comerciominho_11111875_419.xml
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-
3,° ANNO 1875
FOLHA
COMMERCIAL RELIGIOSA
E HOTICIOSA
NUMERO
419
Assigna-see
vende-se
no
escriplorio
do
editor
e
proprietário
José
Maria
Dias
da
Costa, rua
Nova
n.
*
3
E,
para
onde deve
ser
dirigida
toda
a
correspondência
franca
de porte.
==
As
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas
;
assim
como
as
correspondên
cias
de
interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
PUBIOCA-S
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
anno
l$6U0
rs.=Semestre
850
rs.=Pro«m-
cias,
anno
2&4Ó0
rs
e
sendo
duas
4&000
rs.=Semestre
1$25Ô
rs.
=Braztl,
anno
4&400 rs.=Semestre
2&300
rs.
moeda
forte,
oulO&OOO
reis e
5&500
reis
moeda
fraca.
=
Annuncios
por
linha
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignantes 20
°/0
d
’abatimento.
BRAGA-(JinTÂ-FElHA
11 DE
XOVEMBKO
D.
Gareirt Moreno e
os seus de
mocratas caluiiiniíu!
o
res.
Tem
a
historia
uma
pagina
d
’
ouro
que
é
destinada
a
celebrar
a
memória d
’
aquel-
les
que
na
vida
se ennobreceram pela
grandesa
de
seus
actos.
O malogrado
presidente
da
republica
do Equador, Garcia
Moreno,
conseguiu
faser inscrever
seu nome
nessa
pagina
brilhante
onde
se destacam,
radiantes
<le
luz
e
gloria os graude
vultos
da
huma
nidade.
E
baldado empenho
é
o
de
quem
pensa
em
apagar
esse
nome
do
logar
d’
honra
que
na
vida
para si
conqohtára.
A
historia
é
um tribunal
incorruptí
vel;
e
perante ella
nào
valem
as
menti
das
allegações
dos
que tremem
do
seu
juiso.
E
’
natural,
nem
deve estranhar-se, que
a
revolução cuspa
insultos
e
vomite
ca-
lumnias
sobre
a
lousa
do
que
foi
sua
vi-
ctima.
Ella,
que
oo
silencio
das trevas
ace-
rára
o
punhal
com
que
traiçoeirameute
ferira
o seu
invencível
adversário,
trahir-
se-bia
a
si
própria,
se
contribuísse
para
augmenlar-lhe
as
simpathias.
Uma só
palavra
que
a tal
respeito
soltasse
em
abono da verdade,
seria
uma
accusação
a
mais,
formulada
contra si
pró
pria.
A
maçonaria
que
enviára
os
sicários a
descarregarem o
golpe
fatal
sobre
Garcia
Moreno,
não
póde
prantear-se
da
sua
vi-
clima.
A
aureola
que
boje
cerca
o
nome
do
grande
rnarlyr,
descoucerla
os
ânimos dos
que
foram
seus
algozes,
que leniam
apa
gar
com
o
remorso
da
calumnia
o
remorso
do
assassinaio.
Mas
a
verdade
é inaccessivel
a
estes
assaltos
do
odio
upprtmido.
A
historia
não soffre,
que
ruins
pai
xões
se
entremetiam
em
seus
juisos.
E
Garcia
Moreno, mau
grado
a
infâ
mia
dos
que
calummam
o
seu
nome,
para
tornarem
menos siinpalhica
a
sua
memó
ria,
hade
passar á
posteridade
com
o
re
nome
que
lhe
grangearam
os
seus
gran
des
actos
e
peregrinas
virtudes.
O
admirado
presidente
do
Equador
ti
nha
um grande
crime
que
a
revolução,
se
a
ninguém
soflre,
nos
que
se
acham
elevados
ás
maiores
sumidades,
não
perdoa
nunca.
Garcia
Moreno
era
catholico,
sincero
e
devotado catholico.
Todo
o seu
empenho
era
restabelecer
na
republica
a
seu
cargo
o
reinado
so
cial
de
Jesus
Christo,
contra o
império
da maçonaria
que
por
tantos
annos
ator-
menlára
áquelles
povos
com
desordens
e
avexações
de lodo
o genero.
Que
mais era
necessário pois
para
al-
trahir
sobre si
a
vindicta
revolucionaria
?
Tendo
subinetiido
ao
seu
domínio
to
dos
os
chefes
do»
maiores
potentados
da
terra,
a
revolução
não
podia
soffrer
que
o
presidente
de
uma
tão
pequena
republica,
como
o
Equador,
lhe
desconcertasse
os
seus
desígnios.
Não
o
veuceu,
porém
malou-o.
Não
obteve
dominar-lhe
o
espirito,
mas
conseguiu
cravar-lhe
um
punhal
no
co
ração.
O
sangue
da
viclima
deu
novo lustre
ás
suas
virtudes.
Tornara-se
preciso
pôr um
cobro
á
indignação
publica
que
augmentava
com
a
noticia
das
grandes
qualidades do
assas
sinado,
e
o
veneno da
calumnia
poz-se
logo
em
circulação peia imprensa
como
garantia
á
efficacia
do
punhal.
E
assim
é
que
contra
a
memória
do
immortal
Garcia
Moreuo
se
accordam
em
faser cruzada
todos
os
jornaes, orgãos
da
seita.
Era
natural,
que
assim
fosse.
O
silencio
sobre um acontecimento
de
tal
ordem
não
bastava
ao
efleito.
Tornava-se
preciso
acudir
com
a
pa
lavra
envenenada,
onde
a
verdade princi
piava
a
contrariar
os
planos.
E
n
’
um
momento
a
revolução
fez
apre
goar pelos
seus
arautos,
que
Garcia Mo
reno era
um
tiranoo.
Não
ha
que
admirar.
São
os
mesmos
meios
empregados sem
pre
para os
mesmos
tios...
--------- i ■■
i
n
w
WBio
espxw------------
Eleição
munieipal.
A
lista
proposta por esle
jornal,
e
protegida
pelos
nossos amigos,
apesar
de
não
ler
mais
de
dois
dias
para
ser
recom-
mendada
no concelho,
obieve
acceitantes
em
todas
as
assembleias, e foi
honrada
com
660
voios,
nenhum
dos
quaes
per
tence á auctoridade.
Damos
aos
nossos amigos sinceros
agra
decimentos
pela
sua coadjuvação,
e
os
merecidos
parabéns
aos
honrados
e
inde
pendentes
cidadãos
da
lista
que
tivemos a
honra
de
o
rganisar,
e
que
venceria
com
certesa,
se
mais
cêdo
tivesse
sido
proposta.
Daremos
promenores
circumslanciados
da
eleição,
nos
seguintes
n.os
d
’
esie pe
riódico.
-----
—*
008
q
t.1
™!!!—
»
■'
Correspondência estrangeira
PARIS,
2
DE
NOVEMBRO
(Correspondência
particular
do
(Commer
cio
do
Minho»
)
Estão
a
terminar
as
ferias
da
Assem
bleia
;
dentro
em
dois
dias vae ella
re
começar
os
seus
trabalhos
e
abrir
uma
sessão,
a
qual,
quer
termine
com
o
anno,
quer
se
prolongue
até
á
primavera,
será
evidentemente
a
ultima.
A
julgar
as
pró
ximas
eleições
geraes,
pelo
resultado
de
algumas
eleições
parciaes,
municipaes ou
quatsquer
outras que
diariamente
se
fasem,
a
próxima legislatura
far-nos-ha
ler
ainda
saudades
da
camara aclual, apesar
do
muilo
que
esta
mesma
deixa
a
desejar.
As eleições
senatoriaes
não
serão
muilo
boas,
salvo se
se
chegar a
realisar
o
pro
gramma
que
querem
impor
aos candida
tos.
Teve
effeciivamenie
logar,
ha
dois
dias,
uma
reunião
em
Sainl-Mandé,
onde
tivemos
conhecimento
do
lheor
do
man
dado imperativo,
que
deve
ser
proposto
aos
candidatos
do
Senado,
pela
democracia
parisiense.
Foi
diante d’
uma assembleia
de
duas
mil
pessoas, deauie
de
um
grande
numero
de
deputados
da
esquerda
e
de
conselhei
ros municipaes de
Paris,
que
M.
Floquet,
presidente
do
concelho
da
cidade
de
Pa
ris,
e
radical
da
peior
especie,
assentou
as
bases do mandado
imperativo;
e
o
primeiro artigo do
seu
programma
é
que
o
candidato deverá pedir
o
restabelecimen
to
da
uuidade
legislativa,
para a
abolição
do
Senado.
Impõe,
em
seguida,
ao candi
dato
a
obrigação
de
pedir
que o
poder
executivo
seja subordinado
ao
poder
le
gislativo,
e
nào
tenha
o
direilo
de
dis
solver a
Assembleia;
depois,
trata
da
volta
da
camara
para Paris,
da
liberdade
de
imprensa,
do
direito de
reunião, do
le
vantamento
do
estado
de
sitio, da
amnis
tia
dos
condemnados
políticos,
dos
dester
rados
em
Nova-Caledonia por lerem feito
parte
da
communa.
Pedir-ihe-bão,
sobretudo,
a
reorganisa-
ção
verdadeiramenle
democrática
do
ensi-
uo
secular,
e
a
abrogaçáo
da
lei
de
1875
relativa
ao
eusiuo
superior.
E’
sobre esle
ponto
que,
com especialidade,
se
hão de
concentrar
os
esforços
dos radicaes,
por
que
a
liberdade
de ensino,
de
que
os
ca-|
lholicos
ião
bern
se
sabem
aproveitar,
con
tinua
a
enfurecer os
revolucionários.
Este
programma,
apesar
de
muito
ex
altado, não
pareceu ainda
completo a mui
tos radicaes,
que
viram
n’
elle bastantes
lacunas
que
é
urgente
encher,
e
a
quem
se
promeileu
salisfaser
o
mais
cedo
pos-
sivel.
Por
isto
podem
os nossos
leitores
ava
liar
o
que viria
a
ser
a
França,
se
um
dia
fosse
governada
por
homens
que
ac-
ceitassem tal
mandado.
Antes,
porém,
das
eleições,
leremos
a
abertura
da sessão,
e
esla
é, aclualmen-
te, o
objecto
de
iodas
as
preoccupações.
Os
diversos
partidos
preparam-se,
com
to
da
a
actividade,
para
encetar
a
lucia.
A
’
maohà
reune-se
em
Versailles
a
frac-
ção
da
direita-moderada,
que se
separou
dos
legitimislas
logo
depois
do
voto
da
Constituição.
M.
de
Kerdrel, presidente
d
’
este
grupo,
escreveu
a
seus
amigos
uma
carta
urgeniissima,
em
que
lhes
recom-
mendata
a
maior
exaclidão
nos
aconteci
mentos
graves
que
devem
realisar-se
no
proprio
dia
da
abertura
da
sessão.
Suppõe-se
que
esta
caria
fôra escripta
9Or
inspiração
de
M.
Buflet,
que terá ne
cessidade
de todos
os
seus
amigos,
para
resistir
á
lucta
que
vae
emprehender-se
contra
elle.
A
extrema
direila,
não se
pronunciou
ainda
pela
especie
de
votação que
adopta-
rá.
e
os
amigos
dos
ministros
esperam
com
a
maxima
anciedade,
a
sua
decisão.
(Coneltie ue
proximo a.
*)
Ao aCommercio
do
MinhoD.
(Correspondência
particular.)
Lisboa,
8
de
novembro
de
1875.
Encetando
hoje
as
nossas
correspon
dências
para
o
«Commercio
do
Minho»,
cumpre-nos
saudar
d’
aqui
lodos
os
nossos
leitores.
A
empresa
do
«Commercio
do
Minho»,
que
solicitando
a
nossa
coadjuvação
nos
honra
com
a
sua
confiança, tem direilo
ao
nosso
agradecimento,
e
a«s
louvores
públicos,
pela
dedicação
com
que
preten
de
melhorar
a
redacção
da
sua
folha
com
o
maior
numero
de
noticias
que
possam
interessar
o
paiz e a nossa
política.
N
’
esle
período
que
atravessamos,
em
que
a
lucta
pelos
santos
princípios da
Religião e
da
Pairia
eslá
travada
contra
os
poderes
intiusos
da
revolução
;
quando
a
polilica
e a
cobardh
dos governos ins
pira
á
sua
imprensa
assalariada,
falsidades
que desoiientam
a
opiuiào
e
illudem
os
povos,
occultando-lbes
a
verdade dos fa
ctos, não
é
coisa
ociosa,
nem
é
pequeno
serviço,
buscar
de
fontes
seguras
escla
recer
a
verdade
e chamar
para
ella
a
at-
tenção publica.
D
’
aqui
a
missão
do
correspondente
con
sciencioso.
Podemos,
pois,
como
membro humil
de
e
obscuro
da
familia
legitimista,
afian
çar
o
nosso
exforço
por
trazer
os
leito
res
do
«Commercio
do
Minho»
ao
cor
rente
dos
principaes
acontecimentos
assim
do
estrangeiro
como
do
paiz, assumindo
nós
toda
a
responsabilidade
pessoal,
po
lítica
e
legal
de
tudo quanto
escrever
mos.
Feita
esla
previa
declaração
temos cum
prido
um
dever
de
lealdade.
ESTRANGEIRO.
—
Os
negOCÍOS
polilicos
de
Hispanha
são
por certo
os
que
com
mais
rasão
prendem
todas
as
allenções,
e
sobre
os
quaes
os
circulos
polilicos mais
se pronunciam
por
toda
a parle.
Acabamos de
tallar
com
um
cavalheiro
diguo
de
lodo o
credito,
que por
simples
curiosidade
viajou
em
leda
a
Hispanha,
d
’
onde
acaba
de
regressar,
e
que
de
per
to
observou,
munido
de
um
passe
carhs-
la,
qual
a
verdadeira
situação
da
guerra,
visitando
os
principaes
pontos
do
Norte
e
da
Catalunha.
Apesar
dos
seus prin
cípios
liberaes,
e
da
soa má
vontade
pe
lo
triunfo
do
carlismo,
é notável
o
modo
franco
por que
se
exprime.
«Ninguém
julgue,
diz
elle,
as
coisas
carlistas
peias
informações
que
ha
d
’
elias
nos oultos
paizes,
e mesmo
na
parte
tran-
qoilla
de
Hispanha,
onde
os
acontecimen
tos
chegam
sempre desfigurados.
E
’
ne
cessário
ser
cego,
para
não
vèr
que
o
triunfo
de
D.
Carlos
é
mais
que provável,
e
alé
mais
proximo
do
que se
julga
O
exerciio
carlista
está
incomparavelmente
mais
disciplinado
e
enthusiasla
;
e
tanto
mais
se
nota
isto,
quanto
se
observa
a
desanimaçào,
a
falta
de
disciplina
do exer
cito
liberal,
já
cançado
de
marchas e
de
derrotas.
A
prova
de
tudo
isto
são
as
re
petidas
victorias
dos
carlistas
sobre
for
ças
consideravelmente
superiores.»
A
respeito da situação da
Catalunha,
diz
:
«Tem
havido
ultimamente
algumas
es
caramuças
sem
imporlaneia.
Os
carlistas,
que
segundo
o
sistema
adoplado
se
acham
divididos
em
forças
pequenas,
para
evi
tarem
os
grandes
choques,
á
pioporçâo
que
se
vão
organisaodo
novos
batalhões
e
reforçando
e
disciplinando
os
existentes,
continuam
obrigando
as
tropas
do
gover
no
a
infrnetuosas
correrias, ora escápan-
do-se
a
ellas, ora
batendo-as,
ora
surpre-
heudendo-as
e
causaudo-lbes
prejuisos.
As
apresentações
a
indulto,
de
que
tanto
se
falia,
leem
um
caracier
inteiramenle
di
verso d
’
aquelle
que
se
lhes
atinbue.
5ão
consta
que
nenhum
dos
voluntários
ou
dos
ofliciaes
de
Carlos
VII
se
haja
apresenta
do. As apresentações,
em
numero
infini-
tamenle
inferior
ao
que
se
diz,
lem
sido
de
indivíduos
do exercito
liberal, que
ten
do-se
apresentado
ao
exercito
carlista ou
quando
prisioneiros,
ou
por quererem
de
sertar do
exercito
liberal,
approveitam
ago
ra a concessão que
lhes
dá
o
governo
pa
ra
irem para suas
casas
em
outras
provín
cias,
donde
esião
ausentes
ha
mais de
3
annos.»
E
acrescenta
ainda:
«Nunca a causa
carlista
esteve
no
estado prospero
em
que
se
acha
hoje.»
Isto
diz um
homem liberal,
mas
om
homem de
bem,
que
não
sabe
sacrificar
a
verdade
ás
suas
paixões pa<lidarias,
e
não
uoi-o
diz
só
a
nós,
por
que o
repele
desassombradameute
a
quetn
o
quer
ou
vir.
Os
jornaes
de
hoje
nada
adiantam
de
importante.
As
agencias
telegráficas
é
que
pouco
dizem,
deixando
comludo
margem
a
que se
julgue
que
as
coisas vão
cor
rendo
cada
vez
peior
para
o
governo
Af-
fon&ino.
A
«Gazela»
de Madrid
diz
que os
li
beraes
se
apoderáram
de
Payneta,
posi
ção
carlista
de
nenhuma
impoiLancia, obri
gando
os
carlistas
a dispersarem-se,
e
com
tanta
precipitação,
que
até o
briga
deiro Terror)
fugiu
perdendo
na carreira
o
cavallo,
as
armas
e a
boyna !
Esqueceu-se
a
«Gazela»
de
dizer
que
lambem
lhe
ca-
hiu
um
botão
dos
panlalones.
—
E
esle
terror
todo
foi
obra
do valoruso batalhão
de
Clavijo
!
E
’
facil
comprehenJer
que
os
carlistas
nào
eram
uma
companhia
nem
um
bata
lhão,
senão
uma
brigada pelo
menos, pois
que
era
commandada
por
um
oíiicial
gene
ral.
Tem
graça
a
«Gazeta»! Parece
que
es
tes
carlistas
eram
da
tempera
dos
que fo
ram,
como
ella
disse lambem,
denotados
e
postos
em
fuga
pelo
txerciio
liberal
em
Lumbier.
O
que
porém
espanta
é
que
os
taes
carlistas
eram
apenas quatro
bata
lhões,
coutia 30
batalhões
libeiaes,
65 ca-
nhões
e
tres
regimentos
de cavallaria
!
Ainda
ha
outra
singularidade,
é
que
os
carlistas
sempre
que
são
derrocados e
dis
persados
começam a
correr,
mas
alraz
do
exercito
liberal,
dizimando-o
consideravel
mente
e
tomando-lhe
armas
e
bagagens.
Em
vista d’
isto
é
de
crer
que
em
breve
tempo
se
conclua
a
guerra
!
Corria
em
Madrid
a
noticia de
que
o
Vaticano
resolvera
interferir
no
julgamen
to
do
Bispo
de
(Jrgel,
prisioneiro
de
guer
ra
em
poder
dos
liberaes.
Ha
quem
des
minta esta
noticia;
o que
porém
é
certo
é
que
o
go-erno
francez
terá
de
tomar
uma
altitude
favoravel
a
este
prelado,
porque
sendo
soberano
de
Andorra,
e
acha<>do-se
esta
republica
sob a
protecção
da
França,
não
póde
o
procedimento
con
tra
o
heroico
Bispo de Urgel levar
o
ca
minho
que
lhe
pretende
dar
o
governo
de
Madrid.
interior
.
—
Nem
sempre
a
calorama
e
as
perseguições
contra
o
clero
produzem
os
resultados
a
que
miram
os seus
persegui
dores.
Na
Chamusca
foi
julgado
o
rev.
0
padre
Manuel Rodrigues
Correia
d
Araújo,
coadju
tor
da
freguezia
de Almei'im.
Transcrevendo do
insuspeito
«Diário
Popular»
as
linhas seguintes,
dispeiisa-
mo-nos
de
lodos
os
cornmentarios.
«Foi
unauimeínente absolvido
em
au
diência
geral
na
Chamusca o
snr.
padre
Manuel
Rodrigues Correia de
Araújo,
coadju
tor
da
freguezia de
Almeirim.
O snr.
Cor
reia
de
A<aejo,
bom
padre
e
excellente
pessoa
foi
meilido
em
processo
pelos
be-
nemerilos
mandões
de Almeirim,
porque
ie
*
e
a
franqueza
de
dizer que
as
auctori
dades
eram
culpadas
do
povo
ser vexado
no
pagamento
das
côngruas,
porque ellas
não
cumpriam
os
seus deveres
e
poupavam
rnuiios
ricos
maus
pagadores,
sendo
só
rigorosas
com
os
pobres.
Sendo
pronun
ciado
com
fiança,
o
snr.
cardeai
palriar-
cha
suspendeu-o
sem
rasão,
mas a
final
o
jory
fez
justiça,
absolveu-o
e
o
sor. car
deal
patriarcha
jà
hontem
expediu
ordem
pelo
correio
mandando
levantar
a
suspen
são.
»
Realisou-se
hoje mais
uma
das
come
dias
com
que
o
governo
actual pretende
atemorizar o
povo deante
das
suas os
tentações
rnarciaes.
Palhaçada
mais
ou me
nos,
não
livra
o
governo
de
ser
coudem-
nado
pelos
gastos
inules,
a
que
dão
cau
sa
laes
farçadas.
A
’
s 8 horas
da
manhã
achavam-se
todos
os
corpos
nos
pontos
designados
e
necessários
para
a
representação.
Compu
nha
se
a
força
de
1
companhia
de
enge
nheiros,
G
baterias
d
’
artilheria (4
de
cam
panha,
1 de
metralhadoras
e
1
de
monta
nha),
1
brigada de
cavallaria,
2
d
’infan-
teria,
e
as
ambulaneias
correspondentes.
O
enredo
da
farça
foi
o
seguinte
:
O
inimigo
occupava
as
posições
em
volta
da
capital
desde
o
Alto
do
Calão
alé
ao
Alto
da
Bica,
tendo-se
apoderado do monte
Abrahão,
tentando
duas
columnas
entrar
em
Lisboa
pelas
estradas
de
Cintra
e
dc
Mafra.
O
heroico
exercito defensor
de
Lisboa
lançou-se
pois
sobre
o
inimigo,
e
sem
mais
tir-le uem
guar-te,
põe-o
em
fuga do
mon
te Abrahão,
com
a mesma
facilidade
com
que
o
governo de Madrid pápa
carlistas
ou
os
manda
correr
inundo
peia
França
dentro.
A
exploração
das estradas
foi
feita
pur
dois
corpos
de caçadores e
pela
cavallaria.
A
occupaçào
do
Monte
Abrahão
foi
feita
pela
engenharia,
que
andou
alli
em uma
faina
para
destruir
as
fortificações
do
ini
migo,
distinguindo-se n’
este
grande
feito
de
armas
o
com
mandante.
d
’
esta
força
que
atacou
tão
denodadamenle
os
mosquitos
que
alli
existiam,
como
D.
Quixote
ata
cou
os gigantes
1
Espalhou-se
em
face
d
’esta
gloriosa
vi-
ctoria
tal
eulhusiasmo
entre
os
bravos
de
fensores
da
liberdade
alfacinha,
que
se po-
seram
a
correr
atraz
do inimigo,
disper-
sando-o
de
maneira
tal,
que
desappareceu
nas
azas
dos
zéfiros.
As
musicas
locaram
o iiimno,
os
vivas
(sem
sal)
resoaram oo
espaço, abraçaram-se
os
vencedores,
e
coroaram de
louros
o
Serrale
ministerial,
aos
esirepitos
da
gargalhada
publica!
Está
pois
de
pedra
e
cal
o
throno
constitucional
com
taes valentes!
A
patria
agradecida,
logo
apoz
o
combale
e
o
triunfo
das
armas
liberaes,
galardoou
o
seu heroico
exercito,
como
era
justo e
mais
honroso
para
o
paiz
de
Aflonso
Hen
riques
e
D.
Juão IV
! A
coroa
mandou
dis
tribuir
a
todo
o exercito pão
com
chouriço
!
E
’
o
que
de
mais
recente
tenho
a
noti
ciar.
Achiles.
REVISTA
ESTRANGEIRA
A
falia
absoluta
d
’
espaço, obriga-nos
a
encurtar
esta
secção,
assim
como
a
retirar varias
matérias
destinadas
ao
pre
sente
n.°
Os
últimos
telegrammas
que
teem
al
gum
interesse,
são
os
que
seguem:
Hendaja
23.
—
O
inimigo,
forte
de 30
batalhões,
3
regimentos
de
cavallaria
e
3G
canhões,
atacou
hontem
as
nossas
po
sições
da
Trindade
de
Lumbier,
conquis
tadas
tres
dias
antes
pelo
brigadeiro La-
rumbez
com
o
nono
e
decimo
e
decimo
batalhões
navarros,
e
a arlilheria.
Atacou
igualmente
as
nossas
posições
sobre
o
caminho
de
Lumbier
a
Navas-
cués
:
foi repellido
sobre
toda
a
linha
com grandes
perdas,
apesar da
inferiori
dade
numérica
das
nossas tropas,
qne
se
compunham
de
5
batalhões e de
2
es
quadrões,
apoiados
por
8
canhões.
O ini
migo
lançou
mais
de
4:000
bombar.
Ainda
não
podemos
apreciar
as
nossas
perdas
n
’esta
brilhante
acção.
O
inimigo
obstinou-se
por
muito
tem
po,
mas
sem
successo,
em
conquistar
a
altura
da
Trindade.
Carregou
por
Ire
*
veses
á
bayoneta,
sempre
foi
repellido
com
grandes
perdas
e
deixando
muitos
prisioneiros.
Durante
este
tempo,
o
conde
de Ca
serta
e
o
duque
de
Parma, com
2
bata
lhões
defendiam
a
estrada
de
Navascues,
sobre
a
qual
o
inimigo
não
ponde
adian
tar
um
passo.
Fronteira
de
Hispanha
24.—
D.
Carlos
acaba
de
formar
uma
columna
carlista
para
as
operações
offeosivas.
Ella
está
dividida
ern
tres
brigadas;
seus
chefes
são o conde
de
Caserta,
o
general
Cavero e
o
briga
deiro
Calderon.
O
general
Cavero
é
o
cominamiante
ern
chefe.
Consta
que
ella
já principiara
as
suas
operações
contra
Lumbier.
O
brigadeiro
Larrumba,
com
2
batalhões, apoderou-se
no
dia
20
da
ponte
e
d’um
reduto,
o da
Trindade.
A
guar
nição
embarricou-se
na
egreja.
A
’
ultima
hora
chega
o
despacho
se
guinte
:
Grande
victoria
carlista
alcançada
bon-
tem
23,
em
Lumbier,
pelo l.°,
4.°,
9.°,
e
10.°
batalhões
navarros
e
de
Escalença,
commandados por
Perula,
Larombé,
con
tra
30
batalhões
liberaes
armados
de
65
canhões,
e
3
regimentos de cavallaria.
Faltam-nos
detalhes. Os
carlistas
apode-
rararn-se immedialamente
da
cidade,
d
’
este
fértil
piiz e
das
passagens
d
’
Aragão.
Gran
de
enthusiasmo.
S.
M.
chegou
a
Tolosa
acompanhado
pelos
generaes
Cavero
e
Argonz,
e
dos
brigadeiros
e
Arguelles.
«EJX.
A.
O
Christianismo
e
o
progresso,
por
D.
Anlonio
da
Costa, é
o
titulo
de
um
ex
cellente
livro,
que
acabamos
de
lêr,
já
em
segunda
edição,
e
qne
consideramos
como
íim
d’
esses
preciosos
fruclos,
que
de
longe
em
longe
brotam
n’
este
terre
no
quasi
sáfaro
da
litteratura
portugueza
d
hoje.
0
snr.
D.
Antonio
da
Costa
não
é
um
d
’
esses
escriplores,
como
ha, infelizmente,
muitos
enlre
nós,
cujo
talento
esperdija
a
sua
força
producliva
em flores
infructi-
íeras,
nào
raras
vezes
exhalando
emana
ções
que nausêam
e
envenenam
No
livro,
de
que
estamos
fallaodo, ha
poesia
e
filosofia,
ha
sciencia
e
sentimen
to,
ha
colorido
e
verdade.
Perfumam-lhe
as
178
paginas
do
texto
os
aromas da
crença
sincera
na
Religião
Santa
do
Crucificado,
fóra
da
qual
to
do
o
progresso é um
caminhar
para
o
abismo.
A
alta
intelligeocia
do
auclor
poude
resumir
em
ura
quadro
breve,
mas
es
plendido
de
poesia e
de
verdade,
os
ser
viços
iiomensos,
prestados
pelo
Chrisiia-
nismo
ao
genero
humano,
já
prégando
a
grande
lei
da
fraternidade
universal,
já
emancipando
o
homem e
nobilitando
a
mulher,
já
criando
a
familia,
já
finalmen
te
aperfeiçoando
as
instituições
sociaes,
consolando
os infelizes
e
ensinando
ao
rico
e
ao
pobre
os
seus
deveres.
E
todavia,
admirando o
bello trabalho
do
snr.
D.
Antonio
da
Costa,
recommen-
dando
mesmo
a
sua
leitura
como
allameo-
te
deleitosa
e
iostructiva,
nem
em
tudo
nos
conformamos
cora
elle.
O capitulo,
que
tem por
epígrafe
A
li
berdade
dar-oos-ia
margem
a
largos
re
paros,
se
estivessemos escrevendo
mais que'
uma
siraples local.
Ha
n'esse
capitulo,
co
mo
no
resto
do
livro,
muito
e
fino
oi
ro;
mas
quizerarnos
vêl-o
complelamenle
limpo (1’
algumas
fezes,
que
aqui
e
além
o
maculam
;
qtiizeramos
que
não
surdisse
a
espaços
certas
reminiscências
dos falsos
princípios,
com
que a
revolução dos
sécu
los
18.°
e
19.°
ha
illudido a
humanidade,
dando-lhe
da
liberdade
uma
lheoria
talsis-
sima
e
perigosissima
; quizeiamos
em
fim
que
se
accentuasse
bem
a
opinião
do
au-
cior
no
sentido
da
opinião
catholica
sobre
a
liberdade,
segundo
a
qual
este
termo
não
significa
absolutamente
a
faculdade de
obrar
o
bem
e
o
mal, mas
sim a
potên
cia
para
fazer o
bem
e
a
possibilidade
de
fazer
o
mH
;
possibilidade,
cuja coarcta-
ção é
o
meio
de
tornar
a liberdade hu
mana
tão
perfeita
quanto
o
póde
ser
n
’
es-
le mundo.
Em
todo
o
caso, repetimos,
o
livro
do
sor. D. Antonio da
Costa
é
digno
de
lêr-se,
e
como la!
o
recommendamos
ao
pubhco,
que
aliás
nào
tem»
deixado
de
o
apreciar,
como
o
prova a
segunda edi
ção
d
’
elle,
já
feita
durante
o
corrente
an
no,
e a
.que
agouramos
e
desejamos
um
rápido
consummo.
■
wwwhibam
b
—
——
MINISTÉRIO DOS
l
NEGOCIOS
DO
REINO
Direcção
geral de
administração
polilica
e
civil
2 a
repartição
Tendo
a
junta
geral
do
districto
de
Braga deliberado
levantar
um
empresii-
mo
de
100:0600000
réis
para
ser
emprega
do
na
conslrucção
das
estradas
disirictaes;
e
mostrando-se
que
a
junta
geral
deliberá-
ra
também
que nu
orçamento
do
anno
de
1875-1876
se
incluísse a
receita precisa
pa«a
costear
o
pagamento
do juro
e
amor-
tisação
do
empresíimo, nos
lermos
da
lei
de
15
de
abril
de 1873;
achando-se
as
sim
assegurada
a
satisfação dos
encargos
do
mesmo
empréstimo
:
hei
por
bem
decre
tar
o
seguinte:
Artigo
1.°
E
’
auctorisada a junta
ge
ra!
do
districto
de
Braga
para
levantar
por
empréstimo
a
quantia
de
100:0000009
réis
a
juro
que não excederá
a 6
1
/,
por
cen
to
ao
anno.
Art.
2.°
O
producto
d’
este
empréstimo
será
applicado
exclusivamente aos
estudos,
expropriação
e
conslrucção
das
seguintes
estradas
districlaes
:
Barcellos
a
Montalegre,
24:000000
réis;
Amares
a
Refojos de Basto
29:0000000
réis
;
De
Fafe
aos
limites
do districto
e
Tei-
xiciro
á
Lixa,
38:01'00000
réis
;
Villa Nova
a
Santo
Thyrso,
por
Lan
dim, 9.0000000
réis.
§
unico.
Da
quantia
38
0000000
réis
consignados
á estrada
(Fafe
á
Lixa),
serão
appltcados
13:0000000
réis
á conslrucção
do
lanço
da
mesma, comprehendido enlre
Fafa
e
limites
do
districto,
e
o
restante
para os
lanços
da
mesma
estrada
compre-
hendidos
enlre
Arnoia e Lixa.
Art.
3.°
As
sobras
que
depois de con
cluídos
os
estudos
e
conslrucção
de
qual
quer
dos mencionados lanços
houver
só
poderão
ser
applicadas
para
a
estrada
dc
Barcellos a
Montalegre.
Art.
4.°
O
etnpresiimo
poderá ser
contratado com um ou
mais
bancos, ou
por subscripção
publica,
como
melhor
pa
recer
ao
governador
civil
e
for
mais
con
veniente
para
o
districto»
Art.
5.°
Para
pagamento
do
juro
e
amortisação
do
empréstimo
votará
todos
os
annos
a junta
geral
no respectito or
çamento
uma
verba
de
10:2960000
réis,
sendo
5:1090000
reis,
provenientes
da
per
centagem
de
3
por
cento
sobre
as
contri
buições
predial,
industrial,
sumpluaria
e de
renda
de
casas,
e
o restante,
5:1960000
réis,
de
uma
derrama
que se
lançará
so
bre
as camaras
muuicipacs
applicadas
a
es
te
fim
até
final
pagamento
da
importância
do
empréstimo
e
competentes
encargos.
Art.°
6.° A
dotação
do
eraprestimo
for
mará
um
capitulo
especial
no
orçamento
do
districto.
Art.
7.°
O
jtiro
e
amortisação
serão
pagos conforme
for
accordado com
os mu
tuantes,
e
por
semestres
no
caso
que
o
eraprestimo
seja
levantado
por
subscrip
ção
publica
Art.
8.
*
O eraprestimo
será
levan
tado
por series,
precedendo
licença
do
go
verno,
á
proporção
do desenvolvimento
das
obras
e
da
existência dos meios
destina.
:dos
para
o
juro
e
amortisação.
O
ministro
e
secretario d’
estado
d
Os
negocios
do
reino
assim
o
tenha
entendi,
dc
e faça
executar.
Paço
da
Ajuda,
3
d
e
novembro
de
1875.«
Anlonio Rodrigu
es
Sampaio.
GAZETILHA
Villa
K3eal,
4» de novembro.—
(Correspondência
d
’
esta
secção) —Amigo
re-
dactor.
Esta
terra
é
pouco
fértil em
novj.
dades,
que
possam
interessar
os
ilhistra-
dos
leitores
do
«Commercio
do
Minho,
e
evitarem
as
atrapalhações
do chronista.
No
entretanto
procurarei lransmitlir-lhe
os
acontecimentos
que
por
aqui
se
forem
suc-
cedendo,
esperando
que
para isso
me
dis
pense
um
pequenino
espaço
do
seu esti
mável
jornal,
pelo
qual
professo
as
maio
res
simpathias.
O
que
por hoje
tenho
a
noticiar-lhe
circumscreve se
ao
que
segue
:
No
dia
2
de novembro
houve
na
egre
ja
de
S. Dionisio,
outr’
ora
parochial,
a
ceremonia
que todos
os
annos
se
costuma
fazer
com
grande
pompa,
em
honra
das
almas
que
se
acham
penando
no
Purgató
rio.
Subiu
n
’
essa
occasião
ao
púlpito
o
revd.0 José
Teixeira,
que em
breve
mas
brilhante
discurso,
expoz
a
necessidade
de
pedirmos
a
Deus
pelo
eterno
descanço
dos
nossos
irmãos
fullecidos
da
vida presente.
A todos
deixou
satisfeitos.
Estreiou-se
n’
esse dia
a
filarmónica
dos
snrs.
Borges
e
Velasco,
que
executou
ad
miravelmente
a
missão,
que
lhe
confiaram,
dislinguindo-se
enlre
lodos
a
cantora
D.
Amélia,
que
tanto
pela
suavidade
da
voz
como
pelo
brilhantíssimo
dessm;;enho
dos
muitos
solos
que o
seu papel de
tiple
con
tinha,
a
lodos
deixou
impressionados. Oxa
lá
que a
illustre
cantora, ornamento
dos
nossos
coros,
se
restabeleça
dos
seus
con
tínuos
soflrimentos,
para
vir
a
miudo
de
liciar
nossos
ouvidos e
enlevar
nossas
al
mas.
—
Nota-se
aqui
uma
completa indifle-
ça
para
com
a
próxima
eleição
da
camara.
ADiigamenle
andava
tudo era
polvorosa;
mas
essa
faina
passou
de moda.
Parece
que o
povo
já se vae
conven
cendo
do
que
valem
estas
farças
já esta
fadas
e
sediças.
Depois
de
chuvas
torrenciaes
que
vie
ram
fertilisar
os
campos
quasi
estereis
por
aturada
e.-liagem,
vieram alguns
dias
for
mosíssimos.
A
chuva,
porem voltou
de
rio-
vamente,
com
o que
não
estão
mui
satis
feitos
os
lavradores
que
ainda não
reco
lheram
todas as colheitas.
Até breve.—
M.
AmabiSicSaiIe...
laistoriea.—
Enlre
varias preciosidades destiladas
no
alambi
que
do
snr.
João Antonio,
resalta
uma ca-
lumuia
do
tamanho
d
’
urna
tone,
e
que
não
deixaremos
passar ern silencio.
No
artigo
direclivo
era
que
o
Jornal
do
Minho
celebra
as
efemeras
gloriolas,
que
lhe
cabem
(?)
na
eleição camararia,
diz-
se
desfaçadameme
que
o
Commercio
do
Mi
nho
foi alugado
pela
aucloridade
para
re
presentar
um
papel
ignóbil
e
infame.
Ora,
delicadíssimo
collega,
se
nós,
an-
ctorisando-nos
ccm
o
seu
edificante
exem
plo,
lhe
escarrapacbassemos
aqui
a
palavra
—
mente
!,
qoe
arlequinada
leríamos
a
esperar
do
papelejo
que,
ha
poucos
dias
ainda,
fez
solemne
profissão
de
materia
lismo
?
Despresaremos,
porém,
o
exemplo
com
que nos illustrou,
e
limitamo-nos
a
pedir-lhe
que
addusa algumas
provas
em
que
funda
mente
aquella
asserção,
tão
falsa,
como
atrevida.
Uieuaie admiravel. —
O
Jornal do
Minho possue uma
lente
maravilhosa.
Pois
não
lobrigou
elle os
regedores,
alinhados
em
batalhões,
a
marcharem
pa
ra
os
aposentos
da
auctoriJade,
que
lhes
deu
ordens
para
assaltarem
os
eleitores
!!
E
tanto
isto
é
verdade, que
basta o
seguinte
facto
para
oão
'deixar
margem
a
duvidas.
Seis listas e
duas
cartas que
na
tarde
de
sabbado foram
enviadas
a
um
regedor
e
a
ura
parocho por
ura
indivíduo
que
os
re
putava
amigos, cartas
subscriptas
só por
tres
particulares,
foram por
arte
magica
aportar
a
casa
do
snr. conde de
Bertiandos.
Que
bellas
inslrucções
a
aucloridade
deu
aos
seus
agentes!
E
queria
ella
bze
r
acreditar
que
não
tomava
parte
na
lucla-
-
Era
trabalho
inútil,
porque
lá
estava
o
Ar-
gos
do
snr.
João
Antonio
para
lhe
devas
sar
todos
os
movimentos.
Agora
apanhe
as
furibundas
zurzidellas
da
folha
do snr. João
Antonio,
e
não
bufe.
Pela
nossa
parte
não
podemos
occultar
a
inveja
que sentimos pelos
olhinhos
do
«Jornal
do
Minho», que
são
capazes
de
enchergar
nm
mosquito
na
lua.
Um
fonjo
íií
»
muttoB,
O
digno
ca
valheiro
qoe
mandou
entregar
ao snr.
con
de
de
Bertiandos
as
hstas
que
um
seu
ami
go
lhe
tinha
enviado,
pertence
ao
numero
dos qoe
teem
o
mau
sestro de
apedreja
rem
o
sol
qoe
declina,
e se voltam,
lou
cos de
verdadeiro
enlhusiasmo,
para
um
outro
sol
que
nem
sequer
aclara dubiamen-
te
o
horisonte, farrusco
ainda pelo pincel
das
trevas.
Coisas
d
’
este
valle
de
gargalhadas.
Papel
honroso e digniasimo.—
Algumas
das
salamandras
que
rabeiam pe
las
columnas
do
papelejo
do
snr.
João
An
tonio,
e
que
aílirmam que
o
nosso
jornal
foi
alugado
á auctoridade;
não
saberão
di-
zer-oos
que
adjeclivos
deveremos appor ao
procedimento
d
’
uns
indivíduos,
que
ainda
ha
pouco
tempo
iam
lamber
os
pratos
do
snr. governador
civil,
e
hoje
se
desengon
çam
em
salamaleks
aos
pés
(scilicet
da
meza)
do
snr. conde
Bertiandos
?
Provavelmente
os
termos
honroso e
di
gníssimo.
ContrndieçSein.
—
Cegaram
os
miro-
nes,
eslupendameole
olheiros,
do
«Jornal
do
Minho.
Tanto
arregalaram
os
olhos
para
des
cortinarem
os
regedores
a
pulsar
á
porta
dos
votantes,
que
cegaram
a
ponto
de
não
verem
o
qne vae
por
casa.
Exemplifiquemos :
N’
uma
das
Iocaes
do
ultimo
n.°
da
folha
do snr. João Antonio,
diz-se
que
o
governo soflreu uma derrota
na
eleição
camararia
de
Villa
Nova
de
Fa-
malicào.
No
mesmo
n.°,
ua
mesma
pagina,
e
juslamente
na
columna
immediata,
lê-se
em
letlras gordas
um
telegramma
de
Villa
No
va
que
começa deste modo:
«Barões
der
rotados.
Venceu
a
lista
administrativa
pro
tegida
pelos dissidentes,»
etc.
Então
em
que
ficamos, preclarissimos
varões?
O governo
ficou
derrotado,
e
a
victo
ria
peitence
á
auctoridade,
como
vós
de-
claraes
?
E'
innegavel,
estaes
doidos.
Tires
fanri?»ían»2oa.
—
Diz
o
«
Jornal
do
Minho»
qne
a
cohorte
governamental
recebeu
um
reforço
de
tres
furibundos, os
quaes
aonuociam
que «virá nos
dias
ter
ríveis
um
poderoso
pau
de loureiro
por
o
ma
costa
abaixo
e
com
horrível
estampido
se
despenhará
n
’
um
grande
ribeiro que alaga
rá
a
mesquinha
opposiçâo
de
Braga».
Tem muita gracinha
o
nosso
espiri
tuoso
collega.
Só
os
tres
furibundos
é
que
podeiaio
arrancal-o
á sua
proverbial
sem-
saboria, e tornar
um pouco
alegre
a
car
ranca
medonha
com
que
nos
vem
visitar
duas
vezes
por
semana.
D
’
esta
feita
agradou-nos, e
fez-nos
cas
calhar
uma
saborosa
gargalhada
a
que
já
não
estamos
acostumados.
A
elle
! amadores
do
fino espirito
do
auctor
das
Guêpes.
São
apenas
29
e
mais
1...
reis.
Baixesas.—
Um
quidam
de
olhos bo-
galhuios
e
barba
ás
tres
pancadas,
não
completamente
satisfeito
com
a
vicloria
dos
29
contra
o»
tres
furibundos,
appare
ceu
por
’
hi
á
frente
ifutna
banda
de
mu
sica
a
insultar
pessoas a
quem
por
grati
dão devia
respeitar
um
pouco
mais.
Seguiu
o
exemplo
do
«Jornal
do
Mi
nho».
que
não
se
pejou
de
vir,
carrega
do
de
guisos,
chocalhar
á
porta
da
nossa
habitação.
Estamos
convictos
que
a
maior
parte
dos
cavalheiros
que compunham a
commis
são
dos
29,
se
indignou
cora
o
procedi
mento
villão
dos insultadorcs,
e
t/isio
fa
zemos-lhe
inteira justiça.
Não
descemos
ao
doesto
pessoal,
por
que
fomos
educados
n’
outra escola;
toda
via
se
nos
obrigarem
a
levantar o
sudá
rio
que vela
certas
pústulas,
fal
o-bemos,
ainda
que
para
logo
linbarnos
de quebrar
a
petma,
que
para
isso
sirva.
A
nossa
paciência
não
é de
elasticida
de
iufiuita.
Pergunta
innoeezate.
—
Qual
será
a
rasão
porque
o
papel
do
snr.
João
An
tonio
uão
cabe em si
de
contente,
por
ter
vingado
a
lista
confeccionada
pelos 29
2
Cem
vezes
tem
troado
aos
quatro
ven
tos
que
aquella
commissão
representa
a
von
tade
popular
e
nào
um
partido;
mas
ago
ra,
no
calor
do
seu enlhusiasmo, parece
inclinado a trair
o
segredo,
que
tanto
for
cejava
por
simular,
Vamos,
collega
:
diga-nos,
pelo
amor
de
Deus, era
que
ficamos
;
pois
é
botn
que se
saiba qual
a
fraeção politica
a
quem
devemos
enviar
os
nossos cordeaes
emboras.
Pobre
Zé-Povinho,
que
nunca
te
has
de
desenganar
d
’estas
farçadas!
O
tuleigo
—
Se
porventura
alguém
encontrar
o
taleigo,
cujo
doapparecimen-
to
noticia
o
nosso
amavel
collega
do
«Jor
nal do
Minho», e
quizer
dar-lhe
o
desti
no
qoe
nosso
collega
indica,
fique
ua
intelligencia
de qoe
do
contheudo
do
ta-
leigo
pertence
ao
urbano
papel
do
snr.
João
Antonio
as
outras
coisas
que, segun
do
o
collega
declara,
«não
são
para an-
nunciar,
por
decencia»
.
O
seu
a
seu dono.
A
victoria das jç».
—
Segundo
os
dados
oíliciaes
do
«Jornal
do
Minho»,
os
votantes
na
eleição
camararia
são cêrca
de
3:140.
D’
estes
pertencem
á
magna cotn
missão
2
400,
e
66)
á
opposiçâo
dos
tres
furibundos.
Não
descontaremos
á
magna commis
são
dos
29
as
commissões
fiiiaes
de
pa
recidas,
e
o
concurso
de
poderosos
aco-
lithos,
alguns
dos
quaes
faziam
certos
du
zentos votos
cada
um;
faremos,
pois,
o
rateio
sómente
áqoelles,
cujos
nomes ap-
parecerarn
estampados
nos
papeis
públi
cos.
A
magna
commissão
compõe-se
de
vin
te
e
no
*
e
indivíduos
:
ora
2:490 dividi
dos
por
29,
dá
nos
em
resultado
tocarem
(85
a
cada
um
:
e
660
divididos
pelos
tres
furibundos
que assignaram
a lista
da op-
posição
aos
escolhidos
pela
magna
commis
são
do meeting,
dá
aso
a
cada
um.
Que
nos
diz
a
isto
o
nosso delicioso
collega
do
«Jornal
do
Minho»?
Demais
: na
commissão
do
meeting
fi
guram
cavalheiros
respeitáveis, grandes
trunfos
eleitoraes,
e
que
teem
caseiros e
dependentes
no
concelho,
os quaes
consti
tuem
mais
«le
ametade
dos
votantes
que
lhe
tocaram no rateio:
emquanto que
os
taes
tres
furibundos
não
teem
por
si se
não
meia
duzia
d’
amigos,
e
só
possuem
os
meios
suíficientes
para
a
sua
subsistência
Na
verdade,
grandes
motivos
ha
para
o
alvoroço
que
vae
no
partido histórico!
Enigma.—
Pedimos
á
folha
histórica
que
nos tllucide
sobre o
significado
des
tas
palavras,
que
se
referem
á
nossa
hu
milde
pessoa
:
«Pois
nào é
porque
não
tivesse
ração
dobrada
nos
dias
de
trabalho. ..»
Por
mais
que parafusemos, não
nos
é
dado
atinar
com
a
decifração
do
enigma.
E
’
bom
que os doutoraços
da
folha
do
snr.
João
Antonio
não
cornam
meias
palavras,
para nos
poupar
ao
trabalho
de
nos
leccionarmos
com
qualquer
charadista
de
polpa.
Allenda-rios
por
esta
vez,
querido
collega.
«s
—
A
luminaria
do
partido
histórico
dá-nos
uma
roda
de
bis-
pinhos,
assim
como
quem
pretende
ter
muita pilhéria.
Não
podemos
acceitar
a
honra,
porque
não
queremos
as más
olhadoras
dos
aspi
rantes
lá
de
casa
do
collega.
Desgraça.
—
Anle-honiem
á
noite,
um
alfaiate
da
rua
das
Aguas,
que
foi ha
tem
pos
guarda-portão
do
cemiterio,
e
que
acompanhava
a
musica
dos
festejos
elei-
toraes,
íot
esmagado
por
um
carro
que a
toda
a
brida
seguia
pela
rua
de S.
Victor.
bicou em
lamentável
estado,
e
receia-se
que
não
escapará.
O
carro
pertencia
a
um
feirante
da
rua
do
Carvalhal.
(íiwtra.
—
Hontern, por
volta
das 8
ho
ras da
manhã,
ura
dos
carpinteiros
que
trabalhava
uo
travejamento
da casa
de
maclnnas,
na
estação
do caminho
de
ferro,
caiu
abaixo,
ficando
com
uma
perna
que-
brada
em
duas
partes.
Os
primeiros
soccorros
foram-lhe
mi
nistrados
pelo
ill.
,no
snr. dr. Corlez
Viei-
ia,
e em
seguida
foi
condusido para
o
Hospital
de
S.
Marcos.
Saasta
Iníaneia.
—
Roga-se
a
todos
os
colleclores
o
obséquio
de
saldarem
suas
contas
até
o
dia
30
do
corrente
com
o
resp
clivo
thesoureiro
e
actual
director
o
padre
José
Maria
Vieira
da
Rocha.
lheatro
«Se
s.
«Keraido—A com
panhia
hi?panhula dramalica
e
vaudeville,
de
que
é
director
o
sur.
Muuné
Nunez,
debuta
no
proximo
sabbado,
com
o
dra
ma
em 2 actos—
«O
lobo
marinho,
ou
Amor d’
um
pae»,
e
a
comedia
—
«O tigre
de
Bengala».
No
fim
do
drama
a
primeira
dama,
D.
Joanna
Nuuez
desempenhará
a
«Canção
audaluza»
da opereta
intitulada
«Rosa
de
sete
folhas».
No
domingo
lambem
ha
espectaculo,
subindo
á scena
o
drama
bíblico
—«A
ora-
çao
da
tarde»,
e
a cotnedia
«União
libe
ral».
Commisaíâo
do l.° de dezembro.
—A
commissão
nomeadajj
d’
entre
a
clas
se escolástica
bracarense
para
promover
os
festejos
do f.°
de
dezembro,
anniver
sario
da
nossa
independencia,
é composta
dos
snrs.
:
Presidente
—
Manoel
iMoreira
A.
Furtado
de
Mendonça.
/.°
Secretario
—
José Augusto
Pereira.
2A
»
—
José Augusto
de
Sitnas
Ma
chado.
Thesoureiro
—
Januario
Luiz
d
’
Azevedo
Pe
dreira.
Vogaes
:
Antonio
Joaquim
de
Meira.
Antonio
José Ferreira.
Bernardo
José
Vaz.
Filippe
Augusto
Vieira
da
Fonseca.
João Ignacio
Teixeira
de
Menezes Pimen-
lel.
Joaquim
Alves
da
Silva.
Joaquim
Domingues
Mariz.
José
Alves
Rosa.
José
Antonio
Nunes.
Manoel
Joaquim
Domingues
Ribeiro.
Tiberio
Cesar
de Campos
Beltrão.
Avelino
Teixeira
Pinto
Magriço.
José
Fernandes.
Jeilgamento.
—
Verificou-se
no
dia
6
no
tribunal
criminal
do
l.°
dislricto
do
Porto,
o
julgamento
do
nosso
estimado
amigo
e
collega do «Direito» o snr.
Fran
cisco Pereira
d’Azevedo,
accusadu
do
cri
me
de
vender
armas
usadas
para
o
estran
geiro
sem
prévio
consentimento
do
gover-
noe
Foi
juiz
o
snr.
Fonseca
e
Castro
no
impedimento
d.a
snr.
Costa
Rebello. de
legado
o
snr.
Xavier
de Barros, defensor
o
muilo
digo
advogado
o
snr.
Casimiro
de
Castro
Neves,
escrivão
o
snr.
Rocha.
O jnry
deu
o
crime
por
não
provado,
sendo o
snr.
Azevedo
absolvido.
Felicitamos de
lodo
o
coração
o
nos
so
estimadíssimo
collega e correligionário.
Orsj
aLazsriKiíiRi).—
(União
de
Per
nambuco) Logo
que
c<
nslou
aqui
que
se
queria
reprenlar
o
drama
infame
e
imtno-
ral do snr.
Ennes intitulado
«Os
Lazaris-
tas»
apressou-se
o
exc.
1110
snr.
Vigaiio
Ge
ral,
e
3.°
Governador
então
em
exercício,
o
rev.mo
dr.
Joaquim
Graciaoo
de
Araújo,
em
ofliciar
ao
exc.,no snr.
presidente
da
província
pedindo-lhe
que
houvesse
por
bem
em
respeito
á
moralidade
publica
e
á
san
ta
religião
do
Estado,
prohibir
essa
repre
sentação.
S. exc.
3
respondeu
em
data de
22
do
corrente,
que
n'essa
mesma
data
provi-
denciára
uo
sentido
de
pronibir a
repre
sentação
d’
aqoelle drama.
Justos
louvores merece
o
snr.
Carva
lho
de
Moraes
por
essa
medida,
que
era
reclamada
pelo
interesse
publico.
Felizmente
vão
sendo
tidas
em
consi
deração
e
respeito
a
moral
chrislã,
a re
ligião
do
Eslado
e
os bons costumes.
Eis
o
oílicio
do
snr.
Vigário
Geral:
—
ll!.
ino
e exc.
nn
snr.
—
Chegando
á
mi
nha
noticia,
que
a
companhia
dramalica
—
Vicente-Poíites,
—
receniemente
chegada
da
Bahia
pretende
levar
á
scena, nos
thealros
d’
esta
d
’
esla cidade,
o
drama
intitulado
—
Os
Lazarislas
—o
que
aliás
lhe
não
foi
con
cedido,
assim
na
referida
cidade
da
Ba
hia,
como na côrte do
império,
rogo
a
v.
exc.
11
se
digne
de
tomar as providen
cias
necessárias,
a
fim
de
que
a
auciori-
dade
competente,
na
forma
do
art.
137
do
regulamento
n
0
120
de
31
de
janeiro
de
1812,
oão
dê
approvação
ao
dilo
dra
ma, visto
ser
elle
offensivo
á
religião
e
á
tiioral
publica.
Confio que
v.
exc.a
tornará
na
devida
consideração
o
objecto
de
que
trato,
lau
to
mais
quanio,
voltando
hoje
ao
paiz
a
lisongeira
esperança
de
ver
em
breve
res
tabelecida
a
harmonia
dos
dois
poderes, cu
jo
conflicto lanlo
aflligia
o
coração
bra-
zileiro,
a
todos
e
a
cada um
de nós
in
cumbe
cooperar
com
o
governo
imperial
n
’
esse
patriótico
e
sagrado
empenho,
qne
em
boa
hora
iniciou.
Aproveito
o
ensejo
para
significar
á
pessoa
de
v.
exc.
a
os
meus protestos
de
estima
e
consideração.
Deus
guarde
a
v.
exc.
a
—
III
mo
e exc.
mo
snr.
dr.
João
Pedre
de
Carvalho
Moraes.
—
Digníssimo
presidente da
província.
Padre
Joaquim Garcia
d'Araújo.
—
3.°
Governador
do
bispado
em
exercício.
SAÚDE A TODOS
sem
medicina,
pur
gantes
nem
despezas
com
o
uso
da
delicio
sa
farinha
de
saúde,
L)L
BARRY
de
Londres.
99 anuftu d
’iravariavcl
szieeesao
4
Qualquer
doente
acha
por
meio da
deliciosa Revalesciére,
saude,
energia,
ap-
petite,
boa
digestão
e
bom
somno.
Cura
as
indegestões
(dispepsia)
gastricas,
gas-
tralgias,
ílegrnas,
arrotos,
ventos,
flatos,
amargór na
bocca,
piluitas,
nauscas,
vo-
mitos,
irritação
intestinal,
diarrea,
disente
ria,
collicas,
asthma,
falta
de
respiração,
oppressão, congestões,
md
aos
nervos»
diabethe,
debilidades,
todas as desordens
no
peito,
na
garganta,
do
alilo,
das
bron-
chites, da
bexiga,
do
figado,
dos
rins,
dos
Intestinos,
da
mucosa,
do
cerebro
e
do
sangue
:
75:090
curas
entre
as
quaes
con
tam-se
a
do
duque
de
Pluskow
e
da
ex.
raa
snr,a
marqoeza
de
Bréhan,
dos
doutores
Manuel
Saens de
Jejaíla
da
universidade
de
Cordova,
etc.
etc.
Adra,
província
de.Almeria,
(Hispanha),
10
de
outubro
de
1867.
Meus senhoresTenho a
satisfação
em
fazer-lhe
sciente
que
mifiha filha
com
o
uso
d
’
esta
deliciosa
farinha
chamada
Re-
valeaeière elaoeolatnda,
curou
radi-
caltneme
de
uma
erupção
cutanea, que
lhe impedia
dormir
por causa da
comixão
insuportável
que
padecia.
—
De
V.
S.
a
at-
tento
venerador,
P
errin
de
la
H
ittoles
,
ao
Visconsulado de
França.
Cura 78:421.
(Herpes)
—
-Valença 14
de
setembro
de
1873.
Uma
minha
amiga
que
padecia
havia
muitos
annos
de
Herpes, foi
curada com-
pletamente
com
a
Revalesciére.—J.
B
atl
-
lori
,
fabrica
de massa,
Praça
de
S.
Ca-
tbarina,
9.
Cura
56:936.
Barr
(Baixo
Reno)
4
de
junho
de
1862.
Senhor:
—A
Revalesciére tem íeito
na
minba
pessoa
uma
mudança
maravilhosa,
lendo
readquirido
nào sómente
as
minhas
íorças,
mas também
parecendo-me
qjie
es-
lou
completamente
remoçado,
tornou-me
o
appetile,
que
desde
muilo
tempo
tinha per
dido,
e
a
oppressão
e
o
pezo
que
padecia
haviam
já
40
annos,
já
não
me
atormen
tam.
D
avid
R
uff
,
proprietário.
Seis
vezes
mais
nutritiva
do que a
car
ne sem
esquentar,
economiza
cincoenla
vezes
o
seu
preço
em
remedios.
—
Preços
fixos
da
venda por
miudo
em
toda
a
pe-
niosula
:
Em caixas
de folha
de
lata,
de
i]i kilo,
500 ;
de
i
/
2
kilo
800
rs
;
de
una kilo,
10400
reis;
de
2
í/
i
kiios, 30200
reis;
de
6
ki-
los,
60100 reis,
e
de
12 kiios,
120000
reis.
Os
biscoitos
da
Revalesciére
qoe
se
po
dem
comer
a
qualquer
hora, vendem-se
em
caixas a
800
e
10400 reis.
O
melhor
chocolate
para a
saúde
é
a
Revaleseière
cEaoealatada
ella
res-
titue
o
appettiie,
digestão,
somno, energia
as
carnes
duras
ás
pessoas,
e ás
creanças
e
mais
fracas,
e
sustenta
dez
vezes
mais-
que
a
carne,
e
que
o
chocolate
ordinário,
sem
esquentar.
Em
paus,
ou em pó
ern
caixas
de
folha
de
lata
delO
chavenas,
500
reis ;
de
24
chave
nas,
820
reis;
de
48
chavenas,
10400
;
de
120
chavenas,
30200 reis,
ou 25
reis
cada
chavena.
»ARR¥
IHT
BÍAKBY
&
C.a
—
Pla-
ce
Vendòme, 26,
Pariz
; 77
Regent
Street
Londres
;
Valverde, 1, Madrid.
Os
pharmaceuticos,
droguistas, mer-
cieiros,
etc.,
das
provincias
devem diri
gir
os
seus
pedidos ao
deposito
Central
;
sur.
Serzedello &c
C.
a
Largo do
Corpo
Santo
16,
IL
ms
R»®®,
(por
grosso e
miudo)
;
Carlos
Barreio,
rua
do
Loreto,
28;
Bar
rai
Ôc
Irmãos,
rua
Aurea,
12.
Forío,
J.
de Sousa
Ferreira
A
Irmão,
rua
da Ba
nharia
77
;
de
Sequeira
;
J.
Pinto
;
Desí-
ré Rahir;
Ctoimbra, V.
Botelho
de Vas-
concellos
;
Aveâro, F.
E.
da
Luz e
Costa,
pharm.; Bareellos,
Ramos,
pharm.;
Pharmacia
Maia,
rua
dos
Chãos,
Pipa
òc
Irmão,
rtn
do
Souto,
Domingos
J.
V.
Machado,
praça
Municipal.
Fftgurtra,
Antonio
Vieira,
pharm.;
CtuimarAea,
A.
J.
Pereira
Martins,
pharm.
;
spena-
fiel,
Miranda,
pharm.
;
<5®
ILima,
A. J.
Rodrigues
Barbosa,
pharm.
;
Pa-
vow
<3«»
VtirzisH,
P.
Machado
de
Oli
veira,
pbarrna.
;
ViasiuBt»
do Caatello,
Afiooso
e
Barros,
droguistas;
ViAl»
do
Conde,
A.
L.
Maia
Torres
pharm.
A&KADECIMENTOS
A todas
as
pessoas
que,
por
occasião
do
fallecimento
de nosso presado
thio
e
cunhado
o revd.
n
‘
°
snr.
José
Maria Rebel
lo
da
Silva,
abbade
que
foi
de
Sequeira»
se
dignaram
cumprimentar-nos
e assistir
na
R.
Capella
de
Santa Cruz
aos
oflicios
fúnebres,
que por
sua alma
ali
tiveram
lo
gar,
acompanhando
seu
cadaver
ao
cemi
tério,
e
bem
assim
aos
revd.
cs
snrs.
eccle
siasticos
que
tiveram
a
bondade
de
cele
brar missa
e
assistir
aos
oflicios
por
obsé
quio,
a
lodos
agradecemos
penboradissi-
toos
,
e
pedimos
desculpa
de
o
não
fazer
mos
pessoalmente.
Braga
3
de
novembro
de
1875.
D.
Maria
Pulcheria
da
Costa
Rebello
D.
Maria
Julia
da
Costa
Rebello
D.
Maria das
Dores
Rebello
da
Silva
D. Francisca
Maria
de Faria
D.
Maria
Julia
Alves
Passos
D.
Anna
Maria
da Conceição Rebelloda Silva
Joaquim
Mria
da
Costa
Rebello
José
Anlonio Rebello
da
Silva
Manoel
Teixeira
de
Sousa
Lage. (2783)
José
Luiz
Ferreira,
agradece
a
todas
as
pessoas
que
fizeram
o favor
de
vesitar
seu
filho,
durante
a
sua
enfermidade,
bem
como ás que fizeram
favor
de
o
acompa
nhar
á
sua
ultima
morada, o
que
não
po
dendo
fazer
pessoalmente,
o
faz por
este
meio.
Braga
10
de Novembro
de
1875.
José
Luiz
Ferreira.
ANNUNCIOS
NOVO
HORÁRIO
Antonio
Garcia, de
Villa Verde,
an-
nuncia
ao
respeitável
publico
que
o
seu
carro
que
d'esta cidade
sae
ás
3
horas
da
lar
de
em direeção
a
Villa
Verde,
e
de
Vil
la
Veide a
Braga,
ás
6
horas
da
manhã,
fica
a
sair
desde
o
dia
13
do
corrente
em
diante,
de
Braga
ás 3
horas
da
larde
e
chega
a
Villa
Verde
ás
5
;
sae
de
Villa
Verde
ás
7
horas
da
manbã
e
chega
a
Braga
ás
9.
O
mesmo
annunciante
estabelece
um
carro
diário
d’
esla
cidade
em
direeção
ao
Pico,
a
principiar
desde
o
dia 13
do
cor
rente
em
diante
a
sair
do
seu
escripto
rio
da
Praça
do Barão
de
S
Maninho,
ás
2
horas
da
tarde,
chega
a
Villa
Verde
ás
4
e
ao
Pico
ás 5; sae
do
Pico
ás
6 ho
ras
da
manhã
e
chega
a
Braga
ás
9.
O
seu
escriptorio
no Pico é
em
casa
do
sor.
Silvestre
José
Peixoto
Preços
: de
Braga
a
Villa
Verde
e
vi
ce-versa,
dentro
200 rs.
fóra
160
de
Villa
Verde
ao
Pico,
dentro
100
rs.
fóra
80,
de
Braga
ao
Pico,
e
vice-versa,
dentro
240
rs.,
fóra
200.
Braga
9
de
novembro
de 1875.
(2786)]
Antonio Garcia.
Vende-se
uma
morada
de
casas
si
tas
na
rua
do
Forno,
com
o
n.°
8
A, com
dois
andares
e
aguas
furtadas
e
tem
bons
commodos para
qual
quer familia
Quem
perlender
íalle
na
rua
de
Guadalope,
n
0
2
C.
(2787)
Em
casa
de dous senhores
allemães
catholicos uflerece-se
a
um
limitado
nume
ro
de
alumnos
óptima
occasião
de
recebe
rem
uma
completa educação
moral,
scien-
Itíica
e
essencialmenle religiosa,
evitando-
se
as
ionumeras
inconveniências
dos
col-
legios.
A
casa
fica
perto
da
estação
do
Pinheiro,
n’um
sitio
lindíssimo
e
nas me
lhores condições
hygienicas.
Para
mais
esclarecimentos
dirigir-se
á
Quinta
das
Goellas
da
Pau—Porlo. (2788)
GAZ LIQUIDO
Vende-se
de l.
a
qualidade
na rua
de
D.
Pedro
V,
em
casa
de
Antonio
Moreira
Coe
lho,
(caldeireiro)
a 50
reis
cada
meio li-
iro.
(2789)
CASAL
Vende-se
na Povoa
de Lanhoso
e
lo
gar
d’
Arrifana
o
casal
denominado
d
’
<Alem»
com todas
as
suas
pertenças,
livre
de
fòro
ou
penção.
Dirigir-se
ao
proprietário
ali,
cu
nos
Chãos
de
Baixo,
n.° 6.
(2759)
EDITAI.
Direeção das obras publicas do
districto
de
Braga.
A
direeção
das
obras
publicas
do
dis
tricto
de
Braga,
faz
publico
que
alé
o
dia
18
do
corrente
mez,
ás
onze
horas
da
manhã,
recebe
propostas
em
carta
fecha
da, para
a
adjudicação
das
obras
de
repa
ração
do
edifício
do
Paço Arcbiepiscopal
d
’
esta
cidade,
em
conformidade
com
os
de
senhos
e
as
condicções
patentes
na
se
cretaria
da
referida
Direeção
que
podem
ser
examinadas
lodos
os
dias,
não
sancti-
ficados,
desde
as
9
horas
da
manhã, até
ás
3 da
tarde
As
propostas deverão
conter a
decla
ração
de
que
os
proponentes
se
prestam
a
depositar
no
cofre
central do
districlo,
a
importância
de
5
por
cento
do
preço
das
obras
que lhe
forem
adjudicadas, e
)or
quanto
se
oflerecem
a
executar os tra-
lalhos
seguintes
:
1.
°
Reparação
dos
telhados
do
edifício
da
capella
e
do
zimborio.
2.
°
Branqueamento
do frontaria do
edi
fício,
paredes
do vestíbulo e
da
caixa
da
escada
e
paredes
exteriores
e
tecto
da
ca
pella
;
escaiolar
as paredes
interiores
d
’
es-
ta
;
tomar todas
as
juntas
a
cimento
e
avar
todas
as
cantarias.
3.
°
Pintura
de
portas,
janellas
e
gra
des
da frontaria
e
da
escada,
teclo
do
vestíbulo,
e
da
caixa
da
escada.
4.
°
Pintura
da
capella,
retábulo,
altar
e
banquela,
e
restauração
dos
quadros e
molduras
douradas.
5.
°
Solhar
a
castanho
o
pavimento
do
altar
da
capella.
6.
°
Lagedo
de
cantaria
á fiada,
com-
preliendendo
apparelho e collocação, e
obras
de
calcetaria,
por
melro
quadrado,
e
cons-
trucção
d
’
uma
escada
de
pedra
de
canta
ria,
para
accesso
ao
corêlo,
pelo
exterior
da
capella.
7.
°
Demolição
do
aclual
corêlo e
con-
strucção
d’um
outro.
8.
°
Construcção e
collocação
d
’
uma
gra
de
de
ferro
forjado,
para
guarda da
esca
da
do
corêlo.
No
dia
e hora
indicada
serão
as
propos
tas
abertas
na presença
dos
proponentes,
e
a
adjudicação
feita, se
convierem
os
preços
oflerecidos.
Secretaria
da
Direeção
das
obras
Pu
blicas
em
Braga 6 de
Novembro
de
1875.
(145)
O
Engenheiro Director,
(2790)
Henrique
Guilherme
Thomaz
Branco.
CARVALHEIRAS
No
dia
14
do
corrente,
ás
9
horas
da
manhã,
terá
logar a arrematação
da co
brança
das
medidas e
fóros
pertencentes
á
irmandade
de
Nossa
Senhora
d
’Ajuda
e
S.
Sebastião
das
Carvalheiras,
sendo
entre
gues
a quem
maior
lance e
garantias
of-
ferecer. A
quem
convier
póde
comparecer
á
hora
indicada,
junto
da
capella
da
mes
ma
irmandade.
O
secretario,
Anlonio Domingues
Alvim.
(2791)
Aforam-se
ou
vende-se
14
terrenos
com
30
palmos de
frente
e
170
p.
de
fundo,
na
rua
Nova
da
Senhora
A Branca.
Para
tratar,
á
rua do
Conselheiro
Januario n.°
97,
com
seu
dooo
João
Manoel
Pereira
Braga
6
de
novembro
de
1875.
(2782)
José Antonio Monteiro,
direclo senhor
do
carro
que
sae
do
escriptorio
do
snr.
Ribeiro
Braga
para
Ponte
do
Lima
e
Vian
na
ás
8
horas
da
manhã,
faz
publico
que
desde
o
dia
10
do
corrente
muda
o
seu
escriptorio
para
casa
do
Arranjadinho,
de
onde
fica
sahindo
de
sociedade
com
José
Anlonio
Marques, que
d
’
este
escriptorio
sae
para
Ponte
do
Lima
e
Vianna
ás 2
horas
da
larde
e
que
desde
o
dia
10
do
corrente
incluzivè fica
sahindo
de
Braga
á
1
hora
da
tarde,
chega
a
Ponte
ás
5,
sae
de
Ponte para Vianna
ás
6
horas da
manhã,
chega
a
Vianna
ás
9.
Volta,
sae
de
Vianna
ás
7
horas
da
manhã,
cbega
a
Ponte
ás
10. sae
ás
11,
e
chega
a
Braga
ás
4
da
tarde.
Para
que
os
snrs.
passageiros
possam
seguir
no
com
boio
da
tarde
para
o
Porlo;
não
tem
de
mora no
caminho.
Escriptorios
em
Ponte
do
Lima
em
casa
do
snr.
José
Anlonio
Sequeiros,
e
em
Vian
na
em
casa
do
snr.
Bento
Pepino.
Preços
;
Braga
a
Prado
e
vice-versa
120
rs.
—
Freiriz e
vice-versa
240 rs.
—
Braga
aos
Corvos,
dentro
360, fóra
300
rs. e
vice-versa.
De
Braga
a
Ponte,
dentro
500,
fóra
400
rs.
De
Braga
a
Vianna,
dentro
800,
fóra
700
rs.
Braga 8 de
Novembro
de 1875.
O
gerente,
Francisco
Pereira
Leite
e
Castro.
(2785)
Banco
Commercial, Agricola e
Industrial de
Villa
Real.
Sociedade anonyma
de responsabilidade
limitada
A
Gerencia
anouocia
que
os
possuido
res
de
titulos
provisorios
de
acções
d’
esle
Banco,
de
numero
superior
a
1:001,
e
que
declararam a
fórma
porque
deviam
ser-lhes
passadas
as
acções definitivas,
pódem
so
licitar
estas
nas agencias
do
Porlo,
Bra
ga,
Vianna
do
Castello e
outras,
e
mes
mo
oa
séde
do
Banco,
entregando
por es
sa
occasião,
em
iroca,
os
seus
titulos
pio
*
visorios.
O
dividendo
a
distribuir
no
proximo
janeiro
será
pago
só
aos
accionistas
que
apresentarem
as
acções
definitivas.
Os
accionistas
que
não
declararam
a
fórma
como
queriam
lhes
fossem passadas
as
suas
acçôts,
recebel-as-lião passadas ao
portador,
para
o
que
devem
remetler os
seus
titulos
provisorios
á
séde
do
Banco,
onde,
em
praça, lhes serão
dados
o
cor
respondentes
titulos
definitivos.
No
verso
dos
tilulos
provisorios
os
ac-
ciomstas
passarão
recibo
dos
definitivos
que
lhes forem
entregues.
Banco
de
Villa
Real, 3
de
novembro
de
1875.
Os
gerentes,
Joaquim
José
d
’
Oliveira
Guimarães
João
Pinlo
Ferreira
Agostinho
José
da
Cosia.
(2784)
ÉDITOS
DE 30 DIAS
Pelo juiz
de
direito
d
’
esta
comarca de
Braga
e cartorio
do
escrivão
Antonio
Car
los
d'Araujo
Moita,
correm
éditos de 30
dias
a
contar
de
18
d’
outubro
do
corren
te
anno,
a
citar
toda
e
qualquer
pessoa
incerta
que
se
julgar
com direito e
acção
á
herança
ou
espolio
que
ficou
do
finado
João
Ribeiro
Soares,
morador que
foi
no
campo
de
SanfAnna
da
cidade
de
Braga
e
em
especial
ás
inscripções da Junta
de
credito
publico
portuguez,
e
seus
joros
ou
dividendos e
não
pagos;
cujas
inscrip
ções
são
cada
uma
no
valor
nominal
de
1:000$000
reis e
com
os
numeros
31535
—
42356
—47758
—53729
e
116457
e
mais
uma outra
dita
do
valor
nominal
de
cem
mil
reis
com
o
numero
80268
; por
isso
toda
e
qualquer
pessoa
qoe
se
julgar
com
direito
á dita
herança
ou
espolio
—
e
ins
cripções,
deduza
todo
seu
direito
e
acção
na
2.a audiência que
lhes
hade ser
assig-
nada
na
segunda
dita posterior aos
euilos,
penna
de
revelia
e
lançamento.
A
referida
citação
é
requerida
por
Fran
cisco
José
Ribeiro,
solteiro,
negociante
e
morador
que
foi
na
rua
de
D.
Pedro
da
cidade
de
Lisboa, para se
habilitar
como
unico
e
universal herdeiro
do
dito finado
seu
irmão.
O
solicitador,
(2777)
Paulino
Evarislo
da
Rocha.
O
professor
em
artes,
lettras
e
scien-
cias,
membro
do
clero
e
magistrados, todo
o
medico,
cirurgião,
dentista e
artista,
que
desejem
obter o
titulo
e diploma
de
doutor
ou
bacharel
honorário,
podem
diri
gir-se
a
Medicus,
rua
do
Rei, 46,
em
Jer-
sey
(Inglaterra).
(T
*
)
ADVOGADO
O
bacharel
Alberto Leite
d
’
Araujo
Bor
ges,
declara
por esle
meio, que
reabriu
o
seu
escriptorio de
advogado
no
largo
da
Galeria
d
’
esta
cidade
de
Braga
—
n.
’
7
—em
casa
do
ill.
u,
°
snr.
Ferreira
:
estando
aber
to
desde
as 8 horas da
manhã
em
todos
os
dias,
até
ás
4
da
larde.
(2781)
(2780)
Anlonio
José
de
Magalhães
Júnior.
ESCOLA
AMERIQAHA
Extrai, cura
e
conserta
os
dentes
ca-
riados,
colloca
dentes
arlificiaes
com
pre-
feição.
Presta-se a
chamados
fóra da
cida
de. Consullorio,
Campo
de
Sant
’
Am>a
n.°
1, das 8
da
manhã
ás
5
da
larde (2723)
Fava
especial
da
ilha
de
S.
Mi
guel
Esle
legume,
geralmenie
usado
para
penso
de
gado cavallar,
muar e
mesmo
bovino,
é
de
uma
óptima
nutrição.
Grande deposito
a
preços
rasoaveis;
Cima do
Muro
(dos bacalhoeiros)
n.°
77
Porto.
(2748)
Na
egreja
do
hospital
de
S.
Marcos
pe
las
11 horas
da
manhã
do
proximo
dia
11
a
direeção do
asylo de
D.
Pedro
V,
suflraga
com
uma
missa
a
alma
do
sem
pre
chorado
e
excelso
monarcha
que
lionra
com
o
seu
venerando
nome
o
titu
lo
d’
este
pio
estabelecimento,
assistindo
áquelle
incruento
sacrifício
a
mesma
di-
recção
e todos
os
asylados.
O
secretario
da
Direeção
PEIXE
D’ESCABECHE
Pescada,
Congro, Linguado
e
Sardi
nha.
Vende-se
no
largo
de
N.
Senhora
A
Branca
n.°
4
e 5.
Aluga-se
um
loja
com
armação pinta
da
de
novo,
ou
vendem
se
as
estantes.
Trata-se
no
largo de
N.
Senhora
A
Branca,
n.’
4.
(2776)
CATACUnBAS
Tendo
a
Mesa
da
Santa
Casa
da
Mi
sericórdia,
d
’
esla
cidade,
deliberado
prin
cipiar
a
demolição
das
catacumbas
exis
tentes
no
cemitério
dos
Despresos
no dia
29
do
proximo
mez
de
novembro,
convi
da
por
isso de
novamente os
parentes
ou
amigos
dos
finados,
que
foram
tempora
riamente
depositados
nas
mesmas,
para
virem,
querendo,
alé
esse
dia tomar con
ta
das
respectivas
ossadas.
Braga
25
d
’
outubro
de
1875.
(2767)
O
provedor
(139)
Manoel
Juslino
Marques Murta.
Companhia
Edificadora e
Indus
trial
Bracarense.
A
direeção
d
’
esta
companhia
faz
pu
blico
que
em
conformidade
do
disposto
no
artigo
3.°
§
6.°
do
respectivo
regulamen
to,
abriu
o
seu
escriptorio no
campo
de
SanfAnna
n.®
71 D, 2.°
andar
aonde
se
dão
consultas
relativas
a
industria
parti
cular,
desde
as
10
horas da manhã
até
ás
3
da
larde
nos
dias
não sanctificados.
Encarrega-se
esta
direeção
de
lodos
os
trabalhos relativos
a
projectos
conslroc-
ções
em geral,
como
irrigações,
drena
gens,
architectura, levantamento
de
plan
tas,
estradas,
caminhos
de
ferro,
construc
ção
de
rodas
hydraulicas,
e
tudo
quanto
diz
respeito
a
obras hydraulicas, machi-
nas
de vapor
etc.
A
direeção
proporcionará
garantias
se
guras,
e
preços
mais
commodos
para
a
confecçâo
dos respeclivos
projectos,
direc-
ção
e
execução
de
obras,
apresentando
a
competente
tabella
de
preços,
ou
fa-
seodo
os ajustes
mais
modicos
e
compa
tíveis
com
os
fios
a
que
se
propõe.
Os
directores
Fernando
Castiço.
José
Alves
de
Moura.
Francisco
da
Silva
Araújo.
(2747)
BRAGA
:
TYPOGRAPHIA LUSITANA — 1875- - É o formato de
-
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Parte de Comércio do Minho (O)