comerciominho_18111875_422.xml
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-
7'1
w
is
3/
ANNO
1875
FOLHA
COMMERCIAL RELIGIOSA E NOTICIOSA
NUMERO
422
Assigna-see
vende-se
no
escriplorio
do
editor
e
proprietário
José
Maria
Dias
da Costa,
rua
Nova
n.
*
3
E,
para
onde deve
«er
dirigida
toda
a
correspondência
franca
de
porie.=As
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas;
assim
corno as
correspondên
cias de
interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
M»HjaSHjaC4x%.-S
SS
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
■
Preços anno
W
00
«--Semestre
830
rs.=ft-own-
cias,
anno
24400
rsi
e;
sendo
duas
44000
rs.-Semestre
14250
re-E
’ ““
"-Ã
r3-
“5emíst
re
2W0
rs.
moeda
forte,
ou
104000 reise
»4500
reis
moeda
fraca.-Annuncios
por
linha
20rs.,
repetição
lOrs.
Para
os
assignantes
SO »/„
«'abatimento.
BRAGA-QUINTA-FEIRA
1»
»E
NOVEMBRO
Aind»
os aLazaristas».
III
VIRTUS
!
«Instruir
e
moralisar, eis
o
grande
principio
para
a
futura
edificação do
tem
plo
da
liberdade.»
«Inslrucção civil e
religiosa,
em
har
monia
com
as
tendências
do
espirito
hu
mano ; eis todo
o
codigo
dos
direitos
e
todo
u
codigo dos
de
v
eres.»
O sor.
Fonseca
entende
pois,
d
’
accor-
do
com
o
seu
Krause,
que
a
moral
e
a
inslrucção
religiosa
são
necessárias
para
a
edificação
do
lemplo
da
liberdade
Mas
que
moralidade
é
essa
?
Que
re
ligião
?
Mão
é,
repudia-a
harmonia
humano
e
a
plenitude
da
vida
e
da
felicidade.
Ora
estabeleçamos
princípios
e coor
denemos as
nossas
ideias.
Não
vou
agora
escrever
aqui
a
apolo
gia
da
religião
chrisiã.
Fique
descançado
o
snr.
Fonseca.
Desde
Oclavius
até
aos
nossos
pró
e
contia
a
religião
de
Chrisio,
tudo
quanto
se
podia
diser.
Tentarei
unicamente
esclarecer,
em
breves
e despreltnciusas
considerações,
alguns
pontos,
que
se
me
afiguram
bas
tante nebulosos, no
escripto
do
snr.
Fon
seca
Para
que
pende
o
espirito
humano?
Para
o
bem
ou
para
o
mal
?
Se
pende
naturalmenle
para
o
bem
é
admiravel
que,
depois
de
uns poucos de
milhares
de
an-
nos
que
a humanidade
já
conta
de
exis
iencia,
não
tenhamos
chegado
á
perfeição.
Pois
uão
é
rasoavel
pensar-se
que
por
muitos
e
grandes
obstáculos
que
se
oppo-
zessem
á
marcha
progressiva da
humani
dade,
esses obstáculos
iriam
desapparecen-
do,
inevitavelmente
vencidos
pela perseve
rante
e
benelica
tendencia
da
humanidade
para
o
bem?
Esses
obstáculos
de
que
pro-1
vinham
?
O
que
se
oppõe
ao
bem
é o
mal.
Logo,
mesmo
estabelecida
como
verdade
inconcussa
essa
hipolhese, o
que
eu
nào
admitto,
provada
estava
a
exisiencia
do
mal.
Se existe
o
mal
é
preciso
combatel-o.
Instinclo
natural, espirito
perverso,
ge
nio
terrível
das
trevas,
que melle o
punhal
homicida
na
mão
do
assassino
e
o
facho
destruidor
nas mãos do
incendiario.
Ini
migo
irreconciliável que
impelle
o
homem
para
todos
os desvarios, mestre
do
erro,
que
lhe
segreda ao ouvido todas
as
fal
sas
theorias,
é necessário
que
o comba-
lamos,
se
queremos
caminhar
para
o
Que
nos
importa
o
nome
d
’
elle?
le.
Cumbatamol-o
!
Como
?
Com
a
virtude.
V
irtus
é
a
força.
Quem
bater
sem
a
força?
Quem
póde
ella
?
A
virtude
seria
necessária
mo
que
o
pendor natural da
fosse
para
o
bem.
Logo,
em
caso
algum
se
póde
prescin
dir
da virtude,
na
inslrucção
civil
e
iigiosa.
A
religião deve
ser
um
codigo
de
ludes.
Aquella
religião
que
as
contenha
das,
será
pois
a
mais
util
—
a
verdadeira—
a
que
deve
ser
adoptada,
ou
para
com
bater
os
maus
instinctos
do
homem, ou
para
lhe
desenvolver
e
robustecer
os
bons.
O
snr.
Fonseca
não
define
claramente
as
suas
ideias
n’esle
ponto.
Diz
que a
de
certo,
a
moral
chrisiã.
Essa
elle.
E’
outra
que
esteja
em
com
as
tendências
do espirito
que
encaminhe
o
homem para
Minutius
Felix
e
dias, tem-se
dito,
inslrucção
religiosa
é
necessária. Quer
por
consequência uma
religião.
Manifesta-
se
hostil
á
chrisiã
;
mas
não
diz
qual
lhe profere,
e creia,
snr.
Fonseca,
que
não
nos
satisfaria
sem
que
apresentasse
rasões
bem
fortes
para
essa
preferencia.
Por
algumas
bases
soltas
aqui
e
alli.
no
escripto
do
snr.
Fonseca,
parece
que
aquelle
snr.
se
inclina
muilo
para
o
pa
ganismo.
Ora,
para
me
furtar
a
longas citações,
nem
laser
parada
de
facil
erudicção,
vou-
lhe
tradusir
algumas
palavras
de
Oclavius,
sobre
o
paganismo.
Diz
elle: —
«Respeitável religião
é
sem
duvida
aquella
que
principiou
por
adorar
a
deusa
das
sentinas],
por
erguer
templos
ao
Medo,
á
Palidez,
á
Febre
e
por
deifi-
car
as
prostitutas
1
Serão
estes
os
deuses
tutelares
qoe
venceram
o
Marte
dos
thracios
e
o
Júpiter
dus
cretenses,
a
Juno
d
’
Ar-
gus
ou
de
Samos
a
Diana
taurina
e
os
monstros
dos
egypcios
7
Não
é
nos seus
templos
e
pelas
mãos
dos
seus
sacerdotes
que
se
preparam
e commettem
os maiores
crimes, a
impudicicia, a
prostituição,
o
adultério?
Os
a?synos,
os
médas,
os
per
sas,
foram
conquistadores,
antes
de
o
se
rem
os
romanos, sem
terem
pontífices,
vestaes,
e
frangos
sagrados, cuja voraci
dade
decidia da
sorte
da
republica».
(Continua)
E. F.
A’
redacção do a Apostolo».
Londies,
8
de
outubro
de
1875.
[Continuação]
bem.
Exis-
com-
póde
vencer sem
ainda rnes-
humanidade
re-
vir-
to-
II
—
As
seguintes recordações
dos
ver-
'
dadeiros
progressos
que
a Providencia
Di-
'
vina
e
Bondade
quiseram
se realisassem
em
<
nosso
século,
valem
a
pena
de
recordar-
se.
D
’
estes
progressos podia
e
póde
o
s»e-
'
culo ter
legitima
vaidade, com tanto
que
<
atlribua
essas
vantagens
á
sua
verdadei-
<
ra
fonte,
na
parte
(e
é
a
principal)
que
n
’
i<so
cabe
á
mesma
Providencia
e
Divina
Bondade,
qoe
designou
e permitliu
se
de-
<
senvolvessem em
nossa
edade estes
ver
dadeiros
milagres
da
sciencia
física;
dei
xada
assim
pelo
Creador ao gradual des
cobrimento
e
desenvolvimento,
que
pelo
decurso
das
edades
iria recompensar
os
esforços
do
espirito
e
industria
do
ho
mem, Este
porém
não
devia perder de
vista
a
evidenlissima
verdade,
e
bondade
do
Omnipotente,
que.
n’
aquillo de
que
de
via
depender
a
felicidade
eterna
do
ho
mem
(e
a
temporal
lambem
na
melhor
parle),
Se
dignou
ensinar logo
de
uma
vez,
no
admiravel
Decálogo,
todo
o
ne
cessário;
e
depois,
para
levar
a
Sua
Bon
dade
além de
lodos
os
limites
imaginá
veis,
salvo
pela
Mente
Divina,
enviou
Seu
proprio
Filho
a
esle
mundo,
a explicar-
uos,
desenvolver-nos,
e
coromeatar-nos
essa
mesma
doutrina sublime,
abrangendo
toda
a
moral,
e
contida
em
dez
brevís
simos preceitos—como
a
maior
arvore
se
contém
ás
vezes n
’
uma
pequena
semente
!
Suscitaram-me
agora
estas
reflexões
os
factos
seguintes,
que
encontro
recordados
no
excellenle
semanário catholico
o
«Weekly
Regisler»
da
semana
passada,
e
que
alé
hoje
(7
do
mez)
uão
linha
examinado;
tratarei
de
abrevial-as
:
Na
segunda-feira
ultima
(27
de se
tembro),
celebrou-se
o
quinquagésimo an-
niversarto da
abertura
da
primeira
ferro
via
que
jámais
se
imaginou
para o
tráfi
co
de
passageiros;
isto,
na
hoje
famosa
cidade
mercantil
de
Durhara,
d
’
onde
aquel-
■
le
primeiro
trem
de
passageiros
partiu,
na
terça-feira, 27
de
setembro
de
1825.
i
Faz
agora
meio
século,
que
uma
locomo
tiva
transportou
de
Darlingion
a
Stock-
;
ton-Fees,
com
a
media
velocidade
de
8
milhas
por
hora,
uma carga
de
90
lo-
neladas.
Este
trem
experimental
era
com-
t
posto
de
varias carretas
ordinárias
do i
carvão,
e
de
um
velho coche
de
posta,
i
atado
em
cima
de uma das
carreias.
Os
i
passageiros
de primeira
classe
iam
den-
|
tro
do
tal
coche;
os
outros
iam
de
fóra
i
apinhados
nas
carreias
do carvão.
Quan-
.
do
o
trem
entrou
em
Slockton,
iam
já
em
cima,
e
agarradas
a
elle,
660
pessoas.
A
linha
tinha
apenas
umas
dez milhas
de
extensão,
quando
muito.
«Aqoellas
dez
milhas,
n’
estes
50
an
nos,
estenderam
se
a
deze^eis mil e qui
nhentas
milhas
de
ferrovia
!
Nos
primei
ros
doze
mezes,
ou
primeiro
anno,
aquel
la
pnmeira
e
pequena
linha ferrovial
de
Slockton
e
Darlinsilon,
recebeu
pelo
trans
porte
de
passageiros
a
somma de lib.
800.
Hoje
no
mesmo
espaço
de
um
anno,
pas
sados
50
invernos,
as
receitas
ferrovíaes
tem-se
elevado
á
somma enorme
colle
clivamente,
de
lib.
22.000:000
(oo á
ba
gatela
de
cento
e
noventa
e
oito
mil
mi
lhões
de
contos
de
moeda
do
Brasil).
Es
tendeu-se
uma
rede
de
estradas
de
ferro
por cima
da
Inglaterra,
Escossia e
Irlan
da.
Espalhou-se
o
sistema
pelos
dois he
misférios,
e continua
cstendeudendo-se.
«Onze
annos
depois
do
púmeiro ca
minho
de
ferro
mencionado,
estabeleceu-
se
o
primeiro
barco
a
vapor
entre Lon
dres
e
Edinburgo,
navegando
ao
longo
da
costa
(hoje vae-se
por
vapor d
’
aqui
á
ín
dia,
ao
Brasil,
etc.)
«Onze
annos
depois
da
abertura
do
primeiro
caminho
de
ferro de Slockton
a
Darlingion,
o
professor
(hoje
Sir
Carlos)
Whealstone,
em
1836, cooseguiu
enviar
signaes
pela distancia
de
perto
de
qui
nhentas
milhas
de
arame,
por
meio
de
um
apparalo
electro-magnetico.
As
mara
vilhosas
invenções
da
navegação
a
vapor,
das
ferrovias,
da
telegrafia
eléctria, teem
adiantado
e
prosperado
de
mãos-dadas.
Tem
augmenlado
de
maneira incalculá
vel
a
riqueza,
as commodidades,
a
felici
dade.
e
a
intelligencia
de
todas
as
nações
civilisadas.
«A
nenhuma
outra
organisaçào
sobre
a
superfície
do
globo
tem
estes
milagres
da
industria
humana
sido
de
maior
van
tagem
que
á
Santa
Egreja Calbolica Ro
mana,
espalhada como se
encontra
por to
da a
superlicie
<la
terra,
n
’
um
e
n’outro
himisferio.
Só por
e
*
tas
agencias
se
tor
nou
mais
praticável a reunião do
Concilio
Ecuménico
no
Vaticano,
E
por
estas agen
cias
é
também
que
as
porções
o
mais dis
tantes
e
remotas,
da
Egreja,
se
põem
constante,
e
por
assim
dizer, instanta
neamente.
em
communicação
com o
cen
tro
da
Unidade
Catholica.»
São
na
verdade interessantíssimas
e
di
gnas
da
maior admiração
as
lies grandes
invenções
mencionadas,
que
a
Providen
cia
quiz
se
seguissem
e
acompanhassem
umas
ás outras,
como
na
verdade
era ne
cessário—era
quasi
indispensável—para
o
desenvolvimento
de
cada uma.
Por
quan
to,
sem
a
força
e
facilidades
que
as
dif-
ferenles
applicações
do
vapor
offereceram,
era
de
cem
vezes mais dillicuidade,
por
nao
dizer
impossível,
o
aproveitamento
das
outras,
*
com
a vantagem,
promptidão
e me
nor
custo que
o
maquinismo
actuado
por
vapor fornece.
Sem
a
navegação
a
vapor
muitíssimo
mais
diflicil
— quasi
impossí
vel—seria
o
ir estender
atravez
do
Oceano
os
cabos
eléctricos,
que
nos transmitlem
n’um
instante
as
noticias;
e
esses
mesmos
cabos,
sem
a
agencia
do
vapor,
oflereciam
diIficu
1
dades
muito
maiores
á sua
própria
confecção.
Nós, de
raça
portugueza,
devemos
ter
alguma
vaidade em que
um compatriota
nosso,
Bento
de
Moura
Portugal,
natural
de
Moimenta
da
Serra,
a meia
legua
de
Gouvea,
immensa
>
esperar,
cu
sacar-se,
da
força
e
maqui-
•
nas
de
vapor;
ao
mesmo
I
.
7
o
primeiro
a
inventar
e
propor
um
meio
de
fazer
que
a
maqnin>
de
vapor
actoas-
se
por
si
mesma,
sem
a
contínua
assistên
cia
de acção
humana.
O
lestimunho
e
prova
irrefragavel
d
’
isto
encontra-se na
colleção
das
«Transacções
Filosóficas
da
Sociedade
de
Londres»,
da
qual Benio de
Moora era
socio
;
e se
acha
no
volume,
do
anuo
de
1872,
com
o
nome
do
inven
tor,
com
a
descripçào
e
a
estampa
da
maquina..
E
aqui
mesmo
onde
ago»a
es
tou
escrevendo,
e
ao
alcance
do
meu
bra
ço,
tenho o
documento
authéntico,
onde
elle,
Bento
de
Moura
(qne
inventou
tam
bém
as
roda«
como
agora
se
applicam
aos
vapores),
aprecia
como a
mais
alta,
a
mais
importante
invenção,
a
de
maiores con
sequências.
e»sa
do
movimento
propiio
da
•
maquina
de
vapor.
Verdade
seja,
que era
diflerenle
o
modo
da
sua
invenção,
e
aquelle
que
actnalrnenle
se applica
;
mas
não
era
o
outro
menos
engenhoso,
nem
mostrava
menos
o
talento
inventivo, e
ge
mo
d
’
aquelle
grande
e
honrado
homem
que
tanto
em
toda
probalidade
liotrera
elle
ainda
servido
e
grandeinime
illusira-
do
a
sua
patria,
se
o
despotismo liberal
do
marquez
de
Pombal
o uão
tivesse,
por
as
sim
dizer,
enterrado
vivo
no
cárcere
7.®
do
Forte
da
Junqueira,
em
Lisboa ;
por
elle desmentir,
como
leslimunha
occular
da
falsidade,
as
calurnmas
infames
adrede
propagadas
então
já
como agora
(pala
ma
çonaria
sem
duvida),
contra
os Jesuítas
no
Paraguay,
etc.
\
N'aqoella como
em
sepultura
de
vivos,
passou
na
obscuridade
(íisica)
seis
annos,
onde
falleceu
em 1766;
e
assim
mesmo
exerceu
alli seu
talento,
apezar
das
maio
res
durezas, ddficuldades
e
soflrimenlos
;
sempre com
o
tilo
no
bem
e
honra de
uma
paina
cujo
então
despotico,
bem
que
habil governante,
o
tratou
tão
cruelmente!
Ao
ponderar
as
admiráveis
e
utilíssi
mas
invenções
d
’
este
século
tempo,
convém,
ou
antes
deixar
no tinteiro
outro
que
em
varias
cousas
tem
utilidade,
alé
scientifica,
e
efieitos e
delicadeza,
póde
prodígios
da
fotografia.
outros
estampa
da
e
do
nosso
ha
dever,
não
milagre
íisico,
sido
da
maior
qne
nos
seus
quasi
empare
da
electricidi-
inveulada
serviços
tào
Ihar-se
com
os
de—
quero
fallar
em
1840.
Além
agradareis
uns,
basta
mencionar
f
t
_
__
aproveitado
a
astronomia.
E,
pois,
assim
vim
a
tratar
de
tantos
maravilhosos
lavores
do
Omnipotente,
que,
em
Sua
Bondade
e
Sabedoria,
destinou
re
velar-nos
n’
este
século, convém
não
es
quecer
uma
das
bênçãos
com
que por
Sua
Misericórdia
quiz
lambem
dotar
esta
ingrata
edade. Quero
fallar do
chlorofur-
mio,
qoe
lem
poupado,
e
poupa
todos
os
dias, por
esses
hospitaes,
por
esse mun
do,
os
mais
angustiosos
padecimentos,
nas
operações
da
cirurgia
as
veis
e
salvadoras,
assmi
parle,
seriam
as
mais
lenitivo
em
questão.
Demos,
pois,
graças,
do fundo
d’
alma,
á
Bundade
Suprema,
que,
em
vez
de
pu
nir
tanta
impiedade,
tanta
blasfémia, tan
ta
tolice,
com
qoe
a
maçonaria
A
provoca,
vem
ainda derramar
sobre
este
ingrato
mun
do
tantos,
e
tão
inapreciáveis
favores!
do
(Continiia)
houvesse
concebido
primeiro
a
vantagem
e
serviço
que podia
de
tão
importantes
outros
os
que
já
d’
ella
tem
mais
indispensa-
como
pela
maior
dolorosas,
sem
o
R.
SARAIVA.
A Kevolução
Necessidade
da
união
dos
catholicos
nas
eleições.
0
poeta inglez
cantor
da
desesperação.
Lord Byron,
teve
um
sonho
o
mais tétri
co
e
horrendo
de quantos
ideou
sua
ima
ginação
romautica.
orça e maqui- giuaçau
lutuaunvo.
lempo
que
foi
0
que
elle fantasiou
tão
vivamenie,
o
que
escreveu,
muito
mal podemos
aqui
bosquejar.
—
Conturba-se
de
improviso
a
natureza;
tudo
é
desordem
:
o
mundo
íica
orfâo
de
luz
O
sol
está
extincto, dura
uma
noite
eterna
:
mas
as
estrellas
enlotam-se,
e
já
não
viajam
pelo
espaço
imtnenso.
O
homem
i»
’
esta
universal
escuridão
deslembra-se
de
seus
doces
aflectos
.
são
de
gelo
os
corações.
As
gentes
se
reúnem ao
redor
dos
fo
gos
oocturnos,
eslão
emmudecidas,
espe
ram
:
só
u<na
tremenda
esperança
lhes res
ta.
Emfim
abre-se o
vulcão:
e
d’
aquella
chamma
ardem
as
florestas e as
cidades:
é uma
funesta
pyra que vae incendiar
o
genero
humano.
Vem
a
fome,
as
feras
rompem
de
seus
covis
:
os
povos
contra
os
povos
se
armam,
os
povos destroem
os
povos:
e
lodo
isto
nas
trevas.
Mortalha
do
universo
qoe
se
extingue,
é
um
céo
immovelmente
tenebroso.
Mas
dous homens
na
cornmum
devasta
ção
sobrevivem
a
uma
immensa
cidade,
dons
homens
sós.
Condemnados
tamb-m
a
perecer,
toda
via
se obstinam
a
iuctar
contra
a
derra
deira
agonia.
Tilubiando
na escuridão,
ambos
se
di
rigem
a
um
altar
derribado.
Com
os
dedos gélidos
e ressequidos
vão
esgaravatando
as
cinzas
que
cobrem
um
resto
de
fogo
expirante.
Trabalham,
com
a
ancia
de
quem
pro
cura
salvação,
a
reaccender com
o
sopro
aquelle
escasso
lume.
Um
chispar,
um
fugitivo
ílimmejar
dentre
aquell.»
cinza
se
desperta.
Então
os
dous
homens vibram os
olhos
um
ao
outro,
encaram-se,
um
ao
outro
com
ira e
terror
se
reconhecem
inimigos...
Um grito
agudo
arranca
do
peito:
a
débil
chamma
se
extingue
e
tudo
cessa...
Neséas
trevas,
n
’esse
cabos
de
horror
podemos
ver
allegorisada
a
Revolução.
No
sentido
recondito
que ahi
achou
um
profundo
pensador,
(1)
talvez
nunca
tivesse
reparado
o
incrédulo
poeta
inglez.
O
pleno triunfo
da
Revolução
será
um
horroroso
cahos, uma total
subversão
da
ordem
publica.
A
Revolução, encarnada
na
maçonaria,
faz
titânicos
esforços por apagar
a
luz,
o
sol,
e as
estrellas
do
mundo
moral,
por
que
almeja
por
extinguir
o
dogma
da exis
tência
de
Deus
TodoPoderoso
Creador
do
céo
e
da
terra.
A
maldita
filha
de
Salanaz
adorada
como
architecto
do
universo
abre
a
crate
ra
do volcão
;
contempla
ruinas ensan
guentadas,
tripudia
com
gargalhada
infer
nal.
A
sociedade
civil abisma-se
nas
trevas:
extioguem-se
as
noções
do
hem
e
do
mal,
e as
esperanças
de
uma
vida
immorlal.
A
guerra
de
todos
conira
lodos
será
a
consequência
inevitável
das
theorias
revo
lucionarias.
Tudo
quanto
se
refere
ao
mundo
es
piritual
será
brutalmente
suprimido;
e
elles
mesmos
se
suprimirão,
depois
de
ha
ver suppnmido
tudo,
exceplo
os
instru
mentos
de
suas suppressôes, a
guilhotina
e
o
petroleo incendia rio 1
Mas
dous
homens
sobrevivem
aos
es
tragos da
cidade,
dous
homens
condem
nados
também
a
perecer.
Titubeando,
arrastando-se
n
’aqoella im
mensa
escuridão
eoconlram-se
junto
a
um
altar
derribado,
junto
aos
restos
do
fogo
quasi
extincto.
Esse
altar
é
a
Egreja
opprimida,
que
tem
sobre
os
joelhos
o
cadaver
ensanguen
tado
do povo.
Os
dous
homens
são
os
verdugos
per
seguidores
da
Egreja,
e
os
assassinos
do
povo,
a
quem
dessangram
para
satisfaze
rem
seus
caprichos
epicureos.
(E
’
a
historia dos
dez
mil
contos
do
thesouro publico, o
sangue
do
povo tra
balhador, malbaratados
por
um
persegui
dor
da
religião
em
proveito
de
amigos
!)
Não
conheceis
os
dous
homens
que
se
encontram !
São
á
direita
os
embaidores
que
com
o
prestigio
da
sua
eloquência ardilosa
pro
moveram
o
progresso
da
revolução.
A
’
esquerda
estão
os
embaídos,
os
pa
palvos
que
com seu
braço
a
realisaram.
D’
estes
dizia
bellamenle
o
marquez
de
Maricá
:
<Os
tolos
são
como zeros,
mas
uni
dos
aos espertos
fazem
que
estes
tenham
o
valor
de
centenas e
milhares.»
(1)
Caetano
Alimonda,
II
Sovrannatu-
rale,
vol.
3.
Os
maçons
supereminenles
enganaram
aos pobres
irmãos
obtusos.
Depois de
terem
promettido
a
estes
a
opulência, os
desamparam
na
misera
exer-
ga
dos
hospitaes
á
mingua,
e
sem
confor
to
mais
que
a
caridade
catholica.
E
elles,
os
embaidorés,
locupletaram-se
á
cusia
do
suores
das
classes
laboriosas
da
sociedade.
Encontram-se
os grandes
e
os
peque
nos <la maçonaria, n
’
aquella
noite
cheia
de
horrores,
n'aquelle
abismo de escuridão.
Amaldiçoam-se
com
um
rugido
de
de
sesperação,
e
cahem 1
E
cahem
para
não
mais se
erguerem
:
porque
sem
Deus
não
ba esperança!
—
A
perseguição
horrível
de que
nos
livrou
Deus
servindo-se
do
braço
invicto
de
um
Caxias, essa
recente
perseguição
é
uma
revelação
para
nós
!
Mirabeau,
vendo
sossobrar-se
a
socie
dade francesa, rompia
n
’
estas
impetuosas
increpações
:
«Olhae
bem ao
redor:
só
eu,
só
eu
é
que
posso
abater
a
anarchia
que
ha de
devorar-vos
a
vós,
a
vossos amigos,
o
throoo,
a
França
!»
Alguém dirá
lambem
:
«Em
prol
da
monarchia
temos
a
espa
da
do
heroe da guerra de
Marrocos,
o
in
vencível
Conde
d
’
Eu
!
(2)
o
heroe do
Pas
so da
Patria!»
Para
salvar
o
Brazil
lemos
a
dextra
sempre
vicioriosa
do
debellador
das
revol
tas, do
heroe
de
Monte
Caseros,
e
do
Pa-
raguay
!
—Não,
não basta
o
esforço
de
um
ho
mem,
quer
se
chame
Cesar.
quer
Napo
leão,
para dissipar
as
borrascas
da
revo
lução.
Bonaparte,
porventura
não
conheceu
se
rem
insuflicientes
as
tremendas
phalanges
com
que
eromudecia
as
nações,
quando
restaurou
o
culto
catholico
?
Sim,
a
unica
força
que
póde
levar
de
vencida
a
revolução
social é
aquella
que
pe
la
revolução
é
mais
odiada
e
repellida.
E
’
o nome
de
Deus
proclamado
e
santi
ficado
pela
Egreja, o
unico
triunfador.
Todos
os
mais
são
instrumentos,
inven
cíveis
com
elle,
e
debeis
caniços
sem
elle.
f
Conlinún]
(2)
Veja-se
o
bellissimo
elogio
dos
fei
tos
do
Conde
d
’
Eu,
no
primeiro
livro
his-
panhol
de
Fernan
Caballero
intitulado: —
Deudas
pagadas.
—
Madrid.
REVISTA
ESTRANGEIRA
O
«Jornal
do
Commercio»,
de
Lisboa
publica
o
seguinte
lelegramma
da
Agencia
Americana
:
De
um
dos
nossos
correspondentes
de
Barcelona
recebemos
pelo
correio
a
seguinte
noticia
:
«Castells
atacou
o
nosso destacamento
de
Pobla
de
Lillet,
composto de 110
ho
mens.
Defenderam-se
7
horas,
e
tiveram por
lim
de capitular,
caindo
todos
prisioneiros.»
Estella 4.
—
Algumas
forças
avançadas
sobre
Domeno
pertencentes
ao
4.°
navar-
rez,
surprehenderam
uma
companhia
de
guardas
nacionaes
que
iam
roubar
as
quin
tas
visinhas.
Mataram-lhe
6
homens,
fe
riram
muitos
e
aprisionaram
1.
O brigadeiro
Junquera,
chefe
da
linha
de
Pamplona,
mandou atirar
sobre
a ci
dade,
na
noite
de 2
para
3,
220
bombas,
que
causaram
um
grande
pânico
na
po
pulação
e
muitos
estragos.
Fronteira d
*
Hispanba.
—O
oílicial
d
’
or-
denança
de
Sua
Magestade, D.
Fernando
Gurowski
e
Bourbon, morreu
em
Zornosa,
em
consequência d
’uma
pulmonia
nervosa.
Este
oílicial linha
abandonado
em
1873,
o
exercito revolucionário,
e
linha
entrado
em
Hispanha
com
D.
Carlos
a
16
de
julho
Desde
eulão,
acompanhou
sempre o
rei.
Este
sentiu
muito
a
morte do
seu
parente
e
leal
vassallo.
Quando teve
logar
a
acclamação
de
D.
Aflonso,
o
rei
deu-lhe
a
liberdade
de
se
lhe
unir,
masGurowski
recusou
nobremente
e
reitirou
a
sua
adhesão á causa da
re
ligião
e
da
monarchia.
Morreu
na
idade
de
25
annos.
—O
general
incendiario
Quesada,
na
sua
retirada
de
Orduíia
para
Miranda
quei
mou os
armasens
de
viveres
de
Lezanna
e Urquiano
com
alguns
milhares
de
fan-
gas de
trigo.
O monstro
não
se
farta
de
incendiar.
Assolou
o
paiz por
onde pas
sou.
Os
seus
soldados roubaram
as
adegas
em
Ordona
e
entregaram-se
a
toda
*
a
sorte
de excessos.
PARTE OFFICIAL
MINISTÉRIO
DOS
NEGOCIOS
ECCLE-
SIASTICOS
E
DE
JUSTIÇA
Direcção
geral
dos
negocios
ecclesiaslicos
l.
a
repartição
Em
virtude de
resolução
superior
se
declara
aberto
concurso,
na
conformidade
do
artigo
13.°
do decreto
de 2
de janeiro
de
1862 (publicado
no
«Diário
de
Lisboa»
n.°
4
do
duo
anno),
para
provimento
das
egrejas
parochiaes
constantes
da
relação
seguinte
:
Alvaiazere
(Santa
Maria
Magdalena),
concelho
de
Alvaiazere,
diocese
de
Coim
bra.
Fornotelheiro
(N.
Senhora
da Graça),
concelho
de
Celorico,
diocese
da Guarda.
Lazarim
(S.
Miguel),
concelho
de
Ta-
rouca,
diocese
de
Lamego.
Lourosa
(S.
Pedro),
concelho
de
Oli
veira
do
Hospital,
diocese
de
Coimbra.
Maçainhas
(N.
Senhora
da
Fumagueira),
concelho
da
Guarda,
diocese
da
Guarda.
Monte
(S.
Miguel),
concelho de Fafe,
diocese de Braga.
Oliveira
do
Cunhedo
(Santa
Marinha),
concelho
de
Penacova, diocese
de Coimbra.
Riba
Pinhão
(S.
Lourenço),
concelho
de
Sabrosa,
diocese
de
Braga.
Os
presbyteros
que pretenderem
ser
apresentados
em
qualquer
das referidas
egrejas
parochiaes
farão
subir
por
esta
secretaria
(festa
do
os
seus
requerimentos
documentados,
em
confoi
midade
com
o
que
se
determina
no
artigo
15.
0
do
sobredito
decreto
de
2
de
janeiro, dentro do
praso
de
30
dias,
conladus
da
publicação
do
presente
annuocio
na
folha
oílicial
do
go
verno,
devendo
requerer
separadamenle
para
cada uma
das
egrejas
que
pretende
rem,
e
ficando
na
intelligencia
de
que
os
requerimentos
em
que
pedirem
mais de
uma
egreja
só
valerão para
o
concurso
d
’
aquella
pela
qual
claramente
mostrarem
preferencia,
ou,
uão
a
mostrando,
para
o
concurso da
primeira
que
mencionarem.
Secretaria
d
’
estado
dos
negocios
eccle
siaslicos
e
de
justiça,
direcção geral
dos
negocios
ecclesiaslicos,
em
15
de
novem
bro
de
1875.=Luiz
de
Freitas
Branco.
GAZETILHA
Exequias.
—
Celebraram-se
hontem,
na egreja
do
Hospital
d-e
S.
Marcos,
so-
lemoes exequias
para
suflragar
a alma
do
Senhor
D.
Miguel
de
Bragança.
De
manhã
resaram se umas
20
rnis-
sas
geraes, a
que
assistiu
grande
numero
de
pessoas
de
todas
as
condições
e
eda-
des.
Pelas
11
horas
deu-se
princidio
á mis
sa
solemne,
celebrada
pelo
snr.
padre
José
Silverio
da
Silva,
acolithado
pelos
snrs.
padres
Vieira
da
Rocha e
Luiz Gomes
da
Silva.
A
concorrência
a
esle
acto foi
nume
rosa, sendo
em
numero
de
100
os
cava
lheiros
que
a
elle
assistiram
com tochas.
Tanto
no
principio,
como
no
lim
da
missa
e
Libera
me,
a orchestra
desempenhou
magntíicainente a
Salva,
do
maestro
An
gelo.
O
templo
achava-se
ricamente decora
do.
No
centro
erguia-se, rodeado
de
lu
mes, um
imponente
catafalco,
oode
resaia
o
retrato
do
Senhor
D.
.Miguel,
meio
ve
lado.
Era
edificante
e
sobremodo
eloquente
o
recolhimento e
compunção
que
se divisa
va
no
rosto
das
pessoas que assistiram
a
esta
ceremonia
magestosa.
—Lê
se
na
correspondência
de
Lisboa
para a
«Palavra»:
Fez hontem
(14)
nove
annos,
que
depois
de
trinta e
dous
de
exílio,
lalleceu
o
snr.
D.
Miguel
de
Bragança.
Por
este
motivo
a
redacção
da
Nação
fez
celebrar
exequias
no
dia
13,
na
egreja
dos
Anjos,
ás
quaes
assistiu
grande numero
de fieis,
na
maior
parle
pertencentes
ao partido
legilimista.
O
acto
correu
com
toda
a
religiosidade,
o
que
raras
vezes succede
nos
que
acarolice
ma
çónica
costuma
fazer
celebrar
de
quando
em
quando,
á
guisa
de pirraça.
Esboço
biografieo.—
Foi-nos
remel-
lido
um
exemplar
do
Esboço
biográfico
do
snr.
viscoode
de
Bessooe,
publicação re-
cenlemente feita
em
Lisboa.
Agradecemos.
Nomeação.
—
Foi
nomeado,
sob
pro
posta,
para
o
logar
vago
de
administra
dor
d’
esle
concelho o
snr.
dr.
Anlonio
Cardoso e
Silva
Júnior.
O
ex.
:n0 dr.
Silva
Júnior
é
um
cava
lheiro
joven
e simpathico
da cidade
do
Porto,
onde ja lem
servido
no conselho
de
districto.
e
porisso
conhecedor
dos ne
gocios
administrativos.
Sua
ex.
a
chegou hontem
a
esta cida
de,
tomou
posse,
e
acha-se
hospedado
em
casa
do
snr.
visconde
de
Margaride.
Novas
publicações. —
O
sor.
José
Frncluoso
da
Fonseca,
do Porto,
va
e
edi-
lar
o
bello
romance
de
Adolpho Archier
Justiça divina,
traduzido
pelo
conhecido
escriptor
catholico,
o
snr.
Anlonio
Mo
reira
Bello.
O
preço
por
assignalura
é
de
400
reis.
Esta
obra,
muito recommendavel,
de
verá
estar
terminada
em
íins
do
mez
cor-
rente.
—
Do
uso
frequente
e
diligente
da con
fissão
e
communhão.
Pelo
P.
Thomaz
Vi-
tale.
(3.a
edição
melhorada).
O
editor
d
’
esta
obra
é
o
snr.
J.
da
Costa
Mesquita,
proprietário
da
Livra
ria
Central,
estabelecida
no
Porto,
na
Pra
ça
de
D.
Pedro,
n.°
54-55.
N
ovoh
rumores de «juerra.—()
«Jornal
de
Macau»
de
25
de
setembro,
transcreve
do
«China
Mail»
o
seguinte:
«Recebeu-se
de
Shanghae
noticia
tele
gráfica privada,
dizendo
que
prevalecem
em
Tientsin
rumores
de guerra,
e
que
as
cousas apresentam
um aspecto
ameaçador.
Deve-se
lembrar
que
mr.
Wade
(ministro
inglez)
foi
para Peking
no
dia
8
do
cor
rente.
Elle
e
Li-hung-chang tinham vindo
a
um
accordo,
dizem,
sobre
os
promeno-
res do
arranjo
relativo
ao
ullimatum,
mas
receia-se
que o
ciúme que
existe na
ca
pital
tenha
feito
regeilar
as
concessões
do
vice-rei.
Comludo
a
regra
do
procedi
mento
de
mr.
Wade
parece
ser
muito
clara.
As
suas
inslrucções
são
definidas,
e
a
paciência
de
Job devia
ler
si
io
re
produzida
pelo
ministro
inglez
nas
suas
conferencias
com
Li-hung-chang.
O
ultimo
boato
sobre
o
contheudo do
ullimatum
é
o
seguinte:
1.
°—
Execução
de
Lee-hsi-tai.
2.
°—
Demissão
de
Futai
de
Yunnan.
3.
°—
Nenhum
direito
aduaneiro,
exce-
pto o
de
importação,
se
cobrará das
fa
zendas
estrangeiras,
dentro
de
ucu
raio
de
10
lis
de
qualquer porto
de tratado.
4.
°
—
Os
funecionarios
ingiezes
terão
ac
cesso
aos
6
ministérios em Peking.
*
5.
°—Legação
chineza
em
St.
James.
6.
°
—Permissão
para
negociar
e
ler
um
caminho
de
ferro
em
Yunnan.
A
b
ultimas
noticias.—
[Jornal
de
Macau).
—
Um
nosso
amigo
de íiongkong
nos
escreveu,
com data
de
28
do corren
te, o
seguinte:
«Parece
que
a
guerra
entre
Inglater
ra
e
a
China
é
inevita>el.
Recebeu-se
aqui
(Hongkong) algum
lelegramma
importante,
porque
os vasos
de
guerra
estavam
hon-
lem
até
á
meia
noite a
receber
provisões
de
guerra
e
de bocca.
Dizem os
de
«Na
val
Yard»
que
leem
ordem
para partir
para
Cheftí
dentro
de
1
hora,
de
lempo
depois
da
recepção
do
aviso.
O
«Times»
de
hoje
publicou
o
lele
gramma
seguinte:
«Mr.
Wade enviou um
ullimatum. Se
oão íorem atlendidas
as
suas
exigeucias, elle
ha
de
arriar
a
«ua
bandeira boje
(terça-feira).
Na
quinta-feira
elle
partirá
de
Peking,
e
a
Inglaterra
de
clarará
guerra
contra
a
China.»
Será
esta
occasiào
opportuna
para
Por
tugal
deslindar
as
questões
pendentes
com
a
China.
Terá
sua
ex.
a
o
governador
de Macau
instrucções
para
este
lim?
Ao
menos
terá
sua
ex.
a
informado
pe
lo
telegrafo
ao
governo
da
metcopole so
bre
a
probabilidade
da
guerra,
e terá
pe
dido
instrucções
sabre
o
que
deve
fazer
no
caso
de uma
semelhante
emergencia?
Outras
oceasiões
iguaes
se
perderam
e
receiamos que
esta
lambem
não
será
aproveitada.
Oxalá
seja
infundado
o
nosso
receio.
l*
ortos
limpos
—
Foram
declarados
limpos
de
febre
amarella
desde
30
de
se
tembro
ultimo,
os
portos
da
ilha
de
Cuba
e
lodos
os
outros
do
arcbipelago das
Antilhas.
Inundações
—
Continuam
as
inunda
ções
no
Meio
dia
da
França.
De
Mootauban
dizem
em
data
de
3
do
corrente
:
A
cheia
do
Garonne attingio,
no
dia
de
hontem,
o
máximo
no departamento-
A
escala
da
ponte
de Trés
Cassés
ac-
cusou
ás
quatro
horas
da
madrugada
uma
altura
de
agoa de 5
metros
a
20
centímetros.
A
planície
foi
inundada
em
Verdun,
onde
dizem
que
lem
havido
grandes
es
tragos,
sem
comtudo
os
apontarem.
Em
Castelsarrasin,
não
ha
perdas
nena
estragos,
mas
houve que
proceder
á sal-
vaçào
de dez
velhos
que
se
haviam
obsti
nado
a
ficar
em
suas
casas
apesar
das
advertências.
Em
Saint
Nicolas
e
Merles
receia-se
que
muitos
materiaes
tenham
sido
arras
tados.
As
eommunicações
telegráficas
en
tre
Castelsarrasin
e
Saint
Nicolas
foram
cortados
em a
noite
de
segunda
para
ter
ça-feira.
Graças a Deus,
não
ha
a
lamentar
mor
te
alguma;
o
gado
poude
ser posto em
logar
de
segurança na larde
de
segunda-
feira.
Hoje,
parece
dissipado
todo
o
receio
de
perigo;
o
tempo
melhorou
e
o
Garoue
desce lenlamente.
O
Tarn
e
o
Aveyron
tiveram
uma
en
chente
insignificante.
Ijarangeira
monstro.
—
Em
Sevi-
Iha,
em
uma
horta
de
Meirena,
ha
urna
larangeira
cujo
producto foi esle
anno
de
17:220
laranjas.
NTotieia» da
Inglaterra. —
Lê-se
no
«Wioe
Trade
Review»:
Os
eíTeitos
de
repelidas
contrariedades
que
teem obstado
ao
crescimento
de
em-
prezas
commerciaes
por
uma
e
outra
fôr
ma,
durante
mezes
successivos,
e
a
ina-
ctividade
que se
lem
prolongado
em
mui
tos
ramos importantes
da
industria
nacio
nal,
começam a
manifestar-se
mais
clara
mente no
diminuto
consumo
de
vinhos,
especialmente
se
estendermos a
compara
ção
até
1873
ames
que
a
1874.
As
mais
recentes
noticias olliciaes pu
blicadas,
confirmam este
modo
de
ver, ain
da
que
desagrada
a
pessoas
cheias
de
es
perança.
E
’
assim,
porém
; a
quantidade
sobre
que
foram
pagos
direitos
por
consumo
do
Reino
(Joido,
durante
setembro,
não
excedeu
1.270:910
gallões,
contra
1.354:176
em
1874;
e, o
que ainda é mais
signifi
cativo,
em
connexão
com o
que acaba
mos
de
dizer,
houve
92:540
gallões
me
nos
do
que
no periodo
correspondente
de
1873,
quando 1.363:450 gallões
foram
despachados
de
bordo
e
da
alfandega.
Uma
diminuição
tão
importante
nao
po
deria
deixar de
se
fazer
sentir
oa
totali
dade do
anno,
a
qual
sendo
inferior
á
de
1874, foi de
352:232
gallões
menos
qoe
a importância despachada
para
consumo
em
1873, soflrendo
sómenle
os
vinhos
brancos a
diminuição.
A
importação
lam
bem
se
retrabiu
visivelmente, sendo só
menle
de
gallões 1.244:156
contra
I
496:067
em
1874;
referindo-nos á
totalidade
re
cebida
durante
os
primeiros
9
mezes
d
es-
se
anno,
vemos
qne
a
diminuição
é
de
1.986:863
gallões,
consistindo
principal
mente
na
de
vinhos
brancos,
como
dis
semos
acima.
No que
diz
respeito
á
exportação,
teve
logar
um
retrocesso
durante
o
mez,
e
a
totalidade
até
ao
fim de
setembro
íoi
de
15:356
gallões menos
do
que
em
1874.
A
quantidade
de
vinhos em deposito,
nos armazéns
do
Reino Unido,
se
nos
re
ferirmos
aos
depositos
em
ser
oo pre
sente
oo
nos dois
precedentes
annos,
sof-
freram
particular
alteração durante o
mez.
sendo
as
alterações
que
occorreram,
de
natureza
similhante
n
’
um
sentido,
isto
é,
no
de
uma
diminuição,
de
maneira
que
o
estado
de
um
deposito
em
relação
ao ou
tro,
é
quasi
o
mesmo
que
no
l.°
do
me?
ultimo.
A
quantidade
em
deposito
é
por
tanto
a
mínima
n
’
este
anno,
representan
do
apenas 1
4.017:424
gallões,
ou,
em
nu
meros redondos,
1.000:000
gallões
menos
do
que
no
principio
de
outubro
(le
1874.
NECROLOGIA
Vae,
sombra
á tua patria,
Tu
vas mounr,
penses
tu
;
non,
tu
vas vivre.
ROL8SEAU
idolatrada,
aos
céos.
JULIO
DINIZ.
Como
é
a
vida!...
Ainda
hontem
a
viamos tam
alegre
e
louçã,
e
hoje
a pa-
ralysia
da
morte
immobilila-lhe
os
mem
bros
cootrahidos
por
a
gelidez
do
cada-
ver
!
Seu
rosto,
que
ainda
hontem
viamos
purpurino,
aonde
aífluia
um
riso
que
a
todos
dispensava,
vê-se
hoje
revestido
por
a
pallidez
do
corpo,
cuja
vida
se
esvaiu
!
Seo
nome,
que
ainda hontem
era
pronun
ciado
por
os
filhos
do
infortúnio,
como
o
de
extremosa
protectora,
ouve-se
hoje
proferido
com
voz
trémula,
entrecortada
por
lagrimas
e
soluços;
e
com
a
acen
tuação
de
respeito
devido áquelles,
que,
tendo
por
bússola
a
virtude,
abandonaram
esta
mansão passageira,
para
voarem
á
mansão
eterna, para
ir
viver
junto
ao
Senhor.
Esse nome,
que
está
gravado
no
co
ração
de
lodos os que
a
conheciam,
é
o
da
ex.
ma snr.’
D.
Joaqoiua
Soares
Lobo,
filha estremecida
do
ill.m°
sor.
Antonio
Joaquim
Lobo, e
da
ex.ma sor.
a D. Fe
licidade
Soares Lobo,
da
villa
de
Fafe,
roubada,
ao
cabo
de
curta,
mas dolorosa
enfermidade,
do seio da familia que
a
ido
latrava,
no
dia
1.°
do
corrente
mez,
na
mais
risonha
quadra
da
vida
;
pois
apenas
tinha
visto 25
veses
desabroxar
as
suas
intimas
amigas,
as
fforinhas.
Como
tam cedo
a
implacável parca,
com
a
sua
devastadora
thesoura,
te
cor-
(ou
o
fio
da
existencial Oh !
não
foi
cedo
!
Tu
sonhavas
mais
amplos
horisontes!
Tua
alma
embalada por
o
sonho da
eternida
de,
queria
viver
a
vida
dos que,
como
tu,
no
meio
de
tantos
despenhadeiros
ta
petados
de
abrolhos,
caminham
pela
recta
senda
da
virtude.
Eras
um
anjo
I
Ao
lado do
Senhor,
pede-lhe,
que
em
nós
inspire
a
resignação,
para
que possamos, eunaslrando-te
uma
corôa
de perpetuas e
saudades,
ir
depol-a
sobre
a
fria
lousa
de
lua
sepultura
;
e,
casando
nossas
preces
com
o
gemer
lúgu
bre
do
cypresle,
disermos-ie
:—
Descança
em
paz
I
Braga
12
de
novembro
de
1875.
â. 8. V.
Soares Leite.
SAÚDE
A
TODOS
sem medicina,
pur
gantes
nem
despezas
com
o
uso
da
delicio
sa
farinha
de
saúde,
DU
BARRY
de
Londres.
($7
aúno» cFenvariavel sueeezzo
1
Nenhuma enfermidade resiste á
de
liciosa
Revalesciére
que
cura
as
indiges
iões
(despepzias)
gastrica,
gastralgia,
lie,
gma,
arroios,
amargor
na
bocca,
pituitas-
nauseas,
vomitos, irritação
intestinal,
diar-
rhea, dizenteria,
cólicas,
tosse,
alhsma,
fal
ta
de
respiração,
oppressão,
congestões,
mal
aos
nervos,
diabeihe,
debilidade,
todas
as
desordens
no
peilo,
na
garganta,
do
alito,
das
brouchiles, da
bexiga,
do
liga
do,
dos
rins,
dos
intestinos, da
mucosa,
do
cerebro
e do
sangue,
75:000
curas
en
tre
as
quaes
contam-se
a
de
S.
S.
o
Pa
pa,
do duque de
Pluskow, da
ex.ma snr.3
marqueza
de
Brehan, do
doutor
Manuel
Saens
de
Tejada
da
Universidade
de
Gor-
dova.
etc.
etc.
Mr.
Livingslone,
celebre
explorador
da
África
central,
no
seu
relatorio
que
fez
á
Sociedade
Real
Geográfica
de
Londres
so
bre a
sua
viagem diz:
«Os
habitantes
da
província
d
’
Angola
«parecem
gozar
uma grande
fellicidade, el
ides
oão
precisam
nem
médicos nem
pur-
«gantes,
o
seu
principal alimento sendo
a
«Revalesciére
que Du
Barry
trouxe
em
«Europa,
veem-se
isentos das
moléstias,
«e
a
tisica
pulmonar,
escrophulas,
empin-
«gens,
câncer,
febres,
difficuldade
de eva
cuar,
diarrhea,
etc.,
etc.,
são
moléstias
«complelamente
desconhecidas,
como tam-
«bem
desconhecem
as
bexigas,
o
saram-
«po,
etc.»
Certificado
do
Dr. Manuel Seans
de
Te
jada,
doutor
da faculdade
Medica
Cirúr
gica,
lente
da
Universidade livre
de
Cor-
dova,
medico
em
proprio
e do caminho
de
ferro
de
Merida
a
Sevilha,
etc.
Certifico:
Que
com
o uso da
Reva
lesciére,
obtive
na
minha
clinica
varias
cu
ras
em
moléstias
gravíssimas em
alguns
clientes
residentes
n
’
esta cidade, lembran
do-me
o
de
D.
Filippe
Zappina
emprega
do
publico,
hoje
administrador
da
alfan
dega de
Manila
nas
ilhas
Filippioas,
a
de
D. Amélia Gomes,
casada
com
um
chefe
do
exercito,
a qual continua
a
melhorar
tom
o
seu
uso;
de
D.
Ramon
Alonzo,
rapaz
de
viote
annos
que
soffria
havia
al
guns
mezes
de
uma
moléstia
de peilo
de
muita
gravidade.
E
para
fazer
constarem
toda
a
parle,
a
assigno
em
Cordova
em
13
de
outubro
de 1873.
Doutor
Manuel
Saens
de
Tejada.
Seis
vezes
mais
nutritiva
do
que
a
car
ne
sem
esquentar,
economisa
cincoenla
vezes
o seu
preço
em
remedios.
—
Preços
fixos
da venda por
miudo
em
toda
a
pe
nínsula
:
Em
caixas
de
folha
de
lata,
de
i
/i
kilo,
500
;
de
1
/
2
kilo
800
rs
;
de
una
kilo,
1$400
reis
;
de
2
kilos,
3$200 reis
;
de
6
ki
los,
6$400
reis,
e
de
12
kilos,
12$000 reis.
Os
biscoitos
da
Revalesciére
que
se
po
dem
comer
a
qualquer
hora, vendem-se
em
caixas
a
800
e
10400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a
saúde
é
a
Revalesciére
chocolatada $
ella
res-
titue
o
appetlile,
digestão,
somno,
energia
as
carnes
duras ás
pessoas,
e
ás creanças
e
mais
fracas, e
sustenta dez vezes
mais
que
a
carne,
e que
o
chocolate
ordinario,
sem
esquentar.
Em
paus,
ou
em
pó
em caixas
de
folha
de
latadelO
chavenas,
500
reis; de
24 chave
nas,
820
reis;
de
48
chavenas,
10400;
de
120
chavenas,
30200
reis,
ou
25
reis
cada
chavena.
BA31BY DU
B ARRI A
VF —
Pia-
ce
Vendòme,
26, Pariz;
77
Regenl
Street
Londres
;
Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharmaceuticos,
droguistas,
mer-
cieiros,
etc.,
das províncias
devem diri
gir
os
seus
pedidos
ao
deposito
Central
;
snr.
Serzedello
<fc
C.
a
Largo
do Corpo
Santo
16,
tLisboa,
(por
grosso
e
miudo)
;
Carlos
Barreto,
rua
do
Lorelo,
28; Bar
rai
&
Irmãos,
rua
Aurea,
12.
Porto,
J,
de
Sousa
Ferreira d
Irmão,
rua da
Ba
nharia
77 ; de
Sequeira ;
J.
Pinto
;
Desí-
ré
Rahir;
Coianbra,
V.
Botelho
de Vas-
concellos
;
Aveiro,
F.
E.
da
Luz e
Costa,
pharm.;
Rareello»,
Ramos,
pharm.;
Braga,
Pharmacia
Maia, rua
dos
Chãos,
Pipa
Irmão,
rua
do
Souto,
Domingos
J.
V.
Machado, praça
Municipal.
Figueira,
Anlonio
Vieira,
pharm.;
Gwimardes,
A. J.
Pereira
Martins,
pharm.
;
Pena-
flel,
Miranda, pharm.
;
Ponte
do
Lima,
A.
J.
Rodrigues
Barbosa,
pharm.
;
Po
voa
do
Varzim, P.
Machado
de
Oli
veira,
phafma.
;
Vianna do Castello,
Affonso
e
Barros,
droguistas;
Villa do
Conde,
A.
L.
Maia
Torres,
pharm.
SI
BMMA
Convidam-se
os
snrs.
accionistas
d’este
Banco
a
emtrarem
com
a
3.
a
prestação
de
25
por
cento
ou 12$500 reis por
acção,
re
lativa
á
2.
a emissão, desde
o
dia
20
a
25
de Dezembro
proximo.
Aos
snrs.
accionistas
que quizerem an
tecipar a
4.
a
e
ultima prestação,
que
le
rá logar
de
20
a
23
de
Março proximo,
ser-lhes-ba
abonado
o
juro
na razão
de
5
por
cento
ao
anno.
Os
snrs.
accionistas
residentes
no
Por
lo,
podem
effeclnar
o
pagamento na
caixa
filial
d
’
esle
Banco,
n’
aquella
cidade.
Braga 16
de Novembro
de
1875.
Os
directores
João
Evangelista
de
Sousa
Torres
e Almeida
Manoel
José
da
Cosia
Guimarães.
Pelo
juiso de
direito
d’
esta
comarca
e
cartorio
de Freitas,
no
dia 21
do
corren
te mez de
novembro,
pelas 10 horas
da
ma
nhã
na
casa
que
foi
da morada
do
viscon
de
de
S. Lazaro, d’
esta cidade,
se tem
de
arrematar
os
seguintes
semoventes:
trens
e
arreios
de
cavallos
a
saber:
Semoventes
—
uma
parelha
de
cavallos
castanhos,
de
trem
avaliados na quantia
de
6U0$'J00
rs.
Uma
ouira
parelha
de
cavallos
brancos,
lambem de
trem,
avaliados
na
quantia
de
350£000
rs.
Trens,
1
coupé
de 4
logares,
avaliado
na
quantia
de
400$000
rs.
Outro
coupé
de
dois
logares,
avaliado
na
quantia
de
200£000
rs.
Uma
vitoria
usada,
completa,
avaliada
na
quantia
de
80£000 rs.
Um
caleche completo,
bastante
usado,
avaliado
na
quantia
de 36£000 rs.
Arreios,
dois
pares
de
guarnições
com
pletos
com
ferragem
amarella,
sendo
um
tiro
de
4
cavallos,
avaliados
na
quantia
de
126£000
rs.
Um
par
de
guarnições
com
ferragem
amarella, para uma
parelha,
avaliado
na
quantia de
30£000 rs.
Outro
par
de
guarnições
para
dois
ca-
valhos,
com
ferragem
branca, avaliado
na
quantia
de
25£000
rs.
Outro
par
de
guarnições
para
dois ca
vallos, com
ferragem
preta,
avaliado na
quantia
de
14$000
rs.
Dois
freios
inglezes,
finos,
avaliados
na
quantia
de
2$8C0
rs.
Dois
ditos
de
parelha,
avaliados na
quantia
de
l£400
rs.
Dois ditos
de
parelha,
ingiezes,
avalia
dos
na
quantia
de
10400
rs.
Dois
ditos
lisos,
avaliados
na
quantia
de
800
rs.
Um
par
de
calheiras
de
verniz,
avalia
do na
quantia
de
60000
rs.
E
por
isso
toda a
pessoa
que quizer
lançar,
póde
comparecer no
dito
dia.
ho
ra
e
local
acima
designado.
(2805)
Pelo
juiso
de
direito
d
’esta
comarca
e
cartorio
do escrivão Penha Fortuna,
cor
re
uma
acção
de
separação
de
pessoa
e
bens,
requerida
por
Alaria
das
Neves
Si
mões,
contra seu
marido
Bento
José
Sal
gueiro,
ambos
d’
esta
cidade,
o
que
se
an-
nuncia em
cumprimento
do art.
1225
do
Cod. Civ.
O
solicitador
(2807)
Manoel
Joaquim
Antunes.
Vende-se uma morada
de
casas
de
dois
andares,
com
o
n.°
10
e 10
A
na
rua
de
S.
Bernabé,
com
seu
quintal
e
posso.
Quem
as
perlender
falle
com
seu
dono.
(2808)
ESPECIALIDADE
Alexandre
Casaline,
com
estabeleci
mento de
chapéus
na
rua
de
Santo
An
lonio,
n
0
90—
Porlo.
—
Acaba de
abrir
n
’
es-
la
cidade
uma
filial,
que
oflerece
ao
res
peitável
publico
bracarense,
um
lindo
e
variado
sortido
de
chapéus,
tanto
para
se
nhora
como
para
creança,
todos
executa
dos
pelos últimos
figurinos
parisienses.
lambem
tem
á
venda
tul
preto,
flores
e
plumas,
etc.,
etc.
Preços
convidativos
e
fixos.
Recebem-se
encommendas
32—
Flua
do
Soulo
—
32
(2806)
RANCO
I>E ItSi.lGAAÇA
Agencia
em
Rraga
Praça
do
Rarão
de
S.
Martinho
Recebe-se
dinheiro
a
praso
e
á
ordem,
abunando
juro.
Desconta letras
da
terra
e
de
cambio,
e quaesquer
obrigações
commerciaes.
Empresta
sobre
penhor,
de
ouro,
prata,
titulos
da
divida
publica,
e
outros
papeis
de
credito
com
cotação no
mercado.
Abre
coutas
correntes
com
canção
de
letras,
acções de
bancos e'companhias,
ins
—
cripções,
etc.
•
Toma
letras,
sacca
e
dá
cartas
de
cre
dito
sobre
as
principaes terras
do
paiz
e
praças
estrangeiras.
E
faz
as
demais
operações
bancarias
con
signadas
nos estatutos.
Os
agentes,
(2809)
Ferreira
Borges
8c
CF
ALMEIDA
MAIA
(ANTIGA CHAPELERIA
CAMPOS)
44
—
Rua
do
Souto—
44
BRAGA.
Participa
ao
respeitável publico
em
ge
ral,
especialmente
aos
seus
amigos
e
fre
guezes
em
particular,
que
tendo-se
dissol
vido
a
sociedade que
girava,
sob a
firma,
Campos
&
Almeida,
fica
de hora avante
girando
sob
a
firma
de
Almeida
Maia,
onde
ha
um
variado
sortido
de
chapéus
de
feltro,
casimira, seda, etc.,
das melho
res
fabricas.
Também
fabrica,
concerta
e
põe
á moda,
com
perfeição,
todo e
qual
quer
chapéo.
Preços
os
mais
rasoaveis.
(2798)
O
recebedor
da comarca
de
Braga
Faz
saber
que
o
cofre
da
recebedo
ria
d
’
es(a
comarca
se
acha
aberto
para
a cobrança
da
contribuição
Predial
e
De
cima
de
Juros
do
anno
de 1875,
por
es
paço
de
30
dias
a
principiar
no
dia
2
de
Novembro
e
a
findar
no l.°
de
Dezem
bro
proximo
futuro.
Passado
este
prazo
pagarão
os remissos
mais
3
por
cento,
ou a
quota
fixa
de
40
reis
para
a Fazenda
Publica,
além
do
ju
ro
na
rasão
de
6
por
cento
ao
anno,
co
mo
vae
indicado
nos
avisos
que
com
data
de
6
do
corrente
se
estão
distribuindo aos
contribuintes
—e
que
servem
para
lodos
os
eíTeitos
—
na
forma do
Arl.
0
l.°
§
2.a
da lei de
31
de
Dezembro
de
1873.
(2796)
(147)
Q3W
PORTO
NA
QUINTA
DE
RORIZ
3
(
junto
ã
egreja
da
misericórdia
)
COTIPRA K VENDE
JOSE
’
I. FERREIRA
RORIZ
Exlracção
a
19
de
Noiembro
j
Inseripçõea
«Xe
assentamento
Ditas
de eonpons
FORNECEDOR
DA
CASA REAL
1,3-RUA
DAS FLORES- 1,
1
-
RUA
DAS
FLORES
-
3
PRIMEIRA
E
ANTIGA
'
RORIZ
X
CASA
FELIZ
(JUNTA
Á
EGRAJA DA MISERICÓRDIA)
SOKTE GâANDE
kèi
»
5.000$000
Loteria
«la
Santa Casa da
Misericórdia de
Eiisboa
DEPOSITO
CENTRAL,
RUA
DAS FLORES, 35 37 E 39
Ditas
de divida externa
Titulos
hispauhoes internos
0
proprietário
annuncia
aos seus
freguezes,
e
ao
publico,
que
em
todo
o
sabão
fabricado
na
sua
fabri
ca,
e
que
na
mesma
se
vender,
ou no
Deposito
Cen
tral,
se
fará o
desconto de
6
por cento
sobre os
pre
ços
estabelecidos,
de
uma
caixa
para cima.
Satisfaz-se
com
promptidão
qualquer
pedido
que
seja
feito
do di
to
genero,
tanto
d’esta cidade
como das
provincias
e
se
garante
a
sua boa
qualidade.
Ditos
externos
Coupons
dos
ditos já
vencidos.
so-
©O
*
Sacca,
toma
leiras
e
dá cartas
de
credito
bre
Lisboa e
diversas
praças
estrangeiras,
e se
encar
rega
de
compra
e
venda
de
titulos de
divida
publica
nas
mesmas
praças.
JOSÉ
IGNACIO
FERREIRA RORIZ
AFIANÇADO NO GOVERNO CIVIL DO PORTO,
NA
CONFOR- TJ
M1DADE
DO EDITAL
DE 28
DE JULHO DE
1860
Tem
á
venda
no
seu estabelecimento
bilhetes
intei-
ros a 5$000
rs.
—
Meios
ditos,
a
2$600
—
Quartos,
a
1$300
—
Oiiavot,,
a 680—Cautellas
de
500,
250
e
130
rs.
0
mesmo satisfaz com
promptidão
todas
e
quaesquer
encommendas
que
lhe
sejam
feitas
das
provincias,
ain-
da
que sejam
em
grande
quantidade,
e
vindo
acompa-
nhadas
do
seu
importe
em
vales
dos correio
;
e
no
W
íim
da
exlracção remette a
lista
dos prémios
aos
seus
íregoezes,
mas
quando
a
não
recebam
em
tempo
com
petente lerão
a
bondade
de
a
requisitar,
(Y *
)
BANCO
COMMERCIAL
DE
COIMBRA
Sociedade
ationynia
de
responsabilidade
limitada
São
prevenidos
os
srs.
accionistas
d’
este
Banco
a
fim
de
entrarem com
a
9.
a
pres
tação
de
10 °/
0
das
snas
acções,
desde
o
dia
20
a
30 do
corrente,
das
10
horas
da
inaoliã
até
ás
2
da
tarde,
em
Coimbra, na
séde
do
Banco,
em
Mangnalde na
sua
cai
xa
filial,
no
Porlo,
Lisboa,
Braga
e
Vian
na,
nas
agencias
do mesmo
Banco.
Coimbra,
10
de
novembro
de
1875.
Os
gerentes
Manoel
dos
Santos
Júnior
(146)
José
Barbosa
Lima
(2795)
J.
Melchiads Ferreira
Sanlos.
Esia
acreditada
empreza
editora
vae
publicar
o
notável
romance
—
Os
desher-
dados.
de
M.
Fernandez
y
Gonzalez,
ver
são
de L.
Quirino
Chaves,
e
ornado
de
pri
morosas
estampas,
desenho
do
bem
co
nhecido
Manoel
de Macedo.
Distribuirá
a
empreza
40
paginas
por
semana,
pelo
rno-
dico
preço
de 50
rs.
Dá
dois brindes
:
um
de 5$0()0
rs.,
em
cada volume;
o
ou
tro um
tnappa da
Europa
a
todos
os
as-
signantes.
Esle
romance é
dividido etn
qua
tro partes
com os titulos
seguintes:
—
Feio do corpo
bonito
de
alma
—
A
carne
e
o
espirito —
O
que
ha
por
baixo
das
ap-
parcncias
—
Morrem
uns
e
outros
perdem-se.
Em
Braga é
unico correspon
dente d’
esla
Empreza o snr. Dias
Freitas,
rua Nova
n.
3, E,
ao
qual
devem
ser
feitas
todas
as
requisições.
Um
indivíduo,
de fora
d
’
esta cidade,
offerece-se
para
vir
servir
como escudeiro,
ou
feitor,
para
o
que possue
todas
as
ha
bilitações
precisas.
No
escriptorio
d
’
esta
redaeção
dão-se
lodts
os esclarecimentos.
FTíW
ffl OMTIi
O
professor
em
artes,
lellras
e
scien-
cíjs
,
membro
do
clero e
magistrados,
todo
o
medico,
cirurgião, dentista
e artista,
que
desejem
obter
o
titulo
e
diploma de
doutor
ou
bacharel
honorário,
podem
diri
gir-se
a
Medicus,
rua
do
Rei,
46,
em
Jer-
sey
(Inglaterra).
(T
*
)
Fava especial
da
ilha
de
S.
Mi
guel
Este
legume,
geralmenle
usado para
penso
de
gado
cavallar,
muar
e
mesmo
bovino,
é
de uma
óptima
nutrição.
Grande
deposito
a
preços
rasoaveis;
Cima
do Muro (dos
bacalhoeiros)
n.°
77
Porlo.
(2748)
Companhia
Edificadora
e
Indus
trial
Bracarense.
A
direcção
d
’
esta
companhia
faz
pu
blico
que
em
conformidade
do disposto
no
arligo
3.°
§
6.°
do
respeclivo
regulamen
to,
abriu o
seu
escriptorio
no
campo
de
SanfAnoa
n.®
71
D,
2.° andar
aonde
se
dão
consultas
relativas a
industria
parti
cular,
desde as
10
horas
da manhã
até
ás
3
da
larde
nos
dias não
sanctiíicados.
Encarrega-se
esta
direcção
de
lodos
os trabalhos
relativos
a
piojectos
conslruc-
ções
em
geral,
como irrigações,
drena
gens, archileclura,
levantamento
de
plan
tas,
estradas,
caminhos
de
lerro,
coustruc-
ção
de
rodas
hydraulicas,
e
tudo
quanto
diz respeito
a
obras
hydraulicas,
machi
nas
de
vapor etc.
A
direcção proporcionará
garantias
se
guras,
e
preços
mais
commodos
para
a
confecção dos
respectivos
projectos,
direc
ção
e
execução de
obras,
apresentando
a
competente
tabella
de
preços,
ou
fa-
sendo
os ajustes
mais modicos
e
compa
tíveis
com
os
fios
a
que
se propõe.
Os
directores
Fernando
Catliço.
José
Alves
de
Moura.
Francisco da
Silva
Araújo.
(2747)
FOLHINHA DE RESA
Do
rito romano
para a Archidio-
cese Bracarense
Auctorisada
e coordenada
por
ordem de
S.
Exc.a
Rev.ma
o Senhor
Arcebispo Coa
djulor.
augmentada
com
notas.
Preço. . .
.
140
rs.
FOLHINHA D ALGIBE1RA
Ou
almanak
ecclesiastico e civil
para o
Arcebispado
de
Braga
Consideravelmente
augmentado,
com
notas
e
certeza
das abstinências
e
festivi
dade.
Preço
.................................
40
rs.
Vendem-se
em
Braga,
rua
Nova,
n.°
3,
defronte
da
Misericórdia,
em
casa do
snr.
Bernardino
J.
da
Cruz,
rua
do
Souto,
em
casa
do snr.
Rocha,
e Germano=>Gui-
marftea,
em
casa
dos
snrs.
F.
Martins
da
C.
Guimarães,
largo da
Misecordia,
e
livraria
de Teixeira de
Freitas,
a
S. Dama-
SO,
Villa I&eal, Chaves, Vianna
C
Arcos,
nas
lojas
costumadas.
Vende-se
na
Povoa
de Lanhoso
e
lo
gar
d’
Arrifana
o
casal
denominado
d
’«
Alem»
com
iodas
as
suas
pertenças, livre
de
fòro
ou
penção.
Dirigir-se
ao proprietário
ali,
ou
nos
Chãos
de
Baixo,
n.°
6.
(2759)
«RUA
DE
S.
MARCOS,
N?
5.«
í
Vende
papeis
pinta-
dos
para
guarnecer
sallas,
&
lindíssimos
gostos, a prin-
§
cipiar
em
80
reis
a
peça,
C
Vende olio, tintas
e
vernizes
para
pinturas de
casas,
tudo
de
boa quali-
dade.e
preços
muito
resu
midos.
ó
Vende
cimento
roma-
no
para vedar
aguas,
ges-
so
para
estuques
de
ca-
B
sas,
tudo
de
primeira
qua-
S
lidade.
(Z
*
)
â
L’Illuslration
de
la
mode. O
mais
elegante, mamente
illustrado
e
barato
dos
jornaes
da
moda.
Pubhca-se
em
Pariz
uma
vez
por
mez,
no
formato
dos grandes
jornaes
illustrados.
Cada
numero
contém
dez
a
quinze
mo
delos
de
toilelle,
uma
grande
folha
de mo
delos de
tamanho
natural
e
uma magni
fica
gravura
clorida.
Quem
quizer
assignar
esla
publicação,
dirija-se
á
livraria de
Eugênio
Chardron,
largo de
S.
Francisco.
—Braga.
A
empreza
oíferece
aos
seus
assignan-
tes
um
magnifico
cofresinho
contendo
tu
do
o
que
é
necessário
para
um
toucador
e
enjos
objeclos
valem
para
cima de 20 fran
cos.
Preços
d
’assignatura
—Portugal:
sem
o
referido
brinde
—
9
fr. Com
o
brinde
—
13
fr.
à
Bl
«ffl®
Vende-se os
bens de
Louredo, e con-
trala-se
com
o
padre
Estevão
Gomes
Car
doso
da
freguezia
d
’
Avella.
Aforam-se
ou
vende-se
14
terrenos
com
30
palmos
de
freme
e
170
p.
de fundo,
na
rua
Nova
da
Senhora
A
Branca.
Para
tratar,
á
rua do
Conselheiro
Januario
n,°
97. com
seu
dono
João
Manoel
Pereira.
Braga
6
de
novembro
de
1875.
(2782)
z^...
Vende-se
uma
morada
de
casas
si-
tas na
rua
do
Forno,
com
o
n.°
g
a
,
com
dois andares
e
aguas
furtadas
e
lem
bons
conrmodos
para
qual
quer familia
Quem
perlender falle
na
roa
de
Goadalnpe, n
0
2
C.
(2787)
Jubileu do
anno
Santo
O Definitorio
da
Ordem
Terceira,
d
’es-
ta
cidade,
deliberou
fazer
a sua
visita pe
las
tres
horas
da
tarde
dos dias 19.
20
e
21
do
corrente,
e
por
isso
convida
to
das
as
pessoas
que
ali
queiram
concorrer.
D0
ALTO
D0UBÔ
DA
CASA DE
VSAI
j
A POUCA
RUA
DO
SOUTO
N.°
15
BRAGA.
Acaba
de
ser
sortido
este
armazém
’
com
as
seguintes
qualidades
de
vinhos
engarrafados
e
aquartilhados
:
ENGARRAFADOS
Vinho
tinto
de
meza.
.
.
.
.
150
»
»
> .
.
.
.
.
190
>
Lagrima.............................
.
200
>
Branco de
meza. .
.
.
.
210
»
tinto
de
meza
fino.
.
.
.
270
»
de
prova secca. . . .
.
300
*
Malvasia
de
2.a
.
.
.
.
.
360
»
>
velho
........................
.
400
»
Bastardo
.......................
.
500
>
Moscatel
.......................
.
500
» Malvasia
.............................
.
500
»
Roncão.......................
700
»
Alvaralhão.............................
»
Velho
de
1854
.
600
A
RETALHADO
Vinho
part
meza 50 e
80,
o
quar
tilho tinto
e
120
o
branco.
Responde-se
e
garante-se
a
pureza
e
boa
qualidade de todos
estes
vinhos,
po
dendo
todo
e
qualquer
consumidor
man-
dal-o
experimentar
por
meio
de qualquer
processo
cbymico.
N’
estes
preços nãa fica incluído
o
valor
da
garrafa
que o
comprador
apre
sentará
ou
pagará 50
reis
por
cada
uma.
braga
:
typographia
lusitana
—
1875. - É o formato de
-
comerciominho_18111875_422.pdf
Parte de Comércio do Minho (O)