comerciominho_02101875_403.xml
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-
3."
ANNO 1875
FOLHA
COMMcRCiAL
RELIGIOSA E
NOTICIOSA
NUMERO
403
Assigna-see
vende-se
no
escriplorio
do
editor
e
proprietário
José
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Novan.°3E,
para
onde
deve
ser
dirigida
todas
correspondência
franca
de
por
’
.e.=
As
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas;
assim
como as correspondên
cias
de
Interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
mfieiiLWAL-s
es
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
anno
1^000
rs.=Semestre 850
rs.
=Provm-
cias,
anno
2&400
rs
e
sendo
duas
4&000
rs.=Semestre
1&250
rs.=Brazil,
anno
4*
S400
rs.=Semestre
2&300 rs.
moeda
forte;
oulO&OOO
reis
e
5&500
reis moeda
fraca.=A.nnuncios
por
linha
20
rs.,
repetição
10
rs. Para
os
assignantes
SO
°|
0 d
’
abatimento.
BRIGA
—
S
AHB1DO
S
E>E
NOVEMBRO
N>
'
•
$
I
P
Damos
abaixo
a
carta
que
D.
Carlos
acaba de
dirigir
aos
legilimistas
Irance-
zes,
documento
digno de ser
archivado,
e
meditado.
Agora
que a
imprensa
liberal
de lo
dos
os
matizes
não
cessa
de
apregoar
com
desvanescimemo
a
próxima
exiinc-
ção do carlismo, é
grato
escutar
as
cora
josas
palavras do
rei,
qoe
promette
cum
prir
a
sua
missão até
ao
íim,
sem
hesi
tação
e
sem
desalento.
«Prometti
malar
a
revolução:
a
revo
lução
ha
de
morrer»
—
diz
elle
ao
termi
nar
a
sua
carta.
Alfvmação
solemne,
que
os
factos
até
hoje
Jecorridos,
desde
o
co
meço
da
actu I
guerra,
sauccionam
d’um
modo
eloquente e
irrefragavel.
Quem
diria
que o brado erguido
por
um
punhado
de
homens, sem
recursos
de
qualidade
alguma,
havii
de
eccoar
por
todo
o
vasthsimo
paiz
de
S.
Fernando,
e
que
ao
redor
do
labaro
por
elles
has
teado,
em
breve
se
agglomerariam
mi
lhares
e
milhares
(('homens,
só
induzidos
alli
pela
*
suas crenças
fervorosas e arden
te
patriotismo?
Carlos VII,
pois,
desempenhará
a
sua
promessa,
matará
a
revolução;
porque,
quem
pugna
pela
causa de
Deus
e
d)
sociedade,
uão
póde
ser
vencido.
Oiçamos
as
eloquentes palavras
do
Re
presenlanle
da
Legitimidade, na
Hispanha
:
«Aos
meus
amigos
de
França.
«Com
os
olhos
fitos
n
’
essa
nobre ter
ra
de
Hispanha,
fatal
a
todos os
erros,
seguia
com
anciedade
as
penpecias
da
lu
cia
a
todo
o
transe,
que
eu
travei
com
a revolução.
As
vossas
simpathias, e
os
receios
que
poderiam
inspirar-vos
as
men
tirosas
noticias
espalhadas
com
profusão
pela impotência
e
pelo
despeite,
impõem-
me
o
dever
de
dissipar
as
vossas
duvidas
e de
vos
tranquilisa'.
Campeão
da
fé
catholica
e
do
direito
inonarchico.
hoje
o
unico
etn
armas
pa
ra
defesa d
’
es>es
princípios
essenciaes
de
toda
a
sociedade
chrislã, sou,
de
faclo,
o
mantenedor
das
reinvindicações
legitimas,
e
a
realisaçào
das
vossas esperanças está
inlimatnenle
ligada com
o
êxito
da
minha
empresa.
Esta
grande
missão
que
eu
acceitei
da
mão
de
Deus,
hei
de
cumpril-a
até
ao
fim
sem
hesitação, sem
compromissos,
sem
desalento. O
meu
povo
esta
corami-
go,
prompto para
todos
os
sacrifícios,
re
signado
a
lodos
os
padecimentos.
Aquelles
que
eu
ponde
armar
eslão
de
pé, suppriudo
a
inferioridade
do
nu
mero
pelo
seu
impelo
e
a
sua
coragem,
que,
a
maior
parte das
vezes
prendem
a
victoria
ás
nossas
bandeiras.
Os
outros
esperam
espingardas
para
se
levantarem
em
massa
e
decidirem,
Tema
rapida cam
panha, a sorte
da
gueira
pelo aniquila
mento do
exercito
inimigo, que
lemos
vencido
e
que
precisamos
destruir.
Todos
fizeram
de
antemão
o
sacrificio
do
seu
bem
estar
e
da sua
vida
á
vi-
ctoria
das
suas
crenças e das
suas
con
vicções.
Vinde
visitar
estas
províncias
e
avaliar
por
vós
mesmos
os resultados certos
d’
es-
la cruzada
que
eu
emprendi
a
exemplo
e
invocando
o
santo
nome
de um dos
uoeus
antepassados.
As
devastações
commetlidas
a
sangue
frio
por
ordem
da
realeza
revolucionaria,
hão
de
excitar a
vos
*
a
indignação,
e
os
rastos
fumeganles do
incêndio hão
de
dar
leslimunho,
perante
lodos,
da
impotente
raiva
dos nossos
íéros
adversários.
O
enlhusiasmo das
nossas
populações
e
o
ardor
dos
nossos
soldados
hão
de
despertar
a
lembrança
longiqua
da
legen
da
vendéaoa,
e
nas
províncias
sujeitas ao
meu
domínio encontrareis
a
organisação
ci
vil
e
militar,
que
eu
desejo
applicar, pa
ra
seu
bem,
ao
resto
da
Hispanha.
Contribuireis
para
que
todos
me
co
nheçam,
e
a
opinião
publica, sempre
jus
ta
quando
se
esclarece
com
as
luzes
da
verdade,
poderá
d
’
ora em
diante
apreciar
mais
imparcialmente
do que
até
agora
o
lem
feito,
a
situação
do
paiz,
os
meus
atcos
e
as
minhas
intenções.
Os acontecimentos
precipitam-se.
A
re
volução
cosmopolita desencadeia
contra
miro
todas
as
suas
violências.
Nada
receio. Um Bourbon
nunca
falta
á
soa
palavra
;
prometti
matar
a revolu
ção
;
a
revolução
ha
de
morrer.
Pedi
a Deus
que
me
proteja,
como
eu
1
tie peço
qne
vos
guarde.
Carlos.»
REVISTA ESTRANGEIRA
EE
ispanlií».
A
*
únicas noticias
d
’
importancia
que
lemos
nos
jornaes,
são
as
que
seguem,
transcriplas
do orgão ofiicial
carlisla.
E
*
tella
24,
ás
1
1
horas e 30
minutos
da
manhã.
—A
divisão
biscaiuha
acaba
de
alcançar
outra
brilhante
victoria.
O
inimigo
com
numerosas
forças
ata
cou
a
22
e
23,
a
nossa
linha de Val
maseda,
resolvido
a
apoderar-se
d’
este
ponto.
As
nossas
baterias fizeram
um
acer
tado fogo, contra
as
do
inimigo,
particu-
larmente contra
a
estabelecida
na
Penha
de
S.
Miguel,
á
qual
fizeram
calar os
logos.
A
infanteria soffreu
lambem
muitís
simo.
El-rei,
como general
em
chefe,
dirige
todas
as
operações militares, enviou com
marchas
forçadas
dois batalhões,
pela par
te
de
Areiniega,
com
ordem
de
se
pos
tarem
em
Orrantia
e
Artieta, flanco
di
reito
do
inimigo, por onde
este, em
vista
da
escassez
das
nossas
forças
pretendia
envclver
a
nossa
esquerda.
Este
movimento
tão habilmente
dispos
to
por
S.
M.,
deu
os
roais
brilhantes re
sultados,
pois
obrigou
nc
dia
23
o
ini
migo
a
abandonar
todas
as
suas
posições,
retirando-se
para
as
suas
linhas
dos
val-
les
de
Losa e
Mena.
Se
o
não
fizesse so-
llreria
uma
completa
derrota.
As
nossas
forças
dormiram
nas
suas
linhas,
na
noite
Teste
dia.
E
’ esta
a
terceira
ou
quarta
victoria
alcançada
pelo
general
Carasa
na
linha
de
Valmaseda.
—
Estella
24,
ás
4
horas
e 15
minu
tos.
—
São
iunumeras
as
ovações
que
S.
M.
recebe
d’
esle
povo,
sempre
enlbusias-
ta.
Quando
sae para
a
missa
ou
passeio,
todos
o
rodeiam,
disputando a
honra
de
lhe
beijar
a
mão.
Foi
visitado
pela
exm.
a
Deputação,
corporações
militares,
civis e
ecclesiasti-
cas,
e
lamilias
dislinclas,
residentes
aqui,
com
quem
repartiu
as suas horas de
au
(iier.cia.
—Parece
que
Dorregaray se
acha
en
carregado
do
commaodo em
chefe
do
exer
cito
do
norte.
Mendiri,
que
os
jornaes
aílonsinos
de
ram
internado
em
França,
acha-se
no
nor
te
;
Saballs
na
Catalunha.
Diz
o
telegrafo que
Mailinez
de
Cam
pos vae
começar
as
operações na Catalu
uha,
havendo-se
dirigido a
Gerona.
—
Crè-se
que
Saballs enviou uma
car
ta
ao
general
Marlinez
Campos, dizendo-
lhe
que
conservará,
como
refens
certos
prisioneiros,
para
os
trocar
por Lisarra-
ga
e o
prelado
de
Urgel.
—(Agencia
Ha
vas).
NOTA DE
MONS.
SIMEONI AO EPISCOPADO
HISPANHOL
Sobre
este
assumpto
começamos hoje
a
transcripção
do
seguiote
escripto
do
illustrado
correspondente
de
Madrid
para
a
«Palavra».
E’
um
documento
importantíssimo
que
deve
registrar-se,
porque
a
delicada
maté
ria
que versa
está
traclada
magistralmente
pela
bem
aparada
penna do
grande es
cripior.
Disse
eu
na
minha
ultima
que
era
pre
ciso
um
extenso
capitulo
para
traciar
da
questão
da
nota
liansmiltida
pelo
Núncio
de
Sua Santidade Testa
côrie
ao
epi«co-
pado
hispanhol
e
vou
dedicar-lh’
o
hoje,
porque
sào
multíplices
e
de indole
grave
algumas
das reclamações
Telia
formula
das,
hão
de prestar-se
a
monos
e
trusceu-
dentaes
debates
e
quem
sabe
se
a coisas
de
maior
monta do
que a
discussão, e
tanto
se
vocifera
e
de
tal
modo procura
extraviar-se
sobre
estes
assumptos
o
es
pirito
publico,
qoe
não
é
estranho
que
os
estrangeiros
duvidem,
pois
nós
mes
mos
vacillariainos
se
não livessemos
con
sciência de
nossa opinião
e
certesa
dos
fados.
Primeiro
que
tudo
convém que
esle
caminho
tique
desembaraçado
de
duas ob
servações
piévias, a
saber:
a do
direito
que
lem a
ver a
luz
publica
o
documento
que
já
conhecemos
todos,
e
a
da naluresa
d
’
e>se
mesmo
documento,
observações
que
em
ultima
analise
se
redusem
a
sustentar
como
sustentam
os
revolucionários
que
Mnr. Simeoui
não
devia
entregar
á
publi
cidade
o
documento de
que
se
tracla e
que
a
côrte
pontifícia
procedeu
Teste
poo-
lu
cum
grande
leviandade
porque
rompeu
a
reserva
usada
nas
negociações
diplomá
ticas,
e
porque
se
deu
á
luz
um
docu
mento
que
involve
um
mandado
para
os
catholicos
hispanhoes.
Em
primeiro
logar
convém
recordar
que
os
periodicos
minisleriaes,
começan
do
pela «Epoca»,
o
mais caracteiisado
d
’elles, disseram
por
sua
couta
e
de
um
modo
semi-ullicial
que a cone
romana
admittia
o
famoso
arligo
do
não
menos
famoso
prujeclo
de
constituição
que con
signava mais
ou
menus
abertamente
o
principio
da
liberdade
de
cultos,
levianda
de de que, peias consequências
que pto-
du>iu,
era ante-honlem
accu>ado o
citado
pertodico
por
uiu
seu
collega.
Essa
noti
cia
absurda
e
epoulanea
que,
sem
mais
dados
do
que
o
uieu
culerio,
me
atrevi
em
tempo
a
negar,
era,
como depois
se
viu,
uma
grosseira
trapaça
destinaua a
il-
ludir
a
opinião
alim
de
que
duvidassem
os
defensores
Ua
unidade
catholica
e
nào
con
tinuassem
a
luctar
para alcançar
o
triun
fo
de
lao
importante
principio,
e
lanio
se
esforçavam
os
livres-culnsias
por
con
seguir
aquelles
objeclos
que,
julgando-se
vencedores,
desafiavam os revolucionários,
sistema
que
até
ha
peuco
seguiram,
a
que
manifestassem
as
rasões em que
apoiavam
a
sua preleuçào
depois
de
outorgada a
toleiancia
peia
Santa
Sé
e
qualiíicando-os
de
mais
papistas du que
o
Papa
e
de
que
rerem
mostrar-se
toais
catholicos
do
que
o
venerando
Chefe
do
Catholicismo. Nào
se
deu
este
caso
e por
uso
umillo
as
rasões
em
que
os
unitários
de
Hispanha
poderiam
apoiar
a
sua
pretenção
ainda
depois de
consentido
pela
côrte de
Roma,
bem
contra
o
seu
desejo,
o
estabelecimen
to
do
livre-culto,
sem
por
islo serem
desobedientes
ao
Vigário
de
Christo
na
terra
;
mas
se
se
désse
este
triste
acci-
dente,
inusirar-se-ia que taes
rasões
sào
muitas
e
de
grande
peso.
Voltando porém
ao
ponto
caideal
Tes
ta
parte
da
contenda,
demonstra-se
pelas
datas
das
publicações,
que,
se
existia
isso
que
se
quer
chamar
violação
do
segredo
das
negociações, a
violação
parle
dos
que,
fundados
ein
uma
esperança,
(e
com
isto
lhes
faço
muito lavoi.
pois
tudo
le^ela
que inventaram
uma
noticia
par»
lerem
o
praser
de
comental-a
e
dedusir
conse
quências
a
seu
sa
b<
r),
duam
á
luz
o
que
pertencia
ao
sfgitdo
das
negociações,
e
não
ceitamente
de
quem
em
legitima
de
fesa
e
pao
responder
aos
que
se
atre
veram
a
atuibuir-lhe opiniões
qoe
em
parte
alguma
consignara,
se
viu
ua
dura
necessidade
de publicar
a
sua
resposta
afim de
que
nuiguero
podesse
ser
enga
nado
e
todus
soubessem
a
que
deviam
aler-se.
Por
outia
paite
não
ba
principio
al
gum
de
direito publico
internacional
que
oídeue
esse
inquebontatel
segredo
das
negociações
que é apenas um
costume
con
stante
das
chancellarias
por
convir
a
to
dos
que se
guaide reserva
até
que
os
pactos
sejam
ajmlado
*
para
evitar
dilli-
culdade
que
possam
estorval-os
em
seu
desenvolvimento
e
teiminaçào
e
discmsôis
publicas
que
só
coudusiriam
a
pôr obstá
culos
;
e,
ainda
dado
e
não
concedido
que
o
houvesse,
temos
em
cuida
um
faclo
re
cente
de
grande
transcendência
que
a
nin
guém
escaodalisou
e
até applatidiram
os
mesmos
homens
e
os
mesmos
periodicos
que
huje censuram
o
gabinete
pontifício,
ou
peio
menos o
seu representante
em
Madrid.
Antes
de
rebentar a
guerra
íranco-
prussiana,
e
de se
ler
dito
a
ultima
pa
lavra
no
terreno
das
negociações, o
gabi
nete
de
Berlim
deu
á estampa
quantos
do
cumentos
quiz,
pielendeniio
demonstrar
a
rasão
que
no conlliclo
lhe
assistia,
pro
ceder
que
fui
imitado
pelo
governo
fran
cez,
sem
que
ninguém se
lembrasse
de
qualificar
o facto
de escândalo
;
m-ss
isso
succedtu
talvez
porque
então
se
tractava
de
dois
poderes
lortes
e a^ora
se
tracta
d
’
um
que
carece
de
exercitos
e
canhões,
o
que
hoje
é
lido
muito
tm
conta, apesar
de
tanto
se fallar
de
justiça,
e se aquel-
les
gabinetes
tinham
tal
diieito,
lainbtrn
o lem
o
do
Vaticano.
Poiém
o inelboi
do
caso
é
que
se
ignoia
quem
entregou
á
publicidade
a
nota
que
hoje
serve
de
pasto
a
todas
as
con
servações,
pois
o
Nuucio
ao
commuuical-a
aos
prelados
fal-o
só
para
seu
conheci
mento
e para
que
lhes
sirva
de
regra
de
proceder, a
inserção
não
se
fez
em
ue-
nhuH»
bulelirn
ecclesiaslico,
que
sào
os
orgàas
dos
bispos e sim
em
lolliàs
polí
ticas,
e
os
prelados
que
leem
feito
men
ção do
assumpto
li nu ta
iam-se
a
drser
da
cadeira
do
Espirito Santo
aos
fieis que
o
Sutnuio
pontífice
continuava sustentando
a opinião
de
que
devia
iesl<.belécer-se
em
llispaijia
a
unidade
religiosa, sem
dar
se
quer
leitura
do
documento
em
que
con
stava
o
lacto,
meiicionando-o
unicamente
para
que
os catholicos
dentio
do
direito
que
as leis
Uns
concedem
se
esforçassem
por
ifaser
Inunlar
áquelle
principio;
de
sorte
que
se
a
nota
viu
a
luz
na
sua
iulegra
deve
altribuir-se
a
entrega de
sua
cópia
a alguetn
que
oão
é
o
representante
da
Santa
Sé
nem os
bispos
qoe
a
pos
suem,
e
por
isto
as
folhas
minisleriaes
culpam
aos
que
denominam
neo-calliolicus
(leia-se
catholicos
sem
neo),
uão
atteii-
deudo
a
que
esses
taes
não
podiam
pos
suir
o
documento
sem
que
alguma
pes-
sua
muito
chegada
aos
centros
em
que
estes
se
guardam
facilitasse
uma
cópia,
pois
os
chamados neo-catliolicos
eslão
hoje
lóia
dos
postos
oíliciaes.
Disse
eu
mais
acima
que
era necessa-
lio
lixar
a
naluresa
do
documento,
causa
de
lauta
cunhaversia,
porque
nao
falta
periodico
revolucionário
que
falle
com
gran
de
seriedade
de
delicio
cominehido
pela
publicidade
de
um
documento
emanado
da
côrte
pontifícia que
se
dá á
luz
sem
o
reginm
exaquatur,
e
esta
aílirroaçào
io-
volve
uma insigne
má
fé
ou
uma iguo-
rancia
supina
e
inconcebível
em
quem
pretende dirigir
isso
qoe
se chama
a
opi
nião
publica.
(Continua)
Parece
que
as
raparigas,
que
foram
vendidas
ás
lorchas
de
Macau,
eram
des
tinadas para emigrar
para
Califórnia.
Sin
gapura
e
outros
portos
por
via
de
Hong-
Kong.
onde
a
emigração
de
mulheres
pa
ra
essas
partes
se
faz
em
grande
escala,
mas
sob
uma
fórma appareniemente le
gal.
Tem
havido
em
Macau
muitas
quei
xas
de
roubos
de
mulheres
para
fazel-as
emigrar
por
HongUoog,
e
é
esle
um
dos
motivos
pelos
quaes
nos quer
parecer
qoe
será
mais
facil descobrir a
pista
(Pes
te
Gelo
criminoso
em
íioug
Kong,
do
que
em
Macau,
onde como se
sabe,
a
emi
gração
cessou
de
lodo,
e
mesmo
porque
uo tempo
d’
ella,
nunca
emigravam
mu
lheres.
—
(
Bem
Publico).
da»
quarenteiaaM.—
Em
virtude
dac
decisões
do
congresso
sanilaria
que
se
reuniu
em
Vienna d
’
Austria
no
mez
(le
julho
do
anno
passado,
trata-se
de
or-
ganisar
de
um
modo uniforme
o
syslema
das
quarentenas,
por
meio
de
uma
com
missão
internacional permanente
contra
as
epidemias,
encarregada
de
estudar a
ori
gem
d
’
cllas,
e
de indicar
as
medidas
que
deverem
ser adoptadas
para garantir
os
po
vos
contra
todas
as
moléstias
epidernicas
A
commissão será
composta
de
médicos
designados
pelas
potências
signatarias
do
tratado,
que
escolherão
o
presidente
e
de
mais
membros
que
hão
de
constituir
a
mesa.
A
commissão
comrnunicará
directamen™
le
com
os
governos,
e
estes
com
ella,
a
íim
dc
lerem sempre
conhecimento
das
oc-
correncias,
e
para
facilidade
da
transmis
são
dos relatórios,
consultas,
ele.
As
despezas
com
a
commissão
serão
pagas
em
commum,
e
não
excederão
a
230,000
francos,
pagos
segundo
a
popu
lação,
e
a
lonolagem
da
marinha
mercan
te dos
diffeienles
Estados. Para este
íim
dividir-se-hão
as nações
em
tres
cathego-
rias.
A
primeira
abrange
seis
Estados
:
Áus
tria,
França,
Allemanha,
Inglaterra,
lla-
lia,
e
a
Rússia,
pagando
cada
um
pela
sua
parle
31,038
francos.
A segunda
é composta
de
quatro
Esta
dos
:
Hispanha,
Paizes
Baixos
(compre-
hendendo
o
Luxemburgo)
Suécia,
Noruega
e
Turquio.
Cada
um
d
’
elles
pagará
10,784
francos.
A
terceira
comprehende
nove
Estados:
Bélgica,
Dinamarca,
Egyplo,
Grécia,
Pér
sia,
Portugal,
Rotnania, Servia,
Suissa,
contribuindo
cada
um
com
2,293
francos.
Total 250,000 francos.
Xícíseiurt
de Macasa.—
Alcançam as
noticias
aié
fins
de julho.
Quando
a
Chi-
»
a
conlrahiu o
primeiro
empréstimo
pu
blico,
de
tres
milhões
de
laeis
ou
cerca
de
4:500
contos,
a
imprensa
ingleza
de
Houg-
Kong
proclamou
que
o
celestial império
dera
mais
um
passo
uo
caminho
do pro
gresso.
Agora
o
mesmo
poderá
dizer a
respeito
de
Malau,
a
cujo
governo
o
ban
co
H'>ng-Kong
éc
Shaaghae,
emprestou
176:000
patacas,
ao
juro
de
10
p
c.
ao
auoo,
com
bipotheca
dos
rendimentos pu
blicos
da
coknia,
e garantia
do
governo
de
Portugal,
que
afinal
é
quem
o
virá
a
pagar, pois
cada vez
sào
mais
desanima-
uoras
as
circumsiancias
d
’
aqnelle
estabe
lecimento.
Alguns
jornaes
macaenses
perguntam,
porque
nào
se
effecluou
tal
empréstimo
na
meiropole,
onde facilmente
se
conse
guiria
a
6
p.
c.,
no
aetual
prospero
es
tado
financeiro?
Aquella quantia
dizem ser
destinada
para
obras
publicas;
porém
é
muilo
pro
vável
que
seja
em
boa
parte
absorvida
nas
despesas
correntes,
porque
o
producto
dos
impostos
diminue
rapidamente, e
são
enor
mes
os
ga'los
com
o
funccionalismo,
que
é
tào excessivo
para
as
necessidades
da
colonia,
que
refere
um
dos
ditos
jor
naes
que
seria
suíficiente para
a adminis
tração
central
da
próxima
província de
Cantão,
cuja
população
é
de
36
milhões
de
habitantes.
Eis
os
resultados
dos
abu
sos fia
lungo
lempo
accumulados
o
’alguns
governadores,
e
lambem
d’
alguns
ministros
do
ultramar.
Apesar
da
prohibição
do
traíico
dos
coolis
ou
emigrantes,
continuam
os
abu
sos
e
violências para
fornecer
a
emigra
ção
chamada
livre,
ou
sem
contrato de
colonia,
que
se
faz
por Hong-Kong.
Em
Macau
e
u
’oulras partes,
lem
havido
pa
ra
tal
íim
roubos
de mulheres
e
houve
agora
conhecimento
do seguinte
honroso
fado,
por cartas
escriptas
pelo
missio
nário
Delavay aos
snrs.
Lourenço
Mar
ques
e
ao
governador
do
bispado.
Em
21
de
maio
ultimo,
nas
paragens
de
Touquim,
alguns piratas
chinas
apre
saram
um
navio
anamila, que
linha
a
bordo 80
christâos
indígenas
e um
mis
GAZETILHA
Pã»
aníigc».—Nos
primeiros
séculos
da
monarchia
en;
França
servia-se
á
me
sa uma
especie
de
pão
ern
fórma
de
pra
to,
eihpregado
para
conter
carne e
outros
alimento
*
.
Depois
de humedecido
com
o
molho ddS comidas
ficava
muilo
saboroso.
Nas
festas mais
solemnes,
como
a
sagra-
çã-->
dos
reis,
nunca fallava este
pão.
Na
sagração
de
Luiz
Xii e
Carlos
IX
labrica-
ram-se
mais
de
mil
dúzias
(Pestes
pães,
que
depois do btnqueie
real foram
dis
tribuídos
pek-s
pobres.
Nos séculos
Xii
e
Xiil
conheciam-se
as
seguintes
especies
de
pão:
do
Papa,
da
(êite,
dos
pobres,
do
Espirito
Santo,
do natal, das
boas festas, o
matinal,
o
feudal,
etc.
A
planta
«l<»
chá.
—
Cultiva-se este
preciosu
arbusto
na
Guina
desde
tempos
immemoiides
A
origem
d
’esta
cultura
é
atlribuida
por
uma
lenda chinesa
muito
popular
ao seguinte:
Dar
ma.
príncipe religio<o,
adormeceu
uma
vez
profundamenle,
não
obstante
o
voto
que
tinha
feito,
de
consagrar
os
seus
dias
0
noites
á
contemplação
divina,
e
entendeu
que
devia
penitenciar-se
d’
es-
te
prejuiso,
cortando
as
palpi.bras, e
lan
çando-as
á
terra.
Da
ineiamorphose
das
palpebras
em
semente
nasceu
o arbusto
do
chá.
Furam
os
hollande/es,
que
introduzi
ram
esta
planta na
Europa
em
1610.
Em
Fiança
só
foi
conhtcida
em
1666, e
pou
co lempo
depois
na
Inglaterra.
Em Lon-
cres
vendia-se
cada
arraiei
de
chá
por
6
)
libras
esterlinas,
mantendo-se este
pre
ço
hbolosc
alé
1707.
Conta-se
a
seguinte
anedocta
a
respei
to
da
introducçào
do
chá
na Inglaterra.
Em
1685,
a
viuva
do
duque
de
Monmouth
envi<
u
como
presente
para
a
Escossia
a
utn
seu
parente
um
pacote
de
Chá.
Co
mo
o
uso
d’
tí'(a
substancia
era ainda
des
conhecida,
a
pessoa
que
recebeu
o
pre
sente
entendeu,
que
o
devia confiar
au
seu
cozinheiro,
para
lhe
dar a devida
ap-
plicaçâo.
A
arte
colinaria
aconselhou
o
po
bre
homem
a
preparar
estas
folhas
vege-
taes como
se
fossem
espinafres;
e
assim
procedeu.
O
prato
foi
servido
á
mesa,
e
os convivas
acharam
comida
deliciosa,
de
vendo
ser
detestável.
Nào
admira,
porém,
este
facto,
porque
o
chá
era
um
produ-
cto
novo
na
Grã
Bretanha,
e
piincipal-
menle
muito
caro.
Cotnmegrete»
c9ti chtschniee. — No
«Jornal
de Macau» de
28
de
julho
vem
inseila
a
seguinte
carta
d
um
missionário,
pela
qual
se
vê
oão
se
haver
ainda
ex
tinguido
(Paquellas paragens
o
infame
com-
mcrcio
da
chuchaice
:
Ilha
de
Houi-tsui,
25
de
julho
de
1875.
Ill
:ii°
snr.
L
ourenço
M
arques
,
Macau.
Snr.
—
Conhecendo
eu
vossa
caridade
christã,
não
hesito
fazer-vos um appelo
a
favor
dos
infelizes,
aos
quaes
vós
pode
reis
prestar soccorros.
Eis
o
facto:
Em
21
de
maio
p.
p.,
nas
paragens
de
Pou-
quim,
alguns
piratas
chinas
capturaram
um
junco
annamita,
tendo
a
bordo
cerca
de
80
christâos,
e
um
'missionário
.euro
peu.
O
missionário
bem
como
todos
os
homens,
e
oito
mulheres as
mais
idosas
foram
lançadas ao
mar.
As
outras
mu
lheres
e
creanças
foram
reservadas
para
serem
vendidas aos
chinas.
Eu
pude
res
gatar
19
d
’
ellas no
porto
de
Pac
hoy.
Ou
tros
quatorze
a
saber
:
12
raparigas e
2
rapazes de
10
a
15
annos tinham
sido
vendidos
durante a
traveisia
aos juncos
de
Macau.
E
’
d’
estes
14
christâos
sobre
tudo
de
que
,se
trata.
Podereis
vós
man
dar
indagar
afim
de os
encontrar?
Com
o
auxilio
div.no
podereis
talvez salvar
al
guns
d’
elles.
Como elles
nào
sabem
ainda
a
língua
de
Macau
nem
a
cbiueza,
sera
facil
de
os
reconhecer,
mostrando
lhes
al
guns
objectos
religiosos,
como
medalhas,
escapulários,
e
fazendo-lhes
o
signal da
cruz.
Eu
escrevo sobre
o
mesmo
assum
pto
ao
rev.
0
Gouvea,
loganuo-vos
de
lhe
enviar
a
carta.
Recommendo-me
ás
vossas
orações,
e
ás
de vossa
boa
familia e
vos
rogo
de
acceitar
a
expressão
do
respeito
e
do
re
conhecimento
em que
eu
sou
snr.
Vosso muilo humilde
creado,
G.
M.
D
elavay
.
sionário
catholico europeu. Este,
todos
os
homens e
oito
mulheres
mais
velhas fo
ram
lançados
ao
<nar,
morrendo
afogados.
O
resto
das
mulheres
e creanças
ficaram
reservadas
para
as
venderem.
Em
Pac-
hoy o
dito
missionário
Delavay
poude
resgatar 19,
e
já
tinham
sido
vendidas
14
a
juncos
de
Macau,
onde
em
conse
quência d
’
e*
le
aviso
se
faziam
diligencias
para
as
descobrir,
mas
suppunha-se
qoe
leriam
ido
para
Uong K<>ng,
d
’
oude
ago
ra
levam
muitas
mulheres
para
a
Cali
fórnia,
quasi
todas
para
a
prostituição
;
o
que
apesar
de
tudo
nunca se
fez
em Ma
cau
publica
meai
e.
Nos últimos
numeros
do
«Jornal
do
Commercio»,
de
Lisboa,
tem
vindo
e
pro
melie
continuar,
uma
interessante corres
pondência dn
sor.
Pedro
Gastão
Mesnier,
ácêrca
do
estado
de
Macau,
e
dos
alvitres
para
o
melhorar.
Este
cavalheiro
alli ser
viu durante
o
governo
do
snr.
visconde
de
S.
Jauuario, e
possue
muito
conheci
das
coisas
do
oriente.
Quasi
no
mesmo
!
sentido das
ideias
do
snr.
Mesoier, pu
blica
o
«Independente»
de
Macau,
um
cu
rioso
artigo,
para
o
qual pedimos
a
at-
leoção
do
esclarecido
snc.
ministro
da
ma
rinha,
porque
legiim-iite a
reclama
o
pre
cário
estado
d’aquel!a colonia
ou
antes
conquista,
como
diz
o snr.
Mesnier.
de
Nissalio.
—O
movimento
de passageiros
e
mercadorias
pelo caminho
de
ferro
do
Minho
desde
o
primeiro
dia
da
exploração
alé
18
de se
tembro,
segundo
os
mappas
eslalislicos
for
mulados
na
respectiva
repartição, (oi
o
seguinte
:
Passageiros
dc
l.
a
classe
7:328,
im
portância
do-
bilhetes
5;553075O réis
; 2
:|
classe
18:198,
importância
9:4190290
;
3.
a
classe
57.317,
importância
1^:3630960
réis.
Total
dos
passageiros
82
844
e
da im
portância
das
passagens
33:3570000
réis.
Grande
velocidade:
importância
do
transporte
de bagagens
c
mercadorias
réis
1:236^930,
de carruagens e
gado
250370;
de
diversos
volumes
867021
Pequena
ve
locidade
:
imporlaneia
de transporte
de
mercadorias
2:9980430;
dc
carruagens
e
gado 830630
;
de
diversos
volumes 260986;
receita eventual
2:6030635
reis.
Total
de
toda
a
imporlaneia
desde
a
abertura
do
mesmo caminho 41:1740223
réis.
A
média
por dia durante
o
exercício
em
toda
a
linha
tem
sido
de
5140671
rs.
Sào
explorados
aclualmenle
54
kilome-
tios.
SsiceiaiSio
«Se
prwgaràe
.'ades.
—
Nas
immediaçôes
de
Oliveira
do
Bairro
houve
ha
8
dias
dois
incêndios
no
caminho
de
ferro
que
communicando-se
aos
prédios
confinantes,
queimaram
oliveiras
e outras
arvores,
mato,
vinhas
e medas de
palha,
abrangendo
uma
grande
área.
—
(«C. das
Províncias»).
Brazi!.
—O diário
ofiicial
d
’
esle impé
rio publica a
«amnistia-
concedida
aos
bispos do Pará
e
de
Olinda e
aos
gover
nadores
d’
aquelles
bispados.
Dando
a
liberdade
aos
bispos,
o
gover
no
brazileiro
fez
o
seu
dever;
foi
um
ac
to
de
justiça,
uma
homenagem
á
verdade,
e
não
acto
de
generosidade,
porque
não
houve
crime.
Nao
queremos
julgar
lerne-
rariamenle
dos
motivos
que
levaram
o
go
verno
a
reintegrar
os bispos
ás
suas
dio
ceses.
Basta
saber que
houve
representa
ções
de
milhares
de
assignaturas
a
pedirem
a
soltura
dos
bispos.
E
’
de
crer
que
ti
vessem
peso
no governo.
No
parlamento
foi
approvada
a
refor
ma
eleitoral.
Quanto
mais
reformam,
de
formam.
Se
procedessem á
reforma
moral,
adiantariam
mais,
diz
o
«Bem
Publico».
Anedoctn».—
José
Correia
Souto
Maior
serviu
muitos
annos
a
el-rei
D.
Pedro
II
na
qualidade
de
seu
guarda-roupa.
Uma
manhã
disse-lhe
el-rei
—
José
Correia, são
horas
de
almoçar
; mas
antes
manda que
me
tragam
agua
e
semeas
para
lavar
as
mãos
—
U
guarda-roupa
ioi
logo
correndo
á
porta
do
quarto,
e
grilou
para
o
repos
teiro
de
serviço—
Ouviu
;
vá
já
á
cozi
nha,
e
tragam depressa
agua
com
fartllos,
que
quer
el-rei
almoçar.
=
Um
indivíduo
de
curta inteiligen-
cia
achou
uma
inscripçào
ern
leltras
de
bronze
sobre
certo
monumento antigo.
Desejoso de
saber
o
que
significava
a
inscripção,
tirou
as
leltras,
melteu-as n’
um
cesto, e
mandou-as
a
urn
archeoiogo
seu
conhecido
para decifrar
o
enigma.
«Perguntando
alguém
a
um
estrangei
ro,
qual
era
geraítnenle
a
estatura
dos
seus
compatriotas,
respondeu
elle
sem
hesitar
—
Os meus
patrícios
ordinariamente
leem
qua
tro
pés.
Faliando
outro
estrangeiro
ácêrca
dos
nossos
poetas,
disse
com
enthusiasmo
dian
te
de muita
gente
—Por
fim
de contas
Bo-
cage
sempre
foi
o
maior satyro
dos
seus
poetas.
«A
’
espera
da
missa conventual
esla
va
no
adro
da
egreja
um
grupo
de rapa-
zes.
Entre elles
havia
dous,
urn
com
o
cal
çado
rolo,
e
outro
com o
casaco
roto
nos
cotovellos.
Esle
ultimo quiz
melier
a
ri
dículo
o
primeiro,
e
perguntou-lheDe
que
se
eslá
rindo
o seu sapato?
Do
seii
cotovello,
respondeu
promptamente
o
aa-
gredido.
Imrnensas
risadas
appíaudiram
es
ta
resposta
tanto
ao
pé
da lellra.
«Conla-se,
que
um
doudo
andava
au-
ligamente
pelas
cidades
de
Italia
esfarra
pado e
quasi
nú,
trazendo
ás
costas
uma
porção
de
panno
com
que
se
podia vestir,
e
ainda
lhe
sobrava
se
mandasse
lazer
um
fato.
—
Porque
le
não vestes,
tendo esse
panno?,
perguntavam-lhe
—
Porque
estou
a
ver em
que
param
as
modas,
respondia
elíe.
Esla
anedocta
é
um
chistoso
epigratn-
ma
á
mania
das
modas.
=Um
dia
contavam
uma
senhoras
o
perigo que tinham
soífrido,
em
consequên
cia de
se
lhes
ter
quebrado
a carruagem
voltando
de
um
passeio
ao
campo.
Um'ca
valheiro que
eslava
presente
declarou que
em
semelhantes
crises
era
necessária
mui-
ta
presença
de
espirito
para
não
augmen-
lar
o
perigo. —
Parece-me,
disse
uma
das
senhoras,
que
em
tal
caso
antes
a
ausên
cia
do
corpo
do
que
a
presença
de
espi
rito.
=Um
sujeito
ficou
mal
com
um
visi-
nho,
seu
compadre,
sem
que
para
isso
ti-
vessem
occorrido
motivos
sufiicientes.
Es
te,
que
não
eslava
resolvido
a
dar
impor
tância
a
semelhante
malquerença,
cumpri
mentava
sempre
o
outro quando
o
encon
trava,
dirigindo-lhe
as
seguintes
palavras—
Adeus
compadre
de
um
anjo
—
E
vós
de
um
burro,
respondia-lhe
o
outro.
«Querendo um
certo
indivíduo rir
á
custa
de
outro
que
não
passava
por
muito
esperto,
disse,
no
momento
de
o
apresen
tar
n
’
uma
sala
:
—
Meus senhores, tenho
o
prazer
de lhes fazer
conhecer
o
sr.
Fu
lano,
que
uão
é
tão
asno
como
parece. Ao
que
esle
immediatameule
respondeu.
—
E
’
essa
a
unica
diflereiiça que
ka
entre
nós
ambos.
=Um
cabo
de
esquadra,
qne
comman-
dava
u
na
guarda,
dirigiu
a
seguinte
par
ticipação ao
seu
chefe.
—
No
districlo da
minha
guarda
appareceu
um
corpo
morto
nú
:
iguora-se
quem seja,
ainda
que pela
íalia
parecia
ser
inglez,
e linha
uma
na
valha na
algibeira.
«Um
militar,
cujo
nariz tmha sido
cor
tado
por
um golpe
de espada,
deu
uma
esmola
a
um
pobre,
que
lh’
a
agradeceu
:
dizendo:
—
Deus
lhe
conserve
a
vista
—
A
vista
porque
?
— Porque
se
o
senhor
pre
cisar
de
lunetas,
não tem onde
as
se
gurar.
«Um
homem
muito estúpido
depois
de
mandar escrever
uma
carta
ao
seu
se
cretario,
ordenou
que
a
lesse
em
voz
alta,
tapando-lhe
os
ouvidos com ambas
as
mãos,
para
elle
não
ouvir
o
conteúdo.
«Dois
viajantes
casados
dcscançaram
em
uma
hospedaria.
Um
inglez
occupavao
quarto
contíguo.
Alta
noite
ouviram
os
cônjuges
um
barulho
que
os
assustou.
—
Nào
ouviste ?
disse
a
mulher
ao
marido.
Não
é
nada;
é o
visinbo
que
résona.—
Nào
póde
ser
—
Não
teimes
mulher
; pare
ce-te
outra
cousa,
mas
é
porque
o
ho
mem
resona
em inglez.
«Um
cura
d
’
almas
a
ensinar
doutrina,
perguntava
a
um
rapazito—
Quantos
sacra
mentos
ha
?
—
Ha
só
seis ? —
Só
seis
? —
Sim,
senhor cura
:
o
papá
ensinou-me,
que
o
matrimonio
e
a
penitencia
não
forma
vam
mais
que
um.
«Em
um
cartaz,
que
annunciava
a re
presentação
de
um drama tenebroso,
em
uma
terra
de
província,
lia-se a
seguinte
nota
em
letra
grande
—
Os
papeis
de la
drões
serão
feitos
por
curiosos
cá
da
terra.
«Qual
é
a
mulher
que
nunca
faz
o
que
diz?
Perguntava
certo
indivíduo a
ou
tro
— E
’
a
que jura
que
nunca
hade amar,
ou a
que
diz
que
hade amar
etcrnamenle,
respondeu
o outro.
=Prégando
um
padre
o
sermão
da
re-
surreição
em
um convento
de
freiras,
dis
se
virando se
para
o
coro—Quereis
saber,
amadas
ouvintes,
a
rasão
por
que
Jesus
Chrisio,
apenas
resuscitou
logo
appareceu
ás
santas
mulheres?
Foi
para
que
a
noticia
se
espalhasse
mais
depressa,
e
fosse
logo
sabida
por
toda a gente.
BECIi
AU
AÇÃO.
Por
motivos
particulares,
e
cedendo
a
instancias
d
’
alguns
cavalheiros,
não
con
tinuo,
n
’
esle
jornal,
a
polemica
encetada
com
os dois
asueirões
M.
Neves,
Roque
I,
e
um
tal P.
de
Sampaio
(ejusdem
fur-
(uris),
que
se
lhes veio
ajoujar.
Até á
vista,
meus
senhores.
DIAS
FREITAS.
pequenas JGI) réis.
A
h
maiores
300 réis.
X
’
<‘
í
«
íí
»
redncçno
He
aehasn á ven
da
plaotographias
do Senhor
I>. Mi
guel, chegados reeeattemente da
Ailenaa
:iha,
PREÇOS
AGBADECMEÍTOS
M
k ■
âi
tí
ísi
H
José Joaquim
da
Fonseca
e
sua
espo
sa
D.
Maria
da
Luz
agradecem
por
este
meio,
nào
lhes
sendo
possível tazel-o
pes
soalmente
a
todas
a
*
pessoas
que
toma
ram
pane
aa
dôr
que
os
feriu
por
occa-
sião
do passamento
dos
seus
dois
innocen-
tes filhos
que
a
morte
acaba
de
roubar-
lhes.
A
todos
protestam
gratidão
indele-
vel.
(2728)
m
w
iiamwaawaii
un
i
u»
MUDANÇA.
0
encadernador
Francisco
Manoel
Gonçal
ves,
mudou
a
sua ofiicina
da
rua
Nova
pa
ra
a
da
Sé,
n.
6 3;
roga,
pois,
aos
seus
atnigos
e
freguezes, lhes continuem a
dis-
pençar
seus
favores.
(2729)
TOURO
ACHADO
Achou
se
na
terça
feira
21
do
proximo
passado
mez
de
setembro,
na
rua
do
Sou
to,
d’
esta
cidade,
um
touro
qne
se acha
depositado;
a
quem
faltar,
dirija-se
á
ad
ministração
do
concelho,
que
dando os
signaes
certos
e
mediante
a
satisfação
das
despesas
feitas,
ser-lhe-ha
entregue.
(2730)
ALFAIATE
Manoel
da
Silva
Gandarella,
participa
aos
seus
amigos
e freguezes, que
mudou
do
Campo
de
Sant
’
Anna
para
a
Praça
do
Barão
de
S. Martinho
n.°
27.
Quem
precisar
de
um
indivíduo
co
nhecedor
de
escripltuação
mercantil
em
partidas
dobradas
ou
simples,
que
tem al
gumas
horas
disponíveis
ao
dia,
dirija-se
a
esta
redacção
em
carta
fechada,
com
?.s
iniciaes X.
Y. Z.
(2719)
Mudança
de
estabelecimento
José
Joaquim
Coelho dos
Santos,
ne
gociante
de
pannos, da
rua
do
Souto,
mu
dou
no
S. Miguel
o seu
estabelecimento
para
a
rua
da
Misericórdia,
n.°
8.
(2717)
Conselheiro
Camillo
Anreliano
CULTURA
DAS
ARVORES
FRUCT1FERAS
Pereiras,
Macieiras e
Pecegueiros
Modo
pratico
de
plantar
es
tas
arvores,
de
dirigiías
e
po
da!
as. obrigando-as
a
fructificar
dentro
de
tres
annos,
seguido
du
na
relação
descriptiva
das
melhores
peras,
maçãs
e
pèce-
gos
que se cultivam
no
estran
geiro.
Um
nítido
volume
de
328
pa
ginas
com
65
gravuras
inler-
rJ
caladas
no
texto.
800
reis
—
franco,
8A0
reis.
Na
Livraria
Bracarense,
rua
do
Souto,
25,
25
A
e
25
B.
No
Porto,
Livraria
Moré —
editora
(2720J
Dias
&
Irmão,
fazem
publico,
que
des
de
o
dia
1.° do
futuro
mez
d’
outubro,
o
seu
carro
que
d’
esta
cidade
sae para
a
Villa
de
Barcellos
ás
4
horas,
fica
sain
do
ás 3
da
tarde,
chegando a
Barcellos
ás
6
da
manhã,
e
chega a
esta cidade
ás
9.
De
Braga
á
freguezia
de
Sequeira
e
vece-versa
80
rei«.
De
Braga
ao
Porto
de Martim
e
vice-
versa,
dentro,
120
rs.
e
100.
De
Sequeira
e Barcellos
e vice-versa,
dentro
320
rs.
e
fora
240.
De
Podo
de
Martim
a
Barcellos,
den
tro
280
rs.
e
fóra
240.
De
Braga
a
Barcellos,
e
vice-versa,
dentro
400
rs.
e
fóra
300.
Braga 28 de
setembro de
1875.
0
gerente,
(2714)
Antonio Joaquim
Loureiro.
£$
:>,
José Duarte
Pregoeiro & Irmão,
an-
nunciam
ao
publico,
que
mudam
os
seus
carros
diários que
tem
para
a
Povoa
do
Varzim, a sair
ás
5
horas
da
manhã
e
10
da
noite,
principiam
desde
o
l.°
de
outu
bro
inclusive
a sair
de
Braga
para
a
Po
voa ás 6
e
8
horas
da
manhã
e
chegam
á
Povoa
ás
1
e
3 da
tardei e
saem da
Po
voa
para
Braga,
ás
6
e 9
da
manhã,
e
che
gam
á
1
4
da
tarde;
demoram-se
na
ida
e
volta
meia hora
em Barcellos.
Preços
os
mesmos,
c
os bilhetes
ven
dem-se nos
mesmos
escriptorios.
Preços
De
Braga
a
Sequeira
e
vice-versa,
80
reis.
De
Braga
ao
Porto
de
Martim,
e
vice-
versa,
120
reis.
De
Sequeira
a
Barcellos
e
vice-versa,
160
reis.
Do
Porto de
Martim
a
Barcellos
e
vice-
versa
120 reis.
Dc
Barcellos
para
as
Necessidades,
160
reis.
Das
NecessiJades
á
Povoa
e
vice-versa,
200
reis.
De
Braga a Barcellos
e
vice-versa,
den
tro
400
reis
e
fóra
3u0.
Dc
Barcellos
á
Povoa e
vice-versa,
den
tro
400
reis
e
fóra
300.
De
Braga
á
Povoa
e
vice
versa,
dentro
50')
e
fóra
400.
Braga
27
de
setembro
de
1875.
O
gerente,
(2718)
Antohio
Joaquim
Loureiro.
Diligencias
diarias
de
Sebastião
da
Silva
Neves.
Esta empreza
faz publico,
que
além
das
suas
antigas
carreiras
de
Nine
por
Bar
cellos a
Vianna,
Caminha,
Valença,
Tuy,
Vigo
e
S.
Tluago,
e
de
Braga
a
Ponte
do
Lima
e
Vianna,
estabelece
no
dia
28
do
corrente
mez
de
setembro carreiras
dia
rias
entre
Braga,
Arcos,
Monsão
e
Valença,
e
vice-versa.
Estes
serviços
são
todos
em
combina
ção
com
os
caminhos
de
ferro
de
Braga
ao
Porto e Lisboa,
podendo
os
snrs.
pas
sageiros
tirar
bilhetes
e
despachar bagagem
nos
escriptorios
do
annunciante
para
lo
dosos
pontos
acima
mencionados.
Também
se recebem
encommendas.
Escriptorio
em
Braga,
na casa
aonde
esteve
a
Companhia
Viação,
esquina
da
Conega.
(2716)
LIVHARIA
DE
Joaquim
Januario
da
Silva
Rua do Souto, 25,25 A
e 25 B.
Desde
já
se
acham
á
venda
ifesta
Livraria,
todos
os
compên
dios
adoptados
no
Lyceu
e
Semi
nário
(Festa
cidade.
Assim
corno
um
grande
sortido
de
estojos
para
desenho, caixas com
tintas,
Postos,
etc.,
etc.
Almanach
da Senhora
An-
got, para
1876,
a 120
rs.
(2721)
"íââifíAMA
msâ»
IO»
Grnnde
deposito de tabacos
NAC10NAES
E
ESTRANGEIROS
Rua
do
Souto n.° 27 A,
27
B.
(ESQUINA DA
RUA DE JANO)
BRAGA.
Commissão
aos
snrs.
estanqueiros
:
Xabregas—
Tabacos
seccos.
.
.
15a[
a
»
Ba
pé..............................30
%
Santa
Apolonia —
Tabacos seccos.
15%
»
»
Rapé.
.
.
.
30%
Lealdade
—
Tabacos
seccos
.
.
.
15%
»
Ba
pé
.............................
35 %
Portuense
—
Tabacos
seccos.
. . 15%
»
Rapé
.............................
40
°/
0
Boa-fé
—
Tabacos
secco
*
.
.
.
.
15%
»
Ba
pé
...................................
40
%
Liberdade
—
Tabacos
seccos.
.
.
15%
A.
Nacional
—
Tabacos
seccos.
.
15%
Regalia
»
»
.
.
15
°/o
Fidelidade
Portuense
—
Tabacos
sec
cos
........................................................
V2°l
o
Cumpre-se
qualquer
encommenda
para
as
provincias.
O
gerente,
Anlonio
Joaquim
d
’
Ascencão
e
Souza.
(2701)
Dua
du
Campo,
n.°
22
— Braga
Alugam-se
os
altos
da
casa
n.
°
22,
que
tem
commodos
para numerosa
famí
lia.
Trata-se
ni
mesma
de
seu
aluguel
e
póde
ver-se
a
toda a
hora
do
dia.
(2626)
METAES
VELHOS
Na
travessa
de
S.
João
n.°
5,
com
prasse
toda a qualidade
de
metaes,
e
ferra
velho
até
mesmo
fundido.
(860)
(JUNTO
À EGREJA DA MISERICÓRDIA)
COMPRA
E VEI»E
Exlracção
a 4
de
Oulubro
laaseripções
de
assentamento
Ditas
de eoujions
FORNECEDOR
DA CASA REAL
8-EUÀ
DAS FLORES
1
—
RUA
DAS
FLORES
-
3
(
junta
á
egraja
da
misericórdia
)
SOBTE
GKA3DE
«
è
.
s
5.000$000
Zuoteria <Ia
Santa Caan da Misericórdia de
ILispoa
NA
QUINTA
DE RORIZ
f
fia
X
BEl’
OSITO CENTRAL, RUA DAS FLORES, 33 37 E 39
Ritas de divida externa
1
O
proprietário
annuncia
aos seus
freguezes, e
ao
publico,
que
em
lodo
o
sabão
fabricado
na
sua
fabri
ca,
e
que
na
mesma
se
vender,
ou
no
Deposito Cen
trai,
se
fará o desconto
de
6 por
cento
sobre
os pre
ços
estabelecidos, de uma
caixa
para
cima.
Satisfaz-se
com
promptidão
qualquer
pedido
que
seja
feito do
di
to
genero,
tanto
d’
esta
cidade
como
das provincias
e
se
garante
a sua
boa
qualidade.
Títulos
bispanhoes internas
Ditos externos
Coupons
dos
ditos já vencidos.
so-
Sacca,
loma
leiras
e
dá cartas
de
credito
bre
Lisboa
e
diversas
praças
estrangeiras,
e
se
encar
rega
de
compra
e venda de titulos
de
divida
publica
nas
mesmas
praças.
PKUÍEir.A
E MIICA f RORIZ I CASA KU2
úliss
afe
<
ir
J
JOSÊ IGNACIO FERREIRA RORIZ ?
AFIANÇADO
NO GOVERNO CIVIL DO
PORTO, NA CONFOR- f
M1DADE
DO EDITAL
DE 28 DE JULHO
DE
1860 J
3
Tem
á
venda
no
seu
estabelecimento
bilhetes intei- )
ros
a
5^000
rs.
—
Meios
ditos,
a
2$600—
Quarios,
a
*
1$300
—Oitavos,
a
680
—
Cautellas
de 500,
250
e
130 rs.
4
O
mesmo
satisfaz
com
promptidão
todas
e
quaesquer
e-
encommendas
que
lhe
sejam
feitas
das
provincias,
aiu-
j
da
que
sejam
em grande
quantidade,
e
vindo
acompa-
nhadas
do
seo importe
em
vales
dos
correio; e
no
Gm
da
exlracção
remelte
a
lista
dos
prémios
aos
seus
ç
freguezes,
mas
quando
a
não
recebam
em
lempo
com-
tf
petente
terão
a
bondade
de
a
requisitar.
(Y
*
)
í
HOSPEDES
Na
roa do
Farto
n.°
3
recebem-se
es
tudantes
de
cama
e
mesa
por
preços
com-
modos, bem
como
hospedes sem que se
jam
estudantes mas
nas
mesmas
condições.
(2724)
MUDA
Bernardinp
Fernandes,
alfaiate
tanto
de
roupa
ecclesiastica
como
secular,
morador
que
foi
no
Paço
Archiepiscopal,
faz
scien-
te
aos
seus
freguezes
e
amigos,
que
mudou
a
loja
do
seu
trabalho
para
a
rua
do
For
no,
n.°
14.
—
Braga.|
(2722)
rzs
02
02
TABACABI
&.
DEPOSITO
OE
CHARUTOS
HAVAMOS
Chegou
a
esta
casa
a
marca
especial
FLOR
1)0 CHIADO
PAPEIS
DE
ARRENDAMENTOS
IMPRESSOS
Vende-se na
Tabacaria
Rracaren-
•e.
(2686)
Banco
Commercial,
Agricola
e
In
dustrial
de
Villa
Beal.
Sociedade anonyma
de responsabi
lidade limitada.
A
gerencia
annuncia
aos
snrs.
accio
nistas
possuidores
de
titulos
provisorios
das
acções
d
’
este Banco com
os
numeros
comprebendidos
enlre
1
e
1001,
e
que
apresentaram
declarações
da fórma porque
lhes deviam ser passadas
as
suas
acções
■que
podem
solicital-as
nas agencias
do
Porto,
Braga,
Vianna
e
Caminha, onde
lhes
serão
entregues
ern
troca
dos
refe
ridos
titulos
provisorios,
Aquelles dos
snrs.
accionistas
que
pos
suírem titulos
provisorios
de
numero
su
perior
a 1001,
e
que
declararam
como
queriam
passadas
as
suas
acções,
breve
mente
serão
convidados
a
entregar
n
’
a-
quellas
agencias os referidos
titulos
.em
troca das
acções definitivas.
Banco
de
Villa
Real
24
de
setembro
de 1875.
Os
Gerentes
Joaquim
José
d’
Oliveira
Guimarães.
João
Pinto
Ferreira.
(2715)
LIHuslration
de
la mode.
O
mais
elegante,
ncamente
illustrado
e
barato
dos
jornaes
da
moda.
Publica-se em
Pariz
uma
vez
por mez,
no
formato
dos
grandes
jornaes illustrados.
Cada
numero contém
dez
a
quinze
mo
delos de toilette, uma grande folha
de
mo
delos
de
tamanho
natural
e
uma
magni
fica
gravura
clorida.
Quem
quizer
assignar esta
publicação,
dirija-<e
á
livraria de
Eugênio
Chardron,
largo de
S.
Francisco.
—
Braga.
A
empreza
oíTerece
aos seus
assignan
tes
um
magnifico
cofresinho
contendo
tu
do
o
que
é
necessário
para
um
toucador
e
cujos
objectos
valem
para
cima
de
20
fran
cos.
Preços
d’as«ignatura
—
Portugal: sem
o
referido
brinde
—
9
fr.
Com
o
brinde
—
13
fr.
GUADIANA
.
DOURO
.
.
MONDEGO .
•
O
paquete
de
13
toca
em
S.
Montevideu
e
Buenos-Ayres.
O
paquete de
29
toca
em
S.
nos-Ayres.
Paquetes
a
sair
de
Lisboa:
|
ELBE
.
.
13
de
Novembro
l
MINHO
.
. 29 de <
|
NEVA .
.
13
de
Dezembro
Vicente,
Pernambuco,
Bahia,
Rio
de
29
de
Setembro
13
de
Outubro
29
de
»
Janeiro.
Vicente,
Rio de Janeiro,
Montevideu e
Bue-
O
b
preço® são
muito
ra®oavei®
Esta
companhia
para
maior
vantagem,
resolveu
ter a
bordo
de
todos
vapores,
criados
e
cosinheiros
portuguezes
para
servirem os
passageiros
de
classes,
cujo
tratamento se
torna
hoje
o
melhor possivel.
Cada passageiro
classe tem
grátis,
belixe com
colchão
e
roupa
de
cama,
vinho
e
comida
á
portu-
gueza,
tudo
em
abundancia.
O transporte
do
caminho
de
ferro
até
Lisboa
é
por
conta
da
companhia
bem
como
outras
despezas.
Para
mais
esclarecimentos
prestam-se em
casa do
agente
n’
esta
cidade,
rua
do
Souto
n.°
43.
—
Em
Braga.
os
seus
todas
as
de
3.a
João
Manoel
da
Silva Guimarães.
Carreira
semanal
A
’
s
quartas
feiras
Rio
de
Janeiro,
Montevideu, Buenos-Ayres,
Valparaiso,
A
rica,
Islay
e
Callao
CARREIRA
QU1MZEMAL PARA PERNAMBUCO E BAHIA
A
Companhia
reduziu
os
preços, conservando as
mesmas
vantagens
com<>
até aqui tem
offerecido
aos
snrs.
passageiros:
excellente®
commodo®,
bom tra
tamento,
bastante
espaço
para bagagens e
viagens rapitía®,
pois
que
OS
Paquetes «So Pacifico
tem
gasto
SÓmente
13
«lia® de
Lisboa ao Rio
de
Janeiro.
Preços das
passagens
incluindo
o
caminho
de
ferro
do
Parto
para
Lisboa
Criança® do® passageiro®
3/
CLASSE
2/
CAMARA
!.•
CAMARA
Pernambuco...................................................
40&000
81&000
108&000
Bahia
...................................................
40&000
90&000
117&000
Rio
de
Janeiro..............................................
45&000
90^000
121&500
Montevideo
e
Buenos-Avres.
.
ô
U
ooo
90&000
157$SaOO
Valparaiso,
Arica,
Islay
”
e
Callao
....
126&000
189&900
308&500
Até
aos 12
annos meia
passagem.
A
’.é
aos
8
annos
a quarta
parle.
Até
aos
3
annos
grátis,
uma
só
de
cada
familia.
Todas
as
terças
feiras
sahirá
de
Lisboa
um
paquete,
os
passageiros
de
3/
classe
teem
beliche
com colchão
e
roupa,
comida
a
portugueza
em
abundancia
e vinho
duas
vezes
por
dia
AGENTES
EM BRAGA
—AJmeida
&
Pereria.
Trata
a
passagem
a
pagar
â vista
e
a
prazo
com
fiança.
(K
*
)
co
—(
Z3
43
to
n
02
C3
—
02
<72
02
<72
O
02
O
£
02
co
<72
GS
c/2
0OEW
$
O
professor
em
artes,
lettras
e
scien
cias,
membro
do
clero
e
magistrados, iodo
o
medico,
cirurgião,
dentista
e
artista,
que
desejem
obier o
titulo
e diploma de
doulor
ou
bacharel
honorário,
podem
diri
gir-se
a
Medicus,
rua
do
Rei, 46,
em
Jer-
sey
(Inglaterra).
(T
*)
NOVA
FUNDIÇÃO
DE FERRO
DE
Antonio Germano Ferreirinha
NA
Travessa
de
S.
João
Aonde faz
toda
a
obra,
assim
como
bombas,
conçollas,
columnas
para
gaz,
pe-
zos novos,
panellas
á
ingleza
de
todos os
tamanhos,
canos
para
agoas
e
gaz,
e
toda
a
obra
de
fundição,
como
grades
para
sacadas, obra
de
metal,
sinos
e
outros
ob
jectos
de
igual
teor
etc.,
pelos
preços
do
Porto.
ALUGA-SE
Uma
casa
feita
de novo,
sita
na
rua
das
Agoas,
n.°
91.
Trata-se
na
rua
dos
Chãos n.° 13.
Póde vèr-ae
das
10
horas
da
manhã,
até
á
1
da
tarde.
(2694)
mmu
m
liiiniis
DO ALTO
DOURO
DA
CASA BE VILLA
POLCA
RUA
DO
SOUTO
N.°
15
BRAGA.
Acaba
de
ser
sortido
este
armazém
com
as
seguintes
qualidades
de
vinhos
engarrafados
e
aquartilhados
:
ENGARRAFADOS
Vinho
tinto
de
meza.
.
.
.
.
150
>
> >
. . .
.
.
190
>
Lagrima
.......................
.
.
200
>
Branco
de
meza.
.
.
.
.
210
>
tinto
de
meza
fino.
.
.
270
>
de
prova
secca.
.
.
.
.
300
Ú
Malvasia
de
2.a
.
.
.
360
>
>
velho.
.
.
.
.
.
400
>
Bastardo
.
.
.
.
500
>
Moscatel.......................
.
.
500
»
Malvasia.............................
.
500
»
Roncão
.............................
. 700
»
Alvaralhão
.............................
.
56
Velho
de
1854
.
.
.
.
600
A
RETALHADO
V
inho
para
meza 50 e 80,
o
quar-
cilho tinto
e
120
o
branco.
Responde-se e
garante-se
a
pureza
e
boa
qualidade
de
lodos
estes
vinhos,
po
dendo
todo
e
qualquer consumidor
man-
dal-o
experimentar
por
meio
de
qualquer
processo
chymico.
N’
estes
preços
nãa
fica
incluído
o
valor da
garrafa
que
o
comprador
apre
sentará
ou
pagará
50
reis
por
cada
uma.
(N
*
)
Francisco
José da
Cunha
Com loja
de caldeireiro
Pua
de
S.
Vicente,
n.°
100
—Braga
Vende
Caldeiras,
Taxos,
Bacias,
Cho
colateiras,
alambiques,
e
mais
objectos
de
cobre,
pertencentes
ao
seu
estabelecimen
to,
por
preços
commodos.
(2689)
EMFREGADU
Precisa-se
de
um
empregado
para es-
cripturação
commercial.
Quem
estiver nas
condições,
dirija-se
ao
campo
de
D.
Luiz
l.°
n.°
5
e 6.
(2706)
RIO DE JANEIRO.
A
aaliir
de Lisboa
Passagens
a
preços reduzidos.
Caminho de
ferro
grátis.
A
barca
«Lisboa»
de 1:200
lo-
nelladas,
com
espaçosa camara
de
ré
para
passageiros
de
prôa,
vae
sahir
com
brevidade.
Os
snrs. passageiros que
qoizerem
apro
veitar
o
ensejo de
seguir
u’este excellente
navio,
queiram
dirigir-se
ao
escriptorio
de
Soares &
Irmão,
Praça
de
Santa
Theresa,
n.°
47.—Porto.
(U
*)
João
Manoel
da
Silva
Guima
rães.
—
Rua
do
Souto n.° 43.
Compra
e
vende
Acções
de
todos
os
Bancos
e
Companhias,
Inscripções
de
As-
.
sentamento
e
coupons.
(
X»)
braga
:
typographia
lusitana
—
1875. - É o formato de
-
comerciominho_02101875_403.pdf
Parte de Comércio do Minho (O)