comerciominho_07101875_405.xml
- conteúdo
-
3." ANNO
1375
FOLHA COMMERCIAL
RELIGIOSA
E
NOTICIOSA
NUMERO
405
iu
—
irTWiTfiwiiWiiiiM-r i
whj
hmbwmbm
<
aw
»«
hí
^
Assigna-see
vende-se
no
escriptorio
do
editor
e
proprietário
José
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.
*
3
E, para
onde
deve
aer
dirigida
toda
a
correspondência
franca de
porte.=
As
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas
;
assim
como as correspondên
cias
de
Interesse
particular.
Folha
avulso 10
rs.
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E SABBADOS
P
reços
:
Draga,
anno
1^600
rs.=Semestre
850 rs.=Provín
cias,
anno
25400 rs
e
sendo
duas
45000
rs.=Semestre
15250
rs.
—Brazil,
anno
45400
rs.=Semestre
25300
rs.
moeda
forte
ou
105000
reis
e 55500
reis
moeda fraca.=Annuncios
por
linha
20rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignantes S0
°/
0
d’abatimento
BRAGA-QLIVrA-FElK*
9
DE
OUTUBRO
Ainda
os
«IjrtzariHtrtH».
1
RESPOSTA
DO SNR. GUIMARÃES FONSECA AO
SNR.
SENNA FREITAS
Acabo
de
ler
o
opusculo,
folheio,
ou
como
lhe queiram
chamar,
com
que o
snr.
Guimarães
Fonseca
pretende
respon
der
ao
que,
sobre
o
drama
«Os
Laza
rislas»,
escreveu
o
sur. Senna
Freitas.
Estou
iuteiramenle
convencido
de
que
esle
ultimo
snr.
nào
de>cerá
a
combatei
tão
ignóbil
papelucho. Não
é necessário
o
possante
gladio
do
illustre
auctor
do
romance
<
A
Tenda
de
Mestre
Lucas»
para
enxotar
da
arena
essa gralha,
que
ahi
s>e
introdusiu
unicamente
com o
intuito
de
mostrar alé onde póde
um
escriptor
descer,
quanto
lhe
falia
a
boa
fé,
quando
discute
não
para
se
illusuar,
illusdrando
os
outros,
mas
para
obedecer
ás
ordens
dos
seus
dominadores.
Deixe-nos
a
nós,
snr.
Senna Freitas,
a
inglória missão
de
zurzir
couvenieulemeoie
estes
escrevinha
dores
de
má
morte.
Guarde para
si
ou
tros
combates
de
maior
importância. Pre
pare-se
para
outras
victorias,
tão
esplen
didas
como a
que
ha
pouco
obteve
sobre
o
auctor
do
drama
«Os
Lazarislas.»
Vamos
a
contas,
sor.
Guimarães
Fon
seca.
Não
lenho
tempo,
nem paciência, nem
vonlade
de
eslar
agora
re<poadetido
folha
por
folha,
linha
por
linha
ás
oitenta
e
laolas
paginas
do seu opusculo.
N
’
ouiros
artigos,
me
dedicarei
a
responder
com
mhiuciosidade
a alguns
pomos
que
me
parecem
dignos
de
reparo.
Vamos
ao prin
cipal,
agora.
Pouco
depois
de
se
representar
aqui
no
Porlo
o
drama
do
snr.
Ennes,
appa-
receu
o
magnifico folheto
do
snr.
Senna
Freitas,
em
que,
como
todos
nós
sabemos,
ficou
provado
que
o
citado
drama
era
uma
calumnia.
Esperou-se por
muito
tempo
que
o
snr.
Ennes
viesse
a
campo
defen
ler-se.
Final
mente
appareceu
um folheio,
que,
apesar
de
não ser
original
d’
aquelle
escriptor,
parece ler
sido
por
elle
inspirado
Todos
nós
julgavarnos que
finalmenle
fossem revellados
ao publico
grandes
e
tenebrosos
crimes.
O
jesuíta
e
o
lazarista
estavam
finalmenle
manietados
n’um
tri
bunal,
perante
os
seus
ríspidos juises
e
ia-se
abrir
e
ler
o
grande
livro
dos
hor
rores
praticados
por
esses
vampiros,
por
esses canibaes
que
pretendem
dominar
o
mundo,
escravisal-o,
etc.
etc.
Havia
rasões para
leiner
a
revellação.
Parecia
que
d
’
aquellas
paginas
ia
levantar-
se
o
espectro
medonho
de
Piodin. Figu-
rava-se-nos
na
imaginação
escutar
a
his
toria
minuciosa
dos
feitos
de
Bergeret,
ignorados
até
agora,
mesmo
pelo snr.
Ennes. Para começar,
o
snr.
Guimarães
Fonseca
adorna-os
com
a
garra
adunca
do
leopardo
e
a
pala
de
velludo
de
um
gato,
(folh.
d
’
este
snr.
pag.
10)
Já
o
snr.
En
nes
lhe
chamára
abutres,
sanguesugas
e
aves
de
rapina,
(idem
pag. 14)
Mas
com
primamos
a
respiração
e
escutemos. Se
alguma observação
me
escapar
involunta
riamente,
descuipe-me
o
snr.
Fonseca. E’
que
o
seu libello
não
se
póde
ouvir
com
o
espirito
tranquillo.
O primeiro
crime
imputado
aos laza
rislas
e
que
deu
origem
a esta polemica
é
o
tentarem
elles
arrancar do
seio das
famílias
algumas
meninas,
indusindo-as
para que
entrem
na
corporação
religiosa
das irmãs
de
caridade,
privando
assim
a
mulher
de
exercer
a
santa
missão
de
mãe.
Chega-se
a
temer
pela
exislencia
da
so
ciedade,
se
tal
propaganda
coolinú».
Estabeleçamos,
como hipothese
que
o
tacto
é
verdadeiro.
Concordemos
lambem
que é
santa
a
missão
de
mãe
e
que, se
desviássemos
todas
as
mulheres
d
’
esses
princípios, esse
facto,
só
por
si, consti
tuiu
um
verdadeiro
perigo
de aniquila
mento
para
a
sociedade.
Ora,
para
coudemuarmos os
lazarislas
e
jesuítas
é
preciso
provar-se
:
Que
os
lazarislas
pretendem
que
todas
as
mulheres
sejam
irmãs
de
caridade,
ou
grande
parle
d
’
ellas.
Nem
o
snr.
Guimarães
Fonseca,
nem
o
snr.
Ennes,
nem
nenhum
dos
illuslres
irmãos
dos
tres
pontinhos
provaram
ainda
que
os
lazarislas
tentassem
transformar
o
mundo n*um grande collegio de
irmãs
de
caridade.
Apresentaram
um
facto
isolado.
Demos
que
se
podesse
provar
que
elle
fosse
verdadeiro.
Demos
que
não
foi
só
um,
mas
muitos;
é
ridículo,
supremamenle
ridículo
e
irrisorio que
se
receie
pela
existência
da
sociedade
por
que
algumas
senhoras
se
decidiram
a
conservar um
celibato
que
entendem
agradavel
a Deus.
Mas,
respondem,
essas
poucas
ou moi
tas
que
os
hipócritas
lazarislas
seduziram,
deixam,
apesar
dhsso,
de cumprir
a
su
blime
e
nunca
assaz
decantada
missão
de
mãe.
Prove-nos,
snr.
Guimarães
Fonseca,
que
a
missão
de
irmã
de
caridade
é
me
nos
nobre,
menos
proficua á
sociedade
que
a
de
mãe.
Emquanlo
o
não
íisèr, bem
vê
qoe
perde
todo
o
valor a
sua argu
mentação.
O
sor.
Fonseca, como
bom
pagão que
se
presa
de
ser,
esqueceu-se
de
que
ha
muita
pobresa,
muita
infelicidade
e
muitas
lagrimas
por esse
mundo! Se
se
lembrasse
dhsso
talvez
se
curvasse
reveiente
como
nós,
perante
a
mulher
que
tudo
esquece
e
abandona,
para
ir
á mansarda do pobre
enxugar-lhe
as
lagrimas. A irmã de
cari
dade,
não
lem
um
filho,
é
verdade,
tem
muitos
—
é
a
mãe de
lodos
os
desgraça
dos.
Heide-lh
’
o
provar
se
Deus
me
der
paciência
para
estar
refutando
os
dislates
do
sor. Fonseca.
E.
F.
[Conlinúa]
Não
hesitamos
um
só
instante
em
dar
cabimento nas
columnas
do
nosso
jornal
ao
seguinte escripto,
«que
recebemos
de
pessoa para
nós
complelamente
desconhe
cida».
Snr.
redaclor.
Por
obséquio
d
’
um
amigo
costumo
lêr,
ás
vezes, um
papel
que
se
publica
n’
esla cidade,
e
em
cuja
testeira
se es
carrancha
o
titulo
seguinte
:—«Jornal
do
Minho».
Por
alguns
dos n.
os
do
referido
papel,
anteriores
á
ultima
eleição
de deputados,
ifeste
circulo,
estive
quasi
tentado
a
siin-
pathisar
com
aquelle
mirífico
Jano
bifron
te.
Parolava tanto
sobre
religião, e
coi
sas,
etc., que
por
um
triz
nào
fui
co
lhido
pelo
mingacho
do
sobredito.
Como,
porém,
os
annos
já me
empol-
vilharam a
fronte,
e
a
expenencii dos
ho
mens
e
das
coisas me
tornou
surdo
para
os flamengos
da
meia noite,
eu
ficava
sem
pre
resuuneaudo
com
os
meus
botões:
hum
!
deves
ir
prégar
a
outra
fregue
zia...
Havemos
de
vêr
mais
logo se
as
mi
nhas
desconfianças
tinham,
ou
oão
tinham,
rasão
de
ser; antes,
porém,
fallemos,
e
fallemos
sério,
d
’
um
facto,
qoe
é
conve
niente
ficar no
archivo.
E
’
voz publica
que
a
representação
do
drama
os «Lazarislas»,
levada a
eíleito
n
’esla
cidade
e
no
proprio dia em que
os
bracaretises
festejavam
o
auniversario da
coroação
de S. Santidade,
foi
sollicilada
pela
gente
do
«Jornal
do
Minho», que
é
um
catholicão
ás
direitas.
Não sei,
todavia,
o
grau
de
veracida
de
d
este boato,
que
vogou
e
voga
dentro
e
fóra
da
cidade.
Suppondo
—
o
que
não
estou inclinado
a
acreditar—
que
elle
se
ja
menos
verdadeiro,
pergunto
aos
ca
lholicos do «Jornal
do Miuho»:
Sendo o
auctor
dos
«Lazarislas»
um
dos
do
vosso
credo,
e
pertencendo
ao
vosso
convívio;
porque
rasão,
se sois
catholicos,
não
im
pedistes
qoe
se
consummasse
aquelle es
cândalo?
Nem
me
venhaes
regougar
que
nào estava
ua
vossa
mão obstar
a
qne
a
representação
do negregado
drama
se
tíleciivas-e
;
porque
eu
conheço
muito bem
as
vossas
influencias
e
alto
valimento
oa
egreginha
histórica.
Alguns de
vós
sei
eu
que,
sendo
acon
selhados
a
forcejarem
para
obstar
á
re
presentação,
em
tal
dia,
diziam
que
oão
appoiavam,
que
era
mal entendido
aquel
le
insulto
arremessado
ás
crenças
dos
bracarenses.
Isto
apregoavam-no
em
pu
blico,
e
á
luz meridiana
:
na
sombra,
po
rém,
o
caso
mudava de
figura,
porque,
ou
velhacameole
se
fingiam
neutraes
,
ou
iodireclamenle promoviam a
represen
tação,
com
o
íim
de,
por
tal
motivo,
crea-
rem
embaraços
aos
governamentaes,
e
acar
retar
sobre
estes
a
animadversão
dos
ca
lholicos.
Quem
soffreu
com as
tricas
da
gente
do
«Jornal
do
Minho»,
foram
aquelles
dos
regeneradores
que
não
quiseram
cair no
desagrado
da
folha
dos hisloiicos,
e
por
fas
ou
por nefas
não
reprovaram
a
exhi-
bição
do
pado hybrido
do
snr
Ennes,
exposto
á
luz
da rampa
do
nosso
theatro;
e
soflreram,
porque
a
indisposição que
urn
tal
procedimento lhes
trouxe
da
parte
dos calholicos,
fez
com que na
votação
do
dia
15
d
’agoslo
perdessem
algumas
centenas
de
votos.
A
Como
saudosa
a
corrente
deixa
o
rosal
rescendente,
que
sobre
a
margem
flori,
minh
’
alma,
vaga perdida
no
revolto
mar
da
vida,
anceia
por
li...
por
ti
!...
Vês
como
o
lirio
se
queixa,
quaudo
a
brisa o
aflaga
e
deixa,
eguai
a
li uo
desdem
?
Pois
minha
mente
delira ;
eutre
queixumes
suspira
por
li
meu
seio
também.
Qual
onda
que
o
peilo
esmaga
do
nauta,
se
se
lhe
apaga
na
cerração
o fanal,
pesada
angustia
me
opprime
neste
mal,
que
nem
se
exprime,
nesta
dôr...
sem
dôr
egual.
Ioda
bem
não
surge a
aurora,
já
ao
pesar
que me devora
vejo
que
embalde
fugi!
Freme
no
seio
a
anciedade
;
tristesas
da
soledade
me
envolvem
por
ti...
por ti!...
Ai,
virgem,
que
ardor,
que
maguas
a
redobrarem-me
as fraguas
que me laceram
sem
dó
!
Qual
dtbil
haste,
do
vento
vergada
do
sofirimenlo,
roja-se
a
fronte
no
pó.
E
oão
mais
meu
labio
ardente
poisará
oa
mão
clemente
que
um
dia
o céo
me
apontou
?
Nunca
ás
vagas
da
amargura
ha
succeder a
ventura
que
ousada
a
«joente
sonhou?
Pois
não
mais,
anjo,
meus olhos,
alçados
d’
entre
os escolhos,
em
que
a
fé
vi
soçobrar,
hão
de
ver
sorrir-te
ainda?
Nunca
minha
noite
infinda
verá
da
aurora
o
raiar?..
Ai,
que
não
!... Diz-m’e a
saudade,
quando
veja
sem
piedade
meu
rosto, triste,
sem
luz!
Diz-m’
o
o
lírio
que
se
inclina,
ou
frouxa
luz
que
iliumiua,
entre
ciprestes,
a
Cruz!
Diz-m
’o
um
surdo
e
vão
lamento,
se
succumbo
ao
desalento,
se
me
recordo
de
li
1
Leio-o
nas
nuvens
sombrias
que
ennoileceram
meus
dias,
que oulr’
ora tão
ledos vi
!
Nunca
mais!...
E
’ a
letra
escripta
que
ua
amplidão
infinita
soletro
a
noite
nos
cées
I
E
’ a
vaga
doce
que
acalma
as
tempestades
d’
est’
alma,
se
a
libro
até junto a
Deus!
Nunca
mais!...
E
’ a
voz
magoada
d
’uve
que,
desde
a
alvorada,
na
selva
gemendo
ouvi
!
E
’
o
suspirar
da
bafagem,
que á
larde
ondeia
a
ramagem,
quando
embalsama
o
aleli
!...
Com
quanto
horror
eu
presinto
das
peoas
no labirintho
ir perder-se o
coração
!
Meus
sonhos
ledos d’
outr’
ora,
risos
tão
puros
da
aurora,
onde,
meu
Deus,
onde
estão?!
Mas
se
eu
sei
que
a
vida encerra
eutre
os
espinhos
da
terra
gratos
perfumes
dos
céos,
prostrem-me
embora
amargores,
cercae
d
’
aroma
e
de
flores
a
virgem
dos
sonhos
meus.
Que importa
o
fel
de
meu calix,
se a mimosa flor
dos
valles
cresce á
luz
de
vosso
amor?
Se
vosso
seio
a agasalha,
qual
a
mim triste
mortalha,
nas
dobras,
de
immunsa
dôr?
Oh!
D
’
ella
a
fronte
divina,
cinja-a
a
luz
purpurina
que
do
paraíso
transluz!
Seja-lhe
égide
esse
manto
;
dae-lhe
vida,
e
paz,
e
encanto,
e
eu... bemdirei
minha
cruz.
1875
—Setembro.
M.
II.
Dir-me-ha
a
gente
do
«Jorna!
do
Mi
nho»:
«Nós
somos
calhohcos,
e não
é
ver
dade
que
appoiassemos
o
snr.
Ennes».
Assim
será;
mas
desejava
qne
me ex
plicassem
os seguintes
factos
:
Abriu-se
uma
assigoatura
protestando
contra
a
representação
do
drama
os
«La-
zaristas»,
e
em
poucas horas
o
nu
mero dos
ausiguanles
ascendeu
a perlo
de
mil
;
en
tre
elles,
porém,
não
apparece, ao
me
nos
que
eu
conheça,
o
nome
d
’
urn
úni
co
dos
influentes
do
"Jornal
do
Minho».
Abre-se
uma outra
assignatora
felicitando
o
rev.'
11
* padre
Senna
Freitas,
que
cora
josa
quanto sabiamente
profligou
as
ca-
lurnrriàs
encrustadas
na
obra
iristemente
celebre
do historico
snr.
Ennes, e
igual
mente
oão se
encontra alli
da gente
do
«Jornal
do Minfoo»;
e
o
mais
galante é
que
muitos,
que se dizem amigos do
padre
Senna
Freitas,
e
que reconheciam
os
gran
des
serviços
por
elle
prestados, se
recu
saram
a
assignar,
adegando
pueriimente
que
o
referido
sacerdote
havia
defendido
o
ex.
m0
arcebispo coadjutor, e
que
este
era
ministerial!
Risiun
leneatis,
amici?
Passemos
agora
a
examinar
se
as mi
nhas
desconfianças, a
que
acima
alludi,
foram
ou
n.ào
justificadas.
Ji
lá
vae
distante,
snr.
redaclor,
o
dia
15
d
’
agosto
do
anno
da
graça
de
1875.
A
mascara
da
hipocrisia
em
que
se es
pessava
a
folha
histórica,
pira
illodir
os
papalvos
e
armar
ao
efleito,
foi
posta
dc
ia
ío.
por desnecessária,
corno
vou
provar.
Porque
motivo,
depois de
passado
o
di»
quinze
(1’
agosto, o
«Jorna!
do
Mi
itíio»
não
perde
a
mais
insignificante
oc
casião
de
mostrar
a
soa grande
riligiosi-
dade.
transcrevendo
tudo quanto
respigue
eu»
outros
papeis
da
mesma
laia,
conca
o>
Lazaristas
e
comua
as lunãs
da
Cari
dade,
—
Institutos
fundados
pelo irnmortal
S.
Vicente
de
Paulo?
E
embora
as
noticias
sejam
os
maio
res
absurdos,
ellas
lá
leem
cabimento
nas
Cidurunas
da
folha histórica,
que
realmen
te se
vae
tornando * impagavel,
o
que
muilo
estimo
Mas
o
«Jornal do
Minho»,
para
mais
accéntuar
as
suas
piedosas
crenças,
nào
se
limita
á
tr
inscripção
integral
do
que
fé
c<>nlra
os
Lazaristas
e
contra
as
Irmãs
ua
Cmid.ide,
vae
uiu
pouco
mais
além;
precede
a
copia
d’
algumas
louvaminhas
aos
jornaes
d’
onde
transcreve,
c^ino
acontece
em
o
seu
n.°
78
do
l.°
d
’
oulubro.
Su-
bordípadá á
epígrafe
—
«Espelho
para
as
mies»
—
,
que
o
caiholicâo
do
«Jornal
do
Minho»
aproveita
d
’
urn
seu
i
lustrado
cot-
lega,
lê-se
um
aranzel,
que
não
transcre
verei
por
nimiamente
repugnante.
Ile-
sumatnos:
A
sur.a
D.
ílo.sa
C.
Barradas,
d>z,
entre
outras
coisas,
que
os
Lazaris
tas
lhe
roubaram
(sic)
a
íilha,
seduzin
do
a
cm
promessas
illusorias.
Para
onde
levariam
aquelles
condem-
riàiíos
a
íilha
da
snr.a
I). R.
C.
Barrada»?
Para
algum lupanar
?
Valha-nos
Deus.
A
senhora
a
que
se
refere
o
caso
in
fando
e
nefando, ahi
regressou
a
sua
pa-
trii;
não
aliui
de
exigir
a
legitima
pa-
hma,
para
ir
atirai
a
ao
boqueirão
in
saciável
que
cada
laziri-ita
t:az
occulto
nas
dobras
da
laxa:
mas
para
servir
nos
hos-
pitaes
e educar
na
caridade
e
no
santo
temor
de
Deus
as
jovens
carecentes
das
luzes da educação
religiosa,
de
que
de
pende
a
manutenção
da
sociedade.
Como
o
«Jornal do
Minho»
veio
tão
ancho
papaguear o
que
disse
o
tal
seu
il-
lustrado
collega,
e
como
não
sei
se
os
redactores
d
’
aqijella
folha
só
teem
filhas
que
possam
vir
a
ser
mães,
ou
filhos
que
venham
a
ser paes,
lembrou-me
que se
ria
conveniente
que
elles
publicassem
o
que,
permiltindo-lhes
florejarem
mais
gar-
ridimente
a
fórma,
passo
a
offereeer-lhes
para
as
columnas
da
folha histórica,
e
que
se
intitula
==
*
Espelho
para
os
paes.
—
O
nosso
pre
claro
chefe
e
g-ao-mestre, o
chorado
du
qce
de
Loulé,
consentiu
qne
os
lazaris
tas
roubassem
soa
íilha, e,
nem como
pae,
nem
como
ministro
d
’
estado,
exigiu
que
lh
’a
entregassem,
nem
consta que
se lhe
opposesse! Esta
senhora,
educada
na
côr-
le
e
nela
de
reis e
imperadores,
preferiu
a touca
de
Irmã
de
Caridade
aos prase-
res
com
que
o
mundo
a
lardeava.
•
Que
obscurantismo
!
Aindi
isto,
porém,
não
é
tudo.
Agora
que
o
nobre
duque
falleceu
da
vida
presente, diz-se
que ella
fizera ter
mo
de
desistência
da
herança,
qoe
lega,
não
aos
lazaristas,
mas
aos
seus,
d
’
ella,
ir
mãos,
—
herança
que
se
calcula
em
oitenta
a
cem
contos
de
reis.
Maldição
sobre
a
memória
do
nosso
fi
nado
chefe,
que
se
deixou
codilbar
pelos
roupetas !=
*
Ficamos
esperando
que o
«Jornal
do
Minho»
se
não
dedignará
de
dar
aos
sens
leitores
esta
noticia,
mais
ou
menos
con
dimentada,
como
lhe
approuver.
Fico por
aqui,
snr.
redaclor,
e
con
tinuarei,
se
v.
ceder um
cantinho
do
seu
jornal
ao
que
é
De v.
etc.
Manuel
das
Neves
Sampaio
Tavares.
D.
CARLOS COMTRA B.
AFFONSO
COM
ALGUMAS
CONSIDERAÇÕES SOBRE
O
DIREITO DE BELL1GER
ANGl
A DOS
CAR
LISTAS.
pelo
general
K1RKPATH1CK
(Versão do inglez)
I
[Continua
çàoj
Flor
ida
blanca,
lendo
depois
consulta
do a
lei de
successão
á
coròa,
descobriu
que
a
Petição
não
tivera
tíleilo
legal,
e
a
sublrahiu,
occultandó-a
por
espaço
de
40
annos.
No
começo
de
1830 foi
esta
Petição
descoberta,
e
tendo
o
partido revolucio
nário
domínio
ito
governo
e
na
pessoa
de
Fernan
lo
VII,
que não
tiniu
succ.es-
são
varouíl,
qiiiz privar o
irmão
do
rei,
D.
Carlos,
dos
seus
direitos
evenluaes
á
successão.
í).
Fernando
foi
pois
levado a
publicar
em 29 de
março
de 1830
a
Pi'a-
gmatica
Sancção,
pretendem.o
dar força
de
lei
á
Petição de
1789. (!)
A
16
de
setembro
seguinte
achava-se
perigosamenle
enfermo
o
rei.
c
chamou
o
Conde
de
Alcudia,
a
quem
eucàriègou
de
saber se
D. Círios
se
prestava
a
servir
como
co-regenle
com
a
Bainha
Christina,
ao q’
oé
D.
Carlos
peremptoiiamente
se
recusou,
declarando
que
lhe
pefleócia
le-
gilimaroente
o
direito
que
o
rei invoca
va para
favorecer
sua sob inha.
O
conde
de
Alcudia
observou-lhe
que
tal recusa
poderia
lançar
o
paiz
em
uma
guerra
civil.
«E’
juslamente
para obviar
a
isso,
llie respondeu
D.
Carlos, que
me
resolvo a defender os
meus
direitos"
e
a
fazer
um
appelo
á nação,
que
se
apres
sara eu» corresponder-me,
convencido co
mo
estou
de
que
nada
pode
justificar
meu
irmão de
calcar
a
pés
a
lei
fundamental
do
Estado,
em
virtude
da
qual
elle
pro
prio
ascendeu
ao
throno.
Todo
o
corpo
diplomático me
acompanha
n’
csta
convic
ção;
e
quando
seja
da
vontade
de
Deus
chatnar
a
Si
meu
irmão,
farei prevalecer
o
meu direito,
se
Sobrevier
qualquer
ten
tativa
em
favor das
injustas pretenções
<ie
rainha
sobrinha.
O
resultado
da
Iucta
não
pode
ser
du.idoso.»
Os
ministros
temendo os
perigos
a
que
ficava
exposto
o
paiz
pelo
acto
ille-
ga!
de
29
de
março
de
1830,
aconse
lharam
o
rei
a
révogal-o.
«Não
posso,
dis
se
o
rei,
hesitar
na
derrogação
que
ine
(1)
A
apresentação
do
ta!
docuinenlo,
sem
validade
legitima,
é
a
luz
do
juízo
mais
imparcial,
uma
mentira
indigna
pos
ta
na
bocca
de
um
rei rnonstruósamente
ambicioso.
—
Fernan
ío
VII
declarou
que
restabelecia
a
lei manuscripta
denominada
de
Partidas. Como
restabelecer
o
que
nun
ca
existiu
?
As
Partidas
nunca
tiveram
em
Hispa
nha
força
de
lei:
foram
apenas um
pro-
jecto de codigo, que Aflonso
X preten
deu
promulgar
; e
tanto
assim,
que
o
Ordenamiento
publicado
pelas
côrtes
de
Alcalá,
nem
se
refere
a tal
codigo.
Não
houve
nenhum
escriptor que
o
aflirmasse
antes
da
revolucçào
liberal,
nem codigo
que lhe
desse
tal
importância.
Concedamos
porém
em
hipothese
que
o
codigo
mauuscriplo
das
Partidas
era a
lei
reguladora da
successão,
para
que ei-
la
recalnsse na linha
feminina.
O
partido
liberal
não contente com
o
que em
verdade
dizia
aquella
lei,
fakifi-
cou-a
na
copia
que
exlrahiu
d
’ella para
a
sua posterior publicação. Marina, bi-
bliolhecario
da
Academia
d
’
Hisloria
na
sua
obra—
Ensaio
ácerca
da Lei
de
Par
tidas,
publicada
depois
da
revolução libe-
beral
diz
que
a
Lei R
til.
AT
pari.
JI
das
Partidas
se
acha
substancialmente
al
terada.
Este
pomo
da
le»
é
precisamente
aquelle
que estatue
o
direito
de
represen
tação,
para succeder na
coroa
d
’
aquelle
reino.
Senna
Freitas.
aconselhaes,
uma
vez
que
elle
assegura
a
tranquillidade
de
Hispanha.
(2)
<
Apresentae-me
pois
o
decreto
de
de-
rogação
*
.
No
dia
seguinte,
18
de
se
tembro de 1832 foi
o
decreto
assignado
pelo
rei.
Não
muito
depois
d
’
este facto foi D
Fernando
aconselhado
a
convocar
os
seus
ministros,
e
a
significar-lhes o
desejo
de
revTgar
a
derogação
de
17
de
setembro
;
porém os
ministros,
recusando-se
a
tomar
parte
na
medida
proposta,
foram dennl-
tidos
e
substituídos
por
partidários da
rainha
Christina.
Em
6
d
’outubro de
1832
no
mesmo
dia
em
que
o
Buletim
oílicial
noticiava
o
completo
restabelecimento
da
saude
do
rei, ássigoou
elle
um
Decreto
nomeando
a
rainha
para
dirigir
os nego
cios
públicos
durante
a
prolongação
da sua
doença,
e
em
31
de
dezembro,
a
própria
rainha
revogou
o
Decreto
de
18
de
«e-
lembro
de
1832.
(3)
Os
escândalos que
assistiram
aos
aclos
de
Christina
forçaram
o
rei era pouco
tempo
a
retomar o
governo
Em
princípios
de
1833
foi-lhe
acon
selhada
a
convocação
das
côrtes
geraes,
para
se
lhes propor
que
prestassem
ju
ramento
<le
submissão
e
fidelidade
á
lu-
fanta
Izabel.
Iteceiavá o
rei
a
reunião
das
côrte-
;
porém
foi
informado
pelos
seus
ministros
de
que
«os delegados, sendo
simplesmente
auctotisàdos
a
prestar jura
mento
de
fidelidade á
Infanta,
nenhum
outro
assumpto
podia
ser
tratado.»
(Este
foi excluivamente o
caracler
das
côrtes
que se
reuniram
em 1789,
das quaes
emanou
a
pretendida
Petição
(4)
que ser
viu
de
fundamento
á
Pragmatica
Sancção
de
29
de
março
de
1830.)
( Cunlinua)
(2)
Apesar
d
’e>ie
brado da
consciência
do
rei,
se
os
scíili
oenlos
de Fernando
VII
fossem
efleelivamente
lío
pátriolicos
como
parece
déprehender-se
das
soas
pa
lavras,
teria
eíse
homem,
cuja
memória
é
hoje
mna
uodo»
indelevel
nos
explendo-
res
dé
nobresa
da
casa
Buòfbbn, accedan-
do
os
alvitres
qoe
homens liberaes
de
boa
fé
lhe suscitaram
de
que
salvasse
a
Hispanha
d
’uín porvir
tempestuoso,
ligan
do seu
ramo á
descendencia
de
seu
ir
mão,
cujos
direitos
a
nação incontesta
velmente
reconhecia,
pelo
casamento
de
sua íilha
primogénita
com
o
filho
primo
génito
de
D.
Carlos.
No
espiiito
fraco
do
rei
ambicioso
pr
e-
valesceram
porém
as
adul-ições
de
conse
lheiros
tão
pérfidos
e
ambiciosos
como el
le.
A
historia
de
40
annos,
e
ainda
os
acontecimentos
que
era
nóssos
dias
estão
enlutando
a
Hispanha,
justificam
a parte
sã
do
partido
liberal
condemnando
um
êtro
cujas
faiáes
consequenciãs
irão
tal
vez
ainda
longe no
declive das
desven
turas em
qoe
dêslisa
aquelle
desgraçado
paiz.
Senna
Freitas.
(3)
Note-se
que
foi
Christina
quem
le
gislou em
seu
proveito,
dando
a sua fi
lha
um direito
que
pietencia
a
D
Car
los,
e
que
ném
a
lei
existente,
nem acto
algum
qtie significasse a
opinião
do
paiz
ih
’o
havia
contestado.
O acto
de
Chris-
tina
não
podia
fazer
o
que
nem
fizeram
as
(êarilivas
de
1789
e
1830
contra
os
direitos
que
tinha
aquelle
príncipe
des
de
que nascera
em
1788.
Senna
Freitas.
(4;
Segundo
o
direito
consuetudinariu
hispanhol
estas
Petições
só podem
ser
ap-
provadas
ua
assembleia
em
que
são
pro
postas.
Assim
se
praticou
sempre
até
ao
alternado
de
1839,
em
que
o
rei
foi juiz
e
arbitro
de seus
proprios
interesses.
•
Senna
Freitas.
wm.
ErmBmÁ
Falla-se
d
’
urna
conspiração
com
vas
tas
ramificações
Vias provincias,
para
derribar
o
throno
de
D. Affonso e
subsli-
tuii-o
por
uma
republica
unilaria,
debaixo
da
presidência
do duque
de
Monlpensier,
apoiada
por
Serrano.
—Quanto
se tem
dito
relativamente
á
evasão
do
venerável bispo
de
La
Seo,
é
falso.
—Em
breve
sairá
uma
expedição
do
Norte
para
o
Centro.
—Não
era
debalde que
suppunhamos
que
os
carlistas catalães
tinham
alcança
do
algumas
vantagens
sobre
o
inimigo,
diz
o
«C. da Tarde».
Já
os
jornaes
liberaes
nos
dão
conta
de
uma
d’
ellas
alcançada por Auguet sobre
a
calumna
de
Camprubi
em
Sellera.
Auguet,
com
mui
pouca
força, entrou
em
Sellera
com
o
fim
de
attrahir
alli
Cam
prubi,
o
qual
cahindo
na
cilada entrou
em
Sellera,
porém
recebendo
aviso
de
que
o
grosso
das
forças
de
Auguet
estava
em
boscado
nas immediações
para
o
atacar
sahiu
precipitadamente
da
povoação
coní
a
esperança
de
que
outra
columna
viesse
em
seu
soccorro,
esperança
que
lhe
fal-
liu,
e
teve que
fugir
e
encerrar-se
em
Ge
rona
tendo
de se
ir
batendo
nas más
condições
do
caminho.
—Do
«Quartel
Real»:
—
Otsozulueta,
28,
ás 9
h.
e
30
m
da
noite.
O
inimigo atacou
as
nossas
posições
de
Ergovia Charitoquieta,
S. Marcos,
Gagor-
regui
e
Munuaundi.
Apesar
da
bravura
dos
nossos
voluntários, em
razão do ex
cessivo
das
forças
inimigas,
teve
que
aban
donar
as
duas
ultimas.
Reforçadas,
porém,
com
outras
forças,
foram
aquellas
imme-
diatamente
recuperadas,
sofTrendo n’
essa
occasião
o
inimigo
numerosas
perdas.
e
fu
gindo
em
vergonhosa
debandada.
Vivas
enthtisiaslicos
a
S.
M.
em
toda
a
linha».
Otsozulueta,
ás 2
h.
e
2
m.
da
manhã.
«Fizeram-se hontem 150
tiros
de
arti-
Iheria sobre S.
Sebastião,
havendo
reben
tado
80
por
cento na
povoação.
O
inimi
go
conserva-se
em
silencio,
e
concentra
forças
sobre
Anligua
e
Vidarle.»
Estella,
28,
ás
7.
e
52
m.
da
manhã.
«U
brigadeiro
Maleo
snrprehendeu
uma
columna
inimiga,
composta
de
500
infan
tes
e
8
cavallos,
de
Numancia, fazendo-
lhe 4
mortos, egual
numero
de
feridos
e
39
prisioneiros,
e
tomando além d’
isso,
bastantes
armas
e
munições,
e
um
abun
dante
despojo,
que
o
inimigo
linha
roubado
em
vários
pontos.
E
’
este
um
feito glorioso, que
tanto
honra
os
chefes
como os
soldados.
Hon
tem
S.
M.
inspecciónon
os
pontos
da
nos
sa
linha
sobre
Alio
e
os
Arcos
O
enlhn-
siasrtio
é
hoje
aqui tão
grande,
corno
no
dia
em
que
chegou
S. M.»
NOTA
DE MONS. SLVIEONI AO EPISCOPADO
HISPANHOL
[Contiiiuuçào]
Como
esta
e
não
outra
é
a
natureza do
pagamento
e
a
orig-
m
da
obrigação, ainda
que
os
revolucionários se
empenham,
dis
correndo
absurdamenle,
em
considerar o
clero
como
funccionalismo
publico
que
re
cebe
o
seu
ordenado
do
orçamento
da
na
ção,
é
evidente
que
*
o
poder
civil
carece
de
faculdades
para
dinrinuir
a
quantia
ou
sus
pender
o
abono
das
sommas
estipuladas,
e
para
fazel-o
necessita
do
prévio
aceor-
do da outra
parta
conlractante.
Esta
é
outra
das
relamações
do
gabine
te
do
Vaticano,
porque
os
governos
revolu
cionários
suspenderam o
pagamento
da ci
tada
obrigação,
não
faltando
eutre
elles
quem
pertendesse
tornai
o
obrigatorio dos
municípios,
que
não
se
tinham
apodera
do
dos
bens
dá
Egreja
como fizera
o Es-
do
;
e
por
sua
parte
o
qne
se
appellida
governo
restaurador e
reparador,
se
bem
que
restabeleceu
o
pagamento,
limita-se
a
fazei
o
a
partir
da
data
da
proclamação
de
D.
Aflonso,
e
não
na
somma
estipulada,
mas
segundo o
orçamento
de
obrigações
ecclesiasticas que
tiveram
por conveniente
estabelecer
os
revolucionarias
em
tempo
de
Amadeu
de
Sabova,
e
não
é isto
o
legi
timo
nem
o
qu?
á
Egreja
se
deve.
D
’esta
doutrina
tem um
exemplo
o
go
verno
no proceder
seguido
pelo
gabinete
que
regia
os destinos
da
nação em
fins
de
1866
e
em
1857,
que
em
vista
dos
apu
ros
do
thesouro
e
pensando
em
diminuir
as
despezas
publicas
se
dirigiu
aos
Prala-
dos
supplicando-lhes
que
rogassem ao cle
ro
que
cedesse
ao
Estado
uma
parte
de
suas
dotações
em
quanto
duravam
aquel
les apuros
do
erário,
súpplica
a
que acu
diu
sem titubear a
Egreja
hispahhola,
pondo
á
disposição
do
Estado
a mesma
somma
proporcional
que
se
descontavam
ás
classes
que
percebiam
seu
ordenado
do
thesouro
publico.
Se,
pois, a
indole
da
obrigação
é
a
que
deixo relacionada,
se
só
se
trata
do
pagamento
d
’
nma
divida,
ou,
para
melhor
dizer,
da
entrega
do
equivalente
ás
ren
das
de
cujos
capilaes,
vulnerando o
di
reito
de
propriedade,
se
apoderou
o
esta
do,
não
póde pôr-se
em
duvida
a
razao
com
que
a Santa
Sé
reclama,
nem
sequer
a
conveniência
de
que
o
faça
em
defeza
do
santo
principio
de respeito á
propriedade,
tão
mal
tratado
hoje
por
certas
escolas,
e
por não
poucos
governos
que
se
dizem
seus
defensores
e
obram
como
se
estives-
sem
encarregados
de
estabelecer
as
pre
missas
a
cujas
conclusões aspiram
aquel-
las
escolas.
Pareceu-me
convienle
explicar
a
natu
reza
d’esta reclamação
para
que possa
com
dados
responder-se
aos
que
malévo
los
ou
ignorantes, sempre
que de
certas
questões
se
tracta,
accusam
de
interes
seiro
u
sacerdócio,
pois
assim se
compre-
hende
que
a
discutida
não é
propriamen
te
uma
questão de
dinheiro
senão
de
di
reilo
de
propriedade
euma
reclamação
aos
poderes civis
que faltam
ao
respeito
de
vido
á
posse
da
coisa
legitimamente
ad
quirida,
o
que
é
mui
diverso
e
extrema
mente
importante.
A
uma
intrusão
do
Estado
nas
attri-
buições
e
direitos
da
Egreja
e
a
uma
fal
ta
de
cumprimento
de
coisas
claramenle
concordadas
e
ajustadas
se
refere
a
re
clamação
relativa
aos
estabelecimento
dos
seminários.
Ninguém
que
fôr
de
reclo juizo
e
dis
correr
com
imparcialidade,
ainda
que
não
pertença
ao
grémio
da
Egreja
catholica,
lhe
nega
o
direito
que
lhe
nega
o
direilo
que
lhe
assiste
no
ensino,
pelo
menos
das
sciencias
ecclesiaslicos;
e
se
tal
direilo
não póde
pôr-se
em
dúvida
sem
ir
cair-
se
no
absurdo,
menos
ha
de
negar-se
n
’
um
paiz
catholico
e
regido
por
um
governo
que de
sel
o
se
presa
publicamenle.
As rendas
que
anligamenle
possuia o
clero
destinavam-se,
entre
outras
applica-
ções,
á
sustentação
d’
estes
centros
de
ins-
trucção,
berço
de
muitos
de
nossos
gran
des
homens,
ainda
que
desde
a
epoca
em
que
o
regalismo
se
assenhoreou
do
poder
vinha
a
Egreja
lactando com
o
Estedo
que
pretendia
absorver
o
ens
no
theologico
e
que
os
graus
definitivos
se
conferissem
só
nas
universidades
laicas,
o
que
hou
ve
de
conseguir
quando
se
tratava
de
dous
ramos
d
’aquella sciencia.
a
thçolugia
mo
ral
e
dogmalica,
deixando
aos seminários
o
que podia
chamar-se
exploração da
pri
meira
parte,
apesar
de se
ensinar
lambem
esla
nos institutos leigos
:
porém como
no
regalismo
tende
sempre
a
cercear
direitos
á Egreja
em
lodos
os triunfos
dos
elemen
tos
mais
revolucionários
se tratou de con
centrar
o ensino
nas
universidades.
Mediante
transacções
se
ajustou
n
’este
ponto
a
concordata, obrigando-se
o
Esta
do,
como
compensação
dos
bens
que
pos
suía
a
Egreja
e
de que
elle
se
apoderou,
a contribuir
á sustentação
dos
seminários,
mas
a
revolução
com
sua lógica especial
ordenou
que
se
fechassem
muitas d’
essas
casas,
como ordenava
a
dispersão
das
as
sociações
religiosas
ao
proclamar
as liber
dades
de
ensino
e
de
associação,
e
por
isso lhes
negou
os
recursos
com
que
em
virtude
de
seus
compromissos
eslava
na
obrigação
de contribuir
o
Estado.
A
côrte
pontifícia
reclama,
pois,
que
se
restabeleçam
os
seminários
no
lheor e
nas
circumstancias
estabelecidas
na
concorda
ta, entregando
sua
suprema
inspecçào
e
ge
rência
aos
prelados
a
quem
compete
em
virtude
d
’este
pacto
e d
’accordo
com
as
préscripçôes
canónicas;
e
como
ao
ajus
lar-se
aquelle
solemne
tractado
não
exis
tia em
Hispanha
a
liberdade
de
ensino
es
tabelecida
depois,
pede
lambem
que
esta
liberdade
se
faça
extensiva
ao
das
scien
cias
ecclesiaslicas,
a
fim
dc
que
os
que
a
ellas
se
dediquem
possam
cursal-as
nos
seminários em
toda
a
sua
extensão,
sem
que seji
obrigatória n
’este
ponto
a
frequên
cia das universidades
leigas,
como
que
só
virá
a concluir-se
que
o
estudante
de
theo-
logia
não é
inferior
aos
das
demais
facul
dades
e
que
o
seminário
é
para
o
estudo
d
’esta
sciencia o
que
uma universidade
li
vre (não oíiicial)
para
o
de
qualquer
outro:
e
isto não
me
parece
muito pedir.
Aífigura-se-me
sem necessidade
de
mais
explicações
e
raciocínios
que
a
justiça
da
reclamação
íica
demonstrada,
desde
o mo
mento
em
que
se
enuncia com
os
dados
que acabo
de
pôr
á
vista
do
leitor.
(Continua)
A’
ULTIMA
HORA
interrompidas
todas
as eominunic^çõeg telegráficas,
terrestres, paro o
norte d’31ispa-
nha,
Os
despachos
telegrafieos pa
ra
aguelia
região
só podem ser
transmittidos
pela via
Marseille.
GAZETILHA
N.
Senhor da
Boa-Morte.—
Fes-
teja-se
no
proximo
domingo,
na
capella
de
S.
João
da
Ponte,
a devota
imagem
de
N.
Senhor
da Boa-Morie,
que
se
ve
nera
na
rua
do
Pae
Amante.
De
manhã
tem
missa
respondida
a
grande
instrumental,
exposição
do
SS.
e
ser
(i>ão
Na
vespera
haverá
fogo
do
ar
e
preso,
illumioaçào,
musica
e
basar
de
prendas,
que
continuará
no
domingo.
Na
tarde
de
sabbado
o
Senhor
será
condosido
procissionalmenle
da
referida
rua
para a capella
de
S.
João.
Roubo
e prisão.—
No
dia 4
foram
presos,
e
em
seguida
recolhidos ás ca
deias d
’
esta
cidade,
José
d
*
Araujo
e Sá,
natural
da
freguesia
dn
Couto de
Cambe-
zes,
concelho de
Barcellos,
Domingos An-
looio
Antunes
e
Bernardo
d
’
Aiaujo
Mar
ques
(o
Botas),
ambos
d’
esta
cidade,
por
terem
roubado
15
moedas
a
Manoel
Viei
ra,
do
logar
do
Poriello,
freguesia
de Pa
rada
de
Galitn.
Ao
primeiro
dos
presos
foi
encontrada
a
quantia
de 270700
reis.
To
los
os
ires
raioneiros
já teem
estado
presos
por
idênticas
geolilesas,
e
o
lai
Bolas
já
esteve
10 ânuos na
África.
Ainda
os «I<azaristas».—
^Com
este
titulo
começamos
hoje
a
publicar
um
es-
cripto
devido
á
penna
d
’
um
escriptor dis-
tincto,
e
muilo
esclarecido.
E
’
uma
refutação
ao
folheto,
em
que
o
snr.
Guimarães
Fonseca
pretende
res
ponder
ao
snr.
pajire
Senm
Freitas.
Lemos
ha
dias
o
opúsculo
do
snr.
Guimarães
Fonseca,
e
mais
uma
vez
nos
convencemos de
que
as ruins
causas
não
podem
ser
defendidas
nefo
pelos
mais
ba
beis
advogados.
Realmente o
snr.
Guimarães
Fonseca
foi
infelicíssimo na
imptoba tarefa, que
se
impoz,
ou
lhe
imposeram.
O
seu
folheto
hão
passa
d
’
uma
verri-
na,
indigna
do
talento
d
’
aquella
escriptor,
como
os
leitores
verão pelos
artigos
a
que
nos
referimos.
Festividade.—
N
q
proximo
domingo
fés(eja-se
na
capella
de
S.
Sebastião das
Carvalheiras
a
Imagem
de
N.
Senhor
dos
Afilictos, havendo
de manhã
missa
a
gran
de
instrumental,
e
de
tarde
sermão
e
Te-
Deurn.
No
sabbado
haverá
uma
bonita
illbmi-
nação,
fogo
preso
e
basar
de
prendas,
locando
a
espaços
a
«Philarmónica
bra-
careuse».
EJesrja-aça.
—
Ante-hontem de
tardei
tres
caiadores
que
andavam
trabalhando
u
’
uui
prédio
do
largo de S.
Sebastião,
cabam,
em
consequência
de
ler
quebrado
uma
estada,
do andaime
onde
se
achavam,
de
que
resultou
(içarem
muito
mallra-
ctados,
especialmenle
dois
d
’elles,
cujo
estado
é
grave.
Óbitos.—
Falleceu
em
Lisboa
o
snr.
Cláudio
Jo-é
Nunes,
antigo,
deputado
da
nação
e
escriptor
dislincto.
—
Falleceu
também
na
mesma
cidade
o
snr.
Alfredo
de
Mello,
professor
do
Cun-ervaiorio
real.
ReettflcaçSo.
—
Na
notícia que de
mos,
em o
u.°
antecedente, sobre
as
dis
posições
teslameniarias
do
finado
abbade
de
Sequeira,
oAde
se lê
—
a
seu
sobrinho
Jo-é
Mtdão,
leia-se
«a
sua
sobrjuha, (ilha
Je
José
Mnlào»;
cntld
se
lê-Francisco
José
de
Paiva,
leia-se
«Fernando
José
de
Paiva».
Festa
de «Iev»çã».—
Nó
dia
17
do
corrente
haverá
uos
Remedios
uma
pom
posa
festividade
ao
SS.
Coração
de
Maria,
feita
a
expetisas
do
devoto
o
ill.
ino
snr.
João Rebello da
Siha
Braga.
Haverá
missa;
solemne,
com
exposição todo
o
dia,
e
de
tarde
sermão
e
Te-Deum. Na
vespera
ha
verá
illuminação
na
íronietra
do
templo,
e
fogo
preso e
do
ar
no
campo dos
Re
médios,
onde
tocarão
duas
bandas
de
mu
sica-
.
.o
Coaietarso.—
Acha
se
aberto
concurso
por
espaço
ce
30
dias,
a
contar
de
5
do
corrente,
para
o
provimento
do
logar
de
facultativo
do
hospital
da
Misericoulia de
Valqnça,
com
o
ordenado
de
3000000
reis
e
pulso
livre.
Feii-a
«los anexins. —
Devemos
á
obsequiosidade
do
profundo
e
laboriosissi-
iiio
escriptor
Innoceficio
Francisco
da
Sil
va,
a
ofieua
J
’
um
exemplar
do
curioso
volume
de
D.
Francisco
Manuel de Mello
—
«A
Feira
dos
anexins».
Esta
obra
é
agora
dada
á
luz,
em
primeira
edicção, pela «Bibliotheca
dos
livros’
uteis»,
e
revista (velo
sábio
aucior
do
«Diccionario
Bibliográfico».
E'
precedida
d
’uma extensa
inlroduc-
ção
do
snr.
Innocencio
F.
da
Silva,
es
cripta
com
aquella
erudicção
e
esmero
que todos
reconhecem
no
primeiro
bi-
bliogrãfo
porluguez.
O
volume
contém
217
paginas
em
oi
tavo
fr.,
nitidamente
impresso,
e
custa
500
reis
na
livraria
do
editor
—A.
M. Pereira,
rua
Augusta, 25,
Lisboa.
Construcçã»
de lanços do ca
minho de ferro. —
Foram
mandados
construir
os
lanços
de
caminho
de
ferro
do
Minho, comprebendidos entre Villa
Nova da Cerveira,
S.
Pedro
da
Torre
e
Valença.
Vindimns.
—
Estão
quasi
concluídas
as
vindimas
no
concelho
de
Guimarães.
Diz um
jornal
d
’
aquella
cidade
que
o
vinho
satisfaz
em
qualidade
e
quantidade
e
já
se
tem
vendido
algum a
800
reis
o
almude.
Povoa
do
Varzim.—
O
«Mensagei
ro do
Coração
de
Jesus»,
publicando a
colheita do
«Thesouro
do
SS. Coração»,
diz
o
seguinte
ácêrca
d
’esla
localidade:
«Esie
precioso thesouro
principiou
a
recolher
abundantes
fructos
pelo
mez
de
ágosio
na
Povoa
do
Varzim,
onde lam
bem
íizeram
muitas
pessoas
no
dia
16 de
junho
a
sua
consagração
ao
Coração
de
Jesus,
sem
pompa,
mas
com
provas
de
sinceridade
pelo
fervor
com
qne se apro
ximaram
da
Sagrada
Mesa,
e o
recolbi-
menlo
com
que
antes
e
depois
oravam no
templo.
Alli
mesmo
uma
pesso?
de
reco
nhecida
piedade
se
acha
inclinada
a le
vantar
um
altar
ao
Coração
Santíssimo
de
Jesus
na
capella
de
S.
Jo->é,
qne
é a
mais
Dequentaita
d
’
aquella
praia.
Deus
lhe
dará
alento,
e
depois
duplicado
o
prémio
que
merece.»
São
dignos
das
bênçãos do
ceo e
dos
elogios
dus
homens
os
habitantes
da
Po
voa, pois
qne
conhecem
que
o
progresso
material
unicamente
não
dá
a
uma terra
a
verdadeira
grandesa ;
mas que
ella
se
loina
tão
grande,
quanto
o
progresso
religioso
anda
a
par
do
material.
Nós-
(Fa-qui
os
felicitamos.
Anedocta. —
Condemnara
certo
rei
á
morte
a
um
de
seus súbditos.
Foi
de
balde
que o
infeliz
implorou
misericórdia,
a
nada
o
monarcha
se
moveu.
Ao
perder
de lodo
a
esperança,
irrita-se
e
em
sua
desenvolta
linguagem
enche
de
impropé
rios
o soberano.
Vio
este
de
longe
que
o
condemnado
fallava,
mas
não o
ouvindo,
perguntou
o que dizia? — «Príncipe,
lhe
respondeu
um
curlezão,
diz
aquelle
ho
mem
que para
com aquelle
que
n’
este
mun
do
fôr
misericordioso,
o
será
também
o
Senhor
no
outro,
onde
todos
havemos
de
ser
julgados.»
Commoveu-se
o
rei
e perdoou
ao
réu.
Logo
ern
seguida
ergueu
outro
corlezão
a
voz,
e
sob
pretexto
de
que
se
não
devia
mentir
ao
chefe do estado,
lhe
contou a
verdade, o
que
lhe
rendeu
esle
discurso
do
virtuoso príncipe
:
«Gosto mais
da
mentira
d
’aqueíte que
da
tua verdade
;
a
sua
mentira
deu-me
causa
a
uma
acção
de
misericórdia,
e
a
tua
verdade houvera-
me feito
praticar
uma de severidade.
A
mentira
d
’
el!e salvou uma
vida
e
a lua
ver
dade
houvera
dado a
morte.»
AE-jBBSítiiído
nc»a«ad5!S»o. —
Ar-
madilho
é
o
nome
que na índia se
dá
a
um
animal
que
gosta
muito
de
formigas,
e
que
para
as apanhar
usa
d’
esla
enge
nhosa
trela.
Deila-se
de
costas nos
atalhos
e
cami
nhos
por onde
ellas
costumam
andar,
e
es
tende
a
cauda,
que
é
bastante aspera,
so
bre
o
ventre,
chegando
com
ella
á
bôcca;
as
formigas
lopain
com
aquelle
vulto,
tre
pam
por
elle,
e
vão
morrer
no
papo
do
seu
inimigo. Usa-ainda
de outra
astúcia,
segundo
refere
o padre
Nieremberg.
Quando
chove,
deila-se
de
costas,
e
nas
grandes
conchas
qiie lem, colhe
bas
tante
agua;
assim.se
deixa
íicar
um dia
inteiro,
até
que
passe
a
chuva
;
chega
depois
o
veadó sequioso,
acha
aquella
poça
d
’
agua
limpa
e
cnstallina,
melie
a
bocca
para
beber,
e
de
repente
fecha
o
meu
ami
go
às
conchas, prende
ao
veado
beiços
e
nariz,
c
aíú
vai
esle
á
desfilada,
não
só
’
prezo
pelo
beiço,
jnas
lambem
pela
excre-
cencia
da
phisionomia,
até
que
o
cançaço
lhe
tolhe
as
forças,
e
deixando-se
cahir
ao
chão
se
rve
Je
presa ao
artnadilho.
na
estação
do caminho
de
ferro,
fóra
da
grade,
no
local
designado
para
o
publico,
á espera
d
’
um
amigo
que
linha
de chegar
no
comboio
da
noite.
Estavam
pacificamenle
conversando,
quando
foram
surprehendidos
pelo
snr.
José
Alves,
chefe
da
estação,
acompanha
do de
dois
soldados
e
um
cabo
d
’
infante-
ria,
o
qual
snr.
Alves
bruscamente
os
in
timou
para
que
se
posessein
fóra
do
recin
to
da estação.
Estupefactos ante
esta
inesperada gros
seria,
e
alguma coisa
mais,
áquelles
snrs-
perguntaram
o
motivo
que
obrigava
o
snr.
Alves
a
fazer-lhes
tal
intimaliva
;
ao que
o
interrogado
respondeu—
que
era
era
por
suspeita
!!!...
Retrucaram
os
snrs.
José
Luiz,
e
Mattos,
que
oão
eram
ladrões.
Então
o
snr.
Alves
com
aquella
delica-
desu
e
boa
creação
que
lhe
é
própria,
ber
rou
—
que
se
posessem
fóra,
,e
que
não
ti
nha
a
dar
satisfações...
Esle
facto
foi
presenciado
por
grande
numero
de
pessoas,
que
lambem
ali
esta
vam
á
espera
do
comboio.
Commenle
o
publico.
O
snr.
José
Luiz
recorreu,
ou
vae
re
correr,
aos
tribunaes.
Fico,
pois,
esperan
do
que
se
faça
inteira
justiça
para
que
se
evitem de
futuro
scenas
tão pouco
agrada-
veis.
*
*
*
AGUDECraSTOS
J.
J.
Gonçalves
Salgado,
não
lhe
sen
do
possível,
por
causa
do
seu
mau
esta
do
de
saude!,
agradecer
pessoalmente
a
to
das
as
pessoas
que
o visitaram,
e
assisti
ram
aos
ofiicios
fúnebres
da
seu presado
pae
José
Antonio
Gonçalves
Salgado,
vem
por
esle
meio,
protestar
a
lodos
seu
eler-
no agradecimento.
D1LIGKNCIAS
DIARIAS
DE
lUanoel
Stoil
rig
up
»
Snnta Mari
nha
Anlonio «lo Conto,
Da
cidade
de
Guimarães.
Esta
empreza
faz
publico,
que
conti
nuam
com
as
suas
carreiras
diarias
em di
reitura
de Braga
a
€2uimar:le, Fel-
gueiraH,
Lixa, Amar^nSe. Faxfe,
La-
tàeira,
ÍSaiidareBla, Areo e
Cavuz.
Todas
estas
carreiras
são
muito
bem
montadas,
com
bons criados,
bons carros
e
gado.
HOK
ÍRHO
De
Braga continuam a
sair
as
diligen
cias
ás 5
e
6
horas
da
manhã,
as que
vão
em
direcção
aos pontos
acima
menciona
dos;
e
de tarde
ás
2
horas,
na
fórma
do
costume,
só
com
direcção
a
C»uimarãea
C
Os
bilhetes vendem-se
em Braga,
no
bem
conhecido
Ribeiro
tir»gn,
na
pra
ça
do
Barão
de
S.
Martinho,
n
0
29.
(2735)
’
CfiflPAMlIA
WIHWB08A
E
Í!VL
*
USTRIAL
BRACAREWSE
A
direcção
convida
os
snrs.
accionistas
a
fazerem
a
3.
a
entrada
de
5
p.
c.
ou
10250 reis por acção,
nos
dias
18 e
19
do
corrente
mez,
das
10 horas
da
manhã
ás
2
da
tarde
no
escriplorio
da
Companhia,
campo
de Sanl’
Anna
n.°
71
D
—
2.°
andar.
Braga
6
de
outubro
de
1875.
Francisco
da
Silva
Araújo
Fernando
Castiço
José
Alves
de
Moura. ’
(2736)
SECÇÃO
BE COMMUNICÀDOS
Snr.
redaclor.
Leio
habitualmente
o
jornal
que
v.
re
dige,
e
não
escolherei
outro
para
fazer
certas
exposições
ao
publico,
porque
vejo
o
quanto
v.
comprehende
a
sublime
mis
são
da
imprensa. E
’
por
isso
que
eu
hoje
me
dirijo
a
v.
pedindo-lhe
dê
publi
cidade
ao
seguinte
:
Por
volta
das
8
horas
da
noite
de
30
de
setembro,
achavam-se
os snrs. José
Luiz Ferreira
e José
Manoel
de
Mattos,
MUDANÇA
O
encadernador Francisco
Manoel Gonçal
ves,
mudou
a
sua
ofiicina da
rua
Nova
pa
ra
a da Sé,
n.
6
3
;
roga,
pois,
aos
seus
amigos
e freguezes, lhes
continuem
a
dis-
pençar
seus
favores.
(2729)
NOVO
HORÁRIO
José
Martins
Fontáo Lage
e
Antonio
Jo
sé
Ribeiro,
fazem
publico
que
desde
o
dia
9
de
outubro
em
diante,
começam
com
as
snas
carreiras diarias d
’
esta
cidade
para
a
Povoa
do
Varzim
e
vice-versa
;
saem
de
Braga
ás
9
horas
da
manhã, chegam
a Bar
celios
ás
12
e
tem
meia
hora
de
descanço;
sae
á
1
hora,
e
chega
á
Povoa
ás 3
da
tarde.
Volta
Sae
da
Povoa
ás
6
horas
da
manhã,
chega
a
Barcelios
ás
9,
tem
meia
hora
de
descanço,
sae
ás 10
horas e
chega
a Bra
ga
á
1 da
tarde.
Os
seus
escriplorios
são: Em
Braga,
em
casa
do
snr.
Domingos
Alves Pereira,
esquina
da
rua
d
’
Agua, e
na
Povoa
em
casa
do
snr.
Francisco
Gonçalves, largo
de
S.
José,
defronte da
egreja.
Preços:
De
Braga
a
Sequeira, 80
rs.
De
Braga
ao
Porto
de Martim,
120
rs;
De
Sequeira
a
Barcelios,
160
rs.
Do
Porto
de
Martim a
Barcelios, 120
réis.
De
Barcelios ás
Necessidades,
160
rs.
Das
necessidades
á
Povoa, 2n0
rs.
De
Braga
a
Barcelios, dentro 400 rs.
fóra
300.
De
Barcelios
á
Povoa,
dentro
400
rs.
fóra
300.
De
Braga
á
Povoa, dentro
600
réis,
fó
ra
500.
(2737)
José
Martins
Fonlão Laja.
ALFAIATE
Antonio
José
Gonçalves
Costa,
partici
pa
a
seus
amigos
e
freguezes
que
mudou
do
largo
da
Sé
para
a
rua
Nova
de
Sou
sa,
n.°
17,
aonda
espera
continuar
a ser
procurado,
por
lodos
os
seus
amigos e
fre
guezes, a quem servirá
em tudo
o
melhor
possivel.
(2738)
’
Diligencias
diarias
de
Sebastião
da
Silva
Neves.
Esta
empreza
faz
publico, que
além
das
suas
antigas
carreiras
de
Nine
por
Bar
celios
a
Vianna,
Caminha,
Valença,
Tuy,
Vigo
e
S.
Thiago.
e
de Braga a
Ponte do
Lima
e
Vianna,
estabelece
no
dia 28 do
corrente
mez
de
setembro
carreiras
dia
rias
entre
Braga,
Arcos,
Monsão
e
Valença,
e
vice-versa.
Estes
serviços
são
todos
em
combina
ção
com
os
caminhos
de
ferro
de
Braga
ao
Porto
e
Lisboa,
podendo
os
snrs.
pas
sageiros
tirar
bilhetes
e
despachar bagagem
nos
escriplorios
do
annuncianle
para
to
dos
os
pontos acima
mencionados.
Também
se
recebem
encommendas.
Escriptorio
em
Braga,
na
casa aonde
esteve
a
Companhia
Viação,
esquina
da
Conega.
(2716)
Se
alguém se
conhecer
crédor,
por
ti
tulo
assignado,
de
João
Antonio
Pereira,
do logar
de
Valmau
da
freguezia
de
S.
Mamede
de
Caniçada,
concelho
de
Vieira,
hoje
existente
no
Rio
de
Janeiro,
impé
rio
do
Brazil,
queiram
comparecer
peran
te
o
revd.
0 parocho da
mesma
freguezia.
de
Caniçada
o
padre Antonio
Joaquim
Mar
tins
Antunes,
dentro
de
selenla
dias,
a
contar
da
publicação d
’
esle
annuncio.
Caniçada,
1
—
10—
75.
PA
Antonio
Joaquim Martins
Antunes.
_______ _________ ____________
(2731)
Rua
du
Campo,
nA
22
—
Braga
Alugam-se
os
altos
da casa
n.
° 22,
que
tem
commodos
para numerosa fami
lia.
Trata-se
na mesma de
seu
aluguel
e
póde
ver-se
a
toda
a
hora
do
dia.
(2626)
METAES
VELHOS
Na
travessa
de
S.
João
n.e
5,
com-
pra-se
toda
a
qualidade
de
metaes,
e
ferro
velho até
mesmo
fundido.
(860)
AOS SXRS.
ASSIGVAVTES
DA
APOLOGIA
00
«STIKM©
O
primeiro
volume estará
concluído
no fim
de
outubro
PREÇO
900
RÉIS
JPelo
correio. . . . SSO réis
A
obra
constará sómente
de
CINCO GROSSOS
VOLUMES
Como a
edição
original
DEPOIS
DA
PUBLICAÇÃO
DO PRIMEIRO
VOLUME
O
PREÇO
SERÁ ELEVADO
Ernesto Chardron,
Editor
—
Porto.
Eugênio
Chardron,
Editor—Braga.
Ainda
se
recebem
assignaturas alé 20
d’
outubro.
NOVA
FUNDIÇAOOE FERRO
DE
Antonio Germano Ferreirinha
NA
Travessa
de
S.
João
Aonde
faz
toda a obra,
assim como
bombas,
conçollas,
columnas
para
gaz,
pe-
zos
novos,
panellas
á
ingleza
de
todos
os
tamanhos,
canos
para
agoas
e
gaz,
e
toda
a
obra de
fundição, como
grades
para
sacadas,
obra
de
metal,
sinos
e
outros ob
jectos
de
igual
teor
etc., pelos preços
do
Porto.
BICHAS
Na
rua
dos
Chãos, n.°
17,
vende-se
bi
chas
de
superior qualidade,
assim
como
se
vào
applicar
com
promptidão
onde
fôr
ne
cessário.
‘
'
(2732)
Vende-se o
chalet, que
a
Empreza
da
Vacaria
lem
na
rua
dos
Congregados.
Vê-se
e
trata-se
do
seu
ajuste
a
toda
a
hora
no
mesmo
local
em
casa
do
fallecido
Manoel
de
Magalhães.
(2733)
ATTEUAO
Vende-se um
prélo
manual inglez,
com
pouco
uso.
Quem
o
pretender,
dirija-se
a
Luiz
Brochado, rua
de
Santa
Thereza,
n.°
25—
Porto.
ENSAIOS
DO PÚLPITO
PELO
Padre
A.
de
Gxuvêa
Vende-se
nas
livrarias
de
E.
e
G. Char-
drom
—Porto
e
Braga.
Preço.
.
.
.
800
réis.
Conselheiro
Camillo
Anreliano
CULTURA
DAS
ARVORES
FRLCTIFERAS
Pereiras, Macieiras
e
Pecegueiros
Modo
pratico
de plantar
es
tas
arvores,
de dirigilas
e
po-
dalas.
obrigando-as
a
fructificar
dentro
de
tres
annos,
seguido
duma relação descriptiva
das
melhores
peras,
maçãs
e
pece-
gos
que
se cultivam
no
estran
geiro.
Um
nitido
volume
de
328
pa
ginas
com
65
gravuras
inter
caladas
no
texto.
800 reis
—
franco, 840 reis.
Na
Livraria
Bracarense,
rua
do
Souto,
25,
25
A
e
25
B.
No
Porto,
Livraria
Moré
—
editora
(2720J
Grknde
deposito
de tabaco»
NACIONAES
E ESTRANGEIROS
Rua
do
Souto n.°
27
A, 27 B.
(ESQUINA
DA
RUA DE
JANO)
BRAGA.
Commissão
aos
snrs. estanqueiros:
Xabregas
—
Tabacos
seccos.
.
.
15
°/
0
>
Rapé
..................................
30%
Santa
Apolooia
—
Tabacos
seccos. 15%
>
>
Rapé.
.
.
.
30%
Lealdade
—
Tabacos
seccos
.
.
.
15%
>
Rapé................................. 35%
Portuense —
Tabacos
seccos.
.
.
15%
>
Rapé
............................
40%
Boa-fé
—
Tabacos
seccos.
.
.
.
15%
»
Rapé.
............................
40%
Liberdade —
Tabacos
seccos.
.
.
15%
A.
Nacional
—
^Tabacos
seccos.
.
15
%
Regalia
>
»
.
.
15
%
Fidelidade
Portuense—Tabacos
sec
cos
.............................................................
%
Cumpre-se
qualquer
encommenda
para
as
provincias.
O
gerente,
Antonio
Joaquim
d'Ascenção
e
Souza.
(2701)
Francisco
José
da
Cunha
Com
loja
de
caldeireiro
Rua
de
S. Vicente,
nA 100
—
Braga
Vende
Caldeiras,
Taxos,
Bacias,
Cho
colateiras, alambiques,
e
mais
objectos
de
cobre, pertencentes
ao
seu
estabelecimen
to,
por
preços
commodos.
(2689)
S0£TO OSMlA
O
professor
em
artes,
letlras
e
scien-
cias,
membro
do
clero
e
magistrados,
todo
o
medico,
cirurgião, dentista
e
artista
que
desejem
obter
o
titulo
e
diploma
dè
doutor
ou
bacharel
honorário,
podem
diri.
gir-se
a
Medicus,
rua do
Rei, 46,
ern
Jer-
*
sey
(Inglaterra).
almèi
D
a
&
pereira
Largo do Barão
de
S.
Martinho
nA
1$
Compram
e
vendem
acções
de
todos
os
bancos
e
companhias,
e
inscripções
d
’
assentamento e
coupons.
(j\
MUDA
Bernardino
Fernandes,
alfaiate
tanto
de
roupa
ecclesiaslica
como
secular,
morador
que
foi
no
Paço Archiepiscopal,
faz
scien-
te
aos
seus
freguezes
e
amigos,
que
mudou
a loja
do
seu
trabalho
para
a
rua
do
For
no,
n.° 14.
—
Braga.|
(2722)
ALUGA-SE
Uma
casa
feita
de
novo,
sita
na
rua
das
Agoas,
n.°
91.
Trata-se
na
rua
dos
Chãos
n.° 13.
Póde
vêr-ae
das
10
horas da
manhã,
até
á
1 da
tarde.
(2694)
João
Manoel
da
Silva Guima
rães.—
Rua do
Souto
n.
Q
43.
Compra
e
vende
Acções
de
todos
os
Bancos
e
Companhias,
Inscripções
de
As
sentamento
e
coupons.
(X«)
aluga
-
se
Um
piano
forte.
Para
tratar,
no
cam
po
de
D.
Luiz
I,
n.°
1 (entrada
da
rua
dos
Capellistas.)
(2734)
FATO ® FEITO
José
da
Silva
Fundão
Campo »«e Sant Annn
(lado de bai
xo)
n.°
69,
Participa
aos
seus
amigos e
freguezes,
tanto
d
’
es>ta
cidade
como
das
provincias
que
tem
um bonito e
variado
sortimento
de
falo
feito,
casimiras para
fato
muito
ba
ratas,
côrtes
de
calça
a
1$500,
2$000
e
2$500
reis;
tudo
fazendas
modernas.
Guarda
pós
de
casimira
e
de
alpaqnes
inglezes,
roupa
branca,
assim
como
camisas
de
600
reis
para
cima,
ceroulas
de
400
reis
até
800,
de
panno
familiar, e
meoles, bo-
oels
de
gorgurão
de
seda e
de casimira
de
todas
as
qualidades
de
500
rs.
alé 800;
manias
de
seda
de
todos
os
feitios.
N.
B.
O
annuncianle faz
publico,
que
se
encarrega
de
fazer
qualquer
obra
que
Ibe
seja encommendada, e
promptifica-se
a
ficar
com
ella
quando não
fique
á
von
tade
do
freguez.
(P
*
)
L’
Hlusíration
de
la
mode.
O
mais
elegante, vwamente
illustrado
e
barato
dos
jornaes
da
moda.
Publica-se
em
Pariz
uma
vez
por
mez,
no
formato
dos
grandes
jornaes
illustrados.
Cada
numero contém
dez
a
quinze
mo
*
delos de
toilette,
uma
grande
folha
de
mo
*
delos
de
tamanho
natural
e
uma
magni
fica
gravura
clorida.
Quem
quizer
assignar
esla publicação,
dirija-se
á
livraria
de
Eugênio
Chardron,
largo
de
S.
Francisco.
—
Braga.
A
empreza
offerece aos
seus
assigoan-
tes
um
magnifico
cofresinho comendo tu
do
o
que
é
necessário
para
um
toucador
e
cujos
objectos
valem para cima
de
20
fran
cos.
Preços
d
’
assignatura
—Portugal
:
sem
o
referido
brinde
—
9
fr. Com
o
brinde
—
13
fr.
BRAGA
: TYPOGRAPHIA
LUSITANA — - É o formato de
-
comerciominho_07101875_405.pdf
Parte de Comércio do Minho (O)