comerciominho_25121875_437.xml
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-
3.0 ANNO 1875
FOLHA
COMMERCIAL RELIGIOSA E NOTICIOSA
NUMERO 437
Assigna-see
vende-se
no
escriptorio
do
editor
e
proprietário
José
Maria
Dias
da Costa,
rua
Nova
n.°
3
E,
para
onde
deve
ser
dirigida
toda
a
correspondência
franca
de
porte.
=
As
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas
;
assim
como
as
correspondên
cias
de
Interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
ÁS
>•
CJ
$2
JÊk-
S&
TERÇAS,
QUINTAS E
SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
annol^OOO rs.
—Semestre ??50
rs.=»Provw-
cias,
anno
2&400
rs e
sendo
duas
4&000
rs.=Semestre
1&250
rs.
—
Brazil,
anno
4<S400 rs.=Semcstre
2&300
rs.
moeda
forte,
ou
10^000
reis
e 5&500 reis
moeda
fraca.
—
Annuncios
por
unha
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignantes
ÍO
% d
’abatiniento.
BRAGA-
SABBADO
SS
DE
uíuzemíiíx
®
25
DE DEZEMBRO.
Deus
ipse
veniet,
et
salvavit
vos.
São
passados
desenove
séculos
desdd
que
a
aurora
da
Redtmpçàu
do
genero
humano
surgiu pelo
acooiecimeõto gran
díssimo
que
a
Egreja
ccmmemora
n
’es-
se
dia
faustuoso
nos
annaes
da
christan-
da
de.
O
Messias,
o
Redemptor
que ai
*
oz
di
vina
havia
desde
séculos
annuncado
pe
las
menções eloquentes
e
inspiradas
dos
profetas,
faz
a
Mia
appariçâo uo
mondo,
loma
o
mi.-eio
invólucro
da
carne,
e a
despeito
de
Sua
Infnnta
Graudesa
e
Ma
geslade
es olhe
o
humilde
presepio,
a
ru
de
e
grosseira
arribana
para
primeiro
abri
go.
Que
sublime
exemplo
de
humildade
acompanhando
já
o
augusto
mistério do
nascimento
!
Quem
melhor
do
que Elle,
o
Supremo
Deus
e
Creador
do
Universo,
poderia
encolher
para
legar
de
seu
nasci
mento
um
leito
de
orno
marchetado
de
brilhantes
?
Elle,
o
Senhor
do
ceu
e
da
lena?!
Mas
não,
que
a
missão
diviua
que
o
fez
descer
da
Eterna
mansão a
e
*
te
«alie
de
lagrimas,
oppuaha-sea
quan
to
se
pudesse
confundir
com
a
soberba
e
a
vaidade
mundanas.
Se
elle
veio
redimir
a
humanidade
entregue aos horrores
do
peccado
a
que
as
grandesas
da
terra
são o
mais
propi
cio
ensejo,
devèra começar
a
sua
peregri
nação
no
mundo
por
onde
começou
—
pela
humildade
de
que
nos
deixou
exemplo
ini
mitável
!
E
não
obstou o
logar
obscuro
onde
o
grandioso
mistério
leve
efleito
a
que
dos
confins
do
Oriente
corressem
a
adorar
o
divino
Verbo
os
proprios
reis,
para
que
assim
se
verificasse
o
que
estava
es-
criplo
:
Per
me
reges regnanl.
Aos
athtus,
aos
livres-pensadores em
cujo
animo
obtuso e
impenitente
não
cá-
la
a
magnitude
dos
acontecimentos divi
nos,
oflerecemos
o grandioso
mistério
da
Natividade,
as
peripécias
qtie
o
acompa
nham,
as
predicções
que
as
revelaram
com
antecedencia
de
séculos,
e
se ainda assim
insistem
em
sua
pertinácia
de
atheismo
não
nos
condemnem
se
os
collocamos
em
consideração
de
todo
inferior
aos
proprios
irracionaes;
porque
n
’
estes ainda
se
re
vela
aqui ou acolá
o
inslincto
da
gratidão
para
com
o
seu
Creador.
Quem ha
’
hi
que
não
sinta,
ao
apro
ximar-se
o
momento
da
presente
comine»
moraçào,
rejubilar-se
lhe
a
alma
no
fogo
da
mais
verdadeira
e santa
alegria
?
Um
Deus
lodo
misericordioso,
con
doído
de
nossas
misérias,
de
nossa
es
cravidão
perpetua,
deixa por
um
momen
to a
mansão
celeste;
desce
a
este
oceano
de
misérias,
confunde-se
comoosco no
mundo
corrompido,
dá-nos
as
licções
mais
salutares
com
as
quaes nos
abre
o
ca
minho da
Bem
iveqturança,
vem-nos
remir
emfim
do
captiveiro
eterno: quem
have
rá,
pois, tão
ingrato
a
seu
divino
Salva
dor,
que,
ao
menos
n
’
esia época tào
jus-
tameole
lembrada,
nào
diiigeoceie
cumprir
os
preceitos
d
’Aquelle
que em
tudo
nos
gui
u
paia o
supremo
bem
?
Grandes
e
remediados dos
bens
do
mun
do!
é a
vós
sobretudo
que
ifesta época
nunca
assás
saudada,
cumpre
seguir
de
perlo
os
preceitos
do
divino Salvador.
Aquelles
essenciaes
em
que
se
fundem
os
do
divino
Decálogo
são
os
que
agora
como
nunca
mais
vus
podein
enobrecer.
Cumpri-os
pois.
O
amor
de
Deus
e
do
proximo
momento
nenhum
tem
coirm
este
para
se
expandir.
Do
coníurto e
abundân
cia
de vossos
lares
reparti com
os
humil
des e
desprovidos
dos
bens
da
terra.
A
elles também
cabe
enxugar as lagrimas
da
penúria
u
’
este
momento
solemos.
E’
a
vós
que
o
divino Mestre
incumbiu
essa
mis
são;
cumprindo-a,
acompanhaes
os
anjos
nos
cânticos
harmoniosos
e íeslivaes
que
por
certo
resoam
em
volta
do
throno
do
Senhor,
n’
este
dia jubilosamenle
cotn-
memorado
!
Terminamos
desejando
felizes
festas
aos
estimáveis
leitores
do
«Commercio
do
Mi
nho».
J.
MACHADO
JUNIOll.
-------
Ãiuuli» os «Lazaristag».
APENDICE.
Depois
de
escriptos os
primeiros
ca
pítulos
em
que
eu
respondia ao
folheio
do
snr.
Fonseca,
na parle
em
que
elle
trata
dos
lazarisias, no
Biazil,
tive
mais
exaclo
conhecimento
de como
as
coi
sas
se passaram
e
determinei logo
voltar
ainda
áquelle
ponto
da questão,
no
íim
d’este
trabalho.
No que eu
já
disse
eslá
provada, creio
eu, a
pueriliuade da
accusação
íeita
aos
lazaristas.
I
mo
bastava
para
demonstrar
que
o
intuito
do
snr.
Fonseca
era
desacre
ditar
aquella corporação
religiosa,
porque
ella
é,
inegavelmente,
a
mais est»enue
defensora
do catholicismo. Bastava
pata
isso, uias
toruava-se
necessaóo
provar-se
que aquellas
accusações
não
eram
só
pue
ris,
mas
complelameute
falsas
lambem.
O
snr.
Fonseca uão accusou
os lazaristas,
calumuiou-os
!
Vou
transcrever
lextualmente
alguns
trechos
d
’
uma
carta
com
que
um
amigo,
digno,
pela
seriedade
e
honradez do
seu
caracter,
de
lodo
o
credito, me
obsequiou.
Veja
o
snr.
Fonseca
o
que responde
a
isto
:
«l.°
E
’
uma
calumnia
atroz
o
recebe
rem
as
irmã»
de
caridade
alguma
retri
buição
dut>
enlermos
do
hospital,
no Rio
de
Janeiro.
E'-ihes
expressameute probi-
bido pelas
suas
reg<as
e
votos
acceitarem
e,
muito
mais,
pedirem,
a
mais
leve
re
compensa,
pelo
seu
trabalho.
Recusam
ob-
slinadameiile
receber
qualquer
graliíicação,
quando se
lhe
oflerece.
Que
ellas
sejam
detestadas,
é
apenas
uma asserção
ignó
bil, sem
prova
nenhuma.
Abro
uma exce
pção
para
os
que lá
vão
curar-se
cavilo
samente
e
se
desenganam.
Esses,
sim,
saem
fulos
de
raiva
e
faliam
contra
el
las
.
«2.°
E
’
falsissimo
que
o
bispo
do
Rio
de
Janeiro
seja
lazarista.
E’
tão
lazarista
como
o
palriarcha de
Lisboa, ou
como
o
aicebispo
de
B/aga.
«3.°
E
’
falso
qoe tivesse
recusado
ingresso
no
sou
palacio
a
sua mãe,
qoe
vinha
visilal-o.
be
até sua
irmà
lá
ia
algumas
veses
ás
sallas
exteriores,
onde
por
certo é
licito
e muito
licito
a
um
prelado
recebe;
senhoras.
<4.°
E’
uma
abjecla
invenção
que o
bispo
do
Rio
de
Janeiro
tivesse
expulsado
do
seminário
o
conego
Pinheiro.
Foi
elle
em
pessoa
que
se
dirigiu
ao
prelado
e
lhe
decLrou
a
necessidade
que
havia
de
uma
reforma
radical
no
seu
seminário,
onde
os
professores
ensinavam
o
racioua-
lismo
e
a
disciplina
esiava
cornpleiamente
relaxada.
O
bispo
promoveu
pois
a refor
ma
d
’
aqudle
estabelecimento,
ma
*
,
dese
jando
conservar
o
conego
Pinheiro, re-
dactor
do
«Apostolo»,
qoe
em
vista
dos
seus trabalhos
d’
imprensa
pediu
esponta
neamente
a
soa
demissão.
«5
°
O
pessoal
superior e
professores
do
seminário
nào
veio
cangado
de
Roma.
O
superior
veio
de
Minas Geraes,
e
cha
ma-se
padre
Miguel
Lipoli
(o
ecclesiâsiico
talvez
mai
*
iliusirado que
tem
o
Brazil)
o
procurador foi
o
padre
Devito,
que
chegárc
de
Turim
ao
Rio,
muito
;<nles
da
reforma
e
ainda
quando
nem
rfell.t
se
pensava,
o
vice reitor
fei
o
padre Voi
ebu-
seo, hollandez,
que havia
oito
oo
>>
-z
au-
nos
eslava
no
Rio, como
capellãu
o
>
hos
pital do
Rio».
E.
F
——
A retfiíteçno do
«ApeBttoío».
Londres,
23
de
novembro
de
1875.
I.
—
O
no-so século
tão notável
por
gran
des
descobertas,
ou
desenvolvimentos
das
sciencias
(isicas,
que
o
Creador
e Regula
dor
Supremo do
mundo
leve
a
bem
dei
xar
para exercício
do engenho
humano,
progressivamente
atravez
das
idades;
pa-
rece-me
destinado
lambem
a
resolver cer
to
problema
moral
—
ou
antes
immoral
—
em
(jue
as
opiniões
dos
homens
teem
des
vairado
e
discordado
muito.
Quero
fallar
da
natureza,
e
objecto,
e
meios
da
maço
naria,
que
tão
importante
e
damno
*
o
—
e
dumnadu
—
papel
tem rei-resenladu,
e
está
representando,
em
nossus tempos.
Eis
aqui
a
minha
opinião
a
respeito
da
lai
instituição
ou
invenção
diabólica,
a
qmnri
a
Europa
e
a
America
devem
principalmenle
as
muitas
desordens,
cala
midades
revolucionarias,
desmoralisações,
anarchias,
e
sobre ludo
o
falsissimo
e
ab
surdo
costume,
e
opinião
anli-racional,
de qne,
é
cousa bua
e
ulil nos
Estados
ou
nações,
acharem-se
divididas
em
partidos
divergentes,
conflagentes
e
rivaes,
que
lutem
conlmuamenle
e
se
disputem
para
ver
qual
hade gozar
o
poder
e
us
vantagens
d
’
ellc
para
si
e
para os seus
afilhados.
ui»
si■!
rr
rini
irniim»i
il
i
ín
in'j■'Tã
i
i
ã
■
■
.
JfcTO
'EL
SS
3E
rjr
fi.
w
Discurso recitado
na academia
religiosa
com que a Associa
ção Catholica de
Braga com-
memorou a sua Padroeira, a
Immaculada
Conceição,
no
dia
12
do
corrente Dezembro.
Exc.™
0
e
Rev.
1110
Snr.
Ar
cebispo
Coadjutor e Futuro Suc-
cossor
n’esta
Archidiocese
de
braga.
Primaz
das Hespanhas.
Mal
pensava
eu,
quando
tive
a
honra
de
ser
convidado
para vir
hoje
a
esle
logar,
que
V.
Exc.\Rev.
nia
se
dignaria
engran
decer
com
sua
nobre
presença
esta
festa
religiosa.
Se o
pensara,
Exc.
‘
no
Snr.,
por
certo
que
não commelleria o
arrojo
de
vir
levantar
minha
voz
humilde perante
V.
Exc.a
Rev.
IIla
,
que pelo
seu
muito
sa
ber
e
preclaras
virtudes,
occupa
um
logar
Ião
dislincto
entre
o
episcopado catholico.
Eu confio
porém
muito
na
generosi
dade
e
paternal
indulgência
que
tanto
ca-
raclerisam
o
bondoso
e
magnanimo
co
ração
de
V.
Exc.a
Rev.
:l,a
E
vós,
fieis bracarenses
!
vós,
que
commemoraes
n’este
dia
um
dus
mais
bellos
triumphos
para
a
Egreja
Catholica
;
vós,
que
nas mais
renhidas
pugnas
de
religião, vos
gloriaes
de
ser
sempre
dos
primeiros
ao
lado
do
Evangelho
;
vós
em-
íim,
que
timbraes tanto
em
amor
e
dedi
cação
á
Egreja
e
seus ministros, permilli-
me
o
occupar-me
hoje
de
um
assumpto,
que
por
versar
sobre
um
dos
pontos,
pa
ra
onde
o
inimigo
parece
fazer
convergir
suas
forças,
merece
nossa
particular
alten-
ção
e
cuidado.
Senhores!
Existe
na
sociedade
uma
classe,
sobre
a
qual tem
de
preferencia
recaído
o
odio dos inimigos da Egreja
Catholica.
Esta classe,
tão dislincta
pela
sua
il-
lustração,
tão
digna
pelos
innumeraveis
serviços
em todos os
tempos prestados
á
humanidade,
tão
elevada e
sublime
pelo
espirito
de
abnegação
e sacrifício
que
a
caracterisa,
é
o
sacerdócio
catholico.
No
meio
d’
este
cabos
de
princípios,
de idéas,
de
syslemas
e
escholas
em
que
actualmente
vêmos
debaler-se
o
mundo
moral
;
no
meio
d
’
esla
agitação
violenta,
que
lem
abalado
alé
aos
alicerces
toda
a
ordem
estabelecida
; o
padre,
senhores,
apparece
sempre
como alvo
onde
vão
cra
var-se
as
setlas envenenadas
da
calum
nia
e
da
invectiva.
Não
admiro
eu,
que
assim
seja.
N
’
um
século
em
que as
paixões
maia
ignóbeis
leem
um throno,
e
ao vicio
mais hediondo
é
dado um
sceplro;
n
’uui
século
em
que
a
matéria
tanto
se
esforça
por
sobrepu
jar o
espirito,
o
padre
ha
de
por
força
ler
contra
si
a
mal-querença de
muitos.
Mas
quando
o
vêmos
ridicularisado
na
bro
chura,
calumniado
no jornal,
e
escarnecido
no
theatro,
como
que
se,
apodera
de nós
um justo
receio
de
que
os
tempos
ne
fastos
do
amphileairo
e
do.
circo
hajam
por
ventura
de
renascer
para esta socie
dade
envilecida.
Senhores
!
Eu
não
venho
hoje
fazer
a
apologia
do
padre,
não
;
pois sei,
que
o
seu
maior
elogio
deve
lêr-se
na
pureza
e
candura
de
sua
vida
;
mas
venho sim,
como catholico
queme
prezo
ser,
levantar
bem
alto
um
protesto contra
esta
guerra
accinlosa,
desleal
e
injusta,
movida boje
contra
os ministros da
religião
santa,
que
lemos
a
ventura
de professar.
E
’
um
erro, senhores, o
suppor,
que
se póde
mudar
a natureza
das
coisas.
Como
o mundo
physico,
o
mundo
social
lambem
tem
suas
leis,
que
não
pódem
ser
violadas impunemente.
E
se
não
ha
philosophia
que
possa
dar
vida
a
uma
sociedade
sem
religião,
também
não ha
esforços
que
sejam capazes
de
manter
uma religião
sem
sacerdócio.
O
padre,
senhores,
é
o
primeiro
ele
mento
de
vida
no seio
da
sociedade.
Pro
screvei
esse
elemento, destrui-o, anniquil-
lae-o,
se
vos
é
possível,
e
no
mesmo
instan
te
lereis
estancado
a
verdadeira
fonte
de
lodo
o
progresso
moral.
Vae
em
dezenove
séculos, que Jesus,
expirando
sobre
o
Calvario, cimentara
com
seu
proprio
sangue
os
fundamentos de
uma
regeneração
social
A
obra,
então
principiada,
cresceu,
desenvolveu-se,
realisou-se
allim
;
mas
lôram
seus
obreiros esses
homens de
dedi
cação e
tiabalho, sobre cujos
succcssores,
hoje,
uma
sociedade
ingrata
e
desconhe
cida,
nao
cessa
de cuspir
injurias
e
aílionlas.
A
Europa
civihsára-se.
Ardua lòra
a
tarefa
para
as
sementeiras
da
palavra
evan
gélica, que
no
empenho
com
que
traba
lharam,
suaram
bolhas
de sangue.
Mas
o
beneficio
esqueceu-se.
E
o
padre,
que
re
gara
com
lagrimas
a
frondosa arvore
da
civilisaçâo,
cujos
fructos
fazem
hoje o
doce manjar
de
seus
proprio:
dmigos
o
padre,
digo,
nem ao mento A,u
'
sombra
d
’
essa
arvore
um
logar,
ojide
«epoise
das
fadigas
que
lhe custáia, para
que
possa
continuar
nas fadigas,
que
-ainda
o
espe
ram.
D
onde
vem,
senhores,
o
dizer-se, que
o
clero é
inimigo
da
civdisação
?
Acaso
não loi
elle
quem
primeiro
a
implantou
ua
Europa?
Por ventura sciencias.
artes,
leis
e
costumes
dever-lhe
hão
pouco
ainda
?
E
quem
salvou todas
estas
riquezas
do
perigo
imminente
a
que
sempre
esti
veram
expostas
no
meio
dos
grandes
ca
taclismos sociaes ?
E
o
que
seria
hoje d’Asia
e
d
’África,
1d’
America
e
da
Oceauia,
se
o
padre
nào
houvera
descerrado,
com
o
facho
da I
uá
Pcnsava-se,
lá
nos
tempos
golhicos
do
senso
commum,
que
alando-se
a um
car
ro
tres
cavalios
de
sorte
qne
puxassem
to
dos
para
diante; o
dito
carro
havia de
an
dar
melhor
—
que
se um
dos
cavalios
se
atasse
a
traz
da
mesmo
carro,
e
puxan
do
em
direcção
opposta
á
dos
outros
dois.
Hoje,
em
todos
os
governos
que
chamam
«constitucionaes»,
(nome
que
aborreço,
por
sua falsidade
na
maior
parte
dos
que
o
tomam)
commete-se
de
proposito
o
absur
do
mencionado,
cotn
crear,
instituir,
uma
opposiçâo
factícia
obrigada
a
dizer
sim
ou
não
segundo
o
Governo
diga
não ou sim.
E
lodo o
papalvo
«liberal», (isto
é,
libe-
rangal)
a
quem
os
primeiros dentes
polí
ticos
nem ainda
nasceram
—
e
a
quem
o
do
siso
nunca
nascerá—
extasiam-se
admiran
do
esta
absurda
intenção
ingleza !
e
que
só cá mesmo
é menos
damnosa.
Porém,
parece
nunca
lhes
veio á ca
beça
observar
fiem
o
que
a
cousa
é
ver-
dad
tramente na
Inglaterra, e
então imi
tar
esta
em tudo
a
esse
respeito,
isto é:
—
A
celebrada
opposiçâo
na
Inglaterra
exerce-se
disputando
e contrariando
o
Go
verno
existente
em
tudo
que
póde,
me
nos
quando
se
trata
de
objecto
verdadeira
mente
essencial,
e
de
nacional
interesse
para
a
Gran-Brelanha
;
porque
enião ces
sa
a
opposiçâo,
todos
são
ingleze
*
,
e
lo
dos
se
unem
e conspiram
e
acquiescem
no
que
assim
se
reconhece.
Lá por
fóra,
a
macacada
que
se
enfuna tolamente
af-
fectando
imitar
a
Inglaterra,
faz
opposiçâo,
de
ordinário,
a tudo
para embaraçar
o
Governo, e
ver
se
o
derriba do
poleiro,
para
ella
n
’
elle
se
empoleirar.
Os
iuglezes
conhecem
i-to
muilo
bem,
e ness •
ponto,
como
em
muitos outros,
em
quanto
ostemivamente
applaudem (por
que lhes
lisongea
seu amor-proprio)
as imi
tações
espúrias
que os
estrangeiros
fazem
das
instituições
e
cousas
inglezas,
guardam
se
hem
de commuoicar e
de
inculcar
a
sua
rnónita
secreta, de
só fazerem
opposiçâo
quando
se
traia
de cousas,
por
assim
di
zer, ini Aferentes
ao
grande
interesse
in
glez.
Exemplifica-se especial
mente
este
mes
mo
principio
a
respeito
da
maçonaria.
Cá
dentro
da
Inglaterra,
tenha
ella
cuidado de
nào
bolir com
a
ordem
polilica
estabele
cida
;
enlretenha-se
em festas,
em
ban
quetes,
em
ceremonias,
não
importa
mes
mo
que
sejam,
muitas
vezes,
absurdas
e
ridículas;
tenham
escolas,
asilos,
orfana-
gens,
hospitaes
para
a
gento
da
irman
dade
;
contribuam a
edificar egrejas
e
ca-
pellas protestantes (porque
tudo
isso é
con
tra
o
Papa
de
Roma);
porém
cuidado,
que
nào
bulam
com
a
egrejinha
politica
ou
político-religiosa
cá
dentro.
Quinto
porém
ás
cousas
políticas
e
religiosas
lá
por
fóra,
isso
é
outro
cantar
:
appliquem-se
todos
os
meios
possíveis,
sem
escrupulo,
para abaler
as
outras
nações,
especialmente
no
que possa
influir
para
enfraquecer,
desacreditar,
calumniar.
pre
judicar
o
calholicismo,
e
para
i-so,
pro
mova-se,
fomente-se,
afague-se
a
maçona
ria
Faça-se
cre<,
que.
no
ponto de vista
inglez,
ella não é mais
que
uma
institui
ção
innocenle, bemfazeja,
filantrópica,
e
até
filo-venlrica (pois
dá
boas
festas
e
opí
paros
banquetes)
—
mas entendam
os
es
trangeiros,
ao
mesmo
tempo,
que,
em re
lação
a
elles, a
maçonaria
ingleza
tem
ab-
solutamente as
mesmas
vistas e
interesses
que a universal
ou
estrangeira.
Esses
interesses
são,
abaler
o
Papa
(Down
wilh lhe
Pope
!);
isto é,
fazer to
do
o
possivel
por deprimir
o
calholicismo,
desacredital-o,
calumnial-o,
indispor con
tra
ella principalmente os «catholicos
na-
cionaes»
—ou os
que,
por
cireumstancias
de
nascimentos,
de
nacionalidade,
de
familia,
de
indiflerença
verdadeira
por
toda
a
re
ligião,
continuam
a
dizer-se
catholicos
sem
possuírem
de
calholicismo
senão
o
nome
vazio.
Disfarçava-se,
negava-se
isto aos
pés
juntos
alé
utlimamente,
e
perlendia-se,
e
aflirmava-se,
que
a
maçonaria
ingleza
era
muito
differente
da estrangeira,
tinha
ou
tros
objectos e fins
que
os
d
’
esla.
Ainda
ifuma
das
ultimas
festas
e
solemnidades
maçónicas
a
que
assistiu
e
presidiu
como
grão-mestre
da
seita
o
marquez
de
Ripon
(a
collocação
da
primeira
pedra
para uma
egreja
protestante),
um
dos
ministros
Whigs
de
então
declarou,
em
um
dis
curso
que
fez,
ser
a
maçona-ia
ingleza
in
teiramente
diversa
da
do continente; não
se
metlendo,
como
esta,
em conspirações
e
revoluções,
etc.
E
não
quero
accusar
o
dito ministío
de
pertender
enganar
o
auditório
e o mundo
;
assim
como
não
quero
fazer
imputação
semelhante
ao prín
cipe
de
Galles,
em
relação
a
seus
di-cur-
sos maçonicos.
Mas nem
esle,
nem o mi
nistro
alludido,
conhecem
da
seita a
que
pertencem,
e
de
que
sam instrumentos,
senão
a
casca.
O
fim
do
negocio fica
re
servado
para
personagens desconhecidas,
em
apparencia
muito
insignificantes
e obs
curas
;
mas,
como
a
mola-real do
meu
re
logio,
que
se
não
vê
de fór»,
move
e faz
andar
toda
a
maquina
(em
quanto
o
mos
trador
que
é
o
(pie
se
vê,
e
parece
fazer-
nos
todo
o
oflicio
do
relogio,
nào
é,
em
realidade,
mais
que um
reflector
os
mas
cara),
assim
o
ministro
antes,
e
o
prín
cipe
agora,
nada
mais
são
que
aulomalos
animados,
fazendo
e
representando
o
que
desejam
aquelles
que
lhes
dão
corda
—que
os dirigem,
os
enzampam,
d
’
elles
fazem
pao
de
cabelleira.
Provocou-me
o
que
acima fica,
o ex-
traclo
qne
vou
copiar
da
cotnmunicação
leb
graíica
que ha
dias appareceu
aqui nas
folhas,
com
data de
Bombaim,
11
do
cor
rente;
na qual
se
vê,
como
o
príncipe
de
Galles
foi
á
India
lambem
para
glori
ficação
e
animação
maçónica.
Depois
de
uma lista
de
nomes
.os
mais
estrambóticos
de
nababos
e
personagens
de cobre
que
visitaram
o
príncipe (u
’
aquel-
la
antiga
cidade
porlugueza,
germeu
do
império
Britânico
na
Índia)
e a
qu<
m
el
le
pagou
as
visitas,
diz
o
despacho,
que
S.
A. R.
assistira a
um
jantar
dado
a
mais
de
2:000 marinheiros,
soldados de
marinha
e
do
exercilo,
n
’
uma
immensa
barraca
para
i»so
armada,
e
o
banquete
dado
em
honra
da
sua
visita.
Depois <le dizer,
que
os
ditos convivas ficaram
encantados
do
príncipe,
que
lhes
bebeu
á
sande,
e
lhes
que
na
catástrofe
do
paquete
«Loosiane»
pereceram
dezeseis
pessoas
das
quaes
quin
ze
passageiros
e
o
capitão.
—
O
ministério
tenciona
pedir
a
prio
ridade
na
discussão da
lei
de
imprensa
sobre
a
do
projecto
concernente
ao
le
vantamento
do
estado de
sitio,
e
Misten-
ta?á
a
necessidade de
manter
este
nas
ci
dades
de
Paris,
Versalhes,
Leão
e
Marselha.
Os
ministros comtudo
não
farão questão
de
gabinete.
Buflet fará
provavelmente
áma
nhã
uma
impoftante
declaração
inherente
a
estes
dous
projeclos. Não
é
exacto
que
o
general
Cissey
seja
elevado
ao
posto
de
marechal.
BERLIM 21.
—
Procede-se
a
um
inque-
rito,
afim
de serem
descobertos
os
amho-
res
das noticias
falsas
propaladas
ácerca
da
mobihsaçào
do
exercito russo
ROMA
21.
—
Assegura-se
que
não
será
nomeado
nenhum
cardeal
no
proximo
con
sistório.
O
rui
recebeu
Frederico Guilher
me,
herdeiro
do
grão
ducado
de
B
de.
O
projeclo
de
lei
apresentado
relativamente
ás
escolas
foi
regeitado
na
camara
dos
senhores.
BRUXELLAS
21.—
Os
operários
das
minas
de
carvão
de
pedra
de
Baisy-Thy,
constituídos em
greve,
dão
motivo
a
sérios
receios.
Foram por
este
facto
reforçados
os
corpos
de
gendarmeria.
M
a
DBID
22.
—
Canovas
del
Castillo,
Ho
mero
Robludo
e
Ayala
conferenciaram
lar-
gameute
com
Sagasta,
Ullòa
e
Bomero
Ortiz.
Espera-se
a
publicação
na
«Gaceta»
da
circular
eleitoral.
O
general
Ceballos
.lá
tomou
posse
da
pasta
do
ministério
da
guerra.
BERLIM
22.
—
Os
jornaes
liberaes
cer
tificam
que
o
parlamento
prussiano
regei-
tará o
projecto
impopular,
concernente
á
reorganisação da hierarchia
protestante,
elaborado
pelo synodo,
em
consequência
do
qual
o
ministro
Folk dera a
sua
de-
misrào.
A
opinião
publica
mostra-se
satisfeita
do
rompimento
de
Bismark
com
as folhas
oíliciaes.
O chanceller
tenciona
pa?rar
as
festas
do
natal
em
Lauvembourg.
VIENNA
22.
—A
camara
dos
senhores
adoptou
a
convençào
internacional
sobre o
sistema
métrico,
e
approvou
depois
o
or
çamento
para
1876.
PARIZ
22. —
A
esquerda
da
assem
bleia
vae
propor
que
se
eflecluem
duas
sessões
diarias.
Parece que
a
direita
deseja
que as
ses
sões
se
prolonguem
até
janeiro,
mas
a
opinião
geral pede
a
dissolução
no
fim
de
dezembro.
NÁPOLES
22.
—
Espera-se
a
todo
o
momento
a erupção
do
Vesuvio.
NEW-YORK
22.—O
tribunal
federal
de
Utan
condemnou
um
morrnon
por
po-
lygamia
a 2
annos
de
prisão.
BORDÉUS
22.—Entre
os
passageiros
salvos
do
«Luisiania»
coutam-se
Gandarias,
cônsul
de
Hispanha, em
S.
Thomaz,
e
sua
mulfier
VERSALHES
22.
—
Na sessão
da
as
sembleia
de hoje,
Naquel
sirtentou a
au-
thenticidade
dos
documentos
concernentes
á
situação
dos
deportados
para
a
Caledo-
fez
uma
falia,
segue a communicação
di
zendo
:
«Foi
Sua
Alteza
depois
assentar
a pri-
«meira
pedra
de
uma
doka
nova,
e
a
cere-
«munia
foi
um
grande
triunfo
maçonico,
«havendo
vasta
assistência
de irmãos
e
«hospedes.
O
príncipe,
respondendo
a uma
«adresse, disse
:
—
Tive
grande
pra-
«<er
em
saber
da
condição florescente
da
-maçonaria
em
Bombaim.
O
facto
de
seu
raugmento
annual
em
numero
e
eflicien-
«cia
preenche
os
objectos
da
instituição,
«unindo
os
varios c> e
tos
e
raças
em vinculo
«de irmandade,
fornecendo
objectos
communs
«de esforços,
e
estendendo
o
conhecimento
«da
organização
ingleza, para
bem
da
hu-
«manidade.
Tenho
grande
prazer
em
me
-associar
a
vós
irmão
de
Bombaim,
n
’
uma
«obra
que
tenderá
a
proteger
a
vida
e
a
«propriedade,
a
estender o commercio
; e
«á
vantagem
e
prosperidade
de
grande
«numero de
homens
nossos
similhantes»
;
Vejam
o
que
seria
de
nós
sem
a
ma
çonaria,
e
como
á
vista
d’ella
fica
o
po
bre
Evangelho
mellido
a
um
canto,
pois
nem
ao
menos
ahi
se
Llla
da
«organisa-
ção
ingleza
»
!
11.—Agora
mesmo
leio
no
«Times»
de
hoje
o seguinte
paragrafo
da
sua
corres
pondência
regular
de
Paris,
em
data
de
hontern,
que
nào é
mau
symptoma
:
—
«O
Congresso
Catholico,
que
tem es
tado em
sessão
em
Lille, adoplou
hontern
um
requerimento
á
Assembleia,
pedindo
que
nos
casamentos
catholicos
a
ceremo-
nia
religiosa
tivesse
de
preceder
a civil,
Ern Pari-,
Douai, e
Montpellier,
profes
sor
das
faculdades do
Estado, ao abrir
os
diversos
cur-os
de
seus
estudos
para
a
ses
são
de
inverno,
permiltiram-se
reflexões
—
algumas
d
*
s
quaes,
se
o
que
se
diz
é
exacto,
nada
tinham
de
bom
gosto
—
a
res
peito
das
Universidades
Calholicas
rivaes.
O
«Univers»
d’
esta
tarde
accusa
M.
Rou-
gel,
professor
de
medicina
em Montpel
lier,
de
ter
advogado
o
Darwinismo,
e
gra
cejado
a respeito do
estado
futuro
[ou
da
immorlalidade). Diz,
que
os
contribuin
tes
de crenças religiosas,
ou
catholicos.
ou
protestantes, nào
deviam ser
obrigados
a
contribuir
para
os
salarios
de
ensinadores
de
materialismo.
E
’
cousa
rara
no
«Uni
vers
*
tratar
de
os
protestantes
como chris-
lões
lambem.»
çConclue
n«
proximo
n.
*)
-
— -
--i
m
-------------
ULTIÍIOS
ES-
NGEIKOS.
PARIZ
21.
—
A
«Liberté»
respondendo
á
«Republique
Française»,
que annunciou
estarem
exilados
em
França
dois
antigos
deputados republicanos
hispanhoes,
por
não
se
terem
descoberto
ao
entrar
D.
Af
fonso
no thealro,
diz
que
esta
acção
re
petida
com
afleclação
varios
dias seguidos
foi
uma
das
causas
do exilio.
Outro
mo
tivo
mais
serio
foi os
ditos deputados
sus
tentarem
relações com Rico
e
outros
re
publicanos
sclualmente
residentes
no es
trangeiro,
onde
conspiram
abertamente
con
tra
a
monarehia
de D.
Affonso.
PARIZ
21.
—
O jornal
«Le
Soir», diz
eterna,
a
densa
uevoa
que
envolvia
aquel
les povos longínquos
num
pélago
de im-
mensa
barbarie
?
Digam-n’o
os
immensos
trabalhos e
fa
digas,
por
V
Exc.a
,
Rev."'0
Snr.
,
tão
heroicamente
supportados,
lá
nos
confins
do
Oriente.
Senhores!
Se
já
a civilisação principia
a
dilatar
seus
beneficos
raios,
por
sobre
aquellas
plagas
inhospitas
;
se
já hoje
po
demos
aportar
a
tão
remotas
paragens,
sem
o
perigo
de sermos
esquartejados
pelo
gentio,
nào
é
a
pliilosophos,
nem a
lilte-
ratos,
que a
humanidade
o
deve
por
certo.
Para
estes, o
mundo
é
muito peque
no;-nào
sae
fóra
dos
recintos
de
uma
es-
chola,
nem
vae
álém
das
platéas
de
um
thealro
O
padre, senhores,
tem
por
si
uma
historia
larga
e
brilhante,
como brilhante
e
larga
é
lambem á
esphera
da
sua
ac
ção.
Na
mais
inculta
das nações,
como na
mais
florescente
das
cidades,
lá
entre
as
hordas
errantes
d
’Africa,
como
aqui
enlre
os
povos civiiisados da
Europa,
a
sua
me
mória
está
inddevel em milhares
de
co
rações,
que
de
continuo
o
bem-dizem
e
applaudem,
como
os
vestígios
de
sua
pas
sagem
estão
escriptos
em
centenares
de
monumentos que
perpetuam
a
sua
gloria.
E
nem
o
perpassar
das
edades,
nem
a
ingratidão
dos
tempos
conseguirão
jámais
apagar
de
lá
esses
caracteres
que
fôram
escriplos
com
sangue
e
no
calor
de
urna
dedicação
sobre-humana.
Luz
do
mundo
já
lhe não resta
um
só
canto
da
terra,
que o
seu
verbo
inspirado
não
tenha
aquecido
;
Sal
da
terra,
a
elle
se
deve a conservação
d’
estes
restos
de
sentimentos
nobres,
que
ainda
hoje
tem
mão
em
que
a
sociedade
se
não.
dissolva
completamente em
ruinas.
Outros
ha
lambem,
eu
bem
o
sei,
que
se
dizem
illuminados
;
mas
a
luz
que
de si
projectam
assimilha-se
á
de certos
fogos
fátuos,
que
illude,
mas
não vivifica.
Mandae-os
a
elles,
a
esses
que
de sob
o
pedestal
de
um
orgulho louco
não
ces
sam
de
declamar
contra o
clero,
man
dae-os
tomar
o
caminho
da
peregrinação,
para
que
vão
substituir
o
sacerdote na
choça do
iroquez,
ou
na
cabana
do
selva
gem
;
dae-lhes
essa
missão de sacrifícios
incríveis
que
fazem
marlyres
os
ministros
do
altar,
e
dizei-lhes,
que
vão
chorar
com
a
desgraça,
ou
soflrer
com
o
infortúnio.
Inúteis
serão
os
vossos
esforços
;
nada
farão.
E
sabeis
por que ?
por
que
não
sabem,
não
pódem e não querem fazel-o.
Senhores!
Eu não
sei
em
que consis
tam
essas
grandes
aspirações
de
que
o
nosso
século
tanto
se ufana,
quando
o
vêmos
tão
ridículo
e
abatido
na
contem
plação
do
que
ha
de
maior
sobre
a
terra
!
Que
ha
ahi
de
grande,
que
possa
eqiu-
parar-se
ao
que
lem
de
sublime
a
mages
tade
do
sacerdócio?
O
padre,
senhores,
é o
nosso melhor
amigo,
e
mais
seguro
amparo,
desde
que
aportamos
n’
esle
mar
tempestuoso
da
vi
da,
alé
que
desapparecemos envoltos
nas
sombras
da eternidade.
No alvorecer
da
innocencia,
no
de
sabrochar
da
juventude, ou
no
cair
da
velhice
a
sua mão
carinhosa
não
nos
de
sampara
nunca,
ainda
quando
lemos
a
tran
spor
o
diflicil
promonlorio
das maiores
en
fermidades
humanas.
E’
elle,
quem,
recebendo-nos
doce
mente
em
seus
braços,
primeiro
nos
abre
os
olhos á
luz
da
verdade,
que
é a
fonte
de todo
o
saber.
A
elle
recorremos
sempre
que
uma
d
’essas
tempestades, tão frequentes
na
vi
da,
vem
assolar
nosso espirito.
E
quando
já
no fim
da
nossa
carreira
por
sobre
a
terra,
topamos
com
a
fria
lousa
de
uma
sepultura,
é
ainda
o
padre
que
vem
suavisar nossas
derradeiras
amar
guras,
ajudando-nos
a
partir,
sem dor,
o
ultimo
fio
de
uma
exislencia,
que
nos
é
tão
cara,
e
transformando-nos
em
um
doce
sorriso
d
’esperança
as
ultimas
con-
torsões
da
mais
cruel
agonia.
Quereis conhecer
bem o
caracter social
do
padre,
e
avaliar
os
seus
immensos
bene
fícios
no
seio
dos
povos
?
Estudae-o
nas bibliotecas,
que
elle
tem
enriquecido,
nos
hospitaes
e recolhimentos,
que
elle
lem
fundado.
Aqui
mesmo,
n’
es-
ta
gloriosa
Primaz
das Hespanhas,
podeis
vós
admirar
os grandes
eíTeitos
da
sua
acção
providencial
!
Coisa
notável,
senhores!
quanto
mais
se
trabalha
por
exauclorar
o
clero
no
es
pirito
publico,
mais
cresce
a necessidade
de
augmentar
os quadros
da
policia
e
multipsicar o
numero
das
bayonetas
!
E
’
que
o
foro
intimo
da
consciência»
é
um tribunal
inaccessivel á justiça
hu
mana,
e
a consciência, quando
bem
for
mada, é
a
primeira e
mais
solida
garantia
do
bem
social.
Senhores
!
Eu
sei,
que
lenho
a honra
de
fallar
perante
uma
assembléa
catholica,
e
que
por
isso
me
dispensa
de
recordar
aqui
os
immensos
titulos
de
gloria,
que
elevam
o
sacerdócio
acima
de
todas
as
jerarchias
sociaes.
Que
me
resta
pois,
se
não
pedir
toda a
vossa
cooperação
em
sua
defeza
?
O
padre,
senhores,
é
o
esteio
mais
fir
me,
da
ordem,
do
progresso
e
da
civili
sação.
Sem elle
a
sociedade
seria
de
novo
o
que
já
foi,
quando
o
Christianismo
a
veio
resgatar
—
anarchia
e despotismo.
Respeitemol-o
pois,
que
é
um
dever
que
nos
assiste, como catholicos
Deixemos
aos
seus
inimigos
a
triste
gloria de
o
deprimirem,
calumniando-o,
e
defenda-
mol-o
nós, qne
somos
seus
filhos
espiri-
tuaes,
e
por
que
n’
isso
vae
a
gloria
de
Deus
e
o
interesse
da sociedade.
M.
MARINHO.
nia, que
apontou
á
assembleia na
segunda-
O
ministro da
marinha aílirmou
nova
mente
a
falsidade
dos
documentos.
Naquet
mandou
para
a
mesa
um pedido
de
in-
lerpellação
que foi
addiada
por 6
meses.
A
assembleia
approvou
as
circomscripções
eleitoraes
alé
ao
departamento
do
Rhodano
que
se
discutirá
ámauhã.
P
a
RIS
22.
—
O
embaixador
hollandez
enviou
ao
governo belga uma
nota
pacifica
relaiivamente
ao
acontecimento
do
vapor
«Phenix».
A assembleia continuou
a
discussão
sobre
as
circumscripções
eleitoraes
e
tra
tou
da
interpellaçâo
de
Naquet
concernente
ao
tratamento
dos
deportados
da
Nova
Caledónia.
S.
SEBASTIÃO 21.
—
Em Hernani
fo
ram
lançadas
hontem
30
granadas
sem
mo
tivarem
baixa alguma.
Aqui
entraram
34
matando
um
homem
e
ferindo dois.
O
fogo
de
Arrasin
emmudeceu
hontem
á
noiie.
GAZETILHA
Exéquias.
—
As
exequias,
que
no
dia
15
tiveram
logar
na
capella
do
Órfãos
para
commernorar
o
passamento
do
ínclito
arcebispo
D Fr.
Caetano
Brandão,
fun
dador
d
’aquella
casa
de
caridade,
estive
ram
este
anno pomposissimas.
Assistiu
s.
ex.a
revd.
,na
o
snr.
arce
bispo
coadjutor,
Ioda
a
commissão admi
nistradora,
as
meninas
orfãs
recolhidas
na
Tamanca,
também
instituição
d
’
aquelle
san
to Prelado,
e
grande
concurso
de
pessoas.
A
missa foi
desempenhada
a
grande
orcbestra,
bem
como
os
respoosorio
*
.
Orou
o
snr.
padre
.João
Rebello,
que
se
houve
com
a
proficiência
que
lodos
lhe
reco
nhecem.
O
templo
achava-se
opulentamente de
corado,
especiahnente
a capella-uiór,
onde
sobresaia,
meio
velado,
o
retrato de
D.
Fr.
Caetano
Brandão, em volta do
qual
ardiam
numerosos
lumes.
A
missa
começou
depois das 10 horas,
sendo
celebrante
o
snr.
conego
Almeida
Coutinho,
reitor
d’
aqoelle
collegio,
e
a
quem
se
deve
este
tributo
de
gratidão
pago
á
gloriosa
memória
do
venerando
arcebispo,
lustre
e
ornamento
do episco
pado
bracarense.
N
’
esse
dia
esteve
exposto
ao
publico
aquelle
estabelecimento,
que
se
acha
com
toda
a
limpesa
e
aceio.
Wovenn
<lo
iHetaino
Q9e«ag, no
eoSIegêo dos
Oríraoa.—
Fez-se
este
ao-
no
no
collegio
dos orfàos
de
S.
Caetano
a
novena
do
Menino
Deus,
a
qual
foi
sempre
pomposa,
como
nos
annos
anteriores,
des
de
que
preside
áquelle
pio estabelecimen
to
o
actual
digníssimo
reitor,
o
snr. co
nego
Antonio
Francisco
Pereira
d
’Al<neida
Coutinho.
W. Senhora do
Parto, —
Festeja-se
ámanhã
em
8.
João
da
Ponte
a
Imagem
de
N. Senhora
do
Parlo.
Senhor
des
Paaaog.—
Chegou
ha
dias
a
Barcellos uma
bella
Imagem
do
Se
nhor dos
Passos,
executada em
Roma
por
Goiuseppe
Bernardi,
e
bensida
por
S
San
tidade.
Esteve
exposta
domingo,
19,
no
tem
plo
do
Senhor
da
Cruz,
á
contemplação
dos
fieis.
Celebrou-se
por
esle
motivo uma
missa
cantada
a
instrumental,
terminando
a
festividade
por
um
«Te-Deum»
etn
acção
de
graças.
A
Imagem
foi
feita
a
expensas
d
’
alguns
devotos que
a
offereceram á
irmandade
do
Senhor
da
Cruz.
Frendas <!e 19. AÍTonso.—
Do
al-
«nanach
—
Reperlorio
rei
dos repertórios
—
extrae
o
«C.
da
Tarde»
o
seguinte:
iEl
muchacho,
que
aciualmente
»e
cha
ma
Affonso
XII,
rei
de
Hispanha,
presen
teou
os
seus
súbditos
affectos ao
carlis-
mo com
as
seguintes
prendas
incluídas
n
’
nffl
decreto
assignado
pela
sua
real
mão.
ExpairtaçÕes
das
famílias
e
dos
indi
víduos
carlista
*
:
Sequestro
dos
seus
haveres
de
toda
a
especie ;
incêndio
das suas searas;
Destruição
completa
de todos os fru-
ctos
dos
seus
campos;
Aprehensão
dos
seus
gados
;
Bombardeamento
das
povoações
indefe-
zas.
Dá,
na
realidade boas
esperanças
esle
nino
!
Ttberio.
Nero e
Domiciano
começaram
as
suas
proesas
um
pouco
mais
adianta
dos
em
annos
I
Mas
não
estamos
nós
hoje
na epocha
do progresso?
gação
de
ter
mais
um
capellão
para di
zer
a
dita missa
quotidiana
;
e
se
esta
não
quizer,
em
3.°
logar
o
Hospital
de
Santa
Cruz
com
a
sobredita obrigação
de
mis
sa
quotidiana.
Recommenda
a
suas
irmãs
a
sua
crea
da
que
tem ha
mais
de
20
annos,
e
quando
não continue
na
sua companhia
205000
rs. cada
atino.
Deixa
a
Diogo.
e Domingos
de
S.
Mar
linho
de
Candoso,
Anlonio,
e
Rosa
de
Santa
Eulalia
de
Nespreira,
todos irmãos,
e
a
Luiza.
casada
com
Manuel
Policarpo
da
freguezia
de
Candoso,
20$000
reis
a
ca
da
um.
Ao
rev.
0
parocho
da
freguezia
de
S.
Martinho
de
Candoso, José
Joaquim
Ri
beiro
da
Costa,
em
remuneração
aos
seus
serviços
feitos
ás
suas
propriedades
reis
109^900,
e
igual
quantia
para
elle
repar
tir
pelos
pobres
da
freguezia.
Outra
igual
quantia
de
100(5000
reis
ao
rev.0
paro
cho
de
S.
Thiago
de
Candoso,
para
re
partir pelos
pobres.
Deixa
aos
seus
caseiros
de
S.
Marli
nho
e
S.
Thiago
de
Candoso
10(5000 rs.
a
cada
um.
A
uma
sua
parenta
e
afilhada,
Candi-
da
Rita,
filha
de
Rita
Candida,
da
fre
guezia
de
Nespreira
100^9-90
rs.
A
sua
afilhada
Maria,
íilha
de
Antonio tfAbreu,
de
S.
Marlinho
de
Candoso
20^000
rs.
A
seu
afilhado
Antonio
Joaquim
de
Car
valho
300^900
rs.
A
seu
irmão
Álvaro,
e
a
sua
irmã Candida
50$000
r.eis
a
cada
um. A
seus
paes
José
de
Carvalho
Mat
tos
e
mulher Maria
Joana
100^090
reis
a
cada
um.
A
Anna, viuva
de
Luiz
Antonio
da
Cunha
48^000
rs.
A
Manuel Anlonio
Paredes
48^000
-rs.
A
seu compadre
Jo
sé
Joaquim
Martins 390$000 rs.
com obri
gação
de
administrar
os
legados
que
deixa
aos
filhos
de
José
Carvalho,
emquanlo
fo
rem
menore-.
A
José
Fermino
d
’
Almeida,
filho
do
fallecido
Manuel
Anlonio
d
’
AI-
meida
50(5009
rs.
A sua
afilhada
Anna, casa
la
com
Jo
sé
Joaquim
d
’Araujo
Peixoto
Júnior,
reis
100(500).
Aos
pobres da
freguezia
de
Santa
Ma
ria
de
Moure,
para
a
junta
de
parochia
repartir
109$000
rs.
Ao
caseiro de
Santa Maria
de
Moure
10,5000
rs.
Ao
Senhor
Bom
Jesus
do Monte, reis
200(5000,
isto é
se
o
Hospital
acceitar a
herança.
Ao
Asylo
de
D.
Pedro
V
100-5000
rs.
com
obrigação
des
asiladas
acompanharem
o
seu
cadaver
á
sepultura.
Ao
Asylo
de
S.
José
de S.
Lazaro
reis
100,5000.
A soa
creada Marcelina Rosa
200(5090
reis,
e
o
uso
fruclo
á
morte
de
suas
irmãs,
das
propriedades
de Santa
Maria
de
Moure,
e
por
morte
d
’
esta
a
sua
so
brinba
Fiiomena.
Ao
creado Francisco
An
tunes
de
Carvalho
100(5000
reis,
e
a
seus
paes
Francisco
Antunes
e
Theresa
Rosa
de
Carvalho
205000
reis
a
cada
uíb
.
A
o
afilhado
de
seu irmão, íilho de
Anlonio
de
Faria,
do
Campo
de
N. Senhora
A
Branca
50(5000
rs.
A
Domingos
José
Fer
reira
da Silva Guimarães,
de
Guimarães
50,5090 rs.
Ao
recolhimento
das
Orfãs
da
Taman
ca
20(5090
reis; ao
da
Caridade
20,5000
reis
;
ao
de
S.
Gonçalo
10^000
reis,
e
ao
das
Beatas
de
Santo
Antonio
10^000
reis.
Nomeia
testamenteiros
aos
rev.
0
cone
go
Manoel
Antonio
da
Costa,
ao
bacharel
João
Marcos
Dias,
e
a
Bernardo
da
Cuuha
Pinto
Barbosa,
e
100,5000
rs.
a
cada
um.
Deixa
mais por
fallecimento
de
suas
irmãs a
José
Joaquim
Martins,
as
medidas
sabidas
que
tem em
S.
Martinho
de
Moure
e
em
S.
Lourenço
do
Mallo,
em
Ponte
do
Lima,
com
obrigação
de dar
a
seu
afilhado
José
de
Carvalho
Mattos
80$000
reis.
Quer
que
para
se
satisfazer
e*
tes
legados
sejam vendidos
os
seus
moveis,
livraria
e
objedos
mobiliários,
e
se o
seu
produ-
clo não chegar,
se
vendam
sómente
os
bens
necessários
para
a
satisfação
dos
mesmos.
O
ultimo
dos
Stuarts.
—
No
cas-
tello
do
Traquair, a
10
léguas dc
Edim
burgo,
e
na edade
dc
40
annos,
falieceu
o
ultimo
descendente
dos
Sluarts,
lady
Luiza
Sluarts.
Era
irmã
do
oitavo
con
de
de
Traquair, e
pertencia
em
linha
re-
cla
á
familia
real
dos
Sluarts.
Era
senhora
de grande
instrucção.
A
idéa
da
realeza
estava
tão profun-
damente
gravada
em
seu
animo,
que
res
plandecia
em
todos
os
seus
actos ;
em
sua
casa
observava-se
com todo
o
rigor
a
eti
queta
da
antiga
côrle.
O
caslello
do
Traquair
está
admira
velmente situado
na
coflueocia
do Quair e
Caminho
de ferro do
MHnho.—
O
caminho
de
ferro
do
Minho,
rendeu
2:691$875
réis
durante
a
semana do
21
a
27
de
novembro
ultimo,
sendo
transitado
por
4
930
passageiros
os
54 kilogrametros,
que
são
explorados.
Exposição
na Philadelphia.—
Já
ascende
a
1:400,
o
numero
do
*
allemães
inscriplos
para concorrerem á
futura
ex
posição
da
Philadelphia.
Anedoeta.—
Certo
joven 'prelencioso
leu
n
’urn
quadro
francez
a
seguinte
ins-
cripção
:
«Louis
XIV
surprend
le
secret
de
Mll.
e
de la
Velleire».
Uma
senhora
que
se
achava
presente
pediu-lhe
a
significação
d
’aquella.
E
’ claríssima,
minha
senhora,
responde
o
nosso
heroe.
«Luis
XIV
superintendente
e
secreta
rio
da
snr.
a
Velleire.»
Este
sujeito era, com
certeza,
da
con
fraria dos
Roques.
Aasassinio
no
quartel de ínfan-
teria
16.—
Lê-se
no
«Jornal da
Noite»
de
21 :
Hontem,
antes
do
loque
de
recolher,
pelas
7
horas
e
meia
da
noite,
estando
de
plantão
o
soldado
Anlonio
da
Costa,
n.°
74
da
2.a
companhia,
vendo
deitado
na caserna
o
cabo
João
Pedro
Sanches,
rapaz de
19 anoos,
disparou
sobre
elle
um
tiro
de
espingarda, varando-lhe
o
peito.
O
malvado
apenas
desfechou,
tornou a
carregar
a anna
para
matar
outro camara
da,
o
o.°
117, mas
não
o
conseguiu.
O
infeliz
cabo
havia
deposto
como
tes-
limunba
no
conselho de
disciplina contra
o
ti.°
74,
em
consequência
d’
esle
se
ter
embriagado,
fallando
ao
recolher.
Todas
estas
circunstancias
tornam
mais
agravante
o
delicio.
Eleições
senatoriaes
em França.
—
A
assembleia
franceza
já
elegeu
67
dos
75 senadores
que
foi chamada a
escolher.
Dos
eleitos
1Ó
são
legilimistas
puros,
e
57
republicanos.
Este
resultado
é
devido
ao seguime
facto
:
como
se
tivessem
col-
ligado
os
orleanislas
para
obterem
a
maio
ria
das cadeiras
do
senado,
os
legitimis-
tas
lendo
em
vista
os males
que
o
orka
msíno lem
acarretado
á
França,
e
recor-
daodo-se
de
que
foi
aquelle
partido que
no
mez
d
’outubro
de
1873
impediu
a
res
tauração
da
monarchia
legitima
decidiram
unirem-se
aos
republicanos,
afim
de
afas
tar os
deputados
orleanistas.
Para esse
fim
os
snrs. marquez
de
Gouvello
e
de
la
Ro-
chete
procuraram o
snr.
Jules
Simon, que
eslava
encarrega,do
com
o
snr.
Gambetta
de
dirigir
as
eleições
por
parte
dos
republi
canos,
aos
quaes
offereceram
a
referida
al-
liança,
que
foi
immediatamenle
acceita.
Depois
de
obtida
a
adhesão
dos
imperia
listas
tratou-se
de
redigir as
listas
nas
quaes
forain inscriptas 17 legilimistas e
58
republicanos
:
dos
17
legilimistas
6
re
nunciaram á
candidatura.
Esla
noticia
é
de
grande
importância,
porque
prenuncia
que
os
negocios
da
Fran
ça
vão
tomar
um
novo
rumo,
como
tudo
faz
presumir.
Bectiílcaçílo.
—
No
annuncio
2866,
publicado
em
o
n.°
antecedente,
onde
se
lê:
—
Por
falta
do
jury
—
deve
lêr-se
:
—
Por
parte
do
jurj.
Vae
hoje
devidamente
corrigido
na
sec
ção
respecliva.
Disposições
testamentarias. —
As
que
deixou
o
rev.
0
Anlonio
Joaquim
Nunes d’Abreu, abbade
de
Moure,
fal
lecido
no
dia
20
do
corrente,
são as se
guintes
:
Quer
ser
conduzido
para
o
seu
jazi
go,
pela
irmandade
dos
clérigos
de
S.
Thomaz,
a
quem
deixa
10(5000
reis,
e
aos
seis irmãos
que pegarem
ao
caixão
2$000
reis
a
cada
um.
Aos
servos
das irmandades
que
o
acom
panharem
e
levarem
30
irmãos,
1-5000
rs.
a
cada
um.
Quer
que
se
augmenle
ás
esmolas
das
missas
de
todas
as
suas
irmandades
e
confrarias
60 rs.
a
cada
uma.
Deixa
mais
130
missas
por
varias
tenções.
Deixa
por
uso
fructuarias
de
todos os
seus
bens,
moveis,
de
raiz, semoventes,
fóros
direitos
e
acções,
a
suas
duas
irmãs,
D.
Maria
José
Nunes
d
’
Abreu e D. Anna
de
Jesus
Nunes
d
’Abreu, e
por
morte
da
ultima,
deixa
tudo
ao
Hospital
de
S.
Marcos
d
’esta
cidade,
a
quem
constitue
por
herdeiro,
com
a
obrigação
de
mandar
celebrar
uma
missa quotidiana
por
sua
alma,
de
seus
paes,
irmãos,
parentes
e
pessoas
com
quem
tivesse
faltas
;
nào
po
dendo
este
legado
ser
em
tempo algum
reduzido
ou
alterado.
E
quando
o
Hos
pital
não
queira
com
esla
condição,
pas
sará
em tal
caso
para
a
irmandade
do
Senhor
Bom
Jesus
do
Monte,
a
quem
constitue
por
seu
herdeiro,
com
a
obri
do
Tweed, e
foi
celebrado
por Walter
Scott
no
seu
«Marmion»,
pois
é
do
sécu
lo
X.
Ostenta
um
magnifico torreão,
que
re-
monta
ao
anno
900.
O
porlico
de
honra,
fechado
desde
1796,
não
devia
ser
aberto
senão
quando
um
Stuart
recuperasse
o
throno
da Escossia.
Oa»«l®
®Htú
u
felicã<la«2e
?
—Uma
la
vadeira d
’
Arcueil encontrou ha
dias
den
tro
d’
uma
pinga que
ia
lavar...
imagi
nem
o
que?
Um
diamante!
um
não, quatro
diaman
tes
encravados
em
um
magnifico broche
d
’
oiro.
Julgue-se
da
surpreza da
pobre
mulher.
Correu
logo
a
casa da
dona
das
pingas,
a ver se
era
d’
ella
a
joia,
mas
o
bioche
não
lhe
pertencia.
Procurou
por
todas
as
suas freguezas,
o
broche não era
de nenhuma
d
’ellas.
Co
mo
iriam
pois
os
diamantes
parar
deniro
da
meia
?
SuppÕe-se
que
o
broche
seria
deitado
na
trouxa
da roupa,
por
algum
ra-
toneiro
filado
pela
policia,
e
que
se
quiz
desfazer
da
prova
do
seu
crime.
Agtpelo
á
cavridade.
—Imploramos
á caridade
das
almas piedosas e
b<
i
mf<izejas
uma
esmola
para
o
entrevado
Antonio
dos
Granginhos,
que vive
na
maior
miséria,
em
companhia
de
sua
mulher,
doente,
e
aleijada com
uma
rtiplura.
Reside
na rua
do
Alcaide, n.°
17,
n
’
orn
quarto
á
porta
da
rua.
IJeim esBStola
pelo
amai
*
de
Mesin.
—
Lembramos
ás
almas
carilalras
o
infe
liz
José
Avelino
Ferreira
dos
Sa;.los.
mo
rador
na
rua
da
Ponte,
d.°
5,
o
qual
se
acha
impossibilitado
de
trabalhar
e
vive
na
maior
penúria.
.»
.vjjgRasHnnBBoni
AGBMffiCISmmS
João
Leite
de
Macedo
e
sua
mulher
D.
Maria
da Conceição Taveira
e
Siiva
Leite,
seu
pae
c
sogro
Manoel
José
da
Silva,
agra
decem
a
todos
os illmos e ex.lb0‘
snrs.
que
os
cumprimentaram
e
assistiram
ao
enter
ro
de
sua presada íilha
e neta.
Maria
Bel-
inira, que
teve
logar
no
dia 26 ue
novem
bro
proximo,
por
cuja
graça
lhes
protes
tam
sua
eterna
gratidão.
(2878)
O
visconde
e viscondessa
da
Torre,
José
d
’
Araujo
Azevedo
e
Vasconcellos,
Anlonio
d
’Araojo
Azevedo
e
Vasconcellos
Feio,
e sua
esposa
D.
Maria
José
Vieira
Marques
d
’
Araujo
Feio,
João
de Sá
Cou-
linho
e
sua
esposa D.
Anna
Caroljna de
Araújo
Azevedo
e Vasconcellos
Feio, An-
tofiio
Alberto
da
Rocha Paris e
sua
es
posa
D.
Maria
José
d’
Araujo Azevedo
Vas
concellos
Feio, D.
Carlota
d
’
Aiaujo
Azeve
do
Vasconcellos
Feio, Álvaro
d
’
Araujo
Aze
vedo
Vasconcellos Feio,
Francisco
d
’
Arau-
jo
Azevedo
Vasconcellos Feio,
José
Augus
to
d
’
Araujo
Azedo
Vasconcellos
Feio,
Bea
to
d
’
Araujo Azevedo Vasconcellos Feio, Vic-
torio
d
‘
Araujo
Azevedo
e Vasconcellos
Feio
e
Alberto d’Araujo
Azevedo
Vasconcellos
Feio,
senliudo
immenso
não
lhes
ser
pos
sível
agradecer
pessoalmente,
como
tanto
desejavam,
e
era
de
seu
rigoroso
dever
a
todos
os
ill.m°
s
e
exc.
mos
snrs.
tanto
ec-
clesiasticos
como seculares,
que no
dia
9
do
corrente
mez.
na
egreja parochial
de
Soutello honraram com
a sua
assistência
e
serviços,
o
funeral de
seu
muilo
presa-
tio
irmão,
cunhado e
thio
Anlonio
Feio
de
Magalhães Coutinho, barão
de Soutello;
veem
por
esla
foi
ma
testemunhar
a
lodos
o
seu
mui
vivo
reconhecimento
pelos
ob
séquios
recebidos,
e
pedir-lhes
mil
descul
pas
de
o
não
fazerem por
outro
modo.
(2861)
(163)
Os
abaixo
asúgnados,
mãe,
irmãs
e
cu
nhado,
vem
por
esle
meio
agradecer
a
lo
dos
os
ill.
ni
°
s
e
ex.
inos
snrs. que
se
dig
naram
cumprimeotal-os, e
assistiram
ao
oíficio
de
corpo
presente
na egreja
de
San
ta
Cruz, e responso
de
sepultma
no
ce-
milerio
publico, no dia
4 do
corrente,
pelo eterno descanço
da
alma
de
seu
mui
to
presado
filho,
irmão
e
cunhado,
Manoel
Monteiro
Gonçalves
d
’
Oliveira,
protestando
a
lodos o
seu
eterno
reconhecimento
e
gra
tidão.
Braga
15
de
dezembro
de
1875.
D.
Maria
Innocencia
da
Purificação
Mon
teiro.
D.
Rita
Emilia
do
Céo
Monteiro
D.
Emilia
Beatriz
dos
Anjos
Monteiro
D.
Rita
Adelaide
da
Encarnação
Monteiro
Guimarães
João
Manoel
da
Silva
Guimarães.
(2860)
3
PORTO
iB
«mw>
1
-
RUA
DAS FLORES
-
3
NA
QUINTA
DE
RORIZ
3-BUADAS FLOKES-1
POHTO
(
junto
à
egreja
da
misericórdia
)
COMPRA
E VENDE
JOSE’
I.
FERREIRA
RORIZ
Exlracção
a
28
do
Corrente
fiíRMtripfões
de asfiteaataBaieiuto
Ditas
de eoupons
FORNECEDOR DA CASA
REAL
Loteria
d»
Santa Casa da
Misericórdia de
Lisboa
PRIMEIRA
E
ANTIGA
g
R0R8Z
CASA
FELIZ
■42-$$ W ,M
(
junta
á
egraja
da
misericórdia
)
SORTE GââNDE
rèis
5.0G0$000
DEPOSITO
CENTRAL, RUA DAS FLORES,
35 37 E 39
&
0
proprietário
annuncia
aos
seus
freguezes,
e
ao
$
publico,
que
em
lodo
o
sabão
fabricado
na
sua
fabri-
5t
ca,
e
que
na
mesma se
vender,
ou no
Deposito
Cen-
trai,
se
fará
o desconto
de
6
por
cento
sobre
os pre-
£?
ços
estabelecidos,
de
uma
caixa
para
cima.
Satisfaz-se
**'
com
promptidão
qualquer
pedido
qoe
seja
feito
do di-
to
genero, tanto
d
’esta
cidade
como das províncias
e
Ã
se
garante
a
sua
boa
qualidade.
Ditas de dividi
*
externa
Titulos liispanhoes internos
Ditos
externos
Coupons dos ditos já vencidos.
Sacca,
loma
leiras
e
dá
cartas
de credito
bre
Lisboa
e
diversas
praças
estrangeiras,
e se
encar
rega
de
compra
e
veada
de
titulos
de
divida
publica
nas
mesmas
praças.
80-
JOSÊ
IGNACIO
FERREIRA
RORIZ
AFIANÇADO
NO GOVERNO CIVIL DO
PORTO, NA CONFOR
MIDADE DO
EDITAL
DE
28
DE JULHO DE 1860
Tem
á
venda
no
seu estabelecimento bilhetes
intei
ros
a
50000
rs.
-
Meios
ditos,
a
20600—Quartos,
a
10300—
Oitavos,
a
680
—Cautellas
de
500,
250
e
130 rs.
0
mesmo
satisfaz
com
promptidão
todas
e
quaesquer
encommendas
que
lhe
sejam
feitas
das
províncias,
ain
da
que sejam
em grande quantidade,
e
vindo
acompa
nhadas
do
seu importe
em
vales
dos
correio
; e
uo
fim
da
exlracção remette
a
lista
dos
prémios
aos
seus
freguezes,
mas quando a
nào
recebam em
tempo
com
petente
terão
a bondade
de
a
requisitar.
(Y
*
)
«A
ACHADO
Quem
perdesse
um
guarda-chuva
de
se
da
na
noule
de
19
para 20,
desde
a
esta
ção
do
caminho
de
.ferro alé
ao
arco da
Porta
Nova,
falle
na
rua
Nova de Sousa
n.
5».
(2869) (162)
Aos candidatos
de
ambos
os
sexos
ao
magistério
primário (1.
‘
grau)
na
2.a
epo
ca
do
corrente
anno
de
1875, n'este
dis-
tricto
administrativo
de Braga.
Por parte do
jury nomeado
para
exami
nar
os
candidatos
ao
magistério primário
(l.°
gi<!t>)
n
’
(8là 2.a
epoca,
se
faz
publico
que
estão dtsignados
o
dia
30
de
dezem
bro
do
corrente
anno pelas
9
horas
da
manhã,
para
se
proceder
ao
exame
por
provas
escriptas,
3
de
janeiro
do
proximo
futuro
anno de
1876
e
dias
subsequentes
pelas
9
horas
da
manhã,
para
os
exames
por
provas
craes dos
candidatos cujos
do
cumentos
estão
devidamenle
instruídos,
con
forme
o
decreto
de
18G9,
e d
’
aquclles
que
preencheram
as
faltas
indicadas no
edital
de
10
do
corrente
mez, affixado á
porta
do Lyceu
nacional
de
Braga,
onde
se
acham
já
eiii
edital
de
21
de
dezembro
do
cor
rente
anno
de
1875,
os
nomes
dos
candidatos
legalmente
habilitados.
Lyceu
nacional
de Braga e
sala
das
ses
sões
do
jury
em
21
de dezembro de 1875.
O
secretario
do jury
(2866)
Francisco
Lopes
Gonçalves.
CHEGADO
Chegou
á
Livraria
Bracarense,
um
gran
de
scrtiíueiilo
de
perfumarias,
da
mellvr
qualidade.
Champanha,
do
preço
de
10000
até 10800
réis.
Assim
como
todas
as
pu
blicações
mordernas.
Kaltndarios,
para 1876,
por
diversos
preços.
Agendas
francesas,
para
1876, preços
diversos.
Paraiso
Perdido,
edição
de
luxo
(fran-
çais),
80000.
Tomam-se
assignatnras
de
qualquer
jor
nal
para
o
estrangeiro,
ou
oulra
qual
quer
encoinmcnda,
com
a maior
brevidade.
(2867)
zfs
Senhoras
Modistas
Carros
para
machina,
brancos
e
prelos
de
lodos
os
n.
os
a
40
reis.
PINTO.
—
Bua do
Carvalhal
(2862)
—ALMEIDA & PEREIRA
Largo
do
Barão
de
8.
Martinho
n.°
18
Compram
e
vendem
acções
de
todos
os
bancos
e
companhias,
e
inscripções
^assentamento
e
coupons.
(I)
LEILÃO
Na
casa dos Congregados,
Braga
No
dia
28
do
corrente
mez
de dezem
bro,
pelas
11
horas
da
manhã se
proce
derá
á
venda,
em
leilão
de
tudo
o
que
pertence
á
Vaccaria
Bracarense,
constan
do
de
12
\accas. 3
tourinhas,
2
bezer-
las
e
um
louro
de
cobrição,
medidas
€
vasilhas
do
leite,
taça
de
desnatar,
ma
chinas
de
fazer manteiga,
pesos e
balan
ças,
coberturas,
colleiras
e campainhas
das
vaccas,
o
chalet, etc.
Nomes
e
marcas.
Bonita
marca
pequena
boa
leiteira
Saloia
»
d
Carocha
»
B
Eslrella
marca
grande
»
Chellas
>
B
Morgada
B
A
ngot
»
Boneca
dá
pouco leite.
A
beillia
»
26
mezes
d’
idade, fi
lha
da
Carocha
Minhota
»
27
idem
filha
da
Mor
gada.
Gasella
25
idem,
filha
da
Bo
nita.
Tres
tourinhas
=
uma
de
6
mezes filha
da
Carocha,
oulra
de 5
mezes,
filha
da
Saloia,
e
outra
de
3,
filha
da Chellas.
Dous
bezerros
de
4
mezes,
c
Holland-
Bull,
louro
de
cobrição
de
6
annos,
mui
to
manso
e
que trabalha
muito
bem
á
nora.
(2842)
(157)
ALFAIATE
Pinheiro,
alfaiate,
morador
no
campo
de SanUAnna,
n.°
3,
participa
ao
respei
tável
publico,
que
faz
todo
e
qualquer
fa
lo
que
se
lhe
encommence,
pela
ultima
moda,
responsabilisando-se
pelo
bom
tra
balho que
sae
do
seu
estabelecimento.
(2865)
Alta
novidade
para
inverno
tampo «te 13. Luiz I,
bs
.9
1
(Entrada da
rua
dos Capeliistas)
A.
RI3SIRO
Fazendas
para
vestidos,
transparentes,
a
50
réis;
ditas
de
lã,
claras,
a
100
réis
;
ditas
de
lã,
escuras, de
120
a
160;
saccas
de
viagem
para
senhora,
de
500
réis
até
20000; guarda-solinhos
para
senhora,
côr
de
café,
10000
e
10200
réis;
ditos
para
homem,
10800;
Manias
de
soda
pera
ho
mem
e
senhora
120
e
140
réis;
ditas
mo
dernas,
que
eram de
600
réis
vende
por
240
; lenços de
seda, grandes,
que
erão
de
900
rs.,
a
600;
chitas
largas
com
barras,
a
90
réis
;
ditas
de
côres,
sortidas,
90
e
100
réis,
e
fazendas de
novidades
tanto
para
homem
como
para
senhora,
de
tudo
lem
de
maior
preço.
Direeção
do
Caminho
Carriz
de
Ferro
de
Braga
Por
esta
direeção
faz-se
publico
que
alé
o
dia
28
d
’este
mez,
oo
escriptorio
provisorio
da
dita
companhia,
no
largo
«la
Porta
Nova,
n.°
13 em
Braga,
recebem-
se
propostas
em
cartas
fechadas
de
5000
travessas
e
3.200
loogrinas
de
madeira
de
dinho
para
a
conslrucção du
dito
caminho
de
ferro,
entre
a
Estação
do
Caminho
de
Ferro
do
Minho,
e
á
naeia
laranja
das
primeiras
capellas
do
Sanluario
do
Senhor
do
Monte.
As condições respectivas
acham-se á
disposição
de
quem
perlender
licitar
pa
ra
as
vêr
no
supra-citado
escriptorio
to
dos
cs
dias
não
santificados,
desde as
9
horas
da
manhã
até
ás
3 da
tarde.
As
propostas
serão
redigidas
de
modo
que
apresentem
um
preço definitivo para
cada
travessa
ou
longrinas.
Braga
14 de
dezembro
de
1875.
O
gerente
(2849)
(160)
Nuno
Jvsé
Villaça.
'"
c
ÈRCÃFÃRA
arrendar
A
Direeção do
Asylo
de
Infancia
Des
valida de
D.
Pedro
V,
d
esta
cidade,
faz
publico que no
dia
9
do proximo
mez de
janeiro
será
artendada
a
quem
maior
lanço
oflerecer
na
secretaria
do
mesmo
Asylo,
rua
do Alcaide,
a
cerca
do
extincto
con
vento
das
religiosas
da
Penha,
da
qual
a
mesma
Direeção
se
acha
em
posse
confe
rida
pela
auctoridade competente
em
20
do
corrente
mez.
A
chave
do
portal da
cêrca
póde
ser
procurada
todos
os
dias
oão
santificados
das 9
ás
3 horas
da
tar
de,
em
casa
dc
Francisco
Xavier
Gonçal
ves
Lima, no
largo
da
Senhora A
Branca.
Secretaria
do
Asylo,
22 de
dezembro
de
1875.
0
1.
’
secretario
Antonio
José
Pereira
de
Magalhães
Júnior.
DO ALTO DOUEO
DA CA»A DE VILLA E»OU©A
RUA
DO
SOUTO
N.° 15-Braga.
N
’
este
armazém
se
encontram
a
retalho
as
seguintes
qualidades
de
vinhos
enga
rrafados
:
Vinho
tinto
de
meza.
(sem
garrafa)
150
>
»
>
> .
190
>
Lagrima..................................
200
>
Branco
de
meza
.......................
210
b
tinto
de
meza
fino.
.
.
.
270
»
de
prova
secca.
.
.
.
.
300
d
Malvasia
de
2.a........................
360
»
>
velho..............................
400
>
Malvasia,
Bastardo
e
Moscatel a
500
>
Roncão..................................
700
»
AI
varal hão
.......................................
560
i»
Velho
de
1854
....
600
b
a
retalho
para
meza
50
e
80,
o
quartilho
tinto, e
branco
120.
Responde-se
e
garante-se
a
pureza
e
boa
qualidade
de
lodos
esles
vinhos,
po
dendo
todo
e
qualquer
consumidor
man-
dal-o
experimentar por
meio
de qualquer
processo
cbyinico.
(N
*
)
NOVA
CHAPELERIA
DE
ALMEIDA
MAIA
(ANTIGA CHAPELERIA CAMPOS)
44
—
Rua
do
Soulo
—44
—
Braga
Faz
publico,
por
ei>te
meio
para todes
os
eíTeitos, que
lendo-se
dissolvido
a
so
ciedade
que
girava,
sob
a
firma,
Cantpos
<sfc Almeida,
fica
de
hora
avante girando
sob
a
firma
de
Almeida
Maia,
onde
ha
um
variado
sortido de
chapéus
de
feltro,
caximira seda, das melhores
fabricas.
Também fabrica,
concerta
e
põe
á
moda,
cora
perfeição,
todo
e
qualquer
chapéu.
Preços os
mais
rasoaveis.
(1-»)
Machinas
de
costura
Campo
«le D.
Luiz
fi
.°
bi
.°
fi
[
Entrada
da rua
dos
Capeliistas)
AKAUJD RIBEIRO
Acaba de
receber
novo
sortimento
das
afamadas
machinas
de
Singer,
legitimas,
e
silenciosas,
especialidade
na
verdadeira
cons-
trucção e
perfeição
de
trabalho,
leveza e
so
lidez.
Vende
a
dinheiro
ou
prestações
men-
saes.
Ensino
grátis.
Concerta
toda
e
qualquer machina
de
costura
por
mais
difiicil
que
seja
o
concer
to, e
tem
pessoa
competente
para isso, por
preço
commodo.
O
estojo
completo
para as
machinas são:
Costora
direita—bordar
a
soulache
—
fazer
pregas em
peitos
—
acolchoar
—
franzir
—
infitadeira
—pregar
guarnições
sem
ali
nhavar
— sobre-coser —
metter
cordões
—
abainhadeira
de
diversas
larguras
—
retroz,
algodões, agulhas,
oleos,
etc.
N. B.
De
lodos
estes objectos
vende-se
separados,
ou
como
as
mesmas
machinas
Boaoi
o
ÃBsmu
O
professor
em
artes,
lettras e
scien-
cias,
membro
do
clero e
magistrados,
todo
o
medico,
cirurgião,
dentista
e artista,
que
desejem obter
o
titulo
e
diploma de
doutor
ou
bacharel
honorário,
podem diri
gir-se
a
MeJicus,
rua
do Rei, 46,
em
Jer-
sey
(Inglaterra).
(T
*
)
BRAGA
:
TYPOGRAPHIA LUSITANA — 1875. - É o formato de
-
comerciominho_25121875_437.pdf
Parte de Comércio do Minho (O)