comerciominho_30091875_402.xml
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-
i-tóTuzAAA.v
^wew
scaBaPo
eragt
^irn^y^sqtrMMfrayMaaragfca^fccrc^
Assigna-see
vende-se
no
escriptorio
do
editor
e
proprietário
José
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.°
3E,
para
onoe
deve
ser
dirigida
toda
a correspondência
franca
de
por
.e.=
As
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas;
assnu
corno
as
correspondên
cias
de
Interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E SABBADOS.
T~FT
Mn»7
iíi'5irírâ~~\
__
P
reços
:
Braga,
anno 1/5609 rs.=ScRiestre
850
rs.==Promn-
cias,
anno
25400 rs
e
sendo
duas
45000
rs.
—Semestre
1525o
rs.--=Brazil,
anno
15400 rs.=Semestre 25300
rs.
moeda
forte
ou
105000
reis
e
55500
reis
moeda
fraca.=Amauncios
por
linha
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignantes
20
%
cPabalimento.
JBKAGA
—ÇJUIVTA-FEaKA
Stó
BSE
A
libcA-dade <io
Ulifiiíielo.
corporações
religiosas
para
os
repartir
en
tre
si
e
os
seus,
extinguiram
essas
cor
porações,
lançando
á margem ao ostra
cismo
e
á
miséria
os
membros
das
mes
mas
que, quando
s>
us
bens
e
haveres
não
fossem
um
insenlivo
ao
extorcivo
acto
da
exliocção para
a
delapidação
e
roubo
d
’
elles,
havia
mais
0
assombro
que
a
virtude
e
moralidade
d
’
essas
corporações
causavam
ao
liberalismo
;
e
é
sabido
que
a
liberdade
do
Mindelo
não admilte
0
exercício
da
virtude
e
da moral.
No
pacto
violentado
de
Evora-monie.
estabeleceu-se
um
subsidio
aos
olliciaes
do
exercito
vencido.
A e-tes
quando
se
desallendessem
os
seus
direitos
e
paten
tes
pelo
facto
de
servirem
no
exercito
realista,
devera
ter-m
em
consideração
que
eram olliciaes
do
exercito
portuguez,
al
guns
encanecidos
no
serviço
desde
a
guer
ra
peninsular
e
que
se
se
conservaram
no
exercito
do
sur.
D.
Miguel
foi
por
que
0
seu
dever
militar
a isso
por
moi
tas
considerações
os
obrigava ;
mas
não
se teve
em
vista
consideração
alguma.
Mandaram-se
corn
guias
para
diflerentes
pontos,
preceuemlo aviso
ás
guerrilhas
facinorosas
que
0
liberalismo
para
isso
dissimmara,
assim
de
que
no
transito
os
fossem
assassinando;
e
aquelles
que
por
milagre
escaparam
ao
punhal vandalico
do
liberalismo,
foram
morrer
de fome
para
casa, porque
0
subsidio
nunca
lhes
che
gou.
Se
algum
posteriormente
procurou
collocação
civil ou
militar em
que
pelo
trabalho
tirasse
alguns meios
de
subsistên
cia,
foi
(Jesallendido por
miguelisla.
Ainda
confiados
nas
promessas
fallases
dos
liberaes mo
desanimaram;
á
custa
de
muno
sacrifício
e
privações
trataram
de
educar
seus
filhos
com
0
intuito
de os
habilitar
a
um dia alcançarem
uma-cofio-
cação
que
os
posesse ao
abrigo
da
misé
ria,
mas
fatal
decepção
!
—
com
quanto
ha
bilitados
e
em
condições
de
perferencia
a
empregos
de
que
0
governo
fiz
leilão
pa
ra
quem
mais habilitado
seja
—
os
filhos
dos
Itgitimi.-làs
sào
perteridos
por
nulida
des
e
analfabetos.
E
’
que os
liberaes
são
a
imagem
viva
do lobo da
fabula.
Ora
quem
dirá
ahi
que
tudo
isto
oão
sejam
rasgos
de
acrisolada
liberdade
?
Depois
de
extmcias
as
ordens
inona-
chaes-mascolinas,
e,
como
dissemos,
rou
bados
seus
bens,
qne
eram
muito
pro
prios
d
’es?as
ordens,
havidos por legíti
mos
e
legaes
meios
de
aequisição, a
co
biça
liberai
achou
outra
fonte
onde
saciar
sua
gauancia—as
oídios
mooachaes-femi-
uiuas.
E
os
consum
dos
respeitadores da
liberdade,
se
uão
puderam
d
’
e»sa
vez pôr
as
religiosas
oa
tua,
prohibiram a
futura
profissão
(sic)—os íim
foram
os
mesmos
e
vêem-se
;
acabadas
is
existentes,
rou
barem
os bens,
mus
eises
fins
eram aco
bertados
da
fanfanice
liberal
de
que
a
reclusão e
0
celibato se
opponham aos
princípios
liberaes
(!)
No
eniatiio
os
mesnos
puncipios
que
oão
admillem
a
reclusão
voluularia
de
meia
duzia
de
mulheres,
cujcs
impulsos
de vir
tude
e
religião
a
isso
is
chama,
authori-
sain,
e
alé
pela
immonlidade
de
que são
eivados, encaminham
para
a
prostituição
milhares
de
desgraçadas
mulheres
que
ahi
povoam
o»
lupanares
legaes.
E
dizemos le
gues
porque 0
governo
liberal
oão
nega
diploma
de
aulhorisaçào
a
quantas
infe
lizes
se
queiram
lança
*
no
charco
da
prostituição
e
du
vicio.
Abi
as
vèmos
aos
cardumes
encbame«ndo
çs
prostíbulos
da
devassidão,
e
expandindo por
essas
ruas
e
praças publicas
os
donaiies
da
impodicicia
com
lodo
assentimento ia
authoridade
li
beral.
Também
ninguém
negará
os bons
ares
de
bem
entendida
que
te
dá
esta
liber
dade.
Em
conclusão:
—
a
literdade
do
min-
delo
é
a
ampla
faculdade
para
todo
acto
que
se
opponha á virtude e á
moral.
Esta
matrona
virago,
que,
á
similhança
de
arlequim
de
leira,
os
empresários
do
liberalismo
ahi
apresentam
cheia de
ai-
rebiques
e
cáio
para
lhe
encobrirem
a-
raigas
e
a
hediondez du
aspecto,
é
a mais
consumada
aniithese
da
famosa
cognomi-
uaçao
com
qne
o
apresentam.
Se
abrirmos
um
diccionario
e
procu
rarmos
o
-.
pregoado
sub>laulivo achamos,
por
exemplo:
«Liberdade,
faculdade
de
obrar
ou
deixar
de
obrai
;
condição
do
que
não
é
escravo
ou
do
que
não
está
pnso;
alforria;
faculdade
de
laser 0
que
a
lei
não
prulnbe
;
grande
ou
demasiada
familiaridade;
indepeudencia
etc »
Isto
di-
sem
Morais,
Fonseca,
Roquelte
e
outros
nescius
que
escreveram
diccionarios,
dei
xando de
mencionar
os
significados
da
liberdade
do
Mindelo.
Dii-nos-hào
que
aquelle
el
coclera
é
abrangivo
do
resto;
mas
nao
estamos
com
isso
conformes,
e
rasão
temos
de
ser
exigentes
quando
não
admitliíi.os
que
um
simples
etc.
venha
supptir
uma
ião
farta
quantidade de
si
gnificados.
Corrijamos
pois
os
diccionarios
e
que
seus auctores
tenham
paciência
em
nos
relevarem
do
commeltimento.
Sejamos
edi-
ctores ao
menos
do
celebre
substantivo e
aos seus
significados
augmeotamos
por
nos
sa
conta
0
que paiece
mal
eaar
supprin-
do
aquelle el coelera.
«Liberdade
etc.... do
Mindello
:
desi
gnação
pur anlifra.se
dada
ao
sistema
de
governo
que
domina
ha
42
annos
em
Por
tugal;
licença,
libertinagem, devassidão,
immoralidade,
corrupção,
roubo,
assassí
nio,
peculato,
íalcaiiUd,
orgia,
deboche,
opptesoào,
escravidão dos
contrários;
Ca
ris
para
encobur
as
mais
tremendas
pa
tifarias.
Armadilha
ou
rede
de
arrastar
papalvus
etc.
etc. etc.»
Ora
se
ha
ahi
quem
se
julgue
habi
litado
a
vir
díspular-nos
a
ra
*
ão
do
au-
gmeuto
e
correcção
ao
diccionario,
appa-
rtça
e
descietcie
que
prompto
e
de boa-
mtnie nos acha
disposto
a
acceilar
0
reptu
;
uo
entanto de
antemão daremos
alguma
rasao
do
nosso
dito.
Com
algumas
centenas de desnaturados
portugueses
e
estrangeiros
prepegus
de
presigangas
que
por
geutilesas
os
deti
nham
ià
por
e#sas
terras
em
que us
não
toleravam
á solta
; veio 0
sur.
D.
Pedro
lambem
escorraçado
do
Brasil
teular
for
tuna
em
Portugal
de
que
se
havia des
naluralisado
;
e
por
uma
coincidência
mui
to para
notai,
aportaram
á
praia dos
La
drões
(desde
então
chamada
do
Mindelo,
porque
em
casa de
carrasco
não
se
falia
em
corda).
Ahi
onde
a
traição
lhes
dei
xou
o
passo íhre,
desembarcaram
e
de
pois
de
uma guerra
em
que
as
forças
ma-
leriaes
e
moraes
de
quatro
nações
se
em
penharam
conseguiram,
ainda
assim
não
sem
custo,
impor
ao
povo
portuguez o
mais immoral
e nefasto
governo
que
to
davia
alardeavam
de
liberal.
Estabelecidos
assim
com
precedeucia
de
pomposos
programaras
começa
0
rei
nado e
com
elle
as
lorpesas
que
não lem
ainda
assim perfeita
explicação
nos
sub
stantivos
sinouimos
que
acima
addiciouá-
mos.
Assim
tem
se
visto
qoe
a
liberdade
do
Miadtlo
é
uma
liberdade
muito
excepcioual
e notável;
é
a
liberdade
pura e
simples
mente
para
0
mal;
é
a
liberdade
restrin
gida
aos seus
proprios apostolos e
dou
trinários
para a
exercerem
a
seu
modo.
Em
um
dos
primeiros
rasgos
de
libe
ralismo
com
que
iniciaram
seu
reinado,
os
mindeíeiros
quiseram
provar
á sacie
dade
que
lá
linhain
as
soas
rasões quan
do
aproaram
as praias
dos
Ladrões.
Roubaram
os
quantiosos
haveres das
O
liberal
mindeleiro
deixa de
0
ser se
|
lôr
um
homem
de
bem,
se
fôr
religioso,
*e
não
fôr
utn devasse e dusrespeilador
da
moral.
Se
ao
contrario
fôr
um
exem
plo
vivo
de
iinmoralidade,
um
eguisla
amigo
do alheio,
um
devasso
erotim,
e
sobretudo
um
tenaz perseguidor
da
Egre
ja,
um
inimigo da verdade e do direito,
esle
é
0
homem
tipo
liberal
mindeleiro.
E
’
0
<jue
vemos,
e
ninguém,
cujo intui
to
não
seja deturpar
a
verdade
histórica
e
dos
acontecimentos
de
ha
42 ânuos
de
governo
liberal,
se
atreverá
a contes-
tal-o.
Pouco
esboçada
vae
a
celebrada
liber
dade
mindeleira,
mas a
suprir
a inópia
do
esboço
está
ella
ahi
em traços
salien
les
que
farie,
revelando se com
Ioda
a
sua
hediondez.
Abram
os
olhos os
incautos
em
cujo
animo
tenham calado
as
femen
tidas
conveniências que
ella
em
falias
ca
pciosas
se
aiiribue
;
abram
os
olhos, di
zemos,
e
0
desengano
não deixará
duvi
das desillmlindo
0
menos
precavido com a
apresentação
núi
e
descarnada
d
’
essa
idra
medonha
e
horripilante
chamada
por
nega
ção—liberdade...
do
Mi
odeio.
J. MACHADO
JUN1OB.
BEVISTA EHHÁNGEIBA
Noticiou-nos
o
telegrafo que
0
bispo
de
Seo de Urgel
se
evadira
a
bordo
d
’
um
vapor
inglez.
Esta
noticia
ainda
não está
con
firmada.
Farbes
20.
—
A brigada de
Valença pas
sando
d
’
Areyon
para
a
Navarra,
foi
con-
dusida
a Gavarnie
por
traição
dos
guias
hispan
hoes
Oitocentos
carlistas
chegaram
a
Far
bes.
Hendaya 21.
—
O
general
Saballs
escre
veu
a Martinez
Campos
disendo-lhe
qoe
protesta
contra a
’
violação
pelo
governo
aíloosista
dos tratados
que
disem
respeito
aos
prisioneiros.
Declara
que
não
fará
nenhuma
troca
até
que
0
bispo d’Urgel,
ultrajado
pelo
governo,
seja posto
em
liberdade.
A
casa
da
camara
de
Heroani
está
redusida
a
om montão de
ruínas.
Tolosa
18.
—
A
familia
real
estabelecida
momentaneamente
no
palacio de
Vertiz.
conlinúa
a
ser
objecto
das
ovações
das
populações
carlistas. S.
M.
a
Bainha D.
Margarida
de
Bourbon,
ao
lado
do
seu
au
gusto
esposo,
cercados,
do
puncipe
here
ditário,
D.
Jaime,
e
de
suas encantado
ras
irmãs,
D.
Branca,
D. Elvira, e D.
Beatriz,
nos
apresentam
o
futuro
da
His
panha catholicú.
O
combale
do
dia
la de
setembro
so
bre
as
nossas
linhas
de
Guipuzcoa, foi
sobre
quasi
lodos
os
pontos,
um
glorioso
leito
d
’
armas
para
os
nossos
intrépidos
batalhões.
Do
lado
de
Irnn
somente,
lendo 0
inimigo
lançado
forças
consideráveis,
cal
culadas
em
3:000
nomens,
sobre
Urcabe
e
Oyarzum defendido sómente
por
duas
companhias
carlistas,
arrombou
triunfal
mente
portas
abertas.
Sendo
0
combate
insustentável
e
as
posições tào pouco
importantes
que era
inútil
defendel-as
a
mais
não
poder,
so
bre
tudo
u
’uma
tal
desproporção
numérica,
os
nossos
retiraram-se
em
boa
urdem
sem
perder
nem um
só
homem,
nem
um
só
objecto.
de
guerra.
O
inimigo
aproveitando-se
d
’e>ta
reti
rada
absolutamente
ordenada
peias cir-
cumstancias,
eotrou
em
Oyarzun,
aonde
se
não
atreveu
a
passar
a
noite.
E
’
esta
a verdade
absoluta sobre
este
aconteci
mento
ao
qual a
imprensa
revolucionaria
não
se poup»
em
dar
uma importaucia
que
elle nào
tem.
Lê-se
no
«Cuartel
Real»:
Estella
22.
—O
aílo
de
S.
Cbristobal
de
Pamplrna
foi
recuperado
pelo
8o
ba
talhão
de Navarra
na
retirada do
inimigo.
Idem
23.
—
U
inimigo
encontrou
gran
des
foiças
em
Pamploua
e
mimediações.
Parece
que
hm
rações
para
dois
dias
e
que se
di^põr
*
a
faser
alguma
operação.
Os
nossos
batalhões
á
frente
do
ini
migo,
estão
dispostos
a
recebei
0
e
ancio-
sos
por
se
baterem.
Echarri
—Aranaz.
—
Agora
mesmo
entra
aqui
S.
M.
Ames
de
sahir
de
Lecuuiberri
confe
renciou
com
S.
A.
R.
0
conde
de
Gaserta.
Ao
dirigir-se
aqui
visitou 0
forle
da
Trindade que
defende
a
entrada
da
Bar-
raoca.
Todas
as
povoações do
transito
esta
vam
illuminadas
e
lodos
os
habitantes
es
peravam
a
chegada
do
f
<
í
que
acclama-
ram
com
delirio.
Oiquina
22.
—
Guelaria
rompeu
0
logo
de
canhão hontem á noite.
As
nossas
ba
terias
responderam-llie
vigorosamenle.
Con
tinuou
toda a noite com uma
pequena
interrupção
e
boje
couiiuúr.
Apresentou-
se
hontem
á noite
um
vapor
com
lanchas.
Mais
de 80
granadas
nossas lebcnta-
ram
dentro
do
povoado durante
a
nuite.
-
■
*
ZMXr
**
------------------
Amigos
e
cullegas
:
Peço
publiqueis
0
seguinte, que
n
’
esla
data
envio
ao
director
do
«Jornal
do
Mi
nho».
28
de
setembro
de
1875.
DIAS
FREITAS
lilniprasaBDaeiato.
Empraso
0
auctor
da
carta
do
Porlo
(?)
publicada
em
0
n.°
77 do
«Jornal
do
Minho»
para
que,
sem perda
de
tempo,
me
illucide
sobre
0
verdadeiro
significado
das
seguintes
palavras,
referentes
ao
signa
tário
(festas
linhas:
...«que
passeia
em
Braga
com detrimento
publico
segundo é
voz
geral 00
Poito e
fóra».
DIAS FREITAS.
GAZETILHA
Santa
FiBos»ena.
—
No
proximo
do
mingo
festeja-se,
no templo
do
Salvador,
a
Imagem
de
Santa
Filomeua.
De manhã
ha
verá
missa
cantada,
a
grande
instrumental;
exposição
todo
0
dia,
e
de
tarde
ser
mão,
prégado
pelo
distincto
alnmno da
Universidade,
padre
Constantino
Ferreira
(fAlmeida,
e
no
fim
Te-Deum, lambem
a
grande
instrumental.
No
sabbado
haverá illuinioação,
logo
do
ar,
e
basar
de
prendas,
que
continua
rá
na
larde
de
domingo.
Com«Texame
*
íànae
*
<3c
instrucçito
seeuntilarin
—
O
«Diário»
publica
o
nome
dos indivíduos
que
teem
de
compor
as
commissões dos
exames
d
’
insliucção
secundaiia,
a
que
no proxi
mo
outubro
se
ha
de
proceder
em
Lisboa,
Porto
e
Coimbra.
Os
do
Porto
são
os
seguintes
:
Presidente da
commissão
de
exames
:
Conselheiro
José
Pereira
Reis.
Vogues
da
commissão.
Para
as
inesas
de
portuguez, latim, his
toria
e
filosofia
Dr.
Anlonio
João
da
França
Betlencourt,
lente
da
universidade.
Manuel
Pinheiro
de
Almeida
e
Azevedo,
professor do liceu
de
Braga.
Delfim
Maiia
de
Oliveira
Maia, idem
no
I
do
Porto.
Para
a
meza de
inglez
Dr. Anlonio
João da
França
Bettencourt,
leole
da
universidade.
Luiz
Antonio
Pinto de
Aguiar,
professor
no
liceu
do
Porto.
Florido
Telles
de
Menezes
e
Vasconcel-
los.
Para
a
mesa
de
malhematica
Gustavo
Adolfo
Gonçalves e
Sousa
—
lente
da
academia polylechnica.
Dr.
Anlonio
Pinto
de
Magalhães
Aguiar
—
idem.
Pedro
de
Amorim
Vianna
—
idem.
Para
a
mesa de
desenho
Os
dois
primeiros
da mesa
antecedente.
Anlonio Soares
dos
Reis
—
socio
de
méri
to
das
academias
de
bellas
artes
de
Lisboa
e
Porto.
Para
a
mesa
de
inlroducção
á
historia
natural
Dr.
Rayinundo
Venancio
Rodrigues—lente
da
universidade.
Dr.
Adriano
de
Paiva
Faria
Brandão
—
len
te
da
academia
polylechnica.
José
Carlos
Lopes
Júnior
—
lente
da
es
cola
medico-cirurgica
do
Porto
Perycauti»
imiocente. — Um
dos
cavalheiros mais
respeitáveis d’esla
cidade
pela
sua
illuslração
e
probidade
inque
brantável,
envia nos
o
seguinte,
a
que
gos-
tosaiuente
damos
publicidade:
«Com
que cara
licaria
o
snr.
Boqne
II
ao
lêr
—
se
leu
—
a
honrosa
carta
que
o
snr.
J.
Fontellas
lhe
dirigiu,
agradecen
do-lhe
o
generoso
cuidado de
lhe
furtar
os
versos,
e publical-os
como de
sua
la
vra
?
—
■Com
a
mesma
com que
ficará de
pois
de
dar
á
luz
o
seu
romance—
Misté
rios
do
cárcere—
se
é
seu
;
porque
ces
teiro
que
faz
um cesto
faz um
cento.»
Nao
espere
o
nosso
presado
amigo
pe
la
publicação
do
tal
romance.
O
creançola
nem
ao
menos sabe
escre
ver
o seu
nome,
conscientemeie.
E
’
um
pachiderme,
nào
vai
um
alho.
Appoàamos
—A-
«Palavra»
lembra
a
conveniência
da
publicação,
em
opusculo,
dos
escriplos
do nosso
presado
collega
M.
Marinho,
iusertos
na
Semana
Religiosa
Bracarense,
sob
o
tjlulo
de
—
A
reforma
do
clero.
A
ppoiamos.
Errata.
—
No
escripto,
publicado
em
o
n.°
antecedente,
sob o
titulo
Aos
ha
bitantes
da
freguezia
de S.
Paio
de
Mere
lim
e
circumvisinhas,
saiu
errada
a
data
:
onde,
pois,
se
lè
—
1865,
leia-se
1875.
Falleeimento.—
Falieceu
a
n
te-h
on
tem
a
snr.a
D.
Rosa
Angelina
d
’
Almeida
Peixoto,
mãe
do
snr.
Peixoto,
escrivão
da
administração
do
concelho.
A
linada
leve
homem
oíficios
fúnebres
na
egreja
do
Carmo,
sendo
era
seguida
condusida
para
o
cemiterio.
Damos
os
nossos
sentimentos
á
familia
da
íioada, e
peditnos para sufíragar
a
soa
alma
as
orações
dos
leitores.
Não
se «leve brincar com cou
sas
sérias.—
Havia
um
respeitável cura,
tão
bom
e tão caridoso
que
mais
não
podia
ser,
e
por
isso
muitas
vezes
era
viclima
de
amargos
logros
da
gente le
viana
e
ociosa.
•Uma
noite
vieram
chamil-o
a
toda
a
pressa
para confessar
um
enfermo;
o
cura
levantou-se
logo,
e
cinco
minutos
depois
subia
elle um
quinto
andar
e
ba
lia
á
porta
d
’
uma
mansarda.
Alguns
homens
e
mulheres
rodeavam
um
leito,
e
olhavam sorrateiramenle
uns
para
os
outros,
mal
podendo conter
o
sério.
O bom
cura
que
de
nada desconfiava,
approximou
se
do
leito,
tomou
a
mão
ao
doente e
sentindo-a
inerte,
taleou-lhe
o
pulso, (pie
não
achou.
Voltou-se eotão
para
os
circumslantes,
e
disse-lhes
pena-
lisado
:
—Meus
lilhos,
é
muito tarde
!
vosso
smigo
eslá
morto
!
As
mulheres
não
poderam
mais con
ter-se,
e
deixaram
escapar
uma
gargalha
da
suffocada.
O
cura franziu
o
sobrolho,
e
com voz
íirme
repetiu:
—
Minhas
filhas!
vêdé... eslá
morfo
e
bem
morto!
Todos
se
precipitaram
sobre
o
corpo
do
infeliz
que
jazia
inanimado
no
leito,
e
o
riso
deu
logar
ao
pranto e aos
gemi
dos
;
e
lodos
á
porfia se
prostraram aos
pés
do
santo ministro do
Senhor,
sup-
plicando-lhe
perdão
!
—
Porque me
pedis
perdão?—
lhes per
guntou
o
cura
admirado
—
Oh!
Senhor
cura
—
exclamaram as
mulheres arrepelando-se
todas
—nós
somos
gente
sem
joiso,
somos
umas
miseráveis!
Este
homem
fiogiu-se
enfermo
por
nosso
conselho,
afim
de
que
vos
podessemos
mandar
chamar
e
obter
de
vós dinheiro
para
as
nossas
orgias
!
Oh !
miseráveis
!
miseráveis!
nós
queríamos
abusar
infame-
rnenle
da
vossa
bondade, da
vossa
cari
dade,
e
por
isso Deus
nos
castigou
se-
veramente...
nosso
companheiro
está
mor
to
!
—
Meus
filhos
—
retorquiu
o
cura
diri
gindo
se
a
todos
—
fizestes
uma
acção
má,
muilo
má,
infame
mesmo!
Mas
vistes
qual
foi
o
resultado
de
vossa
indesculpável le
viandade ;
sirva-vos
isso
de
exemplo,
e
para
o
futuro
lembrae-vos
e
fazei
qoe
vossos companheiros
se
lembrem
de
qoe
nunca
se
deve
brincar
nem
abusar
das
cousas
sérias
—(O
Bom
Ladrão).
Anedoetas.
—
Queixara
se
ao
impera
dor
da
Rússia
(Alexandre
I)
um
de
seus
camaristas
por
não
lhe
permittirem
suas
circumslancias
o
fazer
face
a
todas
as
des
pezas
em
que o
induzia
a
sua
alta
po
sição
:
no
dia
immedialo
manda-lhe
Ale
xandre
um
livro
ricamente
encadernado;
abre-o
o
fidalgo,
e reconhece
etn
cada
pagina uma nota
do
banco
de
S.
Pelers-
burgo.
Passam-se
dias
e
não
pouco
se
admira o
soberano
de
qoe
nem
uma
pa
lavra de
agradecimento
lhe
dirija
o
ca
marista,
o
qne
o
faz
desconfiar
de
não
haver
chegado
o
presente
ao
seu
des
tino,
e
por
isso
lhe
pergunta
:
«Condo,
nào
recebeste
a
obra
que
te
mandei
?»
—
«Sim,
senhpr,
lhe
responde
o
camaris
ta,
e
se
ainda
o
não
agradeci,
loi
porque
eslava esperando
pela
continuação,
para
depois agradecer
por
junto
a
Vossa
Ma
gestade.»
No
dia
seguinte
mandou
lhe
Ale
xandre
I
outro
volume
contendo
igual
va
lor,
mas
com
esle
titulo:
Tomo
11
e
ul
timo.
=
Havendo
sonhado
um
principe
alle-
tnào
com
tres
grandes
ratazanas,
uma
muito
gorda,
outra magríssima,
e
a
ter
ceira
cega,
consultou
uma
cigana
afamada,
que
assim lhe
disse:
«A
ratazana
gorda
é
o
vosso
primeiro
ministro,
a
magra
é
o
povo,
e
a
cega
sois
vós,
senhor».
=x
Pisistrato,
descendente dos
Sohera
nos
d’Alhenas,
foi
idolatrado
pelo
povo,
e
cegamente
obedecido
sempre,
apesar
da
opposição
de
Solou.
Assistindo
sua
filha
um
dia
a
uma
ceremtnia
religiosa,
um
mancebo
que
apaixonadamente
a
amava,
em
om
excesso
de
amoroso
e
frenetico
deiirio,
a
abraçou,
e
até
d
’
ahi
a
dias
tentou
raptal-a.
Offendidà
com
lauta
au-
dacia
a
familia
da
joveo,
obsonadamenle
exigia
de
Pisistrato
que
se
vingassè
d’a-
quelle
homem.
a.E
porque
lhe
hei
de eu
querer
mal?
respondeu
;
se
aborrecermos
os
que
nos amam,
ou
a
qualquer
dos nossos,
que
faremos aos
que
nos
aborrecem?»—
E
longe
de
punil-o,
era
o
mancebo
d’
ahi
a
poucos
dias
esposo
de
sua filha.
=>
Estava
um
dia
á
sua
janella uma
senhora
fidalga,
viuva
e
mui
discreta,
quando
viu
uma
sua
creada
andar
var
rendo
da
loja
para
a
rua,
triste
como
a
noite,
afiogueada
como
uma
romã,
e
chorosa
como
uma
Santa Maria
Magdale-
na.
Vae
ler
com
ella,
e
com
suavidade
lhe
pergunta
o
que
assim
a
pena?
Era
o
caso
que
a
boa
da
rapariga
linha
nas
cido
de
gente
limpa
e
em
casa
farta, e
em
pequena
tivefa
creada
para
a
servir.
Por
morte
dos
paes
cahira
em
pobreza,
o
que
a
trazia
a
servir
por
casas alheias.
«Não
se
me
dá
do
trabalho,
soluçava
el-
ia
;
o
que
me
costa
é
a
vergonha;
an
dar
aqui
a
varrer
á
vista
de quanta
gen
te
passa !..»
A
dama
lhe
toma
das mãos,
sem
enfado,
a
vassoura, e
se
põe
a
var
rer
mui
desassombradamente
a
testada da
sua
casa.
Ficou
a
serva
a
principio
a
olhar
para
ella
estupefacta
; depois quiz-lhe
ir
á
mão.
—«Deixa
estar,
íilha,
lhe
tornou
a
senhora
;
isto
não
me custa;
que
vergo
nha
é
fazer
a
gente
coisas uteis
?
outras,
que
eram mais
que
Iti e
eu,
as
fiizeram;
a
Virgem
Maria
(e
mais
era
descenden
te
de
muitos
Beis,
e
emtim
era a
Vir
gem
Maria)
lenho
por
certo
que lambem
varria
a
sua
cosinha, como tu
ainda
ago
ra
fazias
;
e
o
Filho
de Deus, com
ser
o
Filho
de
Deus e
o
Senhor
do
ceo e da
terra,
não
viveu
trinta
annos
em
tama
nha
humildade, desde
as
palhinhas
do
presepio
até
ser
preso,
esbofeteado,
e
pre
gado
n
’
uma
cruz? estou
vendo
que
elle
não
havia
muita
vez de
tirar
a
vassoura
das
mãos
de
sua
Mãe
Santíssima
para
varrerem
logar
d’
ella
!...
Andae,
filha,
andae
;
nào
façamos
nós
de
que nos
en
vergonhemos,
que
lá
o
trabalhar no
que
se
faz
mister,
não
é
cousa
porque
haja
mos
de
córar.»—
O
sermão
não
fóra
en-
commendado, mas
foi
pago;
a
creadioha,
que
era
já
boa,
íicou
óptima.
Bom
é
archivar
factos
d
’estes, não
com
a
esperança
de
que
entre
nós
se imitem,
pois
é
o
orgulho
utn
de
nossos maiores
defeitos, mas como
honrosos
para
a
hu
manidade.
=»
Reprehendia
asperamente
uma
nomo-
radeira
a
seu irmão
por
ser
jogador como
nunca se
vira,
e
uielancholicamente
lhe
exclamava
:
—
0<a,
dize-me,
quando
has de
tu
dei
xar
de jogar?
—
Quando
tu
deixares
de namorar.
—
Bonito! Com
que
então
has
de
jo
gar
toda
a
vida
?
«=>
De
Solimão,
Imperador turco,
se
conta
uma
graciosa
sentença.
Emprestara
certo
judeu
a
um
chrislão avultada
quan
tia,
sob
a
c«ndição
de que
os
juros
ha
viam
le
ser
tirar-lhe
do
corpo
em
dia
de
terminado
duas
onças de
carne.
D’
ahi
a
tempos
satisfez
o
chrislão
a divida,
ne
gando-se
porém
ao
pagamento
dos
juros.
Subiu
de
ponto
a
altercação,
até
que
fo
ram
ter
com
o
soberano
para
que
sol
vesse
a
duvida. Ouvido
o
caso,
mandou
vir
uma
navalha bem afiada,
melteu-a
na
mão do
judeu, e
assim
lhe
di
*
se
:
«Justo
é
que
vos
pagueis por
vos<a
própria
mão;
escolhei
do
corpo
d
’
esse
chisião
a
parte
que
quizerdes,
porém cuidado, que
se
lhe
arrancaes
mais
ou
menos
de
.
duas
onças,
vos mando
cortar
a
cabeça.»
O
judeu
não
quiz
estar
pelos autos,
e
o
chrislão deu
graças
á
giria
do
Monar-
cha.
Parecia-se
com
Salomão,
no
nome
e
na
astúcia.
IPorcine
nauitos
reeusntn a cott-
ílsssão.
—
Fui
chamado
um
sacerdote
para
confessar
um
negociante gravemente
en
fenno ;
mas
esle
recusava
formahnente.
—
Vosso
pae
era
usurário?
—
Pergun
tou-lhe
o
sacerdote.
—
Porque me
fazeis
essa
pergunta
?
—
Porque
tendo
reconhecido
que
em
geral são
os
usurários
que
recusam con
fessar-se,
com
receio
de
que
se
lhes
falie
em
restituirá).
O
enfermo
calou-se
por algum
tempo,
e
depois
elle
mesmo
pediu
conlissão.
Fort
«ay wezes
íaliccidoM.—
Fallece-
ram
no
Riu
de
Janeiro
desde 26
de
agos
to
até
•
1
de setembro
os
seguintes
súbdi
tos
portuguezes
:
Angélica
Dutra,
30 annos,
solteira;
Joaquim Rodrigues da
Silva,
40
a.,
ca-
sadu
;
José
Velloso
Braga, 56
a.,
c.
;
Jo
sé
Maria
de
Freitas,
27
a.,
s.
;
Maria
Norton
Mural,
74
a.,
viuva;
Carlos
Au
gusto
-
Vieira,
35
a., s.
;
José Machado
de
Oliveira,
27
a.,
c. ;
Ricardo
Jo
*
é
Do-
mingúes
Ferreira,
69
a.,
v.;
Antonio
Ma
neei de
Lima, 30
a.,
s.
;
Manuel Tava
res
de
Oliveira,
45
a.,
s.
;
Antonio
Pin
to
de
Castro,
23
a.,
s.
;
Antonio
Gonçal
ves
de
Macedo,
17
a.,
s.
;
João
Maria
da
Custa Braga,
56
a.,
s.
;
Domingos José
da Costa,
70
a.,
v.
;
Antonio
de
Malta
Faquila,
30 a.,
s. ;
João
Francisco
Car
neiro,
65
a., c. ;
Manuel
Ferreira
dos
Santos,
38
a.,
c.
;
Joaquim
Maria
Bandei
ra,
20
a.,
s.
;
José
de
Carvalho Porlo,
60
a.,
s.
;
Manuel
de
Leiça e
Castro,
25
a.,
s.;
José de
Rezende, 50
a.,
c.
;
Au-
tonio
Domingues,
18
a.,
c.;
Antonio
Bo-
nilacio, 45 a.,
s.
;
José
Pedro
da Costa
Queiroz,
48 a.,
v.;
Manuel
Machado Du
tra,
40
a.,
c.;
Francisco
Gonçalves
da
Silva,
40
a.,
c.
;
Maria
Guilhermina
Dit-
lon,
78
a.,
s.
;
Anlonio
Pereira
Braga,
24
a.,
s.
—
Falleceram
igualmente
na
mesma
cidade
desde
4 a
1
de
setembro
mais
os
seguintes
:
Manuel
HeoHcue,
21 annos,
solteiro;
Maria
Candida,
26 a.,
s.
;
Francisco
Igna-
cio
Cardoso,
4C
a.,
casado;
Francisco
José
da
Fonseca
Veiga,
53
a.,
s;
Anto
nio
Rebello
de
doura,
25
a., s.
;
Anlo
nio
José
Antunes,
58
a
,
viuvo;
Maximia-
no
de
Santa
Ria
Lima,
43 a., v.;
Fran
cisco
Gonçalves
Correia,
43
a.,
s.
;
Ma
nuel
José,
30
a.,
c. ;
Francisco
da
Silva
Azevedo, 35 a^ s.
;
Manuel Fernandes,
46
a
,
s.
;
Ribiina
Rosa
da
Silva
Leite,
50
a.,
c.
;
Just de
SànfAnna,
65
a.
c.
;
José
Sabino
Vunna,
19
a.,
s.
;
Manuel
Alves
Pereira, 51
a.,
s.
;
José
Anlonio
da
Cunha,
33
a.,
s.
—
Em
Perntmbuco
falleceram desde
28
de agosto até
t
de setembro
os
seguintes
súbditos
portuguezes:
José
Maria
de
Medeiros,
16
annos,
solteiro;
Antoiio
Barbosa;
55
a.,
casa
do;
Domingos
José
de
Oliveira,
13 a.;
Joaquim
Martins
Torres,
23
a.,
s.
;
An
tonio
da Silvi
Coelho
50
a.,
c.
;
José
da
Costa
Dourado,
75
a.,
viuvo;
Anto.
nio
Maria
Marques,
30
a.,
s.
F.
xequias
pela alma
<le
Nloren».
—
Vão
celebrar-se
brevemente
em
Roma,
por
ordem
de Sua
Santidade,
na
egreja Transpontina, perlo
do
Vaticano
exequias
solemnes
por
alma do
presi
lente
da
republica
do
Equador,
D.
Gabriel
Gar
cia
Moreno.
CamisiEio
dc
ferro da Povoa de
Varzina.
—
Está
marcado
dia
2
do mez
de
outubro
para
a inauguração
do
caminho
de
ferro
do
Porlo
á
Povoa de
Varzim.
Garcia lloreno.—
Lemos
no
Monde
de
4
do
corrente,
a
respeito
do
assassina
to
do
presidente
da
republica
do
Equador
o
seguinte
:
«O
«Figaro»
referiu
no seu
n.°
de
8
setembro,
a
proposito
da
morte
do
j»re-
sidente
Garcia
Moreno,
a anedocla,
que
se
segue
:
«Um
certo
dia,
soube
elle
que
a
guar
nição
de Quito se
insubordinára
e
que des
acatava
a
auctoridade
de
seus chefes.
Garcia
Moreno transporta-se
immedia-
tamenle
ao
theatro da revolta,
manda
reu
nir,
e
os
soldados
obedecem
pensando
que
o
presidente
vinha
escutar
as
suas
queixas
e
fazer-lhes
a
vontade,
segundo
o
costume
dos
presidentes das
republicas
hispanholas.
Põe
as
tropas
em
linha,
des
ce
do cavallo,
percorre
as
fileiras,
conta
primeiramente
de
1
até
10 e
chegando a
e
*
le
numero
faz
saltar
os miolos
ao
deci
mo
soldado.
Depois
prosegue
o
mesmo exercício
e
continua
a dizimação
até
ao
íim.
Os
soldados
domados
e
fascinados
por
um
acto
de
tal
ousadia, não
reagiram,
e
entraram
nos
quartéis
conduzindo
os
mor-
tos.»
Esla
anedocla
é
falsa;
a
seguinte
car
ta,
que nos
íoi
communicada
e
que
o
«Figaro»
não
publicou,
desmente-a
magni-
licamente
:
.«Pariz
11 de
setembro.
—
Snr.
redac
lor.
A
anedocla
relativa
ao snr.
Garcia
Moreno,
assassinado
presidente
da
repu
blica
do
Equador,
estampada
no
«Figaro»
de 8
setembro,
foi-vos
contada
por uma
pessoa
que
nem conheceu
o
paiz,
nem o
homem
de
quem
fallava.
Dizeis
que
elle
di
zimou
uma
vez
por
suas
próprias
mãos
umas
forças
insubordinadas.
Tenho a
honra
de
ser
concidadão, pa
rente
e admirador
do
snr.
Garcia
Moreno
e
vivi
com
elle
muilo
lempo.
O
acto,
aliás
inverosímil,
que
se
lhe
altribue,
teria
sido
possível
á
sua
extraor
dinária
intrepidez,
mas
os
costumes
do
paiz
não
o
tornaram
necessário
e
sobre
tudo
os proprios
costumes
do
íinado lhe
leriam
proporcionado
outro
meio
de do
minar
uma
sedição.
Ajudou-o
a
bem
re
ger o
paiz
mais
a
reclidão
do
seu
espi
rito,
a
justiça e
constância
(pie aureo
lavam
aquella
nobre
alma
do
que
a
força
e
energia
de
seu
braço.
Era
um heroe
chrislão
e
não um
he-
roe barbaro
;
e
o
seu
paiz,
havendo
col-
locado
á
frente
dos
negocios
públicos
um
homem digno de mandar,
sonhe
também
nobremente obedecer.
O
presidente
do
Equa
dor
olíerece
o
raro
espectaculo
d
’um
che
fe
de governo contra
o
qual
se
não
erguia
partido
algum.
Depois
de
duas
presidências
uma de
qualro
annos,
outra
de
seis, o
suf-
fragio universal
acabava
de
o
reeleger
a
terceira
vez
por unanimidade.
Nós
lodos
o
consideramos
como
um
homem
magnanimo
e
o
mais
illustre,
sem contestação, da
Ame
rica
do
sul.
Choramol-o
como
um pae;
veneramol
o
como
um
martyr
!
Uma
ideia
o
matou,
porque
era
o
re
presentante
victorioso
d’
uma ideia
superior.
Personificava a
religião;
mas
personifica
va
também,
ao
mesmo
tempo,
a
inslruc-
ção,
a
sciencia,
o
commercio;
a
industri-
tria,
a
boa
ordem chil, a
paz
firme e
hon
rosa.
Cobriu
o
nosso
paiz
de
escolas,
de
instituições,
de
estradas
e
de
ediíicios
ma
gníficos.
A
ordem
que
estabeleceu
era
tão
perfeita
que
parecia
não
poder
alterar-se
mais
:
elle,
porém,
que
tudo
havia
feito
e
que
parecia
de per
si
segurar
tudo,
sem
que
nada
se
abalasse;
já
não
existe
e
na
da
parece
agora
solido.
Os
seus
tres
assassinos
eram
apenas
sicários na
povoação.
O
que feriu
por
traz
vinha
do
estrangeiro;
os
outros
dous
são
jovens
fanatisados
que
não
tinham cousa
alguma
que
exprobrar-lhe
pessoalmente.
O
seu
odio
não
provinha
senão
d
’
aquelles
cujo instrumento eram.
Na
historia
pessoal
de
Garcia
Moreno
só
encontraremos
perdões
repelidos,
mui
tas
vezes
obstinados,
também
muitas
ve
zes
vicloriosos,
de
vinganças
nem som
bras.
Nào
as practicou
contra
ninguém;
ninguém
as tinha
que
practicar contra
elle-
Como
chefe
militar,
tinha
a
sua
espada;
como
chefe
civil,
protegia
a
acção
da
ma
gistratura
:
nunca
tocou
na
arma
do
ver
dugo,
senão
para
o
repellir.
Julgo
ser
o
interprete
dos
meus
con-
cidãos,
dirigindo-vos
esta carta,
que
é so
bretudo,
uma
homenagem
á
justiça
e
á
verdade.
Tenho
a
honra
de ser vosso
humilde
servo.
—
<7.
M.
Lasso.»
A
’
eloquente
carta
qne acabamos
de
ler,
o
«Univers»
accrescenta a
seguinte nar
ração
que
mui gostosamenle
trescrcvemos
:
«O
que
pôde
dar
logar
á
anecdota
do
«Figaro»
é
um
feito
d’
armas
extraordiná
rio,
que
mostra
melhor
o que
era
Moreno.
Estava
a
terminar
o
tempo
de
sua
primei
ra
presidência
e
redigia
elle
uma
memó
ria
sobre
a primeira
a
lminisiração,
quando
chega
um proprio
de
Guayaquil
a
Quilo,
a
dar-lhe
parte
que
o
general
Urbina,
um
dos
mais
temíveis
sediciosos
do
paiz,
aca
bava
de
se
insubordinar
e
se
apoderara
por surpreza
de
muitos
navios do
governo,
no
porto
de
Jambelli,
on
ie
organisava
a
sua
tropa.
No
mesmo
instante,
Moreno fez
o
seu
plano,
deu
algumas ordens
e
partiu.
De
Quilo
a Guayaquil,
o
correio
leva
6
dias.
Moreno
partiu
só a
cavallo
e
fez
o
trajeclo
em
3
dias.
Tinha
calculado
que
chegaria
a
Janbelli
no momento da
passa
gem
d
’
um
navio
inglez
que
faz
o
serviço
dos
viajantes.
O
navio
passava
com
effeito.
Contratou-o
para
o
serviço
do
Estado
pelo
preço
de
quinhentos
mil
francos,
poz a
bordo
cento
e
vinte
e
cinco
ho
mens
escolhidos,
ouviu
missa,
commun-
gou
e
marchou
ao
encontro
do
inimigo.
A sua
firmeza
linha
já
vencido
a resistên
cia
do»
amigos e dos
aliados
de
Urbina,
entre
os
quaes
se
achava
Topete,
capitão
d
’
um
navio
de
guerra hispanhol.
Topete
ameaçava
lazer
fogo
sobre elle.
-Atreveis-vos
a
isso?
lhe
diz
Moreno,
fazendo arvorar
a
bandeira
do
Equador.
Dirigindo-se
em
seguida á tropa,
mos
trou-lhe
o
seu
rewolver
«Nós
combatemos
pelas
leis:
cu
ma
tarei
aquelle
que
nào
cumprir
o
seu
dever.»
O
inimigo
mostrou-se
logo.
Appareceu
sobre
cinco
navios
em
linha
de
batalha
e
disparou
logo
que
se
julgou
ao
alcance.
Moreno
prohibiu
que
se respondesse
antes
de
o
ordenar
e
mandou
qne
se
dirigis
sem direitos
ao
navio
mais
forte.
Quando
se
viu
perlo
d
’esse
navio
ordenou que
des
sem
toda
a força á
machinà,
chegou
ligei
ro
como
um
raio,
saltou
sobre
o
inimigo
com
toda
a
sua
gente
e
venceu-o
á
arma
branca,
depois
d
’
um
curto
combate.
,A
batalha
estava ganha.
As
outras
embarca
ções
desconcertadas,
renderam-se
com
os
duzentos
homens que
as
montavam.
Urbina.
que
conspirava
de
longe,
não
linha
ainda
reunido
as
suas forças e
ficou
no
Pení.»
O
«Diário
Illustrado»
de
15
do
corren
te
transcreve
a
narração
do
«Figaro»
e
ac-
crescenta
cynicamenle
:
«Desde
então
não
houve
mais
pronun
ciamentos militares
na
republica
do
Equa
dor.
Apesar
d
’
isso Garcia
Moreno morreu
de morte
violenta,
em
resultado
d’
uma re
volução
capitaneada
por padres
Escusado
era
dizer
que
os
padres
e
os principaes re
voltosos
foram
todos
fusilados.»
Esta calumnia
ou
é
inventada
pelo
«Di
ário»
ou
copiada d’
c
utro
jornal
que
a
in
ventou.
Estes
senhores
calumniam os que
odeiam
para
os
desacreditarem.
Em
lodo o
caso
ahi
fica
p-remploriamente
relutada
pela
transcripção
que
fazemos
do
«Monde».
Não
são
os
padres
qúe conspiram no
Equador. São
elles
os
que
mais
leem
con
tribuído
para
moralisar
aquella republica
e
livral-a
do
flagello
das conspirações.
Bas
ta
dizermos
ao
«Illustrado»
que
o
Equa
dor
é
o
estado
onde
relalivamenlc
ha
mais
jesuitas,
que convertem
os
selvagem,
en
sinam
nos
collegios e parochiam
fregue
zias.
Os
revolucionários
de
lodo
o
mundo
chamam
ao
Equador
um estado
clerical.
E
’
por
isso
que a
franc-maçonaria
odiava
Garcia
Moreno,
e lhe
desejava
a
morte
que
aflual
pôde
dar-lhe
por
meio
de
tres
assassinos
para
isso
assalariados.
A proclamação
do
governo
do
Equador
dá-nos todas
as
esperanças
de
que
serão
baldados
os
desejos
dos inimigos
do
ca-
tbolicismo.
(«Palavra»)
DECLARAÇÃO.
O
padre
Joaquim
Fernandes
Lopes,
attendendo
a
que
a
instrucção
das
crean-
Ças matriculadas
na
escola
de S.
Paio
de
Merelim,
não
soffia
interrupção,
e
acce-
dendo ás
instancias
dos
ex.'
nos
vice-pre-
sidente,
servindo
de
presidente
da
camara
municipal, e
administrador
do
concelho,
cede
por
mais
algum
tempo
a
sua
casa
sita n
’
aquella
freguesia
para
a
escola
da
mesma,
sob
condição
de
que se
dêem,
sem
perda
de
tempo,
as
necessárias
pro
videncias.
Padre
Joaquim Fernandes
Lopes.
N’esta
retlsscçsío «e acham
á ven
da photographia» do
Senhor D. Mi
guel, chegados
reeentemente da
Allemanha.
PREÇOS
As pequenas ÍGO réis.
As maiores
300
réis.
VzÃE&HE
O
ALȣS
Cartas
a
mestre Roque II—vulgo
Moraes
Neves.
I
lll.
mo
snr.
V. s.
a
é
um grandíssimo
parvo.
(Desculpe
começar
assim,
mas
embirro
com a
giria
epistologratica
d
’
oulras
eras,
pouco
menos
do
que
embirro
com
os es-
galrachos
da
estofa
de v.
s.
a)
Ora
pois.
Eu
achei
carradas de
pilharia
a
algu
mas
linhas
da
sua
correspondência,—
ome-
lelta
cosinhada
com
acepipes,
que
pos
sam
engulhar
a
grammatica
e
o
bom
senso,
afim
de
que
nem
uma
nem
outro
metiam
nariz
nos
abortos
iulellecluaes
de
v.
s.
a
E
tem
moita
rasão.
Pois é
tolerável
que os
estranhos
ve
nham
devassar
o
que
se
passa
no inte
rior
de
nossas
habitações?
E
a
estapafúrdia
habitação
craneana
de
v. s,
a
, feiizmenle
uão
póde
ser
des
cortinada,
nem
por
olhos
de
lince,
por
que
é
toda
construída de
rocha
viva.
Senão
que
o
digam aquelles
bonitos,
feitos
á
enxó,
qoe v.
s.
a grudou picares
camente
na
correspondência
do
Porto
(en-
frigideirada
em
Braga?),
para
o «Jornal
do
Minho,
onde
por arte
de
berliques-
berloques
le
foste
alapardar,
ó safardano
obtuso.
Sinto
confranger-se-me
o
coração
e
receio
uns arrepios
nervosos nas
biqueiras
das
bolas, quando
me
lembro
que
assoadas
tarefas dos ensaios
de
copista
semiscaruníio
de
v.
s.
a
,
teem
sido
tão
mal
acolhidos
por
essa
cafila
de
ingratos,
que
nem
se
quer
cailam
o
bico
se
vêem
um
pobre
diabo,
como
é
v.
s.3
,
a
tilar
os gatasios
na
propriedade
alheia
I
E
como
se me
crispam
os
nervos
ao
ouvii-os
grilar:
oh!
da
guarda
!—
conhe
cendo,
como
conheço,
que
o
papalvo
do
meu
amigo é
una
surripiador
encartado,
e
que
por
causa da
crassa
estupidez,
que
o
desliugue
entre
os
demais asneirões
de
giosso
calibre,
só
póde
arreiar-se
com
alheias
galas I
Creia
o
meu
Roque
II
de
eternas
lu
minárias,
que
eu
soílro
dos
seus
soffrimen-
tos e
choro das
suas
lagrimas,
porque
emíim...
v. s.a
nào
sabe
o
que
faz.
Que
importa
que
v.
s.
a
ande
de
funil
collado
á
mandíbula
superior, pira
ga
guejar o
que
os
outros
disseram?
0
que lhe
póde
acontecer,
é
tomarem
o
meu
Roque
júnior
por
um pipagaio
obsoleto,
e
correrem-no a
piparotes
alé
aquellas
escadinhas
que
ficam
fronteiras
ao
templo dos
Terceiros.
Se,
porém,
os ingralatões gazuíilarem
a
cachaceira
do meu
delicioso palerma,
faça-lhes
acreditar
que
o
cornaca,
sob
cujo
chicote
v.
s.
a
hade
saracotear
vertigino-
samente,
precisa
de
esconjurar
o
aborre
cimento,
e
que
para
isso só
o
palhaço
do
meu
amigo
está ao
pintar.
E
assim tócará
v.
s.
a
livre e
forro,
com
o
que
pinchará
de conleute
a
minha
pessoa,
vendo-se
«ubtraida á
íarrusca
me
lancolia,
que
não
cessa
de
a
namorar.
Póde,
pois,
o
meu
caio mestre
Roque
II
continuar a
ceifa
de
loiros,
para
euas-
trar
a
sua
lesta
microscópica,
—
bonita
co-
berteira
do
craneo
mais
rombo
do
uni
verso.
A
policia dorme; mas...
eu
«velo
a
tua
seductora
imagem»
e...
Au
revoir.
Barnabó.
AGRADECIMENTOS
José
Joaquim
da Fonseca e sua espo
sa
D.
,Maria
da
Luz
agradecem por este
meio,
nào lhes
sendo
possivel
fazel-o
pes-
soalmenle
a
todas as
pessoas
que
toma
ram
pane
aa
dôr
que
os
feriu
por
occa
sião
do
passamento
dos seus dois
innocen-
tes
filhos que
a
morte
acaba
de
roubar-
lhes. A
todos
protestam
gratidão indele-
vel.
(2728)
ANNraCIOS
Mudança
de
estabelecimento
José
Joaquim
Coelho
dos
Santos,
ne
gociante
de
pannos,
da
roa
do
Souto,
mu
dou
no
S.
Miguel
o
seu
estabelecimento
para
a
rua
da
Misericórdia,
n.°
8.
(2717)
Quem precisar
de
um
indivíduo co
nhecedor
de
escripluração
mercantil
em
partidas
dobradas
ou
simples,
que
tem
al
gumas
horas
disponíveis
ao
dia,
dirija-se
a
esta
redacção
em
carta
fechada,
com
as
iniciaes
X.
Y.
Z.
(27iíQ
Conselheiro
Camillo
Anreliano
CULTURA
DAS
ARVORES FRUCTIFERAS
Pereiras,
Macieiras
e
Pecegueiros
Modo
pratico
de
plantar es
tas
arvores,
de
dirigilas e
po-
datas,
obrigando-as
a
fructificar
dentro
de
tres
annos, seguido
duma
relação
descriptiva
das
melhores
peras,
maçãs e pece-
gos que
se
cultivam
no estran
geiro.
Um
nítido
volume
de
328
pa
ginas
com
65
gravuras
inter-
caladas
no
texto.
890
reis
—franco,
8i0
reis.
Na
Livraria
Bracarense,
rua
do
Souto,
2õ, 25
A
e 25
B.
No Porto,
Livraria
Moré
—
editora
*
(2720J
DE
Joaquim
Januario
da Silva
Rua
do
Souto,
25,25
A
e 25
B.
Desde
já
se
acham
á
venda
n
’
esta
Livraria,
to
los os
compên
dios
adoptados
no
Lyceu
e
Semi
-
nario
d’
esta
cidade.
Assim
com o
um
grande sortido
de estojos
para
desenho,
caixas
com tintas,
Postos,
etc., etc.
Almanach
da
Senhora
An-
got, para 1876,
a
121)
rs.
(2721)
ESCOLââMmCAHA
Extrai,
cura e
conserta
ob
dentes
ca
riados,
colloca
dentes
artificiaes
com
pre
’
feição.
Presla-se
a
chamados
fóra
da
cida"
de.
Consullorio,
Campo
de
SanfAnoa
n."
I,
das
8
da
manhã
ás
5
da
tarde (2723°
'^José
Antonio
Marques,
d
’
esta cidade
faz
publico
qoe desde o
dio
1.°
do
futu
ro
mez
d
’
omubro
altera
a
sua
carreira
alternada
d
’
esla
cidade
para
Ponte
do
Li
ma,
saindo
para
Ponte ás 2
horas
da
ta»-
de
e
chega ás 6;
sae
de
Ponte
ás
2
ho
ras
da
tarde
e
chega
a
Braga
ás
7,
tendo
mi)
quarto
d
’
hora
em
Freiriz,
de
demora.
1’
reços ♦
De
Braga
a
Prado
e
vice-versa
120 reis.
»
a
Febros
»
200
»
»
a
Moure
»
dentro
240
e
fóra
200.
rs.
»
, a
Freiriz
e vice-versa,
dentro 300
reis e
fóra
240.
»
a
Ponte
e vice-versa, dentro
500
reis
e
fóra 400.
Escriptorioa:
Em
Braga,
em casa
do
snr. Arranjadi-
oho;
em
Ponte,
ern
casa
do snr.
José
Se
queira.
Braga
29
de
setembro
de
1875.
O
gerente,
(2725)
Francisco
Pereira
Leite
e
Coslro.
NQVO
HORÁRIO
Antonio
José
Ribeiro,
faz
publico
que
muda
a
sua
carreira
que tem
desta
cidade
para
a
Povoa
do
Varzim
ás
10
haras
da
noile,
principia
a
sair
no
dia
2
d’outubro
em
diante,
ás
9
horas
da
manhã,
chegan
do
a
Barcelios
ás
12;
demora-se
meia
hora
e
segue
para
a
Povoa
á
meia,
chegando
ás
4
da
tarde.
Toltn
Sae
da
Povoa
ás
6
horas da manbã,
chega
a
Barcelios
ás
9,
demora-se
rneia
ho
ra, sae
ás
9
e
meia
e
chega a
Braga
á
I
da
tarde.
Os
preços
são os
já
annunciados.
(2727)
NOVO
HO tU RIO
Joaquim
Alves
Vinagreiro,
participa ao
respeitável
publico
que
as
suas
carreiras
que
leem
d’
esla
cidade
para
a
Povoa
de
Lanhoso
ás
6
horas
da
manhã
e
3
da
tar
de
e
da
Povoa
para
esla cidade
ás
6
da
manhã
e
4
da
tarde,
principia
a
sair des
de
o
dia
3
de outubro
inclusivé.
d’
esta
ci
dade
ás
6
horas
da
manhã e
2
da
tarde
chegando
á
Povoa
ás
8
horas
da
manhã
e
4
da
tarde;
e
da
Po
*
oa
para
esta
cida
de ás
6
horas
da
manhã e
3
da
tarde,
e
chega
a
Braga
ás
8 da manhã
e
5
da
tarde.
'Braga
29
de setembro
de
1875.
(2726)
Joaquim
Alves
Vinagreiro.
HOSPEDES
«
Na
roa
do
Farto
n.° 3 recebem-se es
tudantes
de
cama
e mesa
por
preços
com-
modos,
bem
como
hospedes
sem
que se
jam
estudantes
mas
nas
mesmas
condições.
(2724)
MUDA
Bernardino Fernandes,
alfaiate
tanto
de
roupa
ecclesiastica
como
secular,
morador
que
foi
no
Paço
Archiepiscopal, faz
«cien
te
aos
seus
freguezes
e
amigos,
que
mudou
a
loja
do
seu
trabalho
para
a
rua
do
For
ro,
n.°
14.
—Braga.
1
(2722)
Dias
&
Irmão, fazem
publico,
que
des
de
o
dia 1° do futuro
mez
d’
outubro,
o
seu
carro
que d’
esta
cidade
sae
para
a
Villa
de
Barcellos
ás
4 horas,
íica
sain
do
ás
3
da
larde,
chegando
a
Barcellos
ás 6 da
manhã,
e
chega a
esta cidade
ás
9.
Preço®i
De
Braga
á
freguezia
dc
Sequeira
e
vece-versa
80 rei
*
.
De
Braga
ao
Porto
de
Marlim e
vice-
versa, dentro,
120
rs.
e
100.
De
Sequeira
e
Barcellos e
vice-versa,
dentro
320
rs.
e
fora 210.
De
Porto
de
Marlim a Barcellos, den
tro
280
rs.
e
fóra
240.
De
Braga
a
Barcellos,
e
vice-versa,
dentro
400
rs.
e
fóra
300.
Braga
28
de
setembro
de
187o.
(2714)
O
gerente,
Antonio
Joaquim Loureiro.
José
Duarte Pregueiro
& Irmão,
an-
nunciam ao
publico,
que
mudam
os
seus
carros
diários
que
tem
para a
Povoa
do
Varzim,
a
sair
ás
5
horas
da
manhã
e
10
da
noite,
principiam
desde
o
l.°
de
outu
bro
inclusivé
a
sair
de
Braga
para a Po
voa
ás 6
e 8
horas
da
manhã
e
chegam
á
Povoa
ás
1
e
3 da larde,
e
saem
da
Po
voa para Braga, ás
6
e
9
da
manhã,
e
che
gam
á
I
4
da
larde;
demoram-se
na
ida
e
volta
meia
hora
em
Barcellos.
Preços
os
mesmos,
e
os bilhetes
ven
dem-se
nos
mesmos
escriplorios.
Preço®
De
Braga
a
Sequeira
e vice-versa,
80
reis.
De
Braga ao
Porto
de Marlim,
e
vice-
versa,
120
reis.
De
Sequeira
a
Barcellos
e
vice-versa,
160
reis.
Do
Porto
de
Marlim a
Barcellos
e vice-
versa 120
reis.
De
Barcellos
para
as
Necessidades,
160
reis.
Das
Necessidades
á
Povoa
e
vice-versa,
200
reis.
De
Braga
a
Barcellos
e
vice-versa,
den
tro
4(i0
reis
e
fóra
300.
De
Barcellos
á
Povoa
e
vice-versa,
den
tro
400 reis
e
fóra
300.
De
Braga
á
Povoa
e
vice-versa,
dentro
500
e
fóra
*
400.
Braga
27
de
setembro
de
1873.
O gerente,
(2718) Anlonio Joaquim
Loureiro.
EMPREGADO
Precisa
se
de
um
empregado
para es-
cripturação conjinercial.
Quem estiver
nas
condições,
dirija-se ao
campo
de D.
Luiz
l.°n.°
a
e
6.
(2706)
liua
du
Campo,
n.° 22
—
Braga
Alugam-se
os
altos
da
casa
n.®
22,
que
tem
com
modos
para
numerosa
fami
lia.
Trata-se
na
mesma de seu
aluguel
e
póde
ver-se
a
toda
a
hora
do
dia.
(2626)
'
VINHO
VERDE
Quem
pertender
comprar
vinho
verde
velho
bom
ao
quartilho,
a
preço
de
40
e
50
reis,
dirija-se
ao
hotel
da
Vista
Ale
gre,
nas
Carvalheiras.
(2710)
Diligencieis
diarias
de
Sebastião
da Silva
Neves.
Esta
empreza
faz
publico,
que
além
das suas
antigas carreiras
de
Nine
por
Bar
cellos a
Vianna,
Caminha,
Valença,
Tuy,
Vigo
e
S.
Thiago,
e
de Braga
a
Ponte
do
Lima
e
Vianna,
estabelece
no
dia
28
do
corrente
mez
de
setembro
carreiras
dia
rias entre Braga,
Arcos,
Monsão e
Valença,
e
vice-versa.
Estes serviços
são todos
em
combina
ção
com
os
caminhos de
ferro
de Braga
ao
Porto
e
Lisboa,
podendo
os snrs.
pas
sageiros
tirar
bilhetes
e
despachar
bagagem
nos
escriplorios
do
annuncianle
para
lo
dosos
pontos acima mencionados.
Também
se
recebem
encommendas.
Escriptorio
em
Braga,
na
casa
aonde
esteve
a
Companhia
Viação,
esquina da
Conega.
(2716)
Banco
Commercial,
Agrícola
e
In
dustrial
de
Villa
Real.
Sociedade anonyinn de
responsabi
lidade limitada.
A
gerencia
annuncia
aos
snrs. accio
nistas
possuidores
de
titulos
provisorios
das
acções
d
’este
Banco
com
os
numeros
comprehendidos
enlre
1
e
1001,
e
que
apresentaram
declarações
da
fórma
porque
lhes
deviam
ser
passadas
as
suas
acções
que
podem
solicilal-as
nas
agencias
do
Porto,
Braga,
Vianna
e
Caminha,
onde
lhes
serão
entregues
em
troca
dos refe
ridos
titulos
provisorios,
Aquelles
dos
snrs.
accionistas
que
pos
suírem
titulos
provisorios de
numero
su
perior
a
1001, e
que
declararam
como
queriam
passadas
as
suas
acções, breve
mente
serão
convidados
a
entregar
n
’
a-
quellas
agencias
os
referidos
titulos
em
troca
das
acções
definitivas.
Banco
de Villa Real
24
de
setembro
de
1875.
Os
Gerentes
Joaquim José
d’
Oliveira
Guimarães.
João
Pinto
Ferreira.
(2715)
Grande
deposito
de tabaco®
NACIONAES
E
ESTRANGEIROS
Bua
do
Souto
n.°
27
A,
27
B.
(
esquina
da
rua
de
jano
)
BRAGA.
Comrnissão
aos snrs.
estanqueiros
:
Xabregas
—
Tabacos
seccos.
.
.
45
°/
0
»
Rapé.
.....
3O°/
o
Santa
Apolonia
—
Tabacos
seccos.
15%
»
>
Rapé.
.
.
.
30%
Lealdade
—
Tabacos
seccos
.
. .
15%
» Rapé............................
35
%
Portuense
—
Tabacos
seccos.
.
.
15%
>
Rapé..........................
40
%
Boa-fé—
Tabacos
secco
*
.
.
.
.
15%
» Rapé
.................................
40
%
Liberdade
—
Tabacos
seccos.
.
.
15%
A.
Nacional
—
Tabacos
seccos.
.
15%
Regalia
>
>
.
.
15 %
Fidelidade
Portuense
—
Tabacos
sec
cos
........................................................
12%
Cumpre-se
qualquer
encommenda
para
as
provincias.
O
gerente,
Anlonio
Joaquim
d
’Ascenção
e
Souza.
(2701)
tabacabu
1ÍJEPOSITO 11E CHARUTOS
RATAMOS
Chegou
a
esta
casa
a
marca
especial
FLOR
DO CHIAB0
PAPEIS
DE
ARRENDAMENTOS
IMPRESSOS
Vende-se
na
Tabacaria Uracaren-
(2686)
L
’
li lustra líon
de
la
mo
de.
O
mais
elegante,
'i
ícamente
illustrado
e
barato
dos
jornaes
da
moda.
Publica-se
em
Pariz uma
vez
por
mez,
no
formato
dos
grandes
jornaes
illustrados.
Cada
numero
contém
dez a
quinze
mo
delos
de
toilette, uma
grande
folha
de
mo
delos
de
tamanho
natural
e
uma
magni
fica gravura
clonda.
Quem
quizer
assignar
esta
publicação,
dirija-
*
e
á
livraria
de
Eugênio
Chardron.
largo
de S.
Francisco.
—
Braga.
A
empreza
offerece
aos
seus
assignan-
les
um
magnifico
cofresinho
contendo tu
do
o
que
é
necessário
para
um toucador
e
cujos
objectos
valem
paia
cima
de
20
fran
cos.
Preços
d’
as«igo81ura
—
Portugal:
sem
o
referido
brinde
—
9
fr.
Com
o
brinde
—
13
fr.
NOVA
FUNDIÇÃO
DE
FERRO
DE
Antonio Germano Eerreirinbn
NA
Travessa de S. João
Aonde
faz
toda
a obra,
assim
como
bombas,
conçollas, columnas
para
gaz,
pe-
zos
novos,
panellas
á
ingleza
de
todos
os
tamanhos,
canos
para
agoas
e
gaz,
e
toda
a
obra
de
fundição,
como
grades
para
sacadas, obra
de
metal, sinos
e
outros
ob
jectos
de igual
teor
etc.,
pelos
preços
do
Porto.
METAES
VELHOS
Na
travessa
de
S.
João
n.°
5,
com
pra-se
toda
a
qualidade
de
metaes, e
ferro
velho
até
mesmo
fundido.
(860)
DO
ALTO
DOTJKO
DA
CASA
1>E
VILLA POUCA
RUA
DO
SOUTO
N.° 15
BRAGA.
Acaba
de
ser
sortido
este
armazém
com as
seguintes
qualidades
de
vinhos
engarrafados
e
aquartilhados
:
ENGARRAFADOS
Vinho
tinto
de
meza.
•
• 150
» »
»
.
.
.
•
.
190
>
Lagrima
.......................
*
.
200
»
Branco
de
meza.
.
.
•
-
210
»
tinto
de
meza
fino.
•
.
270
j>
de
prova secca. . .
-
•
300
t>
Malvasia
de
2.a
.
.
.
•
•
360
»
»
velho.
-
.
400
»
Bastardo.......................
.
.
500
»
Moscatel
.......................
-
.
500
d
Malvasia.......................
•
.
500
»
lioncão.......................
.
. 700
» Alvaralhão
.......................
-
.
560
i Velho de
1854
.
.
.
.
600
A
RETALHADO
Vinho
part
meza
50
e
80,
o
quar
tilho
tinto
e
120
o
branco.
Responde-se
e
garante-se
a
pureza
e
boa qualidade
de lodos
estes
vinhos,
po
dendo
lodo
e
qualquer consumidor
man-
dal-o
experimentar
por
meio
de qualquer
processo
chymico.
N
’
estes
preços
nãa
fica
incluído
o
valor
da
garrafa
que o
comprador
apre
sentará
ou
pagará
50
reis
por cada
uma.
(N
*)
Vende-se
na
rua
de
S.
Victor
n.
’
30
lousas
de
pedra
para
pintar,
próprias
pa
ra
as
sepulturas
do cemiterio.
Quem
pre
tender
dirija-se
á
rua
indicada.
(2711)
João
Manoel
da
Silva Guima
rães.
—Bua
do
Soído
n.°
43.
Compra
e vende
Acções
de
todos
os
Bancos
e
Companhias, Inscripções
de
As
sentamento
e
coupons.
(581)
Francisco
José
da
Cunha
Com
loja de caldeireiro
Bua
de
S.
Vicente,
n.°
100
—Brcga
Vende
Caldeiras,
Taxos,
Bacias,
Cho
colateiras, alambiques,
e
mais
objectos
de
cobre,
pertencentes
ao
seu
estabelecimen
to,
por
preços
commodos.
(2689)
ALUGA-SE
Uma
casa
feita
de
novo,
sita
na
rua
das
Agoas,
n.°
91.
Trata-se
na rua dos
Chãos
n.°
13.
Póde vêr-ae
das
10
horas
da
manhã,
até
á
1
da
tarde.
(2694)
RIO
DE
JANEIRO.
A Bftltir
de Lisboa
Passagens a
preços
reduzidos.
Caminho
de
ferro
grátis.
A
barca
«Lisboa»
de
1:200
lo-
nelladas,
com espaçosa
camara
óe ré
para
passageiros
de
pré»,
vae
subir
com
brevidade.
Os
snrs.
passageiros
que
quizerem
apro
veitar
o
ensejo
de seguir
i/esle
excellente
oavio,
queiram
dirigir-se
ao
escriptorio de
Soares
&
Irmão,
Praça
de
Santa
Theresa,
n.° 47.—Porto.
(U
*)
ALMEIDA
&
PEREIRA
Largo do
Barão
de
S.
Martinho n.°
d
8
Compram
e
vendem
acções
de
todos
os
bancos
e
companhias,
e
iuscripǰes
Tassen
ta
mento
e coupons.
U)
braga
:
typographia
lusitana
— - É o formato de
-
comerciominho_30091875_402.pdf
Parte de Comércio do Minho (O)