comerciominho_16121875_433.xml
- conteúdo
-
Assigna-see
vende-se
no
escriptorio
do
editor
e
proprietário
José
Maria
Dias da
Costa,
rua
Nova
n.° 3
E,
para
onde
deve
ser
dirigida
toda
a
correspondência
franca
de
porte.
=
As
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas
;
assim
como as
correspondên
cias de
Interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
P
reços
:
Braga, anno
1^600
rs.==S
amestre
N50
rs.=>Provin-
cias,
anno
2^400 rs
e sendo
duas
L$000
rs.«=Semestre
Í&250
rs.^Brazzl,
anno
4^400
rs.=Semestre
2^300
rs.
moeda forte,
oulO&OOO
reis
e
5^500
reis
moeda
fraca.
««Annuncios
por
linha
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para os
assignantes 10
°/
0
d’
abatimento.
Haverá
sem
duvida
algum
palriarcha
de
cabelleira
que
nos
diga
:
insensatos
1
sois
nos
traidores,
que
nos
voltaes
as
costas
!
nós
somos
o
sacr.»rio
da
vossa re
ligião,
somos
as
relíquias
do
passado,
vós
não
sois
legitimista»,
por
que
vos
afastaes
da
nossa
disciplina
!
A
esses,
da
altura
d(
nossa
dignida
de,
onde
nos
elevam
nos-os
serviços,
on
de
nos
lem
nossas
convicções, onde nos
conduzem nossas esperanças
e
patciolis-
mo,
nossa
fé
religiosa
e polilica,
a
esses,
respondemos
de fronte erguida
:
Ante
vó
*
,
relíquias
venerandas,
curva
se
o
nosso
respeito,
como
se
enthusiasma
a
nossa
alma
diante
das
paginas
de
ouro
de
tuna
historia
gloriosa
;
mas
não
é
jus
to
que
vos façaé
*
despóticos
Pachás,
em
cujo
harém
quereis
ver
de
cocoras
uma
nação,
cheia
de
vida
e
d
’aspirações,
ca
chimbando
o
epio
que
lhe
daes
ha
qua
renta
e
tres
annos
!
Vó
*
sois legitimislas
do
passado,
nós
somos legilimistas
do
futuro.
Veneramos
o
que
sois
pelo
que
fostes,
respeitae
o
que
somos
pelo
que
seremos.
Desejamos
o
trabalho,
a
lucta,
o
sacrifício, se o
caminho
do triunfo
lem
tudo
isto.
Temos
o
valor
th
coragem
e
da
dedicação.
Traidores e
desleaes
nào
po
deis
chamar-nos sem
que
a
consciência
vos
brade
—
mentira infame
!
Quando isto
nol-o dissésseis,
confun-
dir-vos-umos
perguntando-vos
:
quem
são
os
verdadeiros
soldados
d.t
cruz
e do
throno?
os
que
nas
cordilheiras
canta-
bricas
sacrificam
fazenda
e
vida
em
gi
gantesca
lucta,
ou
os
que se
passeiam,
cheios
de
prudência
e
precaução pelas
ci
dades,
coitejando
governos
intrusos
qne
dizem
odear,
especulando
coto
elles
em
proprio
proveito,
tolerados
dos
adversa
rios
pela
tibiesa
das suas
convicções po
líticas
e
pela
incapacidade
da
sua
ac<,ào
pessoal
?
O
fiel
da
balança
nos
daria
uma
vi
ctoria,
que
não
desejamos
nunca
experi
mentar
em
um
parallelo
tão
pouco
edi
ficante
para
quem
presa
o
nome
iegili-
mista.
B.
DE SENNA FREITAS.
a
salvação
di
patria,
que
geme, a
perda
dos
principio»,
que
vacilam.
Não
se
compcehenda
qoe
esta
pleiade
se
compõe
apenas
da
nova
geração,
cujo
sangue
se aquece
no
enthusiasmo
patrió
tico
e
no
fervor
das
crenças,
não.
Esta
pleiade
são
os
desilludidos
de
todas
as
edades,
são
os
homens
sioceramenie
le-
gitimisias, os
que
nào
conhecem
interes
ses
acima
dos
d’
e
*
ta
causa,
nem
deveres
superiores
aos
que
impõem
a
sociedade
e
a
patria,
a
religião
e'
a
farnilia.
E’ o
lavrador
honrado
e
laborioso,
a
cuja
porta
em
nome
da
causa
da
legi
timidade
lem
ido
a
especulação
abusar
da
boa
fé,
exigindo
sacdficios
infiuctuo-
*os, e
promettendo
felicidades
mentidas.
E
’
o
clero
em nome
de
cujos
ioteres-
ses
lem
sido
arrastado
atraz
de
mil
illu-
sões,
e
que
se
lem
visto
abandona-lo nos
supremos
transes,
sem
que
por
elle
»e
tenha
f-ito
mais do
que
queixume»
impo
tentes,
deixando
correr á redea
solta
a
propaganda
anti-religiosa,
desde
a
escola
da
infamia,
até ao
púlpito,
quando
o
es
timulo
e
um labor
legitimo,
consciencio
so
e
heroico
poderia ter
conjurado
o
mal
que
progride.
São
as
famílias
que
sacrificadas
nas
luclas
fratricidas,
arruinadas,
luctandocom
a
sorte
durante
quarenta
e
tres
annos,
vêem
seus
filhos
sem
futuro,
sem
posição
social, sem uma
carreira que não
pude
ram
buscar,
obrigados
pela
honra
a
guar
dar
os pergaminhos
de
seus
maiores
en
tre
os
andrajos
da
miséria,
e
a
morrer
de
fome
junto
á
arca santa
das
soas
cren
ças.
E
’
uma
parte
do
exercito,
que
a
lei
arrastou
do
lar
paterno
para
a caserna,
coagido
a jurar
uma
bandeira
á
sombra
da
qual
foram
assassinados
seus
paes,
e
a
servir
uma causa
qne
uão
é
a
do
po
vo portuguez,
inimiga
da
religião
que
professa e da patria
que
teve por
berço.
E
’
o
operário
dos
campos
e
das
ci
dades,
que
aprendeu
cuin
o
nome
de
Deus
o
nome do
seu
Rti,
e
que se não
acostuma a cognomes importados
por
con
tfdbando
do
estrangeiro,
por
mais
que
lh
’
<-s
repitam pela
bocca
da
arlilheria
á
luz
(las
laminarias
oíliciaes.
E
’
toda
e
la
pleiade,
que
conslitue
a
nação legitimista,
e
que
e-pera
ha
meio
século
que
alguém
lhe
diga uma
pala
vra.
E’
evidente
que
nenhum
d
’
estes
ele
mentos
póde
estar
jámais
ao
lado
da
in
dolência
e
da
inépcia,
da
especulação e
dos
embustes.
Eis
o
novo
corpo
da
nação legili-
uaisla.
Não
pratica
elle
uma «cisão
:
eslá
on
de
deve
estar. A
scisão pratica-a
quem
se
afasia
do
caminho
do
dever,
seja
com
que
pretexto,
para
deixar
morrer
uma
causa e
deshonrar uma
bandeira,
que
diz
ser
a sua.
Longa é
a
lição,
e
soou
já
a
hora dos
desenganos.
Fatídica para
uns,
auspiciosa
para outros, bom é
que
no
*
conheçamos
lodos,
para
que
no
momento
solemne
não
vejamos
fugir
ninguém.
E
para
que
lodos
se
conheçam,
é
mis
ter
que
os
legiiimislas
se
unam,
se
tra
tem,
se
exfurcem
juntos
uo
trabalho
as
síduo
para
a
gloria
commuiu.
E entenda-se
bem que esta
união
deve
ser
sempre
sem exclusões
de
nin
guém
que
se
ache
com
animo
para
o
sacrifício.
Não
se
pergunte a
nenhum
d
’
onde vem,
uma
vez
que
a
sua
honra
trr.ga carta
limpa
:
indique-se lhe
para on
de
vamos,
e
livre
lhe
será seguir-nos
ou
não
;
mas
se
nos
seguir,
que não
ve
nha
abrigar-se
á
nossa
sombra
como plan
ta parasita
e occiosa,
e
sim
como
solda
do
qtie
não rt-cusa
aílrontar
os
ardores
do
sol
ou
o
rigor das
geadas.
Esses
serão
os
verdadeiros
legitimis-
tas.
BH 1WA — ?'aXTA-FEIRA 1 ®
S>E
IHSOBRt)
$uein jsão
os
legitimiwtaB.
Tenham
conformidade
aquelles
a
quem
destoam
verdades
descarnadas
e
desillu-
sões
franca
*
.
Para se
caminhar
seguro
é
mister
conhecer
bem
o
terreno
que
se
pisa. Crime
imperdoável
seria
multiplicar
enganos a
este
corpo
político
a
que
per
tencemos
por honra
nossa,
quando
peri
ga
a
sua dignidade
e
se
abalam as
suas
esperanças.
Pouco aos importam
as
mal-lições
dos
imb
eis,
ou
as
imprecações
dos
malévo
los.
Estamos
nas
ameias defendendo
os
baluartes
sacratíssimos
dos nossos
princi
pies,
sabemos bem
que
nos arriscamos
aos
incidentes
do
combale;
nem
poris>o
lemos
o
animo menos
firme
e
a
dedica
ção
menos sincera.
A
verdade,
e
só
a
verdade,
é
o
que
queremos,
é
o
que
querem
todos
os
legi-
limi-tas
de
boa
fé,
que
em quarenta
e tres
annos de
soffrimenlo
teem
confiado
inu
tilmente
em
ma
guid,
que
chega
a
sef
um
intrincado
problema.
Nao
queremos
que o
legitimisrao
se
gaste
em
luclas
eslereis
e
teinerarhs,
mas
nào
queremos
lambem
que se suicide des-
bonrando-se,
e
que
se deshonre
pelo
aban
dono
proprio.
tla
na
farnilia
legitimista
ires
gráos
que
se
apparenlam
nos
principio»,
mas
que
se
desunem
nas
aspirações
e interesses:
os
caturras,
os
ineptos
e
os
d’
acção. Os
primeiros
teem
por
aliados os
néscios,
os
segundos
leeto
os especuladores, e
os
ter
ceiros
a
gente
sincera,
que
na
opinião
dos
primeiros
sào
os
desesperados,
e
na
dos
segundos
os
tolos.
Os
caturras
são
os
qne
não
admitem
senão
a
sua
aiieioridíde,
a
sua
voz, as
su
s
intransigências,
o
seo
despotismo,
e
que
querem que
todo
permaneça estagna
do.
contanto
que lhes chamem
sempre
os
patridtchas
da
lei. Os
segundos são os
que
sugam
o
sangue
legitimista
e
se
en
gordam
com
as
migalhas
de
qualquer
par-
lido
:
aquelles
que
teem
a
filosofia
de
não
querer
endireitar
o
mundo,
para
andarem
elles
sempre
tortos.
Os
terceiros
são
os
que
estão prestes
ao
combate,
mas
que,
receiosos
de
si,
vivem
indecisos, desgostosos,
ignorados e
ignorantes,
esperando
uma
voz
que
não
sòa
nunca,
um
signa!
que não
apparece,
um
dia
que
não surge, um momento
que
a
sua
irresoluçâo
afasta
cada
vez
mais.
Dizem
os
primeiros
—
não
queremos;
os
segundos
—
não
nos
importa; os
terceiros
—
um
dia
será
!
Traducção
litleral:
infamia!
cobardia!
paciência
absurda!
Destas
tres
especies
que
se
agru
pam sob a
bandeira
da
legitimidade
tem
forçosamente
de
prevalescer
uma
só.
Os
primeiros
não,
por
que
na
sua
in
transigência
e
ioacçào
tão
incompatíveis
com
ludo
e
com
todos.
Os
segundos
lam
bem
oão,
por
que
onde
nào
existe
abne
gação
não póde
estar
a
lealdade
nem
a
honra,
nem
as
justas aspirações
do
bem
coinmum.
Resta
portanto
uin
só
elemento, e
es
se
é
o
unico
esteio
d
’
aquella
bandeira,
a
unica
força
appioveilavel
d
’
este
corpo
enfermo.
N
’
esse
elemento
eslão
as
esperanças
da
nossa
causa,
as
garantias
da
patria,
e
as
esperanças
do
porvir.
Tendo
uma
necessária
situação
é
esta
pleiade
a verdadeira
nação
legitimista.
Pertence-lhe
o
direito da
sua
existên
cia
e
o
dever
de
se
constituir
por
uma
união
effecliva, e
por
uma actividade
eficaz,
tendo
por
base
o
bom
senso,
por
símbolo
a
honra,
e
por
norte
o
triunfo
e
Madrid, £
‘3
de
dezembro.
{Correspondência
particular
do
«Commer
cio
do Minho»)
Tanta
certesa
eu
tinha
nas
informa
ções
co
liidas,
que
contra
os
boatos
es
palhados,
e
curtira
as
noticias
publicadas
ptla
imprensa,
lhes
aílirmei
que
seria
o
snr.
D.
Alexandre de
Castro,
e
não
ou
tro
o
diplomata
escolhido
para
representar
Hispanha
ern
Portugal.
Nào
me
illudi,
pois, porque
segundo
me
consta
será
ama
nha
assignado
o
decreto
que
faz
esta
no
meação.
Outra
noticia lhes
vou
dar,
que
tam
bém
será
novidade
para
a
maior
parte
dos
nolicieiros. Espera
se
que
Martinez
Cam
pos
disponha
as
forças
da
Catalunha,
e
designe
o
numero
de
batalhões,
que,
po-
demto
ser alli
dispensados,
marchem
para
o
Norte.
As
mit
has
noticias sào
porém
mui
diversas.
Martinez
Campos,
ao
che
gar á
Catalunha
teve conhecimento
de
que
os
carlistas
o
enganaram
redondamen-
te,
e
que
o
movimento
legitimista
n
’
aquel-
la
provincia
e
uo
ceotro
vae tomar
maio
res
propoições,
por
cujo
motivo
se lorua
talvez
impossível a
marcha
de
um
solda
do
que
siga
para
o
Norte.
Martinez
Cam
pos
volta
pois
immediatamenle
a
Madrid
a
conferenciar
novamenle com
o
governo,
que fará
certamente
alguma
alteração
no
piano de
campanha.
—
Martinez Campo»
deve
chegar
a
Madrid
na
semana
pro
xima.
Em
uma
das
minhas
ultimas
corres
pondências
lhes
enviei
as
noticias
que
com
diíliculdade
obtivera
da
organisação
do
exercito
liberal
que
vae
operar
no
Norte.
Hoje
confirmando
aquella
noticia,
posso
dal-a
mais
desenvolvida,
e
em
mais
posi
tivas
ba-es.
Effectivamenln
as
ferças
liberaes
do
Norte
formarão
tres exercites,
um
para
operar
na
Navarra,
ouiro
em
Guipuzcoa,
e
outro
ern
Alava.
Todos os
chefes
(Pes
tes
exercitos
se
coinmtii
içarão
direcla-
menle
cem
o
quartel
general
de D. Af
lonso,
qne
será
em
Pamplona.
O primero
corpo
dvxercito,
com-
mandario
por
Mjrtméz
Campos,
será
di
vidido
em
duas
colomnas, uma
ás
ordens
de
Bíanco, e
outra
ás
de
Primo
de
Ri-
vera.
Estes
dois corpos
cr-estarão
de duas
divisões
cada
um;
a
prim
na
do
piimciro
corpo,
ás
ordens
de
P(end(-rg?ri,
a
si
gnn-
da
ás
ordens
de
.loare?
Negroo
;
a
pri
meira
do
segundo
corpo
será
corurn
a
lida
da
por
Chacon,
e
a
segunda por
Caíltja.
E-te
exercito
lerá
uma
divisão
volante
ás
ordens de
Terreno.
Cada
um
d
’
esles corpo-
teiá
4
briga
das,
as
do
general
Blanco
commandadas
por Pináso, Bayle,
Barges
e
Acellana
:
as
dos
corpos
do general
Primo
de
Riveia,
por
L
*
sso,
Molins,
Cassola e
dei
Campo.
Caso
que
as
forças
da
Caiijluuha
reahsem
as
sua
juneção
so
exercito
do
Norte,
no
numero
de
35
000
homens,
esle
exercito
lerá
quarenta mil homens.
O
exercito
d’
Aiava,
coinmandado
por
Quezada
se
dividirá
lambem
em
dois cor
pos,
ás
ordens
tle
Reina
e
Echevarrh,
e
uma
reserva
coaimandada
poi
Pino, Mal-
donado
e
Burriel.
E>ie
ultimo
é
o
que
operará
oa
Biscaya.
Estas
forças
compo
rão
um
total
de
60:000
homens,
e
Iwa-
rao
arlilheria Krupp.
O
exercito
de
Guipuzcoa
seiá
comroan-
dado
por
Moriones,
e
se dividirá
em
tres
divisões,
cada
uma
das
quaes
lerá
duas
brigidas.
Estas
íorças
seiào
apenas
das
que
se
acham
já
em
S.
Sebastião,'
Herna-
iii
e
Irun,
e
de
um
contingente
que
lhe
>eiá enviado,
perfazendo
o
numero
total
de
20:000
homens,
com a
competente
dotação
de
arlilheria
de (uontanha.
Além
d’
esies
exercitos
serão
declina
dos uns 35 batalhões
pa-a
guarnecer
di
versas
povoações e
fortalesas.
O
general
Jovellar
será
o
chefe
do
Estado
Maior
junto
de
D.
Aflonso,
tendo
ás
suas
ordens
o
brigadeiro
Gamir.
E
’ pois
evidente
qne
mesmo
quando
vá
au
Noite
o exercito
da Catalunha,
as
forças
liberaes
não
chegaiãu
a
150:000
homens.
Não
haverá
portanto
a
despropor
ção
que
traz
aterrada
muita gente,
que
não
conhece
bem
o»
segrndos da
guerra,
alteodeodo-se
a
que
os
carlistas estâ
<
acos
tumados
a
alcançar
a
victoria
na
pro
porção
de
um
para
quatro.
Em
Somor-
rostio
foi
o
general
Moriones
derroiado
uove
vezes tendo
um
exeteito
de 70:000
homens,
contra
18:000, que lautos eram
os
carli-las,
quando
estes
não tinham
ain
da
a
excellente
e
uomerosa arlilheria
que
boje
teem,
e
sendo
protegido
aquelle
gran
de
exercito
pelo
f<>go
de
uma
esquadia
nas
aguas
cantabricas.
Não
direi
as
noticias
minuciosa
-
que
tenho
do
campo
carlista
directameute, por
que me
parece
pouco acertado divulgal-as;
comtudo,
sem
ferir
as
conveniências,
bas
ta
que
se
saiba
que o
exercito
real
lem
augmenlado
consideravelmente,
e
que o
euthosiasmo d
’
aquelles
valentes
soldados
é
ioexcedivel
e
inexplicável.
E
’
alli
prodi
giosa
a
actividade,
principalmenle
na
fa
bricação
de
munições.
O
exercito
liberal
prepara
um
proxi
mo
e
novo
ataque a
Estella. Alli
tudo
se
acha
prevenido
para
a
repulsão
do
ini
migo,
seja
qual
fòr
o
ponto
por
onde
ata
que a cidadella.
Os
artilheiros
carlistas
leem
por
sua
prolectora
Sautx
Barbaia.
Ha
dias
houve
em
E»tella
uma
«olemne
festividade
pro
movida
pela
corporação
d
’
aildheria
á
sua
padroeire.
A
cidade tomou um
aspecto
encantador.
As
pnellas
estavam
sem
ex-
cepção
adornadas
de
colchas
(colgaduras)
e
flores,
oflerecendo
um
deslumbrante
ef-
feito.
Desde
o
raiar
do
dia o
tamboril po
pular
annonciou
a
festa
aos habitantes da
cidade.
A
diversas
horas
do
dia
as musi
cas
marciaes
tocaram
ua
praça
principal,
reunindo
alli os
pollos
e
polias
da
povoa
ção,
que
até
á
noite
voltejaram
em
ale
gres
danças
e
cantares.
A solemnidade
religiosa
começou
ás
10
horas
da
manhã,
enchendo-se
o
templo completamente.
Ao
proouociar-se
o
discurso
religioso,
muitas
lagrimas
marejaram
o
rosto
d'aquelles
sol
dados,
ouvindo
pela
bocca
do
sacerdote
o
elogio dos
seus
heroicos
feitos,
tão
evi
dentemente
protegidos
pela
mão
divina.
Ao
sahirern
da
egreja
abraçavam-se
es
treitamento,
e
o
povo
assistiu
áquellas
de
monstrações
irrompendo
em
vivas
caloro
sos
á
religião
e a
Carlos VII.
E
’
d’
esla
natureza
a
desanimação
que
os
liberaes
dizem existir
no
exercito
e
nos
povos
carlistas.
As
complicações
do
governo de
Madrid
com
os
Estados
Unidos,
vão
tornando
a
mais
seria
altitude.
Ha
quem
assegure
que
o
rompimento
de hostilidades
é
inevitável,
como
o
é
a perda
de
Cuba.
Um
(1’
esles
enthusiastas
que acreditam
ser
o
governo
liberal
um
colosso
inven
cível,
acaba
de
publicar
em
uma
das
prin-
cipaes
folhas
d’
esta
capital,
a «
Ibéria»,
uma
exhortação ao
governo
a
proposito
da
questão
dos
Estados
Uoidos,
e
diz
«que
a
Hispanha
n
esta
questão
deve
limitar
a
sua
conducla em
prescindir
de
todos
as
considerações,
e
mandar
ás
Antilhas
doas
ou
tres
fragatas
blindadas,
o
que
será suf-
íicieute
para
conter
as
injustiças
dos
que
nào
são
hispanhoes
!
!
» Pum
!
!
Y.
MxgxoL
iii
m
i
m
1»
><■
■ imi^iMwinníOfliriftt——iiiiiiiaiiri—inwurmMM———i
PARTE
OFFICIAL
MINISTÉRIO
DOS
NEGOCIOS
ECCLE-
SlASTICOS
E
DE
JUSTIÇA
Direeção
geral
dos negocios
ecclesiasticos
l.
a
repartição
Não
tendo havido oppositores
no
con
curso
documental
aberto
pa<a
provimento
das
egrejas
parochiaes
de
Santa
Maria de
Azurara,
e
S. Salvador
de
Macieira,
am
bas
do
concelho
de Villa do Conde,
dio
cese
do
Porlo,
o
qual
findou
em
2
do
cor
rente, se
mandou
abrir
concurso
por pro
vas
publicas
perante
o
respectivo
prelado
diocesano.
Não
tendo
havido
oppositores
no
con
curso
documental
aberto
para
provimento
da
egreja
parochial
de Nossa
Senhora
das
Neves
de
Possacos,
do
concelho
de
Valle
Passos,
arcebispado
primaz
de
Braga,
o
qual
findou
em
2
do
corrente
mez,
se
mandou
abrir
concurso
por provas
publi
cas
perante
o
respectivo
prelado
diocesano.
GAZETILHA
Academia religiosa.—
Reali
sou-se
no
dia 12,
oo
salão
da Rt-lação
ecclesias-
tica, a
academia religiosa
com
que
a
As
sociação
Catholica
commetnorou
a
Concei
ção
immaculada.
Por
luciarmos
com
falta
d
’
espaço,
di
remos
com
a
possível
brevidade
sobre
o
que
alli
se
passou.
Por
volta
das
7
horas
deu
entrada
o
snr.
arcebispo
coadjuclor,
acompanhado
pela
Junta
diieclora
da
Associação
e
pela
deputação
da
Associação Catholica
do
Porlo.
A’
sua
chegada
a
orehestra
desempe
nhou
o himno
do Concilio.
Seguiu
se
o
Veni,
Sande Spiritus,
lambem
desempe
nhado a
musica
e
voses
pela
oichestra,
lindo
o
qual
«.
ex.
a
red.
llia
recitou a
oração
Deus
qui
corda.
Subiu
em
primeiro
logar
á
tribuna o
sor.
dr.
Moieira
Guimarães,
secretario
da
Associação,
o
qual,
depois
de
se
congra
tular
com
os
associados da
mesma,
não
só pela
generosidade
com
que
o
veneran
do prelado
havia
prestado
o
salão para
aquelle
acto
soletnue, mas
o
abrilhantava
com a sua respeitável presença
;
bem
co
mo
pela
assistência
da
deputação
da
As-
suciação
Catholica
do
Porto,
discorreu
lar-
gameute
sobre
a
vida e
excellencias
da
SS.
Virgem,
e
poz
bem em relevo
a
in
fluencia
do
culto
catholico
em
a
sciencia,
na
litieraiura strictamente considerada,
e
nas
artes.
O
orador
íoi
no
fitn
muito
ap-
plaudido
pela
assembleia.
Fez-se
ouvir
em
seguida
o
rev.
mo
sr.
padre
Antonio Joaquim d’Aze»edo
Couto.
S. s.a começou
por
saudar
os
catholicos
bracarenses,
em nome
da
Associação
do
Porlo,
que
o
orador
tinha
vindo
repre
sentar.
Depois
fez
ver
a
necessidade
da
união
entre
os
catholicos,
união
hoje
mais
que
em
nenhum
tempo
reclamada
e
precisa,
e
porisso
a
utilidade
das associações
ca-
tholicas,
destinadas
a
fomentar
de
mais
em
mais
essa umão.
Proíligou
em
fra
*
e$
enérgicas
e
vehe-
mentes
a
tibiesa
d
’
alguns
que
se
crêern
filhos
da
Egreja,
e
por
uma
criminosa
coudescendencia
com os
respeitos huma
nos,
não
ousam
aílirmar
d
’um
modo
so-
lernne as
suas
crenças
religiosas,
como
que
parecendo envergonharem-se
d
’
ellas.
0
orador
terminou
levantando
vivas
á
Re-
ligião
Catholica
Apostólica
Romana,
ás
As
sociações Catholicas
e
a
Pio
IX,
que
fo
ram
calorosamente
correspondidos
pelo
au
ditório.
O
seu
discurso,
por veses
eloquente,
e pronunciado
com
o
ardor
e
enthusias-
tno
de crente
sincero,
foi
acolhido
com
repetidos
applausos.
Quando s. s.a
foi,
ao
retirar
se,
beijar
a
mão
do
prelado,
este
o
recebeu
com
inequívocas
demonstrações
de
apreço
e
estima.
Teve
em
seguida
a
palavra
o
snr.
pa
dre
Senna
Freitas.
Sobre
o
brilhantíssimo
discurso
d'este
peregrino talento
nào
nos
demoraremos,
porque
nos
consta
que vae
ser
impresso
em
folheio. Diremos
apenas
que
o
orador conseguiu,
como
sempre,
ailtair
não
só
especial
atlenção,
mas
ainda
a
mais
siucera
admiração
de
todo
o
auditorio,
que repetidas
veses
o
applau-
diu freneticamente.
Quando
o
sur.
padre
Senna
Freitas
lindou
o
seu
Miscurso,
foi
abraçado
pelo
snr.
arcebispo,
o
qual
ficou
plenamenie
satisfeito
com
o
eloquentissimo
orador,
que
já
boje occupa
um
dos
pri
meiros
logares entre
os
mais
distinctos
escriptores e
oradores
calholicos
do
nosso
paiz
Teve depois
a
palavra
o
nosso
dislin-
cio
collega
e
notável
escriptor, M. Mari
nho,
o
qual
tomou para
assumpto
o
Pa
dre,
mostrando
a
excellencia
da
sua
mis
são
sobre a
terra.
N
’
um
dos
proximos
n.os
publicaremos
na
integra o
bello
tra
balho
do
snr.
Marinho.
Em seguida s.
ex.
a
red.
rna
o
snr.
ar
cebispo
fez
um
breve
mas
brilhante
d
is
curso,
que
rematou
dando
a
sua
bênção
pastoral,
com
toda
a
effusão
da
sua
al
ma,
á
Associação
Catholica
do
Porto
e
aos
membros
que alli
a
representavam,
aos oradores
que
o
tinham
.precedido
e
a
lodos
os
calholicos
de
Braga.
O
snr.
padre
Senna
Freitas
tomou
de
novo
a
palavra
para
agradecer a
s.
ex.
a
red.
ma
,
em
corne
dos
oradores
a
cujo
nu
mero perlencia,
e
em
nome
da
Associação
do
Porlo,
e
te<minou
levantando
um
viva
ao
prelado,
que
foi
enlhusiasticamente
correspondido
pela
assembleia.
O
snr.
D.
Anlonio
d
’
Almeida fatiou
ainda afinal, com
o
seu
costumado
enthu-
siasmo
de
catholico
fervoroso,
e
concluindo
annunciou
que
se
ia
abrir oo
Porto
um
bazar,
cujo
produclo
é
destinado
ao
di
nheiro
de
S.
Pedro,
pedindo para
isso o
concurso de
lodos
os
associados. No fim
levantou
um
viva
a
Pio
IX, que
igual
mente
foi
correspondido.
Eram
cerca de 11
horas
quando se
encerrou
a
sessão.
No
salão,
que
estava lindamente
de
corado,
sobresaiam
os
quadros
da
SS.
Vir
gem,
de S.
José
e
o
retralo.de
Pio
IX,
todos adornados
com
damascos.
As
janellas
do
Paço estavam
embandei
radas
e
illuminadas,
e
uma
banda
de
mu
sica
locou
no largo
antes
de
começar
aquelle
acto
a
lodos
os
respeitos
impo
nente.
A
concorrência era numerosíssima
e
escolhida.
Novenas,—
Começam boje
as
novenas
do
Menino
Deus
uos
templos
seguintes:
Terceiros, Congregados.
S.
Vicente,
Santa
Cruz,
Senhora
A
Branca,
e
capella
dos
orfãos
de
S.
Caetano.
Nos
tres
primeiros
são
a
grande
instru
mental.
Não
sabemos
se
em
algumas
d’
estas
egrejas
as
novenas
serão
feitas
a
horas
impróprias,
como
nos
annos
antecedentes:
desejamos
que assim
não
aconteça,
para
que
se
evitem
as
escandalosas
irreverên
cias,
que
em
taes
actos
religiosos
se
leem
dado
na
Casa
de
Deus.
Proeissões do Jubileu.—
Com
as
visitas
feitas
nos
dias
10,
11
e
12
pela
confraria
do SS.
Sacramento
e
irmandades
do
Menino,
Almas
e N.
Senhora
do Ro-
zario,
de
S. Pedro
de
Maximinos,
termi
naram
n’
esta
cidade
as
procissões
do
Ju
bileu
do
Anno
Santo,
que,
como
temos
noticiado,
foram
sempre
concorridas
por
grande
numero
de
fieis.
NTossa
Senhora do O
*
.
—
Festeja-
se
no
proximo
domingo,
na
capella de
S.
Miguel-o-Anjo, a
Imagem
de
N.
Se
nhora
do
O
’.
Variedades.—
Um
sugeilo
entra na
repartição
do
correio
e
pergunta se
nào
ha
oma
c-rta
para
elle?
—
Seu
nome?
disse-lhe o
empregado.
—
Ora
essa
I
respondeu
o
homem.
Pro
cure
que lnde
achal-o
no
sobre
«cripto
da
carta.
=»Um
indivíduo,
inimigo de
um
poeta,
foi procural-o a
casa,
para
lhe
pedir
uma
satisfação
Não
o
encontrando,
escreveu na
porta
com
giz:
Asno.
No
dia
seguinte,
encontrando-o
na
rua,
disse-lhe
:
—
Fui
hontem
procural-o
a
sua
casa.
—
Bem
sei,
respondeu
o
malicioso
poe
ta,
pois
achei
na
porta
o
seu bilhete
de
visita.
■=«Um
instructor
de
recrutas disia
um
dia
a
seus
discípulos
que
não
marchavam
bem
:
—
Lembrae-vos,
que
o
mais
bello
mo
vimento
militar
é
a
immobilidade.
—
Fatiando
alguém
a
respeito
do
ter
rível
flagello
de
certas
doenças
epidemicas,
exclamou
:
—
Existem
famílias
inteiras
que
morre
ram
de
cholera.
=Conversava
um indivíduo
com
uma
senhora,
e
como
esta
dissesse
que
nunca
tivera
filhos,
perguntou-lhe
elle
:
—
E
a
mãe
de
v.
ex.3
não
teve
lambem
nenhum
?
«=-
Mandaram a
um
homem
casado ha
pouco,
o
busto
da
sogra
leito
de
assu-
car,
e
elle,
chegando-lhe
a
lingua,
excla
mou
:
—
Safa,
que
até
de
assucar
amargt.
—
Fulano,
disia
um
amigo
a
outro,
aquelle homem
oão
se
contenta
em
le in
sultar,
di«em-me
que
comprou
um rewol-
ver
para
te
atirar...
—
Isso
será
para
provar
que
é
burro,
respondeu
o
outro,
e
que
não
atira
só
com
os
pés,
mas
que o
póde
faser
lam
bem
com
as
mãos.
Pensamento».—
A
primeira
univer
sidade é
o
mundo
:
o
melhor
mestre
o
tempo.
—A
biblioteca
mais
instrutiva
é a
so
ciedade.
—
a
vida da
memória
é
a
memória
da
vida.
—Uma
acção
insignificante
póde
deci
dir
do
nosso
porvir.
—
Uma
illusâo
perdida
é
uma
agonia
em
miniatura.
—
Um
amigo é um
diamante
do
tama
nho de
uma
noz;
por
isso
são
tão
raros.
As
fivelas de prata.—
Um
dia
que
o
padre
Cocbin,
cura
de
S.
Jacques-de-
Haut-Pas
(Pariz),
passava
pela rua,
com
muita
pressa
para subir
ao
púlpito,
por
que
linha
alli
de
prégar
urn
sermão
ao
povo
que
o
eslava
esperando,
e
que
elle
uão
queria
faser
espetar
muito,
uma
ve
lha
fel-o
parar
diseudo-lhe
:
—Ah
!
senhor, dae-me
uma
esmola
;
nunca
tive
lauta
necessidade
como
hoje.
—
De
boa
vontade, diz
o
padre;
mas
eu
não
leuho nada.
—
Sor.
cura,
replicou
a
pobre,
dai-me
as
fivelas
de
prata
de
vossos
sapatos
;
el
las
me
fariam
viver
muitos
dias!
—
Tendes
rasão.
E
logo
se
abaixa,
tira
as
fivelas
e dá-as
á
pobre
mulher.
—
Mas,
diz
elle,
poderiam
julgar
que
as roubastes;
vinde
comigo a
casa
de
um
negociante,
eu
lh
’
as
venderei
e
vos
entre
garei
o
dinheiro.
As
fivelas
venderam-se,
e
entregue
o
seu
produclo
á mulher,
elle
correu
a
toda
a
pressa
para
a
egreja.
Sabiam
que
elle
era
de
uma
escrupulosa
exactidão,
e
já
se
iam
inquietando:
o
padre
arquejando,
limpando
o
suor,
principia
por
explicar
e
conta
simplesmente
o
que
tinha
causado
a
sua demora.
Quando
desceu do púlpito,
fez, segundo
o
seu costume,
o
peditorio
para
os
pobres
;
cada
um
dos
assistentes
lançou
na
buba fivelas,
cadeias e
anneis,
e
os
pobres
foram soccorridos
para
muito
tempo
!
Carruagem
a vapor.—
Algumas
ex
plicações
ácerca
da
nova
carruagem
a
vapor
que
ha
dias circulou
por Paris,‘ e
da qual
se
tem
fallado
:
Circulou
ha
dias
pelas
ruas
e
boule-
vards
de
Paris
uma carruagem
movida
a
vapor
construída
por
um sistema
ioleira-
menle
novo.
Estes
vehiculos
não
são
de
invenção
recente,
mas
até
agora
não
pa
recia
ainda
resolvido o
problema de uma
maneira
satisfatória
;
a
manobra
d
’
estas
machinas
era
difiicil
e
estas
muito
pesa
das
ou
caras.
Estes
inconvenientes
estão
ao que pa.
rece
desfeitos,
e
foi
um
habitante do Maus
mr.
Amedée
Bolle,
que
teve o
mérito
de
ter
realisado
este
importante
progresso.
Construir
uma carruagem
com
a
qual
pó
le
dar
os
seus
passeios,
ir
á
caça
viajar,
e
finalmenle
rebocar
carros de
mer
cadorias.
Veio
um
d’
esles
dias
de
Maus
a
Pa
ris
em
dez horas,
d’
onde, depois
de
ter
feito
algumas
digressões
de
13
a 25
ki-
lometros,
voltou
a
Maus
passando
por
Ven-
déme.
Estes factos
foram
relatados
á
acade
mia
por
mr.
Tresca,
professor
de
mecha-
nica
no
Conservatório das
artes
e
olficios,
o
qual
ao
mesmo
tempo
deu
aos
seu«
collegas
detalhes
precisos
sobre
este
novo
genio
de
vehiculos.
«O
trem,
com
as
suas
provisões
de
agua e
de
carvão;
pesa
4:000 kilos ou
4:800,
mettendo
em
conta
o
peso de doze
pessoas
que póde
transportar. As
rodas
que
recebem
a
acção
do
vapor
são
as
do
jogo
trazeiro.
Toda
a
importância,
po
rém, do
mechanismo
está
nas
rodas dian
teiras, qoe
são
completamente
separadas
não
estando
ligadas ao
mesmo
eixo
;
são
divididas
por
uma
alavanca,
na
qual
o
conductor
tem
constaotemenle
a mão.
«Sem
duvida
aquella
carruagem
não
póde
voltar
tão
facilmente
como
os
nos
sos trens,
mas
muito
melhor
que
os
omnibos,
em
consequência da
suppressão
da
lança
e
do
tiro;
o vehiculo
pára,
tor
na
a
partir,
eníileira-se,
e
evita
os
cho
ques
d
’
uma
maneira
surprehendeiite.
«Esta
nova
carruagem
percorre
20
kilometros
por
hora em
caminho
plano,
e
12
a
15
nos
caminhos
frequentados;
conserva
uma
nova
velocidade
de
9
ki-
lomt:tros
subindo ladeiras, e póde
facil
mente
rebocar
por
ellas
u<n
carro
com
o
mesmo
peso
que
o
seu. Consome
para
fazer 15
kilometros
em
terreno
horison-
tal,
600
litros d’agua
;
mas uma
parte
d’
esta
agua
perde-se
segundo notou
mr.
Tresca,
e
n
’
esla
parte
poder-se-iam
fazer
aperfeiçoamentos
importantes. Actualmen-
te
a
maebina
de
mr. Dollée
lem
de
pa
rar
de
dez
em
dez
kilornetros,
para
met-
ter
nova
porção
d
’
agua
que
é
aspirada
direclameme
por
uma
bomba
que
a
cal
deira
da
maebina põe
em
movimento.
Em-
fim
a
despesa
de
carvão
é
em
cada
hora
nas
mesmas condições quer dizer,
para
uma velocidade
de
15
hilometros
por
ho
ra
em
planicie,
é
apenas
de
um
franco
e
cincoenla
cêntimos.
«E
’
provável,
acrescentou
mr.
Tresca
dando
conta
d
um
longo
passeio
que
el
le
proprio
fez
atravez
Paris
na
machina
de
mr.
Dollée.
que
graças,
sobretudo,
ao
sistema
do
jogo dianteiro,
que
permilte
uma
manobra
tão
facil
;
o
problema
da
locomoção
a
vapor sobre
os
caminhos
se
aproxima
d
’
uma
solução
verdadeiramente
prática, tanto
mais
interessante, que
a
exploração
dos
traways
tornará
talvez
in
dispensável,
mesmo
nas
condições
actuaes,
o
emprego
dos
motores
mecha;
icos.»
Conspiração
eominunistii.—
Foi
descoberta,
no
dia
17
de
novembro,
uma
conspiração
communista
em
iMoutevideu
O governo
deu
promptas
providencias
para
impeuir
um
movimento tão
perigoso
para
a
sociedade,
fazendo
a
policia
muitas
prisões,
e
nào
sendo
alterada
a
ordem
pu
blica.
Expedição.—
Em
Inglaterra
está-se
orgamsando
uma
expedição de padres,
ho
mens
de
sciencia
e
de
diversas
profissões
para
ir
ensinar
e
civilisar
os
povos
da
re
gião ao
norte
do
lago
Lyanza,
na
África
central.
Para
esta
conquista
moral está aberta
em
Londres
uma
subscripção,
havendo
quem concorresse
para
ella com
a
quantia
de
45:0000900 rs.
Artillaeria
Krupp.—
Já
chegaram
ao
Tejo,
transportadas
a
bordo
de
um
na
vio
mercante,
as
6
peças destinadas
a
artilhar
as
duas torres
da
barra
de Lis
boa.
Pesa
cada
uma
28
toneladas e meia.
Friagem.—
(Do
<C.
das Proviucias».)
—
E
’ verdadeiramenle
extraordinário
o
frio
que se
sente.
Dizem
os velhos
não
se
recordarem
de
um
anno tão
frigido.
E
0
peior
é que
o
nordeste
vem
aggravar
o
mal,
queimando tudo.
As
hervas que
tão
bonitas
estavam,
leem
soflrido
immenso
;
estão
aterradas
e
com
o
viço
quasi
per
dido. Causa dó ver
o
estado
dos
cam
pos.
JVotieias
de França.—
A
traição
dos
orleaoistas
ao conde
de
Chambord,
a
qual
deu
em
tesuliado a
republica
aclual qoe
mui
brevemeote
deve
abrir
as
porias
á
republica
do
futuro
;
essa
traição está
pro
duzindo
os
seus
resultados
naturaes,
posto
que
não
estivessem
previstos
por
aquelles
políticos
que entendiam
deverem tomar
precauções contra
a monarchia
que
queriam
;
e
nâo
poderam
ou
«ão
quizeram
lomal-as
contra
a
republica
que
nào
queriam.
Elles
já preseolem
que
não
podem go
vernar
a
republica
;
que
elles primeiro,
e,
no íim
d
’
um
praso mais
ou
menos
curto,
Mac-Mahon
depois;
e
de mãos
erguidas
e
pouco
menos
que
de
joelhos
pedem
aos
atraiçoados
que
os
ajudem
para não
serem
devorados
pelos
vermelhos,
que
os
fasci
nam
como
o
sapo
á
doninha,
e
abrem
a
boca
para
os
devorarem.
Os
legitim'stas
respondem-lhes
que
po
dem contar
com
o
seu
concurso
pa
f
a
tu
do
o
que
respeita
á
causa da
religião
e
da
sociedade;
que
n
’esse terreno
oo
vence
rão
juntos,
ou
juntos
succorabirão
:
mas
que
não
contem
com
elles
no
que respei
ta
á
polilica. Sendo
a
sua
fé
na
monar-
cbia,
são bastantes
íirmes
para
não con
sentirem
com
o
seu
concurso
que
se
lhe
lance
um
véu
ainda
por
tempo
muilo
cur
to
;
e
muito
leaes
para se aproveitarem
da
necessidade que
d’elles
se
tem,
para
atraiçoarem
o
governo
com o
qual
con
corressem. Com
estas
doutrinas
perder-
se
iam
sem
remedio
e
sem
salvarem
os
or-
leanistas,
nem
a
patria
que tanto amam.
E
’
esta
altitude
nobre
e
magnanima,
que
irrita
lodos
os
liberais-moderados
,
tan
to de
França
como
os
de
outros
paizes,
não
exceploando
Portugal.
(«Bem
Publico»)
<|uestão
anglo-egypcia. —
Lord
Derby,
respondendo
a
uma deputação
que
insistia
na
intervenção
da
Inglaterra
a
íim
de
impedir o
Egyto
de
annexar
a
Abys-
sinia,
disse: «Não
acho^motivo
para
crer
que
o
Egypto
tente
fazer essa
annexação,
que
em
consequência
de
rasões
financei
ras,
seria
imprudente.
O
governo
inglez,
se
julgasse provável
esse
facto,
não
hesi
taria
em
demonstrar
ao
khediva
toda
a
in
conveniência
de
tal resolução.
Julgo
que
a
violação
do
território
de
Zanzibar
é
o
resultado
de
algum
engano.»
Movo
Siorario.
—
Foi
approvado
o
no
vo
horário
para
o
caminho
de
ferro
do
Douro,
devendo
vigorar
logo
que
seja
aber
to
á
circulação o
lanço
entre
Novellas e
Cahide,
que
terá
logar
no dia
20
do cor
rente.
De
Cahide parte
a
entroncar
nas
im
mediações
dos
Casaes
um
ramal
de
es
trada
ullimamente
construído,
o
que
tor
na
mais
co.nmodo e
íacil
o
transito
para
Traz-os-Montes.
O
novo
horário
tem
a
vantagem de
fa
zer
chegar
do
Porto
as
malas
d’
quella
pro
cedência
transportadas
pelo
comboio u.°
22,
simultaneamente
com
as
que
forem
de
Braga e
Vianna
pelo
comboio
n.°
2
do
Minho.
Pelo
referido
horário
o
comboio
21
par
tirá
do
Porto
ás
7
h.
e
45 m.
da
manhã,
e
chegará a
Cahide
ás
9 h.
e
48
m.;
o
comboio 22
partirá
de
Cahide
ás
6
h.
e
20
m.
da
manhã e
chegará
ao
Porto
ás 8
h.
e
27
m.
O
comboio 23
partirá do
Porto ás 3
h.
e
50
m.
da
larde,
e
chegará
a
Cahide
ás
5
h.
e
56
m.;
e
o
comboio
24
partirá
de
Cahide
ás 3
h.
e
19
<n.
da
tarde e
chegará
ao
Porto
ás
5
li.
e
25.
.Vova
erupção
no Vezgavio.—
Des
creve as
suas
ultimas
observações sobre
esta
cratera
o
professor
Falmieri do modo
seguiu
te
:
«Depois do seu
prolongado
repouso,
o
Vesuvio aproxima-se lentamente
de um
novo
periodo
eruplivo.
No
interior
da
cra
tera principal,
do
lado de
sueste
da ulti
ma
erupção,
verificou-se
urna
abertura
com
emanações
de fumo
bastante
negro.
Os
instrumentos do
observ^torio
resentem-se
ligeiramente;
mas
não
e
possível
saber
quanto
tempo
precederão estes
signaes a
manifestação
ignea.
No
mez
de
dezembro
de 1854
verificou-se na
cratera um
phe-
nomeoo
egual ao
que
hoje
succede,
e
a
erupção
exceulrica
com
copiosa
lavra, te
ve
logar
em maio
Jo anno
seguinte.»
Amor
conjugal.—
No
cerco
de
Weins-
perg
pelo
imperador
Conrado
3.°,
as
mu
lheres
pediram licença
para
sair
da
cida
de
sitiada,
levando comsigo
o
que
podes-
sem.
O
imperador
concedeu
o
que
lhe pe
diam,
e
todas
as
mulheres
casadas
sairam
levando ás
costas
os
maridos. Este
rasgo
de
dedicação
^conjugal mereceu
os
maio
res
elogios
do
imperador
e
ao
seu
exer
cito.
Bom sistema.—
O
imperador
Alexan
dre
Severo,
antes
de
despachar
os
pre
tendentes
para
os
empregos
públicos,
an-
ounciava
cora
muita
antecipação
os
seus
nomes,
pedindo
um
inquérito
a
respeito
do
merecimento
de
cada
um,
e
ouvindo
o
depoimento
e
informação
de
quem se
apre
sentava
a
prestar
os
seus
esclarecimentos.
As florestas© as chuvas.—
Discu-
te-se
ainda
muito
a
influencia
dos
arvore
dos
sobie
a
quantidade
das
chuvas. A’
academia
das sciencias de
Paris
foram
mo-
dernameote
communicadas
algumas
expe
riências
curiosas
emprehendidas
por
Fau-
trat
e
Sartiaux.
Estes ob'ervadores
estabeleceram
certo
numero
de
pluviómetros
na
vasta
floresta
de
Halatte, ao norte
de
Senlis,
e instal-
lara<n
outros
instrumentos
em
terrenos
des-
arborisados. Medindo
e
comparando
a quan
tidade
de
chuva,
colhida
pelos
pluvióme
tros,
no
espaço
de
6
mezes,
acharam
193
milímetros
na
floresta,
e
apenas
177
uo
ou
tro
local,
V
ão
archivando.—
Sob
O
titulo
de
Falia
sensível,
escreve
o
nosso
illustrado
collega
do
«Campeão
das
Provincias»,
de
A veiro
:
A
falta
de
clero
obsta
a
que
muitos
le
gados pios
se
cumpram.
Não
ha
n’
este
districto
quem
se
queira encarregar
mes
mo
de
pequenas quantidades de
missas.
Todos
os
eccles-asiicos
teem
grande
abun
dancia
d
’
ellas,
e
nào
pódem
tomar
mais.
As
coisas
correm
de
modo,
que
a
pou
cos
passos, nem
clero,
nem
missas,
nem
egreja
por
conseguinte.
Poi»
não
fazem
bem.
Este proposito
de
acabar
com
o
qoe ha
de
mais
soletnne
e
respeitável
na
sociedade
não
póde
produ
zir
senão maus
resultados.
A
grande maré em Londres.—
Os
jornaes
de
Londres
vem
recheados
de
prorneoores
que dizem
respeito
aos
prejuí
zos
causados
pela grande
maré
de
que
lem
dado
noticia.
As
aguas
invadiram
furiosamente
as
ca
sas
e
ediíicios
contíguos
aos
caes damni-
(icando
consideravelmente
o
palacio
de Lam-
belh,
resideocia
oílicial
do
arcebispo
pri
maz
de
Inglaterra
;
a
torre
dos
Sollars
e
os
armezens do
governo
em
Belveder-Road
e
em
Cresceut.
Em
Cóatam
e
Medway
innundou
o
ga-
zometro
;
em
Bath,
a
agua
subiu
até
aos
primeiros
andares;
em
Brighton, a
mare
sia
destruiu
o
museu
ornilhologico.
Os
desastres
foram
enormes
em
Wor-
thing,
Scaport,
Doovres
e
Saudgate.
No
poilo^de
Hythe
aforam-se duas
pessoas.
Em
Bedford, o Ouse
submergiu
com
pletamente
as
fundições
de
Hossard.
Ficaram
sem
trabalho mais
de
oitocen
tos
operados.
Cbolera.—
Segundo
as
ultimas
noti
cias
do
Rio
de
Janeiro,
manifeslou-se
alli
com
muita
intensidade
o
cholera.
Aos
empregados
da
alfandega de
Lis
boa,
em
comrnissão
no
Lazareto
para
o
des
pacho
de
bagagens e
arrecadação
de
direi
tos
e
que tinham
recebido
ordens
para
«oltar
aos
seus
logares,
foi
determinada
a
sua
permanência
alli,
e
os
passageiros
d
’a-
quella proviocia
obrigados
a
quarentena
rigorosa.
O
Minho.—
Nos
Quadros
hiscoricos
de
Castilho
ha
o
seguinte
trecho
a respeito
d’
esta
bella
proviocia
:
Se
algum
dia
uma
saudade filial do
mundo
antigo
te
nascer
oo
coração,
co
mo
um
pensamento
de
poesia,
como
uma
flor
de
primavera
que,
sem
semente,
vem
creada
a
um bafo
poro
do ceu
;
se
jámais
saíres
da
sombra conhecida
do
leu teclo,
não
para
ir
visitar
as
capitaes florescentes
e
juvenis, mas
os
cemitérios
dos
grandes
povos,
a
Italia,
a
Grécia,
o
Egypto,
a
Sy-
ria
;
os
meus votos
e
invejas
te
acompa
nharão,
porque
tu
não
vaes,
como
os
frí
volos
cortezào
e
falsos
amigo
*
,
embriagar-
te
ao
banquete
das
nações
no
dia
da sua
prosperidade.
Vaes
como piedoso
romeiro
tributar
calado
ofleranda de
suspiros aos
hnados,
e
volverás para
entre
teus
filhos,
largos
séculos mais
velho
para
a
sabedo
ria.
Pelas
conchas
da
murça,
e
maviosa
toada
de
seus
cantares,
se
distingue de
longe
o
chrislão
romeiro:
mas
tudo
isso
depõe
elle com
o
bordão
ao
cabo
da
jor
nada,
no
canto
da
lareira.
Só
a
melanco
lia
grave,
que
é
tneia
virtude
;
só
as
pa
lavras
de
aviso,
que
são
meia
felicidade
;
só
o
desapego dos
bens movediços
e
cam
biantes
do
mundo,
que
é
no
mundo
o
unico bem
possível,
lhe permanecem,
e
acompanham
alé
á
hora derradeira. Se
em terra,
porém,
de
Luzitania
abriste os
olhos
;
se
o
primeiro
passo
que
d
’
ésle,
descido
dos braços
maternos,
foi
em
lerra
de
Luzitania,
seja
ella
a
que
estreie
leus
pés,
e
le
afaça
para
as
viagens
longiquas
;
seja
o
antigo
Minho
o
primeiro
que le
apascente
de
gloriosas
recordações!
—
(«Pa
lavra»).
Publicações.
—
Recebemos e
agrade
cetnos
as
seguintes
publicações
:
—
O
amor dos
amores,
romance
de
H.
P.
Escrich
(fas.
4.°)
— Singelo
epilome
de
esclarecimentos
á-
cerca
da
prolecçáo
devida
ao
animaes,
por
José
Silvestre
Ribeiro.
—
Os
filhos
do
capitão
Grani,
por
Júlio
Verne.
Este
ultimo
é
edicção
da
empreza
Ho
ras
Românticas
de
Lisboa.
Seguindo
o
exemplo
d
’
a!guns
nossos
collegas,
vamos
abrir
n
’
esle
jornal
uma
nuva
secção,
intitulada
Livros
e
impressos,
na
qual
emittiremos
a
nossa
opinião
so
bre as publicações
que
nos forem
envia
das.
Jubileu
do
Auuo Saoicto.
—
Lè-
se
na
Palavra.
O
Sancto
Padre,
segundo
diz
o
Monde,
concede
a
prolongaçào
do
Jubileu até
ao domingo
de
Ramos
áquelles
revm."s
Bispos que assim
o
pedirem
á
Sagrada
Congregação
da
Penitenciaria.
Pedem
nos
varias
pessoas
para
que n’esta
folha
re
presentemos
aos exc.111*8
Pielados
de
Por
tugal a
necessidade
que
ha
de
que
s.
ex.as
rev.
maS se
dignem
aproveitar-se
de
tão
van
tajosa concessão
em
favor
dos
fieis
de
suas
dioceses,
que
por
falta
de
tempo
ou
por
outra
qualquer
circumslancia
não
possam
lucrar
as
graças
do
Jubileu
alé
ao
íim
do corrente
mez
de
dezembro.
Assim
o
fazemos, e
lemos
cumprido
tão
importan
te
dever
que
se
nos
impõe,
na
esperan
ça
de
que
nossos
Prelados
allenderào
tão
justo pedido.
—Escreve
ainda
o
mesmo jornal,
n.°
1012
:
Insistimos,
não
só porque assim
en
tendemos
que
devemos fazer,
mas
lambem
porque insistem
comnosco
para que
insis
tamos
com
os
exc.
nios e rev.
m°
s
Prela
dos do
paiz,
pedindo-lhes
obtenham
da
Sagrada
Penitenciaria
a prorogação
do
Ju
bileu
do
Anno Sancto. O Sancto
Padre
auclorisou
a
mesma
Sagrada
Penitenciaria
a
fazer
esta
concessão
aos
Bispos
que
as
sim
o
soilicitarem,
com
a
condição
de
es
sa
prorogação
não
poder
estender-se
alem
da
dominga
in
albis
(dominga
de
Pas-
choela)
de
1866.
Temos
á
vista
um
decreto
da
mes
ma
Sagrada Penitenciaria
inserto
no
Con
sultor
de
los
Párrocos,
pelo
qual
ella
pro-
roga o tempo
para
lucrar
as
graças
e
indulgências
do
Jubileu
até
áidicla domin
ga in
albis.
Referindo
se
a
esse
decreto,
o
mesmo
Consultor
faz
constar
:
1.
°
Que
o
Summo
Pontifice
não
concede
faculdade
a
todos
os
Bispos
para
que
possam
prorogar o
Jubileu.
2.
°
Que
esta
faculdade
concede
só á
Sagrada
Penitenciaria
para que
ella a con
ceda
aos Bispos
que
a soilicitarem.
3. °
Que
portanto
só a
lem
obtido
e
obterão
os
Bispos
que
a sollicitaram
ou
soilicitarem.
4.
°
Que
os
Bispos
que
sollicilaram
ou
soilicitarem
esta
auclorisação
a
obteem
só
para
as
respectivas
dioceses
e
só
pelo
tempo
que
lhe
for
prorogado.»
*
Em
Portugal
não
ha
talvez
diocese
nenhuma
em
que
nào
haja
necessidade
de
impetrar
aquella
prorogação
da
Sagrada
Pe
nitenciaria
;
em
algumas
d
’
ellas,
porém,
nas
quaes
se
fez
larde
e
a
más
horas
a
publicação
do
Jubileu,
essa necessidade
é
ainda
mais
instante.
ASSOCIAÇÃO
CATIKILICA
Por
parte
da
Junta
Directo-
ra
são
prevenidos
todos os srs.
associados
que
não
tendo
podi
do
verificar-se a
nova
eleição
no
dia
marcado
pelo
Estatuto,
terá
esta
legar
no
dia
20
do
corrente
ás
dez
heras
da
ma
nhã,
na
casa
da
Associação.
O
secretario
João
Antonio Velloso.
SAUDE
A TODOS
sem
medicina,
pur
gantes
nem
despezas
com
o
uso
da
delicio
sa
farinha
de
saúde,
DU
B
á
R
l
IY
de
Londres.
33
anno» d’invariawel sueees«o
4
Qualquer doenle acha
por meio da
deliciosa Revalesciére,
saude,
energia,
ap-
petite,
boa digestão
e
bom
somno.
Cura
as
indegestões
(dispepsia)
gastricas,
gas-
tralgias,
flegmas,
arrotos,
ventos,
flatos,
amargôr
na
bocca,
piluitas,
nauscas,
vo-
rnitos,
irritação
intestinal,
diarrea, disente
ria,
collicas,
asthma,
falta
de
respiração,
oppressão,
congestões,
mal
aos
nervos,
diabethe,
debilidades,
todas
as
desordens
no
peito,
na
garganta,
do
ahto,
das
broa-
clmes,
da
bexiga,
do figado,
dos
rins,
dos
Intestinos,
da
mucosa,
do
cerebro
e
do
sangue:
75:000
curas
enlre
as
quaes
con
tam-se
a
do
duque de Pluskow
e
da
ex.ma
snr.
a
marqueza
de Biéhan,
do
doutor
Manuel Saens
de
Tejada
da
universidade
de
Cordova,
etc.
etc.
Adra,
proviocia
de
Ahueria, (Hispanha),
10
de
outubro de
1867.
Meu
*
senhores:
—
Tenho
a satisfação
em
fazer-lhe
sciente
que
minha filha
com
o
uso
d’
esta
deliciosa
farinha
chamada
Re-
valeseière eltoeolatada,
curou
radi-
calmente
de
uma
erupção
cutanua,
que
lhe impedia dormir
por
causa
da
comixão
insuportável
que
padecia.
—De
V.
S.
a
at-
lento
venerador,
P
errin
de
l
,
a
H
ittoles
,
ao
Visconsulado
de
França.
Cura
78:421.
(Herpes)
—
Valença
14
de
setembro
de
1873.
Uma
minha
amiga
que
padecia
havia
muitos
annos
de
Herpes,
foi
curada
com
plelamenle
com
a
Revalesciére.
—J.
B
atl
-
lori
,
fabrica
de massa,
Praça
de
S.
Ga-
tharina,
9.
Cura
56:936.
Ba
r
(Baixo Reno)
4
de junho
de
1862.
Senhor
:
—A
Revalesciére
tem
feito
na
minha
pessoa uma
mudança
maravilhosa,
lendo
readquirido
nào
sórnente
as
minhas
íorças,
mas
lambem
parecendo-me
que
es
tou
complelamenle
remoçado,
tornou-me
o
appetite,
que
desde
muito
tempo
linha
per
dido,
e
a
oppressão
e
o
pezo
que
padecia
haviam
já
40
annos,
já
não
me
atormen
tam.
D
avid
R
uff
,
proprietário.
Seis
vezes
mais
nutritiva
do
que
a
car
ne sem
esquentar,
economisa
cincoenla
vezes
o
seu
preço
e:u
remedios.
—
Preços
fixos
da
venda por miudo em
toda
a
pe
nínsula
:
Em
caixas de
folha
de lata,
de
i
/i kilo,
500
;
de
kilo
800
rs
;
de
um
kilo,
15400
reis; de
2i
/
i
kilos, 35200
reis;
de
6
ki
los,
65400
reis, e
de
12
kilos,
125000
reis.
Os
biscoitos
da
Revalesciére
que
se
po
dem
comer
a qualquer
hora,
vendem-se
em caixas
a
800
e
15400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a
saúde
é
a
RevaSescière
ehoeolntada;
ella
res-
titue
0
appettite,
digestão,
somno,
energia
as
carnes
duras
ás
pessoas,
e ás
creanças
e
mais
fracas,
e
sustenta
dez
vezes mais
que
a
carne,
e
que
0
chocolate
ordinário,
sem
esquentar.
Em
paus,
ou
em
pó
em
caixas
de
lòlha
de
latadelO
chavenas,
500
reis; de 24 chave
nas,
820
reis;
de
48
chavenas,
Í5400
;
de
120
chavenas,
35200
reis,
ou 25
reis
cada
chavena.
BARRY
BU
BARRY
& C.a -Pla-
ce
Vendòme, 26, Pariz; 77
Regent
Street
Londres
;
Valverde,
1,
Madrid.
Os pharmaceulicos,
droguistas,
mer-
cieiros,
etc.,
das provincias
devera
diri
gir
os seus
pedidos
ao
deposito
Central
;
snr.
Serzedelio &
C.
a
Largo
do
Corpo
Santo 16,
iLísbaa,
(por
grosso
e
miudo)
;
Carlos
Barreio,
rua
do
Loreto,
28; Bar
rai
&
Irmãos,
rua
Aurea,
12.
Porto,
J.
de
Sousa
Ferreira
&
Irmão,
rua da
Ba
nharia
77
;
de
Sequeira
;
J.
Pinto
;
Desí-
ré
Rahir;
Coimbra,
V.
Botelho
de
Vas-
concellos
;
Aveiro,
F.
E.
da
Luz
e
Costa,
pharm.;
BareeBlos,
Ramos,
pharm.;
Aruga,
Pharmacia
Maia,
rua
dos
Chãos,
Pipa
óc
Irmão,
rua
do
Souto,
Domingos
J.
V.
Machado,
praça
Municipal.
Figueira,
Antonio
Vieira,
pharm.;
Ctuimarâe»,
A.
J.
Pereira
Martins,
pharm.
;
Pena-
Hei,
Miranda,
pharm.
;
JPonte
do Uma,
A. J.
Rodrigues Barbosa,
pharm.
; l*
o-
vow do
Varzim,
P.
Machado
de
Oli
veira,
pharma.
;
Vianna
do
Castello,
Aflonso
e
Barros,
droguistas;
Villa da
Conde,
A. L.
Maia
Torres,
pharm.
A&KADECIME1ÍT0S
D.
Margarida Candida
Barros
Ferreira.
Francisco
Gomes
Ferreira,
Anlonio
Gomes
Ferreira
e
Domingos
Gomes,
estremamen-
te
penhorados
para
com
os
ill.
ra
°
s
e exc.
raos
snrs.
que
lhes
fizeram
a
honra
de
assis
tir
ao
responso
de
sepultura, resado
no
dia
2
do
corrente,
na
egreja
de
S.
Fran
cisco
em
S.
Jeronimo
de
Real,
pelo eter
no
de-canço
de sua querida
e
sempre
cho
rada
sobrinha
D.
Silvana Candida
Lopes,
não
lhes
sendo
possivel
fazel-o
pessoalmen
te,
o
faz
por este
meio,
confessando
a
to
dos
profundo
reconhecimento.
(2841)
Alhedo
Barbosa dos Santos,
convida
por
esle
meio,
lodos
os
seus
amigos, e
as
pessoas
das
relações
do
exc.
1110 snr. Luiz
Daily,
ultimameute
fallecido
em
Lisboa,
a
assistirem a uma
missa
resada
qoe hoje
16
do
corrente
pelas 8
horas
da
manhã
será
cel
b
ada
no
templo
da Ordem Ter
ceira
d
’esta cidade,
paia
suílragar
a
alma
d
’
aquel!e
seu
sempre
chorado
amigo.
(2845)
BRAGA : TYPôGflAPHIA
LUSITANA — 1875.
O
Novo
Testamento
de
N.
Senhor
Jesus
UhriMto,
traduzido
ern
portuguez
e
appruvado
pelo
snr.
Cardeal
Patriacha
de
Lisboa,
1
volume portátil,
preço
500
réis.
O
producto
da
venda
é
applicado para
uma
obra
pia.
Pedidos
dirigidos
ao
editor
José
Fran
co
de
Sousa
—
rua do
Arco
da
Bandeira
n.
”
30,
3.°—
Lisboa.
Reunião
de credores
Pelo
juiz
commissario
da
massa
falli-
da
de
Sebastião
Bamos
Barros
Pereira,
negociante
que
foi
n
’
esta
cidade, foi
mar
cado
o
dia
22
do
corrente
por 10
horas
da
manhã,
para
a
reunião
dos
credores
do
dito
lalíido,
que
liade
ler
logar
na
casa
do
tribunal,
sita
uo
largo
de
Santo Agosti
nho, afim
de
»e
pioceder
á
verificação
dos
créditos,
conforme
o
disposto no
artigo
1181
do
Cod.
Com.
previnem-se
os
mes
mos
credores
para
que se
houverem
<le
mandar
pessoa
que
os
represente
com
pro
curação,
deverá
tsla
satisfazer
as
condi
ções
prescriptas
e
exigidas
pelo
art.
1204
do
citado
codigo.
Braga 11
de
dezembro
de
1875.
Como
procurador
do
curador
fiscal pro-
visorio,
(2(817)
Antonio
Manoel
Agres
de
Oliveira.
Direcção
cio
Caminho
Carriz
de Ferro de
Braga
Por
esla
direcção
faz-se
publico
qne
até o dia
28
d
’
este
mez,
no
escriptorio
provisorio
da
dita
companhia,
no
largo
da
Porta
Nova,
n.°
13
em
Braga,
recebem-
se
propostas
em
cartas
fechadas
de
5000
travessas e
3.200
lougrinas
de
madeira de
pinho para
a construcção
do
dito
caminho
de
ferro,
enlre
a
Estação
do
Caminho
de
Ferro
do
Minho,
e
á
naeia
laranja das
primeiras
capellas
do
Sanluario
do Senhor
do
Monte.
As
condições
respeclivas
acham-se
á
disposição
de quem
pertender
licitar
pa
ra
as
vêr
no
supra-cilado
escriptorio
to
dos
os
dias
não
santificados,
desde
as
9
horas da
manhã até
ás
3
da
tarde.
As
propostas
serão
redigidas
de
modo
que
apresentem
um
preço
definitivo
para
cada
travessa
ou iongrinas.
Braga
14
de
dezembro
de
1875.
(28
í9
;
Nuno
José
Villaça.
Juros
d
’
inscripçÕes
do
2.
o
semes
tre
de
1875
Está
aberto
o
pagamento
de
juros
dãnscripções
da
junta
do
credito publico,
vencidos
no
actual
semestre
a
todos
os
pos
suidores
que
recebem pelo
co
fre
centrai
deste
districto,
po
dendo os
interessados
procurar
desde
já no
referido
cofre
as
suas
lelações,
que
lhes serão
pagas
nos
dias
indicados
nas
mesmas.
Repartição
de
Fazenda
do
dislricto
de
Braga
ern
15
de
De
zembro
de 1875.
O
Delegado
do
Thesouro,
Henrique
Francisco
Bizarro.
(2850)
Nos
autos
de
execução
de
João
Alves
da
Motra, «festa
cidade,
na
qualidade
de
tutor
dos
ausentes
Francisco
e
Narciso,
que
por
este
juiso
e
carlorio
de
Fortuna,
contra
D.
Narcisa
Maria
de
Sousa
Macha
do, e marido,
da
cidade
do
Porto,
se
ti
nha assignado
o
dia
19
do
corrente
tnez,
para arrematação
de
todos
os
bens
de
raiz
e
rendimento
do
S. Miguel
findo,
potém
foi
proferido
um
despacho
nos
autos
que
snspendeu
toda
a
arrematação
mandando
que
se
fizesse
a
presente
declaração
para
constar,
qne a
arrematação
se
não
faz por
em quanto.
(2846)
ÃVSSÕ
A
Mesa
da
Sanla
Casa
da
Misericórdia
tfesia cidade
faz
saber
que,
por
proposta
dos
snrs.
facultativos,
foi
deliberado
que
a
visita
publica
que
diariamente
tinha
lo
gar
aos
doentes do
Hospital de S.
Marcos,
fosse
sómente
permiltida
d
’esde
o
l.°
do
mez
proximo
aos domingos,
terças
e
sex
tas
feiras
de
cada
semana das 11
ás
He
meia
horas
da
manhã.
Btaga
15
de
dezembro
de
1875.
O
provedor
(2818)
Manoel
Justino
Marques
Murla
Bom
emprego
de
capital.
Vende-se a
casa
n.°
5
da
rua
da
Sé
:
quem
a
pertender
póde
dirigir-se
á
loja
do Cacliapuz,
que
ahi
encontrará
com
quem
tratar.
(2835)
Perdeu-se
um cordão
de oiro
ao
sair
da
missa
do
meio-dia, da
Sé,
no
dia
8.
Quem
o
achasse
e
o
queira
entregar,
po
de
procurar
a
moça de
D.
Narcisa
Cecí
lia
Cayres
Loureiro,
na
Madre
de
Deus,
S. Pedro
de
Maximinos.
Precisa-se
de
uma
senhora
bem
instruí
da
para particularmente
ensinar
a
inslru-
cção
primaria
e
trabalhos de
agulha
a
umas
meninas
na
villa de
Santo
Thyrso
;
a
que
estiver
tfesle
caso
dirija-se
a
José
Joaquim
da
Silva
Braga,
na
rua
Nova
de
Sousa
n.°
8,
desta
cidade, declarando
a
sua
mora
da
e
as
condições.
(2838;
VENDA
1MPURTANTE
Vendem-se
as
quintas
do
Barrai
e
de
Fund-Villa,
ou
as
cio
Paço e
Sandatão
em
grupos
de
doas
para
um
lado
e
duas
pa
ra
outro,
por
assim »e
achaiem
ligadas,
ou
cada
uma
sobre
si,
com suas
«especti
vas
pertenças,
conforme
sua
discripção
no
respeclivo
inventario,
e
iodas
sitas
na
fre
guezia
de
Semelhe, soburbios
d’esta
cidade.
Tratâm-se
com
a
excm.
a
gereocia
do
Banco
do
Minho.
(2819)
ESPECIALIDADE
Alexandre
Casafine, com
estabeleci
mento
de
chapéus
na
rua
de Santo
An
tonio,
n.°
90—
Porto.
—
Acaba
de
abrir
tf
es
ta
cidade
uma
filial,
que
offerice
ao
res
peitável
publico
bracarense,
um
lindo
e
variado
sortido
de
chapéus,
tanto pa-a
se
nhora
como
para
creança,
todos
executa
dos
pelos últimos
figminos
parisienses.
Também tem
á
venda
tul
preto,
flores
e
plumas,
etc.,
etc.
Preços
convidativos
e
fixos.
Recebem-se
encommendas
32
—Rua
do
Souto—
32
(2806)
O
professor em
artes,
leitras
e
scien-
cias,
membro
do clero e
magistrados,
lodo
o
medico,
cirurgião,
dentista
e
artista,
que
desejem
obter
o
titulo
e
diploma
de
doutor
ou
bacharel honorário,
podem
diri
gir-se
a
Medicus,
rua
do
Rei,
46,
em
Jer-
sey
(Inglaterra).
(T
*
)
LEILÃO
Na
casa
dos
Congregados, Braga
No
dia
28
do
corrente
mez
de
dezem
bro,
pelas
1
1
horas
da
manhã
se
proce
derá
á
venda,
em
leilão de
tudo
o
que
pertence
á
Vaccaria
Bracarense,
constan
do
de
12
vaccas.
3
tourinhas,
2 bezer
ras e
um
louro
de
cobriçào,
medidas e
vasilhas
do leite, taça
de desnatar,
ma-
chinas
de
fazer
manteiga,
pesos e
balan
ças,
coberturas,
colleiras
e
campainhas
das
vaccas,
o
chalet,
etc.
Nomes
e
marcas.
Bonita marca
pequena boa leiteira
Saloia
»
>
Carocha
>
»
Eslrella marca grande
»
Chellas
>
»
Morgada
>
»
Angot
»
»
Boneca
9
dá
pouco
leite.
A
bei
lha
>
26
mezes
d
’
idade,
fi
lha
da Carocha
Minhota
>
27
idem filha
da
Mor
gada.
Gaselía
25
idem, filha
da
Bo
nita.
Tres
tourinhas = uma
de
6
mezes filha
da
Carocha,
outra
de 5
mezes,
filha
da
Saloia,
e
outra
de
3,
filha
da
Chellas.
Dous bezerros
de
4
mezes,
e
Holland-
Bull,
touro de
cobrição
de
6
annos, mui
lo
manso
e
que
trabalha
muito bem á
nora.
(2842)
(1S7)
BOLSSON
&
POMBAR
FILIAL
DA CASA
DE
COIMBRA
SIS
ERa
i- jàl
14
—
Rua do
Souto — 14
Acaba
de
abrir o
seu
estabelecimento
na
rua
do
Souto
n.°
14
e
14
A,
aonde
en
contrarão
um
variado
sortimento de
oculos
e
lunetas de
crystal
de
rocha,
encaixa
los
em
ouro,
prata,
aço,
tartaruga
e
búfalo,
lunetas
de
cyslal
sem
aro,
da
ultima
no
vidade
:
eguaimenle
ha barómetros
metá
licos,
thermomelros,
binoculos
de tres
US’
S
—
mar,
thealro
e
campo,
—
dictos
pa
ra
lheatro,
para
campo
e
marinha,
oculos
de
ver
ao
longe,
extereoscopios
e
vistas
transparentes
e
simples,
micioscopios
so
lares
compostos,
dictos
de
ires
pês,
con
ta-tios,
loupes
de
grande
força,
lentes
de
relojoeiro,
niveis de bolha
d
ar,
lanternas
magicas
com
vistas,
artomelros
para
vinho,
álcool e saes,
caixas
de musica,
caixas
pa
ra
oculos e lunetas,
cordões
para
as
ditas.
Vendem-se
vidros
avulso,
e
faz-se
toda
a
classe
de
concertos
pertencentes ao
ramo
de
oplica.
Ha
também graduadores para
recrut
s
com
a
verdadeira
graduação.
155)
(2836)
K
E M
E í > 1 @ A
N
T1 - E § t*
B
«1» SIUI
*
C ? S «
B
DE
CS-AX-
H
O
Ensaiado
no
hospital real
de
Santo
An
tonio
do
Porto
pela
commissão medica
nomeada
por
portaria
do
ministério
do
reino de 11
de abril de 1870.
E
’
sem duvida
este
o
primeiro
reme
dio que
até
hoje
se
tem
empregado
com
mais
seguro
resultado
para
combater
as
escn
phulas
e
as
suas
variadas
manifesta
ções,
e
é
por
isso que
elle
já é indicado
como
tal
pelos
facultativos
que
hoje em
larga
escala
o
estão
applican
io
sem
que
bra «os
seus
resultados,
antes allirman-
o
bom
nome
que
já
tem.
Acha-se
á
venda
nas
seguintes phar-
macias
:
no
Porio
:
Central,
rua
de San
to
Antonio,
227
—
Ferreira
&
Irmão,
Bai
nharia
’
77—Oriental,
S.
Lazaro,
270
—
Santos, Santo
Ildefonso,
61 — Barros,
Bomjardim,
1081 —
Loureiro,
Bomjardim,
822
—
Consullorio bo
i
oepalhico
Portuen
se,
rua
do
Almada,
348
—
Carvalho,
rua
Direita,
Villa Nova
de Gaya,
127
—
Sil
va
Rosa
Júnior,
S.
João
da
Foz,
rua
Cen
tral,
132
-
Vianna
do
Castello, drogaria
do
snr.
Affonso
—
Po^oa do
Varzim, Oli
veira
—
Penafiel,
Miranda — Braga,
phar
macia
Maya,
rua dos
Chãos, e
phama-
cia
do
hospital
de
S. Marcos,
—
Leiria,
Cardoso
--
Caídas
de
Vizella,
Coutinho
—
Deposito
geral
em
Lisboa,
Azevedo
&
Sil
va,
rua
do Príncipe, 24
—
Deposito
geral
no
Porto,
rua
de
Santo Antonio,
233.
(4-
*
)
FOLHINHA
BRACARENSE
Para
a
cathodral,
colegiadas, e
coros do arcebispado, que’
resam o rito bracarense
Coordenada
e
mandada observar
por
ordem
de
S.
Ex.
a Rev.
ma
o
senhor
Ar
cebispo
Coadjutor.
Preço
......................................
200
réis
FOLHINHA
DE RESA
Lo rito romano para a Archidio-
cese
Bracarense
Auclorisada
e
coordenada
por
ordem
de
S.
Exc.
a
Bev.
raa
o
Senhor
Arcebispo
Coa
djulor,
angmenlada
com notas.
Preço. .
.
. 140 rs.
FOLHINHA D
’ALGIBEIRA
Ou
almanak ecclesiastico e civil
para
o
Arcebispado
de
Braga
Consideravelmente
augmentado,
com
notas
e
certeza
das abstinências
e
festivi
dade.
Preço
.................................
40
rs.
Vendem-se em
Braga,
rua
Nova,
n.°
3,
defronte da
Misericórdia,
em
casa do
snr.
Bernardino
J.
da
Cruz,
rua do
Souto,
em
casa
do snr.
Rocha,
e
Germano^Gwi-
uaarãrH,
em
casa
dos
snrs.
F.
Martins
da
C.
Guimarães,
largo da
Misecordia,
e
livraria
de
Teixeira
de
Freilas,
a
S.
Dama-
SO,
VilJa í’ea2, Chaves, Viaxsisisa
e
Arena,
nas
lojas costumadas,
e
em
ssar-
eelloia,
em
caza
do
illm.
sr.
Fernando
Cordeiro
em
frente
da
egreja
do
Senhor
da
Cruz.
z
.
Vende-se
uma
morada
de
casas
si-
; '
tas na
rua
do
Forno,
com
o
n.°
g
a
,
com
dois
andares e aguas
furtadas
e tem
bons
commodos
para qual
quer
familia
Quem pertender
falle
na
rua
de
Guadalupe,
n
0
2
C.
(2787)
NOVA CHAPELERIA
DE
AL
EIU.X
MAIA
(
antiga
chapeleria
campos
)
44—Rua
do
Souto—44
—
Braga
Faz
publico, por
este
meio
para
todos
os
effeitos,
que tendo-se
dissolvido a
so
ciedade
qoe
girava,
sob
a
firma,
Campos
Jb
Almeida,
fica
de
hora avante girando
sob
a
firma
de
Almeida
Nlaia,
onde
ha
um
variado
sortido
de
chapéus
de
feltro,
caximira seda, das melhores
fabricas.
Também
fabrica,
concerta
e
põe
á
moda,
com
perfeição, todo
e
qualquer
chapéu.
Preços
os
mais
rasoaveis.
(1-
*
)
Machinas
de
costura
Campo «9e SB.
I
íwèe
1
.° aa.°
1
/
Entrada
da rua
dos Capellistas)
AKAU«5C>
Kl BEI St O
Acaba
de
receber
novo
sortimento
das
afamadas
machinas
de
Sínger,
legitimas,
e
silenciosas,
e»pecialidade
na
verdadeira
cons-
trucção
e perfeição
de
trabalho,
leveza e
so
lidez.
Vende
a dinheiro
ou
prestações
men-
saes.
Ensino
grátis.
Concerta toda
e
qualquer
machina
de
costura
por
mais
diílicil
que
seja
o
concer
to,
e
lem pe»soa
competente
para
isso,
por
preço
commodo.
O
estojo
completo
para as
machinas
são:
Costura
direita—bordar
a
soutache
—
fazer
pregas
em
peitos
—
acolchoar
—
franzir
—infiladeira
—pregar
guarnições
sem
ali
nhavar
— sobre-coser
—
metler
cordões —
abainhadeira
de diversas
larguras
—
retroz,
algodões,
agulhas,
oleos,
etc.
N.
B.
De
todos estes
objectos
vende
se
separados,
ou
como
as
mesmas
machinas
ALMEIDA
&
PEREIRA
Largo
do Barão
de
S. Martinho
n.°
18
Compram
e
vendem
acções
de
lodos
os
bancos
e
companhias, e
inscripções
ifassentamento
e coupons.
(I) - É o formato de
-
comerciominho_16121875_433.pdf
Parte de Comércio do Minho (O)