comerciominho_18121875_434.xml
- conteúdo
-
Assigna-see
vende-se
ao
escriplorio
do
editou
e
pboprietabio
José
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.*3E,
para
onde
deve
ser dirigida
iodas
correspondência
franca
de
porte.«
As
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas;
assim
como
as correspondên
cias de
Interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
P
reços
:
Braga,
anno
10600
rs.
«Semestre
850
rs.«Prot
’
»n-
cias,
anno
2&400 rs
e
sendo
duas
4^060
rs.«Semestre
1&250
rs.=Brazil,
anno
4&400
rs.«Semestre
2&300
rs.
moeda forte,
ou
10&000
reis
e
5&500
reis
moeda
fraca.«Annuncios
por
linha
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignantes
%0
%
d
’abatimento.
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
JBRAG
A--- SABBAMO 1»
DEZFJIB1M»
(JsrrespwíaiíeEseia estraMgeira
PARIS, 7
DE
DEZEMBRO
(Correspondência
particular do
(Commer
cio
do
Minho»)
Prende
i/este
momento
as aitenções
a
nomeação dos
75
senadores
que
a
Assem
bleia será
chamada
a
eleger
na
quinta-fei
ra próxima.
Como
é
natural,
todos
os
partidos
de
sejam
obter
o maior
numero
de eleitos
do
seu
credo
político,
por
isso já
para
tal
fim
se
empenham
negociações de
todos
os
la
dos.
Alguns
volus
de
mais ou de
menos,
são
reputados d’
uma
imporlaneia
capital,
pois
que
darão
a
maioria
ou
á
direita
ou
á
esquerda.
Eis
um
summario
das forças respecti-
vas
dos
partidos
:
os
grupos da
direila
são
em numero
de cinco,
a
saber
: a
extre
ma-direita,
que
ccmprehende
63
membros,
a
direita-moderada,
com 72,
o
centro-di-
re
to que conta
107.
o
grupo
de
Clercq,
com
30,
e
o
grupo
Pradié
que
encerra
40:
total
—
312
membros.
Os
diversos gru
pos da
esquerda
compõem
se
de
314.
Não
é
grande,
pois,
a
diflerença.
Existem
ainda
ua
Camara
mais
tres
grupos,
estranhos
ás
duas
coalições,
que
são
:
10
deputados da
extrema direila,
30
bonapartistas
e
45 de
gmpo
Lavergne.
Estes
votos
são
reputados
d
’Jta
im
portancia,
porisso
os
republicanos
envidam
todos
os
exforços
para
os
conquistar,
no
quo não
ha grande
probabilidade, como
se
deprehende
do
seguinte
lacto.
Hontem
o
grupo
Lavergne
decidiu,
por
maioria
de 20
votos
contra
2,
que
subscreveria
á
propos
ta do
centro-direito que
escolhe
15
mem
bros
dos
grupos
da
tsquerda
e
40
dos da
direita. Graças
a
esta
disposição,
a
victo
ria
penderá
indubitavelmente
para
as lis
tas
confeccionadas
pelas
direitas
colligadas.
A
organisaçào
rfessas
listas
apresenta
rá
ainda
varias
diíliculdades,
e
darâ
mar
gem
a
numerosos
despeites;
porque,
ha
vendo
sómente
a
eleger
75
senadores,
o
numero
dos
pretendentes
excede
a
300.
Alé
ao
presente
ainda
não
nenhuma
escolha definitiva, postoqpe
iodos
os
jor
naes tenham
já
publicado
varias
listas
de
candidatos.
Além
da
questão
das eleições
senato
riaes
agitam-se
também
actuaímente
a
da
dissolução
e
das
eleições
geraes. M.
Pa
ris
leu
hontem
á
Assembleia
o
relaiotio
da
comrmssão da dissolução
Este
relatorio
exprime
o
pensamento
de
que
os
trabalhos
da
camara
devem prolougar-se
aiém
do
dia
31
de
dezembro
e
que
o
projecto
de
ve ser
dado
na
ordem
do
dia
só
depois
que
a
questão
referente
ás
circumscripçôes
eleiloraes
lenba
sido
ultimada
por
um
vo-
lo
da
Assembleia
:
as
emendas
formuladas
por
M.
Paris
em
nome
da
commissão
fo
ram
adoptadas. A
mesma
commissão
e
de
parecer
que os
delegados municipaes
se
rão
eleitos
a
9
de
janeiro,
os
senadores
a
28
do
mesmo
mez
e
o
deputados
a
20
de
fevereiro.
A
reunião
das
duas
camaras
lerá
logar
a
8
de março.
Vamos
pois
entrar n
’
um
periodo
de
agitações,
o
os
acontecimentos
que vão
produzir-se
apresentarão um
grande
inte
resse.
Agora, quaes serão as quesiões
que
a
Camara
tratará
antes da
sua
seperação
de
finitiva
?
E
’
negocio
ainda
oão
completa
mente
decidido. A
esquerda
republicana
deliberou
por
sua parte
que
formularia
uma
ordem
do
dia,
comprehendendo
cinco
projectos
sómeme: a
reforma
judiciaria,
cuja
discussão
principiou
huntem
;
o
levan
tamento
do
esiado
de
sitio,
a
lei
sobre
as
circumscripções
eleiloraes
e
a
lei
sobre
os assucares.
A
lei
sobre
as circumscrip-
ções
eleiloraes é
a
que
levantará
mais
lon
go
e
diflicil debate
; em
quanio
aos
ou
tros
projectos
não durarão mais de
4 ses-
sõe.®.
Começou
huntem
na
Assembeia
a
dis
cussão
do
projecto
de
reforma
judiciaria
uo
Egyplo.
proposta
por
M.
Decazes.
O
relator
da
commissão,
M.
Rouvier,
expoz
largarneote o
prrjecto
da
reforma,
e
em
seguida alludiu
á
compra
das
acções do
canal
de
Suez,
repellindo
a
accusação
fei
ta
á
commissão
de,
por
seus
atrazos,
ha
ver
contribuído
para esle
acontecimento.
Perguntou
se,
depois
d
’
esta
falta
de
defe-
rencia
do khediva
para
com
a
França,
a
Camara poderia abandonar
as
antigas
tra
dições
uo
Oriente.
A
discussão
encetada
deve
continuai
hoje;
uru
membro
da
extrema-direita
pro-
pÕe-se
iomar
a
palavra para
defender
a
polilica
tradicional
da
França,
e
as
con
quistas
da
monarchia.
Bem comprehendem
os
leilores
a
que
ponto,
nas
circumstancias
actuaes,
o
de
bate
em
questão
tem
o privilegio
de
apai
xonar
os
espíritos.
E
’
a
questão
mais
im
portante
do
dia.
Muitos personagens
po
lilicos
diziam ha
pouco
tempo:
«É
’
neces
sário
que
o
Mediterrâneo
seja
um
lago
fran
cez».
Os
Bourbons
tinham
começado
a
realisar
este
sonho,
quando
a
Revolução
lhes apontou
o
caminho
do
exilio. Os
go
vernos
que
lhes
succederain,
não
teem
sa
bido
continuar
a
sabia
polilica
da
Res
tauração,
e
bem
póde
dizer-se-lhes
ago
ra:
«o
Mediterrâneo
é
um
lago
inglez».
Ha
alguns
dias
um
succedimento
con
siderável
veio mudar
a
face
dos
negocios
do Oriente.
A
Inglaterra
ua
qual ha
mui
to
tempo
já
se
uão
faliava,
reeutrou
na
po
lítica de
intervenção
por
um
golpe de
mes
tre,sem
equipar
frotas,
nem
aprestar exerci-
tos.
Lançadas
algumas
mil
libras
esterli
nas
ao
vice-rei
do
Egyplo,
eil-a
senhora
do
canal
do
Suez,
e
para
logo
de toda
a
costa
oriental
da
África, de
Zanzihar
e
da
Abyssinia.
As
finanças do
khdiva
esta
vam
etn
situação
diflicil, e
o
vice-rei
em
vesperas
de
lazer
bancarrota,
motivo
por
que
a
Inglaterra
está
hoje
de
posse
das
acções
do
canal.
Como
se
comprehende
qoe
M.
Dècazes,
o
homem
chabil»
por
exceilencia,
deixasse
c.ncluir
uma
tiansac
ção
tão
prejudicial á
França,
para
efiec
luar
a
qual
foi
sufiicienle
menos
d
’
uma
semana?
Ignoro-o.
Em lodo
o
caso
cen
sura-se
o
ministro
de
ter
comprometlido
os interesses
franceses
da
maneira
mais
leviana.
Elle
conhecia
a
situação
do khediva
e
os
seus
seus
projectos
de
alienação;
que
fez, pois?
lena
necessidade
da
As
sembleia
?
M.
Disraeli
uão precisou
do
Par
lamento,
e
quando
esle, reunido,
delibe
rar sobre o
acto
do
ministro, setá
p«-r
acclamação
ractiíicada
a
compra de
177:000
acções
de
Suez.
A
imprensa
ingleza
eslá
mui
contente,
conlessa
que
a
operação financeira
do
gabi
nete de
Saint-James
póde
precipitar
a
cri
se
que
ameaça
a
Turquia,
e
influir
con
sideravelmente
sobre
destino
do
proprio
Egyplo.
M.
de
Lesseps,
n
’
uma
caria
aos
di-
reciores
da
companhia
do
canal marítimo,
fthcila-se
da
aequisição
pela
Inglaterra,
das
acções
do
khediva.
Sob o ponto
de vista
tinanceiro,
cei
lamente
o
negucio
é
sober
bo;
considerado relativamenle
ao
futuro
da
Frauça é
um
desastre.
Auuuncia-se
a
proximo
publicação
de
um
projecto de
mobilisação
do exercito in
glez,
o
que prova que
o
leão
britanuico
desperta
e
quer
estar prompto
para qual
quer
eventualidade.
II.
------- -
-ius
-o»
--------
Coimbra
de dezembro.
(Do
nosso correspondente».
Partiu
na
segunda-feira
para Lisboa
o
presidente
do conselho
de
ministros,
e
Serpa.
V.
de
Mafra
e
outros
grandes
do
reino,
que da
capital vieram
assistir
ás
exequias
de J. A.
d
’
Aguiar.
O
minisuo
da justiça
foi
á
Figueira
visitar
os
paren
tes.
Os
ministros hospedaram
se
em
casa
do
snr.
bispo-conde,
que
no
domingo
of-
fereC'
:
u
utn
esplendido
jantar
a
diíiereutes
membros
dos
diversos
partidos
polilicos,
que
se
fizeram
representar nas
exequias.
assistindo
ao
banquete, além do
snr.
Fon
tes,
Barjona, e Serpa,
o
snr.
Casal
Ri-
beiio,
conde
de
Mafra.
representante
de
el-rei,
conde
de
S.
Thiago, representan
te
de
D.
Fernando,
Barros e
Sá.
Cama
ra
Leme,
Mesquita,
governador
civil,
dr.
Mamede, dr.
Fernando
de
Mello,
presi
dente
da
cxmara,
V.
de
S.
Jeronimo,
Jo
sé
Ribeiro
da
Cunha,
Miguel
Osono,
par
do
reino,
dr.
Vaz, lente de
Direilo,
dr.
Rodrigues,
e
outros
muilos
personagens,
cujos nomes
nos
uão
lembram.
Ojaniar
foi
variadíssimo,
e animado, ter
minando pelas
oito
koias
da
noute. A
esla
hora foi
ao paço
uma
commissão
aca
démica, acompandada
de
giande
numero
de
estudantes
com
musicas,
e
deitando
foguetes,
para pedir
ao
snr.
Footes
um
feriado
para segunda-feira.
Como
ainda
e-livessem
jantando os
ministros,
a
com-
inissão
não
foi
logo
recebida,
e
entrelan
to
tocavam
as
musicas
no
pateo
e
estron-
deavam
as
giraudolas
(islo
depois
d’
umas
exequias
em
que
só
devia
reinar
o sen
timento
e
correrem
as
lagrimas).
Davam-
se
vivas
a
tudo
e
por ludo.
Os
rapa
zes
apinhados
ua
escadaria
do paço,
e
penetrando
já
nos
corredores,
divertiam-
se
a
seu modo.
Um
d
’
elles
lembrou-se
de
botar
discurso
e
fallou
assim
:
Nós...
oó-
que...
cingimos
estes
hábitos,
estas
túni
cas
negras
como a
reacção,
não
podemos
deixar
de ficarmos...
não
podemos
deixar
d’
acompauhar
o
movimento
da
época...
nào
podemos
deixar de
saudar
o
snr.
Auto
nio
Maria...
(o
resto
sumiu-se
no
vosear
iiumenso,
de
vivas,
etc.)
Ainda
não
po
demos saber
quem
foi
aquelle
inspirado
orador, porque
queríamos
expor
o
seu
nome á
admiração
geral.
.
Depois
loi
a
commissão recebida,
e
deu-se-lhe
o
feriado. O
enthusiasmo
locou
então
o
delírio,
dando
vivas
ao
Fwnles,
Barjona Serpa,
ao
rei,
á
rainha,
á li
berdade,
etc.
O
snr
conde de Mafra
levantou
um
brinde
á
mocidade
académica
o
rjue
lhe
'aleu
muitos vivas.
O
snr.
Fontes
commovido
com
o
dis
curso
que
o
quartanista
de
Direito,
Porlo-
carrero,
pronunciou
no
cemilerio,
mandou-o
chamar
á
sua
presença.
Huntem
partiu
d
’
aqui
a
artilheria
que
linha
vmdo
d
’
Abranlt
‘S
lazer
as
honras
fúnebres.
—Na
Sé
Cathedral
anda-se
desarman
do
a
magnifica
eça,
que
fui
fotografada
pelo
sm.
Albuquerque.
—
Falleceu
u honrado empregado
da
secretaria
da
Universidade,
Silva
Encar
nação.
Fui
acompanhado
por
alguns
aca
démicos,
que
tencionam
erigir-lhe
uma
la
pide.
—
Succumbiu
hontem
o
exímio com
positor
e
mestre
de
musica,
Macedo.
O
oflicio
fui
boje
desempenhauo
a
graude
or-
chestra
na
egreja
de
S.
Bartholomeu.
—
Utn
dia
d
’estes
foi
encontrada
mor
ta
de frio
uma
pobre
velha,
dentro
em
casa.
----
-At»,
------- -
•
JYoticúwt#
(i’
fiflÊspanBia.
Como
uão
recebemos
cana
do
nosso
assíduo
e
estimável
correspondente
de
Ma
drid,
vamos
extraciar
do
«Monde»
o
se-
guiute
:
Duraugo,
7
de
dezembro.
Por
ordem
de
,s.
m.
Carlos VII,
foi
celebrado,
a
4
de
dezembro, na
principal
egreja
de
Durapgo, ofiicios
solemnes pe
lo
repouso
da
alma de
s. a.
i.
e
r.
Fran
cisco
de
Modena,
Massa
e
Cariara,
ar-
clriduque
d
’
Austria,
tio
do
rei,
lallecido
em
Vicnna
a
20
de
novembro
ultimo.
O
rei,
os
secretários
d
’
Estado,
a
casa
militar
e
civil
de
s.
m.,
a
deputação
da
Biscaya,
o
governador
da
praça,
a
mu
nicipalidade
de
Dnrango,
os guardas a
cavaíio
e
os
guias
do rei, assistiram
com
uma
multidão
immensa
a
esia
piedosa
ce-
remouia,
rendendo
assim
uma
ultima ho
menagem áqoelle
que foi
um
completo
modelo
de
dignidade
e
connancia
ua
vida
polilica, de
sabedoria
e
virtudes
uo
seu
da
familia.
Escudos
das
armas
de Hispanha
e <le
Modeoa
ornavam
o
catafalco
e
as
negras
armações
com
que
a
egreja
estava
ador
nada.
Os
jornaes
de Madrid, rjue
nào
di
zem
senão
o
que
a
censura
do
jornal li
beral
de
D
Aífonso
lhes
permitte
publicar,
tornando-se
assim
solidários
de tudo
que
inserem,
nos
anounciam
que,
a
26
de
novembro
ultimo,
o
cônsul
geral
de
His
panha
em
Bayonna
iene
uma
conferencia
de
duas
horas
com
o
marquez
de
Na-
dadlac,
prefeito
dos
Baixos-Peiyneus,
e
que
este
funccionario
se poz
ás
suas
or
dens para
que
o
cônsul julgasse
conve
niente
aos
interesses
da
Hispanha
e
á
causa
de
D.
Afion^o,
á
qual
o
marquez
de
NadaUlac
se
diz
profuudamente
aífei-
çoado.
Apraz-nos
acreditar
que
o
prefeito
dos
Baixos-Peryneos
se apressará
a
fazer
des
mentir
eu»
Madrid
a
altitude
servil
que
ihe
alliibuem
n
’este
negocio
e
qoe
é
con
traria
aos
seus
deveres
e
á
dignidade do
cargo que
occupa
em
Pau.
As
tropas
aflonsinas
que
oecupavanj
as
alturas
de
Soraureo
e
a
ai
leia
d?
Al-
zuza,
a
doas
léguas de
Pamplona,
foratp
obrigadas
pelo
mau
lempo
e
pela
neve,
a
abandoual-as
e
a
retirarem-se
para
a
praç<i.
Estas
importantes
posições
custa
rão
ao
exerciio
inimigo coi)S'derav!
is
per
das
uo
dia
ern
que
tentar
r-conquis
tai-as.
O
venerável bispo de
Urgtl,
que
foi
comprebeodido
como
prisioneito
de
guer
ra
ua
capitulação de
Seo
d'Urgei,
está
preso
n
’
uma enxovia
em
Alicante,
per
seguido
por
delicio
commum,
pelas
aucto-
i
idades
civis,
ás
quaes
o general
Marlinez
Campos le
v
e
a
ignominia
de
o entre
gar.
Os
jornaes
de
Madrid
aununciam
que
a
28
de novembro,
por
occasião
do
seu
anuiversario
natacio.
I).
Aífonso concedeu
uma
amnistia geral
a
favor
de
lodos
os
presos
por
delicio
commum.
O
bispo d
’Urgel,
se
tivesse
continua
do
a
ser
considerado
como
prisioneiro
de
guerra,
estaria
já
tm
libeidade
por
cama
da
troca
que
leve
logar
entre
os
dois
exercitos;
preso
por
delicio
commum
deve
aproveitar
da
amnistia
gerul
concedida
por
D.
Aflonso.
Se
o
seu
captiveiro
se
prolongar,
o
governo
dc
Madiid
nus
mo
*
lrará,
o
que
nós
já
sabemos,
qoe
faz tanto
caso da
palavra dos
seus
generaes
como
das
gra
ças
que
julga
fazer
o
ptincipe
escravo
da
revolução.
O
serviço
de
viajantes
e
mercadorias
vae
proseguir
a
contar
d
’
este dia n<s
ca-
minhos
de ferro
carlistas,
en
re
Andoain
e
Zumarraga.
As
reparações
exigidas
pelo
estado
da via
foram
fenas
sob
as
vistas do
director
geral
das
corninuoicações
do
rei
no,
sem
a
intervenção
da
cqmpanhia
do
Norte,
cuja
lede
comprehendia a
linha
acima
indicada.
P. S—
Faz
um
tempo
honivel,
n’esla
occasião são
impossíveis
quaesquer
opera
ções.
Todavia
o
Rei,
os
voluntários
e
o
paiz
kstão
mais do
que
nunca
decididos
e
re
tWMBWMMUMWWpi
solvidos,
cheios de confiança e
de
esperan
ça e
certos
do
triunfo.
Madrid
mata-nos
a
seu
bello
prazer,
anntinciando
por
toda
a
parte
qoe
está
prestes
o
nosso íim;
não
é
nem será
cousa
alguma.
Lutarão
até
ao
triunfo,
e
nós
triunfaremos.
Por extracto
:
De
Sainl-Chèron.
AVISO
E
PEDIDO
E’
nosso costume mandar
pela
festa
do
Natal ás pessoas
que se estimam
alguns presen-
tinhos,
a
que
se
dá o
nome de
CONSOADA;
e
tendo o SS. Pa
dre
Pio IX por tantos titulos
direito
ao
nosso amor
e
respei
to, parece ser quasi um dever
mandarmos-lhe
também
a CON
SOADA.
Eu
já tenho em meu
poder
algum
dinheiro
para este
fim
e
que pessoas
piedosas jne
pediram
fizesse chegar
ás mãos
sagradas do Nosso
Santo
Pa
dre
; e como possa haver al
guém mais com este desejo,
por
isso
faço
este aviso e
pedido
juntamente
para
assim
ser mais
avultada
esta CONSOADA.
Estas
quantias,
que costu
mam ser pequenas
em valor,
são
sempre muito grandes pe
la
significação.
Braga, 16
de dezembro de
1875.
P.
e
JOÃO
REBELLO CARDOSO DE MENEZES.
GAZETILHA
Audiências geraes.
-Foram
julga
dos
os
seguintes indivíduos:
Dia
3.
João
Pialo
<1’0
iveira
e
José de
Sousa,
da
freguezia
de
Fro
*
sos,
(Testa
co
m
rca,
pelo
crime de
offensas
corporaes
:
absolvidos.
Dia
4.
José
de
Barros,
da
freguezia
de
Nine,
pelo crime
de
offensas
corporaes
:
condemnado em 40
dias
de
prisão, sendo
os últimos
15
remiveis-a 200
reis
cada
dia.
Dia
10.
Manoel
Duarte
da
freguezia
de
Lamaçaes,
pelo
crime
de
furto
:
absol
vido.
Dia
11.
Domingos
José
Alves. d
’
esta
cidade,
pelo
crime
de
sublracção
«le fazen
das
:
absolvido.
Dia
15.
Luiz
Antonio dos
Santos
Fer
reira,
d
’
esta
cidade,
pelo
crime
de
offen
sas
corporaes:
absolvido.
Exoneração. —
Foi
exonerado
do
cargo
de
íiscal do
serviço
dos
trens,
por
assim
o
haver
pedido,
o
sor.
Manso,
que
ha
uns pooco>
d
’
annos exercia esle
logar
com
bastante
zelo e
actividade.
A
sua
falta
já
se
fez
sentir.
No
dia
13 do
corrente
foram
tirados
d
’um
aça
fate
que vinha de
Guimarães
no carro do
Mariuhas 6
facas c
6 garlos
de
praia
per
tencentes
ao
snr.
Moreira,
da
rua de
S.
Lazaro
Veremos agora
as providencias
que
se
empregam.
Em
tempo houve
um
descaminho de
50
libras,
por
equivoco
de
direcção,
e ao
sor
Manso
deveu
o
dono
o
tornar
a
ba-
vel-as.
Os
donos dos
trens
devem estar
satis
feitos
pela
exoneração do
snr.
Manso,
por
que
este
era
o
seu
desideralum;
o
publi
co é
quem
ha
de
sentir
a
falta.
E
’
porém bom
alé
cerio ponto
que
aquelle
cargo
passasse
a
outros,
para
que
muita
gente se
desengane
que
quanto
vi
gor
o
snr.
Manso empregava o'aquelle
ser
viço
era
todo
pouco
para
obrigar
os
do
nos
«los
ueos
e
os
bolieiros
a
cumprir
as
disposições municipaes
que
regulam
aquelle
serviço, para
segurança da vida e
fazenda
dos
passageiros,
e as-egurar-lhes
a
commodídáde
compatível
com
o trans
porte.
*
*
*
Prejuisos populares.—
E
’ preciso
combater
muitos êrros
e
superstições
do
povo
tanatico e
ignorante.
Muitas
d
’
est?.s
opiniões
absurdas
ainda
infelizmenle
teem
grande
voga,
apesar
dos
progressos
da
ju.
siruci
ão.
Falleinos
boje
de
algumas mais
cu
riosas
e
extravagantes.
Uma
das
mais
vulgares
refere-se
ás
borboletas.
A
súbita entrada
d
’
uma
bor
boleta
branca
pela
porta
ou
janella
é si-
gnal
de
terem
os
donos
da
casa
,de
rece
ber uma boa nova
;
mas
se
o
insecto
é
pardo
ou
escuro é
annuncio
de des
graça.
Se
uma
pequena
aranha
passeia
pelo
vestido
de
quelquer
pessoa,
é
annuncio
de
que
essa
pessoa
tem
de
receber
di
nheiro:
em
prata,
se
é
branca;
em
ou
ro,
se
é
amarella,
e
em
cobre,
se
é
ne
gra.
Quando a
mosca
.vareja
enira
em
casa,
annuncia visita
inesperada. O
canto
do
grillo branco
dentro
de
casa
lambem
é bom
agomo
para
as
famílias.
Todos
estes
prejuisos
são
crenças
ri
dículas
e
grosseiras,
que nem merecem
refutação.
A’
s
innocentes
e
industriosas andori
nhas
lambem
muiia
gente
rude
e
igno
rante
allribue
o
seguinte
:
irem
estas
aves
á
beira-mar
procurar
e
escolher
uma
pe-
drinha,
vindo
com
ella
no
bico
para
abrir
em
o
ninho
os
olhos
aos
filhos
que
sem
esta
operação
os
não
abrem!
A
pedra
das
andorinhas
é
muilo
pro
curada
e
estimada
por algumas
pessoas,
pela
rara
virtude
que
Ibe
atiribuero,
de
tirar
os
argueiros
dos
olhos
!
A
tal
ima
ginaria
e
encantada
pedrinha
é
om
pe
quenino
seixo
bem
chato
e
bem
polido
pelo
mar,
ou
om
pequeno
fragmento
de
uma
concha
preta,
bem
lisa, polida
e
doce
ao
tacto
!
E’
escusado
dizer,
que
tão
extravagan
te
e
my
*
teriosa
industria
das
andorinhas
não
tem
o
minimo
fundamento, e
é
um
êrro
grosseiro,
como outros
muitos,
que
a
sciencia
condemna.
Estas
e outras crenças ridículas
não
devem
admirar,
se
nos
lembrarmos,
que
ainda
muita
geme
ignorante
acredita
nas
almas
do
outro
mundo,
consultar
agou
res,
e
se
aconselha
com
os
feiticeiros
e
adivinhos.
Citemos
outro
exemplo
de
es
túpida
superstição.
A
coruja,
que
é
uma
ave
formosa
pe
las
cores
brilhantes de
sua
plumagem
va-
liada
de
branco,
amarello
e
cinzento,
e
pelo
enfeite
delicado
e
elegante
de
pen-
nas
encrespadas,
qoe
lhe
circunda a ca
beça,
aiospira
ainda despreso e
horror
a
muita
gente
Esta ave nocturna
habita
or
dinariamente
as
torres e
campanarios,
os
telhados
e
paredes
velhas
dos
edifícios,
onde
possa
viver escondida
de
dia,
para
sair
á
hora
do
crepúsculo
da
tarde.
Stip-
põe o
povo,
que
esta
ave
escolhe
simi-
Ihantes
habitações,
para roubar
e
beber
o
azeite
das
alampadas
das
egrejas!
Que
êrro
grosseiro
!
A
coruja
escolhe
aquelles
Igates,
onde
abundam
ratos
e
outros
ani-
maes
damninhos,
bzendo-lhes
guerra
im
placável,
e
sustentando-se
(Testa
caça.
Os
ninho
*
doestas
aves
apparecem
cheios dos
produclos
da
rapina
nocturna, que é
a
sua
industria
caracterislica.
Outro
êrro
absurdo
é
considerar
esta
ave,
como
animal fúnebre
e
mensageiro
da
morte. A voz
rouquenha
e
o
silvo
agudo
e
estridente
da
coruja
são
para
muita
gente o annuncio sinistro
e
agou
reiro
de
fallecimento
de alguma pessoa
de
familia
!
A
assim
se
pagam com
tan
ta
ingratidão
os
serviços
(festa
ave
vigi
lante,
verdadeira
sentiuella nocturna
de
nossas
casas
e
campos, sempre infatigá
vel
na
caça
e
destruição
dos
ralos,
ar-
ganazes, e
ouiros
animaes
damninhos,
que
roubam
e
devoram
os
nossos
fructos !
A
coruja,
longe
de
inspirar
a
repu
gnância e aversão
que
geralmente
inspi
ra,
merece
pelo
contrario
pelos
proveito
sos
serviços
que
presta,
a
nossa
benevo
lência
e
gratidão.
Milho.—
Chegou
a
Vianna
uma
barca
allemã
com
6:009 saccas
de
milho
para
os
negociantes d
’
aquella
praça
-Magalhães
&
Fdho.
Longevidade,
—
Morreu
em
Gahen-
les,
na
ilha
de
Cuba, D.
Rapbael Gon-
zalez,
com
105
annos
de
edade.
Em toda
a
sua
vida,
leve apenas
duas
enfermida
des.
Deixou
dez
íilhos, sele
dos quaes
eram
casados.
Tinha
99
netos,
166 bisnetos
e
quairo
tataranetos.
aiIsiKtre
eitTermo.—
Está
gravemen
te doente
com
uma
pneumonia
o
snr.
bispo
de
Bragança,
irmão
<io
snr. conse
lheiro
Martens Ferrão.
Tremor
«le terra.—
No
dia
12
sen-
liu-se
um
terrível tremor
de
terra em
Lahore
e
Peschavar.
Causou muilas
ruí
nas
e
bastantes
viclimas.
Madrid
e o Escurial.—
Madrid
tem
17
kilometros
de
circumferencia e
400:000
habitantes.
A Porta
do
Sul,
largo
de 200
metros
de
comprimento,
é
o
coração
da
cidade
onde
vão
ter
as
mais
bellas e
importantes
artérias
da
«Nova
Madrid».
O
jardim
«Buen
Retiro»
tem de com
primento
1:400
melros,
e
data da
época
de
Filippe
IV.
O
Prado
tem
de
comprimento 4
kilo-
metros.
O
Museu
Real
de
pinturas
é
o
mais
rico
da Europa
:
se
é
inferior
ao
do
Lo«-
vre,
excede-o muito
na
collecção
de obras
primas
que
encerra
;
ba»la
citar
para
exemplo
46
quadros de
Murillo,
14
de
Zurbaran,
58
de
Ribera,
64
de
Velaz-
quez, 53
de
Teniérs, 62
de Rubens,
10
de Raphael,
19
de
Poussim,
60
de
Lu-
ca
Giordano,
43
de
Titien,
25
de
Paulo
Veronese, 51
de
Tintoret.
Ha
no
Escurial
(que
os
hispanhoes
consideram
como a 8
a
maravilha
do
mun
do
artístico)
88 fontes.
16
pateos,
9
or-
gãos,
40
altares,
2:672
janellas,
12
000
portas,
15
claustros,
9
cosinhas,
5
enfer
marias,
16:540
pinturas. Devem
dizer-se
alii
17:538
missas
annuaes
e
113
respon
sos
diários.
Sommadas
todas
as
superfí
cies
por
onde
se
póde
transitar,
dão
33
léguas
de
comprimento.
Tem
a
basílica
500^000
pés
de
superfície
;
os
dois
púl
pitos
de
alabastro
e
mármores
finíssimos
custaram
95
contos de
reis.
A
tampada é
suspensa
por
um
cordão
de
sê
la
qne
pe
sa
7
arrobas,
e
qoe
custou
315$000
rs.
Na
bibliolheca admira-se
enlre
outras
cou
sas
o
Codido
Aureo,
que
contém
os
qua
lro
Evangelhos em lettras d
’ouro
massi-
ças
e
coliocadas
sobre
pergaminho.
Tem
17
libras
d
’ouro.
Jí issa «le
re«j«iiem.—
Os
devotos
do
SS.
Rosto do
Senhor,
erecto
na
rua
de
Traz
da
Sé,
deliberaram
mandar
cantar
uma
mis
*
a
de
requiem
e
responso, na
egreja
da
Misericórdia,
por
9
horas
da
tnanfiã
do
dia
29,
para
suffragar
as
almas
dus
infelizes
que
foram
viclimas
das
nos
sas discórdias
civis em igual
dia
de 1846;
por
isso convidam
todas
as
pessoas
que
queiram
assistir
a
esle
religioso acto.
IVaufragio.
—
Naufragou
em
Peniche,
no
dia
14, o hiate
«Paquete
de
Sines»,
saido
de
Lisboa para
Portimão.
A
carga
era
de
farinha
e
cereaes.
A
tripulação
fbi
srlva.
O
barco
julga-se perdido.
Morte
repentina.
—
Falieceu
ante-
hontern repeutinamenie
o
snr.
José
de
Lima, negociante
de
sola
na
rua dos
Chãos,
e
abastado proprietário d’
esta
ci
dade.
A
1
tnnnaeh Burocrático.—
Eslá
já
concluída
a
impressão
do
«Almanach
Bu
rocrático
geral, districtal
e
concelhio»,
pa
ra
1876,
por
Arislides
Abranches.
Estado
«lo mereado
em
14
do
corrente.—
litros
ou
Alqueire
16,110.
Trigo
50
800
Milbo
alvo
37,5
600
Centeio
32,5
520
Milhão
branco
42
670
Dito
amarello
40,5
650
Cevada
32,5
520
Feijão
vermelho
69
960
Dilo
amarello
50
800
Dilo
branco
50
800
Dilo
rajado
44
700
Dilo
miudo
37.5
600
Balatas
25
400
Azeite
181
almude
4á34O
Explesílo.—
Houve uma explosão
ter-
rivel
em
uma
mi
na
de
carvão
de
pedra
de
Swaiihe-Maio,
perto
de
Barasley,
e
uma
das
mais importantes
de
Yorkshire.
Estavam
na
mina mais
de
300 mineiros
e
julga-se
qoe
ma
is
de 200 pereceram
na
catástrofe.
Uni exemploda
preguiça orien
tal.
—
Da
«Discussão»:
X....
Pachá
jantara
com
um diplomata
írancez
:
a
conveisação versou um
mo
mento
sobre espargos.
—
Comu,
disse o diplomata fraucez,
adora
os espargos e
não
os
cultiva...
—
Tem rasão,
vou
maodal-os
semear
ámauhã.
—
E
d
’
aqui
a
seis
annos
poderá co-
mel-os...
—
Seis
annos?!
Então não vala
pena.
O
acaso
faz
sentar
á
mesma
mesa,
d'alli
a
seis
annos,
os mesmos convivas.
—
Enião
ainda
adora os
espargos?
—
Efleclivamtrate
ha
seis
annos
que
fal
íamos
<>
’
islo
n’
esle
mesmo
logar.
—
Se
os
tivesse
mandado semear
então,
já
hoje
os
poderia
comer.
—E
’
verdade,
disse
negligentemente
o
turco,
mas
agora já
não
vai
a
pena...
era
preciso
esperar
ainda
mais
seis
aonos.
Portugueaes
residentes na dis-
triclo consular
de Siam.—
Residem
aclualmente
no districto
consular
de Siam
32 súbditos portugueses,
dos
quaes 12
são
solteiros,
15 casados e
5
viúvos.
Quanto
a
profissões,
8 são
logistas,
5
interpretes,
3
escreventes,
6
marítimos,
2
negocian
tes,
1
secretario do
consulado, 2
proprie
tário?, 4
laverneiros
e
1
sem
modo
de
vida.
Residências
:
1
em
Supen,
1
em
Sam-sem,
1
em
Pelrio,
1
etn
Bang-knarg
e
os
mais
em
Bang-kok.
Estes
52
súbdi
tos leem 57
pessoas de
familia.
Qtie frio!—
Em Burgos,
Hispanha,
tem
chegado
a
temperatura a
novo
graos
abaixo
de
zero,
e
em
Avila
a
doze
grãos,
lambem
abaixo
de
zero.
Esqueletos.
—
Diz
a «Correspondên
cia
de
Leiria»,
que
tratando
de
assoalhar-
se
uma
casa no
hospital
militar,
que está
estabelecido no
extincto
convento
de Santo
Antonio
dos
Capuchos,
descobrin-se
utna
lapide
que
foi
levantada,
e
encontrou-se
um
carneiro
onde
estavam
5
esqueletos
humanos,
tendo
ainda
cal
por
cima
e
do
lado
fragmentos
de
caixões.
Um
dos es
queletos
tem
de
altura
l,
m
7.
Parece
que
esta
sepultura
lem
mais
de
um
século.
Foi
mandada
tapar
de
novo.
Nova
liuha telegráfica subma
rina.
—
No
«Diário
do
Governo»
ja
vem
publicado
o
programma
e
condições
para
a
adjudicação
e exploração
da
linha tele-
graiica
submarina
entre
Portugal
e
os
Es-
tados-Unidos
da
America,
tuc^odo
nas
ilhas
dos
Açores.
Appelo
á caridade.
—
Imploramos
á
caridade
das
almas piedosas e
bemfjzejas
uma
esmola para
o
entrevado
Antonio
dos
Granginhos,
que
vive
na
maior miséria,
em
companhia
de sua
mulher,
doente,
e
aleijada
coin
uma ruptura.
Reside na rua
do
Alcaide,
n.°
17,
u’om
quarto
á
porta
da
rua.
8aMmg«'MMigwnraiii
■■
i
m
i
i
—
■
r i
rrn
n ■
V
AEÍ
3
H®
JB
l
S3
O
nosso
amigo
C.
A.
envia-nos
o
se
guinte,
cuja
publicação
nos
pede
;
Uma
consoada.
Entre
uns alfarrabios, já amarelados
pelo
lempo,
encontrei
uma
preciosidade,
que
não posso
deixar
de
vingar
d
’um in
digno
esquecimento,
e
que, com
os
meus
cumprimentos,
oílereço
a
MESTRE
ROQUE,
cuja
fama
resoa
desde
o
Tejo
até
ao
Gua
diana.
Eis
a
preciosidade:
Ex.
mA Snr.
9
D.
Gente
que
vê
um
palmo
adiante
do
nariz.
O
abaixo
assignado,
posto
de cocaras
ante
as
provocadoras
plaotas de
v.
ex.
a
,
vem
formular
uma queixa,
do
tamanho
d’
um
torreão,
para
a
qual
chama a
allen-
ção
complacente
de
v.
ex.a
Ex.Ilia
snr
a
:
o
sopplicante
não
póde
deixar
de
dar
largas
á
s.ua
indignação,
expondo
á
luz
meridiana
os
grandíssimos
motivos que
lem
para
viver
assobeibado
pelo
desgosto
e
pelas
tribulações
de
lodo
o
calibre.
Como
é
do
dominio
de
v.
ex.
a
,
me
dra
por
z
hi
um
íigureto,
em
cuja
fisiono
mia
resahem
uns
longes
hebraicos
ou
pa-
lagonios,
ou
não
sei
quê,
o
qual
íigureto
passa
os seus
melhores momentos
a
man-
tear
o
abaixo assignado,
que
uão
é
joguete
de
malucos,
como
v.
ex.
a
não
ignora.
O
abaixo
assignado
refere-se direcla-
mente,
clurameute,
indubitavelmente,
in
contestavelmente
a
mestre
Roque,
o
par-
vonez
Parbleu
!
Mestre
Telha
atirou
o
sup-
plicaiite para
a
in
lisponibilidade,
corno se
o snpplicanle
tivesse
algum
dia
a sinistra
tioeta
de ir
alapardar-se
no
beslunto im
penetrável
de
«mestre
Roque»,
para quem
vive
no
montão da
roupa
suja,
como
qualquer
alarve,
que
é
«mestre
Roque».
Pois
é
como
lhe
conto,
ex.
ma
snr.
a
O parvonio
«mestre
Roque»,
o
fac-to-
lum
da
asneira,
nunca
passou
por
mim
que
me
não
salpicasse
do
lixo
da
vassoira
do
seu
oíficio
;
pois
é
preciso
que
se
saiba
que
«mestre
Roque»
é
varredor
na
esta
ção
do
caminho
de
ferro, d’
e
*
ta
cidade
augusta
e
(iel
e
antiga,
e
não
sei
que
mais.
Eu
peço,
eu
exoro a
v.
ex
a
que
mande
para
Rilhafoles
o
sór
Roque
aíim
de
pôr
o
supplicaote
a
cobêrto
das
fero
cidades
do
sobredito palerma, e
claque
apalermada.
Mova
a
compaixão de
v.
ex.
a
este
san
gue em
que
venho
a
escorrer, produsido
pelas
escoucinhadelas
de
«mestre
Roque»,
o
parvonez
especial.
Confiando
na
rectidão
de
v.
ex.
a o
abaixo
assignado,
com
as mãos erguidas
e
joelho
em
terra, ainda
P.
a
v.
ex.
a
haja por
bem
deferir
na
fórma
supplicada.
E.
R.
M.cC
O
Senso-commum.
Indeferido
:
1.
°
Porque
é
preciso que
«mestre
Roque»
funccione
na
corda
bamba
das
gaifonas,
para
esconjurar
a melancolia
que
não
me
larga,
«em
a
tiro
de
caohão Krupp.
2. °
Porque «mestre
Roque»
é urna
caranguejola
de
des-
temperos,
e
é
dos
livros
que
os nervo
tenham
também,
para
variar,
algumas
crispa-
çõesitas.
*
3. °
Poique
se
a
raça dos
«Roques» faltasse
na
socie
dade,
faríamos
ablalivo
de
viagem para
o
Pavão,
infaus
tas victimas
do
spleen.
4.
°
Porque
eu
morro
de
mores
por
«mestre
Roque»,
apesar
de
nunca elle
ler
a
probabilidade (le
entrar
no
meu
grémio.
Ainen.
(Assignada)
—
a
gente
que
vê
um
PALMO
ADIANTE DO
NARIZ.
«gaggcsflgfc£a^sr.ystaa3B^ iii «Trrnffar
■■
ASSOCIAÇÃO
CATHfíCA
Por parte
da
Junta
Directo-
ra
são
prevenidos
todos
os
srs.
associados
que
náo
tendo
podi
do
verificar-se
a
nova
eleição
no
dia
marcado
pelo
Estatuto,
terá
esta
legar
no
dia
2 )
do
corrente
ás
dez heras
da
ma
nhã,
na
casa
da
Associação.
O secretario
João
Antonio
Velloso.
SAÚDE
A
TODOS
sem
medicina,
pur
gantes
nem
despezas
com o uso da
delicio
sa
farinha
de
saúde,
DE
BARRY
de
Londres.
5
Toda
a
moléstia
acaba com
o
uso
da
deliciosa
Revalesciére du
Barry
que
tor
na
a
dar a
saude,
a
energia,
a boa
di
gestão
e
o
somno.
Cora
as
indigesiõe,
(dispepsia)
gastrica,
gastralgia,
flegmas,
arroios,
flatos,
amargor na
bocca,
pitui-
tas,
nauseas,
vomilos,
irritações
intesli-
naes,
diarrhea,
disenteria,
cólicas,
tosses
asthma,
íalta
de
respiração,
oppressão,
con
gestões,
cnal
aos
nervos,
diabethe,
debi
lidade,
todas
as
desordens
no
peito, na
garganta,
do
alito,
das
bronchiles,
da be
xiga,
do
ligado,
dos
rins,
dos intestinos,
da
mucosa,
do
cerebro
e
do
sangue.
75
000
coras
entre
as
quaes
contam-se
a
do
du
que
de
Pluskow
da
exc.
‘
na
snr.
a
marqueza
de
Brehan, dos
doutores
Manoel
Saens de
Tejada
da
Universidade de
Cordova
eic.
etc.
Certificado
do
celebre
dr.Rudolph
Wur-
zer:
Bonn,
19
de
Julho
de
1854.
Esta
ligeira
e
agradavel farinha
é
o
melhor absorvente;
ao
mesmo
tempo
nu
tritiva
e
restaurante
sobslitue
admiravel
mente
toda
a
medicação
em
muitas
doen
ças.
E
’
de
grande
utilidade,
sobre
tudo
nas
renitências
habiiuaes
do
ventre,
bem
como
nas
diarrheas,
aífecçõe
*
nos
rins e
na
bexiga,
na
pedra, irrilações,
inflamações,
e
caimbras
da
uretra,
e
bexiga,
nos
aper
tos e hemorroides
bem
como nas
enfermi
dades
pulmonares,
bronchiles,
na
tosse
e
consumpção.
Tenho
a
convicção
que
a
Re
valesciére
du
Barry
tem
a
propriedade
pre
ciosa
de
curar
as
moléstias
hecticas.
Dr.
Rud. W
urzer
membro de
muitas
socidades
«cientificas.
Seis vezes mais nutritiva
do
que
a
car
ne
sem
esquentar,
economisa
cincoenta
vezes
o seu
preço em
remedios.—
Preços
fixos
da
venda
por
miudo em
toda
a
pe
nínsula :
Em
caixas
de
folha
de lata,
de
i
/i
kilo,
500
;
de
*
/
2
kilo
800
rs
; de
um
kilo,
15400
reis;
de
21
/,
kilos,
35200
reis;
de
6 ki
los,
65400 reis,
e
de
12
kilos,
125000 reis.
Os
biscoitos
da
Revalesciére
que
se
po
dem
comer
a
qualquer
hora,
vendem-se
em
caixas
a
800
e
15400
reis.
O
melhor chocolate
para
a
saúde
é
a
Revalesciére ehoeolatada $
ella
res-
titue
o
appettite, digestão,
somno,
energia
as
carnes
duras
ás
pessoas,
e ás
creanças
e mais
fracas,
e
sustenta
dez
vezes
mais
que
a
carne,
e que
o
chocolate
ordinário,
sem esquentar.
Em
paus, ou em
pó
em
caixas
de
folha
de
lata
delO
chavenas,
500
reis;
de
24 chave
nas,
820
reis; de
48
chavenas,
15400;
de
120
chavenas,
35200
reis,
ou 25
reis cada
chavena.
BARRY
BU BARRY Os C.a — Pia-
ce
Vendòme, 26,
Pariz
;
77
Regent
Street
Londres;
Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharmaceuticos, droguistas,
mer-
cieiros,
etc.,
das províncias
devem
diri
gir os
seus
pedidos
ao
deposito
Central
;
snr.
Serzedello
&
C.
a
Largo
do
Corpo
Santo
16,
ILishaa,
(por
grosso
e miudo)
;
Carlos Barreio,
rua
do
Loreto,
28;
Bar
rai
&
Irmãos,
rua
Aurea,
12.
Porto,
J.
de Sousa
Ferreira
&
Irmão, rua
da
Ba
nharia
77;
de
Sequeira
;
J.
Pinto
;
Desí-
ré
Bahir;
Coimbra,
V.
Botelho
de Vas-
concellos
;
Aveiro,
F.
E.
da
Luz e
Costa,
pharm.;
BarceElos,
Ramos,
pharm.;
Braga,
Pharmacia
Maia,
rua
dos
Chãos,
Pipa &
Irmão,
rua
do
Souto,
Domingos
J.
V.
Machado,
praça
Municipal.
Figueira,
Anlonio
Vieira,
pharm.;
Guimarães,
A.
J.
Pereira
Martins,
pharm.
;
Pena-
íEel,
Miranda,
pharm.
;
Ponte do
Ixima,
A.
J.
Rodrigues
Barbosa, pharm.
;
Po
voo
do Varzisn,
P.
Machado
de
Oli
veira,
pharma.
;
Vianna do
Castello,
Affonso
e
Barros,
droguistas;
Villa
do
Conde,
A. L.
Maia
Torres,
pharm.
AGRADECIMENTOS
Alfredo Barbosa
dos
Samos,
agradece
penhoradissirno
a
lodos
os cavalheiros
que
se
dignaram
assistir
á
missa
que,
para
suf-
fragar
a
alma
do exc.
,no
sur.
Luiz
Daily,
fallecido
em
Lisboa,
mandou
celebrar
na
egreja
da Ordem
Terceira
d
’esia
cidade,
e
a
todos
protesta
o
seu sincero reconhe
cimento.
(2853)
Anua
Margarida
de
Castro
Loureiro,
seus
irmãos
e
cunhados,
agradecem
por
es
te meio,
na
impossibilidade
de
o
fazer
pes
soalmente,
a
todas
as
pessoas
que
os
visi
taram
e
obsequiaram
por
occasião
do fal-
lecimenlo
e
enterro
de
seu
presado
ma
rido,
irmão
e
cunhado,
Manoel
Monteiro
Gonçalves d’Oliveira
,
cujo
enterro
teve
lo
gar
no
dia 4
do
corrente.
(2856)
D.
Margarida
Candida
Barros
Ferreira.
Francisco
Gomes Ferreira,
Antonio
Gomes
Ferreira
e
Domingos
Gomes,
estremamen-
te
penhorados
para com
os
ill.m°
s
e
exc.
m
°
s
snrs.
que lhes
fizeram
a
honra
de
assis
tir
ao
responso
de
sepultura,
resado
no
dia
2
do
correnie,
na
egreja
de
S.
Fran
cisco
em
S.
Jeronirao
de
Real,
pelo
eter
no
de>canço
de
sua
querida
e
sempre
cho
rada
sobrinha
D.
Silvana
Candida
Lopes,
não
lhes
sendo
possivel
fazel-o
pessoalmen
te,
o
faz
por este
meio,
confessando
a
to
dos
profundo
reconhecimento.
(2841)
Pela
administração
do
concelho,
d
’
esta
cidade,
corre seus
devidos
termos um
pro
cesso,
a
requerimento
da
Companhia
Edi
ficadora
e Industrial Bracarense,
afira
de
obter
a
concessão
de
licença para
montar
uma
machina
a
vapor
com
applicação
á
serragem
e
apparelho
de
madeira á
fabri
cação
de
pregos
d’
arame,
e
á moagem
de
cereaes,
em
propriedade
sita
na
rua
da
Cruz de
Pedra,
Peguezia
de
S.
Pedro
de
Maxiuiinos,
pertencente
á
annuncianie
Com
panhia Edificadora
e
Industrial
Bracarense,
e
que
se
acha
comprebendida
na 2.
a
clas
se
da
labella annexa
ao
decreto
de
21 de
outubro
de
1863
;
que tem
os
inconve
nientes
de
fumo,
perigo
de
incêndio
e
ex
plosão
nas caldeiras,
e
incominodu pela
bulha.
A
referida
propriedade
confronta
do
nascente
com
casas
da
mesma
companhia,
do
norte
com
lerreno
de
D.
Thereza
de
Jesus
da
Silva
Pereira
Vieira, do
poente
com terreno
de
D.
Izabel
Rita
d
’
Oliveira,
e
Jo
sul
com
o
quintal
da
cisa
de
Macha
do
Caires,
pelo
que, em
conformidade
do
arligo
6.°
do
citado
decreto,
são
convida-
dadas
todas as
aucloridades,
chefes
ou
ge
rentes
de
qualquer
estabelecimento,
e
to
das
as
pessoas
interessadas
a
apresenta
rem
na
referida
administração
a
exposi
ção
de qualquer
motivo
de
opposição
que
tiverem
contra
a
concessão
da
mesma
li
cença,
dentro
do
praso
de trinta
dias
con
tados
da
data
dos
editaes,
que
é
de
14
de
dezembro
corrente.
Braga
14
de
dezembro
de
1875.
Peia
Companhia
Edificadora e
Industrial
Bracarense
—os
Directores
Francisco
da
Silva
Araújo.
(2857)
João
Carlos
Pereira
Lobato
.
Quem
se
julgar
com direito
a
uma
egua
de
raça
gallega,
de
côr
castanho-escuro,
que
appareceu
o’
esta
cidade
no
dia
14
do
corrente,
e
se presume
ler
sido
furtada,
deve
comparecer n’esta
Administração
do
Concelho.
(2858)
Mercadorias
baratas
ern
Brasa
o
Ao Primeiro Borateiro
Lindas
lãs escoras, alta
novidade
a
210
réis.
Ditas de
gosto
escocez,
a
210
e
360
rs.
Ditas
lizas
de
cores,
a
100,
120 e
160.
Ditas
com
seda
a
360 e
500.
Faile
de
lã
preta,
imitando
seda
a 360
Papelines
de
seda
a
500
!
Lindas
precaes
a
120
e
100.
Fazendas
para
todas
(cretones)
160
Panos
crus
a
70
réis
o
meito !
!
Sombrinhas
de
seda
para
senhora
a
15000
réis
!
Lindos
veludos
proprios
para
a
estação.
Cochuiez
de
lã
para
homem
a
600
Cortes
de
meia casimira
a
15100.
Pannos
finos
para
a
estação,
por
pre
ços
nunca
vistos.
Chapéus
de
sol
de
seda
para homem
15700
!
Cortinados para
janeilas,
com
bordados
da
Suissa,
a
25000
réis
0
par.
Em
morins,
pannos
crus,
metins
para
forros
e
muitas
outras
miudesas,
ninguém
póde compelir
com
0
Primeiro
Barateiro.
(Chãos de Cima).
(2855)
AV8SO
João
Evangelista
de
Sousa
Torres
e
Almeida
e
outros credores
do
fallecido
Ma
noel
de
Magalhães
Araújo
Pimenlel,
aca
bam
de
verificar
0
aresio
ou embargo
em
todos
os
bens
d
’
esle,
que
constam
do
seu
inventario,
e
por isso
prevem
por
este
mo
do
que
ninguém contrate com a
sua
viuva
D.
Maria
Cristina Pereira
Gajo
de
Noronha
e
seu
segundo
marido
D.
Francisco
de
No
ronha
Menezes,
nem
com
os
filhos
d
’
aquei-
la
e enteados
d
’
esle,
Lourenço
de
Maga
lhães
Araújo
Pimenlel
Júnior
e
Eduardo
de
Magalhães d
’
Arau]o
Piuienlel
ácerca
da
venda
e
compra
ou
bypolheca
de taes
bens,
que
são
situados
uo
concelho
de
Braga,
no
de
Guimarães,
no de
Fafe,
no
de
Celori-
co
de
Basto,
no
de Villa
Verde,
no
de
Barcellos,
no
de
Villa
de
Conde,
no de
Coimbra, uo da
Povoa
de
Varzim
e
E
*
po-
zende,
sob
pena
de nullidade.
Braga,
14
de
dezembro
de
1875.
(2855)
COMPANHIA
CARRIS
DE
FERRO
DE DRAGA.
Sociedade anonyma «le responsa
bilidade
limitada.
São
convidados
os snrs.
accionistas
a
entrarem
com
a
primeira
prestação
de 20
por
°|
0
ou
ÍO5OÓO
rs.
por
acção,
nos
dias
15
a
20
de
Janeiro
de
1876,
no
Banco
Commercial
de
Biaga,
e
no
Porlo,
na
Cai
xa
do
mesmo
Banco,
rua
das
Flore
*
n.°
148.
No
acto
do
pagamento
é
indespensa-
vel a
apresenlaçao
dos titulos
provisoiios,
e
na mesma
occasião
serão
entregues
os
estatutos.
Braga
20
de
Dezembro
de
1875.
O
gerente,
Nuno
José
Villaça.
(C.-2851—
R.
159).
O
Novo
Testamento
de
Y.
Senhor
Jesus
CJirisío,
traduzido
em
portuguez
e
approvado
pelo
sor.
Cardeal
Patriacba
de
Lisboa,
1
volume
portátil,
preço
500
réis.
O
producto
da venda
é
appiicado
para
uma
obra pia.
Pedidos
dirigidos ao
editor José
Fran
co
de Sousa
—
rua
do
Arco
da
Bandeira
n.°
30,
3.°—
Lisboa.
Bom
emprego
de capital.
Vende-se a casa n.°
5
da
rua
da
Sé
;
quem
a
perlender
póde
dirigir-se
á
loja
do
Cachapuz,
que
ahi
encontrará
com
quem
tratar.
(2835)
Direcção
do
Caminho
Carriz
de
Ferro
de
Braga
Por
esla
direcção
faz-se
publico
que
até
o
dia
28
d
’
esie
mez,
no escriplorio
provisorio da
dita
companhia,
no
largo
da
Porta
Nova,
n.°
13
ern
Braga,
recebem-
se
propostas
em
cartas fechadas
de
5000
travessas
e 3.200
longrinas
de madeira
de
pinho
para
a
construcção
do
dito
caminha
de
ferro,
entre
a
Estação
do
Caminho
de
Ferro
do
Minho,
e
á
meia
laranja
das
primeiras capellas
do
Santuario
do
Senhor
do
Monte.
As condições respeclivas
acham-se
á
disposição
de
quem
perlender
licitar pa
ra
as
vêr
no
supra-citado
escriplorio
lo
dos
os
dias
não
santificados,
desde
as
D
horas
da
manhã
até
ás 3
da
tarde.
As
propostas
serão redigidas
de
modo
que apresentem
um
preço definitivo
para
cada
travessa
ou
longrinas.
Braga 14
de
dezembro
de
1875.
O
gerente
(2849)
(160)
Nuno
José Villaça.
AVISO
A
Mesa
da
Santa Casa da
Misericórdia
d
’esla
cidade
faz
saber
que,
por proposta
dos
snrs.
facultativos,
foi
deliberado
que
a
visita
publica que
diariamente
tinha lo
gar
aos
doentes
do Hospital
de
S. Marcos,
fosse
sómenle
permillida d
’
esde
0
1.°
do
mez
proximo
aos domingos, terças
e
sex
tas
feiras
de
cada
semana
das
11
ás
He
meia
horas
da
manhã.
Braga 15
de
dezembro
de
1875.
(161)
O
provedor
(2818)
Manoel
Juslino
Marques
Murta.
LEILÃO
Na
casa
dos Congregados,
Braga
No
dia
28
do corrente
mez
de
dezena
bro,
pelas
11
horas
da
manhã
se
proce
derá
á
venda,
em
leilão
de
tudo 0
que
pertence
á
Vaccaria Bracarense,
constan
do
de 12
vaccas,
3
touriohas, 2
bezer
ras
e
um
touro
de
cobriçào,
medidas
e
vasilhas
do
leite,
taça
de
desnatar,
ma-
chinas
de
fazer manteiga,
pesos
e
balan
ças,
coberturas, colleiras
e
campainhas
das
vaccas,
0
chalel,
etc.
Nomes e
marcas.
Bonita
marca pequena
boa
leiteira
Saloia
»
»
Carocha
»
»
Estrella marca
grande
»
Chellas
»
»
Morgada
»
»
Angol
»
»
Boneca
»
dá
pouco leite.
Abeilba
»
26
mezes
d
’
idade,
fi
lha
da
Carocha
Minhota
»
27
idem
filha
da
Mor
gada.
Gasella
»
25
idem,
filha
da
Bo
nita.
Tres
lourinhas =
uma de
6
mezes filha
da
Carocha,
outra de
5
mezes,
filha
da
Saloia,
e
outra
de
3,
filha
da Chellas.
Dous
bezerros
de
4
mezes,
e
Holland-
Bull, touro
de cobrição
de
6
annos,
mui
to
manso
e
que
trabalha
muito
bem
á
nora.
(2842)
(157)
Perdeu-se
um
cordão
de
oiro
ao
sair
da
missa
do
meio-dia, da
Sé,
no
dia
8.
Quem
0
achasse
e
0
queira
entregar,
po
de
procurar
a
moça
de
D.
Narcisa
Cecí
lia Cayres
Loureiro,
na
xMadre
de Deus,
S.
Pedro
de
Maximinos.
VENDA
IMPORTANTE
Vendem-se
as
quintas
do
Barrai
e
de
Fund-Villa,
ou
as do
Paço
e
Sandarão
em
grupos
de
doas
para um
lado e
duas pa
ra outro,
por
assim
se
acharem
ligadas,
ou
cada uma sobre
si,
com soas
respecti-
vas
pertenças, conforme
sua
discripção
no
respeclivo
inventario,
e
todas
sitas
na
fre
guezia
de
Semelhe,
soburbios
d
’
esta
cidade.
Tratam-se
com
a
excm.
a
gereocia da
Banco
do
Minho.
(2819)
ALMEIDA &
PEREIRA
Largo
do
Barão
de
S. Martinho n.°
18
Compram
e
vendem
acções de todos
os
bancos
e
companhias,
e
inscripções
d
’
assentamento
e
coupons.
(I)
m^o
bi
imm
à nw pwwót
EM
SÉRIES
DE 6,12,
OU
24 LOTERIAS
(SUCCESSIVAS OU ALTERADAS)
I
ourenço
Marques d
’
Almeida,
desejando
satisfazer
o
desejo
d
’
alguns
dos numerosos
e muilo
estimáveis freguezes do
seu
estabelecimento,
deliberou
abrir esta
secção
d
’
entia
Jas,
que
já, pela reducção
dos
preços,
já
pela
commodidade
de
poder
qualquer
habililar-se,
sem
mais
ler
d
’
encommvdar-se,
é de
summa
vantagem para
os
amadores
do jogo
da
Loteria.
Recebe
ainda assignaluras,
para
o
que
remelle
as
listas
de
subscripção
e
mais
inslrucções,
a
quem
as
pedir.
As
requisições
devem
ser
dirigidas
a
UtUREMÇO
TI4RQIES
!>’ALMEI»A—
Rua da» Flore», n.° 11S-PORTO.
OS
PREÇOS
DENTEADA, SÃO
OS
SEGUINTES:
SÉRIES
DE
6
LOTERIAS
SÉRIES
DE
12 LOTERIAS
SÉRIES
DE 24 LOTERIAS
P
reços
de
entrada
,
com direito
a
P
reços
de
entradas
com
DIREITO
a
P
reços
de
entrada
com
DIREITO
A
Uma
cautella
de
600
réis
35550
Uma
cautella
de 600
réis
75000
Uma
cautella
de 600 réis
135800
Um
decimo
de
15350
réis
85000
Um
decimo
de
15350
réis
455600
Um decimo de
15350
réis
315000
Um
quinto
de
25600
réis
155400
Um
quinto
de
25600
réis
305500
Um quinto
de
256OO
réis
605000
Meio
bilhete
de
65500
réis
385600
.Meio
bilhete
de
65300
réis
775000
Meio
bilhete
de
65300 réis
1525000
Um
bilhete
de
135000 réis
775000
Um
bilhete
de
135000
réis
1525000
Um
bilhete
de 135000 réis
3005000
©§ «B SI
3
OOTIHÃS
Assim,
a
série
de
6 loterias,
sendo
successiva,
terminará
em 2
mezes; sendo
alterada, póde
prolongar-se
a
3
ou
6 mezes.
A
série
de
12
loterias,
sendo
successiva,
terminará
em 4
mezes;
alteraria,
póde
prolongar-se
a
6
ou
12
mezes.
A série de
24
loterias,
sendo successiva, terminara em
8
mezes;
alterada,
póde
prolongar-se
a
12
ou 24
mezes.
FOLHINHA BRACARENSE
Para
a
cathedral, colegiadas, e
coros
do
arcebispado, que’
resam o
rito bracarense
Coordenada
e
mandada
observar
por
ordem de
S. Ex.
a
Rev.
ma
o
senhor
Ar
cebispo
Coadjutor.
Preço
..................................
200
réis
FOLHINHA
DE RESA
Do rito
romano para a
Archidio
cese
Bracarense
Auctorisada
e coordenada
por
ordem de
S. Exc.a Rev.ma
o
Senhor
Arcebispo
Coa
djulor,
augtnenlada
com notas.
Preço.
.
.
.
140
rs.
FOLHINHA
D ALGIBE1RA
Ou
almanak
ecclesiastico e civil
para
o
Arcebispado
de
Braga
Consideravelmente
augmentado,
com
notas
e certeza
das
abstinências
e
festivi
dade.
Preço
............................
40
rs.
Vendem-se
em
Braga,
rua
Nova,
n.°
3,
defronte da
Misericórdia,
em
casa
do
snr.
Bernardino
J.
da
Cruz,
rua
do
Souto,
em casa
do
snr. Rocha,
e
Germano
—
Gui
marães,
em
casa
dos
snrs.
F.
Martins
da
C.
Guimarães,
largo
da
Misecordia,
e
livraria
de
Teixeira
de
Freitas,
a S.
Dama-
SO,
Villa
Real,
Chave», Viassua
e
Arcttfl,
nas
lojas
costumadas, e
em
Bar-
eello»,
em
caza
do
illm. sr.
Fernando
Cordeiro
ern
frente
da
egreja do
Senhor
da
Cruz.
BÍOW Iff áBSm
HABILITAÇAO EM
NUMEROS CERTOS OU
VARIAVEIS
A
habilitação
póde
ser
em
numeros eert»» ou variarei»,
isto
é,
póde
o
subscriptor
jogar no
mesmo
numero
em
todas
as
loterias,
como
póde
em cada
uma
d
’
ellas jogar
com
numero
differente.
Em
qualquer
dos
casos,
receberá opporlunamente,
em
todas
as
loterias
respectivas,
a
fracção ou
bilhete
correspondente
á
sua
entrada.
----------------
S
Z=&
ZE
XxJ
3Z>
A
todos os Snrs.
qne
subscreverem
para
a
HABILITAÇÃO
LOTERICA,
será
opporlunamente
enviado
como
brinde,
um
apparatoso
folheto,
nitidamente impresso,
contendo
a
relação
completa
de
lodos os numeros
que
desde
a abertura d’
este
estabe
lecimento
(julho
de
1872)
alé
ao
íim
do
corrente
anno,
n
’
elle
sahirara
premiados
com
prémios
superiores
á
quantia
de
1005000
réis,
os
quaes
entre
si
formam
uma
importante
collecção.
Conterá
além
d
’
isto
o
mesmo folheto
o
calendário
para o anno
de
1876;
a
tabella
dos portes
do correio,
lei
do
sello;
e
horário dos
Caminhos
de
Ferro
do
Minho,
bem
como
outras
varias
annoiações
d
’uli!idade.
O
professor
em
artes,
lettras
e
scien
cias,
membro
do
clero
e
magistrados,
todo
o
medico,
cirurgião,
dentista
e artista,
que
desejem obter
o
titulo
e
diploma
de
doutor
ou
bacharel
honorário,
podem
diri
gir-se
a
Medicus,
rua
do Rei,
46,
em
Jer-
sey
(Inglaterra).
(T
*
)
NOVA
CEAPELERIà
Alta
novidade
para
inverno
Campo
de 19. Luiz I, n.° 1
(Entrada
da
rua
dos
Capellistas)
A. RI3F.1RO
Acaba
de
receber de
Paris
um grande
sortimento
de
fazenda
de
lã
com
xadrez
e
lisas
c
m
bonitas
côres,
próprias
para
a
presente
estação, o
qual
por se» esmera
do
gosto
e
novidade,
merece
a
attenção
do
*
seus
amigos
e freguezes e
exm.
as
fre-
guezas,
sendo
os
preços
mais
baratos
do
que
em
outro
qualquer
estabelecimento.
Lenços
e
manias de malha de
là, pla
tinas,
regalos
de
pelle,
efleilos
de pelle
para
pescoço,
capas
inglezes
á
Beduina,
faties
pretos
e
de
cores,
merinos
pretos
de
pura
lã,
cintos
de
verniz,
ditos
prateados,
laços
de
seda
dos
mais
modernos
qne
ha
para
senhora,
golas
bordadas,
carnisollas
para
homem,
saccas
de
viagem,
guarda-
solinhos para senhora,
mantinha
*
de
seda
para
senhora,
a
80,
120,
alé
800
rs.
Um
saldo
de
fazendas
de
lã, que
eram
de
300
rs.,
a
160.
Outro
dito de
fazendas
de
là,
que
eram
de
240,
a
120.
Chitas
largas
de
cores 80, 90,
100
e
120.
Fazendas
transparentes
a 50 rs.
300
lenços de seda
sem
defeito,
a
300
réis.
100
ditos
sarjados
sem
defeito,
a
500
rs.
200
ditos
fullafds >
a
a
600
»
100
ditos
sarjados
com
defleiio, a
240.
Lindos
selins
de
lã,
de
bonitas
cô
res,
a
300
rs.
Guarda-solinhos
para senhora,
a
15000
e 15200.
Colleirinhos
de
bretanha para
homem
a
50 rs.
Sortimento de
perfumarias
do
Piver.
E
muitos
outros artigos
proprios do
seu
estabelecimento,
que
vende
por
preços
baratíssimos.
Esta acreditada empreza
editora
vae
publicar
0
notável
romance—
Os
desbor
dados.
de M.
Fernandez
y
Gonzalez,
ver
são
de L.
Quirino
Chaves,
e
ornado
de
pri
morosas
estampas,
desenho
do
bem
co
nhecido
Manoel
de
Macedo.
Distribuirá
a
empreza
40
paginas
por
semana,
pelo
mo-
dico
preço
de
50 rs.
Dá
dois
brindes:
um
de
55OOO
rs.,
em
cada
volume;
o ou
tro
um
mappa
da
Europa
a
lodos
os
as
signantes.
Este
romance
é
dividido
ern
qua
tro
partes
com
os titulos
seguintes
:
—
Feio
do
corpo bonito
de
alma
—A
carne
e
0
espirito
—
O
que
ha
por
baixo
das
ap-
parcncias—
Morrem
uns
e
outros perdem-se.
Em Braga é venieo correspan-
dente
d'e»ta Empreza o
msif
.
ÊJsas
Freita».
rua
Nova
ia. 3, E,
ao
qual
devem
ser
feitas
todas
as
requisições.
Companhia
Edificadora
e
Indus
trial
Biacarense
Sociedade
oaayjsan ile repoaasabi-
lidatle
liiaaitada
CAPITAL
500:000^000
l.
a
Emissão
100:0005000
São
convidados
os
snr
*
.
accionistas
d
’
esta
Companhia a eflectuarem a
4.
a
en
trada
de
5
p.
c.
ou
15250 por
acção
nos
dias
13
a
20
do corrente
mez
no
escrip-
torio da
Companhia—Lampo
de
SanfAnna
n.°
71
D
2.°
andar,
das
10
horas
da
ma
nhã
alé
ás
2
da
tarde.
Braga 2
de
dezembro
de
1875.
2833
154
Os
directores
José Alves
de
Moura
Francisco
da Silva
Araújo
João
Carlos
Pereira
Lobato
DE ALMEIDA
MAIA
(
antiga
ciiapeleria
campos
)
44
—Bua
do
Souto—44—
Braga
Faz
publico,
por este
meio
para
todos
os
efleilos,
que
tendo-se dissolvido a
so
ciedade
que
girava,
sob a
firma,
Campos
Almeida,
íica
de
hora avante
girando
sob
a
íirma
de
Almeida Maia,
oi-de
ha
um
variado sortido
de
chapéus
de
íeltro,
caximira
seda,
das melhores
fabricas.
Também
fab.íca,
concerta
e
põe
á
moda,
com
perfeição,
todo
e
qualquer
chapéu.
Preços
os
mais
rasoaveis.
(1-
*
)
I
rua
DE
S.
MARCOS,
N.»
5
fel.
8
c.
Vende
papeis pinta
dos
para
guarnecer
sallas,
lindíssimos
gostos,
a
prin
cipiar
em 80
reis
a
peça.
Vende
olio,
tintas
e
vernizes
para
pinturas
de
casas,
tudo
de boa
quaii-
dade.e
preços
muito
resu
midos.
Vende
cimento
roma
no
para
vedar
aguas,
ges^
.1
0
0
so
para
estuques
de
ca^
sas,
tudo
de
primeira
qua
lidade.
(Z
*
)
João
Manoel
da
Silva Guima
rães.
—
Bua
do
Souto
n.°
43.
Compra
e
vende
Acções
de
todos
os
Bancos
e
Companhias,
Inscripções
de As
sentamento
e
coupons.
(X»)
ESCOLA
ÃfefUGMIA.
Extrai,
cura
e
conserta
cs
dentes
ca
riados,
colloca
dentes
artificiaes
com pre-
feição.
Presta-se
a
chamados
fóra
da
cida
de. Consultorio,
Campo
de SanfAnna
n.°
I,
das
8
da
manhã
ás
5
da
tarde
(2792)
Agente
em
I3raga
ANTONIO
JOSE’
ALVES
DE
CASTRO
31,
Largo
da
Senhora
A
Branca,
31
Faz
as
seguintes
operações:
•
Desconta
letras
da
terra
e
de
cambio.
Encarrega-se
da
compra
e
venda
de
pa
peis
de
credito.
Recebe
dinheiro
á
ordem e
a
praso
abo
nando
juros.
Empresta
sobre
penhores
d
’
ouro,
pra
ta, inscripções,
acções
de
bancos e
com
panhias.
Saca
sobre
praças
do
reino e
estran
geiras,
onde
o
Banco
tem agencias
(3
*
)
braga
:
typographia
lusitana
—
1875. - É o formato de
-
comerciominho_18121875_434.pdf
Parte de Comércio do Minho (O)