comerciominho_02121875_428.xml
- conteúdo
-
Assigna-see
vende-se
no
escriptorio
do
editor
e
proprietário
José
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.°
3
E,
para
onde
deve
ser dirigida
todas
correspondência
franca
de
porte.
—
As
assi-
gnaturas
são
pagas
idiantadas
;
assina
como
as
correspondên
cias
de
Interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
JE°3LT.O SuJã-^^-Si 2.2
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E SABBADOS
P
reços
:
Braga,
annol^OOO rs.—
Semestre
850
rs.
—
Prodín-
cias,
anno
2&400
rs
e
sendo duas
4&000
rs.=Semestre
t$âo(?
rs.=Braztl,
anno
4&400
rs.=Semestre
2&300
rs.
moeda
forte,
ou
10^000
reis
e
5&500
reis
moeda
fraca.=»Annuncios
por
linha
20
rs.,
repetição
10
rs. Para
os
assignantes
SO
°/0 d’
abalimento.
BllACJA
—^UINÍTA-FEIKA
® BE
BH2OIBK&U
jHudrid
í59
de
novembro.
/
Correspondência particular
do
<
Commer
cio
do
Minho»)
Apesar
dos
boatos
encontrados,
que
circulavam
aqui
com
respeito
á recompo
sição
ministerial,
reahsam-se as
noticias
que
lhes
dei
ua
fórma
como fui
infor
mado.
Aio'ias
que se
esperava que
as
coisas
podessem seguir ainda
ou
slatu
quo
por
mais
alguns
dias,
é
certo
que
ámanhã
se
verificará
a
recomposição
ministerial,
soflreiiíto
o
governo
a
seguinte
modifica
ção:
Canovas
presidente
do
conselho
e
ministro
dos
estrangeiros
; Toreno
ministro
do
fomento,
e
Herrera
ministro
da
jus
liça.
Além
de
outras
transformações que
se
projectam
no
pessoal
diplomático,
pu
blicou-se
hoje
oa
ante camara do
ministé
rio
da
governação,
que
irá
para
Roma
re
presentante
de
Hispanha
Calderon
Collan-
tes
;
e
para
Portugal
1).
Alexandre
de
Castro,
vindo
o
actual
ministro
D.
Est
*
-
bau
Collantes occupar
o
cargo
de
conse
lheiro
d
’Esiado.
Corre
lambem,
e
creio
que
com
bas
tante
fundamento
que
por
estes
dias
sa
hirá
do
governo
o
snr.
Alcalá
Galiano.
Segóndo
o
que
se
coma,
o
sur.
Ga
liano
descontente
cum
os
seus
collegas
deu
formalmente a
sua
demissão,
e
apesar
das
ob»erv3çôes
qne
lhe
foram
feitas
in
siste
termirtanlemente
por
ella.
Falla-se
muito no apparecimenlo de
um
manifesto de
Emilio
Castellar.
Segundo
dizem
uns
é
um
documento
que
deve produzir
sensação
e
remover
al
gumas
hesitações
dos
partidos
avançados.
Segundo
outros,
este
documento
já
se
acha
em
Madrid,
em
poder
do
duque
de
la
Torre,
e
não
lem
imporiancia.
Repetem-sfe
com
frequência as
confe
rencias
dos
generaes
reiativameute
ao
pia
no
de
campanha.
Estas
conferencias
de
moraram
a
partida
do
general
Martinez
Campos para a
Catalunha, a qual,
não
obstante,
se
realisará por
estes
dias.
D,
Affonso
deve#
assistir
ao
conselho
de
ge
neraes
que
se
celebrará
ámanhã,
e
que
se
comporá
de
muitos
generaes
qne se
esperam
ainda
hóje
em
Madrid.
No
momento
ern
que
escrevo
estão
reunidos
ha
já
mais de
3
horas
os
ge
neraes
Jovellar,
Madiuez
Campos e
Que-
zada
Parece
estar
marcado
o
dia
10
para
1).
Affonso
partir
para
o
Noile.
Se
tal
se realisar, o
que
dmido,
mais
nina
decepção
espera
os
devotados
parti
dários
dhsla
creança
que
pelos
caprichos
de
meia
dúzia
de
ambiciosos,
um.i
sol
dadesca
ehria
e
indisciplinada
chamou
rei
Já
por
exilei
lencia
deviam saber
que
as
creanças
oão
são
para
e-rias coisas,
e
que
D
Affonso.
se
o
levam
onde
se
oiça
o
troar
da
a<lilheria,
solherá
horri
veltnenle
dos
n>
*
rvos
e
do
coração.
A
experiencia
fez se
já
uma
vez
e
bastaria,
se
<s
aperto
da
nccasiáo
nào fizesse
cràr
a
muitos
que
apesar
dos
200.000
homens,
se
carece
também
da
prasença
do
chefe
do
Estado
para
animar
tao
numeraso
exer
cito
a
combater o
carlismo,
tão
reduzido
como
dizem
qoe
está.
'
Ao
general
Loma
foi
enca»
regado
o
com
mando
em
chefe
do
exercito
liberal
do
Norte
pela
auzeucia
de
Quesada.
Por
par
ticipação
telegráfica que
acaba
de
r-ceber
o
ministro
da
guerra
sabe
se
que
esle
ge
neral chegou
a
Pamplutia.
U
ministro
da
guerra
recebeu
agora
commumcaçào ue Hernani
de
que
os
car
listas
atacaram
hontern
com
vivo fogo
os
fortes
de
Bararju,
Santiagomen
ii e
Anto-
oenea,
cahindo
alli
80
botnbas,
e
causandu
mortos e
feridos, cujo
numero
se
n
<o
de
signa.
C<
meçam a
chegar
detalhes
do
ataque
das
forças
l<berae.>
sobre
as posições car
listas
de
Pa'<
pluna.
Os
factos são
muilo
diverzos
do
que
dizem.
a> exageradas
com-
municaçõvs
oíliciaes.
Os
pontos
fortifica
los
que
os
liberaes
occuparam,
além
de
terem
pouca
guarni
ção,
não
tinham
ainda
completas
as
suas
linhas de
defesa
senão
do
lado
(Fende
recebiam
o
fogo
da
praça.
peito descoberto
as
pequenas
forças car
listas
que
os
occopavatn
sustentaram-se
contra
torças
dez vezes
mriores
até
que
receberam ordem
de
retirar.
Nas
posições
á
esquerda
de
Oricain
o
batalhão
liberal
de
Soria
soffreu
conside
ráveis
perdas, occahonadas
por
um peque
no
destacamento
que
defendia aquelle
pon
f
o
e
por
uns 20 homens
de
cavallaria,
que
cahiram
sobre
a força
liberal
ao
ines-
mo
tempo
que
uma
companhia,
com
ar
rojo sobrehumano,
e
com
uma
coragem
uuuca vista,
á
bayoneta
punha
em
deban
dada os
liberaes
e
lhes
fugiam mais
de
60
prisioneiros,
deixando
o
campo
juncado
de
cadaveres.
Na»
outras duas
posições
que
foram
occupadas pelos, liberaes
succedeu
o
mes
mo,
e
foi
tal
a
coragem
e
o
heroísmo
com
que os
carlistas
repeiliram
o
ataque
das
uraudes
forças
que , simultaneamente
os
accommetlian»,
que achando-se
em
lo-
«las
vssas
posições
collocada
em
numero
considerável
muit;
artilheria
grossa,
oão
só
a
retiraram
leda
debaixo
do
fogo
ini
migo,
iras no
ma
s
ordenado
movimento
retiraram
em
foi,o
as
suas
forças
sem
deixarem
nem
um
só
prisioneiro.
Attci
demio
ás
enormes
perdas
soffrídas
pelos
hberaes
e
á
impossibilidade
de
sus
tentarem
as
posições
que
occupavam,
ue
nhu.iiu
imporiancia
nem
resultado obtive
ram
com este
movimento,
pois
que
outras
posiçõe»
carlistas
continuam
a
molestar
o
mmigo
com
o
fogo
certeiro
da
sua
arti-
Ihecia,
e
em
poucos
dias
volverão
os
car-
hsta-'
a
envolver
por
iodos
os
lados
a
ci-
dadella
cum
o»
seus
bem
mandados
ca
ir
liões.
As perdas dos
liberaes
calculam-se
em
200
morto» e
mais
de
600
feridos.
Enue
uns 18
oíliciaes
de
(ie
engrossar
com
mais
8:000
os mortos
conlam-se
diversas
patentes.
Das
tropas
carlistas
ha
5
voíuntirio»
mui
los
e
60
feridos,
dos
quaes
a
maiur parte furam
condusidus
para
Estella.
O
general Loma
pretendeu,
faser
um
reconhecimento
ás
avançadas
de
Pamplona
e
piuceder
aili
ás
diversas
obra» de
for
tificação. U
vivo
fogo
porém quo
para
Apesar
d’
isto,|alli
foi
dirigido
das
posições
c.rlistas tor-
nou
impossível
aquellas
obras.
Apesar
das
íanfarronadas
do
general
Quesada, que
pretendeu
faser
crêr
qoe
afugentára
d
’
alli
os
carlistas
como
Martinez
Campos
os
fez
deáapparecer
da Catalunha,
o
general
Lo
ma
lem
a
ingénua
franquesa
de
confessar
isto
em
uma
parte
hontern remettida
ao
governo.
O
mesmo
geoeral
lambem
participou
que
em
Azuza
tiveram
as
forças
I beraes
de sustentar
hontern
um
nulddu
fogo
c<m
os
carlistas,
que causou áquellas bastan
tes
prejuisos.
O chefe
carlista que commanda
as
forças
do
exercilo
legitimhta
na
linha
no
rio
Aragão.
intimou
a
reedição
ã
guarni
ção
de
Lumbier
sob
pena
de
bombardear
a
povuaçáo. Alem
da
importância
que
tem
e»la
povoação, pela
suu
po»ição eulie
Ar-
litda
e
Lledena,
no
limite
d-
Naratia
para
o
Aragão,
é
certo
que aquella
inti
mação
fui
determinada
pelas supplicas dos
habitantes
que
alli
são
viclimas da
fero
cidade
e vandalismo
do
exercilo'liberal.
A
um
bravo
ciliciai
cuja
familia alli es
tá sendo
uma
das
maiores
viclimas
da
sel-
vageria
liberal foi
enuegue
o
cominando
das
forças que hão
de
libeilar
aquella
povua-
çãu
dos
seus
verdugos.
As-forças
carlistas
tomaram
posições nas
serras
fronteiras
á
praça.
No
dia
25
achava-se
já
sua
artilhe-
ria
em
Aviz
para
ser
conduzida
paia
as
posições occupadas.
Delatre
occupava
se
á
data
d
’
estas
no
ticias
em
fazer algumas
fortificações.
E’
provável que hoje
se
tenha
começado
o
ataque.
Teem
augmentaco
tanto
as
forças
car
listas
na
Guipuzcoa
que
o general
Loma
consultou o
governo
sobre
a
necessidade
bomens as
guarnições
de
8.,
Sebastião
e
Irun.
O
snr.
D. Cailus
acha-se
hoje
em
Du-
rango.
Fazem-te
mi
itos
aprestes
;
espera-
»e
que
pur
estes
dias
haverá
grande
novi-
■la
le.
apet-ar
do
it
iupo que
lem ido rigo
roso.
Falli-se,
mas
ignore
com
que
funda
mento,
que
vae
ser
encarregado
do
com-
O
SE
&
M
A
MULHER
ADULTERA.
Fingindo zelo
no
excesso da ira,
E
cotn perversa
sanha,
Fallando
cum
hypocnta
mentira,
Que
mais
maldade entranha.
Accusavam
uns
velhos
cruamente
A
’
mulher
desgraçada
e
delinquente.
Esperavam
malvados como
astutos,
Na hypocrita
querella
Estes
velhos,
acaso
dissolutos,
Assim
mofar-se
d’
ella,
E
de
Jeslis
também
por
outra
parte
Já
diga com
a
lei,
ou
bem
se aparte.
Se
á
morte
co;n
a
lei
a
condemuava
O
vão
dizer
lyrantio,
Sem
compaixão
para
essa
triste
escrava,
Pois
era
soberano,
Que
não
precisa
de
a
ninguém
dar
conta
Para
livral-a
de
tamanha
afíronia.
Se
esla
mulher
livrar
de tanta
pena
A
’
compaixão
movido
Hão
(le
dizer
que
aquella
lei
condemna
Que
Deus
ha
concedido
;
E
julgado
de
Deus
assim
contrario
Depois
o accusarão
como
faisario.
Estes
vermes
infames,
lamacentos,
Na
sua malícia ignara
Intentam
confundir
com
argumentos
A
Deus,
e
cara
a cara;
Como
outros
muitos
sem
pudor
agora
Pretendem
confundir a
quem
o
adora.
Mas
tomem
.estes
d’
esta
historia
ensino,
E
mudem
já d
’
ifite->lo,
D
’aquelles
meditando
o
desatino,
E
o
intimo
tormento
Com
que
fugindo
vão
em
debandada,
Sem
ter
logrado
do
que
intentam
nada.
Accusam
da
mulher
o
grande
crime,
E
notam
o
que
manda
A
lei
do
povo
de
Israel
sublime
No
caso
da
demanda,
E
buscam
de
Jesus
uma
sentença
Para
murmurar
d
’
elle em recompensa.
Porém
Jesus
que
lê
os pensamentos
Recuuditos da
mente,
E
do
coração
intimo
*
intentos
Escuta iolelligeote,
Salvando
d
’
l»rael
a
lei
sublime,
Es&e»
iuíames
na
vergonha
opprime.
Não
uega
que
a
mulher
merece
a
morte
Por
esse
crime
horrendo,
xMas
que
merecem
elles
egual
sorte
Também
ieconhecemlo,
Que
atirasse
a
piimeira
pedra manda
Aquelle
d
’
elles sem
peccado
que
anda.
E
se
diriam
lodos
innocentes
Hypocritas
audazes
Esses
velhos
teimosos
e descrentes,
De
todo
mal
capazes,
Mas
na
areia
Jesus
lhes
escrevia
O
que
d
’
elles negar
ninguim
podia.
Cada
qual nota talvez
alli
escriplos
Os
crimes
operado»,
Nojentos
os
defeitos,
e
delidos,
As
culpas
e
peçcados,
Que
na
lieva»
da
noite
praticara
Com a
paixão
de
crimes
mais avara.
A
cada
qual
por
ordem
vai
dizendo
Tudo,
principiando
Pelu mais
velho
d’elles
que vai
lendo
E
vai-se
retirando,
E
fugindo
deixaram
lá
só»iuha
A
que
por
elles
accusada
vinha.
A
quera
diss-
Jt
su» com
ecco
brando
:
«Ninguém
te
dá
castigo
•
<D’
aqueiles
que
te
iuham
accusaudo
«E
ponth
te
em
perigo
?»
E
então
responueu
a
peccadura:
«Nmguem,
Senhor,
já
me
castiga
agora.
»
E
disse-lhe
Jesus:
«Nem
Eu, retira,
«1
mais
peccar
não
queiras ..
«Conheces
d<.
;
prazeres
a
mentira,
«De
fumo
b
as
meras
«Que
vos
ímtam
.
Ruias
as
mais
caras
«E
vos deixam
as
magoas
mais-
amaras.»
Ajudada
da
graça,
arrependida
A
peccadora estava.
Assim Jesus,
v
sol
^da
eterna
vida
U
mostra
á
sua
escrava
;
E
submer»os os
velhos
nos
delitos
Fugiram
de
Jesus
como
proscriptos.
Vinham
soberbos
a fingir
justiça
j
Ante
Jesus
clemente,
Que
oppime
dos soberbos a
cobiça,
E
ao
triste
delinquente
Absolve
sempre quondu
humilde
chora
E
já
contrito o
seu
perdão
implora.
São
os
velhos
imagens
venerandas
'
Do
grande
Deus
eterno,
Se
guardam
do
Senhor
as
leis
tão
brandas
Como
du
pae
mais
lerdo,
E
correm
das
virtudes
as
veredas
Onde
todos
achamos
auras
le
ias.
Mas
se
vivem
dos
vícios
no
fermento.
Já
n
’
essa
idade cdulta
Espectro
são
fatal
e
o
mais
nojento
De
face
mais estulta,
'
Que dos
sepulchios entre
ossadas
indo
Caminham
sem
pavor
e alé
sorrindo.
Não
deixes,
joven,
p
’
ra
essa
idade
fria
A
conversão sincera,
Que
o
velho
dos
rigores
se
arripia
Que
joven
nào
tivera;
Nem
todo
o
jov<
n
a
ser
velho
chega,
Nem
todo
o
velho
a
Jesu»
se
entraga.
Mas
a
lodos
a
vozes
Jesus
chama
Ba
vida
mais impura,
Não
nos
espanta
a
mais immunda
chamma,
Tudo
com
amor
cura
A
quem com
dôr
<lo
coração se
cora
Como
aqvella
tão
triste
peccadora.
Porto,
17
de
nove«ibro
de
1875.
I
J.
R.
c.
mando em
chefe
do
exercito
carlisla
do
Norte
o
valente general
Lizarraga
'
‘
Tem
grassado
com
grande
intimidade
entre
o
exercito
liberal do
Norte
a
epi
demia
das
bexigas,
produzindo
muitos ca
sos
fataes.
Trata-se
de
se
organisar
hos-
pilaes
especiaes
para
os
enfermos.
Os
actos
de
selvageria
do
exercito
li
beral
continuam
em
grande
escala
Consta
qne
em
todas
'as
povoações on
de entram
as
forças
liberaes
são
expulsos
das
egrejas
os
parochos,
e
entregues
os
templos
á
profanação
mais
torpe
e
crimi
nosa.
As
familia»
carlistas, ou as
pessoas
que mais
oo
menos
com
ellas
se
relacionam
t«ão
bubmeitidas
aos
tratos
mais
croei».
Não
são
respeitadas
uem mulheres, nem
senhoras,
nem
yeihos
nem
creanças.
Em
Venta del
Piojo
todas
as
famílias
carlisias
<ão obrigadas
a
ir
descalças
ao
monte
Carrascal
juntar
íenha
e
conduzil-a
duas
vezes
por
semana
para
-a
povoação,
a
qual
é
vendida
e
empregado o
seu
pro-
uucto
em
vestiras
tropas
liberaes.
Um
dos
dias
marcados
para
este
vexame
é
o
do
mingo.
para
assim desviarem
dos
exercí
cios
devotos
e
com mais
contrariedade
as
desventmadas
familia». Para
se
incorrer
nas
iras
liberaes,
basta
saber-se que
la!
ou
tal
indivíduo
pronunciou
o
come de
I).
Carlos.
Temos
o
R
da
republica
de
1789
em
França
!
Em
Londres
,tem corrido
uma
noticia
gravíssima para
os
interesses
de
Hispantia,
e
que
aqui
rem
produzido
uma
grande
sen
sação.
Parece haver
fundamento
para
se
acreditar
qoe
os
Estados
Unidos manifes
tam o
o
desejo de
comprar
a
ilha
de
Cu
ba
E
pmque não?
O
governo
liberal
é
capaz de
veader
até
o
inferno,
se
lhe
des
sem
duos cuwlos
por
elle;
Oulra noticia está
hoje
produzindo
lam
bem
muita
impressão,
provenientes
de
no
ticias
de
Paris.
Segundo
ellas
existem
ger-
tuens
de
discórdia
promovidos
pelo
gover
no
allemão
entre
difLuentes
nações
da
Eu
ropa,
po<
cujo
motivo
se
receia
de
um
proximo
rompimento
qne
terá
de envolver
mais
ou
menos
tolas
as
potências
euro-
peas.
Não
duvrtlo
de
que
seja
assim,
mas
parece-me
cedo
ainda.
Y.
Grande
e
imperiosa
é
hoje,
mais
que
nunca,
a
necessidade
que
lem
o
nosso
clero
de
dçseuvolvec
toda
a
sua energia
e
activrdade.
N
’
um
século,
como
o
nosso,
em
qoe
o tudillerenlismo
religioso,
dominando
to
das
as
classes',
tem
preparado .a
grande
tornienta,
que
espera
a
sociedade,
paia
ninguém
temos
tanto
direito
de
appellar,
como
para
a
Egreja,
que,
a
despeito
dos
esforços
e
tentativas
da
impiedade,
hade
ser
ainda, como
lem sido
sempre,
o
nosso
abrigo.
Se
a
sociedade
hoje
se
sente
'
ameaça
da
por
urna
cri<e, talvez
unica
na
his
toria,
Portugal,
que
aqui
j.
z
acantonado,
não escapará por
certo
ao
castigo,
que
seus
crimes
estão
attrahiodo.
E
’
oeeessariu
.porém
advertir,
que
quan
to
maiores
forem os
elementos
maus, que
a
sociedade
nutrir
em
seu
seio, tanto
maiores
hão
de
ser
por
força
os
uossos
males.
E
é
por
isso
que
pedimos
toda
a
ac
*
tividade
do
clero em
precaver-nos, o
mais
possível,
dos
desavires que
talvez
em
breve
choverão
sobre
3s
nações.
O
paiz,
flucluamlo
á
mercê
das
ambi
ções e
caprichos
dos
parti
los.
como
que
insensivelmente
se
lem
esquecido
dos
seus
mais .graves
deveres.
Pouco
oo
nada
se
ha
feito
de
bom,
e
muito
se
tem
feito de
mau.
0
povo
vae
bebendo
a
desmoralisação
que
lhe
desce
do
alto, e as
classes
aebam-
be
impregnadas
de
uma
especie
d’
eutor-
pecimeulo,
que
as
macliva,
para
faserem
o
que
lhes
compete,
quando
o»
governos
não
fasern
o
que
devem.
A
Egreja,
perseguida
e escarnecida pe
lo
estado
oão
perd-u
ainda
o
seu
vigor,
é verdade;
mas
sente-se
escravisada
e
opprimida,
a
ponto
que
os
nossos
bispos
já
se
vêem
despidos
dos
seus
mais
legí
timos
e
mais
sagrados
direitos.
A
lamilia
portuguesa
acha-se emlim
accommettida
de
uma
grave
enfermidade,
para
curar a
qual
urge
promplo
remedio
;
e
este
’
só
o
clero
lh
’
o
poderá
subminis-
trar,
instruindo
e
morahsando
os
povos,
dirigindo e
encaminhando
os
governos.
Poucos
pafaes
haverá tão
faltos
de
in-
strucção
religiosa,
como
o
nosso.
E
(festa
falia
é
que
nascem
principal
mente
todas
as
nossas
desgraças.
Entre
uós,
estamos
convencidos
d
’issso,
é
maior
a
ignorância
religiosa,
do
que a
impiedade
formal.
E
(festa
igoorancia
se
acham
aflecta-
das todas as
classes,
desde
as
mais
ele
vadas
d’
onde
descem
os
erros
que
vem
estragar
o
espirito
religioso
do
povo, .alé
ás
mais
ínfimas,
que
sem
a
critica
neces
sária, recebem
com
simplesa
o
veneno que
lhes
enviam.
Mas
se é
ahi
a
fonte de
nossos
males,
qual
a
rasão
porque
o
clero
se
retrahe
tanto
no
cumprimento
de um
dos
seus
mais
imperiosos
deveres ?
Qual
a
rasão
por
que
tanto
se
furta
ao
exercício
do
mais
nobre
de
seus
di
reitos—
o
do
magistério?
Desenvolva
pois
o
clero toda
a
sua
actividade,
doutrinando
e
instruindo,
como
lhe
cumpre, que
n
’isso
vae
o
bem
de
todos.
0
povo
tem
sede
de
verdade
;
e
se
o
clero,
unico
que
recebeu
de
Deus a
mis
são
d
’
ensinar,
não
vier
em
seu
soccorro
bem
póde
acontecer
que
todos
sejamos
victimas um dia,
d
esta
incúria
e
desleixo.
A
rrsfiweção d» «Apostolo».
Londres, 8
de
novembro
de
1875.
(.Conclusão;
II
—
Até
ao
dia
4
d’
este
mez,
que
se
abrem
de
novo
os
tribunaes
acabando
as ferias
aqui,
pouco
havia
qne
dizer de cousas
interiores
inglesas
a
oão
ser
que
eu
qui-
zesse
entiar ou em
matérias
de
interesse
puràmeote
commercial, de
que
oão
pos
so
prometter
de
oceupar-me
—
salvo
por
excepção
alguma vez,
—ou
de
naufrágios
e
desastres
no
mar, de
que
o
anno. princi
palmente
nos
ul.limos
6
mezes,
tem
sido
ferld,
com
enormes
perdas de
vidas;
ou
de
crimes, investigações,
e processos
d
’
el-
les,
que
também leem
abundado
soffrivel-
meute,
assim
como,
para
os
curiosos
de
tragédias taes,
uma
lista menos
má
de
accidentés
ferroviaes.
com bastantes
per
das
de
vida
ou de
inteireza
de
membros
Não
vejo,
porém,
interesse em
cousas
taes
para
os
leitores
do
«Apostolo»,
ainda
que
me sentisse
inclinado
a
occupar-me
(Fel-
las.
A
descripção
assás
minuciosa
dos
ac-
cidentes,
circumstaucias, comprimentos,
etc.,
na
viagem, para
a
índia
do
Príncipe
de
Galles
;
na
Grécia,
no
Egypto,
na
Ara-
bia
(em
Adfin),
donde
houve
utlimamen
te
noticias
dellé,
são
cousas
que
interes
sam
cs
Inglezes,
mas,
que
eu não
tenho
tempo
de
vêr
senão
de
relance;
e
que
não
creio
tão
pouco os
leitores
brasi
leiros
tenham
muita curiosidade de saber:
quem
a
tenha
poderá
facilmente
satisfa-
ztd-a
em
qualquer
sala
de
leitura
de
jor
naes,
de
que
sem
duvida
essa
capital nào
ha
de
carecer.
Quando
o
priucipe tenha
chegado
á
índia
e
esta
veja,
pela
primei
ra
vez um
príncipe
inglez
(cuja
edade
pessoal
de
auctoridade
como
priucipe
os
indianos
nem
po lem compreheuder)
; po
dérão
vir
talvtz,
alguus
detalhes
oo
fa
ctos
curiosos e
dignos
de
menção—pelo
menos
como
o
é
a
propriedade
e
ar
de
realidade,
com
que
um
bom
aclor
nos
apresenta
no
tablado
de
um
theatro.
Cé
sar,
Alexandre, ou
Luiz
XIV
Mas,
de
certo,
nenhum
indiano
imagina
ou
sus
peita
a
verdade
de
que
aquelle potentado,
filho
de uma
(nominal
Imperatriz,
desti
nado
a
ser
Imperador
ede me>mo),
está
humildemente
ás
ordens
de
uns
poucos
de
cavalheiros
que se
juntam
e
consultam
aqui
etn
Dowing
Street;
e
que
estes
leem
de dar conta
de
seus
propnos
■procedi
mentos e
resoluções
a
um
bando
maior
muito fallador
de
indivíduos
de
todas
as
côres e
capacidades.
0
príncipe,
todavia,
saberá
represen
tar
optimarnente
o
seu
papel
de
Dom
Ma
gnifico Imperial
;
os
indianos
côr-de
cobre
ficarão
de
bocca
aberta,
e
as
taleigas
de
rupeas,
ou seu
equivalente
—
milhões
d’el-
las
preço
e
proveito
do
opio com
que
se
envenenam
os
chinas
continuarão
a
eucher
o
Thesouro
Britânico.
A. R.
SARAIVA,
-------- ~«aa»<$8B<fr<i»iHwi------------
I7niâ» do eJero.
III
A
união
do
clero
é,
além
d’
isso,
um
dever
de
classe.
0
indivíduo,
apenas
no
goso
de
uma
posição
social
qualquer,
não
é
unico
na
qualidade
de
serviços
que- presta
á
so
ciedade.
A
unidade
de
fins
e
a
identidade
de
meios
para
o
conseguir,
como
que o
agre
miam
a
outros
indivíduos,
com
os
quaes
constitue
uma
classe
distincla.
Assim
o
militar,
o
magistrado,
o
sa
cerdote,
formam
cada um
com
os seus
camaradas
e
collegas,
differentes agrupa
mentos,
que
são
outras
tantas
espheras,
movendo-se
separadamente
dentro
da gran
de
orbita social.
Mas estas
classes,
assim
diflerencíadas,
também
envolvem
em
si
deveres
que
obri
gam
mais
parlicularmeole
a
cada
um de
seus membros.
0
militar,
com a obediência e
res
peito
ao
seu
superior,
deve-lhe
além
d
’
isso
uma intimidade
especial,
que o
espirito
de
classe
o
obriga
a
consagrar
simulta
neamente
a
lodos
quantos,
como
elle,
ju
raram
verter
seu
sangue
em
defeza
da
patria.
E
assim
o
magistrado,
assim o
sa
cerdote, cada
qual
na esphera
a
que
per
tence
e na classe
de
que
faz
parte.
Aquelle
que
despreza
os^seus cama
radas,
que
os
abandona,
que
com
elles
não
convive
em relações mais
estreitas,
falta
aos
deveres
de
boa
camaradagem,
e
não
terá
de
que
se queixar,
se
lam-
,bem
se
vir abandonado, quando mais
necessitar
da
ajuda
dos
seus collegas.
0
que se diria
do
militar,
por
exem
plo,
que
fugisse á
familiaridade
com
os
seus
companheiros
(Farinas,
entretendo-se
pelo
contrario,
com
aquelles
que
por força
da
rivalidade
entre
classes, não
poucas
vezes
lhe
serão
adversos?
Pois
o
mesmo
acontece
com
o
eccle-
siastico,
que
esquece
os
seus
irmãos
no
sacerdócio.
Quantas
vezes
esse ecclesiastico não
lerá
sanccionado com a
sua
presença
as
inveclivas,
*
o
escarneo
e-.
a
calumnia,
de
que
hoje,
mais
que
nunca,
é
alvo
a clas
se a
que
pertence
?
Quantas
vezes
a
falta
de
conhecimento
proprio
de
seus
collegas
o
inhabililará
para
repellira allronta,
que
o
odio
á
re
ligião,
já
exagerando
fados
já
inventan
do-os
a
seu modo, não
cessa
de
cuspir
sobre
o
sacerdócio
catholico?
N
’
este
caso
o
padre
é
não
só
um
trai
dor
á
sua classe,
mas
alé
ao
caracter
sagrado
de
que
se
acha revestido
Vilipendia-se
a
si,
deixando
vilipendiar
os
seus collega-.
E
com
o
aviltamento
dos outros
é
elle
o
primeiro
a
ser aviltado.
Mas
o padre
é
de
mais
a
mais
o
homem
do
combate
e
do
sacrifico.
A
sua
vida
é
um pelejar
constante.
E
quem
lhe
reanimaria
as
forças
ex-
haustas
no
ardor
da
pugna,
para que
possa continuar
com
denodo
a
batalha
que
é
obrigado
a
sustentar?
Quem
o
alentará
n
’
essas
horas
de
pe-
zado
sacrifício, que
ha
de
se-r
o
preço
d a
sua
gloria
?
A
quem
pedirá
elle
consolações
para
os soffrimentos
que
o
opprimem,
balsamo
para
as dores que
o pungem,
conselho
e
ajuda
para
a
deleza
que
sustenta
?
a
quem,
senão
áquelles,
que,
votados
á
mesma causa,
partilham
com
elle
da
mesma
abnegação
e
dos
mesmos infortú
nios?
E
’
só
no
seio
da
suã
classe,
na
inti-
mi
>ade
com
os
seus
companheiros,
que
póde
haver,
o
que
em
vão
procurará
em
outra
parle.
Assim
unida,
pois, e
estreitamente
li
gada
aos seus
superiores
legítimos,
a
cias
se
ecclesiastica
nada
terá
que
temer,
por
isso
que
é
ainda
forte
bastante para
fa
zer triumphar
seus direitos perante
aquel
les
(pie
a opprimem.
Só
na
mais estreita união póde
o
clero
concertar
seus
planos
de defeza, e
ani
mar-se
muluamente
para
superar
todas
as
difiicuIdades que
a
mão hostil
dos seus
inimigos
lhe
lem
creado.
0
indivíduo,
quando
isolado,
é
f^cil
de
vencer-se
;
mas
não
já
assim uma classe,
cujos
membros
vinculados
lodos
entre
si
por
um sentimento
de
mutua
affeição,
oílerecem
melhores
garantias
de
resistên
cia.
Desgraçadamente
o
espirito
de
classe
lem
aífrouxado
muito entre
o
nosso
clero,
e
d
ahi
veem os
grandes
males de
que
está
sendo
victirna.
No
momento
porém
em
que elle se
reanime,
(e
nutrimos
essa
esperança)
o
pa
dre
retomará o logar
que
lhe compete
no
espirito
dos
povos,
reconquistando
para
si
e
para
os
seus
aquella
consi
leração
e
respeito
que
são
devidos
á
sua
alta
po
sição.
M.
MARINHO.
(Semana Religiosa).
REVISTA
ESTRANGEIRA
Damos hoje
a
carta
enviada
ao
«Mon
de»,
a
que
nos
referimos
no
n.°
passado:
<A
’
sede
dos
assassinatos
cononnelti-
dos
pelos
aífoosinos
na
Catalunha,
acaba
de
juntar-se
um
novo
crime
que deve
ser
denunciado
sem
demora
á
indignação
de
todas
as
pessoas
de
bem, pois
qne
em
face
da
culposa indiflerença dos
podero
sos
do
dia
é
o
unico recurso
qne
nos
resta.
0
príncipe
Gabriel Allamy Effendi, f|.
lho
do
pachá
de
Jerusalem,
tenente de
infanteria
e
ex
porta-bandeira
do brilhan
te
batalhão
dos guardas
formado
peio
il-
lustre
general
D.
Ilaphael
Tristany,
aca
ba
de
ser
victirna
das
hordas
liberaes.
Este
assassinato
uão
de
’
e
passar desper
cebido,
e
a
victirna
merece uma curta
biografia.
Ha
cerca de oito annos,
Allamy-Ef-
fendi,
filho
do
paciiá de
Jerusalem,
des
cendente
directo
do
profeta
Mahomet,
abriu
os olhos
á
luz,
ouviu as palavras
da
verdade
da
bocca
do
Patrrarcha
arce
bispo.
e
pediu
para
ser baptisado
em
se
gredo
afim
de
não perder,
segundo
as
leis
de
seu
paiz,
as
prerogalivas de
seu
nascimento
e
os
direitos
á
herança
pa-
lerua.
Mur. Valerga
fez-lhe
comprehender
que
o
sacrifício
devia
ser
completo,
e
o
joven musulmano
tomou
sem
hesitar
uma
resolução
heroica.
Fugindo
atravez
de
mil
perigos,
acompanhado
d
’um
unico
crea
do,
conseguiu
chegar a
Boma,
onde
se
foi
prostrar
aos
pés
do
Saulo
Papa
Pio
IX.
Infirmado
'
pelo
Palriarcba
de
Jerusalem
das
felizes
disposições
do
neofilo,
o
San
to
Padre admiltiu-o
logo
solemnemenle
no
grémio
da
Egreja
Catholica.
Todavia
a
fuga
do
priucipe musulmano
linha cau
sado
sensação,
e.
renegado
por
sua fa
mília,^encontrou-se
de
repente
prêcipiia-
do
do
cume
da
opulência no abismo da
miséria.
Mas
isso
pouco
importava
ao jo-
*
eu
converso
;
contente
por
poder confes
sar o
nome
de
Deus,
reuunciára
a
tu
do.
0
Vigario de
Jesus
Christo, qoe
sa
be
recompensar
todos
o»
sacrifícios,
ad-
mitliu-o
no
pequeno
exercito
que
defendia
seus
direitos,
com
a
patente
de
sargento
e
uma
pensão
vitalícia
de
oito
francos
por
dia.
Foi
n
’
este
glorioso
exercito
que
Al-
lamy-Eflendi
teve
a
insigne
honra
de
ser
vir
até
ao
dia
em
que
os
barbaros
car
cereiros
de
Pio
IX
consummaram
a
su-
preuía
ignominia,
encerrando o
sublime
Pontífice
da
Immaculada
Conceição
na
pri
são
do
Vaticano.
Como
os
outros
heroes,
seus
irmãos
d
’
armas,
Allamy,Effendi,
que
depois
da
sua conversão
fui
feito conde
Allamy,
teve
de
ser arrastado
de cidade
em
cidade
pelos
barbaros vencedores,
in
sultado
por
toda
a
parle
e
encerrado.
Quando
saiu
da
prisão
eslava mais
do
qoe
nunca
resolvido
a
defender
a
causa
de
D-tis,
e
nos
primeiros
dias
ua guerra
carlisla,
vendo
a
nobre
bandeira arvorada
pelo
rei
Carlos
VH,
despediu
se
do
San
to
Padre,
do
qual
recebeu
a
bênção
pela
ultima
vez,
renunciou
a
uma
parte
de
sua
pensão
<jue
elle
mesmo
reduziu
a
tres
francos por
dia,
e
foi
alistar-se,
humil
de
e
modesto,
no
meio dos
bravos
que
na
Catalunha
se tinham
agrupado
em
ro
da
do
glorioso
infante
D.
Affonso
de
Bourbon e
d’
Auslria.
Tive
então
occa-
bião
de
ver
por
meus
proprios
olhos os
titulos
qoe
attestavain
a
sua
despemlen-
cia
do
profeta
Mahomet,
a
sua
conver
são
ao
Calholicismo,
a
nobreza de
sua
raça
e
o
descrédito
que
lhe acarretára
a
sua
abjuração.
Todos
estes
titulos
au-
thenlicos
tinham
o
sello
do
Palriarcba
de
Jerusalem.
Allamy-Effeiidi
entrou
oo
batalhão
dos
guias,
qoe,
fazendo
parte
do
quartel
ge-
tiaral,
seguia
por toda
a
parte D.
Ra-
phael
Tristany.
0
príncipe tioba
como um
secretô
presentimento
que
havia
de
morrer
na
defesa
de
Deus
patria e
rei
;
porém
es
perava
cair
com
as
armas
na
mão
;
e
nào
assassinado
covardemente,
em
menos
prezo
de
todas
as
leis
da
guerra
e
das
convenções
solomnetoente
estipuladas
en
tre
D.
Raphael
Tristany
e Marlinez
Cam
pos.
Allamy Eflendi
foi
um
dos heroes
qne
se
distinguiram
na
gloriosa
defeza de
8eu
de
Urgel,
a
16
d
’
agosío
de
1874.
Po
f
seu
magnifico
comportamento por occasião
(Feste
feito
de
armas,
recebeu
Allamy-Et-
feodi
a
cruz
vermelha
do
Mérito.
Todas
as
suas
simpathias
eram
pelo
general
tristany
;
mas
quando
um
d
’
elles
foi cha
mado
a
exercer
um
cargo
mais
honroso
junto
do
rei,
e
o
general
Savalls
nomeou
Ca
*
telles
para
o
commando
desempenhado
pelo
segundo
general Tristany,
Allamy-
Effendi
continuou, mais
firme
do
que
nunca,
a
defender
a
causa
da
religião
e
do
rei,
que^está
acima de
todas
as pre
ferencias
pessoaes.
Não
podendo
resistir
muito
tempo
á*
fadigas
da
campanha,
teve
de estar
al
guns
dias
no
hospital
de
Moya
aíim
de
restabelecer a
sua
saude
abalada,
saindo
ha
quinze
dias
para
voltar
ao
batalhão
dos guias,
do
qual
fóra
nomeado
tenente
no
campo
de
batalha depois de
ter
tido
a
gloria,
posto
que
estrangeiro,
de
ser
es
colhido
pelo
general
Tristany
como
se
gundo
tenente
encarregado
de
levar
a
glo
riosa bandeira
do
batalhão.
Caminha
pa
ra
Prats
de
Llusanés,
cheio
de
confiança,
porque
levava
o
bilhete
de
saida do
hos
pital
de
Moya,
bilhete
qoe,
segundo
a
palavra
dada
por
Martinez Campos
ao
ge
neral
Tristany,
era
um
salvo-conducio,
quando,
uão
longe
d
’2quella povoação,
íoi
encontrado
por um
destacamento affutisi-
no,
e.
apesar
dos
seus
protestos,
barba-
ramenle
assassinado
e
mutilado
a
baione-
tadas.
Veremos
se
este
novo
crime
laz
abrir
os
olhos
ás
nações
europeias.
Tal
foi o
íim
d
’
este
principe
musul
mano,
descendente
directo
de
Mahomet,
que,
regenerado
pela
agpa
santa
do ba-
ptismo,
succumbiu em
terra
hispanhola,
defendendo
a
caosa
sagrada de
Deus,
pa
tria
e
rei,
ao
serviço
da
qoal
foi
assassi
nado,
mártir de
soas
convicções políticas
e religiosas.
O
inimigo
violou
os
tractados;
enlre
elle
a
nós,
a
Europa
que
julgue!»
—
Lê
se
n’urna carta
escripta
da
fron
teira
d
’
Hispanha :
Uma
carta
que
acabo
de
receber
de
Madrid
diz
que
D.
Affonso
fora
outra
vez
assobiado
no
lheatro-real,
na
noute
de
12.
Algumas pessoas
foram
presas,
entre
ellas
3
oíficiaes.
Não
são
necessários
ocolos
para se
vêr
qoe
os liberaes trabalham
pela revo
lução,
e
só
por
ella.
A
republica
ou Ser
rano
escarneceram
de
D. Affonso.
—
Em
Tolosa
celehroo-se uma
missa
pela
alma
de
Garcia
Moreno-
As
au-
ctoridades
civis
e
militares assistiram
a
ella
no
meio
de
uma
grande
multidão.
Um
accaso
providencial fez
que
o padre
franciscano,
que
dizia a mis
*
a,
fosse
jus
tamente
aquelle
mesmo
que
por
espaço
de
doze
annos
foi
o
confessor
do
mártir
americano.
—
O
inquérito
que
diz
respeito
ao
bri
gadeiro
Cucala
teve
por
resultado
fazer
absolver
a
este
valente
chefe
: e
elle provou
que
sempre
fora
um
dos
mais
lieis
dos
mais
dedicados
e
dos mais
animosos of
íiciaes
do
exercito
real.
— O
general
Nouvilas
e
seus
íilhos
que
desde
algum
lempo
estão presos
em
Cadix
foram accusados
de
uma
conspira
ção
republicana.
—
O
general Liza-raga,
vindo
da Ca
talunha
para
a
França,
entrou
no
dia
21
em
Guipuzcoa por
Laslaola.
—
Diz
um
telegramma
de
Hendaya,
em
24
:
Algumas
tropas
carlistas,
commandadas
pelos
chefes
Mendonza e
Orligosa,
apo-
deraram-se na
Vendea
de
O<
iz
d’um
gran
de
comboyo.
Os
carlistas
tomaram
tres
cavalleiros,
qualro
cavallos,
68
mulas,
e
muitos
car
ros
carregados de
mercadorias.
O
combale
durou
cinco
horas
e
meia.
AO DIA l.°
DE DEZEMBRO.
LIVRES!
Eia,
lusos,
que
outra
aurora
Já
banhou
nosso
horisonte;
De
nuvens
límpida
a
fronte,
Não
iem
atro,
escuro
veu.
No
seu- brilho
diz
bonança,
Apoz
brava
tempestade,
Diz-nos,
alíim,
liberdade,
Apoz
medonho
escarceu.
Liberdade!
era
esle
o
grito
Destemido
altisonante.
Que
fez
vergar
o’
um
instante
D
’
um
rei tyranoo
a
cerviz.
Ao
potente,
ao
mago
iníluxo
D’
esta
palavra
de
guerra
Tremeu
em
si
toda
a
terra,
Ergueu-se
altivo
um
paiz.
A
’
s armas!
brada
o
colosso,
(
Por
largo
espaço
dorinenle.
A’
s
armas!
também fremente
Ao
longe
o
mar
estrugiu.
E
ás armas
voava
um
povo
Qoe
rasgou
vestes d’
escravo;
Fez
heroísmos,
foi
bravo,
Recordou
Malaca
e
Diu.
Mais
tarde,
quando
já
livre
Portugal
canlou
victoria,
Quando
nas
laudas
da
historia
Conquistou
aureo
tropheii,
Olhou a
Hespaoha
altaneiro,
E
com
sorrir
desdenhoso
Mald'S?e,
fero,
raivoso,
A
modorra
em
que
jaseu.
Eia,
então,
ó
mocidade,
Pois
que
nós
somos
seus
filhos,
Havemos
pisar-lhe
os
trilhos,
Havemos
seguir-lhe
as
leis.
Juremos
guardar
intacto
0
lhesouro que
nos
deram
Vencendo
como
venceram,
Ou
morrer sendo
fieis.
Costa
Silva, 45
a.,
casado;
Miguel
Flo
rindo
Ferreira,
40
a , c.;
Manoel
Felix
Falcão,
50
a.; Antonio
da
Cunha,
18
a.,
s.;
Felix
Gonçalves
Correia,
29
2.,
c.; Au
gusto
José
Gomes
30
a.,
c.;
Antonio
Mon
teiro,
20
a.,
s
;
João Pedro.
44
a.
s.;
An
tonio
Ferreira.
54
a.,
c.
<O amor «los amores».—
Distribuiu-
se
0 fascículo
n.°
3
>!o
romance
de
Escrich
—
0
amor dos
amores,
edita-lo por
uma
empresa do Porto,
cujo escriptorio é na
rua
du
Almada,
n.°
271,
l.°
andar.
Agradecemos
o exemplar
que
nos
fui
offerecido.
FESTIVIDADE.—
No
domingo,
5 da dezembro, festeja-se no
templo
do
Salvador, a Imagem
de S.
Francisco Xavier,
como
Padroeiro
da
Associação da Pro
pagação da
Fé, havendo
missa
cantada,
exposição e sermão de
tarde.
AniEíversario
«las
almas.—
O an
niversario
das
Almas
da
freguezia
de
S.
José
de
S
Lazaro
eífecluar-se-ha
na
pró
xima
segunda
feira,
havendo
veqieras
na
tarde
de
domingo.
M.
M.
MANSO.
GAZETILHA
Fallecimento.—No
dia
26
de
no
vembro,
por
10
horas
da
noite,
falieceu
0
nosso
presadissimo
e
antigo amigo, 0
revrn.
0
José d
’
Aquino
Velloso
de
Sequeira,
conego
na
R.
collegidda
de
Guimarães,
on
de
leve
no
dia
28
oííicios
fúnebres
antes
do
seu cadaver
ser conduzido
para
0
ja
zigo
de
lamilia
em
Cabeceiras
de
Basto.
Era
incansável devoto
da
Associaçã
»
da
Propagação
da
Fé e
chefe
principal
no
circulo
de
Guimarães.
Tem
a
Associaçã»
a
lamentar
a
perda
do
terceiro chefe
ec-
clesiasiico,
d
’esle
arcebispado
que
no
pre
sente
anno
fallecera,
e
por
isso
pedimos
a
todos
cs
assobiados,
e
amigos do
fina
do
um
P.
N.
e
A.
M.
por
sua
alma.
Otaíro.
—
Acaba
de
íallecer,
e
seu
ca
daver
deu-se honlem
á
sepultura,
0
snr.
Anlonio
Caetano de
Barros,
negociante
que
foi
na
rua
Nova
de
Sousa,
epae
dos
nos
sos
amigos os
snrs.
padre
Joaquim
de
Bar
ros, e
José
Anlonio
de
Birros, negocian
te
em
Vianna
do
Casiello,
aos
quaes
damos
os
nossos
sentidos
pe?ame
*
.
Oastro.
—
Falieceu
honlem
pelas 10
e
meia
horas
da
manhã
a
«nr.
a
D.
Joanna
Maria
de
Brito,
viuva,
mãe
das
senhoras
D
Joanna
Maria
Gomes de
Bri
to
e
D.
Maria da
Conceição
Gomes
de
Araújo,
e
esposa
do
snr.
Antonio
Louren-
ço
de
Araújo
Braga,
negociante
d
’
esta ci
dade;
0-seu
cadaver
é
hoje
á noite
con
duzido
para
os
Congregados,
onde
ámauhã
terá
ollfcios
e
missas
geraes.
Era
senhora
de
muita
caridade e
por
isso
será
muilo
sentida
a
sua
falta
para
aquelles a
qu
m
servia
de
amparo,
bem
como
para,
sua
familia
de quem
tanto
era
estimada.
J«ahiSe«a
do
Aaano $a«it<».— A
ir
mandade
de
S. Vicente
tenciona
faser
as
visitas
do
jubileu
do
Anno
Santo
nos
dias
3,
4 e
5
do
corrente.
Associação CatBeoBica.—
-No
domin
go,
5
do
corrente,
tem
de
haver
confe
rencia
na
casa
da
Associação
por
6
ho
ras
da
tarde.
São
convidados
todos
os
so
cios
e
associadas a
.assistirem áquelle
ac-
lo.
Anniversario.
—
Na
passada
segunda-
feira
teve
logar
o
anniversario
das
Almas
de
S.
Vicente,
feito com a
pompa
dos
annos
anteriores.
EEestabelecimento
—
Acha-se
com-
plelameute
restabelecido
d
’uma gastrica
que
ollimamenie,
soílreu
o
exern.
0
snr.
dr.
Je-
rnnymo
da
Cunha
Pimentel.
benemeriio
presidente
da camara
d’esta
cidade
e
depu
tado
pelo
circulo
de
Barcellos.
o
qual
já
chegou
a
esta
cidade.
Damos
sinceros
parabéns
a
s.
exc.a
Novidade
geogcaílca.—
Todo
*
os
geografus
concordam em
que
o
monte
Éveresi,
no
Himalaya,
é
o
ponto mais
ele
vado
do
globo.
Publicou-se
porém,
um
ivro
recenlemente em
Londres,
em
que
o
seu auctor,
o
capitão
Law»on,
descre
vendo
a
sua
viagem
ao
interior
da
Nova
Guiné,
faz
menção
de
uma montanha,
que
elle
chama
Monte
Hercules, e
cuja
altura
é
superior
á
do
monte Everest,
porque
tem
32,786
pés
de alto,
emquanlo
que
o
Eve-
resl
lem
28 002.
Lawson
descreve a sua
ascensão
áquel
!a
montanha,
confessando
qoe
chegou
á
altura
de
25,311 pés.
e
que
nào
pou
de passar
d
’
atli
porque o
sangue
lhe
saltava
pdos
olhos e pelos
ouvidos,
e a
respiração
era
diíhcil
e
convulsa,
pela
te-
nuidade do
ar
atmosférico.
Moçambique.—
A
nossa
provincia
de
Moçambique
lem
aproximadaraente
mil
dusenlos
e
oitenta
e
quatro
kilometros
quadrados.
Com
uma tal extensão,
e
o
terreno fér
til
que
possue,
podia
ser
um dos
mais
ri
cos
patzes
do
mondo.
Explosão.
—
Houve
no
dia
22
etn
On
da,
Hispanha,
uma
explosão
de
polvora,
da
qu.il
resultou
ficarem
destruídas
tres
casa?
e
morta
debaixo das ruinas
uma
creança.
Prezume-se
que
morreram
também duas
outras
pessoas.
Subscripção
para o»
carlistas.—
As
listas
das
subsçripções
para
os
carlis
tas
publicadas
no «Uoivers», do
dia
31
de
outubro,
jornal
redigido por Luiz Veuiliot,
sommam
149.943
francos, cerca
de
28
con
tos.—
(«D.
de
Noticias-).
Perda de @ navios.—
Um
despacho
telegráfico
de
Kebek
annuncia
que
se
per
deram 6
navios
peno
das
ilhas
Magdalena,
morrendo
afogadas
62 pessoas.
Vingaiaça
na Córsega. —
N
’
este
paiz,
quando
algum
homem
é assassinado, é guar
dada a camisa
ensanguentada
da
viclima,
como
urn
penhor
de
vingança,
que
se
mos
tra
aos
íilhos
e
parentes,
para
os
excitar
a
punir
os
assassinos.
Os
corsos
deixam
crescer
as barbas
em
signal
de luta
e
de
vingança, o
que
deu
logar
a
um
adagio
popular
—
promelto
leas
minhas
barbas
—
que
quer
dizer
—
proleslo-le
que
me
heide
vingar
Portuguezes
faBBecidos.—
Fallece
ram
no
Rio
de
Janeiro
desde
4
a
7
de
no
vembro
os
seguintes
súbditos
portuguezes:
José
Gonçalves
Bastos.
36
annos, sol
teiro
;
Manoel
de
Sousa
Barros,
25 a.,
s.;
José
da
Silva
Canavarro,
32
a.,
s.;
Theodo-
ro
José
dos
Sanlos,
44 a., s.;
Manoel
da
I
m
«aaeBuBaçíio eaít Inglaterrit —
A
cheia do
Tamisa e
os
prejuisos que el
le
causou,
fornecem aos
jornaes
ioglezes
assumpto
para
noticias
de
que
extracta-
mos
os
seguintes
promeuores
:
Terça
feira,
todas
as
port.>s
das
casa
*
do
bairro
de
Lambeth,
na
margem
meri
dional do
rio,
tinham sido
calafetadas
com
taboa
*
que
haviam sido
cobertas
com
ter
ra
0
palha.
Apesar
d'estas
precauções,
grande
ou
mero
’
d
’aquellas
casas
foram
invadidas
pe
las
aguas,
era
alguns
silios
aié
ao
segun
do
andar.
O
palacio
de
Lambeth,
esse
curioso
edificio,
situado
á
baba
do
Tamisa,
entre
as
pooíes
de
Wesluiinster
e
de
Vauxhall,
e
que
serve
de
residência
official
ao arce
bispo
primaz
de
Inglaterra,
não
foi
poupa
do.
A
agua, apesar
de lodos os
trabalhos
de
defesa, precipilou-se
nos
pateos
interio
res,
que
estão
agora
cheios de destroço?
de toda
a
especie.
A
torre
(los
Sollars,
onde
se
conser
vam
as
velhas inscripções
dos
prisioneiros
herelicos.
foi
damniíicada.
Em Belveder
Road e
em
Crescem,
os
estabelecimentos
do
governo
soffreram mui
to.
Entre
as
pontes
de
Weslminsler
e
Bla
ckfriars,
a
scena
de
devastação
é verda-
deiramente
horrível.
Todas
as
habitações,
pouco
solidamente
consti
uiijas,
os
alpen
dres,
os
muros
de
vedação,
as
grades,
foram
arrastadas
pela corrente.
Em
Coalham,
0 Medway
innundou
a
fabíica
de
g^z.
Em
Bath, em
mais
do
terço
das
habi
tações,
a
agua
elevou-se
até
ao
primeiro
andar.
Em
Biigbton, a
innundação
des
truiu complelamente
0
museu
ornitologico.
As
ondas
ultrapassavam
as
vedações,
0
mu
ro
do
aquario,
vinham
quebrar-se
na
es
planada
com
uma
violência
de que
nunca
se
tinha
visto exemplo.
Em
Worthing,
Soafort,
Dover,
Sand-
gate,
os
prejuisos são muito
consideráveis.
No
porto
de
Hyihe, duas pessoas
foram
arrastadas
peias
ondas
e
morreram
afoga
das
sem
que
fosse po?sivel
levar-lhes
au
xilio.
Em
Bedfort, 0
Ou
*
e
submergiu
eom-
pletameote os alicerces
de
Howard.
Fica
ram
sem
trabalho
mais
de
oitocentos
ope
rários.
Eneendio
pavoroso.
— De
uma fo
lha
estrangeira extrahimos
a
seguintedes
cripção
do
incêndio
que destruiu em
gran
de
parle,
Virgínia City,
principal
cidade
de
Nevada
:
H
>je
de
manhã
declarou-se
em
Virgí
nia
City
um
grande
incendi
»,
qne durou
umas
poucas
de
hoias
Toda
a
parle
si
tuada
ao
norie
da
cidade
Smilt
Street
foi
destruída,
0
que
consiitue a
perda do
bairro
commercial
e
de
muitos
estabele
cimentos
públicos.
O
fogo
começou
ao
romper
do
dia,
em
uma
casa
de A.
Street,
proximo
de
Taylor.
casa
que fôr
ma
0
Innele
sudoeste
da
pane
mais
com
mercial
da cidade.
As
cbammas
íizeatu
progressos rápidos,
estendendo-se para
leste,
na
direcção
do
local
onde
estão
situadas
as
ftbricas
e
as
manufacturas,
bem
como
muilas
minas importantes.
De
pois
de
ler
alcançado
F.
Stret,
ao
norte,
0
fogo atravessou
Union
e
Sullon Street,
cobrindo um
espaço de
dez
blocas.
Em
C.
Street, os
escriptores
do
«Ter
ritorial
Enlrepise»,
e do
«Chronicle»,
fo
ram reduzidos
a
cinzas,
sendo
em
se
guida
devorado
pelas
chammas
0
i
’
ipe
’
s
Ópera
Hosse.
A
gare
do
caminho
de
fer
ro e
os elevadoies
da Consolidated
Virgí
nia estiveram
ameaçados,
e
como as
bou>-
bas
não
produzissem
efleitos
sensíveis
pro
curou-se
fazer
saltar por
meio
de
explo
sões esses
edifícios.
Era
porém
já
tarda
e
em
alguns
minutos
tanto
a
gare
como
os
elevadores"
foram
alcançado
*
pelo
fogo,
que continuando a
sua marcha
devasta
dora
para
0
norte
e
leste,
communicou-
se
á
manufactura
em
consliucçào
da
Ca-
lifornia-Mina e
á
da
Consolidated
Virgi-
nia.
Os
elevadores
do Ophir
foram des
truídos,
depois
do
que
0 incêndio,
não
lendo
mais
qoe
devorar
por
esse lado,
começou
a
extinguir-se.
De
Taylor
Street,
as
chammas
propa
garam-se
pira
0
sol
contra 0
vento,
re
duzindo
a
cinzas
a
succursal
do
banco
da
Califórnia,
0
escriptorio
de
Wells
Par
go
óc
C.a
e
todas
as
casas
que
encon
traram
na
sua
passagem.
A fabrica
de
Gould
e
Curry foi
salva
Quasi
toda a
parle
commercial
da
cidade,
não
é
mais
do
que
um
montão
de
ruinas,
achando-
se
sem asylo
tnais
de
10:000
pessoas.
E
’
impossível,
desde
já,
dar
conta
da
importância
das
perdas. A
destruição
das
manuLcluras
e dos
elevadores
acima de
signados, representa
pelo
-menos
a
pe
da
<le
1.000:009
de.
doBars.
Por felicidade
estavam
fechados
o*
poços
da
Ophir e
da
Consolidated
Virginia,
de
modo
qne
esias
minas
nada
soílreram.
Os
operarius
do
Ophir
dizem
que
as
perdas
d’
esta
companhia
nào
são tão
gran
des
como
a principio
se
julgou,
porque
as
conslrocções
destruídas
eram de ma
deira
e
as machinas
foratn
preservadas.
As
perdas ua
cidade
devem ser.
enormes,
comquanto
as
cubram
na maior
pme
as
companhias
de
seguros.
A
noticia
do
de<a
*
tre
produziu
profun
da
sensação
em
S.
Franci»co
resultando
d
ella
urna
perturbação
geral no
mercado
dos
valores
mineiros.
Foram
mandatos
logo soccorros
para as
viclimas
do
incên
dio, enfiando
0
agente
de
Wills
Forgo
&
C.
a
1.009 dollars.
O
board
dos
agentes
de
cambio
subscreveu
com
6
009.
Um telegramma ultimimeule
recebido
eleva
a
8
m-lhões
de
dollars,
o
total
das
perdas
produzidas
por
este
incêndio.
«s arUteatlores
em
EtaBin.—
Fran
cisco
Martuscelli, de
Caprioli,
um
dos
mais
terríveis
salteadores
de
Francolini,
fui
preso
pelo
marechal
Tori.
comman
dante
da
estação
dos
carabineiros
de
Pis-
ciola.
Eis
alguns
promeuores
dados pelo
«Piecolo»;
«O
marechal
Tori
regressava,
oa
ma
nhã
de
3
do
corrente
de
uma
exploração
executada
no
território
de
San
Nicola,
sendo
acompanhado
do carabineiro
Goii.
Costeando
um
barranco
na localidade
di
ta
Valle
delTAugelo,
ouviram
tossir em
homem. Altrahidos pela
curiosidade
apro-
ximaram-se do
barranco,
e
a
figura
do
salteador
tão
procurado,
Marluscelli,
sur
giu
de
improviso
diante
d’
elles.
Os dois
bravos
militares
precipitaram-se
sobre
0
salteador,
travaodo-se
uma
Iucta
corpo
a
corpo. Mirtuscelii
defende-se com
u<n
pu-
nhal.
0
marechal
cae
e
lere-se
levemente
n
’
uma
perni,
porém
o
malfeitor
está
por
íim
nas
mãos
da justiça. Diz-se que
elle
dispjrára
um
tiro
de
revvolver,
que fe-
lizmente
não
alcançou
ninguém.
Martuscelli é um
moço
do
estatura
ele
vada,
bem
proporcionado e
musculoso,
rosto
redondo
e
tisnado,
olhos
grandes,
negios
e
brilhantes,
cabello comprido
e
desgrenhado,
vestia á
calabreza.
Mostra-se
um tanto
arrependido,
mas
calla-se
ou mente
quando
o
interrogam
ácêrca
da sua
quadrilha
e
dos
seus
com-
panhe
ros.
D
h
qoe
de
ha
muitos mezes
ten
ciona
constituir-se prisioneiro voluntaria
mente.»
EXPEDIENTE
I»A
AEIMINISTBA-
ÇÃO.
AOS
NOSSOS
ASSIGNANTES
Rogamos
áquelles que ain
da
se acham em debito de suas
assignatura, que
tenham
em
vista
as
condições da mesma;
pois
alguns temos que
nào a
reformando até fins do corren
te,
ver-nos-hemos forçados, bem
contra
nossa vontade, a suspen
der-lhes o jornal.
Corre»pontleneia retida na
diree-
çni»
do correto»
de
Urag;» por
tliíTerente»
xmoíívoh
.
(Falia
de
sellos)
Amostras
Novembro
26.
—
Coimbra—Frederico
Antu
nio
Rodrigues
Rebello.
Melgaço
—
Anlonio
Marques Dias
Malto».
irmão,
foi
seu
cadaver
encerrado
em
cai
xão
de
chumbo
para
ser
transportado
ao
jazigo
de
familia
em
Cabeceiras
de
Basto,
em
satisfação
dos
dezejos
de
seu
primo
o
digno sacerdote Bento José Barroso, o qual
uão
só lhe assistiu
ao
ultimo
suspiro,
mas lambem
o
acompanhou áqneila,
para
junto
das
ossadas dos
membros
da
sua
il
lustre
familia.
Esle
vulto
insigne
desapparecen,
é
ver
dade,
mas
suas
acções
permanecerão
por
que foram
o
principio
e
germen
de
gran
des
exemplos.
Guimarães
28
de
novembro
de
1875.
P.
e 4.
J.
T.
APROVEITE
QUEM
QUI2KEK
Anlonio
Gomes da Silva, jardineiro
da
casa
real
e
do
Polacio
de
Ghristal,
chegou
a
esla
cidade
com
plantas
que recebeu
ul-
timamente
do
estrangeiro
e
que
offerece ao
respeitável
publico,
por
o
mesmo
preço
do
seu
catalogo,
no
Porto, as
quaes
são
arvores
fructiferas
de
sombra
e
arbustos
para
jardim
ou
parques.
Baixos dos Dois Amigos.
(2830)
NEGROLO&IÃ
siíiMnamMsnaKm
Au
som
lúgubre
do
bronze
agrupava-se
em volta
dum
esquife,
que
no
cenlro
da
insigne
e
Real
Collegiada
continha
o
ca
daver
d
’um finado
illustre,
uma
multidão
immensa.
Era
gera!
a tristeza.
No
templo e
fóra
d
’
elle
o
pianto
asso-
g
.
va
os
olhos
de
todos,
porque
o
nome
do
conego frei
Jose
«FAquino
Velloso
de
Sequeira
era
respeit.do
ptlos
mais
eini-
nuiies
nas
letras,
venerado pelos
que
te
mem
a
Deus e
estremecido
por
aquellas
a
quem a
sua
caridade
enxugava
as
lagri
mas
causadas
pela
íbme
e
sofrimento.
Esle
preito
dos
vivos
determinara
o
so-
n.eule
a
virtude
do
finado,
cujas cinzas
receberam
em
tão honrosas como
sinceras
homenagens
o
publico e
solemne
teste
munho
do
respeito,
que
uma povoação in
teira
votava ao
homem
que
hon'uu
o
sa-
cerdocio e
bem
m
receti da
religião.
Sua
illuslração
-ub
e-ai>
á
do
commum
do
cieio.
Expulso
do
seu
convento
demeava
st
piiucipalmenle
á educação e
inslrucção
dos
filhos
(Talgumas familus
«
obres
e
o
f«uc-
k»
(fesle
seu
iiabalho
foi
o
profilático ener-
t'cn
que mais
taide
d-via
preserval-os d
Contagio
do
século
Nomeado
conego
d
’
esta
Collegiada
foi
o
hi-lre
(Testa
beuemirila
corporação, e
c
pouco
lempo
de
que
podia
dispôr
gas
tava-o
na
versão
d
’
obras
(le
reconhecida
t úlidade
religiosa
e
social.
<10
seu
apoio, cooperação
e
sábios
con
selhos
se
deve
a
instalação
da
Associação
Clerical
Vitnaranense,
cujos
estatutos
pas
sadio
pelo
cadinho
da
sua
escrupulosa
misão.
Protecior
incansável
da
sublime
asso
ciação
das
Filhas
<ie
Maria,
grandes
ma
les
remediou,
arrancando
do
lodaçal
da
proslitui
w
ào
muitas
miseráveis
que
hoje vi
vem
em
santa
missão
conjugal,
ou
na
ca
sa
TAbrigo
em B>aga.
Sua
vida
foi
lacho
que
illuminou
as
oufias
vidas: sua
vi.iude,
exemplo
e
es-
peiho
que
procriou
virtudes
e
alrahiu
os
mais
distanciadas
pa«3
a
elle se
verem
pri-
m<
»
e
comporem
depois.
Soa
modéstia revestia uo seu caracter
as
feições
insinuantes
e
foi
mosas d'uma
L
.mi!
fade
vtrdudeiramenie
tqrislã.
Ert
do
céo,
e
para
lá
o
chamou
o
C
uni
-otente
para
nos
impetrar
a graça
de
o
pouermos
imitar.
Celebrados em
soílragio
do
finado
os
macios
fúnebres
peio
revm.0
cabido,
no
que
foi
auxiliado
por
ecclesiaslicos
mem
bros
da
Associação
Clerical,
e
a
que
as-
si
tiram
as
veneráveis
Ordens
Terceiras
de
S. Francisco
e
S.
Dom-ngos,
e
irman
dade
de
S.
Nicolao, das
quaes
era
digno
4.
a Empreitada
1.
a
Parle
Construcção
(i
’
um
pontão
de nove me
tros
iTabertura sobre
o
Ranha.
2.
a
Parte
Construcção
«Tom pomão
de
quatro
me
lros
d
’
abe«tura
sob>e
o
ribeiro
das Insuas.
Base
de
licitação
da 4.
a
empreitada,
3
2500000
rs.
As
cond'çõis
para
a
arrematação
e
execução
das
obras,
assim
como
a
quanti
dade
de
obra de
que
se compõe
cada
par
te
das
empreitadas
acima
mencionadas,
plan
ta,
perfil
longitudinal,
pertis
trausversaes,
desenhos
de
obra
d
’
arle.
cadernos de
des-
cripção
e
medição
das
obras
acham-se pa
tentes
na
repartição
districtal
de
Obras
Publicas
de Braga
todos os
dias
não
san
tificados
desde
as
9
da
manhã
ate
ás
3
da
tarde.
Repartição
districtal de
Obras
Publicas
de
Braga,
24
de novembro
ue
1875.
O
engenhei'
O
(2823)
Antonio
Plaoido
de Vasconcellos
Peixoto.
Carreira
diaria
Pela
repartição
districlal
de
obr/is
publicas
ae
Braga
Faz-se
saber
que
no
dia
15
de
dezem
bro,
pelas
11
horas
da
manhã
perante o
administrador
do
concelho
de
Fafe
e
d
’
um
empregado
da
repartição
acima
menciona
da
se
procederá
á airemalação.
por licita
ção
verbal
ein
basta
publica
das
seguin
tes
empreitadas
•
da
estrada
districtal
n°
10,
de
Paços
de
Ferreira
a
Fafe,
lanço
si
tuado
entre
Fafe
e Silvares.
f.
a
Empreitada
1.
a
Parte
Terrapjenagens entre
os perfis
0
e
90
na
extensão
de
1:301“,184 comprebendendo
muros
d
’
espera
aos
atterros
entre
os
per
fis
67
e
68,
76
e
77 no
cumprjmenlo
de
19,
ni
,54.
2.
a Parte
Construcção
de
seis
aqnedticios
de
ly-
po
n.°
1
e
nm
de
lypo
n.°
2.
3. a
Parte
Pavimento
*
nue
os
perfis 0
e 90 na
ex
tensão
de
1:301,84.
4.
a
Parte
Servidões
er
lre
os
perfis
0
e
90.
Base
de
bcitaçà'
de
l.a
empreitada
2.4340000
réis.
2.
a
Empreitada
1.
a
Parte
Terraplenagens
emre
os
perfis 90 e
202
na
extensão
de
1:922,79.
2. a
Parte
Conslrucção
de
doze
aqueductos
de
typo
n.°
1
e
urn
de
typo n.°
2.
-
3
a
Parle
Pavimento
entre
os
perfis 90 e 202.
4.
a
Parte
Servidões
entre
os
perlis
90
a
202.
Base de licitação
da
2.
a
empreitada,
3:6650000
rs.
3.
d
Empreitada
1.a Parte
Terraplenagens entre
os
perfis
202
e
260
na
extensão
de
783,83.
2-
a
Parte
Conslrucção
de tres aqueductos
de
ty
po n.° 1 e quatro de
typo
n.°
2.
3. a
Parte
Pavimento
entre
os
perfis
202
e
260
na
extensão
de 783,83.
4.
a
Parle
Servidões
entre
os
perfis
202
e
260.
Base
de
licitação
da
3.a
empreitada,
1:9610000
rs.
Teixeira
&
Mesquita,
(Testa
cidade
fa
zem publico,
que
o
seu
carro
que
sai
do
escriplorio
do
Ribeiro
Biága
para a
Povoa
de Lanhoso
ás
6
horas
da
manhã,
princi
pia
a
sair
ás
7,
desde
o
dia
28
do
cor
rente, e
chega
á Povoa
ás
9
da
manha
;
e
o
carro
que
s-}e
ás
2
horas
da
tarde
continua
ás
mesmas horas.
Braga
26
de
novembro
de
1875.
2826
Rapaz
para
negocio
Precisa-se
de
um
rapaz
com
um
anno
de lempo
em
loja de
mercearia
para uma
das
melhores
(Pesta
cidade Rècebem-se
e
dào-se
esclarecimentos
n
’
esta
redacção.
,2825)
Banco
Mercantil
de
Braga
Soeiedade anonyiua
d« responsa
bilidade limitada.
São convidados
os
snrs.
accionistas
d
’este
banco
a
fazerem
a 4
a
entrada
de
20
p.
c.
ou
100
'00
por
acção
de
1
a
6
de
dezembro
proximo
futuro.
Em
Braga
no
edifício
do
Banco.
No
Porto,
na
sua
agencia,
praça
de
D.
Pedro
n.°
22.
Braga
e
Banco
Mercantil
10
de
novem
bro
de 1875
Pelo
Banco
Mercantil
de
Braga
José
Anlonio
Rebello
da Silva
João
da Costa
Palmeira
José Joaquim
Lopes
Cardoso.
(149)
(281.7)
ESPECIALIDADE
Alexandre
Casalme, com
estabeleci
mento
de
chapéus
ua
rua
de
Santo
An
tonio,
n.° 90—
Porto.
—
Acaba
de
ab«
ir
(/es
la
cidade
uma
filial,
que
offerece ao
res
peitável
publico
bracarense, um
lindo
é
variado
sortido
de chapéus,
tanto
pa
a
se
nhora
como para
creança,
todos
executa
dos
pelos
últimos
figurinos
parisienses.
Também tem á
venda
tul
preto,
flores
e plumas,
etc.,
etc.
Preços
convidativos
e
fixos.
Recebem-se
encommendas
32
—Rua do
Souto—
32
(2806)
Agente
em Braga
ANTONIO
JOSE
’
ALVES
DE
CASTRO
31,
Largo da
Senhora A
Branca,
31
Faz
as
seguintes operações:
Desconta
letras
da
terra
e
de
cambio.
Encarrega-se
da
compra
e
venda
de
pa
peis
de
credito.
Recebe
dinheiro
á
ordem
e
a
praso
abo
nando
juros.
Empresta
sobre
penhores d’ouro,
pra
ta,
inscripções,
acções
de
bancos
e
com
panhias.
Saca
sobre
praças
do
reino
e
estran
geiras,
onde
o
Banco
tem agencias
(3
*
)
VENDA
IMPORTANTE
Vendem-se
as
quintas
do
Barrai
e
de
Fund-Villa,
ou
as
do
Paço e
Saudarão em
grupos
de
duas
para
um
lado
e
dnas pa-
ra outro,
por
assim
se
acharem
ligadas
ou
cada
urna
sobre
si,
com
su^s respecli-
v
;
ís
pertenças,
confoime
sua
discripção no
respectivo
inventario,
e
iodas
sitas
na
fre
guezia
de
Semelhe,
subúrbios
d’esta
cidade.
Tratam-se
com
a
excm.
a
gerência
do
Banco
do
Minho.
(2819i
JUBILEU
OB AAJNÍ©
SANTO
O
Juiz
e
mesarios
da
Irmandade
do
Martyr
S. Vicente,
tem determinado
sair
com a
procissão
do
Juhiieu
do
Anno
San
to,
nos
dias
3,
4
e
5
do
proximo
mez
de
dezembro,
pelas
duas
e
meia
horas da
tarde,
e
n
’
esses
mesmos
dias
também
ha
verá
confessores
para os
irmãos
na
sua
capella
;
por
isso
convidam todos os
ir
mãos
e
todos
os
fieis
que
queiram
acom
panhar
a
dita
procissão
a
comparecerem
na
referida
capella
nos dias
e
horas
indica
dos.
Braga
26
de
novembro
de
1875.
O secretario,
Domingos
José
Soares.
Na rua
de
Santo
Aodre
n.°
35,
com
*
pra-se
um
Diccionario de
Frei
Dominziies
Vieira
Quem
o
quizer
vender
falle
ua
mes
ma.
500$
réis
a
juro
2828
Dá-se esta quantia
a
juro
de
5
p.
e.
na
irmandade
das
almas
de S.
Virente
(Tes
ta
cidade.
Q
«em
'Telia
precisar
difija--e
á
meza
da
mesma
irmandade,
requerendo
na.
forma
do
estilo
e
nomeando
hepothe-
ca
e
fiadores
que apres-.-uta
para
gacaoua
da
mesma
quantia.
-j.iiwrrviv-r^t^mgww
r
AAMNcrriM;Ma
2829
„.Ven(Je
se
um
fogão v'dç
meza
(sem
burícos) etir
bom
uso.—
Rua
de
8.
Miguel
O
Anjo, n.°
33.
Vende-fê uma
morada de casas si-
’
>
tas
na
rua
do
Forno,
com
o
n.°
■'
'•■■A 8
A,
com
dois
andares
e
aguas
furtadas
e
tem
bons commodos
para
qual
quer
Lmilia
Quein
pertender
falle
na
rua
de
Guadaiupe, n
0
2
0.
(2787)
<<
I
ía
I
ss
í&s.is&èà
MS.AÍ&A.
& RUA
D
E
S.
MARCOS,
N.
’
5.
S
7,
Vende
papeis
pinta
dos para
guarnecer
sailas.
lindíssimos
gostos,
a
prin
cipiar
em 80 reis a.peça.
$?
-Ã2)
'«?
*
*
-i
>Ti
X-
Vende
ojip,"
tintas
e
í
7
4
vernizes
para-pinturas
<ie
X9
4
casas,
tudo
de
boa
quali- §
dade.e preços
muito
resu-
Émidos.
•
O:'
®
«
-
_____
O
I
ÀR
’
4
g
Vende
cimento roma-
&V
no
para
vedai
aguas,
ges-
B
so para
estuques
de
ca-'B
5
sas,
tudo
de
primeira
quar
B
Hdade.
••.
(Z
*
J
||
ALMEIDA
&
PEREJKA
Largo
do
Barão
de
S.
Martinho
n.°
18
Compram
e
vendem
acções
de lodos
os
bancos
e
companhias,
e. inscripções
í’assentamento
e
cs
upo s. ...
(I)
BRAGA: TYPOGRAPHIA
LUSITANA
— 1875. - É o formato de
-
comerciominho_02121875_428.pdf
Parte de Comércio do Minho (O)