantada,
que
a
verdadeira
Hispanha
lhe
tem
feito.
E
’
que
o
snr Girardin
chama
paiz
á
facção
revolucionaria,
ao
reinado
de
Ama
deu, á
republica
cie Castellar,
á
dictadu-
ra de
Serrano, ao
reinado
de
D. Affonso,
el
nino,
—
poderes
angariados
por
pronun
ciamentos
de
cazernas
e
intr!g»s
revolu
cionarias.
E
’
muito
mistificar,
é
dár
foros
de legalidade
á
desordem
e
á
intrusão.
O
que se
lem
succedido
ccm
nome
de
governos em
parle da
Hispanha onde a
re
volução
pela
astúcia
tem
podido
dispôr
da
força
constituída,
tem
a
mais
cabal
explicação
de illegal
e intruso
nas
rapi-
das
transmutações
operadas.
O
snr.
Gi
rardin
chama
a
isto
paiz,
—paiz
Serrano,
paiz
Prim,
paiz
Amadeu, paiz
Castellar
e
paiz
—quantos
se
lem succedido
na
orgia
revolucionaria, amparados
dos
grandes
re
cursos da
força
que
acham
constituída.
Se
isto
é
a
nação hispanhola,
se
a repie-
seuta
—
o
que
o
senso
commum
contesta
—
então
verifica-se
a
asserçao
que
avança
o
snr.
Girardin,
de
que
o
paiz
protesta
com
tenacidade contra
as
prelenções
de
D.
Car
los.
Mas
o
paiz,
a
verdadeira
Hispanha
nào
é
is^o.
A verdadeira
Hispanha
sem
dis
pôr
de
uma
arma,
de
um
canhão,
can
sada
de
soffrer
os
desvarios
oppressores
da
revolução, levanta
o
grito
de
alarma
no
norte ;
para
logo
se
erguem
milhares
de vozes
acclamando o
rei
legitimo:
sem
outros
recursos
que
a
grande
força
de
vontade
que
o»
incontestáveis
diretos
su
gere,
organisa
e
equipa
um
exercito,
isto
á
barba
com um
poder
e
força organisa
-
da,
de
que
a
revolução
dispõe:
como
por
encanto,
esse
paiz, que
detesta
D. Carlos,
acha-se
habilitado
para
combater
a
revo
lução,
não
retrocedendo
ante
os
maiores
perigos,
nem
ba
embaraços
que
se lhe
E’
lamentável,
mas
verdade
inconcos
sa,
que
uma
das
causas
poderosas
do
crescimento
do
êrro
e
da
immorali<lade,
lem
sido
a
cooperação
de
talentos
robus
tos
de
certas
notabilidades
litteraria».
Nào
mingua
a
estas
por
certo
a natural
iuheren-
cia
da
lógica e
da
boa
rasão para
deixar
de
lhes
repugnar
a
defesa
e
apologia
(fu
ma
ruim
causa
; ma»
á
manifestação
d
’
es-
te
sentimento
antepõem-se as
vantagens
de
uin
regalismo
fictício
e
efemero,
—
o
egoismo
e
outras considerações
vaidosas
e mesquinhas—
que são
o
preço vil por
que
se
afoga
a
voz
da
consciência
e
se
põe
á
mercê
adventícia
os
dous provi-
denciaes
da
eloqueocia
e
do
talento.
Este
conceito temos
formado
sempre
que
incontestáveis
e
robustas
inlelligen
cias
♦êmos
enfeudadas á
revolução,
a
qual
não
tomaria as
proporções
gigantescas
que
tem
atingido,
se
o
pondonor e
brio ln-
terario,
a
honra
e
a
independência
seguis
sem
de
perto
e a
par
esses
talentos,
que
perdem
muilo
do
que
vaiem
quando
as-
oitn
se
coadunam
e
estreitam
á
pressão
de
falsas
filosofias.
Sugere-nos
estas
considerações
nm
vi
rulento
artigo
qne
no
jornal—
a
«France»
insere
o
notável
publicista francez, Emí
lio
Girardin.
Está mais
que
averiguado, e
não
é
para
nós caso
de
reparo,
que
o
publi-
ci
*
ta
revolucionaiio
uma
v<
z
que
trate d»
legitimidade
e
da
revulução
ba
de
adul
terar
os
acontecimentos,
revelar
a
indole
suspeita
e
patentear
a sua
paixão
mais
ou
menos cega. Independencia e imparcialida
de
é
que
nunca nos
foi
dado observar
em
milhares
de
escriptos
revolucionários
;
mas
que
a
falcidade,
que
a
calurnnia.
que
a
deturpação da
verdade
subisse
tanto
de
pomo,
é
o
que
tem
excedido
a
nossa
expectaliva,
e
não
tínhamos vi-lo
alé
de
pararmos
com
aquella
verrina
disparatada
do
snr.
Girardin.
Começa
o
famoso
escriptor
de estabele
cer
como
principio,
que
embora D.
Car
los
tivesse
direito
ao
Throno
de
8. Fer
nando.
nunca
o
tinha de
tentar
impol-o
pela força
a
um
povo
que
peofere
derra
mar
o
seu
sangue, a
tolerar-lhe
o
reinado.
Segue
aqui
o
snr.
Girardin
á
risca
o
preceito
voltaireano
de
mentir
e
mistifi
car.
A
qoe
chamará
o
snr.
Emílio
Giiar-
dim
—povo
hispanhol
?
E’
de suppor
que
aos
revolucionários,
que
havendo por
mil
astúcias
empolgado
o
poder dos elementos
da
força,
lem
leno
com
ella
frente,
ainda
assim
com infeli
cidade,
ao
verdadeiro
povo hispanhol,
áquel
le
que
acclama
rei
a
Carlos
VIL
Segue
a
diatribe
insinuando
que D.
Carlos
para
conseguir
a
conquista
do
throno
de
Hispanha
não
tem
retrocedi
do
ante
lodo acto
de
crueldade
e
vanda
lismo
;
refere
a
seu
modo
e
a
sabor
da
revolução
os
oconlecimenlo»,
e
em
ordem
tal
o
faz
a
não
restar
duvida,
áquelles
que
desconhecessem
a
verdade
dos facios,
de
que
D.
Carlos
e
seus
voluntários
são
uma
cohorte
de cambaes.
Narrando
a
queda
de
D.
Isabel
pilo
pronunciamento
de
Cadiz,
pergunta
se
por
ventura
huuve
quem
então
acclamasse
D.
Carlos.
O
mesmo
snr.
Girardin
respon
de
que
não.
Esta
negativa
era
de
uma
ingenuidade
mais
que
panoinha,
se
uão
fôra
de
lodo
assente
no
sofisma
calcu
lado.
Sabe
o
snr.
Girardin e
lodo
homem
dado ao
estudo
da
historia
contemporâ
nea,
que
a
queda
de
D.
Isabel
íoi
prepa
rada
pela
revolução. Um
piunuuciaiuento
antolhem,
que
a
faça trepidar
nos desí
gnios de sacudir
o jugo
revoluciooario.
Esta
«
verdadeira
Hispanha.
mostra por
tal
arte
o
seu
antagonismo
por
por D.
Carlos.
Mas
o
snr.
Girardin,
ou
a
revolução
que
lhe
deu
a
incumbência do
notável
artigo, tem
um
íim
muito reservado,—
publicando
o:
desprestigiar
ante
o
mundo
civilisado
o
nobre partido
carlisla.
Para
tanto
não
hesita
o
snr.
Girardin
ante
a
injuria
e
a
calumnia.
Tradusamos
um
tre
cho
final
de
seu
artigo.
Diz
assim: —
«E
’
assim
que sem
haver
reinado, o
conde
de
Chambord
ha
d-;
ter
na
historia
uma
pagina
tão gloriosa
cimo
seria
vergonhosa
a que
mancharia
D.
Carlos,
se,
o
que é
duvidoso,
lhe
fizesse
a
honra
de
perpe
tuar a
recordação
de
todos
os
males
que
tem
causado
ao
paiz
no
qual
pretendia
reinar.
O
mal
quando
é
muito
tarde
re
parado
depressa
esquece,
e
o
sangue
ain
da
quando
odiosarnente
derramado secca
dentro
em pouco, rasão
mais
para
que
a
imprensa
á
falta
da
historia
(*)
diga
crua
meu
te
de D.
Carlos
o
que
é
justo
julgar
d
’elle:
—esse
rebelde,
esse
homici
da,
esse
canhoneador,
esse
incendiario,
esse
vandalo,
é
um
verdadeiro
crimino
so.»
(*)
E
’
nosso
o
grifo.
Sim,
a
imprensa
revolucionaria
e
assalariada
;
que
a
histo
ria recta
e
imparcial
depois
de
epurada
de narrativas encontradas,
essa
não o
po
de
dizer.
jesuítas e
a snedicina
em Por
tugal.
0
«Conimbricense»,
conhecido
vascu-
Ihador
de
coisas
antigas,
e
jornal
insus
peito,
fez-nos,
ba
tempos,
uma
narração
assaz curiosa
sobre
o
que aconteceu, quan
do
o
marquez
de
Pombal,
pouco
antes
da
sua
conhecida
reforma
(reforma) da
uni
versidade,
ordenou
ás diversas
faculdades
da
mesma,
que
cada
uma
lhe
apresentasse
uma
memória
em
que
os
jesuítas fossem
maltratados
como causadores
ou
auctores
principues
da
decadência
dos
estudos.
A
tarefa era ardua,
como
é
facil
de
perceber
;
mas
as
faculdades de
scienci-is
naluraes,
sobre tudo,
viram-se
em
aper
tos
;
e
a
rasão
era
muito
simples, não
achavam
por
onde
lhe
pegar,
por
mais
voltas
que
lhe
dessem.
Alguns dos relatores tiveram
a
fran-
quesa
de
o
confessar,
em
voz
baixa,
po
rém,
declarando
inler
amicos
(a
coisa
ti
nha
seus
perigos,
se
assim
não
fosse,
ou
se
fallassem
mais
alto)
que
lhes
havia
suado
o
topete
para datem
alguma
sombra
de
verosimilhança
a
suas imputações de
lesa-sciencia
contra
os
filhos
de
Santo
Ignacio,
mestres
e
proteclores
de
muitos
d
’
elles...
0
que
é
certo
é
que
apesar
de
tudo,
dos melindres
da
gratidão,
dos
direitos
da
verdade
e
dos
gritos
da
consciência,
obedeceu-se.
Queixam-se
do
marquez,
os taes rela
tores,
por
os
ler
forçado
a
isso...
coita
dos
!
Admittimos-lhes a attenuante,
mas
Esle
famoso
extracto,
mostra
á
evi
dencia
a
animada
versão
do
auctor
do
ar
tigo
e
n
proposito
de
acirrar
os
animas
cootra
D.
Carlos.
Falia a
paixão
do
ran
cor
entranhado,
e
eiia
se
manifesta
em
todo
o
artigo.,
atravez
das
flores
da
elo
quência
com
que
o
seu
auctor
o
enrami-
Ihela.
Falia
a
astúcia
e
o
calculo quando
as
zombarias e
rapa-pés
ao
snr.
conde
de
Chambord
pretendem
captar
a
bene»o
lencia
do
partido
legilimista
fiancez,
pa
ra
as
asserções caluinniosas
e
cobardes
do
artigo,
tentando
também
oulra
mira
gem,
incutir
na
legitimidade
francesa
o
animo
de
desprotecçào
á
legitimidade
his
panhola.
Infructiferos
appelos
os
do
sor
Giraidin
quando
de
sobra
é
conhecida a
tilancia
revolucionaria.
Nem
o
snr.
conde
de
Chambord
care
ce
do
elogio
revolucionário
para
se
conhe
cer de
seu
ínclito
procedimento,
nem
a
legitimidade
francesa
se
illude
com
as
ba
julações
ao
seo
preclaro
chefe;
quando
ellas
tendem
a
ofluscar
a
honra
e
a
glo
ria
de
um
Bourbon
—
do
chefe
da
legiti
midade
hispanhola
—
a
quem
o
snr.
Girar
din
assaca,
no
mais
despejado
accesso
de
odio partidário, os insultos
e
injurias
mais
cobardes
e
indignas
que
hem
e
ra-
soavelmente
assentam
nos
partidários
.da
revolução
a
cuja
mercê
o
snr.
Girard'
n
põe
o
seu
notável
talento,
arraslando-o
as
sim
pelo
lodo
immundo
da
ignominia.
J. MACHADO JÚNIOR.
nào chegamos a
descolpal-os. E
’
-nos
im
possível.
0
que
é
celebre,
depois
de
tudo isto,
é
haver ainda
quem
faça
obra pelas
ac
cusações
das
faculdades
de
Coimbra,
no
secolo
passado contra
os
jesuítas,
laxados
de
inimigos
das
sciencia»
medicas,
por
exemplo
(risum
teneatis,..?
)
A
proposito:
o
que
nos
diz
a
este
respeito
o
snr.
dr.
Amado,
professor
de
medicina
na
escola
de
Lisboa,
no
anno
da
graça
de
1875?
Nio
lhe
parece
que
temos
rasão?
—
(<C.
da
Tarde»)
-------
■—MMWW—i
i’
~ J’
Oa
aLazaristas» perante a
critica
<l’
nm liberal
As Farpas,
dos
snrs
Ramalho
Orligão
e
Eça
de
Queiroz,
publicam
o
seguinte
juízo
critico sobre
o
drama
os
Lazarislas,
do
snr.
Antonio
Ennes.
E
’
insuspeita,
e
porisso valiosissima
a
apreciação
dos
redactores das
Farpas, que
ofTerecemos
á
claque
do
sobredito drama
turgo.
«0
snr.
Anlonio
Ennes escreveu
um
drama,
intitulado O.s
Lazarislas,
que a
com
panhia do Gymnasio
tem representado
de
terra
em
terra,
em
lodos
os
theatro»
do
paiz,
debaixo
dos
epplausos mais
convic
tos,
mais
calorosos,
mais
unanimes.
Este
exilo
extraordinário, de
que
não
ha
exemplo
na
litleratura
portugueza,
prova
da
ma
neira
mais
evidente
que
as
opiniões
expos
tas
n’
esla
peça
são em
Portugal
as
opi
niões
de
todo o
mundo.
A
critica
chama-
lhe
um
drama
de
revolução
e
combale.
Resta
saber
com
quem
é
que
combatemos
e
on
le
é
que
está
o
inimigo,
como
per
gunta
na
Grã
Duqueza
o
valente
general
Boum.
0
inimigo
dizem
que
é
a
hydra
darea-
cção.
Tem-se
corrido tudo
pela
hydra
para
a
esmagar
debaixo
desta
peça.
A
hydra
não.
se
deixa ver.
Constou
que
ella
esta
em
Braga,
na
rua
da
Conega, a preparar
os
festejos
do
advento
de
Pio
IX
ao
solio
pontiíicio.
Foi-
se
lá
com a
peça,
armada
como uma ra
toeira,
para
apanhar
a hydra.
—
A
Braga!
a
Braga!
grilavam
todos
os
periódicos liberaes,
apopelelicos
de
fu
ror
bellicoso.
E
’ em
braga
que
está
a
hy
dra
!
Ainda hontem
foi vista
á
hora
de
vés
peras
rabeando
pela
sachristia
da
Sé
: di
zem
que
é
immensa;
não come
se
não
hós
tias
e
não
bebe
se não
agua
benta
;
mos
traram-lhe
uma
fotografia
do
snr.
Ennes
e
ella
arreganhou raivosamenle
os
dentes.
Tornaram
a
vêl-a esta manhã
colleando-se
pelo
dormitorio
do seminário
episcopal
:
fumegava incenso pelas
ventas
;
o
seu as
pecto era
medonho;
mostraram-lhe
uma
fotografia
do
snr.
Polia e
ella erriçou
des-
peitadamente
a
cauda.
A
companhia
do
Gymnasio foi pé an
te
pé,
e
chegou
de
repente
com
uma
pe
ça
Eslava
tudo
a
postos.
Accendeu-se
á
pressa
o
lustre, abriram-se as
portas,
lo
cou
uma
campainha,
e
zás,
traz,
catatraz,
foi
representado
o
drama.
Frenéticos
ap-
plausos,
innumeraveis
chamadas!
uivos de
alegria
e
enlhusiasmo!
ovação
geral!
Mas
então
a
hydra?!
Onde demonio
se
melteu
a
hydra?!
Convida-se
a
hydra
a
apparecer
! Oflerece-se-lhe
um
um
ca
marote
de
primeira
ordem, um
chá,
um
meio
bife,
uma
missa
cantada,
um
jubi
leu, um
sermão
de
Anlonio
Ayres.
Dão-
se
alviçaras
a
quem
achar
a
hydra,
a
quem
a trouxer
viva
ou
morta
á
presença dos
adjectivos
revolucionários
de
Ennes
e
dos
gestos
subversivos
de Polia!
Signaes
:
ella
é
negra,
monstruosa,
ella
é
reaccionaria;
ella dá
pelo
nome
de
Hydra.
Inúteis
pesquizas!
baldados
esforços!
a
hydra
não
appareceu.
Mas
esta
circumstancia
de modo
al
gum
deslustra
a
fama
e
gloria
tanto
do
poeta
Ennes
como
do aclor Polia.
Ambos
elles
foram immensos
de
heroísmo
ifessa
lucta ti
ta
nica !
A
hydra
não
se
encontrou
:
que
impor
ta
? Polia calcou-a
aos
pés,
em
brados
te
merosos,
exactamente
como se a
tivesse
encontrado
!
0
inimigo não
appareceu :
que
imporia?
Ennes
cruzou
os
braços
no
peito,
modesto,
simples, sublime,
pallido
de
commoção
e
de
enlhusiasmo,
e
encarou
altivo
o
logar
em
que
o
inimigo
estaria,
se
apparecesse, E
Ennes
linha um
sorri
so
frio,
impávido,
de
um
desdem
infinito,
A
penna
do
snr.
Ennes,
bem
como
a
espada
do
snr.
Fontes,
figuaarão
pois
na
historia
cobertas
de
locaes
e
de
virente
louro,
junto
da
narração
das maiores fa
çanhas
que n
’este século
se
praticaram,
ja
na
imprensa,
já
nos
campos
da
batalha,
no
meio
dos
mais
sangrentos
e
horríveis
combates.
..
simulados !
Uma
palavra
—
se
nol-o permiltem
—
ácerca
do
entrecho
do
drama
famoso
a
que nos
referimos.
Um
velho militar
chegado
do
ultramar
a
Lisboa,
onde
deixou
durante
alguns
an
nos
duas
filhas.
Uma
tem
vinte
e cinco
a
trinta
annos, foi
educada
no
seio
da
so
ciedade
de
Lisboa,
onde vive
e
é viuva
A
oulra
tem
de
quinze
a
dezoito annos,
foi
educada
no
collegio
das
Irmãs
da
Carida
de,
e
é
filha
de
Maria
Além
d’
eslas
ha tres
personagens
im
portantes:
o
padre
Bergerel,
perceptor
da
filha
de
Maria;
Alberto,
amante
da
viuva;
e
Carlos,
representante da idéa
liberal.
A
filha
de
Maria,
a despeito
de
lodos
os juizos
adversos
que
d
’
ella
se
fazem
no
drama,
é
uma rapariga honesta,
catholica,
tendo
uma
comprehensào
do
dever,
uma
educação do
caracter,
um
destino,
uma
linha
de
proceder
grave
e
severamente
marcada
na
vida.
Como
catholica é
papis-
la ;
como
papista
considera
herejes
perdi
dos
para
a
salvação
eterna
aquelles
que
combatem
os
poderes
supremos
do
repre
sentante
de
Chrislo
na
lerra Como
o
ve
lho militar
figiirára
em
tempos
entre
os
inimigos
da
Curia,
a
filha
de Maria,'
acon
selhada
pelo
padre
Bergeret,
induz
seu
pae
moribundo
a
assignar
a
relractação
dos
seus passados
erros,
como fiel
catho
lico
aposlolico
Romano.
A
viuva,
que
tern
religião
nem
idéas
nem
princípios
moraes,
auxilia
a
conlric-
ção
do
pae
com
o
fim
de
angariar
a
es
tima
de
Bergerel
e
de
levar
a
irmã
a
pro
fessar,
deixando-lhe
a
ella
e
ao
seu
aman
te,
a
legitima
pertencente
á
filha
de
Ma
ria
0
representante das
Idéas
liberaes
com
bale
a marcha
d’
estes
acontecimentos
com
phrases
declamatórias,
que arrebatam os
coronéis
reformados,
os antigos
bravos
do
Mindello,
os
ex-voluntarios
da
rainha,
e
em
geral
todas
as
pessoas
que
embir
ram
sistematicamente
com
esta
canalha
de
padres.
0
drama
desfecha
morrendo
o
militar,
entrando
a filha de
Maria no
instituto
das
Irmãs
da
Caridade,
continuando
a
viu
va
a
manter
relações
escandalosas
com
o
amante,
e
rasgando
Alberto
na
cara
do
padre
Bergeret
a
relratação
do
velho,
que
o
representante da
liberdade
rouba,
com
geral
delirio de
applausos,
ao
represen
tante
da religião.
[Continút]
MVISTA
ESTBAN&EIKA
Hispanha.
Usurbil 12 d’
oulubro.
Snr.
director
do
tCuarlel
Real».
Creio
que
os
leitores do
seu
estimável
jornal
verão
com
gosto
uma
ligeira rese
nha
do
bombardeamento
de
S.
Sebastião
pela
terceira bateria
montada,
e
que
os
dados
que
lhe
vou
dar,
como
lestimu-
nha
presencial,
servirão
para
desmentir
as
falsidades que
ácerca d
’
este
acto
publi
cam
os
jornaes
inimigos.
Começou
o
canhoueio
na
noule
de
28
de
setembro
passado, dos
montes de
Ar
raiam
e bateria
de
Veuta-Ziquin,
distan
te
de
S. Sebastião uns
cinco
mil
metros,
lançando
n
’
essa
noute
uma»
175
grana
das
que
se
viram
e
ouviram
peifeitameu-
le
rebentar
nas
ruas
e
edifícios da cida
de. 0 inimigo
fez
fogo
muito
vivo
de
canhão sobre
a
nossa
bateria,
dos
seu»
fortes
de
Lubariz
e
Ulamondi,
em
dis
tancia
d’
uos
trez
mil
metros,
sem
nos
causar
porém,
a
mais
pequena
contusão.
Na
oome
de
30,
das
sete
ás
ooze,
repeliu
se
o
canhoneio,
fazendo
40 tiros,
qoe foram
respondidos
pelos
fortes
men
cionados,
e
lambem
de
Oriameodi,
sendo
muito
cortos
os
tiro»
d
’
esle,
que
não
tor
nou
a
disparar.
No
dia
seguinte,
ou
l.°
d
’outubro,
das duas
ás
cinco
da
larde,
se
lançaram
outras
granadas. N
’esta
larde
íizeram-oos
um
fogo
tão
vivo,
que
em
quatro
horas
contei
600 granadas
atiradas
á
bateria,
que
soflreu
alguns,
ainda
que
pequenos,
prejuisos,
havendo
dois
arti
lheiros
feridos,
porém tão levemente,
que
continuaram
e
continuam
servindo
a
peça.
—
Andoain
12 d
’
outubro.
Snr.
director
do
«Cuartel
Real».
Tenho
a satisfação
de
lhe
dar
a
no
ticia,
para
se
quizer
dar-lhe
publicidade,
do
brilhante
íeito levado
a
cabo
pelo
í
n.
fatigavel coronel
o
snr.
Vicuna, chefe
da
linha
de
Lastaola,
com
o
mais satisfató
rio
resultado.
A
’
s
sete
da tarde
de
10,
um
tenente
e oito soldados
do
oitavo
batalhão
sur-
prehenderam
a
casa
de
jogo
da
roleta
estabelecida
entre
Irun
e
a ponte
de
Be-
hovia,
e
se
bem
não
alcançaram
prender
os
jogadores,
que
a
tinham
abandonado
apprebenderarn
comludo
oma porção
de
objectos,
entre elles o
corpo
do
delicto
ou
roleta,
que
foram
posto»
á
disposição
da ex.
ma deputação
foral
d
’
e»ta
província.
Conhecedores
de
tão grande atrevimento,
houve muito
alarme,
alguns
tiros,
corri
das, etc.,
na
occasião
em
que
os
nossos
punham
a
salvo,
o
fruclo
do
seu audaz
commettimento. E
’ certo
que
os liberaes
(festa
linha
não
ganham
para
o» sustos.
Devem
ouvir-se
a»
lamentações
dos
nossos
inimigos,
que,
de
seguro,
não
deixam
de
clamar
contra as
impertinên
cias
dos
nossos
valente»,
que
se atrevem
a
iucommodal-os
até
nos
iogares
desti
nados
aos
seus
innocentes divertimentos.
De
v.
affectuosissimo
creado
Q.
B
S.
M.
—
R.
—
Hendaya
19
d’
outnbro
de
1875
—
0
bombardeamento
de
S.
Sebastião conlinúa
e
a
emigrarão
de
seus
habitantes
é
cada
vez
maior
.
Os
carlistas
surprehenderam
o
correio
entre
Renteria
e
Irun
aprisionando
6
sol
dados.
—
O
material
necessário
para o
esta
belecimento
da
linha
telegráfica
que,
pas
sando
por
Senlesteban
e
Leiza,
deve
ligar
esta
villa
com
a
rede
geral,
já
chegou
a
Elizoudo.
Na província
d
’
Alava,
os
estudos
para
as
novas
linhas,
que
se
vão
estabelecer
estão
terminadas.
♦
As
forças
cariivlas
sustentam
o
blo
queio
em volta
de
Patnplona,
que
nume
rosas
familias
abandonam
todos
o»
dias,
receiando que
recomece
o
bombordeamen-
to
d’esta
praça.
Uma
das
partidas
que percorrem
os
ar
redores
da
cidade,
apoderou-se
ultimamen-
te
de
dous
rebanhos que
continham
mui
tos
centos
de
carneiros,
que estavam
em
Richapea,
arrabalde
de
Pamplona.
—
Carta
dirigida
ao
snr.
Bispo
d
’
Urgel
pelos capellães
do exercito:
<Ex.mo
e
ill.
mo
snr.
«Justamente
orgulhosos
cora
o
ser
vas-
sallos
de
um
prelado tão
ardente
catho
lico e
tão leal
hispanhol
como o é
v.
ex.
a
,
nós
nos apressamos
de
vos
ofíerecer
um
novo
lestimunho
do
nosso
amor inabala-
vel
para
corn
Vossa
Grandesa
prisionei
ro,
e
por
intermédio
de
V.
ex.a
que
é
o
nosso
chefe
immediato, á
cadeira
de
S.
Pedro, em
que
se
senta
hoje
o
immor-
tal
Pio
IX. e
lambera
ao
throno
Je
S.
Fernando,
throno
que
é
o
legitimo
patri
mónio do
rei
Carlos
VII.
«Excellentissimo
e illuslris«imo
senhor,
na
prisão
aonde,
pehs
seitas
maçónicas,
vós
foste
encerrado
de
um
modo
injusto
e
sacrílego, sem respeito
para
com
a
vos
sa
edade
e
para com
o
vosso
caracter
sa
grado,
nós
vos
consideramos
como
um
mártir,
e
esta
auréola
brilhante
será
co
mo
o
prémio
de
vossa
grande fé e
da
vossa
constaucia
invencível na
defesa
de
Deus
e
das cousas
de
Deus,
contra
os
inimigos
da
verdadeira
Egreja
e
da
Hispa
nha,
uma
no
calholicismo.
<Nós
nos
recommendamos
ás
vossas
orações,
e
da
mesma
sorte
que
os
pri
meiros
fieis
se
recommendavara,
ás
dos
santos
confessores
da
fé,
que
gemiam
sob
o
ignóbil
e
brutal
jugo
dos
tirannos.
«Pedi
a
Deus,
Monsenhor,
pedi
a
Deus
que
salve
a
Egreja
Catholica e
o
Papa,
á
nação hispanhola
e
Carlos
VII,
os
solda
dos
do
exercito
catholico,
e
em fim
a nós
mesmos.
Deus
escutará as vossas
santas
orações,
porque
a
supplica
do
mártir
sem
pre
chega
ao
ceo.»
(Seguem-se
as
assigoaturas
dos capel
lães
de
todos
os
corpo»
e batalhões
car
listas
do
Norte).
GAZETILHA
Festividade.—
Os
devotos
de
S.
Se-
bas
de S.
Victor, como
já
tivessem
reco
lhido
as
esmolas
para
o
cerco
que
era
de
costume
fazer-se
n’
aquella
freguezia,
resolveram
mandar
cantar
uma
missa,
que
teve
logar
no
passado
domingo,
e
encar
nar
a
Imagem
do
mesmo
santo.
Além
d
’isso
mandaram
fazer um resplendor
de
prata
e um
cinto
bordado
a
oiro,
destina
dos
á
referida
imagem.
As
esmolas
recolhidas
foram
no
valor
de
19-5230
réis.
Exprofirtnçno.—
Estão
quasi
termi
nadas
as
expropriações
das
ruas
Verde e
Couto
do
Arvoredo.
Os
inonarehns
de
Allemanha e
Italia.—
A
entrevista
dos dois
soberanos
da
Allemanha e
Italia
verifica-se,
como
os
leitores
sabem,
em Monza,
cidade
pequena
que está
situada
a
treze
kilometros
de
dis
tancia
de
Millão
e
que
conta
apenas
vin
te
e
quatro
mil
habitantes.
Diz
um
diário
parisiense
que
a
cidade
de
Monza lem tres coisas
notáveis: a
cathedral,
a
celebre
corôa
de
ferro,
que
alli
existe,
e
o
palacio
Villa Reale.
A
celebre
corôa
de
ferro
foi
arreba
tada
pelos
austríacos
a
23
de
abril,
trans
portada
para
Mantua,
depois
para
Vienna,
sendo
restituída
em
1866.
Esta
corôa
foi
a que
Napoleão
1
poz
por
suas próprias
mãos
na
cabeça.
E
’ de
ouro,
ornada
de vinte e duas
pedras
preciosas.
Tem
no
interior
um
cir
culo
de
ferro, que
se
diz
ser
feito
de
um
dos
pregos
da
cruz
do
Golgotha.
O
palacio
onde
os
monarchas
se
hão
de
encontrar denomina-se
Villa
Reale.
E
’
o
Vcrsaillies
da
Lombardia.
Foi
conslruido
por
Piemarini
em
1777,
Eugênio
de
Beau-
harnais accrescentou-lhe
um extenso par
que
fechado
por
um
muro
que
mede
Ire
ze kilometros
de
extensão
!
Viagens
<1© recreio.—
No
proximo
mez
de
novembro
estabelece
a
companhia
real
dos
caminhos
de ferro
portuguezes
viagens
de
recreio
de
Lisboa
e Porto
pa
ra
Madrid
pelos seguintes
preços:
na
1.a
classe
215480, ida
e
volta
;
na
2.
a
classe
18^430
réis,
na
3.
’
classe
125320
réis.
Julgamento
importante.
—
Ter
minou no
jury
da Villa
de
Chaves
(Pará)
0
julgamento
dos reos
Severo Antonio
de
Faria.
José
Antonio de Magalhães, Manoel
Ricardo
de
Faria,
Berlholdo
José
Florin
do,
Américo
Velentím
Barbosa
Cardoso,
accusados por assaltarem
para
ronbar
e
assassinar
os
cornmerciantes
portuguezes
Zeferino
Manoel
Pereira
de
Araújo
e
José
Antonio
Pereira
Rodrigues,
estabelecidos
em
Jurupary,
Taquella
provincia,
em
6 de
setembro
do
anno
passado,
e
cujo assum
pto
serviu
de
discussão
entre
a
«Tribuna»,
gazela do
Pará,
e
alguns
jornaes
de
Por
tugal
O
jury
condemnou
á
morte
os
dois
primeiros
reos,
a
13
annos
e
quatro
me-
zes de galés os
segundos
e
absolveu
os
dois
últimos.
O
juiz de
direito
de
Marajó
appellou
da
sentença
qne põe
em
liberdade
Américo
Valenlim
Barbosa
e
Pedro
Augusto
Car
doso.
Obrigações
do
easninho de fer
ro do IHinlio e Ooiaro.—
Na
folha
oífi-
cial
vem publicado aviso, declarando
que
os portadores de
certificados
liberados que
quizcram
receber
cm
troca
obrigações
de
assentamento,
podem
desde
já
apresentar-
se
na
direcção
geral
da
thesouraria
para
assignarem
as
declarações
necessárias.
Íí eograíla geral
iiíttial aso «la.—•
O
sor.
Euiesto
Chardron
editou
um
com
pendio
de
Geografia
geral
posta
em
har
monia
com
0
ultimo
programma
official
para
0
ensino
nos
lyceus
nacionaes,
coor
denado
pelo
snr.
Raposo
Botelho,
official
do
exercto,
e
audor
de
vários
livros
elementares,
como
Elementos
de
desenho
linear
geométrico,
Arilhemetica
pratica.
Theoremas
para
0
3
0
anno
do
curso
de
malhemalica,
100
problemas
para
exame
de
instrucção
primaria, etc.
O
sor.
Raposo
Botelho,
a
*
saz
conhe
cido
pela
soa
iotelligencia cultivadissima,
conseguiu
que
0
«eu
Compendio
de
Geogr
afia geral satisfisesse ás
matérias
indicadas
no programma,
evitando
tu
io
qoe
podesse
fatigar
a
memória
do alumno qne precisa
d
’esle
eslodo.
Na
descripção tísica
apro
veitou
as
recentes
descobertas,
qne
se
tem
feito,
como
na
descripção
politica
as
con
tinuas
alterações
porque
estão
passando
as
cações.
João
Baptista
Fernandes,
faz
publico,
que
os
carros,
que
d’
esta
cidade
saem
para
a
Portella
do
Vade
ás
3
horas
da
tarde,
e
da
Portella
ás
5
da
manhã,
principiam
a
sair
desde 0
dia
31
do corrente
d’
esta
cidade
ás
2
horas
da
tarde
e
chega
á
Por-
tella
ás
5, e
da
Portella
ás 6
da
manhã,
chega
a
Braga
ás
9.
Braga
26
de
outubro
de
1875.
(2765)
As
fontes onde
0
snr.
Raposo
Botelho
bebeu
os
conhecimentos
que
expõe e
de
senvolve
no
seu
Compendio
não
podiam
ser
melhores.
Serviu-lhe de
origem Flaichambeati,
Gauthier,
Cortambert
e
Lejosne.
O
Compendio
eslá
dividido
em
nove
capítulos,
a
saber:
I
Noções preliminares,
comprehendendo
0
estudo
do
uso
do
globo
e
das cartas,
e
as
.definições.
II
Europa,
descripção
geral,
e
depois
a
especial
de
cada povo.
III
Asia.
IV
Afiica.
V
America.
VI
Oceania.
VII
Historia
da
geografia,
comprehen
dendo
os
descobrimentos
dos portugueses.
VHI
Elhnografia.
IX
Chrooologia.
Sabemos
que
alguns
collegios
0
lem
adoptado
para
seu
uso,
e
que
alguns
pro
fessores
da
respectiva
disciplina e
tem
recommendado
aos seus
ouvintes.
Effectivamenle,
é
elle
preferível
a
ou
tros
em voga
no
ensino,
não
só
pela
claresa,
brevidade
e
harmonia
com
0
pro
gramma,
como
pelo preço
que
é
de 600
reis.
SUBSCRIPÇÃO
Acha-se
aberra
uma
subscripção
para
soc-
correr
uma
familia
honesta,
composta
de
duas
senhoras,
que,
lendo
vivido
na
abas
tança,
se
achem
agora,
pela
contingência
da
sorte,
reduzidas
a
extrema
miséria.
Implora-se
a
caridade publica
para
ado
çar a
penosa
situação
d'aquellas
in/elizes.
Os
donativos podem ser
entregues no
escriptorio
da
administração d'esle
jornal,
rua
Nova,
n.°
3.
Transporte
500
Um
bem
feitor
500
ã
rum
sem
medicina,
pur
gantes
nem
despezas
com
0
uso
da
delicio
sa
farinha
de saúde,
DU
BARRY
de Londres.
39 aunou
«1’
invariavel
sitcecsso
5
Toda
a
moléstia
acaba com
0
uso
da
deliciosa
Revalesciére
du
Barry
que
tor
na
a
dar a saude,
a
energia,
a
boa
di
gestão
e
0
somno.
Cura
as
indigestõe,
(dispepsia)
gaslrica,
gastralgia,
flegmas,
arrotos,
flatos,
amargor
na
bocca,
pitui-
tas,
nauseas,
vomitos,
irritações
intesli-
naes,
diarrhea,
dizenteria,
cólicas,
tosses
asthina,
falta
de
respiração,
oppressão,
con
gestões,
mal
aos
nervos,
diabelhe, debi
lidade,
todas
as desordens
no peito,
na
garganta, do
alito,
das
broochites,
da
be
xiga,
do fígado,
dos
rins,
dos intestinos,
da
mucosa,
do
cerebro
e
do
sangue.
75
000
curas
entre
as
quaes
conlam-se
a
do
du
que
de
Pluskow
da
exc.
ma
snr.
a
marqneza
de
Brehan, dos
doutores
Manoel
Saens de
Jejada
da
Universidade de Cordova
etc.
etc.
Seis
vezes
mais
nutritiva
do
que
a
car
ne
sem
esquentar,
economisa
cincoenla
vezes
0 seu
preço
em
remedios.—
Preços
fixos
da
venda
por
miudo em
toda
a
pe
nínsula
:
Em
caixas
de
folha
de lata,
de
kilo,
500
;
de
i
/<2
kilo
800
rs
;
de
um
kilo,
15400
reis;
de
2
*
/,
kilos,
35200
reis;
de 6 ki
los,
65400
reis,
e
de
12
kilos,
125000 reis.
Os biscoitos
da
Revalesciére
que
se
po
dem
comer
a
qualquer
hora,
vendem-se
em
caixas
a 800
e 15400 reis.
O
melhor
chocolate
para a
saúde
é
a
Revalescière ehoeolataeSa $
ella
res-
titue
0
appettile,
digestão,
somno,
energia
as carnes
duras
ás
pessoas,
e ás creanças
e
mais fracas,
e sustenta
dez
vezes mais
que
a
carne,
e
que
0
chocolate
ordinário,
sem
esquentar.
Em
paus, ou em
pó
em caixas
de
folha
de
lata
de
10
chavenas,
500
reis;
de
24 chave
nas,
820 reis;
de 48
chavenas,
15400 ;
de
120
chavenas,
35200
reis,
ou 25
reis
cada
chavena.
BARRY
DU BARRY <S
j
C.
a
- Pia-
ce
Vendòme,
26,
Pariz;
77
Regent
Street
Londres
;
Valverde,
1,
Madrid.
Os pharmaceulicos, droguistas,
mer-
cieiros, etc., das provincias
devem
diri
gir
os
seus pedidos
ao
deposito
Central
;
snr.
Serzedello
&
C.a
Largo
do
Corpo
Santo
16,
tt<isb©«,
(por
grosso
e
miudo);
Carlos
Barreio,
rua
do
Lorelo, 28; Bar-
<al
&
Irmãos, rua
Aurea,
12.
Porto,
J.
de
Sousa
Ferreira
& Irmão,
rua
da
Ba
nharia 77 ;
de
Sequeira
;
J.
Pinto
;
Desí-
ré
Rahir;
(Coimbra,
V.
Botelho de
Vas-
concelíos
;
Aveiro, F. E.
da
Luz e
Costa,
pharm.;
BarcelBos,
Ramos,
pharm.;
Braga,
Pharmacia
Maia,
rua
dos
Chãos,
Pipa
k Irmão, rua
do
Souto,
Domingos
J.
V. Machado,
praça
Municipal.
Figueira,
Antonio
Vieira,
pharm.
;
Guimarães,
A.
J.
Pereira
Martins,
pharm.
;
Pena-
flel,
Miranda, pharm.
;
Ponte
do Lima.
A.
J.
Rodrigues
Barbosa,
pharm.
;
Po
voa
«lo
Varzim,
P.
Machado
de
Oli
veira, pharma.
;
Vianna
do (Dastello,
Affonso
e
Barros,
droguistas;
Villa do
Conde,
A.
L.
Maia
Torres,
pharm.
1GBADECIMENT0S
Os
abaixo
assignados,
summamenle
pe
nhorados
para
com
lodos
os
ex.
nias snrs.
e
snr.
as
que
pela
morte
de
seu
presado
esposo,
pae
e
sogro,
fizeram
favor
de os
cumprimentar,
a
todos
protestam
eterna
gratidão
e
estima,
pedindo
desculpa de
0
não
fazer
pessoalmente.
Braga
26
d
’oulubro
de 1875.
Custodia
Maria
da
Silva
Thereza Maria Gomes
d
’
Azevedo
Antonio
José
d
’
Ase
vedo.
(2769)
O
padre
Antonio
Luiz Alves
Caídas,
residente
em
Braga,
summamenle
penho
rado
para
com
todos
os
ill.nios
e
revd.
mos
snrs.
parochos,
presbyleros
e
clérigos, que
no
dia
15
d
’
outubro
do
corrente
anno
de
187o,
assistiram
ao
officio
de
corpo
pre
sente
de seu
muito
presado
irmão
Fran
cisco
Manoel
Alves
Caídas,
de S.
Pedro
de
Riba
de
Mouro,
e
para os
que
se
en
carregaram
de
dizer
missa
por
sua
alma,
e
bem
assim
para
com
os
ill.11108
snrs.
do
corpo
da
musica,
tudo
gratuitamenle,
e
da
mesma
forma
para
com
todos
os i!l
mos
e
ex." °s
snrs.
que
honraram
com
a sua
assistência
aquelle
acto
fúnebre,
e
a
acom
panharam
seu
corpo
alé
á
sepultura, tri
buta
os
mais
sinceros
protestos
de
eter
no
reconhecimento
e
gratidão.
(2768)
ANNUNCIOS
BANCO
MERCANTIL
DE
ERAGA
Sociedade anonyma
de responsabilidade limitada
Previnem-se
os
poucos
snrs.
accionis-
las
d
’
este Banco,
possuidores
d
’
acções
com
0
desembolso apenas
da
ratificação de que
lhe
serão
cassadas, não
tendo entrado
com
a importância
da
primeira
prestação
e
ju
ros respectivos
até
ao
dia
15
de
novem
bro
proximo, em
conformidade
com
as
disposições
do
artigo
17
e
seus
§§
dos
Estatutos,
pela
execução
do qual a Direc
ção
é
a
unica
e immedialamente
responsá
vel
para
0
Banco,
como
mandaria d’esle
;
e
que
portanto
lará
cumprir na
sua
in
tegra.
Pode-se
effectuar 0 referido
pagamen
to
nos seguintes
locaes.
Em
Braga,
no
edifício
do Banco,
rua
Nova
de
Sousa
n.° 19. No
Porto,
na
Agen
cia,
praça
de
D.
Pedro
n.°
22.
Braga
e
Banco
Mercantil
26
d
’
oubro
1875.
Pelo
Banco
Mercantil
de
Braga
Os
directores
José
Joaquim
Lopes
Cardoso
João
da
Costa Palmeira
(2766)
Jo>é
Anlonio Rebello
da
Silva.
CATACUMBAS
Tendo
a
Mesa
da
Santa
Casa da
Mi
sericórdia, d’
esta
cidade,
deliberado
prin
cipiar
a demolição
das
catacumbas
exis
tentes
no cemiterio
d<»s
Despresos
no
dia
29
do
proximo mez
de novembro,
convi
da
por
isso
de
novamente
os parentes
011
amigos
dos
finados,
que
foram tempora
riamente
depositados
nas
mesmas,
para
virem,
querendo,
até
esse
dia
tomar
con
ta das respectivas ossadas.
Braga
25
d’outubro
de
1875.
O
provedor
(2767)
Manoel Justino
Marques
Murta.
NOVO
HORÁRIO
Joaquim
Alves
Vinagreiro,
participa
ao
respeitável
publico
que
a
sua
carreira
que
traz
de
Braga
para
a
Povoa
de Lanhoso
a
sair ás
6
horas
da
manhã e
2
da
tar
de e
da
Povoa
para
Braga
ás
6
da
manhã
e
3
da
tarde,
fica saindo
desde
0
dia
4.®
de novembro
em
diante,
de
Braga
para
a
Povoa
ás
7
horas
da manhã
e 2
da
tar-
dê,
chega
á
Povoa
ás 9
da
manhã
e 4-
da
larde
e
da
Povoa
para
Braga
ás
7
da
manhã
e
3
da
tarde, e
chega
a Braga
ás
9
horas
da
manhã
e
5
da tarde.
Braga
27
de
outubro
de
1875.
(2770)
Joaquim
Alves
Vinagreiro.
NO
vo
estaiííêlêcímêntõ
Joaquim
Leal,
participa
ao
respeitável
publico
e particularmente aos seus
amigos
que
acaba
d
’
abrir
0 seu
estabelecimento
de
fazendas
de lã,
seda
e
algodão,
na
rua
do >outo,
n.°
39.
Abster-se-lia
de vender
nos
domingos
e
dias santificados.
(2754)
u
ss
so
A
meza
da
Santa
Casa da
Misericórdia,
d
’
esla
cidade,
faz publico,
que
se
acha
a
concurso
um
logar
de
capellão do
côro
da mesma
Santa
Casa.
Os
revd.os
eccle
siasticos
que
queiram
e se julguem
habi
litados,
poderão
lançar
seus
requerimentos
na
respeeliva
caixa e
apresentar-se
no
dia
3
do
proximo
mez
de Novembro,
pelas 4
horas
da
tarde,
na
ante-sala
das
sessões
da
meza
para
serem
devidamente
examina
dos
como
determina
0
§
5.°
do
cap. 18.®
do
Compromisso.
Braga
25
d’
Outubro
de
1875.
O provedor,
Manoel
Justino
Marques
Murta.
(2764)
Vende-se
os
bens
de
Louredo, e
con
trata-se
com
0
padre
Estevão
Gomes Car
doso
da
freguezia
d
’
Avella.
Vende-se
duas
moradas
de
casas
na
rua
d
e S
’ ^erna
bé,
com
os nu-
meros
9
e
10, e
10 A,
de
dous
andares, com
seus
quiolaes
e
poço.
Quem
as perlender
falle
com
seu
dono,
que as
vende
juntas
ou
separadas.
(2763)
CASAL
Vende-se
na
Povoa
de
Lanhoso e lo
gar
d
’
Arrifana
0
casal
denominado d
’«Alem>
com
todas
as
suas
pertenças,
livre
de
fòro
ou
penção.
Dirigir-se ao
proprietário
ali,
ou
nos
Chãos
de
Baixo,
n.°
6.
(2759)
PRIMEIRA
E ANTIGA
CASA
FELIZ
PORTO
n
NA
QUINTA DE RORIZ
3
PORTO
(
junto
à
egreja
da
misericórdia
)
COMPRA
E VENDE
JOSE
’
I. FERREIRA RORIZ
Extracção a
30
de
Outubro
InseripçSes
de assentamento
Ditas
de
coupons
FORNECEDOR
DA CASA REAL
1,3-RUA
DAS
FLORES-1,
POKTO
1
-
RUA DAS
FLORES
-
3
(
junta
á
egraja
da
misericórdia
)
SORTE
GRANDE 5.000&000
Loteria
da Santa Casa da
Misericórdia de
Lisboa
EPOSITO CENTRAL, RIA
IMS FLORES, 35 37 E 39
O
proprietário
anouncia
aos
s»
*
us
freguezes,
e
ao
publico,
que
em
todo
0
sabão
fabricado
na
sua
fabri
ca,
e
que
na
mesma
se
vender,
ou
no
Deposito
Cen
tral,
se
fará
o
desconto
de 6
por
cento
sobre
os
pre
ços estabelecidos,
de uma
caixa
para cima. Satisfaz-se
com
promptidão qualquer pedido
qne
seja
feito
do di
to
genero,
tanto
d
’
esta
cidade
como
das
provincias e
se
garante
a
sua
boa
qualidade.
Ditas
de
divida externa
Titulos
hispanhoes internos
Ditos
externos
Coupons
dos
ditos já vencidos.
©3
*
Sacca,
toma
letras
e
dá
cartas
de
credito
bre
Lisboa e
diversas
praças
estrangeiras,
e
se
encar
rega
de
compra
e
venda
de
titulos
de
divida
publica
nas
mesmas
praças.
so-
JOSÊ IGNACIO
FERREIRA RORIZ
AFIANÇADO NO
GOVERNO CIVIL
DO PORTO, NA CONFOR
MIDADE DO EDITAL
DE
28 DE
JULHO DE 1860
Tem
á venda
no seu estabelecimento
bilhetes
intei
ros
a
55000
rs.
—
Meios
ditos,
a
25600
—
Quartos,
a
15300
—
Oitavos,
a
680
—Cautellas
de
500,
250
e
130
rs.
O
mesmo
satisfaz
com
promptidão
todas
e
quaesquer
encommendas
que
lhe
sejam
feitas
das
provincias,
ain
da
que
sejam
em
grande
quantidade,
e
vindo
acompa
nhadas
do
seu
importe
em
vales
dos
correio
;
e
110
fim
da
extracção
remette
a
lista
dos
prémios
aos
seus
freguezes,
mas quando
a
não
recebam
em
lempo com
petente
lerão
a
bondade
de
a
requisitar.
(Y
*
)
$
ATT»
Achou-se
certa
quantia
de dinheiro.
Quem a perdesse,
dando
signaes certos,
pôde
procural-a
em casa
de
Venancio
Jo
sé
da
Silva
Rego,
ourives,
largo
da
Gul-
laria
n.°
4.
Na
mesma
casa
encontram-se
dous
objectos
d
’
ouro
para
compor,
que
0
mes
mo
ourives
ignora
de
quem
sejam;
por
isso
quem
alli
os
conduziu
póde
prncu-
ral-os
para
se lhe
entregar,
indicando
quaes são.
(2761)
Esta
acreditada
empreza
editora vae
publicar
0
notável
romance
— Os desfter-
dados,
de
M.
Fernandez
y
Gonzalez. ver
são
de L. Quirino
Chaves, e ornado de pri
morosas estampas, desenho
do
bem
co
nhecido
Manoel
de
Macedo
Distribuirá
a
empreza
10 paginas
por
semana,
1
elo
mo-
dico
preço de
50
rs.
Dá
dois brindes
:
um
de
55000 rs.,
em
cada
volume;
0
ou
tro
um
mappa
da Europa
a
todos
os
as-
signanles.
Este
romance
é
dividido
em
qua
tro
partes
com
os titulos
seguinies:
—
Feio
do corpo
bonito
de alma
—
A
carne
e
o
espirito
—
O que
ha
por
baixo
das
ap-
parencias
—
Morrem
uns
e
outros
perdem-se.
Em
Braga é unico eorregpon-
dente d esta Empreza
o snr. Dias
Freitas,
rua
Nova n. 3, E,
ao
qual
«levem
ser
feitas
todas
as
requisições.
KSCOLA
AMERICANA.
Extrai,
cura
e
conserta
os dentes
ca
riados,
colloca dentes artificiaes com pre-
feição.
Presta-se
a
chamados
fóra
da
cida
de.
Consullorio,
Campo
de
Sanl
’Anna
n.°
I,
das
8
da manhã
ás
5
da
tarde
(2723)
L
’
Illuslration
de
la
mode.
O
mgis
elegante, t
ícamente illustrado
e
barato
dos
jornaes
da
moda.
Pubitca-se
em
Pariz
uma
vez
por mez,
no
formato
dos
grandes
jornaes
illuslrados.
Cada
numero
contém
dez a
quinze
mo
delos de toilette,
urna
grande
folha
de
mo
delos
de
tamanho
natural
e
uma
magni
fica gravura
clorida.
Quem
quizer
assignar
esta
publicação,
dirija-se
á
livraria
de Eugênio Chardron.
largo de
S.
Francisco.—
Braga.
A
empreza
offerece
aos
seus
assignan-
les
um
magnifico
cofresinho
comendo
tu
do
0
que
é necessário
para
um
toucador
e
cujos
objectos
valem
para
cima
de
20
fran
cos.
Preços
d
’as<ignatura
—Portugal:
sem
0
referido
i rinde
—
9
fr.
Com
o
brinde
—
13
fr.
D0 ALTO
DOURO
DA
CASA DE VILLA
P®L'©A
RUA
DO
SOUTO N.°
15
BRAGA.
Acaba
de ser
sortido
este
armazena
com
as
seguinies
qualidades
de
vinhos
engarrafados
e
aquar
tilhados
:
ENGARRAFADOS
Vinho
tinto
de
meza.
.
.
.
.
150
>
> > . . .
.
.
190
>
Lagrima.............................
.
200
>
Branco
de
meza.
.
.
.
.
210
»
tinto
de
meza
fino.
.
.
.
270
»
de
prova secca. .
.
»
. 300
»
Malvasia
de
2.a.
.
.
.
.
360
»
»
velho........................
.
400
>
Bastardo.............................
.
500
>
Moscatel.............................
.
500
»
Malvasia.............................
.
500
»
Roncão
.....
.
700
>
Alvaralhão.
.......................
.
560
>
Velho
de
1854
.
.
.
600
A
RETALHADO
Vinho
para meza 50
e
80,
0 quar
tilho
tinto
e
120
0
branco.
Responde-se
e
garante-se
a
pureza
e
boa
qualidade
de
lodos
estes
vinhos,
po
dendo
todo
e
qualquer
consumidor man-
dal-o
experimentar
por
meio
de qualquer
processo
chymico.
N
’
esles
preços
nãa
fica
incltiido 0
valor
da
garrafa que
0
comprador
apre
sentará
ou
pagará
50
reis
por
cada
uma.
(N
*
)
F
Vi
ti
§
ffili)
José
da
Silva
Fundão
Campo
He
Sant’Annn (lado de bai
xo)
n.°
68.
Participa
aos
seus
amigos
e
freguezes,
tanto
d
’
esta
cidade
como
das
provincias
que
lem
um
bonito
e
variado
sortimento
de
fato
feilo,
casimiras
para
fato
muito
ba
ratas,
córtes
de
calça
a
15500,
25OOO
e
25500
reis;
tudo
fazendas
modernas.
Guarda pós
de
casimira
e
de
alpaques
inglezes,
roupa
branca, assim
como
camisas
de
600
reis
para
cima,
ceroulas
de
400
reis
até
800,
de
panno
familiar,
e
mentes,
bo-
nels
de gorgurão
de
seda
e
de
casimira
de
todas
as
qualidades
de
500
rs.
até
800;
manias
de
seda
de
lodos
os
feitios.
N.
B.
O
annunciante
faz
publico,
que
se
encarrega
de
fazer
qualquer
obra
que
Ibe
seja
encommendada,
e
prumplifica-se
a
ficar
com
ella
quando não fique
á
von
tade
do
freguez.
(P
*
)
Rua
du
Campo,
n.°
22
—
Rruga
Alugam-se
os
altos
da
casa
n.
° 22,
que
tem
cotnmodos
para numerosa
famí
lia.
Trata-se na
mesma
de
seu
aluguel e
póde
ver-se
a
toda
a
hora
do
dia.
(2626)
João
Manoel
da
Silva
Guima
rães.—
Rua
do
Souto
n.°
43.
Compra
e
vende
Acções
de
todos
os
Bancos
e
Companhias,
Inscripções
de
As
sentamento
e
coupons.
(X«)
O professor
em
artes,
lettras
e
scien
cias,
membro
do
clero e
magistrados,
iodo
o
medico,
cirurgião,
dentista
e
artista,
que
desejem
obier
o
titulo
e
diploma
do
doutor
ou
bacharel
honorário,
podem
diri
gir-se
a
Medicui,
rua do
Rei,
46,
em
Jer-
sey
(Inglaterra).
(T
*
)
.....................................................
mmnm-trrr-—
BRAGA
I
TYPOGRAPHIA LUSITANA —
1875. - É o formato de
-
comerciominho_28101875_414.pdf
Parte de Comércio do Minho (O)