comerciominho_26101875_413.xml
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-
3.°
ANNO
1875
FOLHA
COMMERCIAL RELIGIOSA E
NOTICIOSA
NUMERO
413
Assigna-see
vende-se
no
escriptorio
do
editor
e
proprietário
Josi
Maria
Dias da
Costa,
rua
Nova
n.
*
3
E,
para
onde
deve
ser
dirigida
toda
a
correspondência
franca
de
porte. =>
As
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas;
assim
como
as
correspondên
cias
de
Interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS E
SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
anno
1^600
rs.=Semestre
-SõO
vs.=Provín
cias,
anno
25100
rs
e
sendo
duas
45000
rs.=Semestra
15250
vs.=Brazil,
anno
45400
rs.=Semestre
25300
rs.
moeda
forte,
ou
105000
reis
e
55500 reis
moeda
fraca.=Annuncios
por
linha
20
rs.,
repetição
10
rs. Para
os
assignantes
’0
%
d
’
abatimento.
BKAGA-TFRÇA-Fí
illA íG DE
OUTUBRO
Correspondência
estrangeira
PARIS,
16
DE OUTUBRO
/
Correspondência
particular
do
<
Commer
cio
do
Alinho»)
O
ministro
do
interior,
vice-resideote
do
conselho,
M.
Buffet,
acaba
de anoun-
ciar
oflícialtnenie
á
Commissão de perma
nência,
que
no
começo
da
próxima
sessão
será
submenido
á
deliberação
da
Assem
bleia
um
projecto de
lei
eleitoral.
Ora,
como
as
ferias
acabam
no
dia
14
do
pro
ximo
novembro,
brevemeiite
saberemos
a
que nos
aler
ácerca
da
dissolução
do
par
lamento.
Buffet
deseja
que
a
Fiança
proceda
an
tes
de
findar
o
anno
ás
eleições
legisla
tivas,
mas
com
a
condição
de
que
seja
adoptado
o
escrutínio
de
arrolamento.
Graças,
com
effeilo,
a este
procedimento,
M.
Bufft
conla
obter
uma
maioria
de
de
putados
conservadores,
dedicados
á
poli
tica ministerial.
Os
prefeitos
e
lodos
os
agentes
do
go
verno
percorrem
as
povoações
ruraes,
pro-
digalisando-lhes promessas
e
ameaças.
Com
o
escrutínio
de
lista
os
agentes
do
poder
nenhuma
influencia
exerciam
sobre
o
cor
po
eleitoral,
que
nào
podem
nem
corrom
per nem
sedusir.
Ora,
como
aclualmente
a maior
parte
dos eleitores
estão
fanati-
sados pelos
republicanos,
seria muilo
para
receiar,
se
o
escrutínio
de
lista fosse ado
ptado,
que
as
proxunas
eleições (urgissem
a
nova
camara
de
demagogos
e
radicaes.
Paia
obviar
a
este
lamentável
resultado,
M.
Buffet
adiaria
as
eleições
dado o
caso
que
assim
se
presumisse
aconteceria.
O
vice-presidente do conselho
acaba
de
ceder
ás
recriminações
dos radicaes,
demitiindo
o
prefeito
de
Lyon,
M.
Ducros,
que
foi
subsiiluido
por
M.
Welche,
—
o
que
é
uma
perda
sensível
para
o
partido
conservador.
Lavra
grande
indignação entre
os
legi-
timislas,
por
causa d
’uma
carta
dirigida
pelo
conde
Gabriel
de Belcastel
ao
jornal
«L
’
Univers».
Esle cavalheiro,
membro
da
extrema
direita,
tinha-se
até
hoje
mostra
do
mui
dedicado a
M.
o
conde
de
Cham-
bord
:
porisso
qual
não foi
o
espanto
dos
realistas,
ao
vel-o
incriminar
indirectainen-
te
Henrique
V,
accusando-o,
em
termos
pouco
brandos,
de
ter
elle
proprio,
sido
obstáculo
á
restauração
da
monarchia.
Mas
ainda não
é
tudo.
M.
de
Belcastel
decla
ra
que
adhere ao
governo
republicano.
Nào
lhes custará
comprehender
a
surpresa
que
tenha
causado
esta
singular
profissão.
Muitos
realistas
estão
vivamenle
irritados,
e
não
hesitaram
um
só
momento
em
pro-
fligar
o
pronunciamento
de Belcastel.
Ou
tros,
porém,
approvam-no
e
annunciam
que obrarão
do
mesmo
modo.
Os
republicanos
conservam-se
não
mais
unidos
que
os
realistas.
Ha quatro
meses
que
um
novo
grupo
político
se formou
no seio do
seio
do
partido
radical,
—o
grupo
dos
imrangisentes.
Estes
pretendem
que
os republicanos
hão
sido
mui
contem-
porisadores
com
o
ministério
e
lhe
leem
leito
demasiadas
concessões.
Nào querem
continuar,
disetn
elles,
a
ser
cúmplices
ingénuos
d
’uma
politica
reaccionaria. Pro
curarão,
pois,
repellir
todas as leis
apre
sentadas pelo
governo,
e
em
promover-
lhe
uma guerra
sem
tregoas.
Os mais
apaixonados
do
grupo,
os ci
dadãos
Madier
de
Monijau
e
Naquel
per
correm
as
provincias
do
Meio-dia
e
es
forçam-se
por
sublevar
aquellas
populações,
disendo-lhes
que
os
republicanos
modera
dos
traliem
a
republica,
e
que
na
reali
dade
só
trabalham
para
o
restabelecimento
da
monarchia orleamsta.
Para
diser
a
verdade
aoa
leitores,
es
tes
intransigentes
sào
considerados
como
ambiciosos
e
de
maus
precedentes por
um
antigo
membro
do
governo
de
1848,
o
socialista
Luiz Blanc. Esle
cidadão
sente
grande
inveja do
prestigio
de
que
gosa
entre
os
republicanos
o
ex-diclador
Gam-
belta,
e
não
lhe
soffre
o
animo
que,
ape
sar
da
sua
pouca
elade,
M. Gambetta
esteja
dirigindo
o
partido
democrático
fran-
cez.
O'a, é com
o
intuito
de destruir o
prestigio
de
Gambetta
e
de
lhe alienar
adhesôes,
que
M.
Blanc
os
persegue
ac
lualmente.
Não
ha
alli,
pois, mais
do
que
uma
guerra
de
rivalidade.
Para neutralisar
as
intrigas
do
seu
cor
religionário,
o
cidadão
Gambetta
propõe
se
pronunciar
brevemenle
um
extenso
dis
curso
no qual advogará
as
circumstancias
alteouantes
em
favor
da
politica dila
mo
derada.
Não
acreditem
porisso
qoe
os
princípios
políticos de Gambetta sejam
menos
avançados
que
os
de
AI.
Luiz
Blanc.
Estes
dois
depu'ados
leem
absoluta
mente
o
mesmo
programma;
apenas
difle-
rern
sobre
a questão
da
opportunidade.
Um
crê
que é
mais
habil
aflectar
uma
certa
moderação; o outro
pensa
que
é
necessário
affirmar
as
ideias
democráti
cas,
sem
a
mínima
dissimulação.
M.
Thiers
está
naturalrnente
d
’
accordo
com
M.
Gambetta
*
;
elfe
vae,
também
pro
ximamente,
pronunciar um
discurso,
para
combater
os
intransigentes,
dos
quaes
um
dos mais
fanaticos,
M.
Engelhais,
acaba
de
ser
nomeado
conselheiro
municipal
de
Paris.
H.
(Conclue a« proxituo
n.
*)
Os
eemiterios.
D
’
um
jornal
brasileiro
:
Hoje,
em
que tanto
se
falia
de
secula-
risação
dos
eemiterios
sem
mesmo
com-
prebender
a
etimologia
d’
esta
palavra
e
ainda
menos
a
significação
mislica
do
lo
gar
que
ella
exprime,
vejamos
o
que
si
gnifica esse
logar
de
honra
que
a
Reli
gião
destina
para
o
repouso
de
nossos
corpos
separados temporariamente
de
nos
sas
almas;
admiremos a
sua
linguagem
moda mas
eloquente,
fallando
contiuua-
mente
ao cbrislào
dos seus
destinos
im-
mortaes,
ao
passo que
enche
de
terror
e
de
pungentes
apprehensões
o
coração
do
ímpio e
do
materialista.
A
palavra
cemiterio
quer
dizer
dor-
mitorio.
e
foi
o
christianismo
quem
pri
meiro
deu
este
nome
ao
logar
onde
re
pousam
os
finados
:
a
morte,
a
seu»
olhos,
não
é
mais
que
um
somno,
ora
o
som-
no
encero
a
ideia
de
acordar,
e
pois
a
palavra
cemiterio
recorda-nos
o
dogma
da
resurreição.
A
Egreja
deu
sempre
provas do mais
prolundo respeito pelos
despojos
moitaes
dos
seus
filhos.
Os
primeiros templos
e
a»
catacumbas
eram
eemiterios,
e
era
entre
os
mortos
que
os
vivos
se
reuniam
para orar
e of
ferecer os santos
Mistérios.
Mais
larde,
sendo-lhe
concedida
a
paz e
com
ella a
liberdade
de
construir
templo»
chrisiãos.
a
Egreja
empenhou se
em
consagrar
um
logar
para
as
sepulturas;
quiz
que esle
logar fosse
contíguo
ao
templo,
afim
de
despertar
a
nm
tempo a lembrança
do
berço
e
o
pensamento
da
morte,
e
mos
trar
aos
homens
que
uma
mãe
não
se
esquece
de
seus
lilhos,
mesmo quando
não
pertencem
mais
ao
numero
dos
vi
vos.
Todos os eemiterios
são
bentos:
a
Religião
noa
ensina
que
a
morte
não
des
poja
os
homens
de
sua
entidade,
e
que
elle
continúa
a ser
respeitável
alé
nas
cin-
I
zis
do
tamulo.
A
bênção
dos
eemiterios
é
uma
ce
remonia
reservada
ao
bispo
ou
sacerdote
a
quem
elle
para
isso auclorisar.
Na
vespera
da
ceremonia
tioca-se
no
meio
do
cemiterio
uma
cruz
de
páo
da
altura
de
um
homem,
tendo
tres
hastes
lambem
de
páo
dispostas
para
receber
tres
velas,
sendo uma
no
tope
e
duas nas
extremidades
de
cada
braço.
Diante
da
cruz
íioca-se
uma
estaca
de
páo de
2
pé
*
de
altura,
tendo
na
extremidade
tres bas
tes
similbantes
ás
da
cruz
Como
são
cheias
de
instrucções
todas
as
ceremooias
da
Egreja!
essa
cruz
que
representa
o
Salvador
<!o mundo
lá
fica
de
pé
para pro
teger os
despojos do
homem,
de
que
a
madeira privada
de
seiva
e
de
vida
é
imagem
liei.
No
dia
seguinte
o
bispo
oo
o
sacerdo
te incumbido
da
bênção,
dirige-se ao
ce
mitério,
revestido de
ornamentos brancos,
emblema
de
um
mistério
consolador
;
as
velas
são
accesas
para
significar a
resur
reição,
e
o
seu
numero
indica a
SS.
Trin
dade
em
cujo
nome e
por
cujo
poder
se
deve
operar
a
resurreição.
A
oração
seguinte,
que
o
celebrante
reza,
revela-nos
o
espirito
d’esla tocante
ceremonia
:
«O’
Deus
omnipotente
e mise
ricordioso,
qoe sois
o
proteclor
das
al
mas
e
a
esperança
dos
fieis,
ouvi
benigno
a
nossa supphca, e
dignai-vos
com
a
vos
sa bênção
celestial
purificar
esle
logar
e
lornal-o
santo,
afim
de
que
os
corpos que
n
’
elle repousam
mereçam,
depois
d’
esta
vida e
no
grande
dia
do
juízo,
a
imtnor-
talidade
feliz,
e
partilhem
a
ventura
eter
na
com
as
almas
justas
»
Após esla
oração,
o
clero
e
os
fieis,
prostrados
de
joelhos
diante
da
cruz,
can
tam
a
ladainha de Lodos
os sanlos
para
rogar-lhes
que unam
suas
preces
ás
nos
sas.
Segue-se
depois
uma
procissão
solem
ne
em
redor
do
cemiterio,
com
aspersões
de
agua
benta
e canto
do
Aliserere, e
tu
do
isto
lira
do
logar
e
da
ei»cumstan-
cia
o
quer
que
seja
de
tocante
e
lúgu
bre.
O
celebrante
volta
para
junto
da
cruz,
pois é
ahi
que
convém
orar.
Elle
dirige
uma
nova
supplica
ao
Deus
da
vida
e
da
morte,
e
tira
depois
as
velas
accesas
de
sobre
a
estaca
para
collocal-as
nas
hastes
da
cruz.
Esle
acto
parece
dizer
ao
ho
mem:
«A
esperança
de
resurreição que
comtigo
desce
ao tumulo,
será
realisada
por
Jesus
Christo.
Tu
és
membro d’
elle,
elle
o
leu
chefe;
elle
resuscilou
;
repara,
o
seu
corpo
resplandece
já
d’
mimortalida-
de.>
Arranca-se
a
estaca,
mas
íica
a
cruz
para
apregoar
a
todas
as
gerações:
«Vós
resuscilareis
;
vosso
Redemplor
aqui eslá
de
pé
e
guarda
vigilante
o
logar
em
que
a
morte
vos
venceu»;
e
o
celebrante,
con
siderando
na
cruz
o
Deus que
ella re-
prestnti,
a
sauda
com
respeito,
iucensa-a
por
tte«
vezes
e
relira-se.
Cesse,
pois,
para
o
chrislão
o
terror
da
morte,
pois
que em breve
não
será
mais
presa
d
’
ella
;
tenhamos
diante dos
olhos
t
emblema
da
resurreição
e
da
im-
moriaiidide,
que
nos
aguarda
no
proprio
logar
d»
nassa
sepultura ;
quando
visitar
mos
esses
sitios,
onde
descançam
nossos
antepassados
c
onde
nós
mesmos
repou
saremos
um
dia, façamol-o com respeito,
unindo
ao
justo
sentimento
de
pesar
e
de
tristeza
que elles nos inspiram,
pensamen
tos
que
desapeguem
da terra
as
nossas
alma»,
• as
elevem
para
a
mansão eterna
dos
eleitos
de
Deus.
Duas novidades ao
snr. Sérgio
e
a
outros
livres-pensadores
O snr.
Sérgio
de
Castro,
académico
que
não
temos
a
honra
de
conhecer,
escre
veu
algures,
assim
a modo
de
querer
dar
uma
piadinha ao
artigo
das
Farpas
sobre
os
Lazarislas
do
snr.
Ennes,
que
ha
dias
transcrevemos
com
o
elogio,
que elle me
recia
(nas
Farpas
todavia
nec
semper
lilia.
florent
digamos isto
para
descargo
de
consciência)
:
«Dezejava
eu
saber
se
a
mulher
que
tão
bem tratou
um
enfermo
estranho
(?)
nas
terras
d
’
Africa
não
linha
deixado
a
morrer
na
Europa
seu
pae
estremecido
que
se
íinára
com
a
dor.»
O
argumento,
embora
sofistico
por to
dos
os
lados
por
onde
se
encare, é
com
tudo
aspecioso.
Mas
nós temos
a
dizer
algumas coisas e principal mente
a
dar
duas
novidades
ao
snr.
Sérgio.
Tenha
paciência
de nos
ouvir
:
l.a
coisa:
—
O
seu
argumento
prova
demais
;
e por
isso
nada
prova
Se
elle
fosse
verdadeiramente
logico
e
concluden
te.
seguir-se-ia
que
ninguém poderio sair
nunca
do
lado
de seus
paes,
nem
por
motivos de
Região
on
de
caridade,
nem
para
augmeolar
fortuna,
ou
para
se diver
tir,
ou para
instruir-se,
fasendo
investiga
ções
scientificas,
ou
para
casar
em
paiz
distante,
etc.,
etc.
Isto
rnelte-se
pelos
olhos,
e é
escusa
do insistir. O
snr.
Sérgio
deve
confes
sar
que
por
este
lada
rem
acu
non tcligit;
isto
é,
que
cincou.
2?
coisa:—
Será
verdade
que
para
ca
tholicos haja «estranhos»
em
qualquer
pon
to
da
terra
? O
Espirito
Santo
nao
o
diz;
antes
se
estabelece
doutrina
contraria
em
varias
parles da Escriptura.
Citaremos
só
um
logar
:
—
Non
est
distinctio
Judaei
cl
tiroe-
ci,
etc.
E
accrescenta
a
rasão
(Dum, 10.
12.)
—
Num
idem ominus omnium.
Quem
ignora
o
que
significa
a
palavra
calholico?
...
E
se
até
os mações
chamam
irmãos
em
todos
os
pontos
do
mundo,
leria
graça
que
os
catholicos
se chamas
sem
estranhos!
Mas
para
certos
e
determinados
catho
licos
—
digamos antes
—para
mulheres ca
tholicas,
dedicadas
de
um
modo
especial
ao exercício da
caridade,
isto é,
ao sacri
fício
e á dedicação
pelo
proximo
(argu
mento
á
fortiori).
será
possível
admitti-
rem-se
estranhos?!
Proximo
estranho !
—
que contra-senso
!
Concorde,
snr.
Sérgio.
3?
coisa:
—
\ollando
ao
seu
argumen
to,
não
lhe
parece
qne,
se
elle
fosse
ver
dadeiro,
nos
devíamos
confessar
devedo
res da
civilisação
christã
a
uma
serie
de
peccados
e
de
crimes
dos
primeiros
Apos-
tolos,
que abandonaram
pae
e
mãe
que se
podiam
«finar
com
a
dôr»,
para
nos
virem
prégar
o Evangelho
a
estas
remotas
pla
gas
lusitanas?
Não
era
melhor,
só,
para
não
faltarem
a
um
dever
de
justiça,
deixarem
nos
com
nossos fetiches,
com
nossas
divindades
suí
nas,
com nossos
cruentos
sacrifícios
hu
manos
de
vez
em
quando,
e
até
mesmo
com
nossas
bolotas,
do que
virem
lá
de
tão
longe,
deixando
o
papá «estremecido»,
e
talvez
o
que
ainda
é
mais
sentimental
a
mamã
chorando,
só
para
obedecerem
ao—
proedicate
Lvangeliuni
omni crealuru:?
Ah!
snr.
Sergiu,
pensou
no que dis
se
! !
Mesmo
só
racional,
mesmo só
phi-
losophicamente
fallando...
Confesse
que não
pensou,
ou
que
pen
sou
mal.
E
agora
dar-lhe-hemos
as
duas
novida
des
promettidas
:
i.
a
novidade
:—Deve
saber o
snr.
Sér
gio
que
enlre
as
Irmãs
da
Caridade
(as
sim
como
entre
os
Lazarislas,
enlre
os
Jesuítas,
e
em
geral, nas
cominunidades
religiosas
catholicos)
não
se
acceitam
no
vos
membros
(pretendentes
ou
aspirantes
ao
noviciado),
sem
que
provem
que
seus
paes,
avós, irmãos ou
irmãs
em tenra
ida-
de,
ou
em
ida
le
perigosa,
não
precisam
absolutamente d’
elles para
viver
com cer
ta
decenc»a,
segundo
o
seu
estado.
Não
lhe
parece
que as
ieis
e
as
ins
tituições,
meramenie,
civis nunca foram
mais
longe
no
respeito
á
piedade filial ;
pois
que
passados,
quando
muito,
os 25
annos de idade,
uma
filha
ou
um
filho...
(bem
sabe
o
que queremos
dizer).
—
«Sim
!»
—
repiicar-nos-ha
talvez,
o
sr.
Sérgio,
disfarçando
a
admiração
que
lhe
causou,
por
ceno
esta novidade,
e
pre
tendendo
por
outra
parte apanhar-nos
em
sua
rede
sofistica
e
paiavrosa;
«Sim!
muito
bem!
Mas
se
os
paes
ou
irmãos,
de
um
mancebo
ou
de
uma
donzella
não
precisavam
(Telle ou
d’
ella,
para
viverem
segundo
a
decencia
do
seu
estado,
quan
do
qualquer
dos dois entrou
no
noviciado,
não
póde acontecer
q<r
*
depois
venham a
cair
na
extrema
miséria?
Logo,
eis
ahi
que...»
Espere,
espere
snr.
Sérgio
;
não
vá
mais
adiante, pois
que
lhe
queremos
dar
a
2.“
novidade
:
—
Quando
parentes
mui
proximos (irmãs
orfãs,
por
exemplo,
e
paes,
sobre
tudo)
de
um
membro
de
qual
quer
ordem
religiosa
caírem
em
extrema
miséria,
de
modo
qne,
racionalmente,
se
julgue
precisarem
do
auxilio material
d’
a-
quelle
membro
de
sua familia para vive
rem
livres
de
vergonhas
do
mundo,
como
é
costume
dizer-se.
de
duas
uma
: ou esse
membro
da
ordem
religiosa, que
realmen-
menle
nunca,
deixou
de
ser
membro
da
familia,
por
mui
enérgicos
<jue
sejam
cer
tos
textos
evangélicos
—
textos
que muita
gente não
entende,
ou
finge
não
entender
—
ou
esse membro, repelimos, pede
á
au-
ctoridade
competente
a
sua
demissão,
para
ir
on
ie
o
chama
a
voz
de
um. dever
na
tural,
santificado
pela
lei
da
graça
;
e
es
sa
demissão,
izenla
de
toda
a
censura
(no
te
bem
!),
jámais
ilie
será
negada;
ou
se
o
demitlir-se
não
é
o
que mais convém,
nem
o
que
melhor
e
mais
proinptamente
remediará
o
mal
; e
se
a ordem
religiosa
a
que
pertence
o
não
quer
perder,
dispór-
se-hão
as
coisas
de tal modo
que
se
acuda
á
urgente
necessidade,
segundo
a
carida
de
bem
entendida,
cumpriodo-se
assim
um
dever
de
piedade
filial, e
ficando
to
nos
satisfeitos
:
—
tulli
conlenli
!...
E
que
tal
?
Que
mais
quer o
snr. Sérgio
de
Cas
tro?
Querendo
mais,
vá
a
sua casa.
Mas
antes,
dè
cá essa
mão...
Adeus!
au
revoir
!
Ligeiros
traços
biográficos
:=Esle
snr.
Sérgio
de
Castro
é
um mancebo
de
mui
to
talento,
de
muita
leitura
(mal
escolhi
da,
isso
sim).
Tem
bastante
penetração,
bello
estilo;
e
o
que
mais
concilia
a
nos
sa
benevolencia,
e
um
certo
aífecto
ou
sympalhia
para
com
elle,
é a
sua
franque
za.
Temol-o
seguido
desde
muito
atravez
de varias
folhas
em
que
elle
tem publica
do
os seus
artigos;
encontramol-o
sempre
um
impio, por
desgraça;
mas se
nos
nào
falha
a.
memória,
ainda
o
não
encontra
mos
um
hipócrita,
como
a
muitíssimos
ou
tros de
seus
coliegas
c amigos, livres
pen
sadores.
Esie
nào
se finge
christão,
mui
to
menos catholico,
para
combater
os
ul
tramontanas.
Entre
adversários
das
nossas
crenças
os
homens
do
caracter
do
snr.
Sérgio
são os
únicos
a
quem não
duvi
daríamos
estender
a
mão,
Verdade
é
que
por
bastantes
vezes
o
temos
perdido
de vista
:
e
durante
esse
lempo,
quem
sabe?!...
Havemos
soffrido
tantas
desillusões
a similhante
respeito!
No
entanto,
suppomos
o
melhor,
ou
an
tes
o
menos
máo. que
é
essa
a
nossa
obri
gação.
S.
S.a
tem
péssimas
idéas,
está
cheio
de
prevenções ridículas,
e
é
d
’
uma igno
rância
crassa
em
tudo
o
que
diz
respei
to
á
Religião e
ás questões
sociaes
religio
sas
que
mais
se agitam
em nossos
tem
pos.
Estuda
em
Coimbra,
depois
de
haver
estudado
n’algum
collegio
ou lyceu
d’esses
que
por
ahi
ha.
Será
elle
o
unico
culpa
do
do estado
lastimoso
em
que
se
encon
tra
o
seu
espirito?
Cremos
sinceramente
que
não...
Dada
a
condição
apontada
de
seu ca
racter;
estudando
melhor
;
e
sobretudo
—
e
mui
principalmenle
—orando
um
pouea-
chinho a
esse
mesmo
Deus,
de
cuja
exis
tência
duvida;
e
procurando
ser
humilde
;
nutrimos
firme
esperança
de
que ainda
virá
a
ser
dos
nossos.
«E
’
um
furibundo,
é
um
exaltado»
—
ouvimos
dizer.
—Tanto
melhor
e
tanto
mais
facil
(ah!
os
moderados
!...
E
’
sincero?
é
franco
?
Por
isso
mesmo
ha-de
vir
!
(
C.
da Tarde)
REVISTA ESTRANGEIRA
líispanha.
Hendaya
14.—
Alguns emissários chega
dos
de
S.
Sebastião
ofiereceram
aos
car
listas, a
preço
d
’ouro,
a
entrada
de
mui
tas posições.
Segundo
a
ordem
do dia
o
comrnan-
dante
general
d
’Andoain,
405
bombas
fo
ram
lançadas
sobre
S.
Sebastião
desde
o
dia
28
de
setembro.
O
general
Trillo,
no
seu
relatorio so
bre
a
batalha
do
dia 28,
reconhece
ter
sido
batido,
elle
confessa
uma
perda
de
253
homens.
I
00
bombas cahiram
a
noite
ultima
sobre
S. Sebastião
;
os
estragos
são gran
des.
—
Hendaya 16.—O
inimigo, ern
procu
ra
do
qual
o Rei
tinha
ido
alé
a
Los
Ar
cos,
dirigiu-se
sobre
Victoria.
S. Mage-iide
tornou
a
entrar em
Es-
telia,
acompanhado
do
conde
de
Caserta
e
do
duque
de
Parma.
Os
carlistas
derrotaram
uma
columna
affonsista de
2:000
homens
e perseguiram-
na
até
S.
Vicente
(província
de
Logro-
<>ho),
de
onde
ella
tinha
sahido.
Outras
forças
que
tinham
tentado
uma
marcha
contra
as
posições
carlistas
nos
arredores
de
Bilbao,
foram
igualmente
re
peli
idas.
—
Tolosa
13
de
outubro.
—
«O
general
íluguet,
chefe da l.
a
divisão
da
Catalu
nha,
acaba
de
infligir
ás
tropas
de
Mar
linez
Campos
um
cheque;
de
gravidade.
No
dia 21
de
setembro,
a
columna
af-
fonsina
de
Gamprubi
e
Moreno,
forte
de
1:200
homens,
2
peças
de
artilheria
e
70
cavallos,
atacava
quatro
companhias
carlis
tas
do segundo
batalhão
de
Gerona, acan
tonado
em la
Sellera.
Protegido
por
um
espesso
nevoeiro, tinha
conseguido
o
ini
migo,
depois
de diversas
conto-marchas,
surprebender
iTeste
ponto
esta pequena
força
que
resistia
heroicamente.
O general
Hugnet
achaca-se
em Au-
ver
com
orna
parte
dos
lerceiro
e quar
to
batalhões
da
segunda
brigada.
Receben
do
aviso da
surpresa
de
ia
Sellera,
saiu
logo
á
Irente
dos
seus e
occupou
o
Paste-
rol.
D
’
ahi
deu
ordens
ao
coronel
D.
Ma
nuel
Puigrert
de
tomar quatro
compa
nhias
do lerceiro batalhão e
tres
do
quar
to
para
ir
proteger o
segundo,
que
o
ini
migo
obrigàra
a
sair
de
Sellera.
O
gene
ral
íluguet, com a
companhia
dos
guias,
ia
peia
sua
parte
collocar-sé
acima
d
’
An-
glés. no ponto
chamado
La Pineda.
Os
aífunsisias,
á
vista
dos
reforços
con
duzidos
pelo
coronel
Poigrert,
fugiram
á
debandada
e
foram
procurar
um
refugio
em
Anglés, onde
permaneceram
até
ás
on
ze boras.
N este
momento,
não
se
jul
gando
em
segurança,
bateram
prudente
mente
em
retiraria
para
Gerona,
persegui
dos e
molestados
até
ao
Pia
de
Troyas
pelas forças
carlistas,
que
ceriamente
não
teriam
deixado
de
os
carregar
á
baione
ta
até
ás
portas
de
Gerona, se
não
fôra
o
soecerro
opportuno
que
lhes
chegou. Ef-
fectiva
‘
mei)ie
o
general Huguet,
sabendo
que
as
columnas
d
’
Arrando
e
del
Rayo
reunidas
procuravam
collocil-o entre
dous
íogos,
mandou
cessar
a
perseguição
e
foi
dormir
traoqoillaraente
a
Anglés.
Os
carlistas
uão
tiveram
n
’
este
bri
lhante
encontro
mais
do
que
um
morto^e
tres
feridos. As
perdas
dos
liberaes
são
muito
mais
consideráveis.
No
dia
seguin
te,
quarenta
de
seus feridos
eram
trans
portados
em
carro
a
Gerona.
Um
lòcto monstruoso,
passado
n’
esta
acção,
demonstra
claramente
os
selvagens
instiosclos
das hordas
liberaes.
No
movimento
operado
pelo
segundo
batalhão
para
sair
de la
Sellera,
um
vo
luntário
carlista
caiu nas mãos do
inimi
go.
Esle
infeliz
foi
iinmediatamente
assas
sinado.
e
seus
membros
mutilados
.servi
ram
de
ludibrio
a
soldados
indignos
que
passearam
orgulhosamente
áquelles
peda
ços
de
carne
palpitante,
como
um
glo
rioso trofeu.
Eis
o
que
é
o
liberalismo!
eis
o
que
é
o
affonsismo
!
O
snr.
D.
Carlos
accedeu
ao
pedido
de Dorregaray
de
ser
submeliido
a
um
tribunal militar o
seu proceder
por
occa
sião
dos
recentes
acontecimentos
do
Cen
tro.
Eis
a
carta
que
a
este
respeito
escreveu
a
Dorregaray
:
•
Meu
caro
general.
Recebi
a
tua
carta de
3,
na
qual
tu
me
pedes
um inquérito
para
justificar
a
tua
conducta
no
Centro.
Como
combato
pela
justiça,
consinto
|
em
satisfazer
ao
leu
desejo
para
le
con
servar
a
estima
de
que
le
tens
tornado
digno
por teus
serviços
passados,
ou
pa
ra
fazer
pesar sobre
ti
os
rigores das leis
corno
sobre
o
ultimo
de
meus
vassal-
los.
Que
Deus
te
guerde, como
o
deseja o
teu
rei,
Carlos.
Ouartel
Real d’
Estella,
7
d
’
outubro
de
1875.»
A
’
s
ultimas
noticias
tinham
saido
para
Los
Arcos SS. AA.
BB.
o
duque
de
Par
ma
e o
conle
de
Ca
*
eita,
seguidos
a
curia
distancia
pelo general
Pernla.
Hontem á
noite,
Soa
Magestade,
acom
panhado
de
toda
a
casa
real,
seguido
pelo
esquadião
dos
guardas
a
cavallo
e
1.
a
ba
teria
montada
sistema
Vavasseur,
saiu de
Estella
na
mesma
direcção.
O
inimigo
buscou
responder
ao
bom
bardeamento
d’
Hernani,
Guetaria
e
S.
Se
bastião,
voltando
lodo
o
furor
de
seus
Krupps, recentemenle
desembarcados
em
S.
Sebastião,
contra
U<niela
e
Lasarle.
Por emquanto
não
conseguiu
tomar
a
mais pequena
desforra,
pelo
contrario
vão
ser
restituídos
com
usura
a
S.
Sebastião
os
obuses
tão
inutilmente
prodigalisados
contra
povoações indefesas.
J.
B
GAZETILHA
Meeting.
— Realisou-se ante-hontem,
no theatro
de
S.
Geraldo,
uma
reunião
dos
eleitores
deste
concelho,
para
deliberarem
ácêrca
da
eleição
da
futura
camara
muni
cipal.
Constituida
a
mesa. composta
dos
ex.mos
snrs
:
visconde
de
Pindella,
presidente;
Antonio
Lopes
de Figueiredo
e
Manoel
José
Rodrigues de
Macedo,
secretários,
oraram
os
ex.mos
snrs
:
conde
de
Ber-
liandos,
Manoel
Juaqnim
Penha
Fortuna,
Anlonio
Maria
Pinheiro
Ferro
e, Joaquim
Alves
Matheus
e
F.
Xavier de Sousa
Tor
res
e
Almeida.
Depois
dos
discursos»
destes
cavalhei
ros,
nomeou-se
uma commissão, para or-
ganisar
a
lista
dos
indivíduos
que
devem
gerir
os
negocíos municipaes
no
futuro
bien
nio,
commissão
que
ficou
composta
dos
se
guintes
snrs.,
os
quaes
tinham
sido
pro
motores
do
meeling
:
Visconde
de
Pindella
Anlonio
Brandão
Pereira
Anlonio
Esteves
d
’
Amorim
Antonio
Fernandes
Cortez
Vieira
Antonio
José
Pimenta
Gonçalves
Júnior
Anlonio
José
Vieira
da
Cruz
Anlonio
Lopes
do
Figueiredo)
Anlonio
Maria
Pinheiro
Ferro
Beulo
Miguel
Leite
Pereira
Boaventura
José
da
Costa
Conde
de
Berliandos
Fernando
Castiço
Francisco
de
Campos
d
’
Azevedo
Soares
Francisco
Xavier
de
Sousa
T.
e
Almeida
Gonçalo Antão
de
Macedo
Sá
e
Abreu
João
An
onio
da
Silva
Pereira
João
Carlos
Pereira
Lobato
Joaquim
Alves
Matheus
José
Alves
de
Moura
José
Borges
Pacheco
Pereira
José B-andão Pereira
José
Joaquim
Gomes
d’
Araujo Alvares
José
Joaquim
Soares
Russel
José
Jorge Soares Russel
José
Rodrigues
Braga
Manoel
Joaquim
Penh?
Fortuna
Manoel
José
Rodrigues de
Macedo
Nicolau
Barata
de
Mello
Marinho
Visconde
de
Montariol.
Bom
livro.—
Uma
das
melhores
obras,
que
se
publicaram ácêrca
do
Concilio
do
Vaticano,
é,
sem duvida,
a
que
saiu
á
luz
em França,
com
o
titulo
de
Le
Triom-
phe
de
V
E'glise, e
que
se
compõe
de
in
teressantíssimas
carias
pastoraes
de
al
guns prelados italianos,
contendo
uma
ex
posição
tbeolugica,
lilosofica
e
histórica
das
doni/inas
definidas
n
’
aquefia
sagrada
as
sembleia,
tudo vertido
em
francez pelo
doutor
Maupied. Sobre esla
versão fran
cesa
está
fazendo
outra em
portugoez
o
ex.
ino
D.
Miguel Solto-Mayor,
trabalho
que
se
acha
já
muilo
adiantado,
e
que
appa-
recerá
brevemente
a
publico
editado
pelo
snr.
Manuel
Malheiro,
proprietário
de
um
novo
estabelecimento
de
livros
no
Porto.
Mercê.—
O
ex.
1110
José
Borges
de
Fa
ria
Pacheco,
Pereira,
d
’
esta
cidade, foi
agraciado
com
a commenda
da ordem
mi
litar
de
Nossa
Senhora
da
Conceição de
Villa
Viçosa.
Ahalo
de
terra.—
Sentiu-se
um,
bas
tante
violento,
ante-hontern,
entre Mafra
e
a
Ericeira.
Causou
avarias
em
quasi to.
das
as
casas
do
povoado
líoras a ipe se tíeve tomar o
clȇ
e
o eafé.
—
N
’
uma
obra
sobre
alj.
mentação,
publicada
pelo dr. Dobei,
indi
ca
este
professor uns
preceitos
higiénicos
sobre as
horas
do
dia
mais
apropeíadas
para
tomar
o
chá e o
café,
que
são
di-
gnos
de
attenção.
Em
primeiro
logar,
censora
energica
mente
o
costume
inveterado
das
classes
mais
abastadas
de
comer
muito
tarde
e
tomar
á noiie
chá
ou
café;
eslas
desor
dens
na alimentação
conduzem á dispépsia.
Aconselha
que
se
tome
o
café tres
horas
depois do
almoço,
se
esle tiver
sido
abun
dante;
e se
se
quizer
tomar
chá
ou
café
depois
de
comer,
de«e
ser
immediata-
mente
em
seguida,
como se
fôra
o
ultimo
prato,
para
que
assim
faça
parle
da mes-
ma
comida
e participem
do
mesmo
pro
cesso
digestivo.
Aflirma
lambem
que
o
tomar
o
chá
ou
o
café
urna
ou
duas horas depois
de
qual
quer
comida,
é
o
mais prejudicial
que
póde
haver.
Recommenda
finalmente,
n’
uma
parte
da sua
obra,
que
quairo
horas
depois de
comer,
ou
então
ao
deitar, é
mui
con
veniente beber
um copo
d
’
agua,
pois
lim
pa
o
eslomago
dos resios
cios
alimentos
digeridos,
produz
ura
somno
reparador
e
faz
que
a
bôcca
tenha
bom
paladar
e
a
lingua
esteja
limpa
ao
accordar
pela ma
nhã
—
(Do
«Paiz».)
iDit
*
>re«sasate.
—
Acabl
de
publicar-se
em
Turim
uma
obra
d©
marquez
de
Montemar,
sobre
as
negocia
ções
secretas
por
causa da
elevação
ao
throno
de
Hispanha
de
D.
Amadeu.
A
es
ta
obra
estão
juntas
as
copias
de
muitos
despachos secretos,
de
M. Bismark.
Efeitrttisti®»
euriíiKs».—
Segundo
uns
trabalhos
de
estatística
parochial,
flue
nos
dizem existir,
casaram
em Portugal
du
rante
o
anno
de
1862,
onze
pessoas
de
mais
de
80
annos,
sessenta e
oito
de
70
a
80,
trezentas
e
seis de 60
a
70,
mil
e
dez de 50
a
60, quatro
mil
cento e
on
ze
de
40
a
50,
treze
mil
cento
c quatro
de
30
a
40, vinte
sele
mil
seiscentas e
sele
de
20
a
30,
e
quatro
mil
duzentas
e
vinte
sete
até
20.
—
[B.
de Setembro.)
«U
m
I
juz
»
ríBtas».—
A
proposito
(Tes
te
doma
que
tantos
escândalos
lem
pro-
dusido
no
theatro
porluguez,
escreveu o
dislincto
snr.
padre
Senna
Freitas
ura
opúsculo
intitulado
<Os Lazarislas
pelo
«Lazari^la»
snr.
Ennes».
U
escripto
do
snr.
padre
Sentia
Freitas
refuta cabal
e
brilhantemente
as
heresias
históricas
do
dramaturgo
niaçon,
que
deu
tão
triste
cópia
de
si,
calumniando
uma
nobilíssima
instituição
como a
de
S. Vi
cente
de
Paulo,
a
troco de
alguns
vin
téns
do
Ironco
da
beneficencia
e de
algu
mas
palmas
da
claque
assalariada.
Recommendamos
aos
amigos
da
verdade
e
das
buas
leltras a
leitora
do
interessante
opusculo
do
dislincto escriptor catholico.
—
(«Apostolo», do Rio
de
Janeiro.)
«A teesiSa
de waesstre íuaa<e;4Si»,—-
E’
esle
o
tituio
de
um
romance
religioso
do
rev.
1110
padre
Senna Freitas, o
talentoso
auctor
do-
livro
«No
Presbyterio
e no
Tem
plo», que
o
snr.
Ernesto
Chardron
acaba
de
editar
no Porto.
U nome
do remancista
vantajosamente
reputado
no
mundo
das
leltras,
é
uma
excellente
reconiínendação
para
o
seu
novo
livro.
Lêmos cotn
toda
a
attenção «A tenda
de
mestre
Lucas»
e
só
achamos
motivo
para
felicitar
o
seu
illustrado
auctor, qoe
estreiando
n’este
genero
de
iitteratura,
como
diz,
revela
muita
aptidão,
e
conse
guiu
faliar
ao
coração
do
leitor,
narran-
uo-lhe
uma
historia
singela,
mas comino-
vente
e
perfumada
de
uneção
religiosa.
Nao
resta a
menor
duvida
de
que
«ao
chegar-se
á
ultima
pagina
de
tão
bello
li
vro, sente-se a
gente
mais
perto
de
Deus,
e
mais
entrado
comsigo
pela
resignação
e
peia
coragem»
para
servir
nos
quasi
das
próprias
palavras
do
auctor.
«A
tenda de
mestre
Lucas»
ou
a
his
toria
de
um
pobie
de
Deus
contada por
elle
mesmo,
é
um
livro
digno de ser
manuseado
no
seio
das nossas famílias.
Ha
ifelle
paginas
inspiradas
e
um
perfu
me
do
céo
que
nos inebria
a alma.
Nossos
parabéns
ao
snr.
E.
Chardron
por
mais
este presente feito
á
litieratura
dos
dois
mundos.
—
(«Idem»)
Caminho
de ferro do Ifouro e
Minho.
—
A
contar
do l.° de
novembro
proximo,
será
alterado
o horário do
ca
minho
de
ferro do
Douro
pela
fórma
se
guinte
:
Os
comboyos
ascendentes
partirão
:
o
Quem,
ao
virar
uma
esquina,
não
abal
roou
com
a
grave
individualidade
de
um
gallego
carrejão,
com a
impassível
unida
de
um
aguadeiro?
Comendo
ou
faltando,
quem
não
mor
deu
ainda
a
lingua
?
A
noite
entra
perfeitamente
n’esta
or
dem
de
ideias.
Qualquer
d
’essas
impressões
póde
con
fundir-se
com
a
noile,
debaixo
do
ponto
de
vista
commum.
O
que
é
a
noite ?
Meditem
bem
e
comprehenderão que
é
uma coisa
que
nos
faz
ver
as
estrellas.
O
phenomeno dá-se assim
:
O
sol,
fatigado
de
olhar
para
a
terra,
levanta os
seus raios para
o ceu, como
o
dissolle
olhar
d
’
um
aílliclo.
Esse
olhar,
cuja significação
não ap-
parece
em
diccionario
algum,
quer
com-
tudo
dizer
em
todos
o$
ediomas
—
ceu !
Depois
d
’esses relâmpagos
dos seus úl
timos
raios,
cujos
resplendores
brilham
em
todas as
direcções
corno
os
reflexos
d
’um
ineendio,
elle
desapparece
por
detraz
das
montanhas,
esconde-se
na
escuridade
do
bosque
longínquo,
ou
submerge-se
no
mar.
Algumas
nuvensinhas
caprichosas
as
somam no
horisonte, cheias
de impacien
te
curiosidade, e,
ao
verem-se
illuniina-
das
por
aquelle
ultimo
olhar,
param
sus
pensas,
vacilam
no ar
e
como
que
coram.
O
vento corre
d
’
um e outro
ponto
com
silenciosa mobilidade,
deixando
escapar
es
se
silvo
tenue
que
não
ha
letras
com que
se
possa
expressar
e
que
quer
dizer:
si
lencio.»
Se o
vento,
assim
como
tem
azas,
ti
vesse lambem
mãos,
creio
que
n
’esse mo
mento
exprimia
o seu
pensamento pondo
o
dedo na bocca.
Ao
passar
embala
as
arvores,
como
se
as
quizesse adormecer.
As
folhas
cochicham
e
a
agua
saltita
espadanando cm
tudo
que
encontra,
e
mur
murando
como
um
ceguinho
que vae
fa
lando
só.
Desde
então
principiamos
a vêr
as es
trellas.
O
firmamento
tornou-se
mais
azul
pa
ra
as
receber.
O
dia
será
mais resplandecente, mas
a
noile
é
mais
formosa.
De
dia
vê-se
de
mais,
é uma
luz
mui
to
forte
qne
nos
melle
tudo
pelos
olhos
dentro.
Não
de
!xa
nada
ao
nosso
desejo
nem
á
nosso imaginação.
E’
uma
especie
de
escalpello,
que
tu
do
disseca.
Um
lagarello que
dizia
tudo,
um
indis
creto
que
tudo
amostra.
O
segredo
da
vida
consiste
em
ver
ape
nas
um poucochinho
das
coisas e adivinhar
o
resto.
Para
todo
o
namorado,
a
cara
de
mu
lher
que
a
ama é um
bouquet
de
perfei
ções.
Nenhuma lhe parece
melhor.
Contudo
um
caso
ha
em
que
esla re
gra
geral se
vê
unicamente
compromellida.
Esse
caso
é
outra
cara
coberta
com
um
veu.
Estou
certo
de
que
os
namorados
ss
amam
mais
de
uoite do
que
de
dia,
por
que
se
vêem
menos
e
se
imaginam
mais.
Essa côr de
rosa,
de
que
todos
temos
um
bocado
para
embelesar
a
palidez
da
realidade,
é
um
cosmético
que
precisa
de
sombra
para
brilhar.
Uma
creança
está
sempre
muilo
mais
alegre
do
que
um
homem,
porque
vê
me
nos
;
e
um
velho está
sempre
mais
triste
do
que
um
joven,
porque
já
viu
tudo.
Uma
das
cousas
mais
bellas
éo
pudor
;
pois
bem,
analyse-se
e
veremos
que
o
pu
dor
não
é
mais
do
que
tim
veu.
A
noite
brilha
no
meio da
escuridade,
como o
olhar
de uma mulher
em uns
gran
des
olhos
negros.
l. °
do Porto
ás
7
horas e
45 minutos
da
manhã,
chagando
a
Penafiel
ás
9
h.
e
31
m.
; e
o
2
0
ás
3
h
e
50
m.
da
tarde,
chegando
a
Penafiel
ás
5 h.
e
36
m.
Os
<1
pscp
nd
pd
tos
partirão
i
O
1.®
de Penafiel
ás
7
h
e 34
m.
da
manhã,
chegando
ao
Porto
"ás
9
h. e
20
m.
;
e
o
2.° de
Pe
nafiel
ás
3
h.
e 39
in.
da tarde,
che
gando ao
Porto
ás
5
h.
e
25
in.
Desde
o
mesmo
dia
haverá a
seguinte
alteração
no
horário
do
caminho
de ferro
do
Minho:
Os
comboyos
ascendentes
partirão
:
o
l.
®
do
Porto
ás
6
h.
e
42
m.
da
manhã,
chegando
a
Braga
ás
8
e 45
m.;
o
2.°
ás
9
h.
e
30
m.
da
manhã, chegando a
Braga
ás
11
e
21 in.;
o
3.° ás 4
h.
e
40
m.
da
tarde,
chegando
a
Braga
ás
7
e
10
m
Os
descendentes
partirão:
o
l.°
de
Braga
ás
6
h.
e
24
m. da
manhã,
che
gando
ao
Porto
ás
8 e
27
m.;
o
2.°
a
1
h.
e
40
m.
da
laide,
chegando ao
Por
to
ás
3
e
30
m.
;
o
3.°
ás
4
h.
e
30
m.
da
tarde,
chegando
ao
Porto
ás
6
e
43
m
.
Naufrágios»—
Houve
o
anno
passa
do,
nas
costas
do
reino
e
ilhas, 23
nau-
ragios,
ern
que
morreram
34
pessoas e
se
salvaram
235
Foram 3
por
agua
aberta,
13
por
encalhe,
5
dando
á
costa, 2
indo
a
pique.
Os
navios naufragados
eratn 2
vapores, 3
galeras,
5 hiates,
1
lugre,
1
brigue,
1
escuna,
2
barças,
2
brigues-
barças,
4
patachos,
1
palhabote,
1
cha
lupa
;
10
eram portugueses, 9
ingleses,
1
sueco,
1
norueguez,
1
italiano e
1
prus-
siano.
Sete
d’
estes
naufrágios
foram
nos
mares
das
ilhas.
JEgtatistiei
*
.
—O
anno
passado
foram
coostruidás
em
12 portos
marítimos do
reino
47
embarcações
mercantes,
sendo
16
palhabotes,
3
patachos,
10
cahiques,
1 chalupa,
5
hiates, 4 barças, 3
rascas,
3
lanchas
e 2
barcaças.
Os
portos
de
con
strucção
foram
Vianna
2,
Porto
1.
Villa
do
Conde
13,
Espczende
5,
Aveiro
2,
8.
Marimbo
4,
Peniche
1, Setúbal
1,
Villa
Nova
de
Portimão
2,
Faro
8,
Oihão
7
e
Ta
vira
1.
N«4s«THtajmx&liR.
—A
mentira
e
o
descaramento
reinam
soberanamente
em
Madrid, e
nas
provincias
que
seguem
a
sua
voz.
Destruídas
as
falsidades que
forjaram
a
respeito
de
Dorregaray
e
de
Saballs,
já
teem
outras
inventadas
;
e
es
tas
dirigem-se
também
contra
D. Carlos:
como
não
pegou
a
do
padre
deitado
pela
escada
a
baixo,
atribuem-lhe
agora
o
ter
matado
um
homem,
bem
que
se
não
diga
onde,
e
como.
Ha
poucos
mezes
diziam
que
o
Papa
acceilava
a
liberdade
de
cultos
na
His
panha
por
lhe
ter
o
cardeal Antonelli
fei
to
ver
que
não
podia
ser
de
outro
modo;
agora
já
declaram
que
o
Santo
Padre não
reconheceu,
nem
reconhecerá
essa
iníamia,
dobrada
com
a
subserviência
a
Bismark,
—
acto
duas
vezes
vil.
O
núncio
em
Hispanha,
elevado
ao car-
dinalato,
recebeu
o birrele
das
mãos
de
D.
Aftonso
com
o
ceremonial
e
pompa,
usados
em
actos
similhantes.
O
cardeal
Simeôni
deixou
já
de
ser
ntincio.
e
ficou
pro-nuncio,
promplo
pois a
sahir
á
pri
meira
voz
sem
a
apparencia
de
rompi
mento,
que
aliás
parece
proximo; ao
me
nos
os
discursos
do
ablegado e do
pro
prio núncio deixam
perceber
que
não
é
normal á situação
das
consas
entre
Roma
e
Madrid.
As
tropas
de
D.
Carlos
tom
obtido
algumas
vantagens
nos recontros
com
as
tropas
de 1).
Afionso,
divididas
em tro
ços, como as
do
seu
contendor.
Ha
com
ludo
uma
diíTerença,
e
é
que
ás tropas
de
D.
Carlos
convêm
este
systerna
de
dispersão
em
peqeenos
bandos
que
atacam
em
varios
pontos
a
um
tempo,
e
dispersam-se
logo;
e as de D. Affonso,
deixando
de obde-
cer a
um
centro
unico
e
achando-se
di
vididas,
esmorecem
e
desmoralisam-se.
Fazem
os
partidos as
suas combina
ções
e
conferencias
em
vista
das
eleições,
mas
quanto a
nós
outro
é
o
fim
verda
deiro.
Os
catholicos,
esses
é
que
não
podem fazel-as,
por
que,
mediante
a as
túcia
liberal,
e
as
prizões
e
expulções
de
milhares
de
pessoas;
cujo
crime foi
o
af-
firmarem
suas
convicções
catholico-unila-
rias,
foram
apagados
das
listas
eleiloraes
O
liberalismo
é
sempre
assim.
Veremos
os
resultados
que
hão
de
ser
muito
des
graçados.
(
Bem
Publico
)
A
noite.—
Lê-se
no «Campeão»:
Quem
não
experimentou
já
alguma
vez
a
ines
perada
impressão
de
uma
repentina
dòr
aguda
?
Quem
não
entalou
um
dedo, ao
fechar
uma porta ?
Quem
quizer
sondar o
coração
de
uma
mulher
ou de
um
amigo
—
escolha
a
har
moniosa
solidão
de
uma
tranquilla
noile
serena.
Parece
que
enião
o
coração
homano se
acha
em
face
da
eternidade
e
se
descobre
todo.
N
’
esse
instante em
que
tudo
é
myste-
rioso
e
phanlastico,
a
alma
escapa
com
o
perfume
contido
n
’um
vaso.
A
noite
é
o
momento das
intimas
con
fidencias.
O
coração
humano,
como a
magnolia,
só
se
abre
no
silencio
e
na
escuridade
da
noile.
Como
não
nos
vemos,
parece-nos
que
nós
não
somos
nós mesmos.
Que
nos
importa
o
grande
ruido
da
gente
que
passa
na rua.
ou o
estrepito
de
um
carro
que
ab^la
o
pavimento?
A’
uma
hora
da
noite
o
caso
já
muda
de
figura.
Os
passos
solitários
de
um
tranzeunte
que
resoam,
na calçada,
compaçadamenle
como
as
pancadas
de
um
relogio,
o
mur
múrio
de
um»
conversa
que
se
esvae,
o
ruido
de
uma
janella
que
se abre, uma
voz,
um tenue
suspiro,
um
silvo,
tudo
excita a
nossa
altenção.
De noite parece
que
acabamos
de nas
cer
porque
ludo
se
apresenta
a nossos
olhos
com
uma
irresistível
novidade.
O
dia
é
um
escandalo, a
noite
um
se
gredo.
De
dia
vê-se o
que
ha, de
noite
o
que
se sonha.
De
dia
vêem-seos
palacios,
as cidades,
a
pompa
o
luxo,
a
soberba
dos
homens.
A
noile
apaga
com
a
sua
implacável
mão
invisível
o
especlaculo
da
nossa
gran
deza,
para que
possamos
levantarmo-nos
um
pouco acima
da
nossa
miséria.
O dia,
apresentando-nos
por toda a
par
te
a
opulência,
o
luxo,
os
equívocos
sorri
sos
mentidos,
os
olhares
atrevidos, os
ves
tidos
brilhantes,
—
em
uma
palavra
a
pe
quenez
do
nosso ser
—
diz-nos a
cada
passo:
«o
homem
é
isto.»
A
noite,
desdobrando
o
fio
inysterioso
dos
noss
sentimentos
e
das
nossas
ideias,
diz-nos
«eis
aqui
a
alma.»
De
dia
vê-se
a
terra,
de
nuite
o ceu.
De dia
trabalha-se,
de noite
vive-se.
De
dia
o
negocio,
a
oíYicina;
de
noite
o
amigo,
a
amante,
a familia.
SUBSCRIPÇÃO
Acha-se
aberta
uma
subscripção
para soc
correr
uma
familia
honesta,
composta
de
duas
senhoras,
que, tendo
vivido
na
abas
tança, se
achi.m agora,
pela contingência
da
sorte,
reduzidas a
extrema
miséria.
Implora-se
a
caridade
publica
para
ado
çar
a
penosa
situação
d'aquellas
infelizes.
Os
donativos podem
ser
entregues
no
escriptorio
da administração
d'esle
jornal,
rua
Nova, n.°
3.
Urn
anonimo
500
VAIRÃO
Pede-se
ao
revd.® snr.
ecclesiaslico
de
Vairão
que ha
tempos
intregou certa
quan
tia
de
dinheiro,
em
Brrga,
ao
snr.
Manoel
José
Vieira
da
Rocha,
para
entregar
no
re
colhimento
da
Tamanca,
declare
n’
esta
re
dacção
ou
ao mesmo
snr.
se
quella quan
tia
pretence
ao recolhimento
de
S.
Do
mingos
ou do
Menino
Jesus,
pois
ambos
estão
no logar da
Tamanca,
subúrbios
(Fes
ta
cidade.
Sem
a
declaração pedida
não
póde
ser
entregue
o
dinheiro.
ao
Constando-nos
que
se
propala
com
má
intenção
que
a
Companhia
La
União
de
Madrid
se
recusou
a pagar a
indemniza
ção
pelo ineendio
do
lheatro
da
Trinda
de.
cumpre
nos
declarar
para
satisfação
da
dtia
companhia,
e
conhecimento
do
publico,
qne
fomos
integralrnente
embolsa
dos
dos
dez contos de
reis,
1:000^009
rs.
valor seguro,
no
dia em
qne
o
director
da
companhia
o
cx.
mo
snr.
L.
de
Castro
se
comprometeu a
reabsar o
pagamento.
Pela
companhia
Tlieatral
do
Porto.
Os gerentes,
Albano
de
Miranda
Lemos
Antonio
Paes
da
Silva.
(2762)
A
meza
da
Santa
Casa
da
Misericórdia,
d’
esta
cidade,
faz
publico,
que
se acha
a
concurso
um logar
de
capellão
do
côro
da
mesma
Santa
Casa.
Os
revd/'
s eccle
siaslicos
que
queiram
e
se
julguem
habi
litados, poderão
lançar
seus
requerimentos
na
respecliva
caixa e
apresentar-se
no
dia
3
do
proximo
mez
de
Novembro, pelas 4
horas
da
tarde,
na
anie-sala
das
sessões
da
meza para
serem
devidamenlc
examina
dos
como
determina o
§
5.°
do
cap.
18.°
do Compromisso.
Braga
25
d
’Outubro
de
1875.
O
provedor,
Manoel
Justino
Marques
Murta.
(2764)
A
3IIEM
COP,
EMIA
Vende-se
os
bens
de
Louredo,
e
con
trata-se
com
o
padre
Estevão
Gomes
Car
doso
da
freguezia
d
’
Avella.
"S
k
Vende-se duas
moradas
de
casas
na
rna
S’
Dernabé,
com
os
nu-
meros
9
e
10,
e
•
10
A,
de
dous
andares,
com
seus
quintaes
e
poço.
Quem
as
pertender
falle
com seu
dono,
que
as
vende
juntas
ou
separadas. (2763)
CASAL
Vende-se
na
Povoa de
Lanhoso
e
lo
gar
d’
Arrifana
o
casal
denominado d
’«Alem»
com
todas
as
soas
pertenças,
livre
de
fòro
ou penção.
Dirigir-se
ao
proprietário
ali,
ou
nos Chãos
de
Baixo.
n.° 6.
(2759)
Companhia
Edificadora
e
Indus
trial
Bracarense.
A
direcção
d
’
esta
companhia
faz
pu
blico
que
cm
conformidade
do disposto
no
artigo
3.° §
6.°
do
respeclivo
regulamen
to,
abriu
o
seu
escriptorio
no
campo
de
Sant’
Anna
n.°
71
D, 2.°
andar
aonde
se
dão
consultas
relativas
a
industria
parti
cular,
desde as
10
horas
da
manhã
até
ás
3
da farde
nos
dias
cão
sanclificados.
Eocarrega-se
esta
direcção
de
todos
os trabalhos relativos
a
projeclos
construc-
ções
em
geral,
como
irrigações,
drena
gens,
arçhitectura,
levantamento
de
plan
tas, estradas,
caminhos
de
ferro,
construc-
ç.ão
de
rodas
hydraulicas,
e
ludo
quanto
diz
respeito
a
obras
hydraulicas,
machi
nas
de vapor
etc.
A
direcção
proporcionará
garantias
se
guras,
e
preços
mais
commodos
para
a
confecção dos respeclivo»
projeclos,
direc
ção e
execução
de
obras,
apresentando
a
competente
tabella
de preços,
ou
fa-
seudo
os
ajustes
mais
modicos
e
compa
tíveis
com
os
fios
a
que
se
propõe.
Os
directores
Fernando
Castiço.
>
José
Alves de
Moura.
Francisco
da
Silva Araújo.
(2747)
A
antiga sociedade
viação
bra
carense
Continúa
com
as
suas
carreiras
diarias
entre
Braga,
Barca,
Arcos
e
Monsão,
des
de
o
dia 28
de
outubro
em
diante,
retiram
provisoriamente
o
carro
que
d
’
esta cida
de
sae
ás 5
horas
da
tarde
para
Monsão
e
vice-versa.
Braga
20
de
outubro
de
1875.
(2756)
José
Luiz Ferreira.
ALUGA-SE
Uma
casa
feita
de
novo,
sita na
raa
das
Agoas,
n.° 91.
Trata-se
na
rua
dos
Chãos
n.°
13.
Póde
vêr-ae
das
10
horas
da
manhã»
até
á 1 da
tarde.
(2694)
NA QUINTA
DE RORIZ
PORTO
»
JOSE’ I.
FERREIM
RORIZ
FORNECEDOR
DA
CASA REAL
EPOS1TO
CENTRAL,
RUA
DAS FLORES, 35 37 E 39
&
0
proprietário
anouncia
aos seus
freguezes,
e
ao
5
publico,
que
era
todo
o
sabão
fabricado na
sua
fabri-
t
ca,
e
qne na
mesma
se
vender,
ou no
Deposito
Cen-
£
trai,
se
fará o
desconto
de
6
por
cento
sobre
os
pre-
?
ços estabelecidos,
de
uma
caixa para
cima.
Satisfaz-se
$
com
promptidão qualquer
pedido
qoe
seja
feito do di-
to
genero,
lauto
d
’
esta
cidade
corno
das
provincias
e
se
garante
a
sua
boa
qualidade.
PORTO
1,3-RUA DAS FLORES-1,
(
junto
à
egreja
da
misericórdia
)
COUPRA £ VENDE
Inscripções de assentamento
Ditas
de
coupons
Ditas
de divida externa
Titulos
hispanhoes
internos
Ditos
externos
Coupons
dos ditos
já
vencidos.
so-
Sacca,
toma
leiras
e
dá
cartas
de
credito
bre
Lisboa
e
diversas
praças
estrangeiras,
e
se
encar
rega
de
compra
e
venda
de
titulos
de divida
publica
nas
mesmas
praças.
PRIMEIRA
E
ANTIGA
J
RORIZ
1
CASA
FELIZ
1
BOS€TO
1
-
RUA
DAS
FLORES
-
3
(
junta
á
egraja
da
misericórdia
)
SORTE GRANDE «. .* 5.0G0$000
Loteria da Santa Casa
da Misericórdia de
Lisboa
Extracção
a
30
de
Outubro
JOSÊ IGNACIO FERREIRA RORIZ
AFIANÇADO
NO
GOVERNO CIVIL DO PORTO, NA CONFOR
MIDADE
DO EDITAL DE 28 DE JULHO DE 1860
Tem
á
venda
no
seu
estabelecimento
bilhetes
intei-
ros
a
55000
rs.—
-Meios
ditos,
a
25600—Quartos,
a
15300
—
Oitavos,
a
680—
Cautellas
de
500,
250
e
131)
rs.
O
mesmo
satisfaz
com promptidão
todas
e
quaesquer
0;
encommendas
que
lhe
sejam feitas
das
provincias, ain-
da que
sejam
em grande quantidade,
e
vindo
acompa-
nhadas
do seu
importe
em
vales
dos
correio ;
e uo
Va
fim
da
extracção remette
a
lista
dos
prémios
aos
seus
(freguezes,
mas
quando
a
não
recebam
em
tempo
com-
peteole
lerão
a
bondade
de
a
requisitar. (Y
*
)
V
3
5
ATTIXCÁO
Achou-se
certa
quantia
de
dinheiro.
Quem
a
perdesse,
dando
signaes
certos,
pôde
procural-a
em
casa
de Venancio
Jo
sé
da
Silva
Rego,
ourives,
largo
da
Gal-
laria n.°
4.
Na
mesma
casa
encontram-se dous
objectos
d
’
ouro
para
compor,
que
o
mes
mo
ourives
ignora
de
quem
sejam
;
por
isso
quem
alli
os
conduziu
póde
procu-
ral-os
para
se
lhe
entregar,
indicando
quaes
são.
(2761)
Esta
acreditada
empreza
editora
vae
publicar o
notável
romance
— Os
desbor
dados,
de
M.
Fernandez
y
Gonzalez,
ver
são
de
L.
Quirino
Chaves,
e
ornado
de
pri
morosas
estampas,
desenho do
bem
co
nhecido
Manoel
de
Macedo.
Distribuirá
a
empreza
10
paginas
por
semana,
pelo
mo-
dico
preço de
50
rs.
Dá
dois brindes:
um
de
55000
rs.,
em cada
volume;
0
ou
tro
um
mappa
da
Europa
a
iodos
os
as-
signanles.
Este
romance
é
dividido
em
qua
tro
parles
com
os
titulos
seguinies
:
—
Feio
do
corpo
bonito
de
alma
—
A
carne e
0
espirito
—
O que ha
por
baixo
das
ap-
parencias
—
Morrem
uns
e
outros
perdem-se.
Em
Braga é unleo correspon
dente
«Testa
Empreza o
snr. Dias
Freitas, rua
Nova n. 3, E,
ao
qual
devem ser
feitas
tQdãs
as
requisições.
ESCOLA
AMERICANA
Extrai,
cura
e
conseria
os
dentes ca
riados,
colloca
dentes
artiíiciaes
com
pre-
feição.
Presla-se a
chamados
fóra
da
cida
de.
Consullorio,
Campo
de
SanCAnna
n.°
1,
das
8
da
manhã
ás 5
da tarde
(2723;
L’
Illuslration
de
la
mode. O
mais
elegante,
vicamente illustrado
e
barato
dos
jornaes
da
moda.
Publica-se
em
Pariz
uma
vez
por
mez,
no
formato
dos
grandes
jornaes
illuslrados.
Cada
numero
contém
dez
a
quinze
mo
delos de
toilette,
uma
grande folha
de mo
delos
de
tamanho
natural
e
uma
magni
fica
gravura
clorida.
Quem
quizer
assignar
esta
publicação,
dirija-se
á
livraria
de
Eugênio
Chardron,
largo de
S.
Francisco.—Braga.
.
A empreza
offerece aos
seus
assignan-
les
um
magnifico
cofresinho
contendo
tu
do 0
que
é
necessário
para um
toucador
e
cujos
objectos
valem para
cima
de
20
fran
cos.
Preços
d’assignatura
—Portugal
:
sem
0
referido
brinde
—
9
fr.
Com
0 brinde
—
13
fr.
~
ARMAZO
lllí
VIIIIIOS
D0
ALTO
DOURO
DA
CASA
DE VILLA POUCA
RUA
DO
SOUTO
N.°
15
BRAGA.
Acaba
de
ser sortido
este
armazém
com as seguinies
qualidades de vinhos
engarrafados
e
aquartilhados
:
ENGARRAFADOS
Vinho tinto
de
meza.
...
150
>
>
»
.
.
...
190
>
Lagrima
....
...
200
>
Branco
de
meza.
.
...
210
>
tinto de
meza
fino.
... 270
>
de
prova secca.
...
300
o
Malvasia
de
2.
a
.
•
...
360
>
»
velho.
.
.
... 400
>
Bastardo
....
...
500
s
Moscatel
....
...
500
>
Malvasia
....
...
500
>
Roncão .
.
.
.
...
700
>
Alvaralbão. .
4 .
...
560
>
Velho
de 1854
.
-
.
.
600
A
RETALHADO
Vinho para
meza
50
e 80, 0
quar
tilho tinto
e
120
0
branco.
Responde-se
e
garante-se
a
pureza
e
boa
qualidade
de
lodos estes
vinhos,
po
dendo
todo e qualquer
consumidor
man-
dal-o experimentar por meio
de
qualquer
processo
chymico.
N
’
estes
preços
nãa
fica
incluído
0
valor
da
garrafa
que
0
comprador
apre
sentará
011
pagará 50
reis
por
cada
uma.
•N
*
)
FATO ® W
José
da
Silva
Fundão
Campo
«*e Sant’Anna (lado de bai
xo)
n.°
«S.
Participa
aos
seus
amigos
e
freguezes,
tanto
d’esta
cidade
como
das provincias
que
tem
nm
bonito
e
variado
soriimento
de
falo feito, casimiras
para
fato
muito
ba
ratas,
córles de
calça
a
15500,
25OOO e
25500
reis;
tudo
íazendas
modernas.
Guarda
pós
de
casimira
e
de
alpaques
inglezes, roupa
branca,
assim
como
camisas
de
600
íeis
para
cima,
ceroulas
de
400reis
até 800,
de
panoo
familiar,
e
meoles,
bo-
oets de
gorgurão
de
seda e
de casimira
de
todas
as qualidades
de
500
rs. alé
800;
manias
de
seda de
todos
os
feitios.
N.
B.
O
annuncianie faz
publico,
que
se
encarrega
de
fazer
qualquer obra
que
lhe
seja
encommendada,
e
promplifica
se
a
ficar
com
ella
quando
não
fique á
von
tade
do
freguez.
(P
*
)
Rua du
Campo,
n.°
22
—
Braga
Alugam-se
os
altos
da casa
n.
°
22,
que
tem
commodos
para
numerosa
famí
lia.
Trata-se
na mesma
de
seu
aluguel
e
póde
ver-se
a toda
a
hora
do dia.
(2626)
João
Manoel da
Silva
Guima
rães.
—
Bua
do
Souto
n.°
43.
Compra
e
vende
Acções de
todos os
Bancos
e
Companhias,
Inscripções
de
As
sentamento
e coupons.
(X«)
O
professor
em
artes, lettras
e
scien
cias,
membro
do
clero
e
magistrados, todo
o
medico,
cirurgião,
dentista
e
artista,
que
desejem
obter
o
titulo
e
diploma
de
doutor
ou bacharel
honorário,
podem
diri-
gir-se
a
Medicu»,
rua
do
Rei,
46,
em
Jer-
sey
(Inglaterra).
(T«)
braga
:
typ
«
graphia
lusitana
—
-
1875. - É o formato de
-
comerciominho_26101875_413.pdf
Parte de Comércio do Minho (O)