comerciominho_09101875_406.xml
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-
3.
’
ANNO
1875
FOLHA
COMMERCIAL
RELIGIOSA
E
NOTICIOSA
NUMERO
406
Assigna-see
vende-se
no
escriplorio
do
editor
e
proprietário
José
Maria
Dias
da
Costa, rua
Nova
n.°
3E,
para
onde
deve
ser
dirigida
toda
8
correspondência
franca de
porte.
=
As
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas;
assim
como
as
correspondên
cias
de
Interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
L1C
JL-S 2S
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
P
reços
: Braga,
anno
1^600
rs.=Semestre
850
rs.=Provtn-
cias,
anno
2^400
rs
e
sendo
duas
4&000
rs.=Semestre
1 <S250
rs.
=
Brazil,
anno
4&400
rs.=Semestre
2&300
rs.
moeda
forte.
oulO^OOO
reis
e
5^500
reis
moeda
fraca.=Annuncios
por
linha
20
rs.,
repetição
10
rs. Para
os
assignanles
50
°/0 d
’abatimento.
inimn»fimii7
iM
M ■ ra
i
i
..raÃrâxHy
BRAGA-SIKBADO
9
DE
OUTUBRO
E
’
quasi
unanime
a
queixa
que de
to
da
a
parte
se
levanta
contra
a
desmora-
*
lisação
do
nosso povo.
E
digamol-o
francamente,
nào é sem
rasão.
Os
crimes
de
maior
gravidade
succe-
dem-se
todos
os
dias
com
um
augmento
sempre
espantoso.
O
vicio lavra
por
todas
as
classes,
invade todas
as
esferas
sociaes,
sem
que
ninguém se
atreva
a
contel-o.
A
libeitinagem
e
a
corrupção
appare-
cem
por
ioda
a
parte
com
o
seu
longo
cortejo
de torpesas
e
escândalos.
A
policia,
já
tão
numerosa,
nào
chega
a
garantir
a
vida
do
cidadão
contra
o
punhal
do
assassino.
A
desordem, todos
o
reconhecem,
é
grande,
mas
é
forçoso
confessal-o, ella
tornou-se
inevitável.
Gomo
é
possível
conter
na
esfera
do
dever
um
povo,
que se
lem
procurado
subtrair
por
todos
os
modos
ao
doce
jugo
da
religião?
A
moralidade
é
só
filha
da crença
re
ligiosa.
Quando
esta
falta
que muito
é
que
aquella
desappareça
?
Entre
nós lem
sido grande a
acção
da
impiedade.
Dispondo
da
quasi totalidade
da
impren
sa
periódica,
lem
ella
conseguido
infil-
trar-se
no
coração do
povo
portuguez.
E
apesar
de
serem
já
bem
patentes os
estragos
qne
o
veneno lem
produsido,
parece
que
de
dia
para
dia
cresce
o
em
penho
de
o
espalhar
mais
profusamenle.
Ninguém
deve
pois
admirar-se,
de
que
a
desmoialisação
vá crescendo,
quando
lanio se
trabalha
por
augmentar
a
causa
que
se
alimenta.
Quiséramos
que
os
pretendidos
douto
res,
em
conjuração
permanente
contra as
crenças
e
instituições
catholicas,
nos dis
sessem.
que
bom
resultado
esperam
co
lher
das ideias
que
propagam
?
O
que
seria da
sociedade
se posshel
losse
quebrar
de
lodo este
laço,
que
unin
do
os
homens
a
Deus,
os
faz
ver
n’
Eile
o
principal e
mai
*
forte
motivo
de
iodas
as
soas
acções? um
covil
de
feras
onde
a
violência e
a
malvadez exerceriam
livre
mente
lodo
o
seu
império.
Parece
que
é
isto mesmo
o
que
se
pretende,
aliás não
se
explica
esta insen
sata
persistência
em materialisar
o
povo.
E
*
inútil
procurar
outra
causa
ae
mal
que
a
todos
desperta receios.
E’ a
irreligião
lodos
os
dias,
prégada
e insinuada pelos
maus
jornalistas,
que tem
produzido
o
grande
abatimento
moral em
que
nos
achamos.
E
se
o*
poderes
públicos
que
consen
tem
e
até
paiocioam
estes
malfeitores de
novo
genero
são
os
primeiros
responsáveis
pelas
funestas
consequências
que já
se
ex
perimentam,
da
sua
acção
deleleria.
Pois
que?
será
prudente,
será
ulil
ao
bem
geral
que
se
propaguem
essas
dou
trinas
incendiarias,
que
com o
pretexto
de
liberdade d’imprensa
iodos
os dias
se
eslão
espalhando
tao
profusamenle
por
enlre o povo
?
Ninguém
ha
que
o
sustente.
Mas
se
o
não
é,
como
esplicar-se a
não
ser
por
cumplicidade
ml,
que assim
se
sacrifique
a
segurança
publica
á
insen
sata ousadia
de
tudo preverler
e
destruir?
Não
será
porventura
essa
propaganda
do
mal
um
crime
heru
maior,
do
que os
crimes
e
violências
que
particularmente
se
co
mm
et
lem
?
Deixem
que
o
mal
prosiga
na
sua es
cala
ascendente,
que
hão de
conhecer-lhe
os
resultados,
mas
será
quando
uma tre
menda
calastrole
nos
esmague
a
lodos.
Bello trecho
historico.
Antes do
reinado
do imperador
Maxi-
mihano
I,
o
governo
da
Aílemanha
tinha
cabido
em
anarchia.
As
desintelligencías
dos imperadores
com
os
Papas
tinham
posto o
cumulo
ás
desordens
causadas
pelos
Cr
usados;
e
as
guerras
de
Frederico
lll
com
Alberto
seu
irmão
haviam aniquilado a
lembrança
dos
anugos
usos,
que
ser
«iam
como
Íeis.
A
Bulia
d'Ouro,
publicada
pelo
Imperador
Carlos
IV
em
1336,
era a
unica
lei
que
ainda
se
respeitava;
e
como
ella só
ver
sava ácerca
do modo
de
eleger,
de coroar,
e
de
servir
o
imperador;
sobre
os
direi
tos,
a
ordem,
as
ínncções,
e
as
viagens
dos
eleitores
á
Côrte,
e
ás
Dietas;
a
sua
observância
influía pouco
no
governo in
terior
do
império.
Os
Cartéis,
ácerca
dos
quaes
ella
dá
algumas
regras,
haviam-se
tornado
de
um
uso
universal, sem
distincção de
classes
e
de
profissões.
Vnam-se
os
padeiros
do
eleitor
Palatino
enviarem
o
desafio
ás
ci
dades imperiaes.
O
conde
de
Solme
rece
beu
no
dia
30
de
novembro de
1457
um
Cartel da
parte
do
seu
cosinheiro.
Esla
desordem chama-se—Juz
Pugni.
Em
toda a
Aílemanha
sómenle
se
viam
assassinos,
incêndios,
e
violências
de
to
da
a
especie.
Os
gomis-homens,
toman
do-se
em
outros tantos salteadores
de es
trada,
honravam-se
com
os
seus
roubos.
A
excelloocia
do
roubo
foi
posta
em
ma-
xima
do
Direito
Germânico.
Traduziram
assim os
dois
versos allemães
que a
con
tinham
:=
*
=
Roubar
não
é
vergonhoso;
Os ladrões
são
a
melhor
cousa
que
ha
em
um
paiz.=
Alguns
estados
uniram-se
por tratados
de
confederação
para sua
segurança
res-
pectiva.
Muitos
nobres
immedialos
a*
sas-
siaram-se
para a
defesa,
e
edificaram
for-
talesas
communs
a
suas famílias,
que
ahi
recolhiam
com
os
seus melhores
effeitos.
O clero
assignalon
seu
zèlo
para
o
resta
belecimento
da
boa
ordem
pela publicação
de
uma
colleção
de
Mandamentos,
que
inlilulou
=
Trenga=(a
paz
do
Senhor).
Ahi
exortavam-se
os
ladrões de
toda
a
condi
ção,
e
de
toda
a
especie,
a
respeitarem
o santo
dia
do
Domingo, e a
se
absterem
nos
dias
de
festa
de
roubar
os
merca
dores,
de
violar
as
mulheres,
e
as
rapa-
parigas,
e
de
roubarem
os
camponezes.
Tal
era
o
estado
da Aílemanha,
quan
do
Maximiliano
chegou
ao
império
no
an
uo
de
1493.
E
*
te
Príncipe lanio
que
re
cebeu
a
corôa
trabalhou
logo
na
reforma
do
governo.
Tendo
convocado
a
Dieta
em
Wormes para
o anuo
seguinte,
apresen-
lou-se
lá
com todos
os
eleitores,
prín
cipes
e
Estados;
propoz
ahi
a constitui
ção
geral,
que
elle
linha
redigido, e
viu-a
passar
á
unanimidade
de
votos.
Os
men-
bros, assim
como
o
chefe,
estavam com
penetrados
da
necessidade da
subordina
ção.
D.
CARLOS CONTRA D.
AFFONSO
C
om
algumas
considerações
sobre
o
DIREITO DE
BELLIGEBANCIA DOS CAII-
LISTAS.
pelo
general
K1RKPATR1CK
[
Versão
do
inglez
)
I
[Continu
çào]
Reuniram-se
as
côrtes
para
prestar
o
juramento
de
fidelidade
a
babel
em
20
de
junho
de
1833.
D.
Carlos
recusou-se
a
prestar
juramento,
e
o
Palriarcha
de To
ledo,
que
em
suas
mãos,
desde
tempos
immeinoriaes recebia o
juramento
de
fi
delidade
dos membros
das côrtes,
sendo
convidado
para
esle
fim,
recusou-se,
por
que não podia conscienciosamenle
sanc-
cionar
este
acto
solen
ne,
que
conhecia
ser
uma
violação
da
lei
estabelecida
em
His
panha,
e uma
fraude
positiva
contra
os
direitos
de
D.
Carlos
e
seus
descenden
tes
agnados.
(1) N
’
estes
factos
se
funda
(1)
Eslava
travada
a
lucta.
O
partido
calholico
e
o patriotismo
hispanhol
er
gueram
a
luva
que
lhes arremeçára a
re
volução.
Era
grande
o
poder dos
que
ti
nham
em
suas
mãos
as
redeas do
Esta
do,
mas
para
estos
uão
era de
temer
pouco
o
amor
dos
hispanhoes
pela
sua
honra, pelo
seu
patriotismo
e
pela
sua
li
berdade,
seriamente
oflendidas
e
ameaça
das
pelos
elementos
que
cercavam
o
thro
no,
obedientes
á
politica
estrangeira
e ás
imposições
da
maçonaria
lianceza.
Eram
desiguaes
os
poderes.
Não
se
vence
de fa
ce
o
sentimento
nobre
d’
urn
povo
que se
presa.
FOLHETIM
Offerecemos
hoje aos leitores uma
das
mais bellas
poesias
que
temos
lido,
devi
da
á
penua
diamantina d
’
um
nosso
pre-
sado
amigo,—
formosíssimo
talento
a
que
desde
muitos
annos votamos
a
mais
sin
cera amisade.
Para
alguns
dos
leitores
—
para
grande
numero
talvez
—
é
desconhecido
o
nome
de
J.
Fontellas,
moço
respeitável
e
uma
das
inlelligencias mais
robustas e culti
vadas
que
leem
fulgido
no
borisonte
da
lilteralura
contemporânea.
J.
Fontellas
é
hoje
padre,
honra
e
ornamento
da
sua
classe
nobilíssima.
Brevemenle
havemos
de
escrever
algu
mas
linhas,
respeitantes a
este
simpatbico
moço,
—
que é bom
não
viva
ignorado
una
d
’
esses
entes
privilegiados,
a
quem
Deus
dotou
com
lauta
prodigalidade
;
ainda
que
a
sorte
vária
da
existência
mundana lhe
oão
tenha sorrido
a
miude.
Os
versos
que
seguem,
são
os
que
um
rapazelho, tão idiota quanto
ignorante,
—
dos
taes
da confraria
dos
Roques
—sur
ripiou
e
apresentou
como
da
sua
lavra,
dos
baixos
d
’
um
periodico,
aliás
muito
illustrado
e
sisudo.
Felizmente a correc-
Ção, postoque a
mais
suave,
que o
tal
pedante
merecia,
nào
se
fez esperar. Ain
da
bem.
Sem
mais
importunações,
escutemos
o
suavíssimo
poeta.
DIAS
FREITAS.
(
fragmento
)
Foi
sem
malícia
e
sem
erro
A
boa
edade
dourada.
SÁ DE MIRANDA.
E
o
mundo
era tão bello,
—e
o
sol ião lindo!
E
Deus
era
tão
boiu,
—
e
o
céo
tão
puro!
Sonho
sem
fim,
presente
sem
futuro,
Horisonie
sem
nuvens
de
terror.
—As
flores
mil
a
mil
no
solo abrindo
Em
primavera
eterna se
enlaçavam,
E
as
arvores
frucliferas
vergavam
Ao
fecundo
bafejo
do
Senbur.
E
o
mundo
era
tão
bello
!
—O
sol
nascente
Nào
espalhava
os
raios
matutinos
Nas
grimpas
de
pdacios
peregrinos
Nem
no
bronze d
’
estaiuas
collossaes:
—
Mas
vinha
mergulhar
o
rosto
ardente
Nas rebas de
suavíssimos
odores:
Mas vinha
reíbctir
os
seus
fulgores
Nas
torrentes
de límpidos
cnslaes.
No livre,
immenso mar,
não
fluctuavam
O
cortejo
d
’allivas
caravelas;
Nem
o
génio terrível
das
procellas
Pairava
sobre
a
cruz
dos
mastareus
:
—As
ondas
docemeule
se
agitavam
Na
deserta
amplidão
do
seu regaço;
E
os
peixes
não
temendo
astuto laço
!
Vinham
vêr
á
flor
d’
agua o
azul
dos céos.
E
o
mondo era
tão
bello
! A
inão
do sabio
Não
levantava
templos gigantescos,
Aliares
d
’
exquisitos
arabescos,
Nem
deuses de
chimerica
invenção
:
—
O
nome
do
Senhor
d
’
iinpuio
labio
Não dimanava—
in»olio
em
dubio
riso
;
Mas
era
toda
a
(erra
um paraiso,
Era
templo
de
Deus
a
creação.
E
Deus era
tão
bom!
—
Deus
disse
ao
homem:
«Ergue-te,
pó,
do
chão
em
que
rastejas
I
«Vês
terra,
e
mar,
e
céo?
que
mais
desejas?
«A vida, a
iotelhgencia
?...
Tudo
é
teu.
«
—
E
se
inda
vãos
cuidados
te
consomem
«Na solidão
do
inundo,
assim tão
ermo,
«Ahi
tens
a
mulher,—seja ella
o termo
«Das
perfeições
que
minha
mão
leceu
!
«Vivei,
go-ae
de
quanto o
mundo
encerra...
«Mas
ai
de
vós,
se
o
fructo
prohibido
<Da
arvore
da
sciencia
fôr colhido
<Com
lemeraria,
cubiçosa
mão!
«
—
O
raio
baixará
dos
céos
á
terra
;
«Vereis
a
naluresa
revoltada;
<Ea
dôr.
e a
morte
—herançí
malfadada...
«Irá
de geração
em
geração >
E
o
homem
viu
ao
lado
a
irmã
querida,
Formosa
como
a
estatua da
innocencia,
Gotla
de
mel
no
calix
da
existência,
Estrella
radiante
em céo
d’aoil:
—
Nos
olhos confundiram
alma
e
vida,
|E
uniram
brandamente a
fronte
honesta,
Como
as
caodidas
rôlas
da
floresta
Em
rosada manhã
d
’ameno
abril.
Quem podéra
sonhar as
harmonia»
Derramadas
então
no azul
etliereo
!
Como
a
lua
leria
mais
mistério,
Mais
perfumes
o
vai
—
mais
luz
os
céos!
—
E o
sereno correr d’aquelles
dias,
E o
coração
a
respirar
candura,
E
o
homem
no seu ihrono
de
ventura,
Em
roda
a
naluresa
—
em
cima
—Deus!
Ai!
quem
póde
turbar
tantos
deleites?
Quem
ousou
transgredir
a
lei
do
Eterno?
Quem
aos
risos do
céo
oppoz
o
inferno,
Aos
eflluvios da
graça—a
maldição?
—
O barro
era
só
barro.
Esses enfeites
Que
o
Senhor lhe
esculpiu na
immuuda
face,
Nada
impediu
que
o
barro
se
quebrasse
Ao
sopro
vil
de ignóbil
tentação!
Mas
não
choreis,
ó
filhos
do
peccado
!
Hade
abraudar-se
a
cólera
divina...
Que
vejo? Dos
confins
da
Palestina
Eis
que
se
eleva
o
Golgolha.
.
uma
cruz...
—
E
’
elle
o
Chrislo,
o
Deus
humanisado,
O
cordeiro
do
céo,
que o
mal
supplanta
:
Mortos, surgi!
Seu
braço
vos
levanta
!
Cegos,
marchae
!—
Seu
brilho
vos conduz!
j.
fontellas
.
a
lagitimidade
dos
direitos
de
D.
Carlos
VII
á
coroa
d
’
Hispaoha.
II
D.
Carlos,
por
duplos
motivos,
tem
direito ao
apoio
de
todas
as
nações,
qoe
manteem
relações
commerciaes
com
a
Hio-
paulii,
cujos
interesses
exigem
que
a
lei
e
a
paz
sejam
restabelecidas
no
paiz.
O
sistema de
governo
inaugurado
por
D.
Carlos deixa
esperar
este
resultado.
A
Hispanha
não
quer
vêr
ultrajadas
as
crenças
de
seus
maiores,
porque
no
caltj"'icismo
fenda
a verdade
da
sua
fé,
o
símbolo
de
iodas
as sua-
glorias,
o
es
pirito
ò
;
í
>
suas
leis
e
os
laços
que
pren
dem
lodos
os
hispanhoes.
A
Hispanha
quer
um
verdadeiro rei
e
un
governo digno
e
eo?r.„:cn,
severo
e
respeitável;
quer
que
as
nas
côrtes
sejam
con-tiluidas
de efe-
m.-.r<
’
..?s
honestos
e
im;
arciaes
e
que
o
cod
%.•
fundamental
seja
definitivo
e his-
pa
■
ho
*
.
Em
D.
Carlos está
fundada
sem
equi
voco
nem
disfarce
a
fiel
representação
da
■
eíigi-w
-do
seu
paiz.
Diz
elle:
«Eu
cor
responderei
aos
sentimentos
religmsos
da
Hispanha,
e
ao
seu
amor pela
monar-
chia
legiiima
; comtuio,
a
unidade
Ca
tholica
não
importa
a
espionagem
reli
giosa,
nem
a
Monarchia
quer
dizer
—des
potismo.
Não
farei
mais
do
qoe
faz
a
Egreja
Por
este
indico
não
molestarei
os
compradores
da
sua
propriedade»
(con
fiscada).
(2)
1).
Carlos
está
exemplo
de
quaesquer
compromissos de
pai
tido.
Disse
elle
que
oão
deseja
ser
rei
senão
de
lodos
o>
hispanhoes,
não
excluindo
nem
mesmo
os
que
se
dizem
seus
inimigos.
«O
povo
hispinhol aprendeu
por
uma
dolorosa
ex-
periencia
a
querer
a
verdade
em
tmlo, e
(toe
o
rei
o
seja,
e não
a
ficção
de
um
,
ei
; qne
as
côrtes
deve
u
ser
a
escolha
regular
e
a reunião
pacifica,
pela
eleição
i
-
l^pendente
e
incorruptível
dos
seus
con
stituintes, e n
o
estereis
assembleias
de
vassillo>
dos
g■•■vemos
e
procuradores
of-
ficiaes, maiorias sênis
e
sediciosas
mino-
.ias».
A
firmeza
de
taes
principies
fez
que
D.
Carlos regeitas^e
a
corôa que
os
tí-uB-ms
de Setembro
lhe
oflereciam
antes
Ci.\
batalha
d
’
Alcoléa para
evitarem
qoe
acceitasse
o
comproini-so
proposto
pelo
mais
novo
ramo
da
sua
familia;
e
em
ho
menagem
á mesma .
doutrina
foi
qoe
t
e-
geitoti
com
indignação
a
soberania, que
lhe
f >i
ofierecida
por
Serrano,
bem
como
a
proposta
do
convénio
feita
por
seu
pri
mo
Affonso.
(3)
O
recurso
que
resta
aos
fracos
e
cobar
des
em
oma
causa
perdida,
veio
puis
de
reforço
ás
intrigas
partidarias
e
ás
ma
quinações
secretas.
Lançou
se
mão
do
punhal e
levou-sn
o
braço assalrfriado
do
assassino
alé
á
camara
real
Apesar de
tudo
nào
houve
em
Hispanha um homem capaz de
pôr
em
pratica
os
decretes
da
maçonaria
'.
Vt-io-se
calar
r<os lupanares
onde
se
preparava
a
revolução liberal
de
Portugal.
i)i>)
ente abjecto,
que
pudesse
servir-lhe,
r
por
vergonha
nossa
foi
encontrado, e
ie.meitido
o
aebedo
para
alli;
uma
mulher,
que
a
c?m
rilha
de
Ch
isiitia
coMòcou
co
mo
serva
ao
lado
da
esposa
de
D.
Car
los,
a
sur.a
D.
Maria
Francisca.
Uma
noite
a
desboras,
envolta
nos
cor
tinados
da
alcova
real foi
essa
mulher en
contrada
de
punhal
em ponho,
com
o
fim
de
assassinar,
quando
adormecidos,
1)
Car
los e
seus filhos.
Descoberto
o
crime
foi
mister
guardar
as
auparencias,
nào
o
deixando
impune.
Coademnada
á
morte
aquella
mulher,
en
centrou
todavia oa
grande
alma
de
D.
Carlos
o
perdão
que
ella
não
merecia,
lim;tando-se
o
castigo
a
ser enviada
para
as
Philippinas.
Como
e-ta, outras
tentativas
foram
frustradas
;
tenUlivas
que
a
historia
re
gistra,
e
que
são
homogéneas'dos
actos
que
teem
caracterisado
a
maçonaria
e
o
partido
liberal
em
toda
a
pa»le.
Senna Freitas.
(2)
Manifesto
de
16
de
julho
de 1874.
(3)
E
’
a
prova
mais
evidente
da
des-
morJ.isação
do
partido
liberal essa
con
vicção
quasi
geral em que
está
de
que
é
possível
e
provável
subornar
ou corrom
per
os
principies
elementos
de
•
força
do
partido
carlisla
Fundam-se
para
isto no
piecedènte
de
que
a
convenção de
Verga
ia
f
d
devido
á
corrupção
de
Maroto,
e
que o
l.
alado
de
Amoribiela,
não
menos
uai.ieLo,
se
póde
repetir
hoje.
Assim
tem
c<
mmettido
a
covarde
baixesa
de
pro-
*
Em
matéria
dos
modernos progresso?
de
governo
constitucional
D
Carlos
é
bastantemente
esclarecido.
Diz
elle
que
deseja
que
a
Hispanha
caminhe
na
van-
gurrda
do
progresso
e
da
civilisação,
e
não
permaneça
acompanhando
apenas
as
nações irmãos
nas
sciencias
e na
educa
ção,
porque
d
outro
modo
será
a
menos
rica
e prospera
das
da
soa
raça.
O
falso
juizo
sobre
as
intenções
de
D.
Carlos,
no
que
respeita
ao governo
constitucional
es-
iá
destruído
pela
declaração, que
eude-
ressoti
aos
difterentes gabinetes
da
Euro
pa
com
o
acto
de
abdicação
de seu
au
gusto pae,
e
que
é
como
segue
:
«Se
pela
vontade
de
Deus,
e
pela
fvrça
das
circumsiancías
eu
tiver
de subir
ao thro
no
de
Hispanha,
buscarei
lealmente
con
ciliar
a
pratica
das
instituições
da
épo
ca
com
as
indispensaves
instituições
do
passado, entregando ás
côrtes
geraes,
le-
gitimamente
eleitas,
a
grande
«
diííicil
missão
de
dotar
a
minha
amada
palria
com
uma constituição,
que
deve
ser
ao
mesmo
tempo
hispanhola e definitiva».
(4)
D.
Carlos,
querendo evitar
a
efusão de.
-angue
e
pa»a
que
lhe
fossem
restituídos
os
seus
direitos,
organisou
lealmente
o
seu
partido,
e
ordenou-lhe que
tomasse
parle na
lucta
eleitoral.
Os
carlistas,
des
peitados
pelas
violências
do
governo,
e
pela
corrente da
opinião
revolucionaria
n
’
aquel!a
occasião,
levaram
ás primeiras
côrtes
de
Amadeu
a
grande minoria
de
72
dos
300
membros
qoe
as
compunham.
Nas
eleições
seguintes adoptou-se
um
com
plete?
sistema de
intimidação,
e
os
carlis-
las
foram
victimas
da<
balas
e
dos
pu
nhaes
de
assassinos
assalariados
do
go
verno.
N
’
estas
circumstancias
nenhum
outro
recurso
restava
aos
carlistas
senão
aban
domrem a
urna
e
tomarem
as
armas,
pa
ra
rei
vindicarem
seus justos
direitos.
(Continua)
por
tanto
ao
snr.
D.
Carlos,
como
aos
seus
primeiros
generaes,
fabulosos
iote-
re.-ses,
que
teem
sido
regeitados
com
a
dignidade
própria
do
piutido
carlist^.
As
circumslaocias
hoje
são
mui
diversas
das
de
Vergara,
e
muito
inais
das
de
Amori
biela. Hoje
o
partido
carlisla
lem
tres
corpos
de
exercito
perfeitamente
regular
;
e
quando
se
admiltisse
que
fosse trahido
por
um
d
’
esses
corpos,
nem
por
isso ter
minaria
a
lucta,
qne
não é
pth
pessoa
de
nenhum
general,
nem
pelo
rei
(aliás
muito
popular
e
digno
de
ser
amado,
co
mo
é
pelos
seus
súbditos)
mas
por
um
principio
de
eterna justiça,
’
que
se
lem
mantido
durante
meio
século,
e
se
man-
tera
para
honra
da
nação
hispanhola.
Pro
va-se
sohejnnente
peia
traição
de
Cabrera
e
pelas
suas
budescas
consequências.
Senna
Freitas.
(4)
São e-les os
princípios
da
verda
deira
liberdade
e
moralidade,
que hoje
constituem
o
progr-mma
do
partido
le
gilimista.
Nem
outro
podia
ser
esse
pro
gramma,
porque
os
diieitos
que
dão
exis
tência
a
este nobre partido
lhe
provem
do
voto
e
d.i
representação
popular
de
que
são expressão
as
antigas
leis. Não
tem
por
tanto
nem
fundamento nem
sen
so
commutn
o
absurdo
e
néscio
precon
ceito,
que
a
cada
momento salta
da
boc-
ca
dos
liberaes, de que o
partido
legiti-
misla
prplende
excluir
to
(
í]as
as
formulas
da
sã
liberdade, e
as
instituições
mais
salutares
do
século.
O
que o
partido
legi-
timista
rectna
é
a
devassidão
que
debi
lita
a
sociedade
e
a anarquia
que
a
mata.
Nenhum homem
que
se
prese,
e
que
pen
se
com circonspecção,
seja
qual
fôr
a
sua
origem
poiitica,
desejará
outra
coisa. E’
uecessatio
que
isto
se
diga
bem
claro,
porque
t.o
estado
das coisas é
da
maxi-
ma
importância
que
o
partido
legilimista
tenhi um
programma
claro
e
definido,
co
nhecido
de
lodos,
pelo
qual
se
saiba
on
de
conduz o
caminho
que
trilha.
Senna
Freitas.
aEHSTA ESm»BA
—
A praça
de
S.
Sebastão
está,
agora
mais
do
que
nunca,
seriamenle
ameaça
da.
O
fogo
incessante
que lhe
despedem
as
baterias
carlistas
tem já
produzido
gran
des
incêndios, e
mesmo
mortes.
O
tele
grafo
não
ousa
dizei
o,
claramente,
mas
a
praça
esrá
em
uma
situação
critica
O bom
bardeamento
lornou-se regular,
e
a
Ingla
terra
já
para
ali
mandou
o
vapor
de guer
ra
«Lively»,
para rebeber
a
bordo
os
sú
bditos
britânicos.
—
As
noticias
da
Catalunha
também
nos
mostram
que
não são
só
na
Navarra
e
Vascongadas
que
crescem
louros
c
se
alcançam
victorias,
pois
nos
referem
as al
cançadas
por
Saballs,
Castells
e
Auguet,
sobre
as columnas
de
Martinez
Campos.
Estas
vantagens
obtidas
na
Catalunha,
nos
explicam
os telegrammas
liberaes,
que
ora destrocam
Saballs,
ora
o
fazem
fu
gir
para
França,
para
assim
encobrir
as
derrotas, que
aos
aílonsinos
faz soífrer,
e
que á rapidez
da
fuga
devem
a
vida.
—
Relativamente
ao
centro,
os
jornaes
já
começam a
confessar
que
o
exercito re
ocupou
o
terreno que
tinha
evacuado,
pro
nunciando
já
com
um
certo
susto
os
no
mes
de Gamuudi
e
Boet.
Vamos pois
que
a
linha
de
batalha,
pa
ra
cuja destruição
empregou
o
governo
de
Madiid
todos
os
recursos,
está
intacla
e
que
assim
a
campanha
d’este
anno
fui
absolulamente inútil
para as armas
aflonsi-
nas.
—A
importante
villa de
Tosas
na
Ca
talunha, foi
surprebendida por
uni
desta-
menlo
de
4p
carlistas,
os quaes
a
nào
abandonaram
sem receber
uma
importan
te
quantia.
Um
excellenle
accordo tomou
Marli-
nez
Campos
na
Catalunha
:
é
dc
pedir
4
mil
armas
para
armar
outros
tantos
vo
luntários
n
is
pequenas
povoações.
Eis
uma
noticia
que equivale
á
de um
desembarque
dc 4
mil
armas
para os nos
sos
voluntários
catalães.
NOTA
DE MONS. SIMEONI AO EPISCOPADO
IIISPANHOL
(ConelusàoJ
De
menor
importância
são as
restan
tes reclamações
contidas
na nota,
e
por
que
o
governo,
ai
la
que
deseja
prescin
dir
d
’
ellas
sobre
tudo
no
ponto
essencia-
lissimo da
unidade
catholica,
conhecendo,
não obstante
a
razão
com
que
a côrie
pon
tifícia reclama,
não
quer
um
.rompimento,
é
por
isso
que,
depois
de
haver
permit-
tido
a
seus orgãos
mais
caracteristicos
que
lancem
terríveis
accusações
ao Núncio
e
até
que
se
atrevam,
fazendo
comparações
que
nada provam,
a
qualificar
de
mais
to
lerante
que
a
nota
tantas
vezes
citada
o
codigo
penal
publicado
por
D. Carlos, pro
cura
hoje
que
esses
mesmos
jornaes,
dul-
cificando
sua
altitude,
ao
que
se
'prestam
com
a
humildade
de
servos
assalariados,
deitem
agua
na
fervura,
e
digam
que
a
nota
será
devidamente
respondida,
que
não
ha
por
emquanlo mais que
uma
de
tantas
reclamações
das que
fazem
quando
se
traclam
pactos
internacionaes,
e
que
está
longe
de achar-se perdida a
esperan
ça
de
um
feliz
accordo:
porém
a
verda
de é
que
Roma parece
ter dito sua
ultima
palavra,
e
que tudo
parece
confirmar que
a
retirada
do
Núncio
com
esle ou
aquel
le pretexto
é
resolução
delinilivamente
to
mada.
Vê-se,
pois,
que
as
reclamações
enta-
boladas
pela
côrie
de
Roma são
de
lodo
o
ponto
justas;
qoe
se
fundam
n
’
um pac
to solemne livremenle ajustado entre am
bos
os
poderes
e
com
inteira
lealdade cum
prido
pelo
ecclesiastico
;
que
o
rompimen
to d
’
esse
pacto
íoi
um
acto
de
violência
;
que
osse
pacto
não
póde
destruir-se prin
cipalmente
reclamando,
eomo reclama,
s<
u
restabelecimento
a
parle aggravada,
e
ai-
tenla
a
circumstancia
de
que o
declarou
vigente
d
’
nm
modo
implícito
o governo
hispanhol
ao
pedir
em
nome
d’
esle
con
vénio
concessões
que
a Santa
Sé, por ajus
tadas
a
elle,
se
apressou
a outorgar.
Ora,
sendo
tudo
isto
veadade,
as
consequências
que
possam
surgir
devem
atlribuir-se
á
tenacidade
e
proposilos
invasores
do
ga
binete
hispanhol e
não
á
firmeza
e
tempe
rança
com
qne
o
do
Vaticano
defende
di
reitos
e
princípios
de que
lhe
não é
dado
prescindir.
Resta-me
dizer
alguma
coisa
sobre
a
reclamação
relativa
ao
processo
que
quer
principiar-se
contra
o
snr.
bispo
d
Urgel,
allribuindo-lhe
um
grave
delicio
cuja
exis
tência
nem
sequer
está
provada, com
não
pequeno
escandalo
das
consciências
timo
ratas
e
dos
homens
pensadores
e
com
grande
satisfação
da
gente
revolucionaria,
que
bem
o
mostra
por
sua
garrulice.
N
’
uma
manhã
dos últimos
mezes
de
1867 appareceu
morto
nas
prisões
eccle-
siaslicas
de
Seo
de
Urgel
um
sacerdote
a quem
o
prelado
havia
mandado
pren
der,
segundo
se disse ahi publicamenle,
em
castigo
de
seu reprehensivel
proce
dimento.
Foi
este
successo
uma
morte
repentina natural?
Foi
o
resultado
de
uma
violência ? Foi
por
ultimo,
e
para
dizel-o
em
lermos
exaclos,
um assassinato?
—
Só
Deus
o
sabe,
pois
no
cadaver
do
que
era
sacerdote
nenhum
signal
apparecia
que
revelasse
um
crime.
O
juiz
de primeira
instancia,
que
havia
então
na
localidade,
excedendo-se
não
pouco
de
suas altribuições,
pois
devia
es
perar
qne
procedesse o
tribunal
ecclesias
tico
em
cujas
prisões
havia
occorrido
o
successo.
principiou
um
processo
de
in
vestigação
das
causas
prodacloras
d’
aquel-
la
morte
sem
enfermidade
manifesta
que
a
precedesse,
e
como não era
possível
que se
atrevesse
a
dirigir-se
contra
o
pre
lado,
nem
que
o
governo
d
’
ei>lão,
mais
catholico
e
de melhor
juizo que o
d’hoje,
lhe
permitisse
tal
exorbitância,
procurou
limilar-se
á averiguação das
causas
origi
narias d
’
aquele
facto
e
á
busca
dos auc-
lores
do delicio,
no
caso
de
apparecerern
indícios
de
que realmente
esle
existia.
Convém
advertir,
antes
de
passarmos
adiante,
que
o
proceder
do juiz
a
que
me
refiro
era
motivado por
suas
desavenças
com o
prelado,
cujas
causas
ignoro,
e
qne
o,
processo foi
começado
e
seguido
com
o
preexistente
desejo
de
ver se podia
tornar
o
prelado responsável
de
outros
factos
que
me
constam
com
inteirissima
certeza,
por
que
os
ouvi
da
bôcca do mesmo
juiz
que
era
meu
amigo
e
me
traclava
com
toda
a
con
fiança,
o
qual
me
allirmou
também que,
a
não
ser
a
revolução,
nunca teria
conse
guido
involver
n’
esle
processo o dicto
pre
lado.
Refiro
isto
para
que
d
’
esta
quasi
ignorada
circumstancia
tenham
os
leitores
conhecimento,
e
para que o publico jul
gue
a
quem
de
tal
maneira
entende
a
ad
ministração
da
justiça.
Nào
sei
se
o
tal
juiz
a
applicará
com
idêntico
critério
no
campo
carlisla,
onde
se
acha
como
minis
tro
legado
supranumerário
do
conselho
de
guerra.
Sobreveio
a revolução, e
o
leviano juiz
ao
qual
me
venho
referindo
deixou
airaz
de si
aquella
malfadada
tentativa
de
pro
cesso criminal,
que
tantos
escândalos
de
via
dar;
e
é
hem para
admirar
que
os
juizes
revolucionários
qne
lhes succederam
nada
de
concreto
podessem
obter
sobre
o
assumpto.
Quando um
se
atreveu
a
ir
direito
ao
prelado, para
exigir-lhe declarações
sobre
o
que de facto'
lhe constasse,
foi
então
que
se
verificou
a
saida do
bispo
de
sua
diocese,
a
fim
de
suhtrair-se
á
violência
de
que
o
queriam
fazer
victirna,
depois
de
protestar contra
a
incompetência
do
juiz
para
receber
o
depoimento
d’
elle,
que
linha
seus
tribunaes
especiaes.
Hoje
dizem
que
este
desgraçado pro
cesso
depappareceu
e
qne
é
necessário
começal-o
de
novo,
sendo
melhor
do
caso
que
ninguém
se
atreve
a
dizer
se
o
desapparecimenlo
teve eífeito no
tempo
em
que
a
praça
pertenci u
aos carlistas
ou
antes,
e
o
silencio sobre
tão
importante
circumstancia
prova
bastante contra
o
de
que
poderiam
servir
aquelles
volumosos
autos
para
o
fim
que
hoje
esta
gente
tem
em
vista.
Como
a
revolução
anda
pelas
alturas
do
poder
e
o
caduco regalismo domina
nas
espheras
ofiiciaes,
o
governo
snbniet-
teu
o
prelado
ao
supremo
tribunal
de
jus
tiça
que
não
é
competente
para
revolver
disimindo,
uma competência
que
não
exis
te. Eis
o
motivo
porque
o
fiscal do dito
tribunal,
para
fugir
ao
conflicto
em
que
o
querem
collocar,
começa
por
exigir
o
perdido
processo,
cujo extravio se
vae
com-
prehendendo
agora,
e
no caso
de
não
exis
tir
pede
que
se
comece de novo
e
se
lhe
enviem
os
dados
que
houver
para
for
mular
sua
opinião.
A
côrie
pontifícia nào
se
funda
na
concordata
para
pretender
que
o
bispo
acusado
d'um
grave
delido
lhe
seja
entregue
para
ser julgado
pela
Sagrada
Penitenciaria,
mas invoca
em
apoio
d’
esla
petição
os
cânones
da
Egreja, e
especialmente
o
Concilio
de-Trenlo.
Pre
vine
o
direito
canonico
que
os
sacerdotes
sejam sempre
julgados
por
tribunaes
cc-
clesiaslicos,
a
não
ser
nos
casos
de
have
rem
perdido
o privilegio
do
foro,
lambem
prescripto
no
mesmo
direito
canonico.
Não
faliando
agora
nos
casos
em
que
se
perde
o
dito
privilegio,
ao
qoe,
aliás,
me
reíiri
já
n
’
uma
de
minhas
passadas,
direi
sómenle que
o Concilio
de
Trento
qualifica
de
delidos
maiores
os
da
nature
za
do que se atlribiie
ao
bispo
d
Urgel,
e
reserva
seu
conheconhecimenlo,
tratan-
da-se
d
’
um prelado,
á
Sagrada Penitencia
ria,
e
não
vem n’esle
momento
para
aqui
mostrar se
póde
considerar-se
tribunal
es
trangeiro.
Aquelle
Concilio
está
publicado
e
mandado
observar
como
lei
em
todos
os domínios hispanhoes;
lei
que
não
foi
revogada
nem até
nos
períodos
mais
in
candescentes
da
revolução,
que
nunca
pen
sou
em
fazel-o.
Quer-se, porém,
desalten-
der
tão
justa
reclamação
da
côrle
de
Ro
ma,
submeltendo
um
caso
d
’
esta
natureza
ás prescripções
communs,
e
procede-se
d’
este
modo
n
’
uma
occasiào
era
qu, negan
do-se
ao
bispo o
seu
foro,
se
mandam
julgar
por
generaes,
segundo
o
foro
mi
litar,
que
é
egualmenle
excepcional,
al
guns
generaes que
estão
processados!
Esta
questão
do
bispo
d
’(Jrgel
é
grave ;
ou
o
governo melhor
aconselhado
lem
de
ater-se
ao
que
prescreve
o
Concilio Tri-
dentino
ifeste
particular, pois
este
Con
cilio
é
lei
do
reino,
lei
que a
nação
li
vremente
se
ha
dado
;
ou
então
satisfará
ás
preocupações
anli-caiholicas
e
ás
exi
gências
revolucionarias,
mas por
outro
lado
expõe-se
a
que
lhe
provenham
d’ahi
con
sequências
que podem ser-lhes
funestas,
mórmenie
nas
presentes
circumsiancias,
para
elle
criticas.
Elle
bem o
conhece,
aliás
não ladeava tanto
sobre
este
assum
pto,
que
bastante o
preoccupa.
Fui
demasiado
extenso,
e
omillindo
por
hoje
outras
considerações e
deixando
para
minha próxima
guerra,
da qual
ha
pouco
que dizer,
ponho
termo
a
esta
cor
respondência
que
por
suas
dimensões
lerá
fatigado
o
leitor.
GAZETILHA
AVISO.
No
Domingo,
dia
10,
depois
da
Mis
sa
chamada
do
Espirito Santo,
e
a
que
assistirá
na
sua
tribuna
o
Exm.°cRevm.°
Snr.
Arcebispo
Coadjutor,
e
lodo o
cor
po
docente,
e
estudantes
internos
e
ex
ternos
do
Seminário,
S.
Exc.a
Revm.
a
descerá
á
Cpella
para
assistir á
profis
são de
Fé
que
um
dos
professores
lerá,
e
que
todos
os
outros
jurarão
nas
mãos
do Exm.°
Prelado,
que
por
todos será
acompanhado
aos
seus
aposentos.
Braga
9
de
outubro
de
1875.
«VeríSaiSes
e«mo
punhos». — E’
este
o
titulo
d
um
opúsculo
de
M^r.
de
Ségur,
que uliunamente
acaba
de
ser
tra-
dusido
da
trigesi
na-setima
edição
france
sa,
pelo
padre
Luiz
Pacheco,
fervoroso
e
incançavel
propagandista
da
inslrucção
religiosa.
R
'commendar
aos
catholicos
os escriptos
de
Mgr.
Ségor,
e
as
publicações
do
pa
dre
Luiz
Pacheco,
seria
superfluidade.
Basta
que
indiquemos
o titulo
da
ob
a
e
o
nome
do
auclor,
e
o
logar
onde
se
acha
á
venda
que
é
na
Livraria
Catholica,
rua
do
Souto,
n.°
28,
em Braga,
e
nas
Livrarias
Cathocas
de
Lisboa
e
Porto.
Uní
bea
*
«unbt»u.
—
O
rabiscador
das
locaes
do
«Jornal
do
Minho»
é
um
be
rimbau.
P<ova:
pag. 3.a
,
colutn. 3.a
,
do
n.°
80
do referi
ío
papel,
correspondente
a
8
d
’
outubro.
Aquillo
é
feito
á
imagem e
similhança
dos
Roques,
nuiguem
nos
tira
d
’
isso.
Pois
que
lhe
Lça
muito bom
proveito
Facadas.
—
Na
tarde
de ante-honlem
na
occasiào em
qtie
se
dirigiam para suas
casas,
n.4
freguesia
de
Adauíe,
os
oíliciaes
de
pedreiro
Antonio
Fernandes
Palha
um
seu
irmão,
e
Manoel
José
Ribeiro,
foi
este
aggredido
pelo
primeiro,
que
lhe
ar
remessou
uma
pedra.
Surprehendido
o
terceiro
por
esle
pro
cedimento,
perguntou
a
rasão
porque
lhe
tinham
jogado
a
pedra.
Mal
tinha profe
rido
esta
pergunta, sentiu-se
preso pelo
irmão
do
«ggressor.
e
este
correndo
para
elle
desfechou-lhe
tres
navalhadas,
que
o
deixaram
em
estado
mui
grave,
pelo
que
foi
hontem
recolhido ao hospital
de
S.
Marcos.
Os
criminosos
evadiram-se,
porque
o
local
onde
se
passou
esta
sceoa
é um
oi-
feiro
lolafmente
desérto.
As
auctoridades
procedem
nas
diligen
cias
necessárias
paTa
a
captura
dos mes
mos.
A’
ex.ma camnra.—
Alguns
habitan
tes
da
rua
de
Jano
pedem-nos para
que
lembremos
á
ex.
,na camara,
a
necessida
de
de
mandar
remover
as
pedras
que
es
tão
obstruindo
aque
la
rua,
para
se
evi
tarem
graves
incomtnodos,
como
utlima
mente
tem
acQnlecido
a
pessoas que por
alli
transitam
de
noite.
Ouodrn dos
pesos e medidas mé
tricas.
—
O
snr. Ernesto
Chardron
man
dou
litografar
em
Paris
uma estampa co
lorida
dos
pesos
e
medidas
métricas
onde
vem
per
feita
mente
desenhados
o
Melro,
o
Quadrado, a
Fila Métrica,
a
Cadeia
Me-
C'ica,
o Cubo,
os
Pesos
de
ferro
e
la-
íao,
as Medidas
para
Liquidos,
Secco
e
Lenha.
Traz,
além
d’
isto,
as
seguintes
tabellas
: Medidas
Fundamentaes,
Medidas
Derivadas Moedas legaes,
Moedas
ainda
em
giro,
Medidas
antigas
comparadas
com
as
do
Sistema Métrico
Decimal.
Contém ain
da
um mappa
qoe
representa um
quarto
de
merediano
igual
a
dez
milhões
de
me>
tros.
Todas
as
e*
colas
de
inslrucção
prima
ria,
onde
o
programma
torna
obrigaiorio
o
en-ino
do
Sistema
Métrico Decimal,
deviam
possuir
uma estampa
d’estas
pa
ra
auxiliar
a
metnoria
dos
alumous.
As
camaras
muoicipaes
deviam
tomar
em
consideração
a
vantagem
que
provém
ao
ensino
das
creaoças da
adopção d’
este
trabalho
que
minto
facilita
a
estas o
es
tudo
do
Sistema
Métrico.
E
já
que
nào
podem fornecer
ás
ditas
escolas
os
mes
mos
pesos
e
medidas,
ao
menos
nào as
privem
do
desenho
qoe
muito contribuo
para
a
perfeita
imelligencia e
compreheh-
são do
mesmo
sistema.
O
que
so vê
gra
va
se
melhor
na
metnoria ; e
nem
d
’
outro
modo
comprehendemos
o
enrino
de
cou
sas
materiaès
que so
nào
podem
conhe
cer
pela
simples
annunciação
de
nomes.
Becommendamfs.
pois, este
trabriho
que,
além
de perfeito,
é
accessivel
a
to
dos
pelo
seu
insigniíicantissimo
preço,
como
se
vê
na
sessão
dos
annuncios.
JLivro rceosumeudavel. —
Acabam
de
chegar
a
esta
cidade,
e
vendem-se
na
Ltvrarii
Catholica,
rua
tio
Souto,
alguns
volumes
*
do «Tesoro
del
sacerdote»,
do
padre
Mach,
obra
que
tem
lido
mui li-
rohgeiro
acolhimento,
e
que
diremos
in
dispensável
para
todos
os
ecclesiasticos.
Sitao».
—
Foram
hontem
conduzidos
para
a freguezia
de
Tougues,
concelho
de
Villa do Conde, dois sinos,
um
com
o
peso
de 703k,024
e
outro
com
o
de
236k,008,
doados
áquella
freguezia pelo
ill.
tn0 snr.
José d
’
Azévedo
Fernandes.
Os
sinos
foram
fabricados
na
acredi
tada
oflicina
do
snr.
Narciso
Antonio
da
Cosia
Braga,
da
rua
das
Aguas,
d
’esta
cidade.
Côr.
—
E
’
a
impressão
que
faz
na
vis
ta
a
luz
reflecrida
pelos
corpos.
Julgou-se
por
muito
lempo,
e
o
vulgo
ainda
hoje
o
crê,
que
é
a
côr
inherente
aos
corpos,
e
que
são elles por si
mesmos,
verdes, ama-
rcllos. incarnados,
etc.
.
basta
uma
pouca
d’attcnção
para
provar o
contrario,
e
que
não
é
a
côr
senão
modificação
da
luz.
1.
°
Não ha
côr sem
luz
;
em
comple
ta
escuridão
lodos
os
corpos
são
prelos
;
não
é
por
conseguinte a
cor
propriedade
essencial
da
matéria.
2.
°
O
mesmo
corpo
visto
a
travez
de
vidros
de
cores
toma-as
todas,
o
que
não
houvera
acontecido
se
tivesse
uma
cor
pri
vativa.
3.
° Os
mesmos
corpos,
allumiados
por
uma
luz
mais ou
menos forte,
apresentam
nma
cor
lambem
mais
ou
menos
viva.
Ha
composições chimicas
que,
ao
ar
derem,
fazem
parecer
as
caras
esverdinha-
das
;
uão
eslá
por
conseguinte
a cor
nos
corpos,
mas
sim
em
o
nosso
espirito,
on
de
sc
despertam sensações
diversas,
segun
do
os
d-ffêremes
raios
da
luz
que
dão
na
retina
dos
olhos.
Foi
Newton
que
descobrio
ser
a
luz
composta
dè
raios
de
diversas
cores.
Re
cebido
um
jorro
de
luz
branca,
tal
qual
chega do
sol, em
um
pedaço
de
cristal
com
a
fórma de prisma triangular, reconheceu
(]ue
depois
de
haver
atrave-sado
o
prisma,
se
decompunha, e
formava,
em
um papel
que
a
recebia,
uma
figura
sobre
o
com
prido,
em
que
se
distinguiam
as
seguin
tes
cores
:
rocho,
anilado,
azul
verde,
ama
rello,
cor
de
laranja
e
incarnado
:
são
es
tas
as
cores primitivas.
Facilmente
se concebe
que
se
a
luz
solar, em
que
todas as
cores
sc
comprehen-
dem,
dá
em
um
corpo
qualquer,
depen
derá
a
cor
d
’esse
corpo
da
cor
dos
raios
que
nos
despedir
para
os
olhos :
um
objec
to
prelo
nào despede
nenhum,
porque
os
absorveu
todos. Se
outro
corpo
absorver
todos
os
raios
menos
o
amarello,
reíleclir-
nos-ha
esle
e
parecer-nos-ha
amarello.
A
herva
e
as
folhas absorvem
lodos
os
rais solares
á
excepção
do
verde
;
as
pa
poulas absorvem lodos, menos
o
incarna
do
; a
neve
despede
lodos
os
raios
sola
res
sem
os
decompor.
Se
não passa tudo isto
de
theoria,
é
todavia
bastante
admissível.
TSteoria
dos
baiões.
—
0
ar
dilata
do
pelo
calor
é mais
leve
do
que
o
ar
frio
:
a
70 gráus
Réaumur
(88
centígrados)
é-o
sufiicientemente
para
que
encerrado
em
um
vasto
espaço
possa
transportar urn
pezo
considerável.
Foi
esle
o
pensamento
que
suggeriu
aos
irmãos
Montgollier
a
inven
ção dos balões;
os balões
porém,
como
por
elles
foram
ideados,
apresentavam
bas
tantes
inconvenientes, como,
por
exemplo,
a
grande
quonlidade
de
combustível
que
era
preciso
levar
;
as
vastas dimensões
do
apparelho,
em
rasão
da
pequena
diflerença
entre o
peso
especifico
do
ar
e
o
da
at-
mosphera
;
o
perigo,
emfim,
de
incêndio,
tanto para
o
balão,
como
para
os
bos
ques, searas
e
habitações
ruraes,
sobre
que
por
ventura
viesse
a cahir:
Substituiu-se
pois
o
ar
elevado a certo
gráu
de
tempe
ratura,
pelo
gaz
hydrogenio,
13
vezes
mais
leve
que o
ar
que
respiramos.
Emprega-se
hoje
para
o
mesmo
fim
o
gaz
da illuminação,
que se
encerra
em
uma
capa
de
sedo
ou
de
tafetá, que
pré
viamente
se
tornara impermeável,
cobrin
do-a
exleriormenle
com
muitas
camadas
d
’
oleo misturado
com essencia
de
tereben
tina.
Nào
sc
enche
o
balão
senãa
até
ás
suas tres
quartas
partes,
em
rasão
de
se
ir
dilatando
o
gaz
á
proporção
que
a
ma
china
se
vae elevando.
Evita-se
que
faça
explosão
por
meio
de
uma
valvula
(a
que
se
chama
valvula
de
segurança)
situada no
alto, e
que
dá sabi
da
ao
gaz
quando
se
ha
dilatado
demasia
damente
e
ameaça
romper
a
capa,
em
que
se
acha
preso.
Têem
provado
multiplicados
exemplos,
que
velas,
remos
e
leme,
só
em
tempo se
reno
podem
modificar
a
direcção
de
um
balão.
Se se podesse
fazer
subir
ou
des
cer
um
balão
á
vontade, alé dar
com uma
corrente
d
’
ar
favorável á
direcção
que
se
pretende
seguir,
quasi
resolvido
se achara
o
problema da
navegação
aérea
;
esse
re
sultado
porém
só
se
consegue
deitando
fóra
uma
parle
do lastro,
ou
expulsando
uma
porção
de gaz,
e
essa
operação muitas
vezes
repelida faria
com
que
ambos elles
se
acabassem, sendo
o
resultado final
pre
cipitar-se
a
machina
com
uma velocidade
proporcional
ao
seu peso
e
á
altura
de
que
viesse despedida.
E
‘
todavia
quasi
certo
que
mais
tarde
ou
mais cedo
se
resolverá
esle
importante
problema,
de
que
tantos
se
occupam.
Oeremonit».
— Prepara-se
na
Servia
uma
ceremonia
perfeitamenle
nacional
e
altamcnte
patriótica. Trata-se
nada
menos
da
consagração
solemne
da
bandeira
cha
ma
la
da
independencia
servia,
mandada
fazer peio
príncipe
Milan
e
modelada pe-
l i
antiga
bandeira
servia,
anterior
ao
do
mínio
turco.
A
nova
bandeira
lem
aguia
branca da
Servia e
imagem
do
archanjo S.
Miguel,
subtendo
na
mão
uma
espada
de fogo.
A
ceremonia
ba
de
cfiectuar-se
com
grande
deslumbramento
e
pompa
no
mosteiro
de
Bakovitza.
Mrtcíain»
imjjorÉasjite. —
Vae
em
pregar-se
na
perfuração
do
lunel
que
hade
ligar
a
Inglaterra
coru
o
continente
cu
ropeu
uma
machina
simples
e
engenhosa,
muito
á
similhança
de
um
grande
trado,
que
corta
a
pedra
calcaria
uo
seo
movi-
rnenio
de
rotação,
n
’
uma
secção
circular
de
dois
metros
de
raio.
Se
se
topar
uma
fenda
e
a
agua
i»rom
per
de
súbito,
não correrão
nenhum
peri
go
os
trabalhadores,
porque
íica
separada
a
parte
em
que
se
opera
do
testo
da.
gale
ria
por meio
de
um
apparelho
de
pare
des
hermeticamente
fechadas,
de
sorte
qne
se
cortam os
veios
da
agua
conforme
se
pratica
a
burdo
dos
navios.
Gaz.
—
Depois
de
repetidos ensaios
prá
ticos
»’
uma
fabrica
de
rolhas
de
cortiça
em
Bordéus,
illuminou-se
a
povoação
de
Nerac
com
o
gaz
produzido
pelos
resíduos
d'aqi>ella fabricação,
destdlado
em
vaso
fe
chado.
A
chamrna
é
d
’
um
brilho
e
alvu
ra superior
ao
gaz
da
hulha;
a
parle
asul
da
mesma
que
sempre se
cbscrva
nas
lu
zes
em
fórma
de
leque,
é
muito menor,
e
a
densidade
d
este
gaz
superior
á
do
gaz
d
’
holha.
O
fabrico
do
gaz
de
cortiça
nas po
voações
em
que
se
fazem
rolhas
e
outros
óbjeclos
’, ou
onde abunda
este produçto,
vem
a
prestar
impoilanle
serviço local,
pudendo
ser
muito
lucrativo
.para quem
o
estabeleça judiciosament
■.
Chamamos
a
'at-
lenção
dos
mdustriaes
para
esle
importan
te
ramo
de
industria.
Gamiinía-r»
«Je
ferro.—
Inaugurou-se
já o
da
Regoa a
Villa
Real.
A
inauguração
foi
muito
festnjada,
ha
vendo
um
lunch
de
40 talheres
offerecido
por
alguns
cavalheiros
aos
habitantes
da
Regua
e
Villa Real.
Demissão.—
Foi
demiltido
pelo
snr.
arcebispo
coadjutor,
de
arcypreste
de
Vil
la
Nova
de
Famalicão,
o
abbade
Domingos
de
Paula
Pereira
de
Mesquita.
Nova companhia.—
Creau-se
na
ci
dade
do
Porto
uma
nova
companhia
com
o
titulo
de
Companhia
viação
do
Minho
destinada
a
fazer
o
serviço
de diligencias e
mala-posla
entre
aquella
cidade
.e
os
pon
tos
onde
toca
o
caminho
de
ferro
do
Mi
nho,
combinado
com
o
serviço
d
’
esta
li
nha
ferrea.
O capital
da
nova
companhia
é
de 9í) contos
de
réis.
redação
se
acham
á ven
da
pltotographia» do
Senhor 1>. .71 i-
çjiieS,
chegado» recentemente
da
Allemanha.
PREÇOS
A» pequenas
ÍO1>
réis.
As
maiores 31H> réis.
BANCO
COMMERCIAL DE
BríAGA.
Resumo
do
balanço do
Ranco
Commercial
de
Braga
em
30
de
setembro
de
1875.
Activo
Acções,
prestações
a
receber
223:8955000
Dinheiro
em
caixa.
.
.
.
96:4065868
Leiras
ern
carteira.
.
.
.
843:8145
*60
Empreslimo
sobre
penhores.
146:3055727
Contas
correntes
com
garan
tia.
......
.
1.151:1095575
Agentes
no
paiz
e
estrangeiro.
531:8475558
Titulos
e
papeis
de credite.
165:3785842
Diversos devedores. .
.
.
57.4165'958
Despezas
de installação.
.
5:7725'>60
Moveis
e
utensílios.
.
.
.
1:896^924
3.226:9035272
Passivo
Capita!.................................
1
000:0.905000
Obrigações
..........................
1.379:5
435350
Depositantes
................................
168:9795895
Agentes
no
paiz e
estrangeiro
3
’
6:9255979
Diversos
credores.
Leiras
em
deposito.
Letras a
pagar.
Notas em
circulação
Fundo
de
reserva.
Dividendos
a
pagar.
Ganhos
e
perdas.
.
31:1955097
. 22:8125140
.
59:5005435
. 113.8255000
.
48:0095000
7195500
. 25:0115676
3.226:9035272
Braga 5
de
outubro
de
1875.
Os
Directores
Manoel
José
da
Costa
Gaimarãesi
Luiz
Antonio
da
Costa
Braga.
BANCO DA COVILHÃ.
Sociedade
anonyma
de
responsa
bilidade
hmitada.
Balanço
ern
30
de
se
lembro
de
1875.
Capital
3.«>(í9»:í>OO5$>Oa>.
1F
emissão
750
100^000
Activo
contos
—7:509
reis.
Accionistas.............................
Leltras
descontadas
e
a
rece
ber
..................................
Efleilos
depositados.
.
Papeis de
credito.
Caixa.......................................
Devedores
e
credores.
.
Empréstimos
com
caução.
Ditos
cm
e/c com
caução.
Despezas
dhnstalação. .
Moveis
e
utensílios
.
. .
acções
de
151:5805000
435:8265260
12:0305000
5:5995530
,46:5175107
16
4155924
1130
145360
113:8705133
2:0255’
00
2:0055325
898:9045539
Fassivo
Capital....................
750:00'5000
Fundo
de
reserva. .
.
.
4905961
Dividendos
a
pagar
.
.
.
1.1205100
Depositantes
.........
57:8645788
Obrigações
a
pagar.
.
.
. 64:6295835
Credores
de eííeilos
deposi
tados........................................ 12:0005000
Ganhos
e
perdas
...
.
.
12:7985555
898:9045539
Covilhã
30
de
setembro
de
1875.
Os
Directores
José
Thomaz
Mendes
Megre
Reslier.
José
d'Amorim
Vaz
de
Carvalho.
AGRADECIMENTOS
J.
J.
Ferreira,
agradece
ao
digníssimo
chefe
da
estação
do
Poilo, na
linha
ferrea
do
Minho,
a
cuidadoso
arrecadação
(fora
objecto,
que
por
descuido lhe
ficára
sobre
um
dos
bancos
da estação,
na
tarde de
6
do
corrente.
Empregados
d
’
esta
ordem
bem
mere
cem
do
publico,
e
tornam-se
dignos da
maior
consideração.
Não
é
em
derredor
d
’aquella
casa
que
os
gatunos
pódem
exercer
a sua
industria.
Lage
7
d
ouiubro
de
187o.
(2739)
J. J.
Gonçalves
Salgado,
nao
lhe
sen
do
possivel,
por
causa do
seu
mau
esta
do
de
saude,
agradecer
pessoalmente
a
to
das
as
pessoas
que
o
visitaram,
e assisti
ram
aos
oíTicios fúnebres de
seu
presado
pae
José
Antonio
Gonçalves
Salgado,
vem
por
esle
meio, protestar
a
todos
seu
eter
no
agradecimento.
ANNUNCIOS
MUDANÇA
Manoel
José
Coelho Braga,
morador
no
largo
de
N. Senhora
A Brança,
n.°
9,
mu
dou
o
seu
estabelecimento
para
o
n.°
12
do
mesmo
largo
(2740)
MUDA
Bernardino
Fernandes,
alfaiate
tanto
de
roupa
ecclesiastica
como
secular,
morador
que
foi
no
Paço Archiepiscopal,
faz
scien-
le
aos
seus freguezes
e
amigos,
que
mu
dou
a
loja
do
seu
trabalho
para
a
rua do
Forno,
n.°
14.
—
Braga.
(2722)
Livraria
d
’
Eugenio
Chardron
QUADRO DOS PESOS E MEDIDAS
MÉTRICAS
Uma
bonita
estampa
colorida.
Preço............................
400
réis.
COPAMIIA
EDIFICADORA
E
INDUSTRIAL
BRACARENSE
A direcção
convida
os
snrs. accionistas
a
fazerem
a
3.
a
entrada
de
5
p.
c.
ou
l$250
reis
por acção, nos
dias
18
e
19
do
corrente
mez,
das
10
horas
da
manhã
ás
2
da
tarde
no
escriptorio
da
Companhia,
campo
de
SanUAnna
n.°
71
D
—2.°
andar.
0
recibo
d
’esla
prestação
será
passado
nos
recibos
primitivos.
Braga
6
de
outubro
de 1875.
Francisco da Silva
Araújo
Fernando Castiço
José
Alves
de
Moura. '(2736)
DILIGENCIAS
diarrs
DE
Manoel
Rodrigues Santa Mari
nha
Antonio do Couto,
Da
cidade de
Guimarães.
Esta
empreza
faz
publico,
que
conti
nuam
com
as
suas
carreiras
diarias
em
di
reitura
de
TEraga
a
Guiiuarae, Fel-
gueira >.
Lixa, AcnaranSe.
Fafe,
La
meiro, uiadare 1 Ba, Arco e Cuvrz.
Todas
estas
carreiras
são
muito
bem
montadas,
com
bons
criados,
bons
carros
e
gado.
HORÁRIO
De
Braga continuam
a
sair
as
diligen
cias
ás
5
e 6
horas
da
manhã,
as
que
vão
em
direcção aos
pontos acima
menciona
dos
; e
de
tarde
ás
2
horas,
na
fórma
do
costume,
só com direcção
a
Guimarães
e
Visella.
Os
bilhetes
vendem-se
em
Braga,
no
bem
conhecido
Ribeiro Braga,
na
pra
ça
do
Barão
de
S.
Martinho,
n.°
29.
(2735)
’
Diligencias
diarias
de
Sebastião
da
Silva
Neves.
Esta
empreza
faz
publico, que
além
das
suas
antigas
carreiras
de
Nine
por
Bar
celios
a
Vianna,
Caminha,
Valença,
Tuy,
Vigo
e
S.
Thiago,
e
de
Braga
a
Ponte do
Lima
e
Vianna,
estabelece
no
dia 28 do
corrente
mez
de
setembro
carreiras
dia
rias
entre Braga,
Arcos,
Monsão
e
Valença,
e
vice-versa.
Estes
serviços
são
todos
em
combina
ção com
os
caminhos
de
ferro
de
Braga
ao
Porto
e
Lisboa,
podendo
os
snrs.
pas
sageiros tirar bilhetes
e
despachar
bagagem
nos
escriplorios do
annuncianle para
to
dos
os
pontos
acima
mencionados. Também
se
recebem
encommendas.
Escriptorio
em
Braga,
na
casa
aonde
esteve
a
Companhia
Viação, esquina
da
Conega.
(2716)’
Rua
du
Campo, nA
22 —
Draga
Alugam-se
os
altos
da
casa
n.
°
22
que
tem
commodos
para
numerosa
famu
lia.
Trata-se
na
mesma
de seu
aluguel
•
póde
ver-se
a toda
a
hora do dia.
(2626c
----- -------------------------- .---------------------
)
Vende-se
o
chalet,
que
a
Empreza
da
Vacaria
lem
na
rua
dos
Congregados.
Vê-se
e irala-se
do
seu
ajuste
a
toda
a
hora
no
mesmo
local
em
casa
do
fallecido
Manoel
de
Magalhães.
(2733)
NOVO
HORÁRIO
José
Martins
Fonláo
Lage
e
Antonio
Jo
sé
Ribeiro,
fazem
publico
que
desde
o
dia
9
de
outubro
em
diante,
começam
com
as
suas
carreiras diarias
d
’esla
cidade
para
a
Povoa
do
Varzim
e
vice-versa
;
saem
de
Braga
ás
9
horas
da
manhã,
chegam
a
Bar
celios
ás
12
e
tem
meia
hora
de
descanço;
sae
á
1
hora,
e
chega
á
Povoa
ás
3
da
tarde.
Volta
Sae
da
Povoa
ás
6
horas
da
manhã,
chega
a
Barcelios
ás
9,
tem
meia
hora
de
descanço,
sae
ás
10
horas e
chega
a
Bra
ga
á
I
da
tarde.
Os seus
escriplorios
são:
Em
Braga,
em
casa
do
snr.
Domingos
Alves
Pereira,
esquina
da
rua
d
’
Agua,
e
na
Povoa
em
casa
do
snr. Francisco Gonçalves, largo
de
S.
José,
defronte da egreja.
Preços
t
De
Braga
a
Sequeira,
80
rs.
De
Braga
ao
Porto de
Martim,
120
rs;
De
Sequeira
a
Barcelios, 160 rs.
Do
Porto
de
Martim a
Barcelios,
120
réis.
De
Barcelios ás
Necessidades,
160
rs.
Das
necessidades
á
Povoa,
2u0
rs.
De
Braga
a
Barcelios, dentro
400
rs.
fóra
300.
De
Barcelios
á
Povoa,
dentro 400
rs.
fóra
300.
De
Braga
á
Povoa,
dentro
600
réis, fó
ra 500.
(2737)
’
José
Martins
Fonlão
Laja.
ALFAIATE
Anlonio José Gonçalves
Costa,
partici
pa
a
seus
amigos
e
freguezes
que
mudou
do
largo da
Sé
para
a
rua
Nova de
Sou
sa,
n.°
17,
aonda
espera
continuar
a
ser
procurado,
por
todos
os
seus
amigos
e
fre
guezes,
a
quem
servirá
em tudo
o
melhor
possivel.
(2738)
’
ALUGA-SE
Uma
casa
feita
de
novo,
sita
na
rua
das Agoas,
n.°
91.
Trala-se
na
rua
dos
Chãos
n.°
13.
Póde
vèr-ae
das 10
horas
da
manhã,
até
á
1
da
tarde.
(2694)
O
professor
em
artes,
letlras e
scien-
cias,
membro
do cleio
e
magistrados,
lodo
o
medico,
cirurgião, dentista e
artista,
que
desejem
obter
o
titulo
e
diploma de
doutor
ou
bacharel honorário,
podem
diri
gir-se
a Medicus,
rua
do
Rei,
46,
em
Jer-
sey
(Inglaterra).
(T
*
)
mudança
O
encadernador
Francisco
Manoel
Gonça].
ves,
mudou
a
sua
ofiicina
da rua
Nova pa
’
ra
a
da Sé,
n.6
3;
roga,
pois,
aos
seu
*
s
amigos e
freguezes,
lhes
continuem
a
dis-
pençar
seus
favores.
(2729)’
"I
ãíta
mwiiír
Se
alguém
se
conhecer
crédor, por
ti
tulo
assignado,
de
João
Antonio
Pereira"
do
logar
de
Valmau
da
freguezia
de s'
Marnede
de
Caniçada,
concelho de
Vieira"
hoje
existente
no
Rio
de Janeiro,
impei
rio
do
Brazil,
queiram
comparecer
peran
te
o
revd.
0
parocho
da
mesma
freguezia
de
Caniçada
o
padre
Antonio Joaquim
Mar-
lins
Antunes,
dentro
de
setenta dias
a
contar
da
publicação d’
este
annuncio.
’
Caniçada.
1
—
10
—
75.
PA
Antonio Joaquim
Martins
Antunes
(2731)
’
'
ATTMO
~
Vende-se um
prelo
manual
inglez,
com
pouco
uso.
Quem
o
pretender,
dirija-se
a
Luiz
Brochado,
rua
de
Santa Thereza,
n.°
25—
Porto.
Conselheiro
Camillo
Anreliano
CULTURA
DAS
ARVORES
FRLCTIFERAS
Pereiras,
Macieiras
e
Pecegueiros
Modo pratico de
plantar
es
tas
arvores,
de
dirigilas
e
po-
dalas.
obriçando-as
a
fructificar
dentro
de
tres
annos,
seguido
d
uma relação
descriptiva
das
melhores
peras,
maçãs
e
pece-
gos
que
se
cultivam
no
estran
geiro.
Um
nítido
volume
de
328
pa
ginas
com
65
gravuras
inter
caladas
no
texto.
800
reis
—franco,
840
reis.
Na
Livraria Bracarense,
rua
do
Souto,
25,
25
A
e
25
B.
No
Porto,
Livraria
Moré
—
editora
(2720J
braga
:
typographia
lusitana
— 1875.
2&I
PRIMEIRA
E
AKTIGA
X
RORIZ
CASA
FELIZ
•)
NA
QUINTA DE ROHIZ
PORTO
JOSE
’
I.
FERREIRA
RORIZ
PORTO
1,3-
EUA
DAS
FL0KES-1,
(JUNTO
À
EGREJA DA MISERICÓRDIA)
COMPRA E VENDE
Inscripções de assentamento
pokto
1
-
RUA
DAS
FLORES
-
3
3
&
(
junta
á
egraja
da
misericórdia
)
SORTE
GRANDE
rèi
»
5.000$000
Loteria
da Santa
Casa da Misericórdia de
Lisboa
Extracção
a
15 de
Outubro
FORNECEDOR
DA CASA REAL
DEPOSITO CENTRAL, RIU DAS FLORES, 35 37 E 39
O
proprietário annuncia
aos
seus
freguezes,
e
ao
publico,
que
em
todo
o
sabão
fabricado
na
sua
fabri-
át
ca,
e
que
na
mesma
se
vender,
ou
no
Deposito
Cen-
6^
trai,
se
fará
o desconto
de 6
por
cento
sobre
os
pre-
w
ços
estabelecidos, de
uma caixa
para
cima.
Satisfaz-se
com
promptidão
qualquer
pedido
que
seja
feito do di-
to
genero, tauto d’esta cidade
como
das
provincias
e
se
garante
a
sua
boa
qualidade.
Ditas
de coupons
Ditas
de divida externa
Titulos hispanlioes internos
Ditos
externos
Coupons
dos
ditos já vencidos.
SO-
©3
“
Sacca,
loma
leiras
e
dá
cartas
de
credito
bre
Lisboa
e
diversas
praças estrangeiras, e se
encar
rega
de
compra
e
venda
de
titulos
de divida
publica
uas
mesmas
praças.
£
V
À
JOSE IGNACIO FERREIRA RORIZ
AFIANÇADO NO
GOVERNO CIVIL DO
PORTO, NA CONFOR
MIDADE
DO EDITAL DE 28 DE JULHO DE 1860
Tem
á venda
no
seu
estabelecimento
bilhetes
intei
ros
a
5$000
rs.
—
Meios
ditos,
a
2$600—
Quartos,
a
1$300
—Oitavos,
a 680
—
Cautellas de 500,
250
e
130
rs.
O
mesmo
satisfaz
com
promptidão
todas
e
quaesquer
encommendas
que
lhe
sejam
feitas
das
provincias, aio-
da
que
sejam
em
grande
quantidade, e
vindo
acompa-
nhadas
do
seu
importe
em
vales
dos
correio ;
e no
fim da
extracção
remette
a
lista
dos
prémios
aos
seus
freguezes,
mas
quando
a
não
recebam
em tempo
com-
petente lerão
a
bondade
de
a
requisitar. (Y *
)
m - É o formato de
-
comerciominho_09101875_406.pdf
Parte de Comércio do Minho (O)