comerciominho_04121875_429.xml
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3.’ ANNO 1875
FOLHA
COMMERCIAL AfcLIGWSA E NOTICIOSA
NUMERO
429
Àssigna-see
vende-se
no
escriplorio
do
editor
e
proprietário
José
Maria
Dias da
Costa,
rua
Nova
n.’ 3
E,
para
onde
deve
ser
dirigida
Iodai
correspondência
franca
de
porle.== As
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas
;
assim
como as correspondên
cias
de
interesse
particular.
Folha
avulso 10
rs.
^<J»BU»<3.A.-S
S:S
ÁS
TERÇAS, QUINTAS E
SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
anno
l$600 rs.=Semestre
850
^.^Provín
cias,
anno
2&400
rs
e
sendo
duas
4^000
rs.
—Semestre
i&2o0
rs.=Brazil,
anno
4&400
rs.=Seinestre
2&300
rs.
moeda
forte,
oulO&OOO
reis
e
5&500
reis
moeda
fraca.
===Annuncios
por
linha
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignantes
40
%
d
’
a
bati
mento.
BRAGA —
SABBADO
4 BE
UFZEMBKO
CD
legàtiiuigmo
em Portugal.
Não
desconioou
ainda ninguém meio
algum de fazer
triunfar
uma
politica
sem
o
labor assíduo,
e
o
sacrifício
honroso,
pela
abnegação
e
pelos exlorços.
E
’ ridículo
que
se
apregoem
princípios
d
’iniransigeucias,
e
se memorem
preteri-
los
soffrimmios
e
risonhas
esperanças,
en
tregando
aos
caprichos
do
acaso
a
sorte
e
o triunfo
de
uma
rausa.
Os
defensores
de
um
principio
que lai
praticam,
abdicaram
do
brio e
da
honra.
Do
brio
por
que
sofreio
impassíveis as
afrontas
da
infamia,
e
assistem
cobardes
á
dissolução
completa de
elementos
que
em
suas
mãos
esiá
salvar,
e
ao
seu
de
ver
pertence
mame:
:
honra,
porque
abandonam no
transe
oupiemo
ã
patria,
e prejuram
sobre
a
campa
de
nossos
paes
quebrando
o
solemne protesto
de
pugnar
pelos
santos
princípios
que
os
levaram
a
derramar o
sangue
de
mártires
no campo
glorioso
dos
combales.
O
Portugal
legilimista
está
dando
á
Europa
um
vergonhoso
tesliinuoho,
que
desdiz
das
suas
tradicçôes
e
dos brios
nacionaes,
manifestados
sobejamente
em
todas
as
épocas,
quando
n
’
esla
terra ha
via patriotismo
e honra.'.
Parece
que
a
corrupção revolucionaria
mais
contaminou
os
homens
que
se
cha
mam
legilimistas
do
que
piopriameme
o*
que se
alcunham
de
liberaes.
Ahi
se vêem os coriilhos
liberaes
bus
cando
engiaotíccer-se,
engrossar
pela
ac-
quisição
de
adhesões
valiosas,
fortalecen
do-se pela
uoiáo,
ofrrecemfo-se
á
lucta,
muitas vezes
desigual
com
o
poderio
dos
governos,
conspirando
nas trevas
ou
aff
.
tando-se
á
luz
io
dia,
ora
na
orbita le
gal,
ora
á
u
ão
armada,
combatendo
qua
si sempre
pelo
vg
>ismo
e pelas ambições
pessoaes,
escalando
o
poder
;
umas
vezes
batendo-se
corajo^amenie
em
reinada,
ou
tras
vezes
cantando
victorias,
mas
traba-
Ihando
sempre
e
obtendo
sempre
ura
pro
veito
relativo.
Os
legilimistas
não
;
esses
esperam e
soffrem !
O
leão
de
1833,
batido
na
floresta,
esfaimado
e
sedento,
quebradas
a
força»
*
e
sem
poder
ter-se
cahiu prostrado á
margem
do
ribeiro, á
espe<a
que
as
agua-
lhe
corram
para
a lingua,
oo
que
o
vian
dante,
que
lhe
dá
ioutilmeute
com
a
pon-
ta
do
pé,
o
luvante
pela
juba.
D-
na
da
lhe
valem
a
força
e
os
brios
d’ou
tr
’
ora.
Sente
que se lhe
apaga
a
luz
do>
olhos,
e
para
se
não
convencer
da
verda
de
fecha-os
!
Conhece
que
os
murganhos
lhe
roem
ás
garras,
mas
conform>se
e
consola-se
por
que
foi
soberbo
e
poderoso
!
E
espera
sempre! E
morrerá
espirar»
do,
sem
dar
um
passo
mai
*
para
a
linf
*
que
corre
ao
lado,
e
cuja
agoa
o
podia
salvar.
Quando nos
planos u’Africa
a
gloria
de
Portugal,
a
lioura
dos
portuga ze>,
vi
ctimou
o'
infeliz
rei
D.
St
basliao,
levan
tou-se um
partido,
que
tamln-m
teve
as
suas
crenças
profundas
e
a*
suas
espe
ranças
fagueiras.
Esperou! Esperou
an
nos;
moita
uma
geração
veio
outra,
qu<
*
esperou
lambem.
Deshsarani
século-,
e
esperou
sempre
;
e ainda ahi
s-
alguém
passa
junto do
solar
arrumado,
onde
vi
ve
alguu-a senectude
oo
isolamento
de
venerandas
mtransig.
ncias
com
o
tempo
que
caminha,
lá
escuta
ao
abiir
da auro
ra,
ao contemplar
os
primeiros
clarões do
crepúsculo,
a
voz
da
crença
sair
de
boc
ca
onde
já
nào
ha
dentes
:
«
.......................
.
..............
Em manhã
de
cerração,
Estou
certo,
ha
de
voltar
Ei-Rei
Dom
Sebastáo!»
E
passam
dias,
volvem atiuus,
e
a
ma
nhã
nào
chega, como
annuueiuu
o
pro
feta !
Mas
a
crença
inquebrantável
espera!
O
Portugal
legilimista
espera
lambem
a
manhã
de
cerração!
O
seu
D.
Sebastião
porém,
está
em
qualquer
coisa.
A
traição
entregava
aos
invasores
li-
berdadeiros
80:000
homens
de
exercito,
e
arrancava
a
coròa
da
cabeça
do
Rei
legitimo,
e
o
povo
legitimiita,
o*
gran
des
homens
d
’
eotão
esperaram...
na
es
pada
de
fogo
de
S.
Miguel
Archanjo
e
não
esquadras da
Rússia!
—
O
resultado
de
lauto
esperar
loi
a
roina
da
patria
e
a
morte
de
todas
as
esperanças.
Seguiu *e um período
de sofrimento
e
trabalho,
em
qoe a
legitimidade confiou
apenas
no
seu
esforço, e á
primeira
ten
tativa
quasi chegou
a
triunfar.
Cahiu
porém sobre
o
Portugal
velho
uma
piaga
de
homeos
de
rabicho,
inca
pazes
de
tudo, que obrigaram
a
nação
a
eniregar-se
á
discrição
na
mão
dos
seus
algozes,
alé
que
a
Divina
Providencia
se
compadeça
da
legitimidade,
e
venha
or-
ganisar
um
exercito que
combata
os ini
migos
do altar e
do throno I
E
disseram
os
homens
do
rabicho
á
geração
nova
que
corria
ao
trabalho:
«pa
ra
triunfardes
é
n
isler
deitar-vos
a
dor
mir!
Constância
e
prudência!
A
Providen
cia
vela
por
nós
!>
Mas onde
está
a
Providencia7 pergun
tavam
os
filhos
que
buscavam
desafron
tar
as
cinzas
dos
paes.
a
honra
da
fa
milia,
a
sua paina
humilhada
e
a
sua
re
ligião abatida.
A
Providencia...
está
em
Sebastopol
!
Esperae
que
Napoleão
1
corte
a
cabe
ça
a
Abdul
Medjid
e
que os
canhões
de
Chronstadt
inetlam
a
pique
as
esquadras
aliadas.
Sobre
as
torres
de
S.
Petersburgo
ílucluará
a bandeira
das
quinas,
e -virá
o
grande
Gortschakofí
a
Lisboa
dizer
á
dinastia brasileira ou
coburgueza
—
tira-te
d
’
ahi
!
A
Providencia
porétn
tinha-se
mudado;
acabou-.se
a
guerra
com
a
Porta,
e
a
Pro
videncia
nào
veio!
Os
do
rabicho
então
recommendaram
aos
legiliiBistas
«constância
e
prudência»,
emquanlo
andavam
á.busca da
Providencia.
Ao
cabo
de
dezeseis
annos
de
pesqui-
zas
acharam-na
!
Cá
está
!
Foram
dar
com
ella
em
Berlim!.
Ainda
bem
!
Tudo
foi animação
nos arraiaes
legi-
timistas
: approximava
se
o
tiiuufo’
Ca
da
tiro
das
metralhadoras
lhes
parecia
um
repique
de
sinos
!
Pois
que!
Bismark
levára
os
seus
exer
citos
contra
a
França,
assenhoreara-se
da
Al^acia
e
da
Loreua,
baqueára
Napoleão
III,
estava
a
AI
emanha
ás
portas
de
Pa
ris
;
rebentara
a commuoa,
levaotára-se
a
republica...
logo,
conclusão
lógica
ahi
vem
o
Snr.
D.
Miguel
pela
mão
do
Impera
dor
Guilherme
!
Constância
e
prudência
! Bismark
pôz-
se
mal
com
a
Providencia,
e
a
Providen
cia
depois
de
visitar o
Bonga
mudou-se
para
Bilbao.
Esperae
por
ella,
que d’
alli
virá
«Em
manhã
de
cerração».
Para
que
é ajudar Carlos
VII
a
ve
•
r
as
hordas
republicanas?
Deixae
os
legiti-
mistas
francezes
e
os
catholicos
de
lodo
o
mundo
sacriíicarem-se
pelo
triunfo
da
cama
santa,
nós
cá
não
necessitamos
d
’
is-
so, porque
lemos
constância
e
prudência,
o
que
não
teep»
nem
hispanhoes,
nem
francezes,
nem
ninguém
senão
nós.
Esperae
pela
Providencia
!
M.>s
a
Providencia
não
eslava em Bil
hão
;
anda
viajando
:
o<a
está
hoje
ao
la
do
de
Carlos
VII,
ora se
encontra
na
Harzegovina,
e
prepara
se
talvez
para ir
aos
Eslados-Unidos,
se
se declarar
a
guer
ra
á
Hispanha;
oo
para
a
índia
se
se
complicam
as
coisas
com
a
Grau-Breta
nha,
e
depois
Estou
certo ba
de
chegar
EI
Bei
Dom
Sebastião
!
Ora
diga-sè
se
ha
um
paiz
como o
nosso,
e
se
ha politica
como a
do
Portuga!
legilimista ’
Quem
lá
fóra
observai
a
sttna ridícu
la
em
que
e>tá
figurando
a
g*a->de
maio
ria da
nação
portugueza,
dira
o
com ra-
&ao,
qoe
snmos
um
paiz
de
mentecaptos,
ou
que
a
íegi imidtde
em
Portugal
nior-
iro^is
Hfss
ír
b
.
m
AO
l.°
DE DEZEMBRO.
(Poesia
recitada ne
theatro
de
S.
Geraldo
no
espectaeulo
comniemorálivo
do
l.°
de
dezem
bro
de
1640,
por J. de
D.
da
S.
Ferraz.)
Medonha
a
noite
se
estende
por
esses
montes
além:
nem um som
o
espaço
fende,
nem
o ceo
estrellas tem
:
nem leve
aragem
perpassa,
nem,
uma
restea
esvoaça...
na
rua
não
vae
ninguém.
Eis.
que
súbito resoa
,
prenhe
o
bojo
do
vulcão.
Nâó
ouvis?
1
Lá
fóra
troa
o-génio
mau
do
trovão.
Eusó
de
luz, como
ensaio,
a
ígnea
esteira
do
raio
se
alastra
na escuridão.
Mas
avocae
á
memória
os
horrores
que
a
historia
com
ferro
em
braza
gravou.
—
Vède
o
coilosso
temivel
captivo
dfouiro
senhor.
Elle
—
o
guerreiro invencível,
patria,
núcleo
do
valor
!
Elle
o
tão
temido
antes,
e
em
cem
balainas
gigantes
O
heroico
balalhador
!
Sobre
o
cerro,
sobre
a
herdade,
das
profuudesas
d<»
ceo
a
aguia
da
tempestade
o
vòo
ingente
abateu:
tudo
pulsa
com
a
aza,
tudo
assola, tudo
arraza,
no
tenivel
giro
seu.
Vistes
o
quadro?!
Ligeiro
corre
o
pincçl
que
oj
traçou.
A
noite
do
capliveiro
quem
ha
’
hi
que
a
desenhou?
«
Portugueses!
Que
se
afoite
de
novamente
o
leão.
Sessenta
aunos
!
Uma
noite
d
’
inlinita
duração. .
—
O
equoleo da desventura !
Noite...
a
noite
mais
e-cura!
—
a
noile
da
escravidão....
Ergue
a
fronte
laureada,
ó
terra
do
meu
natal
;
minha
patria
idolatrada,
berço
0’heroes,
—
Portugal.
—
Arca
d’uma
gloria
infinda,
—
nome
que
rebrilha
ainda
entre
as
nações,
sem
rival.
Quando,
com
mágoa,
»me
lembro
da
agrura
do
leu
rrvez,
o
l.°
DE
DEZEMBRO
alvoroça-me
outra
vez:
e
sinto
acanhado,
estieilo
para
o
conter,
lodo
o
peito,
meu
coração
portuguez.
Da
Ibéria
contra
o risível
esbravejar
dos Leões,
aoiemural
invencível
teus
em
nossos
corações.
Responda
aos
afagos
iredos
ás
ciladas,
aos
emedos,
a
bocca
dos
teus
canhões.
Pouco
importa
que
lá
fóra
alguém
finja
acreditar
que
a
lua
gloria
d
’outr’
ora
vae pouco
e
pouco
a
findar,
e
só
te
illufoiua
a
frente
como
a
luz
do
sol-poente
ao
sepultar-se
no
mar.
Meutira !
velho
guerreiro...
Menina
!
ainda
uma
vez
!
Que
venha
cá
o
estrangeiro.
..
Não
chegará
a
murchez
aos
loiios
d
’
Aijubarroia
em
quanto
hvuvor
uma
golta
do
sangue
d
’
uui
portuguez.
Que venha
!
Somos teus
filhos,
ó
teria
do
meu
natal
..
Nao,
uão
mancharão
os
brilhos
da
tua
gloria
imuiorlal.
Em
quanto
tiveiaios
vida
bradaremos, fronte
erguida
:
Viva
livre
Portugal!
D.
F.
AO
l.° DE DEZEMBRO.
Só
a
laurea
virente
se
alastrava
joo
camiuhar
da
patria
de
Camões:
só
a
g'ita
da
gloria
a
estremava
a
par
dfoulras
nações.
Mas
a
*
orte
na
>ua
contirrgencia,
de proleclora,
muda-se
em
verdugo,
e
roubando-lhe
a
doce
iudependencia
fez-lhe
o
collo acurvar
a
ferreo
jog».
O
’
gigante
indomável
do
occidente,
tuas
glorias
*
pristmas
onde
eslão?!
Porque
estás
a
enrolar
occiosameute
das
Quinas o
pendão? !
Tocou
te
a
mão
gelada
da desgraça,
e
reduziu-le
á
condição
do
iloia...
Porventura
extmguiu-se
aquella
raça
dos heroes immortaes d’Aljubarrota
7
Oh!
não! que
recordando
a
lua
gloria
breve
serás
o
assombro
universal,
agregando
aos
annaes da
lua
historia
Uma
lauda immonal
.
N
’
e«sa
lauda
ha
um
himno
allisonaute
um
poema de rara
heroicidade.
N
’essa
lauda
irradia
um
sol
ovante,
n’
essa
lauda
s
’
inscteve—
Liberdade.
A
uma
voz
desfaz-se em
fragmentos
do
capliveiro
o sórdida
grilh o
e
de
novo
tremula aos quatro
ventos
das
Quinas
o
pendão.
J)eixae-nie,
pois,
que
ufano, delirante
brade, ao
ler
essa
pagina
immorlal:
Que
viva
o
luzo
povo!
O
herce
gigante...
Que
viva
Portugal
!
D.
F.
niente
fazer-lhe
um breve
cornmeotario.
Ahi vae como
sair,
corrente
calamo. E
necessário
desmascarar
esta
gente liberan-
ga,
que
faz da penna
um
punhal.
Ainda
il-
ludem
alguns
infelizes. Ha
dias
ouvi
uma
conversa
passada
na
loja
de
um
rico
coromercianie
de...
Dizia
elle com
o
«
J.
do
Com.»
na
mão
:
«Com efleito
os
padres não se
deviam
metter
em
polilica
(e
a
polilica
oão
se
mei-
te
com
os
padres?)
insultando
d
’este
modo
os
soberanos
estrangeiros.»
0
«esle
modo»
era chamar
iladrão a
Viclor
Manoel,
vampiro
ao imperador
Gui
lherme»,
com
o
resto
de «ameaçar
Portu
gal
com Carlos
VII»,
jurando
o
«ico
com-
merciante nas
palavras
do
seu
Evangelho
—
o
«J.
do
Commercio»
!
o
mentiroso,
o
calumniadõr
por excellencia
!
Alguém
se
atreveu
a
dizer-lhe:
«Mas
snr.
F.
tem
a
certeza
de que
o
iprégadqc
proferiu
ua
egreja
essas
palavras
que
se'lhe
attribuem
?
Homens
sérios
que
assistiram
ao
sermão
negam
isso
redonda
mente
»
Agora
o vereis.
—
«Julga,
replicou
elle
com
enfado,
que
os
redactores
d
’
este
jornal
sào
alguns
tro-
ca-Unlas,
alguns
pànlominèiros
?»
(sic),
e
voltou
?s
costas.
Eis
aqui
até onde
chega
a demasiada
boa
fé
de
alguns
pobres illusos.
Desenga-
nemol-os
pois,
prevenindo
ao
me
*
mu
tem
po
os que
ainda
uão
chegaram
a
esse
es
tado
de
escravidão
espiritual
•(»
peor
das
escravidões)
aos
selvagens
litteratos do
li
beralismo
hodierno.
Entremos
pois
na
matéria.
Diz
o
Jornal commercieiro
T
qoe
se
pu
blica
em
Lisboa-para nossa vergonha:
«Aproxima-se
o
dia 24
de
julho,
an-
hiversario
<la
restauração
da
liberdade
em
Lisboa,
no
a«»no
de
1833,
aproxima-se,
pois,
o
dia
em
que
os
liberaes
devem
com
estrondosos
(estejos
lembrar-se
do
que
elles
e
seus
paes
soffreram para
serem
livres,
e
lembrar
aos vencidos
os
seus
desastres,
a
sua
completa
derrota
(graças
á
«quadru
pla»!),
e
as
cruéis
represálias
a
que
fo
ram
condem.nados».
(sic,
sic)
Antes de
mais
nada
devo
declarar
que
vario
*
membros
de
minha
farnilia,
e
até
meu
presadissímo
pae,
foram
constitúcio-
naés,
e
qoe
por
causa
d*
isso
furam
per-
seguidps
(se
boje
viessem
estou
cerio
que
diriam,
como ,disseram,
segundo
me
cons
ta,
D.
Carlos
Ma-carenhas,
o
marquez
'le
Rezende
e«nuilos
outros
<Ah!
se
conhe
cêssemos antes
de
34
a
canalha
com
que
nos
meltemos!).
Mas
por
isso
mesmo
é
que
me
considero
com
mais
direilo
para
piotestar
contra
estas
palavras,
próprias
talvez
de
pelles vermelhas,
mas
nào
de
ho
mens
que
se
presam
de
civihsados.
A
confissão
das
«cruéis
represálias»
quasi
se
deve
agradecer.
Essas
cçueldadès,
e
a.
contradicçào
entre
a
tlieoiia
e
a
pra
tica,
além
da
impiedade
intrínseca e
ex
trínseca
do
liberalismo,
é
que
me
fizeram
aborrecei-o.
E
declaro-vos
que o aborieço
com
to
das
as
fo-rças
da
minha
alma,
porque
cada
vez
o
encontro
mais
bypocrila
e
mais
in
fame.
Continua
o
«Jornal».
•
Se
os
reáccionarios...,
de
mãos
da
das com
uns
homens
que
dizem
lallar
em
Deus, nào
procurassem
minar
os
funda
mentos
da
revolução,
desvairando
e
pre-
veriendo
as
consciências
;
se padres
slul
.
los
e
indolentes
não
fizessem
do
púlpito
tribuna
de
impropérios
e
de
ameaças
á
li
berdade
;
inútil
era
o
memento
do
dia
24
de
julho.
Mas
como se
esquecem
do pas
sado,
como
nada
aprenderam
no^meio
da
desgraça,
e
hoje
abusando
di
liberdade,
de
que
blasfemam,
ousam
ameaçar-nos.
e
leem
os
olhos
postos
nos
reaccionarios
:
francezes,
e
no
carlismo,
esperando
o
mo-J
mento de
saírem
a
campo,
então
celebre-1
se
o
memento
do
dia
24
de
julho,
e ce
5-
lebre-se
o
mais
ruido--amenle
que
for
pos
sível.»
0
que
vós
celebraes
é
o
medo
de
que
vos
achaes
possuídos,
o
medo de
que
vos
fuja
a
presa.
De
resto,
«slullos
e
insolentes»
não
sào
por
certo
aquelles
a
quem
vos
referis,
—
bem o
sabeis
—
;
e
ameaças
á
liberda-
íle,
—
á
verdadeira,
e
não
á
mentida,
qu'm
mais
do
que vós as
costuma
fazer,
e
as
faz
ainda
n
’este
mesmo
artigo
que vou
examinando?
Por
conseguinte,
fazeis
o
mal
e
a
caramunha.
E
ainda
encçulraes
quem
vos
acredi
te,
e quem se
mostre
indignado
porque
al
guém
se
atreve
a
pôr eui
duvida a vossa
sinceridade
e
boa
fé!
Não
esqueçamos
po
rém de
que
está
escripto
: infinitas
est
nu
meras
stullorum.
Conlinuaes
.
reu
ás
mãos
traidoras
ou
cobardes
de
es
peculadores
ou
de
néscios.
Por
Deus
!
Se
ha
ainda
pundonor
n
’
es-
le
grande corpo
político,
se
ha patriolis-
(fio
no
coração
legalimista,
se ba
crenças
religiosas,
se
ha
amor
á
memória de
nos
sos
paes,
se ha lealdade, se ha
honra
acabe-se
d
’
uma
vez pa»a
sempre
e^la
far-
ça
política,
em
que
a
nação
legilimista
eslá
representando
um
papel ignóbil.
Que
não
fique
á
responsabilidade
de
todos
o
êrro,
a
mdoleiícia,
a
especulação,
a
cobardia
de
alguns.
Se
nao
se
póde
fazer tudo,
comece-se
pelo
mais
1
’
acii,
mas saia-se
d
’este
abati
mento
impossível.
Carlos
VH
é
a
avançada
de
uma
trans-
fo-mação polilica
que
póde
convir-nos
?
Pois
uuamu-nos e
auxiliem >1 o
para
que
um
dia
possamos
pedir-lhe que
nos
au
xilie.
Quem
póde
esperar
que
sem
a
nos
sa
diligencia,
sem
a
nossa actividade,
sem
os nossos sacrifícios e
provações,
virá
nun
ca
unn
mfluencia estrangeira fazer,
por
si
só, o
que em
quarenta e
tres annos
nós
não
quizemos, nem
soubemos
fazer?
Pois
e
muito
que
os
legi
ti
mistas
de
Pprlqgal
imitem
pelo menos
os
legiti-
ruistas
francezes?
Está
tão
pobre
a
nação
legiiimista,
que
unida
não possa
capitalisar
cada
mez
10
reis
por
indivíduo, para
levar ao
campo
carlista om
pequeno lestimunho
da
nossa
boi
vootad
j
,
da
nossa
dedica
ção
e
fraternidade
polilica?
Pois
ningufem
se
envergonha de que
Portugal,
cuja
sorte
em
t<»do o
século
actual
e
cuja
historia
em
todos
os tem
pos,
tem
sido tão iutirnameníe ligada
á
Hi-panha,
esteja apena>
significando
a
sua
adhesão
á
causa
legitimista
com um
oxa
La
cobarde
e
mesquinho^
sendo
a
unica
nação
caihuhca
qne
despresa a
causa de
Carlos
VII?
Pois
o
Sor.
IVi
D.
Miguel
I,
esten
dendo
a
mão
a
Carlos
V.
não
contrafliu
uma
divida
de
hoora
que
é
nobso
dever
pagar?
As
dividas
d’
honra
<le
um
paiz,
re
presentado
no st
u
Rei
legiiimo
e amado,
não
podem
estar
á
mercê da negligencia
e
do
aban
i
>úo
pessoal
de
ninguém;
e
a
nação
legitimista
indo depôr
seu
preito
de
saudade
com
suff
agios
chrislão
*
sobre
a
sepultura
do
Piei
mártir,
pratica
um
acto
de
mera
ostentação,
quando
nao
ve
nera
a
memória
d
’
aqnelía
corôa
e
as
af-
feições d’aquelle coração,
que
soube amar
a
nação portugueza,
e
soífrer
pel<»s
êrros
e
crimes
de muitos
dos
qne
hipocrita
mente
o pranteiam
ainda,
como
o
enga
navam
outr’
ora.
B.
DE
SENNA FREITAS.
I
—-
---
ASSOCIAÇÃO GATHOLIGA
Por
parte da
Junta Directo-
ra são
prevenidos
todos os
membros da Associação de que
no
dia 8 de dezembro
terà lo
gar
na egreja dc
Populo
pelas
8 e meia
da manhã uma missa
solemne,
e Gommunhão
para os
que
desejarem
lucrar a indul
gência planaria que lhes está
Concedida,
tando-se disposto pe
la
confissão sacramental, para o
que
terá a Associação confes
sores
na dita egreja na vespera
da
festividade.
A Junta
Directora tem a hon
ra
de convidar todos
os illus
tres
socios e associadas para
este
solemne
acto, bem como
para a Academia religiosa que
no
domingo
«infra octavam» (12)
terá
logar no
salão da Relação
Ecclesiastica
d’esta cidade, pe
las 7 horas
da tarde.
O salão estará aberto ás 6
horas.
O
secretario,
P.
c
JOÃO ANTONIO VELLOSO.
Ques&õea
velhas e quealõs
novas
D
’um
amigo
nosso
que
.vive
n
’
uma
remo
ía
colonia,
recebemos
uma
larga
corres-
pon
Jencia
<la
qual
extraclamos
o
seguinte
:
«12
de
agosto
de
1875.
«Queridos
redactores
Só
agora
me
clvgou
á
mão
um
artigo
selvagem
do
«Jornal
do
Commercio»,
da
tado
de
21
de
junho.
Pareceu-me conve
«...Depois,
foi
abolido
tudo
quanto
po
dia
servir
de
base á
restauração
do
nefes-
to
despotismo
real; foi
completa
a
demo
lição
;
cruel a
perseguição
aos
que
favo
receram
ou
podiam
favorecer
a
tirannia
;
os conventos,
esses
ninhos
de
mandriões,
devassos,
fanalicos,
e
implacáveis
inimigos
da
liberdade,
foram
despojados
dos seus
povoadores.
Emfim
foi
derrocada
até
aos
seus fun
damentos
a
velha
sociedade.»
Isto
chama-se
«cynisfno».
Não
tem
nem
póde
ter
outro
nome.
Ponhamos
de
par
te
o
«despotismo
realu,
que
aliás
tanto
vos
agrada
em
certos
casos, espçciahnente
se
for
emprega
lo
contra
a
Egreja
Catholica.
Com
que.
destruístes,
demo
ístes,
derro
castes
tudo isso
qne dizeis,
sem
vos
im
portar com
o
direito
nem
com
a
justiça,
nem
sequer
com
os
mais
vulgares princí
pios
humanitários,
porque
ludo
isso
vos
era
ou podia
ser
contrario
(«tavorecerarn
ou
podiam favorecer»,
etc.) Com
que ca
ra
nos
fallareis mais
em
liberdade,
e
com
que
diredo
vos
queixareis
d’ora
em
dian
te
de
qualquer «tirar»no<
(como chamaes
sempre
aos
qoe
vos
são
adversos)
que
destrua
e
derroque tudo
o
que
se
lhe
op-
ponha,
principiando
por
vós
mesmos,
que
lhe
sereis ou lhe
podereis ser contrários
?
Se elle
liver
o
direito da
forçay-direilo
u<»ico
de
que
fazeis
gala
em
vosso
cynis-
mo, sem
vos lembrardes sequer
de
que
es
sa
mesma
f<rça,
esse fal-o
direito,
tives,
tes
de
o
mendigar
ao
estrangeiro ('ós,
pròclarnadores
da
independencia dasnações-
do
principio
da
nào
intervenção,
da
sobe
rania popular!), o
liranno
po-lerá
fazer
de
vós,
e
de nós,
e
de lodos
o
que
lhe
approti'-er.
Ah
!
Lógica
!
Como
estaria
bem
servida
a
sociedade
e
a
civilisaçâo
do
mundo
se
por
toda
a
parte
fosse
recebida
a vossa
doutrina des
pótica
e
desoladora
1
0
que
lhe
vale
é
a
doutrina
christã,
a doutrina
d'essa
Egre
ja
Catholica,
que
é
o
vosso pesadelo, e da
qual
blasfemaes !
(Continua)
Ao
bai»ti8ado de
qate
fui madri-
Biika a DuBia
Sàrtoria.
£
Pois
os
Quadriipla-allianceiros
Inda
agora,
sem
vergonha,
Vem
faser-nos carantonha
(Voa
Praia
dos
Flibusteiros ?
jE,
do
valente
Batreiros,
A
Mulher
do
Fugitivo
Novameule
vem
ao
vivo
Pe-pegar-nos
bofetada,
Ser
madrinha
descarada
De
Mindèllo
intempestivo
!
Londres,
23
de novembro
de
1875.
A
R
SARAIVA.
REVISTA ESTRâlOIM
BStMpanlia.
AO
MEU
EXERCITO
DO
NORTE
l
Voluntários
!
Eu
vos
dirijo
a
minha
palavra
sob
a
impie^são
d
’
uma
viva
alegria.
A
hora tão
desejada
por
nós
lodos
soou;
estamos
oa
vespera
de
grandes batalhas.
A
revolução,
commandada
por
um
prín
cipe
rebelde
de
minha farnilia,
vae
tentar
o
seu
ultuno
esforço
para
nos
subjugar.
Na
presença
da
inutilidade
de
todos
os
meios
a
que
elles
leem
recorrido,
desde
os
mais
cruéis
até aos mais
vis,
e
mais
hipócritas,
nossos
inimigos
pretendem
es
magar-nos
hoje
debaixo
do
numero
dos
seus
batalhões. Elles
não
conhecem
a
nossa
,
força
;
almas
euvillecidas
nunca
compreheoderão o
valor
da
fé
que
nos
torna
invencíveis.
Lembrae-vos
do pas
sado.
No
dia
2
de
maio
de
1872
eu
me
apresentei
a
vós,
acompanhado
só.menle
de
18
homens,
que
não
tinham oulras
armas
além
de
paus
montanhezes
:
dois
dias
depois
veio
o
desastre
de
Oriquieta
e
eu
tornei
a
passar
a
fronteira
vencido,
mas nào
desanimado;
nunca
perdi a
con
fiança
em
Deus
e
em
meu
direilo.
No dia
16
de
julho
de
1873,
entrei
de
novo
em
Hispanha;
vó4
s
estáveis
anciosos
por com
bater,
e
eu
corri
para
combater
ao
vosso
lado.
Manera,
Monte
Jura,
Somorroslro
tes-
timunharam
o
vosso
indomável
v
alor:
os
grandes
feitos
de
Abarzuza
espantaram
to
do
o
muodo.
Em
Lacar, o
príncipe
re
belde
leve
de
fugir
precipiiadamente e as
ossadas
de seus
soldados
cobriam
as
i
10s
.
sas
collinas.
Em
Choritoquieta
e
em
Lu
fíí
.
bier
vossos
braços
cansaram-se
de
ferjr
.
por
toda a
parle,
fiualmeule,
a
fortu
(lâ
vos tem
seguido
como
uma escrava
sub
missa.
Ora
pois
I
a
corações
assim
expe
rimentados
nào
é
neceswio
occuilar
a
verdade:
o
vossa
valor
augmentará
á
me
dida
que
augmentarein
os
perigos.
Madrid
vae
desencadear
sobre
estas
provincias
cem
mil, talvez
duzentos
mi|
homens.
Que
venham!
Cot»
soldados como vós
não se
contam
os
inimigos
senão
depois
da
victoria.
Que
venham 1
Sua
fetoz
im.
peloosidatle
se
despedaçará
contra
vossos
peitos
como as
ondas
do
mar
furioso
se
despedaçam
contra
o
rochedo
immo>el.
Nós
te'ernos
dias
terríveis,
dias
de
supre
ma
amargura.
A’vante! o
triunfo
definiti
vo
é
para
nós.
Nos
momentos
de
provas,
temperae
vo
*
sas
almas
na
lembrança
de
vossas
pró
prias glorias
e
nas glorias
de
vossos
an-
t<
censores
Nunca n
’
elles
houve
um
semblante
de
fra-
quesa.
No
principio
da
sanguinolenta
guer
ra
contra
o
capitão
do século,
as
fortale
zas,
a
corte,
as
cidades
ludo
estava
em
poder
do
invasor.
Nào
obstante
nossos
paes
levantaram-se
sem
armas,
e
lucta-
ram
até
que
as
agmas
francezas, feridas
de
morte
repassaram
os
Pyreneos
de
um
vôo
vacillmle
para
ir
morrer
a
Santa
He-
leuá.
A
Hispanha
inteira fez
çahir
Napoleão.
Vós
uuicas
barreiras
da
revolução
euro-
pea,
tendes
com
a
poma
de
vo-sas
baio
netas,
derrubado
o
throno
estrangeiro
de
Amadeu
de Saboia,
esta
eterna
mancha
para
os
monarcfiistas hispanhoes
;
a
re
publica
alheisla,
esta
aflronla
para
osco-
rições
catholicos
;
a diçtadura
inepta,
es
ta
ve»gonha
para
altivos
cidadãos
!
A
í
T
obso
cahirá
da
mesma
sorte. Em
vão,
a tempestade
revolucionaria
romperá
sobre
as
nossas
cabeças;
o
raio
que
amea
ça
os edifícios
se
despedaçará
impunemen-
te
contra a
agulha
que
os
protege
Eu
estou
socegado,
tranquillo,
inalte
rável,
como
convém
a um
hispanhol,
co
mo
convém a
um
éóldado. Imitae-me.
Se
os
dias
que
eu vos
annuucío
chegam,
pronuticiae
sem temor
o que importa
dos
heroes
de
1808
:
um
revez não
será
mais
que/o
preludio
de
uma nova
lucta. A
constância
é
a
victoria.
Aquelles
que
procurarem
fazer-vos
en
fraquecer despres
‘
ae-os ;
aquelles que
ten
tarem
semear
a
duvida
ou
a
desconfiança,
denunciae-os
aos vossos
chefes
para
que
sejam
castigados.
E
esperando
a
hora
do
combale,
sanlificae
o
vosso
coração
ele
vando-o
pari
Deus
por
quem
combatemos
e
que,
mais
uma vèz,
estenderá
a
sua
mào
poderosa
e
reduzirá
a
nada
os
nos
sos
orgulhosos
inimigos
Manobras
infelizes
tornaram
estereis
as
fadigas dos
nossos
irmãos da
Catalunha
e
do
Centro;
roas
ceio
nas
soas
abruptas
montanhas
retumbará
de
novo
o
grito
de:
Desperta,
ferro! e
sobre
os
seus
cumes
lluctuará de
novo
a
nossa
bandeira sem
mancha.
As
outras
provincias- agitam
se
para
nos
ajudar;
ellas
teem
lido
recentes
pro
vas
da
nossa
abnegação
e
do
nosso
patrio
tismo.
Voluntários
!
ávante:
grandes
sclfrimen-
tos nos esperam:
a
fome,
o
frio, á
nu
dez,
a
fadiga.
Eu
partilharei
coíbvõsco
.
As
grandes
causas
exigem iromensos
sa
crifícios.
Mas
uós
venceremos,
eu
vol-o
asseguro.
Voluntários!
por
vossa
conslancia
vós
salvareis
as
santas crenças
de
nossos
paes,
vós salvareis
a
Hispanha,
salvareis
a
mo
narchia,
salvareis
nossas
antigas liberda
des.
Voluntários,
ao
combate
!
E
pensac
que
se,
vivos
a
corôa
dos
heroes
deve
cingir
as
nossas
cabeças,
a
palma
gloriosa
do$
mártires
cobrirá
o
tumulo d
’aquelks
qoe
morrerem
sobre
os
campos de batalha
combatendo
pelo
seu
Deus,
pela
sua
pa
tria
e
pelo
seu
rei.
Vosso
rei
e general,
CARLOS.
Quartel
Real
de
Durango, 23'
de
no
vembro
de
1875.
Diz
uin
lelegramma
da
Agencia
Ha
vas
:
Corre
o
boato
de que
o
vapor
inglez
«London»
operou
em
Molrico
um
desem-
que
importante
para
os
carlistas.
—
Do
«Monde»;
«Lê-se
no
«Coartei
Real»
de
21
de
novembro:—
Chegóu
ao
conhecimento
de
S.
M.
o
rei
qne
certos
indivíduos se
apre
sentam
em
Hispanha
e
no
estrangeiro
co
rno
encarregados
de
recolher íundos
em
favor
da
causa
carlista,
e
que
com a aju
da
de documentos
apocnfos
ou
falsos,
abusam
da
boa
fé
de
pessoas dedicadas
á
nossa
bandeira.
Estamos
auctorisados
a
declarar
que
S.
M.
não
encarregou
nenhum
hispanhol,
quem quer que
seja,
para
re
colher
fuodos
em
parte alguma,
uem
para
elle,
uem
para
a
sua causa.
Damos
este
aviso
afim
de
que
nossos
amigos
oão se
deixam
surprehender
por
homens
de
má
fé,
que
mesmo podem ser
inimigos
qoe
exploram as
simpalhias
que
a
causa
real
excita em
toda
a
parte».
Tí3Z9
GAZETILHA
O
«lia ft.° «le dezembro.—
Foi
este
glorioso
auniversario
eothusiaslicameote
festejado
n’
esta
cidade.
A
comrnissão
or-
ganisaia
para
os
festejos
dVsse
dia
cum
priu bizarramente o
programara,
que
a
seu
tempo
aununciámos.
Ao
romper
d’
alva,
ao
meio
dia e
á
noite
duas bandas
de
musica
percorreram
as
roas da
cidade
lo
cando
o
himno
da
Independencia.
Pelas
4
e
meia
horas da tarde
celebrou-se na
Sé
ura
sokmne
Te-Deum
precedido
d
’
uma
oração
gratulatoria recitada
pelo
sor.
pa
dre
Marnoco,
joven
de
incontestável
ta
lento,
e orador
muilo apreciado. S.
s.a
desenvolveu,
com
muita
proficiência,
o
seguinte
assumpto;
O
dia
felicíssimo
da
no»$a
Restauração
jámais
será
esquecido,
antes
sempre
soiemnisado,
por
ser
na
or
dem
social,
pela
unidade
política,
a
maior
grandesa
e
gloria
da
nossa
palita;
e
na
ordem
religiosa, pela
unidade
da
fé,
o
maior
beoelicio
de
Deus
e
a
mais
larga
recompensa
do
céo.
O
vasto
templo da
Sé
achava-se
de
corado
com
muito
gosto.
A
’
noite
illuminaram^se
quasi iodas
as
casas
da
cidade
e
alguns
estabeleci
mentos
públicos.
No
theatro
de
S.
Geraldo
subiu
á
sce
na
o
drama
<lo immortal Almeida Garrett
D.
Philippa
de Vtlhena,
desempenhado
por
alguns
curiosos
que
geralmente
agra
daram.
Nos
intervallos
dos
aclos
recitaram
poesias
os
snrs :
João de
Deus da S.
Ferraz,
José
A.
Nunes Ferreira,.
J.
A.
Pereira,
J. A.
de Simas
Machado
e
M.
J.
D. Ribeiro.
Os
versos
recitados
pelos
dois
primei
ros
são
da
lavra
do
no,so
collega
Dias
Freitas.
Damos
merecidos
louvores
aos
membro
*
da
classe
escolástica que
promoveram
os
festejos commemoraiivos
da
nossa
heroica
restauração,
Fallecimento.
—
Em
a
noite
de
quar
ta
para
quinta-feira
falleceu repeutinameuie
o
snr.
Manoel
Monteiro
Gonçalves
d*
Oli-
veira,
dislincto
medico-ciiu»gico,
u
’
esla
cidade.
Era
cavalheiro
d’excelleotes
qualidades
e
geralmtroie estimado.
Acompanhamos
na
dòr
que
a
opprime
á
ex
ína
familia
do
finado.
Ao
aOiario de Níotieias». —
Ao
«Diário de
Noticias»
oílereceajos
o
se
gmnte, em
nome
da
sua
amiguinha,
a
«Correspondência»
á
qual drsta
vez,
e
sem
escrúpulo,
diremos; nunca
as
mãos
le
doíam.
«Um reparo.
—
Não
diremos que
a
car
ta
de
pamoro
na
secção dos annuncios
ofieuda
a
morai
publica. Pjr
Deus,
que
nào
diremos
tal !
Quando
a
moral
tem
por
praxibtas
a
snr
a
D.
Licilia
Maria
Fernan
des
e
seu
marido
Marcos,
não
admira
que
o
seu
codigo
esteja
disperso por dif-
ferenles
parles,
de
mistura
com o
Inslitu-
lo
vaccinico
du
snr.
Bourquin,
a
Agua
circa-^iana
e
o
leilão
de
penhores
da
rua
de
S.
Renlo
n.°
45.
Encontramos
o
fado
muito
digoo
de
applauso.
O
namorado
saboreia
o
seu
amor
e
sabe
onde
deve
jantar,
e
unindo
o
sen
timento
com
o
estomago,
estabelecendo
a
sua
fiarmojia,
e
determinando
as
suas
re
lações,
é beoemerito
da
sciencia,
e
a
psi-
chologia
terá de registar
a
descoberta.
O
nosso
reparo
é,
pois,
muilo simples.
Se
um
redaclor
de
qualquer
jornal,
mui
to
dislincto
no
seu
trato,
fosse
recebido
em
casa
de
um
amigo,
como
se
costu
ma
dizer,
com
os
braços abertos,
e
le
vasse
escondido
um
perfilo
bdhelioho
pa
ra
a
menina
V., no
caso
de
se
vir
a
des
cobrir
este
facto,
os
braços
íéchavatn-se,
e
a
tranca
era
tirada
da
ociosidade
do
canto
da
porta
para
exercer
o
seu
bellico
mister.
Ora
o
jornal
é
o
redaclor
que
se
fez
papel,
e que
se
imprimiu.
Vae
alli
a
sua
pessoa,
o
seu
cavalheirismo;
vão
alli
as
suas
ideias,
e
por
consequência,
na
ma
téria
caria
de
namoro, vae um
alcovi
teiro.
Por
isso
achamos
logico
o
seguinte:
que
o
pae da menina
V.,
qoe
bateu no
redaclor
em
carne
e osso,
e
com
a
tran
ca
da
poria,
toze
o
redaclor em
papel,
com menos barulho
e
com
igual
efleito—
negando-lhe
os
10
reis
do
costume.»
A
’
«Correspondência»
só
dirigiremos
por
ultimo
duas
palavras:
—
Não
lhe
parece
que,
mulalis rnutandis,
se
deveria
fazer
ao
seu
periódico
e
a
outros qoe
taes,
uo
seio
(ias famílias
catholicas,
onde entraram
coin
pés
de
lã
e
com
ar abeatado.
a
mesma
recepção
que
acha
logico
seja
fei
ta
pelo
pae
da
menina
a
cenas
folhas,
loia
a
vez
e
hora
que
insinuam
protes
tantismo,
ou
materialismo,
ou
positivismo,
ou
racionalismo
anli-christão—
naçonismo
n
’
uma
palavra,
que
é
o
aggregado
de
lo
dos
estes
erros
e
de
muitos
outros
?
Medite.
.
Sociedade
geograflea «le tLSsboa.
—
Cou
*
ta-nos
que
o
exm.°
snr
Vicente
Pedro
Dias,
actual
professor
de
Philoso-
phia no
Lyceu
d
’esta
cidade,
e
uma
das
maiores
i11ustrações
do
nosso
professorado,
Foi nomeado
socio
fundador
da
nova So
ciedade
geográfica
de
Lisboa,
cujos
estatutos
já
foram
submetidos
á
approvação
do
go
verno.
A
ser
verdade,
corno
cremos,
o
que se
nos
aílirma, folgamos
com
a
dislincçào
que
aquelle
cavalheiro,
por
lodos
os
titulos
res
peitável,
acaba
de
receber.
A profunda
eru-
dicçào,
a
par d’outras
qualidades
tgualmeu
*
te notáveis.que o
distinctissimo leote possue,
f<>z
de
s. exc.a
o
ornamento
e
o
lustre
da
nobre
classe
a
que
pertence.
Muito
antes
de
termos
o
desvanecimen
to
de escutar
as
sabias
préiecções do
snr.
Vicente
Peho
Dias,
prelecções
que
<j»a
a
dia
allraein
á
sua
aula, no
Lyceu,
mais
crescido
numero
de ouvintes, já
nós
vene-
ovamos
o
nome
de
s.
ex.a
como o
d’u-
ina
das
raras
iotelligencias
previlegiadas
que
encanecem
no
estudo
aturado
e profundo,
mas
jamais
sentem
fadiga
na
senda
espi
nhosa
das
lettras;
comu
um
caracler,
que,
pela
sua
inquebrantável
probidade,
se
im
põe á
veneração dos
que não sabem
rir
esluliameote
das
únicas
realesas
que
o'es
te
mundo julgamos
dignas da
nossa
ad
miração
respeitosa:—
a
vitudee
o
saber.
Não nos
acoimem
de
aduladores:
nun
ca
o
fumos, jámais
o
saberemos
ser.
Não
temos
relações
de
intimidade
com
o
cava
lheiro
de
que
vimos
foliando;
obedecemos
a
um
preceito
de
justiça
que
nào
devemos,
nem
queremos
postergar.
A
Sociedade
geográfica
de
Lisboa
deve
ufanar-se
de contar
entre
os
seus
mem
bros
o
snr.
Vicente
Pedro
Dia
*
,
que,
re
pelimos,
é
tuna
<las
maiores
illuslraçôes
do
nosso
professorado,
como
o
asseveram
lodos
os
que
o
conhecem, e
como
o
prova
o
desempenho,
de
varia
*
commíssões
lit-
lerarias'
de
qoe
s.
ex.
a
lem
sido
encarre
gado
pelos
governos.
Aviso «os
directores diocesanos
e
lucae»
do Apostolado da Oração.
—
Sua
Santidade,
etn
audiência
concedida
a
3 de
maio
d
’este
anno,
concedeu
a
lo
dos
os
directores
diocesanos
e
locaes do
Apostoládo
o
grande
previlegio
e
facuhla
de
de
poderem applicar
as
indulgências
apostólicas
e
as
de
Santa
Brigida
ás
cru
zes,
medalhas
e
rosários,
sob
a
condição
de
qoe organisem
pelo
menos
20
quinze
nas
do
Rusario
perenne.
Os
bilh
les
db
Rosário
podem-se pedir
ao Centro
do
Aposl
lado,
ou
ao
revd.0
padre
Damel
T.
Rademaken—
Rua
da
La
pa, n.°
10
1,
Lisboa.
O
revd.0
padre
Ramiére,
direclor
gerai
do
Apostolado
da
Oração,
acaba
de diri
gir
uma
circular
a
todos
os
Vigários
Apos-
lolicos, participaodo-lhes
que
o
Santo
Pa
dre
concedeu
beniguarnente
indulgência
plenaria
a
tolos os
íieis
que
não lendo
podido
fazer
a
sua
consagração ao
Divino
Coração
de
Jesus,
a
16
de
Junho,
por
ha
bitarem
em
paizes
longínquos,
aonde
não
chegou
a
(empo
a
noticia,
ou por
outro
qualquer
tnolivo.
a
fizerem
do
modo
já
in
dicado
no
dia
26
de
dezembro
do
corren-
le
anno.
Também
os
convida
a
fazerem uma
pe
tição
commum,
para
se
erigir
ura
altar
em
nome de
todos
os
missionários
do
mun
do
catholico
ao
Divino
Redemptor
Jesus,
debaixo do
titulo
de
«Mestre dos
Aposio-
toios—
Magisler
Aposlolorum» em
o
novo
templo
que
no
centro
de
Paris
se
vae
ele
var
em
honra
do
Santíssimo
Coração
de
Jesus.
Abei»t<ai
*
H
«le
talhas.—
A
Compa
nhia
edificadora
e
industrial
bracarense
abre
ámanhã
dois
novos
talhos,
um no
campo
de
SanfAnna, n.
“
71,
e
outro
no
campo de I).
Luiz
l.°
e frente
para
a no
va
rua
da
feira
do gado.
E
’
um
melhoramento
que
deve
ser
acolhido
com
alvoroço pelos habitantes
d’
esta
cidade.
A
direcção
da
Companhia
edificadora
ofíereceu-nos,
o
que
muito
agradecemos,
uma
tabella
indicativa
da
qualidade da
carne,
boi e
vitella, e
os
seus
respecti-
vos
preços,
que
são:
vitella,
IlOe
120;
carne
de
boi,
110,
120
e
150,
—
cada
meio
kilogramma
ou
500
grammas.
Aitiliencia»
gerae».—
Foram julga
dos os seguintes
reos :
Novembro,
24.
Antonio Augusto
d
’
A-
raujo
da
Silva,
da
cidade
do
Porto,
pelo
crime
de falsificação
d’
uma
procuração:
absolvido.
26. Joaquim
José
Moreira
da
Silva, da
freguezia de
S.
Pedro
d’
E
cudeiros,
pelo
crime
de
resistência
á
justiça
:
absolvido.
*
27.
Miguel
José
Lopes,
d
’esla
cidade,
pelo
crime
de
roubo
:
absolvido.
Dezembro,
1.
Clara, casada,
desta
ci
dade,
pelo
crime
de
sublracção
d
’objectos:
absolvida.
filluatre
enfermo.—
Acha-se
ainda
gravemente
enfermo
o
excm.
0
barão
de
Soutello,
irmão
do excm.0
visconde
da
Torre.
De
todo
o coração
desejamos
o
com
pleto
restabelecimento d’
aquelle
prestante
cavalheiro.
al>áceí«»n«»rio
Copular»
—Recebe
mos
e
agradecemos o fascículo
n.
e
8
do
Diccionario Popular,
obra
importantíssi
ma,
que
se
está
publicando
na capital.
O escriptorio
da empreza
é
na
rua
da
Atalaya,
n
°
173—Lisboa.
t*
tablicnção
r?c(»i5utsen(i(;vel,—O
nosso
illustrado
collega
do
«Jornal
da
Ma-
nha»
tem
publicado
etn
callernelas
uma
Revista
financeira,
que se
torna
muilo
e
muito
recommondavel.
.Agradecemos
os
fascículos
que
nos
tem
sido
enviados.
Avísi»
—
O
«Diário
do
Governo»,
n.°
275,
publica um aviso
aos
herdeiros
de
José
Ferreira,
natural
d
’
esla
cidade,
filho
de
Antonio
Carvalho,
da
Ponte,
relativo
á
entrega
de
32:000
pezos,
depositados
no
Banco
de
Londres e
Rio
da
Prata,
ao côn
sul
porluguez
em
Montevideu,
pertencen
tes
ao
espolio
do
finado.
EXJPEOÍffítfTli
»A A»AIIATíST»A-
ÇÃO.
AOS
NOSSOS ASSIGNANTES
Rogamos aquelles que ain
da se acham em debito de suas
assignatura,
que tenham
em
vista as condições da mesma ;
pois
alguns temos que não a
reformando até fins do corren
te,
ver-nos-hemos forçados, bem
contra nossa vontade, a suspen
der-lhes o
jornal.
SAÚ3B
i TODOS
sem medicina,
pur
gaulês
nem
despezas
com
o
uso
da
delicio
sa
farinha
de
saúde,
DU
BARRY
de
Londres.
d
*
íaiLvarittveI
ei8sc®es»o
1
Nenhuma
enfermidade
resiste
á
de
liciosa
Revalesciére
que
cura
as
tndigeb
Iões
(despepzias)
gastfica,
gastralgia,
ile.
g»na,
arroios,
amargor
na
bocca, piluitas-
uauseas,
vomilos, irritação
intestinal,
dia<-
rhea,
dueuteria, cólicas,
tosse,
athsma,
fal
ta
de
respiração,
oppressão,
congestões,
mal
aos
nervos,
diabethe,
debilidade,
todas
as
desórdens no
peito,
na
garganta,
do
alilo,
das
bronchiles,
da
bexiga,
do
liga
do,
dos
rins,
dos
intestinos, da mucosa,
do
cerebro
e
do
sangue,
75:000
curas
en
tre
as
quaes
contam-se
a
de
8.
S.
o
Pa
pa,
do
duque
de
Pluskow,
da
ex.
ma snr.
3
marqueza
de
Brehan, do
doutor
Manuel
Saens
de
Tejadã
da
Universidade
de
Cor;
dova,
etc.
etc.
Mr.
Liviogslone,
celebre
explorador
da
África
ceutral,
no
seu
relalorio
que,
;
lez
á
Sociedade
Real
Geográfica
de
Londres
so
bre
a
sua
viagem
diz:
«Os
habitantes
da
província
d
’
Angola
«parecem
gozar
uma
grande
fellicidade, el-
«les
nào
precisam
uem,
médicos
nem
pur-
«gantes, o
seu
principal alimento
sendo
a
«Revalesciére
que Du
Barry trouxe
em
«Europa,
veem-se
i.«etitos
das
moléstias,
«e
a
lisica
pulmonar,
escrophulas,
empin-
«gens,
câncer,
febres,
dilliculdade
de
eva-
'Cuar,
diarrhea,
etc.,
etc.,
são
moléstias
«completameute
desconhecidas,
como
tam-
«bem
desconhecem as
bexigas,
o
saram-
«po.
etc.»
Certificado
do
Dr.
Manuel
Seans
de
Te-
jada,
doutor
da
faculdade
Medica
Cirúr
gica,
lente
da
Universidade
livre
de
Cor-
dova, medico
etn
proprio
e
do
caminho
de
ferro
de
Merida
a
Sevilha,
etc.
Certifico:
Que
corn
o
uso
da
Reva
lesciére,
obtive
na
minha
clinica
varias
cu
ras
em
moléstias
gravíssimas
em
alguns
clientes
residentes
n
’
esta
cidade, lembran-
do-me
o
de
1).
Filippe Ztppina
emprega
do
publico,
hoje
administradoí
da
alfan-
dega
de
Manila
nas ilhas
Filipinas,
a
de
D.
Amélia Gomes, casada
com
urn
cheíe
do
exercito,
a
qnal
continua
a
melhorar
tom
o
seu
uso;
de
D.
Ramon
Alonzo,
rapaz
de
viole auoos
que
soffria
havia
al
guns
mezes
de
uma
moléstia
de
peito
de
muita
gravidade. E
para
fazer
constarem
toda
a
parte,
a
assigno em
Cordova
em
13
de outubro
de
1873.
Doutor
Manuel
Saens
de Tejada.
Seis
vezes
mais
nutritiva
do que
a
car
ne sem
esqneotar,
economisa
cincoenta
vezes
o
seu
preço
era
remedios.—
Preços
fixos
da venda
por
miudo em toda
a
pe
nínsula
:
Em caixas
de
folha de lata, de
kilo,
500
;
de 1
/
2
kilo
800
rs
;
de
um
kilo,
1^400'
reis;
de
2
kilos,
3^200
reis;
de
6 ki
los,
6^400
reis,
e
de
12 kilos,
12^000
reis.
Os
biscoitos
da Revalesciére
que
se
po
dem
comer
a
qualquer
hora, vendera-se
em
caixas
a
800
e
l$400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a
saúde
é
a
Hevnlesieière cSa«»ec»lutmia;
ella
res-
litue o
appettitc,
digesião,
sotnuo,
energia
as
carnes
duras
ás
pessoas,
e
ás
creanças
e
mais
fracas, e
sustenta
dez
vezes
ruais
que
a
carne,
e que
o
chocolate
ordinário,
sein
esquentar.
Em paus,
ou
em
pó
em caixas
de
folha
de
latadelO
chavenas, 500
reis;
de
21 chave
nas,
820
reis;
de
48
chavenas,
1^400;
de
120
chavenas,
3$200
reis,
ou 25
reis
cada
chavena.
BAKRY
1>U BABKtf «fe
C.a -Pla-
ce
Vendòme,
26,
Pariz;
77
Regent
Street
Londres;
Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharmaceuticos,
drogui-tas,
mer-
cieiros,
etc., das
provincias
devem diri
gir
os
seus
pedidos ao
deposito Central
;
snr. Serzeddlo
&
C.a
Largo
do
Gorpo
Santo
16,
ELá«b®t»,
(por
grosso e miudo);
Carlos Barreio, rua
do
Loreto,
28;
Bar
rai
&
Irmãos,
rua
Aurea,
12.
For««,
J.
de
Sousa
Ferreira
á
irmão,
rua
da
Ba
nharia
77 ; de
bequetra
;
J.
Pinto
;
Desí-
ré
Rahir
;
Coimbra,
V.
Boltdho
de
Vas-
concelios
;
Aveiro
F.
E.
da Luz
e
Costa,
pbarro.
;
Bareellws,
Ramos,
pharm.;
Mraga,
Pharmacia
Maia, rua
dos
Chãos,
Pipa
óc
Irmão,
rua
do
Souto, Domingos
J.
V.
Machado,
praça
Municipal.
Figueira,
Antonio
Vieira,
pharm.
;
Cuimarãe»,
A.
J.
Pereira
Martins, pharm.
;
SVna-
ilel,
Miranda,
pharm.
;
Ponte
do I»ima,
\.
J.
Rodrigues
Barbosa, pharm. ;
Po
te»
do
Varzim,
P.
Machado
de
Oli
veira,
pharma.
;
Vianna do
Castello»
Aíionso
e
Barros,
droguistas;
do
Conde,
A. L.
Maia
Torres
pharm.
à
Ú
jji
v 4.0
i
.
MESTKA
Precisa-se
d
’
uma
mestra
de
meninas
para
uma casa
particular.
E’
preferida
a
que
souber
tocar
pianno,
sem
que,
com-
(udo,
esta
circumstancia
seja
essencial.
Quem
pe<tender queira dirigir-se
a
Luiz
Pinto
Martins,
na
typographii
d
’
e»le
jornal.
CUNTRA-ANiXUN
»
Os
abaixo
assignados
previnem
o
pu
blico, de que
os
bens
de
Louredo,
cuja
venda lem
sido
annuuciada
n
’
este
jornal,
para
se
tratar
com
o
revd.
0
Estevão
Go
mes
Cardoso,
da
freguezia d’Avelleda.
es
tão
sugeitos
a
condições
e
clausulas,
qne
se
oppõe
á
dita venda,
sem
o
concurso
de
todos
os
signatários
d'este
aviso,
e
além
d
’islo
está
n
’elles
envolvida
uma legitima
que a
todos
pertence,
e
cuja
parle
respe-
cliva
ainda
se
não
liquidou.
João
Anlonio
Ferreira
Villaça
2834
Luiz
Joaqnim
Gomes
Cardoso.
ÉDITOS DE
30
DIAS
$
Pelo
juiso de
direito
d
’
esia
comarca
e
cartorio
de Fortuna, a requerimento
de
João
José
Ferreira, solteiro,
de
maior
ida
de,
do
logar
do Padrão,
da
freguezia
de
S.
Paio
de
Merelim,
correm
éditos
de
30
dias
a
citar
toda
e
qual pessoa 'ncerta
para
na
segunda
audiência
que
lhes
hade
ser
assignada na
audiência
do
dia
9
do
proximo
futuro
mez
de
Dezembro
pela 10
horas
da
manhã,
no
respectivo
tribunal
ju
dicial,
apresentarem a
contestação
ou im
pugnação
aos
Itens
justificativos
que
para
matéria
de
recrutamento, deduziu o reque
rente,
sob
pena
de
revelia
e lançamento.
O
solicitador,
Paulino
Evaristó
da Rocha.
EM
SÉRIES
DE 6,12, OU
24 LOTERIAS
(SUCCESSIVAS
OU
ALTERADAS)
2831
Tendo
fallecido o
snr.
Francisco No
gueira
da
Costa
Taipa,
previne-se
qoe o
dinheiro
que
o
fallecido
tinha
de receber
do
Brazil,
só poderá ser
recebido
pelos
terceiros
do
mesmo.
(2832)
Companhia
Edificadora
e Indus
trial
BiacarensQ
Sociedade
anonyma de
reponsabi-
lidade
lianitatln
CAPITAL
500:0008000
1.’
Emissão 100:0000000
São
convidados
os
snr
*;.
accionistas
d
’esta
Companhia
a
efleduarem
a 4.
a
en
trada
de
5
p.
c. ou
10250
por
acção nos
dias
13
a
20
do
corrente
mez
no
escrip-
lorio da
Companhia
—
Campo
de
SanfAnna
n.°
71
D
2.®
andar,
das
10
horas da
ma
nhã
até
ás
2 da
larde.
Braga 2
de
dezembro
de
1875.
Os
directores
José
Alves
de
Moura
Francisco
da
Silva
Araújo
João
Carlos
Pereira
Lobalo
2833
ESPECIALIDADE
Alexandre
Casalme,
com
estabeleci
mento
de
chapéus
na
rua
de
Santo
An-
lonio,
n
0
90—
F
’
orto.
—
Acaba de abrir
n
’
es-
ta
cidade uu»a
filial,
que
oflerece
ao
res
peitável
publico
bracaiense,
um
lindo
e
variado
sortidu
de
chapéus,
tanto para
se
nhora
comu
para cieança,
lodos executa
dos
pelos
últimos
figurinos
parisienses.
Também
tem
á
venda
lul
preto,
flores
e
plumas,
etc.,
etc.
Preços
convidativos
e
fixos.
Recebem-se
encommendas
32
—
Rua
do
Souto
—32
(2806)
-VENDA íMPORTANTr.
Vendem-se
as
quintas
do
Barrai
e
Fund-Villa,
ou
as
<to Paço e
Sandarão
grupos
de doas
para
um
lado
e duas
ia
ouuo,
por
as-uu »e
acharem
ligadas,
ou
cada
urna
sobre
si,
com
suas
fespecli-
vas
pertenças
conforme
sua
discripção
no
respectivo
inventario,
e
todas
sitas na fre
guezia de Semelhe,
subúrbios
d’esta
cidade.
7
ratam-se com
a
excm.a
getencia do
Bauco
do
Minho.
(2819)
de
em
pa-
(2
804)
I
ourenço
Marques
d
’
Almeida,
desejando
satisfazer
o
desejo
d
’
alguns
dos
numerosos
e muito
estimáveis
freguezes do
seu
estabelecimento,
deliberou
abrir
esta
secção
d’
enlradas,
que já,
pela
reducção
dos
preços,
já
pela
commodidade
de
poder
qualquer
habilitar-se,
sem
mais
ler
d
’
encommodar-se,
é
de
summa
vantagem
para
os amadores do jogo
da
Loteria.
Recebe
ainda
assignaluras,
para
o
que remette
as
listas
de
subscripção
e
mais
instrucções,
a
quem
as pedir.
As
requisições
devem
ser dirigidas
a
LOURF.VÇÍJ
MARQUES DALUEBDA-Rua das Flores,
n.° llt-POBTO.
OS
PREÇOS
D
’
ENTRADA,
SÃO
OS
SEGUINTES:
500$
j
U
réis
u
juro
2828
Dá-se esta quantia
a
juio
de
5
p.
c.
na
irmandade
das almas
de
S.
Vicente
d’es-
ta
cidade.
Quem
d
’
ella
precisar
dirija-se
á
meza
da
mesma
irmandade,
requerendo
na
forma
do
estilo
e
nomeando bepothe-
ca
e
fiadores
que apresenta
paia
garantia
da
mesma
quantia.
SÉRIES
DEC
LUTERÍAS
P
reços
de
entrada
,
com
Uma cautella
de
600
réis
Um
decimo
de
10350 réis
Um
quinto
de
2-0600
réis
Meio
bilhete
de 60500 réis
Um
bilhete
de
130000
réis
SÉRIES
DE
12
LOTERIAS
SÉRIES
DE
24
LOTERIAS
DIREITO
A
30550
80000
150400
380600
770000
P
reços
de
entradas
com
Uma
cautella
de
600
réis
Um
decimo
de
10350
réis
Um
quinto
de 20600 réis
Meio
bilhete
de
60500
réis
Um
bilhete
de
130000
réis
DIREITO
À
70000
150600
300500
77000b
1520000
P
reços
de
entrada
com
Uma
cautella
de
600
réis
Um
decimo de
10350
réis
Um
qmnto
de 2060
*1
réis
Meio
bilhete
de
60500
réis
Um
bilhete de
130000
réis
DIREITO
A
430800
310000
600000
1520000
3000000
$)§
ffi»
BS 1
Assim,
a
série de
6
loteria».
sendo
successiva,
terminará
em 2
mezes;
sendo
alterada,
póde
prolongar-se
a
3
ou
6 mezes.
série
de 12
loterias,
sendo successiva,
terminará em
4
mezes;
alterada,
póde
pr<>lmgar-se
a
6
ou
12
mezes.
série
de
24
loterias,
seudt
successiva,
terminara
em
8 mezes
; alterada,
póde
prulongar-se
a
12
ou
24
mezes.
A
A
A
HABILITAÇÃO EM
NUMEROS CERTOS OU VARIAVEIS
habilitação
póde
ser
em
numerou
certo»
ou vnrraveis,
isto
é
pó
te
o
subscriptor
jogar no
mesmo
numero em
as loterias,
como
póde
em
cada
uma
d’
ellas
jogar
com numero diflereute.
Em
qualquer
dos
casos,
receberá
opporluuamenle,
em todas
as
loterias respeclivas,
a
fracçào
*
ou
bilhete
correspondente
á
sqa
entrada.
---------------
todas
A
todos os
Snrs.
qne
subscreverem para
a
HABILITAÇÃO
LOTER1GA, será
opporlunamente
enviado
como
brinde,
um
apparatcso
folheto,
nitidameme
impresso, comendo
a
relação
completa
de
iodos os
numeros que
desde a
abertura
d
’
e?te
estabe
lecimento
(julho
de
1872)
até
ao
fim
do
corrente
amío,
n
’
elle sahiram
premiados
com
prémios
superiores
á
quantia
de
1600000
réis,
os quaes
entre
si
formam
uma
importante
eolleeção.
Conterá
além d
’
Í£to
o
mesmo folheto
o
calendário
para
o
anno
de
1876;
a labella
dos
portes
do
correio,
lei
do
sello
;
horário
dos
Caminhos
de
Ferro
do
Minho,
bem como
outras
varias
anuoiações
(Futilidade.
|RUA
DES
MARCOS,
N.° 5
«)S
tf
«<
QJ
tc
cn
ao 20
••8
V
ende
papeis
pinta-
fc
dos para guarnecer sallas
lindíssimos gostos,
a
prin
cipiar
em
80
reis
a
peça.
§J
r>V
NOVA
CHAPELERIA
DE
ALMEIDA MAIA
(ANTIGA
CHAPELERIA CAMPOS)
44
—
Rua do
Soulo
—44
—
Braga
Faz
publico,
por
este
meio
para
todos
efieites,
que
teodo-se
dissolvido
a
so
ciedade
que
girava,
sob
a
firma,
Castapo»
Almeida,
fica
de
hora
avante
girando
sob
a
firma
de
Almeida
Maia,
onde
ha
um
variado
sortido
de
chapéus de
feltro,
caximira
seda,
das melhores
fabricas
Também
fabrica,
concerta
e
põe
á
muda,
com
perfeição,
todo
e
qualquer
chapéu.
P>eços
os
mais
rasoaveis.
(1-
*
)
OG
Vende
olio,
tintas
e
vernizes
para
pinturas
de
casas,
tudo de
boa
quali-
dadç.e
preços
muito
resu
midos.
•U
D0 ALTO
DOURO
DA CASA DE
VILLA POUCA
N
M
Q
£
tf
*ts
JS
e
cu
(M
O G<J
«o
APROVEITE
QUEM
QUIZER
Antonio
Gomes da
Silva,
jardineiro
da
casa
real e
do
Palacio
de
Christal,
chegou
a
esta
cidade
com
plantas
que
recebeu
ul-
timamenle
do
estrangeiro
e
que
oflerece
ao
respeitável
publico,
por
o
mesmo
preço
do seu
catalogo,
no
Porto,
as
quaes são
arvores
fructiferas de
sombra
e
arbustos
arvores
fructiferas
de
sombra e
para
jardim
ou
parques.
Demora-se
alé
ao
fim
d’este
Baixos
dos Dois
Amigos.
Vende
cimento
roma
no
para
vedar
aguas,
ges
so para estuques
de
ca
sas,
tudo de
primeira
qua
lidade.
(
Z
★
)
£
mez.
(152)
(2830)
RUA
DO
SOUTO
N.°
15-Braga.
N
’
este
armazém
se
encontram
a retalho
as
seguintes
quiilidades
de
vinhos
enga
rrafados
:
Vinho
tinto
de
meza.
(sem
garrafa)
»
»
.
»
»
.
ALMEIDA
& PEREIRA
Largo
do
Barão
de
8.
Martinho
n.°
18
Compram
e
vendem
acções
de
todos
os
bancos
e
companhias, e
inscripções
d
’
assentamento
e
.coupons.
(I)
O professor
em
artes,
lettras
e
scien-
cias,
membro
do
clero
e
magistrados,
todo
o
medico, cirurgião,
dentista
e
artista,
que
desejem obter
o titulo
e
diploma
de
doutor
ou
bacharel
honorário,
podem
diri
gir-se
a
Medicus,
rua
do
Rei,
46,
em Jer-
sey
(Inglaterra).
(T
*
)
Lagrima
.............................
Branco
de
meza.
tinto
de meza
fino.
de
prova
secca.
.
.
.
Maltasia de
2.a
.
.
.
.
»
velbo........................
Malvasia,
Bastardo
e
Moscatel
Roncão
AIvara!hão.
Velbo
de
a
retalho
150
190
200
210
270
300
360
400
501'
700
560
600
80,
o
a
185-4
.
.
.
para
meza 50
e
e
branco
120.
e
garante-se
a
pureza
e
»
»
quartilho
tinto,
Responde-se
boa qualidade
de
lodos
estes
vinhos,
po
dendo
todo e
qualquer
consumidor
man-
dai-o
experimentar
por
meio
de
qualquer
processo
chymico.
(]^
*
)
Agente
em Bruga
ANTONIO
JOSE
’
ALVES
DE
CASTRO
31,
Largo da
Senhora
A
Branca,
31
Faz
as
seguintes
operações:
Desconta
letras
da
lerra
e
de
cambio.
Encarrega-se
da
compra
e
venda
de
pa
peis
dè
credito.
Recebe
dinheiro
á
ordem
e
a
praso
abo
nando
juros.
Empresta
sobre
penhore»
d
’ouro;
pra
ta,
inscripções,
acções
de
bancos e
com
panhias.
Saca
sobre
praças
do
reino
e
estran
geiras,
onde
p
Banco
lem
agencias
(3
*
)
BRAGA
:
TYPOGRAPHIA LUSITANA —
1875. - É o formato de
-
comerciominho_04121875_429.pdf
Parte de Comércio do Minho (O)