comerciominho_21101875_411.xml
- conteúdo
-
3°
ANNO 1875
FOLHA
COMMERCIAL
RELIGIOSA
E
NOTICIOSA
NUMERO
411
Assigna-see
vende-se
no
escriptorio
do
editor
e
proprietário
José
Maria
Dias da
Costa, rua
Nova
n.
*
3
E,
para
onde
deve
ser
dirigida
toda
a
correspondência
franca
de
porte.
=
As
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas
;
assim
como as
correspondên
cias
de Interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
—aMHMHiiiuiiinwcmiwiwfi nmwjw n|reMJtftflwa>gw«wwriTiMiirria «aca WBKegawyfc»;
P
reços
: Braga,
annol^OOO rs.=Semestre
850 rs.=Provm-
cias,
anno
25400 rs e sendo
duas
45000
rs.-=Semestre
15250
rs.=Brazil,
anno
45400
rs.=Semestre
25300
rs.
moeda
forte,
ou
105000
reis
e
55500
reis moeda
fraca.=Ánnuncios
por
linha
20
rs.,
repetição 10
rs.
Para
os
assignanles
20
°/0
d’
abatimento.
BRIGA-ÇLLVTA-FEIKA
81 G>E
OCTIBRO
Esiainos
em
vesperas
d
’
eleições
muni-
cipaes.
Em
diversas partes
do
reino
mauifes-
ta-se
já
o
empenho que
os
difiereotes
partidos
tomam
no
acto,
para
que
0
re
sultado seja
favoravel
aos
fins
políticos
de
cada um.
Promette-se,
intriga-se,
empregam-se
Tuma
palavra
todos
os
meios, que
a
po
litica
em laes
casos
costuma
suggerir,
para
melhor
alcançar
os resultados
que
deseja.
E
’ 0
velho
sistema
eleitoral
reprodu-
sindo-se
uma
vez
mais, e
que
por
isso
já
ninguém admira.
Mas
nem
por
que
é
já
velho, lhe as
siste 0
dneito
de prescripção,
e
nós
com-
balel-o-hemos,
embora
seja
baldado
0
nos
so
trabaiho.
Se
ha
eleições
em
qoe
os
differenies
partidos
devem
dar-se
as
mãos, são as
municipaes.
De uma
boa
ou
má
eleição
depende
essencialmente
o
futuro
do município,
que indifiereute
a
lodos
os
partidos
políti
cos,
apenas
requer
gente que
zele
os
seus
melhoramentos e
olhe
pelos
seus in
teresses.
Que
importa
se
digam 11'Storicos,
re
formistas
ou
regeneradores
os
que
traba
lham
por
haver
á
mão
as
redeas
do go
verno
municipal?
Serão
por
ventura
as
procedências
po
líticas
de
cada
um,
só
por
ser
motivo
bastante
para
que
se
lhe
dê
ou
negue
um
voto
de
confiança
Testes
casos?
Parece-nos
que
uão.
be
a
côr
partidaria
nào garanie
a
com
petência,
para
uma
bua
gerencia
munici
pal,
lambem
a
não
tira
E
0
que
em
toda
a
parte
se
requer,
o
que
todas
as
pessoas
independentes
re
clamam^
que se
elejam
indivíduos
de
re
conhecida
aptidão e
confiança
para
os
dif-
íeremes
encargos da
vereação municipal
Desgiaçadaineute
entre
nós
raras
veses
lem
havido
este
escrúpulo,
e
por
isso
vemos,
que
mais
larde
lodos
clamam,
quando
nenhum lem
rasão
para
fallar,
purque
a
culpa
é de
lodos.
Quiséramos
que
para
a
administração
do
município
se procurassem
sempre
pes
soas de
reconhecido
mento e provada
competência,
pessoas
que
se
conhecessem
incapases
de
desmerecer da
confiança
que
o
voto
eleitoral
Tellas
deposita.
Estas
pessoas
não
são
privilegio
exclu
sivo
de
um
partido
; encoulram-se
em
lo
dos
elles,
e
é
por
isso
que
desejávamos
ver
a
politica
eui
tregoas,
quando
se
ira
da d
’
eslas
eleições,
para
que
por
um
accordo
livre,
independente
e
conscien
cioso
de
lodos,
se podesse
eleger
uma
ve
reação
que representasse legitimamente
os
interesses
dos
seus
constituintes.
Aqui
em
Braga
parece,
que
só
um
partido
quer
tomar
a iniciativa
afim
de
faser
sua a
camara
que
vae
eleger-se.
Pouco
uos
importa
com
isso,
porque
a
nossa
questão
eslá
fóra
das
parcialida
des
polilicas.
O
que
unicamente
desejamos,
e
0
que
pedimos
como
filhos
que
somos
da
ter
ceira
cidade
do
reiuo,
é
que
na
escolha
dos cavalheiros
para
a
gerencia
municipal,
se
attenda
unica
e
precisamente
aos
mé
ritos
de
cada
um
para
0
elevado
encargo
que
se
lhes vae
confiar.
Braga
eslá
no
caso
de
ler
uma
verea
ção
á
altura
do
logar,
que
occupa entre
as
demais
cidades
do
reino.
Que
os
interesses
de partido
não
ve
nham
pois
aute-pôr-se
aos
interesses
pú
blicos,
e
os
novos eleilos
que
forem,
terão
por
si
0
apoio
de
todos os
bracarenses.
Parece
que
está
em via
de
solução
o
1
couflicto
religioso,
que
a
maçonaria
sus-
ciiára
no império
do Bra
*
il.
Se
os
jornaes
nos oão
enganam, 0
novo
ministério
procurou
emendar
os
er
ros do
que
0 precedera, restituindo
ás
suas
respectivas
dioceses
os
ínclitos
pre
lados
de
Oiiuda
e
Pará,
qne
nas
mas
morras
expiavam
0
crime
honroso
de
de
sagradarem
á
seita
tenebrosa
do
snr.
Rio
Branco.
Não
sabemos ainda se
os
termos
e
0
modo
porque
foi
concedida
a
liberdade
ás
duas
heroicas
viclimas
dos
odios
maçóni
cos,
furam
taes
que
estas
podessçm
re-
cebel-a
como
um
acto
de
justiça.
Mas
ainda
assim,
fossem
quaes
fossem
os
motivos
que
levaram
os
novos
conse
lheiros
da
corôa imperial
a
dar esle
passo,
0
que
nào
sofire
duvida
é
que elle
hade
contribuir
não
pouco
para
0
bem
geral
do
império,
e
uão
menos
talvez
para
a
consolidação
do
actual
ministério.
Sena
agora occasião
de
perguntar ao
snr.
Rio
Bianco
e
seos satellites,
que
vantagens
colheu
0
império
do seu
favo
niismo
á
maçonaria
e perseguição
á
Emeja?
Estará
hoje
por
ventura
a
corôa
brasi
leira
mais
enriquecida
com
esses
actos
de
despotismo
maçonico
?
Será
por
ventura
mais feliz
0
império
desde
que
a
maçonaria
começou
a
diclar-
lhe
Jeis
por
intermédio
dos
snrs.
minis
tros
?
O
estado de
desordem
em
que os
jor
naes
uos mo-tram estar
0
Brasil
responde
de
um
modo
peremptório
a
esias
per
guntas.
Agitação
em
diflerentes
provincias,
re
pelidos
altentados
comia a
vida
e pro
priedade
dos
indivíduos,
e
para
comple
mento
de
tudo,
uma
estatística
criminai,
que faz
empallidecer
algumas
de
outros
paises
mais
populosos,
eis
em
somma os
grandes
melhoramento.'
moraes
com. que
a
politica
anli-religiosa do
snr.
Rio Branco
dotou
0
império
brasileiro.
E
os florões
da
co
<
ôj
que
os
seus
pérfidos
ministros
tanto
liogiam zelar,
uão
teem
agora
mais
brilfio,
porque
a
Egreja
sofireu,
mas
saiu
vicloriosa
da
pugoa.
Na
historia
da
realesa
brasileira
encon
tra-se
hoje
uma
pagina uegra,
que
corres
ponde
na
da
Egreja,
em
igual
periodo, a
uma
outra
de
gloria
e
triunfo. E essa
pagina
foi
esciipia
pelo
sor.
Rio Branco.
Oxalá
pois
que
se
desvendassem
os
olhos
aos
que,
por
uma
cegueira
incrí
vel, prepararam ao
Brasil
os
dias de lú
cio
por.
que
acaba de
passar.
Que a
luz
se
faça
em
seus
espíritos
entenebrecidos
pelo
erro,
para
que
aquelle
simpalhico
paiz
prospere
á
sombra
da
verdade
e
da
justiça,
até
boje
tão
cruel
mente
opprimtdas.
---- ----------------------------
O
peccado
de Simonia.
Tem sido este
um
dos
peccados que
mais
males
lem
trazido
á
Egreja de
Deus,
como
nos
aliesla a
historia
ecclesiaslica,
e
como
desgraçadamente
estamos
ainda
vendo
no
dia
d’hoje.
Os theologos
definem
a
Simonia
=
a
vontade
deliberada
de
comprar
ou
vender
por
preço
temporal
alguma
coda espiritual
ou
anexa
ao
espiritual
■=.
Tomou
esle
nome
de
Simonia
de
Si-
mão
0
Mago
ou
Magico,
0
qual
vendo
os
milagres que
na
primitiva Egreja,
no
tem
po
dos
Apostolos,
se
operavam,
e
princi
palmente
como
os
dons
do
Espirito
San
to
se
manifestavam
exteriormeute quiz
la
zer
outro
tanto
e
offereceu
dinheiro
aos
Apostolos
dizendo-lhes
= Dai-me
0
poder
de
fazer
descer 0
Espirito
Santo
sobre
aquelles,
a
quem
eu
impozer
as
mãos.
—
Morra
comligo
0
teu
dinheiro,
lhe res
pondeu
S.
Pedro,
já
que
tens
acredita
do
que
os
dons
de
Deus
se
oblem
a
pre
ço
d
’ouro. Tu
nada
tens
com
esle
ministe-l
rio
;
pois
o
teu
coração
não é
recto
dian
te
de
Deus.
Simão não se
aproveitou d’
esta
admoes
tação,
tornando-se
depois
0
inimigo
pes
soal
dos
Apostolos.
A
infamia
do
seu
cri
me
ficou
para
sempre
unida
á
sua
me
mória,
e
ha
mil
oitocentos
annos que
se
designa
pelo
seu
nome
0
trafico
das
coisas
santas,
projectado
por
aquelle
im-
pio.
A
Simonia
póde ser de quatro modos:
1
9
Mental
—
que
é
quando
alguém
dá
0 temporal
com
0
fim
de
obrigar
a
dar
0
espiritual, 011
vice-versa,
mas
sem al
gum
pacto ou
contracto.
2.
°
Convencional
—
quando
se dá
0
con
tracto,
mas que
ainda
se não
executou.
3.
°
Real
—
quando
se
executa
0
con
tracto,
011
cm parle,
011
no
lodo.
4.
°
Confidencial
—
quando se
resigna
um beneficio
com a
condição —
d’
accesso
—
de
—
regresso
—
ou
—
ingresso
—
ao
mes
mo
beneficio.
Por
preço
temporal
intendem
todos
os
theologos
munus
a
manu.
quando se dá
dinheiro
ou
coisa
equivalente
;
munus
a
lingua,
quando
se
louva,
victqpera,
ou
patrocina,
ele.
; munus
ab
obséquio
et
famu-
latu—
-quando se
prestam
certos
serviços.
Esta ultima
é
hoje
mais
frequente,
etc.!!
Esle
crime
porém
não
seria
tão
vulgar
se
fosse
conhecida
bem
sua
malicia intrín
seca e suas
consequências
;
por
isso
farei
sobre
a
matéria
subjeila
algumas
breves
re
flexões,
pedindo
pelo amor
de
Deus a
lodos
os ecclesiasticos,
que
me
lerem,
que
pensem
bem
seriamente
ácerca
d’
el-
las e
façam
quanto
em
si
caiba
para
que
se
espalhe
esla
doutrina,
e
mostrem
es
tes
desalinhados escriptos
a
seus
compa
nheiros, que
não
tiverem este
jornal. N
’is-
lo
farão
um
grande
serviço
a
Deus,
á
Egreja
e
á
socitedade,
pois
creio
piamen
te
que
uma
das
causas,
qne
lem
provo
cado
os
castigos,
que
estamos
sofírendo,
é
0
peccado
da
Simonia.
A
malicia
intrínseca d’
este
peccado
consiste
em
malbaratar,
ou
aviltar
as coi
sas
santas
e
espirituaes,
as quaes não
tem,
nem
podem
ter,
preço, nem
equi
parar-se
com
as
coisas
lemporaes
:
pois
que
é
Deus
e
suas
graças
comparado
com
as
coisas
ainda
as
mais
excellentes
d
’este
mundo?!
Tudo
isso
diante de
Deus é
nada.
E
sendo
assim
0
homem
poem
em
preço
eem
almoeda
a
Deus,
a
seus
dons
e
a
suas graças, e isto
sómente
para
seu
goso
e
conveniência,
fazendo-as
servir
para seu
peccado
!
!
Eis
a
queixa
que a
este
respeito
Deus
faz
pela
bocca
do
Propheta
Isaias c.
43.
v.
24.
—
Ser
vire
me
fecisti
in
peccalis tuis,
prcebuisti
mihi
laborem
in
iniquilatibus
lUÍ'i.
Haverá
por ventura
coisa
mais
degra-
davel
e
offensiva para 0 homem,
ainda
mes
mo
se
0
considerarmos
de
baixa
condi
ção,
do
que
pôl-o
em
praça
comparando-o
ao
animal
irracional,
ou
a
uma
pouca
de
terra
como
é
0
ouro
e
a
prata ?
Quanto
se
não
ofTendem
os
homens,
quando
sabem
que
ha
alguém
que
negoceia com
seus
favores
e
graças,
e
assim
ganha,
espe
culando
com
sua
amisade
que
elle degra
da
!....
Pois Deus,
um
ser
infinilarnente
per
feito,
a
mesma
santidade
por
essencia,
diante
de
quem
os
homens
todos
são
nada,
não se
oílenderá,
e
não
tomará
como
a
maior
injuria
quando
os
homens
negoceiam
com
EÍle
?
!..,
Eis
a
malicia
intrnseca
d’
esle
pecca
do
:
é
0
aviltamento,
0
desprezo
que
o
ho
mem
faz
de
Deus,
que
é
0
summo
Bem.
Por
isso
não me
admiro
de
que
os
Sagrados
Cânones
considerem
a
Simonia
como
um
dos
maiores
peccados,
e
mui
lo
proximo
á
heresia
—Omnia
enim
crimi
na
(diz
0
cap.
palet
27 causa
l.
a
ques.
7)
ad
com parationem
úmoniacce
hceresi
quasi
pro
nihilo reputatur.
E
’
commum
sentença
dos
theologos
que
se
não
dá
parvidade
de
matéria
na
simo
nia
do
direito
natural
ou
divino.
Com
razão
a
simonia
se
póde
compa
rar
também
com
a
idolatria,
mas a
idola
tria
mais
horrorosa
;
pois
não
só
0
homem
por
este
peccado deixa
de
prestar
a
Deus
0
culto,
que só
a
Elle
é
devido,
para
o
prestar
ao
ouro,
ou
ás
suas commodida-
des
;
isto
é,
deixa
d
’
adorar
a
Deus
para
se
adorar
a si
proprio,
mas
lambem
(ó
Deus
Santo,
a
que
ponto
chega
a
malí
cia
humana
!
)
quer 0
homem que
0
pro
prio
Deus
grande
e
immenso
adore,
e
do
bre 0
joelho
diante
do
deus pequeno
e
que
se
chama
=
eu
—
!
!
Eis a
malicia
intrinseca,
ou
conhecida
á
luz
da
razão,
d
’
este
peccado,
e
d’
aqui
já
podemos
inferir
que
as
consequências
para
a Egreja,
para
a
sociedade
e
para
0
proprio
indivíduo
serão
necessariamente
as
mais
horrorosas.
Eis
0
que
veremos
ainda
que
de
relance.
110 seguinte
numero.
Braga, 6
d
’
Oulubro
de
187o.
Padre
João
Rebello
Cardozo
de
Menezes.
[
Semana
Religiosa)
REVISTA ESTRANGEIRA
Do
«Monde»;
Lê-se
n
uma
correspondência d
,ri$idà
■
de
Saotander
ao
«Times»;
«Um
agente
intimo
do
go
Madrid
fez
propostas a
1).
Carlos
nas
quaes
lhe
offerece
o
titulo
infante
de
Hispanha,
cedas
vantagens,
pecuniárias
e
uma
amnistia
geral,
no
?aíi0 q(ití
eHe
queira
tomar
a
iniciath
a
riegociações'.
Estas
propostas
forar,,
re
pellidas com íir-
mesa e
dignidade,
parece
pois
que
esta
mos
mais
que
ui^nca
ala-iados
d
’um
con
vénio
e
que es\a
cruel
guerra
não
póle
terminar
seii
d
o
por
meio
du
sangue.
Os
carlistas
pôfcm
as
suas
esperanças
na
sua
própria
bravura, nas
suas fortes
posições,
uos
azares da
guerra
e
mais
que
tudo
nas
perturbações
políticas
que
preparem
os
republicanos.
>
—
Hendaya
7.
—
O general
Beiry foi
nomeapo ministro
da
guerra.
Os
artilheiros
carlistas
desalojaram
os
inimigos
das
posições
d’
Ucarte
e
de
Vil-
laba,
e
occuparam
na» depois
O bombardeamento
de Pamplona
con
tinua
;
falla-se
de
desastres
consideráveis.
—
Fronteira
d
’
Hispanha
7.
—
S.
M.
che
gou
a
Irurzun
com
0
general
Cavero,
e
ins
pecionou as
lorças
de
Gaudesa.
O
rei
en
controu
no
caminho
o
4.°
de
Castella,
um
esquadrão,
0 6.°
de
Navarra,
0
4.° d
’
Ala-
va.
dous destacamentos
de
cavallaria e
uma
bateria.
Algumas
forças
aílonsistas
fizeram
no
dia
3
uma
saida
de
Pamplona,
mas
lo
go
que
avistaram
os
carbstas
retiraram-se.
O
filho
do
antigo
chefe
de miqueleies
de
Guipozcoa,
snr.
Urdampilleta, apre-
senlou-se
a
D. Carlos.
E
’
commandante
e
chega
de
Cuba.
O
«Quartel
Real#
cita
0
capitão
Goe-
nechea
como tendo-se
distinguido muilo
na
ultima
batalha.
Os
carlistas collocaram
uma
nova
ba
teria
sobre
Hernani, em
Guiburu. No
dia
2
atirou
sobre
a
cidade
37
botnbas
;
a
bateria
de
Sanliagomendi
alirou
no mes
mo
dia
41
Houveram
muitos
estragos
nos
edifícios. A
uova
bateria
está
mui próxi
ma da
cidade.
No
dia
3
esta»
baterias
atiraram
sobre
a
cidade
92
granadas,
que
causaram muitos
estragos.
Na
noite
de
2
a
artilheria
carlista
ali
rou
sobre
S. Sebastião
51
bômbax.
—
Hendaya 9
—O
Rei
entrou
em
Estei-
la,
depois de
ler
percorrido
a
linha de
Larga
del
Puente la
Reina
perlo
de
Pam
plona.
Uma
columna
carlista
passou
0
Ebro perlo
de Logronho
e
entrou
na
aldeia
de
Arrobei.
Tres
baterias
atiram
coastantemente
sobre
Hereaoi.
E' falso
que
a
duquesa de
Madrid
fosse
a
Toiosa.
—
Bayona
9.
—Contioúa
a
ser grande
a
inquietação
em
S. Sebastião e
muitos
habitantes
continuam
a
emigrar.
Beaani
está sendo bombardeada
con-
tinoameole
pelos
carlistas,
que
parecem
querer
apoderar-se
(Telia a
todo
o
custo,
afim
de
voltar
todas
as
suas
baterias
con
tra
S. Sebastião.
GAZETILHA
Eteôção
eamararin.—
O
«Jornal
do
Minho»,
publica
um
convite,
assignado
por
vários
cavalheiros,
para
uma
reunião,
que
deverá ter
logar no
theatro
de
S.
Geral
do,
ás 11
horas
da
manhã
do
dia
24
do
corrente,
afim
de
se
proceder
á
escolha
dos
indivíduos que
terão
de gerir
os
nego
cio
*
d
’
e&le
muoiÇipio,
no
biennio de
1876-
1877.
Um nosso amigo
pede
nos
para
que
lembremos
aos
cavalheiros
que
constituírem
a mesa
n
’
essa
reunião,
—nos
quaes deve
rá
haver
toda
a
imparcialidade
—a
seguin
te
lista
:
João Carlos
Pereira
Lobato.
Antonio
Brandão
Pereira.
João
Augusto
de
Magalhães
Carneiro
João
Luiz
Pipa.
Jo^é
Joaquim
d
’
Araojo
Correia.
Antonio
Beroardino
Pinto
de
Madu-
reira.
Manuel
Marques
da
Silva
Pereira.
Cusn
de e<itao.-ação e
ecsMint».
—
O
snr.
padre A.
Coelho,
sacerdote
muito
illustrado
e
adornado
das
mais
excellentes
qualidades.,
acaba de
abrir
em
Coinibra
uma
casa
de
educação,
dc
que r
quelle ca
valheiro
é
director.
Chamamos
a
atenção
dos
paes
de
fi-
mili-i
para
o
respectivo
annuncio,
que
vae
inse
to na
secção
pro
.ria.
K
*
agt»B
*
iento.
—
Já foi annunciado
no
«Diário
do
Governo»
o
pagamento
dos
vencimentos
do
mez
de
outubro
ás
cias
ses
«clivas
e não
activas
que
costumam
receber
no
primeiro
do
mez,
para
o
dia
30
do
corrente.
U
*
««ra
o «trcSaiTft.—
Os
Roques
conti
nuam
a
lazer
travessuras
pelo
jornal
dos
sobrediclos.
Aquillo não
são
rapazes,
são
uns
de-
rn
onios.
Ora
leiam
o
que ahi
vae, sem
altera
ção d
’uma
só
virgula
:
«No
tempo
em
que
o
partido
históri
co
governou
este
paiz
estiveram
as
inscri
pções
a
50, note-se,
qoe
n
’
esse
tempo
ainda
as receitas
publicas
não
atingiam á
enorme
e
grandiosa
cifra
que
hoje atin
gem.
Agora
porém,
que
estamos
no
rei
nado
da
felicidade,
como
alíirmam
as
trom
betas
regeneradoras
e
que
até
o
ouro
oo
dizer
d’
elias
sympalhisa
com
o
snr.
Fon
tes
(o
primeiro
homem qoe
tem
havido
em
Portugal
para
os
esbanjamentos),
ago
ra
dizemos
que
todo
é
prosperidade
e
ri
queza estão
as
inscripções
a
54,
e
fazem
com
isto
os
amigos
do
governo
um
ba
rulho
infernal
para
acreditaietn
seus
amos.
Na
verdade
os bizarros-4-espantam
!!
! ah!
caridões
caridões,
as
inscripções
deviam
estar
segundo
a
felicidade
dos
vossos
pre
gões
a
99 l/
2 mas
vós,
esbanjadores,
assim
como
augmentaes
a
torto
e
a
direilo
a
receita,
tendes
o
capricho
de
duplicares
a
despeza.
A
vossa
boa
administração
con
siste
apenas
em
dares
grandes
falias
aos
compadres
e
afilhados,
e
em
proclamares
que
o
povo
póde
e
deve
pagar
mais,
e quem
vier
a
traz
que
feche a
porta.»
«A
observação
da
natureza,
nas
suas
manifestações
mais agradaveis
e
intimas,
nos seus mimos nas
suas
bellezas,
mais
queridas
das
boas
almas
e
mais
amadas
dos
corações
bem
formados,
deu
origem
a
que
o
poeia
portuense
escrevesse,
ao
correr da
penna
o
que
a
consciência,
il-
lUstrada,
e
impressionavel
pelo
bello
real
ou
pela
realidade
do
bello,
lhe
iadiclando.»
Meditemos.
Aviso.—
Acha-se
já
comprado o
ter
reno
no
cemilerio
publico,
para
n
’elle
se
fazer
o
jazigo
onde
devem
repousar
os
restos
morlaes
do
Muito Bev.°
padre
Marti
nho
Antonio
Pereira
da Silva.
Roga-se
a
todos
os
amigos
do
finado
que
subscreveram
ou
fizeram
promessas
de
coadjuvar
esla
obra,
que
deve
apontar aos
vindou
ros
o
sitio
onde
existem
as
cinsas
d
’este
virtuoso
e
digno
ecclesiastico, que
tanto
enobreceu
esla
cidade e
arcebispado,
de
mandarem
entregar
as oílerlas
ao
snr.
Domingos
José
Vieira
Machado,
na
praça
Municipal,
para
poderem
continuar
as
obras
e dar-se
a
final
com
as
respectivas contas
o
destino
que
no
programma
se annunciou.
Nomes
dos
que
leem
contribuído
Domingos
José
Vieira
Machado
. 90000
Custodio
José
da
Costa
Arnoso
.
20000
Francisco
Joaquim
Garcia. .
.
40500
João
Antonio
(TOliveira
Brag^.
.
405
,|
O
Manoel
Marques
da
Silva
Pereira.
4-0500
M.
S.
a
.............................................
0500
P.
e
José
Luciano Gomes da
Costa.
30000
Lopes.............................................
0240
João
Barbosa
de Mendonça Maga
lhães
.............................................
90000
Manoel
José do
Nascimento
Pa
lhotas
..................................
0500
José Maria Dias
da
Costa
.
.
.
20250
Dr.
Anlonio
Bernardino
de
Mene
zes........................................
20000
Anonyrno............................... 20250
Prior
de
Estella...................
20000
João
Luiz
Pipa.........................
40509
Somma
alé
hoje.
.
.
500740
•Jubileu
«!«» ttnno
nanto. —
A
ir
mandade
dos clérigos
de
Guimarães,
ten
ciona
lazer
a
sua
visita procissioiialmente
para
alcançar
o
jubileu
do
anno Santo
nos
dias
22,
23
e
24
do
corrente,
ás
egrejas
marcadas que
são: Collegiada,
Miseri
córdia,
Santos
Passos
e
S.
Francisco.
Na
sua
egreja
de
S.
Pedro
haverão
sem
pre
confessores
para
todas
as
pessoas
que
se
quiserem
aproveitar d’
esta
graça,
poden
do
encorporar-se
á procissão,
ainda
mes
mo
que não
sejam
irmãos.
de lâoaua.
—
Roma 7. O
Papa
recebeu,
na
sala
do
Throno, o gene
ral
Nazar-Aga,
enviado do
shah
da
Pérsia.
O
general loi
recebido
com
todas
as
honras.
Entregou
ao
Papa
uma
carta
au
tografa
do
shah,
dizendo
que
o
rei
da
Pérsia agradecia a
carta e
os
presentes
enviados
por
sua Santidade,
e
que
deu
as
ordens
necessárias
ás
auctoridades
pa
ra
que
os
catholicos
sejam
protegidos
e
respeitados
no
exercício
da
sua
religião
O
Papa
agradeceu
ao
general.
A
ngua Benta oao geeule» XIX, o
SigtíaB
<ia Cruz
»a«» aeeulo
XIX,
«>
no
Meeulo
XIX, A vida
é
degtoia
da
«morte,
etc por
Mons.
Gaume.—
Não
falta
quem
negue os
do
gmas,
ridicularise
os
mistérios,
escarneça
das ceremonias
e
cousas
religiosas
E’
mis
ter,
pois,
que
o
catholico
lance
mão
das
armas de
inslrucção
para
combatler
a
ig
norância
e
a má
fé,
exaltando
assim
o
cul
to
catholico.
Comprehendeu
bem
esta
ne
cessidade o
grande
escriptor
religioso
da
França,
Mons.
Gaume,
escrevendo
algu
mas
cartas
a
um
seu
amigo,
ácêrca
da
Agua
Benta
no
século
XIX,
o
Signal
da
Cruz,
o
Angelos,
/I
vida é depois da
mor
te,
etc.
Todos estes
livros,
traduzidos
em lin
guagem
portugueza,
e
editados
pelo
snr.
Ernesto
Chardron,
são
um
arsenal onde
o
catholico
encontra
armas
de
rija
tem
pera
para
defender
as
crenças
que
profes
sa.
A
argumentação é
forte e
convincente.
As
deduções
lógicas e persuasivas.
O es
tilo
ameno
e
agradavel
Ninguém,
que
seja
catholico,
póde
dispensar
tão
uteis
conhecimentos,
sobre
tudo
achando-se
em
face
de
tantos
inimi-
que
motejam
das
coisas
sagradas.
São
livros
estes
que
devem estar
so
bre
a
meza
(1’
aquelle
que
presa
e
ama
a
religião
catholica.
Somos
tão
indolentes
em
proteger
a
propagação
dos
bons
livros,
que
ha
moti
vo
para
receiar
que
os
inimigos
tirem
proveito
das
suas
publicações ímpias
e
immoraes.
Se
o
indifferenlismo
é
a
maior
e
peior
chaga
do
corpo
social,
combatlemos
esla
enfermidade
fazendo circular por
toda a
par
te
os
livros
que
despertem
a
veneração
e
o
respeito
a tudo quanio
é
santo
e
sagrado.
Até
boje ainda
não
cessamos
de
cum
prir
esle
dever ;
e
agora
damos
d
’elle
novo
testemunho
recommendando
as
obras
de
Mons. Gaume
as
quaes teem
merecido
a
approvação
do
SS.
Padre Pio
IX
e
o
aco
lhimento
de
lodos.
Breve
falleremos
de
espaço ácêrca des
tas
obras.
Experiências.—
Acaba
de
experimen
tar-se
em Glasgow uma
carruagem
movida
pelo
ar
comprimido.
Nas
tres
viagens
de
ensaio
que
se
fizeram,
o
vehiculo
poz-se
em
marcha
com uma
pressão
de
9
e
de
13
atmosferas.
Obleve-se
uma
velocidade
de
16
kilo
metros
por
hora
com
uma
pressão
inferior
a
9
atmosferas,
mas
não se
tem
a
preten-
ção
de
alcançar
uma
velocidade
maior
de
10
kilometros
nas
estradas.
A saida,
a
detonação,
a
marcha
para
traz,
o
aug-
menlo
e
a
diminuição
da
velocidade,
rea-
lisaram-se
muito
facilmente
e
sem
ruido.
Calcula-se
que
este
meio de
locomoção
custa
muilo
menos
que
a
traeção
por
meio
de
cavalgadura.
—
(P.
de
Janeiro)
Monopolio
de atnigns.—
Parece-
nos este
o
termo
mais
apropriado
para
designar
o
regimento de
(nossos
amigos»
com
que
guarnece
a
sua
cidadella
um
jornal
que
se
publica n’
esta
cidade,
em
o
seu (>.°
correspondente
a
terça-feira,
19.
Em
61
linhas,
espaço
de
meia
colum
na,
períilla
nada
menos de
DEZ
(nossos
amigos»,
pela
fórma que
segue:
—
Retiramos
o
folhetim
do
nosso
pre-
sadissirno
amigo...
—
Falleceu
o
nosso
estimável
amigo...
—
Falleceu
a
esposa
do
nosso amigo...
—
Falleceu
a
thia
do
nosso
dedicado
amigo...
—
Falleceu
a
mãe
do
nosso
estimadís
simo amigo...
—
Tem
estado
doente
o
nosso
amigo...
—
Deu-se á
sepultura uma
lilhinha
do
nosso
digno
e
estimável
amigo...
—Partiu
hontem
o
nosso
estimável
amigo...
—
Partiu
hontem
o
nosso
amigo...
—
F...
roubou
a
um
fabricante
de
cha-
peos e
nosso
amigo...
Clareia
Morena.—
O
«Times»
pu
blica
o
seguinte
despacho que
lhe
foi tran-
smiitido
de
Paris
em
data
de 5
do
cor
rente
:
«segundo
informações
fidedignas,
pa
rece
que
Gaicia
Moreno,
que
íoi
presiden
te do Equador,
succumbiu
ás mãos
dos
membros
d'uma
sociedade
secreta,
cujas
ramificações
cobrem
toda
a
America
do
Sal
e se
estendem
á
Europa.
O assassino
que
entrou no
palacio
do
presidente
em
Quito,
fôra
escolhido á
sorte.
Como
o
pre
sidente
do
tribunal
marcial dissesse
a
um
dos
cúmplices,
um
oíiicial
preso pouco
depois
do
assassinato,
que
se
lhe
respei
taria
a
vida
se
quisesse
revelar
os
nomes
de
seus
associados,
este
respondeu
:
—
Pouco
vale
a
minha
vida,
porque
se
vós
m
’a
poupásseis, não
m
’a
poupa
riam os
meus confrades.
Antes
quero
ser
fusilado
do
que
apunhalado.»
Que
tenebrosa
associação
será
esla,
ajonia
a
«Palavra»,
que
lem
o
assassinato
como
um
de
seus
meios
de
acção?
E
’
de
crer
que
as folhas revolucionarias
não
at-
tribuam
tào
odioso
crime
aos
Jesuítas,
como é
costume
seu.
O
silencio
que
até
hoje
leem
guardado
sobre
este
facio
é
muilo
para
notar
;
nem uma
só
palavra
de
sentimento pelo
trágico
fim
do
presi
dente,
nem
uocia só
frase
de
execiação
para
os
covardes
assassinos,
e
apenas
algumas
calumnias
ou
inépcias
ácêrca
da
vida de
Gaicia
Moreno.
Santa
gente!
<Ds
ííigwiles.—
Bigode
negro
e
espes
so
denota um
coração
sensível
ás
doçuras
do
amor.
A
cor
loura
nos
bigodes
revela
um
espirito
volúvel.
Os
bigodes
castanhos
simbolisam
os
bons
sentimentos.
O
bigode
descuidado
e
que
se
deixa
ciescer
ao
acaso
significa
nenhum
apego
á
vida,
espiritualismo
exagerado,
ou
affa-
zeres
mercantis.
O
bigode
aparado
nas
extremidades
ma
nifesta
pouco
gosto
ou
um
caiacter
me-
lhodico.
O
bigode
retorcido
e
gommado
é
o
«nou
plus
ultra»
da
«coquetterie»
mas
culina.
Sublime
dedicação. —
Entre
lodos
os
naufrágios
uo
ar,
merece
ser
citado
o
fim
heroico
do aereonauia
Barris.
Em
uma
ascensão
que
fez
em
Lon
dres,
não levaodo
outro
companheiro além
da
mulher
que
amava,
notou
que por
um
defeito
de construcção
da
valvula.
além
de.
ser
esta
muilo
grande,
uão
podia el
le
fechai
a
quando
peia
primeira
vez
le
ve
qoe
eotreabril-a.
Uma
perda
de
gaz
rapida
e
continua
fez
de
repente
descer
o
globo com
violência
prodigiosa.
O
aereonauia
desorientado
vê
por mo
mentos
approximar-se
a
terra,
oude elle
e
a sua
companheira vão
ser
esmagados,
se
algum
alijamento de peso do
globo
não
vem
suavisar
a
queda.
Para
contra
riar a
força
cega
que o
precipita,
á
falta
de lastro
atira
os
instrumentos,
a
roupa,
tudo
quanto
a
barquinha
levava.
Mas
o
globo
desce
com
rapidez:
um momento
mais
e
morrem
os
dois.
Então
Barris não
hesita;
para salvarI
a sua
companheira,
precipita-se no espa-
ço.
Alguns momentos depois,
o
globo
alijado
depunha,
quasi
sem
abalo
algnm
a
joven
esposa
viva
ao
lado
do
corpo
mutilado
d
’
aquelle
qoe
acabava, com
ar
rojo
sublime,
de
sacrificar
a
vida
por
ella.
Innunclaçõea no «Japão. —Quasi
pelo
mesmo
tempo em
que
o
Garoone
causava em
França
os
itnrnensos desas
tres
qne
lodos
conhecem,
o
Japão
sofffia
tambern
innundações
horríveis.
Do
1.°
a
10 de
julho
haviam
caido
chuvas
diluvianas,
sem
u;n
minuto
de
interi
upção.
Soube-se successivamente
que
o
Si-
namo,
rio
da
ptouncia
de
Yetchigo,
sai-
do
do
seu
leito,
acabava
de
assolar
toda
a
região
comptebendida
entre
a
sua
ori
gem e
o
mar
;
que
o
rio Thomé,
na
pro
víncia
de
Simodreuki,
acabava
de
engolir
centenares
de
casas
e de
afogar
vinte
cinco habitantes.
No
Ken
Iwadé,
os
rios
sairam por
toda
a
parle do leito,
os campos de
ar
roz
ficaram
inoundados
e
perdidas
as
co
lheitas.
Genio e
oitenta
povoações
situadas
nos
arredores
de
Yogoirale
foram
engolidas
pelas
aguas.
Mas
o
cataclismo
de
mais
importaoçia
é
noticiado pelo proprio
jornal
ciliciai
do
Japão.
A
montanha
Komagalchè
abriu-re por
um
dos lados ê
deixou escapar
uma
cor
da
de
agua torrencial
que
arrastou,
com
o
estabelecimento
dos
miueraes,
construi-
do
ao
sopé
d
’
esta
montanha,
as
casas
de
uma
pequena
povoação
contígua
Os
ba
nhistas.
bastante numerosos,
foram
sur-
prehendidos
e
arrastados.
Foram encon
trados
trinta
cadáveres
de
homens.
Nào
se
pode
avaliar
ainda
a
quantidade
das
vi-
ctimas
e
a
oaluresa do desastre.
Aaaassí
nio.
— Segundo
se
lê
no
«Viriato»,
foi
assassinado
no
dia
8
do
corrente
o
Padre
Nrcolaii
Teixeira,
de
Villa
Pouca
de
Tarouca.
A
aucloridade investiga
com
a
maior
actividade,
mas
nada
se
sabe
até
«gora
mais
do
que,
recolhendo
o
infeliz
padre
Ntcolau,
que
pa»sava
por
bom
homem,
a
casa,
seriam
8
horas
da
noite,
lhe
dispa
raram
um
tiro
pelas
costas
varando-o
com
uma
bda,
que
lhe atravessou o
coração,
e
o
matou
instantaneamente.
O
8«»r.
biBjpu de
Bragança.—
Realisou-se
hontem,
11, pelas
2
boras
e
meia
da
tarde,
a
eolrada
solemne
na
Sé
do
ex.
ru0
e
rev.
mo
bispo
de
Bragança e
Miranda,
o
snr.
D.
José
Maria
da
Silva
Ferrão
de
Carvalho
Márlens.
A
municipalidade havia leito
os
convi
tes
para
esta
ceremonia.
A
’
hora
designada saiu
o
reverendo
bispo
do
seu
paço
episcopal
e
di
r
igiu
se
á
egreja
de
S.
Francisco.
Achavam-se
á
porta
do
templo
todos
os
funcciooarios,
o
regimento
de
cavallaria n.°
7
e
o
buta-
ibão
de caçadores
n.°
3.
S.
ex.a rev.m
*
loi
recebido debaixo
do
pallio,
e
depois
de
fazer
oração
no
tem
plo
e
de
ser
paramentado,
como
é
de
es
tilo,
dirigiu-se
para
a
Sé.
No
átrio
da egreja
de
S.
Francisco
leu
o
snr. presidente
da
camara
municipal
uma
allocuçáo
ao
snr.
bispo,
por
haver
tomado
conta do
governo pastoral,
a
que
s.
ex.a rev.
ma
respondeu
em sentidas
e
eloquentes
frases.
Depois
desfilou
o
cortejo,
indo
em
fren
te
a
cruz
alçada,
e
o
snr. bispo
debaixo
do
pallio.
Pegavam
ás
varas
os
snrs.
di-
reetor
das
obras
publicas,
da
aTandega,
delegado
do
thesouro,
,do
procurador
re
gio,
oíiicial
ás ordens
do
general,
substi
tuto
do juiz
de
direito,
e
administrador
do
concelho
e
o
empregado
que
serve
de
secretario geral.
Servia
de
caudalario
o
sobrinho
do
reverendo
Prelado,
filho
do
snr.
procu
rador
geral
da
corôa.
Seguiam
o
cabido,
a
camara
munici
pal, irmandades
e
muitos
unccionanos,
fechando
o
préstito
os
dois
corpos
da
guarnição
da
cidade.
Chegado
que foi
á
Sé,
o
vigário ca
pitular
leu
uma felicitação
ao
digno
Pre-
la
lo,
que
respondeu
em
frases
fraternas
e
sentidas.
Foi
depois
entoado
o
«Te-Deum>,
de
Marcos
Portugal,
por
musica
vocal e
instrumental,
e
íindo
elle
o
snr.
bispo
fez
uma
predica
em
que
revelou
ser bom
ora
dor
e
muilo
modesto.
Deu
então
o
an-
nel
a
beijar
ao
cabido e
aos
convida
dos.
A
’
s
5
horas
e
meia
terminou
esta
so!emnidade,
indo
os
convidados
acompa
nhar
o
snr.
Bispo
á
sua
residência.
Nas
ruas
era
grande
o
concurso
de
povo.
A
maior
parle
das
casas
das ruas
pnn-
cipaes illuminaram-se á
noite.
Não
houve
o
menor
desaguisado,
o
que
é
devido
ao
bom
povo
de
Bragança.
O
snr.
bispo
é
geralmente
estimado
pela
sua
affabiíidade
com
todos
que
com
elle
trariam.
—/#,
de
Noticias).
ASYLO
DE I). PEDRO V.
Não
tendo
havido
numero
legal de
associadas
para
a
eleição
da nova
Direc
ção
do
Asylo
de
D.
Pedro
V
de
Infaneia
Desvalida, no
dia
17
do
corrente,
faz-se
publico
que,
segundo
o
disposto
pelos
Estatutos,
se
procederá
á
eleição
no
do
mingo,
24
do
corrente,
ás
11
horas
da
manhã,
com
o
nuinero de
associados
que
se apresentarem
na
sala
do
dito
Asylo
á
rua
do
Alcaide,
n.° 9.
Braga
e
secretaria
do
Asylo de D.
Pe
dro
V
de
Infaneia Desvalida,
18
de outu
bro
de
1875.
O
secretario,
Manuel
Simões Braga.
SUBSCRIPÇÃO
Acha-se
aberta
uma
subscripção
para
soc-
correr
uma
farnilia
honesta,
composta
‘de
duas
senhoras,
que,
tendo
vivido
na
abas
tança.
se
ach'.m
agora,
pela
contingência
da
sorte,
reduzidas
a
extrema
miséria.
Implora-se
a
caridade
publica
para
ado
çar
a
penosa
situação d'aquellas infelizes.
Os
donativos
podem
ser entregues
no
escriptorio da
administração
d'este
jornal,
rua
Nova, n.°
3.
N’e»ta reíSwcçíêí»
se aelaatn Ȓ ven
da
pBaoíisgrapbía»
«lo Seithnr E9. Mi-
gweí,
receeiteiuente
da
AIlemnstBas».
PREÇOS
peqjregias
1Í53
réis.
A
m
Bnaioa
*
e»
300
B
*éí@.
A.
23ES
(A
pedido).
A
’
e ímmaetsUdi» Vir-
gem
Mue-iw
Cvforio»i»sima i?Siíe
de ««os-uso
Se8a2aí»8»
e Salvador
Je
sus ©Jaristo »aa>»so
Divino
Hestre.
DEPREC
a
TOBIA.
Oh!
Virgem
Maria
guiae-nos
No
*
«anetos
caminhos de
Deus
E
alcaoçae
para
nós
logar
Eutie
os
eleitos
nos
ceus
P;na
sempre
Vos
bernduermos
Repletos
de
ardente
amor
E
a
Jesus
Vosso
Filho
Que
é
o
nosso
Salvador
E
lambem
ao
Eterno
Pae
E
ao
Divino
Spirito
Saneio
Cheios
da
Divina
Graça
E
do
mais
vero
e
vivo
amor.
Braga.
M.
A.
Mendonça.
Anlonio
Joaquim
Loureiro,
Manoel
Jo
sé
Marques,
Narciso
José
Marques,
Jose
Anlonio
Marques
e
Bernardo
José
Fer-
naudes
Carneiro,
agradecem
a
todas as
ill.‘nas
e
exc.
‘
"
as
pessoas
que
por
occasiào
do
sentido
falleeimento
da
sua
muito
pre
sada
esposa,
filha,
irmã
e cunhada,
An
ua
Emilia
Marques Loureiro, os
cumpri
mentaram
e prestaram os
seus
serviços,
bem
como
a
todos
os
ill.
nios
e
exc.
n,os
snrs.
que
assistiram
aos
oflicios
funebres
na
egreja
da
Misericórdia
no
dia
16
do
corren
te
e
acompanharam
ao
cemiterio,
a
todas
agradecem
e
protestam
seu
grato
reconhe
cimento.
Domingos
Antonio
Gomes
Borges,
e
seu
irmão
Feliciano
Gomes Borges,
sum-
mamente
penhorados para
com
os
ill.
mos
snrs.
que
se
dignaram
assistir aos
oflicios
funebres de seu
presado
thio
o
revd.0
pa
dre
José
Borges,
e
na
impossibilidade de
agradecer-lhes pessoalmente
como deviam,
veem
por este
meio
protestar
a
todos
a
mais
indellevel
gratidão e
profundo
re
conhecimento.
(2757)
Antonio
Luiz
Machado,
Idalina
Augus
ta
Machado,
Adelaide
Augusta
Machado,
Anna Augusta Machado,
Maria
Augusta
Machado,
Antonio
Joaquim
Machado,
(au
sente) Delfim
Francisco
Dantas,
Joaquim
Gonçalves,
pae,
irmãs,
thias
e
primas,
eternamente
agradecem
a
seus
parentes
e
amigos que
se
dignaram
acompanhar
á
sua
ultima
morada
sua
presada
filha,
ir
mã
e
sobrinha
Julia
Augusta
Machado.
Braga
21
d’
oulubro
de
1875.
(2758)
A
O
I
p
PREVENÇÃO
Gabriel
José
Vieira
da
Silva,
previne
a
todas
as
pessoas
que
não se
responsabilisa
por
qualquer
contracto
feito
com
Adelino
José,
seu antigo
caixeiro, posteriormente
ao
dia
15
do
mez
que
corre.
Braga
19
de
outubro
de
1875.
(2755) Gabriel José
Vieira
da
Silva.
Casa
de
educação
e
ensino
0
Presbytero
Albino Ferreira
Antunes
Coelho,
recebe
em sua
casa
(Couraça dos
Apostolos)
alguns
alumnos
por
cuja
edu
cação
moral
e
aproveitamento
lilterario
se
responsabilisa.
Lecciona
se
o
curso
com
pleto
das
línguas
vivas,
que
fazem
parte
do
programma
dos
lyceus.
Os
alumnos
internos,
que
estudam
na
mesma
casa
pagaȋo
145909
reis,
os
que
estudam
fóra
125500.
Uns
e
outros 55009
reis
de
joia.
A
casa fornece
todas
as commodida-
des,
roupa
lavada
e
gomada,
etc.
■
rti
»
Trrurriwrn~nnrrririm
A
antiga
sociedade
viação
bra
carense
Continua
com
as
suas carreiras
diarias
entre
Braga,
Barca,
Arcos e Monsão,
des
de
o
dia
28
de
outubro
em
diante,
retiram
provisoriamenie
o
carro
qtie
d’
esta
cida
de
sae ás 5 horas da tarde
para
Monsão
e
vice-versa.
Braga
20
de outubro
de
1875.
(2756)
José
Luiz
Ferreira.
Francisco
Anlonio José
Vieira
partici
pa
ao
publico
que
dissolveu
a
sociedade
que
tinha
com
seu sogro
Francisco
José
Dias,
á
esquina
da
rua
de
S. Marcos,
(Largo dos Remedios)
e
acha
se
actual-
mente
com
oflicina
de alfaiate
estabelecida
na
rua
de S.
Marcos,
n.°
44.
Faz
toda
a
obra
tanto
para ecclesiastico,
como
pa
ra
secular,
tudo
com o
maior
esmero
pos
sível.
e
por
preços
rasoaveis.
Roga
pois
aos
amigos
e
conhecidos
o
coadjuvem
com
seus
favores.
(2753)
iSwIõ
Lm
homem
só
deseja
encontrar
nas
pro
ximidades
da
cidade,
em
casa
de
família,
um
commodo
decente
e
mesa.
As
infor
mações
recebem-se em
casa
dos snrs.
Al
meida
&
Pereira,
largo
do
Barão
de
S.
Martinho,
n.°
18.
(2759)
NO
ÊÕ
ÊS
FiFÊLÊcIãiÊN
TO
Joaquim
Leal
participa
ao
respeitável
publico e parlicularmente
aos
seus
amigos
que
acaba
d
’abrir
o
seu
estabelecimento
de fazendas
de
lã,
seda
e
algodão,
na
rua do
Souto,
n.°
39.
Abster-se-ha
de
ven
ler
nos
domingos
e
dias
santificados.
(2751)
Rua
du
Campo,
n.°
22
—
Braga
Alugatn-se
os
altos
da
casa
n.
°
22,
qoe
tem
commodos para numerosa
famí
lia.
Trala-se
na
«resma
de
seu
aluguel
e
póde
ver-se a
toda
a
hora
do
dia.
(2626)
~ALMEIDA
&
PEREIRA
Largo do Barão de
S.
Martinho
n.° 18
Compram
e
vendem
acções
de
todos
os bancos
e
companhias,
e
inscripções
cfassentamento
e
coupons.
(í)
rr- t^siar
•.
.w^jsmsraarararaíQwrasE
Paquetes
a sair
de Lisboa
:
MONDEGO
.
29
de
Outubro
|
NEVA
.
.
13
de
Dezembro
ELBE . . 13
de
Novembro
j
GUADIANA
.
29
de
<
MINHO
.
.
29
de
»
|
DOURO
.
.
13
de Janeiro
0
paquete
de
13
toca
em
S.
Vicente,
Pernambuco,
Bahia,
Rio
de
Janeiro,
Montevideu
e
Buenos-Ayres.
0
paquete
de 29
toca
em
S.
Vicente,
Rio
de
Janeiro,
Montevideu
e
Bue
nos-Ayres.
C
b
preçcss 8»o
moaito raHoaveh
Esta
companhia
para maior vantagem,
resolveu
ter
a
bordo
de todos
os
seus
vapores,
criados
e
cosinheiros
portuguezes para
servirem
os
passageiros
de
todas
as
classes,
cujo
tratamento se
torna
hoje
o
melhor
possível.
Cada
passageiro
de
3.a
classe
tem
grátis,
belixe
com
colchão
e
roupa
de
cama, vinho
e
comida
á
portu
gueza,
tudo
em
abundancia.
0
transporte
do
caminho
de
ferro
alé
Lisboa
é por
conta
da
companhia
bem
como
outras despezas.
Para
mais
esclarecimentos
prestana-se
cm
casa
do
agente
n
’
esta
cidade,
rua
da
Souto
n.°
43.
—
Em
Braga.
João
Manoel da
Silva
Guimarães.
(V
*
)
Rio
de Janeiro,
Montevideu,
Buenos-Ayres,
Valparaiso,
Arica,
Islay
e
Callao
CARREIRA ^©INZENAIL PARA PEKNAIffiEUC® E BAHIA
A Companhia
reduziu
os preços,
conservando
as
mesmas
vantagens como
até
aqui
tem
oflerecido
aos
snrs.
passageiros
:
excellentes
commmios, bom tra-
taniento,
bastante espaeo para bagagens e viagens rapida»,
pois
que
OS
FaqiBetes
«So FacifJeo
tem
gasto
SÓmente
3
3
«íias «Ie JLSsboa a<«
Rio «Ie
Janeiro.
Preços
das
passagens
incluindo
o
caminho
de
ferro do
Porto
para
Lisboa
—
—
WMBtwwNrCTMoimiii.w-nmMi
iwmi
—ui
■■
iwi
i
i.
awsiti
.
mi
——r»*
—■Twmnripwimi
3/
CLASSE
2.«
CAMARA
l.«
CAMARA
Pernambuco...................................................
405000
815000
1085000
Bahia.............................................................
40&000
905000
1175000
Rio
de
Janeiro
...............................
455000
905000
1215500
Montevideo
e
Buenos-Àvres. .
.
545000
905000
1575500
Valparaiso,
Arica,
Islay
e
Callao
....
1265000
1895000
3085500
Crianças «los passageiros
Até
aos
12
annos
meia
passagem.
A
’
é
aos 8
annos
a quarta
parle.
Alé
aos
3
annos
grátis,
uma
só de cada
farnilia.
Todas
as
terças
feiras
sahirá
de
Lisboa um
paquete,
os
passageiros de
3.
*
classe teem
beliche
com
colchão e
roupa,
comida
a
portugueza
em
abundancia
e
vinho
duas
vezes
por
dia
AGENTES
EM BRAGA—Almeida
& Cereria.
Trata
a
passagem
a
pagar
ã
vista
e
a
prazo
com
fiança. (K
rão
a pagar
mais um
por
cento,
por me
pela demora
da entrada
ou
entradas
em
falta.
Banco
agricola e
industrial
da
Extremadura
São
convidados
os snrs.
accionistas d
’
es-
te
Banco
a
fazerem
a
4.
a
entrada
de
2
‘
)
por
cento,
ou
105600 reis por acção desde
o
dia 2
a 6 de
novembro
proximo.
Porto,
séde
do
Banco,
Praça
de Car
los
Alberto
n.°
92.
Lisboa, rua
dos
Bacalhoeiros
—
51
—
ca
sa
de
David
Gonçalves
Chaves.
Braga,
casa
de
João
Baptista
Lopes.
Ao
senhores
accionistas
que
quizerem
fazer
nos
referidos
dias a
5.
*
e
ultima
entrada
de 20 por
cento
ou
105000
reis
por acção, lhes
será
n
’
esse
acto
abonado
um
por
cento
do
juros
pelo
adiantamen
to do
pagamento
d
’esta
ultima
enirada.
Em
conformidade
com
0
art.
56
§ uni
co
dos
estatutos
d
’este
Banco,
previnen-
se os
snrs.
accionistas
que
não
fizerem a
entrada
dentro
do
praso
marcado,
que
te-
Porlo
14
d
’
outubro
de
1875.
Os
directores,
Eduardo
Lyon
Felix
Plácido
Sonde
(2149)
Eduardo
Bibeiro
Mendes.
AÍ.^ÍJGA"SE
Um
piano
forte.
Para
tratar,
no
cam
po
de
D.
Luiz
1,
n.°
1
(enirada
da
rua
do
* Capellislas.)
(2734)
Eava
especial
da
ilha de
S.
Mi
guel
Este
legume,
geralmente usado
para
penso
de
gado cavallar,
muar
e
mesmo
bovino,
é
de
uma óptima
nutrição.
Grande
deposito
a
preços
rasoaveis;
Cima do
Muro
(dos bacalhoeiros)
n.°
77,
Porto.
(2748)
05
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02
02 ©
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3
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3
Agencia
do
Banco
de
Vianna
CARVALHOS
&
O."
Rua
do
Souto
n.°
'30
©
Ml
02
S
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Esta
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Parte de Comércio do Minho (O)