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3.’ ANNO 1875
FOLHA COMMERCIAL RELIGIOSA £
NOTICIOSA
NUMERO
421
Assigna-see
vende-se
no
escriptorio
do
editor
k
proprietário
José
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.
*
3
E,
para
onde
deve
«er
dirigida
toda
a
correspondência franca
de
porte.=
As
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas
;
assino
como as
correspondên
cias
de
interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
anno
1^600
rs.=Semestre
850
rs.=Promn~
cias,
anno
2&400
rs
e
sendo
duas
4^000
rs.=Semestre
1Ô250
rs.=Brazil,
anno
4&400
rs.=Semestre
2&300
rs.
moeda
forte.
oulO&OOO
reis
e
5^500
reis
moeda
fraca.
==
Annuncios
por
linha
20
rs.,
repetição
10
rs. Para
os
assignanles
20
°/
0
d
’abatimento.
EL
i
MC
A-S5
SE
14 DE NOVEMBRO.
Quasi dois lustros se sumi
ram na voragem do nada, desde
que
os
verdadeiros portugue
ses
pranteiam o
passamento do
mais
querido
dos seus reis.
Provado
pela
desventura, que
não conhece condições,
victima
do
revolucionarismo que
tanto
domina nos calamitosos tempos
que atravessamos; o Senhor D.
Miguel de
Bragança exhalou
o
ultimo
suspiro nas
plagas do
desterro,
para
onde se dirigiam,
cheias
d’
esperança,
as vistas
saudosas
cPaquelles que não sa
bem
contemporisar com os des
varios do
século.
Respeitemos
os decretos do
♦
Eterno I
Com
as preces
fervorosas
que
dirigimos ao
céo, desafo
guemos
a
dôr
que nos opprime
o
coração, e imploremos do Al-
tissimo
melhores
dias de feli
cidade para a nossa
amada pa
tria.
A’manhã, (por não poder ce-
lebrar-se no dia 14 por
ter
sido
solemne) devem celebrar-se
na
egreja
do
hospital de S. Marcos
solemnes
exequias
para
suffra-
gar a
alma
do Senhor
D. Mi
guel
de Bragança.
De
manhã
haverão missas ge
raes,
e
ás 10
i/t
horas principiará
a
missa a grande instrumental,
e
no
fim cantar-se-ha o «Libera
me».
São
por
este
meio
convida
dos
todos
os rev.08
sacerdotes
e
amigos
do Augusto Finado a
tomar parte n
’
esta fúnebre so-
lemnidade.
BRIGA-TERÇA-FEIRA 1«
DE
AOVEMBRO
Uberdade revolucionaria.
Conliouamenle
explorada,
ha
um
sé
culo,
por
todos
os revolucionários,
a
pa
lavra—
liberdade—
lem
um
sentido
verda
deiro
e outro
falso.
Nunca
ella
suscitaria
divisões
entre
os
homens,
se
a
este enunciado
se désse
»
aua
verdadeira
e
legitima
significação.
Nunca
a
Egreja
tem
soflrido
a
mais
atroz
das
calumnias,—a
de ser inimiga
da
liberdade,
se
esta
palavra,
falsameute
in
terpretada
uão
conduzisse ao mais feroz
dos despotismos.
E
tal
é a
consequência
que
da noção
da
liberdade
revolucionaria
dedusem
a
ló
gica
e
os factos.
A
liberdade,
entendida
no
sentido
re
volucionário,
é
o
despotismo.
Eis
a
rasão
porque
a
Egreja
não
tran
sige, nem
transigirá
nunca
com
ella.
E como
hade
transigir,
se
paia
a
re
volução,—liberdade
é
o
direito
de
praticar-
o
mal, de
conculcar
os
direitos
mais
sa
grados,
de
faser,
n
’
oma
palavra todo quan
to
possam
suggerir-lhe
os
mais
mins
in-
stinctos
e
paixões?
O
erro
e
as
inclinações
vicio<as
que
para os catholicos são
obstáculos
á
liber
dade, entre
os
revolucionários
constituem
uma
parle integrante
da
liberdade,
um
direito
inherente
a
qualquer,
e
cujo
uso
não
póde
ser
estorvado.
D’
aqui
a
verdade
e
o
erro
collocados
na
mesma
plana
e
erigida
em
principio
a
igualdade
absoluta
enlre
o
vicio e
a
vir
tude.
D’
aqui a cerebrina pretensão
de
que
ninguém
deve ser
tolhido na manifestação
das
suas
opiniões,
por
mais
absurdas
que
sejam.
LTaqui, finalmente,
iodos
esses
erros
funestos,
todo»
esses
princípios
subversi
vos,
conslanlemente
proclamados
pela
im
prensa
revolucionaria
e
que innoculados
no
espirito
das turbas,
tem
innuudado
de
san
gue
e ruínas
a
Europa
e
o
mundo.
Tal
é
a
liberdade
revolucionaria,
tal
o
tem
sido
sempre nos
seus
actos.
Poderá
a
Egreja
acceder
a
desvarios
d
’esta
ordem
?
não.
.Conceder e sanccionar
pelas leis igual
protecção
aos
bons
e
aos
maus,
á
fé e
á
heresia,
á
verdade
e
ao
erro é
preparar
um
throno
á
lirannia
e
darem
sceplro
ao
vicio.
A naluresa
humana decabida
pende
mais
para
o
mal
do
que para
o
bem.
E
a
sociedade,
n
’este
caso,
achando-se
livre
no
terreno
de
suas ruins
inclinações,
tomar-se
ha
em
breve
n
’um
covil
de
fe
ras,
onde
os
direitos
do
mais fraco hão
de
estar sempre á
metcê
da
vontade
do
mais
forte.
E’
isto
o
que
nos
mostra
a
historia
nas
diíierenies
fases
por
que
a
revolução
ha
passado.
Anarchia
e
despotismo
eis
as
conse
quências
da
liberdade
revolucionaria
em
toda
a
parte
onde
ella
tem
conseguido
manifeslar-se
livremenle.
Anarchia e
despotismo
será
ainda
o
fu
turo
de
toda
a
sociedade,
se não desper
tar
a
lempo
d’
essa
lethargia em
que
jaz.
A
redaeção do «.4poatolo>.
Londres, 8
de
outubro
de
1815.
I.
—
A
MAÇONARIA NOSSA
SENHORA
dí-
gnou-se
emtim
arrojar
a
pérfida
masçar»
da
mentira, com
que,
de
minha
lembran
ça,
linha
estado
a
zombar
do
mundo,
ha
55
annos,
pelo
menos. De
minha
lembran
ça, digo,
porque
me
recordo
perfeilamen-
te,
como,
desde 1820,
quando
ella
come
çou
no
Porlo,
e
em
caracterialico
dia (o
de
S.
Bartholomeu,
em
que
proverbial
mente
se
diz
em
nossa
Patria, que
anda
o
diabo
á
solta),
havendo
muito
quem
dissesse:
—
«Tudo
isto
é
obra
dos
Pedrei
ros-livres»,
estes
innocentes
senhores
pro
testavam
(ou
mentiam
com
quantos
den
tes
tinham
na
pérfida
bocca)
não haver
n
’isso
tudo
nada
de
maçonismo.
O
nosso
bom
povo,
todavia,
que
é
do
tado
pela
Providencia Divina de muito
bom
senso,
como
de
tantas outras
boas
qua
lidades,
acenava
a
cabeça,
e
continuava
dizendo:
«Pedreiros-livres»,
«Pedreiros-li
vres».
Estes
porém continuavam sempre
mentindo,
e
protestando,
que
era calum
nia
;
que
a
maçonaria
nada
lioha
com po
litica
ou religião;
que
se
occupava
con
tínua
e
diligenlemenle
de
dia,
e
mais
ain
da
de noute,
em
«construir
templos
á
virtude
e
masmorras
ao
vicio».
—
E
’
pena
que
a
tão
nobres
edifícios,
De
dia
e
noite
assim
architectados.
Com tanto
custo
e
tantos
sacrifícios,
Apesar
das
fadigas
e
cuidados
De
tão
bons
archiiectos,
taes
pedreiros,
Faltem
sempre
as
paredes e
os
telhados.
Setenta
annos depois,
todavia,
qoasi
concluída a
obra
dos
«templos
e
das mas
morras»,
deita
fóra
a
mascara, ergne
ás
claras
a sua
bandeira
côr
de
sangue,
e
em
nome
da
Commnna,
sua
íilha,
planta
nos
muros de
Parts
esse
estandarte
in
fernal,
exclamando:
—
«Não
atirem
para
aqui
;
d
’
ora
em diante
domino
eu
e
o
diabo—
Hos
ego
versículos
fiei,
tulit
aller
honores:
—
não
foi
Luiz
Filippe
;
não
foi
Bonaparle
Pequeno;
nào
foi
o
ridículo
Ju
lio
Favre,
quem
elevou
a
França
a
este
cumulo
de
gloria,
e
a
Europa
a
esta
paz
octaviana
e
socego geral. Não,
senhores ;
fui
eu,
fui
eu
que
ordene'
1
ao
tal
Napo-
leonario
de
ir
entregar
á
minha discrição
a
Italia
primeiro,
e
depois
o
Papa.
Ago
ra sou
eu,
e
mais
ninguém,
a
rainha
do
mundo.»
Verdade
seja,
que Mac-Mahon,
e
Thiers
pelo
momento,
não quizeram
ajoelhar
an
te
o
simbolo
do
materialismo
e
da
impie
dade; mas
nem
por
isso
ficou
desde en
tão
menos
proclamado ás
claras,
e
ao
mundo,
que
o
maçonismo
assumia
d
’ora
em
diante
o
seu
verdadeiro
caracter; ia
deixar
em
parte,
desde
já,
os
seus há
bitos
de
coruja,
ia
em
breve
espanejar-
se
á
luz
do
ineio-dia,
e
sobretudo
sacu
dir
e
desfraldar
iusultantemente sua
ban
deira
aos
olhos,
e
debaixo
das
janellas
do
Papa.
Deram-se
as
mãos
ella
e
o
pro
testantismo.
por
toda
a
parte,
e
cotn
seu
fulcro
na
Inglaterra,
determinaram,
com
a
lavanca
do
liberalismo egoista,
derribar
o
verdadeiroo
christianismo,
e
conduzir
o
mundo
mais
qoe
á
idolatria
—
ao
materia
lismo,
ao
alheismo.
Os
leitores
do
«Apostolo»
que
se
re
cordarem
do
que
antes
escrevi,
já
noti
ciando
a
ceremonia
maçónica
etn
Slratfor-
de-sobre-o-Avon;
já
da
patifíssima
aber
tura
d»
iTemplo»
(da
Pouca-Vergonha)
etn
Roma;
já
da
installação
pomposa
do
Prin
cipe
de
Galles
no
Grão-Mestrado;
já da
duzia
de
novas
lojas
maçónicas
abertas
na
Inglaterra, im
med
ia
lamente
depois da
tal
installação,
como
nos
informou o
au-
dador
da
confraria,
o
notorio
Carola-Mor
Parkinson
;
já
da
declaração recentemen
te
feita,
de
qoe,
d’
oia
em
diante
a ma
çonaria
ingleza
(que
até
aqui se
manti
nha
pro-forma.
como
separada
e
distincta
da
continental)
ficava
solidaria
e
formal
mente
incorporada,
uniformizada,
identifi
cada
em
tudo,
com
a
universal
e
cosmo
polita,
—
quem
se
recordar,
digo,
de
to
das essas circumstancias,
não
lerá
que
admirar-se
do seguinte
despacho,
qua
o
correspondente
ordinário
do «Times»
lhe
eouxmuuicava
de
Paris, em
29
do
passa
do,
e
que
vem
publicado
no
mesmo
«Ti
mes»
de
30.
Eil-o
aqui
inlegralmente,
pois
vai tanto
quanto
pesa,
e
não
se
lhe
deve
perder
migalha
:
«Paris,
29
de setembro
de
1875.
—
O
congresso
Franco-maçonico
que
acaba
de
ser
celebrado
em
Lausann»,
considera-se
ter sahido tão
bem,
que
já
se
falia
de
fazer
outro similhante em
1877, e
que
terá logar,
ou
em
Roma, ou
em Londres.
Se
fôr
na
primeira das
capitaes,
o
presi
dente
será
Victor.
Manuel
;
se
fôr
na
se
gunda,
será
o
Principe
de
Galles.
Os ma
çons
prefeririam
Londres,
mas
uma
reu
nião
lai
em
Roma
seria
por elles
conside
rada
como
prova
mais
convincente
da
vi
ctoria
da
tliberdade»
sobre
o
igolismo
reli
gioso»
.
Costuma-se
dizer em
portuguez velho
as
cousas
assim :
«Se
o
querem
mais
cla
ro deitem-lhe agoa»!
Ahi
tem
a
maçona
ria
nossa
senhora
;
essa «qoe
não
tocava
em
coisas
de
religião
de
sorte
alguma,
e
só
cuidava
de
sua
architectura
masmorral
e
virtuosa»,
a
declarar-nos,
descaradamen-
le,
que
a
primeira
cousa
necessária
n
’
es-
sa
infernal
architectura,
é
limpar
o
ter
reno
para
o
novo
edifício, deitando
abai
xo
esse
velho
pardieiro
a
que
chamam Ca
lholicismo E
com
tal
objeclo,
prcisa-se
insultar
o
mundo catholico
em
sua
ca
beça
mesmo
;
insullal-o
na
pessoa
po
Pon
tífice, e mostrar
aos
200
milhões
de
ca-
tholicos
do
universo,
como,
á
força
de
mentiras,
de
traições,
de falsidades,
de
hi
pocrisias,
de
vilezas,
uma
seita
infame
con
seguiu
lograr
seus
vis
e abomináveis
fins
1
(Levar
novamente
o
mundo
ao
alheismo,
e
á
idolatria
depois).
O
mais
bonito
porém
de
tudo
isto,
é
vêr,
como
a
mesma
seita
hipocritamente
se
serve
de
certos
archi-parvos,
como
Vi
ctor
Manuel
;
o
Principe de
Galles,
o
rei
da
Suécia (e
como
foi antes
o
imperador
do
Brazil
D.
Pedro
I
—
por sur>
própria
confissão),
para lhe
irem
elles
mascarar
e
acobertar
seus
desígnios, destruclores
a
final
do
altar e do
throno
1
Só
quem
fór
parvo
é
que deixará
de
vêr,
coroo
aquel-
la
escala
—
que
seria
ridiculissima
a
nào
ser,
como é,
de
consummada
perversida
de
e
malicia—de
trinta
e
tantos
graos ma
çónicos,
pelos
quaes
tem
de
subir ao
ápi
ce
da
gerigotiça
os
irmãos,
segundo
soas
capacidades
(isto
é,
segundo a
Jimpesa
com
que
se
hajam
descartado de
to
da
crença
religiosa,
e
catholica
especial
mente).
Mas
isto
é
segredo
para
a
multidão
de
pacovios
—
altos
e
baixo»
—
que se
deixam
ir,
more
pecudum,
atraz
dos
tinorios
que
os
desfructam,
que
d’
elles
se servem,
e
successivamenie
os
vão
enzampando
com
uma
série
de
frioleiras
e
de palavrões
misteriosos,
que
em
realidade
significam
sómente:
—
«Põe
as
mãos
no
chão,
e dei-
xa-rne
ir
montar
sobre
as luas
costas,
que
quero
tremar
eu».
—A
todos
os
mi
lhares
e
milhares
de
maçons
que,
de um
modo
ou
de
outro,
só
servem para
este
otlicio de scibellum
pedum
tuorum
(enga-
Ihados,
como
as
creanças
com
bexigas
cheias
de
vento),
dou
os
meus
parabéns,
pelo
honroso
e proveitoso
otlicio—
sem
ex-
ceptuar
S.
A.
R.
o
principe
de
Gdles,
e
S. M.
Piemontesa, o
Rei
Ladrão
—
e
até
o
sueco.
A.
R. SARAIVA.
(Continua)
REVISTi ESTBAMGEIKA
ACÇÃO DE
LUMBIER.
No
dia 20
chegou
o
brigadeiro
Larum-
be
á
aldeia
de
Dometio,
pelas
3
horas
da
nhã;
d
’
alli
partiu
para Artieda,
aonde
se
achavam
o
4.°
e
o
10.°
batalhões
navar-
ros,
em
quanto
que
o
9
0
batalhão
che
gava
diante
do
forte
da
Trindade
com
uma
meia
bateria
Plasencia,
e
abria
utn
fogo
de
artilheria
contra
a
Ermida,
pro
tegida
por
muitos
bastiões
e
uma
trinchei
ra;
a
guarnição
defendeu-se
até
ao
dia 21
pelas
10
horas
da
manhã,
momento
em
que
os
nossos
canhões
tendo
aberto
a
brecha,
os
voluntários
carlistas
subiam
para
o
assalto.
A
guarnição
fugiu
pelo
baixo
do
monte do lado
da
cidade.
Um
destacamento
do
9.°
navarrez, postado so
bre
um
rochedo
em
frente
de
Lumbier,
cahiu
sobre os
fugitivos
á
bayoueta;
ma
tou
muitos
e
aprisionou
11.
Isto
foi
no
primeiro
dia.
No
dia
22,
pelas
2
horas
da
tarde,
chegou
aos
arredores
de
Lumbier
uma
co
lumna aflonsista
ás
ordens do
general
Rei
na,
e
forte
de
16 000 homens,
20
ca
mbões
e
1:000
cavallos.
O
geoeral
Perula,
dislincto
lilieralo
o
ex.™
0
snr.
conde
de
Samodães, é
correcta.
esmerada e
isempla
de
gallicismos
de
palavras
e
de
construc-
ção.
E
’
necesssario, pois,
que seja
lida
por
todos,
sobretudo
por
quem
loma
interes
se
pela
defesa
das
verdades
chrislã».
tí,
hoje,
que tanto
se
falia
do
christia
nismo.
e
muitíssimas
vezes
se combate
esta
religião
divina
sem conhecer
a
sua
extracção
sobrenatural,
é
mister
que
se
busque
naquelle
arsenal
as
annas
indis
pensáveis
para
vingar
de
graluilas
accu-
saçôes
as
verdades
acatadas
por
tantas
ge
rações
e
comprovadas
pelos
argumentos
de
tnilharares
de
apologistas.
E
’
,
sobretudo,
á
mocidade estudiosa,
que tanto
se vangloria
de
sciencia
super
ficial,
que
recommendamos a
leitura
d’
es-
ta
obra,
onde
colheiâo
solidos
conheci
mentos
de
graudíssimo
proveito
para
a
vida
pratica.
que
eslava
ern
companhia
de
SS.
AA.,
o
conde
de
Caserta
e
o
duque
de
Parma,
unha coraprehendido
que
o
ioimigo
se
proponha
a
alacar
vivamente
as
nossas
po
sições;
ordeoou
ao
brigadeiro
Larumbe
que
occupasse
o
monte
da
Trindade
com
o
10.
0
navarrez
e
4
companhias
do
1.°,
e
defender
esta
posição,
que
eia
a
chave
das outras,
occupadas
pelo
4.°
navarrez,
4
companhias
do
l.°
e
outras
4
do 3.°,
com
o
1.°
e
2.°
esquadrão de Navarra.
O conde
de
Caserta
e
o duque
de
Par
ma, com
o
general
Perula, tinham,
desde
a
manhã,
corrido
os
pontos
em
que
se
deviam
collocar as
nossas
forças
no
caso
de
ataque
do
inimigo.
A
utilidade d
’este
reconhecimento
foi
logo
demonstrada.
El
les
apenas
tinham
chegado
de
acabar
o
seu
rodeio
quando o
inimigo
principiava
o
seu
ataque,
que
se
tornou
geral
sobie
toda
a linha
por
uma
hora
da
tarde
e
só
acabou com
o
dia.
Eis
aqui
qual
era
a
disposição
das
tro
pas
carlistas;
a esquerda,
apoiados
contra
o
monte
Trindade.
6
companhias do
9.°
navarrez,
2
d<>
1°
e
2
do
l.°
batalhão.
Estas
tropas
sustentaram
um
rude
ataque;
carregaram tres
veses
á
bayoneta
e
assim
mataram
irpis
de
250
homens
ao
inimigo.
Ellas
eram
coramandadas pelo brigadeiro La-
nimbes,
que
inaugurou
de
um
modo
bri
lhante
a
sua
entrada
em
campanha.
No
centro
e
á
direita
achavam-se
o
general
Perula
e
SS.
AA.
o
conde
de
Caserta
e
o
duque
de Parma.
As
forças
qoe
tomaram
parte
no
combale
por
este
lado
foram 4
companhias
do
4.®
batalhão,
2
do
3.°
e
2
do l.°
O
resto
formava
a
reserva
com
a
cavallaria.
As
forças aftbnsinas eram
de
12 bata
lhões,
pouco
mais
ou
menos
mil
cavallei
ros,
eiam
sustentados
por
6 peças de
ar-
tilheria
;
apesar
da
sua
superioridade
nu
mérica,
foram
repellidos.
Todo
o
seu
va
lor
se
quebrou
contra
as
hábeis
disposi
ções
tomadas
pelo
general
Perula
e
SS.
AA.
que
se conservaram
com
o
maior
sangue
frio
no
meio do
fogo, e
contra
a
bravura
dos voluntários
que
a
peito
des
coberto,
repelliratn
heroicamente
as cargas
á
bayoneta
do
inimigo,
sem
o deixar
adiantar
um
só
passo.
As
nossas perdas no
centro
e
á
direita
foram
de
15
feridos
e
2
mortos.
A
’ es
querda,
isto
é no
monte
Trindade,
houve
ram
mais,
o
inimigo
lançou sobre este
ponto cerca de
3
000
obuz.es.
A
maior
parle corntudo
foram
feridos
mais
pelas
lascas
de
pedra
que
as
bombas
fasiam
saltar
ao
cabir,
que
pelas
próprias
bom
bas.
As
perdas
affousistas
podem
calcular-se
em
1:300
mortos
e
feridos.
Esta
cifra
não
é
exagerada,
lembrando-se
que
o
proprio
inimigo
confessa
que
perdera
1:200.
GAZETILHA
15
is i»o®iç&e®
testaunentaria».—•
No
testamento
do snr. José Feliz Antu
nes
Pertira,
fallecido
ha
dias,
encontram-
se
as
seguintes
verbas:
Além
das
missas
geraes ditas
nas
ca-
peilas
de
S.
Vicente
e
N.
Senhora
do
Carmo, mais
500
por
sua
alraa
e
diversas
tenções.
Lega
o
uso-fruclo
de
varias
proprieda
des
que possue era
S.
Paio
de
Pousada
a
sua
sobrinha
Maria
Jeroniraa,
e
a
raiz
a
Maria
José,
íilha
d
’esla,
e
a
Bento José
Machado,
com
a
obrigação
de
tratar
sua
mãe.
A
’ mesma
e
a
sua filha
Maria
José,
a
Luiz Pereira
Machado
e
Antonio
Pereira
Machado,
seus sobrinhos segundos
590090
res
a cada
um.
Deixa á
confraria
do
Bom
Jesus
do
Monte
100-0000
íeis
para
fundo
do
legado
d
’
uma
misa annual por
sua
alma,
nu
dia
de
8.
José.
A
’
Senhora da
Luz
da
capella
de
S.
Vicente
1000000
para
fundo
do
seu
ca
pital.
A
’
s
religiosas
de
Santa
Thereza
1000
para
serem empiegados
em
despesas
do
culto
da
egreja,
e
a cada
uma
das reli
giosas
menores,
do
côro
290000
para lhe
resaiem
um
oflicio privado
por
sua
alma,
e
a
todos
os
mais
conventos de
religiosas
d
’
e>ta
cidade,
que
existirem
ao
seu
falle-
cimento
200000
a
cada
um
para lhe
resa-
rem
um
oflicio
por
sua
alma.
Ao
recolhimento
da
Tamanca
1000000.
A’
Propagação
da
Fé
2000000.
Mais
1900000
que
seu
testamenteiro
despende
*
á
cum
viuvas
pobres
ou
famílias
de
viver
noneslo.
Ao
creado
e
creada que com
elle
esti
ver
200000
a
cada
um.
Ao
cleiigo
que
assistir
a
dar
o
seu
ultimo suspiro
60000.
O
que
sobrar
depois de
cumpridos
os
legados
reverterá
a
favor
do
Hospital
de
S.
Marcos.
Caminho
|*
e
*
o
visorio.—
Já
se
acha,
ha
dias,
exposto
ao
transito
publico
o
ca
minho
provisorio
que
dá
entrada
para
o
caes
coberio
da
Estação
de
Braga.
Este caminho
era bem
preciso
para as
pezsoas
que
se
occupam
no
transporte
das
mercadorias
para
o
centro
da
cidade;
pois
era
lastimoso,
e
alé prejudicial,
o
estado
em
que
se
achava
o
caminho
antes
de
ser
reparado
:
não
era raro
ver-se enlhulhar-se
na
lama
os
carreteiros,
bois e
carro.
Foi
pois uma das
boas obras
a
repa
ração
do
dito
caminho,
cora
o
que
folgam
os
carreteiros
e
mais
pessoãs,
que
tem
precisão
d
’
alli
ir
em
serviço.
Não
podemos
deixar
de
louvar
o
digno
chefe de
trabalhos
pela
acertada
repara
ção
que
manduu
fazer,
evitando
assim
al
gum
desastre,
que
poderia
occasionar
o
lastimoso
estado
em
que
se
achava
a
pas
sagem
para o
dito
caes
de
mercadorias.
Xoviis
eomareas,
—O
«Diário
do
Go
verno»,
n.°
259,
de
13
do
coirenle,
con
tinua
com
a
divisão
judicial
de
differentés
distnctos.
Por
Llta
de
espaço
e tempo,
não
podemos
fazer
mensão
integra!
d
’
el-
les
;
só
diremos
que
o
de
Braga se
divide
nas
seguintes
comarcas
:
Amares,
Barcel
los,
Braga,
Cabeceiras de Basto,
Celorico
de
Basto,
Fafe,
Guimarães,
Povoa
de
La
nhoso,
Vieira,
Villa
Nova
de
Famalição
e
Villa
Verde.
Apuramento.
—
Verificou-se
no
do
mingo,
14,
o
apuramento
geral
dos
votos
dos
cidadãos,
que
devem
compor
a
futu
ra
camara
d
’
esla
cidade.
Pelo
edital
se
vê
que
os
mais
votados
são
os
seguintes
snrs
:
Ifôibltogr afila
APOLOGIA
DO CHRISTIANISMO.
Viu
a
luz
da
publicidade a
iraducção
portugueza
do
primeiro
volume
da
Apologia
do
Cbrislianismo.
editada
com
nitidez
pe
lo
snr.
Ernesto
Chardron,
que,
ha
mui
to
cootribue
poderosamente, com
as
ex-
cellentes
publicações
religiosas da
sua
va
riada
e
abnndante
Irraria,
para
enrique
cer
o
thesouro
dos
conhecimentos enlre
nós.
O
ossumpto
do primeiro
volume
d’
es-
la
obra
é a
Demonstração
da
verdade
chris
lã.
A
harmonia da
rasão
com
a
fé,
das
ideias
scientilicas
com
as
ideias
catholi-
cas,
a
refutação completa
de
todas as
ob
jeções
levantadas
pelos
diversos
sistemas
tilosoficos
contra
as
verdades
da
nossa
religião,
a
demonstração
clara e
methpdi-
ca
dos princípios
christàos
em
face
da
mais
severa critica,
eis, em
suroma,
o
con-
theudo
d
’
esta
obra
tres
vezes
admiravel
e respeitada,
cuja importância, e alé
ne
cessidade
é
suflicienteineole
garantida,
a
primeira
pelas
successivas approvações
de
immiuentes
prelados,
sobretudo
pela
ap-
provação
e
elogio
do
immortal
Pio
IX,
bem
como
pelas
numerosas
edições
e
tra
ducções
ern
varias
línguas,
a segunda
pe
ia
carência
quasi
absoluta
de
estudos
d
’
es-
te
genero
entre
nós.
Nenhuma
obra
possue
tão
grande
ca
bedal
de
coahecimentos,
ião
vasta
erudi
ção
religiosa,
scientifica
e
litteraria
como
a
Apologia
do
Christianismo.
A
exposição
é
animada
de
novidade
e
vehemencia
sem
a
dureza
da
fórma
que
a
tornaria
fastidiosa.
A
linguagem,
em
que
foi
vertida peio
tes brinquedos,
que
merecem
a
devida
pu
nição
da
lei.
* *
Desmentido insuspeito. — f£is a
transcripção
do
<C.
do
Porto»,
a
que
nos
referimos
em o
n.°
antecedente
:
«Está
concluída
a eleição
municipal.
A
urna apresentou-nos
honlem
á
noite
os
nomes
dos
seus
predileclos
para
a
ge
rencia
do
municio
no
proximo
biennio.
Abaixo
vae
publicada a relação
exacta
do
resultado
das diíTerentes
assembleias.
Antes
porém
devo
informar
os
leito
res das
occorreucias
que
antecederam
o
acto
eleilotal.
Como
disse
na
minha
carta
anterior
lavraram
fundas
desintelligencias
no
seio
da
comrnissão
encarregada
pelo
meeting
de
escolher
a
lista
E
*
la,
propriamente
só
agradou
á
parcialidade
histórica,
ma^
os
outros
grupos
representados na
com-
missão entenderam
absier-se
de
contrariar
a
maioria,
e até se
comprometieram
por
coberencia
a
votar
aquella
lista,
levando
alguos a
sua
abnegação
e
desejo de
boa
harmonia
a
ponto
de
trabalharem
por
el
la.
Só
no
seio
da
comrnissão,
porém,
a
lista
teve
impugnadores
e
descontentes,
cá
fora por
uma parle
do
publico
da
ci
dade
lambem
fr
iámente
recebida.
Mas co
mo
por
um
lado
a
autboridade
nào
quiz
entrar
na
Iucta,
e
por outro
ainda
é
bas
tante
forte
o
laço
de
simpathia
que
liga
lodos
os amigos
do snr. conde
de
Beriian-
dos
a
s. ex.
a,
aquelles
desaguisados
e
descontentamentos
não
se
traduziram em
pugna
eleitoral,
e
sómente
á
ultima
hura
alguns
indivíduos
da
rua Nova coaieç; raiu
a
trabalhar
a
favor
de
uma
das
listas
que
o
«Commercio
do
Minho»
havia
publica
do. Estes
trabalhos,
porém,
nada
lioham
de
sérios,
nem
temerosos
para
os
adver
sários. Os
indivíduos escolhidos, aliás
mui
to competentes,
sabia
o
publico
qne
uão
acceiiavam,
e
alguns
como
os
snrs.
drs.
Antonio
Brandão
e
Juão
de
Paiva
assim
o
haviam declarado
pela
imprensa.
Alguos
amigos
do goveruo
resoheram-se
a
final
aproveitar
aquelle
núcleo
de
divergência
e
recoinmeiidaram
particularmeme
a
lista
a
alguns
influentes
das
aldeias
e
ainda
da
cidade.
Mas
escuso repetir
que
todo
es
te
combale
oão
chegou a
ser
sé<io,
e
os
vencedores
lerão
de
certo
o
bom
senso
de
se
não
enfeitarem
com
exagerados
lou
ros.
A
verdade
é,
e
d
’
isto póde dar
les-
limunho
toda
a
cidade,
que
nem
o
snr.
governador
civil,
ausente
era
Guimarães,
uem
as
auctoridades
suas
subordinadas,
in
fluíram
directa
nem indireclamente
na
eleição.
Assim
o
grupo
de
que
fallo
es
taria
pur
certo
bem disciplinado,
com
aui-
ino
valoroso, e
abundantes
munições
para
o
combale;
mas
em
verdade
não
encon
trou
na
arena,
seoão
á
ultima hora,
pou
cos
e
mal
armados
guerrilhas,
sem nexo
nem
disciplina,
pugnando por uma lista
em
que
muitos
nào
votavam
por
terem
a
certesa
de
qoe
a
maior
parte
dos
cava
lheiros
n
’
ella
indigitados
recusavam
ter-
ininantemente
a
honra
de
serera
vereado
res.
A victoria,
por tanto,
foi d
’
esla vez
fácil.»
A
fotografia e a
medieina.
—
0
doutor
Uitzmao,
professor
da
universida
de
de
Vieone,
acaba
dé
lêr
á
sociedade
medica
da
Áustria
uma
nota
curiosa so
bre
a
applicação
da
fotografia
aos
estu
dos
médicos,
manifestando,
sob a aucto-
ridade do
doutor
Vogel,
que
a
fotografia
revelou
uma
erupção
de
varíola
vime
e
quatro
horas
antes
de
se
declarar
de
modo
sensível.
Quando
ninguém
podia
observar
coisa
alguma
na
pelle
do
indivíduo,
o
cliché
ne
gativo
obtido
deixou
vêr
clarawenie
nu
merosas
manchas similhanles ás do
eru
pção
variolosa. Viote
e
quatro
horas
de
pois
apresentou-se a erupção
de
um mo
do
evidente.
Nfaufragi»—
Perdeu-se
nas
costas
de
Cardiíl,
nas
circuraslancias
mais
dramali-
cas
que
é
possível
conceber,
o
navio,
fran
cez
<
Aimable-Prudence».
O
<
Aimable-Prudeoce»,
capitão
Baron,
largára
de
Cardifl
para
Nantes
no
dia
17
de
outubro.
No
dia
immedialo,
que
era
um
do
mingo,
volta
das
onze
horas
e meia,
o
navio
foi
assaltado
por
íim
grande
tem
poral
e
deu
á
costa
nos
bancos
de
Car
difl.
Ao
cabo
de
inauditos
esforços,
a
tri
pulação,
composta
de
seis homens,
con
seguiu
pôr
a
nado
a
lancha de
salvação
;
sobreveio
porém uma
refrega medonha
que,
atirando
a
lancha
para
o
largo,
a
fez
voltar»
N
’um
abrir e
fechar
d
’
olhos
tinhara
si
do
tragados
tres
tripulantes
por
um
va-
Antonio
Bernardino Pinto
de
Madurei-
ra
3038.
Estevão da Costa Ribeiro
da
Cruz
3016.
Fernando
Castiço
2477.
Custodio José
Rodrigues Bahia
2452.
Visconde de
Pindeíla
2430.
Manuel
Joaquim
Penha
Fortuna 2427.
Manuel
Antonio
Faria
Ribeiro
2371.
Temos,
pois,
4 da
freguezia de
S. Vi
ctor,
1
da
de
Maximicos,
1
da
de
Vemiei-
ro
e
1
que
reside
em S. João
do
Sou
to
!!
’
Seria acaso,
proposito,
para
lisongear
os
volantes
da
freguezia de
S.
Victor?
Suífa-agioM
—
Em
varias
partes,
se-
segundo
nos
consta
já
tem
sido feitos
suíTragios
por
alma
do
Senhor
D.
Miguel
de
Bragança.
Os
legitimistas
de
Guimarães
manda
ram
no
dia
13
celebrar
missas
geraes,
em
algumas
egrejas.
Jubileu
do
Anno
Santo.—
Como
annunciamos
nos passados
n.
os
leve
logar
nos
dias
12, 13
e
14
a
procissão
para
alcançar
o
jubileu
do Anno
Saolo,
pro
movida
pela
R.
Irmandade
da
Misericór
dia,
a
qual
saiu
da
capella
da
Misericór
dia e
percorreu
em
visita
as
egrejas
in
dicadas.
Abria
o
préstito a
Cruz
da
Ir
mandade
da
SS.
Trindade,
seguindo-se
em
duas
alas
os
alumnos
do Collegio
do Es
pirito
Santo,
em
numero
excedente a
cem,
acompanhados
pelos
muilo
dignos padres
director
e
professores,
e
depois os
irmãos
d
‘
esta
irmandade,
os
confrades
de
Santo
Antonio,
da
Praça
Municipal,
Almas de
S.
Tífiago
c
Sé, com suas
cruzes.
No
ultimo
dia
caolou-se
a
conclusão
do
Te-Deum,
orações
e
bênção
própria,
na
R.
capella
da
Misericórdia,
havendo
expo
sição
do
SS.
Assistiram
lodos
os
irmãos
da
irmandade
da
casa
e
os
das Almas
da
Sé.
O
numero
des
fieis
que
acompanha
ram
no
ultimo
dia,
calcul»-se
em
dois
mil.
Nos
dias
19, 20
e
2I a
V.
Ordem
Terceira,
conjunctamente
com
a
irmanda
de
de
N.
Senhora
das
Dôres e Saot
’
Au-
ua,
etecla
nos
Congregados,
tencionam
sair
também procissionaltnente
fazer as
visi
tas.
Os
fieis
que
ainda
se
oão
aproveita
ram
das
graças
do
presente
jubileu,
não
devem
deixar
passar
esta
occasião;
pois
que, ainda
que
não
pertençam
a
nenhu
mas
corporações
pódem
ir
com
ellas
en-
corporados.
Awwiver^artos.
—No
dia
11
cele-
bron-se
na
egreja
do Populo
uma
missa
de
lequiem,
por
ser
anniversario
do obito
do
Snr.
D.
Pedro V, e
hontem
outra
na
egreja
dos
Congregados,
por
alma
da
Snr
a
D.
Maria
II.
Assistiu
o
regimento
de
infanteria 8
com
seu digno
commandante,
authonda-
des,
empregados e outras
pessoas dedica
das
aos
finados.
Theatro.—
Como
noticiamos
debutou
no
sabbado a companhia
hispanhola
diri
gida
pelos
snrs
Munné
e
Nuuez,
subin
do
á
scena
o
drama «O
lobo
marinho,
ou
Amor
d
’
um
pae»
g
a
comedia
«O
tigre
de
Bengala».
No
domingo
houve
lambem
espectacn-
lo
constante
do
drama
«A
oração da
tar
de»
e
a
comedia
«União liberal».
Ambos
os
especiaculos
correram
regu-
larmenle
A
concorrência
nos dois
dias,
foi
pe
quena.
A’
manhã sobe
á
scena
o drama
«Amor
de
mãe»
e
as
comedias
«Querem
ser ar
tistas»
e
«5alve-se
quem
podér».
«Jornal «1«»® Artinta®».—
Cora
este
titulo
começa a publicar-se
nm
periodico,
em
Portimão,
cujo
primeiro
n.° recebe
mos.
'•
Este
n.°
iraz
o
retrato
do eminente
poeta
João
de Deus,
biografado
pelo
snr
Gomes
Leal.
SSnmcfioira dada
e
bandeira ti
rada.—
(Correspondência
do noticiário).
—
No
anno do
Senhor de
1867,
ura devo
to
dà
freguezia de
Palmeira,
oífereceu
uma
bandeira,
ao
Menino
Deus,
sem
estabelecer
condições de a dar e
tirar,
á
similhança
dos
confrades
do
Sacraineuto,
que
com
a
mes
ma
bandeira
tinham
aoteriormente
feito
a
mesma
partida,
mais
própria
de
creança
sem
tino
do
que
de
homens
sérios
que
devem
comprehender
o
zêlo
de
devoções piedo
sas.
A
dita
bandeira,
é hoje
uma
peça
que
se acha
descripta no inventario
da respe-
cliva
junta
de
parochia, e
porisso
que
de
facto
e
direito
passou
a
ser
urna
proprie
dade
do
menino
Deus.
O
parocho
deve,
como
lingua
d’in-
venlario,
informar
a aucloridade
sobre es
galhão.
O moço
de
bordo
também
fôra
envolvido
por
elle,
mas
lograra
agarrar-se
a
um
fragmento
do navio.
Por
fim
os
dois
tripulantes
que
res
tavam
e
o
capitão conseguiram
pôr
a
na
do a
lancha
e
metteram-se
n
ella.
Veio
a
noite, noite
horrível!
A
escu
ridão
fez-lhes
perder
de
vista
completa
mente
a
embarcação,
e
os
pobres
náufra
gos
foram
arrastados
pela
corrente
com
vertiginosa
rapidez.
O moço
estava
horrivelmente
ferido,
um
golpe
de
mar
tinha-lhe
partido
uma
perna
e arrombado
o
peito. Pela
meia
noite,
começou
com
os
estertores
da
mor
te.
A
agonia
foi
espantosa.
Finalmente,
ás
duas
horas,
exalou
o
ultimo suspiro.
Uma
vaga
que
cobriu
a
lancha
levou
o
seu
cadaver
envolvido n’
uma
mortalha de
espuma.
Ficaram
só
o
capitão
e
um
tri
pulante,
que
passaiam
de
joelhos
o
resto
da
noite.
A
lancha
fazia
agua
por
lodos
os
lados.
Avistados
ao
alvorecer
pela
tripulação
do
navio
bollandez
«Pater
Landberg»,
fo
ram
recolhidos
por
ella e salvos
assim
da
morte
que já
não
podia
demorar-se
muito.
Sovas
tarifas <S«»
eaminho de
forro.
—
Pelas
novas
tarifas do
caminho
de
ferro
do
Minho
são
consideravelmente
reduzidos
os
transportes
de
caça,
carne
fresca,
hortaliças,
leite,
legumes,
ovos,
manteiga
queijo,
peixe,
cestas
e
taras
de
volvidas,
e
amostras
de
generos
e
mer
cadorias,
pela
grande
velocidade.
E
’
re
duzido
lambem
0
transporte,
do Porto
para
outras
estações,
de
assucar,
arroz,
azeite,
bacalhau,
café,
cerveja, farinha,
vi
nhos
engarrafados,
algodões,
linhos,
mi-
neraes,
madeiras,
adubos e
cereaes.
E’
egualmente
reduzido
0
transporte
por pe
quena
velocidade,
de
Braga
para
outras
estações,
de pannos,
carnes
ensaccadas,
vinagres,
vinhos
em
cascos,
varios
cereaes,
legumes,
etc.
N
:ticias
de
líesjjaratlaa.
—
Está
tu
do acabado.
Os
carlistas,
uns
correm
aco-
lovellando-se para
virem
entregar-se
aos
affonsinhos
;
outros são
fuzillados
pelos
seus chefes
por
não
quererem
marchar
contra
0
inimigo;
D.
Carlos
está
perigo
samente
ferido
e
alguns
já
0
dão
’
por
mor
to.
São
estas
as noticias
que
os
telegram-
mas
affondnos para
cá
mandam ;
e
ainla
que
alé
hoje
ainda
não
fallaram verdade,
fallam-n’
a
hoje
por
excepção,
e
não
ha
remedio
senão
accreditar,
Infelizmente
para
os
sobreditos
afion-
sinos,
as coisas correm-lhes
muilo
mal
em Madrid. Serrano,
Sagasta
e
Topete
estão
outra
vez
á flor
d’
agua
Sabe-se
que
esle
tjiumvirato
representa
e
traição
ne
fanda,
a
ambição
ins.aciavel, e
a
hypo-
crisia
mais
refinada.
Uma
reunião
de
3
a 4
ind
pessoas acclamou-os
chefes do
do
partido
csnslilucional
mais
liberal
den
tro da
Monarehia
de
D.
Affonso
XII;
e
ahi
os
temos
agora
a
manobrar para
apanharem as
posições
que
perderam
em
dezembro
passado.
Amargurados
dias tem ainla que pas
sar
0
paiz
visinho,
quer
se
prolongue
a
guerra
civil com os
carlistas,
como
pen
sam
homens mais
entendidos
que
nós nas
cousas
d’
aquelle
paiz,
quer
esla
seja
do
minada
ao
fim de
tres annos,
para
então
começar
a
guerra
civil
das
ambições li
beraes
umas
contra
as
outras,
da
impie
dade
contra
a
religião
catholica,
e
do
maçonismo contra a
ordem
social. Então
veremos,
se
nos
deixarem ver,
a
cara
dos
amigos da
monarehia
parlamentar. — «Bem
Publico»
SAÚDE
A TODOS
sem
medicina,
pur
gantes
nem
despezas
com
0
uso
da
delicio
sa
farinha
de
saúde,
DU
BARRY
de
Londres.
Sfí
«Fiavariavel
siaceenso
5
Toda
a
moléstia
acaba cotn
0
uso
da
deliciosa Revalesciére
du
Barry
qne tor-
ria a
dar
a
saude,
a
energia,
a
boa
di
gestão
e
0
somno.
Cura
as
indigestõe,
(dispepsia)
gástrica,
gastralgia,
flegmas,
arroios,
flatos,
amargor
na
bocca,
pitui-
las,
nauseas,
vomilos,
irritações
intesti-
naes,
diarrhea,
dizenteria,
cólicas,
tosses
asihina,
íalia
de
respiração,
oppressão,
con
gestões,
mal
aos nervos,
diabethe,
debi
lidade,
todas
as
desordens
no
peito,
na
garganta,
do
alilo,
das
broochites,
da
be
xiga,
do
figado,
dos rins,
dos
intestinos,
da
mucosa,
do
cerebro
e
do
sangue.
75 000
curas
entre
as
quaes
contam-se
a
do
du
que
de
Pluskow da exc.ma
snr.
a
marqueza
de
Brehan,
dos
doutores
Manoel
Saens de
Tejada
da
Universidade
de
Cordova^elc.
etc.
Certificado
do
celebre
dr.Rudolph Wur-
zer
z
Bonn, 19
de Julho
de 1854.
Esta
ligeira
e
agradavel
farinha
é
0
melhor absorvente; ao
mesmo
tempo nu
tritiva
e
restaurante
subslilue admiravel
mente
toda
a
medicação em
muitas
doen
ças.
E
’
de grande
utilidade,
sobre tudo
nas
renitências
habiluaes
do
ventre, bem
como
nas
diarrheas,
aflecçõe
*
nos
rins
e
na
bexiga,
na
pedra,
irritações,
inflamações,
e
caimbras da
uretra,
e
bexiga,
nos
aper
tos
e
hemorroides
bem
como
nas
enfermi
dades pulmonares,
bronchiles,
na
tosse
e
consumpção. Tenho a convicção
que
a
Re
valesciére
du
Barry
tem
a
propriedade pre
ciosa
de
curar
as
moléstias
hecticas.
Dr.
Rud
W
urzer
membro
de
muitas
socidades
scientificas.
Seis
vezes mais
nutritiva
do
que
a
car
ne
sem
esquentar,
economisa
cincoenla
vezes
0 seu
preço em
remedios.
—
Preços
fixos
da
venda
por
miudo
em
toda a
pe
nínsula
:
Em
caixas
de
folha
de
lata,
de
*
/
*
kilo,
500
;
de4
/,
kilo
800
rs
;
de
um
kilo,
10400
reis;
de
kiios,
30200
reis;
de 6
ki-
los,
60100
reis,
e
de
12
kiios,
120000
reis.
Os
biscoitos
da
Revalesciére
que
se
po
dem
comer
a
qualquer
hora,
vendem-se
em
caixas
a
800
e 10400 reis.
O
melhor chocolate
para a
saúde é
a
Bevaleaeâèr»
eSweoiaSada
5
ella
res-
tilue
0
appettile, digestão,
somno,
energia
as
carnes
duras
ás
pessoas,
e ás creanças
e
mais
fracas,
e
sustenta
dez.
vezes
mais
que
a
carne,
e
que
0
chocolate
ordinário,
sem
esquentar.
Em
paus,
on em
pó
em caixas
de
folha
de
latadelÒ
chavenas,
500
reis;
de
24
chave
nas,
820
reis; de
48 chavenas,
10400; de
120
chavenas,
30200
reis,
ou 25
reis
cada
chavena.
DARRY
DU
B.1R1OT
*
«5
C.
a
—
Pia-
ee
Véndôme,
26,
Pariz;
77
Regent
Street
Londres;
Valverde, 1, Madrid.
Os
pharmaceulicos,
droguistas,
raer-
cieiros,
etc.,
das
provincias
devem diri
gir
os
seus
pedidos
ao
deposito
Centrai
;
snr.
Serzedello
&
C.
a
Largo do
Corpo
Santo
16,
!Lisb®a,
(por
grosso
e miudo)
;
Carlos
Barreto,
rua
do Lorelo,
28;
Bar
rai
&
Irmãos,
rua Aurea, 12.
J.
de Sousa
Ferreira
&
Irmão,
rua da
Ba
nharia
77
;
de
Sequeira
;
J. Pinto
;
Desí-
ré Rahir;
Uoimbra,
V.
Botelho de
Vas-
concelÍGS
;
Aveiro,
F.
E.
da
Luz
e
Costa,
pharm.;
Bareellos,
Ramos,
pharm.;
Braga,
Pharmacia
Maia, rua
dos
Chãos,
Pipa
&
Irmão,
rua
do
Souto,
Domingos
J.
V.
Machado,
praça
Municipal.
Figueira,
Antonio
Vieira,
pharm.
;
Guimarães.
A.
J.
Pereira
Martins,
pharm.
;
Pena-
flel,
Miranda,
pharrn.
;
Ponte rto ILima,
A. J.
Rodrigues
Barbosa,
pharm.
;
Po
voa
cio
Varzim, P.
Machado
de Oli
veira,
pharma.
;
Vianna do CanteSSo,
Aflonso
e
Barros,
droguistas;
Viila
do
Conde,
A. L. Maia
Torres,
pharm.
Pelo
juiso
de
direito
d
’
esta
comarca
e
cartorio
de
Pessa, no dia
21
do corrente
mez
de
novembro
pela
10
horas da ma
nhã,
á
porta do
tribunal da
l.
a
instancia
que
é
silo
no
largo
de
Santo
Agostinho,
d
’esta
cidade,
se
tem
de
arrematar
os fru-
ctos
e generos
abaixo
declarados,
que são
os
seguintes
:
902,772
litros
de
vinho,
avaliados
na
quantia
de
170550
reis.
2941
800
litros
de
milhão,
avaliados
na
quantia de
450500
reis.
291,180
litros
de
centeio,
avaliados
na
quantia de
60600
reis,
e
outros
generos
que
constam dos
proprios
editaes,
ludo
pe
nhorado ao
executado
José
Dionizio da Cos
ta, negociante
d
’
esta
cidade,
na
execução
qoe
lhe
move
D.
Antonia
Maria
Marques
Dias
de Carvalho,
viuva, d’esta
mesma,
e
por
isso
toda
a
pessoa
qoe
quizer
lançar
póde
comparecer no
dito
dia
hora e
local
acima dito.
(2890)
NOVIDADE
Campo <9e B.
Luiz
l.° n.° 1
(Entrada
da
rua
dos
Capellistas)
ARAÚJO RIBEIRO
Participa aos
seus
numeios
amigos e
freguezes
que
acaba
de
raceber
0
que
ha
de
mais
novidade
em
fazendas
de
lã,
com
xadrez
em
bonitas
cores para
a
presente
estação.
Lenços,
manias
de
malha
de
lã,
guar
nições
de
pelle,
platinas, capas
inglezas á
Beduioa,
failes
pretos
e
de cores, merinos
pretos
de
pura lã,
um
completo
sortido
de
lenços de
seda
qoe
eram
de
10200
reis
a
800 reis;
um saldo
de
2:000
melros
de
fazendas
de lã
qoe eram de
300
reis
a
160
reis;
e outro
saldo
que
eram
de200
reis
a
120
reis;
fazendas transparentes
que
éram
de
120
a
50
reis
;
e
muitos outros
ar
tigos
que
vende
muilo
barato.
Grande
sor
timento
de manias para senhora
e homem
a
80,
120,
140,
200,
240,
360
e
500
reis.
Cintos
prateados
á
M.
“
e
Angol.
300
lenços
de
seda
sem
defeito
a
300
reis.
100 ditos
de
seda
sarjídos
sem
defeito
a 500
reis.
200
ditos
de
seda
grandes sem
defeito a
600
reis.
Lindos
selins
de lã
de
côres
para
vestidos
a
300
reis. Resto
de
lenços
de
se
da
com
defeitos
a
240
reis.
Um
saldo
de
colleirinho
de
bretanha,
para
homem
a
50
reis.
Machinas
de
costura
O
primeiro estabelecimento
de
machi
nas de
co^er
de
todos
os
auclores,
e
mais
aperfeiçoadas,
que
ha
no
campo
de D.
Luiz
1.° n.°
1
(entrada
da
rua
dos
Capel-
listas) de A.
Rebeiro,
ein
Braga
Acaba
de
receber
no
*
o
sortimento
das
afamadas
machinas
de
Singer,
legitimas, e
silenciosas,
especialidade
na
verdadeira
cons-
trucção
e perfeição
de
trabalho,
leveza e
so
lidez.
Vende
a
dinheiro
ou
prestações
men-
saes.
Ensino
grantis.
Concerta
toda
e qualquer
machina
de
costura
por
mais
diflicil
que
seja
0
concer
to,
e
tem pessoa
competente
para
isso,
por
preço
commodo.
O
estojo
completo
para as
machinas
são
:
Coslora
direita
—
bordar
a
soutache
—
fazer
pregas
ern
peitos
—
acolchoar
—franzir
—
infiladeira
—
pregar guarnições
sem
ali
nhavar
—
sobre-coser
—
metter
cordões
—
abainhadeira
de
diversas
larguras
—
retroz,
algodões,
agulhas,
oleos,
etc.
N. B. De
todos
estes objectos vende-se
separados,
ou
como
as
mesmas
machinas.
NOVO HORÁRIO
Narciso
José
Marques,
d
’
esla
cidade,
faz
publico que
a
sua
diligencia
que
des
ta cidade
sae para
Guimarães
ás
5
horas
da
manhã fica
saindo desde
0
dia
18
ás
6,
e
de
tarde
continua
a
sair
ás
2
ho
ras.
Braga
15
de
Novembro
de
1875.
(2801)
Narcizo
José
Margues.
Um
indivíduo,
de
fora
d
’
esla
cidade,
offerece-se
para
vir
servir
como
escudeiro,
ou
feitor,
para
0
que
possue
todas as
ha
bilitações
precisas.
No
escriptorio
d
’
esla redacção
dão-se
lodos
os
esclarecimentos.
Arrematação.
No
dia 21
do
corrente
terá
logar nos
baixos
do
tribunal,
pelas 11
horas
da ma
nhã a
arrematação
d
’
uma
porção
de
telha
e
madeira.
(2802)
ALiiiíDA
MAIA
(
antiga
ciiapeleria
campos
)
44—
Rua
do
Souto
—44
Participa
ao
respeitável
publico em
ge
ral,
especialmente
aos
seus
amigos e
fre
guezes
em
particular, que
lendo-se
dissol
vido
a
sociedade
que
girava,
sob
a
firma,
Campos
à
Almeida,
fica
de
hora
avante
girando
sob
a
firma
de
Almeida
Maia,
onde
ha
um
variado
sortido
de
chapéus
de
feltro,
casimira,
seda, etc.,
das
melho
res
fabricas. Também
fabrica,
concerta
e
põe
á
moda,
com
perfeição,
todo e
qual
quer
chapéo.
Preços
os mais
rasoaveis.
(2798)
GAZ LIQUIDO
Vende
se
de
l.a
qualidade na
rua
de
D.
Pedro
V,
em
çasa
de
Antonio
Moreira
Coe
lho,
(caldeireiro)
a
50
reis
cada
meio
li
tro.
(2789)
O
recebedor
da
comarca
de
Braga
Faz
saber que
0
cofre
da
recebedo
ria
d’
esta
comarca
se
acha aberto
para
a
cobrança
da
contribuição
Predial
e
De
cima
de
Juros
do anno
de
1875,
por
es
paço
de
30
dias
a
principiar
no
dia
2
de
Novembro
e
a
findar
no
l.°
de
Dezem
bro
proximo
futuro.
Passado
este
prazo
pagarão
os remissos
mais
3
por
cento,
ou
a
quota
fixa
de
40
reis
para a Fazenda
Publica,
além
do
ju
ro,
na
rasão
de
6
por
cento
ao
anno,
co
mo
vae
indicado
nos
avisos
que
com
data
de 6
do
corrente
se
estão
distribuindo
aos
contribuintes
—e
que
servem
para
lodos
os
efieitos
—
na
forma
do
Art.°
1.°
§
2.®
da
lei
de
31
de
Dezembro de 1873.
(2796)
(147)
Aforam-se
ou
vende-se
14
terrenos
com
30
palmos
de
freme
e
170
p.
de
fundo,
na
rua
Nova
da
Senhora
A
Branca.
Para
tratar,
á
rua
do
Conselheiro
Januario
n.°
97,
com
seu
dono João Manoel Pereira.
Braga
6
de
novembro
de
1875. (2782)
O
professor
em
artes,
lettras
e
scien-
cias,
membro do
clero
e
magistrados,
lodo
0
medico,
cirurgião,
dentista
e
artista,
que
desejem
obter
0
titulo
e
diploma
de
doutor
ou
tacharei
honorário,
podem
diri
gir-se
a
Medicus,
rua
do
Rei,
46, em
Jer-
sey
(Inglaterra).
(T
*
)
Fava
especial
da
ilha
de
ò
1.
Mi
guel
Esle
legume,
geralmente
usado
para
penso
de
gado
cavallar, muar
e
mesmo
bovino,
é
de
uma
óptima
nutrição.
Grande
deposito
a
preços
rasoaveis
;
Cima
do
Muro
(dos
bacalhoeiros) n.°
77
Porto.
(2748)
Companhia
Edificadora
e
Indus
trial
Bracarense.
A
direcção
d
’
esla companhia
faz
pu
blico
que
ern
conformidade
do
disposto
na
artigo
3.° §
6.°
do
respeclivo
regulamen
to,
abriu
0
seu
escriptorio
no
campo
de
SanfAnna n.°
71 D, 2.°
andar
aonde
se
dão
consultas
relativas
a
industria
parti
cular,
desde
as
10
horas
da
manhã
alé
ás
3
da
tarde nos
dias
uão
saucliíicados.
Encarrega-se
esta
direcção
de
lodos
os
trabalhos
relativos
a
projeclos
conslruc-
ções
em
geral,
como irrigações,
drena
gens, architectura,
levantamento
de plan
tas,
estradas,
caminhos
de
fetro,
coustruc-
çào
de
rodas
hydraulicas,
e
todo
quanto
diz respeito
a
obras
hydraulicas,
machi
nas
de
vapor etc.
A
direcção
proporcionará
garantias
se
guras,
e
preços
mais
commodos
para
a
confecção
dos
respectivos
projeclos,
direc
ção
e
execução de
obras,
apresentando
a
competente
labella
de
preços,
cu fa~
sendo
os
ajustes
mais
modicos
e
compa
tíveis
com
os
fins
a
que
se
propõe.
Os
directores
Fernando
Castiço.
José
Alves
de
Moura.
Francisco
da Silva
Araújo.
(2747)
Em
casa
de
dous
senhores
allemães
catholicos
offerece-se
a
um
limitado
nume
ro
de
alumnos
óptima
occasião
de
recebe
rem
uma
completa educação
moral,
scien-
tifica
e
essencialmente
religiosa,
evitando-
se
as
innumeras inconveniências
dos
col-
legios.
A
casa
fica
perto da
estação
do
Pinheiro,
n
’
um
sitio
lindíssimo
e
nas
me
lhores
condições
hygienicas
Para
mais
esclarecimentos
dirigir-se
á
Quinta
das
Goellas
ds
Pau
—
Porto.
(2788)
UM
LIVRO
1JESTINADÕ~
A
FAZER UMA REVOLUÇÃO
Quando
annunciamos
a
apparição
da
importantíssima
obra,
devida á
aparadissima
penna do
primeiro
dos nossos
escriptores
catholicos
0
snr.
José
Maria
de
Sousa
Mon
teiro
—
Duas
Obras
de
Misericórdia—
nào
jul
gávamos
recommendar
um
dos
livros
mais
importantes que
se
tem
escripto
em
nossos
dias.
Lendo-a
com
mais
altenção,
e
saben
do
agora,
por
cartas
que
0
seu
editor
o
snr.
Teixeira
de
Freitas
acaba
de
receber
de
muitos
pontos
do
paiz
e das
prioci
paes
cidades
do
Brazil,
o
barulho
que
tem
feito
nào receiamos
engaoar-nos,
di
zendo
que
o
livro
Duas Obras
de
Miseri
córdia,
refutando
as
blasfémias
escriptas
pelo
snr.
Alexandre
Herculano.
está
des
tinado
a
promover
uma
espantosa
revo
lução
nas
ideias do
presente
século.
Graude
foi
desde
logo
o
nosso
empe
nho
em
fazer
conhecido
este
livro;
mas
hoje
fazemos mais
que
empenhar-nos,
julga
mos do
nosso
dever
como
catholicos
recom-
mendal-o
quanto
seja
possível as
nossas
forças, e
por
isso
publicamos
em
seguida
o
indece
das
matérias,
pesando-nos
sobre
modo
não o
haver
feito
em
principio.
INDECE
Duas
palavra
de
prologo
ao
leitor.
I
A
immaculada
Conceição
e
os
Opús
culos.
Motivos
para
desenterrar
estes.
—
Carta
do
snr. Fontana.—Anoos
para
cá...,
annos
lá.—Falta
de
lógica
do
snr.
Hercula
no
e
suas
blasphemias.
II
A
infallibidade
do
Papa
e
as
cho-
carrices
do
snr.
Herculano.
Antiguidade
da
infallibilidade
pontifícia na
Egreja.
—
O
snr.
Herculano
attribue
sua
invenção
aos
je-
suitsa,
qúe
ainda
não
existiam!
—
Tricas
d
’
esle
senhor
para
negar
a
ecumenicidade
do
Concilio
Vaticano.
—Estudam-se
vários
Concílios.
—Phrase
chula
contra
os
Bispos
in
parlibus.
III
Concílios
e
Papas.
Continua-se
o
estudo
sobre
alguns
Concílios, relativa
mente
á
infalhbilidade
pontifícia
:
—O
de
Constança,
o
de
Basilèa,
o
de
Florença.
—
Questão
de
Honorio
e de
Liberio.
IV
O
Syllabus
—
A
soberania
do
po
vo,
direito
de
insurreição,
liberdade
de
consciência e
liberdade
de
imprensa,
dog
mas
da
civilisação
moderna?—
Communo-
sos,
Serramstas
e
antigos
ministros
de
ha-
bel
11,
inimigos
todos
dos
Syllabus,
co
mo
o
snr. Herculano.
—
Este
adopta
o
ex
pediente
«los
Arianos e
d’
oulros
herejes.
V
Plano
heretico
e
scismalico.
A
Car
ta
«maldita»
convertida
em...
—
O
snr.
Her-
culano
oflende a
decencia
e
o
bom
senso.
—
O
Cromwel
hodierno.
—
Um
sonho.
—
«Crentes
illustrados».
—
Eslão
curados.—
Preciosa
confissão!
—
«Roupeta
debaixo
da
cogula»
(gracinha
hercúlea).
Origem
torpe
e
berço
hediondo
do
be
neplácito.
—Vim
principio
socialista.
—
Pres-
bylerianismo
orlhodoxo
(ou
preto-branco).
Vil
Plano
de
perseguição
e
novas
con-
tradicçòes.
Sopnistica
ridícula
e
repugnan
te
hypocrisia
de
um
absolutista
pombalino
—
Bella
perspectiva
!
VIII
Ainda novas
contradições e
fal
tas de terdade.
A
sociedade
moderna.
—
O
ensino
das
Irmãs
da
Caridade
fuminado
pelo
deílensor
da
liberdade
casinense.—
O
Concibo
Tridenlino
recebido em
França.
—
Blasphemias
e heresias.
—
Castigo
do
odio
e
da
soberba.—Conclusão.
—
Notas.
Façam
pois
acquisição
d
’
esle
livro
to
dos
os
que
amam
a
verdade
e
cremos
que
todos
nos
agradecerão
por
lhe
indicarmos
tal
obra.
Vende-se
na
livraria
editora
de
Teixei
ra
de
Freitas
em
Guimarães,
e
nas
princi-
paes
livrarias
do
reino
e do Brazil,
pelo
diminuto
preço
de
400
rs.,
sendo
impres
so
em
bom
papel
e
com
muita
nitidez.
LIlluslration
de
la
mode.
O mais
elegante, ricamente illustrado
e
barato
dos
jornaes
da
moda.
Publica-se
em
Pariz
orna
vez
por
mez,
no
formato
dos
grandes
jornaes
illustrados.
Cada
numero
contém
dez
a
quinze
mo
delos de
toiletle,
uma
grande
folha
de
mo
delos
de
tamanho
natural
e
uma
magni
fica
gravura
clorida.
Quem
quizer
assignar
esta
publicação,
dirija-se
á livraria de
Eugênio
Chardron,
largo de
S.
Francisco.
—
Braga.
A
empreza offerece aos
seus
assigoan-
tes
um
magnifico
cofresinho
contendo
tu
do
o
que é
necessário
para
um toucador
e
cujos objectos valem
para
cima
de
20
fran
cos.
Preços
d’assignatura—Portugal
:
sem
o
referido
brinde
—
9
fr.
Com
o
brinde
—
13
fr.
CASAL
Vende-se
na
Povoa
de
Lanhoso
e
lo
gar
d
’Arrifana
o
casal
denominado
d
’
«Alem>
com
todas
as
suas
pertenças,
livre
de
fòro
ou
penção.
Dirigir-se
ao
proprietário
ali,
cu
nos
Chãos
de
Baixo, n.°
6.
(2759)
BSK
z
AI
m
A
HBEC
Janeiro
13
de
Janeiro
29
de
<
13
de
Fevereiro
CA
n
M
l
n
A
<>
SJI
A
a
sair
de
Lisboa:
|DOURO
.
.
[
MONDEGO
.
|
ELBE
.
.
Vicente,
Pernambuco,
Bahia,
Rio
de
Paquetes
MINHO
.
.
29
de
Novembro
NEVA
. .
13
de
Dezembro
GUADIANA
.
29
de
>
O
paquete de 13
toca
em S.
Montevideu
e
Buenos-Ayres.
O
paquete
de
29
toca
em
S.
nos-Ayres.
Vicente,
Rio
de
Janeiro,
Montevideu e
Bue-
Os
preços sAo muito raaoaveis
Esta
companhia
para
maior
vantagem, resolveu
ter
a
bordo
de
todos
vapores,
criados
e
cosinheiros
portuguezes
para
servirem os
passageiros
de
os seus
todas
as
classes,
cujo
tratamento
se
torna hoje
o
melhor
possível.
Cada
passageiro
de
3.
a
classe
tem
grátis,
belixe
com
colchão
e
roupa
de
cama,
vinho
e
comida
á
portu
gueza,
tudo
em
abundancia.
O
transporte
do
caminho
de
ferro
até
Lisboa
é
por
conta
da
companhia
bem
como
outras
despezas.
Para
mais
esclarecimentos
prestam-se
em casa
do
agente
n
’
esta
cidade,
rua
do
Souto
n.°
43.
—
Em
Braga.
João
Manoel
da
Silva
Guirn
ardes.
(V*
A
s
quartas
feiras
Carreira
semanal
DO
PACIFICO
Rio
de
Janeiro,
Montevideu, Buenos-Ayres,
Valparaiso, Arica,
Islay
e
Callao
CARREIRA
QUINZENAL PARA PERNAMBUCO
E BAHIA
A
Companhia
reduziu
os preços,
conservando
as
mesmas
vantagens
comO
até
aqui
tem
offerecido
aos
snrs.
passageiros
:
excellentes
commodos,
bom tra
tamento,
bastante espaço
para bagagens e viagens
rapitfas,
pois
que
OS
Paquetes
do
Paeifleo
tem
gasto
sómenle
13
dias de Lisboa ao Rio de
Janeiro.
Preços
das
passagens
incluindo
o
caminho de
ferro
do
Porto
para
Lisboa
3/
CLASSE
2?
CAMARA
1/
CAMARA
Pernambuco
.........................................
Bahia
...................................................
Rio
de
Janeiro
...................................
Montevideo
e
Buenos-Ayres.
.
.
.
Valparaiso,
Arica,
Islay"e
Callao
. .
40&000
40&000
45&000
54&000
126^000
Crianças dos
passageiros
Até
aos
12
annos
meia
passagem.
Alé
aos 8
annos
a
quarta parte.
Alé
aos
3
annos
grátis,
uma
só
de
cada
familia.
Todas
as
terças
feiras
sahirá
de
Lisboa
um
paquete,
os
passageiros
de
3/ classe
teem
eliche
com
colchão
e
roupa, comida a
portugueza em abundancia
e
vinho
duas
vezes
por diz
AGENTES
EM BRAGA
—
Almeida
&
Pereria.
Trata a
passagem
a
pagar
ã
vista
e
a
prazo
com
fiança.
(K
★
)
ARMAZRM
DE
VIIIHOS
DO
ALTO
DOURO
DÁ
CASA DE
VILLA POUCA
RUA
DO
SOUTO
N.°
15
BRAGA.
Acaba
de
ser sortido
este
armazém
com
as
seguintes
qualidades
de
vinhos
engarrafados
e
aquartilhados
:
ENGARRAFADOS
Vinho
tinto
de
meza.
...
150
... 190
»
>
> . .
>
Lagrima
....
.
200
>
Branco
de
meza.
.
•
•
.
210
>
tinto de meza
fino.
• •
.
270
>
de
prova
secca.
•
«
.
300
»
Malvasia
de
2.a
.
•
•
.
360
»
> velho.
.
.
•
•
.
400
»
Bastardo
....
.
500
>
Moscatel
....
• •
.
500
81&000
90&000
90&Q00
90£»000
189&000
108&000
117&000
121&500
157&500
308&500
.
500
.
700
.
560
.
600
»
Malvasia
.......................
>
Roncão
.......................
»
Alvaralhão
.......................
»
Velho de 1854
.
.
A
RETALHADO
Vinho para
meza
50
e
80,
o
quar
tilho
tinto
e 120
o
branco.
Responde-se
e
garante-se
a
pureza
e
boa
qualidade
de
lodos
estes
vinhos,
po
dendo
todo
e
qualquer
consumidor man-
dal-o experimentar
por
meio
de
qualquer
processo
chymico.
N
’
estes
preços
nãa
fica
incluído
o
valor
da
garrafa que
o
comprador
apre
sentará
oo
pagará
50
reis
por
cada uma.
(N
«)
Jubileu
do anno
Santo
O
Defioitorio
da
Ordem
Terceira, d
’es-
ta
cidade, deliberou
fazer
a
sua
visita
pe
las
tres horas
da tarde
dos
dias
19,
20
e
21
do
corrente,
e
por
isso
convida
to
das as
pessoas
que
ali
queiram
concorrer.
RUA DES.
MARCOS,N.°õ
M
Vende
papeis
pinta-
dos
para
guarnecer
sallas,
lindissimos
gostos,
a
prin- W
cipiar
ern
80
reis
a
peça.
P
Vende olio,
tintas
e
vernizes
para
pinturas de
casas,
tudo
de boa
quali-
dade.e preços
muito
resu
midos.
£
Vende
cimento roma
no
para
vedar
aguas,
ges
so para
estuques
de
ca
sas,
tudo
de
primeira
qua
lidade.
(Z
*
)
í
FOLHINHA DE RESA
Do
rito romano para a
Archidio
cese
Bracarense
Auctorisada
e
coordenada
por
ordem de
S.
Exc.
a
Rev.ma
o
Senhor
Arcebispo Coa
djulor.
augmenlada
com
notas.
Preço. . .
.
140
rs.
FOLHINHA D ALGIBE1RA
40
rs.
Ou
almanak
ecclesiastico e civil
para o Arcebispado
de
Braga
Consideravelmente
augmentado,
cotn
notas
e
certeza
das abstinências
e
festivi
dade.
Preço.
.
Vendem-se
em
Braga,
rua
Nova,
n.°
3, defronte
da
Misericórdia,
em
casa
do
snr.
Bernardino
J.
da
Cruz,
rua do
Souto,
em
casa
do
snr. Rocha,
e
Germano==Gui-
mnrães,
em
casa
dos
snrs.
F.
Martins
da
C.
Guimarães,
largo
da
Misecordia,
e
livraria
de
Teixeira
de
Freitas,
a
S.
Dama-
so,
Villa Kcal,
Chaves,
Vianna
e
Arcos,
nas
lojas
costumadas.
João
Manoel
da
Silva
Guima
rães.
—
Rua do
Souto n.°
43.
Compra
e
vende
Acções de
todos
os
Bancos
e
Companhias,
Inscripções
de As
sentamento e
coupons.
(X»)
0
ESCOLA
AMERICANA
Extrai,
cura
e
conseria
os
dentes ca
riados,
colloca
dentes
artificiaes
com
pre-
feição.
Presta-se
a
chamados fóra da cida
de. Consultorio,
Campo de
Sanl
’
Anua
n?
1, das 8
da manhã
ás
5
da
tarde
(2723)
â
oi
eu
Vende-se
ot
bens
de Louredo,
e
coo-
trata-se
com
o
padre
Estevão Gomes
Car
doso
da
freguezia
d
’
Avella.
Vende-»e
uma
morada
de
casas
si
tas
na
rua
do
Forno,
com
o n.
8
A,
com
dois
andares
e
aguas
furtadas
e
lem bons
commodos para
qual
quer
familia.
Quero
perlender íalle
na
rua
de
Guadalupe,
n.°
2
C.
(2787) - É o formato de
-
comerciominho_16111875_421.pdf
Parte de Comércio do Minho (O)