comerciominho_31081875_390.xml
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-
3.
”
ANNO
1875
FOLHA
COMMERCIAL RELIGIOSA E NOTICIOSA
NUMERO 390
Assigna-see
vende-se
no
escriptorio
do
editor
e
froprietario
José
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.
*
3
E,
para
onde
deve
ser
dirigida
toda
a
correspondência
franca
de
porte.
=
As
assi-
guaturas
são
pagas
adiantadas
;
assim
como
as
correspondên
cias
de
interesse particular. Folha
avulso 10
rs.
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS E
SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
anno
1^600 rs.=Semestre
850
rs.=Provín
cias,
anno
2&400
rs.
e
sendo
duas
4&000
rs.=Semestre
1&250
Brazil,
anno
4&400
rs.
*
=Semestre
2&300
rs.
moeda
forte,
oulO&OOO
reis
e
5&500
reis
moeda
fraca.
=Annuncios
por
linha
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignantes 10
®/
0
d
’
abatimento.
BHAG1-TERÇA-FEIBA
31
DE
AGOSTO
A
revolução
meios que em
prega.
III
Nada
escapou
a Mazzini,
que
podesse
aproveitar ao
empenho
revolucionário.
Embora
eia guerra
aberta
com
todos
os
elementos
conservadores,
bem
conhecia
elle
os
serviços
que
muitas
veses
lhe
po
deriam
prestar,
e
os
quaes
oão convinha
fossem
regeitados,
embora
vindos
de
ini
migos.
Assim
recommendava
elle
aos
seus:
(Accritae
todo
o
auxilio
que
se
vos
oflereça.»
(1)
O
grande
revolucionário
italiano uão
fasia
reparo
em
que
o
auxilio
lhe
viesse
dos
adversários.
Com
tanto
que
fosse
proveitoso ao
emprehendimenio
revolucionário,
perdoava-
lhe
o
vicio
d’
origem.
E
por esta fórma
se
explica
o
apoio
que
sempre
eucontram
no
campo
da im
prensa,
aberlamenle
revolucionaria,
certas
medidas
vindas dos
chamados
conservado
res.
Quantas
e
quantas veses
acontece
o
serem
exaltadas
até
ás
nuvens
por essa
imprensa,
pessoas
que
aliás
bem
sabemos
serem
inimigas
da
religião?
E
qual
o motivo
d’esses
encomios, que
no
dia
seguinte
já
se
tornam
outra
vez
em
vitupérios,
senão
um
serviço qualquer,
prestado
ainda
que
indirectamenie
á obra
revolucionaria
?
Temos
d’isso
milhares
d’
exemplos;
e
quem
os
quiser
bem
claros, procure-os
u’uma
occasião
de
eleições.
Se
o
indivíduo,
levado
por
qualquer
motivo, dá
o
seu
voto
a
um
afilhado
da
seita, nào
faltam
encomios
nem
thurife-
rarios
a
offerecerem-lhe
o
vil
incenso
da
soa adulação.
E
isto
sem
prejuiso
dos
apodos
de
reaccionario
e
fanatico,
que
logo
no
dia
immediato
lhe
tornam
a
lançar
em
rosto.
Mazzini
porém
adora
ainda
mais
a
sua
ideia,
quando
acrescenta
:
«Promulga
um
rei
uma
lei
liberal?
applaudi-o
e exigi-lhe
outra,
logo
em
se
guida.»
(2)
«Mostra
um
ministro
intenções
pro
gressistas? proclamae-o
como
um
mode
lo.»
(3)
E assim
em
seguida,
de
sorte
que
não
é
necessário
muilo para
obter
as
graças
da
revolução.
Para
ella
basta-lhe
o
primeiro
passo,
ainda
mesmo
dado
inadverlidamente
por
que
depois
ella
obrigará
o
indivíduo
a
proseguir,
sob pena de
o
deixar
isolado.
(4)
A
historia
contemporânea
mostra
até
que
ponto
a seita ha
observado
estas
in-
slrucções
do
que
foi
seu chefe.
Quem
ignora
as
mil
ovações com
que
a
Hispanha
revolucionaria
recebeu
Izabel
11,
para
d
’
ahi
a
alguns
annos
a
cobrir de
insultos
e calumnias?
Pio
IX,
o
primeiro
inimigo
da revo
lução,
não
foi
lambem
objeclo
das
sim-
pathias
revolucionarias,
quando
enganados
com
a
generosidade
de
seu bondoso
co
ração,
julgavam os
sectários ter
um
Papa
da
sua
côr
?
E
se
d’
estranho8 viermos
cá
para
o
interior
do
paiz, quantas
scenas
temos
nós
presenceado,
que,
misteriosas
a
nossos
olhos,
unicamente
se
explicam
pelas
con
veniências
revolucionarias
?
Todos
estarão
ainda
lembrados
do
mo-
(1) Accellale
ogni
ajulo,
che
vi
si
a
offerto.
(2)
Applaulilelo,
e
demandetere u
na,
che
le
debba
seguir
e.
(3)
Proclamalelo come
un
modelo.
(4
J
Esso
rimersa
issolalo.
do
como
os
nossos
vermelhos
festejaram
a
celebre
portaria
contra
o
cabido
de
Bragança,
e
do
*
applausos que
por
e»ia
occasião
recebeu o
mesmo
ministro, que
dias
antes
ainda
tinha
carregado com
to
dos
os odios
da
opposiçâo, que
enlre
nós
representa
o
partido
mais
mazzinisla.
Com
rasão
pois
nos
disia,
ha
tempos,
certo
amigo
nosso, que,
por
mais
hon
rado
que fosse
para
elle
um
indivíduo
qualquer,
principiava
a
desconfiar
d’
eile
□o
momento
em que visse
o
seu
nome
encomiado
por
certa
imprensa.
E
assim
é,
porque
para
a
revolução
apenas
são
amigos
os
que
lhe
prestam
serviços
e
no
momento
em
que
os
pres
tam.
Quem
duvidará
poi«
á
vista d
’
estrate-
gia
tão
habil
e
com
tão
felises
resulta
dos
empregada,
de que
a
revolução
venha
a
obter um tal
ou
qual
resultado?
Ai
de
nós,
que
com
as
nossas
con
descendências
lh
’
o
ajudamos
a
conseguir,
oara
mais
tarde
virmos
a
ser envolvidos
na
torrente,
pela
qual
somos
lambem res
ponsáveis
!
Pi® IX preelamando
ImniHeiilR-
da
a Virgem Marta no Myaterio
de
aua Puriaaima
Conceição.
IMITAÇÃO BÍBLICA
Gloria
a
Pio
o
Grande
!
Gloria
ao
Anjo
do
século
dezenove!
Gloria
ao
augusto
Mártir
da
verdade,
da
justiça
e
do
direito.
Gloria
ao
venerável
Pontífice
que
col-
locou
no
diadema
de
Maria,
sempre
Vir
gem,
a
pedra
mais
preciosa
e
mais
bri
lhante
que
orna
sua fronte
bemdita!
Vinde,
innocentes crianças.
Vinde,
castas,
pudicas
virgens.
Vinde,
homens
de
toda
tribu,
de
toda
a
nação
e
de
toda
a
lingua.
Vinde,
gerações
todas,
reuni-vos
em
re
dor
do
throno
esplendido
do immorlal
Pio
IX e cantai
:
Gloria
ao
santo
Pontífice
!
Vinde,
anjos
do
céo que
cercais,
abra-
zados
nas
chammas
do
amor
sagrado,
o
throno
do
A
ncião
dos dias,
e
cingi
com
uma
corôa
immarcessivel
a fronte
venerá
vel
do
representante
de
Christo
sobre
a
terra.
Himoos
e
louvores
ao
iMestre
infallivel
da
verdade.
Palma
eterna
ao
Papa
que
por
provi
dencia
especial
do
AIlissimo, no
curso
de
dezenove
séculos
e na
cadêa
de
duzentos
e
cincoenta
e
oito
Pontífices
romanos
vio
parar
admirada
diante
dos degraus
do
seu
throno,
esta
palavra cumprida
depois
do
pescador
da
Galiléa
:
Nào
verás
os dias
de
Pedro
!
Victoria
a
Pio
IX
!
Vicloria
ao
gloriíicador
de Maria
sem
pre
Virgem
I
Uma
mulher
angélica
appareceu
sobre
a
terra,
Bella
como
a
rosea
aurora na
nascente,
Mansa
como
a
innocente
pomba,
Mais
pura
que
a neve
do
cume
dos
montes.
Mulher
santa, como
geração alguma
já-
mais
vio sobre a
terra,
Inílammada
no
divino
amor
mais
do
que
todos seraphins
juntos,
Filha
da
infeliz
raça de Adão,
e
que
jámais
foi
manchada pelo
sôpro
do
pec
cado.
O
Verbo que
era
Deus
e
estava em
Deus
desde o principio
a
chamou
sua
bem
amada,
sua
pomba,
sua
immaculada.
Precedendo
a toda
a creatura,
íoi
ella
quem
deu
nascimento
ao
Sol
de
justiça,
cuja
luz
regeneradora
jámais
faltou
ao
mun
do.
O
Padre
chamou-a
sua
filha,
o
Verbo
incarnou
em
seu
casto
seio
;
O
Espirito
Santo,
o
Paraclito,
deu-lhe
o
annel
nup
cial
de
esposa.
Adão prevaricador
levaolou-se
tremu
lo
do
fundo do
sepulchro
para
abençoar,
em
seu
nascimento,
a
criancinha,
que
de
via
dar
um
Salvador
á
sua
raça
e
lazer
com
que
sua
f«lta
fosse
chamada
feliz
por
todas
as
gerações,
pois
mereceu
um
tão
grande
Redemptor.
Mãe
de
Deus
e
Mãe
dos homens,
a
aguia
de|
Pathmos,
viu-a
em
espirito,
vestida
do
sol
nos
céos,
tendo
a
seus
pés
a
bran
ca
lua e sua
cabeça
cingida
com
uma
co
rôa
de
doze
estrellas.
A
voz
poderosa
do
Creador
nos
primei
ros
dias
lançou
nos
espaços
vazios
o
fiai
lux
!
<
faça-se
a
luz !>
E
do
fundo
do
abismo
emanou
a
luz,
cheia
de
esplendor
e
de
vida
1
E
as
trevas
desappareceram
vagaro-
samente,
em
desordem.
E
a
luz,
imagem
da
vida,
illuminou
as
regiões
impalpáveis.
E
viu-se
brilhar
as
côres
do
iris.
E
o
céo
appareceu revestido
eom
suas
galas,
como
a
virgem
pudica
no
dia
de
seu
noivado.
E
os
anjos
cantaram
nas
altas
esphe-
ras
do
empíreo:
«Gloria
a
Jehovah,
amor
e pai
da luz
e
da
vida!»
E
os
séculos
passaram
no
decurso
dos
tempos.
E o
Eterno
do
alto
do
seu
throno
su
blime,
fallou
segunda
vez
:
«Haja um
homem
que
participe
de
meu
poder
infinito
;
«Brilha
sobre
a
terra
a
luz
de
minha
verdade
increada.
<E
converta
ella o
mundo
por
meio
da
chainma
de
seu
amor
sem
limites;
«Vejam-na
os
corruptos
e
vendo
a caiam
subjugados
a
seus
pés,
offuscados
pur
seu
refulgente
esplendor.»
E
a luz
da
verdade
brilhou
sobre
a
terra.
E de
Maria,
a
Virgem
pura,
a
Virgem
Santa,
a
Virgem
Immaculada,
nasceu
Jesus
Christo,
o
rei
imnaortal
dos
séculos,
o
Deus
invisível
a
quem
os
córos
celestes
repeliam
em
seus
cânticos:
«Honra e
gloria!»
E
o
homem
foi
resgatado.
E o
mundo despiu
a
velha
libré
do
peccado
e revestiu-se
com
a
candida
veste
da
puresa
que aonuuciou
a
Perfeição
irn-
macolada.
Passaram-se de
novo
os
séculos.
Os
homens
do
mundo
abandonaram
os
caminhos
da
verdade
e
do
bem.
E
as
trevas
apoderaram-se
da
intelli-
gencia
dos
cégos morlaes e
obscureceram
a
luz que
lhes dava vida e
belleza.
Porém
o
Omnipotente
fallou
de
novo
e disse
:
«Haja
um
homem
que
despedace a
ca-
dèa
da
historia,
que
viva e
reine
sobre
a
terra
o
mesmo
espaço
de
tempo que viveu
e
reinou
o
pescador
da
Galliléa
;
«Que
vença
e humilhe
meus
inimigos;
«Que
faça
brilhar
de
novo
a
luz
infinita
com
um
esplendor
sem
igoal
;
«Que
proclame
e
defina
immaculada,
diante de
todos os
homens,
a
Mãe
de
meu
unigénito
Filho
;
«E
ruja
o
inferno,
preso
pelas
cadêas
lançadas
em
seu
pescoço
por
meu
Christo.»
E
appareceu
Pio
IX, o
Grande!
E
os
sábios
segundo
a
carne
treme
ram,
e
estupefactos
disseram
entre si
:
«Não
é
este
filho
do
homem como
nós
?
«Porque
seu
olhar
nos
fascina
e
nos
torna impotentes?
«Um
velho
debil conseguirá
vencer-nos,
nós
que
somos
fortes
e
aguerridos
?»
(Da
Semana
Religiosa,
de
Barcellona)
O
Correio
de Lisboa, folha que
o
publi
ca
na
capital
iosera
a
seguinte
carta
do
illustrado
auctor
de
Portugal
Antigo
e
Mo
derno
:
Presadissimo
amigo etc.
—
Penhoradis-
simo
pela
benevolencia
que
no
seu
illos-
trado
jornal
—
Correio
de Lisboa-iem
sem
pre
manifestado
em favor
do
meu
diccio-
□ario,
que
intitulei
Portugal
Antigo
e Mo
derno,
ainda
mais
se
augmentou
o
meu
reconhecimento, e
a minha
divida
de
gratidão
se
tornou
mais
insolúvel
para
com
v.,
pelo
que,
com
respeito
á
mesma
obra,
diz no
n.e
237,
de 23
do
corrente,
do
seu
esclarecido
jornal.
Ainda
que
eu
julgue
aquelles encomios
mais
depressa
filhos
da
sincera
amisade
que
tive
a
ventura
de
merecer-lhe,
do
que
do
merecimento
da
minha
obra,
acceito-os
cordealmente
agradecido, e
tomo-os
como
incentivo
que
me
anima
á
-conclihão
de
um
livro
de tanto trabalho.
Julgo
me
porém
obrigado
a
fazer
uma
declaração
a
v.
e
ao publico,
e
é
a
seguinte:
Não
é o
snr.
J.
Ferreira
Pinto
Bas
to,
o
l.°
liberal,
cuja
biographia
ou
necro-
logio
se
vê
no
diccionario.
Desde
o
1.®
volume
até
ao
presente
se
veem
mencio
nados
com
louvor
(ainda que
com
a rapi
dez
que
a
obra
exige)
os
factos
principaes
da
vida
de muitos
liberaes
—
isto
é
de
lo
dos
aquelles de
que
pude
obter
esclareci
mentos.
O
Portugal
Antigo
e moderno,
não
é
um
livro
de
combale,
é
uma
obra
porlu-
gueza
e
nada
mais.
O
homem
que
se
distinguir
pelo
seu
patriotismo, pela sua
inteligência,
pelo
seu
valor
ou
pelas
suas
virtudes,
tem
alli
um
logar
reservado,
qualquer
que
seja a côr
da sua
bandeira, qualquer que
seja
a
sua
opinião
politica.
Sou
legilimista (miguelista,
que
é o
mesmo)
e
muitíssimo
me
honro
de
perten
cer
a
esse
noblissimo
partido,
que
41
longos
annos
de
provações
e
de
exilio
na
propria
patria (que é
o
mais
imcomporta-
vel
dos
exilios
!)oão
teem
podido extin
guir as
suas
cieuças
políticas e
religiosas;
porque
essas
crenças vem do
coração
e
não
do
estomago.
Se
algum,
mais
impa
ciente,
menos
resignado...
ou
mais
famin-
to,
tem
desertado
da
bandeira
branca,
que
íloctuou ovante
e
gloriosa,
em tantos castel-
los
e
em
todos
os
mares
das
cinco par
tes
do
mundo
para
se
unir
à bicolor,
que,
até
hoje, só
lem
ondeado
ao
vento
de guer
ras
fratricidas
esse tal
nunca
foi
legili-
mista
de
convicção,
mas
de
circumstancia;
e
amanhã,
se a
adversidade
attingisse o
partido
liberal,
virar-lhe
hia
as
costas,
como
fez
aos
realistas.
Estes
homens,
não deshonram o
gran
de
partido
da
legitimidade,
que
sabe
sof-
frer
resignado
todas
as humiliações,
todos
os
desgostos
de
tantos
annos, sem
que
por
um só momento
trepide, ou
esmore
çam
as
suas
crenças inabalaveis.
E’
por
ser
legilimista da
convicção,
que
respeito,
e
sempre
respeitei
as
opi
niões
políticas
dos
liberaes,
lendo
a
hon
ra
de
contar
amigos
verdadeiros
nas
diffe-
rentes
fracções
em que
elles
se
acham divi
didos.
Também
por
ser
sincero
realista,
não
deixo
de
verberar
na
minha
obra,
os
rea
listas
traidores,
estúpidos
ou
máos,
que
deshonraram
o
partido
a
que
pertenceram.
Varias
provas do
que
deixo dito,
se
encon
tram
no
diccionario
—
E’
ver
o
que
disse
em
Almada,
na
Cova
da
piedade
em
S.
Jul'ào
da
Barra,
em
Exlremoz,
em
Albu
feira
etc.
etc.
Devo
sla
satisfação,
não
só ao
grande
numero
de
cavalheiros
liberaes
que
me
honram
com
as
suas
assignaiu-
ras,
como
a
alguns
jornaes
que
injusta
mente
me
teem
accusado
de
parcial
nas
minhas
descripções.
Peço-lhe
o
distincto
obséquio
de
fazer
publicar
isto
no
seu
illustrado
jornal, para
desengauo
de
presentes
e
futuros
assignantes.
Tenho
a
honra
de
assignar-me
com
a
sincera
estima
e
mais
alta
consideração.
De
v
etc.
Augusto
Soares
d'Azevedo
Barbosa
de
Pinho
Leal.
BEYISTA
ESTBANGEIBA
MH
k
p
a n li a.
Lemos
hontem n*um
supplemenlo
a
um
joroal
liberal
a
noticia
da
rendição
do
forte
de
la
Seo
de
Urgel.
E
’
possível,
nus fica
de
quarentena.
—
D.
Carlos
dirigiu
as duas
seguintes
cartas,
urna
ao
bispo
de
Lrgel,
outra
a
Lizarraga
:
«
Venerável
snr
Bispo.—
Com
profunda
satisfação
sube
que
daes
um
nobre
ex
emplo
aos
meus
soldados
de Seo.
Con-
tiome
a fortalecer
a
sua
fé.
Sei por
ex-
periencia
a
coragem
que inspira,
no
mo
mento
do
perigo,
a
palavra
de
um
mi
nistro
de
Deus,
virtuoso
e
heroico.
Mil
veses
obrigado,
senhor,
e
peço-vos
que
conteis com a
dedicação
do
vosso
aflêiçoado
Carlos.i
«Mau
caro Lizarraga
—
Estou
tranquillo
desde
o
momento
eia
que
és
tu
o
com-
inandante
d
’
esse
punhado
de
heroes.
A
historia
da
nossa
patria
offerece-te
um
nob
e
exemplo para
seguir: o
de
Gusmau
o
Bom,
na
praça
de
tarifa.
Essa
cidadella de
Seo,
po>ta
sob
a
protecção
da
Cruz
pela
tua
fé
chrislã,
:-erá
mexpugíuvel
para os
nossos inimigos,
corno
ouir’
ora
o
íoi
Tarih.
luspire-le
Deus
a
coragem
de
que
ca
reces;
é
o
que
deseja
o
teu aflêiçoado
Carlos. >
—Prats
de
Mollo
19.
—
Confirma-se
a
noticia
de
que
o
initnigo soíTreu
perdas
enormes.
As
deserções
aiíêiisistas
muhi-
plicam-se
consideravelmente.
Espera-se
uma
acção.
Seo
resiste
heroicamente.
Não
na
outras
novidades.
COKRE8
FOXDEXCI A
Snr.
redaclor
Li
coin
tntiilo prazer
o
bem
elaborado
artigo
d’
essa redacçao,
no n.° ifiioje,
rela
tivo á grande
praga
da
emigração
para
u
Brazil.
E
*
tou
plenamente d‘
accordo
com
as
ideias
alli
einittidas.
E'
uma
verdadeiia
ca
lamidade,
além
das muitas,
que nos
per
seguem,
n
‘
estes
diloSOS
tempos.
Mas,
o
que v., e
muita gente, uão
sabe,
é
como
ist<>
se
faz-,
apesar
de
luuiia
vez
a
imprensa
e
a
opinião
publica
terein
da
do
voz
d
’
alarme.
<
Ora,
deixe-me levantar
uma
ponla
do
véu
do mistério.
Ha
de lembrar-se de
que,
ha
tempos,
foi
sabido de
lodo o
mundo,
que
pela
bar
ra
de
Vigo
sahiam
anntialinente
centenas
de
portuguezes para
a
America,
com pas
saportes
que
lhes
davam
a
qualidade
de
sub-iitos
hispanhoes.
Fez-se
muilo
barulho;
escreveram-se
correspondências
e locaes
;
pediram-se explicações,
etc.
eic.
Acredita
v. que
isto
levou
algum
remedio?
qual
historia
!
Continuamos
na
mesma.
Ha
umas
certas
empresas
de
diligen
cias,
que,
mediante
uma
dóse
de
libra
*
,
o
apresentam
em
Vigo,
e
lá
vão
seguin
do
seo
caminho
como
d
antes.
Outras
ve
zes
(e isso é
vulgaríssimo),
dirigem-se
a
Lisboa, e
alli,
indepsndentemente
das
au-
ctoridades locaes,
são-lhes
dados
passapor
tes,
com
uma
facilidade
pasmosa
!
Poderia
ciiar-ílie
alguns
factos.
Ahi
vão
entre
outros,
o>
seguintes
:
ILi
poucos
annos,
cometteram-se
n’es-
le
concelho
dous
crimes
graves;
—
<>ada
menos
que
um
assassinato
revestido
de
circumstancias
horriveis de
ferocidade,
e
uma
tenlaliva
de assassinato
a
liro.
—
Pois
bem,
quando a
respectiva
auclo-
ridade
procurava
dar
caça
aos
criminosos,
embarcaram
elles
em
Lisboa
para
os
por
tos
do
Brazil,
muito
a
seu
salvo, depois
de munidos
com
passaporte
*
!
Se
me per
gunta
como
isto
se
faz,
respoodo-lhe
:
—
não sei;
é misierio
!
E
eu
que
na
minha
ingenuidade
ainda
julgiva
qoe n
’
este
paiz
ninguém podia
ob
ter
um
passaporte,
sem
apresentar alvará,
da
folha
corrida!!
’
.
João
Eduardo
Bicho
—
provido,
por
mais
tres
annos,
na
cadeira de
Fortios,
concelho
de
Portalegre.
João
(padre)
Fortuuato
José
de
Almei
da—demiltido
do
logar
de
professor
da
cadeira
de Canellas,
concelho
de
Estarre-
ja,
por haver
abandonado
a
regencia da
referida
cadeira,
para
qne
fora
nomeado
por
despacho
de
17
de
novembro
de
1874.
Joaquim
Marques
Polvora, da villa
de
Ceziinbra
—
dispensado
da
falta
da
idade
legal
para
poder
ser admiflido
ao
concur
so
aberto
para
os
logares
de pensionistas
do
estado
na
escola normal
primaria de
Marvilla.
Deve
pagar
oa
recebedoria
respectiva
o emolumento
Je
3^000
réis.
José
Eugênio
Ferreira
Guimarães
—
pro
movido
á
propriedade
da
cadeira
de ensi
no
primário
de
Santo
Adrião
de
Vizella,
concelho
de
Felgoeiras.
José
(padre)
Joaquim
Boballo
Eivas—
provido,
por
ruais
tres annos,
na
cadeira
de
Bemposta,
concelho
de
Penamacor.
Manuel
António da
Cosia
—
provido
á
propriedade
da
cadeira
do
Salvador,
con
celho
de
Penamacor.
Manuel
Teixeira
de
Carvalho
—
demit-
tido
do logar
de
professor
da
cadeira
de
Pinheiros,
concelho
de
Taboaço,
por
haver
abandonado
a
regencia
da
referida
cadei
ra,
para
a
qual
fôra
nomeado
por
despa
cho
de 19
de
agosto
de
-4874.
Amélia
da
Conceição
Vieira
—
promovi
da
á
propriedade
da
escola
de
meninas
de
Villa Franca
de
Xira.
Anna
Emilia
da
Encarnação
Cunhv
—
promovida
á
propriedade
da escoh
de
So-
breira
Formosa,
concelho
de
Proença
a
Nova.
Eduarda
dos
Prazeres Coelho
Leite,
professora
lemporaria
da
escola
de Villi
Secca,
concelho
de
Castro
Daire
—
mudada,
peio
requerer,
para
a
do
Casal
do
Meio,
freguezia
de Rio de Moinhos,
concelho
de
Sailam.
A
«pieMtão <la Jlerzejjovina,—
Ragusj
25.
—
Os insiiigenies
-la
Hezegovma
publicaram
um
manifesto
fazendo
appêllo
aos
seus
irmãos
servios
e
inontenegriuos.
—
/
liavas
).
iiagusa,
26.
—
0
cônsul
da
Áustria
em
Mosiar, Reglia :
o
da
Rússia
em
Ragusa,
Jonine
;
e
o
da
França em
Bosna
Daruy,
de
Vienoa. furam
nomeados para
de
acor
do
com Server
Pachá
e
Achmed
Pachá
negociarem
com
os
iusurgentes.
Passaram
u
rio
Doino
dois
corpos
de
voluntários
servios,
no
interno
de
atacarem
Vischer-
grad.
—{
E.
americana.)
Vienna
25.
—
Noticia
oílicial.
A
França
e
a
Inglaterra
estão
de
accordo
em
adap
tarem
altitude
commuin
relativamenle
á
Turquia,
na
questão
da Herzegovina.
(E.
americana.)
Paus,
26.
—
Despachos
de
Ragusa
men
cionam novos
iriumplios dos
iosurgeutes
da
Herregovina.
E
’
todavia crença geral
na
Europa
que a
insurreição
está
em
via
de
apasiguar-se.
—
(liavas.)
Constantinopla,
26.—U grão-vizir
deu
a
demissão,
óeu
successor provável é
M
a
li
ni
o
ti
d
.
—
(
liavas
.)
O
terremoto de Cucuta.
—
Lê-se
na «Democracia»:
«A
respeito
d
’este
terrivel
calaclysmo
que
destruiu
toda
a
cidade
de
S. José
ue
Cucuta,
mua
das
mais íioiecenies
e
pito
rescas
dos
Esiados-Umuos
da
Calombia,
lemos
os seguintes piomenores,
for
necidos
aos
jornaes
Irancezes por uma
testimonlia
ucular,
o
snr.
José
Domingos
Peres,
chegado
receolemente
a
Paris.
Dois
dias
antes
do
grande
desastre,
ás
cinco
horas
e
ineia
da
tarde
sentiu-se
um
primeiro
abalo
de
terra
que
durou
vinte
segundos,
e
que
aterrou lodos
os
bdbitames.
Nos
dois
dias
imniediatos, a
atmosphera
eslava
serena
e
restabelecera-se
a
tranquilidade
geral.
Mas no
terceiro
dia,
ás
11
horas
da
manhã,
o
solo
esiremeceu
novaineute
e
o
abalo
foi
terrivel.
Por
todas
as
parles
echoavam
gritos
de
Misericórdia
/
e toda
a
geme
da
cida
de, houieus,
mulheres
e
crianças
fugiam
á
procura
de
um
refugio
que
nào
cucou-
iravam.
Durante
quinze segundos a
terra
oscil-
lou
corno
um
navio
agitado pelas
ondas
furiosas
;
as
oscillações
seguiam-se com
inlervallos eguae
*
,
mas
excessivauiente
pe
quenos. 0
*
desgraçados
habitantes
corriam
em
todas
as
direcções,
como
doidos,
es
barrados
uns
nos
outros,
deitando
se
ao
chão
como
embriagados,
levantando-se,
tornando
a
cair,
ao
passo
que
se
ouviam
ruidos ;
as
casas,
os
monumentos,
que
se
desmoronavam,
e
que
ameaçavam
cair
so
bre
os
desgraçados.
0
ar
estava
cheio de
rumores
lúgu
Outro:
—
haverá
dous
mezes,
chegou
aqui,
vindo do Brazil,
um
mancebo,
am
da
sujeito ao
recrutamento,
corno
refrac-
lario.
Intimado
pela administração
para
ti
rar guia,
desappareceu
no
dia
seguinte,
levando
comsigo
uma
irmã
de
menor ida-
dade, que
embarcou
com
elle
em
Lisboa,
sem
o
respeclivo
consentimento
paterno,
passado
perante
o
revd.0
parocho e
duas
lesliinunhas
!
e
lá
lhes
deram
passaporte
!
Ames
de
embarcarem,
mandaram
dizer
aos
amigo.
*
,
que
o
negocio
lhes
havia
custado
boas
libras,
mas
que tudo
se
conseguiu
!...
Bravo
!
muito
bem !
Se
v.
quizer,
póde
aproveitar;
que
tu
do
isto
se
presta
a
muilo.
S. G. 28
de
agosto
de
187o.
De
v.
etc.
Abbade
de
Bequião.
GAZETILHA
Ineentlio.
—
No
dia
28
ficou
redusi-
da
a
cinzas
uma
casa
r»a
freguesia de
5.
Romão
da
Ucha,
pertencente
ao
snr.
dr.
Domingos
d
’
Oliveira
Gomes.
0
fogo
principiou
na
cosinha,
e
com-
municou-se
com
tal
rapidez
ás
outas
par
tes do
edifício
que
inutilisou
lodos
os
soccoíros.
PiihSieaçõcH,
—
Recebemos
e
agrade
cemos
as
seguintes:
— Aoto
melhodo
porluguez
para
o
en
sino
da
leitura
sem
solelração.
Por
Jacob
Bensabat.
E’ segunda
edição,
feita
pela
casa
edi
tora Chardron,
onde
se
vende
pelo
mo-
dico
preço
de
80
«eis.
—
Catalogue
de
1
’
exposilion
du
Portu
gal.
Faríitia para o estrangeiro.—
Partiu
para
Londres,
onde
se
demorará
algum
tempo,
o
nosso
amigo
e
conhecido
escnptor, padre
Senha Freitas.
«W
js
luazaristHs».—
Disem
que
o
go
verno de
Hispanha
prohibiu
expressamente
que
se
repre»entasse
oos
theairos
(Faquelle
paiz a tradução
do
drama-calutnnia
os
Lazarisla
s
.
Senhor do
Bom Fim.—
Os
devotos
da
Imagem
do
Senhor,
que
sob
a
invoca
ção
de
Bom Fim se
venera
na
rua
das
Palhotas,
resolveram
festejal-o no
proximo
domingo.
No
sabbado
á
noite
haverá
alli
uma
brilhante
illuminaçâo, fogo do
ar
e
preso
e
leilão
de
prendas,
durante
o
qnal
locarão
as
band-s
de infanteria
8
e
a
«
Philarmonica».
N.
Senlaora <lo
Porto d’Ave.—
Rea-
lisou-se
no
dia
26
a
inauguração
da
es
trada
da
Povoa
de Lanhoso
ao
pitloresco
local onde se
eleva
o
Real
Sanctuario
de
Nossa
Senhora
do
Porto d’
Ave,
acio
a
que
assistiram,
enlre outros,
os
exc.
11108
snrs.:
direclor
das obras
publicas
d
’
esle
distric
to,
conselheiro
Marques
.Murta, deputado
Guilherme
d’
Abreu,
presidente
da
cama
ra da
Povoa
de
Lmhoso,
etc.
Ao
chegarem
ao
local
do
Sanctuario
fo
ram recebidos
com repiques
de
sinos,
mu
sicas
e
muitos
foguetes,
a expensas
do
di
gno
capellão,
o
revd.
1110
snr.
Caetano
José
da Cruz
Barros.
E
’
de crer
que este
anno
a
romaria
seja
extraordinariamente
concorrida,
pois,
segundo
nos
consta,
o
snr.
director
das
obras
publicas
conseguiu
da
direcção
do
caminho
de
ferro
que
houvessem
comboios
de
recreio
a
preços
reduzidos,
nos
dias
6, 7
e 8
de
setembro,
nos quaes
se
faz
aquella
romaria.
Dizem-nos
que
este
anno
a .
festivida
de
excederá
em
brilhantismo
á
dos
an
nos
anteriores;
além
d’
isso os
romeiros
teem
a admirar
alli
mais
uma
capella
nova,
representando
o
nascimento
da
SS.
Virgem,
tendo
as
imagens
das
outras
capellas
sido
novamente
retocadas.
A
doutri«a
eatliolica e eseola
liberal.—
Este
importante
livrinho,
pri-
morosainente
verlidu
do
hispanhol pelo
snr.
M.
de
Sousa,
acha-se
já
á
venda
na Li
braria
Caiholica
d
’
esta
cidade.
EnMrueçãt»
primaria.—
Fizeram-se
os
seguintes
despachos
em 2o
do
coireu-
te:
Emygdio
Cardoso
Ayres
Pinheiro
—
demiltido
do
logar
de
professor
da
cadei
ra
de
ensino
primário do
Paião,
concelho
de
Figueira
da
Foz,
por
haver abandona
do
a
tegencia
da
ferida
cadeira,
para
qoe
fôra
nomeado
por
despacho de
22
de
ju
lho
de
1874.
Innocencio
da
Costa Pinto
—
provido
á
propriedade
da cadeira
de
S.
Cosinão,
con
celho de
Armamar.
bres e
ouviam-se
murmurios
desconheci-
dos
!
0
ceu
era
sombrio e
turbilhões
dê
poeira
erguidos
por
um
vento
violento
cegavam
os
que fugiam.
As
victimas
eram
já
numerosas
!
a
8
ruas
estavam
cobeitas
de
cadaveres,
q
Ue
as
convulsões,
do
solo
atiravam
a
grande
altura
e
faziam
rolar
sobre
o
chão.
As
coostrucções
desabavam com estrondo,
es
magando
e
enterrando os
fugitivos
;
os
que
viviam
ainda estavam extenuados,
soflocados
pelas
ondas de
areia
que
os
cegavam e
abafavam.
0
vento
mudou
então repentinamente:
atmosphera aclarou-se,
o
céo
tornou-se
límpido e
a
scena
lomon
um
aspecto
mais
pungente
ainda: dir-se-hia
uma
transfor
mação magica
n’
aquelle
infernal
drama
phanlaslico.
As
torres,
os
zimborios,
as
casas
esta
vam
quasi
todas
por
terra, restava
ape
nas
um
immenso
montão
de
ruinas,
da
cidade
de
S.
José
de
Cucuta.
N
’e>se
momento, outra
calamidade
vein
juntar-se a
tantos
horrores:
o
incêndio
!
0
incêndio
causado
pelos
carvões
ardentes,
caidos
das
fornalhas
das
cozinhas
quando
se
dera a
primeira
osciUaçào!
Do
meio
dos
destroços,
elevavam-se
columnas
de
fumo
ameaçadoras
e
sinistras
;
o
fogo
devorava
as
ruinas
e
as
victimas
que
morriam
es
magadas
sob
ellas.
Os
gritos
redobravam
com
o
ultimo
esforço
do
desespero,
mas
em
breve
rei
nou
sobre
aquelle
gigante
monte
de
cin
zas
o
silencio
sepulchral
e
lugubre
da
morte.
A
cidade
de
S.
José
de
Cucula
deixára
de
existir-
0
numero
de
victimas
do
cataclysmo
calcula-se
em
10:000
!
FMcola
«le
eosinliR. —
Em
Londres
estabeleceu-se
recenlemente
e
com
o
me
lhor exilo uma
escola
de cosinha.
Os
noi
vos,
diz
um
jornal,
demoram
a
assigna-
lura
do
contrato
matrimonial
até
ao
dia,
tres
vezes
bemdicto,
em
que
as,
suas
fu
turas
companheiras
se
achem
de
posse
do
diploma
que
attesle a
sua
capacidade
para
a
concepção
de
bons petiscos
e
sobre-
mezas.
As próprias mulheres
casadas
concor
rem
á escola
normal
nacional
de
cosinha
para aprenderem
certos
guisados
que
não
permiltem
que
de
ora
em diante os
ma
ridos
digam — só
se
come
bem
no
club.
O
registro
de
inscripção
sobe já
a
um
numero
respeitável
de
alumnas,
e a re
ceita
que
é
já
de
bastante
consideração,
lacilita
o
estabelecimento
de
novas
cosi-
nhas
á
altura
dos
progressos
da
sciencia,
e
onde
as
discipulas
aprendem
a
guisar
oin
cosinha
própria
ou o
que
é
o
mesmo
a
levar
á
pratica
o
conhecido
provérbio
:
—
Eu
o
guiso,
eu
o
como
E’
historúca.......
—
O ministro
do
in
terior
de
França,
dirigiu
uma
circular
aos
prefeitos,
queixando-se
de
serem
illegiveis
as
assignaluras
de
muitos
funccionarios,
e
accresccntando
qne
os
documentos
cuja
assignalura
não
viesse
muito
clara,
seriam
devolvidos
ao
expedidor.
Faz
isto
lembrar,
diz
o
Porvenir,
um
chistoso acontecimento que
lia
muitos an
nos succeden em
Malaga
Um
juiz
elevou
um
processo
até
á
chancellaria
d’
aquelle
lerritorio para
ap-
provação
da
sentença
;
o
processo
porém
foi-lhe
devolvido
com a seguinte nota
marginal
:
—
Devolva-se
ao
inferior
para
que
aprenda
a
escrever.
Desgostou-se
o
juiz
com
similhanle res
posta,
qne
elle não
sabia explicar,
porque
entendia
perfeitamenle
a
letra
do
processo,
e resolveu-se
então
a
remetlel-o
de novo
para
a chancellaria,
annotando-o
com
as
seguintes
palavsas
:
— Volte
ao superior
para
que
aprenda
a
ler.
E
’
historico,
segundo
garante
o
perio
dico
de
Sevilha.
O naufrngio do Boyne. —
Dos
periódicos
estrangeiros
coliigunos
os
se
guintes
pormenores
a
respeito
do
naufrá
gio
do
paquete
«Boyne».
O
vapor, em con
sequência
d
’
um
densissimo
nevoeiro,
bateu
pelas
8
horas
da tarde
do
dia 13
no
Bai
xo
do
Chenal,
entre
as
ilhas
Mo-Iene e
Ba-
lenec
proximo
a
Brest.
O
capitão,
Macaulay, immediatamente
tratou
de
salvar
os
passageiros
e
tripula
ção,
o
que
se
conseguiu
levar a
eíTeito
com
uma
ordem
e disciplina
inexcidivek
desembarcando
tudo
na
ilha
de Molene.
Depois
do
desembarque
expediram-se
alguns
boles
para
Brest a
pedir
soccorro
indo
n’
elles
alguns
passageiros.
Em
con
sequência
do
nevoeiro
esta
viagem
durou
algumas horas,
não
obstante
ser
a
distan
cia
a
percorrer
pequena
Chegados a
Brest,
telegraphou-se
para
3
a
companhia
em
Londres,
participando
o
acontecido,
a
qual
imoiediatainente
deu
or
dem
para
que o vapor
«líber»
íosse
ao
logar do sinistro
para
conduzir
os passa
geiros
para
Sonlhamplon.
As
aucioridades
francezas
lambem
ex
pediram
deBrest
o
vapor «Deslaing» para
prestar qualquer
auxilio de
que carecessem
os
naufragos,
porém estiveram
quasi 21
ho
ras
sem
poderem descobrir
a
ilha
Molene
em
consequência
do nevoeiro.
Depois
de
pôr
a
salvamento
os
passa
geiros,
o
capitão
Macaulay
e
os
tripulan
tes do
«Boyne»
procederam
ao
desembar
que das
malas,
conseguindo
salvar
estas
assim
como
20:000
libras
em
dinheiro
e
alguma
bagagem.
As
ultimas
noticias que
lemos,
data
das
de 4
dias
depois
do
encalhe
do
vapor,
participam
que
se
estava
a
tirar
a
carga
e
não se
linha perdido
as
esperanças
de
salvar
o
vapor.
Muito
estimaremos que
isto
se
consiga
porque
o
«Boyne»
era
um
ex-
plendido
barco.
A
companhia
Royal
Mail
faz
carreira para
o
Brazil
ha
mais de
26
annos
e
é este
apenas
o
segundo
sinistro
que
tem
soffrido.
Poucas companhias
se
poderão gloriar
d’
islo.
O
m
rios
querem fugir ?
— A
aca
demia
das sciencias
de
Vienna
d
’Ausiria
occupa-se
de
uma questão
que
interesessa
a
toda
a
Europa.
Assiin
se expressa
uma
folha
estrangei
ra
que
lemos
presente.
A
academia
fez
expedir
uma
circular
acompanhada
de
um
relalorio
mui
instruc-
tivo,
a
varias
sociedades
scientificas
de ou
tros
paizes,
convidando-as a
cmprehender
observações
que,
com
o
tempo,
poderão
fornecer
uteis
elementos
de apreciação.
Desde
certo
numero
d
’
annos
’observa-
se
diminuição
nas aguas
do
Dambio e
nas
de
outros
grandes
rios,
principalmente
des
de
que
se tem
destruído
florestas.
Os
engenheiros austríacos
e
a
união
dos
archilectos
se
tem
lambem occupado
d'esta
questão,
e nomearam
uma
commissão hy-
dro'.echnica
para
colligir
factos
e
formar
um
relalorio.
O
estudo
sobre o
Danúbio,
o
Elba e
o
Lheno
foi
commeltid.o
a
dois
membros,
e
a
outros
dois
o
estudo
da
meteorologia
re
lativa
ao
mesmo
objecto,
bein
como
o
da
influencia que
as
neves
e
as
torrentes
al
pestres
pódem exercer no
resultado
geral.
Considera-se
a
questão
como
urgente
e
é recommendada
a
immediata
adopção
de
medidas
para
remediar
o
mal.
Insiste-se
na
opinião de
que a
causa
primaria
do
decrescimenlo
das
aguas
é
de
vida
á
devastação
das.
florestas.
SECÇÃO
DE COMM0NIGADOS
Snr.
redaclor.
Acabo
de
ler
na
«Regeneração» corres
pondente
a
26
d
’
ago«io,
um
communica-
do
do
snr.
Manoel
Gomes
Pinto Marií.ho,
onde
se
pretende responder
á
mioha
cor
respondência
inseria
em
o n.°
67
do
«Jor
nal
do
Minho».
E
’
um
acervo
de
falsidades
e calumnias,
a
que
somente
poderia
subscrever
um
ho
mem
insensato
ou
preverso.
Diz-se
alli
que eu
fui
escorraçado
da
terra
da
minha
naturalidade,
assim como
rfoutras
onde
lenho
residido.
E’
falsissimo.
Tenho
immenso
prazer
em
recordal-o:
—sempre
foi benquisto
dos
meus
conter
râneos,
e
tenho
a
consciência
de
ler
me
recido a
estima
com
que me
penhoraram
as
freguezias,
onde
tenho
vi»ido,
estima
de
qne
podem
dar
lestlimonho o*
rev.
m°
s
parochos
de
Freiriz,
S.
Romão
da
Ucha,
Tihàes
e
lodos
os demais
religiosos do
meu
circulo.
A
benquerença
d'outras
pa
r
les
vim en-
coutral-a
aqui,
pelo
meu
piocedimenlo
e
pelos
melhoramentos
que
tenho
realísa
lo
ua
egreja,
e
a
prova esiá
oo
modo
como
se
portaram
os
habitantes
d
’
esta
fieguezia,
por
occasião
do
assalto
á minha
residên
cia, de
que
dei
noticia
na
alludida cor
respondência
do
«Jornal
do
Minho.
Diz
lambem
o
signatário
que
eu
já
fui
chamado aos tribunaes
por
dezoito
vezes !
!
!
Cynismo
inaudito
! 1
Einpraso
o
snr.
Marinho
a
que
me
prove
a
verdade
u’e
*
ta
aflirmativa,
atrevidís
sima quanto
calumniosa,
e
a
que me
contes
te a
seguinte:
o
signatário
d'eslas
linhas
ainda
nào
foi
tuna
vez chamado
aos
Iri-
bunaes.
Veja
o
publico
sensato
que
consciência
nào
é
a do
snr.
Marinho
!
Ao
resto
do
communicado d’
esde
snr.
não
respondo, porque
tolices
não
teem
resposta.
Freguezia
de
Guisande,
28 d
’agosto de
1875.
P
e João
José
Caetano
Pereira Portella.
(2656)
AGRADECIMENTOS
As
religiosas
do
collegio
Ursulino
d
’
es-
la
cidade
agradecem
aos
exc.
m)S
snrs.
con
de
Bertiandos,
visconde de
Pindella,
Hen
rique
Freire
d
’
Audrade e
mais
cavalheiros
da
commissão
encarregada
da
passagem
da
casa
no
beneficio
dado
na
noite
de
24
de
julho,
no
theatro
de S. Geraldo,
bem
co
mo
aos
exc
inos
snrs.
e
exc.mas
snr.
as
que
de
bom grado
acceilaram
os
camarotes,
e
aos
snrs.
artistas
curiosos que
tomaram
parte
no
espectaculo,
e
ao
snr.
Henrique
Augusto
da
Cunha
Pimenta
pela
iniciati
va
do
beneficio,
e
a
todos
os
que
concor
reram
para
que
recebessemos
o
obulo
da
caridade
de
que
tanto
precisamos
para
nos
sa
subsistência.
Braga
27
d’
agoslo
de
1875.
As
religiosas.
DE
Villa
Mova
«le Famalicão á Povoa
«lo
Varzim
A
principiar
do
dia
19
do
corrente
Todo
o
passageiro
que
se
quizer
ulilisar
d
’este
serviço
tem
de
ir
no
comboio
que
parte
de
manhã
de
Braga
a
Villa
Nova
de
Famalicão,
e
alli
se
achará
uma
dili
gencia
pafa
receber
os
passageiros.
Este
serviço
é feito em
2
e
meia
horas.
Os
bilhetes
estão á
venda
em
Braga
em
casa
do
snr.
Ignacio
Torres,
Praça
do
Barão
de
S.
Marlinho,
n.°
28.
Preços :
Dentro
..................................
400
reis.
Fóra
.....................................
300
»
Esta
diligencia
sae
da
Povoa
ás
4
ho
ras
da
tarde.
Cada
passageiro
tem
7
kilos
de
baga
gem
pagando
o
excesso
a
10
rs.
por
kilo.
E
*
te
serviço
é
de
maior vantagem
que
os
outros
carros.
(2655)
wop
©
b
raw
PARA
.CJtfíjfeí jP-AâiZS;
Original
de
Th.
—
H. fíarrau.
Tradiicção
de
João
de
Deus.
Vende-se em
todas
as
livrarias
do
reino.
Remelle-se
a
quem mandar,
f
anco de
porte,
a
sua
importância
a
Pacheco &'
Bar
bosa,
Praça
de
D.
Pedro—
Lisboa.
Preço:
bruchado,
120
rs.,
cartonado,
200
rs
VINHO VERDE
Quem
pretender
comprar
al
guns
cascos
oo
pipas de
vi
nho
verde
superior,
póde di
rigir
se
a
José
Anlonio
Fer-
naudes,
proprietário
do
hotel
da
Vista
Alegre,
nas Carvalheiras.
(2653)
DINHEIRO
A
JURO
Ha
para
dar
a
juro
de
5
p.
c.
a
quan
tia
de
8000000
reis
sobre
hypotheca
edo-
nea.
No
escripiorio
d
’
esla redacção se sa
be
quem
o
dá.
(2651)
Precisa-se
d
’
um
criado
para
cosinha
de
café
;
quem
estiver
habilitado
dirija-se
ao
cafe
Bracarense,
debaixo
da arcada
da Se
nhora da
Lapa.
(2648)
Antonio
José
Ribeiro
da
Povoa
de
Lanho
so,
e
companhia
Joa
quim
Alves
Vinagrei
ro,
de
Braga,
levam
ao
conhecimento
do
publico
que
oodia30do
corrente
abrem
a soa
carreira
diaria
entre
Braga
e
Povoa
do
Varzim
e
vice-versa, a
sair
de Braga
ás
10 horas
da
noite, che
ga
a
Barcellos
á
uma,
demora
meia
hora,
sae de
Barcellos
á
uma
meia
e
chega á
Povoa
ás
5
da
manhã.
Sae
da
Povoa
á
uma
hora da tarda chega
a
Barcellos
ás
4
e meia,
demora meia hora,
e chega
a
Bra
ga
ás
8
da
noite.
Preços:
De
Braga
á
Povoa
e
vice-ver
sa,
dentro
600 reis,
fóra
500.
Cada
passa
geiro
lem
8
kilos
de
bagagern
grátis,
pa
gando
o
excesso
a
20
rs.
por
kilo.
Escriptorios
:
Em
Braga,
em
casa
de
Domingos
Alves,
esquina
da
rua das
Agoas
e
na
Povoa
do
Varzim
em
casa de Fran
cisco Alves
dos Santos, largo
de
S.
José
u.° 8 e
9.
Braga
28
(2654)
de agosto
de
1875.
Anlonio
José
Ribeiro.
Visto.
Araújo
Corrêa.
DILIGENCIAS
DIARIAS
De Sebastião
da Silva IVevea
Entre
Braga,
Ponte
do
Lima,
Vianna,
Ca
minha,
Valença,
Monsão,
Tuy,
Vigo,
Ponlevedra
e
S.
Thiago.
Também
se
despacham
bilhetes
e
ba
gagens direclameule
de
Braga para
Lis
boa,
por
caminhos
de
ferro.
Escriptorios:
em
Braga,
na
casa
aon
de
eslava
a
Companhia
Viação
(esquina
da
Conega),
em
Ponte
do
Lima,
na
hos
pedaria
da
Theodora,
em
Vianna,
oo es
criptorio
do
annunciante. (2611)
AVISO
Banco
Agrícola e Industria!
da
Fotremadura
São convidados
os snrs. accionistas,
d’
este
Banco
a
faserem
a
3.
a
entrada
de
20
p. c.,
ou dez
mil
reis
por
acção,
desde
o
dia
1
a 8
de
setembro
proximo,
Porlo.
sede
do
Banco,
Praça
de
Car
los
Alberto
n.°
92.
Lisboa,
rua
dos Bacalhoeiros
n.° 51,
casa
David Gonçalves
Chaves.
Braga,
ca~>a
João
Baptista
Lopes.
Em
conformidade
com
o
artigo
56
§
unico
dos
Estatutos
d’
esle
Banco, previ-
nem-se
os
snrs.
accionistas,
que
não
li-
zererem
a
entrada
dentro
do
piâso
mar
cado, que
terão
a
pagar
mais
1
p. c., por
mez,
pela
demora da
entrada
ou
entradas
em
falta.
Porto
24
d
’agosto
de
1875
Eduardo
Ribeiro
Mendes
Felix
Plácido
de
Santos
Eduardo
Lyon.
(2645)
BANCO
DE
BARCELLOS
São
convidados
os
snrs. accionistas
d’es-
te
banco
a
entrarem
com a 3.
a
prestação
de
10
p>»r
°|o
ou
50000
rs.
por
acção
des
de
o
dia
1
a
5 de
setembro
proximo
fu
turo.
Os snrs. accionistas
que
se acharem
em
debito
da
l.
a
prestação,
são
convida
dos a
fazerem
as
suas entradas
dentro do
mesmo
praso
para
não
ficarem
incursos
no
que
dispõe o
arl.0
11
dos
estatutos.
Em
Barcellos
na
casa
do
banco.
No
Porto
na
Caixa
Filial.
Em
Braga
em
casa
do
agente
o
snr.
Ignacio
José
Ferreira
Torres.
Barcellos,
22
d
’
Agoslos
de
1875.
Os
gerentes,
Miguel Pereira da
Silva.
Joaquim Redondo
Paes Villas-boas.
Francisco
Marques
da
Costa
Freitas.
(2637)
ASENHA
Vende-se
uma
no
rio
Cavado.
Trata-te
na
rua
do
Souto,
n.°
26-B,
em Braga.
(2628)
José
Carlos
Machado
d’
Almeida, com
estabelecimento na
rua
do
Campo, n.°
16,
tem
para
vender
um
surtimeuto
de
cami
solas
de
lã
de
lodos
os
tamanhos,
assim
como
meias
e
culurnos,
qoe
vende
por
preços
comodos.
(2647)
PARA
O
RIO DE JIA1VEIRO
Preteode-se
um
homem e
mulher,
ca
sados, sem
filhos,
para
seguirem
com
bre
vidade,
devendo
o
homem
saber
cosinhar
e
a
mulher
lavar e engommar,
pagando-
se bom ordenado.
Falla-se
n
’
esla cidade
ao
largo
da
Se
nhora
A
Branca n.’
22.
(2649)
CARLOS
SELLEIIS
OS -Rua
da
Reboleira—OS
PORTO
Vende
cerveja
de
Bass
&
C
°, engarra
fada
ou
em
cascos,
cognac
das
melhores
marcas.
Crystal
Kumel.
Genebra Ola Tom.
Vinhos
do
Porto
e
Xerez.
Tudo
por grosso, e a
preço modico.
(2650)
Banco
Nacional
Ultramarino
São
convidados
os
snr. subscriptores
da
emissão
complementar
de
16
000
ac
ções
d’
este
Banco,
a
declararem
por
es-
cripto
até
ao
dia 31 do corrente, na
sede
do
Banco
em
Lisboa,
ou
nas
suas
agen
cias
do
Porlo,
Braga
e
Vianna, como
de
sejam
as
acções definitivas,
se
em
titulos
de
um
ou
cinco
acções
nominativas
ou
ao
portador.
Lisboa
25
de d
’
agosto
de
1875.
O
governador
do Banco Nacional
Ultra
marino,
(2652)
Antonio
Thomaz
Pacheco.
Perdeu-se
um brilhante
d
’
om
annel
desde
a
rua
Nova,
Jardim,
alé
á
rua
de
S.
Gonçalo.
Quem
o
achar
e
o
queira
entregar,
depois
de
daJos
os
signaes,
fal-
le na
rua
de
S.
Gonçal-o
n.° 2,
que
será
generosamenle
gratificado.
fC.
2631
R.
115)
Casa
de
Commissões
Antonio
Zacharias da
Silva
Coelho,
com
casa
de
Commissões
em
Braga, rua
de
S.
Miguel O Anjo
u.°
16,
ao
campo
das
Hortas,
recebe e
envia encommendas
para
qualquer
parte
do
reino,
mesmo
in
dependentes
das
estações,
a pagar
em
qual
quer
dos
pontos
pela
commissão
de 40
rs.
por
volume
até
70
kilos.
Também
remette
encommendas
ou mer
cadorias
para qualquer
parte
do Brazil
ou
nação.
Encarrega-se
dos
despachos
na
estação
das
Devezas
ou
de
qualquer
alfandega
do
reino abonando
todas
as
despesas
até
que
as
mercadorias
cheguem
ao
seu
destino,
mediante
uma
commissão
rasoa»el.
(2635)
Agencia
do
Banco
de
Vianna
CARVALHOS
&
C."
Rua
do
Soulo
n.°
'30
Esta
agencia
faz
as
seguintes
operações’:
Desconta letras
da
terra
e
de
cambio.
Encarrega-se
da
compra
e
venda
de
pa
peis de
credito.
Receae
dinheiro
á
ordem
e
a
praso
abo
nando
uros.
Empresta
sobre penhores
d’
ouro,
pra
ta,
inscripções,
acções
de
bancos
e
com
panhias.
Saca
sobre
praças
do reino e
estran
geiras,
onde
o
Banco tem agencias.
Braga,
3
de
junho
de
1875.
O«
agentes,
(R
*
)
Carvalhos
& CF
ALUGA-SE
O
primeiro
andar
da
casa n.
* 88,
da
rua
da
Boa-Vista.
ALUGA-SE
Em
consequência
da
mudança
que
houve
no
horário
do
caminho de
ferro
do
Minho,
a
Nova
Empreza
de
Trens,
sita
no
largo
de
S. Francisco
n.°
2,
altera,
pela
fórma
abaixo
especificada,
o
serviço
das
suas
diligencias
e mallas-postas.
No
seu
escripto-
rio,
onde
tem
a
Central
do
Caminho
de
Ferro
do
Minho,
vende
bilhetes
e
despacha
bagagens
e
mercadorias,
tanto
para
os comboyos
que
partem
para
o
Porto e
Douro,
como
estações
intermediárias.
ESCOLA
AMERICANA
£
Moraria do serviço das diligencias
e mallas-postas.
Qualidade
de
trens
Ponto de
par
tida
Horas
de
sahida
Ponto
de
che
gada
Horas
de
chegada
Bagagem
concedida
Demora
Malla-posta
Braga
4
da
manhã
P.de
Lanhoso
671 da
m.
8
kilos
»
P
de
Lanhoso 5 da
tarde
Braga
7<L
dat.
>
>
Braga
Vi
*
»
Guimarães
3
>
>
»
Guimarães
3 da
manhã
Braga
6
da
manhã
»
>
Braga
9
da
tarde
Arcos
v/t
>
>
V
*
>
Arcos
1
*/
4
da
m.
Monsão
6
da
>
>
Diligencia
Monsão
7
»
Valença
10
»
>
4
>
Valença
2
de tarde
Monsão
5
da
tarde
•
>
1
Malla-posta
Monsão
6
»
Arcos
10
>
>
Vz
>
Arcos
10</
x
>
Braga
3
da
manhã
>
Diligencia
Braga
9
da
manhã
Arcos
2
da
tarde
10
kilos
3/
lk
>
Arcos
3
da
tarde
Monsão
7
*
/i
>
>
»
Monsão
2
da
manhã
Arcos
6'|\
da
m.
>
'/i
>
Arcos
7
»
Braga
*/•
da
tarde
»
>
Braga
10
>
P. do
Lima
2'/,
>
»
'li
>
P.
do
Lima
3
da
tarde
Vianna
6
>
>
>
Vianna
5
damanhã
P.
do
Lima
8
da manhã
>
>
P. do
Lima
8</
x
»
Braga
1
da
tarde
>
>
Braga
12
»
Cruz
de
Real
5
>
>
>
Cruz
de
Real
5
>
Braga
10
da
m.
>
O
excesso
da
bagagem
da
malla-posta, é
de 30 reis o
kilo,
da
diligencia
20
reis,
e
o
preço
dos passageiros
é
o
já
annunciado.
(2604)
COMPANHIA NACIONAL DE TABACOS
EM
XABREGAS
A
direcção
d
’esta
companhia
previne
e
pede
aos
consumidores
dos
seus
gene
ros
que
examinem
bem
os rotulos
dos
volumes
que
compram,
porque
ha
quem
tenha
procurado imitar
os
da fabrica
de
Xabregas,
por
forma
tal, que nem
escrupulo
tem
lido
de
lhes estampar as medalhas
de
prémios,
que
esta
labrica
tem
obtido
nas
diversas exposições,
e
das
quaes, em
boa
fé,
ninguém
póde
usar,
porque
são
propridade
da
Companhia.
O
abuso
tem
chegado
a tal
ponto,
que
dizendo-se
no
rotulo
em letra
pequena
preparado
pelo
systema
(e
em
letra maior)
de
Xabregas,
no
cintado
apenas
poem com
letras
muito
grandes,
Xabregas.
Ainda
que
esta
imitação
seja
signal
evidente
de
que
os
tabacos
de
Xabre
gas,
pelo esmero de
seu
preparo,
merecem
a
preferencia
do
publico, ainda
assim
póde
este
ser
illudido,
comprando
como
de
Xabregas,
tabacos
que
o
não
são; e
é
por
isso
que
aos
referidos
consumidores
se
pede
que
prestem
toda a
sua allen-
çâo
aos
rotulos
dos
volumes
que quizerem
comprar.
A
direcção da
Companhia
de
Xabregas
nunca
veio
á
imprensa
fazer an
nuncios
para
inculcar
os
seus generos, nem para
os
vender
tem
procurado
imiiar
os
rotulos
das
outras
fabricas,
nem
mesmo
dá,
porque
nào
póde
dar,
as
commissões
que
estas dão
pela
venda
dos
seus
generos.
A
direcção
não
quer
por
em
quanto
proceder
contra o
abuso de
tal
imita
ção
que
envolve
fraude;
e
limita-se
a
desejar
que
se
proceda
com
a
fabrica
de
Xa
bregas,
com
a
mesma
lealdade
com
que
ella procede
para
com
as
outras
fabricas.
Em
Braga,
os
depositos
dos
tabacos
d’
esta
Companhia,
são
em
casa
dos
snrs.
João
Antonio
d'01iveira
Braga,
rua
do
Souto
38,
e
Mathias
Dias da
Fonseca,
lar
go
do
Barão
de
8.
Martinho n.°
7.
(2640)
Um
piano
forte. Para tratar,
no
cam
po
de
D.
Luiz
I,
o.°
1
(entrada
da
rua
dos
Capellistas.)
A.
RIBEIRO
1NJECÇÃ0 BARN1T
E
’
já
bem
conhecida
a
sua
efticacia
em
curar
em
menos
de
S dias,
toda
a
qua
lidade
de
purgações,
como
o
póde
aties-
tar
a
venda
de
mais
de
2.000
frascos.
Deposito
em
Braga,
na
pbarmacia
do
Hospital
de
S.
Marcos.
(2641)
Campo
de
D.
Luiz
7,
n.°
7.
(Entrada
da
rua
dos
Capellistas.)
Tem
grande
sortimento
de
fazendas
de
lã
modernas,
para
vestidos,
preços
bara
tíssimos,
100,
120,
e
160 rs. e
de maior
preço.
Chitas
largas
de
90,
100
e
120 reis,
goarda-solinhos
para
senhora,
desde
10000
reis
até
3000;
tranças
e
cuias
para
ca
beça
de
senhora
;
leques
pretos
e
de
cô
res
dos
mais
modernos
para
senhora
; la
ços
e Gchus
de
seda
para
senhora,
e
mui
tos
artigos
proprios
do
seu
estabelecimento.
(2630)
COMPANHIA GEBAL
DE
SE
GUROS
LA
UNIÃO, DE MADRID
Segura
nas condições
mais
vantajosas
contra
o
risco
de
fogo,
e
lambem contra
os
prejuizos
causados
pela
explosão
de
gaz,
ou
pelo
raio.
Verificam-se
os
seguros
n
’esta cidade
de
Braga no
escriplorio
de
Ferreira
Bor
ges
&
C.
a
,
praça
do
Barão de
S.
Martinho
n.°
26—
1.°
andar.
(2637)
METAES VELHOS
Na
travessa
de
S.
João
n.°
5,
com-
pra-se
toda
a
qualidade
de
metaes, e
ferro
velho
até
mesmo fundido.
(860)
João
Manoel
da
Silva
Guima
rães.
—
Rua do
Souto
n.°
43.
Compra
e
vende
Acções
de
todos
os
Bancos
e
Companhias,
Inscripções de As
sentamento
e
coupons. (581)
Recentemente
chegado
a
esta
cidade,
aonde
pretende
demorar-»e algum
tempo’
oífrrece
os
seus
serviços
ao
respeitável
pU.
blice
em
tudo
que
disser
respeito
á
sua
arte.
Extrai,
cura
e
conserta
os
dentes
caria
dos,
colloca dentes
artiíiciaes,
com
per
feição
e
cura
todas
ss afiecções
da
boc-
ca
;
especialidade
da
escola
moderna.
Con
sultas
e
exlracção
de
dentes
aos
pobres,
grátis
das 8
ás
9
horas
da
manhã.
Consultorio,
Campo
de
SanfAnna
n.0
1
—
B
2.®
andar.
(C. 2614
R.
105)
PADRE
SENNA
FREITAS
A
TENDA
BE
MESTRE
UCAS
Romance
religioso
original
1
vol. 400, pelo correio 430
A
’
venda
na
Livraria
Chardrou
—
Editor,
Rua
du
Campo,
n.°
22
—
Braga
Alugam-se
os
altos
da casa
n. °
22,
que
tem
commodos para
numerosa
fami
lia.
Trata-se
na
mesma
de
seu
aluguel
e
póde
ver-se
a
toda
a hora
do
dia.
(2626)
Asphalto Nacional
da Mina
de
Aseche
A
Companhia
de
Lisboa
com
escriplo
rio
no
Porto
na
Rua do
Bomjardim
n.°
365,
previne
os
seus
freguezes
e
o
publi
co em
geral que
continua
a
encarregar-
se
de
qualquer
obra
a
que
seja
applicavel
o
asphalto,
assim
como terraços,
impenas,
passeios
em
jardins
e
nas
ruas
publicas,
ca
*
valheriçes,
eiras,
ele.
A
mesma
Companhia presta-se
a
ga
rantir
o
bom
resultado
do
seu
trabalho,
sendo
suíficienle
para
recommendar
o
seu
asphalto,
a
perferencia
que
lhe
tem
si
do dada
pela
administração
das obras
pu
blicas
e
o
repelido
chamamento
para
subs
tituir
asphalto
que
se
por
ahi
pregoa,
co
mo
vindo
do
estrangeiro.
Todos
os
snrs.
que precisem
qualquer
encommenda
d
’
este
genero,
podem
fazel-a-
no
Porto
Rua
do
Bomjardim
n.'
365,
e
em
Braga, na
Fabrica
da
Fundição
do
Minho.
(2535)
NOVA
FUNDIÇÃO
DE FERRO
DE
Antonio
Germano Ferreirinh»
NA
Travessa
de
S.
João
Aonde
faz
toda
a
obra,
assim
como
bombas,
conçoilas,
columnas
para
gaz,
pe-
zos
novos,
panellas
á
ingleza
de
todos os
tamanhos,
canos
para
agoas
e
gaz,
e
toda
a
obra
de
fundição,
como grades
para
sacadas,
obra
de
metal,
sinos e
outros
ob
jectos
de
igual
teor etc.,
pelos
preços
do
Porto.
ALMEIDA
& PEREIRA
Largo
do
Barão
de
S.
Martinho n.°
18
Compram
e
vendem
acções
de
lodos
os
bancos
e
companhias,
e inscripções
d
’
assenlamento e
coupons.
(I)
RIO DE JANEIRO.
A
ealiir de Lisboa
Passagens a
preços
reduzidos.
Caminho
de
ferro
grátis.
A
barca
«Lisboa»
de
1:200
to-
nelladas,
com
espaçosa
cama
ra
de
ré para
passageiros de
proa,
vae
satnr
com
brevidade.
Os
snrs.
passageiros
que
quizerem apro
veitar o ensejo
de
seguir o
’
este
excellente
navio,
queiram
dirigir-se
ao
escriplorio de
Soares
&
Irmão,
Praça
de
Sanla
Theresa,
n.°
47.
—
Porto.
(U
’
«)
BRAGA :
TYPOGRAPHIA LUSITANA — ^75. - É o formato de
-
comerciominho_31081875_390.pdf
Parte de Comércio do Minho (O)