comerciominho_11121875_431.xml
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-
3/
ANNO 1875
FOLHA
COMMERCIAL ^LIGIOSA E HOTICIOSA
NUMERO
431
Assigna-see
vende-se
no
escrip.orio
do
editor
e
proprietário
José
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.°
3
E,
para
onde
deve
ser
dirigida
toda
a
correspondência
franca
de
porte.«As
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas;
assim corno
as
correspondên
cias
de interesse
particular.
Folha
avulso 10
rs.
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
P
reços
:
Draga,
anno
10600
rs.«Semestre
850
rs.«Protnn-
cias,
anno
2^400 rs
e
sendo
duas
4&000
rs.«Semestre
1&250
rs.^Braztl,
anno
4^400
rs.«Semestre
2&300
rs.
moeda
forte,
ou
10&000
reis e
5&500
reis
moeda
fraca.«Annuncios
por
linha
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignantes 20
°/0
d
’abatimento.
BRAGA
—SABBADO
II £>E
DKZKSÍBRO
Madrid, 4 de dezena» S
íe
*
o
.
/
Correspondência particular
do
«
Commer-
cio
do
Minho»)
Sem
que
haja
soflrido
alteração
a
po
lítica
do
governo
cora
respeito á
recom
posição,
fui
esla realisada.
A
noticia que
lhes
dei
da
demissão
de
Aicalá
Galiano
está
pltnamenle
confirmada
pelo decreto
sanccionado
e publicado
no
orgão oíiicial.
E
’
coisa
eífectuada
a
entrada
de Canovas
para a
presidência,
e
bem
assim
as
alte
rações
que
indiquei na
minha
ultima
cor
respondencia.
Algumas
folhas
mais
addictas
ao
gover
no
aílirmam
que
estão
applacados todos
os
receios
de
rompimento com
os
Estados
Unidos.
A
imprensa
ingleza,
comtudo,
in
siste
em
assegurar
que
tal
rompimento
é
inevitável.
A
opinião
mais
sensata
que
se
manifesta sobre
o
assumpto
é
de
que
o
reconhecimento
da
belligerancia dos re
voltosos
se
effectuará,
pois qne
o
gover
no
não
poderá
ainda
abafar
nem
modifi
car
o
estado
das coisas
com
os
escassos
recursos
que
enviou
ultimamente
ou
que
ainda
pos<a
mandar,
atleodendo-se
a
que
maior
empenho tem em
debellar
o
ele
mento
carlista, do
qual
mais
se
arre
ceia.
O
fallado
manifesto
de
Castellar
ainda
não viu
a
luz
publica, e
por
conseguinte
persiste
a
curiosidade
dos qne
esperavam
saber
qual a
altitude
do
ex-minislro
da
republica
e
dos
que
se
dizem
ainda
seus
amigos.
Pessoas
porém
que
leram
o
referiio
manifesto,
que,
como
dizem,
se
acha
já
em
Madrid
na
mão
do
duque
da
la
Torre,
aílirmam
que
elle
contém
pontos
de al
gum interesse. Declara
que
se
constitue
inimigo
do
partido
constituinte,
e
consi
dera
que
o
seu
partido,
em
caso
neces
sário.
deveria
contentar-se
com
umas cor
tes ordinárias,
que
legislassem
sobie o
ensino,
a
administração,
e
fazenda,
de
clarando-se
conservadoras
de todos
os
princípios
conquistados
pela
revolução
e
consignados
na
constituição
que
acceita-
ram.
Diz
que
se
tem
de
arrepeuder-se
d
’
al-
guma
coisa
(!!)
é
de
não haver
acceo-
luado
mais
a sua
polilica
de ordem
(!)e
de auctoridade,
quando
foi
governo
;
e
crê
qoe
o
primeiro
dia
de
progresso
d
’
es-
te
paiz
será
aquelle em
que
haja
um
go
verno
vigoroso,
que
pratique
princípios
nào
menos
vigorosos.
Lamenta
qoe
se
não
rom
pesse com
o
socialismo
antes
da
revolu
ção
e que
se acceitassem
certas
collisões
com
os
carlistas por
exemplo
e
outros
partidos,
por
puro pessimismo.
Protesla
que será
intransigente
com
os
federaes
intransigentes,
a
quem
lança
em
rosto
as
suas
desordens,
e amotina
ções,
e
todos os
aclus
que
desacreditaram
e
desacreditarão
o
seu
partido.
Asseguram-me que
são
estes
os
p»in-
cipaes
lopicos
<í
’
aquelle
documento.
Celebrou-se
hontem
e
durou
mais
de
duas horas
o
conselho
de
generaes
a
que
presidiu
D.
Aflonso,
assistindo
apenas Jo-
vellar,
Marlinez
Campos
e
Quezada.
Foi
apresentado
o
’
este
conselho
o
plano
de
campanha,
que
fui
approvado,
resolvendo-
se
que
com
a
maior
actividade
se
pro
ceda ao aprovisionamento
de
viveres
e
petrechos
de
guerra que se
estão
prepa
rando
a
toda
a
pressa.
A
causa
d
’este afan
é
o
receio
de
que
as forças
carlistas da
Catalunha,
des
simiuadas
e
não
exlinctas, voltem
nova
mente
a conslituir-se
nas grossas
colum
nas
que
formavam
anteriormente
;
caso es
le
que
se
suppõe
vae
dar-se
por
que
o
snr.
D.
Carlos
acaba
de
expedir
ptfra
es
se
íim
as
necessárias ordens,
encarregan
do
um
dos seus
mais
conhecidos
gene
raes
de
lomar
o
commando
do
exercito
da
Catalunha,
e
forçar
o
exercito
aífon-
sino
a
dividir-se,
não
só
n
’
aquella
pro
víncia,
mas
em
outras
onde
se
espe
ra
que rebente
agora
o
movimento
car-
lista
Estas
ordens
estão
já
era
parle
con
firmadas
pelos
factos.
Estes
dias
já
tem
ingressado
na
Ca
talunha grande
numero
de
ofliciaes
car
listas
que
se
achavam
em
França
com
licença.
—
Perlo
de
Vich
apresentaram-se
já
novas
foiças
carlistas,
e
consta
que
uma
colnraua
carlista bastante
forte
se
dirige
a
Camprodon.
Em
Gurrigas lam
bem appareceu
outra
força
do
exercito
carlista.
Assustado
o
governo,
que
vê
as
sim
burladas
as
fanfanouíces
Je
Marlinez
Campos,
enviou com
uina
forte
columna
o
brigadeiro
Mola
y
Marlinez
a
embargar
o
passo
aos
voluntários
Je
Carlos
VII.
Apesar
de
lodos
os regosijos
ofliciaes
pro
movidos
em
Barcelona para festejarem a
expulsão
dos
carlistas
de toda
a
Catalu
nha,
as
folhas
d’
aquella cidade não
se
atrevem
a
occultar
parle
da
verdade.
De
Saragoça
mandou
o
governo
sair
muita
Lopa
em
direcção
a
Valência.
Di
zem
carias
particulares
que
o
giaode
mo
vimento
qu»
se
observa
no
exe<cito
li
beral
e
as
marchas
ordenadas
em diver
sas
direcções,
denotam
que
recresce
o
re
ceio,
ou
que
o
governo
se
teme
de
im
portantes
tentativas
do
exercito
carlista
Segundo
transpira
sobre
o
que
se
lem
tratado
nos
conselhos do generaes
a
que
lera
presidido
D. Aífonso,
nào é
exacta
a
noticia
propalada
de
que se
demora
rão
ainda
as
operações
além
do
necessá
rio
teiupo
para
preparar
o
material
ne
cessano
para
ellas.
O
exercito
do
Norte,
caso
que
se
chegue
a
realisar
a
juncçào
do
da
Catalunha (o
que
por
ora
é
duvi
doso)
corapor-se-ha
de
tres
columnas
de
80:000
homens
cada uma, commandando
os
catalães
Marlinez
Campos,
Cacou
Cal-
leja,
Prendergait
e
Negrou,
e
serão
acom
panhados
pelos
brigadeiros
Bonanza, Pica-
zo,
Bargés,
Acellana,
Laso,
Molins,
Bayle,
Del
Campo,
Casola
e
Pardo
Moutenegro.
As forças
ao
commando
do
general
Quesada operarão
unicamente
nas
Vas-
congadas. Uma
das
culumnas
se
desti
nará a
operações
vulanles. Parece
que
é
á írenle
d’
tstas
que
se
collocará
D.
Aífonso.
O bombardeamento
de
S.
Sebastião
e
de
Hernani
é cada
vez
mais
vivo.
iNo
dia
29
ás
10
horas
da
manhã
começou
o
fogo
das baterias
carlistas
de
Arralzam
sobre S. Sebastião,
durando
todo o
dia,
e
produzindo
muitas
baixas
e
enormes
es
tragos.
Nos
últimos
duis
dias
o
numero
de
p«ojectis
lançados
das
baterias
carlis
tas,
foram
:
—
sobre
S. Sebastião 53,
so
bre Hernaoi 380,
sobre
Guelaria 08.
Mais
uma
grande vicloria
tem
sido
annunciada
estes
dias contra
as
forças
car
listas.
Como
de
cosiutne
duvidei
d
’etla.
e
esperei
as
noticias de
via
segura.
Hoje
posso
melhor
uifurmar
sobre
os
factos.
Como
lhes
aununciei,
algumas
forças
carlistas
occuparam
ha
dias
as
montanhas
fronteiras
a Lumbier
com
o
fim
de
liber
tarem
aquella
praça
das
mãos
selvagens
do
exercito
liberal.
Disse-lhes
também
qne
o
general
Delalre,
temendo
as
armas
car-
listas
immediatamente
tratou
de
operar
para se
oppor
ao
accotnmetlimento
da
praça.
Eis
pois
como
o
general
liberal
prati
cou
o grande
feito
de
armas.
A
coberto
da
ermida
de
la
Trinidad
se
haviam
acolhido
diversas
famílias
fu
gida#
de Lumbier,
e
se
abrigavam
em
bar-
racas
construídas
de
ramos
de
arvores.
Do
lado
posterior
da
ermida
construíam
os
carlistas
as
suas fortificações
para
assen
tarem
a
sua
artilheria.
A
’
s
5
horas
da
manhã
o
general
De-
latre
com
perlo
de 3;000
homens
dispoz-
se
a
baler-se
com
um
batalhão
carli-ta
qpe
occupava
aquellas posições,
formando
as
suas
forças
em
3
columnas,
e
atacan
do
elle
proprio
á
frente
da
primeira
divi
são
o
forte
da
ermida, e flanqueando
as
outras
columnas
por
lados
oppostos.
A
primeira
das
columnas,
em
ordem
de
guerrilha
atacou
aquella posição.
Mal
che
garam
á
ponte
de
Irate
os
liberaes,
pre
cipitaram-se sobre
elles
os
poucos
car
listas
que
defendiam o
forte,
fazendo
uma
carnificina
verdadeira,
e
obrigando
a
co
lumna
a retroceder aterrada
pela
violên
cia do
choque.
A
smíd
estavam dispostas
as
coisas no extremo da
cordilheira
de
Leire,
quando
a
segunda
columna
de
Delalre,
tendo
marchado
por
Sangueza
e
Ytsa,
e
atravessado
a
van
o
rio
Aragão
atacou
as
vigias
carlistas do
lado
opposlo
da
serra. Apercebidos
d
’
isto
os
carlistas,
que
seguiram
aiiida
sobre a
primeira
co
lumna
retrocederam
a
occupar
novas
po
sições,
marchando
em seu
auxilio
o
9.°
batalhão
navarro
que
se
achava
alojado
nas
povoações
próximas.
Este
movimento
porém tomoo-se
iinposshel,
por
que
a
terceira
columna
liberai
cortava
já
a
re-
ctaguarda
d’aquelle
punhado d
’
heroes.
e
obstava
á
marcha
dos
na^arros.
Então
compromettidos
os
carlistas
pelo cerco
que
ia
cerrando-se
sobre
elles
como
para
os
esmagar
ao
peso
do
numero,
tão habil
mente
operaram,
que rompendo
á
baione
ta
por
entre
o
inimigo,
sem
perderem
um
só
homem
foram
occupar
novas
posições
nas
alturas
de
Aoiz
e
Urroz, deixando
estopelaclos
os liberaes
ante
tão
inaudito
arrojo
e
tão
inesperado
exilo.
Assim
os
nobres
soldados
da
legitimi
dade,
fazendo
dos
peitos
muralha invencí
vel contra
as
bailas
inimigas,
salvaram
entre
o
heroísmo
das
suas
baionetas
todas
KM
HYMNO A’
VIRGEM.
Recebe
estes
cantos,
ó
Virgem
sagrada,
Que
nos
libertaste
da
culpa
mortal,
Por
ti
a
serpente
maldita,
calcada,
Raivosa
se
morde
no
logo
infernal
!
Côro
O
’
Virgem, não
deixes
teus
filhos
afllictos
O
leu
desamparo
na
terra
soffrer;
Oh
pede
a
teu
Filho
perdão
dos
delictos
De
nós,
que
estes
cultos
te
vimos
render.
Voz
Mais
bella
que
a
aurqra,
queestrella
formosa;
Mais
bella
que
a
lua,
sein
ouvens,
sem
veu,
Rainha
da
terra,
mais
pura que
a
rosa,
Esposa
és
do
Eterno,
Rainha
és do
ceu.
Côro
O'
Virgem,
não
deixes,
etc.
O nsula
recorre,
se
o
mar
se
eocapella,
Ao
teu
palrocinio,
estrelia
do
nrar;
Tu
és
protectcra
da casta
donzella
;
Os
vates procuram
leu
nome
exaltar
!
C
ôío
O
’
Virgem,
não
deixes,
etc.
4
Que
importa, que
os
impios te neguem,
Senhora,
De
mãe
e
de
Virgem sublime brazão?
Tu
sempre
recebes,
ó
mãe
protectora,
As
preces
sinceras
eiu
leu
coração.
Côro
O
’
Virgem,
não
deixes,
etc.
Ainda
tens
crentes fieis,
Virgem
pura,
De
quem
és
amparo,
de
quem
tu
és
mãe;
Descrentes
do
mundo,
que
em
uisle
amar
gura
Ao
leu
palrocinio
recorrem
lambem.
Côro
O
’
Virgem,
não
deixes,
etc.
Se
o
Eiien
da
terra
por
Eva
perdemos,
Por
li
conquilamos,
ó
Virgem,
o
ceu;
Sem
ter
teu
amparo,
Senhora,
soflremos
Da
vida
uos
mares
horrendo
escarceu.
Côro
O
’
Virgem,
não
deixes,
etc.
GANÇAO A’ VIRGEM.
Mais
formosa,
que
uma
estrella
Ostentando
o
seu
clarão,
Brilhas
Virgem, sempre
bella,
Lá
na
celeste
maosuo
!
Côro
Virgem
sempre
Iminaculada
Desde
a
lua
Conceição,
Só
tu
foste
preservada
Da
geral
condemnação
!
Voz
Teu
nome,
Virgem
Maria,
E’
refugio do
christão,
E
’
na
terra
a
sua
guia,
E
’ no
iriar
o
seu
pendão
!
Côro
Virgem
sempre,
etc.
O
que
fôra,
Virgem
pura,
Sem
a
tua
protecção?
Estava
em
mar
d
’
amargura
Sempre o nosso
coração
!
Côro
Virgem
sempre,
etc.
Se
tu, Virgem,
concorreste
Para
a
nossa redempção.
Esse
pranto,
que verteste,
Nos
alcance a
salvação!
Côro
Virgem sempre,
etc.
Por
esses prantos
vertidos,
Senhora,
na
solidão
Ouve
estes
nossos
gemidos,
O
’
Virgem
da
Conceição
!
Côro
Virgem
sempre,
etc.
Esta
vida
é
toda
escolhos,
Toda
dôr,
toda
afflicçào,
Volve,
Senhora, teus
olhos
Aos
tristes
filhos d
Adão!
Côro
Viigero
sempre,
etc.
RANGEL
DE
QUADROS.
(Foram
feitas
estas
duas
poesias para
serem cantadas em
a
novena
e
festividade
de
Nossa Senhora da
Conceição.)
Estados
Unidos
effeitos,
cuja
gravidade
é
«ómente
secundaria
em
relação
aos
que
produz
em
Hispanha.
As
nossas
relações
políticas
com
Cuba,
são
comtudo
anormaes
n
’
esta
occasiào;
pois
que
pelos prejuisos
que
soffrem
os
Esta
dos
Unidos
ou
os
seus
súbditos
em
Cuba,
apenas
podemos
obter
alguma
compensa
ção
dando
um
rodeio,
e
por
um
modo
lento,
por
Madrid. O
capitão
general
de
Cuba,
tem de
facto,
pelas
leis
de
Hispa
nha,
suprema
e
absoluta
auctoridade
para
causar
damnos
aos
nossos
súbditos,
ao
pas
so
que
o
nosso
governo
se
vê
privado dos
meios
de
pedir
immedtata
reparação
de taes
damnos
ni
occasiào
própria,
senão
por in
tervenção
de
om
cônsul,
sem
caracter
di
plomático,
a
cujas
mediações,
o
capitão
general,
se
lhe
aprouver,
póde
não
pres
tar
ouvidos.
Prejudiciaes como
são e>ies
inconvenien
tes
para os
E-tados
Unidos
em
épocas nor-
maes,
tornam-se
muito mais
insuportáveis
quando
como
agora
a lucta
em
Cuba
se
acha
estabelecida
entre
hispanhoes
insula
res
de
uma
pa^te
e
hispanhoes insulanos
da outra. Os primeiros
representam
a
força
de
Hispanha
em
Cuba,
de
qual
usam
quan
do lhes
parece
com
quasi
nenhum
respeito
pelo
poder
de
Hispanha. O
capitão
ge
neral póde
fazer-se indifferente
e
não
se
prestrar
a
reparação
alguma, e
se
se
presta
póde
vê
r
-se
coarctado,
senão
im
possibilitado
de
o
fazer pelos
hispanhoes
que
o rodeiam
;
que
assimlhe
desobede
cem
a
elle,
como
ao
snpremo
governo
his-
panhol.
Por
fim
Cuba,
como
todas
as
demais
possessões
d
Hispanha
na
America,
deve
fazer parte
da grande
farnilia
das repa
blicas
americanas,
com
instituições
políticas
próprias,
e
sem
estar
ligada
á
Europa
se
não pelos
laços
de
amisade internacional
e
relações
commerciaes
e
sociass.
O
desejo
de
independência
por
parte
dos cubanos, é
uma
aspiração
natural e
legitima,
porque
são
americanos.
Uma
vez que
essa
in
dependência
é
uma
exigencia
manifesta
dos
interesses
políticos
dos
proprios
cubanos,
é
o
lambem
do
resto
da
America, inclusi
vamente
dos
Estados
Unidos. Não se pó
de negar
que o
resultado
final
da
questão
cubana será
a
independência ; quer
se
che
gue
a
elle
por meio de negociações,
ou
como
resultado
de
guerra,
quer
por um
d’
esses
acontecimentos
imprevistos
que
frequente
mente
mudam
as
circumstancias
das
nações.
Se
a
lição
histórica
vale
alguma
coisa,
esta
nos
diz
que nenhuma
porção
da
Ame
rica,
suflicientemente
grande
para consti
tuir um
Estado
independente,
pode vi
ver
eternamente
subgeita
ao
jugo
colonial
europeu
; a
completa
separação
da
coló
nia
póle
talvez
differir-se,
se
a
nação
continental
concede
um
gráo
maior
ou
me
nor
oe
authooomia, que se
pareça
á
in
dependência,
comtudo,
de
lodos
os modos,
quando o
antagonismo
chega a
estabele
cer-se
eotre
a
mãe
patria
e
os
seus sub
ditos
coloniaes,
quando o
sentimento de
oppressão
chega
a ferir
estes,
e
particu-
l.trmeute quando
alguns annos
de
lucta
fra
tricida
lem exasperado
os
ammos, a
sepa
ração polilica é
inevitável.
E
’
um
d
’
esies
resultados
que
se
chamam
a
inexoiavel
ló
gica <ios
factos.
Abundando
n
’
esias
ideias,
o
presidente
oflereceu
em
principio
ao
governo
hispa-
nhol
os
bons
oflicios
dos Estados
Unidos
para
levar a
cabo por
meio
de negociações
a pacifica
separação
de
Cuba
de
Hispa
nha,
e
d’
esie
modo
evitar
maior
efusão
de
sangue
na
ilha, livrar Cuba
e
a
Hispanha
das calamidades
e
despesas
a
que
daria
origem
uma
guerra
civil
inlerminavol,
e
pôr
os
Estados
Unidos
ao
abi igo
d
’
essa
se
rie de
perigos
e
complicações,
que
para
el
les
resultariam
da
parte
de
Hispanha
e
de
Cuba.
Foram
porém repellidos
por
Hispanha
n
’
aquella
occasiào
os
benevolos
oflerecimen-
tos
dos
Estados
Unidos,
e
como
já
en-
lão
se previa,
a
lucta
tem
continuado
em
Cuba
com
incidentes
de
desesperada
lena
cidade
por
parte
dos
cubanos
e
de
rude
ferocidade
por
parte
dos
hispanhoes,
da
qual
oão
ha
exemplo
nos
annaes
da
guer
ra.
—A
guerra,
apeear
dos
cioco
aonos
de
duração,
não
offerece
nenhuma
alteração
no
seu aspecto
militar. Os
cubanos con
tinuam
occupando
sem
ser
dominados a
parte
Oriental
e
Central
da
ilha,
á
excep
ção
das
grandes
povoações
e
pontos for-
ibficados;
porém
os
seus
meios
de
resis
tência
não
apparecem
diminuídos
nem
o
seu
animo
abatido
na
minirna
circo
melan
cia
para
proseguirem em
sua
determinação
de
libertar-se
do
domínio
de
Hispanha.
No
entretanto o
estado
das
coisas
aggran
se
de
dia
para
dia,
chegando
a ser insupor
tável
para
os
Estados
Unidos.
as
famílias
que
se
haviam
abrigado
á
sua
protecção,
E
’
escusado
dizer
qoe
os
liberaes
quei
maram
acto
continuo
as
bacracas em
que
habitavam
aquellas famílias.
São
incalculá
veis
as
perdas
soíFridas
pelos
liberaes
na
heroica
resotencia
e
quasi
derrota
que
experimentaram.
As
famílias
de
Aoiz,
disputaram
a
pri-
masia
aos
cuidados
e
actividade
com
que
se
devotaram
á cura
dos
feridos
carlis-
tas
;
não
obstante lhes
não
(faltarem
os
soccorros
das suas ambulancias.
O
hospital militar
de
Lumbier
não
poude
conter
o
numero
dos
soldados
li
beraes
feridos
n
*esla
acçao,
os
quaes
fo
ram
transportados
para
outras
povoações
por
ordem
de
Delalre.
Os
carlistas
continuam
atacando
alli
as
forças
liberaes,
oão
lhes
dando
um
mo
mento
de descanço
nem
de
dia
uem
de
noite.
a
proclamação
dirigida
ullimamente
pe
lo
snr.
D.
Carlos
aos
seus
voluntários,
e
da
qual
hontem
lhes
enviei
copia,
tem
produzido
no
campo
carlista
o
maior
en-
IhusiaMiio,
excitado
ainda
mais
pelo
modo
indigno
como
l).
Aff-mso
e
o
partido
li
beral
receberam
a carta
do
snr.
D.
Car
los
a
seu
primo
sobre
o
caso
eventual
de
ser
declarada
guerra
á
Hispanha
pelos
Es-
tados-Unidos.
O que
entre
os
liberaes
loi
lido
como
uma
ridícula
puerilidade,
entre
os
carlistas foi
recebido
como um
novo
testimunho
de
que
Carlos
Vil
é
digno
de
uma
corôa,
e
se
colloca
por
todos
os
seus
actos muito
acima
de
todos
os
his
panhoes.
As
posições
carlistas
de
Santiagomen-
di.
que,
como
lhes
disse já, se
acham
consideravelmente
melhoradas,
tem pro
duzido
incalculáveis
dimnos
ás
forças
li
beraes.
Por
esle
motivo
o
general
Trillo
mandou
construir
baterias
na
fralda
do
monte
(Jrrimendi.
Em
Heruaui
estão as baterias
carlistas,
uhimamente
con-lroidas,
tão
perto
da
praça,
que
é
impossível
aos
vigias libe
raes
fiz-rem
a
tempo
signal
de
corneta,
ao
elevarem se
as
bombas.
D’e
*
te
modo
a
mortandade
que
nesies
dias tem
havido
é
grande.
D’aqu<
lia
praça bem
como
de
S.
Sebastião
msla-se
muito
com
o
gover
no
para
que
abrevie os reforços
a en-
viar-lhes,
pois
que
é
insustentável
o
es
tado actual.
Na
linha
de
Valmaseda
o
exercito
car
lista
forma
urn extenso cordão
coberto
por
mais
de
8:000
homens.
Sobre
Bilbao
letn
marchado
mais
forças.
O
commandanle
liberal
d’
aquella
praça
requesitou soccor-
ro<
ao
ministério da
guerra.
Tomam-se
alli
muitas
providencias.
Foram
nomeados
novos
commaodantes
para
as
posições oc-
copadas
pelos
liberaes ern Banderas,
Co-
bilas.
Santo
Domingo
e
Azpe,
na
ria
de
Bilbao.
A
actividade
no
campo
carlista
recres
ce
espantosamente.
Depois
do
desembarque
de
10:000
es
pingardas
e
munições,
realisado
na
costa
Cvitabnca
ha
poucos
dias,
é
digno de
todo
o
elegio
o
afan
com
que os
habitan
tes
d’aquellas
provincias,
de Iodas
as
eda-
des,
correm
espontaneamente
a
alistar-se
nos
batalhões de
Carlos
VII.
Está-se
tratando
de
multiplicar
o
nu
mero
de
linhas
telegraíicas em
todo
o
ter
ritório
carlista.
O
snr.
D.
Carlos
e
a
sua
corte
tomou
tres mezes
de Imo
pelo
falleeimento
do
snr.
duque
de
Modena.
Todas
as
tropas
de
disiincção
das
provincias occopadas pe
lo
exercito
real
cumprimentaram
8.
M.
pelo
falleeimento
de
seu
lio.
Segundo
cons
ta
toca
ao
sor.
D.
Carlos, da
herança
que lhe pertence
por
sua
Augusta
Mãe,
e
por
esle
falleeimento,
uma
quantia supe
rior
a
cem
milhões.
Igual quantia toca
ao
snr.
infante
D.
Aflonso,
casado
com
a
pnncesa
portuguesa
a
snr.a
D.
Maria
das
Neves.
A
auctoridade
ecclesiastica
carlista
aca
ba
de
ordenar
da
sua
séde
em
Vergara,
que
lodo
o
clero
assim
castrense
como
secular,
na
celebração da
missa
impetre
ao
ceo
pelo
venerando
e
heroico
Bispo
de Urgel.
calumoiado
e
perseguido
pela
intolerância
e
impiedade
liberal.
As
folhas
do
governo
de
Madrid
ce
lebram muito
a
apresentação
de
maior
numero
de
carlistas, e
entre
elles
a
do
ex general do
exercito
carlista,
e
ex-com-
mandante general
de
Alava
Cecilio
Val-
luerca.
Emquanio á
apresentação
de
voluntá
rios,
é
já
sabido
que
os
correspondentes
dos
jornaes
do
governo
de
Madrid, e
o
proprio
governo,
quando não tem vicia
rias
que
celebrar
inventam
apresentações
:
emquanto
a
Valluerca,
essa
apresentação
não
significa
desanimo
do
exercito car
lista
Valluerca
fugiu
do
campo carlista,
de
pois
de
demittido
cio
commando
que
exer
cia,
por
que
suspeito
de traição
e
apani
guado de
Cabrera, deixou
de merecer
a
real
confiança
e
ia
subjeitar-se
a
um
pro
cesso
que
se
lhe
instaurára.
Eis explica
do
o
caso:
não
foi
a
apresentação
de
um
convertido, foi
a
fuga
de
um
criminoso
e de
um
infame
escapado
á
acção
legiti
ma
da
justiça.
Outras
noticias
teria a
mandar-lhes
se
esta
já
não fosse demasiado
extensa.
Até
outra
vez.
Y.
P.
S.
Um
grave
assumpto
está
n
’
esle
momento
servindo a
todas
as
conversa
ções.
E
’
a
questão
de
Cuba. Os
Eslados-
Uoidos
enviaram
ao
seu
representante
de
Madrid
as
suas instrucções
sobre
a
sua
altitude
especial
a
respeito d
’
esta
ques
tão.
E
’
um
documento importante,
do
qual
espero
obter
copia, qne
enviarei
ao
«Com
mercio
do
Minho» no
correio
d’
amanhã.
Idem,
«i
Com
satisfação
vejo
confirmadas
tolas
as
noticias
que
lhes
tenho
dado,
o que
abona
o
escrugulo
com
que
as
solicito
e
com
que
lh
’
as
transmitto; diligencia esta
que
buscarei sempre
fazer,
para
que
ins
pire
aos
seus
leitores
a
confiança
que
pre
tendo
merecer-lhes
sempre.
Como
lhes
disse
em
utn
Posl escriptum
da
minha
ultima,
a
ordem
do
dia
é
a no
ta
do
governo
dos
Estados
Unidos.
Ahi
lhes
envio
a
traducção d’este
importan
tíssimo
documento.
Eil-a
:
«O
secretario
Mr.
Fisch
a
Mr.
Caleb
Cushing
:
Quaesquer
que
sejam
as
instrucções
que
em
geral
v.
necessite como
guia
na
missão,
que representando
esle
governo,
v.
leva
a
Madrid, tenha
sempre
em
at-
tenção
o
estado
actual da ilha
de
Cuba,
e
das
relações
d
’
esta
e
de Hispanha
com
os
Estados
Unidos.
«Ha
mais
de
cinco
annos
que
alguns
habitantes
da
ilha,
bem
organisados
se
reuniram
em
Y«ra,
levantaram a
bandei
ra
da
indepeudencia
e
tomaram
as
armas
para
a
defenderem.
Estendeu-se
esle
mo
vimento
rapidamente
e muito
mais
para
a
parle
Oriental
e Central
da ilha,
e
lodos
os
grandes
exforços,
que
o
governo
his-
panhol
lem
empregado
para
dominar
a
in
surreição
desde o
principio,
teem sido
es
teeis.
Esta
guerra
tem
motivado
muitas
ques
tões
qoe
affeclam
de
um
modo
grave
os
interesses
e
a
hoora
dos
Estados Unidos,
os
ques
tem
sido objecto
de
discussões
diplomáticas
eolre
estes
governos
e o
de
Hispanha.
Junto
encontrará
v.
em
sua
oídem
chro
nologica
os
documentos
mais
importantes
que se
teem
trocado
entre
os
dois
gover
nos.
Por
elles
verá
v.
quaes
os objectos
essenciaes
e
qual
a
polilica do
presidente.
Esses
objectos
e
essa
polilica
tem
sido
seguidos
sem
alteração
atravez
de lodos
os
acontecimentos,
menos
quando
excep-
cionaes
circumslancias,
das
que mais
ou
menos
tem
afectado
pontos dados dos
di
versos
aspectos
da
questão,
os leem
mo
dificado;
de
sorte
que
sem
occasionar
mu
dança
alguma
de
vistas,
se
tem allendido
aos
factos
principaes
do
momento
e
a
el
les
se
lem
dirigido
a
acção
dos
Estados
Unidos.
N
’
este
ensejo
bastará
em
primeiro
lo
gar
expor succiulameute
quaes
sao
os
pon
tos
de
vista
geraes
do
presidente;
e
de
pois
demonstrar
a
sua
apphcação
aos
vá
rios
incidentes
d
’
esta
lucta
desesperada
en
ire
os
cubanos,
que
aspiram
á sua
inde
pendência,
e
os
hispanhoes,
que
defendem
os
seus
direitos
soberanos,
em
quanto
es
ses
incidentes
lem
afleclado de um
modo
mais
ou
menos
directo
aos
Estados
Uni
dos.
Iloclilidades
sanguinarias
de
Cuba
—
Cuba
é
a
possessão insularia
mais
impor
tante
entre as
qoe as
potências
Europeas
tem
na
America. Está
quasi
contígua
aos
Estados
Unidos.
A
ferlilida te
de
seu
solo
é
notável
para
a
producçào
de
objectos
de
commercio,
que leem
uma
activa cir
culação
n
’
este
paiz,
e
a
existir
uma
jus
ta
reciprocidade
na
troca
de
productos
o
nosso
commercio
encontraria ali
um
mer
cado
importante. Commercialmente,
assim
como
geograficamente
eslá
por
natureza
mais
relacionada com
os
Estados
Unidos,
do
que
com
a
Hispanha.
As
dissenções
civis
em
Cuba,
e
sobre
tudo
essa lucta
sanguinaria,
produzem
nos
O
governo
vê-se
obrigado
a
exercer
uma
constante
vigilância afim de impedir
a
in-
fraeção
das
leis
do
paiz
por
parte
Jos
cu
banos
na
compra
de
armas
e
munições de
guerra,
ou
nas
expedições militares,
que
querem cruzar
nos
nossos
portos
;
isto
obri
ga
nos a
ter
sempre
preparada
uma
grande
foiça
marítima
para
impedir
essas
viola
ções
por
pa
r
te
dos
cubanos
e do' hhpa-
nhoes.
O
povo
mostra-se
borrorisado
e em
perpetua
excitação
entre
o
espectaculo
de
uma
guerra
quasi
ás
nossas
portas,
e
de
uma
guerra
qne
ás
consequências
de
de
vastação
e
morticínio
une o
barbaro
fu-
silamenlo
dos
prisioneiros
de
guerra,
apoz
um
summario
conselho
de
guerra
que
é
o
escandalo
e
a
vergonha
dos nossos tem
pos
;
vemo-nos
obrigados
a
interpor-nos
continuameme
para
a protecção
dos
nosso
*
súbditos
nos excessos
dás
auctoridades
lo-
caes
de
Hispanha em
Cuba,
e
a paz pu
blica
se
vê
ameaçada a
cada
momento,
por
causa
d
’
esses
incidentes
imprevistos
como
o
que
occorreu
ha
pouco,
e
que
esteve
a
ponto
de
nos
lançar
á
guerra
contra
a
Hispanha.
Em
uma
palavra,
a
situação
de
Cuba,
é
a
causa
mais
importante
e
a
que
maiormente agita as
nossas
relações
ex
ternas.
Polilica
expeclanle.
Por
consequência,
continua
Mr.
Fhch, a
questão
de
qual
se
rá
a
determinação
que
os
Estados
Unidos
adoptem,
é
grave
e
difficil
de apontar
sem
om
maduro
estudo
dos elementos
comple
xos
da
polilica
interna
e
externa;
comtudo
póde
ser-nos
imposta
em qualquer momen
to
e
por
qualquer
incidente
da
guerra
en
tre
Hispanha
e Cuba.
Nào
obstante
e sobre
tudo
o
presiden
te
não
póde
deixar
de
considerar
a inde
pendência
e
a
emancipação
como a
unica
e
necessária
solução
da
questão
cubana,
e
portanto
todas
as
demais
questões
inci-
dentaes
estão
subordinadas
a
essas
doas.
E
’
preciso
ter
presente
que
em
ludo
quan
to
possamos
influir
n’
estas
questões,
o
go
verno não
leve mira
alguma
egoista
ou
interessada.
O
presidente
nem
pertende
nem
quer
a
anexação
de
Cuba
aos
Estados
Unidos,
senão
a
sua
constituição
como
de
um
Esta
do
independente
de
homens
livres,
harmo-
nisando-se
conanosco e
com
as
demais
re
publicas
da
America.
Entenda v.
pois
que
a
polilica dos
Estados
Unidos
com referen
cia
a
Cuba
é
n’
este
momento
expeclanle;
comtudo dentro
de firmes e
positivas
con
vicções
ácerca
do
dever
que incumbe
aos
Estados
Unidos,
quando
chegue
uma
occa
siào
e
urja a
necessidade.
Quando
chegar
essa occasiào
v.
rece
berá
as
precisas
imliucções
para
proceder
de
acconio.
No
entretanto
com
as
que
v.
recebe
fica
sabendo
os
fins e
intenções
do
governo, e
em
conformidade
com
elles,
obra
rá
v.
e
regulará
a
sua
conducta,
assim
nas
suas
relações
oíliciaes,
como
nas
extra-offi-
ciaes,
com
as
pe«soas
ou
homens
dista
do
da
Hispanha.»
Na
parle que
ommitlo
d
’e*
te
documen
to
refere-sa
Mr.
Fisch á
escravatura,
que
ainda
exisie
em Cuba, dizendo
que
este
problema
merece aos
Estados
Unidos pou
co menos
importância
do
que
a
indepen
dência de
Cuba.
Em
presença
d
’
este
documento
e
*
lá
ple-
namenle
manifestado
o
espirito
patriótico
de
Carlos VII propondo
a
D.
Affonso
uma
trégua,
em
quanto a
Hispanha
salvasse da
politica dos
Estados
Unidos
e
da
rebellião
a
sua
mais
preciosa
possessão.
A
car
ta
de
Carlos
VII
longe
de
merecer
o
rid>culo
de
que
a
teem
coberto os
liberaes
é
um
protesto
solemne
em
nome
do
partido
car
lista
contra
a
falta
de patriotismo
com
que
o
partido
liberal
deixa cynicamente
reta
lhar
o
ternlorio
hispanbol.
E
’
indubitável
que
a
questão de
Cuba
tem
tomado
taes
proporções
pela
indolência
dos governos,
que se
tem
applicado
exclusivamente
aos
interesses
dos
partidos,
sem cuidarem das
questões
de
dignidade nacional.
Pode-se
considerar
irremediável
a
per-
da
da
ilba de
Cuba. O
futuro
não
poderá
nunca
impor
a
Carlos
VH a
responsabili
dade
d
’
éste desastre,
ao
qual
se
quiz
op-
por,
nào
só
libertando
da
guerra o
exer
cito
liberal durante as
tréguas,
mas offere-
ceodo os
seus
voluntários
para
provarem
a
toda
a
Europa
que
antes
de serem
de
fensores
de
um partido
o
são
de
honra e
dos
interesses
mais
legitimos
da
Hispanha.
Disse-lhes que se realisou
um
desem
barque
de
espingardas
e
munições
na
cos
ta
lantabrica
para o
exercito
carlista.
Ol
videi
dizer-lhes
que
lambem
desembar
caram
cinco canhões
de
grande
calibre,
os
quaes
segundo
se
diz
foram
offerecidos
ao
I parle
da
/se
poria
snr.
D.
Carlos
pelos
legi-imistas
france
zes.
Estes
canhões
vieram
acompanhados
('•os
respectivos
prelences
e
corresponden
te
*
munições. São
das
peças
de
maior ca-
l'bte
que
se
lem
fincado
mais
recíhle-
menie.
>
Apesar
do
que
dizem
os
jornaes
libe
raes
p
*r a desacautelar
os
carlistas,
as
ope
rações
Não
começar. Hontern
partiu
0
ge
neral
Cha^oo
a
tomar
o
cominando
da
di
visão
qoe
xsiá
em
Cervera
e
marchar pa
ra
0
Norte.
q
o
j
e partirá
para
a
Catalunha
o
general Marv
nez
Q
amp0Si
tendo
concluí
do
as
combinais
co|n
j
O
velar e Queza-
da
sobre
0
plan^
de
campanha
Moriones
também
irá
para 0
Norie,
lalvez
na
com
panhia de D.
Aflonso.
As
forças carlistas
q
Ue
se
acham sobre
S.
Sebastião são
oito
^talhões,
perfazen
do
um numero
aproxima^
ratínle
de
6:000
homens.
As
forças
liberaes
que
defendem
aquella
praça
são
lambem ^(0
batalhões
afora
a artilheria
e as
forças
destacadas
em
Irun
e
Hernani.
Muitas
forças
carlistas
fizera^
hontern
um
movimento
em
direcção
ao
valle
de
Bazlan
e
Andoain.
E’
provável
^ue
se
aproximem
de
Navarra.
Estas
forças
achãx
vam-se
já
na
alta
Guipuzcoa.
Estes
dias
as
folhas
do
governo
ema
lharam que
0 governo
francez
lhe
perrrít-
te
alravessar
0
seu
terrilorio
uma
divisão
hispanhola
para
atacar
0
exercito
carlista
pela
fronteira. Esta
noticia
é
além
de
com
pletamente
falsa,
um
disparate
ridículo.
Não
admira
que
a
imprensa se esteja
prestando
a
estas
falsidades
e
a
outras
ain
da
mais
absurdas,
quando
é
certo que
0
governo
lhe
augmenta
todas
as
concessões.
O
novo
ministro
das
obras
publicas,
aca
ba
de
estabelecer
uma
excepção
para to
dos
os
redactores
de
jornaes.
de
todos
os
partidos,
permitlindo-lhes
que
em
qual
quer
occasião
sejam
introduzidos
no
seu
gabinete,
independenlemente de
se annun-
ciarem
seja qual
for
0
assumpto
que
tenham
a
tratar.
Trata-se
de
elevar
ao
governo
uma
representação
de
diversas
deputações
pro-
vinciaes,
na
qual
se
pede
quejnão conceda
ás
provincias
Vascas
os
seus Foros.
Ain
ia vem
a
tempo.
As
provincias
Vascas
são
Esta
dos
de
Carlos
VII,
e
esses
Foros
já
foram
jurados
pelo
rei
legitimo.
Apesar
do
que
tem
dito
a
imprensa,
eu
continuo
a
afiançar
que
0
ministro
esco
lhido
para
representante
de Hispanha
Portugal é
o
snr.
Castro.
parle
da
academia,
que u
’
esias
occasiões
1
com
inexcedivel
bravura.
—
Celebrou-se
no
domingo
uma
reunião
coisas neces-
recepçào
d’
Aguiar,
os
dos
segondo
di-
GAZETILHA
numerosa
para
traclar
das
sarias
para
a
solemnissima
resios
modaes
de
J.
A.
quaes
chegam
sexta-feira.
Esteve
muilo
concorrida,
sem
os regeneradores, e
muilo pouco, se
gundo
o»
seus
adversarjos.
A
cornrnRsão
eleita
trabalha
aclivamenle.
Os
trabalhos
de
carpintaria
estão
quasi
completos,
e
as
decorações
do
templo vão
muilo
adean
ladas.
Cremos
que
trabalham
de
noile e
dia,
e
nos
dias sanciiíicados,
porque
hoje
(domingo)
as
portas
da
Sé
Cathedral lem
e«lado fechadas,
não
havendo musas,
nem
côro Os ofiicios divinos
celebram-se
em
S.
João
(1
’
Almeida.
Tem-se
ouvido
da
parle
d
’
aquelles,
que
hoje
iam
para
ouvir
missa
oa
Sé,
e
en
contraram
fechadas
as
portas
do
templo,
ditos,
qoe
seriam
muilo
engraçados,
se
uão
fossem
tris
temente
verdadeiros.
—
Continúa
0
abandono
de
creanças.
A
extracção
da roda não
veio,
pois,
di
minuir
este
crime.
—
Faz
ura
frio
iniensissimo.
As serras
da
Loozã,
que limitam 0
horisonte
d
’
esta
\dade,
eslão
cobertas
de
neve.
—
Foi
honietn posto
ás
ordens
do
juiz
de
direito
(festa
comarca
um
filho
de
Mar
rocos
por
nome
Dadora,
que
roubara
1:0005000
reis
a
um
indivíduo,
hospedado
•festa
cidade.
—
Continúa
nos
poéticos
arredores
d’
es-
ta cidade.
Santo
Antonio
dos
Olivaes,
Pe-
•
ned
da
Saudade, etc. a
colheita
da
azei-
1
tona,
qne
por
aqui é
abundante
e
de
*
grande funda,
ebrrendo
0
preço
d
’
este
■
genero
a
15210 0
\lqueirn.
—Chegou
hontern
um
destacamento
de
,
cavallaria
para
render
0
que
à^ni
eslava.
•
Veio
de
Caslello
Branco,
e
diz-sè\que
se
i
viu
perdido
ua
serra
da
L\zã
poKcau»a
.
do gelo
acumulado
nos
caminhos.
E
’
6un-
i
mandado pelo alferes Julio
de
Cxmpos?\
em
Coimbra
4
de dezembro.
(Do
nosso correspondente).
Começo
esla
dando-lhe
parte
do
falle-
cimemo
do
vice-reiior
da
Universidade,
José
Ernesto
C.
Bego,
lente
de p
ima
da
faculdade
de
Theologia.
Era
um
homem
extremamenle
affavd,
e
por
isso
amado
pela academia.
O
seu
enterro
foi
humilde
;
não
quiz
apparaioso
acompanhamento,
mas
só
po
bres,
que
no
cemiterio
se
reuniram
em
subido
numero,
e
a
cada
um
dos
quaes
se
deu
480
reis
d’
esmola.
Por
este motivo
houve dois
dias
de
feriado,
que
somados
com
os
do
dia
l.°
e
2.°
deram
uma
semana
de
ferias!
Para
a
que
vem
ha
3
diis
por causa
das exé
quias,
e
para
a
outra
ha 2
dias!
—
Hoje
pelas
3
horas
da madrugada
deu
a
tone
da
Universidade
signal
(fin-
cendio, 0
que
alarmou
toda a
gente,
por
que
aquella
torre
só
loca
a
rebate
quan
do
os
incêndios
sejam nos
ediíicios
uoi-
versaiarios
uu
de
lentes.
U
ineendio
rebentára
nos
paços
do
prelado,
0 snr
visconde
de Villa-Maior,
que
acordou quasi
sufiocado
pelo
lumo,
que
já
lhe
entrava
no
quarto
de
dormir.
Principiou
nas
lojas
onde
estavam depó
sitos
de
lenha.
e
invadia já
0 corredoí
ceniral,
quando
appareceram
os
primeiros
soccorros,
não penetrando
as
chammas
para
o
andar superior
por
ser tfesluque.
Deve-se
a esta
circumsiancia
0
nào
es
tar
agora
redusida
a
cinzas
uma
grande
parle
dos
paços
universitários.
Logo
que
appareceram
as
bombis 0
fogo
foi
dominado
á
força
de
muna
agua,
que
felizmente
existia
alli
u
’
uma grande
cisterna,
que
ha
por
baixo
Universidade.
No
local do
ineendio,
não
obstante
0
intensissimo
sia,
e
ser
uma
hora
em
que
ça,
todas
as
auctoridades
civis
e
militares,
o
corpo
dos archeiros,
empregados
da
Bi-
bliotheca,
bedeis,
leates
e
uma grande
do
pateo da
appareceram,
frio
que
fa-
tudo
descan-
civil
pesa-
i
I
Itis
•
do
nosso
illustre
Domingos
Mraoel
com
o
ex.m°
dr.
Caivalhaes,
con-
o
alvará
confirmando
a
snr.
Francisco Antonio
de
ferro
americano
en-
Conforme
havia
disposio,
0
seu
cada-
ver
foi
dado
á
sepultura em
Soulello,
depois
de
pomposos
ofiicios,
a
que assis
tiu
grande
numero
de
cavalheiros
de
to
das
as
côres
políticas.
Partilhamos
da
mágoa
profunda
que
opprime
0
ex.
mo
visconde
da Torre
e
mais
familia
do
nobre
finado.
—
Em
Guimarães
falleceu
0
ex.
mj
Hen
rique
Cardoso,
pae
do
ex
mo
visconde
de
Margaride,
digníssimo
governador
fesie
districlo.
Enviamos
sentidos
tnes
a
s.
exc.
a
e
mais
memb’
os
da
ire
familia
Martins Minoies.
—
Na
quinta-feira
falleceu
n’esla
cidade
0
red.
m”
snr.
João
Joaquim
Fernandes
da
Silva,
arcediago
de
Braga.
Era
sacerdote
cnuilo
digno e
bemquislo,
sendo
por isso
geralmente
sentida
a
sua
morte.
Consnreio.
—
Uniram
se
pelos sagra-
des
vínculos
do
matrimonio
a
ex.ma
snr.3
D.
Maria
Marqueza
de
Mello
Marinho
Fal
cão
Freire
Barata,
filha
i
correligionário
o
ex.
m
°
I
de Mello
Freire
Barata,
<
Bento
Leão
da
Cunha
servador
(festa
comarca.
Felicitamos
os
illusires
noivos, a quem
desejamos
as
maiores
venturas.
Administrador
substituto.
—
Foi
proposio
para administrador
substituto
(feite
concelho
o
snr.
José
Joaquim
de
Araújo
Correia,
vereador
dos
expostos. A
escdha foi aceriadissima,
pois
são
bem
nobrias
as
qualidades,
que
0
snr.
Araú
jo
torreia
possue
e que
0 lornam apto
para
0
oplimo
de'emp<
nho
d
’aqu'
lie
cargo.
(Serões
Boananticos».
—
Já
saíram,
no
(ia
6,
as
primeiras
folhas
do
romance
«Os
Desherdados»
,
edicção
da
empreza
«Series Românticos».
C
l.°
fascículo
deverá
ser
distribuído
aos
«rs.
assignantes
das
provincias
de
pois
Jo
dia
21 do
corrente.
«L
Civil
—
Começou
a
pu-
blicai-se
em
Ponla
Delgada
utn novo
jorna,
com
0
titulo que
nos
serve
de
epi-
•^rafe.
\
E
muilo
bem
redigido,
e
propõe-se
advbgr
os
verdadeiros interesses
da
reli
gião t
<Ja
sociedade.
Saiíixnos
0
novo
collega, e deseja-
mos-Jtie
uib^
longa
vida
e
crescentes
pros-
pecidades.
Samn
—
Festeja
se
na
próxi
ma
seguuÚK-leira\
Imagem
de
Sanla
Lu
zia,
que se
NeneraX^os
claustros
da
Sé.
feansfereticirt
«Ketspeeíaeulo. —
O
especiaculo
dramatico^Xntjg
eslavu
>
n-
nunciado
para
quarta-feira
passada,
ficou
transferido
para
hoje.
Novos jornaes.v-Em
pon
te
do
Li
ma começou
a
piibltcat\e
um
novo
jornal
cotn o
titulo
de
—
«O Comercio
do
Lima»
e
etn
Lisboa
um
ouiro inlKniado
«Gaietá
da
Tarde».
\
Capellõo. —
Foi
nomeado
\
Hospnai
de
S.
Marcos,
o
revm.
dte
Joao
Antonio
Nogueira de
MaKnhas,
joven
ecclesiasiico e digno
do seu
alto
uii-
oisterio.
E
’ um
sacerdote
esperanços»,
continuando ua missão
encetada
com
aquel
le
ler
*
or
e
caridade
que 0
ceo
inspira
ás
almas
generosas.
D’
este
modo
ficam
sendo
dois
os
ca-
pellàes do
Hospital
de S.
Marcos,
os
quaes,
dividindo
enlre
si
0 serviço,
0 tor-
uarao
inetios
penoso.
Desde
já
damos
os
parabéns
ao
snr.
padre
João
Mouleira,
capellão
mór
do
Hospital,
pelo
bom
companheiro
que
lhe
foi dado; e á
Mesa
da
Misericórdia
pela
excelleme
escolha
que
acaba
de
fazer.
Testnanent»
«lo
«laiqiae
de Mode
sta.
—
U
<
Waterland»,
de
Vienna, de
30
de
novembro,
bem
como
a
«Correspon-
dance
auiricbienne»,
desmentem
todos os
boaios
que
leem
circulado
a
respeito da
herança
do sor.
duque de
Modena.
O
pri
meiro
d’
estes
origem
que
0
disposições
:
O
pitmeiro
Franco-Femando-Garlos-
Luiz
-
José- Maria,
nascido
ein
Gratz,
a
18
de
dezembro
de
1863,
afilhado
do
defuncto,
filho
do
ar-
chtduque
Carlos-Luiz,
irmão
do
impera
dor e
da
arebidujueza
Maria-Aununciada,
irmã
do
rei
Francisco
II
de
Nápoles.
A
esle
legado
que
andará
por
um
milhão
de
renda,
estâ
posta
a coudicção que 0
legalario
acrescente
a
seu
nome
0
de Es
le.
A
’
viuva
do
augusto
defuncto,
a
du
quesa
Aldegenda,
princesa
da
Baviera,
te
rá
além das suas
arras,
500:000
francos
em
dinheiro
contado.
O
conde
de
Cham-
bord 250:000
florins,
ou
625
000
francos
de reuda.
1
A
archiduquesa
Maria
Thereza,
prin-
1
cesa
da
Baviera,
sobrinha
do
defuncto,
te
rá
lodos
os
bens
de
seu
pae,
0
defnn-
Be
vista
estrangeira.—
Eliminamor
esla
secção,
já
porque
luciamos
com fali;
d’
espaço,
e
mesmo porque
não
ha
noti
cias
d’
imporlanda
posteriores
ás
que
nts
transiniile
0
nosso
esclarecido
e
obsequb-
dor
correspondente
de
Madrid, cujas
in
teressantíssimas
cartas
publicamos
0
’011,
ro
logar.
Nova
paragem de comboios.—
Já
se está piocedeodo á
construcçac
da
casa
para
a
nova
paragem
de
comboios,
em
Arentim,
00
caminho
de
ferro
da
Mi
nho,
entre
as
estações
de
Nine e
Tadiin.
Beserçâo. —
Dois
militares
que
se
achavam
presos
por
desordem,
e qve cur
savam
as
aulas
do
lyceu d
’
esta
cidade,
eradiram-se
coujunctameote
com
0
sargento
que
na
teiça-leira
os
acompanhava
para
aquelle
estabelecimento
litteraiio.
Ignota-se
0
nuno
que
seguiram,
posto-
que se
diga
que
foram vistos
na
villa
do
Pico
de
Regalados.
Dissertaçâo
académica.
—
Recebe
mos
um
exemplai
da
dissertação
acadé
mica
sobre
a
«Philosophia da confissão
»acramental,>
apresentada
para
0
concurso
ao
magistério
na
faculdade de Theologia
da
Universidade
de
Coimbra
pelo
candi
dato
dr.
Manoel
de
Jesus
Lino.
Revela-se
n
’
e»te
trabalho muita
eru-
dicção,
profundo
estudo,
e
ciitica
finissi-
ma.
apar
de
elevado
conhecimento
das
bel
lesas
da
linguagem
portuguesa
de
lei.
Agradecemos
ao
seu illustrado auctor
a
apreciável
oflerla
com
que
nos
honrou.
Museu
do Kio de
Juneii-o.—
Um
archeologo
francez
avaliou
as
collecçóes
du
museu
do
Rio
de
Janeiro,
em
vinte
e
dois
mil
couto».
Caminho
de ferro americano.
—
Já
loi
assignado
concessão
feita
ao
1
’
eixoio
da
Gama,
para este
snr.
estabe
lecer
utn
caminho
ire
esla
cidade
e
a
ptoxima
estação
do
caminho
de
ferro.
Os
trabalhos
devera
começar
em
breve.
Fallecimenitos.
—
Na
madrugada do
dia
7
entregou
a
alma
ao
Creador
0
ex.‘n°
Antonio
Feio de
Magalhães
Coutinho, ba
rão
de
Soulello,
e
irmão
do
ex.m0
snr.
visconde da
Torre.
O
illustre
finado
foi deputado
em
va
rias
legislaturas,
e
era um
dos
mais
dis-
linctos
cavalheiros d
’esta
cidade,
tanto
pela
sua
nobresa
coiuo,
e
0
que
é
mais apre
ciável, pelas
excellemes
qualidade
que
0
adornavam
e
tão
sentido
tornaram
a
seu
passamento.
iellão
do
\?nr.
pa-
jornacs
diz
saber
de
boa
leslador
fez
as
seguintes
legalario
é
o
arcliiduque
cio
Fernaodo-Carlos
de
Medena-Brisgau.
A
archiduquesa
Maria
Beatriz,
infanta
de
Hispanha,
carmelita
em
Gratz,
lerá
625:000
francos de
renda,
e
seus
filhos,
Carlos
Víí
de
Hispanha
e
D.
Affonso,
lerá cada
utn
2.500:000
franco
*
de
renda;
este
ultimo
casado
com
a
heroica
D.
Maria
das
Ne
ves,
terá
além
disso
0
soberbo
palacio
de
Wildeuvvarth na
Baviera.
Todos
estes
legados
são
feilos
com a
condição
de
que
os herdeiros darão todos
os
annos
para
a
Sanla
Sé,
a
titulo de
dinheiro
de
S. Pedro,
3
por
cento
de
suas
rendas,
e
islo
emquanlo
durarem
as
tribulações
da
Sanla
Sé.
Irmãs hospitaleiras.—
Já
se
acham
ha
alguns
dias
no
Hospital
de
de
S.
Mar
cos
d’
esta
cidade tres
irmãs
hospitalei
ras.
com
0
fim
de
traiar
'dos doentes
ifaquelle pio
estabelecimento
de
caridade.
Foram
chamadas para
0
serviço
acima
citado
e
estão
no
desempenho
de seu
de
ver,
qoe
na
verdade
cumprem
d
um
mo
do
superior
a
lodo
0
elogio.
Estão,
le
prehenchidas
certas
d
’
ha
muito se
fasiam
de
S.
Marcos.
Honra
seja feila
aos
sos
cavalheiros
a
cuja
iniciativa
tão
ulil
melhoramento,
lào
digna
e
sanla
medida,
beneficio
do
pobre
enfermo.
«Mestre Roque, o parvonez».—
Com
este
titulo
recebemos um
excripto,
que
um
anonimo nos
pede
publiquemos
na
secção
de
variedades.
Occupa-se
alli
o
seu
auctor
em
ana
lisar,
comme
il
faul,
uma
versalhada
que
mestre
Boque,
0
idiota,
nos
queria
impin
gir
no
dia
1.°
de
dezembro.
Os
commentarios
ás
roçadas
do
sobre
dito
estão
escríptos com
sentimos,
porém,
qne
a
matéria
nos
impeça de
lhe
cidade,
com
a
qual muito
nome
do
parvonio
obtuso.
Diz
0
anonimo
que
mandará
imprimir
em folheio
0
seu
escripto,
no
caso de
lhe
negarmos
cabimento
nas
columnas
deste
jornal.
Parece-nos
que
não
vai
a
pena
:
mestre
Roque é
pequenito,
muito
pequeni
to,
em
fim
é
um
pobre
palerma,
que
não
merece
a
menor
das
importâncias. Dei-
xal-o,
pois,
espinotar
o senso
cominumi
—
os
arlequins lambem
leem
sua
raȋo
de
ser.
pois,
religiosa
e caritativamen-
neeessidades que
seniir 00
hospital
nobres e
genero-
se
deve
abençoe
e
Deus
tomada
para
muita
graça
i
abundancia de
darmos
publi-
lucraria
o
re-
nimercial
noveim
1875.
BANCO
COMMERCIAL
B.IAGA.
Resumo
do
balanço
do
Ranco
de
Braga
em
30
de
Activcr
\^ções,
prestações
a
receber
^Nmiro
em
caixa.
.
.
.
LetrX^n^
C
a
r
i
e
ira.
EmpreX^j0
so
b
re penhores.
çntes
com
garan-
^.^5
X
........................
\tj4^953^
1H8:O835
‘
‘
9D
9F7335I7O
5:7725'
60
1
-.9005924
Contas
lia.
Agentes
no
pá\^
estrangeiro
Titulos
e
papeia
credU^
Diversos
devedores
Despezas
de
inslah^âo.
Moveis
e
utensílios.
.
213:307-5000
112:0635747
774:9075233
152:967599^
2.268:1
17^>3
Passivo
Capiiaí.
.
Obrigações.
Depositantes
1 000:00^00
1.348:4'^8
.
213/775885
Agenies
no
paiz e
estrangeiro
3L
*
4<
55(72
Diversos
credores.
Leiras
em
deposito.
Letras a
pagar.
.
Notas
em
circulação
Fundo
de
reserva.
Dividendos
a
pagar.
Ganhos
e
perdas.
Ã):7 I
43
‘
-a
24:7445
05
/
90:9625952
/126.8105000
48:0035000
6975000
28:6265566
3.268:1175043
Braga
4
de
«ezembro
de
1875.
Os
Directores
Manoel
õsé
da
Costa
Guimarãest
Luiz
ínlonio
da
Cosia
Braga.
BANCO
MEBCANTIE
BE
BK AG A.
SOCIEDADE
ANONYMA DE RESPONSABI
LIDADE
LIMITADA
Resumo
do
Aclivo
e
Passivo
d
’
esle
Banco,
em
30
de
Novembro
de
1875.
Capital
social .
.
•
•
1.200:0005000
[Capital actual
(l.
a
serie
imiltida)
...........................
Capital
realisado. . .
.
600:0005000
351.0505009
ACTIVO
Caixa,
existência
em
metal
Accionistas
............................
Devedores
no
paiz. .
.
»
no
estrangeiro
.
Leiras
descontadas,
tomadas
e
a
receber
..................
Empréstimos
sob
penhor .
>
com bypotheca.
Créditos
com
caução .
.
Valores íluctuantes
.
.
.
Effenos
depositados
.
Despezas
de
installação
.
Moveis
e
utensílios.
.
.
.
Despezas
geraes
....
17:2955774
248:9505900
225:3605285
12:7365304
128:3375836
118:5155820
6:0005099
79:2725265
53:2005445
82:4905500
2:9345866
6095955
2:7705961
978:4755011
PASSIVO
Capital
..................................
Letras
em
deporto
. .
.
Credores
no
paiz.
.
.
.
•
no estrangeiro.
»
d’
elleilos
deposita
dos
.
.
. .
Depositos
á
ordem . .
.
Depositos
a
praso.
.
.
.
Lucros
e
perdas
....
600:0005000
4:6535895
164:4485^79
8:1225579
82:
490550D
46:9715034
58:1135641
13
6735065
978:4755011
Moveis
e utensílios
.
.
.
Despezas
de
installação
Acções,
prestações
a
receber
575-X>00
2:8705970
12:6305000
903:317^084
Passivo
Capital
do
Banco.
.
.
.
I
Deposito á
ordem
12:3085675
Deposito
a
prazo
42:6375357
51:9465032
Letras
a
pagar
.
Diversos
credores.
Fundo
de
reserva
.
Dividendos
a
pagar
Ganhos
e
perdas.
800:0005900
12:3405878
2:4095038
1
:5005000
1:7805500
30:3405630
903:317^084
Villa
Real,
6
de dezembro
de
1875.
Os
gerentes,
Agostinho
José
da Costa.
João Pinto
Ferreira.
Joaquim
José
d
’Oliveira
Guimarães.
«3
Braga
e
Banco Mercantil 30
de
novembro
de 1875.
Pelo
Banco
Mercantil
de
Braga
Os
directores,
José
Anlonio
Rebello
da
Silva.
João
da
Costa Palmeira.
Manoel Fernandes.
João
Fernandes
Ca
lhetas e
José
Antonio
Fernandes,
agrai
e-
cem
por este
meio ás
pessoas
que lies
prestaram
serviços
por
occasião
do
fale
cimento
de
sua
mãe
Thereza
Maria,
»iu-
va
:
com
este
agradecimento
vae
tamlem
o
protesto
de gratidão
que
sempre
lhes tri
butará.
BANCO
DA
COVILHÃ.
Pe
deu-se
um
cordão
de
oiro
ao
sair
da
missa
do
meio-dia,
da
Sé,
no
dia
8.
Quem
0
achasse
e
0
queira
entregar,
po
de
procurar
a
moça
de
D.
Narcisá
Cecí
lia
Cayres
Loureiro,
na Madre
de Deus,
S.
Pedro de Maxirninos.
ATTiiW
Precisa-se
de
uma
senhora
bem
instruí
da
para
particularmente
ensinar
a
instru
cção
primaria
e trabalhos
d?
agulha
a
umas
meninas
na
villa de
Santo
Thyrso;
a
que
estiver
n’
esle
caso
dirija-se
a
José
Joaquim
da
Silva
Braga,
na
rua
Nova
de
Sousa
n
°
8, d
esta
cidade,
declarando
a
sua mora
da
e
as condições.
(2838)
LES
L
A
•’ »
Na
casa dos Congregados, Braga
No
dia
28
do corrente
mez de
dezem
bro,
pelas
11
horas
da
manhã
se
proce
derá
á
venda,
em
leilão
de
tudo
0
que
pertence
á
Vaccaria
Bracarense,
constan
do
de
12
vaccas.
3
tourinhas,
2
bezer
ras
e um
touro
de
cobrição,
medidas
e
vasilhas
do
leite,
taça
de
desnatar,
ma-
chinas
de
fazer
manteiga,
pesos
e
balan
ças,
coberturas,
colleiras e
campainhas
das
vaccas,
0
chalel,
eic.
Nomes
e
marcas.
CONTRA-A
N
NUN
CIO
Os
abaixo assignados
previnem
0
pu
blico,
de
que
os
bèos
de
Louredo,
cuja
venda
tem
sido
anriuuciada
n’
este
jornal,
para
se
tratar
com
0
revd.
0
Estevão
Go
mes
Cardoso,
da
freguezia
d’Avel!eda,
es
tão
sugeitos
a
condições
e
clausulas, que
se oppõe
á
dita
venda,
sem
o
concurso
de
todo
*
os
signatários
d'este
aviso,
e
além
d
’
islo
está
n
’
elles
envolvida
uma
legitima
que
a
lodos
pertence, e
coja
parte
respe-
cliva
ainda
se
não
liquidou.
João Antonio Ferreira
Villaça
2834
Luiz
Joaqnim
Gomes
Cardoso.
Companhia
Edificadora
e
Indus
trial Biacarense
Saciedade
anonyiua
de reponsabi-
lidade
limitada
CAPITAL
500:0000000
1.
a
Emissão
100:0005609
São
convidados os snr
*
.
accionistas
d
’esia
Companhia
a
eflectuarem
a
4.
a
en
trada de
5
p. c.
ou
15250
por
ac;ão
<»os
dias
13
a
20
do corrente
mez
no
escrip-
torio
da
Companhia—Campo
de S;
nt
’Anna
n.°
71
D
2.°
andar,
das
10 boras
da
ma
nhã até
ás
2
da
larde.
Braga
2
de
dezembro
de
1875.
Os
directores
José
Alves
de
Moura
Francisco
da
Silva
Araújo
2833
154 Juão
Carlos
Per
eira
Lobato
Sociedade
anonyma
de
responsa
bilidade
limitada.
Balanço
em
30
de novembro
1875.
de
Capital
3.000t0®»5»00.
í.
a
emissão
750
contos
—
7:500
acções
de
100$000
reis.
Aetivo
Acionistas
.................................
152:5005000
Eelt-
as
descontadas
e
a
rece
ber.
Efleito
*
leposiiados.
.
Papeis
de
^redito.
Caixa.
. .
Devedores
e
ci^dores.
Empréstimos
con» caução,
Ditos
em
c/c
com
caução
Despe/as d’instalação.
.
e
utensílios
.
.
.
Moveis
Passivo
;eserva
423:9825145
. 12
Oi
105000
6:2205310
81:0265594
13
9075208
118:7075110
123:492554;
2:0255 j0
2:(j(r»
5
“
gT.
8675138
ATTENÇÂO
A
camara
municipal
d
’esle
conceho
Braga,
tem
justo
as
expropriações
d:s
ca
sas,
e
terrenos
das
ruas
Verde,
e
do
Cou
to do
Arvoredo,
para a
conslrucc
fo
c
a'af
‘
gamento
da
nova
rua,
partin
*
^
da
da
Sé
ao
arco
do
Postigo;
e
por is
*
°
6
,z
saber,a
todos
os
interessados
par»
comparecerem
perante
0
procurador
a$ente da
mesma
ca
*
mara,
abaixo assigna
*
’
<\,
com
os seus
titu
los,
e
certidão
dr
registro
hypothecario,
recibos
dos
forOs,
laudemios
e
decimas,
a
lim
de
se
r
rfn
examinadas;
e
estando
le
gaes
se
ndenar
o
pagamento do
preço das
ditas
expropriações
:
>sto dentro
do
praso
de
P
dias;
e
aç^elles que não
compa-
recíre^i,
então
«e
depositar,
e
se
seguirem
lesmos
.xfialmente
Braga
‘
Bonita
marca
pequena
boa
leiteira
Saloia
»
*
Carocha
»
Est
relia
marca
grande
»
Chellas
>
Morgada
/
*
Angot
»
Bone^A
»
dá pouco
leite.
Afilha
»
26
mezes
d’
idade,
fi
lha
da
Carocha
Minhota
»
27
idciu
filha
da Mor
gada.
Gasella
25
idem, filha da
Bo
nita.
Tres
tourinhas
= uma
de
6
mezes
filha
da
Carocha, outra
de
5
mezes,
filha
da
Saloia,
e
outra
de
3, íilha
da
Chellas.
Dous
bezerros
de
4
mezes,
e
Ilolland-
Bill. touro de
cobrição
de
6
annos,
mui
to
manso
e
que
trabalha
muito
bem
á
non.
(2842)
(137)
K OlEDIO AWTI-ESCBOPMUreSO
OS
Bernardo
da
3
a
tr» mos
legaes do processo
ju-
de
Dezembro
de 1875.
Como
procurador,
Cunha
Pinto
Barbosa.
(2840)
En
saúdo
no
hospital
real
de
Santo
An-
lonio
do Porto
pela
comrnissão
medica
nomeada
por
portaria
do
ministério
do
reino
de
11
de
abril
de
1870.
OCULISfA
BOLSSON
&
DOM
BAR
FILIAL DA
CASA DE COIMBRA
B
Í4
—
Rua do
Souto — 14
Acaba de abrir
0
seu
estabelecimento
na
rua
do
Souto
o."
14
e
14
A,
aonde
en
contrarão
nm
variado
sortimento
de
oculos
e
lunetas
de
crystal de
rocha,
encaixa
tos
em
ouro,
prata,
aço,
tartaruga
e
búfalo,
lunetas
de
oystal
sem
aro,
da
ultima
no
vidade
:
eguaimente
ha
barómetros
metá
licos,
thermometros,
binoculos
de tres
usi
s—
mar,
theatro
e
campo,
—
diclos
pa
ra
theatro,
para campo
e
marinha,
oculos
de
ver ao
longe,
exlereoscopios
e
vistas
transparentes
e
simples,
microscopios
so
lares compostos,
dictos
de
tres
pês,
con
ta-tios,
loupes
de
grande
força, lentes
de
relojoeiro,
niveis de bôlha
d’
ar,
lanternas
magicas
com
vistas,
areomelros
para vinho,
álcool
e
saes,
caixas
de
musica, caixas
pa
ra
oculos e lunetas,
cordões
para
as
ditas.
Vendem-se vidros
avulso,
e
faz-se
toda
a
classe
de
concertos
pertencentes
ao
ramo
de
oplica.
Ila
lambem
graduadores
para
recrutas
com
a
verdadeira
graduação.
(155)
(2836)
E
’
sem
duvida
este
0
primeiro
remé
dio
que
até
hoje
se
tem empregado
com
mais
seguro
resultado para
combater
as
escrophulas
e
as
suas variadas
manifesta
ções,
e
é
por isso que
elle já
é
indicado
como
tal
pelos
facultativos
que
boje
em
larga
escala
0
estão
applican
0
sem
que
bra «os seus resultados,
antes allirman-
)
bom
nome
que
já
lem.
Acha-se
á
venda nas seguintes
phar-
nacias
:
no
Porto
Central,
rua
de
San-
b
Anlonio,
227—
Ferreira &
limão.
Bai
nharia,
77
—
Oriental,
S.
Lazaro,
27o
—
Santos,
Santo
lldefonso,
61 —
Barros,
Bomjardim,
1081
—
Loureiro,
Bomjardim,
822
—
Consultorio
hon
oepatliico
Portuen
se,
rua do
A
m>da,
348
—
Carvalho,
rua
D.reila, Villa
Nova
de
Gaya,
127
—
Sil
va
Rosa
Júnior,
S.
João
da
Foz, rua
Cen
trai,
132
-
Vianna
do
Castello,
drogaria
do
snr.
Aflonso
—
Po^oa
do Varzim,
Oli
veira
—
Penaíiei,
Miranda — Braga, phar
macia
Maya, rua
dos
Chãos,
e phama-
cia
do
hospital
de
S.
Marcos, —
Leiria,
Cardoso
—
Caídas de
Vizella,
Couliuho—
Deposilu
geral em
Lisboa,
Azevedo
&
Sil
va,
rua
do
Príncipe,
24
— Deposito
geral
no Porto,
ina
de
Santo
Antonio,
233.
VE.\DA
IMlWTAME
Vendem-se as
quintas
do
Barrai
e
de
Fund-Villa,
ou
as
uo
Paço e
Sandaiâo
em
grupos
de
duas
para
um
lado
e
duas
pa
ra outro,
por
assim
se
acharem
ligadas,
ou
cada
uma
sobre
si,
com
suas
respecti
vas
pertenças,
conforme
sua
discripção
no
respeclivo
inventario,
e
todas
sitas
na
fre
guezia
de
Semelhe,
soburbios
d
’
esta
cidade.
Tratam-se
com
a excm.
a
gerencia
do
Banco
do
Minho.
(2819)
Emissão
d
’
obrigações
dos
ca
minhos
de
ferro
do
Minho
e
Douro.
750:00
>5000
4905961
77b'5i00
80:4
1
65583
71:9235543
Fundo
«'vi.huKlos
z.
D
«P«
S
U
a
oie..
â ordem/
*
tios a
praso
.
7»
•
‘ores
de
efíeP^
deposi
dos.
.
X
...
.
12:0005000
os
e
ptrdas
....
20:2575651
935:8675138
30
de
novembro
de
1875.
Os
Directores
io
Baplisla
A.
Leitão.
'
co
Alves.
Resumo
do
Banco
Com
Industrial
de\jíl
a
"ítêal
30
de
novembro
ivo
e
passivo
I
t/o
[ciai,
Agrícola
e
em
■Activo
Caixa,
dinheiro
existente
.
Letras
descontadas
e
a
rece
ber
..............................
Letras
caucionadas
.
.
.
Obrigações
a
receber.
.
.
Empréstimos
sobre penhores
Operações
a
longo
prazo
.
Papeis
de
credito . .
.
Contas correntes
com gara
ntia
..............................
Agentes
no
paiz
. .
Agentes
no
estrangeiro
.
Diversos
devedores.
.
.
4:6615998
600(1895380
34:(i295OOO
1
:7
a
9$434
7:7045535
13:21(^134
15:4295120
8:5175$^
117:0285165
47:243532-4
27:5905570
Por
ordem
da
Direcção
Geral
da
The-
souraria
do
Ministério
da
Fazenda são
pre
venidos os
portadores
de
certificados
pro
visorios
da
3.
a
serie do
empréstimo
dos
caminhos de ferro
do
Minho e
Douro, de
que
no
dia
15
do
corrente
se
vence
a
6
a
prestação
de
165009
reis
por
obriga
ção,
que
os mesmos
deverão
satisfazer no
cofre
central
d
’
esle districto, desde
as 9
horas
da
manhã
ás 3
da
larde,
ficando
*
u-
geitos
pela
falta do pagamento no indica
do
dia,
á perda
das
prestações
já pagas.
Outrosim
são prevenidos
os
mesmos
portadores
de que
só
até
0
referido
dia
15
se
acceitam
pedidos
pua
obrigações
d
’
as-
sentamenlo
entendendo-se que
querem
obri
gações
de
Coupons
os
que
não fizerem
aquelle
pedido.
Os
possuidores
de
titulos
já
liberados,
que
pretendei
em
receber
ern
troca
obrigações
de
Coupons
podem
des
de já
entregar
n
’
esta
Repartição
de Fazen
da os
mesmos
titulos,
para
os
fins
conve
nientes.
Repartição
de
Fazenda
do
districto
de
Braga
7
de
dezembro
de
1875.
O
Delegado do Thesouro,
Henrique
Francisco
Bizarro.
Bom
emprego
de
capital.
Vende-se
a
casa
n.°
5
da
rua da
Sé;
quem
a
pertender
póde dirigir-se
á
loja
do
Cachapuz,
que
ahi
encontrará
com quem
tratar.
(2835)
ESPECIALIDADE
Alexandre
Casahne,
com
estabeleci
mento
de
chapéus na
rua
de
Santo
An
lonio,
n
0
90—
Porto.—Acaba
de
abrir
n
’es-
la
cidade
uma
filial,
que
oflerece
ao
res
peitável
publico
bracarense,
um lindo
e
variado
sortido
de
chapéus,
tanto
para
se
nhora
como
para
creança,
lodos
executa
dos
pelos
últimos
figurinos
parisienses.
Também
lem
á
venda
tul
prelo,
llores
e
plumas, etc.,
etc.
Preços convidativos
e
fixos.
Recebem-se
encommendas
32—
Rua
do
Souto—32
(2806)
(2841)
BâilÊ®
SI Wâifíâ
Agente
em Braga
ANTONIO
JOSE’
ALVES DE
CASTRO
31,
Largo
da Senhora
A
Branca,
31
Faz
as
seguintes operações
:
Desconta letras da
terra
e
de
cambio.
Encarrega-se
da
compra
e
venda
de
pa
peis
de
credito.
Recebe
dinheiro
á
ordem
e
a
praso
abo
nando
juros.
Empresta
sobre
penhores
d’
ouro,
pra
ta,
inscripções,
acções
de
bancos
e
com
panhias.
Saca
sobre
praças
do
reino
e
estran
geiras,
onde
0
Banco lem
agencias
(3
*
)
BRAGA : TYPOGRAPHIA LUSITANA — 1875. - É o formato de
-
comerciominho_11121875_431.pdf
Parte de Comércio do Minho (O)