comerciominho_23101875_412.xml
- conteúdo
-
H*Hanr&K
Assigna-see
vende-se
no
escriplorio
do
editor
e
propiiietario
José
Maria
Dias da
Costa,
rua
Nova
n?
3
E,
para
onde
deve
ser
dirigida
Ioda
a
correspondência
franca
de
por
*
-e.==
As
assi-
gnaturas
são
pagas
idiantadas
; assim
como as
correspondên
cias
de
Interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
SJ
3L
E.
S3J
AS
TERÇAS,
QUINTAS E
SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
anno
1^600
rs.=Semeslre
850
rs.=Pr
avin
das,
anno
2^
*400
rs e sendo duas 4&000
rs.=Semestre
1^250
rs.
—
Brazil,
anno
4&400
rs.«Semestre
2&300
rs.
moeda
forte
oulO&OOO
reis
e
5S500 reis
moeda
fraca.=lnnúncios
por
linha
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os assignantes ?.O
»/0
d
’
abatimenlo
mente
XI
a
Carlos,
archiduqne d
’Aoslria
;'
e
finalmeute a bulia
Solliciludo
Ecclesia-
rum.
de
Gregorio
XVI, datada
de
5
de
agoao
de 1831, pela
qual fez saber
ao
mundo
calholico, que
não
podia
approvar
a
revolução
francesa
de
1830
Todos
estes
decretos
pontifícios
decla
ram
que os
Suflimos
Pontífices, iraiando
os
negocios
da
Egreja
com
os
governos
usurpadores,
não
emendem
conferir-lhes
nem
rtconhecer-lhes
por
esse
aclo
aucto-
ridade
alguma,
nem
prejudicar
os
direito
*
dos
soberanos legitimas
destronado
*
,
mas
querem
unicamente
provêr
á
salvação
da»
almas, cujo
encargo
receberam
de
Jesus
ChrCio.
Gregorio XVI,
na
sua
bulia
Sol
liciludo
Ecclesiaruin,
resumindo
os
decre
tos
dos
seus
predecessores,
expõe
assim
a
regra
de justiça
segmda
pela Santa
Sé
:
<Se
pois
tem
sido
tal
e
sempre
o
cos
tume
e
a
couducia
da
Sé
Aposlolica, de
prover
por
toda a
paru,
sob
as
condições,
que
deixamos
lembradas,
á
sabia adminis
tração
dos
negocios
da
Egreja,
de
maneira
que
não
pareça
luver
»ancctO'
*
ado
algu
ma
disposição
tocante
ao
reconhecimento
e
á
declaração
dos
direitos
dos
soberanos
;
nós
devemos
preseotemeute,
sobretudo
no
meio
da grande
instabilidade
dos
nego
cios
políticos
e
de
seus
frequentes
descon
certos,
couíormar-nos
com
es>e
mesmo
procedimento,
afim
de que não
pareça
que abandonamos de
algum
modo
a
cau
sa
da
Egreja
por
motivos
humanos. E por
isso
mesmo...
declaramos
para
de
futuro
que
se, com o fim
de
regular
os
nego
cios
do
goverho
espiritual
da
Egreja
e
dos
fieis,
alguém
fôr
qualificado
e
honra
do
por
nós
ou
pelos
nossos
successores
com
o
titulo
de
uma
dignidade
qualquer
e
mesmo
real,
ou
seja,
de
nos»a
sciencia
certa,
de
viva
voz,
em
uma
constituição,
ou
por
feltras
e
em
baixado;
es
enviados
de
parte
a
parte,
ou
de
alguma
maneira
e
modo
proprio
a
teconhecer
u
’
elle
e»sa
di
gnidade ;
>e
por
as
mesmas
rasões
acon
tecer
o
tratarmos
e
cunferirinos
sobre
qual
quer
matéria
com
aquelles
que
eslão
á
lésta
do
governo,
qualquer
que
seja alias
a
sua
fórma.
nós
declaiamos
que
por »i-
milhanies
actos,
ordenações
e
convenções
d
*
este
genero,
iuo
lhe»
será
attribuido,
adquirido ou confirmado
direito
algum,
e
que
se
uão
possa
nem
déva
tirar
d
’
is-
so
nenhum
argumento contra
os
direitos
e os
privilégios
dos
onicos,
nem
inferir
d
’
ahi
nenhuma
prova
desvantajosa
ou
des
favorável.
A>sim
nó»
ordenamos,
decreta
mos
e
mandamos,
que esta
condição,
re
lativa
á
conservação
dos
direitos
das
par
les,
se
repute d
’
ora
ávaute
como
aceres
*
centada'
aos
actos
d
’
esie
genero,
decla
rando
de
novo,
lanio em
nosso
nome
co
mo
no
dos
n
ssos
succeswres,
que
no
meio
d
’
essas
diversas
circumslancias dos tem
pos, dos
logares
e
das
pessoas, só
bus
camos as
cousa-»
de
Chrislo,
e
nos pro
pomos
unicamente,
como
fim
de
todas
as
nossas
empreza»,
aquillo
que
mais
ellicaz-
mente
póde
contribuir
para
a
felictdadu
espiiiluil
c
eterna
dos
povos.»
Assim
fica
anniquiladu
o
argumento
tirado
das
relações
diplomáticas
mantidas
pi
la
Santa
Sé
com
os
diflerentes
governos
filhos
da
revolução.
Quanto
á
couducta
dos
lieis
deanle
(Tus
sas leis
engendradas
lóra da
acção reli
giosa,
ella
nunca
póde
ser essa
obediên
cia
cega,
que os
nossos
antagonistas
in
culcam fundidos
em
mal
interpretadas
passagens
dos
Sagiados
Taxlos
Nenhum
calholico põe
em
duvida
a
rigorosa obiigação,
que.
lodos
temos
em
consciência
de
obedecer
aos
ordenamentos
justos
dos governos
legítimos,
e
todos
nós
repellirnus
o
principio
revolucionário
do
direito
de
rebelhãu
contra
esses
go
vernos.
Mas
quando
vemos
diante
de
nós
prescripções
mamfestamente
injustas
e
con
trarias
ás
leis
de
Deus
e
da
Egreja, em
tal
caso
a
resistência
a
ellas
é
um
devêr,
BIS1GA
—
SABBBADO
93
OVTUDRO
l&eligião
e politica.
Na
questão
que,
sob esia
epígrafe,
havemos
tratado
por
mais
de
uma
vez
nas
columnas
«io
«Commercio
do
Miuho»,
lemos
a
satisfação
de
ver
ao
nosso
lado
um do»
nuis
eminentes
escriptores
reli
giosos
do
paiz—
o
illuslre
redactor
do «Bem
Publico».
Na
fra-e do
dento e
indefesso
athleta
dos
bous
prmcipios—
a
opinião de
que
a
religião
nada
lem
com
a politica
oão
pó
le
ser
adinillida
por
um
verdadeiro
calholico.
A
’
s especiosas
rasões,
com
que
alguém
lem
querido
sustentar
esta
opinião,
on
antes
esle
erro,
responde
o redactor
do
<Bem
Publico»
com
tanta
copia de
sóli
dos
e
irrefutáveis argumentos,
que
uão
sabemos
o
qne
pos>a
ahi
responder-lhes
quem
não
quiser
fugir de
lodo
para
o
campo
do
sofisma
ou
das
declarações
ba-
naes,
especie
de
logradouro
commum
dos
defensores
das
ruins
causas.
Não
é
menos
vigorosa
e
irrespondivel
a argumentação,
com
que
o
alludido
es
cripior
religioso
demonstra
que
as
consti
tuições
modernas
coaleem
em
si
princí
pios
opposlos
ao
ensino
da
Egreja,
o
que
não
aconteceria por
certo
se os que us
leem
conleccionado
não
houvessem
puato
complelamenle
de
parte
a religião,
sem
duvida porque
para
elles
é
lambem
dou
trina
corrente—
qoe
a
constituição
politica
dos
povos
é
uma
questão
purarnente
local,
com
que a
Egreja
nada
lem
que
entender.
Ura
esta
doutrina
uão
nos
admira
na
bocca
dos
publicistas liberaes,
racionalis-
tas
e
li
vi
es-peusadores
;
enche-nos
porém
de
assombro
quando
é
proferida
por
cu
lholicus,
que
se
disem
sinceraineute
addi-
ctos ao Papa
e
á
Egreja,
quando
é
curto
que
Ião
monstruosos
princípios
já
leem
sido
fulminados
pela voz iufallivel
do
Vi-
gaiio
de Jesus
Chrislo.
(Vejam-se
espe
cialmente
as
proposições LM,
do
Syllabus
Citadas
peio
«Bem
Publico
*
sob
os
u
05
18
e
49.) Por
isso
mui bem
diz
o
illuslre
escrqitur,
que.es
catholicos,
que
deeej
m,
estimam
e amam
as
taes
constituições
mo
dernas,
assim engendradas fóra
de
lodo
o
influxo
religioso,
ou
ante»
em
sentido
mais
ou
menos disfarçadamenle
hostil ao christia-
nismo,
não
sabem
o
que
/'asem.
Euireianto
ha
um
argumento,
de
que
estes taes
se
servem
para
sustentar
sua
errada
opinião,
que
deve
ser
respondido;
e
vem a ser
o
seguinte:
Que
o
Chefe
da
chrislandade
lanio
uão
julga
que a re
ligião
tenha
cousa
que
ver
com
u
politica,
cum
as constituições,
com
as
fôrmas
de
go
terno
e
com
as
mudanças
dinaslicas,
que
elle
mesmo
lem
seus
representantes acredi
tados
junto
dos
governos
liberaes,
das
di
naslias,
cuja
legitimidade
é
contestada,
e
nos
paises,
que
se
regem
ptlas
constituições
modernas.
Parece
de
tanta
força esle argumento
aos
nossos
antagonistas,
que
não
cessam
de
o repelir
aos
qualio
vemos
da
terra.
Vae
responder-lhes
porém um
notável
escripior
francez, Mr. Maupied,
o
qual,
em
sua interessante obra
Devcirs
des
Chré
liens
devant
1
’
infaUlibilitè
du
Ponlife
ílo-
main,
escreve
o
seguinte:
(Aíim
de
obviar
á
ma
lé
dos
qne
se
appoiam
no
procedimento
necessário
da
San
ta
Sé
para
auclorisar
e
appro«ar
as
re
voluções,
a
destruição
dos governos legí
timos
e
as
usurpações
dos
governos
de
aventura
ou
de
violência,
devemos
lembrar
aqui
o
decreto
de
Clemente
V
no
Conci
lio
ecuménico
de
\ienna;
a
decretai
de
João
XXII
a
Roberto
Bruce,
que
se
in
titulava
rei de Escócia
;
a
resposta
de
Pio
II
quando
o
imperador
Frederico e
Ma
tinas, filho
de
João
Humade,
disputavam
entre
si
o
reino
de
Hungria
;
a
consti
tuição
de Xisto
IV;
as
iettras
de
Cle
niérarnente
quando
essa
resistência
não
passa
além dos
limites
de
uma
simples
recosação
de
obediência
a
taes
prescri
pções. Se os
governos,
ainda
que legiti
mo»
fossem
em
suo
principio, deixam
de
ser
chrislãos.
ou
o
são
apenas
uo
nome,
.*e
se recusam
a
conformar
as
suis
ins
tituições
e
as
soas
leis
com
a
doctrina
da
Egreja,
quem
se
atlreverá a
susten
tar
que
os
fieis
estejam
obrigados
em
consciência
a
obedecer-lhes
?
Por
ultimo,
oão
podemos
deixar
de
protestar
contra
a
falsa designação
da
po
lítica catholica.
com
que
se
pretende de
corar
essa
doctrina
obnoxia
e
cootradiclo-
ria
proclamada
pelos
escriptores,
a
quem
vimos
de
redarguir
Não
é
ella, nem
póde
ser
a
doutri
na
dos
escriptores
calholiços,
em cu
jas
obras,
quasi
todas
approvadas
pela
Saleta
Sé, havemos
eaud do
a
matéria.
Estes, longe
de
quererem
a
politica
arre
dada
da
religião,
proclamam
a
necessi
dade
de
que
a
religião
domine
e
encami
nhe
a
politica. Falle por todos
o
illuslre
Gaume,
o
qual
em
uma
de
suas
mais
conhecidas
obras
escreve:
«O
primeiro
de
ver
do»
homens
públicos
é
uão consentir
que
nas
constituições
ou
nas
leis
subsis
ta
piincipio
algum revolucionário. Qual
quer concessão n
’
esle
campo
por
insigni
ficante
que
pareça,
será a
fatíla occulta
na
cinza,
o
lobo
escondido
no
aprisco,
a
porta
constantemente
meio-aberta
a
dar
entrada ao
inimigo.
O
segundo,
não
se
parar
nunca,
na
manutenção
da
ordem
social,
a
religião
da
sociedade.
Desgraça
dos
dos
homens
públicos,
desgraçada da
França
e
da
' Europa
se persistem
ainda
na
legislação
apartada,
e na
politica
apar
tada. »
Ahi
fica
pois
indicado
o
que
seja
a
verdadeira
politica
catholica.
E
’
o
principio
religioso
influindo
nas
conililuições
e
nas
leis
;
é
a
religião
não
se
separando
nun
ca
da
sociedade.
O
contrario
d’
isto
é
a
theoria
revolucionaria
do
Estado sem
Deus
;
u
os
que
aflirmaiii
que
a
religião nada
tem
com
a
constituição
politica
de
um
paiz,
poderão
ser
catholicos
convictos,
mas
merecem
bem
a qualificação,
que
lhes
dá
o
«Betn
Publico»=t)ão
sabem
o
que fazem
netn o
que
dizem.
D.
M.
S.
N.
B.
Acabamos
>le
lêr
em
um
artigo
sobre
a
questão,
que
Umos
tratado,
uo
jornal
a
«Palavra»,
que: «A
politica ca
lholica
não
nos
nega
o
direito
de
indi
vidualmente
nuliirmos
simpalhias por
e.-ta
ou
outra
dinastia, por
esla
ou
outra
fór
ma
de
governo».
—Como o
apreciável
es
cripior
se
uão
dignou ainda
explicar
o
que
seja
a
ta!
politica
catholica de
modo
que
bem
se
entenda,
nào
podemos ava
liar
até
que
ponto
seja
exacta
a
sua
asserção.
O
que
sabemos,
porém,
é
que
ne
nhum
cathohco
póde
simpaihisar
com
di
nastias
enfeudadas
á
revolução,
nem
com
fôrmas
de
governo,
que
na
sua
essencia
contradigam
as
doclriua»
da
Egreja.
---
—
*
O exm.0
areebbpo coadjuetor.
De
uma
eloquente
oração académica
do
deslincto
lente
de
malhematica
da
univer
sidade, o
snr.
Allredo
Peixoto,
transcreve
mos
o
seguinte
:
«
Ao
lado
de
tão distinclo
candidato
está
honrando
esta
universidade
e
esla
ce-
icinonia
o
illm.
0,
exm.
0
e
revm.
0
sr.
D.
Fr.
João Chrysoslomo
de
Amorim
Pessoa,
antigo
arcebispo de
Gôa
e
primaz do
Orien
te,
arcebispo
coadjutor
e
futuro
successor
do
de
Braga,
primaz
das
Hespanhas,
dou
tor
em
theologia
por
esla
universidade,
do
conselho de Sua
Magestade Fidelíssima,
commendador
da
ordem
de
Nossa
Senhora
da
Conceição de
Villa
Viçosa,
grã-cruz
da
de
Nosso Senhor
Jesus
Christo
e
digno
par
do
reino. A
este
venerando
amigo of-
fereceu
o
illm.
0
e
exm.0
sr.
Francisco
da
Costa
Pessoa
a
sua
—
dissertação
inaugu
ral —.
«Nobre
primaz
das
Hespanhas,
conla-
se
que
Moysés.
com
magica
vara,
fizera
de
fraga
dura
brotar
agua
para o
povo
eleilo,
como
a
vida
faz da
flor
brotar o
fruclo.
Poi»,
revm.0
prelado,
essa
mesma
vara bem
quizera
eu agora
para
d’
estas
augustas
paredes
fazer
sahir
hymnos
de
louvor
e hosanuas
de
gloria.
A
presença
de
v.
ex.'
1
n’
esta
sala,
venerando
arcebis
po,
é
altíssima
honra
para
a
universidade,
que
lem
aqui
já
recebido
reis
portnguezes
e
um
imperador
descendente
dos
Bragan-
ças.
•
E
v.
ex
a
o successor
feliz e
illuslre
de tantos
prelados
bem eminentes na
sci-
n-
cia
e
na
virtude,
que
lèm
empenhado o
báculo
pastoral
da
augusta
Braga,
da
for
mosíssima
diocese
em
que
tive
a
fortuna
de receber
a
vida
para
o
mundo
e
o
baptis-
mo
para
o
céo.
A
v.
ex.
a
está
confiada
—
Deus louvado — aquella
primaciai
E.re-
ja,
que
foi
um
famoso
parlamento
eccle-
sisstico,
d’
onde
sahiram
sabias deliberrçòes
para
civihsaçâo
de
harbaros,
onde
foram
definidas
grandes
veidades
para
confusão
de
luaejes
e
onde
íinalmenle foi
reformada
a
disciplina
para
a
manutenção
da
ordem.
Occupa v.
ex
a
o
altíssimo
solio cujo
es-
dleudor
uo
magnifico
fausto
do
filho
de
D.
João
v
augrnemou
ainda
na
gloriosa
humil
dade
do
fianciscano
Caetano.
«
Enlre
os
antecessores
de v. ex.a
revm.
0
arcebispo,
brilham
na
historia
da
nação
e
da
egreja dous
vultos
immensa-
menle gloriosos,
um
honra
sagrada
do
sé
culo
de
Képler
e
Gaiileo,
outro
do
de La-
place
e
Lagrange,
ambos
honra
civicad’es-
ta
patria
de
tantos
heroes.
D.
Fr.
B.ir-
Iholomeu
dos
Marlyres
e
D.
Fr.
Caetano
Brandão
são
dous
varões illuslres
pira
os
porluguezes
e
para os
catholicos.
«
E
para
ambos
enviou
Deus
escripto
res
de magica
eloquência.
Para
D
Fr.
Barlholnmeu
dos Maityres,
symbMo
da
dignidade
chrislã,
veio
o
inspirado
Fr.
Luiz
de
Sousa ;
para
D.
Fr. Caetano
Brandão,
symboio
da
caridade
chrislã,
veio
o
nosso
querido
Silva
Gayo,
cuja
cova
é
um
altar
de
saudades
para lodos
nós.
«
Na eloquente modéstia
que
lauto
ele
vava
este
ornamento
da
universidade,
di
zia
o
meu
adorado
mestre
Silva
Gayo
ácer
ca
de
D.
Fr.
Daetano
Brandão
;
«não tem
«a
minha
penna
quilates
adequados
ao
es-
«corço de
tão
grande
figura,
que
nào vale
«menos
que
a do
b.spo
Myriel
dos
Misera-
iveis.
»
«O
que
hei de
pois
dizer
de
v.
ex.a,
sr.
arcebispo?
#
«Tem
v.
ex
a
imitado
aquelles
dous
eminentes
prelados.
«
Na
questão,
que
não
vai
longe,
ácer
ca do
padroado
da
monarchia
portugueza
no
Oriente,
com
,o
núncio de
Sua San
tidade,
mostrou-se
v.
ex.a
successor
digno
de
D.
Fr.
Barlholomeu
dos
Mastyres. _
Bom
calholico
e
bom
portuguez
é
—
disse
de
v.
ex,",
pa
singela
eloquência
da
ver
dade,
o
sabio ministro
o
illm.0
sr.
con
selheiro
Andade Corvo, energico
successor
de
Martinho
de
Mello
e
um do-
mais
d.s-
linctos
esladisias
de
monarchia
democrala.
«
Ha
pouco ainda,
a
imprensa
periódica
d
’
esle
paiz
annunciou
de
v.
ex.
a
actos,
que
bem
faziam
lembrar
a
vida
de
cada
dia
de
D.
Fr.
Caetàno
Bra<
*
dão.
« E
que
auspiciosas
coincidências
enire
a vida
de
láo eminente
prelado
e
a
de v.
ex.
a
,
sr.
arcebispo
!
<
Ambos
tomaram
habito
de
ordem
re
ligiosa,
D.
Fr.
Caetano Brandão
o
de
S.
Francisco
da
terceira
ordem
da
penitencia
e
v.
ex a
o
de
Santo
Anlonio.
a
Um
e outro foram oradores
sublimes
e
professores inspirados.
«
Prelados
ambos em
vastíssimas
dioce
ses
d
’
além
mar,
nas possessões
do
Porlu-
gal
de
Vasco da
Gama
e
Pedro
Cabral,
le
varam
a fé,
a
esperaça
e
a
caridade a
lon
gínquas
e
‘
sel
vagens
regiões.
D.
Fr.
Caolano
Brandão
visitou quatro
vezes
a
diocese
do
Gran-Pará,
que
«abrangia
centenares
de
le-
«guas
e
cujas parochias,
de
grandíssima
«área,
tinham
as
povoações
muito
distan
cies
e
com
habitantes
de
raça diversa,
e
«uns
vencedores,
outros
vencdos».
D.
Fr
João
Clirysosiotno
de
Amorim
Pessoa
vi
sitou
as
egrejas
das
comarcas
de
Bardez,
Salsele
e
das
ilhas
de
Goa,
as
de
Senque-
rim,
Gochim, Madrasta,
Ceylão,
Cranganor
e
Bengala,
ao
sul
e
ao
eascenle
de
Goa,
«
E
ambos foram
emlim
primazes
das
Hespanhas.
«
A
sua
bênção,
sr.
arbebispo,
é
para
lodos
nós
um
dom
do céo.»
REVISTA
ESTRAH&EIRA
Fronteira
de
Hispanha
12
de
outubro
de
1875.
Duas
guerras
civis,
uma cri>e
minis
terial na
vespera
de
eleições
geiaes,
um
throno
occupado
por
um
príncipe
que
um
movimento
militar
fez
rei,
e
além
de
tmlo
isto
«as
inquietações
e
temores
do
paiz
au-
gmentam
continuamente de
um
modo
espan
toso
em
consequência
da
audacia
dos agita
dores»,
diz
um
jornal
ministerial
de
Madrid,
é
csie
o
espectaculo que aciualmente
apre
senta a
Hispanha.
Acrescentae
a
tudo
isto
que
a situação
de
Cuba,
é
cada
vez
mais giave.
Despeito aos
cirlistas,
na
Catalunha os
nossos
soldados
evitam toda
e
qualquer
esacção. No
Norte
póde
aílirmar-se que
elles
sao os
mais
fortes
n
’
este
momento.
As
hostilidades
contra
as
villas
de
Gui-
puzcoa
continuam. O
coronel
(1
’
arlilheria
snr.
Veia,
que
acaba
de
passar a
briga
deiro,
cómmanda
o’esta
proviocia
;
o
snr.
Hirmaeche foi
nomeado chefe
d
’
outra
bri
gada
guipuzcoana.
O
inimigo
bombardeou
hontem
as
al
deias
de
Usurbil,
Lasarie,
Urniela,
Esgo-
bia e
Asiigarraga
para
se
vingar
do
bom
bardeamento
de
Hernani,
de
Guetaria,
e
de
8.
Sebastião.
D
?
estas
cinco
aldeias,
Urniela
é
a que
mais
soífreii.
Ante-bontem
á
noite,
os
carlistas
de
Lastaola
foram
pelas 8
horas
aos
arra
baldes
de
Irun,
proximo
á
cidade.
Os
li-
beraes
estavam
occupados
em
celebrar
a
festa em
honra
de
Irun a
heroica,
como
acaba
de
a
baplisai
o
governo.
Os
car-
listas
entraram
n
’
uma
casa
de
jogo e
le-
vaiam
a
roleta
e
outros
objectos.
—Hendaya
12.
—
O
bombardeamento
de
S.
Sebastião
tornou
a
começar.
O rei
com
o
general Perula, o
duque
de
Parma
e
o
conde
de
Caserta
passou
para o
lado
dos
Arcos
com
uma
escolta.
—Fronteira
de
Hispanha
10.
—
O
gene
ral
Berriz
foi
nomeado
ministro
da
guerra.
O
duque
de
Parma
chegou
a
Tolosa.
Nota-se
grande
movimento
no
exercito
carlista.
Dois
batalhões
chegaram a
Estella.
O
íei
visitou
a
limia
avançada
de
Di-
castillo.
O
l.°
batalhão
d’Alava de
800
homens
chegou
honlem
a
Tolosa
pelo
caminho
de
ferro
de
Vera.
O
brigadeiro
Cavero
foi
nomeado ma
rechal
de campo
—
O
snr.
D.
Ramon Urdapilleta,
filho
do
celebre
chefe de
miqueletes
da
Gui-
puzcoa^
do mesmo
appellido, dirige-nos
o
seguinte
communicado
que
a
justiça
nos
obriga
a
publicar.
O
snr.
Urdapilleta
acaba
de
oílerecer
os
seus
serviços
á
santa
causa do
rei
le
gitimo,
e
ao
fazer
públicos
os seus
sen
timentos
e
dar
certa
solemnidade
aos
seus
novos
compromissos,
claro
é,
que
deseja
ser
julgado
pelas
suas
manifestações
de
hoje
e
seus
feitos
d
’
ámanhã,
que
espera
mos
serão
taes
que
desvaneçam
lodo o
genero
de
pieveoçào
e
toda
a
sombra de
receio,
ainda
nas
pessoas
mais descon
fiadas.
Diz
assim
a
caria
do snr.
Urdapilleta
:
«Snr.
redaclor
do
«Quartel
Real»
«A
honra
é
a
joia
mais
preciosa
para
todo
o
homem
honrado
e
que
de
tal
se
preza,
e
tendo
sido
a
minha recentemen
te
manchada, pondo em
duvida
a
minha
adhesão
aos santos
princípios
da
legitimi
dade,
por
pessoas que
me conheceram
hontem,
desejo
que estas
linhas
vejam
a
luz
publica
nas
columnas
d
’
esse
jornal,
de
que
dignamenle
está
encarregado,
pa
ra
que ellas
e
a
Guipuzcòa
inteira
me
confieçam
hoje.
«Moço
ainda e
sem
mais experiencia
do
que
a
que
me concedia
a
minba
edade,
emprehendi
a
carreira
das
armas
no
an
no
de
1872. servindo
ás
ordens
de
meu
pae,
então chefe do
corpo
de
miqueletes
da
Guipuzcòa. Públicos foram
os
desgra
çados
aclos
<i’<
sle
corpo
na
proviocia,
e
creio
cumprir
um
dever de
tornar
públi
cos
os
meus.
A
acção de
Villabieta
tão
gloriosa
para
as
armas
Carlistas,
como
fu
nesta
para
as
liberaes,
me
decidiu
a
dei
xar
as
fileiras
(Pestes
na
península,
mar
chando
a
defender
a
integridade
nacio
nal
no
exercito de
Cuba.
«N
’aquella
formosa
terra,
rico
florão
da
corôa
dos nossos
i
eis e
só
pasto
hoje
dos
seus
mercadores, os
homens
da
revo
lução,
longe
do
lar paterno
e
proximo
do
perigo,
comecei
a
ser
hispanhol,
e
acabei
por
ser
homem.
«Uma
e
mil
vezes
vi
baterem-se
ao
meu lado
os
voluntários
carlistas,
que,
prisioneiros
de
guerra, iam
alli
verter
o
seu
sangue
pela
patria,
depois
de
n’ella
o
lerem
derramado pelo
seu rei.
Elles
me tra
çaram
com
o
seu
heroísmo
a senda
que
devia
seguir;
elles
me
inspiraram
comas
suas
virtudes
a
fé
que
devia ler;
elles
despertaram
em
minha
alma,
com
a
«ua
abnegação
e
patriotismo,
os
sentimentos
religiosos,
alé
então
um
tanto
adormeci
dos.
A
consciência
me
dictava
que
devia
imitar o
seu
exemplo,
e
a
razão me
di
zia
(|ue não devia demorai-o
;
assim
é
que
saltando
os
muitos
inconvenientes
que,
para
a realisação
da
minha empreza,
se
apresentaram, separei-me
d
’
aquelle
exer
cito
sulcando
gostoso os
mares
com
a
esperança
de
me cobiir
em
breve
com
as
largas
pregas da santa b>nd
**
ira
que
sus
tenta
e
arvora
o
mais
valente
dos
sol
dados,
w
mais
completo
cavalheiro,
o
mais
catholico
dos
soberanos,
S.
M
El
Rei
nosso
Senhor
D.
Carlos
VII,
(q.
D.
g.)
«Hoje
que
graças
á Providencia
lenho
chegado
a
este
solo
clássico
da
lealdade,
hoje
que
pizo
de
novo
estas
montanhas
regadas
com
o
sangue
de
tantos
mártires
da
legitimidade
hispanhola
; hoje,
enfim,
que
me
acho
enlre
os
soldados
da
fé,
para
ser,
ainda
qne
indigno,
o
ultimo
d
’
el-
les, disposto
venho
a
occupar
o
logar
qoe
por
meus
escassos
méritos
S.
M
se
di
gne marcar-me,
disposto
venho
a
defen
der.
emquanto
minhas
forças
possam
a
causa
sauta
de Deus,
Patria
e
Bei.
Da
minha
conducta
e
da
minha
pro
funda
adhesão á
causa de S. M.
El-Rei
nosso
Senhor
D.
Carlos
VH
(q.
D.
g.)
responderão
os
factos
e
no
entretanto, a
minha honra de
militar,
a
minha con
sciência
e
a
minha
palavra
de cava
lheiro.
Com
esta
causa
sou
etc.
Ramon
Urdapilleta.
—
Lê
se
no
«Quartel
fteal
»:
Foi-nos
remetlida
para lhe
darmos
pu
blicidade
a
seguinte carta,
cujo
conteúdo
prova uma
vez
mais
o
amor
que
S.
M.
professa
pela
justiça,
base
de
lodo
o
go
verno
justo.
O
general
Dorregaray,
por
quem S. M.
sempre
professou grande
estima,
deseja
justificar
a
sua
conducta,
e
El-Rei
justi
ceiro
primeiro que
tudo,
lhe
concede
a
sua
justificação.
Os
nossos
commenlarios
são
inúteis
an
te a
linguagem
digna
e
magestosa
da car
ta,
que
é
como
segue:
«Meu
caro
general
: Recebi
a vossa
car
ta
datada
de
3,
na
qual
me
pedis
um
conselho
de
guerra
para
justificardes
a
vossa
conducta
no
centro.
«Lucio
pela
justiça,
e
portanto
accedo
ao
vosso
desejo,
para
vos manter
o
apre
ço de
que vos
fizestes
crédor
por vos
sos
serviços
anteriores,
ou
para
vos
ap-
plicar
o
peso
da
lei
como
ao
ultimo dos
meus
vassados.
«Deus
vos
guarde, como o deseja
o
vosso
Hei—
Carlos.
«Quartel
real de
Estella
7 d
’outubro
de
1875.»
—
D. Darlos
dirigiu
a
seguinte
carta
ao
direclor
u
terino
do
seminário
vasco-
navarro
:
Recebi
o
convite
que,
como
director
interino
do
seminário
vasco-navarro,
e
em
nome
dos
professores do
mesmo,
me
fez
V.
para
presidir á abertura
do
curso
aca
démico de
1875 a
1876,
no
qual
vae
inau
gurar
essa
escola
os seus
trabalhos
scien-
tilicos
e
lillerarios.
Se
as
operações
militares
a
que
estou
entregue
derem
alguma
trégua,
gostosa
mente
irei
presidir
áquelle
actosolemne;
pois,
como
rei
de
uma
nação
catholica,
devo
prestar
e
prestarei
sempre respeito
sa
homenagem
á
sciencia
illuminada
pe
la
luz
do catholicismo,
unico
manancial
GAZETILHA
Jiiry.—
Os
indivíduos,
que
leem
de
constituir
o
jury
que
na segunda
epocha
do
corrente anno
hade julgar
os
candida
tos
ao
magistério
primário,
n
’
este
distri-
clo,
são
os
seguintes:
Presidente
—
l.uiz
da
Costa
Pereira,
commissario
dos
estudos.
Vice-pi(-sidenle—
Juiio
Celestino da
Sil
va,
professor do
lyceu
João
Manoel
Loneia,
professor
do
se
minário.
Francisco
Lopes
Gonçalves.
Domingos Anlonio Pinto
dos
Reis
Bar
reto.
José
Anlonio
Rebello
da
Silva.
Antonio Francisco
Martins.
Maria
Carlota de
Freitas
Lemos.
Maria José
Soares
Pinto.
Anna
Maria
de
Sousa.
IjíMtí».—
Um
cavalheiro
nosso
amigo
enviou-nos,
para
lhe
dar publicidade,
a
seguinte
lista
camararia
:
Dr.
Joâo
Carlos
Pereira Lobato,
pro
prietário.
Dr.
Anlonio
José
Pimenta
Gonçalves
Júnior, advogado.
Auiotiio
José
Antunes
Reis,
proprie
tário.
José
Joaquim
Correia d’Araujo,
idem.
Domingos
José
Soares,
idem.
José
Maria
Lima
da
Silva, negociante
e proprietário.
Manoel
José
Vieira,
esculptor
e
pro
prietário.
©aptn
«Se Paris.
—
Por
falta
d
’
es-
paço não
damos
hoje
a
carta
do
nosso
esclarecido
correspondente
de Paris.
EíoMpi-ile illustre.—
Chegou
ha
dias
a
esta
cidade
o
ex.
IH0
snr.
D.
Miguel
Solto
Maior,
nosso
distinctissimo
colabo
rador, e
um
dos
mais
doutos
escriptores
catholicos
poitugueses.
Operaçílu.
—
No
dia
14
foi,
com
bom
exito,
operado d’
um
cancroideo implantado
no queixo
superior,
o
snr. José
Maria
Nunes
de
(.astro,
de Monsão.
O
operador
foi
o
ex.
,uo
Alves
Passos,
assistido
por
seu
filho.
O
snr.
Alves
Passos
é
um
dos primei
ros,
se
uão
u
primeiro,
dos
operadores
d
’
este
paiz.
Casa
«ie ®a«irie.—
Lê-se
na
corres
pondência
(Testa
cidade
para a
«Religião
e
Patria»,
de
Guimarães:
Os
díslinctos
facultativos
ALes
Pas
sos,
pae
e
íilho, vão estabelecer
aqui
unia
casa
de
saude
com
todas
as
commodida-
des
e
requisitos
indispensáveis
para
o
bom
tratamento
dos
enfermos.
A
creação
d’
esle
estabelecimento
é
determinada
pela
affluen-
cia
de
doente»
que
correm
a
esta cidade
altrahidos
pela
lama
dos
dislinclos
opera
dores e
facultativos
que
ba
n
’
ella,
e
pela
falta,
que
cada
vez
mais se nota,
de
uma
casa
ou
hospital apropriado
para
o
trata
mento
d
’
elles
em
condições
noimaes.
E
’
um
utilíssimo
melhoramento,
que
ancíosamente
desejamos ver
realisado.
Outra.—
Lê-se
no
mesmo
jornal
:
A
’ iniciativa do
snr.
José
Joaquim
Pi-
menlel
Lobo, ex-cifurgiào-mór
d
’
infaole-
ria
3,
e
re>idenie
n’
esta
cidade, vae
de
ver
a
povoação
das
Caídas
de Visella
um
melhoramento
de
grande
importância.
E
’ n
’
ãquella
povoação
qoe
o
snr.
Lobo,
conjunctamente
com uin
dislincto
medico
da cidade
do
Porto,
resolveu
estabelecer
uma
casa
de saude,
que
proporcione
aos
seus
concorrentes
todas
as
commodidades
indispensáveis
e
as
vantagens
que
se
ad
quirem em
estabelecimentos
d
’
esta
ordem.
Asseveram-nos
que já está
alugada a
competente
casa,
e
que
muito
breve
vão
principiar as
necessárias
obras, devendo,
portanto, estar
aberto
ao
publico este
es
tabelecimento
no
proximo mez
d’
abril.
Fogo
no rio.—
E’
o
grito
que
fre-
da
liberdade verdadeira
e
do
verdadeiro
progresso.
Se,
contra o
meu
natural
desejo,
não
poder
assistir,
sirva-vos
ao
menos
de
sa
tisfação
a
todos, e
a
cada
um
dos
profes
sores e
discipulos
o
prazer
com
que
vejo
os vossos
trabalhos
e
adiantamentos,
e
nào
esqueçaes
que,
para
regenerar
a
minha
amada
Hispanha,
necessitarei,
prim&iro
que
tudo,
de
uma
mocidade
crente e
illostra-
da, qoe
me
ajude
u’
aquella
grande
quanto
difficil
empreza.
Que
Deus
o
guaide,
snr. direclor
e
o
illumine
em
seus
trabalhos,
sào
os
desejos
do
seu
aílectuobissimo
C
arlos
.
Quartel
Real de Estella,
26
de
setem
bro
de
1875.
Iquentemente
«e
ouve
no
Rio
Verde,
Cni
indiana
(America
do
Norte),
quando
as
aguas
estão
baixas.
E
parece
baver
rasão
para o
soltar,
pois
os
barcos
de
vapor
se
vêem
rodeados de
chammas azuladas
muitas
vezes
perigosas.
Diremos
a
causa
de
tão
singular
e
curioso
fenomeno
lá coberto
o
fundo
do
rio
com
uma
ca
mada
de
matérias
vegelaes que tem
uns
poucos
de
pés
de altura, a
que
de
ve
o
no
a
côr
e
o nome.
Quando
as
agoas
estão
baixas, us
barcos
de
vapor
agitam
aquella
massa,
da
qual
se
exhalam
ga
zes
inflammaveis.
Se
;
Ignm
apparece
com
uma
luz
em
cirna
da
tolda,
é
um
mo.
momento
em
quanto
o
incêndio
se
mani
festa
no
ar,
aterrando por
extremo oS
passageiros.
A
maior parle
das
vezes,
pa
ra
que
o
gaz se
apague
por
si
proprio
basta
mandar
parar
a embarcação.
Barometro de sangueanyas.__
Ignora
a
maior
parte
das
pessoas
que
leem
as
sanguesugas
a propriedade
de
sentirem,
desde
os
seus
primeiros
simptomas,
as
perturbações
eleclneas
e
magnéticas
da
alhmosfera.
Assim
que
entram
em
lucla
as
eleclricidades
terrestre e
celeste,
per
turbadas
as
sanguesugas em sua
habitual
somnolencia,
principiam
a
agitar-se,
e
a
mover-se
vivamente
na
agua Um
sabio
inglez, o
doutor
Merrywealher,
soube
ti
rar
proveito
destas
evoluções.
Poz
em
circulo
doze
garrafas
dentro
d
’um
laboleiro,
em
cujo centro
eslava
uma
columna
e
no
alto
d'ella
uma
campainha.
Prendeu
doze
martellinhos de
metal
á
ro
da d
’
esta,
por
ro»io
de doze
conentes
muito
leves,
e
postas
em
commutiicação,
pelo
outro
extremo,
com corpos
mergu
lhados
na
agua
das
garrafas,
em
que
ha
via
lambem
certo
numero
de
sanguesugas.
Assim
que
estas
se
acham
sub
a
influen
cia
em
que acima
falíamos, principiam a
mover-se
vivamente,
agitam
o
corpo
mer
gulhado
no
interior
de
cada
garrafa,
e
tocam
os
martellinhos na
campainha,
com
tanta
mais
força, e com
tanta
maior
fre
quência,
quanta
maior
é
a
agitação
das
sanguesugas.
Este
barometro
de
novo
gosto
tem
uma
grande
vantagem
sobre
os
baiome-
tros ordinários,
e
vem
a
ser,
prognosticar
as
tempestades, não
alguns
minutos
an
tes, mas
com
antecipação
d
’
lioras,
o
que
é
de grande
interesse
tanto
para
a
nave
gação
como
para.a
agricultura.
Anedoetas,—
Um homem
imperlinen-
tè,
d
’estes que entram
nas
salas
sem
gran
des
d«reitos
para lá
serem
admitiidos,
con
versando
com
uma
senhora
espirituosa,
te
ve
a
simplicidade
de
lhe
perguntar
quan
tos
annos
tinha.—
Ai
!
eu sou muilo
anti
ga
snr.
F
,
respondeu-lhe
ella :
sou ain
da
do
tempo
am
qne
era
má
creação per
guntar
pela
edade
a
uma
senhora.
=»
Estava
um
sujeito
respeitável sen-
lado
entre
dois
mancebos
mal
creados
e
extravagantas,
que
se
divertiam
a
escar-
necel-o.
—
Olhem,
meus
meninos
;
vejo
que
não
sabem
quem eu
sou,
e
desejo
que
me
conheçam : não
sou
nem
um
fátuo sem
educação,
nem
um mal
creado
tolo;
o
meu
logar é entre ambos.
=
Um
homem
muilo
presumido,
e
que
se
gabava
de
guardar
bem
os
segre
dos,
disse
em uma
roda
de
damas
:
—pos
suo
esta
qualidade
preciosa
em
tão
alto
grau,
que
em
eu
gostando
d’
uma
senho
ra,
ninguém
é capaz
de
o
sonhar;
nem
ella
!
=»
Alguém perguntava
a
um
indiví
duo—Então
a
senhora
sua
mana
já
leve
o
seu
bom
successo?
—
E
’
verdade,
agora,
mes
mo
me
mandou
ella
dar
parte.—Foi me
nino
ou
menina?
—
O
criado
não
soube
explicar-m
’
o
;
por
ora
inda
nào
sei
se
sou
tia
ou
tio.—(Conimbricense).
Grande desastre.—
Na
segunda-fei
ra pelas
2
horas da
noite,
junto
á
Quin
ta
de
S. Silvestre, proximo
das
Matados,
despenhou-se
n
’uma
rampa da
estrada,
o
carro
do
correio,
que
seguia para
Vizeu,
ficando lodos
os
passageiros,
que
eram
uns
14,
gravissimamenle
contusos,
e
feridos,
e
um
com
o
terço
interior
do
femur
fra-
cturado,
e
que
conduziram
ao hospital
ci
vil
de
Vizeu,
em
um
carro
de
bois.
Este
grande
desastre,
cujas
consequên
cias
podiam ser
bem
mais funestas,
deve-
se,
ao
facto
de
ir
o
cocheiro a
dormir
!
Temporal.—
Escrevem
de
Philadel-
phia,
que
nos
últimos
dias
de
setembro
um
temporal
açoutou
violentamente
o
lit-
loral
do
golfo
e causou
os
maiores
desas
tres
em
Galveston.
Seis
navios
afundiram-se dentro
do
porto.
A
ponte
do
caminho
de
ferro
qne
atra
vessa a
bahia
ficou
cortada
em
vários
pon
tos.
0
prejuiso
foi
avaliado
em
um
milhão
de doliars.
Nào
foram,
porém,
estes
os
únicos
es
tragos
occasionados
pela
porcella.
O
vapor
<
Australian»,
que
ia
carrega
do
de
algodão
para
Liverpool,
lendo-se
feito ao
largo, foi despedaçar-se
a
sessen
ta milhas
ao
oeste
de
Galveston.
Salvou-se
a
equipagem.
(h
«Roqueg» *
l ’
além.
—
O
«Diário
de
Noticias» publica
hoje
o
seguinte
pre
cioso
trecho
de
eloquência para
instrucção
do
povo
:
«Coinmetteu-se
ante-hontem um
crime,
insignificante,
se olharmos
á
pouca
impor
tância
do
damno
causado,
que
foi
apenas
l$200
reis,
mas
enorme
sob
o
ponto
de
vista
moral.
Um
moço de
fretes
e
um
aguadeiro
quebraram
com uma
pedra
o
barril
de
um
collega. Se
um
lavrador que
brar
a
enxada
do outro,
o
instrumento
sa
grado
do
trabalho,
pratica
um
delicio
enor
me.
Um
aguadeiro,
escangalhando
o
bar
ril
de
outro, destroe
um
symbolo
augus
to.
O
barril é
a
sua
enxada, o
seu
ganha
pão.
Deve
respeitar
se
como
a
um
instru
mento
venerando.»
De
sorte
que
d’
aqui
em
diante
a
cria
da
que
chamar um
aguadeiro,
para
prover
de
agua
a
casa,
exclamará
da
janella
:
—
O
’
aguadeiro
«quer
despejar
o
symbolo
au
gusto
por
um
vintém»?
Já
se
vê
qne
se
o
barril
do
aguadei
ro
é
um
symbolo
augusto,
lodo
e
barril
será
um symbolo,
embora
não
augusto;
portanto
o
barril do
lixo
deve
ser
consi
derado
um
symbolo,
c
muilo
mais
que
o
barril
do
aguadeiro,
tirado
o
lampo,
póde
servir
para
o
lixo, o
qual,
assim,
será
depositado
u
’um instrumento
venerando,
visto que
também
o
eloquente
jornalista
dá
esta qualificação
ao
barril
do aguadeiro.
O
outro
dia dizia
nos
que
a
chuva
não
é
chuva,
nem
cae
das
nuvens
;
são
vapores
aquosos
colhidos
pelo
vento
su-
doesto
na
sua
travessia
pelo oceano
Atlân
tico
;
hoje
ensina-nos
a
considerar
o bar
ril
do
aguadeiro
como
um
symbolo
augus
to
e
um inlrumenlo venerando,
e
logo
lo
gicamente
nos
mostra
que
o
barril
do
lixo,
se
não
é
symbolo,
é
instrumento,
e
se
não
é
augusto,
é
venerando.
Na
reforma
do
codigo
penal é neces
sário
prever
o
enorme
crime
de
escanga
lhar
um
symbolo
augusto, impondo
aos
que
praticarem
tal crime enormes
penas.
Então,
são ou
não
os
verdadeiros im-
morlat-s
..
na
tolice
?»
(Jornal
do
Commercio)
A caftusía-ofe
«3®
aBuger».—
Por
noticias
de
Copenhague
(lè-se
na
«Fran-
ce»
de 10
do
corrente)
sabem
se
alguns
promeuores
da
catástrofe
que
succedeu ao
paquete
«Bager»,
procedente
de
Lubeck
para
Copenhague
no
domingo
ás
4
horas
da manhã, á
entrada
da
bahia
cie
Kjager.
Tinha
partido
de
Lubeck no
dia
3 de
ou
tubro,
levando
a
bordo 30
passageiros,
em
grande
parte
do
sexo
feminino.
A
tri
pulação
compunha-se
de
14
homens,
sem
coutar
3
cosinheiros.
No
convez
achava-se
um
cerio
numero
de
vasilhas
que,
segun
do
se
tinha
declarado,
deviam
conter
gli
cerina,
mas
de
facto
continham
petroleo.
O
capitão
acha-se
no convez,
quando
de
repente
algumas
das
vasilhas rebenta
ram
incendiando-se
o
conlheúdo.
Sticces-
sivamenle
inflamaram-se
todas
e
em
al
guns
instantes
a
pròa
do
navio
separava-
sv
da ré
por
um
mar
dechammas;
ape
nas
o
grito:
fogo
!
se
ouviu,
todos
os
pas
sageiros
de
camara, enlre
os
quaes
mui
tas
mulheres,
se
precipitaram
no
convez
embaraçando
o
capitão
e
os
oíliciaes
e
augmenlando
assim
as
difíicuIdades
de
sal
vação.
Quando
finalmente
se
conseguiu
ar-
reiar
um
bole
toda
a
gente
entrou
n
’
elle
com
tanta
precipitação que
o
bote
virou-
se.
afogando-se os que
n
’
elle
haviam
en
trado.
Um
só passageiro, que
leve
bastante
sangue
frio
para
permanecer
ao
lado
do
capitão,
ponde
salvar-se.
O
proprio
capitão,
ainda
que
gravemente
queimado,
poude
sal
var
a
vida.
Julga-se
que
os
passageiros
de
segun
da
classe
que
estavam
na
camara
de
prôa
morreram
asfixiados ou
queimados.
Oito
marinheiros da
tripulação
afogaram-se
quan
do o bole
virou.
O vapor encalhou perto
da
costa
em
quatro
braças
de
agua.
Procuram-
se
os
cadaveres
dos
indivíduos
que
se jul
gam
terem
morrido
queimados
a
bordo.
Attestado curioso. —
Lê-se
no «Jor
nal
da
Noite»
:
«Allesto
e
sertifico
que
tratei do
mi
nore
Alferedo
que
tem
na
mão
a
ama
Ma
ria
da
Conceição do
termo
Camisão
cazada
con
João
paulos,
o
qual
minore
padeceu
da
infermidade
de
quenbras
de
sange
jun-
tamente
subrebeilhe
toçe
confiamaloria,
a
qual
hoje
vae
indo mllhor,
e
como
a
ama
tem
conprído con
os
deveres
que
lhe
são
dados
por
iço
lhe
pacei
o
presente
que
asegno
ouje, 25
de
Abril
de
1875.
O
professor
F.o
isto
se
não
é
de
mestre
Roque,
parece-o.
SUBSCRIPÇÃO
Acha-se
aberla
uma
subscripção para
soc
correr
uma
familia
honesta,
composta
de
duas senhoras,
que,
tendo
vivido
na
abas
tança,
se
acht.m
agora,
pela
contingência
da
sorte,
reduzidas
a
extrema
miséria.
Implora-se
a
caridade publica
para
ado
çar
a
penosa
situação
d'aquellas
infelizes.
Os
donativos
podem
ser
entregues
no
escriptorio da
administração
d'esle
jornal,
rua
Nova,
n.°
3.
2V’
esta reducçôo se acham
á
ven
da
photograpliias
do Senhor D. Mi
guel, chegados
recentenaente du
Allemanha.
PREÇOS
A
h
pequenas
160 réis.
A
h
maiores 300 réis.
AGRADECIMENTOS
Antonio
Joaquim
Loureiro,
Manoel
Jo
sé
Marques,
Narciso
José
Marques,
José
Antonio
Marques
e
Bernardo
José
Fer-
nandes
Carneiro,
agradecem
a
todas as
j||
nia
5
e
excj-as
p
essoas
q
ue
p
Or occasião
do
sentido
fallecimento
da
sua
muito
pre-
sada
esposa,
filha,
irmã
e
cunhada,
An
na
Emilia
Marques
Loureiro,
os cumpri
mentaram
e
prestaram
os
seus
serviços,
bem
como
a
todos
os
ill.
11108
e exc.
mos
snrs.
que
assistiram
aos
ofiicios
fúnebres
na
egreja
da
Misericórdia
no
dia
16
do
corren
te e
acompanharam
ao
cemiterio,
a
todas
agradecem
c
protestam
seu grato
reconhe
cimento.
Domingos
Antonio
Gomes Borges,
e
seu
irmão
Feliciano
Gomes Borges,
sum-
mamente
penhorados
para
com
os
ill.mos
snrs.
que
se
dignaram
assistir
aos
ofiicios
fúnebres
de
seu
presado
ihio
o
revd.
0
pa
dre
José Borges, e na
impossibilidade
de
agradecer-lhes pessoalmente
como
deviam,
veem
por este
meio
protestar
a lodos
a
mais
indellevel gratidão
e
profundo
re
conhecimento.
(2757)
CASAL
Vende-se
na
Povoa
de
Lanhoso e
lo
gar
d
’
Arrifana
o
casal
denominadod
’
«Alem»
com
todas
as suas
pertenças,
livre
de
fòro
ou penção.
Dirigir-se
ao
proprietário
ali,
ou
nos Chãos de
Baixo,
n.°
6.
(2759)
HOBtTiS
A TOM
CA
R
as
E
a Et A
Q
UIN
K
«
N
A
B
j
Paquetes
MONDEGO
.
29
de
Outubro
ELBE
.
.
13
de
Novembro
MINHO .
. 29
de
>
0
paquete
de 13
toca
em S.
Vicente,
Pernambuco,
Bahia,
Rio
de Janeiro,
Montevideu
e
Buenos-Ayres.
0
paquete
de
29
toca em
S.
Vicente,
Rio
de
Janeiro,
Montevideu
e
Bue
nos-Ayres.
preços sâo mnito rasoaveia
Esta
companhia
para
maior
vantagem,
resolveu
ter
a
bordo de
todos
os
seu
s
vapores,
criados e
cosinheiros
portuguezes
para
servirem
os
passageiros
de
todas
a
s
classes,
cujo
tratamento
se
torna
hoje
o
melhor
possivel.
Cada passageiro
de
3.
classe
tem
grátis,
belixe
com
colchão
e
roupa de
cama,
vinho
e
comida
á
portu”
gueza,
tudo
em
abundancia.
0
transporte
do caminho
de ferro
até
Lisboa
é
por
conta
da companhia
bem
como
outras despezas.
Para
mais
esclarecimentos prestam-se
em casa
do
agente n
’esta
cidade,
rua
do
Souto
n.°
43.
—
Em
Braga.
João
Manoel
da
Silva
Guimarães.
(V
*
)
Carreira
semanal
A
’
s
quartas
feiras
COMPANHIA
DE
NAVEGAÇÃO
A
VAPOÍ
DO
PACIFICO
Rio
de Janeiro, Montevideu, Buenos-Ayres, Valparaiso,
A
rica,
Islay
e
Callao
CARREIRA
QUINZENAL
PARA PERNAMBUCO
E
BAHIA
A
Companhia
reduziu
os preços,
conservando
as mesmas
vantagens
com<>
até
aqui
tem
offerecido
aos
snrs.
passageiros:
excellentea
commodos,
bom tra
tamento,
bastante
espaço para bagagens e
viagens rapidas,
pois
que
OS
Paquetes do Paeifleo
tem
gasto
sómente
13 dias de Lisboa ao Rio de
Janeiro.
Preços
das
passagens
incluindo
o
caminho
de
ferro
do
Porto
para
Lisboa
Crianças
dos
passageiros
Alé
aos
12
annos
meia
passagem.
AJé
aos
8
annos
a
quarta
parte.
Alé
aos
3
annos
grátis,
uma
só
de
cada
familia.
3/
CLASSE
2.‘
CAMARA
1/
CAMARA
Pernambuco
...................................................
40&000
8
1ÍO
00
108000
Bahia
.............................................................
40&000
90&000
117000
Rio
de
Janeiro..............................................
45^00(1
90Ã000
121000
Montevideo
e
Buenos-Avres.........................
54&000
90000
137000
Valparaiso,
Arica,
Islay
e
Callao
....
126^000
189Õ00
308000
Todas
as
terças
feiras
sahirá
de
Lisboa
um
paquete,
os
passageiros
de
3.
a
classe
teem
beliche
com
colchão
e
roupa, comida
a
portugueza
em
abundancia
e
vinho
duas
vezes
por
dia
AGENTES
EM
BRAGA
—
Almeida
& Pereria.
Trata
a
passagem
a
pagar
â
vista
e a prazo
com
fiança.
(K
wiso
Banco
agricola
e
industrial
da
Exlremadura
São
convidados
os
snrs.
accionistas
(Fos
te
Banco
a
fazerem a
4?
entrada de 2
>
por cento, ou
10$000 reis por acção desde
o
dia
2
a
6
de novembro proximo.
Porto, sede
do
Banco,
Praça
de
Car
los
Alberto
n.°
92.
Lisboa, rua
dos
Bacalhoeiros—
51
—ca
sa
de
David
Gonçalves
Chaves.
Braga,
casa
de
João
Baplista
Lopes.
Ao
senhores
accionistas
que
quizerem
fazer
nos
referidos
dias a
5.
’ e ultima
entrada
de
20
por
cento ou
10$000
reis
por
acção,
lhes
será
n’
esse
acto
abonado
um por
cento
do juros
pelo
adiantamen
to
do
pagamento
d
’esla
ultima
emrada.
Em conformidade
com
o
art.
56
§
uni
co
dos
estatutos d’
este
Banco, previnen-
se
os
snrs.
accionistas
que
não
fizerem
a
entrada
dentro
do
praso
marcado,
que
le
a sair
de
Lisboa
:
|
NEVA
.
.
13
de
Dezembro
|
GUADIANA . 29
de <
I
DOURO
.
.
13
de
Janeiro
rão a pagar
mais
um
por cento,
por
mez
pela
demora
da
entrada
ou
entradas
em
falta.
Porto
14
d
’
oulubro
de
1875.
Os
directores,
Eduardo
Lyon
Felix
Plácido
Sande
(2749) Eduardo
Ribeiro
Mendes.
ALUGA-SE
Um
puno
forte.
Para
tratar,
no
cam
po
de D.
Luiz I,
n.°
1
(entrada
da rua
dos
Capellistas.)
(2734)
Fava
especial da
ilha,
de
S.
Mi
guel
Esle legume,
geralmente
usado
para
penso
de
gado
cavallar, muar e
mesma
bovino,
é
de uma
óptima
nutrição.
Grande
deposito
a
preços
rasoaveis;
Cima do
Muro
(dos
bacalhoeiros)
n.°
77,
Porto.
(2748)
USGifld
POKTO
#1**
1
-
RUA
DAS
FLORES
-
3
NA
QUINTA
DE RORIZ
3
PORTO
(
junto
à
egreja
da
misericórdia
)
COMPRA
E
VEAME
JOSE
’
I.
FERREIRA
RORIZ
Exlracção
a
31
de
Outubro
Inscripções de assentamento
Ditas
de eoupons
4$
FORNECEDOR
DA
CASA
REAL
INHITO
1,3-HUA
DAS
FL9KE3-1,
£3
£
(
junta
á
egraja
da
misericórdia
)
SOfiTE
fiKANDE
«
è
«
5.000&000
Loteria
da
Santa Casa
di» IFIiserieortlia de
Lisboa
PRlMEIftA
E
ANTIGA
T
RORIZ
í
CASA
FELIZ
ÍPOS1TO CENTRAL, RUA DAS FLORES, 35 37 E 39
Ditas de divida externa
Titulos
hispanhoes internos
&
O
proprietário
annuocia aos
seus
freguezes,
e
ao
?
publico,
que
em
todo
o
sabão
fabricado
na
sua
fabri-
t
ca,
e
que
na
mesma
se
vender,
ou
no
Deposito Cen-
£
trai,
se
fará
o
desconto
de 6 por cento
sobre
os
pre-
?
ços
estabelecidos,
de uma
caixa
para
cirna.
Salisfaz-se
p
com
promptidão
qualquer
pedido
que
seja
feito
do
di-
ò
to
genero,
tanto
d’
esta
cidade como
das províncias
e
■
se garante a
sua boa qualidade.
Ditos externos
Coupons
dos
ditos já
vencidos.
so-
JOSÊ
IGNACIO FERREIRA RORIZ
AFIANÇADO
NO GOVERNO CIVIL
DO PORTO, NA CONFOR
MIDADE DO
EDITAL
DE 28 DE JULHO DE 1 ò60
Tem
á
venda
no seu
estabelecimento bilhetes
intei
ros
a
5-5000
rs.
—
Meios
ditos,
a
2$600
—
Quartos,
a
1^300
—
Oitavos,
a
680
—
Cautellas
de 500, 250 e
130
rs.
O
mesmo
satisfaz
com
promptidão
todas
e
quaesquer
encommendas
que lhe sejam feitas
das
províncias,
ain
da
que sejam
em
grande
quamidade,
e
vindo
acompa
nhadas
do
seu
importe
em vales
dos
correio
;
e
no
fim
da
exlracção
remette
a
lista
dos
prémios
aos
seus
a
s»
Ftf
I
,
«■
ÍO
’ Sacca,
toma
leiras
e
dá
cartas
de
credito
bre
Lisboa
e
diversas
praças
estrangeiras,
e se encar
rega
de
compra
e
venda
de
titulos
de
divida
publica
nas
llreguezes,
mas quando
a
não
recebam
em
tempo
com
mesmas praças.
| peleoie
terão
a
bondade
de
a
requisitar.
(Y
*
)
peleoie
terão
a
bondade
de
a
requisitar.
(Y
*
)
Achou-se certa quantia
de
dinheiro.
Quem a
perdesse,
dando
signaes
certos,
pôde
procural-a
em
casa
de
Venancio
Jo
sé
da
Silva
Rego,
ourives, largo
da
Gal-
laria
n.°
4.
Na
mesma casa
encontram-se
dous
objectos
d’
ouro
para
compor,
que
o
mes
mo
ourives
ignora de
quem
sejam
;
por
isso
quem
alli os conduziu
póde
procu-
ral-os
para
se
lhe
entregar,
indicando
quaes
são.
(2761)
1
’REVENÇ/U)
Gabriel
José
Vieira
da
Silva,
previne
a
Iodas
as
pessoas
que
não
se
responsabilisa
por
qualquer contracto
feito
com
Adelino
José,
seu
antigo
caixeiro,
posteriormente
ao
dia
15
do
mez
que
corre.
Braga
19
de
outubro
de
1875.
(2755)
Gabriel
José
Vieira
da
Sdva.
Companhia
Edificadora
e
indus
trial
Rracarense.
A
direeção
d
’esla
companhia
faz
pu
blico
que
em
conformidade
do
disposto
no
artigo 3.°
§
6.°
do
respectivo
regulamen
to,
abriu
o
seu
escriptorio
no
campo
de
SanfAona
n.°
71 D,
2.°
andar
aonde
se
dão
consultas
relativas a
industria
parti
cular,
desde
as
10
horas
da
manhã
até
ás 3
da
larde
nos
dias
não
sanctificados.
Eiicar?ega-se
esta
direeção de
todos
os
liabalhos
relativos
a
projectos
constnic-
ções
em geral, como
irrigações,
drena
gens, architeclura,
levantamento
de
plan
tas,
estradas,
caminhos
de
ferro,
constnic-
çào
de
rodas
hydraulicas,
e
tudo
quanto
diz re-peito
a
ebras
bydraulicas,
machi-
na
*
de
vapor etc.
A
direeção
proporcionará
garantias
se
guras,
e
preços
mais
commodos
para
a
coufecçâo
dos
respeclivos
projectos,
direc-
çào
e
execução de obras,
apresentando
a
competente
labella
de
preços,
ou
fa-
sendo os
ajustes
mais
modicos
e compa-
liveis
com
os
fins a
que
se
propõe.
Os
directores
Fernando
Castiço.
José
Alves de Moura.
Francisco
da Silva Araújo.
(2747)
A antiga
sociedade
viação bra-
carense
Conlinúa
com
as
suas
carreiras
diarias
entre
Braga,
Barca,
Arcos
e
Monsão, des
de
o
dia
28 de
outubro
em
diante,
retiram
provisoriamente
o
carro que
d
’
esta
cida
de
sae
ás
5
horas da larde
para Monsão
e
vice-versa.
Braga
20
de
outubro
de
1875.
(2756)
José
Luiz
Ferreira.
Casa
de
educação
e
ensino
O
Presbytero
Albino
Ferreira
Antunes
Coelho,
recebe
em
sua
casa
(Couraça
dos
Apostolos)
alguns
alumnos
por
cuja
edu
cação
moral e
aproveitamento
litterario
se
responsabilisa.
Lecciona
se
o
curso
com
pleto
das
linguas
vivas,
que fazem parte
do
programma
dos lyceus.
Os
alumnos
internos,
que
estudam na
mesma
casa pagaião
14$Ó00
reis,
os
que
estudam
fóra
12$500.
Uns
e
outros a$000
reis
de
joia.
A
casa fornece
todas
as
commodida-
des,
roupa
lavada
e
gomada,
etc.
Francisco
Anlonio
José
Vieira
partici
pa
ao
publico que
dissolveu
a
sociedade
que
linha
com
seu
sogro
Francisco
José
Dias,
á
esquina
da
rua
de
S.
Marcos,
(Largo
dos Remédios)
e
acha
se
aclual
-
mente
com
ollicina de
alfaiate estabelecida
na
rua de
S.
Marcos,
n.° 44.
Faz
toda
a
obra tanto
para
ecclesiastico,
como
pa
ra
secular,
tudo
com
o
maior
esmero
pos
sível.
e
por
preços
rasoaveis.
Roga
pois
aos
amigos
e
conhecidos
o
coadjuvem
com
seus
favores.
(2753)
■
L'm
homem
só
deseja
encontrar
nas
pro
ximidades da
cidade,
em
casa
de familia,
um coinmodo
decente
e
mesa.
As
infor
mações
recebem-se em
casa
dos snrs.
AI
meida
&
Pereira,
largo
do
Barão
de S.
Marlinho,
n.°
18.
(2750)
Esta
acreditada
empreza editora
vae
publicar
o
notável
romance—
Os desker-
dados.
de M.
Fernandez
y
Gonzalez,
ver
são
de L.
Qtiirino
Chaves,
e
ornado
de
pri
morosas
estampas,
desenho
do
bem
co
nhecido
Manoel
de
Macedo.
Distribuirá
a
empreza
10
paginas
por
semana,
pelo mo-
dico
preço
de
50
rs.
Dá dois
brindes
:
uin
de
5$000
rs.,
em cada volume;
o
ou
tro
um
mappa
da
Europa
a
lodos
os
as-
signantes.
Este
romance
é
dividido em
qua
tro partes
com
os
titulos
seguintes:
—
Feio do
corpo
bonito
de
alma
—A
carne
e
o
espirito
—
O
que ha
por
baixo
das
ap-
parencias—
Morrem uns
e
outros
perdem-se.
JEm
Braga
é
uoiieo
eorrespon-
<les>4e
d’c8tí» Empreza o snr.
Dias
JFreííaw,
rua
Aiova
n. 3, E,
ao
qual
devem ser
feitas
todas as
requisições.
"
a
LMEÍDA
& PEREIRA
Largo do
Barão
de
S.
Martinho
n.°
18
Compram
e
veu/lem
acções
de
todos
os
bancos
e
companhias,
e
.inscripções
d
’as
k
sen
’
atnento
e coupons.
(D
L’Illuslration
de
la
mo
de.
O mais
elegante,
}
ícamenle illuslrado
e
barato dos
jornaes
da
moda.
Publica-se
em Pariz
uma
vez por
mez,
no
formato
dos grandes
jornaes
illustrados.
Cada
numero
contém
dez
a
quinze
mo
delos de
toilette,
uma
grande
folha
de
mo
delos
de
tamanho
natural
e
uma
magni
fica
gravura
clorida.
Quem
quizer
assignar
esta
publicação,
dirija-se
á
livraria
de
Eugênio
Chardron.
largo
de
S.
Francisco.—Braga.
A
empreza oflerece
aos
seus
assignan
tes
um
magnifico
cofresinho
contendo
tu
do
o
que
é
necessário
para
um
toucador
e
cujos
objectos
valem
paia cima de
20
fran
cos.
Preços
d
’
assignatura—
Portugal
:
sem
o
referido
brinde
—
9
fr.
Com
o
brinde
—
13 fr.
NO VO
ES
TABELECIMEN
TO
Joaquim
Leal participa
ao
respeitável
publico
e
particularmente
aos
seus
amigos
que
acaba d’
abrir
o
seu
estabelecimento
de
fazendas
de
lã,
seda
e
algodão,
na
rua
do
Soulo,
n.°
39.
Absler-se-ha
de
vender
nos domingos
e
dias
santificados.
(2754)
Rua du Campo, n.° 22
—
Braga
Alugam-se
os
altos
da
casa
n.
®
22.
que
tem
commodos
para
numerosa famí
lia.
Trata-se na
mesma de
seu
aluguel
e
póde
ver-se a
toda
a
hora
do
dia.
(2626)
DO ALTO DôUEO
DA
CASA
DE
VIMA
DOUCA
RUA
DO
SOUTO N.°
15
BRAGA.
Acaba
de ser sortido este armazém
com
as
seguintes
qualidades
de
vinhos
engarrafados e
aquartilhados
:
ENGARRAFADOS
Vinho
tinto
de
meza.
.
.
.
.
150
$
»
»
.
.
.
.
.
190
j>
Lagrima.......................
.
.
200
>
Branco
de meza.
. .
.
.
210
»
tinto
de meza fino.
.
.
270
>
de
prova
secca.
. .
.
. 300
a
Malvasia
de
2.
a
.
.
.
.
.
360
>
»
velho. .
.
.
.
.
400
»
Bastardo
.......................
.
.
soe
>
Moscatel.......................
.
.
500
> Malvasia
.......................
.
.
500
»
Roncão
.......................
.
.
700
>
Alvaralbào
.......................
.
.
560
!
Velho
de 1854
. .
.
.
600
A
RETALHADO
Vinho
para
meza
50
e
80,
o
quar
tilho
tinto
e
120
o
branco.
Responde-se
e
garante-se
a
pureza
e
boa
qualidade
de
lodos
estes
vinhos,
po
dendo todo
e
qualquer consumidor
mau-
dal-o
experimentar
por
meio de qualquer
processo
chymico.
N
’
esles
preços
nãa
fica
inciuido o
valor
da
garrafa
que o
comprador
apre
sentará
ou
pagará
50
reis
por
cada
oma.
(N *
)
Josê
da
Silva Fundão
Canspo
<
Ke SnnÍAnna
(ia«So <le bai
xo)
n.°
®s.
Participa
aos
seus amigos
e freguezes,
tanto
d
’
esta
cidade
como
das
províncias
que
lem ura
bonito
e
variado
sortimento
de
fato
feito,
casimiras
para
fato n
uiio
ba
ratas,
côrtes
de
calça
a
l$500,
2$000
e
2^500
reis
;
tudo fazendas
modernas.
Guarda
pós de
casimira
e
de
alpaques
inglezes,
roupa
branca, assim
como
camisas
de
600
reis
para
cima,
ceioulas
de
400
reis
até 800,
de
panno
familiar,
e
meoles,
bo-
uets
de gorgurão
de
seda
e de
casimira
de
todas
as
qualidades
de
500
rs.
alé
800;
manias
de
seda
de
todos
os feitios.
N.
B.
O
annonciante
faz
publico,
que
se
encarrega de
fazer
qualquer
obra que
Ibe
seja
encommendada,
e
promplifica-se
a
ficar com
ella
quando
não
fique
á
von
tade
do
freguez,
(F
*
)
ALUGA-SE
Uma
casa
feita
de
novo,
sita
na
roa
das
Agoas,
n.°
91.
Trata-se
na
rua
dos
Chãos
o.°
13.
Póde
vêr-ae
das
10
horas da
manhã,
até
á
1 da
tarde.
(2694)
João
Manoel
da
Silva
Guima
rães.
—
Rua
do
Souto n.°
43.
r
Compra e
vende
Acções
de
todos
cs
Bancos
e
Companhias,
Inscripções
de
As
sentamento
e coupons.
fX»)
O
professor em
artes, lettras e
scien-
cias,
membro
do
clero
e
magistrados,
todo
o
medico,
cirurgião,
dentista
e
artista,
que
desejem
obter
o
titulo
e
diploma
de
doutor
ou
bacharel
honorário,
podem diri
gir-se a
Medicus,
rua
do
Rei,
46,
em
J
er
“
sey
(Inglaterra).
(T«)
BRAGA
:
TYPOGRAPHIA
LUSITANA
—
1875. - É o formato de
-
comerciominho_23101875_412.pdf
Parte de Comércio do Minho (O)