comerciominho_25111875_425.xml
- conteúdo
-
3:
ANNO 1875
FOLHA
COMMERCIAL fsÊLIGIOSA E
Í40TICIOSA
NUMERO
425
aiw
aaa
r
i
f
i
rmyitr
Assigna-see
vende-se
no
escriptorio
do
editor
e
proprietário
José
Maria
Dias
da
Costa, rua
Novan.
*
3E,
para
onde deve
ser
dirigida
toda
a
correspondência
franca
de porte.
=
As
assi-
gnaturas
são pagas
adiantadas
;
assim
como as
corresponden-
cias
de
Interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
B
”
<J
O
KL»
fl
€2
A
-
Si
85
ÁS
TERÇAS, QUINTAS E
SABBADOS.
P
reços
: Uraga,
anno
U»
rs.-Seniestre
S50
rs.~/-ro<jn-
/•iflç
inno
2&400
rs
e
sendo
duas
4&000
rs.
—Semestre
r<
ã^Brazil
anno
4&400
rs.
—
Semestre
2&300
rs.
moeda
forte.
oulO&OOO
reis
e
5&500
reis moeda
fraca.
—Anuuuuios
por
linha
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignantes
30 <>/9
d^batimenlo.
______
__ , .-----
- |M,|,BoiiÍiiiMÍÍÍMÃÍlÍ«ÍÍl'l
íTãTTT
-
- ♦ -
-« - - —— -. • —■
BK1GA-giJINíT.l-FEIKA
»S S>E
AOVEÍ.VfBKO
Ha
um
mal
gravíssimo,
que
affecta,
ha
já
bastantes
annos,
a
nação
portuguesa.
Este
mal, que,
pelos funestos efleilos
que
d
’
elle
redutilam,
iaotu
deveria
ter
preoccupado
o
douho
d
’
aquelles,
que
se
hão
incumbido
da
direcção e governo
do
paiz,
tem
sido
descurado
cortípletámente,
e
as
suas
funestas
consequências
de
dia
para
dia
mais
se
vào
sentindo.
Fallamus
d’
este
estado
de
torpor e
aba
timento
morai
ern
que
se
acham
os
es
pirite%
atrofiados pelo
veneno
mortífero
da
indifíerença
religiosa.
causa
realmente
dó
o
ver uma
nação,
outr’
ora gigante,
e robusta,
acurvando-se
hoje
sob
o
peso
da
deMnoralisação,
que
ibé
gangrena
os
membros
e
lhe
corroe
as
eur.r
iirhas !
Quando
olhamos
para
o
nosso passado
glorroso,
o
coração
mais
se
nos
enluta
ainda ao
presencear
as
desgraças
presentes
Os
fastos,
sem
igual,
da nossa
histo
ria,
sempre
repleta
(fheroismos
e
grau
desa%
longe
de
nos
estimularem o
brio
de
os
sustentarmos,
apenas servérn para
conderonarem a
decadência
a
que
cuega-
nros.
*
E
com
tudo
o
sangue
que
ainda
hoje
nos
corre
nas
veias
é
o
que
herdamos
dos
nossos antepassados,
que
se
puiifica-
vam
e
fortaleciam
pela
religião,
em
q
ianiu
qoe nós
nos
deixamos'
enervar peia
indil-
ferença.
O orgulho
de
nossas grandesas
passa
das
como
qne nos
cegou
o
espirito,
a
puniu
de nos
faser
perder de
vista
o
ca-
rniftho
que a
tantos
trioufos
levára
os
nossos
maiores.
É
d
‘
ahi
veio
a
decadência moral,
civil
e
polilica
em
que
agora
nos encontramos.
Coincidência
notável
I,
suando
principia
mos
a descer
em
religião,
começamos
a
peider
em
polilica
I
Parece,
que
a
iudiflerença
religiosa
nos
gelára
o
«ángOe,
que
íiséra
d
’
este
peque
nino torrão
um berço
«Theroes.
Olvidamos
a
unica
e
Verdadeira
foate
de
nossas prCtirns
g.-andiosas,
e
déixa-
rao-uos
levar
nas aguas
da
conente
que
no®
despenhou
no abismo
I
Abismo
sim,
que
o
é
este
estado de
podridão
moral
em
que
nos
encontramos.
Abismo,
que
tão
baixo está
o
logar
em
qu/
caímos.
E
com
tudo
o
mal
progride.
De
dia
para
dia
mais
nos
embrenha
mos
na
escuridade,
em
que ha muilo an
damos
perdidos.
Nem
governos,
nem
súbditos,
nem
leis,
nem
costumes
tem
dado
um
passo
que
seja
para
arripiar
caminho.
Parece
alé,
que
os
numerosos
e
va
riados
crimes
que
ião frequentemeate
se
repelem
n
’
uma
eséalà
sempre
progressiva,
tanto
em quantidade
como
em
qualidade,
apenas
servem
para
mais
nos
emhusias-
imir
no
progresso
do
mal.
De
cada
vez
o
sentimento
religioso
se
esfria
mais
no
coração
dos
povos,
porque
para
isso
concorrem
variadíssimas
causas
que
todos
os
dias
se
multiplicam.
De
cada
vez
a
descrença
lavra
mais
funda,
porque
tfisso
se
empt-nha
desafo-
ra d
a mente a
impiedade.
E
ao
passo
qoe
como
consequências
preci-as,
os suicídios,
os
a&sassinalos
e
parricídios
augmentam,
ninguém
pensa
nu
futuro
que
por esta fórma
se
nos
mostra
hoirivel.
Será
loucura,
ou
haverá um
anticipado
proposito
de
perder
tudo
isto?...
--
—------
As
*
conferenciai
no centro Baisto-
rico cl» fLiuboM.
Noticiaram
alguns
jornaes
que
breve
mente
se
iam
fazer
conferencias
sobre
assumptos
scientiíicos
moraes
e
sociaes
no
*
alão-ceniro
do
partido
historico
em
Li-boa.
Publicaram-se
m»is
os
nomes
de
alguns conferentes,
entre
os
quaes
avulta
o
do
infeliz auclor
do
drama-calumnia
os
«Lazaristas».
^gora
sim,
é
qoe
os
Lazaristas
e
as
Irmãs
da
Caridade
vão
levar para
baixo
jg"ra
o
snr.
Êoues
vae-^e
despicar
por
palavra
da
justa
critica,
que lhe
hão
in
fligido
;
pedimos
só
qoe
publique
as
suas
conf-renci-s
no
orgão
da
seita histórica.
p»ra
que
não
fiquem impunes e
sem
res
posta
as
suas caloinnus.
São
conferente
’
também alguns,
que
já
figuraram
oas
celebres
conferencias
do Ca
sino,
que
o
governo
presidido
pelo snr.
marquez
de
A-ila prohibiu
para
bem
da
sociedade.
Lembramos
tainhe.n
ao
governo este
nobre
exemplo
de
moralidade,
para
que
uão
deixe ir
por
diante
a
propaganda
de
ideias
dissolventes, que
se
hão
de
profe
rir.
Aind>
nos
recordamos perfeilaroente
de
que
um
dos
maiores
elogios
que
o
«Paiz»
(de
papel)
teceu
á
memória
do
duque
<te
Loulé, foi
prohibir e expulsar
vergonhosamente
de
1
‘
oitugal
as Innàs
da
Caridade:
e
as
Irmãs d» Caridade conti
nuarn
na
sua
missão
coiuoladoia
e
pro-
fundamenie christã,
e
um
dos
seus
per
seguidores, porvetiluia
o
mais
encarniça-
lo,
que
ellas
tiveram
em
Portugal, lá
baixou
ao
tumulo, e
um
dos
maiores
epi-
eedios
Vcidos
á
sua
morte
foi
a publica
ção
d
’
u<!ia
obra
impia
e
untuoral,
que
um
dos seus partidarios
escreveu contra
uma
classe
respeitável,
que
linha
allrahi-
(io
sobre
si
o
odiu
da
seiia
maçónica,
cujo
grao-mesire
fôra
o
duque
de
Loulé.
No
amplo
sudariu,
que
envolveu
as
cm-
sas
do
duque
de
Loulé,
fui
enterrado
lam
bem
o
partido
historico,
cujo
chefe
elle
era.
se
bem
que
ainda
forceja
por
dar
8ig«»aes
de
vida
que
se maoifesla
por
acios hostis
á
relig
ào,
á
so-
iedade,
a
Deus
e
á
Patria
—
prova
a
mais
evidente
do que
será
capaz tal
pàrlido, se
um
dia
occupar
os conselhos
da
corôa,
para
onde
crêmos
o
uão
chamará
o
augusto
chefe
do
estado,
ou
peio
im-nos
fazemos-lhe
es
ta
jusbça
de
assim
o crêr
p^ra
bem
do
paiz,
sem
ser
o
de
papel,
orgào
lá
do
partido
e
da
seita.
M. ALMEIDA
BARBOSA.
------
—----
União do clero.
1
Tendo-nos
occupado
da
união
do
cle
ro,
apenas
locamos
uma
ideia,
que,
sup-
poslo
a
sua
relação
com
o
assumpto
que
nos
entrelinha,
merece
loda<ia desenvol
vimento
mais
largo.
Heferimo-nos
á
necessidade
que
tem
a
ciasse
ecclesiastica
de
estreitar
mais as
relações
que
devem
unir
o
clero
enlre
si,
e
superiormente
com
o
seu
Prelado.
Esta
necessidade,
que
as
circumstancias
dos
tempos lauto lem
aggravado,
augmen-
tou
presentemenle
por
tal
fórma,
que
ur
ge
fazel-a
cessar.
E
de feito,
se
no
estado
em
que
se
acha
a
Egreja,
tendo
que
aflrontar
os
re
petidos
assaltos dos
seus
inimigos,
o cle
ro,
que
fórma
a
vanguarda
do seu
exer
cito
de
defeza,
precisa
ter
bem
cerra
las
as
suas fileiras por
uma
estreita
e
intima
união,
quem
póde
duvidar
de que
seja
a
falta
d’
essa
união,
que
principalmente
te
nha
concorrido
para
a
fraqueza
e
abati
mento
d’
esla
classe?
Na
epocha
que
vae
correndo,
póde
dizer-se,
que
só
ao
numero
se
reconhecem
direitos.
E
tanto
esta
verdade
está
na
convic
ção
de
todos,
que
já quasi não
ba
classe
nem
indivíduo,
que
se
não
tenha
soc-
corrido
d’
este
meio, para
fazer
valer
os
seus
direitos, e
triumphar
as suas aspi
rações.
Que
outra
coisa
mostram
essas
tan
tas associações,
que
successivamente
vê-
mos
multiplicarem-se,
a
não
ser
a
neces
sidade
que lodos
sentem
de
unirem
suas
vontades,
trabalhos
e
esforços em
direi
tura
ao
fim
coinmum
?
O
individuo
associa-se,
por
que reco
nhece
que
só a união
lhe
póde
dar
a
fór-
ça,
que
em
si
não
encontra,
para
sup-
perar as
difliculdades
que
se
lhe
anto
lham
no
caminho que
se
propõe
seguir.
As
classes,
nas
associações
particula
res
que
formam,
procuram
tão
somente
novos
laços
de união
para
os
indivíduos
que
as
constituem.
E
alé
a
impiedade,
na
sua
obra
de
desolação
e
ruina,
não
descura
meio
al
gum
de
conservar
estreilamenle
unidos
os
seus
adeptos.
A
experiencia
tem dado
razão aos
que
assim
julgam
encontrar
n
’
esla
maior
inti
midade
de
relações,
o seu
melhor
ponto
de
appoio
para
a
consecução
dos
fins
a
que
se
propõe.
Mas
apesar da
experiencia, o
nosso
clero,
com
magoa
o
dizemos,
vive
ainda
na
sua
maxima
parle
desunido e
separa
do,
gastando as
mais
das
vezes
até
com
inimigos,
aquella
intimidade
de que é
de
vedor
e
que
lamo
aproveitaria
aos
seus
irmãos
no
sacerdócio.
Por
certo
que
desconhecemos
com-
plelamente
o
motivo
d
’
essa
desunião,
sen
do
que
se
toda a
classe
soílre immenso
com ella, individualmente
ninguém
lu
cra.
Quizeramos
que
fosse
tão
intima a cor-
dealidade
de
relações
entre o
clero, de
sejáramos
vêl-o
unido por
tal
fórma,
que
todos
reconhecessem
na
individualidade
de
qualquer
eoclesiaslico
a colleclividade
da
sua
classe.
E
se
assim
fosse,
cuida
alguém
por
ventura,
que
as
injurias
e
os
insultos,
de
que
lodos
os dias
é
victima,
lhe
cairiam
em cima
com
tanto
pezo
e
frequência?
No
estado
em
que
presentemente
se
encontra
a
sociedade,
só por uma
estreita
união
póde
o clero
readquirir
aquella
for
ça
e
estima
publica <ie
que tantas
cau
sas
tem
concorrido a
despojal-o.
Mas se
a
união
é
tão
vantajosa
á
soa
posição
social,
que diremos
da immensa
utilidade
que
d
’
ella
ha de
necessariamen
te
resultar
para
o
efleito
da
sua missão
divina
?
Haja
vista
as
perseguições,
em
todos
os
tempos
movidas
á
Egreja
e
aos
gran
des
triumphos que
sempre
se
lhes
segui
ram
como
fruclo
não
menos
que
da
cons
tância,
da
união
entre
o
clero.
Da
união
nasce
a
força.
O
individuo
que
por si só
se
reco
nhece
impotente
para
uma
grande
empreza,
vae
procurar
na
amisade
de
um
seu
si-
milhanle
os
meios
d«-
poder
realisal-a.
E
o
resultado
obtido
por
esta
con
fluência d’esforços é
o
prémio
da
fidelidade
com
que
se
coadjuvaram.
Na ordem
ecclesiastica,
acontece
ou
tro
tanto
O
padre,
separado
dos
seus
irmãos
e
do
seu
Prelado,
é
como o
soldado
que
em
presença
do
inimigo
abandona os cama
radas
e
foge
ás
vistas
do
seu
general,
para operar
por sua
conta
e
risco.
Os
perigos
a
que
um
se
expõe, são
os
mesmos
a
que
o
outro
se
arnsca.
E
como
o
soldado, que
assim
preju
dicando
a
sua
causa,
vem
a
ser
victima
da
sua imprudência
e temeridade,
o
pa
dre
é sempre
o
primeiro- a
sentir
as
fu
nestas
consequências
de
seus
loucos ex
travios.
Mas esta desunião
do
clero,
é além
d
’
isso,
um
máo
precedente
para
os
íieis
que
vão
aprender
no
exemplo
dos
seus
mestres
espiriluaes
não
só a
falta de
ca
ridade
para
com
os
seus
similhantes,
mas
alé
o
olvido
e
desprezo
para
com
os que
lhes
são
superiores.
Continuaremos
com
este assumpto im
portante, e
mostraremos
a
necessidade
de
estreitar
esta
união
em
presença
das
cir
cumstancias
actuaes.
M.
MARINHO.
[
Semana
Religiosa).
Arcos 94>
de novembro,
(Do
nouso correspondente).
E
’ escava
de
noticias
esta
terra.
Só
a
política
lem
o
p<ivilegio
de
for
necer
algumas
veses assumpto
para
uma
correspondência.
E
como
estamos
em
maré
ch< ia
de
política,
posso agora dar
algiiuiaa
trovida-
dades que
mieressem
ao->
leitmes
do
«Com
mercio
do
Miuho.»
Como
é
publico,
a
Iucta
para
as
elei
ções
municipaes
preparava-se
gigante
n’
este
concelho.
De
um
lado
estava
a
itnmensa
-maioria
dos
eleitores,
lendo
á
sua
frente
as
pes
soas de maior
influencia
na
localidade.
Do
outro
pugnava
a
aucloridade
admi
nistrativa,
auxiliada
por
qual<o
vereadores
e
mais
alguns
indivíduos
que- nem se
avantajavam
pelu
numero,
oem
ainda pelo
seu
prestigio
eleitoral.
A
vara porém
do
poder
é
furte
bas
tante;
e
quando
lhe
deixam
livre
o cam
po,
não
poucas
veses consegue á força
de
arbitrariedades,
o
que»
pela
influencia
in
dividual
se
toma impossível
obter.
Foi
o
que
aconteceu.
A
derrota
para a aucloridade era
cer
tíssima
e
segundo
os
dados que
leubo
seguros,
uão
menos
que
pelo
que
eu
obser
vei,
havia
de
ser
c-pautosa.
Freguesias
em
ma^sa
reagiam
contra
a
vontade
admiui-
íraiiva,
que
nem
sempre
se
manifestava
por
meios
suasorios.
Mas realisaodo-se
aquelle
aforismo
an
tigo—lá
vão
leis
onde
querem
reis,
a
au-
cio
*
idade,
por
um<>
(Ceadas
manobras
pie
se
luriiatn
mais
notáveis
peio
despotismo
que
as
»
aracterisa,
do
qoe
pela
habilidade
com
que
se
produzem,
conseguiu
irnpor
u
velo
aos
seus
adversários,
de
modo que
hoje
é
pomo averiguado,
que
a
opposição
oão
vae
á
urna.
Eis
o
caso.
Quatro
camaristas,
feitos
com
o
snr.
adtninisirador
do concelho,
dividiram
mui
to
ás
escondidas
as
assembleias
eleitoraes
pur
fórma
tal
que 8(>0
eleitores
uas
fie-
guésias
limítrofes ao
concelho
de
Ponte
du
Lima
iam
votar
a
Stiajo,
que
confina
com
a
raia
da
Gailiza,
percorrendo
paia
isso
33
kilometros
e
tendo
que
atravessar
duas
assembleias
eleitoraes.
Estes
800
votos
eram
todos
compactos
para
a
opposição,
e
poi
isso
suflrerarn
a
pena
de
terem
que ficar
em
suas
casas,
pois
d
’e>ta
fórma
lhes
era
imposhivel exer
cerem
os
direitos
que
a
lei
lhes
e
nleie.
D
’
esta
divisão arbitrai
ia e
manifesta
mente
illegal,
feita
8
dias
apenas
antes
da
eleição,
levaiam
alguns cavalheiros
pes-
soalmeote
recurso
para
o
Conselho
de
dis
tricto,
expondo ao
snr.
governado
civil,
a
quem
o
entregaram,
conjunctamenle
com
uni
requerimento,
pêdin
io-lhe
o
âd-
diameolo
da
eleição, e
o
modo
como
aqui
era
auopellada
a
lei.
1
’
rotnelteu
lhes
este
magistrado
fa-er
justiça,
declarando
lhes,
que
pua
isso
ia
imtuédiaftameote
convocar os
conselheiros
districtaes
em sessão
extraordinária.
São
porém
decorridos
8
dias,
e
oão
só
o
Conselho
de
districto
se
não
convo
cou
vem
reuniu,
mas
nem
o
snr.
gover
nador civil addiou,
como
lhe
era
reque
rido,
a eleição.
O
efleito
d
’
estes
aclos
no
concelho
foi
contraproducente
pa?a
os
que
os
praiica-
lam.
A
indignação
que
lavra
por
toda
a
parte,
mesmo
enlre
alguns
dos
que
par
tilham
da
amisade
da
aucloridade,
é gran
de,
e
posso
asseveral-o,
sem
que
por
fór
ma
alguma
me
ceguem
as
minhas
simpa-
thia
*
u
’esta
questão,
que
se
a maioria
para
os
que
combaliam a
lista
da
aucloridade
era
grande
até
agara,
muito
mais ella
lem
crescido
ultimainente.
Ainda
assim
lactando
sempre,
os offen-
didos
tencionavam
ir
á
urna;
mas a
irri
tação
de
muitos
eleitores, e
mais
ainda
a
denuncia de
que
por
parte
da
auclori
dade
se
preparavam
provocações
em
Suajo,
fel-os
trepidar,
não
querendo
ninguém as-
shmir
a responsabilidade
das
desordens
qoe
eram
certas,
e
do
sangue
qoe
irre
mediavelmente
correria.
Agora
mesmo me
consta, que
a
oppo
sição
e>lá
elaborando
um
manifesto,
mas
nào
sei
em
que
sentido
o
redigem.
—
Na
semana
passada
falleeeu
em
Gra
de
uma
mulher,
que ha
metes
tinha
sido
mordida
por
um
cão.
Tiaclada
pela
homeopathia,
esla
oão
ponde
valer-lhe
a
que
morresse
de
hidro-
fobia.
Também
hoje
falleeeu
o
rev.
0
padre
Luiz
Alberto
Pereira
Barbosa.
Era
um
dos
poucos
ecclesiasticos,
que
por
aqui
edificam peia
sua
vida
e
costu
mes
.
Contava,
quando
muito,
40 annos
de
idade
e
e»a
applicado
ao
estudo.
Deus
lhe
perdoe
as
fragilidades
a
que
está
exposta
a
fraquesa
humana.
REVISTA
ESTBAIGEIHA
llimpanha.
Fronteira
de
Hispanha
14
de
novem
bro.
—
Espera
se
d
’
um
momento para ou
tro
a
continuação
das
operações
na
Gui-
puzeoa.
Sabe-se
que o
general
Trillo
se
propõe
a
atacar
as
posições
dos
carlistas,
provavelmente
a
altura
de
Arratzain,
aon
de
está
a
bateria
que
atira
sobre
S.
Se
bastião.
Os
nossos
voiunlarios
fortificam
es
la
posição.
Demais o general
Trillo
nào
recebeu
desde
a
ultima
tosa
que
levou,
que
dous
mil
conscriplos,
como
reforço.
Penso que
o
ataque será
pelo
lado
d
’
Arratzai<),
e
por moitas rasões.
O
ge
neral
Trillo,
que
se
gaba
de
ser
esperto
ordenou
nos
últimos
dias
algumas esca
ramuças
do lado
de
Oyarzun.
Sabeis
que
a
altura
Manuaodi
é uo»
quarteirão
de
Oyarzun foram
atacados
sem
resultado.
Logo
Trillo
tem
por
ponto
de mira
real
o
lado
oposto.
Por
outra
elle soube,
que
o
inimigo
reuniu
viveres
e
munições
em
grande
quantidade
nos
fortes
d« monta
nha
Igueldo, perto da
nossa
bateria.
Ain
da
por
outra, os
patriotas de
S.
Sebas
tião
que
impellem Trillo
uão
teem
mais
desejos
de
se
apoderar
de
S.
Marcos
que
de livrar
a
sua cidade
e
tornar
impos
sível
o
bombardeamento.
A
posição
em
questão,
com
tudo
é
mui
diíficil
de
tomar,
e
talvez ainda
mais
dillicil
de
conservar.
Está
dominada
por
outra,
por
a
de
Mendizorrolz,
que
lam
bem
está
em
oosso
poder.
Ante-honlem,
de noite,
os
canhões
de
S.
Marcos
atiraram
muito
sobre
Benteria
e as Passages.
Quanto
a
Hernani não
é
mais
que um
montão
de
ruinas.
Tudo faz crêr que
dentro
em
pouco
haverá
algum
combate sério
na
Guipuz
coa.
Isto
causará
grande
admiração.
Porque
aonde
eslão
os
200:000
homens com que
os
jornaes
minisleriaes
nos entretem
a
ca
da
momento, e
que
devem estar
no
nor
te
nos
primeiros
dias de
novembro?
Por
que
rasão
não
mandam pelo
menos
10:000
homens
para
a Guipuzcoa
para
tirar
de
embaraços
o
snr.
Trillo
e
os
patriotas
de
S.
Sebastião?
Porque
se
não
mandam
lambem
al
guns
reforços
ao
general
affonsista
Rei
na,
que
está
em
Lumbier
cercado
por for
ças
do general
Perula,
sem
poder fazel-as
retirar,
nem
livrar
a
cidade?
Para
que
não
livrar
igualmente
Pamplona?
Misté
rio
!
Nos
primeiros
dias
de
dezembro,
ler-
se-hão
200:000
homens,
mas
agora não
ha
nem
20:000
para as
operações
urgen
tes.
Teem-se
exagerado
muito o
triunfo
dos
affonsistas
ua
Catalunha.
Sabeis
como
o
general
Castelles
aprisionou
duas
compa
nhias
em
Pobla
de
Lillet. Creio
que
Mar-
tinez
Campos
não
conhece
a
tenacidade
dos
Catalães.
Foram
elles
que
principia
ram
esta
campanha
em
abril
de
1872.
aos historico»)
querem
fazer
das suas,
mas
são
rebatidos
em
toda
a
parle
para
bem
da
ordem,
que
pertendem
perturbar
paia
vêr
se
pescam
nas
agoas
turvas.
Onde
se
feriu
uma
batalha
mais
rija
por
parle
da
opposição, capitaneada pelo
celebre
Tiberio,
que
em
costumes
e
mo
ralidade pouca
differença
faz
do imperador
romano,
do
mesmo
nome,
foi
no
conce
lho
de
Villa
Nova de
Foscoa,
mas por
informações
que
lemos,
o
governo
ven
ceu,
e
oão
valeram
á
opposição
os
dis
túrbios
que
promoveu,
nào
obstante
ella
diga
e represente
no
«Paiz»
que
soffreu
coacção
e
violência
por
parte
da
auclori
dade.
Depois
de
Villa
Nova, é
em
Villa
Flôr
qoe
a
opposição espera
dar
batalha
ao
governo no
dia
28,
mas
pelos
dados
qne
lemos,
espera-se
que
não
seja
tão
bem
succedida
como
em
Villa
Nova.
No
concelho
da
Carresêda,
torna
a
ser
reeleita
a
camara dos
quartilhos,
que
é
assim como é
conhecida
por aqui
a aclual
carnal,
por
que
uru
dos
seus
vereadores
é
taberneiro.
Em
Mirandella, lambem
os
histori-’
cos
fde
triste
historia
!)
fazem
opposição,:
ruas
o
dia
28
os
desenganará
de
que são
baldados
os
seus
esforços
para nos
vence
rem,
e
depois
espesiuharem.
Já
vêem
os
leitores
que
por
esle
dis
lricto não tem o «Jornal
do
Minho»
ra
são para
se
gloriar
estultameole,
como
fêz
por
occasião da
eleição
de
Braga,
em
que
o
vosso
jornal
representou
um
nobre
papel,
propondo
uma
lista,
já
tarde,
que
ainda assim
alcançou
uma
grande
vota
ção.
Portanto despeço-me
até
passar
o
dia
28,
e
depuis
informarei
os leitores
do
es
tado
em
que ficaram
as
eleições do dis
tricto.
Alé
breve.
—
Heitor.
Conintrtiííe».
— Lê-se
no
«Jornal
de
M»cau»;
«U
jornal japonez,
«Akebone Shim-
bum»,
diz
qoe
os catholicos
romanos
na-
turaes
do
paiz,
residentes perlo da Naga-
zahi,
teem
feito
muitas
conversões entre
os
seus
visiuhos.
e
que a
sua
influencia
se
estende
alé
Kagoshima».
O
Japão,
como
lodos
sabem,
ou
devem
saber, foi
theatro
n’
outro
tempo de
verdadeira
gloria
para os missionários je
suítas
portuguezes,
muitos
dos
quaes
der
ramaram
alli
o
seu
sangue
pela
lé.
A
tra
dição
d’
estes
nossos
missionários
conser-
va-se
muito
viva e
mui
venerada
no
Ja
pão,
não
só
eiii<e
os
catholicos, mas até
eulre
os
pagãos,
e
uão
só nas costas,
mas
lambem
no
interior
de
differenle
*
ilhas
de
que
se
compõe
áquelle
impé
rio.
Islo
honra-nos
mais
do
que
muitas
folhas
diarias,
de
papel
sujo;
muitos
sui
cídios igualmente diários,
que
ellas
pro
duzem
;
roubos,
infantecidios,
etc.
etc.,
fructos
em
grande
parte
do
liberalismo
ímpio
que nos
mala.
Ou
«Lazur
íh
I
am
».
—
A proposito
d
’es-
le
dtama que tantos
escândalos
tem
pro-
dusido
no
lhealro
portuguez,
escreveu
o
distinclo
snr.
padre. Senna
Freitas
um
opusculo
intitulado
Os
Lazarislas
pelo
«lazarisla»
snr.
Ennes.
O
escripto
do snr.
padre
Senna
Freitas
refuta
cabal e
brilhantemente
as
heresias
históricas
do
dramaturgo maçon,
que
deu
tào
triste
cópia
de si,
calumniando
uma
nobilíssima
instituição
como
a
de
S.
Vi
cente
de Paulo,
a
troco
de
alguos
vinténs
do
tronco
da bene/icencia
e
de algumas
palmas
da
claque
assalariada.
Recommeodamos
aos
amigos da
verdade
e
das boas leltras
a
leitura
do interes
sante
opusculo
do
distinclo
escriptor
ca
lholico.—
(«Apostolo», do
Rio
de
Janeiro)
Túnel
«la Mancha.
— Proseguem
com
acuvidade
as
sondagens
para
o
lunel
de
Mancha, as
quaes
se
operam
agora
a
algumas
milhas
da
costa
de
Douvres.
Os
engenheiros
encarregados
d’esse
trabalho
estão
muito
satisfeitos,
porque
os estudos
provam
que
a
naluresa
do
solo
submarino
facilitará
a perfuração
do lunel.
Deacarrilltamento.
—
No
dia
20
do
corrente,
descarrilhou
a
machina
do
com-
bio
n.°
6,
do
Minho,
derrubando
um
car
ro
de
bois
que
atravessava
a
linha na
passagem de
nivel
em
Ermezinde.
Os
passageiros
nada
soffreram.
O
com
boio
chegou ao Porto
com algum
atraso.
Porluguezes
falleeidos. —
Falle-
ceram
uo
Rio de
Janeiro desde
23
alé
27
de outubro
os
seguintes súbditos
porlu
guezes
.
João
Antonio
Gonçalves,
29
annos,
sol
teiro;
Francisco Alves
Barbosa,
60
a.,
s.;
Izabel
Joaquina
da
Silva,
49
a.,
viuva
;
João
Francisco
Arteiro Novo,
45
a.,
ca
Desde
então,
ainda se
não
submelleram,
ainda que
liaham
lido
contra elles,
du
rante
o
anno
de
1872
lodo
o
exercito
hispanhol.
Elles tinham
proineltido
resis
tir
até ao levantamento das províncias
vas-
cas,
e os
catalães,
sustentaram
o
que
pro-
metleram. Foi
lambem
este
mesmo
Cas
lells
o
primeiro
em
se
levantar. A
guer
ra
na
Catalunha
póde
soífrer contra-tem
pos
mas
eu
creio que não
será
Marli
nez
Campos que
acabará
com
ella.
Será
necessario
occupar
militartnente
todo
o
lerritorio
do
principado
Catalão.
—
Do
correspondente
do
Madrid
para a
<
Palavra»:
Ainda
que oolra
coisa queira
dizer-
se, na<>
foi
tão
afortunada
a
expedição dos
affonsinos
sobre Bernedo,
apesar
de quan
to
aílirma
a pomposa
participação
d
’
alli
dirigida
ao
g.overno.
Com
a
rapidez
que
é
possivel,
achan
do-se
como
se
acham
mui
immediatas
as
linhas
d
’
ambas os exercitos,
duas
briga
das
liberaes
marcharam
ao
alvorecer
do
dia,
caindo
instantaneamente
deante
de
Bernedo
que
com
as
cordilheiras
que
o
dominam
custodiavam
dois batalhões.
Surpreheudido
o
primeiro
no
momento
em
que
se
dislribuiam
as
rações,
teve
de
retirar-se
combatendo, por
ser-lhe
im
possível
tomar
posições,
porém sua
re
sistência
e
a
do
que
estava
á
sua
recla-
guarda
foi
tão
energica
que
foi
necessá
rio
para
chegar
a
Bernedo que
até
carre
gasse
sobre
elles
a
escolta
do
general
com
elle
á
frente,
e apenas
chegados
á
po
voação,
como
os
carlistas, deixando
22
prisioneiros que
cumpunliam soa
guerri
lha
de
rectaguarda
no
movimento
de
re
tirada
haviam
tido
tempo
de coroar
as
posições
que
dominam
a
citada
povoa
ção
e
sitiar n’
ellas uma
bateria,
romperam
contra
elle
um
horrível
fogo, obrigando
os
affonsinos,
que já
não
se
tlreviam
a
tentar
a
desalojal-os
dos
pontos
que
oc-
cupavam,
a
retirar
sobre
Garnarra,
e
d’
aqoi
na
mesma
tarde
a
Viioria,
poden
do
ajuizar-se
de
suas
baixas
pelo
faclo
de
qoe, apesar
da
insignificante
distancia
que
precisavam de
percorrer, tiveram
de
deixar
só
em
Pipaon,
povoação
insignifi
cante,
sessenta
feridos
«raves
que
nào
havia
outro
meio de
transportar
sem
ris
co
do que
conduztl-os
a
braço
e
em ma
ças.
Peiores
são ainda
os
dados
que
se
re
cebetn
da
linha
de
Lumbier.
Desde
30
do
passado, dia
do
ultimo ataque de
Reina
para
apoderar-se
do monte
e
ermida
de
la
Trindade
que
domina
nas
posições,
mal
podem os
affonsinos
sair
d’estas
linhas
e
em
Lumbier
mesmo correm
grandes
riscos
desde
que
amanhece,
pois
a
artilheria
car
lisla bombardei-os
com
insistência
,
e
não
lhes
é
possivel
passar
um
instante
nos
alojamentos.
No
sentir
d
’
um
chefe do exercito
re-
cem-chegado d
’aquelle
ponto e
a
quem de
vo
estes promenores,
se
o
Ebro uão
se
parasse
a
ambos
os
exercitos,
sendo
para
o
do
gaverno,
reduzido
alli
á
defensiva,
uma
barrei
a
proteclora,
nào
occuparia
o
aífonsino
presentemente
Lumbier e
as
po
sições
que
o
protegem,
a
julgar
pela
in-
suíliciencia
e
descrédito
dos
generaes
que
o
dirigem,
cujas
disposições
são
muito
censuradas
nos
círculos
militares,
porque
em
seu ultimo
ataque
foram tres vezes
rechaçados,
apesar
de
disporem de
quadru
plicadas
forças, pois
as
posições carlistas
estavam
guardadas
por
cinco
batalhões
pe
quenos,
e
os
affonsinos atacaram
com
de-
zesete.
«Nào
tem
exemplo, me
dizia
o
chefe
a
quem
alludo.
a
energia
com
que
alli
pelejaram
os
carlistas,
e
só
assim
se
comprehende
que
no
ataque
a
que
me
refiro
nos
causassem
mais
de
mil
bai
xas. >
GAZETILHA
Mirandella, 13 «le novembro.
—
(Correspondência
d
’
esta
secção
de
no
ticias).
Amigo
e
snr.
redactor.
—
Visto estar
mos
em
maré
de
eleições camararias,
que
é
quando
mais
se
agitam os
partidos li
beraes,
que
de
tudo
se
querem
assenho
rear,
sempre
julguei
de
utilidade
para os
leitores
do
<C.
do
Minho»
o
pol-os ao
faclo
d’
algumas
eleições mais
renhidas n’es-
te
dislricto
de
Bragança,
que
lem
sido
inlelizmeole
o
mais descurado dos
gover
nos
porluguezes.
Nào
julguem
que
só
ahi
ha
eleições
renhidas,
que
o
«Jornal
do
Minho»
com
a
sua
preponderância
faz
vencer
a
favor
do seu
partido;
lambem
por
aqui
os
pe-
nicheiros
(assim
chamam
n’
este
districto
sado;
João
Francisco
Lage, 30 a.,
s.;
An
tonio
Gomes,
48
a.,
c.;
João
Anlonio
Mon
teiro,
60
a., s.;
Anlonio
Manoel
da
Cos
ta,
38 a.,
s.;
Joaquim
Dias
da
Silva,
49
a.,
s.; Victorino
Rodrigues
Borges,
23
a.,
c.; Maria
Carlola
Monta, 69
a.,
v.;
Anto'
nio
Botelho Tavares, 66
a.,
c.;
Lniza
Ma-
xima
de
Jesus,
80
a.;
Custodio
Tiuoco
Pon
tes.
17
a.,
s.
Estatística.—Em
Inglaterra,
Hollan-
da
e Escócia
ha
22:000
caixas
de
correio
não
contando
9:000
nas
estradas
e
13:000
lojas
de
venda
de
estampilhas
que
recebem
durante 0
anno
967.000:000
de
cartas,
79
milhões de milhões de bilhetes postaes
e
de
jornaes
253.000:000.
Outra.—
Uma
estatística
recentemen-
te
publicada
refere
que existem
em
Paris,
1:700
doutores
em
medicina,
300
officiaes
de
saude
e
750
pharmaceuticos.
O
numero
dos
hospilaes
em Paris
e
nos
arrabaldes
eleva-se
a
38,
nos
quaes
se
empregam
135
uueJicos
ou
cirurgiões,
e
podem
ser
recebidos
n’
el!es
de
8
a
9:000
doentes
ou
ferido
*
.
O
maior,
actualmenle,
é
0
hospital
de
S. Luiz,
especialmenle destinado
ás
molés
tias
de
pelle;
contém
mais
de
850
leitos.
Enlre
estes
hospilaes,
ha
sómenle
tres
declinados
aos
militares,
que
são
os
de
Val-de-Grâce,
do Gros-Caillou
e
de
Sainl-
Martin.
Cidades mais populosas da ín
dia
ingleza.
—
Na
ludia
ingleza
as
cida
des
mais
populosas
são
Calcottá,
com
759
mil
habitantes,
não
contando
os
dos
ar
rabaldes
que
se
elevam
a
100:000,
Bom-
bay
com
614:000 habitantes,
Madrasta com
382:090
habilanies,
Lucknow
com
285:000
babitames.
Choque
no eaaninBio de ferro.—
Uma
noile
da semana
passada
houve
gran-
de
desgraça no caminho
de ferro de
Slo-
ckolmo
e Malmoe. Enconlraiam-se
dois
com
boios
enlre
Oeping
e
Baukoberg
;
ficaram
seis
passageiros mortos e
doze
feridos,
e
sete
wagons
despedaçados.
Enlre
os
feri
dos conta-se
s
ministro
plenipotenciário
da
Bélgica.
Naufrágio».
—
Um
telegramma
de
Londres,
em
20,
é
assim
concebido
:
Foram
a
pique
dezeseis
navios,
mor
rendo
50
pessoas,
em consequência
da
violenta
tempeslada
da
noite
passada.
Furaeào.
—
Eis
a
estatística
dos
estra
gos causados
pelo
furacão em Pariz,
des
de
domingo
á noile
alé
quarta
feira
pela
manhã
(7
a
10):
Cairam
10
mil
chaminés
pouco
mais
ou
menos
;
160
mil
telhados
foram
pelo
ar
ou
ficaram estragados
;
30
mil vidra
ças
despedaçadas
;
mil
labiques
caídos por
terra
e
duzentas
arvores
quebradas
ou
de-
sarreigadas
;
tudo
isto
ascende
a
uma
ci
fra
de
quinhentos
mil
francos
approxima-
damente.
Resta
agora
recopilar
os
accidentes,
e
não
e
com
dinheiro
que
se substituem
e
pagam
as
cabeças
quebodas
e
os
mem
bros
amputados
E
’
este
0
lado
mais
tris
te
da
medalha.
Grande
«iesgraça.—
Nas minas
de
carvão
de
la
Viélle-Marihaye.
Bélgica,
hou
ve
uma
explosão
do
que os
francezes
cha
mam
/eu
grisou.
de
que
resuliou
a
mor
te
de muitos
mineiros.
A
’
data
da
noticia
tinham
já
sido
en
contrados
43
cadaveres
!
Academia
religiosa.—
A
Associa
ção
Catholica
d’
esta
cidade tenciona com-
rnemorar
0
dia
da
sua
Padroeira,
a
Im-
maculada Conceição,
com
uma
academia
religiosa,
a
que
poderão assistir
lodos
os
socios
e
associadas.
Publicações.
—
Recebemos
e
agrade
cemos
as
seguintes;
—
Diccionario
Popular (Fase.
7.)
Tem
sido
feita
com a
maior
regulari
dade
a
publicação
d’
esta
obra magnifica,
digna
de
toda
a coadjuvação.
O
escriplorio
da
empreza
do
Diccionario
é
na
rua
da
Aialaya
n.°
173,
Lisboa.
—
O
amor dos
amores,
romance
de
Pe-
rez
Escrich.
(Fase
2.°)
Esle
bello romance
é editado
por
uma
empreza
do Porlo.
Para
abonar
0
mere
cimento
d
’esta
publicação
basta
0
nome
do
auctor,
que
não
póde ser desconhecido,
ainda
dos
medianamente
lidos.
—
O
Dedo
de Deus
(vol.
II).
E
’
edicção
da
benemerita
empreza
Ho
ras
Românticas,
que
tanto
está
enriquecen
do
a
liiieralura
portugueza.
Assassinatos.—
Na
noite de
hontem
para
hoje
(17),
diz uma
folha
d
’
Aveiro,
assassinaram
na
povoação da
Quintã, con
celho de Vagos,
urn
pobre
lavrador.
O
as
sassino
linha
sido
convidado
para
ir
áquel
le logar matar um
porco,
e,
depois
de
ter
minada
a
tarefa,
reuniu-se
com
outros
in
divíduos
o
’
uma
taverna.
Alli,
depois
de
beberem e
altercarem,
foi que
elle.
com
a
mesma
faca
com
que linha morto
o
ce
vado,
tirou
a
vida
ao seu
companheiro,
ferindo
ainda
outro
sujeitb.
O
assassino é u<n
celebre
Serafim,
do
Lameiro.
Já
está
preso.
_____
di
a
de
S.
Martinho
foi
assassina
do
em
Torres
Novas
um
soldado
de
infao-
teria
16,
q
,,e
se
achava com licença
em
casa
da
hmilia.
Consta que
o
desgraçado,
andando
em
serviço
do
campo
com
uus
poucos
de
tra
balhadores,
tivera uma pequena desaven
ça
com
um
d
’
elles,
o
qual
coin
uma
eo-
xadada
lhe
abriu
um
profundíssimo
golpe
na cabeça. O
infeliz
ainda
viveu
aigum
tem
po,
mas
quando
deu entrada
no
hospital
d’
aquella
villa, era
já
cadaver.
Foi acom
panhado
ao
cemiterio
por
uma força
de
caçadores
6,
alli
estacionada.
O administrador
do
concelho,
o
snr.
Lima
Leilão,
logo
que
leve
conheci
mento
de
tão
lamentável
acontecimento,
fez
marchar urna
força
de
caçadores
para
o
lo
gar
onde o
crime foi
commetledo e
alli
foi
capturado
o
assassino,
que
logo
deu
entrada
na cadeia
da
villa.
O
assassmo
é
casado,
já
um
tanto
idoso e
pae
de
tres
filhos.
O cltolera em Alep.—
0
«Levant
Heralds
dá
noticia
de
ler
augmentado
o
cholera
em
Alep
(Asia
Menor).
Jegundo
os
últimos
avisos
recebidos
na
repartição
de
saude, de
18
a 24 de
outubro
derarn-se
em
Alep
672
casos
cholericos.
dos
quaes
4)9
terminaram
pela
moite. Em
Tripoli,
de
14
a
19,
tinham-se
dado
apenas
4 ca
sos
e
3
fdllecimentos.
Em
Tiberias,
de
pois
da
invasão da
epidemia
até 16
d
’
on-
lubro,
cerca de dous mezes, houve
108
fdllecimentos.
Assignalarn-se ainda
outros
casos
em
diversos
pontos.
AMMHMMino
d’
um
portuguez.—
No
dia
7
de
outubro
passado
foi
assassinado
em
Pernambuco
o
súbdito
porluguez
Pau
lo
Francisco
Pimenta.
Cm
pardo,
escravo,
deu-lhe seis
punhaladas.
Os
nossos
pobres
concidadãos
no Bra
zil,
ajunta o
nosso
collega
da
«Liberdade»,
em
troca
da
actividade
que
empregam,
re
cebem
ente
sinistro
acolhimento
do
indí
gena
brazileiro,
que
os
não
póde
ver
sem
inveja,
apesar do
muito que
fazem
pros
perar
o
commercio
e
a
industria,
aparta
dos
das famílias
que
em
Portugal
choram,
ha
muno,
outros
iguaes
successos
occor-
ridos
uo
império.
Quererá
Pernambuco
tornar
se
notá
vel
como
o
Pará
?
SAÚDE
A TODOS
sem
medicina
pur
gantes
nem
despezas
com
o
uso
da
delicio
sa
farinha
de
saúde,
OU
BARRY
de
Londres.
3
7
auuom
d’
invariaveJ
auceeaso
4
Qualquer
doente
acha
por
meio
da
deliciosa
Revalesciére,
saude,
energia,
ap-
petite,
boa
digestão
e
bom
somno. Cura
as
iodegesiões
(dispepsia)
gaslricas,
gas-
tralg.as,
llegmas, arroios,
ventos,
Halos,
amargôr
na
bocca,
piluitas.
oauscas,
vo-
notos,
irritação
intestinal,
diarrea,
disente
ria,
colíicas,
asthina,
falia
de
respiração,
oppressão,
congestões,
mal
aos
nervos,
diabethe,
debilidades,
todas
as
desordens
no
peito,
na
garganta,
do
ahto,
das
bron-
chites,
da
bexiga, do
fígado,
dos rins,
dos
intestinos,
da
mucosa,
do
cerebro
e
do
sangue
:
75:000
curas
entre as
quaes
con
tam-se
a
do duque
de Pluskow
e
da ex.
raa
snr.a marqueza de Brehan,
do
doutor
Manuel Saens
de
Tejada da
universidade
de
Cordova,
etc.
etc.
Adra,
província
de
Almeria,
(Hispanha),
10
de outubro
de
1867.
Meus senhores:—
Tenho
a
satisfação
em
fazer-lhe
sciente
que
minha
filha
com
o
uso
d
’
esla deliciosa
farinha
chamada
Re-
valeseière ehocolatada,
curou
radi-
calmeute
de
uma
erupção cutanea,
que
lhe
impedia
dormir
por
causa
da
comixão
insuportável
que
padecia.
—
De
V.
S.
a
at-
tento
venerador,
P
errin
de
la
H
ittoles
,
ao Visconsulado
de
França.
Cura
78:421.
{Herpes)
—
Valença
14
de
setembro
de
1873.
Uma
minha
amiga
que
padecia havia
muitos
annos
de
Herpes,
foi
curada
com
pleta
mente
com
a
Revalesciére.
—J.
B
atl
-
LORI, fabrica de
massa,
Praça
de
S.
Ca-
tharina,
9.
Cura
56:936.
Barr
(Baixo
Reoo)
4
de
junho
de
1862.
Senhor:—A
Revalesciére tem
feito
na
minha
pessoa
uma
mudança
maravilhosa,
tendo
readquirido
uão
sómente as
minhas
forças,
mas
também parecendo-me
que es
tou
completamente
remoçado,
lornou-me
o
appetile,
que
desde
muilo
tempo
tinha
per
dido,
e
a
oppressão
e
o
pezo
que
padecia
haviam já
40
annos, já não me
atormen
tam.
D
avid
R
uff
,
proprietário.
Seis vezes
mais
nutritiva
do
que
a
car
ne
sem
esquentar,
economiza
cincoenla
vezes
o
seu
preço
em
remedios.—
Preços
fixos
da
venda por
miudo em
toda
a
pe-
ninsula
:
Em
caixas
de
folha de
lata, de
kilo,
500
;
de
1
/
3
kilo
800 rs
;
de
una
kilo,
10400
reis;
de
2
*
/
2
kiios,
30200
reis;
de
6
ki-
los,
60400
reis,
e
de
12
kiios,
120000 reis.
Os biscoitos da
Revalesciére
que
se
po
dem
comer
a
qualquer
hora,
vendem-se
em
caixas
a
800
e
10400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a
saúde é
3
Revalesciére
ehoeolatada;
ella
res-
titue o
appettite,
digestão,
somno,
energia
as
carnes
duras
ás pessoas,
e
ás
creanças
e
mais
fracas, e
sustenta
dez
vezes
mais
;ue
a
carne,
e
que
o
chocolate
ordinário,
sem
esquentar.
Em
paus,
ou
em
pó
em caixas de
folha
de
latadelO
chavenas,
500
reis;
de
24 chave
nas,
820
reis
;
de
48
chavenas,
10400
;
de
120
chavenas,
30200
reis,
ou
25
reis
cada
chavena.
B ARRY
»U B ARRY Jb C.a
-Pia-
ce
Vendòme,
26,
Pariz
; 77
Regent Street
Londres;
Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharmaceulicos,
droguntas,
mer-
cieiros,
etc., das
provincias
devem
diri
gir os
seus
pedidos
ao
deposito
Central
;
snr.
Serzedello
&
C.
a
Largo do
Corpo
Santo
16,
Lisboa,
(por
grosso
e
miudo)
;
Carlos
Barreio,
rua do
Loreto,
28; Bar
rai
&
Irmãos,
rua Aurea, 12.
Porto,
J.
de
Sousa
Ferreira
á
irmão,
rua
da Ba
nharia
77
;
de
Sequeira ;
J.
Pinto
;
Desí-
ré
Rahir;
Coimbra,
V.
Botelho
de
Va«-
concellos
;
Aveiro,
F.
E.
da
Luz e
Costa,
plurm.;
Rareellos,
Ramos,
pharm.;
Braga,
Pharmacia
Maia,
rua
dos
Chãos,
Pipa
óc
Irmão,
rua
do
Souto, Domingos
J.
V.
Machado,
praça
Municipal.
Figueira,
Antonio Vieira,
pharm.
;
Guimarfteo,
A
J.
Pereira Martins,
pharm.
;
Pena-
ílel,
Miranda,
pharm.
;
Ponte
do Lima,
A. J.
Rodrigues
Barbosa,
pharm.
;
Po
voa do
Varzim,
P.
Machado
de Oli
veira,
pharma.
;
Vianna do
Caztello,
Afionso
e
Barros,
droguistas;
Villa do
Conde,
A.
L.
Maia
Torres
pharm.
AGRADECIMENTOS
O
general de
briyada
Rodrigo
Maria
da
Maia
Lefmont,
sua
filha
D.
Matilde Candi
da
da
Maia
Lermout
e
seu
íiiho
Joaquim
Maria
da
Maia
Lermont,
agradecem
a
lo
dos
os
snrs.
que
se dignaram
assistir aos
responsos
de
sepultura
que,
por
alma
de
soa
presada
esposa
e
mãe
D.
Anna
Elisa
da
Costa
Lermont,
foram
resados
ua
capel
la do
cemiterio
no
dia
10
do
corrente, ou
qne
os
honraram
com
as
suas
visitas, pro
testando
a
lodos
o
seu
reconhecimento e
gratidão.
(2818)
VENDA IMPORTANTE
Vendem-se
as
quintas
do
Barrai
e
de
Fund-Villa,
ou
as
do
Paço e Sandarão em
grupos
de
duas para um
lado
e
doas
pa
ra
outro,
por
aspira
se
acharem
ligadas,
ou
cada
uma
sobre
si,
com
snas
respecti-
vas pertenças,
conforme
sua discripção
no
respeclivo inventario, e
todas
sitas
na
fre
guezia
de
Semelhe,
subúrbios
d’esta
cidade.
Tratam-se com
a
excm.
a
gerencia
do
Banco
do
Minho.
(2819)
ED1TOS
DE
3u
DIAS
Pelo juiso
de
direito
d
’
esta
comarca
de
Braga
e
cartorio
do
escrivão
Pessa,
cor
rem
éditos de
30
dias,
a
contar
desde
18
do
corrente
mez
em
diante,
a
requerimen
to
de
Domingos
Manoel
de
Mello
Freire
Barata
e
mulher,
a
chamar
e
citar
Fran
cisco José
Ribeiro,
da
freguezia
de
S.
Pe
dro
dEscudeiros,
d’esta
comarca,
e
hoje
ausente
em
parle
incerta,
para
na
2
a au
diência
d’
este
juiso,
passados
que
sejam
os ditos
30
dias
ver
assignar
o
praso
de
10
dias,
dentro
d
’
elles
pagar
ou
nomear
bens
a
penhora,
para
pagamento dos
foros,
ju
ros
e
custas
que
foram
rateados pelo
con
tador
na
execução
que
aquelles
lhe
move,
e
a
sua
mulher,
com
a
pena
de
que
não
o
fazendo,
serem lançados,
e
se
tomar
ter
mo
de
nomeação aos
exequentes,
e
bem
assim
mais
para
dentro
do
mesmo
praso
escolher
dentro d
’
esta
comarca
a
morada
ém
qoe
quizer
receber
as
mais
citações,
e
intimações
para
o
progresso
da
dita
exe
cução até
final,
com
pena
de
que
não
o
fazendo
seguir a
mesma
execução
todos
os
mais
termos
a
sua
revelia, cujos
10
dias se
lhe
tem
d
’
assignar
em
audiência
do
dia
23
do
Dezembro
proximo
seguin
te
pelas 10
horas
da
manhã
no
tribunal
das
mesmas
audiências
no
largo
de
Santo
Agostinho,
d
esta
cidade.
(2820)
ENXERTOS
.
í
J
'
*
'•
í
5
1
> f
' ’
■
L V* ■'
f
i <
| 4 U<1
João
da
Costa
Palmeira,
lem
para
ven
der
na
sua quinta de
Santa
Euialia
de
Tenões
os
seguintes
:
Enxertos
de
pereira, macieira,
Pecegoei-
ro
de
Amaraote,
ameixoeiras
de
varias
qualidades,
damasqueiros,
nogueiras,
sal
gueiros,
estacas
de
choupo
com
raiz
e
sem
ella
e
vides, tudo
bom
e
preços
rasoaveis.
(2821)
Ha dois dias
achou-se
no
campo de
D.
Luiz I,
um atinei
de
oiro.
Quem
o
perdesse dirija-se
a casa
do snr.
Antonio
Alves
Monteifo
Braga..
(2822)
Alta
novidade
para
inverno
Campo
de
I>.
Luiz
I, n.® 1
(Entrada
da
rua
dos
Capellistas)
A. RIRFIRO
Acaba
de
receber
de
Paris
um
grande
sortimento
de
fazenda
de
lã
com
xadrez
e
lisas
com
bonitas
côres,
próprias para
a
presente
estação,
o
qual
por seu
esmera
do
gosto
e
novidade,
merece
a
altenção
dos
seus
amigos e freguezes
e
exm.
as
fre-
guezas,
sendo
os
preços
mais
baratos
do
que
em
oulto
qualquer
estabelecimento.
Lenços
e
manias
de
malha
de
lã,
pla
tinas,
regalos de
pelle,
efieitos
de
pelle
para pescoço,
capas inglezes á
Reduina,
lailes
prelos
e
de
cores,
merinos
pretos
de
pura
lã,
cintos
de
verniz,
ditos
prateados,
laços
de
seda
dos
mais
modernus
qne ha
para
senhora,
golas bordadas,
camisollas
para
homem,
saccas de viagem,
guarda-
solinhos
para
senhora,
mantinhas
de
seda
para
senhora, a
80,
120,
até
800
rs.
Um
saldo
de
fazendas
de
lã,
que
eram
de
300
rs.,
a
160.
Outro
dito
de
fazendas
de
là,
que eram
de 240,
a
120.
Chilas
largas
de
cores
80,
90,
100
e
120.
Fazendas
transparentes
a
50
rs.
300
lenços
de
seda
sem defeito,
a
300
réis.
400
ditos
sarjados
sem
deleito,
a
500
rs.
200
ditos
fullards »
a
a
600
»
100
ditos
sardados
com
defieito, a
240.
Lindos
selins
de lã,
de
bonitas
co
res,
a
300
rs.
Guarda-solinhos
para
senhora,
a
10000
e
10200.
Colleirinhos
de
bretanha
para homem,
a
50
rs.
Sortimento
de perfumarias
do
Piver.
E
muitos
outros
artigos
proprios
do
seu
estabelecimento,
que
vende
por
preços
baratíssimos.
VENDA
DE CASAS
Vende-se
duas
moradas,
com
os
n.os
2
e
3.
na
rua
de
S.
Paulo
d
’
esta ci-
^-^^dade.
Trata-se
na
rua
de
D.
Pedro
V,
n.®
105.
(2813)
ESPECIALIDADE
Alexandre
Casalme, com
estabeleci
mento
de
chapéus
na
rua
de
Santo An
tonio,
n.°
90
—
Porto.
—
Acaba
de
abrir
(Fes
ta
cidade uma
filial,
que
offerece
ao res
peitável
publico
bracarense,
um
lindo
e
variado
sortido
de
chapéus,
tanto
para
se
nhora
como
para
creança,
todos
executa
dos
pelos
últimos
figurinos parisienses.
Também
tem
á
venda
lul
preto,
fiores
e
plumas,
etc.,
etc.
Preços
convidativos
e
fixos.
Recebem-se
encommendas
32—
Rua
do
Souto—
32
(2806)
LIV1UIUA
DE
JACINTO
A. P.
DA SILVA
186,
Rua
do
Almada,
136
Manual
do registanto
de
hypothecas, direitos
e
encar
gos prediaes
Pelo
bacharel
em
direito
J.
Carneiro
Leão
Queiroz,
administrador
de
Paços
de
Fer
reira.
Obra
de
máximo interesse e
utilidade
para
todas
as
pessoas
que
nas
respeclivas
conservatórias
tenham
de promo
ver
o
registro
d
’
hypothecas,
direitos
e en
cargos prediaes,
porque
n
’
ella
encon
tram
compiladas
todas
as
disposições legaes
que
para
tal
íim
lhes
interessa
sa
ber;
e
além
d
’
isso contém
mais
este
MANUAL
um—
ABUNDANTE
FORMULÁ
RIO
—
para
a
promoção
do mesmo
registo
Está
á
venda, por
500 reis»
na
livraria
do
editor,
Jacinto
A.
P.
da
Sil
va,
rua
do
Almada
n.°
136
—Porto.
Será
remellido
pelo correio a
quem
enviar
500
reis
em
estampilhas
de
25
réis.
Elucidário
do viajante em Braga,
100 réis.
Elucidário do viajante
no Porte,
300
réis.
Synonymia
chimico-pharmaceu-
tica,
por
Agostinho
da
Silva Vieira,
phar-
maceuiico
de
primeira
classe.
.
10200
Thesouro do cosinheiro,
confei
teiro
e
do
copeiro
—3.
a
edição.
.
500
Considerações sobre
aprova por
escripto
particular,
segundo
o
Codigo
Civil
.............................
200
Manual
do
regedor, cabos de po
licia
e
juntas
de
parochia.
.
.
. 200
Repertório
das circulares da pro
curadoria
regia do
Porto.
. . .
500
Livros
para o registo parochial»
quer
sejam impressos,
ou em
bom papel
almasso pautado»
preparam-se n
’
esta
livraria.
^2815)
BANCO
DA
POVOA
DE
VAR-
Z1M
Sociedade
anonyma
de responsabilidade limitada.
Cri
snrs.
accionistas
são
convidados
a
entrarem
com
a
3.
a
prestação
de
20
p.
c.
oti
100000
reis
por
acção,
de
20
a
30
do
cor
rente
mez.
Na
Povoa
de
Varzim
no
mesmo
Banco.
No
Porto,
em
casa
dos
suis.
Vieifa
&
Lião.
Em
Braga,
no
Banco Commercial
de
Braga.
Povoa
de
Varzim
9
de
novembro de
1875.
Os
directores.
J
Gomes
Moreira
(2812)
A.
R.
da
S.
Vieira.
Fava
especial
da
ilha
de
S.
Mi
guel
Esle
legume,
geralmente
usado
para
penso
de
gado
cavallar,
muar
e
mesmo
bovino,
é
de uma
óptima
nutrição.
Grande
deposito a
preços
rasoaveis;
Cima
do
Muro
(dos bacalhoeiros)
n.°
77
Porto.
(2748)
wõ
bs
ram
à
EM
SÉRIES DE 6,12,
OU 24 LOTERIAS
(SUCCESSIVAS
OU
ALTERADAS)
l ourenço
Marques
d
’
Almeida,
desejando
satisfazer o
desejo
d
’
alguns
do«
numerosos
e muito
estimáveis freguezes do
seu
estabelecimento,
deliberou
abrir
esta
secção
d’entra
ias,
que
já,
pela
reducçào dos
preços,
já
pela
commo.lidade
de poder
qualquer
habilitar-se,
sem
mais
ler
ddencommodar-se,
é
de sumrna vantagem
para
os
amadores
do
jogo
da
Loteria.
Recebe
ainda assignaturas,
para
o
que
remelte
as
listas
de
subscripçao
e
mais tnstrucções,
a
quem
as
pedir.
As requisições
devem
ser
dirigidas
a
.
-i
•
•
it
LOUREXÇO
«ARQUES D UHEIUA-Rna ilaa Flores, n.° 118-PORTO.
’
*
8
f
f
k
*
J[\
*
t
'•
.,.J (
t
:
.
j.
- '
t
<
!;
.
Vende-se
urna
morada
de
casas
s
’
“
tas
na
rua
do
Forno,
com
o
u.
3
a
,
com
dois
andares
e
aguas
furtadas
e lem
bous
commodos para
qual
quer
familia.
Quem
pertender
bile
na
rua
de
Guadalupe,
n.° 2
C.
(2787)
OS
PREÇOS
DENTEADA,
SÃO
OS SEGUINTES:
SÉRIES
DEC
LOTERIAS
P
reços
de
entrada
,
com
direito
a
Uma
cautella
de
600 réis 30550
Um
decimo
de
10350
réis
80000
Um
quinto
de
20600
réis
150400
Meio
bilhete
de
60500
réis
380600
Um
bilhete
de
130000 réis 770000
tobids
©§
k
™
m
mai
s
wmio
•
Assim,
a
série de
6
loterias,
sendo
successiva,
terminará
em
2
mezes;
sendo alterada,
póde
prolongar-se
a
3
ou
6
mezes.
A
série
de 12
loterias,
sendo successiva,
terminará
em
4
mezes;
alterada,
póde
prolongar-se
a 6
ou 12
mezes.
A série de
24
loterias,
sendo
successiva,
terminara
em 8 mezes; alterada,
póde
prolongar-se
a
12
ou
24
mezes.
HABILITAÇÃO
EM NUMEROS CERTOS OU VARIAVEIS
SÉRIES
DE
12
LOTERIAS
P
reços
de
entradas
com
direito
a
Uma
cautella
de 600
réis 70000
Um
decimo
de
10350 réis
150600
Um
quinto
de 20600 réis
300500
Meio
bilhete de
60500
réis
770000
Um
bilhete
de
130000 réis
1520000
SÉRIES
DE
24 LOTERIAS
P
reços
de
entrada
com
direito
a
Uma
cautella
de 600
réis
130800
Um decimo
de
10350
réis
310000
Um quinto
de
20600 réis
600000
Meio
bilhete
de
60500
réis
1520000
Um
bilhete
de 130000
réis
3000000
BI
Convidam-se os snrs.
accionistas d
’
este
Banco
a
emtrarern
com
a
3.
a
prestação
d«
25
por
cento
ou
120500 reis por acção,
re
lativa á
2.
a emissão,
desde
o
dia
20
a
25
de
Dezembro
proximo.
Aos
snrs.
accionistas
qne
quizerem
au-
lecipar
a
4
a
e
ultima
prestação,
que
te
rá
logar
de
20
a
25
de
Março
proximo
ser-lhes-ha
abonado
o
juro
na
razão
dè
5
por
cento
ao
anno.
Os
snrs.
accionistas residentes
no
Por.
to,
podem
eflecluar
o
pagamento na
caixa
filial
d
’este
Banco,
n’
aquella
cidade.
Braga
16
de
Novembro
de
1875.
Os
directores
João
Evangelista
de
Sousa
Torres
e Almeida
Manoel
José
da
Costa
Guimarães.
L
’
Uluslration
de
la
mude.
O
mais
elegante, ncamente illustrado
e
barato
dos
jornaes
da.
moda.
Publica-se em
Pariz nma
vez
por
mez,
no
tormato
dos grandes
jornaes
illustrados.
Cada
numero
contém
dez
a
qnioze
mo
delos
de
toilette,
uma
grande
folha
de
mo
delos de
tamanho
natural
e
uma
magni
fica
gravura
clorida.
Quem
quizer
assignar
esla publicação,
dirija-se á
livraria de
Eugênio
Chardron,
largo
de
S.
Francisco.—Braga.
A
empreza olferece
aos
seus
assiguan-
tes
um
magnifico
cotresinho
contendo
tu
do
o
que
é
necessário para
um
toucador
e
cujos
objectos
valem
para
cima
de 20
fran
cos.
Preços
d
’
assignatura
—Portugal:
sem
o
referido
t
rinde
—
9
fr.
Com
o brinde
—
13
f< .
A
habilitação
póde
ser
em
numeros
certos ou variaveh,
isto
é.
póde
o
suóscriplor jogar
no
mesmo
numero
em
todas
a« loterias,
como
póde
em
cada
uma d
’
ellas
jogar
com
numero difíereole.
Em
qualquer
dos
casos,
receberá
opportunamente,
em
todas
as
loterias respectivas,
a
íracção
ou
bilhete
correspondente
á
sua
entrada.
----------------
■
A
lodos
os
Snrs.
que
subscreverem
para
a
HABILITAÇÃO
LOTERICA,
será
opportunamente
enviado
como
brinde,
um
«pparatuso
folheto,
nitidamente
impresso,
contendo
a
relação
completa
de
lodos
os
numeros
que
desde
a
abertura
d
’e
k
te
estabe
lecimento
(julho de
1872)
até
ao
fim
do
corrente
anno,
n
’
elle sahiram
premiados
com
prémios
superiores
á quantia
de
1000600
réis,
os
quaes
entre
si
formam uma
importante
collecção.
Conterá
além
d
’
islo
o
mesmo
folheto
o
calendário
para
o
anno
de 1876;
a
tabella
dos
portes do correio, lei
do
sello;
e
horário
dus
Caminhos
de
Ferro
do
Minho,
bem como outras
varias
annotações
d
’
utilidade.
José
Martins Fontão
Laje
e
Torquato
Ribeiro,
de
Guimarão,
fazem
publico
qoe
no
dia
24
do corrente
abrem
as
suas car
reiras
diarias
de
B
r
aga
para
Guimarães,
saindo
de
Braga
ás
6
horas
da
manhã
e
2
da larda,
chegando
a
Guimarães
ás
9
da
manhã
e
5
da
tarde
e
de
Guimarães
para
Braga
ás
6
h. da
rnatihà
e
1
da
tarde
e
cb^ga
Biaga
ás
9 da manhã
e4da
tarde;
tem
uni
quarto
d
’
hora na
hida
e
volta,
nas
Taipas.
FOLHINHA DE RESA
Do
rito romano
para a Archidio-
cese
Bracarense
Auclorisada
e
coordenada
por
ordem de
S.
Exc.
*
3
Rev.
ma o
Senhor
Arcebispo
Goa
djutor.
augmentada
com
notas.
Preço.
.
.
.
140
rs.
FOLHINHA
D ALGIBE1RA
Ou a
’manak ecclesiastico e civil
para
o
Arcebispado
de
Braga
Consideravelmente
angmenlado,
com
Dotas e
certeza
das
abstinências
e festivi
dade.
Preço
............................
40
rs.
Vendem-se
em
liraga,
rua
Nova,
n.°
3,
defronte
da
Misericórdia,
em
casa
do
snr.
Bernardino J.
da
Cruz,
rua
do
Souto,
em
casa
do snr.
Rocha,
e
Germano==»<>Jui-
BiHrãri,
em
casa
dos
snrs.
F.
Martins
da
C.
Guimarães,
largo
da
Misecordia,
e
livraria de Teixeira de
Freitas,
a
S.
Dama-
80,
Villa Real, Chaves, Vianna
e
Areou,
nas
lojas
costumadas.
ESCOLA.
ÃMERICAHA
Extrai,
cura
e
conserta
os dentes ca
riados,
colloca
dentes
arliliciaes
com
pre-
feição.
Presta-se
a
chamados
fóra
da
cida
de.
Consultorio,
Campo
de
Sant’An<>a
n.°
4,
das
8
da
manhã
ás
5
da
tarde
(2723)
a
*
«RUA Dh
S.
MARCOS.N.
’
5.'1
Vende papeis
pinta-
g
dos
para
guarnecer sallas,
O
lindíssimos
gostos,
a prin-
B
cipiar
em 80
reis
a
peça.
1
Vende
olio,
tintas
e
vernizes
para
pinturas
de
casas,
tudo
de
boa
quali
dades
preços
muito
resu
midos.
&
Vende
cirnento
roma
no
para
vedar
aguas,
ges
so
para
estuques
de
ca
sas,
tudo de
primeira
qua
lidade.
ÍZ
*
)
Aforam-se
ou
veode-se 14
terrenos
com
30
palmos
de
frente
e
170
p. de
fundo,
na
rua
Nova
da
Senhora
A
Branca. Para
tratar,
á
rua
do
Conselheiro
Jauuario
n.°
97,
com
seu dono
João
Manoel
Pereira.
Braga
6
de novembro
de 1875.
(2782)
Machines
de
c
st
ura
Campu
de B>. Luiz l.° »a.° 1
/Entrada
da
rua
dos
Capellistas)
ARVUJO
KIBEmU
Acaba
de
receber
novo
sortimento
das
afamadas
macbinas
de Singer,
legitimas,
e
silenciosas,
especialidade ua
verdadeira
coos-
trucção
e
per
feição
de
trabalho,
leveza
e
so
lidez.
Vende
a
dinheiro
ou
prestações
men-
saes.
Ensino
granlis.
Coucerta
tnda
e
qualquer
machina de
costura
por mais
difficil
que
seja
o
concer
to,
e
lem pessoa
competente
para
isso,
por
preço
commodo. O
estojo completo
para
as
machioas
são:
Costora direita
—bordar
a
soulache
—
fazer
pregas
em
peitos
—
acolchoar
—
franzir
—
infiladeira
—
pregar
guarnições
sem
ali
nhavar
— sobre-coser
—
metter cordões
—
abainhadeira
de
diversas
larguras
—
retroz,
algodões,
agulhas, oleos,
etc.
N.
B.
De
todos
estes
objectos
vende
se
separados,
ou
como as
mesmas
machioas.
O
professor
em
artes,
leltras
e
scien
cia», rnembro
do
clero
e
magisltados,
todo
o
medico,
cirurgião,
dentista
e
artista,
que
desejem obter
o
titulo
e
diploma
de
doutor
ou
bacharel honorário,
podem
diri
gir-se
a
Medicus,
rua
do
Rei,
46, em Jer-
sey (Inglaterra).
(T
*
)
João
Manoel
da
Silva
Guima
rães.
—
Rua
do
Souto
n.°
43.
Compra
e
vende
Acções de
todos
os
Bancos e Companhias, Inscripções
de
As
sentamento
e
coupons.
(X«)
Preços
t
De
Braga
ás
Taipas
e
vice-versa,
160,
das
Taipas
a
Guimarães
e
vice
versa
80,
de
Braga
a
Guimarães e
vice-versai
240.
Eacràplorioa
t
Em
Braga,
em
casa
de
Domingos
Al
ves
Pereira,
Praça
do
Barão de S. Mar-
linho,
n.
e
1
;
em
Guimarães,
em
casa
de
Francisco
José
de
Sousa
Guimarães,
cam
po
do
Toural, n.°
4.
(2811)
/los amadores
de
bons
petiscos
Desde
quarta
feira,
24
do
corrente,
acbar-se-hà
á
venda
na
congosta
da
Palha,
na quinta
da
excm.”
snr
a
D
Gabriella
Pensaes,
o
viuho
d
’
esla
mesma
quinta
e
excedentes
pethcos,
para os amadores (Tes
te
genero,
o
que
tudo
se
servirá
com
aceio
e
limpeza.
Preços
rasoaveis.
(2814)
ACHOU-SE
Quem
penlesse
um guarda-chuva
peque
no de
seda,
que
se
achou
desde a
rua
da
Bua-Visla
á estação
do
caminho
de
ferio,
falle
n’
aquella
rua,
n.°
24.
(2817)
Folhinhas
Seráficos
Devem
estar
prom.tas
por
todo
este
mez,
e
custão
com
as
novas
resas,
400
rs.
(2810)
BRAGA
:
TYPOGRAPHIA LUSITANA — 1875. - É o formato de
-
comerciominho_25111875_425.pdf
Parte de Comércio do Minho (O)