comerciominho_13111875_420.xml
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-
3/
ANNO
1875
FOLHA
COMMERCIAL
RELIGIOSA E HÓTICIOSA
NUMERO 420
Assigna-see
vende-se
no
escriptorio
do
editor
e
proprietário
José
Maria
Dias da
Costa, rua
Nova
n.
*
3
E,
para
onde
deve
ser
dirigida toda
a
correspondência
franca
de
por'.e.=°
As
assi-
gnaturas
são pagas
adiantadas;
assim
como
as
correspondên
cias de
Interesse
particular.
Folha
avulso 10
rs.
SL.®
«2 z3L-!S
ÁS
TERÇAS, QUINTAS
E
SABBADOS.
P
reços
: Braga,
anno l$600
rs.«Semestre
850
rs.«Proci«-
cias,
anno
2&4Ó0 rs
e
sendo
duas
4&000
rs.«Semestre
Í&250
rs.=Brazil,
anno
4&400
rs.«Semestre 2&300
rs.
moeda
forte
oulO&OOO
reis
e
5&500
reis
moeda
fraca.«Annuncios
por
linha
20
rs.,
repetição 10
rs.
Para
os
assignantes
XO ®/
#
d
’abatimento.
ãsKasãiiwsiiía»
*
®Mai»ãDBuãMa^«âMMãÍ3aaii®»ia»iíMfc<^
cotv
Na
próxima quarta-feira, 17
do
corrente, (por não poder
ce-
lebrar-se no dia 14 por ser so-
lemne)
devem celebrar-se na
egraja do hospital de S. Marcos
solemnes exequias para suffra-
gar a
alma do Senhor D. Mi
guel de
Bragança.
De manhã haverão missas ge
raes, e ás 10 4/a
horas principiará
a missa a grande instrumental,
e
no íim cantar-se-ha o «Libera
me».
São
por
este
meio convida
dos todos os
rev.08
sacerdotes
e amigos do
Augusto Finado
a
tomar
parte n’esta fúnebre so
lemnidade.
aotgaaggua
BKAUA
— SABBADO
1»
DE
XOVEMBKO
O clero perante
a
revolução.
Quando
dois
princípios poderosos
che
gam como
que a
fondír-se,
^asados
no
mesmo
molde
de
interesses
e
de
vida, cons
tituem
por si
um
colosso
de força,
que
não
é
facil
abalar.
A derradeira
gota de
sangue
que tin
giu
o
cadafalso
de
Luiz XVI deixou
es-
criplo
no
solo
da França
a
primeira
pa
lavra
da historia
do
século
presente,
abrin
do
caminho ás
catervas
irrequietas,
que
na
ebriedade
dos
crimes
acclamaram
so
bre
o
cario
dos
infernaes
triunfos
a
Dau-
ton
e
R
bespierre,
para
firmarem
um
pa
cto
com
as
épocas
vindouras,
aos
estre
pitosos
impulsos
da
ideia
nova.
Pacto
monstruoso
de
anniquilamentos,
de
revolução e de odios,
cujo
alvo,
a
anarchia,
e
cujas
victimas,
a
cruz
e
os
ihronos,
eram
apontadas
á
nova
geração,
que
vegetava
das
ruinas,
que
a
revolução
começava
a
espalhar
pela
superlicie
da
Eu
ropa.
Robespierre
e
os
apostulos
do
seu evan
gelho
assistiram
ao
occaso
do
século
XVIII,
aos
clarões
da
sua
filosofia,
para
o
dei
xarem
envolto
nos
incógnitos
limites
da
seita
revolucionaria, impondo
misteriosa
mente
ao
porvir
transmutações
híbridas,
com
o
mesmo
orgulho
e
resultado
com
qué
os séculos
XV
e
XVI
desmembraram
a
sociedade
chrislã.
A
doutrina
revolucionaria,
porém,
me
nos filosófica
e
mais
sanguinaria,
nasceu
na
anarchia,
perde-se
no
infinito
de
vago
e vicioso ideal.
Nao
aconselha
disciplina,
porque
é
a
lei
do
cahos,
é
a
liberdade
absoluta
da
rasão falivel
e
da
matéria,
e
o
despotismo
lirannico
do
desvairameuto
dos
povos.
Por
isto
toda
a
ordem
social
lhe
é
adversa:
a
cruz
abraça
a
humanidade
com
seus
braços
immensos;
a
cruz
significa a
virtude
e
a
paz.
Os
reis
são
a
garantia
mais
segura da
ordem
e
da
prosperidade
das
nações ; os reis,
que
não
sejam
filhos
da
revolução,
teem
ená
si
um
principio
eílicaz de
justiça.
Contra
esses
elementos
se
bate
a
re
votação,
ora
maquinando,
accommettendo,
destruindo,
ora
enroscaudo-se,
como
a
ví
bora,
traiçoeira
e venenosa,
para
neutra-
lisar
com
lisonjas
o
poder de
que
se
ar
receia.
N’
essa pugna
descentralisa-se
a
auclo
ridade
para
a
enfraquecer,
e
préga-se
a
reacção
contra
os
poderes para lhes
ti
rar,
e
á
lei,
o
prestigio
e
a
acção
in
dependente.
E
assim,
como
sào
os
exercitos
arre
messados
ás
luctas
para
defenderm os
go
vernos
da
revolução,
assim
sobre o
cle
ro
são
assestadas baterias,
porque
é
elle
o
defensor
natural
da
C«uz
e
das
cren
ças
populares.
E
’
logico.
Mas
os
exerciios
defendem-se
ao tran
se,
organisaro-se, disciplinam-se.
corrigem-
se,
fortificam-se,
moralisam-se,
ou
bata
lham
e
vencem,
ou
combatem
e
são ven
cidos,
mas
luclam em
certame
honroso
O
clero
não!
Porque
lhe
chamaram
os
homens
da
paz
e da
humildade,
é
per
seguido
pela
revolução,
como
o sào os
lobos
damninhos
pelos caçadores
das
flo
restas, é
calumniado,
perseguido,
expo-
liado,
sem
ao
menos
soltar
um
gemido
!
Os
qne
lhe
chamam corrupto e&igern-lhe
dos
lábios
a
pala^a
de
perdão.
Esse
perdão
seria
evangélico e
justo
e
santo,
se
a
affronia
e os damnos tivessem
por
alvo
unicamente
o
homem
ungi.lo
pe
la
Egreja
de
Christo.
Não
é
assim
porém.
O
clero
lambem
é
soldado da
crusada
santa
e atalaia
do
templo
do
Senhor, obrei
ro
da
verdadeira
civilisação
e
esteio
da
consciência
popular,
pedra
angular
do
edi
fício social,
e
sustentáculo
da
fé
e
dos
in
teresses
da
humanidade.
O clero
nào
pertence
pois
a
si,
per
tence
a
Deus e á
sociedade,
á
Egreja
e
aos
crentes, á
virtude
do
Céo
e
ás ta-
ctas
da
terra.
Grosar os
braços
não
póde
quando
os
vendilhões
assaltam o
sacrario
do templo:
Cerrar
os olhos
não
deve á
charnma que
se
alêa
na
praça
publica
para
devorar
us
filhos
da
fé.
O
Céo
perdoa, e
o
Céo lambem
se
vinga.
Nas
pugnas
da
revolução
os
thronos
teem
por
si
a
voz
dos
povos
e
a
metralha
dos
exercitos;
o
clero
tem
por
si a
Cruz
e
o
seu
dever
sómente.
Deixar
qoe
se
derribe a
Cruz,
e
cer
rar
ouvnlos
á
voz
do
dever
é
voltar
para
si
a
arma mortifera que
a
revolução
lhe
aponta.
O
clero
recebe
da
Egreja
uma
missão
augusta
:
renegando
a Egreja,.
para
accei
tar
a
revolução
que
a
combate,
declina
essa
missão,
e
troca
a
dignidade
do
sa
cerdócio
e
do
homem
pela
liberdade do
crime.
Não
é
apenas
apóstata,
é
lambera
sacrílego.
O
clero
liberal
é
pois
a
nega
ção
de
si
proprio.
a
contradição
flagrante
que
não
póde
juntar
nunca
a
virtude e
o
crime, *
fé
e
o
èrro.
Ou
senhor
ou
vassallo;
ou o
calix
do
Santo
Sacrifício, oo
a
taça
das
orgias;
ou
o
sol
do
Vaticano
ou
a
lua
maçónica
;
ou
Pio IX ou
Victor
Manuel
;
ou
Chrislo
ou
Voliaire
!
Nào é
só
o
clero
liberal
que
constitue
esla
anlhitese absurda.
Ella
existe
lam
be
rn
oo
clero tolerante
e
indifferente.
A
disciplina
é
sempre disciplina,
e
co
mo
tal intransigente no grémio dos ver
dadeiros
filhos
da
Egreja.
Tolerar
pois
ai
affronia» e
os
erros
da
revolução,
os
aeus
crimes
e desvarios,
é
ser
cúmplice
d’el-
IcS.
Se
alguém
argumenta
que
essa
tole
rância
é
a
obediência á
força
bruta,
um
protesto
permanente,
uma
reacção
tenaz,
lem
lambem
a
força
suprema
da
digni
dade.
Os
mártires
atrahiram
a
si
a
veneração
dos
séculos,
respondendo com a
sublime
palavra
do
seu
credo ás
cruezas
do
paga
nismo
;
honraram
a
fé e
salvaram
a
Egre
ja,
que
lhes
inscreveu
seus
nomes
au
reolados
nos
fastos
da
humanidade.
Hoje
que
o
martírio
é
menos
pesado,
porque
ha
de
ser a
crença
pusilânime e
o
dever
menos heroico?
O
posto
d
’
honra
do
clero
é
junio
do
altar
d
’
onde
o
catholiciamo
derrama
luz,
felicidade e
amor
enlre
us
homens.
Esla
é
a
sua missão
e
a
sua
políti
ca.
Pódem
os
partidos
alrahil-o
ou
repel-
lil-o,
estará bem
sempre
«io
lado
em
que
é
protegida
a
Egreja
e
respeitada
a fé.
Mas
por
estar
d’
esse lado, não
basta
ser
tranquillo
espectador da
scena
profa
na, quando n
’
ella
é
arrastada
a
Egreja
Catholica,
a
sua
doutrina,
os
seus
dogmas,
e
os
seus
levitas.
A
filosofia
revolucionada
rega de im
piedades e
descrenças
a
arvore
frondosa
de
19
séculos,
reseca-a, desmembra-a, ce
ga-lhe
as
melhores
flores, ameaça
derri
bai-a
e
aniqutlal-a.
Islo
o
clero
vê,
sente
e
sabe
!
E
’
viclima da
soa
debilidade,
compro-
melte-o
e
deshonra-o
a
sua
tadutencia,
perder-se-ha
em
pouco
uo
fundo
abismo
que
lhe
cava
a revolução;
mas
o
clero
portuguez,
sem
consciência
do
que
é
e
do
que
vai,
permanece
cotno
que
iudif-
ferente
até
á
sua
p-opria
mina.
Se
algum movimento
se observa
na
vida moral
do
clero,
é
para
se
prostituir
na
apostasia
e
nas
crapulas
do lupanar.
Os
tribunaes
criminaes
aproveitam
lo
dos
os
pretextos
para
hzerem
varrer
com
as
vestes
talares
o
logar
dos
perdidos, e
o
clero
alli
vae impudente
conspurcar-se
na
peçonha dos
condemnados
I
Accusa-o
a
parte
sensata
da
opinião,
assoalha-o
a
canalha
da
revolução, e os
prelados
da
Egreja
lusitana,
na
sua
maior
parle,
ouvem
iudifferentes
o
ruido
da
<les-
honra
sem
uma
palavra
sequer
pela
di
gnidade
do
clero
!
O espimo
da época
desdenha
de
tudo
o
que
é
santo,
apostolísa
o èrro e
a
pro
fanação,
a
impiedade
e
o
materialismo,
mas
o
clero,
vendo
arremeçar-lhe
ás
fa
ces
o
guante
provocador,
fica
impassível,
sem
ao
menos
corresponder
na
sua
mis
são
evangelisadora
!
Este estado
de
coisas
é
impossível.
Felizmente
enlre
o
maior
numero
exis
tem em Portugal
alguns
prelados
e
alguns
sacerdotes
dignos
da sua
posição
sublime.
(O
Arcebispado
de
Braga
é. graças
ao
Ceo.
um
honroso
exemplo
entre
as
excepções
á
regra
geral.)
A
esses
cumpre
olhar
para
o
desfale
cimento
da sua
classe,
que
lambem
o
é
da
religião
que
professamos.
O
clero,
e
em
g
ral
a
Egreja
lusitana,
carvce
de
reformas
importantes.
Estude
o
clero
essas
reformas,
solicile-as
da
fonte
compeleute.
una-se,
compenelre-se
da sua
missão
e das
suas
necessidades
mais
pe
culiares,
e a
revolução
recuará
impoten-
t«
diante
da
verd&de
e
da
crença,
da
união
e
da
força.
Puna-se
e
expulse-se
o
clero
indigno,
mas
venere-«e e
galardoe-se
quem
o
me
rece
pela
virtude
e
pelos iraramenles
ser
viços,
que
presta
á
sociedade.
Essa
confusão
do
bom
e
do
ináo
clero,
que
ahi
vêmos
sob
a
denominação
coíie-
cliva
do
s*
cerdocio
calholico,
é
uma
fa
talidade
para
os
povos
e
para
a
Egreja,
é
uma meniira, qne
escandaiisa
a
moral
» a
historia.
O«
thronos
defendem-ie
dos
impetos
da
revolução;
defenda-se
lambem o
clero,
co
mo
alies,
victima
votada
ao
exlriminio,
pelos seus
devastadores,
que
são
os
gla
diadores
da
moderna seita.
N
’e
‘sla
defesa
triunfa
a
sociedade
que
se
aggrupa
junto
do
altar
e
dos
thronos.
Os
soflrimenlos
de
hoje
converter-se
hão
era coroas de ouro
para
os heroes
(Tama
nhã.
Se
a
verdade é
explendida,
a
gloria
será
immorredoura.
B.
DE SENNA FREITAS.
Correspondeascia esírjaoageia-a
PARIS,
2
OE
NOVEMBRO
(
Correspondência
particular do
«
Commer
cio
do
Minho»)
fConclusão
tio n.° antecedente)
E
’
d
’ella,
com efbilo,
que
dependerá
a
queda
ou
a
manutenção
do gabinete
aclual.
Sem
ella,
a
balança sustentar-se-
ha
em
pirfeíio
equilibrio enlre
os
dois
escrutínios,
e serão
os
votos
de
seus
mem
bros
que
a
farào
pender
para um dos
la
dos.
M.
Buflel
faz,
também,
n
’
esle
momen
to,
grandes
propostas
aos
legilimistas,
pro-
mellendo-lhes
mniias
concessõts
se
veta
rem a
lavor
do escmiinio
do
circulo.
Promette-lhes
desde
já
o
apoio do
»over-
t)O
para
as
eleições pioximas,
e
compio-
melte-se
a
laser
entrar
muitos
dos seus
membros
no
Senado.
Mas
todas estas
considerações
não sedusem
os
legilimis-
las,
que
se
hào
de
decidir
por
aquella
especie
de
votação,
que
julgarem
mais
accoii)modatla
aos
interesses
da
França
Durante
as
lerias
elles
estudaram
sufli-
cienteiuente
a
questão.
E<labeleceu-se
nos
departamentos,
um
grande
numero
de
co
mités,
e resulta das
observações
feitas
a
esle
respeito
que
se
iuclinatn mais
pelo
escrutínio
de
lista
do
que
pelo
de
circulo.
Pelo
primeiro,
na
verdade,
os
candidatos
são
obrigados
a
pagar
menos
por
suas
pessoas, e
oão
se
acham
ua
necessidade
de
irem
ao
gabinete
com
os
eleitores,
nem
de
estarem
a
cada momento
a
recitar o
seu
credo
político;
e
nào
se
dá
com
o
escrutínio
de circulo,
em
que
o
candidato
é
obrigado
a
pagar
muito
mais
por sua
pessoa.
Para
que
os nossos
leitores
fiquem
perfeiiamente
ao
faclo
do
que
se
passa,
é
preciso
diser-lhes
alguma coisa
coui
re
lação
aos
bouaparlistas.
Não
só
nào
ha
aceordo
enlre
os
membros
sobre
a
espe
cie
de
votação,
mas
nem mesmo
podem
chegar
a
entender-se
sobre o
partido
a
tomar
em
frente
do
ministério,
ao
prin
cipiar
a
sessão.
Ninguém
ignora
que em
tempo
ordiuanu
os
bouaparlistas não
he
sitam
em
provocar
uma crise ministerial;
mas
nas
actuaes
circumslancias
o
seu
de
sejo
é
um
pouco
contrariado
pelo
receio
que
teem
de
que
Buffet
seja
substituído
por
um
ministro
que
procurasse
mais
energicamente
pôr
cobro
a
suas
roachina-
ções
illegaes. No
entretanto
alguns
botía-
panistas
sustentam
que
é
preciso
provocar
crises continuas,
e
fasein
notar
que,
se
se
deixa
luncciouar
livremeute a
Consti
tuição,
o
partido
terá
tudo
a
perder,
por
que as
suas probabilidades
diminuem
á
medida
que
o
aclual
estado
de
coisas
se
prolonga.
A
situação,
pois,
é diflied.
Nào
passarei
aléiri
sem
dar
conta aos
leitores
d'um
outro
discurso
que
M.
Rou-
her
acaba
de
pronunciai
em
Bastia.
N
’
este
discurso, menos
importante
do que
u
pronunciado
ha
algum
tetnpo
em
Ajac-
cio,
o
orador
occupou-se
quasi
exclusiva-
munie
da
que-tão
financeira,
e
celebrou
a
liberdade
e
o
desenvolvimento
do
com
mercio
francez,
atribuindo
toda
essa
pro
speridade
ao
império.
Segundo
M.
Rou-
her,
o
imperador
fez
subir
a
40
mdliards
a
ciíra de nossa
fortuna
mobiliaria
;
o
imperador
fez isto,
o
imperador
fez
aquillo.
Ninguém
contesta que
o
prodigioso
desenvolvimento
ecouomico
que se
tem
produzido
depois
da
installação
dos ca
minhos
de ferro,
é
um
faclo
indepen
dente
da
acção
dos
governos,
e
que
póde
ter
logar
sob
qualquer
regime.
No
fim
do
seu
discurso
o
chefe
do
partido
boiiaparlista
aflirmou
de
Lovameu-
te,
e
com
as
fanfarro
nadas
tão
queridas
do
partido, o
proximo triuulo das
suas
ideias,
que
elle
define
assim:
a con-
demnação
do
que
é,
e
a
exaltação
do
que
foi.
Vae
alé
propor
uma
alliança
com
os
radicaes
afim
de mostrar
que o
império é
o
unico
poder
capaz de
garantir
a
segu
rança
aos
homens
d’
ordem.
Agora
uma palavra
ácêrca
dos
repu
blicanos.
E
’
uoilil
dizer que
elles não
permanecem
inactivos;
ha
mais
de dez
dias
que
a maior
parte
dos deputados
d
’
este
partido
regressaram
a
Paris, onde,
reunidos
quasi
diariamente em
casa
de
M
Jules
Simon,
discutem
as
diversas
eventualidades
que poderão
succeder
des
de
a
abertura
da
sessão.
Na
reunião
d
’
honlem discutiu-se
as
tres
quesiões
seguintes:
1.°
A
interpella-
çáo
sobre
a
poimca
interior
deve
ler
lo
gar
antes
ou
depois
do
debate sobre
a
lei
efeitoral.
2°
Em
que
ordem deverão
ser
discutidos
os
projectos
de
lei
sub-
rnettidos
ás
deliberações
da
camara?
3.°
Convém
discutir
para
logo a
lei
eleitoral
;
depois discutir
a interpellação
sobre
a
polilica
interior,
no
caso
em
qoe
M.
Bul-
tet
não
seja derrubado
no
debate
sobre
a
lei
eleitoral? e,
tiualmente,
pôr
na
ordem
do
dia
a
lei
municipal, e
em
seguida
a
lei sobre
a
imprensa?
Estas
quesiões uão
poderam
ser
definitivamente decididas,
e
só
o
poderão
ser
na reunião
d’
a<nanhã.
Fa!la-se
aqui
muito
das
eleições que
acabam
de
ler
logar na
Bélgica,
para
os
conselhos
municipaes.
Estas
eleições,
já
muito
importantes
em
si
mesmo, lem
sob
o
ponto
de
vista
da
polilica
geral,
um
grande
interesse
Pre
cedem
apenas
alguns
dias
as
eleições le
gislativas,
e
perimttem
prever
o
que
se
rão
estas
ultimas.
A
lucta
enire
os
ca
tholicos
e
liberaes
foi
muito
renhida. Em
Anvers
principalmenle,
as
paixões estavam
dc
tal
modo
excitadas
que
a aucloridade
conservou as
tropas
em
quartéis
no
dia
da
votação,
e
graças
a
esla
precaução
sómente,
mo
lemos desordens
a
deplo
rar.
A
’
medida
que
as
eleições
se
succe-
diam, os
jornaes
radicaes francezes
re
gistravam
as
brilhantes victorias do
parti
do
liberal;
mas
hoje
que
os
factos
são
conhecidos,
elles
são
obrigados
a
confes
sar
que,
se
os
catholicos
(içaram venci
dos
em algumas
cidades e
especialmente
em
Angers, em
outros
pontos
obtiveram
brilhantes
vantagens
que
trazem conster
nados
os
seus
adversários.
Por
brevidade
direi
apenas
que
o
resultado
das
eleições
coinmunaes indica um
movimento
ascen-
ciooal
mui accentuado
da
causa
catholica,
e
que
são
um feliz
presagio
para
o
fu
turo.
n.
Ao
«Commercio du
Minho».
(Correspondência particular.)
Lisboa,
11
de
novembro
de
1875.
São escassas as
noticias
que
hoje
temos,
quer do
exterior,
quer
do
interior
E
’
n
’
esta
baixa
mar de novidades,
que
muitas
vezes
se
vê
em
sérias
collisões
um
corres
pondente,
que
não
póde
nem
sabe
inven
tar.
Não
obstante,
assim
como
as
lemos
assim
as
damos.
exterior
.
—
Hoje
estão
correndo
na
praça
do
commercio
entre
os
mais
notá
veis
jogadores
de
fundos,
rumores
que
não
abonam
as
noticias
transmittidas
pelas
ageu-
gias
telegráficas
com
respeito
á
guerra
de
Hispanha.
Até
á
hora
em
que
estamos
escreven
do
o
movimento
de
fundos
lem
estado
paralisado,
tendendo
todavia
á
baixa.
E
’
o
caso
que
hontem
se
espalhou em
Lisboa,
não
sabemos
com
que fundaman-
to,
a
noticia
de
terem
soífrido
um
gran
de
e
importante
revez
as
tropas
affonsi-
nas no
Norte, noticia
que
parece
con
firmar-se
até
pelos
proprios
telegrammas
d:s
agencias, que
pouco
ardilosos
deixam
perceber
que
tudo
quanto hoje
nos
an-
nunciam
tem
por
fim melhorar
o
estado
da
bolça
de Madrid,
onde
a
desanimação
tem
sido
manifesta nos ultirnos
dias.
Isto
muito
mais
claro
se
manifesta
pelos
mes
mos
telegrammas,
que
são
a
noticia
de
derrotas
na
Catalunha
e
da
appresentação
de
lodos os
voluntários
carlistas,
e
dizem
que
D.
Carlos fôra
gravemenle ferido
e
entrara em
França
!
Estas
desparatadas
noticias
vem
acom
panhadas
da
circumstancia de
serem
as
que
circulavam na
Bolça.
Na
Bolça,
no-
te-se
;
sempre
a
bolça
envolvida
n
’
estas
noticias.
Ora,
para
estarmos
inlimamenle con
vencidos da
falsidade de taes
boatos
bas
ta
vermos
que o governo
de
Madrid
aca
ba
de
convocar
para uma reunião
todos
os
generaes
de
lodos
os
grupos
liberaes,
para em commum
tomarem
um
accor-
do
no
modo
de
debellar
o
elemento
car
lista.
Se
é
verdade
que
se
appresentaram to
dos
os
carlistas
da
Catalunha,
e
que
aquel
la
parle
da
Hispanha
está
livre
d’elles,
se
é
verdade
que
a
província d’Alava
es
tá
livre
das
forças
carlistas,
se é verda
de
que
a
indisciplina
lavra entre
o
exer
cito
real
do
Norte,
se
é
certo
que
estão
expulsos e
processados
os
melhores
gene
raes
carlistas,
se
a
França
eslá
apinha
da
de
internados,
se
o
proprio
D.
Car
los,
ferido,
desanimado
e
abandonado
já
anda
em
busca
de
um
asilo,
para
que
é
tanta
faina
hoje
no
governo
de
D.
Al-
fonso
?
Pois se
quando Py
y
Margal,
Salmeron,
Castellar
e
alé o
proprio Serrano
em
meio
da
representação
nacional
cheios
de
medo
declaravam
que os carlistas
não
eram
uns
simples
revoltosos,
mas
um
estado
pode
roso
em
face
de
outro
estado;
se em
vis
ta
das
derrotas
de
Morones,
Concha, Ser
rano,
Marlinez
Campos,
Loma
e
outros,
estando
na
sua
maior
florescência,
prote
gidos pela
França
e
por
outras
potências,
fanatisados
e
illudidos
os
povos,
persegui
dos e
vexados
pelos facciosos
,
bastava
para
os
debtdlar
a
perícia
militar
dos
me
lhores
generaes
liberaes,
e suflicientes
uos
150:0
>0
homens
do
exercito,
como
é
que
hoje,
que
eslá
perdida e
desanimada
a
causa
carlista, é
necessário
para
acabar
com
os
insignificantes
restos
do
exercito
legitimislã
, enviar para
o
campo
dos
com
bates
500.000
homens
de
iufanteria,
ca
vallaria
e artilheria,
e
convocar
o
saber,
a
taclica
e
o
heroísmo
de
todos
os
ge
neraes
liberaes?
A
isto tudo
responde
o
bom
senso,
que
nunca
a
causa
carlista
esteve
tão
for
te
como hoje,
e
que
nunca
o
governo
de
Madrid
esteve
tào
convencido
de
que
é
certo
o
triunfo
de
D.
Carlos,
e
que
pa
ra
evitai
o
ou
demorai o
é
mister
soccor-
rer-se
de
lodos os
elementos
liberaes da
Hispanha,
aote
os
quaes
não
duvida
do
brar
se
na hora
da
suprema
desesperação,
apesar
do orgulho e
da
ambição
que
ca-
racterisam
os
partidos
e os governos
da
Hispanha
liberal.
Telegrammas
chegados hoje desmentem
os
telegrammas
d
’hontem,
como
Ob
de
hontem desmentíramos anteriores: é
uma
contínua
lida
de mentir
e
desmentir-se
o
que
leem
os
noticieiios
do
governo de Ma
drid.
Agora
mesmo
chega
um
telegramma
que
desmente
o
ferimento
de
D.-
Carlos, e
o
dá
em
pessoa
á
freote
do seu
exercito,
commaodaiido
elle
mesmo
a
ala
direita;
assim
como desmente
as
noticias
que
teem
corrido
da
prisão
de
Dorregaray
e
de
Sa
balls.
D’
isto
tudo
se
apura que em
grandes
apuros
se
acha
o
nino
Aífonso.
De
França
espera-se
que
em
breves
dias
será posta
de
novo
no
seio
da
As
sembleia
a
questão
legitimista, e
que
o
governo
será
inlerpellado
de
um
modo
eílicaz
sobre
os abusos
e oílensas
prati
cados
pela
Hispanha
conua
o
pavilhão
da
França.
Sabe-se
que
teem havido
imponentes
reuniões
dos
tiomeus
mais importantes
do
partido
legitimista
francez,
e que
o snr.
conde
de
Chambord
tomará
uma altitude
activa
entre
os
seus
partidários.
Continua
a
fallar-se
na
nota
enviada
pelo
governo
dos
Estados-Unidos
ao
go
verno
de
Madrid, impondo-lhe que
acabe
sem
demora
com a
insurreição de
Cuba,
sob
pena de
ser
reconhecida
a belligeran-
cia
dos
insurgentes
por
aquelle
governo.
Mais
uma dillicuidade
para
o governo
hispanhol,
da
qual
de
certo
o
não livram
nem
as
mentiras da sua
imprensa
nem os
planos
triangulares
dos seus
caudilhos.
interior
.
—
Celebraram-se
hoje
na
Ca-
thedral
as
sxequias e
orações
fuoebres
aunuaes,
por
alma
do
Senhor
D. Pedro
V.
Assistiram
a
esle acto
o
snr.
D.
Luiz,
o
snr.
D.
Fernando,
o
ministério,
alguns,
ainda
que
pouquíssimos
titulares,
com-
maodaote
da
divisão,
e
alguns
chefes
das
repartições.
Os
corpos
da
guarnição
en
viaram
áquelle
acto uos
pequenos
contin
gentes
para
os
representar.
Também
assis
tiram
as
creanças
d
’alguns
asylos.
De
espectadores
ou
de
devotos
estava
o
templo
ermo.
—
Acaba
de
organisar-se
uma nova
companhia,
que prometle
grande
utilidade
para
o
paiz.
Referimo-nos
á
Empresa
exportadora
de
vinhos
portugueses.
E
’
o
snr.
Antonio
Augusto
d
’
Aguiar
‘
illustre
académico,
que
se
lem dedicado
a
profundos estudos
sobre
este
ramo
de
industria,
que
será confiada
a
direcção d’esta
empresa.
O
capital
é
de
300:000
libras,
devi-
dido
em
3 series
de
100:000
libras
ca
da
uma.
Já
está
subscripta
a
primeira
serie.
Esta
companhia
pretende
abrir
depó
sitos
de
vinbos portugueses
em
Lisboa,
Porto
e
Coimbra
e
nas
cidades
principaes
da
Europa,
construir
casas
subterrâneas
nos
sitios
mais
apropriados,
e
fabricar
vi
nhos,
aguardentes
e
vinagres ;
mandará
vir
do
estrangeiro
indivíduo»
competentes
para
ensinarem
a
lodo
o
pessoal
da
companhia
o
serviço
das
suas
olíicinas,
e
publicará
um
jornal
mensal,
que
será
gratuilamente
distribuído
aos
accionistas.
Também
tenciona
pedir
ao
governo
garantia
para
a
sua
marca
de
venda
e
exportação.
.
E
’
esta
pois
a
realisação de
uma
das
mais
importantes
necessidades
do
nosso
commercio
e
da
nossa
agricultura viníco
la,
que
com
os
melhoramentos
de
que é
susceptivel
póde
atlingir fabulosas
propor
ções.
Achiles.
REVISTA
ESTRANGEIRA
Como
o
nosso illustrado
e
presadissi-
mo
amigo,
que
de
Lisboa
nos honra
com
a
sua
valiosa
collaboração,
faz
uma
pe
quena
mas
interessante
revista
do
estran
geiro,
limitamo-nos
as seguintes transcrip-
ções
da
«União
:
fOflicial)
Quartel general
de Tolosa
30
d’
outubro.
—
Os
movimentos
do
inimi
go
em
Alava
e
na
Biscaya,
o
seu
inten
to
sobre
Orduna,
lendo
um
movimento
para
a
frente
de
nossas
forças
para
os
pon
tos
ameaçados,
S.
M.
o
Rei,
rompeu
de
sejoso
de
partilhar
as
fadigas
de
seus
bra
vos
voluntários,
deixou
esta
cidade
para
se
ir
colocar
á
frente
dos
batalhões
car
listas.
Tendo
chegado
na noite
de 28 ao en-
crusamento das
duas estradas
das
quaes
uma
conduz
a
Alava,
e
outra
a
Biscaya,
o
rei Carlos VII esperou
o
dia
seguinte,
afim,
depois
de
ter
recebido
aviso
dos seus
generaes
sobre
a
marcha
definitiva
dos
li
beraes,
de se
apresentar
immediatamente
aonde
a
sua
presença
parecesse
mais
ne
cessária.
A’s
ultimas
noticias
S.
M.
dirigia-se
sobre
Zornoza
debaixo
de
uma
chuva
to
rrencial
e
um
temporal
desfeito.
—
O
general Mendiry
não
reconheceu
D.
Aífonso
como
o
disse.
Peio
contrario
elle
aflirma,
que
é,
quer
continuar
a ser
e
morrer
carlista.
Alguns
navios quizeram
entrar
em
Pas
sagens,
os
canhões
carlistas
de S.
Marcos,
os
impediram.
O
inimigo
ainda
se
não
atreveu a
recomeçar
o
ataque
ás
nossas
posições
de
Lumbier.
Tudo
quanto
os
jornaes
inimigos
dis
seram
a proposito
de
uma aventura
escan
dalosa
a respeito
de D.
Carlos;
é
uma
verdadeira
fabula calumniosa.
Talvez
tives
sem
querido
fazer
esquecer
por
esta
for
ma
certa
aventura
que
se
diz
acontece
ra
em
Madrid
a
D.
Aífonso
ao
bairro
de
Salamanca,
e que acabara
por
tragédia.
3
.
ar
JT
3T
EIS.
01
J
05
JL
Diversos
jornaes
brasileiros, inspirados
pela
seita
maçónica,
que
n
’
aquelle
império
campeia
desaforada,
não
se pejaram
de
invocar
a Saudação
Angélica,
subordinan
do-lhe
umas
ulirajanfes contra
as
victimas
da
sanha
nefanda
do
maçonismo,
os
ex.
mos
bispos
do
Pará e
Oliuda,
por
occasião
da
sahida
d
’
esles
venerandos
prelados das
masmorras
do
império
maçonico-liberal.
Os
pasquins
de
cá
que recebem
o
santo
e
a
senha
dos
mesmos
covis,
que
os
di
lá,
nào tardaram
em
festejar
a
patacuada
poética
reprodusindo-a,
por,
no
diser d
’
el-
les,
digna de
ser
lida.
Nós,
que
tivemos
a
desgraça
de a
ler,
não
podémos
fugir
á
tentação de a
paro
diar
na
parte
em
que
cabe íasel-o
em
controvérsia
ás alusões
infames
que
ella
encerra.
Pouco
dado a este
genero
de
traba
lho,
temos
que
recorrer
á benevolencia
dos
nossos leitores,
para
que
nos relevem
o
desalinho
delle.
Segue
a
parodia.
«Lá
d’
esse
throno
excelso
e
radiante
«Onde
justo
exerceis
o
poder
vosso,
«Compassivo
altendei
á« nossas
preces
«Divino
Creador, e
Padre
nosso.
Tartufos
liberaes
sem fé,
sem
crenças,
De
delidos
infandos,
negros
reus.
Calcando
a santa
lei
de
vosso Filho
Conspiram
contra
vós,
que
eslaes nos
céos.
Só
cumprem
os preceitos do demonio
Que
na trica
e
na astúcia
é
consumado
*
Procedem
como
uns
cafres,
ultrajando
Aquillo
que
é
por
vós
santificado.
«São
elles
cá
na
terra
mais
damnosos
«Que
os
flagellos
d«
guerra,
peste
e
fome:
«Castig^e-os,
Senhor,
p
’
ra que
por
elles
«Mais
respeitado
seja
o
vosso
nome.
São
aposflos
convictos
da
impostura,
Pois
querem
que
o
roaçon
pertença
a
vós.
Nas
crenças
teem
o
fel
do
egoismo
Só
pretendem
da
Egreja
o
—
venha
a
nós.
Livrae-nos,
alto
Deus,
de
tantos
judas,
«De seus
duros
caprichos defendei-nos;
«Soccorrei
vosso
povo,
para
que
elle
«Possa
um
dia
chegar
aos
vossos
reinos.
«O
manhoso
Satan,
vosso
inimigo,
«E
’
quem os aconselha,
é
quem os
peita;
Confunde
os
que
no
mundo
em vosso nome
Sómente
a
boa
obra
seja feita.
Dos
pérfidos maçons e
tão
rebeldes
«Puni,
Senhor,
puni tanta
maldade;
Um
exemplo
se
dê
que
leve
a
todos
«A
cumprirem
fieis, vossa
vontade.
«O
rebanho
de
Christo,
vosso
Filho,
Ferindo,
e
seus
pastores
em
crua
guerra
Proseguem
os
maçons,
que
é
essa
a
sanha,
Que
o
averno
lh
’
inspira assim
na
terra.
«Eeia!
a
paz concedei á
vossa Egreja,
E
convertei
os
inimigos
seus,
Para
que
santos
himnos
entoemos
«Nesta
vida mortal,
como
nos
ceus.
<E
vós, doce Jesus,
Mestre
adoravel,
«A
tal
ponto
exaltaes
o
amor
vosso
«Que
nem
mesmo
ao discip’
lo
traiçoeiro
«Na
ceia
recusastes o
pão
nosso
;
Alumiae
os
cegos,
esses
impios
Apostolos
d’
infanda
aleivosia
Fasei
que
elles
troquem
pelo
erro
A
prece
e
a
oração
de
cada
dia.
«Por amor
d
’
essa
Virgem
Sacro-Santa
«Ante quem
satanaz
trepida
e
foge,
«O
mal
remediae,
ó
Pae
clemente
!
«Vossas
graças
e
bênçãos
nos
dae
hoje.
«Como
outr’
ora
fisesles
lá
no
templo
«Agora
contra
elles
praticae,
Os
vendilhões
varrei
c
’
o
azorragoe,
«Valei
a
vosso
povo,
e
perdoae.
Que
não
se
vejam
profanando
os
templos,
A
suas
frontes
de
remorso
lividas
;
Que
não
venha
o
pestífero
contacto
Crescer
e
augmentar
as
nossas
dividas.
Amerciae-vos,
meu
Deus,
de
tanta
ovelha
Aos
pastores
ingrata,
e
em guerra
atroz;
Conduzi-as
ligeiras
ao
aprisco,
À
’
s creoças
fervorosas
como
nós.
E
se
para
obterem
vosso
amparo
E’
mister
qoe
seus
erros
esqueçamos
:
«Do
melhor grado
oflensas
e
aggravos,
Aos
ingratos
maçons
lhes
perdoamos.
«Contra
elles
não
arde’
ern
nossos
peitos
«Implacáveis
vindictas
e
rancores
«Por
que
vós
exigistes
de
nós
lodos
«O perdão
para
nossos
devedores.
Mas
elles para nós
só
tem
acêsas
Vinganças e
traições,
como
sabeis;
«Assim
pois entre
as
garras
d’
estes
lobos
Cair, oh
!
bom
Jesus,
não
nos
deixeis.
A
sede
do
espiritual
dominio
Onde
pretendem
toda
intervenção
Nestes
cafres
gerou
tanto
despeito
Que
os
traz
de continuo
em
tentação.
Onde
quer
que
nos
leve a
furia
iosaoa
Da
maçónica
horda
cafrial
«Provae-nos,
muito
embora,
a
paciência
«Mas
livrae-nos,
por Vós,
de
todo
o
mal.
J.
MACHADO JÚNIOR.
GAZETILHA
A
lucta.—
Debaixo
d’
este
titulo
vem
ainda
uma
vez
á arena o
«Jornal
do
Mi
nho»,
cantando
victoria
pela eleição, e
diz
que
a
Ioda
foi
desigual,
mas
renhida.
Desigual
foi,
é
verdade,
porque
lacta
ram
29
contra
3;
renhida,
nào;
porque
os
opposiciooistas
apenas
se
poseram em
campo parajnostrar
mais
uma
vez
o
que
va
lem
estas
farçadas.
Mentem, tres
vezes
mentem,
(hoje
se
guimos
o
exemplo
do
«Jornal do
Minho»)
quando
asseveram
que
os regedores
traba
lharam
por ordem
do
governo
; apontem-
nos
os
nomes
dVlles
e
quaes
os
serviços
que
prestaram.
Nós
é
qoe
podemos
apresentar-lhe
uma
relação
circumstanciada
dos
fuoccionarios
públicos,
que trabalharam
abertamenie
era
pró
da
lista
dos 29.
e
os
nomes
d
’
aquel-
les
que
para
não
deixarem
em
duvida os
seus altos
serviços,
foram
entregar
lhes
as
cartas
e
as
listas que receberam, não
da
auctoridade,
mas
sim de
nós,
como
particulares.
Por
falta
d
’
espaço
não
transcrevemos
ho
je o
que sobre a
eleição
diz o
«Commercio
do
Porto»,
d
’
honlem,
e
cujas
palavras
não
devem
ser
suspeitas
para
a
maior
parte
da
commissão,
excepto
para
aquelles
que
es
crevera
no
«Jornal
do
Minho».
Se
continuarem,
poremos
bem
á
mos
tra
as
misérias,
que
são
do
nosso
dominio,
assim
como
do
publico.
Celebrem,
como
melhor
entenderem as
suas
pretensas
viclorias
;
mas
não
ataquem
vilmente
individualidades.
No
proximo
n.°
faremos
a
transcrip-
ção
a
qne
acima
alludimos.
Nomeação.—
0
sor.
Joaquim
Augus
to
Correia
Guimaiães,
foi nomeado
conouc-
lor
auxiliar
do caminho
de
ferro
do Minho.
Era
alli
apontador
de
2.
a
classe.
S.
S.a
partiu ante-hootem
para
Villa
Nova
de
Cerveira, afim
de
alli
exercer
as
funcções
do
seu
novo cargo.
0
snr.
Correia
Guimarães
é
um
em
pregado
que
dá
honra á
classe
dos
enge
nheiros,
pela
sua actividade e
talento.
E’
justiça
que
se
fez
a
este
intelligen
te
empregado.
Já
era
tempo que
fosse
re
conhecido
o
seu
incontestável
mérito
e
saber.
Dando
os
pirabens
a
s.
s.
a
,
saudosos
lhe
enviamos
um aperto
de
mão.
Nova
w«aa.
—
Já
começaram
os
traba
lhos
da
nova
rua-avenida, que
tem
de
ligar
a
estação
do caminho
de
ferro
com
a
Cruz
de
Pedra.
Espera-se
que
esteja
concluída
até
aos
fins
do
corrente
anno,
se
o
mau
tempo
não
impedir
a
continuação
dos
trabalhos.
ao
zêlo
e
actividade
do
digno
chefe
de
trabalhos,
o
snr.
Cruz,
se
deve
o
adian
tamento
em que
se
acham todas
as
obra&
a
seu
cargo.
Pela
ultima
vez.—
Muito
tem
que
trabalhar o
varredor
da
imprensa
do
nos
so jornal
!
0
«Jornal
do
Minho»
transformou
se
em
carreta
de
lixo,
e
hauris
tempos
a
esta parte
vem
mesmo abarrotadinlio
!
Aquillo não
é
jornal,
é
uma
bôcca-de-
lobo
;
alli
não
escrevem
homens,
cochi
cham
coliarejas
;
por
la
não
ha
pennas
e
tinta,
ha
fundas
e
pedras;
não
ha
alli
se
riedade
e
placidez
da
discussão, ha
o
des
bragado
e os
berreiros
dos
truões
de ta
verna.
E
Guttemberg
poderá
porventura
dor
mir
socegado
uo
seu
tumulo!
E
’
impos-
vel.
Quando
a
imprensa
desce tão
baixo;
quando
ministros
d
’
este
sacerdócio
augus
to
se
não
pejam
de
apparecer nas
praças
com
abadas
de
rebos,
que
vão sendo
arre
messados
a
quem
passa ;*
quando
em
lo
gar
do
campo
raso
da
discussão,
o
jorna
lista
prefere
a
encrusilhada do
insulto
e
da
calumnia,
e
em
vez das armas da
lealdade
deixa ver
o
conto
do
punhal
do
assassino;
esta
instituição
sublime,
este
auxiliar
po
deroso
da
civilisaçâo,
longe
de
attrair
bên
çãos,
provoca
as
maldições
da
sociedade
Não
vns seguiremos
no
vosso
caminho
immtiudo;
não
mancharemos os
pés
na
alga
fétida
da
esteira
que
deixaes.
Segui,
pois,
a
carreira
que
escetastes
.
os
homens
de
bem
olhar-vos-hão
com
des-
prêso, porque
não
mereceis
mais.
A
infamias
não
respondemos.
Nlappa.—
Recebemos
um
magnifico
mappa íisico
e
político
de
Portugal,
brin
de
que
a
acreditada
empresa
editora
Serões
Românticos
dos
snrs.
Belem
&
C.
a
, offere
ce
aos
assignantes
do
ultimo
romance
da
do
á
estampa
por
aquella
empresa.
E
’
lithografado
a
côres
e
impresso
em
superior
papel
cartão.
|
0
mappa da
Europa,
que
a
mesma
empresa
offerece
aos
que
assigoarem
o
romance
Os
Desherdados,
que
está
em
via
de
publicação,
já se
acha
exposto
em
ca
sa
do
correspondente
da
empresa,
na
rua
Nova,
n.°
3,
d
’esta
cidade.
Os
créditos
de
que goza
a
empresa
Se
rões
Românticos,
vae
augmentando dia
a
dia,
e
com
justificados
motivos;
por
isso
a
recommeudatnos
aos
amadores
da
littera
lura.
Agradecemos
aos
snrs.
Belem
&
C.
a
o
brinde
com
que
nos
honraram.
Keereio
Infantil.
—
E
’ este
o titulo
d
’
um
jornal
que o
snr. J.
H.
Verde, de
Lisboa,
vae
brevemente
publicar.
Este
periódico,
impresso a
duas
côres,
com
estampas
e
collaborado
pelos
melho
res
escriptores,
é
dedicado
ás
crianças
por-
tuguezas
e
brasileiras.
0
prospecto
que
temos
presente
con
tem
um
specimen
das
gravuras
de
que
hade
ser
adornado,
e
que
na
verdade
são
lindíssimas.
A
publicação
é
bimensal
em
fascicu-
los de
ll»
paginas
em
8
0
Os
assignaotes
que
o
forem
de
24
n.
os
receberão
como
prémio
um
volume
illus
trado
e primorosamente
cartonado.
0 n.°,
pago
no acto da
entrega,
costa
100
reis
Toda a correspondência
deve
ser
dirigi
da
ao
snr. J.
H.
Verde,
rua Nova dos
Már
tires,
3,
Lisboa.
lointnisísâo
<i« l.°
tte
dezembro.
—A
commissão
nomeada
d’
entre
a
clas
se
escolástica bracarense
para
promover
os
festejos
do l.°
de
dezembro,
anniver-
sario
da
nossa
independencia,
é
composta
dos
snrs.
:
Presidente
—
Manoel
Moreira
A.
Furtado
de
Mendonça.
1F
Secretario—
José Augusto
Pereira.
2F
»
—
José
Augusto
de
Simas
Ma
chado.
Thesoureiro—
Januario
Luiz
d
’
Azevedo
Pe
dreira.
Vogaes:
Antonio
Joaquim
de Moira.
Anlonio
José
Ferreira.
Bernardo
José
Vaz.
Filippe
Augusto Vieira
da Fonseca.
João
Ignacio
Teixeira
de
Menezes
Pimen-
tel.
Joaquim
Alves
da
Silva.
Joaquim
Domingues
Mariz.
José
Alves
Rosa.
José
Antonio
Nunes.
Manoel
Joaquim
Domingues
Ribeiro.
Tiberio
Cesar de
Campus
Beltrão.
Avelino
Teixeira Pinto
Magriço.
José
Fernandes.
Resumo do
activo e
passivo
do
Banco
Commercial, Agricola
e
Industrial
de
Villa
Real,
em
30
de
outubro
de
1875.
Activo
Caixa,
dinheiro
existente
.
Letras
descontadas
e
a
rece
ber
..............................
Letras
caucionadas
.
Obrigações a
receber.
.
.
Empréstimos
sobre
penhores
Operações
a
longo
prazo .
Papeis
de credito
.
.
.
Contas
correntes
com gara
ntia
.............................
Devedores
no
paiz
.
.
.
Devedores
no
estrangeiro .
Diversos
devedores.
.
Moveis
e utensilios
.
.
.
Despezas
de
installação
Acções, prestações a
receber
11:9965689
617:4395832
31:2295000
2:4265795
12:1685535
13:2845134
12:3295120
8:0375854
83:5535379
56:7205470
28:6835032
5705800
2:8455970
13:1105000
894:3955-50
Passivo
Capital
do
Banco. .
.
.
800:0005600
Deposito
á
ordem
17:7295101
Deposito
a prazo
38:4055946 56:1355047
Leiras
a
pagar
....
8:0225336
Diversos
credores.
.
.
.
1:4875730
Fundo
de reserva ....
1:5005000
Dividendos
a
pagar.
.
.
.
2:1465500
Ganhos
e
perdas.
.
.
.
25:1035437
894:3935250
Villa Real,
3
de
novembro
de
1875.
Os
gerentes,
João
Pinto
Ferreira.
Agostinho
José da
Costa.
AGRADECIMENTOS
José
Luiz
Ferreira,
agradece
a
todas
as
pessoas
que
fizeram o favor
de
vesitar
seu
filho, durante
a
sua
enfermidade,
bem
como
ás
que
fizeram
favor
de o
acompa
nhar
á
sua
ultima
morada,
o
que
não
po
dendo fazer
pessoalmenle,
o
faz
por
este
meio.
Braga
10
de Novembro
de
1875.
José
Luiz
Ferreira.
UM
LIVRO DESTINADO
A
FAZER UMA REVOLUÇÃO
Quando annunciamos
a
apparição
da
importantíssima obra,
devida
á aparadissima
penna
do
primeiro
dos
nossos
escriptores
catholicos
o
snr. José Maria
de
Sousa
Mon
teiro
—
Duas Obras
de
Misericórdia
—
nào
jul
gávamos
recommendar
um
dos
livros
mais
importantes
que
se
tem
escripto
ern
nossos
dias.
Lendo-a
com
mais
altenção,
e
saben
do
agora,
por
cartas
que
o
seu editor
o
snr.
Teixeira
de
Freitas
acaba
de
receber
de
muitos
pontos
do
paiz
e
das
prioci-
paes cidades
do
Brazil,
o barulho
que
lem
feito
não
receiamos
enganar-nos,
di
zendo que
o
livro
Duas
Obras de
Miseri
córdia,
refutando
as blasfémias
escriptos
pelo
snr.
Alexandre
Herculano.
eslá
des
tinado
a
promover
uma
espantosa revo
lução
nas
ideias do
presente
século.
Grande
foi
desde
logo
o
nosso
empe
nho
em
fazer
conhecido
este
livro; mas
hoje
fazemos
mais
que
empeuhar-nos,
julga
mos
do
nosso
dever
como
catholicos
recom-
mendal-o
quanto
seja
possível
as
nossas
forças,
e
por
isso
publicamos
em
seguida
o
indece
das
matérias,
pesando-nos
sobre
modo
não
o
haver
feito
em
principio.
INDECE
Duas
palavra
de
prologo
ao leitor.
I
A
immaciilada
Conceição
e
os
Opús
culos.
Motivos
para
desenterrar
estes.—
Carta
do
snr.
Fontana.—
Annos
para
cá...,
annos
lá.—
Falta
de
lógica
do
snr.
Hercula
no e
suas
blasphemias.
II
A
infallibidade
do
Papa
e
as
cho-
carrices
do
snr.
Herculano.
Antiguidade
da
infallibilidade
pontifícia
na Egreja.—O
snr.
Herculano
attribuo
sua
invenção
aos
je-
suitsa,
qoe
ainda
não
existiam!
—
Tricas
d
’esle
senhor
para
negar
a
ecumenicidade
do
Concilio Vaticano.
—Estudam-se
vários
Coocilios.—Phrase
chula
contra
os
Bispos
in partibus.
III
Concílios e Papas. Continua-se
o
estudo
sobre
alguns
Concílios,
relativa
mente
á infallibilidade
pontifícia:—
O
de
Constança,
o
de
Basilêa,
o
de
Florença.
—
Questão
de
Honorio
e
de Liberio.
IV
O
Syllabus
—
A
soberania
do
po
vo,
direito
de
insurreição,
liberdade
de
consciência
e
liberdade
de
imprensa,
dog
mas
da
civilisaçâo
moderna?
—Communo-
sos,
Serranistas
e
antigos ministros
de
Iza-
bel
II,
inimigos
todos
dos
Syllabus,
co
mo
o
snr.
Herculano.—
Este
adopta
o
ex
pediente
dos Arianos
e
d
’
oulros
herejes.
V Plano
heretico
e
scismatico.
A
Car
ta
«maldita»
convertida
em...
—O
snr.
Her-
culaoo offende
a
decencia e
o
bom
senso.
—
O Cromwel hodierno. —
Um
sonho.
—
«Crentes illuslrados».
—
Eslão
curados.—
Preciosa confissão!
—
«Roupeta
debaixo
da
cogúla»
(gracinha
hercúlea).
Origem
torpe
e
berço hediondo do be
neplácito.
—
Um
principio
socialista.
—Pres-
byterianismo
orlhodoxo
(ou
preto-branco).
VII
Plano
de
perseguição e
novas
con-
tradicções.
Sopnistica
ridícula
e
repugnan
te
hypocrisia
de
um
absolutista
pombalino
—
Bella
perspecliva
!
VIII
Ainda
novas contradições e fal
tas
de terdade.
A sociedade
moderna.—O
ensino
das
Irmãs
da
Caridade
fuminado
pelo
deffensor
da
liberdade
casinense.—
O
Concilio
Tridenlino
recebido
em
França.
—
Blasphemias
e
heresias.
—
Castigo
do
odio
e
da
soberba.
—
Conclusão.
—
Notas.
Façam
pois
aequisição
d
’
este
livro
to
dos
os
que
amam
a
verdade
e cremos
que
todos
nos agradecerão por
lhe
indicarmos
tal
obra.
Vende-se
na livraria
editora
de
Teixei
ra
de Freitas em
Guimarães,
e
nas
princi-
paes
livrarias
do
reiuo
e
do
Brazil,
pelo
diminuto
preço
de
400
rs.,
sendo
impres
so
em
bom
papel
e
com
muita
nitidez.
BOLSA
DE
BRAGA
(No edifício
do
Theatro
de
S.
Ge
raldo
)
ESCRIPTORIO
9G
C, Praça <lo
3arão
de S. Nlar-
tinho
Compra e
vende em praça e
particularmente acções de ban
cos e
companhias,
obrigações
prediaes,
obrigações do caminho
de
ferro, fundos hispanhoes,
ins
cripções.
etc.
Commissão,
1
por 1000.
Hora
da praça—
7
da tarde.
O director,
Antonio
Teixeira Barbosa.
_ _____________________
(2793)
Jubileu do
anno
Santo
O
Definilorio da
Ordem Terceira,
d’es-
ta cidade,
deliberou
fazer a
sua
visita
pe
las
tres
horas
da
tarde dos
dias
19,
20
e
21
do
corrente,
e por
isso
convida
to
das
as
pessoas
que
ali
queiram
concorrer.
ÉDITOS
DE
30
DIAS
Pelo
juiso
de
direito
d’esta
comarca
e
cartorio
do
escrivão
João
Marcos
d
’
Arau-
jo
Ribeiro,
correm
éditos
de
30
dias
a
coutar
de
28
d'outubro
proximo
passado,
a
chamar
e
citar
todas
as
pessoas
incertas
que
tenham
algum
direito
a
oppor-se
á
justificação
que
pelo
mesmo
juiso e
cartó
rio
promove José
Custodio
Aflonso,
soltei
ro,
residente
na
cidade do Porto,
filho le
gitimo
de
Maria
Engracia
Soares e de
Jo
sé
Affonso, já
fallecido,
da
rua
da
Boa-
Vista,
freguezia
da
Sé
Primaz.
d
’
esta
ci
dade,
a
fim
de justificar
e
provar
que
el
le
justificanle
é
quein
unica
e exclusiva
mente
sustenta
e
ampara
sua
mãe,
pobre,
velha e
doente,
com o
producto do
que
lucra
pelo
modo
de
vida
em
que
se
em
prega
n'aquella
cidade
do
Porto,
e por
is
so
no
caso
de
ser
isento
do
serviço
mili
tar
—o
venham
deduzir
e
allegar
no
praso
de
duas audiências
que se
lhes
lem
d
’
as-
signar
na 2.
a
posterior
aos
30
dias
dos
éditos
que
vem
a
ser
no
dia
2
de
De
zembro
pelas
10
horas
d.i
manhã
no
tri
bunal
judicial
no
largo
de Santo
Agostinho
d
’
esta
cidade,
sob
pena de
revelia
e
lan
çamento
e
se
julgar
procedente
e
provada
a
dita
justificação
para
todos
os efleilos
le-
gaes
e
jurídicos.
Braga
10
de
Novembro
de
1875.
(2797)
O solicitador
—
Torres.
BANCO COMMERCLÃL
DE COIMBRA
Sociedade anonyma
de
responsabilidade limitada
São
prevenidos os
srs.
accionistas
d
’
esle
Banco
a
fira
de
entrarem
com
a
9
a
pres
tação
de
10°/
0
das
suas
acções,
desde
o
dia
20
a
30
do
corrente,
das
10
horas da
manhã
alé
ás 2 da
tarde,
em
Coimbra,
na
séde
do
Banco,
em
Mangualde
na sua
cai
xa
filial,
no
Porto,
Lisboa,
Braga
e
Vian
na,
nas
agencias
do
mesmo
Banco.
Coimbra,
10
de
novembro
de
1875.
Os
gerentes
Manoel
dos
Santos
Júnior
(146)
Jjsé
Barbosa
Lima
(2793)
J.
Melchiad s
Ferreira
Santos.
■«K
Ã7ende-se
uma
morada
de
casas
si-
TjHl.
tas
na
rua
d°
Forno,
com
o
n.°
§
a
,
com
<Jois
andares
e
aguas
furtadas
e
tem
bons
commodos
para
qual
quer
farnilia.
Quem
perlender
hlle
na
rua
de
Guadalupe, n
0
2
C.
(2787)
Em
casa
de
dous
senhores
allemães
catholicos
offerece-se
a
um
limitado
nume
ro
de
alumnos
óptima
occasiào
de
recebe
rem
uma
completa
educação
moral,
scien-
tifica
e
essencialmente
religiosa,
evitando-
se
as
innumeras
inconveniências
dos
col-
legios.
A casa
fica
perto
da
estação do
Pinheiro,
n
’
ora
sitio
lindíssimo
e
nas
me
lhores
condições bygieuicas.
Para
mais esclarecimentos
dirigir-se
á
Quinta
das
Goellas de
Pau
—
Porto. (2788)
EDITAL
0
recebedor
da
comarca
de
Braga
Faz
saber
que
o
cofre
da
recebedo
ria
d’
esia
comarca
se
acha aberto
para
a
cobrança
da
contribuição
Predial
e
De
cima
de
Juros
do
anno
de
187o,
por
es
paço
de
30
dias
a
principiar
no
dia
2
de
Novembro
e
a
lindar no
l.°
de
Dezem
bro
proximo
futuro.
Passado
este
prazo
pagarão
os remissos
mais
3
por
cento,
ou a
quota
fixa
de
49
reis
para
a
Fazenda
Publica,
além
do
ju
ro
na
rasão
de
6
por
cento
ao
anno,
co
mo
vae
indicado
nos
avisos
qne
com
data
de
6
do
corrente
se
estão
distribuindo
aos
contribuintes
—
e
que
servem
para
todos
os
efleitos
—
na
forma do Art.
0
l.°
§
2.°
da
lei
de 31
de
Dezembro
de
1873.
(2796)
(147)
ALMEIDA
MAIA
(ANTIGA
CHAPELERIA CAMPOS)
44
—
Bua
do
Souto
—
44
BR1G1.
Participa
ao
respeitável
publico
em
ge
ra),
especialmente
aos
seus
amigos
e
fre
guezes
em
particular,
que
tendo-se dissol
vido
a
sociedade
que
girava,
sob
a
firma,
Campos
&
Almeida, fica
de
hora
avante
girando
sob a
firma
de
Almeida
Maia,
onde
ha
um
variado
sortido
de
chapéus
de
feltro,
casimira,
seda,
etc.,
das
melho
res
fabricas.
Também
fabrica,
concerta e
põe
á
moda,
com
perfeição,
todo
e
qual
quer
chapéo. Preços
os
mais
rasoaveis.
(2798)
VENDA DE
MADEIRA
No
dia
14
pelas
12
horas
da
manhã,
na
quinta
de
S.
Vicente
d’
esta
cidade,
se
tem
de
vender
uma
porção
de
madeira
de
castanho
já
serrada,
e
muito
bem
sec-
ca,
quem
a
pertender
póde
comparecer.
(2799)
NOVO
HORÁRIO
Anlonio
Garcia,
de
Villa
Ver
le,
an-
nuncia
ao
respeitável
publico
que
o
seu
carro
que
d'esta
cidade sae
ás
3 horas
da
tar
de
em
direeção
a
Villa
Verde,
e
de
Vil
la
Verde
a
Braga,
ás
6
horas
da
maobã,
fica
a
sair
desde
o
dia
13
do
corrente
em
diante,
de
Braga
ás
3
horas
da
tarde
e
chega
a
Villa
Verde
ás
5;
sae
de
Villa
Verde
ás
7
horas da manhã
e cbega
a
Braga
ás
9.
0
mesmo
annuncianle
estabelece
um
carro
diário d
’
esta
cidade
em
direeção
ao
Pico,
a
principiar desde o
dia 13
do
cor
rente
em diante
a
sair
do
seu
escriplo-
rio
da
Praça
do
Barão
de
S
Maninho,
ás
2
horas
da
tarde,
chega
a
Villa
Verde
ás
4
e
ao
Pico
ás
5;
sae do
Pico ás
6
ho
ras
da manhã e
chega
a Braga ás
9.
0
seu
escriptorio
no Pico é
em
casa
do
snr.
Silvestre
José
Peixoto
Preços
:
de
Braga a
Villa
Verde
e
vi
ce-versa,
dentro
200
rs.
fóra
160
de
Villa
Verde
ao
Pico,
dentro
100
rs.
fóra
80,
de
Braga
ao
Pico,
e
vice-versa,
dentro
240
rs.,
fóra
200.
Braga
9
de
novembro
de
187a.
(2786)]
Antonio
Garcia.
O
professor
em
artes,
lettras e
scien-
cias,
membro
do
clero
e
magistrados,
todo
o
medico,
cirurgião,
dentista
e
artista,
que
desejem
obter
o
titulo
e
diploma de
doutor ou
bacharel
honorário,
podem
diri-
gir-se
a
Medicus,
rua
do
Rei, 46,
em
Jer-
«ey
(Inglaterra).
(T«)
Fava
especial
da
ilha
de
S.
Mi
guel
Este
legume, geralmente
usado
para
penso
de
gado
cavallar,
muar
e mesmo
bovino,
é
de
uma
óptima
nutrição.
Grande
deposito
a
preços
rasoaveis;
Cima
do
Muro
(dos bacalhoeiros)
n.°
77
Porto.
(2748)
ELBE
MINHO
NEVA
ca
RvaiEa
Eiitas
No
dia 14 do corrente,
ás
9
horas
da
manhã, terá
logar a
arrematação
da
co-
jrança
das
medidas
e
fóros
pertencentes
á
irmandade
de
Nossa
Senhora
d
’Ajuda
e
S.
Sebastião
das
Carvalheiras,
sendo
entre
gues
a
quem
maior
lance
e
garantias
of-
ferecer.
A
quem
convier
póde
comparecer
á
hora
indicada, jnnto
da
capella da
mes
ma
irmandade.
O
secretario,
WffZS
i TO0B
t
itn
asa
su
Paquetes
.
.
13
de
Novembro
.
.
29
de
>
.
.
13
de Dezembro
O
paquete
de
13
toca
em
S.
Vicente,
Pernambuco,
Bahia,
Rio
de
Janeiro,
Montevideu
e
Buenos-Ayres.
O
paquete
de 29 toca
em
S. Vicente,
Rio
de
Janeiro,
Montevideu
e
Bue
nos-Ayres.
O»
preço» sfto muito rasoaveis
Esta
companhia
para
maior
vantagem,
resolveu
ter
a
bordo
de
todos
os
seus
vapores,
criados
e
cosinheiros portuguezes
para
servirem os
passageiros
de
todas
as
classes,
cujo
tratamento se
torna hoje
o
melhor
possível.
Cada
passageiro
de
3.
a
classe
tem
grátis,
belixe com
colchão
e
roupa
de
cama,
vinho
e
comida
á
portu
gueza,
tudo
em
abundancia.
0
transporte
do
caminho
de
ferro
até
Lisboa
é
por
conta da
companhia
bem
como
outras
despezas.
Para
mais
esclarecimentos
prestam-se em
casa do
agente
n’
esta
cidade, rua
do
Souto
n.°
43.
— Em Braga.
João
Manoel
da
Silva
Guimarães.
(V
*
Carreira
semanal
A
’
s
quartas
feiras
COMPANHIA
DE
NÍVESICÃO
A
VAPOR
no
PACIFICO
Rio
de
Janeiro,
Montevideu,
Buenos-Ayres,
Valparaiso, Arica,
Islay
e
Callao
CARREIRA
QU1XZEXAL
PARA FEIOAMBICO E BAHIA
A Companhia
reduziu
os
preços,
conservando
as
mesmas
vantugen»
com°
até aqui
tem
offerecido
aos
snrs.
passageiros
:
exçellentes
eommodo»,
bom tra
tamento,
bastante
espaço pura bagagens e viagens rapidas,
pois
que
OS
Paquetes
do
Pacifico,
tem
gasto
SÓmente
13
dias
de Lisboa ao Kio de
Janeiro.
Preços
das
passagens
incluindo
o
caminho
de ferro
do
Porto
para
Lisboa
Crianças
dos
passageiros
3.
*
CLASSE
2/
CAMARA
1/
CAMARA
Pernambuco...................................................
400000
810000
1080000
Bahia
.............................................................
400000
900000
1170000
Rio
de
Janeiro
..............................................
450000
900000
1210500
Montevideo
e
Buenos-Avres.........................
540000
900000
1570500
Valparaiso,
Arica,
Islay
*
e
Callao
....
1260000
1890000
3080500
Alé
aos
12
annos meia
passagem.
Alé
aos
8
annos
a
quarta
parle.
Alé
aos
3
annos
grátis,
uma
só
de
cada
familia.
Todas
as
terças
feiras
sahirá
de
Lisboa
um
paquete,
os
passageiros de
3.
*
classe
teem
eliche com
colchão e
roupa,
comida a
portugueza
em
abundancia
e
vinho
duas
vezes
por diz
AGENTES
EM
BRAGA
—
Almeida
&
Pereria.
Trata
a
passagem
a
pagar
â
vista
e
a
prazo
com
fiança.
(K
★)
José
Antonio Monteiro,
direclo
senhor
do
carro
que
sae
<lo
escriptorio
do
snr.
Ribeiro
Braga
para
Ponte
do
Lima
e
Vian
na
ás
8
horas
da
manhã,
faz
publico
que
desde
o
dia
10 do
corrente
muda o
seu
escriptorio para
casa
do
Arranjadinho,
de
onde
fica
sahindo
de
sociedade
com
José
Antonio
Marques,
que
d
’
este
escriptorio
sae
para
Ponte
do
Lima
e
Vianna
ás
2
horas
da
tarde
e
que
desde
o dia
10
do
corrente
incluzivè
fica
sahindo
de
Braga
á
1
hora
da
tarde,
chega
a Ponte
ás 5,
sae de Ponte para
Vianna ás 6
horas
da
manhã,
chega
a
Vianna
ás
9.
Volta,
sae
de
Vianna
ás 7
horas
da
manhã,
chega
a
Ponte
ás
10.
sae
ás
11,
e
chega
a
Braga
ás
4
da
tarde.
Para
que
os
snrs.
passageiros
possam
seguir
no
com
boio
da
tarde
para
o
Porto;
não
tem
de
mora
no
caminho.
Escriptorios
em
Ponte
do
Lima
em casa
a sair
de
Lisboa
:
|
GUADIANA
.
29
de
Dezembro
|
DOURO
.
.
13
de
Janeiro
|
MONDEGO
.
29
de
<
do
snr.
José Antonio
Sequeiros,
e em
Vian
na
em
casa
do
snr.
Bento Pepino.
Preços
;
Braga
a
Prado e
vice-versa
120 rs.
—
Frciriz
e
vice-versa
240
rs.
—
Braga
aos
Corvos,
dentro
360, fóra
300
rs.
e
vice-versa.
De
Braga
a
Ponte,
dentro
500,
fóra
400
rs.
De
Braga a
Vianna,
dentro
800,
fóra
700
rs.
Braga
8
de
Novembro
de
1875.
O
gerente,
Francisco
Pereira
Leite
e
Castro.
(2785)
CASAL
Vende-se
na
Povoa
de
Lanhoso
e lo
gar
d
’
Arrifana
o
casal
denominado
d’«Alem>
com
todas
as
suas
pertenças,
livre
de
fòro
ou
penção.
Dirigir-se
ao
proprietário
ali,
ou
nos Chãos
de
Baixo,
n.°
6.
(2759)
Anlonio
Domingues
Alvim.
(2791]
Aforam-se
ou
vende-se 14 terrenos com
30 palmos de
freme
e
170 p. de fundo,
na roa
Nova
da
Senhora
A
Branca.
Para
tratar,
á
rua
do
Conselheiro
Januario
n.o
97, com
seu
dono
João
Manoel
Pereiia.
Braga
6
de
novembro
de
1875.
(2782)
GAZ
LIQUIDO
Vende-se
de
l.
a
qualidade
na
rua
de
D.
Pedro
V,
em
casa
de
Anlonio
Moreira
Coe
lho,
(caldeireiro)
a
50
reis
cada
meio
|j.
iro.
(2789)
Banco
Commercial,
Agricola
e
Industrial
de
Villa
Real.
Sociedade
Hnonymn
de responsabilidade
lianicuda
A
Gerencia
annuncia que
os
possuido
res
de
titulos
provisorios
de
acções
d
’
este
Banco, de numero superior
a
1:001.
e
que
declararam a
fórma
porque
deviam
ser-lhes
passadas
as
acções
definitivas,
pólem
so
licitar
esias
nas
agencias
do
Porlo, Bra
ga,
Vianna
do
Castello
e
outras, e
mes
mo na
séde
do
Banco,
entregando
por
es
sa
occasião,
em
troca, os
seus
titulos
pro-
visorios.
O
dividendo
a
distribuir
no
proximo
janeiro
será
pago
só
aos
accionistas que
apresentarem
as
acções
definitivas.
Os
accionistas
que
nào
declararam
a
fórma
como
queriam
lhes fossem
pas»adas
as
suas
acções,
recebel-as-hão
passadas
ao
portador, para
o
que devem
remeller
os
seus
titulos
provisorios
á
séde
do
Banco,
onde,
em
praça,
lhes
serão
dados
o
cor
respondentes
titulos
definitivos.
No
verso dos titulos
provisorios
os
ac
cionistas
passarão
recibo
dos
definitivos
que
lhes
forem
entregues.
Banco
de
Villa
Real,
3
de
novembro
de
1875.
Os
gerentes,
Joaquim
José
d
’
Oliveira
Guimarães
João
Pinto
Ferreira
Agostinho
José
da
Costa.
(2784)
Companhia
Edificadora
e
Indus
trial
Rracarense.
A
direeção
d’
esta
companhia
faz
pu
blico
que
em
conformidade do
disposto
no
artigo
3.° §
6.°
do
respectivo
regulamen
to,
abriu o
seu
escriptorio no campo
de
SanfAnna
n.®
71
D,
2.°
andar
aonde
se
dão
consultas relativas
a
industria
parti
cular,
desde
as
10
hora»
da manhã
até
ás 3
da
tarde
nos dias
não
sanclificadcs.
Encarrega-se
esta
direeção
de
todos
os
trabalhos
relativos
a
projectos
constioc
*
ções
em
geral,
como
irrigações,
drena
gens,
architeclura,
levantamento
de
plan
tas,
estradas,
caminhos
de
ferro,
construc
*
çào
de
rodaa
hydraulicas,
e
ludo quanto
diz
respeito
a
obras
hydraulicus,
machi
*
nas
de
vapor
eic.
A
direeção
proporcionará
garantias
se
guras,
e
preços
mais
commodos
para
a
confecção
dos
respeclivos
projectos,
direc-
ção
e
execução
de
obras,
apresentando
a
competente tabella
de
preços,
ou
fa
seado
os ajuste»
mais
modicos
e
cotnpa-
liveis
com
os
fins
a
que
se
propõe.
O»
directores
Fernando
Castiço.
José
Alves
de
Moura.
Francisco
da
Silva
Araújo.
(2747)
À ill Li! COA VlílVilA-
Vende-se
os
bens
de
Louredo,
e
con
trata-se com o
padre
Estevão Gomes
Car
doso
da freguezia
d’Avella.
BRAGÀ
: TYPOGRAPHIA LUSITANA — 1876.
♦ - É o formato de
-
comerciominho_13111875_420.pdf
Parte de Comércio do Minho (O)