comerciominho_05101875_404.xml
- conteúdo
-
3.
’
ANNO
1875
FOLHA
COMMERCIAL
RELIGIOSA
E
NOTICIOSA
NUMERO
404
Assigna-see
vende-se
no
escriptorio
do
editor
e
proprietário
José
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.
#
3E,
para
onde
deve
ser
dirigida
Ioda
a
correspondência
franca
de
porte.
=
As
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas
;
assim
como as
correspondên
cias de
Interesse
particular.
Folha
avulso 10
rs.
1"<J
EE
A-S
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
anno 1^000
rs.=Semestrc
850
rs.=Provin-
cias,
anno
2&400
rs
e
sendo
duas
4&000
rs.=Seniestre
1^250
rs.
—Brazil, anno
4&400
rs.=Semcstre
2&300
rs.
moeda
forte,
oulO&OOO
reis
e
5&500
reis
moeda
fraca.=Annuncios
por
hnhà
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignantes to
°/
0
d’
abatimento.
BRAGA
—TERÇA
—FEIRA
5 I>E
OUTUBRO
Rigeelaiiea.
Narravam
ainda
hontern
varias folhas
periódicas
que
um
mancebo
pediu a
uma
donzela sua
conversada
o
ouro
da
inçsma,
e
o
que
podesse
haver
de suas
amigas,
para
enfeitar
auginhos
que
deviam
figurai
em
certa
procissão.
Era
um
pretexto
para
lh
’o
roubar;
mas como
a
donzela
lhe
pedisse
com
in
stancia,
sobre
tudo
o
ouro
que
não
era
seu,
o
desempoeirado
mancebo
matou-a.
Como,
segundo
elle,
e
segundo
lodos
os
jornalistas,
liberaes do
nosso
conheci
mento
(seus
mestres
alguns
d
’
elles)
isto
de
céo
e
de
inferno
são
invenções
dos
pa
dres.
e
isto de
milagres
é coisa
impossí
vel,
porque
ludo
é
natural
(embora
haja
quem
diga
—gente
reaccionaria
por
sup-
posto!
—
que
nada
mais
natural que o
so
brenatural),
nào
ha
que
estranhar.
Se
o
mancebo
fosse
melhor
que
os
seu»
princípios,
não
era
mau
;
mas
exigir
que
a'sitn
acontecesse,
seria
uma
prelen-
çào
desarrasoada.
Precisava
d
’
aquelle
ouro
para
seu
in
teresse,
para a
satisfação
de seus
desejos
e
apetites;
poude havel-o
á
mão. foi
há
bil.
Alguém
o
quiz
privar
do
fructo
de
seu habilidoso
trabalho,
matou,
foi
valen
te.
As
feras
dos nossos
bosques,
e
nossos
proprios
ascendentes,
os
clumpanzés
e
os
ourango-laiigos,
não
fasem assim,
se
não
são
uns
estúpidos
ou uns cobariles
?
Que
tendes
pois
que
diser-lhe?
Snrs. jornalistas
liberaes,
homens po
sitivistas
e materialistas
do
livre
pensa
mento;
a
lógica
podtrá ser
malcreada,
mas
é
e
será
sempre
lógica,
—
invencível.
Diseis-me,
e
bem
o
sei,
que
o
pobre
rapaz
está
preso.
Coitado!
Errou
o
calcu
lo;
e
ninguém
dirá
que um
erro
seja
crime.
Ah
1 se
elle
tivesse
matado
a
sua
iunocenle
em
sitio
mais
remoto,
apagando
além
d’isso
lodos
os
vestígios que
o
po
dessem
descobrir
á
policia! como
seria
feliz,
a
nao
existir
um
Deus
justiceiro,
e
por
conseguinte
castigos
tremendos
na
vida
futura.
Ora
Deus, para nós,
é
uma
cathego-
ria
vã,
e
os
taes
castigos
são
fantasmas
pioprios
lãosómenle
para
atemoris«r
ciean-
ças
;—
tudo
fanatismos,
ludo
superstições
1
Ergo...
Que
díseis?
Lê-se
na
«Correspondência
de
Coim
bra»,
referindo-se
á
revolução hispanhola
de
1868:
«Depois
de
uma
revolução
fica
sempre
um
abismo; para
que
es>a
revolução
Itu-
ctifique, e para
que
os
seus
fructos sejam
abençoados
e
bons,
é
preciso
que
esse
abismo
se
eocha
de
luz,
e
essa
loz
é
a
liberdade»,
etc.
Que
coisa quererá
diser
a
«Correspon
dência»
com
eaas
palavras, mais
obscu
ras
que
as
sybillinas ?
Pois em
Hispanha
nos
últimos
annos
ainda
não
tem
havido
e
uão
está
havendo
liberdade
que
farte?
Não
lem
sido
governo
todos
os
governantes
possíveis entre os
mais liberaes?
Dirá
a
«Correspondência»
que
nào. Mas
ella,
se
nos
nào
falha
a
memória,
lem
elogiado
e
defendido,
por
veses,
com ardor,
lodos ou qua>i
lodos
os
governos
que
se
tem
succedido
em
Hispanha
desde
1868.
O
de
Castellar
so
bre
tudo...
E
nem
esse encheu
o
tal
«abismo» de luz?
Diz
a
«Lucta» com
a
verdade
que
a
caraclerisa
:
«Nenhum papa
ousara
declarar-se
in
fallivel
(muilo
atrevida
é
a
ignorância
!);
nenhum,
aioda
dos
mais
poderosos
senho
res
do
mundo,
se arrojara a
duer
ao
ca-
tholicismo
que
tivesse
por tão
certa
a sua
inlallibilidade como
a
divindade
de
Chris-
to
;
pois
a
roupeta
teve
esse
arrojo,
e
em
face
da
rasão e da
liberdade,
ergueu íim
vão
fantasma
para
as
combater,
em
nome
de
Deus, e como
se
fôra
o
proprio
Deu
*
.»
(Vej.
o
n.°
156).
E
n
’
outra
parte
do
mesmo
n.°:
«Ha
n
’aquelle
documento
pontifício
(na
encyclica
sobre
a
questão
rehgiosa
da
Suissa)
muito
odio,
muito
rancor
contra
os
catholicos, que
não
verberam
(7
)
os
do
gmas
da
immaculada
e
da
infallibilidade,
para
que
não
se
supponlia
que
do
lado
opposto
não
predominem
iguaes
sentimen
tos.»
Dá-se
um
quebra-nozes
para
castanhas
a
quem
decifrar isto.
Mais
:
«Etn
Portugal
(o
jesuitismo)
p-éga
a
desobediencia ás
leis,
cond^mna
o
codigo
político,
as
liberdades
publicas,
e
insur-
ge-se
contra
as
leis.»
Se
assim
fosse, devíamos
aífirmar
que
o
luctador
é
um
jesuíta
disfarçado.
Como
nào
é, perguntamos:—
qual mais,
—
igno
rante
ou
cymco?
Suicidou-se
o
director
do
banco da
Califórnia,
disern
os
jornaes
d’
esles
últi
mos
dias;
suicidou-se
o
gerente
do
banco
Mauá
do
Rio
de
Janeiro; suicidaram-se
varios
gordos
capitalistas
de
Vienna
por
causa
de
quebras.
Suicídios
ás
centenas,
aos
milhares
por
ioda
a
parle,
e
nos
paí
ses
mais
civilisados
piincipalinente.
Se
aié
no
nosso
Portugal
já
vae
sendo
moda
saldarem-se
dividas (honradez!)
ou furtar-
se a
desgostos
(valentia !) com
o suicidio!
E
diz
o
«Diário
de
Noticias,»
e
quasi
podíamos
apostar
que
vae
diser o
«Co-
nimbncense»
(apoiado
em
cerlot,
documen
tos
antigos)
que
nada
lem isso
que
ver
com
o
liberalismo
impio
que nos assoberba.
Oculos
habentes
ut
non videanl,
aures...
ut
non
audiant.
O
tal
«Diário»
entende que
todo
e
qualquer
milagre
é impossível.
Assim
ih
’
o
ensinou
«a
filosofia
e a
sciencia.»
qne
a
muna
outra
gente
ensinam
exactamente
o
contrario.
Mas
pondo
isso de
parle, lam
bem
serão
impossiceis cedos
milagres
que
se
contam
nas
vidas dos
santos
quando
a
publicação
d
’
esses
milagres
r/alguos
volu
mes
em
oitavo
rende
mãos cheias
de cum-
quibus
para
as algibeiros
dos
homens dia
ristas ?
E
o
que diremos dos
milagres
bíbli
cos,
sendo
da
Biblia
impressa em
ceita
typographia
?
Será necessário
pedir
também
a
sup-
pressão
de similbante
ensino?
Ou não
ha
verá
elle
ensino
fóra
do vocal;
e
o
en
sinar
superstição
e
fanatismo
por
escripto
será
coisa
laosómente
peuniitida
aos li
vres
pensadores
quando
lhes
faz conta
?
Ficamos
esperando
resposta
a
estas
in-
noceoles
perguntas.
Amigo
e
snr.
redactor.
Ha
pouco
recebi
o
interessante
escri
pto
do
general
Kirkpatnck,
publicado
em
Londres,
a
proposito
do
reconhecimento
da
bedigerancia
do exercito
real
carlista,
peias
potências
da
Europa.
E
’
de
tal
magnitude
o
assumpto,
e
lào
magiSlralmeute
se
acha
tratado pelo illus
tre
general
Kirkpairick,
que
me
parece
ulil
dar-lhe
publicidade
em
Portugal,
ver-
tendo-o
ao correr
da
penna
para
o
nos
so
idioma,
e
annotando
com
esclareci
mentos
históricos,
os
ponlus
principaes
que
contém.
A
lodos os que
desejam
conhecer
me
lhor
o
estado
da
guerra
carlista, e
aos
que
ignoram
a historia
do
pai
tido
legiti-
1
mista hispanhol,
recommeudo a
attenta
leitura, d
’
e»te escripto. ,E
’
em
face
dos
factos
incontestáveis,
que
mais
firmemen-
te
se
assenta
o
juizo
desapaixonado.
E
não
menos
ulil
será
para
o
nosso
nome,
que
o
governo
portuguez
derive
a
sua
conducta
da
justiça
e
do
direito,
que
reclamam
as
cireumstancias em
que
se
encontra
o
partido
carlista,
ao
abrigo do
direito
das
gentes
e das exigências
da
ci-
vilisação
e
da
humanidade
Em
nome
dos
interesses do partido
legilimista,
nào
necessito
rogar
a
toda
a
imprensa
d
’esle
nobre
partido
em
Por
tugal,
a
reproducçào
do
excelleule
opús
culo
do
general
Ku
kpatrick.
Lisboa
28
de setembro
de
1875.
Bernardino
J.
de Senna
Freilas.
».
CARLOS
CONTRA ». AFFONSO
C
om
algumas
considerações
sobre
o
DIREITO
DE BELLIGEIIANCIA
DOS CAR
LISTAS.
pelo
general
KlRKPATfílCK
f
Versão
do
inglez)
Em
1712
exigiu
a
Inglaterra, como
condição
para
acceilar
um
tratado
para a
terminação
da
guerra
de
successão,
na
qual
as
cireumstancias
haviam
envolvido
todas
as
potências
Europeas,
que
elle
de
veria
deíinilivamenle
ser
regulador
d<>
fu
turo:
e
a
successão na
linha
masculina
foi
uma
das principaes
disposições do
tra
tado de
Ulrecht.
Em princípios
do
anno
de
1713,
Philippe
V
de
Hispanha
conce
beu
o
projeclo
de
propor
n’
este
sehtido
uma
lei ao
Conselho
d
’Estado
e
de
Cas-
tella,
e
assim procedeu com
geral
appro-
vação.
(1)
Os deputados
ás
côrtes
achavam-se
reu
nidos
em
Madrid,
e
foram
expedidas
or
dens ás cidades
e
outras
povoações
para
conferirem
directamenie
aos
seus
represen
tantes
todos os suíficientes
poderes
para
discutirem
e deliberarem
sobre
este
as
sumpto,
como consta
do
Auto
Acordado
de
10
de
maio
de
1713.
A
lei
que
limita
va a
successão
na
linha
masculina
foi
pois
estabelecida
com
todas
as solemnida-
des
e
formulas
constitucionaes
exigidas
pa
ra
aherar a lei
fundamental
do
Estado:
a
esta
lei
se
chamou
—
L
ei
S
alica
.
(2)
Nunca
a
Lei
Salica
foi derogada.
(3)
Em
1789
reunidas
as
côrtes
para
o
expresso (im
de
prestarem juramento
ao
príncipe
herdeiro
D.
Fernando,
Florida-
blouca,
ministro
de
Carlos
IV
preparou
secretamenle uma
Petição,
que
os
dele
gados
fôram
induzidos
(4) a assigoar,
pe
dindo ao
rei
o
restabelecimento
da
anti
ga
lei
de
successão,
pela
publicação
d
’
u-
ma
lei
e
pragmatica.
(5)
(Continua)
(1)
O
partido
liberal,
no
sistema
de
sofismar
a
historia
em pró
d
’
um
direito
que
pretende á
força
estabelecer, aliega,
e
adopia
como
ponto
incontroverso,
que
esla
lei
foi
votada
e promulgada
por in
fluencia
da
politica
de
Versaiiles,
pois
que
Luiz
XIV
actuava
no
gabinete
de
Madrid,
e
principahnente
no
espirito
de
Philippe
V.
—Montelico,
que mais
se
tem
esforçado
por
assentar em
traiçoeiras
interpretações
e absurdas conclusões
da
legislação
hispa-
nhola os
direitos
attribuidos
a
Izabel
II,
é
um
dos
escriptores que
mais se
soc-
corre d
aquella
subtileza,
que
esta
des
truída
á simples
intervenção
do
senso
commum.
A
casa
de
França
e
de
Bavie
ra
olhavam
então
com
avidez
para a co
rôa
de
Hispanha. Como
podia
pois
Luiz
XIV
aconselhar a que
se
estabelecesse
uma
regra
de
successão,
que
excluia
c
o
ra
pidamente
todas
as
pretensões
da
côrte
de Versaiiles? O
sofisma
chega
a
ser
unia
necedade.
Senna Freitas.
(2)
A
Lei
Salica
foi
approvada
e
re
conhecida
por
todos
os
gabinetes
da
Eu
ropa em
1713,
excepto pelo de
Ausíria,
que sómenie a
reconheceu
e
prometteu
apoiar
uo
tratado
de
Vienna, celebrado
em
1725.
Senna Freilas.
(3)
Taiiio
não
foi
derogada,
nem
in
tenção
houve
de a deiogar
antes
dos
al
ternados
liberaes,
que
esla
lei
fui
inseri
da
na
Novíssima
Recopilacion,
qoe
Carlos
IV
fez
publicar
em
1805,
isto
é,
16
an
nos
depois
da reunião das
côrtes
de
1789.
D.
Bamon
de
Duti
y
Rassols.
presidente
que
foi
da«
côrtes
de
1810.
conliuna
o
oas
suas
—
Instituições
du
Direito
!
‘uldico
geral
de
Hispanha,
e
não menos
Sempere
na
sua
Hidoria
do
Direito
Hispanhol,
es-
cripta
em
1820-1823.
Senna
Freilas.
(4)
Com
a
devida
vénia,
induzidos
(in-
duced)
uão
é
o
termo
de
que de
‘
era
ser
vir-se
o
illustre auctor.
Eu
chamaria
ao
fado
pelo
seu
verdadeiro
nome:
—
«compa
rados
infamemenle.»
—
Provo-o
:
Votada
que
foi a
Petição
o
conde
de
Campomanes
dirigiu a
Floridablanca
as
seguintes cartas
:
«Amigo e
snr.
—
Estamos
concordes
em
que
os
deputados
virão
ao
beija-mão e a
ludo
o
mais.
Mas
é
necessário que
V.
saiba
que o
rei
deseja
que
as
cortes
se
jam dissolvidas
o
mais
depressa
possivel.
Proponham
quaes as graças
a
conceder
a
esses
homens,
e
que te
vão.
—
Creia
V.
que
ó
isto
o
necessário
e
conveniente
Podem
suspender-se
as
outras
graças.
Faça
o
V.
pois,
quando
mesmo
tenha
que
pôr
de
parle
alguns
dos
negocios
que
haveria a
tratar;
e
mande
ao
seu
amigo
dedicado.
Monino.
«S.
Lourenço
10
d
’
oulobro de
1789.»
E’
notável
o
despreso
e
tedio com
que
Floridablanca
falia
dos
seus
miseráveis
instrumentos.
A
segunda
carta
não
é
menos curio
sa.
Eil-a
:
t
Amigo
e
snr.
—
Recebi
em
Santo
Ilde-
fonso
a
sua
carta
confidencial
de
21,
len
do
recebido
outra
anteriormente,
reserva
da
e
oílicial,
relativamente ás
graças
a
conceder
aos
assistentes
e deputados.
Dei
couta de todo
a
S. Magestade,
e
direi
a
V.
em
poucas
palavras
o
modo
de
pen
sar
de Sua
Magestade.
«Emquanlo
ás
supplicas
ou
petições,
espera-se
que
V.
diga
a
formula
sobre
a
maneira
de
se
resolver,
bem
entendido
que
para
aquelles
que
devem
produzir
lei,
Soa
Magestade quer
ter
tempo
p^ra
as
redigir
como
convém,
depois
de
encar
regar
o
Conselho
dos
termos
da
sua
re
dacção.
<
........................................................................
Sua
Magestade
pensa
pois
fechar
as
côr-
tes
em
5
de
novembro
o
mais
tardar, e
partirá
para
Madrid
com
este
fim.
Por
conseguinte
V.
procederá
de
maneira
que
ludo
esteja
terminado
V.
pode
vir aqui
no primeiro
do
dito
novembro,
e teremos
então
tempo para regular
e
arranjar
ludo.
«Por
fim,
com
respeito
ás
graças,
V.
pode
fallar d
’
aquellas
que
não
importam
despezas
do
thesouro. Alguns dos
assisten
tes
já
pediram algumas,
e
dar-se-lhes hão.
Quanto aos
deputados,
ba
muitos
pedidos,
a
respeito
dos
quaes
ainda
se
não
tomou
resolução,
porque
queremos
desembaraçar-
nos
de
lodos
e
das
côrtes
antes
da
con
cessão.
Uns pedem coisas regulares,
ou
tros
coisas
extraordinárias.
«Todo
seu
amigo dedicado
e
servidor.
^Monino
i
«S.
Lourenço
26
de
novembro
de
1786.»
São
estes
documentos
que
fazem
honra
a<«
partido liberal
dHispanha
! Quantos
de igual
quilate
podíamos exhibtr
pelo
partido
liberal de
Portugal!!!
Senna
Freitas.
(5)
Os deputados
a
estas
cortes
não
liverato
poderes
especiaes para
votarem
tal lei,
como
era
e
é
expressamente
in
di
peosavel
etn
casos
de
idêntica
impor-
tateia
.
*
Senna
Freitas.
Fundado
na
dita concordata,
note-se
bem isto,
reclamou
o
gabinete de Ma
drid
que
o
Summo
Pontífice
retirasse
a
bulia
em
que
assumia
o
patronato
das
ordens
militares
hispanholas
em consequên
cia
da
renuncia
que
a
esla
regalia
fez
o
governo
republicano;
conforme
ás
pres-
cripções
do
mesmo
pacto
reclamou
que
se
determinasse
o
couto
redondo que
se
ti
nha
resolvido
designar
para
o
exercício
da
jurisdição
isenta
pertencente
ás
mesmas
ordens,
petições
a que
a
Santa
Sé
acce-
deu
;
d
’accordo
com
o
mesmo
pacto
e
usando
da
faculdade
que
elle
garante
á
coroa,
fizeram-se as numerosas apresenta
ções
de
bispos,
qne,
sem
concordata,
não
pertencem
ao
monarcha
;
em
conformida-
dç com elle
o
governo
proviu
os
logares
vagos
que
exisúam
nos
cabidos,
e
funda
do
em
seus
preceitos
realisoti
outros
ac-
los
que convieram
a
seus
interesses,
o
que
revela
que, quando
menos
Testes
pontos
o
considerava vigente.
Ora
muito
bem :
quando
se
ajusta
um
convénio
enlre
dous
poderes
ou
entre
dous
indivíduos,
obriga
em
iodas
as
suas
pres-
cripções,
e
se
um
d
’
clles
o
quebranta
no
todo
ou
em
parte
e,
comprehendendo
a
sua
injustiça,
pede
que
em sua
conformi
dade
se
lhe
concedam
e
reconheçam
os
direitos
que
lhe assegura,
é
evidente
que
acceite
as obrigações
que
lhe impõe,
pois
o
contrario seria
absurdo
e
iniquo.
Se
pois
o
governo
hispanhol
pediu
e
alcan
çou
que
se
lhe
respeitem
os direitos
que
a concordata
lhe
outorga e fez
deiles
amplo
uso,
logicamente
se
seduz
que
re
conhece
implicitamente
que
é
obrigado
ao
cumprimento
dos
deveres
que
o
mesmo
pacto
lhe impõe.
Isto
é rudimentar
em
direito
c
qual
quer
que
não
ande
muito alheado
do
sen
so
commuin
o comprchende assim, pois
a
ninguém
póde
nem
deve permittir-se
que
aproveite
das
vantagens
que um con
tracto
lhe
faculta
e
falte
ás
obrigações
que
lhe
impõe,
ou
então
a
lógica
deixa
de
sel-o
e
não
lia dialeclica
que
preste
O
arligo
l.°
d
’
essa
concordata estabe
lece que
em Hispanha
deve
manter-se
co
mo
umeo
o
culto da religião
catholica,
apostólica
romana,
que
é
a
que
professam
os hispanhoes
e
excluir-se
a
manifestação
externa
de
qualquer
acto
contrario áquel-
le
principio
;
assim
como
eslalue
que o
j
Estado
se
obriga
á sustentação
d’
esse
cul
to
e
de
seus
ministros,
como
justa
e
le
gitima
compensação
dos
bens
e
direitos
da
Egreja
de
que
se
apoderou;
e
se
a
con
cordata
vigora
para conceder
ao
governo
hispanhol
a
formação
do couto
redondo
em
que
ha
de estabelecer-se
a
jurisdicção
isenta
do
mestrado das
ordens
militares,
para
fazer apresentações
de
prelados
e no-
!
meações
de
conegos
e dignidades
ecclesias-
licas,
tudo em
conformidade
de suas pres-
I
cripçÕe
*
,
vigora
lambem
para
estabelecer
aquelle
principio que
diz
respeito
aos
in
teresses
da Egreja,
a
menos
que
o
gover
no
hispanhol
pretenda
nas
negociações
a
parte
do leão
da
fabula
Esla é
a
primeira
das
reclamações do
secretario
de
negocios
estrangeiras
da
Santa
Sé,
e
o
menos
ati
lado
coinjrehende
que
n
’esle
ponto
nào
póde
negar-se
razão ao gabinete pontifício.
Nas
dificrentes
épocas
em
que
os
vo
luntários
foram
senhores
do
poder
apode
raram-se
dos
bens
destinados á
monuten-
ção
do
culto,
aos
ministros
do
clero
se
cular,
aos
regulares
c
até
ás
fileiras a
quem
seus
paes
os tinham
dado
de seu
pro
prio
pecúlio,
sem
que
nem
ao
menos pro
cedessem em
sua
base
de
doações
piedo
sas,
posto
que
este seja
um
modo tão
le
gitimo
de adquirir
como o
mais.
Como
era
possível
que
a côrle
pontifícia aban
donasse
os
direitos
que
assistem
á
Egreja
na
justa
e
natural
defeza
de
seus interes
ses,
salvaguardando
ao
mesmo
tempo
o
direito
que
todos
temos
a possuir
o
que
adquirimos
ou
herdamos, o
Summo Pon
tifico
declarou
ao
fazer
a
concordata
que
nào
molestaria
de
futuro
os
possuidores
d’es-
ses
bens,
o
’
que
nào
significa
declarar
bom
o
acto
em
virtude
do qual
os
desfructam,
mas
absolver
das
penas
cm
que
por
elle
incorrem,
o
que
é
muito
diílerenle
e
dei
xa
sempre
a
salvo a
faculdade
de
adquirir
e
possuir
que
compete
á
Egreja
como
a
lodos os
indivíduos
ou
corporações livres;
e
o
governo
hispanhol
comprometleu-se
a
sustentar
«abandonando-o
de
suas
rendas
preferentes»
o
culto
e
os
ministros da
re
ligião,
por
via
da
compensação
dos
bens
violentainente
arrebatados.
(Cuntiuíca)
-------
—
--------
BEVIST1
ESTRANGEIRA
Loma atacou
as
forças carlislas
que
guarneciam
a
linha
de
Valmaseda.
O
va
lente
general
Carasa
repelliu
por
toda
a
parte
o
inimigo
e
acompanhou
sobre
as
suas
posições.
O
general
aflonsista
retirou-se
para
os
valies
de Osa e
Mena.
NOTA DE
MONS. SIMEONt AO EPISCOPADO
HISPANHOL
[Continuação]
Todos
sabemos
que,
segundo
uma
re
gaita
da coroa,
isto
é,
uma
d’essas
anti-
gualhas
que
estabeleceram
os
reis
absolu
to
*
e
que
tão
affeiçoados se
mostram
os
nossos
liberaes, alardeando
sempre
liber
dade,
as
bulias
pontifícias
carecem,
para
publicar
se
e
para
que
surtam
os
efieitos
a
que
se
destinam,
senão
de
caracter
ge
ral, o
passe
regio
ou
>egium
exequalar
;
porém
aqui
não
se
traia
de
bulia,
mas
de
uma
nota
diplomática
e
não
é preciso
de
ter-me
etn
explicar
a
difierença
qne
exis
te
entre a
natureza
de
ambos
os
docu
mentos,
pois
basta
dar-lhes
nomes
para
que
o
leitor
os
diíference.
Convém
toda
via
accrescemar
que
o
passe
régio
foi
coademnado
pelo
Syllabos,
opinião
que
já
alguns
bispos
sustentaram
dirigindo-se
a
i).
Amadeu
de
Naboya,
e
não valle
a
pe
na
proclamar-se
tão
catholico
como este
governo diz
ser,
e estar-nos
diariamente
atormentando
os
ouvidos
com
seus
pro
testos
de amor á
Egreja
para
em segui
di
não
fazer
caso de
decisões
que pur
se
rem
recentes
não
deviam
esqutcer-se.
Deslindada já a que
qualifiquei
de
questão
prévia
e
prescindindo de
outras
muitas
considerações
para
nau
estender-
me
demasiado,
priíripalmetiie
quando
ha
de
haver
opportunidade e
precisão
de vol
tar
ao
assumpto, passo
a
examinai-o
t«i>
essencia
aíim de
que
os
leitores
da
«Pala
vra»
julgem
d’
esta
grave
contenda
com
perfeito
conhecimento
de causas.
O
ministro dos
negocios
estrangeiros
de
S.
Santi
fade, condensando
as
reclama
ções
que a
Egreja
lem
direito
a
fazer
ao
Estado,
pediu
eia
nina nota dirigida
ao
governo
hispanhol
que
se
estabeleça
a
uni
dade
de
cultos
no
território
da
monarchia,
que
se
satisfaçam
ao
clero
suas côngruas
e
qt)x
se
restabeleçam
os
seminários,
com
mais
outras
r<
clai»açòes
de
menor monta,
tudo
conforme
á
concordata
ajustada em
1851, e
como
petição
d
’
oulra
natureza,
que
se
entregue
ao
Summo
Pontífice
a
pessoa
do
bispo de la Seo
de Urgel para
que
o
julgue
pelo
delido
que
lhe
atlribue
a sagrada
penitenciaria, conforme
ás
pres
cripções
do direito
canonico.
A
revolução
triunfante
etn
setembro
de
1868 rompeu
de
modo
\iolenlo
qne
el
la
costuma
a concordata ajustada
em
1851
e,
a
convenção
complementar de
1859.;
porém
este
facto
insolilo
nào
pôde
nem
podia produzir
eíFeito
de
umapdas
parles
conlraclantes,
segundo
os mais
elementa
res
princípios
de
direito
publico interna
cional.
Sabido
é
que
quando
um
pacto
se
rompe,
por
pârle
de
qualquer
des
que
fizeram,
em
prejuiso
do
outro,
assi
*
le
ao
aggravado
o
direito
de pedir
o
seu
cum
primento
pelos
meios
que
julgue
oppor-
tunos,
e
até
póde
exigir
que
o
iudemni-
sem
dos
prejuízos
que o
acto
violento lhe
tenha
occasionado.
tVesta
situação
se
en
contra
a
côrle
pontifícia
com respeito
a
a
Hispanha,
em
consequência do
facto
revolucionaiio
a
que
me
referi.
Ao sobrevir
a
restauração,
teve o
cui
dado
de
proclamar-se
essencialmente
ca-
tholica
e
de
dizer-se
resolvida a
reparar
os aggravos irrogados
á
Egreja
e
a
pugnar
pelos foros
do
direito
postergados,
e
da
tuoral
e
do
respeito
escarnecidos;
e
com
estas
declarações
pediu
e
obteve
que
fos
se
enviado um
Núncio
a
Madrid,
mandan
do
um
embaixador
a
Roma
para que
se
procedesse
á resolução
dos
assumptos
pen
dentes
e
á
satisfação
dos aggravos que
de
viam reparar-se.
GAZETILHA
Um outro
patusco
votou
pelas
suas
3
mulheres,
por
6
filhos
vivos
e
por 2
fj||
10s
que
deviam
nascer,
mais
dia, menos
dia
f
Veja-se
que
liberdade
eleitoral
Até
é
lici
to
contar
com
o
ovo
no
ovário da galinha
'r
O
diacho
são
os
Mornious
!
—
(J.
i:
‘
boa.)
—
Nos
trabalhos
da
cons-
trneção
da
ponte
de
Cabêde,
entre as
es-
lações
de
Ermezinde e
Vallongo
estando
a
guindar-se
uma
pedra soltou-se
esta das
amarrações
e
veiu
cahir
sobre
um
opera-
rario,
que
horas
depois,
era
cadaver.
O
infeliz
deixa
viuva
e
tres
filhos
ao
desamparo.
Fortgsieze» fwllecidos.—
Duran
te o
mez
de agosto
do
presente
anno,
fa|.
leceram na
província
de
Pernambuco,
im-
perio
do
Brazil,
os
seguintes
súbditos
por
tuguezes
:
Antonio Carvalhaes
Pacheco,
35 annos,
solteiro
;
Anlonio
José
de
Sequeira,
62
a.,
casado;
João
Frederico
de
Abreu
Rego,
72
a.,
c.
;
José
Maria
de
Medeiros,
16
a.,
s.
•
José Casimiro da
Silva Pereira, 6
>
a
,
s.
Tunaael.
—
Já principiaram
os
traba
lhos
para a
conslrucção
do
grande tunnel
que
(leve
ligar a França
com
a
Inglaterra.
115
esperanças
de
que
a
obra
possa
con
cluir-se,
sem
grandes
dilliculdades.
Contra
u aíTerçíão
ehnles-iea,
—
—Um
melico
de
Marselha, <le
appeilido
Lisler.
acaba
de
enviar
ao
conselho
de
saude
uma
memória,
na
qual declara
que
desco
briu
um
remedto
infallivel
contra
a
affecção
cholerica.
Esle
remedio
consiste
n
’
uma
soltiçào
de
solphato
de
cobre
addicionada
de
lau-
dano de
Sydenliann.
Lisler empregou-o durante a
epidemia
de
1855,
e
dos centenares
de
doentes
a
quem
o
ministrou
nem
um
só succumbiu.
AéroSití»».—
Na
semana
passada
ob-
servou-se
na
S«boia um
formoso aérolilho,
atravessando
o céu,
na
direcção
de
Mon-
tagnola.
A
pedra
luminosa
descrevia
uma
linha
recla,
do
noroeste para o
suduesle,
na
al
tura
de
3
>
a
35.
graus.
O
seu
ciarão
era
esbranquiçado
e
verde.
O
aérolilho,
quando
chegou
ás
alturas
de
Charmeltès,
parliu-se
em
dois
fragmen
tos,
e
desappareceu.
Algarve.
—
Lê-se
no
Campeão
das
Provincias.
—
Por
mais
que
desejem a
chu
va
não
vem
para
a
infeliz
província
do
Algarve.
Continua
uma
secca
ameaçadora
de
esterilidade
e de
fome.
A
ag
tação
do
mar
e
alguma
nuvem
que
se
tem
agglo-
merado
tio
liorisonte
do
sul,
parecem
in
dicar
que
lem havido
tempestade para
aquella
banda.
Mas
não
chegaram
a cahir
onde
tão
necessárias
se
tornam.
Pelas
têmporas
pelo
equinoxio,
que
são
o
repor-
torio
dos
lavradores,
preveem
elles
que
a
secca
no
anno futuro
ainda será
maior do
que
nos dois
últimos.
—Para
obviar
aos
inconvenientes
e
pe
rigos
da
escassez
extrema
d
’
agua teem-se
empregado
os
últimos
esforços
e
recursos.
Abriu-se
grande
numero
dc poços
para
uso
jjublico
e particular,
profundaram-se
os
que
jinham
pouca
agua,
e
inutilisaram
se
al
guns
para
se
substituírem
por outros
etn
localidas
onde mais
proveito
podessem
dar.
Tem-se
tirado
bastante
utilidade (Pestes
trabalhos o
que
é
muilo
animador.
1
siuaa
c
3
íí
^5
es
no
Jhtgmo.
—
Também
Testa
região
houve
ullimamente
terríveis
inundações.
Na
provincia
de
Bikonseu
abriu-se
uma
montanha e
dos
seus
flancos
joriou
uma
massa
torrencial
d’
agua,
quo
devastou
mui
tas
aldeias,
espalhando
por
toda
a
parte
a
desolação e
a
morte
Na
provincia
de Jel-
chigo,
lendo-se
rompido
os diques,
180al
deias
foram
quazi
complelamente destruí
das. E
’
imp.ossivel
lixar, mesmo
aproxima-
damenle,
o
numero
das
viclimas.
A estas
inundações, seguiram-se
horríveis
calores,
de
que
não
havia memória.
1'aJíecâmeaitc» e
dtes-
taBnentarias.—
Pelas
9
e
meia
horas da
manhã
d
’
honlem,
falieceu
na
sua
casa
da
rua
Anjo
o
revd.
0
José
Maria
Rebello
da
Silva,
abbade
de
Sequeira.
Appareceram
tres
testamentos
cerrados,
dos
quaes, em
resumo,
se
apurou
o
se
guinte
:
Deixa
por
seu
herdeiro
e
testamenteiro
a
seu
sobrinho
José
Antonio
Rebello
da
Silva,
e
aos
lilhos
d’
este,
seus afilhados,
1(IO$OJO
reis
a
cada
um: a
seu
sobrinho
Joaquim
Maria
da
Costa
Rebello,
a
sua
quinta
no
logar das
Lagcs,
na
freguezia
d
’
Aveleda,
e
uma
morada
de
casas
na
rua
do
Anjo:
ao
hospital
de Sl.
a
Cruz,
100£000
reis
:
ao
Asylo
dos
Entrevados
de
S.
Jo
*
sé,
KfhSOOO
réis:
a
seu
segando
sobrinho
José
Midão,
10U$000: a
Francisco
José
de
Paiva
e
mulher
12^000
reis
a
cada
um:
a
Abuso
intolerável. —
Costumam
muitas
das
vendedeiras
da
praça
levarem
para
os
templos,
quando vão
ouvir
missa,
cestos
da
fructa,
bilhas
de
leite,
açafates
com
gallinhas, e
outros
objectos
d
’
esta
laia
Isto
é
além
d
’
iima
irreverencia
supre
ma,
um
abuso
intolerável, e
muito
nos
admira que
Testa
terra
que
se
presa
de
civilisada,
ainda se
tolerem
fados
d’
esta
ordem;
quando
sabemos
de
aldeias
serta
nejas,
onde
em
tempo
nenhum
se
consen
tiram.
Pedimos
a s.
ex.a
rev.
nia o
snr.
arce
bispo
coadjutor,
haja
por
bem
providenciar
convenientemenle,
para
qua
cessem
tào
escandalosos
quanto repugnantes
abusos.
S.
FrauciHco
<1
’A«
b
»«.
— O
grande
Patriarcha
S.
Francisco
d
’Assis,
foi
hon-
lem
festejado
nas
seguintes
egrejas,
haven
do
em
todas
exposição
do
SS.
e sermões :
No
convento
dos
Remedios,
onde
o
sr.
arcebispo
coadjutor
se dignou,
pelas
8
1[2
da manhã
celebrar missa,
a
que
assisti
ram
os
seus
fâmulos,
secretario,
mestre
de
ceremonias,
vice-reilor
do
Seminário
de
S.
Pedro,
e
o
reitor
do
mesmo,
o
exm.°
deão,
que
lhe
serviu d’assislenle.
As
religiosas
cantaram
ao
som do
orgão,
vários
trechos.
A
’
hora
de.-iguada
deu-se
começo
á
missa
da
exposição,
e
orou o
snr.
padre
Luiz
Gomes da
Silva.
Nos
Terceiros
orou
o
snr. reitor
de
Ferreiros.
Na
Penha
orou
o
snr.
conego
Figuei
redo
N
’esta
ultima
egreja
foi
toda
a
festivida
de
feita
a
expensas
do
snr.
Valle,
cirur-
gião-mór
que
foi
d
’inlanleria
8.
@
navay Buraçílo ela»
eamisabo d»
ferro
dc»
6’«r4c>
ú Fovoa d<> Vas
*
-
zim.
—
Como
noticiamos,
teve
logar
no
dia
2
a
inauguração
do caminho
de
ferro
do
Porto
á
Povo.» do
Varzim.
Vieram
assistir
a este
acto
o
snr.
pre
sidente
do conselho
de
ministros,
Fontes
Pereira
de
Mello,
o
snr.
Cardoso
Avelino,
ministro
das
obras
publicas,
e vários
ca
valheiros.
O
concurso
de
povo
era immenso, e
tanto
á
partida
da
locomotiva
tomo
duran
te
o
trajecto
foram
enlhusiasliças
as
de
monstrações
de
jubilo
por este
grande me
lhoramento.
•Subilaçsic»
e
mnmeaçSo.
—
O
Dia-
rio
publica
o
seguinte
despacho:
Manoel
Pinheiro
de
Almeida
e
Azeve
do,
professor
de
philosoplna
do
lyceu
na
cional
de
Braga
—
admittido
ao cabimento
de
que
ficara
dependente
a
jubilação
com
o
acréscimo
da
terça
parte
do
ordenado,
qne
lhe
fóra
concedida por
decreto
de 29
de
setembro
de
1871, visto
estarem
rea-
lisadas
as
condições
expressa
*
nas
cartas
de lei de 26 de
junho
dc
‘
1867
e
7
de
ju
nho
de
1871.
í-edro
Vicente
Dias,
professor
do
lyceu
de
Leiria—
encarregado
de
reger,
em
com-
missào,
o
curso
de
philosophia
no
lyceu
nacional
de
Braga.
Secretaria
d
’
estado
dos
negocios
do
rei
no, em 30
de
setembro
de
1813.=^
Anlonio
Maria
de Amorim.
HsuTem.-ões
mi!iíarea ewa-oyeia.o
adojsíaíírt.M
na
CEiína.
—
A
Chiua
vae
adoptanào
da
Europa
todas
as invenções
militares
mostrando
assim
que
pretende
um
dia
pezar na
politica do
mundo.
Em
prova
disto
diremos
:
O
vice
rei
de Tukien
mandou
construir
em
Inglaterra
dois
couraçados
para
defeza
da
costa ;
cada
um
d
’elles
lerá
uma
peça
d
’arlilheria de 18 toneladas
cuja
bala
será
de
440
iibras.
Em Fuchaiu
fundou-se
um
collegio
im
perial
para engenheiros
de torpedos, e
já
lem
30
alumnos
chinas.
Não contente
com
isto
lem
mandado
vários commissarios
imperiaes
a
Inglaterra
para
estudar a exploração
das minas
de
carvão
e
os
principaes
estabelecimentos.
Vê-se pois
que o governo do celeste
im
pério
começa
a
descer
ás
realidades mun
danas porque
aspira
talvez a occupar
o
lo
gar
que
a sua
população
e
recurso
lhe
promellem,
E
* ciBriaso.
—
Dão-se scenas dignas
de
menção
nas
eleições
dos
Mormons,
se
gundo
refere
um
jornal
de
Sacramento,
(Califórnia).
Como
a
polygamia
é
tolerada,
suceede que
um indivíduo leva
á
urna
a
sua
lista e
a
lista
de
todas
as
suas
mulhe
res
e
filhos.
Um
ratão, n
’
uma
eleição
em Parvvan,
de-
poz
a
bagalella
de
350 listas,
isto
é,
votou
por iodas as suas
mulheres, por
64
filhos,
por
100
netos,
e
por
lodos
os
parentes
possíveis.
Casimira,
casada
com
o
Pinto
da
rua
de
Jano.
30^000
reis:
a
Luiz
Leite,
livreiro,
o
sotão da
sua
casa
da
rua do
Anjo,
para
habitar
emquanto
vivo
fôr,
e
com a liber
dade
de
servir-se
da
agoa
do
poço
da
mes
ma
casa:
a
sua
creada
Candida,
120
reis
diários,
uma
cama
aparelhada, umas
me
didas
que recebe do
Porto
de
Martim,
uma
morada
de
casas
na
rua
de
D.
Gualdim,
c
o
seu
eido e
casas
sita
no
logar
da
Mi
sericórdia,
freguezia
de
Ferreiros:
aos
creados
e creadas
existentes
em
casa
por
occasiào
do
seu
falleeimento
12-5000
reis
a
cada
um.
O
finado
tem hoje
oflicios
fúnebres
no
R.
templo
de
Santa
Cruz.
Era
nosso conterrâneo
e
filho
d
’
uma
dis-
tincta
farnilia
d’
esta
cidade.
Enviamos
sentidos
pesamos aos
seus
sobrinhos,
e pedimos
um P.
N.
por
sua
alma.
Apologia
tio Cliristianieimo.—
Te
mos
o
gosto
de
annnnciar
aos
assignan-
les
d’
esla
magnifica
obra,
approvada
por
Pio
IX
e
vários prelados,
vertida
do
alle-
mão
em
portuguez, com
permissão
e
ap-
provação
do
auctor
pelo
exem.0
snr.
con
de
Samodães.
e
editada
pelo snr.
Ernesto
Chardron,
que
o
primeiro
volume estará
concluído
no
fim
de
outubro, depois
de
publicado
o qual,
o
preço
será
elevado.
A
obra toda
constará
dc
cinco
grossos
volu
mes,
como
a
edição
original,
custando,
por
assignalura,
cada
volume 800
reis,
e
pelo
correio
880.
Escusado
é
encarecer
a
importância
des
ta
obra
depois
que a
imprensa
a
tem
justameote
avaliado
e
constantemente
recommendado
como
uma
das
me
lhores
preciosidades
da
litleratura calholi-
ca.
O principal
trabalho
do
auclor
n
’esla
obra
foi,
se
nos
nao
enganamos,
mostrar
que
a
fé
longe de
ser
opposta
á
razão,
ou esta
aquella.
antes
estavam
de
perfeita
harmonia
as
sciencias
naturaes
e
positivas
com as
verdades
reveladas.
E
’
,
portanto,
a
sua
argumentação
n
’
es-
te
campo
um
brado
eloquente
e
irrespon-
divel
contra
o
racionalismo.
Não
merece
menor
attenção
a
fórma e
o
methodo
que
o
autor emprega
na
ex
posição
da
doutrina.
Aquella
é
rica
de
ima
gens;
este
é
claro
e
opulenlado
com
a
erudição
d’
antigos
e
modernos
íilosofos.
A
Demonstração
da
verdade
christã
que
occupa
os
dous
primeiros volume
*
em
de-
soito
capítulos
; Os dogmas
do
chrislianismo
que
occupam
os
restantes
tres
volumes
em
vinte
e
quatro
capítulos,
são um
tra
tado
completo
de
tudo
quanto
diz
respei
to
á
justificação
da
religião
que
professa
mos.
Vertida
em
quasi
todas
as
iinguas
da
Em
opa,
e
modificada
em
successivas
edi
ções,
não
deixará
de
ser
acolhida
com
egual
fervor
entre
nós.
Na
secção
dos
annuncios
vão
as condi
ções,
e
tempo
da
assignalura.
Aisetioct».
—
Um
inspector
das
esco
las
d’inslrucção
primaria,
perguntou
a
um
professor
d
’
uma
d
’aquellas
escoias,
d
’
este
districto
:
—
O
seu
logar de
professor é
vitalício?
—
Já
requeri
a
minha
vitalidade,
mas
ainda
não
veio
—
respondeu o
professor.
AÍIiançamos
a
veracidade
da
fado.
Caso
sie B
*
ydro|tl>abin.
—
Escrevem-
nos
da
freguesia
de
Cabauellas
:
Ha,
pouco
mais ou
menos,
dois
me
ses,
que
om
homem
d
’esl»
freguesia
foi
mordido
d
’
om
cão
contaminado
de
hydro-
phobi.i.
Não
fdsemlo
este
indivíduo
caso
algum da
ferida
que
o
cão
lhe
causou,
acabi
de
morrer
iníi
acionado
da
mesma
doença.
Durante
tres
dias
escuuuva,
fugia
pelos
campos,
espojava-se no
chão,
rasga
va-se,
fasia
Ctfntursões
horríveis,
sendo
necessário ullimarntnle
prenderem-se-lhe
as
petnas
e
os
braço
*
.
Contristava
o
co
ração
a
quem
o
visse!
Soccumbiu,
afinal,
no
meio
da
mais
fo.te
desesperação
que
é
possível
imagiuar-se.
cie
Urgel.—
Um
periodico
francez
faz
as
seguintes
reflexões
sobre
o
captiveiro
do snr.
bispo
de
Urgel,
Prín
cipe soberano
de
Andorra:
«Qual
será
a
altitude
du
governo
fran
cez
ante
as
perseguições
do
governo
af-
fonsino
contra
o
nobre
bispo
de
Seo
de
Urgel?
E
’
sabido
que o
enthusiasta
de
fensor
dos
direitos
legítimos
de D.
Car
los
e-tá
prisioneiro
em
Alicante
e que
vae
ser
processado,
porque
usou
da
sua
auctoridade
de
Bispo,
impondo
um
casti
go
a
um
sacerdote
da
sua
diocese
que
tinha
ohidado
os seus deveres.
«Olvidam
geralmenle
que
o
bispo
de
Urge! é
Soberano,
e
que
o
governo
fran
cez
tem
direito
e
obrigação
de
intervir
no processo
intentado
contra
o bispo.
«A
republica
de Andorra,
indepen
dente
desde
o
século
IX,
está
sob
a ju-
rísdicção
dos
bispos
de
Urgel.
A situa
ção
d
’este
paiz
é
quasi
analoga
a
do
Montenegro,
á
excepção
d’
esle
ter
ura
príncipe hereditário,
e
aquelle
ler
poi
príncipe
o
bispo
de
Urgel. Todos
os
an
nos
o
bispo
faz
a
sua
visita
a
Andorra
para
administrar
o sacramento da
Con-
tirmação,
e
regular, como príncipe,
as
questões
que
tenham suggerido.
De
tres
em
tres
annos
tem
que nomear
os
dois
governadores,
um
dos
quaes
é sempre
fran
cez.
Agora,
como
a
republica
de
Andorra
está
collocada
sob
a
protecção
da
Fran
ça,
e corno
o
bispo
de
Urgel
tem pode-
res
de
soberano
n
’um
paiz
que
eslá
sob
a
protecção da
França,
estamos
anciosos
por
saber
o
(pie
fará o snr. duque de
De-
cazes
na
situação
em
que
se
acha
o
prín
cipe
bispo.»
retSaeçâo
se aeham
á ven
da
pbotagrapbias
do Senhor D. Mi-
guel,
chegado»
recentemente da
Allemanhi».
PB4EÇOS
As
pequenas
ífi!) réis.
As
maiores 3ú>í> réis.
EXPEE51E5TE
BJA
AOílIXISTKA-
ÇÃO.
Carlas
recebidas na
administração
d
’
cste
jornal
:
Castro
Daire.
—Rev.
0
Reitor
de
Moura-
morta.
Akmquer.
—Rev.
0
Luiz Ferreira
Onofre.
Fale
—
Rev.0
encommendado
de Me-
dello.
Porto.—Ex.
mj
snr.
José
Igaacio
Fer
reira
Roriz.
Coimbra.
—Ex.
mo sor. Domingos
José
Gonçalveç
Pereira.
A
SEHAAA
RELIGIOSA BWMRENSE
Publicou-se
o
n.°
19
d’
este
semanario re
ligioso
que
em parte
vem
substituir
a
União
Catholica
e
Atalaia
Catholica
que
por
es
paço
de
19
annos se
publicou
n
’
esta
cida
de,
e
o
qual
conterá
:
As
leis,
decretos
e
portarias
do Minis
tério
dos
Negocios Ecclesiasticos.
As
Pasturaes,
Exhortações,
Editaes
e
outras
medidas
geraes expedidas
pela
Secre
taria
de
S. Exc.a
Rev.
‘
na
o
Snr.
Arcebispo.
Os
editaes
de
concurso,
os
provimen
tos
das egrejas, as
Provisões
d
Encommen-
dação
e
outros
actos
da
Camara
Ecclesias-
licado
Arcebispado.
Os
factos
mais
notáveis
da
Egreja
Catho
lica
com
relação
a
Portugal.
Artigos de doutrina
religiosa,de lithurgia
de
Historia
Ecclesiaslica
que digam
respei
to
a este
Arcebispado
Primaz
das
Hispanhas.
Apotegmas
ou
ditos
senlencionarios
que
tenham
alguma
moralidade.
Biographias de
varões
illustres
por
sua
sciencia,
virtude
e
serviços
feitos á
Egreja.
Preço
d
’assignalura:
por
anno l$200 —
seis mezes
600
réis.
—
Com
estampilha
por
anno'1^500
semestre
750.
Assigna-se
em Braga, na
rua
Nova
de
Sousa
n.°
3,
para
onde
deve
ser
remelti-
da
toda
a
correspondência
ao
editor
José
Maria
Dias
da
Costa.
Matérias
contidas
no
presente
numero
:
Expediente
ecclesiaslico do
arcebispado
de
Braga.
Parle
official.
Consulta
e
Relatorio
da
Bulia
crusada
Aclas
do
consistorio
de 17
de
Setembro
Secção religiosa.
—
Os
exercícios
es-
piriluaes e
a
ordemção.
Dominga2l,
a
de
pois
do
Pentecostes.
A
Egreja
Catholica
(!»)•
Tendo
fallecido
o
revd."
10
abbade
de
Sequeira
José
Maria
Rebello
da
Silva,
e
tendo
de
se
lhe
fazerem
os
oflicios fúne
bres
pelas
11
horas
da
manhã
do
dia 6
do
corrente na Real
capella
de
Santa
Cruz.
Seus
sobrinhos
José
Anlonio Rebello
da
Silva
e
Joaquim
Maria
da
Costa
Rebello,
pedem
assistência
dos
seus
amigos
áquelle
religioso
acto.
AGBABEMEITOS
José Joaquim
da
Fonseca
e
sua espo
sa
D.
Maria
da
Luz
agradecem
por este
meio,
nào
lhes
sendo
possível
fazel-o
pes-
soalmente
a
todas
as
pessoas
que
toma
ram
parte
na
dôr
que
os
feriu
por
occa-
sião
do
passamento
dos
seus
dois
ionocen-
tes
filhos
que a
morte
acaba de
roubar-
lhes.
A
lodos
protestam
gratidão
indele-
vel.
(272S)
sey
pa
saj
sss
sssi
ANNOTOl
Se
alguém
se
conhecer
crédor,
por
ti
tulo
assignado,
de João Antonio Pereira,
do
logar
de
Valmau da
freguezia
de
S.
Mamede
de
Caniçada,
concelho
do
Vieira,
hoje
existente
no
Rio
de
Janeiro,
impé
rio
do
Brazil,
queiram
comparecer
peran
te
o
revd.
0
parocho da
mesma
freguezia
de
Caniçada
o
padre
Antonio
Joaquim
Mar
tins Antunes,
dentro
de
setenta
dias,
a
contar
da
publicação
d’
este
annuncio.
Caniçada.
1
—
10—
75.
PF
Anlonio
Joaquim
Martins Antunes.
(2731)
BICHAS
Na
rua
dos
Chãos,
n.° 17,
vende-se
bi
chas
de
superior qualidade,
assim
como
se
vão
applicar com promptidão
onde
fôr
ne
cessário.
(2732)
Vende-se
o
chalet,
que
a
Empreza
da
Vacaria lem
na
rua
dos
Congregados.
Vê-se
e
trata-se
do
seu
ajuste
a
toda a
hora
no
mesmo
local
em
casa
do
fallecido
Manoel
de
Magalhães.
(2733)
A®S
SXR8. ASS1GNTAIIÍTE8
DA
APOLOGIA
O
primeiro
volume estarei concluído no
fim
de
outubro
FSXEÇ®
^OO 5«ÉI§
I
selw
correio. . .
. 880
réis
A
obra
constará sómenle
de
CINCO
GROSSOS
VOLUMES
Como
a
edição
original
DEPOIS
DA
PUBLICAÇÃO
DO
PRIMEIRO
VOLUME
O
PKEÇO
SERÁ EILEVA»®
Ernesto
Chardron, Editor—
-Porto.
Eugênio
Chardron,
Editor
—
Braga.
Ainda se recebem
assignaturas
até
20
d
’
oulubro.
Vende-se
um
prélo
manual
inglez,
com
pouco
uso. Quem
o
pretender,
dirija-se
a
Luiz
Brochado,
rua
de Santa
Thereza,
n.°
25
—
Porto.
ENSAIOS
DO
PÚLPITO
PELO
Padre
A.
de
Gouvea
Vende-se
nas
livrarias
de E.
e
G.
Char-
drom
—
Porto
e
Braga.
Preço.
.
. . 800
réis.
Rua
du
Campo,
n.
a
22
—
Braga
Alugam-se
os
alto
*
?
da
casa
n.°
22,
que
lem
commodos
para
numerosa farni
lia.
Trata-se
na
mesma
de
seu
aluguel
e
póde
ver-se
a
toda
a
hora
do
dia.
(2626)
METAES
VELHOS
Na
travessa
de S.
João
n.°
5,
com
pra-se
toda
a
qualidade
de
metaes,
e
ferro
velho
até
mesmo
fundido.
(860)
Conselheiro
Camillo
Anreliano
CULTURA
DAS
ÂRVflhs
FRDCTIF1BAS
Pereiras,
Macieiras e
Pecegueiros
'
Mo
lo
pratico
de
plantar
es
tas
arvores, de
dirigilas
e
po-
daias. obrigando-as
a
fructificar
dentro
de
tres
annos,
seguido
duma
relação
descriptiva
das
melhores
peras,
maçãs
e
pece-
gos
que
se
cultivam
no
estran
geiro.
Um
nítido
volume
de
328
pa
ginas
com
65
gravuras
inter-
caladas
no
texto.
800
reis
—
franco,
810
reis.
Na
Livraria
Bracarense,
rua
do
Souto,
25,
25
A
e
25
B.
No
Porto, Livraria Moré
—
editora
(272(9
Diligencias
diarias de
Sebastião
da
Silva
Neves.
Esta
empreza
faz
publico,
que
além
das
suas
antigas
carreiras
de
Nine
por
Bar
cellos
a
Vianna,
Caminha,
Valença,
Tuy,
Vigo
e
S. Thiago, e
de
Braga
a Ponte
do
Lima
e
Vianna,
estabelece no dia
28
do
corrente
mez
de
setembro
carreiras
dia
rias entre Braga, Arcos,
Monsão e Valença,
e
vice-versa.
Estes
serviços
são
todos
em combina
ção
com os
caminhos
de
ferro
de
Braga
ao
Porto
e
Lisboa,
podendo
os
snrs.
pas
sageiros
tirar
bilhetes
e
despachar
bagagem
nos
escriptorios
do
annunciante
para to
dos
os
pontos
acima
mencionados.
Também
se
recebem encommendas.
Escriptorio
em
Braga, na
casa aonde
esteve
a Companhia
Viação,
esquina
da
Conega.
(2716)
’
DE
Joaquim
Januario da
Silva
Rua
do
Souto,
25,25
A e
25
B.
Desde
já
se acham á
venda
n
’estaLivraria, lodosos
compên
dios
adoptados
no
Lyceu e
Semi
nário
d
’
esta
cidade. Assim
corno
um
grande
sortido
de
estojos
para
desenho,
caixas
com tintas,
Postos,
etc.,
etc.
/Almanach
da
Senhora
An-
got, para
1876,
a 120
rs.
(2721)
MUDANÇA
O
encadernador
Francisco
Manoel
Gonçal
ves,
mudou
a
sua
oílicina
da
rua
Nova
pa
ra
a
da
Sé,
n.6
3; roga,
pois,
aos
seus
amigos
e freguezes,
lhes
continuem
a dh-
penç.ar
seus
favores.
(2729)
Mudança
de
estabelecimento
José
Joaquim
Coelho
dos
Sanios,
ne
gociante
de
pannos,
da
rua
do
Souto, mu
dou no
S.
Miguel
o
seu
estabelecimento
para
a
rua
da
Misericórdia,
n.°
8.
(2717)
MUDA
Bernardino
Fernandes,
alfaiate
tanto
de
roupa
ecclesiastica
coroo
secular,
morador
que
foi
no Paço
Archiepiscopal,
faz scien
te
aos
seus
freguezes e
amigos,
que
mudou
a
loja do
seu
trabalho
para
a
rua
do
For
no, n.°
14.
—
Braga.|
(2722)
PORTO
NA QUINTA
DE RORIZ
3
PORTO
(
junto
à
egreja
da
misericórdia
)
COMPRA E VENTDE
JOSE
’
I.
FERREIRA
RORIZ
Ingeripções
de assentamento
Ditas
de
coupons
FORNECEDOR DA
CASA REAL
1,3-KUA
DAS FLORES-1,
(
junta
á
egraja
da
misericórdia
)
SORTE GRANDE
«
è
»
5.000S000
Doteria
da
Santa Casa
da Misericórdia de
Ijisboa
poivro
1
-
RUA
DAS
FLORES
- 3
DEPOSITO
CENTRAL, RIA
DAS FLORES, 35 37 E 39
l
OWÍE
I
e
*
O proprietário
annuncia
aos
seus
freguezes,
e
ao
publico,
que
em
todo
o
sabão fabricado na
soa
fabri-
ca,
e
que
na
mesma se
vender,
ou
oo
Deposito Cen-
trai,
se
fará
o
desconto
de
6
por
cenlo
sobre
os
pre-
ços estabelecidos,
de
uma
caixa
para
cima.
Satisfaz-se
com
promptidão qualquer
pedido
qoe seja
feito do di-
to
genero,
tanto
d’
esta
cidade
como
das
províncias
e
se
garante
a
soa
boa
qualidade.
Ditas
de divida externa
Titulos
hispanhoes internos
Ditos
externos
Coupons dos
ditos já
vencidos,
©d"
Sacca,
loma leiras e
dá
cartas
de
credito
bre
Lisboa
e
diversas
praças
estrangeiras,
e se
encar
rega
de
compra
e
venda
de
titulos
de
divida
publica
nas
mesmas
praças.
SO
PRIMEIRA
E
ANTIGA
RORIZ
CASA
FELIZ
Exlracção
a
4
de
Outubro
5;
JOSÊ
IGNAGIO FERREIRA
RORIZ |
AFIANÇADO NO
GOVERNO
CIVIL DO PORTO,
NA CONFOR- 'g
MIDADE DO
EDITAL
DE 28 DE
JULHO DE
1860
&
Tem
á
venda
no
seu
estabelecimento
bilhetes
intei- ga
ros
a
5$000
rs.—Meios
ditos,
a
2$600—
Quartos,
a
1$300
—
Oitavo»,
a
680—
Cautellas de
500,
250
e
130
rs.
O
me-mo satisfaz
com promptidão
todas
e
quaesquer
encommendas
que
lhe sejam
feitas
das
províncias, aio-
da
que
sejam
em
grande quantidade, e
vindo
acompa-
nhadas do
seu importe
em
vales
dos
correio
;
e
no
V
fim da
exlracção remette
a
lista
dos
prémios
aos
seus
freguezes, mas
quando
a
não
recebam em tempo
com
pelente lerão
a
bondade
de
a
requisitar.
(Y
*
)
JA
tibacoa
sim-
Grande
deposito de
tabaeoa
NACIONAES
E
ESTRANGEIROS
Rua
do
Souto
n.°
27
A,
27
B.
(
esquina
da
ruà
de
jano
)
BRAGA.
Commissão
aos
snrs.
estanqueiros
:
Xabregas
—
Tabacos
seccos.
.
. 15
°/
0
»
Rapé
.............................
30%
Santa
Apolonia
—
Tabacos
seccos. 15 °/0
>
>
Rapé.
...
30
°/‘
Lealdade
—
Tabacos
seccos
.
.
.
15%
>
Rapé....................
35%
Portuense —
Tabacos
seccos.
.
.
15%
»
Rapé
....................
40%
Boa-fé
—
Tabacos
seccos.
.
.
.
15
°/
0
.
»
Rapé...................................
4O°/0
Liberdade
—
Tabacos seccos.
.
.
15
°/0
A.
Nacional
—
Tabacos
seccos.
.
15%
Regalia
>
»
. .
15
%
Fidelidade
Portuense—
Tabacos
sec
cos...................................................
12 %
Cumpre-se
qualquer
encommenda
para
as
províncias.
O gerente,
Anlonio
Joaquim
d
’
Ascenção
e
Souza.
(2701)
ALUGA-SE
Uma
casa
feita
de
novo,
sita
na
rua
das
Agoas,
n.°
91.
Trala-se
na
rua
dos
Chãos
n.° 13.
Póde
vêr-ae
das
10
horas
da
manhã,
até á
1
da
tarde.
(2694)
Extrai,
cura
e
conserta
os
dentes
ca
riados. colloca dentes artificiaes com
pre-
feição. Presta-se a
chamados
fóra da cida
de.
Consultorio,
Campo
de
SanUAnua
n.°
1,
das
8
da
manhã
ás
5
da
tarde (2723)
ALFAIATE
Manoel
da
Silva
Gandarella,
participa
aos
seus
amigos
e
freguezes,
que
mudou
do
Campo de
SanfAnna para
a
Praça
do
Barão
de
S. Martinho
n.°
27.
Quem
precisar
de
um
indivíduo
co
nhecedor
de
escripluração
mercantil
em
partidas
dobradas
ou simples,
que
(em
al
gumas
horas disponíveis
ao
dia,
dirija-se
a
esta
redacção
em
carta
fechada,
com
as
iniciaes
X.
Y.
Z.
(2719;
touro
achado
Achou
se
na
terça
feira
21 do
proximo
passado
mez
de
setembro, na
rua do
Sou
to,
d
’
esta
cidade,
um
touro
que
se
acha
depositado;
a
quem
faltar,
dirija-se
á
ad
ministração
do
concelho,
que
dando
os
signaes
certos
e
mediante a
satisfação
das
despesas
feitas,
ser-lhe-ha entregue.
(2730)
Francisco
José
da
Cunha
Com
loja de caldeireiro
Rua
de
S.
Vicente,
n.°
100
—
Braga
Vende Caldeiras,
Taxos,
Bacias,
Cho
colateiras,
alambiques,
e
mais
objectos
de
cobre,
pertencentes
ao seu
estabelecimen
to,
por
preços
commodos.
(2689)
L
’
Illuslralion
de
la
mode.
O
mais
elegante, i
Mamente
illustrado
e
barato
dos
jornaes da
moda.
Publica-se em
Pariz
uma
vez
por
mez,
no
formato
dos
grandes
jornaes
illustrados.
Cada
nomero
contém
dez
a
quinze
mo
delos
de
toiletle, uma
grande
folha
de
mo
delos
de
tamanho
natural e
uma
magni
fica
gravura
clorida.
Quem
quizer assignar
esta
publicação,
dirija-se
á
livraria
de
Eugênio
Chardron,
largo de
S.
Francisco.—Braga.
A
empreza
offerece aos
seus
assignan-
tes
um
magnifico
cofresinho
contendo
tu
do
o
que
é
necessário
para
um toucador
e
cujos
objectos
valem
paia
cima
de
20
fran
cos.
Preços
d
’
assignatura
—
Portugal
:
sem
o
referido
brinde
—
9
fr.
Com
o
brinde
—
13
fr.
NOVA
FUNDIÇÃO
DE FERRO
DE
Antonio Germano Ferreirinha
NA
Travessa
de S.
João
Aonde
faz
toda
a
obra,
assim
como
bombas,
conçollas,
columnas para gaz,
pe-
zos
novos, panellas
á
ingleza
de
todos
os
tamanhos,
canos
para
agoas
e
gaz,
e
toda
a obra
de
fundição,
como
grades
para
sacadas,
obra
de
metal, sinos
e
outros
ob
jectos
de
igual
teor etc.,
pelos preços
do
Porto.
João
Manoel
da
Silva
Guima
rães.—Rua do Souto
n.°
43.
dal-o
experimentar por meio
de
qualquer
processo
chymico.
N’
estes
preços
nãa
fica
incluído o
valor
da
garrafa
que
o
comprador
apre
sentará
ou
pagará
50
reis
por
cada
uma.
(N
♦)
Um
piano
forte.
Para
tratar,
no
cam
po de
D.
Luiz
I,
n.° 1
(entrada
da
rua
dos
Capellistas.)
A.
RIBEIRO
Campo
de
D.
Luiz
I,
n.°
1.
(Entrada
da
rua
dos Capellistas.)
Tem
grande
sortimento
de
fazendas
de
lã
modernas,
para
vestidos,
preços
bara
tíssimos,
100,
120,
e
160
rs.
e
de
maior
preço.
Chilas
largas de
90,
100
e
120
reis,
goarda-solinhos
para
senhora,
desde
1$000
reis
até 3000;
tranças
e
cuias
para
ca
beça
de
senhora
;
leques
prelos
e
de cô
*
res
dos
mais
modernos
para
senhora;
la
ços
e
fichus
de
seda
para senhora,
e
mui
tos
artigos
proprios
do
seu
estabelecimento.
(2630)
Compra
e
vende
Acções de todos
os
Bancos
e
Companhias,
Inscripções
de
As
sentamento
e
coupons.
(X
*
)
Âlfflffll
illi
IIIIÍWS
DO
ALTO
DOUBO
DA
CASA
DE VIK.LA POUCA
RUA
DO
SOUTO
N.°
15
BRAGA.
Acaba
de ser
sortido
esle
armazém
com
as seguintes
qualidades
de
vinhos
engarrafados
e
aquarlilhados
:
ENGARRAFADOS
Vinho
tinto
de
meza.
.
.
.
.
150
>
>
>
. . . .
.
190
>
Lagrima.............................
.
200
>
Branco
de
meza.
.
. .
.
210
>
tinto
de
meza fino.
.
.
.
270
> de
prova
secca. .
.
.
.
300
»
Malvasia
de
2.a.
.
.
.
.
360
»
>
velho........................
.
400
> Bastardo
.............................
.
500
>
Moscatel
.............................
.
500
>
Malvasia
.............................
.
500
>
Roncão.............................
. 700
>
Alvaralhão
.............................
.
560
>
Velho
de
1854
.
.
.
. 600
Asphalto
Nacional
da
Mina de
Aseche
A
Companhia
de
Lisboa
com escripto-
rio no
Porlo
na
Rua
do
Bomjardim
n.°
365,
previne
os
seus
freguezes
e
o
publi
co
em
geral
que
continúa
a
encarregar-
se
de
qualquer
obra
a
que
seja
applicavel
o
asphalto,
assim
como terraços, impenas,
passeios
em
jardins
e
nas
ruas publicas,
ca-
valheriçes,
eiras,
etc.
A
mesma
Companhia presta-se
a
ga
rantir o
bom
resultado
do
seu
trabalho,
sendo
suíficienle
para
recommendar
o
seu
asphalto,
a
perferencia
que
lhe tem
si
do
dada pela
administração
das
obras
pu
blicas
e o
repelido
chamamento
para
subs
tituir
asphalto que
se
por
ahi
pregoa,
co
mo
vindo
do
estrangeiro.
Todos
os snrs.
que
precisem
qualquer
encommenda
d
’
este
genero,
podem
fazel-a
no
Porto
Rua
do
Bomjardim
n."
365,
e
em
Braga,
na
Fabrica
da
Fundição
do
Minho.
(2535)
A
RETALHADO
Vinho
para
meza
50 e
80,
o
quar
tilho
tinto
e
120
o
branco.
Responde-se
e
garante-se
a
pureza
e
boa
qualidade
de
lodos
estes
vinhos,
po
dendo
todo
e qualquer
consumidor
man-
EMPREGADO
Precisa-se
de
um
empregado para
es-
cripturação
commercial.
Quem
estiver
nas
condições,
dirija-se ao campo de
D.
Luiz
l.°
n.°
5
e
6.
(2706)
BRAGA
:
TYPOGRAPHIA LUSITANA — - É o formato de
-
comerciominho_05101875_404.pdf
Parte de Comércio do Minho (O)