comerciominho_04111875_416.xml
- conteúdo
-
3.’
ANNO 1875
FOLHA
COMMERCIAL
RELIGIOSA
E
HOTICIOS
a
NUMERO
416
--
----- -
Assigna-see
vende-se
no
escriptorio
do
editor
e
proprietário
Josi
Maria
Dias
da Costa,
rua
Nova
n.
*
3
E,
para
onde
deve
aer
dirigida
Ioda
a
correspondência
franca
de
porte.=■ As assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas
; assim
conao
as correspondên
cias
de
Interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
F<JBUCA-S
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E SABBADOS.
nafc
rwff
«
nw
jy
vrkV.rr ■■yrurijiBi
P
reços
:
Braga,
anno
1^600
rs.=Semestre
850
rs.==Provm-
cias,
anno
2&400
rs
e.
sendo
duas
4&000
rs.=Semestre
1&250
rs.=^razr/,
anno
4&400
rs.=Semcstre
£*
>360
rs.
moeda
forte,
ou
10^000
reis
e
o<S»5G0
reis
moeda
fraca.
==Annuncios
por
linha
20
rs.,
repetição
10
rs. Para
os
assignantes
20
%
d
’
abatimenlo.
BRAGA
—TERÇA-FEIRA.
A »E
KOVK1HBRO
A eleição
tla eamara.
Detestamos
a
intriga,
e
temos
o
maior
respeito
pela
verdade.
Não
nos
movem
ambições
pessoaes,
e
apenas
obedecemos
aos
dictames da justiça.
A
nossa
causa
e
o
nosso
programma
podem
resumir-se
u’
estas
doas
palavras
—
Deus
e
Patria.
Por
isso
entramos
sempre
de viseira
levantada
e
animo
tranquillo em
todas as
pugnas
a
que o
dever
nos
chama.
Res
peitamos
os
adversários,
mas
nào
desce
mos,
nem
desceremos nunca, a
confundir
os
nossos
princípios
com
os
seos
erros.
Trata-se
de
eleger
7
vereadores
para
gerirem
os
negocios
do
município braca-
reose,
e na
escolha
d
’
esta
lista
nào
po
demos
deixar
de
ter
presentes
as
consi
derações
precedentes.
Nào
pertencemos,
graças
a
Deus,
ao
partido
chamado
libe
ral;
mas
conhecemos
no
seu
grémio
ca
valheiros
muilo
dignos
de
representar
o
município,
pela
sua
illuslração,
honradez,
e
temor de
Deus.
Com
estes
e
outros
cidadãos
do
nosso partido
poderia
for
mar-se
uma
lista
na
altura
das
circum-
staucias
e a
contento
de
todos.
Mas
uma
lista,
como
a
que nos apre
sentou
o
jornal
historico
e
que a custo
salitra
dos
laboratorios
da
magna
com
missão,
não
póde
satisfaser
a
espectativa
publica,
nem
corresponde
á
lealdade
e boa
fé
dos
que
n’elia
confiaram.
Não.
Os
que
não
são
d’esta
cidade
ou
conceiho,
nem leem
n
’
elle casa nem
bens,
não
podem
representar
com
verdadeiro
zelo,
com amor
de
filhos,
este
importante
município.
Nào.
Os que
foram
a
Lisboa
dar
votos
de
lou»or ao
audor
dos
Lazarislas,
nào
podem
merecer
a
confiança
d’
este
povo
calholico.
E
os
que n
’
esta
cidade
se
em
penharam
para
que
tão
nojenta
e
calum-
nio
*
a
peça
não
fosse representada
no
an-
niversafio
de
Pio
IX,
os que,
por serem
catholicos,
se
escandalisaratn
com
tal
in
sulto
e
achincalho
ao
venerando
chefe
da
Egreja,
não
podem
ajuntar-se
na
mesma
corpoiação
com
os auctores
e
promotores
de
tal
insulto
e
achtncalho.
O
povo
d
’
esla
cidade
merecia
ser
tra
tado
com
mais
atlenção
e
respeito,
a
li.-la
da
futura
camara
deveria ser
composta
de
oulto
modo, mais
conforme
com
a
opi
nião e
crenças
populares.
Respeitamos
todas
as
opiniões, porque
desejamos
que
lambem
respeitem
a
nossa
;
mas
não
podemos
confundir crenças,
nem
esquecer
injurias
:
como
catholicos
deve
mos
perdoar
;
mas nào
podemos
esquecer.
Desejamos que
a
futura
camara
d’esla
cidade seja
composta
de
cavalheiros,
que
representem
a
verdadeira
opinião
publica,
sem
oílensa
das
puríssimas
crenças
catho
licas e
do
respeito
devido ao
Vigário
de
Jesus
Christo.
Parece-nos excellente
a
lista
que
a
pedido de
um
amigo
publicámos
ante-
honiem;
mas
como
abundam
n
’
esla
cida
de
pessoas
dignas
do
cargo
edil,
muitas
outras combinações
podem
faser-se
e
por
ventura
mais do
agrado publico.
Não
te
mos
empenho
partidário,
e
só
desejamos
boa
escolha.
Por
estas
rasões
olíerecemos
á
consi
deração
dos eleitores uma
nova
lista,
com
binada
enlre
amigos valiosos,
desinteres
sados
e
independentes.
O
publico
avaliará
e
escolherá
como
fôr
de
seu
agrado.
Eis
a
lista.
Anlonio
Roberto
d
’Araujo Queiroz.
Antonio
Brandão
Pereira.
Antonio
Bernardioo
Pinto de
Madureira.
Domingos José
Soares.
Estevão
da
Costa
Ribeiro
da
Cruz.
João de
Paiva
Faria
Leite
Brandão.
José
Joaquim
d
’
Araujo
Correia.
Correspondência estrangeira
(A
’
redaeção
do
<
Commercio
do
Minho»)
Londres,
XX
doutubro
de 1S7&.
£
Ainda
essa
futricada
infame,
que
por
graça
das
suas
mentiras
e
da
Quadrupla
Alliança
(e
mais
ainda
dos
erros
e
des
propósitos,
e
incapacidades
de
governo
le
gitimo), lá
se encaixou,
para
cobrir
o
reino
de
atrocidades,
não
se cança
de
es
carnecer o
Portugal
verdadeiro
—
o
povo
portuguez
?
!
Um
amigo,
estrangeiro,
veio
aqui
hoje,
trasendo
um
papel illustrado
mui
faxiona-
vel,
ou
de
alto
tom, que
aqui
se
publica,
intitulado
«The
Graphic
(<O
Graphico»^
ou
«Desenhador
e
descriptor»),
e
n
’
elle
vem
uma
representação
do
lançar ao
mar
dois navios
de
guerra
a
vapor,
para
o
governo
portuguez,
aos
quaes
poseram
no
mes,
que
supponho
suggeridos
pela
cere-
moma
(a paz
absurda
—porque
lambem
aqui
ha
muilo
d
’
is.
*
o)
de
quebrar
uma
garrafa
de vinho
nos
focinhos
do
novo
íluctuante.
iPois
poderá
alguém,
com
senso
com
mum,
approvar
(salvo
como
eu
o
approvo,
por
ser
uma
asneira d
essa
cambada
que
lá
se
encaixou),
que oo íim
de 41
annos
de
dominação usurpada,
isto
é,
imposta
por
força
injusta,
á
nação
portuguesa,
ainda
essa
futrica
auti-nacianal
venha
mais
uma
vez
cuspir
allroutas
na
face de
um
povo
honrado
e
ouirora
respeitado?!
O
vir ainda
agora
assoalhar-nos
—
e
á
nossa
custa
(que
uma
grande
parte
das
opulências
com
que
se
pagam esses
epi-
gramiuas,
ou
insultos,
vem do
roubo feito
á
nação),
o
nome da
«praia dos
ladrões»,
do
Mindello
infame,
para
que,
assim,
mais
deshuuiada ainda,
a
bandeira
maçónica
vá,
em
companhia
de
tal
nome,
faser
nojo
aos
maies
que
soubeiam
respeitar
o
ver
dadeiro
pavilhão
portuguez,
é
mais
que
infamia,
porque
é
lambem
tolice.
A
out<a
paciioucbada,
de
baplisarem
(com
vinho)
o
outio
barco,
pondo-lhe
o
nome
da
filha
do
excommuogado
que
lá
eslá
agora
mesmo
em
Milão
a
rojar-se
aos
pés
do
piocurador
de
Bismark,
é
uma
adulaçao lasteira, e
indigna
do
verdadeiro
espirito
portuguez.
4
Vejam,
se
no
tempo
em
que
Portugal
fui
Poitugal,
acham
um
navio,
um
calambeque
mesmo
qualquer,
com
0
nome
de
uossos
reis
ou
prínci
pes?
A
nau
«Rainha» já é
cousa
moder
na,
já
lui
imilaçao,
macaquice
inglesa.
Maior
e
mais mdigna
baixesa,
adulação
«liberal»
ridícula íoi
ainda,
mudar
0
nome
á
pobre
nau,
que
quasi
creou
raises no
estaleiro
(tanto
tempo
lá
esteve)
com
0
nome de
«banto
Antonio»,
para de
lá
ser
arrastada
atinai
com
0
do
rei
que
levou
para 0
Biazil
uma esquadra
excellente
e
respeitável,
para
lá
ir
«apodrecer nas
la
mas»
—
como
me
disse
0
honrado
arcebispo
e
portuguez,
Antonio José
Ferreira,
quan
do
de
lá
voltou,
da
viagem
e
missão
im
postora
a
que foi
mandado
com
0
duque
de
Lafões,
para
ler
a
nação tranquilla,
em
quanto
0
imperador pedreiro
e
0
seu
chalaça
preparavam
a
«Carla».
A
nussa
liberalada porém, que
em
tudo
é
plagiaria
e
servil,
alem
de
anti-
nacional,
hade
manifestar em
tudo
sua
naturesa
macaca,
e
almejar
continuamen-
to
pelo
que
não
seja
portuguez;
e
0
peior
de
tudo
é,
que
só
de
lóra
escolhe e
sabe
arremedar
0
mau.
j Vejam
se
quiz
imitar
os
ingleses
em
ter
representantes indepen
dentes
e decentes
!
Nem
ao
snr.
bispo
de
Viseu
perdoaram,
bem
que fosse du sua
coinmuuidade,
0
querer
acrescentar
esse
migalho
de
decencia á patuscada
excellen-
tissima
!—
isto
é
ridiculissimo !
Bastará
por
hoje.
A.
R. SARAIVA.»
Idem 93.
P.
S.
Á
MINHA CARTA
DE IIONTEM.
Ao
vêr
honlem
0
Graphico.
qoe
0
meu
amigo
por
acaso
irasia,
olhei
só
para
as
illastrações
ou
estampas,
e
nem
me
oc-
correu
no
momento,
que
0
papel
havia
de
trazer
lambem
algum
pedaço
de
tex
to.
referiudo-se á
estampa.
Mandei ago
ra
comprar 0
numero
para
examinal-o
á
minha
vomade,
e
com
efleito
não me en
ganei
na
minha
conjectura
;
lá
vem
a
des
cripção
da
festança,
e
portanto,
vou aqui
traduzil-a
íielmeoie ;
se
ao
mesmo
tempo
me
occorrer
alguma
reflexão de
commen-
tario,
acrescental-a-hei,
para
melhor
iotel-
ligencia e
apreciação
do
assumpto.
Diz
0
Graphico:
«
Duas
corvetas
porluguezas
lançadas
ao
mar
«A
occorrencia
pouco
usual
de
lançar
no
mesmo
dia
dois
navios
ao
mar,
eíTe-
ctuou-se
felizmente
no
sabbado
(16
do
corrente)
00
Estaleiro
dos
snrs.
Green,
em
Black woll.
Os
dois
navios, que
to
maram
0
nome
de
«Rainha
de Portugal»,
e
«Mindello», sendo
ambos
corvetas
com
pósitas,
que
a
firma
construiu
para
o go
verno
Portuguez» (Salva tal
logar!)
«São
dois
navios
irmãos, cada
um
de
180
pés
de
comprido,
36
de
largo,
e
16 e
6 polega
das de
fundo
de
porão.
São
construídos
pelo
sistema
composilo
(ou mixto;, e são,
com
mui
pouca
difTerença,
similhanies ao
novo
«Cormoranl»,
na
classe das
corvetas
em
nossa
marinha.
Os engenhos
estão-se
construindo
nas
oííicinas
dos
snrs.
João
Peom
&
Filhos,
de
Greonwich,
e
terão
força
de
100
cavallos
dada
um.
A
’s
duas lioras
menos vinte
minutos
exactamente
a
Duquesa
de
Saldanha des
cuidou
a
lanvanca
que
soltou
0
mechauis-
ino
por
onde
se
tiraram
as
escoras,
e
atirando
e
quebrando
uma
garrafa
de
vi
nho
do
Porlo
contra
a
proa
(ou narizes)
da
«Rainha»
de
Portugal,
baplisou
com
0
nome
a
embarcação
(baplismo
de
vinho
não
podia
deixar
de
ser
bêbado)
desejan
do-lhe
boa
fortuna.
Lady
Saulorius
fez
igual
ceremonia
á
proa
do
«Mindelo».
Am
bos os navios
entraram
bellamente
na
agoa,
ao
som
da
musica
de
baudas
militares
e
dos
applausos
dos
espectadores. Umas
du
zentas
pessoas,
cavalheiros
e
senhoras,
jssistiram
a
um
lunche
dado
pelos
snrs.
Green ;
bebendo-se
então
á saude
da
Rainha
e
da
Real
Familia,
e da «Rainha®
de
Portugal.
Seguiram-se
outras
numerosas
saúdes,
durante
as
quaes a
satisfação
que
os
snrs.
Green
linbam
sempre
dado
ao
Governo Portuguez
foi
devidameute
lesti-
munhada
pelos
represeulaoies
do
mesmo
Governo.
Os
principaes oradores
foram
Mr.
Henrique
Green,
que
presidia,
Mr.
José
Green,
0
Almirante
Sir
Jorge
Sar-
tonus,
0 Visconde
Dupral
0
Almirante
Sir
W.
Mendes, 0
cavalheiro
Ricci, 0
ca
pitão Testa,
0
capitão
Pryce,
e
outros.
Ha
cousa
de dois
mezes
estes
navios
fo
ram
inspeccionados
por
S.
A.
R. 0
Prin
cipe Coimbra
(sic)
,
«0
irmão do
actual
Dei
de
Portugal»
(00
de copas).
Ora ahi
teem
0
brodio
á
custa
de
Por
tugal, que
assim
vem
meltter
grandes
sommas
no
bolso
dos
ioglezes,
dos
quaes
uma
grande
parle
pelo
menos,
se
oão
es-
lou
muito
enganado,
devia ir
para
as
algibeiras
ou
famílias dos
constructores
portuguezes.
Creio
se
poderiam
encontrar
lá
capazes de
construir
duas
fragatas
(se
fossem
precisas
—do
que
tenho
minhas
du
vidas)
;
pois
é
innegavel
que
os
nossos
constructores
uavaes
sabiam
do
seu
ofli-
cio
como
gente;
as
«linhas»
ou
planos
de
nossas
embarcações
eram admiradas
e
imitadas
pelos ioglezes;
a
nau
«Rainha»,
a fragata
«Pérola» são
d
’
isso
exemplo;
e
|a
lespeilo
de
outro
nosso
navio
de
guer
ra,
e
da
habilidade
dos
nossos
contructo-
res,
eis
aqui
teslimunho
competente
e
na
da
suspeito,
de
um
antigo oflicial
da
Ma
rinha
inglesa
—um verdadeiro
e
genuíno
John
Buli
:
Entrava
eu
no
nosso Tejo
pela
manhã
de
um
bello
dia
no
principio
de
junho,
de 1831,
quando
a
esquadra
d
’
aquelle
infame
Luiz Filippe
(padrinho
do acluel
da
Ajuda)
nos
tinha
ido
roubar
a
nossa
;
e
esta
se
achava uas
mãos
dos
francezes
que
a
tinham
tomado sem
a
mínima
ce-
remonia. íamos
subindo
o
rio
um
pouco
abaixo
de
Cacilhas,
onde
eslava
ancorada
a
nossa fragata
«Diana», já
nas
unhas
francezas
—graças
á
perfídia da
Inglaterra
e
á
imbecilidade
do
nosso
governo,
como
á
pouca
vergonha do
Filippiuo.
O
«Malborougb»,
navio
mglez
de
guer
ra em
que
eu
ia
d aqui,
quasi roçou
pela
«Diana»
ao passarmul-a ;
e
0
capitão
Porlews (parece-uie
que
era
0
nome),
que
comigo
e
com
a
tripulação
do
navio
ia
olhando
de
mao
ôiho
a
vaidade
com
que
os francezes andavam
com
chalupas
pas
seando
pelo
Tejo, com
bandeiras
tricolo
res
de
grau
lesa ridiculamente
desmtdida,
vem
a
mim,
ao
momento
de passarmos
a
«Diana»,
e
em
seu
tom
brusco
e
um
tanto
carrancudo,
me
disse
estas
palavras,
que
nunca
me
esquect.iam
—
e
que,
talvez,
a
não
ser
a
irritação
anti-francesa
do mo
mento,
nunca
me
houvera
proferido
:
_
«Do
you
see lhat
boai
?
;a
Diana;
There
is
no
finar sbip
sevisuming
ou
lhe
ocean.»
(4
Vê
aquelle
navio
(a
Diana/t
Pois
não
fluctua
no mar embarcação
mais peifeita!)
E
não
se
mandaram,
creio
eu,
buscar a
Inglaterra
constructores
e
artífices
para
o
nosso
arsenal.
4
Mas
querem teslimunho
de
uma
das
maiores
auctoridades
navaes
d
’
este
sécu
lo?...
O
justamenle
celebre
lord
Duuda-
nald
(0
l<>
d
Coeíirâiie
da Grécia,
do
Pe
ru,
do
Chile, do Brasil),
quando
aqui
veio, por mezes.
a
esta
mesma
sala,
pas
sando aqui horas
e
lioras,
conversando
comigo,
emquaoto
eu
lhe
ajudava
a
fazer
e
traduzia
em
poituguez
o
seu
livro,
e
os
muitos
papeis
que
leve
que
escrever,
alé
que,
por
minha
intervenção
em
gran
de parte,
conseguia
fazer-lhe
o
Bra.-il
al
guma
justiça
(pagando-lhe
140,000
—
de
vendo
lhe
muito mais), fiequenlemente
me
encarecia
a
cousirucção
uos
nossos navios,
tanto
de
guerra como mercantes.
Dos
pn-
’
meiros
dizia
em
geral,
que eram da
mais
bella,
commoda,
solida e
perfeita
construc-
ção
;
e
sobre
tudo,
exemplificando
isso
cora
a
sua
«Duin
Pedro»,
que
fôra
a
nossa
«Marlim
de Freitas»,
eondemnada
a
final
pelo
iniãme
Renegado e
pedreiro
Que desfeia
o
Rocio,
Fincado
no
tocheiro
Ao
vento,
á
chuva,
ao
frio.
Dizia
que
era
um
navio
0
mais
excel
lente
e
bem
construído,
com as
mais
bei-
las,
mais
espaçosas,
mais
cominodas,
mais
judiciosas
accotnmodações
de
toda
especie;
e
oão
se
cauçava
de
elogiar
a
conslruc-
ção
da
nossa
marinha
de guerra.
Quanto
á
mercante,
faltava
dos
nossos
navios da carreira
do
Brazil
(de
que
to
mou tantos)
com a
maior
admiração
e
vantagem.
Dizia-me:
—
«Eram
verdadeiras,
bellissimas
fragatas,
de
óptima e solida
coustiucção
e
madeiras
e
fórma,
inimeusa
accommodaçào,
muito
veleiras,
etc.
—
A'
vista
de tudo
isto,
e
de muito
mais que
ainda
poderá
dizer
sobre
0
caso;
não
me
ha
de,
como
portuguez
verdadeiro,
fer
ver
0
sangue,
ao
vêr
Portugal
tornado
de
giganle em
anão
por
toda essa
liberan-
gada
sem vergonha,
sem
honra,
sem
pa
triotismo?
!...
Eis
ahi
que dá
meia
noite;
nenhuma
tenção
tioha
de
eslender
esla
lavoura,
mas
chega-me
zanga
tal,
ao
contemplar
tanta
baixesa,
tanta
vilesa,
tanta
degradação
em
nome
da
liberdade
—
de
que
essa
futrica
chamada
«Liberal» sabe apenas
o
nome
(de
que
abesa),
que
não
pude
ter
mão
na
penna.
Não
creiam que
estou
de
luto
por
escrever
em
papel
com
borda preta
;
é
porque
tenho
rqoi
estas
fdh
s
assim, e
aproveilo-as.—
De
re
*
to,
bem
se
pode
pôr
luto
vendo
fenecer
a
Patria
ás
mãos
de
asneirões.
Os
no-sos
foram
incapazes,
mas
foram
patriotas
e
portuguezes,
como,
A. R. SARAIVA.
revista
estrangeira
SEiMjpnaibft
.
As
únicas
noticias
que podemos
of
ferecer
aos
lei teres
i
ão
as
que
seguem,
resenhadas
pelo
«C.
da
Tarde» da
carta
do seu
correspondente
habitual
de
Ma
d
ri
d
:
Os carlistas
perto
d
’
um
povo
chamado
Fonollosa
tolheram
o ps-so
a uma
das
colomnas
em
qtie
Martinez
Campos
divi
diu
as
suas
forças
e
que
era
comman-
dada
por
Sônia, com
o
unico
intento
de
lhe
causarem grandes
perdas,
o
que
de
lacto
conseguiram,
continuando,
depois
de
bem
escarmentadas
as
lorças
affbnsinas,
cada
um
o
seu caminho.
No
Caminho
de
Berga,
provincia
de
Barcelona,
o
general
Castells
sarprehen-
<ieu
o
2"
batalhão
do
regimento
da
Ame
rica.
Era
ião
cumpromettedora
a
posição
do
mencionado
batalhão que
se viu
obri
gado
a
pedir
auxilio ao
brigadeiro
Mola,
qoe,
com
effeito,
acudiu,
com
a
sua
bri
gada,
a
soecorrer
os
infortunado»
com
panheiros. N’
esle
combate soílreu
o
exer
cito
revolucionário
grandes
perdas,
a
ava
liar
pelo
que
diz
a
«Gace
!a»,
pois
que
*:Sta
diz
que teve
um
chefe
e 6
solda
dos
mortos
e
4
ofliciies
e
31 soldados
feridos.
Foi
uma
b
ilhanle
victoria
ganha
pelo
valoroso
general
Castells.
O
nosso
coriespond-
me lambem
dá
con
ta
da
acçao
de
Lumbier
em
que
u
ge
neral
R-ina
bastante
sofl
eu.
Continua
com
grande
vigor
o
bom
bardeamenlo
de
Hernani,
Guetaria
e
San
Sebastião.
Corre
como
certo o desembarque
de
14:000
armas
vindas
de
Inglaterra
para
o
exercito de
D.
Carlos.
—
Mugaire, 22 de outubro.—
O
brilhan
te
feito
d
’
armas
que
na
manhã
de
22
<io
corrente
fez
cair
em nosso
poder
a
forte
e
importante
posição
de
Santa
Tri-
nidad
de
Lumhier,
demonstrou
uma
vez
mais
a
bizarria
dos
nossos
voluntários
e
o
seo
irresistível
arrojo.
A
parte
oílicial
dirá
até
aonde
che
gou
a
preza
que
colheu
ao
inimigo em
sua
precipitada
retirada
c
completa
der
rota
;
mas
sabemos
já,
e
com
toda
a
certeza,
que
sào
bastantes
as armas,
muitas
as
cargas
de
munições
e
consi
derareis
os
depositos
de
viveres
que
se
teem
recolhido,
assim
como
nos
consta
já
que
leem
marchado
com
direcção
a
Estella
os prisioneros
que caíram
em
nos
so
poder.
Eílectuado
o
minucioso
reconhecimen
to das
linhas
de
Pamplona,
que
o
gene
ral
em chefe
do
estado
maior
general
co
bre
com
as
forças
uavarras,
emprehendeu
S.
M.
Ei-iei
a
marcha para
Baztan,
»•>
tarde
de
hontem.
acompanhado
peios
gene-
raes
Argonz e Cavero
e
pelos
brigadeirts
Calderon
e
Arguelles,
assim
como
por
um
>
pane
da
segunda
brigada
de
operações.
Em
lodo o
trajecto,
desde
Etuhiu
até
Mugaire,
tem
recebido
8.
M.
ardentes
provas
de
amor
do seu
povo
e
do
enthu-
siasmo
que
causa
a
sua
pessoa.
Em
Ola-
gue,
Arraiz,
Ulzama
e
em
Almanson
ho
mens
e
mulheres
se precipitavam no
meio
dos
cavallos
pura serem admiltidos a
bei
jar
a
real
mão,
e
dos
cimos
das mais
empinadas
serras
desciam
os
vivas
e
as
acclamações
dos honrados
e
leaes
mora
dores
d
’
aquelles
escabrosos
montes
Tinha
anoitecido
já,
quando
S.
M.
che
gou
a
Mugaire,
hospedando-se
no
palacio
de
Bertiz,
propriedade
do
marquez
viuvo
<ie
Vesolla, aonde
foi
recebido
pelos
fi
lhos da
casa,
snrs.
marquezes
de
Vessol-
h
e
de
las
Hermozas,
que
ambos
vestiam
o
glorioso
uniforme
dos
chefes eflfectivos
e
em
activo
serviço no
real
exercito.
Muitos
serão, sem
duvida,
os
com-
mentarios
a
que
dará
logar a passagem
de
S. M.
por
Biztan, e
talvez
a
estas
horas
esteja
já
reforçada
a
guarnição
dos
pontos
da
fronteira
franceza
que confinam
com
este
vai,
por
ter
sido
mais
uma
vez
aviso
o
governo da
visinha
republica
de
que
os
carlistas
fugiam
para
França,
e
se
requeriam
forças
para
desarmal-os
e
interoal-os. Se
é
assim,
será
um
des
engano
mais augmentado
ao
*
infinitos
d
’
es-
ta especie
que
já tem
soffrido,
sem que
se
envergonhe
o
nosso
particular
inimigo
o
snr.
duque Decazes,
qtie
se nega
em
reconhecer
em
nós
a
evidencia,
e
crê
de
olhos
fechados
todas
as
mentiras
que
ser
vem
de
Madrid
os
seus
apetites
carlisto-
phobos.
A vinda
de
S.
M.
a
Baztan
e
linha
da
fionteira
não
é
mais
do
que
a
conti
nuação
do
reconhecimento
militar
que
o
rei
emprehendeu
desde
a
sua saida de
Estella
e
os
movimentos do inimigo pela
costa
de
Guipuzcoa
explicam
de
sobra
a
coincidência
da
chegada
de
S.
M.
a
es
ta
linha,
com
o
wae-vem
de
vapores
en
tre Santander
e
San
Sebastiam,
maxime
quando
se
murmura
que
talvez
poderia
presenciar-se
por
aqui
uma
violação
do
território francez
pelas
tropas
affonsina
*
.
em
cujo
caso
não poderia deixar
de
ori
ginar-se
um
conflicto
internacional
que
S.
M.
quer
evitar
ou
di.-igir
em
harmonia
ás
leis
imprescriptiveis
do
direito
das
gen
tes
que
o
governo
de
Madrid
espezinha
sem
podor,
aproveitando
a
fraqueza
ou a
conivência
do
governo
de
Versailles.
«s»
MINISTÉRIO DOS
NEGOCIOS
ECCLE-
SIASTICOS
E
DE
JUSTIÇA.
Direcção
geral
dos
negocios
ecclesiasticos
1.a
Repartição
Em
virtude
de
resolução
superior
se
declara
aberto
concurso,
na
conformidade
do
artigo
13.° do
decreto
de
2
de
janeiro
de 1862
(publicado
no
Diário
de Lisboa
n.°
4
do
dito
dito
anno),
para
provimen-
menlo
das
egrejas
parochiaes
constantes
da
relação
seguinte
:
Azurara
(Santa
Maria),
concelho
de
Vil
la
do
Conde,
diocese
do Porto.
figueira
(S.
João
Baptista),
concelho
de
Lamego,
diocese Lamego.
Macieira
(S.
Salvador),
concelho
de
Vil
la
do
Conde,
d ocese
do
Porto.
Pendilhe
(Nossa
Senhora
da
Assump
ção),
concelho
dc
Fragoas,
diocese
de
La
mego.
Possacos
(Nossa
Senhora
das
Neves),
concelho
de
Valle
Passos,
diocese
de
Bra-
ga.
Sitimos
(Santa
Cath.irina),
concelho
de
Alcácer
do
Sal,
diocese
de
Evora.
Santo
Thyrso
(Santa
Maria
Magdalena),
concelho
de Santo
Tyrso,
diocese
do
Por
to.
Torre
do
Tarranha
(Nossa
Senhora
do
Pranto),
concelho
de
Trancoso,
diocese
de
Pinhel.
Villar
de
Perdizes
(Santo
André),
con
celho de Montalegre,
diocese
de
Braga.
Os
presbyteros
que
perlenderem
ser
apresenlauos
em
qualquer
das
referidas
egrejas
parochiaes
farão
subir
por
esta
se
cretaria
d
estado os
seus
requerimentos
do
cumentados,
em
conformidade
coin
o
que
se
determina
no
artigo
15.°
do
do
sobre
dito
decreto
de
2 de
janeiro,
dentro
do
praso
de
trinta
dias, contados
da
publica
ção
do
presente
annuncio
na
folha
oHicial
do
governo,
devendo
requerer
separada
mente
para
cada
uma
das
egrejas
que
pre
tenderem,
e
ficando
na
intelligencia
de
que
os
requerimentos
em
que
pedirem
mais
de
uma egreja
só
valerão para
o
concurso
d
’aquella
pela
qual
claramente
mostrarem
preferencia,
ou, não
a
mostrando,
para
o
concurso
da primeira
que
mencionarem.
Secretaria
d
’eslado
dos
negocios
eccle-
siasticos
e
de
justiça,
direcção
geral
dos
negocios
ecclesiasticos,
em
30
de
outubro
de 1875.=Luiz
de
Freitas
Branco.
ASSOCIAÇÃO CATHOLICA
São prevenidos os senhores
socios e
as senhoras associadas
da
Associação
Catholica, que,
na
conformidade
do
artigo
40
do
estatuto,
terá logar na egre
ja de N.
Senhora do Carmo, na
sexta-feira 5 do corrente, pelas
7
horas da manhã,
uma
missa
pelo
descanço eterno dos
socios
fallecidos.
São
egualmente
prevenidos de
que n’esse dia a todos os socios
e
associadas, que verdadeira
mente
arrependidos,
confessa
dos, para cujo
fim haverá con
fessores na referida egreja de
N. Senhora do Carmo, e forta
lecidas
com a Sagrada Commu-
nhão visitarem esta
mesma
egre
ja, desde o
romper do sol, e ora
rem
pela concordia
dos princi-
pes
christãos,
extirpação das
heresias, e exaltação
da Santa
Madre
Egreja, concede Sua San
tidade indulgência
plenaria e re
missão de
seus peccados
que se
pódem
applicar em fórma de suf-
fragio por
alma dos fieis chris
tãos
que em graça de Deus hou
vessem fallecido da vida presen
te.
A
Juncta Directora
da Asso
ciação
Catholica convida todos
os seus socios e associadas a
concorrerem á
referida
missa,
dita
por alma dos socios finados,
e
outrosim a prepararem-se con
veniente
com os
sacramentos
e
orações
para aproveitarem
as
graças
espirituaes
que o Sum
mo Pontífice lhes concedeu.
5*
ií
recoms&BeKiilavel.—U
illuslre
auclor
da
magnífica obra
Tres
Mun
dos,
D.
Antonio
da
Costa,
brindou-nos
com
um
exemplar
da
segunda
edicção
do
seu
livro
O
Chrislianismo
e
o
progresso.
Todas
as
producções
do
snr.
D.
An
lonio
da Cosia,
merecem
ser
lidas,
não
só
pela
magia
do
seu
estilo,
como pelos
profundos
conhecimentos
que
n
’
clla
se
re
velam.
Agradecemos a
offeerla,
e
recomenda
mos
ao
leitor
amante da
sã
litleratura
a
obra
do
snr.
D. Antonio
da
Costa,
que
justamente
merece
um
logar
d’
honra
na
estante
dos
eruditos,
como
na dos
menos
instruídos.
Duiiaiivo.
—
O
ill.
mo
snr.
João
dos
S.snlos
Minho,
d'esla
cidade, mandou
dar
25
iençoes
de
linho
ao
Asdo
dos
entre
vados
de
S.
José.
Acções (l
*esia
ordem
dispensam
os
nos-
oos
descórádos
encomios,
e só
de
Deus
lerão
a
merecida
recompensa.
Di»
de
íieiM
<8efesneto^.
—Foi
gran
de
a
concoírencia
<ie
pessoas
que
na
tarde
do
dia
I
e
em
lodo
o
dia
2
do
corrente,
afiluiram
ao
cemiterio publico.
Quasi
todas as campas
se
achavam
adornadas
com flores,
armações
,e
objectos
simbólicos.
Na
taule
do
dia
I
a
Irmandade
da
Misericórdia
percorreu
procissionalmente
ruas
do
cemiterio,
sendo
suguida de
giande
numero
de
fiei-,
Ofiaaradas.—
Teem-nos sido enviadas,
para
lhes
<iarmos put)liei
Jade, algumas
chilradas,
cujos
auciores
não
podem
deixar
de
pertencer á
«troupe»
dos
Roques.
Perdem
o
lempo
e
o
feitio.
Se
nos
fosse
possível
segredar
atravez
uos
tipos,
diríamos
aos
fabricadares
de
roçadas
qual
o
papeJejo
que
deveriam
es
colher
para
o
encaixamento das
sobreditas.
Fique
(lido d’
uma
vez
para
sempre:
esle
jornal
nào é reposilorio
de
criancices.
Visitas.
—
S.
exc.
a
red.
ina
o
snr.
ar
cebispo
coadjutor
foi
no
sabbado,
por
10
horas
da
manhã,
visitar a
bibholheca
publica
(Festa
cidade,
omle se
demorou
a
examinar
vários
manuscriptos
e
livros
ra
ros
alli
existentes.
O
mesmo
ex.in0
e
red.
1110
snr.
visi
tou
depois
o
Hospital
de
S.
Marcos.
O
venerando
visitante
era esperado
á
porta
do
templo
pelo
*
snrs.
provedores
do
Hos
pital
e
da
Misericórdia,
Mesa,
capelião-mór,
etc. Depois
de
ter
orado
ao SS.
Sacra
mento, percorreu
todas
as
enfermarias
do
hospital,
e mostrou-se
muito
satisfeito
pela,
boa
ordem
e
aceio
que alli encontrou.
S.
exc
a
deixou para
aquelle
humani
tário
estabelecimento
a
esmola
de
455000
reis.
Desgraça.
—
Um
dos operários
que
no
sabbado
pasmado
andava
trabalhando
nas
valias,
que
andam
a
abrir-se
na
Praça
Municipal
para
a
feitura
d
’
um
cano
d
’
es-
goto,
ficou
muito
malferido n
’
uma
perna,
em consequência de
sobre
ella
resvallar
uma
pedra
d
’
uma
das
margens.
Foi incon
tinente
recolhido
aó
hospital
de
S.
Mar
cos.
FajarcBice.
—
Durante a
ausência
d’um
indivíduo,
que
na
feira
d’
ante-hontem
es
tava a
vender
milho, no logar
proprio
um
outro,
inculcando-se
dono
do
mili
í0
*
que
montava a 28
rasas,
vendeu-o
ao
pri!
meiro pretendente
por
135500
reis.
Na
occasiào,
porém,
em
que
o
com
prador
se
dispunha
a condusir
a
comera
apparece
o
verdadeiro
dono,
e,
depois
dè
provar
com
tesiimuohas que
o
milho
era
propriedade sua,
deixou
aquelle
a
olhar
para o
signal,
e
com
a
boLa
alliviada
do
peso
de
135500.
Muito
bem.
Agora
pergunta
a
nossa
pequenina
curiosidader
como
é
provável
que
o
dono
do
milho
abandonasse
a
sua
fasenda,
sem
que
a
confiasse,
durante
a
sua
ausência,
ao
cuidado
d’
alguns
dos
vende
dores
proximos,
e
se
demorasse
só o
lempo
necessário
á
medição
e
venda
do
milho,
aponto
de
apparecer
juslameule
quando
aquella
se
tinha
eílectuado
?
Além
d
’
isso,
como
é
possível
que
o
o
indivíduo
que
vendeu
o
milho adivinhas
se
que
elle
não
era
vigiado, e calculasse
tão
bem
que
a
ausência
do
legitimo dono
lhe
permilliria
todo
o
moroso
processo do
ajuste
e
medição
das
28
razas,
vendidas
ern
pleno
dia,
e
aos
olhos
de
lodos?
Fraiicamente,
uão
atinamos.
AísseaiiBbieBíBs
eleâtoraeH.—As as
sembleias
eleitoraes
onde, no
proximo
do
mingo,
tem
de
proceder-se
á eleição
da
camara
municipal
d’e*
lé
concelho,
para o
biennio
de
1876-78,
são
as
seguintes:
1.3
Paços
do
concelho;
2.
a
, Adanfe;
3.\
Figueiredo;
4.
a
,
Egreja
do
Bom
Jesus;
5.
a,
Villaça;
6.
a
,
s.
Jeronymo
de
Real.
Festividade
saaa
Stetaiediog.—Foi
brilhanlissima
a
festividade,
que
no
do
mingo
se
fez,
no
templo
dos Bemedios,
a
expeusas
do
iil.
mo
snr.
João
Rebello
da
Silva
Braga.
Em
rasão
do
mau
tempo
que
fez
no
sabbado.
ficou o
arraial
transferido
para
a
noite
de
domingo.
Foi
concorri
I
íssíuío
,
e
tanto
o
fogo
do
ar,
como
o
pre.-o
eram
mui
vistosos.
No
frontespicio
do
templo
e
na
estra
da
rua
que
corta
o
campo dos
Remedios,
havia
uma illuminação brilhante
e
de
bello
effeito. Tocaram alternadamente
duas
bandas
de
musica.
TrÉsle
aiHtiveysiirio.
—
IN o
dia
16
do
mez
lindo
foi o
82.°
anniversario
da
execução
(ie Maria
Aiiloniela,
a
desventu
rada e»posa do
rei
Luiz
XVL
de
Fraoça.
Por
es>e
motivo celebrou-se em
Paris
uma
mis<a,
na
capella
expiatória
do
bcu-
levaid
Haussinan.
Assistiram
ao
oflicio
di
vino
o
marquez
de
Dreux Bresé, em
re
presentação
do
conde
de
Chambord,
a
rainha
Isabel
e
suas tres
filhas,
o
mi
nistro
da
marinha
e
muitas
outras
pes
soas
notáveis
do
partido
légitimista.
Não
esteve
presente
nenhum
dos
príncipes
de
Orleans.
NotieSas
«8o
campo.
—
Dizem
de
Va
lença
:
Tem
continuado
a
chuva;
mas
chuva
abundante,
serena
e
farta,
e
tanto
que
já
o
no
Minho
começa
a
invadir
as
vei
gas,
e
á
hora
em que
escrevemos,
uma
rega mais
copiosa
ainda
vae
ferlelisando
os
campos.
Já
os
prados
verdejam,
as
hortas
re
verdecem
e
a
vegetação
em
geral
começa
a
ostentar
novo
viço
e vigor,
e
as
nas
centes
como
qne
a
rcriver
da
sua
este
rilidade
e
secura.
Já
porém
o
lavrador
está
com
a
espe
rança no
sol
do
outono
para
concluir
o
recolhimento
de
alguns
milhos
serodios,
temendo
já
o
prejuiso
(Testes,
se
a
qua
dra
continuar
chuvosa.
Sempre
esperanças
e
receios
cercam
o
homem
do
campo.
O tempo,—
Lê-se
no
«Campeão
das
Provincias»:
Pensemos seriamenle
n
’
este
disparate
tão
profundo
e
tão
verdadeiro
:
Hoje
é
um
dia
que
só ámanhà
pode
mos
vêr claramente.
Por
isso,
á
luz
que
projectam
sobre
o
nosso
espirito
os últimos
instantes
da
exis
tência
é
qoe se vêem
com
claridade,
com
tão cruel exaclidão
todas as
escuridade
*
da
vida.
Por outra,
—só
quando
a
morte
lhe
co
meça
a
nublar
os
olhos
é
que
o
homem
vê
bem
o
que
fez durante
os
annos
da
soa
existência.
Veja-se
como
a
pouco
e
pouco
vamos
adquirindo
o
conhecimento
de
nós
mes
mos.
O
homem não
sabe
que
foi menino
senão
quando
chega
aos
quinze
annos.
Emquanto
não completa
quarenta, mal
sabe
que
foi
joven.
Até
que
o
peso
da
edade
o
acurve
para
a
terra,
como se
o
obrigasse
a
ter
o
olhar
fixo
na
sepultura
aberta
a
seus
pés
para
lecw
—
a
—
cw
o
recolher,
elle
não
saberá que
ba
já
vin
te
annos
qoe
é
velho.
O
tempo tudo descobre.
Esse
indifTerenle
a
tudo,
cuja unica
occupaçào
é
passar,
é
o
que
tudo
sabe.
O
tempo é
o
que
descobre
as
telas
roais artificiosamente
trabalhadas.
Não sei
para
onde
diabo vae, que
não
quer
nunca ir
carregado
com
o
peso d
’
um
segredo
Quantas
historias,
ignoradas
hoje,
sa
bemos
ámanhà.
Ha
n
’
isto
um
respeitável
sentimento
de
humanidade.
As
dissecções
só
se
fazem nos
cada
veres.
Não
ha cirurgião
que
se
atreva
a
levar
a
ponla
fria
do
seu
escalpello
ás
entranhas
de
um
homem
vivo,
para
ver n
’
ellas a cau
sa
da
enfermidade que
quer
combater.
A
vida
inspira
tão
profundo
respeito
que
uão
se
póde
abrir
para que nos
revele
os
mysterios
da
doença.
E
o
tempo
havia
de
ser
mais
cruel
que
um
medico?
Havia
de
entreter
se
em
dissecar
os
successos,
antes
do
serem
cadaveres?
Seria
verdadeiramente um
assassinato.
Nào
temos
direito
a
exigir-lhe
que
com-
metta
um
crime,
para
satisfazer
a
nossa
curiosidade.
Que
bem
feitas
estão todas
as
cousas
para
o
íim
a
que
foram
destinadas
!
Vejam
como
se
refugiam no inviolável
recinto
da
vida
as
mais terríveis
enfer
midades.
Vejam
como
se
apoderam
d
’
um
homem,
como
se
encerram
nas entranhas, e
como
d
’
alli,
arrogantes
pela
inviolabilidade
do
asylo
que
escolheram,
desafiam
o
medico
e
zombam
da
medicina.
Não
ha
especifico
que
chegue onde
el
las
estão,
não
ha
instrumento
que
consige
ferilas,
porque
teem
como
muralha a
vi
da
do
enfermo.
Assim
devoram
as
entranhas,
assim
chupam
o
sangue,
assim
parabsam
os
tr.usculcs
e
gelam
o
coração
;
fogem
de
pois,
levando
o
ultimo
suspiro
da
victi
ma,
deixando
ás
averiguações
da
sciencia
o
mudo
espectacnl
)
d
’
um
cadaver
Aqui
entra
perfeitamente
o
escalpello,
peneira
nos
mjsteriosos
logares
por
onde
passou a
morte,
a
sciencia
loma
nota
dos
estragos
que
se
apresentam
a
seus
olhos
e
mudo
satisfeita
escreve a
histo
ria da
enfermidade.
O
rnórto
porém
não
resuscita.
O
cadaver
cae á
terra.
Os
Micceasos
vivos
nào
se
podem dis
secar.
Não
é possível
abril-os
para
que a
luz
enlre
a
mostrar-nos as
causas que os põe
cm
movimento
e
agitação.
A
’
manhà
quando
o
cadaver
de
tudo
quanto
passa
hoje
estiver na
mesa
das dis
secções,
então
veremos
com
perfeita
cla
ridade as
escuridades
que
nos rodeiam.
Então,
nas
entranhas
já
frias
do
ca
daver,
encontraremos
a
exposição
clara
d
’
esse
confuso
quadro
de
syraptomas
que
hoje
lemos deante
dos
olhos.
Então
comprehendemos
a
acção
mys-
teriosa
e
delelerea
dos
humores que
se
in
filtraram
no
sangue.
Veremos
corrompido
o
coração,
apodre
cida
a
cabeça,
envenenadas
as
entranhas.
E
só
o
tempo póde
fazer
este
teirivel
descobrimento
!
O
tempo!
essa
coisa
impaipavel que
se
nos
escapa
por
todas
as
partes, que
é
tão
alegre
na
primavera,
tão
tempestuoso
no
verão,
tão
triste
no
outono, tão
frio
no
inverno.
0
tempo,
que
é
a
nossa
vida
e lam
bem
o
nosso
castigo,
o
nosso
cúmplice
e
o
nosso
juiz.
0
tempo
que passa
rapidamente pela
superfície
da
terrra,
contendo
as
semen
tes
que
esperam
a
sua voz para rompe
rem
as
ligadmas
que
as
conteem e
levan
tar
sobre
milhares de
caprichosas
collinas
novas
gerações.
E
’ elle
que
minuto a
minuto
recolhe
os
fruclos
que se
escondem
entre as
fo
lhas
apinhadas
das
arvores,
como
o
rae-
no
envergonhado
esconde
a
fresca
e
rosa
da
cara
no
regaço
da
mãe.
Elle que, uma
a
uma,
desfolha
as
flo
res,
despe
as
arvores,
converte
a
agua em
pedra, quebra
rochedos,
deslroe
os
povos
e
acaba
com
as
gerações.
Elle
que
é
o
desespero
de
todas
as
mulheres
que
vãó
completar
quarenta an
nos;
a
esperança
das
que
chegam
aos
quinze;
o
aborrecimento
dos
folgasãos
;
o
carrasco
dos
que
trabalham.
0
tempo
é
que
descobre
as brancas,
que
assignala
o
sitio
oade
devem
appa-
recer
as
rugas,
e
encarregar-se-ha
áma-
nhã
de
nos mostrar
o
que
é
o
dia
de
hoje.
Deixemol-o
passar,
porque
temos
a cer
teza
de
que
não
levará
comsigo
nenhum
segredo.
Isto
é
o
tempo
em geral
;
ora
o
tem
po presente
em
particular
deve
ser
um
tempo
muito abreviado.
Veja-se
esse
labutar
continuado,
esse
moirejar sem
tréguas,
esse
afan
incessan
te com
que
as
duas terças partes
da
humanidade
trabalham
para
deitar
o
dia
fora
Os
que
vivem
com
mais
desafogo,
é
porque
encontraram
o
segredo
de
viver
na
immensidade
do
tempo
passado, nos
espaços
sem limites
do
tempo
futuro.
Ora
estes
dois
segredos
tem
dois
no
mes, a
saber:
o
credito
e
os
cosméti
cos.
BECUARAÇÃO
Tendo-se
alguns
dos
meus
amigos
lem
brado da
minha humilde
pessoa
para
fazer
parte da futura
camara
municipal,
cuja
eleição deverá
ter
logar na
proximo
domin
go,
e
sabendo
qne
alguns
indivíduos,
que
me
affeiçoam
botn
pouco,
propalam
qoe
eu
pretendi
impor o
meu
nome;
declaro
áquel-
les
que, embora
me
conhecesse muito
no
bilitado
com
a realisação dos seus
desejos,
não acceito,
nem posso
acceitar
essa
honra:
aos
últimos
direi
que
estou
um
pouco
afas
tado
para
que
me firam
osseus
dardos
her-
vados.
Braga
1
de
novembro
de
1873.
Antonio
J^c
Pereira.
OUTRA
0
snr.
Manoel
Marques
da
Silva
Pereira,
declara
que
não
pertende
ser
camarista.
AGRADECIMENTOS
0
padre
Anlonio
Luiz Alves Caídas,
residente
em
Braga,
summamente
penho
rado
para
com
todos
os
ill.
mos e
revd.
‘nos
snrs.
parochos. presbyteros
e clérigos, que
no
dia
13
d
’
oulubro
do
corrente
anno
de
1875,
assistiram
ao
oflicio
de corpo
pre
sente
de
seu
muito presado
irmão
Fran
cisco
Manoel
Alves
Caídas, de S.
Pedro
de Riba
de
Mouro, e
para
os
que
se
en
carregaram
de
dizer missa
por
sua alma,
e
bem
assim
para
com
os
ill.
mos
snrs.
do
corpo
da
musica,
tudo
gratuitamente,
e
da
mesma forma
para
com
todos
os
i!|
mos
ecx."
os
snrs.
que
honraram
com
a
sua
assistência
aquelle
aclo
fúnebre, e
a
acom
panharam seu
corpo
até
á
sepultura,
tri
buta
os
mais
sinceros
protestos
de
eter
no
reconhecimento
e
gratidão.
(2768)
Paquetes
MONDEGO
.
29
de
Outubro
ELBE
.
.
13
de
Novembro
MINHO .
.
29
de
»
a
sair
de
Lisboa
:
|
NEVA
.
.
13
de
Dezembro
|
GUADIANA
.
29
de
«
|
DOURO
.
.
13
de Janeiro
O
paquete
de
13
toca
em
S.
Vicente,
Pernambuco,
Bahia,
Rio
de
Janeiro,
Montevideu
e
Buenos-Ayres.
O paquete
de
29
toca
em
S.
Vicente,
Rio
de
Janeiro,
Montevideu
e
Bue
nos-Ayres.
Ga
preço® muita rasoaveh
Esta
companhia
para
maior
vantagem, resolveu ter
a
bordo
de todos
os
seu
s
vapores,
criados e
cosinheiros
portuguezes
para
servirem
os
passageiros
de
todas a»
classes,
cujo
tratamento
se
torna
hoje
o
melhor possível.
Cada
passageiro
de
3.
a
classe
tem
grátis,
belixe
com
colchão
e
roupa
de
cama,
vinho
e
comida
á
portu-
gueza,
tudo
em
abundancia.
O
transporte
do
caminho
de
ferro
até
Lisboa
é
por
conta da
companhia
bem
como
outras
despezas.
Para
mais
esclarecimentos
prestam-se em
casa
do
agente
n
’esta
cidade,
rua
do
Souto n.°
43.
—
Em
Braga.
João
Manoel
da
Silva
Guimarães.
(V«)
Rio
de Janeiro,
Montevideu,
Buenos-Ayres,
Valparaiso,
A rica,
Islay
e
Cal!ao
CARREIRA ^UI1V3!EX
t
AI
í
ff»
ARA
FEBWANIBWCO E
BAHIA
A
©oisspanfeia
reduziu
os preços,
conservando
as
mesmas
vantagem®
comO
até
aqui
tem
oflerecido
aos
snrs.
passageiros:
exceSEeBstes
eomnioii#»®, bom tra-
tament»,
bastante
espaço p»R
*
a
bagagens
e
viagens raphJítH,
pois
que
OS
Paquete®
do
Pae&fico
tem
gasto
SÓmente
fi»
dia®
de Uisboa ao Rio
de
Janeiro.
Preços das
passagens
inclu
indo o
caminho
de
ferro
do Purto
para
Lisboa
©riutaça®
dea passageÊro®
3.
*
CLASSE
2/ CAMARA
1/
CAMARA
Pernambuco...................................................
Bahia.............................................................
Rio
de
Janeiro..............................................
Montevideo
e
Buenos-Ayres
.........................
Valparaiso,
Arica,
Islay“e
Callao
....
40&000
40&000
45&000
54&000
126^000
810000
90&000
90£000
90^000
189&000
108&000
117^000
121^500
1570500
308^500
ÉDITOS
DE
10
DIAS
Pelo
juiso
de
direito
d
’
esta
comarca
de
Braga,
e
cartorio
do
escrivão
Freitas,
cor
rem
éditos
peio
praso
de
10
dias
a
con
tar
desde 28
do
mez
de
outubro
em
dian
te.
a
chamar
e
citar
todos
os
ciedoies
in
certos
paia
comparecerem
com
suas
pre
ferencias
Sobre
a,
quantia
de
5000000
rs.
penhorada
na
mão
de
D.
Francisco
de
No
ronha Menezes,
da
cidade
do
Perlo,
per
tencente
a
seu
irmão
D.
Antonio
de
Noro
nha
Meneze», da d»ta
cidade,
parte
da
legitima
paterna
e
materna
que
ao
mesmo
pertenceu
no
inventario
de seus fallecidos
paes;
para pagamento
da
execução
qne
ao
i
dito
D.
Antonio
de
Noronha
Meneses,
pro
move
Bernardo
da Cunha
Pinto
Barbosa,
d
’esta
mesma ; com
a
pena
de
que
não
comparecendo,
se
passar
mandado
de le
vantamento
a
favor
do
dito
execuenle
pelo
importe
de
sua
execução
tudo
na
confor
midade do arl.
611
da
Nov.
Reforma
Judi
ciaria.
(2773)
NOVO
ESTABELECIMENTO
Joaquim
Leal,
participa
ao
respeitável
publico
e
particularmente
aos
seus
amigos
que
acaba
d’abrir
o
seu
estabelecimento
de
fazendas de lã,
seda
e
algodão,
na
rua
do Souto,
n.°
39.
Abster-se-ha
de
vender
nos
domingos
e
dias
santificados.
(2754)
Até aos
12
annos
meia
passagem.
Afé
aos
8
annos
a
quarta
parte.
Alé
aos
3
annos
grátis,
urna
só
de
cada
familia.
Todas
as
terças
feiras
sahirá de
Lisboa
um
paquete,
os
passageiros
de 3."
classe teem
beliche
com
colchão e
roupa,
comida
a
portugueza
em
abundancia
e vinho duas vezes
por diz
AGENTES
EM
BRAGA
—
Almeida
&
Pereria.
Trata
a
passagem
a
pagar
â
vista
e
a
prazo com fiança. (K
*
)
Banco
agrícola e
industrial
da
Extremadura
São
convidados
os
snrs.
accionistas
d
’
es-
te
Banco a
fazerem
a
4.
a
entrada
de
2
•
por
cento,
ou
100000
reis por
acção desde
o
dia
2
a
6
de
novembro
proximo.
Porto,
séde
do
Banco,
Praça
de
Car
los
Alberto
n.°
92.
Lisboa,
rua
dos
Bacalhoeiros
—
51
—ca
sa
de David
Gonçalves
Chaves.
Braga,
casa
de
João
Baptista
Lopes.
Ao
senhores
accionistas
que
quizerem
fazer
nos
referidos
dias
a
5.
*
e
ultima
entrada
de 29
por
cento
ou
100000
reis
por
acção,
lhes
será
n
’esse
acto
abonado
um
por
cento do
juros
pelo
adiantamen
to
do
pagamento
d
’
esta
ultima
entrada.
Em
conformidade
com
o
art.
56
§
uni-
sco dos estatutos
d
’
este
Banco,
previnen-
e
os
snrs.
accionistas
que
não fizerem
a
entrada
dentro
do
praso
marcado,
que
te
rão a
pagar
mais
um
por
cento,
por
me
pela
demora
da
entrada
ou
entradas
em
falta.
Porto
14
d
’outubro
de
1875.
Os
directores,
Eduardo
Lyon
Felix
Plácido
Sande
(2149)
Eduardo
Ribeiro Mendes.
Um
piano
forte.
Para
tratar,
no
cam
po
de
D.
Luiz
I,
n.°
1
(entrada
da
rua
dos
Capellistas.)
(2734)
Fava especial
da
ilha
de
S.
Mi
guel
Este
legume,
geralmenle
usado
para
penso
de
gado
cavallar,
muar
e
mesmo
bovino,
é
de uma
óptima
nutrição.
Grande
deposito
a
preços
rasoaveis;
Cima do
Muro
(dos
bacalhoeiros)
n.°
77,
Porto.
(2748)
■
-Jj
J
PRIMEIRA
E
ANTIGA
£
RORIZ
1
CASA
FELIZ
NA
QUINTA DE RORIZ
PORTO
1
JOSE
’
I.
FERREIRA
RORIZ
P011T0
1,3-
RUA
DAS
FLORES-
1,8
(
junto
à
egreja
da
misericórdia
)
COMPRA
E
VEMDE
Inscripções
de assentamento
PORTO
1
-
RUA
DAS
FLORES
-
3
3
(
junta
á
egraja
da
misericórdia
)
SORTE
GRANDE «... 5.0003000
Loteria
da Santa Casa da
Hiserieordia de
Lisboa
Exlracção
a
9
de
Novembro
FORNECEDOR
DA CASA
REAL
DEPOSITO
CENTRAL, RUA
DAS FLORES, 35
37 E 39
0
proprietário
annuncia
aos
seus
freguezes,
e
ao
$
publico, que
em
todo
o
sabão
fabricado
na
sua
fabri-
jt
ca,
e
que
na
mesma
se vender,
ou
no
Deposito
Cen-
X
trai,
se
fará
o
desconto
de 6
por
cento
sobre
os
pre-
ços
estabelecidos,
de
uma
caixa
para
cima.
Satisfaz-se
com
promptidão
qualquer
pedido
que seja
feito
do
di-
to
genero,
tanto
d
’
esta
cidade como
das
províncias
e
se
garante
a
sua
boa
qualidade.
Ditas de eoupons
Ditas
de divida externa
Titulos
hispanhoes internos
Ditos
externos
Coupons
dos
ditos já
vencidos
so-
©3
*
Sacca,
toma
letras
e
dá
cartas
de
credito
bre
Lisboa
e diversas
praças estrangeiras,
e se
encar
rega
de
compra e venda
de
titulos
de
divida
publica
nas
mesmas
praças.
JOSE
IGNACIO FERREIRA RORIZ
f
AFIANÇADO NO
GOVERNO CIVIL DO PORTO,
NA
CONFOR-
M1DADE DO EDITAL
DE 28 DE JULHO DE
1860
Tem
á
venda
no
seu
estabelecimento
bilhetes
intei-
ros
a
5$000
rs.
—
Meios
ditos,
a
2^600
—
Quartos,
a
1$3()0
—
Oitavos,
a
680
—
Cautellas
de
500,
250
e
130
rs.
O
mesmo
satisfaz
com
promptidão
todas
e
quaesquer
encommendas
que
lhe
sejam
feitas
das
províncias,
ain-
da
que
sejam
em
grande
quantidade,
e
vindo
acompa-
nhadas
do
seu
importe
em
vales
dos
correio ;
e
no
fim
da
exlracção
remette
a
lista
dos
prémios
aos
seus
freguezes,
mas quando
a
não
recebam
em
tempo
com-
4$
pelente
lerão
a
bondade
de
a
requisitar.
(Y
*
)
Ma
ria
Nogueira
da
Encarnação,
viuva,
da
freguezia
de
Moure
do
concelho
de
Villa
Verde,
declara
publica
e
solemnemen-
le
para
iodos
os
efleitos
presentes e
futu
ros,
que
desde
hoje
em
diante
fica
sem
ef-
feito
e
de
nenhuma
importância,
as
pro
curações
que
passou
a
seu
geuro João
Ptdro
d
’Oliveiia
Pimentel,
da
mesma
fre
guezia,
ficando por
consequência
nullus
lo
dos
os
cmtratos eíTecluados
ou
que
se
pos
sam
eflectuar.
Moure,
2
de
novembro
de
1875.
(2774)
LECCIONAxMENTO
José
Rodrigues
da
Cunha
Júnior,
prom-
plifica
se
a
leccionar
írancez
por
600
reis
meosaes,'
desde
o
dia
8
do
corrente
em
diante,
na rua
Nova
de
Sousa
n.°
50.
(2775)
BANCO
MERCANTIL
DE
BRAGA
Sociedade anonyma
de responsabilidade limitada
Previnem-se os
poucos
snrs.
accionis-
las d
’
este
Banco,
possuidores
d
’
acções
com
o
desembolso
apenas
da
ratificação
de
que
lhe
serão
cassadas,
não
tendo
entrado
com
a
importância
da
primeira
prestação
e
ju
ros
respeclivos
até
ao
dia
15
de novem
bro
proximo,
em conformidade
com
as
disposições
do
artigo
17
e
seus
§§
dos
Estatutos,
pela
execução do
qual
a
birec-
ção
é
a
unica
e
immediatamenle
responsá
vel
para
o
Banco,
como
mandaria
d
’
esle;
e
que portanto
fará
cumprir
na
sua
in
tegra.
Pode-se
eíTectuar
o
referido
pagamen
to
nos
seguintes
locaes.
Em
Braga,
no
edifício
do
Banco, rua
Nova
de
Sousa
n.°
19.
No
Porlo,
na
Agen
cia,
praça
de
D.
Pedro n.°
22.
Braga
e
Banco
Mercantil
26
d’
oubro
1875.
Pelo
Banco
Mercantil
de
Braga
Os
directores
(2766)
José
Joaquim
Lopes
Cardoso
João
da Cosia Palmeira
(138)
JoȎ
Anlonio
Rebello
da
Silva.
Rua
du
Campo,
n.°
22
—
Braga
Alugam-se
os
altos
da
casa
n.°
22,
que
tem
commodos
para
numerosa
fami
lia.
Trata-se
na
mesma
de
seu
aluguel
e
póde
ver-se a
toda
a
hora
do
dia. (2626)
João
Manoel
da
Silva
Guima
rães.
—
Rua
do
Souto
n.°
43.
Compra
e
vende
Acções de
todos
os
Bancos
e
Companhias,
Inscripções
de
As
sentamento
e
coupons.
fX»)
CATACaMBâS
Tendo
a
Mesa
da
Santa
Casa
da Mi
sericórdia,
d
’
esta
cidade, deliberado
prin
cipiar
a
demolição
das
catacumbas exis
tentes
no
cemiterio
dos
Despresos
no
dia
29
do
proximo
mez
de
novembro,
convi
da
por isso
de
novamente
os parentes ou
amigos
dos
finados,
que
foram
tempora
riamente
depositados
nas
mesmas,
para
virem,
querendo, até esse
dia
tomar
con
ta
das
respectivas
ossadas.
Braga
25
d
’
outubro
de 1875.
(2767)
O
provedor
(139)
Manoel
Juslino
Marques
Murta.
Companhia
Edificadora
e
Indus
trial
Bracarense.
A
direeção
d
’
esta
companhia
faz
pu
blico
que
em
conformidade
do
disposto
no
artigo
3.°
§
6.°
do
respectivo
regulamen
to,
abriu
o
seo
escriptorio
no
campo
de
SanfAnna
n.°
71
D,
2.°
andar
aonde
se
dão
consultas
relativas
a
industria
parti
cular,
desde
as
10 horas
da
manhã até
ás
3
da
tarde
nos
dias
não
sanctificados.
Encarrega-se
esta
direeção
de
lodos
os
trabalhos
relativos
a
projectos
construc-
ções
em
geral,
como
irrigações,
drena
gens,
archileclura,
levantamento
de
plan
tas,
estradas,
caminhos
de
ferro,
construc-
ção
de
rodas
hydraulicas,
e
tudo
quanto
diz
respeito
a
obras hydraulicas,
machi-
nas
de
vapor
etc.
A
direeção proporcionará garantias
se
guras,
e
preços
mais
commodos
para
a
confecçâo
dos respeclivos
projectos,
direc-
ção
e
execução de
obras,
apresentando
a
competente
tabella
de
preços,
ou
fa-
sendo
os ajustes
mais
modicos
e
compa
tíveis
com
os
fins
a
que
se propõe.
Os
directores
Fernando
Caitiço.
José
Alves
de
Moura.
Francisco da
Silva
Araújo.
(2747)
ESCOLA
AMERICANA.
Extrai,
cura
e
conserta
os
dentes
ca
riados, colloca
dentes
artificiaes
com
pre-
feição.
Presta-se
a chamados
fóra da
cida
de. Consullorio,
Campo
de
SanCAnoa
n.°
1, das
8
da
manhã
ás 5
da
tarde
(2723)
Â
Qllffl «NM
Vende-se
os
bens
de
Louredo,
e
con
trata-se com
o
padre
Estevão
Gomes
Car
doso
da
freguezia
d
’Avella.
CASAL
Vende-se
na
Povoa
de
Lanhoso
e
lo
gar
d’Arrifana o
casal
denominado
d’
«Alem>
com
todas
as
suas
pertenças,
livre
de
fôro
ou
penção.
Dirigir-se
ao
proprietário
ali,
ou
nos
Chãos
de
Baixo,
n.°
6.
(2759)
ALUGA-SE
Uma
casa
feita
de
novo,
sita
na rua
das
Agoas, n.
9
91.
Trata-se
na
rua
dos
Chãos
n.°
13.
Póde
vèr-ao
das
10
horas
da
manhã,
até
á
1
da
tarde.
(2694)
OTCTM
Hl
MWO’iâ
O
professor
em
artes, lettras
e scien-
cias,
membro do
clero
e
magistrados,
todo
o
medico,
cirurgião,
dentista e
artista,
que
desejem
obter
o
titulo
e
diploma
de
doutor
ou
bacharel honorário, podem
diri
gir-se
a
Medicus,
rua
do
Rei, 46,
em
Jer-
sey
(Inglaterra).
(T»)
BRAGA
:
TYMGRAPHIA LUSITANA — 1875. - É o formato de
-
comerciominho_04111875_416.pdf
Parte de Comércio do Minho (O)