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3." ANNO 1875
FOLHA
COMMERCIAL RELIGIOSA E NOTICIOSA
NUMERO 400
Assigna-see
vende-se
no
escriplorio
do
editor
e
proprietário
J0
™
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.’3
E,
para
onde
deve
ser
dirigida ioda
a
correspondência
franca
de
porte.
=
As
assi
naturas
são
pagas
adiantadas
; assim
como as
correspondên
cias
de Interesse particular.
Folha
avulso
10
rs.
*
ajJSE
IL.MC A.-SS
3E
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS
P
reços
:
Braga,
anno
1^000
rs.=Semestre
850
rs.=-Provín
cias,
anno
2&400 rs
e
sendo
duas 4^000
rs.«=Semestre
1&250.
n.--=
Brazil,
anno
í&iOO rs.
—
Semestre
2&300
rs.
moeda
forte,
OUÍ0&000
reis
e
oS'500
reis
moeda
fraca.
—Annuncios
por
linha
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignantes
XO
[i
j
3
d'abatimento.
C3S1
'
BKAWA — S/1B3AÍ>€P
3
5 25K
SETEMS3XSO
CorrespctsadeEieíre
estrangeira
PARIS,
15
DE
SETEMBRO
(Correspondência
particular
do
t
Commer
cio
do
Minho»)
Não
obstante
haverem
decorrido muilo>
dias
depois da
destituição
do
vice-almi-
rante
la
Roncière
le
Noury,
esle
inciden
te fz
ainda hoje
o
objecto
de
Iodas
as
conversações
c
polemicas.
Geralmunte
a
França inteira
recebtu
com
patriótica
satisfação
a
deeisã
» do
go
verno
a
este"
r-speilo,
porque
ninguém
duvida
de
que,
se
o
governo
houvesse
he
sitado
ou
culido,
a
propaganda booapar-
lista, cuja
possança já
hoje
não
é insigni
ficante, teria
ganhado
em
audacia.
Todos
puis
estão
satisfeitos,
á
excep-
ção,
é
claro,
dos
imperialistas. Alguns
mesmo
estão furiosos da manifestação
de
de
M.
la
Roncière,
qne
julgam
inoppor-
tuna
Taes
são
MM
Ronher
e
o
coronel
Piéire.
Esle
ultimo
declarava
hontem
que
era
necessário
que co
almirante
guardas
se
os
seus
sentimentos
pua
si, e
conser
vasse
o
seu
legar
para
ern
caso
extremo
d
’
elle
se
servir
em
proveito
do
Império».
Estas
palavras
indicam que
os
imperia
listas
não
deixam
de sonhar com
a
even
tualidade
d'um pronunciamento;
as
suas
audacjosas
ameaças converteram-se
em
constante
perigo
para
a paz,
tanto
inte
rior
con
o
exterior.
Porisso
o
governo
que
as
tem
tolerado até hoje
para
con
trabalançar
o.s radicaes,
vê-se
na
neces
sidade
de
pôr
termo
ás
machinaçôes dos
amigos
do
Império.
Pois,
se
o
almirante
la
Roncière que
passa
por um
dos
mode
rados
do
partido
se permittiu uma
lingua
gem
Ião
facciosa,
é
facil
comprehender
on
de
visam
as
manobras
dos
exaltados,
d
’
aqoelles
que
anceiam com
tanta impa
ciência
o
momento da arraia miúda.
Ad-
miltindo
mesmo,
coisa
impossível,
que
o
Império
pode
ser
restabelecido,
a
Fran
ça
nada
teria
adiantado,
mais
do que no
presente,
para
um
regímen
definitivo. A
lheoria
de
«appelio
ao
povo» é
essen-
cialmeute revolucionaria,
e
contém os
prin
cípios
das mais
violentas
mudanças.
O
que
um plebiscito
estabeleceu,
um
outro
pode
destruir.
Para
se
manter
na
opinião
publica,
um
imperador
elevado
ao poder
pelo
suílragio
universal,
é
obrigado
a ser
sempre
.
popular.
Foiçado
a
lisongear
in
cessantemente as
ideias
das
massas,
um
soberano
e
arrastado
fatalmente
a
empre
sas
contrarias
aos
verdadeiros
interesses
do
paiz
Dentro
em
pouco
teremos
deíioitiva-
mente fixadas as
intenções
do
partido
im
perialista,
que
vae
realisar
em
Arenem-
berg
uma
rfeumão
importante.
M.
Couber
já
alli
chegou
ha
dois
dias,
e
eslá
pró
ximo a
realisar-se
a
partida d'outras
som-
mídades
da
mesma
communhão
polilica
Em
seguida
-a
esta
reunião, na
qual
se
fixará
o
programma
e
a
linha
de
con-
ducta
dos partidários
do «appelo
ao
po
vo»,
será
espalhado por toda a
França
utn
manifesto
que
fará
conhecer
as
resoluções
do ex-principe
imperial.
No
eut-elanio
os
bonaparlistas
não permanecem
iuaclivos
;
elles
se
exforçam
em
preparar
por
toda
a
parte
o terreno
em
vista das
eleições
do
Senado
e
da
camara
dos
deputados
'Aqui
procuram
ailianças
da parte
dos
le-
gitimistas,
mas
é
escusado
dizer
que
são
mal
acolhidas.
Publicou
se
ha
dias
uma
brochura
anónima
intitulada
Responsabilidades,
car
tas
d
’um
geotilliomen de
província
a
M.
o
conde
de Chambord.
O
auctor
d
’
csta
brochura,
sob
uma
fórma
violenta,
aspe-
ra
e
inconveniente,
procura
estabelecer
que
a
responsabilidade
da
queda
monarchica
reverte
iotei'amenie
sobre
o
conde de
Chambord.
Esla
brochura
provocou
ha
alguns
dias
geraes
polemicas
na
imprensa.
Todos
os
jornaes
orleanrtas
se
apressaram
a
emit-
lir
a
soa
opinião
sobre
o
caso
subjeilo
O mais
authorisado
d
’
entre
elles,
o
«Jour
nal
de
Paris»,
que
é
considerado
como
orgão
do orleanismo,
publicou uma
no
ta
a
este
respeito,
nota
de
que
devem
ter
conhecimento
pelo
jornal
<L
’
Uuiun».
Pre-
tcnde-se
alli
dt
fender,
contra
as
interpre
tações
da
brochura
em
questão,
a visita
do
conde
de
Paris
a Frohsdorfl, e
diz-se,
para
cobrir
a
defeccão
do
partido
orlea-
nista,
que
lendo gorado
a
monarchia
he
reditária,
os
orleanistas não
tinham
cu-
tro dever
mais do
que
acceilarem.o
se-
ptennado.
e
coriseguintemeiile
a
republica
conservadora.
Utn outro
jornal
orleanista,
a
«Fran-
ce», aííirma
que
o
centro
direito vae
mu
dar
complelamente
a
sua
altitude
políti
ca,
e
isso debaixo
das
ordens
dos
prínci
pes.
Estes
pretendem
provar,
qne
o seu
repulíicauisino de
fresca
data
é de
bom
quilate,
e
não cede
mesmo ao dos
ra
dicaes.
Esperemos
pelas
immedialas
conse
quências
da
nova
altitude
do»
príncipes
e
dos
seus
partidários.
çConcltie no
proximo n.°J
H.
O nosso
presado
amigo
B.
de
Senna
Freitas
publica
o
seguinte no
Catholico:
Amigo
e
snr.
redaclor
—
A
’
altura
dos
princípios
todas
as
convicções
sinceras
são
respeitáveis.
Acato-as
em
lodos
com a
tolerância
própria
de
quem
defende
uma
ideia,
sem
rancores
pessoaes
nem
obseca-
ções
funestas.
Mas
se
no
vasto
campo dos
princípios
a
grandios'dade
da
ideia
é
tudo
;
se
as
questões
sociacs e polnicas
são
hoje,
co
rno
devem
ser, um
problema
sublime posto
sobre
a
tela para
o
estudo
eíliciente
dos
homens
pensadores,
em
proveito
dos po
vos
doe-me
a
alma
quando
as
vejo
des-
lisar
do plano
elevado
em
que
por
si
de
viam
estar
taes
questões,
cambiando-se
a
discussão
leal
e
cavalheirosa
pelas
invecti-
vas
individuaes
e
pelos
sofismas insidio
sos
da
má
fé.
Trouxe-se
para
sobre
o
tablado
dramá
tico,
em
cheiro de
composição
histórica
(cuja classificação
não
tem suíliciente
adje-
ctivo
no
diccionario
do
vitupério)
um
la
cto,
que
alguns
jornaes
disseram
occorrido
em
uma
das
nossas
províncias, sem que
nunca
se
houvesse averiguado
da
existên
cia
de
maquinações
tenebrosas,
que
se
lhe
atlriboiram.
D:sse-se
que
uma
joven,
filha
de
cer
ta
familia
conhecida,
fóra
sedusida
por
um
sacerdote
para
abandonar
a
casa pa-
lerna
e ligar-se
pelo
voio
a
uma
institui
ção
de
caridade!
D
’
aqui
ouvi
monstruosas
querelas,
co
mo nunca
se
ouviram
pelas
seducçôes
fti-,
tas
a
donzellas
para
entrarem
nos
bordeis
públicos
das
nossas
cidades..
Apurada
bem
a
occorrencia,
soube-se
(jue
collocada
a
joven de
que
se
irata
(in
uma dura alternativa, por
instancias
em
pregadas
conlr-j
a sua
liberdade
por
pes
soa,
que
a
quisera
negociar
em
corpo
e
alma,
espontaneamente
resolvera
vestir
a
roupeta
de
irma de
s.
Vicente
de
Paulo.
A
auctoridade
e a familia
despeitada
bus
ca»
am
incriminar um
ecclesiastico,
que
se
disia
ser
o
subornador
da
donzella,
mas
nào
lendo encrnlrado
nem vestígio
de
cul
pabilidade,
nào
obtiveram
base
alguma
para
o
punir.
Uma
parte
da imprensa
periódica,
que
ahi
tsrá
constituída
em
poder
sup.
lemeii-
lar
de
todos
os puderes
do
Estado,
lendo
acceitado
o
libello
accu'-atorio,
uão
pro
feriu
comtudo
mais
tarde
uma sentença
absolutória.
Rssim
passou
o
caso
em
julgado.
IIi
pouco
o
snr.
A.
Ennes.
rabiscador
do
«Paiz»
e
calumniador
encartado
de
lo
dos
quantos
despresauí
a
sua burlesca
personalidade
(em
cujo numero
estou
ha
muilo)
lembrou-se
explorar
o
publico
com
uma
calumnia
dialogada
e
armada
em
py-
rotechnica,
a que
chamou
drama,
e
poz
a
esle
o
nome
—
Os
Lazarislas.
O
fim
da
peça foi
difamar
uma
con
gregação
que
alé
noje tem
sido
respeitada
alé
nus
países
não catholicos,
e
com ella
o
civro
em
geral,
pondo
á
responsabili
dade
de
uma
classe
inteira
uma
fabuia,
que
a
ler
sido
mesmo
um
facto
isolado,
lai
cuino
o
apresei.larain,
nunca
se
disse
praticado
por
nenhum
sacerdote
da
Con
gregação
das
Mi-sões. Calumnia proterva
e
perversidade
audaz,
em
face
da
qual
um
pju
inteiro se
burprehende
pela
aimude
imlifferenie
do
representante
da
França em
Portugal,
q«e
impassível assiste
a
uma
accusaçào
gravi-sima,
qoe
necessita
ser
levantada
ou punida, e
aos
intuitos
públi
cos
que importam o desprestigio
de
uma
das mais
respeitáveis e
mais
honrosas in
stituições
do
seu
paiz,
sem
que
um
pro
testo
sequer
levantasse,
por
dignidade do
o
Bu:
rjsrs.w
TBADfiÇÔES POPULARES
POR
A.
LO.
(.Conclusão)
IV
A
estas
duas
tradições,
qne nasceram
com
o
Chrislianismo,
e
que
com
elle
se
propagam, graças
aos
historiadores
eccle-
siasticos,
que
as
poseram
por
escripto,
seguiram-se,
séculos
andantes,
muitas
ou
tras de que
nus
não
cccuparernos,
por
se
rem
de
somenos importância.
’
Agora
duas
palavras sobre
uma
tradi
ção,
que
se
radicou com
a
fundação
da
nessa
Monarchia,
e
que
ha
occupado
a
penna dos
nossos
melhores
historiadores.
Esta tradição
foi
causa
d
’
uma
forte
dis
puta,
que
se
agitou
nos
nossos dias
apaixonadamente
por
parte
d
’
um
grande
genio
de
Portugal. Queremos
fatiar
uo
snr.
Alexandre
fíerculano,
que
se
deixou
ar
rebatar
por
uma
critica
severa
para
ir
de
encontro
a
uma
tradição
popular,
que
é
uma
gloria
para
nós,
e
uma
pagina
d’
ouro
para
a
nossa
historia.
Não
pretendemos
avaliar
dos
motivos
que
levo
o
snr.
Herculano para
negar
e>la
tradição, rnas
de
certo
que não
se
rão talvez
mais justos e
rasoaveis do
que
os
que
leve
ultimamente
para
contestar
e
negxr
o
thgina
da
Immaculada
Con
ceição
da
Virgem
Maria
na
sua
obra
—os
Opuscidos
—pela
unica
rasão
de não
ser
dogma
definido
quando
foi
promulga
da
n
’
esle
reino
a
Carta
Constitucional
!
I
Ora
eu
queria
que o
grande
historiador
me
dissesse
que
relação
tem
urna
cousa
com
outra,
para subordinar
a
religião
á
polilica,
supposto
que
n
’
esta parle
procede
de
harmonia'
com
a
doulrma da
escola
liberal
etn
que
está filiado.
Poucas
historias
de
povos
celebres
ha,
que
não
apresentem nos seus
annaes
al
gum
fado
miraculoso,
que
assignalasse
uma
dala
celebre,
ou
presidisse á
sua
fundação.
E
’
verdade
que
devemos
dis
cernir
se
o
tempo,
em
qoe
teem
logar
estes
fados,
é
fabuloso,
ou
pertence
ao
cyclo
de
historia
envolvida
na
noute
dos
tempos, ou
pelo
contrario se é
averigua
do
pelos historiadores,
e
allumiado
com
o
brilhante
facho
da
historia.
No
primeiro
caso
não
nos
mcecem
tanto
credito as
narrações
de
facios
mi
raculosos,
como
no
segundo, em que
a
historia as
consigna
nas
suas
paginas
de
pois
de
bem
discutidas
por
uma
critica
severa
e
imparcial.
Mas
o
facto,
que
tanto
ennobrece
a
íundaçao
da
nossa
moiiarchia,
e
que mos
tra
o
plano
occlulto
da
Providencia
di
vina,
que
queria
na
orla
m
is
Occidental
da
Europa crear
uma
nacionalidade
de
heroes,
que
dilatassem
o
império
da
Cruz
e
das
Qui.uas,
esse
facto,
digo,
já
não
pertence
ao
tempo
fabuloso, pois
succedeu
em
1139,
e
só
no
ultimo
quartel
do
sé
culo
19.°
é
que
appareceu
um
ou
mais
liiítoiiadores
assás
«usados
para
o
con
testar
com
argumentos
negativos,
tirados
do
silencio
d’
alguns
escriptores
coévos
do
acontecimento
cm
questão,
como
que
se
nào
bastasse
para
o
comprovar
a
fé
una
nime
<le
9
séculos,
o
occorrido
de todos
os
escriptores, a
crença
radicada
no
ani
mo
do
povo,
n
’uma palavra,
a
fundação
da
monarchia
portuguesa
nas
circumstan-
cias
criticas,
em
que
foi
formada,
só
a
um
milagre
da
Piovidencia
Divina,
que
queria
abater
o
cresceute
mussuimauo,
que
se
hasteava
ovante
n
’este formoso
reino,
é
que
se
deve
attribuir.
Que
admirar
pois
que Chislo
Senhor
Nosso
apparecesse
a
Affonso Henriques
e
llie promellesse
vicloria,
ordenando-lhe
que
gravasse
no
estandarte
as
Cinco
Cha
gas,
que
tempos
depois
se
denominaria
o
glorioso
pendão
das
Quinas?
Pois
Chis-
to Senhor
Nosso não
appareceu
em
qua
si
idênticas
circumstancias
a
Constanti-
no
Magno,
e
lhe
ordenou
lambem
que
hasteasse
ovante
o
«Labarum»?
E
Cons-
tautirio
Magno era um
príncipe
pagão,
e
o
nosso
Aílonso
Henriques
um
príncipe
pio
e
creme?
Dizem
que o
milagre
d
’
Affonso
Hen
riques
só
íoi
escripto
muilo
lempo
de
pois,
mas
os
mesmos
que combdem
es
te
milagre
com
este
argumento,
são
os
primeiros
a
negar o de
Constantino
Ma
gno,
apesar d’
este
ser
logo
escripto
por
Eusebio,
historiador
coévo, que
viu
e
ou
viu
a
narração
da
bocca
do
mestoo
Cuns-
lantino:
aonde
eslá
pois
a
cohereocia?
Portanto
para
mim no assumpto
subjei-
to
vale
mais
a crença
de
muitos
séculos
do
que
todos
os
argumentos
dus
escii-
plores
de
ideias
menos
orlhodoxas,
ainda
que
elles
sejam
Hérculanos.
E
’
uma
tradição
gloriosa
para nós,
e
eu
considero
até
como
falto
de
patriotis
mo,
quem
«e
atreve
a
pol-a
em
duvida
ou
a
negai a
redondamente.
Mas
hoje o
positivismo
material e
estúpido
vae alas
trando
as
consciências,
e
forceja por
sub
verter
lodo
o
sobrenatural;
não
o
con
seguirá porém,
porque
contra
o
êrro
ha
de
haver
sempre quem
lucte
slrenuarDen-
te,
ainda
mesmo
que
elle
esteja
aninha
do ou
na
cadeira do
magistério
universi
tário
ou
no
gabinete
do
que
se
reputa
sabio
para
dirigir
os
seus
simiihantes.
.j-W»
seu
cargo, em
defesa
da
honra e
da
se
gurança
pessoal
dos
Padres
das
Missões,
<;oe, de
mais a mais,
são
boje
conside
rados
em
Portugal como
capellães
da
em
baixada
francesa;
e
isto
quando
o
gover
no
fiancez
nas
suas
mais
solemoes
mani
festações,
acaba
de
declarar
á
Assembleia
Nacional
o
seu
íiruie
proposilò
de manter
e
faser
respeitar
as
praticas
e
instituições
catholicas
da
França.
U
padre
José
de
Senna
Freitas
tomou
sobre seus
hombros
provocar
o
snr.
En-
nes
a
um
certame cavalheiroso,
exigindo-
lhe
em
nome
da
honra
que
indicasse
ao
menos um
faclo
criminoso,
que
se
podesse
atlribmr
á
congregação
dos
Padres
das
Missões,
vulgarmente
chamados
Lazariitas.
O snr.
Ennes,
não
lendo
meio
«le
defen
der
a
soa
obra
infame,
escondeu-se
no
seu
covarde
silencio,
limitando-se
a
andar
em ridícula
peregrinação
pelos
thealros
da
*
províncias,
cultivando
ovações
e
sus
peitosos
panegíricos.
í
isistindo
pela
atiitude
resoluta
e
fir
me
d
>
homem que
com
a
consciência
de
defender
a
verdade
aflrontada
pelo
snr.
Ennes
esperava
placidameute
o
seu
con
tendor,
appaTece
agora,
rogado e
quiçá
illodido
pelo snr.
Ennes
e
pelos
seus
ami
gos,
o
snr.
Guimarães
Fonseca,
publican
do
um
optiscuío,
que
acabo
de
ler,
no
qual é aggredido
pessoalmente o
padre
Sen-
mi
Freitas,
sem
coinludo
vermos
nem
de
nrin.-urado
que
o
drama
não
c
uma
ca
iu
unia torpe
e
vil, nem que a
congrega
ção
de
S.
Vicente
de
Paulo
lem
um
facto
sequer
que
a
macule.
Causa
infeliz, que
se
não defende
nem
com
o brilhante
talento
de
Guimarães
Fon
seca
!
Estou
acostumado
a
festejar
a
intelli-
gencia,
e
a
venerar
a probidade
lideraria
e
pessoal
de
Guimarães
Fonseca.
Etnpra-
zo-o,
pois, em
nome
d
’esses
nobres prin
cípios
que
constituem
o
seu
caracler
co
mo
esoriptor
e
como
cavalheiro, que
até
li
je
íetTlio
presalo
como
amigo, a
que
me
diga
publicameote
se
com
a
mão
na
consciência
veiberou
ua
rudesa da
ideia
e
da
frase
o
padre José
de
Senna
Freitas.
Esté
appelio devido aus laços
da
mais
iniima amisade,
da
completa
communhão
de
princípios
religiosos e políticos,
quando
v
t.ão
fosse
aos éios
de
sangue
que me
prendem
ao
padre
Senna Freitas,
açom-
panho-o
com
as
palavras
do
mais
fundo
sentimento
com
que
vejo declinar
para
uma
questão
pessoal,
e
para a locução
ligeira
das
bagalellas
um
assumpto, que
péla
Mia
magiíitudè devera
merecer de
io
dos
os
lados
uma discussão
circumspecta.
Entendo-me,
snr.
redactor,
obrigado
a
traçar
estas
linhas,
ua
ausência do padre
José
de
Senna
Freitas,
(que actualmenie
se
acha
na
Irlanda)
para
que se
não
faça
demorada
uma
protestação
contra o
opús
culo do snr.
Guimarães
Fonseca
;
embora
mais
tarde,
se
o julgar
conveniente,
o
(flêodido
se desaffrouie
do
que
iojusiamen-
le
lhe
coube
de
aggressivo
cotno
escriptor.
E
’
uma
homenagem
á
justiça,
pela
qual
rogo
a
v.
queira
honrar-me
com
a
pubb-
Ci.çáo
Tcsia caria
uo
seu jornal.
De
v. etc.
Lisboa,
15
de
setembro
de
1875.
Bernardino
J.
de
Senna
Freitas.
BSUSTÀ
ESTMGHai
Como são
insignificantes as
noticias
da
guerra
carlista,
que
abaixo
transcrevemos,
copiamos
do
«P. de
Janeiro»
alguns
dos
ullimos
lelegrammas da
A.
liavas,
e
em
seguida
a
celebre circular
de
Mons. Si
meoni,
que
lanlo
alvoroto
lem
causado
na
imprensa
madrilena
:
Lê-se
no
«Quartel Real»:
Andoain
17.
—0
inimigo conserv^-se
nas
suas
posiçõps,
sem
se
resolver
a
ata
car.
Hontem
de
tarde
uma
granada
de'
San-
liagomendi,
iotrodusiu-se
no
paio! da
pol-
vora,
que
o
inimigo
linha
na
camara
de
Hernaui,
que
fez
saltar
pelos
ares o
edi
fício,
matando
mais
de
40
homens,
entre
estes
alguns
oíliciaes
que
estavam
nas
of-
ficinas,
alli
estabelecidas.
As
pedras
do
edifício que subiram
a
uma grande
altura,
causaram
muitas
perdas
de
transeuntes.
E
’
grande
o
terror
!
Esteila
16.—
0
general
Dorregaray
aca
ba
de
entrar aqui,
sendo
recebido
com
grande
enlhusiasmo.
Liem
17.—
0
inimigo
reconcentrou
as
suas
forças
em
Lumbier,
em
numero
de
16:000
homens,
sob
o
commando
de
Que-
sada.
Madrid
22.
—
A
policia de
Madrid sur-
prehendeu
alguns
deposilos de
espingardas,
bacamartes,
e
cartuxos que
os
centros
of-
íiciaes
e
os
orgãos
oHiciosos
affonsinos
at-
tribuem
aos
republicanos
e socialistas,
ac-
crescentando
que
elles
estão
desejosos
por
submelter Madrid a tristes
provações.
Os
ministeriaes
bem
informados
crêem
que
o
Valicane
acabará por ceder
das
suas
preterições,
ás quaes
qualquer
governo li
beral
/ecu
*
ará
approvação.
Ragusa
22.
—
Novos
bandos de
iosur-
gentes,
provenientes
de
Servia,
e
unidos
ao
*
commandados
por
Pope
e
Zarko,
leem
incendiado
tudo
desde
Novivarosei
a
Vi-
sigrad.
Os
turcos
foram balidos
em
Pre-
díolje e
Babive.
New-york
22.—Uma
inundação
quasi
destruiu completamente
a
cidade
de
In
dianola,
no
Texas.
.
Londres
22.
—
Os
jornaes
publicam
orna
carta
de Garibaldi
exprimindo
as
simpa
thias
pela
insurreição
da
Herzegovina.
Vienna
22.
—
0
imperador,
ao
receber
as
delegações
húngara
e
austríaca
disse
que
espera
o
movimento
das
províncias
turcas
não
perturbará a
Turquia
nem
a
paz
da
Europa.
Roma
22.
—
A«seguraw
que
a demissão
de
Benavides,
ministro
de
Hispanha,
é
fundada em
motivos
de
saude
e
não
se
rá
acceite.
As
in-irucções
de
Benavides são
decla
rar que
o
governo
será
firme,
mas
mo
derado,
e
respeitará
a
religião,
salvaguar
da
dos
direitos
do
estado.
Benavides
entregou
ao
papa
o
Tosão
de
Ouro
pira
Antonelli
Nào
houve
cere-
monia.
Belgrado
22.
—
Apesar
do
tom
pacifico
da
resposta
de Skoupehlina ao discurso
do
thruno,
<i
governo
servio
continúa
nos
prepara
li
vos
bellicos
New-York 23.—
Tempestade
em
toda a
costa
de
Texas,
Saluria,
Malagorda.
Sa-
luria
e
S. Bernardino
foram
destruídas.
Madrid
23,
de
manhã.
—
Neuhnro
des
pacho
confirma
a
entrada
de
Siballs em
França.
Eldqayen voltou
a
Madrid.
•
C
ircular
de
M
ons
.
S
imeoni
.
«Muito Senhor meu:
Havendo
chegado
ao
conhecimento
da'
Santa
Sé
o
projecto
de
constituição, que
se
pensa
em
propor
ás
cortes,
não
ponde deixar
de
chamar
a
altenção
do
Santo Padre
o
arligo
ll.°
d’
aqtietla,
relativo
á tolerância
de
cultos.
Em
consequência
do que
o
ém.m
°
snr.
car
deal
secretario
d
’
Eslado,
em
nome
da
San
ta Sé,
dirigiu
ao
governo
hispanhol,
por
via do
seu
embaixador
em
Roma,
uma
reclamação,
ordenando-me,
ao
mesmo
tem
po,
que
communique
a v. o
seu
conlheu-
do,
o
que
faço
sem
demora.
«Os
§§ 2
0 e 3.°
do
citado
arligo
11.°
estão
redigidos
da
seguinte
fórma
:
«
Ninguém
póde
ser perseguido
no
ter
ritório
hispanhol
por suas
opiniões
religio
sas,
nem
pelo
exercido
de
seu
respeclivo
culto,
salvo
o
respeito
devido
á
moral
chrislã.
«.Sem
embargo
não
serão
permitiidas
outras
ceremonias nem
manifestações
publi
cas
que
as da
religião
do
Estado.
«0
fundo
e
a
fórma
dos
§§ trasneri-
plos
não
podem
deixar
de
ser
justo
mo
tivo
de
preoccupaçào
e
razão
de
queixa
por parle
da
Santa
Sé, ou
se
considerem
á
face
(la
concordata
de
18,
que
teve
for
ça
de lei
em
lodos os
domínios
de S.
M.
C
;
ou
se
tenham
em
conta
as
funestas
cousequencias
que
traria esla
lei
á
nação
hispanhola,
a
qual,
d
’
esde
tempo
imme-
morial,
se
acha
na
posse
da
preciosa joia
da
unidade
catholica
«Antes
de
tudo
convirá
fazer
notar,
co
mo
ponto
indiscutível,
que nem
o
gover
no,
nem
as
côrles,
nem
outro
qualquer
poder
civil
(Peste
reino
leem
direito
de
alterar,
substituir
ou
modificar
nenhum
dos
artigos
da
Concordata,
sem
o
neces
sário
consentimento
da
Santa
Sé.
Esla
maxima
de
direito
deve
ser
estriclamente
observada
em
todo
o
assumpto,
que
haja
sido
objecto
de convénio; com
maior
ra
são deve praticar-se,
tratando-se
de um
ponto fundamental,
qual é a religião,
base
principal
de
loJa
a sociedade
bem organi-
sada.
Pois bem,
o
projecto
da
nova
con
stituição se
expressa por
modo tai,
que
logo
á
primeira
vista
se
torna
notável
a
diiferernnça
entre
o
disposto
n
’
aquella
e
o
que
se
acha
prescripto
no
artigo i.°da
Concordata.
«Diz.-se
n’
esta:
—A
religião
catholica,
aposlolica,
romana,
que,
com
exclusão de
qualquer
outro
culto,
continua
sendo a
úni
ca
da nação
hispanhold,
se
manterá
sem
pre
nos
domínios
de
S.
M.
C.
com todos
os
direitos
e prerogalivas,
de
que
deve
go-
sar,
segundo
a
lei
de
Deus, e
o
disposto
nos
Sagrados
Cânones.
«Este
artigo
declara
expressamente,
e
sancciona,
como
é
obvio
o
principio
da
unidade
religiosa,
reconhece
que
só
e
uni
camente
a
religião
catholica
é
a
religião
do
Estado,
excluindo
a
profissão
de
lodo
outro
culto. 0
ariigo
1i.°,
pelo
contra
rio,
da
nova
constituição
nem
declara
que
a
religião catholica
é
a
só
e
unica
religião
da
nação
hispanhola,
nem muito
menos
a
exclusão
de
lodo
outro
culto,
além
do
calholico,
antes
ao
prescrever
na
segunda
parte,
que
ninguém
possa
ser
perseguido,
em
lerritorio
hispanhol,
por
suas
opiniões
religiosas,
ou
pelo
exercido
do
seu
respe
clivo culto,
salvo
o
respeito
devido ã mo
ral
chrislã,
auclorisa
explicitamenle o
exer
cício
exterior
de
qualquer culto
não
calho
lico,
garanlindo-se
assim
a
liberdade
de
cultos
pela tolerância
religiosa
contra
a
letlra
e
o
espirito do
referido
artigo da
Concordata.
«E
’
impossível sustentar
que
no
pri
meiro
dos artigos
d
’
esle
solemne
pacto
se
houvesse
exprimido um
simples
faclo,
ou
antes
um
voto
de
que
se
conservasse
a
uni
dade
catholica
nos
domínios
hispanhoes,
sem
cor.trahir
uma
verdadeira
Obrigação
de
a
manter
perpeluamente
e
de
não
consen
tir.
de
futuro,
na exislencia
d
’
outros
cul
tos.
«A
simples
leitura
do
artigo
cihdo ma
nifesta
claramente,
que,
posto
esle con
tenha
duas
parles, uma
accidental,
funda
mental
a
outra,
estão
de
tal
modo
ligadas,
que
não
podem
dividir-se,
nem
ler,
em
substancia,
outro sentido que
não seja
es
te
: Aquella
religião
serà
sempre
conserva
da
em Hispanha,
porque,
de
faclo
é
a
re
ligião
da
nação
hispanhola.
«E
’
assim
que,
eílcclivamente,
a
reli
gião
catholica é
a
unica
da
dita
nação,
com
exclusão dc
lodo
outro
culto,
e
que
co
mo
tal
se
prescreveu
expressamenle
na
proposição
accidental
do
mencionado
ar
ligo
;•
logo,
quando
se
dispoz
e
se conveio
na
proposição
principal
de
que
a
mesma
religião
seria
sempre
conservada,
enten
deu-se, igualmenlc
assentar
ácerca
do
mo
do
da
sua
conservação,
com
exclusão de
lodo
outro
culto
;
e
do
mesmo
modo
que
esla
exclusão
esteve
na
mente
das altas
parles
contractantes,
assim
também
entrou
na
obrigação
reciprocamenle contrahida e
expressa
no
ortigo.
«Dc
outra
fórma
a
proposição
princi
pal
d
’
este
não
corrresnonderia
á
acciden
tal,
e
a religião
que se
convém
em
man
ter
estavelinente
na proposição
principal,
não seria
a
mesma
que
está
indicada
na
accidental,
onde
se
determina
e
caracleri-
sa
com
a
unica e
exclusiva
da
nação
hispa
nhola.
Mas
ainda
mais:
a
parte
acciden
tal
do
arligo
seria
complelamentc
inútil,
c
não teria
rasão
de
ser,
o
que
repugna
com
a
indole
de
uma estipulação solem-
no,
á
gravíssima
importância
do
assum
pto,
objecto
do convénio,
á
sabedoria
e
prudência
das
altas
partes
contractantes.
«Por
conseguinte
se
a
exclusão
de
to
do
outro
culto
não tivesse
entrado
em
men
te e
na obrigação
contrahida
pelas
altis
partes
contratantes,
ler-se-hia
omillido
a
parle
do
arligo
a
que
se
faz
referencia,
pelo
modo
que
coisa
alguma
parecida
se
acha
nas coucordatas
estipuladas
entre
a
Santa
Sé
e
outras
potências catholicas; as
quaes,
por existir
de
faclo
no
seu
territó
rio
a
liberdade
ou tolerância
de
cultos,
não
poderam
convir
em
expressar
a
ex
clusão
de
todo
o
culto
a
não ser
o
ca
lholico.
«Mas
não
é
sómenle
o
artigo
l.°
da
Concordata
o
que
fica
lesado
pelo
proje
cto
da
nova
Constituição.
0
2.°
que
foi
estipulado
como
derivação
e
consequência
do
l.°,
e
que
portanto aclara
c
dá
for
ça
ao
sentido
do
mesmo,
estabeleceu
e
dispoz
que o
ensino
nas.
escolas
publi
cas
ou
particulares
de
qualquer
classe se
ria
em
tudo
conforme
com
a
doutrina
da
religião
catholica,
para
cujo
fim
se
con
veio
também
que
os
bispos e
mais
prelados
diocesanos, encarregados
pelo
seu
ministé
rio
de
velar
pela
pureza
da
fé
e
dos
cos
tumes
e
pela
educação religiosa
da
moci
dade, não
encontrariam
nem
impedimen
to
nem
obstáculo
de
especie
alguma
no
exercício
d’
este
direito
e
dever.
«No
artigo
3.°
além de
assegurar
de
cididamente
aos
prelados
uma
plena
li
berdade
no
exercício
das
suas
funeções
! pastoraes,
a rainha
catholica
e
o
seu
go
verno
prometteram
dispensar-lhos
o
seu
poderoso
patrocínio
e
apoio
com
toda a
eíficacia
do
braço
seoular
todas
as
vezes
que
tivessem
que se
oppôr
á
malignidade
dos
homens
que se
intentam
perverter
os
ânimos
e
corromper
os
costumes
dos
íieis, ou quando
devessem
impedir
a im
pressão,
inlroducção
e
circulação
dos li
vros
maus
e
nocivos.
«Pois
bem:
codsignando-se
no
§
2.0
do
artigo
11.°
da
nova
Constituição,
q
lie
winguem
será
perseguido
no
lerritorio his
panhol
pelas
suas
opiniões
religiosas
e
pe
lo
exercício
do
seu
culto,
salvo o
respei
to
devido
á
moral
chrislã,
resulta como
consequência
indestructivel
que
ainda
o
ensino,
tanto o
publico
como
o
particu
lar,
das doutrinas
catholicas
se
acha
fóra
da
acção
da
lei,
e
não
póde
ser
impedi
do
ou
reprimido
pelo
poder
civil
ou
pe
lo
ecclesiastico,
ou
o
que
é
o
mesmo,
fi
ca implicitamente auctorisado
e
positiva
mente
admiltido.
Isto
traz
indubitavelmen
te uma manifesta
infraeção do
artigo
2.°
da
Concordata,
no qual
com
as
palavras
mais
terminantes
se
cstipolou
solemne-
mente
que
o
ensino
publico
e
particular
em
todas
as
escolas
de
qualqer
classe
e
catbegona,
seria
conforme
á
doutrina
da
reiigiào
catholica.
«E
ainda (pie
em
força
do
arligo
1|.°
da
nova Constituição
se
deixasse
fóra
da
acção
civil
ecclesiastica
sómente
o
ensino
particular
de
doutrinas
catholicas, diíficil-
mente
se
póde cotnprehender
oomo
pode
rá
verilicar-se a
subsistir
na
sua
plena
in
tegridade
e extensão o
livre
exercício
dos
deveres
e
direitos
recíprocos
formalmenie
garantidos aos
bispos no
artigo
2.° citado
da
Concordata,
de
vigiar
sobre
a
pureza
da
fé
e
dos
costnrnes,
e
ácerca
da
edu
cação
religiosa
da
mocidade.
«Não
se
comprehende
como poderão
os
bispos
esperar
o
apoio
e a defesa do
po
der
civil
contra
os
occulios
tramas
e
te
nebrosos
desígnios das
pessoas
interessa
das
em
perverter
as
intelligencias
e
cor
romper
os
costumes
dos
incautos,
assim
com» contra
a
imprensa
clandestina
e
a
insidiosa
inlroducção
e
circulação
dos
li
vros
maus
e
nocivos.
«Expostas
as
anteriores
considerações,
facil
é
prever
as
funestas
consequências
que
se
derivam
do
arligo
11.0
da
nova
Constituição,
dado
o
caso
de ser
adopta-
do
.pelas
côrles,
mormente
que
se
trata
de
introduzir
um
infausto
principio n
’
uma
na
ção
eminentemenre catholica,
que
ao
mes
mo
tempo
que
repeile a.
liberdade ou
a
loíerancia
de
cultos,
pede
unisonamenle
que
se
restabeleça em Hispanha
a
sua
tra-
dicciúnal
unidade
religiosa, incarnada,
se é
licito
dizer
assim, na
sua
historia,
costu
mes e
glorias.
«E
não fique
em
esquecimento
que
o
desconhecimento
em
que
os governos
an
teriores
tiveram a
sua
unidade
religiosa,
foi
uEa
das
causas
que
originaram
a
guer
ra
civil, que reina
cm
algumas
províncias
do
teino.
Por
tudo isto,
e
em
vista
das
tristes
consequências
que
se
lem
insinua
do,
a Santa
Sé
julgou
um
dever
propor
á
consideração
do
governo
hispanhol
es
tas
breves considerações
aconselhando-o
a
não
permillir a
inlroducção
do
arligo
II.0
no
dito
projecio,
porque
d’outro
mo
do
poderia
comprometfer
a
tão
desejada
harmonia
enlre
a
Santa
Sé
e o
governo
hispanhol.
«O
que
tenho
a
honra
de
participara
V.
cumprindo
as
ordens
do ern.m,?
snr.
cardeal
secretario
d
’
Estado,
a
íim
de
que
sirva
de
norma
a
v.
para
apreciar
a
im
portância
d
’
esle
gravíssimo
assumpto.
Madrid
25
de agosto
de
1875.—
João,
arcebispo
de Caledónia,
núncio
apostolieo
—
R.
Bispo
de.
.
.
—
E
’
copia
do
original.»
MINISTÉRIO DOS
NEGOCIOS
ECCLE-
SIASTICOS
E
DE
JUSTIÇA.
Direcção
geral
dos
negocios
ecclesiasticos
1.
a
Repartição
Não tendo
havido
opposilores
ao
con
curso
documental
aberto
para
provimento
da
egreja parochial
de
S. Domingos
da
Rio
Torto,
do
concelho
de
Gouveia, dio
cese
da
Guarda,
o
qual
findou
em
1o
do
corrente mez:
manda Sua
Magestade
El-Rei,
que
nos
termos
do
artigo
16.° do
decreto
de
2
de
janeiro
de
1862
se
abra
concurso
por
provas
publicas
perante
o
respeclivo
prelado
diocesano
para
provi-
3
SESSSSES
mento
da
sobredita
egreja
parochial
;
ob
servando-se
as
piescripções
do
decreto de
9
de dezembro
de
1862.
O
que,
por
ordem
do
mesmo
augusto
senhor,
se
participa
ao
governador
do
bispado da
Guarda,
para sua
inlelligencia
e
devidos
efleilos.
Paço,
etn
17
de
setembro
de
1875.
=
Awjuslo
Cesar Barjona
de
Freitas.
GAZETILHA
A
Tenda de Mestre Lcieas. —
E
’
,
por
demais,
sabido, que
uão vae
mingua
da
de
oovellas
a
litteratura portugueza
;
antes
sobram,
por
serem
muitos
os
ope
rários
qne
achegam
pedras para
este edi
fício
de
recreação,
onde todos
vão
per
der ou minorar,
a
recordação
de
penas,
ou a
magoa
de
tristezas,
e
o
cançasso
de
fadigas,
e
procurar
gostos
ou
desen-
fido.
Ninguém ignora,
também, a
grande
influencia
que
o
romance exerce
na
direc
ção
dos sentimentos,
e
na
formação
dos
costumes,
quer
pelo attraciivo
da
fórma
litteraria, quer
pelo
interesse
do
enredo,
onde,
quasi
sempre se
nos
depara,
com
pequenas
variantes,
algum
episodio
da
vida.
Póde
com
afoutesa
dizer-se
sem
re
ceio
de
ser
desmentido,
que o romance
disputa,
com
vantagem ao
livro
puramen
te
instruclivo,
a
gloria,
até
agora
nun
ca
compelida, de
chamar
a
si as multi
dões.
D
aqui
provem
a
obrigação
imprescin
dível
que
conlrahe
o
escripior
honesto
de
fundir
os moldes
do
seu trabalho
em
sãs-
ideias,
nos puros
sentimentos,
e
nos
ca
racteres
probos.
Infelizmcnte
não
escaceiam,
antes
abun
dam,
as
composições n
’
este
ramo de
lit-
teratura,
qoe são
inspiradas
pela descren
ça,
ou
pela
voloptuosidade, em
que
se
entorna
a
mãos largas,
o
veneno
da
cor
rupção que
mata a alma,
perverte
a fami
lia,
e
dissolve
a
sociedade.
Sena
de grande
auxilio
para
a
educa
ção
o
romance
que
alliasse
o
util
com
o
agradavel;
aquelle
se
fosse
baseado
nas
lições
da
histmi
*
,
e regulado
pelos
prin
cípios
do
christianismo,
este
aferido
pelos
sentimentos
mais nobres
do
coração
hu
mano.
Seriam
immensos
os
benefícios
que
d
’
elles
proviriam.
Sobejas
rasões
terá
a
geração
futura
de
amaldiçoar
o
homem
de
lettras
que
pro
tituira o
talento,
e
o
fizera
servo
inú
til
(i
’e.'Sas
paixões
ignóbeis, que
longe
de
serem
proveitosas
á
sociedade,
pelo
con
trario
concorreram
para
aggravar
os
ma
les
que
lhe
devoram as
entranhas.
E
por
outra
parte, louvores
bem
merecidos
ren
derá
áquelle
que,
depondo
no
altar
do
sacrifício,
os
interesses
e
as
ambições,
le
var
de
vencida
os
preconceitos,
a
gloria
efemera,
e
tudo
quanto
move o
homem,
íómente.para
conduzir, por
a
estrada
se
gura e direita,
os
que
ainda caminham
inexperientes
pela
espinhosa
peregrinação
da
vida.
E
’
por
Uso
que
não podemos
ser
estra
nhos
ás
agradaveis
e
proveitosas
impres
sões
que
nos
ficaram
após
,
a leitura
do
romance
religioso
—
A
Tenda de
Mestre
Lu
cas
—
,
pelo
dislincto escriptcr
Padre Senna
Freitas
;
antes
viemos,
á
luz da
publici
dade,
reuder-lhe a
homenagem
que
me
rece.
Esta
linda
novella,
editada
peló snr.
Ernesto
Chard
on,
incançavel
propagador
da
instrucção
litteraria,
«cientifica
e
religio
sa
enlre
nós,
é
um sublime tecido
e
com-
movrtiie
desenlace
de
duas
vidas—
Lucas
e
Eugenia,
cujas
feições
caracteristicas de
vemos
copiar,
pelo amor
ao
trabalho, re
signação
nos
soflrimenlos
e
privações
de
toda
a
especie,
e a
recompensa
da
Pro
videncia.
E,
se
o
trabalho
honra, a
resignação
santifica,
e
a
tiriude
nobilita
e
engrande
ce,
quem
d
’
esla
leitura
não recolherá
licção
proveitosa para
se
dirigir
nas
con
trai
iedades
da
viJa
?
Balsamó
salutar
para feridas
que
san-
g
ram
muito,
abertas
pelo ferro
da
adver
sidade,
e
rasgadas
ainda
mais
pelo
punhal
<l
’uma
sorte
cruel,
o
mestre
Lucas,
prin
cipal
interlocutor
d
’
este
romance,
é
o
ti
po
fiel
das
vrtúdes a
imitar
oos
vários
desastres
da
vida,
onde
a
Providencia
nos
experimenta
com
duras
provações,
e
nos
prepara
condigna recompensa
aos
méritos
alcançados.
Melhor
assumpto
não
podia escolher,
para
dedicar
aos
que
soflrem,
o
primoroso
escripior
catholico.
Saudamos e
recommendamos
este
tra
balho
do
snr.
Padre
Senna
Freitas
pelos
bons
fruclos
que
da
sua
producção
hão
de
colher
os
que lerem,
e
sobretudo pelo
bom
estimulo
que
ha
de produzir
nos
que
se entreguem habitualmeiite
a este
genero
de
lilteratura.
— (Oo
«Bem
Pu
blico».)
Fallecimento.
—
Acaba
de
fallecer
o
illm.
0
snr.
José Anlonio
Gonçalves
Salga
do, pae do nosso
particular
amigo
Joaquim
José
Gonçalves
Salgado,
a
quem
acom
panhamos
na
dor
que
lhe
feriu
a alma
Aos
nossos leitores
pedimos um P. N.
para
suffragar
a alma
do
honrado
finado.
Caminho
de ferro de WiBIa Real
á
Regua.
—
Os
concessionários
do
caminho
de ferro
de
Villa
Real
á
Regua
requere
ram
que
lhes
fosse concedido
prolongar
aquelle
caminho
até
Vizeu.
Fortiegiaezc® fa 1
leci
:8o®
. —
Fallece-
ram
no
Rio
de Janeiro
desde
22
a
25
de
agosto
os
seguintes
:
José
Manoel
Pereira, 39
annos,
soltei
ro
;
Leonardo
<le
Jesus Nascimento,
33
a.,
s.;
Francisco
Marques Neves Júnior, 23 a.,
s.;
Miguel
Augusto
da
Silva,
34
a.,
casa
do;
José
Machado, 53
a.,
viuvo
; Malhias
José
da
Silva
Guimarães,
40
a.,
c.;
José
Joaquim
Fernandes,
37
a.,
s
;
Theodoro
Anlonio
Lopes, 33
a.,
s.;
Manoel de
Aguiar
Pamplona,
25
a.,
s.;
Joaquim
dos
Santos
Barbosa,
38
a.,
c.;
Rosa Maria Bar
bosa,
5'1
a , c.;
Virginia
das Dores, 27 a.,
s.;
João
Duarte,
41
a., s.
Variedade
de pera®.— A
collec
ção
de
pereiras
do Jardim
das
Plantas
em
Paris,
consta
de
mais
de
350
variedades.
Esta
collecção
foi
principiada
pelos
frades
cartuxos, e
transportada
do
respeclivo
con
vento
para
o
Jardim
Botânico
onde
hoje
se
cultiva.
Não
coutava
então
mais
de
150
vareidades.
ííxploraçilo «te minas. —
Empregam-
nas
minas
da
Grã-Bretanha
mais
de
4006
operários.
As
principaes
minas
são
de
car
vão
de
pedra,
ferro,
cobre,
e
estanho.
Go.nhecem-se
perto
de
3:000
jazigos
de
hulha
em
exploração,
330
minas
de chum
bo,
172
de
cobre, e
156
de
estanho.
Secreção <3o
leite.—
Succede
mui
tas
vezes,
que
as
mães e
amas
ao
periodo
da
lactação
perdem
repeutinamenle
a
facul
dade
de
segregar
leite.
E
’
urgentíssimo
remediar
esta
falta;
e
enlre
os
meios
que
se
lem aconselhado, parece
que
lem
da
do
bons
resultados
o
emprego
da eleclri-
cidade,
applicada
por
meio
de excitadores
sobre
as
glandulas
mamarias.
As
fumiga
ções
e
applicação
de
folhas quentes
de cer
tas
plantas
lambem
sào
uteis.
Ha
quem
aflirme.
qoe
é
vantajoso
para
este
lim
o
ricino
ou
carrapeleiro.
Fecundidade.—
Foi
apresentado ao
imperador
da
Rússia
um
camponez
que
ca
sou
em
segundas
núpcias
na
edade
de
70
annos.
A
primeira
mulher
teve
2
1
partos;
10
vezes
leve
geineos
; em
7
partos, em
3
filhos
de
cada
vez;
e
etn
4,
4
íilhos
de
cada
vez;
total
57 filhos lodos
vivos.
A
segunda
mulher
teve 7 partos,
1
com
3
filhos,
e
6
com
gemeos;
lotai
15
Não
são
raros
exemplos
desta
ordem
na Rússia.
Vingança
n
a Coraeg».—
--N
’este
paiz,
quando
algum
homem
é
assassinado,
é
guardada
a
camisa
ensanguentada
da
victima,
como
um
penhor
de
vingança,
que
se
mostra
aos
filhos
e
parentes,
para
os
excitar a punir
os
assassinos
Os
cor
sos
deixam
crescer
as
barbas
em
signa!
de
luto
e
de
vingança,
o
que
deu logar
a
um
adagio
popular
—
prometto-le as
minhas
barbas—
que
quer
dizer
—
protesto
te
que
me
heide
vingar.
Symbolo
«la
cgualdade.—
Os
anti
gos,
quando
convidavam
os
seus
amigos
para
algum
banquete,
para
não darem
na
preferencia
motivo
de
queixa
a
algum d
’
el-
les,
escreviam
todos os nomes
dos
con-
vidados
em
circulo: déste
modo, como
por
qualquer
destes
nomes
se
podia
prin
cipiar,
não
havia
motivo
para
se
dizer
quem era
o
primeiro,
ou
o
segundo,
ou
o
ultimo
na
estima
e
considetação
do
dono
da
casa:
tudo
eraegual,
e
a
honra
egual-
mente
repartida.
Os
gregos escreveram
os
nomes
dos
^sete
sábios da
Grécia
em
um
circulo,
para
desta
maneira
evitarem
declarar
qual
era
o
mais
sabio.
Os
romanos,
que
tinham
por
costume
em
certos
dias
festivos
dar
a liberdade
a um
escravo, escreviam em
circulo
os
nomes
de todos,
a
fira
de
se
não
conhecer
a quem
destinavam
conceder
primeiro
a
liberdade.
Tendo
um
Papa
ordenado,
que
os fra
des
franciscanos
lhe
apresentassem
os
no
mes
de
tres
religiosos
da
ordem,
para
d
’
elles
se escolher
um
cardeal,
assentaram
os
frades
escrever
em
circulo
os
nomes
de tres
collegas
mai
dignos,
a
fim
de
que
o pontífices
se
persuadisse, que
elles não
re-
commendavam
mais
a
um
que
a
outro.
A
instituição
dos
cavalleiros
da Mesa
redonda,
póde
também
ser
citada enlre
os exemplos curiosos. O rei Arthur,
para
estabelecer
entre
os
seus
cavalleiros
o
principio
da
inteira
egualdade,
nunca
se
sentava
com elles
senão a
uma
mesa
re
donda,
para
que
ninguém
tivesse
preferen
cia.
Nos
congressos
diplomáticos,
a
mesa
das
conferencias
dos
embaixadores,
é
or
dinariamente
redonda,
para
evitar
de modo
possível
as
distineções
e
ciamos
de
pre-
cedencia.
í
”a-eço» tíe
genero®.—
No
tempo
de
el-rei
D.
João
II,
o
almoxarife
de
Cintra
forneceu
ao
capellão
do
paço,
Thomé
Ro
drigues,
e
seu
moço,
os
seguintes
manti
mentos
e
objectos
para um
anno:
83
alqueires
de
trigo
a
30
rs.
.
.
2$i90
48
almudes
de
vinho a
40
rs.
. . 1-5920
18
arrobas de
carne a
80
rs.
.
. 1-5440
48
pescadas
a
130
reis
a
duzia.
.
.
.
520
10
covados
de Busto! para
se
vestir.
2$000
6
varas
de
Galles,
idem
..................
60
i
Em
dinheiro,
a
100
rs.
por mez.
.
1-5200
106170
Tendo
fallecido
o
snr. José
Antonio
Gonçalves
Salgado,
seu
filho
Joaquim
José
Gonçalves
Salgado
roga
ás
pessoas
de
sua
amisade
o
dislincto
obséquio
de
assistirem
aos
oflicios
de
corpo presente
que
hão
de
ter
logar
hoje,
ás
10
horas
da
manhã,
na
egreja
de
Santa
Cruz.
Pede
desculpa
de
cumprimentos.
9»att-x»g4a«t«neijeqn3aa
ta«B«r«Mwai
«ei!aiii
—....
»i
n
VINHO
VERDE
Quem
pertender
comprar
vinho verde
velho bom
ao
quartilho,
a
preço
de
40
e
50
reis,
dirija-se ao
hotel
da
Vista
Ale
gre,
nas
Carvalheiras.
(2710)
Vende-se
na
rua
de
S.
Victor
n.
9
30
lousas
de
pedra
para
pintar,
próprias
pa
ra
as
sepulturas
do
cemiterio.
Quem
pre
tender
dirija-se
á.rua
indicada. (2711)
MODISTA
BE
LISBOA
Rua
do
Anjo
n.°
24
Precisam-se de
costureiras
a quem
se
dá
dc 80
a
200
reis
diários,
e lambem
se
aceitam
aprendizas.
(2712)
3.
a
Emissão
das obrigações
dos
caminhos de
ferro
do
Minho
e
Douro.
Por
ordem
da
Direcção
Geral da
The-
souraria
do
Ministério
da
Fazenda
se
an
nuncia
que
os
portadores
de
certificados
já
liberados
da
3.a
emissão
das
obrigações
’
dos
caminhos
de
ferro
do
Minho
e
Dou
ro,
que
pretenderem
receber
em
troca
dos
mesmos
certificados obrigações
d
’assenia-
mento,
podem d
’esde
já
enlregal-os
n
’es-
la
Repartição
de
Fazenda,
acompanhados
de uma
relação
para
a
qual a
referida
Repartição
lhe fornecerá
o
impresso.
Repartição
de
Fazenda
do
Districto
de
Braga
25
de
Setembro
de
1875.
O
Delegado do
Thesouro,
(2713)
Henrique
Francisco
Bizarro.
METAES VELHOS
NOVO
HORÁRIO
A
antiga
sociedade
Viação Bracaret.se
,
leva
ao
coohecimento
do publico
que
os
seus
carros que d
’
esta
cidade
sabiam
pa
ra
os Arcos
e
Monção
ás
5
horas
da
rua-
nhã e
3
e
5
da
tarde,
ficam
sahindo
des
de
o
dia
1,
e de
outubro
em
diante,
o
1.
*
ás
6
horas
da
manhã,
chega
aos
Arcos
ás
II,
segue
para
Monsão
ás
12
e
chega ás
5
horas da
tarde.
O
segundo
sae
á
1
da
tar
de,
chega
aos
Arcos
ás
6.
O
terceiro
sae
ás
5
horas
da
tarde,
chega
aos Arcos
ás
10,
segue
para
Monsão
ás
II,
e chega ás
4
da
manhã
do
dia
seguinte.
Volta
Sae
de
Monsão
o primeiro,
ás
6
ho
ras
da
manhã,
chega
aos Arcos
ás
10,
se
gue
para
Braga
ás 11
e
chega
á
5
da
tar
de
;
o
segundo
sae
dos
Arcos
á
6
da
ma
nhã
e
chega a
Braga
as
12; o
terceiro
sae
de
Monsão
ás
5
horas
da
larde,
chega
aos
Arcos
ás
10,
segue
ás
11
e
chega
a
Bra
ga
ás
5
horas
da
manhã
do dia
seguinte.
Os
preços,
fora
ou
dentro,
são
os
ji
aununctados
;
os
seus
escriptonus
são
cs
antigos:
em
Braga, em
casa
do
snr.
Ar-
ranjadinlio,
nos
Arcos,
em
ca-a
do
snr.
Diogo,
e
em
Monsão,
era
casa
do
snr.
Marques.
Os
snrs.
passageiros lem
além
da
de
mora
dos
Arcos,
meia
hora
no
Pico,
para
comer
ou
descançar,
lodo este
serviço
é
combinado
para
que
os
snrs.
passageiros
possam
seguir
para
o
Porto
e
Lisboa
eaa
ludos
os comboios.
Preços: Para
Monsão,
dentro
l-^OOO
reis,
fóra
890.
Arcos,
dentro
500 reis,
fé-
ra
400.
—
Braga
22
de setembro
de
1875.
(2708)
José Luiz
Ferreira.
Teixeira
e Mesquita, da
rua
da
Sé
d’esta
cidade de Braga,
participam
ao
respeitável publi
co,
que
continuam com as suas
carreiras
diarias
para a Povoa
do
Varzim ; e, para mais com-
mocíidade dos
snrs. passageiros,
resolveram
que
o
carro
que sae
d’
esta cidade
ás 4 horas
da ma
nhã fica saindo desde o dia 23
inclusive
do
corrente mez ás 9
horas
da manhã. Os preços os
mesmos
já annunciados.
es
o
as.
e
s
u
o
Sae
de
Braga ás 9
horas da
manhã,
chega a Barcellos
ás 11
e
tem uma
hora de demora, sae
de
Barcellos ao
meio dia, chega
á
Povoa
do
Varzim ás 3 da tar
de.
Vice-versa : sae da Povoa do
Varzim ás
6
horas da manhã,
chega a Barcellos ás 9, tem uma
hora de demora, sae de
Barcellos
ás 10, chega a Braga á uma da
tarde.
Vendem-se os
bilhetes em
Braga
no bem conhe-cido Ribei
ro
Braga na praça do Barão da
S.
Martinho, e na Povoa
do Var
zim no seu
antigo-
escriptorio
no Rego, quina da Junqueira.
Braga
20 de Setembro de"
1875.
N.
ES. O® a
ai »
n e
ia e» te® retiram
as
snia® carreira®
eia
siuite no dia
<t»
corrente.
(
‘370»)
Na
travessa
de
S.
João
n.°
5,
com
pra-se
toda
a
qualidade
de
metaes, e ferro
velho
até
mesmo
fundido.
(860)
PEDRA
D
’
ALVENARIA
Quem
quizer
comprar
uma
porção
de
pedra
d
’
alveoaria,
dirija-se
ao
sur. An-
^ouio
dos
Santos Costa,
rua
da
Sé.
(2698)
ÉDEIRi
'
Na
freguezia
de
Barreiros,
no
logir
de
Passos,
em
casa
de
Autuoio
José
Re
bello,
ha
para
vender
46
dúzias
de
laboas
de castanho
muito
seceas,
e
entram
n
’es-
te
numero
40
couçoeiras.
(2703)
Rua
du
Campo, n.°
22
—
Draga
Alugara-se
os
altos
da
casa
n.
°
22,
que
lera
commodos
para
numerosa
famí
lia.
Trata-se
na
mesma de
seu aluguel
e
póde
ver-se a
toda
a
hora
do
dia.
(2626)
’
^B)X
c
5
I
3
0
f
F
S
W
1
V
?
À
SZZ-...
--Í'
PRIUEIRA
E
ANTIGA
J
RORIZ
I
CASA
FELIZ
$5
S'A
$
Í
J
í*7
NA QUINTA
DE RORIZ
POBTO
3-SUA
DAS
FLOKES-1,3
(JUNTO
À EGREJA DA MISERICÓRDIA)
1
-
RUA
DAS FLORES
- 3
(JUNTA
Á
EGRAJA DA MISERICÓRDIA)
SORTE GRANDE
«
èi
»
5.000$000
(El
J3SE
’
I.
FERB0RÃ
RORIZ
COMPRA
E
VENDE
Inscripções
de
assentamento
FORNECEDOR
DA CASA REAL
Ditas
de eoupons
Eoteria
da
Santa Casa da
Misericórdia de
Eisboa
Exlracção
a 26
do
corrente
3
'& DEPOSITO
CENTRAL, RUA DAS FLORES, 35
37 E
FÁ
39
Diías
de divida externa
<n«i«í0ea»
Titulos
Iiispanhoes internos
pá
0
proprietário
annuncia
aos
seus
freguezes,
e
publico,
que
em
todo
o
sabão
fabricado
na
sua
fabri-
ca,
e
que
na
mesma
se
vender,
ou
no
Deposito
Cen-
trai,
se
fará
o
desconto
de 6
por
cento
sobre
os
pre-
X
a
ǰ
s
estabelecidos,
de
uma
caixa
para
cima.
Satisfaz-se
com
promptidão
qualquer
pedida
que
seja
feito
do di-
to
genero,
tanto d’esta
cidade
como
das províncias
e
se
garante
a
sua boa qualidade.
ao
Ditos externos
Coupons
dos ditos já vencidos.
so-
O
Sacca,
toma
letras
e
dá
cartas
de credito
bre
Lisboa e
diversas
praças
estrangeiras,
e se
encar
rega
de
compra
e
veoda
de titulos
de
divida
publica
nas
mesmas
praças.
JOSÉ
IGNACIO
FERREIRA
RORIZ
AFIANÇADO
NO GOVERNO CIVIL DO
PORTO, NA CONFOR
MIDADE
DO
EDITAL DE 28
DE JULHO DE 1860
Tem
á
venda
no
seu
estabelecimento
bilhetes
iniei- «S
ros
a
5-5000
rs.
—Meios
ditos,
a
2$u00
—
Quartos,
a
1$3()0
—
Oitavos,
a
680
—
Cautellas
de
500,
250
e
130
rs.
0
me>mo
satisfaz,
com
promptidão
todas
e
quaesquer
encommendas
que
lhe
sejam
feitas
das
províncias, aiu-
da
que sejam em grande quantidade,
e
vindo
acompa-
nbadas
do
seu
importe
em
vales
dos
correio
;
e
uo
L
fim
da
exlracção
remelte
a
lista
dos
prémios
aos
seus
freguezes,
mas quando
a
não
recebam
em
tempo
com-
petente
terão
a
bondade
de
a
requisitar.
(6
*
)
%
«as
tabacmia
mca-
Griimte
deposito
de tabacos
NACIONAES
E ESTRANGEIROS
7?ua
do
Soulo
n.°
27
A,
27
B.
(ESQUINA DA
RUA DE JANO)
BRAGA.
Commissão
aos
snrs.
estanqueiros
:
íbbregas
—
Tabacos seccos.
.
.
15
%
»
Ba
pé............................. 30
°/
0
Santa
Apolonia
—
Tabacos
seccos. 15%
»
»
Rapé.
...
30
%
Lealdade
—
Tabacos
seccos
.
.
.
15
%
»
Rapé............................
35
%
Portuense
—
Tabacos
seccos.
. .
15%
» Rapé.............................
40
°/
0
Boa-fé
—
Tabacos
seccos. .
.
. 15
%
»
Rapé
..............................
40
°/
0
Liberdade
—
Tabacos
seccos.
.
.
15
%
A. Nacional
—
Tabacos
seccos.
.
15
%
Regalia
»
»
.
.
15%
Fidelidade
Portuense—
Tabacos sec
cos
...................................................
12
%
Compre-se
qualquer
encommenda
para
as
províncias.
0
gerente,
Antonio
Joaquim d
’
Ascencão
e
Souza.
'
(2701)
DINHEIRO
A
JURO
Quem
pertender
tomar
a
juro
a quantia
de
700^000
reis a
juro
de
5
°|
0
ao
anno
com escriptura
registrada
e hypotheca,
fal-
le com Felicidade
de
Freitas,
largo
de
S.
Lazaro
o.°
8.—
Braga.
(2705)
XxLMjÊÍDÃ’
&
PEREIRA
Largo
do
Barão
de S.
Martinho
n.° 18
Compram
e
vendem
acções de
todos
os
bancos
e
companhias,
e
inscripções
d
’
assentamento e eoupons.
(I)
ATOíiO®
José
Carlos
Machado
d
’
Almeida,
com
estabelecimento
na
rua
do
Campo,
n.°
16,
r*
m para
vender
um
surlimento
de
cami
solas
de
lã
de
lodos os
tamanhos,
assim
como
meias
e
cuturnos, que
vende
por
preços comodos.
(2647)
Francisco
José
da
Cunha
Com
loja
de
caldeireiro
Rua
de
S.
Vicente, n.°
100—
Braga
Vende Caldeiras,
Taxos,
Bacias,
Cho
colateiras,
alambiques,
e
mais
objectos
de
cobre,
pertencentes
ao
seu
estabelecimen
to,
por
preços
commodos.
(2689)
ALUGA-SE
Uma
casa
feita
de
novo,
sita
na
rua
das
Agoas,
n.°
91.
Trata-se
na rua
dos
Chãos
n.°
J3.
Póde
vêr-ae
das
10
horas
da manhã,
até
á
I
da
tarde.
(2694)
GUÃiibÃJcnuvÃ
Quem
achasse
um
guarda-chuva
de se
da
côr
de
castanha
e armação
de
baleia,
e
o
queira restituir,
póde
fazel
o
no
es
criptorio
d
’
esta
redacção,
ou
no
Poito.
no
café
da
rua
de
Santo
Antonio,
a
Francisco
Ribeiro
Palma,
que
receberá
por
isso
alvi-
çaras.
(2707)
WimiP
Precisa
se
de
um
empregado
para
es-
cripturação
commercial.
Quem
estiver
nas
condições,
dirija-se
ao
campo
de
D.
Luiz
I.’
n,°5e6.
(2706)
PINTO
a
TELLES
Por
escriptura
publica,
feita
nas
notas
do
labellião
João
Marcos
d’
Araujo
Ribeiro,
em
8
do
corrente,
foi
dissolvida
a
socieda
de
que
n’esta
cidade
girava
sob
aquella
firma,
ficando
o
activo
e passivo
a
cargo
do
so-
cio
Miguel
Corrêa Pinto,
e
o
socio
José
Jostrno
Telles,
completamente
exonerado.
(R.
130
C.
2699)
MBACAKSA
DEPOSITO
DE
CHARUTOS
1IÀVAAOS
Chegou a
esta
casa
a
marca
especial
FLOR
DO
CHIADO
PAPEIS
DE
ARRENDAMENTOS
IMmiHSSOS
Vende-se na
Tabacaria Braearen-
«2_______________ (°2686)
NOVA
FUNDIÇÃO
DE
FERRO
DE
Antonio Germano Ferreirinlaa
NA
Travessa
de
S.
João
Aonde
faz
toda
a
obra,
assim
como
bombas,
conçollas,
columnas
para
gaz,
pe-
zos
novos,
panellas
á
ingleza
de
todos
os
tamanhos,
canos
para
agoas
e
gaz,
e
toda
a
obra
de
fundição,
como
grades
para
sacadas,
obra
de
metal,
sinos e
outros
ob
jectos
de igual
teor
etc.,
pelos
preços
do
Porto.
DILIGENCIAS
DIARIAS
Ue
Sebastião «Sa Silva ATeves
Entre
Braga,
Ponte
do
Lima, Vianna, Ca
minha,
Valença, Monsão.
Tuy,
Vigo,
Pontevedra
e
S.
Tliiago,
entre Villa IVova «le Famalicão
e
Povoa «So Varzim.
Também
se
despacham
bilhetes
e
ba
gagens
direclarnente
de
Braga
para
Lis
boa.
por
caminhos
de
ferro.
Escriptorios:
em
Braga,
na
casa
aon
de
eslava
a
Companhia
Viação
(esquina
da
Conega),
em
Ponte
do
Lima, na hos
pedaria
da
Theodora, em
Vianna,
uo
es
criptorio do annuociante.
(2611)
•■au?»
wwm
ji
«
iworriiini
»■
w
i
Agencia
do
Banco
de
Vianna
CARVALHOS
&
C
Rua
do
Suulo
n.°
30
Esta
agencia
faz
as
seguintes
operações:
Desconta letras
da
terra
e
de
cambio.
Encarrega-se
da
compra
e
venda
de
pa
peis de credito.
Receae dinheiro á
ordem
e
a
praso
abo
nando
tiros.
Empresta sobre
penhores
d
’
ouro,
pra
ta,
inscripções,
acções
de
bancos
e
com-
panhias.
Saca sobre
praças
do
reino
e
estran
geiras,
Dnde o
Banco
tem
agencias.
Braga,
3
de
junho
de
1875.
Os
agentes,
(R
*
)
Carvalhos
k
CF
João
‘
Manoel da Silva
Guima
rães.
—
Rua
do
Souto
n.°
43.
Compra
e vende
Acções
de
todos
os
Bancos
e
Companhias, Inscripções
de
As
sentamento
e
coupons.
(581)
RIO
DE JANEIRÍÊ
A sahir
de Uisboa
Passagens
a
preços reduzidos.
Caminho de
ferro
grátis.
A
barca
«Lisboa»
de
1:200
to-
nelladas,
com
espaçosa
camara
de
ré
para
passageiros de
prôa,
vae
sahir com
brevidade.
Os snrs.
passageiros
que
qnizereni
apro
veitar
o ensejo
de
seguir
n
’
este
excellente
navio, queiram
dirigir-se
ao escriptorio
de
Soares
k
Irmão,
Praça
de
Santa
Theresa,
n.°
47.—
Porto.
(U
*
)
bragá
:
typographià
lusitana
—
187o
* - É o formato de
-
comerciominho_25091875_400.pdf
Parte de Comércio do Minho (O)