comerciominho_19101875_410.xml
- conteúdo
-
Assigna-see
vende-se
no
escriptorio
do
editor
e
proprietário
José
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.°
3E,
para
onde
deve
aer
dirigida
toda
a correspondência
franca
de
porte.
=
As
assi-
gnaturas
são pagas
adiantadas
;
assim
como
as
correspondên
cias
de
interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
ÁS
TERÇAS, QUINTAS E SABBADOS
aacãiNatoa
P
reços
: Braga,
anno
1^600
rs
.««Semestre
859 rs.=Prou»n-
cias,
anno
2&400 rs
e
sendo
duas 4&009 rs.-«Semestre
1&250
rs.
—
Brazil,
anno
4$400
rs.=Semcstre
2$309
rs.
moeda
forte,
ou
10&009
reis
e ÕâoOO
reis
moeda fraca.
—
Annuncios
por linha
20
rs.,
repetição
10
rs. Para
os
assignantes
%0
% d
’
abatimento.
i^iiãàsiÈ«õ5SõSi3í
*wsõãBãi«^«mj>«ãuíiK
*s»MWMi»H>a
*
<Ma^MiiéwaH<»
J-s<sriãe»ãi»iiSSSiêí»»',.-
*
w>
BRAGA
—
TERÇA-FEIRA fi» »E
OUTUBRO
Ainda
aLaxarisíaw».
II
A
QUEM
É
FEITA A GUERRA?
[Continuação]
«Nada
póde
haver
n
’
este
mundo
digno
da
affeição
do
homem, todo
o
trabalho
é
inútil,
toda
a
esperança mentirosa,
toda
a
perfeição
absurda».
Nada
ha
digno da
affeição
do
homem!
E
diz-se
isto
da
religião chrislà,
que,
reunindo
rriíma
só
lei
toda
a
sua
doutrina,
manda
que
nos
amemos
uns
aos
outros
!
«Todo
o
trabalho
é
inútil».
Confesso
não
perceber o
que
refeie o
snr.
Fonseca. Todo
o
trabalho
é
inútil!
Que
trabalho?
O
manual?
O mlellectu.il
?
E
’
a
primeira
vez
qoe
ouço
diser
que
a
nossa
religião
coodemna
o
trabalho
por
inútil
!
O
trabalho,
quer manual, quer in-
telleclual
foi
sempre
uma
virtude
para
os
chrisião
*
,
snr.
Fonseca
I
«Toda
a
esperança
mentirosa,
toda a
perfeição
absurda».
A
esperança em
coisas
d
’
esle
munio
é de
sua
naturesa
mentirosa.
A
perfeição
se
não
é
absurda,
se
effectivamente
póde
existir,
é
efemera.
Indique-me
o
sor.
Fon
seca
que
coisa
petfeita
viu
que
o
p
re
passar
dos annos
uão
anniquilasse,
ou
que
perfeição
existe
que
possa
dosaliar
a
acção
íenld
mas
destioidora
do
tempo?
Cidades
magnificas,
primores d’
arte
que
maravi
lharam o
mundo, mal
se
lhe
encontram
hoje
os
vestígios,
admiráveis
ainda,
por
que
a
imaginação
os
reveste
de
parte
dos
passados
esplendores.
Sublimes
confecções
do espirito
humano,
quantas
se
leem
per
dido
lotalmente, sem
que
ao
sabio
seja
permiltido
eccontrar-lhe
nem
mesmo
os
vestígios?
O
homem,
o
rei
da
creação,
que por
mais d’
uma
vez,
imitando
o
anjo
rebelde,
lem
ousado
levantar
a
f/ce
altiva
ante
o
seu
creador,
cae
ámanhã, fulmi
nado
pela
lei
fatal
da
destruição
e
re
duz-se
a
pó
que
o
vento
arrebata
e
es
palha
nos
ares.
O
filosofo
christào
considera-se
n
’este
mundo
em
viagem.
Pára
um
momento
a
contemplar
e
admirar
as
bellesas que
en
contra
uo
caminho,
mas
não
se prende
a
ellas,
porque
sabe
que
na
sua
patria
vae
encontrar
a
maior
de
todas
bellesas
e
perfeições—
a
que
não
póde
perecer—
a
face
do
Senhor
!
«Deus
volveu
a
sua
face do
rei
da
creaçao e condemnou-o
aos
abrolhos das
penas
infecundas, ao
peipetuo desalento
do
exílio».
Creto
já
ter
demonstrado
ao
snr.
Fon
seca
que
[tara
o
christào
oão
ha nem
perpetuo
desalento
nem exílio.
«Transformado
assim
o
td-al
de
todas
as
religiões
tFutu
liranno
cruel,
n
’
um dés
pota
caprichoso,
é
claro
que
lodo®
os
dogmas e
preceitos,
toda
a
disciplina
e
rito
que
deriva
de
tal
religião, em
vez
de
encaminhar
livremtnte
o
homem para
o
futuro
da
sua
perfectibdidade, prende-o
ao
poste da
lurlura,
á
gehena
da
escra
vidão».
Forno
a
perguntar
so snr.
Fonseca:
—
Então
o
homem
é
perfeito
ou uão? Em
que
ficamos?
Se
o
homem nao
é
perfeito
hz
a
religião
chri-tã
ideia
exaclristma
do
principio
creador
e justo,
da
omnipotência
e
da
omnisciência
divina,
porque
a
Deus
uão
podia
agradar
uma coisa
imperfeita.
Se
é
perfeito,
que
quer
o
snr.
Fonseca
diser
com
as
suas aspirações
a
um
futuro
de
petlectibiiidade,
qne
nem
mesmo
de
fine
!
Altenção
aos
seguintes
paragrafos, que
oão
commenlo,
por
já
ter respondido
á
parte
essencial
d
’
elles.
Drsculpem-me
a
tianscripção.
Repugnam-me
taes blasfémias,
mas
torna-se
necessário
tornar
bem claro,
bem
indiscutível
o
fim
a
que
visa
o
snr.
Fonseca.
«O
canbolicismo,
exagerando para
os
seus
fins
ambiciosos
a
doutrina
de
um
visionário, de
um
aborrecido,
de
um
ho
mem
singular
que
soffria
na
sua grande
alma
todas
as
desgraças
da
sua
nação
e
do
seu
povo,
exagerando
a
misantropia
de
Christo,
anda ha desuno
séculos
a
es
magar
com
a
sua
cruz
de
ferro
as
palpi
tações
ardentes
da
humanidade.
<E
’
evidente
que
b<>je
o
calholicismo
é
apenas
uma religião
de
transição
e
mai
*
nada.
«Quando
ella
se
apagar
na
face
da
terra
a
luz
que
se
erguer
então
no
ho
rizonte
do
ideal não
hade
ollomiar
decerto
uma
cruz,
nem
a
cara
li
vida
de
um
mon
ge».
Creio
que
até
mesmo
para
os mais
diíliceis
de
contentar
ahi fica
de
sohra
com
que
se
prove
qne
a
guerra
não
é
feita
a
lazarislas
jesuitas
e irmãs
de
cari
dade,
mas sim
á
religião
christã.
Não
se
trata
pois
d
’
esta
ou
d
’
aquella
corporação
religiosa, trata-se da
grande
lucta
de
prin
cípios Não
se
atacam
os lazarislas
por
que
elles
abusam
do
seu
sagrado
minis
tério,
mas
porque são
os mais
denodados
campeões do
calholicismo
e
os mais
fer
vorosos recrutadores
de soldados para
o
campo
da
verdade. E
’
esta
a
unica
con
clusão
lógica
que
se
póde tirar
de
ludo
quanto
escreveu
o
snr. Fonseca.
Agrupados
os
lazarislas na
grande
fa
mília
catholica,
é
decerto
para
elles
uma
grande
gloria,
o
serem
alvo predilecto
dos
doestos
dos
inimigos
do
calholicismo.
E.
F.
[CtntinúuJ
». CARL»S CONTRA ». AFFONSO
C
om
algumas
considerações
sobre
o
DIREITO
DE BELL1GERANCIA DOS
CAR
LISTAS.
pelo
general
KIRKPA
TR1CK
(
Versão
do
inglez
)
(.Conclusão^
VI
O
reconhecimento
da
belligerancia Car
lista
é
exigido no
interesse
da
paz
da
Eu
ropa
e
bem
assim
pelas
conveniências
com-
merciaes e
pelas
relações
internacionaesdas
grandes
potências.
Estabeleceu-se
um
novo poder, quo
so-
rá
talvez
um
perigo
permanente
para a
paz
dos
Estados
Europeos,
se
a
sua
exis
lencia
não
fôr conhecida, e
definidas
as
suas
relações
com os
paizes
extrangeiros.
A
Allemanha
por
duas
vezes
invadiu
já
as
aguas
hispanholas
com
os seus
navios
de
guerra,
e fez
jogar
a
sua
artilheria
so
bre
as
povoações
hispanholas
sob
um
in
fundado
pretexto,
e
as
suas
ameaças
«le
invadir
o
paiz
pela
força teriam
sido
le
vadas
a
effeito
senão
fosse attitude
de
uma
das
grandes
potências.
Para
todas
as
pro
postas
legaes,
nào
existe
em
Hispanha
o
estado
de
guerra,
sem
o
reconhecimento
da
belligerancia carlista,
e
sern que
as
na
ções estrangeiras,
seus navios
e
súbditos
tenham
noticia
legal
de
que
a
guerra
ac-
lualmenle
existe
rfaqudle
paiz:
além
de
que
como
o
governo
de
D.
Affonso não
póde proteger o
commercio
estrangeiro
nas
aguas
carlistas,
suppunhamos
que fa
zem
fogo
sobre
navios
de
uma
nação es
trangeira,
ou
que
as suas
tripulações
são
tomadas
e
apresionadas
pelos
carlistas,
por
uma
violação
das
leis carlistas,
a
que
au
ctoridade
se
póde
exigir a reparação? Ao
Um pe«gueato esttailo sobre o graai-
de
problema biutoB
*
ieo
«9a
ps>-
voaçâo
«5a America
POR
A.
J23-
[Conclusão]
Mas
sendo
ce»to,
qoe
a
America
esla
va
povoada
muito
tempo
antes da
inven
ção
da
agulha
de
marear, coiligem
por
consequência, que os
seus
habitadores
não
sao
descendentes
dos
do
nssso
con
tinente,
e
que
por
tanto
não
devem
a
sua
primeira
origem
a
Adão
e
a Eva
mas
a
outros
progenitores
que Deus
creou
n
’
aquellts
vastos
paizes.
,
E
’
a esla duvida,
que
loca
tão
de
per
to
com
um dos
primeiros
dogmas
da
nos
sa
Santa
Religião,
que
nós
pastamos
a
responder
do
modo
mais salisíactorio, mos
trando
como
se
podia povoar
aquelle
con
tinente,
sem
ser
mister
recorrer
a
outro
tronco
do
genero
humano,
qual o
nós
reconhecemos
em
Adão
e
Eva.
Ao
argumento
dos
hereges
preadami-
tas
póde
responder-se
de
ires
manei
ras
por
conjecturas
muito
bem
funda
das.
Primeira.
Podia
succeder
que
os an
tiquíssimos
povoadores
da
America
pas
sassem
d
’
este
para
aquelle
continente
não
com
desígnio
formado, pois
que
ignora
vam
ti
exislencia
d
’
aquell<is
vastas regiões,
mas
sim arrebatados
por
alguma
tempes
tade,
que
os
arrojasse
áquellas
praias,
quando o
seu
intento
era
só
navegar
á
vista
da
terra,
segundo a limitação dos
seus
conhecimentos
náuticos,
antes
de
se
descobrir
o
uso da
agulha de
marear.
Nós
temos
na
nossa
historia
muitos
exem
plos ’
de
factos
assim
succedidos.
Pedro
Alvares
Cobrai
não
descobriria
as
leiras
de
Santa
Cruz
senão
fosse
ahi
arrojado
por
uma
tempestade,
qne lhe sobreveio
em
alio
mar.
Sabido
é
lambem
que
a
pri
meira origem
do
descobrimento das
Índias
Oceidenlaes
feito
pelos
fins
do
século
decimo
quinto
foi
devida
a
uma tempes
tade,
que
arrojou
áquellas
partes
o
piloto
biscainho
chamado
Andaloura,
o
qual
mor
rendo
depois
nos braços
do
famoso
Co
lombo
lhe
pagou
a
caridade
da
hospeda
gem
com
a
noticia
bem
regulada
cFaquel-
las
paragens,
a
cujo descobrimento
elle
se
abalançou
depois com feliz
successo.
Segunda.
Póde dizer-se
lambem,
que
os
amigos
conheceram e
usaram
da
agu
lha
de
marear,
e
porisso
a
sua
invenção
é
allribuida
com
bastante
fundamento aos
phenicios,
muito
dextros
e
experimentados
na
nav
egaçào das costas,
e.
(Festas se
abalançaram
a
maiores
empresas
sté virem
a
fundar
colonias
na
Grécia.
Mas
depois
perdida
e
ignorada
por
muitos
séculos
es
ta
arte,
foi
restituída
de
novo
ao
mundo,
crendo-se
ser
invenção
nova
o
que
só
foi
recuperação.
N
’
esla
segunda resposta,
que
damos,
nada
ha
que
seja
anii-racional
;
pois
do muitas
artes
lemos conhecimen
to,
que foram usadas
nus
tempos
mais
remotos,
u
que
perdeodo-se
nos
século
*
posteriores,
foram
recobradas
nos
últimos
tempo
*
.
Isto
lambem
podia
succeder
com
o
uso
da
Agulha
de marear,
tnaximè
se
entre os antigos fôra
de
poucos
conhe
cido
o
seu
uso, e
era
guardado
como um
Isegredo
inviolável
—
tal é
a
tendencia, que
nós
lemes
para
occullarmos
dos
extranhos
as
invenções
que
no
*
são
úteis
!
A terceira
rasão
iodirecta
que
addu-
zimos
para
respondermos
ao
argumento
dos preudamitas,
parece-nos
de
menu
*
pe
so.
e
carece
até de
verdadeira
probabili
dade.
Consiste
ella
em
dizer
que
os
dois
continentes
nào
estão
em
todas
as
panes
divididos
por
mares,
mas
antes
em
algu
ma parte
se
communicain
por
terra.
Mas
innumeras
relações de
viagens
marítimas
destroem
a
suspeita
de
communicaçào
por
terra
entre
os
dous
continentes.
Nem
n
’e>la
rasão
nó
*
insistimos,
por
que
seria
matéria
de
muita
prolixidade,
se
sobre
ella
instituíssemos
uma
exacta
discussão.
A
verdade, que
concluímos
do expos
to,
é
que,
se
o
argumento
dos
preadami-
tas
adianta
alguma
cousa,
bastam
para
quebrantar
toda
a
sua
força
as
duas
res
postas
dadas,
ou
ainda
mesmo
cada
uma
de
per si.
Já
me
nào
quero
aqui
fazer
cargo de
resolver
outra
parte
(Festa
questão,
que
diz
respeito
á
passagem dos
brutos
para
a
America,
como
tfelia
se
occupam
alguns
escriplores,
pois eu
considero-a
quesiãu
de
lana caprina,
visto
que
os
preadamilas
nao
só negam
que
o
diluvio
fosse
univer
sal, mas
atlirmam
que
só
inundou
a
Ju
deia,
e
algumas
regiões visinhas,
e
que
por
lanto
nào pereceram
os
animaes
que
havia
no
novo
continente
e
alé os
do
nos
so.
Que
cegueira
tão
voluntária,
ou an
tes
tão
obstinada
!
Despresam
a
Sagrada
Escriploia,
aonde
está
expresso
com
a
maior
claresa
possivel
que
o
diluvio
foi
universalíssimo,
e
que
as
aguas
cobriram
a
superficie de
lodo
o
orbe
terráqueo...
Mas
deixando
este
ponto,
que
não
é
especialidade
nossa aqui,
como
have
mos
nós
hoje
analisar e
descobrir
como
se
povoou
o
novo
mundo?
porventura por
ignorarmos
o
modo,
seȇ
forçoso admil-
tir
uma
nova
creação?
loucura,
para
não
dizei
mos
ignorância.
Até
a
geologia
com
as suas
huminosas
investigações
nos
veta
ajudar
no
descobrimento
da
verdade
bíbli
ca,
pois
tem
havido
muitas
e
grandes
mudanças
no
globo
terrestre:
muito
do
que boje
é
terra,
foi mar,
e muilo
do
que
hoje é
mar,
foi
terra,
já porque
a
violência
dos
terremotos
e
fogos
subter
râneos
levantou
grandes
massas
de
ilhas
e
de montes
em
umas
parles,
e
lambem
as
demoliu
em
outras,
já
porque o impe-
to
do
embate
das
andas
marítimas,
rom
pendo
algumas
terras
sepultou
as
commu-
nicações,
que
havia por
aquella
parte
a
pé
enxuto,
já
porque
muitos montões
de
areia
aecumulados
pelo
mar
em
uns silios
fiseram
estender
as
aguas
pelos
outros,
iFuiiia
palavra,
porque
outras
muitas
cau
sas
occullas levantam
o
solo em umas
partes,
e
o
rebaixam
«'outras.
Todas
estas
causas
provam
bem
á
sa
ciedade
que
é hoje
trabalho inútil
e
ocio-
80
o
querer
descobrir
o
modo como
se
povoou
a
Ameiica,
ou
ainda
procurar
no
mappa
o
sitio por
onde
passaram
os
pri
meiros
povoadores,
porque
estava
então
a
superficie
do
globo
muito
differeute do
que
é
boje.
Que conlradicção ha
pois
aqui
com
o
d
dogma
bíblico
—de
que
iodo
o
genero
humano
teve
por
progenitores
Adão
e
Eva?
nenhuma.
Distingue
têmpora
est
con-
cordabis
jura.
E
assim no
nosso
fraco
parecer se
responde
vicloriosamente
ao argumento
em
questão
dos
preadamilas,
e
se
estabelece
em
toda a
soa
luz
a
verdade catholica
contra
o ério
obstinado
dos
hereges.
governo
de
D.
Aflonso
não,
porque
elle
não
lem
alçada na parte
da
Hispanha
on
de
reina
D.
Carlos; ao
governo
de
D.
Carlos
também
não,
porque
não
está
re
conhecida
oflicialmenle
a
sua
exislencia.
(I)
Póde-se
dizer
que
D.
Carlos,
queren
do,
obrigaria
um
reconhecimento
envian
do cruzeiros
para
o
alto
mar
;
porém
D.
Carlos
reclama o
throno e
deseja ser
rei
de
todos
os
hispanhoes
;
não
póde
portan
to
fazer
a
guerra
ao
commercio
dos
seus
proprios
súbditos.
O commercio
de
toda
a
fronteira
fran-
ceza
está
nas
mãos
dos
carlistas,
-assim
co
mo
todos
os
pequenos
portos
da
Costa
Can-
tabrica
estão
mais
ou menos
sob
o
seu
do
mínio;
não
se
póde
pois
dizer
que
o
com
mercio
da
Gran-Bretanha e
da
França
não
é
actualinente
alfeclado
de
um
modo
im
portante.
Foi
já
notificado
o
governo
de
Madrid
que
qualquer
tentativa
de
bloquear
a
costa
carlista
podia
produzir
o
reconhe
cimento
dos
carlistas;
e é
ainda
da maior
necessidade
tratar-se do
seu
reconhecimen
to,
quando
é
certo
que
o
importante por
to
de
Bilbau,
como
os
portos
adjacentes
eslão
bloqueados pelos
carlistas,
e
eslá
com-
pletamente
interrompido
todo
o grande
commercio
da
Gran-Bretanha e
da
França
com aquella
parte
da
Hispanha,
assim
co
mo
um
grande numero
de
navios,
exclu-
sivamente
occupados
n
’
aqtielle
commercio
permanecem
immoveis encerrados
nas
suas
docas.
A polilica
das
grandes
Potência
tem
sido reconhecer
um
governo
como
provi-
sorio,
quando
provisoriamente
estabeleci
do,
e
permanente quando
estabelecido
per-
inanentemente,
e
a
questão
do
reconheci
mento
deve
ser
regulada
pela
consideração
do
facto
segundo
se
vê
qoe
de
um
ou
de
outro
modo
n
’
um
paiz
se
estabelece
uma
(I)
Em
toda a
fronteira
do
meio
dia
da
França,
como
em
toda
a
França,
são exi
gidos
passaportes aos
viajantes,
tornando
a
auctoridade
medidas
de
rigor
contra
aquelles
que
nào
leem
esse
documento.
O
súbdito hispanhol
ou
de qualquer
outra
nação,
que
sae do Norte
de Hispanha.
onde
domina
o snr.
D. Carlos
na
quasi
totalidade
(1
’
aquella
provincia,
não
póde
dirigir-se
aos
p
nlos
em
que se
acham
os
representantes
estrangeiros,
nem
obter
das
auctoridades do
governo
de
Madrid
o
seu
passaporte. Pede portanto
esle
documen
to
ás
auctoridades carlistas,
nomeadas
pelo
governo do snr. Carlos e
ern
nome
de
Sua
Mageslade.
Estes
passaportes
são
appresentados
em
França
ás
auctoridades
respectivas,
e
é-lhes
reconhecida
a
aucto
ridade
d’
onde
dimanam.
Como
se
reconhe
ceu
pois
de facto
a
auctoridade
do
gover
no do
snr.
I).
Carlos,
e
não
se reconhe
ce
de
direito
nem
a sua
auctoridade
moral
nem
a
belligerancia
do
seu
exercito?
O
que
diriam
as
potências
cujos
sub
ditos,
sendo
portadores
de
passaportes
carlisias,
fossem
pela
invalidade
d
’
elles
sujeitos
ás
penas
e
vexames
o
que
dá
causa
em
França
a
falta
de
passaporte?
Allegar-se-hia ser
o facto
uma
contraven
ção
punivel? Allegar-se-hia
a
legitimidade
do
documento
para
se
reclamar
a
liber
dade
do
processado? Ou
se
faria
dos
re
gulamentos
policiaes francezes
letra
morta
para
se
não
exigir
na
fronteira
o
passa
porte
aos viajantes procedentes
de Hispa
nha,
ou
as
potências
tem
de
reconhecer
a
auctoridade
carlista
nos
documentos
por
ella
legislados.
Em
Portugal
dá-se
a
mesma
contra-
dicção
absurda
acceitando-se
como vali
dos
os
documentes
passados
pelas
auctori
dades
carlistas
aos
navios
precedentes
dos
portos da
Gosta
Cantabrica
e
da
do
Me
diterrâneo,
onde domina
o
snr.
D.
Carlos.
E
’
perante
as
auctoridades
carlistas
que
são
leitas pelos nossos
cônsules
iodas
as
reclamações
ofliciaes
nas povoações
occu-
padas
pelo
exercito
carlista
;
reclamações,
que
eslão
á
responsabilidade
do
nosso go
verno
carlista,
e
em
conformidade
com
as
leis
carlistas, o
que
importa o
seu
reco
nhecimento de
facto.
Não
é
pequena
a
exportação
dos
pro-
ductos
de
Portugal
para a
costa
do
Medi
terrâneo. Supponhamos,
pois,
qoe
é
feita
pelos
carlistas
por
seus
portos
uma appre-
hensão
illegitima
ou
uma violência intole
rável,
a
quem
ha de recorrer
o
governo
portuguez?
Ao
governo de
Madrid
que
é
irresponsável
pelos
actos
do
governo
car
lista, de
certo
que
não.
Ao
governo
do
snr.
D.
Carlos
que
o governo
portuguez
não
reconhece? Também
não.
Logo:
terá
o
nosso
governo de
deixar
ao
abandono
os
direitos dos
súbditos
portuguezes,
em
bora
calque
aos
pés o
direito
e
as rela
ções
internacionaes.
Senna
Freitas.
fórma
de
governo.
Devemos olhar
a ques
tão dos
direitos
de
belligerancia
das
for
ças
contendoras
em
uma guerra civil
como
a
de
Hispanha,
quando
essas
forças
se
medem
sem
desigualdade.
Quando
um
mo
vimento
como
o
de
Hispanha
assume
tào
firme
e
consistente
as
proporções
d
’
um
triunfo
mais
possível,
adquire
os
titulos
da
belligerancia,
e
torna evidentes
os
direi
tos
que
a
lei
das
nações
garante
a
parti
dos
iguaes
em
uma
guerra
civil.
A
guer
ra
em
Hispanha
quebrou desde
ha
muito
tempo
os
leames
sociaes
e
pelo menos
suspendeu
a
sua força
e
effeitos,
e
divi
diu
a nação em dois
partidos
indepen
dentes,
que
se
olham
como
inimigos,
e
não
acceitam
uma auctoridade
commuin;
por
conseguinte
no
interesse
das
relações
internacionaes
torna-se
necessária
a
de
claração simultânea
da
belligerancia
de
ambos
os partidos. Não
será
ainda occa-
sião
?
O
Governo inglez
funda
a
sua
diflicul-
dado
tios
precedentes
estabelecidos,
não
tendo
concedido
os
direitos
de
belligeran
cia
aos
dois
partidos
na occasiào
em
que
a Grécia
se
revoltou
contra
a
Turquia,
quando era fóra
de
duvida
uma guerra
de
insurreição
N
’
essa
occasiào
e
ministro
in
glez,
o
snr.
Canning.
uma
das
primeiras
actoridades
em
taes assumptos,
respondeu
ás
instancias
do governo
turco:
«O
cara-
der
de
belligerancia
não
é
tanto
um
prin
cipio,
como
um
facto.
Uma
certa
reunião
de
força
e
estabilidade,
adquiridas
por
uma
massa
de
povo
em
armas,
dá
a
esse
povo
o
direito
de
ser tratado
como
belligeranle...
A
humanidade
exige
que
a
lucta...
se
deva
em
penhar
dentro
dos
limites
regulares
de
uma
guerra
civilisada .»
Bernardino J.
de
Senna
Freitas.
REVISTA ESTRANGEIRA
Tolosa,
6
d
’outubro.
S.
M.
a
rainha
Margarida de
Bourbon,
regressou a
Irurila,
ao
fim
d
’
nma
curta
ausência,
e
acha-se
no
meio
de
uós
esta
familia
real,
objecto
do
amor
e
das
es
peranças
dos
buns
hispanhoes.
S.
A.
R.
o
duque
de
Parma,
coro
nel
de
cavallaria,
chegou
lambem
hoje
a
Tolosa,
vindo
de
assistir
a
uma
tocante
reunião
de
família
que
leve
logar
em
Trohsdorff,
no
dia
29,
por
occasiào
do
55.°
anniversario
natalício
do
filho
da
Eu
ropa.
O
augusto
neto
de
Henrique V
di
rige-se
ao
quartel
real,
onde
o
rei
Carlos
VII
terá o
praser
de
escutar
dos
seus
lábios
novas de
seu
real
thio.
Depois
da
derrota
soffrida
no dia
28
de
setembro
o
inimigo
não
se
atreve
a
mover-se. Os
miqueletes,
os
primeiros
no
ataque
do
dia
28,
recusam-se
obstinada-
menie
a
tentar
uma
nova
aventura.
Pre
ferem
ir
procurar
n
*
ootra
parle
um
re-
poiso
provisorio.
Mau
grado
as
exhorta-
ções
dos
chef<s,
alguns
passaram
a
fron
teira,
e
acham-se
aclualmeote
em
frança ;
mais
cinco
apresentaram-se
ás
forças car
listas
de
San
Marcos.
O
batalhão de
Luchana
declarou-se
em
completa
insubordinação.
O
coronel,
de
pois
de
ler
feito
formar
os
seus
homens,
baldadamente
os
excitou,
n
’uma
pomposa
harenga,
a
tomarem
prompla
desforra
da
sua
derrota.
Elles
pedem
em
altos
grilos
para
irem
operar
em
outra
parte,
accu-
sando allamente
a
incapacidade
do
ridículo
Trillo, em
companhia
do
qual
se
recusam
a
marchar
a uma
segunda
derrota.
No
campo
afloosisla
todos a
uma
voz
condemnam a
imperícia
do
general Trillo.
Os
liberaes
de
S.
Sebastião
vêem-ss
sobremodo
desesperados.
A
arlilheria
car
lista
continth
a faser-lhes
seguir
o
regi
me
de fortes
commoções, a
que
o
briga
deiro
Rodrigues
resolveu
submelter,
sem
tregoa
nem descanço,
a
cidade
rebelde.
Em
a
noite
d
*
hontem
recomeçou
viva
mente,
a
habilidade
dos
nossos
artilhei
ros
é, realmenle
maravilhosa. Se
conti
nua
assim,
á
parte
a
guarnição,
que
lam
bem
lerá
a
sua
hora,
dentro
em
pouco
não
haverá viva
alma
em
S.
Sebastião,
porque
os
habitantes
se
retiram
incrivel
mente
espavoridos.
Para
ganhar
opinião os affonsistas fa-
sem circular
o
boato
de
que
Loma
chega
com
reforços
e
substituirá
o
inepto
Trillo.
Mas
tudo
isso
não passa
de
rumor,
e,
realisa-se
elle,
que
os
carlistas
nenhum
receio
têem
por
esse
lado.
O proprio
Loma nào
lerá
ainda
esque
cido
o
sanguinolento
revez de
Ornieta,
e
se
elle
vem
agora
tirar
o
desforço
não
encontrará seguramente
mais
do
que
a
segunda
edição
da
primeira
derrota.
Os
acontecimentos
d
’Andaluzia
são
aqui
também
objecto
de
grandes
commentarios.
O movimento
canlonalista
não
eslá
suffo-
cado
como
dão
a
entender
os
despachos
affonsistas.
Pelo
contrario
parece
que o
movimento ganha
terreno
e que
o
governo
de
Madrid
vae
ser obrigado
a enviar
con
tra
os intransigentes
forças
importantes.
Acrescenta
a
isso
a
conspiração
mili
tar
e anti-dinastica
que
recenlemente
foi
descoberta
em
Madrid,
o exilio
ou
prisão
dos
mesmos
generaes
que
tinham
derru
bado
o
throno
de
Izabel,
e
comprehende-
reis
o
quanto
eslá
gravemente
ameaçado
o
throno do
joveu
Aflonso.
Os
catholicos
de
lodos os
países,
que
nos
sustentam
oa
grande
lucia empenhada
contra
a revolução
e
a
influencia protes
tante,
devem
redobrar
desforços
em
nosso
favor
o’
este
momento critico e talvez
de
cisivo.
Por
soa
parte
podem
estar
con
vencidos
de
que
o
rei
Carlos
VII,
per
feitamente
ao
corrente
da
situação,
não
perderá
occasiào
alguma
de faser
reverter
a
divit-ão
de
seus
inimigos
no
maior
bem
para
a rnonarchia
christã
e
legitima.
Ha
também
uma
classe de
iníelises
qne
D.
Carlos
recommenda
particularmente
aos
realistas
franceses
para
premunirem
con
tra
as
traças
de
toda
a
especie
que os
liberaes,
auxiliados
por
traidores,
lhes
ar
mam
;
queremos
lallar
dos
internados.
Por
informações
seguras
sabemos
que
cotn
ajuda
de
odiosas
mentiras,
dum
pre
tenso
interesse, e
por
meio
de
corrupção
pecuniária,
Cabrera e
seus
agentes
se
es
forçam
afanosamente, á
vista
das
auctori
dades
e
com
o
seu
consentimento ao
menos
tácito,
em
sedusir
os
nossos
in-
lelises
irmãos
d
’
arrnas
que
uma
contrarie
dade
arrojou
a
terra
estrangeira.
O
rei
Carlos
VII
considera
como
serviço
pessoal
todo
quanto
fôr
feito
a
essa
classe
d
’
m-
fclises.
Abrir,
lhes
os olhos, faser-lhes
conhe
cer
a
verdadeira
situaçao
do partido
car
lista permuuil-os
contra
os
tramas
arma
dos
á
sua ignorância
dos
factos
da
guer
ra
:
tal é o
primeiro
dever
dos
realistas
Ha
também
outros
urgentes
que
elles
com-
prehendetn
lambem
como
nós, e
o
rei
Carlos VII eslá convencido
que elles
não
faltaram.
J.
B.
—
Estella
7.
—
Ante
hontem
saíram
de
Miranda
para
Taialla
4
batalhões,
4
es
quadrões
e
alguma
arlilheria.
Hontem 2
batalhõe»,
I
esquadrão
e
4
peças apresentaram-se
nas
Conchas, sendo
rechaçados
pelas
nossas
avançadas,
per
dendo
tres
mortos,
entre
elles
dois
ofli-
ciaes e
vários
feridos.
Bayona
8.—O
bombardeamento
de
S.
Sebastião
recomeçou ante-hootem.
Parece
ler
porora
causado
pouco
damno.
Os
carlistas
continuam
a
construir
trin
cheiras
ao redor da
praça,
e os
habitan
tes d
’
esta
proseguem
nos
trabalhos
de
defesa
.
No
dia
7
chegou
a
S.
Sebastião
um
corpo de 1:000
homens.
Esperam-se
mais
reforços.
Hontem de
manhã
chegaram
a
San
lander
quatro
batalhões, assim
como duas
baterias
Ktupp.
Pau 7.
—Utn grupo
de
57
carlistas,
entrou
em
França
com armas
e
vagagens,
por
Aragonet.
Foram
desarmados
e
inter
nados.
Diz-se
que
o
general d
’
arlilheria
Be-
riz
será
nomeado
por
D.
Carlos,
ministro
da
guerra
paia
substituir
Elio qoe
sahiu
em
commissão.
PARTU
OFFICmi.
MINISTÉRIO
DOS
NEGOCIOS
DO
REINO
Direcção
geral de
inslrucção
publica
Por despachos
de
13
do
corrente:
2.
a
repartição
Audré
Diogo
Martins
Pamplona
Côrle
P<eal,
professor
de
latim
e latinidade
no
liceu
nacional
de
Ponta
Delgada
—
auctori-
sado
a
estar
ausente
do
serviço
publico
por
mais sessenta
dias,
sem
vencimento.
Deve
pagar
na
recebedoria
respectiva
o
emolumento de 4$500
reis.
3.
a
repartição
Ignacio
(padre)
Ferreira
Borges
—
exo
nerado
do
logar
de
professor
temporário
da
cadeira
de
ensino
primário
do
Bar
reiro,
no
logar
de
Arenosa,
concelho
de
Tondella,
para
que
havia
sido
nomeado
por
despacho_.de
28
de
maio
de
1873
por
haver
assignado
termo
de
desisten
’
cia da
referida
cadeira peranie
o
respe-
ctivo administrador
de
concelho.
José
Rodrigues,
professor
da
cadeira
de
Casal
da
Cinza, concelho
da
Guarda—
au-
ctorisado
a
estar
ausente do
magistério
pelo espiço de
dois
mezes,
sem
venci
mento.
Deve
pagar
na
recebedoria
respectiva
o
emolumento de 4$500
rs.
Amélia
das
Dores
Marreiros
Palma
professora
da
escola
de
meninas
da
villa
de
Almodavar
—
auctorisada
a
estar
au
sente do
magistério
por
sessenta
dias,
a
lim
de
tratar
da
sua
saude.
Deve
pagar
na
recebedoria
resspectiva
o
emolumento
de 45590
rs.
Joanna
Benedicta
de Sousa
Romeiras
Caldeira,
professora
da
escola
do
Lavra
dio,
concelho
do
Barreiro
—
auctorisada
a
estar
ausente
do
magistério
por
noventa
dias,
a
fim de
tratar
da
sua
saude.
Deve
pagar ua
recebedoria
respectiva
o
emolumento
de
65OOO
rs.
Secretaria
d
’
estado
dos
negocios
do
reino,
em
13
de
outubro
de
1875.
tonio
Maria
dc
Amorim.
GAZETILHA
F.Ieiçno
niunieipal
, em Villa
Verde. —
Consta
qoe,
em
Vill<
Verde,
vae
ser
mui
disputada
a
eleição
camararia.
A
opposição
apresenta
como
candidatos
os
snrs.
Migue!
de
Mello
Pereira
Pinto. Al-
bano
Teixeira
Leite,
Domingos
Jo«é
de
Carvalho
Veras,
Luiz
Anlonio
Tinoco,
Francisco
Xavier
Peixoto,
Antonio
Fe
liz
de
Sousa
Barbos
*
e
João
José
da
Loin-
ba
Jorge.
Por
parte
da
situação
são
candidatos:
Anlonio de
Mendanha Arriscado. Antonio
de
Campos
d
’
Azevedo
Soares,
Domingos-
José
Pereira
Vilella,
José
Joaquim
Antu
nes
da
Costa
Lob), Manoel
José
de
Sou
sa
Ribeiro,
João
da
Silva
Bacelar
e
Ma
noel
de
Jesus
d
’
Araujo Rocha.
Falleeimeaatas. —
Falleceu
no
sab-
bado,
e
foi
no
domingo
dado á
sepultu
ra
0
snr.
padre
José
Borges,
d
’esta
ci-
eade.
—
Na
freguezia
de
F.-eiriz
falleceu
0
snr
Domingos
José
Rodrigues,
professor
d
inslrucção
primaria
em
Moure.
A
sua
morte
foi
muito
sentida,
porque
0
finado
era
um cidadão
prestante
e
possuia
uma
illustração
infelizmeate
pouco
vulgar
cotre
os
da
soa
classe.
Consumo.
—
Lisboa, no
anno econo-
mico
de
1874
1875 consumiu 10.801:786
kilograminas
de
carne
de
vacca: mais
652:035
que
no
a»no
anterior.
Louvacnos.
—
O
ill.
:no
snr.
Joaquim
Leal,
que
ultimamente
abriu
0
seu
esta
belecimento
de
fazendas, na
rua
do
Sou
to,
resoheu
não
vender
aos
domingos
e
dias
sanctiíicados.
E
’
digno de
louvor,
e
de
ser
imitada,
a
resolução
do
snr
Leal.
O
cntholicismo na Xtnl&a. — A
Egreja
em
Ilalia, segundo diz
0
«Jornal
da
Noite»
consta
aclualmeote
de
150:909
pessoas consagradas
ao
culto
catholico.
D
’
eslas
119:464
pertencem
ao
sexo
masculino e
31:445
são freiras.
Enquan
to
os
sacerdotes,
nas
suas
diversas
ge-
rarchias,
sommam
95:651
;
as
freiras e
frades
não
passam
de
11:055.
A
cidade
qoe
conla
maior
numero de
religiosos
é
Nápoles. Segue-se
a
esta
ci
dade
Roma,
que lem
5:609 pessoas
con
sagradas
á
egreja, das
quaes
são
freiras
e
frades
1:755;
Palerrno, Florença,
Turim,
Milão e
Génova.
Não
obstante
estar em vigor
em
Ita-
lia
a
liberdade
de
cultos,
ha só 72
pas
tores
protestantes,
e
33
russos
e
turcos.
Os
judeus,
numerosíssimos
ha
séculos
em
Roma,
Liorna.
Turim,
Veneza
e
Milão,
contam
106
rabinos.
Ao poMíoii»».
—
Não
lemos
rece
bido
a
valente
jornal
do
Rio de
Janei
ro,
«O
Apostolo».
O
nosso
jornal
tem
sido
regularmen
te
enviado áquelle
nosso
distioctissimo
col
lega;
porisso
pedimos
as
necessárias
pro
videncias.
DiíTerentee
especie»
de amor-
—
Dizia
um
filosofo:
—
O
atoor
conjugal
é
0
mais
frio.
O
desinteressado,
0
mais
ra
ro.
O
violento, 0
menos
duradouro.
O
tranquillo,
o
menos
falso.
O
amor
pro
prio,
0
mais
necessário.
O poético,
0
mais
duvidoso.
O
amor
ao
luxo,
0
mais
irresistível.
O
amor
de
irmã,
0
menos
exposto.
O amor
verdadeiro,
0
mais
in-
eomprehensivel.
O
amor de
mâe, o mais
firme.
Befeitog de naçSe»- —
Um
antigo
diplomata
fez
a
seguinte
classificação
dos
principaes
paizes
da
Europa.
O
caracler
da
Hispanha
é
a
soberba.
Da
França
a
cobiça.
Da
Halia
a mentira.
Da
Allema-
nha
a
gula.
Da
Inglaterra
a
inconstância.
Da
Polonia
a
simplicidade.
Da
Rússia
a
astúcia.
D
j
Suécia
a
deshumanidade. Fal
tam
ainda
alguns
paizes
que
mereciam
ser
classificados.
A
Portugal
caberá
a
indo
lencia
meridional
?
—(
Conimbricense)
.
YE
íwkíí
nova.—
Teve
logar
no
domin
go,
10
do
corrente,
no
magnifico
templo
do
Bom
Jesus
do
Monte,
uma
grandiosa
festividade, cantando
missa
nova
o
rev.
0
Manoel
Joaquim
da
Cosia
Machado
Vi
lella,
de
Villa
Verde.
Foi esta
funcção
ordenada
e
feita
pe
lo snr.
José
Joaquim
da
Costa
honrado
e
rico
negociante
do
Porlo.
thio
do
novo
levita,
que
viera a
Braga
expressamente
para
asssisbr á
1.
*
missa
de
seu
sobri
nho.
A
festividade
fui
brilhante
e
pomposa
no
templo: acolitaram o
celebrante
um
seu
irmão,
o
rev.0
José
Antonio
da
Costa
Ma
chado
Vilella,
e
o
digno
abbade
de
Rui-
lhe.
Orou
o
rev.°
Constantino
Ferreira
de
Almeida,
académico
do
4.°
anno
jurídico.
Foram
mestres
de
ceremonias os
revd.°
s
abbades
de Soutello
e
de
Cabanellas.
Depois da
exposição,
em
que uma
es
colhida
capella
de musica desempenhou
magislralmente
o
Tanlum
e
r
go,
seguiu-se
a
missa
nova,
em
que
o
novo
levita
mos
trou a
sua completa
habilitação
para
a
celebração
do
sauto
sacrifício,
transpare
cendo
em
iodas
as
ceremonias
a
sua
unc-
ção
e
devoção.
Ao
lavabo
foram
minis-
trantes
o
pae
e
o
thio do
celebrante,
no
tando-se
nos olhos
d
’
ambos
grossas
la
grimas
de
alegria.
O
sermão
fui
elevado,
cheio
de purís
sima
doutrina,
exposta
com
eloquência,
elevação
e clareza,
na
verdade não
espe
rada
em
orador
ião
novo,
mas
correspon
dentes
do
talento
e grande illuslraçào
do
snr. padre
Constantino
Ferreira
d’
Al-
meida.
Na
Alameda
do
templo
locaram
duas
band
s
de
musica.
Seguiu-se
um
magnifico
banquete,
no
hotel
da
Boavista,
em
que
tomaram
par
te
mais de
70
convidado».
Entre
estes
vi
mos
os snrs.
visconde de
Margaride
e
da
Torre,
barão
de
Joanne, administradores
de
Braga,
Pizarro,
e
de
Villa Verde,
Pa-
dua,
deputado
Alves
Passos,
drs.
Sepul-
veda,
Ribeiro
e
Lima,
directores
do
Ban
co
do
Minho,
Ferreira,
Francisco
Casimi-
ro
e
Simões, banqueiro
Aires
de
Gouveia
do
Porlo,
académicos
Cruz
Teixeira,
Ma-
Iheiro,
Constantino, José
Vilella,
e
João
Vilella,
lentes
do
Seminário
Dias
e
Gui
marães,
abbades
de
Soutello,
de
Cunha,
de Ruilbe, e
de
Doçãos,
arcipreste
de
Villa
Verde,
coronel
Arnorim,
e
muito»
outros cavalheiros, que
seria
longo
refe
rir
O
snr.
José
Joaquim
da
Costa,
thio
do
levita,
e
o
snr.
Manoel
José Machado
Vi
lella,
pae,
fizeram
as honras
do
magni
fico
banquete,
caplivando
lodos
os
seus
convidados.
Em
ambos
era
visível
a
ale
gria
que
lhes
trasbordava
o
coração,
n
’
um
pela
honra
de
ser
progenitor
do
digno
sacerdote,
n’outro
pela
consciência
certa
de
haver
praticado
com
o
novo
levita
acções
de
um
cavalheiro
completo
e
ca
rinhoso
thio.
Na
verdade,
o
snr.
José
Joaquim
da
Costa,
gastando
largamente
o
seu
dinhei
ro,
adquirido
pelo
trabalho honrado,
em
favor
de
seus
sobrinhas,
mostra
um
co
ração
nobre,
uma
alma
elevada
Pela
sua
protecção
estão
elevados
ao
sacerdócio
os
snrs.
Manoel
Vilella
e
José Vilella, e fre
quentam
a
Universidade,
este
no
4.°
an
no
jurídico,
e
João
Vilella
no l.° anno
medico:
á
faculdade de
theologia
se
desti
na tanibem
o
novo
levita,
Manoel
Vilella.
que esle
anno
frequenta
inlroducção
no
liceu
de
R<aga
para
concluir os seus
pre
paratórios.
Com
verdadeira
admiração
e
respeito
pelas
nobilíssimas
qualidades
do thio, e
estima
e
amisade
pelo
sobrinho
e
seu
hon
rado
pae,
e
familia,
a
lodos enviamos sin
cero»
parabéns.—
(Regeneração)
Seminário
episcopal do Porto.
—
Teve
logar
no
ultimo
domingo,
10
do
corrente,
no
seminário
episcopal,
a
ceremo-
nia
da
abertura
das aulas,
que
se
verifi
cou,
não
diremos
com
grande
pompa,
mas
com
áquelle
esplendor que
dá acertos
actos
a
gravidade,
magestade e
solemnidade
a
elles inherentes,
quando
se
fazem
como
devem
fazer-se.
Por
cdFca
das
10
e
meia
horas da
ma
nhã
principiou
a
missa
do
Espirito Santo,
celebrada pelo
rev.™0
snr. vice-reilor,
Al
meida
e
Cruz,
e
acolytado por
dous se
minaristas.
Estava
presente
o
exm.0
Prela
do
; assistiam-lhe
ao
solio
episcopal
os
rev.
m0S
Conegos
Philippe
Coelho
e
Alves
Mendes,
e
acompanhava-o
também
o rev.™
0
mes
tre
de
ceremonias
da
ex.
‘
na
Mitra,
Benefi
ciado
Carvalho.
A
missa era
ceremoniada
por
este
e
rev.™0
Assumpção
Borges,
prefeito
do
se
minário.
As
primeiras
ordens
de bancos da
ca
pella-
mór
eram
occupadas
pelo
exc.
“
‘
°
e
rev.
1
'
10
Cabido
da
Sé
Calhedral,
corpo
do
cente
do
seminário,
exc.
‘
n,,s
e
rev.
mos
srs.
dr.
Torquato,
Vigário
geral,
e
dr.
Correia
da
Silva,
secretario
do
Prelado,
rev.
IIl0S
Padres
Mesquita, escrivão
da
camara
ec-
clesiaslica
;
Moreira
Pinto,
contador
do
auditorio
;
rev.™
08
Parochos da cidade
e
bastantes
de
fóra, e
crescido
numero
de
ecclesiasticos.
’
Nas
outras
ordens
do bancos
achavam-
se os
seminaristas
e
alguns
ecclesiasticos
que
não
couberam
nas paineiras
No
espaço que
estava
de
permeio
sen-
tavavam-se
os
exc.™os
snrs.
coucelheiros
Freitas
Branco,
director
dos
"negocios
ec
clesiasticos
e
de
justiça;
José
Ferreira
dos
Santos
Silva, barão
de
Fereirados
Santos,
irmão
do
ex.™°
Prelado ;
Munhoz,
comman-
dente
da
guarda
municipal
;
Thadeu
Fur
tado,
secretario
da
Academia das
Relias
Artes
;
Tlvmaz
Alves
Guimarães
prior
da
ordem
terceira
do
Carmo
; (Carvalho
Mot-
ta
e
Luiz
de
Mello,
escrivães
do
juízo
ec-
clesiastico.
Fóra
da
capella-mór achavam-se
outras
pessoas dislinctas,
muitas
senhoras,
e
gran
de
numero
de
fieis.
Terminada
a
mis»a
todas
estas
pessoas
foram
tomar
logar
na
vasta
sala
do
no«o
refeitório,
e
logo
após
entrou
o
Prelado
que
presidiu
á
sessão,
tendo
á
esquerda
o
rev.
1110
snr
Vigário
geral, e
á
direita
o
rev.
1110
snr. dr.
Alvares de
Moura
Provisor
do
bispado.
S. exc.a rev.ma
deu
logo
a
palavra
ao
rev.1110
snr.
dr.
José
Cardoso
Correia
Mon
teiro,
professor
de
moral
e
de
sacramen
tos,
o
quai
fez
o
discurso
de
sapienlia.
S.
ex.a
pronunciou
uma
brilhante
oração,
repassada
d
’uncção religiosa, sempre
mati-
sada
de
elevados
conceitos,
e
por
vezes
singela,
por
veses
sublime
na
phrase,
ten
do
pendente de
seus
lábios
pelo
espaço
de
cerca
de
tres
quartos
de
d
’
ora
tão
sele-
cto audictorio.
Começou
o
snr.
dr.
Monteiro
por fal
lar
da
dignidade
do
sacerdote e
da
gran
deza de
sua
missão na
terra:
d’
ahi
dedu-
deduziu
a necessidade
que
havia
de
que
o
sacerdote
fosse
virtuoso
e
instruído,
e
co
meçasse
o
exercício
de
seu
ministério
pela
edificação
do
exemplo
para
passar
depois
á
prégação
pela palavra,
á
similhança
do
Divino
Mestre,
que
coegit
facere
et
duce-
re.
No
correr
de
seu
discurso
aproveitou
s.
exc.
a
a
occasião
de
lamentar
amarga
mente
a
occasião tão
vulgar
na
bocca de
de
certa
gente,
que
está
de
continuo
vo
ciferando
contra
a
ignorância
do
Clero.
O
orador em
termos
muito comedidos,
mas
claros
e
frisantes,
notou
a
falta lógica dos
que
assim dizem
e
pensam,
mostrando
que
pelo
faclo
de
ser
em
alguns
Clérigos
min
guada
a
instrucção,
não
so
podia d
’<qui
generalisar
a
accusação
a
toda
a
classe á
luz
da
historia
e
dos
factos.
Depois
fez
ver
os
serviços
que
a
scien
cia
devia em todos
os
tempos
ao
sacer
dócio
calholico, depois que
elle existe,
S.
ex.a
proseguiu
um
pouco
n
’
este
assum
pto
mostrando
q,e
a
cla-se
sacerdotal
se
deslinguiu
sempre
como
classe
instruída
em
todos os
ramos do
humano
saber
O
snr.
Cardoso Monteiro
foi
no
fim
da
sessão
cumprimentado
par
seus
dignos
collegas
e
por
todas as
pessoas
mais dis
linctas
que
se
achavam
presentes.
Em seguida
o
snr.
D.
Américo decla
rou
abertas as
aulas
do
seu
seminário,
começando
por
tecer
elogios
ao
discurso
do
orador
precedente,
e
dizendo
que
esse
discurso
bastaria
de
per
si
só
para gran-
gear-lhe
reputação
hteraria,
se
elle a
não
tivesse
d
ha
muinto
adquirido
pelas
mui
tas
provas
d’
aplidão
que
tem
dado.
Disse
depois
o
ex.™°
P.elado
que
se
achavam
realisados
os
seus
desejos
em
ver
ao
alfim
radicalmenle
reformada
e
augmen-
tada aquella casa
de
educação
ecclesias-
tica,
desejos
cuja
consecução
tivera
sem
pre
mais
que
tudo
a
peito
desde
que
to
mara
posse
do
governo
espiritual
da
dio
ceses
;
e que d’
ora
avante
se
recolheriam
ao
seminário,
pelo menos durante
o
cur
so
triennal
de
theologia,
todos
os
candi
datos
ao sacerdócio,
afim
de
conservarem
e
afervorarem
sua
vocação,
e
se
prepara
rem
com
verdadeiro espirito
ecclesiastico
para
o
ministério
sacerdotal.
Deu
a este
respeito
paternaes
conselhos
aos
seminaris
tas, e
fez-lhes
reflexões
que edificaram
e
commoveram
o
auditorio.
S.
ex.
a
deu
um testemunho
solemne
de agradecimento
ao
governo
de
Sua
Ma
gestade
pelo
apoio
e
coadjuvação
que
do
melhor
grado
lhe
tem
sempre prestado
nos
grandes
melhoramentos
maleriaes
que
ha
feito
no seminário.
Agradeceu
lambem,
a
coadjuvação
pres
tada
nos
mesmos
melhoramentos
materiaes
por
duas
pessoas
que
não
nomeou;
e
os
conselhos
que
d
’uma
outra
recebeu
no
res
peitante
a
reformas
e
melhoramentos
mo-
raes
e meios
de
os
conseguir.
Conjectu-
raram
com
fundamento
muitos
dos
ou
vintes
que
s.
exc.
a
alludia
aos
cxc.
,nos
snrs.
conselheiro
Freitas
Branco,
José
Ferreira
dos
Santos
Silva,
e
Conego Alves
de
Mou
ra ou
Conego
Vasconcellos
Correia,
ex-go-
vernador
do
bispado,
O
snr.
Bispo
declarou
que
não
in-
dividualisava
ninguém
para
não
violentar
recatadas
modéstias.
A
lesta terminou,
agradecendo
s. exc.
a
rev.
lna
a
todas
as
pessoas
presentes
a
sua
assistência a
ella.
Procedeu-se
em
seguida
á
distribuição
dos
prémios.
SUBSCRIPÇÃO
Acha-se
aberta
uma subscripção
para
soc-
correr uma
familia
honesta, composta de
duas
senhoras,
que,
tendo
vivido
na abas
tança.
se
ach,.m agora, pela contingência da
sorte,
reduzidas
a extrema
miséria.
Implora-se
a
caridade
publica
para ado
çar
a penosa
situação
d
’aquellas
infelizes.
Os
donativos
podem
ser
entregues
no
escriplorio da
administração
d'esle
jornal,
rua
Nova, n.°
3.
NTestii redacção
se
acham
á ven
da
photograpliias <lo Senhor I>. Vli-
guel,
chegados recentemente da
Aílemanha.
PREÇOS
As pequenas 109 réis.
As maiores 300 réis.
caiftgB
CTF-wwwnwn
ri
i
i
nrrrr—
gn—MBifl1
SECÇÃO DE
COMMDNICIDOS
Os valetes
de capas
Não
pensem
os
leitores
que
vou
fazer
o
elogio
do
romance
de Pouson
du
Terrail,
nem
tão
pouco urna
critica
a esse
traba
lho
engenhoso,
que
forneceu
matéria
pa
ra
centenares
de
folhetins.
Nada
d
’
isso
;
quiz
dar
conhecimento
ao
leitores
d
’
uma
outra
associação
que não
é
menos
temivel
que
a
do
tal
romancista,
porque
se
aquel
la
roubava
a
fortuna
das
famílias, esla
de
precia
a
honra alheia.
Esla associação
denomina-se
em
certa
freguezia
rural
a associação
dos
valetes
de
copas.
Compõem-se
de
meia
duzia
de tar
tufos,
incluindo
um
garrafão,
curandeiro
e
feitor
de
cataplasmas;
um
Borda
d
’a-
goa
mais
inchado
do
que
um
folie; um
Zé
de
suissa
vermelha
; d’um... capellào.
0
caso
é
que
a tal
sociedade já
bolou
jornal
e
veio
ralhar
contra o
regedor
por
que prendeu
um
sucio
d
’
eiles valeles
por
ser
desordeiro,
e
por
o
soltar
compade
cendo-se
do
pobre que
chorava
lagrimas
de
vinho.
0
Jornal
do
Minho—
o jornal
dos
Ro
ques
e
dos
taes
foi
o
escolhido
e
adopta-
do
pelos mentecaptos
de
tal freguezia.
Es
pero
ancioso
por
mais
alguns
dislates,
por
não
dizer sandices,
que
o
Jornal
do
Minho
que
recebe
toda
a
qualidade
de
lixo,
hade
porventura
dar
á
luz.
Recommendo
ao
correspondente
dos
folies
que
tenha muito
animo;
que
não
chore
os
desoito
tostões
e
vinte e
cinco
do rateio
da
festa de
15
de
agosto,
e
que
pague.
Ao
cataplasma
que
não
entorne os
potes
do
unguento
por andar sempre
ás
cegas;
ao
Zé
que
vá
fazer uma
caçada
de
pinlaroxos,
e
que
quando
se
recolher,
as
sobie
bem
a
«Marselhesa».
Ao
capellào.
a
esse
que
recommenda-
rei
eu
?
Ah,
sim.
que rese um
responso
por
aquella
criança
que
elle
quiz
fazer
acre
ditar
que
morreu
esganada
pela
mãe,
e
que
os
médicos
declararam
ter
fallecido
de morte
natural.
Cautella
com
os
valetes
de
cópas. São
diffamadores
por
oílicio.
Qem
os
não
conhece...
Zopiro.
ANNUNGIOS
Um
homem
só
deseja
encontrar
nas
pro
ximidades
da cidade,
em
casa
de
familia»
um
commodo
decente
e
mesa.
As
infor
mações
recebem-se
em
casa
dos
snrs.
Al
meida
&
Pereira,
largo
do
Barão
de S.
Martinho,
n.°
18.
(2750)
Pelo
juiso
de
direito
d
’
esla
comarca
e
carlorio
de
Freitas
se
annuncia que
no
dia
31
do
corrente
á porta
do tribunal
judicial
d
’
esta
mesma,
se
lem de arrema
tar
o
campo
chamado
da
Bouça
da
Vinha,
sito
no
logar
dos
Campos,
da
freguezia
da
Loureira,
da
comarca
de
Villa
Verde,
o
qual
é
de terra lavradia co.m
arvores
avi
dadas,
oliveiras,
malio
e
carvalhos,
e
de
natureza
alludial,
acha-se
avaliado
com o
abatimento
do
uso
fruclo
em
177^500
rs.
cujo
referido
campo
é
arrematado
por
for
ça
de execução que
move
Luiz
Gonçalves
Loureiro,
da
freguezia
da
Loureira
como
sessionario
de
Antonio
Sebastião
Soares,
da freguezia
de
Palmeira
a
José
de
Araú
jo
Azevedo
Vasconcellos,
viuvo,
da
dita
freguezia
da
Loureira.
0
solicitador,
(2751)
Paulino Evaristo da Rocha
NÕ
VO
ES
TABELECIMEN
TO
Joaquim
Leal
participa
ao
respeitável
publico e
parlicularmente
aos
seus
amigos
que
acaba
d’
abrir
o
seu
estabelecimento
de
fazendas
de
lã,
seda
e
algodão,
na
rua
do
Souto,
n.°
39.
Abster-se-ha
de
ven
ler
nos
domingos
e
dias
santificados.
(2754)
Francisco Anlonio
José Vieira partici
pa
ao
publico
que
dissolveu
a sociedade
que
linha
com
seu
sogro
Francisco
José
Dias,
á
esquina
da
rua
de
S.
Marcos,
(Largo
dos
Remedios)
e
acha
se
actual-
menle
com
oflicino
estabelecida
na
rua
de
S.
Marcos,
n.°
44.
Faz
toda a
obra
tan
to
para
ecclesiastico,
como
para
secular,
tudo
com o
maior
esmero
possível,
e por
preços
rasoaveis.
Roga
pois
aos
amigos
e
conhecidos
o
coadjuvem
com seus favores.
(2753)
CERTIDÃO
José
Firmino d
i
Costa
Freitas,
es
crivão
do
Tribunal
do
com
mercio
de
primeira
instancia
nesta cidade
de
Braga
e
seu
dislricto
por
Sua
Magestade
El-Rei
o
Senhor
Dom
Luiz,
que
Deus
guarde,
etc.
Certifico
que
no
processo
de
fallencia
de Sebaslião
B
imos
Barros
Pereira,
negociante
que
foi
nesta
cidade,
prefeiiu o
Tri
bunal
a
seguinte
SENTENÇA
0
Tribunal commercial
àtten-
dendo
á
prova
que
se
acaba
de
fazer,
e
em
que
se
mostra
a
procedência
do
allegado
na peti
ção
folhas
duas,
cuja matéria
se
tenha
como reproduzida nes-
te
logar, declara
em
estado
de
quebra,
a
contar
do
dia seis
de
Setembro,
a
Sebastião
Ramos
Barros
Pereira,
hoje
a
seus
her
deiros,
ou
representantes,
orde
nando que
se
ponham
os bêllus
em todos os objectos e
bens
que
lhe
forem
encontrados,
nos
ter
mos
do
disposto
nos artigos
1124,1126, e
seguintes
do
Co-
:WMfiAWDI
digo
Commercial.
Para Juiz Com
missario
nomeia
o
jurado Ma
noel
Luiz Ferreira
Braga
e
para
Curador
Fiscal
Carlos
Henri
que
Noble Morat,
que
pres
tará
juramento,
fazendo-se
as
intimações,
e
necessárias
corn-
municações,
cumprindo-se
o
dis
posto
no
artigo
1161
do
Cod.
Com.
Braga 15
de
outubro
de
1875
—
Ayres
Frederico
de
Cas
tro e
Solla,
João
Pedro Soares,
João Baptista
Gomes
Ferreira,
Joaquim
José
Gonçalves Salga
do,
Manoel
Bento
de
Carvalho.
Está
conforme
o
original.
Z?raga
15
cTOutubro
de
1875.
O
Escrivão
do
Tribunal
Com
mercial
José
Firmino
da
Costa
Freita.
(2752)
Banco agrícola
e
industrial
da
Exlremadura
São
convidados
os snrs.
accionistas
d
’
es-
te
Banco
a
fazerem
a
4.
a
entrada
de
2o
por
cento,
ou
11'0000
reis
por
acção
desde
o
dia 2
a
6
de novembro
proximo.
Porto,
séde
do
Banco,
Praça
de Car
los
Alberto
n.°
92.
Lisboa,
rua
dos
Bacalhoeiros
—
51
—
ca
sa
de
David
Gonçalves Chaves.
Braga,
casa
de João
Baptista
Lopes.
Ao
senhores
accionistas
que quizerem
fazer
nos
referidos
dias
a
5/
e
ultima
entrada
de 20 por
cento
ou
100000
reis
por
acção,
lhes
será
n’esse
aclo
abonado
um
por
cento
do
juros
pelo
adiantamen
to
do
pagamento
d’
esla ultima emrada.
Em
conformidade
com o art. 56
§ uni
co dos
estatutos
d’
cste
Banco,
previnen-
se
os
snrs.
accionistas
que
não
fiztrem
a
entrada
dentro
do praso
marcado,
que
te
rão
a
pagar
mais
um
por
cento,
por
mez
pela
demora
da entrada
ou
entradas
em
falta.
Porto
14
d’outubro
de
1875.
Os
directores,
Eduardo
Lyon
Fdix
Plácido
Sande
f2149)
Eduardo
Ribeiro
Mendes.
Companhia Edificadora
e
Indus
trial
Bracarense.
A
direcção
d
’
esta
companhia
faz
pu
blico
qoe em
conformidade
do
disposto no
artigo
3.°
§
6.°
do
respeclivo
regulamen
to, abriu
o
seo
escriptorio
no
campo
de
SanfAuna
n.°
71
D, 2.°
andar
aonde
se
dão
consultas
relativas
a
industria
parti
cular,
desde as
10
horas
da
manhã até
ás
3
da
tarde
nos
dias
não sanclilicados.
Encarrega-se
esta
direcção
de
lodos
os
trai
alhos
relativos
a
projectos
construc-
ções
em
geral,
como
irrigações,
drena
gens,
arcbilectura,
levantamento
de
plan
tas, estradas,
caminhos
de
ferro,
coustroc-
ção
de rodas
hydraulicas,
e
tudo
quanto
diz
respeito
a
obras
hydraulicas,
machi-
nas
de
vapor
etc.
A
direcção
proporcionará
garantias
se
guras,
e
preços
mais
commodos
para
a
confecção
dos
respeclivo»
projectos,
direc
ção
e
execução
de
obras,
apresentando
a
competente
labella
de preços, ou
fa
seado
os ajustes
mais
modicos
e compa
tíveis
com
os
fios
a
que
se
propõe.
Os
directores
Fernando
Castiço.
José
Alves
de
Moura.
Francisco
da
Silva
Araújo.
(2747)
Rua
du
Campo,
nJ
22
—
Braga
Alugam-se os
altos
da
casa
n.
°
22,
que
tem
commodos
para
numerosa
fami
lia.
Trata-se
na
mesma
de
seu
aluguel
e
póde
ver-se
a
toda a
hora
do
dia.
(2626)
O
professor
em
artes,
lettras
e
scien
cias,
membro
do
clero e
magistrados,
todo
o
medico,
cirurgião,
dentista
e artista,
que desejem
obter
o
titulo
e
diploma de
doutor
cu bacharel
honorário,
podem
diri
gir-se
a
Medicus,
rua
do
Rei,
46,
em Jer-
sey (Inglaterra).
(T
*
)
ALUGA-SE
Uma
casa
feita de
novo,
sita
na
rua
das
Agoas,
n.°
91.
Trata-se
na
rua
dos
Chãos
n.°
13.
Póde
vêr-ae
das
10 horas
da
manhã,
até
á
1
da
tarde.
(2694)
L’
Illuslration
de
la mode.
O
mais
elegante,
í
ícamente
illustrado
e
barato
dos
jornaes
da moda.
Publtca-se
em
Pariz
uma
vez
por
mez,
no
formato
dos
grandes
jornaes
illustrados.
Cada numero
contém
dez
a
quinze
mo
delos
de
toiletle,
uma
grande
folha
de
mo
delos de
tamanho
natural
e
uma magni
fica
gravura
clorida.
Quem
quizer
assignar
esta
publicação,
dirija-se
á
livraria
de
Eugênio
Chardron,
largo
de
S.
Francisco.
—
Braga.
A
empreza
offerece
aos
seus assignan-
les
um
magnifico
cofresinho
contendo
tu
do o que é
necessário
para
um
toucador e
cujos
objectos valem
para
cima de
20
fran
cos.
Preços
d
’
assignatura
—
Portugal
:
sem
o
referido
brinde
—
9 fr.
Com
o
brinde
—
13
fr.
PROGRÃMMÀ
DO
COLLEGIO
ACADÉMICO
í
E
mí
wbelecàiSí» no
cidade dc Coimbra
Arl.
1/
Amitlem-se
n
’este
collegio
alumnos
de instrucção
primaria,
secunda
ria
e
superior.
§
unico.
Estes
alumnos
constituem
quatro
classes,
convenientemento
reguladas
por
idades,
costumes e
adiantamento,
corno
determina
o
regulamento interno
do
col
legio.
Arl.
2.°
Qualquer
que seja
a
classe
a
que
o
alumno pertença,
requerem-se
co
mo
condições
impreteriveis da
sua
entra
da
:
1.
a Que
seja
apresentado
ao
Director
por
pessoa do
seu
conhecimento
2.
a
Que
no acto
da
entrada
declare
a
pessoa
que
n
’
esta cidade se
responsabilisa
pelo
pagamento
das
suas
mezadas
e
mais
despezas,e
que
tome
couta
do
alumno
quan
do
este
mereça
ser
expulso
do
collegio.
3. a
Que
mostre
por
certidão
de me
dico
que não
padece
moléstia
contagiosa.
Arl.
3.°
Cada alumno
paga
no
aclo
da entrada
50000
réis de
joia, repelindo-se
em
cada
anno que
persistir
no collegio,
e
bem
assim
30000
réis para
medico,
boti
ca
e tratamento
de
suas
enfermidades,
cor
rendo
por
sua
conta,
as
despezas
de
con
ferencias,
quando
as
deve
haver.
A mensa
lidade
é
de
120500
réis,
e
as
lecciona-
ções
são
pagas
por
1-0200
réis mensaes
por
cada
disciplina.
Arl.
4.° Todos
os
alumnos
devem
vir
munidos
com
jogo
completo
de
escovas : de
unhas,
cabello,
dentes
e lacto
;
e
dois
pen
tes
:
de
alisar
e
miudo.
Devem
trazer
um
conveniente
numro
de
cam
sas
de
dormir,
c,
pelo
menos,
duas
toalhas
de
banho.
Arl.
5.° Os
mezes
contam-se
pela con
tagem
civil.
Quando
o
alumno
uão
en
trar no
primeiro
dia
do
mez,
íar-se-ha a
conta
dos dias
até
ao
fim
do
que
correr
na
razão de
500
réis
diários,
em
que
se
contam
as
leccionações.
Arl.
6.°
Em
caso
algum,
pela
saída
do
alumno,
póde haver indemnisação
pela
casa do
dinheiro
recebido
do
mez
que
corre.
Coimbra
10
de
julho de
1874.
N
B.
Quem,
precisar
mais
esclareci
mentos,
e
ver
o
regulamento
interno
do
collegio
que
já
se
acha
formulado
e
lem
16
artigos,
dirija-se
a
Coimbra
ao
dire
ctor
—
Anlonio
Zeferino
Cândido.
Esla
acreditada
empreza
editora
vae
publicar
o
notável
romance
—
Os
desher-
dados,
de
M.
Fernandez
y
Gonzalez,
ver
são
de L.
Quirino
Chaves,
e
ornado
de pri
morosas
estampas,
desenho
do
bem
co
nhecido Manoel
de
Macedo
Distribuirá
a
empreza
10
paginas
por semana,
pelo
mo-
dico preço
de
50
rs.
Dá
dois
brindes
:
um
de
50000
rs.,
em
cada
volume;
o
ou
tro
nm
mappa da
Europa
a
todos
os
as
signantes.
Este romance é
dividido
ern
qua
tro
parles
com
os
titulos
seguintes:
—
Feio
do
corpo
bonito
de
alma
—-A
carne
e
o
espirito
—
O
que ha
por
baixo
das
ap-
parencias
—
Morrem
uns
e
outros
perdem-se.
K
b
6
ê
SSragu é nsiieo eorreapon-
clente d’
e®ta
JEnapreza o snr. Dias
Fa-eiírt», r«s»
Mova
eí
.
3,
JK,
ao
qual
devem
ser
feitas
todas as
requisições.
Mudança
d
’
al/ãiate
Joaquim
José
Pereira
Guimarães,
mu
dou
a
sua
oflicina
d’
alfaiate
da
rua
de S.
Marcos
para
a
das
Aguas,
n.
8
65,
em
fren
te
do
Asylo.
Espera,
pois,
que
os
seus
amigos
e
freguezes
o
continuem
a
obse
quiar com
seus
favores. Participa
egual-
mente
que
faz facto
completo
por
20500
reis,
(preço
este
mais
elevado)
responsa-
bilisando-se
pela obra
que
não
agrade.
(2744)
João
Manoel
da
Silva
Guima
rães.—
Rua
do
Souto
n.°
43.
Compra e
vende
Acções
de
todos
os
Bancos
e
Companhias,
Inscripções
de
As
sentamento
e
coupons.
(X»)
alu
<;
a
-
se
Um
puno
forte.
Para
tratar,
no
cam
po
de
D.
Luiz
I,
n.°
1
(entrada
da
rua
dos Capellistas.)
(2734)
ESCOLA
AMERICANA
Extrai,
cura
e
conserta os dentes
ca-
riados,
colloca
dentes
artificiaes
com
pre-
feição.
Presta-se
a
chamados
fóra
da
cida
de.
Consultorio,
Campo
de
Sani
’
Anca
n.°
I,
das
<8
da
manhã
ás
5 da
tarde (2723)
DA
©ASA
»E
RUA
DO
SOUTO N.°
15
BRAGA.
Acaba
de
ser
sortido
este
armazém
com as
seguintes
qualidades
de
vinhos
engarrafados
e
aquartilhados :
ENGARRAFADOS
Vinho tinto
de
meza
.............................
150
»
»
>
............................
190
Lagrima.......................................
200
Branco
de meza. ....
210
»
tinto
de
meza
fino.
.
.
.
270
»
de
prova
secca.
.
.
o
.
300
J)
Malvasia
de
2.d............................ 360
»
»
velho..................................
400
»
Bastardo....................................... 500
Moscatel....................................... bílO
Malvasia
.......................................
500
»
Roncão
.......................................
709
»
Alvaralhão.......................................
5ó0
Velho
de
1854
....
600
A
RETALHADO
Vinho para meza 50
e
80,
o
quar
tilho
tinto
e
120
o
branco.
Responde-se
e
garante-se
a
pureza
e
boa
qualidade
de
lodos
estes vinhos,
po
dendo
todo
e
qualquer
consumidor
man
dai-o
experimentar
por
meio
de
qualquer
processo
chymico.
N
’
estes
preços
nãa
fica
incJuido
o
valor
da
garrafa qne o
comprador
apre
sentará
ou
pagará
50
reis
por
cada
uma-
*)
Fava
especial
da
ilha
de
S.
Mi
guel
Este
legume,
geralmenle
usado
para
penso
de
gado
cavallar, muar
e
mesmo
bovino,
é
de uma
óptima
nutrição.
Grande
deposito
a
preços rasoavejs;
Cima
do
Muro
(dos bacalhoeiros)
n.°
77,
Porto.
(2748)
....
BRAGA
:
TYPOGRAPHIA
LUSITANA —
1875. - É o formato de
-
comerciominho_19101875_410.pdf
Parte de Comércio do Minho (O)