comerciominho_21121875_435.xml
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-
3?
ANNO 1875
FOLHA Cutffl^ERClÃL
E '{OTíCíOSA
NUMERO
435
Assigna-see vende-se
no
escriptorio
do
editor
e
proprietário
José
Maria
Dias
da Costa,
rua
Nova
n.
’3
E,
para
onde
deve
ser dirigida toda
a
correspondência
franca
de
porte.
==
As
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas
;
assim
como
as
correspondên
cias
de
Interesse
particular.
Folha
avulso 10
rs.
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
anno
10600
rs.=Semestre
850
rs.=Promn-
cias,
anno
20400
rs e
sendo
duas
40000 rs.=Semestre
10230
rs.
==Braztl,
anno
40400 rs.=Semcstre
20300
rs.
moeda
forte,
ou
100000
reis
e
50500 reis
moeda
fraca.==Ànnuncios
por
linha
20
rs.,
repetição
10
rs. Para
os
assignantes
!0
°/e
d’
abatimento.
BBAUA-TEHÇA-FKIB1
81
»E
BEZEiMBHO
Aindn os
aíiazaríMÍa«».
IV
Não!
Não
destruireis
essa
religião!
E.
F
e
’
crasons
l
T
nfame
!
[Continuação]
Respondi
ao
que
tinha
resposta
no
folheto
do
snr.
Fonseca.
Tudo
o
mais
é
um
incrível
embroglio
de proposições que
se
contradisem
umas
ás
outras. Alli
só
é
claro
e
bem definido
o
odio
entranhado
á
religião
de
Chrislo.
O
snr.
Fonseca
fez
selecção
de
lermos
infamanles para
verberar
com
elles
o
calholicismo,
que
ora separa
ora
reune
a
dautrina
christã.
parecendo
por
veses
acceitar esta
e
repu
diar
aquella,
repellindo
ambas,
em
outros
logares
do
seu
escripto.
E'crason
l’infame
!
eis
o
lemma
inscri-
pto
ua
*
bandeiras
que
o
snr.
Fonseca se
gue.
_
Não
procurem,
uo
escripto
a
que es
tou
respondendo,
oma
ideia
fundamental
e
bem
definida. Não procurem
alli
um
sistema
qualquer.
Não
é
um
filosofo
que
raciociona,
é
um
energúmeno
que
voci
fera
!
*
Pois
bem
!
Vós
os
ímpios
tapaes
os
ouvidos
para
não
ouvir
a
voz
da
ra
são
;
gritaes muito
alto
para
que
a
voz
da
própria
consciência
não
se
faça
ouvir,
fechaes
os
olhos
para
não
ver
a gangrena
qoe
corroe
a
sociedade
que
vos
cerca,
e
tendes
só
energia
para
combater
a
ver
dade,
e
calomniar
a
religião
de Chrislo
Cumpre-nos, pois
a
nós,
os
calholicos,
disennos
!
Não!
Nunca
conseguires
o
vosso
fim,
porque
a
religião
de
Chrislo
é
a
guarda
fidelíssima
di bonra de
nossas
mulheres
e
filhes,
é
a
segura
garantia
da
paz
de
nossos
lares.
Não!
Porque
a
religião
christão
é
a
companhia amiga
e
consoladora da
nossa
vida
presente.
E
’
ella
que
nos
dá
força
para
soflrer-
mos
cora
placidez os baldões
da
sorte,
que
nem
a
lodos
é
propicia,
porque
apraz
a
Deus provar,
cora
reveses,
a
nossa
fé
e
consiancia.
Não
!
porque descrer
d’oulra
vida,
se
ria
horrível
para
os
desgraçados.
O
ho
mem
sem
fé,
sem esperança
quem
é?
Naufrago
perdido
nas
trevas d’essas noites
do
espirito
que
se chama
descrença,
como
achará
o
porto
amigo
e
salvador,
sem
o
farol
da
esperança que
o
gire.
Fica-lhe
o
suicídio!
Loucura
!
O suicí
dio
é
o
maior
dus
cumes,
porque
nào
tem
arrependimento,
a
maior das
cobar
dias,
porque
quem
moire
voluntariamente,
foge
ao
combale
com
a
adversidade,
e
fugir
ao
combate
é
só
proprio
de
pussi-
lanimes.
A
um
ó’esies
filosefos
en
herbe
colhe-o
um
dia a
desventura.
De
volta, talvez,
d
’
uma
orgia,
encontra
a
mãe,
a
suavís
sima amiga
que
enchugou
com beijos
as
primeiras
lagrimas,
nas
vascas
da
morte.
Pouco
depois,
esse vulto
venerando
e
amado
é
um
cadaver.
Tornou-se
uma
coisa corrupta e
as
querosa,
que
é
necessário
esconder
sob
espessa
camada
de
lerra
para
que
não
vi
cie
o
ar
com
as
emanações
pútridas
que
exhala.
Para
o
filosofo
acabou
tudo.
Para
o
christão
não
acabou!
O
anjo
perdeu
as
fôrmas
que
o
tomavam
visivel
para
nós,
mas
destendeu as
azas,
voou
purificado
aos
pés
do
Senhor,
d
’
onde ainda nos
sorri
e
abençoa.
E
com
que
entranhada
unção
lhe
fal
íamos
nós
ainda
das
nossas
infelicidades
e
venturas,
e
como
parece
que
ella,
lá
dos
céos,
nos
envia os seus
amorosos
con
selhos
!
(Continua)
Madrid, 17
de
dezembro.
í
Correspondência particular
do
<
Commer
cio
do
Minho»)
Cada
dia
chegam
novas
noticias
e
ca
da
vez
mais
satisfatórias
do
exercito
car-
lista.
Maiores
e
mais
significativas
são as
providencias
que
o
governo
de
Madrid
vae
tomando
para
oppor
resistência
ás
de
cisões
e
enlhusiasmo
das tropas
de
Car
los
VIL
Dissemos
na
nossa
ultima correspon
dência
que se
não
realisaria
a
marcha
dos
35:000
homens
do
exercito
da
Catalunha
para
o
Norte. Tínhamos
para
isso
fun
dadas
rasões,
por
cujo
motivo continua
mos
assegurando,
que
a
uão
serem
as
forças que
tuarebarn
uo
dia
20
e
21
para
Saragoça,
não
sahirá
da
Catalunha
nem
mais
um
soldado,
pois
que
alli
são
mais
do
que
nunca
necessários
para
combater
o
elemento
carlisla
que
quasi
como
por
encanto
surge á
voz
eloquente
do
g>ne-
ral
Trystany.
Aterrado
com
isto
o
governo,
acham-
se
já
em
movimento
ifaquella
província
quatro
grossas
columnas
com o
íiin
de
impedirem
o progresso
dos
exforços
car-
li-tas e
guardarem
as
principaes
povoa
ções
a
tempo
de uão
cahirem
em
poder
das
tropas
legilimislas.
Essas columnas
são
commandadas
por
Molá
Picazo, Arvando
e
pelo
commandante
general de
Tarra
gona.
No
Norte,
o
movimento
liberal sobre
Estella
está
prestes,
segundo
todas
as
pro
babilidades Os
carlistas
teem
multiplicado
as
suas
fortificações
por
um
novo
sistema,
ouriçando
as
montanhas
d
’
artilheria
As
novas
construcções de
blokaus
teem-se
tam
bém
desenvolvido muito.
Pela
parte
de
Orema,
não
é
possível
imaginarem-se
maio
res
e
mais seguros
meios
de
defe
*
a.
O
sor.
D.
Carlos
tem
visitado
constante
mente
todas as linhas
fortificadas,
ani
mando
com a
sua
presença
lodos
os tra
balhos.
As
forças carlistas
mais
próximas
de
Victoria
não
leem
cessado
os
seus
ataques
sobre
os
liberaes,
chegando
arrojadamen
te
a
surprehender
de
nqiie
as
suas
avan
çadas
e
a
fazer-lhes
numerosos
prisionei
ros.
As
forças de
Penicerrada
foram obri
gadas
a concentrarem-se
em
Victoria.
O general
Delatre
conlinúa
as forlifi
cações proximo de
Lumbier,
onde
e
acos
sado pelos
carlistas
que
lhe
obstam
a
lo
do o
trabalho. Para
evitar
o
nutrido
fogo
das
posições
carlistas,
obrigou
o
huma
nilario
general
todas as
familia»
carlistas
de
Lumbier
a
trabalharem
n
’
aquellas
for
tificações.
Do
exercito do Norte foram
mandados
para
as
novas
forças
que
se
estão
levan
tando
na
Catalunha
cento
e
tantos
olfi-
ciaes
de
diversas
graduações.
Entre
estes
vão
alguns
ullimarnenie
apresentados,
que
serviram
ao
exercito
libeial, e que
teem
abraçado
a
cau
*
a
carlisla,
prestando
já
bons
serviços
nos
últimos
recontros.
E
’
elevado
o
numero
de
praças
que
lodos
os
dias
fogem
do
campo
liberal
para
os
carlistas,
conseguindo
iliudir
a
vigilância
e rigor
das avançadas e
pas
sando-se
a
maior
parte
das
vezes de
noite
e
de
rastos
pelo espaço
que medeia
de
um
a
outro
campo.
Uma
força
carlisla
atacou
os
liberaes
perlo
de
Pamplona,
assenhoreando-se
das
posições
que
estes
occupavam
em
Oricaio.
Ao
aproxiinarem-se
os
carlistas,
os
libe
raes
abandonaram
aquellas posições.—
Tal
enlhusiasmo
domina
os
carlistas,
e
tanta
confiança
lem
na sorte
das
suas
armas,
que
ha
dias um
destacamento
inferior
a
29
homeos,
tendo-se
aproximado
das
po
sições
de
S
Christobal,
occupadas
e
for
tificadas
pelos
liberaes,
chegaram até
ás
muralhas
dos
seus
reduclos
fazendo
um
nutrido
fogo e
produzindo baixas
ao ini
migo,
retirando-se
depois
debaixo
d
’
uma
chuva
de
bailas
d’
alli
despedidas.
E’
falso
tudo
quanto
se
lem
dito
de
dissenções
occorridas
entre os
generaes
que
*e acham
ao
serviço
da
causa
legitima.
Entre
os
nossos
generaes
reina a
maior
harmonia,
mantida
e
confirmada
pela
con
fiança
do
rei de Hispanha e
pela justiça
com
qoe
galardoa
os
seus
relevantes ser
viços.
As transferencias
do
serviço
são
motivadas
pela
conveniência
d
’
este,
e
nun
ca
por
falta
ou
por
decahimenlo
da
con
fiança
que
merecem.
Conimúà
a
marcha
de
forças
carlistas
a
oceuparem
pontos designados
nas
linhas
de
defesa. Algumas
força
*
da
Biscaya
leem
passado a
Navarra,
bem como
das
de
Guipuzcoa,
pa/a
fortalecerem
aquella
li
nha
em
todos
os
pontos
onde
se
suppõe
que
será
atacada.
Sobre
Biibao
conlinúa
a
coliocar-se
mais
arlilheria.
As
linhas
carlistas
de
Ner-
vioo
estendera-se
até
á costa
e
dominam
cora
a
sua
arlilheria
a foz
do
rio,
hoslili-
sando
os
navios
que
entram
ou
saem
d’
aquelle
porlo.
Também
a
cavallaria
tem
augmeolado
muito
no
exercito
carlisla
Estes
dias
teem
sido
enviados
reforços
d
’
esta
aruaa
para
Estella
e
para
a
linha
de
Valuiaceda.
As
deputações
p^ovinciaes estão
pro
vendo de
novos
uniformes
todo
o
exerci
to
carlista.
U
timamente
chegou
alli
gran
de
porção de
roupas
já feitas, e
numero
sas
manias
que
são
distribuídas
á
tropa.
O
exercito
oavarro
e
aragonez
já
recebe
ram
as
suas roupas,
e
bem
assim
a
paga
ijue
lhe
estava
ern
divida.
Ao
passo
que
entre
os
carlistas
se
no
ta
boje a
maior
abundancia
em tudo
quan
to
necessitam, no
exercito
liberal
não
acon
tece
oulto
lauto,
apesar
das
providencias
e
da actividaiie
que
o
governo
lera
desen
volvido
ullimarnenie.
Segundo
uma
caria
de
pessoa
de
todo
o
credito,
que
hoje iue
mostrou
ulj
amigo,
havia
tres
dias
qoe
a
cavallaria
não linha
rações,
sendo
obri
gada
a
substituir
o
pienso
por pão. O
descontentamento
da
tropa
em Pamplona
não
póde
ser
maior,
chegando
a
causar
receios
ao
commandante
general,
que
aca
ba
de prohibir
a
saida
das
casas
a
toda
a
gente
e
de
tomar
outras
medidas
de
precaução,
sendo
uma
d
’
ellas
mandar
re
vistar
todas
as
habitações
e
recolher quan-
(as
armas
sejam
encontradas,
e
sem
ines-
tno
permittir
o
uso
d’
ellas
aos
que
fazem
a
profissão
da
caça
ou
são
afleiçoados
a
ella.
Os
carlistas
estão
fortificando
Urcabe
e
Oyarzun,
pondo
a
salvo
a
Guipuzcoa
de
qualquer tentativa
que
façam
as
tro
pas
de
S. Sebastião,
animadas pelos
re
forços
qne
já
receberam
e
outros
que
es
peram ainda.
Parece certo
que Lizarraga
comman-
dará
as
forças
da
Biscaya
e
Perula
as
da
Navarra.
Mogrovejo
ficará
chele
d
’
E
*
la-
do
Maior.
São tão
positivas
e
tão
desanimadoras
para
o
governo de
Madrid
as
noticias
que
lem do
movimento
carlisla
na Catalunha
e
no
centro,
que
acaba
de
enviar
a
Va
lência
o
general
Salamanca,
a
íim
de
to
mar
Iodas as medidas
preventivas
sobre
o
Ebro,
Uma
carta
d
’
aqnella cidade,
recebida
hoje
com
data
de
16 diz
o
seguinte:
«Hontem
esteve
n’
esla
cidade
o
gene
ral
Affonsino Salamanca,
mandado
pelo
governo
para
impedir
que
os
carlistas
ataquem
a
linha
do
Ebro
e se
assenho-
riem
d
’
ella
por
esta
parle.
Longas
horas
esteve
Salamanca em
conferencia com
La-
sala,
afim
de combinarem
as
operações
a
seguir
contra
os
carlistas
que por
este
lado
se
apresentem.
Antes
mesmo
de
ter
minar
a conferencia
Gunenes
Palasios,
chefe
de
Estado
Maior
que acompanha
Sa
lamanca tomou
de
ordem
do
general
to
das
as
providencias
para
que
se
preparasse
para hoje a
marcha
de
uma
força
que
deve
seguir
o
general. Agora
mesmo
á
ho
ra
que
escrevo
está
formado na
praça
o
batalhão
de
caçadores
de Merida,
que
vae
marchar,
bem
como
Salamanca
e
o
seu
estado
maior.
Entre
os
carlistas
ha
aqui
grande
animação,
e
a
auctoridade
ameaça
equelles
sobre quem recaíssem
quaesquer
suspeitas
ou
que
sejam
alcançados
toman
do
armas
para os novos
baiaIliões.»
A
questão
dos
fueros
vae
tomando
maiores
proporções.
Parece
que
a
depu
tação
de
S.
Sebastião
reclamou
ao
gover
no
contra as
pretendidas
reclamações
em
oppo-ição
aos
fueros (Paquellas
províncias.
A
representação
(Faquella
deputação
é
tão
energica.
que
o
governo
foje
de
a
pu
blicar.
A
irritação
dos habitantes
de
S.
Sebaslião
sobe
de
ponto
contra
as lenlivas
do partido liberal
do
resto
da
Hispanha
contra
as
suas
leis.
O
general
Moriones
não
espera
que
D.
Affonso
se
resolva
a
ir
ao
norte
para
mar
char
para
ali.
O
aperto
das
circumslan-
cias
obriga
esle
general
a
partir
imme-
diatamente
a
íim
de tomar
o
cominando
que
lhe
foi
destinado.
O
ministro
da guer
ra
parle lambem
com
Moriones.
Assegu
ram
me que
marcharão
amanhã,
indo
di-
rectamente
a
Zarogaça.
Y.
■ ■
----------
Sic
valea» ut farina
es,
Respondendo a
um
jornal
de
Paris
que
disse
que
M.
de
Bismark
protegia
o
rei
Affonso
por
odio
contra
a
França,
o
«Cro
nista»
orgão
ministerial
affonsino,
e que
se
publica
em
Madrid,
diz
que
a
Hispanha
acceila
o
apoio
moral de todas
as
potên
cias
que
leem
reconhecido
siucerameute
o
regimen
actual,
mas
ella
repelliria,
outro
qualquer
apoio,
se
lhe
fosse
offerecido.
O
tal
«Cronista»
qoe
é
orgão
do
par
tido affonsino,
e
por
conseguinte
orgão
da
mentira
e
da
calumnia, vem
sem
vergo
nha
diser
para
o
publico
que o
partido
affonsino,
o
partido
revolucionário
que de
fende
a
liberdade
de
cultos,
o
partido
mais
cinico
que ha
em Hi
*
pauha,
repel-
liria
outro
qualquer
apoio
que
não
fosse
o
apoio
moral
das
potências
que
leem
re
conhecido
siocerameule
o
aclual
regimen
de cousas.
Assim
tu
medres,
tartufo,
como
falias
a
verdade.
O partido
affonsino não
acceilaria
só
o
apoio
moral
das
potências
acceilaria
até
o
apoio
infernal, se
Deu
*
consentisse
que
Satanaz
lhe
offerecesse,
ainda
que
dalgu
ma
maneira
elle
por
lá
anda
meltido
com
elles.
Pois
não
teem
os affoosinos acceilado,
mas
até
solicitado
por
lodos
os
meios
ainda
os
mais
indecentes
lodo
o
apoio
de
estranhos
e nacionaes?
Nào
se
disse
ainda
ha
pouco
que
o
governo
de
Madrid
tinha
pedido
ao
governo
íraocez
licença
para
atravessar
pelo
seu
território
um
exercito
para
atacar
os car
listas
pelas
costas?
Já
esqueceu
a
prolecção
que o
gover
no
fiancez prestou
aos
affonsmos
por
oc
casião do cerco
de
la
Seo
d
’
Urgel, dei
xando
passar
pelo seu territono,
quanto
material
de
guerra
quiz
Martinez Campos
?
Não
tractou
o
governo
affonsino
com
o
traidor
Cabrera,
e
com seus
sequazes,
e
oão lem
procurado
á
custa
de
dinheiro
e
promessas
mais traidoras
no
campo
car
lisla ?
Não
tem
esse
governo procurado,
pela
vexação,
pelo desterro, pela
perseguição
,e
alé
pelo
roubo,
obrigar
os
carlistas 8
que o reconheçam e
prestem
homenagem
ao
seu
chefe?
Quem
é
qtie
não
sabe,
quem
é
que nào
vê, que
o
partido
revolucionário
ou
afíon-
sista
não
se
imporia
com os
meios
para
conseguir
os
fins.
Só
um
«Cronista»
como
o
de
Madrid
é
que
nio
vê
nada
d
’
islo e
loma
a
nu
vem
por
Jano
para
elle
tudo
é
santo
e
justo
com
tanto
que
seja
feito
a
favor de
seus
amos, isto
é
d
’
aqnelles
que
lhe
for
necem
o
torrão,
a Iam
bei
a.
A
verdadeira
Hispanha não
acceita
apoio
nenhum,
de
dentro
ou de fóra,
que
não
traga
o
cunho
da
legalidade
;
porque a
verdadeira
Hispanha. a
Hispanha
catholica
e
tradicional,
está
com
o
seu
rei
;
está
com
Carlos VII
;
mas
a
Hispanha
revoluciona
ria,
a
Hispanha
dos
livres-cnltistas,
essa
acceita
toda
a
qualidade
de
appoio
até
mesmo
o
do
diabo
pae
e
mestre
de
to
dos
os
revolucionários
;
essa
transige
com
tudo
e
com
todos
com
tanio
qoe
elles
queiram
estar
por
o
que ella
quer.
Ah
1
Cronista,
Cronista,
que
bem
me
recias
que
te
mudassem
o
—r.
—(Do
«Di
rei
to»)
------------- --------
■ ■
-
Estado
official
das
forças
do
exercito
car
lista
nas
provincias
vasco
navarras.
N
avarra
Commando
general.
—9
oíliciaes
gene
raes,
8
oíliciaes superiores, 22
oíliciaes
58
soldados. 55
cavallos
e
6
mulas.
Batalhão
n.°
1
:
el-rei.—50
oíliciaes
su
periores,
53
oíliciaes,
869
soldados, 7
ca
vallos
e
11
mulas.
Batalhão
o.°
2:
rainha.
—6
oíliciaes
su
periores,
52
oíliciaes,
82
i soldados, 11
cavados
e
10 mulas.
Batalhão
n.°
3:
príncipe Jayroe.
—
5
oíliciaes superiores, 55 ofliciaes,
833
sol
dados,
9
cavallos e
13
mulas.
Batalhão
n.°
4:
D.
Bianca.
—53
ofli-
ciaes,
813 soldados, II cavallos
e
9
mu
las.
TLtalhão n.°5:
Infama
Elvira.
~
6
oíliciaes
superiores,
51
oíliciaes,
819
sol
dados,
10
cavallos e
9
mulas.
Batalhão
n.°
6.
—6
ofliciaes superiores,
51
oíliciaes,
833
soldados
15
cavallos
e
9
mulas.
(Rey
D.
João).
Babalhão
n.° 7.
—
6
oíliciaes
superio
res 48
oíliciaes,
822
soldados, 12 cavallos
e
10
mulas.
(D.
Beatriz).
Batalhão
n.°
8:
Eraul.
—
6
oíliciaes
su
periores,
48
oíliciaes,
781
soldados,
12
cavallos e
9
mulas»
Batalhão
n.°
9:
D.
Aflonso.—
6
of
ficiaes superiores, 43
oíliciaes, 872 solda
dos,
8
cavallos
e
10
mulas.
Batalhão
n.°
10.
—5
oíliciaes
superio
res
57
oíliciaes,
88! soldados,
8
cavallos
e
9
mulas.
Batalhão
n.°
II.
—
3
oíliciaes superio
res, 41 oíliciaes,
496
soldados
e
3
ca
vallos.
Batalhão
d
’invalidos.—
7
oíliciaes
su
periores.
49 oíliciaes
e
503
soldados.
Companhia
d
’honra
da
deputação.
— 2
oíliciaes
superiores,
7
oíliciaes
e
142
sol
dados.
Bandos
oo
partidas.
—
3
oíliciaes
supe
riores,
12
oíliciaes e 318 soldados.
Batalhão
de
sapadores.—7
oíliciaes
su
periores,
47
oíliciaes,
739
soldados,
14
cavallos
e
14 mulas.
R-gimento
de
cavallaria
:
el-rei
n.°
1.
=1
oílicial
general, 10
oíliciaes superiores,
89
oíliciaes,
605
cavalleiros, 521
caval
leiros,
521
cavallos
e
11
mulas.
Pa-lula.
—2
cavalleiros
e
2
cavallos.
Devemos
ajuntar
ás
íorças
precedentes
os
oíliciaes e soldados
instruclores,
os of-
(ieiaes
d
’
inlendencia,
os
cirurgiões
milita
res,
ou
commissarios reaes
eia
serviço
nos
conselhos
de
guerra,
os
capellães, os
veterinários,
os
fabricantes
de
stlliiis
e
os
armeiios.
—
Total,
575
homens,
78
cavallos
e
62
mulas.
Total para
o
reino
da
Navarra
:
12:555
soldados, 729
cavallos
e
186
mulas.
B
iscaya
Com?nando general.
—
2
ofliciaes
gene
raes,
12
ofliciaes
superiores, 7 oíliciaes,
68
soldados,
18
cavallos
e
44
mulas.
Batalhão
n
0
I
:
Guernica.—
12
oíliciaes
superiores,
53
oíliciaes,
702
soldados,
7
cavallos
e
7
mulas.
Batalhão n.° 2:
Dorango.
—
3
oíliciaes
superiores,
53 oíliciaes,
736
soldados,
8
cavallos
e
6
mulas.
Batalhão
n.°
3:
Arratia.
—
3
oíliciaes
superiores,
56
oíliciaes,
829
soldados,
7
cavallos
e 7
mulas.
Batalhão
n.°
4.—
3
oíliciaes superiores,
53
oíliciaes,
692
soldados, 7
cavalos
e
11
mulas.
(Murgia).
Batalhão
n
0
5
:
Orduna.
—3
oíliciaes
superiores,
48
oíliciaes,
745
soldados,
11
cavallos e 7
mulas.
Batalhão
n.° 6:
Marquinas.
—4
oíliciaes
superiores.
56
oíliciaes,
774
soldados,
13
cavallos
e
7 mulas.
Batalhão
n.°
7: Portngalete
—
3
oíli
ciaes «uperiores, 62
oíliciaes,
791
solda
dos,
11
cavallos
e
7
mulas.
Batalhão
n.° 8
:
Somorrostro.
—
4
of-
ficiae
*
superiores,
47
oíliciaes,
669
solda
dos.
10
cavallos e
7
mulas.
BitaIhão
o.° 9
:
Bilbao.
Batalhão
n.°
10:
Tercios.
G
uipuzcoa
Batalhão
n.°
1:
O
Príncipe.
—
5
oíli
ciaes
superiores,
53
oíliciaes,
537
solda
dos,
11
cavallos
e
7
mulas.
Batalhão
n.°2:
Carmen.
—
4
oíliciaes
superiores,
50
oíliciaes, 562
soldados,
16
cavallos
e
8
mula
*
.
Batalhão
n.°
3
: Triunfo.
—
5
ofíriaes
superiores,
55
oíliciaes,
596
soldados,
7
crvallos,
e
12
mulas.
Batalhão n.°
4
:
Vergara.
—l
oíliciaes
superiores,
64
oíliciaes,
635
soldados,
7
cavallos, e
10
mulas.
Batalhão
n.° 5:
Elgoibar —
5
oíliciaes
superiores,
49
clliciaes. 563 soldados
9
cavallos
e
11
mulas.
Batalhão n.°
6
:
Loyola.
—
2
oíliciaes
superiores,
41 oíliciaes, 601
soldados, 6
cavallos e
12
mulas.
Batalhão
n.°
7
:
('oração de
Jesus.
—
7
oíliciaes
superiores,
33
oíliciaes,
487
soldados,
6
cavallos
e
1
!>
mulas.
Batalhão
n.°
8:
S.
Jo-é.
—
3
oíliciaes
supciores,
51
oíliciaês, 534 soldados,
13
cavallos
e
8
mulas.
Batalíião
n.°
9
:
A
Reserva.
—
5
ofliciaes,
426 soldados,
e
9
cavallos.
Companhia
de
Guias.
— 1
oílicial
supe
rior,
10
oíliciaes,
180
soldados,
1
cavallo
e
3
mulas.
Companhia de
engenheiros.
—
12
oíli
ciaes 141
soldados
e
3
cavallo
*
.
Bandos
ou
partidas.
—
16
oíliciaes
e
363
soldados.
A
lava
Commando
general.
—
2
ofliciaes
gene
raes,
4
oíliciaes
superiores, 4
ofliciaes,
2í
soldados.
11
cavallos
e
8 mulas.
Batalhão
o.°
1.—
7
oíliciaes
superiores
48 ofliciaes,
604
soldados,
17
cavallos
e
11
mulas.
Batalhão
n.°
2.
—
7
ofliciaes superiores
46
ofliciaes,
615
soldados, 12
cavallos e
10
mulas
Batalhão n.°
3.
—
6
ofliciaes
superiores.
32
ofliciaes,
568 soldados
15
cavallos e
13
mulas.
Batalhão
n.°
4.
—
8
ofliciaes
superio
res
35
oíliciaes, 602
seldados,
12
cavallos
e
1
1
mu
as.
Baialhão
n.°
5.
—6
ofliciaes
superiores,
32
ofliciaes,
589
soldados,
16
cavallos
e
11
mulas.
Batalhão
n.°
6.
—
3
ofliciaes
superiores,
41
ofliciaes,
660 soldados,
14
cavallos e
11
mulas.
Companhia
de
guia
*
.
—
1
oílicial
supe
rior,
5
ofliciaes,
149
soldados
e
1
ca
vallo.
Companhia
de
engenheiros.
—
10
oíli
ciaes
e
154
soldad<
s.
Companhia
de pontoneiros.—
3
ofliciaes,
3
soldados
e
1
cavallo.
Corpo
foral.--
-1
oílicial
superior.
8
of
liciaes
superiores,
8
ofliciaes,
258
solda
dos
e
I
cavallo.
Bandos
ou partidas.
—
8
ofliciaes 238
soldados.
Esquadrão de
hussards d
’
Alban
—2
of
liciaes superiores, 14
ofliciaes,
61
caval
leiros
e
62
cavallos.
Estado
maior general.—
3
ofliciaes
ge
neraes,
12
ofliciaes superiores,
18
ofliciaes,
44
soldados,
31
cavallos
e
9
mulas.
Batalhão de
guias
reaes.
—
5
ofliciaes
superiores, 29
ofliciaes,
439
soldados,!
9
cavallos e
8
mulas.
Esquadrão
de
guardas
a
cavallo.—
3
of
liciaes
superiores,
11
ofliciaes,
147
solda
dos,
100
cavallos
e
8 mulas.
Biscaya.
—
Ofliciaes
e
soldados
instru-
clores,
oíliciaes
d
’
intendencia cirurgiões,
mi
litares,
capellães,
commissarios
reaes
em
serviço
nos
conselhos
de
guerra,
veteriná
rios etc.....
288
pessoas,
43
cavallos
e
44
mulas.
O
pessoal
da
divisão
Guipuzcoana
é
de
170 ofliciaes
e
soldados,
etc.,
tendo
42
cavallos e
19
mulas
;
a
da
divisão
Ala-
vesa
é
de
166
ofliciaes,
soldados,
etc.
ten
do
22
cavallos
e
38
mulas.
Arma
de
arlilheria
Commando general.
—
2
ofliciaes
gene
raes,
4
ofliciaes
superiores,
2
ofliciaes,
10
*oldados,
12
cavallos e 1 mula.
Estado
maior.
—
6
ofliciaes superiores,
8
ofliciaes,
44
soldados,
7
cavallos
e
10
mulas.
Bateria
n.°
1.
—
2
ofliciaes superiores,
8
ofliciaes,
104
soldados.
15
cavallos
e
46
mulas.
Bateria
n.°
2.
—2
ofliciaes
superiores,
8
ofliciaes, 103
soldados,
14
cavallos e
46
mulas.
Bateria
n.°
3.
—
2
ofliciaes
superiores
10 ofliciaes,
142
soldados,
18
cavallos
e
65
mulas.
Bateria
n°
4.—
2
ofliciaes
superiores,
6
ofliciaes,
68
soldados,
34
cavallos
e
4
mulas.
Peças
de montanha
Bateria
n.°
1.
—2
ofliciaes
superiores,
9
ofliciaes, 115
soldados, 12
cavallos
e
!
38
mulas.
Bateria
n 0
2.
— 1
ciliciai
superior,
7
ofliciaes,
100
soldados,
9
cavallos e
30
mulas.
Bateria
n.°
3.
—
2
cfliciaes
superiores,
8
oíliciaes, 100
soldados,
II
cavallos
e
28
mulas.
Bateria
n.° 4.
—
1
cflicial superior,
9
cfliciaes,
108
soldados, 9
cavallos
e
29
mulas.
Peças
Phsencia.—
3
ofliciaes,
69
sol
dados, 5 cavallos
e
29 mulas.
Arlilheria
de
sitio
Companhia
n.°
1.—
I
ofíicial
superior,
9
ofliciaes,
71
soldados
e
4
cavallos.
Companhia
n.° 2.
—
3
ofliciaes superio
res,
8
ofliciaes,
89
soldados,
9
cavallo
*
e
4
mulas.
----------
I
TOTAL
DAS
FORÇAS
Biscaya.—
6:993
ofliciaes
e
soldados,
125
cavallos
e
106
muhs.
Guipuzcoa.—
6:294
ofliciaes e soldados,
121
cavallos e
*
(.)0
mulas.
Alava.
—
5:07-4
ofliciaes
e
soldados,
172
cavallos
e
100
mulas.
Reino
de
Navarra.
—
12:555
ofliciaes
e
sol
lados
729
cav&Hos e
186
mulas.
Corpos
centralisados.
—
2:720 ofliciaes
e soldados,
440
cavallos
e
315
mulas.
Total.
— 33:639
ofliciaes
e
soldados,
1:587 cavallos
e
873
mulas.
Divisão
castelhana
7
ofliciaes
generaes,
69
ofliciaes
supe
riores, 515
ofliciaes, 5:802 soldados,
556
cavallos
e
32
mulas.
33:636
homens
6:393
id.
40:029
homens.
Segundo
a
estatística do ministro
da
guerra,
não estão
comprehendidos
nas
for
ças
acima
indicadas
nem
os
tercios
das
provincias
va-cas,
nem
a
brigada
Gaodesa,
nem
os
dois
batalhões
do centro
de
Dor
regaray.
Póde-se pois calcular
qoe
as
for
ças
carlistas
contam
pelo
menos
50:000
combatentes.
As
peças
de
arlilheria
em
serviço,
são
em
numero
de
83,
isto
é
:
6
Vavassour
de
7
centímetros.
4
Kropp
de 8 cenl.
2
peças
em
bronze
de
8
cent.
4
Wolwich
de
7
cent.
4
Withworth
de
7
cent.
4
Withworth
de
4
cent.
26
Withwoit.
3
Plasencia de 8
cent.
12
peças
de
bronze
de
8
cent.
4
Wolwich
de
7
cent.
4
peças
em
bronze
de 12
ceut.
2
Vavasseur
de
9
ceut
2
Withworth
de 7
cent.
2
Woolwich
de 24 ceot.
AVISO
E
PEDIDO
E’
nosso costume mandar
pela
festa do Natal ás pessoas
que
se estimam
alguns presen-
tinhos, a que
se
dá o
nome de
CONSOADA;
e tendo o SS. Pa
dre
Pio IX
por tantos titulos
direito ao nosso amor e
respei
to,
parece ser quasi
um dever
mandarmos-lhe
também a CON
SOADA.
Eu
já tenho em meu
poder
algum
dinheiro para este
fim
e
que
pessoas piedosas me
pediram
fizesse chegar
às màos
sagradas do Nosso Santo Pa
dre
;
e como possa
haver al
guém mais
com este desejo,
por
isso faço este aviso e pedido
juntamente para assim ser
mais
avultada
esta CONSOADA.
Estas
quantias,
que costu
mam
ser pequenas em valor,
são
sempre muito grandes pe
la
significação.
Braga, 16 de dezembro de
1875.
P.
e
JOÃO REBELLO CARDOSO DE .MENEZES.
ASSOCIACiO
CAIHíiLICÀ
Amffiaaneia-se
aow srars.
<1«»
m
e
que
u»
«lâa
f?<Ie
janeiro
íis«vers£
no
ealiV» da Cíiwa <!«
Assoei
ação, uma conferencia do
KDirector
Fspiritual, que começa
ra» ás
»ete Etoras da» noàfle.
sizíttm
Mirasadelh», 15 de deseenabro.
—
(Correfpoudencia
d'esla secção
de
no
—
ticias)
Reslisaram-se
as
nossas
previsões,
ex
pendidas
na
nossa
correspondência
de
18
do
passado.
Triunfaram
as
listas
administrativas
ern
todos os
concelhos
(1’
este
districto;
a
-
p-
posição,
aonde
quer
que
appareceu,
foi
vencida,
e
ern
algumas
parles aonde
se
esperava
que
desse
batalha,
á
ultima
hora
desbtiu,
e
absteve-se
de
travar
lucta
com
a
auctoridade.
No
concelho de
Carrazeda
assim
suc-
cedeti,
apesar
de
que
a opposiçã
»
aqui
era
forte
e
vigorosa,
e
com os ellementos,
com
qtie contava,
tinha
a
certeza de
ven
cer
;
mas
uma manobra, estratégica da
auctoridade,
desorienlou-a
a
ponto
de
aban
donar
a
urna,
pois
que
espalharam
que
se
não fosse
formada
na
Carrazeda
•
uma
comarca,
era
isso devido á
opposição,
aqual
para
declinar
de si
toda a
r
sponsabdida-
de,
deixou o
campo
livre
á
auctoridade
e
certos
mandões,
que
trasem
o
po\o
illu-
dido
com
a
ideia
hgueira
d
’
uma
comarca
na
Carrazeda,
que
é
o
mesmo
qne se
dis
sesse—uma
comarca
em
Suaio
ou
na
Ga-
vieira
I
!
A
creação
d
’
uma
comarca
na
Carraze
da é
um
absurdo,
uma annomaiia,
que
um
ministro
sensato
nunca poderá
sane-
cionar.
Basta
dizer
que
nem
como
conce
lho
lem
alli
auctoridades
residentes
:
o
ad
ministrador
vive
fóra,
os
médicos
de
par
tido
egualmenle,
o
escrivão
de
fazenda,
o
presidente
da
camara,
etc.;
só
o
mestre
escola lá
reside,
porque
se
lhe
tornava
penoso
o
concorrer todos
dias
á
cabeça
do
concelho
—
portanto
em
vistas
(Pestes
dados exactos
quem
se
persuadirá
que
em
Carrazeda
seja
criada
tuna
comarca?
—
Alé
o
concelho
deve
ser
esfacelado e
an-
nexado
ás
comarcas
limítrofes—Moncorvo
e
Mirandella
—e
nem
em Carrazeda
deve
fi
car
um julgado,
é
uma
povoação
que
con
la 60
fogos!
(e
querem
uma
comarca ! zn-
cridibile
diclutj
em
quanto
que
no
mes
mo
concelho
ha
povoações
importantes,
como
Villarinho
da
Catanheira,
que
conta
para
cima
de
30'1
fog<
s,
e
que
deve
ser
ern
justiça a
séde
d
’um
julgado.
A
fazermos
justiça
á
commissão
co
marcã,
cremos
que
se
deverá
regular
por
estes
dados
no
districto
de
Bragança, por
que
sào
as
informações
desapaixonadas
de
um
informador
imparcial,
que
ha
percorri
do
o
districto
em todas
as
direcções,
e
que
conhece
como
se
adminisl
a
a
justi
ça
a
estes
povos,
dignos
de
melhor
sorte.
Pondo
de
parte
a
polilica
passaremos
a
dar
algumas
noticias aos leitores
do
«Commercio do
Minho»,
os
quaes quiçá
já
estejam
aborrecidos
com
as
nossas
des-
cripções
das
eleições
camararias
deste
dis
tricto,
as
quaes
oflerecemos
como um
spe-
cimen
de
vangloria ao
vosso
«Commercio
do
Minho»
que
sóe
appropriar
a
si
por
grande
modéstia,
glorias,
que
lhe
não per
lei
cem.
Con-la
aqui
que
se
vae
publicar
um
jornal
para
combater
o
partido
do snr.
di.
Casimiro
e a
actual
camara
daquelle
concelho.
Seja
bem
vindo,
que
não
lhe
hão
de
faltar
assignanles,
cujo
numero
é
gran
de n
’
aquella
localidade.
—
Falleceu
em
Villarinho
a
esposa
do
snr.
Francisco
de
Assis Alves
d
’
Amaral,
cavalheiro
estimado
de
lodos
os
que
o
co-
nhecem
:
d
aqui
enviamos
os
nossos
sen
tidos
pesames
,á
família
inconsolável
da
finada.
.
.
.
E
por
agora
nada
mais
posso noticiar
sos
leitores
do
«Commercio
do
Minho»
porque
em
geral esta
província é muito
escassa
de
noticias
;
e
a
não
tomar algu
ma
animação
por
occasião
de
eleições,
de
resto o
marasmo e
a
atomia é
completa.
Não
concluirei
esta
correspondência
sem
contar
aos
leitores
de
se
trata
da
crea
ção
d
’
alguns
centros
hisioricos
nas
prin-
cipaes
villas
d
’
este
dislricto.
Escusado
é
diser
que
são
centro?...
sem
circonferen-
c
ia
ou
diâmetro.
Esta ideia
cremos
que
não
fará
resus-
cilar
o
partido
historico.
Para
outra
vez
fallaremos
mais
deti-
damenle
‘
solne este
assumpto.
Alé
breve.
—
Heilór.
ConimliTicense.
—
D
’
este
nosso esclare
cido collega
transcrevemos
o
seguinte
:
As
flores.
—
Diz-se
geralmente,
que
quem
não
gosta
de
musica
e
de
dores
não
póde
ter
bom
coração.
Em
todas as
classes da
socidade
o culto
pelas
flores
vae-se
desen
volvendo
cada vez mais ; e
este
culto
pela
arte
floristica
é
uma verdadeira
homena
gem
prestada
aos
mais
bellos e
graciosos
productos
da
natureza.
São dignos
de
citar-se
alguns
factos,
que
revelam
até
que
ponto
vae
chegando
esta
paixão
e
enthusiasino.
Em
Paris
contarn-se
cinco
mercados
permanentes,
exclusivamente
de
flores,
e
mais
de
duzentos
estabelecimentos
que
só
vendem
esle
artigo
de
commercio,
ofle-
recendo
a
todas
as
horas
ramilhetes
des
de
25
cêntimos
até
600
francos. Além
d
’
estes
mercados
lixos,
em
muitos
dos
quaes
reina
verdadeiro
luxo,
um numero
infinito de
raparigas
vende
pelas
ruas
du
rante
lodo
o
anno
as
flores
propria
>
de ca
da
estação,
sobtesaindo
lindos
raminhos
de
violetas.
Todas
o-
dias
aflluem
aos
mercados
de
Paris
porções
fabulosas
de
flores,
vindas
de
toda
a
parte da
França, e
este
ramo
de
commercio
lem
hoje
tal
importância,
que
tem
feito a
fortuna
de
muita
gente.
Ha
ramilheleiras
que
vendem
nos
lheatros,
pagando
por
esse privilegio
aos
empresá
rios
200
francos
mensaes,
sustentando
al
guns
criados
a
quem
gratificam com
3
e
5
francos
diários,
e educando n
’
esta
in
dustria
muitas
raparigas
gentis
e
formo
sas.
Não
são
só as
senhoras
que
se
enfei
tam
com flores.
Os
homens
também
usam
em
larga
escala
esle allractivo.
Na
Ilalia
todos
os
homens
trazem
uma
flor
ou
um
pequeno
bouquel
na
carcella
do
casaco,
e os
qoe
pretendem
resistir a
esle uso
são
perseguidos
pelas
creancinhas
pobres,
que
andam
pelas
ruas
empregadas
n
’
e-la
industria innocente. N’cste
paiz
a
lingua
gem
das
flores é perfeitamente
conhecida,
e
por
meio
de artisticos
raminhos
impro-
visam-se
frases
e
discursos
eloquentes
de
amor.
A
rosa,
a
violeta
e
o
amor
perfei
to
enterlaçados
pela
he
a
con-dituem-se
uma
declaração
amorosa.
A
linguagem poé
tica
das flores
foi
em
lodos
os
tempos
mui
to
apreciada e
empregada
pelos
amantes.
A
atmosphera
ardente
dos
lheatros e
bailes
faz
seccar
facilmente
os
raminhos
collocados
oa
abotuadura
da
casaca,
A
ar
te, porém,
já inventou um
meio
de
reme
diar
e
te
mal.
E
’
um
pequeno
frasco
de
vidro,
que
se
enche
de
agua,
e
se in
troduz na
casa
do lato,
ficando
seguro
por
um
gancho
qoe
serve
de
appendice
ao
vi
dro.
E
’
uma pequenina
jarra,
onde
se
col-
locam
as
flores,
e
onde
se
conservam
ires
cas
e
viçosas, não
só
durante
uma
noite,
mas
pelo
espaço de
muitos
dias,
renovan
do-se
a
agua
tantas
vezes,
quantos
for
necessário.
Se
as
flores
tem
o
pedúnculo
extre-
inamenle
curto,
e
é
diflicil manlel-as
em
perfeito
contacto
com
a
agua,
remedeia-
se
esle
inconveniente,
empregando
um
pa
lito
e
prendendo-o
ao
ramo
por
meio
de
um
fio
de algudão. O
palito
mergulha
no
liquido,
e
o
algudão
absorve a
agua
do
frasco,
e
conserva
as
flores
húmidas.
Por
este
sistema,
tão
simples
como
engenhoso,
conserva
se
a
vida
e
frescura
das
flores,
que adornam
o
peito
do
homem nos
pas
seios,
nos
lheatros
e
bailes.
Licor
de
cerejas.
—
E ta
bebida saboro
sa
e
aromalica,
muito usada
na
Alelioanlia,
é
o
produclo
da dislillação
das cerejas.
E
’
também
conhecido
no
commercio
pelo
nome
de
allemão de
Kirsch.
A
boa
qua
lidade
d
’
este
licor
depende
da
bondade
dos
fructos
colhidos
depois
de
perfeilameu-
le
maduros,
Nos
Vosges
e
Jura
faz-se
a
colheita
das
cerejas
por
3 ou
4
vezes,
es
colhendo
sempre
o
fructo
mais
maduro,
colhendo-o
á
mão,
e
aproveitando sómen
te
os
dias quentes
e
seccos.
Pisadas
as
cerejas
com o
cuidado
e
prepara-se
assim
o
mosto
que
fermenta
pelo
espaço
de
algum
dias.
Não
convém
esmagar
muitos
caroços,
porque
seria
pe
rigoso pelo
augmenlo
do acido cyanhydri-
co,
que
é
um
veneno
terrível.
Procede-
se
depois
á
dislillação
do liquido
fermen
tado,
e
o
produclo é o
Kirsch.
Preparam-se
ainda
com
esta
saborosa
fructa
outras
bebidas fermentadas
de
mui
to
consumo
e
apreço.
Uma
tem
o
nome
de ralafii,
e
é
extraída
das
cerejas
bra
vas,
fructo
muilo commum
nos
paizes
do
norte.
Outro
licor
muito aromatico
é
co
nhecido pelo
nome
de
marrasquino,
e
fa
bricado
com
uma
especie
de
cereja acida,
conhecida, na
Ilalia
pelo
nome
de
marras-
co,
onde
é
muito cultivada
para
esle
fim.
Prcstam-se
excellentemente
a estes
va
riados
fabricos as
cerejas,
porque
este
fructo
varia
muilo uo
sabor,
no
aroma,
na
consistência,
oa
forma,
etc.
Em
Portugal
todos conhecem
importantes
variedades
d
’este
fado;
a
cereja
dura
ou
sacco
; ou
tra
molle e pouco consistente;
umas pre
tas,
e
outras
vermelhas;
umas
redondas,
outras
em
forma de
coração ;
as ginjas
gallegas
e
garrafaes,
etc,
Todas
estas
fru-
clas
variam
ainda
c<un
o
çlima
e
terreno.
Partida. —
Partiu ante-hontem
para
Leiria
o èxm.°
snr.
Vicente
Pedro
Dias,
digníssimo
lente
de
Philosophia
no
Lyceu
d’
esta
cidade.
Errata
importante.—
Apressamo-
nos
a
fazer
uma errata
das
mais
impor
tantes
ao
artigo
principal
que
publicamos
no
n.°
433
d’
este
jornal.
Na
lin.
l.a
,
col
2.a,
onde
se
lê
«
que
geme, a
perda
dos
princípios
que
vacilam»,
deve
lêr-se
« que
geme,
e
que
evidente
mente
soflre
pela perda
dos
princípios
que
vacilam
».
Audêeneia» geraem. —
Perante
0
juizo
criminal
d’
esta
cidade,
foram
julga
dos
os
individuos
seguintes
:
No
dia
17
do
corrente,
o
reo
Manoel
Rodrigues
do
Souto,
da
cidade
do
Porto,
por
crime
de
falsificação,
foi
absolvido.
No
dia
18,
o
reo
Joaquim
de
Barros
Dias,
por
falsificação
de
leiras,
foi
con-
demnado
a
2
annos
de
prisão,
custas
do
respeclivo
processo
e
multa.
Caminho
«!« ferro do
xYSinlao.—
Aclivam-se
cada
vez
mais
os
trabalhos
do
Caminho
de
ferro
do
Minho,
em
Valença.
O
snr.
Correia
Guimarães
tem sido
incan
sável no
adiantamento
dos
trabalhos
do
lan
ço
a
seu
cargo,
desenvolvendo
a
aclivida-
de
qne
lhe é
peculiar
e
pericia que
lhe
reconhecem
juizes competentes.
ferrea afrieaaia.— O
presi-
cenle
da
republica
do
Transwal
com
os
dapitaes
e
o
pessoal
que
lem
já
organisa-
dos,
conta
que
dentro
em
dois
annos
es
tará
aberto
á exploração
o
caminho
de
ferro
de
Pretória
a
Lourenço
Marques.
A
esle
respeito
diz
o correspondente
do
«Jornal
do
Porto»
:
«A
construcção
de
um
caminho
de fer
ro
no
centro
d’Africa
é
empreza
diflicil
e
que precisa da
protecção
excepcional
dos
respectivos
governos.
«A
esse
íim
mira
especialmente
o
tra
tado
assignado
no
sabbado.
«Por
elle
são
feitas
concessões
impor
tantes
de terrenos,
de
isenção
de
direitos
para o materiíl lixo e
circulante,
e
se
fi
xam
as
condições
de
transito
por
fórma,
que
as
transaeções se
facilitem
e
o
com
mercio
se encaminhe
naiuralmenle
para
o
porto
de
Lourenço Marques.
«Desde
porém
que esta
possessão,
li
gada
peio
caminho de
lerro
com a
repu
blica
d
’Africa
Austral,
veja
aflluir
ao
seu
porto
as
mercadorias
do
interior,
e
que
portanto
se
torne
um
imporio
importante
de
commercio,
forçoso será
lambem
que
curemos
d
’
clla
mais
do que actualmenle,
estabelecendo
alli
todas
as
garantias
de
que
precisa
inquestionavelmente
um
ponto
onde
affluirãoem
tão
grande
escala
as
mer
cado;
ias
quer
do
interior
d
’
Africa
quer
das
ouiras
parles
do
mundo».
ffôão
de
eera.—E’
muito
conhecido
em
Lisboa
um mendigo que
se
recommen-
da
á
oaridade
publica
exhibindo
um
phe-
oomenal
apprehensor,
tão
pesado
que
o
desgraçado
se vê
obrigado
a erguei
o
ap-
plicando
o
outro
apprehensor
ao
braço
em
cujo extremo
se
acha
monstruosa
mão.
Contam-nos, porém,
que
ha
dias
um
distincto
e
nove!
facultativo,
passando
pelo
local
oi.de estaciona
o
mendigo,
dando
a
sua
esmula,
inquirira da causa
que
origi-
nára
ião
notável
deformidede.
0
mendigo
inventou
uma
historia
que
não parecia verdadeira. 0
illustre
faculta
tivo,
fingindo
acredital-a,
rogou
ao
men
digo
o
procurasse
no
dia
seguinte,
á
hora
que
lhe
indicou,
em
sua
casa, gara exa
minar
o
aleijão.
0
mendigo
não
appareceu,
e, o
que
é
mais
significativo,
mudou
de pouso.
Des
confiado
o
esclarecido
medico
de
que
ha
via
myslificação, deu
parte
á
policia do ca
so,
Apanhado o
mendigo, teve
de declarar
pouco
mais
ou
menos o que
segue
:
A
mão
deforme
era
de
cera,
e
linha-a
elle
comprado
a
um
patrício
seu,
que
fize
ra
com
ella
uma
fortuna.
0
actual pos
suidor
d’
esla
producliva
mão,
para
a
obter,
vendeu
on
trocou
umas fazendas que
li
nha,
e
qne
mediante o
seu
trabalho
pro
viam suflicientèmenle
á
sua
subsistência.
Mas
esla
mão,
inerte e deforme,
valia
mais
que
as
suas
próprias,
sãs
e
perfeitas.
Assim
elle,
mostrando-a
ao
publico
com
ar
sollredor
e
entristecido,
recolhia
os
fructos
da
caridade,
bem
mais
certos
e
abundantes
do
que
poderia
colher
no
ama
nho
de
suas
terras.
Qual
s-
rá
a
fortuna
d
’
esle infeliz
alei
jado?
Não
sabemos
; mas
se
a
famosa
mão
não
perdeu
a
sua anterior
productividade,
e continuou
a
ser bem
conduzida
e
apre
sentada,
o
seu
actual
possuidor
deve
ser
um
miserável ricaço.
Vejam
por
que
meios
é
illudida
a
cari
dade
!
Joh,—
Onve-se
todor
os dias
proferir
o
adagio
—
Pobre
como Job
—Mas
é
certo
que
muitos
dos
que
o
proferem
Ignoram
a
sua
origem.
Job,
personagem
bíblica,
célebre
pela
sua
paciência,
vivia
na
terra
de
Hus,
que
dizem
ser
situada
na
Arabia,
n
’
uma
epo
ca
incerta,
mas
que
parece
ser anterior
a
Moysés
(no
XVII
século
antes
de
Y.
C.)
Viu
se um
dia
privado de
todos
os
seus
bens
;
os
ladrões
roubar-lhe
parle
dos
re
banhos,
um
fogo
do
céo
queimar-lhe
o
reslo
das ovelhas,
seus
camelos
levados
pelos
inimigos, e
seus
dez íiihos
morreram
dobaixo das
ruinas
de
umas
casas,
estando
á
meza.
Quando
soube
das
suas
desgraças,
pros
trou-se
por terra,
dizendo
—
Deus
m'o deu,
Deus
m
’
olirou
: fez-se
a
vontade
do
Senhor,
seja
o
nome
do
Senhor
bemdilo.
—
Para
cu
mulo de desgraças
foi
perseguido
por
uma
doença horrorosa,
que
o
reduziu a
estar
as
sentado
em
monturo,
raspando
com
um
caco
os
humores
e
bichas
que
lhe es
corriam
das
suas
chagas.
Não
lhe ficou
no
mundo senão
sua
mu
lher,
não
para
o consolar,
mas para
ser
a
sua
tentação,
porque
o
induzia a
profe
rir
palavras
de
blasphemia e
desesperação;
porém
Job
respondeu-lhe
:
«Tendes
fallado
como
uma
mulher
brava,
porque
se
rece
bemos os
bens
da
mão
de
Deus,
porque
nào
recebemos
lambem
os
males?»
Tres
amigos
seus,
a
quem
a
Escriplu-
ra
dá
o
nome
de
reis,
o
vieram visitar;
porém
não
recebendo
d
’
elles
nenhuma
con
solação,
ainda
foi
preciso
defender-se
d
’
el-
les, e
da
falsidade
das
suas
palavras
;
por
que
julgando
elles
que
aquelles
grandes
males eram effeito
da
cólera
Divina
que
descarregava
sobre
elle
por crimes com-
mellidos,
lhe
lançavam
em
rosto
que
as
suas
virtudes
eram
fictícias,
e
a
sua
cons
ciência
eslava
impolluta.
Deus
vingou
ao
seu servo
d
’
aquella injuria, usando
da
sua
ira
contra aquelles
injustos
amigos,
repu
tando
por
loucos
os
seus
discursos,
de
clarando-lhes
que
não
perdoaria
o
seu
pec
cado,
senão
pelos
rogos
d
’
aquelle
mesmo
a
quem eUes
>uppunham
delinquente.
Supporlou
todos
estes
males
sem
se
queixar.
Tacado
da
sua
resignação,
Deus,
que
tinha
querido
experiuiental-o
res
i-
tuiu-IIie
a
saude,
duplicou-lhe
as
riquezas,
deu-lhe
nova
familia,
e
prolongou-lhe
a
vi
da
até
aos
14<)
annes.
E
’
uma
das
mais
sublimes
poesias
he
braicas.
Feira,
Travanca.
Henrique
Vicente
Correia
de
Sá.
[Campeão
das
Provincias.]
O :uo3eír«> e
«» escsAvã» «Ee ftx-
xen«9a.
—
Um
moleiro
foi
á
repartição
de
fazenda
do
seu
concelho,
cujo escrivão
era
seu
fieguez
e
perguntou-lhe em
que
de
cima
eslava
colleclado.
0
escrivão
disse-lhe
que
se
achava
col
leclado
em
decima
predial,
industrial
e
pes
soal
—Com
lodos
os
diabos
!...
em
tres
de
cimas
?!...
irra
—
Meu
amigo,
é
o
que
eu
aqui
vejo
!
—
0
’
snr. escrivão
de fazenda,
eu
hem
sei
a
quem
devo
isso
;
a
decima
predial de-
vo-a ao
meu
visinho Antunes, por
me
malsinar
o
meu
peniqueiro, que
minha
mulher
trouxe
quando
casei
com
ella
;
a
industrial
ao
papa-moscas do regedor,
por
eu
lhe
tirar
de
mais
quatro
maquias
na
fornada,
e a
decima
pessoal
devo-a
ao
meu burrico
em
ter
rinchado
á
sua
por
ta.
E
voltou pela
porta
fóra,
dando
uma
arrochada
no
burro,
e
cantando
em
altas
vozes.
Quando
a
tua fornada
fôr
Ao
meu
moinho
moêr,
Hei
de
tirar
doze
maquias
Pr
’o meu
burrinho
roêr.
f
Idem
)
© segredo.
—
0
homem
de bem
de
ve
guardar
com
a
maior
exactidão
o
se
gredo
que
lhe
foi
confiado
(Diccionario
de
Lacerda).
Em um
livro,
impresso
ein
1660,
qua
si
inlelligivel,
e
lodo
carcomido
da
traça,
encontrei o
seguinte
caso,
que achei
cu
rioso.
Vai
escripto
texlualmente,
só
alte
rado
na
orlographia.
«Havia
no reino
da
Polonia uma
con
dessa,
que
linha
ao
seu serviço
uma
cria
da
á
qual
lhe contava todos
os
seus se
gredos.
por
mais
íntimos
que
fossem.
Um
dia
quiz experimental
a,
e
diz-lhe:
quero revelar-te
mn
segredo,
que
até
ho
je
te
tidha
occullado,
se
me
promettesde
a
não
divulgares.
—
V.
s
'
(n
’
aquelle
lemp»
ainda
não
havia
excellencia)
póde
revellar a
que
quizer,
porque
é
como
o
contasse
a nina
pedra.
—
Bem.
Sabe
que
eu
tenho
a
singula
ridade
de
parir
lodos
os
dias
um
grillo.
—
Que
aberração de
natureza
I
A
criada,
ao
outro
dia,
contou
ao
aguadeiro
que
a
sua
ama
lodos os dias
pa
ria
um rato
;
o
aguadeiro
coutou
a
una
visinho
que
a
condessa
paria
tolos
os
dias
um
gato, o
visinho
a outro que
ella
pa
ria
um
cão
etc.,
etc.
Chegou
aos
ouvidos
de
rei
;
mas
já
ti
nha
subido
tanto
em
escala
ascendente,
que
já
eslava
n
’
um asno.
O
rei
mandou
chamar
a
condessa, e
disse-lhe
:
-Contaram-me que
vós
tinheis
a
per-
licularidade
de parir
todos
os
dias um bur
ro
;
d
zci-me
se
isto
é
verdade
ou
não.
—
Real Senhor,
eu
tinha
dito
á
minha
criada,
para
lhe experimentar
a
sua
fide
lidade,
que
linha
a
singularidade
de
pa
rir
todos os
dias um grillo
;
mas
vejo
que
na
bôca de V.
M.
já
está
n
’um burro
!
—Ora
ahi
está
como
correm
as
coi
sas
!
Quem
conta
um conto,
acrescenta
um
ponto, e eu assim liz;
disseram-me
que
parieis um
asno;
e
eu perguntei-vos
se
parieis
um
burro
;
mas
como
d
’
um
bur
ro
a
um
asno
não
ha inlervallo nenhum,
devels-ine
perdoar.»
Feira,
Travanca.
Appelo n caridade.
—
Imploramos
á
caridade das
almas
piedosas e benifazejas
uma
esmola
para
o
entrevado
Antonio
dos
Granginhos.
que
vive
na
maior
miséria,
em
companhia
de
sua
mulher,
doeote,
e
aleijada com
uma
ruplura.
Reside Eia
rua
do
Alcaide,
n.°
17,
i/om
quarto
á
porta
da
rua.
Usna
esmola peio asnos
*
c5e
Deus.
—
Lembramos
ás almas
caritativas
o
infe
liz
José
Avelino
Ferreira
dos
Santos,
mo
rador
r>a
rna
da
Ponte,
n.°
5,
o
qual
se
acha
impossibilitado
de
trabalhar
e
vive
na
maior
penúria.
SâÚDE
À T03OS
sem medicina, pur
gantes
nem
despezas
com
o
uso
da
delicio
sa
farinha
de
saúde,
DU
BARRY
de
Londres.
9%
aninoii drinvarsaweli
1
Nenhuma enfermidade
resiste
á
de
liciosa
Revalesciére
que
cura
as
indiges
iões
(despepzia»)
gastrica,
gastralgia,
fie.
guia,
arroios,
amargor
na
bocca,
pilnitas-
nauseas,
vomites,
irritação
intestinal,
diac-
rhea,
dizemeria,
cólicas,
tosse,
athsma,
fal-.
ta
de
respiração,
oppressão,
congestões,
mal
aos
nervos,
diabethe,
debilidade,
todas
as
desordens no
peito,
na garganta, do
aluo, das
bronchites,
da
bexiga,
do fíga
do, dos
rins,
dos
intestinos,
da
mucosa,
do
cerebro
e do
sangue,
75:000
curas
en
lre
as
quaes
contam-se
a
de
S.
S.
o
Pa
pa,
do duque
de
Pluskow,
da
ex.ma
snr.
a
marqueza
de
Brehan,
do
doutor Manuel
Jsaens
de
Tejada
da
Universidade
de
Cor-
dova,
etc.
etc.
Mr.
Lixiugstone,
celebre
explorador
da
África central,
no
seu
relalorio
que fez
á
Sociedade
Real
Geograíica
de Londres so
bre a
sua
viagem
diz
:
«Os
habitantes
da
província
d’
Augola
«parecem
gozar
"de
fellicidade,
el-
«les
não
precisam
nem
médicos
nem
pur-
<ganles,
o
seu
principal
alimento
sendo
a
^Revalesciére
que Du
Barry
trouxe
em
«Europa,
veem-se isentos
das
moléstias,
«e
a lisica
pulmonar,
escrophulas,
empin-
«gens,
câncer,
febres, diílicuIdade
de eva-
«cuar,
dianhea,
etc.,
etc.,
são
moléstias
«complelamente
desconhecidas,
como tam-
«bem
desconhecem
as
bexigas,
o
saram-
•
po,
etc.»
Certificado
do
Dr. Manuel
Seans
de
Te-
jada,
doutor
da faculdade
Medica
Cirúr
gica,
lente
da
Universidade
livre
de
Cor-
dova,
medico
em
proprio
e
do caminho
de
ferro
de
Merida
a
Sevilha,
etc.
Certifico
: Que
com
o
uso
da
Reva
lesciére,
obtive
na minha
clinica
varias
cu
ras
em
moléstias gravíssimas
em
alguns
clientes
residentes
n
’
esla cidade,
lembran
do-me
o
de
D.
Filippe
Zippina
emprega
do
publico,
hoje
administrador
da
alfan-
dega
de Manila
nas
ilhas
Filippioas,
a
de
D.
A
índia
Gomes,
casada com
um
chefe
do
exercito,
a
qnal continua
a melhorar
tom
o
seu
uso;
de
D.
Ramon
Alonzo,
rapaz
de
vinte
anoos
que soífria
havia
al
guns
mezes
de
uma moléstia
de
peito
de
inuita
gravidade.
E
para
fazer
constarem
toda
a
parle,
a
assigno
em
Cordova
em
13
de
outubro
de
1873.
Doutor
Manuel
Saens
de Tejada.
Seis
vezes
mais
nutritiva
do
que
a
car
ne
sem
esquentar,
economisa cincoenta
vezes
o
seu
preço em
remedios.—
Preços
fixos
da
venda por
miudo
em
toda
a
pe
nínsula
:
Em
caixas
de
folha
de
lata,
de
*
/
4
kilo,
500
; de
*
/
a
kilo
800
rs
;
de
ura kilo,
1$400
reis;
de
kilos,
3$200
reis; de
6
ki
los,
6$
400
reis,
e
de
12
kilos,
12(5000
reis.
Os
biscoitos da
Revalesciére
que
se
po
dem comer
a
qualquer
hora,
vendem-se
em
caixas
a
800
e
l$400 reis.
O
melhor
chocolate
para
a
saúde
é a
Revalesciére
eh«e«!;ilada;
ella
res-
tilue
o
appettite,
digestão,
somno,
energia
as
camts
duras
ás
pessoas,
e ás creanças
e
mais
fracas,
e
sustenta
dez
vezes
mais
que
a carne,
e
que
o
chocolate
ordinário,
sem
esquentar.
Em paus,
ou em
pó
em caixas de folha
de
lata de
10 chavenas, 500
reis ;
de
21 chave
nas,
820
reis;
de
48
chavenas,
1^400
;
de
120 chavenas,
3$200
reis,
ou
25
reis
cada
chavena.
BARRY
«U
SARRY <«•
C.a
-Pla-
ce
Vendòme,
20,
Pariz
; 77
Regent Street
Londres
; Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharmaceuticos,
droguistas,
mer-
cieiro.s,
etc.,
das
provincias
devem
diri
gir
os
seus
pedidos
ao
deposito
Central ;
snr.
Serzedello
k
C.
a
Largo do
Corpo
Santo
16,
ILisb®»,
(por
grosso
e
miudo)
;
Carlos
Barreio,
rua
do
Lorelo,
28;
Bar
rai
k
Irmãos,
rua
Aurea,
12.
Porto,
J.
de
Sousa
Ferreira
&
Irmão, rua da
Ba
nharia
77
;
de
Sequeira ;
J.
Pinto
;
Desí-
ré
Rahir
;
Coimbra,
V.
Botelho
de
Vas-
concellos
;
Aveir®,
F.
E.
da
Luz
e
Costa,
pharm.
;
BareelBos,
Ramos,
pharm.;
Braga,
Pharmacia
Maia,
rua
dos
Chãos,
Pipa
&
Irmão, rua do
Souto,
Domingos
J. V.
Machado,
praça Municipal.
Figueira,
Antonio
Vieira,
pharm.;
Guimarães,
A.
.1.
Pereira
Martins,
pharm.
;
Fena-
ficl,
Miranda,
pharm.
;
Ponte do
Lima,
A.
J.
Rodrigues
Barbosa,
pharm. ;
Po-
on
do Varzim, P.
Machado
de Oli
veira,
pharm
a.
;
Vianna
do CagtcKS®,
Affonso
e
Barros,
droguistas;
Villa
do
Conde,
A.
L. Maia Torres
pharm.
AGBADECIMHITOS
Os
abaixo
assignados,
mãe,
irmão
e
cu
nhada, vem por
esle
meio
agradecer
a lo
dos
os
ill.m
°
s
e
ex.
inos
snrs.
que
se dig-
inran)
cumprimeotal-os,
e
assistiram
ao
cí
T
kío
de
corpo
presente
na
egreja
de
San
ta
Cruz, e responso
de
sepultura
no
ce
mitério
publico,
no
dia
4
do
corrente,
pelo
eterno
descanço
da
alma
de
seu
mui
lo
presado
íilho,
irmão
e
cunhado,
Manoel
Monteiro
Gonçalves
d
’
Oliveira,
protestando
a
lodos o
seu
eterno reconhecimento
e
gra
tidão.
Braga
15
de
dezembro
de
1875.
D. Maria
lunucencia
da
Purificação
Mon
teiro.
D.
Rita
Emilia
do
Céo
Monteiro
D.
Emilia
Beatriz
dos
Anjos
Monteiro
D.
Rita
Adelaide
da
Encarnação
Monteiro
Guimarães
João
M-
.oel
da
Silva
Guimarães.
(2860)
Maria
Miqueliu?
'^is,
sua
filha
An
ua
Erail’
’
Je
” -
sobrinhas
e
sobrinho,
agradecem
a
todas
as
pessoas
que
se
dignaram
cumprimeotal-os
pelo
fal-
lecimenlo de
seu
presado irtoão
e
thio
Francisco
José
Baptista
e
de
o
acompa
nhar
á
egreja
dos Congregados, confes
sando-se
elernamente
reconhecidos
por
es
te meio,
por
lhe
não ser
posUvel
fazel-o
pessoalmente.
(2859)
Anua
Margarida
de
Castro
Loureiro,
seus
irmãos
e
cunhados,
agradecem
por
es
le
meio,
na
impossibilidade
de
o
fazer pes-
soalmenie, a
todas as
pessoas
que
os
visi
taram
e
obsequiaram
por
uccasiào
do
fal
lecimento
e
enterro
de
seu
presado
ma
rido,
irti.ão e cunhado,
Manuel
Monteiro
Gonçalves
d
’
01iveira,
cujo
enterro
teve
lo
gar
no
dia
4
do
corrente.
(2856)
Banco
Racional
Ultramarino
Vencendo-se no dia 24
do
corrente
o
praso
pata
o
|agamenlo.da
8.a
prestação,
e ultima,
das
acções
da
emissão
comple
mentar
d’esle
Banco,
são convidados
os
snrs.
sobscriptores
a
effecluar
na
séde
do
Banco
em
Lisboa,
ou
nas
suas
agencias do
Porlo,
Braga
e
Vianna
do
Caslello,
deven
do
em
31
de dezembro
corrente,
achar-se
realisaJo
o
pagamento
integral
das
presta
ções
em
divida.
Lisboa
17
de dezembro de 1875.
O
governador
do
Banco
N.
Ultramarino
(2861)
Francisco
d'O.
C/iamiço.
Mercadorias
baratas
em
Brami
o
Ao
Primeiro
Barateiro
Lindas
lãs
escuras,
alta
novidade a
240
réis.
Ditas
de
gosto escocez,
a
240
e 360
rs.
Ditas
lizas
de
cores,
a
100.
120
e
160.
Ditas
com
seda
a 360
e
560.
Faile
de
lã
preta,
imitando
seda
a
360
Papelines
de
seda
a 500!
Lindas
precaes
a
120
e
100.
Fazendas
para
todas
(cretones) 160
Paoos
crus
a
70
réis o
metro
! !
Sombrinhas
de
seda
para
senhora a
l$000
réis
!
Lindos
veludos
proprios
para
a
estação.
Coclrnez
de
lã
para
homem a 600
Coités
de
meia
casimira
a
l$100.
Pannos
fiuos
para
a
estação,
por pre
ços nunca vistos.
Chapéus
de
sol de
seda
para
hotnem 1^700!
Cortinados
para
janellas,
com
bordados
da
Suissa,
a
2^000
réis
o
par.
Em
morins,
pannos crus,
melins
para
forios
e
muitas
outras
miudesas,
ninguém
póde
competir
com
o
Primeiro
Barateiro.
(Chãos
de
Cima).
(2854)
AVISO
João
Evangelista
de
Sousa
Torres
e
Almeida
e
outros
credores
do
fallecido
Ma
noel
de
Magalhães
Araújo
Pimentel,
aca
bam
de
verificar
o
aresto
ou
embargo
em
todos
os
bens
d’
esle, qoe
constam
do
seu
inventario,
e
por isso
prevem
por
este mo
do
que
nirguem contrate
com
a sua
viuva
D.
Maria
Cristina
Pereira
Gajo
de Noronha
e
seu segundo marido D.
Francisco
de
No
ronha
Menezes,
nem
com
os
lilhos
d
’
aqt»el-
la
e enteados
d
’este,
Lourenço
de
Maga
lhães
Aranjo
Pimentel
Júnior
e
Eduardo
de
Magalhães
d
’
Araujo Pimentel ácerca da
venda
e
compia
ou
hypolheca
de
taes
bens,
que
são
situados
no
concelho
de
Braga,
no
de
Guimarães, no
de
Fale,
no
de
Celori-
co
de
Basto,
no
de Villa
Verde,
no de
Barcellos,
no
de
Villa de
Conde,
no
de
Coimbra, no
da
Povoa
de Vaizim e
E
*
po-
zende,
sob
pena
de
nullidade.
Braga,
14 de
dezembro
de
1875.
(2855)
VENDA
IMPORTANTE
Vendem-se
as
quintas
do
Barrai
e
de
Fund-Villa, ou
as
do
Paço
e
Sandarão
em
grupos
de
duas
para
um
lado
e
doas
pa
ra
outro,
por
assim
se
acharem
ligadas,
ou
cada
uma
sobre
si,
com
suas
respecli-
vas
pertenças,
conforme
sua
discripção no
respectivo inventario,
e todas
sitas na
fre-
guezia
de
Semelhe,
soburbios
d
’
esia
cidade.
Tratam-se com
a
excm.a
gerencia
do
Banco
do
Minho.
(2819)
COMPANHIA
CARRIS DE
FERRO
RE
BRAGA.
Secieriarfe anoRyni»
«le
responsa"
báBidade
limitada.
São
convidados
os snrs. accionistas
a
entrarem
com
a
primeira
prestação
de 20
por
°|0
ou
l0$000
rs.
por
acção,
uos
dias
15
a
20
de
Janeiro
de
1876,
no
Banco
Commercial
de
Braga, e
no
Porlo,
na
Cai
xa
do
mesmo
Banco,
rua
das
Flores
n.°
148.
iNo
acto
do
pagamento
é
indespensa-
vel
a
apresentação
dos
titulos
provisotios,
e
na
mesma
occasião
serão
entregues
os
estatutos.
Braga 20
de
Dezembro
de
1875.
O
gerente,
Nuno
José
Villaça.
(C.
—2851
—
R.
159).
Direcção
do
Caminho
Carriz
de
Ferro
de
Braga
Por
esta
direcção
faz-se
publico
que
até
o
dia
28
d
’este
mez,
no
escriptorio
provisorio
da
dita companhia, no largo da
Porta
Nova,
n.°
13
em
Braga,
recebem
-
se
propostas
em
cartas
fechadas
de
5000
travessa
*
e
3.200
loogrinas
de
madeira
de
dinho
para
a construcção
do
dito
caminho
de
ferro,
enlre a
Estação
do
Caminho
de
Ferro
do
Minho,
e
á
meia
laranja das
primeiras
capellas
do
Sanluario
do
Senhor
do
Monte.
As
condições
respectivas
acham-se
á
disposição de
quem
perlender
licitar
pa
ra
as
vêr
no supra-citado
escriptorio
to
dos
os dias
nào
santificados,
desde
as 9
boras
da
manhã
alé
ás
3
da
tarde.
As
propostas
serão
redigidas
de
modo
que
apresentem
um
preço definitivo
para
cada
travessa
ou
longrinas.
Braga
14
de dezembro
de
1875.
O
gerente
(2849)
(160)
Nuno
José
Villaça.
Na
casa dos
Congregados, Braga
No
dia
28
do
corrente
mez
de
dezem
bro,
pelas
11
horas
da
manhã se
proce
derá
á venda,
em
leilão de
tudo
o
que
pertence
á
Vaccaria
B
acarense,
constan
do
de
12
vaccas. 3
tourinhas,
2
bezer
ras
e
um
touro
de cobriçâo,
medidas
t
vasilhas do
leite,
taça
de
desnatar,
ma
chinas
de
fazer
manteiga, pesos
e
balan
ças,
coberturas,
colleiras
e
campainhas
das
vaccas,
o
chalel,
etc.
Nomes
e
marcas.
Bonita
marca pequena
boa
leiteira
Saloia
»
»
Carocha
»
»
Estrella
marca grande
»
Chellas
»
»
Morgada
»
»
Angot
»
»
Boneca
»
dá
pouco
leite.
Abeilha
»
26 mezes
d
’idade,
fi
lha
da
Carocha
Minhota
»
27
idem
íilha
da
Mor-
gada.
Gasella
»
25
idem,
filha da
Bo
nita.
Tres
tourinhas
==
uma de
6
mezes
filha
da
Carocha,
outra
de
5
mezes,
íilha
da
Saloia,
e
outra
de
3,
filha
da Chellas.
Dous bezerros
de
4
mezes,
e
Holland-
Bull,
touro
de
cobriçâo
de
6
annos,
mui
to
manso
e
que
trabalha muito
bem
á
nora.
(2842)
(157)
Alta
novidade para
inverno
Csmp» de S5.
Luiz I,
n.9 1
(Entrada
da
rua
dos
Capellisias)
A.
BIBFIRO
Acaba
de
receber
de Paris um
grande
sortimento
de
fazenda
de
lã
com xadrez
e
lisas
c<
m
bonitas
côres,
prupiias
para
a
presente
estação,
o
qual
por seu esmera
do
gosto
e
novidade,
merece
a
attenção
dos
seus
amigos
e
fieguezes
e
exm.
as
fre-
guezas,
sendo os
preços
mais
baratos
do
que
em
outro
qualquer
estabelecimento.
Lenços
e
manias
de
malha
de lã,
pla
tinas,
regalos
de
pelle,
effeitos
de
pelle
para
pescoço,
capas
ioglezes
á
Beduina,
failes
prelos
e
de
cores,
merinos
prelos
de
pura
lã, cintos
de
verniz,
ditos
prateados
laços
de
seda
dos mais modernos
qoe
ha
para
senhora,
golas bordadas, camisollas
pará
hom^m,
saccas
de
viagem,
guarda-
solinhos para senhora,
mantinha
*
de
seda
para
senhora, a
80, 120,
até 800 rs.
Um
saldo
de
fazendas
de
lã,
que
eram
de
300
rs.,
a
160.
Outro
dilo
de
fazendas de
lã,
que
eram
de
240, a
120.
Chilas
largas
de
cores
80,
90,
100
e
120
Fazendas
transparentes
a
50
rs.
300
lenços
de seda
sem
defeito,
a
300
réis.
100
ditos
sarjados
sem
defeito,
a 500
rs.
200
ditos
fullards
»
a
a
600 »
100
ditos
sarjados
com
defleito, a
240.
Lindos
selins
de
lã,
de
bonitas
cô-
res,
a
300
r*
.
Guarda-solinhos
para senhora,
a
1$000
e
1,5200.
Colleirinhos
de
bretanha
para
homem,
a
50
rs.
Sortimento
de
perfumarias
do
Piver.
E
muitos
outros
artigos
proprios
do
seu estabelecimenio,
que
vende por
preços
baratíssimos.
AVISO
A
Mesa
da
Santa
Casa
da
Misericórdia
d
’
esta
cidade
faz
saber
que,
por proposta
dos snrs. facultativos,
fm deliberado
que
a
visita
publica que
diariamente tinha lo
gar
aos
doentes
do
Hospital
de
S.
Marcos,
fosse
sómenie
permiliida
d
’
esde
o
l.° do
mez
proximo
aos
domingos,
terças
e
sex
tas
feiras
de
cada
semana
das
11
ás
11
e
meia
horas da
manhã.
Braga
15
de
dezembro de
1875.
(161)
O
provedor
(2818)
Manoel
Justino
Marques Murta.
FOLHINHA
BRACARENSE
Para a cathedral,
colegiadas, e
coros
do arcebispado, que
resam o rito bracarense
Coordenada
e
mandada
observar por
ordem
de
S. Ex.
a
Rev.
ma
o senhor Ar
cebispo
Coadjutor.
Preço
..................................
200
réis
FOLHINHA DE
RESA
Do rito
romano
para a Archidio-
cese Bracarense
Auclorisada
e
coordenada
por
ordem
de
S.
Exc.a
Rev.ma o
Senhor
Arcebispo
Coa
djutor,
augmentada
com
notas.
Preço.
.
.
. 140
rs.
FOLHINHA D
ALGIBE1RA
Ou aímanak ecclesiastico e civil
para o
Arcebispado
de
Braga
Consideravelmente
augmentado,
com
notas
e
certeza
das abstinências
e
festivi
dade.
Preço
.................................
40
rs.
Vendem-se em
Braga,
rua
Nova,
n.°
3, defronte
da
Misericórdia,
em
casa
do
snr.
Bernardiao
J.
da
Cruz,
rua
do
Souto,
em
casa
do
snr. Rocha,
e
Germano
—
«BBnrães,
em
casa
dos
snrs.
F. Martins
da
C. Guimarães,
largo
da
Misecordia,
e
livraria
de
Teixeira
de
Freitas,
a
S. Dama-
so,
VilKa
Beal, CUmves, Vianna e
nas
lojas
costumadas,
e
em 5S«r-
evlios,
em
caza
do
illm. sr.
Fernando
Cordeiro
em
frente
da
egreja do
Senhor
da
Cruz.
Bom
emprego
de
capital.
Vende-se
a
casa n.°
5
da
rua
da Sé
;
quem
a
perlender
póde dirigir-se á
loja
do
Cachapuz,
que
ahi
encontrará
com quem
tratar.
(2835)
W
áBMTIâ
O
professor
em
artes,
lellras
e
scien-
cias,
membro
do clero e
magistrados,
todo
o
medico,
cirurgião,
dentista
e
artista,
que
desejem obter
o
titulo
e
diploma
de
doutor
ou
bacharel
honorário,
podem
diri
gir-se
a
Medicus,
rua
do Rei,
46,
era
Jer-
sey
(Inglaterra).
(T
*
)
BRAGA
: TYPOGRAPHIA LUSITANA — 1875. - É o formato de
-
comerciominho_21121875_435.pdf
Parte de Comércio do Minho (O)