comerciominho_16101875_409.xml
- conteúdo
-
—
4^
——
:
Àssigna-see
vende-se
no
escriptorio
do
editor
e
proprietário
José
Maria
Dias
da
Costa,
rua Nova
n.
*
3
E,
para
onde
deve
ser
dirigida
todas
correspondência
franca
de
porte.=
As
assi-
goaturas
são
pagas
adiantadas
;
assim
como
as correspondên
cias de
Interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
(1)
O
governo
de
MadriJ. depois
de
sanecionar
esle
contracto,
faltou a
elle
indignamente.
Senna
Freitas.
(2)
Os
generaes
Mactinez
Campos
e
Jovellar,
representando
o
governo
de
D.
Aíioaso,
também
acabam
de
assignar
o
convénio
para
a
rendição
de
L?r
Seo
de
Ur
gel,
cuin
todas as
hom
as
de
prisionei
ros
de
guerra
ao* piisiuneiios carlistas;
e
au
i-eti
general
foram
concedidas
de-
fereucias
que
só
se
concedem
a
bedi^e-
O
SáÍÍBÍfawl«ãÍããi»
*wêwÍÍi»MÍâ»ãÍWÍiaBBã&aiÍ&»MtMB^^
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS E
SABBADOS.
P
reços
: Braga,
anno 1^609
rs.=Somestre
850
rs
=ZV
uvm
--
cias,
anno
25400
rs
e
sendo
duas 45000
rs
««Semestre
17
*
’-'S
MlS1
2
*
*
*
*
'
íí°
rs
-
s
«®«lre
«ttWn.
moeda
f,w('
ou
105000
reis
e 55500
reis moeda
fraca.
==
Àimuncios
por
hnr.
i
|
20
rs.,
repetição 10
rs.
Para
os
assignantes
„ii
•
d
’abatiinento.
BRAGA
SARBAIM)
i« WE
omwo
Ainil»
os aZaszu
b
-
ím
tia«D.
•
[Coliliiiuaçào]
II
A
QUEM É FEITA A GUERRA?
Aos
lazarislas?
Não.
A guerra
é
feita
á
religião
ch>
istã
Vae
demonstral-o
o
snr. Guimarães
Fonseca.
Faça
o
leitor
provisão de
paciência,
porque
vou
transcrever um capitulo
do
folheio a
que
estou
respondendo.
Falia
o
snr.
Fonseca
:
«O
Evangelho é
nina
utopia
Suppõe
o
homem
nm
anjo.
Quer
depurar a
car
ne,
apertando
no
cilicio
de
um
ideal ne
buloso
iodas
as
paixões
em
vez
de
as
encaminhar
como
as
religiões
antigas
para
a
plenitude
da
vida
e da felicidade
«Pela
lheoria
de
Chrislo, o
homem
não vi
*o
para
esle
mundo,
mas
para
a
perfeição infinita,
simbolisada
no
reino do
ceo.
<0
qne
mais
sofbe,
o
que
fôr
mais
ignorante
(a
religião
de
Chri?lo não
man
da
ser
ignorante.
Pelo
contrario,
uma
da-
obras
de misericórdia,
por
ella
recomm-n
dada,
é
ensinar
os
ignorantes. Não
sabia
isto,
snr.
Fonseca7
) e
humilde, o
que
tro
car
todos
os
bens
da
civilisação
do
mun
do
e
todas
as
riquesas
do trabalho
e
do
progresso
por
uma
cruz
que
lhe
ensan
guenta
os
hombros,
esse
é
o
perfeito,
o
justo,
o
livre,
o
bom.»
E’
verdade.
Ahi
tem
o
que
as
religiões
antigas,
que
encaminhavam
o
homem pa
ra
a
plenitude
da
vida
e
da
felicidade,
não
ensinavam,
e
por
isso entre
os
pagãos
eram
iguaes coodicções
a
<Jo
pobre e
a
do
e?cravo.
Ahi
lem
os
sacrosantos
prin
cípios
da
igualdade
christã.
Por
essa
lei
sublime,
os
ricos,
os
sábios, os
grandes
do
mundo.
nivelam-se
com
o
pobre,
a
ignorante,
o
humilde.
Curve-se e descu
bra-se,
snr.
Fonseca
ao
pronunciar
essas
palavras. Deve-o
faztr.
—
Essa
lei
divina
li
bertou
o
mundo
?
♦
Já
se
vê,
que
tal
doutrina,
collocan-
do
u
homem
fóra
da
sua
esfera
natural
e
racional,
escravisa o
em
vez
de
o
iiber
[
a
negia
tar. ■>
Qual é a
esfera
natural
e racional
do
homem?
A
liberdade
sem
limites?
A
ple
niiude
da
vida
e felicidade?
E
chama
este
filosofo
d
’
agua morna utopia ao
Evan
gedio! Elle, o
mais
infrene
ulopisla
que
eu
tenho
visto
!
«Por
isso
as
gerações,
ha
desoito
sécu
los
se
cobriam
com
um
sudário
de
la
grimas
e
sangue
e
se
metteram voluntaria
mente.
fanaticamente
no
ergástulo
do
mar
tírio
(Devia
aecresceniar
:
—
Que
lhes
era
preparado
pela
tolerância
dos
que
pro
fessavam as
religiões
anigas,
pelos
que
ambicionavam
a
tal
plenitude
de
vida
e
felicidade).
«Etn
vez
dos
mirlhos
de
Cylhera,
as
lôbregas
furnas
do claustro,
em
vez
do
culto
brilhante
da
natureza.
a
adoração
fúnebre
de
uma cruz».—
(AhlGaurne,
Gru
me,
qne
grande
homem
to
és,
e
como
tu
conheces
toda esta
gente
!)
«A
religião
christã,
julgando
qoe
o
homem,
o
filho
dilecio
de
Deus,
fóra
amaldiçoado
por
Deus,
fórma
uma
ideia
falsissima
da
divindade
do
principio crea
dor
e
justo,
da
omnipotência
e
da
omnis
ciência
divina.
«Se,
para
a
sabedoria
infinita,
não
ha
illtbões,
como
é
que
Deus
podia
airepen
der-se
de
haver
c<eado
o
homem?»
Vê
se
que
o
snr.
Fonseca
nega
o
peccado
original
e
aífirma que
Deus
não
podia
ler-se
arrependido
de
citar o
ho
mem.
Ora,
se
Deus
se
nào
arrependeu de
ler
creado
o
homem
é
porque o
homem,
tiiho
dilecto
de
Deus,
era
obra
tão
per
feita
como as
outras
obras
do
Creador.
—
Ergo
—
como
obra
perfeita
não
podia
ter
commetlido
o
peccado
original.
Creio
que
é
e»ta a
conclusão
que
o
snr.
Fonseca
pre
tende
tirar
do
seu
arrasoado.
Agora
di
rei
eu
:
—
Se
o
primeiro
homem
foi
per
feito,
nós
lambem
o
havemos
ser,
pois
que
Deus
nào
podia
ficar
satisfeito
com
Àd.to e
arrependei-se
de
nos
ter
creado
a
nós.
Fique
pois
estabelecido
e demons
trado
que
nós
somos
creaiuras
lerfeitas, e
confesse-nos o
leitor
se
já
viu
maior
dis
parate
em
lettra
redonda!,..
—
«Partindo
d
’
este
absurdo
a
religião
christã
obriga os
seus
adeptos
á
peni
tencia que
redime
o
peccado
original,
e
traça
em
tudo
o
caminho
da
vida
humana
linha
do
soflrimeoto e da
infeli
cidade».
E
’
boa teima
! Ora,
snr.
Fonseca,
abandone
por um momento
o
seo
Verau-
se, compre um
calhecnmo
de
doutrina
christã,
que
se
lê
era
cinco
minutos, e
depois,
se
lhe
parecer, escreva
outro
fo
lheto
conlia
a no^sa
religião,
mas conhe
cendo-a
melhor.
Repilo-lhe
:
—
A religião
de Chrislo
nào
traça
em
lodo
o caminho
da
vida
humana
a
negra
linha
do
ò"ffri-
menlo e da
infelicidade
A
religião
é
a
companheira,
a
consoladora
dos
infelizes
e
dos
que
soffrem. Ensina
aos
seus ade
ptos
a
serem humildes
e
penitentes
por
que,
como
adinitte o
absurdo de
que
o
homem
não
é
perfeito,
conclue
d
’
ahi
qne
deve
ensinar-lhe
a
fugir
dos
esplendores
e
gosos
do inundo,
nos
quaes
facilmente
se
olvidam
os
desgraçados
seus
filhos
que
ridos.
E
cuida
o
sor.
Fonseca
que
ella
abandona
esses
meunos
qne
vivem
no
goso
de
lodos
os
bens
mundanos?
Nào!
Quando elles,
desesperam
de
encontrar a
felicidade,
que
se
nào
compra
com
ouro,
quando
se
convencem
de
que
todos
os
go>os
que
uão
partem
dos
puros
seuti-
meoios
do
coração
são efemeros, dá-lhes
consolação
e
esperança.
Sabe
como?
—
Aponta-lhe
para
o
céo!
E.
F.
[Conlinúa]
-------
—--------
».
cak
I
í
B
s
coarruA.
».
affí
&
js
-
so
C
om
ALGUMAS
CONSIDERAÇÕES SOBRE O
DIREITO DE
BELL1GEBANCIA DOS CAR
LISTAS.
pelo
general
KIBKPATIUCK
(Versão
do
inglezJ
V
[Continti«ção]
O
snr.
Salmeron,
presidente
da
repu
blica
federal disse
que os
carlistas
erato
realmente
belligerantes,
e.
«nào
estavam
em
tanta
desproporção
com
as
tropas do
governo,
como
se
lhe
tinha
afigurado.»
Ainda
oo
tempo
d
’
e»te
presidente
fui
proposto
um
tratado
pelo
ministio
da
guerra
com
o
ca
pilão
genial
da
Catalu
nha
para
a
livre
circulação
dos caminhos
de
ferro
de
Barcelona
a
Saragoça.
O
mi-
nniro
da guerra
auctorisnu
a vumpanhia
a
estipular
que
os
comboios uão puder
am
transportar tropas
nem
contrabando
de
gueira.
O
snr.
Ga-teilar,
presidente
da
Repu
blica
centralisada,
e
Dictador, no
seu
fa
moso discur-o
em
Barcelona
disse
que
eslava
a
braços com
uma
vetdadeira
gner-
•a
civil
na
qual
dois
partidos bellige-
rantes
não eram
de-ignaes.
Doraote
o
seu
governo,
por
ordem
do
respectivo
ministro
da
guerra,
os
dois
opposles ca
pitães
generaes
da
Caialutiha
ex-,
cularam
um
trilado
de
troca
de
prisioneiros,
e
o
ministro
de
Madrid
co-ico/dou
cmn
o
general
Elio,
que
quando
alli
iro
hou
vesse
numeui
suflicieiiie
d’um
(l
>Hi;io
r
a-
ra
vocas
peles de
outro,
as
(altas
po
diam
ser preenchidas
com
<.s
de
ouíias
províncias.
Igualmeute
nVsti
época
se
íez
uma
nova
convenção
reldiivanieute
ao
caminho
de
ferro
de
Bwcelona
e
Sa
ragoça,
por
ler
silo
quebra-lo
pela
com
panhia
o
contracto
anterior.
O
general
Serrano,
Dictador,
nomeou
commissionados
para negociarem com
os
commissionados
de
D.
Carios
a
neutra-
fisação
da
linha
do
caminho
de
ferro
do
Norte,
e
loi
assignada
uma
concor
data,
obrigando-se
os
republicanos
a
não
tiausportar
por
aquellas
vias
nem
tropas
nem
munições
de
guerra
—
O
general
Ser
rano
estabeleceu também
que
fossem
res
peitados
nos prisioneiros
carlistas
todos
os
direitos
e
regarias
dos
prisioneiros
de
guerra;
e
em
iodos
os
c-rsos
indicados
reconhecem
os
direitos
dos
carlistas
para
serena
tratados
como
beiligerautes.
(2)
as
k
m
Um gseqtaenso eatudio
sobre o gran
de
problesua
Saãtjtorãeo
da po-
voaçúo
tía America
POR
iELB.
A
aidua questão da
povoação da
Ame
rica,
isto
é,
de
saber
como
ou
por
onde
passaram
aquelles
vastíssimos
paises
os
seus
primeiios
habitadores,
ha
sido
tra
tada
por
muitas peinias
com
assaz
diligen
cia
e
appiicação
; mas
não
com
iguai
fe
licidade,
porque
depois
de
longas
doputas,
que
nào
trilhado
diverso caminho
n
’
esta
matéria,
uão
se
encontrou
até
hoje uma
solução
capaz
de
satisfaser
uma
intelligeo-
cia,
que sincera
mente
busque
a
verdade,
mas
antes este
assumpto
lem
dado
causa
a
qoe
alguns
espíritos
levados
peio
pru
rido
de tudo
explicar,
se
tenham
deixado
arrastar
pura
um
campo
totalmente falso,
que
tal
é
o
herelico.
Esta
questão,
que
indiquei,
é
de
mui
to
maior
importância,
do
que á
primeira
vista
parece. A
alguns
parecerá
mera
cu
riosidade
histórica,
alarde
de
sciencia
vá
;
pois
não é, que
é
ponto
em
que
se
in
teressa
immeoso
a religião,
muito
de
perlo
toca
E
a
rasão
d
’
isto
é
o
que passo
a
expôr.
Aquelles,
que
negam que
os
primeiros
povoadores
da
America
saíram
d’
esle
nos
so
continente
para
aquelle,
negam
por
consequência
qne
lodos
os
homens,
que.
ha
no
mundo,
sejam
descendentes de
Adão;
mas
que
elles
o são, é
dogma
de
fé,
puis
está
reveiado
na
Escriptura,
e
definido
pela
Egieja: d’
onde
se
segue
qoe
toda»
as
diílicuidade-,
que
apparecern
na
passagem
dos
primeiros
povoa
Jures
da
America
d’
este
nosso
continente
para
aquel
le,
servem
de
argumentos aos
espíritos
incrédulos
para
impugnar o
dogma
de
que
Adão
e
Eva
foram
paes
universaes do
genero
humano.
Este
dogma
foi negado
peio
heresiar-
cha
Isaac
de
la
Peirer,
de
nação
fraucez,
o
qual
em meiado
do século
XVI
vomi
tou tão
pernicioso
erro
em um
livro
es-
criplo
com
esle
iotenlo.
Era eotao
de
la Peirer
prolestanle
;
depois converteu
se
ao
grémio
da
Egreja
Catholica,
e
abjurou com
os
erros
com-
mons
da
sua
seita
protestante,
o
delirio,
cujo primeiro auctor elle
havia sido.
Isto
é o
que
aílirmauj os
escriptores
calholicos.
Os
protestantes
asseguram
o
contrario,
isto
é,
que
a sua
reconciliação com a
Egreja
fôra
só
appareute,
e
executada
por
motivos
políticos,
e
que
até
á
morte
per-
e cotn
ellajseverou
obstinado
na
sua
heresia
particu-
descreveu
a
formação
de
Adao
e
Ev
d
,
principiando
pur
elles
como
paes
umeos
e
privativos
da
Nação
Israelita a
serie
histórica
dos
acontecimentos
do
referido
povo.
Que
o
dar
progeuitoies parlicula-
res^e
independentes
da
cre-.ção
commum
á
iSação
Jud.-ica,
íôia já u desígnio
divi
no
de
cuusliiuíl-a
por
povo
escolhido
de
Deus,
e
smgularmaiiie
destinado
a
rece
ber
e
manter
iutacta
a
religião
verdadeira
e
o
siucero
culto
da
divindade.
Algum
dos
meus leitores
impacientado
com
a
exposição
du
sistema herelico
dos
pieadamitas,
peiguatar-me-ha
quiçá
que
leluÇaO
<ile
tem
cum
a
epígrafe
que
serve
de
mulo
a
esle
múdesto
estudo?
Eu lh’
a
úemoiiítro.
Us
p.eadamitis
para iuíidameuidiem
o
teu
sistema
faseu
*
cavallo
de
batalha
na
diílicuidade
que ha
..•iij
explicai
i
a
soa
v<{ mente
u
m;>Ju como
se
povoou o
novo
mundo,
porque
sup-
pondo,
como
suppótm,
que
do
nosso
Cun-
liiimte
ao
d*
America
uão
ha
cominuui-
cação alguma
pur terra,
ames
pelo
con
trario
medeiam grandes
maits
entre
uin
e outro,
inferem
d
’
aqui
qua
nein
da
Eu
ropa,
nem
da
Asia,
e
nem
da
África
pu
deram
passar
a
America
homens
al
-uus
antes
da
invenção
tfa
agulha
de
úiaiear,
cujo USO Ó
3L)SOiU
<
izl)Lt!
UVCCSSâí
IO
as
viagens
du
aui
,
quando
as
embarcações
perdem
de
vista
as
costas.
(Coucluo
proximo
n.e)
lar,
ainda que
manifestando
os
stus sen
timentos
tào sórnenle aos
seus
íntimos
ami
gos,
ou
àquelles
de
quem
fasia especial
confiança.
Seja
como
fôr,
o
que
é
fóra
de
duvida,
é
que
o
erro
de
Isaac
de la
Peirer
fez
algum
progresso,
de
fórma
que
se
reputou
cuwo uma seita,
e os
que
a
seguiram
foram
chamados
hereges
preada-
rnilas,
porque
aflirtnavam que
Deus
creara
outios
homens
no mundo antes
de
for
mar
Adão.
O
syslerna
puis
dos
preadamilas
é,
que
Deus
nu
sexto
dia
da
meação
do
inundo
creara
o
fioiuem
e a
mulher,
mas
não
(cumo
elles
entendem) uin
só
homem
ou
utna
só
mulher,
senão
muitos
repartidos
pelas
varias regiões
do
orbe,
du
mesmo
modo
que
nau
produsiu
uma
planta
só,
seoao
muitas
de cada especie
em
varias
paragens
da
terra.
Que
muito
tempo
de
pois
(continuam
elles) Deus
creara
Adão
o
Eva,
e
que
e-la
creaçào
é
a
que
pre-
cisamente
se expressa
no
segundo
capi
tulo
do
Gene
is,
comu
diflerente
da
outra
que
se
refere
no
primeiro.
Que
Adao
por
conseguinte
não
é
ca
beça
ou
progemtur
de lodos
os
homens,
iiidS
só do'
povo
judaico,
e que
por
isso
Moysés,
cujo
desígnio
oão
era
escrever a
historia
geial
do
mundo,
mas só
a
(1
’
ajuel-
ie
povo,
referindo
primeiro
de
passagem
e
em
termos
geraes
a
producção
das
de
mais gentes, depois
mais
iodividualinenle
A
maior
evidencia
de
que Serrano
reconheceu
a
belligerancia
dos
carlistas,
funda-se
no
seu
decreto
de
23
de
feve
reiro
de 1874,
para
o
blojueio
da
costa
do
Norte,
a
que
loi
levado
pela inter
venção
das potências
estrangeiras,
cujo
cominercio
lhe
deve ter soffrido
as
con-
seqoeocias.
O
governo
aetual
do joven D.
AfTon-
so,
sob
proposta
do
general
Jovelhr,
mioi'iro da
guerra
em
Madrid,
assignou
com
os
agentes
de D.
Carlos
em
28
de
fevereiro
ultimo
um tratado na
fórma
usual
para a
troca
regular
e
mutua
de
prisioneiros
«le
guerra.
Segundo
este
tra
tado,
foram leitas etn
abril
as
trocas
<le
Cabmas,
proximo
a
Caslellon,
pelos
res-
pectivos
cipitães
generaes
dos
exercitos
do
Centro;
de Barcelona
pelos
chefes
da
Catalunha,
sendo
postos
em
liberdade
o
gene<al
Nouvillas e
500
ofliciaes
e
sol
dados;
e
no
seguinte
mez em
Viana,
no
norte,
foram
trocados
640
prisioneiros
carlistas
por
igual
numero
dos
inimi
gos.
Por
ordem
do
governo
de
D.
Aflonso
o
general
Quejada
enlabolou orna
longa
correspondência
oflicial
com
o
general
Mendiri
a
respeito
dos
voluntários
guer
rilhas,
comboyos,
correios,
importação
de
provisões
na
Navarra, troca de prisionei
ros
etc.
e
dirigiu-se
»
elle n'estes
ter
mos:
tSeiíor
general
de
las faerzas
car
listas
en
Navarra ;» e responde<)do-lhe
o
general
Mendiri
: «Senor
Jefe
de
las
fuer-
zas
liberales
en
Navarra.» O
general
Mar-
tinez
Campos
fez
um
tratado
com
o
ge-
Uíral
Tdstany
para
a
neutralisação
de
diversas
povo
ções,
no
qual
se
usaram
os
seguintes
termos
:
<
í
O
s
Tenentes
Generais,
commandanles
das
/orças
carlistas e
liberaes
da
Catalu
nha»...
(Continua
)
rantes.
Nào
se
pó
le
portanto
dizer
qoe
o
propiio
•
governo
de
Mudrid
nào
reconhe
ceu
já
oflicialmeiite
a
t beiIigerancia
car-
lisia
oos
seus
actos implícitos
OíTereço
e>te
facto á
consi
leraçao
do
governo
por-
tuguez,
que
entende
o
direito
publico
de
diverso
modo com
referencia
aos
malaven-
lurados
catlistas
que
teem
a
infelicidade
de
lhe
cair
nas
mãos,
na
nossa
fronteira.
Senna
Freitas.
Carta
d» K
*
adre
Neiiville, jesuíta
francez,
escripta
a outro da nueM-
■na
religião,
qinuiiSo esta
foi ex-
tincta.
A
Companhia
já
não
existe.
A
Bulia
destructiva
eslá
pronunciada.
Permitli-me,
que
sobre
esta
tragica
resolução,
que
fa
rá
o
espanto
da
posteridade,
vos
falle
co
mo pai
e
como
amigo.
Nem
uma pala
vra,
nem
um
ar,
nem
um
tom
de
quei
xa
ou
murmuração, capaz
de
destruir o
respeito
para
cora
a
Santa
Sé Aosloli-
ca,
e
contra
o
Sutnrno
Pontífice, que
a
occupa.
Submissão
perfeita
ás
vontades
ri
gorosas.
Mas sempre
admiremos
a
Provi
dencia,
e
a
severidade
qne
ella
empre
ga na
execução
dos
seus
desígnios,
de
que
nos
não
convém
averiguar a
profundida
de.
Não
derramemos
os
nossos
sentimen
tos,
os
nossos
gemidos,
as
nossas
lagri
mas,
senão
diante
do
Senhor,
e
do
seu
sancluario.
Não
se
exprima
a
nossa
justa
dor diante
dos
homens,
mais que
por um
silencio
de paz,
modéstia
e
obediência.
Nào
nos
esqueçamos
das instruções e dos
exemplos de
piedade
de
que
somos
deve
dores
á
Companhia. Mostremos
pela
nos
sa
conducta,
que
ella
era
digna
de
outro
destino.
Façam
os
discursos
e
os
proce
dimentos
dos
filhos
a
apologia
da
mãe.
Esla
maneira
de
justificar
será
a
mais
elo
quente
e
persuasiva,
só
ella é
a
conve
niente,
a
permiltida,
a
legitima.
Nós
te
mos
procurado
servir
a Santa
religião
pe
lo
nosso
zelo
e'pelos
nossos
talentos,
pro
curemos
servil-a
também
pela
nossa
que
da
e
pelas
nossas
desgraças.
Vós
não
po
deis
duvidar,
meu
Irmão,
da
penosa situa
ção
do
meu espirito
e
do
meu
coração,
por
ser
este
o
século
da
destruição
humi-
liantc
da
Companhia,
á
qual
eu
devo
tu
do,
virtudes,
talento
e
reputação.
Eu
pos
so
dizer
que
a
cada
instante
bebo
o
calix
da
amargura
e opprobrio, e
que
o
esgoto
até
ás
ultimas fezes.
Mas
levantando
os
olhos
a
meu
S.
Jesus
Chrisio
crucificado
atrever-me-hei
eu
a
queixar-me?
O
Deus
das
mizericordias
que
nos aíllige neste
mundo,
he
só
para
provar
o
justo,
para
trazer
a
si
o
peccador
e
para
purificar
o
penitente.
Este
Deus
de
bondade
me aflli-
ge
com outra
pena
pessoal.
Eu
perdi
o
meu
amado
Irmão
o
Padre
F.
Huma
só
reflexão
me
sauvisa
esta
pena, e
he
que
elle encheu
de
virtudes
a
sua dilatada
car
reira
;
e
o
Senhor
lhe
poupou
o
triste
es-
pectaculo da
Companhia
destroçada
;
eu
o
recommendo
ás
vossas orações
e
ás
de
vossos
espalhados
Irmãos.
[Semana
Religiosa)
REVISTA ESTRANGEIRA
—
Lê-se
no
«Quartel
Real»
:
Irurzun,
5
de
outubro.
Nào
recebemos
hoje
os
jornaes
france-
zes,
d’
onde costumamos fazer os
exlractos
d
’
esta secção.
. .
Aproveitamos, porisso,
as
transcnpçoes
que
seguem.
Fronteira
da
França,
3
de
outnbro.
Snr.
director
do
«Cuarlel
Real»:
Já
chegou a
Barcelona
o
governador
demillido,
Irizar,
com
toda
a sua
famí
lia.
Com certeza
deve
estar
muito
con
tente
por
se
ver
livre
dos
riscos
que,
a
continuar
tfaquelle
posto,
teria
que
cor
rer
na
cidade
bombardeada.
Uma
pessoa
muito
chegada
.a
este
senhor
referiu
hon
tem
qoe
o*
espectaculo
que
oflereciam as
tropas
affonsinas
era
imponente
e
aterra
dor.
Os
gemidos dos
feridos
e
as
impre
cações dos
soldados
impressionaram
pro-
ftmdamenie
a
população,
e
ainda
os mais
ardentes
patriotas
revelavam
por
gotos
o
desalento.
A
’
noite,
ao
ouvir-se
o
es-
tallido da
primeira
granada,
ouviu-se
um
grilo
de
espanto
percorrer
Ioda
a
cida
de;
homens
e
mulheres
se
lançavam
a
rua
para
averiguarem
do
que
se
pasmava.
Foi
grande
a
conlusão
e
o
alarma
duran
te
toda
a
noite.
A
getite
liberal
de
Irun não
occulta
a
sua
alegria
pelo
que
succede
em
S.
Se
bastião,
dizendo
que
bem
o
merecem
os
egoístas
habitantes
da capital,
que
os
accusavam
de
cobardes,
quando
o
anno
passado
se
queixavam
e
peddiam soccor-
ros
a
toda
a
pressa
para
fazerem
levan
tar
o
sitio
á
praça.
Alguns
chegam
»té
a
desejar
que
a
cada
habitante
de
S.
Se
bastião
que
quizer
abandonar
a
cidade,
o
alcance
uma
granada
nas
pernas
por
co
barde.
Assim
se
expressava
um
patriota.
Não se
ouve
fallar
de
outra
coisa
se
não
d’
um sem
numero
de
batalhões
que
estão
para
chegar
a
Saulaoder,
da
divi
são
Loma,
que
deve
embarcar
brevemen-
te. Tudo
isto,
hoje,
não
passa de
bons
desejos,
pois
noticia
alguma
ha
que con
firme
as
esperanças
dos
aUribulados
habi
tantes
da
capital
de
Guipuzcoa.
Os
vapores
que
fazem
a
travessia
de
Socoa
a
Santander
nào
teem
locado
estes
últimos
dias
em S. Sebastião, com
re
ceio
de
que
os alcance
alguma
granada,
como
esteve
quasi
suecedeodo
a
um
d’
el-
les,
que a 29
entrou no
porto,
precisa-
(uenle
quando
a
bateria
carlista
rompia
o
fogo,
lendo
caído
projectis a
poucos me-
tros
de distancia.
Hontem
os
que
quizeram
embarcar
no
paquete
foram
para
Passajes.
No
tueio
de
tanta
desolação e
angustia
ha
oenle
que,
como corvos
que
pousam
nos
°ensanguentados
campos
de
batalha,
oode
os
espera
opíparo
festim,
se ale
gram
e
regostjam,
fazendo
hsongeiros
cál
culos.
Estes
sào
os
empregados
da
roleta
de
Fueolerrabia,
que,
desde a
rendição
de
Irizar,
contam
com
muitas
probabili
dades
de
continuarem
na
sua productiva
industria.
Julga-se,
e
é
possível
que
seja
verdade,
que
a
nomeação
'do
novo
go
vernador
fui
feita
por
Romero
Robledo,
de accordo
com
Mr.
Dupressoir,
que
ac-
cideotalmeule
se achara
em
Madrid.
Porém,
não
contam
com
os
hospe
des, e
os
hospedes
somos
nós,
os
car
listas
que
lhes
havemos de
pregar
tre
mendos
sustos.
Segundo
uma carta
de
Madrid,
de
30,
que
lenho á
vista,
julga-se
imminente
ali
urna crise,
saiudo
do
ministério
Ayala
e
Romero
Robledo.
fc.m
França
circula
lam
bem
com
muita
insistência
o
boato
de
que se descobriu
na côrte
de
D.
Aflonso
uma
vasta
conspiração
militar,
em
con
sequência
da
qual
fôra
preso, entre
ou
tros generaes,
o
duque
da
Torre.
Transmillo-lhe
isto
só
como
boato,
sem lhe
garantir a
certeza.
Nada
mais
por
hoje,
e
alé
breve.
Seu—
E.
p.
s.—O
vapor
francez
«Oriflamme»
acaba
de
passar
por
Bayona,
conduzindo
as
famílias
francezes que
residem
em
S.
Sebasliãó.^^^^^B^^^H-
-
*
MINISTÉRIO DOS NEGOCIOS
DO
REINO
Direcção
geral
de
administração
polilica e
civil
3.a repartição
Tendo
participado o
ministro dos
Paizis
Baixos,
n'esla
côrte,
em
nota
de
18
de
setembre
ultimo,
que
o
seu
governo
au-
clotisara
a
H.
C.
llulsenbos.
con
ul geral
dus
referidos
Paizes
Baixos
em
Portugal,
a
transferir
provisoriamente
a
séde
do con
sulado geral
de
Lisboa
para
a
cidede
do
Porto;
assim o
manda Sua
Magestade
El-Rei
comnjunicar
aos
governadores
civis
dos
di^triclos
do
continente
do
reino e
das
ilhas
«adjacentes,
a
íim
de
reconhece
rem
e
faserem
reconhecer
pelas
auctori
dades
da
sua
dependencia
o
citado
II.
C.
Hulsenbos, na sua
qualidade
de cônsul
geral
dos
Paizes
Baixos,
e
lhe assegurem
o
livre
exercício
das
suas
funeções e
o
goso
dos
respectivos
privilégios
e
iminu-
nidades.
Paço,
em
9 de outubro
de
1875.==
Anlonio
Rodrigues
Sampaio.
GAZETILHA
Exposição
dinmgens.
—
Amanhã
achar-se-ha
em
exposição, no
templo
do
Carmo,
um
grupo
representando
as
Sagra
das
Imagens
de
Jesus
Maria
José,
em
ac
ção
de
partida
para
o
Egyplo.
O
trabalho
d’
esculptura
é
do
dislincto
artista
Domiugos
José
Vieira,
morador
na
rua
de S.
Vicente, e o
de
pintura
do
snr.
Joaquim
da
Rocha.
Estas
imagem
foram
encommendadas
p*
elo
snr.
Joaquim Simões,
e
são
destina
das
ao
Brazil.
/
repe^tísa».
—
Ante-hontem
á
noite
falleceu
repenlinamenle, na
casa
de
umas senhoras, na
rua
Nova
de
Sousa,
a
Acabo de
chegar
aqui
ao
mesmo
tem
po
que
S.
M.
o
Rei,
a
quem acompanha
o
general
Cavero
e
alguns ajudantes de
ordens na importante
expedição
militar
que
faz ao
largo d
’esta
muito
extensa
e
variadíssima
linha.
Sei
que
El-Rei
saiu
ante-hontem de
Estella
ás
2
horas da tarde,
pernoitando
em
Salinas
de
Oro.
Visitou
as
posições
que
defendem
aquella
praça,
examinando
com
particular
attenção
o
forte
de
santa
Barbora
de
Masseru.
Hontem
saiu
de Salinas
ás
10
horas
da
manhã,
revistando
na
sua
passagem
para
Echansi,
o
batalhão de
Gandesa
em
irurzun,
e
deuois
en)
Echansi
o quarto
de
Castella
e um
esquadrão
navarro.
Saiu ás
2
e meia,
seguindo
a
linha
do
Arga, re
vistando
as
forças
do undécimo
de
Navar
ra
que
cobre
a
linha
até
ás pontes
de
Cenoz.
S.
M.
passou
o
rio
pelo
vau
de
Asoain
dirigindo-se
para
os
pinhaes
de
Sarasa
no
caminho
de
Pamplona
a 6 kilometros
d
’
es-
la
povoação.
As
tropas
de serviços
esta
vam
nas
suas
respeclivas
posições,
e
o
resto
composto
do sexto
de Navarra,
quar
to
de
Alava
a
bateria
Krupp,
um
esqua
drão
navarro,
outro
castelhano na
estra
da
sobre
o pinhal.
S.
M.
da
posição
d
’
uma
bateria
examinou
as posições
inimigas
e
a
cidade
de
Pamplona.
Aqui
lenho
sabido lambem
que ás 3
da
tarde
sairam
de
Pamplona algumas for
ças Iinmediatamenle o
brigadeiro
Junquei
ra
fez
avançar
avançar
algumas
compa
nhias
do
sexto
de Navara.
o
primeiro
es
quadrão
com
a
bateria
de
Krupp.
O
inimigo
que
se
dirigia
á
ponte de
Miiuce
retirou-se;
mas
os nossos
o
pro
vocaram
ao combate,
lançando-lhe
25
gra
nadas
que
na
sua
maior
parte
entraram
em
Pamplona,
fazendo
uma
d
’
ellas
baixas
no
moinho
dos
Quatro
Ventos
segundo
creio.
No
bombardeamento de
Vallaba Ugar-
te e
outros
pontos
cauzaram
lambem
al
gumas
baixas
ao
inimig
*
».
Morreu o
can-
lineiro
da
cadeia,
outro
ficou
com
ambas
as
pernas
quebradas,
outro
foi
ferido
na
cara,
mataram
dois
cavallos,
uma
mulher
ferida
e
a
um
oíiicial
uma
perna
atraves
sada
com
os
estilhaço
de
um
projeclil.
E’
quanio
ha
de
notável.
8.
quem
ia
dar
lições
de
piano,
o
snr.
padre
Joaquim
José
de
Magalhães
(o
Panelleir0
).
O
seu cadaver
foi
depositado
na
ca
pella
da
Lapa,
onde
está
erecta
a
irman
dade
dos clérigos
de
S.
Pedro
e
S.
Tho-
maz.
f
SHiweripçâf».—
N
outro
logar
d
’
este
jornal
publicamos
um
appclo ás
almas
ca
ritativas
para soccorrerem
uma
familia
ho
nesta,
que
n
’
outr
’ora
viveu
na
abundancia,
e
que
aclualmente
se vê reduzida
ás
mais
precarias
circumstancias.
Chamamos
para elle
a
attenção
das
pessoas bemfazcjas.
Arithenfieticí
*
elesnent
íbip
e
sys.
tema BtBetrico
—
Recebemos
e
agrade
cemos
a
primeira
folha d
’impressão
d
’es-
ta
obra, que
o
snr.
E.
Chardron
eslá
im
primindo.
Fallecimento.
—
Pelas
10
horas
da
manhã
d
’
hontem falleceu,
ao
fim
de do
lorosos
e
prolongados
soífrimentos,
a snr?
Anna
Emilia Marques
Loureiro,
esposado
honrado
negociante da
rua
Nova, d’esla
cidade,
o
snr.
Anlonio
Joaquim Loureiro.
O cadaver
da
finada
foi
hontem
acom
panhado
part
o
R.
templo
da
Misericórdia,
onde
hoje tem oflicios,
sendo
em
seguida
conduzido
para
o
cemilerio,
e
ahi
depo
sitado
no jazigo
de
familia.
Esta
joven
e
virtuosa
senhora
soffreu
com grande
resignação
a
tonga enfermida
de
que
d
’
iia
muilo
lhe
minava
a
exisien
cia, e
recebeu
os
sacramentos
com
todos
os signaes
da maior
devoção
christã.
Acompanhamos
o
seu
inconsolável
es
poso
na
dor
que
o
feriu,
e pedimos
para
a
alma
da
finada
as
orações
dos leitores.
Collegio rtcaileíi»íeo.—
Chamamos
a
attenção
dos
paes
de
familia
para
o
annun
cio,
que
ácêrca
do
Collegio
Académico
publicamos n’
oulro
logar.
t?BcMO«»!fo
<li»
sacerdote». —Ha
tempos
a
esta parle
que
se
estão
publican
do
na
lingua
portugueza
obras
de
alia
im
portância sob o
ponto
de
vista
religioso,
sendo
grandíssimo o
numero
das
de
so
menos
valor,
mas
de
solido
merecimento
e
de
util
propaganda,
que
vão
saindo
dos
prélos.
......
Esse
movimento
de
publicações religio
sas
observa-se
principalmenle
em
L
sboa
e
no
Porto,
e
no Porio
ainda
mais
que
na
capital,
o
que
se
deve
á
prodigiosa
ini
ciativa
do
snr.
Ernesto
Chardron.
Esle
senhor
'ae
agora
publicar
o
Tliesouro
(io
sacerdolé
ou
reperlorio
das
principaes
coi
sas
que
o
Padre
deve
saber
para
santificar-
se
a si e
aos
outros, obra
do jesuita
his-
paohol
Mach.
Esla
obra,
tal
mérito
lhe
reconheceram
lá
fóra,
que
loi
traduzida
a
anno
passado
para
o
francez,
dando se
a
circumslancia
de
que
havendo
auclori-
sado
o
auctor
ao
padre
Abel
Gaveau para
traduzil-a
em
francez,
um
ouiro
indiví
duo
d’
aquelle
paiz
que
conhecia
a
obra
annunciou
por
essa
mesma
occasião
outra
llraducçào,
dando
isso
logar
a
umas
ques
tões
que
terminaram
pelo
facto de
se co-
.nhecer
que
a
traducção
do
Padre
Gaveau
estava
melhor
por
ser
este
ecclesiaslico
mais
conhecedor
da
lingua
hispanhola,
e
ser
a
traducção
d
’
elle
a
unica
aticlorisa-
da
pelo
auctor.
A
auctorisação
fazia
fé
perante
o
publico
e
prejudicava os
inte
resses
do traduclor
e
especiaimenle
do
editor
da
outra
traducção,
que
a
final
não
chegou,
crêmos
nós
a
publicar-se.
Além
de
traduzida
para
o
francez,
foi-õ
já
para
o
polaco
e
para
o
ilali
no.
Agora vae
sel-o
para
o
portugoez pe
lo
rev.0
padre
Marnoco
e
eslá
prestes
a
entrar
no prélo.
O
padre Mach
acaba
de
auclorisar
a
traducção
portugueza
n
’uma
carta
que
escreveu
ao
nosso
amigo
o
snr.
padre
Marnoco,
carta
que
nos foi facul
tada
e
d
’
onde
exlrahimos
o
seguinte:
«Agradeço
muito
o
interesse
que
v.
s?
loma
porque
o
Thesouro
do
sacerdote
pro
duza
n
’
esse
religioso
paiz
os
fructos
que
eslá
produzindo
em
tantas outras
nações
Gostoso,
pois, auctoriso
a
v.
s.
a
para
que
o
traduza
na
formosa
lingua
de
Ca
mões,
e
da
melhor
boa
vontade
consinto
em que
ponha
approvação no
frontispício
da
obra.»
O padre
Mach
passa
depois a
dar
ao
snr.
padre
Marnoco
extensos
esclareci
mentos
e
conselhos,
pelos
quaes
bem
se
patenteia
o
apreço que faz
do traduclor
e
interesse que
toma
pela
vulgarisação
da
obra
em Portugal
e
no
Brazil.
Um
dos
conselhos
que
dá
é
que
a obra
seja
vendida
o
mais
barato
possível,
po
,s
diz
elle
e
é
incontestável
verdade,
^u30
são
desgraçadamenle
por
via
de regra
os
sacerdotes
ricos
mas
os
pobres
e
laborio
sos
que
compram
estas
livros.»
Estamos
certos
de
que
será
bem
ouvido
pelo
e
!ii°r
esle
conselho.
O snr.
Chardron
(nós
somos
nestas
coisas
imparcialismo)
tem
vendido
algumas
obras
de
sua
edição
por
preço
mais
eleva
do
do
que
convinha
paru
a
propação
d
el
las.
Verdade
é
que
isso ás
vezes
não
pó
de
censurar-se
logo
á
primeira
vista,
por
que
a
publicação
d
’
uma
obra
demanda
muitas
despezas,
empate
de dinheiro,
etc.,
ao
passo
que a
extracção
d
’
ella
é
vagaro
sa
e
lenta
d
’ordinario.
N
’
outras
publicações
ninguém
póde
quei
xar-se do
snr.
Chardron.
Nào
ficou
caro
aos
assignantes
o
Catechismo de
Guillois,
porque
os
volumes
se
não
são
grossos,
avul
tam
bastante
e
estão
impressos
em bom
typo
e
papel.
Barata,
muito
mais
baraia
do
que suppunhamos, vae
ficar
lambem
aos
assignantes
a
Apologia
do
Christianis-
mo.
Esperamos,
pois,
que
a
traducção
do
Theiowo
do
Sacerdote
seja
bem
recebida
pe
lo
clero
porluguez.
Em Hispanha conta já
O
edições publi
cadas,
e
está-se
publicando
a
7.a
que
o
auctor
vae
mandando
ao
traduclor
á
por-
porção
que
saindo.
Uma
outra
obra
do
padre Mach,
intitulada
A
ancora da salva
ção,
conta
já
em
Hispanha 30
edições
e
teem-se
vendido
d’
esta
obra
300
mil
exem
plares.
—
(Da
«Palavra»).
K
B
ortugueze®
fallecido®.—
Fallece-
ram
oo
Rio
de Janeno
desde
19
a
20
de
setembro
ultimo,
os
seguintes
súbditos
por-
tugnezes
:
Luiza Candida
d
’Oliveira,
52 annos,
viu
va
;
José
Antonio
da
Costa,
43 a.,
solteiro;
Francisco
Antonio
da
Silva,
86
a.,
s.;
Ma
ria
Tavares
Leite,
34
annos
casada;
Isa
bel
Magarida
de
Jesus,
24 a.,
c.;
João
Fon-
cisco
Nunes,
62
a.,
s.;
Rita
de
Sá
Pereira
da
Cunhn,
48 a., c.;
João
Gonçalves
Tino-
co,
38
a.,
c.
—
Também
falleceram
em
Pernambuco
desde
6
a
18
do
mez,
ultimo,
os
seguin
tes
súbditos portuguezes
•
Anlonio
Maria
Marques,
30
annos,
sol
teiro;
João
Ferreira,
24
a.,
s.;
Lourenço
Ferreira
Domingues,
28 a.,
s.;
Anlonio
Jo
sé
da
Silva,
56
.,
s.
espelho
e
o
coraçao
da®
mu-
Ihere®.—
Existe
grande
similbança
enlre
estas
duas
cousas,
no
parecer
da
«Jus
tiça».
«O
coração
das
mulheres
é
como
o
espelho,
que
só
reproduz
a
imagem
que
tem
diante.»
Arvore eu»veneranda.
—
Foi
motivo
de
admiração em Inglaterra, um
caso
raro
de
hydroíobia,
occorrido em
Lucknow.
E
’
o
seguinte
:
«Parece,
que
dois hortelões
e
um
me
nino,
depois
de
ter
comido
certa
quan
tidade
<le
pecegos,
se
viram
atacados
re-
penlinamente
<i
’
nm
espasmo
e
as
boccas
cheias
de
espuma,
simplomas
da
bydro-
fubia.
O dono
do
pomar,
que
era
inglez,
im-
mediatamente
procedeu
a
um
escrupuloso
exame
da
frucla,
e
da
analise
resultou
que
o
seu
suco continha
uma
considerá
vel quantidade
de
veneno,
descoberta
que
deu
logar a
outro
exaaie
da
arvore
d
’
on-
de
havia
sido
tirada.
i
Depois de examinar
as
folhas,
o
tron
co
e
até
a
casca
sem
resultado
algum,
um
dos
examinadores
propoz
descobrir a
raiz,
e,
levado isto
a
efleito,
não
se
tar
dou
em
conhecer
o
que
havia
produzido
o
veneno
n
’
aqnella
fructa.
Os
hortelões
tinham
enterrado
vários
cães
ao pé
d
’
algumas
arvores, e
debaixo
da
raiz
do
pecegueiro
encontrou-se o
es
queleto
d
’um d’
esles
animaes,
qne
pelas
apparencias
se
conhecia ler morrido dn
hydroíobia.
D
*
aqui
se
deduz que
o
virus
da
hydroíobia
se
havia impregnado
na
terra,
depois
á
arvore
e
d
esta %ao fru-
cto.
O
veneno tinha
perdido muito
da
sua
força
no
transito
ao
fructo
: a
isto
e
ao
esmerado
cuidado
qne
se
observou
com
os
pacientes,
se
deve
o
lerem
sarado
per
feitamente
d
’nma enfermidade
terrivel
e
d
’uma
morte
certa.»
Longevidade.
—
Na
rua
dos
Oleiros,
em
Villa
Franca
do
Campo,
ilha
de
S.
Miguel,
reside
uma
mulher
chamada
Rosa
Francisca,
solteira, que
tem
110
annos
de
edade
e
gosa
ainda
de
uma
certa
agili
dade.
As
suas
faculdades
intellectuaes
es
tão
em
perfeito
estado.
Noticia® do
eompo. —
Escrevem
de
Valença
:
Passou
o
mez de setembro
que
foi
de
tempo
favoravel
para
as
colheitas
do
mi
lho
e
do
vinho.
Estão
concluídas
as
vindimas
e
a
pro-
ducção
enlre
nós
foi
muito
abundante,
sendo ain la melhor
o
vinho
das
uvas co
lhidas
nos
primeiros
dias
de
outono,
cu
ja
maturação
foi
mais
completa.
Tem
sido porém extraordinária
a
in
fluencia
de
um
sol
ardentíssimo
e
norta
das
impetuosas
que
lem
novamenle
pul-
vensado
os
campos, e queimado
algu
mas
sementeiras
d
’
uvas
e
hortaliças.
O outono começou,
secco e árido,
bom
para
as
colheitas
e contrario
para
as
se
menteiras
da
estação.
«Sol
na
eira
e
chuva
no
nabal»
pede
sempre o
nosso
lavrador.
Tem
baixado
pouco
o
preço
do
pão:
e
quando
custa
a
600
e
a
700
reis
mal
vae
aos
jornaleiros
do
campo, cujo
jornal
é
absorvido
pelo
custo
do
alimento
de
primeira
necessidade.
Coosumiram-se
os
depositos
do
milho
velho
e
poi
isso
a
escassa
colheita
do
novo,
ainda não
recolhida, vae
sustentan
do
este
preço alto,
que
esperamos ha
de
baixar
pela
concorrência de
outras
par
les.
SUBSCRI
PÇÃO
Acha-se
aberta
uma
subscripção para soc-
correr
uma
familia
honesta,
composta
de
duas senhoras, que^
tendo vivido
na abas
lança,
se
adu.m
agora,
pela contingência
da
sorte,
reduzidas
a
extrema
miséria.
Implora-se
a caridade
publica
para
ado
çar
a
penosa
situação d'aquellas
in/elizes.
Os
donativos podem
ser
entregues
no
escriptorio da
administração
d'esle
jornal,
rua
Nova, n.°
3.
N
’e®ta redacção se
acham
á ven
da
photocjr«phias «Io
Senhor D. Mi
guel, cliegado» recetatemente da
Allemanlia.
Pí’»EÇ«§
A
h
pequenas
iGO réi».
A
h
maiores 3Wí> réis.
IWISO
Banco agrícola
e
industrial da
Exlremadura
São
convidados os
snrs.
accionistas
d
’
es-
te
Banco
a
fazerem a
4.
a
entrada de
29
por
cento,
ou
100900 reis
por
acção desde
o
dia
2
a
6
de
novembro proximo.
Porto,
séde do
Banco, Praça
de
Car
los Alberto
n.°
92.
Lisboa,
rua
dos
Bacalhoeiros—
51—
ca
sa
de David
Gonçalves
Chaves.
Braga,
casa
de João
Baptista
Lopes.
Ao
senhores
accionistas que
quizerem
fazer
nos
referidos
dias
a
5.‘
e
ultima
entrada
de
20
por
cento
ou
100000
reis
por
acção,
lhes será
n
’
esse
acto abonado
um por
cento
do
juros
pelo adiantamen
to
do
pagamento
d’
esta
ultima
entrada.
Em
conformidade
com o art. 56
§
uni
co
dos estatutos
d
’
cste
Banco,
previnen-
se
os snrs. accionistas que
não
fizerem
a
entrada
dentro
do
praso
marcado,
que
te
rão
a
pagar
mais
um
por
cento,
por
mez
pela
demora
da
entrada
ou
entradas
em
falta.
Porto
14
d’
oulubro
de
1875.
Os
directores,
Eduardo
Lyon
Felix
Plácido
Sande
(2149)
Eduardo
Ribeiro
Mendes.
PROGRAMMA
DO
COLLEGIO
ACADÉMICO
Eslahelecido
via
eidade de Coimbra
Art.
1.
6
Amittem-se n’
este
collegio
alumnos
de
instrucção
primaria, secunda
ria
e
superior.
§
unico.
Estes
alumnos
constituem
quatro
classes,
convenientemenlo
reguladas
por idades,
costumes
e
adiantamento,
como
determina
o
regulamento interno
do col
legio.
Art.
2.°
Qualquer
que
seja
a
classe
a
que
o
alumno
pertença, requerem-se
co
mo
condições impreteriveis
da
sua
entra
da
:
l.
a Que
seja apresentado
ao
Director
por
pessoa
do
seu
conhecimento.
2.
a
Que no
acto
da
entrada declare
a
pessoa
que
n’
esta
cidade se
responsabilisa
pelo
pagamento das
suas
mezadas
e
mais
despezas,
e
que
tome
conta
do
alumno
quan
do
este
mereça ser
expulso
do
collegio.
3.
a
Que
mostre
por
certidão
de
me
dico
que
não
padece moléstia contagiosa.
Arl. 3.°
Cada
alumno
paga
no
acto
da
entrada
50000 réis
de
joia,
repelindo-se
em
cada
anno que
persistir
no collegio,
e
bem assim
30000
réis
para
medico,
boti
ca e
tratamento
de suas
enfermidades, cor
rendo
por
sua
conta,
as despezas
de
con
ferencias,
quando
as
deve haver. A
mensa
lidade
é
de
120500
réis,
e
as
lecciona-
ções
são
pagas
por 10200
réis
mensaes
por
cada
disciplina.
Art.
4.° Todos
os
alumnos
devem vir
munidos
com jogo
completo
de
escovas
:
de
unlias,
cabello,
dentes
e
facto
;
e
dois
pen
tes:
de alisar
e
miudo.
Devem
trazer
um
conveniente
numro
de camisas
de
dormir
*
e,
pelo menos,
duas
toalhas
de
banho.
Art.
5.°
Os
mezes
contam-se
pela
con
tagem
civil.
Quando
o
alumno
não en
trar no
primeiro
dia
do
mez,
íar-se-ha a
conta
dos dias
até
ao
íim
do
que
correr
na
razão
de
500
réis
diários,
em
que
se
contam
as leccionações.
Arl.
6.°
Em
caso
algum,
pela
saída
do
alumno,
póde haver
indemuisação
pela
casa
du
dinheiro
recebido
do
mez
que
corre.
Coimbra
.10
de
julho
de
1874.
N
B.
Quem,
precisar mais
esclareci
mentos,
e
ver
o
regulamento
interno
do
collegio
que
já
se
acha formulado e
tem
16
artigos,
dirija-se
a
Coimbra
ao
dire
ctor
—
Antonio
Zeferino
Cândido.
Arrematação
A
Meza da
Santa
Casa
da
Misericórdia
d
’
esta
cidade
faz
publico,
que
uo
dia
24
do
corrente,
pelas
10
horas
da
manhã,
terá
logar
na
aule-sala
das
sessões
da
mesma
Santa
Casa
a
arrematação dos
fo
ros,
censos
e
pensões
em
g
neros
ven
cidos
no
S.
Miguel
do
corrente
anno,
pertencentes
á
mesma
irmandade e
ao
Hos
pital
de
S. Marcos,
que
administra,
sob
as
condições que
serão
patentes
no
acto
da
arrematação.
Braga
9
de
outubro
de
1875.
O
Provedor,
Manuel
Justino
Marques
Murta.
(2746;
zMIRENDA-SE
On
compra-se,
basta
que
agrade.
Tra
tar,
á
rua
de
S.
Lazaro,
n.»
4.
f2741)
ALUGA-SE
Uma
casa
feita de novo,
sita
na
rua
das
Agoas,
n.°
91.
Trala-se
na
rua
dos
Chãos
o.°
13.
Póde
vêr-ae
das
10
horas
da
manhã,
até
á
1
da
tarde.
(2694)
PORTO
NA QUINTA
DE
RORIZ
(
junto
à
egreja
da
misericórdia
)
COMPRA
E
VENDE
J0SE
’
I.
FERREIRA
RORIZ
de
assentamento
Dita® de
coupons
FORNECEDOR DA CASA
REAL
Dita®
«le divida externa
1,3-RUA
DAS
FLORES-1,
EP0S1TÔ
CWRAl,
RUA RAS FLORES, 3o 37 E 39
çà
O
proprietário
annuncia
aos
seus
freguezes,
e
ao
publico,
que
em
todo
o
sabão
fabricado
na sua
fabri-
ca,
e
que
na
mesma
se
vender,
ou
no
Dep«»®ito
Cen-
trai,
se
fará o desconto
de
6
por
cento
sobre
os
pre-
ços
estabelecidos,
de
uma caixa
para
cima.
Salisfaz-se
com
promptidâo
qualquer
pedido
que
seja
feito
do
di-
to
genero,
tanto
d’
esta
cidade
como
das
provincias e
se
garante
a
sua
boa
qualidade.
3
TituEo®
Bii®s»anboe® internos
Dita®
extern«»®
Coupons «3o® dito®
já
vencidos.
so-
Sacca,
loma
leiras
e
dá cartas
de
credito
bre
Lisboa e
diversas praças
estrangeiras,
e se
encar
rega
de compra e venda
de
titulos
de
divida publica
nas
mesmas
praças.
PRIMEIRA
E
ANTIGA
J
RORIZ
CASA
FELIZ
1
-
RUA
DAS
FLORES -
3
(
junta
á
egraja
da
misericórdia
)
SOBTE
GmrfSE
KÈKS
5.000$000
jLoterin
«la
Santa ©a®a «la
Misericórdia de
I.i®boa
Extracção a
21
de
Outubro
JOSÉ IGNACIO FERREIRA RORIZ
AFIANÇADO
NO GOVERNO CIVIL DO PORTO,
NA
CONFOR
MIDADE
DO EDITAL DE 28 DE JULHO DE
1860
Tem
á
venda
no seu estabelecimento
bilhetes
intei
ros
a
50000
rs.
—
Meios
ditos,
a
20600
—
Quartos,
a
10300
—
Oitavos,
a
680
—
Cautellas
de
500,
250
e
130 rs.
O
mesmo
satisfaz
com
promptidâo
todas
e
quaesquer
encommendas
que
lhe
sejam
feitas
das
provincias,
ain-
da
que
sejam
em
grande
quantidade,
e
vindo
acompa-
nhadas
do
seu importe em
vales
dos correio ;
e
no
w
fim
da
extracção
remette
a
lista
dos
prémios
aos
seus
freguezes,
mas quando a
não
recebam
em
tempo
com-
pelente
terão
a
bondade
de a
requisitar. (Y
*
)
fv
Companhia
Edificadora e
Indus
trial
Bracarense.
A
direcção
d
’
esta
companhia
faz
pu
blico qne
em
conformidade
do
disposto
no
arligo
3.°
§
6.°
do
respectivo
regulamen
to,
abriu
o
seo
esciiptorio
no
campo de
Sant
’
Anna
n.°
71
D, 2.°
andar
aonde
se
dão consultas relativas
a
industria
parti
cular,
desde
as
10
horas da
manhã
alé
ás
3
da
farde
nos dias
não
sauclilicados.
Encarrega-se
esta
direcção
de
lodos
os
trabalhos
relativos
a
pfojeclos
conslruc-
ções
em
geral,
como
irrigações,
drena
gens,
archiiectura,
levantamento
de
plan
tas,
estradas,
caminhos
de
ferro,
consiruc-
çào
de
rolas
hydraulicas.
e
tudo
qoanto
diz
respeito
a
obras
hydraulicas,
tnachi-
nas
de
vapor
etc.
A
direcção
proporcionará
garantias
se
guras,
e
preços
mais
commodos para
a
confecção
dos
respectivo
*
projectos, direc
ção
e
execução de
obras, apresentando
a
competente
tabella
de preços,
ou
la-
seodo os ajustes
mais
modicos
e
compa
tíveis
com os
lios
a
que
se
propõe.
Os
directores
Femando
Cadiço.
José
Alves
de
Moura.
Francisco da
Silva
Araújo.
(2747)
Esta
acreditada
empreza
editora vae
publicar
o
notável
romance—
'Os
desbor
dados.
de
M.
Fernandez
y
Gonzalez,
ver
são
de L.
Quirino Chaves, e
ornado
de
pri
morosas
estampas,
desenho
do bem co-
ahecido
Manoel
de
Macedo
Distribuirá
a
empreza
10
paginas
por
semana,
pelo mo-
dico
preço
de
50
rs.
Dá
dois
brindes
:
um de
,5^000
rs.,
em
cada
volume;
o ou
tro
um
mappa
da
Europa
a lodos
os
as-
signantes.
Este
romance
é
dividido
em
qua
tro
parles
com
os
titulos
seguintes: —
Feio
do
corpo
bonito de
alma
—
A
carne
e
o
espirito
—
O
que
ha por
baixo
das
ap-
parencias
—
Morrem
uns
e
outros
perdem-se.
Ena
Braga
é aanico eorr<-»g»oia~
dente
deuttia Emprezit o Miar. l>iaa
VreitaM, rua
M®va
n. 3, E,
ao
qual
devem
ser feitas
todas
as
requisições.
Mudança
d’
alfaiate
Joaquim
José
Pereira
Guimarães,
mu
dou
a
sua
oflicina
d’
alfaiate
da
rua
de S.
Marcos
para
a
das
Aguas,
n.°
65,
em fren
te
do
Asylo.
Espera, pois,
que
os
seus
amigos e
freguezes o
continuem
a
obse
quiar
com
seus
favores.
Participa
egual-
mente
que
faz
facto
completo
por
2^500
reis,
(preço
esie
mais
elevado)
responsa-
btlisando-se
pela
obra
que
não
agrade.
(2714)
Fava
especial
da
ilha
dc
S.
Mi
guel
Este
legume,
geralmenle
usado
para
penso de
gado
cavallar,
muar
e
mesmo
bovino,
é
de
uma
óptima
nutrição.
Grande
deposito
a
preços
rasoaveis;
Cima
do
Muro (dos
bacalhoeiros)
n.° 77.
Porlo.
(2748)
PROCURA-SE ~~
Uma casa
que
tenha
pelo
menos
tres
quartos,
para
homem
solteiro,
em
ultimo
caso
póde ser
no
arrabalde.
Btiiíroii
iit
áb
&
mithá
O
professor
em
artes,
lettras
e
«ciên
cias,
mt mbro
do clero
t
* magisbados,
todo
o
medico,
cirurgião,
dentista
e
artista,
qne
desejem obter
o
titulo
e
diploma
de
doutor
<u
tacharei
honorário,
podem
diri
gir-se
a
Medicas,
rua
do
Hei, 46,
em
Jer-
sey
(Inglateira).
(T
*
)
Etn
pi..no
forle.
Para tratar,
no
cam
po
de
D.
Luiz
1,
n.°
1
(entrada
da
rua
dos Capelistas.)
(2734)
ALMEIDA
&
PEREIRA
Largo
do Barão
de
S.
Martinho
n.°
18
Compram c
vendem
acções de
lodos
os
bancos
e
companhias,
e
inscripções
(1
’
assentamento
e
coupons.
(I)
Paquetes
a
sair
de
Lisboa:
DOURO
.
.
13
de Outubro
MONDEGO
.
29
de >
ELBE .
.
13
de
Novembro
O
paquete
de
13
toca
em
S.
Vicente,
Pernambuco,
Bahia,
Rio
de
Janeiro,
Montevideu
e
Buenos-Ayres.
O paquete
de
29
toca
em
S.
Vicente,
Rio
de
Janeiro,
Montevideu
e
Bue
nos-Ayres.
O»
preçr/s sâo muito ramoavei»
Esta
companhia
para maior
vantagem,
resolveu
ter
a
bordo
de
lodos
os seus
vapores,
criados e
cosinheiros
portuguezes
para
servirem
os
passageiros
de
todas
as
classes,
cujo
tratamento se
torna
hoje
o
melhor
possível.
Cada
passageiro
de
3.
a
classe
tem
gralis,
belixe
com
colchão
e roupa
de cama,
vinho
e
comida
á
portu-
gueza,
tudo em
abundancia.
O
transporte
do caminho
de ferro
até
Lisboa
é
por
conta
da
companhia
bem
conto
outras despezas.
Para mais
esclarecimentos
prestam-se
em
casa
do
agente
Testa
cidade, rua
do
Souto
n.°
43.
—
Em
Braga.
João Manoel da
Silva Guimarães. (V
*
)
Carreira
semanal
A’
s
quartas
feiras
Até aos
12
annos
meia
passagem.
Até
aos 8
annos
a
quarta
parte.
Até
aos
3
annos grátis,
uma
só
de
cada
familia.
Todas
as
terças
feiras
sahirá
de
Lisboa
um
paquete,
os
passageiros
de
3/
classe
teem
beliche
com
colchão
e roupa,
comida
a
portugueza
em
abundancia
e vinho duas vezes por
di
a
AGENTES
EM
BRAGA—Almeida
&
Pereria.
Trata
a
passagem
a
pagar
â
vista
e
a
prazo
com
fiança.
(K
Rio
de
Janeiro,
Montevideu,
Buenos-Ayres,
Valparaiso,
Arica,
Islay e
Callao
CABS&EIRA QVIJVZEJSAJL PAKA PEHNAUBICO E BAHIA
A
Companhia
reduziu
os
preços,
conservando
as
mesmas
vantagens
com
0
alé
aqui
tem
oíferecido
aos
snrs.
passageiros:
exceiliense»
commodos, bom tra~
tamenti»,
bastante espaço para bagagens e viagens rnphâas,
pois
que
OS
Paquetes do Pacifico
tem
gasto sómente
13
dias de lAsboa ao Rio de
Janeiro.
Preços
das
passagens
incluindo
o
caminho
de
ferro
do
Purto
para
Lisboa
Pernambuco...................................................
Bahia
.............................................................
Rio
de Janeiro
..............................................
Montevideo
e
Buenos-Ayres
.........................
Valparaiso, Arica,
Islay
"e
Callao
. . . .
3.« CLASSE
2/
CAMARA
1/
CAMARÁ
405000
405000
455000
545000
1265000
815000
005000
905000
90S000
1895000
1085000
1175000
1215500
1575500
3085500
CffiaííçiL®
doa
passageiro»
MUDA
Bernardino
Fernandes,
alfaiate
tanto
de
roupa
ecclesiastica
c<
mo
secular,
morador
que
foi
no
Paço Archiepiscopal, faz scien-
le
aos
seus
freguezes
e
amigos,
que
mu
dou
a
loja
do
seu
trabalho
para
a
rua
do
Forno,
n.°
14.
—
Braga.
(2722)
Grande deposito de tabaco»
NAC1ONAES
E
ESTRANGEIROS
Bua
do
Souto
n.°
27
A,
27
B.
(
esquina
da
rua
de
jano
)
BfilAGA.
Commissão
aos
snrs. estanqueiros
:
Xabregas
—
Tabacos
seccos.
.
.
15 °/
0
>
Rapé..................................30
°/
0
Santa
Apolonia
—
Tabacos
secccs.
15%
>
>
Rapé.
.
. .
30%
|
MINHO .
|NEVA
.
|
GUADIANA
29
de Novembro
13
de
Dezembro
29
de
<
Lealdade
—
Tabacos
seccos
.
.
.
15°/o
»
Rapé........................
35%
Portuense
—
Tabacos
seccos.
.
.
15%
»
Rapé..........................
40
°/
0
Boa-fé
—
Tabacos
seccos.
.
.
. 15°/
0
»
Rapé...................................40
°/
0
Liberdade
—
Tabacos
seccos.
.
.
15
%
A.
Nacional
—
Tabacos
seccos.
.
15%
Regalia
»
»
.
.
15
%
Fidelidade
Portuense
—
Tabacos sec
cos
...................................................
12
%
Cumpie
se
qualquer
encommeoda
para
as
piovincias.
O gerente,
Anlonio
Joaquim
d^Ascencão
e
Souza.
'
(2701)
João
Manoel da
Silva
Guima
rães.
—
Rua
do
Souto
n.°
43.
Compra
e
vende
Acções de
todos
os
Bancos
e Companhias,
Inscripções
de
As
sentamento
e
coupons.
(X»)
DO ALTO
D0IHIQ
DA
CASA 1»E V1IJLA
RUA
DO SOUTO N.°
15
BRAGA.
Acaba
de
ser
sortido
esle
armazém
com as
seguintes
qualidades
de
vinhos
engarrafados
e
aquartilhados
:
ENGARRAFADOS
Vinho
tinto
de meza.
. .
.
-
150
>
»
>
.
.
.
.
-
190
>
Lagrima
.............................
-
200
>
Branco
de
meza.
. .
.
•
2V)
tinto
de
meza
fino.
.
.
-
270
de
prova
secca.
.
.
.
.
300
ò
Malvasia
de
2.
a
.
.
.
.
•
360
»
> velho
........................
-
400
Bastardo
.............................
-
500
Moscatel
.............................
•
500
Malvasia
.............................
-
500
»
Roucão
.............................
-
700
Alvaralhão.............................
.
560
I»
Velho
de
1854
.
.
.
.
600
A
RETALHADO
V
inho
para
meza 50
e
80, o
quar-
cilho
tinto
e
120 o
branco.
Responde-se
e garante-se
a
pureza
e
boa
qualidade
de lodos
estes
vinhos, po
dendo
lodo e
qualquer
consumidor
rnaii-
dal-o
experimentar
por
meio
de qualquer
processo
chymico.
N’esles
preços
nãa
fica
incluído
o
valor
da garrafa
que
o
comprador apie-
senlará
ou
pagará
50
reis por
cada
mua.
(N
*)
EUluslration
de
la
mode.
O
mais
elegante,
t
ícamente
illuslrado
e
barato
dos
jornaes
ti
a
moda.
Publica-se
em
Pariz
uma
vez
por
mez,
no
formato
dos grandes
jornaes
illustrados.
Cada
numero
contém
dez
a
quinze
mo
delos
de
toiletle,
uma
grande
folha
de
mo
delos <le
tamanho
natuial
e
uma magni
fica
gravura
clorida.
Quem
quizer
assignar
esta
publicação,
dirija-se
á
livraria
de Eugênio Chardron,
largo
de
S.
Francisco.
—Braga.
A
empreza
oíferece
aos seus
assignan
les
um
magnifico cofresinho
comando
tu
do
o
que c necessário
para
um
loncadnr
e
cujos
objeclos
valem
para
cima de
20
fran
cos.
Preços
d
’
as«ignalur3
—Portugal
;
sem
o
referido
brinde
—
9
fr.
Com
o
brinde
—
13
fr.
Rua du
Campo,
n°
22
—
Rrmjd
Alugam-se
os
altos
da
casa
n.
c
22,
que
lem
commodos
para
numerosa
famí
lia.
Trata-se
na
mesma
de
seu
ahigml
e
póde
ver-se
a
toda
a
hora
do
dia.
>2626)
1
braga
:
typographia
lusitana
— I^7
d
. - É o formato de
-
comerciominho_16101875_409.pdf
Parte de Comércio do Minho (O)