comerciominho_23111875_424.xml
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-
3?
ANNO 1875
FOLHA
CQMMSaCSAL 3EMGÍ0SA £ NOTICIOSA
NUMERO
424
Àssigna-see
vende-se
no
escriptorio
do
editor
e
proprietário
J
si
Maria
Dias
da
Costa, rua
Nova
n.
*
3
E,
para
onde
deve
-er
dirigida
toda
a
correspondência franca
do
porte.
=
A.s
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas
;
assim
como as
correspondên
cias
de
Interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
Damos
hoje
uma
versão
da
carta
di
rigida
por
D.
Carlos
a
D.
Aflouso,
versão
que nos
fornecem
as
folhas
liberaes
de
Madrid.
E
lealmeme
um
documento
digno
do
legitimo
herdeiro
do
throno
de
S.
Fernan
do.
A
carta
que
abaixo
publicamos,
mostra
mais
uma
vez
o
amor
que D.
Carlos
pro
fessa
pela Hispanha,
para cuja
salvação
e
prosperidade
lem
luctado no
campo
da
honra.
Os
liberaes
íiseram muito ariuido,
quan
do
lhes constou
a
exhlencia
d
’
este
docu
mento,
que
tanto
ennobrece
o
íei
Carlos
VII.
Axora,
porém,
vae
affrouxando
o
contentamento,
pur.jue
os
cálculos lhe
saí
ram
erradus.
Quem
lia ’
hi,
por
mais
obsecado
pela
paixao,
que
não
admire
o
pior iimenio,
e
os sentimentos
heroicos,
que
se
revelam
oa
carta de
que
falíamos?
O
seu
comheudo
dispensa-uos
de
lon
gas
considerações,
como
os
leitores
verã;,
:
<A
meu
primo
Aflonso.
A
altitude
do
presidente
dos
Eslados-
Uni
los
faz
crer
que
dentro
em
pouco
te
nas
de
ver
obrigado
a escolher entre
a
guerra
ou
a
independencia
de
Cuba.
A
revolução hispanhola
é
a
responsá
vel
de
que
a
Hispanha
tenha
chegado
a
tal
ignominia.
Reinando
eu uão
teria
tido
tal
força,
,
porque
&ó
o
direito
do
que
manda
póde
PUBíACÀ-S
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS E
SABBADOS.
ú^aú«tÊãã«timããsêsfl>úàuètnuxúãMae«uêRr'»MMi)aMaaMMMWMB
*
ra«MimMna«ania
P
reços
: Braga,
anno
1^600
rs.=Semestre
850
rs.-»Pr<m«-
cias,
anno
20400
rs
e
sendo
duas
40000
rs.=Semestre
10250
rs.=»tfra3í/,
anno
40400
rs.«Semestre 20300
rs.
moeda forte,
ou
100000
reis
e
50500
reis
moeda
fraca.=Ànnuncios
por
hnha
j
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignantes
20
%
d
’abatimenío.
wnww
Me—
w»n
nmn
awwiãMMM
ii
w
i
i
■
!rn
«imiii
»
mm
—
ií
IÍ'
i
~
j
ti
i
tes
á
Eg
reja
para
traficardes
poderio,
e
jogai
os
á
batota
eleitoral.
Deixae á
Eg/éja
as
altriboições da
escolha
e
nomeação
de
parochos
;
—qoe
a
ella
cumpre
a
escolha
dos
professo'es
dos
seminários
e
escolas
ecclesiasiicas,
e
depois
veremos
se
appare-
cem
essas
aberrações,—
obra
nt-cessaria
da
vossa
creaçào.
Etílao
uão tereis
como
justo
fundameliib
de
nos apontar
os
e^ciudalos
que,
ainla
assim muito raros
para
classe
tão
numerosa, ahi
se
apresentam,
e
de
qne
faseis
ruidoso
escaicen,
com
o
fim
de
verberar
a
casse, que
no
todo
é
res
‘
peitavel
e
virtuo
a.
Insisti,
snrs.
liberaes, insisti
em
ex
pandir
por
todas
as
fôrmas
o
vosso
pro-
po
*
ito
de
perseguir a
Egreja.
Nós
estamos
ue
atalaia,
e
quanto
caiba
etn
nossas
for
ça
*
,
iremos
ao
encontro
de
vo<os
tramas
para
os
desmascarar,
e
pôr
saliente
a
esseocia
intuitiva
3
’
elles.
J.
MACHADO JUNIOU.
Quiuta
d
’
Anta
12
de
novembro
de
1875.
Meu caro
redaclor
do
«Direito»:
BRAGÀ-TERÇA-FEIBA 83 3>E
AOVM1BRO
As-enta
a
escola
liberal
na
exuberân
cia
do
escandalo
e
da lorpesa
;
todavia
não
ha
quem
exceda
os
senhores
liberaes
em o
barafuste
das censuras
quando,
com
ou
seu»
fundamento,
ha
que
notar
um
escandalosinho
praticado
por
algum mem
bro
do
clero.
D’
esse escandalo,
muitas ve
ses
{amasiado
na
mente
versátil e
corru
pta
dos
catões
liberdadeiros.
tiram
as
di
lações
mais aleivosas e infames
com
o
objeclivo
de
atacar
a
Egreja,
essa divina
iusúimção
que
os
traz
n
’
om
constante
fla
gelo
pelo
estigma
do
erro,
pelo
exemplo
e
vjfiude.
Atordoam-nos
ahi
a cada passo
as
busiuas
assalariadas da
seita
com a
grila
dos
escândalos
que
esle
ou
aquelle
padre
pratica,
e
receiHemeote
vem-nos
á
mão
uma
folha
que
noticia
a
prisão
de
tres
inerelrises
em
cuja
habitação,
na
capital,
houvera
uma
desordem
entre
uin
secular
e
dois
padres, um
delles
parocho.
Os
comtíjeniarius á
novidade
fal-os
o
corres
pondente
em
ordem
á
primeira vista
muito
para
applaudir,
e
em
que
de
boa
mente
o
acompanhamos
quando
diz
que
tal
cri
me
é
allamente
atiemorio da
moral,
quê
nenhum
castigo
a
restabelecerá.
Nào
tendo
outro
fundamento
para
acre
ditar
etn
lai
noticia
do
que
o
vir
de
fon
te
susp
;
itissima,
como
é
o
jorna;
que
a
estampa,
jornal
que
timbra
em
guerrear
desleal
e
aciniosamente
a
Egreja
é
o
clero,
nao
podemos
dar
lhe inteiro
credito
Mas
concedendo
de baralo
a
veracidade
d
’
ella,
a
quem
cabe
toda
a
responsabilidade
d
’
e»se
e-caudalo
que
a
solicita
boa
vontade
do
correspondente vem
de
nus
assoalhar?
Unica
e
simplesmente
a
vós,
liberaloe^
dc
má
morte.
Implantastes
o
vosso
sislemi
n
’
este
solo
abençoado
;
l
.riia
ie-o
de
puro
e
lim
po
que
era, em
aifugera
immunda
cujas
emanações
dtltlerias
tem
levado
a
gangre
na
e a
gafa
moidi
que
em
vós
lavra
a
tuiks
as
classes da sociedade.
Não
lem
sido
incólume por
desgraça
a
eccksiastica,
porque
a
malevolência e
astúcia
alé
i/esla
respeitabilíssima classe,
se
btm
que em mui limitado
numero,
lem
angariado
prosélitos;
e
são estes
que,
edicados
ua
vossa
escola,
corrompidos
por
vós e de
lodo
dignos da
seita
em
que
a
cegueira
os
faz
agremiar, ahi
frequentam
os prostíbulos,
us
lupanares,
em
retorno
das
urgias
nus
covis
do maçouismo, e
de
puiu
encbmmenda
vossa
patenteiam
os
escândalos
com
o
calculo reservado
de
vir
des
a
publico
lançar
á
couta
da
classe
a
responsabilidade
u
’
elles,
que
por
íim é
toda
vossa
I
Suis
uns
famigerados
impos
tores,
uns
devassos,
uns
ardilosos
fauto
res
de
tricas!
Detnrpaes
as
consciências,
corrompeis
tudo,
íaseis
padres
como
convém
á
vossa
escola,
aceoaes-lhe» com
os
benefícios
rendosos
em
troco
de
vilanias
e
lorpesas,
empenhadas rfesse
jogo
de
veniaga
cha
mado
eleitoral;
nao
exigis do
padre,
a
quem
eutregaes
a
cura
d
’
almas,
a
scien
cia,
a
honradez,
a
moral
christã
e
evan
gélica
—
aitributos
de
vossa negação,
e de
que
os
íaseis despojar
ao
inicial-os
na
sei
la ;
os
que
naquellas
condições
concorrem
aos
beueíictos
e os
pretendem,
são
prete
ridos
e
postos
á
margem,
que
muito
é
pois
que
o
padre
assim
vosso
apaniguado
e
por
graça
de
vossa
calculada filantropia
íeito
paroclio,
abandone
os deveres
de seu
ministério augusto
para
ir
demorar
nos
anírus da
prostituição
e saciar
os
anheios
libidinosos
que
em
sua
consciência incu
tiu a
vossa
escola
nefasta?
E
vindes,
lo
dos
zelasos
pelo
bem
da
moral,
lamuriar
a
noticia
lamenlaudo
o
objecto e
as
con
sequências
d
’
ella
?
Quem
vos
uão
conhecer
que
vos
creia.
Abri
mão
aos
padroados que
usurpas
Não
resisto
á
tentação
de
lhe
contar
uma
curiosa
scena,
e de
lhe
transmíitir
um,
ainda
mais
curioso,
discurso Aqnrl-
la
foi
passada e este pronunciado
em
Fran
ça. I
h
pouco
tempo, no
departamento do
Loir
et-Cher,
por occasião
das
exequias
d,um
tal senhor
Jacquemain.
Era
este
il-nhur
Jacquemain
membro
do
partido
republicano,
vermelho
puro
ou
impuro,
e
livre-pensador,
já
.se
vê.
Apesar
de
lodo
isto,
a
morte
oão
o
respeitou
e
teve
de
morrer, como qualquer
homem,
em
Monlhousur-Ctier.
A
senhora
Jacque
main,
sua
viuva,
que
parece
não tiniu
as
mesmas livres
ideias
do
delondo
marido,
requereu
furar.Iinente
no
enterro
a inter
venção da
Egrtja
Catholica,
por
mtio
dos
seus
ministros. Devendo
ser
sepultado
mes
mo
em
Champhlé,
u
’
um
jazigo
de
fami-
lia,
começou
o
officio
religioso
na
egreja
á
hora
indicada ;
é,
depois d
’èlie,
o
cle
ro
e
convidados
se
dirigiram
a
casa
do
morto.
Escuso
observar,
diz o
«Journcd ‘
de
Joir-
el-Cher»,
que
os
irmãos
e
amigos
não
ap-
pareceram na etpej
t; dirigiram-se
logo
a
Champhlé.
A
vermelhagem toda
dos arredores
poz-
se
em
movimento,
presuaíindo
que
se
tra
tava
de
um
enterro
civil;
e,
por
conse
guinte,
a
demagogia
de
Monlhou,
Bourré,
Ponl-le
roy,
Monlrichard,
e
tílois
fez-se
re
presentar
em
abundancia.
Contavam-se
cerca de
tresenlas
pes-
SOuS.
Quando
se
tratou
de
levar
o
corpo,
u
que
as
orações
e
cantos
liUrgicos acaba
ram,
poz-se
a
caminho
o
piestilu
fúnebre
em
direeção
au
jazigo,
que
disiava
da
ha
bitação
ob
*
a
de
cem melros.
Nào
se
sabe
o
que
se
passou
então
uo
espirito
d.
vermelhagem,
mas
parece
que
a
Cruz
; o
Clero;
a
Agua
benta;
as
tocha»,
«ccesas
até
ao
íim
da
ceremonia
sem
embargo
de
ser
ao
ar livre
;
em
íim, toda
a
pompa
religiosa, lhe
causaram
viva impressão.
Tinham
acudido,
como
curvos,
cuidando
que assistiriam apenas
a
um
brutal
enter
ro
civil,
e
ficaram
atordoados
e
corridus
por
se
acharem
na
presençá
d
’uma
cere
monia
catliolica.
A
propiia esiupefacçào
os
fez
emmudecer,
e os
snrs.
Dufoy,
Les-
guillon,
Tassin
et
Deniau
pegaram
ao
cai
xão
;
—sem
iires importar,
ou
posto
de
par
te, o
grande
principio
do
livre
pensamen
to
—
a
materialidade
absoluta dó
homem.
Quando,
porém,
o
sacerdote
lançou a
ultima
gota
tfe Agua
beata
sobre
a
pedra
sepulcral,
fez-se
nos
ãSsisleoies verme
lhos
um certo rumur, que
deixou logo
adeviuhar
que
a
mauifi^taçãa
republicana
ia
começar.
O
snr. Dufoy
adiantou-se
para
o
jazi
go,
desdobrou
um
papel,
e
principiou a
lêr
um
discurso...
disccurso
?
!...
uma
se
rie
de
períodos
soltos
transbordando
das
banalidades
mais
virgares.
«Cidadãos,
reunidos
em
volta
d’
esle
«tumulo
nós
choramos,
lamentamos...
era
«um
camarada,
um
am'go...
um
homem
de
«bem
e
de
talenio. um
poeta. Sim.
elle
«era
poeta,
puela
alegre
divertido, cujas
«graças,
mais
vivas
se
tornavam
pela
lei-
«tura
de
fíabelais...
Rabela,s
recordado,
á
beira d
’
um
tu
mulo !
Em
seguida,
vieram
os traços
biográ
ficos do (k-funcio. que
concluíram
pelas
palavras
do
estilo
:
«Digamos
todos
como
elle,
e
depois
<d
’
elle
: Viva
a republica!
Alguns assistentes
repetiram;
Viva
a
republica
!
Julgava-se
tudo
acabado
quando
sae
uma
voz
do
meio
da
multidão,
e
diz:
«Depois
de
terdes
ouvido
a
democra-
«cia
digoar-vos-heis
ou
v
ir
o livre
pensa-
«mento
?
Tres
ou
quatro
vozes
disseram
timi
damente:
sim.
sim;
e
isto
bastou
para
que
o
snr. Viclor Lefevre se
adiantasse,
dizendo :
«Pois
bem
;
eis-me aqui.»
E,
occupan-
do
o
logar
do
sor. Dufoy.
põe o
seu
cha
péu
sobre
o
coração;
encosta
o
cotovel-
lo
á
po<la
do
jazigo;
a
fronte
á
mão;
faz
umas
poucas de
caretas,
e, com
um
som
baixo e
cavernoso, começa;
«Meus
senhores,
(mais
baixo
depois,
e
mais
cavernoso ainda)
Cidadãos,1...
«Era hontem,
ás
4
horas
da tarde...
«Quando
recebi
esle gulpe:
«Jacquemain
morreu
I
«Morreu Jacquemain
!
«Jacquemain ! Jacquemain
!
«Meu
amigo,
meu irmão...
«Quê!
Tu
morreste!
Tu,
cheio de
vi-
<da
!...
<A
vida,
cidadãos,
é
uma
cadeia
I
«Sim,
uma
cadeia
formada
por
..
«Por
fuzis
sem
íim,
e
proximos
uns
«dos
outros...
«Eu
sou
o
fuzil
proximo de Jacque-
«maiu
!..
Aqui,
nova
biografia,
e
conlinúa
:
«Ellé
me
ensinou
n’
esle
sitio,
debaixo
«d
’
estas
grandes
arvores,
debaixo
(festas
«folhas,
que
me
escutam
e
me
intendem...
(szc/
«Elle
me
ensinou
a
detestar
os
ve-
«Ihacos
e
vangloriosos...
«À
amar
os
inftbzes,
o
povo, os
ho
«mns,
a
humanidade ..
«A
a'mar-uos
uns
aos
outros...
«Jacquemain!
Era
poeta!...
«Cantou
a
verdura,
a
folhagem,
as ílo-
<res....
<A liberdade!
Cantou
a
republica,
a
«democracia...
«Cantou
todas
as
libeidades...
<E
sobre
tudo...
«E
sobre
tudo
a
liberdade
do
peusa-
«mento
!
«Sim,
Jacquemain
!
«Estas
aqui,
debaixo
d’
estas
grandes
ar-
«vores
que
amavas.
«Foi aqui
que
tu
me
prometleste, que
«tu
me allirmasle,
que
tu
<ue
juraste
de
«ser partidário,
defensor, propagador do
«livre
pensamento
!
«Sim,
ui-,
o
que
era
o
primeiro
repre
«seutaule
do
vosso
departamento...
«A
sepuhura
de
Jacquemain,
nós que-
«riamos
.
nós
devíamos
fazer...
«O
quê?
!...
«E
eu expiimo a
vontade de
Jacqut-
«naain,
que
elle proprio
me
revelou
na
«intimidade
do
coração...
«E
eu
*ou
o
echo
de
lodos
os
que
«vieram a e»le
funeral...
«Esta
sepultura devia
ser...
uma...
uma
<v«U
?
!...
«Não,
não, Cidadãos
!
(Allusão ás
lo-
«chas
accesas).
«Devia
ser
um
pharol.
.
«Um
pharol
luminoso,
que
teria
illu-
«
minado
a
cidade,
a
província,
o
paiz
to
ado...
«O
pharol
do
livre
pensamento
!
«E
isto não
aconteceu
assim
!
—
Por-
«quê
?...
«Uma
vontade, vontades
que
nó&
nào
«conhecemos,
que
não
suspeitamos...
«Que
não...
uão
comprehendemos
nsu-
«daram
todas
as
cousas.
.
«Nós
protestamos!
sim,
nós
protesta-
«
mos
!
«Jacquemain,
do
fundo
da
sepultura
tu
«protestas
por
minha
bncca...
«Tu,
o
clufe
do
livre pensamento
n
’es-
«tes
sitio»,
tu protestas
contra
a
altera-
«ção
que
fizeram á
liu vontade
!
<E
’
esta
a
verdadeira
ideia
religiosa
«que sae
da
lua sepultura
1
E
liulia
concluído,
deixando
o
iogar,
que servira de
tribuna
(Ponde
jorrou
tan
ta
eloqueocia,
quando,
como
quem lhe
es
quecia
o
melhor,
volta
a
traz,
retoma
o
logar,
e
lança
á
turba
vermelha
esle
final
de
ngor
:
«Viva
o
espirito
de
Jacquemain,
isto
«é,
Viva
a
republica
!
A
vermelhagem
respondeu
frouxamenle
em
coro:
Viva
a
republica
!
Ora
diga,
meu
amigo,
se
não
vai
bem
a
pena
de
ser
livie
pm»sadar
para
ter
a
gloria
pustliuma
de similhames
scena
*
e
simiihantes
discursos
em
volta do
seu
se
pulcro
!
O
que
é
ser
democrata,
e
vermelhi-
nho
ainda
por
cima
!
Succede
(festas
gro
tescas
indecentes
em
França, e
passam,
sem
quasi
se
fallar
em
tal.
E
á
menor
coisa que
possam
notar
ou
que
não
passam,
aos
Catholicos,
logo
as
buzinas
da
impiedade
estrugem
os
a
’
s
com
declamações apimentadas
de
caiu >-
uias!
Assim
vae o
muudo
!
J.
de
Lem
s.
aSHSTA ESTaANGW
IliMpaaftlia.
castigar
sem ira,
e recompensar
com
im
parcialidade.
Se a
guerra
rebenta
offereço-te
uma
trégua,
para
em
quanto
dure,
porque dian
te
do
perigo
da
patria
desapparecem os
partidos, e
só
ficam
os
hisp«nhoes.
Mas advirto-te,
que
só
le offereço
a
trégua
aote
uma
guerra
estrangeira,
e
que
não
teuuuciarei
nunca
aos direitos
d’
uma
corôa,
que
estou
certo de
cingir.
Eu
guardarei
as
costas
cautabricas, ar
marei em
corso
aos indomitos habitantes
d
*
estas
provincias,
patria
del
Cano
e
de
Charruca,
e
chegarei,
talvez
mesmo,
até
aos portos
do
inimigo.
Exequial.
—
Em
Lisboa,
além
de
em
muitas
egrejas
se
lerem
dito
missas e
ce
lebrado sufrágios
por
alma do
Senhor
D.
Miguel
de
Bragança,
houve, ao
dia 17,
so-
iemues
exequias, na egreja
das
Merçês.
A
egreja
eslava sumptuosamente ar
mada.
Acceitas a trégua
?
Combateremos
com
o
inimigo
commum.
Nào
a
acceitas?
Pois
passarás
peia
ignominia
e
terás
que hu-
milhar-le,
reconhecendo,
larde,
que te
tens
humilhado
inutilmente.
Carlos».
Um
telegramma
de
Hendaya
refere
que
oo
dia
13
o
chefe
do
7.°
batalhão de
Navarra penetrou
na
estação
do
caminho
de
ferro
de Pamplona,
mui
perto
da
ci
dadella : os carlistas levaram d’
alli
doa?
locomotivas.
—0
general
aflonsista Quesada
com
12
a
13:000
homens
tentou
forçar
o
forte
de
Poblacion.
0
brigadeiro
carlista
Fonlecha.
com
dois
batalhões
e
meio
repelliu
o
inimigo,
ao
qual
causou
perdas
consideráveis entre
as
quaes dois
coroueis
modus.
0
inimigo
bateu
em
retirada
sobre
Bemedo-Rioja.
A
’
cerca d
’
este feito d
’armas
diz
a
«Union»;
Um
telegramma
dirigido de Hendaya,
em
15,
ao
«Umvers»,
acrescenta
a estes
detalhes
a
cifra
das
perdas
sollnda
*
pelos
aílonsistas,
peidas
que
sobem
a
700
ho
mens.
—
Os
carlistas
estão
levantando
trin
cheiras
para
atacar
a
praça
de
Irun.
—
Lê-se u’
uii»
jornal
liberal :
Falla-se
tfuina
projectada
expedição
de
uavarros ás
montanhas
da Catalunha.
Pam-
ploua continúa
ainda
cercada
pelas
tropas
carlistas,
que
nào
cessam
de
bombardear
a
cidade.
Disetn
algumas folhas
que
as
tropas
afionsinas
sofreram
um
revez
no
Vai
de
Ilerrosa,
e
que
os
carlistas
não
estão
desanimados
como se
assevera.
Foram
remadas
algumas
forças
carlis
las
das
itnmediações
de Lumbier
para
oc-
coparem
posições
em
Areia.
Este
movi
mento
obedece
ao
inteuto de
cahir
sobre
as
tropas
de Quesada
que,
segundo
parece,
se
diiigem
para
o
mesmo
ponto
Um
telegramma
da
Agencia
Havas,
en
viado
de
b. Sebastião, em
13, é
assim
concebido
:
As
baterias
carlislas de
S.
Marcos
di
rigiram
a
noite
passada
um
fogo
violento
contra
Benteria
e
Passages.
Um
incêndio
rebentou
honlem
no
hos
pital
e
foi
necessário
laser
sair
d
’
elle
os
numerosos
feridos
que
o
occupavam.
PARTS
WFIOAL
MINISTÉRIO
DOS
NEGOCIOS
DO
REINO
Direcção
geral
de
administração
po
lítica
e civil
3
a
repartição
Sendo
indispensável
o
prebenchimento
dos
contingentes
de
recrutas
distribuídos
aos
diversos
dislricios
admininistrativos
do
reino
e
das
ilhas
adjacentes,
a
íim
de
se
elevar
a
força
eflecliva
do
exercito
ao
nu
mero de praças
estabelecido
por lei:
man
da Sua
Magestade
E
*
-Rei
que
os
governa
dores civis
dos mesmos
districtos
adminis
trativos
empreguem
e
façam
empregar
pe
las auctoridade»
suas subordinadas a
maior
diligencia
e cuidado
no
preenchimento
dos
contingentes
em
divida
;
na
certesa
de
qoe
o
mesmo
augu»to
senhor
usará de
toda
a
severidade com
os
funccionarios
que
forem
omissos
e
pouco zelosos no
des
empenho
de serviço tão
recommsndado.
Paço,
em
17
de
novembro
de
1875.
=>
Antonio
Rodrigues Sampaio.
GAZETILHA
A
commissão
nào
poopou
esforços
nem
despesas para
que
aquella
triste
comme-
moração
cot
respondesse
aos
desejos
e
á
nobresa
do
pensamento
que
a
ditou.
Oíficiou
de
pontifical
o
ex.
rno
Deão,
o
snr.
D.
Jos>é
de Lacerda.
Foi
grande
a
concorrência.
Audieneia»
geraes. —
Abriram-se
no
dia
10
as audiências
geraes
d
’
esta
comar
ca,
sendo
julgados
os
seguintes
rcus:
Dia
10.
Anna Maria
Antunes,
da fre
guezia
de
S.
Paio
de
Merelim, pelo cri
me
de
expor
e
abandonar
uma
creança,
sua
íilha
:
condemnada
em
30
dias
de
pri
são,
e
custas
do
processo
Dia
12
José
Joaqnim
Fernandes
Ro
la
e
Manuel
Antonio
de
Araújo
Gomes,
da
freguezia
de
Navarra
e
Besteiros,
pe
lo
crime
de
d’
offensas
corporaes
:
absolvi
dos.
Dia
13.
Antonio
José
d’
Oliveira, de
Fafe,
pelo
crime
d
’
oíTensas
corporaes
:
sendo
examinado
pelos
facultativos,
estes
decidiram
que
não estava no uso
de suas
faculdades
intellectuaes,
potisso
não
entrou,
e
vae
ser
recolhido
ao
hospital
de
S.
Mar
cos.
Dia
17. Álvaro
José
Machado, menor
púbere,
d’
esta
cidade,
pelo
crime de
furto:
condemuado em
3
mezes de
prisão,
e
cus
tas.
Dia
19.
Manuel,
íilho
de
Gonstantino
Gomes,
de
Frossos,
pelo
crime
d'oflensas
corporaes
:
absolvido.
Dia
20.
Antonio
d
’
Azevedo
e
Agosti
nho
Ferreira
da
Silva,
d
’
esla
cidade
pelo
crime
de
furto
:
absolvidos.
Vespaehos,—
O
«Diário»
de
20
traz
os
seguintes
despachos
feitos
em
18:
Anlonio
Caetano
Lopes
Fonseca
— no
meado
escrivão
e
tabellião
do juízo de
direito
da
comarca
de
Estarreja.
Alberto
Carlos
de
Freitas
Rebvllo—
idem
da
comarca
de
Montalegre.
Luiz
Cândido
Tavares
Nogueiro
escri
vão
e
tabellião
do
Juízo
de
direito da
co
marca
de
Tábua—
transferido
para
idênti
co
oíficio
na
comarca
de
Santa
Comba-
dão.
Francisco
Rebello
de
Pinho
Ferreira
—
nomeado
escrivão
e
tabellião do
juizo
de
direito
da comarca de
Tábua.
João
Ribeiro
de
Mello
Júnior,
escrivão
e
tabellião
do
juizo
de
direito
da
comar
ca
de Trancoso
—
transferido,
como reque
reu.
para
a
de
Alijó.
Luiz
Augusto
Ribeiro
de
Mello,
dito
da
comarca de
Alijá
—
idem
para
a
de
Tran
coso.
Pedro
de
Alcantara
Rodrigues,
escri
vão
do
juizo
ordinário
e
tabellião
do
jul
gado
do Cadaval—
nomeado
contaíor
e
dis
tribuidor
da
comarca
de
Fronteira.
Jot-é
Thomaz
Taveira,
que
era
escri
vão e
tabellião
do
juizo
ordinário
do
an
tigo
julgado do
Cadaval—
nomeado
escri
vão
do
juizo ordinário do
uovo
julgado
do
mesmo
titulo,
onde
póde
exercer
as
funeções
de
tabellião
de
notas.
notícias
de
Roma.—
Em
Roma
co
meça
se
já
a
tractar
da celebração
do
quin-
quagessimo
anniversario
da
consagração
ao
episcopado de
Pio
IX,
aoniversario
que
deve
cair em 20
de
maio
de
1877
Posto
que
falte
ainda
anno
e
meio
pa
ra
este
dia
memorável,
tudo
nos
faz es
perar
qoe
será
dado
a
Pio
IX
de
ver
o
espectaculo
do
qual
a
alegria
universal
dos
catholicos
será
o
principal,
mas
não
o
uni
co
esplendor.
D
’
aqui
a anno
e
meio
haverá
cincoen-
ta
annos
que
o
Papa
Leão
XII
chamou
monsenhor
Mastai
para
arcebispo
de Spo
leto.
Crêmos
que
é
um
facto
bem
raro,
talvez
sem
precedente,
um bispo
chama
do
a
celebrar
as
bodas
de
sua
sagração.
Mas
Deus
permittirá
sem
duvida
que
esta
graça
seja
concedida
a
Pio
IX
para con
solação
dos
íieis e confusão
dos
seus
ini
migos.
Conspiração
descuberta.—
Um
te
legramma
de
Bombaim,
em
17,
diz
que
se
descobriu
em
Rangoun
(Cidade
da
Bir
mânia)
uma
conspiração
que
tioha
por
íim
apoderarem-se
do
arsenal
os
conspiradores
e
incendiar
a
cidade.
Foram
presos
vários
birmans,
suspeitos
de
cumplicidade.
Combate
em
Angola. —•
Tivemos
homem
promenores
da
derrota
que
sofreu
o
rebelde
Balthasar,
que
desde
1872
tem
movido
sublevações contra
as
auctorida-
des
dos
concelhos
de
Ambaca.
sendo
pre
ciso
por
vezes
empregar o
fogo para
o
fazer
entrar
na
oídem,
diz
o
«D.
de
Noti
cias».
Ultimamenie
o
chefe
de
Ambaca,
sa
bendo
que
elle
e
muitos
príncipes
gingas
e
forças indígenas estavam
acanpados em
Samba
Lucala, nas
demarcações
da
Ginga
e
Duque
de
Bragança,
ordenou
que
o^snr.
tenente
Domingos Gaspar Fernandes,
tco<n
400
homens, marchasse
para
alli para
reconhecer
o
acampamento.
A
força
do
governo,
indo
em
marcha,
encontrou
os
inimigos no
sitio
de
Calele
e
depois
de tres
horas
de
fogo
derrolou-os
complelamente,
fazendo-lhes
muitos
mor
tos
e
feridos.
Os
rebeldes
deixaram
no
campo
todos
os
viveres,
os
bastões
e
barretes
dos prín
cipes
e
selins
dos
bois-cavallos
de
Bal
thasar
e
de
sua
familia.
O
padre
lligne.—
No
dia
25
d
’
ou-
lubro proximo
passado
morreu
em
Pari?
o
tão
celebre
sacerdote
e
editor
calholico
padre
Migoe.
Havia
nascido
em Sainl-Flour,
depar
tamento
de Cantai
(França),
a 25
d’
outo-
bro
de
1800.
Morreu
pois
no
proprio
dia
etn
que
fa
zia
75
annos.
Fez seus
estudos
ecclesiasticos
no
Se
minário
de
Orleans,
e
foi
calhedratico
no
pequeno
Seminário de
Chateaudun.
Mais
tarde
exerceu
por
algum lempo
o curato
de
Puiseaux.
Como esla não era
sua
vocação,
nào
obstante
sua
boa
vontade,
esteve
bem
lon
ge
de
satisfazer a
seu
Prelado.
Era
na
tural.
Deus
chamava-o
por outro cami
nho
.
Havia
nascido
para
grandes
emprezas,
e
não
podia
facilmente
resignar
se
a
con
sagrar
toda
a
sua
actividade
aos
cuidados
d’
uma
pequena
parochia.
Destituído por
seu
Bispo ou
depois
de
apresentada
respeitosameute
sua
demis
são,
e
com
prévia
aucioriSRção
d
’
elle,
aban
donou
sua parochial e
se
estabeleceu
em
Paris,
onde
fundou
em
1833
o
joroal
«Univers»,
que tanta celebridade
tem
ad
quirido
sob
a
direcção
do
snr.
Veuillot.
Nào
contente
com
isso,
fundou
pouco
depois
uma
casa
e.iitora que
se
fez
cele
bre em
todo
o
mondo
pelas
muitas
obras,
todas
catholicas,
que
publicou.
Formam
estas
um
total
de
mais
de
600 volu
mes.
Só
para
qoe
se forme
ideia
da
immen-
sa actividade
d’
este
homem extraordinário,
indicaremos
que
publicou
:
1. e
Os
Sanlos
Padres,
texto
grego,
300
tomos.
2.
°
Colleção
de oradores
sagrados,
100
tomos.
3
0
As
Eocyclopedias
theologicas,
112
tomos.
4.°
Cursos completos
de
Escriptura
Sa
grada
e
de
lheologia,
outros 1U0
tomos
ou
mais.
Acrescenta-se
a
isto que
o
padre
Migue
era pobre
:
começou
com
exiguos
recursos
a
reali»ar
tantas
e
tão
giandes
empresas
sem
mais
auxílios que
sua
vontade
de
ferro
e
a
bênção
de
Deus.
Inútil
é
advertir
que
o
snr.
Migne que
tanto
bem
fez
á
Egreja falieceu
como
ver
dadeiro
sacerdote,
depois
de
receber com
grande
fé
e
piedade
os
últimos Sacramen
tos.
Houve
quem censurasse
o
padre
Mi
goe
por
haver
abandonado a
parochia
oo
a
cadeira
para
passar sua
vida
n
uma
im
prensa.
Os
<r
Annales
Cathoiiques»,
defendendo-o
d
’
esta
accusação,
dizem
:
«E
’
evidente
que, ordinariamente
fal
lando,
o
logar
d
’
um
sacerdote
não
é
n’uma
tipografia
nem
u’
uma
livraria;
masasfaeul
dades
excepciouaes do sacerdote
Migne
e
os
serviços
lambem excepcionaes
que
pres
tou n
’
esle
ter.eno,
justificam o
que
haja
em
sua
posição
de
contrario ás
regras
commuos,»
Nós
não
negamos,
accresceota a «Pa
lavra»,
que
um
sacerdote
não
deve
ser
editor
nem
livreiro;
mas
parece-nos
que
nào
póde
qualificar-se
de
pouco
sacerdo
tal
uma
vida
consagrada
a
publicar
tantas
e
tantas
obras,
summamente
necessárias
para todos os sacerdotes.
Tracta-se n
’
este caso de
uma
vocação
extraordinária
que não
póde
nem
deve
jul
gar-se,
segundo
o
que
ordinariamente suc-
cede.
Visitas
do Jubileu.
—
Tem
conti
nuado
as
visitas
publicas
para
alcançar
o
jubileu
do anuo
Santo.
Nos
dias
19,
20
e
21
andou
a
venerável
Ordem
Terceira
de
S.
Francisco
visitando
procissionalmente,
aggregando-se-lhe
as Irmandades
de
N.
Senhora da Boa
Morte,
e
N.
Senhora das
Dores
e
SanUAnna,
dos
Congregados,
as
confrarias
do
SS. Sacramento
de
S.
João
do
Souto,
e
a
de N. Senhora
da
Appre-
sentação
;
debaixo
d
’
esta
cruz
iam
todas
as
asiladas do
Asilo
d
’Infancia
Desvalida de
D.
Pedro
V.
No
ultimo
dia cantou-se
a conclusão do
«Te-Deum»
e
orações
próprias,
na
egreja
dos
Terceiros,
havendo exposição,
e
fina-
lisando
com a bênção
do
SS.
Sacramento.
A
concorrência
era
muilo
grande,
pois
excedia
a
mais
de 1:500
pessoas.
—
Nus
dias
26.
27
e
28,
pelas
duas
ho
ras
e
meia
da larde
fará
as
visitas
a
ir
mandade
do
SS.
Sacramento de
S.
José
de
S.
Lazaro.
Boa
providencia.
—
O
guarde
de
seaux
ou ministro
da
justiça
em
Fraoça,
acaba
de
ordenar,
que
logo
que
seja
ab
solvido
pelos
tnbunaes
qualquer
reo
seja
tal
sentença
communicada
na
sua
decisão
pelo
magistrado
competente
ao
chefe
da
prisão,
afim
de
que
no
mesmo
dia
saia
do
cárcere
quem
com
justiça
alli
não
pó
de
ser
retido
nem
por
mais
um
iosiante.
O
ministro
assim
o determinou
por
uma
circohr
aos
procuradores
geraes
em
data
de
26
d
outubro
ultimo,
mas
ha
menos
lempo
conhecida
do
publico.
Altitude
apostólica. —
Escrevem de
Breslau
á
«Nova
Imprensa
Livre»,
de
Vien
na,
que
o
arcebispo-principe
de
Breslau
dirigiu
em
19
de
outubro uma carta
ao
go
verno
prussiano
aíim
de o
prevenir
que
o
prelado
citado não terá
em
couta
alguma
a
sua
destituição
pronunciada
pelo
tribu
nal
ecclesiastico
(ás ordens
de
Bismark)
e
que
continuará
a
pastorear a
parle prus-
»iana
da
sua
Jiocese,
embora
a
soa desti
tuição.
A
diocese
de
Breslau,
como é
sabido,
é
em
territórios
prussianos
e
austiiacos.
Papa e
bispos,
e
os
bispos
com
o
Pa
pa.
são
a
força
invencível,
sustentando
por
Deus
a
Egreja
e
a
sociedade
!
Fallv-cimento e disposições
tes-
tasneiatarias. —
Falieceu
no
Porto,
no
dia
15,
a
snr.
D. Ignacia
Baquel,
viuva
do
snr.
Anlonio Pereira Baquet.
Deixou
testamento,
pelo
qual
dispõe
dos
seus
ha
veres
pela
seguinte
fôrma
:
Institue
seu
universal
herdeiro
Anto-
oio
Teixeira
de
Assis.
Deixa
a
sua sobrinha
Gregoria,
resi
dente
em
Madrid,
4:000$000
reis, para
lhe
serem
pagos
um
anno
depo's
do
seu
fallecimento,
ou
por uma
só
vez,
ou
em
prestações,
á
vontade do
seu
herdeiro,
e
do
que
esle
não
será
obrigado a
pagar
juros.
A
cada
seu
sobrinho
era
1.°grau,
reis
500^000,
igualmente
pagos
um
anno
de
pois.
Se
algum for menor,
lica
esla
quan
tia
em
poder
do
seu herdeiro,
vencendo
juros
até
á
maioridade,
não
se incluindo
n
’
esle
numero
sua sobrinha
Gregoria,
por
já
ser
contemplada.
Ao
revd.
”
dr.
Domingos
José
Dias
de
Castro,
conego da
Sé
de Leiria,
100^000
reis para
dizer
uma
missa
no dia
em
que
tiver
noticia
do
seu
fallecimento
ou
no
seguinte.
Recommenda
ao
seu
herdeiro
que
con
temple
com
alguma
esmola
os
estabeleci
mentos de
caridade
d’
esla
cidade,
todos
ou
aquelles
que
elle
escolher.
Igualmente
lhe
recommenda
que
dê
nma
quantia, co
mo
for
da
sua
generosidade, a
cada
um
dos
seus
criados
e
criadas, que estiverem
ao
seu
fallecimento.
Pede
ao
referido
seu
herdeiro,
que
quando
fizer
as
suas disposições
leslamen-
tariaS, contemple
com
o
epié
for
da
sua
vontade
a
iodos os
seus
sobrinhos
em
pri
meiro
grau.
Finalmente,
pede
mais
ao
-eu
herdeiro
que
nas
suas
disposições
testa-
mentarias
disponha do
theatro
Baquet,
si
lo na
rua
de
Santo
Anlonio,
em
favor
de
pessoa
que
conserve
sempre
ao
dito
Ihea-
tro
o
nome
que
presehlemente
tem.
Nomeia seu
testamenteiro
un-co
Anto
nio
Teixeira de Assis, o
qual fará
o
seu
funeral
e
bens d
’
alma
corno
for
da
sua
von
tade,
porque
tem
a certeza
de
qne
fará
por
sua
alma
o
mesmo
que
fez
e
tem feito
por
seu
fallecido
marido.
[Direito.)
A lerada
de S.
Firmino. —
Em
uma
carta
de
Roma
que
vem
publicada
em
um
jornal fraucez, encontramos
os
seguintes
períodos
:
O
calendário
catholico
menciona
a
3
de
novembro,
a
festa de
S.
Firmino.
Um
dia
que
o
papa
João 6.° (701-705)
entra
va
na
egreja
de
S.
Pedro
para
celebrar
o
ofíicio
divino,
alguns
sacerdotes
apon
taram-lhe
um
peregrino que
se
fasia
no
tar
pela
sua
grande
devoção
para
o
tumu
lo
do
principe dos
Apostolos.
Aquelle
pe
regrino
visitava
a
egreja
iodos
os
dias,
incensava
lodos
os altares,
depois
prosta-
va-se
ante
o
confessionário
e
alli
ficava
a
orar
por
muito
tempo.
O
pontífice
examinou
o
peregrino
com
curiosidade,
mas
suspeitando
que
havia
hy-
pocrisia
em
semilhantes
acções
; segui-o
alé
ao
confessionário.
Quando
o
peregri
no
se
prostrou
para
orar, o
bastão
que
levava,
ficou
suspenso
no
ar,
e
quando
elle
se
ergueu,
o
bastão
foi
de per
si
melter-se-lhe
na
mão.
O
papa
informou-se
immedialamente
e
descobriu
que
o
pere
grino
era
um
prelado
gaulez,
Firmino,
bispo
de
Metz.
Prestou-lhe
grandes
hon
ras e
ficou
persuadido
da
sua
santidade.
A
festa de
S.
Firmino
celebra-se
a
3
de
novembro.
siespAcho.
—
Acaba
de
ser
despacha
do
escrivão
do
juizo
de direito
da
co
marca
de
Eslarreja
o
nosso
amigo
o
snr.
Antonio
Caetano
Lopes
Fonseca,
para
o
logar
que
já
exercia
como
escrivão
aju
dante
de
seu
fallecido pae o snr.
Manuel
Alvares
Lopes
Fonseca.
Este
despacho
honra
o
ministro
que
o
referendou, porque
além
das
boas
qua
lidades
e
aptidão do agraciado,
este
de
certo
continuará
a
ser o amparo
de
sua
mae
e irmãs,
qoe
a
prematura
morte
do
snr.
Fonseca,
pae,
deixou
na
viuvez
e
otíandade.
Damos áquelle
nosso
amigo
e
a
sua
familiaos nossos
parabéns.
Jeabileu do tmno SHnto. —
Elltre
as
diversas indulgências
ou graças
con
cedidas
pela
Egreja
aos
catholicos,
con-
ta-se
a indulgência
plenaria, ou
relaxação
de
tudo
aquillo
que
resta
a
cumprir
da
penitencia
canónica, que
se
poderia
im-
pôr
pelas
nossas
culpas,
e
da
pena
tem
poral
que,
aos olhos
de
Deus
corresponde
a
esta
pena
canónica.
O jubileu
é
uma indulgência
plenaria
concedida
pelo
Papa, de vinte
em vinte
e
cinco
annos
a
todos
os
que
visitarem
as
quato
principaes
egrejas
de
Roma.
Diz-nos
a
historia
que
Bonifácio VIII
procedera
d
’
esse
modo
por
saber
que, no
anno
de
1299,
grande
e numerosa
mul
tidão
de
peregrinos,
cobrindo
as
estradas,
de
todas
as
partes
se dirigia
para
Roma,
e
que
perguntada sobre
a
causa
de
tal
peregrinação,
a
turba
dera
por
motivo
o
ter
ouvido a
seus
paes
que
os
que
iam
a
Roma no
íim
de cada
século,
ganhavam
avultadas
indulgências
no
ultimo
anno
de
cada
século.
Clemente
VI,
tendo
por
muilo
dilata
do
o
termo
de
cem
annos,
reduziu-o
a
cincoenta,
e
elTectivamente concedeu
no
anno
de
1250
uma
indulgência
geral
aos
que
visitassem
as
quatro
principaes
egre
jas
de
Roma
;
indulgência
similhanle
á
que
Bonifácio
VIII
concedera
para
o
anno de
1300.
Assim
se
conservaram
as
coisas
alé ao
pontificado
de
Paulo
II,
o
qual
no
anno
de
1470
fixou
de
vinte
e
cinco em vinte
e
cinco
aunos
a
epocha
d
esta
indulgência,
determinação
que
se
cumpriu
pela
primei
ra
vez
no
pontificado
de
Xyslo
IV,
que
lhe
succedeu
no
anno
de
1475,
seguin
do-se
esta
pratica
desde
então
alé
hoje
sem
interrupção.
Já
ames
de
Paulo
II
o
Papa
Gregorio
XI
fizera
uma
bulia
com
o
fim
de
esta
belecer
esta indulgência
de
trinta
e tres
em
trinta
e
tres
annos;
mas
não
consta
qne
á dita
bulia
se
de-se
execução.
O
Papa
Xysto IV
foi
quem
primeiro
deu
o
nome de
jubileu
a
esta
indulgên
cia,
por
se
assemelhar
com
o
jubileu
ju-
diaco,
o
qual linha
logar
de cincoenta
em
cincoenta
annos.
lempo
em
que
os judeus
que
haviam vendido ou empenhado as
suas
herdades
entravam na
posse
d’
èllas
;
e
se
algum
fôra
reduzido
á
triste
condição
de
escravo,
recuperava n’
esse
anno
a
perdi
da
liberdade.
Este
anno
fôra
chamado en
tre
os
judeus
o
anno
do
jubileu,
lei
que
fôra imposta
por
Deus,
para
que
elles
nunca
deslembrassem
que
por
mera
graça
os ha
via
libertado
da servidão
dos
Egypcios
e
reconhecessem
a
grandeza d
’
um
tal bene
ficio.
—(Correio
de
Lisboa)
SABE
A TODOS
sem
medicina,
pur
gantes
nem
despezas
com
o
uso
da
delicio
sa
fariuha de
saúde,
DU
BARRY
de
Londres.
85' annos d’
invnrlavel
sueeesso
3
Depois
das
adessiões
de
muitos
mé
dicos
e
de
vários hospitaes,
ninguém
po
derá duvidar
da
efiicacia
d’
esta
deliciosa
farinha
de saude
que
cura
as
indigestões
(despepzias)
ga4rica,
gastralgia
,
flegma,
arrotos, ventos,
flatos,
amargôr
na
bocea,
piluilas,
nauseas,
vomitos,
irritação intes
tinal,
diarrea
,
dizenteria
,
cólicas,
tosse,
alhsma,
falta
de
respiração,
oppressão,
con
gestões,
mal
aos
nervos, diabethe,
debili
dade,
todas
as
desordens
no
peito,
na
gar
ganta,
do
alilo,
das
bronchites,
da
bexi
ga,
do
íigado, dos
rins, dos
intestinos,
da
mucosa, do
cerebro
e
do sangue.
75.000
curas
entre
as
quaes
contam-se
a
de
S.
S.
o
Papa,
do
duque de
Pluskow,
da
ex
raa
snr.
a
marqueza de Brehan, do doutor
Manoel
Saenz de
Tejada,
da
Universidade
de
Cordova,
etc.
etc.
Cura
72.448.
Cadiz
3
de
junho
de
1868
Não
posso
fazer
menos
de
manifestar
a
w.
s.as
os
bellos
resultados
que
obtive,
administrando
o
seu
chocolate
de
Revales
ciére
á
minha
senhora.
Havia
muitos
an
nos
que
padecia
inlensissimas
dores
in
testinas,
e insomnias
pertinazes
; graças a
este
surprehendeute
especifico
ficou
com-
pletamenle
restabelecida.
Ficando
reconhe
cidos,
aproveito
esta
occasião
para
demon
strar
a
consideração
com
a
qual
o
distin
gue
o
seu
attento
venerador
—
V
icente
M
oyano
.
Cura
69.718.
Ttcheville
(Orne) 20
de
março
de
1867.
Achando-me
perfeitamente
com
o
uso
que
fiz
durante
certo
lapso
de
lempo
da
Revalesciére,
lenho-a
administrado
a
varias
*
pessoas,
ás
quaes
produziu
inestimáveis
efieitos, em
particular modo
n’
aquelles
que
padeciam
de
hydropesia.
Tres
(Testes cu
raram
complelamente.
—A tosse
produzida
por
uma
constipação
desappareceu
instan
taneamente
e
lambem
produziu
os
mesmos
resultados
nas
moléstias
da
retenção
de
orina
e
das
moléstias
de
estomago, afas
tando
de qualquer indivíduo
a
liypocon-
dria
81&000
90&000
90&000
90&000
189&000
P
adre
L
angevin
.
Seis
vezes
mais
nutritiva
do
que
a
car
ne
sem
esquentar, economisa
cincoenta
vezes
o
seu
preço
e:n
remedios.—
Preços
fixos
da
venda
por
miudo em
toda
a
pe
nínsula
:
Em
caixas
de
folha de
lata,
de
l
h
kilo,
500
;
de
*
/
2
kilo
800
rs
;
de
um
kilo.
10400
reis;
de
2
f/
2 kilos,
30200
reis;
de 6 ki
los,
60400
reis, e
de
12
kilos,
120000 reis.
Os
biscoitos
da
Revalesciére
que
se
po
dem
comer
a
qualquer
hora, vendem-se
em
caixas
a
800
e 10400 reis.
O melhor
chocolate
para
a saúde
é
a
Kevale»eière
cboeolatada
|
ella
res-
titue o
appetliie,
digestão,
somno,
energia
as
carnes
duras
ás
pessoas,
e
ás creanças
e
mais
fracas,
e
sustenta dez
vezes
mais
que
a
carne,
e que
o
chocolate
ordinário,
sem
esquentar.
Em paus,
ou
em
pó
em caixas
de
folha
de
lata
de
10 chavenas,
500
reis;
de
24 chave
nas, 820
reis;
de
48 chavenas,
10400
;
de
120
chavenas,
30200
reis,
ou
25
reis
cada
chavena.
BARRY
DU
BARRY C.a
—
Pla-
ce
Vendôme.
26,
Pariz;
77
Regenl
Street
Londres
;
Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharmaceuticos,
droguislas,
mer-
cieiros,
etc.,
das
províncias
devem
diri
gir
os
seus
pedidos
ao
deposito
Central
;
snr.
Serzedtdio &
C.
a
Largo
do
Corpo
Santo 16,
Lisboa,
(por
grosso
e
miudo)
;
Carlos
Barreio,
rua
do Lorelo,
28;
Bar
rai
òc
bmaos,
rua
Aurea,
12. í»®rto,
J.
de
Sousa Ferreira
&
Irmão,
rua
da
Ba
nharia
77
; de
bequeira
;
J.
Pinto ;
Desí-
ré
Rahir;
Coimbra, V.
Botelho de
Va&-
concellos
;
Aveis-o.
F.
E.
da
Luz
e
Costa,
pharm.;
BareeHo»,
Ramos,
pharm.;
Braga,
Pharmacia
Maia, rua
dos
Chãos,
Pipa
& Irmão,
rua
do
Souto,
Domingos
J.
V.
Machado,
praça
Municipal.
Figueira,
Anlonio
Vieira,
pharm.;
Cnimarães,
A.
J.
Pereira
Martins,
pharm.
;
Fena-
fíel,
Miranda,
pharm.
;
Ponte
do
L
ímu
»,
A.
J.
Rodrigues
Barbosa,
pharm.
;
Fo-
voa <£o
Varzim, P.
Machado
de
Oli
veira,
pharma.
;
Vianna
do Castefilo,
Aflonso
e
Barros,
droguislas;
VilJa
do
Conde, A.
L.
Maia
Torres,
pharm.
O general
de
brigada
Rodrigo
Maria
da
Maia
Lermont,
sua
(ilha
D.
Matilde Candi-
da
da
Maia
Lermont
e
seu
filho
Joaquim
Maria
da
Maia
Lermont,
agradecem
a
lo
dos
os
snrs.
que
se dignaram
assistir
aos
responsos
de
sepultura
que.
por
alma
de
sua
presada
esposa
e
mãe
D. Anna
Elisa
da
Costa
Lermont,
loram
resados
na
capel
la
do
cemilerio
no
dia
10
do
corrente,
ou
que
os
honraram
com
as
suas
vidtas,
pro
testando
a
lodos
o
seu
reconhecimento
e
gratidão.
(2818)
ANNUNCIOS
VENDA
DE
C
a
S
a
S
Vende-se
duas
moradas,
com
os
n.os
e
3. na
rua de
S.
Paulo
d
’
esta
ci-
^■■-^^dade.
Trata-se
na
rua de D. Pedro
V,
o?
105.
(2813)
Aos
amadores
de
bons petiscos
Desde
quarta
feira,
24
do
corrente,
aebar-se-ha
á
venda
na
congosta
da
Palha,
na
quinta
da
excm.a
snr
a
D
Gabriella
Pensaes,
o
vinho
d
’
esta
mesma quinta
e
excedentes
petiscos,
para
os
amadores
d
’
es-
te
genero,
o
que
tudo
se
servirá
com
aceio
e
limpeza.
Preços
rasoaveis.
(2814)
ACHOU-SE
Quem
perdesse
um
guarda-chuva
peque
no de seda,
que se
achoo
desde a
rua da
Boa-Vista
á
estação
do
caminho
de
ferro,
falle
ifaqnelia
rua, n.°
24.
(2817)i
A
Wil
Paquetes
a
sair
de Lisboa
:
MINHO .
.
29
de Novembro
|
DOURO
.
.
13
de
Janeiro
NEVA
.
.
13
de
Dezembro
|
MONDEGO
.
29
de
<
GUADIANA
. 29
de
»
|
ELBE
.
.
13
de
Fevereiro
O paquete
de 13
toca
em S.
Vicente,
Pernambuco,
Bahia,
Rio
de
Janeiro,
Montevideu
e
Buenos-Ayres.
O
paquete
de
29
toca
em
S.
Vicente,
Rio
de
Janeiro,
Montevideu
e
Bue-
’
nos-Ayres.
Ga
preços
muito
raooaveiíi
Esta
companhia
para
maior vantagem,
resolveu
ter
a bordo
de
lodos
os
seus
vapores,
criados
e
cosinheiros
portuguezes
para servirem
os
passageiros
de
todas
as
classes,
cujo
tratamento
se
torna
hoje
o
melhor
possível.
Cada
passageiro
de
3.
a
classe
tem
grátis,
belixe
com
colchão
e
roupa
de cama,
vinho
e
comida
á
portu
gueza,
tudo
em
abundancia.
O
transporte
do caminho
de
ferro
até
Lisboa é
por
conta
da
companhia
bem
como
outras
despezas.
Para
mais
esclarecimentos
prestam-se
em
casa
do agente
n
’
esta
cidade,
rua
do
Souto
n.°
43. —
Em Braga.
João
Manoel
da
Silva Guimarães.
(V«)
Rio
de Janeiro,
Montevideu,
Buenos-Ayres,
Valparaiso,
Arica,
Islay
e
Callao
CARREIRA QIH.OENALPAR4 1’B.ELXATIBLCO E
BAHIA
A
CoanpiinEUa
reduziu
os
preços,
conservando
as
mesmas
vantagens
com®
alé aqui
tem
ofierecido
aos
snrs. passageiros
:
exceiientes «onímodos, bom tra
tamento,
bastante
espavo
para bagagens e
viagens rapidas,
pois
que
os
Paquetes do
Facifico
tem
gasto
sómenle
1»
dias
de Lisboa ao Bio de
Janeiro.
Preços
das
passagens incluindo
o
caminho
de ferro do
Porto
para
Lisboa
3.
*
CLASSE
Pernambuco...................................................
Bahia
.............................................................
Rio
de
Janeiro.............................................
;
Montevideo
c Buenos-Ayres
.........................
Valparaiso,
Arica,
Islay"e
Callao
. .
.
.
40&000
40^000
45&000
54^000
126&000
Crianças dos passageiros
Alé
aos
12 annos
meia
passagem.
A
’é
aos 8
annos
a
quarta
parle.
Até
aos
3
annos
grátis,
uma
só
de
cada
familia.
Todas
as
terças
feiras
sahirá
de
Lisboa
um
paquete,
os passageiros
de
3.
‘
classe
teem
beliche
com
colchão e
roupa, comida
a
portugueza
em
abundancia
e
vinho
duas
vezes
por
diz
AGENTES
EM
BRAGA—AJmeida
&
1
’
ereria.
Trata
a
passagem
a
pagar
â
vista
e
a
prazo com
fiança.
fK
CHAPELERIA
DE
ALMEIDA
MAIA
(ANTIGA CHAPELERIA CAMPOS)
44
—
Rua
do
Souto
—
44
BRAGA.
Faz
publico,
por
este
meio
para
todos
os
efieitos,
que
lendo-se
dissolvido
a
so
ciedade que
girava,
sob
a
firma,
Campo
*
<$•
Almeida,
lica
de
hora
avante
girando
sob
a firma
de
Almeida
1Haia,
onde
ha
um
variado sortido
de
chapéus
de
feltro,
casimira, seda,
etc
,
das
melhores
fabricas.
Também
fabrica,
concerta
e
põe
á
moda,
com perfeição,
todo
e
qualquer
chapéu.
Preços os mais
rasoaveis.
N.
B
Previno
os
meus
amigos
e
fre
guezes
que
o
nome do
annunciado Almei
da
Maia, não
é
o
de
José
Luiz d
’
Almeida,
defronte
da
rua
de
Jano.
(l-«)
2/
CAMARA
l.«
CAMARA
108&000
117&000
121&500
157^500
308^500
>Z6I«<
PORTO
1»OHT«>
1
-
RUA
DAS
FLORES
-
3
NA
QUINTA
DE RORIZ
3
•»
PORTO
(
junto
à
egreja
da
misericórdia
)
COMPKA
£
VENDE
1,3-RUA
DAS FLORES- 1,
PRIMEIRA
E
ANTIGA
I
RORIZ j
CASA
FELIZ
t
JOSE
’
I. FERREIRA RORIZ
InaeripçSes
de assentamento
(JUNTA
Á
EGRAJA DA MISERICÓRDIA)
SORTE
GRANDE
kè
«
S.000$000
Loteria
«la
Santa Casa da Nliserieordia de
Idsboa
Extracção
a
30
de
Novembro
FORNECEDOR
DA CASA REAL
DEPORTO
CENTRAL, RLA
D,IS FLORES,
35 37 E 39
0
proprietário
annuncia
aos
seus
freguezes,
e
ao
publico,
que
em
todo
o
sabão
fabricado na
soa
fabri
ca,
e
que
na
mesma
se
vender,
ou
no
Deposito Cen
tral,
se
fará o desconto de
6
por
cento
sobre
os
pre
ços estabelecidos,
de
uma
caixa
para
cima.
Satisfaz-se
com
promptidão
qualquer
pedido
que
seja
feito
do di
to
genero,
tanto
d’
esta
cidade
como das
provincias e
se garante a
sua
boa
qualidade.
Ditas
de eoupons
Ditas de divida externa
Titules
hispanhoes
internos
Ditos externos
Coupons
dos ditos já veneidos.
SO-
©3" Sacca,
toma
letras
e
dá
cartas
de credito
bre
Lisboa
e
diversas
praças
estrangeiras,
e
se
encar
rega
de
compra
e
veada
de
titulos
de divida
publica
nas
mesmas
praças.
,T«I
JOSÉ
IGNACIO
FERREIRA
RORIZ
AFIANÇADO
NO GOVERNO CIVIL
DO PORTO, NA CONFOR-
J
a
M1DADE
DO
EDITAL
DE 28 DE JULHO DE
1860
Tem
á
venda
no
seu
estabelecimento
bilhetes
inlei-
Sa
ros
a
55000
rs.
—
Meios
ditos,
a
25600
—
Quartos, a
15300
—Oitavos,
a
680
—Cautellas
de
500,
250
e 133
rs.
O
mesmo satisfaz com
promptidão
todas
e
quaesquer
gU
encommendas
que
lhe sejam
feitas
das
proviucias,
aiu-
da
que
sejam
em
grande
quantidade,
e
vindo
acompa-
uhadas
do
seu
importe
em
vales dos correio
; e
tio
y?
fim
da
extracção
remetie a
lista
dos prémios
aos
seus
freguezes,
mas quando
a
não
recebam
em
tempo com-
petente
terão
a bondade de
a
requisitar.
(Y
*
)
LIVRARIA
DE
JACINTO
A.
P.
DA
SILVA
136,
Rua
do
Almada,
136
>»«>■«.
tt
<>
Manual
do
registante
de
hypothecas,
direitos e
encar
gos prediaes
Pelo
bacharel
em
direito
J.
Carneiro
Leão
Queiroz,
administrador
de
Paços
de
Fer
reira.
Obra
de máximo
interesse
e
utilidade
para
todas
as
pessoas
que
nas
respectivas
conservatórias
tenham
de promo
ver
o
registro
d’
hypothècas,
direitos
e
en
cargos
prediaes,
porque
n’ella
encon
tram
compiladas
todas as
disposições
legaes
que
para
tal
fim
lhes
interessa sa
ber;
e
além
d
’
isso
contém
mais
este
MANUAL
um
—
ABUNDANTE
FOBMULA-
RIO
—
para
a
promoção
do mesmo
registo
Está
á
venda,
por 500 reis,
na
livraria
do
editor,
Jacinto
A.
P.
da
Sil
va,
rua
do
Almada
n.°
136
—
Porto.
Será
remettido
pelo
correio
a
quem
enviar
500
reis
em
estampilhas
de
25
réis.
Elucidário
do
viajante em Braga,
100
réis.
Elucidário
do
viajante no Porte,
300
réis.
Synonymia chimico-pharmaceu-
tica,
por
Agostinho
da
Silva Vieira,
phar-
macetiiico
de
primeira clas
*
e.
.
15200
Thesouro
do cosinheiro, confei
teiro
e do
copeiro
—
3.
a
edição.
.
500
Considerações sobre
aprova por
escripto
particular,
segundo
0
Codigo
C1/11
...................................................
200
Manual do
regedor,
cabos de po
leia
e
juntas de
parochia.
.
,
.
200
Repertório
das circulares da pro
curadoria
regia do Porto. .
. .
500
Livros
para o registo parochial,
quer
sejam impressos,
ou em
bom.
papel almasso pautado,
preparam-se n’esta livraria.
(2815)
ESPECIALIDADE
Alexandre
Casalme, com
estabeleci
mento
de
chapéus
na
rua
de
Santo An
tonio,
u.°
90—
Porto.
—Acaba
de
abrir
n
’
es«
ta cidade
uma
filial,
que
offerece
ao res
peitável
publico
bracarense,
um
lindo
e
variado
soitido
de
chapéus,
tanto
para
se
nhora
como
para
creança,
lodos
executa
dos
pelos
últimos
figurinos
parisienses.
Também lem
á
venda
tuf
prelo,
flores
e
plumas,
etc.,
eic.
Preços
convidativos
e
fixos.
Recebem-se
encommendas
32
—
Rua do
Souto—
32
(2806)
Anlonio
Garcia,
de
Villa
Verde,
leva
jo
conhecimento
publico que
desde
0
dia
30
do
corrente
inclusivé,
retira
a
carreira
que
tem
entre
esia
cidade
e
0
Pico
de
Regalados
Braga 22 de
novembro
de
1875.
(2816)
Anlonio
Garcia.
José
Martins
Fontão
Laje
e
Torquato
Ribeiro,
de
Guimarão,
fazem
publico
que
no
dia 21
do
corrente
abrem
as
suas car
reiras
diarias
de
Braga
parã
Guimarães,
saindo
de
Braga
ás
6
horas
da
manhã e
2
da tarda,
chegando
a Guimarães
ás
9
da
manhã
e
5
da tarde
e
de Guimarães
para
Braga
ás
6
h.
da
manhã
e
1
da
tarde
e
chega
Braga
ás
9
da
manhã
e
4
da
tarde; lem um
quarto
d
*
hora
na
hida
e
volta,
nas
Taipas.
Preço»
:
De
Braga
ás
Taipas
e
vice-versa,
160,
das
Taipas
a
Guimarães e
vice
versa
80,
de
Braga
a
Guimarães e
vice-versa
240.
Eaeriptoriofii
:
Em
Braga,
em
casa
de
Domingos
Al
ves
Pereira,
Praça
do
Barão
de
S.
Mar-
linho,
n.°
I
;
em
Guimarães,
em
casa
de
Francisco
José
de Sousa
Guimarães,
cam
po
do
Toural,
n.°
4.
(2811)
Jubileu
do
anno
Santo
O
Juiz
e
mesarios
da
confraria
do
SS.
Sacramento de
S. José
de S.
Lazaro,
de
liberaram
fazer
a
procissão
do
Jubileu
do
anno
Santo
nos
dias 26.
27
e
28
do
cor
rente
peias
2
e
meia
horas
da
tarde,nos
quaes
haverá
confessores
na
sua
egreja ;
e
por
isso
couvidarn
as
irmandades
e
confrarias
da
freguezia,
assim
como
todos os
fieis
pa
ra
a acompanharem
e
gosarem as
indul
gências
e
graças espirituais
que
lhe
são
concedidas.
Braga
16
de
Novembro
de
1875.
O
secretario
da confraria
Joaquim
José Gonçalves
Salgado.
Fava
especial
da
ilha
de
S.
Mi
guel
Esle
legume,
geralmente
usado
para
penso
de
gado cavallar,
muar
e
mesmo
bovino,
é
de
uma
óptima
nutrição.
Grande
deposito
a
preços
rasoaveis;
Cima do
Muro
(dos
bacalhoeiros)
n.°
77
Porto.
(2748)
Folhinhas
Seraftcas
Devem
estar
promptas
por
todo
este
mez,
e custão
com
as
novas
resas, 400
rs.
(2810)
BANCO
DA
POVOA
DE VAH-
Z1M
Sociedade anonyma
de
responsabilidade limitada.
Os snrs. accionistas
são
convidados
a
entrarem
com a 3.
a
prestação
de
20
p.
c.
ou
105000
reis por
acção,
de
20
a
30
do
cor
rente
mez.
Na Povoa de
Varzim
no
mesmo
Banco.
No
Porto,
em
casa
dos snrs.
Vieira
&
Lião.
Em
Braga,
no Banco Commercial
de
Braga.
Povoa
de Varzim
9
de
novembro
de
1875.
Os
directores.
J.
Gomes
Moreira
(2812)
A.
R.
da
S.
Vieira.
•<;i.
Vende-se uma moiada
de
casas de
andares,
com
o
n.u
10
e
10
A
rua
de
S.
Bernabe, com
seu
quintal
e
posso.
Quem
as
perlender
falle
com
seu dono.
(2808)
BANCO DE DUAGxlNíÇA
Agencia
em llruga
Praça
do
Barão
de
S.
Martinho
Recebe-se
dinheiro
a
praso
e
á ordem,
abunaudo
juro.
Deacoota
leiras
da
terra
e
de
cambio,
e
quaesquer
obrigações
commerciaes.
Empresta
sobre
penhor,
tíe
ouro,
prata,
titulos
da
divida
publica,
e
outros
papeis
de
credito
com
colação
no
mercado.
Abre
coutas
correntes
com
caução
de
letras,
acções
de
bancos
e
companhias,
ins
cripções, etc.
Toma
letras, sacca e dá
cartas
de
cre
dito sobre
as
principaes
lenas do
paiz
e
praças
estrangeiras.
E
faz
as
demais
operações
bancarias
con
signadas
nos
estatutos.
Os agentes,
(2809)
Ferreira
Borges
8c
CF
Vende-se
uma
morada de casas
si
tas
na
rua do
Forno,
com
0
n.°
8
A, cotn
dois
andares
e
aguas
furtadas
e
tem
bons
commodos para qual
quer
farnilia.
Quem
perlender
íalíe na
rua
de Guadalupe,
n
0
2
C.
(2787)
João
Manoel
da
Silva
Guima
rães.
—
Rua
do
Souto n.°
43.
Compra
e
vende
Acções de
todos
os
Bancos e
Companhias,
Inscripções de
As
sentamento
e
coupons.
(X
*
)
Afoiam-se
ou
vende-se
14
terrenos
com
30
palmos
de
frente
e
170
p.
de
fundo,
na
rua Nova
da Senhora
A
Branca.
Para
tratar
á
rua
do Conselheiro Januário
n.
0
97.
com
seu
dono
João
Manoel
Pereira,
Braga
6
de
novembro
de
1875. (2782)
Um
indivíduo,
de
fora d’
esta
cidade,
offerece-se para
vir
se»vir
como
escudeiro,
00 feitor,
para
o
que
possue
todas
as ha
bilitações
precisas.
No
escriptorio
d
’esla
redacção
dão-se
todos
os
ejclarecirneutos.
Bi»
MIOTM
Convidam-se os snrs.
accionistas d’este
Banco
a
emtrarem
com
a
3.a
prestação
de
25
por
cento
ou
125500
reis
por
acção,
re
lativa
á
2.
a emissão,
desde
0
dia
20
a
25
de
Dezembro
proximo.
Aos
snrs.
accionistas
que
quizerem
an
tecipar
a
4
a
e
uitima
prestação,
qoe le-
rá
logar
de
20
a 25 de
Março
proximo,
ser-lhes-ha
abonado
o
juro na
razão de
5
por
cento
ao
anno.
Os
snrs.
accionistas
residentes
no
Por.
lo,
podem
effectuar
o
pigameuto oa
caixa
filial
d
’este
Btnco,
n’
aquella
cidade.
Braga
16
de
Novembro
de
1875.
O»
directores
João Evangelista
de
Sousa
Torres
e Almeida
Manoel
José
da
Costa
Guimarães.
FOLHINHA
DE
RESA
Do
rito romano para
a Archidio-
case Bracarense.
Auctorisada
e coordenada
por
ordem
de
S. Exc.”
Bev.
nid
0
Senhor
Arcebispo
Coa
djulor. augmentada
com
notas.
Preço.
.
\.
.
140
rs.
FOLHINHA D ALGIBE1RA
Ou a manak
ecclesiastico e civil
para o Arcebispado
de
Braga
Consideravelmente
augmentado,
com
notas
e
certeza
das abstinências
e
festivi
dade.
Preço
.................................
40
rs.
Vendem-se em
Braga,
rua
Nova,
n.°
3,
defronte
da
Misericórdia,
em
casa
do
snr. Bernardino
J.
da
Cruz,
rua do
Souto,
em casa do
snr.
Rocha,
e Germano
=><SMÍ*
maráet,
em
casa
dos
snrs.
F.
Martins
da
C.
Guimarães,
largo
da
Misecordia,
e
livraria
de
Teixeira
de
Freitas,
a
S. Dama-
SO,
Villa Real,
Chaves, Viann»
e
Areos,
nas lojas
costumadas.
braga
;
typugràphu
lusitana
—
1875- - É o formato de
-
comerciominho_23111875_424.pdf
Parte de Comércio do Minho (O)