comerciominho_06111875_417.xml
- conteúdo
-
M
ii
isíkg
3?
ANNO
1875
FOLHA
COMMERCIAL RELIGIOSA
E
NOTICIOSA
NUMERO 417
Assigiia-see
vende-se
no
escriptorio
do
editor
e
proprietário
José
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.°
3
E,
para
onde
deve
ser
dirigida
toda
a
correspondência franca
de
porte.=»
As
assi-
goaturas
são
pagas
adiantadas
;
assim
como
as
correspondên
cias
de
Interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
pujb
aja.®
a
-
ss
ss
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
?
i
;
i
-
,.;5MS3oattagSKa
^
w.‘.T»
w
r
^OTH»Mr>,
P
reços
:
Braga, anno
l$60U
rs.
—
Semestre
^õ0
rs.=Provín
cias,
anno
í^àOO
rs
e
sendo
duas
4&000
rs.=Semestre
1&250
rs.=Brazil,
anno
Ji£400
rs.=Semestre 2$300
rs.
moeda
forte,
oulO&OOO
reis
e
oSoGO
reis
moeda
fraca.==ànnuncips
por
linha
20
rs.,
repetição
10
rs. Para
os
assignantes 20
%
d’
a
batimento.
iiõrâiÈSiãB^ÍBcãiããÍMa^^ií«ããk3aira’
íSKiãsmiiÃs3íA-;
.:y .<N;
j'52«Si^jSSãíê^ãii^'íí»~>»
esta
vez. Vós
sois
o»
senhores
feudaes
da
nossa
liberdade,
honra
e
vida,
bem
o
sa
bemos;
porém consenti qoe
por
esta
vez
sómente
os
vossos
vassalos,
esle
povo
peão,
possa
encolher
livremenle
os
seus
vereadores.
Fasei
uma
vez
a
vontade
ao
povo
:
vo-
tae
com
elle
a honrada
lista
que aqui
repelimos
:
Antonio Boberto
d’
Araujo Qoeiroz.
Antonio
Brandão
Pereira.
Antonio
Bemardino
Pinto
de
Madureira.
Domingos
Jo
*
é
Soares.
Estevão
da
Costa
Ribeiro
da
Cruz.
João
de
Paiva
Faria
Leite
Brandão.
José
Joaquim
d
’
Araujo Correia.
BBJLGA-SÃ8BADO 0 DE
iVOVEJIBKtt
A
m
duas listas.
Em
supplemenlo
do
«Jornal
do Minho»
foi
ante-honlem
novamente
publicada
a
celebrada
lista
dos
29
Já
eslavamos lo
dos
desenganados
de
ião
infeliz
combina
ção,
e
certos
da
semceremonia
com
que
nos
era imposta a
suprema
vontade dos
novos
mandões ;
mas,
devemos confessal-o,
não imagina
vamos
sequer
que
houvesse
da
parte
dos
novos senhores
tanta
ousadia
e
segurança
dos
seus
devaneios
e
poderio!
Apparecera
opposiçâo
á
nobilíssima
lista
organisada
pelos
29,
e
estes,
indignan
do-se
pelo
nosso
atrevimento
e
pela
má
creação
dos
que
nos
deram
rasão,
bate
ram
o
pé
e
íUeram
tremer
com
as suas
iras os
salões
dourados e
os degraus
do
seu
throno
!
—Cachorro
de
povo!
bradaram
os man
dões
seculares
e
não
seculares
—
Has
de
acceitar
por
força
a
nossa
lista,
e
para
isso
ahi
t’a
atiramos
de
novo!
—
Ea
no
bilíssima
e pindarica
lista,
n
’
um
pequenino
supplemenlo,
veio
de
uuvo
bater-nos
nas
faces
!
Oh
que
nojo
!
Meus
senhores!
Ouvi
as
nossas
sup-
plicas,
ou
reparos,
e
permilti
que
vos
di
gamos
:
A
vossa lista
não
nos
serve,
porque
tem
nomes
que
podem citar-se como
mo-
dellos
de
péssima
administração
dos
pró
prios
bens; e
nós queremos
quem
saiba
administrar
gs
bens
do
município,
porque
a
fasenda
é
nossa.
A
vossa
lista
tem
nomes
que nada
possuem
n
’
eria
cidade
e
concelho,
senão
as
entradas
e
sabidas
;
e
nós
queremos
para
camaristas
quem
uão possa
lançar
impostos
sem chegar
com
elles
ao
seu
bolso.
A vossa
lista
lem
nomes
que foram
de
Braga
a
Lisboa
dar
votos
de
louvor
ao
auctor
e
calumniador
dos
Lazarislas.
e
que
aqui
se
empenharam contra
a
au-
ctorid
tde
para
a
forçar
a.
coosentir
na
representação
de
tão monstruosa
peça,
no
dia
anniversario
de
Pio IX—
o
que
con
seguiram,
dando assim uma
bofetada
nas
faces
do
Vigário
de
Christo e
de
todos
os
verdadeiros
catholicos
bracarenses!
Taes
camaristas
não
nos
servem.
A
vossa
lista
lem
nomes que,
nas
ho
ras
de maior ternura,
fasem
gala
de
an
dar por
ahi
de
braço
arregaçado
mostrando
certos
emblemas maçonico»,
gravados
na
pelle
a
tintas
de
côr;
e
este
povo
presa-
se
de
ser
catholico.
A
vossa
lista,
emftm,
lem
nomes
que
não
sabem
ler
nem
escrever,
e
o
muni
cípio
de
Braga
não
é
um
burgo
podre
de
analfabetos,
mas
uma
das
leiras
nuis
il-
lusltadas
do
paiz.
Ouvi
a
nossa
supplica,
ínclitos
e
po
derosos
mandões!
Mandai-nos
outra
lista,
ou
então
haveis de
tolerar
que
sacudamos
a
albarua
qne
nus
quereis
impor,
e
vos
apresentemos
outra
lista
muilo
boa, muito
do
agrado
popular,
incomparavelmente
me
lhor que
a
vossa.
Esta
lista,
sim,
agrada
a
todos,
é
a
lista
do
povo,
a
lista
dos
nossos
afleclos,
a
lista
honrada.
A
nossa lista
cornpõe-se
de
homens
hoi rados,
independentes,
illustrados,
lo
dos
(Teste
mumcipio,
onde
teem
casa
e
haveres,
lodos
bons
administradores
de
seus
bens, todos catholicos de lei,
e
ne
nhum
d’elles
pintado
maçonicamenle
com
tintas
de
côr,
como
os
americanos
e
os
ciganos.
A
nossa
lista não
tem
políticos
fac
ciosos,
apaixonados,
de
bandeiras
despre
gadas:
compõe-se de cidadãos prudentes,
amantes da
oídem,
de
uma
só fé
e
um
só
parecer,
homens
de provada
tirmesa
e
honradez.
Não
ha
remedio,
meus senhores,
senão
consentir
que
nós
tenhamos
rasão
por
Egjperteg»
deiuocratiea.
Causa
realmente
ledio
a
leitura
de
certos
jornaes, que,
inspirando-se
no
mais
crasso
materialismo,
de
ludo
se aprovei
tam,
de
ludo
lançam
mão, para
moverem
o
odio
e
a
perseguição
aos
catholicos.
Quando
os
factos
não
favorecem
os
seus
ruins
intentos,
o
que
quasi sempre
acontece,
deturpam-n
’
os.
Quando
os nào
teem
que
se
prestem
a
ser
invertidos,
foijam-u
’os,
viveotando
ca
lumnias.
Dos
actos
mais ionocentes
tiram par
tido,
para, colorindo-os
a
seu
modo,
noi-os
apresentar
como
enormes
atte/Ha-
dos.
E
assim
é,
que
os
colholicos
appare-
cem
sempre
u
’esits
jornaes,
como
gran
des
criminosos.
Um
n.°
da «Democracia»,
que
«os
veio
á
mão
dá
a
prova
do
que
disetios.
Sob
a
epígrafe
—
Espertes»
re/ccionaria
—
fez
sua uma
revelação
do
«Times»
so
bre os
motivos
que
levaram
a
Ilalia
a
seguir
a
França,
Allemanha
e
Inglaterra
na
altitude
que
estas
potências tomaram
perante
o
torpe expediente íoanceiro
do
governo
tuico,
que
tanto
prejudica
os
in
teresses
dos
súbditos
d’
esus nações.
Eis
qual
seja
essa
reve/ação,
que poi
certo
muito
havia
de
custar ao
principal
orgão
da
revolução
na
Europa, o encon
trai-».
<0 partido
catholico
considerou
desde
a
entrada de
Viclor
Manoel
em
Roma,
que
a
collocação
do seu
dinheiro
em lun
dus
italianos
tendia
a
animar
e
reconhe
cer
a
aggressão
de
t/ue
parece
(sic)
ler
sido
victima a Santa
pé.
E
é
por
isso
que
o
clero
e
seus
partidários
collocaram
as
suas
economias
em
fundos
turcos,
que
alem
de
ludo
eram
mais
remuneradores.
E
como
a ilalia
possue
uma
grande
renda
u’
estes
fundos,
eis
a
rasão porque se
as
sociou
ao
convite francez»...
Seja
assim
com
relação
á
Ilalia.
E
porque
nào?
se
o
lhesouro
turco
otíerecia
mais
vaotageus
aos
credores,
era
uma
rasão
a
mais para
que
os catholicos ita
lianos
lá
depositassem
os
seus
dinheiros,
cem
preferencia
ao
lhesouro
italiano,
que
de
lodo
exbausto, e
sem garantias, uo
estado
em
que
se
encontra
o
deste
paiz,
quanto
dinheiro
n
’
elle
entra
é
pouco
para
fartar
os
buzzurri,
perseguidotes
dos
ca-
tholicos.
O
que
porém
não
percebemos,
é
por
que
motivo a França,
Allemanha
e
In
glaterra?
Nem
o
«Times»
se
dignou
diser-nol-o,
nem
a
«Democracia»
poude
lobrigar.
Se
é
verdade
porém,
que
a
Inglaterra
tem uma
grande
renda
em
fuudos
turcos,
e
se essa renda
pertence exclusivamenle
aos
catholicos,
como
dá
a
entender
o
«Times»,
parece-nos,
que não
será
fóra
de
pioposito
o
asseverar,
que
a
maioria
talvez
dos
italianos,
representada
por essa
grande
renda,
é
contraria
á
actual
ordem
de
coisas,
alh
existente, e que
por
lanto
o
governo
de
Victor
Manoel
está
longe
de
ser
um governo
nacional, como
a|
«Democracia»
lhe
chama.
Na
opinião
da
folha
democrata,
os
ca
tholicos
italianos
deveriam confiar
a
pelle
a
quem
já
lhes
tinha roubado
a
camisa ;
e
porque
o
não
fasem,
esbraveja
contra
elles,
disendo
:
«Que
é
á
vista
d
’
isso
tal é
o
odio dos
clericaes
romanos
ao governo
nacional
e
liberal
(sic)
de
Victor Manoel, que
che
gam
a
considerar
este
como
mais
escom-
muogado
do
que
o
proprio
Grão Turco
em
pessoa».
Está
enganada
a
«Democracia».
O
sí
mile,
qod
atiribue
aos catholicos,
♦•stá só
na
honradez caracterislica
dos
actos
de
um
e ifoulro,
pois
qoe
o
G^ão
Turco
não
está excommungado,
cento por
iguo-
rancia
imagina.
Pa
*
fa
o
ser,
fôra
preciso
que
primeiro
tives/e
pertencido á
communhâo
catholica,
d
’
oude,
-como
Victor
Manoel,
pela
trahir,
fosse
expulso
ou
excomtnuhgado.
/E
digam-nos
se
não
está
justificada
»
tepigrale
que
tomamos
para
esle artigo.
—
--------
Com vista
a»
«JorBiaâ
do
NI
íbb
I
xod
.
O
«Jornal do
Minho».
d
’
hontem,
co
meça
por
nos aggredir
insoluamenle,
pre
tendendo
faser acreditar
que
não
passamos
d
’
uma
creança,
e
que nos
prestamos
a
servir
de
joguete
nas
mãos do
partido
go
vernamental.
A
folha
do
snr.
João
Antonio
tem
frequentemeule
(Testes
descuidos.
Não
poucas
veses,
na
ecuctação
dos
seus despeito»,
até
chega
a
esquecet-se
da
so»
altíssima
dignidade
jornalística,
a
ponto
de
vir
espreitar
o
que
se
passa
no
interior
da
nossa habitação particular,
para
depois
sair a
combater-nos
com
a
arma
facílima
do
doesto..
São
coisas
d’
este
mundo.
Não obstante
não
nos
ferirem os
ar
remessos
de
adversários
tão leaes.
sempre
diremos
á
folha
do snr.
João Antonio
—
que
o
actual
redactor
do «Commercio
do
Minho»,
J.
M.
Dias
da Costa,
não
receia
que
oulros
lhe
tirem contas.
Isto
foi,
provavelmente
um
dos
muitos
gracejos
inoflensivos
que
o
«Jornal
rio
Minho»,
costuma
deixar
escapar,
em
mon
ção
de
pilhena.
Suppoudo,
todavia,
que
alguém
iguore
estas
marés
da
folha
do
snr.
João
Anto
nio,
diremos
ainda
:
O
redactor
do
«Com
mercio
do
Minho»
começou
a
servir
a
patria
em
1828;
lem
o
seu
nome
in»cri-
pto
em
varios
almanaks e ordens
de
dia
;
prestou
um
só
juramento,
e
nunca
rece
beu
titulos ou sollicilou empregos
(antes
regeilou os
que
lhe
oflereceram)
dos
go
vernos,
que lem combalido
conslaulemen-
te
;
lida
ua
imprensa
ha
21
annos
e
nào
costuma
descer
a
vasculhar
ua
vida
priva
da
dos seus
adversários.
Dicto isto, em-
prasa
o
«Jornal
do
Minho»
a
que
o des
minta, se póde.
Tomamos
a
liberdade de
lembrar
ao
collega,
que,
á
parte
umas
insiiiuaçõesitas
que resaitam do
seu
artigo
directivo,
a
que
vimos
al
1
udindo,
gostamos
que
se
vies
se
entreter
comnosco.
Não
creia
que
ao&
atemorisa
o
sobreceuho
com
que
nos
ap-
parece.
Combata
lealmeate
e
aehar-nos-
ha
sempre
dispostos
para a
lucta.
Passemos
adiante.
A
lista
que,
a
pedido
d
’
um
nosso
amigo,
publicamos
em
supplemeuto
ao
«Commercio
do
Minho»,
apenas
soflreu
alteração
em
dois
nomes, porque
isso
nos
foi
pedido
pelos
cavalheiros cujos
eram
;
falta,
pois,
á
verdade,
quando
allirma
que
a
«Regeneração»
transcreveu
qualro
cha
pas
publicadas
em
o
nosso
jornal.
Terminamos,
disendo
á
lolha
dos
his
tóricos,
que
a
lista
que
publicamos em
o
n.°
antecedente, e que
hoje
repetimos,
é
aquella que
acceitamos
e
do
cotação
desejamos
que
triunfe,
como
se
deixa
ver
do
nosso
artigo
principal.
A.
Isbea^dade.
Muitos
e
oppostos
nos
seus
interesses
de corrilho ou
de campanario
são
os
par
tidos liberaes,
que
se
degladiam n
’
este
nosso abençoado
solo
—
todos
rebentões da
frondosa
arvore
da
liberdade,
que
foi
plan
tada
em
Portugal
á
custa
de
muitas
torpesas,
indignidades
e
traições.
Esta
abençoada
arvore
da
liberdade,
que
foi
transplantada
(1’
oniros
climas
par®
o
nosso,
embora n
elle
já
houvesse
uma
verdadetrarneme
patriótica, que
gerou
os
Gamas,
Aflonso»
e Albuquerques,
expel-
liu
de
si
toda
a
sua
seiva,
e
gerou
es
tes
rebentões,
qoe
stiflocaram
a
mãe.
Os
partidos
libeiaes,
portuguezes
?o
nome,
mas
estrangeiros
em todos
os
seus
actos,
senão
teem
ainda
assentado
a
sua
tribuna
incendiaria
á
sombra
da
ar
vore
da
liberdade
plantada
nas
praças
pu
blicas
para
d
’
ahi
evangelisarem
as
soas
ideias
dissolventes,
como os
seus
correli
gionários
hão
feito lá fóra
em naçõe»
mais
avançada ;
pe'o
menos
colhem iguaes fru
ctos,
e
tendem
ao
mesmo
fim,
se
bem
que a
roupeta disfarçada
de
jesuíta
e
a
louca branca
da
irmã
da
caridade
vem
por
vezes
sobresaltar
a
liberdade,
e
enchei-a
de
susto
a
ponto
de
reunir
em
torno
de
si
os
seus mais dileclos íilnos, e
cla
mar-lhes
aos
ouvidos : cautela com
a
reac-
çào
que
se
ergue
furibunda
para
nos
sup-
planlar
!
E
é
então
que
os
Ennes
e
quejandos
cheios
de
amor
peia
liberdade .correm ás
armas...
da
covardia,
e
se servem
da
ca-
lumnia
contra
os
adversários
da liberda
de,
que
também
são
os
seus.
Mas,
pobre
liberdade,
que
vives
vida
tão
atribulada,
que
qualquer
facto,
o
mais
iunocenie, te
põe
em
risco
de sos-obrares
!!
Uma vêz
é
uma
pouca
de agua,
que
cura
uma
enfermidade
tida pela medicina
como
incurável; oum
vez
é
uma
irmã
da
caridade,
que
apporta
ás
plagas
de
Aveiro;
acolá
é o
snr. padre
Beirão
que
abre um
collegio
para
a
educação
da ju
«entude
;
além
é
uma
associação
catholica,
que
desenvolve
os
seus
tenebrosos
planos...
o’
uma palavra
tudo
conspira
contra
a
m
-
sera
liberdade!
Miseranda
sorte!
Que
va
lente braço
é
o
dos
teus
paladinos
para
le
sustentarem uo meiu
de
tantos embj-
raços,
que
surgem
coulra
li
!!
Algumas
vezes
ainda
é
mister
recor
rer
ao
braço
poderoso
do
poder
secular,
e então
lá
vem,
por
exemplo,
como
soc-
corro
a
Murillo,
uma
portaria
do BevdA
Ministro
dos
negocios
ecclesiaslicos
a
s.
ex.
a
o
Palriarcha,
motivada
por
umas
justas palavras, com
que
um pregador
stigmatisou
alguns
laclos
odiosos
da his
toria
cuntemporauea,
mas
que tio
entan
to iam
originando
a
queda
da
liberdade
!
Tudo
faz mal
a
esta
liberdade
endetni-
ca, que
nasceu
em
solo
estranho,
e
que
os
seus
aífeiçuados
querem
por
força acli
matar
enlre
nós,
o
que
não
conseguirão
porém,
porque
contra
isso
protesta
o
nos
so
bom
espirito
nacional,
que
lambem
conserva
a
sua
liberdade,
embora
só
íí
‘»
íô<o
da
consciência,
porque
no
externo
ih
’o
véda
a
prepotência
iniqua
da actual
otdem
de
coisas estabelecida
graças á
quadrupla
alliança.
Esla
libeidade
patriótica,
que
dilatou
o
império
da
Cruz
e
das
Quinas,
é
mui
to dtíiereole
da que
hoje
pcohtbe
as
pro
fissões religiosas
de
ambos
os
sexos.
A
liberdade,
que
os
liberaes
hoje
tan
to
apregoam,
ao pas»o
que
permute
as
associações mais perniciosas
ao
bem
com-
mutn,
sendo
uma
d
’
ellas
a
m.içoua<ia,
pro-
hibe
que
umas
poucas
de pessoas,
leva
das
pelo
seu
amor
á
Religião
de Jesus
Christo
façam
votos
solemues
e
perpetues
de
pobresa
voluntária,
obediência
inteira
e
castidade
perpetua! Que
especie de
liber
dade
éesta?
isto
nào
é
liberdade,
é
ti-
raunia
das consciências,
que
é a
peior das
tiranoias.
Portanto
não
nos
gabem e
façam
a
apo
logia
d’
esta liberdade,
que
implantaram
etn
Portugal
juntamente
com
o
sistema
nefasto
que
nos
governa ;
que nós
cooten-
tar-nos-hemos
com
apontar-lhes
para
a
elo
quência
muda d
estes
factos,
que
mencio
namos,
para tantas
ruínas
que
cansaram,
de
edificios
com
qne
a
agiotagem
engor
dou, e
ainda
o
que
mais
é,
para
tantos
infelizes,
que
foram arremessados
ás
frias
lageas
das
ruas,
sem
um
abrigo
aonde
se
recolhessem.
M.
ALMEIDA BARBOSA.
REVISTA
ESTRANGEIRA
Htagtanha.
Teem
os
alviçareiros,
enfeudados
á
revolução,
propalado
boatos
incríveis,
a
respeito
da
guerra
carlista.
Nó»
costuma
mos
receber
com
sorrio
as
noticias por
elles
dadas.
A
ser
verdade
o
que
lemos
diariamente
nos
jornaes
do revolucionarismo,
devería
mos
acreditar,
ou
que
já
nào existe
um
só
carlista
na
Hispanha,
ou
qoe
os
de
tensores
da
legitimidade,
naquelle paiz,
se
elevam
a
um
numero
ultra
fabuloso.
Como
não é
já nova
a
tactica, só
uos
admiramos
da
andacia
d
’
esies
novelleiros,
e
da ingenuidade
d
*
aqoelles
que
crêem
nos
seus canards
Os
nos»os
leitores
habituaes
bem
com-
prehendem
a
importância
que
merecem
taes
noticias e
taes
uoticiadores.
Passemos
ao
que
ha
d
’
algum interesse.
Do
«Monde»:
Arraiz,
24
d
’
oulubro.
Quando
o
partido carlista
se
devia
en
contrar
mais
fraco
por
causa dos
reveses
experimentados
por elle
ultimarnenie
na
Catalunha;
quando
o
governo
de D.
Af-
touso
julgava
a
paz
geral
tão
íirmemenle
como nós
acreditavamos
uo
triunfo
da
causa
legitimisia; quando
os
nossos ami
gos
do
estrangeiro,
se
nãa
desanimados,
ao
menos
um
pouco
frios,
olhavam
com
tristesa
os
bravos
voluntários
do
Cenlro
internados
em
França;
quando
todo
o
inundo
(inalmenle
nos
julgava
n
’
um
perío
do de decadência que
podia traser
com-
sigo
o
termo da
guerra
;
o
exercito
do
Norte
sustentado
pelo
fogo
sagrado
da
fé,
animado
pelo
amor
da patria
e
de
seu
rei,
e
inspirado
pela
voz
do
dever,
mil
veses
mais
forte
que
lodos
os
reveses
do
mundo;
o
exercito
do
Norte, disemos,
que
se
acha
hoje
mais
poderoso
que
nun
ca,
em
vez
de
esperar
tranquillamente
o
ataque
do
adversário,
dez
veses
mais
nu
meroso,
toma
a oílensiva e
sitia Lumbier.
Esta
cidade, defendida
por
um
batalhão
d
’
infanteria, uma
companhia
de
guardas
nacionaes
e
alguns
soldados
valentes,
re
cebeu pouco
depois
do
meio
dia
de
19
do
corrente
os
primeiros
tiros
do
canhão
carlista.
Como
ella
é
dominada
por
uma
grande
montanha
chamada
la
Trinidad,
no
alto
da qual
os
afionsinos
tinham
feito
con
struir
um
forte,
lornava-se de
principio
necessário
apoderar-se
d’
esta
ultima
posi
ção
para
bombardear
em
seguida as
for
tificações
da
cidade.
Toda
a
resistência
devia
exercer-se
ahi
e
com
efleito
o
inimigo
defendeu-se
cora-
josamenle.
A
nossa
artilheria,
sustentada
pelo
9
de
Navarra
collocou se
a
GO
pas
sos
de
distancia
do forte
e
começou
o
fo
go,
que
durou
parte
da
noute e
parle
do
dia
seguinte.
No
dia
20.
pelas
3
horas,
os
aflónsis-
tas
abandonaram
o
forte
pricipilando-se
pe
los
rochedos,
onde
morreu
a
maior
par
te,
uns
esmagados
e
outros
mortos
pelas
balas
de nossos
soldados.
Os
sitiados
conservaram-se
todos
na
cidade,
onde se
defendiam
vigorosamente.
Apoderamo-nos
de
do.s
despachos
dirigidos
por
elles
ás
forças
aflonsistas
que se acha
vam
em
Monreal
(2
horas
de
Lumbier),
em
que se
disia
que,
se
os soccorros
lhe
não
chegavam
depressa
seriam
obri
gados
a
render-se.
O
joven Onativia,
alferes
do
3.°
bata
lhão
de
Guipuzcoa, acaba
de
dar
uma
no
va
prova
de
sua coragem.
Embuscado na
gare
do
caminho
de
ferro
de
Passages,
com
12
homens,
apoderou-se
no
dia
18
do
corrente,
ás
8
horas
da
manhã e
no
meio
d
’
um
diluvio de
balas,
da
mala-posta
Ique
ia
para
San
Sebastian,
escoltada
por
uns
20
cavalleiros:
aprisionou
7
d
’
estes
e
os
outros
salvaram-se
a
grande
galope.
Eis
uma
pequena
lição
que
os
limidos
cordeiros dão
aos
furiosos lobos
do
gene
ral
Trillo.
S.
M.
El-Rei
deve
ter
§
partido
para
Tolosa.
O
general
Perula
acha-se
nos
arrabal
des
de
Lumbier
dirigindo
o
sitio.
Os
generaes
D.
Francisco
Cavero
e
D.
Carlos
Calderon
estão
em
Lesaca,
com
algumas tropas.
—
Lê-se
na
«Union»:
Recebemos
de
Bayona
este
importan
te
telegramma,
que
nos
transmetie
um
de
nossos
amigos
:
Bayona 23
de outubro.
«Uma
victoria
foi
ganha
hontem
em
Lumbier
pelos
carlistas,
contra
trinta
ba
talhões,
commandaJos
por
Quesada.
Eram
os
generaes Cavero
e
o conde
de Caser-
ta
que
commandavam
as
forças
carlis-
las.»
—Quartel
general.
(Oíficial).
Os
resultados
da victoria
de
Lumbier.^Os
príncipes
da
Casa
de
Bourbon.
Recebemos
do quartel
real
de
Tolosa
uma
carta
datada
de
26 d’
ouiubro
que
resume
a
imporlaneia
dos
últimos
acon
tecimentos
do
exercito
carlista
pela
occu-
pação
do
alto
da
Trindade,
e
a
victo
ria
do
dia
23, perto da
cidade
de
Lum
bier.
qoe
está
mui
compromettida.
A
nossa posição
em
frente
de
Lum
bier
continua
a
ser a
mesma,
e
as
nossas
forças
vicloriosas
não
cessam
de
provo
car
o
inimigo
a
um
segundo
ataque
para
que
este
não
está
muito
decidido.
Segun
do
o
proprio testimuoho
dos
ofliciaes
do
exercito
liberal de
quem
luram aprehen-
didas
algumas
cartas,
a
sua
derrota
foi
maior
do
que
primeiramente
se
jul
gava.
Á
No
entretanto
o
inimigo queria tentar
de
tomar
uma
desforra
em
Alava, onde
as
nossas forças
eram
aclualmeole
mui
escassas.
Mandando
forças
consideráveis
para
esta
província,
tentou
seguir
para
diante.
Porém,
recebido
pelos
nossos
com
um
ardor
que
elle
estava
longe
de
espe
rar,
não tardou
a
bater
em
retirada,
fu
gindo
precipitademente
para
Vitoria.
Creio
dever
terminar
esta
correspon
dência com
as
reflexões
tão
justas
que
faz
o
«Quartel
Real»
sobre
a altitude
dos
príncipes da
casa
de
Bourbon,
que
vie
ram
reunir-se
a
Carlos
VII
e
dar
um
grande
exemplo
ao
mundo
inteiro
Dois
príncipes
da
casa
de
Bourbon,
vieram
baler-se
com
um
punhado
d
’
ho-
mens
sob
as
ordens
do
general
Perula,
chefe do
estado
maior
general de
S.
M.
El-Rei,
contra
um
inimigo
que
tem a
pretensão de defender,
como exercito
cha
mado
regular,
um
outro
príncipe
de
Bour
bon.
Alludimos
a SS.
AA.
RR.
o
conde
de
Caserta
e
o
duque
de
Parma.
A
’
frente
de
uma parte dos
cinco
ba
talhões
navarros,
os
príncipes
de
Nápoles
e de
Parma
mostraram
a
grande
differen-
ça
que
ha entre
os
legítimos ramos da
casa de Bourbon
da
grande
raça
de
Hen
rique
IV
e
os
ramos
separados
do
verda
deiro
tronco.
Que
lodos
os
homens sérios e
impar-
ciaes
meditem
esla
grave lição, que
com
parem
o
inonarcha
cavalheiresco,
Carlos
VII,
rei
e general
ao
mesmo
lempo,
de
fendido
heroicamente
pelos
príncipes
os
mais
illeslres
da
sua
familia,
emquanto
que
o
filho
de
D.
Isabel,
escravo
dos
Ro
mero Roblelo,
Ayala
e
Blanco, não
vê
ao
redor
de
si
nenhum
campeão
de san
gue
real
pronto
a
perder
o
sangue
em
sua
defesa.
Que
eloquente
contraste,
capaz
de
fa
zer abrir
os olhos
a lodos os
que se
nao
importam
com
a
polilica
!
J.
B.
Por
extracto
de
Saint
Gheron.
—
No
«Cuartel
Real»
lê-se
:
A
columna
inimiga
que
invadiu o
valle
de
Losa,
chegando alé
Pena
de
Orduíía
retirou
se
immediatameote
para
Mena,
com
muitas
precauções,
logo
que
teve
a
noti
cia
da
chegada
de
algumas
forças
nossas
áquelle
ponto.
A
companhia
mandada
pelo capitão
Vi-
toras
foi
picando
a retaguarda
do
inimigo.
Na
noite
de
17
entraram
em
Valma-
seda
os
batalhões
Somorostro,
Marquina
e
Bilbao,
o
primeiro
de
el
Berrero
e
os
outros
dois
de
Orduua.
Também regressou
áquella
linha
o
qui
n-
to
de Castella.
PARTE
OFFICIAL
MINISTÉRIO
DOS NEGOCIOS
DO
REINO
Direcção
geral
de
inslrucção
publica
3
a
repartição
Por
despachos
de
2
do
corrente
:
Alberio
da
Costa
Faro—
prromovido
á
propriedade
da
cadeira de
ensino
prima-
rio
da
fregueria
de
S.
Vicente da
cidade
da
Guarda.
David
José
Lemos,
professor
vitalício
da
cadeira
de
Cette,
concelho
de
Paredes
—
transferido, pelo
requerer, para
a
do
Paço
de
Sousa,
concelho de
Penafiel.
João
Antonio
Alves
de
Sousa
—provido,
por
mais
ires
aunos,
na
cadeira
da
villa
e
concelho
de
Ceia.
José
Ernesto
Gumes
Nogueira
—
promo
vido
á
propriedade
da
cadeira
de
Gostei,
concelho
de
Bragança.
Thomás
Garcia
Theodoro—
provido,
por
mais
tres
annos,
na
cadeira
de
Pedrogão,
concelho da Vidigueira.
Emilia
Adelaide
Ribeiro
Pereira
—
pro
movida
á
propriedade
da
escola
de
meni
nas
da
villa
e
concelho
de
Arganil.
Secretaria
d
’e»tado
dos
negocios do
reino, em
2
de
novembro
de
1875=An-
tonio
Maria
de
Amorim.
MINISTÉRIO DOS
NEGOCIOS
ECCLE-
SIASTICOS
E
DE
JUSTIÇA.
Direcção
geral
dos
negocios
ecclesiaslicos
1.a
Repartição
Para
conhecimento
de
quem possa
in
teressar
se
faz
publico perante
o
vigano
geral do
bispado
de
Aveiro
se
acha
aberto
pelo
praso
de
30
dias,
*
a
contar
de 2 de
novembro
corrente,
o
concuiso
por provas
publicas
que.
para
provimento
da
egreja
parochial
de
t
S
Mi«uel
de
Travassô, do
concelho
de
Agueda, se
mandou
abrir
pela
portaria
de
!6
de
agosto
d
’
esle
anuo.
Secretaria d
’
estado dos
negocios
eccle
siaslicos
e de justiça,
direcção
geral
dos
negocios
ecclesiaslicos,
etn
3
de
novem
bro
de
1875.
=Luiz
de
Freitas
Branco.
GAZETILHA
Aimiwergario
da»
Almas,—O
an-
niversarid
da
irmandade
das
Almas
da
freguesia
da
Sé
lem
logar
na
próxima
se
gunda-feira,
de manhã,
havendo
oflicios,
missa
e
sermão.
As
vesperas
solemne»
co
meçam
ámanhã
de tarde.
Jubileu do Anno Snnto.—
A R.
Irmandade
da
Misericórdia,
d’
esta cidade
tenciona
fazer
procissionalmente
a
visita
do
Jubileu
do
Anno
Santo,
nos
dias
12, 13
e
14
do
corrente,
saindo da
capella
da
Mise
ricórdia
ás
3
horas
da
tarde.
Agradecimento. —
Agradecemos
á
exc.
ma
camara
a prompla
satisfação
que
de ao pedido,
que,
em
nome dos morado
res
da rua
da
Boa-Visla,
lhe fizemos
n’
esle
jornal.
Companhia hiHptmliola drama-
tico
e de vawdeville.—
Acha-se
n
’
esta
cidade, e
vae
dar
algumas
recitas
no
thea-
tro
de
S.
Geraldo,
a
companhia
drama-
lica
e
de
vaudeville,
de
que
é director
o
snr.
D.
Juan
Nunez.
O elenco
d’
esla
companhia
é
o
seguin
te
:
adores—
D.
Juan
Nunez
D.
José
Ville-
gas,
D.
Angel
Sanchez,
D. Eduardo San-
chez,
D.
Manuel
Guillen,
e
D.
Adolfo
Rivero
:
actrizes
—
D.
Juanna
Nunez,
D.
Virgínia
Nunez,
D.
Joaquina
Nunez,
D.
Antonia
Dicz,
D.
Ana
Morato\D.
Concepcion
Rivero,
D.
Maria Nunez
e
I).
Aurora
Nunez.
O
reporturio
é
escolhidissimo,
porisso
cremos
que
n
’
esla
cidade
não
ha
de
fal
tai á
companhia
o
bom
acolhimento
que
ha
tido
n
’
outras
cidades
onde
lem
func-
cionado.
Fallecimento.
—
Em
a
noite
de
4
para
5
do
corrente falleceu,
quasi
repen
tinamente,
o
snr.
José
Felix
Antunes
Pe
reira,
negociante
morador em
S.
Vicente,
Illustre»
enfermos.—
Tem
estado
gravemenle
enfermo
o
exc.
m
°
barão
de
Soutello,
irmão
do
exc.m°
visconde
da
Tor
re,
que
também
tem
passado
muilo
incom-
modado.
Desejamos
promptas
melhoras a
estes
dois
illuslres
cavalheios.
Sinistro
marítimo.
—
Na
seguoda
feira entrou
a
barra
do
Porto,
a
reboque
do
vapor
«Veloz»,
a
barca
«Germania»
propriedade
do
snr.
João
Henrique
Andrés
*
sen,
que
vinha
de
Nevv-York com carga
de irigo e
aduella
para
o
mesmo senhor;
ao
chegar
ao
sitio
denominado a
Cruz
d
e
Ferro
encalhou,
safando-se
ante-hontem
com
o
auxilio do
mesmo
rebocador,
e
de
pois
de
ter
desembarcado
grande parte da
carga.
Toda
a
cautella é posiea.—
(Jor
nal de
Macau). O
protestantismo
para
ga
nhar
proselytos
para si,
e
para
inocular
o
veneno
de
seus
falsos
e
errados
princí
pios,
serve-se de
muitos
meios que impos
sível
seria
enumeial-os
todos.
Um
d
’
elles
é
a
propagação
de
Bíblias
corrompidas
e
falsicadas,
ou pelo
menos
truncadas,
São
essas
as
qne
se
andam
espalhando
agora
por
esla
cidade
e
que
se
vendem,
ou
pa
ra
melhor
dizer, se dão
a
iroco
de
uns
dez
avos.
S.
exc.
a
o
snr. governador
do
bispado
teve conhecimento
d’
este
facto
e
por
isso no
domingo,
lindo
o
terço,
subiu
ao
púlpito, e
preveniu
os
catholicos
que
se
acautelassem
contra
este
veneno
com
que
se
pertende
amortecer e
extinguir
a
fé.
Dis
se então
que
peccava
quem
comprasse,
lesse,
ou
désse
a
ler,
ou
mesmo conservasse
em
seu
poder
essas
Bíblias
truncadas,
mal
tra
duzidas,
sem
notas,
nem
approvação
eccle-
clisiastica.
Eia
pois,
catholicos
de Macau,
fazei
e
observae o
que
vos
manda
o
vosso
superior
ecclesiaslico.
Afastae
de
vós
esses
livros
se os
tendes, e
lançae-os
todos
no
fogo.
Curiosidade litteraria.—
Dizem
de
Hammforl,
que
um
aavio
recentemente
chegado
da
Nova
Zembla
trouxe
d
’alli
uma
curiosidade li
iterar ia
: é
um
diário
náuti
co
de
1 de
junho a
29
de
agosto
de
1580
pelo
hollandez
Barent,
que
visitou
a
Nova
Zembla
n’
aquella
época.
A
leitra
do
manuscripto
está
muito
bem
conser
vada,
porém
o
idioma
é
hoje
diflicil
de
entender,
mesmo
pelos hollandezes,
em
consequência
do
dialecto
d’
aquella
época
ser
muito
diflerente
do
usado
hoje
;
além
d
’
isso os
caracteres
de
lettra
parecem-se
pouco com
os
usados
actualmente.
Assassinato.
—
Quando ullimamente
se
representava
no
theatro
da
Povoa
do
Varzim
um
drama
conhecido,
um
cami
seiro
que estava
com
a
mulher
n
’um ca
marote,
tirou
da
navalha
e esfaqueou-a,
evadindo-se
logo.
A
casa
onde
residia
o
criminoso
foi
cercada
pela
policia.
Treze cadáveres. —
Em
Southam-
pton, diz
um
jornal
estrangeiro,
causou
viva
impressão
a
noticia
do
descubrimen-
to
de
treze cadaveres
de
crianças
no
es
tabelecimento
de
um
agente
de
pompas
fuoebres
chamado
Blundett.
Um
individuo
que
na
quarta-feira
se
achava
uo
estabelecimento,
notou
emana
ções
cadaveiicas,
e
deu
parie á policia,
que
enviou
alguns agentes
acompanhados
por
um
oíTicial
de
saude.
As
pequisas
fei
tas
immediatamente
deram
em resultado
o
encontr
;rem-sê
tres
cadaveres
encerrados
em
ataúdes
que
estavam
pousados
sobre
uma
especie
de
secretaria,
e
ouiros
dez
foram
encontrados
em
uma
cova
que
li
nha
entrada
lambem pelo
mesmo estabe
lecimento.
Blundett,
sua
mulher
e
sua
criada,
chamada
F.
Petty,
foram
delidos
e leva
dos
perante
o
magistrado
que
depois
de
os
interrogar
houve
por
bem
maudal-os
para
a
cadeia.
Ante
o
estabelecimento
reuniu-se
mul
tidão
immensa,
dominada
por
indignação
profunda.
A
polilicia
continuava
a
fazer
as
mais
minuciosas
investigações.
Yoticias «I»
África.—
O
vapor
«D.
Antonia»
chegado
dos
portos
d
’Africa,
trouxe
importantíssimo
carregamento de
café,
cacau,
borracha,
algodão, cera,
mar
fim
e
outros
generos,
diz
o
«P.
de
Ja
neiro».
De
Benguella,
o
resumo
da
sua carga,
segundo os
dados
prestados
por
aquella
al-
faudega,
ascende
a
26:8860030
rs.
Só
o
valor
da
cera
vinda
d’
aquelle
porio
sobe
a
22:1560369
reis.
—
Foi
marcado
o
dia
12
de
dezembro
para
o
apuramento
da
eleição de
um
de
putado
por
Angola.
Está
portanto
a
polilica
em
scena,
e
crê
um
correspondente
que
alé
aquella
data
os
preços correntes serão
substituí
dos
pelos
recenseamentos
;
o
café,
a
bor
racha
e
o
algodão
darão
logar
aos
candi
datos
a
deputado
e
o
movimento
commer
cial e
agricola
de
Angola
cederá
o pas
so ao
movimento eleitoral.
O
peior
oão
isso;
o
peior é
que
tem
peiorado
de
anno
para
anuo
as
colheitas
em
Loanda,
segundo se
deprehende
de
uma
carta
que
lemos
á
vista,
e
a
falta
de
cultura
póde
influir
para
as
colheitas
subsequentes.
—
Cartas de
Cabo
Verde
dizem
que
pe
la
extraordinária falta
de
chuvas começava
a
sentir-se alli
a
grande
falta
de subsis
tências,
priucipalmente
nas
ilbas
de
Bar
lavento.
0
governador
empregava
todos
os
es
forços
para
obviar a
esta
crise,
para
o
que
requereu
do
governo da
metropole
o
indipeosavel
auxilio.
B
E
crA RAÇÃO.
0
abaixo
assignado
vendo,
em
o
n.°
84
da «Regeneração»,
o
seu nome
em
uma
das listas camararias, que
circulam
n’esta
cidade,
declara
que, com
quanto
agradeça
a
honra de
ser
proposto
para
a
futura
vereação bracarense,
não
póde
to
davia,
quando
eleito,
acceitar
o
referido
encargo.
Braga
a
de
novembro
de
1875.
Manoel
Joaquim
Correia
Velloso.
BIBLIOGRAFIA
Geografia
geral
adualisada
e
posta
em
har
monia
com
o
ultimo
programma
official
para
o
ensino
nos
lyceus
nacionaes
coor
denada
por
José
Nicolau
Raposo
Botelho,
official
da exercito.
As
modernas
exigências
do
encino
of
ficial
para
o
estudo
das disciplinas
dos
liceus
d
’
este
paiz lem, para
se
poder
sa
tisfazer
o
programma
oflicial, obrigado
a
confeccionar
como
compêndios
adoplados a
taes
exigências
um
certo
numero de
li
vros,
que
na
maxima parle são
dignos
dos
seus
authores
;
entre
elles
deve
no
tar-se
a «Geografia geral
adualisada» do
snr.
Raposo
Botelho.
0
snr.
Raposo
Botelho é
um
do« ofli-
ciaes do
exercito,
que
honra
sobremanei
ra
as
aulas
onde foi
beber
a
sua
instruc
ção, e
aproveitando
todo
o
tempo
que
lhe
resta
das
suas
obrigações
militares,
tem
publicado,
entre
outras,
as
seguintes
obras:
a
«Aiilhrnetica
elementar»,
para
uso
das
escolas
primarias;
a
«Arithmeii-
ca
pratica»,
para
o
l.°
e 2.°
anno
de
ma-
thematica
;
«Problemas»,
para
uso
das
escolas
primarias
;
«Theoremas»,
para
o
3.°
anuo do curso
de
malhematica;
«Ele
mentos
de
desenho linear
geométrico»,
1
a
parle,
inteiramenle
conforme
com
o ulti
mo
programma
oflicial para
ensino
nos
li
ceus
nacionaes,
e a 2.
a porte
dos
mesmos
«Elementos»,
com
um
atlas
in
folio
de
20
figuras.
0
sor.
Raposo
Botelho,
com uma
mo
deslia pouco
vulgar,
diz
que
o
seu
ira
balho é
uma recopilação
de
vários
tra
tados
e
compêndios
de geografia geral,
especialmente
dos
de
Flaichambeau,
Gau-
tier,
Cortambert
e
Lejosne, e
que
por
es
sa
rasão
muito
de
proposito
pôz
no
fron-
lespicio
do
seu
livro o
titulo
de «Coorde
nação».
Corno
o
snr.
Raposo
não
poude
ir
pessoalmente
visitar
as
regiões
que teve
de
descrever,
que
seria
quasi
impossível,
entendeu
que
o
mais
seguro
era
ir
bus
car
os
materiaes da
sua
obra
ás
publica
ções
que
gosam
de
mais
nomeada
e
ás
ullirnamente
dadas
á
estampa,
e
foi
a
obra
de
Flaichambeau
a
que
melhor
satisfez
ao
seu
fim
A
«Geografia
geral»
do
snr.
Raposo
Botelho
satisfaz
a
todas as
matérias
exi
gidas
pelo
programma
oflicial,
mas apesar
do
seu auctor
dizer
que
as
trata
só
com
o
desenvolvimento accommodado
á
indole
e
duração
do
curso
de
geografia
no
en
sino
secundário, nós
affirmamos
que
o
faz
com
mão segura
e
de quem
conhece
per-
feilamenle
este
assumpto,
que
não é
dos
ma's
fáceis.
A
descripção
de
cada
paiz
e
as
refe
rencias históricas, que
vão ligagas
aos
di
versos
logares
notáveis,
são
precedidas
de
um
resumo
histórico,
o que
indubita
velmente
é
um
poderoso
auxiliar
para
o
estudo
da
outra
parta
d
’
esla
cadeira,
a
historia.
Esla
obra
foi
dividida pelo
seu
auctor
em
nove
capítulos
;
mas os
que
nos
pa
recem
estar
tratados
com
proficiência
são
o
l.°,
que
trata
das
«Noções
prelimina
res,
comprehendendo
o
estado
do
uso
do
globo
e
das cartas e
as
definições»;
o
7.°
«Historia
da
geografia,
comprehendendo
os
descobrimentos
dos
portuguezes»;
o
8.°
«Ethnograíia»
e
o 9.°
«Chronologia»;
de
vendo ter-se
em
consideração
que
os
ca
pítulos V, VI,
VII
e
IX,
e
a
chorografia
portugueza
que
vae
no
II,
como
se vê
do
respeclivo
programma,
pertencem ao
anno
do
curso.
Pelo
que deixamos indicado vê
se cla
ramente,
que o
snr.
Raposo
Botelho
aca
ba
de
prestar
um
valioso serviso,
pelo
qoe
se torna
digdo
de
toda
a
considera
ção
e
louvor.
Bem
merece
também
o
snr.
Chardron,
editor
d
’
este
livro,
por
ler
con
corrido
para
a
sua
publicação
e
para
que
a
edição
tenha
sido
elegante e relativa
mente
barata.
V.
L.
(Do
«Commercio do
Porto».)
BANCO
DA COVILHÃ.
Sociedade anonyma
de
responsa
bilidade
limitada.
Balanço
em 31 de outubro de
1875.
Capital
3.000:900$000.
1
*
emissão
750
contos
—7:500
acções
de
100
$>000
reis.
Aetivo
Accionistas
............................
151:080-^000
Leltras
descontadas
e a
rece
ber......................................
436:086^303
Efleitos
depositados.
.
.
. 12:000^000
Papeis
de
credito.
.
.
.
5:599$530
Caixa
.......................................
39:080^054
Devedores
e
credores.
.
.
14
395$
107
Empréstimos
com
caução.
116:O74$S6O
Ditos
em
c/c
com
caução.
H9:384$423
Despezas
d
’
instalação.
. .
2:025$300
Moveis
e utensílios
.
.
.
2:005$925
897:931
$502
Passivo
Capital .......
750:00')$000
Fundo
de
reserva.
. .
.
490$961
Dividendos
a pagar
.
. .
l:128$i00
Depositantes
á
ordem.
. . 56:473$028
Ditos
a
praso......................
61:356$103
Credores
de
efleitos
deposi
tados
.......................................
12:000$000
Ganhos e
perdas
....
16:583$008
897:931$502
Covilhã
31
de
outubro
de
1875.
Os
Directores
José
d'Amorim Vaz
de
Carvalho.
José
Thomaz
Mendes
Megre
Reslier.
SAUDE
Â
TODOS
sem
medicina, pur
gantes nem
despezas
com
o
uso
da
delicio
sa
farinha
de
saúde,
DU
BARRY
de Londres.
3
9
arniaoB
d’iiavai
*
iavel
sueoesso
2
Saude
a
todos
pela
deliciosa
Reva
lesciére
Du
B
arry
,
que cura
as
indiges
tões
(dispepzia)
gastnca,
gaslralgia,
fleg-
ma, arroios,
amargor na bocca,
pituitas,
oauseas,
vomilos,
irritações
iutestinaes,
diarréa,
desenteiia,
cólicas,
tosse,
asthma,
falta <le
respiração,
opressão,
congestões,
mal
aos
nervos,
diabelhe,
debilidade,
to
das
as
desordens
no
peito, na
garganta,
do
alilo,
das
bonchiles,
da
bexiga,
do
fi-
gado,
dos
rins,
dos
intestinos,
da
muco
sas,
do
cerebro
e
do
sangue.
75.000
cu
ra,
entre
as
quaes
contam-se
a
de
de S.
S.
o
Papa,
do
duque
de
Pluskow,
da ex.
ma
snr.
a
marqueza
de
Breban,
dos
dos
dou
tores
Manoel
Saenz
de
Cejada
da
Univer
sidade
de
Cordova,
etc.
etc.
Certificado do
celebre
dr.
Rudolpb
Wur-
zer
:
Bonn,
19
de
Julho
de
1854.
Esta
ligeira
e agradavel
farinha
é
o
melhor
absorvente;
ao
mesmo
tempo
nu
tritiva
e
restaurante
substitue admiravel
mente
toda a
medicação em
muitas
doen
ças.
E
’
de
grande
utilidade, sobre
tudo
nas
renitências habituaes
do
ventre,
bem
como
nas
diarrheas,
alfecções
nos
rins, e
na
bexiga, na
pedra,
irritações,
inflam-
mações,
e
caimbras
da
uretra,
dos rins
e
bexiga,
nos apertos
e
bemorroides
bem
co
mo
nas
enfermidades
pulmonares,
branchi-
tes,
na
tosse
e consumpção.
Tenho
a
con
vicção
que
a
Revalesciére
du
Barry
tem
a
propriedade
preciosa de
curar
as
mo
léstias
hecticas. Dr. Rud. Wurzer
membro
de
muitas
sociedades
scienliíicas.
Seis vezes mais
nutritiva
do
que
a car
ne
sem esquentar, economisa
cincoenta
vezes
o
seu preço em
remedios.
—
Preços
fixos
da venda
por
miudo
em
toda
a
pe
nínsula
:
Em
caixas
de
folha
de lata,
de
,
/
x
kilo,
500
;
de
1
/,
kilo
800
rs
;
de
um
kilo,
l$400
reis
;
de
2 </
a
kilos,
3$200
reis
;
de
6
ki
los,
6$400
reis,
e
de
12
kilos,
12$000
reis.
Os biscoitos
da
Revalesciére
que
se
po
dem
comer
a
qualquer
hora,
vendem-se
em caixas a 800
e
l$400
reis.
0
melhor
chocolate para
a
saúde
é
a
Revalesciére
chceotatada;
ella res-
litue
o
appettite,
digestão,
somno,
energia
as
carnes
duras
ás
pessoas,
e ás creanças
e
mais
fracas,
e
sustenta
dez
vezes
mais
que
a
carne, e
que
o
chocolate
ordinário,
sem
esquentar.
Em
paus,
ou
em
pó em
caixas
de
folha
de
lata
delO
chavenas,
500
reis;
de
24
chave
nas,
820
reis; de
48 chavenas,
1$400
;
de
120
chavenas,
3$200
reis,
ou 25
reis
cada
chavena.
BARRY
DU BARRY &
C.a —
Pla-
ce
Vendòme,
26, Pariz;
77
Regent
Street
Londres
;
Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharmaceulicos,
droguistas,
mer-
cieiros,
etc.,
das
províncias
devem
diri
gir os seus
pedidos
ao
deposito
Central
;
snr.
Serzedello &
C.
a
Largo
do
Corpo
Santo
16,
Lisb®»,
(por
grosso
e
miudo);
Carlos
Barreto,
rua
do
Loreto,
28;
Bar
rai
&
Irmãos,
rua
Aurea,
12.
Porto,
J.
de Sousa
Ferreira
& Irmão,
rua
da Ba
nharia 77
;
de
bequeira ;
J.
Pinto
;
Desí-
ré Rahir;
Coiseabra,
V.
Botelho
de
Vas-
concellos
;
Aveiro,
F.
E.
da
Luz
e
Costa,
pharm.;
Barcellos,
Ramos,
pharm.;
Braga,
Pharmacia
Maia,
rua
dos
Chãos,
Pipa
&
Irmão,
rua
do
Souto,
Domingos
J.
V.
Machado,
praça
Municipal.
Figueira,
Antonio
Vieira,
pharm.
;
Guimaries,
A.
J.
Pereira
Martins,
pharm.
;
Pena-'
Ael,
Miranda,
pharm. ;
Ponte «lo lima,
A.
J.
Rodrigues
Barbosa,
pharm.
;
Po
voa
do Varzim,
P.
Machado
de
Oli
veira,
pharma.
;
Yianna
do
Castello,
Affonso
e
Barros,
droguistas;
Yilla
do
Conde,
A.
L.
Maia
Torres,
pharm.
AGRADECIMENTOS
D.
Maria Angelina
Malheiro
Rangel
de
Magalhães,
e
seu marido
Antonio
José
Pereira
de
Magalhães
Júnior,
veem
por
este
meio prestar
o
seu tributo
de profun
do
reconhecimento
e
indelevel
gratidão
a
todas as excellentissimas
senhoras
e
se
nhores
que
por
diversos
modos os pe
nhoraram
na
morte
e
enterro
de seu sau
doso
filhinho
que
no
dia
30
d’
oulubro
ul
timo quiz
Deus
chamar
para
entre
os
an
jos.
(2779)
ANOTN3I0S
ÉDITOS
DE 30 DIAS
Pelo
juiz
de
direito d’
esta
comarca
de
Braga
e
cartorio
do
escrivão
Anlonio
Car-
lus
d
?
Araujo
Moita,
correm
éditos
de
30
dias
a
coutar
de
18
d
’
outubro
do
corren
te
anno,
a
citar
toda
e
qualquer pessoa
incerta
que
se
julgar
com
direito
e
acção
á
herança
ou
espolio
que
ficou do
finado
João
Ribeiro
Soares,
morador que
foi no
campo
de
SanfAnna
da
cidade
de
Braga
e
em
especial
ás
inscripções
da
Junta
de
credito
publico
portuguez,
e
seus
joros
ou
dividendos
e
não
pagos;
cujas
inscrip
ções
são cada
uma
no
valor
nominal
de
1:000$000
reis e
com
os
numeros
31535
—
42356
—
47758
—53729
e
116157
e
mais
uma
outra
dita do
valor nominal
de cem
mil
reis com
o
numero
80268
;
por
isso
toda
e
qualquer
pessoa
que se
julgar
com
direito
á
dita
herança
ou
espolio
—
e
ios
cripções,
deduza
todo
seu
direito
e
acção
ua
2.
a audiência
qoe
lhes
hade
ser
assíg-
nada
na
segunda
dita
posterior
aos
euitos,
penoa
de
revelia
e lançamento.
A
referida
citação
é
requerida
por
Fran
cisco
José
Ribeiro,
solteiro,
negociante
e
morador
que foi
na
rua
de
D.
Pedro
da
cidade
de Lisboa,
para
se
habilitar
como
unico
e
universal
herdeiro
do
dito
finado
seu
irmão.
O
solicitador,
(2777)
Paulino
Evaristo
da Rocha.
Jubileu
do
anno
Santo
A
Mesa administrativa
da
Real
Irman
dade
da
Misericórdia
d’
esla
cidade,
resol
veu fazer
procissionalmenle
a
visita do
Ju
bileu
do
anno
santo,
como
determina
a
Exortação
Pastoral
de
S. Exc.
a
Rev.ma
o
Snr.
Arcebispo Coadjuctor,
de
13
de
Maio
do
corrente
anno,
nos
dias
12
13 e
14
do
presente
mez;
roga
portanto a
todos
os
seus
confrades,
qoe
quiserem
alcançar o
dito
jubileu,
a
reunirem-se
na
egreja
da
Misericórdia nos
indicados
dias
desde
as
2
e
meia
ás
3
da
tarde,
para
o
que have
rá
confessores
na
mesma
egreja
e
nos
mes
mos
dias.
Braga 3
de
novembro
de
187o.
0
provedor
Manoel
Juslino
Marques
Murta.
ADVOGADO
0
bacharel
Alberto
Leite
d’
Araujo
Bor
ges,
declara
por
este
meio,
que
reabriu o
seu
escriplorio
de
advogado
no
largo
da
Galeria
d
’esta cidade
de
Braga—
n.° 7—
em
casa
do
ill.
ni
°
snr.
Ferreira
:
estando aber
to
desde
as
8
horas da
manhã
em
todos
os
dias,
alé
ás
4
da
tarde.
(2781)
Na
egreja
do
hospital
de S.
Marcos
pe
las
11
horas
da
manhã
do proximo
dia
11 a
direcção
do
asylo
de D.
Pedro
V,
suílraga
com
uma
missa
a
alma
do
sem
pre
chorado
e
excelso
monarcha
que
honra
com
o
seu
venerando
nome
o
titu
lo
d
’este
pio
estabelecimento,
assistindo
áquelle
incruento
sacrifício
a
mesma di
recção
e
todos
os
asylados.
0
secretario
da
Direcção
(2780)
Anlonio
José
de
Magalhães
Júnior.
PEIXE
D’ESCABECHE
Pescada,
Congro,
Linguado
e
Sardi
nha.
Vende-se
no
largo de
N.
Senhora
A
Branca
n.° 4 e
5.
Aluga-se
um
loja
com
armação
pinta
da
de
novo,
ou
vendem
se
as
estantes.
Trata-se
no
largo
de
N.
Senhora
A
Branca,
n.°
4.
(2776)
BANCO
MERCANTIL
DE
BRAGA.
Sociedade
anonyma
de responsabilidade limitada
Previnem-se
os
poucos snrs. accionis-
las
d
’este
Banco,
possuidores
d
’
acções
com
o
desembolso
apenas
da
ratificação
de que
lhe
serão
cassadas,
não
tendo
entrado
com
a
importância da
primeira
prestação
e ju
ros
respectivos
até
ao
dia
15
de novem
bro
proximo,
em
conformidade
com as
disposições
do
artigo
17
e
seus
§§ dos
Estatutos,
pela
execução
do
qual
a
Direc
ção
é
a
unica
e
iminedialamente
responsá
vel
para
o
Banco,
como
mandaria (Teste
;
e
que
portanto
fará
cumprir
na
sua
in
tegra.
Pode-se
eílectuar
o
referido
pagamen
to
nos
seguintes
locaes.
Em
Braga,
no
edifício
do
Banco,
rua
Nova
de
Sousa
n.° 19.
No
Porlo,
na
Agen
cia,
praça
de
D.
Pedro
n.° 22.
Braga e
Banco Mercantil
2G
d
’oubro
1875.
Pelo
Banco
Mercantil
de
Braga
Os
directores
(2766)
José
Joaquim
Lopes
Cardoso
João
da
Costa
Palmeira
(138)
José
Anlonio Rebello
da
Silva.
Maria
Nogueira
da
Encarnação,
viuva,
da
freguezia
de
Moure
do -concelho
de
Villa
Verde,
declara
publica e solemnemen-
te
para
todos
os
efleitos
prementes
e
futu
ros,
que
desde
hoje
em
diante
fica sem
ef-
feito e
de
nenhuma
importância, as
pro
curações
que
passou a seu
genro
João
Pedro d’
Oliveiia
Pimentel,
da
mesma
fre
guezia,
ficando
por
consequência
nullus
to
los
os
contratos
eflectuados
ou
qoe
se
pos
sam
eílectuar.
(iB)
Moure,
2
de
novembro
de
1875.
(2774)
LECC10NAMENT0
José
Rodrigues
da
Cunha
Júnior,
prom-
pliíica-se
a
leccionar
francez
por 600
reis
meosaes,
desde
o dia
8
do
corrente
em
diante,
na rua
Nova
de
Sousa
n.°
50.
(2775)
(142)
UHUTKM
WIÍIU
WW
B
&
MOS
MM
EM SÉRIES BE
6,
12
? OU 24 LOTERIAS
(SUCCESSIVAS
OU
ALTERADAS)
I.ourenço
Marques
d
’Almeida, desejando satisfazer o desejo
d
’
alguns
dos numerosos
e muito
estimáveis
freguezes
do
seu
estabelecimento,
deliberou
abrir
esta
secção
dtonlraiía.s,
que
já,
pela
reducção
dos
preços,
já
pela
commodidade
de
poder
qualquer
habilitar-se,
sem
mais
ter
d’encommcdar-se,
é
de
summa
vantagem
para
os
amadores
do
jogo
da
Loteria.
Recebe ainda
assignaluras,
para
o
que
remelte
as
listas
de
subscripção
e
mais
inslrucções,
a
quem
as
pedir.
As requisições
devem ser
dirigidas
a
UOURE2VÇ®
MARQUES »’AEMEÍDA—Rua da® Flores,
n.° 11»— PORTO.
OS
PREÇOS
DENTRADA,
SÃO
OS
SEGUINTES:
SÉRIES DE
6
LOTERIAS
P
reços
de
entrada
,
com
direito
a
Uma
cautella
de
600
réis
30550
Um
decimo
de
10350
réis
80000
Um
quinto de
20600
réis
150400
Meio
bilhete
de
60500
réis 380600
Um
bilhete
de
130000 réis 770000
SÉRIES
DE
12
LOTERIAS
P
reços
de
entradas
com
direito
a
Uma cautella
de 600
réis
70000
Um
decimo
de
10350
réis
150600
Um
quinto
de 20600
réis
300500
Meio
bilhete
de
60500
réis
770000
Um bilhete
de
130000 réis
1520000
SÉRIES
DE
24
LOTERIAS
P
reços
de
entrada
com
direito
a
Uma
cautella
de
600
réis
130800
Um decimo
de
10350
réis
310000
Um
quinto
de 20600 réis
600000
Meio
bilhete
de
60500
réis
1520000
Um
bilhete
de
130000
réis 3000000
Companhia
Edificadora
e
Indus
trial
Bracarense.
TOW M «B SS mOIM §
Assim,
a sére
de
6
loterias,
sendo
successiva,
terminará
em
2
mezes;
sendo
alterada,
póde
prolongar-se
a 3
ou
6
mezes
A
série
de
12
loterias,
sendo
successiva, terminará
em
4
mezes
;
alterada,
póde
prolungar-se
a
6
ou
12 mezes,
A
série
de
24
loterias,
sendo
successiva,
terminará em
8
mezes;
alterada, póde
prolongar-se
a 12
ou
24
mezes.
—~s
a
«a
sans»
—
HABILITAÇÃO EM NUMEROS
CERTOS OU
VARIAVEIS
A
habilitação
póde
ser
em
numeros ©erins ou variaveis,
isto
é.
póde
o
subscriptor
jogar
no
mesmo
numero em
Iodas as
loterias,
como
póde
em
cada uma
d
’
ellas jogar
com
numero differente.
Em
qualquer
dos
casos,
receberá
opporlunamente,
em
todas
as
loterias
respectivas,
a
fracção ou
bilhete
correspondente
á
sua
entrada.
----------------
20
3RL 32
2E> 3E
A
lodos
os
Snrs.
qoe
subscreverem
para
a
HABILITAÇÃO
LOTER1GA,
será
opporlunamente
enviado
como
brinde,
um
ipparatoso
folheto,
nitidamente
impresso,
contendo
a
relação
completa
de
lodos
os
numeros
que desde
a abertura
d
’
este
estabe
lecimento
(julho
de
1872) até ao
íim do
corrente
anno,
n
’
elle sabiram
premiados
com prémios superiores á
quantia
de
1000000
réis,
os
quaes
entre si
formam uma
importante
collecção.
Conterá
além d
’
isto o
mesmo
folheto
o
calendário
para
o
anno
de
1876;
a
tabella
dos
portes
do
correio,
lei
do
sello
;
e
horário dos
Caminhos
de
Ferro
do
Minho,
bem
como
outras varias
annotações
d
’
utilidade.
A
direcção
d
’esta companhia faz
pu
blico
que
em
conformidade
do
disposto no
artigo
3.° §
6.°
do
respeclivo
regulamen
to,
abriu
o
seu
escriptorio
no
campo
de
Sant
’
Anna
n.°
7f
D, 2.°
andar
aonde
se
dão
consultas
relativas
a industria
parti
cular,
desde
as
10
horas
da
manhã
alé
ás
3
da
tarde
nos
dias
não
sanctificados.
Encarrega-se
esta direcção
de
todos
os
trabalhos
relativos
a
projectos
construc-
ções
em
geral,
como
irrigações,
drena
gens,
architeclura,
levantamento
de
plan
tas,
estradas,
caminhos
de ferro,
construc-
ção
de
rodas
hydraulicas,
e
tudo
quanto
diz
respeito
a
obras
hydraulicas,
roachi-
nas
de
vapor
eic.
A
direcção
proporcionará
garantias se
guras,
e
preços
mais
commodos
para
a
confecção
dos
respectivos projectos, direc
ção
e
execução
de
obras,
apresentando
a
competente tabella
de
preços,
ou
fa
seado
os ajustes
mais modicos
e
compa
tíveis
cora
os
fios
a
que se
propõe.
Os
directores
Fernando
Castiço.
José
Alves
de
Moura.
Francisco
da Silva Araújo.
(2747)
DE
POÃOACELTÍCO PREMIADO
Tendo
a
Mesa da
Santa
Casa da
Mi
sericórdia,
d’
esta
cidade,
deliberado
prin
cipiar
a
demolição das
catacumbas exis
tentes
no
cemiterio
dos
Despresos
no
dia
29
do
proximo
mez
de
novembro,
convi
da
por
isso
de
novamente
os parentes
ou
amigos
dos
finados,
que
foram
tempora
riamente depositados
nas
mesmas,
para
virem,
querendo,
até
esse
dia
tomar
con
ta
das respectivas
ossadas.
Os
excellestps
produclos
d
’
esta
Perfumaria, baslantemente
conhecidos
e
acreditados,
tanto
em
Portugal
como
no
Brazil,
pa
ra
onde
continuamente
se
fazem grandes
exportações,
são indispensáveis
para
o aceio,
belleza
e
hygiene
das
pessoas.
Recommen-
dam-se
pela
sua
excellente
qualidade,
e
distinguem-se
especialmente
enlre
outros,
os
seguintes:
UNTURA
DA
CHINA—
Inexcedivel
para
tingir
os
cabellos
e
as
barbas,
e
restituir-lhes
quaodo
se
queira
a
côr
natura
em
dous
minutos,
sem
os
damnificar.
O
elogio
d
’
esta
Tintura
está
no
bom
resultado
que
obtém
quem
a
usa.—
Preço
de cada
caixa
com
a® competente®
encova®................................................................ 10®OO rei®
SABONETES
DE
ALCATRÃO—
De
beneficos efleilos contra
as
moléstias
de
pelle,
chrooicas
ou rebeldes,
impigens,
man
chas,
borbulhas,
sarna,
rabugem,
lepra,
tinha,
caspa,
comichões,
etc.
E
’
lambem
eílicaz
para
amaciar
a
pelle
do
rosto,
ou
outras partes
do
corpo
que
por
motivo
d
’erysipelas
se
achem asperas
CU
escamosas
—
Preço «le eada nm........................................................................................SO rei®
ELIXIR
PH1LODENTINO
—Dotado
de
propriedades
tónicas,
adeslringeotes,
balsamicas,
detersivas,
refrigerantes
earemalicas.
é
propiio
para
preservar os
dentes
e
as
gengivas
das
diversas
aflecções
a
que
estão
sugeilos,
e
para neutralisar o
mau
hálito.
—
Cada
vidro.................................................................................................................................................
3í)()
rei®
VÓS
DENTIFRICOS
—
Superiores
a
toda
e
qualquer
outra
qualidade,
limpam
períeitamenle
os
deotes
sem
lhes
alterar
o
esmalte,
e
dão
á
bocca
uma
agradavel
frescura.
—
Preço
d
’
uma
eaixa, . . l»t>rei®
POMADA
BR1TAN1CA
—Além
de
amaciar
o
cabello,
e
dar-lbe
um
lustre
tão
bello
como
outra
qualquer
não
póde
dar-lhe,
possue
a
inapreciável
virtude
dTmpeilir
que
o
cabello
embranqueça.
Um
boiâo. 3«à>® reis
CREME
NEVE—Cosmético
que
adoça
e
refresca
a
pelle,
dissipa
a
veimelbidão
e
faz
desapparecer
as
espinhas,
borbulhas
do
rosto
etc. As damas
que
fazem uso do
creme
neve,
lornam-se
notáveis
pela
frescura
e
aveludado
da
cutis.
As
uneções
com
este
maravilhoso
cosmético ulilisam
sempre,
com
especialidade
quando
se
haja
de
andar
ao
sol
ou
demorar
á
beira
mar.
—
Um
boifto
............................................................................................................................................................. 40®
rei®
TINTA
P
a
RA
MARCAR
ROUPA
—
Esta
tinta
é
recommendavel
pela
sua
solidez
e
perfeição
e
em tudo superior á
estran
geira.—
Preço de eada vidro
......................................................................................................... »4O
rei®
Todos
estes
produclos
são
acompanhados
das competentes inslrucções
para
se
usarem
; e
convenientemenle
encapados,
le
vam
rubrica
do
auctor,
para
evitar ou
prevenir
as
falsificações:
Acham-se
á
venda
no Deposito
Principal, no Estabelecimento de
Loterias
de Lourenço
Marques d’Almeida,
rua
das
Flo
res,
n.°
112.
Salisfazem-se
promptamente,
para
as
provincias,
Lisboa e
Brazil,
todas as
encommendas
(em
pequena ou
gran
de
quantidade)
que venham
acompanhadas do
respeclivo
importe,
em
vales
do
correio
ou
estampilhas
do
mesmo.
E
em
porções
saaiores
para
revender,
oilerecem-se
vantajosas
commissÕes.
Os
pedidos
devem
ser
dirigidos
a
liOUKEUfÇO
MARQUES DE
AEMEIUA—Raaa <la®
FIore®7 n.® ifl»—PORTO.
Braga
25
d
’
outubro
de
1875.
(2767)
O
provedor
(139)
Manoel
Juslino
Marques Murta.
C
.% SL
Vende-se
na Povoa
de
Lanhoso
e
to
gar
d
’
Arrifana
o
casal
denominado d
’
«Aleni»
’
com
todas
as suas
pertenças,
livre
de
fòro
ou
penção.
Dirigir-se
ao
proprietário
ali,
ou
nos
Chãos
de
Baixo.
n.°
6.
(2759)
ALUGA-SE
Uma
casa
feita
de novo,
sita
Jia
rua
das
Agoas,
n.°
9L
Trata-se
na rua
dos
Chãos o.
0
13.
Póde
vèr-ae
das
10
horas
da
manbã,
até
á
1
da
larde.
(2694)
João
Manoel
da
Silva
Guima
rães.
—
Rua
do
Souto n.°
43.
Compra
e
vende
Acções
de lodos
os
Bancos
e
Companhias,
Inscripções
de
As
sentamento
e
coupons.
(X»)
BRAGÀ
:
TYPOGRAPHIA LUSITANA — 1875. - É o formato de
-
comerciominho_06111875_417.pdf
Parte de Comércio do Minho (O)